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Ferramentas da Qualidade

Ana Cristina Cardoso Debellis


2017

DIRETORIA COMERCIAL E MARKETING


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Ferramentas da Qualidade
Existe algo mais interessante do que pessoas?

Fonte: Google Imagens

E, se estas pessoas estiverem instrumentalizadas?


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Melhoria Contínua

“A organização deve continuamente


melhorar a eficácia do SGQ por meio do uso
da política da qualidade, objetivos da
qualidade, resultados de auditorias, análise
de dados, ações corretivas e preventivas e
análise crítica pela administração.”

Sistemas de Gestão da Qualidade


NBR ISO 9001:2000
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Ferramentas da Qualidade -
Contexto
Impacto Ambiental Tecnologia
Responsabilidade
Social
Concorrência

Necessidade de
Inovação Excesso de Oferta

Força de Trabalho Globalização

Fonte: Google Imagens

Pressão dos Acionistas Expectativas do Cliente


Incentivos/Ingerências
do Governo
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O termo em questão é
MELHORIA CONTÍNUA.

Então...
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Melhore sempre!

Fonte: Google Imagens

Não há nada que não possa


tão bom... ser melhorado!
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O que são Ferramentas da Qualidade?


 São técnicas utilizadas com a finalidade de definir, mensurar,
analisar, propor soluções para problemas que eventualmente
encontramos e interferem no bom desempenho nos processos
de trabalho.

 As ferramentas da qualidade foram estruturadas,


principalmente a partir da década de 50, com base em
conceitos e práticas existentes. E, desde então, usados em
sistemas de gestão.

 Podemos ainda considerá-las como um conjunto de


ferramentas estatísticas para melhoria de produtos, serviços e
processos.

Fonte: Google Imagens


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Ferramentas da Qualidade – Objetivo


 Facilitar a visualização e entendimento dos
problemas;
 Sintetizar o conhecimento e as conclusões;
 Desenvolver a criatividade;
 Permitir o conhecimento do processo;
 Fornecer elementos para o monitoramento dos
processos;
 Permitir a melhoria dos processos;
 Facilitar o planejamento e a tomada de ações
preventivas.
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Coleta de Dados
A importância da coleta de dados

Para a correta utilização das Ferramentas


da Qualidade, é necessário que seja
realizada a coleta de dados de forma
correta, uma vez que todas as análises e
avaliações para serem efetivas,
dependem da utilização de dados reais,
que representem realmente o que está Fonte: Google Imagens

ocorrendo na prática.

Podemos definir dados como um conjunto de observações sobre


um evento específico.
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Coleta de Dados
Recomendação para coleta de dados
Fonte: Google Imagens
A fase para coleta de dados é de grande importância,
entretanto é necessário ter alguns resultados para garantir a
veracidade dos fatos:

 Deixar claro a finalidade para a qual os dados estão sendo


coletados;
 Ter a garantia de que os responsáveis pela coleta dos
dados estão devidamente preparados;
 Decidir que tipo de amostragem deve ser usada;
 Ser cuidadoso com erros de medição;
 Anotar claramente a origem dos dados;
 Ser criativo quando coletar dados;
 Dados só devem ser coletados caso realmente seja
necessário uma ação a partir deles.
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Ferramentas da Qualidade

 Fluxograma
 Brainstorming
 Diagrama de Pareto
 Diagrama de Ishikawa (Causa e
Efeito)
 Carta de Controle
 Folha de Verificação
 Diagrama de Dispersão
 SIPOC
 APR
 FMEA
 5W2H

Fonte: Google Imagens


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Fluxograma
Conceito

Técnica de representação gráfica que se utiliza símbolos previamente


convencionados, permitindo a descrição clara e precisa do fluxo, ou
sequência, de um processo, bem como sua análise e redesenho.

