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Sd JurisAv – Sandra Mara Dobjenski

PACOTE ANTICRIME

LEGÍTMA DEFESA (ART. 25, PARÁGRAFO ÚNICO CP)

Legítima defesa
Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual
ou iminente, a direito seu ou de outrem. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) (Vide ADPF 779)
Parágrafo único. Observados os requisitos previstos no caput deste artigo, considera-se também em legítima defesa o agente
de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante a prática de crimes. (Incluído pela
Lei nº 13.964, de 2019) (Vide ADPF 779) (legítima defesa do agente de segurança pública) (quando o agente de
segurança pública diante de um risco de uma agressão, ele vem a reagir e repelir a agressão ou risco de agressão-
situações que podem ocorrer:)
1. Agressão
2. Risco de Agressão
Num contexto onde há vítima refém. A situação se caracteriza em legítima defesa e não estrito cumprimento do dever
legal. O agente esta diante de uma injusta agressão ou risco de agressão desde que no usso de meios necessários para
evitar a conduta.
*EXECUÇÃO DA PENA DE MULTA – ART. 51 CP - Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será executada
perante o juiz da execução penal e será considerada dívida de valor, aplicáveis as normas relativas à dívida ativa da Fazenda
Pública, inclusive no que concerne às causas interruptivas e suspensivas da prescrição. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de
2019) – Até o pacote anticrime a execução da pena de multa era perante a Vara da Fazenda Pública e quem ingressava
com esta ação de execução era o procurador da fazenda. (entendimento do STF – que o procurador teria legitimidade
subsidiária)
*Com o pacote anticrime o legislador passou a entender que a execução da pena de multa depois de convertida em dívida
de valor, ela será executada perante a Vara de Execução Penal e quem possui a legitimidade para ingressar com esta
ação de execução é o MP. Dívida que se busca o pagamento do condenado. Princípio da obrigatoriedade.
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ALTERAÇÃO PELA LEI 14071/2020
*Quando o sujeito pratica um crime a ele será aplicada uma pena privativa de liberdade (PPL) só que ele
cumprindo os requisitos do Art. 44 do CP - As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as
privativas de liberdade, quando: (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998)
I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça
à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo;(Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998)
II – o réu não for reincidente em crime doloso; (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998)
III – a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as
circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998)
Pode acontecer dele ter substituída a pena privativa de liberdade por restritiva de direito (se o sujeito praticou um crime
sem violenta ou grave ameaça e esse crime for doloso é possível a substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direito se a pena aplica na sentença for de até 04 anos.
No Art. 44. Inciso I parte final – se o crime for culposo é possível a substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direito qualquer que seja a pena. (se o sujeito fosse condenado por um crime culposo ainda que a pena fosse
superior a 04 anos teria direito a substituir a PPL pela PRD – prestação de serviço a comunidade, prestação pecuniária –
isso ocorria muito frequentemente no contexto de crime de homicídio culposo na condução de veículo automotor –
previsão no Art 302 da lei 9503/97 CTBN - Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor: Penas - detenção,
de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
(se o sujeito atropelou a vítima e matou é possível a substituição da pena privativa de liberdade (PLL) por restritiva de
direito (PRD))
Art. 302 § 3o Se o agente conduz veículo automotor sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa
que determine dependência: (Incluído pela Lei nº 13.546, de 2017) (Vigência)
Penas - reclusão, de cinco a oito anos, e suspensão ou proibição do direito de se obter a permissão ou a habilitação para
dirigir veículo automotor. (Incluído pela Lei nº 13.546, de 2017) (Vigência)
o
Art. 303, § 2 A pena privativa de liberdade é de reclusão de dois a cinco anos, sem prejuízo das outras penas previstas
neste artigo, se o agente conduz o veículo com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de
outra substância psicoativa que determine dependência, e se do crime resultar lesão corporal de natureza grave ou
gravíssima. (Incluído pela Lei nº 13.546, de 2017) (Vigência)
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*Alteração no Art. 312B CTBN - Aos crimes previstos no § 3º do art. 302 e no § 2º do art. 303 deste
Código não se aplica o disposto no inciso I do caput do art. 44 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de
dezembro de 1940 (Código Penal) . (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) ( se o sujeito cometeu o
