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GLOSSÁRIO DOS TIPOS DE ARGILA

Fonte: Pérsio de Souza Santos,


Tecnologia de argilas aplicada às argilas brasileiras,
Edgard Blucher - EDUSP, São Paulo, 1975.

CLAY (argila) – um agregado de aspecto terroso, natural, em que predominam silicatos


hidratados de alumínio. É usualmente plástico após ser suficientemente pulverizado e umedecido,
rígido após secagem e adquirindo a dureza de aço após queima em uma temperatura elevada
adequada.

ADOBE (adobe ou adobo) – palavra de origem espanhola usada no sudoeste dos EUA para
designar argilas adaptadas à manufatura de tijolo cru, seco ao sol, denominado adobe. Não temos
nome especial no Brasil para designar as argilas usadas para a mesma finalidade ou finalidades
análogas; o que mais se aproxima é “taipa”, porém é de menor espessura e tem um arcabouço de
ramos de madeira.

ALLUVIAL CLAY (argila aluvial) – argila que foi depositada pela água sobre a terra, usualmente
em associação com rios ou correntes.

ALLUVIUM (aluvião) – um termo vago, aplicado a depósitos de areia, de argila ou de cascalho,


depositados pela água sobre a terra ou solo.

BALL-CLAY (argila “bola” ou argila plástica para cerâmica branca) – uma argila muito plástica, de
granulomentria muito fina, refratária, tendo geralmente cor marfim após a queima, algumas
vezes creme-clara ou branca. Geralmente produz uma massa cerâmica de baixa absorção de água
após queima entre cone Orton 5 e 10, às vezes sendo necessário até CO 15. Permanece de cor
branca e não superqueima em temperaturas de queima de louça branca. Funciona principalmente
como agente de suspensão ou de ligação. O termo “ball clay” é equivalente aos de “argila
plástica” para cerâmica branca e “argila plástica gorda”, para cerâmica branca, quando estas
queimam com cores claras. As argilas plásticas da região de São Simão (SP), e Oeiras (PI) são
exemplos de ball-clay.

BAUXITIC CLAY (argila bauxítica) – uma argila que contém uma mistura de minerais bauxíticos,
tais como gibsita e diásporo, com argilominerais do grupo da caulinita, estando os primeiros
constituintes abaixo de 50% do total (o oposto seria um bauxito argiloso). Este termo
corresponde ao termo brasileiro “argila aluminosa ou altamente aluminosa” aplicado às argilas
utilizadas na fabricação de materiais refratários das regiões de Moji das Cruzes (SP), de Uberaba e
de Poços de Caldas (MG); as argilas refratárias da região de Suzano (SP) e certos caulins de Juiz
de Fora (MG) contém pequeno teor de gibsita livre.

BENTONITE (bentonita) – uma argila de granulação muito fina, composta por minerais do grupo
da montmorilonita. A maioria dos depósitos é considerada como tendo sido formada pela
alteração das partículas vítreas da cinza vulcânica ácida. As bentonitas são caracterizadas por um
brilho semelhante ao de ceras ou de pérolas e por um tato untuoso. Algumas bentonitas incham
naturalmente pela absorção de água, outras não incham e outras apresentam graus
intermediários de inchamento (metabentonitas). O termo “bentonita” tem sido usado no Brasil de
modo um pouco vago, pois misturas de argilas cauliníticas, montmoriloníticas e ilíticas não são
necessariamente bentonitas: as argilas verdes e vermelhas do Vale do Paraíba têm sido
denominadas argilas bentoníticas, porém não bentonitas. Já foram assinaladas pequenas
ocorrências de bentonita verdadeira na região de Ponte Alta, próximo a Uberaba, MG. Pequenas
ocorrências, sem valor comercial, foram assinaladas em jazidas de caulins provenientes da
decomposição de pegmatiticos, por exemplo, em Perus e no Sacomâ, nas vizinhanças da cidade
de São Paulo: estas últimas ocorrências recebem o nome de “cera de montanha”. As argilas
montmoriloníticas das regiões de Sacramento, Carmo do Paranaíba e Pará de Minas (MG) e de
Boa Vista (PB) ainda não foram provadas originarem de cinzas vulcânicas para ser denominadas
bentonitas (dados até 1975).

