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FACULDADE DE TECNOLOGIA EBRAMEC

ESCOLA BRASILEIRA DE MEDICINA CHINESA


CURSO DE FORMAÇÃO EM ACUPUNTURA

RICARDO BEJAR MARTIN

OS EFEITOS DA TÉCNICA KORYO SOOJI CHIM NAS


DORES LOMBARES

SÃO PAULO
2017
RICARDO BEJAR MARTIN

OS EFEITOS DA TÉCNICA KORYO SOOJI CHIM NAS


DORES LOMBARES

Trabalho de Conclusão de Curso de Formação


Em Acupuntura Apresentado à EBRAMEC Escola
Brasileira de Medicina Chinesa, sob orientação do (a)
Prof. João Carlos Felix, Co-Orientador Dr. Reginaldo
de Carvalho Silva Filho.

SÃO PAULO
2017
RICARDO BEJAR MARTIN

OS EFEITOS DA TÉCNICA KORYO SOOJI CHIM NAS


DORES LOMBARES

BANCA EXAMINADORA

___________________________________

___________________________________

___________________________________

João Carlos Felix

Reginaldo De Carvalho Silva Filho

Ricardo Bejar Martin

São Paulo, ____ de _____________de ___


AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar agradeço a Deus por este trabalho realizado com muita força de vontade
graças ao meu orientador e meus amigos de estudo foi um trabalho desenvolvido com práticas
clínicas e uma técnica excelente com bons resultados, tudo que aprendi graças aos professores da
Ebramec e experiências que a escola me passou, até hoje continuo estudando esta técnica
maravilhosa DA KORYO SOOJI CHIM, gratidão por tudo.
OBJETIVO

O objetivo deste Trabalho foi demonstrar o tratamento de dor lombar na Acupuntura coreana
(Koryo Sooji Chim) através deste micro sistema nas mãos na Medicina oriental é possível usar
vários recursos para tratar uma causa de dor lombar com várias técnicas comprovadas e com
tratamentos clínicos.

Acupuntura Coreana (Koryo Sooji Chim) pode se basear na Acupuntura Sistêmica, tendo
idéia de se utilizar os mesmos pontos de tratamento localizando eles nas mãos. Sendo localizado
nas mãos, o corpo humano e todos os órgãos.
RESUMO

A dor lombar é uma doença que atinge a maioria da população brasileira. Na medicina ocidental
temos uma visão. Já na medicina oriental temos visões diferentes envolvendo órgãos e outras
patologias, como a dor lombar que poderá ser causada por vários motivos e acontecimentos como
lesões, acidentes, órgãos em desequilíbrios, etc. O método ocidental trata esta doença com remédios
e outros analgésicos, enquanto a medicina oriental utiliza um tratamento natural com agulhas. Neste
trabalho foi mostrado o tratamento da dor (lombalgia) através da Acupuntura Coreana nas mãos (
Koryo Sooji Chim), como uma resposta imediata do agulhamento nas mãos.
ABSTRACT

Low back pain is a disease that affects the majority of the Brazilian population. In Western
medicine we have a vision. In Eastern medicine we have different visions involving organs and
other pathologies, such as low back pain that can be caused by various reasons and events such as
injuries, accidents, organs in imbalances, etc. The western method treats this disease with medicines
and other painkillers, while oriental medicine uses a natural needle treatment. In this work the pain
treatment (low back pain) through Korean Acupuncture in the hands (Koryo Sooji Chim) was
shown as an immediate response of the needling in the hands.

Keywords: Acupuncture, low back pain


SUMÁRIO

1 – INTRODUÇÃO.........................................................................................................................10

2 – VISÃO OCIDENTAL................................................................................................................11

2.1 – Lombalgia mecânica simples ......................................................................................... 11

2.2 – Lombalgia Aguda ............................................................................................................ 12

2.3 – Lombalgia Crônica .......................................................................................................... 12

3 – ORIGEM DA ACUPUNTURA COREANA (KORYO SOOJI CHIM)...................................12

3.1 – Órgãos e Vísceras (KORYO SOOJI CHIM)................................................................... 13

3.2 – Princípio da Correspondência ......................................................................................... 14

4 – OS INSTRUMENTOS DE USO................................................................................................16

4.1 – Moxa Botão ..................................................................................................................... 17

4.2 – Método de estimulação – Tonificação e Sedação ........................................................... 18

4.3 – Cinco Movimentos no controle do Zang/fu .................................................................... 19

4.4 – Tratamento com uso do relógio biológico....................................................................... 21

4.5 – Pontos principais ............................................................................................................. 21

5 – DOZE PONTOS NASCENTES (QI -JONG -HYUL)..............................................................22

5.1 – Doze pontos fonte............................................................................................................ 22

5.2 – Cinco pontos shu antigo .................................................................................................. 23

5.3 – Cinco pontos shu antigo – Tabela Yin ............................................................................ 24

5.4 – Cinco pontos shu antigo – Tabela Yang.......................................................................... 24

6 – DOZE PONTOS MO (QI-MO-HYUL)................................................................................... 25

6.1 – Doze ponto shu Dorsais (Qi-you-Hyul) .......................................................................... 25

6.2 – Oito Pontos Extraordinários (8 Soung-Hy) ..................................................................... 26

6.3 – Oito pontos extraordinários ............................................................................................ 27

6.4 – Oito pontos extraordinários ............................................................................................. 28

7 – QUANDO SE DEVE UTILIZAR ESTES PONTOS EXTRAORDINÁRIOS?........................28

7.1 – Quando a doenca envolve vários canais .......................................................................... 28

7.2 – Nas condições crônicas e diagnósticos confusos ............................................................ 28


7.3 – Quando a doença de um órgão afetar outro canal diferente ........................................... 29

8.1 – Diagnóstico por pulso ( Hum-Yang-Mek-jin)................................................................ 29

8.2 – Diagnóstico por 3.1 Constituicao (Sam-IL-Tche-Jil)..................................................... 31

8.3 – Yang Plenitude ................................................................................................................ 31

9.1 – Tabela Rim Plenitude Tonificação e Sedação: ................................................................ 34

10 – DIAGNÓSTICO POR PALPAÇÃO DO PONTO MO............................................................35

11 – CANAIS KI -MEK( KORYO SOOJI CHIM)..........................................................................36

11.1 – Vaso Governador ( Do mai) .......................................................................................... 37

11.2 – Canal do Pulmão (Tai Yin DA Mao) .......................................................................... 37

11.3 – Canal do Intestino Grosso (YANGMING DA MÃO) ................................................. 38

11.4 – Canal do Estomago (Yangming do pé) ......................................................................... 39

Fonte: Choo H.Kim (2014) 11.5 – Canal do Baco Pancreas ( Taiyin do Pé) ........................ 39

11.6 – Canal do Coração (Shaoyin da mão) ............................................................................. 41

11.7 – Canal do Intestino Delgado (Taiyang da mão).............................................................. 41

11.8 – Canal da Bexiga (Taiyang do pé) .................................................................................. 42

11.9 – Canal do Rim (Shaoyin do pé) ...................................................................................... 43

12.1 – Canal Triplo Aquecedor ( Shaoyang da mão) ............................................................... 44

12.2 – Canal da Vesícula Biliar (Shaoyang do pé) ................................................................. 45

12.3 – Canal do Fígado( Jueyin do pé)..................................................................................... 46

13 – CASOS CLÍNICOS (KORYO SOOJI CHIM.........................................................................47

Caso 1 ....................................................................................................................................... 47

Caso 2 ....................................................................................................................................... 49

Caso 3 ....................................................................................................................................... 51

Caso 4 ....................................................................................................................................... 53

Caso 5 ....................................................................................................................................... 55

Caso 6 ....................................................................................................................................... 57

Caso 7 ....................................................................................................................................... 59

Caso 8 ....................................................................................................................................... 61
Caso 9 ....................................................................................................................................... 63

Caso 10 ..................................................................................................................................... 65

14 – ANEXOS..................................................................................................................................67

Termo de Consentimento ........................................................... Erro! Indicador não definido.

Questionário casos clínicos ...................................................................................................... 68

Materiais Utilizados ................................................................................................................ 69

15 – REFERÊNCIAS.......................................................................................................................70
10

1 – INTRODUÇÃO

A dor lombar e a doença que mais afeta a nossa população brasileira. Temos a visão
ocidental e a visão oriental, e existe três tipos de dores lombares; a dor crônica, aguda, e a
lombalgia mecânica simples. O tratamento pode ser preventivo ou curativo, a fisioterapia preventiva
deverá estudar atitudes e mobiliários de trabalho e a relação funcionalidade (SERRA GABRIEL,
2001). As técnicas básicas de avaliação que poderiam ser aplicadas sistematicamente ao pacientes
descritos; referimo-nos aos pacientes das áreas de traumatologia e ortopedia. A traumatologia,
considerando que a filosofia e o método se sobrepõem e coordenam intimamente, e necessário
adotar um preparo sistemático e periódico que nos permita ter constância gráfica e escrita da
evolução do tratamento, de todo modo, a periodicidade da avaliação será flexível, estabelecendo
segundo nossos próprios critérios de necessidades (SERRA GABRIEL, 2001).