crime de homicídio culposo na condução de veículo automotor ou lesão corporal culposa na condução de veículo
automotor, estando embriagado, ele NÃO terá direito de substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direito)
(agente terá que cumprir a pena na cadeia – não cabendo a substituição) (lesão corporal culposa – não interessa a
gravidade da lesão)
*LIMITE DE CUMPRIMENTO DA PENA – Art. 75 CP - O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser
superior a 40 (quarenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) (limite de cumprimento de pena = 40 anos) (A
pena pode ser fixada, pelo juiz em 60 anos, por exemplo, conforme a situação ou concurso de crimes – embora que a
pena tenha sido fixada em 60 anos o sujeito somente cumprirá 40 anos)
Para cumprimento de pena para eventual progressão de regime ou livramento condicional, para o cálculo dos benefícios
será levado em conta o total da pena proferida – SÚMULA 715 STF - A pena unificada para atender ao limite de trinta anos
(leia-se 40 anos) de cumprimento, determinado pelo art. 75 do código penal, não é considerada para a concessão de
outros benefícios, como o livramento condicional ou regime mais favorável de execução.
*LIVRAMENTO CONDICIONAL – Art. 83 CP - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de
liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons
antecedentes; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
III - comprovado: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
a) bom comportamento durante a execução da pena; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
b) não cometimento de falta grave nos últimos 12 (doze) meses; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
c) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; e (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
d) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
IV - tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pela infração; (Redação dada pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984)
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V - cumpridos mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática de
tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, tráfico de pessoas e terrorismo, se o apenado não for
reincidente específico em crimes dessa natureza. (Incluído pela Lei nº 13.344, de
2016) (Vigência)
Parágrafo único - Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, a concessão do
livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a
delinquir. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
*O sujeito foi condenado, esta cumprindo a pena (execução da pena), preenchendo os requisitos (requisitos objetivos – prazo e
requisito subjetivo - merecimento) ele terá a antecipação do retorno ao convívio social - supondo que o sujeito foi condenado a
uma pena de 06 anos, não sendo reincidente em crime doloso – basta ele cumprir 1/3 da pena para adquirir o livramento
condicional – o que equivale a dois anos para a obtenção do livramento – de forma a ter que respeitar alguns requisitos
estipulados pelo juiz. Entretanto, não basta o cumprimento de parte da pena existem outros requisitos para ele merecer a pena ele
deve comprovar bom comportamento durante o cumprimento da pena, não ter cometido falta grave nos últimos 12 meses
(novidade introduzida pelo pacote anticrime) ( se ocorrer o cometimento de falta grave, mesmo ele implementando o tempo para o
livramento ele não sairá pois cometeu falta grave no período anterior de 12 meses)
Art. 50 Lei 7210/84. Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que:
I - incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina;
II - fugir;
III - possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem;
IV - provocar acidente de trabalho;
V - descumprir, no regime aberto, as condições impostas;
VI - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do artigo 39, desta Lei.
VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos
ou com o ambiente externo. (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007)
VIII - recusar submeter-se ao procedimento de identificação do perfil genético. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se, no que couber, ao preso provisório.
*O livramento condicional em REGRA cabe para qualquer crime – entretanto o pacote anticrime trouxe vedações para o
livramento – sujeito ser reincidente em crime hediondo ou equiparado (Art. 83, inciso V parte final do CP - ... se o apenado
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não for reincidente específico em crimes dessa natureza. ) (Sujeito foi condenado pelo crime de
estupro (Art. 213 CP) depois de transitada em julgado a sentença do crime de estupro o agente
comete um crime de tráfico de drogas (Art. 33 lei 11.943/2008) – crime equiparado a hediondo –
nesse caso ele é reincidente pela prática de crime hediondo e não terá direito a livramento) (se o sujeito foi condenado
por crime hediondo ou equiparado, mas com resultado morte não terá direito a livramento condicional – mesmo sendo
primário – Ex.: homicídio qualificado(Art. 121, parág. 2º CP) (Latrocínio))

