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Projeto de Vida

Ensino MédioVOLUME 1
Governador do Estado de Goiás
Ronaldo Ramos Caiado

Vice Governador do Estado de Goiás


Lincoln Graziani Pereira da Rocha

Secretária de Educação do Estado de Goiás


Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira

Superintendente de Ensino Médio


Osvany da Costa Gundim Cardoso

Gerente de Ensino Médio


Itatiara Teles de Oliveira

Coordenadora da BNCC – Etapa Ensino Médio


Telma Antônia Rodrigues Alves

Linguagens e suas Tecnologias


Coordenadora de Área
Joanede Aparecida Xavier de Souza Fé – Língua Portuguesa

Redatores/as
Luzia Mara Marcelino – Língua Portuguesa
Marinalva Nunes Barroso – Língua Portuguesa
Elaene Lopes Carvalho – Língua Inglesa
Jordana Avelino Dos Reis – Língua Espanhola
Edison Nunes Pereira – Educação Física
Fábio Dias Tavares – Educação Física
Fernanda Moraes de Assis – Arte/ Artes Visuais
Aline Folly Faria – Arte/Música
Renato Ribeiro Rodrigues – Arte/Dança
Mara Veloso de Oliveira Barros – Arte/Teatro

Matemática e suas Tecnologias


Coordenador da Área
Inácio de Araújo Machado – Matemática

Redatores
Henrique Carvalho Rodrigues – Matemática
Mário Jonas da Silva – Matemática

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Coordenador da Área
Francisco Manoel Bezerra Rocha – Física
Redatores/as
Rosimeire Silva de Carvalho – Química
Luiz Carlos Cordeiro Manso – Química
Leandro Breseghelo – Biologia
Núbia Pontes Pereira – Biologia

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

Coordenadora de Área
Alessandra de Oliveira Santos – História

Redatores/as
Elis Soares Narciso – Filosofia
Letícia Ferreira Guedes Cezario – Sociologia
Luiz Cláudio Ribeiro Borges – Geografia
Ione Apolinário Pinto – Geografia
Pedro Ivo Jorge de Faria – História

CRÉDITOS DA PUBLICAÇÃO

Coordenação/Supervisão de Conteúdo: Letícia Ferreira Guedes Cezario


Revisão ortográfica: Elaene Lopes Carvalho
Diagramação: Henrique Carvalho Rodrigues

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TELEFONE: 3201-3244

E-MAIL: bnccemgoias@gmail.com, bncc@seduc.go.gov.br

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1ª Edição | 2020
© Copyright 2020 – BNCC ETAPA Ensino Médio Goiás
“Todos os direitos reservados”
Caro/a Educador/a,

Ajuventude é um momento em que


escolhas são feitas e projetos começam a ser
construídos, neles estão contidos a visão que o/a
jovem tem de si mesmo, das suas aptidões e do
lugar que ele/a deseja ocupar no mundo. A visão
de futuro conecta-se com suas vivências e
experiências anteriores e as relações que ele/a
consegue estabelecer com sua história.
Para impulsionar qualquer mudança em
busca de uma educação transformadora é
imprescindível a atuação do/a professor/a. Para tanto, é importante que esse/a
profissional analise constantemente sua postura no processo educacional em que está
inserido/a. Particularmente, para o/a professor/a que irá orientar, incentivar e apoiar
os/as estudantes com seus Projetos de Vida é necessário assumir uma postura
reflexiva, a começar por revisar a trajetória de construção do seu próprio Projeto de
Vida. Além disso, o/a docente que pretenda lograr êxito na condução dessa disciplina,
não pode ter receio de se aproximar dos/as estudantes de modo diferenciado, uma vez
que, a relação interpessoal entre esses dois sujeitos pode permitir o estabelecimento de
um canal de diálogo franco que irá beneficiar todo o processo.
A tarefa de orientar os/as estudantes em seus objetivos não é simples, mas é
um trabalho possível de se construir dentro das escolas desde que o/a professor/a se
disponha a acolhê-los/as em sala de aula de modo a propiciar as condições
necessárias que deverão ser criadas para a construção de um espaço em que todos/as
possam declarar seus sonhos, seus anseios e suas metas. Dessa forma, orientamos
que os/as professores/as articulemsua prática com outros atores educativos (pais,
psicólogos/as, orientadores/as educacionais etc.), assim abre-se espaço para inovação
que pode surgir quando temos pessoas com especializações e experiências diferentes.
As aulas deste material foram elaboradas com base na educação para a vida e
valores humanos, com o objetivo de ensinar o/a jovem a ler o mundo a partir da
construção de sua própria identidade, ajudando-o/a a redescobrir o sentido de sua vida
e que a importância de estudar pode ser um dos meios para realização dos seus
sonhos.
Então, pede-se ao/à professor/a que ele/a
atue como um/a facilitador/a das atividades
A/O Educador/a deverá...
significativas que deverão ser construídas pelo/a
próprio/a estudante, que será co-criador/a da sua • Conhecer as políticas para a
trajetória de vida, pois não há como dizer para um/a juventude e o perfil dos/as
jovem o que ele/a deve ser ou fazer, sem incentivá- estudantes da sua escola.
lo/a a refletir sobre “aquilo que é" sobre o que sabe • Compreender que cada grupo de
que é” e "sobre aquilo que ele/a gostaria de ser”, estudante possui suas
bem como ajudá-lo/a a planejar o caminho que características e adequar seu
precisa seguir para alcançar o que ele/a pretende olhar e sua prática a esse
ser”. contexto.

Assim, para o desenvolvimento do Projeto de • Acompanhar de forma contínua

Vida, o/a professor/a deve estar imbuído/a de um o/a jovem durante o processo de

dinamismo que irá permitir chamar a atenção dos/as descoberta, criando estímulos e
fornecendo dados de realidade
estudantes para os assuntos tratados além de
para subsidiar suas possíveis
facilitar a reflexão necessária para as decisões que
escolhas.
serão tomadas por cada um deles/as. Todo o
• Subsidiar a/o jovem na análise
processo deverá ocorrer juntamente com os
de contexto, ofertando
recursos tecnológicos a serem utilizados, aliados ao
informações e condições para
conhecimento, ao estímulo do auto estudo, à
interpretá-las.
produção de conhecimento e relação interpessoal
• Criar contextos para que o/a
para auxiliar na formação do/a estudante como jovem reflita sobre as questões
profissional e cidadão ético, produtivo e socialmente que envolvem seu projeto de
responsável. vida, retomando valores,
O Projeto de Vida é uma metodologia conceitos e dúvidas, a fim de
englobada por projetos de aprendizagem ativa e aprofundar o aprendizado.
competências que estimulam o/a nosso/a jovem • Orientar o processo de
estudante a encontrar significado na sua autoconhecimento e de tomada
aprendizagem ao desenvolver um projeto para si, de decisão da/do jovem, fazendo
relacionando-se com o mundo e modificando a sua boas perguntas, que provoquem
realidade.Segundo Moran (2004), o Projeto de Vida a reflexão.
deve atender a três dimensões essenciais: • Criar espaços para troca entre
(i) Dimensão da Identidade - compreender-se, as/os jovens, ficando atento para

aceitar-se, realizar-se ao desenvolver que não haja constrangimentos e

autoconhecimento, autocontrole, falta de respeito com a


diversidade.
autoconfiança entre outras características.
• Investir na relação professor/a –
(ii) Dimensão da Cidadania - competências
estudante.
voltadas à interação social, familiar,
comunitárias desenvolvidas no deslocamento para o outro e para a vida coletiva
(Wallon, 1999).
(iii) Dimensão Produtiva - desenvolvimento de competências para o estabelecimento
de uma vida profissional, voltada para dimensões do trabalho e seu impacto nos
processos identitários e de cidadania.
Não pensemos, contudo, que o Projeto de Vida se limita apenas a definir a
carreira do/a estudante, ele se constrói como um auxiliar na decisão de quem eles/as
desejam ser, dos valores sob os quais sua vida será direcionada. Os conhecimentos
almejados nesse processo deverão ampliar o repertório do/a nosso/a estudante e ao
longo do desenvolvimento das competências auxiliar e apoiar a tomada de decisões
sobre os inúmeros espaços da sua vida.
Machado (2004) define projeto como um “lançar-se para o futuro com
orientação”, uma busca pelo que se pretende ser e conhecer enquanto buscamos
respostas para questionamentos que nos interessam, incomodam e instigam a mudar.
Desse modo, Projeto de Vida não aparece aos/às estudantes como uma imposição,
mas como algo a se construir, uma busca por um futuro que é aberto, mas precisa ser
constantemente (re)criado.
A sugestão do tempo de aula é uma orientação para auxiliar no planejamento
do/a professor/a. A relação deste com o/a estudanteé o fator mais importante deste
componente curricular. A observação sistemática e a avaliação ao final de cada aula
permitirão perceber a adesão dos/as estudantes quanto às atividades e aos temas
propostos e se eles/as conseguiram atingir os objetivos almejados.
AULA 01: A Vida é um Projeto
Objetivos Gerais

• Conhecer o componente curricular Projeto de Vida.


• Refletir sobre a importância da construção de um Projeto de Vida.
• Pensar sobre a importância e o papel dos Sonhos no cotidiano.

Material Necessário

• Folha “Carta ao/à Estudante” – Material do/a aluno/a - um por estudante.


• Texto impresso “Visualizando um novo caminho” (anexo) grupos de três
estudantes.
• Folha “Meus Sonhos” (material do/a aluno/a) - um por estudante.

Roteiro

Atividades Previsão de
Descrição
Previstas Duração

Momento Apresentação do componente curricular pelo/a professor/a. 10/15 min


Inicial

Atividade 1 Leitura da “Carta ao/à Estudante” e do texto “Visualizando 15/20 min


um novo caminho”.

Atividade 2 Refletir sobre a temática “Sonhos” e conseguir delimitar 5 10/15 min


deles.

Avaliação Perceber o envolvimento, participação e compreensão dos/as 5 min


estudantes com o objetivo geral do componente curricular.
Orientação para as atividades

Momento Inicial

Objetivos

• Apresentar o componente curricular à turma.

Desenvolvimento

• O/A professor/a deve explicar – acompanhandoa dinâmica da turma – alguns elementos


chaves do componente curricular.
• A construção de um Projeto de Vida deve ser contínua, é uma tarefa para toda a vida
então é natural que ocorram mudanças no percurso.
• O Projeto de Vida ajudará a visualizar os caminhos que devem seguir para alcançar
alguns objetivos, não oferece respostas prontas nessa jornada.
• As atividades serão relacionadas ao autoconhecimento, fazendo com que eles conheçam
quais são suas forças, suas limitações e perspectivas ao trabalhar a confiança e a
disciplina, por exemplo.
• Serão abordados itens que envolvam valores,responsabilidade social e ações que
possam estruturar os planos a partir dos objetivos que o/a estudante desejam alcançar.

Avaliação

• Perceber a compreensão dos/as estudantes sobre o que é apresentado.

Atividade 1: Leitura da “Carta ao/à Estudante”e do texto “Visualizando um novo caminho”

Objetivos

• Refletir sobre a construção de um Projeto de Vida.

Desenvolvimento

Orientar a leitura da “Carta ao/à Estudante” e do texto Visualizando um novo caminho –


grupos de três estudantes - que tratam da definição de Projeto de Vida na relação lúdica e
metafórica com o conteúdo do texto. Após a leitura, forme um círculo e estimule um debate
perguntando aos/às estudantes sobre o que entenderam do texto e em seguida, pergunte se alguém
já possui um Projeto de Vida definido. Esse momento servirá de apoio para a próxima atividade,
por isso procure deixar os/as estudantes estimulados com a nova disciplina.
Perguntas que podem mediar o debate:
O que é um Projeto de Vida?
Para que serve um Projeto de Vida?
Quando devemos ter um Projeto de Vida?
Como se constrói um Projeto de Vida?
Qual a relação entre Projeto de Vida e felicidade?
Por que é importante se conhecer bem antes de construir um Projeto de Vida?
Procure fazer uma relação entre “O que é um Projeto de Vida” e os desejos dos/as estudantes.

Avaliação

• Perceber a participação dos/as estudantes e envolvimento com a dinâmica, entendendo


que a participação deve sempre ser ampliada.

Atividade 2 - Refletir sobre a temática “Sonhos”

Objetivos

• Compreender o vínculo dos sonhos com o Projeto de Vida.

Desenvolvimento

O/A professor/a deve perguntar quantos/as estudantes possuem um sonho e anotar


quantos/as estudantes levantaram as mãos. Em seguida perguntarquantos/as já realizaram um
sonho. Deve-se ouvir um/a ou dois/duas estudantes que queiram contar um pouco sobre o sonho
realizado1.
Em um próximo momento os/as estudantes devem responder sobre a importância da
escola na realização do Projeto de Vida deles/as. Deve ainda falar sobre a importância de
reconhecer que não é fácil realizar um sonho sozinho/a, que todos/as precisam de apoio, seja da
família, da escola ou dos/as amigos/as. Acrescentar que não basta sonhar é preciso uma série de
ações para concretiza-los.

Avaliação

• Perceber a reflexão eo preenchimento da folha “Meus sonhos”.

Avaliação da aula

• Observar a participação e envolvimento na atividade.


• Observar as expectativas de cada um/uma sobre as aulas de Projeto de Vida.

1
Observe que ainda não é necessário saber, especificamente, sobre os sonhos de todos/as os/as estudantes.
Anexo

Texto 1

Visualizando novos caminhos!

Quando alguém pretende construir uma casa, um/aarquiteto/a é contratado/a para planejar
tudo que será necessário fazer antes de começar as obras. A partir do projeto, ele/a terá uma
noção do material necessário e de quantos trabalhadores/as serão contratados/as para a construção
ocorrer no tempo determinado. Se não houvesse um planejamento prévio, provavelmente, os/as
trabalhadores/as não saberiam como desempenhar ordenadamente suas funções. Inclusive seria
muito complicado prever os recursos necessários para a obra. A casa, provavelmente, nunca seria
construída ou, se fosse, poderia se iniciar a construção e ter que interrompê-la por falta de verba
para a finalização do projeto.Na vida, ocorre algo similar. Possuímos muitas metas e planos os
quais pretendemos realizar. Temos a opção de escolher o nosso caminho. Entretanto, inúmeras
vezes escolhemos rotas que nos afastam de nosso objetivo maior ou ficamos confusos em relação
ao rumo a ser seguido pela ausência de planejamento sobre o que realmente queremos. Um
Projeto de Vida é um plano colocado em papel para que possamos visualizar melhor os caminhos
que devemos seguir para alcançar nossos objetivos. Desse modo, necessitamos saber claramente
quais são eles e ter em mente também quais são os nossos valores, pois são eles que nortearão
nossas escolhas. Isso é fundamental para viver em harmonia com o que realmente nosso coração
pede, pois, na ausência de um Projeto de Vida, corremos o risco de ficar sem direção. Dessa
forma, conhecer-se, saber o que a vida realmente significa para você e conhecer seus valores são
de fundamental importância no planejamento do seu Projeto de Vida. É através dele que você
poderá se desenvolver melhor e realizar os seus sonhos. Lembre-se: nada é estático, e você
precisa estar em constante evolução.
AULA 02: Somos quem podemos Ser
Objetivos Gerais

• Conhecer um pouco mais os/as colegas e sentir-se integrado/aà turma.


• Iniciar formas de autoconhecimento.

Material Necessário

• Texto impressocom a letra da música “Eu caçador de mim” (em anexo) grupos de três
estudantes.
• Folha “Ser Quem Se É” (material do/a aluno/a)- um por estudante.

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de


Previstas Duração

Atividade Retomada das ideias da última aula. 5 min


Preliminar

Atividade 1 Dinâmica de apresentação com apenas uma palavra por 10/15 min
Seu nome e um estudante.
desejo2

Atividade 2 Ouvir a música “Eu caçador de mim”. 10/15 min


Música

Avaliação Perceber o envolvimento, participação e compreensão 5 min


dos/as estudantes com o objetivo geral da aula.

2
Pode-se remeter ao sonho/desejo da primeira aula, mas pensa-se – dentro da dinâmica da turma – em
diversos aspectos que podem produzir integração: música/comida preferida, um medo, uma coisa
engraçada sobre si que poucas pessoas conhecem, o que faria se ganhasse na loteria etc.
Orientação para as atividades

Atividade 1: Seu nome e um desejo

Objetivos

• Aprender o nome dos/as colegas de turma de forma lúdica facilitando a integração entre
todos/as.Refletir sobre a identidade: Quem sou eu? Como me chamam? O que faço?
Como andam as relações comigo mesmo e com os outros? Quais são as qualidades que
aprecio nas pessoas?

Desenvolvimento

Disponha os/as estudantes sentados/as, formando um círculo de modo que todos/as


possam se ver. Nesse círculo, você deve estar inserido/a como um/a facilitador/a da atividade.
Explique a dinâmica dizendo que cada um/a deverá falar o próprio nome e um desejo pessoal.
O/Aprofessor/a deve iniciar a dinâmica dizendo seu nome, seguido de um desejo que tenha. Cada
estudante, na sequência, a partir do/a mediador/a, deve repetir na ordem os nomes e desejos ditos
anteriormente pelos/as colegas, acrescentando ao final o seu próprio nome e seu desejo.
O desafio desta dinâmica é aprender de forma lúdica como chamar os/as colegas de
3
turma , repetindo na sequência todos os nomes e desejos ditos anteriormente no círculo, antes de
dizer o seu próprio nome. Havendo dificuldade na memorização da sequência, o/aprofessor/a
e/ou o grupo podem auxiliar aquele/a que estiver falando, pois, o importante nesta dinâmica é
que, ao finalizá-la, todos/as tenham aprendido o nome dos/as colegas de turma. Nesta atividade,
são trabalhadas também questões de identidade - Como me chamam? Quem sou eu? É
importante que a/o professor/a esteja atento para perceber e explorar o sentimento subjacente ao
modo como cada indivíduo se apresenta.

Avaliação

• Perceber a participação dos/as estudantes e envolvimento com a dinâmica.

Atividade 2: Música: Eu Caçador de mim

Objetivos

• Refletir sobre a importância do autoconhecimento na construção de um Projeto de Vida.

3
Pensando em turmas que estão se formando nesse momento, para turmas que já possuem
relacionamento de outros anos, pode-se pensar em descobrir algo que ainda não (re)conhecem
no/a outro/a.
Desenvolvimento

Sempre relacionando com a atividade 1. Alguns dos meus dados pessoais:


anterior, neste momento, após a leitura em
grupo de três estudantes, retorne ao círculo e 2. Meus pais/pessoas que moram comigo
solicite aos/às estudantes que escrevam na folha são:
entregue respostas objetivas a partir das 3. Minhas características (físicas,
seguintes perguntas que podem, ou não, estarem
emocionais etc.) são:
escritas em um local visível da sala:
Neste exercício o objetivo é que o/a 4. O que eu faço?
estudante possa se conhecer um pouco mais. 5. Por que faço?
Oriente que todas as perguntas os levarão a uma
6. Como faço?
reflexão sobre si mesmo. Para isso, seja
sincero/a e responda com boa vontade. Não 7. O que eu faço afasta ou aproxima as
avalie suas respostas com rigidez ou baseadas pessoas? Por quê?
nas respostas dos/as colegas, pois aqui não
existem respostas certas ou erradas.

Avaliação

• Perceber a participação dos/as estudantes e envolvimentocom a dinâmica, entendendo


que a participação deve sempre ser ampliada.

• Pergunte aos/às estudantes o que eles/as acharam do encontro, quais as dificuldades de


falar sobre si e quais as dificuldades de ouvir os/as colegas.
Anexo
Caçador de Mim-Sérgio Magrão e Luiz Carlos Sá

Por tanto amor


Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu, caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito à força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim
AULA 03: Meus Caminhos
Objetivos Gerais

• Pesquisar fatos que aconteceram no ano do seu nascimento, relacionando a história de vida
com o contexto social e familiar a fim de facilitar a construção do Projeto de Vida.

Material Necessário

• Folha “Meus Caminhos – Eu nasci em ...” (material do/a aluno/a) - um por estudante.
• Folha “Meus Sonhos – Convivo com ...” (material do/a aluno/a) - um por estudante.

Roteiro

Atividades Previsão de
Descrição
Previstas Duração

Momento Retomada das ideias da última aula. Identificar quantos/as 10 min.


Preliminar conseguiram fazer o exercício para casa.

Atividade 1 Responder individualmente a folha “Meus Caminhos – Eu nasci em 20/25 min


...”; debater com o grupo como os fatos pesquisados influenciaram a
vida que possuem hoje.

Atividade 2 Responder individualmente a folha “Meus Caminhos – Convivo 15/20 min


com ...”.

Avaliação Perceber o envolvimento, participação e compreensão dos/as 5 min


estudantes com o objetivo geral da aula.
Orientação para as atividades

Atividade 1

“Meus caminhos – Eu nasci em ...”

Objetivos

• Identificar a influência de aspectos socio-históricos na formação dos sujeitos.

Desenvolvimento

Olhar para o passado é fundamental na elaboração de um Projeto de Vida estruturado. No


entanto, é preciso que o/a educador/a garanta o respeito aos valores, ao tempo de elaboração à história
de cada jovem. O/A professor/a deve identificar os elementos em comum da pesquisa4 dos/as
estudantes.
Os/Asestudantes devem apontar para a turma a razão do acontecimento escolhido ser considerado
importante e o motivo para considerarem alguns elementos mais importantes do que outros.
Relacionar o debate com o contexto histórico dos/as estudantes e com a experiência individual.
O/A professor/a deve perguntar como fatos ocorridos no mundo e podem modificar a
realidade do Estado, da cidade e da família dos/as estudantes.

Atividade 2

“Meus caminhos – Convivo com ...”

Objetivos

• Identificar a influência de aspectos familiares na formação dos sujeitos.

Desenvolvimento

Entregar a folha relacionada com a atividade. Solicitar ao/à jovem que desenhe ou organize,
de acordo com suas habilidades, uma árvore genealógica com as informações sobre a profissão dos
familiares, das pessoas que convivem com ele/ela: nome, idade, grau de parentesco e profissão. Deve-
se preencher o máximo de elementos que lembrar.
Propor uma breve conversa com a turma a partir das profissões dos familiares a das
indagações: “Isso, de algum modo, incentiva a suas escolhas hoje? Para onde os caminhos que te
trouxeram até aqui estão te levando?” O/A estudante deve escrever um breve comentário sobre as
falas no final da folha proposta.
Este tipo de estratégia mostra o quanto a história familiar pode influenciar nas decisões dos/as
jovens. O papel do/a educador/a é auxiliar o/a jovem nesta percepção.

4
O/A professor/a deve levar alguns acontecimentos históricos do período de nascimento dos/as
estudantes (eleição nacional, local, evento climático, campeonato de esportes etc.) para que mesmo
sem a tarefa de casa realizada a aula possa ser desenvolvida.
Esta atividade requer a sensibilidade do/a educador/a, uma vez que mobiliza sentimentos e
uma gama de informações desconhecidas ou nunca antesreveladas, presentes no universo familiar.
Além disso, cada jovem possui uma configuração familiar específica, que precisa ser respeitada e
compreendida na apresentação de sua árvore genealógica, supostamente incompleta ou com um
número excessivo de informações que privilegia um dos seus familiares.
Deve-se enfatizar com os/as jovens que o passado é importante na constituição do Ser e no
processo de escolha, visto que ele está conectado com um Todo Social. Reconhecer as escolhas e as
limitações do grupo familiar contribuem positivamente para o desenvolvimento do seu
autoconhecimento e tomadas de decisão.

Avaliação da aula

• Perceber a reflexão e o preenchimento das atividades.


AULA 04: Presente!
Objetivos Gerais

• Compreender e conhecer a sua percepção das fases da vida.

Material Necessário

• Cartolina, papel sulfite, tesoura, cola, marcador permanente, lápis de cor, caneta hidrocor.
• Folha “Presente!” (material do/a aluno/a) - um por estudante.

Roteiro

Atividades Previsão de
Descrição
Previstas Duração

Momento Retomada das reflexões sobre família e projetos futuros da 10 min.


Preliminar última aula.

Atividade Dinâmica Roda da Vida. 25/30 min

Avaliação Perceber o envolvimento, participação e compreensão dos/as 5/10 min


estudantes com o objetivo geral da aula.
Orientação para as atividades

Objetivos

• Refletir sobre a percepção da atual fase da vida e os recursos necessários para modificá-la.

Desenvolvimento

O/A professor/a deve distribuir a folha da dinâmica Roda da Vida,que consiste em um


círculo dividido em 10 partes, conforme figura abaixo:

O/A professor/a deve apontar itens de preenchimento e o/a estudante traçar sua percepção
sobre esses aspectos dentro dessa grande roda.
A partir da conversa e das orientações do/a professor/a, os/as estudantes diante de suas
reflexões, irão colorir os espaços conforme o que sentem no presente. E a partir destas ponderações
compartilhadas entre os/as colegas, estes/as irão tomar nota destes objetivos compartilhados. Serão
capazes de traçar metas e objetivos para o que desejam alcançar no seu Projeto de Vida, tendo em
vista que os planos anotados no papel fazem com que os/as estudantes tenham mais facilidade em
visualizar progressos e mudar rotas, caso seja necessário.
Importante que o/a professor/a converse sobre os pontos da Roda da Vida durante o
preenchimento dos temas5 da roda:

1. Saúde e disposição

Essa parte da roda diz respeito a sua situação de saúde atual. Aqui deverão estar inclusas
avaliações sobre a saúde física, mental e emocional. Esse setor também leva em conta os níveis de
disposição e motivação.

2. Desenvolvimento intelectual

Aqui será avaliada a sua satisfação com o quanto você sabe e o quanto tem aprendido.
Exercitar sempre o intelecto, afinal, ajuda a manter o foco e desenvolver novas habilidades que serão
necessárias no seu caminho.

3. Equilíbrio emocional

Trata-se de uma avaliação sobre o quão equilibradas estão suas emoções durante o dia ou se
você experimenta muitas oscilações. Na adolescência é normal nos sentirmos assim. É importante
refletir se você lida bem com suas emoções (positivas e negativas) e consegue mantê-las sob controle,
evitando explosões, por exemplo.

4. Contribuição social

Essa parte da roda está destinada à percepção do quanto você contribui para a sociedade hoje.
Gerar um impacto positivo na vida das outras pessoas é um fator importante para a satisfação pessoal,
deve-se refletir sobre o impacto que suas ações possuem no mundo.

5. Família

A família é o núcleo social com o qual temos maior tempo de convivência. Por isso, é muito
importante pensar sobre as qualidades dessas relações e sobre como elas impactam no nosso dia a dia.

6. Vida social

Possuir uma rede de amigos/as e sentir-se pertencente a um grupo social também é essencial
para uma vida equilibrada e plena. Aqui, você deverá avaliar sua satisfação com seu grupo de
amigos/as e colegas, o quanto tempo possui para passar com eles/as e se esse tempo é utilizado com
qualidade.

5
Os temas aqui aparecem como sugestões, pode-se pensar outros que apontem/identifiquem mais a relação dos/das
estudantes com o mundo, tais como realização e propósito, recursos financeiros, desenvolvimento amoroso, relação com a
escola, entre outros que abarquem as perspectivas locais e regionais sobre a vida.
8. Criatividade, hobbies e diversão

Se divertir, descansar e se dedicar a coisas que você ama é fundamental para manter a
qualidade de vida. Há um equilíbrio na sua vida para esses aspectos? Aqui, você deve avaliar se tem
tempo para fazer o que gosta, se pode exercer sua criatividade e se tem acesso ao entretenimento e ao
relaxamento.

9. Plenitude e felicidade

A plenitude é o sentimento de contentamento que surge em pessoas que sabem que estão
aproveitando suas vidas. Você sente que sua vida tem um propósito, que está sendo vivida com
qualidade? Qual é o seu senso de organização sobre sua vida e suas emoções? Nesse setor da roda,
você avaliará seu nível de autoconhecimento, felicidade e senso de propósito.

10. Espiritualidade

A espiritualidade não precisa estar, necessariamente, ligada à religião (embora a religião


possa ser considerada uma forma de espiritualidade). Esse campo da Roda da Vida se refere à reflexão
sobre aquilo que transcende a realidade. Trata-se de descobrir o que ser espiritualizado/a significa
para você e avaliar qual é o impacto que isso está tendo na sua vida.

Avaliação da aula

Envolvimento dos/as estudantes na atividade. Reflexão sobre o resultado obtido identificando


quais áreas precisa de maior atenção.
Anexo

Exemplo de como a atividade pode ser preenchida


AULA 05: (Es)Colher
Objetivos Gerais

• Refletir sobre as possibilidades de trajetórias realizadas na vida.


• Compreender os efeitos das escolhas realizadas.

Material Necessário

• Datashow e computador para a projeção da imagem.


• Texto impresso “As escolhas de uma vida” (anexo) - grupos de quatro/cinco estudantes.
• Folha “(Es)Colher” (material do/a aluno/a) - uma por estudante.

Roteiro

Atividades Previsão de
Descrição
Previstas Duração

Momento Retomar a reflexão sobre os estágios da vida abordados na


Preliminar última aula. 5 min.

Atividade 1 Conversa sobre a imagem. 10/15 min

Atividade 2 Discussão em grupo sobre o texto


“As Escolhas de uma vida – Pedro Bial”. 15/20 min

Avaliação Perceber o envolvimento, participação e compreensão dos/as


estudantes com o objetivo geral da aula. 5/10 min

Escrita no material do/a estudante.


Orientação para as atividades

Momento Inicial

Questionar os/as estudantes sobre suas percepções sobre a última aula: “Pensar sobre como
estamos modifica nossos projetos/sonhos?”– Ouvir dois/duas ou três estudantes.

Objetivos

• Refletir sobre as possibilidades de trajetórias realizadas na vida.


• Avaliar os efeitos das escolhas realizadas.

Desenvolvimento

Atividade 1

• Para iniciar a aula, o/a professor/a deverá apresentar a figura (anexo 01) aos/às jovens,
projetando em tamanho maior para que todo o grupo veja a imagem ao mesmo tempo. 6

• Anotar as impressões iniciais, interjeições geradas pela primeira impressão da imagem.

• Perguntar o que eles/as acham da imagem, o que lhes veem a mente, o que eles/as sentem ao
vê-la.É importante que todos/as possam participar e fazer o comentário que acharem
pertinente sobre a imagem em questão. Em turmas muito grandes pode-se combinar a
definição de ‘uma palavra’ para que todos/as possam falar.

• No segundo momento pergunte aos/às estudantes:

Já existiu um momento na vida quando não sabiam por qual caminho seguir?

Após ouvir as respostas, o/a professor/a deverá ressaltar que nessa aula será abordado o tema:
"As escolhas de uma vida e de quem é a responsabilidade de tomá-las?".

Feito isto, para o desenvolvimento da atividade a seguir, o/a professor/a deverá organizar
os/as estudantes em grupos de quatro/cinco integrantes e distribuir o texto “As escolhas de uma vida”
(anexo 02).

6
A projeção é o modo ideal para trabalhar, caso não seja possível, distribuir o material do/a aluno/a
nesse momento para iniciar o debate.
Atividade 2:

• Orientar a leitura do texto7 “As escolhas de uma vida”.


• Após a leitura estimule o debate perguntando aos/às estudantes:
• Em que você concorda/discorda do autor do texto?
• Para você, qual a maior dificuldadeem tomar decisões?
• Qual o maior incômodo em fazê-las?
• As escolhas que tomamos realmente dependem apenas de nós?

• Procure estimular a fala do maior número possível de estudantes no debate para que consigam
desenvolver a percepção do seu Projeto de Vida.

