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VESTIR-SE COM

MODÉSTIA

"Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita
em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos
pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai,
pois, a Deus no vosso corpo."

(I Coríntios 6,19-20)
Em uma foto fica
claro como uma
freira deve ser
vestir, e como
uma leiga seja
casada ou solteira
deve se vestir.

Todos os
argumentos que
serão
apresentados
poderiam se
resumir nesta
premissa:

VESTIR-SE COM
“Em todos os
momentos de sua
vida esteja

MODESTIA vestida de um
modo em que
A diferença gigantesca das freiras para leigas! você não se
envergonharia se
tivesse que
receber Jesus e a
Virgem Maria.”

Esta obra não é de nossa


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objetivo de levar
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Sumário
Critérios para se definir uma veste decente, pela orientação da Santa Sé e pelos Principios da Moral
.................................................................................................................................................................... 1

Aparição de Nossa Senhora em Quito - Equador, à Madre Mariane de Jesus e suas profecias .......... 2
Plano Maçônico e a Moda Antimodesta ............................................................................................................. 3

Moda Praia antes do Século XX ............................................................................................................ 4

O que dizem os Santos ............................................................................................................................5


A Elegância e a Etiqueta da Mulher Católica ...................................................................................................... 6
SUMÁRIO

“A MODA não pode fornecer ocasião próxima de pecado”


(Pio XII, Alc. 8/11/1957: Doc. Pontifícios, 126 – Vozes).

CAPITULO 1
CRITÉRIOS PARA SE DEFINIR UMA VESTE DECENTE
PELA ORIENTAÇÃO DA SANTA SÉ E PELOS PRINCÍPIOS DA
MORAL.

“Oxalá suporteis um pouco de loucura de minha parte. De fato, já me suportai. É que estou eu zeloso de
vós com o zelo de Deus, porque eu vos entreguei ao único Esposo, Cristo, e a ele quero apresentá-los
como uma virgem casta”. (2 Cor 11,1-2)

Há um critério para se discernir entre


veste modesta e veste imodesta?

CONFORME ORIENTAÇÃO DA SANTA SÉ (cfra. S. Congr. Religiosos – Circular


23/08/1928) e a própria natureza do assunto, não podem ser consideradas
decentes e que protejam a virtude, as vestes que não cobrirem as partes
provocantes e menos provocantes do corpo: não se pode ter como modesto o
vestido sem mangas, decotado e que não desça abaixo dos joelhos, ajustado ao
corpo ou de tecido transparente.
Instruções detalhadas sobre a modéstia no vestuário das mulheres tinham sido
emitidas em 24 de setembro de 1928, pelo Cardeal-Vigário (Vigário Geral), do
Papa Pio XI, em Roma, o Cardeal Basílio Pompili:
“Recordamos que um vestido não pode ser chamado de DECENTE se é cortado mais que a
largura de dois dedos sob a cova da garganta, Além disso, os vestidos de materiais
transparentes são impróprios…”

Em 12 de janeiro de 1930, a Sagrada Congregação do Concílio (agora chamada de


Congregação para o Clero), por despacho do Papa Pio XI, foi emitida uma Carta
aos Bispos que exortou os bispos, padres, freiras, professores, pais, etc. A
INSISTIR NA MODÉSTIA para os que estão sob seu comando. O documento
conclui com estas palavras:
“Donzelas e mulheres vestidas indecentemente estão impedidas de
COMUNGAR e de atuar como madrinhas nos sacramentos do Batismo e da
Confirmação, ainda, se o delito for extremo, podem mesmo ser proibidas de entrar na
igreja.”

O Papa Pio XII, declarou que as mulheres devem cobrir seus braços superiores e
ombros e, que suas saias devem cobrir ao menos até o joelho, e o decote não deve
revelar nada!

O Santo Padre Pio, recusou às mulheres o acesso ao confessionário se os seus


vestidos fossem muito curtos. Na porta da igreja estava esta mensagem:

“Por desejo explícito do Padre Pio, a mulher deve entrar no confessionário vestindo
saias, PELO MENOS, vinte centímetros abaixo do joelho. É proibido emprestar um
vestido longo da Igreja para usá-lo no confessionário.”

Como um autor comentou, enquanto os estilistas tinham saias subindo para mais
de vinte centímetros acima do joelho, o Padre Pio alertou as mulheres para manter
suas saias vinte centímetros abaixo do joelho.
“O luxo e exagero do teu vestido, acusam a fealdade do teu interior.”
(São Bernardo de Claraval)

CAPITULO 2
APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA EM QUITO - EQUADOR, À
MADRE MARIANE DE JESUS E SUAS PROFECIAS

“Deveis ser irrepreensíveis e puros, filhos de Deus sem mancha, em meio desta geração
extraviada e perversa, dentro da qual vós apareceis como luzes no mundo, levando ao alto a
Palavra de vida”.
(Fil 2,15-16)

Em 1634 Nossa Senhora, em uma aparição reconhecida pela Igreja em Quito, no


Equador, à Madre Mariane de Jesus, que recebeu um grande número de revelações,
nas quais Nossa Senhora profetizou acontecimentos do século XX (vários já se
realizaram). Convido o leitor a tomar conhecimento de alguns, dentre muitos:

1 – “No fim do século XIX e grande parte do século XX, surgirão várias heresias... A
luz preciosa da fé se apagará nas almas, devido a uma corrupção moral quase total”.

2 – “Neste tempo, os ares se encherão do espirito de impureza, que, à semelhança de


um dilúvio de imundície, inundará as ruas, as praças e os lugares públicos. Tamanha
será a libertinagem que não haverá mais almas virginais no mundo”.

No início do século XX, em Fátima, Nossa Senhora disse que seriam introduzidas
certas MODAS “que ofenderiam muito Nosso Senhor”. Ainda a Jacinta comentou
mais tarde que “as pessoas que servem a Deus não devem seguir as tendências da
moda atual”. Jacinta também disse que “a Igreja não tem modas” e que “Nosso
Senhor é sempre o mesmo”. São Pio de Pietrelcina, quase neste mesmo período,
referindo-se aos escândalos e às ofensas ao pudor, dos quais então se podiam
apenas entrever alguns tímidos indícios, disse: “NÃO PODERÍAMOS NASCER
NUM SÉCULO PIOR!”.
“O luxo e exagero do teu vestido, acusam a fealdade do teu interior.”
(São Bernardo de Claraval)

CAPITULO 3
PLANO MAÇÔNICO E
A MODA ANTIMODESTA

“A fim de destruir o catolicismo, é necessário começar por suprimir a mulher… Mas já


que nós não podemos suprimir a mulher, vamos corrompê-las com a Igreja…”
(Carta de Vindez para Nubius, nomes de guerra de dois líderes da Alta Vendita, a maior
loja da Carbonari italiana, os revolucionários maçons, 9 de agosto de 1838.)

“A religião não teme a ponta da adaga, mas pode desaparecer sob a corrupção. Não
vamos nos cansar de corrupção: nós podemos usar um pretexto, como o desporto, a
higiene, os recursos da saúde. É necessário corromper, que nossos meninos e meninas
pratiquem o nudismo no vestuário. Para evitar muita reação, se teria que avançar de
forma metódica: primeiro despir-se até ao cotovelo e, depois, até os joelhos, depois
braços e pernas completamente descobertos, mais tarde, a parte superior do tórax, os
ombros, etc. etc.” (International Review on Freemasonry, 1928).

Os maçons tinham por objetivo se infiltrar “nas sacristias, seminários e


mosteiros.” Mas seria necessário algum tempo para os maçons entrarem nas
instituições católicas. Então, eles tinham outro plano. Tinha a ver com as mulheres.
Os maçons aparentemente haviam entendido que as mulheres são as bússolas
morais da sociedade. A serpente sabia disso quando se aproximou de Eva. Mesmo
Confúcio disse que a mulher é a raiz moral da sociedade e que a cultura só vai se
desenvolver na proporção da força moral de suas mulheres. Assim como os maçons
queriam infiltrar as ordens religiosas, também planejaram se infiltrar no mundo da
moda. Eles planejaram influenciar as tendências da moda e do estilo das mulheres
e crianças começando por envolver seu próprio pessoal na indústria da moda. Foi
também o plano Illuminati para formar e controlar a opinião pública através da
mídia. Por essa época, São João Bosco (1815-1888), que viveu em Turim, na Itália,
também combateu contra as várias forças do mundo. O Santo recebeu muitas visões
na forma de sonhos. O segmento principal de quase todos os sonhos era a
importância de manter a inocência e pureza.
A Igreja Católica sempre ensinou que todos os atos de impureza são pecados
graves – todos eles! Todo pensamento impuro ou ato impuro é um pecado mortal
(contanto que a pessoa perceba que é uma questão grave e faça isso de qualquer
jeito). A triste realidade é que hoje, esses pecados graves são revestidos de açúcar
e agora incentivados como inocentes (e até “saudáveis”!) “fantasiar”. Imaginem o
que São João Bosco iria pensar se ele pudesse assistir canais de uma televisão de
hoje ou andar em um shopping durante o tempo quente!