Porem o autor (SERRA GABRIEL, 2001) ao abordar a definição deste tema,vem a nossa
mente as palavras retificar e corrigir,nisto consiste a cirurgia ortopédica e a traumatologia,um
cirurgião italiano radicado em paris, as definiu na sua língua materna (arte do realinhamento) quer
dizer a correção dos defeitos congênitos,crônicos ou agudos.

A dor lombar e a dor osteoarticular muito difundida a crença que osso denso,duro
(esclerose),significava osso morto (necrose) e um erro que ainda infiltra em algumas opiniões,ao
investigar o campo de cirurgia ortopédica que se aprofundou na relação da circulação óssea e seu
protagonismo no metabolismo ósseo,tanto que assim que demonstrou que a célula óssea,o
osteoblasto,tinha sua origem na célula do endotélio capilar vascular e que,portanto,provinha do
vaso sanguíneo,com oque se estabelecia uma ponte a vida e a corrente sanguínea com a estrutura e o
osso, e onde se produz a dor articular?,A partir de fibras nervosas mielínicas e amielínicas que
acompanham os vasos da zona subcondral,isso esclarece um problema que,amiúde,se estabelece na
interpretação do ritmo da dor,todos conhecemos doentes afetados por dor articular que diz ser
intensa ao iniciar o peso ao começo da deambulação para logo diminuir quando a articulação se
esquece oque equivale ao restabelecimento do calibre normal dos vasos sanguíneos depois de terem
permanecidos dilatados pelo repouso com oque cessaria sua pressão sobre as fibras nervosas
próximas. (SERRA GABRIEL, 2001
11

2 – VISÃO OCIDENTAL

O segmento lombar da coluna Vertebral compreende desde a transição dorso lombar (D12-
L1) até a lombo sacral (L5-S1), composto por cinco vértebras lombares que se caracterizam por
serem maiores, condições necessárias em virtude das pressões consideráveis a que estão
submetidas, o que, somado a mobilidade do segmento, conduzira a uma aceleração dos processos
degenerativos que podem instalar-se (SERRA GABRIEL, 2001).
A dor lombar ou lombalgia e bastante conhecida e quase pode se afirmar que não existe
nenhum adulto que não tenha experimentado alguma vez na vida segmento lombar, em
bipedestação, forma uma lordose fisiológica que mantêm seu equilíbrio as expensas da peleis, a ante
verso pélvica, portanto, trata como conseqüência um aumento da lordose lombar, enquanto a
retroversão a retificara, daí a conhecida importância dos músculos motores da pelve (SERRA
GABRIEL, 2001). Na avaliação clinica serão observados os parâmetros descritos a seguir, postura
em bipedestação, a hiperdose com a conseguinte ante versão da pelve provocará uma contratura
da musculatura posterior, a retificação dolorosa do segmento lombar poderá ocorrer devido ao
espasmo da musculatura eretora da coluna ou paravertebral (SERRA GABRIEL, 2001).

Quanto à dor, pergunta se ao paciente sobre a intensidade e sobre tipo de dor, se tem relação
com a atividade ou se persiste inclusive com o repouso no leito, o que indicaria a possibilidade de
uma lombalgia inflamatória,assim será importante conhecer a localização,se circunscrita a região
lombar ou se irradiada a região posterior da coxa,o que indicara uma possível Ciatalgia. (SERRA
GABRIEL, 2001)

A Contratura muscular pode ser detectável mediante a palpação da musculatura para


vertebral, mais do que a mobilidade seletiva do segmento lombar, será avaliado de modo global se o
paciente e capaz de efetuar a extensão da coluna e a rotação. (SERRA GABRIEL, 2001) A flexão
não será avaliada, uma vez que pode ser feitas as expensas da articulação do quadril, será avaliado
também, a possível existência de dificuldades na marcha, para sentar e levantar, para deitar e
levantar. (SERRA GABRIEL, 2001).

2.1 – Lombalgia mecânica simples

Nesta patologia existira dor localizada na região lombar,sem irradiação para as extremidades
inferiores, de caráter agudo ou crônico,os desequilíbrios pélvicos (ante versão) por distensiona e
insuficiência da musculatura abdominal,encurtamento do pessoas ilíaco e insuficiência do gluteos
12

e isquiotibiais darão lugar a um aumento da lordose lombar. (SERRA GABRIEL, 2001). Também
a obesidade significara uma sobrecarga para o segmento lombar devido o aumento do peso
corporal. (SERRA GABRIEL, 2001).

2.2 – Lombalgia Aguda


A lombalgia aguda e de aparição súbita, na avaliação clinica se observara uma retificação da
lordose acompanhada de flexão do quadril com postura antialérgica,dor intensa localizada na região
lombar que aumentara ao se tentar realizar alguns movimentos grande contratura muscular com
diminuição ou abolição da mobilidade lombar,que por sua vez causara um dificuldade para
mudanças de postura (SERRA GABRIEL, 2001). A lombalgia aguda tem um bom prognostico e
com tratamento adequado não devera se prolongar por mais de duas semanas, como tratamento os
objetivos são basicamente diminuir a dor e a contratura ou espasmos muscular e evitar as recidivas.
(SERRA GABRIEL, 2001).

2.3 – Lombalgia Crônica


Assim denominada a lombalgia que persiste por mais de seis meses e recidiva facilmente, na
avaliação encontraremos dor moderada e persistente, discreta ou moderada contratura
muscular,mobilidade lombar preservada sem dificuldade para marcha ,embora o paciente possa
referir dor na hiperdestacao mantida (SERRA GABRIEL, 2001). A lombalgia crônica pode haver
uma grande componente psicogênica, pelo que,ante uma radiologia que mostre sinais
degenerativos,alguns pacientes tenderão a exagerar a sintomatologiagia ,manifestando que tem
muita artrose ou que tem as costas destruídas (SERRA GABRIEL, 2001). Para a melhora da
postura será feita redução através de basculação pelvia, forçando a retroversão ativa por meio de
contração isométrica simultânea de abdominais e glúteos,serão feitos exercícios repetitivos
(SERRA GABRIEL, 2001).

3 – ORIGEM DA ACUPUNTURA COREANA (KORYO SOOJI CHIM)

A Acupuntura coreana se baseia no fato de que a mão é um microcosmo que contém pontos
correspondentes ao corpo humano. Por isso, quando surge uma doença no nosso corpo, apresentará
sensibilidade maior nos pontos correspondentes ao órgão adoentado. Portanto, o tratamento consiste
em estimular os pontos em questão para obter alívio de dores (CHOO, 2014).

A Acupuntura coreana foi apresentada pela primeira vez na Coréia do Sul, em 1975, pelo
Dr. Tae Woo Yoo. O inicio da descoberta, no entanto, foi no verão de 1971 (CHOO, 2014).
O Dr. Yoo, que também era praticante de Acupuntura tradicional chinesa, numa certa noite de verão
de 1971, estava sofrendo com uma forte enxaqueca na região da nuca cujo sintoma não desaparecia
13

mesmo com a aplicação de agulha no Canal de Vesícula Biliar(Dan) VB20 (Fengchi) (CHOO,
2014).

Após várias tentativas mal sucedidas de se livrar da dor, ele resolveu desistir de qualquer
tratamento e tentou pegar no sono. Neste momento, segundo o relato, surgiu uma idéia de que a
ponta do dedo médio da mão poderia se relacionar com a cabeça de uma pessoa. (CHOO, 2014)

Sendo assim, o posterior do dedo médio poderia ser região da nuca Dr. Yoo estava prestes a
descobrir uma das mais fascinantes técnica de tratamento de Acupuntura, a Acupuntura coreana da
mão, denominada mais tarde de Koryo Sooji Chim. (CHOO, 2014)

3.1 – Órgãos e Vísceras (KORYO SOOJI CHIM)

Fonte: Choo H.Kim (2014) mapa

Numa primavera de 1994, na Coréia do Sul, um senhor estava viajando de trem com seu
filhinho de 6 anos. Repentinamente, o garoto começou contorcer o corpo, queixando se de dor
abdominal pai notou também que o filho estava suando frio e perdendo o fôlego, nesse momento o
pai se lembrou da agulha de Acupuntura que sempre carregava junto com ele. (CHOO, 2014)

Utilizando esta agulha de Acupuntura, estimulou todas as pontas dos dedos do filho, o que
aconteceu depois? Este procedimento provocou um vomito que resultou um alivio imediato do mal
estar que o filho sentia. Isso é apenas um exemplo de aplicação de Acupuntura coreana da mão, a
Acupuntura coreana da mão mostrou se muito eficiente nos casos de emergência para tratamento
como primeiros socorros. (CHOO, 2014)
14

Só para citar algumas situações que podem ser tratadas com essa técnica: dor de cabeça,dor
de dente,dor de ouvido,tosse,falta de ar, má digestão,dor abdominal, cólica menstrual,dor de
coluna,dor de ombro e dor de joelho entre outras. (CHOO, 2014)

Na Acupuntura coreana da mão, como ferramenta para estimular, pode ser usado, além de
agulhas de Acupuntura, palito de dente, pontas de caneta, clipes ou a própria unha da mão, etc.
Assim qualquer objeto de ponta pode ser utilizado para estimular os acupontos, portanto em uma
emergência, a Acupuntura coreana da mão poderá ser pratica em qualquer lugar, para alivio da dor.
(CHOO, 2014)

Apesar desta técnica se praticada por milhões de pessoas no mundo todo e não apresenta
perigo por estar estimulando apenas a mão e não os órgãos vital do corpo, precisa se estar ciente de
alguns fatos,deve se lembrar que assim como na medicina, ha um limite para curar certas doenças
na Acupuntura coreana da mão (CHOO, 2014).