Aspectos Principais

 Padronizar a representação dos métodos e os procedimentos


administrativos;
 Maior rapidez na descrição dos métodos administrativos;
 Facilitar a leitura e o entendimento;
 Facilitar a localização e a identificação dos aspectos mais
importantes;
 Maior flexibilidade;
 Melhor grau de análise.
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Fluxograma
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Fluxograma
Também chamado de FAP – Fluxo de Análise de Processos, é uma
ferramenta gráfica que demonstra a sequência operacional do
desenvolvimento de um trabalho, processo informação ou
comunicação.

Caracteriza:

 o trabalho que está sendo realizado;

 o tempo necessário para a sua realização;

 a distância percorrida;

 quem está realizando o trabalho; Fonte: Google Imagens

 como ele flui entre os participantes deste processo.


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Fluxograma – Regras Básicas


1. Entrada/Saída: todos os símbolos devem possuir entrada(s) e
saída(s), exceto os de término de fluxo (item 2), que possuem somente
entradas, os conectores – fluxo e página – possuem entrada e saída
conforme o caso, e os de informações adicionais que possuem
somente saídas.

2. Término de fluxo (opções possíveis):


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Fluxograma – Regras Básicas


3. Conjunto de Documentos: (A) deverão ser representados pela
sobreposição da simbologia de documento, ou (B) no caso de
representar um grupo de documentos em que não há a necessidade
de identificá-los.

4. Nome do documento / número de vias: escrever o nome do


documento na primeira vez que o documento aparecer no processo, e
depois basta simplesmente colocar a sua sigla.
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Fluxograma – Princípios
Princípio da Evidência: não aceitar nada como verdadeiro,
enquanto não for convencido como tal, de modo a procurar evitar
a precipitação e a prevenção contra determinados fatos.

Princípio da Análise: fracionar as dificuldades em tantas


partes quantas forem necessárias, de modo a facilitar a sua
compreensão e seu entendimento.

Princípio da Síntese: pensar ordenadamente, a partir dos fatos


ou objetos mais simples até chegar aos mais complexos, admitindo
existir entre eles uma certa ordem de execução.

Princípio da Enumeração: fazer enumerações tão completas e


revisões tão detalhadas, de modo a certificar-se de que nada foi
omitido e esquecido.
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Brainstorming
O que é?

"A melhor forma


de ter uma grande
ideia, é ter um
monte de ideias.” -
Linus Pauling

Fonte: Google Imagens

Brainstorming ao “pé da letra” significa “tempestade de ideias”


sendo um termo utilizado por Alex Osborn, considerado o criador do
brainstorming, em 1938. É uma técnica para explorar o potencial de
novas ideias de um grupo de maneira criativa.
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Brainstorming
Qual o objetivo?
Fonte: Google Imagens

O objetivo principal é obter a participação de um determinado grupo em


um processo de identificação e produção de um maior número de ideias
possíveis sobre um problema particular e necessariamente real, no qual,
afim, ser solucionado.

Por que utilizar esta ferramenta?

Focaliza a atenção do usuário no aspecto mais importante do


problema. Exercita o raciocínio para englobar vários ângulos de uma
situação ou de sua melhoria (processo de solução de problemas),
especialmente se:

1. as causas do problema são difíceis de identificar;


2. a direção a seguir ou opções para a solução do problema não são
aparentes.
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Brainstorming
Quando utilizar?

Dentre as muitas situações nas quais pode ser aplicado, citamos:

 Desenvolvimento de novos produtos - identificação das


características do produto.

 Implantação do Sistema da Qualidade - listagem das atividades a


serem desenvolvidas pela equipe; - identificação das resistências
à mudança na organização.

 Solucionando problemas - causas prováveis do problema; -


possíveis soluções.

Fonte: Google Imagens


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Brainstorming
Regras
a) Não critique;
b) Não julgue;
c) Não avalie as ideias;
d) Deixe fluir as ideias;
Fonte: Google Imagens
e) Busque a quantidade de ideias;
f) Se inspire nas ideias apresentadas;
g) Estimular todas as ideias, por mais “malucas” que
possam parecer;
h) Escrever as palavras do participante. Não interpretá-las.