Avaliação da aula

• Perceber a compreensão dos/as estudantes sobre o que é apresentado.


• Entregar a folha do material do/a estudantepara que possaescrever individualmente uma
reflexão sobre a aula.

7
Se achar conveniente e a escola dispor de material pode-se passar o áudio da mensagem disponível em:
youtu.be/fDZ5EnSxLTE para que os/as estudantes acompanhem.
Anexo 01

Fonte: http://canstockphoto.com
Anexo 02

AS ESCOLHAS DE UMA VIDA - PEDRO BIAL


A certa altura do filme Crimes e Pecados, Todas as alternativas são válidas, mas há
o personagem interpretado por Woody um preço a pagar por elas.
Allen diz: "Nós somos a soma das nossas Quem dera pudéssemos ser uma pessoa
decisões". diferente a cada 6 meses, ser casados de
segunda a sexta e solteiros nos finais de
Essa frase acomodou-se na minha massa semana, ter filhos quando se está bem-
cinzenta e de lá nunca mais saiu. disposto e não tê-los quando se está
Compartilho do ceticismo de Allen: a cansado.
gente é o que a gente escolhe ser, o
destino pouco tem a ver com isso. Por isso é tão importante o
autoconhecimento.
Desde pequenos aprendemos que, ao
fazer uma opção,estamos descartando Por isso é necessário ler muito, ouvir os
outra, e de opção em opção vamos outros, estagiar em várias tribos, prestar
tecendo essa teia que se convencionou atenção ao que acontece em volta e não
chamar "minha vida". cultivar preconceitos.

Não é tarefa fácil. No momento em que se Nossas escolhas não podem ser
escolhe ser médico, se está abrindo mão apenas intuitivas, elas têm que refletir o
de ser piloto de avião. Ao optar pela vida que a gente é. Lógico que se deve
de atriz, será quase impossível conciliar reavaliar decisões e trocar de caminho:
com a arquitetura. No amor, a mesma Ninguém é o mesmo para sempre.
coisa: namora-se um, outro, e mais outro,
num excitante vaivém de romances. Mas que essas mudanças de rota venham
para acrescentar, e não para anular a
Até que chega um momento em que é vivência do caminho anteriormente
preciso decidir entre passar o resto da percorrido.
vida sem compromisso formal com
alguém, apenas vivenciando amores e A estrada é longa e o tempo é curto.
deixando-os ir embora quando se findam,
ou casar, e através do casamento fundar Não deixe de fazer nada que queira, mas
uma microempresa, com direito a casa tenha responsabilidade e maturidade para
própria, orçamento doméstico e arcar com as consequências destas
responsabilidades. ações.

As duas opções têm seus prós e contras: Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de
viver sem laços e viver com laços... chance de darem certo, mas também 50%
de chance de darem errado.
Escolha: beber até cair ou virar
vegetariano e budista? A escolha é sua!
AULA 06: O que me move
Objetivos Gerais

• (Re) conhecer valores sociais e individuais.


• Compreender o movimento detais valores nesse processo de (re)conhecimento.
• Analisar as variáveis que movem o ser humano em seu autoconhecimento.

Material Necessário

• Folhas para montagem do cartaz, lápis, canetas, pincéis.


• Folha “O que me move” (material do/a aluno/a) - uma por estudante.

Roteiro

Atividades Previsão de
Descrição
Previstas Duração

Momento Retomada das reflexões sobre as escolhas


Preliminar responsáveis trabalhados na última aula. 10 min

Atividade 1 Dinâmica “Bingo de Valores”. 15/20 min

Atividade 2 Responder individualmente a folha do/a estudante “O 10/15 min


que me move”.

Avaliação Perceber o envolvimento, participação e compreensão


dos/as estudantes com o objetivo geral da aula. 5/10 min
Orientação para as atividades
Momento Inicial

Objetivos

• Identificar os princípiospredominantes na sociedade e os que norteiam sua vida e suas


ações, avaliando o papel dos seus valores nas suas escolhas cotidianas.

Desenvolvimento

Atividade 1:

• Apresentar aos/às estudantes a relação de palavras apresentadas no anexo (Bingo


deValores)8.

• Solicitar aos/às estudantes que dentre as palavras apresentadas selecione as 09 (nove)


que considerem mais importantes – anotar na folha do/a estudante.

• Pedir aos/àsestudantes que leiam para os/as demais colegas da sala as palavras que
selecionaram e digamo porquê da escolha.

• Fazer um levantamento das palavras que apareceram com maior frequência e colocá-
las em um cartaz. O mesmo pode ser fixado na sala ou nos corredores da escola.
Retomaremos a ele na próxima aula - é importante fixá-lo em um lugar visível e de
fácil acesso aos/às estudantes.

• Fazer a seguinte pergunta:


• Esses valores que tiveram maior número de escolhas, são os que
predominam na sociedade na qual estamos inseridos/as?

• O grupo deve fazer um pequeno debate discutindo o que são valores e como eles
moldam/influenciam as sociedades e os indivíduos.

Atividade 2:

• Em um segundo momento os/as estudantes devem desenvolver a atividade proposta na


folha “O que me move” – do material do/a estudante. A atividade individual não precisa
ser apresentada aos demais, mas deve propor reflexão sobre o tema VALORES.

• Perguntas norteadoras: O que leva você a tomar essa decisão? O que te motiva? O que te
faz mudar? Ao responder as perguntas lembre-se de alertar os/as estudantes de evitar a
menção à PESSOAS ou LUGARES, mas focar nos VALORES envolvidos nas escolhas.

8
Caso tenha material disponível pode reproduzir a relação acima e entregar aos/às estudantes, caso
isso não seja possível escrever as palavras na lousa e pedir aos/às estudantes que escrevam no
caderno as 09(nove) que consideram mais importantes ou com as quais mais se identificam.
Avaliação

• Perceber a compreensão dos/as estudantes sobre as influências como motivações para as


escolhas feitas na vida.
• Envolvimentos na atividade escrita.

Anexo

Intensidade Amizade Justiça Tolerância Fidelidade

Afeto Caridade Fé Dinheiro Sucesso

Beleza Família Justiça Paz Equilíbrio

Cooperativismo Individualismo Humildade Bondade Amor

Compaixão Desejo Originalidade Empatia Devoção

Conhecimento Gentileza Beleza Força Perdão

Revide Resiliência Estabilidade Trabalho Patriotismo


AULA 07: Nos movemos?
Objetivos Gerais

• Desenvolver a leitura crítica acerca de textos jornalísticos, aplicando os próprios valores na


análise do texto.
• Elaborar indagações reflexivas para questionar valores culturaisnas relações intra e
interpessoais.

Material Necessário

• Texto impresso “O mundo dos valores” (anexo) grupos de três/quatro estudantes.


• Folha “Nos movemos?” (material da/o estudante) - uma por estudante.

Roteiro

Atividades Previsão de
Descrição
Previstas Duração

Momento Retomada das reflexões sobre valores e motivações abordados


Preliminar na última aula. 15 min

Atividade Leitura coletiva do texto “O mundo dos valores”. Debate sobre


posicionamentos do texto. 25/30 min

Avaliação Perceber o envolvimento, participação e compreensão dos/as


estudantes com o objetivo geral da aula. 5/10 min
Reflexão escrita na folha “O que nos move” (material do/a
estudante)
Orientação para as atividades
Momento Inicial

Retomar às perguntas norteadoras apresentadas na última aula:


• O que leva você a tomar essa decisão?
• O que te motiva?
• O que te faz mudar?
Perguntar se as reflexões feitas na última aula modificaram algum comportamento durante a
semana e o porquê. Levantar a ideia de que as aprendizagens feitas durante às aulas de Projeto de
Vida também podem e devem ser estendidas ao cotidiano extraclasse.

Objetivos

• Desenvolvimento de leitura crítica acerca de textos jornalísticos, aplicar os próprios valores


na análise do texto.

Desenvolvimento

Leitura em voz alta do texto. A leitura pode ser realizada por uma única pessoa ou por várias,
conforma a escolha do/a responsável pela aula.

• Após a leitura observar o cartaz elaborado na aula anterior e apresentar à questão:


• Esses valores representam os valores da nossa sociedade?

• Com base na atividade anterior fazer uma reflexão coletiva considerando se os valoresestão
de acordo ou não com o denominado “jeitinho brasileiro” exposto no texto lido. Refletir em
que situações:
• Já percebeu a utilização do “jeitinho brasileiro” em alguma situação?
• Quem foi prejudicado nessa situação e quem se beneficiou?
• Em que situações utilizamos o “jeitinho brasileiro”?
• Existe o “jeitinho brasileiro”? É possível modificá-lo?

Em um segundo momento entregar a folha “Nos movemos?” do material da/o estudante.

• Solicitar que escrevam os valores mais importantes para vivermos em sociedade9.


• Apresentar à questão: Como o Projeto de Vida pessoal pode interferir nas nossas
experiências coletivas? Acompanhar a escrita da reflexão individual sobre o tema.

Avaliação

• A avaliação não deve ser quantitativa ou valorativa, deve ser estimulada a participação do/a
estudante e a manifestação de suas opiniões acerca dos dilemas apontados pelos textos.

9
Se necessário apresentar a tabela completa da aula anterior com vários valores.
Anexo

O mundo dos valores especial, isto é, eficiente e rápida, para


tratar do ‘problema’.”
Todo mundo já ouviu falar no O jeitinho brasileiro pode ser visto
"jeitinho brasileiro": poder, não pode, mas tanto como um favor, quanto como uma
sempre dá-se um jeito... Muitos até formade corrupção. Segundo a autora, ele
chegam a achar que se trata de virtude a estaria localizado entre esses dois polos,
complacência com a qual as pessoas onde o primeiro é positivo e o outro é
"fecham os olhos" para certas negativo, podendo pender mais para um
irregularidades e ainda favorecem outras lado ou para o outro. O que caracterizaria
tantas. o jeito como algo positivo ou negativo
Certos "jeitinhos" parecem depende da situação em que ele ocorre e
inocentes ou engraçados, e às vezes até a relação que existe entre as pessoas
são vistos como sinal de vivacidade e envolvidas.
esperteza: por exemplo, quando se fura a A psicologia comportamental
fila do ônibus ou do cinema. Ou, então, também auxilia nessa discussão. Ela
para pegar o filho na escola, que mal há mostra que nossos comportamentos
em parar em fila dupla? geram consequências e que, dependendo
Outros "jeitinhos" não aparecem tão do resultado que eles trouxerem, esses
às claras, mas nem por isso são menos comportamentos podem cessar ou
tolerados: notas fiscais com valor continuar ocorrendo futuramente. Vamos
declarado acima do preço para o supor que você vai mal em uma prova e
comprador levar sua comissão, compras procura a sua professora logo depois da
sem emissão de nota fiscal para sonegar correção para pedir um ponto a mais.
impostos, concorrências públicas com Caso ela recuse aumentar a nota e até
"cartas marcadas". desconte meio ponto pelo pedido, a
O que intriga nessa história toda é chance de você fazer o mesmo pedido
que as pessoas que estão sempre "dando para ele em outra ocasião irá diminuir;
um jeitinho" sabem, na maioria das vezes, caso ele aceite, aumentam as chances de
que transgredem padrões de você repetir o comportamento.
comportamento. Mas raciocinam como se A lógica é bem simples: você faz o
isso fosse absolutamente normal, visto que faz porque se sente bem assim, você
que é comum: Só eu? E os outros? Todo é recompensado por isso. Se você já fez
mundo age assim, quem não fizer o algo errado e foi punido, com certeza
mesmo é trouxa; quem não gosta de levar pensará bastante antes de repetir a ação.
vantagem em tudo? Essa ideia pode nos ajudar a refletir sobre
No livro “O jeitinho brasileiro: a arte todas as outras ações em nossa vida.
de ser mais igual que os outros”, Lívia Com esse raciocínio, podemos
Barbosa mostra a ambiguidade do pensar que em uma situação em que
conceito: alguém furou fila e ninguém se opôs, é
“[ ] o jeitinho é sempre uma forma possível que a pessoa torne a furar outra
“especial” de se resolver algum fila futuramente. Então podemos pensar
problema ou situação difícil ou proibida; contribuem para a situação tanto quem
ou uma solução criativa para alguma pratica o ato, quanto quem o presencia
emergência, seja sob a forma de sem se opor a ele.
conciliação, esperteza ou habilidade. E é aí, como cidadãos, que
Portanto, para que uma determinada podemos pensar em nossas atitudes. Se
situação seja considerada presenciarmos alguém dando um jeitinho,
jeito, necessita-se de um seja ele positivo ou negativo, qual deve
acontecimento imprevisto e adverso ser nossa ação: recompensar a pessoa
aos objetivos do indivíduo. Para ou repreendê-la?
resolvê-la, é necessária uma maneira
ARANNHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS.
Filosofando. Introdução à Filosofia. Ed. Moderna
AULA8: Para onde me movo
Objetivos Gerais

• Identificar os próprios gostos e práticas individuais e coletivas.


• Avaliar os desdobramentos dos comportamentos em projetos futuros.

Material Necessário

• Folha “Para onde me movo” (material do/a aluno/a) - uma por estudante.

Roteiro

Atividades Previsão de
Descrição
Previstas Duração

Momento Retomada das reflexões sobre valores das duas


Preliminar últimas aulas. 10 min

Atividade Atividade individual “Meus gostos”. 10/20 min

Avaliação Perceber o envolvimento, participação, compreensão


e preenchimento das atividades do material do/a 5/10 min
estudante.
Orientação para as atividades

Momento Inicial

Objetivos

• Refletir acerca dos elementos que são importantes no processo de reconhecimento de si


mesmo e de ressignificação do que é importante.

Desenvolvimento

Atividade 1

O/Aprofessor/a inicia a atividade preenchendo, junto com os/as estudantes, as Caixas dos
Gostos. Oriente as/as estudantes:

Gosto e Faço

No campo “Gosto e Faço”, você escreverá todas as coisas que você gosta e faz no cotidiano.
Inclua seus hobbies, as atividades da escola que lhe dão prazer, enfim, aquilo que você se sente bem
fazendo e que costuma incluir no dia-a-dia. Espero que essa lista tenha um tamanho considerável e
esteja recheada com coisas bem agradáveis para você. 10

Não Gosto e Faço

Dentro deste campo podem estar alguns deveres que precisamos continuar cumprindo. Porém,
podemos lançar um olhar de avaliação também. Você anda cercado pelo sentimento de sempre se
sentir obrigado a algo? Qual a necessidade dessas obrigações?

Gosto e Não Faço

Sabe aquelas atividades que você adora, mas acaba deixando de lado?
Elas entram aqui. Será que você não realiza por questão de tempo, de procrastinação, de obrigações?
Tente perceber quais são os pontos realmente importantes para esta caixa.

Não Gosto e Não Faço

Este campo pode dar uma boa ideia daquilo que não tem mesmo nada a ver com você. Algo que
choca com os valores que são importantes e dos quais você não está disposto a abrir mão.
10
Devido ao espaço no material do/a estudante a lista em um primeiro momento pode não se tornar
muito longa. Estimule o/a estudante a escrever pelo menos três pontos em cada tópico, mas
não limite a lista dos gostos, convide-o/a escrever em outros espaços se necessário.
Dialogar sob as seguintes reflexões:

• Estou me dedicando mais ao que gosto ou estou mais preso/a a coisas que não me
agradam?
• Estou conseguindo priorizar as ações que me levarão onde quero chegar, ou estou
me perdendo pelo caminho?
• Estou conseguindo equilibrar meus gostos e minha ações?

Atividade 2

Em um segundo momento os/as estudantes devem desenvolver a atividade proposta na folha


“Para onde me movo” (do material do/a estudante).

• Ao encerrara atividade solicite que um/a ou dois/duas estudantes socializem a reflexão: Qual
a relação dos seus gostos com seus sonhos?

Pergunte as dificuldades de associar os sonhos, elaborados anteriormente, com a atividade de


hoje.

Avaliação

• Refletir sobre o preenchimento da folha “Para onde me movo”, relacionando gostos e


comportamentos registrados com a realização das etapas do Projeto de Vida.
AULA 09: Permita que eu fale
Objetivos Gerais
• Entender as escolhas como parte de nosso Projeto de Vida, e que estas não são rígidas e
devem sempre ser repensadas.
• Ampliar a discussão de autoconhecimento.
• Adicionar conceitos e possibilidades para a construção do Projeto de Vida.

Material Necessário
• Caixa de som
• Música e letra da canção AmarElo do Emicida

Roteiro

Atividades Previsão de
Descrição
Previstas Duração

Atividade 1 Ouvir a música Amar Elo, acompanhando a letra - quantas 15 min


Ouvir e cantar vezes o professor achar necessário.

Atividade 2 Dividir a letra da música em 5 partes/grupos de forma a 15 min


Aprofundamento orientar a compreensão desses grupos sobre o que a letra
quer dizer.

Atividade 3 Socializar com a sala/outros grupos o entendimento sobre as 20 min


Socialização inúmeras possibilidades de escolhas que o/a estudante
possui.
Orientação para as atividades

Atividade 1 - Ouvir e cantar

Objetivos
• Perceber a música e a arte como expressões de conscientização e debate em torno de
questões que exprimem os anseios e angústias das juventudes.
• Vislumbrar nesta música possibilidades que nossas escolhas podem nos oferecer.

Desenvolvimento
• Em grupo ouvir, ler e cantar a música.

Avaliação
• Perceber a participação dos/as alunos/as e envolvimento com a dinâmica, tendo como
parâmetro o objetivo proposto na aula.

Atividade 2 - Aprofundamento

Objetivos
• Observar como cada grupo percebe partes da música
• Socializar os diversos temas percebidos pelos/as estudantes nas partes divididas e na letra
completa da música, sempre destacando as possibilidades e importância de suas escolhas.

Desenvolvimento
• Separar a turma em 5 grupos, por números que serão apontados pelo/a professor/a, distribuir
a parte da música (em anexo com proposta de numeração) e orientar os/as alunos/as a
debater no seu grupo como estes percebem os significados e mensagens da letra naquele
trecho. Após 15 minutos, retomar a turma.

Avaliação
• Perceber a participação dos/as alunos/as e envolvimento com a dinâmica, tendo como
parâmetro o objetivo proposto na aula.

Atividade 3

Objetivos
• Perceber questões como: a proeza de ninguém pode ser resumida ao mero ato de sobreviver;
a importância de fazer escolhas e defender uma vida plena de sentidos e sonhos pra todos (o
povo das filas, vilas, favelas, etc.); compreender uma vida em que esse todos se enxerguem
maiores dos que os problemas do dia-a-dia, etc.
Desenvolvimento
• Cada grupo deverá socializar com o restante da turma como compreendem o trecho da
música.
• Após socialização dos trechos, toda a turma deverá juntamente com o/a professor/a,
relacionar o que foi discutido nos trechos com o entendimento de toda turma sobre a música
e como esta se relaciona com as escolhas propostas no início da aula.

Avaliação
• Perceber a participação dos/as alunos/as e envolvimento com a dinâmica, tendo como
parâmetro o objetivo proposto na aula.
AULA 10: O que eu escuto
Objetivos Gerais

• Estimular a interlocução respeitosa e devidamente contextualizada;


• Refletir sobre experiências dialógicas a partir de situações problemas de comunicação.

Material Necessário

• Folhas de papel sulfite, lápis e/ou caneta.

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de


Previstas Duração

Momento Inicial Conversa inicial sobre o tema da aula anterior e 10 min


recapitulação da ideia do “ser ouvido”

Atividade 1 Dinâmica “Se a carapuça servir…” 15 min

• Análise, em grupo, de postagens típicas de


mídias sociais, facilmente reconhecíveis
pelos/as estudantes. 15 mim
• Breve apresentação e discussão
problematizadora sobre as falas públicas
em rede

Avaliação Participação, envolvimento e compreensão sobre 10 min


as problemáticas propostas na aula.
Orientação para as atividades
Objetivos

• Analisar o conteúdo de postagens típicas das mídias sociais, buscando contextualizá-las;


• Identificar os possíveis significados das postagens e suas consequências enquanto diálogo;
• Refletir sobre a condição do indivíduo como sujeito de discurso em determinados contextos
dialógicos.

Desenvolvimento

• Peça aos/às estudantes que formem seis grupos. Entregue para os grupos um cartão com os
dizeres (anexo) típicos das mídias sociais.
• Peça a cada grupo que discuta a frase que lhe foi proposta, identificando e anotando duas
possíveis interpretações para ela, considerando:
• Possíveis contextos em que foi escrita;
• Os potenciais destinatários para quem “a carapuça serviria”;
• Eventuais intrigas que estariam “por trás” da postagem.

• Peça a um/a representante de cada grupo que exponha, brevemente, as considerações feitas.
Proponha a discussão do problema. Perguntando as/aos estudantes se eles/as já se depararam
com frases como essas em suas redes, se curtiram ou compartilharam posts como esses e por
quê.

• Atente para o fato de serem frases genéricas, descontextualizadas e abertas a todo tipo de
interpretação (razão pela qual foi pedido que identificassem formas diferentes de interpretá-
las).

• Indague sobre os riscos de posts aleatórios como esses: brigas, discussões disparatadas,
decepção e mal-entendidos por parte de pessoas que podem pensar que esses dizeres foram
endereçados a elas.

• Estimule a construção de hipóteses sobre a impressão causada por quem utiliza esses
recursos como hashtags com a função de enfatizar o recado:

o Imaturidade, uma vez que não aborda os problemas diretamente, de modo franco, e
se atém a provocações “infantis”;

o A impressão de que é uma pessoa que está brigando com todo mundo o tempo todo;

o Não dar chance para que as pessoas reflitam e se defendam, quando o assunto diz
respeito a elas;

o Falta de ética, expondo publicamente assuntos de interesse privado envolvendo


outras pessoas;

o A sensação de querer controlar o conteúdo postado pelos outros;

o Alguém que faz um juízo exageradamente elevado de si mesmo, pois acha que é
alvo constante da inveja dos outros.
• Apesar de ser um recurso útil para pesquisa de assuntos afins, muitos usuários utilizam
hashtags apenas com a finalidade de enfatizar aquilo que estão dizendo. É nesse sentido que
elas aparecem nas frases que selecionamos para as atividades desta aula.

• Ressalte que as regras de convivência e diálogo em redes online são as mesmas que regem as
relações sociais. Contudo, por não estarem em contato presencial, as pessoas tendem a se
sentir mais à vontade para comportamentos mal-educados.

• Reforce que interações em rede delineiam, post por post, o perfil público dos sujeitos, e
revelam a nossa capacidade de dialogar. Além disso, o conteúdo que disponibilizamos em
redes virtuais nunca são totalmente deletados, e qualquer pessoa pode copiar (“printar”)
nossas publicações e utilizá-las contra nós, inclusive nas relações de trabalho.

Avaliação

Avalie a aula observando como as/os estudantes se posicionam em relação aos exemplos
propostos: se percebem as precauções a serem tomadas durante as interações sociais em rede; se
estão atentos ao fato de que o dito publicamente tem impacto sobre a imagem pública - tanto de si
quanto do outro - e que ajudamos a construí-la cotidianamente. Se percebem a necessidade de
contextualização do problema abordado ao endereçar suas palavras ao outro.
AULA 11: Aptidões e pontos de atenção
Objetivos Gerais

• Perceber diferentes valores presentes nas pessoas e em si como parte constituinte da


identidade;
• Compreender que suas escolhas não são rígidas e devem ser sempre repensadas.

Material Necessário

• Datashow (se houver) e/ou gravador de áudio, anexos, folhas de papel sulfite, lápis e/ou
caneta.

Roteiro

Atividades Previstas Descrição Previsão de Duração

Momento Inicial Conversa inicial sobre a temática da aula 10 min


do dia de hoje, levando o/a estudante às
ponderações sobre o assunto.

Atividade 1 Dinâmica “Se conhecendo melhor.” 15 min

Atividade 2 Vídeo: 15 min


www.youtube.com/watch?v=Dv8B_nBL

Avaliação Roda de conversa mediada pelo/a 10 min


Professor/a.
Orientação para as atividades

Momento Inicial

A palavra motivação tem sua origem na palavra latina movere, que significa mover,
movimento. A motivação designa um conjunto de forças internas e externas, ou seja, são impulsos
que norteiam o comportamento dos indivíduos para atingir determinado objetivo. Sendo a conduta
humana essencialmente orientada por objetivos, sejam eles conhecidos ou inconscientes, fica
evidente a importância de se associar atitudes motivacionais a esses objetivos. Neste momento
inicial da aula, o/a professor/a inicia a sua aula com a exibição da dinâmica “Se conhecendo
melhor”, em que o/a estudante devemrefletir sobre seus talentos, dons e pontos de melhoria (leia
abaixo).

Objetivos

• Levar os/as estudantes a fazerem uma autoanálise sobre seus talentos, dons e o
estímulo que o/a motiva;

• Identificar seus pontos de melhoria, para que possam traçar novas rotas em busca de
alcançar seus objetivos.

Desenvolvimento

Atividade 1

Para este momento da aula, o/a professor/a deve entregar um formulário para todas as pessoas do
grupo. Este formulário é uma atividade de autoanalise, em que o/a estudante percebe suas
qualidades, dons, talentos, bem como seus pontos de melhoria. Durante cada rodada, os/as
estudantes compartilham o que anotaram, promovendo trocas de ideias e enriquecendo mais a
atividade. O/A professor/a repetirá esta dinâmica tantas vezes considerar necessário para que os/as
participantes aumentem o número de respostas, pois isto significa que estão realizando uma
investigação mais detalhadas de si mesmos, sem deixar que algo passe despercebido. A cartela deve
conter as seguintes perguntas:

• Que qualidades tenho? • Que defeitos tenho?


• O que me motiva? • Em que eu posso melhorar?
• Qual é o meu talento ou dom?
Após a execução desta primeira atividade, o/a professor/a de Projeto de Vida, convida a todos/as
da classe para assistirem a um vídeo para reflexão das questões encontradas na atividade 1 e que
podem servir de ponto de partida para trilhar seu futuro.

Avaliação

Uma roda de conversa para o estabelecimento de novas metas a partir das reflexões da turma
e das atividadesdesenvolvidas e compartilhadas pelos/as colegas.
AULA 12: Como devo agir?
Objetivos Gerais

• Conhecer conceitos relacionados aos valores, saberes e aspectos culturais na vida cotidiana;
• Analisar o lugar do outro, colocando-se em seu lugar para reconhecer os limites e
possibilidades de sua atuação.

Material Necessário

• Data show, vídeo “Filosofia - Ética e moral”, caixa de som, cópia da figura “o termômetro”

Roteiro

Atividades Previstas Descrição Previsão de Duração

Dinâmica: o que eu faria em seu


Momento Inicial 15 min
lugar?

Exibição do vídeo “Filosofia - Ética


Atividade 1 12 min
e moral”

Relação entre o conteúdo do vídeo e


Atividade 2 15 min
a dinâmica inicial

Avaliação Termômetro da aula 3 min


Orientação para as atividades

Momento Inicial

O que eu faria em seu lugar?

Objetivos

• Refletir sobre as decisões tomadas diante de uma situação-problema;


• Avaliar posturas e comportamentos que envolvem ética, autodeterminação, a busca pelo bem-
estar, empatia e empoderamento.

Desenvolvimento

• O/A professor/a deve iniciar a aula convidando os/as estudantes para se sentarem em meia-
lua;
• Solicitar um/a voluntário/a para sentar-se em uma cadeira que estará posicionada de costas
para a lousa;
• Escrever uma situação-problema na lousa. Ressaltar que esta situação é hipotética, portanto,
não é vivenciada pelo/a voluntário (enfatizar esse aspecto);
• Pedir que os/as colegas digam o que faria em seu lugar, iniciando pela frase:“No seu lugar,
eu…”. Mas, a turma não pode informar ao/à voluntário/a o que se trata. A partir dos
“conselhos”, a pessoa deverá descobrir a situação.
• Repetir a dinâmica com outros/as voluntários/as, inserindo outras temáticas, isto é, outras
situações-problema.

ATENÇÃO!

O/A professor/a deverá estabelecer as situações conforme contexto e realidade local ou de


acordo com as temáticas que deseja levantar em aula. Podem ser trabalhados temas que envolvem
questões éticas e morais. Exemplos: gravidez na adolescência, traição, preconceito, corrupção,
bullying, etc. O/A docente deve anotar as falas da turma, porque isso representa basicamente o tema
da aula “Como devo agir?”
Avaliação da dinâmica

Pós dinâmica, ainda posicionados/as em meia-lua, o/a professor/a deverá ler algumas das
colocações/posicionamentos da turma e realizar questionamentos reflexivos.

Possibilidades de perguntas:

• Por que a turma tomou esse posicionamento?


• Alguém faria diferente? Por quê?
• Existem outras possibilidades?
• Quais seriam os desdobramentos dessa decisão?

Objetivos

• Compreender o significado de Ética e Moral e;


• Avaliar a existência da Ética nas nossas tomadas de decisão.

Desenvolvimento

Após a transmissão do vídeo, primeiramente, solicitar que os/as estudantes elaborem com
suas próprias palavras (oralmente), o que entendem por ética e moral?

Em seguida, pedir que relacionem os conceitos de ética e moral às respostas dadas na


dinâmica, utilizando as seguintes perguntas:

a) Sob o crivo da ética/moral, como você avalia suas “respostas”, isto é, os comportamentos
adotados/sugeridos na dinâmica “o que eu faria em seu lugar?” Por quê?
b) Conforme dicionário online de significados, “Deontologia é uma filosofia que faz parte da
filosofia moral contemporânea, que significa ciência do dever e da obrigação. A deontologia é
um tratado dos deveres e da moral. É uma teoria sobre as escolhas dos indivíduos, o que é
moralmente necessário e serve para nortear o que realmente deve ser feito”.

Diante dessa definição, haveria, então uma resposta correta ou mais adequada para as situações
utilizadas na dinâmica, ou seja, haveria um “como devo agir” para tais “problemas”? Por quê?
Avaliação

Termômetro da aula

Ao final da aula, o/a professor/a deverá entregar uma bolinha de papel (colorida, se possível)
e pedir que os/as estudantes colem a bolinha ao lado do termômetro - ao lado da temperatura que
corresponde seu grau de compreensão sobre o tema. Quanto maior for o grau, maior terá sido a
compreensão sobre o tema “Como devo agir”. Sugestão: tire uma foto da parede com o termômetro e
as bolinhas coladas na parede para registrar o resumo do feedback da turma sobre a aula e utilize a
foto em alguma sessão reflexiva sobre as aulas.
AULA 13: Minha Bandeira
Objetivos Gerais

• (Re)conhecer seu corpo, valores e sentimentos;

• Desenvolver a confiança em si mesmo e sentir-se bem em relação a si mesmo e nas


relações com os outros.

Material Necessário

• Aparelho de som, letra da música, caneta e papel.

Roteiro

Atividades Previsão de
Descrição
Previstas Duração

Momento Inicial Música: A sombra- Pitty 10 min

Atividade 1 Pedir a alguns/as estudantes que comentem a letra da música. 10 min

Solicitar aos/às estudantes que desenhem a sua sombra em


Atividade 2 uma folha de papel A4, caso não tenha folha A4, utilizar outra, 10 min
junto ao desenho fazer uma descrição da sua sombra.

Avaliação O que é sua sombra? O que ela revela sobre você? Como você 20 min
se relaciona com ela? Quais segredos seus ela conhece?
Reflita sobre essas e outras questões e faça um texto
discorrendo sobre o que sua sombra sabe sobre você.
Orientação para as atividades

Momento Inicial

Se possível, colocar a música A sombra - Pitty, para os estudantes, caso não seja possível
disponibilizar a letra para os alunos.

