CENTENÁRIO DO MOVIMENTO ROTÁRIO

ROTARY CLUB DE VILA REAL

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2004 – 2005

CENTENÁRIO DO MOVIMENTO ROTÁRIO

APOIOS:
2004 – 2005

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2004 – 2005 CENTENÁRIO DO MOVIMENTO ROTÁRIO

Vila Real 2006

Título: 2004 – 2005, Centenário do Movimento Rotário Autor: Manuel Cordeiro Edição do Autor Textos, Composição e Montagem: Manuel Cordeiro ISBN: 972-669-763-8 Depósito Legal: 248126/06 Impressão: Serviços Gráficos da UTAD

MENSAGEM AOS COMPANHEIROS
É com muita alegria que cumpro uma das tarefas que prometi concretizar durante o ano de 2004 -2005, ano do centenário de rotary e ano em que mereci a confiança dos meus companheiros para assumir a condução do clube a que pertenço, o Rotary Club de Vila Real. Foi necessária muita força de vontade e alguma imaginação para que os objectivos que traçámos fossem atingidos ao longo de todo o ano. A atitude que me acompanhou sempre, teve como base de actuação uma grande determinação e uma atitude sempre positiva, à medida em que surgiam as contrariedades que dificultavam o andamento das várias actividades programadas. Neste livro estão quase todas as actividades que levámos a cabo. Sem dúvida que foram bastantes, o que me deixa muito satisfeito pois cheguei ao fim com a consciência de que cumpri as obrigações de rotário e servi o meu clube com todas as minhas forças e imaginação. Todo o trabalho que desenvolvi teve a ajuda dos companheiros do Conselho Director e de muitos dos outros companheiros do clube. Um agradecimento especial às Senhoras que foram decisivas na difícil tarefa de tornar realidade aquilo que inicialmente eram só ideias. Espero que este livro contribua para uma melhor e maior consciencialização de todos nós, rotários, de que todos juntos podemos engrandecer ainda mais o nosso movimento. Estou convicto de que celebrámos rotary.

Manuel Cordeiro Presidente 2004 – 2005

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1 - INTRODUÇÃO
Quando iniciámos o ano rotário 2004 – 2005, propus ao Conselho Director, primeiro, e depois aos restantes companheiros do meu clube, que pretendia no final do ano passar para livro tudo o que fizéssemos durante o ano. Dado que todos concordaram com a ideia, reuni os textos que escrevi, todas as fotos que fomos fazendo e todas as iniciativas que levámos a cabo. Este livro é o resultado do trabalho que desenvolvi, com a ajuda do conselho director, durante todo o ano. Nele se encontram os textos que escrevi no Jornal “A Voz de Trás-os-Montes” sobre a história do movimento rotário, desde a sua origem até ao momento. Posso dizer que dos 100 anos de vida de rotary estão aqui passados à escrita alguns dos momentos marcantes do movimento assim como as várias instituições que formam Rotary

International. Está realçado nesses textos tudo o que de bem tem sido feito,
ao serviço de todos os que necessitam da nossa ajuda. Também estão aqui muitos textos que traduzem as actividades que fomos desenvolvendo. A geminação que fizemos com o Rotary Club de Leon, as várias conferências que promovemos e que permitiram discutir temas de muito interesse para a região destacando a conferência sobre o Rio Douro e a sua importância para a região; a conferência sobre incêndios florestais e, também, a conferência sobre os escritores transmontanos. Em todas elas foram oradores personalidades destacadas nos temas em jogo. Para que as várias actividades previstas no nosso plano fossem levadas à prática, foi muito importante a colaboração de várias instituições públicas e privadas, destacando as seguintes: Câmara Municipal de Vila Real, UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Governo Civil de Vila Real, NERVIR – Associação do Núcleo Empresarial de Vila Real, Hotel Miracorgo, Região de Turismo das Serras do Marão e Alvão e Câmara Municipal de Mogadouro.

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A colaboração de muitos dos companheiros do clube, sempre disponíveis para executar as tarefas que lhe foram pedidas, foi decisiva para que o ano representasse uma oportunidade ganha, para que o nosso clube se tornasse um clube ainda mais activo e conhecido. Estou certo de que conseguimos, com o dinamismo que impusemos e a vontade que colocámos em todas as iniciativas que levámos a cabo, dar a conhecer um clube activo e empreendedor. BOLETINS Um dos objectivos que traçámos para o nosso mandato era o de publicar todos os meses um Boletim que reflectisse a vida do clube ao longo do ano. Apesar das dificuldades inerentes a esta tarefa conseguimos cumpri-la desde Julho até Março. Espero que no futuro, os companheiros que presidirem ao nosso clube, prossigam com esta ideia pois parece-me ser um bom meio de dar a conhecer as actividades do clube, desde que seja divulgado convenientemente. Como exemplo, faz parte deste livro o boletim de Julho onde foi apresentado o programa anual que, apesar do envolvimento de todos os companheiros, não foi totalmente cumprido. Algumas das actividades previstas foram substituídas por outras, sempre com o objectivo de fazer bem e cada vez melhor. Um programa é sempre dinâmico e como tal pode sofrer alterações. Foi o que aconteceu com o nosso. A título de ilustração apresenta-se o boletim de Julho/Agosto.

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BOLETIM DE JULHO/AGOSTO 2004 ESPAÇO DO PRESIDENTE Caro companheiro Tendo sido eleito Presidente do nosso clube para o ano rotário de 2004 – 2005, ano em se comemora o centenário do movimento rotário, e seguindo as recomendações do Governador eleito Diamantino Gomes, pretendo que as reuniões do nosso clube sejam um espaço de todos e para todos. Cada um de nós deve colocar à disposição dos outros companheiros as experiências que vive no dia a dia da sua actividade profissional. Os conhecimentos que cada um possui sobre os vários temas que fazem parte da actualidade portuguesa e mundial, devem ser partilhados de modo a que cada um de nós se sinta útil e sirva o clube. Sendo o ano do centenário, as responsabilidades de todos nós são acrescidas. O trabalho que todos desenvolvermos contribuirá para o engrandecimento do nosso clube, do nosso Distrito, do movimento rotário português e do movimento rotário mundial. As reuniões de café podem ser um bom palco onde, por uma vez, cada um de nós será actor e interpretará uma peça que preparará e apresentará a todos os companheiros. Se todos contribuirmos com algum do nosso tempo livre, estamos a cumprir os objectivos do Rotary e estamos a celebrar Rotary. O ano que agora iniciamos vai exigir de todos um esforço suplementar. Conto com a colaboração de todos os companheiros para levar a bom termo os vários projectos que constam do plano de actividades que, a partir de agora, passa a ser de todos nós. Considero-o bastante ambicioso, muito exigente no que respeita à dedicação e ao trabalho que exige, mas realista que baste. Vamos todos dar o nosso melhor para cumprir os objectivos traçados pelo Governador Diamantino Gomes. Não o podemos decepcionar. Para isso levaremos à prática algumas iniciativas que permitirão, estou certo, dar
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sequência aos projectos que foram iniciados no ano 2003 – 2004 e foram associados ao centenário. É necessário que todos nos empenhemos na procura de receitas sem as quais não é possível implementar alguns projectos. Para estes e para os outros temos que fazer um esforço suplementar na disponibilidade e dedicação que, nos anos anteriores, têm sido apanágio de todos. Vamos continuar com a colaboração com Timor que tantos frutos tem dado. Ver tantas crianças e adolescentes poderem frequentar a escola com a nossa ajuda é gratificante para qualquer rotário. Nós não somos excepção. Continuaremos a apoiar a escola Amigos de Jesus do Padre João Felgueiras. Tudo faremos para que haja um docente universitário português a leccionar na UNTL – Universidade Nacional de Timor-leste, com um bolsa da Fundação Rotária Portuguesa. Daremos oportunidade a um jovem pintor moçambicano de frequentar um curso de pintura em Portugal. Dedicaremos um dia para a comemoração solene do centenário, com um programa que dignificará o movimento rotário. É uma boa oportunidade que temos para nos associarmos à efeméride. Seguiremos uma política de divulgação na imprensa regional, agora também estendida à rádio. É muito importante fazer, mas divulgar é essencial para que o clube dê a conhecer as suas iniciativas para depois ser solicitado a ajudar quem precisa. Solicitaremos o apoio de algumas instituições da cidade com sejam a Câmara Municipal e a UTAD. Com elas ser-nos-á mais fácil levar à prática alguns dos nossos projectos. O concurso literário e o de pintura, constituirão uma abertura interessante às escolas de Vila Real. Daremos continuidade à amizade que se estabeleceu entre a Escola dos Quinchosos e o MAC – Movimento de Adolescentes e Crianças.

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Incentivaremos a acção das Senhoras, nas várias actividades que pretendem implementar, cujo alcance social é imenso. Garantiremos a existência do MAC. Enfim, celebraremos Rotary. Com os meus melhores cumprimentos e saudações rotárias, Manuel Cordeiro COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO Seguindo as recomendações do Governador Diamantino Gomes, o nosso clube vai comemorar o centenário de Rotary International com a dignidade que a idade de cem anos exige. Ao longo do ano rotário desenvolveremos um conjunto de actividades que terão como objectivo dar cumprimento aos preceitos de ordem social que o movimento rotário prossegue. Para cada uma das actividades será formada uma comissão que será responsável pela sua implementação. A colaboração e a disponibilidade de todos os companheiros não é demais para que cheguemos ao fim do ano atingindo todos os objectivos traçados pelo nosso Governador. O dia do centenário vai merecer a nossa atenção especial. Será preenchido por um conjunto de iniciativas em parceria com algumas instituições da nossa cidade. REUNIÕES SEMANAIS As reuniões semanais de um clube rotário constituem um momento importante para se estabelecerem ou cimentarem as relações de amizade entre todos os companheiros. É por isso que são chamadas de companheirismo. A exemplo do que tem acontecido até hoje, teremos reuniões de jantar, nos mesmos moldes. As reuniões de companheirismo serão divididas em reuniões temáticas e reuniões em que faremos a história do movimento rotário mundial, ficando cada companheiro responsável pela apresentação da evolução rotária e evolução histórica, do ponto de vista da
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economia, da política e demográfica de um país onde haja clubes rotários. Esta minha proposta de funcionamento decorre do entendimento que eu tenho do modo mais eficiente de prosseguir os ideais rotários. Nas reuniões temáticas estarão em discussão ou serão apresentados temas de interesse geral que serão da responsabilidade de alguns dos companheiros. Não nos devemos esquecer que o movimento rotário é um movimento de profissionais e como tal todos podem aproveitar as experiências profissionais de todos. As reuniões de jantar terão o mesmo formato e terminarão, salvo as excepções em que isso não possa acontecer, com conferências dadas por pessoas de reconhecida competência, sobre temas nacionais ou mundiais que tenham actualidade. DELEGADOS Sendo um clube rotário um clube de profissionais e de serviço à sociedade, está organizado de modo a que todos contribuamos para que os objectivos sejam atingidos. Assim sendo, cada clube tem um delegado para cada uma das divisões que corporizam o movimento a nível nacional e mundial. PROJECTOS DE APOIO À COMUNIDADE INTERNACIONAL 1 - BOLSAS DE ESTUDO PARA TIMOR

OBJECTIVOS
1 - Assegurar a continuidade dos estudos de jovens timorenses com a concessão de Bolsas de Estudo individuais. 2 - Estabelecer intercâmbio entre escolas portuguesas e de Timor, através da troca de gravações de áudio feitas por alunos timorenses para alunos portugueses e por alunos portugueses para alunos timorenses.

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3 - Trocar mensagens escritas e faladas, onde uns e outros opinem sobre problemas comuns aos jovens de todo o mundo e problemas específicos de uns e outros 2 - APOIAR A CONSTRUÇÃO DA ESCOLA NOVA DE SANTO INÁCIO, AMIGOS DE JESUS

OBJECTIVOS
Apoiar a construção da Escola de Santo Inácio, Amigos de Jesus, fundada pelo Padre João Felgueiras. Neste momento está em instalações provisórias, que serão substituídas por instalações definitivas, em terreno contíguo à casa dos jesuítas, já adquirido para o efeito e com projecto de arquitectura aprovado.

SITUAÇÃO ACTUAL
A escola actual é composta por 6 salas, construídas em madeira, abertas lateralmente. Cada turma há entre 30 e 40 alunos, dos vários bairros de Dili. Tem 20 Professoras, 12 a trabalhar exclusivamente aqui, num regime denominado de voluntariado, e 9 são professoras do estado. Funciona por turnos, um entre as 7H30m e as 10H30m, para o 1º e 2º Ciclo, outro entre as 7H30m e as 12H30m, para o 6º Ano e, finalmente, um terceiro entre as 10H30m e as 15H00m 3 - LIVROS PARA AS ESCOLAS DE TIMOR

OBJECTIVOS
Enviar vários lotes de 100 quilos de livros e material didáctico para as escolas de Timor Leste

IMPLEMENTAÇÃO
O envio dos livros poderá ser feito pelo correio, ou utilizando outro qualquer meio alternativo

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Pretende

enviar

livros

nas

seguintes

áreas:

Livros

infanto-juvenis,

Dicionários, Gramáticas de língua portuguesa, Cassetes, CDs e CDROM’s de áudio ou vídeo, Mapas e Atlas 4 - APOIAR A RECONSTRUÇÃO DAS FUTURAS INSTALAÇÕES DO MAC

OBJECTIVOS
Apoiar a reconstrução das futuras instalações do MAC, em casa cedida pelo Governo. Neste momento está a funcionar em instalações provisórias, cedidas a troco do pagamento de uma renda mensal de cinquenta dólares. 5 – PROJECTOS DE APOIO À COMUNIDADE REGIONAL 1 – PAGAMENTO DE MEDICAMENTOS Pagamento de medicamentos a idosos apoiados pelas conferências de São Vicente de Paulo, da Sé e da igreja de Nossa Senhora da Conceição, Vila Real. Serão pagos mensalmente ou sempre que as necessidades o exijam. 2 - LIVROS PARA O ESTABELECIMENTO PRISIONAL DE VILA REAL Durante o ano serão entregues livros ao Estabelecimento Prisional de Vila Real com o objectivo de enriquecer a sua biblioteca. Nos Quadros em anexo podem ver-se o quadro social, as actividades desenvolvidas bem como o conselho director.

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2 - TRANSMISSÃO DE TAREFAS
Entrevista publicada no Jornal “A Voz de Trás-os-Montes”
O Rotary Clube de Vila Real tem novo Presidente. A partir do dia 1 de Julho assumiu funções o companheiro Manuel Cordeiro que terá a pesada tarefa de presidir ao clube no ano em que o movimento rotário faz cem anos. Em entrevista concedida ao nosso jornal o novo presidente falou-nos do significado que este ano rotário tem para o clube de Vila Real e para todo o movimento rotário. Segue-se a entrevista que nos concedeu. VOZ DE TRÁS-OS-MONTES Para aqueles que nos lêem diga-nos quando nasceu e o que é o movimento rotário? MANUEL CORDEIRO O movimento rotário nasceu no dia 23 de Fevereiro de 1905, numa reunião convocada por um advogado de Chicago, Paul Harris, para o seu local de trabalho, estando presentes ele próprio e os seus amigos Silvester Schiele, um comerciante de carvão, Hiram Shorey, um comerciante de alfaiataria, e Gustavus Loehr, um engenheiro de minas, todos desenvolvendo actividades profissionais em Chicago e em áreas diferentes. Pode dizer-se que hoje o movimento rotário é aquilo que o seu fundador idealizou, um movimento de profissionais com o lema de fazer bem sem esperar nada em troca. VOZ DE TRÁS-OS-MONTES Qual a dimensão actual do movimento? MANUEL CORDEIRO Hoje o movimento rotário encontra-se espalhado por 166 países de todos os continentes. Há neste momento cerca de 32000 clubes e 1,2 milhões de rotários

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VOZ DE TRÁS-OS-MONTES Em poucas palavras quais são os objectivos que os rotários pretendem atingir com a sua acção? MANUEL CORDEIRO Rotary é uma organização internacional dedicada à prestação de serviços humanitários. Os homens e as mulheres associados ao Rotary são líderes profissionais e empresários e dedicam-se a melhorar a qualidade de vida dos seus semelhantes, nas respectivas comunidades e no resto do mundo. VOZ DE TRÁS-OS-MONTES Que vias e que meios usam para atingir esses objectivos? MANUEL CORDEIRO Através da implementação de grande variedade de projectos de prestação de serviços visando combater a pobreza, a fome, o analfabetismo, o uso de drogas e a poluição. Os meios financeiros utilizados são os dos próprios membros do clube ou clubes quando associados, que com uma candidatura feita à Rotary Foundation, podem conseguir quantias interessantes que depois são canalizadas para ajudar pessoas necessitadas em países, especialmente do terceiro mundo. VOZ DE TRÁS-OS-MONTES Depois destes esclarecimentos sobre o movimento em que milita, diga-nos se o Rotary Clube de Vila Real está preparado para responder a este desafio? MANUEL CORDEIRO O Rotary Clube de Vila Real tem já a linda idade de 38 anos que exigem dos seus membros uma actuação condizente com o estatuto que tal idade lhe concede. Assim sendo estamos a preparar um ano que muito honrará o movimento rotário nacional e até mundial, e mostrará a capacidade de organização e de implementação de ideias, que tem sido apanágio deste
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clube, em especial desde há alguns anos a esta parte. Estou certo de que estamos preparados para implementar todas as tarefas que fazem parte do nosso plano de actividades. VOZ DE TRÁS-OS-MONTES Quais são então as actividades que destacaria? MANUEL CORDEIRO Começarei por dizer-lhe que vamos homenagear uma personalidade e uma instituição pública que muito têm contribuído para o desenvolvimento da nossa região. Daremos oportunidade à juventude para exteriorizar as suas capacidades de escrita e de pintura, com um concurso literário e outro de pintura, relativos ao centenário do rotary. Teremos conferências, abertas ao público em geral, por especialistas em vários temos de interesse para a região. Teremos o Dia do Centenário com a dignidade que a data merece e exige. Enfim, haverá muitos mais momentos que seria muito fastidioso enumerar. VOZ DE TRÁS-OS-MONTES Para conseguir levar a bom termo todas as actividades do clube precisa de meios humanos. Quem vai trabalhar nesta tarefa tão exigente? MANUEL CORDEIRO Em primeiro lugar o Conselho Director do clube formado por cinco elementos. Para lá destes, todos os restantes membros do clube aos quais se juntarão as respectivas esposas. Aliás devo dizer que as Senhoras têm um papel especial neste projecto que tem tanto de ambicioso como de realista. A juntar a todas estas pessoas de boa vontade conto também com os jovens e as jovens do ROTARACT e INTERACT.

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VOZ DE TRÁS-OS-MONTES Qual é então o papel das Senhoras? MANUEL CORDEIRO Desde sempre, mas incrementados nos últimos anos, as Senhoras têm vindo a desenvolver actividades no nosso clube que muito têm servido para que este esteja efectivamente ao serviço da comunidade local. É de elementar justiça destacar, sob a forma de homenagem, o papel que têm desenvolvido, desde o apoio ao hospital através da ligação de algumas delas à Liga dos Amigos do Hospital, passando pelo apoio que começaram o ano passado a prestar à Conferência de São Vicente de Paulo, até à Casa da Amizade, traduzida pela visita a pessoas ou instituições para uma simples conversa de troca de amizade. A sua colaboração nas comemorações do centenário vai, estou convicto, ser decisiva para que o nosso clube no final se sinta com a missão cumprida. Continuaremos a entrega de livros no estabelecimento prisional de Vila Real VOZ DE TRÁS-OS-MONTES A nível internacional quais são as actividades previstas? MANUEL CORDEIRO Associar-nos-emos à inauguração do recinto desportivo que estamos a melhorar em Maputo, juntamente com outros clubes franceses e portugueses, liderados pelo clube de Jarnac. Continuaremos com o projecto de arranjar Padrinhos para os miúdos do MAC – Movimento de Adolescentes e Crianças de Díli. Continuaremos a ajudar o Padre João Felgueiras na melhoria das instalações da sua Escola Amigos de Jesus. Vamos tentar fazer um projecto, a ser financiado pela Rotary Fondation, em parceria com um clube brasileiro, um espanhol, o de Jarnac e o de Díli destinado a restaurar um casa que o Governo timorense ofereceu ao MAC. Vamos promover a geminação com um clube espanhol.

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VOZ DE TRÁS-OS-MONTES Quais as suas últimas palavras MANUEL CORDEIRO Para finalizar, é de elementar justiça dar os parabéns ao companheiro Luís Pizarro, que agora substituo, e ao seu Conselho Director pelo trabalho que desenvolveram neste último ano. Também agradeço a todos os membros do clube pela confiança que em mim depositaram quando me elegeram para presidente do centenário. Quero dizer-lhes que conto com todos, para tornar realidade um conjunto de ideias que há algum tempo têm vindo a ser preparadas. Também quero agradecer à Voz de Trás-os-Montes por esta oportunidade de dar a conhecer o Rotary Clube de Vila Real ao qual tenho a honra de pertencer desde há 3 anos.

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3 - TEXTOS EM “A VOZ DE TRÁS-OS-MONTES”
Durante o ano rotário o Presidente do Clube, companheiro Manuel Cordeiro publicou vários textos sobre a actividade rotária desenvolvida pelo clube. Aparecem neste livro em quatro blocos: 1 - Textos de temas diversos; 2 - Correspondência de Timor; 3 - História do movimento rotário; 4 - Actividade rotary em Timor - textos publicados na Carta do Governador. 5 – Outros textos No ponto 5, outros textos, é publicado um da autoria do comp. Cardona

3.1 – TEXTOS DE TEMAS DIVERSOS
ROTARY CLUBE DE VILA REAL – SEMINÁRIO DE NOVOS PRESIDENTES Como Presidente eleito do Rotary Clube de Vila Real, para o ano rotário de 2004-2005, participei no seminário organizado pelo Governador companheiro Diamantino Gomes, realizado na Figueira da Foz, com o objectivo de transmitir aos presidentes eleitos as directivas para o ano do centenário do movimento rotário mundial. Foi um dia muito positivo pois permitiu-me aprender muitas coisas que tentarei por em prática durante a minha presidência. A clareza, a convicção e a sustentabilidade com que o Governador eleito apresentou as suas ideias e as suas propostas para implementar durante a sua governadoria, contagiou todos os presentes. Vai, estou certo, funcionar como catalisador e incentivo para que, em cada clube, o centenário deste movimento seja comemorado com a dignidade que merece uma instituição que faz cem anos de vida e está ligada a campanhas de grande envergadura, destacando-se

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entre todas, a erradicação da poliomielite em todo o mundo, meta que está muito próximo de ser atingida. Como lema para este ano o presidente de RI – Rotary International, o companheiro Glen Estess, escolheu o seguinte: “A melhor maneira de celebrarmos o passado, o presente e o futuro de Rotary é por intermédio da prestação de serviços e do fortalecimento de actividades de companheirismo no mundo inteiro”. Ao instituir este lema para o ano do centenário, enfatizou os aspectos ligados com a saúde pública, os recursos hídricos, a alfabetização e a família em rotary. No que respeita à saúde pública, pede para se cerrarem fileiras na etapa final da erradicação total da poliomielite, atacar o problema de doenças como a malária, tuberculose, cegueira, sarampo, raiva, sida e outras que se Nos tornaram para a recursos autênticos flagelos

humanidade.

hídricos é necessário tomar medidas no sentido de minorar os problemas dos mais de 1 bilião de pessoas que bebem água não potável e das mais de 6000 crianças que morrem em cada dia por ingestão de água contaminada, etc. Na alfabetização há ainda muito a fazer e todas as ajudas não são demais., pois há mais de 2 biliões de pessoas que não sabem ler, escrever ou fazer operações aritméticas simples. No que respeita à família a Comissão Pró-Família destina-se a criar um ambiente de amizade entre todos os rotários, independentemente do clube a que pertencem. Segundo o presidente da RI em exercício deve caminhar-se no sentido de “um clube rotário deve ser formado por amigos, em vez de conhecidos, já que assim apresentará um maior índice de permanência dos sócios, já que amigos não dizem adeus”.
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No nosso clube tudo faremos para dar corpo ao projecto e às ideias que o companheiro governador Diamantino Gomes apresentou na Figueira da Foz, mas também implementaremos projectos próprios estando uns já em andamento e outros que surgirão durante os próximos meses. FÓRUM LIDERANÇA E IMAGEM No passado Sábado realizou-se em Paredes o fórum "ROTARY: LIDERANÇA e IMAGEM", integrado no âmbito das Avenidas dos Serviços Internos e dos Serviços Profissionais. O nosso clube esteve representado por mim, na qualidade pelos de presidente, e companheiros José

Boaventura, Paulo Oliveira e José Carlos. Sem dúvida que foi um fórum com muita qualidade e que nos permitiu enriquecer os nossos conhecimentos em áreas que são essenciais ao bom desempenho rotário. A organização coube ao governador Diamantino Gomes, ao Rotary Club de Paredes e aos responsáveis pelas avenidas envolvidas. A sessão começou pela intervenção do governador Diamantino que relembrou mais uma vez as obrigações que todos os rotários têm no seu dia a dia profissional. Enfatizou os grandes temas que o movimento rotário tem em mão, destacando-se de entre todos o controlo da poliomielite em todo o mundo. O past governador Valdemar de Sá falou sobre os serviços internos dos clubes e o processo que deve ser seguido para a admissão de novos sócios. O companheiro Carlos Guimarães dissertou sobre o papel da profissão em rotary, da liderança que qualquer rotário deve praticar e da ética que deve presidir a todos os seus actos na vida profissional. As funções e responsabilidades dos dirigentes dos clubes rotários e a importância da
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comunicação tanto entre clubes como entre os clubes e o mundo real, serviu de tema ao companheiro Teixeira Carneiro. Após o café intervieram o Dr José Moreira que abordou o tema da liderança traçando com toda a clareza os parâmetros que têm que ser satisfeitos para se ser considerado um líder. Na mesa redonda sobre a imagem pública de rotary, falaram o Professor Carlos Martins cabendo ao Dr Carlos Daniel da RTP a abordagem do tema da notícia em televisão. O que é mais importante nem sempre é o mais interessante como notícia. Por vezes o interesse da notícia vai para lá daquilo que, enquanto cidadãos comuns, consideramos como razoável. É por isso que, muitas vezes, o sensacionalismo toma conta das notícias que nos entram em casa. Todos estão de parabéns. Tudo correu muito bem. Em rotary todos devemos ser líderes nas nossas actividades, especialmente no que respeita ao exemplo de honestidade, bom desempenho e responsabilidade que qualquer rotário deve pôr quando trabalha, seja onde for. Foi com este espírito que, após o almoço, regressámos a Vila Real. HOMENAGEM À FAMÍLIA VALENTE O movimento rotário dedica o mês de Dezembro à família. O Rotary Club de Vila Real não podia ficar indiferente a esta indicação pois o papel da família é cada vez mais importante e cada vez se lhe exige mais tais são as provações a que hoje todos estamos sujeitos. Sem dúvida que a escolha deste mês para comemorar a família não podia ser mais feliz pois é o mês em que comemoramos o nascimento do Menino Jesus que todos comemoramos, ainda que com intensidade diferente. O Rotary Club de Vila Real prestou homenagem à família Valente, simbolizando com este gesto a homenagem a todas as famílias vila-realenses e transmontanas.

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Se consultarmos o dicionário enciclopédico veremos que família “é um grupo de pessoas aparentadas entre si que vivem na mesma casa sob a autoridade de uma delas”. Sem dúvida que esta será a definição de família como mais um conjunto de pessoas que obedecem a um dos seus elementos que, na hierarquia está acima de todos os outros. È não um conceito um pouco haver retrógrado pois se assim fosse seria necessário sentimentos de solidariedade, tolerância, amizade, cumplicidade, preocupação com a saúde e o bem estar dos outros membros da família, etc. É um conceito de família que não serve o mundo conturbado em que vivemos. É cada vez mais imperioso que a família se assuma como motora da implementação de políticas que considerem o homem como um ser humano e não como um simples número. Sabemos que hoje em dia a sociedade é muito ingrata para com os membros mais velhos da família. Só com famílias bem organizadas e fortes é possível influenciar as políticas de apoio social aos mais jovens e aos mais velhos. Lê-se ainda no dicionário sociológico que “a família é fundamental para a civilização humana”. Poderia dizer muito mais sobre as dificuldades que as famílias portuguesas hoje enfrentam fruto da visão economicista com que os seus problemas são abordados pelos nossos governantes. Sei que é muito difícil alterar esta situação, mas como muitos poucos fazem muito, o Rotary Club de Vila Real, no mês dedicado à família, não podia deixar de aproveitar para, ainda que com um simples gesto, mostrar que a instituição rotária se preocupa com o que a ela respeita. Os clubes rotários de todo o mundo,
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assim o exigem os preceitos que o regem, homenagearão neste mês, com maior ou menor visibilidade, a família em geral. O dia a dia da família passou a ser de responsabilidade repartida cabendo aos pais a responsabilidade na criação de condições para que os filhos cresçam em harmonia, com responsabilidade e imbuídos de um espírito de solidariedade e com princípios morais que permitam a consolidação e a sobrevivência da própria família. É importante que os filhos criem laços de amizade com os pais para que, um dia mais tarde, os tratem com a dignidade que merecem. Continuando a citar o dicionário ainda lemos que “família é um conjunto de indivíduos que têm alguma condição em comum”. A família Valente, enquadra-se muito bem nesta definição. É uma família com grandes dotes musicais, desde os avós, até aos netos passando pelos filhos. Na opinião do Rotary Club de Vila Real representam fielmente aquilo que deveria ser uma família. Não é muito comum encontrar uma família dotada com tantas faculdades comuns numa área de actuação do ser humano, a música. A sua disponibilidade para pôr ao serviço dos outros as suas vozes melodiosas é total. Por isto e muito mais o Rotary Club de Vila Real presta esta homenagem a esta família vila-realense, por estar certo de que ela a merece e a merecem todas as famílias transmontanas. Muito obrigado a todos os que nos acompanharam nesta homenagem. Começo por agradecer à família homenageada a sua disponibilidade para aceitar e comparecer nesta simples, mas que pretendemos seja comprovativa de que à família se deve dar a atenção que ela merece. Oxalá que todas as famílias transmontanas seguissem o exemplo de como se
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podem pôr à disposição dos semelhantes, dotes que só Deus pode conceder. Muito obrigado também a todos os companheiros e esposas que aqui estão. Finalmente muito obrigado às senhoras da Conferência de São Vicente de Paulo, à qual me referirei, com mais pormenor, para a semana. ENTREGA DE DONATIVOS ÀS CONFERÊNCIAS DE SÃO VICENTE DE PAULO Há instituições que desenvolvem a sua acção em áreas comuns pelo que não espanta que se juntem para melhor poderem atingir alguns dos seus objectivos. É o que acontece entre o Rotary Club de Vila Real e as conferências de São Vicente de Paulo das freguesias da Sé e da Nossa Senhora da Conceição. A exemplo do que aconteceu o ano passado também este ano as receitas obtidas na rifa que decorreu durante a FAG se destinaram ao pagamento de medicamentos idosos Todos de os e fraldas Real, este a Vila que feito ano

através daquelas conferências. colaboraram na rifa que as Senhoras do Rotary fizeram na NERVIR, conscientes contribuição devem de vai que a servir estar sua para

ajudar quem precisa. O papel que cabe à segurança social é, mais vezes que o desejado, desempenhado por organizações altruístas que poderiam canalizar os seus esforços para ajudas noutras áreas e não o podem fazer por ausência do Estado. Em consequência da parceria iniciada há dois anos, algumas das Senhoras das conferências da Sé e de Nossa Senhora da Conceição compareceram na
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ceia e Natal do nosso clube. Habituei-me desde muito jovem a ouvir falar sobre o papel desempenhado por estas instituições de grande credibilidade pelo que nos merecem a maior confiança. Este ano as receitas obtidas atingiram os 1750 Euros que a Maria Antónia entregou, em partes iguais de 885 Euros, às representantes das duas conferências. Oxalá possamos contribuir para amenizar a vida, tantas vezes difícil, de alguns dos idosos da nossa cidade. Em nome do Rotary Club de Vila Real agradeço publicamente a todos, jovens e menos jovens que, ao entrarem na NERVIR, ouviram as solicitações das simpáticas e voluntariosas Senhoras que os convidavam a contribuir para esta justa causa. Agradeço também a todas as instituições privadas que apoiaram esta iniciativa. Também quero agradecer à direcção da NERVIR, na pessoa do seu Presidente Engº Manuel Coutinho, a disponibilidade graciosa do espaço, tornando assim possível a concretização da rifa. Aproveitando esta época festiva desejo a todos os que lêem aquilo que escrevo, sempre com objectivo de partilhar o que de bom o Rotary Club de Vila Real vai fazendo, para lhes desejar um bom Natal e um novo Ano cheio de sucessos. SENHORAS CANTAM OS REIS No âmbito da Casa da Amizade, as senhoras do Rotary cantaram os Reis a várias instituições e personalidades da cidade de Vila Real. O objectivo foi a obtenção de meios para concretizar alguns dos projectos que têm em implementação na área do apoio social. Um coro formado por várias senhoras que, depois de alguns ensaios sob a responsabilidade da Professora Helena Cabral, mostraram uma afinação digna de registo. Começaram no Hotel Miracorgo a que se seguiu a Câmara Municipal, o Governo Civil, a Região de Turismo e outras instituições de carácter privado como a farmácia Almeida. A recepção em todos os locais foi calorosa e
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demonstrativa do grau de aceitação deste tipo de iniciativas destinadas a angariar fundos para apoiar quem necessita de ajuda. Durante algum tempo a Universidade FM acompanhou o coro e fez uma reportagem que difundiu na Sexta Feira nos vários noticiários do dia. Foi um serviço que considero muito positivo pois, para além de reconhecer desta o valor jornalístico actividade,

contribuiu para que o grupo de senhoras do Rotary Club visse divulgadas algumas da iniciativas que pretendem levar a cabo no ano do centenário que está a decorrer. Enquanto responsável pelo grupo, a Maria Antónia Cordeiro foi entrevistada pela jornalista Mila Brigas tendo afirmado “Atendendo a tantos pedidos e solicitações que temos no sentido de ajudar, resolvemos angariar mais fundos para ver se conseguimos minorar os problemas de mais alguns vilarealenses. Já ajudámos as conferências de São Vicente de Paulo da Sé e da Senhora da Conceição Feira Vamos de com as verbas e um obtidas com a rifa durante a Artesanato na ajudar Gastronomia, NERVIR.

também

trabalhador ucraniano que está paraplégico e a esposa não consegue dinheiro suficiente para fazer face às despesas mensais. Ajudamos também os meninos de Timor. Tentamos responder a todas as solicitações que nos aparecem”.