Sujeito primário
Art. 112 Lei 7210 (LEP) - Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência
para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos: (Redação dada pela
Lei nº 13.964, de 2019) (Vigência) - VI - 50% (cinquenta por cento) da pena, se o apenado for: (Incluído pela Lei nº
13.964, de 2019) (Vigência) (progressão de regime)
a) condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, se for primário, vedado o livramento
condicional; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) (Vigência)
b) condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa estruturada para a prática de
crime hediondo ou equiparado; ou (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) (Vigência)
c) condenado pela prática do crime de constituição de milícia privada; (Incluído pela Lei nº 13.964, de
2019) (Vigência)

Sujeito reincidente
VIII - 70% (setenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime hediondo ou equiparado com resultado
morte, vedado o livramento condicional. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) (Vigência) (progressão de
regime)
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Progressão de regime

*Nas duas situações é vedado o livramento condicional – devido ao resultado morte – é permitida a progressão de regime
se o sujeito não for reincidente (devendo cumprir metade da pena para a progressão de regime), se o sujeito for
reincidente em crime hediondo ou equiparado com resultado morte (deve cumprir 705 da pena para obtenção da
progressão de regime) – por ser uma lei mais severa somente incidirá sobre fatos praticados durante a sua vigência.

*CONFISCO ALARGADO – ART. 91-A CP - Na hipótese de condenação por infrações às quais a lei comine pena máxima superior
a 6 (seis) anos de reclusão, poderá ser decretada a perda, como produto ou proveito do crime, dos bens correspondentes à
diferença entre o valor do patrimônio do condenado e aquele que seja compatível com o seu rendimento lícito. (Incluído
pela Lei nº 13.964, de 2019) ( efeito da sentença condenatória – efeito extrapenal – sujeito foi condenado e a sentença
condenatória gera alguns efeitos: penais e extrapenais – como por exemplo a reparação do dano e perda de patrimônio). Só é
possível o confisco alargado para crime que prevê pena máxima cominada superior a 06 anos.
*Perda do patrimônio do cidadão ou perda do produto do crime, dos bens correspondentes a diferença entre o valor, a renda
declarada pelo condenado e os valores, o patrimônio atribuído ao condenado. (O juiz considera que o patrimônio que excede a
renda aferida pelo condenado esta diferença é decorrente de falcatrua, produto de crime e determina a perda dessa
diferença).
§ 1º Para efeito da perda prevista no caput deste artigo, entende-se por patrimônio do condenado todos os bens: (Incluído pela Lei
nº 13.964, de 2019)
I - de sua titularidade, ou em relação aos quais ele tenha o domínio e o benefício direto ou indireto, na data da infração penal ou
recebidos posteriormente; e (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
II - transferidos a terceiros a título gratuito ou mediante contraprestação irrisória, a partir do início da atividade criminal. (Incluído
pela Lei nº 13.964, de 2019)
(quem possui o domínio, usufrui do patrimônio é o condenado – mesmo não estando em seu nome. Ou quando for
transferido a terceiro a título gratuito ou doação ou constrapretação irrisória (vender a laranja) – verificando-se que quem
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usufruía do patrimônio, quem tinha o domínio do patrimônio é o condenado pode o juiz decretar a
perda da diferença do valor total do patrimônio e aquele que se verifica ser rendimento lícito do
cidadão).
*Esse efeito da sentença condenatória não é automático devendo ser declarado pelo juiz na sentença - § 4º Na sentença
condenatória, o juiz deve declarar o valor da diferença apurada e especificar os bens cuja perda for decretada. (Incluído pela Lei
nº 13.964, de 2019) – não significa simplesmente alegar, o juiz deve reconhecer e declarar na sentença o valor da diferença e
ainda especificar quais patrimônios deve ser perdido.
*PRESCRIÇÃO: Causas impeditivas da prescrição
Art. 116 - Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984) (causas suspensivas (impeditivas ou suspensivas) da prescrição ou que o prazo da prescrição não corre
quando presente quando presente uma dessas causas – prazo fica parado)
I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da existência do crime; (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) - *Sujeito veem e aponta uma situação que aponta a análise do mérito (sujeito acusado
do crime de bigamia (Art. 235 CP) – resolvendo ele entrar com uma ação de anulação em relação a um dos casamentos –
esta ação civil de anulação do casamento é uma questão que prejudica a análise do crime de bigamia – tem que ser
aguardado o resultado da ação para depois voltar a correr o prazo de prescrição em relação ao crime de bigamia)
II - enquanto o agente cumpre pena no exterior; (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
III - na pendência de embargos de declaração ou de recursos aos Tribunais Superiores, quando inadmissíveis; e (Incluído
pela Lei nº 13.964, de 2019) ( situação dos recursos protelatórios – foi proferida uma sentença condenatória, o prazo de
prescrição começa a correr até o julgamento definitivo daquela sentença, ou seja, o sujeito foi condenado pelo juiz e aí a
defesa tinha por hábito interpor recurso em cima de recurso para protelar o trânsito em julgado da sentença
condenatória, dessa forma o legislador passou a reconhecer que se a defesa interpor Embargos de declaração o prazo de
prescrição para de correr) (o mesmo ocorre quando for interposto Recurso especial ou Extraordinário)
IV - enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
(enquanto não for cumprido ou rescindido o acordo de não persecução penal (ANPP) (Art. 28 A CPP – se o sujeito
cometeu o delito sem violência ou grave ameaça – a pena mínima do delito for inferior a 04 anos ele terá possibilidade de
celebrar um acordo com o MP para que não haja a denúncia (MP não ofereça a denúncia) – enquanto o sujeito estiver
