CHINA: A INTERNACIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS BRASILEIRAS Fernando 1 Eliana Beatriz Velasco2 RESUMO A importância da relação professor e aluno para o sucesso

é fundamental. Enfatizase também as relações afetivas em sala de aula e coloca-se este relacionamento como um desafio para o educador pós-moderno, devendo este agir de forma que expresse o seu interesse pelo crescimento dos alunos, e assim respeitando suas individualidades, criando um ambiente mais agradável e propício para a aprendizagem. Cada vez mais as atividades físicas tem assumido uma importância cada vez maior nas escolas do país e na formação dos cidadãos. A preocupação com o ensino vem crescendo e uma maneira de motivar os alunos deve ser buscada e desenvolvida no que concerne a atividade física no contexto escolar. Por isso, justifica-se a importância deste estudo, focando a visão dos alunos e dos profissionais que atuam nas escolas de forma a obter possíveis respostas para a questão a motivação nas aulas e da relação professor aluno. Assim, este estudo se justifica por tentar esclarecer a influência do relacionamento entre professores e alunos e verificar que as dificuldades e sucessos caminham juntos. Através destes esclarecimentos poderá identificar os pontos relevantes, que possam estimular tanto professor como aluno à convivência com motivação no processo educativo levandoos a uma educação física de qualidade. Diante disso levanta-se as seguintes questões: Qual o papel principal do professor de Educação Física: provocar e promover mudanças no comportamento motor com a interação dos fatores biológicos, ambientais e da ação (tarefa) com intuito de alcançar o otimizar o desenvolvimento motor, atentando para outros fatores, como a interação dos domínios: cognitivo, afetivo e motor? Como deve se estabelecer a relação do professor com o aluno de forma a privilegiar a questao da motivação nas aulas de educação fisica? Qual a importancia desta relação para o aluno e para o professor? A partir deste questionamento o objetivo geral deste estudo é entender e analisar a relação professor-aluno pelo viés da motivação como um dos principais mecanismos utilizados pelo primeiro no contexto da aula de educação física. Palavras-Chave: motivação, relação professor-aluno, educação física. 1 INTRODUÇÃO Abordar a atuação de profissionais para qualquer área do conhecimento é uma questão que demanda uma série de questionamentos, considerações,
1 2

Aluno do Curso de Licenciatura em Educação Física, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Professora Orientadora.

busca do diálogo. Esse profissional trabalha com uma atividade que se diferencia de outras atividades humanas. e assim respeitando suas individualidades. é de fundamental importância trabalhar não só conteúdos. A interação entre ambos é ainda importante para a adaptação do aluno ao processo escolar. A escola hoje. que para esse profissional. O bom relacionamento do professor com o aluno se desenvolve na busca pelo desejo que o indivíduo tem de conhecer a si próprio. pesquisas. livre debate de idéias. explicitação de pontos muitas vezes polêmicos e controversos. Não é uma tarefa simples. devendo este agir de forma que expresse o seu interesse pelo crescimento dos alunos. com relação à atuação de um profissional que tenha como objetivo o desenvolvimento de atuação numa situação de ensino. numa redefinição do processo ensino-aprendizagem. mais do que em qualquer outro tempo. criando um ambiente mais agradável e propício para a aprendizagem. Enfatiza-se também as relações afetivas em sala de aula e coloca-se este relacionamento como um desafio para o educador pós-moderno. é um espaço onde se constroem relações humanas. as autoras acima citadas acreditam que cada profissional deve definir de maneira inequivoca o seu papel nesse contexto social. de encontrar uma definição para sua vida.2 verificações e levantamentos de diferentes vertentes. Por tanto. Será visto neste estudo essa questão. mas também as relações afetivas. A importância da relação professor e aluno para o sucesso é fundamental. empreendendo para tal. Diante disso. interação social e diminuição da importância do trabalho individualizado. mas extremamente desafiadora a análise da atuação de um profissional de Educação Física. a vivência do conhecimento é fator determinante do aprendizado. 2 1 RELAÇÃO PROFESSOR ALUNO NO ÂMBITO GERAL Segundo Silva e Santos (2002) a relação professor/aluno deve ser vista como um dos suportes na busca da afetividade e eficiência no que tange ao prepraro do aluno para a vida. uma vez. privilegiando o trabalho em grupo. . nem fácil.