Certas doenças contagiosas, as que requerem cirurgias, os tumores malignos bem como
doenças avançadas e terminais,requerem cuidados especializados na medicina tradicional,que
atualmente possui tecnologias avançadas (CHOO, 2014).

Portanto ao tratar doenças crônicas com a Acupuntura coreana da mão, o praticante deixe se
conscientizar sobre o limite que essa técnica pode atingir (CHOO, 2014).

3.2 – Princípio da Correspondência

Na Acupuntura coreana da mão, a mão representa o corpo humanitariano na parte frontal da


mão corresponde a parte frontal do corpo e a parte dorsal da mão corresponde a parte dorsal do
corpo (CHOO, 2014).

A ponta do dedo médio corresponde ao topo da cabeça o rosto se localiza na parte frontal
entre a articulações interfalangeana distal e a ponta do dedo médio. Conseqüentemente, a parte
dorsal do dedo médio, acima da articulação interfalangeana distal, corresponde a parte posterior da
cabeça (CHOO, 2014).

Na figura abaixo, dedo indicador e o anular representa nossos braços esquerdo e direito,
respectivamente. O polegar e o dedo mínimo, a perna esquerda e a direita, respectivamente (CHOO,
2014).
15

Região frontal

Fonte: Choo H.Kim (2014)


Região Dorsal

Fonte: Choo H.Kim (2014)


16

Região frontal

Fonte: Choo H.Kim (2014)

4 – OS INSTRUMENTOS DE USO

Na Acupuntura coreana da mão foram desenvolvidos vários instrumentos para estimular os


acu pontos. Dependendo da estimulação desejada, instrumentos desejados poderão ser utilizados.
Por exemplo, para dar um estimulo maior, poderão ser utilizadas as agulhas chamadas de sooji
chim. As agulhas sooji chim são agulhas finas de pequeno comprimento (20mm) que são
geralmente aplicadas com um auxilio de um aplicador (CHOO, 2014). Normalmente são inseridas a
1 ate 3mm de profundidade, portanto,provocam apenas uma picada no ponto. Para facilitar a
aplicação foram desenvolvidos alguns aplicadores de agulhas (CHOO, 2014).

Além de agulhas foram desenvolvidos muitos instrumentos para estimular os acu pontos.
Entre os instrumentos, temos o apong, que e uma pequena chapa de metal (5 mm de diâmetro) com
uma saliência no meio, alguns possuem diâmetro maior com mais saliências para estimular
(CHOO, 2014).

Por exemplo, o apong número um possui uma saliência e numero 6 possui 6 saliências,o
apong e colocado na pele por um esparadrapo para estimular o acuponto,e muito utilizado para
estimular os pontos por longo tempo sem precisar da picada (CHOO, 2014).

Mesmo assim o uso do apong por longos períodos poderá estimular mais do que necessário
e provocar irritação no local,portanto deve se limitar o tempo de uso de acordo com o estado de
saúde do paciente,o apong,pode ficar ate 1 ou 2 dias colocado nos pontos correspondente (CHOO,
2014).

O método de estimulação por calor e muito utilizado na Acupuntura. Por isso na Acupuntura
coreana da mão, também se utiliza a moxa em forma de botão (CHOO, 2014).
17

Para manter a moxa no lugar do ponto correspondente, basta retirar o protetor da fita adesiva
na face inferior da moxa e colar na pele antes de queimá-la. (CHOO, 2014).

Normalmente, pode se aplicar ate 5 moxas em cada ponto se o paciente se apresentar


bastante debilitado, o tratamento com moxa e bastante amplo portanto,requer um estudo mais
profundo,por enquanto, queremos apresentar a moxa apenas como um dos instrumentos para
estimular os pontos de Acupuntura (CHOO, 2014).

4.1 – Moxa Botão1

Fonte: Choo H.Kim (2014)

Além dos instrumentos apresentados, podemos usar pequenos ímãs, T bong(um tipo de
agulha parecida com o apong,porem com uma ponta que penetra na pele), Sa- Hyor-Chim ( caneta
com agulha descartável para sangria),anel (para tonificar ou sedar os órgãos e as vísceras) e Jiap-
bong (barra de massagem para exercício de mão), etc (CHOO, 2014).

A grande vantagem de praticar Acupuntura coreana da mão e justamente não precisar de


ferramentas especiais. Ou seja, como ferramenta para estimular,pode se usar palito de dente,ponta
de caneta,clipes, a própria unha da mão,etc (CHOO, 2014).

Assim, qualquer objeto de ponta pode ser utilizado para estimular os acupontos,portanto
numa emergência, a Acupuntura coreana da mão poderá ser praticada em qualquer lugar em
qualquer momento para alivio da dor (CHOO, 2014).

A Acupuntura coreana da mão não se limita apenas em estimular os pontos de


correspondência. Uma boa parte se baseia na Acupuntura chinesa, no entanto, possui a própria
teoria que tem base nas experiências clinicas, por exemplo, a teoria dos Canais da Medicina
Chinesa foi desenvolvida a partir do principio de recuperar o controle de funcionamento interno do
corpo humano incluindo jang/bu (Órgãos e Vísceras)(CHOO, 2014).

Não apenas utiliza micro meridianos ( meridianos dos dedos) como também o tratamento de
cinco dedos e outros métodos de estimulação, na mão foram descobertos os meridianos chamados
18

Ki- Mek (micro meridianos). São 345 pontos distribuídos em 14 linhas de micro canais, cada ki -
Mek controla as funções de um jang/bu (Órgãos e Vísceras), conseqüentemente uma
doença,portanto, e de suma importância entender o uso de Ki-Mek para tratamento das doenças
(CHOO, 2014).

Conforme a explicação abaixo, os 14 Micro Meridianos de Acupuntura coreana da Mão


foram sinalizados de acordo com o alfabeto: (CHOO, 2014).

A (vaso-concepção) com 33 pontos. A1 a A33


B (vaso governador) com 27 pontos. B1 a B27
C (pulmão) com 13 pontos.P1 a P13
D (intestino grosso) com 22 pontos. D1 a D22
E (estomago) com 45 pontos. E1 ao E 45
F (Baco/pâncreas) com 22 pontos. F1 a F22
G (coração ) com 15 pontos. G1 a G15
H (intestino delgado) com 14 pontos. H1 a H14
I (Bexiga) com 39 pontos. I1 a I 39
J (Rim) com 38 pontos. J1 a J38
K (Pericárdio) com 15 pontos. K1 a K15
L (triplo aquecedor) com 12 pontos.L1 a L12
M (vesícula biliar ) com 32 pontos. M1 a M 32
N (fígado) com 18 pontos. N1 a N 18

4.2 – Método de estimulação – Tonificação e Sedação


Quando ocorrem anormalidades no funcionamento do Zang/Fu( Órgãos e Vísceras) alguma
parte do jang/bu ( Órgãos e Vísceras) pode estar hipersensível, sobrecarregada ou debilitada, o
estado de hipersensibilidade ou sobrecarga e chamado de (excesso) e chamados de falta quando o
Zang/Fu( Órgãos e Vísceras) estiver debilitado.

No método de tonificação e sedação,utilizam se agulhas ou outras ferramentas para tonificar


o jang/bu em falta, e sedar o jang/bu em excesso,para utilizar este método é necessário compreender
o fluxo de Qi (energia),ou seja o caminha que a energia segue no canal,por exemplo, o ki-mek do
fígado segue desde ponta Antero medial do dedo mínimo ou do polegar ate a face superior da palma
da mão, conforme a figura abaixo.
19

Fonte: Choo H.Kim (2014)

O Qi flui no ki-mek como água flui de um lado mais alto para o mais baixo, portanto para
tonificar jang/bu do referido Ki/Mek, deve se estimular favor da corrente do Qi e na sedação do
jang/bu,deve se estimular contra o fluxo da corrente do Qi.

Exemplo canal do Fígado:

Fonte: Choo H.Kim (2014)

4.3 – Cinco Movimentos no controle do Zang/fu


A Teoria dos Cinco Movimentos constitui a base da teoria da medicina oriental,os cinco
elementos são: madeira,fogo,terra,metal e água. Cada elemento gera outro: por ex: fogo gera
terra,terra gera metal,metal gera água,água gera madeira e madeira gera fogo (CHOO, 2014).