Etapas
Em geral, um Brainstorming pode ser conduzido de acordo com as seguintes
etapas: definição do tema, escolha da equipe, definir o tipo de brainstorming,
geração de ideias em reunião, seleção das ideias e elaboração de um relato
final sobre o tema que pode inclusive incluir oportunidades de melhoria no
processo de realização de um brainstorming.
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Brainstorming
Ação
 Reúna um grupo de pessoas;
 Nomeie um participante como coordenador e outro participante
como secretário;
 Defina o tema;
 Inicie o processo de geração de ideias.
E após?

 Reúna as ideias afins e as classifique em temas e categorias.


 Dentro de cada categoria, procure combinar as ideias similares e
eliminar as duplicidades.
 Selecione as melhores ideias para serem analisadas, melhoradas e
aproveitadas.
 Dê ao grupo um feedback sobre o resultado final do Brainstorming
e mostre como suas contribuições foram valiosas.
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Diagrama de Pareto
O gráfico de Pareto (também chamado de “diagrama” em alguns
livros) é uma ferramenta para ajudar a focalizar os esforços de
melhoria. Ela é útil sempre que classificações gerais de problemas,
erros, defeitos, feedback de clientes etc., puderem ser classificados
para estudo e ações posteriores. Seu propósito não é o de identificar
causas. Usado para dados qualitativos.

Princípio de Pareto
O Princípio de Pareto (também conhecido como regra do
80/20, lei dos poucos vitais ou princípio de escassez do
fator) afirma que, para muitos eventos, aproximadamente 80% dos
efeitos vêm de 20% das causas.
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Diagrama de Pareto – Como Construir?

 Determine o tipo de perda/problema que você quer investigar;


 Especifique o aspecto de interesse do tipo de perda que você
quer investigar;
 Organize uma folha de verificação com as categorias do aspecto
que você decidiu investigar;
 Preencha a folha de verificação;
 Faça as contagens, organize as categorias por ordem
decrescente de frequência, agrupe aquelas que ocorrem com
baixa frequência sob denominação “outros” e calcule o total;
 Calcule as frequências relativas e as frequências acumuladas.
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Diagrama de Pareto
Exemplo

Uma empresa fabrica e entrega seus produtos para várias lojas de


varejo e quer diminuir o número de devoluções. Para isto, investigou
o número de ocorrências geradoras de devolução da entrega no
último semestre, conforme apresentado na tabela abaixo:
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Diagrama de Pareto
Passos para a construção de um gráfico de Pareto

Primeiro passo: refazer a folha de verificação ordenando os


valores por ordem decrescente de grandeza.
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Diagrama de Pareto
Passos para a construção de um gráfico de Pareto
Segundo Razões Nº de Casos
Ocorrências Acumulados
passo: acrescentar
mais uma coluna Atraso na Entregas 140 140

indicando os valores Atraso da Transportadora 125 265


acumulados. Esse Produto danificado 65 330
calculo é feito somando
Faturamento incorreto 60 390
o número de
ocorrências de uma Separação errada 45 435

razão mais as Pedido errado 30 465

ocorrências da razão Preço errado 20 485


anterior. Outros 15 500

Total 500
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Diagrama de Pareto
Passos para a construção de um gráfico de Pareto
Terceiro
Razões Nº de Casos Percentuais
passo: acrescentar Ocorrências Acumulados Unitários

mais uma coluna Atraso na Entregas 140 140 28


onde serão colocados
Atraso da 125 265 25
os valores Transportadora

percentuais Produto danificado 65 330 13

referentes a cada tipo Faturamento 60 390 12


incorreto
de ocorrência.
Separação errada 45 435 9

O cálculo é feito Pedido errado 30 465 6

dividindo-se o Preço errado 20 485 4

número de Outros 15 500 3


ocorrências de um
Total 500 100
determinado tipo
pelo total de
ocorrências no
período.
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Diagrama de Pareto
Passos para a construção de um gráfico de Pareto