O início do século 20 foi também um momento de grandes mudanças na moda


feminina. Em 1910, o Arcebispo de Paris liderou uma campanha contra a moda
das mulheres sem recato. Pense sobre isso por um momento! O que as mulheres
estavam usando em 1910 que era tão ruim? Cinco anos depois, a Igreja lançou uma
Diretiva Pastoral Geral afirmando que as mulheres devem se vestir decentemente
na Missa e que o padre pode recusar-lhes a entrada na Igreja se elas não estiverem
vestidas adequadamente.

O fato é que, em comparação com as modas modestas de apenas uma década ou


duas antes desta, as novas modas apresentaram uma tendência alarmante para a
imodéstia, que foi – considerando todas as coisas, simplesmente inaceitável. Visto
da nossa perspectiva, há que se querer saber se os Papas estavam ou não a par do
plano dos designers de moda para eles terem soado o alarme sobre as novas modas
tão cedo, historicamente falando. Imagine os estilos muito conservadores desse
período anterior ao das melindrosas dos anos 20 que viram saias curtas até os
joelhos e vestidos sem mangas. Obviamente, a moda já estava mudando
drasticamente, e não para melhor. Em 13 de maio de 1917, Nossa Senhora de
Fátima apareceu a três crianças em Portugal. Ela iria aparecer no dia 13 dos
próximos cinco meses e, mais tarde, dizer a uma das crianças, a Santa Jacinta
Marto, que “mais almas vão para o inferno por causa dos pecados da carne, do que
por qualquer outra razão”.

Esta criança inocente podia não entender plenamente o que significava “pecados
da carne”, mas o Catecismo de Baltimore nos ensina que esses pecados são do
âmbito do Sexto e Nono Mandamentos. Nossa Senhora de Fátima também disse
que seriam introduzidas certas modas “que ofenderiam muito Nosso Senhor”.
Jacinta comentou mais tarde que as pessoas que servem a Deus não devem seguir
as tendências da moda atual. Jacinta também disse que a Igreja não tem modas e
que “Nosso Senhor é sempre o mesmo”.
As calças apareceram nas passarelas da moda de Paris, em 1920. No ano seguinte,
o Papa Bento XV expressou seu choque por causa das mulheres que abraçam as
tendências da moda atual e estilos de dança. Ele escreveu:

“Não se pode deplorar suficientemente a cegueira de tantas mulheres de qualquer


idade e posição. Feitas de bobas por um desejo de agradar, elas não vêem em que
medida a indecência de suas roupas choca a cada homem honesto e ofende a Deus. A
maioria delas ficaria enrubescida por causa deste tipo de vestuário, como por uma
falta grave contra a modéstia cristã. Agora não basta exibir-se em vias públicas, elas
não temem cruzar o limiar de igrejas, para assistir ao Santo Sacrifício da Missa, e até
mesmo carregar o alimento sedutor das paixões vergonhosas para a mesa
eucarística, onde se recebe o Autor da Pureza Celestial. E nem vamos falar das danças
exóticas e bárbaras recentemente importadas para os círculos da moda, uma mais
chocante que a outra; não se pode imaginar nada mais adequado para banir todos os
resquícios de modéstia.” (Carta Encíclica Sacra Propediem, 6 de janeiro de 1921.)

Lembre-se da diretiva Maçônica: “Primeiro despir-se até ao cotovelo e, depois, até


os joelhos, depois braços e pernas completamente descobertos, mais tarde, a parte
superior do tórax, os ombros, etc. etc.” Em 1928, o Papa Pio XI, escreveu: “Há um
esquecimento triste da modéstia cristã, especialmente na vida e no vestuário da
mulher”. (Carta Encíclica Redemptor Miserentissimus.) Católicos mundanos e
sociedade secular responderam dizendo que a modéstia no vestir era regulada por
“costumes e estilos de tempo, lugar e circunstâncias.” Eles incentivaram as
mulheres a ignorar estas declarações da Igreja. Em vez disso, eles disseram, é a
sociedade e a cultura que devem ditar o que é modesto e apropriado.

Mas em suas publicações, os maçons tinham revelado o seu motivo e plano. É


doloroso repetir a citação seguinte:

"A religião não teme a ponta da adaga, mas pode desaparecer sob a corrupção. Não
vamos nos cansar de corrupção: nós podemos usar um pretexto, como o desporto, a
higiene, os recursos da saúde. É necessário corromper, que nossos meninos e meninas
pratiquem o nudismo no vestuário. Para evitar muita reação, se teria que avançar de
forma metódica: primeiro despir-se até ao cotovelo e, depois, até os joelhos, depois
braços e pernas completamente descobertos, mais tarde, a parte superior do tórax, os
ombros, etc. etc.” (International Review on Freemasonry, 1928).
Se você olhar para as tendências da moda desde 1928, você pode ver que os estilos
têm seguido muito de perto esta estratégia. Naquela época, as roupas já estavam até
os cotovelos e joelhos. O ano de 1928 foi também o início da Cruzada do Papa Pio XI
Pela Modéstia. Faz pensar que ele pode ter sabido sobre o plano da Maçonaria. A
Cruzada Pela Modéstia começou com uma Carta aos Bispos da Itália (23 de agosto
de 1928) e foi dirigida principalmente às escolas administradas pelas irmãs
religiosas. Ele falou contra as modas indecentes “que prevalecem hoje em detrimento
da boa educação…” Então, em 12 de janeiro de 1930, a Sagrada Congregação do
Concílio (agora chamada de Congregação para o Clero), por despacho do Papa Pio
XI, emitiu uma Carta aos Bispos que exortou os bispos, padres, freiras, professores,
pais, etc. a insistir na modéstia para os que estão sob seu comando. O documento
conclui com estas palavras:

“Donzelas e mulheres vestidas indecentemente estão impedidas de comungar e de atuar


como madrinhas nos sacramentos do Batismo e da Confirmação, ainda, se o delito for
extremo, podem mesmo ser proibidas de entrar na igreja.”

Instruções detalhadas sobre a modéstia no vestuário das mulheres tinham sido


emitidas em 24 de setembro de 1928, pelo Cardeal-Vigário (Vigário Geral), do Papa
Pio XI, em Roma, o Cardeal Basilio Pompili:

“Recordamos que um vestido não pode ser chamado de decente se é cortado mais que a
largura de dois dedos sob a cova da garganta, se não cobre os braços pelo menos até os
cotovelos, e se mal chega até um pouco abaixo dos joelhos. Além disso, os vestidos de
materiais transparentes são impróprios…”

O Papa Pio XII (1939-1958) continuou a Cruzada Pela Modéstia durante seu
pontificado. Numa alocução de 22 de maio de 1941 para as meninas católicas durante
a II Guerra Mundial, ele pediu-lhes para não cair em modismos que tinham sido, até
então, usados somente por “mulheres de virtude duvidosa.” Suas palavras são um
lembrete de que a Igreja é sempre consciente da salvação das almas.

“O número de fiéis e mulheres piedosas… Aceitando seguir certas modas ousadas,


quebram, pelo seu exemplo, a resistência de muitas outras mulheres a tais modas, que
poderão ser a causa da ruína espiritual para elas. Enquanto estes estilos provocativos
permanecem identificados com as mulheres de virtude duvidosa, boas mulheres não se
atrevem a segui-los, mas uma vez que estes estilos são aceitos por mulheres de boa
reputação, mulheres decentes logo seguem o seu exemplo, e são arrastadas pela maré
até um possível desastre.”
Os bispos canadenses continuaram na primavera de 1946, desta vez, advertindo os
homens a usar camisas em público, mesmo na praia e para evitar calças apertadas.
Naquele verão de 1946, o primeiro biquíni aportou orgulhosamente nas passarelas
de Paris. Coco Chanel voltou à cena fashion em 1954 e reintroduziu suas criações da
década de 1930. Naquele verão, o Papa Pio XII disse:

“Agora, muitas meninas não vêem nada de errado em seguir certos estilos
desavergonhados, assim como muitas ovelhas. Elas certamente enrubesceriam se
pudessem adivinhar a impressão que elas causam e os sentimentos que despertam em
quem as vê”. (Alocução às Filhas de Maria Imaculada, 17 de julho de 1954.)

