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CON
NSTRRUÇ
ÇÃO DE E
N VIOS
NAV S E
PL
LATAAFO
ORMAAS

PROFa
a.: MAR
RTA CECILIA TA
APIA RE
EYES
mar
rtatapia
a@ufrj.
.br

 
 

Esta
E aposstila foi
i prepara
ada para o Curso dde Extens
são em Co
onstrução
o de Navi
ios
e Plataformas Of ffshore (CONSTRUAA) minisstrado peelo LabEECO Laboratório de
Educação
E Continua
ada Offshore - COP
PPE/UFRJ.
.
Este
E mate
erial é de uso exclusiv vamente p
pedagógic
co, e fooi preparrado com
m o
auxílio
a d
dos estag
giários do
d laboraatório CONSTRUA: Estevão Teodoroo da Silv
va,
Carolina
C Carvalho
o Bethle
em e Marcos de O
Oliveira Dias Vaalladão, alunos do
curso
c de Engenha aria Nava
al e Oce
eânica d
da Univer
rsidade Federal do Rio de
Janeiro,
J
As
A fotogrrafias utilizada
u veis na internet
s estão disponív t ou for
ram tirad
das
pela
p auto
ora da ap
postila.

 
 

INDICE
I

INDICE ......................................................................................................................................................................................... 3 

1 INTROD
DUÇÃO .................................................................................................................................................................. 4 
1.1  EV
VOLUÇÃO DA AS TÉCNICA AS DE CONS STRUÇÃO NA AVAL ........................................... 4 

2 CONSTRUÇÃO INTEGRADA DE
E CASCO EQUIPAMENTO RA .................................................. 11 
O E PINTUR

3 RUTURA DO NAVIO ....................................................................................................................................... 13 
A ESTR

4 CONSTRUÇÃO DO CASCO ........................................................................................................................................ 18 
4.1  AR
RMAZENAMEN
NTO DO AÇO O ............................................................................ 19 
4.2  PR
REPARAÇÃO DE CHAPAS S E PERFIS S............................................................. 21 
4.3  CO
ORTE DE CH
HAPAS E PE ERFIS ...................................................................... 21 
4.4  ONFORMADO CHAPAS E PERFIS .................................................................. 22 
CO
4.5  ABRICAÇÃO DE PERFIS
FA S ............................................................................ 24 
4.6  FA
ABRICAÇÃO DE SUB- MONTAGENS
M .............................................................. 24 
4.7  PA ANOS ...................................................................................... 24 
AINÉIS PLA
4.8  PA RVOS ...................................................................................... 25 
AINÉIS CUR
4.9  MO
ONTAGEM DO
OS EQUIPAM MENTOS .................................................................... 26 
4.10  DIFICAÇÃO DO NAVIO .............................................................................. 27 
ED

5 BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................................................................. 32 

 
 

1 INTRO
ODUÇÃO

A construução de e embarcaçõe
es envolv
ve a con nversão de
d matérias-primas como açço,
madeira,
m tubulação
o, maquinaria, em um prod duto acabado, istoo é um navio. Pa ara
completar
c o produt
to acabadoo, as mat
térias-pri
imas atravessam váárias fase
es comuns
s a
todos
t os estaleiros
e s, isto é preparaçã
ão, fabric
cação, mon
ntagem. (F
Figura 1.1
1)

.
Figura 1.1 Ciclo da construção
c o naval

1.1
1 EVOLU
UÇÃO DAS
S TÉCNICA
AS DE CO
ONSTRUÇÃO
O NAVAL

FASE
F 1: CONSTRUÇÃ
C ÃO ORIENTADA POR SISTEMAS
S INDEPEND
DENTES
Correspon
C nde à épooca da construçã
c ão por re ebites (a 30). Esta fase, da
anos 20/3
construçã
c ão tradic
cional, consistia
c basicame
ente em construir
c r o navioo "in sit
tu"
ou
o seja em um sós local
l, constrruindo-see cada sistema
s funcional (quilhha,
cavername
c ento, chaapeamento
o externoo, etc) de forma a seqüenc
cial. Priimeiramen
nte
se
s coloc
cava a quilha,, depois se m
montavam as ca
avernas e assi
im,
sucessiva
s amente. QQuando o casco esstava quaase compl
leto, com
meçava a instalaçção
do
d equipa
amento e este ses planej
java e realizava
r a por siistemas, tais co omo
ventilaçã
v ão, tubul
lação, eqquipamento
os, maquiinaria e instalaç
ção elétr
rica.
Esta
E orga
anização tradicional dos hos apresentava enormes obstácul
s trabalh los
nos
n desejjos de mmelhorar a segurrança, a qualidaade e a produtividade dos
d
estaleiro
e os. Já que
q liter
ralmente centenas
s de pesssoas tra
abalhavam
m ao mes
smo
tempo
t n mesmo local, era difí
e no ícil defi
inir pont
tos básic
cos para
a medir com
c

 
 

certa
c pre
ecisão o avance da obra, em cons
seqüência
a a gestã
ão e o controle
c da
construçã
c ão era mu
uito precária.
Tendo
T em consideeração quue todo o proce esso de construç ção se efetuava na
carreira,
c a utili
ização de
e equipam
mento e/ouu ferrame
entas de produçãoo fixas era
e
difícil
d ou
o seja, utilizav vam-se so
omente eq
quipamenttos portá
áteis. A instalaçção
do
d equipa amento era difíccil consiiderando o espaçço apertaado no interior
i do
navio
n que
e limitavva seriam
mente o número de trabalhaadores quue podiam
m operar em
determina
d ada regiãão de for
rma simulltânea; o tamanhoo das abeerturas disponíve
d eis
fazia
f diffícil o movimentto da maqquinaria e equip pamento a serem montados a
bordo.
b A instalaação de serviços provisó órios (illuminaçãoo, ar reefrigerad
do,
ventilaçã
v ão, andaiimes, etc
c) era caara e per
rigosa. Além
A diss
so os traabalhador
res
eram
e freq
qüentemennte obrig
gados a fazer trabbalhos so
obre cabeeça e/ou com aces
sos
difíceis
d o na int
tempérie.