Pra quê dissimular


Se ela me segue aonde quer que eu vá?
Melhor encarar
E aprender com ela a caminhar
Não vou mais negar
Por todo caminho minha sombra está
Eu quero saber me querer
Com toda a beleza e abominação
Que há em mim
Isso nunca se desfaz
E quanto a desejo, não há paz
Isso nunca se desfaz
E quanto a desejo, não há paz
Eu quero saber me…
Pitty
Album- Chiaroscuro; Deckdisk-Polisom 2009

Objetivos
• Levar os/as estudantes a refletir sobre sua relação consigo mesmo por meio da autoavaliação e
do autoconhecimento.

Desenvolvimento

• Passar a música e pedir aos/às estudantes que ouçam atentamente.

• Terminada a música, perguntar aos/às estudantes se conhecem a música, identificaram a


intérprete, o que acharam da música, solicitar que alguns/as discorram oralmente sobre a
música, perguntar sobre o que a música fala, sobre o que o que é a sombra para eles/as.
• Solicitar a todos os/as alunos/as que desenhem em uma folha de papel A4, ofício ou outra, o
desenho da sua sombra, junto ao desenho, fazer uma descrição da sua sombra, como ela é,
como ela reflete você?

Avaliação

Fazer que é sua sombra? O que ela revela sobre você? Como você se relaciona com ela?
Quais segredos seus ela conhece? Quais as decisões e atitudes você tomou que já se arrependeu?
Como as decisões do seu passado e presente influenciarão seu futuro? Reflita sobre essas e outras
questões e faça um texto discorrendo sobre o que sua sombra sabe sobre você, quais expectativas você
tem para o seu futuro?
AULA 14: Ser no Mundo
Objetivos Gerais

• Nesta aula, espera-se que o/a aluno/a identifique pessoas em sua comunidade, grupos sociais a
que pertence ou no mundo que represente os valores que admira para que possa fortalecer as
suas escolhas para o seu projeto de vida.

Material Necessário

• Papel sulfite, cartolina, revistas e jornais velhos, pinceis, biografia das pessoas selecionadas
para apresentação, globo terrestre, mapas e internet (se tiver acesso).

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de Duração


Previstas

Momento Inicial Conhecendo pessoas no mundo 10min

Atividade 1 Meu mundo pessoal e o mundo lá fora 15min

Atividade 2 Pessoas que me inspiram no mundo 15min

Avaliação Apresentação do seu “mundo” 10min


Orientação para as atividades
Momento Inicial: Conhecendo pessoas no mundo

• A proposta neste momento inicial é apresentar aos/às estudantes personagens com valores
positivos que são referências no mundo, como os sugeridos a seguir.

Objetivos

• Conhecer personalidades que marcaram a história por suas trajetórias de vida.


• Apontar características que podem facilitar o alcance de seus objetivos de vida.

Desenvolvimento

Neste primeiro momento os/as alunos/as irão conhecer e identificar pessoas que são
admiradas pelo mundo por suas conquistas e realizações positivas. Os exemplos aqui dados são
apenas “sugestões”, podendo aprofessora ou professor adequar a realidade escolar. É importante que a
fala da professora ou professor seja no sentido de que as conquistas não se concretizam sem esforço,
perseverança, trabalho e dedicação. As realizações acontecem um passo de cada vez, até que se
alcance os resultados almejados.

A professora ou professor deve produzir um cartaz, ou projetar em equipamento multimídia a


foto do Nelson Mandela, logo após deverá mostrar no mapa, globo terrestre ou internet, qual a
localização da África do Sul. Em seguida, apresentar um pouco da história do Nelson Mandela, seu
lado humano, perseverante e toda sua luta em prol do povo sul-africano.

Atividade 1

Meu mundo pessoal e o mundo lá fora

Objetivos

• Analisar as fases da vida do/a aluno/a (seu passado, seu presente e seu futuro)
• Relacionar essa análise com a vida de pessoas da sua comunidade ou rede de apoio
(amigos/as, família, escola, igreja, grupo de jovens, etc..), buscando enumerar características
admiráveis.

Desenvolvimento

A turma será dividida em grupos, onde cada grupo receberá uma cartolina, pincéis, jornais e
revistas velhas. Os/As alunos/as deverão dividir a cartolina em dois lados, um lado para o
desenvolvimento dessa primeira atividade e o outro lado será para desenvolver a segunda atividade.
Nessa primeira atividade os grupos deverão representar de forma livre, por meio de figuras, palavras,
imagens, pessoas do seu meio social (família, amigo/as, vizinhos/as, etc.) que lembrem ou que
marcaram seu passado, seu presente e que podem influenciar de alguma maneira seu futuro diante do
seu projeto de vida.
Atividade 2

Pessoas que me inspiram no mundo

Objetivos

• Identificar seus valores pessoais e relacionar com pessoas do seu grupo social.
• Valorizar a si mesmo e o grupo social a que faz parte.
• Respeitar a diversidade de histórias do seu grupo social.
• Valorizar aspectos pessoais e relacionar com os de outros personagens do seu cotidiano na escola.

Desenvolvimento

Nessa segunda atividade que é também continuação da primeira, os/as estudantes deverão
representar de forma livre, por meio de figuras, palavras, imagens: pessoas do mundo que fizeram
parte do seu passado epessoas presentes nesse momento de sua vida que podem influenciar de alguma
maneira seu futuro diante do seu projeto de vida. É importante queos/as estudantes procurem
analisar/identificar valores que tenham em comum com os/as demais colegas. Agora além de registrar
no cartaz produzido pelos grupos, cada um deve fazer seu registro pessoal de suas impressões tanto da
primeira, quanto da segunda atividade em um caderno, agenda, caderneta, planers,(...).

VARIAÇÃO DAS ATIVIDADES

Que valores suas ações nos transmitiram? Professor/a, você pode apresentar outros
personagens estrangeiros/as e/ou brasileiros/as, como os sugeridos a seguir. Para isso, siga as mesmas
orientações anteriores. Outra opção é pedir que cada grupo pesquise um/a personagem para apresentá-
lo/a à classe. Os/As alunos/as podem registrar, no Diário de Práticas e Vivências, a pesquisa feita a
respeito de um/a dos/as personagens e citar outros exemplos.

Avaliação

Apresentação do seu “mundo”

Apresentação dos cartazes produzidos pelos grupos, com imagens ou desenhos que
simbolizam pessoas, valores e comportamentos que admiram e podem influenciar em seu projeto de
vida diante do mundo. Quando forem apresentar eles/as devem levantar as seguintes questões sobre as
personalidades que representaram nos cartazes: O que você admira nessa pessoa? Quais habilidades,
características, quais valores possuem em comum com você? Como você analisa a importância dessas
pessoas para o seu desenvolvimento pessoal, comunitário e para seu projeto de vida?
AULA 15: Ser Criativo
Objetivos Gerais

• Perceber a importância da sistematização e do planejamento na organização pessoal;


• Entender disciplina como sinônimo de sistematização, planejamento para a organização
pessoal.

Material Necessário

• Aparelho de som para reproduzir a canção “Sobre o tempo”, caixa para colocar as imagens e
material xerocopiado.

Atividades Previstas Descrição Previsão de


Duração

Momento Inicial :Qual o Assistir ao clip da música do grupo PatoFu: 5 min


poder do tempo em sua vida? Sobre o tempo.

Leitura e interpretação da música: “Sobre o


Atividade 1:Depende de mim tempo”. 15min
a organização da minha vida e Questões reflexivas sobre o processo de escolha
das minhas coisas! e a organização pessoal.

Interpretação de imagens referentes ao tempo.


Atividade 2:Disciplinado eu? Reflexão do relato do seu dia a dia. 20min

Avaliação Uma autoavaliação em relação ao tempo ocioso 10min


e o produtivo.
Orientação para as atividades
Momento Inicial

Qual o poder do tempo em sua vida?

Objetivos

• Apreciar a música Sobre o tempo.


• Conhecer a letra da música:Sobre o tempo.

Desenvolvimento

A atividade consiste em ouvir a música do grupo PatoFu: Sobre o tempo. A atividade é


iniciada com a indagação: qual o poder do tempo em sua vida? Logo após distribuira letra da música
xerocopiada para os/as estudantes acompanharem e cantarem juntos.

Atividade 1

Depende de mim a organização da minha vida e das minhas coisas!

Objetivos

• Refletir sobre escolhas e decisões que norteiam sua organização pessoal;


• Perceber a importância da sistematização, do planejamento e da disciplina na organização
pessoal e sua autonomia.

Desenvolvimento

• A atividade consiste em refletir sobre as possibilidades de organização pessoal que o/a


estudante pode ter através de mudanças atitudinais e comportamentais visando assim
a realização de suas metas e aquisição de sua autonomia.

• A atividade deve ser iniciada com o seguinte comentário: “Ah, meu sonho é que o dia tivesse
mais de 24 horas” ou “24 horas é pouco para tudo que tenho que fazer hoje” entre outros.
Hoje em dia é difícil encontrar alguém que nunca fez algum comentário assim referente ao
tempo.

• A partir desses comentários trazer para a discussão a letra da música: Sobre o tempo
levando-os a interpretação e reflexão da mesma.

Após essas reflexões analisando a questão do tempo para executar tarefas por um ângulo mais
racional e prático levantar as seguintes indagações e escrevê-las no quadro:

• Vocês já pararam para pensar sobre o modo como estamos vivendo na sociedade
contemporânea?
• Eu aproveito bem o meu tempo?
• Eu tenho muito tempo ocioso?
• O tempo dedicado às atividades prazerosas é escasso ou exagerado?
• O que fazer para essa relação com o tempo?
• Você culpa o tempo por não conseguir se organizar?

Para finalizar esse momento tentaremos conscientizá-los sobre a importância do planejamento de


atividades e de administração do tempo, assim como a necessidade de se fazer escolhas, tomar
decisões e estabelecer prioridades que os ajudarão no cumprimento de suas metas de Projeto de Vida.

Atividade 2

Disciplinado eu?

Objetivos

• Propor estratégias para organização pessoal com relação ao tempo.


• Entender disciplina como sinônimo de sistematização, planejamento para organização
pessoal.

Desenvolvimento

No Anexo terá como suporte três imagens que fazem menção ao tempo. A tarefa será colocar
essas imagens dentro de uma caixa e em círculo passar essa caixa ao som da música sobre o tempo.
Ao parar em um/a estudante,este analisará a imagem escolhida, em seguida, dizer para o grande grupo
como eles/as relacionam essas imagens com sua vida e que relação têm com a organização pessoal.

As discussões devem girar em torno do não perder tempo e em administrar bem o tempo ocioso.
Fazendo com que os/as estudantes percebam a importância de se administrar o tempo para a
organização pessoal.

Em seguida, individualmente, os/as estudantes devem relatar a relação que têm com o tempo na
execução de tarefas:

Relato do seu dia

Essa atividade será iniciada com os seguintes questionamentos:

• Você se acha uma pessoa disciplinada?


• Que relação você vê entre a disciplina e a sua organização pessoal?

A partir dessas indagações o/a estudante irá fazer um relatório do seu dia. Eles/as deverão listar
suas atividades diárias mais comuns, indicando quanto tempo gasta para realizar cada uma,
relacionando o tempo e o grau de importância de cada atividade e o que deve melhorar para alcançar
satisfação na realização de todas. Sortear alguns/as estudantes para relatar seu dia.

Avaliação
Será uma autoavaliação da aula feita pela turma, buscando perceber se os/as estudantes
entendem que a organização pessoal está intimamente ligada ao cumprimento de meta e que são
fundamentais para a construção de seu Projeto de Vida. Ressaltando que toda meta só pode ser
atingida quando o indivíduo se propõe a ter disciplina.

Anexo
Dinâmica da caixa

Pergunta que deverá acompanhar cada figura:

Que características pessoais você diria que são essenciais a uma pessoa disciplinada? É possível
aprender a ser disciplinado/a? Como?

Figura 1

Figura 2

Figura 3
AULA 16: Eu e o mundo
Objetivos Gerais

• Reconhecer as diferentes experiências em cada fase da vida, estudando sobre a temática da


juventude, para que pesem na formação de vínculos e amizade.

Material Necessário

• Texto Eu e o Mundo e Questionário sobre suas relações sociais.

Roteiro:

Atividades Previstas Descrição Previsão de Duração

Momento Inicial Dinâmica Inicial: Eu e o mundo. 15 min

Atividade 1 Leitura coletiva do texto: Eu e o Mundo. 10 min

Atividade 2 Resposta individualizada do questionário. 10 min

Avaliação Socialização das respostas. 15 min


Orientação para as atividades
Momento Inicial

Dinâmica: Eu e o mundo.

Descrição da Dinâmica: Solicite que todos/asse sentem no chão e façam um círculo. Diga
uma frase acerca da sua relação com o mundo e peça para que um/a aluno/a invente um trecho de
continuação para o que você disse. Outro/a estudante deve completar a fala dele/a e assim
sucessivamente, construindo uma história em conjunto.

A mesma atividade pode ser proposta apenas completando palavras com sinônimos.

Objetivos

• Reconhecer as diferentes experiências em cada fase da vida, estudando sobre a temática da


juventude, para que pesem na formação de vínculos e amizade.

Desenvolvimento

• Após a dinâmica inicial, distribuir o texto “Eu e o mundo” para todos/as os/as alunos/as. A
leitura do texto deve ser coletiva, cada aluno/a lê um trecho, e assim sucessivamente, de
modo, que todos/as leiam.
• Após a leitura do texto, formar uma pequena roda de discussão sobre o mesmo. Nesse
momento, o/a professor/a deverá relacionar com o questionário que aos/as estudantes irão
responder. Sempre vinculando o/a estudante ao mundo, a sua realidade social e sua
perspectiva futura pessoal e profissional.
• O Questionário deve ser aplicado logo após a discussão sobre o texto. Ele é individualizado e
todos/as devem responder.

Avaliação

• A avaliação será a socialização do questionário pelos/as alunos/as. Cada um terá um minuto


para a socialização.
AULA 17: Lado esquerdo do peito
Objetivos Gerais

• Reconhecer a empatia como uma atitude benéfica e importante para as ações éticas,
cooperativas e de respeito.

• Desenvolver estratégias que possam combater atos discriminatórios e de intolerância.

Material Necessário:

Projetor de slides, fichas com imagens disponíveis em materiais complementares.

Roteiro

Atividades Previstas Descrição Previsão de Duração

Momento Inicial Levantar questionamento sobre o que é empatia? 5 min

Atividade 1 Vídeo: O Poder da Empatia 15 min

https://www.youtube.com/watch?v=VRXmsVF_QFY

Atividade 2 Mão na massa 20 min

Avaliação Reflexão sobre Como eu convivo em grupo? 5 min


Orientação para as atividades
Momento Inicial

O/A professor/a deverá levantar questionamento se os/as estudantes sabem o significado do


termoEMPATIA.

Objetivos

O objetivo nesse momento é levantar os conhecimentos prévios a respeito do tema e instigar a


curiosidade.

Desenvolvimento

O/A professor/a deverá nomear um/a estudante para que faça registros do que foi dito em um
lugar onde fique bem visível e, em seguida, estabeleça relações dos registros com o dia a dia de suas
vidas. Não é necessário aprofundamento.

Avaliação
Perceber a participação dos/as alunos/as e o envolvimento com a atividade proposta.
Anexo

Atividade 1

Convidar os/as estudantes a assistirem o vídeo:O Poder da empatia.

Objetivos

• Refletir sobre o autoconhecimento e o sentimento de empatia em relação aos sentimentos dos


outros e às próprias emoções.

• Inspirar o sentimento de empatia e a integração entre os/as estudantes estimulando a boa


convivência.

Desenvolvimento

Após a transmissão do vídeo, primeiramente, solicitar que os/as estudantes levantem


questionamentos sobre as quatro qualidades necessárias para a empatia acontecer.

Segundo a pesquisadora Theresa Wiseman, são:

• o reconhecimento da perspectiva do outro como uma verdade;


• a isenção de julgamento;
• o reconhecimento de emoções em outras pessoas;
• a comunicação de emoções com as pessoas.

Questionar os/as estudantes de que maneira podemos nos conectar usando cada uma das
qualidades citadas acima? (importante levantar individualmente cada uma das qualidades)

Atividade 2

Como eu convivo em grupo?

Objetivos

• Que a pergunta norteadora promova uma auto reflexão, talvez de resposta quase imediata.

Desenvolvimento

Peça, queos/as estudantes pensem ao longo da aula e respondam apenas no fim da aula, após a
Atividade 3 (Mão na Massa).
Atividade 3

Mão na Massa

Objetivo

• O objetivo nesse momento é que os/as


estudantes identifiquem o que está
acontecendo e se coloquem no lugar dos
integrantes das ações refletindo sobre as
relações existentes.

Desenvolvimento
Separe a turma em duplas ou trios
(preferencialmente) e distribua pequenas fichas com
imagens* de situações cotidianas de conflitos. O
objetivo nesse momento é que identifiquem o que
está acontecendo e se coloquem no lugar dos
integrantes daquela ação.
Por exemplo, na imagem 1, há uma situação
de bullying, em que um grupo de crianças estão rindo
e ridicularizando um colega. Nesse caso os/as
estudantes poderão criar hipóteses sobre o que
observam baseado no dia a dia que vivenciam e, o
mais importante, argumentar como poderiam lidar
com esse conflito, qual seria a melhor forma e o que
sugerem à cada um desses garotos da cena.
Na segunda situação, duas crianças brigam
por um brinquedo, mostrando nitidamente que
ninguém deseja ceder, da mesma forma os/as
estudantes deverão se colocar no lugar dos
“personagens” e propor uma saída para essa disputa.

Enquanto nas ilustrações 3 e 4 podemos


perceber crianças desrespeitando pessoas mais velhas
e animais, nesses casos os/as estudantes deverão se
imaginar enquanto os/as agentes que promovem a
ação, causando maus tratos e também no lugar dos que
são desrespeitados, dizendo como se sentem, o que
fariam diferente e se presenciasse isso
verdadeiramente, como é que se portariam diante do
fato.

As duplas ou trios deverão receber uma ficha, com apenas uma imagem de conflito e após 10
minutos deverão se reunir em roda para trocar com toda a turma quais foram as situações analisadas e
em a quais soluções chegaram, promovendo uma troca rica, com diferentes perspectivas entre os
grupos que observaram a mesma cena.
Cada grupo escolherá, a partir de suas reflexões, a melhor forma de apresentarem suas
reflexões para a sala.

Avaliação

Perceber a participação dos/as estudantes e envolvimento com a dinâmica.


AULA 18: Família é família
Objetivos Gerais
• Conhecer a própria história, construindo a identidade.
• Construir o conceito de família.
• Identificar antepassados.
• Reconhecer semelhanças, diferenças, permanências nas relações sociais, culturais e modos de
vida.
• Compreender o presente a partir de referências do seu passado.
• Considerar os alicerces familiares como ponto de partida ou apoio para a construção do
próprio projeto de vida.
Material Necessário
• Projetor de slides e computador (ou notebook) ou imagem impressa.
• Quadro branco e pincel ou quadro negro e giz.

Roteiro

Atividades Previstas Descrição Previsão de


Duração

Momento Inicial Organização da sala de aula 5 min

Atividade 1 Concepção de família 10 min

Atividade 2 História da minha origem 10 min

Atividade 3 Passado-presente-futuro 15 min

Avaliação Participação, interação e integração ativa 10 min


em pelo menos umas das atividades
Orientação para as atividades
Momento Inicial

• Organização da sala de aula

Objetivos

• Facilitar e melhorar as interações entre os/as estudantes e destes com o/a professor/a e vice-
versa.

Desenvolvimento

• Pedir para que cada estudante posicione sua carteira ou mesa e cadeira dentro de uma
configuração de círculo ou semicírculo (a depender do tamanho do espaço disponível).

Atividade 1

Concepção de família

Objetivos

• Desconstruir e construir o conceito de família.


• Valorizar a estrutura das famílias.

Desenvolvimento

Para iniciar, com um projetor (ou imagem impressa em tamanho grande), apresente a obra de
arte “A Família” de Tarsila do Amaral (anexo 1) para que todos possam apreciar.

Posteriormente, em uma roda de conversa, questione a turma sobre:

• O que esta obra representa?


• Quem são os indivíduos ilustrados?
• Qual nome dariam para esta obra?
• Lembraram-se de algo particular ao observar a imagem? O quê?
• Quem seria você naquela imagem?
• Quais outras construções de família que conhecem a partir da mídia (revistas, rádio, internet,
TV)?

Avaliação

Observe a participação de cada estudante, tente conectar-se com os/as estudantes dispersos
por meio de direcionamento de perguntas como “Quantas pessoas há em sua família” ou “Quais os
componentes de sua família” ou ainda “O que você entende por família”.
Atividade 2

História da minha origem

Objetivos

• Valorizar a história de sua própria família, proporcionando o crescimento do sentimento de


pertencimento a uma linhagem e cultura.
• Perceber que famílias se conectam, se unem e se divergem dando origem a diferentes grupos
de comportamentos próprios.

Desenvolvimento

Pedir para que os/as estudantes se levantem e andem pelo espaço interno da roda buscando
colegas que tenham sobrenomes iguais aos seus e formem grupos. Pode ser que alguns/as estudantes
permaneçam sozinhos/as por apresentarem sobrenomes diferentes de todos/as os/as demais colegas.
Neste caso, junte todos/as estes/as estudantes em um só grupo.

Anote no quadro os sobrenomes mais comuns nesta turma.

Peça que conversem entre si, para descobrirem se alguns deles/as sabem a origem do nome
em comum. No caso do grupo formado por aqueles/as que inicialmente ficaram sozinhos/as por terem
nomes únicos na turma, passe a mesma orientação, aquele/a que souber a origem do seu nome falará
em um próximo momento.

Solicitar o retorno dos/as estudantes ao círculo ou semicírculo.

Ler os nomes anotados no quadro e pedir para que levantem as mãos aqueles/as que possuem
o nome lido para que se vejam e se identifiquem.

Incentivar a fala de voluntários/as para que expliquem a origem do sobrenome, caso saibam.

Apresentar as informações do anexo 2 para os/as estudantes. Neste existem os 50 nomes mais
comuns no Brasil e curiosidades sobre suas origens. Leia apenas alguns dos que coincidem com os
levantados em sala de aula.

Avaliação

• Perceber a interação entre os/as estudantes e o trabalho em equipe desempenhado.


Atividade 3

Passado-presente-futuro

Objetivos

• Perceber que parte do que se é tem relação com a história de sua própria família.
• Identificar os comportamentos e atitudes que merecem ou não serem valorizados e replicados
na possível continuação da história de uma família.

Desenvolvimento

Na estrutura do círculo ou semicírculo, pedir para que os/as estudantes se organizem em


duplas.

Explicar que ambos irão contar um ao outro, de forma resumida, sua trajetória de crescimento e
desenvolvimento dentro de suas famílias seguindo os seguintes questionamentos (anote-os no quadro,
se possível):

• Quando e onde nasceu?


• Como era sua família quando você nasceu e como é agora?
• O que mais te agrada em sua família?
• No futuro, caso construa sua própria família, o que faria de igual ou diferente do que viveu até
hoje?

Solicite voluntários/as para apresentarem o que ouviram dos/as colegas.

Pergunte aos que não falaram se houve identificação com alguma das histórias apresentadas.

Avaliação

• Perceber a interação entre os/as estudantes e o trabalho em equipe desempenhado.

Avaliação da aula

• Solicitar que cada dupla entregue um pequeno texto em resposta à pergunta: “O que é
família?”
Anexos
Anexo 1

A Família. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020.
Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra2332/a-familia>. Acesso em: 04 de Mar. 2020. Verbete
da Enciclopédia.

ISBN: 978-85-7979-060-7

Anexo 2

https://super.abril.com.br/especiais/a-origem-dos-50-sobrenomes-mais-comuns-do-brasil/
AULA 19: Responsabilidade pelo
Coletivo
Objetivo Geral
• Compreender os objetivos individuais e sua relação com o grupo, estudando sobre seu Projeto
de Vida, para desenvolver uma responsabilidade sobre o coletivo.
Material Necessário
Data show, telão, caixa de som, vídeo “A influência do individual no coletivo e vice-versa”,
música, computador, internet, papelão grosso (1,5m x 1,5m), pincel comum preto, vermelho e azul,
cola para decoupage, lápis preto, régua grande, tesoura comum grande, barbante grosso para fazer a
moldura do painel (01 rolo grande), ganchos ou cola para pendurar na parede o painel.

Roteiro

Atividades Previstas Descrição Previsão de


Duração

Momento Inicial Organizar os/as estudantes em círculo


“Dinâmica do Nó Humano” para realizar a “Dinâmica do Nó 10 min
Humano”; em seguida, destacar os
principais desafios.

Atividade 1
Vídeo “A influência do individual no Exibição do vídeo “A influência do 10 min
coletivo e vice-versa.” individual no coletivo e vice-versa”;
falar, brevemente, sobre a biografia
de Monja Coen e, imediatamente, os
comentários sobre o vídeo.

Atividade 2 Realizar Síntese Reflexiva em


Síntese Reflexiva Grupos, relacionando a análise da 25 min
dinâmica e do vídeo, para responder e
socializar alguns questionamentos.

Avaliação
Observação do/a Professor/a O/A Professor/a fará uma avaliação 5 min
genérica das discussões.
Orientação para as atividades
Momento Inicial

“Dinâmica do Nó Humano” (anexo 1)

Objetivos:

• Ajudar o grupo a compreender o processo vivido na solução de um determinado problema;


• Fazer com que o grupo aprenda a trabalhar em coletividade e compreenda a importância
disso;
• Desenvolver a solidariedade e a força da união de grupos.

Desenvolvimento:

Os/As participantes devem formar um círculo e dar as mãos. Cada um tem que memorizar a
pessoa que está ao seu lado esquerdo e ao seu lado direito. Após esta observação, o grupo terá que
caminhar dentro do círculo. A um sinal (parar a música), todos têm que permanecer no lugar que estão
e procurar as pessoas que estavam no seu lado direito e no lado esquerdo e darem as mãos (como no
início). As pessoas não podem mudar de lugar e nem trocar quem estava do seu lado. Depois disso, o
grupo tem que voltar à posição original do círculo feito no começo.

O/A professor/a pede aos/ás estudantes para comentarem as dificuldades, os sentimentos


experimentados no início, no momento do nó e ao final, após desatá-lo.

Depois dessas reflexões, é importante destacar que fazer de um grupo uma equipe de trabalho
é um grande desafio. Desafio que passa pela necessidade de uma comunicação, interação e,
principalmente, cooperação de cada um para alcançar o sucesso da tarefa proposta. Desta forma, a
equipe poderá chegar aos seus objetivos.

Atividade 1

Exibição do vídeo: “A influência do individual no coletivo e vice-versa”, Monja Coen (anexo 2)

Objetivos:

• Conhecer os mecanismos da mente humana para não ser manipulado/a e assim conseguir
escolher seu caminho;
• Avaliar o nível de influência de uma pessoa sobre outra, ou sobre um grupo, para que os
objetivos sejam alcançados em uma determinada situação.

Desenvolvimento:

Antesde iniciar os comentários sobre o vídeo (anexo 2), a título de informação, é necessário
falar, brevemente, sobre a biografia de Monja Coen (anexo 3) e logo em seguida retomar ao assunto
principal: O VÍDEO.

No vídeo,Monja Coen fala sobre a influência mútua entre indivíduo e coletivo, como nossas
ações, pensamentos e sentimentos individuais mexem na trama da vida e sobre como devemos
conhecer nossa própria mente para cuidarmos de nossa responsabilidade pelo todo e para não sermos
manipulados por impulsos coletivos que não são benéficos.

Observar se os/as estudantes compreendem que formas maleáveis e sensíveis de se pensar o


mundo contribuem, para além de uma pretensa verdade absoluta, para a qualidade das nossas relações
com todas as formas de vida, encantando a existência como uma delicada teia em que tudo e todos
participam.

Neste momento proponha uma discussão sobre a relação existente entre o pensamento e o
sentimento no processo de tomada de decisões. É através dela que o/a estudante descobre como é
possível identificar escolhas levando em consideração as opções existentes, bem como, entre outras
coisas importantes, buscar ações/pontos que os ajudem a ser mais confiantes em suas decisões.

Atividade 2

Síntese Reflexiva

Objetivos:

• Compreender os objetivos individuais e sua relação com o grupo;


• Apresentar possibilidades de soluções para os desafios individuais e coletivos;
• Ressignificar o sentido de Responsabilidade pelo Coletivo.

Desenvolvimento

Baseado nas informações da Dinâmica do “Nó Humano”, do vídeo “A influência do individual no


coletivo e vice-versa” e no conhecimento de cada um, deve-se realizar uma síntese reflexiva, em
pequenos grupos, estipulando tempo necessário para discutirem os seguintes questionamentos:

• Que tipo de responsabilidade pelo coletivo é necessária para criarmos um mundo melhor?

• De que maneira essa responsabilidade pelo coletivo impacta no seu Projeto de Vida?

• Como os/as estudantesconciliam as metas pessoais com as coletivas e vice-versa, para que
sejam aprimoradas à prática do seu Projeto de Vida?

Ao final, o/a representante de cada grupo, irá socializar suas respostas e anexá-las em um
painel criativo feito de papelão com moldura de barbante, a fim de que todos/as possam colocar em
prática o real sentido de Responsabilidade pelo Coletivo.

Avaliação:

Para concluir, o/a professor/a fará uma abordagem genérica, para que o/a estudante desenvolva
atitudes de compromisso com o trabalho individual e sua relação com o coletivo, levando em
consideração seu Projeto de Vida, baseado em dois aspectos:

• Viver é estar constantemente tomando decisões. É lógico que isso gera angústia. E nem
sempre só pelo resultado, que pode até ser positivo, mas pela própria dissonância cognitiva
criada no processo, pela ansiedade desencadeada após a tomada e, isso é pior, pelo grande
número de decisões que temos de tomar todos os dias.
• A culpa é do livre-arbítrio? Sem ter alguém para culpar pelas nossas decisões (somos ou não
somos responsáveis por elas?), vemo-nos imediatamente sozinhos/as com a responsabilidade.
Isso é bom quando sabemos administrar com equilíbrio e bom senso. O segredo está em como
pensamos sobre nosso caminho à frente e não como pensamos sobre o que já caminhamos.
Perdemos muito tempo avaliando as falhas e esquecemos como podemos utilizar isto para
evitar futuros erros.
Anexo
Momento Inicial

“Dinâmica do Nó Humano”

Vídeo “A influência do individual no coletivo e vice-versa”,

https://www.youtube.com/watch?v=VO1w8zxz_AI
Biografia de Monja Coen

Quem é Monja Coen?