O Papa Pio XII advertiu as mulheres que, se determinados estilos eram uma
ocasião de pecado para os outros, era o seu dever não usá-los. Ele também
alertou as mães para ter certeza que seus filhos estavam vestidos com modéstia.
Sua admoestação atemporal soa como se pudesse ter sido escrita hoje:
“O bem da nossa alma é mais importante do que o nosso corpo, e nós temos que preferir o
bem-estar espiritual de nosso próximo ao nosso conforto corporal… Se certo tipo de
vestimenta constitui uma ocasião grave e imediata de pecado, e põe em perigo a salvação
de sua alma e de outros, é seu dever desistir de usá-lo…"
______________________________________________________________

“Ó mães cristãs, se vocês soubessem o que um futuro de ansiedades e perigos, de dúvidas


depressivas, de mal suprimida vergonha vocês preparam para seus filhos e filhas,
deixando-os imprudentemente acostumados a viver escassamente vestidos e fazê-los
perder o senso de pudor, vocês teriam vergonha, e temeriam o dano que vocês estão
causando a vocês mesmas, os danos que vocês estão causando a essas crianças, a quem o
Céu confiou a vocês para serem educadas como cristãs”.
(Alocução às Meninas da Ação Católica, 22 de maio de 1941.)

Tragicamente, algumas mães de hoje estão permitindo que suas filhas vistam-se
como uma “prostituta chique”. Os pais tornaram-se insensíveis aos modismos de
hoje? Eles foram enganados pela indústria da moda? Manipulados por querer que
seus filhos sejam “populares”?

Seja qual for a razão, um comentador vai direto ao ponto: A triste verdade é que
muitas garotas pré-adolescentes e adolescentes de hoje se vestem como prostitutas…
Como tantas meninas acabam parecendo objetos sexuais? Como?
Porque os pais deixam. Encare os fatos: a maioria dos jovens entre 12 e 16 anos de
idade não têm acesso a muito dinheiro a menos, claro, que seus pais lhes deem e,
geralmente é a mãe que leva alegremente suas queridinhas ao shopping para um
dia de compras. Encare isso: as meninas se vestem de acordo com o que suas mães
permitem. Eu pensava que as mães deveriam supostamente proteger suas filhas,
ensiná-las a valorizar a si mesmas e seus corpos. Que chance tem uma menina de
manter intacta a inocência da infância, quando a mãe que está conduzindo-a a loja
e pagando as tangas, as micro-saias, o jeans de cós baixo e os decotes profundos?
Será que os pais percebem que “damas da noite” nas esquinas das ruas na década
de 1950 não usariam o que algumas meninas usam para ir ao shopping estes dias?

Então, vamos voltar à década de 1950. O Papa Pio XII reconheceu que as mulheres
são a fibra moral da sociedade, e ele sabia que a cultura iria implodir se a modéstia
não fosse posta em prática. “A sociedade revela o que é pelas roupas que veste”,
disse Pio XII, em 29 de agosto de 1954.

“… Um modo indigno, indecente de se vestir tem prevalecido”, sem distinção de


qualquer lugar, “em praias, resorts no campo, nas ruas, etc. O vício necessariamente
segue a nudez em público…”

O Papa não foi o único que tinha algo a dizer sobre a espiral descendente da moda. A roupa
cotidiana estava usando cada vez menos material, e ir à praia era um passatempo
relativamente novo que estava ganhando popularidade. Em 1959, o Cardeal Pla y Daniel,
arcebispo de Toledo, Espanha, afirmou:

“Um perigo especial para a moral é representada por banhos públicos nas praias… O banho
misto entre homens e mulheres, que é quase sempre uma ocasião próxima de pecado e um
escândalo, deve ser evitado.”

O cardeal foi simplesmente ecoando e reforçando o que sabiam os imperadores romanos há


dois mil anos: natação mista leva à promiscuidade. Isso é um longo caminho de onde nossa
cultura está hoje, não é?! O Cardeal Siri, de Gênova, Itália, escreveu uma carta, em 1960,
chamada: “Notificação relativa ao traje masculino usado pelas mulheres”. Ele expressou a
preocupação de que pelo uso de calça comprida, as mulheres estavam imitando e
competindo com os homens.
Sua preocupação era que isso provocaria nas mulheres as atitudes mentais de um
homem, e iria alterar os gestos da mulher, atitudes e comportamento. Cada mulher
que eu conheço reconhece que, quando ela está usando um vestido, ela se move e age
de forma diferente de quando ela está vestindo calças.

O santo Padre Pio recusou às mulheres o acesso ao confessionário se os seus vestidos


fossem muito curtos. Na porta da igreja estava esta mensagem:

“Por desejo explícito do Padre Pio, a mulher deve entrar no confessionário vestindo saias,
pelo menos, vinte centímetros abaixo do joelho. É proibido emprestar um vestido longo
na igreja para usá-lo no confessionário.”

Como um autor comentou, enquanto os estilistas tinham saias subindo para mais de
vinte centímetros acima do joelho, o Padre Pio alertou as mulheres para manter suas
saias vinte centímetros abaixo do joelho. Mais recentemente, o Catecismo da Igreja
Católica tinha uma série de coisas a dizer sobre a modéstia no vestir e no
comportamento. Essas passagens são as mais pertinentes:

“A pureza exige o pudor, uma parte integrante da temperança. O pudor preserva a


intimidade da pessoa. Significa recusar-se a revelar o que deveria permanecer oculto. É
ordenada para a castidade, cuja sensibilidade é testemunho. Ele orienta como se olha
para os outros e se comporta em relação a eles, em conformidade com a dignidade das
pessoas e sua solidariedade. (2521). O pudor protege o mistério das pessoas e do seu
amor…. A modéstia é decência. Inspira a escolha da roupa. (2522). O pudor inspira um
modo de vida que torna possível resistir às seduções da moda e das ideologias
dominantes. (2523). As formas tomadas pelo pudor variam de uma cultura para outra.
Em toda parte, entretanto, a modéstia existe como uma intuição da dignidade espiritual
própria do homem. Esta nasce com o despertar da consciência de ser um sujeito. Ensinar
a modéstia às crianças e aos adolescentes significa despertar neles o respeito pela pessoa
humana. (2524). “

Podemos ver que ao longo dos anos, a Santa Madre Igreja tem achado por bem educar
e alertar os fiéis sobre as tendências da moda e sobre a gravidade da imodéstia e do
comportamento e vestuário indignos. Temos a evidência de que a moda hoje é o
resultado de um planejamento por parte daqueles cujo objetivo é a destruição total
da sociedade cristã. Mas também temos sido avisados a respeito de qual caminho
tomar. Cabe a nós usar o nosso livre arbítrio e decidir o que fazer para as nossas
famílias e a nós mesmos.
"A Modéstia é a Mãe do Amor Verdadeiro"

(São João Crisóstomo)

CAPITULO 4
MODA PRAIA ANTES DO SECULO XX
“A Grande Prostituta, a grande prostituta, que está sentada à beira de muitas águas”
[...]. Ela inebriou os habitantes da terra com o vinho da sua luxúria” Ap 17,1-2.
“E ele (O Demônio) se estabeleceu na praia”. Ap12,18

[...]. Ela inebriou os habitantes da terra com o vinho da sua luxúria” Ap


“As praias eram desertas durante todos os séculos de cristianismo. Inclusive hoje é
17,1-2.
normal ver sempre vazias
“E ele as praias daqueles
(O Demônio)se paísesna
estabeleceu da praia”.
África pouco ocidentalizados, que
Ap12,18
apenas são frequentadas pelos nativos, e que só são visitadas por brancos.”

Desde que REINOU O CRISTIANISMO na vida civil, os banhos públicos eram


separados, para homens e mulheres, e estas se vestiam muito modestamente para tais
ocasiões. Todos os cristãos estavam unidos na opinião de que casas conjuntas de
banhos iriam dar lugar aos vícios, e por isso, se sacrificavam por um bem maior: o
bem comum e sua salvação. (BANHOS MISTOS FORAM PROIBIDOS PELO
CONCÍLIO DE LAODICÉIA - ano 320; [c. 30: Mansi II, 569]). Até mesmo entre os
pagãos se chegou à consciência do quão prejudicial à sociedade eram os banhos
mistos. Ao ponto de alguns imperadores romanos decretarem a total proibição dos
banhos mistos e de haver horários separados dos banhos públicos para homens e
mulheres.