Fi u.chirillo.com/)
igura 1.2 (http://lou

Fi u.chirillo.com/)
igura 1.3 (http://lou

FASE
F 2: CONSTRUÇÃ
C ÃO POR BLOCOS E SI
ISTEMAS INDEPENDE
I ENTES (se
em equipa
amento)
Com
C a int
trodução da soldaa nas décadas dos 40 /50
0, os priincípios básicos da
construçã
c ão de nav
vios come
eçaram a mudar. A construç
ção do ca
asco se transform
t mou
num
n proce
esso de f
fabricaçã
ão de sub e pré-fa
abricaçõe
es e de b
blocos so
oldados que
q

 
 

eram
e postteriormen
nte monttados for
rmando o casco. Uma par rte do processo
p se
deslocou
d para umaa região próxima da carreiira onde a maiori
ia da obrra de sol
lda
podia
p ser
r feita d de forma mais se
egura e com
c maior
r qualid
dade (mesas de pr ré-
fabricaçã
f ão), ou em ofici inas ind
dependenttes. O tamanho
t d
dos blocos varia ava
segundo
s a capaciddade do estaleiro
e , em cert
tos estal
leiros coom grande
es meios de
elevação
e na zona de montaagem, conseguiam blocos
b de
e até 250
0 Ton. Neesta fase
e o
equipamen
e nto contiinuava a ser insstalado d da maneir
ra tradicional indicada
i na
fase
f 1.

Figura 1.4 Emba


arcação ed
dificando sem equip
pamentos i
instalados
s
FASE
F 3: POR
P BLOCO
OS E SISTEMAS INDE
EPENDIENT
TES (com equipame
ento pesa
ado)
A constru
ução do navio
n por
r meio da união de blocoos permittiu uma mudança
m n
nos
procedime
p entos de equipame
ento tendo a possi
ibilidadee de sere
em feitos
s no bloc
co,
antes
a da
a união o do ca asco. Este
E pré
é-equipam
mento in nicial era fei ito
principal
p lmente pa
ara equippamentos ou eleme
entos diffíceis d
de installar a bor
rdo
do
d navio devido a seu tammanho o à limitaçã
ão de ace
esso.
FASE
F 4: POR
P ZONAS
S – SISTEMAS - PRO
OBLEMAS CONSTRUTI
C IVOS
A caracteerística fundamen
ntal dest
te estági
io é a applicação na Indús
stria Nav
val
de
d um princípio já utili izado em outras áreas, o da TEC CNOLOGIA DE GRUPO
OS.
Este
E concceito é a base da
d fabriccação fle
exível, que
q consi
iste em classific
c car
de
d uma fo orma sist
temática os produ
utos que serão faabricados
s, ordena
ando-os por
p
grupos
g ou
u famíliias com caracterrísticas de projeto e c construçã
ão bastan
nte
similares
s s, de fo orma que possam obter asa vantag
gens de uma fab bricação em
série.
s
Na
N constrrução nav
val estes chamados de produ
s grupos são os c utos inte
ermediári
ios
e são uni
idades fíísicas re
esultante
es da subdivisão sucessiv va do na
avio e se
eus
equipamen
e ntos em unidades
u cada vez
z menores
s, de moddo que co m por si só
onstituam
e indepen
ndentemen
nte do resto, um elemento
e claro e preciso de fabri
icação.
Exemplo
E

 
 

PRODUTOS INTERM
MEDIARIOS
(PARA
A UM PORÃO DE
E CARGA)
ETAPA EDIFIC
CAÇÃO / UNIDA
ADES ESTRUTURAS
ED
D8 ----- -----
ED
D7 REVI
ISÃO GERAL
ED
D6 ------ ------
ED
D5 COLOCAR TUBULAÇÃO + OU
UTROS
ES7 MONT
TAGEM DIQUE
ED
D4 ------ -----
ES6 MONT
TAR UNDADES
ED
D3 PRE ED
DIFICAÇÃO 2
ED
D2 JATEA
AR + PINTAR
ES5 UN4 GRA
ANDES UNIDADES MONT
TAR BLOCOS
ED
D1 PRE EDIFICAÇÃO 1
ES4 FABRI
ICAR PAINEIS
ES3 UN3 PEQ
QUENAS UNIDAD
DES FABRI
ICAR REFORÇAD
DORES
ES2 UN2 TUB
BOS E PEÇAS PEÇAS
S

A introdu
ução dest
te princíípio nos estaleirros acont
teceu nas
s décadas
s de 60 -70
-
e sua apl
licação originou
o as denomi
inadas li
inhas de processo
os.
Una
U linhaa de proocesso es
stá formaada por uma séri ie de estações de
d traballho
fixas
f que
e contam com serv
viços perrmanentes
s (elétriico, pneu
umáticos, de sold
da,
etc.),
e e com o ferrame ental e as equ uipes addequadas para pr roduzir um
determina
d ado tipoo de pro oduto, cuja
c fab
bricação e monta agem imppliquem na
aplicação
a o de uma a seqüên
ncia connhecida d de proceessos dee produção ou com
c
problemas
p s produti
ivos pecu
uliares. A aplicaação desttas linha
as de pro
ocessos nos
n
estaleiro
e os teve maior immpacto inicial nan constr
rução doo casco, gerando a
criação
c d divers
de sas ofici
inas ou zonas
z ded
dicadas à fabricaação dos diferent
tes
sub-conju
s untos e conjunt tos estruturais específi icos (un nidades produtiv
vas
(U.P.),
( p
para pro
oduzir deeterminad
dos proddutos inttermediár
rios (P.I.). (veeja
Figura
F 1.5 )

Figur
ra 1.5 Li
inha de pr
rodução pa
ara prepar
ração de p
perfis.
http:///www.pemaamek.com//)
Nesta
N fas
se a mon ntagem do em uma sensível melhora evolutiv
o equipamento te va,
montando
m cos além da maior quanti
nos bloc idade pos
ssível dee equipam
mentos e/
/ou
maquinari
m ia, a m maior quuantidade possíveel de tubulação
t o e de obras de
caldeirar
c ria (ventilação, pisos, etc). Este pré-equipam mento co
onvencion
nal
tinha
t a limitação
l o de que o projeto era feito
f por
r sistemaas. Em mu
uitos cas
sos
eram
e as próprias
p oficinas e/ou o departame
ento de equipamen
e nto na pr
rodução que
q