Nascida em 1947, em São Paulo, Monja Coen foi jornalista


profissional e, após uma transferência a trabalho para Los Angeles,
Califórnia, iniciou suas práticas regulares de zazen no Zen Center of Los
Angeles, onde fez seus votos monásticos em 1983.
O zazen é uma prática meditativa de observação, que busca o
autoconhecimento do ser humano, onde o praticante fica sentado, com o
corpo bem alinhado, de frente para uma parede branca e, utilizando-se de
técnicas respiratórias, aprende a observar suas emoções.
Foi em 1973, nos cinco meses e vinte dias que passou presa em uma cela solitária no presídio
de Frövi, na Suécia, por traficar LSD, que a paulistana Claudia Dias Batista de Souza descobriu a
meditação. Moça de classe média alta do Pacaembu, ex-aluna do colégio de freiras Sion e filha de
José Soares de Souza, braço direito do ex-governador Adhemar de Barros, Claudia sentia alívio ao
repetir o mantra om. “Aquilo me dava sensação de liberdade e trazia um pouco da transcendência que
eu buscava nas drogas”. Prima dos mutantes Sérgio Dias e Arnaldo Baptista, ela levava uma vida
boêmia e já havia tentado o suicídio. Mas só viria a abandonar esse estilo de vida cinco anos depois de
deixar a prisão. Em 1978, quando morava na Califórnia com um dos cinco maridos que teve – Paul
Weiss, ex-iluminador de palco do roqueiro Alice Cooper -, conheceu o zen, uma das vertentes
japonesas do budismo. Encantada, deixou o rapaz, mudou- se para uma comunidade espiritual, raspou
a cabeça e se converteu. Cinco anos depois ela se entregaria de vez à vida monástica com um novo
nome: Shin Guetsu ou monja Coen.
Aos 62 anos, ela canaliza sua vitalidade para uma agenda profissional cheia, que não exclui
duas aulas de Ioga semanais e exercícios com um grupo de quarenta pessoas da terceira idade. Seus
antigos prazeres carnais nunca foram segredo para os cerca de 120 devotos da Comunidade Zen
Budista, templo que funciona na casa em que vive (e na qual passou a infância), diante do Estádio do
Pacaembu. Exemplos de sua vida privada também são citados naturalmente nas palestras que faz em
empresas, ao preço médio de 3.000 reais cada uma.
A primeira mulher a ocupar a presidência das Seitas Budistas no Brasil, no fim dos anos 90,
acorda às 6 da manhã e dificilmente dorme antes da meia-noite. Quem passeia pelo Parque da Água
Branca, no terceiro domingo de cada mês, já deve ter flagrado a senhora careca vestida de samue, o
manto dos monges, liderando caminhadas meditativas. O hábito surgiu em 2001, no Parque da
Aclimação, depois que a religiosa foi afastada do templo da Liberdade, por causa de um conflito com
membros da comunidade japonesa tradicional. Dona de duas cadelas, a akita Tora e Endora, da raça
dogue alemão, ela vai a “cãominhadas”. Dirige seu Gol cinza 2002 para participar de programas de
TV e cerimônias pela paz e inter-religiosas, normalmente como representante de todas as linhas
budistas da cidade. Monja Coen não se incomoda com a popularidade. Pelo contrário. “Tem gente que
me chama de exibida, e acho que sou um pouco, sim”, confessa. “Sei que os veículos de comunicação
são uma ferramenta poderosa para que mais pessoas conheçam a doutrina de Buda”. Por isso permitiu
ter sua trajetória devassada: “Quero que as pessoas saibam que podem se transformar e seguir para
qual lado quiserem”.
Site oficial da Monja Coen: www.monjacoen.com.brZendo Brasil: www.zendobrasil.org.br
AULA 20: Tudo começa com Respeito
Objetivos Gerais

• Refletir sobre o que quer dizer Respeito.

• Reconhecer as diferenças individuais de etnia, gênero, idade, condição social etc.

• Compreender que as diferenças entre os indivíduos necessitam ser respeitadas.

• Desenvolver atitudes de interação, de colaboração e de troca de experiências em grupo,


respeitando as diferenças individuais.

Material Necessário

• Datashow, caixa de som, material impresso e uma garrafa pet vazia.

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de Duração


Previstas

Momento Inicial Refletir sobre a palavra respeito em uma conversa 10 min


informal, com perguntas sobre o que os/as estudantes
entendem por Respeito.

Atividade 1 Dinâmica: Estudo de caso 20min

Atividade 2 Música: A diferença, Banda Chimarruts 15 min

Avaliação Verificar se os/asestudantes compreenderam a


importância de respeitar as diferenças entre as pessoas, 5min
ao longo do processo.
Orientação para as atividades
Momento Inicial

Conversa informal com questões sobre a palavra respeito e o que ela significa. Sua
etimologia, suas implicações no cotidiano. Por que tudo começa com Respeito?

Desenvolvimento

Atividade 1

Dinâmica Estudo de Caso

Previamente, o/a professor deverá organizar em papéis as perguntas relacionadas abaixo,


dobrá-las para serem sorteadas no decorrer da dinâmica.
Organize os/as estudantes em uma roda, sentados no chão, de preferência em uma área
externa, se for possível, deixe os papéis com as perguntas em uma caixa ou do seu lado para serem
sorteados para a pessoa que a garrafa apontar. Utilize uma garrafa no centro da roda (como na
brincadeira verdade e consequência), gire e para quem ela apontar deverá dar sua opinião sobre um
caso de discriminação que a/o professor/a vai sortear e ler.
• Uma estudante não é convidada a participar de uma brincadeira pelos colegas por ser negra.
• Um estudante cadeirante não é aceito para estudar em uma escola, por ser deficiente físico.
• Um estudante com pouca condição financeira (pobre) é criticado pelos colegas por que suas
roupas são muito usadas e seus sapatos estão estragados.
• Os/as colegas colocam apelidos em uma estudante por ela ser gorda.

Professor/a, seja o mediador/a da discussão, caso ocorra opiniões que reforcem o preconceito
e a discriminação, faça interferências. Depois de concluída a discussão, proponha um debate,
consolidando as principais opiniões. Tenha sempre o cuidado de tratar os/as alunos com respeito,
mantenha a coerência com o tema trabalhado.

Atividade 2

Imprima a letra da música para cada estudante, reproduza a música da banda Chimarruts para
que os/as estudantes apreciem e possam cantar juntos, após ouvi-la proponha a análise da letra.
Levante questões como: “Em que nos parecemos? Em que somos diferentes? A diferença importa?” e
outras perguntas que julgar necessárias. Tenha sempre o cuidado de tratar os/as alunos/as com
respeito, mantenha a coerência com o tema trabalhado.

Avaliação

• A avaliação deve acontecer no decorrer do processo.

• É importante que o/a professor/a esteja atento ao envolvimento dos/as estudantes durante as
propostas de trabalho como a dinâmica, a música e as discussões que serão geradas.
• O debate, as opiniões que envolvem o tema Respeito possibilitarão ao/á professor/a verificar
se os /as estudantes compreenderam a importância de se respeitar as pessoas nas suas
múltiplas diferenças.

Anexo
Música

Chimarruts - A Diferença / Álbum "A Diferença",https://www.youtube.com/watch?v=2-TX-


0KEbGY
AULA 21: (Com)Viver
Objetivos Gerais

• Estabelecer relações equilibradas e construtivas frente às várias diversidades;

Material Necessário

• Datashow (se houver) e/ou gravador de áudio, anexos, folhas de papel sulfite, lápis
e/ou caneta, dicionários.

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de


Previstas Duração

Momento Inicial Momento reflexivo com a introdução do tema do encontro de 10 min


hoje.

Atividade 1 Música Diversidade - Lenine 10 min


https://www.youtube.com/watch?v=29Mj-8RdvUE

Atividade 2 Perguntas reflexivas 20 min

Avaliação As novas rotas a serem traçadas para o/a estudante aprimorar 5 min
a sua convivência em sociedade.
Orientação para as atividades
Momento Inicial

Nos dias de hoje, o trabalho desenvolvido nas escolas deve estar direcionado para atender às
diversidades, tendo em vista o processo de mudança que vem ocorrendo na sociedade. A
heterogeneidade torna-se muito mais presente no nosso dia a dia, visto que a cada lugar que
frequentamos encontramos alguém “diferente”, seja com um visual, aparência, sexo, deficiência,
cultura, etnia entre outros aspectos. Assim, acredita-se que desde a Educação Infantil, os programas
educacionais devem estar voltados à esta diversidade, para que a criança aprenda a respeitar,
(con)viver e se construir nesse cenário.Para tal, é necessário que a sociedade também reconheça e
respeite a pluralidade e que os meios de comunicação também colaborem, ajudando, por exemplo, a
não incentivar a violência a homossexuais, travestis, pessoas negras, idosas, entre outros, pois a escola
não deve ser o único agente de mudança, é preciso que toda a sociedade se conscientize. Segundo
Gomes (1999) o reconhecimento dos diversos recortes dentro da ampla temática da diversidade
cultural (negros, índios, mulheres, deficientes, homossexuais, entre outros) coloca-nos frente a frente
com a luta desses e outros grupos em prol do respeito à diferença.

Objetivos

• Conduzir os/as estudantes a fazerem uma autoanálise através dos textos, música e dos debates
propostos pelo/a mediador/a sobre tolerância, (con)vivência e empatia.
• Identificar seus aspectos positivos e os pontos de melhoria, para que possam exercitar o
respeito, a empatia e o pensar no coletivo.

Desenvolvimento

Inicialmente, vamos fazer uma auto reflexão, sem a princípio, compartilharmos entre os
colegas e/ou professor/a, sobre nosso comportamento, a partir do que está escrito na letra da canção de
Lenine. Após este breve momento de leitura, o/a professor/a liga a música para a classe. Em seguida,
os/as estudantes anotarão em seus cadernos, as respostas para os seguintes questionamentos,
(Atividade 2). Após passar o tempo destinado a esta atividade, o/a professor/a, juntamente com os/as
estudantes irão compartilhar as suas respostas das atividades, socializando-se uns/umas com os/as
outros/as.

Avaliação

A avaliação nesta aula seria (am) as novas metas que os/as estudantes irão esboçar para que
consigam desenvolver a empatia e saibam (con)viver com as diversidades.
AULA 22: Construindo
Objetivos Gerais

• Refletir sobre a importância dos estudos no percurso para a conquista da realização


do Projeto de Vida e para a participação na comunidade escolar.

Material Necessário

• Quadro branco e pincel ou quadro negro e giz. Som e data show e textos sugeridos.

Roteiro:

Atividades Descrição Previsão


Previstas de
Duração

Momento Caixa de memórias. 15 min


Inicial 1) Quem sou eu?
2) Que lugares eu ocupo no mundo?
3) Para onde minha vida deve me levar?
Este momento propõe o contato dos/as estudantes com a própria
identidade, história de vida e perspectiva de futuro.
O/A professor/a pode usar neste momento as músicas sugeridas para
inspirar os/as alunos/as.

Atividade 1 Leitura dos trechos de Alice no País das Maravilhas e “O caminho do 10 min
crescimento pessoal”.

Atividade 2 Discussão dos textos com relação às frases. 15 min


As frases afirmativas para discussão são:
• Aprende-se mais errando.
• Somos reféns do acaso.
• Vento algum é favorável para quem não sabe aonde quer ir.
• Toda escolha tem uma intenção positiva.
Se considerar oportuno, você pode projetar o vídeo Nunca desista
dos seus sonhos. (4 minutos).Vale a pena assistir e promover um
debate. Havendo tempo, pode auxiliar e motivar nas respostas sobre
as perguntas formuladas no boxe.

Avaliação Avaliação do/a educador/a. Execução das Atividades em sala 10 min


(pontuar), participação e debates em sala.
Atividades de reflexão para casa.
Orientação para as atividades
Momento Inicial

• Explorar lembranças/mundo pessoal: meu lugar no mundo.

• As fases da vida e a ideia de temporalidade.

Objetivos

• Incentivar a elaboração do Projeto de Vida de cada um.

• Gerar uma reflexão sobre a importância de planejar (construir) o futuro.

• Refletir sobre o poder das decisões.

Desenvolvimento

1º Momento: Caixa de memórias - fazer as perguntas sugeridas nos primeiros 15 minutos.

2° Momento: Peça para os/as estudantes lerem os textos em voz alta, voluntariamente, ou
sugira que cada um leia um parágrafo (Anexo 1). Pergunte ao final da leitura o que eles/as entenderam
sobre os textos, mas não se preocupe em explicá-los para não influenciar no debate que se dará no
segundo momento.

3° Momento: Peça para os/as estudantes fazerem um paralelo entre as frases para discussão, o
trecho de Alice no País das Maravilhas e o texto “O caminho do crescimento pessoal”. Depois,
oriente-os a discutir as afirmações e procure saber a opinião deles.

Lembre-os de que eles estão entrando numa nova etapa da vida, marcada pelo ingresso na 1ª
série do Ensino Médio, o que exige deles maior autonomia e responsabilidade nas escolhas.

Sugestão: A construção de qualquer Projeto de Vida, seja pessoal, profissional ou familiar,


começa com algumas perguntas existenciais: Quem sou eu? Que lugares eu ocupo no mundo? Para
onde minha vida deve me levar? Para responder a essas questões, além de ser necessário que os/as
estudantes recordem sua história pessoal, é necessário que eles/as entendam que a vida é um projeto
desde o momento do seu nascimento. Essa compreensão ajuda na elaboração do próprio Projeto de
Vida como instrumento de realização dos seus objetivos. Esta aula propõe o contato dos/as estudantes
com a própria identidade, história de vida e perspectiva de futuro.

Avaliação

• Atividades em sala e atividades para casa.

Material: (sugestão) Músicas - Riding Song / Legião Urbana, Era uma vez/ Kell Smith, Até
quando/Gabriel pensador, Ideologia/Cazuza.
Anexo
Frases para discussão:

• Aprende-se mais errando.

• Somos reféns do acaso.

• Vento algum é favorável para quem não sabe aonde quer ir.

• Toda escolha tem uma intenção positiva.

Se considerar oportuno, você pode projetar o vídeo Nunca desista dos seus sonhos. Vale a
pena assistir e promover um debate. Havendo tempo, as perguntas formuladas no boxe para refletir
podem ser discutidas na aula.
AULA 23: Saber ouvir
Objetivos Gerais

● Promover reflexão sobre o papel da escuta na comunicação.


● Desenvolver a habilidade de escutar.

Material Necessário

● Quadro branco/lousa ou flip chart (bloco de cavalete)


● Giz, pincel atômico, canetas hidrocores
● Cartolina ou papel A3
● Tecnologia para projeção de vídeo
● Fita adesiva
● Computador
● Tela de projeção

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de


Previstas Duração

Momento Sondagem inicial. 10 min


Inicial

Atividade 1 Discussão sobre o vídeo: Ninguém ouve 15 min


ninguém.https://www.youtube.com/watch?v=O_KuOYHIaX8

Atividade 2 Minhas histórias. 20 min

Avaliação Avaliação do processo. 5 min


Orientação para as atividades
Momento Inicial

Caro/a professor/a, o momento inicial é dedicado a apresentação e relevância do tema, que poderá
ocorrer conforme sugerido na sequência.

Objetivo

● Levantar com os/as estudantes, as concepções sobre comunicação.

Desenvolvimento

Sabemos que uma boa comunicação pode resultar em uma oportunidade de emprego, uma
promoção, a constituição de uma rede social de contatos importantes para o futuro profissional, a
conquista de novas amizades, a consolidação de antigas, entre outras. Entendemos também que o
reverso é verdadeiro, o que torna o desenvolvimento dessa habilidade ponto relevante para a formação
integral do/a estudante. A proposta para aula de hoje, caminha neste sentido.
Para uma comunicação satisfatória, que permita às partes se compreenderem, é importante,
entre outras coisas, desenvolver a competência de saber ouvir. Este é o ponto focal desta proposta.
Assim, sugere-se que, inicialmente, seja feita uma sondagem junto aos/às estudantes que lhe permita
conhecer o que eles/as entendem por comunicação e como se comunicam. Todas a manifestações
devem registradas no quadro, com destaque ao verbo ouvir.
Após essa sondagem inicial, convide os/as estudantes para assistirem ao vídeo “Ninguém ouve
ninguém”. O vídeo é parte de uma palestra proferida pelo Professor Leandro Karnal que, na
oportunidade aborda as dificuldades e a importância de se ouvir o outro nas comunicações pessoais e
profissionais.

Atividade 1 - Vídeo: Ninguém ouve ninguém.

Objetivos

● Promover reflexão sobre a importância de saber ouvir.


● O poder de saber ouvir nas relações pessoais e profissionais.

Desenvolvimento

Para este momento sugere-se a reprodução do vídeo “Ninguém ouve ninguém”, que poderá ser
exibido no todo ou em parte, conforme julgamento do/a professor/a. Orienta-se que o/a estudante
assista livremente, sem haver direcionamento, porém é necessário que ele/a apreenda e registre o que
entender ser como mais relevante. É importante que ao final do vídeo o/a professor/a instigue os/as
estudantes a falarem sobre tema e valorize as participações que irão surgir, e que a partir delas, tenha
início a discussão com as seguintes perguntas:
• Perguntar aos/às estudantes se, no caso apresentado por Karnal, houve comunicação? Por
quê?
• Vocês já vivenciaram situação semelhante?
Tendo em vista que a reflexão sobre o poder da escuta sensível constitui um dos objetivos desta
proposta, cabe destacar o ponto em que Leandro Karnal aborda a importância de ouvir nas
comunicações pessoais e profissionais.
Avaliação

Professor/a observar e registrar a recepção do vídeo, bem como tome nota sobre as
manifestações oriundas do debate em sala.

Atividade 2 - Minhas histórias.

Objetivos

● Desenvolver a competência para se comunicar de forma oral, escrita e/ou através de outros
meios.
● Fortalecer a capacidade de argumentação.

Desenvolvimento

Formem grupos de quatro estudantes e peça para produzirem histórias que mencionem a
importância de saber ouvir nas comunicações pessoais e profissionais. Informe que essas narrativas
(reais ou fictícias), poderão ser construídas e apresentadas por meio de crônicas, desenhos ou por
relato oral. É importante que o/a professor/a circule pela sala a fim de interagir com a classe,
diagnosticar possíveis dificuldades e orientar os/as estudantes sempre que isso for necessário.
Ao final do tempo estabelecido para realização desta atividade, fixe no quadro ou nas paredes
da sala as histórias produzidas, em seguida, forme uma grande roda de conversa para que os relatos,
os desenhos e todo o material produzido possa ser compartilhado com o grande grupo. Orientamos
que em todas as atividades propostas, sejam consideradas os estilos de aprendizagem de cada
estudante, bem como, o meio de desenvolverem os exercícios propostos, para que estes não sejam um
entrave para sua participação e desenvolvimento da habilidade indicada.
Assim, há pessoas que aprendem e se expressam melhor quando produzem de forma
individual. Considerar essas características, certamente concorrerá para o êxito da aula.

Avaliação

Propomos que a avaliação desta atividade aconteça durante sua execução. A interação
promovida pela circulação entre os grupos de trabalho permitirá ao/à professor/a auxiliar para solução
de dúvidas, verificar a forma de comunicação e diagnosticar dificuldades. Esse mesmo trabalho de
interação e observação poderá ser feito durante a exposição das produções.
Em tempo, orientamos que esse processo seja registrado a fim de que o/a professor/a possa
melhor avaliar o progresso de sua turma.

Avaliação da aula

A avaliação dessa aula poderá ser feita a partir das observações e registros feitos, considerando a:
• Apreensão dos conhecimentos trabalhados.
• Compreensão inicial e final sobre uma boa comunicação.
• Compreensão da importância de saber ouvir para o convívio social e profissional.
AULA 24: Dial@gando
Objetivos Gerais
● Estimular a interlocução respeitosa e contextualizada aos modos de ser/estar de cada
estudante;
● Valorizar o conhecimento e os saberes sócio-histórico-culturais adquiridos;
● Oportunizar o uso da cultura digital, priorizando a condição de autoria;
● Promover a escuta sensível de experiências em momentos compartilhados pelo respeito e
empatia à diversidade do coletivo;
● Trabalhar o protagonismo juvenil perpassando predominantemente pelo exercício da
autonomia e responsabilidade: consigo, o/a outro/a e o mundo.

Material Necessário

● Quadro, lousa
● Giz, pincel atômico e apagador
● Datashow e computador/notebook (se necessário)

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de


Previstas Duração

Momento Inicial Convivência. 10 min

Atividade 1 Real X Virtual. 15 min

Atividade 2 Compartilhando experiências. 15 min

Avaliação Eu, os/as outros/as e os mundos. 10 min


Orientação para as atividades

Momento Inicial

Para este momento inicial, a sugestão é trabalhar de forma interativa. Escolha aleatoriamente
pelo menos cinco estudantes e cumprimente-os/as, dizendo seu nome seguido de um/a “BOM DIA,
BOA TARDE ou BOA NOITE”. Pergunte aos/às demais estudantes da turma se já se
cumprimentaram, uma vez que têm estado em contato durante boa parte da semana.

https://play.google.com/store/apps/details?id=com.mobileboss.bomdiatardenoite&hl=en_US

No quadro/lousa escreva: “CADA PESSOA É ÚNICA”. Pergunte para a turma o que entendem sobre
a frase e provoque as primeiras falas.

https://super.abril.com.br/blog/oraculo/como-surgiu-o-cpf-o-primeiro-documento-foi-o-000-000-000-1/

No datashow apresente aos/às estudantes duas imagens de lugares públicos locais. A


primeira, onde pessoas passam entre si, mas há pouca e/ou nenhuma interação (ex.: parque público,
feira livre, terminal de ônibus, shopping center, estádio de futebol etc.). E a segunda, onde pessoas
passam entre si e existe algum grau de convivência (ex: a própria unidade escolar, igreja, espaços
comunitários etc.).
No quadro/lousa escreva a frase: “O QUE POSSO APRENDER COM ALGUÉM?”
Associada a ação inicial do cumprimento, pergunte sobre a diferença dos lugares públicos
apresentados e faça uma discussão sobre o lugar de aprendizagens pela observação dos/as outros/as,
focando na importância da convivência e do diálogo.

Objetivos

● Promover a incursão dos/as estudantes no tema da aula através da problematização de


perguntas norteadoras;
● Possibilitar as primeiras reflexões sobre as relações que possam vir a serem estabelecidas na
construção do projeto de vida.
Desenvolvimento

Atividade 1 - Real X Virtual

Objetivos
● Compreender a importância dos espaços sociais presentes nos mundos real e virtual;
● Suscitar diálogos e o exercício do pensamento crítico sobre o próprio modo de ser/estar na
condição juvenil;
● Entender que os espaços sociais atuam diretamente e influenciam na constituição de
pessoalidades e de quem possam vir a serem no mundo.

Desenvolvimento

a. Sobre a natureza das redes sociais...

Traga a discussão entre as aproximações e distanciamentos dos mundos: real e virtual,


problematizando justamente as redes sociais como espaços sociais de influência dos modos de
ser/estar dos/as estudantes. A sugestão é começar projetando os principais ícones das redes sociais e
questioná-los sobre o que seriam as redes sociais, qual/is a/s especificidade/s de sua natureza, que
limites e possibilidades apresentam. Se puderem manusear aparelhos celulares, pode também
aproveitar este recurso em sala de aula.

https://br.freepik.com/fotos-premium/comprimidos-de-varios-tipos-e-tamanhos-com-o-logotipo-das-redes-sociais-
mais-famosas_4744502.htm

b. Sobre a utilização das redes sociais...

Organize grupos de discussão neste momento. A ideia é que os/as estudantes conversem entre
si e identifiquem suas proximidades e distanciamentos na utilização as redes sociais. Direcione
perguntas através de um roteiro para os/as estudantes: qual o grau de conhecimento de cada um sobre
as redes sociais, quem lhes apresentou estes lugares, que condições, meios e equipamentos dispõem
para o acesso e quais seriam as principais redes sociais utilizadas.

https://br.pinterest.com/pin/710794753679376115/
c. Sobre os conteúdos acessados e o conjunto de interesses juvenis nas redes sociais...

Mantendo a organização em grupos, peça para que elenquem que conteúdo(s) têm sido mais
atrativo(s) para cada um/a deles/as. Aqui caberia destacar o momento de potencializar diálogos e
articulações entre os/as estudantes para que se auto-organizem e consigam identificar no grupo aquilo
que seria uno e diversos entre eles/as.

Avaliação

Observe o grau de interesse, envolvimento e participação na atividade proposta, bem como o trabalho
coletivo realizado nos grupos para identificar os lugares comuns de fala, os pontos de tensão, o nível
de percepção da realidade e a escuta de cada um/a. É importante observar a organização dos grupos,
como cada estudante de posiciona e como interfere (in)diretamente nos momentos de argumentação
dos/as demais.

Atividade 2 - Compartilhando experiências

Objetivos

● Possibilitar que cada estudante tenha seu exercício pessoal de fala e escuta no coletivo;
● Promover momento interativo onde a exposição argumentativa e o diálogo entre os pares
aconteçam de forma diversa e respeitosa;
● Elencar figuras e/ou personalidades expoentes do contexto apresentado, bem como assuntos e
lugares de interesses pelos/as estudantes que façam parte do seu modo de ser/estar e
interfiram diretamente no processo construtivo e determinante de cada projeto de vida.

Desenvolvimento

a. Sobre os conteúdos das redes sociais e o modo pessoal de ser/estar de cada estudante...

Ainda na organização de pequenos grupos, sugira que elenquem dentre eles/as três pessoas com
funções específicas: alguém que possa estar na direção e conduzir a exposição das falas, outra pessoa
responsável por anotar todas as informações obtidas e um/a terceiro/a para expor e fazer a leitura
coletiva posterior. Neste momento, os/as estudantes devem tentar categorizar: qual/is o/s tema/s de
interesse que chamam atenção nas redes sociais, que conteúdo/s faz/em parte do cotidiano de acesso,
quem seriam as figuras, personalidades e/ou coletivos com que se identificam e qual o grau de
influência que estes/as exercem sobre os modos de ser/estar juvenil no momento.

b. Sobre a relação entre as redes sociais e a construção do projeto de vida...

Reunidas e organizadas essas informações, peça que individualmente cada estudante faça sua
anotação pessoal tentando completar a seguinte assertiva: “AS REDES SOCIAIS NOS MOSTRAM
UMA PARTE DOS MODOS DE SER/ESTAR DAS PESSOAS NO MUNDO. POR EXEMPLO, EU
PARTILHO DE...”.
O complemento dessas respostas precisa dialogar com aquilo que foi exposto e dialogado no
grupo, mesmo que o/a estudante opte por apresentar apenas categorias genéricas. Na sequência, ainda
de modo pessoal, peça que cada estudante tente responder a seguinte questão: “NA CONSTRUÇÃO
DE SEU PROJETO DE VIDA, AS REDES SOCIAIS PODEM TER ALGUMA INFLUÊNCIA? SE
SIM OU NÃO, DIGA EM QUE SENTIDO ISSO ACONTECERIA”.
Por se tratar de uma resposta pessoal, esse exercício de reflexão crítica pode auxiliar nas aulas
posteriores (a critério do/a professor/a), porém o intuito é apenas que os/as estudantes se percebam e
possam aproximar seus mundos: real e virtual, com aquilo que possa constituir seu projeto de vida, no
sentido de se (re)pensar que todas as suas dimensões encontram-se integralmente articuladas.
Avaliação

Como exercício avaliativo nesta segunda atividade, é interessante observar como os/as
estudantes se comportam nos momentos de auto-organização e diálogo que vão estabelecer entre si.
Importante também se atentar para o trabalho de escrita pessoal no sentido de que a ação de se
(re)pensar a prática e o próprio cotidiano tenha uma amplitude de espaço-tempo que permita
compreender a historicidade do processo de ser/estar de cada um/a. Pensar no projeto de vida, exige
de cada estudante olhar para si, ao mesmo tempo em que se observa as relações com os/as outros/as
conhecidos/as e o mundo que ainda poderão conhecer.

Avaliação da aula

No momento final da aula, questione aos/às estudantes como perceberam as duas atividades
realizadas. Se consideram importante esse lugar de diálogo e das relações na construção do projeto de
vida. De que forma enxergam essas aproximações de mundos: real e virtual, na influência e
(re)definição de escolhas a todo instante pessoais e coletivas. E por fim, relembre que as respostas
pessoais (embora não precisem ser apresentadas) podem servir como disparadores para a tomada de
outras decisões futuras.
AULA 25: Correção de Rotas
Objetivos Gerais

● Monitorar a execução do Projeto de Vida.


● Revisar o Projeto de Vida de acordo com o contexto presente.
● Realizar possíveis correções de rota durante o desenvolvimento do Projeto de Vida.

Material Necessário

● Apostila do Projeto de Vida


● Lousa/quadro
● Giz/pincel

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de


Previstas Duração

Momento Inicial Correção de Rotas: Acredita que ainda está no 10/15 min
caminho certo rumo aos seus objetivos?

Atividade 1 Fluxograma: Pontos de checagem. 15/20 min

Atividade 2 Debate em grupo: Compartilhando expectativas. 10/15 min

Avaliação Definindo regras. 5 min


Orientação para as atividades
Momento Inicial

Desenhe o seguinte esquema no quadro/lousa:

Afirme aos/às estudantes que ter um Projeto de Vida vai além de apenas estabelecer metas
para se alcançar um determinado objetivo ao longo da vida. É preciso, constantemente, rever e avaliar
os próprios planos, considerando as circunstâncias presentes e futuras, as oportunidades e suas
próprias regras estabelecidas no princípio do processo.
Pergunta Norteadora: No contexto de Projeto de Vida, o que essa imagem (desenhada na
lousa/no quadro pode representar?
Considere todas as respostas e pergunte se essa linha, que representa o caminho, poderia ser
diferente, caso ainda não tenham levantado essa questão.
Explique que no meio do caminho podem haver desvios em relação ao objetivo fixado, mas
que estas rotas podem ser corrigidas a todo momento. A não ser que aquele objetivo em particular já
não faça mais parte dos planos… sendo assim, toda uma nova rota precisa ser novamente construída
com base em novas metas. Seria então, uma reescrita de parte do Projeto de Vida. Isso pode acontecer
e está tudo bem.
Apresente a ideia de “Correção de Rotas” como estratégia de autogestão para correção e
replanejamento de ações e metas ao longo da busca por um objetivo ou mais objetivos definidos no
próprio Projeto de Vida.

Objetivos

● Proporcionar aos/às estudantes um momento de reflexão acerca das próprias ações em busca
dos seus objetivos.

Desenvolvimento

Atividade 1 - Fluxograma: Pontos de checagem.

Objetivos

● Pensar criticamente o próprio Projeto de Vida.


● Identificar possíveis desvios de rota.
● Corrigir possíveis desvios de rota.
● Aprimorar as ações que já estão em andamento.

Desenvolvimento

Peça aos/às estudantes que considerem o fluxograma bifurcado inicial para escolherem, a
partir deste, os caminhos a serem seguidos. Ao final de cada etapa há uma indicação para a próxima.
Dependendo do caminho escolhido, nem todos os espaços da atividade serão preenchidos.
Avaliação
Observe se os/as estudantes não estão apenas preenchendo toda a atividade na ordem que é
apresentada. Todos os campos preenchidos podem significar que o/a estudante não seguiu
corretamente o fluxograma e por isso não refletiu efetivamente sobre o que está sendo proposto na
atividade.

Atividade 2 - Debate em grupo: Compartilhando expectativas.

Objetivos

● Compartilhar expectativas com o grupo.


● Inspirar-se a partir da experiência do/a outro/a.

Desenvolvimento

Após a finalização da atividade anterior, organizar uma roda de conversa, considerando o


processo de correção de rotas no Projeto de Vida, a partir dos seguintes questionamentos reflexivos:
(para tornar a atividade mais interessante, o/a professor/a pode escrever previamente estas perguntas
em pedaços de papel, dobrá-los e colocá-los em uma caixa ou outro recipiente para que os/as
próprios/as estudantes possam retirar, fazer a leitura, responder e repassar as demais perguntas a
um/uma colega de sua escolha. Para esta escolha o/a professor/a pode estabelecer regras prévias como
intercalar o sorteio das perguntas entre os/as aprendizes ou pedir para entregar de maneira aleatória a
alguém que não sejam as pessoas ao lado).

1. O que eu (estudante) quero?


2. Quais são as atividades necessárias para desenvolver meu potencial e atingir meus objetivos?
3. Quais seriam as atividades/cursos/ oportunidades que me ajudariam nesse percurso?
4. Devo me preparar e me submeter a algum exame específico?
5. Estou preparado/a?
6. Como posso ser ajudado/a?
7. Qual estratégia pode me preparar para alcançar meu objetivo?