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O Senhor Presidente da Câmara, Dr. Manuel Martins, em termos muito elogiosos para com as senhoras, afirmou “Já não é a primeira vez que recebo as senhoras ligadas ao Rotary Club de Vila Real. São senhoras que pertencem a um movimento de bem-fazer, de ajuda a quem precisa, e querem mostrar deste modo à cidade de Vila Real que estão presentes e que desejam um bom ano a todos os vilarealenses”. Na qualidade de Presidente do clube, agradeço a todos os que, tão amavelmente e com tanta generosidade, dedicaram alguns dos seus minutos a ouvir a mensagem que os cânticos encerravam. Estendo o agradecimento às senhoras que, com algum sacrifício, prestaram mais um serviço ao clube e à comunidade de Vila Real. À Universidade FM agradeço a disponibilidade que tem demonstrado para divulgar iniciativas do meu clube. ROTARY CLUB DE VILA REAL - GEMINAÇÃO A exemplo do que acontece com as cidades e vilas também o movimento rotário promove e incentiva a geminação entre clubes de países diferentes. Os objectivos em vista são os de criar condições para que rotários de países diferentes troquem entre si experiências e culturas. Entre os vários objectivos que tracei, enquanto Presidente do Rotary Club de Vila Real, no ano em que se comemoram os cem anos do movimento, destaca-se o da concretização da geminação com o Rotary Club de Leon, cidade que dista pouco mais de trezentos quilómetros de Vila Real. A geminação é um acto importante, mas de grande responsabilidade. Deverá conduzir à implementação de projectos comuns de apoio aos residentes nas duas regiões onde os clubes se inserem e, também, conjugar
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esforços no sentido de melhor encontrar os meios para que esses projectos sejam uma realidade. A geminação tem várias etapas sendo uma delas a visita mútua entre membros dos dois clubes. Assim, no fim de semana de 5 e 6 de Março, um grupo de membros do Rotary Club de Leon, acompanhados das respectivas esposas, visitaram o nosso clube pela primeira vez. Fazendo juz à fama de povo hospitaleiro, recebemos os nossos companheiros espanhóis o melhor que sabemos e podemos. Fomos recebidos no Salão Nobre da Câmara Municipal pelo Senhor Vereador Dr. Miguel Esteves, em representação do Senhor Presidente da Câmara Dr. Manuel Martins. Tive oportunidade de, em nome do meu clube, realçar o significado do gesto simples, mas de muito alcance para nós, pois representa um sinal de que, sempre que necessário, podemos contar com o apoio da instituição responsável pela condução dos destinos dos vilarealenses. O Presidente do Rotary Club de Leon também aproveitou a oportunidade para dar relevo à importância que a geminação pode ter dos no dois desenvolvimento

clubes. O Dr. Miguel Esteves pôs em destaque o papel que instituições de cariz social, como são os clubes rotários, têm no apoio às populações. Reiterou mais uma vez, a disponibilidade da Câmara na cooperação com o nosso clube. À noite houve um jantar, no Hotel Miracorgo, onde foram entregues algumas lembranças aos companheiros visitantes e esposas. Com a solenidade devida ao acto de geminação, entregámos ao Presidente do Rotary Club de Leon um certificado que recordará para sempre a primeira vinda a Vila Real desta delegação chefiada pelo companheiro Rafael Alonso.
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O apoio da Região de Turismo das Serras do Marão e Alvão, na pessoa do seu Presidente, Dr. Correia de Barros, foi muito importante pois permitiu que divulgássemos algum do artesanato que se faz na nossa região. Após o jantar teve lugar uma conferência sobre os escritores transmontanos, pela Professora Doutora Assunção Monteiro, minha colega na UTAD. Foi um momento de cultura por excelência. A clareza com que nos transmitiu o sentimento com que os nossos escritores vivem/viveram a nossa região obriga-nos a ter ainda mais orgulho da terra onde nascemos e vivemos. No final houve declamação de textos de Miguel Torga pelo grupo de teatro Filandorra, a quem agradeço na pessoa do Dr. David Carvalho. Mais uma vez a colaboração da Câmara Municipal foi fundamental pois sem o seu apoio não nos teria sido possível contar com a presença de tão prestigiado grupo. No Domingo demos um passeio pela região com destaque para a passagem por São Leonardo da Galafura e pelo museu do Douro. O almoço decorreu no Hotel Régua Douro, no restaurante panorâmico, com vista para o Rio Douro, motor de desenvolvimento da região. Após o almoço os companheiros espanhóis e respectivas esposas regressaram a Leon. Em breve lhes retribuiremos esta visita. ROTARY INTERNATIONAL – CEM ANOS A FAZER BEM No dia 23 de Fevereiro de 1905 nasceu o movimento rotário em Chicago por iniciativa de um advogado americano de nome Paul Harris. Desde então muitas actividades de apoio social têm sido desenvolvidas em todo o mundo, por iniciativa e da responsabilidade deste movimento que se estendeu por cerca de 167 países de todos os continentes. Mais de um milhão e duzentas mil pessoas dedicam muito do seu tempo a promover recolhas de fundos e a dinamizar o apoio de pessoas e instituições para causas como a erradicação da poliomielite, contribuindo para que muitos milhões de crianças consigam sobreviver e atingir a idade de adultos. O abastecimento de água potável em
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zonas onde ela é escassa, ou não existe, tem sido, também, um objectivo deste movimento. Em Portugal apareceu o primeiro clube na década de 1930 e hoje temos mais de 150 clubes espalhados pelo continente e ilhas. Passados suficiente prosseguir podem ser cem para, os anos apesar o das a movimento está com pujança dificuldades, continuar

objectivos em

traçados pelo seu fundador que resumidos “servir sem pedir nada em troca”. Em Portugal comemoraram-se os cem anos em Lisboa, com início no mosteiro dos Jerónimos, com missa solene. De seguida, no Centro de Congressos do Estoril, com a presença do Senhor Presidente da República, Dr Jorge Sampaio, realizou-se a cerimónia oficial da comemoração que teve como oradores os companheiros Conde, que e governadores realçaram as os

Diamantino Gomes e António objectivos realizações

principais que o movimento tem implementado. O Senhor Presidente condecorou da o República

Rotary

International com a Comenda de Mérito. Sem dúvida que se trata de uma
condecoração bem merecida pois ao movimento se devem muitas iniciativas de interesse relevante na área social em todos os países do mundo. Estiveram, também, na mesa o Senhor Presidente da Assembleia da República, Dr. Mota Amaral e o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Dr. António Capucho, anfitrião da cerimónia. O companheiro
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Marcelino Chaves representou Rotary International. O orador principal foi o Dr. Marcelo Rebelo de Sousa que, na sua qualidade de membro rotário, fez um resumo do historial do movimento, com a qualidade que por todos lhe é reconhecida. O Rotary Club de Vila Real esteve representado nesta cerimónia. Paralelamente, em Vila Real, contribuiu para, mais uma vez, divulgar o movimento, com recurso à montra da Casa Real, junto à Capela Nova. Ao seu proprietário, do Senhor nosso entre Francisco Alonso, apresento os agradecimentos clube. A colaboração

todos, clubes e instituições, públicas ou privadas, é um exemplo muito positivo de como se podem levar a cabo iniciativas de alcance social muito grande. Esta parceria, ainda que simples e de pouca duração, tem um alcance muito grande pois pode ser um incentivo para outras do mesmo género. É necessário dar a conhecer à sociedade local tudo o que o nosso clube tem feito desde a sua fundação há 38 anos. Para ter sucesso nas iniciativas, a colaboração de todos é decisiva. Oxalá que, daqui a 100 anos o movimento rotário seja ainda mais forte pois isso é garantia de que muitos milhões de pessoas em todo o mundo serão apoiadas naquilo que são as suas necessidades mais básicas do acesso à saúde e a uma vida com dignidade. RYLA CASTRENSE No início deste ano rotário, o Governador do Distrito 1970, a que o Rotary Club de Vila Real pertence, companheiro Diamantino Gomes, lançou-nos o desafio de organizarmos um RYLA – Encontro de Jovens Líderes, sobre um tema ligado às instituições militares e ao seu papel, tanto em tempo de
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guerra como de paz. Confesso que o desafio era aliciante, ainda que requeresse grande empenho e muito trabalho da nossa parte. Mesmo assim não hesitei em aceitar tal tarefa. Sei que, sempre que for necessário, posso contar com o empenho e o trabalho dos meus companheiros, o que torna tudo fácil, mesmo o mais difícil. Respondendo aos apelos constantes do companheiro Governador, foi possível termos um grupo de sete jovens, cinco raparigas e dois rapazes. O início do encontro estava marcado para o dia 29 às 18H00 no RI 13. A recepção foi feita pelos companheiros João Pavão, Luís Pizarro e José Carlos e, também, pela Ana Luísa e Joana, companheiro Moreira. Em qualquer encontro entre pessoas, impressões importantes. gratificante as são É primeiras muito muito o filhas do Trindade

constatar

modo como foram recebidos os nossos jovens quando chegaram. O Major Macias, oficial de dia, foi inexcedível no trato fino e afável que teve para com eles. Também o Sargento Borges, que teve a tarefa de os acompanhar durante a sua estadia, foi de grande profissionalismo e tudo fez para que eles se sentissem em suas casas. Quando assim é, todo o esforço que se fez e as horas que se gastaram na organização deste encontro, são esquecidas rapidamente. Neste primeiro texto quero realçar o papel do nosso RI 13, na pessoa do seu actual Comandante, Tenente Coronel João Teixeira, e do seu antecessor, Coronel Carlos Branco. A sua disponibilidade e o interesse com que têm acolhido as nossas propostas de parceria são um exemplo, real e bem elucidativo, daquilo que pode ser feito quando instituições tão diferentes
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como um clube rotário e um quartel militar, podem fazer a favor da juventude e, noutras ocasiões, a favor dos mais desfavorecidos. Em nome do Rotary Club de Vila Real apresento os meus agradecimentos, na pessoa de senhor Comandante, a todos os que ali trabalham e contribuem para o engrandecimento da instituição que tem sido, desde há muitas dezenas de anos, uma referência em Portugal. Vila Real só tem ganho com isso. Disse acima que tivemos a presença de sete jovens, oriundos de seis clubes. Sem qualquer preocupação de ordenação, fosse com critério fosse, aqui vão os seus nomes e respectivos clubes: a Maria João e a Rita, Rotary Club de Leiria; a Ana Catarina, Rotary de Amarante; o João Carlos, Rotary Club de Tondela; o Adilson, Rotary Club de Felgueiras; a Diana, Rotary Club de Santo Tirso e a Ana Mafalda, Rotary Club de Oliveira de Azeméis. A eles em especial e aos seus clubes o meu agradecimento pois sem eles não teria sido possível o RYLA funcionar. RYLA CASTRENSE (2) Os jovens que se inscreveram no nosso RYLA ficaram instalados no RI 13, onde decorreram algumas das actividades que foram programadas. Assim, o dia 30 foi todo passado no interior das instalações do regimento, bem cuidadas e amplas, convidando a desfrutar o ar puro e fresco e as maravilhosas vistas do Marão. Foram exibidos filmes alusivos à participação do RI 13 em missões de paz, nomeadamente na Bósnia e em Timor-leste. Todos ficaram a saber a história do Regimento, desde a sua criação até hoje. Foram realçadas as intervenções que os

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militares que aqui receberam instrução, tiveram nos vários cenários de guerra. O dia 31 foi marcante para o clube e para os jovens. O nosso Governador, companheiro Diamantino Gomes e esposa, companheira Teresinha, acompanhados dos companheiros Santos Bento e Cláudio Pereira, deramnos o prazer de os ter no jantar. O dia foi ocupado com uma prova de orientação que decorreu nas instalações do quartel e foi organizada pelos militares. Foi-me transmitido pelos jovens a opinião de que tinha sido muito interessante e muito divertida. Ainda bem que assim foi. O objectivo do clube e, estou convicto, o do senhor Comandante Tenente-coronel João Teixeira, era o de lhes proporcionar uma estadia descontraída e cultural. Creio que o conseguimos. O dia terminou com o jantar, onde os jovens rylas, representados pelo João (foto), vindo de Tondela, intervieram e falaram sobre a experiência que estavam a viver. Foi muito bom ouvi-lo dizer que as expectativas que tinham quando chegaram a Vila Real foram plenamente concretizadas. Quando assim é todos ficamos com mais vontade de trabalhar para proporcionar aos jovens actividades que os enriqueçam e que lhes mostrem que o dia a dia pode ser muito mais interessante do que muitas vezes lhes é transmitido por alguns meios de comunicação social. O companheiro Diamantino congratulou-se com o modo positivo como estava a decorrer o encontro e incentivou-nos a continuar a trabalhar para engrandecer o clube e o movimento rotário. Quem faz as instituições são as pessoas e o movimento rotário não foge à regra. O Rotary Club de Vila Real muito tem feito para isso e muito vai continuar a fazer no futuro. Para que este dia e este encontro fossem recordados para sempre entregámos a cada um dos jovens um certificado de participação no RYLA e uma flâmula do nosso clube. O companheiro Diamantino entregou uma flâmula do centenário do movimento.

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No jantar esteve também presente o senhor comandante do RI 13, nosso parceiro neste encontro. No dia 1 foi proporcionada uma visita guiada a Vila Real da responsabilidade da Câmara Municipal. O cicerone foi o Dr. João, Director do Museu a quem agradeço em nome do clube. O centro histórico, o museu, o conservatório e outros monumentos foram visitados com muito interesse. Estou certo de que estes jovens serão, mais tarde, um bom veículo de transmissão das coisas boas que a nossa cidade tem. Este é, também, um dos objectivos destes encontros. Proporcionar aos jovens novos conhecimentos e experiências é muito importante nos dias que correm. Terminado o RYLA todos regressaram a casa depois do almoço, com excepção da Rita e da Maria que partiram ao meio dia com destino a Leiria. Oxalá levem consigo boas recordações destes dias que passaram em Vila Real. ROTARY CLUB DE VILA REAL – GEMINAÇÃO – VISITA A LEON Com vista a cumprir as formalidades inerentes a uma geminação entre clubes rotários, deslocou-se a León, Espanha, nos dia 23 e 24 do corrente mês de Abril, uma delegação do Rotary Club de Vila Real, composta por sete elementos e respectivas esposas e ainda o Paulo, a Sofia e o Daniel. Foi um fim de semana de grande significado pois permitiu avançar com convicção e com segurança, no sentido de concretizar a geminação entre os dois clubes. Por sorte o tempo esteve bastante bom, tornando ainda mais agradável a viagem, que teve uma paragem em Astorga com tempo para visitar a casa consistorial, projecto de Gaudi, com um legado bem grande pelas casas que
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existem em Espanha.e que constituem motivos de atracção turística, de visita obrigatória. A chegada a León aconteceu ao fim da tarde, ao Parador de San Marcos, edifício que pertenceu à ordem de cavalaria de Santiago e cuja fachada data do século XVI. O seu interior assemelha-se a um museu, tal é a quantidade e o valor dos tapetes, almofadas, quadros e relógios espalhados pelas partes comuns. Os companheiros de León já nos esperavam, tendo-nos guiado por uma visita à parte nova da cidade, visitando o Museu de Arte Contemporânea. Terminada a visita fomos jantar a uma adega tradicional, com várias salas e bem enterrada no solo, sem formalidades e muito convívio. No Domingo aproveitámos para visitar a basílica de San Isidoro, onde assistimos a um espectáculo tradicional chamado Las Cabezadas, que já vem de há algumas centenas de anos pois remonta ao ano 1158 e que se desenrola nos claustros da basílica. Diz a tradição que, a um pedido do povo a San Isidoro, a chuva caiu com abundância nos campos de León. Como agradecimento, o Alcalde ou um seu representante, todos os anos oferecem ao santo um círio de uma arroba e duas velas de cera. No claustro, o cabido aceita o presente, mas realça que esta oferta tem carácter obrigatório, que o representante civil não aceita. Assim, desde esse longínquo ano, todos os anos a cerimónia se repete havendo sempre um empate na troca de argumentos entre o representante da igreja e o da cidade, pelo que a discussão continua no ano seguinte. E já lá vão 849 anos.

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Seguimos para a catedral, onde admirámos a quantidade impressionante de lindos e majestosos vitrais que embelezam o tecto e as paredes. As ruas antigas onde proliferam os bares de tapas, também foram objecto da nossa atenção. A reunião formal entre as duas delegações teve lugar numa simples, mas muito linda sala do Parador. Os companheiros de León brindaram-nos com uma reunião muito bem organizada e que decorreu com muito brilho e solenidade. Na saudação às bandeiras, o companheiro Rafael, presidente do Rotary Club de León, saudou a bandeira de Portugal, eu, como presidente do Rotary Club de Vila Real, saudei a bandeira de Espanha, o companheiro Manuel Cardona, como o rotário mais antigo saudou a bandeira de Rotary e o companheiro Vivente, próximo presidente do Rotary Club de León saudou a bandeira da cidade León. Durante o almoço interveio o companheiro Rafael, enquanto presidente do clube de León, que falou sobre o protocolo que assinaremos no próximo dia 30 de Abril em Vila Real. Deu ênfase à necessidade de os próximos presidentes porem em prática os objectivos que dele constam. A mim coube-me a mim essa honra de falar em representação do meu clube. Realcei o significado que uma geminação pode ter, desde que se torne uma realidade, ou seja, se lhe dê seguimento. A troca de culturas e a conjugação de esforços, tanto financeiros como de trabalho, têm que ser preocupação permanente de todos para prosseguir, com mais facilidade, projectos comuns, a desenvolver quer em León quer em Vila Real. Quando iniciei o processo de geminação, fi-lo convicto de que chegaria a bom termo. Já falta pouco para que esse momento aconteça.
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HOMENAGEM AO DR MÁRIO CARNEIRO No ano em que comemoramos o centenário do movimento rotário mundial, o Presidente de

Rotary

International,

companheiro

Glen

Estess,

homenageou personalidades de todo o mundo que se tenham distinguido nos seus países pelas suas qualidades humanas e profissionais. O Rotary Club de Vila Real, por indicação do companheiro flaviense de vilarealense Luís por Pizarro, e adopção, nascimento

decidiu propor ao Governador do Distrito 1970, o nome do Dr. Mário Gonçalves Carneiro, personalidade bem conhecida da nossa região e do nosso país, que dedicou toda a sua vida às termas das Caldas de Chaves. De uma simples fonte, como por graça dizia, transformou-as num local terapêutico de excelência, que muito tem contribuído para o desenvolvimento da cidade de Chaves, onde nasceu há 87 anos. Exerceu a profissão de médico durante mais de 50 anos tendo sempre em mente a procura de condições de saúde para todos os que tratou. O seu trato afável e de amizade permanente, levou-o a, muitas vezes, não pedir nada em troca àqueles que tratava. Não é, pois, de admirar que muitos dos seus doentes hoje se dirijam a ele dizendo-lhe “o Senhor Doutor salvou-me a vida e não me levou nada…foi um santo”. Bastava esta frase simples, mas de profundo significado, para justificar a homenagem que lhe prestámos. Glen que Estess quis homenagear para a “profissionais por excelência fossem modelos

juventude, cuja vida profissional tivesse sido um compromisso permanente com altos valores de ética e que tivessem prestado serviços de relevo à comunidade”. Não tenho quaisquer dúvidas de que
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a vida do Dr Mário Carneiro, reúne todos os requisitos enunciados. Confesso que só o conhecia por ouvir falar dele a alguns amigos. O convívio que tivemos na ida ao Porto, onde lhe foi prestada a homenagem, durante a cerimónia e no regresso a Chaves, deu-me a oportunidade e o privilégio de o ficar a conhecer e de me aperceber da estatura moral de que é portador. Das muitas homenagens que tem tido, destacarei as medalhas de Mérito Municipal, Grau Prata e Grau Ouro, que lhe foram atribuídas pela Câmara Municipal de Chaves, a medalha pela longevidade da sua carreira, concedida pela Ordem do Médicos, a medalha de Ouro de Serviços Distintos, concedida pelo Ministério da Saúde em 2004 e a medalha de Grande Oficial da Ordem de Mérito, concedida por Sua Excia o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, no dia 10 de Junho de 1997. Para lá destas, foi, ainda, alvo de muitas outras homenagens, talvez as mais importantes. As prestadas pelos inúmeros amigos que fez durante os anos em que exerceu a actividade médica. Quando fez 25 e 40 anos de actividade nas Caldas de Chaves foi-lhe prestada homenagem pelos seus amigos, muitos deles frequentadores assíduos das “suas” termas. Nos 50 anos de carreira, aquando da homenagem que a Câmara de Chaves lhe prestou, o Presidente da Junta da Galiza, Dr. Fraga Iribarne, felicitou-o cordialmente, em nome da Real Academia de Medicina e Cirurgia da Galiza. O reconhecimento da comunidade local, manifesta-se também nas várias lápides que se encontram pela cidade e concelho de Chaves. No átrio do Jardim-escola João de Deus, cuja construção muito deve à sua influência, pode ver-se uma dessas lápides, ali colocada pelo Elos Clube do Porto. No Lar de Santa Isabel, Vilar de Nantes, lá está a Enfermaria-Sala Dr Mário Carneiro e, ainda, no edifício da Junta de Freguesia de Faiões a Sala com o seu nome. Termino este texto mandando um grande abraço ao Dr. Mário Carneiro, agradecendo-lhe a honra que deu ao Rotary Club de Vila Real, ao aceitar esta simples homenagem, mas que, para nós rotários, tem muito
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significado. Agradeço-lhe o livro biográfico que me ofereceu, da autoria de Vasco Lavrador. Foi dele que retirei alguns dados que passei para este texto. Muito obrigado ao “Magnífico Reitor da Universidade da Amizade”, como lhe chamou o Professor Doutor Bernardo Cabral, Senador do Senado Federal do Brasil. Até qualquer dia, se Deus quiser. ENCONTRO COM RC DE LEON EM MOGADOURO Na sequência da geminação do Rotary Club de Vila Real com o Rotary Club de Leon, promovi, enquanto Presidente do ano 2004-2005, que está prestes a terminar, o 1º Encontro entre os dois clubes. Naturalmente, o local escolhido foi Mogadouro e Miranda do Douro. O primeiro por ser a terra que me viu nascer e o segundo por ficar a meio caminho entre Leon e Vila Real. O encontro começou em Mogadouro, no Salão Nobre da Câmara Municipal, onde o Senhor Presidente da Câmara, Dr. Morais Machado, nos recebeu com a amabilidade que o caracteriza e com o fervor de mogadourense que, inegavelmente, possui. Em cerimónia simples, mas muito apreciada por todos nós, apresentou as preocupações difíceis dos nos que mogadourenses tempos

atravessamos e fez um historial daquilo que tem sido a evolução de Mogadouro, terra do interior dos interiores. A garra, o espírito de sacrifício e a capacidade de trabalho de todos os que vivem nas terras do interior fazem com que, apesar de todas as contrariedades, se caminhe devagar, mas com firmeza no sentido do desenvolvimento que demora a chegar. A agricultura, outrora de grande significado no contexto da produção cerealífera nacional, agora mais virada
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para a pecuária, tem constituído a preocupação diária de todos os que ali vivem. De seguida, a Drª Teresa Sanches fez um breve apresentação da vida e obra do escritor Trindade Coelho, filho ilustre de Mogadouro, cuja obra tem vindo a ser divulgada, desde há alguns tempos a esta parte, por alguns mogadourenses entre eles a Drª Teresa. Sem dúvida que a honestidade intelectual, a verticalidade no dia a dia de homem administrador da justiça, o seu empenho pela alfabetização das pessoas que viviam nas terras por onde exerceu a sua actividade de magistrado, fizeram dele um exemplo a seguir por todos os que nascemos nas longínquas terras do nordeste. Terminada a sessão, seguimos viagem de autocarro, cedido pela Câmara, passando pelo castelo, onde pudemos apreciar as piscinas municipais, o campo de futebol relvado e os extensos campos agrícolas onde, apesar da seca, teimam em ondular as espigas de trigo e aveia. A Associação Recreativa e Cultural de Soutelo, foi a próxima paragem. A Professora Natividade, a alma da Associação, recebeu-nos nas instalações onde está instalada a sede, onde pudemos ver os vários teares que, dia após dia, mantêm viva a tradição da transformação do linho em peças de artesanato de beleza e valor material por todos reconhecidos. Associações como esta devem ser acarinhadas, pois transportam-nos até à nossa juventude, tempo em que o linho, nas várias fases por que passa, desde a plantação até ao tear passando pelo espadar e o fiar, constitua um motivo de brincadeira para todos nós. De Soutelo ao Azinhoso é um passo. A igreja da terra, reconhecida como monumento nacional, foi bem merecedora da paragem que aí fizemos. Após o almoço seguimos para Miranda do Douro onde fizemos o passeio de Barco na barragem de Miranda. Os cerca de 200 m de altura das rochas que “apertam” as águas do Rio Douro, colocadas a pique, deixam qualquer pessoa extasiada. Nós não fugimos à regra. O passeio com a duração de uma hora, deixou-nos a todos satisfeitos. As aves de rapina é eu não
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quiseram nada connosco. Pode ser que noutra oportunidade apareçam. A afluência aos passeios é muito grande. Sem dúvida que é necessário continuar a divulgar aquilo que temos de melhor: a paisagem natural, tradições, os a costumes, amabilidade as e

hospitalidade das gentes e, ainda, a gastronomia. De ricas regresso em a Miranda, suas ruas bem passeámos pelas

história,

conservadas e oferecendo muitas oportunidades para quem quer fazer compras. A Sé foi outro ponto de visita. O Menino Jesus da Cartolinha bem merece que o visitemos. Terminado o dia todos nos despedimos com um até ao próximo encontro. Esta é uma das muitas virtualidades do movimento rotário. Proporcionar convívios entre pessoas de actividades e culturas diferentes, mas imbuídos do espírito de camaradagem e de abertura a novas culturas. Estou certo de que foi um dia bem passado. BALANÇO DO ANO ROTÁRIO 2004-2005 Terminado o ano rotário é tempo de balanço. Quando tomei posse como Presidente para o ano do centenário, estava consciente da responsabilidade que assumia e do trabalho que me esperava. Apoiado pelo Conselho Director, delineei um programa que fui implementando ao longo do ano. Estou consciente de que nem tudo consegui fazer. No entanto, considerome plenamente satisfeito pois contribui para a divulgação da imagem do meu clube e do movimento rotário em geral. Neste primeiro texto, referirei as iniciativas que implementámos no âmbito local. No mês de Junho, o Professor Hermínio Botelho, especialista na
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prevenção

de

fogos,

falou-nos

sobre

essa

problemática.