 
 

adaptavam
a m os plannos propo
orcionado
os pelo departammento de engenhar
ria, plannos
de
d sistemmas indi
ividuais (por ex xemplo, sserviço de água potávell, etc) ou
planos
p omplexos de toda a praça de máqu
co uinas, pa
ara facil
litar a montagem
m de
tubulaçõe
t es, supor
rtes, roldanas, et
tc., nos blocos.
FASE
F 5: POR
P ZONAS
S - ETAPA
AS E PROBL
LEMAS CON
NSTRUTIVO
OS
Os
O passos
s básicos
s a implantar são:
:
- Análise
e e Controle Est
tatístico dos Pro
ocessos – tanto p
para aço
o como pa
ara
equipamen
e nto
- Equipam r Zonas - Etapas e Problem
mento por mas Const
trutivos.
.
O maior esforço
e d todo o ciclo evolutiv
de vo é dema
andado ne
este está
ágio porq
que
implica
i na muda
ança de mentali
idade da as pesso
oas envoolvidas na cade eia
produtiva
p a: direçã
ão, proj
jeto, engenharias
s, aprov
visioname
ento, fab
bricação e
montagem.
m
Não
N é quuestão dee grandess investi
imentos como acoontece na
as outrass fases da
evolução,
e a raiz
z do pro oblema está
e na adequadaa formaçã
ão básicca, em uma
u
sensível
s ruptura com dete
erminadas
s práticaas rotine
eiras e uma
u atitu
ude pesso
oal
positiva
p com os novos
n métodos cons
strutivos
s.
A construção do navio por meio o da monntagem de
d produ
utos inteermediári
ios
(peças,
( s
sub-bloco
os, bloc
cos, móduulos ou unidadess de monntagem), requer um
controle
c mais exa
ato do processo gl
lobal de produção
o.
Este
E proccesso nã
ão é cor rreto se na fabr ricação dos
d cos/módulos exist
bloc tem
erros
e nas
s dimensões ou desalinha
d amentos q
que implliquem em
m correçõões ou re-
r
trabalhos
t s em obrras já efetuadas
e . A modeerna conncepção dde equip
pamento, de
forma
f sim
milar, inncrementa
a os reqquerimento
os de coontrole d
dimension
nal; quannto
maior
m for
r a perceentagem de
d equipaamento realizado nos móddulos e nos
n bloco
os,
mais
m pon
ntos d
devem se er mediddos e controlado os, já que exi istem maais
possibili
p idades dee desaliinhamento
os e pos sições defeituos
d sas de tubulaçõe
t es,
dutos,
d et
tc.
A linha de
d processso é bas
seada no conceito de normaalização de famíl
lias de PI,
P
que
q pode
em variar amplam mente naas suas dimensõ ões físicas, mas s que são
s
similares
s to de vista dos processos envolvid
s do pont dos na su
ua fabric
cação e dos
d
conteúdos
c s de trab
balhos. Quando
Q a natureza
a e quanntidade ddos retra
abalhos não
n
possam
p seer previs
stas ou controlad
c das se pe
erde a si
imilaridaade reque
erida ent
tre
os
o proces ssos e oss conteúd
dos dos trabalhos. Assim
m são exi igidos pr
rocessos de
trabalhos
t s, proceedimentoss e codificaçõe es bem definid das (proocediment
tos
técnicos
t escrito
os) de forma que q as variaçõees obser rvadas possam
p s
ser
interpret
i tadas uti
ilizando a teoria estatíst
tica.
Nesta
N fas tagem de equipame
se a mont entos é desejável
d l que sej
ja feita toda ant
tes
da
d termi
inação ddo casco o, excet
to os trabalhos que devem ser s feit
tos
obrigator
o riamente a bordo.
Num
N prime
eiro pass
so se subbstitui a instalaação de elementos
e s soltos nos bloc
cos
(entregue
( es á proodução naa forma de mater riais claassificad
dos por conjuntoos)
pela
p mont
tagem de ditos el
lementos em uma área separ rada, con
nstituind
do unidad
des
modulares
m s indepen
ndentes e auto suportada
s as, para depois serem mo ontadas nos
n
blocos
b do
o casco. Esta mellhora per
rmite reaalizar o equipameento em três
t etap
pas
bem
b dife
erenciada
as: por unidades s (primá árias ouu secunddárias, mas
m sem a
necessida
n ade de ellementos estruturrais do casco), no bloco o (sobre o próprrio
bloco
b de aço em construçã
c ão ou já acabado)) e a boordo (sob
bre o blooco uma vez
v
montado
m n carrei
na ira/dique ou no prróprio na
avio).

 
 

Mas
M o plaanejament
to e o prrojeto do equipamento têm que se er feito por zona as,
tanto
t no seu conceito geográfic
g co de di ivisão do
d navio para lo ocalizaçãão,
codificaç
c ção e orrganizaçã
ão dos trabalhos
t s, como para o aproveit tamento de
oportunid
o dades par
ra uma me
elhor incorporaçãoo do equiipamento.
. Por exeemplo: caada
bloco
b podde ser dividido
d em duas zonas (sobre
( c
convés e baixo convés),
c os
planos
p de
everão re
epresenta
ar para todos
t os sistemas previstos na zona,
z tan
nto
estrutura
e al como de
d equipaagem (ventilação,, elétricca,tubulaações,sup
portes,ettc.
Além
A dissso se def
fine um grupo
g de montadore
es de equuipamento
o para effetuar tooda
a instala ação da zona
z em questão,
q i
independe
ente do sistema
s a montar.
A diferennça básic
ca entre o pré-eq
quipament
to conven
ncional e o equippamento por
p
zonas
z e etapas está
e na estratéggia utili
izada par
ra confecccionar os planoos,
definir
d o materi
os iais e se
eu corres
spondente
e suprime
ento. Com
m a nova filosofiia,
os
o engenh heiros de
e produçã
ão fornec
cem ao pr
rojeto de
e engenha
aria uma estratéggia
de
d constr rução no início do projeeto básic
co (antes
s de se compromeeter com os
planos
p co
ontratuai
is) e vai sendo aperfeiççoada con
ntinuamen
nte à medida que e o
projeto
p a
avança.
Com
C a impplantação
o da mont
tagem de equipameentos por
r unidade rabalhos de
es, os tr
montagem
m de equip
pamentos podem coomeçar simultanea
amente com a fabbricação de
PI
P estrut turais, não
n precisando esperar o término
t dos
d sub b u blocos do
blocos ou
casco.
c
A criaçãoo em muiitos est
taleiros de linha as de pr
rocessos especiaalizadas na
fabricaçã
f ão de tub
bulação e unidadees de equ
uipamento
os foi re
esultado da melho
ora
da
d qualid
dade e extensão
e das doccumentaçõ
ões técni
icas parra a connstrução de
tubulação
t o e unidaades de equipame
ento, asssim como a análiise estat
tística dos
d
processos
p s e a apl
licação dos
d ípios da tecnolog
princí gia de gr
rupos.
FASE
F 6 - CONSTRU
UÇÃO INTEGRADA AÇO
O / EQUIP
PAMENTO E PINTURA
A.
Neste
N est
tágio, a construução do casco e a da eq quipagem são traatadas co
omo
atividade
a radas, o casco não
es integr n é con
nsiderado mado por blocos de
o só form
aço
a e sim por unidades s de montagem c com equiipamento quase completo
c e
integrand
i do os tra
abalhos de
d pintura
a por cad
da zona e em cada
a etapa.
Um
U fator chave paara o êxi
ito da applicação de pintu
ura nos PI
P estrutturais e de
equipagem
e m é a reedução ao
o mínimo dos ret trabalhos já que reduzem os custtos
adicionai
a is da repetição
r o/correçãão de t tarefas já efet tuadas e evita a
dificulda
d ade e perrigos im
mplícitos na reallização de
d trabalhos que
entes sobbre
elementos
e s que já estão pintados.
FASE
F 7: CONSTRUÇÃ
C ÃO ROBOTIZADA
Em
E pleno desenvol lvimento em diversos estal
leiros ja
aponeses e coreannos e em um
menor
m númmero em estaleirros europeus, esste tipo de cons strução começou na
fabricaçã
f ão de P..I. estruuturais singelas (linha de proc cessado de perfi is,
linhas
l de
e fabricaação de sub bloccos simp
ples e coomplexas,
, linha de painé éis
planos,
p e
etc.), a
avançando
o para P.I. mais s complex
xos comoo blocos planos de
duplo
d fun
ndo e de costado duplo, curvado
c r
robotizad
do de cha
apas, bloocos curv
vos
simples,
s etc.
Na
N área ded equipaamento, são
s utilizados rob
bôs para a fabric
cação de tubulaçã
ão,
de
d peças
s de cal ldeiraria
a repetiitivas e para determina ados proocessos de
pintura,
p estando em fasee experim
mental a fabricaçção robotizada de
d unidaddes
modulares
m s.
O quesito
o básico para alc
cançar es
sta fase é a imp
plantação
o total do
d contro
ole
estatísti
e ico dos proces
ssos de
e fabri
icação dos dif
ferentes produt
tos

