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ANÁLISE DAS COMPONENTES DO CUSTO DE PRODUÇÃO b) Matérias Subsidiárias

Bens consumíveis que possibilitam ou auxiliam a transformação das matérias primas, podendo
não integrar fisicamente os produtos finais. Não são objecto de transformação.
Possíveis agrupamentos dos custos industriais:
Exemplo: Combustíveis, lubrificantes, pregos, vernizes, linhas, bordados, forros, etc.
Matérias Primas Materiais Directos Materiais Directos
c) Materiais Diversos
Mão-de-obra directa Mão-de-obra directa Mão-de-obra directa
Outros bens consumíveis, que não embalagens, utilizados nos centros de custos,
Gastos Gerais de Fabrico Gastos Gerais de Fabrico Gastos Indirectos de Fabrico aprovisionamento, transformação, distribuição ou administração.
Exemplo: Materiais de conservação e reparação, materiais de publicidade e propaganda,
materiais de escritório, etc.
O custo das Matérias Primas e outros Materiais directos
d) Embalagens de Consumo
Objectos envolventes ou recipientes das mercadorias ou produtos, não retornáveis, que são
Caracterização e classificação das matérias facturados ou consignados juntamente com os produtos.
As matérias são os factores tangíveis adquiridos pela empresa para serem consumidos, de
forma gradual, na fabricação ou distribuição dos produtos. e) Semiprodutos
O seu modo de participação no processo de exploração, é classificado em: Todos aqueles bens que funcionam simultaneamente como produto acabado (susceptível de ser
vendido) ou como matéria prima para uma fase seguinte,
a) Matérias Primas
Bens consumíveis, objecto de trabalho posterior de natureza industrial. São incorporadas
fisicamente nos produtos finais.
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Ias
Sugestão de agrupamento das matérias nos custos industriais: Matérias Directas e Indirectas
Matérias Primas Matérias Primas

Matérias Subsidiárias a) Matérias Directas


Materiais diversos Gastos Gerais de
 Materiais que geralmente determinam a qualidade, quantidade ou apresentação do
Embalagens de consumo (?) Fabrico
produto no mercado, razão pela qual os seus custos são directamente imputados a cada
produto em concreto através do registo das quantidades individualmente aplicadas a cada
produto (recurso a “folhas de requisição” de materiais).

Matérias Armazenáveis e Não Armazenáveis


a) Matérias Armazenáveis
São a maior parte das matérias primas e matérias subsidiárias (e eventualmente as
embalagens). Caracterizam-se assim, pelo facto do seu consumo ser posterior à respectiva b) Matérias Indirectas
compra.  Materiais relativamente aos quais não é possível registar nas “folhas de requisição” que
b) Matérias Não Armazenáveis produtos concretos provocaram o consumo dos mesmos:
São matérias utilizadas no processo de exploração, cujo consumo deverá ser imediato à  porque não existe uma relação de causalidade
respectiva compra. Assim sendo, estas matérias, não são contabilizadas como inventários,  porque não é pertinente o registo (dada a escassa importância económica para o
mas sim como custos (Fornecimentos e Serviços Externos), muito embora tanto umas como
outras respeitem ao serviço de aprovisionamento. cálculo do custo do produto)

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Sistemas de Inventário VALORIZAÇÃO DOS FLUXOS DE SAÍDA DE
1. Inventário Permanente ARMAZÉM
⇒ necessidade de fichas de armazém)
((⇒

2. Inventário Intermitente ou Periódico


(
 calculam-se os consumos no final do exercício, extracontabilísticamente, através da expressão De acordo com o SNC, são as seguintes as Fórmulas de Custeio (§§ 23-27): :
CMVMC = Ei + Compras + Regularização existências – Ef)

