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PROCESSO SAÚDE-DOENÇA

Profº Ismael Moreira


SAÚDE? DOENÇA?
CONCEITUANDO...
• Para o homem, o conceito de doença têm sofrido variações
com o passar do tempo.

CONCEPÇÃO CONCEPÇÃO
ONTOLÓGICA DINÂMICA
CONCEPÇÃO
ONTOLÓGICA

• Relaciona o aparecimento da doença a um poder externo, com


existência independente, capaz de penetrar no organismo sadio
e provocar reações e lesões fisiopatológicas.
• Baseia-se na existência de um único fator responsável pelo
aparecimento da doença.
• Unicausalidade.
CONCEPÇÃO
ONTOLÓGICA

• Surgiu no final do século XIX – medicina moderna.


• Desenvolvimento da clínica, sustentando a teoria dos germes e
doenças infecciosas.
• Procurava-se para cada doença o seu agente específico.
• Responsável pela definição das formas de transmissão, prevenção,
tratamento.
• Vacinas, antibióticos, isolamento, quarentena.
CONCEPÇÃO
DINÂMICA

• Procura explicar o aparecimento da doença a partir do


desequilíbrio entre o organismo e o ambiente  alterações
patológicas.
• Desequilíbrio desencadeado por diversas causas.
• Multicausalidade.
CONCEPÇÃO
DINÂMICA

• Grécia Antiga a doença era considerada como a perda da


harmonia entre o corpo e os elementos da natureza.
• Ressurge quando a teoria da unicausalidade não mais consegue
explicar a causa de várias doenças não-infecciosas – como as
doenças crônicas surgidas no século XX com o processo de
industrialização e urbanização, sem nenhuma relação com
microrganismos.
• Propõe a existência de um processo interativo e de equilíbrio
entre três elementos: o agente, o homem e o ambiente.
DESEQUILÍBRIO DOENÇA
HISTÓRIA NATURAL DAS DOENÇAS

• Como modelo ecológico.


• Processo que compreende as inter-relações do agente, do
suscetível e do meio ambiente que afetam o processo global e
seu desenvolvimento desde as forças que criam o estímulo
patológico até as alterações que levam a um defeito, invalidez,
recuperação ou morte.
• Risco: probabilidade de adoecimento em virtude da exposição a
este ou aquele fator presente no hospedeiro, no ambiente ou no
agente.
MODELO MULTICAUSAL: TRÍADE ECOLÓGICA

A doença seria
resultante de um
desequilíbrio nas auto
regulações existentes
ao sistema
HISTÓRIA NATURAL DAS DOENÇAS

Uma grande vantagem deste modelo teórico reside


no fato de possibilitar a proposição de barreiras à
evolução da doença mesmo antes de sua
manifestação clínica.
HISTÓRIA NATURAL DE QUALQUER DOENÇA DO HOMEM
Inter-relações de Reação do hospedeiro ao estímulo
Primeiros
fatores ligados ao Produção de Primeiras Estágio
estágios de Convalescença
agente, ao hospedeiro estímulo lesões avançado da
patogênese
e ao ambiente discerníveis doença
Período de pré-patogênese Período de patogênese

PROMOÇÃO DA SAÚDE
REABILITAÇÃO
PROTEÇÃO ESPECÍFICA
• Educação secundária
• Bom padrão de nutrição, • Usos de imunizações DIAGNÓSTICO PRECOCE E • Prestação de serviços hospitalares e
ajustado às fases do específicas PRONTO ATENDIMENTO comunitários para reeducação e
desenvolvimento da vida • Atenção à higiene pessoal LIMITAÇÃO DA treinamento, afim de possibilitar a
• Atenção ao desenvolvimento • Hábito de saneamento do • Medidas individuais e coletivas INVALIDEZ utilização máximas das capacidades
da personalidade ambiente para a descoberta de casos restantes
• Moradia adequada, • Proteção contra riscos • Pesquisas de triagem • Educação do público e indústria, no
• Exames seletivos • Tratamento adequado para
recreação e condições ocupacionais interromper o processo sentido de que empreguem o
agradáveis de trabalho • Proteção contra acidentes • Objetivos reabilitado
Curar e evitar o processo da mórbido e evitar futuras
• Aconselhamento • Uso de alimentos específicos complicações e sequelas • Emprego tão completo quanto
matrimonial e educação • Proteção contra substâncias doença possível
Evitar a propagação de doenças • Provisão de meios para
sexual carcinogênicas limitar a invalidez e evitar • Colocação seletiva
• Genética • Evitação contra alérgenos contagiosas • Terapia ocupacional em hospitais
Evitar complicações e sequelas morte
• Exames seletivos periódicos • Utilização de asilos
Encurtar o período de invalidez