Quarto passo: acumulam-se estes percentuais em uma última


coluna. Para isso, basta somar o percentual de ocorrência de cada
razão ao percentual de ocorrência da razão anterior.
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Diagrama de Pareto
Passos para a construção de um gráfico de Pareto
Com estes dados pode ser construído o gráfico de Pareto,
apresentado a seguir:

Conforme apresentado no gráfico acima, para diminuir o problema de


devolução de produtos será necessário criar um programa de ação
para a empresa diminuir os atrasos de entrega da fábrica e da
transportadora. Com isso, 53% do problema será resolvido.
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Diagrama de Ishikawa (Causa e Efeito)


O Diagrama de Ishikawa foi sugerido pelo japonês Kaoru Ishikawa
para fazer o Controle da Qualidade.

Esta ferramenta de gestão visual também é conhecida como:


 Diagrama de Causa e Efeito;
 Diagrama de Espinha de Peixe;
 Diagrama 6M.

Como seu próprio nome diz, ele visa identificar quais as causas de
um problema ou efeito.
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Diagrama de Ishikawa (Causa e Efeito) -


Benefícios
O Diagrama de Ishikawa fornece as potenciais causas dos
problemas, bem como os efeitos decorrentes. A apresentação visual
dessas informações torna o entendimento da situação muito mais
fácil e prática aos colaboradores envolvidos . Além disso, o
Diagrama Causa e Efeito contribui para aprimorar processos, reúne
a equipe para promover discussões afim de descobrir a causa raiz
do problema.
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Diagrama de Ishikawa (Causa e Efeito)


Passos para a construção de um Diagrama de Ishikawa
1- Defina qual o problema;

2- Determine as macro causas do problema.


As macro causas normalmente são classificadas em 6 tipos
diferentes:
-Mão-de-Obra: pressa, falta de qualificação ou imprudência
podem causar problemas
-Método: é o modo como se executa o trabalho
-Máquina: muitas vezes falhas em máquinas ocasionam
problemas, sejam elas por falta de manutenção regular ou
manuseio incorreto
-Meio-Ambiente: relação com calor, poeira, falta de espaço,
poluição,etc.
-Material: corresponde a algum problema da matéria-prima
-Medida: decisões tomadas anteriormente podem ter ocasionado
problemas
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Diagrama de Ishikawa (Causa e Efeito)


Passos para a construção de um Diagrama de Ishikawa

3- Reúna a equipe que está envolvida com o problema e faça um


brainstorming para identificar as possíveis sub-causas;

4- Analise as causas apontadas durante o brainstorming para


detectar as causas mais impactantes e propor soluções;

5- Por fim, deve-se fazer um plano de ação definindo os responsáveis


e prazos para cada ação.
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Diagrama de Ishikawa
Principais Características
 Facilidade em sua aplicação, pois por ser uma ferramenta fácil,
pode ser aplicada por qualquer pessoa, sendo que a mesma
tenha conhecimento sobre a área a ser estudada.

 Ajuda na compreensão das principais causas que causam o


problema.

 Facilita de forma didática a compreender de forma rápida, o que


se discute e sugerir a melhoria.

 É umas das formas mais praticas utilizada pela empresa para


absorção dos problemas e distinguir suas soluções;

 Visualizar, em conjunto, as causas principais e secundárias de


um problema; ampliar a visão das possíveis causas do mesmo,
enriquecendo a sua análise e a identificação de soluções e
também analisar processos em busca de melhorias.
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Diagrama de Ishikawa
Vantagens Desvantagens