BOND CLAY (argila para ligação, ligante ou aglomerante) – uma argila muito plástica, tendo um
valor elevado da tensão (módulo) de ruptura à flexão do material cru, que pode ou não ser
refratária e que é usada para ligar ou aglomerar materiais não-plásticos. As argilas de São Simão
e de Suzano, nas variedades de cor mais escura, são do tipo bond clay.

BOULDER CLAY (argila de seixos) – uma argila que contém um número notável de seixos (ver
também TILL). Freqüente nas camadas permocarboníferas do sul do Brasi – barro branco.

BRICk CLAY (argila para tijolos) – qualquer argila adequada para a manufatura de tijolos de
alvenaria (cerâmica vermelha e estrutural). As argilas brasileiras para a fabricação de tijolos têm
baixa temperatura de vitrificação, porém contêm quantidades apreciáveis de óxidos e hidróxidos
de ferro e potássio que agem como fundentes, enquanto argilas americanas e européias, usadas
para a mesma finalidade, contêm calcário.

BURLEY CLAY (argila nodular) – uma argila que contém burls, oólitos ou nódulos, que podem
conter teores elevados de óxido de ferro ou de alumínio. Tal como é usado no Estado de Missouri,
EUA, este termo se refere a uma argila que contém diásporo e apresenta um teor de alumina
entre 45% e 60%.

CALCAREOUS CLAY (argila calcária) – uma argila contendo os minerais calcita e/ou dolomita em
quantidade suficientes para produzir uma efervescência, óbvia com HCl diluído. Se os carbonatos
se acham em excesso sobre o teor de Fe2O3, a argila queima com cor creme e tem uma faixa de
vitrificação estreita.

CHINA CLAY (argila chinesa) – um termo aplicado originalmente ao caulim beneficiado minerado
na Europa, mas atualmente aplicado a todos os caulins beneficiados de origem inglesa. É usado
na Grã-Bretanha para designar caulins da região de Cornwall.

COLLUVIAL CLAY (argila coluvial ou de coluvião) – uma argila transportada por lavagem em um
declive e depositada na base ou próxima a encostas de morros.

DELTA CLAY (argila de deltas) – uma argila que se acumulou no delta de um rio. Tais depósitos
não são tão comuns como os depósitos de argila formados de outros modos. As argilas de delta
são argilas aluviais.

DIASPORE CLAY (argila diasporítica) – uma argila contendo acima de 60% de alumina e com o
mineral diásporo muitas vezes na forma de grânulos ou oólitos. Podem também estar presentes
gibsita ou cliaquita (hidróxido de alumínio amorfo). Do nosso conhecimento, não foi ainda
assinalada a presença de argila contendo diásporo no Brasil.

ENAMEL CLAY (argila para esmaltes) – uma argila finamente dividida, muito plástica, de baixa
granulometria, com baixo teor em ferro e com um “poder de suspensão” tão elevado que, quando
dispersa em água, pode ser usada para manter em suspensão fritas para esmaltação de peças
cerâmicas e metais. Essa argila também produz opacidade no esmalte. Certos tipos especiais de
ball clays podem ser usados como argilas para esmaltes: as argilas de São Simão (SP)
apresentam características que permitem seu emprego para essa finalidade.
ESTUARINE CLAY (argila de estuários) – uma argila que foi depositada no estuário de um rio e
na desembocadura e um rio no mar.

FIRE CLAY (argila resistente ao fogo ou para refratário) – uma argila, sedimentar ou residual,
que um cone pirométrico equivalente ou refratariedade que não é inferior ao CO19 (1541 0C). Pode
variar em plasticidade ou em outras propriedades físicas e queima com uma cor castanho-clara.
Recomenda-se que argilas com refratariedade de CO19 a CO26, inclusive, sejam chamadas low
heat duty fire clay, isto é, argilas refratárias para utilização em temperaturas baixas, e que as
argilas refratárias com refratariedade igual ou acima de CO27 sejam chamadas refractory clay ou
argilas refratárias propriamente ditas. Embora algumas argilas refratárias sejam encontradas sob
camadas de carvão, muitas outras não têm nenhuma associação com carvão; na realidade,
muitas argilas que estão sob camadas de carvão não estão de acordo com a descrição acima. Fire
clay refere-se mais à refratariedade ou cone pirométrico equivalente que à forma de ocorrência.
Muitas fire clays podem ser usadas em massas cerâmicas não-refratárias; é o caso da ball clays.
Segundo a especificação E-89 elaborada pelo IPT, as argilas refratárias são classificadas em três
tipos, designadas por A, B e C, segundo apresentam as refratariedades seguintes: A) igual ou
superior a CO32 (17170C); B) no mínimo CO29 (16590C); e C) no mínimo CO23 (16050C).
Segundo as normas alemãs DIN (24), uma argila refratária deve ter no mínimo uma
refratariedade de CO26 (16210C). Segundo as normas francesas, uma argila refratária deve ter no
mínimo uma refratariedade ou resistência piroscópica equivalente a 15000C no mínimo. A ABNT
define “argila refratária” como tendo refratariedade ou cone pirométrico equivalente igual ou
superior a CO15 (14300C). Não confundir argila refratária – fire clay – com argila para fabricar
materiais refratários – refractory clay.