Também cada elemento domina outro: Por exemplo,água domina o fogo e por sua vez, o
fogo domina o metal e por sua vez, o metal domina a madeira, a madeira domina a terra e a terra
domina a água, assim, o ciclo de dominância se repete conforme a figura (CHOO, 2014).
20

Fonte: Ebramec Ciefato

A compreensão desta relação de geração e dominância e importante para tratar uma doença
no controle de jang/bu, conforme foi comentado anteriormente, cada elemento se relaciona com
determinado jang/bu, isto significa que, controlando os elementos podemos controlar os jang/fu.
(CHOO, 2014)

Por exemplo, o elemento metal esta relacionado com o pulmão (jang) e intestino grosso
(bu), e o elemento madeira esta relacionado com o fígado (jang) e vesícula biliar (bu),portantao
para controlar o excesso de fígado ( jang da madeira),pode se tonificar o pulmão (jang do metal),ou
seja sintomas de excesso no fígado (dor de cabeça,raiva contida,insônia,hepatite, etc) poderão ser
tratados tonificando o pulmão( C7) (CHOO, 2014).

Naturalmente este ponto C7 do ki -Mek do pulmão não seria o único ponto para tratar os
sintomas apresentados,mas seria um dos pontos para tratar excesso no fígado (CHOO, 2014).

Na Acupuntura, o uso da teoria de cinco elementos e muito amplo, e na Acupuntura coreana


da mão, este tratamento tem grande importância e iremos abordar o assunto adiante (CHOO,
2014).
21

4.4 – Tratamento com uso do relógio biológico

Fonte: Choo H.Kim (2014)

As energias que circulam nos Ki-mek (micro meridianos) atinge sua plenitude nos jang/bu
nos seguintes horários conforme o relógio orgânico acima.
Conforme o relógio orgânico, se um jang/bu (órgãos e viceras) estiver na sua concentração
máxima de energia, ou seja, no seu funcionamento máximo, o jang/bu oposto estaria no seu
funcionamento mínimo, os sintomas de uma doença que se manifesta numa determinada hora
podem indicar um distúrbio funcional do referido jang/bu como síndrome de excesso quando seu
tempo e de funcionamento máximo e síndrome de falta, quando seu tempo é de funcionamento
mínimo (CHOO, 2014).
Por exemplo, um possível distúrbio no pulmão poderá causar um distúrbio de sono entre 3 e
5h.Neste caso,o órgão oposto,a bexiga poderá estar debilitado.Portanto,pode se tonificar a bexiga
para equilibrar essa diferença (CHOO, 2014).

4.5 – Pontos principais


A Acupuntura coreana da mão possui 345 pontos distribuídos nos 14 ki-Meks,em cada ki-
mek encontramos alguns pontos com funções especiais. São estes:

12 Pontos jong nascente,


12 Pontos fonte,
5 Pontos shu antigo,
12 Pontos mo,
12 Pontos shu dorsais e
8 Pontos Extraordinários
22

5 – DOZE PONTOS NASCENTES (QI -JONG -HYUL)


Estes pontos são localizados na ponta dos dedos. São utilizados para eliminar fatores
patogênicos de emergência. São de extrema importância para tratar as doenças nas condições
agudas: Por exemplo, para reanimar a perda de consciência (C13), insolação (G15), convulsão (F1)
etc (CHOO, 2014).

Pulmão C 13
Intestino Grosso D1
Estômago E45
Baco F1
Coração G15
Intestino Delgado H1
Bexiga I39
Rim J1
Pericardio K15
Triplo aquecedor L1
Vesicula Biliar M32
Fígado N1

Fonte: Choo H.Kim (2014)

5.1 – Doze pontos fonte


Estes pontos também são chamados de pontos Yuan na Acupuntura Chinesa, os pontos
fontes afetam diretamente nos órgãos yin especialmente nas doenças crônicas. São 12 pontos que
estão localizados nas articulações interfalangeanas distais: (CHOO, 2014)

Pulmão C9
Intestino Grosso D3
Estômago E42
Baco F5
Coração G11
Intestino Delgado H3
Bexiga I37
Rim J3
23

Pericardio K10
Triplo aquecedor L3
Vesicula Biliar M30
Fígado N5

5.2 – Cinco Pontos shu Antigo

Na Acupuntura chinesa, os pontos de shu antigo, são os pontos que se localizam entre os dedos
das mãos e os cotovelos ou entre os dedos dos pés e joelhos. Da mesma forma, na Acupuntura
coreana da mão, estão localizados entre a ponta dos dedos e as articulações interfalangeanas
proximais. São os 5 pontos de cada ki-mek dos 12 ki- meks.. Na Acupuntura chinesa, estes 5 pontos
foram ilustrados com a natureza do fluxo da água.Assim as energias de ki-mek seguiriam das
nascente para o manancial,para o riacho,para o rio e para o mar,sendo que cada ponto tem sua
característica importante (CHOO, 2014).

Ponto Fluxo Características

1 Nascente Onde brotam as energias, e instável

2 Manancial Ponte de energia poderosa capaz de mudar o fluxo


rapidamente

3 Riacho Nesse ponto o fluxo de energia se torna maior e mais


profundo

4 Rio Mais amplo e profundo, a energia e maior

5 Mar A energia e vasta e profunda, reúne as energias e


penetra no jang/bu

Este pontos são também utilizados de acordo com os Cinco Movimentos,sendo que cada um
dos 5 pontos pertence a um elemento,os pontos nascente do canal yin pertencem a madeira e os
pontos nascentes de canais Yang pertencem a metal, por exemplo (CHOO, 2014).
24

Nascente Manancial Riacho Rio Mar

Canal Yin Madeira Fogo Terra metal Agua

Canal yang Metal Agua Madeira Fogo Terra

5.3 – Cinco pontos shu antigo – Tabela Yin

Fígado Coração Pericárdio Baço Pulmão Rim

Yin Madeira Fogo Fogo Terra metal Água

Madeira N1 G15 K15 F1 C13 J1

Fogo N3 G13 K13 F3 C11 J2

Terra N5 G11 K10 F5 C9 J3

Metal N7 G9 K8 F7 C7 J5

Água N9 G7 K6 F9 C5 J7

5.4 – Cinco pontos shu antigo – Tabela Yang

Intestino Bexiga Vesícula Biliar Intestino Triplo Estômago


Grosso Delgado Aquecedor

Yang Metal Água Madeira Fogo Fogo Terra

Metal D1 I39 M32 H1 L1 E45

Água D2 I38 M31 H2 L2 E44

Madeira D5 I35 M38 H5 L5 E40

Fogo D6 I34 M27 H6 L6 E39

Terra D7 I33 M26 H7 L6 E38


25

6 – DOZE PONTOS MO (QI-MO-HYUL)


Os pontos MO, também chamados de pontos de alarme, são os pontos utilizados tanto no
diagnóstico quanto no tratamento. Caso Zang/Fu esteja afetado, os pontos MO correspondentes são
utilizados nos diagnósticos por apresentar sensibilidade sob pressão (às vezes isso não acontece)
(CHOO, 2014).

No tratamento, os pontos MO são utilizados para regular jang/bu. Eles podem ser utilizados
tanto no tratamento de doenças agudas como, os casos crônicos, alem disso, os pontos MO são
utilizados especialmente para tratar de doenças yang, ou seja, doenças caracterizadas por calor e que
afetam viceras yang ) (CHOO, 2014).

A3 Bexiga

A4 Intestino Delgado

A5 Triplo Aquecedor

A12 Estômago

A16 Coração

A18 Pericardio

J23 Rim

E22 Intestino Grosso

F19 Baço

N17 Vesicula Biliar

N18 Fígado

C1 Pulmão

6.1 – Doze pontos shu Dorsais (Qi-you-Hyul)

Os ponto shu dorsais são particularmente importantes para o tratamento de doenças


crônicas.Eles transportam o Qi aos Jang/bu;por isso cada ponto leva o nome do jang/bu. Também os
26

pontos shu dorsais são utilizados especialmente para tratar de doenças de Yin,ou seja,doenças
caracterizadas por Frio e que afetam órgãos Yin (CHOO, 2014).
Quando ocorre reação de sensibilidade nos pontos de shu dorsais da Acupuntura chinesa,
haverá também as mesmas reações nos pontos de shu dorsais na mão (CHOO, 2014).

I10 Pulmão(Fei)

I11 Pericardio(Xinbao)

I12 Coracão(Xin)

I14 Fígado(Gan)

I15 Vesicula Biliar(Dan)

I16 Baço(Pi)

I17 Estômago(Wei)

I18 Triplo Aquecedor(San Jiao)

I19 Rim(Shen)

I20 Intestino Grosso(Dachang)

I21 Intestino Delgado(Xiao


Chang)

I22 Bexiga(Pang Guang)

Fonte: Choo H.Kim (2014)

6.2 – Oito Pontos Extraordinários (8 Soung-Hy)


Oito vasos ordinários são de grande influência no tratamento com Acupuntura, na
Acupuntura chinesa são aos seguintes: Vaso concepção (Ren Mai), Vaso governador (Du Mai),
Vaso Penetrador (Chong Mai),Vaso da cintura(Dai Mai),Yin de conexão(Yin Wei Mai),Yang de
conexão(Yang Qiao Mai),Yin de caminhar (Yin Qiao Mai) e Yang de caminhar (Yang Qiao Mai)
(CHOO, 2014).

Estes vasos agem como reservatórios que absorvem Qi (energia) quando ocorre
transbordamento do Qi nos canais principais de Acupuntura, imagine um reservatório próximo a
27

um rio que acumularia as águas caso este rio transbordasse. Dessa maneira no corpo
humano,quando os canais estão cheios de Qi, eles não poderão absorver o excesso e esse
transbordamento será absorvido pelos vasos extraordinários.

