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CENTRO E. DE EDUC. PROFIS. SEN.

JESSÉ PINTO - CENEP

Turma: I1V10
Aluno(a): Heitor, Eloísa, Clara, Sulamita e Laysa.

Trabalho de Educação Física sobre Olimpíadas

Introdução - o que é?
A cada quatro anos, atletas de centenas de países se reúnem num país sede para disputarem um
conjunto de modalidades esportivas. A própria bandeira olímpica representa essa união de povos e
raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados, representando os cinco continentes e suas
cores. A paz, a amizade e o bom relacionamento entre os povos e o espírito olímpico são os
princípios dos jogos olímpicos.

Olimpíadas: a origem dos Jogos Olímpicos


Foram os gregos que criaram os Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C., os gregos já faziam
homenagens aos deuses, principalmente Zeus, com realização de competições. Porém, foi
somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos, de forma organizada e
com participação de atletas de várias cidades-estados.
Quando os romanos invadiram e dominaram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre
elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. No ano de 392 d.C., os Jogos Olímpicos e quaisquer
manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I,
após converter-se para o cristianismo.

Jogos Olímpicos da Era Moderna


No ano 1896, os Jogos Olímpicos são retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de
Fredy, conhecido com o barão de Coubertin. Nesta primeira Olimpíada da Era Moderna, participam
285 atletas de 13 países, disputando provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica,
halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com
medalhas de ouro e um ramo de oliveira.
OBS: NESSA EPÓCA MULHERES AINDA NÃO PODIAM PARTICIPAR.

Jogos Olímpicos e Política


As Olimpíadas, em função de sua visibilidade na mídia, serviram de palco de manifestações
políticas, desvirtuando seu principal objetivo de promover a paz e a amizade entre os povos. Nas
Olimpíadas de Berlim (1936), o chanceler alemão Adolf Hitler, movido pela ideia de superioridade
da raça ariana, não ficou para a premiação do atleta norte-americano negro Jesse Owens, que
ganhou quatro medalhas de ouro. Nas Olimpíadas da Alemanha em Munique (1972), um atentado
do grupo terrorista palestino em Setembro Negro matou 11 atletas da delegação de Israel. A partir
deste fato, todos os Jogos Olímpicos ganharam uma preocupação com a segurança dos atletas e
dos envolvidos nos jogos.
Curiosidades olímpicas:
- No ano de 1916, as Olimpíadas deveriam ocorrer na Alemanha. Porém, em função da Primeira
Guerra Mundial, os Jogos Olímpicos foram cancelados.
- Em função da Segunda Guerra Mundial, os Jogos Olímpicos de 1940 e 1944 também foram
cancelados.
- Os principais valores do espírito olímpico são: entendimento mútuo, igualdade, amizade e jogo
limpo (fair play).
- Críquete, golfe e cabo-de-guerra já foram esportes olímpicos no começo do século XX. Nas
Olimpíadas de 1920 (Antuérpia - Bélgica), o tiro ao pombo também fez parte do quadro de jogos
olímpicos.
- O lema olímpico "Citius, altius, fortius" (mais rápido, mais alto e mais forte) foi proposto por
Pierre de Coubertin em 1894. Porém, o lema só foi oficialmente introduzido nas Olimpíadas de
Paris de 1924.
- Em 1906, por questões de interesses políticos, a Grécia organizou uma Olimpíada de forma não
oficial. O evento não teve destaque internacional, sendo que muitos países não estiveram
presentes. Neste evento, fez parte um esporte muito curioso: o arremesso de pedras.
- É comemorado em 23 de junho o Dia Internacional do Atleta Olímpico.
- O ano de 1994 foi o Ano lnternacional do Esporte e do Espírito Olímpico. O ano foi estabelecido
pela ONU para valorizar e divulgar a importância dos Jogos Olímpicos.

Comitê Olímpico Internacional (COI)


O Comitê Olímpico Internacional (COI) é uma organização não governamental, com sede na
Suíça, que atua na organização e realização dos Jogos Olímpicos. O COI foi criado por Pierre de
Coubertin em 23 de junho de 1894.

O COI é mantido com recursos originários da venda de direitos de transmissão (televisão, rádio,
internet, etc.), licenciamento de produtos relacionados às Olimpíadas (mascotes, símbolos,
imagens) e também com recursos de patrocinadores oficiais.