não instigando o aluno à participação efetiva em seu processo de aprendizagem. proporcionando novos modelos ao alcance da criança. 5) “O educador não é simplesmente aquele que transmite um tipo de saber para seus alunos. e por isso deve-se buscar a afetividade e o diálogo como forma de construção do espaço escolar. Para Raiser (2007. Infelizmente. tanto no nível da escola. 11).3 Ainda Silva e Santos (2002) mostram que a interação professor/aluno deve ultrapassar os limites profissionais. Superando as possiveis deficiências. É na fala do educador. 3) Trabalhar com arte na educação demanda um comprometimento maior do que simplesmente ‘dar aulas’. o professor deve utilizar seu saber pedagógico como forma de possibilitar mudanças. p. Segundo Freire (1992. DOTTA. 2006. econômico e político. No âmbito escolar. casado com o desejo que foi lido. o trabalho em sala de aula ocorre mais de forma expositiva por parte do professor. O professor deve manter-se como fonte inesgotável de conhecimentos no cotidiano de sala de aula. 636-637) tanto no ambiente familiar quanto no escolar. requerendo para seu desenvolvimento amor. devolver. p. quanto no nível do sistema social. no ensinar (intervir. De acordo com Bronfenbrenner (apud WAGNER. envolvendo também ponderações sobre a postura do professor e dos alunos. Ser professor não é tarefa simples. p. p. O papel do educador é bem mais amplo. Para Rodrigues (apud SILVA E SANTOS. quanto mais houver afeto. da empatia e da afetividade. reciprocidade e equilíbrio de poder nas relações. em grande parte das escolas. elementos teóricos que possibilitem compreensão e um direcionamento a uma ação consciente. 2002. pois é uma relação que deixa consequências para a vida adulta. apropriando-se de um fazer e de um saber fazer adequados ao momento que vive a escola atual. como um simples repassador de conhecimentos. compreendido . Tal pensamento reforça a importância do papel da confiança. encaminhar). compreensao e habilidade. necessários na inter-relação família-escola. mais esses espaços poderão ser considerados fatores de proteção eficazes. recuperar o real significado do seu papel como professor. O convívio diário desperta reflexões sobre o que ocorre numa sala de aula. LÓPEZ. ultrapassando esta mera transmissão de conhecimentos”. retirando desse conhecimento. escolares. expressão do seu desejo. do ano letivo e de semestres.

Para Abreu e Masetto (1990. colocar-se na posição de quem não sabe tudo. a aprendizagem se torna mais interessante pois o aluno se sente competente pelas atitudes e métodos de motivação em sala de aula. 2) O professor não deve preocupar-se somente com o conhecimento através da absorção de informações. não deve colocar-se na posição de detentor do saber.) O educador para pôr em prática o diálogo.. 115) o trabalho do professor em sala de aula e sua relação com os alunos se traduz pela relação que ele tem com a sociedade e com cultura. Percebe-se que desta forma. pois a educação é uma das fontes mais importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de valores.. Apesar de tal. mais do que suas características de personalidade que colabora para uma adequada . Ensinar e aprender são movidos pelo desejo e pela paixão. acompanhando suas ações no desenvolver das atividades.. a análise dos relacionamentos entre ambos deve envolver interesses e intenções. para que isto ocorra. reconhecendo que mesmo um analfabeto é portador do conhecimento mais importante: o da vida. Corroboram com esta posição Silva e Santos (2002) quando destacam que a interação estabelecida entre professor e aluno deve caracterizar-se pela seleção de conteúdos. p. Eles colocam que (. mas também pelo processo de construção da cidadania do aluno. Assim sendo. Ainda sobre esta relação tao importante Gadotti (1999. deve antes. é necessária a conscientização do professor de que seu papel é de facilitador de aprendizagem.4 pelo educando.. pois esta relação traz conseqüências. Para Grossi (1994) o relacionamento professor/aluno é peça fundamental na realização comportamental e profissional. de modo a facilitar o aprendizado dos alunos e exposição onde o professor demonstrará seus conteúdos. procurando compreender. também os sentimentos e os problemas de seus alunos e tentar levá-los à auto-realização. p. Sobre isso coloca Silva (2007. que ele tece seu ensinar. numa relação empática. organização. p. sistematização didática. aberto às novas experiências. 2) afirma que (. Para que este aluno possa sentir prazer pelo aprender o professor deve despertar a curiosidade dos alunos.) É o modo de agir do professor em sala de aula.