FILLER CLAY (argila para enchimento ou para carga) – uma argila britada ou moída (algumas
calcinadas) para finalidades outras que a produção de materiais e produtos cerâmicos e que age
geralmente como um ingrediente inerte. Enquanto essas argilas podem muitas vezes alterar as
propriedades dos produtos em que entram, elas se mantêm inalteradas na composição. As argilas
para enchimento podem ou não ter a cor branca (ver RUBBER e PAPER CLAY, que são casos
particulares de filler clays).

FLINT CLAY (argila tipo sílex ou pederneira: argilito) – uma argila, geralmente dura e refratária,
que tem uma estrutura densa e uma fratura conchoidal. É de difícil agregação – slaking – em
água e tem pouca plasticidade nas condições usuais de trabalho. Normalmente associada às
camadas de carvão nos EUA e comumente de muito alta refratariedade. Ocorre no Brasil em
Montes Claros (MG).

FLOOD-PLAIN CLAY (argila de planície de inundação ou de várzea) – qualquer argila que


recobre a planície de inundação ou enchente de um rio, isto é, da parte do vale de um rio que se
cobre de água durante as suas inundações, por exemplo: as argilas da várzea do Rio Tietê, nos
arredores da cidade de São Paulo, usadas em cerâmica vermelha.

FOUNDRY CLAY (argila para fundição) – argilas plásticas, de várias resistências à temperatura,
mas com boas propriedades ligantes ou aglomerantes, utilizada de mistura com argilas para fazer
moldes de fundição. As argilas verdes e vermelhas do Vale do Paraíba e as argilas quaternárias
plásticas dos arredores de São Paulo são razoáveis argilas para fundição. A bentonita de Uberaba
e as argilas montmoriloníticas de Sacramento (MG) e Boa Vista (PB) são bons agentes ligantes
para moldes de peças especiais em metalurgia.

FULLER`S EARTH (terra fuler) – numa argila que, no seu estado natural seco, é usada no
processamento e no descoramento de óleos (montmorilonitas e atapulgita-paligorsquita e
sepiolita). As argilas verdes do Vale do Paraíba e do bairro do Jaçanã na cidade de São Paulo vêm
sendo aplicadas com sucesso no descoramento de óleos vegetais.

GUMBO CLAY (argila tipo gumbo ou argila turfosa) – um termo vago aplicado a muitas argilas
moles, plásticas e pegajosas. Estas argilas são muitas vezes coloridas por húmus ou outros
constituintes orgânicos.

GUMBOTIL (gumbotil) – uma argila não-oxidada, não-laminada, lavada completamente, de cor


cinza e cinza-preta, muito pegajosa e quebrando com uma fratura semelhante à do amido; muito
dura e rígida quando seca. É formada principalmente pela ação do intemperismo sobre os
sedimentos drifts – glaciais.

KAOLIN (caulim) – uma argila que queima na cor branca e, na sua forma beneficiada, é
constituída principalmente por minerais di grupo da caulinita. Dois tipos de caulins pode ser
reconhecidos: (A) caulim residual – um caulim encontrado no lugar onde é formado pela ação do
intemperismo sobre rochas. É o caso da maioria das jazidas conhecidas de caulins de São Paulo,
sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraíba e Rio Grande do Norte. (B) caulim sedimentar – um
caulim que foi transportado do seu lugar de origem. Os caulins sedimentares apresentam
propriedades coloidais mais pronunciadas que os caulins residuais, justamente por terem sofrido
transporte, e têm granulometria menor. É o caso dos caulins dos rios Jari e Capim no Pará. No
Brasil, usam-se também os termos para (A) caulim primário e para (B) caulim secundário.