VALORIZAÇÃO DOS FLUXOS DE ENTRADA EM ARMAZÉM Custo específico: o custo dos inventários de itens que não sejam geralmente
intermutáveis e de bens e serviços produzidos e segregados para projectos
De acordo com os princípios contabilísticos estudados anteriormente (NCRF18), os inventários específicos deve ser atribuído pelo uso da identificação específica dos seus custos
devem ser mensurados pelo custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o mais baixo. (§9 ) individuais. Significa que são atribuídos custos específicos a elementos
- O Custo dos inventários deve incluir (§§ 10-22): identificados de inventário.
 Custos de compra: incluem o preço de compra, direitos de importação e outros
impostos não dedutíveis (que não sejam subsequentemente recuperáveis das entidades
fiscais pela entidade) e custos de transporte, manuseamento e outros custos FIFO (“Primeira entrada, primeira saída”): pressupõe que os itens de inventário
directamente atribuíveis à aquisição de bens acabados, de materiais e de serviços. que foram comprados ou produzidos primeiro sejam vendidos em primeiro lugar e,
Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes deduzem-se na consequentemente, os itens que permanecerem em inventário no fim do período
determinação dos custos de compra. sejam os itens mais recentemente comprados ou produzidos.
 Custos de conversão/transformação: incluem os custos directamente relacionados com a
actividade de produção, tais como mão de obra directa. Também incluem uma imputação Custo médio ponderado: o custo de cada item é determinado a partir da média
sistemática de gastos gerais de produção, fixos e variáveis, que sejam incorridos ao ponderada do custo de itens semelhantes no começo de um período e do custo de
converter matérias em bens acabados. itens semelhantes comprados ou produzidos durante um período. A média pode ser
 Outros Custos somente são incluídos nos custos dos inventários até ao ponto em que determinada numa base periódica ou à medida que cada entrega adicional seja
sejam incorridos para os colocar no seu local e na sua condição actuais. recebida, o que depende das circunstâncias da entidade.
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Método do FIFO ( First In First Out )


Critérios de Valorimetria
Método do Custo Médio Ponderado – As entradas são valorizadas ao custo de aquisição.
a) Método do Custo Médio Diário – As existências são registadas separadamente pelos seus
respectivos custos de aquisição.
– As entradas são valorizadas ao custo de aquisição. – As primeiras saídas são valorizadas aos primeiros preços
– As existências são valorizadas ao custo médio (média aritmética de entrada existentes em armazém.
ponderada entre a existência anterior e a de cada compra).
– As saídas são valorizadas ao último custo médio. Método do LIFO ( Last In First Out ) – permitido no
POC, mas abolido pelo SNC

b) Método do Custo Médio Mensal – As entradas são valorizadas ao custo de aquisição.


– As existências são registadas separadamente pelos seus
– Apenas se registam diariamente as quantidades entradas e as saídas. respectivos custos de aquisição.
– Mensalmente registam-se os valores globais das entradas (conta – As saídas são valorizadas aos últimos preços de entrada em
compras) e saídas (após a determinação do custo médio mensal das armazém
existências).
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Comparação dos métodos: FIFO, LIFO e Custo Médio
Método do Custo Específico Ponderado

– As entradas são valorizadas ao custo de aquisição.  Os valores obtidos pelos vários métodos serão tanto mais diferentes quanto
– As existências são registadas separadamente pelos seus maiores forem as variações dos preços de aquisição, ou de produção, ou seja,
quanto maior for a instabilidade dos preços.
respectivos custos de aquisição e com identificação específica
do lote a que dizem respeito.
a) O método FIFO implica um afastamento sensível entre o custo actual das
– As saídas terão a identificação física com o lote a que foram entradas e o custo das saídas, as quais só tardiamente se reflectem na evolução
retiradas, assim o seu valor será exactamente o valor da sua dos preços.
entrada.
b) O método LIFO implica uma aproximação sensível entre o custo actual das
entradas e o custo das saídas, as quais reflectem de forma exagerada a evolução
dos preços.

c) O método do custo médio situa-se numa posição intermédia: o custo das


saídas não se afasta tanto do custo actual das entradas como o FIFO, nem se
aproxima tanto como o LIFO.