Pode-se dizer que a relação entre professor e aluno depende. do clima que o professor consegue estabelecer com seus alunos. p. Para as autoras acima citadas. refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação da ligação entre o seu conhecimento e o deles. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. a análise da aula concentra-se nas exigências e nas regras que constroem e desenvolvem as situações de aula. Seus alunos cansam. Freire (1996. não dormem. quando se entende a educação física como um processo de interação social. que por sua vez reflete valores e padrões da sociedade. outro que parte da análise de regras e dos objetos a serem usados para formar a estrutura cognitiva. Interação são as regras e condições que determinam as relações entre os seres humanos e suas experiências e vivências. Há duas formas diferentes de análises. fundamenta-se numa determinada concepção do papel do professor. uma que parte de um processo analítico de interação diferenciando os processos desejáveis dos indesejáveis (que facilitam ou dificultam a aula). essas têm a função de ensinar como lecionar. da empatia com seus alunos. válidas e conhecidas mundialmente nas competições.5 aprendizagem dos alunos. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento. mas há também regras que fixadas por acordos feitos entre os desportistas e jogadores. As regras decodificadas dão sentido às modalidades esportivas e podem ser chamadas de regras constitutivas. Ainda sobre esta relação. 3 RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NO CONTEXTO DA AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA De acordo com Silva. suas dúvidas. isto significa que as regras valem para os esportes e para a convivência social. de maneira direta. trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Segundo Betti (1999) há regras que são fixas. Gomes. de capacidade de ouvir. Por outro . Abranches (2007) uma análise da educação física tem a tarefa de reduzir a complexidade do ensino para torná-lo palpável. surpreendem suas pausas. suas incertezas. enquanto fala. 96) afirma que O bom professor é o que consegue.

as regras do jogo compreendem aquelas que determinarão o espaço de movimentação. o papel do aluno e o rendimento de cada um que executa ou participa da aula. elas prescrevem como os alunos e prefessores devem relacionar-se entre si e seu processo de interação. As regras da aula compreendem o relacionamento entre o professor e o aluno.1 CONCEITOS E ESTUDOS A motivação é fundamental para que ocorra a aprendizagem. São as regras que determinam a aula." A aprendizagem depende da motivação. as atividades motoras e tudo o que possa contribuir para a execução do jogo sem acidentes graves. Correa. 4 A MOTIVAÇÃO NA SALA DE AULA Antes de se abordar o tema da motivação na sala de aula.. De acordo com Faria Júnior. Cabe ainda estipular de que regras se necessita para definir as relações sociais na aula de educação física. como é conceituada a motivação. p. A relação entre as regras dá-se no momento em que o professor decide consciente ou inconscientemente as suas ações em aula. do interesse e da necessidade da criança. são conhecidas como regras regulativas. bem como o desempenho escolar do aluno. 66) "(. Portanto a motivação influencia a aprendizagem em sala de aula.6 lado existem regras que determinam como as relações entre os desportistas devem ocorrer e como recebem as instruções. é necessário entender. entre outras coisas. b) as regras do esporte que vai ser ensinado. a criança irá se esforçar para fazer as coisas mais complexas. 4. especificamente na aula de educação física.. Para que haja desenvolvimento afetivo e . definindo a situação na qual os alunos agem. Bressane (1982) numa aula de educação física sobre um determinado esporte podem ocorrer dois tipos de regras a serem estipuladas: a) as regras da aula. à luz dos autores. a buscar novos conhecimentos. É ela que impulsiona o indivíduo a agir de determinada maneira. De acordo com Friedmann (1996. o tempo.) A motivação é fator que influencia o desenvolvimento: se a motivação é grande.

