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Docente: Elissa Gonçalves de Oliveira e Silva

Estudo de caso da aula Calcula Aplicado a Saúde

Curso: Enfermagem Semestre: 3 Turno: Noturno

DISCENTE: Erica Silva, Fabiano Roque, Franciele Porto, Gabriel Silva, Isabele
Oliveira, Lucinayra Fontenele, Natiele Lucimar Poliana Cezario.

PIMENTA-BUENO/RO

27/Maio/2021
CASO FORNECIDO AOS ALUNOS:

Em um hospital municipal de Porto Velho em um dia rotineiro na clínica médica


dois pacientes, T.Y de 54 anos, hipertensa, diabética, foi internada por
cetoacidose na enfermaria 4, leito 12. T.Y de 86 anos, hipertenso, foi
hospitalizado por pneumonia, estava na enfermaria 5, leito 17. Neste dia, a
clínica médica tinha na escala 4 técnicos de enfermagem e 1 enfermeiro, com 5
anos de experiência. A clínica estava com a capacidade máxima de pacientes
28 pacientes. As prescrições médicas são lançadas no prontuário do paciente
por médicos, e está composta por dados do paciente e com as medicações a
ser utilizadas. A abertura de horários e checagem das prescrições é feita pelo
enfermeiro, e este profissional tem por obrigação retirar as dúvidas e monitorar
a sua equipe. Todo ano o hospital faz a educação continuada tendo como tema
a segurança do paciente. Nela é divulgada a meta dos noves certos. Na sala
do preparo de medicamentos, tudo que chega da farmácia é armazenada nas
caixas enumeradas pelo nome do paciente e enfermaria/leito. A insulina por ser
um medicamento termolábil fica na geladeira do setor. Após a chegada dos
medicamentos, a equipe de enfermagem armazenou e identificou os
medicamentos. O local de preparo destes insumos é pequeno e havia muita
comunicação paralela entre os membros da equipe. Tinha acontecido o
aniversário de um paciente, e a equipe estava preparando uma pequena festa
para o aniversariante. Antes de começar a festa uma das técnicas A.M.S foi a
sala preparar a medicação da paciente T.Y de 54 anos, na prescrição estava
indicando 25 UI de insulina regular às 16 horas. Para adiantar o serviço da
colega ela preparou o medicamento da colega que estava com o paciente T.Y
de 86 anos. Na prescrição de T.Y de 86 anos estava prescrito 10UI de insulina
NPH às 16 horas. Esta técnica saiu com a bandeja para as enfermarias e
aplicou as insulinas de forma subcutânea, respeitando o rodízio pré-
determinado. As 18h30min o Paciente T.Y de 86 anos apresentou sudorese,
fraqueza, tremor, náuseas. O médico avaliou o paciente estava com
hipoglicemia. Diante desse cenário suspeitou-se da possibilidade de troca de
medicamentos. A enfermeira conversou com a técnica responsável pela
aplicação para identificar as possíveis causas. Foi feito a notificação do IRM
(incidente relacionado a medicamentos), para averiguar as possíveis trocas de
medicamentos dos pacientes e os motivos por que não foi feito a conferência
dos nove certos, a avaliação de potenciais riscos.
Temas para estudo e discussão (Pontos Chaves):

1- Segurança do paciente.

R: Identificar corretamente o paciente, Melhorar a comunicação entre


profissionais de saúde, Melhorar a segurança na prescrição, no uso e na
administração de medicamentos, Assegurar cirurgia em local de intervenção,
procedimentos e paciente corretos, Higienizar as mães para evitar infecções,
Reduzir o risco de quedas e úlceras por pressão.

2- Conferência dos nove acertos.

R: Todo profissional de saúde tem a consciência de que seus erros podem ser
custosos à vida humana, especialmente quando praticados por falta de atenção
ou cuidado. Foi com o intuito de minimizar os erros e certificar que cada
paciente receba o atendimento que os nove certos foram criados para a
administração de medicamentos. Medicação certa, Paciente certo, Dose certa,
Via certa, Horário certo, Registro certo, Ação certa, Forma farmacêutica certa e
Monitoramento certo.