Estes vasos, com exceção dos Vasos Concepção e Vaso Governador, não possuem nenhum
ponto próprio, mas aproveitam pontos dos outros canais de energias principias (CHOO, 2014).

Na Acupuntura chinesa, estes vasos extraordinários são divididos em quatro pares que
trabalham juntos e são ativados por função no seus pontos de abertura e de acoplamento (CHOO,
2014).

Na Acupuntura coreana da mão, estes pontos extraordinários são os seguintes:


C8,K9,F4,L4,H2,M31,I38 e j2.

6.3 – Oito pontos extraordinários


Oito vasos ordinários são de grande influência no tratamento com Acupuntura,na
Acupuntura chinesa são aos seguintes: Vaso concepção (Ren Mai), Vaso governador (Du Mai),
Vaso Penetrador (Chong Mai),Vaso da cintura(Dai Mai),yin de conexão(Yin Wei Mai),yang de
conexão(Yang Qiao Mai),yin de caminhar (Yin Qiao Mai) e Yang de caminhar (yang Qiao Mai)
(CHOO, 2014).

Estes vasos agem como reservatórios que absorvem Qi (Energia) quando ocorre
transbordamento do Qi nos canais principais de Acupuntura, imagine um reservatório próximo a
um rio que acumularia as águas caso este rio transbordasse. Dessa maneira no corpo
humano,quando os canais estão cheios de Qi, eles não poderão absorver o excesso e esse
transbordamento será absorvido pelos vasos extraordinários.

Estes vasos, com exceção dos Vasos Concepção e Vaso Governador, não possuem nenhum
ponto próprio, mas aproveitam pontos dos outros canais de energias principias (CHOO, 2014).

Na Acupuntura chinesa, estes vasos extraordinários são divididos em quatro pares que
trabalham juntos e são ativados por função nos seus pontos de abertura e de acoplamento (CHOO,
2014).

Na Acupuntura coreana da mão, estes pontos extraordinários são os seguintes:


C8,K9,F4,L4,H2,M31,I38 e j2.
28

6.4 – Oito pontos extraordinários

Abertura Acoplamento

Chong Mai F4 K9

Yin Wei Mai K9 F4

Du Mai H2 I38

Yang Qiao Mai I38 H2

Dai Mai M31 L4

Yang Wei Mai L4 M31

Ren Mai C8 J2

Yin Qiao Mai J2 C8

7 – QUANDO SE DEVE UTILIZAR ESTES PONTOS EXTRAORDINÁRIOS?


Quando ocorre qualquer problema de jang/bu,utilizamos o canal principal de Ki-mek. Por
exemplo, para tratar o pulmão, usaremos o canal principal (Ki -Mek) do pulmão e não precisaremos
usar pontos extraordinários.Também se tiver qualquer alteração ao longo do canal principal, usa
diretamente o próprio canal para seu controle. No entanto, existe vários situações que o simples uso
do canal principal não seria suficiente. A seguir, apresentamos algumas dessas situações: (CHOO,
2014).

7.1 – Quando a doenca envolve vários Canais


Na lombociatalgia, normalmente o paciente tem queixa de dor na lombar com irradiações
para lateral da perna ou posterior da perna, nesta caso,fica claro que vários canais principais estão
acometidos, tais como: Canal de Vesículas Biliar e Canal de bexiga, entre outros, e um caso que o
uso de pontos extraordinários poderá ter bom resultado.Nesse exemplo, pode se utilizar Yang Qiao
Mai(I38) (CHOO, 2014).

7.2 – Nas condições crônicas e diagnósticos confusos


Existem situações que e difícil determinar um diagnostico devido a vários sintomas
apresentados. Por exemplo, paciente apresentando asma crônica,problemas no estomago e
29

ginecológicos.Neste caso pode se utilizar o Vaso Concepção (Ren Mai -C8) porque ele trata do
pulmão,sistema digestores e doenças ginecológicas (CHOO, 2014).

7.3 – Quando a doença de um Órgão afetar outro Canal Diferente


Existem casos que afetam um jang/Bu, mas que envolvem outros canais diferentes. Por
exemplo,quando ocorre uma enxaqueca pela subida do Yang do Fígado(Gan), o sintoma é
geralmente dor de cabeça ao longo do canal da Vesícula Biliar(Dan). Porem, às vezes pode se
apresentar sintomas de dor na nuca (Canal da Bexiga (Pangguang) (CHOO, 2014).

Neste caso, podemos utilizar o Vaso Extraordinário, Yang Qiao Mai (I38), pois este canal
poderá absorver o excesso de Qi no topo da cabeça.

8 – DIAGNÓSTICOS
Antes de iniciar qualquer tratamento e importante entender e verificar tipos de desequilíbrio
que o paciente apresentar, por isso um bom diagnostico e de suma importância para elaborar um
protocolo de tratamento e eficaz (CHOO, 2014).

A Medicina oriental utiliza vários métodos de diagnósticos, são utilizadas 4 partes


principais:diagnostico por observação( olhar), por anamnese (perguntar), e pela palpação ( tocar) e
por auscultação ( ouvir e cheirar) (CHOO, 2014).

Nunca se deve menosprezar uma boa observação externa do paciente, verificar a secura ou
umidade da pele, a cor e a forma da língua, a maneira de andar ou de sentar, etc. Na anamnese deve
se procurar saber se o sintoma e recente ou não, o que faz melhorar ou piorar, se existe sintomas
semelhantes na família etc (CHOO, 2014).

Conforme consideramos anteriormente, a Acupuntura coreana da mão procura controlar o


funcionamento de jang/Bu através do diagnostico. Isto porque todas as doenças aparecem sempre
por falta e excesso. Portanto, uma vez determinada a falta e excesso de jang/Bu pode se escolher o
tratamento adequado (CHOO, 2014).

Na Acupuntura coreana da mão existe 3 principais métodos de diagnósticos para


determinar estado de jang/Bu: Diagnóstico por pulso,diagnósticos por 3.1 constituição, e
diagnostico por apalpação MO (CHOO, 2014).

8.1 – Diagnóstico por pulso ( Hum-Yang-Mek-jin)


Na Acupuntura Chinesa, o diagnostico pelo pulso e muito complexo, apresentando
muitas ramificações,também fornece informações bastante sobre o estado de jang/bu, o estado do
Qi e do sangue, no entanto na Acupuntura coreana da mão, o diagnostico por pulso e utilizado para
30

verificar se a pessoa tem alguma doença ou não e que tipo de doença (Yin ou Yang) (CHOO,
2014).

A técnica da Acupuntura coreana consiste em comparar dois pulsos da pessoa: pulso


radial e pulso carótida. A referência da leitura e obtida comparando a espessura do pulso nos pontos
de Acupuntura chinesa P9(Taiyuan) e IG 18(Futu),pulso radial e carótida respectivamente (CHOO,
2014) Se só dois pontos apresentarem mesma espessura de pulsação, podemos dizer que a pessoa e
saudável,mas se um dos pulsos apresentar desequilíbrio na pulsação,conclui se que a pessoa tem
alguma doença e conforme o aumento da diferença entre dois pulsos na espessura, o doença se torna
mais grave por tomada de pulso, o Acupunturista deve se posicionar em frente o paciente. Deve
comparar a pulsação do punha radial esquerdo com a pulsação do lado esquerdo do pescoço (
carótida), e depois deve repetir a mesma coisa do lado direito (CHOO, 2014).

Se a espessura da pulsação carótida IG 18(Futu), for maior do que da radial P9(Taiyuan) , a


doença e de Yang (Vísceras em excesso) e se da radial P9(Taiyuan) e maior que a carótida
IG18(Futu), a doença e de yin (órgãos em excesso) (CHOO, 2014) Naturalmente este diagnóstico
apenas informaria se a doença esta nos órgãos ou nas
vísceras, portanto após este diagnostico, será necessária
fazer outro diagnostico para identificar o possível
desequilíbrio de jang/Bu (CHOO, 2014). Exemplo:

P9(Taiyuan) maior IG18(Futu), maior

(Doença Yin- (Doença Yang Vísceras)


Órgãos)

Fígado(Gan) Vesicula Biliar(Dan)

Coração(Xin) Intestino
Delgado(Xiaixang)

Pericardio(Xinbao) Triplo Aquecedor(SanJiao)

Baço(Pi) Estômago(Wei)

Pulmão(Fei) Intestino Grosso(Dachang)

Rim(Shen) Bexiga(Pangguang)

Fonte: Choo H.Kim (2014)


31

8.2 – Diagnóstico por 3.1 Constituição (Sam-IL-Tche-Jil)

O Diagnóstico por 3.1 constituição e outra forma que a Acupuntura coreana da mão, utiliza
para identificar falta e excesso no jang/bu,quando existe uma doença no jang/Bu aparecem pontos
de Hipersensibilidade a pressão em algumas regiões do corpo, portanto,utilizando esta
reação,poderemos determinar falta e excesso de jang/Bu (CHOO, 2014).

No diagnostico de 3.1 constituição, ha 3 características: yang -plenitude,Yin-plenitude,e


Rim plenitude,cada plenitude esta associada com falta e excesso de alguns órgãos (jang) e
vísceras(Bu) entre 12 jang/Bu (CHOO, 2014).