faz com que cada pessoa desenvolva metas de. neste trabalho. ou seja. sem livro. se não houver motivação não haverá aprendizagem.. uma condição prévia da aprendizagem. p. ou dentro dele. e essas metas serão a motivação das mesmas para atingir seus objetivos e propósitos. Para Piaget (1967. como o adulto. Pode ocorrer aprendizagem sem professor. deve-se encorajar a criança à autonomia e pensamento crítico. se comprometendo com o seu processo e realizando com eficiência sua aprendizagem. sem escola e sem uma porção de outros recursos. a motivação será tratada como um fator fundamental da aprendizagem. . Este processo. para iniciar e direcionar o comportamento. 63) Sem motivação não há aprendizagem. Para este autor. a motivação é um conjunto de variáveis que ativam a conduta e a orientam em determinado sentido para poder alcançar um objetivo. que vão depender da pessoa. cada indivíduo apresenta diferentes tipos de motivação em relação a um tema préestabelecido.) A criança. Mas mesmo que existam todos esses recursos favoráveis... Sem motivação não há aprendizagem”.” Dessa forma. De acordo com Huertas (2001) pode-se entender a motivação como sendo um processo psicológico. Segundo Piletti (1988. E isto está relacionado com a aprendizagem como destaca Pozo (2002. levando em consideração o fato de o desenvolvimento depender do equilíbrio afetivo. segundo o autor acima citado. 146) ao afirmar que “(. metas de estudo.7 cognitivo.16) “(. Refere-se às forças que agem sobre um organismo. metas profissionais. identificando os fatores motivacionais como também de estratégias de aprendizagem. p.) a motivação pode ser considerada como um requisito. obtem-se motivação por meio dos componentes afetivos e emocionais. entre outras. só executa alguma ação exterior ou mesmo inteiramente interior quando impulsionada por um motivo e este se traduz sob a forma de uma necessidade. p. Estudar a motivação consiste em analisar os fatores que fazem as pessoas empreender determinadas ações dirigidas e alcançar objetivos.. de outra maneira. para que o aluno desperte para o desejo de aprender.

Outro aspecto que deve ser analisado no contexto da motivação é a questão do afeto e da auto-estima. significados conhecidos e experimentar o domínio de uma nova habilidade.. mas do sucesso que esperamos se tentamos alcançá-los”. O aluno que possui uma . (1995). p. por trás das palavras que se constroem. Neste contexto. a motivação está relacionada à determinadas ações que conduzem os indivíduos a alcançar seus objetivos. certamente haverá um comprometimento do desenvolvimento escolar dos alunos. Diversas pesquisas sobre a auto-imagem e o desempenho escolar mostram a existência de uma relação consistente entre a auto-estima e a capacidade de aprender. e apresenta diferentes reações diante de um aluno indiferente ou agressivo.8 Sobre a questão da motivação em sala de aula. Com a expansão de suas capacidades afetivas e cognitivas por meio da construção contínua. 77) “(. para Fita (1999. as crianças estão capacitadas a investir afeto e ter sentimentos validados nelas mesmas. encontrar explicação para um problema relativo a um tema que se deseja compreender. Segundo Bean et al. da motivação e da disciplina espera-se que a criança rume a conquistar o autocontrole e seu bem estar escolar.) a motivação não depende só dos motivos que temos. como por exemplo.. (.. para este autor. 19) trazem a importante constatação de que é importante que os alunos aprendam alguma coisa que faça sentido. Desta forma. 142) “(. tem participação fundamental na ativação intelectual.) descobrir. analisando a teoria de Piaget. A auto-estima elevada estimula a aprendizagem. Diante disso estabelece-se uma forte relação entre professor e aluno. De acordo com Pozo (2002. o afeto se desenvolve paralelamente a cognição ou inteligência e. o aprendizado é afetado pela a auto-estima. que vai influenciar a formação da auto-estima deste último. da aprendizagem. p. p. a autoestima se relaciona de maneira muito próxima com a motivação ou interesse da criança para aprender. Corroborando com as idéias de Huertas e Pozo.. pois se o professor trabalha desmotivado. os estudos de Tapia (1999. Para Seber (1997).) a motivação é um conjunto de variáveis que ativam a conduta e a orientam em determinado sentido para poder alcançar um objetivo”.. A partir do desenvolvimento do vínculo afetivo..