 
 

intermedi
i iários ennvolvidos
s na consstrução ddo navio,, já que um robôô requer de
uma
u proggramação muito complexa
c baseada nas di imensões e parâm metros com
c
margens
m m
mínimas d variação em relação
de r a
aos dados
s teóric ramados. Se
cos progr
não
n existtem estas s circuns
stancias de repetição e consistê ência nas
s dimensõ
ões
reais,
r a eficiênccia do robô é míni
ima ou nuula.

Figura 1.6
1 Exemp
plo de Est
taleiro co
om varias linhas de
e produção
o
(www.
.tts-marin
ne.com)

 
 

2 CONS
STRUÇÃO
O INTEGR
RADA DE
E CASCO
O EQUIPA
AMENTO E PINTU
URA

Do
D histórrico ante
erior pod
demos concluir que
e basicam
mente os métodos utilizad
dos
para
p obte
er uma co
onstrução naval mo
oderna e competit
tiva são:
:
A adoção de Estruutura de Separaçãão de Tr
rabalho por
p Produ
uto, que facilitaa a
integraçã
i ão dos diiferentes
s tipos de
d trabalho ante eriormente pela definição
d o e
classific
c cação dos
s produtoos interm
mediários como peçças sub-m
montagens
s, unidad
des
de
d equipaamento e que perm
mitam fluxxos de tr
rabalho coordenad
c dos.
O Projeto
o Orienta
ado á Pro
odução qu
ue faz a ligação entre o projeto estrutur
ral
e a prepa
aração do
os planos
s detalha
ados, con
nsiderand
do o esta
aleiro on
nde vai ser
s
realizada
r a a const
trução.
O Método de Consstrução ppor Bloc
cos do Caasco, noo qual pe
eças, suub-blocos e
blocos
b s
são fabr
ricados conforme os pri incipais da tec cnologia de gru upo
(fabricaç
( ção por família)
f s de prod
em linhas dução org
ganizadas
s.
O Método o de Mo ontagem de Equipamentos por Zo ona ondee a monntagem dos
d
equipamen
e ntos (tubbulações,
, ventillação, ellétrica, equipammentos, acessório
a os)
não
n é feeita depoois da montagem
m do aço,, mas fe eita em paralelo
o com esssa
atividade
a e. Podemo
os distinguir trêss estágio
os básico
os:
- montageem de uni
idades de equipameento,
-fixação
- da equippagem noo bloco e comparrtimento com um sub-estág gio para
a a
fixação
f d equipa
de amentos na posiçção planaa em blooco virad
dos de cabeça
c pa
ara
baixo
b (appoiados em
e cavaletes)
-fixação
- da equip
pagem a bordo
b já seja no local ded edificcação ou no cais de
acabament
a to.
O control nejamento destas atividade
le e plan a es serão realizad
dos por zona.
z
O Métodoo de Pi intura por
p Zona onde a prepar ração da fície e o
a superf
revestime
r ento são tratados
s como aspectos
a integrad
dos em t
todo o processo
p de
construçã
c ão.
A Fabriccação poor Famíl lia, utiilizada principaalmente na fabr ricação de
tubulação
t o, que su
ubstitui a metodoologia de
e trabalh
ho em officina co
om a lógi
ica
de
d Tecnollogia de Grupo, para
p obte
er os be
enefícios da proddução em série pe
ela
manufatur
m ra de mui
itos itens diferen
ntes em quantidad
q des variá
áveis.

 
 

Preparação de
e chapas e perfiis (limpeza, pin
ntura, marcaçã
ão)

Prepara
ação Corte , Curvado,
C subm
montagens
tubulaç
ção e Painéis
unidadees de
equipammento Solda de re
eforços e subm
montagens

Fixação de
d Inicio bloc
co 3 D Blocos
tubulação

Uniião de blocos

Tubulação e unidades de equipamento


e
Grandes
Blocos
No bloco

Tub
bulação e unida
ades de equipa
amento

A bordo
Montagem
m de grandes eq
quipamentos
Edificação
Const
trução in
ntegrada de casco
o equipam
mento e p
pintura

 
 

3 A EST
TRUTURA
A DO NAV
AVIO

A estrutu
ura do na
avio basi
icamente é constit
tuída bas
sicamente
e por cha
apas de aço
a
e perfila
ados.
Perfilado
P os – os s perfillados variam de direção o e forrma, pod
dendo se
er:
cantoneir
c ras, perf
fis U, perfis T, perfis
p co
om bulbo (HP).