Avaliação

Considerar a participação do/da estudante tanto na leitura e resposta às questões quanto na


interação com os colegas. Caso perceba alguém menos participativo/a, pode tentar incluí-lo/a
direcionando a ele/ela perguntas abertas personalizadas referentes ao comentário anterior, como
pedindo uma avaliação ou complementação da ideia.

Avaliação da aula

Observar a participação geral da turma, tanto na atividade escrita quanto na roda de conversa. Anotar
no quadro/na lousa possíveis regras, que na concepção dos/as estudantes, facilitem o processo de
busca pelo alcance de um objetivo.
AULA 26: Preconceito? O que tenho a ver
com isso?
Objetivo Geral

● Refletir sobre a construção da responsabilidade social levando os processos de desigualdade


da sociedade brasileira e goiana.

Material Necessário

● Datashow, computador, caixa de som


● Download do vídeo “Racismo, coisa de branco” do canal Tempero drag

Roteiro

Atividades Previstas Descrição Previsão de


Duração

Momento Inicial Tempestade de ideias. 8 min

Atividade 1 Projeção e reflexão do vídeo: 37 min


https://www.youtube.com/watch?v=eBfw2WqNDj0

Avaliação Qual a minha responsabilidade diante dos meus 10 min


privilégios?
Orientação para as atividades

Momento Inicial

O/A professor/a deve projetar o seguinte questionamento:

“Todo mundo sabe que o racismo existe, mas ninguém é racista. Tem uma pesquisa histórica da
década de 1990, da Folha de S.Paulo, de que 90% das pessoas diziam conhecer pessoas racistas e
diziam que o racismo existia, mas quando perguntavam se elas eram racistas, elas diziam que não.”
Por que isso ocorre?

Encorajar os/as estudantes a responderem-na de modo breve com toda a turma, oralmente.
Para não delongar, solicitar que apenas uma ou duas pessoas fale em voz alta no momento,
porque a atividade seguinte apresentará mais pontos relevantes de discussão sobre esse tema.

Objetivos

● Encorajar os/as estudantes a falar sobre retórica do racismo no Brasil.


● Refletir com a turma sobre a importância de se reconhecerem perspectivas de preconceito que
podem ser melhoradas em cada um/a.

Desenvolvimento

Atividade 1 - Vídeo: Racismo, coisa de branco

Projetar o vídeo “Racismo, coisa de branco” do canal Tempero Drag e solicitar que os/as estudantes
anotem no caderno os pontos que consideraram mais relevante no vídeo.

Objetivos

● Refletir os conceitos e fatos apresentados por Rita Von Hunty no vídeo “Racismo, coisa de
branco” do canal Tempero Drag.
● Levantar os pontos mais relevantes para relacionar com o tema da aula “Preconceito? O que
tenho a ver com isso?”

Desenvolvimento

• Após a projeção do vídeo, encorajar os/as estudantes a lerem suas anotações.

• Projetar esse enunciado para a turma:

"Numa sociedade racista, não basta não ser racista. É necessário ser
antirracista".
Filósofa e militante Angela Davis.

• Entregar a metade de uma folha A4 para cada estudante;


• Individualmente, solicitar que façam um levantamento, por escrito, de três ações
rotineiras que podem ser consideradas antirracistas: quais práticas antirracistas posso
agregar no meu dia a dia?
Avaliação da aula

Ao término da aula, sugerir que tentem colocá-las em prática. Todas as vezes que uma das
ações descritas foram colocadas em prática, retomar o escrito neste papel e buscar alguém de
confiança (familiar, professor/a, colega, amigo/a) para conversar sobre o ocorrido: como foi essa
desconstrução? O que sentiu? Como as pessoas envolvidas receberam sua ação? Como isso
reverberou nas relações sociais que você tem construído?

Anexo
Guilherme Terreri Lima Pereira, mais conhecido pelo nome artístico Rita Von
Hunty é um ator, YouTuber, comediante, professor e drag queen brasileiro. Rita
Von Hunty é a apresentadora do canal Tempero Drag.

Djamila Tais Ribeiroé escritora, filósofa, feminista negra, acadêmica brasileira. É


pesquisadora e mestra em Filosofia Política pela Universidade Federal de São
Paulo. Tornou-se uma das principais vozes no combate ao racismo com presença
constante nos espaços de debate sobre os movimentos das mulheres e na luta por
diversidade.

Angela Yvonne Davis é professora emérita do departamento de estudos feministas


da Universidade da Califórnia, filósofa, militante, ativista negra e ícone da luta pelos
direitos civis. Autora de vários livros, sua obra é marcada por um pensamento que
visa romper com as assimetrias sociais.
AULA 27: Inspiração
Objetivos Gerais

● Conhecer a história dos/as vencedores/as do Prêmio Nobel da Paz.


● Refletir sobre coragem de lutar pelos seus interesses por meio do seu Projeto de Vida.

Material Necessário

● Cartolina
● Pincéis de diferentes cores
● Folha A4 em branco

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de


Previstas Duração

Momento Inicial Apresentação da aula e seus objetivos. 10/15 min

Atividade 1 Questionário interativo e circular (sala de aula invertida 15/20 min


em forma de círculo).

Atividade 2 Trabalho em grupo com quatro estudantes. 10/15 min

Avaliação Apresentação final do pequeno projeto. 5 min


Orientação para as atividades

Momento Inicial

Apresentação da proposta da aula, tentando relacionar o tema inspiração com o Prêmio Nobel
da Paz. Organizar a sala em um círculo, para iniciar o questionário interativo e circular. Aplicar as
questões de forma coletiva para discussão com todos/as os/as estudantes em sala de aula.

Objetivos

● Identificar o que é o Prêmio Nobel da Paz.


● Compreender que o Prêmio Nobel da Paz é uma inspiração para a Humanidade.

Desenvolvimento

Atividade 1 - Questionário interativo e circular.

Objetivos

● Identificar o que é o Prêmio Nobel da Paz.


● Compreender a importância do Prêmio Nobel da Paz para o seu Projeto de Vida.

Desenvolvimento

Organizar a sala de aula em um grande círculo com os/as estudantes e aplicar de forma coletiva e oral o
seguinte questionário:
1. O que é o Prêmio Nobel da Paz?
2. Quais as principais personalidades já ganharam este prêmio?
3. Qual a importância dele para Humanidade?
4. Qual a importância dele para o seu Projeto de Vida?

Avaliação

Sistematização do questionário em um pequeno projeto social para sua comunidade.

Atividade 2 - Trabalho em grupo com os/as estudantes

Objetivos

● Refletir sobre a importância do Prêmio Nobel da Paz para o seu projeto de vida.

Desenvolvimento

Organizar a sala em grupos de quatro estudantes. Entregar uma cartolina para cada grupo. Eles
criarão um pequeno projeto social de apoio à sua comunidade. Por exemplo: projetos de assistência social,
projetos de preservação ao meio ambiente, projetos vinculados a cultura de paz e solidariedade, etc.

Avaliação

Sistematização de um pequeno projeto social para comunidade.

Avaliação da aula

Sistematização de um pequeno projeto social para comunidade.


AULA 28: Inter (vir)
Objetivos Gerais

● Expressar-se e partilhar informações, sentimentos, ideias, experiências e produzir sentidos


que levem ao entendimento mútuo.
● Formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns com base em direitos
humanos e na consciência ética.
● Refletir sobre alguns recursos que contribuem para a resolução de conflitos.
● Comunicar-se, acessar e produzir informações e conhecimento, resolver problemas e exercer
protagonismo de autoria.

Material Necessário

● Cópias de texto
● Aula impressa/caderno de Projeto de Vida
● Quadro de giz
● Cartolina
● Pincel

Roteiro

Atividades Previstas Descrição Previsão de


Duração

Momento Inicial Falar sobre a importância de resolver conflitos 10/15 min


cotidianos. Utilização do esquema que trata da
questão de conflitos cotidianos. Cada estudante fará
o preenchimento do fluxograma, referente aos
conflitos cotidianos que ele/a enfrenta.

Atividade 1 Em grupos, cada estudante trará sua contribuição 15/20 min


para o preenchimento da tabela proposta, realizando
discussão dos pontos.

Atividade 2 Será realizada a leitura compartilhada do texto de 20/25 min


Eduardo Shinyashiki “Como lidar com Conflitos?”,
seguido de comparação com o que foi colocado
pelos grupos.

Avaliação Cada estudante colocará em uma palavra o que 5 min


pôde aprender com as discussões realizadas.
Orientações para as atividades

Momento Inicial

O/A professor/a iniciará a aula expondo o tema e os objetivos propostos, mencionando que
todos/as nós passamos por conflitos em nossa vida, mas temos de saber lidar da melhor maneira com
essas situações. A seguir, o/a mediador/a pedirá para que cada estudante preencha o fluxograma, onde
indicarão três conflitos que são costumeiros no cotidiano.

Dando continuidade, o/a professor/a, solicitará para os/as estudantes irem se colocando em
relação ao que foram preenchendo em grupos, se possível.

A partir daí, vamos para a atividade 2, que consiste em estudar causas para os conflitos
colocados pelos/as estudantes no preenchimento da tabela.

Situação Conflituosa Como costumo Qual seria a melhor


resolver? maneira de se resolver?

Após o preenchimento da tabela e discussão nos pequenos grupos, haverá socialização com
todos os/as estudantes da sala. Para fechamento da aula será proposta a leitura de um artigo do
consultor e palestrante Eduardo Shinyashiki em que este autor fala sobre como lidar com conflitos,
como leitura compartilhada.
Objetivos

• Sensibilizar os/as estudantes em relação ao tema proposto.


• Realizar reflexão em relação aos conflitos, no sentido de que fazem parte do crescimento
humano.

Desenvolvimento

Atividade 1 - Quais conflitos eu enfrento?

Objetivos

• Exercitar o diálogo entre os/as estudantes, trabalhando a comunicação.


• Partilhar de situações conflituosas, pontos de vista e formas de solucionar tais situações.

Desenvolvimento

O/A professor/a então dividirá os/as estudantes em grupos (3 a 4 pessoas, dependendo do


tamanho da turma). Cada grupo então se reunirá e utilizará o que foi escrito no fluxograma
anteriormente para o preenchimento da tabela (coluna 1). A coluna 2 será preenchida por cada
estudante que indicou a situação conflituosa. Se por acaso houver mais de uma pessoa que utilizou a
mesma coisa, podemos considerar estes dois pontos de vista. Já na terceira coluna, vamos completar
com base na discussão do grupo. Após o preenchimento, cada equipe apresenta para todos/as os/as
demais estudantes da turma.

Avaliação

A avaliação desse momento se dará pela observação da participação dos membros pelo/a professor/a e
apresentação dos grupos.

Atividade 2 - Como posso resolver conflitos?

Objetivos

• Refletir sobre a importância do exercício do diálogo na resolução de conflitos.


• Avaliar diversos aspectos referentes aos conflitos cotidianos, bem como pontos levantados,
chegando à conclusão da importância de superar obstáculos para se atingir objetivos.

Desenvolvimento

Após as apresentações de cada grupo sobre o que colocaram, o/a professor/a agora fará uma leitura
partilhada com os/as estudantes do texto em anexo. Em cada parágrafo lido, o/a professor/a realiza
uma pausa para discussão e reflexão. E em conjunto, todos/as realizam uma conexão do teor do texto
lido com o que foi discutido na aula.

Avaliação

A avaliação se dará pela participação ativa dos/as estudantes na leitura, atenção e contribuições às
discussões promovidas.
Avaliação da aula

Ao final, o/a professor/a pedirá para cada estudante utilizar uma palavra que expressa o que fora
discutido. Pode ser utilizado o aplicativo Mentimeter, caso a aula seja realizada virtualmente, criando-
se um painel com as contribuições ou mesmo no quadro de giz.

Anexo

Como lidar com os conflitos?

Ao longo da vida, nos deparamos com diversas situações difíceis que nascem da convivência com
as pessoas, como o estresse no trabalho e a crise no relacionamento. Esses momentos podem gerar
diferenças entre valores, crenças, interesses e objetivos e tornam-se conflitos quando cada indivíduo
envolvido tenta impor o seu ponto de vista, sem ouvir, sem se interessar e sem respeitar a outra parte.

Entrar em uma discussão com atitudes mentais como “eu ganho, você perde”, “eu tenho razão,
você está errado” e “eu falo, você fica calado” claramente não ajuda a desenvolver relações positivas.
Ao contrário, impacta na ampliação dos problemas. Quando não sabemos como enfrentar os conflitos,
porque essas competências para geri-los não são ensinadas, corremos o risco de iniciar uma batalha
para impor a nossa própria imagem e a ideia defendida. Isso desrespeita o interlocutor e torna a
interação autoritária e destrutiva, sem que se chegue satisfatoriamente ao resultado desejado.

Para entender melhor o que o conflito representa, vamos analisar a origem da palavra: no latim,
“confligere” é composto por “com” e “fligere”, que significa “combater, estar em desavença, golpear,
atacar” – ou seja, evoca um conceito negativo de guerra, luta, disputa e agressividade. Porém, o termo
também possui outro significado, bem mais positivo, de “fazer encontrar”.

Ao avaliar esse último ponto de vista, podemos considerar que é, sim, possível se aproximar
positivamente de um conflito, respeitar as diferenças, as diversidades e transformar o momento em
um recurso, em vez de um confronto. Assim, é possível criar uma evolução, uma mudança, a
criatividade e a abertura ao novo… tudo depende das estratégias utilizadas para resolver os
problemas.

Mas será que essas estratégias são construtivas e de cooperação para, assim, se chegar a uma
solução compartilhada e de compromisso mútuo? Ou nos envolvemos pela raiva, pelo julgamento,
egoísmo e individualismo? Como solucionar os conflitos? O primeiro passo é entender que o seu
ponto de vista é diferente do outro. Cada ser humano interpreta a realidade conforme suas crenças,
experiências, educação e convicção. Então, lembre-se: antes de querer ser compreendido, compreenda
o outro.

A próxima etapa é avaliar os três pontos de vista: a primeira posição é referente à própria
realidade, aos próprios sentimentos, valores, às crenças e como enxergar o mundo. É “como eu lido
com o conflito”; a segunda posição refere-se à perspectiva da outra pessoa, a “como o outro percebe
essa situação”; por fim, a terceira posição é a do observador, é o olhar objetivo da interação entre a
primeira e a segunda posições. Nesta fase, é preciso esquecer por um momento o que você quer e
olhar para a situação de forma mais distanciada, sem julgamentos, da forma mais neutra e emotiva
possível.
Após entender as três ações mencionadas acima, é necessário compreender as posturas corporais
do outro. Como ele se comunica? Identificar a forma de comunicação permite uma ampla e correta
avaliação da situação, para reorganizar ou corrigir os comportamentos, redirecionar ações, solucionar
conflitos e chegar a um resultado desejado. Treine a forma de olhar a vida e as situações de pontos de
vista diferentes, para desenvolver uma visão mais aberta e observar os problemas de diferentes
perspectivas e ângulos.
Quando olhamos o mundo com novos olhos, mudamos velhos julgamentos, enriquecemos o nosso
cérebro com novas informações e experiências, a mente se abre e, assim, os comportamentos
automáticos e repetitivos se transformam.
Na resolução de conflitos, também é fundamental desenvolver a capacidade de lidar com as
emoções, tanto as próprias quanto as dos outros, de maneira apropriada, sem se deixar dominar por
elas, mantendo o autocontrole e o equilíbrio. A competência emocional, a maturidade, o
conhecimento das próprias emoções, a capacidade da gestão das emoções, a percepção de como e
quando elas acontecem em nossa vida impactam na autoconfiança, na autoestima e na
autoconsciência.
Algumas questões ajudam a fazer a autoanálise: “quando eu enfrento um conflito, o que é
importante para mim?”; “quais são as minhas intenções?”; “eu ataco a outra pessoa, a sua identidade
ou o problema?”; “me sinto ameaçado na minha identidade?”; “qual é a minha responsabilidade no
conflito?”; “como eu me sinto, o que eu penso, o que eu falo e quais são minhas atitudes?”.
Para controlar as próprias emoções, um recurso simples e eficaz é a respiração. Na sua rotina, faça
20 respirações conectadas – ou seja, ao terminar a inspiração, expire, sem intervalos ou cortes.
Respire pelo nariz, de forma mais lenta e profunda que o normal, com expansão torácica e abdominal.
Fazer esse exercício de respiração uma ou duas vezes ao dia ajuda a desenvolver uma maior
consciência corporal.
Para estar preparado a lidar com os conflitos, permita utilizar e colocar em prática essas atitudes,
pois qualquer habilidade precisa ser treinada e repetida para se tornar natural.
Tanto no trabalho como na vida as relações interpessoais pedem, cada vez mais, a capacidade de
saber compreender o que é diferente de nós: pessoas, culturas, valores, opiniões, objetivos e as visões
do mundo. Nessa perspectiva, a diferença de opiniões é saudável, a diversidade e o confronto de
ideias tornam-se um fator motivacional da atividade criadora, um elemento de evolução, de
crescimento, onde as diferentes visões de contexto e pontos de vista são valorizadas, permitindo uma
ampla gama de ideias e soluções.
O ponto não é evitar o conflito, fechar os olhos para a realidade, mas saber como geri-lo de forma
eficaz e produtiva.
Disponível emhttps://edushin.com.br/como-lidar-com-os-conflitos/(acesso em agosto de 2020)
AULA 29: Me representa
Objetivos Gerais

● Desenvolver a argumentação para defesa de seus pontos de vista.


● Estimular o protagonismo juvenil.
● Refletir sobre o seu projeto de vida.
● Tomar decisões que envolvam a escolha de líderes e representantes.
● Agir pessoal e coletivamente para a melhoria do ambiente escolar.

Material Necessário

● Computador ou TV para apresentar o vídeo


● Quadro, giz
● Papel, caneta

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de


Previstas Duração

Momento Inicial Vídeo: Escola de Mediação; Episódio 02 - 5 min


Liderança Juvenil.
https://www.youtube.com/watch?v=D6HS8hSgOZw

Atividade 1 Análise e discussão do vídeo. 15/20 min

Atividade 2 Dinâmica do farol. 15/15 min

Avaliação Fechamento. 10/15 min


Orientação para as atividades

Momento Inicial

Neste início de aula, o/a professor/a irá exibir para os/as estudantes o vídeo: Escola
de Mediação; Episódio 02 - Liderança Juvenil, com duração de dois minutos.
https://www.youtube.com/watch?v=D6HS8hSgOZw

Objetivos

● Contato com o tema da aula.


● Conhecer as experiências de jovens líderes.

Desenvolvimento

Atividade 1 - Análise e discussão do vídeo

Objetivos

● Estimular a participação e a reflexão.


● Praticar o seu poder de argumentação.

Desenvolvimento

Após a exibição do vídeo, o/a mediador/a fará uma breve análise do mesmo com os/as
estudantes, cuidando para manter o foco ao tema da aula. Professor/a, você pode fazer
algumas perguntas norteadoras como estas ou outras a seu critério. Veja:

1. O que são jovens líderes/lideranças juvenis?


2. Qual ou quais a(s) motivação(ões) dos/as jovens do vídeo?
3. Os/As jovens citaram as três habilidades que são indispensáveis para um/uma
jovem líder: pensar, falar e agir. Peça para os/as seus/suas estudantes refletirem
sobre a escolha dessas três habilidades?
4. Quem pode se tornar um/uma jovem líder?
5. O que jovens líderes podem fazer?
6. Em quais locais/ambientes os/as jovens líderes podem atuar?
7. Em um ambiente como a escola, podem existir quantas lideranças?

Avaliação

Neste momento, não haverá avaliação.

Atividade 2 - Dinâmica do farol

Objetivos

● estimular a participação.
● avaliar situações cotidianas.

Desenvolvimento

No quadro ou lousa, faça um desenho representando um semáforo (farol) de trânsito


com as cores indicativas em verde, amarelo e vermelho.
Escreva no quadro, cartolina ou tela do computador, algumas situações que ocorrem no
ambiente escolar, para as quais as/os jovens podem ser chamados a intervir.
Seguem abaixo algumas dessas situações para resolução ou mediação de conflitos
(discussões, brigas, desentendimentos ou outras situações).

Situação hipotética 1: Houve uma situação de discussão a respeito de determinado


assunto e os ânimos estão exaltados, a gestão da escola convoca uma assembleia para
resolver este contexto e informa que os/as envolvidos/as na discussão receberão alguma
punição que pode incluir a suspensão das atividades.
Nessa situação houve participação da(s) liderança(s) estudantis? Se sim, o sinal é verde.
Se houve um meio termo, o sinal é amarelo. E se não, o sinal é vermelho. Será considerado
o mais votado e após isso, os/as estudantes devem explicar o motivo da cor escolhida.
O que poderia ser diferente?

Situação hipotética 2: Os/As jovens de uma turma estão insatisfeitos/as com a


atuação de um/a professor/a de determinado componente curricular. Este/a professor/a não
tem problemas em nenhuma outra turma, mas de forma unilateral, eles/as resolveram que
não querem ter mais aulas com esse/a docente, fazendo um abaixo assinado e entregando-
o à gestão escolar.
Nessa situação houve participação da(s) liderança(s) estudantis? Se sim, o sinal é
verde. Se houve um meio termo, o sinal é amarelo. E se não, o sinal é vermelho. Será
considerado o mais votado e após isso, os/as estudantes devem explicar o motivo da cor
escolhida.
O que poderia ser diferente?

Situação hipotética 3: Houve uma situação de preconceito na escola (racismo,


homofobia, intolerância religiosa, de gênero, de origem geográfica ou outra) e o grêmio
resolve promover uma ação para conscientizar todos os outros/as estudantes sobre o tema,
seja como uma peça de teatro, um debate, uma palestra com algum/a especialista no
assunto, entre outras coisas. O grêmio apresenta a proposta para a gestão escolar que
concorda e dá autonomia para que a ação seja realizada.
Nessa situação houve participação da(s) liderança(s) estudantis? Se sim, o sinal é verde.
Se houve um meio termo, o sinal é amarelo. E se não, o sinal é vermelho. Será considerado
o mais votado e após isso, os/as estudantes devem explicar o motivo da cor escolhida.
O que poderia ser diferente?

Situação hipotética 4: A biblioteca da escola está com poucos livros, seu ambiente
está totalmente degradado, sendo pouco utilizada pelos/as estudantes. Percebendo isso,
um grupo de estudantes, propôs uma ação que visa a reforma, a ambientação e a
arrecadação de livros para a biblioteca. Então, eles/as apresentam a proposta à gestão
escolar que concorda, contudo impõe uma condição: de que irá fazer a seleção dos livros
doados não aceitando livros que tratem de determinados assuntos ou autores.
Nessa situação houve participação da(s) liderança(s) estudantis? Se sim, o sinal é verde.
Se houve um meio termo, o sinal é amarelo. E se não, o sinal é vermelho. Será considerado
o mais votado e após isso, os/as estudantes devem explicar o motivo da cor escolhida.
O que poderia ser diferente?

Professor/a, esses são apenas alguns exemplos. Você pode ainda utilizar outros
modelos de situações que aconteceram na própria escola para incrementar a atividade.

Avaliação

Subjetiva e qualitativa, a partir da participação dos jovens.


Avaliação da aula

Responda às seguintes questões abaixo em seu caderno de Projeto de Vida.

1. Quais as principais características de um/a jovem líder?


2. Como as lideranças juvenis podem e devem atuar?
3. Cite jovens líderes no Brasil e no mundo.
4. Identifique em sua escola e/ou em sua comunidade, jovens que você considera uma
liderança.
5. Uma liderança pode ter influência sobre quem eu sou ou sobre minhas atitudes,
tanto pessoais quanto coletivas?
6. Por fim, perguntar se ele/a se considera um/a líder?
7. Se sou um/a líder, que tipo de influência exerço?
8. Avaliem a aula.
AULA 30: Me apego facilmente
Objetivos Gerais

● Compreender que mudar é uma


possibilidade.
● Desenvolver as particularidades e
flexibilidades do pensamento como
forma de encantamento do mundo,
enaltecendo a percepção da ligação
intrínseca entre todas as coisas do
universo, por meio de comparações
despertadas pela leitura do horóscopo
do dia.
● Realizar reflexão em relação às
escolhas, no sentido de que fazem
parte do crescimento humano.

Material Necessário

● Recortes de alguns jornais de previsão do dia do horóscopo


● Grupo de WhatsApp para compartilhar com os/as estudantes as previsões do dia do
horóscopo de outras fontes como jornais de outros estados
● Cópias de textos
● Quadro e giz
● Baixar o filme Razão e Sensibilidade e selecionar um pequeno trecho para assistir
com a turma
● Tecnologia para projeção de vídeo
● Computador
● Tela de projeção

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de


Previstas Duração

Momento Inicial Formação de pequenos grupos a partir do 10/15 min


respectivo signo do zodíaco e uma conversa
descontraída acerca do tema.

Atividade 1 Análise e discussão do filme Razão e 15/20 min


Sensibilidade, bem como a apresentação da
resenha crítica do filme.

Atividade 2 Leitura do conto de Lygia Fagundes Telles “Venha 10/15 min


ver o pôr do sol”.

Avaliação Fechamento 5 min


Orientação para as atividades

Momento Inicial

Nesse momento, o/a professor/a convida os/as estudantes para formarem grupos, a
partir do signo do zodíaco de cada um. (Anexo I), veja:
Grupo 1- Áries Grupo 2- Touro Grupo 3- Gêmeos Grupo 4- Câncer

Grupo 5- Leão Grupo 6- Virgem Grupo 7- Libra Grupo 8- Escorpião

Grupo 9- Sagitário Grupo 10- Capricórnio Grupo 11- Aquário Grupo 12- Peixes

Em seguida, sugira que os/as estudantes conversem descontraidamente sobre os signos,


sem necessidade de debater, pois a proposta aqui não é legitimar como verdade a
astrologia, o que importa é a qualidade das relações que estabelecemos com as pessoas e
com as coisas que dão graça a nossa existência, ou melhor, o encantamento do mundo.
A partir daí concluímos que como uma conversa corriqueira sobre a previsão para o
horóscopo do dia, não importando se acredita ou não na astrologia, pode suscitar o referido
encantamento, (Anexo II). Vamos apresentar aqui um roteiro de perguntas que podem
direcionar a discussão em grupo:
- O que você já ouviu falar sobre o seu signo quanto ao comportamento? Você
concorda?
- Você acredita que há coincidência entre o que o horóscopo prevê e o que
verdadeiramente acontece?
- Você acredita que existe uma ligação entre a astrologia e o mundo cósmico? Ou
tudo isso é uma grande bobagem?

Objetivos

● Entender que a astrologia não tem validade científica nem filosófica, nem é uma
religião.
● Exercitar o diálogo para falar da vida, do cotidiano e que cada um/uma a
compreende de um jeito.
● Identificar na conversa sobre os signos as surpresas e encantamentos pela
coincidência corriqueira de encontrarmos pessoas cuja data de nascimento é a
mesma que a nossa.

Desenvolvimento

Atividade 1 - Filme: Razão e Sensibilidade

Professor/a, vamos convidar os/as estudantes para assistirem a um trecho do filme


Razão e Sensibilidade e também ouvir a leitura da resenha crítica desse filme. (Anexo III).
É importante ressaltar que trata-se de um filme que retrata duas irmãs com personalidades
distintas: a mais velha preza pela racionalidade em suas decisões, enquanto a mais nova é
movida pela emoção. Porém, mesmo com tais diferenças, a convivência entre elas é
bastante harmoniosa.
Após a exibição do trecho do filme e da leitura da resenha, vamos fazer uma roda de
conversa. O/A professor/a fará uma breve análise da temática abordada nesse filme com
os/as estudantes, atentando-se para manter o foco no tema da aula. Professor/a, você pode
fazer algumas questões para direcionar a roda de conversa. Apresento abaixo, algumas
sugestões de perguntas ou você poderá elaborar outras se for o caso.
- Você se reconhece valorizando a razão, sendo mais racional ou mais emotiva nas
suas decisões?
- De que forma esse traço de personalidade pode interferir de forma positiva ou
negativa nas escolhas que você fez?
- Nesse aspecto, com qual pessoa do seu convívio você mais se parece?
- Você acha da afirmativa: “Vento algum é favorável para quem não sabe aonde quer
ir”?
- Toda escolha tem uma intenção positiva?

Esse filme, Razão e Sensibilidade, produzido em 1995 e protagonizado por Emma


Thompson e Kate Winslet. Baseado na obra da escritora Jane Austen, as atrizes fazem o
papel de duas irmãs de personalidades distintas: a mais velha preza pela racionalidade em
suas decisões, enquanto a mais nova é movida pela emoção. Porém, mesmo com tais
diferenças, a convivência entre elas é bastante harmoniosa. Duas características humanas:
razão e sensibilidade, são trabalhadas nesse filme.

Objetivos

● Desenvolver o domínio da razão frente às emoções na tomada de decisões.


● Aperfeiçoar as características emocionais e racionais para utilizá-las quando for
necessário.
● Desenvolver a capacidade de adaptar-se às mudanças e de enfrentar os desafios
que elas trazem.
● Perceber que o processo de decisão requer uma percepção cuidadosa acerca dos
valores, emoções, razões individuais e coletivas envolvidas.

Desenvolvimento

Professor/a organize uma roda de conversa com os/as estudantes debatendo sobre a
temática tratada no filme Razão e Sensibilidade, seguindo as questões sugeridas acima ou
outras que achar necessário.

Avaliação

Subjetiva e qualitativa, a partir da participação dos/as estudantes.


Atividade 2 - Leitura do conto: Venha ver o pôr do sol

Professor/a é por meio das leituras feitas que o/a estudante vai desenvolvendo
experiências e encontrando sentido para o que lê. “Ou o texto dá sentido ao mundo, ou ele
não tem sentido nenhum.” (LAJOLO, 2001, p. 15).
Com a finalidade de envolver o/a estudante na experiência da leitura e permitir uma
reflexão sobre o comportamento das personagens na tomada de decisões é que se propõe
a leitura de um trecho do conto de Lygia Fagundes Telles, Venha ver o pôr do sol.
Questões:
- Que situação de conflito há no conto?
- O que é possível acontecer na história em relação à vida real?

Objetivos

● Refletir sobre a sensibilidade, a expressão criadora das ideias, as experiências e


emoções sob a forma de conto.
● Identificar a relação existente entre o pensamento e o sentimento na tomada de
decisão.

Desenvolvimento

Nesse momento, vamos convidar os/as estudantes para a realização da leitura de


parte do conto Venha ver o pôr do sol (Anexo IV). O/A mediador/a deverá pedir aos/às
estudantes que fiquem atentos para a leitura do conto, cada participante da aula deverá ter
uma cópia de parte do conto para acompanhar a leitura. O/A estudante receberá apenas a
parte do conto (Anexo IV) que estiver escrito em preto, o que estiver em vermelho é
somente para o/a professor/a, portanto, o/a estudante não deverá ter acesso a ela.
Após a leitura do texto, o/a professor/a deverá solicitar à turma que retome os grupos do
início da aula, a partir dos signos. Cada grupo deverá produzir o desfecho do conto a partir
do momento da interrupção da leitura. Seguindo o roteiro logo após:

- Aonde Ricardo irá levar Raquel?