O

verão

catastrófico, no que respeita ao número de incêndios, foi bem demonstrativo da actualidade e do interesse da sua presença. No mês de Novembro comemorámos o 38 aniversário e homenageámos o antigo Reitor da UTAD, Professor Doutor Torres Pereira, personalidade bem conhecida e que muito contribuiu para o desenvolvimento da região, e a UTAD, instituição catalizadora desse mesmo desenvolvimento. Foi um dia muito importante para o nosso clube. A presença do Magnífico Reitor, Professor Mascarenhas Ferreira e da maior parte dos responsáveis pelos vários serviços da UTAD, é bem demonstrativo de que foi uma boa opção a que tomámos. Muito nos honrou também a presença do Senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. Manuel Martins. A visita oficial do nosso Governador, companheiro Diamantino Gomes, foi um momento muito significativo para nós. Permitiu-nos beneficiar do seu empenho e da sua abnegação no sentido de lutarmos para que o movimento rotário se afirme cada vez mais. O mês de Dezembro, mês da família, comemorámo-lo homenageando a família Valente, bem conhecida em Vila Real, pelas suas qualidades musicais e pelo seu trabalho de apoio a manifestações religiosas, quer sejam missas, festas ou outras. Permitiu-nos cimentar a amizade entre todos, pois fizemos coincidir a ceia de Natal com esse dia. Mais uma vez participámos na FERVIR, com um stand da responsabilidade das Senhoras do clube. Mais uma vez foi possível entregar às Conferências de São Vicente de Paulo da Sé e da Senhora da Conceição uma quantia significativa para apoio às suas actividades, nomeadamente a compra de medicamentos e fraldas para idosos sem recursos. Sendo este um mês de solidariedade por excelência, entregámos ao Estabelecimento Prisional de Vila Real, vários produtos para a higiene pessoal de homens e senhoras. Para as crianças, como não podia deixar de ser, oferecemos brinquedos e guloseimas.
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O Janeiro foi o mês do leilão de peças de linho que permitiu obter fundos para implementar os muitos projectos que tínhamos em mente. As Senhoras cantaram os Reis a várias instituições públicas e privadas, destacando a Câmara Municipal de Vila Real e o Governo Civil. Todos deram mostras de que valoram o trabalho que desenvolvemos. A ajuda a um imigrante ucraniano, vítima de um acidente de trabalho que o deixou paraplégico, foi outro acto de muito valor humano. Em consequência de diligências feitas pelo clube, pode agora passar os seus dias utilizando os serviços da APPC de Vila Real. Contribuir para minorar os problemas de quem é obrigado a estar longe de sua casa e da sua família, constitui preocupação de todos os rotários. A APPC, instituição cujo trabalho e importância não é necessário realçar, foi para nós um desafio. Aquando da primeira visita ficámos muito sensibilizados e, desde logo, prometemos que tudo iríamos fazer para ajudar os profissionais que ali trabalham, a desenvolver um trabalho melhor. Foi assim que tomámos para nós a tarefa de comprar uma Grua Médica, eléctrica, para que os utentes da Associação pudessem ser transportados mais facilmente. O dia 30 de Abril ficará para sempre gravado na nossa memória, pois foi nesse dia que a entregámos, numa cerimónia simples, mas para nós e, estou certo, para a APPC, cheia de simbolismo. O companheiro Governador, Diamantino Gomes, associou-se à cerimónia o que nos encheu de satisfação. A divulgação do movimento rotário foi sempre preocupação nossa. Assim, com regularidade publicámos Comunicados à Imprensa onde divulgávamos as iniciativas que íamos desenvolvendo. Os Jornais A Voz de Trás-osMontes, Notícias de Vila Real e O Arrais, da Régua, constituíram parceiros importantes, pois sempre deram cobertura às nossas iniciativas. Na imprensa falada, a Rádio Universidade acompanhou-nos sempre, estando presente nos momentos mais importantes. Da nossa parte tudo fizemos

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para merecermos a disponibilidade que demonstraram. A todos muito obrigado. BALANÇO DO ANO ROTÁRIO 2004-2005 (2) Com este texto continuo a fazer o balanço das actividades desenvolvidas pelo Rotary Club de Vila Real, no ano do centenário do nosso movimento. Assim, no mês de Fevereiro, tivemos em exposição na montra da Casa Real, vários adereços do nosso clube e do movimento rotário em geral. Foi uma iniciativa muito interessante, só possível devido à No boa dia vontade 23 em de do seu proprietário. Fevereiro nas do participou, Lisboa, nacionais

comemorações

centenário, uma delegação de vários companheiros do nosso clube. Associámo-nos, assim, às comemorações dos dois Distritos portugueses. O nosso clube associou-se à homenagem pública prestada ao Senhor Comandante do RI 13, Coronel Carlos Branco, nosso parceiro e amigo. Foi uma atitude de reconhecimento pela colaboração que nos prestou. Sem a sua ajuda não teria sido possível levar a cabo algumas das nossas iniciativas. Foi com ele que organizámos o RYLA Castrense, encontro de jovens de todo o Distrito 1970. A sua disponibilidade estendeu-se ao Tenente-coronel João Teixeira, que lhe sucedeu durante algum tempo e que muito nos ajudou no referido encontro. A eles o nosso muito obrigado. Uma das obrigações dos membros dos clubes rotários é representar o clube em iniciativas próprias e/ou em iniciativas de outros clubes. Assim o nosso clube esteve representado em várias VOG – Visita Oficial do Governador a clubes do Distrito. Estivemos também no Natal Rotário em Chaves, com uma
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delegação bem significativa e demonstrativa da importância que damos a iniciativas deste tipo (foto). Comparecemos numa reunião do Rotary Club de Chaves, realizada em Valpaços, com vista à criação de um clube rotário. Estivemos presentes na entrega da carta constitucional ao Rotary Club de Resende. Participámos em alguns Seminários organizados pelas várias estruturas do Distrito. Assim, estivemos presentes no seminário sobre liderança, em iniciativas de Rotary International, quase sempre pelo companheiro Luís Guimarães, em reuniões das CIP – Comissões Inter Países, onde o nosso clube tem responsabilidades de liderança na pessoa do companheiro Manuel Cardona. Também na reunião dos presidentes estive em representação do clube, na Senhora da Hora. Organizado pelo Rotary Club de Estarreja, estive, a convite do seu presidente, em representação do nosso clube, na moderação de uma das sessões do Seminário “A Ecologia e o Ambiente”. Este tipo de realizações demonstra bem que o movimento rotário tem preocupações bem actuais. Todos consideram o ambiente um bem que é preciso preservar. A importância da imprensa regional, escrita e falada, mereceu também a nossa atenção. Assim promovemos uma conferência onde o director da Rádio Universidade, Dr Luís Mendonça, e o Dr. Caseiro Marques, Director do Notícias de Vila Real, abordaram o tema. Falaram da importância que estes meios de comunicação têm na divulgação, junto das populações locais, da cultura e dos acontecimentos que marcam as suas vidas. Também as vicissitudes por que passam foram realçadas. A nível de reuniões ordinárias, tivemos o prazer de ouvir alguns dos nossos companheiros falar sobre a sua actividade profissional. Assim, o companheiro Nazaré Pereira abordou “A Prova Quádrupla no dia a dia da vida de um deputado”; o companheiro Carlos Peixoto falou sobre agências de viagens e o companheiro João Gaspar abordou o dia a dia na vida de um médico. Foram momentos muito importantes e marcantes para todos nós.
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Fora do país houve vários companheiros que visitaram clubes rotários. O companheiro Antas visitou o clube de Luanda, eu visitei o clube de Díli e o companheiro José Carlos visitou o Clube de Port-el-Kantaoui, na Tunísia. O companheiro Cardona esteve em vários clubes de vários países e em várias reuniões, Unidos. No âmbito de áreas organizadas por grupos profissionais, o companheiro José Carlos pertence à IFFR - International Fellowship of Flying Rotarians, que agrupa os rotários que partilham do gosto pela aviação e que a promovem como uma oportunidade para a amizade e o serviço rotário de acordo com as normas de Rotary Internacional. Nessa qualidade participou, nos dias 24 e 25 de Setembro, no encontro organizado pela secção Ibérica da IFFR, onde se destaca o trabalho do seu actual presidente Compº Richard Goldschmidt, do RC de Lisboa. BALANÇO DO ANO ROTÁRIO 2004-2005 (3) Com este texto termino o balanço das actividades do Rotary Club de Vila Real, no ano do centenário do movimento. Hoje vou dar realce às actividades que tiveram como público-alvo, pessoas carenciadas e instituições de outros países. O movimento rotário tem a particularidade de conseguir congregar esforços de clubes de vários países para implementar projectos. Aproveitar as facilidades de deslocação que a profissão de cada um permite, é um trunfo muito grande e, muitas vezes decisivo, para conhecermos os problemas que atingem populações em número muito elevado, em muitas partes do mundo. O nosso clube, devido à sua constituição, com membros exercendo profissões que exigem ou proporcionam deslocações pelos vários cantos do mundo, tem tido oportunidades de acção que outros não têm. Assim, por acção directa e talvez decisiva do nosso clube, em parceria com outros clubes portugueses e
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destacando-se

a

sua

presença

no

Instituto

Rotário

em

Florianópolis, Brasil e na Convenção do Centenário em Chicago, Estados

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franceses, com a liderança do Clube de Jarnac, terminámos o projecto de melhoramento de infra-estruturas desportivas para jovens da Paróquia do Bom Pastor em Maputo. Assim contribuímos para que os jovens tenham ocupações salutares que os desviem de caminhos perversos. No início do ano rotário fui contactado pelo Rotary Club de Mairopora, São Paulo, Brasil, para implementarmos em conjunto um projecto muito interessante e que, de imediato, aceitámos. O objectivo era comprar uniformes escolares para cerca de 108 crianças que frequentam a Escola Menina Ulda, Creche e Pré Primária, em Vargem Grande, São Paulo. Neste momento posso dizer que este projecto deixou de o ser e passou a ser uma realidade. Só por isto já vale a pena ser rotário. Não conhecemos e podemos nem vir a conhecer estas crianças e esta escola, mas os nossos companheiros brasileiros são os nossos olhos e, estou certo, de que estão cheios de alegria como nós. Para os rotários estes projectos são designados Subsídios Equivalentes. Têm sempre o apoio de Rotary International. Sentir os problemas da região onde estamos, é apanágio de qualquer clube rotário. Assim, promovemos uma conferência sobre o rio Douro, enquanto motor que deve ser do desenvolvimento de toda a região. Abordámos os aspectos hidroeléctricos, o turismo e a vertente de Património da Humanidade. Contámos com o Professor Bianchi de Aguiar, professor na da UTAD, com o Dr António Conde, responsável pela IPTM. A exemplo do que acontece com as cidades e vilas, os clubes rotários também privilegiam as geminações com clubes de outros países. A implementação de projectos comuns é um dos objectivos a atingir
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ADETURN

e

o

Engº

Francisco Lopes, Presidente do

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com elas. Foi assim que iniciámos e concretizámos a geminação com o Rotary Club de Leon, Espanha. A amabilidade natural dos nossos companheiros espanhóis, destacando o seu presidente, companheiro Rafael Alonso e esposa Maria Eugénia, tornou fácil a concretização deste objectivo. A primeira visita foi feita pelo clube de Leon e nós retribuímos no dia 23 de Abril, visitando Leon. Integrada na visita dos nossos companheiros espanhóis a Vila Real, promovemos uma conferência sobre os escritores transmontanos, com destaque para o Miguel Torga. A Professora Doutora Assunção Monteiro, minha colega na UTAD, proporcionou-nos um momento de grande valor cultural. O grupo de teatro A Filandorra, brindou-nos com a declamação de poemas. Hoje somos clubes gémeos e no futuro vamos, certamente, fazer muitas coisas juntos. Já este ano realizámos o 1º Encontro em Mogadouro e Miranda do Douro, meio caminho entre Vila Real e Leon. O projecto que temos desenvolvido em Timor, considerado emblemático pelo nosso Governador, companheiro Diamantino Gomes continua, posso dizer, cada vez mais pujante. Iniciado no tempo do companheiro Fernando Martins e continuado no do companheiro Luís Pizarro, foi para mim uma honra continuá-lo. As minhas deslocações a Timor têm-me permitido acompanhar todas as iniciativas que aqui temos em andamento. Posso dizer que o nosso esforço tem dado muitos frutos. No MAC – Movimento de Adolescentes e Crianças, fundado pela Irmã Dominicana Eliene, mais de 150 crianças têm ocupação diária com dignidade, fugindo dos muitos perigos do dia a dia. A Escola construída pelo Agrupamento militar HOTEL, escola da Dona Hercília, resultante de um pedido nosso, enche-nos de orgulho. O melhoramento da envolvente à Escola do Paiol, algumas obras de beneficiação da igreja em Quelicai, são marcas que o nosso clube por aqui deixa. A ajuda que demos ao Padre João Felgueiras (foto) e vamos continuar a dar, com o material escolar que se entregou, assim como a
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contribuição em dinheiro para a sua Escola Amigos de Jesus, entregues por mim, em nome do companheiro Pizarro, serão sempre por nós recordados. A nível mais interno, mas com repercussões nas actividades do clube, concedemos 5 títulos Paul Harris, o equivalente a 5000 dólares que revertem para projectos internacionais do movimento. Por meu intermédio, o clube esteve representado no programa da RTP2 – Causas Comuns, versando o tema dos recursos hídricos e das energias renováveis. Na Conferência Interdistrital, realizado em Maio passado no Porto, foi homenageado o Dr. Mário Carneiro, de Chaves, proposto pelo nosso clube. O balanço já vai longo. O agradecimento à NERVIR, na pessoa do companheiro Manuel Coutinho, à Câmara Municipal de Vila Real, na pessoa do seu presidente Dr. Manuel Martins, ao Governo Civil, extensivo aos dois Governadores, ao RI13, à Região de Turismo e a muitas outras instituições públicas e privadas assim como muitos amigos que nos confiam o seu dinheiro para causas nobres, o meu muito obrigado. O ano rotário foi ensombrado pela morte do nosso companheiro Manuel Sanfins, a quem nunca esqueceremos e que servirá de exemplo para todos nós. Em Assembleia-geral, pouco antes de ser confirmada a sua morte, o nosso clube fê-lo Sócio Honorário. Mais uma razão para nos acompanhar no futuro.

3.2 - CORRESPONDÊNCIA DE TIMOR
VISITA AO MAC – MOVIMENTO DE ADOLESCENTES E CRIANÇAS Depois de alguns dias em Timor, chegou o dia que muito esperava: visitar o MAC – Movimento de Adolescentes e Crianças que o Rotary Club de Vila Real vem apoiando desde há quase três a esta parte. Fui acompanhado do companheiro e colega docente cooperante, José Carlos Cardoso. Apesar de contar com uma recepção cheia de calor humano, resultante da verdadeira

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alegria de todas as crianças que o frequentam, por me verem, ultrapassou as minhas expectativas. Era a primeira vez que os visitava após a saída da Irmã Eliene. Entrámos no hall por entre duas filas de crianças que lançavam flores sobre nós. Foi um Professora momento Maria que Dolores, considerámos inesquecível. A substituta da Irmã Eliene, recebeu-nos com muita simpatia e mostrou-nos o novo espaço que agora ocupam. Trata-se, sem dúvida, de um espaço digno onde as inúmeras actividades desenvolvidas, o podem ser mais facilmente. Como de costume, pois as crianças timorenses têm uma aptidão natural para a música e para a dança, saltar para a “pista” de dança foi um instante. Ao som do rádio que as senhoras do nosso clube lhe ofereceram e eu entreguei, há um ano, desfilou uma trilogia de canções dançadas, incluindo o hino a Timor, Ai Timor. Quando vemos com os nossos olhos o fruto que dá o dinheiro que nós próprios, os nossos familiares ou, simplesmente, pessoas amigais, doam para pagar os estudos a estas crianças, deixa-nos extremamente satisfeitos e com vontade de ajudar ainda mais. Posso assegurar-vos que o vosso dinheiro foi bem empregue. Desde a última vez que aqui estive, o MAC sofreu uma evolução muito positiva e segue a passos firmes para a consolidação como uma instituição indispensável à ocupação de jovens em Díli. Antes de a Irmã partir para o Brasil, pois terminou a sua missão em Timor, gravaram dois Videodiscos que nos ofereceram, a mim e ao meu parceiro de visita, companheiro José Carlos Cardoso. Já visualizei o primeiro e iniciei o segundo. Trata-se de dois vídeos que merecem a nossa atenção, quer pela qualidade que apresentam
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quer pelo facto de serem feitos só pelas crianças do MAC. Externos ao MAC apenas os patrocinadores e os militares do Agrupamento brasileiro que deram o apoio técnico indispensável à concretização deste projecto. Apesar de a Irmã Eliene me pela ter falado várias vezes desta ideia, fiquei surpreendido apresentada. afilhados, qualidade dos por Muitos

apadrinhados

acção do nosso clube, exibem, aqui, as suas qualidades de simpatia, musicais e de dançarinas. Estou certo de que se um dia tiverem a oportunidade de ver os vídeos, vão ficar muito orgulhosos dos vossos afilhados. Um dia destes vos falarei com mais pormenor sobre as actividades que estão a desenvolver. Ainda hoje na RTTL – Rádio Televisão de Timor Leste, o Natalino e a Jaqueline, elementos preponderantes na organização do MAC, se apresentaram falando sobre os direitos das crianças que em muitas partes do mundo, Timor incluído, são completamente ignorados. Também no programa da RTPI – Rádio Televisão Internacional, Timor Contacto, o MAC foi objecto de reportagem alargada. Tudo isto é demonstrativo da importância que este movimento tem em Timor. Muitas mais coisas haveriam para dizer, mas que deixarei para uma próxima oportunidade, talvez para a próxima semana. Até para a semana com nova correspondência da terra do sol nascente.

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3.3 - TEXTOS DO CENTENÁRIO
CELEBREMOS ROTARY

“Ao complementarmos cem anos devemos celebrar o nosso passado e fazer planos para o futuro … O futuro desta organização e os novos horizontes que ela ainda conquistará, estão em nossas mãos”
Glenn E. Estess, Presidente de Rotary International, 2004 - 2005 Para o ano rotário 2004-2005, o lema escolhido pelo Presidente do Rotary

International, Glen Estess é “celebremos rotary”. Como Presidente do Rotary
Club de Vila Real, tudo farei para o levar à prática. Para lá de todas as iniciativas previstas no plano de actividades que apresentei aos meus companheiros e por eles aprovado, comprometo-me a levar até todos os que lêem este jornal, durante várias semanas do ano, começando no dia 7 de Julho e terminando no dia 30 de Junho, textos explicativos do que é este movimento. Começarei no longínquo ano de 1905, ano em que um advogado de Chicago, em reunião com alguns amigos, lançou as sementes de um movimento de cariz social que tem desenvolvido a sua acção sempre com o objectivo de servir os outros sem pedir nada em troca. A semente por ele lançada deu muitos e bons frutos que se foram multiplicando e espalhando por todo o mundo, abrangendo todas as profissões e entrando em cerca de 180 países, independentemente da religião, do tipo de governo e da cultura de cada um. Poucos movimentos, de cariz mundial como é este, se podem orgulhar de comemorar um centenário, percorrendo os cem anos sempre a crescer, tanto em número de aderentes como em número de iniciativas, em quantidade e em qualidade.

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O movimento rotário, apesar desta linda idade e talvez por ela, pode orgulhar-se de estar ligado a programas de alcance mundial como seja o da erradicação da poliomielite no mundo. O esforço que tem sido pedido a todos os seus elementos, de clubes de todas as partes do mundo, desde Portugal até à Austrália passando pelos Estados Unidos e pelo Senegal, tem tido resposta positiva, mesmo com as dificuldades que por vezes a vida diária de cada um tem. O Governador do Distrito 1970, a que pertence o Rotary Club de Vila Real,

companheiro Diamantino Gomes, é de opinião que devem ser divulgadas as actividades que os clubes implementam. Só assim é possível aumentar o quadro social dos clubes e o número de instituições que solicitem o seu apoio para iniciativas que pretendam desenvolver. Como partilho desta opinião vou, semana após semana, partilhar convosco este pequeno espaço convicto de que, no final, todos vós tenham consciência da grandeza deste movimento. Para finalizar esta primeira presença, que pretendo tenha poucos intervalos, apresento aquela que é a definição oficial de Rotary e que foi dada pelo conselho director do Rotary International em 1976: Rotary é uma organização de líderes de negócios e profissionais, unidos no mundo inteiro, que prestam serviços humanitários, fomentam um elevado padrão de ética em todas as profissões e ajudam a estabelecer a paz e a boa vontade no mundo.

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NASCIMENTO DO ROTARY CLUB DE CHICAGO O movimento rotário deu o pontapé de partida no longínquo dia 23 de Fevereiro de 1905 com a fundação do Rotary Club de Chicago, no estado norte-americano do Illinois. Foi principal impulsionador advogado Paul P. Harris e foi seu principal objectivo criar um clube de profissionais que cultivassem um espírito de amizade e de associação como aquele que ele viveu na sua juventude com os seus concidadãos. Em 1896, Paul Harris foi para Chicago exercer a advocacia. Em 1900, depois de jantar com um advogado que morava num bairro residencial de Chicago, Paul Harris ficou impressionado pelo facto de que o seu amigo parou em algumas casas comerciais do bairro e o apresentou aos proprietários que eram seus amigos. Esse facto deu a Paul Harris a ideia de que ele também poderia fazer amizades sociais com alguns dos seus clientes e, resolveu organizar um clube que reunisse um grupo de homens de negócios e profissionais num círculo de amizade e companheirismo. A designação de este clube como Rotary, resultou do facto de ser um clube onde as reuniões eram feitas nos locais de trabalho de cada um dos membros rodando entre eles. A fama deste clube alastrou de imediato por todos os Estados Unidos e durante a década que se seguiu surgiram clubes desde São Francisco até New York. A popularidade foi tal que em 1921 já havia Rotary Clubs em todos os continentes. Em consequência, um ano mais tarde, esta grande organização passou a adoptar o nome de Rotary International. Rotary é uma organização internacional dedicada à prestação de serviços humanitários. Os homens e as mulheres associados ao Rotary são líderes profissionais e empresários que se dedicam a melhorar a qualidade de vida de seus semelhantes, nas respectivas comunidades e no resto do mundo. Os seus membros põem ao serviço da comunidade as suas aptidões para que os respectivos clubes ajudem os mais necessitados, quer ao nível local quer ao nível internacional. A dedicação dos ideais dos clubes e dos seus

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elementos para prosseguir os nobres objectivos enunciados, pode ser ilustrada pelo seguinte mote: servir sem querer nada em troca. Mudar o mundo através do serviço de apoio à comunidade, era uma ideia que perseguia Paul Harris e em que ele se apoiou para criar um clube com estas características e que veio a tornar-se o que hoje é. Tudo começou por um convite que P. Harris fez a três amigos, Silvester Schiele, um comerciante de carvão, Hiram Shorey, um comerciante de alfaiataria, e Gustavus Loehr, um engenheiro de minas para se reunirem com ele no local de trabalho deste último na sala 711 do Unity Building na baixa de Chicago, antiga Rua North Dearborn, 127. Nessa reunião discutiram as ideias de Paul Harris, sendo a principal a de que os homens de negócios se deviam encontrar periodicamente para desfrutar da camaradagem e aumentar os seus conhecimentos tanto ao nível dos negócios como ao nível das várias profissões. O clube reunia-se semanalmente e limitou o número de membros a um por cada área de negócio e profissão. Embora nessa reunião nunca tenham usado a designação rotary, essa reunião é por todos considerada como a primeira reunião de um clube rotary. A partir daí tudo se passou com a velocidade que conhecemos. Como continuaram a reunir-se começaram a fazer a rotação dos locais das reuniões, pelos locais de trabalho, daí a designação rotary. Entretanto entrou para o grupo um novo membro, o quinto, com a profissão de tipógrafo. A partir daqui foi formalmente fundado e organizado com o nome de Rotary Clube de Chicago. Como emblema adoptaram uma roda de vagão, que foi o percursor da roda dentada, hoje usado por todos os rotários do mundo. NASCIMENTO DE NOVOS CLUBES

“O homem relaciona-se com os seus semelhantes, independentemente da raça, credo ou opção política, e quanto maior for a variedade destas, maior

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será o estímulo. Tudo o que a cordialidade precisa é de uma oportunidade e, então, ela espalhar-se-á em qualquer lugar”
Paul Harris, Rotary Club de Chicago 1910 - 1912 Nos fins de 1905 a lista de membros do clube de Chicago tinha já trinta nomes, sendo Schiele o presidente e Ruggles o tesoureiro. Paul Harris recusou exercer qualquer cargo, para dar lugar aos outros membros do clube, tendo apenas sido presidente dois anos mais tarde. O crescimento do clube foi bastante rápido tornando-se cada dia mais difícil reunir nos locais de trabalho, passando o clube a reunir em hotéis e restaurantes, prática que ainda hoje é seguida. Ao fim de algum tempo estes rotários depressa compreenderam que a amizade e o interesse mútuo não eram suficientes para manter activo um clube de profissionais que se encontravam uma vez por semana. É interessante como é que já então os companheiros do Rotary Club de Chicago tiraram uma conclusão tão actual como esta. Sem dúvida que, pelo facto de muitos rotários não entenderem o espírito rotário naquilo que ele tem de melhor, contribuem para o definhar de muitos clubes, com tudo o que de negativo esse facto arrasta. A história tem destas coincidências. Era necessário dar um novo impulso ao clube para que as reuniões fossem, de novo, atractivas e produtivas. Foi então que, possivelmente algum dos rotários do clube, mais lúcido e empreendedor, lançou a ideia de tomar medidas que permitissem melhorar e, muitas vezes, minorar, as condições de vida dos mais desfavorecidos. Nada melhor para motivar os membros do clube. Pode dizer-se que foi o catalizador e o moralizador que faltava. Talvez se salvasse o clube e, isso é certo, permitiu o impulso necessário que se desenvolveu ao longo dos anos até hoje. O dever de servir por parte do clube começou em 1907 quando inauguraram aquelas que foram as primeiras instalações sanitárias públicas construídas com o dinheiro angariado por um clube rotário. Pode dizer-se que este foi o
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primeiro de milhares de projectos que o movimento tem levado a cabo em todo o mundo, desde então até hoje. A partir desse momento o Rotary Club de Chicago transformou-se na primeira organização de prestação gratuita de serviços em todo o mundo. Como era de prever, a partir daqui a popularidade do clube, já muito conhecido em Chicago, atravessou as fronteiras da cidade e começou a ser conhecido nas várias cidades dos Estados Unidos. Daí a aparecer um novo clube foi um passo. Não espanta pois que o segundo clube fosse fundado em São Franscisco, Califórnia, no ano de 1908. Seguiu-se o terceiro em Oakland, também na Califórnia e muitos outros espalhados pelas várias cidades americanas, como Seatle no estado de Washington, Los Angeles, ainda na Califórnia e New York, no estado de New York. Com tantos clubes surgiu, desde logo, a necessidade de se organizarem de modo a concertar as suas actividades para conseguir melhores resultados. Naturalmente nasceu a National Association of Rotary Clubs que teve a sua primeira convenção em 1910, tendo à data sido eleito o seu primeiro presidente que, naturalmente, foi Paul Harris quem teve essa honra. SERVIR SEM PENSAR EM SI

“Um comércio deve ter espírito público, assim como o cidadão. Os negócios não são feras à espreita, mas sim, vassalos da civilização”
Glenn Mead, Rotary Clube de Philadélfia, 1912-1913 À primeira convenção outras se seguiram. Em todas elas os vários oradores convergiram no uso de frases que constituíram o mote das actuações dos clubes até hoje. Frases como “Service, Not Self”, em português “Servir sem pensar em si” e "He Profits Most Who Serves Best," , “Lucra mais quem serve melhor”, tornaram-se as divisas do movimento. A primeira foi trocada, alguns anos mais tarde, por "Service Above Self", e tem sido adoptada como o lema mais importante, que perdura até hoje. Em 1910 o
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movimento rotário deixou de ser um movimento americano para passar a ser um movimento mundial, com a formação do clube de Winnipeg, em Manitoba, Canadá. Em 1912 este clube passou a ter existência efectiva e tornou-se o primeiro clube, com existência legal, ou seja, legalmente constituído e reconhecido, fora dos Estados Unidos. O mandato de Paul Harris terminou em 1912 e nessa data já o movimento tinha atravessado o Atlântico a caminho da Europa, aterrando nas ilhas britânicas. Foi aqui que nasceram os primeiros clubes na Europa. A partir deste momento, já mais livre pois acabara de deixar a presidência do movimento, Paul Harris passa a viajar com muita frequência, tanto nos Estados Unidos como no estrangeiro, com o objectivo de espalhar os ideais do movimento, ou seja, pugnando pela criação de novos clubes onde houvesse pessoas de boa vontade que estivessem dispostas a aplicar os ideias deste movimento. Em 1916, em consequência do crescimento bem evidente do movimento, traduzido pelo crescimento dia a dia do número de clubes, em vários países de várias regiões do mundo, houve necessidade de ajustar o modo como o movimento estava organizado. Foi então que surgiram os distritos, sistema de organização que se mostrou poder responder aos desafios que se colocavam aos muitos clubes já existentes, e que perdurou até hoje. Neste momento há 529 distritos espalhados por todo o mundo. Em Portugal temos dois: o 1970, formado pelos clubes situados acima de Leiria e o 1960 formado pelos clubes a sul, incluindo os das ilhas dos Açores e da Madeira. Este tipo de organização transformou o movimento num movimento que já não estava confinado às fronteiras de um país, raça, língua ou religião, mas abarcava transversalmente, países, raças, línguas e religiões. Tudo se passou como o efeito cogumelo, atravessando países da Europa, América do Sul, América Central, África e Ásia. A expansão foi de tal maneira rápida que no ano de 1921 já havia clubes nos seis continentes. Sem dúvida que este facto demonstra a vitalidade deste movimento cujos objectivos são tão
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claros e têm um alcance social tão grande e profundo. Só assim se pode explicar o crescimento, em número de membros e clubes, que se verificou em tão curto espaço de tempo. Em consequência desta internacionalização, um ano mais tarde, ou seja em 1922, foi adoptado para o movimento a designação de Rotary International, em substituição do antigo nome que era “Associação Internacional de Rotary Clubes”. PRIMEIRO CLUBE NA EUROPA

“Num mundo onde o bem precioso do amor é desperdiçado entre as nações, o movimento para salvar crianças tem-se revelado a melhor e, talvez, a mais verdadeira faceta do homem…Não há como prever quão grandioso ou pequeno será o papel do Rotary neste movimento…(mas) o Rotary abrirá o seu enorme coração e actuará, como sempre, em momentos de emergência; erguer-se-á com coragem magnificente, grato por outra oportunidade de exemplificar o seu princípio fundamental, o de servir o próximo”
Walter Head, Rotary Club de Montclair, New Jersey, 1939-1940 O primeiro clube na Europa foi criado em Dublin, na Irlanda, em 1910. A primazia da criação de clubes em países de língua oficial não inglesa, teve-a Cuba, com a criação do primeiro clube em Havana em 1916. Na América do Sul foi em Montevideu, capital do Uruguai, que em 1918 o movimento rotário deu os primeiros passos. Na Ásia essa honra coube a Manila, nas Filipinas, no ano de 1919 e na África coube à cidade de Joanesburgo, África do Sul, em 1921, criar o primeiro clube. Finalmente na Austrália isso aconteceu, também, em 1921, na cidade de Melbourne. Na Europa continental foi também atingida pelas bondades deste movimento tendo nascido o primeiro em Madrid, Espanha, nesse mesmo ano de 1921. Com este ritmo de crescimento facilmente se compreende que em 1925 o número de clubes tivesse aumentado para 200, com mais de 20000 membros. Nesta altura já a reputação dos clubes rotários era muito grande.
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A isso se deve a adesão de presidentes, primeiro ministros e um grande número de profissionais de excepcional competência nas suas áreas de actividade, como sejam, o compositor Jean Sibelius, o humanitarian Albert Schweitzer, o autor Thomas Mann e o diplomata Carlos P. Rómulo. Nos anos seguintes o movimento foi crescendo com consistência. Cada vez havia mais clubes e mais rotários. A segunda guerra mundial aproximava-se a passos largos e previam-se muitos momentos de horror, morte e destruição. Iniciada esta, muitos clubes foram forçados a dissolverem-se por falta de condições para funcionarem com normalidade. Muitos outros, pelo contrário, aumentaram os seus esforços no sentido de dar apoio e assistência a pessoas vítimas da guerra. Tanto os que viveram esses momentos como nós que ainda não vivíamos, sabemos que consequências terríveis esta guerra teve em todo o mundo. Em 1942, já com os olhos postos no pós-guerra, os clubes rotários organizaram uma conferência para dar corpo à ideia, já na mente de muita gente, de levar a cabo discussões no sentido de explorar o tema da educação e da cultura. Aqui se discutiram muitas ideias que tinham como denominador comum a troca de experiências numa e na outra área. Esta conferência, de grande relevo na altura, foi a inspiradora da criação da UNESCO ( Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). ÉTICA PROFISSIONAL

“Rotary é companheirismo. O companheirismo de verdade é franco, espontâneo, cheio de cordialidade, e se uma pessoa quiser compreendê-lo, descobrirá que é a diferença entre senhor e você”
Frank Mulholland, Rotary Club de Toledo, Ohio, 1914-1915 Além da contribuição que o movimento rotário deu na criação da UNESCO, também desempenhou um papel muito importante e, talvez decisivo, no nascimento das próprias Nações Unidas. Na Conferência realizada em 1945
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para a criação da sua carta régia estiveram 50 rotários, na qualidade de delegados, conselheiros ou consultores, que participaram activamente nos trabalhos. A acção dos rotários em tudo o que tivesse como objectivo criar condições para minorar os problemas dos mais necessitados, foi sempre determinante. No entanto não se pense que este trabalho era reconhecido por todos. Ao tempo, tal como hoje, a inveja imperava. Para que o trabalho de cada um fosse reconhecido não era fácil. O movimento rotário conseguiu ser uma excepção à regra. A tal ponto que Winston Churchil, primeiro-ministro britânico, um dia afirmou: poucos são aqueles que não reconhecem o excelente trabalho que é feito pelos Rotary clubes em qualquer parte do mundo livre. Desde os primeiros tempos do nascimento do movimento rotário, todos os que a ele aderiram tomaram como lema a promoção e a prática de comportamentos de grande carácter e elevada ética no exercício das suas profissões, consubstanciados na chamada Prova Quádrupla, criada em 1932 por Herbert J. Taylor, do Rotary Clube de Chicago, que tinha como classificação profissional a distribuição de utensílios para o lar. Este rotário foi um exemplo que muitos deviam seguir. É interessante dizer que a prova quádrupla de que atrás falei e que pormenorizarei no próximo texto, foi criada por si e de imediato a pôs em prática quando assumiu a direcção da empresa Club Alluminum Company sedeada em Chicago, para onde foi nomeado com o objectivo de a salvar da falência. A empresa encontrava-se afundada em dificuldades financeiras e uma das primeiras medidas que ele tomou foi escrever um código de ética para ser seguido por todos os empregados da empresa, nas várias áreas da empresa desde a produção às vendas passando pela publicidade aos produtos e em todas as relações da companhia com os seus clientes. Com medidas de tão elevado valor moral e ético facilmente se compreende que a empresa tivesse saído, passados poucos anos, da crise em que vivia e
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passasse a ser uma empresa com créditos no mercado e com saúde financeira para cumprir os compromissos que tinha para com os seus trabalhadores. Como recompensa por tudo aquilo que fez pelo movimento rotário, Herbert Taylor foi, alguns anos mais tarde, no ano rotário de 19541955, eleito presidente de Rotary International. O seu exemplo de ética profissional irrepreensível ainda hoje é motivo de orgulho de todos nós rotários quer exerçamos a nossa profissão em Portugal quer o façamos em qualquer outro país do mundo. PROVA QUÁDRUPLA

“Todo o clube rotário deve funcionar como fórum, onde problemas socioeconómicos sejam discutidos de forma inteligente e imparcial. As reuniões devem enfatizar a reflexão, ampliar horizontes e fortalecer convicções”
Estes Snedecor, Rotary Club de Portland, Oregon, 1920-1921 A Prova Quádrupla, criada por Herbert Taylor, depressa foi adoptada por todos os clubes do mundo embora só a partir de 1943 fosse adoptada oficialmente pelo Rotary. Hoje em dia é a “bíblia” de qualquer rotário. Está traduzida em mais de 100 línguas e já foi reproduzida em centenas de lugares diferentes. Todos os rotários devem conhecer as quatro perguntas que a constituem e devem pautar a sua vida profissional de modo a poderem responder afirmativamente a qualquer dessas perguntas. Apesar de simples são muito directas e de um conteúdo enorme. Vou enumerá-las de seguida; 1) É a VERDADE? Tudo o que um rotário pensa, faz ou diz deve ser verdadeiro. Só assim esta prova é cumprida. 2) É JUSTO para todos os interessados? 3) Criará BOA VONTADE e MELHORES AMIZADES? Será BENÉFICO para todos os interessados? Todos os rotários devem conhecer estas provas e devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para cumprilas.