Tipos de pe
erfis uti
ilizados na estru
utura de navios e plataformas
Em
E peças onde é preciso ter maio or resist
tência é utilizad
do o aço
o Forjado
o e
Fundido
F como
c madr
res de leeme, eixo
os, bosso
os para saída de
e eixos, carcaça de
mancais,
m peças pa
ara fixação das ma
adres aos
s lemes etc.
e
Para
P obte
er uma estrutura
e a o maiss leve possível
p eamento do
o chape d navio é
composto
c por pain
néis reforçados.
O reforçaamento d
dos painééis pode
e ser lo ongitudin nsversal ou mist
nal, tran ta,
dependend
d do do com
mprimento ou tipo de navio
o.
Além
A dos painéis reforçad
dos a est
trutura do
d navio possui a
anéis enr
rijecedor
res
formados
f por cha
apas de aço com barras, face ouu perfila
ados esppeciais. Os
anéis
a sã
ão transsversais e long gitudinai
is e deependendo
o da po osição têm
t
nomenclat
n tura dife
erente.
- transve
ersal:
Hastilha
H no funddo, caver
rna no costado,
c vau no convés e prumo gigante na
antepara
a longitud
dinal
-longitud
- dinal:
Longarina
L as no funndo, escoas no costado,
c s no con
sicordas nvés, tra
avessas nas
n
anteparas
a s transve
ersais.
De
D acord
do com o projet to podem
mos ter um navi io de es strutura reforça
ada
longitudi
l inal, traansversal
l e ainda com estrutur ra mista,
, tendo partes de
estrutura
e a com ref
forçamento transve
ersal e outras
o lo
ongitudin
nal.

 
 

Em
E qualqu uer dos s
sistemas de estru
uturais, dependen
ndo da na
atureza do
d projet
to,
teremos
t ainda rreforços adicionais comoo borbolletas, bbarras, travessa
as,
pilares,
p etc.
Então
E odemos resumir
po a estrut
tura bás
sica dos
s navios e plat
taformas é
constituí
c ída por :
Chapas
C re
eforçadas
s por per
rfilados: Os perfi
is reforç
çadores p
podem ser
r de vári
ios
tipos
t dep
pendendo do proje
eto: os do
d tipo bulbo
b ou HP são c
comprados
s prontos
s e
conhecido
c os como pré-fabr ricados ou laminados; oso de ttipo T, I,L,U são
s
fabricado
f óprio estaleiro.
os no pró

Ilustração dos
s painéis
s reforça
ados longgitudinal
lmente de
e um navio porta
containe
er
Anéis
A ennrijecedo
ores traansversaiis e lo ongitudin
nais: noo caso de casc cos
singelos,
s constit
tuídos po
or chapass formanddo alma e flange,
, em casc
cos duplo
os,
chapas
c sooldadas no cascoo. Em am mbos os casos
c é necessár
ria a coolocação de
reforçame
r ento loca
al para evitar
e a flambageem. Nos anéis
a tra
ansversai
is eles são
s
soldados
s ical e nos longitu
na verti udinais no
n sentiddo do com
mprimento
o.

 
 

Ilustração dos
s painéis
s reforça
ados long
gitudinal
lmente de
e um navio porta
container e os anéis
a lon
ngitudina
ais no fu
undo as longarina
l as e no costado as
s
escoas mostran
ndo os re
eforçador
res contr
ra a flam
mbagem em
m uma longarina.

Ilustração do chaapeamento
o com os anéis en
nrijecedo
ores trannsversais. No fund
do
as) e no costado (cavernas); não e
(hastilha
( estão rep
presentad
dos os re
eforçadorres
ra a flam
contr mbagem.

Repre
esentaçãoo de toda
a a estrutura de uum navio porta co
ontainer,, sem o
chapea
amento doo teto do
o fundo duplo
d e o costadoo duplo.

 
 

Nas
N figur
ras abaix
xo são apresentada
as seções
s típicas
s de navi
ios:

1‐Longitudinal gigantte do convés (ssicorda);
2‐Reforrçador longituddinal do convés;
3‐Costaado;
4‐Caverrna;
5‐Reforrçador contra fflambagem;
6‐Hastiilha;
7‐Longitudinal gigantte do fundo (longarina);
ques cilíndricoss;
8‐Tanq
9‐Tanq
ques comuns (ó óleo, água, etc.));

Ilustração seçã
ão mestra
a típica de uma embarcaçã
e ão de apo
oio offshore PSV.
Na
N maioriia dos na
avios com
m comprim
mento menoor de 100
0 metros o reforç
çamento dos
d
painéis
p n
no costa
ado e noo fundo é no se entido trransversa
al e no convés no
sentido
s l
longitudi
inal devido princi
ipalmente
e à predoominância
a das for
rmas curv
vas

Ilustração seção
s mes
stra típi
ica de um
m navio petroleir
p ro casco duplo
A estrutu
ura dos n
navios pe
etroleiros é refor
rçada lonngitudina
almente. No arran
njo
do
d exempl
lo acima
a o naviio tem duas
d ante
eparas longitudi
l nais, o número de
anteparas
a s longitu
udinais vai
v depend
der da bo
oca e com
mprimentoo do navi
io.

 
 

Ilustr
ração seç
ção mestr
ra típica
a de um navio
n gra
aneleiro
Na
N ilustrração aci
ima temos
s uma seçção mestr
ra de um granelei do, teto do
iro. Fund
duplo
d fun
ndo, convés, tannques de asa sup perior e inferior
r tem reeforçamen
nto
longitudi
l inal e o costado por ser singelo
s t
tem refor
rçamento transver
rsal.

ção seção
Ilustraç o mestra típica de
e um navi
io porta containe
er
Seção
S mes
stra típ
pica de um navio o porta container onde o reforççamento dos
d
painéis
p é todo lo
ongitudin
nal tanto
o no fund
do, teto do dupl
lo fundo, costado
o e
costado
c d
duplo.
 

 
 

4 CONST
TRUÇÃO DO CASC
CO

Do
D ponto de vistta da coonstrução
o podemo
os dividir o n
navio em 4 grand
des
grupos:
g
- Estrutu
ura da re
egião de carga:
- Estrutu
ura de pr
roa e popa.
- Estrutu
ura da pr
raça de máquinas
m
- Estrutu
ura da Ca
asaria

Divisão das regiões de co


onstrução
o do navi
io

Na
N regiãoo de carrga temo
os a mai
ioria doss painéi
is planoss. Na prroa e po opa
normalmen
n nte o ref
forçament
to é tran
nsversal e com espaçamen
e ntos muitto menorees,
além
a do chapeamennto ser todo cur
rvo. A praça
p de máquinas apreseenta váriios
conveses
c e com grande quantid dade de equipag gem (tubbulação, dutos de
ventilaçã
v ão, equiipamentos, propulsão, ettc). A casaria apresen nta vári ios
conveses
c de espe
essuras menores que o resto do o chapeaamento e todas as
acomodaçõ
a ões, impllicando em muit
to traballho de carpintaaria, hid dráulica e
elétrica.
e