- Pelas pistas do texto, o que irá acontecer a Raquel?
- Podemos dizer que Ricardo agiu com a razão ou com emoção?
- E o grupo, escolheu qual caminho, que decisão tomou para continuar essa história?
Após a elaboração do desfecho feito pelos grupos, o/a professor/a deverá ler a parte do
conto que está escrito em vermelho e pedir aos/às estudantes que comparem suas
produções com o desfecho do conto de Ligya Fagundes Telles e considerem quais os
motivos que levaram o grupo a tal desfecho. E, se não tivéssemos na ficção, mas diante de
um fato da realidade, que implicações o nosso desfecho teria para a vida?
Avaliação

Avaliação da aula

Responda às seguintes questões abaixo em seu caderno de Projeto de Vida.

1. Você se identifica como uma pessoa mais racional ou mais emotiva?


2. De que forma esse traço de personalidade pode interferir na tomada de decisões?
3. Encontre exemplos de pessoas que tenham características semelhantes e opostas às
suas.
4. No momento em que você precisa tomar uma decisão, reconhecendo-se emotivo/a, que
cuidados precisa tomar?
5. Ao elaborar o desfecho do conto de Ligya Fagundes Telles, juntamente com seus/suas
colegas do mesmo signo, houve embates, discussões ou tiveram consenso na escolha
dos caminhos para o desfecho do conto?
6. Avaliem a aula.
Anexo

Tudo sobre os Signos do Zodíaco

Sabia que a palavra “Zodíaco” vem do grego “zodiakos” que quer dizer “círculo de
pequenos animais”, de zodiaion, diminutivo de zoon “animal”, porque todas as constelações
do Zodíaco são representações de criaturas vivas? Gostaria de saber tudo sobre o seu
signo astrológico e todos os signos do Zodíaco?
No quotidiano e através da Astrologia descubra o seu signo a 100%... A Astrologia
permitir-lhe-á melhorar as suas relações com quem o/a rodeia, tomar as melhores decisões
no momento oportuno (seja em que área for) e principalmente, de nunca perder uma
oportunidade\

Qual é o elementos de seu Signo Astrológico?


Os astrólogos dividem o Zodíaco em 12 partes iguais, em 12 signos do Zodíaco.
Cada signo tem uma história, uma personalidade bem definida e estão reagrupados em
quatro elementos (ar, fogo, água e terra) onde se distinguem três variantes suplementares
(signos cardinais, fixos e mutáveis) \

Signos de Fogo: Carneiro, Leão e Sagitário


Signos de Terra: Touro, Virgem e Capricórnio
Signos de Ar: Gêmeos, Libra e Aquário
Signos de Água: Caranguejo, Escorpião e Peixes

● Áries (21 de março a 19 de abril) - é um signo de fogo, masculino, regido pelo


enérgico planeta Marte, indicando espírito competitivo e aventureiro da classe
militar, é um signo móvel, excitante, e que confere espírito errante.
● Touro (20 de abril a 20 de maio) - é um signo de terra, fixo, uniforme, feminino,
produtivo, representando a classe trabalhadora, regido pelo sensual planeta Vênus,
dando virilidade, teimosia e natureza artística.
● Gêmeos (21 de maio a 21 de junho) - é um signo de ar, masculino, neutro, comum,
da classe mercantil, regido pelo intelectual planeta Mercúrio, influenciando as
maneiras faladoras, habilidades em variadas tarefas, conhecimentos, aparências
tentadoras ou estilo.
● Câncer (22 de junho a 22 de julho) - é um signo móvel, de água, feminino, suave,
significando as maneiras emocionais e sensíveis, representando a classe intelectual
ou espiritual. É regido pela Lua, indicando tenacidade nos afazeres domésticos e
tendência a queixas.
● Leão (23 de julho a 22 de agosto) - é um signo de fogo, regido pelo Sol, masculino,
fixo, de natureza militar, indicando uma impressionável aparência, demonstração de
habilidade, resistência, heroísmo, etc., conectado com lugares ensolarados e
montanhosos.
● Virgem (23 de agosto a 22 de setembro) - é um signo comum, uniforme, feminino,
suave, de terra,sugestionando uma natureza pura, e dá uma ideia de astúcia,
atenção aos detalhes, expressividade, feminilidade, humor e outras categorias
representadas pelo regente de Virgem, que é Mercúrio.
● Libra (23 de setembro a 22 de outubro) - é um signo móvel, masculino, de ar,
regido pelo planeta Vênus, representado pela balança indicando um senso de justiça
e habilidade em balancear a vida material e espiritual. Outras qualidades associadas
a este signo são um bom julgamento e um sentido comercial, representando a
classe mercantil e o sucesso nas sociedades e habilidades em examinar e
coordenar.
● Escorpião (23 de outubro a 21 de novembro) - é um signo fixo, uniforme,
feminino, de água, misterioso, regido por Marte, de natureza aguda, cruel,
revanchista ou crítica, e de excitados desejos.
● Sagitário (22 de novembro a 21 de dezembro) - é um signo de fogo, masculino,
comum, regido por Júpiter, representando elevados propósitos, sugestionando
ambições, vigor e tentativas para metas particulares.
● Capricórnio (22 de dezembro a 19 de janeiro) - é um signo móvel, de terra,
feminino, regido por Saturno, indicando natureza laboriosa e de movimentos lentos,
profundos compromissos e poder de influência.
● Aquário (20 de janeiro a 18 de fevereiro) - é um signo de ar, fixo, masculino,
produtivo e de servidão, regido por Saturno, geralmente dando interesse em
pensamentos místicos, instável e de caráter excêntrico.
● Peixes (19 de fevereiro a 20 de março) - é um signo de água, comum, feminino,
uniforme, suave, regido por Júpiter, representando a classe intelectual, simbolizado
pelo par de peixes nadando em direções opostas, indicando indecisão, sacrifício,
intoxicação e salvação.
https://www.astrology-zodiac-signs.com/pt/ Acessado em 03 de setembro de 2020.

POR PAULO BREGANTIN


ENCANTAMENTO, DESENCANTAMENTO, REENCANTAMENTO

Sobre encantamentos, desencantamentos e reencantamentos, sim, essas são as


fases que nós seres humanos, nesse tempo que vivemos aqui na terra, vamos enfrentar,
mas esse enfrentamento não necessariamente passa por nossas decisões e ações, pois
essas fases levam sempre em conta o outro, mesmo quando desejamos que não seja
assim, assim o é.
Os encantamentos

Os encantamentos são processos da vida que são desencadeados desde os


primeiros momentos de vida, pois ao nascer nos deparamos com as novidades, é aí que me
refiro a encantamento, sim, são as novidades que nos encantam, pois, o medo, a
obscuridade, o não saber o que fazer, as expectativas, as incertezas, os embaraços, as
NÃO lógicas nuances da vida, definem os encantamentos. Encantar-se é então novidade.
O novo é o que a vida nos oferece de graça, não obstante, é uma graça que nos acomoda e
incomoda. Queremos a todo custo encantar e ser encantado com a vida. Mas, por
experiência o encantamento/novidade tem sempre um começo, meio e fim, é assim que é.
O desencantamento

Quando se chega ao fim de um encantamento/novidade, somos levados a um


processo na vida que chamaremos de “realidade”, sim, a realidade que os encantamentos
findam e, aparecem então dentro dessa realidade vivida o desencantamento. Podemos
afirmar então que o desencantamento é o processo de finalização de um
encantamento/novidade. É quando o novo se torna chato, obsoleto, desprezível, triste,
desgastante, indigesto, etc.
Esse período pode durar um tempo maior que do encantamento, pois é aí onde
nascem as saudades do tempo de encantamento e, essa tal de saudade é um bloqueador
da busca pelo novo/novidade, enfim, do encantamento. Muitas pessoas são acometidas do
desencantamento devido ao excesso de expectativas em si mesmo, no outro ou em algo. A
expectativa é um efeito adicional do processo de desencantamento, pois ela é a geradora
do estresse que levara a um processo de ansiedade, desembocando, muitas vezes, em um
processo depressivo e abatimento, gerando as Neuroses de Angústias.
O desencantamento quando alojado na pessoa pode bloquear mentalmente os
desejos e necessidades de busca pelo novo/novidade/encantamento, isso é, a pessoa fica
em uma inércia e, ao mesmo tempo presa em forma cíclica não tendo como sair. É uma
retroalimentação da época que estava vivendo o encantamento/saudade, com a pseuda-
falta de desejo e necessidade. É aí que colocamos em prática o mal que chamamos de
julgamento.
Os julgamentos nascem da falta de encantamento, ou seja, dentro do processo de
desencantamento. Por termos que sobreviver a esse desencantamento, falta do
novo/novidade, colocamos sobre os outros as culpas da nossa tristeza e falta de vontade.
Para produzirmos a culpa no outro, começamos a julgar. Todo julgamento tem como base
um desencantamento seja com alguém ou alguma coisa vivida. Nos resta então retomar o
terceiro processo que chamei de reencantamento.

O reencantamento

O reencantamento é o processo de entendimento do porquê e do como aconteceu o


desencantamento. Sim, o entendimento, ou seja, a capacidade e preparo de observância
das questões que me acometeram são fundamentais para sair do processo de
desencantamento e, entrar no processo do reencantamento. O primeiro passo é descobrir
que em algum tempo já vivi um encantamento e, isso me fez bem e foi curador para minha
alma e meu corpo. Isso posso fazer olhando para meu passado e achando momentos e
processos onde o encantamento me fez bem. Segundo passo é entender como coloquei em
prática em minha vida o encantamento que vivi no passado, quais foram as ações e
reações que tive, como foram as possibilidades que achei para manter o processo de
encantamento do passado. Terceiro passo é projetar para o tempo chamado hoje essas
possibilidades que verifiquei no passado. As possibilidades que já vivenciei serão de suma
importância para iniciar o processo de reencantamento. Pois é se enxergando que posso
traçar novos planos para mim mesmo. E, quando foco em minha vida, não tenho mais
necessidade de permanecer julgando os outros e, ficar no processo de desencantamento.
Quarto passo é traçar uma linha de conduta para o futuro, usando como base todo o
aprendizado e entendimento da época que vivi o processo de encantamento e, desprezar o
processo de desencantamento.
Claro, não existe processo indolor, todos os processos da vida que envolvam
mudanças, desafios, decisões, ações, reações, etc, envolverão dores, essas são de ordem
física e psíquica, pois a vida por ser evolutiva, mesmo crendo no criacionismo, sim, creio
que fomos criados, porém que vivemos sempre em um processo de aprendizagens e
mutações evolutivas da própria espécie e mundo físico, mental e espiritual que vivemos.
Não existe evolução sem passado, presente e futuro. É fundamental que entendamos nosso
passado para quem sabe o porquê estamos aqui no presente e, ao entender o porquê,
poderemos traçar planos e criar novas possibilidades para o futuro.
https://www.horoscopovirtual.com.br/artigos/encantamento-desencantamento-reencantamento.

Trecho do filme Razão e Sensibilidade, neste link:


https://www.youtube.com/watch?v=wHVHC4G5WEE

Resenha Crítica do filme Razão e Sensibilidade

por Eduardo Mafra

As adaptações de outras mídias para o cinema trazem resultados mistos, por mais
que se queira sempre afirmar que adaptações não funcionam. As adaptações da obra de
Jane Austen são gratas demonstrações de que adaptações bem feitas são bastante
possíveis. Tanto em Orgulho e Preconceito (2005) quanto em Razão e Sensibilidade
(1995) sua obra foi tratada no cinema com bastante apuro.
Razão e Sensibilidade traz, como costumeiro na obra de Austen, conflitos da
sociedade britânica no século XIX, especificamente 1810, normalmente envolvendo amores
e toda a corte característica de tom cavalheiresco da época. Razão e Sensibilidade foca
nos amores de duas irmãs, Elinor Dashwood (Emma Thompson) e Marianne Dashwood
(Kate Winslet), que enxergam a vida e o amor de maneiras opostas. Elinor é racional e
comedida, enquanto Marianne é impulsiva e intensa.
O mote da história é o fato de que, após a morte do pai das Dashwood, elas ficaram
pobres, já que eram filhas de um segundo casamento e os bens foram passados para o
único filho do Sr. Dashwood, este fruto do primeiro casamento. Trata-se de um retrato da
sociedade altamente patriarcal e em que a ascensão social feminina passava via de regra
pelo casamento, que é o foco do enredo.
Como também tradicional nas obras de Austen, Razão e Sensibilidade traz uma
personagem feminina forte em destaque, que no caso é a Marianne, brilhantemente
interpretada por Kate Winslet (esta atuação rendeu sua primeira indicação ao Oscar). No
entanto, Elinor, a Sra. Dashwood (Gemma Jones) e a irmã pequena Margareth (Emilie
François) são personagens com muita força interior, o que faz despertar empatia imediata
por elas. O saudoso Alan Rickman, como o Coronel Christopher Brandon, também vai muito
bem e sua personagem é admirável.
A construção da trama desemboca numa realização do amor romântico, sobretudo
valorizando aspectos como paciência, aceitação, compreensão de diferenças, seja no amor
romântico como na relação entre familiares, e o filme vai muito bem em respeitar o ótimo
enredo de Austen, adaptado para o cinema por Emma Thompson, que atuou no filme
também como Elinor. O roteiro adaptado, por sinal, angariou o único Oscar do filme.
Razão e Sensibilidade é um filme bastante terno, com fotografia bucólica e
intensamente romântica, com cores vivas e contraste controlado, reforçando o clima de uma
beleza do passado e emulando o clima de pinturas da época. Com leveza e intensidade
trata-se de uma obra muito bem realizada que resistiu à passagem do tempo enquanto sua
validade como cinema.

https://pipocatime.wordpress.com/2017/08/09/critica-razao-e-sensibilidade-1995/
Venha ver o pôr-do-sol - Lygia Fagundes Telles

ELA SUBIU sem pressa a tortuosa ladeira. À medida que avançava, as casas iam
rareando, modestas casas espalhadas sem simetria e ilhadas em terrenos baldios. No meio
da rua sem calçamento, coberta aqui e ali por um mato rasteiro, algumas crianças
brincavam de roda. A débil cantiga infantil era a única nota viva na quietude da tarde. Ele a
esperava encostado a uma árvore. Esguio e magro, metido num largo blusão azul-marinho,
cabelos crescidos e desalinhados, tinham um jeito jovial de estudante. - Minha querida
Raquel. Ela encarou-o, séria. E olhou para os próprios sapatos. - Vejam que lama. Só
mesmo você inventaria um encontro num lugar destes. Que idéia, Ricardo, que idéia! Tive
que descer do taxi lá longe, jamais ele chegaria aqui em cima Ele sorriu entre malicioso e
ingênuo. - Jamais, não é? Pensei que viesse vestida esportivamente e agora me aparece
nessa elegância...Quando você andava comigo, usava uns sapatões de sete-léguas,
lembra? - Foi para falar sobre isso que você me fez subir até aqui? - perguntou ela,
guardando as luvas na bolsa. Tirou um cigarro. - Hem?! - Ah, Raquel... - e ele tomou-a pelo
braço rindo. - Você está uma coisa de linda. E fuma agora uns cigarrinhos pilantras, azul e
dourado...Juro que eu tinha que ver uma vez toda essa beleza, sentir esse perfume. Então
fiz mal? - Podia ter escolhido um outro lugar, não? – Abrandara a voz – E que é isso aí? Um
cemitério? Ele voltou-se para o velho muro arruinado. Indicou com o olhar o portão de ferro,
carcomido pela ferrugem. - Cemitério abandonado, meu anjo. Vivos e mortos, desertaram
todos. Nem os fantasmas sobraram, olha aí como as criancinhas brincam sem medo –
acrescentou, lançando um olhar às crianças rodando na sua ciranda. Ela tragou lentamente.
Soprou a fumaça na cara do companheiro. Sorriu. - Ricardo e suas idéias. E agora? Qual é
o programa? Brandamente ele a tomou pela cintura. - Conheço bem tudo isso, minha gente
está enterrada aí. Vamos entrar um instante e te mostrarei o pôr do sol mais lindo do
mundo. 16 Perplexa, ela encarou-o um instante. E vergou a cabeça para trás numa risada. -
Ver o pôr do sol!...Ah, meu Deus...Fabuloso, fabuloso!...Me implora um último encontro, me
atormenta dias seguidos, me faz vir de longe para esta buraqueira, só mais uma vez, só
mais uma! E para quê? Para ver o pôr do sol num cemitério... Ele riu também, afetando
encabulamento como um menino pilhado em falta. - Raquel minha querida, não faça assim
comigo. Você sabe que eu gostaria era de te levar ao meu apartamento, mas fiquei mais
pobre ainda, como se isso fosse possível. Moro agora numa pensão horrenda, a dona é
uma Medusa que vive espiando pelo buraco da fechadura... - E você acha que eu iria? -
Não se zangue, sei que não iria, você está sendo fidelíssima. Então pensei, se pudéssemos
conversar um instante numa rua afastada...- disse ele, aproximando-se mais. Acariciou-lhe
o braço com as pontas dos dedos. Ficou sério. E aos poucos, inúmeras rugazinhas foram
se formando em redor dos seus olhos ligeiramente apertados. Os leques de rugas se
aprofundaram numa expressão astuta. Não era nesse instante tão jovem como aparentava.
Mas logo sorriu e a rede de rugas desapareceu sem deixar vestígio. Voltou-lhe novamente o
ar inexperiente e meio desatento –Você fez bem em vir. - Quer dizer que o programa... E
não podíamos tomar alguma coisa num bar? - Estou sem dinheiro, meu anjo, vê se
entende. - Mas eu pago. - Com o dinheiro dele? Prefiro beber formicida. Escolhi este
passeio porque é de graça e muito decente, não pode haver passeio mais decente, não
concorda comigo? Até romântico. Ela olhou em redor. Puxou o braço que ele apertava. - Foi
um risco enorme Ricardo. Ele é ciumentíssimo. Está farto de saber que tive meus casos. Se
nos pilha juntos, então sim, quero ver se alguma das suas fabulosas idéias vai me consertar
a vida. - Mas me lembrei deste lugar justamente porque não quero que você se arrisque,
meu anjo. Não tem lugar mais discreto do que um cemitério abandonado, veja,
completamente abandonado – prosseguiu ele, abrindo o portão. Os velhos gonzos
gemeram. – Jamais seu amigo ou um amigo do seu amigo saberá que estivemos aqui. - É
um risco enorme, já disse. Não insista nessas brincadeiras, por favor. E se vem um enterro?
Não suporto enterros. - Mas enterro de quem? Raquel, Raquel, quantas vezes preciso
repetir a mesma coisa?! Há séculos ninguém mais é enterrado aqui, acho que nem os
ossos sobraram, que bobagem. Vem comigo, pode me dar o braço, não tenha medo...
O mato rasteiro dominava tudo. E, não satisfeito de ter se alastrado furioso pelos canteiros,
subira pelas sepulturas, infiltrando-se ávido pelos rachões dos mármores, invadira
alamedas de pedregulhos esverdinhados, como se quisesse com a sua violenta força de
vida cobrir para sempre os últimos vestígios da morte. Foram andando vagarosamente pela
longa alameda banhada de sol. Os passos de ambos ressoavam sonoros como uma
estranha música feita do som das folhas secas trituradas sobre os pedregulhos. Amuada
mas obediente, ela se deixava conduzir como uma criança. Às vezes mostrava certa
curiosidade por uma ou outra sepultura com os pálidos medalhões de retratos esmaltados. -
É imenso, hem? E tão miserável, nunca vi um cemitério mais miserável, é deprimente –
exclamou ela atirando a ponta do cigarro na direção de um anjinho de cabeça decepada.-
Vamos embora, Ricardo, chega. - Ah, Raquel, olha um pouco para esta tarde! Deprimente
por quê? Não sei onde foi que eu li, a beleza não está nem na luz da manhã nem na
sombra da tarde, está no crepúsculo, nesse meio-tom, nessa ambigüidade. Estou lhe dando
um crepúsculo numa bandeja e você se queixa. - Não gosto de cemitério, já disse. E ainda
mais cemitério pobre. Delicadamente ele beijou-lhe a mão. - Você prometeu dar um fim de
tarde a este seu escravo. - É, mas fiz mal. Pode ser muito engraçado, mas não quero me
arriscar mais. - Ele é tão rico assim? - Riquíssimo. Vai me levar agora numa viagem
fabulosa até o Oriente. Já ouviu falar no Oriente? Vamos até o Oriente, meu caro... Ele
apanhou um pedregulho e fechou-o na mão. A pequenina rede de rugas voltou a se
estender em redor dos seus olhos. A fisionomia, tão aberta e lisa, repentinamente
escureceu, envelhecida. Mas logo o sorriso reapareceu e as rugazinhas sumiram. - Eu
também te levei um dia para passear de barco, lembra? Recostando a cabeça no ombro do
homem, ela retardou o passo. - Sabe Ricardo, acho que você é mesmo tantã...Mas, apesar
de tudo, tenho às vezes saudade daquele tempo. Que ano aquele! Palavra que, quando
penso, não entendo até hoje como agüentei tanto, imagine um ano. - É que você tinha lido
A dama das Camélias, ficou assim toda frágil, toda sentimental. E agora? Que romance
você está lendo agora. Hem? - Nenhum - respondeu ela, franzindo os lábios. Deteve-se
para ler a inscrição de uma laje despedaçada: - A minha querida esposa, eternas saudades
- leu em voz baixa. Fez um muxoxo.- Pois sim. Durou pouco essa eternidade. Ele atirou o
pedregulho num canteiro ressequido. Mas é esse abandono na morte que faz o encanto
disto. Não se encontra mais a menor intervenção dos vivos, a estúpida intervenção dos
vivos. Veja- disse, apontando uma sepultura fendida, a erva daninha brotando insólita de
dentro da fenda -, o musgo já cobriu o nome na pedra. Por cima do musgo, ainda virão as
raízes, depois as folhas...Esta a morte perfeita, nem lembrança, nem saudade, nem o nome
sequer. Nem isso. Ela aconchegou-se mais a ele. Bocejou. 17 - Está bem, mas agora
vamos embora que já me diverti muito, faz tempo que não me divirto tanto, só mesmo um
cara como você podia me fazer divertir assim – Deu-lhe um rápido beijo na face. - Chega
Ricardo, quero ir embora. - Mais alguns passos... - Mas este cemitério não acaba mais, já
andamos quilômetros! – Olhou para atrás. – Nunca andei tanto, Ricardo, vou ficar exausta. -
A boa vida te deixou preguiçosa. Que feio – lamentou ele, impelindo-a para frente. –
Dobrando esta alameda, fica o jazigo da minha gente, é de lá que se vê o pôr do sol. – E,
tomando-a pela cintura: - Sabe, Raquel, andei muitas vezes por aqui de mãos dadas com
minha prima. Tínhamos então doze anos. Todos os domingos minha mãe vinha trazer flores
e arrumar nossa capelinha onde já estava enterrado meu pai. Eu e minha priminha
vínhamos com ela e ficávamos por aí, de mãos dadas, fazendo tantos planos. Agora as
duas estão mortas. - Sua prima também? - Também. Morreu quando completou quinze
anos. Não era propriamente bonita, mas tinha uns olhos...Eram assim verdes como os seus,
parecidos com os seus. Extraordinário, Raquel, extraordinário como vocês duas...Penso
agora que toda a beleza dela residia apenas nos olhos, assim meio oblíquos, como os seus.
- Vocês se amaram? - Ela me amou. Foi a única criatura que...- Fez um gesto. – Enfim não
tem importância. Raquel tirou-lhe o cigarro, tragou e depois devolveu-o - Eu gostei de você,
Ricardo. - E eu te amei. E te amo ainda. Percebe agora a diferença? Um pássaro rompeu o
cipreste e soltou um grito. Ela estremeceu. - Esfriou, não? Vamos embora. - Já chegamos,
meu anjo. Aqui estão meus mortos. Pararam diante de uma capelinha coberta de alto a
baixo por uma trepadeira selvagem, que a envolvia num furioso abraço de cipós e folhas. A
estreita porta rangeu quando ele a abriu de par em par. A luz invadiu um cubículo de
paredes enegrecidas, cheias de estrias de antigas goteiras. No centro do cubículo, um altar
meio desmantelado, coberto por uma toalha que adquirira a cor do tempo. Dois vasos de
desbotada opalina ladeavam um tosco crucifixo de madeira. Entre os braços da cruz, uma
aranha tecera dois triângulos de teias já rompidas, pendendo como farrapos de um manto
que alguém colocara sobre os ombro do Cristo. Na parede lateral, à direita da porta, uma
portinhola de ferro dando acesso para uma escada de pedra, descendo em caracol para a
catacumba. Ela entrou na ponta dos pés, evitando roçar mesmo de leve naqueles restos da
capelinha. - Que triste é isto, Ricardo. Nunca mais você esteve aqui? Ele tocou na face da
imagem recoberta de poeira. Sorriu melancólico. - Sei que você gostaria de encontrar tudo
limpinho, flores nos vasos, velas, sinais da minha dedicação, certo? - Mas já disse que o
que eu mais amo neste cemitério é precisamente esse abandono, esta solidão. As pontes
com o outro mundo foram cortadas e aqui a morte se isolou total. Absoluta. Ela adiantou-se
e espiou através das enferrujadas barras de ferro da portinhola. Na semi-obscuridade do
subsolo, os gavetões se estendiam ao longo das quatro paredes que formavam um estreito
retângulo cinzento. - E lá embaixo? - Pois lá estão as gavetas. E, nas gavetas, minhas
raízes. Pó, meu anjo, pó- murmurou ele. Abriu a portinhola e desceu a escada. Aproximou-
se de uma gaveta no centro da parede, segurando firme na alça de bronze, como se fosse
puxá-la. – A cômoda de pedra. Não é grandiosa? Detendo-se no topo da escada, ela
inclinou-se mais para ver melhor. - Todas estas gavetas estão cheias? - Cheias?...- Sorriu.-
Só as que tem o retrato e a inscrição, está vendo? Nesta está o retrato da minha mãe, aqui
ficou minha mãe prosseguiu ele, tocando com as pontas dos dedos num medalhão
esmaltado, embutido no centro da gaveta. Ela cruzou os braços. Falou baixinho, um ligeiro
tremor na voz. - Vamos, Ricardo, vamos. - Você está com medo? - Claro que não, estou é
com frio. Suba e vamos embora, estou com frio! Ele não respondeu. Adiantara-se até um
dos gavetões na parede oposta e acendeu um fósforo. Inclinou-se para o medalhão
frouxamente iluminado: - A priminha Maria Emília. Lembro-me até do dia em que tirou esse
retrato. Foi umas duas semanas antes de morrer... Prendeu os cabelos com uma fita azul e
vejo-a se exibir, estou bonita? Estou bonita?...- Falava agora consigo mesmo, doce e
gravemente.- Não, não é que fosse bonita, mas os olhos...Venha ver, Raquel, é
impressionante como tinha olhos iguais aos seus. Ela desceu a escada, encolhendo-se para
não esbarrar em nada. - Que frio que faz aqui. E que escuro, não estou enxergando...
Acendendo outro fósforo, ele ofereceu-o à companheira. - Pegue, dá para ver muito bem...-
Afastou-se para o lado.- Repare nos olhos. - Mas estão tão desbotados, mal se vê que é
uma moça...- Antes da chama se apagar, aproximou-a da inscrição feita na pedra. Leu em
voz alta, lentamente.- Maria Emília, nascida em vinte de maio de mil oitocentos e falecida...-
Deixou cair o palito e ficou um instante imóvel – Mas esta não podia ser sua namorada,
morreu há mais de cem anos! Seu menti... 18 Um baque metálico decepou-lhe a palavra
pelo meio. Olhou em redor. A peça estava deserta. Voltou o olhar para a escada. No topo,
Ricardo a observava por detrás da portinhola fechada. Tinha seu sorriso meio inocente,
meio malicioso. - Isto nunca foi o jazigo da sua família, seu mentiroso? Brincadeira mais
cretina! – exclamou ela, subindo rapidamente a escada. – Não tem graça nenhuma, ouviu?
Ele esperou que ela chegasse quase a tocar o trinco da portinhola de ferro. Então deu uma
volta à chave, arrancou-a da fechadura e saltou para trás. - Ricardo, abre isto
imediatamente! Vamos, imediatamente! – ordenou, torcendo o trinco.- Detesto esse tipo de
brincadeira, você sabe disso. Seu idiota! É no que dá seguir a cabeça de um idiota desses.
Brincadeira mais estúpida! - Uma réstia de sol vai entrar pela frincha da porta, tem uma
frincha na porta. Depois, vai se afastando devagarinho, bem devagarinho. Você terá o pôr
do sol mais belo do mundo. Ela sacudia a portinhola. - Ricardo, chega, já disse! Chega!
Abre imediatamente, imediatamente!- Sacudiu a portinhola com mais força ainda, agarrou-
se a ela, dependurando-se por entre as grades. Ficou ofegante, os olhos cheios de
lágrimas. Ensaiou um sorriso. - Ouça, meu bem, foi engraçadíssimo, mas agora preciso ir
mesmo, vamos, abra... Ele já não sorria. Estava sério, os olhos diminuídos. Em redor deles,
reapareceram as rugazinhas abertas em leque. - Boa noite, Raquel. - Chega, Ricardo! Você
vai me pagar!... - gritou ela, estendendo os braços por entre as grades, tentando agarrá-lo.-
Cretino! Me dá a chave desta porcaria, vamos!- exigiu, examinando a fechadura nova em
folha. Examinou em seguida as grades cobertas por uma crosta de ferrugem. Imobilizou-se.
Foi erguendo o olhar até a chave que ele balançava pela argola, como um pêndulo.
Encarou-o, apertando contra a grade a face sem cor. Esbugalhou os olhos num espasmo e
amoleceu o corpo. Foi escorregando. - Não, não... Voltado ainda para ela, ele chegara até a
porta e abriu os braços. Foi puxando as duas folhas escancaradas. - Boa noite, meu anjo.
Os lábios dela se pregavam um ao outro, como se entre eles houvesse cola. Os olhos
rodavam pesadamente numa expressão embrutecida. - Não... Guardando a chave no bolso,
ele retomou o caminho percorrido. No breve silêncio, o som dos pedregulhos se
entrechocando úmidos sob seus sapatos. E, de repente, o grito medonho, inumano: - NÃO!
Durante algum tempo ele ainda ouviu os gritos que se multiplicaram, semelhantes aos de
um animal sendo estraçalhado. Depois, os uivos foram ficando mais remotos, abafados
como se viessem das profundezas da terra. Assim que atingiu o portão do cemitério, ele
lançou ao poente um olhar mortiço. Ficou atento. Nenhum ouvido humano escutaria agora
qualquer chamado. Acendeu um cigarro e foi descendo a ladeira. Crianças ao longe
brincavam de roda.
https://www.culturagenial.com/conto-venha-ver-o-por-do-sol-de-lygia-fagundes-telles/
AULA 31: Ocupar espaços.
Objetivo Geral

● Refletir sobre os diversos papeis sociais desenvolvidos


● Despertar necessidades de atuação nos diversos espaços.

Material Necessário

● Fazer download das músicas propostas para esta aula


● Aparelho de som
● Papel para as anotações
● Lápis e/ou caneta
● Computador
● Retroprojetor

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de


Previstas Duração
Momento Inicial Músicas: Muros e Grades - Engenheiros do Hawaii 10/15 min
e Alagados - Os Paralamas do Sucesso.

Atividade 1 Reflexão sobre as frases de Milton Santos e Aziz 10/15 min


Ab`Saber.

Atividade 2 Fotos 10/15 min


Orientações para as atividades
Momento Inicial

Professor/a, sugerimos que traga para a sua aula, estes dois grandes sucessos musicais.
pois elas que darão início ao nosso encontro. São elas: Muros e Grades, do grupo
Engenheiros do Hawaii e Alagados do grupo Os Paralamas do Sucesso.

