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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI

FUNDAMENTOS DA LÍNGUA INGLESA

GUARULHOS – SP
SUMÁRIO

1 A APRENDIZAGEM DA GRAMÁTICA NO CONTEXTO ...................................... 1

1.1 Porque devemos ensinar gramática no contexto ........................................... 4

1.2 Como ensinar gramática no contexto ............................................................. 7

2 ESTRUTURAS E ASPECTOS BÁSICOS DA LÍNGUA INGLESA ...................... 12

3 OS PRONOMES – THE PRONOUNS ............................................................... 22

3.1 Pronomes Pessoais (Personal Pronouns).................................................... 22

3.2 Possessive pronouns ................................................................................... 24

3.3 Pronomes Reflexivos (The Reflexive Pronouns) .......................................... 25

3.4 Pronomes Demonstrativos (Demonstrative Pronouns and Demonstrative


Adjectives) .............................................................................................................. 29

3.5 Pronomes Demonstrativos (Demonstrative Pronouns and Demonstrative


Adjectives) .............................................................................................................. 32

3.6 Pronomes Indefinidos (Indefinite Pronouns and Adjectives) ........................ 34

3.7 Pronomes Relativos (Relative Pronouns) .................................................... 39

3.8 Os Interrogativos (Pronomes e Advérbios) Question Words (Pronouns and


Adverbs) ................................................................................................................. 42

3.9 Elementos para evitar a repetição - One/Ones ............................................ 44

4 ARTICLES .......................................................................................................... 49

4.1 O que são artigos? ....................................................................................... 49

5 ARTIGOS INDEFINIDOS DO INGLÊS: COMO E QUANDO UTILIZAR ............. 53

5.1 Para quê complicar se podemos simplificar? ............................................... 54

5.2 Uso do artigo indefinido antes de adjetivo em inglês ................................... 55

6 VERB TENSES................................................................................................... 55

6.1 Os verbos fundamentais .............................................................................. 55

7 FORMAS DE SUBSTANTIVO E ADJETIVO ...................................................... 61

7.1 Adjectives: Forms......................................................................................... 62


7.2 Identificando adjetivos .................................................................................. 63

8 PREPOSIÇÃO (Prepositions) ............................................................................. 67

8.1 Significados das preposições ....................................................................... 67

8.2 Regras e exemplos ...................................................................................... 67

8.3 Preposições de lugar ................................................................................... 73

9 SEMÂNTICA ....................................................................................................... 80

9.1 O que a semântica estuda? ......................................................................... 81

9.2 Semântica no campo da linguística .............................................................. 86

10 FUNDAMENTOS DA ABORDAGEM INSTRUMENTAL .................................. 86

11 A LEITURA ...................................................................................................... 88

12 OS NÍVEIS DE LEITURA ................................................................................ 90

13 TÉCNICAS DE ENSINO DE ESCRITA, LEITURA E CONVERSAÇÃO:


APRENDENDO MANEIRAS DE ENSINAR............................................................... 91

13.1 Tornando o aprendizado de inglês divertido ................................................ 94

13.2 Dicas ............................................................................................................ 95

14 BIBLIOGRAFIA ............................................................................................... 96
1 A APRENDIZAGEM DA GRAMÁTICA NO CONTEXTO 1

A instrução de gramática não deve ser ignorada. Sobre o ensino da gramática,


Krahnke (1985, p.598) sugere que “muito o esforço gasto argumentando contra o
ensino da gramática pode ser melhor gasto em convencer os verdadeiros crentes na
gramática instrução de que a gramática tem um papel recém-definido, mas útil, de
desempenhar no ensino de línguas e de mostrar-lhes” (TERRELL, 1991, p. 54).
Para uma melhor melhoria da linguagem, a gramática desempenha um papel
crucial. Para ser um usuário de linguagem eficaz, os alunos devem estudar gramática
porque as habilidades gramaticais ajudarão os alunos a organizar palavras e
mensagens e torná-las significativas. Saber mais sobre gramática permitirá que os
alunos construam frases melhores em apresentações de fala e escrita. Um bom
conhecimento de gramática ajuda os alunos a fazer sentenças claro o suficiente para
entender. O uso inadequado da gramática não transmitirá mensagens
significativas. Tabbert enfatiza a importância da gramática simplesmente como: “É
frequentemente apontado que os estudantes confundem mentira e leigos, não
escolhem quem e quem corretamente, digamos inferir em vez de implicar, assuntos e
verbos incompatíveis, misturar a referência de pronome, usar o dobro negativos, etc.,
e que esses erros evidenciam sua necessidade de estudar gramática ”(TABBERT,
1984, p. 39).
Para estabelecer uma comunicação eficaz, os alunos precisam de habilidades
gramaticais; portanto, sem gramática, a fala fica sem significado. Gramática é um
aspecto essencial para se comunicar de forma eficaz. Além disso, a gramática
simplesmente está criando performances organizadas de leitura e escrita. John
Warriner, apoiando esta ideia (TABBERTM 1984, p. 8) escreve: " A principal utilidade
da gramática é que ela fornece uma forma conveniente e, de fato, como o inglês é
ensinado hoje em dia, é quase indispensável o conjunto de termos para usar e falar
sobre Linguagem” (TABBERT, 1984, p. 40). "
A gramática dará aos alunos a competência de combinar palavras para formar
frases. Para criar totalmente frases desenvolvidas, o conhecimento gramatical é
indispensável. Com pouca compreensão de como a linguagem funciona, os alunos
não podem desenvolver suas habilidades de linguagem. “Assim como há motoristas

1 Extraído na integra: < http://www.academypublication.com/issues/past/tpls/vol03/01/18.pdf>


1
cuidadosos e eficazes que não sabem o que faz um carro correr, então há aqueles
que, através da prática e da observação hábil, tornaram-se escritores satisfatórios, até
mesmo eficazes, muito pouca compreensão da mecânica da linguagem. Mas segue-
se que quanto mais você sabe sobre a forma e função das partes que compõem a
unidade maior, a sentença, o melhor equipado você é para reconhecer e para construir
frases bem formadas” (EMERY et al, 1978, p. 1).
A instrução de gramática ocupa um lugar importante na aprendizagem de
línguas estrangeiras. É necessário notar que as habilidades gramaticais farão uma
grande contribuição para a competência linguística. ―O estudo da estrutura e história
da linguagem, incluindo a gramática inglesa é um ativo valioso para uma educação
liberal e uma parte importante do programa de inglês. Deveria, no entanto, ser
ensinado por si só, não como um substituto para composição, e não com a pretensão
de que é ensinado apenas para melhorar a escrita” (NCTE - Commission on
Composition, 1974, no. 12).
Ensinar a gramática é mostrar como a linguagem funciona. O ensino preciso
da gramática orienta os alunos a usar a linguagem corretamente. Azar destaca a
importância de ensinar gramática como: “Um aspecto importante da gramática ensino
é que ajuda os alunos a descobrir a natureza da linguagem, ou seja, que a linguagem
consiste em padrões previsíveis que faça o que dizemos, leia, ouça e escreva
inteligível. Sem gramática, teríamos apenas palavras ou sons individuais, imagens e
expressões corporais para comunicar significado. A gramática é a tecelagem que cria
o tecido” (AZAR, 2007).
Para estabelecer sentenças precisas, o conhecimento gramatical é essencial.
Em outra ideia sobre por que ensinar gramática é Ellis escreve: “O ensino de
gramática envolve qualquer técnica instrucional que chama a atenção dos aprendizes
para forma gramatical específica de tal forma que os ajude a entendê-la de forma
metafórica e / ou processá-la na compreensão e / ou produção para que possam
internalizá-la ” (ELLIS, 2006, p. 84).
A aquisição da linguagem sem gramática será confusa. Os alunos não
conseguirão usar a linguagem corretamente sem habilidades gramaticais. ― As
pessoas agora concordam que a gramática é importante demais para ser ignorada, e
que sem um bom conhecimento de gramática, o desenvolvimento da linguagem dos
alunos será severamente restringido” (RICHARDS; RENANDYA, 2002, p. 145).

2
Richards e Renandya apontam duas boas razões para ensinar gramática
(2002, p.152):
a) Compreensibilidade: Saber como construir e usar certas estruturas torna
possível comunicar tipos comuns de significado com sucesso. Sem essas
estruturas, é difícil fazer frases compreensíveis. Devemos, portanto, tentar
identificar essas estruturas e ensiná-las bem.
b) Aceitabilidade: em alguns contextos sociais, sérios desvios das normas dos
falantes nativos podem dificultar a integração e excite preconceito - uma
pessoa que fala "mal" não pode ser levada a sério, ou pode ser considerada
ignorante ou estúpida.

Os estudantes podem, portanto, querer ou precisar de um nível mais alto de


correção gramatical do que o necessário para compreensibilidade.
A gramática de ensino ajudará os alunos a entender a natureza da linguagem.
Azar anota os benefícios da gramática ensino como: “Um dos principais benefícios do
GBT (ensino baseado em gramática) é que ele ajuda os alunos a compreensão de
conceitos gramaticais: conceitos como subordinação e coordenação; conceitos de
expressar tempo relações através do uso de formas verbais; conceitos de
substantivos e adjetivos, assuntos e verbos, cláusulas e frases.
Os alunos podem entender conceitos de gramática com terminologia
simplificada, com um mínimo de metalinguagem e análise gramatical, e mesmo sem
definição de termos-chave como substantivo ou verbo” (AZAR, 2007).
Com um bom conhecimento da gramática, a relação entre os conceitos
gramaticais fica clara. Estar ciente desse relacionamento facilita a compreensão da
linguagem.
As habilidades gramaticais permitirão que os aprendizes estejam cientes de
partes de uma linguagem, como verbos e substantivos. Os alunos vão entender e usar
melhor os conceitos gramaticais se estudarem gramática. Mulroy afirma a importância
da gramática ensino como: ― Sentencias sempre têm e sempre consistirão em
cláusulas com sujeitos e predicados e de palavras que cair em classes razoavelmente
bem descritas como verbos, substantivos, adjetivos, advérbios, pronomes,
preposições, conjunções e interjeições. Indivíduos que entendem esses conceitos têm
uma vantagem distinta sobre os outros onde o uso de a linguagem está envolto - e
isso significa em todos os lugares” (2003, p.118).
3
A instrução gramatical fornece aos alunos uma melhoria melhor. O
conhecimento gramatical aumentará os alunos compreensão da linguagem. Azar, a
partir de suas experiências, escreve que “observei que os alunos da minha aula de
redação quem tinha experimentado a instrução gramatical tinha uma vantagem sobre
aqueles estudantes que não tinham. Alunos com um bom Aterramento na gramática
necessária apenas para ser lembrado de que, por exemplo, eles estavam tentando
dizer "eu estava realmente entediado" não "eu era realmente entediante. "Aqueles
sem essa base na gramática precisavam de muito mais tempo de ensino para
entender, apenas como um exemplo, a diferença entre adjetivos –ing e –ed (Azar,
2007)

1.1 Porque devemos ensinar gramática no contexto

“Através das várias linguagens e subsistemas da gramática, talvez a


abordagem tradicional mais amplamente praticada A instrução gramatical tem sido
retratada como os três Ps presentes, praticam, produzem” (LARSEN-FEEMAN, 2009,
p. 523).
Long e Doughty, criticando o modelo dos três Ps, afirmam que a abordagem
tradicional tem algumas desvantagens. – Uma das críticas mais incisivas dessa
abordagem são que os alunos não aplicam seus conhecimentos de gramática quando
estão comunicando. Os alunos conhecem a gramática - pelo menos, eles conhecem
as regras explicitamente - mas eles não conseguem aplicá-las comunicação. Este
problema foi discutido por outros como o problema da “não-interface”, em que não há
aparente conexão entre o conhecimento explícito das regras e o controle implícito do
sistema, e o “problema de aprendizado” a partir da observação de que a gramática
não é aprendida de maneira linear e atomística ”(LONG; DOUGHTY, 2009, p.523).
Nesta abordagem, os alunos são incapazes de usar as regras gramaticais na
fala. Eles não entendem como a gramática regras funcionam em uma frase. Aprender
gramática no contexto permitirá que os alunos vejam como as regras podem ser
usadas em frases.
Idioma é sensível ao contexto. Isto significa que, na ausência de contexto, é
muito difícil recuperar a intenção significado de uma única palavra ou frase”
(THORNBYURY, 1999, p.69).

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A principal tarefa do professor ao ensinar gramática é mostrar aos alunos o que
a linguagem significa e como ela é usada; e também mostrar a eles qual é a forma
gramatical da nova língua e como ela é dita e escrita" (HARMER, 1991, p. 56).
Ensinar a gramática no contexto dará aos alunos uma oportunidade de
entender como a linguagem funciona e isso melhorará suas habilidades de
comunicação. "Os alunos precisam ter uma ideia de como a nova língua é usada pelos
falantes nativos e a melhor maneira de fazer isso é apresentar a linguagem no
contexto" (HARMER, 1991, p.57).
Precisão na aquisição de linguagem desempenha um papel importante para
entender o desempenho de fala e escrita. “Contexto fornece uma compreensão mais
precisa de como usar a gramática e fornece precisão na linguagem estudada tanto
em termos orais quanto habilidades escritas” (WAJNRYB, 1990, p. 6).
A apresentação da gramática em sentenças isoladas não permitirá que os
alunos vejam como as estruturas gramaticais funcionam em sentenças. “Ao lidar com
unidades de informação relacionadas, em vez de bits isolados, torna-se possível um
processamento mais eficiente” (McLAUGHLIN; ROSSMAN; MCLEOD, 1983, p.138).
A instrução baseada em contexto sempre foi útil para os alunos. “Os alunos
precisam aprender a linguagem em contextos lógicos, seja por meio de contribuições
autênticas da duração do discurso ou por meio de materiais de aprendizado de
idiomas que estimulem a entrada autêntica usando sentenças que seguem
sequências lógicas” (HADLEY, 2003, p.152).
Brown explica as vantagens do ensino baseado em contexto como:
Uma única sentença raramente pode ser totalmente analisada sem considerar
seu contexto. Nós usamos a linguagem em trechos de discurso. Encadernamos
muitas frases em unidades coesivas, de modo que as sentenças tenham inter-
relações ...
Tanto a produção quanto a compreensão da linguagem são um fator em nossa
capacidade de perceber e processar trechos de discurso, para formular
representações de significados não apenas de uma única sentença, mas de referentes
em ambas as sentenças e frases seguintes” (BROWN, 1980, p. 189).
Em outra crítica ao ensino de gramática através de sentenças isoladas, Nunan
escreve que “em livros didáticos, a gramática é muitas vezes apresentada fora de
contexto. Os alunos recebem sentenças isoladas, que devem internalizar através de

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exercícios, envolvendo repetição, manipulação e transformação gramatical. Estes
exercícios são projetados para proporcionar aos alunos um domínio formal e
declarativo, mas a menos que eles ofereçam oportunidades para os alunos
explorarem estruturas gramaticais no contexto, eles fazem a tarefa de desenvolver
habilidades procedimentais, sendo capazes de usar a linguagem para comunicação -
mais difícil do que precisa ser, porque é negado aos alunos a oportunidade de ver a
sistemática relações que existem entre forma, significado e uso”(NUNAN, 1998,
p.102).
Na instrução de gramática, o objetivo não é ensinar regras gramaticais, mas
ensine como aplicá-las em habilidades linguísticas.
O que muitos podem não perceber é que, com a ausência de estágio
transformacional, estamos treinando alunos de ELL para se tornarem gramáticos que
podem se destacar em diagramar e analisar a linguagem, mas não aplicar esse
conhecimento ao uso comunicativo” (FRODESEN, 2001; LEKI,1992).
“Os alunos precisam de orientação para traduzir e transferir o conhecimento
tradicional da gramática para o uso funcional” (HILLOCKS, 1986). A menos que os
alunos saibam como aplicar conceitos gramaticais em habilidades de linguagem, o
conhecimento da gramática não será útil.
“Aprendemos que a gramática não deve ser ensinada isoladamente do
conteúdo. Mas então, nem deve ser conteúdo ensinado sem levar em conta a língua
envolvida. Uma integração cuidadosamente planejada de linguagem e conteúdo, no
entanto, mantém promessa considerável” (SWAIN; LAPKIN, 1989, p. 153).
Weaver salienta que o ensino de gramática em isolamento não será útil para
os alunos e concluiu que (2001, p.18) “ensinar a gramática tradicional isoladamente
não é um ato muito prático”.
Thornbury acrescenta que “se os alunos conseguirem entender a gramática,
precisarão ser expostos a ela contextos de uso e, no mínimo, isso significa em textos”
(THORNBURY, 1999, p.72).
“Ensinar a gramática no contexto fornece uma estrutura significativa que se
conecta à realidade no idioma alvo” (ANDERSON, 2005).
Nunan enfatizando a vantagem de ensinar gramática no contexto escreve:
“Uma abordagem através da qual os alunos podem aprender como formar estruturas
corretamente e também como usá-las para comunicar o significado. Se os alunos são

6
Não é dada oportunidade para explorar a gramática no contexto, será difícil para eles
ver como e por que formas alternativas existem para expressar diferentes significados
comunicativos” (NUNA, 1998, p.103).
Muitos pesquisadores enfatizam o fato de que os alunos precisam
experimentar convenções gramaticais em vários contextos para controlá-los e usá-los
corretamente” (ANDERSON, 2005).
O ensino baseado no contexto ajudará os alunos a entender como as estruturas
gramaticais funcionam no contexto que dará lhes uma oportunidade de desenvolver
sua compreensão das regras gramaticais.
Byrd (1998) afirma que quando a gramática é estudada como surgindo do
contexto, então uma variedade de formas emerge como essenciais para a expressão
de significados particulares em contextos discursivos particulares.
Não é só que tipos diferentes de verbos estão relacionados entre si, mas que,
em determinados tipos de discurso, a ideia de relacionamento deve ser expandida
para incluir o vínculo entre verbos, substantivos, advérbios, ordem textual e até
vocabulário específico” (BYRD, 2005, p. 546).