SECULO XX: Ao largo do século XX, foi se generalizando no Ocidente o uso popular
misto de praias e piscinas públicas. Já nos fins do séc. XIX as pessoas de classe alta
começam timidamente a aglomerar-se nas praias. Mas é na segunda metade do século
XX, quando o costume social de praias e piscinas chega a ser praticado em todos os
níveis sociais. Recorde-se, por outro lado, que quando nestes decênios as piscinas
populares vão se generalizando, nas regiões católicas, todavia se dispõem de piscinas
separadas para homens e mulheres, ou se atribuem horários distintos para uns e
outros. Esta pratica perdura em não poucas regiões católicas até passar a primeira
metade do século XX.
HOJE: Uma “exceção” a toda a nossa história cristã é o grave impudor atual, sempre
crescente desde pelo menos um século. Uma geração que se envergonha de uma
tradição cristã sempre fiel a si mesma, ou simplesmente a ignora. Hoje, as cristãs, ao
vestir-se com menos indecência que as mulheres mundanas, já pensam que vestem-
se com decência. Usarão, por exemplo, traje completo de banho quando a maioria das
mulheres estiverem usando biquíni; e se um dia a maior parte das mulheres estiver
em topless, estas católicas usarão biquíni, etc.

DEGRADAÇÃO CONSEQUÊNTE: De fato, o impudor nas modas e costumes, nas


praias e espetáculos, ao menos como um fenômeno social generalizado, tem vindo
sempre unido a outros fenômenos sociais generalizados, tem vindo sempre unido a
outros fenômenos sociais negativos; tem coincidido com um aumento da
masturbação, do divórcio e do adultério, da gravidez na adolescência, das práticas
homossexuais e da luxúria em todas as suas modalidades.

A IGREJA: cuida da nossa alma, deu-nos critérios bem específicos para irmos à
praia. O I Sínodo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (1949), diz ao
seu Art. 499:

“A frequência a praias ou piscinas públicas não pode deixar de ser veementemente


CONDENADA como atentatória à moral, salvo quando houver a possibilidade de
conciliar-se:
a) lugar discreto, ou hora não frequentada indistintamente;
b) traje DECENTE;
c) companhia escolhida, e nunca mista”
O PRIMEIRO BIQUÍNI
“Você verá, você verá, elas ficarão despidas também pelas ruas”.
(Profecia do Pe. Pio)
Ap 3,18-19 “Aconselho-te que compres de mim [...] roupas alvas para te vestires, a
fim de que não apareça a vergonha de tua nudez; [...]. Eu repreendo e castigo
aqueles que amo. Reanima, pois, o teu zelo e arrepende-te”.
Ap 16,15 “Eis que venho como um ladrão! Feliz aquele que vigia e guarda as suas
vestes para que não ande nu, ostentando a sua vergonha”!

No verão de 1946, O PRIMEIRO BIQUÍNI aportou orgulhosamente nas passarelas de


Paris. Era tão escandaloso que nenhuma modelo francesa aceitou vesti-lo, por isso foi
contratada uma dançarina de strip-tease para estreá-lo. Micheline Bernardini uma
stripper de 19 anos (que provavelmente se prostituía desde criança): foi a única que,
na época do lançamento, aceitou aparecer em público com a peça – nada difícil para
alguém que ganha a vida tirando a roupa.

Como escreveu alguém na época, todas as zonas erógenas (a exceção da intimidade


propriamente dita) estão expostas com o uso do biquíni – e até mesmo a intimidade
não está livre de aparecer, com os movimentos de uma pessoa na praia. É A MAIS
COMPLETA NEGAÇÃO DO PUDOR, pois torna todas as definições dele inuteis.
Se alguem usa esta peça, ja não deve se preocupar com as saias curtas, decotes
reveladores, calcas apertadas, etc. NA PRAIA SE REVELA PRATICAMENTE TUDO.
No começo o biquíni só era usado por mulheres vulgares, mas após a revolução sexual,
não só passou a ser aceito pelo público em geral, como se tornou a regra comum.
Porém o Senhor nos diz: “Não tomarás o partido da maioria para fazeres o mal” ou
“Não seguirás o mau exemplo da multidão”. (Ex 23,2). Antes da explosão do biquíni
o Santo Padre já chamava atenção sobre a moda imodesta que se introduzia nas
praias. No verão de 1954, O PAPA PIO XII disse:

“AGORA, muitas meninas não vêem nada de errado em seguir certos estilos
desavergonhados, assim como muitas ovelhas. Elas certamente enrubesceriam se
pudessem adivinhar a impressão que elas causam e os sentimentos que despertam em
quem as vê”. (Alocução às Filhas de Maria Imaculada, 17 de julho de 1954.)

E ainda: “[...] a imodéstia nas praias, tem contribuído para o aumento da


superficialidade, do mundanismo, e da sensualidade na juventude”. (S.S Pio XII “The
Cause of Evil”, 24.7.49)

Possamos nós, católicas devotas de Nossa Senhora, entender o que é ser realmente
modesta aos olhos de Deus, e não sejamos mais um espinho na coroa de Nosso
Salvador. Jesus Cristo morreu por nós e nos resgatou das imundas mãos do Demônio:
eis o altíssimo preço que nós custamos. Nós valemos muito, muito mais do que
desejam nos reduzir: mais do que uma stripper, com certeza.
CAPITULO 5
O QUE DIZEM OS SANTOS?

São João Crisóstomo (+407), em suas Catequesis bautismales, cerca do ano 390,
comenta largamente as normas apostólicas já citadas. À mulher imodesta ele diz:

“está aumentando enormemente o fogo contra ti mesma, pois excitas os olhares


dos jovens, arrasta os olhos dos licenciosos e cria perfeitos adúlteros, e com isto te
faz responsável pela ruína de todos eles” (V,37; +34-38).

São Cipriano (+258)


“E o que dizer das que acodem aos banhos na promiscuidade, e prostituem a
castidade ante os olhares curiosos e lascivos? Quando ali vêem despidos aos
homens e são vistas por eles com falta de vergonha, acaso não fomentam e
provocam a paixão dos presentes para sua própria ignomínia e afronta? Mas,
dirás, 'há aqueles que possuem tais intenções; mas eu não tenho outro interesse
que recuperar e lavar meu corpo'. “Não te escusa este pretexto, nem te livra do
pecado de lascívia e imodéstia. Este banho te suja muito mais do que te lava, e não
limpa teus membros, mas os mancha. Poderás tu não olhar a nada com olhos
desonestos, mas outros olham para ti. Não enfeias teus olhos com deleites
vergonhosos, mas causando prazer aos outros enfeias a ti mesma. Ali fica excluído
todo recato; ali se despoja o corpo por um tempo do vestido e de sua dignidade e
pudor, expondo as partes virginais para ser objeto de olhares e curiosidade.
Considera, pois, se os homens irão acreditar que é casta, quando esta vestida,
aquela mesma que teve a audácia de despir-se sem pudor” (De habitu virginum).

São João Eudes


“Certamente, uma mulher que veste roupa imoral pode condenar-se. E pode
condenar-se, quer pelo pecado que comete ela mesma, quer por que causa a
condenação de outras pessoas”.
O servo de Deus, Dom DOLINDO RUOTOLO, era muito claro no tema da
dignidade e santidade do corpo humano e não hesitava em levantar a voz contra as
modas indecorosas. Em seus escritos, lemos textualmente:

"Mulher, tu és criatura de Deus, criatura nobilíssima, alma unida ao corpo para


glorificar a Deus e não uma atração ou o brinquedo de homens corrompidos.
Depois do pecado original, o olhar do homem se perturba com a visão do corpo,
por isso Deus quis que o corpo estivesse coberto. Tu, então, deve se vestir para
esconder a carne, não para mostrá-la, deve se vestir para recordar que és de Deus
e que és templo do Espírito Santo. Lembre-se de que a moda imodesta te faz
praticamente a mulher de todos e os olhares ávidos dos homens te degradam toda
vez que se fixam sobre teu corpo com desejos impuros, assim que tu torna-te como
uma mulher mundana, oferecendo-se, por tua culpa, ao olhar torpe de homens
viciosos e retorna para casa cheia de pecados e de iniquidade.”

Leiamos alguns fatos que tiveram SÃO PIO DE PIETRELCINA como protagonista:

Uma vez foi-lhe dito: “Padre, o senhor está exagerando com as mulheres ... as manda
vir com a saia até os joelhos! Nada de confissão para elas!”

– “Até os joelhos?” – Respondeu o Padre – “Você verá, você verá, elas ficarão
despidas também pelas ruas”.

Para uma senhora que usava uma camisa com a manga curta (até o antebraço...)
disse:

_ “Serre os braços... porque você sofrerá menos fazendo isto do que se tiver que sofrer
no Purgatório... as carnes nuas queimarão”.

Numa manhã, um menino de 11 anos foi até o Padre Pio e disse-lhe:

_ “Padre, meu pai mandou que lhe lembrasse aquela graça [que ele pediu], não se
esqueça!”.