Música 1 - Muros e Grades


Engenheiros do Hawaii
Nas grandes cidades do pequeno dia-a-dia
O medo nos leva a tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido
O quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido
Um dia super uma noite super
Uma vida superficial
Entre as sombras entre as sobras
Da nossa escassez
Um dia super uma noite super
Uma vida superficial
Entre cobras entre escombros
Da nossa solidez
Nas grandes cidades de um país tão irreal
Os muros e as grades
Nos protegem de nosso próprio mal
Levamos uma vida que não nos leva a nada
Levamos muito tempo pra descobrir
Que não é por aí não é por nada não
Não, não, não pode ser é claro que não é será? (Será?)
Meninos de rua, delírios de ruína
Violência nua e crua, verdade clandestina
Delírios de ruína, delitos e delícias
Violência travestida, faz seu trottoir
Em armas de brinquedo, medo de brincar
Em anúncios luminosos, lâminas de barbear
Um dia super uma noite super
Uma vida superficial
Entre as sombras entre as sobras
Da nossa escassez
Um dia super uma noite super
Uma vida superficial
Entre cobras entre escombros
Da nossa solidez
Viver assim é um absurdo (como outro qualquer)
Como tentar um suicídio (ou amar uma mulher)
Viver assim é um absurdo (como outro qualquer)
Como lutar pelo poder (lutar como puder)

Música 2 - Alagados
Os Paralamas do Sucesso

Todo dia
O sol da manhã vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo quem já não queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade
Que tem braços abertos num cartão-postal
Com os punhos fechados da vida real
Lhes nega oportunidades
Mostra a face dura do mal
Alagados, Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de tevê
A arte é de viver da fé
Só não se sabe fé em quê

Desenvolvimento

Professor/a promova em sala de aula, um debate com os/as estudantes sobre os


temas que eles/elas conseguem perceber que são abordados nas duas músicas e em
seguida, solicite que a turma faça uma correlação sobre as seguintes questões, tais como:
desigualdade social, problemas urbanos, alienação, percepção de mundo, violência urbana,
falta de oportunidades, etc.
Nesta segunda proposta, temos Milton Santos e Aziz Ab`Saber, que foram dois dos
maiores geógrafos e pensadores do país. Vamos fazer uma leitura das frases e refletir
sobre os temas que poderiam ser discutidos e fazer uma reflexão sobre o que eles
disseram.

“O mundo é formado não apenas pelo que já existe, mas pelo que pode efetivamente
existir”. Milton Santos

“O tempo somente é porque algo acontece, e onde algo acontece o tempo está”
Milton Santos

“A evolução do homem: na pré-história o homem das cavernas vivia em bandos para se


defender dos predadores, hoje o homem vive em bandos para depredar”. Milton Santos

“Jamais houve na história um período em que o medo fosse tão generalizado e


alcançasse todas as áreas da nossa vida: medo do desemprego, medo da fome, medo
da violência, medo do outro”. Milton Santos

“É preciso lembrar que ninguém escolhe o ventre, a localização geográfica, a condição


socioeconômica e a condição sociocultural para nascer. Nasce onde o acaso determinar.
Por isso, temos que cuidar de todos aqueles que estão em todos os recantos deste
país”. Aziz Ab’Saber.
Atividade 1 - Vamos conversar?

Professor/a questione com os/as estudantes sobre o que eles/elas podem perceber
ou compreendem sobre as frases dos dois geógrafos. Caso queiram, eles/elas podem ir
anotando em um papel as suas impressões.
Pontue questões que se relacionam com as músicas e com o cotidiano deles/as,
com a realidade do lugar onde vivem, da percepção que eles/elas têm de mundo e de suas
próprias relações com o mundo e consigo mesmo/a.

Atividade 2 - Fotos

Como sugestão de atividade, solicite para que os/as estudantes tirem fotos do lugar
onde moram, dos pontos de lazer do bairro, do comércio, entre outros. Para isto, eles/as
podem usar o aparelho celular e com retroprojetor, podem compartilhar as imagens
capturadas com os/as demais colegas em sala de aula. Cada estudante pode comentar o
que ele/ela pensa do lugar de vivência, de sua cidade e comparar com outros lugares
(setores) ou países.

Anexo
Sugestão para o/a professor/a:

1 - Música: Burguesia - Cazuza.

2 - Documentários: Estamira e Aspirantes.

3 - Filmes: Que horas ela volta, Pixote, a lei do mais fraco, Pro dia nascer feliz, Anjos do
Sol, Frutos do Brasil, Cidade de Deus.

4 - Livros (sugestões bibliográficas):

SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo,
2007.
SANTOS, Milton. O cidadão mutilado. In: SILVA, Elisiane; NEVES, Gervásio; MARTINS,
Liana.
Milton Santos: O espaço da cidadania e outras reflexões. Porto Alegre: Fundação Ulysses
Guimarães, 2011d. (p. 94-108)
MEIRELES, Cecilia. Crônicas para jovens, Editora Global.
SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. Rio de Janeiro, Editora Agir,
2009. Aquarelas do autor.
AULA 32: Estudar pra quê?
Objetivos Gerais

● Refletir sobre a importância de estudar.


● Pensar sobre a atualização profissional.
● Conhecer o que é educação formal e informal.

Material Necessário

● Projetor de imagens
● Giz, pincel atômico e apagador
● Papéis no tamanho A4

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de


Previstas Duração

Momento Inicial Apresentação do tema da aula pelo/a 5 min


professor/a

Atividade 1 Uso de imagens para instigar a reflexão do 10 min


tema: Estudar pra quê?

Atividade 2 Debate: A importância de estudar e se 15 min


atualizar.

Atividade 3 O que é Educação formal e informal? 15 min


Video:
https://www.youtube.com/watch?time_continue=146
&v=Z4KT_ajZ4fA&feature=emb_logo

Avaliação Perceber o envolvimento, a participação e a 5 min


compreensão dos/as estudantes com o
objetivo geral da aula.
Orientação para as atividades
Momento Inicial

Caro/a professor/a, o momento inicial é dedicado a uma breve apresentação e


importância do tema, que ocorrerá conforme sugerido na sequência.

Objetivos

● Instigar aos/às estudantes reflexões acerca da importância de estudar a fim de


alcançar seus objetivos de emancipação e de vida.

Desenvolvimento

Pergunte aos/às estudantes se eles/as já se questionaram a respeito da existência,


do sentido das coisas. Pergunte-os/as sobre suas expectativas, dos seus desejos e
interesses de futuro e se estudar para eles/elas significa ser uma pessoa livre e
emancipada.
Diga-lhes que estudar e se atualizar além de proporcionar qualificação para o
mercado de trabalho, também pode ser muito importante para os projetos pessoais, tais
como: a aquisição de bens móveis e imóveis, viagens, lazer, saúde, entre outras coisas.
Sobretudo a escolha pelos estudos e pela qualificação traz bem estar físico e psicológico,
acesso a outros espaços de cultura, de conhecimento, de relações sociais saudáveis. Esses
objetivos surgem em diferentes momentos da vida e por isso, é essencial aprimorar os
conhecimentos com o passar dos anos. Porém, é comum que algumas pessoas adiem os
estudos por diversas razões.
Esta aula se propõe a discutir a importância dos estudos. A aula perpassa por uma
apresentação inicial do tema, em seguida três atividades relacionadas a este assunto serão
desenvolvidas. O/A professor/a, poderá mediar a falas e escutas dos/as participantes.
Portanto, inicialmente sugerimos, que sejam apresentadas aos/às estudantes, quatro
imagens, as quais possam ser observadas e analisadas e que estas reflexões possam ser
registradas de alguma forma para legitimar a discussão.

Atividade 1 - Estudar pra quê?

Objetivos

●Promover e estimular o debate acerca da importância de estudar.

●Refletir sobre a importância dos estudos para a formação e emancipaçãopessoal.

Desenvolvimento

Apresente as seguintes imagens aos/às estudantes e lance a seguinte questão:


ESTUDAR PRA QUÊ?

Para ficar rico/a? Para ter liberdade?

Para ficar inteligente? Para ficar bonito/a?

Questione junto aos/às estudantes, se estudar serve para algo mais além destas
sugestões apresentadas.

Estudar é também uma das escolhas para quem quer construir um Projeto de Vida.
Professor/a inclua esta reflexão na mediação com os/as estudantes.

Avaliação

Professor/a, observe e registre a percepção dos/as estudantes a respeito das


imagens apresentadas em relação com o tema e aponte as manifestações provenientes do
debate em sala de aula.
Atividade 2 - Atualização é importante?

Objetivos

● Refletir sobre a importância da atualização e o aprimoramento dos conhecimentos.

Desenvolvimento

Retome a aula passada e peça para que pensem, falem ou escrevam (no quadro ou
em bilhetes) outras palavras que eles/elas sentirem necessidade, que expressem a
importância de estudar.
Converse com a turma. Diga-lhes que é na juventude que as escolhas são feitas e
os projetos começam a ser construídos. Se o projeto de vida é um plano onde colocamos
nossas prioridades a longo prazo, então é na juventude que cada pessoa começa a
depositar suas expectativas no próprio destino, movendo as engrenagens para viver como
quiser no futuro.
A atualização considera que a informação não será perdida, pois o conhecimento
não se perde, todavia pode não ter o mesmo valor no futuro. Dessa forma, é preciso
atualizar-se, acessar o novo, se afirmar em novas qualidades. Nessa perspectiva o
conhecimento também se transforma pois o aprendizado contínuo é necessário para que o
conhecimento caminhe, para que beneficie outras pessoas. Um conhecimento pode ser
atual hoje, porém não será amanhã. A superação acontece e o ideal é que cada indivíduo
supere a informação e não o contrário.
Nesse sentido estudar direciona a necessidade do indivíduo em se qualificar para
diferentes profissões e trabalhos. Fale aos/às estudantes sobre a importância e o diferencial
de uma pessoa educado/a na sociedade. Estudar contribui para a realização de muitos
projetos pessoais e quando conciliado com o aperfeiçoamento pessoal com o passar dos
anos é garantia de emancipação e empoderamento.

Pergunta norteadora: É IMPORTANTE ATUALIZAR-SE? Peça aos/às estudantes


que pensem em cada uma destas palavras: INTELIGÊNCIA, LIBERDADE, RIQUEZA e
BELEZA. Do ponto de vista de cada um/uma, atualizar-se é próprio somente ao ato de
estudar? Em seguida, sugira que escrevam uma frase ou um parágrafo incluindo uma das
palavras. Ao finalizarem eles/elas podem trocar entre si e ler o que cada um/uma escreveu.

Avaliação

Professor/a observe e faça o registro da participação de cada estudante a respeito do


debate e a pertinência com o tema.

Atividade 3 - O que é educação formal e informal?

Objetivos

● Conhecer as modalidades de educação: formal e informal,


● Compreender como as modalidades se diferenciam e se intercruzam.
Desenvolvimento

Apresente o vídeo e solicite para que observem as diferenças entre as duas modalidades
de educação: formal, informal e a importância de conhecê-las para compreender sua
importância na formação integral de todas as pessoas durante a vida.
Professor/a retome sempre as aulas anteriores e após assistirem o vídeo: Educação:
formal, não-formal e informal no canal do YouTube, peça para que escrevam dentro de
cada espaço do quebra-cabeça três palavras que destaquem cada uma destas modalidades
de ensino.

Avaliação

Caro/a professor/a, fique atento/a e registre a recepção do vídeo pelos/as estudantes, bem
como a sua participação durante a aula, o interesse pela discussão e a produção da
atividade proposta.

Anexos

Artigo: A importância do estudo para a vida das


pessoas.https://administradores.com.br/artigos/a-importancia-do-estudo-na-vida-das-
pessoasAcesso: 10/08/2020.

Artigo: Seis benefícios de estudar para sua carreira e vida pessoal.


https://blog.ambra.education/beneficios-de-estudar/Acesso: 10/08/2020.

Vídeo: Por que estudar? Qual a Importância do estudo? [Desemprego Tecnológico]


https://www.youtube.com/watch?v=_AScM0r0Kk0Acesso: 10/08/2020.

Vídeo: Tendências em educação informal/Educação.


https://www.youtube.com/watch?v=pdNk0vJkDcAAcesso: 15/08/2020.

Vídeo: Educação não formal.


https://www.youtube.com/watch?v=pHAKz5hKnqgAcesso: 15/08/2020.
AULA 33: Reformulando
Objetivos Gerais
● Diferenciar metas de objetivos (sonhos).
● Compreender o que é necessário fazer para alcançar os seus
objetivos (sonhos).
● Detalhar metas pessoais, conectadas a um objetivo do Plano de
Ação.

Material Necessário

● Giz, pincel atômico,


● Papel no formato A3 e A4
● Tecnologia para projeção de vídeo
● Computador
● Tela de projeção
● Cópia do texto sobre conceituação de metas e objetivos para leitura
em grupo

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de


Previstas Duração

Momento Inicial Apresentação do tema da aula pelo/a professor/a. 10/15 min


Questionando os conceitos de metas e objetivos
com a turma.

Atividade 1 Assistir ao vídeo motivacional sobre metas e 5 min


sonhos
https://www.youtube.com/watch?v=8Alzc3Wc9Og

Atividade 2 Dinâmica “Objetivos e Metas” 15/20 min

Avaliação Estudantes farão auto avaliação processual 5 min


Orientação para as atividades
Momento Inicial

Professor/a levante questionamentos sobre os conceitos de objetivos e metas. Pense nos


sonhos e metas que se têm e sua relação motivacional.

Objetivos

● Estimule os/as estudantes a identificarem seus objetivos (sonhos) através da letra


da música.
● Refletir continuamente sobre seu próprio desenvolvimento e sobre seus objetivos
presentes e futuros (...)

Desenvolvimento

Com os/as estudantes sentados em círculo, o/a professor/a deverá convidá-los/las a


realizarem a leitura alternadamente do texto sobre a conceituação seguinte.

Texto: OBJETIVO e META

Objetivo

Objetivo é o propósito de realizar algo, é aonde se quer chegar. É ele que fornece a
direção do que se deseja e deve fazer e serve como guia para que o sonho seja finalmente
realizado.
Basicamente, trata-se da posição que se deseja ocupar no futuro, o sonho que se
quer realizar. Como exemplo, podemos citar o anseio de fazer um tour pela Europa, passar
no vestibular, comprar o carro ou a casa que você sempre sonhou, montar o seu próprio
negócio, morar sozinho, aumentar o faturamento da renda familiar, e por aí vai.
Tudo isso vai direcionar e motivar o indivíduo a empregar suas forças e energias, no
sentido de ver concretizado ou concretizados os seus objetivos, sejam eles pessoais,
profissionais ou empresariais.

Meta

Já a meta é o objetivo de forma quantificada. Quando utilizamos este termo,


estamos falando de tarefas específicas que precisam ser realizadas de forma regular, para
alcançar os objetivos determinados.
É importante saber que as metas são temporais e estritamente ligadas a prazos ou
seja, elas são as pequenas ações que precisam ser realizadas diária, semanal e
mensalmente, para que se alcance o objetivo final proposto, de forma organizada e
planejada.
Por exemplo: se um empresário determinou, no início do ano, que o seu objetivo é
aumentar o faturamento de sua empresa em 30%, uma de suas metas será,
consequentemente, elaborar estratégias para aumentar as vendas de seus produtos ou
serviços, entre muitas outras ações que, aos poucos, vão lhe deixando cada vez mais
próximo do objetivo definido.
Atividade 1- Vídeo motivacional.

Assista ao vídeo motivacional sobre metas e sonhos, disponível em:


https://www.youtube.com/watch?v=8Alzc3Wc9Og

Objetivos

● Detalhar metas pessoais, conectadas a um objetivo do Plano de Ação


● Compreender e sistematizar fatores fundamentais (atitudes e práticas) para cumprir
os objetivos, sonhos e projetos;
● Refletir sobre a letra da música e relacioná-la ao seu projeto de vida

Desenvolvimento

Quando utilizamos o termo meta, estamos falando de tarefas específicas, que


precisam ser realizadas de forma regular, para alcançar os objetivos determinados.
Professor/a, disponha a sala para que os/as estudantes assistam ao vídeo
motivacional, com papel e caneta em mãos, enquanto se passa o vídeo, cada estudante
deverá anotar em um papel os objetivos que cada um/uma tem e que sonham alcançar
durante a vida.

Avaliação

Professor/a avalie a participação dos/as estudantes durante esta atividade.

Atividade 2 - Dinâmica “Objetivos e Metas”

Objetivos

● Favorecer a desinibição e o relacionamento interpessoal.


● Aprofundar o conhecimento sobre a diferença entre metas e objetivo.
● Detectar a importância do planejamento.
● Estimular a construção de metas factíveis e desafiadoras aos objetivos, limitando o
prazo de cada uma.

Desenvolvimento

Para esta atividade, distribua papel e lápis para cada participante do grupo, que
estarão posicionados/as em círculo, podendo usar os papéis com as anotações da atividade
anterior. Resgate em uma rápida conversa, a explicação do momento inicial pontuando a
diferença entre meta e objetivo...
Oriente que cada estudante deverá escrever seu(s) objetivo(s) para o futuro sem
identificar-se, depois dobrem os papéis com as anotações e o facilitador/a recolherá todos.
Em seguida, redistribua aleatoriamente todos estes papéis (um por pessoa), então
solicite individualmente, que façam a leitura, dando as prováveis metas para alcançar
aquele objetivo escrito.
Uma vez concluída a leitura e sugestão de todos/as, o/a professora irá escrever no
quadro as palavras mais sugeridas como metas. Exemplo: estudar, trabalhar, se dedicar...

PLENÁRIA: Ao final, o/a facilitador/a dará a oportunidade para quem quiser fazer alguma
referência a alguém acerca de sua apresentação. Cada um/uma também fica livre para
expressar o que achou da dinâmica. Se por acaso, sentiu alguma dificuldade, por quê?
Avaliação

Avaliar a participação e interação dos/as estudantes durante a atividade.

Avaliação da aula

Observe se os/as estudantes compreendem o conceito de metas e se são capazes de


retomá-lo em seus Planos de Ação, a partir dos objetivos. Além disso, é importante que
consigam escrever metas factíveis, desafiadoras e conectadas aos objetivos, limitadas por
prazos definidos.
AULA 34: Fábrica de Sonhos
Objetivos Gerais
● Conscientizar o/a estudante de que na vida, a todo momento, por ação ou
omissão, estamos sempre fazendo escolhas para construir nosso Projeto de
Vida.
● Demonstrar a importância de procurar ser consciente das escolhas que
fizemos e estamos fazendo, sendo de nossa responsabilidade o curso de
nossas vidas.
● Planejar, intervir e mudar a trajetória que a vida pessoal, escolar e
profissional tem tomado.

Material Necessário
● Caixa de Som
● Datashow
● Telão
● Vídeo “Sonhos - O que você quer ser quando crescer”
● Notebook
● Internet
● Música “Deixa a vida me levar, vida leva eu\” (Zeca Pagodinho)

Roteiro

Atividades Descrição Previsão


Previstas de Duração

Momento Inicial Momento motivacional: O/A professor/a exibirá, 10/15 min


nodatashow, uma figura (Fig.1) e perguntará
aos/às estudantes o que acharam da mesma, o
que lhes vem à mente ao vê-la. Em seguida
aquele/a apresentará a aula e seus objetivos.

Atividade 1 Palestra interativa: O poder das nossas escolhas. 15/20 min


(Viviane Lajter Segal), na qual o/a palestrante
será o/a professor/a e o/a estudante, o público.

Atividade 2 Vídeo: Sonhos - O que você quer ser quando 10/15 min
crescer. (Deivison Pedroza); em seguida, breve
comentário sobre a biografia do autor e diálogo a
respeito do vídeo.

Avaliação Avaliação processual. 5 min


Orientação para as atividades

Momento Inicial: Motivacional

Objetivos

● Instigar a reflexão sobre a habilidade (importância de fazer escolhas) e as


competências gerais 5, 6, 7, 8, 9 e 10 da BNCC propostas para o tema desta
aula;
● Apresentar a importância da temática da aula.

Desenvolvimento

Para iniciar a aula o/a professor/a exibirá, no datashow, uma figura (Fig.1) e
perguntará aos/às estudantes que percepção vocês tem da mesma, o que lhes vem
à mente ao vê-la, observando a relação das respostas com a habilidade e as
competências gerais 5, 6, 7, 8, 9 e 10 da BNCC propostas para esta aula.

Anexo I - (Fig. 1) Depois que todos/as responderem, o/a professor/a


acrescentará dizendo que é a imagem de uma pessoa confusa quanto ao caminho a
seguir. Para refletir junto com os/as estudantes: Já existiu algum momento na vida
de vocês quando não sabiam por qual caminho seguir? Após ouvir algumas
respostas, o/a professor/a deverá ressaltar a importância do tema da aula e os
objetivos gerais relacionados ao Projeto de Vida.

Atividade 01 - Palestra interativa: O poder das nossas escolhas.


(Viviane Lajter Segal)
Objetivos

● Avaliar a liberdade de fazer escolhas.


● Desenvolver responsabilidade pelas consequências das escolhas, sabendo
assumi-las.
● Refletir sobre as competências gerais 7, 8, 9 e 10 da BNCC.

Desenvolvimento

Apresentação da palestra interativa “O poder das nossas escolhas”, na qual


o/a palestrante será o/a professor/a e o/a estudante, o público que participará
trazendo suas dúvidas ou contribuições.
Professor/a, uma das dificuldades na apresentação de palestra está na falta
de foco do público. Então veja quatro dicas para chamar a atenção de todos/as!
Grande parte dos eventos realizados atualmente conta com uma
apresentação de conteúdo em forma de palestras, que ajudam a repassar
conhecimento de forma fácil e rápida para o público. Mas para quem está
apresentando a palestra, isso pode ser um trabalho difícil. A maior dificuldade está
em chamar a atenção do público para esse tipo de ação. É comum ver pessoas
dispersas e distantes de tudo que está sendo apresentado. Então se você quer
saber como pode superar esse desafio e realmente chamar a atenção do público
durante uma apresentação de palestra, confira a nossa lista de quatro dicas para
que seu momento seja relevante e desperte o interesse de todos/as.

1. Conte uma história


A arte do storytelling é muito valiosa para diversas ações e aplicações, como por
exemplo:

● Uma campanha publicitária;


● Para seus conteúdos do blog;
● Nas suas mídias sociais.
Mas ela também é essencial para ter sucesso e chamar a atenção do público
durante uma palestra. Contar uma história ajuda a fugir do modelo de trabalho
monótono que vemos na maioria das palestras e faz o engajamento do público ser
muito mais fácil.
Para colocar isso em prática, prepare-se antes, até mesmo treinando a
apresentação. Afinal de contas, é importante ter uma sequência lógica dos fatos ao
contar uma história.
A grande dica que podemos tirar dos exemplos de apresentações que contam
histórias é que nós precisamos deixar aquele gosto de “quero mais”, ou seja,
despertar a curiosidade para que consiga finalizar sua apresentação de palestra
fechando a história e relacionando com a temática que apresentou.

2. Não fique parado no mesmo lugar


Ao acompanhar uma palestra que não consegue chamar a atenção do
público, fica fácil ver um erro claro: os/as palestrantes ficam sempre parados/as no
mesmo lugar. Alguns/mas ainda tentam se movimentar um pouco, mas é algo que
não interfere tanto em tornar o momento mais atrativo.
Então a dica que vai impactar e muito no momento de uma palestra é essa:
nunca fique parado/a, aproveite o máximo dos espaços e também além deles. A
movimentação nos espaços vai ajudar não só a desenvolver melhor suas ideias
como também vai “forçar” que o público acompanhe tudo que está fazendo.

3. Não esqueça das ferramentas audiovisuais


Para ir além e garantir que vai chamar a atenção do público durante a
apresentação de uma palestra, é essencial fugir de um modelo comum onde a
pessoa que está palestrando fique apenas falando e as demais em frente apenas
ouvindo.
Claro que esse é um modelo comum e que funciona muito bem para todos/as
que estão focados/as em tirar o máximo de proveito do conteúdo abordado. Mas é
preciso ir além disso.
É muito mais valiosos utilizar recursos como gráficos e dados, vídeos e
entrevistas, que mudem o formato da apresentação e desperte um nível de
atenção maior.
Então você precisa sim intercalar seus momentos de fala com algum material
que trabalhe a parte audiovisual do público presente. Isso vai enriquecer ainda mais
a sua apresentação e ajudar a manter o público focado a todo momento.
4. Utilize os smartphones a seu favor
Para alguns/mas palestrantes, o uso de aparelhos eletrônicos por parte do
público durante uma palestra pode atrapalhar a apresentação. Mas não temos como
voltar no tempo. Atecnologia é um componente essencial para o sucesso desse
evento.
E é por esse motivo que devemos buscar uma solução diferente para chamar
a atenção do público, que é justamente utilizando os smartphones a seu favor.
Se o público vai sim utilizar os aparelhos durante sua apresentação de
palestra, o ideal é fazer o máximo para que eles/as possam usá-los para engajar em
alguma atividade que você pode propor durante a palestra.
Então é importante pensar em estratégias para que a tecnologia também
funcione como ponto de apoio da sua apresentação de palestra. E com o uso de
aplicativo tudo fica mais fácil.
Veja algumas ações que você pode fazer durante a apresentação de palestra e
conseguir chamar a atenção do público:

● Utilize a ferramenta de perguntas e respostas pelo app;


● Promova a interação com as redes sociais;
● Solicite que todos/as façam uma publicação da palestra em suas redes
sociais.

Segue abaixo o texto e a fig. 2 (ela pode ficar na tela no início da apresentação) a
serem usados pelo/a palestrante:

Anexo II - (Fig. 2)

Texto “O poder das nossas escolhas” (Viviane Lajter Segal)

Ao longo da vida, passamos por diversos momentos em que nos vemos


confrontados a fazer uma escolha, tomar uma decisão sobre aspectos importantes e
que poderão modificar o rumo das coisas. Escolhas que podem ser pessoais,
profissionais, familiares. Mas, porque às vezes é tão difícil decidir?
São inúmeros dilemas que surgem ao longo de uma vida, tais como: qual
profissão escolher, casamento, ter filhos, viajar, trabalhar, mudar de trabalho, sair da
casa dos pais, divorciar, voltar para a casa dos pais, casar de novo, abrir seu
próprio negócio\
A dificuldade de decidir está diretamente relacionada com a importância e
com o possível impacto que a mesma poderá ter na vida de uma pessoa.
São situações que geram dúvidas e incertezas. Como decidir sobre algo tão
importante? Mas, e se não for a melhor decisão? E se eu me arrepender?
“Deixa a vida me levar?”
Escolher, necessariamente, requer abrir mão de alguma coisa, na expectativa
de ganhar outra. Não temos como saber qual é a melhor opção. Não há um manual
que nos garanta o que dará certo ou não no futuro. Essa incerteza, por vezes, é
motivo de angústia e ansiedade.
Uma forma de minimizar esse mal estar que sentimos é culpando o/a outro/a,
o destino ou se defendendo através de frases como: Eu não tive escolha! Mas, será
que isso é realmente verdade?
Na dúvida, muitas vezes preferimos deixar que o/a outro/a decida por nós, ou
escolhemos pelo que for mais conveniente. O resultado pode acabar sendo muito
diferente daquele que gostaríamos, gerando frustração. Porém, não percebemos o
quanto responsável fomos por isso.
O trecho de uma famosa música brasileira diz “Deixa a vida me levar, vida
leva eu\” (Zeca Pagodinho) e ilustra bem o que significa não decidir sobre a sua
vida. Deixar a vida te levar significa que não quisemos tomar nenhuma decisão
sobre ela, que preferimos que o acaso o fizesse. Isso gera a falsa ideia de que
assim não sofreremos com as consequências das escolhas “erradas” e promove
uma diminuição da ansiedade.
Porém, trata-se apenas de uma ilusão temporária, já que a nossa vida é o
resultado direto dessas escolhas. O contrário pode acontecer, ou seja, isso pode ser
motivo de brigas e rompimentos, uma vez que o indeciso/a pode culpar o/a outro/a
pelo seu fracasso, sem se dar conta que o/a verdadeiro/a culpado/a foi ele/a mesmo
por ter delegado decisões importantes à outra pessoa.
Devemos perceber que mesmo quando preferimos não decidir nada, uma
decisão já foi tomada: a de não se comprometer. A questão é que não percebemos
que realizamos, muitas vezes, esse mecanismo de fuga.
Seja responsável por sua vida!
A vida é repleta de riscos! Não temos como ter certeza se nossas escolhas
serão as mais adequadas. Precisamos nos conhecer melhor para buscar algo que
nos deixe realmente feliz. Para isso é importante nos responsabilizar pelos nossos
atos e decisões e não permitir que outros/as os façam por nós. Dessa maneira será
possível trilhar nossos caminhos de uma forma mais honesta com nós mesmos.
Escolher é uma atitude de autoconfiança e autoconhecimento. Pode ser que
não dê certo, é verdade! Mas, pelo menos tentamos fazer aquilo que acreditávamos.
É através dos acertos e erros que podemos tentar fazer de novo, de outra forma. É
isso que constrói a história de cada um de nós.

Por: Viviane Lajter Segal, psicóloga clínica CRP 05/41087, consultório em


Copacabana/RJ e online A Caminho da Mudança. Contato: viviane@lajter.net
Written by Viviane Lajter Segal all rights reserved.

Obs: Solicitar aos/às estudantes que utilizem seussmartphones para baixar a


música “Deixa a vida me levar, vida leva eu_” (Zeca Pagodinho), do Youtube
no momento da palestra que ela for mencionada.

Avaliação

É processual - também conhecida como avaliação formativa ou contínua - vai


além de uma série de perguntas reunidas em uma prova bimestral. Combinando
diferentes instrumentos avaliativos para mensurar de forma mais assertiva
diferentes aspectos do aprendizado, ela pode ser usada também como um
diagnóstico da aprendizagem. A avaliação formativa ajuda a identificar se o/a
estudante realmente está conseguindo aprender a partir do processo metodológico
praticado e de base para feedbacks.
Atividade 2 - Vídeo: Sonhos - O que você quer ser quando crescer.
(Deivison Pedroza)
Objetivos

● Refletir sobre a pergunta norteadora: como pode ser o futuro?


● Mudar as estratégias, quando necessário, para realizar nosso Projeto de
Vida.

Desenvolvimento

Exibição do vídeo “Sonhos - O que você quer ser quando crescer” (Deivison
Pedroza). Em seguida, breve comentário sobre a biografia do autor e diálogo a
respeito do vídeo, baseado em três questionamentos:

1. Vocês acreditam na possibilidade de mudar a trajetória das nossas vidas?


2. As escolhas que fazemos agora podem afetar o nosso futuro?
3. Quem é o/a responsável pelas escolhas que fazemos?

Anexo III - (Vídeo) “Sonhos - O que você quer ser quando crescer” (Deivison
Pedroza)https://www.youtube.com/watch?v=IAnzAWt5tCI

Deivison Pedroza, é empresário, empreendedor, escritor, palestrante e


Youtuber. Um apaixonado por inovação!

UM VISIONÁRIO!