1.2 Como ensinar gramática no contexto

“Em uma comunicação genuína além da sala de aula, a gramática e o contexto


são frequentemente tão intimamente relacionados que escolhas gramaticais
apropriadas só podem ser feitas com referência ao contexto e propósito da
comunicação” (NUNAN, 1998, p.102).
“Algumas vantagens desse método são que os alunos são expostos à língua-
alvo em um ambiente autêntico ou não-autêntico, eles veem ou ouvem a língua-alvo
antes de ter que se concentrar nela” (RIDDELL, 2003, p.46).
Usar diálogos é uma maneira eficaz de ensinar gramática. “O uso de diálogos
no ensino de gramática é útil porque o uso de diálogos geralmente corresponde às
expectativas dos alunos de como a linguagem é usada no mundo real: as pessoas
usam a linguagem principalmente para conversar umas com as outras”
(THORNBURY, 1999, p.76).

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Primeira amostra de aula

Na primeira amostra de aula, Scott Thornbury usa um diálogo roteirizado para


ensinar o presente simples para iniciantes: Na lição, o professor escolheu o seguinte
diálogo gravado de um livro didático para usar como veículo para introduzir o presente
simples com advérbios de frequência, sempre) para um grupo de iniciantes (1999,
p.73).
Joe: What do you do on weekends?
David: well, that depends. During the school year, I usually have to study on
Saturdays.
J: And how about on Sundays?
D: Well, we always have lunch together, you know, the whole family. Then after
lunch, I sometimes go to the park and meet my friends.
J: Oh? What do you do there?
D: We play soccer, take a walk, or just talk. After that, I go out. I usually go to
the movies.
J: How often do you go out of the city?
D: About once a month. My uncle has a small farm in the mountains, so I
sometimes drive up there.
J: That sounds nice. Do you go alone?
D: No, my mom, my two sisters and some of our friends usually go too.
J: But why do you go?
D: A lot of things: green trees, clean air, and no people.
J: Oh, just like LA!
D: Ha! That‘s a good joke.
(adapted from How to Teach Grammar, Scott Thornbury)

Thornbury explica os passos como:

 No primeiro passo, a professora diz à turma que vai fazer uma conversa
entre dois amigos. Ela pede que os alunos fechem seus livros, escutem
a primeira parte da conversa e respondam a esta pergunta: Do que estão
falando? (What are they talking about): last weekend, next weekend, or
every weekend?

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 No segundo passo, uma vez que ela estabeleceu que a conversa é sobre
todo fim de semana, ela pede aos alunos que ouçam toda a conversa e
coloquem essas palavras na ordem em que as ouvem: movies, drive,
soccer, go out, study, lunch, park, walk. (filmes, dirigir, futebol, sair,
estudar, almoçar estacione, ande).

 Na terceira etapa, ela pergunta aos alunos se eles podem dizer-lhe quais
das atividades da lista David faz aos sábados, aos domingos e uma vez
por mês.

 No quarto passo, o professor pede aos alunos que escutem a seguinte


palavra e os combinem com as palavras da lista no quadro: usually,
always, sometimes. (geralmente, sempre, às vezes).
Por exemplo:
usually study
always have lunch
sometimes go to the park

 No quinto passo, a professora pede que os alunos concentrem sua


atenção em duas ou três frases e digam exatamente o que o palestrante
diz.
Por exemplo:
We always have lunch together
I sometimes go to the park.

 No sexto passo, o professor chama a atenção dos alunos para a forma


da estrutura, sublinhando os verbos e explicando que o presente simples
é usado para atividades rotineiras.

 Na sétima etapa, ela pede aos alunos que escrevam mais duas ou três
frases sobre David, usando o padrão de frase acima, ou seja, assunto +
advérbio + verbo + ...

 Na oitava etapa, os alunos ouvem a conversa novamente e verificam


suas respostas para o Passo 7, e na etapa final ela convida os alunos a

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escrever quatro ou cinco frases originais sobre si mesmos usando o
padrão que ela destacou no passo 6 (THORNBURY, 1999, p. 73-74).

O que é importante neste exercício é escolher um texto com uma alta


frequência de instâncias do item de gramática segmentado. Isso ajudará os alunos a
perceber o novo item e poderá levá-los a elaborar as regras por indução”
(THORNBURY, 1999, p. 75).
Por meio de conversas, a gramática pode ser instruída facilmente e facilitará a
aprendizagem das regras pelo aprendiz. Ensinamento comunicativo e ensino de
gramática não são mutuamente exclusivos. Elas se encaixam de mãos dadas” (AZAR,
2006, p.3).

Segunda amostra de aula

Na segunda aula de amostra, David Riddell ensina dois tempos ingleses em


um contexto:
Bertrand is French and he lives and works in the north of France. His English is
very good because he studies it at school and uses it in his job. A few months ago, he
went to San Francisco for the first time to visit some friends he met in France a few
years ago. He stayed for a week and in that time Bertrand and his friends had a very
busy time – they visited Fisherman‘s Wharf, rode the cable cars, saw the sea lions by
Pier 39, ate in a different restaurant every day, walked up the steep hills, and did lots
of shopping in the fantastic department stores. And, of course, they took lots of
photographs. At dinner one evening Bertrand and his friends- Marie, Myrianne and
Norbert- were having dinner when the fire alarm sounded, but the waiters didn‘t seem
to be worried, they just carried on working. Everyone around them carried on eating.
They thought it was so weird, everyone carrying on with their meals even though the
fire alarm was sounding. Bertrand and his friends decided to get out quickly, but just
as they went out of the door they saw a sign by the entrance warning customers that
there was going to be a fire alarm test that evening and they should ignore it. Bertrand
and his friends quietly sat back down again to continue their meal feeling a bit
embarrassed (adapted from Teaching English as a Foreign Language, David Riddell).

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Riddell explica os passos como:

 No primeiro passo, o professor pergunta à classe se alguém já esteve /


gostaria de ir a São Francisco. Se alguém tiver, eles podem dizer aos
outros sobre isso. Se ninguém tem, então eles podem dizer o que eles
imaginam como São Francisco. Alternativamente, o professor mostra
fotos de São Francisco para que a turma fale sobre isso.

 Na segunda etapa, os professores dizem aos alunos que eles vão ler
sobre Bertrand que visitou São Francisco.
Eles leem o texto e respondem as perguntas:
Why did Bertrand visit San Francisco?
How many people was he with?
Why did they stop eating?
Did they finish their meal later?

 Na terceira etapa, o professor destaca a sentença do texto They were


having dinner when the alarm sounded.

 Na quarta etapa, o professor pede aos alunos que encontrem outros


exemplos do passado progressivo e do passado simples no texto, que
os sublinhem e discutam o uso desses tempos em pares ou em
pequenos grupos.

 Na quinta etapa, o professor faz os seguintes pontos. Neste exemplo do


texto, estamos usando duas formas verbais - o passado progressivo
(contínuo) e o passado simples.
O progressivo é ter e o simples é soado. Na sentença, eles começaram
a jantar antes do alarme de incêndio soar, e podem ou não ter
continuado depois. Assim, o simples interrompe o progressivo.

 No sexto passo, o professor pede aos alunos que escrevam frases


usando esses dois tempos (2003, p.43-44).

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Por meio do contexto, os alunos verão melhor o uso de padrões gramaticais, e
o contexto os ajudará a entender como usar formas e estruturas gramaticais. No
contexto a seguir, dois tempos ingleses são apresentados.

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(Adapted from Teaching English as a Foreign Language, David Riddell)

Usando este texto, present perfect and perfect progressive tenses. O professor
destaca as frases perfeitas no texto e seguindo os passos dados acima, esses dois
tempos podem ser apresentados aos alunos de inglês. Uma vantagem de aprender
gramática no contexto, os alunos verão como as estruturas funcionam em sentenças
e como as sentenças são relacionadas umas às outras. Este texto ajudará os alunos
a identificar as diferenças entre esses dois tempos e os alunos terão idéias sobre o
significado desses termos e como eles são usados.

2 ESTRUTURAS E ASPECTOS BÁSICOS DA LÍNGUA INGLESA

A estrutura da língua

Em nossa língua materna, nós adquirimos uma estrutura gramatical na medida


em que crescemos e aprendemos a nos comunicar. Assim, o processo de aquisição
da linguagem materna implica, necessariamente, no processo de aquisição da

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estrutura básica de nosso idioma. Ou seja, falantes nativos de língua portuguesa
nunca fazem enunciados do tipo:
É bonita de casa Alice a.
Sabemos que a ordem natural dos enunciados em nosso idioma é:
Sujeito – verbo – objeto

Muito embora a língua portuguesa nos ofereça uma inúmera variedade de


posicionar o sujeito, o predicado, por contar com preposições e conjunções que
garantem a função gramatical dos elementos do enunciado, há uma ordem lógica que
é implícita à língua e que o falante nativo jamais subverte, sob pena de tornar-se
incompreensível.
Muito bem, na língua inglesa não há formas diferentes para sujeitos e objetos,
necessariamente, mas esses elementos são determinados por sua posição no
enunciado, o que torna a ordem dos elementos nos enunciados muito mais recorrente
que em português.
Como regra geral, em inglês, temos também a seguinte ordem:
Sujeito – verbo(s) – objeto

Assim, podemos ver enunciados simples tais como os expressos no exemplo:

É bem fácil identificar sujeito, verbo e objeto no enunciado acima, não é


mesmo? Mas também existem enunciados mais complexos que podem dificultar um
pouco a nossa compreensão.
Observe o exemplo 2:

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Para o anunciado do exemplo 2, podemos elaborar o seguinte quadro:

O que complica a compreensão desse enunciado? O fato de ele conter objeto


direto, objeto indireto e ainda complementos adverbiais de lugar e de tempo. Esse tipo
de enunciado também não é muito fácil de analisar em português, não é mesmo? Mas
os seus conhecimentos gramaticais de sua língua materna podem ser bem úteis na
leitura de textos em língua estrangeira, pois podem ajudá-lo a compreender as
relações que as palavras estabelecem entre si nos enunciados. Perceba que o nome
de algumas funções gramaticais é muito parecida com a nomenclatura da língua
portuguesa.
O estudo da ordem das palavras é importante, porque há muitas formas
diferentes de organizar as palavras em uma sentença. No entanto, há sempre uma
correspondência, de língua para língua, na organização desses arranjos. Algumas
línguas têm uma organização mais restrita, outras permitem uma maior elasticidade
nessa ordem, mas a maioria das línguas ocidentais usa uma ordem que implica na
relação entre os verbos e seus acompanhantes: sujeito e objeto. Inglês A08 Assim,
há, teoricamente, seis possibilidades básicas de organização das palavras no
enunciado:

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A maioria das linguagens humanas segue as ordens SVO ou SOV, muito
poucas utilizam a ordem VSO. Os demais arranjos são muito raros. O mais difícil para
quem está estudando uma língua estrangeira, é conseguir identificar os elementos do
enunciado, o verbo, o sujeito e o objeto. Assim, treinar essa identificação pode
contribuir muito com a compreensão dos textos. Quando superamos o problema da
identificação dos elementos do enunciado, começamos a observar que diferentes
ordens de enunciados podem surgir a partir de diferentes contextos. Por exemplo, no
Francês, a ordem SVO é muito comum quando os sujeitos são substantivos, mas
quando eles passam a ser pronomes a ordem mais comum é a SOV. Em Alemão é
comum a presença do verbo no meio de orações principais, mas no final de orações
subordinadas. Assim, cada língua varia na ordem mais comum das relações entre as
palavras de um contexto ou outro. Então, observe os enunciados apresentados no
exemplo a seguir.

A ordem é a mesma daquelas que você já identificou nos enunciados expostos


em exemplos anteriores, não é mesmo? O sujeito é seguido pelo verbo que é seguido
pelo objeto. Mas, em inglês, não podemos modificar essa ordem sob pena de
perdermos o sentido da oração. Observe os enunciados do exemplo 4:

15
A ordem alterada no primeiro enunciado do exemplo 4 muda completamente a
função gramatical dos dois elementos, já não é mais “John” o sujeito, ele agora é o
objeto do verbo, portanto, ele não mais vê, e sim, é visto pelo cachorro. Esse tipo de
alteração de sentido também ocorre e é comum em língua portuguesa. Mas observe
o segundo enunciado. A ordem alterada transforma-o em um enunciado esdrúxulo, ou
seja, incorreto do ponto de vista semântico, uma revista não lê e o “Sr. Monk” não tem
ligação com o restante do enunciado.
Por esses exemplos podemos concluir que a ordem das palavras na oração,
em língua inglesa, é rígida, porque nos indica se uma determinada palavra exerce a
função de sujeito ou de objeto. Mas também podemos utilizar o conhecimento sobre
a ordem das palavras para reconhecer se um enunciado é uma declaração ou se uma
questão. Observe o exemplo a seguir:

Você percebe a diferença? No primeiro enunciado, uma oração declarativa, vê-


se a ordem normal da língua, ou seja, S + V + O. No segundo enunciado, o verbo
passou a figurar antes do sujeito, o que indica que já não estamos diante de uma
declaração, mas diante de uma interrogação. O ponto de interrogação ao final da
oração funciona apenas como uma ênfase.

Diferentes tipos de oração

Em qualquer idioma você sabe que uma sentença é um grupo de palavras


expressando um sentido completo. Essas sentenças podem ser nominais ou verbais.
Nesse caso, elas apresentam um sujeito, um verbo e um predicado, que pode ser
nominal, quando há um verbo de ligação cujo predicado apenas caracteriza o sujeito.
Ou pode ser um predicado verbal, quando o predicado é formado a partir de um verbo

16
transitivo (que pede complemento) ou intransitivo (que não pede complemento). Os
verbos se caracterizam por indicar uma ação ou um estado.

O verbo da oração apresentada no exemplo 6 é intransitivo, não necessita de


complemento. O sujeito, determinado pelo artigo definido singular “the”, é “bell”. A
oração é declarativa e o verbo está na terceira pessoa do singular do presente. Mas,
no exemplo a seguir, quem é o sujeito, qual é o verbo?