LACUSTRINE CLAY (argila lacustrina) – qualquer argila que foi depositada em um lago.

LATERITE (laterito) – um material de aspecto de argila, de origem residual, e que consiste, típica
e essencialmente, de óxidos hidratados de ferro e alumínio. É usualmente de cor variando do
vermelho ao marrom, mas pode também se cinza ou azul. Pode apresentar graduações variando
de bauxito (que é considerado como uma forma de laterito) até o extremo de uma argila
ferruginosa. Pode ser confundido com o termo “canga”, usado sobretudo em Minas Gerais. O
adjetivo laterizado tem significado amplo. Minérios de níquel do Morro do Níquel e Niquelândia, de
cor marrom, são lateritos.

LOAM (argila) – um material composto por uma mistura de argila e silte com proporções
variáveis. Pode muitas vezes conter carbonato de cálcio. Recebe também o nome de marga
argilosa (marl).

LOESS (loess) – um silte argiloso que pode variar muito em composição, especialmente no teor
de sílica e de carbonato de cálcio. É usualmente considerado como sendo um material depositado
pelos ventos. O loess compactado é designado como loesito. Esta rocha ocorre nos sedimentos
derivados da glaciação permocarbonífera no sul do Brasil.

MARINE CLAY (argila marinha) – uma argila que foi acumulada como um sedimento no fundo do
aceano. Tais argilas não incluem os depósitos de estuários ou de deltas marítimos, mas podem
variar gradativamente até esses tipos.

MODELING CLAY (argila para modelagem artísitica) – uma argila adequada para emprego, em
sua forma plástica, em escultura e fins semelhantes. Qualquer argila plástica de perquena
retração após secagem e na queima.

PAPER CLAY (argila para papel) – uma argila branca, com teor muito baixo em sílica livre e
tendo uma granulomentria muito baixa na forma em que é negociada. Devido ao seu alto poder
de retenção pelas fibras celulósicas, cor e propriedades de suspensão, ela pode ser usada para
enchimento, carga ou cobertura de papel. A maioria das argilas para papel existente no comércio
é produto beneficiado por lavagem. Caulim sedimentar é o melhor paper clay.

PIPE CLAY (argila para canos, tubulações ou para manilhas) – um termo usado de um modo
vago, que foi originalmente aplicado a uma argila para a fabricação de pequenas chaminés. Foi
também usado para argilas para a fabricação de manilhas. O term está obsoleto.

PLASTIC KAOLIN (caulim plástico) – recomenda-se que este termo seja abandonado.

POT CLAY (argila para potes ou panelas de barro) – recomenda-se que este termo seja
abandonado.

POTTER`S CLAY (argila para oleiros) – uma argila plástica que pode ser facilmente moldada no
torno. O termo está obsoleto.

REFRACTORY CLAY (argila refratária) – qualquer argila apresentando uma refratariedade não
inferior à do CO 27 (16400C).

RESIDUAL CLAY (argila residual) – uma argila que resultou da ação do intemperismo sobre uma
rocha mais antiga e que ficou no lugar de origem. Pode apresentar todos os graus de pureza,
dependendo da composição da rocha original.

RUBBER CLAY (argila para borracha) – um tipo de argila para enchimento ou carga, adequada
para a composição de borracha vulcanizada. É geralmente branca ou de cor clara, livre de grãos
duros e de impurezas.

SAGGER CLAY (argila para caixas de refratários) – uma argila refratária (fire clay) ou de ligação
(bond) adequada para a manufatura de caixetas refratárias para queima de peças cerâmicas.
Pode-se assemelhar a uma argila ligante ou aglomerante, mas contém mais impurezas e pode ser
mais silicosa.

SEDIMENTARY CLAY (argila sedimentar) – qualquer argila que foi depositada em camadas como
um sedimento, geralmente por água, mas algumas vezes também pela ação de ventos e geleiras.
Tem o mesmo siginificado que argila transportada.

SEMI-FLIN CLAY (argila tipo semi-sílex) – um termo usado em alguns lugares para incluir
argilas refratárias que têm uma dureza intermediária entre a das argilas refratárias plásticas e das
argilas tipo sílex.

SEMI-HARD (argila semidura) – recomenda-se que este termo seja abandonado.