Para determinar em que plenitude certa doença pertence deve se verificar a sensibilidade na
pressão dos seguintes pontos ao redor do umbigo, BP15(Daheng), E25(Tianshu), e VC5, estes
pontos correspondem aos pontos de Acupuntura chinesa e entre eles ha uma distância de 2cun.
Primeiramente deve se deitar o paciente de barriga para cima, com os joelhos flexionados. Depois,
deve se pressionar levemente com o polegar os pontos ao redor do umbigo (CHOO, 2014).

Às vezes deve se pressionar um pouco mais forte para apresentar reação mais evidente
quando todos os pontos Ba15(daheng),E25 (tianshu),e VC5(shimen) apresentar reações
hipersensíveis em ambos os lados do umbigo e classificado como Rim(Shen) plenitude (CHOO,
2014).

Quando todos os pontos Ba15, (daheng), E25(tianshu), e VC5 (shimen) não apresentam
nenhuma reação de sensibilidade a pressão e classificado com Yin plenitude (CHOO, 2014).

8.3 – Yang Plenitude

O Yang Plenitude e uma constituição caracterizada por excesso de intestino grosso e falta
no pulmão,portanto, nesse estado deve se sedar o intestino grosso e tonificar o pulmão,também no
yang plenitude ocorrem os seguintes excessos e faltas no jang/Bu. (CHOO, 2014)
Excessos: fígado(Gan)Coração(Xin) Pericárdio(Xin Bao) Estômago, (Wei) Intestino grosso
(Da Chang)e Bexiga(Pang Guang).
Falta: Vesícula Biliar(Dan),Intestino Delgado Triplo Aquecedor,Baco,Pulmão e Rim.
Portanto, no estado de yang-Plenitude, se o paciente apresentar sintomas de doenças de
fígado,deve se utilizar o tratamento para sedar o Fígado,e se apresentar doenças no pulmão,este
devera ser tonificado (CHOO, 2014).
32

Tabela do Yang plenitude sedação e tonificação:

Doença Tratamento

Fígado(Gan) Sedar

Coração (Xin) Sedar

Pericardio(Xin Bao) Sedar

Estômago(Wei) Sedar

Intestino grosso(Da Chang) Sedar

Bexiga(Pang Guang) Sedar

Vesicula Biliar (Dan) Tonificar

Intestino Delgado(Xiao Chang) Tonificar

Triplo Aquecedor (San Jiao) Tonificar

Baco (Pi) Tonificar

Pulmão(Fei) Tonificar

Rim (Shen) Tonificar

8.5 – Yin Plenitude

Yin Plenitude e uma constituição caracterizada por falta do Rim e excesso no Baco,
portanto,neste estado deve se tonificar o Rim e Sedar o Baco. Também no Yin Plenitude ocorrem os
seguintes excessos e faltas no Jang/Bu (CHOO, 2014).

Excesso: Vesícula Biliar(Dan) Coração(Xin) /Pericárdio(Xin Bao)Baço(Pi) Pulmão(Fei) e


Bexiga(Pang Guang).
Falta: Fígado, Intestino Delgado/Triplo Aquecedor, estômago, Intestino Grosso, e Rim
33

Portanto no estado de Yin Plenitude, se o paciente apresentar sintomas de doença de


fígado,deve se utilizar o tratamento para tonificar o Fígado, e se apresentar doenças de pulmão,este
devera ser sedado (CHOO, 2014).

Tabela de Yin Plenitude Tonificação e Sedação:

Doença Tratamento

Vesicula Biliar (Dan) Sedar

Coração (Xin) Sedar

Pericardio(Xin Bao) Sedar

Baco (Pi) Sedar

Pulmão(Fei) Sedar

Bexiga(Pang Guang) Sedar

Fígado(Gan) Tonificar

Intestino Grosso(Da Chang) Tonificar

Triplo Aquecedor(San Jiao) Tonificar

Estômago (Wei) Tonificar

Intestino Delgado(Xiao Tonificar


Chang)

Rim(Shen) Tonificar

9 – RIM PLENITUDE
Também, no Rim Plenitude ocorrem os seguintes excessos e faltas no jang/Bu.

Rim Plenitude e uma constituição caracterizada por falta no coração/Pericárdio e excesso no


intestino Delgado/Triplo Aquecedor. Portanto, neste estado deve se tonificar o coração/Pericárdio e
sedar o intestino delgado/Triplo Aquecedor (CHOO, 2014).
34

Excesso: Fígado(Gan), Intestino Delgado(Xiao Chang)/Triplo Aquecedor(San Jiao)


Estômago(Wei) Pulmão(Fei) e Rim(Shen)
Falta: Vesícula Biliar(Dan) Coração(Xin)/Pericárdio(Xin Bao), Baço(Pi) Intestino
Grosso(Da Chang) e Bexiga (Pang Guang)

Portanto, no estado do Rim-Plenitude, se o paciente apresentar sintomas de doença de


fígado, deve se utilizar o tratamento para sedar o Fígado, e se apresentar sintomas de doenças de
coração, este devera ser tonificado (CHOO, 2014).

9.1 – Tabela Rim Plenitude Tonificação e Sedação:

Doença Tratamento

Fígado(Gan) Sedar

Intestino Delgado(Xiao Chang) Sedar

Triplo Aquecedor (San Jiao) Sedar

Estômago(Wei) Sedar

Pulmão(Fei) Sedar

Rim(Shen) Sedar

Vesicula Biliar(Dan) Tonificar

Coração (Xin) Tonificar

Pericardio(Xin Bao) Tonificar

Baço(Pi) Tonificar

Intestino Grosso(Da Chang) Tonificar

Bexiga(Pang Guang) Tonificar


35

10 – DIAGNÓSTICO POR PALPAÇÃO DO PONTO MO

Conforme já foi considerado, os pontos MO apresentam Hipersensibilidade quando Jang/Bu


correspondente estive afetado, Portanto, após efetuar diagnostico por pulso e 3.1 constituição, ao se
pressionar os pontos Mo suspeitos, podemos fechar um diagnostico (CHOO, 2014).

Para diagnostico por Palpação do ponto MO,devera palpar pontos MO da mão e também,do
corpo para certificação da sensibilidade (CHOO, 2014).

Mo da mão Jang/BU Mo do corpo

A3 Bexiga (Pang Guang) VC3

A4 Intestino Delgado(Xiao Chang) VC4

A5 Triplo Aquecedor (San Jiao) VC5

A12 Estômago (Wei) VC12

A16 Coração (Xin) VC14

A18 Pericardio (Xin Bao) VC17

J23 Rim (Shen) VB25

E22 Intestino Grosso(Da Chang) E25

F19 Baço (Pi) F13

N17 Vesicula Biliar (Dan) VB24

N18 Fígado (Gan) F14

C1 Pulmão (Fei) P1
36

11 – CANAIS KI -MEK( KORYO SOOJI CHIM)


Vaso concepção (Ren Mai)

KORY MTC
O
A1 VC1
2 VC2
A3 VC3
A4 VC4
A5 VC5
A6 VC6
A7 VC7
A8 VC8
A9 VC9
A10 VC10
A11 VC11
A12 VC12
A14 VC13
A16 VC14
A17 VC16 Fonte: Choo H.Kim (2014)

VC17
figura VC22
(CHOO,
figura
A24
2014) VC23
(CHOO,
A18
A25
2014) VC24
A20
A27 VG26
A28 VG25
A30 Yintang
A32 VG24
A33 VG20
37

11.1 – Vaso Governador ( Du Mai)

KORYO MC
B1 VG1
B3 VG2
B5 VG3
B7 VG4
B8 VG5
B10 VG7
B11 VG7
B12 VG8
B14 VG9
B15 VG10
B16 VG11
B17 VG12
B18 VG13
B19 VG14
Fonte: Choo H.Kim (2014)
B23 VG15
B24 VG16
B25 VG17
B26 VG18
B27 VG19
11.2 – Canal do Pulmão (Tai Yin DA Mao)

KORYO MC
C1 P1
C2
C3 P3
C4 P4
C5 P5
C6 P6
C7
C8 P7
C9 P9
C10
C11 P10
C12
C13 P11 Fonte: Choo H. Kim (2014)
38

11.3 – Canal do Intestino Grosso (YANGMING DA MÃO)

KORYO MC
D1 IG1
D2 IG2
D3 IG4
D4 IG5
D5 IG6
D6 IG10
D7 IG11
D8 IG12
D9 IG13
D10 IG14
D11 IG15
D12 IG16
D13
D14
D15
D16
D17
D18 IG17
IG18
figura
D20 Fonte: Choo H.Kim (2014)
(CHOO,
D21
2014)
D19
D22 IG20
39

11.4 – Canal do Estômago (Yangming do pé)

KORYO MC
E1 E2
E2 E1
E3 E4
E4 E5
E5 E6
E8 E9
E9 E10
E10 E11
E11 E14
E12 E17
E13 E18
E16 E20
E18 E21
E19 E22
E20 E23
E21 E24
E22 E25
E23 E26
E24 E27
E25 E28
E26 E29
E28 E30
Fonte: Choo H.Kim (2014)
E34 E31
E36 E32
E37 E33
E38 E35
E39 E36
E40 E37
E41 E39
E42 E41
E43 E43
E44 E44
E45 E45
40