existem inúmeros problemas causados pela desmotivação. Nesta perspectiva o desempenho deste aluno tende a ser um sucesso. e estes sentimentos podem ter causas de fundo afetivo. tem aumentado. já que este último acha-se um derrotado e seu temor diante de situações de exposição que possam demonstrar seus pensamentos e sentimentos são crescentes. o que demonstra determinação e expectativas positivas. Segundo Souza (2002) os estudiosos do tema da afetividade como fator preponderante para a construção do conceito que o aluno faz de si próprio. Diante de qualquer fase que o sujeito esteja vivendo. Os bons sentimentos são reforçados pelo desempenho bem-sucedido. diferente de um aluno que se sente incompetente e assim acredita não ser capaz.9 auto-estima elevada aprende com maior facilidade e satisfação e por isso enfrenta as novas tarefas de aprendizagem com mais confiança e entusiasmo. Essa desvalorização do ser humano prejudica e altera o conceito que ela faz de si mesma. por conta da falta de valorização da pessoa como ser humano. neste contexto. Segundo Zenti (apud KNÜPPE. É uma espiral crescente. Oliveira (1998) traz os conceitos de Vygotsky que sempre estudou o aprendizado inserido no desenvolvimento sócio-histórico da pessoa como um processo que se desenvolve a partir de diferentes fases interligadas entre si. pois a reflexão e o sentimento precedem a ação. contudo. Tratando-se da questão para a sala de aula. Aumentam sua capacidade de enfrentar desafios em relação aquele que não se vê como um aluno de sucesso. pois a cada sucesso que o aluno alcança o torna mais seguro e confiante na sua competência. hoje em dia. contribuem a todo o momento para que se construa a sua auto-estima. este sempre estará convivendo com grupos diversificados de pessoas que. porque. encontra-se no ambiente escolar a violência. 2006). a agressividade e o desrespeito. o que leva a um processo de repetência e de evasão escolar. sabe-se que não existe uma forma pré-estabelecida e devidamente confirmada para fazer as aulas serem o foco de atenção das crianças. Mas. o professor que tiver mais . isto certamente leva-o a ser psicologicamente mais saudável do que daquele que tem uma visão negativa de si. Knüppe (2006) mostra que existem pesquisas que evidenciam o fato das crianças estarem chegando às escolas cada vez mais desmotivadas com os estudos.

) a motivação escolar é algo complexo. Precisa encontrar prazer também em aprender. entre outras funções. existe uma colocação recorrente com relação ao desinteresse dos alunos em querer aprender e estes professores acreditam que “(. a linguagem possibilita ao aluno.. Como relembra o autor. o planejamento e a regulação de suas atividades. De acordo com Torre (1999.) esse fato afeta diretamente professores e alunos em função das áreas de estudo.10 sensibilidade e energia talvez consiga se sair melhor e superar. entre outras variáveis” . para que os professores e alunos produzam sentidos originais para o que vivenciam juntos. Também se deve pensar na motivação a partir da questão da linguagem. reconhecerá seu erro e o erro de seu aluno. 9). . como parte do processo ensino-aprendizagem (BOMTEMPO. O aluno necessita aprender a ser feliz e descobrir que existe prazer na aprendizagem. Para Camargo (2004) é papel da escola disponibilizar o maior espaço possível. Afinal. o planejamento e a regulação de atividades suportam essa interrelação. 2006. processual e contextual. 7). e desta forma motivá-los. p. a maior dificuldade está em competir com os atrativos tecnológicos e os brinquedos que encantam as crianças. e que na escola não existem. já que as funções envolvidas na maneira como se percebe a realidade. Necessita estar feliz com o que faz para contagiar seus alunos. Ainda segundo Torre (1999. Faz-se necessário pensar na inter-relação entre a afetividade. demonstrando que não é possível uma educação que se ocupe de maneira separada de tais instâncias ou que relegue alguma delas ao segundo plano. 9). nas pesquisas realizadas com professores. mas alguma coisa se pode fazer para que os alunos recuperem ou mantenham seu interesse em aprender”. p.. Ainda Zenti (apud KNÜPPE. 1997. Porém. a percepção da realidade... “(. 278) coloca que os especialistas no assunto afirmam que os professores devem mostrar aos seus alunos que estudar pode ser divertido. o educador é um eterno aprendiz e encontrando prazer em ensinar. p. ao menos em parte este problema. Tambem o professor possui as mesmas necessidades. p. a linguagem e a cognição. dos níveis do sistema educacional e das características socioculturais de quem aprende. para a palavra.