Padre Pio respondeu:

_ “Chame o seu pai, deixe-o vir”.

_ “Pai, Padre Pio quer vê-lo”.


O pai se aproxima e Padre Pio lhe grita:

_ “Porco, não se envergonha de fazer vestir seu filho deste modo? Um calçãozinho
curto; e se o visse alguma mocinha? Recordai, nós pagaremos também pelos pecados
de pensamentos que fizemos os outros cometerem. Porco, é o que sois!”.

Padre Pio, no entanto, estava praticamente sozinho nesta batalha, tanto é que um de
seus filhos espirituais escreveu: “A voz de protesto contra a moda surge apenas da
boca do Padre Pio. Em toda Roma os sacerdotes fecham os olhos e seguem em frente”.
Ao que o padre respondia ironicamente: “O peixe fede a partir da cabeça!”.

Santa Perpétua
Recordemos apenas um exemplo deste pudor surpreendente, afirmado já no ano 203.
As santas mártires Perpétua e Felicidade foram expostas no anfiteatro de Cartago à
fúria de uma vaca muito brava;

“A primeira a ser lançada para o alto foi Perpétua (de 22 anos, mãe
recentemente), e caiu de costas; mas apenas se encontrou sentada, recolhendo as
túnicas rasgadas, cobriu a perna, lembrando-se antes do pudor do que da dor”
(Actas 20).

Gestos como este deixavam assombrados aos pagãos. Na literatura dos Padres
aparecem traços frequentes deste assombro que causava nos pagãos o pudor das
mulheres cristãs, e a admiração que em muitos casos suscitava a beleza da castidade.
Não parece excessivo afirmar que o testemunho cristão da castidade e do pudor foi
uma das causas mais eficazes da evangelização do mundo greco-romano, que em
grande medida ignorava estas virtudes. (Vida dos Santos, Edit. das Américas, V. IV,
pg. 240).
REVELAÇÕES

Mensagem de Jesus à irmã Concepcion Lopes de Soto em 19 de agosto de 1996:

Reflete, mulher, que segues a moda licenciosa e pensa com serenidade, um


momento, sobre os graves escândalos que provocas aos que te olham, te desejam e te
ferem com frases grosseiras, por causa de tuas roupas ajustadas, transparentes,
decotadas e curtas. Todos os pecados que provocam nos outros, as tuas calças
“coladas”, shorts, mini-saias, blusas e vestidos transparentes e decotados, fora ou
dentro da Igreja, são imputáveis aos que te olham, mas mais que a ninguém, são
imputáveis a ti, que és a sua causa voluntária.
Eu, o Legislador Divino, disse: Se alguém olhar para uma mulher com malícia, já
pecou em seu coração. A moral que Eu ensinei é una, inviolável e eterna, enquanto
que as modas são muitas. A Minha Igreja, não tem modas! O mundo tem-nas todas.
Se, realmente, Me amas... deves seguir a Minha Vida, cheia de abnegação e sacrifício...
Por isso deves abandonar as modas que atentam contra a Moral e a Fé!
Estreita é a porta que conduz ao Céu e larga a que leva ao inferno; a maioria elege
a última. Estar contra as modas indecentes e não as usar é muito difícil; é necessário
muito amor para Comigo, para não se deixar arrastar por elas.
Ou tu estas Comigo, ou estás contra Mim! Ou estás Comigo, ou estás com as modas
sem pudor... o que escolheres dar-te-á a eternidade da Minha Glória ou a eternidade
das penas.
Quando a morte te arrancar deste mundo, cheio de vaidades e luxos sem razão e
chegardes a Minha Presença para ser julgada... vendo os pecados que os homens
cometeram ao olhar para o teu corpo escassamente coberto, tu própria ficarás
envergonhada.
Os casamentos que se celebram, também esbofeteiam ao Meu Rosto, quando as
noivas e madrinhas se aproximam do Altar meio despidas, assim como muitas de suas
convidadas... Tem a hipocrisia tal, que mesmo seminuas, levam no pescoço uma
formosa cruz metálica, sinal de sua “grande catolicidade”. A verdade é que são
sepulcros branqueados, cheios de luxo por fora e... vazias de humanidade e caridade
por dentro.

“Se te enfeitares com vaidade e exagero, para atrair os olhares dos outros, não digas
que és interiormente casta e pudica”

(São Cipriano)
"Observando a modéstia, edificamos sumamente os outros e
os estimulamos à pratica da virtude."

(Santo Afonso Maria de Ligório)

CAPITULO 6
A ELEGÂNCIA E A ETIQUETA
DA MULHER CATÓLICA

A Elegância não tem nada a ver com "nariz em pé". Ela está intimamente ligada à
vida Cristã. A Elegância é lícita e boa, entretanto é preciso saber o que de fato ela
significa. Padre Daniel Pinheiro, em um sermão sobre modéstia explica isso e diz o
seguinte:

"(...) a mulher tem uma inclinação natural a buscar agradar o homem pelo seu aspecto
físico e o homem tem uma inclinação natural a deixar-se levar por isso. Vemos isso
claramente no livro do Gênesis, em que Eva é apresentada a Adão, que encontra nela
agrado. Se essa inclinação permanece sóbria e moderada, dentro da modéstia, ela é algo
bom. Se ela se torna excessiva pela indecência, pelo excesso de ornato ou pelo luxo no
ornato, ela se torna ruim. Desse modo, a modéstia não é sinônimo de deselegância. A
modéstia não se opõe à elegância. A elegância é perfeitamente bem-vinda, desde que seja
modesta e sem excessos, sem atrair para si os olhares".

Nesse trecho podemos ver três coisas:

1) A Elegância é lícita e completamente bem vinda;

2) A Modéstia não é sinônimo de deselegância, uma mulher modesta pode e deve ser
elegante;

3) É preciso equilibrar as duas coisas para não cair em pecados.

Quanto falamos a palavra "elegância" imaginamos uma mulher bem vestida, mas a
elegância vai muito além das vestes, não é apenas na aparência externa mas
também comportamentos, modos, o agir na hora certa, o que falar, como proceder,
apresentação, etc. A Elegância é algo difícil de definir, podemos dizer que é um
modo de vida e um modo de se comportar.
Assim dizia o Rei Salomão: “Como joia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher
formosa que não tem discrição” (Provérbios 11,22). Ou seja, a discrição é um ponto
fundamental para ser elegante, e perceba o quanto está relacionada à virtude da
Modéstia, que também é bíblica:

“Da mesma forma, quero que as mulheres se vistam modestamente, com decência e
discrição, não se adornando com tranças e com ouro, nem com pérolas ou com roupas
caras, mas com boas obras, como convém a mulheres que declaram adorar a Deus”.
(1 Timóteo 2,9-10).

"O vosso adorno não seja um enfeite exterior, como as tranças nos cabelos, o uso de jóias
de ouro, ou o luxo dos vestidos mas seja o do íntimo do coração, no incorruptível traje de
um espírito manso e tranquilo, que és, para que permaneçam as coisas." 1 Pedro 3-3,4

Ser elegante não significa ter dinheiro, ser elegante não significa usar apenas roupas
de marcas caras e famosas, ser elegante não significa luxo. Imagina uma mulher rica,
que se adorna, está sempre impecável, compra roupas caras e jóias. E esta mesma
mulher maltrata / zomba de uma mulher mais simples, ela está sendo elegante?
Certamente não. Quem sabe a mulher simples, humilde era mais elegante que a
senhora soberba e arrogante que a maltratou. Portanto podemos perceber que a
elegância não é uma "carcaça" de aparência, mas é algo interior. Se tentássemos
embelezar um porco com joias ele continuaria sendo…um porco. Os adornos e jóias
não mudam a essência do animal e também não muda a nossa. Sendo assim,
separamos por temas como ser uma pessoa Elegante e Modesta. Ambas as virtudes
devem estar relacionadas. Acompanhem.

1. SEJA DISCRETA E MODESTA:

A discrição é importante para ser uma mulher elegante. Não chamar a atenção pra si
mesma, não chegar em locais gritando, falando alto, não se exaltar, saber se impor
sem fazer escândalo, silenciar quando preciso dentre uma série de condutas
importantes. Essa discrição é um ato interno, que deve ser trabalhado. Também
temos a discrição no vestir, que está relacionada com a virtude da modéstia no vestir:
Não usar roupas muito chamativas, com excesso de brilho, onde você será o centro
das atenções (as vezes até cafona), saber combinar as cores, sapatos, roupas,
acessórios, não usar roupas escandalosas e imodestas / indecentes. Uma mulher que
usa roupas provocativas / colantes não é elegante, é vulgar. Não busque chamar a
atenção para si, seja por roupas ou comportamentos. “Seja a vossa moderação
conhecida de todos os homens.” (Filipenses 4,5). A Mulher elegante não é
consumista, exagerada, e nem uma vítima da moda, ao contrário tem uma sobriedade
no vestir.

