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EXCELENTÍSSIMO SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DO TRABALHO DA __ª

VARA DO TRABALHO DE CIDADE-UF.

RT nº XXXXXXXXXXXXXXXXXX

NOME, já devidamente qualificada nos Autos do processo em


epígrafe, por seu advogado signatário, vêm mui respeitosamente à presença de
Vossa Excelência, apresentar sua

IMPUGNAÇÃO À CONTESTAÇÃO

oferecida pela Reclamada, pelas razões que seguem:

I – DOS DOCUMENTOS JUNTADOS PELA RECLAMADA.

Os poucos documentos anexados pela Reclamada em sua


defesa, sequer suportam as alegações por ela delineada, como também não
logram elidir o legítimo direito invocado na peça preambular, razão pela qual,
a Reclamante reitera integralmente a postulação do seu direito.

Por óbvio, a peça de defesa, se esmera em alegações inverídicas,


sem suporte fático documental probatório, pelas quais merecem ampla e total
impugnação.

II – DO VINCULO EMPREGATÍCIO

Sem razão a Reclamada ignora a existência da relação de


emprego formada entre as partes, sob alegação de que a atividade comercial é
desenvolvida por familiares, pelas quais não demanda mão-de-obra
empregatícia, haja vista tratar de ramo comercial de cunho sazonal, de forma
que apenas dois colaboradores são suficientes para a manutenção da atividade
mercantil.

Aqui há uma falácia, dizer que a atividade desenvolvida não


carece de mão-de-obra auxiliar, no entanto, admitiu haver serviços prestados
pela Reclamante, na realização de pedidos. 1
Cumpre informar a este juízo, que a Reclamante tinha outras
atividades além da emissão de pedidos, tais como:
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Serviços estes que eram prestados durante toda a semana,


sempre das 13:00 às 19:00, inclusive nos sábados até as 16:00 hs, fato este
confirmado pela Reclamada na sua peça defensiva, uma vez que afirma ter
pago remuneração diária de R$ 30,00 (trinta reais) na semana e de R$ 50,00
(cinquenta reais) aos sábados, logo tratar-se de labor habitual e remunerado.

A Reclamada, sem razão, alega não ter havido os requisitos


para a caracterização da relação de emprego do art. 3º da CLT, uma vez que se
contradiz, em afirmar na sua defesa, ter havido trabalho habitual, remunerado,
pessoal, e subordinado, pois JAMAIS HOUVE AUTONOMIA DA
RECLAMANTE, durante a jornada de trabalho ou em qualquer período do
contrato de trabalho, em desenvolver outra atividade divorciada da atividade
empresarial da Reclamada.

Fato controverso é a data da admissão alegada pela Reclamada


em 10/08/2020, pela qual merece impugnação, uma vez que a data correta é
15/06/2020.

Sendo assim, impugna-se as alegações da Reclamada da


inexistência de vínculo, haja vista a presença dos requisitos caracterizadores da
Relação de Emprego entre as partes.

II – DA DIFERENÇA SALARIAL

Ao contrário do que alega a demandada, jamais houve contrato


de trabalho por tempo parcial, uma vez que a jornada semanal de trabalho era
de 36 (trinta e seis) horas, perfazendo uma carga horária de 180 (cento e
oitenta horas) mensais.

A Reclamada confessa na sua defesa, pagar uma remuneração


de R$ 200,00 (duzentos reais) por semana, sendo R$ 30,00 (trinta reais) de
segunda a sexta-feira e de R$ 50,00 (cinquenta reais) no sábado, logo infere-se
que a remuneração mensal era de R$ 800,00 (oitocentos reais).

Logo, diante deste fato incontroverso, sabendo que o respectivo


valor está abaixo do piso da categoria profissional a qual pertence a
Reclamante (Comerciários), faz jus a mesma ao pagamento das diferenças
salariais daí decorrentes.

Assim sendo, neste tópico impugna-se somente alegação da 2


jornada em tempo parcial, sendo que no tocante ao pagamento inferior ao piso
normativo da categoria profissional, trata-se de fato confessado pela
Reclamada, o que dispensa a produção de provas, conforme art. 374, II CPC.

III – DO INTERVALO INTRAJORNADA

Não merece acolhida, o argumento falacioso da Reclamada, em


que havia concessão de intervalo intrajornada em pelo menos 30 minutos.