 Apresenta todas as
variáveis que
organizacional favorável
para ser podem reproduzir  Precisa de uma estrutura
um acidente, aplicado com organizacional favorável
sucesso, pois se para ser aplicado com
explorando ao máximo sucesso, pois se trata de
essas trata de uma uma metodologia diferente
metodologia diferente da tradicional.
variáveis. da tradicional.  Precisa de pessoas que
 Leva todos os envolvidos
no processo a se
comprometerem com os
resultados.
 Pode ser usado com
X tenham percepção.
 Não sinaliza se o problema
é grave ou não.
 Não apresenta os
eventuais relacionamentos
ferramenta estatística para entre as diferentes causa.
controle de qualidade total  Não focaliza
de produtos necessariamente as
 Organiza as ideias geradas causas que devem ser
num brainstorming, técnica efetivamente atacadas.
usada para motivar a
participação de todos os
envolvidos no processo.
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Diagrama de Ishikawa
O bom resultado de um diagrama de Ishikawa depende de
componentes importantes como:

Cabeçalho: títulos, autores e data;

Efeito: o indicador de qualidade e o problema em questão;

Eixo Central: é a flecha horizontal que aponta para o efeito,


localizado no lado direito da folha;

Categoria: são as flechas que partem do eixo central e que indicam


os grupos de fatores mais importantes relacionados com o efeito;

Subcausa: a potencial causa que contribui para uma causa


específica, ou seja, as derivações de uma causa.
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Gráfico ou Carta de Controle


Carta de controle é um tipo de gráfico utilizado para o
acompanhamento de um processo. Este gráfico determina
estatisticamente uma faixa denominada limites de controle que é
limitada pela linha superior (limite superior de controle) e uma linha
inferior (limite inferior de controle), além de uma linha média. O
objetivo é verificar, por meio do gráfico, se o processo está sob
controle, isto é, isento de causas especiais.

São comuns em ocorrências como:

 índice de produção

 paradas de máquinas e equipamentos



 medidas de erro
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Gráfico ou Carta de Controle


Elaboração dos Gráficos
Seja qual for o tipo do gráfico que se vai utilizar é necessário que
executem uma série de etapas preparatórias para a sua aplicação:

 Conscientização e treinamento das pessoas envolvidas no


processo.
 Correta definição do processo (mapeamento do processo).
 Análise para escolha das características de qualidade mais
significativas, com foco no cliente. A aplicação do gráfico de
Pareto pode ter grande utilidade nessa etapa.
 Definição e análise do sistema de medição (unidades,
instrumentos, grau de precisão das medidas, método para
efetuar as medidas, etc).
 Escolha da fase do processo onde serão efetuados os
registros a fim de obter informações que permitam, no caso em
que causas especiais sejam detectadas, sua imediata e efetiva
correção para evitar os itens defeituosos.
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Folha de Verificação
Também conhecida como lista de verificação, checklist, ou lista de
recolhimento de defeitos, é um formulário utilizado para padronizar e
facilitar a coleta de dados além de uniformizar a verificação e
execução de processos.

É um formulário planejado para coletar dados, portanto, é


uma ferramenta genérica que serve como primeiro passo no início da
maioria dos controles de processo ou esforços para solução de
problemas. Exemplo:
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Folha de Verificação
Como fazer
 Definir o objetivo da coleta de dados, respondendo as seguintes
questões:
Quais dados que precisamos?
Os dados podem ser analisados por diversas óticas?
Como os dados serão registrados?
Quem irá realizar as coletas de dados?
Quem vai realizar o levantamento de dados, esta preparado para
fazer com eficácia?
 Montar a lista, com os campos para registros.
 Elaborar folha autoexplicativa para o preenchimento
 Conscientização para a coleta
 Execução de pré-teste.
 Fazer coleta dos dados.

Depois de realizar a coleta de dados, usar outras ferramentas para a


tomada de decisão.
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Diagrama de Dispersão
O diagrama de dispersão ou de correlação é utilizado para comprovar
a relação entre uma causa e um efeito.

Diz respeito de uma representação gráfica de valores simultâneos de


duas variáveis relacionadas a um mesmo processo, mostrando o que
acontece com uma variável quando a outra se altera, ajudando desta
forma a verificar a relação entre elas.
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Diagrama de Dispersão
A relação entre as variáveis é chamada de correlação, e existem três
tipos: positiva, negativa e nula.