2. SEJA HUMILDE:
Uma mulher elegante é sempre humilde. Não humilha o próximo, não empina o nariz
se achando melhor que os outros, não zomba de outras mulheres. Inclusive a
zombaria pode até ser pecado mortal segundo o doutor Angélico São Tomás de
Aquino, principalmente quando se zomba de alguma virtude. Uma mulher elegante
sabe se portar com o próximo o tratando com caridade, sem mentir, zombar, ferir.
Quando questionada sobre algum tema responde de forma honesta e séria, sem
precisa humilhar o próximo para conseguir o que quer. A pessoa humilde quer
sempre ocupar o último lugar, não quer ser elogiada e ser bem vista pelo mundo, mas
somente por Deus. Os Santos sempre queriam ser mal vistos pelo mundo e assim
teriam maior glória no céu. Eles sempre nos ensinaram que é preciso se desprender
do amor próprio e não querer as honras do mundo, para assim ser amado por Deus.
Santo Afonso de Ligório diz:

"Quem desejar, pois, atingir a caridade perfeita, deverá praticar a pobreza de espírito em
seu sentido mais amplo. Em primeiro lugar, deverá desprender-se dos bens da terra; em
segundo lugar, das honras deste mundo; em terceiro lugar, de seus semelhantes e, em
quarto lugar, de si mesmo."

E ainda o mesmo santo diz:

"Se quisermos pertencer a Deus devemos renunciar ao apego aos bens deste mundo.
Quem aspira os bens terrenos diz S. Felipe Néri, nunca se tornará santo. As riquezas que
devemos desejar são as virtudes e não os bens temporais, diz S. Próspero; a caridade, a
piedade, a humildade, a mansidão constituirão a nossa grandeza no céu, depois de nos
haverem auxiliado na terra no combate contra os inimigos de nossa salvação."
Uma mulher elegante é humilde, e esta virtude não é necessária somente para ser
elegante, mas também para ser uma mulher virtuosa, que agrada a Deus, uma mulher
que Ama a Jesus Cristo de todo coração. Uma mulher verdadeiramente humilde não
quer aparecer, não se exibe. O que mais vemos hoje é exibicionismo, pessoas que
querem aparecer, mostrar que tem dinheiro, posse, classe, posição. E esse
exibicionismo ocorre dentro das Igrejas, nas ruas, no trabalho e até nas redes sociais.
Fazer por exemplo um book fotográfico com milhares de fotos em todas as posições
para ficar constantemente sendo vista e elogiada não é ser elegante, tem pessoas que
só não tiram foto e postam "eu no banheiro" porque não tiveram coragem ainda, mas
quem sabe ainda veremos esses tipo de coisa facebook afora. Isso é ser
verdadeiramente humilde? Ou exibicionismo? Precisamos mesmo ficar nos expondo
o tempo inteiro para ganhar elogios?

As vezes se ocultar faz bem a nossa alma. Todos nós temos essa má inclinação em
exaltar a si mesmo, gostar de ser elogiada, amada, paparicada, mas essas inclinações
devem ser combatidas e mortificadas para quem quer de fato agradar a Deus. Assim
diz Santo Afonso de Ligório:

"O orgulhoso é como um balão cheio de vento que se sente grande diante de si mesmo. Na
verdade toda a sua grandeza se reduz a um pouco de ar que se esvai rapidamente,
quando o balão se rompe. Quem ama a Deus é verdadeiramente humilde. Não se orgulha
vendo em si algumas boas qualidades. Sabe que tudo quanto possui é dom de Deus; de
seu, só tem o nada e o pecado. Por isso conhecendo os dons concedidos por Deus, mais se
humilha, sentindo-se indigno e tão favorecido por Deus."

E ainda ele continua mais adiante:

"Dizia Santa Teresa: 'Não acrediteis ter progredido na perfeição, se não vos julgardes
piores de todos e se não desejais ser tratados como os últimos. Assim fazia Santa Teresa e
todos os outros santos. São Francisco de Assis, Santa Maria Madalena de Pazzi e outros
julgavam-se os maiores pecadores do mundo."

O exibicionismo nas redes sociais hoje em dia virou uma marca do nosso tempo. Um
lugar onde as pessoas muitas vezes passam uma imagem do que não são, se exibem
com milhares de fotos, até mesmo indecentes e imodestas quando não semi-nuas
(biquínis, maiôs, shorts) e ficam esperando serem louvadas e admiradas.
Época decadente a nossa, que tristeza. Obviamente não é errado tirar uma foto ou
outra, com amigos, com familiares, algo curioso, mas essa atitude é bem diferente de
fazer para se exibir e chamar a atenção, ou para ser louvada, admirada, para levantar
seu ego. Temos que ter discernimento para separar as coisas, tudo depende da
intenção em que colocamos no ato. Portanto aqui vão algumas dicas: Antes de postar
uma foto nas redes sociais pense: para que estou postando? Porque? Para ser
louvada? Porque me achei linda, maravilhosa? Porque quero que as pessoas apreciem
a saia nova e cara que comprei? Para que as pessoas fiquem comentando abaixo:
'linda' 'parabéns', etc.

Assim diz Santo Agostinho:

"Não há riqueza mais perigosa do que uma pobreza presunçosa."

Querem ser de fato mulheres piedosas, elegantes, humildes e virtuosas? Pense nas
suas atitudes, pense antes de falar, antes de fazer as coisas, analise com calma a
situação e lute contra si mesma! Você que está lendo esse artigo e se identificou, saiba
que não é a única que tem essa tendência de se exibir, todas as mulheres já a possuem
naturalmente e justamente por isso é necessário a mortificação e negação de si
próprio. A bíblia também fala da humildade e a necessidade de não se vangloriar:

“Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios.”
(Provérbios 27,2)

E ainda um bom sacerdote fala sobre o tema:

"Incluída na virtude da modéstia, está não somente a humildade - se queremos praticar


essa virtude plenamente temos que ser humildes - mas também incluído está como a
pessoa se veste, muitos hoje estão cegos para necessidade de praticar essa virtude, que é
desesperadamente necessária na nossa cultura atual."
Fr. Dominic Mary.
3. SEJA AMÁVEL COM O PRÓXIMO E TENHA MANSIDÃO:

Uma mulher elegante é amável no trato com o próximo, não trata mal, não humilha
os outros. É sempre mansa, pura, e amável. Cremos de fato que não é fácil agir assim
em todas as ocasiões pois somos pecadores e temos inclinações ruins, entretanto é
extremamente necessário lutar contra nós mesmos e vencer as tentações. O
importante não é se você já cometeu estes pecados, mas o que você fará para mudar
daqui para frente e se de fato quer mudar.

Santo Afonso de Ligório, esse grande doutor da Igreja sobre as virtudes


necessárias para ser Modesta e Elegante, ele diz:

"O espírito de mansidão é próprio de Deus. 'Meu Espírito é mais doce do que o mel'. A
pessoa que ama a Deus, ama a todos os que são amados por Deus, isto é, todos os
homens. Por isso procura sempre socorrer, consolar, contentar a todos na medida do
possível. Eis o que diz São Francisco de Sales, mestre e modelo da mansidão: 'A humilde
mansidão é a virtude das virtudes que Deus tanto nos recomendou. É necessário praticá-
la sempre e em toda parte. (...) Diz São Francisco de Sales: 'Não há nada que tanto
edifique o próximo como a caridosa benignidade no trato.' Ele tinha ordinariamente o
sorriso nos lábios. Sua aparência, suas palavras, suas maneiras respiravam mansidão.
São Vicente de Paulo afirmava jamais ter conhecido um homem mais manso, parecendo-
lhe ver a imagem viva da bondade de Jesus Cristo."