3- Cálculos de diluições de medicamentos.

R: T.Y de 54 anos: X=25x1ml dividido por 100 iguais a 0,25ml.

T.Y de 86 anos: 10x1ml dividido por 100 iguais a 0,1ml.

4- Diabetes Mellitus.

R: Diabetes Mellitus tipo 1. O diabetes mellitus tipo 1 é uma doença autoimune,


isto é, ocorre devido a produção equivocada de anticorpos contra as nossas
próprias células, neste caso específico, contra as células beta do pâncreas,
responsáveis pela produção de insulina. Como o diabetes tipo 1 é provocado
pela falta de insulina, o seu tratamento consiste basicamente na administração
regular de insulina para controlar a glicemia.

Diabetes Mellitus tipo 2. Vem muitas vezes acompanhado por outras


condições, incluindo hipertensão arterial e colesterol alto. Esta constelação de
condições clínicas (hiperglicemia, obesidade, hipertensão e colesterol alto) é
referida como síndrome metabólica, sendo um grande fator de risco para
doenças cardiovasculares. Por este motivo, é comum que pacientes com
diabetes tipo 2, depois de muito anos de doença, passem a precisar de insulina
para controlar sua glicemia.
5- Insulinas (ação, tipos de insulina e dosagem).

R: A insulina é um medicamento que age de forma super rápida, logo depois de


sua aplicação já começa a fazer efeito, e em torno de 15 minutos ela já
adentrou totalmente sobre seu corpo. Existem três tipos, o de ação rápida,
ação intermediaria e longa duração. A dosagem da insulina varia bastante,
cada caso é um caso e como podemos ver no estudo de caso acima, qualquer
dosagem fora do protocolo do paciente pode causar alterações em seu
organismo. Geralmente em um adulto pode variar de 0,5 e 1,6 unidade ao dia.

6- Técnicas e manuseios da técnica de insulina.

R: 90% Intramuscular 45% Subcutânea 25% Intravenosa 10% a 15%


Intradémica.

7- Evolução do paciente com a medicação.

R: Parte dos princípios básicos do relacionamento profissional de saúde-


paciente envolve transmitir segurança e confiança para adesão a qualquer
intervenção em saúde e, consequentemente, adesão às condutas descritas na
receita. É necessária transparência na prescrição, com esclarecimentos e
disponibilidade do profissional diante de possíveis reações adversas e erros.
Por isso é fundamental, que pacientes e profissionais de saúde conversem
abertamente sobre o uso de medicamentos, esclarecendo dúvidas,
identificando potenciais interações medicamentosas e riscos envolvidos, bem
como os benefícios de usar qualquer medicamento que venha a ser
necessário.

8- Observando os sintomas do paciente relatado, qual tipo de IRM ocorreu?

R: a falta de diálogo entre técnicos e enfermeiros, pois ainda que o caso dos
pacientes possa ser similar isso não faz com que suas dosagens
medicamentosas sejam propriamente idênticas. Neste caso o IRM ocorrido foi
que o paciente a tomar mais insulina não tomou fazendo com que sua glicemia
ficasse baixa e acarretasse fraquezas tonturas e tremores.

9- Quais dos 9 certos não foi feito?

R: Medicação errada, Paciente errado, Dose errada, Horário errado, Registro


errado, Ação errada, Monitoramento errado.

10- Quais foram os fatores contribuíram para esta IRM?

R: Ocorreu pela troca de medicamentos de insulina aos pacientes ocorreu em


um do paciente sudorese, fraqueza, tremor, náuseas. Para estabilizar o
paciente deve ingerir 15 g de carboidrato ou medicamento injetado glucagon.

11- Como evitar esse tipo de IRM?


R: Busque sempre registra ocorrências por escrito. Colaborar com a equipe de
trabalho. Evitar os improvisos que pode custar a vida de um paciente. Manter o
sigilo profissional. Ser cuidadoso e atencioso no trato aos pacientes. Conhecer-
nos por menores o Código de Ética do Enfermeiro e as instruções de trabalho
da instituição. Zelar pelo bem estar e saúde dos seus pacientes.