SEWPER-PIPE CLAY (argila para manilhas) – este termo, obsoleto, foi aplicado a uma argila
usada na manufatura de manilhas. É tão indefinido como argila para terracota.

SHALE (folhelho argiloso, argilito) – uma argila consolidada ou endurecida, tendo usualmente
uma estrutura laminada. Todas as gradações podem ser encontradas entre o folhelho argiloso e
uma argila plástica. Os termos “shale clay” e “clay shale” são algumas vezes usados para designar
um material intermediário entre shale e clay. Alguns de nossos “taguás” são shales. Shale ou
xisto tem um significado especial em geologia, podendo ser síltico ou argiloso, mas deve
apresentar fissibilidade (exfoliação fácil, paralela à superfície de estratificação). Os taguás de
Jundiaí e do Vale do Paraíba (SP) são folhelhos argilosos.

SILECEOUS CLAY (argila silicosa) – uma argila contendo quantidades apreciáveis de sílica livre
em partículas que podem ou não ser visíveis a olho nu. Quando as partículas de sílica estão
presentes em grandes quantidades, o termo “arenosa” é, muitas vezes, usado. No nordeste do
Brasil usa-se o termo “sal”.

SLIP CLAY (argila fundente) – uma argila ou folhelho argiloso qe funde completamente entre os
CO5 e CO10 e pode ser usada sozinha, aplicada em barbotina, como um vidrado natural a uma
peça cerâmica. Essas argilas são usualmente de granulomentria fina, ricas em fundentes,
incluindo ferro, e devem aderir sem trincar a massa sobre a qual são colocadas, que antes, quer
após a queima. Esse termo não deve ser confundido como termo bem conhecido em cerâmica
slip, que significa barbotina. Muitas argilas que não servem para vidrados naturais podem ser
usadas em barbotina.

SURFACE CLAY (argila superficial) – um termo vago, aplicado a qualquer argila (geralmente de
baixa qualidade) que ocorre na ou próximo à superfície do solo.

TERRA-COTA CLAY (argila para terracota) – uma argila de plasticidade e de trabalhabilidade


adequadas para a manufatura de terracota, tais como vasos, estátuas ou forma arquitetônicas.
Deve ter plasticidade muito boa. Muita argila que é usada para essa finalidade nos EUA é do tipo
argila louça de pó-de-pedra ou refratária. Atualmente, nenhuma argila pode ser considerada
distintamente como argila para terracota, porque muitas das argilas usadas na composição deste
produto podem ser usadas para outras finalidades. É o tipo de argila usada para a fabricação de
talhas, moringas e bilhas para água potável.

TERRACE CLAY (argila de terraços) – qualquer argila, usualmente impura, que fica sob um
terraço topográfico, que ocorre nas vertentes de vales, bacias ou baixadas de outros tipos.

TILL (til, tilito) – depósitos glaciais de caráter não-estratificado, consistindo de uma mistura
heterogênea de argila, areia, cascalho e seixos. Contém, freqüentemente, seixos estriados. O til
consolidado chama-se tilito. Este ocorre em vários períodos geológicos, até no Pré-Cambriano.
Freqüente nas camadas permocarboníferas da sul do Brasil. Tilitos da região de Moji Guaçu (SP)
são usados em cerâmica vermelha ou estrutural.

UNDERCLAY (argila que se encontra sob lençóis de carvão) – uma argila que ocorre sob lençol de
carvão ou no mesmo horizonte que um lençol de carvão. Os depósitos são muitas vezes
caracterizados por limites pouco precisos com o carvão, superfícies irregulares e pela presença de
material carbonoso. Todo underclay é fire clay, mas nem todo fire clay é underclay. Exemplo de
underclay no Brasil é o barro branco de Santa Catarina.

VARVE CLAY (argila varvítica) – uma argila em camadas ou bandas, constituída por camadas
alternadas geralmente de argila e de silte. Os tipos mais conhecidos de argila varvíticas são as
depositadas em lagos ao longo das margens de geleiras. Em tais depósitos, cada par de camadas
geralmente representa um ano de deposição. O varvito de Itu (SP) é bem conhecido, porém não é
argiloso.

VITRIFYING CLAY (argila vitrificável) – recomenda-se que este termo seja abondonado.

WAD CLAY (argila para remendos) – uma argila muito plástica, de alta resistência à tração, que
pode ser usada para fazer uma junta entre caixas refratáriasm para suportes refratários – saggers
– ou outras peças refratárias.