Na oração apresentada no exemplo 7, o sujeito também é apresentado por um


substantivo acompanhado pelo artigo “The boy”. “Calm” é uma palavra cognata que
caracteriza o sujeito, portanto, o verbo, que está na terceira pessoa do singular do
presente é “is”, um verbo que apenas liga um caracterizador ao sujeito da oração.
As duas orações, nos dois últimos exemplos dados, estão na ordem direta. As
orações declarativas podem ser organizadas, como você já observou, na ordem
Sujeito – Verbo – Objeto, a ordem direta e mais comum na maioria das línguas
ocidentais. Mas você observou, nesta aula e na aula anterior, como a ordem das
palavras pode modificar a intenção comunicativa dos enunciados. Agora, que tal você
observar como se estruturam os diferentes tipos de enunciado?
Há quatro tipos de sentenças:
 Declarativas (declarative),
 Imperativas (imperative),
 Interrogativas (interrogative)
 Exclamativas (exclamatory).
17
Sentenças declarativas, imperativas ou interrogativas podem ser tidas como
exclamativas também se vierem acompanhadas por um ponto de exclamação.

18
Interrogações e Negativas

Você também viu que há várias possibilidades de organização das sentenças.


Mas vamos nos fixar, neste momento, à organização de interrogativas e negativas,
que apresentam elementos caracterizadores bastante fáceis de serem observados.

Orações interrogativas

A forma mais comum de organização das orações interrogativas se faz através


da organização das palavras na frase. As orações interrogativas podem ter o objetivo
de pedir informação, de confirmar ou de negar uma determinada afirmação. Elas
podem começar com wh questions ou podem ser formadas com o verbo auxiliar
do/does/can/ would/should. Elas podem, também, depender da simples troca de
posição do verbo na oração. Nesse caso, o verbo, que normalmente viria após o
sujeito, passa a iniciar a oração, antecedendo o sujeito. Observe o exemplo:

Existem quatro tipos de interrogativas:


 Yes/no questions,
 Alternative interrogatives,
 Wh questions
 Tag questions.

Yes/no questions: São questões que são formuladas para receber apenas as
repostas Yes ou No, por isso o nome.

19
Observe que a primeira sentença do exemplo 14 inicia com o uso do auxiliar
do. A segunda, no entanto, foi feita apenas com a troca da posição do verbo.

Alternative interrogatives: Esse tipo de questão permite mais de uma


possibilidade de resposta, não só Yes ou No.

Aqui você tem o uso de um auxiliar (should) na primeira sentença e na segunda


o uso do auxiliar do. No entanto, ambas as questões possibilitam mais de uma
resposta. A primeira oferece duas alternativas (telephone ou email) a segunda três
alternativas (cake, bread ou cookies).

Wh questions: Esse tipo de pergunta é sempre feito a partir de uma palavra


que inicia com wh. São elas:

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Tag questions: São questões formuladas, geralmente, ao final de uma
sentença declarativa e, em geral, pedem confirmação ou negação da informação que
vem sendo apresentada.

Observe um aspecto interessante das sentenças interrogativas. Existem as


questões diretas e as indiretas. As diretas normalmente invertem a ordem normal do
verbo, colocando-o antes do sujeito, como você já viu. As orações interrogativas
indiretas normalmente não invertem a ordem normal da oração e também não utilizam
o ponto de interrogação ao final da oração.

Orações negativas

A ordem das palavras em sentenças negativas é a mesma que nas sentenças


afirmativas. Com uma única diferença, as negativas são geralmente acompanhadas
por um verbo auxiliar e um advérbio de negação de acordo com a seguinte tabela:

É muito comum, também, o uso contraído da negativa. Nesse caso, você


sempre verá um apóstrofo (‘) substituindo as letras retiradas:

21
No exemplo 19, o termo won’t seria a forma contraída de will not.

3 OS PRONOMES – THE PRONOUNS 2

Pronome é a classe de palavras que acompanha ou substitui um substantivo


ou um outro pronome, indicando sua posição em relação às pessoas do discurso ou
mesmo situando-o no espaço e no tempo.
Os pronomes nos ajudam a evitar repetições desnecessárias na fala e na
escrita. São divididos em:

3.1 Pronomes Pessoais (Personal Pronouns)

Os Pronomes Pessoais referem-se a alguma pessoa, lugar ou objeto específico


e são subdivididos em:
 Pronomes Pessoais do Caso Reto (Sujeito) - Subject Pronouns
 Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo (Objeto) - Object Pronouns.

Caso Reto (Sujeito) Caso Oblíquo (Objeto)


Subject Pronoun Object Pronoun
I (eu) me (me, mim)
you (tu, você) you (lhe, o, a, te, ti, a você)
he (ele) him (lhe, o, a ele)

she (ela) her (lhe, a, a ela)


it (ele, ela [neutro]) it (lhe, o, a)
we (nós) us (nos)
you (vocês, vós) you (vos, lhes, a vocês)
they (eles, elas) them (lhes, os, as)

2 Extraído na íntegra: https://www.solinguainglesa.com.br/conteudo/pronomes1.php


22
Os Pronomes Pessoais do Caso Reto desempenham papel de sujeito (subject)
da oração:

Rachel and I go to the park every day.


(Eu e Raquel vamos ao parque todos os dias.)

She is Brazilian.
(Ela é Brasileira.)

Os Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo desempenham as seguintes funções:

a) Objeto direto ou indireto:


Alfred loves her.
(Alfredo a ama.)

b) Objeto de preposição:
We talked to him last night.
(Nós falamos com ele ontem à noite.)

OBSERVAÇÕES:

 É indispensável que se saiba claramente a diferença


entre sujeito e objeto.

We saw him at the bookstore. (Nós o vimos na livraria)


(s.) (o.)
He saw us at the bookstore. (Ele nos viu na livraria.)
(s.) (o.)

I gave you a flower. (Eu lhe dei uma flor.)


(s.) (o.)

You sent me a letter. (Você me mandou uma carta.)


(s.) (o.)

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 You é Pronome Reto (sujeito/subject pronoun) e também Pronome
Oblíquo (objeto/object pronoun).
You are a beautiful woman. (Você é uma mulher bonita.)
(s.)
He gave some flowers to you. (Ele deu flores a você.)
(o.)

 Em Inglês não há omissão do sujeito como pode ocorrer em Português,


salvo em raríssimas exceções e em linguagem muito informal. No caso
de sujeito inexistente, oculto ou indeterminado, devemos
empregar it, we ou they.

It is easy to play basketball. (É fácil jogar basquete.)


We speak Italian in Italy. (Falamos Italiano na Itália.)
It started to rain. (Começou a chover.)

We will go to the beach in the summer. (Iremos para a praia no verão.)


They always think I am wrong. (Sempre acham que eu estou errado.)

3.2 Possessive pronouns

Os pronomes possessivos no inglês são usados para indicar que algo pertence
a alguém. O “mine”, corresponde ao “I” e significa meu ou minha. Veja os outros a
seguir:

24
Mine —– I [(o)meu, (a)minha)
Yours — You [(o) teu, (a) tua, (o) seu, (a) sua]
His –—— He [(o)/(a) dele]
Hers –—— She [(o)/(a) dela]
Its –—— It [(o)/(a) dele, (o)/(a) dela (neutro)]
Ours –— We [(o) nosso, (a) nossa]
Yours –– You [(o) vosso, (a) vossa, (o) seu, (a) sua]
Theirs –— They (o)/(a) deles, (o)/(a) delas (neutro)]

Exemplos:

 This book is ours.


(Este livro é nosso).

 These cars are mine.


(Estes carros são meus).

Observação:

Os pronomes em inglês não possuem plural, como no português, que é “meu”


no singular e “meus” quando mais de uma coisa me pertence. Sendo assim, o “mine”
e todos os outros possessive pronouns servem tanto para o plural quanto para o
singular.

3.3 Pronomes Reflexivos (The Reflexive Pronouns)

Os Pronomes Reflexivos (Reflexive Pronouns) são usados para indicar que a


ação reflexiva recai sobre o próprio sujeito.
Nesse caso, o pronome vem logo após o verbo e concorda com o sujeito. Estes
pronomes se caracterizam pelas terminações self (no singular) e selves (no plural).
Para cada Pronome Pessoal (Personal Pronoun) existe um Pronome Reflexivo
(Reflexive Pronoun). Na tabela abaixo estão indicados os Pronomes Pessoais
(Personal Pronouns) e os Pronomes Reflexivos (Reflexive Pronouns) aos quais eles
se referem.

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Pronome Pessoal Pronome Reflexivo
Personal Pronouns Reflexive Pronoun

I (eu) myself (a mim mesmo, -me)

you (tu, você) yourself [a ti, a você mesmo(a), -te,-se]

he (ele) himself (a si, a ele mesmo, -se)

she (ela) herself (a si, a ela mesma, -se)

it [ele, ela (neutro)] itself [a si mesmo(a), -se]

we (nós) ourselves [a nós mesmos(as), -nos]

you (vocês, vós) yourselves (a vós, a vocês mesmos(as), -vos,-se)


they (eles, elas) themselves (a si, a eles mesmos, a elas mesmas, -se)

Para entender melhor os Pronomes Reflexivos (Reflexive Pronouns) observem


o que acontece com a ação do verbo nesta frase:
The girl cut the watermelon with a knife.
(A menina cortou a melancia com uma faca.)
- Quem cortou? a menina (the girl)
- O que foi cortado? a melancia (the watermelon)
Nesse exemplo, a ação do verbo recai sobre o objeto, que é a melancia.

Observe, agora, esta outra frase:


The girl cut herself with a knife.
(A garota cortou-se com uma faca.)
- Quem cortou? a garota (the girl)
- O que foi cortado? a garota (the girl)

Nesse exemplo, a ação do verbo recai sobre o próprio sujeito que a praticou.

Observe outros exemplos onde a ação do verbo recai sobre o próprio sujeito
que a pratica e concorda com ele.

26
He hurt himself last week.
(Ele se machucou na semana passada.)

Jane killed herself.


(Jane se matou.)

Take care of yourself!


(Cuide-se!)

Observações:

1- O Pronome Reflexivo (Reflexive Pronoun), em Inglês, também é empregado


para dar ênfase à pessoa que pratica a ação:

Jorge wrote the letter himself.


(O próprio Jorge escreveu a carta.)

I will do my homework myself.


(Eu própria/mesma farei minha lição de casa.)

They raised the children themselves.


(Eles próprios criaram os filhos.)

2- Os Pronomes Reflexivos (Reflexive Pronouns) podem ser precedidos pela


preposiçãoby. Nesse caso, os reflexivos (reflexives) têm o sentido
de sozinho(a), sozinhos(as) (alone). Algumas vezes, a palavra all é
colocada antes de by, servindo então como enfatizante.
Observe os exemplos abaixo:

She was waiting for her husband by herself.


(Ela estava esperando sozinha pelo seu marido.)

She was waiting for her husband (all) by herself.


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[Ela estava esperando (completamente) sozinha pelo seu marido.]

Did you go to the park by yourself?


(Você foi ao parque sozinho?)

Sometimes Richard prefers to be by himself.


(Às vezes Ricardo prefere ficar/estar sozinho.)

She likes making everything by herself.


(Ela gosta de fazer tudo sozinha.)

3- Existem outros tipos de Pronomes Reflexivos (Reflexive Pronouns) que são


chamados de Reflexivos Recíprocos: each other/one other.
Observe a diferença entre os Pronomes
Reflexivos ourselves, yourselves e themselves e os Reflexivos Recíprocos:

Julia and I looked at ourselves in the mirror.


(Julia e eu olhamos para nós mesmas no espelho.)

Julia and I looked each other and started to laugh.


[Julia e eu olhamos uma para a outra (nos olhamos) e começamos a rir.]

Our mother thinks that we should be more careful to each other.


(Nossa mãe acha que deveríamos ser mais cuidosos um com o outro.)

Make sure you and Julia don't hurt yourselves!


(Cuidem-se para que você e Julia não se machuquem!)
Julia and I enjoyed very much ourselves during the party.
(Julia e eu nos divertimos muito durante a festa.)

Julia and I don't see one other every day.


(Julia e eu não nos vemos / não vemos uma a outra todos os dias.)

28
3.4 Pronomes Demonstrativos (Demonstrative Pronouns and Demonstrative
Adjectives)

Os Demonstrative Pronouns servem para apontar, indicar e mostrar alguma


coisa, lugar, pessoa ou objeto.
Esses pronomes podem atuar como adjetivos, antes do substantivo, ou como
pronomes substantivos.
Observe mais detalhadamente os Pronomes Demonstrativos (Demonstrative
Pronouns) listados abaixo:

 THIS - ESTE, ESTA, ISTO

This is my pencil. (demonstrative pronoun)


(Este é o meu lápis.) (pronome demonstrativo substantivo)

This pencil is red. (demonstrative adjective)


(Este lápis é vermelho.) (pronome demonstrativo adjetivo)

 THESE - ESTES, ESTAS

These are your copybooks. (demonstrative pronoun)


(Estes são os teus cadernos.) (pronome demonstrativo substantivo)

These copybooks are new. (demonstrative adjective)


(Estes cadernos são novos.) (pronome demonstrativo adjetivo)

 THAT - AQUELE, AQUELA, AQUILO, ESSE, ESSA, ISSO

That is my house. (demonstrative pronoun)


(Aquela é a minha casa.) (pronome demonstrativo substantivo)

That house is new. (demonstrative adjective)


(Aquela casa é nova.) (pronome demonstrativo adjetivo)

 THOSE - AQUELES, AQUELAS, ESSES, ESSAS

Those are German cars. (demonstrative pronoun)


29
(Aqueles são carros alemães.) (pronome demonstrativo substantivo)

Those cars are expensive. (demonstrative adjective)


(Aqueles carros são caros.) (pronome demonstrativo adjetivo)

Os Adjetivos, em Inglês, não possuem gênero e número. Os


Demonstrativos, com função de adjetivo, são os únicos que concordam em
número com o substantivo que acompanham.

Por exemplo:
Those clothes are expensive.
(Aquelas roupas são caras.)

No exemplo acima, escrito em Inglês, nota-se que apenas o Pronome


Demonstrativo those é que concorda em número com o substantivo que
acompanha, no caso clothes. Pois o adjetivo expensive permanece no singular, já
que os adjetivos não possuem gênero nem número em Inglês.
Os Demonstrativos também podem ser usados:

 Na hora de apresentar alguma pessoa:

Rita, this is my sister, Luciana.


(Rita, esta é a minha irmã, Luciana.)

These are my sisters, Luciana and Carolina.


(Estas são as minhas irmãs, Luciana e Carolina.)

 Ao falar ao telefone:

Hello. This is Vera speaking. Can I talk to Rodrigo?


(Alô. É a Vera quem está falando. Posso falar com o Rodrigo?

Is that you, Rodrigo?


(É você, Rodrigo?)

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IMPORTANTE:

Muitos brasileiros, ao falar em Inglês, caem no erro de usar seguidamente o


Pronome Demonstrativo (Demonstrative Pronoun) this, quando deveriam usar that.
Lembre-se de que os pronomes this/these devem ser usados somente quando a
pessoa ou a coisa a que se referem está muito próxima de quem fala.
Nos demais casos, dê total preferência para o uso
de that/those (principalmente ao that), pois nunca é demais insistir que, além
de aquele, aquela e aquilo, este pronome demonstrativo significa,
também, esse, essa e isso.
Veja os exemplos abaixo:

What is that?
(O que é isso?)
That is the book I want.
(Esse é o livro que eu quero.)
That is it!
(É isso aí!)

Who told you that?


(Quem lhe disse isso?)

That is not the newspaper I wanted.


(Esse não é o jornal que eu queria.)

That is so terrific!
(Isso é tão impressionante!)

Don't forget that!


(Não se esqueça disso!)

31
3.5 Pronomes Demonstrativos (Demonstrative Pronouns and Demonstrative
Adjectives)

Observações:

1- Já vimos que this significa este, esta e isto, porém na expressão, isto é,
o isto é traduzido por that e não por this (that is = isto é).

2- Na Língua Portuguesa, as expressões este um, aquele um são incorretas,


porém, na Língua Inglesa, expressões como this one, these ones, that
one, those ones são corretas e muito usadas com o sentido
de aquele(s), aquela(s), aquilo, este(s), esta(s), isto, esse(s), essa(s), i
sso.
Veja os exemplos abaixo.

This book is mine, that one is yours.


[Este livro é meu, aquele é (o) seu.]

I don't want these apples; I prefer to take those ones.


[Eu não quero estas maçãs, prefiro levar aquelas (maçãs).]

Don't sit on that couch, this one is more comfortable.


[Não sente naquele sofá, este (aqui) é mais confortável.]