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Se tivermos presente os objectivos do Rotary, facilmente compreendemos quão decisivas são as quatro provas para os atingir. Estimular e fomentar o ideal de servir como base de todo o empreendimento digno são metas que só com a verdade, com a justiça, com a bondade e com amizades sólidas podem ser atingidas. O ideal de servir muito beneficia do desenvolvimento do companheirismo, do reconhecimento do mérito de toda a ocupação útil e da difusão das normas de ética profissional, da melhoria da comunidade onde o rotário se insere, pela sua conduta exemplar quer seja na vida pública quer na actividade privada; a aproximação dos profissionais de todo o mundo visando a consolidação das boas relações, da paz e da cooperação entre os diferentes países. Eminentes rotários de todo o mundo têm tido grandes responsabilidades aos mais variados níveis. O seu desempenho tem sido, muitas vezes, decisivo na solução de muitos dos problemas que atingem os vários países do mundo, especialmente os que têm menos recursos. O seu exemplo serve para que todos os que nos encontramos em plena actividade rotária, encontremos as forças, a vontade e o saber suficientes para honrar o movimento que abraçámos com toda a nossa vontade, muitas vezes com prejuízo do sossego familiar. Não se pense que é fácil levar à prática a prova quádrupla. Por exemplo, na actividade política é muito difícil saber o que é a verdade. Há alguns dias, o nosso companheiro Nazaré Pereira, deputado à Assembleia da República, fez uma apresentação no nosso clube sobre “A prova quádrupla no dia a dia de um deputado”. Em política aquilo que é verdade para uma pessoa não o é para outra. Então se tivermos dois deputados de áreas diferentes, com pensamentos políticos diferentes, como podem ambos, no caso de serem rotários, cumprir essa prova de dizer sempre a verdade? Deixo esta pergunta para os senhores leitores nela meditarem.

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BREVE BIOGRAFIA DE GLENN ESTESS

“Ao complementarmos cem anos devemos celebrar o nosso passado e fazer planos para o futuro … O futuro desta organização e os novos horizontes que ela ainda conquistará estão nas nossas mãos”
Glenn Estess, Rotary Clube de Shades Valley, Estados Unidos, 2004-2005 Glenn Estess Sr., nascido em Pike County, Mississipi, EUA, é químico e físico formado pela Universidae de Tulane, na cidade de Nova Orleans, em Louisiana. Antes de aposentar-se, Estess presidia à Glenn Estess Associates, Inc. Glenn que é propriedade da família, formada por cinco irmãos, todos eles rotários, sendo que quatro deles já presidiram oos respectivos clubes. Estess foi presidente dos curadores da Baptist Systems, com onze hospitais e aproximadamente 10.000 funcionários, com sede em Birmingham, no Alabama, EUA. Serviu como director do Better Business Bureau, órgão de defesa do consumidor, representando a área central do Alabama, e como curador da instituição Workmen´s Compensation

Trust- Business Council of Alabama. Na
Florida, serviu como chairman da YMCA (Associação Cristã de Moços), American

Chemical Society e Arthritis Foundation. Foi
também associação membro da directoria da norte-americana

Nacional

Association of Personnel Consultants.
Rotário desde 1960, foi sócio do Rotary Club nº 41, em Jacksonville, Florida, e posteriormente do clube de Wayne, Nova Jersey. Serviu como Consultor da comissão da convenção de RI de 1997 e, em 1987-19988, como coordenador nacional para a campanha Polio Plus. Durante o mandato como curador da Rotary Foundation, presidiu à

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comissão de finanças e foi vice-presidente da comissão de programas da entidade. Foi presidente e moderador da assembleia internacional de 1999. Por quatro anos foi membro da comissão de auditoria e verificação das operações de RI e presidente desta por um ano. Esta Comissão do RI é a única com mandato de seis anos e serve ao conselho director com carácter consultivo. Glenn foi presidente da comissão do RI de desenvolvimento e estabilidade do quadro social de 2002-2003. É Doador Extraordinário da Rotary Foundation, Companheiro Paul Harris e Benfeitor, tendo sido agraciado pela Rotary Foundation com Menção por Serviços Meritórios e o Prémio por Serviços Eminentes. É casado com Mary com quem teve têm três filhos que já lhe deram a alegria de ter oito netos. A sua família tem grandes tradições rotárias pois além dos quatro irmãos que referi no início do texto, há dezasseis membros da sua família que têm títulos de Companheiros Paul Harris, concedidos aos rotários que dão uma contribuição de 1000 dólares para a Rotary Foundation. Pode dizer-se que Glen Estess é a pessoa certa para dar às comemorações do centenário do movimento rotário o brilho e a divulgação que o movimento justifica. As acções que foram implementadas ao longo destes cem anos, exigem a todos nós rotários a máxima aplicação e empenho para que no dia 30 de Junho de 2005 possamos dizer bem alto que contribuímos para o engrandecimento do movimento e para a criação das condições necessárias e suficientes para que as acções previstas sejam uma realidade. ROTARY FOUNDATION

“A fundação rotária não serve para construir monumentos de tijolo e pedra. Se esculpirmos o mármore, ele perecerá; se cinzelarmos o latão, o tempo o desgastará; se erigirmos templos, eles cairão como pó; mas se incutirmos nas mentes imortais o espírito rotário, de acordo com p afirmado pelos objectivos do rotary e com temor a Deus e amor ao próximo, estaremos entalhando as tábuas da lei com o brilho da eternidade”
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Arch Klumphr, Rotary Clube de Cleveland, Ohio, 1916-1917 Em 1917, Arch C. Klumph, pertencente ao Rotary Clube de Cleveland, Ohio, era então o sexto Presidente do Rotary International, propôs em plena Convenção de Rotary International em Atlanta, Geórgia a criação de um fundo de dotações para angariar fundos que permitissem levar a cabo projectos nos vários cantos do mundo, quer na área da educação, quer nas áreas das avenidas de serviço que constituem o movimento rotário. O primeiro donativo foi recebido, alguns meses mais tarde, no valor de $USD26.50 e era proveniente do Rotary Club de Kansas City, Missouri, USA que foi o saldo da convenção de Rotary International que nesse ano se realizou nesta cidade americana. Os primeiros anos deste fundo foram muito difíceis pois as quantias doadas não havia maneira de crescerem. Ao fim dos primeiros seis anos havia apenas US$700. Em 1928, em Mineápolis, alguns anos depois da sua criação, começou a desenhar-se o êxito que hoje tem. Nesse ano já tinha fundos significativos que se cifravam e US$ 55 000 e foi transformado naquela que hoje é a Rotary Foundation, passando a ter identidade própria no interior do movimento rotário, com o estatuto de instituição lucrativos. Passados dois anos a sem fins

Rotary
subsídio US$500 no à

Foundation
valor para de as

concedeu o seu primeiro Sociedade

Internacional

Crianças Mutiladas (ISCC), criada por um rotário de

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nome Edgar F. "Daddy" Allen. A segunda grande guerra, com a depressão económica que se lhe seguiu, constituiu um grave revés à fundação, aliás a exemplo do que aconteceu com tantas outras instituições mundiais existentes à altura, impedindo-a de prosseguir os seus objectivos de bem servir quem necessitasse de ajuda quer fosse na forma de ajuda humanitária quer fosse na forma de concessão de subsídios. Após a morte de Paul Harris em 1947 a Rotary Foundation sofreu um incremento muito significativo mercê das doações feitas por muitos rotários em sua honra. Foi assim que nesse ano os fundos já ultrapassavam os US$2milhões. A partir daqui, uma nova era começou para a Fundação agora com recursos financeiros significativos e, portanto, em condições de responder aos inúmeros pedidos dos vários clubes de todo o mundo com vista a implementar projectos que contribuíssem para minorar as consequências que a segunda guerra mundial teve na vida de todos. FUNDO PERMANENTE DE ROTARY FOUNDATION

“A amizade real e genuína e as leis que governam as amizades são a verdadeira base para todas as formas de empreendimentos. Se o Rotary puder contribuir materialmente para o desenvolvimento da cordialidade entre as pessoas, negócios, profissões e nações, e se estivermos dispostos a tornar a amizade a base do nosso trabalho ou actividade, então teremos o ideal de servir em acção para que todos possamos encontrar a felicidade”
Eugene Newson, Rotary Clube de Durham, Calorina do Norte, Estados Unidos, 1929-1930 O objectivo, muito nobre, que esteve subjacente à criação da Rotary

Foundation foi o de fomentar “a compreensão e as relações amigáveis entre
os povos de diferentes nações” e tem vindo a ser prosseguido desde então
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até hoje. No final de 1954 as doações para o fundo atingiram a soma de US$500 000, ultrapassado no ano de 1965 em que essas doações foram de mais de um milhão de dólares. Quem diria que tendo começado tão timidamente este fundo atingiria os valores impressionantes que hoje tem! Hoje, em cada ano que passa, a Rotary Foundation recebe mais de US$65 milhões, destinados à implementação de projectos. A visão do seu fundador, fez dela uma fundação do futuro e não só do presente. O seu fundador afirmou um dia: deveríamos olhar a fundação não como algo presente, mas sim pensar em termos de anos e gerações futuras. Em consequência disto foi criado o Fundo Permanente da Rotary Foundation que constitui o meio mais importante para assegurar o futuro dos programas humanitários e educacionais. Assim sendo, todas as contribuições para este fundo são investimentos no futuro. O grande objectivo do fundo é fornecer um suplemento seguro e regular para apoiar a fundação pois garante o mínimo de actividades e de programas e ainda possibilita a expansão e o lançamento de novas iniciativas. Aos doadores para o fundo permanente, a

Rotary Foundation outorga títulos de reconhecimento. Assim temos
Doadores Extraordinários, Membros da Sociedade de Doadores Testamentários e Benfeitores, conforme o dinheiro doado. É à generosidade destes doadores que se deve a pujança que a fundação tem. Só assim é possível cumprir os objectivos para que foi criada. Apesar de haver em todo o mundo mais de 1,2 milhões de rotários, cheios de boa vontade para ajudar, são necessárias quantias consideráveis para implementar os projectos. Muitas vezes é necessário deslocar pessoas, bens e equipamentos para o local onde os projectos vão ser levado a cabo. Tudo isso custa muito dinheiro. Inicialmente o fundo Permanente foi designado de Fundo de Dotações para a Paz e Compreensão Mundial. Com a designação antiga ou com a actual não há quaisquer dúvidas que é a ele que se devem os grandes projectos que hoje estão a ser implementados em todo o mundo especialmente nos
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países subdesenvolvidos. Uns na área da saúde, outros noutras áreas prioritárias para as pessoas que neles vivem. FUNDO PERMANENTE DE ROTARY FOUNDATION – CONCESSÃO DE BOLSAS

“Os nossos rapazes e raparigas têm maior liberdade, maior poder e estão mais predispostos, tanto ao bem quanto ao mal. Mesmo que falhemos com eles, a juventude não será negligenciada, pois ela é o objecto da atenção universal de todas as opiniões e ideologias conflituantes no mundo. Quão importante é, então, que as grandes possibilidades do bem aconteçam e se realizem para o jovem”
Angus Mitchell, Rotary Clube de Melbourne, Victoria, Australia, 1948-1949 O movimento rotário, sempre muito atento ao que o rodeia, desde há muito que compreendeu que a deslocação de jovens de uns países para outros, propiciava a troca de culturas e criava condições para que os problemas de outros fossem conhecidos e, como tal, poderem ser resolvidos. Foi assim que em 1947, pouco depois de a segunda guerra mundial ter terminado, foram concedidas as primeiras Bolsas Educacionais da Rotary Foundation que permitiram que 18 jovens estudantes de 11 países diferentes fossem seleccionados para lhe serem concedidas bolsas com a duração de um ano, a decorrer fora do seu país. Até hoje já foram concedidas mais de 34000 bolsas a jovens provenientes de mais de 110 países, para estudarem em 105 países. As Bolsas Educacionais têm por objectivo fomentar a compreensão internacional e as relações amistosas entre os povos. Nos países onde decorrem as bolsas, cada bolseiro deve actuar como embaixador de boa vontade, quer junto de grupos rotários quer junto de outros grupos e instituições. Quando chega ao país anfitrião, o bolseiro é encaminhado para um conselheiro local que tem por missão facilitar o seu envolvimento com o
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Rotary e com a cultura desse país. È como que dar-lhe as boas vindas e ajudá-lo a vencer a barreira que sente quem chega a um país diferente daquele que o viu nascer. Ao longo dos tempos tem-se verificado que esta recepção é decisiva no êxito do programa. A partir do ano de 1994-1995, a Rotary Foundation passou a oferecer dois tipos de bolsas, ambas na área da educação, mas com duração diferente. Assim passou a haver a Bolsa Educacional para Um Ano Lectivo e a Bolsa Educacional para Mais de Um Ano Lectivo, mais propriamente dois anos. Estas últimas destinam-se à obtenção de diploma um académico no país onde decorrem. Além destas passou também a oferecer a designada Bolsa Cultural, que tem objectivo estudar intensivamente o idioma do país e viver a sua cultura. Com estas bolsas a Rotary Foundation possibilita a deslocação dos jovens que assim criam laços de amizade entre os seus países de origem e os países que os acolhem. Está então a contribuir para a boa vontade e compreensão mundiais e está também a formar os líderes do futuro, tanto do movimento rotário como dos próprios países. Com este caminhar em paralelo com o mundo global que hoje se vive, a Rotary Foundation dá um bom exemplo de quão importante é a adaptação, em cada momento, à realidade mundial. Assim o movimento rotário dá a sua contribuição na troca de cultura e no movimento de pessoas entre os vários países de todos os continentes. É, sem dúvida, uma excelente contribuição. MENSAGEM DE GLENN ESTESS – PRESIDENTE DE ROTARY INTERNATIONAL Caros companheiros O companheirismo e os bons serviços prestados nos cem anos de Rotary são mais do que suficientes para que comemoremos o centenário do nosso movimento com a maior ênfase. Em 2004-05, pedirei a todos os rotários que, unidos, Celebremos Rotary. Celebremos a nossa alegria de entregar às
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crianças de hoje e de amanhã um mundo livre da poliomielite. Celebremos um século de crescimento do quadro social e expansão do movimento rotário, representado no mundo por 1,2 milhões de rotários servindo abnegadamente em 166 países. Celebremos também o companheirismo que nos amalgama e nos compele à acção eficaz. Convido os rotários a Celebrar Rotary, animados não somente pelos feitos de outrora, mas, também, pela vontade de superar os obstáculos de hoje e de amanhã. Em décadas de estrada vimos o sofrimento humano num mundo que se debate entre doenças, catástrofes naturais e desavenças de todo o tipo. Sabemos que há milhões de pessoas sem o devido preparo para garantir a sua própria subsistência, continuando, assim, amarradas ao desditoso ciclo da pobreza. Ouvimos o pranto daqueles que padecem por viver em lugares desprovidos de assistência decente. É estarrecedor saber que, apesar de todos os avanços da humanidade, exércitos de famintos e sedentos ainda deambulam pelo mundo. Para Celebrar Rotary, abramos de par em par as portas do coração e empreguemos a experiência adquirida nestes 100 anos. Acima de tudo Celebremos Rotary Dando de Si antes de Pensar em Si. Espero que se deixem contagiar pelo clima festivo e inundem de amor toda a família rotária, interactistas e rotaractistas incluídos, e espalhem este clima de bem fazer entre os beneficiados pelo Rotary, como bolseiros, estudantes do Intercâmbio de Jovens e membros das equipes de IGE. Tragamos para a nossa festa o infindável número de pessoas cujas vidas foram beneficiadas graças ao nosso trabalho. Também nos esqueçamos de convidar as comunidades às quais servimos, executando projectos comunitários do centenário para deixar bem vincada a lembrança dos cem anos de Rotary

Internacional.
A promoção do centenário fará aumentar a consciência e o interesse pelo movimento rotário entre os potenciais sócios, fazendo dessa festa o momento ideal para fortalecer o quadro social. Atentemos também aos
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aspectos da retenção, procurando envolver os sócios em projectos significativos, e apoiar comissões pró-família rotária para que vigore um ambiente de camaradagem e boa vontade nos clubes. Sem um quadro social em franco desenvolvimento, como o alcançado no primeiro século de Roraty, não conseguiremos concluir a nossa tarefa humanitária. Com isso em mente, façamos o que estiver ao nosso alcance para atingirmos a excelência, mantendo e atraindo para as nossas fileiras rotários actuantes, comprometidos com os nossos nobres ideais e com o mais sincero desejo de servir. Cientes da capacidade da nossa organização, comecemos o segundo século dispostos a transpor os desafios que certamente hão de vir. Celebremos Rotary dedicando-nos à prestação de serviços – nos nossos clubes, profissões, comunidades e no mundo inteiro. ROTARY FOUNDATION - ACTIVIDADES DIRIGIDAS AOS JOVENS

“Se treinarmos os nossos jovens adequadamente, não precisamos temer o futuro do mundo”
Percy Hodgson, Rotary Clube de Pawtucker, 1949 – 1950 Facilmente se compreende que um movimento com a dinâmica deste, mais cedo ou mais tarde, teria que desenvolver actividades que contemplassem os jovens universitários dos vários países onde se ia implantando. Para isso, em 1999, a Rotary Foundation lançou os Centros Rotary de Estudos Internacionais, nas áreas da paz, da resolução de conflitos e relações internacionais. Trata-se de iniciativas que vêm de encontro aos interesses dos jovens, dando-lhes condições para aderirem ao movimento rotário e, não menos importante, para porem em prática os seus ideais. Como é lógico, escolheu para parceiros, instituições universitárias de renome de vários países. Os candidatos são seleccionados em diversos países abarcando culturas diferentes. Neste momento são seleccionados, em cada
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ano, cerca de 70 candidatos para frequentarem cursos de Mestrado com a duração de dois anos ou, em alternativa, programas com direito a certificado. Os Distritos rotários podem inscrever um candidato por ano. O primeiro grupo de bolsistas iniciou os estudos no ano lectivo de 2002-2003, na área da Paz Mundial. Os conteúdos programáticos destes cursos vão capacitar os bolsistas com conhecimentos que lhe permitirão analisar as causas dos conflitos que proliferam por esse mundo fora, as teorias das relações internacionais e os vários modelos eficazes de cooperação. A existência destes Centros vai ajudar na pesquisa, no ensino e na publicação de matérias que versem a resolução de conflitos e compreensão mundial. Muito importante é a contribuição que os bolsistas podem dar na procura da paz mundial, pois alguns, após a conclusão destes estudos, irão trabalhar para agências internacionais, como as Nações Unidas ou para os governos dos seus países de origem, quer como diplomatas quer como comissários de relações exteriores, economistas ou mesmo analistas políticos. A par destes Centros, há os IGE – Intercâmbio de Grupos de Estudo, muito populares no movimento rotário e bastante mais antigos pois o primeiro teve lugar em 1965. Nele estiveram jovens de vários distritos rotários, destacando-se os da Califórnia e do Japão. Desde então até hoje este programa já possibilitou que 44500 profissionais, de ambos os sexos, adquirissem experiência prática, através da participação em 9000 equipas. Este intercâmbio tem como atractivo principal a oportunidade que dá aos participantes em se encontrarem, conversarem e viverem com famílias rotárias de outros países, cimentando o companheirismo e desenvolvendo o espírito de hospitalidade. Geralmente constam deste programa visitas a escolas, fábricas, escritórios de profissionais liberais e agências governamentais. Todos actuam como embaixadores de boa vontade dos seus países contribuindo, por vezes, para a realização de projectos humanitários em países menos desenvolvidos. Destes contactos, muitas amizades duradouras nasceram. Estou certo de que haverá muitos casos de
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amizades e contactos, mesmo profissionais, entre pessoas de países diversos, que começaram pela sua participação em iniciativas deste tipo. Esta é uma prova de que o movimento rotário sabe acompanhar a evolução da sociedade mundial. Tanto os IGE como os Centros de Estudos Internacionais têm oferecido aos participantes, rotários ou não, um dos mais agradáveis, práticos e significativos caminhos para o fenómeno da compreensão mundial. ROTARY FOUNDATION – SUBSÍDIOS

“O que une os rotários é a amálgama da vontade e propósito de servir a sociedade e a humanidade … a unidade na diversidade”
Teenstra, Rotary Club de Hilversum, Holanda, 1965 – 1966 Desde 1965 a Rotary Foundation começou a apoiar os clubes e os distritos, com a concessão de subsídios, projectos internacionais de prestação de serviços, tendo-lhe dado o nome de Subsídios Equivalentes. Desde o ano de nascimento até hoje já foram apoiados mais de 16 000 projectos em cerca de 191 países. Com um custo superior a 165 milhões de dólares. O mecanismo para concorrer a estes subsídios é muito simples e eficaz. Um clube ou um distrito candidata-se a um subsídio, igual à sua contribuição, para o orçamento do projecto que pretende implementar. É também necessário que haja, pelo menos, a participação de um clube rotário do país onde o projecto vai ser desenvolvido. Como exemplos de projectos que já foram financiados por estes subsídios, temos a melhoria de hospitais, programas escolares, perfuração de poços artesianos, ajuda a deficientes físicos ou pessoas necessitadas de cuidados médicos especiais, fornecimento de recursos a orfanatos, projectos de saneamento básico, distribuição de alimentos e equipamentos médicos e muitas outras formas de prestação de serviços às comunidades internacionais carentes. È condição necessária para a aprovação destes subsídios o envolvimento pessoal de rotários e que o
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benefício obtido se estenda a toda a comunidade e não apenas aos beneficiários directos. Estes subsídios representam um importante incentivo para que os clubes implementem projectos internacionais úteis a comunidades de países desfavorecidos. Além disso permitem fomentar a boa vontade e a compreensão, dois objectivos prosseguidos pela Rotary

Foundation. O mecanismo de candidatura e aprovação dos projectos está, a
partir de 2002, mais simplificada. Foram introduzidas algumas alterações nas tramitações necessárias, no sentido de simplificar o processo e torná-lo mais rápido e simples. Em 1978 foi lançado o programa “Saúde, Fome e Humanidade”, conhecido no meio rotário como o programa 3-H. O objectivo da sua criação foi o de possibilitar a implementação de projectos de prestação de serviços de larga escala, que estejam para lá da capacidade dos clubes. Desde então já foram aprovados e implementados mais de 320 projectos em 74 países, envolvendo uma quantia superior a 85 milhões de dólares. O combate à fome, a melhoria das condições de saúde e da qualidade da vida humana, assim como a promoção do desenvolvimento cultural e social entre os povos de todo o mundo são o denominador comum de todos estes projectos. O primeiro grande projecto consistiu na imunização de 6 milhões de crianças filipinas contra a poliomielite, que se tornou um problema de saúde mundial, e deixava marcas em muitas delas. Este projecto foi o início do grande projecto do movimento rotário estendido a todo o mundo e que é considerado como a menina dos seus olhos. O esforço financeiro tem sido muito grande e pode dizer-se que esse flagelo está ou estará próximo do controlo total. As boas vontades que os rotários de todo o mundo têm conseguido interessar neste combate foram decisivas para que isso tenha acontecido.

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ROTÁRIOS FAMOSOS DE TODO O MUNDO (1) Em todos os países do mundo em que há clubes rotários, tem havido muitos que se têm distinguido em várias áreas. A participação de rotários nos meios cultural, intelectual, comercial, profissional e em sectores governamentais e de liderança, tem sido uma constante ao longo dos cem anos de existência do movimento. De seguida vou referir-me a alguns que muitos de vós bem conhecem. astronauta Amstrong, Pertenceu de Começarei norte-americano que ao foi Rotary Frank o pelo Neil primeiro Club de

homem a pisar o solo da Lua. Wapakoneta. Também o seu colega aventura Borman, igualmente americano, pertenceu ao Rotary Club de Space Center. Muitos presidentes de repúblicas da Europa e de outros continentes, abraçaram os ideais deste movimento e nele militaram durante parte da sua vida. Destacarei Ásgeir Ásgeirson, Presidente da Islândia que pertenceu ao Rotary Club de Reykjavík; Eusebio Ayala, Presidente do Paraguai, do Rotary Club de Asunción; Fernando Belaunde Terry, Presidente do Peru, do Rotary Club de Lima; Jose Luis Bustamante y Rivero, Presidente do Peru, do Rotary Club de Arequipa; Lorenzo Guerrero Gutierrez, Presidente da Nicarágua, do Rotary Club de Granada; Warren G. Harding, Presidente dos EUA, do Rotary Club de Washington; John F. Kennedy, Presidente do EUA, bem conhecido especialmente pela tenacidade e firmeza com que enfrentou a crise dos mísseis em Cuba e pela morte trágica de que foi vítima. Pertenceu ao Rotary Club de Hyannis; Franklin D. Roosevelt, Presidente dos EUA, do Rotary Club de Albany; Walter Scheel, Presidente da Alemanha, do Rotary Club de Bonn
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am Rhein e Chia-kan Yen, Presidente da República da China-Taiwan, do Rotary Club de Taipei. Para lá de todos estes que se distinguiram como presidentes dos seus países há muitos outros que tiveram actividades muito relevantes. De entre esses contam-se alguns que foram primeiros-ministros, sendo os mais conhecidos os seguintes: Michel Debré, França, que foi membro do Rotary Club de Amboise; Steingrimur Hermannsson, Islândia, do Rotary Club de Reykjavík; Abdulla Khalil, Sudão, do Rotary Club de Khartoum; Chung Yul Kim, Coreia, do Rotary Club de Hanyang. Este clube tem uma particularidade, talvez única, de ter tido 4 membros que foram primeiros-ministros da Coreia. Para além do citado, também Duck Woo Nam, Choong Hoon Park e Chang Soon Yoo, desempenharam as duas tarefas. O primeiro-ministro do Paraguai, Raul Sapena Pastor, desempenhou o cargo de Governador rotário e pertenceu ao Rotary Pearson, Club foi de Asunción. Lester do primeiro-ministro

Canadá e Presidente de Assembleiageral da ONU. Ganhou o Prémio Nobel da Paz e pertenceu ao Rotary Club de Ottawa; Antoine Pinay, primeiroministro da França, do Rotary Club de Saint-Etienne; Margaret Thatcher, primeira-ministra de Inglaterra, conhecida por todos com a Dama de Ferro, pertenceu ao Rotary Club de Westminster East. O movimento rotário orgulha-se, também, de ter na sua família alguns membros da realeza. Destacam-se o Rei Baudouin I, Bélgica, que pertenceu ao Rotary Club de Bruxelas; o Príncipe Bernhard, Holanda, que foi membro do Rotary Club de Amsterdam; o Rei Carl XVI Gustaf, Suécia, do Rotary Club de Stockholm; o Príncipe Philip, Duque de Edinburgh, marido da Rainha Isabel II de Inglaterra e pertenceu ao Rotary Club de Edinburgh, Escócia e
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aos Rotary Clubs de Windsor e ao de Eton, Inglaterra. Merece uma palavra de apreço e uma referência especial o Príncipe Rainier III do Mónaco, pois faleceu recentemente e fez um trabalho notável durante o seu longo reinado, trazendo o Principado do Mónaco para o clube dos países ricos do mundo. Pertenceu ao Rotary Club de Mónaco. ROTÁRIOS FAMOSOS DE TODO O MUNDO (2) Continuo hoje a apresentar rotários que se distinguiram no exercício das suas actividades profissionais. De entre os empresários famosos distinguiram-se: Walt Disney, Cineasta mundialmente conhecido por todos, em especial pelos mais jovens, dos EUA, pertenceu ao Rotary Club de Palm Springs; Sir Kenneth Fung Ping-Fan, Director do Bank of East Asia, Ltd., Hong Kong, onde foi Governador, pertenceu ao Rotary Club de Hong Kong; Sir W. Hudson Fysh, Fundador da Qantas Airlines, Austrália, pertenceu ao Rotary Club de Sydney; Reijiro Hattori, Presidente da Seiko, Japão, foi Director do RI, pertenceu ao Rotary Club de Tokyo Ginza; Konosuke Matsushita, Presidente de Matsushita Electric Co., Japão, Rotary Club de Osaka; Cornelius McGillicuddie, Proprietário e gerente de uma equipa de beisebol, EUA, Rotary Club de Pennsylvania e Rotary Club de Fort Meyers;. Leopoldo Pirelli, Presidente da Pirelli Tire Co., Itália, Rotary Club de Milão e Claude Vuitton, Proprietário França, Rotary Club de Paris-Nord. Houve vários escritores, pintores, pianistas e poetas que foram rotários, entre os quais se destacaram: John Briggs, pianista, Inglaterra, Rotary Club
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da

empresa

Vuitton,

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de Bingley;. Josep Ma. Vayreda Canadell, Pintor, Espanha, Rotary Club de Girona;. Roger Chapelain-Midy, Pintor, França, Rotary Club de Paris; Maurice Denuzière, Escritor, França, Rotary Club de Vitry-Sud-Est de Paris; Joel Chandler Harris, Escritor, EUA, Rotary Club de Atlanta;. Thomas Mann, Escritor e Prémio Nobel de Literatura, Alemanha, Rotary Club de Munich; Joan Abello Prat, Pintor, Espanha, Rotary Club de Barcelona Condal; James Whitcomb Riley, Poeta, EUA, Rotary Club de Indianapolis e Willy Zumblick, Pintor e escultor, Brasil, Rotary Club de Tubarão. Prémios Nobel da Paz encontram-se entre os rotários famosos. Creio ser muito natural que tenha havido alguns rotários que tiveram esta distinção. Basta ter em conta os objectivos de rotary para que isto aconteça. Assim temos: Albert Schweitzer, Médico, filósofo, Rotary Club de Colmar, França e Rotary Club de Passau, Alemanha; George C. Marshall, General de exército, EUA, que pertenceu aos clubes Rotary Club de Columbus, Rotary Club de Savannah, Rotary Club de Charleston e Rotary Club de Uniontown e Woodrow Wilson, Presidente dos EUA, Rotary Club de Birmingham. Destacam-se também dois Prémios Nobel da Física, Arthur Holly Compton, EUA, Rotary Club de St. Louis e Guglielmo Marconi, Inventor, Itália, Rotary Club de Bologna. Secretários Gerais das Nações Unidas, Carlos Rómulo, Filipinas, que foi vicepresidente de RI, pertenceu ao Rotary Club de Manila e Rotary Club de Madrid, Espanha e Rotary Club de Viena, Áustria. Não podia deixar de referir o Primeiro-ministro de Inglaterra, Sir Winston Churchill, cuja acção na 2ª Guerra Mundial foi decisiva no sentido de alcançar a paz, e pertenceu Rotary Club de Londres. Quem pode esquecer os benefícios que a invenção da lâmpada trouxe para todos nós? Pois o seu inventor, Thomas A. Edison, EUA, também foi rotário, tendo pertencido ao Rotary Club de Orange. Wolfgang Schallenberg,, Áustria , Rotary Club de Paris Ouest, Hts-de-Seine, França,

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De entre os portugueses destacarei o professor Carlos Mota Pinto, já falecido, que teve grande notoriedade tanto na sua vida profissional de docente universitário como na política onde chegou a ser Ministro de Estado e Secretário-geral de um partido político. Pertenceu ao Rotary Club de Coimbra. O antigo secretário de Estado, Alcino Cardoso que pertenceu ao Rotary Club do Porto-Douro e o professor universitário, político e comentador Marcelo Rebelo de Sousa que pertence a um dos clubes de Lisboa. A qualidade de Sócio Honorário no movimento rotário assume, também, uma importância grande, pois é concedida essa honra a pessoas que se distinguiram na sua actividade profissional ou pastoral, mesmo que não pertencem a qualquer clube. O expoente de todos os que tiveram essa honra foi o Papa João Paulo II, recentemente falecido, e que foi Sócio Honorário do Rotary Club de Milão, Itália e foi companheiro Paul Harris. A lista de profissionais que se distinguiram na sua profissão e que aderiram e militaram no movimento rotário é extensa bastante para não ser possível referi-los a todos. Para além dos que referi neste texto e no anterior, houve muitos outros, ministros, compositores, escritores, desportistas, actores de teatro e de cinema, cineastas, ministros, secretários de Estado, senadores, deputados, autarcas, presidentes de Universidades, generais do exército e tantos outros que muito engrandeceram este movimento de 100 anos que continua bem vivo para prosseguir os seus objectivos que se podem resumir em “Fazer o bem sem pedir nada em troca”.