Assim sendo. Diante disso Huertas (2001) destaca que a motivação precisa estar atrelada a metas e objetivos. tanto da parte do professor. é entender o quanto o ser humano precisa estar bem para poder lidar com os problemas das pessoas que fazem parte do seu ambiente. Desta forma. Ainda Huertas (2001) destaca que estas metas e objetivos podem desencadear a conduta motivada. por meio dela podemos compreender a razão do comportamento humano. . pois o que impulsiona uma pessoa a agir de uma determinada forma são os motivos. para que o professor possa motivar seus alunos deve também possuir metas de ensino.1 Motivação nas Aulas de Educação Física A motivação constitui para a educação um importante campo de conhecimento que deve ser explorado pelos professores. conhecimentos e atitudes.1. formando a base indispensável para considerar uma ação como motivada ou não. ou seja. Partindo desse pressuposto. uma vez que. 4. Segundo Knüppe (2006) a motivação deve fazer parte do processo ensinoaprendizagem em todos os momentos na sala de aula e seguramente. destacando que uma prescinde da outra. pode-se dizer que um bom professor é aquele que sabe como motivar seus alunos. pode-se concluir que existe a necessidade de se trabalhar com e para os professores a questão da afetividade. Partindo-se desta idéia. sua participação na vida de seus alunos tenderá a basear-se no respeito e na justiça. o papel do professor para Huertas (2001) é o de facilitar a construção pelos alunos do processo de formação do conhecimento. Diante disso. para existir aprendizagem é necessário haver a motivação. o autor faz a relação direta entre desejo e metas e a motivação. não influenciar este aluno quanto às suas habilidades. tentando em contrapartida. um professor emocionalmente equilibrado consegue intervir de forma adequada nas relações conflituosas de sua sala de aula. quanto do aluno. o que levará estes últimos a aprender. E por conseqüência. e desta forma.11 Assim. Esta afirmação encontra respaldo no que coloca Fita (1999) sobre a importância do bom professor para o aluno seja motivado na sala de aula. a influência do professor se dá no processo de desenvolvimento da motivação da aprendizagem pelo aluno.

claro que uma posição assertiva e intusiasmada por parte dos professores certamente terá reflexos positivos nos seus alunos. o que segundo Pozo (2002. onde alguns alunos que ao repetirem várias vezes a mesma série.. Assim. p. o que incentiva a desmotivação destes últimos.12 Concordando com o autor acima citado. ela refere-se também aos professores. Huertas (2001) destaca que aos poucos o professor consegue aperfeiçoar suas habilidades e seus esquemas motivacionais. Knüppe (2006) acredita que quanto mais consciente for o professor com relação a motivação. mas sim que se movem para coisas diferentes e em direções diferentes das que pretendem seus professores”. serem motivados também. Assim fica.) normalmente.. Outro ponto que merece destaque neste estudo é com relação a motivação não estar ligada apenas aos alunos. 2006) a desmotivação dos professores relaciona-se com a rotina de trabalho e a inibição. elas também devem estar motivadas. quase sempre é percebida pelos alunos. ou seja. Isso leva ao processo de evasão escolar. muitas vezes os professores estão motivadas para o trabalho. 139) está intimamente relacionado a motivação ou a falta da mesma. estabelecendo metas e objetivos que levarão os alunos a sentirem a motivação e assim. não é que não estejam motivados. acabam saindo da escola para ingressar no mundo do trabalho visando um retorno financeiro. Ela cita o exemplo da escola pública. Concluindo. Segundo pesquisa realizada por Knüppe (2006) a maioria dos professores acreditam que para seus alunos serem motivados para a aprendizagem. Já no caso das escolas particulares. Para ele “(. às vezes não e essa atitude. que não se movam em absoluto. A autora acima citada destaca também a importância de entender também o processo de desmotivação porque este gera graves conseqüências como a repetência e a evasão escolar. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS . melhor será a aprendizagem de seu aluno. Para Jesus e Santos (apud KNÜPPE. a repetência está relacionada ao desinteresse dos alunos.

13 .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful