Você está na página 1de 40

Babalorisa Robson de Sango

https://www.axeorixa.com

Oxun: Segredos Revelados

Coteúdo Exclusivo

1- Introdução
2-Adura Oxum
3-Oxum
Propriedades
Características de seus filhos
4-Mitos
5-Caminhos de Oxum
Fundamentos e ebós específicos
Fundamentos internos
Assentamentos
Vestimenta
6-Orin Oxum ( Traduzidas )
7-Oferendas Específicas
8-Comentários sobre o ODU OSHE

BÔNUS
1- Obé – A Faca do Ritual.
2- 9 Oferendas para Logun Edé.
3- 6 Oferendas para Prosperidade.
4- Hum Importante Fundamento de Ibeji.
5- Consulta com Babalorisa Robson ( Opcional).

OBS: em nenhum momento será dito neste ebook: que


este ou aquele fundamento está errado.

A compra deste ebook não dá o direito de


consultar o autor para esclarecer dúvidas.

Sei que não vou acrescentar conhecimento à todos que


compraram este ebook. Assim como sei, que nem todos irão concordar
com o que ele contém. Mas a minha realização estará naqueles que
puderem de alguma forma, se beneficiar com este livro.

Para saber de novos lançamentos, cadastre-se no


site www.AxeOrixa.Com, e receba "de Graça", por email,
Fundamentos de Várias Qualidades Orixás" no Candomblé
Ketu.

1-Introdução
Esperamos poder ajudá-lo(a) com este trabalho, orientado
principalmente pela nação Ketu. Não pretendemos ser o dono da
verdade, e sabemos das tantas polêmicas existentes no
candomblé. Sabemos que cada casa é uma casa, porque que não
existe uma cabeça(ori) igual a outra.

Se acrescentar algo ao seu conhecimento, fico satisfeito e


com a certeza de ter dado uma contribuição, para posteridade
da religião mais bela e rica em detalhes do planeta: o candomblé..

Neste trabalho vamos ver que muitos caminhos de Oxum já não são
mais feitos, por falta de fundamentos. Fundamentos que Babalorixás
mais antigos não quizeram ensinar, negando dar uma contribuição para
a continuidade da nossa cultura... Lamentável!

Mas respeito, mesmo sem concordar isto.

2-Reza à Oxum (adura)


E NJI TENU MA MI O
Vós que gentilmente me dá muitos presentes
TENU MAMA YA
Calmamente sem aflição
IYA IBEJI DI LOGUN AYABA OMI RO
Mãe dos gêmeos, que vem a ser mãe de logun, Rainha das águas
pingando
IBEJI KORI KO JO
Os gêmeos adornam vários kori sem queimar
AYABA MA PAKUTA MALA GE SA
Rainha que faz guizados em pequenas panelas, deslumbrantemente corta
com a espada
IYA MI YEYE
Me encaminhe mamãe querida (Osogbo/Iponda/Opara/Kare/ ...)

Orikis
Iba Osun awura olu,
Oloriya igun,
Erewa Obinrin awede ko to we' mo.
Ase! Ase! Ase!

Tradução
Eu respeito o Espírito do Rio,
Chefe dos abutres,
Guardiã do caráter da mulher,
Ela pode nos desviar da desgraça.
Axé.

A tun eri eni ti o sunwon se.


Alase tun se a kí nla oro bomi.
Ipen obinrin a jo eni ma re.
Osun ma je mo aiye o jó le li eri.
Ala agbo ofe a bi omo mu oyin.
Otiti li owó adun ba soro po.
O ni ra mo ide.
O ro wanwan jó wa.
O jo lubu ola eregede.
Alade obrinin sowow.
Afinju obinrin ti ko a ide.
Osun olu ibú ola, Olo kiki eko
Ide fi ojú tá iná.
Oni ro wanranwanran wanran omi ro.
Afi ide si omo li owo.
Ase. Ase. Ase.

Tradução
Testemunha de uma pessoa de renovado êxtase.
Novamente no comando das coisas,
Ela sauda muitas coisas importantes na água.
Mulher muito poderosa, que pode queimar uma pessoa,
Espírito do Rio, não deixe o mundo do mal dançar sobre a minha cabeça.
Solidária sem custo, ela da a cura, com água melosa ao filho.
Rica como ela é,
Fala docemente com maturidade,
Ela comprou todos os segredos do cobre.
Aqui ela vem dançando,
Fazendo tilintar seus bracelhetes, como um Rio na floresta.
Ela está dançando na profundidade das ricas águas.
Minha mãe faz um buraco na areia.
Mulher coroada, é muito elegante na forma manejar o dinheiro.
O espírito do Rio,
Professora na profundidade da riqueza,
Dona de inumeráveis penas de Ekodide.
O brilho do cobre no fogo em seus olhos.
A água murmurando sobre as pedras,
É o Espírito do Rio dançando com suas jóias de cobre.
Somente os filhos do Espírito do Rio têm assim,
Braceletes de cobre em seus braços.
Axé! Axé! Axé!

3-Oxun / Osun
Propriedades
Tem como propriedade a fecundação, o nascimento, a criação e
manutenção de toda humanidade.

Senhora do início da vida.


Tem caminho com todos os Orixas .

O culto a divindade Oxun provém de Oshogbo. Divindade do


rio que tem o seu próprio nome. Dona das águas doces,
sereia dos rios, fontes, e regatos.

Tem a função de irrigar o solo, proporcionando melhores


condições e a continuidade da vida na terra.

Quanto a propriedade da fecundação, lhe foi dada por Odulobojé,


que é uma divindade feminina primordial, conhecida como Iyami
Oshoronga.

Como ninfa das águas doces, está ligada a um outro Orixa,


chamado Obalomi( Rei das águas doces ). Este Orixá é o
responsável pela existência de vida nas águas doce, provindo
daí, alimentos e os utensílios adorados por Oxum, como por
exemplo: a tartaruga "Juraaara".
Enquanto, sua carne e seus ovos servem de alimento, seu casco
serve para confecção de adornos( brincos, braceletes, pulseiras,
colares, etc.).

Oxun também representa a riqueza e tem suas cores


relacionadas ao metal mais precioso da antigüidade: o cobre.
O ouro representa a riqueza na era moderna.

Sua cor preferida é o amarelo, por esta estar ligada ao cobre e


não ao ouro.

A gema de ovo também pertence à Oxum, mas não só para


preparar um de seus pratos prediletos, pois o ovo é símbolo por
exelência das Iyami Agba( Ancestralidade Feminina ).

Foi a segunda companheira de Xangô. Antes, porém, desposou


Ogum, Orunmila, e Oxossi. Tendo com Oxossi um filho
denominado: Loogun Edé.

Características de suas filhas(os)


Conhecer as nossas características que o Orixá nos
imprime, ajuda tomar decisões mais acertadas, diante das
situações com as quais nos defrontamos a cada dia.

As pessoas de Oxum são pessoas dóceis, porém, difíceis de


lidar, devido a sua imensa facilidade de se magoar com as
coisas que lhes desagradam.

Tentam esquecer, mas são difíceis de perdoar. Têm o ciúme,


como uma constante em suas vidas. Ciúme que não se reflete só
na vida amorosa. Estando presente também nas amizades e em
todo e qualquer tipo de relacionamento.

No corpo físico, os pés e a barriga são as partes que costumam


lhes trazer problemas constantes.

São pessoas de sorte, que alcançam muitos de seus projetos.


Sorte essa, que se transfere para as pessoas que estão ao seu
redor. Pois seus filhos têm uma forte influência do Odu Oshe.

Odu com um grande poder de "transformação".

Portanto, por essa razão é muito positivo ter um Babalorixá, ou


uma Iyalorixá de Oxun, como Sacerdote do nosso Orixá.

Mas é óbvio que não é só este fator que conta, na hora de uma
escolha tão importante como essa. Mas em geral, as mãos de
pessoas de Oxun são boas para lidar com Orixá.

4-Mitos
Obs: em muitas das lendas aqui descritas, as divindades aparecem como
seres humanos, e muitas vêzes são estabelecidos laços de parentescos.
Mas sempre nas entrelinhas de uma lenda, está a explicação de algum, ou
alguns fundamentos do Orixá.
Também encontramos várias formas de condulta, que servem de exemplo para
o ser humano. Estando ressaltado, em todas elas: a importância das
oferendas e das orações("Aduras, Orikis, Ofos, Ijalas...).

Para saber de novos lançamentos, cadastre-se na ENZINE do


site AxeOrixa.Com, e, receba "de Graça", por email,
Fundamentos de Várias Qualidades Orixás" no Candomblé
Ketu. https://www.axeorixa.com

A vingança de Oxun

Oxun não era admitida nas reuniões dos Orixas Boros(masculinos).


Bastante contrariada, Oxun fez um feitiço, que deixou as mulheres
da região estéreis, prejudicando com isso, todos os interesses dos
Orixas.

Desesperados e sem saber o que fazer, os Orixás procuraram


Oloodumare para obter uma orientação.

__Oloodumare perguntou se Oxun não participava das


reuniões?
__E os Orixas lhe responderam que não.

__Oloodumare lhes disse: eu olho o mundo, pelos olhos de Oxun.

E sendo assim, nada poderia dar certo para eles sem a presença
de Oxun nas decisões.

Então, os Orixas convidaram Oxun para participar de tudo. A


partir daí, as mulheres recuperaram a fertilidade, e tudo
começou a dar certo novamente.

A guerra de Ogum e Xangô pelo amor de Oxun.

Em passeio, Ogum com Oxum, e Xangô com Iansã... os dois


irmãos com suas respectivas companheiras.