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EM PERÍODOS DE INFLAÇÃO: TRATAMENTO DAS DIFERENÇAS DE INVENTÁRIO


1 - Regra geral, o método do FIFO conduz a:
• Valorização mais baixa das saídas e mais elevada das existências finais,
 Existe uma diferença de inventário quando a informação contabilística sobre a
originando, assim, custos de produção (ou de mercadorias vendidas)
desactualizados por defeito. quantidade e o valor das existências difere da sua quantidade e/ou valor real;
• Uma valorização das existências finais a preços mais aproximados do custo assim sendo, a informação contabilística terá que adaptar-se à realidade.
actual.
• Um resultado superior, que se pode considerar fictício e que pode aumentar
a base fiscal de tributação.
NECESSIDADE DE CORRECÇÃO !
2 - Regra geral, o método do Custo Médio conduz a:
– Valores que se situam entre os valores determinados pelo método FIFO e Causas Possíveis:
LIFO. Por outras palavras, atenua os excessos.
3 - Regra geral, o método do LIFO conduz a:
– Uma valorização mais elevada das saídas e mais baixa das existências 1. Causas Físicas: o desaparecimento do material, o aumento ou perda de peso,
finais, originando custos de produção (ou de mercadorias vendidas) o armazenamento inadequado, a caducidade, a deterioração, a obsolescência,
actualizados (mais próximos do preço de mercado). etc;
– Uma avaliação de existências finais a preços mais afastados do preço de 2. Causas Económicas: quando, devido a alterações de engenharia, os materiais
mercado (Subavaliados).
perdem a sua aptidão produtiva, deteriorando-se;.
– Um resultado inferior, correspondente a reservas ocultas e que reduz a base
fiscal de tributação.
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3
Determinação do Custo Exemplo
A empresa “Variedade, Lda.” dedica-se à comercialização da
Deterioração Normal (Quebras
Normais) mercadoria XY. Durante o mês de Setembro ocorreram as seguintes
Diferenças de Inventário
movimentações no seu armazém:
negativas - No início do mês existiam em armazém 200 unidades de mercadoria XY
Deterioração Anormal (Quebras
Anormais).
ao custo unitário de 20€
- No dia 3 de Setembro vendeu 50 unidades;
- No dia 7 de Setembro comprou 150 unidades ao preço de 22€ cada;
- No dia 13 vendeu 50 unidades;
 O custo das Quebras Anormais não é inventariável: é custo do período em
- No dia 15 vendeu mais 50 unidades;
que incorre (custo “extraordinário”).
- No dia 20 comprou 200 unidades a 24€/cada;
 Por sua vez, quando a quebra se deve a causas normais, o valor do consumo de - No último dia do mês vendeu 250 unidades.
materiais (ou do custo das mercadorias vendidas) deverá ser aumentado numa
quantia igual ao custo da quebra. Pedido:
Elabore a ficha de armazém da mercadoria XY, admitindo a utilização de
43 cada uma das fórmulas de custeio das saídas. 44

Encargos sobre remunerações por conta da entidade patronal em


Os Custos com a Mão-de-obra empresas privadas (exemplos genéricos):
 Obrigatórios:
21,25% para os corpos gerentes
1. Encargos com a
Unidade de medida - Horas homem (Hh) Segurança Social
23,75% para os restantes trabalhadores
Remunerações Fixas (?)
Variáveis (?)
Fixas (?) 2. Seguros de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais (Taxa variável)
– Remuneração mensal (ordenado)
– Férias e Subsídio de Férias  Obrigatórios ou Facultativos
Encargos com creches, refeitórios, pensões de reforma e de invalidez, formação
– Subsídio de Natal
profissional, etc

Variáveis (?) • Descontos sobre remunerações por conta do trabalhador dependente:


– Remunerações por horas extraordinárias 10% ou 11% do Rendimento Bruto para Segurança social
– Comissões sobre vendas Retenção de I.R.S.
– Subsídios pela prestação de trabalho em turnos
– Prémios de produtividade
Custo Total /Ano = Vencimento + Encargos sobre Remunerações
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 Custo horário:
 Deve incluir, não só as remunerações mensais, como também as restantes


remunerações fixas e encargos patronais.
Dividindo esse custo pelo nº de horas de trabalho, obtemos o custo horário.
Exemplo: Empresa DEL
 Admita que um empregado da empresa DEL, Lda. tem um vencimento
mensal conforme o seguinte recibo:
 Custo Horário = Custo Total Ano ou Custo medio mensal – Vencimento bruto 500 €
Nº Horas Trabalhadas ao ano Nº Horas Trabalhada s/mês – Taxa social única (11%) 55 €
– IRS retido (5%) 25 €
– Total a Receber 420 €
Custos Custo
 Considere ainda que:
Diferidos
– Os encargos obrigatórios da entidade patronal ascendem a 25%
Encargos Total (Segurança Social e seguro de acidentes de trabalho e doenças
profissionais)
Sociais Despesa Mensal – O empregado trabalha 40 horas por semana
– O empregado tem 4 semanas de ferias por ano
Deduções Salários Mensal de Mão de – Durante o ano há 6 feriados, 5 dos quais coincidem com dia úteis
Obra
Perante este cenário, diga qual o custo hora que se deve considerar como
Salário Líquido Brutos custo deste empregado para efeitos de cálculo do custo da produção.
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Os Gastos Gerais de Fabrico B) Em relação ao produto:


 Exemplos de G.G.F.: DIRECTOS
 A) Quanto à Natureza: Combustíveis, colas, vernizes
GGF
MATERIAIS Lubrificantes
INDIRECTOS Material de limpeza INDIRECTOS: são repartidos
posteriormente pelos produtos através
Ferramentas não duradouras, etc de um critério de imputação adequado

Ordenados dos encarregados de secção C) Quanto à variabilidade:


MÃO DE OBRA Ordenados do pessoal de limpeza
INDIRECTA Ordenados do pessoal de supervisão FIXOS

Preparação de máquinas, etc


GGF SEMI-VARIÁVEIS
Conservação e Reparação
CUSTOS
INDIRECTOS Água, electricidade
VARIÁVEIS
DE Depreciações
TRANSFORMAÇÃO Rendas e alugueres, Seguros, etc 49 50

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 Esquematicamente:
CONTROLÁVEIS CUSTOS INDIRECTOS TOTAIS DO EXERCÍCIO

GGF

NÃO CONTROLÁVEIS: o seu


CUSTOS INDIRECTOS CUSTOS INDIRECTOS
responsável directo não os controla
DE PRODUÇÃO (GGF) GERAIS

Aprovisio- Produção Outros Adminis- Finan. Dist.


Custos Indirectos da Produção namento tração

Custos Indirectos

Custos Indirectos Gerais: dizem INVENTÁRIOS


respeito às restantes áreas funcionais da
empresa VENDA DE PRODUTOS

RESULTADOS
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OS MÉTODOS UTILIZADOS PARA A ANÁLISE E


Custos da Fabricação REPARTIÇÃO DOS CUSTOS

Exist. Inicial de Prod. em Custo Industrial dos


Imputação dos Gastos Gerais de Fabrico
vias de Fabrico Produtos Acabados
Montante dos Custos a Repartir
 Os Coeficientes de Imputação =
Base de Imputaçao
Custos do mês:
Matérias Primas Custo das Matérias Primas
Mão-de-obra Directa Custo da M.O.D.
Gastos Gerais de fabrico Exist. Final de Prod. em Nº de horas de M.O.D.
vias de Fabrico
Horas Máquina
Bases de Imputação
Custos da Produção Custos da Produção mais utilizadas Nº de unidades fabricadas
Área ocupada
Custo Primo
53 Valor dos Equipamentos 54

6
Imputação de Base Única:
Exemplos de bases de imputação:
GGF Produtos
Rendas área (m2) Indirectos
Energia potência (kw), horas de trabalho

Seguros valor do objecto segurado


horas máquina Montante de GGF
Amortizações do Equipamento  Coeficiente Geral =
Base de Imputação
M.O.I. horas M.O.D., custo M.O.D.