Principais objetivos e funções do COI:


- Criar leis sobre os Jogos Olímpicos;
- Administrar, organizar e realizar as Olimpíadas;
- Selecionar os países que servirão de sede, assim como acompanhar e orientar na organização
realizada pelos países;
- Administrar os direitos autorais de símbolos, marcas e imagens relacionadas aos Jogos
Olímpicos.
Legado Olímpico - Exemplo como herança
Legado é a palavra da vez neste momento olímpico. Ela já havia se destacado nas declarações de
todos os que participaram da fase preparatória do evento. Está ainda mais presente no vocabulário
dos que agora se desdobram para que tudo funcione. Foi definitivamente incorporada ao discurso
daqueles que aproveitam a oportunidade para lançar programas sociais, esportivos e culturais.
Além desses legados, que se traduzem em edifícios, quadras e ginásios esportivos, meios de
transporte, revitalização urbana e muitas coisas mais, há outro, muito falado, mas aparentemente
imperceptível. O espírito olímpico é legado para se refletir e praticar, inclusive fora das arenas de
competição.
A história dos jogos olímpicos e as histórias dos atletas que participam da Olimpíada, em especial
aquelas de brasileiros que enfrentaram inúmeras dificuldades para chegar ao nível em que se
encontram, são bons exemplos para a formação de crianças e jovens. Pais e educadores têm
nesta oportunidade elementos de sobra para despertar o interesse de filhos e alunos para os
esportes. A descoberta de modalidades pouco conhecidas entre nós, e associadas a questões
comportamentais, são da maior importância na atualidade: o respeito à diversidade; a superação
de desafios; o equilíbrio emocional; o exercício físico e a alimentação balanceada.

Fair Play - O jogo limpo


Jogo limpo e respeito pelos outros são valores essenciais não só para o esporte, mas para a vida
em sociedade. No esporte, o conceito de fair play está ligado à ética, ou seja, os praticantes devem
jogar de maneira que não prejudiquem o adversário de forma proposital.
A expressão “jogo limpo” tornou-se tão popular, que quase todos os países desenvolveram um
equivalente em sua própria língua. Tanto que o fair play, expressão americana para jogo limpo, é
mundialmente reconhecido como um dos princípios básicos dos direitos humanos. No esporte, o
fair play envolve a luta contra a fraude, contra o doping, contra a violência (tanto física quanto
verbal), contra a desigualdade de oportunidades, contra a comercialização excessiva e contra a
corrupção.
Podemos associar o termo fair play como o conceito de espírito esportivo. Em conformidade com
Santos (2005), entendemos que espírito esportivo é um conjunto de normas prescritas e não
prescritas nos códigos esportivos que envolvem comportamentos de acordo com um código de
ética humano, que prescreve respeito, tolerância, igualdade, lealdade, honestidade etc.

Casos que ocorreram de Fair Play:


- Nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2010 em Singapura, a judoca da Bulgária, Yoana
Damyanova, decidiu adiar sua primeira luta, pois sua adversária do Haiti não tinha conseguido
desembarcar no país a tempo.
- Recentemente, nos Jogos Panamericanos de 2015 em Toronto, a judoca argentina Paula Pareto
protagonizou uma cena de respeito, tolerância e humildade. Mesmo com a derrota na luta, Paula
deu um intenso abraço na cubana Dayaris Mestre, reconhecendo a superioridade da adversária.
- No atletismo, durante uma prova de Cross Country na Espanha no ano de 2012, o espanhol Ivan
Fernández Anaya estava na segunda posição, alguns metros atrás do atleta queniano Abel Mutai.
No fim da prova Mutai confundiu o local de chegada e diminuiu o ritmo da corrida alguns metros
antes da linha de chegada. Fernández não se aproveitou do erro do adversário. Pelo contrário: o
atleta espanhol avisou o queniano que ele havia se enganado, apontando a linha de chegada que
estava mais adiante.

Doping no Esporte - o que é ?