Portanto a amabilidade e mansidão são características de uma mulher também


Elegante. A bíblia diz:

"Revesti-vos pois, como eleitos de Deus, santos e amado, de coração compassivo, de


benignidade, humildade mansidão, longanimidade."
Colossenses 3,12

"E ao servo do Senhor não convém contender mas sim ser brando para com todos, apto
para ensinar, paciente."
2 Timóteo 2,24

"Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente pura depois pacífica, moderada,
tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia."
São Tiago 3,17
Para ser elegante e modesta não fale palavrões:

"Nem baixeza, nem conversas tolas, nem gracejos indecentes, coisas essas que não
convém; mas antes ações de graças." Efésios 5,4

"Mas agora despojai-vos também de tudo isso: da ira, da cólera, da malícia, da


maledicência, das palavras torpes de vossa boca."
Colossenses 3,8

4. SEJA HONESTA
Quem nunca falou isso: "Diz que eu não tô" quando toca o telefone ou então "Inventa
uma desculpa". "To chegando" quando nem saiu de casa? A mulher elegante é honesta,
não mente, não inventa, não deturpa, é pontual, e quando se atrasa explica-se ao
menos e pede desculpas. Mentira pequena ou grande é pecado. Uma mentira grande
pode ser pecado mortal, pois viola um dos mandamentos da Lei de Deus que é "Não
julgar falso testemunho". Uma mentira por brincadeira pode ser pecado venial. Assim
diz São Francisco de Sales:

"Mentir por exemplo, habitualmente e com gosto é muito diferente do que mentir uma ou
duas vezes por brincadeira. Não podemos preservar-nos completamente de todo pecado
venial de tal sorte que nos conservemos por muito tempo nessa perfeita pureza da alma;
o que com a graça de Deus podemos é destruir o afeto ao pecado venial, e para isso é que
nos devemos esforçar. (...) qualquer pecado venial, por menor que seja, desagrada a
Deus."

Não é elegante uma mulher mentirosa, cínica, e que não cumpre com sua palavra. A
bíblia também condena tais atos, vejam:

"Malho, e espada, e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra seu
próximo." Provérbios 25,18

"Pesos fraudulentos são abomináveis ao Senhor e balanças enganosas não são boas."
Provérbios 20,23
"O Senhor odeia os lábios mentirosos mas se deleita com os que falam a verdade."
Provérbios 12,22

"Pois zelamos o que é honesto, não diante do Senhor, mas também diante dos homens." 2
Coríntios 8,21

Isso incluí muitos outros fatores em relação à honestidade: devolver o troco quando
vemos que a pessoa errou, devolver uma carteira com dinheiro sem tocar nele, e
outras "pequenas corrupções" que também são pecados: Roubar sinal de antenas
pagas (muito comum), falsos atestados médicos, mentiras no trabalho por
conveniências, etc. Existem mil maneiras de ser uma pessoa desonesta sem se dar
conta. E a elegância de uma pessoa está aí refletida também.

5. SEJA CARIDOSA E GENEROSA:

"Acolhe os necessitados e estende às mãos aos pobres"


(Provérbios 31,21).

A Caridade é uma virtude cristã, tão importante até mesmo para nossa salvação,
assim diz São Tiago: "A fé sem obras é morta." (Tg 2,26). É preciso dar pão aos que
tem fome, água aos que tem sede. E sem se vangloriar por isso, assim nos diz o
Senhor: "Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes
vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no
céu. Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os
hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade
eu vos digo: já receberam sua recompensa". (Mateus 6-1,2).
6. FIQUE LONGE DE FOFOCA E MALEDICÊNCIA:

Assim diz o Padre Daniel Pinheiro:


"A língua é pequeno membro do nosso corpo, mas grande é a sua importância e a sua
influência sobre a nossa vida espiritual. Com a língua podemos louvar a Deus, adorá-
lo, rezar, fazer Deus conhecido, podemos edificar o próximo. Com a língua, podemos
favorecer as virtudes. Todavia, com a língua podemos também pecar contra
praticamente todas as virtudes, o que leva o Apóstolo São Thiago a dizer: “Também a
língua é um fogo, um mundo de iniqüidade. A língua está entre os nossos membros e
contamina todo o corpo; e sendo inflamada pelo inferno, incendeia o curso da nossa
vida.” Podemos pecar contra a virtude de religião, blasfemando, falando mal de Deus
ou dos santos, por exemplo. Podemos pecar contra a humildade alardeando nossas
próprias qualidades. Podemos pecar contra a castidade, com linguajar baixo ou de
duplo sentido, por exemplo. Podemos pecar contra a virtude da veracidade, mentindo.
Todavia, os pecados mais comuns que se cometem com a língua são os pecados contra
a justiça e contra a caridade. Nós podemos pecar fazendo juízos temerários, fazendo
injúrias ou, amaldiçoando, etc. Falaremos hoje dos pecados da língua que atingem a
fama, a boa fama do próximo. Esses pecados da língua que atingem a fama são os
pecados de difamação". Você pode ler sobre isso em específico no link: [Sermão]: Os
pecados da língua: a detração, ou maledicência e a calúnia.

Uma mulher elegante não fala mal do próximo, não o calunia, não inventa mentiras,
é calma e comedida, sabe se portar. Imagina a seguinte cena: duas senhoras muito
bem vestidas sentadas em um restaurante frequentado pela classe alta. Chegam com
um carro importado e uma aparência de quem tem dinheiro. Agora imagina estas
duas senhoras sentarem a mesa e começarem a falar mal de outras pessoas, de outras
mulheres, criticando, julgando, rindo, debochando, bebendo demais etc. Poderíamos
dizer que são senhoras elegantes? Certamente não. Por isso percebemos que é o nosso
porte, o nosso comportamento que vai dizer se de fato somos elegantes e se essa
elegância está moldada com a decência cristã que os santos e a Igreja sempre nos
ensinaram.

"O que guarda sua boca preserva a sua vida; mas o que muito abre os seus lábios traz
sobre si a ruína."
Provérbios 13,3
7. SER ELEGANTE E MODESTA NÃO É O MESMO QUE SER
RELATIVISTA

Tudo o que falamos aqui é extremamente importante para ser elegante e uma
modesta filha de Nossa Senhora. Entretanto não podemos deturpar o verdadeiro
sentido da caridade cristã, do amor ao próximo e mansidão que são virtudes
importantes.

Santo Afonso de Ligório disse (como viram atrás) que São Francisco de Sales é um
modelo de mansidão. Sempre estava sorrindo, bem humorado, alegre e tratava bem
a todos, entretanto sabemos muito bem que ele não foi relativista, ou seja, não
aceitava de bom grado os erros da sociedade para agradar os outros. Aceitar o erro /
o pecado para agradar o outro se chama "Respeito humano" e isso é pecado e é
demoníaco quando é causa de ofensa a Deus. Silenciar no momento errado pode ser
pecado também por exemplo quando vemos alguém atacando a Igreja e não a
defendemos. É nosso dever e obrigação defender a nossa fé.

"Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da vossa
esperança." (1 Pd 3, 15).

O próprio São Francisco de Sales, exemplo de amor e mansidão não deixava de


condenar os erros quando preciso, no livro Filoteia, ele diz o seguinte:

“Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa,
desde que não se falte à verdade, sendo obra de caridade gritar ‘eis o lobo!’ quando está
entre o rebanho ou em qualquer lugar onde seja encontrado.”

Portanto, podemos ver que é perfeitamente possível e até mesmo necessário


condenar os erros e heresias, e isso também é um ato de caridade de nossa parte.

Outro santo que não media palavras para condenar os erros era São Pe. Pio de
Pietrelcina. Chegava a chamar as mulheres imodestas no confessionários de "porcas".
Ele não errou em fazer isso. Por que? a) Ele não mentiu. Ele falou a verdade; b) Não
foi intuito zombar de alguém gratuitamente; c) Não quis zombar de uma virtude, mas
alertou uma pessoa que estava cometendo um erro. d) É dever de todo sacerdote
orientar as mulheres e homens quanto a modéstia, ele estava fazendo seu dever.
Dentre outras razões. Assim ele também nos dizia:

"Eu quero que todos vocês meus queridos filhos espirituais, combatam com o exemplo, e
sem respeito humano uma santa batalha contra a moda indecente. Deus estará com vocês e
irá salvá-los." (São Pe. Pio de Pietrelcina)

"Sem respeito humano". Ou seja: sem medo de dizer a verdade para agradar aos
outros. Sem ocultar a verdade para ser bem visto, ou agradável. Dizer a verdade
também é um ato de caridade. Sejamos portanto, caridosos.
8. BELEZA E BOA APRESENTAÇÃO

Assim diz o Papa Pio XII:


“Sem dúvida o vestir obedece ao familiar requerimento de higiene, decência, e
adorno.” (Pio XII, 8 de novembro de 1957).
E ainda:
"Alguns aspectos gerais da moda - Sem dúvida ele obedece às muito bem
conhecidas exigências da higiene, do pudor e do decoro. São três necessidades tão
profundamente radicadas na natureza, que não podem ser ignoradas nem
contrariadas sem provocar repulsa e dano. Conservam seu caráter de necessidade
hoje como ontem; verificam-se quase em todas as raças; reconhecem-se sob cada
forma da longa sucessão na qual se concretizou, histórica e etnologicamente, a
necessidade natural da veste. É importante notar a estreita e solidária
interdependência entre as três exigências, não obstante brotarem de fontes
diversas: uma do lado físico, outra do espiritual, a terceira do complexo
psicológico artístico".