Correlação positiva: quando há uma


aglomeração dos pontos em tendência crescente,
significa que conforme uma variável aumenta, a
outra variável também aumenta. Por exemplo, no
caso da relação entre temperatura e número de
sorvetes vendidos, temos uma relação positiva.
Correlação negativa: quando os pontos se
concentram em uma linha que decresce,
significa que conforme uma variável aumenta, a
outra variável diminui, ou seja, quanto maior for
a ocorrência de um dos dados, menor será a
ocorrência do outro dado. Por exemplo, se
correlacionarmos a taxa de natalidade com a
riqueza de um país, veremos que quanto mais
rico um país, menor é a taxa de natalidade.
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Diagrama de Dispersão
Correlação nula: quando há uma
grande dispersão entre os pontos
ou eles não seguem tendência
positiva nem negativa, significa que
não há nenhuma correlação
aparente entre as variáveis.

Dispersão dos Pontos


A dispersão dos pontos mostra qual a intensidade da relação: forte
ou fraca.
Forte: Quanto menor for a dispersão
dos pontos, maior será a correlação
entre os dados.

Fraca: Quanto maior for a dispersão


dos pontos, menor será o grau entre
os dados.
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Diagrama de Dispersão – Quando Usar


O Diagrama de Dispersão é usado para analisar a relação entre duas
variáveis e em que intensidade a mudança de um dado impacta outro
dado. Isso pode ser aplicado:
Ao tentar identificar possíveis causas raiz dos problemas, ou
seja, ao invés de levantar apenas suposições, fazer uma validação
com um diagrama de dispersão para listar hipóteses de causas raiz
com base em fatos e dados.
Após brainstorming de causas e efeitos usando um Diagrama de
Ishikawa, por exemplo, para determinar se uma causa e um efeito
estão relacionadas. imagine que ao discutir as causas do número de
acidentes em uma rodovia, apareceu como causa o “dia de chuva”,
então é possível fazer um diagrama de dispersão da relação entre dia
de chuva e número de acidentes.
Na validação se 2 efeitos ocorrem com a partir de uma mesma
causa. Isso é muito útil quando você tem várias não conformidades
com uma mesma causa raiz e você queira validar se a correlação é
verdadeira.
Ao testar a autocorrelação antes de construir um gráfico de
controle.
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Diagrama de Dispersão
Como fazer
 Selecionar a causa e o efeito dos quais se deseja descobrir a
relação;

 Coletar os dados dessas duas variáveis para a composição os


gráficos. Essa coleta de dados pode ser feita através da folha de
verificação;

 Desenhar os dois eixos do gráfico, e colocar a variável dependente


no eixo vertical, e a variável independente no eixo horizontal.

 Colocar os dados no gráfico, desenhando um ponto para cada uma


das ocorrências dos dados;

 Verificar a disposição dos pontos no gráfico para identificar se há


correlação positiva, negativa ou nula.
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SIPOC
Ferramenta utilizada para detalhar todos os elementos relevantes de
um processo;
Mapa de alto nível do processo a ser tratado no projeto de melhoria.

O acrônimo SIPOC se refere aos Fornecedores (Suppliers), Entradas


(Inputs), Processos (Processes), Saídas (Outputs) e Clientes
(Clients). Toda atividade gerencial e de produção pressupõe uma
série de processos.

Por que usar?

 Permite ver todas as inter-relações dentro do processo


 Ajuda a definir um projeto complexo que ainda não possui um
escopo bem conhecido
 Proporciona um modo estruturado para a discussão do processo
 Gera um consenso entre os envolvidos quanto ao processo a
ser melhorado
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SIPOC
Quando usar?
• Normalmente utilizado na fase de Definir do DMAIC
• Quando for definir o escopo de um projeto de melhoria
• Quando for mapear um processo
• Quando for criar um processo do zero
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Análise Preliminar de Risco - APR


A (APR) é um estudo, durante a fase de elaboração, desenvolvimento
de um projeto ou sistema de produção.