11.5 – Canal do Baço(Pi) ( Taiyin do Pé)

KORYO MC
F1 BA1
F2
F3 BA2
F4 BA4
F5 BA5
F6 BA6
F7 BA7
F8 BA8
F9 BA9
F10 BA10
F11 BA11
F12
F13 BA12
F14 BA13
F15
F16
F17
F18
F19 BA15 Fonte: Choo H.Kim (2014)
F20 BA16
F21
F22 BA21
41

11.6 – Canal do Coração(Xin) (Shaoyin da mão)

KORYO MC
G1
G2
G3 C1
G4
G5
G6 C2
G7 C3
G8
G9 C4
G10
G11 C7
G12
G13 C8
G14
G15 C9 Fonte: Choo H.Kim (2014)

11.7 – Canal do Intestino Delgado(Xiaochang) (Taiyang da mão)

KORYO MT
H1 C
ID1
H2 ID3
H3 ID5
H4 ID7
H5
H6
H7 ID8
H8
H9 ID9
H10
H11 ID1
H12 0
H13 ID1
H14 7
ID1
8 F
o
Fonte: Choo H.Kim (2014)
42

11.8 – Canal da Bexiga(Pangguang) (Taiyang do pé)

KORYO MC
I1 B9
I2 B10
I3 B10
I8 B11
I9 B12
I10 B13
I11 B14
I12 B15
I13 B17
I14 B18
I15 B19
I16 B20
I17 B21
I18 B24
I19 B23
I20 B25
I21 B27
I22 B28
I23 B23
I24 B24
Fonte: Choo H.Kim (2014)
I25 B25
I29 B36
I31 B37
I32 B38
I33 B40
I34 B56
I35 B58
I36 B60
I37 B64
I38 B66
I39 B67
43

11.9 – Canal do Rim (Shen)(Shaoyin do pé)

KORYO MC
J1 R1
J2 R6
J3 R3
J4 R8
J5 R7
J6 R9
J7 R10
J8 ZI
J17 GONG
R11
Gong
J18 R12
J19 R13
J20 R14
J21 R15
J23 R16
J25 R17
J27 R19
Fonte: Choo H.Kim (2014)
J29 R20
J31 R21
J32 R22
J33 R23
J34 R25
J35 R27
44

12 – CANAL DO PERICARDIO(XinBao)( JUEYIN DA MÃO)

KORYO MC
K1 PC1
K2 PC2
K6 PC3
K8 PC4
K9 PC6
K10 PC7
K13 PC8
K15 PC9

Fonte: Choo H.Kim (2014)

12.1 – Canal Triplo Aquecedor(SanJiao) ( Shaoyang da mão)

KORYO MC
L1 ID1
L2 ID3
L3 ID5
L4 ID7
L5
H6
H7 ID8
H8
H9 ID9
H10
H11 ID10
H12
H13 ID17
H14 ID18
Fonte: Choo H.Kim (2014)
45

12.2 – Canal da Vesícula Biliar(Dan) (Shaoyang do pé)

KORYO MC
M1 VB14
M2 VB4
M3 VB9
M4 VB12
M5 VB20
M11 VB21
M16Vb2 Vb25
5
M17 VB26
M18 VB27
M21 VB30
M24 VB31
M25 VB32
M26 VB33
M27 VB34
M28 VB35 Fonte: Choo H.Kim (2014)
M29 VB39
M30 VB40
M31 VB41
M32 VB44
46

12.3 – Canal do Fígado(Gan)( Jueyin do pé)

KORYO MC
N1 F1
N3 F2
N4 F3
N5 F4
N6 F5
N7 F6
N8 F7
N9 F8
N10 F9
N11 F10
N12 F11
N13 F12
N16 F13
N17 VB24
N18 F14

Fonte: Choo H.Kim (2014)


47

13 – CASOS CLÍNICOS (KORYO SOOJI CHIM


Caso 1
Questionário de casos clínicos: dor lombar

1) Nome: A.LM

2) Sexo: ( ) masculino ( x ) feminino

3) Faixa etária de idade:


( ) 20 a 30 ( ) 31 a 40 ( ) 41 a 50 ( ) 51 a 60 ( x ) 61 a mais

4) Há quanto tempo sente esta dor :

( ) 0 a 6 meses ( x ) 7meses a 1 ano ( ) 1 ano a 2 anos ( ) mais de 2 anos

5) Esta dor piora quando você esta em:

( ) movimento ( x ) repouso ( ) não se aplica

6) Esta dor piora no :

( )calor ( x ) frio ( )não se aplica

7) Em escala de zero a 10 qual o nível da dor:

( )0 ( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( ) 5 ( ) 6 ( )7 ( )8 ( ) 9 ( x )10

8) Após o agulhamento qual o nível da dor :


( )0 ( )1 ( )2 ( x) 3 ( )4 ( ) 5 ( ) 6 ( )7 ()8 ( ) 9 ( )10
48

Paciente: ALM
Língua Pálida e inchada
Pulso Profundo e lento
Feito agulhamento nos pontos citados , sendo que o nível da dor teve uma melhora de 10 para 3
conforme gráfico abaixo.

KORYO MC
OO)O
I33 B40 (WEI ZHONG)
I36 B60 (KUN LUN)
I19 B23 (SHEN SHU)
I31 B37 (YIN MEN)
49

Caso 2

Questionário de casos clínicos: dor lombar

1) Nome: R M V

2) Sexo: ( ) masculino ( x ) feminino

3) Faixa etária de idade

( ) 20 a 30 ( x ) 31 a 40 ( ) 41 a 50 ( ) 51 a 60 ( ) 61 a mais

4) Há quanto tempo sente esta dor :

( x ) 0 a 6 meses ( ) 7meses a 1 ano ( ) 1 ano a 2 anos ( ) mais de 2 anos

5) Esta dor piora quando vc esta em:

( ) movimento ( x ) repouso ( ) não se aplica

6) Esta dor piora no :

( )calor ( x ) frio ( )não se aplica

7) Em escala de zero a 10 qual o nível da dor:

( )0 ( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( ) 6 ( )7 ( )8 ( ) 9 ( x )10

8) Após o agulhamento qual o nível da dor :


( )0 ( )1 ( )2 ( )3 ( ) 4 ( x ) 5 ( ) 6 ( )7 ()8 ( ) 9 ( )10
50

Paciente: R MV

Língua : pálida e úmida


Pulso: profundo e fraco
Feito agulhamento nos pontos citados abaixo, sendo que o nível da dor teve uma melhora de 10
para 5 conforme gráfico abaixo.

KORYO MC
O
I33 B40 (WEI ZHONG)
I36 B60 (KUN LUN)
I19 B23 (SHEN SHU)
I31 B37 (YIN MEN)
51

Caso 3

Questionário de casos clínicos: dor lombar

1 ) Nome: M. F.

2) Sexo: ( x ) masculino ( ) feminino

3) Faixa etária de idade:

( ) 20 a 30 ( ) 31 a 40 ( x ) 41 a 50 ( ) 51 a 60 ( ) 61 a mais

4) Ha quanto tempo sente esta dor :

( ) 0 a 6 meses ( ) 7meses a 1 ano ( ) 1 ano a 2 anos ( x ) mais de 2 anos

5) Esta dor piora quando você esta em:

( ) movimento ( x ) repouso ( ) não se aplica

6) Esta dor piora no :

( )calor ( x ) frio ( )não se aplica

7) Em escala de zero a 10 qual o nível da dor:


( )0 ( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( ) 6 ( )7 ( )8 ( ) 9 ( x )10

8) Após o agulhamento qual o nível da dor :


( )0 ( )1 ( x)2 ( )3 ( )4 ( )5 ( ) 6 ( )7 ()8 ( ) 9 ( )10
52

Paciente: M F
Língua: com rachadura
Pulso: rápido e profundo
Feito agulhamento nos pontos citados abaixo, sendo que o nível da dor teve uma melhora de 10
para 2 conforme gráfico abaixo.

KORYO MC
I33 B40 (WEI ZHONG)
I36 B60 (KUN LUN)
I19 B23 (SHEN SHU)
I31 B37 (YIN MEN)
53

Caso 4
Questionário de casos clínicos: dor lombar

1) Nome: R. C.
2) Sexo: ( ) masculino ( x) feminino

3) Faixa etária de idade:

( ) 20 a 30 ( ) 31 a 40 ( ) 41 a 50 ( x ) 51 a 60 ( ) 61 a mais

4) Há quanto tempo sente esta dor :

( ) 0 a 6 meses ( ) 7meses a 1 ano ( ) 1 ano a 2 anos ( x ) mais de 2 anos

5) Esta dor piora quando você esta em:

( ) movimento ( x ) repouso ( ) não se aplica

6) Esta dor piora no :

( )calor ( x ) frio ( )não se aplica

7) Em escala de zero a 10 qual o nível da dor:

( )0 ( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( ) 6 ( )7 ( )8 ( ) 9 ( x )10

8) Após o agulhamento qual o nível da dor :


( )0 ( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( x)6 ( )7 ()8 ( ) 9 ( )10
54

Paciente: R C
Língua: com rachadura no meio
Pulso: lento profundo
Feito agulhamento nos pontos citados abaixo, sendo que o nível da dor teve uma melhora de 10
para 6 conforme gráfico abaixo.