 Valor a imputar = Coeficiente * Base de Imputação

 NOTA: Este método só deve ser utilizado quando o montante de GGF for uma
% muito reduzida em relação às Matérias primas e à M.O.D., ou seja em
situações em que não se justifique a utilização de diversas bases de imputação.
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 Imputação de Base Múltipla:


1) Imputação de Base Única:
GGF Grupos
Indirectos de Produtos
 Exemplo:
Gastos  GGF do mês 3 780 euros
 Horas de MOD gastas em cada produto:
GGF Centros
Indirectos •A 5 000 h
de Produtos
Custos •B 4 950 h
•C 5 050 h
GGF
Indirectos Actividades Produtos
 Base de imputação Horas de MOD

 Procedimento:
 Qual o montante de GGF a atribuir a cada um dos produtos?
 1º Repartem-se os GGF por Grupos ou Centros de Custo ou Actividades;
 2º Atribui-se uma Base de Imputação adequada para cada grupo;
 3º Calcula-se o Coeficiente de Imputação;
 4º Imputa-se os custos aos produtos.
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2) Imputação pelo Método dos Coeficientes Diferenciados (Imputação de Base
Múltipla):
 Exemplo:
Produto X Produto Y

Matérias consumidas 1 200 u.m. 1 500 u.m.


Nº de horas máquina 13 500 15 000
 CI = 3 780 € / 15000 HH = 0,252€/HH Nº de horas homem 11 000 17 500
– A – 5000 HH * 0,252€ = 1 260,00 € MOD 2 200 u.m. 3 500 u.m.
Valor de Vendas 8 000 u.m. 9 000 u.m.
– B – 4950 HH * 0,252€ = 1 247,40 €
Os GGF foram os seguintes: Bases de imputação:
– C – 5050 HH * 0,252€ = 1 272,60 €
Energia 570 u.m. Nº de horas homem
3 780,00 € Seguros 510 u.m. Valor de Vendas
Amortizações 1140 u.m. Nº Horas Máquina
MOI 4275 u.m. Valor da MOD

 Determine o montante de GGF a imputar a cada produto.


 Determine o CIPA considerando que não há produtos em curso
 Determine o CIPA unitário considerando Produção de X=1000Kg e de Y=2000Kg
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Quotas Teóricas (quotas normais e quotas ideais)


Produto X Produto Y
Matérias consumidas 1 200 u.m. 1 500 u.m. GGF
 Coeficiente de Imputação dos GGF =
MOD 2 200 u.m. 3 500 u.m. Base de Imputação
GGF
energia (11000*0,02) 220 u.m. (17500*0,02) 350 u.m. A empresa aguarda pelos valores reais dos GGF?
seguros (8000*0,03) 240 u.m. (9000*0,03) 270 u.m.
Amortizações (13500*0,04) 540 u.m. (15000*0,04) 600 u.m.
MOI (2200*0,75) 1650 u.m. (3500*0,75) 2625 u.m. Sim Não

Custos mês = CIPA 6 050 u.m. 8 845 u.m. Coeficiente real Coeficiente Teórico ou pré-estabelecido

Produção 1000Kg 2000Kg


VANTAGENS:
- o valor dos produtos não é prejudicado por algum facto
CIPA unitário 6,05 u.m. 4,4225 u.m.
anormal (avaria, greve...).
- não é necessário aguardar pelo fim do mês para calcular o
coeficiente de imputação;
- procedimento menos trabalhoso, uma vez que só existe um
61 coeficiente ao longo do ano (…). 62

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Imputação pelo Método das Secções Homogéneas:

Secção Homogénea:
 É um centro de custos relativo a operações idênticas, com fácil
NORMAIS: coeficientes pré-
determinados, pressupondo que a atribuição de responsabilidades, permitindo um controlo dos
empresa vai laborar em condições custos e a sua afectação posterior.
normais de funcionamento;
COEFICIENTES
TEÓRICOS
IDEAIS: coeficientes pré-determinados,  O facto de ter operações idênticas, facilita a escolha de uma
pressupondo que a empresa vai laborar unidade de obra. É, portanto, um centro de custos (centro de
em condições ideais de funcionamento; responsabilidade, cujo responsável controla a qualidade e/ou o
custo dos factores consumidos), cujas características consistem
em:
 Homogeneidade de funções

 Responsabilização

 Existência de uma unidade de medida da actividade do


centro (unidade de obra)
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Procedimento:
1º) DETERMINAÇÃO DOS CUSTOS DIRECTOS E COMUNS AOS
Auxiliares: prestam serviço a outras secções CENTROS (OU REPARTIÇÃO PRIMÁRIA):
Centros
ou Distribuição dos gastos directos e comuns, pelos respectivos
Secções centros/secções (principais e auxiliares);

Principais (de produção): concorrem 2º) DETERMINAÇÃO DO VALOR DOS REEMBOLSOS (OU
directamente para a produção REPARTIÇÃO SECUNDÁRIA):
Repartição dos custos dos centros/secções auxiliares, pelos
centros/secções receptoras do serviço prestado por cada um dos
Administrativas, Distribuição e Financeiras: centros/secções auxiliares.
não concorrem directamente para a
produção. Exemplo: contabilidade,
3º) DETERMINAÇÃO DO CUSTO GLOBAL DOS PRODUTOS /
administração, comercialização ...
SERVIÇOS (OU REPARTIÇÃO TERCIÁRIA):
Imputação dos custos totais das secções principais aos produtos/serviços
através das Unidades de Obra

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Secções auxiliares Secções Principais
Total
Secção Secção Gastos Secção Secção Secção Secção
X Y Comuns A B C D

 Quadro de repartição dos Gastos Indirectos 1. Custos directos ou comuns às secções


Consumos de Matérias Subsidiárias X X X X X X X X

de fabrico ou dos Custos de Transformação Pessoal X X X X X X X X


Amortizações/Depreciações X X X X X X X X
Seguros X X X X X X X X
Energia X X X X X X X X
Comunicação X X X X X X X X
Trabalhos especializados X X X X X X X X
 Quadro para a determinação do custo do Outros X X X X X X X X

produto (com a repartição dos custos das Total da primeira Repartição


2. Reembolsos
X X X X X X X X

secções principais pelos produtos) Secção auxiliar (secundária) X (X) X - X X X X 0


Secção auxiliar (secundária) Y X (X) - X X X X 0
Gastos comuns X X (X) X X X X 0
Total da segunda repartição (X) (X) (X) X X X X 0
3. Custo global 0 0 0 X X X X X
Unidade de Obra (imputação) X X X X
Custo unitário X X X X
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Podemos usar o método das secções homogéneas A empresa Dedicação, SA produz o produto X e Y. Contabilisticamente está organizada em 5 secções - A, B,
C, D e E - sendo as duas primeiras secções auxiliares, as duas seguintes principais de produção e a última
para repartir
Produto X osProduto
GGFY ou Produto
mesmo Z os Total
custos de principal de distribuição.
transformação (quando não for possível repartir Da ContabilidadeAnalítica extraíram-se algumas informações:
Consumos de Matérias-Primas X X X X
directamente a MOD pelos produtos) 1 - Os consumos de matérias primas foram os seguintes: 5.000 kg a 10€ cada, para o Produto X e 7.500 kg a
Mão-de-Obra Directa X X X X 10€ cada, para o Produto Y.
Gastos Gerais de Fabrico 2 - O custo horário da MOD foi de 20 € (incluindo os encargos de 60%), sendo 1.000 horas da MOD do produto
X e 1.200 do produto Y.
3 - Durante o mês de Janeiro produziu 2.000 unidades do produto X e 1.000 unidades do produto Y.
Secção A X X X X 4 - Unidades de obra: Secção C - 500 hm (das quais 300 foram dedicadas à produção do produto X); Secção D
Secção B X X X X - Kg consumidos de Matéria Prima; Secção E – 280.000 € de vendas (das quais 130.000 € são do produto X)
5 - Quadro de Repartição Primária e unidades de imputação das secções auxiliares:
Secção C X X X X
Secções auxiliares Secções Principais Total
Total Custos Produção X X X X (em €) A B C D E
EIPVF X X X X Fornecimentos de serviços 2 000 8 400 14 000 1 000 3 000 28 400
Mão-de-obra indirecta 5 000 8 000 10 000 3 000 2 400 28 400
EFPVF (X) (X) (X) (X)
Impostos 400 600 250 150 200 1 600
CIPA X X X X
Amortizações/Depreciações 3 600 6 000 5 550 1 050 4 400 20 600
EIPA X X X X Outros custos operacionais 4 000 2 000 10 000 2 000 2 000 20 000

EFPA (X) (X) (X) (X) Total Custos directos e comuns 15 000 25 000 39 800 7 200 12 000 99 000
Serviços prestados:
CIPV X X X X
Secção __A__ 10 000 Hm 10 000 Hm 20 000 Hm
Secção __B__ 1 000Hm 12 000 Hm 10 000 Hm 2 000 Hm 25 000 Hm
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Pedidos: Determine o custo de produção acabado unitário e total.

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Secções Auxiliares Com Prestações Reciprocas Os custos das secções em causa, que englobam todos os custos directos e
também os reembolsos das restantes secções auxiliares, excepto as aqui
Os custos de certo mês de uma secção auxiliar são a soma dos custos directos mencionadas, foram:
com os reembolsos, isto é, dos custos relativos aos serviços que foram
prestados por outras secções auxiliares. Por vezes acontece que há secções
que têm prestações reciprocas e quando essas prestações são valorizadas aos Distribuição de Energia 163.000 u.m.
custos reais do mês há que recorrer a um sistema de equações para Reparações Eléctricas 92.500 u.m.
determinar o seu custo real.
Para apurar o custo da unidade de obra de cada secção, resolvemos o seguinte
Exemplo: sistema de duas equações a duas incógnitas:

Em certa empresa, no mês de Janeiro, a secção de Distribuição de Energia 50.000 Kwh = 163.000 + 100 Hh
forneceu electricidade à secção de Reparações Eléctricas e esta última fez 800 Hh = 92.500 + 1.000 Kwh
reparações no posto de transformação de energia da primeira.
A actividade das secções no mês em causa foi:
Em que Kwh representa o custo do Kwh de energia e Hh o custo da MO.

– Distribuição de Energia: 50.000 Kwh, dos quais 1.000 Kwh para a secção de
Reparações Eléctricas; Resolvendo o sistema obtém-se:
– Secção de Reparações Eléctricas: 800 Hh, das quais 100 Hh para a secção de Kwh = 3.5 u.m.
Energia. Hh = 120 u.m.
71 72

Portanto, o custo da secção Distribuição de Energia é de:

163.000 + (100*120) = 175.000 u.m.

O custo da secção de Reparações Eléctricas é de :

92.500 + (1000*3.5) = 96.000 u.m.

Se as secções com prestações recíprocas forem 3, haverá lugar a um sistema de


3 equações a três incógnitas, se forem X secções o sistema terá X equações a X
incógnitas.

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