Those shirts are mine, these ones are yours.


(Aquelas camisas são minhas, estas são suas.)

VEJA OUTROS DEMONSTRATIVOS:

 SUCH - TAL, TAIS, ESSE, ESSES, ESSA, ESSAS, ISSO, TÃO

We can have animals such as cat and dog in our house.


(Nós podemos ter animais tais como gato e cachorro em nossa casa.)

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I don't want to hear such songs.
[Eu não quero escutar tais (essas) músicas.]

I have never seen such beautiful flowers.


(Eu nunca vi flores tão bonitas.)

Rita is such a beautiful woman.


(Rita é uma mulher tão bonita.)

Observação:

Quando depois de such vier um substantivo no singular, qualificado ou não,


ele deve ser seguido de um artigo indefinido (a, an). Por isso falamos:

Rita is such a beautiful woman. (subst. sing.)

Já no exemplo:

I have never seen such beautiful flowers, não é necessário o artigo indefinido,
pois flowers está no plural.

 THE ONE, THE ONES - O, A, OS, AS, O QUE, OS QUE, A QUE, AS QUE

That was a good play, but the one I saw last weekend was better.
(Essa peça teatral foi boa, mas a que eu vi no fim de semana passado era
melhor.)
Are these pineapples imported from Brazil? The ones I bought last week were
delicious.
(Estes abacaxis são importados do Brasil? Os que eu comprei na semama
passada estavam deliciosos.)

 THE FORMER... THE LATTER - O PRIMEIRO... O SEGUNDO

Princess Diana had two children: William and Harry. The former was born on
June 21, 1982, the latter on September 15, 1984.
(A princesa Daiana teve dois filhos: William e Harry. O primeiro nasceu em 21
33
de Junho de 1982, o segundo em 15 de Setembro de 1984.)

3.6 Pronomes Indefinidos (Indefinite Pronouns and Adjectives)

Os Pronomes Indefinidos (Indefinite Pronouns) podem ser substantivos


(indefinite pronouns), quando os substituem, ou adjetivos (indefinite adjectives),
quando qualificam os substantivos.
Os Pronomes Indefinidos (Indefinite Pronouns) existentes na Língua Inglesa
são os seguintes:

 SOME - ALGUM, ALGO, ALGUNS, ALGUMA, ALGUMAS, UM, UNS, UMA,


UMAS, UM POUCO DE

Some e seus compostos são usados em frases afirmativas. Some também


pode ser usado em frases interrogativas quando se trata de um oferecimento ou
pedido ou quando se espera uma resposta positiva. Este pronome pode ser um
pronome adjetivo (indefinite adjective) ou um pronome substantivo (indefinite
pronoun).

She was hot and I gave her some water.


(Ela estava com calor e eu lhe dei um pouco de água.)

I prefer to forget some things that happened in the past.


(Prefiro esquecer algumas coisas que aconteceram no passado.)

Some exercises are difficult to do.


(Alguns exercícios são difíceis de fazer.)
Would you like some tea?
(Você gostaria de um pouco de chá?)

 SOMEBODY/SOMEONE – ALGUÉM

Somebody/Someone is knocking the door.


(Alguém está batendo na porta.)

34
 SOMETHING - ALGUMA COISA, ALGO

There is something under the bed.


(Há/Tem alguma coisa embaixo da cama.)

I gave her something to drink.


(Eu dei a ela algo para beber.)

 SOMEWHERE - EM ALGUM LUGAR

I saw your keys somewhere.


(Eu vi suas chaves em algum lugar.)

My book should be somewhere in this classroom.


(Meu livro deve estar em algum lugar nesta sala de aula.)

 SOMEHOW - DE ALGUMA MANEIRA, DE ALGUM JEITO

I must get a job, somehow I will get what I want!


(Eu preciso de emprego. De alguma maneira conseguirei o que quero!)

 ANY - ALGUM, ALGUNS, ALGUMA, ALGUMAS, NENHUM, NENHUMA, UM,


UNS, UMA, UMAS, QUALQUER

Any é usado em frases interrogativas e negativas.

Nas frases afirmativas, any é usado quando: aparecer após a palavra if;
significar qualquer; houver palavra de sentido negativo na frase
como seldom, never, rarely, without, etc. Este pronome, assim como some, pode
ser um pronome adjetivo (indefinite adjective) ou um pronome substantivo (indefinite
pronoun).

Do you have any talent for dance?


(Você tem algum talento para a dança?)

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He didn't have any chance.
(Ele não tinha chance alguma.)

If you have any doubt, ask me.


(Se você tiver qualquer / alguma dúvida, pergunte-me.)

I don't have any money on me today.


(Não tenho dinheiro algum comigo hoje.)

Take any book you need.


(Pegue qualquer livro que precisar.)

She rarely has any free weekend.


(Raramente ela tem algum fim de semana livre.)

 ANYBODY / ANYONE - ALGUÉM, QUALQUER UM, NINGUÉM

There isn't anybody upstairs.


(Não há ninguém lá em cima.)

Is there anybody home?


(Há alguém em casa?)

 ANYTHING - ALGUMA COISA, QUALQUER COISA, NADA

I am hungry because I didn't eat anythingthis morning.


(Estou com fome porque não comi coisa alguma / nada hoje de manhã.)

There isn't anything to do in this city.


(Não há coisa alguma / nada para fazer nesta cidade.)

He may buy anything he wants.


(Ele pode comprar qualquer coisa que quiser.)

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 ANYWHERE - EM ALGUM LUGAR, EM QUALQUER LUGAR

Did you see him anywhere?


(Você o viu em algum lugar?)

Your shoes must be anywhere.


(Seus sapatos podem estar em qualquer lugar.)

 ANYWAY - DE ALGUMA MANEIRA, DE QUALQUER JEITO

Please, don't tell me what I have to do, anyway, I will only do what I want.
(Por favor, não me diga o que tenho que fazer, de qualquer maneira, farei
apenas o que quero.)

I will buy the house anyway.


(De qualquer jeito, comprarei a casa.)

 NO (PRONOME ADJETIVO) - NENHUM, NENHUMA

I have no money in my wallet.


(Não tenho dinheiro nenhum na minha carteira.)

 NONE (PRONOME SUBSTANTIVO) - NENHUM, NENHUMA

- Do you have any poetry book?


- No, I have none.

- Você tem algum livro de poesia?


- Não, não tenho nenhum.

 NOBODY / NO ONE - NINGUÉM

Nobody/No one knows what our secret is.


(Ninguém sabe qual é o nosso segredo.)

Nobody/No one knows him.


(Ninguém o conhece.)
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 NOTHING - NADA

I have nothing to say.


(Não tenho nada a dizer.)

There was nothing in the fridge.


(Não havia nada na geladeira.)

 NOWHERE - NENHUM LUGAR

She is nowhere in this park.


(Ela não está em lugar nenhum deste parque.)

Observações:
A Língua Inglesa não admite dupla negativa nas orações, coisa muito comum
e, às vezes, obrigatória em nosso idioma. Enquanto, em Português, falamos:
Não tenho nada a dizer.

na Língua Inglesa se diz:

I have nothing to say.


ou ainda, em Inglês, pode-se dizer:

There isn't anything to do in this city.

o que, literalmente, significa:

Não há coisa alguma para fazer nesta cidade.

Deste modo, concluímos que, na língua Inglesa, há duas maneiras de elaborar


orações com pronomes indefinidos, evitando a dupla negativa:

I don't have any money on me today.


(Não tenho dinheiro nenhum comigo hoje.)
ou
38
I have no money on me today.
(Não tenho dinheiro nenhum comigo hoje.)

3.7 Pronomes Relativos (Relative Pronouns)

Os pronomes relativos podem exercer a função de sujeito ou objeto do verbo


principal.
Lembre-se de que quando o pronome relativo for seguido por um verbo, ele
exerce função de sujeito. Caso o pronome relativo for seguido por um substantivo ou
pronome, ele exerce função de objeto.

 Quando o antecedente for pessoa e o pronome relativo exercer a função de


sujeito do verbo, usa-se who ou that.

The boy who / that arrived is blond.


(O menino que chegou é loiro.)

 Quando o antecedente for pessoa e o pronome relativo exercer a função de


objeto do verbo, usa-se who, whom, that ou pode-se omitir (-) o pronome
relativo. Contudo, essa omissão só pode ocorrer quando o relativo exercer
função de objeto. Lembre-se de que na linguagem informal pode-se
empregar who em vez de whom.

The girl who / whom / that / (-) I saw in the beach was beautiful.
(A menina que vi na praia era bonita.)

 Quando o antecedente for coisa ou animal e o pronome relativo exercer a


função de sujeito do verbo, usa-se which ou that.

The cat that / which is in the garden belongs to my sister.


(O gato que está no jardim pertence à minha irmã.)

The brown guitar that / which was on the table is mine.


(O violão marrom que estava em cima da mesa é meu.)

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Observação:
O pronome who também pode referir-se a animais (mas apenas animais que
tenham nomes ou são conhecidos, como Lassie, por exemplo).

 Quando o antecedente for coisa ou animal e o pronome relativo exercer a


função de objeto, usa-se which, that ou pode-se omitir (-) o pronome relativo.

The brown guitar which / that / (-) he was playing belongs to me.
(O violão marrom que ele estava tocando pertence a mim.)
The cat which / that / (-) I saw in the garden was mewing.
(O gato que eu vi no jardim estava miando.)

LEMBRE-SE: Quando o pronome relativo for seguido por um verbo, ele exerce função
de sujeito. Caso o pronome relativo seja seguido por um substantivo, artigo, pronome ou
outra classe de palavra, ele exerce função de objeto.

USA-SE APENAS O PRONOME THAT:

a) Quando houver dois antecedentes (pessoa e animal ou pessoa e coisa):


I know the singers and the songs that she mentioned.
(pessoa) (coisa)
(Conheço os cantores e as músicas que ela mencionou.)

b) Após adjetivos no superlativo, first e last:


She is the sweetest woman that I have ever met.
(superlativo)
(Ela é a mulher mais dócil que já conheci.)

The last time that I saw him was in May.


(A última vez que o vi foi em Maio.)
The first thing that you have to do is call the police.
(A primeira coisa que você tem que fazer é ligar para a polícia.)

40
c) Após all, only, everything, none, some, any, no e seus compostos.
She ate something that we never saw.
(Ela comeu algo que nós nunca vimos.)

LEMBRE-SE: Os pronomes relativos só podem ser omitidos quando funcionam como objeto,
nunca quando exercem função de sujeito.

 O pronome relativo whose (cujo, cuja, cujos, cujas) estabelece uma relação de
posse e é usado com qualquer antecedente. Esse pronome é sempre seguido
por um substantivo e nunca pode ser omitido.
The cat whose owner is my sister was in the garden.
(O gato cuja dona é minha irmã estava no jardim.)

 O pronome relativo where (onde, em que, no que, no qual, na qual, nos quais,
nas quais) é usado para se referir a lugar ou lugares.
The place where I live is far from here.
(O lugar onde moro é / fica longe daqui.)

 O pronome relativo when (quando, em que, no qual, na qual, nos quais, nas
quais) é usado referindo-se a dia(s), mês, meses, ano(s), etc.
I will always remember the day when we met each other.
(Sempre me lembrarei do dia em que nos conhecemos.)

We will get married when you get a job.


(Nós iremos casar quando você conseguir um emprego.)

 What (o que) pode ser usado como pronome relativo e pode exercer função
de sujeito ou objeto.
I don't know what happened yesterday.
(Não sei o que aconteceu ontem.)

What is this?
(O que é isto?)

41
3.8 Os Interrogativos (Pronomes e Advérbios) Question Words (Pronouns
and Adverbs)

Os Interrogativos (Question Words) são usados para se obter informações


específicas. As perguntas elaboradas com eles são chamadas wh-questions, pois
todos os interrogativos, com exceção apenas de how (como), começam com as
letras wh.
Na maior parte dos casos, os Interrogativos (Question Words) são colocados
antes de verbos auxiliares ou modais.

WHO WHICH WHY


WHOM WHAT WHEN
WHOSE WHERE WHEN

Vamos estudar cada um dos Interrogativos (Question Words).

 WHO - QUEM (FUNÇÃO: SUJEITO)


Who is that tall man?
(Quem é aquele homem alto?)

Who told you these lies?


(Quem lhe contou estas mentiras?)

 WHOM - QUEM (FUNÇÃO: OBJETO)


With whom did you go to the park?
(Com quem você foi ao parque?)
Whom did you meet at the beach?
(Quem você encontrou na praia?)

To whom were you speaking last night?


(Com quem você estava falando ontem à noite?)

 WHOSE - DE QUEM
Whose is that dog? (ou Whose that dog is?)
(De quem é aquele cachorro?)
42
Whose is this pen? (ou Whose this pen is?)
(De quem é esta caneta?)

 WHICH - QUAL, QUAIS


Which of those girls is your girlfriend?
(Qual daquelas meninas é a sua namorada?)

Which are the best libraries of this city?


(Quais são as melhores livrarias desta cidade?)

Which t-shirt do you prefer: the yellow one or the blue one?
(Qual camiseta você prefere: a amarela ou a azul?)

 WHAT - O QUE, QUE


What time is our flight?
(Que horas é o nosso voo?)

What were you doing in the bank?


(O que você estava fazendo no banco?)

What do you want to drink?


(O que você quer tomar?)

 WHERE - ONDE
Where do you live?
(Onde você mora?)
Where does your mother work?
(Onde sua mãe trabalha?)

Where are we having dinner tonight?


(Onde iremos jantar esta noite?)

 WHY - POR QUE


Why were you crying?
(Por que você estava chorando?)

43
Why are you late?
(Por que você está atrasado?)

Why didn't she talk to him?


(Por que ela não falou com ele?)

 WHEN - QUANDO
When they got married?
(Quando eles casaram?)

When did you finish the college?


(Quando você terminou a faculdade?)

When will she return to her town?


(Quando ela voltará para sua cidade?)

3.9 Elementos para evitar a repetição - One/Ones

Estes elementos são usados para evitar a repetição de um substantivo já


mencionado. Geralmente são precedidos por um determinante: a, an, another, the,
this, that. Veja os exemplos abaixo:
These chocolates are delicious. Would you like a chocolate?
(Estes chocolates são deliciosos. Você gostaraia de um chocolate?)

Usando os elementos para evitar a repetição, a frase acima é escrita da


seguinte maneira:
These chocolates are delicious. Would you like one?

 ONE (singular)

Which pair of glasses do you want?


This one (= glass).
Qual óculos você quer?
Quero este (= óculos).

44
In which drugstore did you buy these remedies?
The one in front of my house.

Em qual farmácia você comprou estes remédios?


Naquela (farmácia) que se localiza em frente à minha casa.

I found this book. Is the one you lost?


Encontrei este livro. É o (livro) que você perdeu?

I didn't like the black boot, I prefered the brown one.


Não gostei da bota preta, preferi a (bota) marrom.

This plate is dirty. Can I have a clean one?


Este prato está sujo. Posso pegar um (prato) limpo?

 ONES (plural)

Which flowers do you want: the red ones or the white ones?
Quais flores você quer: as (flores) vermelhas ou as (flores) brancas?

Which shoes are yours?


The blue ones.

Quais são os seus sapatos?


Os (sapatos) azuis.

Don't buy these strawberries. Buy the other ones.


Não compre estes morangos. Compre aqueles outros.

These trains go to London. Those ones go to Liverpool.


Estes trens vão para Londres. Aqueles (trens) vão para Liverpool.

45
 A ... ONE

O artigo indefinido a é usado quando a palavra substitutiva (one ou ones) for


acompanhada de adjetivo. Caso a palavra substitutiva não esteja acompanhada de
adjetivo, o artigo indefinido a não deve ser usado.

She wants a dog. She would like a small one with brown hair.
She wants a dog. She would like one with brown hair.
(NOT ... a one with a brown hair.)

Ela quer um cachorro. Gostaria de um (cachorro) pequeno com pêlo marrom.


Ela quer um cachorro. Gostaria de um (cachorro) com pêlo marrom.

 WHICH (ONE), THIS (ONE), ...

Após which, this, that, another, either, neither e superlativos a palavra


substitutiva (one ou ones) pode ser omitida.
Mas lembre-se, ela deve estar posicionada imediatamente após estas
expressões para que possa ocorrer a omissão.