Uma avaliação de riscos é um exame sistemático de todos os aspectos


de trabalho, com o objetivo de apurar ao que poderá causar danos, se
é ou não possível eliminar os perigos, em caso negativo, que medidas
preventivas poderão ser tomadas para controle.
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Análise Preliminar de Risco - APR


Objetivos

Entre os principais objetivos da APR podemos destacar:

1. Identificar os riscos;
2. Orientar os colaboradores dos riscos existentes em suas
atividades no trabalho;
3. Organizar a execução da atividade;
4. Estabelecer procedimentos seguros;
5. Trabalhar de maneira planejada e segura;
6. Prevenção dos acidentes de trabalho;
7. Sensibilizar e instruir os trabalhadores sobre os riscos evolvidos
na execução do trabalho.
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Análise Preliminar de Risco - APR


Planilha de APR
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FMEA – Análise de Modos de Falha e Efeitos


Como surgiu?
 Desenvolvido pela indústria Aeroespacial nos anos 60.

 Difundido pela indústria Automotiva.

 Hoje em dia utilizado por diversas industrias de vários setores.

O que é?

É um grupo sistemático de atividades destinado a:

 Reconhecer e avaliar a falha potencial de produto/processo e os


efeitos de falha.
 Identificar ações que poderiam eliminar ou reduzir a possibilidade
de ocorrência de uma falha.
 Documentar todo o processo.
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FMEA – Análise de Modos de Falha e Efeitos


Utilização

FMEA de Projeto (ou produto) – para componentes e produtos

FMEA de Processo – para processos de manufatura e montagem

Pode ser aplicada em qualquer fase: projeto, manufatura ou operação.

 Auxilia na seleção de alternativas de projeto com alta confiabilidade;


 Assegura que todos os modos de falha e efeitos foram considerados;
 Identificar modos e efeitos relacionados a erros humanos;
 Fornece base para planejamento de ensaios (experimentos) e
manutenção;
 Melhora projeto de procedimentos e processos;
 Fornece informações qualitativas e quantitativas para técnicas
complementares (como a Árvore de Falhas).
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FMEA – Análise de Modos de Falha e Efeitos

Entradas
Informações
detalhadas sobre Resultados
elementos do Lista de modos e
sistema efeitos de falha
Desenhos ou para cada
fluxogramas ou componente ou
etapas do processo Processo etapa,
Função de cada probabilidades,
componente ou causas e
etapa consequências
Parâmetros que sobre o sistema
afetam a operação Relatório com
(ex: ambientais) detalhes do
Efeitos das falhas sistema,
Histórico (taxas, se suposições
disponíveis) das
falhas
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FMEA – Análise de Modos de Falha e Efeitos


Etapas do Processo
Definir o objetivo e escopo
Formar a equipe
Entender o sistema/processo
Desdobrar o sistema/processo em componentes ou etapas
Definir a função de cada componente ou etapa
Listar para cada componente ou etapa
- Modos de falha (como pode falhar) Vamos aprender a preencher
- Mecanismos para este modo de falha o formulário juntos?
- Efeitos das falhas
- Gravidade das falhas
- Meios de detecção das falhas (controle)
Identificar controles inerentes/atuais ao processo para compensar a falha
Classificar a criticidade do modo de falha, baseando-se em um dos tipos de
critério:
- Número de prioridade de risco (semiquantitativo)
- Nível de risco
- Índice de criticidade – utilizada em equipamentos, quando há dados
técnicos
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FMEA – Análise de Modos de Falha e Efeitos


Critérios - Severidade
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FMEA – Análise de Modos de Falha e Efeitos


Critérios - Ocorrência
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FMEA – Análise de Modos de Falha e Efeitos