KORYO MC
I33 B40 (WEI ZHONG)
I36 B60 (KUN LUN)
I19 B23 (SHEN SHU)
I31 B37 (YIN MEN)
55

Caso 5
Questionário de casos clínicos: dor lombar

1) Nome: F. R. V.

2) Sexo: (x ) masculino ( ) feminino

3) Faixa etária de idade:

( ) 20 a 30 ( ) 31 a 40 ( ) 41 a 50 ( x ) 51 a 60 ( ) 61 a mais

4) Ha quanto tempo sente esta dor :

( ) 0 a 6 meses ( ) 7meses a 1 ano ( ) 1 ano a 2 anos ( x ) mais de 2 anos

5) Esta dor piora quando você esta em:

( ) movimento ( x ) repouso ( ) não se aplica

6) Esta dor piora no :

( )calor ( x ) frio ( )não se aplica

7) Em escala de zero a 10 qual o nível da dor:

( )0 ( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( ) 6 ( )7 ( )8 ( ) 9 ( x )10

8) Após o agulhamento qual o nível da dor :

( )0 ( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( x)6 ( )7 ()8 ( ) 9 ( )10


56

Paciente: F. R. V.
Língua: com rachadura no meio
Pulso: lento profundo
Feito agulhamento nos pontos citados abaixo, sendo que o nível da dor teve uma melhora de 10
para 4 conforme gráfico abaixo.

KORYO MC
I33 B40 (WEI ZHONG)
I36 B60 (KUN LUN)
I19 B23 (SHEN SHU)
I31 B37 (YIN MEN)
57

Caso 6

Questionário de casos clínicos: dor lombar

1) Nome: A C P M S

2) Sexo: ( ) masculino ( x) feminino

3) Faixa etária de idade:

( ) 20 a 30 ( ) 31 a 40 ( x ) 41 a 50 ( ) 51 a 60 ( ) 61 a mais

4) Ha quanto tempo sente esta dor :

( ) 0 a 6 meses ( ) 7meses a 1 ano ( ) 1 ano a 2 anos ( x ) mais de 2 anos

5) Esta dor piora quando vc esta em:

( ) movimento ( x ) repouso ( ) não se aplica

6) Esta dor piora no :

( )calor ( x ) frio ( )não se aplica

7) Em escala de zero a 10 qual o nivel da dor

( )0 ( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( ) 6 ( )7 ( )8 ( ) 9 ( x )10

8) Apos o agulhamento qual o nivel da dor :


( )0 ( )1 ( x )2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( )6 ( )7 ()8 ( ) 9 ( )10
58

Paciente: ACPMS
Língua: com rachadura no meio
Pulso: lento profundo
Feito agulhamento nos pontos citados abaixo, sendo que o nível da dor teve uma melhora de 10
para 2 conforme gráfico abaixo.

KORYO MC
I33 B40 (WEI ZHONG)
I36 B60 (KUN LUN)
I19 B23 (SHEN SHU)
I31 B37 (YIN MEN)
59

Caso 7

Questionário de casos clínicos: dor lombar

1) Nome: E R L

2) Sexo: ( x) masculino ( ) feminino

3 )Faixa etária de idade:

( ) 20 a 30 ( x ) 31 a 40 ( ) 41 a 50 ( ) 51 a 60 ( ) 61 a mais

4) Há quanto tempo sente esta dor :

( ) 0 a 6 meses ( ) 7meses a 1 ano ( ) 1 ano a 2 anos ( x ) mais de 2 anos

5) Esta dor piora quando vc esta em:

( ) movimento ( x ) repouso ( ) não se aplica

6) Esta dor piora no :

( )calor ( x ) frio ( )não se aplica

7) Em escala de zero a 10 qual o nível da dor:

( )0 ( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( ) 6 ( )7 ( )8 ( ) 9 ( x )10

8) Após o agulhamento qual o nível da dor :

( )0 ( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( x)6 ( )7 ()8 ( ) 9 ( )10


60

Paciente: ERL
Língua: com rachadura no meio
Pulso: lento e profundo
Feito agulhamento nos pontos citados abaixo, sendo que o nível da dor teve uma melhora de 10
para 6 conforme gráfico abaixo.

KORYO MC
I33 B40 (WEI ZHONG)
I36 B60 (KUN LUN)
I19 B23 (SHEN SHU)
I31 B37 (YIN MEN)
61

Caso 8

Questionário de casos clínicos: dor lombar

1) Nome: C C G G

2) Sexo: ( ) masculino ( x) feminino

3) Faixa etária de idade:

( ) 20 a 30 ( ) 31 a 40 ( x ) 41 a 50 ( ) 51 a 60 ( ) 61 a mais

4) Há quanto tempo sente esta dor :

( ) 0 a 6 meses ( ) 7meses a 1 ano ( ) 1 ano a 2 anos ( x ) mais de 2 anos

5) Esta dor piora quando você esta em:

( ) movimento ( x ) repouso ( ) não se aplica

6) Esta dor piora no :

( )calor ( x ) frio ( )não se aplica

7) Em escala de zero a 10 qual o nível da dor:


( )0 ( )1 ( )2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )7 ( )8 ( ) 9 ( x )10

8) Após o agulhamento qual o nível da dor :


( )0 ( )1 ( )2 ( x ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )7 ()8 ( ) 9 ( )10
62

Paciente: CCGG
Língua: com rachadura no meio
Pulso: lento e profundo
Feito agulhamento nos pontos citados abaixo, sendo que o nível da dor teve uma melhora de 10
para 3 conforme gráfico abaixo.

KORYO MC
I33 B40 (WEI ZHONG)
I36 B60 (KUN LUN)
I19 B23 (SHEN SHU)
I31 B37 (YIN MEN)
63

Caso 9
Questionário de casos clínicos: dor lombar

1) Nome: PLC

2) Sexo: (x ) masculino ( ) feminino

3) Faixa etária de idade:

( ) 20 a 30 ( ) 31 a 40 ( ) 41 a 50 ( x ) 51 a 60 ( ) 61 a mais

4) Há quanto tempo sente esta dor :

( ) 0 a 6 meses ( ) 7meses a 1 ano ( ) 1 ano a 2 anos ( x ) mais de 2 anos

5) Esta dor piora quando você esta em:

( ) movimento ( x ) repouso ( ) não se aplica

6) Esta dor piora no :

( )calor ( x ) frio ( )não se aplica

7) Em escala de zero a 10 qual o nível da dor:

( )0 ( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( ) 6 ( )7 ( )8 ( ) 9 ( x )10

8) Após o agulhamento qual o nível da dor :


( )0 ( )1 ( )2 ( ) 3 ( ) 4 ( x ) 5 ( ) 6 ( )7 ()8 ( ) 9 ( )10
64

Paciente: P L C
Língua: com rachadura no meio
Pulso: l profundo
Feito agulhamento nos pontos citados abaixo, sendo que o nível da dor teve uma melhora de 10
para 5 conforme gráfico abaixo.

KORYO MC
I33 B40 (WEI ZHONG)
I36 B60 (KUN LUN)
I19 B23 (SHEN SHU)
I31 B37 (YIN MEN)
65

Caso 10

Questionário de casos clínicos: dor lombar

1) Nome: D F S

2) Sexo: ( ) masculino ( x) feminino

3) Faixa etária de idade:

( ) 20 a 30 ( x ) 31 a 40 ( ) 41 a 50 ( ) 51 a 60 ( ) 61 a mais

4) Há quanto tempo sente esta dor :

( ) 0 a 6 meses ( ) 7meses a 1 ano ( ) 1 ano a 2 anos ( x ) mais de 2 anos

5) Esta dor piora quando você esta em:

( ) movimento ( x ) repouso ( ) não se aplica

6) Esta dor piora no :

( )calor ( x ) frio ( )não se aplica

7) Em escala de zero a 10 qual o nível da dor:

( )0 ( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( ) 6 ( )7 ( )8 ( ) 9 ( x )10

8) Após o agulhamento qual o nível da dor :


( )0 ( )1 ( x )2 ( )3 ( )4 ( )5 ( )6 ( )7 ()8 ( ) 9 ( )10
66

Paciente: D P S
Língua: pálida e trêmula
Pulso: lento e profundo
Feito agulhamento nos pontos citados abaixo, sendo que o nível da dor teve uma melhora de 10
para 2 conforme gráfico abaixo.

KORYO MC
I33 B40 (WEI ZHONG)
I36 B60 (KUN LUN)
I19 B23 (SHEN SHU)
I31 B37 (YIN MEN)
67

14 - ANEXOS
TCLE
68

Anexo Questionário casos clínicos


69

Materiais Utilizados
Agulhas:Dong Bang (Hand Needles)

Fonte: (CHOO, 2014)

Aplicador de agulha:

Fonte: (CHOO, 2014)


70

15 – REFERÊNCIAS

CHOO, H. Kim. Acupuntura coreana da mão. São Paulo: Editora ícone, 2014

SERRA GABRIEL, M.R. Ortopedia e traumatologia 2001

Atlas Grafico de acupuntura .Yu-lin lian ,chun-Yan- Chin

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