Which (one) would you prefer?


We should see another (one).

This (one) looks great.

Either (one) will talk to me.


My daughter is the slimmest (one).

 UNCOUNTABLE NOUNS - SUBSTANTIVOS INCONTÁVEIS

Não se usa a palavra substitutiva (one ou ones) para referir-se a


substantivos incontáveis. Veja:
If you like tea I'll give you some (tea). (NOT ... some one)

46
 ONE / ONES

Não são usados caso estejam posicionados imediatamente depois


de: pronomes possessivos adjetivos e substantivos, número e some, several, a
fewe both.

Take your book and pass me mine. (NOT ... pass me my one)
(Pegue o seu livro e me passe o meu.)
Are there any oranges? Yes, Cristina bought some yesterday. (NOT ... Cristina
bought some ones yesterday.)
[Há laranjas? Sim, Cristina comprou algumas (laranjas) ontem.]

I would like to see both. (NOT ... both ones)


(Eu gostaria de ver os dois/ambos.)

How many pants did she buy? She bought four. (NOT ... four ones.)
[Quantas calças ela comprou? Ela comprou quatro (calças).]

Atenção:

ONE/ONES SÃO USADOS APÓS PRONOMES POSSESSIVOS ADJETIVOS


E SUBSTANTIVOS, NÚMEROS E SOME, SEVERAL, A FEW E BOTH, CASO
HOUVER ADJETIVO.
Observe os exemplos abaixo:

Which shirt are you going to wear?


I'm going to wear my new one. (NOT ... my new.)
(adj.)

Qual camisa você vai usar?


Vou usar a minha (camisa) nova.

Are there any oranges?


Yes, Cristina bought some sweet ones yesterday.
(adj.)
47
(NOT ... some sweet yesterday.)
[Há laranjas? Sim, Cristina comprou algumas (laranjas) doces ontem.]

 NOUN MODIFIERS (SUBSTANTIVOS MODIFICADORES / SUBSTANTIVO


AUXILIAR)

Em Inglês, podemos colocar dois substantivos juntos. O primeiro substantivo é


chamado de substantivo adjunto auxiliar e é usado como adjetivo para
modificar/qualificar o segundo substantivo. O primeiro substantivo quase sempre se
encontra no singular, pois segue a regra dos adjetivos que diz que, em Inglês,
permanecem no singular. Com isto, é importante lembrar que geralmente não se usa
ONE/ONES após substantivos modificadores.
Veja alguns exemplos de noun modifiers:

Do you prefer coffee cups or tea cups? (NOT ... tea ones.)
(Você prefere xícaras de café ou xícaras de chá?)

I've lost my wrist watch.


(Perdi meu relógio de pulso.)

I bought a table lamp yesterday.


(Comprei uma lâmpada de mesa ontem.)

David takes the school bus to school.


(David pega o ônibus escolar para a escola.)

I have to buy some baby clothes to my child.


(Tenho que comprar algumas roupas de bebê para meu filho.)

 THAT OF

Geralmente, ONE/ONES não são usados após substantivos que se encontram


no Caso Possessivo. Omite-se a palavra substitutiva ou se faz a construção com that
of/those of. Esta construção é bastante formal.
Exemplo:
48
A Mathematics's class is easier than a Chemistry's class. (NOT ... than a
Chemistry's one.)
(Aula de Matemática é mais fácil do que aula de Química.)

A Mathematics's class is easier than that of a Chemistry.


(Aula de Matemática é mais fácil do que aula de Química.)

4 ARTICLES3

Hey you, what’s up? Há quem diga que os artigos em inglês são bem fáceis,
pois basta colocar the, a ou an antes dos substantivos. Parece até um sonho, mas
quando lembramos que toda construção gramatical possui várias regras, o pesadelo
começa. Afinal, o que realmente são os artigos? Para que servem? Quais são os
tipos? Quando usá-los e quando não usá-los?

4.1 O que são artigos?

Os artigos, assim como no português, são aquelas palavrinhas que vem antes
do substantivo com o objetivo de indicar se a pessoa está falando de uma coisa,
pessoa, animal em específico ou não. Analise:

Ele é um cara legal. [existem vários caras legais, ele é apenas mais um.]
Ele é o cara legal que te falei. [existem vários caras legais, mas este aqui é um
em especial que havia falado para você.]

Esse “um” é um artigo indefinido e o “o” é um artigo definido. Seus equivalentes


no inglês são:
a / an – artigo indefinido
the – artigo definido

Não se preocupe, você não terá que desvendá-los sozinho. Explicarei cada
um abaixo.

3 Extraído na íntegra: < https://www.englishexperts.com.br/artigos-em-ingles/>


49
Artigos indefinidos: A / An

Os artigos indefinidos, como o próprio nome já diz, são utilizados com a função
de dar uma ideia de indefinição para o substantivo, ou seja, que aquilo que foi dito
(seja pessoa, coisa, animal, objeto) não é específico e sim algo comum e
generalizado.

That’s such a cute dog!


[Aquele é um cachorro tão fofo!]

I would like to have an apple for dessert.


[Eu queria uma maçã de sobremesa.]

He’s a student.
[Ele é um estudante.]

Is there an elevator in this building?


[Existe um elevador neste prédio?]

A e An são artigos no singular. Podem ser traduzidos como um ou uma, mas


fique atento, não quer dizer que um significa um e o outro significa uma, ambos
podem ter os dois significados. A diferença entre a/an não está na tradução e sim na
forma que são utilizados nas frases.
Utilizamos o artigo a antes de substantivos que se iniciam com sons de
consoante:
a car [um carro]
a city [uma cidade]
a pen [uma caneta]
a teacher [uma professora]

Importante: Lembre-se que são os sons, pois haverá substantivos escritos


com vogais, mas que possuem sons de consoante:
A university [uma universidade] – a letra u tem som de you, portanto o som não
é de vogal e sim da consoante y.

50
A one man’s land [uma terra de um homem] – a palavra one tem som de won,
portanto o som não é de vogal e sim da consoante w.
Utilizamos o artigo an antes de substantivos que se iniciam com sons de
vogal:
an apple [uma maçã]
an elephant [um elefante]
an elevator [um elevador]
an octopus [um polvo]

Importante: novamente, lembre-se que são os sons, pois haverá substantivos


escritos com consoantes, mas que possuem sons de vogais:

I’ll be there an hour before the meeting.


[Eu estarei lá uma hora antes da reunião.]
a palavra tem a letra h muda, então o som é de our, que é de vogal e não de
consoante.

Artigo definido: The


Ao contrário dos artigos indefinidos, os artigos definidos são utilizados com a
função de dar uma ideia de definição para o substantivo, ou seja, que aquilo que foi
dito (seja pessoa, coisa, animal, objeto) é específico e não algo comum e
generalizado.

This is the cute dog I told you the other day.


[Este é o cachorro fofo que te falei outro dia.]

I would like to have the apple for dessert.


[Eu gostaria de comer a maçã de sobremesa.]

He’s the student of St. Mary School.


[Ele é o estudante da St. Mary School.]

I’ll take the elevator.


[Eu pegarei o elevador.]
51
The é um artigo no plural e no singular, que pode ser traduzido como o, a, os,
as. Utilizamos o the em várias situações:
1. Quando já falamos de um assunto anteriormente ou desejamos delimitar
um assunto.
2. Quando falamos de algo que é único, seja em todo o mundo ou em uma
situação restrita.
3. Quando utilizamos um substantivo no singular, mas desejamos referir a
toda uma categoria, grupo ou espécie.
4. Quando falamos de países que possuem as palavras republic, kingdom,
states, ou que são países no plural.
5. Quando falamos de referências geográficas, como rios, oceanos, mares,
florestas e montanhas.
6. Quando falamos de nomes de jornais, obras de arte, prédios ou pontos
de referências.
7. Quando indicamos posse com o uso da preposição of.
8. Quando queremos nos referir a uma família inteira (geralmente por seu
sobrenome).

Exemplos:
I went to the dentist.
[Eu fui ao dentista.]

The Sun is the biggest star.


[O Sol é a maior estrela.]

The Brazilian are very happy.


[Os brasileiros são muito felizes.]
My favorite country is the United States.
[Meu país favorito são os Estados Unidos.]

The Amazon is the most famous river of Brazil.


[O Amazonas é o rio mais famoso do Brasil.]

52
The New York Times is the oldest newspaper in New York.
[O New York Times é o jornal mais antigo em Nova Iorque.]

That’s the notebook of my father.


[Aquele é o caderno do meu pai.]

The Simpsons are so funny!


[Os Simpsons são muito divertidos!]
Quando não utilizamos os artigos?
Há algumas situações em que o uso dos artigos é desnecessário:

1. Quando falamos de nomes próprios.


2. Quando falamos de substantivos incontáveis.
3. Quando falamos de datas comemorativas.

Exemplos:
Brenda is very cool.
[A Brenda é muito legal.]

Water is very important for hydration.


[A água é muito importante para a hidratação.]

Christmas is my favorite holiday.


[O Natal é meu feriado favorito.]

5 ARTIGOS INDEFINIDOS DO INGLÊS: COMO E QUANDO UTILIZAR

Para começar quero fazer uma breve revisão sobre os artigos. Os artigos são
palavras que precedem os substantivos para determiná-los ou indeterminá-los. Em
inglês existem três tipos de artigos: the, a e an. O primeiro é usado para indicar seres
definidos, conhecidos da pessoa que fala ou escreve. Já “a” e “an” indicam os seres
de modo vago, impreciso. Portanto, indefinido.

53
Em “I like to eat (a) banana for lunch” o artigo “a” é obrigatório. Essa é uma
daquelas formações que usamos de forma tão natural que raramente paramos para
questionar. Existe uma regra no inglês que diz que nós não podemos
usar substantivos contáveis no singular isoladamente.
Banana é contável e está no singular, portanto a palavra deve ser precedida
por um artigo, um pronome etc. Para evitar o uso do artigo você poderia dizer “I like
to eat bananas for lunch”. Por quê?
Acertou se respondeu que é permitido usar substantivos contáveis no plural
isolados, como no exemplo: “Dogs are man’s best friend”. Aqui estamos falando da
espécie cachorro por isso podemos usar a palavra dessa forma. Vou falar mais sobre
isso em uma outra oportunidade.
A segunda frase “I like (a) small cat” isoladamente não faz muito sentido. Se eu
entendi bem a intenção é dizer “Eu gosto de (ou adoro) gato pequeno”, sendo assim
em inglês talvez ficaria melhor a frase “I like small cats”. Conforme dito no parágrafo
anterior não é necessário (e nem permitido) utilizar artigo nesse caso.
Já que estamos falando de artigos indefinidos em inglês quero chamar a
atenção para um ponto muito importante: quando usar o “a” e o “an”. Tem muito
professor por aí ensinando que devemos usar o “a” antes de consoantes e o “an” antes
de vogais. Depois ensina que palavras como hour e university são exceções, pois elas
não seguem a regra.

5.1 Para quê complicar se podemos simplificar?

Quem define o uso do “a” e “an” é o som (em destaque para ninguém
esquecer). Se o som é de vogal usamos “an”. Se for consonantal então usamos “a”.
No caso clássico “a university”, o “u” tem som de “y” como em yes /jes/
ou yellow /ˈjeloʊ/. Quem tiver a curiosidade de consultar os símbolos fonéticos dessas
duas palavras vai perceber que elas começam com o símbolo “j”, isso serve para
ajudar a memorizar.

Cf. Aprenda sobre os símbolos fonéticos

Por que dizemos “an hour” e “a house”?

54
Como dito anteriormente quem manda é o som. Veja a representação fonética
das duas palavras:
hour – ˈaʊər (a – vogal)
house – haʊs (h – consoante)
Acho que isso responde à questão.

5.2 Uso do artigo indefinido antes de adjetivo em inglês

Quando há um adjetivo antes do substantivo ao qual o artigo indefinido se


refere, as regras são as mesmas dos substantivos?

Por exemplo, na frase: You are (a/an) unforgettable girl.


O substantivo "girl" levaria "a" pela regra, enquanto o adjetivo "unforgettable"
levaria "an".

6 VERB TENSES4

O essencial dos tempos do presente em inglês. Saiba como distinguir e utilizar


os tempos verbais da língua inglesa.

6.1 Os verbos fundamentais

Os tempos verbais, verb tenses em inglês, são cruciais para comunicarmos


corretamente e para percebermos as mensagens que nos querem transmitir.
Se os verbos são fundamentais para transmitirmos a ideia de ação, são os
tempos verbais – verb tenses – que ajudam a clarificar a mensagem. O tempo verbal
diz-nos se se trata de uma ação atual, a decorrer, passada ou que irá ocorrer; quando
algo existiu ou aconteceu, etc.
Em inglês, há três tempos principais: o presente, o passado e o futuro.

4 Extraído na integra: <https://www.e-konomista.pt/artigo/verb-tenses/>


55
PRESENT TENSES: OS TEMPOS DO PRESENTE

1. Simple Present ou Present simple


Exemplo: I work; She works;

2. Present Continuous
Exemplo: I am working; She is working;

3. Present Perfect
Exemplo: I have worked; She has worked;

4. Present Perfect Continuous


Exemplo: I have been working; She has been working.

Fonte: www-konomista.pt

 SIMPLE PRESENT
O present simple ou simple present é geralmente utilizado para referir:

1. Factos simples e verdades aceites como tal:


I love chocolate;
Sarah has a doll.

2. Leis naturais ou científicas:


Cows give milk;
The sun shines.

56
3. Ações repetidas e habituais:
I go out every Friday night with my friends;
It always rains here in winter.
Dica: aplica-se em frases nas quais, geralmente, são utilizadas expressões
como: generally, always, usually, often, every week, twice a week, etc.

4. Situações futuras planeadas e relacionadas com viagens, transportes


públicos, horários em geral:
The train arrives in Lisbon at 7 p.m;
When does the film begin?

 PRESENT CONTINUOUS
O present continuous utiliza-se geralmente para expressar:

1. Uma ação que decorre no momento:


I am reading a book now;
She is playing cards at the moment.
Dica: aplica-se em frases nas quais, geralmente, são utilizadas expressões
como: now, right now, at the moment, at presente, at this moment, etc.

2. Continuidade:
I am speaking English much better now.

3. Projetos pessoais num futuro próximo:


She is arriving in Porto next month.

4. Situações de mudança:
The weather is getting worse.

 PRESENT PERFECT
Este é um dos tempos de uso mais habitual em inglês. O present perfect liga o
passado ao presente, referindo-se a um tempo indefinido. Emprega-se geralmente
para:
1. Expressar uma ação que ocorre num tempo indefinido:
57
I’ve seen her;
I’ve bought a car.

2. Com for, since e how long para ações iniciadas no passado e que
continuam até ao presente:
I’ve worked with him for two months;
She has been ill since Christmas.

3. Com just para exprimir uma ação que acaba de completar-se:


I’ve just written a book.
Dica: aplica-se em frases nas quais, geralmente, são utilizadas expressões
como: recently, lately, ever, never, already, this week, etc.

 PRESENT PERFECT CONTINUOUS


Este tempo usa-se nos mesmos sentidos que o presente perfect, com os
mesmos advérbios e expressões, no entanto, utiliza-se principalmente com verbos
que exprimem uma ação que dura e se prolonga no tempo, tais como: expect, learn,
live, sleep, stand, stay, wait, work, etc. Exemplos:

I have been living here for two weeks (= I have lived here for two weeks);
I have been working all day.

Fonte: www.e-konomista.pt

58
 PAST TENSES: TEMPOS DO PASSADO
Relativamente aos tempos de passado, e de forma sucinta, referir que o past
simple or simple past é utilizado para enunciar situações que aconteceram no
passado, que estão datadas no tempo e/ou concluídas, etc. Exemplos:
I met Sarah yesterday;
We ate a huge breakfast this morning;
He went to school for three years;
My family lived in Oxford in the 1980s.

 FUTURE TENSES: TEMPOS DO FUTURO


Relativamente ao futuro (formado com “will” ou “shall” mais o verbo no infinitivo,
sem “to”), este é usado para anunciar situações vindouras, que são esperadas ou
prováveis de acontecer; para dar ou pedir informações; fazer promessas ou ameaças,
etc. Exemplos:

She will love me;


I’ll write that report on Thursday;
I think she’ll retire soon;
If it’s hot I’ll go swimming later;
I’ll call you soon.