Portanto três coisas são importantes: Higiene, pudor, decoro. E seguindo estas três
coisas é possível também ser uma mulher elegante. Na verdade a elegância está
sempre relacionada à modéstia. Pense no seguinte: Uma mulher muito bonita, bela,
com o corpo esbelto, sabe se portar, mas sai semi nuas em revistas (só de calcinhas)
poderia ser considerada elegante? Certamente não é elegante, nem decente uma
mulher mostrar o corpo para ser objeto de cobiça para os homens. O mundo costuma
enaltecer esse tipo de mulher. No passado como podem ver no link "canonizados
pelos mundanos", e no presente com tantas outras que fazem parte do cinema
brasileiro, no exterior, que estão presentes nas novelas e filmes. Uma mulher vulgar
não pode ser elegante nunca. Se uma mulher mostra seu corpo com leggings, shorts,
calças coladas não poderá nunca seguir a moral católica e agradar Nosso Senhor. É o
mesmo que colocar "um colar de pérolas em um focinho de porco" como a bíblia nos
diz. É bela, bonita, se porta bem, se enfeita, mas é imodesta, vulgar e algumas nem o
espírito Cristão possuem. Beleza não é sinônimo de elegância! Uma mulher pode ser
bonita, linda, ter traços femininos, corpo esbelto e entretanto não ser elegante nem
modesta! É claro que uma mulher usando legging é bonita, entretanto vulgar.

Portanto, estas três palavrinhas devem estar relacionadas: Higiene, pudor, decoro.
Na questão da Higiene, vemos o quanto é agradável conversar com uma mulher que
se cuida: Unhas limpas, cabelo bem cuidado, sem relaxamentos etc.
9. VAIDADE FÚTIL VERSUS MODÉSTIA SANTA.

Existe muita diferença entre se adornar de uma forma pura e ser extremamente
vaidosa a ponto de cometer pecados. Lembramos então de um dos 7 pecados
capitais: A soberba.

A soberba é conhecida também como vaidade ou orgulho. Está associado ao orgulho


excessivo, arrogância. Segundo São Tomás de Aquino, a soberba é um pecado tão
grande que está fora de série, devendo ser tratado em separado do resto e merecendo
uma atenção especial. A Santa Igreja então, decidiu unir a vaidade à soberba,
acreditando que neles havia um mesmo componente de vanglória.

“Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um
os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2.3).

São Tomás de Aquino portanto, chama a soberba de Mãe de todos os pecados, pois
o soberbo coloca a si mesmo acima do amor a Deus. A Soberba é um sentimento
negativo caracterizado pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas. O
soberbo se basta. Uma pessoa que tem soberba as vezes nem percebe que é, por tão
habitual a si próprio que seu comportamento se tornou. Um pequeno elogio se
transforma numa verdade absoluta. Basta um "Este é o cara", para o fulano se julgar
de fato ‘o cara’ e passar a agir como tal. Para o soberbo, tudo que ele faz tem um
sentido maior, mesmo que outras pessoas já tenham feito algo parecido: seu discurso
é o melhor, seu trabalho é o melhor, suas aulas são as melhores, seu modo de agir é o
exemplo a ser copiado por todos, pois é o melhor. "Os outros são os outros e só". Para
ele não basta ser um urso; tem de ser um urso pardo, o maior dentre todos.
Resumindo o Soberbo se acha melhor que os outros, algumas características de uma
pessoa soberba:

a) Quer sempre ser louvado e elogiado;

b) Quer ser o centro das atenções;

c) Se acha melhor que os outros;

d) Humilha os outros / zomba / etc;


e) Sempre quer mostrar as coisas que tem: dinheiro, vários empregados, roupas caras,
precisa sempre que os outros o vejam como "o cara" literalmente. Dentre outras
coisas que são totalmente opostas a humildade.

Uma pessoa soberba jamais pode ser elegante, pois fere praticamente todas as
qualidades que descrevemos acima. Justamente por isso São Tomas de Aquino afirma
que é um pecado que deve ser levado em conta separado dos outros, porque
geralmente é a causa dos demais. São Tomás definiu o orgulho/soberba como um
extraordinário amor à nossa própria excelência. O homem orgulhoso deseja, de fato,
parecer superior ao que ele realmente é: essa é a falsidade em sua vida. Orgulho é,
como diz S. Agostinho, um amor perverso pela grandeza."

"Pela soberba/orgulho, nós nos achamos melhores que todo mundo, não respeitando o
próximo e passando por cima de tudo e de todos. O soberbo se torna o seu próprio Deus,
pois a glória de tudo o que você faz sempre vai para você mesmo. O seu umbigo passa a
ser o centro do universo".

"Ser soberbo é querer ser melhor que os outros, aparecer mais, não tolerar competidores.
Não podendo vencê-los os diminui, ridiculariza. O soberbo olha o mundo ao redor de si,
achando-se o centro do universo, e que fora do seu umbigo não há salvação. Ele é o
próprio deus sol, o centro de tudo. Na escola, no trabalho, no cotidiano, conhecemos
muitas pessoas assim. Alguns fingem ser o que não são, são como gralhas com penas de
pavão, que desmascaradas, são enxotadas do mundo dos ricos e dos sábios, e
ridicularizadas no seu próprio meio. Como todo pecado avaliado pela igreja como capital
(pois vem do latim: caput, cabeça) a soberba/orgulho traz consigo um leque de “amigos”,
todos de uma forma ou de outra ligados a ela. São amigos da soberba/orgulho: a luxuria,
a altivez, a presunção, a vaidade, e a arrogância".

Mais algumas frases dos santos sobre o tema:

"O Orgulho não é grandeza, é inchaço. E o que está inchado parece grande
mas não é saudável." Santo Agostinho

"Muitas vezes, vangloria-se o homem do seu desprezo à vanglória". Santo Agostinho.

Podemos perceber o quanto a vaidade está relacionada à soberba e vanglória. E a


vaidade no porte de forma exagerada também entra nesse quesito. Não é em vão que
várias vezes a bíblia nos alerta:

“Da mesma forma, quero que as mulheres se vistam modestamente, com decência e
discrição, não se adornando com tranças e com ouro, nem com pérolas ou com roupas
caras, mas com boas obras, como convém a mulheres que declaram adorar a Deus”.
(1 Timóteo 2,9-10).

"O vosso adorno não seja um enfeite exterior, como as tranças nos cabelos, o uso de jóias
de ouro, ou o luxo dos vestidos mas seja o do íntimo do coração (...)" (1 Pedro 3-3,4)
Portanto tomemos cuidado com a Vaidade fútil, ou melhor dizendo, com a Vaidade
pecaminosa trajada de "elegância". Aquela pessoa que se acha melhor que os outros
que diz estar sempre "impecável", quer sempre os melhores vestidos, as melhores
marcas, de preço alto, quer um topete enorme na cabeça e um nariz empinado.
Cuidado, estas pessoas não são elegantes, elas são o oposto da elegância!

Um Texto para meditação sobre o tema: Jesus fala à Santa Angela de Foligno sobre a
Vaidade.

Como dizia São Felipe Néri:

"Eu prefiro o Paraíso!" Exatamente essa é a frase de uma mulher católica realmente. Eu
prefiro o paraíso. Ela é boa, generosa, é modesta, é discreta, se esconde, não se exibe, é
bonita, sabe se portar, não sacrifica o que mais agrada a Deus pelo louvor de si próprio.
Ela é o que a bíblia chama de Mulher Virtuosa. Temos que almejar isso! Deus nos
ajudará, porque é possível!

"A Beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor será
elogiada. Que ela receba a recompensa merecida e as suas obras sejam elogiadas à porta
da cidade."
Provérbios 31-30,31

"A beleza é realmente um bom dom de Deus; mas que os bons não pensem que ela é um
grande bem, pois Deus a distribui mesmo para os maus. "
Santo Agostinho

Fontes:
- Santo Afonso de Ligório - Escola da Perfeição Cristã.
- Santo Afonso de Ligório - A Pratica do Amor a Jesus Cristo.
- São Francisco de Sales - Filoteia.
-PadreAlírio:http://dehonbrasil-
aliriopedrini.blogspot.com/2012/09/primeiro-pecado-capital.html
-http://floresdamodestia.blogspot.com/2015/02/a-elegancia-e-etiqueta-da-
mulher.html
- http://mulhercatolica.com/roupas-femininas-modestia-e-comprimento/
- http://floresdamodestia.blogspot.com/2015/09/o-plano-da-maconaria-
para-infiltrar.html