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O fisioterapeuta e a saúde do trabalhador

12 de abril de 2017

Sentir dores pelo corpo é um dos males que mais acomete os trabalhadores das
empresas brasileiras. Um estudo realizado pela Advance Medical Brasil, consultoria
especializada em gestão de saúde, apontou os gastos com ortopedia como os maiores
dentro do mundo corporativo. Além disso, de acordo com a última Pesquisa Nacional de
Saúde, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013,
2,4% dos mais de 145 milhões de entrevistados apontaram um diagnóstico médico para
Doença Osteomioarticular Relacionada ao Trabalho (DORT).

Todos esses problemas são causados pela sobrecarga em alguns grupos musculares e
pela postura inadequada durante a execução do trabalho. Ou seja, eles poderiam ser
evitados se houvesse um eforço na prevenção, comandado por um profissional
capacitado para isso – no caso, um fisioterapeuta.

Esse é o profissional que estuda, diagnostica, previne e recupera pacientes que possuam
distúrbios motores, com o objetivo de cuidar da integridade dos sistemas corporais.
Com a crescente preocupação das empresas com a saúde do trabalhador, foi criada uma
especialidade chamada fisioterapia do trabalho, que tem como missão melhorar a
qualidade de vida dos empregados, prevenindo o surgimento de doenças crônicas
degenerativas, como a DORT.

A presença de um fisioterapeuta pode contribuir com a saúde física e funcional dos


trabalhadores, identificando quais são os problemas relacionados à ergonomia através
de uma avaliação detalhada do ambiente de trabalho. Se, por exemplo, o computador
estiver em uma posição inadequada, pode ocasionar lesões na coluna, punhos e braços.
A maneira como uma carga é alçada pode causar danos na coluna. A forma de sentar na
cadeira também. Tudo isso é detectado por um bom fisioterapeuta do trabalho.

Além disso, esse profissional também pode realizar uma série de pequenos exercícios
diários com os funcionários da empresa, com curta duração (de 5 a 15 minutos) e de
fácil execução. A ideia é promover melhorias funcionais nos principais sistemas
afetados pelo trabalho e, claro, criar momentos de descontração em meio à rotina.

Mas apesar dessa importância, não há uma legislação específica que obrigue as
empresas a manter um fisioterapeuta em seu quadro de funcionários. Se elas o fazem, é
por entender a importância deste profissional e o quanto ele pode contribuir com a saúde
do trabalho. As grandes empresas, principalmente as multinacionais, já perceberam isso
e têm profissionais voltados para prevenir doenças como a síndrome compressiva do
túnel cárpico, caracterizada pela dor na região do punho e da mão, além de problemas
de coluna, tendinites e surdez induzida pelo ruído.

E se pensarmos em como o ambiente de trabalho é interdisciplinar, o alinhamento entre


o fisioterapeuta e os outros profissionais de saúde da empresa (como médicos e
enfermeiros) potencializam as intervenções feitas na empresa, contribuindo cada vez
mais com a segurança e saúde dos empregados.

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