D
Divisão d
dos trabal
lhos de aço
a
ARMA
AZENAMENTO DE CHAPAS E PERFIS LAMIN
NADOS

PREPARAÇ
ÇÃO DE CHAPA
AS E PERFIS

FABRIICAÇÃO DE PEÇAS
P E PERF
FIS

SUB MONTA
AGEM CURVADO
O

PAINEL
L PLANO PAINE
EL CURVO

Bloco 3D
D

PRE EDIFIICAÇÃO

EDIFICAÇ
ÇÃO

ÇO

A
ACABAMENTO
O NO CAIS

 
 

Di
ivisão do
os trabal
lhos de montagem
m d
de equipa
amentos e acessór
rios
TUBULA
AÇÃO

U
UNIDADES DE EQUIPAMENTO
O

FIXA
AÇÃO NO BLOC
CO

EQUIP
PAMENTO

FIXA
AÇÃO A BORDO
O

Cons
strução integrada
i a casco- equipame
ento e pi
intura
ARMAZE
ENAMENTO DE CHAPAS E PERFIS
P LAMIN
NADOS

TUBULAÇ
ÇÃO PREPARAÇÃ
ÃO DE CHAPAS
S E PERFIS

FABRIC
CAÇÃO DE PEÇ
ÇAS E PERFIS
S

SUB MONTAGEM CURVAD


DO

PAINEL PLANO
P PAINE
EL CURVO

UNIDA
ADES DE
Bloco 3D
D EQUIP
PAMENTO

PRE EDIFIC
CAÇÃO

EDIFICAÇ
ÇÃO
GRANNDES
AC
CABAMENTO
O NO CAIS EQUIIPAMENTOS
S

4.1
4 ARMAZ
ZENAMENTO
O DO AÇO
O pátio dee chapas é o espaço nivelaado onde é realizaado o esto
oque de aço
a (chapa
a e
perfilados
p s). Normallmente, o estoque de chapa a é organ
nizado de forma a prover uma
u
alimentaçã
a ão direta para a officina de preparação de cha
apas e per ro! Fonte de
rfis. (Err
referência
r a não enco
ontrada.)

 
 

Pátio de Chapas e Perfis (Estaleir


ro Puerto Real, Cád
diz, Españ
ña, Estale
eiro Nacks
s,
Na
antong, Ch
hina)
A manipullação dass chapas e perfis s é feit ta por meio
m de pontes ro olantes com
c
s de até 20T de capacidade
eletroímãs
e c e; a trannsferência
a para a área de preparaçã ão,
pode
p ser feita
f via esteiras rolantes,
, platafor
rmas, linh
has de eix
xo ou pont
te rolante
e

  
Transp
porte De Chapas
C (htttp://lou.chirrillo.com/)
Perfis
P pré
é-fabricaddos são armazenado
a os em pillhas no chão
c apoia
ados em dormentes
d de
madeiras
m ou
o suport tes de concreto. Eles dev
vem ser empilhados
s de forma
a de evittar
acumulação
a o de água.
.

Arm
mazenament
to de per
rfis (htt
tp://lou.c
chirillo.c
com/)

 
 

O tipo dee guindast


tes usados no esto oque de p
perfis sã
ão guindas
stes móvei
is e pont
tes
rolantes
r ou
o uma commbinação dos
d dois.

4.2
4 PREPA
ARAÇÃO DE CHAPAS E PERFIS
A preparaç
ção da mat
téria prim
ma (chapa
as e perfiis pré-fab
bricados) consiste basicamen
nte
no
n desempeeno, caso necessári
io, limpez
za e aplic
cação de tinta.
t
Normalment
N te estas operações
o são reallizadas em
m uma linh ha de proodução aut
tomática, em
casos
c de prazos
p de
e fabricaçção apertaados ou falta
f de espaço,
e umma parte do aço po
ode
ser
s tratad
do antes dde ser en
nviado parra o estalleiro. O tratamentto remove a carepa de
laminação,
l , tira a camada
c de ferrugem a e deixa a superfície com rugosida
m da chapa ade
para
p gara
antir umaa boa ad derência da tinta a. A aplicação de uma cama ada de tin
nta
(shop
( prim
mer) proteege o aço
o durante fabricação evitan ndo que elle oxide e provê uma
u
superfície
s e na quall podem ser
s aplica
adas camaadas finaiis de pin ntura sem uma grannde
operação
o de
d limpezaa depois da
d edificaação.
As
A linhas de tratam mento de chapas
c sã
ão projetaadas para permitir um processso contínnuo
que
q consiiste na alimentaç ção da chapa, des sempeno; unidade de pré-a aqueciment
to;
unidade
u de
e limpezaa com graanalha (s
shot blastt); máquiina de ap plicação da
d tinta de
proteção
p (
(shop prim
mer); túne
el de secagem e esstação de marcação e distribbuição. Quuer
dizer,
d são
o erguidaas as chaapas do estoque,
e das e ent
processad tão são entregues
e às
áreas
á de marcação
m d chapas para oper
e corte de rações sub
bseqüentess. O lay out de uma
u
área
á de tr
ratamento de chapass típica é mostrado
o na Figurra abaixo..

Linha
a de trata
amento de chapas e perfis

4.3
4 CORTE
E DE CHAP
PAS E PERF
FIS

 
 