PREVENÇÃO PRIMÁRIA PREVENÇÃO SECUNDÁRIA PREVENÇÃO TERCEÁRIA

NÍVEIS DE APLICAÇÃO DE MEDIDAS PREVENTIVAS


• Doenças crônico-degenerativas passam a ser estudadas sob a
perspectiva de controle dos fatores de risco;

• LEI Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990


Art. 3º A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes,
entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o
meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o
lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais; os níveis de saúde
da população expressam a organização social e econômica do País.

Parágrafo único. Dizem respeito também à saúde as ações que, por


força do disposto no artigo anterior, se destinam a garantir às
pessoas e à coletividade condições de bem-estar físico, mental e
social.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE

• Relacionada as práticas de atenção e promoção da saúde dos


cidadão e aos mecanismos adotados para a prevenção de doenças.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE

VIGILÂNCIA SANITÁRIA

• As ações de vigilância sanitária dirigem-se, geralmente, ao


controle de bens, produtos e serviços que oferecem riscos à saúde
da população, como alimentos, produtos de limpeza, cosméticos e
medicamentos.
• Realizam também a fiscalização de serviços de interesse da saúde,
como escolas, hospitais, clubes, academias, parques e centros
comerciais, e ainda inspecionam os processos produtivos que
podem pôr em riscos e causar danos ao trabalhador e ao meio
ambiente.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

• Reconhece as principais doenças de notificação compulsória e


investiga epidemias que ocorrem em territórios específicos.
• Além disso, age no controle dessas doenças específicas.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE

VIGILÂNCIA AMBIENTAL

• Se dedica às interferências dos ambientes físico, psicológico e


social na saúde.
• As ações neste contexto têm privilegiado, por exemplo, o controle
da água de consumo humano, o controle de resíduos e o controle
de vetores de transmissão de doenças – especialmente insetos e
roedores.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE

VIGILÂNCIA DE SAÚDE DO TRABALHADOR

• Realiza estudos, ações de prevenção, assistência e vigilância aos


agravos à saúde relacionados ao trabalho.
CONCEITOS DE DOENÇAS

DOENÇA AGUDA

• Situação que se instala abruptamente, produz sinais e sintomas


logo após a exposição à causa, em um período determinado para
sua recuperação.
• Pode ser decorrentes de processos crônicos (complicações e/ou
sintomas) e/ou infecciosos.
CONCEITOS DE DOENÇAS

DOENÇA CRÔNICA

• São problemas de longo prazo, devido à distúrbios ou acúmulo de


distúrbios irreversíveis, ou estado patológico latente.
• Apresenta evolução prolongada e sua resolução ocorre de maneira
parcial.
CONCEITOS DE DOENÇAS

DOENÇA CRÔNICO-DEGENRATIVA

• São situações de evolução lenta e gradual, geralmente


assintomáticas, e não tem causa e/ou tratamento definidos.
• A assistência objetiva o controle dos fatores desencadeantes.
• Ressalte-se que a questão ambiental e social é importante fator de
controle.
Independente da patologia, em cada cliente
que você cuida faz-se necessário apontar
para o fato de que o mesmo está inserido
num meio social particular, tem um modo
de trabalhar e se relacionar com o meio
ambiente e as pessoas que estão ao seu
redor, bem consigo mesmo, o que
determina forma de adoecer e morrer
peculiares.
VAMOS CRIAR SITUAÇÕES...
• Equipes;
• Escolher alguma doença;
• Traçar um plano de ação para que contemple
medidas preventivas para a doença escolhida.

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