O doping esportivo é a utilização, por um atleta, de substâncias não naturais ao corpo para
melhorar seu desempenho de forma artificial. Atualmente, durante competições esportivas
internacionais, os jornais publicam escândalos envolvendo técnicos e atletas pegos no exame
antidoping. A notícia mais recente desse tipo foi no Mundial de Atletismo da Alemanha, no início de
agosto, envolvendo esportistas brasileiros.
O uso ilícito de substâncias - medicamentos e hormônios - como artifício para ganhar competições
esportivas é muito antigo. Já nos Jogos Olímpicos da Grécia, cerca de três séculos antes de Cristo,
havia uma regulamentação para evitar que os competidores tivessem o baço arrancado.
Acreditava-se que com o esforço físico dos maratonistas, este órgão poderia endurecer e
prejudicar o resultado.
Ao longo dos anos, esse tipo de artimanha tem se sofisticado. Ao mesmo tempo em que as
substâncias e os fármacos são aprimorados para passarem despercebidos nos exames de urina e
de sangue feitos nos atletas, os próprios métodos de detecção também se sofisticam.

Espiríto Olímpico
O espírito olímpico está ligado ao espírito esportivo, ao sacrifício pessoal, a uma vontade
incansável de alcançar objetivos. O sucesso de outra pessoa não é motivo para inveja ou para
desistir, é uma motivação para avançar e tentar melhorar a cada dia.
Não há dúvida de que o esporte pode ser interpretado como uma grande metáfora da vida. O que o
espírito olímpico propõe, na realidade, é uma filosofia que inspira a nossa maneira de ser.
“Citius, Altius, Fortius” é o lema olímpico. Em português significa “mais rápido, mais alto, mais
forte”. Na prática, esse lema representa o que o espírito olímpico tenta despertar em cada um
de nós. Não é algo voltado apenas para os atletas de elite. É um convite para a negação da
conformidade e para tentar sempre ir além.
Novamente, voltamos ao princípio de que ser melhor não envolve necessariamente competir
com o outro, mas superar-se. Para voar, sonhar mais alto e se sentir mais forte, é necessário
aprender a superar os medos que nos fazem recuar diante dos desafios.
O espírito olímpico fala para todos nós, como uma voz que nos inspira a seguir em frente com a
cabeça erguida e a mente aberta. Porque cada novo desafio representa uma oportunidade única
de nos tornarmos uma versão melhor de nós mesmos.
Símbolos Olímpicos
Com a reestruturação do evento na era moderna e a criação do Comitê Olímpico Internacional
(COI), foram criados também alguns símbolos para representar os jogos.
Esses símbolos representam os ideais propostos pelos jogos olímpicos. Além da unidade entre os
países que participam da competição, eles também remetem à universalidade do esporte e à paz.

Anéis Olímpicos
A principal representação dos Jogos Olímpicos é a bandeira
estampada com os anéis olímpicos, que também são a marca do
COI. Os cinco aros interligados que compõem o estandarte
possuem cores diferentes, cada uma representando um continente:
azul, a Europa; amarelo, a Ásia; preto, a África; verde, a Oceania; e
vermelho, as Américas.
Os anéis entrelaçam-se para dar voz a valores como o universalismo e o humanismo. Os aros que
compõem a bandeira são de cores diferentes para representar o respeito às diversidades de todas
as nações e contrastam com o fundo branco, que representa a paz entre os continentes.

Tocha
A tocha é o mais antigo símbolo das olimpíadas e faz a ligação
entre os jogos realizados na Grécia Antiga e os disputados na Era
Moderna. O fogo sagrado, tido como elemento purificador, era
usado pelos gregos em frente aos seus principais templos, com o
Santuário de Olímpia, que recebia as competições esportivas. É
acendida com Luz Solar.

Mascotes
Outro representante dos jogos olímpicos é o mascote, que
muda a cada edição. O primeiro mascote oficial foi apresentado
na Olimpíada de Munique, em 1972. O Waldi, como era
chamado, foi inspirado na figura de um cachorro da raça
dachshund, muito comum na região.
Desde então, os países que receberam os jogos criaram
mascotes com base em suas características regionais. Já teve urso, águia e até montanhas
personificadas, mas o que mais inspirou a criação de mascotes olímpicos até hoje foi a mistura de
elementos. Nos jogos de Pequim, em 2008, por exemplo, foram cinco mascotes representando
desejos. Em Londres e Atlanta, os personagens criados não tinham forma de animais, eram
desenvolvidos em computador e misturavam diversos formatos.
Na Olimpíada do Rio de Janeiro, o mascote recebeu o nome de Vinícius, em homenagem a
Vinícius de Morais, e é uma mistura de vários animais da nossa fauna.