O corte pode s ser manuual semi automát tico e automáti


ico e o
os métod
dos
oxiacetil
o leno, pla
asma, laser, e jat
to de águ
ua
Os
O equipa amentos dde cortee na consstrução naval poodem ser dividido os em tr
rês
principai
p is catego
orias: oxxi-corte, plasma e laser.. Nos priincipais estaleir
ros
ao
a redor do mun ndo se percebe
p a tendênncia de novos d desenvolvimentos na
utilizaçã
u ão das teecnologia
as laser e plasmma. Estess estaleiiros util
lizam qua
ase
que
q exclu
usivament
te o cortte plasmaa para ch
hapas na faixa dde espessura de 8 a
20mm.
2 Est
te corte fornece e cinco vezes
v maiis veloc
cidade dee corte que
q o ox
xi-
corte
c e, também, gera me enores nííveis de deformaçções, ga
arantindo uma maiior
precisão
p dimensional. O corte a laser também tem si ido introoduzido na
construçã
c ão naval.. O processo é caracteri
c izado porr uma me
enor tempperatura de
corte
c e essa ca aracterísttica tor
rna este sistema a vantajo oso em relação às
distorçõe
d es mas es
sta tecnoologia po
ossui um alto cussto para a sua immplantaçã
ão.
Entretant
E to, em teermos do custo tootal de fabricaçção, deve
e ser reaalizada uma
u
comparaçã
c ão mais realista a pois tem sid do estimmado que é gast to 25% de
homens/ho
h ora nos pprocessos
s de consstrução naval paara correeção das distorçõ
ões
de
d fabric cação. Um
m recentee desenvolvimento,
, o cortee plasma de alta tolerânc
cia
é visto como um ma tecnologia ca apaz de alcançar r os re eduzidos níveis de
distorçõe
d es obtido
os com o corte lasser com menores
m c
custos
4.4
4 CONFO
ORMADO CH
HAPAS E PE
ERFIS
Esta
E de é feito o dob
é a fase ond bramento das peça
as. As pr
rincipais
s partes do
navio
n que
e levam dobramen
nto são: bulbo, anteparaas corrug
gadas, bojo,
b pro
oa,
popa.
p
O process
so de coonformado
o pode seer feito
o a frio (prensa
a e calan
ndra) ou
u a
quente
q (a
a base de
e aplicação de lin
nhas de calor).
c
mado das chapas é o processo ma
O conform ais artessanal da construç
ção de uma
u
estrutura
e a naval e precisoo confecccionar ga
abaritos para ca
ada curva
atura a ser
s
realizada
r a é recommendado utilizar
u gabarito
os reutilizáveis como os
s mostrad
dos
na
n figuraa a segui
ir.

 
Gabaritos re-uti
ilizáveis
s

 
 

Prensa
as de Dob
bramento

Cal
landra de dobramen
nto e cur
rvado
O dobrame
ento a qu
uente é sempre
s fe
eito manuualmente,, indepen
ndente da
a espessu
ura
do
d materiial. Quanndo se dobra
d o material
m com apli
icação de calor acontecee o
mesmo
m fen
nômeno qu
ue ocorre
e quando se dobra a a frio
o. As esttruturas das fibr
ras
do
d lado externo da dob bra são esticada as e as fibras do lado o intern
no,
comprimid
c das. A te
emperatur
ra de aqu
uecimento
o varia dependend
d do da esp
pessura com
c
que
q se va
ai trabal
lhar.
Para
P dupl
las curva
aturas é realizado o curva
ado por prensa
p ou
u calandr
ra e depo
ois
a curvatu
ura rever
rsa por linha de calor.
c

onformado por linh


Co has de ca
alor

 
 

4.5
4 FABRI
ICAÇÃO DE PERFIS
Os
O perfis bricados em linhas de prod
s são fab dução ou de forma
a manual realizan
ndo
a solda da
d alma com
c o flange.

L
Linha de produção
o de perf
fis

4.6
4 FABRI
ICAÇÃO DE SUB- MON
NTAGENS
Ë denomin nado de sub-monttagem as peças eestrutura
ais do nnavio fo
ormadas por
p
pequenas
p chapas e reforççadores como hasstilhas, cavernas
s, vaus, sicorda
as,
longarina
l as, tanqu
ues de asa, caixõe
es de ant
teparas, etc.
Na
N fase ded sub-moontagem os
o processos de so
oldagem utilizado
u os para obter
o mai
ior
produtivi
p idade sãão, elettrodo revestido por gra avidade, Mig-Magg, e pa ara
pequenos
p pontos de
d solda, eletrodo
o revesti
ido manua
al.

Exemplos de sub-
-montagem
m
4.7
4 PAINÉ
ÉIS PLANO
OS
A montage
em de pai
inéis pla
anos é realizada e
em linhas
s de prod
dução dep
pendendo do
estaleiro
e o a linha
a pode ser toda au
utomatiza
ada ou só
ó em part
te.
A seqüênc
cia dos processos
p de uma montagem
m el plano tradicio
de paine onal é:
− Chapas devidammente coddificadass com o número da obra e do bl loco a ser
s
montado
o são pos
sicionada
as no iniicio de l
linha.
− As chappas são colocadas
c s na posiição, fix
xadas e devidamen
d te pontea
adas.
− - Soldaa das cha
apas.
− - Posiccionament
to e pont
teio dos reforçaddores
− - Soldaa dos ref
forçadore
es

 
 

− - inser
rção das sub mont
tagens
Esta
E seqü
üência é realizad
da para fu
undo, cos
stado, an
nteparas,
,conveses
s.
Para
P pain
néis dupl
los como o duplo fundo é s
seguido o mesmo p
procedime
ento só que
q
no
n final o painel com os s reforçaadores, h
hastilha e longarinas jáá soldado
o é
virado
v en
ncima de outro painel
p co
om reforç
çadores ou
o seja o teto do fundo o é
virado
v so
obre o fu
undo.

Lin
nha de produção de
e fundo duplo
d
4.8
4 PAINÉ
ÉIS CURVO
OS
A montaggem de painéis
p curvos a difere ença dos painéiss planos
s deve s
ser
realizada
r a em uma área especifica para
p mont
tar um be
erço de a
apoio.
A seqüênc
cia de mo
ontagem é:
− Prepara
ação dos pontalettes
− As chap
pas são colocadas
c s na posi
ição, fix
xadas e devidamen
d te pontea
adas.
− Solda das
d chapa
as.
− onamento e pontei
Posicio io dos re
eforçador
res
− Solda dos
d refor
rçadores
− Inserçã
ão das su
ub montaggens

Montagem de pain
nel curvo
o
No
N caso de painnéis de proa e popa onde o a maioria
m do refor
rçamento é
transvers
t sal o painel
p é montad do viraddo. Prim
meiro mo
onta a grelha de
reforçado
r ores e de
epois é montada
m a chapa.

 
 

Montage
em de pai
inel curv
vo de pro
oa e popa
a
4.9
4 MONTA
AGEM DOS EQUIPAMEN
NTOS
A montageem dos eqquipament
tos não é feita de
epois da montagem
m do aço,
, mas fei
ita
em
e parale elo com esta ati ividade, podemos distinguuir três estágioos básico
os:
unidade,
u fixação no blocoo e compa
artimento
o, e um sub-está
ágio paraa a fixaç
ção
de
d equipaamentos na posiç ção plan
na em blloco viraados de cabeça para bai ixo
(apoiados
( s em cav valetes), o conttrole e planejammento dessta ativ
vidade seerá
realizado
r o por zonna.