Os tempos verbais, verb tenses em inglês, não se esgotam por aqui, no


entanto, poderá começar pelo essencial, por esta divisão dos tempos de presente,
passado e futuro, com foco e treino nos tempos de presente.

Verb Tense Past Tenses (tempos Present Tenses Futura Tenses


Chart passados) (tempos presentes) (tempos futuros

SIMPLE TENSES Past Simple: fala sobre Present Simple: Future Simple:
(usados de forma ação completada, ou expressa hábitos, ações indica ação ou
geral para ações hábito no que ocorrem “sempre” alguma ocorrência
simples, passado. Icleaned my (mesmo que por período que não aconteceu
frequentes ou room last night. limitado) e ainda (e deve
repetidas, gostos Sujeito + Past verb + gostos. Iclean my room acontecer no
e fatos em geral) Objeto / Advérbio every day. futuro). I will
Passive form: My Sujeito + Verbo + Objeto / cleanmy room

59
roomwas cleaned last Advérbio tomorrow.
night. Passive form: My room is Sujeito + will + Verbo
cleaned every day. + Objeto / Advérbio
Passive form: My
room will be
cleanedtomorrow.
CONTINUOUS Past Continuous: Present Future Continuous:
OR expressa uma ação ou Continuous: indica uma expressa uma ação
PROGRESSIVE processo que estava ação ou um processo que ou processo que
TENSES acontecendo está acontecendo no estará ocorrendo em
(usados de forma continuamente no momento da fala. algum momento
geral para ações passado. I am cleaning my room futuro.
que estão I was cleaning my room right now. I will be cleaning my
ocorrendo – ou this morning (when the Sujeito + am/is/are + room (when the
estavam, ou phone rang). Verbo-ING + Objeto / phone rings).
estarão – por um Sujeito + was/were + Advérbio Sujeito + will be +
período) Verbo-ING + Objeto / Passive form: My room is Verbo-ING + Objeto /
Advérbio being cleaned right now. Advérbio
Passive form: My Passive form: (não
roomwas being se usa para este
cleaned this morning tense e exemplo
(when the phone rang). específicos)
PERFECT Past Perfect: fala de Present Perfect: Future Perfect:
TENSES uma ação que foi expressa ação que indica ação que terá
(usados de forma completada em um ocorreu no passado em sido completada
geral para momento passado, antes momento indefinido, ou antes de uma outra
comunicar uma de outra ação ocorrer. ação que começou no ação ocorrer.
ação que terminou I had already cleanedmy passado e ainda continua I will have
– ou tinha room (when the phone até o momento. cleanedmy room by
terminado, ou terá rang). I have alreadycleaned my the time the phone
terminado – antes Sujeito + had + Advérbio room. rings.
de um momento + particípio do Verbo Sujeito + have/has + Sujeito + will have +
específico) Passive form: My particípio do Verbo + particípio do Verbo +
roomhad already been Objeto Objeto
cleaned (when the Passive form: My Passive form: My
phone rang) room has alreadybeen room will have been
cleaned. cleaned by the time
the phone rings.
PERFECT Past Perfect Present Perfect Future Perfect
CONTINUOUS Continuous: fala de Continuous: indica uma Continuous: fala de

60
OR uma ação no passado ação que começou em uma ação que terá
PROGRESSIVE que começou antes de algum ponto do passado acontecido por algum
TENSES um certo momento e e é contínua ou repetida, tempo e ainda não
(usados para continuou até aquele e pode ou não já ter sido estará completa em
ações contínuas momento. completada. um certo momento
que terminaram – I had been cleaning my I have been cleaningmy futuro.
ou tinham room for an hour when room for an hour. I will have been
terminado, ou the phone rang. Sujeito + have/has been + cleaning my room
terão terminado – Sujeito + had been + Verbo-ING + Objeto for an hour when the
antes de um Verbo-ING + Objeto Passive form: (não se usa phone rings.
momento Passive form: (não se para este tense e Sujeito + will have
específico) usa para este tense e exemplo específicos) been + Verbo-ING +
exemplo específicos) Objeto
Passive form: (não
se usa para este
tense e exemplo
específicos)

7 FORMAS DE SUBSTANTIVO E ADJETIVO5

(Nouns and adjectives)

Vamos dar uma olhada na forma adjetiva dos substantivos. Essas palavras
ajudarão você a construir seu vocabulário e, com sorte, impedirão você de usar a
palavra errada no contexto errado. Isso faz o seu inglês parecer muito estranho
quando você usa um adjetivo em vez de um substantivo (ou vice-versa). Dê uma
olhada nisso, na maior parte completo, A-Z e, em seguida, escolha as palavras
corretas para completar as dez frases abaixo.

“She is inteligente” or “she is intelligence?”

5 Extraido na íntegra: < https://www.ecenglish.com/learnenglish/lessons/noun-and-adjective-forms>


61
NOUN ADJECTIVE
Anger Angry
Beauty Beautiful
Craziness Crazy
Danger Dangerous
Ease Easy
Familiarity Familiar
Guilt Guilty
Happiness Happy
Intelligence Intelligent
Juice Juicy
Kindness Kind
Luck Lucky
Misery Miserable
Nature Natural
Offence Offensive
Pain Painful
Question Questionable
Romance Romantic
Strength Strong
Truth True
Ugliness Ugly
Violence Violent
Warmth Warm
Youth Young
Zeal Zealous

7.1 Adjectives: Forms

Da gramática inglesa hoje.


Ao contrário de muitos outros idiomas, os adjetivos em inglês não mudam
(concordam) com o substantivo que eles modificam:
All new foreign students are welcome to join the clubs and societies.
Not: All new foreigns students …
Every room was painted in different colours.
Not: … in differents colours.

62
7.2 Identificando adjetivos

Não há regra geral para fazer adjetivos. Sabemos que são adjetivos geralmente
pelo que fazem (sua função) em uma sentença. No entanto, alguns finais de palavras
(sufixos) são típicos de adjetivos.

SUFFIX EXAMPLES

-able, -ible comfortable, readable, incredible, invisible

-al, -ial comical, normal, musical, industrial, presidential

-ful beautiful, harmful, peaceful, wonderful

-ic classic, economic, heroic, romantic

-ical aeronautical, alphabetical, political

-ish British, childish, Irish, foolish

-ive, -ative active, alternative, creative, talkative

-less endless, motionless, priceless, timeless

-eous, -ious, -ous spontaneous, hideous, ambitious, anxious, dangerous, famous

-y angry, busy, wealthy, windy

Aviso
Adjetivos terminados em -ic e -ical muitas vezes têm significados diferentes:
The economic policy of this government has failed.
A diesel car is usually more economical than a petrol one.
Formação de adjetivos a partir de outras palavras

63
Suffixes

Alguns adjetivos são feitos de substantivos e verbos pela adição de sufixos.

noun adjective

hero heroic

wind windy

child childish

beauty beautiful

Verb adjective

read readable

talk talkative

use useful

like likeable

I hate windy days.


San Francisco is a very hilly place.

Algumas palavras terminadas em -ly pode ser tanto adjetivos quanto advérbios.
These include daily, early, monthly, weekly, nightly, yearly:

Adjective: She gets a weekly payment from her parents. (She gets money
every week.)

Adverb: I pay my rent weekly. (I pay my rent every week.)

Algumas palavras que terminam em -ly podem ser tanto adjetivos quanto
advérbios. Estes incluem: costly; cowardly, deadly, friendy, likely, lonely, oily, orderly,
scholarly, silly, smelly, timely, ugly, woolly.

We enjoyed the trip to America but it was a costly holiday.


Oily fish is very healthy because it contains omega 3.

64
Prefixes

Prefixos, tais como un-, in-, im-, il- e ir- mudam o significado de adjetivos.
Adicionar esses prefixos torna o significado negativo:
un- in- ir-
fair – unfair active – inactive responsible – irresponsible
happy – unhappy appropriate – inappropriate regular – irregular
sure – unsure complete – incomplete reducible – irreducible

in- il-
balance – imbalance legal – illegal
polite – impolite legible – illegible
possible – impossible logical – illogical

Adjetivos: comparativo e superlativo


Muitos adjetivos de uma sílaba têm finais para mostrar o comparativo e o
superlativo.

base form comparative superlative


fine finer finest
young younger youngest
small smaller smallest

Alguns adjetivos de duas sílabas que terminam em uma sílaba átona também
têm esses finais.

base form comparative superlative


easy easier easiest
funny funnier funniest
gentle gentler gentlest

No entanto, não usamos esses finais com adjetivos de duas sílabas que
terminam em uma sílaba tônica nem com adjetivos mais longos com mais de duas
sílabas. Os comparativos e superlativos desses adjetivos são formados usando mais
e mais.

65
base form comparative superlative
more complete most complete
complete
Not: completer Not: completest
more interesting most interesting
interesting
Not: interestinger Not: interestingest

Adjetivos: com -ing e -ed (interessante, interessado)


Usamos as formas -ing e -ed de verbos regulares e irregulares como adjetivos:
-ing forms

verb example
annoy My brother is five and he’s so annoying.
amaze The Grand Canyon is an amazing place.
boil Be careful! That’s boiling water!
Excite This film is not very exciting, is it?

-ed forms

verb example
bore Why do teenagers always look bored?
pack James Bond movies are always action-packed.
smoke Not everyone likes smoked salmon.
make My dress is hand-made. I really like it.
teach My Master’s degree was a taught course.
excite I feel excited about my new job.

Adjetivos com terminações -ing e -ed possuem significados diferentes.

-ing adjectives -ed adjectives


-ing adjectives describe the effect -ed adjectives describe how a person feels
The meeting was very boring. I felt bored at the meeting.
That was an exciting game. We were really excited about the game.
It was shocking to see what the storm had We were shocked to see what the storm had done
done to the house. to the house.

66
8 PREPOSIÇÃO (PREPOSITIONS)6

As preposições em inglês (prepositions) são termos que funcionam como


conectivos das orações. São muito importantes para conectar as palavras de uma
frase sejam substantivos ou pronomes, estabelecendo uma ligação entre elas. Sendo
assim, as preposições completam o sentido das frases.

8.1 Significados das preposições

As principais e mais utilizadas preposições em inglês são:


In - dependendo do contexto pode significar: dentro de; em; de; no e na.
On - dependendo do contexto pode significar: sobre a; em cima de; acima de;
em; no; na.
At - dependendo do contexto pode significar: à; em; na; no.
To - dependendo do contexto pode significar: para; a.
For - dependendo do contexto pode significar: para; durante; por.

8.2 Regras e exemplos

A melhor maneira de dominar o uso das preposições é atentar às regras


gramaticais e exercitar seus usos. Confira a explicação abaixo e saiba quando usar
at, in, on, to e for.

In
A preposição in é utilizada nos seguintes casos:

1- Para indicar tempo, seja o ano, o mês, as estações do ano ou uma parte do
dia.
Exemplos:
I study in the morning.
(Eu estudo de manhã.)

6 Extraído na íntegra: <https://www.todamateria.com.br/preposicoes-em-ingles/>


67
He plays soccer in the afternoon.
(Ele joga futebol de tarde.)

Her birthday is in October


(O aniversário dela é em outubro.)
My nephew was born in 2012.
(Meu sobrinho nasceu em 2012.)

We always visit Rio de Janeiro in the summer.


(Nós sempre visitamos o Rio de janeiro no verão).

Pay Attention!
(Preste atenção!)

Nessa regra existe uma exceção em relação ao termo “night”. Nesse caso, a
preposição utilizada é o “at”, por exemplo: at night (à noite).

2- Para indicar lugar, seja uma cidade, um país ou um local específico.


Exemplos:
in Brazil (no Brasil).
in São Paulo (em São Paulo).
in the kitchen (na cozinha).
in the house (na casa).

Obs: "in the" significa: no, na, nos ou nas.

On

A preposição on é utilizada nos seguintes casos:

1- Para indicar tempo. No entanto, diferentemente do “in” ela é usada para


datas específicas.
Exemplos:
on May 11th (em 11 de maio).
68
on Tuesdays and Thursdays (às terças e quintas).
VEJA TAMBÉM: Meses do ano em inglês

Pay Attention!
Todos os dias da semana em inglês são precedidos pela preposição “on”:

on Sunday: no domingo.
on Monday: na segunda-feira.
on Tuesday: na terça-feira.
on Wednesday: na quarta-feira.
on Thursday: na quinta feira.
on Friday: na sexta-feira.
on Saturday: no sábado.

2- Para indicar lugares e objetos. Todavia, diferentemente do “in” ela é usada


para locais e objetos que possuem uma superfície. Nesse caso, ela
significa em cima de (sobre a).
Exemplos:
on the table (em cima da/na mesa).
on the couch (em cima do/no sofá).
on the bed (em cima da/na cama).

3- Para referir meios eletrônicos onde informações são disponibilizadas.


Exemplos:
I read that information on the company’s website.
(Eu li aquela informação no site da empresa.)
Don’t believe everything you see on the Internet.
(Não acredite em tudo que você lê na Internet.)
The diretor can’t talk to you now because he is on the phone.
(O diretor não pode falar com você agora pois está ao telefone.)

4- Para indicar nomes de ruas ou avenidas.


Exemplo:

69
I live on Valadares Street.
(Eu moro na rua Valadares.)

Entretanto, se ao endereço for acrescido o número, utiliza-se o "at":


Exemplo:
I live at 300, Valadares Street.
(Eu moro no número 300 da rua Valadares.)
Obs: “on” junto com o artigo the (o, a, os, as), ou seja, "on the", significa no, na,
nos ou nas.

At
A preposição at é utilizada nos seguintes casos:

1) Para indicar horários


Exemplo:
at 9 am (às 09:00).
at 10 pm (às 22:00).
at 5 o'clock (às cinco horas).

2) Para indicar locais específicos.


Exemplos:
at school (na escola).
at the café (no café).
at Dani’s house (na casa da Dani).

Obs: “at” acompanhado do artigo the (o, a, os, as), ou seja, "at the", significa
no, na, nos ou nas.

To
A preposição to é utilizada nos seguintes casos:

1) Para indicar movimento, posição, destino ou direção.


Exemplo:
We are going to Canada.
70
(Nós vamos para o Canadá).

2) Para indicar duração de tempo (início e fim de um período).


Exemplo:
I studied Portuguese from 1999 to 2005.
(Eu estudei português de 1999 até 2005).

3) Para indicar distância.


Exemplo:
It’s about 2 blocks from the supermarket to her place.
(São cerca de 2 quarteirões do supermercado até a casa dela).

4) Para indicar comparação entre coisas.


Exemplo:
I prefer going to the movies to staying at home.
(Eu prefiro ir ao cinema do que ficar em casa).

5) Para indicar o motivo ou propósito.


Nesse caso, a preposição é seguida de verbo.
Exemplo:
We go out to relax and have fun.
(Nós saímos para relaxar e nos divertir).

For
A preposição for é utilizada nos seguintes casos:

1) Para indicar duração de tempo.


Exemplo:
I’ve worked at school for four years.
(Trabalhei na escola por quatro anos).

2) Para indicar finalidade ou função de algo. Nesse caso, geralmente é seguido


de gerúndio.
Exemplo:

71
A shaver can is used for shaving the beard.
(Um barbeador é usado para fazer a barba).

3) Para indicar benefício ou favor.


Exemplo:
Exercisin is very good for the health.
(Fazer exercícios é muito bom para a saúde).

4) Para indicar motivo ou propósito. No entanto, diferentemente do “to” ele é


seguido de substantivo.
Exemplo:
This area is for guests only.
(Esta área é só para convidados).

To e For
Preposições de tempo (Time prepositions)

As preposições de tempo são termos utilizados para indicar alguns momentos


relativos ao tempo em que ocorrem:
After: após; depois de.
Exemplo: She generally plays tennis after class.
(Ela geralmente joga tênis depois da aula.)

Before: antes de; perante.


Exemplo: He will wash the car before they begin the trip.
(Ele lavará o carro antes de eles começarem a viagem).

For: por.
Exemplo: I have studied English for eight years.
(Eu estudei inglês por oito anos.)