Critérios - Detecção

Índice Detecção Critério


1 Muito Certamente será detectado
2 Grande
3 Grande Grande possibilidade de ser
4 detectado

5 Moderada Provavelmente será detectado


6
7 Pequena Pequena possibilidade de ser
8 detectado
9 Muito Certamente não será detectado
10 pequena
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5W2H
O 5W2H é uma das técnicas mais eficazes para o planejamento de
atividades necessárias para a execução de um trabalho:

 utilizada para planejar o que deve ser feito;


 distribuir as tarefas entre os integrantes da equipe;
 permite acompanhar o que cada um dos membros da equipe está
fazendo.
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5W2H
O 5W2H nada mais é que um checklist de atividades que precisam
ser desenvolvidas com o máximo de clareza e eficiência por todos
os envolvidos em um projeto.

 What (O que será feito?) - Indica o que será realizado – objetivo,


meta ou tarefa a cumprir.
 Why? (Por que será feito?) - Esse ponto é a justificativa do
projeto. O gestor precisa reunir as razões que levaram a
proposição do que será feito.
 Where? (Onde será feito?) - Indica o local ou setor no qual o
projeto será realizado.
 When? (Quando?) - Esse ponto corresponde a indicação dos
prazos para que o seu projeto seja resolvido. Se a produção
envolver etapas, é importante estabelecer prazos para a
realização de cada uma delas.
 Who? (Por quem será feito?) - Nesse item o gestor deve
responder quem fará o quê, ou seja, definir os responsáveis pelo
cumprimento de cada etapa do projeto.
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5W2H
 How (Como será feito?) - Defina as ações que serão
desenvolvidas para o alcance do seu projeto.
 How much (Quanto vai custar?) - A etapa final do 5W2H é a
análise do caixa, ou seja, o planejamento de quanto será gasto.

Com a resposta dessas perguntas, é possível ter um mapa de


atividades indispensáveis para o sucesso de um projeto. Assim
são identificados os caminhos para tornar a execução mais clara
e efetiva.

O 5W2H é uma ferramenta extremamente útil na medida em que


elimina qualquer dúvida ou receio na hora de colocar em
prática um projeto.
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PDCA
É uma técnica simples que visa o controle do processo, podendo ser
usado de forma contínua para o gerenciamento das atividades de uma
organização.

Fonte: Blog da Qualidade


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PDCA
P (plan: planejar): seleção de um processo, atividade ou máquina que
necessite de melhoria e elaboração de medidas claras e executáveis,
sempre voltadas para obtenção dos resultados esperados;
D (do: fazer): implementação do plano elaborado e acompanhamento
de seu progresso;
C (check: verificar): análise dos resultados obtidos com a execução
do plano e, se necessário, reavaliação do plano;
A (act: agir): caso tenha obtido sucesso, o novo processo é
documentado e se transforma em um novo padrão.
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PDCA - Focos
Melhoria de Resultados
 Melhoria de resultados
 Processo não repetitivo
 Meta com valor definido
 Procedimentos próprios para alcançar meta
 Ênfase na chefia
 Descrito pelo “Método de solução de problemas”

Manter Resultados
 Processo repetitivo
 Meta com faixa variável de valores
 Método com procedimentos-padrão
 Ênfase no operador
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PDCA
Como funciona
Sempre que um problema é identificado e solucionado, o sistema
produtivo passa para um patamar superior de qualidade, pois os
problemas são, na verdade, oportunidades para melhorar os
processos. Assim, o ciclo PDCA também pode ser usado para induzir
melhorias ou seja, melhorar as diretrizes de controle.

Neste caso, na etapa inicial, planeja-se uma meta a ser alcançada e um


plano de ação para atingi-la. A ação é executada segundo a nova diretriz
e é feita a verificação da efetividade, ou seja, se a meta foi alcançada.
Se os objetivos foram alcançados, esta nova sistemática de ação é
padronizada; em caso de não atendimento da meta, volta-se a etapa
inicial e um novo método deve ser planejado, um novo plano de ação
deve ser elaborado.
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anacard@einstein.br

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