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Bruna Menezes – Interfono ll

criando um “orverjet” (sobressaliência).


MOTRICIDADE OROFACIAL Distoclusão na qual os incisivos superiores estão
tipicamente em labioversão.
AVALIAÇÃO

 Possui como objetivo avaliar os órgãos


fonoarticulatórios: (lábios, língua, dente,
bochechas, palato duro e mole).
 E as funções estomatognáticas: (respiração,
mastigação, deglutição, sucção e fala).
 Os dados colhidos e observados devem oferecer
condições para o diagnóstico, prognostico, plano
terapêutico e possíveis encaminhamentos.  Classe ll (Divisão Segunda): incisivos centrais
 Avaliar se a arcada encontra-se em bom ou mal superiores em posição vertical enquanto os
estado de conservação. laterais inclinam-se para frente. Distoclusão na
qual incisivos centrais superiores estão quase
TIPOS DE OCLUSÇAO em posição normal ou em linguoversão,
enquanto os laterais superiores apresentam
 Oclusão Normal: os dentes incisivos superiores
inclinação labial ou mesial.
encobrem os dentes incisivos inferiores.

 Classe l: a relação mesiodistal entre os primeiros


molares permanentes está correta (cúspide
mesiovestibular do primeiro molar permanente
superior oclui no sulco vestibular do primeiro
molar permanente inferior), observa harmonia
entre as arcadas, traduzido por apinhamentos
dentários (os dentes se posicionam de forma
 Classe lll: os primeiros molares inferiores
desfavorável na arcada dentária) na região
relacionam-se mesialmente em relação aos
anterior. A maloclusão fica limitada aos incisivos
superiores, arco inferior mais anterior em
das arcadas tanto superior como inferior.
relação a maxila.
OBS: Mesial: está voltado para a linha média.
Distal: está voltado para o fim do arco.

 Classe ll: os primeiros molares inferiores estão


numa posição distal em relação aos superiores.

CLASSIFICAÇÃO DE ANGLE

 Classificação de Angle (A)


 Oclusão Normal (B)
 Má Oclusão; Clase l (C)
 Má Oclusão; Clase ll (D)
 Má Oclusão; Classe lll (D)
 Classe ll (Divisão Primeira): os quatros incisivos
superiores encontram-se a frente dos inferiores
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ALTERAÇÕES  Mordida em topo: quando os incisivos


superiores se encontram de topo com os
 Apinhamentos. incisivos inferiores.
 Diastemas.
 Ausências de dentes.
 Outros. (Especificar qual alteração)
 Avaliar se a dentição é mista, decídua ou
permanente.
 OBS: se há presenças de cáries, uso de próteses
dentárias, contar número evverificar se falta
dentes.
 Avaliar o tipo de mordida.
 OBSERVAR: se o paciente usa aparelho
TIPOS DE MORDIDAS ortodôntico e quanto tempo.
 Mordida aberta anterior: quando há  IDENTIFICAR O TIPO DE APARELHO (EX:
distanciamento das bordas dos incisivos. placa expansora removível, placa de contensão,
aparelho fixo (brackets), grade palatina fixa,
expansor fixo, tração da maxila, aparelho extra
bucal).
 Caso use aparelho ortodôntico móvel deve
solicitar que o paciente retire o aparelho.

AVALIAÇÃO DOS LÁBIOS (MORFOLOGIA E


TONICIDADE

 Avaliar Lábios Superiores: normal, flácido/


hipotônico (apalpação) rígido/ hipertônico,
encurtado, fino, ressecado, volumoso, fissurado.
 Avaliar Lábios Inferiores: normal, flácido/
 Mordida aberta lateral: ocorre quando alguns
hipotônico (apalpação), rígido/ hipertônico,
dentes posteriores não tem contato entre si.
evertido, volumoso, fissurado.
 Avaliar Língua: normal, volumosa, flácido/
hipotônico (apalpação), rígido/ hipertônico,
geográfica.

 Mordida Cruzada: quando há uma inversão da


oclusão de dentes.

 Avaliar a postura da língua: pedir para o


paciente abrir a boca e observar onde a
língua repousa.
Repousa: encostando nos incisivos
superiores, encostando nos incisivos
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inferiores, na papila palatina, entre os
dentes.
 PERGUNTAR ao paciente o local que a língua
ocupa na cavidade bucal, caso o paciente
não saiba responder, apontam-se para o
locais possíveis permanência da língua. Palato duro orgival.
 Analisar se existe algum fator anatômico
que impossibilite sua postura adequada (EX:
freio da língua curto ou palato estreito.