 
Prepar
ração de unidades de equip
pamentos

 
 

 
Fixação dos
F d equip
pamentos (duros de
d ventilaação, cal
lhas elét
tricas , tubulaçã
ão,
acessó
órios) no
o bloco, antes de fechar, antes de
e virar.
4.10
4 EDIF
FICAÇÃO DO NAVIO
Após
A a mo
ontagem de
d painéiis planos
s e curvo
os é inic
ciada a m
montagem dos bloc
cos
tridimens
t sionais, o tamanh
ho dos bl
locos vai
i depende
er da cap
pacidade de levan
nte
do
d estaleeiro.
O navio pode
p ser edificad
do em três
s áreas diferente
d es:
Em
E uma caarreira o
onde depo
ois de ser edifica
ado o nav
vio é lan
nçado. As
s carreir
ras
podem
p ser
r longitu
udinais ou transve
ersais.
No
N dique onde o navio
n dep
pois de edificado
e o é flutu
uado e re
etirado por
p meio de
rebocador
r res.
No
N Cais ded Edificação onnde o navvio depoi
is de eddificado é transf
ferido pa
ara
uma
u barca
aça e dep
pois posteriorment
te lançad
do no mar
r.

 
 

Edifi
icação na
a carreir
ra longit
tudinal

Edif
ficação na carreir
ra trasnv
versal

 
 

Edifi
icação no
o Dique

 
Edificação no
o Cais
Para
P adia
antar os trabalhoos de mon
ntagem e diminuirr o temp
po de con
nstrução no
local
l da edificaç
ção, pórt
tico ou guindaste
g e também serve a área con
ntígua on
nde
é possíveel pré ed
dificar os blocos e fazer a montag
gem dos e
equipamen
ntos.

 
 

Mont
tagem de blocos tr
ridimensi
ionais
Fazendo
F u
uma analo
ogia pode
emos dizer que a e
embarcaçã
ão é divi
idida em partes que
q
serão
s uni
idas conf
forme as seqüência de pré-
-edificaç
ção e edi
ificação elaborad
das
para
p aten
nder a demanda
d d todos os ciclo
de os produtivos re
ealizados durantee a
construçã
c ão de uma
a embarcação ou pl
lataforma
a.
As
A áreas de Pré-E Edificaçã
ão ao red
dor do local de edificaçção serve
em para que
q
ocorra
o a construç ção dos blocos/A
Anéis/Gra
andes/ Me
ega - Anéis” obeedecendo ao
seqüencia
s amento dee pré-edi
ificação dos bloc
cos planoos e cur
rvos que passam por
p
rigoroso
r controle
e dimensi
ional des
sde as respectivaas etapas de fab
bricação. O
tamanho
t d
destes bl
locos dep
pendera da
d capaci idade dos guinda
astes com
mo mostra
a a
figura
f ac
cima.
É importaante ress
saltar quue na área de Prré-Edific
cação podde ocorre
er também
m a
conclusão
c o do proocesso dee Acabam
mento Avaançado das
d Unida
ades de Edificaçção
aonde
a alg
guns equuipamentos, as reedes de tubulaçãão, monta agens or
riundas das
d
Oficinas
O de Unid
dades, Outfitting
O g (Caldeeiraria), Elétric ca e Mecânica são
s
instalada
i as nos blocos
b pl
lanos e curvos quando esta ati ividade não ocorrre
dentro
d da ias Oficinas de Bl
as própri locos Pla
anos ou Curvos.
C
O método de consttrução poor Acabam
mento Avvançado contribui
c para a redução do
Tempo
T de
e Edificação do Sistema a Flutuaante poi is os gr rupos de e trabal
lho
veis por esta pr
responsáv
r rática deesempenha
am a mai ior partee de suaas funçõe
es,
fabricaçã
f ão (nas respectiv
r vas Ofici
inas) e montagem
m (na área
a de Pré-
-Edificaç
ção
ou
o Oficin nas de Blocos
B Pl
lanos ouu Curvos), fora da área de edif ficação. Os
grupos
g de ho pertencentes a esse mét
e Trabalh todo são os seguiintes:
− Tubulação;
− Caldeiraria (ou
utfitting
g);
− Mecânica;
− Carpintaria;
− Isolam
mento;
− Elétrica;

 
 

− Instrumentação.
.
Quando
Q a montagem m de aceessórios é realiz zada no local de e edifica ação há um
risco
r ma
aior de ocorrênc cia de acidente es devid do às di iversas atividaddes
praticada
p as ao mesmo temp po em paralelo à edifica ação do sistema flutuant te,
podendo
p a
até paral
lisar o estágio
e final de cconstruçãão. Pode haver caasos em que
q
montagens
m s intern nas tais como tubos, s suportes,, dutos,, acessó órios paara
montagem
m de forraação, teeto, pisoo, equipaamentos e acessórios elé étricos são
s
executado
e os no esttágio de montagemm de Blocoos Planos os ou no estágio de
s e Curvo
pré-edifi
p icação deependendoo das resstrições de acess so e tra
abalho da a região de
instalaçã
i ão destes s itens. Os princ cipais acessórioss montad
dos pelos Grupos de
Trabalho
T de Acaba
amento Avvançado sãão:
− Escadas verticai is, camin
nho mecânnico para rede eléétrica (ccalhas e bandejas
s),
bases ded lumin
nárias e de painéis
p elétrico
os, peça as de penetraçã
p ão,
balaustrradas, puunhos, de
egraus, escadas
e v
verticais e inclin nadas;
− Suportess de ânoddos de saacrifício
o que poddem ser instalado
i os na parrte exter
rna
do Sisteema Flutu uante para a prooteção do
o casco ouo na paarte inte erna para
a a
proteçãoo dos tannques de lastro;
− Dutos de
d Ventil lação ins stalados em sua maioria na Praç ça de Má áquinas, de
Bombas e Super-Estrutu ura (Acomodações s) para a exaust tão, ven ntilação e
refrigerração de compartiimentos;
− Portas de
d Visita as;
− Suportess, redes de tubullação e unidades
u serpentin
nas.
As
A princ
cipais vantagens
v s apreseentadas pela pr rática dde const trução por
p
Acabament
A to Avança
ado estão descritaas confor
rme as in
nformaçõe
es abaixoo:
− Redução de custtos com a eliminação da montagem m de anddaimes auuxiliares
s à
construç
ção;
− Melhoria
a das con
ndições de
d seguraança com a redução
o das atiividades praticad
das
durante a edific
cação e de
d traballho “sobre cabeça”
”;
− Redução de áreass “queima
adas” em Blocos, diminuinndo o rettrabalho de pintu
ura
com os acessório
a os já solldados;
− Ganho dee tempo ao realiizar a moontagem dos acessórios aantes da Edificaçção
dos Bloc
cos.

 
 

5 BIBLI
IOGRAFI
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_ final d
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d megablocos em m dique seco pa
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petroleir
p ro tipo Suezmax",
S Diogo Pa
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