From: de.
Exemplo: I will work from 8 to 11.
(Eu trabalharei das 8h às 11h.))
72
During: durante.
Exemplo: Stop talking during the movie!
(Pare de conversar durante o filme!)

Since: desde.
Exemplo: We have been friends since 1989.
(Nós somos amigos desde 1989.)
Until/Till: até; até que.
Exemplo: I have to study this subject over and over until/till I understand it.
(Tenho que estudar essa disciplina mais e mais até entendê-la.)

Up to: até.
Exemplo: Up to now he hasn’t called. Yet.
(Até agora ele ainda não ligou.)

8.3 Preposições de lugar

(Place prepositions)

As preposições de lugar (ou posição) são utilizadas para indicar o local de


determinadas pessoas e/ou objetos no espaço. Confira abaixo as mais utilizadas:

73
About: por, nas proximidades de. Exemplo: Plastic cups have been
left about the area by soccer fans. (Copos plásticos foram deixados na área pelos
torcedores de futebol.)

Observação:

About também pode significar: sobre; a respeito de; acerca de; relativo a.
Exemplo: They were talking about the teacher.
(Eles estavam conversando sobre a professora.)

Above: acima.
Exemplo: The bird was hovering above the rice field.
(O pássaro estava voando sobre o campo de arroz.)

Across: do outro lado; atravessar.


Exemplo: He parked the car across de street.
(Ele estacionou o carro dele do outro lado da rua.)

Against: contra; junto.


Exemplo: The fly flew against the window.
(A mosca voou contra a janela.)

All over: em toda parte.


Exemplo: There are roses all over the room.
(Há rosas em toda parte da sala.)

Along: ao longo de.


Exemplo: In the morning, I like to walk along the beach.
(De manhã, eu gosto de caminhar ao longo da praia.)

Among: entre.
Exemplo: The kid hid among the trees.
(A criança se escondeu entre as árvores.)

74
Around: em torno de; nas redondezas.
Exemplo: There are many nice restaurants around the university.
(Há muitos restaurantes legais em torno da universidade.)

As far as: até.


Exemplo: As far as I know, they are not sisters.
(Até onde eu sei, elas não são irmãs.)

Behind: atrás.
Exemplo: The rabbit is behind the basket.
(O coelho está trás da cesta.)

Below: abaixo.
Exemplo: My grade is below average.
(Minha nota está abaixo da média.)

Beside: ao lado de.


Exemplo: The hospital is beside the gallery.
(O hospital é ao lado da galeria.)

Besides: além de.


Exemplo: Besides being a teacher, she is also a translator.
(Além de ser professora, ela também é tradutora.)

Between: entre.
Exemplo: My school is between a store and a drugstore.
(Minha escola é entre uma loja e uma farmácia.)

Beyond: além de.


Exemplo: There is a beach beyond the bridge.
(Há uma praia além da ponte.)

75
By: ao lado de.
Exemplo: I love that restaurant by your company.
(Adoro aquele restaurante ao lado da sua empresa.)

Close to: perto de.


Exemplo: I am looking for a health club close to my house.
(Estou procurando uma academia perto da minha casa.)

Down: indica direção para baixo.


Exemplo: She went up the stairs.
(Ela subiu as escadas.)

Far from: longe de.


Exemplo: Her new house is far from the city.
(A casa nova dela é longe da cidade.)

In front of: em frente de.


Exemplo: There’s a subway station in front of my building.
(Há uma estação de metrô em frente ao meu prédio.)

Inside: dentro; do lado de dentro.


Exemplo: We’d better wait inside the building because it’s raining.
(É melhor aguardarmos dentro do prédio pois está chovendo.)

Into: em; dentro de.


Exemplo: He put his toys into the box.
(Ele colocou os brinquedos dele dentro da caixa.)

Near: perto de.


Exemplo: The park is near the beach.
(O parque é perto da praia.)

76
Next to: ao lado de; perto.
Exemplo: The publishing house is next to the hospital.
(A editora é ao lado do hospital.)

Off: (para) longe de, (para) fora de.


Exemplo: They left him off the Project.
(Eles o deixaram fora do projeto.)

Onto: para cima.


Exemplo: The cat jump onto the box.
(O gato pulou para cima da caixa.)

Opposite: do lado oposto; na frente de; em frente a.


Exemplo: They were standing opposite one another.
(Eles estavam de pé um de frente para o outro.)

Out of: fora de.


Exemplo: The tools are out of the box.
(As ferramentas estão fora da caixa.)

Outside: fora; do lado de fora.


Exemplo: The kids are playing outside.
(As crianças estão brincando do lado de fora.)

Over: sobre, por cima de;


Exemplo: Because of the storm, we had to fly over the clouds.
(Devido à tempestade, tivemos que voar por cima das nuvens.)

Round: ao redor de.


Exemplo: The area round the office was full of police officers.
(A área ao redor da escola estava cheia de policiais.)

77
Through: através.
Exemplo: She was looking through the window.
(Ela estava olhando através da janela.)

Throughout: em todo o.
Exemplo: She wrote in first person throughout the text.
(Ela escreveu em primeira pessoa em todo o texto.)

To: para.
Exemplo: I will send a postcard to them.
(Enviarei um cartão-postal para eles.)

Towards: no sentido de; em direção a.


Exemplo: He was driving towards the city center.
(Ele estava dirigindo na direção do centro da cidade.)

Under: sob; debaixo.


Exemplo: My shoes were under the bed.
(Meus sapatos estavam embaixo da cama.)

Up: indica direção para cima.


Exemplo: He went up the stairs.
(Ele subiu as escadas.)

Pay Attention!
Algumas preposições podem ser utilizadas tanto para indicar tempo (ou
duração) como lugar (ou posição, movimento e direção). Isso vai depender do
contexto ao qual estão inseridas. Veja abaixo alguns exemplos:

After
Tempo: He is going to school after lunch.
(Ele vai para a escola depois do almoço).
Lugar: We were walking after her.
(Estávamos andando atrás dela).
78
At
Tempo: I will pay that bill at the end of the year.
(Eu vou pagar aquela conta no final do ano).
Lugar: I live at 400 Park Avenue.
(Eu moro na Park Avenue, nº 400).

Before
Tempo: Before she goes, let me call him.
(Antes de ela ir, deixe-me ligar para ele).
Lugar: The father was standing before her, waiting for the truth.
(O pai estava em frente à ela, esperando a verdade).

By
Tempo: By this time next year I will be working from home.
(A esta altura no ano que vem vou estar trabalhando de casa).
Lugar: The shopping mall is by the supermarket.
(O shopping é ao lado do supermercado).

From
Tempo: I will be in the bank from 6 am on.
(Eu estarei no banco das seis horas da manhã em diante).
Lugar: They flew from Madrid to São Paulo in ten hours.
(Eles voaram de Madrid a São Paulo em dez horas).

In
Tempo: The house will be ready in three months.
(A casa estará pronta em três meses).
Lugar: Porto is in the north of Portugal.
(Porto é no norte de Portugal).

On
Tempo: We will have dinner with my family on Réveillon.
(Nós vamos jantar com minha família no Réveillon).

79
Lugar: The pen is on the table.
(A caneta está em cima da mesa).

To
Tempo: I studied Spanish from 2000 to 2005.
(Eu estudei espanhol de 2000 a 2005).
Lugar: I was going to the supermarket when I saw the girl.
(Eu estava indo para o supermercado quando vi a menina).

9 SEMÂNTICA7

(Semantics)

Substantivo (funcionando como singular)

1. O ramo da linguística que lida com o estudo do significado, mudanças de


significado e os princípios que governam a relação entre sentenças ou
palavras e seus significados

2. O estudo das relações entre signos e símbolos e o que eles representam

3. Lógica

a) O estudo de interpretações de uma teoria formal

b) O estudo da relação entre a estrutura de uma teoria e seu objeto

c) (De uma teoria formal) Os princípios que determinam a verdade ou


falsidade de sentenças dentro da teoria, e as referências de seus termos

7 Extraído na íntegra: <https://www.collinsdictionary.com/dictionary/english/semantics>


80
9.1 O que a semântica estuda?8

A semântica é o estudo do significado, mas o que queremos dizer com


"significado"?
O significado recebeu diferentes definições no passado.

Significado = Conotação?

Significa simplesmente o conjunto de associações que uma palavra evoca, é o


significado de uma palavra definida pelas imagens que seus usuários conectam a ela?
Assim, 'inverno' pode significar 'neve', 'trenó' e 'vinho quente'. Mas e alguém
morando na Amazônia? Seu "inverno" ainda está úmido e quente, então seu
significado original é perdido. Porque as associações de uma palavra nem sempre se
aplicam, foi decidido que esta não poderia ser toda a história.

Significado = Denotação?

Também foi sugerido que o significado de uma palavra é simplesmente a


entidade no mundo a que essa palavra se refere. Isso faz todo o sentido para
substantivos próprios como "Nova York" e "Torre Eiffel", mas há muitas palavras como
"sing" e "‘altruism’" que não têm uma coisa sólida no mundo a que estão
conectadas. Portanto, o significado também não pode ser inteiramente denotação.

Significado = extensão e intenção

Assim, o significado, na Semântica, é definido como sendo:


Extensão: The thing in the world that the word/phrase refers to, plus
A coisa no mundo a que a palavra / frase se refere

Intensão: The concepts/mental images that the word/phrase evokes.


Os conceitos / imagens mentais que a palavra / frase evoca.

8 Extarído na íntegra: <http://all-about-linguistics.group.shef.ac.uk/branches-of-


linguistics/semantics/what-does-semantics-study/>.
81
Como o significado funciona na linguagem: O estudo da semântica analisa
como o significado funciona na linguagem e, por isso, usa com frequência intuições
de falantes nativos sobre o significado de palavras e frases para basear a
pesquisa. Todos nós entendemos a semântica já em um nível subconsciente, é como
nos entendemos quando falamos.

Como a maneira em que as palavras são colocadas cria significado: Uma


das coisas que a Semântica analisa, e é baseada, é como o significado da fala não é
apenas derivado dos significados das palavras individuais reunidas, como você pode
ver no exemplo abaixo.

O Princípio da Composicionalidade diz que o significado da fala é a soma dos


significados das palavras individuais mais a maneira pela qual elas estão organizadas
em uma estrutura.

As relações entre palavras

82
A semântica também analisa as maneiras pelas quais os significados das
palavras podem ser relacionados uns aos outros. Aqui estão algumas das maneiras
pelas quais as palavras podem ser semanticamente relacionadas:

 Sinonímia - Palavras são sinônimas / sinônimos quando podem ser usadas


para significar a mesma coisa (pelo menos em alguns contextos - as palavras
raramente são totalmente idênticas em todos os contextos).
Begin and start, Big and large, Youth and adolescent.
Comece e comece, grande e grande, juventude e adolescente.

 Antonymy Words são antônimos de um outro quando têm significados opostos


(again, at least in some contexts). Big and small,
Come and go, Up and down.

 Polissemia - Uma palavra é polissêmica quando tem dois ou mais significados


relacionados. Neste caso, a palavra toma uma forma, mas pode ser usada para
significar duas coisas diferentes. No caso da polissemia, esses dois
significados devem ser relacionados de alguma forma, e não devem ser dois
significados completamente diferentes da palavra.
Bright (shining) and bright (intelligent).
Mouse (animal) and mouse (computer hardware).

 Homofonia - A homofonia é semelhante à polissemia porque se refere a uma


única forma de palavra com dois significados, no entanto, uma palavra é um
homófono quando os dois significados não são relacionados. Morcego
(mamífero voador) e morcego (equipamento desportivo).Caneta (instrumento
de escrita) e caneta (pequena gaiola).
Bat (flying mammal) and bat (sports equipment).
Pen (writing instrument) and pen (small cage).

As relações entre sentenças

83
As sentenças também podem se relacionar semanticamente umas com as
outras de várias maneiras diferentes.

 Paráfrase - Paráfrases têm as mesmas condições de verdade; se uma for


verdadeira, a outra também deve ser verdadeira.
The boys like the girls’ and ‘the girls are liked by the boys’,
"Os garotos gostam das garotas" e "as garotas são queridas pelos garotos",

‘John gave the book to Chris’ and ‘John gave Chris the book’.
"John deu o livro para Chris" e "John deu a Chris o livro".

 Acarretamento mútuo - Cada frase deve ser verdadeira para que o outro seja
verdadeiro.
John is married to Rachel’ and ‘Rachel is John’s wife’
"John é casado com Rachel" e "Rachel é a esposa de John"

‘Chris is a man’ and ‘Chris is human’.


"Chris é um homem" e "Chris é humano".

 Implicação assimétrica - Apenas uma das frases deve ser verdadeira para que
o outro seja verdadeiro, mas essa frase pode ser verdadeira sem que a outra
sentença tenha necessariamente que ser verdadeira.
‘Rachel is John’s wife’ entails ‘John is married’ (but John is married does not
entail Rachel being his wife),
'Raquel é esposa de João' implica 'João é casado' (mas João é casado não
implica que Raquel seja sua esposa),

‘Rachel has two brothers’ entails ‘Rachel is not an only child’ (but Rachel not
being an only child does not entail Rachel having two brothers).
'Raquel tem dois irmãos' Raquel não é filha única '(mas Rachel não é filha
única) não implica Rachel ter dois irmãos).

 Contradição - As sentenças contradizem-se quando uma frase é verdadeira e


a outra não pode ser verdadeira.
‘Rachel is an only child’ and ‘Rachel’s brother is called Phil’,
84
‘Rachel é filha única" e "O irmão de Rachel se chama Phil",

‘Alex is alive’ and ‘Alex died last week’.


"Alex está vivo" e "Alex morreu na semana passada".

Ambiguidade

Um dos aspectos de como o significado funciona na linguagem é a


ambiguidade. Uma frase é ambígua quando tem dois ou mais significados possíveis,
mas como a ambiguidade surge na linguagem? Uma frase pode ser ambígua por um
dos seguintes motivos:

 Ambiguidade Léxica: Uma sentença é lexicalmente ambígua quando pode ter


dois ou mais significados possíveis devido a palavras polissêmicas (palavras
que têm dois ou mais significados relacionados) ou palavras homofônicas (uma
única palavra que tenha dois ou mais significados diferentes).
Exemplo de sentença lexicalmente ambígua:

‘Prostitutes appeal to the Pope. This sentence is ambiguous because the word
‘appeal’ is polysemous and can mean ‘ask for help’ or ‘are attractive to’.

Prostitutas apelam ao papa.


Essa frase é ambígua porque a palavra "apelo" é polissêmica e pode significar
"pedir ajuda" ou "é atraente para".

 Ambiguidade Estrutural: Uma sentença é estruturalmente ambígua se puder ter


dois ou mais significados possíveis devido às palavras que ela contém poderem
ser combinadas de maneiras diferentes que criam diferentes significados.
Exemplo de sentença estruturalmente ambígua:
Enraged cow injures farmer with axe.
vaca enfurecida machuca fazendeiro com machado.

Nessa sentença, a ambigüidade surge do fato de que o 'com machado' pode


se referir ao fazendeiro, ou ao ato de ferir sendo executado (pela vaca) 'com o
machado'.

85
9.2 Semântica no campo da linguística

A semântica analisa essas relações na linguagem e analisa como esses


significados são criados, o que é uma parte importante da compreensão de como a
linguagem funciona como um todo. Compreender como o significado ocorre na
linguagem pode informar outras sub-disciplinas, como a aquisição de linguagem, para
nos ajudar a entender como os falantes adquirem um senso de significado e
Sociolinguística, pois a conquista de significado na linguagem é importante na
linguagem em uma situação social.
A semântica também é informada por outras sub-disciplinas da linguística,
como a Morfologia, pois a compreensão das próprias palavras é essencial para o
estudo de seu significado, e a sintaxe, que pesquisadores em semântica usam
extensivamente para revelar como o significado é criado na linguagem. a linguagem
é estruturada é fundamental para o significado.

10 FUNDAMENTOS DA ABORDAGEM INSTRUMENTAL

O que é a Abordagem Instrumental para Leitura?