Presidente e fundador da Verde Ghaia, me tornei recordista na realização de


cursos, palestras e implantação de sistemas de gestão para certificação
internacional, em milhares de empresas em todo o Brasil. Também sou autor da
coleção de livros “Semente Ecológica”, do livro e do vídeo “Sonhos – o que você
quer ser quando crescer” e dos vídeos “ON ou OFF - De que lado você está”,
“Receita de Felicidade”, “Onde está o amor”, “Sementes da Natureza”, dentre
outros, que somam mais de 90 milhões de visualizações em todo o mundo\

Anexo IV - (Fig. 3)

Avaliação

É processual – também conhecida como avaliação formativa ou contínua -


vai além de uma série de perguntas reunidas em uma prova bimestral. Combinando
diferentes instrumentos avaliativos para mensurar de forma mais assertiva
diferentes aspectos do aprendizado, ela pode ser usada também como um
diagnóstico da aprendizagem. A avaliação formativa ajuda a identificar se o/a
estudante realmente está conseguindo aprender a partir do processo metodológico
praticado e de base para feedbacks.
Avaliação da aula
A avaliação deverá ocorrer em todos os momentos. É importante que o/a
professor/a perceba ao final de cada etapa da aula se os/as estudantes entenderam
quais conceitos estão envolvidos na temática trabalhada. Além disso, é
imprescindível que seja avaliada a participação e envolvimento dos/as estudantes
durante as atividades.

Anexos

Anexo I - (Fig. 1)

Anexo II - (Fig. 2)
Anexo III - (Vídeo) “Sonhos - O que você quer ser quando crescer” (Deisison
Pedroza)https://www.youtube.com/watch?v=IAnzAWt5tCI

Anexo IV - (Fig. 3)
AULA 35: Estudar é o meu trabalho.
Objetivos Gerais

● Relembrar as ideias transmitidas nas aulas anteriores sobre projeto de vida.


● Os/as estudantes deverão fazer autoavaliação de como eram antes de iniciar
a disciplina e como foi o processo de aprendizagem.
● Fazer um planejamento de atividades para seus estudos e/ou trabalho.

Material Necessário

● Pedaços de cartolina coloridos (do mesmo tamanho)


● Pinceis coloridos
● Fita autocolante
● Folha de papel A4 (com impressão de um planejamento semanal)

Roteiro

Atividades Descrição Previsão de


Previstas Duração

Momento Inicial Nuvem de palavras. 10/15 min

Atividade 1 Leitura do texto: Profissão: ESTUDANTE. 15/20 min

Atividade 2 Relembrando as atividades semanais e 10/15 min


projetando as futuras.

Avaliação Estudantes farão autoavaliação 5 min


qualitativa sobre seu projeto de vida até
hoje.
Orientação para as atividades

Momento Inicial

Professor/a vamos iniciar a aula com uma nuvem de palavras, para que isso
ocorra, você deverá começar fazendo uma retrospectiva sobre as aulas anteriores
com a turma, levantando questionamentos para os/as estudantes, como por
exemplo:
- Como você era antes de iniciar a disciplina Projeto de Vida?
- Você já tinha pensando nisso?
- Você mudou seu projeto de vida durante o percurso até aqui?
- Você já tem planos para os próximos passos após o Ensino Médio?
- A importância do planejar as atividades semanais.
Professor/a, você pode fazer outros questionamentos também, levando em
consideração a realidade dos/as seus/suas estudantes e a localidade.
Distribua pedaços de cartolina e pincéis e peça para que os/as estudantes
escrevam palavras que simbolizem essa evolução em sua jornada na disciplina
Projeto de Vida. Após escreverem, cada um/uma irá se levantar e pregar no quadro
com fita adesiva a palavra que escreveu. Se repetir palavras, essas deverão ser
coladas uma sob a outra.

Objetivos

● Avaliar o antes e depois da disciplina Projeto de Vida no olhar dos/as


estudantes.
● Fazer refleti-los/las sobre a importância do planejamento para as etapas da
vida, na profissão “ESTUDANTE”.

Desenvolvimento

Atividade 1 - Leitura do texto: Profissão: ESTUDANTE.


Objetivos
● Ampliar o repertório de leitura e interpretação de textos.
● Conscientizar sobre a importância da profissão estudante para todas as
profissões escolhidas por eles/elas.

Desenvolvimento

Fazer a leitura do texto abaixo e após a leitura discutir sobre o tema.


Profissão: ESTUDANTE
Para a maioria das pessoas a escola é um período temporário, mas há quem
dedique a vida à carreira acadêmica pelo puro prazer de aprender e ensinar
Jovem e estudante são quase sinônimos, e os cerca de 20 anos que cada um de
nós passa na escola representam um período muito importante, capaz de criar
amizades duradouras e definir o futuro, já que se estende da infância à maturidade.
Para muita gente, a vida de estudante termina no último ano da faculdade, mas nem
sempre é assim. Algumas pessoas optam pela carreira acadêmica, nunca querem
deixar de aprender e, quando perguntam qual é a profissão delas, podem responder
com segurança e orgulho: “Estudante”.
E isso é muito bom. Se não existisse esse contingente de eternos estudantes não
haveria pesquisas nem avanços científicos e tecnológicos, e muito menos
professores. A opção pela carreira acadêmica pode ser o início de um percurso
longo, apaixonante e repleto de possibilidades.
Para começar, há a vocação natural para o magistério, a vontade de ensinar os
outros e transmitir conhecimento, cuja principal gratificação está no progresso e no
desenvolvimento do aluno. Além de trabalhar como professor, há a possibilidade de
se dedicar a atividades de extensão universitária e a pesquisas que podem ter
impacto direto na qualidade de vida das pessoas e no avanço científico. No
anonimato dos laboratórios, neste exato momento, um grande número de mentes
privilegiadas está trabalhando para curar doenças, desvendar segredos do universo
e entender melhor o mundo e a vida – o que não é pouca coisa.
Nesse caminho, assim que termina a graduação, em geral o estudante começa uma
pós para se aperfeiçoar na especialidade que escolheu. Depois, pode fazer
mestrado, doutorado e pós-doutorado, sempre estudando, sempre um passo
adiante, querendo saber mais e mais. É trabalho de uma vida inteira, mesmo que
nem sempre seja recompensado à altura, financeiramente.
Se você pensa em seguir uma carreira acadêmica e se tornar um disseminador do
conhecimento, vale lembrar alguns passos essenciais para que tudo dê certo, de
acordo com a visão dos especialistas. Para começar, não pode haver dúvida quanto
à área escolhida. Não importa qual seja, você precisa estar absolutamente seguro
de que é a que lhe interessa de fato e a que lhe proporcionará mais satisfação. Se
tem dúvida, espere mais um pouco e avalie outras opções, pois se trata de uma
decisão que definirá seu futuro.
Definida a área, saiba que você nunca vai parar de estudar. Sempre haverá novos
livros, novas descobertas e a necessidade constante de se atualizar.
Depois, escolha a universidade com a melhor reputação em sua área, na cidade em
que quer viver, e conheça em detalhes a rotina acadêmica, os professores mais
destacados, os processos de admissão no mestrado e no doutorado e as bolsas
disponíveis.
A partir daí, concentre-se em seus objetivos. Crie metas específicas, ano a ano, e
tenha paciência para atingi-las uma a um, sem precipitação, consciente de que o
caminho é mesmo longo.
Enquanto isso, fique ligado nos sites de notícias e sempre leia jornais, revistas e
livros de sua especialidade e fora dela. É preciso ficar atento às tendências e a tudo
o que está acontecendo no mundo. Além disso, a leitura constante aprimora
naturalmente sua capacidade de escrever, o que é essencial na hora de redigir
artigos, teses e outros trabalhos acadêmicos, sem precisar pedir a ajuda de outras
pessoas.
Pense também na possibilidade de estudar em outro país, de preferência em uma
universidade que dê ênfase à área que escolheu. Essa experiência é boa para a
carreira acadêmica e, principalmente, para o seu desenvolvimento pessoal.
Aprimore-se sempre e mantenha aceso seu lado curioso. Aprenda outros idiomas,
conheça o maior número possível de pessoas interessantes, converse bastante com
seus professores, orientadores e colegas – enfim, mantenha-se ligado, sempre.
Por último, esteja pronto para revisar seus planos sempre que surgir alguma dúvida
quanto aos objetivos que definiu. Vale muito mais reconhecer que não é bem isso o
que queria do que insistir em algo que não parece promissor. Para ser realmente
bom no que faz e, principalmente, para ter prazer genuíno, é preciso gostar de fato
do trabalho que escolheu – e, evidentemente, ser um eterno estudante.

Textodisponível em:
https://www.bayerjovens.com.br/pt/materia/?materia=profissao-estudante.
Acessado no dia 09 de setembro de 2020.

Avaliação

A avaliação se dará de forma qualitativa onde o que terá valor é a participação oral
dos/das estudantes sobre os questionamentos levantados pelo/a professor/a acerca
do texto. Questioná-los/las se sabiam que ser estudante é tão importante para a
vida de todo profissional, independente qual profissão eles/elas escolherem.

Atividade 2 - Relembrando as atividades semanais e projetando as


futuras

Objetivos

● Descrever em um quadro semanal todas as atividades sejam elas


relacionadas aos estudos ou pessoais.
● Verificar possíveis falhas no planejamento semanal, replanejando com os
novos projetos.

Desenvolvimento

Nessa atividade o/a professor/a deverá propor aos/às estudantes que tentem
lembrar de suas rotinas diárias, não somente as relacionadas aos estudos, mas se
trabalha, se compartilha com os pais e/ou responsáveis os afazeres domésticos, se
pratica alguma atividade física, Enfim, todas as atividades de rotina devem ser
escritas no quadro. O segundo passo dessa atividade é uma avaliação qualitativa e
quantitativa que eles/elas deverão fazer. Veja uma lista de perguntas que te
nortearão nesse processo reflexivo junto aos/às estudantes.
- Vocês estão gastando muito tempo em algo que não traz tantos benefícios?
- Está faltando dedicação em outro área?
- Estou dedicando tempo o suficiente para o meu projeto de vida?
Professor/a, você poderá fazer outras perguntas norteadoras, levando em
consideração a realidade local e cultural dos/as estudantes.

Avaliação

Os/as estudantes deverão fazer em casa a reformulação desse PLANEJAMENTO


SEMANAL, levando em consideração as observações que fizeram sobre seus
planos. Podendo potencializar as áreas que acharem mais necessárias para a
concretização de seus projetos e diminuir em outros campos, que talvez estejam
desperdiçando mais tempo sem ter tanto retorno.

Avaliação da aula

Em uma roda no centro da sala, sentados no chão (ou outro local a escolha do/a
professor/a) deixar em aberto para os/as estudantes falem e compartilhem com
os/as colegas sobre essa experiência de valorização da profissão estudante e
importância do planejamento para realização de todo projeto em qualquer área de
atuação.

Anexo
Anexo I - Texto

Profissão: ESTUDANTE

Para a maioria das pessoas a escola é um período temporário, mas há quem


dedique a vida à carreira acadêmica pelo puro prazer de aprender e ensinar
Jovem e estudante são quase sinônimos, e os cerca de 20 anos que cada um de
nós passa na escola representam um período muito importante, capaz de criar
amizades duradouras e definir o futuro, já que se estende da infância à maturidade.
Para muita gente, a vida de estudante termina no último ano da faculdade, mas nem
sempre é assim. Algumas pessoas optam pela carreira acadêmica, nunca querem
deixar de aprender e, quando perguntam qual é a profissão delas, podem responder
com segurança e orgulho: “Estudante”.
E isso é muito bom. Se não existisse esse contingente de eternos estudantes não
haveria pesquisas nem avanços científicos e tecnológicos, e muito menos
professores. A opção pela carreira acadêmica pode ser o início de um percurso
longo, apaixonante e repleto de possibilidades.
Para começar, há a vocação natural para o magistério, a vontade de ensinar os
outros e transmitir conhecimento, cuja principal gratificação está no progresso e no
desenvolvimento do aluno. Além de trabalhar como professor, há a possibilidade de
se dedicar a atividades de extensão universitária e a pesquisas que podem ter
impacto direto na qualidade de vida das pessoas e no avanço científico. No
anonimato dos laboratórios, neste exato momento, um grande número de mentes
privilegiadas está trabalhando para curar doenças, desvendar segredos do universo
e entender melhor o mundo e a vida – o que não é pouca coisa.
Nesse caminho, assim que termina a graduação, em geral o estudante começa uma
pós para se aperfeiçoar na especialidade que escolheu. Depois, pode fazer
mestrado, doutorado e pós-doutorado, sempre estudando, sempre um passo
adiante, querendo saber mais e mais. É trabalho de uma vida inteira, mesmo que
nem sempre seja recompensado à altura, financeiramente.
Se você pensa em seguir uma carreira acadêmica e se tornar um disseminador do
conhecimento, vale lembrar alguns passos essenciais para que tudo dê certo, de
acordo com a visão dos especialistas. Para começar, não pode haver dúvida quanto
à área escolhida. Não importa qual seja, você precisa estar absolutamente seguro
de que é a que lhe interessa de fato e a que lhe proporcionará mais satisfação. Se
tem dúvida, espere mais um pouco e avalie outras opções, pois se trata de uma
decisão que definirá seu futuro.
Definida a área, saiba que você nunca vai parar de estudar. Sempre haverá novos
livros, novas descobertas e a necessidade constante de se atualizar.
Depois, escolha a universidade com a melhor reputação em sua área, na cidade em
que quer viver, e conheça em detalhes a rotina acadêmica, os professores mais
destacados, os processos de admissão no mestrado e no doutorado e as bolsas
disponíveis.
A partir daí, concentre-se em seus objetivos. Crie metas específicas, ano a ano, e
tenha paciência para atingi-las uma a um, sem precipitação, consciente de que o
caminho é mesmo longo.
Enquanto isso, fique ligado nos sites de notícias e sempre leia jornais, revistas e
livros de sua especialidade e fora dela. É preciso ficar atento às tendências e a tudo
o que está acontecendo no mundo. Além disso, a leitura constante aprimora
naturalmente sua capacidade de escrever, o que é essencial na hora de redigir
artigos, teses e outros trabalhos acadêmicos, sem precisar pedir a ajuda de outras
pessoas.
Pense também na possibilidade de estudar em outro país, de preferência em uma
universidade que dê ênfase à área que escolheu. Essa experiência é boa para a
carreira acadêmica e, principalmente, para o seu desenvolvimento pessoal.
Aprimore-se sempre e mantenha aceso seu lado curioso. Aprenda outros idiomas,
conheça o maior número possível de pessoas interessantes, converse bastante com
seus professores, orientadores e colegas – enfim, mantenha-se ligado, sempre.
Por último, esteja pronto para revisar seus planos sempre que surgir alguma dúvida
quanto aos objetivos que definiu. Vale muito mais reconhecer que não é bem isso o
que queria do que insistir em algo que não parece promissor. Para ser realmente
bom no que faz e, principalmente, para ter prazer genuíno, é preciso gostar de fato
do trabalho que escolheu – e, evidentemente, ser um eterno estudante.

Disponível em:https://www.bayerjovens.com.br/pt/materia/?materia=profissao-
estudante. Acessado no dia 09 de setembro de 2020.
Anexo II - Planner
AULA 36: Pós-Médio
Objetivos Gerais

● Perceber a importância da organização pessoal num processo de tomada de


decisão.
● Utilizar conhecimentos e estratégias relacionadas às habilidades
socioemocionais e procedimentais para construir argumentação, resolver
situação-problema, tomar decisões relacionadas à sua vida pessoal e em
sociedade.
● Contribuir para a formação de jovens autônomos/as e críticos/as com
capacidade de tomar decisões fundamentadas e responsáveis.

Material Necessário

● Datashow ou TV
● Caixa de som
● Material impresso

Roteiro

Atividades Descrição Previsão


Previstas de Duração

Momento Inicial Conversa informal com os/as estudantes, 10/15 min


indagando-os/as sobre o que entendem
sobre a organização pessoal para tomar
decisões.
Atividade 1 Dinâmica: E se fosse você? 15/20 min

Atividade 2 Vídeo: O Condutor, o elefante e o caminho. 10/15 min


https://www.youtube.com/watch?v=MNJmuEt
Ugxw
Avaliação Avaliação formativa, deverá ocorrer durante 5 min
todo o processo de aprendizagem.
Orientação para as atividades
Momento Inicial

Converse com os/as estudantes sobre a importância e a responsabilidade que é


preciso ter num ato de tomada de decisão. Mostre a eles/as que essa ação
demanda conhecimento acerca do que se pretende e, por conta disso, a
organização pessoal, o autocontrole e o autoconhecimento tornam-se essenciais no
processo da tomada de decisão. Durante a conversa, comente sobre as exigências
que o mercado de trabalho e a vida em sociedade nos impõem, principalmente em
relação ao desenvolvimento de competências que nos favoreçam viver
harmoniosamente e em equilíbrio, de forma proativa e interativa com tudo e com
todos/as.
Como será após o Ensino Médio? Que decisões você precisa tomar para que seus
objetivos sejam alcançados?
Nesse sentido, é importante, ainda na conversa inicial, esclarecer aos/às estudantes
que a tomada de decisão está diretamente ligada às aprendizagens que cada
indivíduo constrói a partir de suas experiências de vida, do convívio com outras
pessoas e, principalmente, de sua trajetória escolar que, nesse caso, é a etapa do
Ensino Médio. Portanto, a educação escolar, favorece a ampliação de
conhecimentos essenciais que corroboram com o desenvolvimento de habilidades e
competências (cognitivas, afetivas, socioemocionais), saberes e capacidades que
favorecerão os próximos passos que serão dados após o Ensino Médio.
Portanto, além de desenvolver habilidades cognitivas para utilizar os conhecimentos
relativos aos conteúdos trabalhados, por cada área de conhecimento do Ensino
Médio, bem como, para resolver problemas e situações complexas é preciso,
também, desenvolver habilidades que:
- favoreçam amadurecer uma consciência cada vez mais crítica, criativa e com
viés científico;
- permitam gerir as emoções a partir do autoconhecimento e do autocontrole
para lidar com conflitos, situações inusitadas e pressões exercidas por forças
externas (ambientes, convívio e relações sociais);
- possibilitem ampliar suas modalidades de comunicação numa perspectiva
mais assertiva, articulada ao repertório cultural e inserida no universo da
cultura digital.

Objetivos

● Refletir sobre a responsabilidade que se deve ter na tomada de decisões e


como elas podem afetar positivamente ou não, a nossa vida.

● Criar boas expectativas em relação ao futuro.

Desenvolvimento
Sugestão de fala com os/as estudantes: “Estudante, a decisão está em suas mãos!
A tomada de decisão é sua: você pode optar por ficar parado/a ou prosseguir.
Tenha a certeza, a segunda opção é a melhor já que, mais cedo ou mais tarde, será
necessário agir.
Qual é a ideia? Diante de qualquer situação em que tenha que decidir ou optar por
algo, que tenha que fazer escolhas, é preciso parar e pensar nos pontos positivos e
negativos, fortes e fracos, que as consequências geradas por sua decisão trarão a
você, aos teus próximos e a toda a sociedade. Por isso a necessidade da
organização pessoal: as decisões devem ser tomadas de forma ética e sem
prejudicar outras pessoas. Nesse sentido, a organização pessoal demanda refletir
acerca de suas ações, de suas atitudes, da valorização que dá a cada coisa, ação
ou pessoa. A organização pessoal é fundamental para a estruturação de todas as
ações que fazes diariamente. Ela está articulada à logística de seu trabalho, de seu
convívio e de sua forma de pensar.
A organização pessoal está intimamente associada à atenção que se dá às coisas e
às pessoas, à forma como lidar com suas demandas, aos sentimentos e valores que
remete a tudo e a todos.
A vida pode preparar muitas surpresas. Não importa a idade que tenhamos, decidir
será sempre uma situação desconfortável, porque de acordo com nossas escolhas
nossa vida ficará marcada de uma forma ou de outra. No entanto, tomemos isso
como algo novo, como uma forma de nos transformarmos, nos ressignificarmos. E
assim, nossa forma de agir promoverá mudanças atitudinais, emocionais e
profissionais.”

Atividade 1 - Dinâmica: E se fosse você?


Objetivos

● Agir a partir da convicção de que os processos de escolha e decisão, sobre


os diversos âmbitos da vida, são atos de responsabilidade pessoal.
● Compreender que todos os aspectos da sua formação são frutos de uma
análise consciente e individual.

Desenvolvimento

Organize a sala de aula em um círculo ou semicírculo e vivencie com a turma


situação descrita a seguir.
Situação hipotética:Imagine que você esteja caminhando, perdido/a emuma
floresta desconhecida, e em dado momento se vê diante de dois caminhos distintos.
Neste momento você deverá escolher um dos caminhos que, em tese, acredita ser
a opção que te levará de volta para casa.
Decisão difícil, certo? Neste momento, não é possível saber onde dará cada
caminho.
Pode ser que um deles seja um “mar de rosas”, sem desníveis ou animais perigosos
e pode ser que o outro tenha muitas ameaças e contratempos. Ou vice-versa\
O fato é, você terá que tomar uma decisão.
Sugestão: Onde queremos chegar com essa situação? Ela é facilmente aplicável
em muitas situações que vivenciamos diariamente, em nossas vidas, uma vez que
frequentemente devemos fazer escolhas. Algumas mais simples, outras bem mais
complexas! Uma coisa é preciso entender: grande parte das decisões que tomamos
impactam nossas vidas.
Após explicar a situação hipotética, relacione-a com os possíveis problemas reais
que poderão enfrentar com o pós-Ensino Médio, na inserção no mercado de
trabalho, na continuação dos estudos, entre outras coisas.
Professor/a, oriente seus/suas estudantes a refletirem sobre a seriedade que se
deve ter para tomar uma decisão e como sua organização pessoal pode impactar
suas escolhas. Haverá momentos de erros e acertos.
Lance o seguinte questionamento à turma: “COMO VOCÊ PODE ORGANIZAR E
PLANEJAR A SUA VIDA PARA MINIMIZAR POSSÍVEIS IMPACTOS NEGATIVOS
PROVOCADOS POR UMA DECISÃO MAL TOMADA?”
Após lançar a pergunta dê espaço para que comentem voluntariamente sobre a
iniciativa da decisão e como isso pode impactar suas vidas.

Atividade 2 - Filme: O condutor, o elefante e o caminho


Objetivos

● Despertar para os seus sonhos, ambições e desejos, apresentando uma


maior percepção sobre onde querem chegar e que tipo de pessoa pretendem
ser, referenciando-se nos mecanismos necessários para chegar onde
almejam.
● Compreender como aspectos socioemocionais contribuem para a tomada de
decisões.
● Conceber etapas e passos para realizar projetos futuros.

Desenvolvimento

Sugestão para discussões sobre o filme: A metáfora da razão e emoção criada pelo
psicólogo Jonathan Haidt contribui para nossas reflexões sobre a organização
pessoal e a tomada de decisão. Precisamos ficar atentos/as à razão, à emoção e
quanto ao caminho que seguiremos. Pergunte aos/às estudantes o que eles/as
entenderam e quais suas conclusões a respeito do filme. Organize o tempo e as
falas/participação de todos/as.

Avaliação da aula
Propõe-se que a avaliação seja processual/formativa. Ela deve acontecer durante
toda a aula e deve levar em consideração o envolvimento e participação de
todos/as, respeitando as individualidades durante todo o processo. Lembre-se que
apesar de termos estudantes que gostam de falar também teremos aqueles/as que
preferem apenas ouvir. Há, também, os/as que preferem desenhar a fazer registros
verbais. Esta é a grande essência desta aula, a organização pessoal. Portanto, a
avaliação não pode ser incoerente com a proposta da aula. O respeito aos estilos de
aprendizagem e formas de convívio de cada estudante é uma ação formativa
fundamental para esta aula.

Anexo
https://www.youtube.com/watch?v=MNJmuEtUgxwhttps

Para saber mais sobre a vida e obra do psicólogo Jonathan Haidt acesse o link:
https://www.fronteiras.com/conferencistas/jonathan-haidt.
AULA 37: Esperança Viva
Habilidade: Compreender a própria identidade, história de vida e perspectiva de
futuro.
Pergunta norteadora: Onde eu posso chegar?

Objetivos Gerais

● Compreender as relações entre passado, presente e futuro, ou seja, o/a


estudante é composto por estas três dimensões, de onde ele/ela veio e como
foi sua criação; seu presente, o agora, estão recheadas de tomadas de
decisões que necessitam ser refletidas, pois seu futuro depende de suas
escolhas do agora.
● Se perceber e posicionar como agente em sua vida e de uma cultura, a qual
ele/ela vivencia, interfere e comunica. São suas escolhas que o/a fazem ter
uma identidade.
● Refletir sobre se deixar legados na sociedade, fazer história, fazer parte de
algo maior. E que existem diferenças entre legados materiais e legados
imateriais, levando-os/as a analisar o que eles/elas valorizam mais.
● Planejar e apresentar por meio de manifestações artísticas, intervenções que
tenham conexões entre passado, presente e futuro, mostrando uma
possibilidade de trajetória para sua vida pessoal, escolar e profissional.

Material Necessário

● Caixa de Som
● Datashow
● Telão
● Vídeo: O que vou deixar quando eu partir?
● Notebook
● Internet
Roteiro

Atividades Descrição Previsão de


Previstas Duração
Momento Inicial Legado: O que vou deixar quando eu 10/15 min
partir?
https://www.youtube.com/watch?v=70YxPc
rGd4I
Atividade 1 História de vida e futuros trajetos 15/20 min

Atividade 2 Eu sou Esperança Viva 10/15 min

Avaliação Pelas reflexões realizadas nos pequenos 5 min


grupos e pela apresentação dos trabalhos.

Orientação para as atividades


Momento Inicial

A partir do vídeo exibido: Legado - O que vou deixar quando eu partir?, os/as
estudantes irão refletir sobre a importância da identidade, o que as tomadas de
decisões no presente poderão influenciar em seu futuro, reflitam sobre que tipo de
legado querem deixar para a sociedade.

Objetivos

● Realizar um momento de reflexão sobre identidade, sua importância na


construção de propósitos, buscando valorizar a história de vida.
● Compreender que as tomadas de decisões do presente refletem no futuro
e que elas necessitam ser pensadas com cuidado para evitar sentimentos
como: frustração, arrependimento, culpa, entre outros.

Desenvolvimento

Atividade 1 - História de vida e futuros trajetos


Objetivos

● Conhecer diferentes histórias de vidas, e suas trajetórias, enfocando


dificuldades, superações e o legado deixado por cada pessoa.
● Definir o que são bens materiais e imateriais, refletindo sobre o que é
essencial, relevante, desnecessário e significativo.
● Desenvolver um mapa (projeto para apresentação)
Desenvolvimento

Conhecer a histórias de vida de diferentes pessoas que tiveram uma trajetória


complicada, mas mesmo assim, compreendendo sua identidade, deixaram legados
importantes. Sugestão: Michael Jackson, Malala Yousafzai, entre outros.
Professor/a, escolha outros personagens que lhe aprouver, refletindo sobre história
de vida e o legado que deixaram.
em seguida, a partir da reflexão do vídeo e de todo processo, propor uma roda de
conversa em pequenos grupos (aproximadamente quatro ou cinco estudantes).
Cada um apresentará para o pequeno grupo sua trajetória, relacionando passado e
presente, dentro da perspectiva: o que identifica sua identidade? Qual é sua história
de vida? Construindo um mapa (projeto) de sua vida.

Jogo: Quem sou eu?

Neste momento, a turma irá relacionar as fotos com a biografia. Sugerimos ao/à
professor/a, que as imagens e textos sobre as pessoas selecionadas possam estar
distribuídas pela sala ou outro lugar e os/as estudantes terão que associar as fotos
e os textos, apresentando os/as personagens e respondendo às seguintes
perguntas:

Perguntas importantes:
1.Quando nos atentamos para a história de vida dessas pessoas, é possível
visualizá-las em outros contextos de vida?
2. Você acha que compreender sua identidade contribui para que você esteja no
lugar certo, fazendo o que você veio fazer neste mundo? Você acha que as pessoas
das fotos compreenderam isso?
3. Como superar histórias de vida complicadas? Como encontrar sua identidade?
4. O que faz essas pessoas serem diferenciadas?
A partir das respostas, os/as estudantes irão:
- Refletir sobre as identidades de cada um/uma.
- Definir o que são bens materiais e imateriais.
Diante de todas as reflexões em grupo, cada um/uma irá desenvolver um mapa
(projeto para a Atividade 2) que apresente sua trajetória de vida, destacando pontos
importantes sobre sua identidade, história de vida e o possível futuro. Neste mapa,
o/a estudante irá propor de forma criativa uma forma de apresentar seu trajeto. Ao
final, uma breve apresentação sobre o que ele/ela gostaria de oferecer para o
mundo (um legado), quando não estiver mais aqui.

Avaliação

Participação durante a aula, contribuindo com as reflexões e na construção do mapa


(projeto).

Atividade 2 - Eu sou Esperança Viva


Objetivos

● Refletir sobre si mesmo/a, sua história de vida e identidade, destacando os


pontos fortes, os pontos de melhoria, caminhos para superar a dificuldade e
que tipo de atitude será exigida.
● Compreender que eu estou à frente nas tomadas de decisões, eu que faço
minhas vontades e que preciso de elementos importantes como: sabedoria,
paciência, atitude e força para reiniciar sabendo que, apesar de arcar com as
consequências de minhas escolhas, eu sempre posso recomeçar.
● Construir um mapa sobre sua trajetória, destacando diferentes possibilidades
de futuro e o legado que se deseja deixar.
● Mostrar um projeto de vida, refletindo e respondendo a pergunta final: ONDE
POSSO CHEGAR? Utilizando de diferentes formatos artísticos, tais como:
músicas, teatros, exposições, danças, seja em formato digital, expositivo,
slides, vídeos, entre outros.
● Apresentar para os/as colegas

Desenvolvimento

Este é um trabalho que demanda ação e reflexão ao mesmo tempo. Enquanto os/as
estudantes constroem sua apresentação, eles/elas precisam apresentar análises
sobre sua vida, sua identidade e sobre as oportunidade de futuro no trabalho. Bem
como mostrar as possibilidades de trajetos que podem dar errado, mas que
eles/elas podem recomeçar e redefinir novas rotas. Seu legado, pode ser algo já
compreendido ou o/a estudante pode apresentar uma possibilidade do que pode
ser, respondendo à pergunta: ONDE POSSO CHEGAR?
Para a apresentação final, solicitamos que neste momento, você professor/a
proporcione junto à turma, um ambiente para que haja respeito, solidariedade e
empatia.

Avaliação

A avaliação se dará de forma processual, incluindo a construção e apresentação do


projeto

Avaliação da aula
Professor/a realize junto aos/às estudantes, uma roda de conversa para ponderar e
discutir sobre todo esse processo e aponte os pontos positivos e os de melhoria, os
acertos e o que não deu tão certo, as facilidades e as dificuldades encontradas.
Referências

[1] GARCIA, Luiz Fernando. Pessoas de Resultado: O Perfil de Quem se


Destaca Sempre. 4ª Ed. São Paulo: Gente, 2003.

[2] MACHADO, Nilson José. Projeto de vida. Entrevista concedida ao


Diário na Escola-Santo André, em 2004.

[3] MARCELINO, Maria Quitéria dos Santos; CATÃO, Maria de Fátima


Fernandes Martins; LIMA, Claudia Maria Pereira de. Representações
sociais do projeto de vida entre adolescentes no ensino médio.
Psicologia: ciência e profissão, v. 29, n. 3, p. 544-557, 2009.

[3] MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais


profunda. Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma
abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018, 02-25.

[4] NOVOA, A. Professor se forma na escola. Nova Escola. São Paulo,


n. 142, p. 13-15, mai. 2001.

[5] NOVOA, A. (Org.) Profissão professor. Portugal: Porto, 2. ed., 1995.

[6] WALLON, H. As origens do pensamento na criança. São Paulo:


Manole, 1999.

[7] Youtu.be/fDZ5EnSxLTE Acesso 15 de fevereiro de 2020.

[8] Material do Educador: Aulas de Projeto de Vida. 1º e 2º Anos do


Ensino Médio. ICE: Instituto de Corresponsabilidade pela educação.