FRÊNULO LINGUAL

 Avaliar se o frênulo lingual encontra-se normal, Palato fissurado.


curto ou longo.
PALATO MOLE

 Observar é normal, se há presença de úvula


bífida.
 Presença de alterações de um padrão vocal
hipernasal (fissura submucosa)
 Necessidade de exames ORL mais especifico.

AMÍGDALAS

 Observar se está presente ou não, se está


normal ou hipertrofiadas.
 Amigdalas muito grande podem dificultar o
posicionamento da língua e da deglutição.

 AVALIAR O FREIO LABIAL SUPERIOR:


normal ou curto.

MOBILIDADE

 LÁBIOS: vibrar, estalar, soltar, beijos, postuir e


retrair.
 LÍNGUA: vibrar, estalar, canelar, afinar e alargar,
 AVALIAR AS BOCHECHAS: se são simétricas, tocar nas comissuras, tocar no lábios superiores
Assimétricas (possivelmente decorrentes de e inferiores.
mastigação unilateral) rígidas/hipertônicas,  PALATO MOLE: solicitando que o paciente faça a
flácidas/hipotônicas) emissão a-ã e o gargarejo.
 Caídas (possivelmente decorrentes de  BOCHECHAS: que o paciente infle as bochechas
respirador oral) juntas e infle separadas.
 OBSERVAR se há marcas de ferimentos  MANDÍBULA: movimento de anteriorização,
lateralização para direita e esquerda.
PALATO  Paciente realize movimentos básicos de lábios,
 Palato duro: se é normal, orgival ou fissurado. língua, bochechas, palato mole e mandíbula.
Palato duro é difícil avaliação clínica pois falta  Se sentir dificuldades oferecer uma pista tátil ou
medidas mais objetivas visual, desde que seja registrado em que
condições o movimento foi realizado.
Observar: se seu conformação é estreito ou ogivado.
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 Avaliação de mobilidade vem complementar a  Avaliar a capacidade respiratória com a
avaliação de tonicidade. utilização do espirômetro.
 Parâmetros: homens: 2.200ml
TIPOLOGIA FACIAL mulheres: 2.100ml
 Capacidade pode estar adequada ou reduzida.
 mesiofacial, dolicofacial, braquifacial ou
biprotuso.
MASTIGAÇÃO

 É necessário um alimento que favoreça a


visualização desta função que não cause atipias
erroneamente.
 Utiliza o pão francês e possui uma boa aceitação
dos pacientes o pão de queijo também pode ser
utilizado.
 Para avaliar a mastigação oferece-se o alimento
ao paciente que ele coma, da maneira como está
acostumado.
OBSERVAR: como foi o corte do alimento, com
quais dentes ocorreu e qual o tamanho do
alimento introduzido na boca; se a mastigação
ocorre.
 Labios fechados ou abertos: ruídos, se há
participação exagerada da musculatura perioral;
lateralização do alimento, se ocorre uni ou
bilateralmente e o tempo de mastigação.
 OBSERVAR: se há balanceio adequado,
preferência mastigatória do lado D ou do lado E,
movimento de charneira/vertical, mímica facial,
quebra do selamento labial.
 A mastigação adequada deve ocorrer após o
corte do alimento nos incisivos, com lábios
fechados, sem ruídos ou participação exagerada
da musculatura perioral, com lateralização e
mastigação bilateral alternada.

DEGLUTIÇÃO
 Tipo Respiratório: superior, abdominal, misto,  Um gole de água (em copo descartável
costo-diafragmático. transparente) e observa-se: se há interposição
 Modo Respiratório Predominante: nasal, oral, de língua, pressionamento atípico de língua,
oronasal. (Deve ser utilizado o Espelho de interposição de lábio, anteriorização de cabeça,
Glatzel. Este deve ser colocado abaixo das engasgos.
narinas do paciente para visualizar se há  Toda essa observação deve ser também realizada
passagem do ar pelo nariz, se a saída de ar é durante a deglutição do pão francês.
simétrica nas duas narinas, ou se há saída maior  É recomendado que a avaliação seja
em uma delas.) documentada (filmagem / fotografias).
 Pedir ao paciente que o paciente não modifique  É importante o Fonoaudiólogo saber a diferença
sua forma de respirar no momento em que for entre deglutição atípica e deglutição adaptada.
colocado o espelho que se mantenha alguns  DIAGNÓSTICO FONOAUDIOLÓGICO:
segundos o espelho para se certificar do quando forem detectadas alterações à nível de
resultado e que seja refeito o teste após o sistema estomatognático: Disfunção Motora
paciente ter assoado o nariz (limpar as narinas Orofacial / Distúrbio de Motricidade Orofacial
alternadamente).  DMO.

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