É interessante iniciar este tópico dizendo que, lia-se para adquirir informação
cultural, erudita e acadêmica; depois, como um suporte para a expressão oral (entre
outros a aquisição de vocabulário) e, finalmente, hoje se discute a leitura a partir de
diferentes motivações e utilidades, segundo cada caso, e isso deve ser levado em
consideração na hora de se propor o estudo. Em termos de processo, começou-se
valorizando o texto como única fonte da informação (bottom-up). Em um momento
inverso, passou-se a priorizar a visão do leitor, suas experiências e seu sentir com a
relação ao mundo e ao texto (top-down). As propostas do modelo interacional de
leitura (MOITA LOPES, 1996) veio unir as duas tendências ascendentes e
descendentes de aproximação do texto e valorizando a negociação dos significados.
Assim sendo, o material lido passa a trazer uma grande carga de informação, onde o
leitor ativa seus esquemas: sistêmicos (níveis sintáticos e lexicais) e esquemáticos
(conhecimento de mundo ) (MOITA LOPES, 1990). A leitura segundo a abordagem
instrumental vem contribuir para um ensino de habilidade comunicativa dentro de uma
86
área específica relevante para uma necessidade acadêmica, profissional ou
ocupacional. Essa leitura poderá ser enfocada obedecendo:

1. A predição do que irá ser lido no texto através de fotos, títulos, layout
etc.;

2. A compreensão geral do texto entendo que o leitor não deve ler palavra
por palavra;

3. O enfoque do vocabulário através dos cognatos (palavras transparentes)


incentivando o leitor a inferir as palavras do texto. (O uso do dicionário
como o último recurso para iniciantes). Em palestra proferida no Instituto
de Letras da UERJ (novembro /98), a Profª. Dra. Maria Antonieta Alba
Celani, Coordenadora Nacional do Projeto de Inglês Instrumental da
PUC/SP, afirmou que a abordagem instrumental da leitura pode ser
resumida da seguinte maneira:

 Aprendizagem direcionada para tarefas;


 Aprendizagem centrada no aluno;
 Aprendizagem de vocabulário técnico;
 Aprendizagem de estratégias (predição, inferência, skimming, scanning
etc.);
 Aquisição de conteúdo em LE;
 Aprendizagem de habilidades lingüísticas;
 Uso da LM;
 Uso da experiência prévia do aluno;
 Constatação do caráter exterior à sala de aula;
 Utilização do texto como veículo de comunicação e não como objeto
lingüístico;
 Identificação das habilidades comunicativas de uma área relevante, a
partir de necessidades profissionais ou acadêmicas;
 Oferecimento ao aluno da rota mais curta para alcançar os objetivos;
 Indissolubilidade de língua, conteúdo e habilidades operacionais;
 Importância das atividades e estabelecimentos das tarefas pelo objetivo.

87
O professor de leitura na abordagem instrumental, a título de sugestão, poderá
orientar o seu trabalho em três fases: pré-leitura, leitura e pós-leitura.

Pré-Leitura - Esta fase é caracterizada pela sensibilização do aluno em relação


aos possíveis significados na leitura com base em hipóteses: 1- ativar o conhecimento
prévio de mundo; 2- estimular o aluno a observar ilustrações, desenhos, fatos, mapas,
tabelas, gráficos, etc.; 3- explorar títulos e subtítulos; 4- ativar o pré-conhecimento do
aluno em relação à organização textual, observando o cabeçalho, a introdução de
cartas e a distribuição gráfica do texto, que permite identificá-lo como uma receita, um
manual de instruções ou uma propaganda, entre outros. 5- Evidenciar a leitura como
uma prática sócio – interacional.

Leitura - Nesta etapa, o aluno mantém uma relação entre seu conhecimento
de mundo, de organização textual e de elementos sistêmicos. O professor aciona as
estratégias de leitura já conhecidas pelo aluno em língua materna, destacando os
elementos lingüísticos e lexicais semelhantes/diferentes aos da LM. É evidente que,
para o aluno atingir o nível de compreensão detalhada, o mais complexo da leitura,
ele terá que aprofundar o seu conhecimento sistêmico. Ele deverá também aprender
a adivinhar o significado de palavras por meio de dicas/pistas e aprender que nem
todas as palavras são essenciais para se entender um texto.

Pós-Leitura - Nesta fase, o professor deverá criar atividades que levem o aluno
a pensar sobre o texto, criticando-o, muito embora a leitura crítica deva ser estimulada
em todas as fases a fim de que haja uma interação entre o mundo do leitor e as idéias
do autor.

11 A LEITURA

A leitura é importante e está muito presente no nosso dia-a-dia. Sempre lemos


com um propósito; para obter informações (jornais e revistas), operar máquinas e
equipamentos (manuais de instrução), identificar componentes e prazos de validade
(rótulos de produtos), interagir com as pessoas (e-mails, cartas, msn), inserir

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informações solicitadas (formulários), lazer e distração (romances, contos e poesias).
A leitura é um processo de construção de significados e não uma mera transmissão
de informação, visto que um mesmo texto pode ser interpretado de maneiras
diferentes por diferentes leitores.
São muitas as ações no ato da leitura, podemos usar diferentes estratégias
para a análise de um texto, como consulta ao dicionário, ao professor, ao colega, o
uso do conhecimento para interpretar o texto e o uso de imagens.
Segundo estatísticas, o uso de imagens ativa o intelecto e a parte afetiva.
Ajuda-nos a recordar:
 10% do que lemos;
 20% do que ouvimos;
 30% do que vemos;
 90% do que fazemos.
(Seymour O’Connor)

As estratégias de leitura mais conhecidas são: scanning e skimming.

Scanning: significa dar uma lida rápida; folhear um jornal, livro ou revista.
Os objetivos são a organização e estruturação do texto. O leitor está
procurando uma informação específica.

Example: She scanned the magazine for new types of dress.

Skimming: significa ler rapidamente ou superficialmente um jornal, livro


ou revista. O objetivo é a exploração dos aspectos afetivos da interação
entre escritor e leitor. O leitor está em busca do sentido geral do texto.
Example: They skimmed the book during his lunch.

Sugestões de estratégias que podemos utilizar nas aulas de leitura:

 Consultar o dicionário.
 Prever o conteúdo através do título ou ilustrações.
 Fazer uma leitura rápida e responder a algumas perguntas.
 Ensinar algumas palavras-chaves.
 Dar atividades pós-leitura como completar uma tabela de nomes.
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 Fornecer um texto incompleto e pedir para fazer o final.
 Discutir tópicos do texto antes da leitura.

12 OS NÍVEIS DE LEITURA

Em todo processo de leitura, existem vários níveis de compreensão.

Compreensão geral

Essa compreensão é obtida através de uma leitura rápida, que consiste em


passar os olhos no documento todo para captar as informações genéricas de um texto.
O leitor, num primeiro momento, deve procurar entender qual é o assunto geral.

Compreensão dos pontos principais

O segundo nível de compreensão requer da parte do leitor maior atenção para


localizar as informações principais do texto, observando cada parágrafo sem, contudo,
entrar nos detalhes para identificar os dados específicos que mais interessam ao
leitor.

Compreensão intensiva e detalhada

Enquanto os níveis de compreensão anteriores visam um entendimento parcial,


este visa, não somente uma compreensão do sentido global de um texto, como
também de seus detalhes, exigindo uma leitura mais minuciosa. Em resumo, num
primeiro momento, faz-se uma leitura que possibilita a formulação de hipóteses
globais sobre o conteúdo do texto e, numa segunda etapa, passa-se a uma leitura
integral, linear ou não. Estimula-se, então, a formulação de hipóteses mais finas, de
ordem semântica, que intervêm para ajudar a reconstruir o significado do texto. Assim,
é importante o leitor desenvolver a habilidade de leitura para, primeiramente, extrair a
idéia geral, e depois entender o texto de modo detalhado. Cada nível descrito acima
corresponde a uma fase da leitura que recorre a estratégias e técnicas específicas as
quais, entretanto, podem ser usadas nas vanas etapas da leitura, dependendo
essencialmente do objetivo do leitor. Enfim, é importante ressàltar que para obter uma

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compreensão detalhada e crítica de um texto, é absolutamente necessário o leitor
adquirir o domínio dessas estratégias.

13 TÉCNICAS DE ENSINO DE ESCRITA, LEITURA E CONVERSAÇÃO:


APRENDENDO MANEIRAS DE ENSINAR

(Techniques in teaching writing, reading and speaking skills: learning ways of


teaching)

 Pratique as expressões

Uma ótima maneira de ensinar inglês é incorajando os iniciantes a praticarem


e a usarem frases comuns. Elas são importantes, já que seus alunos não entenderão
o significado de muitas delas se ficarem dependendo apenas do sentido literal das
palavras.

 Peça que os estudantes repitam as frases e as usem até que se sintam


confortáveis para colocá-las em uma conversa.

 Comece com algumas sentenças comuns, como: "never mind", "no


doubt" ou "make believe".

 Forneça aos alunos uma lista de expressões com as quais trabalhar.

 Ensine a construção básica de frases

Depois de passar pelo alfabeto, verbos e mais, você deve começar a ensinar a
estrutura básica das sentenças aos alunos. Ela será a base para a habilidade de
escrita deles e também vai ajudá-los a ler. Ensine os cinco padrões básicos que as
frases em inglês seguem:

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 Sujeito-verbo: o sujeito dessas sentenças é seguido por um verbo. Por
exemplo: "The dog runs".

 Sujeito-verbo-objeto: tais frases têm o sujeito primeiro, seguido por um


verbo e um objeto do verbo. Por exemplo: "John eats pizza".

 Sujeito-verbo-adjetivo: elas têm o sujeito primeiro, um verbo e depois


um adjetivo. Por exemplo: "The puppy is cute".

 Sujeito-verbo-advérbio: tais frases têm o sujeito, o verbo e um


advérbio. Por exemplo: "The lion is there".

 Sujeito-verbo-substantivo: tais sentenças têm um sujeito, um verbo e


terminam com um adjetivo. Por exemplo: "Emmanuel is a philosopher."

 Incentive os alunos a falarem apenas inglês na sala de aula

Uma ótima maneira de facilitar o aprendizado é incentivando os estudantes a


evitarem falar outras línguas que não o inglês em sala. Assim, eles são forçados a
usarem o conhecimento que têm e a desenvolverem-no. Essa prática também fornece
momentos de instrução para os professores e oportunidades de aprendizado para os
iniciantes.
Tal estratégia funciona melhor depois que os alunos já tiverem aprendido o
básico, como perguntas, cumprimentos, o alfabeto e os números.
Quando um aluno usar o inglês incorretamente, corrija-o da maneira adequada.
Sempre incentive os estudantes.
Tal estratégia funciona bem com a abordagem "repita depois de mim" ou
"responda". Por exemplo, você pode fazer uma frase ou perguntar algo ao aluno,
dando a oportunidade para que ele responda em inglês.
Evite tornar-se um fiscal. Se um aluno estiver com dificuldades e precisar falar
na língua nativa, não o reprima. Ouça a preocupação dele.

 Forneça instruções verbais e por escrito

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Ao explicar uma atividade ou falar sobre a lição de casa, um trabalho para ser
feito no momento ou um projeto, dê as instruções por escrito e verbalmente. Assim,
os alunos poderão ouvir as palavras e vê-las escritas ao mesmo tempo, o que ajuda
na associação e na pronúncia.
Imprima as instruções de uma atividade e distribua-as antes de explicar. Se
estiver ensinando on-line, envie as orientações por e-mail aos alunos antes de explicá-
las em vídeo.

 Monitore constantemente o progresso dos estudantes

Não importa que tipo de lição você está dando ou que atividade os alunos estão
fazendo, você deve monitorá-los para acompanhar o progresso deles e descobrir se
estão com dificuldades.
Caso esteja ensinando em uma sala de aula, ande ao redor dela e fale com os
alunos para ver se estão com problemas.
Se estiver ensinando on-line, envie mensagens ou e-mails para os estudantes
e pergunte se precisam de ajuda.
Fique disponível quando os alunos estiverem fazendo atividades em sala ou
fora dela.

 Use vários métodos de ensino.


Ensinar inglês para iniciantes é bem mais eficaz quando você emprega vários
métodos. A diversidade é importante porque cada aluno é diferente e aprende de uma
maneira.
 Use a fala.
 Conte com a escrita.
 Incentive a leitura.
 Sugira coisas para serem ouvidas.
 Tente balancear todos os modos de aprendizado.

 Divida as lições em partes menores.

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Ao ensinar iniciantes ou alunos muito novos, divida a lição em várias partes de
cerca de 10 minutos. Assim, você não perderá a atenção deles nem vai enchê-los de
muita informação.

 Você não precisa se ater a exatos 10 minutos. Pode passar um pouco,


se for melhor para a tarefa.
 Após cada lição menor, mude para algo totalmente diferente para ajudar
a descansar os alunos e manter o nível de atenção deles.
 Mude as lições todos os dias. Tente incorporar quantas tarefas
diferentes puder para prender a atenção dos alunos e desafiá-los.

13.1 Tornando o aprendizado de inglês divertido

 Use jogos para reforçar o tópico do dia


Eles ajudarão os alunos a aprenderem inglês tornando o estudo divertido e
levando-os a pensar de maneiras novas e diferentes.
Experimente um jogo de perguntas e respostas que use um sistema de pontos
para fazer os estudantes competirem uns contra os outros.
Você também pode dividi-los em times.
Experimente os jogos da memória ou de adivinhação que usem cartões. Por
exemplo, mostre um cartão com uma dica e veja se os alunos conseguem adivinhar a
resposta certa.

 Use auxílios visuais para ensinar

Uma maneira importante de ensinar um idioma é usando auxílios visuais para


levar à associação de palavras. Dessa maneira, os alunos poderão fazer conexões
mais fortes entre ideias e palavras novas que estão aprendendo em aula. Use:

 Fotos e figuras.
 Cartões postais.
 Vídeos.
 Mapas.

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 Histórias em quadrinhos. Os quadrinhos são muito bons por combinarem
imagens e textos.

 Incentive o uso de aplicativos para aprender inglês em dispositivos


móveis

Uma ótima maneira de ensinar inglês é incorporando o uso de aplicativos para


o ensino em smartphones. Eles são uma ótima maneira de reforçar o que você
ensinou durante a aula, pois os alunos podem usá-los para praticar a língua e
aprender novas frases e palavras.
Os aplicativos estão disponíveis para vários sistemas operacionais.
Há uma grande variedade de aplicativos para aprender idiomas gratuitos, como
o Duolingo.
Alguns deles permitem que vários alunos trabalhem juntos para aprender.

 Use as mídias sociais

Elas são uma ótima forma de ensinar inglês para iniciantes, pois fornecem uma
grande oportunidade de se ensinar frases coloquiais e palavras comuns, e além disso
possibilitam aos alunos observar o uso da língua e praticar o que aprenderam.
Experimente uma lição "idiom of the day". Nela, você pode pegar expressões
ou frases coloquiais comuns e explicá-las para a classe.
Peça para os alunos seguirem pessoas famosas no Twitter e traduzirem os
tweets.
Comece um grupo de mídia social e peça para os estudantes compartilharem
notícias e as explicarem ou traduzirem para o inglês.

13.2 Dicas

 Faça um treinamento, nem que seja só de uma semana ou mês. Ele


pode dar a você mais fundamentos, ideias e técnicas nesse campo. Há
programas desse tipo disponíveis em todo o mundo.

 Esteja sempre preparado e com recursos suficientes para a aula.

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 Prepare todo o material antes e deixe-o pronto para ser usado durante a
lição. Deixe também um material extra à disposição, caso precise dele.
Pode ser que você passe pela matéria mais rápido do que tinha
imaginado. Parte dela pode ser desinteressante para o aluno, e nesse
caso até dez minutos seria tempo demais.

14 BIBLIOGRAFIA

MUNHOZ, Rosângela. Inglês instrumental: estratégias de leitura – Módulo I. Texto


novo, 2004.

PAIVA, Vera Lúcia Menezes. Ensino de Língua inglesa - reflexões e experiência.


Pontes, 2010.

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Vários Autores. Longman - Gramática escolar da língua inglesa. Longman, 2004.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

HOLDEN, Susan. O ensino da língua inglesa nos dias atuais. SBS, 2009.

LIMA, Denilso. Gramática de uso da língua inglesa. Campus, 2010.

THOMPSON, A.J., MARTINET, A.V. A Practical English Grammar. Oxford University


Press, 2000.

TORRES, N. Gramática Prática da Língua Inglesa. Saraiva, 2007.

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