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3.4 – ACTIVIDADE ROTARY EM TIMOR - TEXTOS PUBLICADOS NA CARTA DO GOVERNADOR
Nesta secção são apresentados os textos que o companheiro presidente Manuel Cordeiro escreveu para a Carta Mensal do Governador companheiro Diamantino Gomes e á qual foi dado o título de Actividade rotary em Timor. ACTIVIDADE ROTARY EM TIMOR (1) Pôr à disposição do movimento rotário as facilidades que a profissão de cada um dos seus membros lhe permite, é uma máxima que considero ser a alma deste movimento e que tenho seguido à risca desde que ingressei no Rotary Clube de Vila Real. Quando me desloquei pela primeira vez a Timor tive como preocupação informar-me se existia ou não algum clube rotário em Díli. Só à terceira vez tive a oportunidade de me deslocar ao Hotel Turismo para assistir à reunião do recém formado Rotary Clube de Díli. Ainda fora do hotel fui surpreendido pela voz de alguém que falava português com sotaque brasileiro, explicando a quem se encontrava à sua volta as belezas do Rio de Janeiro e em destaque as de Ipanema. Fiquei radiante e, porque não dizê-lo, aliviado pois, sendo a língua oficial do clube o inglês, era para mim bem mais fácil e confortável conversar em português. Hoje posso afirmar com toda a convicção que foi uma visita que deu uma dimensão humana às minhas estadias em Díli, como eu talvez não pensasse que fosse possível. O companheiro Osvaldo do Rotary Clube de Ipanema, já bastante conhecedor da realidade timorense, falou-me com grande entusiasmo das Irmãs brasileiras, Francisca e Elliene, ambas das dominicanas e a trabalhar em Timor há cerca dois anos. A partir desse momento, o movimento de solidariedade que dinamizo durante as minhas estadias em Timor tem vindo a crescer com consistência e bem cimentado pela generosidade de companheiros, familiares e amigos portugueses. É sobre aquilo que tenho
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feito, em nome do meu clube e do movimento rotário português, em prol das crianças timorenses, que marcarei presença todos os meses nesta pequena conversa convosco. ACTIVIDADE ROTARY EM TIMOR (2) As Irmãs Elliene e Francisca, brasileiras de nascimento, pertencentes à Congregação das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils desenvolvem, desde há três anos a esta parte, trabalhos de apoio social embora em áreas distintas: ocupação dos tempos livres das crianças e formação profissional de técnicos timorenses. No seguimento da minha à reunião do Roatry Club de Díli, fiz-lhes uma visita para tomar conhecimento do trabalho por elas desenvolvido De imediato vislumbrei o alcance enorme, do ponto de vista social, destacando, por ser aquele a que mais apoio tenho dado, o da Irmã Eliene. O seu principal objectivo é o de ocupar os tempos livres das crianças e dar-lhes voz para poderem fazer ouvir os seus anseios e as suas mágoas, entre outras o não reconhecimento dos seus direitos. Para tal criou o MAC – Movimento de Adolescentes e Crianças, Grupo Crianças Unidas, com uma estrutura de funcionamento e organização baseados na responsabilização de todos, sendo os mais velhos responsáveis pelos mais novos. Sendo Timor um país onde os direitos das crianças são atropelados no dia a dia, o MAC é um local privilegiado para que elas tomem consciência de que têm direitos que todos os adultos, pais ou não, têm que respeitar. Nunca esquecerei as palavras de alguns deles na primeira vez que os visitei. A Clarisse, o Natalino, o Julião, a Suzete, a Paula, a Jaqueline, a Solange, a Hermínia, a Mónica, a Beth, e tantas outras chamaram-me para a realidade das suas vidas, transmitir-me os seu problemas e os seus anseios. De volta a Vila Real de imediato comecei a tarefa de encontrar pessoas de boa vontade e muita generosidade, que apadrinhassem algumas destas crianças. O pagamento anual dos estudos é a contrapartida ao grande amor que elas podem dar. Esta fórmula tão simples tem vindo a dar muitos frutos. Neste
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momento há cerca de cento e trinta crianças timorenses com a garantia de que podem continuar os seus estudos. A solução implementada dá garantias de segurança pois quem faz o pagamento na escola é a própria Irmã Eliene. ACTIVIDADE ROTARY EM TIMOR (3) A colaboração que temos tido com o MAC tem sido muito gratificante. É uma troca de valores em que cada um dá aquilo que melhor tem. Nós damos a nossa boa vontade, o nosso tempo, roubado aos momentos de lazer, e eles dão-nos todo o amor que têm estas crianças, ainda que privadas daquilo que nós consideramos essencial para o desenvolvimento quer intelectual quer físico. No interior de cada criança timorense está um poço de energia inesgotável que se traduz na sua propensão para a música e para a dança. Não espanta pois que uma boa parte do tempo em que estão no MAC o dediquem a estas duas actividades que tão bem fazem à mente e ao corpo. A existência de um rádio e de um órgão é indispensável como é evidente. Aliás o acompanhamento do Senhor Jeremias, voluntário desde o início, com o seu órgão ou a sua viola, não é dispensado em nenhuma circunstância. Sabedor de que o rádio se tinha avariado, apelei às senhoras do Rotary Club de Vila Real a que pertenço, no sentido de comprarmos um. A sua resposta foi imediata. Assim comprei um rádio em Díli que ofereci em seu nome. Como é de calcular foi logo experimentado e fui de imediato brindado com danças suaves e melodiosas ao som da música por ele emitida. A grandeza dos movimentos como o MAC vê-se nas actividades úteis que desenvolvem. Todas as semanas passa um programa
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na rádio nacional de Timor Leste chamado MAC -

Movimento de

Adolescentes e Crianças, a cuja gravação já assisti. O empenho e a seriedade que as crianças põem no programa, deixam qualquer pessoa admirada. Eu pelo menos cada vez que assisto ao desenrolar destas actividades mais ânimo tenho para, com a generosidade de companheiros, familiares e amigos, contribuir para o sucesso destas iniciativas. Muito interessante tem sido a interactividade que tem havido entre a Escola Básica dos Quinchosos em Vila Real e o MAC. Estou certo que muitos companheiros que me lêem gostariam de ter o privilégio de contactar com estas crianças. A interactividade de que falei tem-se traduzido na troca de filmes e fotos que faço em Vila Real e levo para Timor ou faço em Timor e trago para Vila Real. O filme que fiz da festa de Natal da escola, apresenteio no MAC. A alegria e a atenção com que todos a ele assistiram, pelo Natal em si e pelas diferenças entre o seu Natal e o nosso, foi muito gratificante para mim. ACTIVIDADE ROTARY EM TIMOR (4) Em países como Timor onde muita gente vive abaixo do limiar da pobreza, tudo o que se possa fazer em favor das crianças atinge um significado social com um alcance muito grande. a As par ONGs de – Organizações Não e Governamentais desempenham, instituições religiosas

movimentos como o rotário, um papel decisivo no minorar dos problemas com que elas se debatem no dia a dia. Não pensemos que só com comida ou dinheiro se podem fazer “coisas” lindas com estas crianças. Dar um pouco do nosso tempo a ouvi-las, a proporcionar-lhes momentos de lazer, que lhes permita esquecer todos os seus problemas, não custa dinheiro e pode ser decisivo na sua vida. Apesar do lema rotário “dê de si sem pensar em troca”, a minha experiência em Timor diz-me que o que tenho recebido das crianças do MAC tem sido muito mais do que aquilo que lhes tenho proporcionado, sustentado pela generosidade de muitos.
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No passado mês de Fevereiro, antes de regressar a Portugal, fui surpreendido por uma homenagem, que entendi ser para o meu clube, Vila Real, e para todos os que têm contribuído para o nosso projecto de arranjar “padrinhos” para os muitos “afilhados” em Timor. Quiseram agradecer a todos, na minha pessoa. Domingo à tarde, acompanhado de alguns colegas, docentes da FUP – Fundação das Universidades Portuguesas, dirigimo-nos ao MAC onde nos esperava a Irmã Eliene com todas as suas crianças. O “espectáculo” constou de representação de dramas, destacando-se um sobre a exploração a que as crianças em Timor estão sujeitas, e outro sobre a guerra que, ainda hoje, os traumatiza. Danças e cantares timorenses preencheram o resto da festa. No final foi-me entregue uma salanda para o clube, que entreguei ao meu presidente de então. A responsabilidade de ser portador de bens para Timor é muito grande. Por diversas vezes presto contas, na forma de conferências que tenho feito em Vila Real. Em conclusão posso dizer que o que recebemos em troca é, talvez, mais do que o que damos. O empenho com que os “padrinhos” e os “afilhados” assumem essa qualidade, tem sido para mim uma surpresa muito positiva. Tenho sido o “correio” nos dois sentidos, Portugal – Timor e Timor – Portugal. ACTIVIDADE ROTARY EM TIMOR (5) Uma das personalidades mais conhecidas e carismáticas de Timor é o Padre João Felgueiras. Com a linda idade de oitenta e três anos é um conhecedor profundo da realidade actual de Timor e das vicissitudes porque todo o povo timorense passou nos últimos trinta e dois anos. Chegou a Timor no longínquo ano de 1972 indo instalar-se em Soibada onde, ainda hoje, está em actividade uma casa que recolhe crianças desfavorecidas, resultado de uma guerra quase sem cessar desde 1974, e que ali encontram o carinho e a comida que de outro modo não teriam. As irmãs que aí se encontram são de várias origens, como seja do Peru e de Timor.

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A personalidade do Padre Felgueiras, bem como a sua lucidez e o seu saber deixam, quem com ele tem o privilégio de privar, fascinado. A fluência e a clareza com que transmite a sua vivência de padre jesuíta a viver em Timor há tantos anos, faz-nos compreender quão importante tem sido a sua acção na ajuda prestada ao povo no sentido de os ajudar a vencer todas as dificuldades que têm enfrentado. O Rotary Club de Vila Real tem o privilégio de já ter contactado com ele por diversas vezes e, em consequência, ser considerado como membro do grupo dos “Amigos de Jesus”, como ele carinhosamente apelida quem o ajuda a levar a cabo a sua tarefa de ensinar a língua portuguesa. A sua escola “Amigos de Jesus”, de que falarei no próximo texto, tem tido um papel muito importante na defesa da nossa língua bem como da implantação dos valores morais, éticos e religiosos nas famílias timorenses através das crianças que a frequentam. De entre alguns dos contactos que com ele tive, não posso deixar de referir um encontro que promovi a pedido de alguns colegas portugueses que aí se encontravam a leccionar. O objectivo era ouvi-lo contar a sua vida em Timor, em especial os momentos mais difíceis. Desde os contactos com os governantes dos vários quadrantes, as visitas a prisões, à acção dos indonésios junto da igreja no sentido de cativar os sacerdotes, passando pelo episódio da sua ida a Roma e das dificuldades que a Indonésia lhe criou para regressar a Timor, tudo nos contou durante mais de uma hora sem uma pausa. Todos o ouvimos em silêncio. Sem dúvida que assim também se celebra rotary. É o que vamos fazendo.

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ACTIVIDADE ROTARY EM TIMOR (6) Escola Amigos de Jesus – Padre João Felgueiras A escola de Santo Inácio – Amigos de Jesus, representa a capacidade empreendedora das instituições religiosas que, a par de outras, substituem o estado, mais vezes que o desejável, naquilo que é uma obrigação deste, consequência do direito que todos os cidadãos têm em levar uma vida com dignidade. Funciona em instalações provisórias construídas com o apoio dos militares portugueses. É composta por 6 salas, construídas em madeira, abertas lateralmente, com todos os inconvenientes que isso implica a começar pela falta de privacidade de alunos e professoras. Em cada turma há entre 30 e 40 alunos que vêm, diariamente, dos vários bairros de Dili. Num país onde o ensino não é ainda gratuito, muitas destas crianças não teriam a oportunidade de aprender a ler e a escrever se não existissem escolas como esta. Além da tarefa de ensinar, aqui aprendem os seus direitos que, em Timor, são constantemente atropelados. Tem 20 Professoras, 12 a trabalhar exclusivamente aqui, num regime denominado de voluntariado, e 9 são professoras do estado. A directora é a Professora Maria de Fátima Corte Real, professora do Ensino Oficial. Este é um requisito a que as escolas particulares têm que obedecer para poderem funcionar: a Directora tem que ser professora do Ensino Oficial. Funciona por turnos, um entre as 7H30m e as 10H30m, para o 1º e 2º Ciclo, outro entre as 7H30m e as 12H30m, para o 6º Ano e, finalmente, um terceiro entre as 10H30m e as 15H00m Já a visitei por várias vezes, sendo a última em Janeiro de 2004 para fazer a entrega de seis volumes de material escolar, com um peso aproximado de
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100 quilogramas, enviado pelo Rotary Clube de Vila Real e transportado pelo Agrupamento HOTEL. Fui acompanhado do Sargento-ajudante M. Costa e do soldado Agudo. O Padre João Felgueiras fez questão de solenizar o momento e leu um texto escrito do qual vou transcrever algumas passagens. Começou por dizer, “vejo na vossa presença uma expressão de grande amizade. É mesmo essa a grande oferta, o grande presente que nos fazeis”. Mais adiante expressou o desejo de que “esta amizade entre nós perdure através dos anos, e nos ligue como amigos. Criar amizade entre as pessoas, foi o plano de Deus”. Referiu que esse é o objectivo da Comunidade Amigos de Jesus, por si criada. Terminou a sua intervenção com um voto de que “a nossa amizade vos tornará membros efectivos desta Comunidade Amigos de Jesus, agora e para sempre”. No que a mim respeita, sem dúvida que essa amizade por um homem da envergadura moral do Padre Felgueiras, pela sua obra, por tudo quanto tem feito pelos timorenses mais frágeis, as crianças, tem vindo a fortalecer-se.

3.5 – OUTROS TEXTOS
Apresenta-se, de seguida, um texto publicado no jornal AVOZ DE TRÁS-OSMONTES no dia 24 de Março da autoria do companheiro Cardona. MOVIMENTO ROTÁRIO Comissões Inter Países Estivemos, em Moçambique, com o PGD Manuel João/Ruth e o Presidente do RC de Valença, Paulo Cunha/Maria Luísa. Ainda como Coordenador Nacional das CIP’s, aproveitámos para seguir o Projecto da CIP Portugal/França, iniciado pelo RC de Vila Real e o geminado RC de Jarnac França (obrigado Companheiro Bruno Martin!), com apoio do

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RC da Matola, de diversos RC’s de ambos os países e, ainda, da ESSOR, para a construção de infra estruturas desportivas na Matola, arredores de Maputo. Como destinatária teve a Paróquia do Bom Pastor – Matola, a cargo do Padre José Adolfo Vieira Duro, natural de Sabrosa – Vila Real, um abnegado Salesiano que ali está há 34 anos (e foi por apenas 3...) que mostrou todas as instalações e nos honrou com a agradável “surpresa” da presença de sua Excelência Reverendíssima o Bispo D. Ximenes Belo, com quem muito falamos, de Moçambique e de Timor. Terminou, em Outubro passado, a primeira fase do projecto deste Subsídio Equivalente, orçamentado em US $10 000,00 e para o qual a Fundação Rotária de Rotary International contribuiu com US $ 4 000,00. Agora, faltam uns arranjos na zona circundante e a construção de um murete, a toda a volta da área cimentada que se destina a basquete, futsal, andebol, hóquei, patinagem, etc. E, se possível, a sua cobertura, tornando-o polivalente e multiusos. Pedimos aos simpáticos e dinâmicos Companheiros do RC da Matola, António José Langa e António Dengo, seu actual Presidente, a apresentação de fase. Contamos poder finalizar este projecto e subsídio equivalente com aos apoios dos nossos dois Distritos 1960 e 1970, da CIP Portugal/França e da nova CIP Portugal/Moçambique, de que é Presidente o PGD Henrique Pinto e Vice o PGD Frederico do Nascimento, melhor concretizando esta presença de Rotary International em Moçambique. orçamento, desta para a concretização segunda

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Tivemos, ainda, o ensejo de recuperar em duas reuniões do RC de Maputo e de conhecer a nova Governadora, Maria-Luisa Natividade (2005/06), do DR 9250 que abarca o Botswana, a Suazilândia, parte da África do Sul e a parte sul de Moçambique. Manifestou-nos o seu grande agrado e interesse em reforçar relações rotárias entre os nossos países e com a França, designadamente com os Governadores entrantes, José Manuel Pereira, João Barbosa e Bemard Hine, este do RC de Jamac, com quem contactou, em Anaheim.

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4 - PALESTRAS
A PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS O Professor Hermínio Botelho, docente da UTAD, foi o orador convidado da reunião de jantar de Julho. Com o Verão à porta, a problemática da prevenção de incêndios, foi o tema apresentado por este conhecido docente, que desenvolve o seu trabalho de investigação, desde há alguns anos, nesta área. A sua vasta experiência e a qualidade da sua investigação, proporcionou um bom momento para todos ficarmos alertados para a catástrofe que constituem os incêndios que, ano após ano, devastam as nossas florestas. Apostar na prevenção dos incêndios cremos ser a melhor maneira de actuar. Vamos todos aplicar no nosso dia a dia e transmitir aos que nos rodeia, as práticas que devem ser seguidas para evitar os incêndios.

CAFÉ/ROTARY POR PAÍS
ESLOVÉNIA - COMPANHEIRO PAULO OLIVEIRA O Departamento de Engenharias da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro estabeleceu um convénio de cooperação do Instituto científica Joseph com Stefan o da Departamento de Sistemas e Controlo Eslovénia. O investigador responsável pelo projecto na UTAD, Paulo Moura Oliveira, deslocou-se à capital da Eslovénia, Lubliana, no período de nove a treze de Julho do corrente ano. Sabendo da importância de estabelecer laços de cooperação e de amizade com os dez novos países que aderiram recentemente à

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Comunidade Europeia o Rotary Club de Vila Real, através do seu Presidente Manuel Cordeiro convidou o docente Paulo Oliveira para uma conversa ao café, no dia X com o tema "A Eslovénia". Esta conversa permitiu a apresentação de uma série de dados relativos ao desenvolvimento socioeconómico deste país, que se tem desenvolvido de forma significativa desde que deixou de ser uma região da Ex-Jugoslávia.

CAFÉ/ROTARY POR TEMA
NERVIR - COMPANHEIRO FERNANDO MARTINS A NERVIR – Associação Empresarial, foi fundada em 1994 a partir do núcleo empresarial de Vila Real, uma delegação da AIP – Associação Empresarial Portuguesas. Tem como objectivos principais a defesa dos interesses e representação dos seu associados a nível local, regional, nacional e internacional e, ainda, das promover o desenvolvimento actividades

económicas da região, nomeadamente, nos domínios técnico, económico, comercial, associativo, cultural e social. Entre muitas actividades desenvolvidas exaustivo contam-se do o levantamento tecido

empresarial do distrito, quer em termos de sectores de actividade quer em termos de dimensão dos estabelecimentos. Ao nível do desenvolvimento das actividades económicas da região fundou a Escola Profissional de que é único proprietário. Tem ministrado cursos de acordo com o mercado empresarial da região, como o comércio, turismo, secretariado e marketing. Desenvolve outros programas de formação profissional. Organiza regularmente duas feiras, a FERVIR – Feira de actividades económicas e a FAG – feira de artesanato e gastronomia. Edita a revista semestral “Trás-os-Montes Empresarial”.

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CAFÉ/TEMA - 1 DE OUTUBRO DE 2004
A PROVA QUÁDRUPLA NO DIA A DIA DE UM DEPUTADO COMPANHEIRO NAZARÉ PEREIRA A actividade de deputado à Assembleia da República constitui uma experiência riquíssima sob os pontos de vista pessoal e de relações humanas. Ela exige o aprofundamento do conhecimento económico e sociológico do Distrito e de Portugal que qualquer candidato ao desempenho de tais funções deve antecipadamente ter mas complementa-o com a vivência confronto do das exercício aspirações do e mandato e a experiência do desejos dos eleitores com as limitações económicas, sociais e políticas que nunca deixarão de condicionar os desejos. No exercício do mandato o deputado confronta-se necessariamente com a afirmação de valores e interesses contraditórios, frequentemente antagónicos: o estrito interesse do circulo eleitoral e o interesse nacional; a representação da vontade dos eleitores e o seu próprio pensamento; este mesmo pensamento e a posição do grupo político que integra; o interesse legítimo de interesses que representa e o interesse nacional que deve prosseguir. A prova quádrupla constitui um bom guia também para o exercício do mandato de deputado. É verdade? É justo para todos os interessados? Criará boas vontades e favorecerá as relações? Será benéfico para todos os interessados? Perante estas perguntas só a consciência poderá ditar as opções a tomar.

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É certo porém que em política o que é verdade para uns é não-verdade para outros. Que o conceito de justo é o mais das vezes ambíguo pois se pede ao deputado que formule legislação, não que julgue a aplicação da legislação existente, e que a decisão política tende o mais das vezes a fazer escolhas, optar por A ou B, seleccionar um de entre vários. Tais actos geralmente não contribuem no curto prazo para promover as boas vontades ou estimular as relações. Uma coisa será porém garantidamente assegurada se o deputado se guiar pela prova quádrupla: certamente decidirá em sintonia com a sua consciência e na expressão do seu entendimento pelo melhor benefício para todos os interessados, i.e., no melhor benefício do interesse do País que ele tem por obrigação colocar em primeiro lugar.

7 DE OUTUBRO DE 2004
O DIA A DIA DE UM MÉDICO ROTÁRIO - COMPANHEIRO JOÃO GASPAR A profissão de cirurgião é, sem dúvida, uma profissão muito respeitada. Dela depende a continuação da vida de muitas pessoas. A humildade deve constar do dia a dia de um cirurgião. Só assim se pode atingir o estatuto de bom profissional. O dia a dia de um médico é muito absorvente e de muito sacrifícios pois o médico não tem Sábados nem Domingos. Para ele todos os dias são dias de trabalho. Os doentes problemáticos e o combate às doenças consideradas malignas, é muito difícil, mas o médico tudo faz para compreender e resolver os

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problemas dos primeiros e vencer a batalha que trava todos os dias com as segundas. Começar a operar às 8H30m da minha e terminar às 8H30m da noite é o pão nosso de cada dia da vida de um cirurgião. Ao fim de tanto tempo a operar o médico está fisicamente cansado e psicologicamente esgotado. A sua responsabilidade nesse momento e muito grande pois tem que ter o discernimento suficiente para ver se ainda continua, caso seja necessário, com as faculdades suficientes para vencer a doença de um doente que entretanto lhe apareça Um médico faz de pai, de filho, de irmão, etc. Conhecer muito gente e fazer muitos amigos é uma das facetas muito positivas que a sua vida tem. A parte má é a falta de paciência que certos doentes têm em momentos de espera. Muitas vezes exigem-se do médico os mesmos resultados, quer se trate de doentes mais novos ou mais velhos, o que, por vezes, torna a apreciação dos doentes e familiares muito injusta para com a acção do médico. No que respeita à qualidade de vida, do ponto de vista psicológico, que a sua actividade proporciona, ela depende muito do modo como correm os seus dias de intervenção médica junto dos doentes. É muito boa quando as coisas correm bem e muito má quando algumas coisas correm mal. Salvar um doente é muito bom. Perder um doente é muito mau.

4 DE NOVEMBRO DE 2004
CARTA DO GOVERNADOR – COMP MANUEL CORDEIRO Nesta reunião o companheiro Presidente fez uma leitura atenta da carta do Governador. Destacou as partes mais importantes nomeadamente o número de membros, o número de Senhoras e o ano de formação de cada um dos clubes visitados pelo Governador durante o mês de Setembro. Referiu

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também os vários projectos que cada um desses clubes tem em desenvolvimento. Na segunda parte da reunião foi feita uma reflexão sobre o aumento do quadro social especialmente no que respeita à admissão de Senhoras. A opinião foi unânime no sentido de admitir novos companheiros. A admissão de senhoras mereceu a concordância de todos e tudo se fará para que durante este ano isso aconteça.

18 DE NOVEMBRO DE 2004
AGÊNCIAS DE VIAGENS - COMPANHEIRO CARLOS PEIXOTO O êxodo dos judeus para a terra prometida conduzidos por Moisés pode ter sido a primeira viagem religiosa na terra. Durante muito tempo a viagem estava associada à subsistência, as pessoas deslocavam-se de umas zonas para outras à procura de melhores condições para sobreviverem. No Século XVI as famílias aristocratas presenteavam os filhos com uma grande viagem pela Europa para os premiar pelo sucesso nos estudos. A esta viagem foi dado o nome de Grande Tour. Estas viagens transformaram-se clássicos e em tours a passaram

englobar visitas a monumentos e a incluir a gastronomia local. Há já muitos anos as pessoas começaram a saber admirar as paisagens e a conviver umas com as outras e as viagens intensificaram-se. A troca de culturas e de receitas gastronómicas passaram a ser um hábito. Já em 1498, na descoberta do caminho marítimo para a Índia, os portugueses levaram a nossa cultura e trouxeram a cultura dos vários povos que encontraram pelo caminho.

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Em 1847 Almeida Garret descreveu com pormenor o trajecto de Lisboa a Santarém tendo sido, provavelmente, o primeiro guia de viagens em Portugal. Quem teve uma influência muito grande na evolução do conceito de viagem foi Thomas Cook que se apercebeu que até aí as viagens estavam reservadas só a pessoas de grandes capacidades económicas. Numa tentativa de alterar esta situação, Thomas Cook fez o primeiro fretamento e comercializa-o a baixo preço, tendo levado consigo cerca de 500 turistas. A esta viagem muitas outras se seguiram. Começa então a desenvolver uma estratégia que leva ao aparecimento de pousadas turísticas e funda a primeira agência de viagens. Em Portugal em 1840 nasce a Agência Abreu que começa a sua actividade com a leva dos portugueses para o Brasil e anos mais tarde para o Ultramar português, usando neste último caso o navio Santa Cruz. Até hoje o turismo tem vindo a desenvolver-se atingindo em Portugal o maior volume de receitas no período de 1987-88 até 1994-95. Pode dizer-se que foi a partir da entrada de Portugal para a CEE que o turismo se desenvolveu atingindo a proporção que hoje todos reconhecem. Hoje em dia o turismo temático está a ter um incremento acentuado. Em Vila Real pode dizer-se que, além da entrada na CEE, foi a implantação do ensino superior público que alterou definitivamente os números do turismo.

REUNIÃO CAFÉ/TEMA
ROTARY FOUNDATION – 18 DE NOVEMBRO - COMPANHEIRO MANUEL CARDONA Como todos bem sabemos a Rotary Foundation of Rotary International, ainda que fortemente ligada a Rotary Intemational, é uma organização deste separada. Tal como o Rotary, a Fundação é uma fundação sem fins lucrativos, sedeada em Evanston, Estado de Illinois, nos Estados Unidos da

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América. Nasceu durante a Convenção de RI em 1917 (que decorreu em Atlanta, Georgia) fruto de uma iniciativa pessoal do Rotrário Arch C. Klumph( que foi o sexto Presidente de RI) e que visava a criação de " um fundo de dotações para Rotary com a finalidade de espalhar o bem em todo o mundo através da caridade, da educação e de outras sendas do progresso comunitário". A proposta foi bem sucedida e a recolha de fundos começou com a dádiva de US$26,50 pelo Rotary Clube de Kansas City, Missouri. Assim começou, de forma tão espontânea quão singela, um empreendimento filantrópico que movimentou milhões de dólares doados ou angariados por Rotários de eleição. Hoje, pode dizer-se que os fundos da RF of RI a fazem quase tão forte como a Fundação que rege a distribuição do Prémio Nobel... O nosso movimento dedica o mês de Novembro a comemorar e promover esta Fundação, dando conhecimento aos Rotários e aos não-Rotários das suas potencialidades e realizações. São múltiplas e muito interessantes as formas de apresentar a RF of RI, desde equipará-la estruturada a e uma bem eficiente

máquina, a apresentar os seus inúmeros Programas como uma bela Ementa., toda ela recheada de pratos fortes, bem apetitosos e proveitosos, etc. Pela minha parte e para hoje vos falar da RF of RI, optei por seguir a ideia de que ela é um verdadeiro Templo em que Rotary International e todos os Rotários justificadamente se podem rever. E daí que, aproveitando os poucos dotes que possuo para o desenho, vos apresente uma imagem de um templo grego, com o seu frontão e colunas, dóricas, jónicas ou cariátides... No frontão, a inscrição RF

of RI, em cada um coluna um dos Programas humanitários, culturais ou
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assistenciais: Programa HHH (Health, Hunger and Humanity, criado em 1978 e que podemos traduzir como Saúde, Fome e Humanidade), IGE's( de que o nosso Clube já beneficiou em que muito colaborou), Bolsas Educacionais, Bolsas para Professores Universitários, Núcleos Rotários de Desenvolvimento Comunitário( de que o Rotary Clube de Lamego beneficiou e é exemplo no nosso Distrito, com o Projecto Montemuro que se desenvolveu no ano da minha Govemadoria), Intercâmbio Rotário da Amizade (em que pessoalmente e o nosso Clube já se envolveu diversas vezes), Subsídios Descoberta Carl P. Miller, Serviços diversos à Comunidade Mundial, etc, etc... Mas, o mais espectacular de todos os Programas da RF of RI, o Progama POliO PlUS que aqui vos apresento como a mais bela coluna deste Templo - uma cariátide que, com a sua bela figura de mulher, melhor a representa nesta alegoria. Depois, na base deste Templo, apresento-vos toda uma série de pedras que são a base da RF of RI - cada uma representa os milhares de Clubes que integram o RI, os membros Rotários, Rotaracts e Interacts de todo o Mundo, os milhares de Companheiros Paul Harris que contribuíram com US$ 1000,00 ou mais para estes fins filantrópicos, os grandes Doadores( Estados, Sociedades, Associações ou particulares que contribuíram com mais de US$ 10 000,00, com legados testamentários ou seguros de vida, doações em espécie, etc. É com todos estes contributos, para o Fundo Permanente( de que são utilizáveis) ou Fundos com finalidade específica, e, acima de t espírito de Servir de muitos milhares de Voluntários( de que fiz parte, (Leader de um IGE e em emocionantes Campanhas de vacinação em J índia - cidade de Vasco da Gama, Estado de Goa) que a Fundação Rotary International se engrandece e nos enobrece. É com todos estes contributos, para o Fundo Permanente( de que só os juros são utilizáveis) ou Fundos com finalidade específica, e, acima de tudo, com o espírito de Servir de muitos milhares de Voluntários( de que fiz parte, como Group Leader de um IGE e em emocionantes Campanhas de vacinação em Angola e na índia - cidade de Vasco da Gama, Estado de Goa) que a
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Fundação Rotária de Rotary International se engrandece e nos enobrece. Mas é preciso que todos os Rotários e aqueles que possamos influenciar, se compenetrem da necessidade de DAR, não só numerário, como o seu trabalho voluntário, para se atingirem as finalidades da RF of RI. Relembro o que a "Santa" Madre Teresa de Calcutá( que tivemos ensejo de ver colaborar na Convenção de RI de 1981 em S. Paulo) nos dizia: "É preciso dar, dar sempre, dar até doer..."

10 DE FEVEREIRO
A COMUNICAÇÃO SOCIAL REGIONAL NO DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO – DR. CASEIRO MARQUES E DR. LUÍS MENDONÇA A imprensa regional assume um papel muito importante no desenvolvimento de qualquer região. Trás-os-Montes não foge à regra. Tendo isso em consideração, foram convidados dois jornalistas, da imprensa escrita e falada, que apresentaram uma perspectiva daquilo que é e que pode ser o papel da imprensa no desenvolvimento da região em que estamos.

O Dr Luís Mendonça no uso da palavra

…assim como o Dr Caseiro Marques

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5 - ACTIVIDADES NO EXTERIOR
Alguns dos companheiros do clube deslocaram-se a outros clubes ou a encontros promovidos no âmbito do movimento rotário. De seguida apresentam-se os textos por eles escritos sobre essas actividades. XXVII INSTITUTO ROTÁRIO, FLORIANOPOLIS, BRASIL -

COMPANHEIRO MANUEL CARDONA De 1 a 5 de Setembro, com um numeroso grupo de Rotários portugueses, decorreu o XXVII Instituto Rotário do Brasil, na bela cidade de Florianópolis, Santa Catarina, destinado a past Governadores e Governadores, com mais de 1150 inscritos. Fui portador de uma mensagem do Presidente da república, Dr Jorge Sampaio, lida na sessão inaugural perante o Presidente de Rotary

International, Glenn Estess Sr, aí também sendo lida a do Exmo Presidente
do Brasil, justificando a impossibilidade elogiando rotárias Na e as de acções comparecer e, ambos, desejando especial

êxito nos trabalhos. sessão dedicada à Integração de Países Rotários de Língua Portuguesas, em que fui Coordenador, obtiveram-se resultados satisfatórios, ressaltando de entre as diversas conclusões as da criação da Secção Portuguesas da Comissão Inter Países Brasil/Portugal, marcação de novo encontro m Portugal em 2005, intensificação dos Programas de apoio aos Países de língua portuguesa mais carenciados, intercâmbio de Jovens e de famílias rotárias, pedido de que o português passe a ser língua oficial da

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ONU (como já o é no Rotary International), apoio na proposta de Portugal acolher em 2010 uma Convenção de Rotary International, etc. E as curtas férias (que afinal foram de trabalhos…) acabaram no dia 6 de Setembro, já em Lisboa, num almoço com D Basílio do Nascimento para lhe entregarmos novo contributo dos Rotários do Distrito 1970, visando muito especialmente ajudar os jovens estudantes timorenses e garantir a subsistência da nosso língua naquele jovem País que tantas dificuldades está a tentar superar. O Sr Bispo de Baucau que, como seu exemplo e coragem, consegue unir os timorenses, tentativas mostrou-se de extremamente preocupado pelas constantes País recém “australianização” daquele martirizado

independente que ele equipara a “um avião que, já na pista, apenas começa agora a arrancar”. VISITA AO ROTARY CLUB DE PORT-EL-KANTAOUI, TUNISIA COMPANHEIRO JOSÉ CARLOS CARDOSO Aproveitando as férias familiares de Verão que passei na Tunísia, visitei em 26 de Agosto de 2004 o Clube Rotário de Port-el-Kantaoui. O clube reúne semanalmente às Quintas-feiras, pelas 20h00 no Hotel Hasdrubal de Port-elKantaoui, que por sorte ficava apenas a 10 minutos a pé do hotel em que fiquei hospedado. A primeira surpresa foi que o presidente do clube era uma senhora, pois sendo a Tunísia um pais muçulmano a mulher tem ainda infelizmente um papel secundário na sociedade. A segunda surpresa foi a presença de mais dois companheiros Portugueses a visitar o clube no mesmo dia, pelo que a reunião decorreu com 4 membros do clube local e 3 visitantes Portugueses. Da história do clube soube que foi fundado em 1990 com 30 membros na sua origem. Conta actualmente com 20 membros no seu quadro social, incluindo duas senhoras. O clube é um dos 19 que actualmente existem na Tunísia pertencente ao distrito 9010 do qual também fazem parte a Argélia,
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Mauritânia e Marrocos. Das grandes acções desenvolvidas destacaram a construção de um centro de saúde em Erriadh, um localidade próxima de Sousse, a construção de uma sala de aula e das infra-estruturas sanitárias numa escola primária e distribuição de cobertores num internato para cegos. Além destas acções o clube promove anualmente a ajuda na compra de material escolar, ajuda alimentar durante o mês do Ramadão e pagamento das taxas de circuncisão para crianças de famílias muito necessitadas. Uma acção curiosa é oferta do carneiro durante o mês do Ramadão a famílias necessitadas, conforme manda a lei islâmica. Alem disso, de uma forma esporádica, através dos seus clubes de contacto em França, têm proporcionado o envio de crianças para serem operadas em França em especialidades que não existem na Tunísia. Registo o meu agradecimento à Compª Dany Rammah Presidente 2004/05 do Rotary Club de Port-el-Kantaoui pela gentileza com que o seu clube me recebeu. ENCONTRO DA SECÇÃO IBÉRICA DO IFFR - SANTARÉM, 24 E 25 DE SETEMBRO DE 2004 - COMPANHEIRO JOSÉ CARLOS CARDOSO Decorreu nos passados dias 24 e 25 de Setembro de 2004, um encontro de rotários que partilham do gosto pela aviação. Organizado pela secção Ibérica da IFFR, teve trabalho de relevo o seu actual presidente Compº Richard Goldschmidt do RC de Lisboa. Como rotário e piloto foi meu privilégio participar neste encontro. Tive a sorte adicional de terminada a “época oficial de incêndios” uns dias antes, estar disponível o avião do Aeroclube de Mirandela para assim voar literalmente para o encontro. Estiveram presentes, além de um bom número de Rotários portugueses, especialmente da zona de Lisboa, três alemães e sete ingleses. Devido ás condições climatéricas adversas no centro da Europa, o grupo de franceses que iniciou viagem, ficou retido em Biarritz por impossibilidade de passar os Pirinéus e tiveram de regressar aos aeródromos de origem.
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A importância do encontro também se pode aferir pela presença do Presidente mundial do IFFR, CompºAngus Clark e esposa Alisma, e o Vice– presidente para a Europa, Compº Feroz Wadia e esposa Raye. O programa social do encontro incluiu a visita a uma quinta na Azambuja do Compº Ilidio Monteiro do Rotary Club de Lisboa, recepção na Câmara Municipal de Santarém e visita à cidade, visita ao Museu dos Patudos em Alpiarça e visita a uma caudelaria onde a antiga raça de cavalos “Sorraia” é criada. Esta raça está na origem do cavalo Lusitano, do Andaluz e do Mustang americano. No entanto com apenas aproximadamente 170 exemplares corre sérios perigos de extinção. No jantar foi mais uma vez atribuído o prémio anual de segurança de voo. Este prémio foi instituído pelo IFFR em memória dos 4 Companheiros, membros do IFFR, vítimas de um acidente de aviação na serra de Sintra, quando participavam num Fly-in, após a Convenção de Barcelona em 2002. Assim foi atribuído ao Aeroclube de Portugal a tarefa de durante 10 anos seleccionar anualmente um digno merecedor deste prémio. Este ano foi atribuído à APPLA – Associação Portuguesa de Pilotos de Linha Aérea, pelos muitos anos sem acidentes entre os seus membros e pela sua contribuição activa para a segurança aérea. O Domingo dia 26 de Setembro foi bafejado pela sorte, com um dia de visibilidade excepcional, que permitiu o regresso com um voo, sempre espectacular, sobre o mar e a linha de costa. Com reabastecimento em Aveiro do avião e tripulação com combustível Avgas 100LL e feijoada de marisco, respectivamente, termina o relato da participação neste encontro deste vosso companheiro.

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FELLOWSHIP OF FLYING ROTARIANS (IFFR) - COMPANHEIRO JOSÉ CARLOS CARDOSO A International Fellowship of Flying Rotarians (IFFR) é um grupo de Rotários dedicados a promover a aviação como uma oportunidade para a amizade e o serviço rotário de acordo com as normas da Rotary International. A promoção da aviação é feita, entre outras actividades, com a realização de eventos aeronáuticos (“fly-ins”). O IFFR está organizado com um Comité Executivo, eleito por períodos de dois anos nos encontros organizados aquando da Convenção Internacional Rotária e Conselho de Administração, que engloba entre outros o Presidente e Presidente eleito, Secretário, Tesoureiro, Past-presidentes, Vicepresidentes regionais e Presidentes de Secção. Há 4 Vice-presidentes regionais que coordenam as actividades nas respectivas regiões (Europa, África, América e Austrália). Os presidentes de secção têm por função publicitar e organizar eventos locais, coordenar actividades e não menos importante aumentar o número de sócios. Na Europa há actualmente as secções Ibérica, França, Reino Unido, Escandinávia, Itália, Benelux, Alemanha e Suíça . BREVE HISTÓRIA DA AVIAÇÃO - COMPANHEIRO JOSÉ CARLOS CARDOSO A aviação tem como pai internacionalmente aceite e comprovado o brasileiro Santos Dumont que em Paris, pelas 16h00 do dia 23 de Outubro de 1906, na presença de inúmeras testemunhas, fez o primeiro voo numa máquina mais pesado do que o ar. O avião chamado “14-Bis” levantou do solo usando os próprios meios e voo 60 metros a uma altura de 2 a 3 metros.

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Os Americanos atribuem aos irmãos Wright a primazia do primeiro voo em 17 de Dezembro de 1903, em Kitty Hawk, Carolina do Norte. No entanto, ao contrário de Santos Dumont, estes voos nunca foram testemunhados nem os inventores divulgaram fotografias ou planos dos seus aparelhos. Os irmãos Wright tentaram vender, sem sucesso, o seu invento ao Exército dos Estados Unidos (1905), depois ao governo Francês (1906) e a grupos industriais. Só em 1909 é que o Exército dos EUA aceitou, finalmente, o avião mas só anos depois é que os irmãos Wright passaram a ser considerados pelo governo dos EUA como inventores do aeroplano. A primeira morte ocorrida num acidente aeronáutico, o Tenente Thomas E. Selfridge, foi com um avião fabricado pelos Irmãos Wright. Por outro lado, Santos Dumont sempre foi contra o uso bélico do aeroplano, valorizando a possibilidade de avião servir para unir as pessoas, como meio de transporte e, por que não, de lazer, como ele mesmo havia demonstrado, ao deslocar-se em suas aeronaves em Paris para assistir à ópera ou visitar amigos. Em 1907 numa reunião internacional para assuntos da navegação aérea foram consagrados na legislação aérea internacional dois pontos: a) proibição de lançamento de projecteis e de explosivos, de bordo de aeronaves; b) proibição de ataque, por qualquer meio, a cidades indefesa. A proibição de utilização de aeronaves para fins bélicos foi repetidamente salientada em todas as reuniões iniciais. Porém tão ingénuos princípios foram rapidamente esquecidos.

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O uso de aviões na Guerra Mundial de 1914 -18, acidentes aéreos, especialmente um que vitimou alguns dos seus amigos no Rio de Janeiro quando se preparavam para saudar o seu regresso de barco ao Brasil, levou o pai da aviação a um grande estado de depressão. Quando em 1932 irrompe o Movimento Constitucionalista de São Paulo inicia-se a luta entre os rebeldes e o governo. Ao ouvir o barulho dos aviões do governo passar em direcção à capital paulista em missões de bombardeamento Dumont tapava os ouvidos e escondia-se para não ver. Quando assistiu da praia ao bombardeamento do cruzador Bahia por três aviões “vermelhinhos”, leais ao Governo Federal, foi visto a chorar no local. Isto foi demais para ele, Brasileiros a matar irmãos Brasileiros usando o seu invento. Suicidou-se pouco depois convencido que tinha inventado segundo as suas palavras a “perdição do mundo”.

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6 - 38º ANIVERSÁRIO
Embora o aniversário do nosso clube seja a 30 de Novembro, antecipámos a comemoração para a reunião da quinta-feira anterior, dia 25. O Conselho Director propôs ao clube que se prestasse homenagem à UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e ao Professor Doutor José Torres Pereira, seu Reitor durante 12 anos e falecido há seis meses. Estiveram presentes as autoridades locais nomeadamente o Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Dr. Manuel Martins, a Drª Isabel Magalhães em representação do Governador Civil, o Coronel Carlos Branco, Comandante do RI 13, o Director do Arquivo Distrital, Dr. Silva Gonçalves e o Presidente da NERVIR – Associação Empresarial de Vila Real. Em representação do Lions Club de Vila Real esteve o seu presidente Dr. Antero Carvalho. A UTAD fez-se representar pelo Magnífico Reitor Professor Doutor Mascarenhas Ferreira, por dois Vice Reitores e por vários docentes e funcionários. Esteve também presente o Governador Assistente do nosso clube, Brochado Ribeiro, assim como vários companheiros em representação de outros clubes como o de Bragança, o de Amarante, o da Régua e o da Senhora da Hora, pelo companheiro Santos Bento, Secretário do Governador do distrito 1970. Em representação da personalidade homenageada, estiveram presentes os filhos, Engº Luís Torres Pereira e Engª Carla Torres Pereira. A reunião decorreu em duas etapas: a primeira no auditório, onde foram prestadas as homenagens e a segunda na sala de jantar. A saudação às bandeiras foi feita na primeira parte. A condução da reunião foi da responsabilidade do Presidente do Rotary Club em festa, sob a preciosa orientação do companheiro de Protocolo, João Pavão. A sua eficiência permitiu que tudo decorresse bem com o ritmo necessário ao bom andamento de reuniões deste tipo.

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Aproveitando o facto de estarem presentes muitas pessoas que, quem sabe, possam um dia ingressar num clube rotário, o Presidente conduziu a reunião de modo pedagógico explicando todos os passos que são dados à medida que a reunião avança. Foi muito gratificante ouvir a Drª Isabel Magalhães, em representação do Governo Civil, afirmar no final que durante aquele jantar se celebrou rotary. Estou convicto que sim.

Saudação às bandeiras

O Presidente entrega o diploma de Sócio Fundador ao companheiro Cardona

O bolo de aniversário

O Presidente entrega o diploma de Sócio Fundador ao companheiro Cardoso Simões

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O companheiro Lourenço Freitas a ser agraciado

O Presidente da Câmara, Dr Manuel Martins, entrega uma prenda ao clube

O companheiro Pedro Ramos recebe o diploma de Sócio Honorário

O Magnífico Reitor no uso da palavra

HOMENAGEM AO PROF. DOUTOR JOSÉ TORRES PEREIRA
Em primeiro lugar prestou-se homenagem ao Professor Doutor José Torres Pereira. Interveio o Presidente do Rotary Club de Vila Real, companheiro Manuel Cordeiro, que disse: “A personalidade que este ano escolhemos para homenagear foi o Senhor Professor Doutor José Manuel Gaspar Torres Pereira. Embora nascido em Lisboa, no ano de 1939, estava em Vila Real desde 1975. Neste ano regressou de Angola, a exemplo de tantos outros portugueses. Licenciou-se em Ciências Biomédicas pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, no ano de 1966. Após a Licenciatura, foi para Luanda e ingressou nos Estudos Gerais Universitários de Angola, mais

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tarde Universidade de Luanda, onde se manteve até 1975. Leccionou também na Universidade da Califórnia, Estados Unidos. Dedicou grande parte da sua vida à instituição universitária transmontana, onde chegou logo após o 25 de Abril, iniciando funções docentes no exInstituto Politécnico de Vila Real (IPVR). Acompanhou activamente toda a evolução desta instituição: fez parte das Comissões Instaladoras do Instituto Politécnico de Vila Real, Instituto Universitário de Trás-os-Montes e Alto Douro e da antiga Escola Superior de Educação de Vila Real. Na Universidade desempenhou sempre cargos de responsabilidade: foi próReitor para a Investigação Científica e para as Relações Internacionais, Coordenador do Departamento de Biologia, Vice-Reitor de 1987 a 1990, tendo sido eleito Reitor da UTAD em 1990, cargo que desempenhou até 2002. Citando o Professor Doutor Mascarenhas Ferreira, Reitor que o sucedeu, "Era um homem bom, extremamente humano e perspicaz naquilo que era bom para a universidade e para a região de Trás-os-Montes e Alto Douro". Privei com ele durante cerca de 7 anos, consequência de atribuições de gestão que me atribuiu, e concordo totalmente com estas palavras vindas de quem com ele partilhou responsabilidades durante muitos anos. Foi um grande amigo da região transmontana. A sua acção teve sempre como objectivo criar condições para que a UTAD e Trás-os-Montes caminhassem para o progresso sem vacilar. Há vários escritos seus que fundamentam esta afirmação. Em Santiago de Compostela afirmou “Se aspiramos a um Desenvolvimento sustentado, o Desenvolvimento que queremos deve ter significado para as Pessoas da Região”. A sua visão sobre o que é criar condições que favoreçam o desenvolvimento da nossa região e a contribuição que a UTAD pode dar está bem clara quando, na criação do SCETAD – Serviço Cooperativo de Extensão de Trás-os-Montes e Alto Douro, afirmou que uma das suas linhas orientadoras seria baseada

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naquilo que apelidou de “A missão da UTAD como instrumento de desenvolvimento da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro”. Era sem dúvida um homem bom e perspicaz como referi acima citando o Magnífico reitor, Professor Doutor Mascarenhas Ferreira. Essas duas facetas podem ver-se em muitos momentos da sua actividade de gestão universitária. Incentivou a criação de um centro destinado à investigação com vista a criar condições de acesso aos computadores a Cidadãos com Necessidades Especiais. Dizia ele sobre a acção desenvolvida pelo Engº Francisco Godinho que tem dedicado muita da sua vida a este tema: “As novas tecnologias numa de informação com e as comunicação vicissitudes não da são apenas instrumentos de trabalho na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Implantada região interioridade, nomeadamente a ruralidade, acessibilidade e um tecido económico e social pouco desenvolvido, o uso destas tecnologias constituem-se como factores críticos e decisivos para a supressão das desvantagens da sua situação geográfica. Acessibilidade e desvantagem serão sempre aspectos com que a UTAD terá que lidar para promover o desenvolvimento da região em que se insere. Estes problemas têm o seu expoente máximo ao nível da condição social e humana em que se encontram os cidadãos com necessidades especiais. Também nestes casos a tecnologia é, sem dúvida, um elemento que atenua as suas desvantagens alterando significativamente as suas capacidades de participação social”. Muito mais haveria para dizer sobre o Professor Doutor José Torres Pereira. Vou, no entanto, referir apenas aquilo que foi a minha vivência com ele. Presenciei muitas conversas que teve com responsáveis autárquicos. Defendia as suas ideias com convicção. Aprendi muito com ele. Estou certo de que não fui o único.

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Visitou em tempos o nosso clube. Os companheiros de então receberam-no, com certeza, o melhor que puderam. Assim o exigem os preceitos porque se rege qualquer rotário. O Rotary Club Vila Real não teve quaisquer dúvidas quando decidiu homenageá-lo. As suas qualidades humanas e profissionais, colocadas ao serviço do desenvolvimento da região de Trás-os-Montes assim o justificam. Enquanto Presidente do Rotary Club de Vila Real e seu colega de profissão, muito me orgulho desta missão de que o meu clube me incumbiu. Por tudo o que ele representou para mim e muitos outros colegas docentes que com ele viveram no dia a dia, o Rotary Club de Vila Real ficar-lhe-á eternamente agradecido. De um email recebido da colega Mila Abreu, do Departamento de Arqueologia, que não pode estar presente, retirei esta frase: A morte só faz esquecer aqueles que não deixaram discípulos e amigos. O Professor torres Pereira será por muitos para sempre recordado. Por mim assim será. Termino agradecendo ao Luís e à Carla, em meu nome e em nome do clube, por terem aceite prestássemos esta homenagem ao seu pai. Também a todos os presentes o nosso muito obrigado”. O Magnífico Reitor da UTAD que com ele privou durante mais de 20 anos, usou da palavra para realçar o papel que o homenageado teve na implantação da universidade e no seu crescimento. Realçou também as qualidades humanas que o caracterizavam e que pautaram toda a sua vida. O seu apego à família também era uma das suas características. O Professor Guedes Pinto, Vice-reitor na vigência do Professor Torres Pereira também interveio referindo-se a alguns dos momentos que com ele viveu. O Engº Luís agradeceu, muito sensibilizado, a homenagem que o Rotary Club de Vila Real prestou ao seu pai.

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A Engª Carla recebe uma prenda do clube entregue pela Maria Antónia

O Engº Luís, a Engª Carla e o presidente do clube

HOMENAGEM À UTAD
Terminada esta cerimónia seguiu-se a homenagem à UTAD. O Presidente do nosso clube interveio dizendo: “Todos os anos o Rotary Club de Vila Real presta homenagem pública a uma instituição e a uma personalidade. Os requisitos necessários para merecer tal distinção têm a ver essencialmente com a respectiva contribuição para o desenvolvimento da região onde o clube que homenageia está inserido. A UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, nasceu como tal em 1986. Temos, no entanto, que recuar ao ano de 1973 para encontrar as suas origens. A decisão de instalar o ensino politécnico em Vila Real foi, estou certo, uma das decisões mais importantes para a região tomadas até hoje. Se recuarmos a esse ano, facilmente compreendemos como esta afirmação é correcta. O desenvolvimento da cidade está à vista. De uma cidade de interior, certamente com algumas vantagens, mas sem dúvida como muitos inconvenientes, pode dizer-se que se transformou numa cidade desenvolvida com infra-estruturas que permitem aqui viver sem nos lembrarmos muito dos grandes centros do litoral. A UTAD prestou um serviço muito grande a Vila Real e à região transmontana. Aqui se formaram já muitos homens e mulheres que ocupam lugares de relevo nos vários campos de actividade como sejam a economia,

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a política, o ensino, o jornalismo, a agricultura, a pecuária, as engenharias e a indústria em geral e tantas outras actividades que seria fastidioso enumerar. Todos esses homens e mulheres são os testemunhos vivos do trabalho que aqui se desenvolve. Estou ligado à UTAD desde 1981, era ainda Instituto Universitário. Acompanhei a sua passagem a universidade como muitos dos que aqui estão. Posso dizer que a conheço muito bem, pois assisti ao seu nascimento. Recordo bem as expectativas com que todos, docentes, alunos e funcionários, viveram essa transição. Houve cursos que nasceram e outros que eram ministrados em parceria com a FEUP, passaram a ser ministrados por inteiro cá. Refiro-me aos ursos de Engenharia Electrotécnica, Civil e Mecânica. Muitos outros se seguiram e pode hoje dizer-se que a UTAD é uma instituição nacional a viver em Vila Real. É líder em algumas áreas do saber. Compete em igualdade com as outras instituições de ensino superior portuguesas sem temer comparações. Tudo isto se deve aqueles que a servem: os funcionários, os docentes e, claro está, os alunos que são a razão da sua existência. O Rotary Club de Vila Real orgulha-se de ter tido na Comissão Instaladora do Ensino Politécnico em Vila Real o Engº Manuel Cardoso Simões, companheiro Cardoso Simões na terminologia rotária. A sua acção, consequência dos seus conhecimentos técnicos e científicos e da sua experiência enquanto profissional agrónomo, permitem que destaque a sua contribuição para o sucesso que hoje a UTAD tem e que estamos aqui a homenagear. Felicito o Magnífico Reitor Professor Doutor Mascarenhas Ferreira, que aqui desenvolve a sua actividade docente desde a primeira hora, começando no IP – Instituto Politécnico, passando pelo IU – Instituto Universitário e agora na UTAD, pela contribuição que tem dado à afirmação e consolidação desta instituição que, ainda que jovem, pede meças a outras já bem adultas. A cidade e a região merecem a universidade que têm. Se caminharem de mãos dadas certamente que terão muitas alegrias no futuro. Hoje, mais que
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nunca, isso é necessário. O Magnífico Reitor, com a sua equipa, melhor que ninguém o saberá fazer. O Rotary Club de Vila Real, no seu 38º Aniversário e no ano em que o movimento rotário faz 100 anos, não podia ser indiferente à importância que a UTAD tem para a região. Não esqueçamos que o movimento rotário tem como objectivo ajudar quem precisa, contribuir para minorar as más condições em que algumas pessoas vivem. Que melhor contribuição para que esses objectivos sejam mais facilmente atingidos do que uma população culta? A UTAD faz, sem qualquer dúvida, esse papel. Termino congratulando-me com a sua presença, Magnífico Reitor, com os nossos colegas docentes e funcionários que se associaram a esta homenagem. Agradeço a todos os presentes a amabilidade que tiveram em responder positivamente ao nosso convite. O Rotary Club de Vila Real não esquecerá esse gesto. Agradeço também aos companheiros do nosso clube. Sem eles, este momento não seria possível.

O Presidente entregando uma lembrança à UTAD

O Reitor da UTAD no uso da palavra

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DEZEMBRO - CEIA DE NATAL/MÊS DA FAMÍLIA
HOMENAGEM À FAMÍLIA VALENTE Como o mês de Dezembro é o mês dedicado à família, o nosso clube resolveu prestar homenagem a todas as famílias vila-realenses representadas pela família Valente, no dia 9. Foi uma reunião vivida por todos nós e pela família homenageada de um modo muito vivo. Tudo o que pudermos fazer para realçar os valores das famílias portugueses, devemos fazê-lo. A família Valente atribuiu, tal como nós, um significado muito especial a esta homenagem. Compareceram doze elementos da família estando presentes os progenitores, que são o sustentáculo de todos os que a ela pertencem. Brindaram-nos com várias músicas interpretadas por todos eles. Foi muito bonito de se ver e ouvir.

Entrega de lembranças

Os progenitores da família Valente

ENTREGA DE DONATIVO ÀS CONFERÊNCIAS DE SÃO VICENTE DE PAULO DA SÉ E DA SENHORA DA CONCEIÇÃO Nesta reunião resolvemos entregar o dinheiro angariado na FAG – Feira de Artesanato e Gastronomia na NERVIR. Apesar da crise as Senhoras entregaram 885 Euros a cada uma das Conferências. Respondendo ao convite feito pelo clube, estiveram presentes seis Senhoras em representação das duas Conferências. O que representa para ajuda dos mais desfavorecidos foi bem realçado aquando dos agradecimentos ao nosso clube. Esta é mais uma das iniciativas que a Casa da Amizade do nosso
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clube levou a cabo. Tal como outras visou o apoio aos mais desfavorecidos da nossa terra. ENTREGA DE PRENDAS AOS FILHOS DOS COMPANHEIROS A exemplo do que vem acontecendo desde há alguns anos, no dia do jantar de Natal foram distribuídas prendas aos filhos dos companheiros cuja idade é inferior aos quinze anos. É um momento sempre vivido com muita intensidade por todos os que recebem as prendas destacando-se os mais pequenos. Para esses é um momento muito marcante do jantar pois estão sempre à espera que lhe sejam entregues mais alguns brinquedos. A Maria Antónia entregou a cada um dos mais pequenos um brinquedo e aos maiores um livro. Estou certo de que se lembrarão sempre deste momento. De seguida apresentam-se algumas fotos alusivas ao momento.

O Joãozinho recebe a prenda

… em nome dos filhos, o companheiro Paulo

… a Catarina

… a Leninha

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… a Sofia

… o Filipe

… o Paulo

... e todas as Senhoras

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7 - CASA DA AMIZADE
As actividades desenvolvidas pelas Senhoras no âmbito da Casa da Amizade assumiram um papel relevante no conjunto de todas as actividades desenvolvidas pelo nosso clube durante este ano rotário. Apresentam-se aquelas considerámos mais importantes.

1ª Reunião com a companheira Teresinha

PARTICIPAÇÃO NA FAG – FEIRA DE ARTESANATO E GASTRONOMIA NA NERVIR A participação com um stand na FAG – Feira de artesanato e Gastronomia faz parte da actividade das Senhoras para angariarem fundos para que a Casa da Amizade possa responder aos muitos pedidos de ajuda de pessoas e/ou instituições locais. Só com muita dedicação e muito trabalho é que é possível pôr de pé uma participação como a que as Senhoras têm desde há seis anos. É necessário “roubar” muito tempo aos tempos livres e conjugar isso com uma grande dose de boa vontade e espírito de solidariedade para que estas participações tenham o êxito que têm tido. A NERVIR – Associação Empresarial de Vila Real tem sido de uma solidariedade a toda a
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prova pois coloca graciosamente à disposição das Senhoras do Clube o espaço onde é montado o stand. A eles o nosso muito obrigado. As recitas que este ano se obtiveram, num total de 1750 Euros foram distribuídas em partes iguais pelas Conferências de São Vicente de Paulo da Sé e da Senhora da Conceição.

O stand

A satisfação do serviço terminado

O Comandante do RI 13 e Vereador M. Pinto

O Governador Civil

SORTEIO DE UM TÍTULO PAUL HARRIS As Senhoras sortearam um Paul Harris entre si. A Helena Balsa, esposa do nosso companheiro Zico Barros, foi a contemplada. Para ela e para o nosso companheiro vão os parabéns do presidente e, certamente, de todos os restantes companheiros e esposas.

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Leilão do Paul Harris

… comunicando o resultado

DIA DO CENTENÁRIO Seguindo as recomendações da esposa do Governador Diamantino Gomes, a também companheira Teresinha Fraga, o grupo das senhoras comemorou o centenário de Rotary International em colaboração com o Rotary Club de Vila Real, ao qual estão intimamente ligadas. Desenvolveram um conjunto de actividades que tiveram em conta a experiência adquirida nos anos anteriores, para a qual todas colaboram, especialmente as que, em cada ano, assumiram a responsabilidade da condução do grupo. VISITA À CADEIA A Casa da Amizade das Senhoras do nosso clube tem uma actividade muito meritória e de grande alcance social. A entrega de brinquedos aos miúdos que se encontram com as mães a viver no EPL de Vila Real é uma prática que tem vindo a ser seguida. Também a entrega de artigos de higiene para os reclusos e reclusas é de grande utilidade para todos os que ali vivem, esperamos que por pouco tempo.

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A Maria Antónia e a Lena Antas com algumas reclusas

… e com a filha de uma reclusa

Entrega de livros ao estabelecimento prisional

AJUDA A CIDADÃO UCRANIANO Já durante o ano rotário em que estivemos à frente do nosso clube, as Senhoras tomaram conhecimento de que um cidadão ucraniano vivia com grandes dificuldades pois estava impedido de trabalhar por ter tido um acidente que o deixou paraplégico. Depois de uma primeira visita, as Senhoras passaram a ajudá-lo e à sua esposa, levando-lhe alguns bens alimentares essenciais. Depois de alguns meses foi possível, em parceria com a APPC, criar condições para que pudesse passar os dias nas

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instalações da APPC, sendo o transporte de sua casa para a APPC e viceversa, da responsabilidade desta.

A Maria Antónia e a Taciana entregam o cheque

O casal ucraniano obsequiou-as com um lanche típico da Ucrânia

Sabendo que esta família tinha um filho na Ucrânia e muito gostaria de o ter consigo, as Senhoras entregaram um cheque de 250 Euros destinados exclusivamente para pagar a sua viagem para cá. Este sonho foi tornado realidade. GRUA MÉDICA Só com o esforço e o dinamismo das Senhoras é que foi possível oferecer à APPC de Vila Real a grua médica. Foi com o dinheiro que conseguiram num sorteio que foi possível ajudar os funcionários que ali trabalham. Esta oferta deixou-nos a todos muito contentes e orgulhosos. Sem dúvida que, mais uma vez, celebrámos rotary no Rotary Club de Vila Real. CANTAR OS REIS Com o objectivo de angariar fundos para concretizar as várias actividades que programaram, as Senhoras cantaram os Reis a várias instituições públicas e privadas da nossa cidade. O Hotel Miracorgo, a Câmara Municipal, o Governo Civil, a Farmácia Almeida e a Farmácia, receberam-nas com muito carinho. Em contrapartida deliciaram-se com lindas e bem cantadas canções.
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Algumas das Senhoras ensaiando

LIGA DOS AMIGOS DO HOSPITAL DE VILA REAL Durante este ano 3 das Senhoras desenvolveram uma actividade muito meritória no âmbito da Liga dos Amigos do Hospital. Todas as semanas a sua presença ajuda a amenizar as agruras de quem tem que recorrer aos serviços do hospital com regularidade AJUDA A TIMOR Os projectos que o nosso clube está a desenvolver em Timor muito beneficiaram com a colaboração financeira das Senhoras. Esses projectos são tratados num outro ponto deste livro e foram iniciados na presidência do companheiro Fernando Martins e continuadas pelo companheiro Pizarro. Após o ano 2004-2005, alguns foram continuados pelo companheiro Antas e irão sê-lo, estou certo, pelos companheiros que a seguir presidirão ao clube. COMPRA DE MEDICAMENTOS PARA IDOSOS A exemplo do que tem sido feito em anos anteriores também este ano, o dinheiro obtido na FAG – Feira de Artesanato e Gastronomia no stand que as Senhoras ali tiveram, foi entregue às Conferências de São Vicente de Paulo

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da Sé e da Senhora da Conceição. O objectivo é comprar medicamentos e fraldas para idosos que não têm capacidade financeira para os comprar. SUBSÍDIO EQUIVALENTE Foi com a ajuda financeira das Senhoras que foi possível levar acabo, com êxito, o projecto de Subsídio Equivalente com o Rotary Club de Mairipora, São Paulo, Brasil. 13 DE JANEIRO DE 2005 – DIA DO LEILÃO O tradicional leilão decorreu com a animação dos anos anteriores. As Senhoras empenharam-se muito para que tivesse êxito. Embora a crise se faça sentir em cada momento do dia a dia de todos, e os rotários não são excepção, pode dizer-se que as verbas obtidas auguram bons projectos.

A Maria Antónia, a Maria José e a Fernanda leiloando

SORTEIO No dia 25 de Abril, em Leon, no Parador San Marcos, aquando da visita ao Rotary Club gémeo, procedeu-se ao leilão das férias para angariação de fundos com vista à implementação dos projectos do clube.

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8 - PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS NO EXTERIOR
Durante este ano rotário, o nosso clube esteve representado num número de actividades rotárias bastante significativo. Foi nossa política responder, com a nossa presença, sempre que fomos solicitados por outros clubes ou por outros responsáveis rotários. Apresentam-se de seguida algumas dessas actividades. 9 DE NOVEMBRO – VOG AO ROTARY CLUB DE BRAGANÇA A VOG – Visita Oficial do Governador aos clubes é um momento muito importante para qualquer clube. É por isso que os clubes convidam clubes da região ou mesmo de outras regiões para o acompanharem no dia da visita. Em consequência o clube de Bragança convidou-nos a estar presente no dia nove. Aproveitando a disponibilidade permanente do Companheiro Manuel Cardona desloquei-me a Bragança na sua companhia, na da sua esposa Helena, Companheiro o Companheiro na e do José Luís sua de Assistente

Carlos. Aí encontrámos Guimarães qualidade Governador para aquele clube. Foi uma surpresa muito agradável encontrar um clube em que o número de senhoras é superior ao número de homens. Havia várias companheiras e companheiros conhecidos. Foi uma noite muito agradável. Regressámos a Vila Real com a consciência de que cumprimos o nosso dever de rotários.

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VOG DO GOVERNADOR AO ROTARY CLUB DE MIRANDELA – 4 DE DEZEMBRO Tem sido regra o nosso clube fazer-se representar nas VOG – Visitas Oficiais do Governador aos clubes da região. Assim aconteceu com a visita ao Rotary Club de Mirandela. Aí se deslocaram os companheiros Manuel Cardona, Alfredo Branco e o Presidente, Manuel Cordeiro. Foi uma reunião agradável e que permitiu algumas trocas de impressões com os companheiros de Mirandela. NATAL ROTÁRIO EM CHAVES – 18 DE DEZEMBRO No dia 18 de Dezembro realizou-se o Natal Rotário do Distrito 1970 aberto a todos os clubes deste Distrito. O nosso clube esteve muito bem representado por uma delegação composta por 13 pessoas, entre companheiros e esposas. O Presidente do nosso clube, companheiro Manuel Cordeiro, disse algumas palavras alusivas ao acto. Começou por saudar todos os presentes e destacou o trabalho que é necessário fazer para organizar uma reunião como esta. Deu os parabéns ao Rotary Club de Chaves pelo empenho que puseram para que tudo corresse bem. Aproveitou para desejar a todos os presentes um bom Natal e um bom ano de 2005. Fez votos para que todos concretizem os projectos quer pessoais quer dos clubes. Deixou, ainda, um desejo para que os clubes façam tudo o que puderem para comemorar o ano do centenário do movimento rotário com a dignidade exigida por uma instituição com a linda idade de 100 anos. Assim sendo, todos os companheiros se sentirão felizes no fim do ano. Terminou dizendo que ali se tinha celebrado rotary.

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Alguns dos companheiros presentes

… e as Senhoras

HOMENAGEM AO CORONEL CARLOS BRANCO
PALAVRAS DO COMPANHEIRO PRESIDENTE O Rotary Club de Vila Real associa-se à homenagem ao Comandante do RI 13, Coronel Carlos Branco, com muito prazer e ciente de que se trata de uma justa homenagem. O Coronel Carlos Branco é uma pessoa com uma grande disponibilidade para apoiar as causas e as instituições que mostrem capacidade empreendedora no apoio a quem necessita. Orgulhamo-nos de ter feito parceria com o agrupamento HOTEL, em Timor, consequência da sua acção e que permitiu fazer chegar à Escola Amigos de Jesus do Padre João Felgueiras, um lote de material escolar que criou condições para que muitos miúdos tivessem possibilidade de aprender a língua portuguesa.

O Presidente usando da palavra

Entregando uma lembrança ao homenageado

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Em Timor e a meu pedido enquanto representante do meu clube, construíram uma escola para crianças, criaram melhores condições na escola Primária do Paiol e fizeram algumas obras de conservação na Igreja de Quelicai, perto de Baucau. Graças à sua disponibilidade e capacidade de colocar ao serviço dos outros a sua instituição, vamos organizar este ano em conjunto um encontro de jovens dos 17 aos 19 anos denominado RYLA na terminologia rotária. Estou convicto de que quem o substituir saberá ver a importância da colaboração entre instituições como estas, Rotary Club de Vila Real e Quartel. Em tempo de paz a acção dos militares assume um papel muito importante no apoio às populações quer em Portugal quer no estrangeiro, especialmente em países que falam a mesma língua que nós. Como presidente do Rotary Club de Vila Real agradeço ao Coronel Carlos Branco toda a ajuda que nos tem dado. Vou entregar-lhe uma pequena lembrança, o busto de Paul Harris um advogado de Chicago que em 1905 fundou o Rotary Club de Chicago dando início a um movimento que hoje tem uma pujança conhecida em todo o mundo pelas obras que tem implementado sempre com o objectivo de ajudar quem necessita. Muito obrigado. REUNIÃO DE PRESIDENTES – ROTARY CLUB DA SENHORA DA HORA Por iniciativa do nosso companheiro Governador, Diamantino Gomes, o presidente participou, acompanhado da esposa, no encontro de presidentes de clubes do Distrito, que teve lugar na sede do Rotary Club da Senhora da Hora. Tratou-se de uma boa oportunidade para trocar ideias entre todos e cimentar o espírito rotário que se deve cultivar. O companheiro Diamantino aproveitou o encontro para relembrar os vários objectivos deste ano rotário e pediu para que todos os clubes estivessem presentes nas comemorações nacionais do centenário, destacando as comemorações em Lisboa, no Casino
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Estoril, e na Senhora da Hora. Após o almoço fez-se a fotografia da praxe e o regresso a Vila Real.

Os Presidentes e o Governador a posar para a fotografia

COMEMORAÇÕES

NACIONAIS

DO

CENTENÁRIO,

CASINO

DO

ESTORIL - 23 DE FEVEREIRO O nosso clube esteve representado nas comemorações nacionais em Lisboa, por um três companheiros e respectivas esposas. Foi um momento muito importante com início no Mosteiro dos Jerónimos onde decorreu uma missa de acção de graças, continuando depois no Casino do Estoril. Aqui houve uma sessão comemorativa onde o orador principal foi o companheiro Marcelo Rebelo de Sousa. Na sua intervenção fez uma resenha histórica sobre o movimento. O Senhor Presidente da República condecorou o movimento rotário português com a Medalha de Mérito. Foi, sem dúvida, uma jornada de companheirismo e divulgação rotário muito importante.

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A delegação do nosso clube

À mesa com companheiros de Lamego

1º ENCONTRO COM ROTARY CLUB DE LEON Na sequência da geminação com o Rotary Club de Leon, organizámos o 1º Encontro entre os dois clubes. O local escolhido foi Mogadouro e Miranda do Douro, a meio caminho entre Leon e Vila Real. Fomos recebidos pelo Dr Morais Machado, presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, onde nos foram oferecidas lembranças alusivas ao concelho e um livro de Trindade Coelho.

Assistindo à sessão na Câmara

Posando junto a uma colcha de linho

Visitámos Mogadouro, Azinhoso e Soutelo onde tivemos oportunidade de visitar a associação Cultural BITORRÓ e observar colchas e toalhas feitas de linho. Foi-nos oferecido um livro sobre a associação. Após o almoço seguimos para Miranda onde lanchámos depois de um lindo passeio de barco pelo rio Douro.
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Refrescando a garganta no final do passeio no Douro

Com o Senhor Miguel, dono do restaurante

A Maria Antónia junto ao quadro evocativo do encontro, na recepção do restaurante “O Mirandês”

VISITA AO ROTARY CLUB DE DÍLI, TIMOR

Têm sido várias as vezes que visitei o Rotary Club de Díli. Uma delas fui acompanhado do comp. José Carlos.

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Com a presidente do clube e o comp. Osvaldo, Ipanema, Brasil

O Dr Rui Araújo, Vice-Ministro de Timor

ANIVERSÁRIO DO MAC – MOVIMENTO DE ADOLESCENTES E CRIANÇAS O MAC-CRIANCAS UNIDAS nasceu em Agosto de 2001 em Taibessi, fundado pela Me. Eliene Nobre Damascena. É um Movimento de Crianças e Adolescentes com o objectivo de proporcionar ás crianças e adolescentes alternativas de participação, criatividade, lazer, estudo e recreação para que possam, através da brincadeira, formação, educação e cultura, restaurar valores familiares, estimular a auto-estima, despertar potencialidades e serem inseridas no exercício da cidadania resultando em acções que viabilizem a prevenção da violência, dificuldade de aprendizado e emocional.

O comp. Zé Carlos

O local onde fica o campo de desporto que o nosso clube melhorou

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Aspectos do espectáculo comemorativo do 5º Aniversário do MAC

Sentida homenagem à Irmã Eliene, fundadora do MAC

ESCOLA AMIGOS DE JESUS – Padre João Felgueiras Neste ano continuámos a ajudar o Padre João Felgueiras no melhoramento das condições da escola por ele fundada, Escola Amigos de Jesus.

Entregando uma flâmula ao Padre João Felgueiras

Uma aula a decorrer

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ESCOLA DO PAIOL A nosso pedido, os militares portugueses procederam ao arranjo do espaço envolvente desta escola.

Com o director e um professor da escola

Uma aula

AJUDA AO ORFANATO DE QUELICAI Entregámos bens de primeira necessidade ao Padre João de Deus para os miúdos do seu Orfanato de Quelicai

Carregando a mercearia para o Orfanato de Quelicai

Algumas crianças do Orfanato

OUTROS EVENTOS O nosso clube esteve representado em muitos outros eventos, nomeadamente em VOGs a outros clubes. Tudo se fez para que um ou mais companheiros estivessem presentes nas várias reuniões havidas

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CARTA DO PADRE JOAO FELGUEIRAS De seguida apresenta-se a carta que o Padre João Felgueiras escreveu agradecendo ao nosso clube as ajudas que lhe temos prestado.

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PROJECTO PADRINHOS/AFILHADOS Este projecto, de apoio a crianças e adolescentes do MAC, materializado na figura de um padrinho em Portugal e um afilhado em Timor, iniciado em 2003, continuou a ser apoiado por nós.

Cartas para os padrinhos

Uma afilhada

PORTO Por indicação do nosso clube, o Dr Mário Carneiro, ilustre médico transmontano, recebeu o Prémio Centenário do Rotary por Excelência Profissional para não rotários.

O Rotary Club de Vila Real com o Dr Mário

Alguns dos homenageados

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REUNIÃO DE CIPs EM COIMBRA Na reunião das CIPs em Coimbra o nosso clube apresentou um poster com o Subsídio Equivalente em Maputo e que terminou neste ano.

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9 - O CLUBE NA IMPRENSA
Durante o ano foram publicadas na imprensa vários comunicados a anunciar os eventos. Também, por iniciativa da imprensa escrita, foram publicadas algumas reportagens sobre os mesmos.

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ALGUNS COMUNICADOS À IMPRENSA PUBLICADOS NOS JORNAIS DE VILA REAL “O Rotary Club de Vila Real comemora a 30 de Abril os 100 anos do movimento rotário. Todos estão convidados a passar pelos claustros da Câmara” “Rotary Club de Vila Real: 38 anos a servir sem pedir nada em troca” Rotary Club de Vila Real “Sempre que se perde um amigo ficamos mais pobres. O Dr Manuel Sanfins, que deixou o mundo dos vivos na passada semana, era membro do Rotary Club de Vila Real, tendo sido seu Presidente. Na qualidade de Presidente em exercício apresento à família enlutada os mais sentidos pêsames, de todos os companheiros do clube, com quem o Dr Sanfins confraternizou, durante muitos anos, semanalmente e com quem desenvolveu actividades que contribuíram para a melhoria das condições de vida de alguns dos que mais precisam. A ele agradeço o que me ensinou, pois foi no ano da sua presidência que dei os primeiros no movimento rotário. Que Deus o tenha em descanso”.

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10 - GEMINAÇÃO
Fazia parte do plano de actividades do ano rotário a geminação com um clube de Espanha. Logo a seguir à entrada em funções, estabelecemos os primeiros contactos com o Rotary Club de Leon. Foram várias as razões para a escolha deste clube, sendo a principal o facto de estar a uma curta distância de Vila Real e facilitar as visitas entre os clubes. O companheiro Rafael Alonso, enquanto presidente, deu logo o seu aval à nossa pretensão, ficando marcada a primeira reunião informal para uma visita de carácter profissional que ele fez a Vila Real. Mandam as regras de rotary que os primeiros contactos oficiais fossem feitos através da CIP Portugal – Espanha. Assim aconteceu. A partir desse primeiro contacto, foi marcada a primeira visita do Rotary Club de Leon a Vila Real. Foi nos dias 4 e 5 de Março que recebemos com muita alegria quatro companheiros com as respectivas esposas. Delineámos um programa que nos pareceu adequado à ocasião. No dia 25 de Abril, aproveitando o feriado nacional, fomos nós a Leon. Dada a importância que a geminação tem para nós, deslocámo-nos seis companheiros e esposas a Leon onde fomos recebidos com muito carinho pelos companheiros de Leon. Visitámos a cidade, jantámos com eles num restaurante típico e no dia seguinte tivemos a reunião protocolar no Hotel San Marcos. VISITA DO ROTARY CLUB DE LEON – 4 E 5 DE MARÇO Durante a tarde do primeiro dia, proporcionámos aos nossos companheiros uma visita à cidade, destacando-se a visita ao Museu das moedas. Também a Capela Nova mereceu uma atenção especial. Esta visita terminou com uma recepção na Câmara Municipal de Vila Real, pelo Dr. Miguel Esteves, vereador em representação do Senhor Presidente da Cama Municipal, Dr. Manuel Martins. No uso da palavra fiz uma pequena apresentação dos dois

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clubes e realcei a importância que tem uma geminação entre clubes rotários, a exemplo do que acontece entre cidades, pois proporciona uma troca de culturas e facilita acções comuns. O Dr. Miguel Esteves congratulou-se com a visita dos companheiros de Espanha e prometeu todo o apoio do município na implementação de projectos de apoio à comunidade de Vila Real. O companheiro Rafael Alonso, presidente do Rotary Club de Leon, agradeceu a amabilidade da recepção e realçou também a importância que tem para o seu clube esta geminação. Durante o jantar tivemos oportunidade de presentear os nossos companheiros visitantes com algumas lembranças, nomeadamente vinho generoso, da colheita do nosso companheiro José Agostinho, e alguns produtos oferecidos pela Região de Turismo da Serra do Marão. Após o jantar, tivemos a presença da Professora Doutora Assunção Monteiro que nos falou sobre os escritores transmontanos, como Trindade Coelho, Pires Cabral, Miguel Torga e outros. Foi um momento cultural de muito interesse e que agradou, certamente, a todos os que estiveram a assistir. No final, o grupo de teatro transmontano, Filandorra, declamou alguns textos de Miguel Torga. Foi, sem dúvida, um final feliz para uma noite cultural e de grande companheirismo rotário. No dia seguinte visitámos o Douro, começando pelo miradouro de Galafura. O trecho do Douro que dali se alcance é de uma beleza sem par. Seguimos para a Régua onde visitámos o Museu do Douro. Foi uma surpresa muito positiva pois trata-se de um espaço em que todo o Douro, as várias fases da produção do vinho generoso e a evolução que teve ao longo de muitos anos, estão retratados com simplicidade, mas com realismo. Parabéns a quem o criou.

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A VISITA EM FOTOS JANTAR

Saudação às bandeiras

O presidente no uso da palavra

Assinando o certificado da visita

Durante o jantar

Entrega de prendas

Muita atenção aos discursos

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CONFERÊNCIA – ESCRITORES TRANSMONTANOS, PROFESSORA ASSUNÇÃO MONTEIRO

O presidente do clube apresentando a Drª Assunção

Filandorra em acção

VISITA AO DOURO

O grupo na Galafura

O almoço na Régua

Outro aspecto do almoço

Recepção na C. M. de Vila Real

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11 - TÍTULOS PAUL HARRIS
No seguimento da “vaquinha” que alguns companheiros iniciaram em 20022003, atribuímos 5 títulos Paul Harris. De seguida apresentam-se os momentos da entrega dos títulos.

Entrega do Paul Harris à Helena Pavão

… ao companheiro Magalhães Correia

Entrega do título Paul Harris à Helena Barros

Com a homenageada

Entrega do título Paul Harris ao Trindade Moreira

… e ao Luís Guimarães

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12 - CAUSAS COMUNS
O nosso clube esteve representado, pelo companheiro presidente, Manuel Cordeiro, no programa televisivo Causas Comuns, subordinado ao tema AMBIENTE – ENERGIAS RENOVÁVEIS E RECURSOS HÍDRICOS, gravado no dia 7 de Fevereiro de 2005. O companheiro Manuel Cordeiro, falou essencialmente sobre a importância que as energias renováveis têm na prossecução de alguns dos objectivos do movimento rotário. Segue-se o texto resumido da sua intervenção: “As energias renováveis assumem cada vez mais importância pela degradação do meio ambiente de que os combustíveis fósseis são grandes responsáveis. É cada vez mais premente para todos os países aumentarem os seus investimentos na produção de energia eléctrica a partir de fontes naturais de energia como são o vento e o sol, não esquecendo as pequenas hídricas que também são um bom meio de produção de energia eléctrica assim como a biomassa florestal. Em países subdesenvolvidos de África, da Ásia e da América do Sul e Central, este tipo de energias podem assumir papel de relevo. Trata-se de consumidores pouco exigentes no que respeita à necessidade de energia para o dia a dia. Assim sendo, a utilização de energias alternativas ou renováveis constitui uma solução satisfatória para o abastecimento destas populações. Então, numa abordagem deste tema, quais são os tópicos que devem ser considerados como mais importantes? Enumerá-los-emos de seguida, tendo em conta o objectivo principal que é esclarecer as pessoas que ouvem o programa e que se preocupam com a evolução que está a ter o mundo em que vivemos: 1 – Qual o significado de energias renováveis e limpas? 2 – Qual o peso que têm no Sistema Electroprodutor Português? 3 – Que características positivas e negativas tem cada um destes tipos de produção de energia eléctrica?

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4 – Que estudos é necessário fazer para a instalação de um parque eólico? E de uma central fotovoltaica? 5 – A diminuição da dependência energética com o exterior só deve ser feita do lado da produção de energia eléctrica? Ou há outros mecanismos complementares que podem ser implementados? 6 – A energia solar fotovoltaica pode ser útil na implementação de projectos por parte dos vários clubes rotários dos vários continentes?” Participaram ainda o companheiro Diamantino Gomes, governador do Distrito 1970, sobre PROJECTOS DO RI PARA O MEIO AMBIENTE PRESERVE O PLANETA TERRA; o companheiro Frederico Nascimento, sobre ÁGUA POTÁVEL e o companheiro José Manuel Rodrigues sobre RECURSOS HÍDRICOS.

O grupo que participou no programa

O grupo alargado

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13 - SUBSÍDIO EQUIVALENTE
COMPRA DE FARDAS PARA A CRECHE MENINA ULDA Um dos objectivos que nos propusemos atingir foi o de fazer um Subsídio Equivalente. Começámos logo em Agosto a fazer os primeiros contactos por correio electrónico e tivemos a sorte de encontrar um clube brasileiro, o Rotary Club de Mairipora, da região de São Paulo, com um objectivo muito semelhante. Pusemos mãos ao trabalho e aceitámos, desde logo, a sugestão do nosso parceiro, no sentido de colaborar num projecto que consistia em comprar fraldas e equipamento didáctico para uma Escola-creche onde se encontram cerca de 70 crianças. A Creche Menina Ulda acolhe crianças carentes na faixa etária dos 6 meses aos 7 anos. Oferece transporte de casa para a creche e regresso. Quase todas vivem em casebres nos morros e favelas de Franco da Rocha, arredores de São Paulo. As crianças tomam na creche o pequeno-almoço o almoço e a merenda. Além disso brincam, aprendem a ler e a escrever e, o que é muito importante, recebem muito amor e carinho. Foi fundada em 1994, pelo que já completou a idade de 12 anos, sempre com o objectivo de promover a justiça social. Todas os colaboradores são mais ou menos voluntárias, dedicando boa parte das suas vidas, a cuidar destas crianças. Têm uma coordenadora, uma secretária, várias educadoras, uma pedagoga, um motorista, uma fachineira, uma cozinheira e berçaristas. Todas recebem um pequeno subsídio de 50 reais mais uma cesta básica de alimentos. Ajudam as mães a cuidar dos filhos permitindo assim que estas tenham o seu emprego e o seu salário No futuro pretendem que estes funcionários deixem de ser voluntários e passem a ter um salário mínimo.

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Companheiros do Rotary Clube de Mairipora

Uma das crianças da creche

Os companheiros, os responsáveis da creche e as fardas oferecidas

Todos em pose junto às bandeiras

Uma sala de estudo

Uma sala de lazer

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14 - DIA DO CENTENÁRIO
Constava do programa para este ano a comemoração dos 100 anos do movimento rotário. Quando o Conselho Director tomou posse tomou a responsabilidade de, no dia 30 de Abril, homenagear o movimento rotário por tudo o que tem feito, em todo o mundo, em prol dos mais necessitados. O dia começou com uma missa pelos rotários já falecidos e pelo companheiro Sanfins que, à data, se encontrava muito doente. De tarde esteve exposto ao público um conjunto de fotos e documentos sobre os 100 anos do movimento e sobre as actividades que o nosso clube tem desenvolvido ao longo dos 38 anos da sua vida. Os claustros da Câmara Municipal, gentilmente cedidos pelo seu Presidente, Dr. Manuel Martins, foram o local escolhido. Da exposição constavam fotos, flâmulas, lembranças, adereços do movimento e tudo o que, de algum modo, tem que ver com este centenário movimento. À meia tarde teve lugar a cerimónia de entrega de uma grua eléctrica à APPC – Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral de Vila Real. Foi um momento alto do dia pois a grua foi resolver um problema muito sério que os funcionários da Associação tinham que era o transporte dos seus utentes, muitas vezes pessoas com bastante peso. De realçar que foi comprada com o dinheiro que as Senhoras do Clube angariaram nas várias actividades que desenvolveram. Cerca das 18H00 realizou-se, no Auditório do Hotel Miracorgo, com apoios da Câmara Municipal de Vila Real, Hotel Miracorgo, Região de Turismo da Serra do Marão e Governo Civil de Vila Real, uma conferência sobre a importância que o Rio Douro tem para o desenvolvimento da região. Estiveram presentes oradores especialistas nas várias vertentes em que o Douro pode ser tratado desde o turismo até à produção de electricidade passando pela navegabilidade. Foi um momento cultural de muita relevância e foi mais uma oportunidade de o clube mostrar que tem condições para desenvolver acções

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que podem contribuir para um melhor conhecimento das potencialidades da região em que se insere. Foram oradores o Professor Doutor António Machado Moura, Professor Catedrático, FEUP, que falou sobre a VERTENTE ELÉCTRICA, o Engenheiro Francisco Lopes, Administrador Delegado do IPTM e companheiro do Rotary Club da Régua, sobre a VERTENTE DA NAVEGABILIDADE, o Professor Doutor Bianchi de Aguiar, Professor Associado da UTAD, responsável pela candidatura do Douro a Património Mundial, sobre o ALTO DOURO VINHATEIRO – COMPROMISSOS E EXPECTATIVAS e o Dr António Condé Pinto, Presidente da ADETURN – Associação para o Desenvolvimento do Turismo da Região Norte e companheiro do Rotary Club da Srª da Hora que falou sobre a VERTENTE DO TURISMO O dia terminou com um jantar de confraternização entre todos, realçando-se durante todo o dia, a presença do Governador do Distrito companheiro Diamantino Gomes e Teresinha e do companheiro Rafael Alonso e esposa, Maria Eugenia, do Rotary Club de Leon, Espanha. Estiveram também presentes as autoridades de Vila Real, assim como vários companheiros de clubes vizinhos. Durante o jantar foram oferecidas prendas às Senhoras presentes e aos conferencistas. Como se impunha o bolo lembrava os 100 anos do movimento. De seguida apresenta-se o programa e fotos alusivas às várias actividades desenvolvidas durante o dia.

Com o companheiro Governador e Teresinha em visita à exposição

Outro aspecto da visita

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Entregando a grua médica à APPC

O grupo após a entrega da grua

O Engº F.Lopes, o Prof. Bianchi Aguiar, o presidente e o Dr. António Condé

A assistência

Outro aspecto da assistência

… e outro

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O bolo do centenário

Com a Maria Antónia, a companheira Teresinha e o companheiro Diamantino

Entregando a carta de geminação ao companheiro Rafael Alonso de Leon

O companheiro Diamantino com os dois presidentes

O novo companheiro Alves Ribeiro com o companheiro Luís Pizarro

As boas vindas do companheiro Diamantino

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A Maria Antónia recebe o título de Subscritor de Mérito

Com a homenageada

O comp. Zico Barros recebe uma safira

Com o comp. Zico Barros

A Maria Antónia entrega prendas

… e mais prendas

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Os comp Fernando e Boaventura

A Teresinha, a Maria Antónia e a Maria Eugenia

Prenda para o comp. Conde Pinto

O Prof. Bianch recebe a sua prenda

Os comp. Pizarro, Trindade Moreira e Teresa

Assim como o comp. Diamantino também tiveram prenda

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PROGRAMA PÚBLICO

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15 - RYLA CASTRENSE
O RYLA Castrense organizado pelo nosso clube decorreu de acordo com o planeado. Depois de várias reuniões que eu e o companheiro Pizarro tivemos com o Comandante do RI 13, Coronel Carlos Branco, foi decidido que os participantes ficariam alojados nas instalações do regimento, cujo apoio foi decisivo para o êxito que o Ryla teve. De realçar que a estadia e as refeições, bem como algumas das iniciativas constantes do programa do Ryla, não tiveram quaisquer encargos paro o nosso clube. Todas as despesas foram da responsabilidade do RI 13. Se assim não fosse, teria sido muito difícil para nós levarmos a cabo esta organização. Também a Câmara Municipal de Vila Real tem respondido sempre positivamente às solicitações que lhe têm sido feitas. Está tudo a postos para receber os participantes no nosso RYLA. REUNIÃO NO POMBAL, RESIDENCIAL CARDAL, 27 DE NOVEMBRO DE 2004 O companheiro Victor Gonçalves do Rotary Club de Leiria, responsável pela organização dos RYLA no Distrito 1970, convocou os clubes organizadores do RYLA deste ano para uma reunião que teve lugar no Pombal, Cardal. na Neste residencial ano do estão

planeados três RYLA sendo um em Vila Real, organizado pelo Rotary Club de Vila real do qual sou Presidente, outro em Monção da responsabilidade do Rotary Club de Monção e o terceiro em Penafiel da responsabilidade do Rotary Club de Pena Fiel.