Desarrazoado tal informação, pois não é crível, como aduz a


Reclamada, conceder intervalo intrajornada de 30 (trinta) minutos a 01 (uma)
hora, em jornada exígua de 4 (quatro) horas de trabalho.

A verdade é que jamais houve interrupção da jornada de


trabalho, para fins de descanso e alimentação, logo é devido o intervalo de 15
minutos diários como horas extraordinárias, nos termos do artigo 71 da CLT.

IV – DAS HORAS EXTRAS EM FERIADOS

Reclamada se excede nos seus argumentos falaciosos e


inverídicos, desprovidos de suporte probatório, classificando a presente
demanda de aventureira.

É cediço que maior demanda da atividade comercial da


Reclamada se dá em véspera de datas comemorativas e feriados, de forma que
HOUVE SIM labor nos feriados datados na peça vestibular, sem o devido
pagamento pelo trabalho extraordinário.

Razão pela qual impugna-se tais argumentos.

V – DO VALE TRANSPORTE

A Reclamada contesta o petitório do Vale-Transporte sob


alegação de que a Reclamante não carecia do benefício legal, pois
supostamente residia em um kitnet próximo ao local de trabalho.

E ainda, sustenta que não houve especificação das linhas de


ônibus utilizadas no deslocamento de trabalho-residência e vice-versa, na
petição inicial.

Argumento que merece total impugnação, senão vejamos:


3
A Reclamante sempre necessitou de condução para se deslocar
da sua residência para o trabalho e vice-versa. Descabida informar linhas de
ônibus, uma vez que o valor do bilhete é o mesmo em todas as linhas de ônibus
da cidade.

O requerimento regular para concessão de vale transporte, não


foi firmado pela Reclamante, haja vista a omissão da Reclamada em não ter
disponibilizado documento para esta finalidade.

V – DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

A Reclamada insiste em alegar que as atividades da Reclamante


consistiam em apenas vender flores, o que é inverídico.

Cumpre frisar, que dentre as atividades da Reclamante, além de


vender flores, também realizar a CONSERVAÇÃO E LIMPEZA DE VASOS E
PLANTAS, bem como os SERVIÇOS DE LIMPEZA no ambiente de trabalho,
atividades estas que implicava manusear produtos químicos derivados de
adubos orgânicos, fertilizantes NPK (Nitrogênio, Fósforo, Potássio), materiais
de limpeza, tais como: cloro, sabão em pó, detergentes, desinfetantes, álcool,
etc., cujo contato era direto com agentes químicos insalubres, sem a devida
proteção, JÁ QUE NÃO LHE FOI FORNECIDO em tempo algum,
equipamentos de proteção individual adequado, tais como máscaras, luvas,
óculos etc.

VI – DO FGTS NÃO RECOLHIDO

A Reclamada apresenta defesa genérica neste tópico, alegando a


imprecisão na causa de pedir do Recolhimento do FGTS.

Ora Excelência, o pleito da respectiva verba, advém do estatuído


no artigo 15 da Lei 8.036/90, dada a natureza jurídica trabalhista formada
entre as partes.

A incidência desta obrigação repousa sobre todas as verbas de


natureza salarial objeto desta demanda, seja elas impagas ou pagar de forma
parcial.
VI – DAS VERBAS RESCISÓRIAS

A Reclamada equivocadamente, alega que houve abandono de


serviço em 23/01/2021, o que não merece acolhimento tal argumento, pois ao
contrário disso, como já noticiado na peça inicial, a dispensa foi imotivada e
na data de 05/02/2021, justificando assim, o pedido de pagamento das verbas 4
rescisórias, com fundamento na dispensa sem justa causa.
VII - CONCLUSÃO

De todo o exposto, requer a Reclamante seja considerada


impugnada todos os argumentos da defesa que se mostram contrários aos fatos
alegados pela Autora, bem como os documentos imprestáveis à prova dos
fatos, para que a presente demanda seja julgada TOTALMENTE
PROCEDENTE, a fim de condenar a Reclamada em todos os pedidos arguidos
na petição inicial.

Termos em que,
Pede e Aguarda Deferimento.

Local, data.

Advogado
OAB/UF xx.xxxx

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