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cumprindo o acordo e este não for reincidido o período de 01 ou 02 ou 03 anos do acordo não corre a
prescrição – não há o curso do prazo prescricional)
Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a prescrição não corre
durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
CRIMES EM ESPÉCIE
HOMICÍDIO QUALIFICADO - ART. 121 - Homicídio qualificado - § 2° Se o homicídio é cometido (FEMINICÍDIO) - VIII - com
emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido: (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) (Vigência) (se o agente praticou
o homicídio com arma de uso permitido – NÃO SE CONFIGURA HOMICÍDIO QUALIFICADO)
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação (Redação dada pela Lei nº 13.968, de 2019)
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio material para que o
faça: (Redação dada pela Lei nº 13.968, de 2019) (alteração dada pela lei 13968/2019) (Sujeito INDUZIR, INSTIGAR, AUXILIAR
a vítima a praticar o suicídio ou a automutilação – na automutilação = sujeito induzir, instigar ou auxiliar a vítima praticar lesão em
si mesma (vítima se autolesionar) – no SUICÍDIO é a vítima a buscar a eliminar a sua própria vida) (antes da modificação se o
sujeito instigasse, induzisse ou auxiliasse a vítima e a esta no ato resultasse lesão leve ou não resultado (lesão alguma) –
fato atípico – porque o crime de induzimento, instigação ao suicídio é um crime condicionado – somente existia o crime
do Art. 122 se resultasse lesão grave ou morte) (com a mudança com resultando lesão leve ou não resultar lesão alguma
– crime na modalidade simples – Art. 122 caput CP) (se resultar lesão de natureza grave ou gravíssima p crime terá a pena
aumentada) (se o crime resultar morte a pena será de 2 a 6 anos)
§ 1º Se da automutilação ou da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, nos termos dos §§ 1º
e 2º do art. 129 deste Código: (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
§ 2º Se o suicídio se consuma ou se da automutilação resulta morte: (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
§ 3º A pena é duplicada: (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
I - se o crime é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil; (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência. (Incluído pela Lei nº 13.968, de
2019)
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§ 4º A pena é aumentada até o dobro se a conduta é realizada por meio da rede de computadores, de rede social
ou transmitida em tempo real. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
§ 5º Aumenta-se a pena em metade se o agente é líder ou coordenador de grupo ou de rede
virtual. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
§ 6º Se o crime de que trata o § 1º deste artigo resulta em lesão corporal de natureza gravíssima e é cometido contra menor de 14
(quatorze) anos ou contra quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato,
ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime descrito no § 2º do art. 129 deste
Código. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
§ 7º Se o crime de que trata o § 2º deste artigo é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem não tem o
necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o
agente pelo crime de homicídio, nos termos do art. 121 deste Código. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)
*Nesse caso a tentativa é extremamente difícil podendo ocorrer quando ocorrer o induzimento, o auxiliar ou instigar
mediante forma escrita e antes de chegar a vítima, o bilhete é interceptado.
*Se o sujeito induziu, instigou ou auxiliou a vítima chegando ao conhecimento da vitima essa indução, instigação ou
auxílio = crime consumado na modalidade antecipada em concurso formal. Se resultar lesão grave ou morte tem-se a figura
na forma qualificada.
STALKING: perseguição
Perseguição
Art. 147-A. Perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica,
restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou
privacidade. (Incluído pela Lei nº 14.132, de 2021)
Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 14.132, de 2021)
§ 1º A pena é aumentada de metade se o crime é cometido: (Incluído pela Lei nº 14.132, de 2021)
I – contra criança, adolescente ou idoso; (Incluído pela Lei nº 14.132, de 2021)
II – contra mulher por razões da condição de sexo feminino, nos termos do § 2º-A do art. 121 deste Código; (Incluído pela Lei
nº 14.132, de 2021)
III – mediante concurso de 2 (duas) ou mais pessoas ou com o emprego de arma. (Incluído pela Lei nº 14.132, de 2021)
§ 2º As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à violência. (Incluído pela Lei nº 14.132, de 2021)
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§ 3º Somente se procede mediante representação. (Incluído pela Lei nº 14.132, de 2021)
Violência psicológica contra a mulher (Incluído pela Lei nº 14.188, de 2021)
*Conduta = perseguição (sujeito perseguir a vítima atentando contra a liberdade de locomoção) – o agente vai
perturbar ou invadir a privacidade ou a liberdade da vítima de tamanha intensidade que a vítima vai estar afetada psicologicamente
– o sujeito fica reiteradamente mandando mensagem para a vítima de maneira a perturbar a sua privacidade, a sua liberdade –
sujeito fica perseguindo a vítima inclusive fisicamente (antes era crime de contravenção de perturbação a tranquilidade) – Crime de
ação penal pública condicionada a representação.
VIOLÊNCIA PSICOLOGICA CONTRA A MULHER
Art. 147-B. Causar dano emocional à mulher que a prejudique e perturbe seu pleno desenvolvimento ou que vise a degradar ou a
controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação,
isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que cause prejuízo à sua saúde
psicológica e autodeterminação: (Incluído pela Lei nº 14.188, de 2021)
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa, se a conduta não constitui crime mais grave. (Incluído pela Lei nº
14.188, de 2021) (É necessária a comprovação)

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