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Estive nesta reunião em representação do meu clube, Vila Real. O clube de Monção esteve representado pelas companheiras Cláudia e Cristina. Penafiel não esteve presente. A reunião serviu para se falar sobre o modo como os RYLA devem ser organizados, quais os respectivos objectivos e qual o público-alvo para cada um deles. Ficou decidido que para Monção seriam destinados os candidatos entre os 19 e os 21 anos; para Vil Real os de 17 a 19 anos e para Penafiel os de 15 a 17 anos. Os limites de idade não são rígidos pelo que pode haver participantes fora destas faixas etárias sendo, em tal caso, decidido tendo sempre em conta o melhor para o candidato e para o RYLA. Tomou-se também a decisão de marcar as datas tendo ficado assente que decorreriam entre o dia 29 de Março e o dia 2 de Abril de 2005. A organização de encontros de jovens implica algumas responsabilidades e muitos cuidados. Assim sendo foram-nos transmitidas algumas recomendações pelo companheiro Victor todas elas tendo como objectivo a criação de condições para obter êxitos com este tipo de encontros. Os contactos entre os organizadores, os participantes e os responsáveis a nível de Distrito são muito importantes pelo cada um disponibilizou o modo mais rápido e simples de ser contactado. Foram transmitidas algumas recomendações como seja a de fazer um seguro de vida para cada um dos participantes no valor de 25000 Euros abrangendo o período do RYLA e os dias de viagem. CARTA AOS PARTICIPANTES AQUANDO DO INÍCIO DO RYLA Caro participante no RYLA Castrense É já na terça-feira, dia 29, que se inicia o RYLA Castrense. Enquanto presidente do Rotary Club de Vila Real, desejo a todos uma boa viajem até esta linda cidade transmontana banhada pelo Rio Corgo. O companheiro Luís Pizarro estará à vossa espera no RI 13, a partir das 18H00. Receber-vos-á e esclarecer-vos-á sobre qualquer questão que esteja
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relacionada com o RYLA e sobre qualquer outra que lhe quiserdes pôr. O jantar decorrerá nas instalações do RI 13, após o qual haverá um briefing sobre o programa do RYLA. Estou certo de que atingireis os objectivos que vos propusestes quando vos inscreveste neste encontro. Tudo faremos para que isso aconteça. Um grande abraço para todos vós. Manuel Cordeiro

DEPOIMENTOS DE DOIS PARTICIPANTES
MAFALDA FONSECA, ROTARY CLUB DE OLIVEIRA DE AZEMÉIS Sou uma das jovens a quem foi dada a oportunidade de participar no Ryla Castrense, em Vila Real, na semana de 29 de Março a 2 de Abril. O Ryla foi sem dúvida uma experiência bastante positiva, que conseguiu corresponder às expectativas. Todas as actividades que nos foram proporcionadas neste Ryla eram interessantes; de salientar, a corrida e orientação organizada pelo Regimento de Infantaria 13 e o passeio pelas belíssimas paisagens do Douro, sem esquecer a visita pela cidade de Vila Real. Algo de muito importante que este Ryla também tornou possível, foi sem dúvida o companheirismo e os laços de amizade que se criaram entre os participantes; foi uma forma diferente e agradável de conhecer novas pessoas e de aprender a viver diariamente em grupo. Penso que, de modo geral, todos nos divertimos imenso e vivemos momentos únicos, que certamente contribuíram para o nosso enriquecimento pessoal. Mas para que tudo isto fosse possível, foi necessário que um grupo de pessoas extremamente competentes e amáveis estivessem por detrás da

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organização do Ryla. Resta então agradecer ao Sr. Presidente do Rotary Clube de Vila Real e restantes membros, que tão bem nos receberam e contribuíram para que este Ryla se realizasse; agradecer igualmente ao Regimento de Infantaria 13, que nos acolheu tão bem, proporcionando-nos momentos excelentes; agradecer também ao Rotary Clube de Oliveira de Azeméis, agradecer que aos indicou o meu nome para do este Ryla, Ryla pelos Castrense, momentos proporcionando-me assim esta oportunidade única; e não posso deixar de restantes participantes extraordinários que passámos juntos. Para terminar não poderia deixar de referir que esta iniciativa é de louvar e deve continuar a ser posta em prática, para que mais jovens possam usufruir de uma experiência tão enriquecedora quanto a nossa. JOÃO GOMES, ROTARY CLUB DE TONDELA Eu sou um jovem de dezoito anos que participei no Ryla Castrense realizado na passada semana de 29 de Março a 2 de Abril do presente ano. Este Ryla proporcionou-me uma excelente experiência de vida, pois foi-me dada a oportunidade de participar em diversas actividades entre as quais destaco a corrida e orientação organizada pelo Regimento de Infantaria numero treze. A outra parte que gostei deste Ryla foram as pessoas, tanto os restantes participantes, como os organizadores que estiveram sempre disponíveis para o que foi sendo necessário ao longo dos dias que estivemos sobre a sua alçada. Quero também destacar o grande companheirismo que se criou entre os participantes neste Ryla.

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Para concluir, gostaria de agradecer ao Sr. Presidente do Rotary Clube de Vila Real, restantes membros deste clube e o R.I. 13 pelo acolhimento e calor humano.

Da esquerda para a direita: Comp João Pavão, Comp Diamantino e Comandante do RI 13 Catarina, Mafalda, Maria João, Rita, Diana e Adilson

RYLA RADICAL, ROTARY CLUB DE MONÇÃO – JOÃO CARLOS Dia 29 de Março de 2005, parti de Vila Real com os meus pais, em direcção a Monção, uma terra do Minho muito perto já de Espanha, a terra de

nuestros hermanos! Confesso que estava um bocado nervoso, pois não
sabia o que iria encontrar, mas esta foi uma sensação que ao chegar depressa desapareceu. Quando recebidos membros guia e chegámos ao nosso pelos de de destino, já no fim do dia, fomos calorosamente do Rotary Club

Monção, entre os quais a nossa também psicóloga serviço. Também conheci os outros membros do RYLA. Ao todo éramos 10 e todos de várias partes do país: Santo Tirso, Vila Verde, Ovar…

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Ficámos alojados na simpática Albergaria Atlântico, na qual se realizavam todos os nossos jantares. Durante a nossa estadia em Monção, os tempos de pausa e descanso foram poucos. A alvorada era às 8 horas da manhã e só voltávamos para os quartos depois da meia-noite. Fizemos muitas actividades, entre as quais, visitas para conhecer a Vila, a sua história e os monumentos (a praça Deula-deu, a Danaide, a muralha, a Câmara Municipal). Também fomos visitar Melgaço, onde passeámos e conhecemos o Castelo, a Câmara Municipal e fizemos rafting, a parte mais radical do encontro. Fomos a uma prova de vinhos (da qual toda gente saiu já meia animada) e tivemos várias reuniões onde nós, membros do RYLA, tentámos conhecer-nos melhor uns aos outros. Na véspera do nosso regresso, fomos até Espanha, a Vigo. Jantámos e aproveitamos para conhecer a “movida” da noite nesta cidade espanhola. E no dia da despedida, tivemos um almoço no qual fizemos um balanço da nossa estadia e nos foram entregues os diplomas da nossa participação. Em resumo, esta foi uma experiência da qual guardo boas recordações e que aconselho a outros jovens. Com ela aprendi coisas novas sobre outros sítios do meu país e conheci novas gentes. JANTAR DO RYLA

Entrega do diploma à Diana

… à Rita

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… à Mafalda

… ao João

… à Catarina

… à Maria

… ao Adilson

… preparando o discurso

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16 - ENTREVISTA À RÁDIO UNIVERSIDADE E AO NOTÍCIAS DE VILA REAL
RÁDIO UNIVERSIDADE MARÃO/NOTÍCIAS DE VILA REAL Queria que começasse por nos falar sobre o movimento rotário a nível mundial. Como apareceu e como se desenvolveu. MANUEL CORDEIRO Antes de mais quero agradecer o convite que me foi feito porque todas as possibilidades que eu tiver para divulgar o movimento rotário ao qual pertenço desde há cinco anos, aproveitá-las-ei todas. O movimento rotário nasceu em 1905, em Chicago, por iniciativa de um advogado chamado Paul Harris que, em conversa com alguns amigos achou interessante reunirem-se para trocar experiências sobre as profissões de cada um. Passaram a encontrar-se todas as semanas e nesses encontros relatavam os acontecimentos que tinham vivido durante a semana e em especial os que se relacionavam com a sua profissão. Passado algum tempo apareceram clubes em outras cidades dos Estado Unidos e depressa o número cresceu para algumas dezenas. Passados alguns anos começaram a aparecer clubes fora dos Estados Unidos começando pelo Canadá. Era inevitável que se espalhasse para outros países fora do continente Norte Americano. Na Europa foi em Dublin que foi criado o primeiro clube. Até certa altura todos os clubes tinham em comum a língua inglesa. O primeiro em que a língua oficial não era o inglês nasceu em Cuba.

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RÁDIO UNIVERSIDADE MARÃO/NOTÍCIAS DE VILA REAL O movimento é apolítico? MANUEL CORDEIRO Essa é uma das características deste movimento. Quando alguém entra para um clube rotário nunca lhe é perguntado nada sobre as suas tendências políticas e/ou religiosas. RÁDIO UNIVERSIDADE MARÃO/NOTÍCIAS DE VILA REAL Continuando com a evolução do movimento… MANUEL CORDEIRO O primeiro clube na América do Sul nasceu em Montevideu em 1918. Na Ásia em 1919 é criado em Manila o primeiro deste continente. Em África é Joanesburgo que tem esse privilégio decorria o ano 1921. No mesmo ano nasce, em Melbourne, o primeiro clube da Austrália. RÁDIO UNIVERSIDADE MARÃO/NOTÍCIAS DE VILA REAL Quando chegou a Portugal? MANUEL CORDEIRO Há mais de setenta e cinco anos. RÁDIO UNIVERSIDADE MARÃO/NOTÍCIAS DE VILA REAL E a Vila Real? MANUEL CORDEIRO A Vila Real chegou há trinta e oito anos, comemorados no passado dia 28 de Novembro embora o dia certo seja 30 de Novembro. Já é um clube com alguma tradição. Tentamos que dignifique o movimento. Assim tem sido no passado e assim será enquanto eu for presidente.

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RÁDIO UNIVERSIDADE MARÃO/NOTÍCIAS DE VILA REAL Disse que um dos objectivos do movimento é criar melhores condições de vida a todos os cidadãos. A existência de várias profissões nos clubes ajuda a concretizar esses objectivo? MANUEL CORDEIRO Sem dúvida. No clube devem estar representadas as várias profissões existentes na região onde ele está sedeado. Assim é mais fácil responder às solicitações de ajuda. Conforme a área onde o pedido se situa assim o clube mobiliza os seus elementos. Se são problemas de justiça, de saúde ou outros o clube mobilizará os companheiros com as profissões indicadas para responder a esses problemas. Por norma há dois ou mais elementos por profissão. RÁDIO UNIVERSIDADE MARÃO/NOTÍCIAS DE VILA REAL O movimento rotário deve ter uma grande dose de voluntariado e de solidariedade. É assim? MANUEL CORDEIRO Quando se entra para este movimento deve estar-se imbuído de um grande espírito de solidariedade e de voluntariado. Só assim se podem levar a cabo os projectos que todos os anos os clubes implementam. No final tem-se a satisfação do dever cumprido. Por exemplo as Senhoras do nosso clube na semana passado foram cantar os reis a várias instituições da cidade. Para isso tiveram que ensaiar e arranjar disponibilidade de tempo o que nem sempre é fácil. O reconhecimento da qualidade e da importância do nosso trabalho traduz-se nas várias parcerias que já temos com algumas instituições da cidade. As instituições sabem que se fizerem parcerias connosco ou se aceitarem as que lhe propomos, daí sairão sempre factos concretos.

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RÁDIO UNIVERSIDADE MARÃO/NOTÍCIAS DE VILA REAL Vamos passar agora para as causas maiores do movimento rotário a nível internacional. Pode enumerá-las? MANUEL CORDEIRO A menina dos olhos do movimento rotário é a erradicação da poliomielite a nível mundial. Trata-se de uma doença que deixa sequelas muito grandes e só pode ser combatida através da vacinação. O movimento tem conseguido dinamizar e interessar muitas instituições governamentais a todos os níveis: local, regional e mundial. A OMS está entre elas. Têm sido organizadas campanhas que congregam boas vontades de muitos incluindo governantes com acontece em Portugal. O movimento rotário conseguiu nos últimos anos obter somas muito significativas que aliadas ao espírito de solidariedade e de ajuda dos rotários tem permitido vacinar milhões de crianças em todo o mundo. Levar água potável a muitos milhões de pessoas que a ela não têm acesso tem sido também preocupação do movimento. Responder presente em situações de calamidade como foi o caso da Ásia e muitos outros projectos com o denominador comum de ajudar quem precisa sem pedir nada em troca. O combate à cegueira evitável é outra aposta para este ano. RÁDIO UNIVERSIDADE MARÃO/NOTÍCIAS DE VILA REAL Donde vem o dinheiro para implementar estas iniciativas? E com que pessoas? MANUEL CORDEIRO De parte da cota que cada rotário paga todos os meses e que é entregue à

Rotary Foundation. Esta é parceira em cada um dos projectos internacionais,
contribuindo com parte da verba necessária. Também provém das várias iniciativas que os clubes levam a cabo junto de instituições públicas e privadas e junto da população em geral. Há também as receitas
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extraordinárias resultantes do leilão de peças de artesanato que o nosso clube leva a cabo pelo Natal. Este ano temos também uma rifa que nos vai proporcionar a obtenção de mais receitas o que equivale a dizer que mais projectos vamos conseguir implementar. As pessoas são, na sua maioria, rotários. A filosofia do movimento é muito simples e eficaz. Todo o rotário deve pôr ao serviço do movimento todas as facilidades de deslocação que a sua profissão lhe permite. Assim torna-se mais fácil a colaboração entre clubes de países diferentes. E a implementação de projectos nas mais variadas regiões do mundo. RÁDIO UNIVERSIDADE MARÃO/NOTÍCIAS DE VILA REAL Fale-me de alguns dos projectos do Rotary Club de Vila Real MANUEL CORDEIRO O nosso clube tem um projecto com um clube brasileiro, de Mairipora, perto de São Paulo para a compra de fardas a alunos de uma escola. Terminámos agora um outro em Maputo na Paróquia do Bom Pastor que consistiu na construção de instalações para a prática desportivo dos jovens da freguesia. Este projecto foi feito em parceria com outros clubes portugueses, com o clube francês de Jarnac que é gémeo do nosso e com outro clubes franceses. A estes juntou-se também o da Matola, Moçambique. Além destes temos um projecto a decorrer em Timor que consiste no pagamento dos estudos a jovens de Timor que frequentam o MAC – Movimento criado pela Irmã Eliene, de origem brasileira, que consiste na ocupação dos tempos livres de uma centena de jovens em Díli. Este projecto pode considerar-se emblemático e é feito na base de padrinho-afilhado. É fruto da generosidade de muitos membros do clube e de muitos amigos. Também estamos a ajudar a construção da escola Amigos de Jesus do Padre João Felgueiras. O orfanato de Quelicai também já foi ajudado por nós. Hoje em dia há muita gente voluntária e muita gente que disponibiliza parte do seu dinheiro para fazer o bem.
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RÁDIO UNIVERSIDADE MARÃO/NOTÍCIAS DE VILA REAL Para além destes projectos há os nacionais. Pode falar-nos deles? MANUEL CORDEIRO Em Vila Real temos desenvolvido várias actividades, todas com o denominador comum, que é a ajuda aos mais desfavorecidos. As conferências de São Vicente de Paulo da Sé e da Senhora da Conceição são um bom exemplo de instituições que temos ajudado. Nestes dois casos as ajudas destinam-se essencialmente ao pagamento de fraldas e medicamentos a pessoas idosas e carenciadas da nossa cidade. Há casos pontuais que merecem a nossa atenção. É o caso de um imigrante ucraniano que ficou paraplégico e a quem o clube entregou uma quantia para ajudar a trazer o filho que ficou na Ucrânia. O Estabelecimento Prisional de Vila Real tem sido uma instituição com quem colaboramos desde há alguns anos. A ajuda que lhe prestamos tem sido consubstanciada na entrega de artigos de higiene e ainda a oferta de brinquedos aos filhos das reclusas. Para além disso temos vindo a entregar livros para a biblioteca do estabelecimento prisional. Tem sido muito gratificante esta parceria, muito facilitada e valorizada pela acção da sua Directora, a Drª Ascensão. O humanismo com que ela dirige o estabelecimento é digno de realce. Oxalá todos os estabelecimentos prisionais fossem dirigidos como é o de Vila Real. A APPC – Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral de Vila Real, vai ser uma instituição a quem vamos ajudar este ano. Vamos entregar uma grua médica para transporte dos utentes. Esperamos com esta oferta contribuir para proporcionar um melhor serviço a todos os que trabalham naquela instituição que se traduzirá num melhor atendimento a todos os que ali se encontram.

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RÁDIO UNIVERSIDADE MARÃO/NOTÍCIAS DE VILA REAL Além destas instituições que outras têm colaborado com o clube? MANUEL CORDEIRO Sem preocupações de hierarquizar as instituições começarei pela NERVIR. A ajuda que nos tem prestada tem sido muito importante. Cede-nos gratuitamente o espaço na FAG, onde as senhoras do clube têm uma rifa que permite obter verbas que têm sido entregues às conferências de São Vicente de Paulo. A Câmara Municipal de Vila Real, cujo apoio nos vai permitir comemorar, no dia 30 de Abril, o centenário do movimento. Entre outros apoios ceder-nos-á os claustros da Câmara para expormos material de divulgação. Sobre este dia, posteriormente, com mais pormenor rotária. Também a UTAD e o Governo Civil nos têm prestado o auxílio que lhe temos solicitado. RÁDIO UNIVERSIDADE MARÃO/NOTÍCIAS DE VILA REAL Ouvimo-lo, muitas vezes, falar sobre o papel das senhoras no clube. Pode dizer-nos alguma coisa sobre isso? MANUEL CORDEIRO O papel das senhoras é fundamental na vida do clube. As senhoras estão organizadas na Casa da Amizade e desenvolvem iniciativas de alcance social muito grande. Posso dizer mesmo que o clube muito lhe deve. As ligações com o EPL de Vila Real, com a APPC, com as conferências de S. Vicente de Paulo, com a Liga dos Amigos do Hospital à qual pertencem três delas, etc., são algumas das iniciativas que só são possíveis pela sua disponibilidade e vontade de ajudar.

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17 - VOG – VISITA OFICIAL DO GOVERNADOR – 14 DE OUTUBRO
REUNIÃO COM A IMPRENSA A imprensa local respondeu positivamente, com a sua presença, ao desafio que lhe fizemos para estar presente na visita oficial do companheiro Governador, Diamantino Gomes. O encontro que mantivemos com dois órgãos de comunicação escrita, os jornais “A Voz de Trás-os-Montes” e o “Notícias de Vila Real”, e com a RUM – Rádio Universidade Marão, decorreu de uma forma muito positiva. Foi uma conferência de imprensa muito viva onde houve oportunidade de o companheiro Governador responder às questões que lhe foram postas, aproveitando a oportunidade para realçar os grandes objectivos que se colocam ao nosso movimento durante o ano do centenário. Tive, também, oportunidade para falar sobre os vários projectos que o nosso clube tem em mente implementar tanto a nível local como a nível internacional

Reunião com a imprensa

REUNIÃO SOLENE/JANTAR Na reunião de jantar estiveram presentes vários convidados oficiais, como o representante do Governador Civil, Drª Isabel Gomes, o represente da
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Câmara Municipal de Vila Real, Dr. Miguel Esteves, o Magnífico Reitor da UTAD, Professor Doutor Mascarenhas Ferreira, e o Comandante do RI 13, Coronel Carlos Branco. Os clubes amigos responderem presente à solicitação que, enquanto presidente do meu clube, lhes fiz. O Clube de Amarante, fundador do nosso, enviou uma comitiva de 8 companheiros, o de Chaves 4, o de Bragança 1, o da Régua 5, o de Mirandela 5. Esteve, ainda, presente o companheiro Governador Assistente, Brochado Ribeiro, do clube de Felgueiras. O jantar decorreu muito bem, tendo o companheiro Governador solicitado a todos os presentes que assinassem o livro do centenário. No período de actualidades e comunicações usou da palavra o Coronel Branco que aproveitou para se congratular com as ligações que tem havido entre o nosso clube e o quartel. Vários outros convidados falaram, tendo-se todos congratulado com o modo festivo como decorreu o jantar que serviu para estreitar os laços de amizade que já existem entre todos. Como presidente do Rotary Club de Vila Real, clube em festa, dei as boas vindas a todos e congratulei-me com a sua presença. Fiz votos para que convirjamos nos objectivos de bem servir a comunidade em que nos inserimos. O companheiro Governador realçou o trabalho que o clube tem vindo a desenvolver, tanto a nível local como a nível internacional. Destacou os projectos, que considerou emblemáticos, que estamos a levar a cabo em Timor, consistindo no apadrinhamento de adolescentes timorenses por pessoas generosas e de boa vontade que vivem em Portugal. As actividades que as senhoras estão a desenvolver no âmbito da Casa da Amizade foram por si destacadas com grande ênfase. Sem dúvida que tem sido um trabalho muito meritório e que muito orgulha o clube.

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ALGUMAS FOTOS DO JANTAR

Companheiros Fernando Silva e Gouveia

Saudação às bandeiras

Companheiros Presidente e Governador

Companheiro Presidente no uso da palavra

Entrega de lembrança ao RI 13

O Presidente assina o Livro do Centenário

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18 - ASSEMBLEIAS GERAIS
ELEIÇÃO DO PRESIDENTE 2006 - 2007 A Assembleia-geral decorreu com toda a normalidade e serviu para eleger o Presidente para o ano 2006-2007 e os Presidentes da Assembleia-geral e do Conselho Fiscal. A escolha foi fácil pois uma grande maioria dos companheiros reconheceu as qualidades necessárias para o bom desempenho dos cargos aos companheiros José Boaventura para Presidente do Clube, ao companheiro Manuel Cardona para Presidente da Assembleia Geral e ao companheiro Cardoso Simões para Presidente do Conselho Fiscal. Aos eleitos o clube deseja os maiores êxitos e que desempenhem os seus cargos o melhor que puderem e souberem. Se assim for o clube muito lhes agradecerá.

O Presidente eleito, companheiro José Boaventura

À direita o Presidente eleito da Assembleia Geral, companheiro Manuel Cardona

ELEIÇÃO DOS PRESIDENTES DA ASSEMBLEIA E CONSELHO FISCAL Dando cumprimento aos estatutos, o Presidente convocou a Assembleiageral para eleger o seu Presidente e o Presidente do Conselho Fiscal. Em segunda convocatório procedeu-se à votação de duas listas. A apresentada pelo Conselho Director, designada Lista A, que propunha para Presidente da Assembleia-geral o companheiro Manuel Cardona e para Presidente do Conselho Fiscal o companheiro Luís Pinto. Em alternativa foi proposta pelo companheiro Carlos Trindade Moreira uma lista, designada por Lista B que

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propunha para Presidente da Assembleia-geral o companheiro Manuel Cardona e para Presidente do Conselho Fiscal o companheiro Cardoso Simões. Procedeu-se à votação tendo sido aprovada a Lista B com oito votos. A Lista A teve seis votos.

Aspectos da Assembleia-geral

Companheiro Manuel Cardona

Companheiro Cardoso Simões

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19 - TRANSMISSÃO DE TAREFAS 2005 – 2006

Bragança, 25 de Julho de 2005 Chegou ao fim o ano rotário do centenário. No momento em que passo o testemunho ao companheiro Adriano Antas, quero agradecer a todos os companheiros do meu clube, especialmente aos do Conselho Director, a ajuda que me deram e que permitiu que levássemos a cabo um conjunto de projectos que, estou certo, contribuíram para ajudar alguns dos mais desfavorecidos da nossa região. Não vou fazer neste momento o balanço do ano que agora termina. O momento é de passagem de testemunho e não de considerações mais ou menos demoradas. Ao novo Presidente e ao seu Conselho Director desejo os maiores êxitos. Tudo o que fizerem será em prol do movimento em que militamos. Todos não somos demais para concretizar os objectivos tão nobres do nosso movimento. Cumprimento, também, os Presidentes dos clubes que connosco estão nesta cerimónia. Os que terminam o mandato, pela colaboração que nos prestaram nalgumas das nossas iniciativas. Os que agora iniciam as suas tarefas, desejo-lhes os maiores êxitos e oxalá concretizem todos os objectivos que traçarem para o ano que agora se inicia. Muito obrigado a todos.

Manuel Cordeiro

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QUADRO 1 – QUADRO SOCIAL DO CLUBE
NOME Abílio Moreira Adriano Antas Alfredo Branco Nazaré Pereira Arnaldo Morgado Cardoso Simões Carlos Amorim Carlos Peixoto Fernando Martins Fernando Silva João Gaspar João Pavão Jorge Dias José Agostinho José Barros José Boaventura J. Carlos Cardoso José Costeira L. Castelo Branco Luís Guimarães Luís Pinto Luís Pizarro Magalhães Correia Manuel Cardona Manuel Cordeiro Manuel Gouveia Manuel Sanfins Paulo Oliveira Pedro Ramos Trindade Moreira CATEGORIA Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo Representativo CLASSIFICAÇÃO Adubos - Distribuição Granitos - Exportação Comércio - Livraria Ensino Univ. – Tecn. Alimentares Galvanoplastia Pomares – Plantas Ornamentais Telecomunicações Turismo – Agência de Viagens Comércio - Móveis Comércio automóveis Medicina - Cirurgia Ensino Sup. – Comunicações Digitais Enologia Vinhos de Mesa - Produção Vinhos Generosos Ensino Sup. – Ensino Sup. – Comunicações Digitais Ind. Farmacêutica - Markting Medicina - Psiquiatria Engª Electrot. – Automação e Controlo Bancos – Crédito Comercial Engª Electrotécnica - Projectos Comércio Internacional Leis – Advocacia Cível Ensino Sup. – Energias Renováveis Ensino Secundário Metalurgia Ensino Sup. – Energias Renováveis Hosp. Civis - Administração Engenharia – Estudos e Projectos ADMISSÃO 1980 1981 1973 1991 1990 1967 1968 1996 1998 1984 1996 1996 1995 1999 1967 2003 2003 2000 1990 1996 1986 2000 1989 1966 2000 1976 1995 2003 1980 1992

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QUADRO 2 – TAREFASA DESENVOLVER
TAREFAS DIA DO CENTENÁRIO COMPANHEIROS Manuel Cordeiro, Luís Pizarro, Adriano Antas, José Boaventura, João Pavão, Carlos Moreira, Manuel Cardona e 3 Representantes das Senhoras PROGRAMA DE RÁDIO E JORNAL LIVRO DO CENTENÁRIO CONCURSO LITERÁRIO E PINTURA RIFA FAG – FEIRA DA NERVIR CANTAR OS REIS SUBSÍDIO EQUIVALENTE CASA DA AMIZADE GEMINAÇÃO Manuel Cordeiro, Luís Pizarro, Manuel Sanfins, José C. Cardoso, INTERACT, ROCTARACT e Senhoras Manuel Cordeiro, Paulo Oliveira, Manuel Gouveia e José Castelo Branco Manuel Cordeiro, Luís Pinto, Alfredo Ribeiro, Luís Guimarães, ROCTARACT e Senhoras Senhoras Senhoras Senhoras Manuel Cordeiro, José Boaventura Senhoras Manuel Cordeiro, Manuel Cardona e J. Cardoso

QUADRO 3 – EVENTOS A REALIZAR
MÊS JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO DIA 8 12 9 14 11 9 Padre João Felgueiras Manuel Cordeiro ROACTARACT e INTERACT Homenagem a um profissional e a uma instituição Ceia de Natal com Leilão Homenagem à Família Natal Rotário JANEIRO FEVEREIRO 13 10 Assunção Monteiro Engº Godinho Chaves Escritores transmontanos As Novas Tecnologias e os Deficientes 23 Comemorações nacionais Lisboa Novas gerações Professor Torres Pereira - UTAD Timor – Que futuro? Hermínio Botelho TEMA Prevenção de Incêndios

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2004 – 2005 Ano do Centenário de Rotary 25 MARÇO 10 (centenário) Professor Machado Moura Engº Jorge Dias Engº Francisco Gonçalves ABRIL MAIO 14 12 Manuel Cardona Luís Mendonça Caseiro Marques João Campos José Manuel Cardoso JUNHO 9 Dr Alexandre Parafita Filandorra Matosinhos

Rotary Club de Vila Real

Rio Douro: Sua Importância no Desenvolvimento da Região Rotary e os Serviços Internacionais Comunicação social regional: sua importância

Literatura Infantil

QUADRO 4 - REUNIÕES DE CAFÉ/TEMA
MÊS JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO 16 30 21 4 18 25 DEZEMBRO JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO 16 20 17 3 17 21 19 26 16 30 Manuel Cardona Manuel Gouveia Jorge Dias José Agostinho José Boaventura Manuel Cordeiro Luís Pizarro José Carlos Cardoso João Pavão Alfredo Branco José Costeira Pedro Ramos Fernando Martins António Nazaré Pereira Castelo Branco Carlos Peixoto NERVIR A vida de um deputado CAT – Que papel? Agência de viagens: como funciona? Rotary Foundation História do clube Douro: Património da Humanidade Vinhos de Quinta Produção em Estufas Poupança de Energia O rotário radioamador O rotário piloto Novas tecnologias O rotário livreiro Propaganda médica O rotário autarca 15 DIA COMPANHEIRO Luís Guimarães TEMA Governadores Assistentes

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2004 – 2005 Ano do Centenário de Rotary

Rotary Club de Vila Real

QUADRO 5 - REUNIÕES DE CAFÉ / ROTARY POR PAÍS
COMPANHEIRO José Boaventura Paulo Oliveira Fernando Silva Manuel Sanfins José Carlos Cardoso João Gaspar Castelo Branco Adriano Antas Manuel Cordeiro Carlos Moreira Fernando Martins José Costeira Luís Guimarães Manuel Cardona João Pavão Luís Pizarro Manuel Gouveia José Agostinho Luís Pinto DIA/MÊS 22 / JULHO 29 / JULHO 5 / AGOSTO 23 / SETEMBRO 7 / OUTUBRO 28 / OUTUBRO 25 / NOVEMBRO 2 / DEZEMBRO 6 / JANEIRO 27 / JANEIRO 3 / FEVEREIRO 3 / MARÇO 24 / MARÇO 31 / MARÇO 7 / ABRIL 28 / ABRIL 5 / MAIO 2 / JUNHO 23 / JUNHO Holanda Eslovénia França Suíça Marrocos Senegal Brasil Angola Timor Espanha Canadá Itália Singapura Índia Malásia Moçambique Chile Uruguai Áustria PAÍS

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2004 – 2005 Ano do Centenário de Rotary

Rotary Club de Vila Real

CONSELHO DIRECTOR

Companheiros Fernando Silva, José Boaventura, Manuel Cordeiro, Adriano Antas e João Pavão Presidente Eleito Vice - Presidente Eleito 2005/2006 Secretário Tesoureiro Protocolo Secretário Substituto Tesoureiro Substituto Protocolo Substituto Avenida Serviços Internos Avenida Serviços Profissionais Avenida Serviço Comunidade Avenida Serviços Internacionais Desenvolvimento do Quadro Social Delegado Rotary Foundation Delegado FRP Novas Gerações Informação Rotária Imagem e Comunicação Pró Família Manuel Cordeiro Adriano Antas José Boaventura Fernando Silva João Pavão Paulo Oliveira Luís Pinto José Carlos Cardoso Luís Pinto Fernando Martins Luís Castelo Branco Manuel Cardona Alfredo Branco Ribeiro Luís Guimarães Manuel Gouveia João Pavão e Paulo Oliveira Manuel Gouveia Manuel Cordeiro Manuel Sanfins

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2004 – 2005 Ano do Centenário de Rotary

Rotary Club de Vila Real

DELEGADOS ÀS CIP COMPANHEIRO
Luís Guimarães Luís Guimarães Manuel Gouveia Paulo Oliveira José Castelo Branco Manuel Cordeiro Manuel Sanfíns Manuel Cardona : José Carlos Cardoso : João Pavão : José Boaventura Cunha : Luís Pizarro : Luís Pizarro Adriano Antas FRP – Fundação Rotária Portuguesa Rotary Foundation: Portugal Rotário: CIP – Portugal-Benelux CIP – Portugal-Brasil CIP – Portugal- Espanha CIP – Portugal-Marrocos CIP – Portugal-França CIP – Portugal-Itália CIP – Portugal- RIBI CIP – Portugal-Porto Rico CIP – Portugal – Cabo Verde (em formação) CIP – Portugal – Moçambique (em formação) CIP – Portugal – Angola (em formação):

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