Em determinado momento, Ogum foi tomado por um forte ciúme,


por achar que Oxun já conversava demais com seu irmão.

Ao passarem por uma ponte, Ogum furioso, atirou Oxun nas àguas do rio,
e foi embora sem querer saber se ela estava viva ou morta.

Xangô que vinha atrás com Oya, viu toda a cena, correu e retirou Oxun
das águas.

Oxum estava mal, e Xango a levou nos braços até seu


palácio, onde Oxun recebeu todos os cuidados necessários.

Recuperada, Oxun afirmou não mais voltar à viver com Ogum,


por conta do seu ciúme e violência.

Ogum estava achando que Oxun estava morta, e um dia


resolveu visitar seu irmão Xangô.
Ao chegar no palácio, Ogum ficou surpreso ao ver Oxun, linda, a se
penteando na varanda do palácio.

Oxum ao ver Ogum, mais insinuante se fez, colocando perfume


e fazendo de tudo para mostrar à seu antigo companheiro, que
ela estava linda e cheia de vida.

Ogum se sentiu traído por Xangõ, por ele não ter lhe avisado
que Oxun estava viva. Tomado de um grande ódio, Ogum pensou em
invadir o palácio, e trazer Oxum de volta, ou matá-la ali mesmo.

Mas pensou bem, ficou refletindo num jeito de fazer Oxum voltar
para sua choupana na mata.

Foi para casa e resolveu mandar um presente para Xangô: um carneiro bem bonito,
gordo, bem branquinho.

Recebendo o presente, Xangô presentindo a falsidade de


Ogum, deduziu que ele já havia descoberto tudo.

Assim, resolveu retribuir o presente, e mandou para Ogum: um


cachorro bem magro, para que ele soubesse que ele (Xangô), já
sabia da intenção do presente que Ogum havia lhe mandado, com o
propósito de agradá-lo, para tomar Oxun de sua compania.

Quando o presente de Xangô chegou, Ogum tomado de ódio,


estraçalhou o bicho com a boca, dizendo: vou me vinger de Xangô.

Exu que assistia tudo de longe, esperou Ogum se acalmar, e


lhe disse: __Ogum: "ila" (quiabo) é o que faz Xangô ficar lesado;
mande bastante quiabo para ele, que você terá vitória.

Ogum deu um agrado à Exu, e foi para o mercado comprar um cesto de


quiabos, os quais mandou para Xangô.

Quando este novo presente chegou ao palácio de Xangô, este


esqueceu de tudo e de todos. Até do amor de Oxun, para comer
o tão apetitoso quitute.

Aproveitando do descuido de Xangô, Ogum entrou no palácio, pegou


Oxun e a levou de volta para sua choupana na mata, dizendo que jamais
iria lhe maltratar.

Desde então, toda oferenda à Xangô deve levar quiabo.

A ligação de Oxum com Iyami Oshoronga.

Oxun era rainha de um grande e rico território. Mas o país foi


invadido pelos lonis, inimigos ferrenhos de Oxun, que vinham
atraídos pela riqueza abundante e fabulosa.

Um dia, conseguiram tomar todo território, saquearam tudo e


fizeram muitos escravos.

Oxun coseguiu fugir com a ajuda de seus fiéis servos. E para


não ser aprisionada, fugiu aproveitando-se da escuridão da
noite.

Entrou numa jangada, junto com amigos e seus servos fiéis.


Na beira do rio fez uma oração à Obalomi, o Rei das águas
doces, que ouvindo suas preces, madou um séquito de enormes
peixes dourados e vermelhos, os quais conduziram a jangada
com segurança para longe dos inimigos.

Ao chegar na outra margem do rio, Oxun pediu as poderosas


Iyami Oxoronga, que à livrá-se desse mal, e que lhe devolvesse
seu reino perdido.

Logo um pássaro negro cantou bem perto de Oxun: "abará, abará, abará".
Era o pássaro das Senhoras dos Mistérios. Oxun compreendeu a
mensagem, e mandou que seus fieis súditos preparassem abará e
os deixassem na beira do rio.

No dia seguinte, os invasores foram até a beira do rio, atraídos


pelo cheiro gostoso que dali provinha. Avistaram as iguarias e
resolveram esperimentar... comeram exageradamente, pois estavam
com muita fome, e aquela comida era muito gostosa.

Comeram tanto, que acabaram dormindo, e nesse sono morreram.

Dentro do abará havia a magia poderosa das Senhoras Iyami Oxoronga.


Oxun deu oferendas ao rio e as Grandes Senhoras.
Voltando ainda mais bela, a reinar em "Osogbo".

A rivalidade entre Exu e Oxum

Orunmila estava na terra, tinha oito filhos, e numa festa que deu
se aborreceu com seu filho mais novo.

Daí, decidiu partir de vez para o Orun. Nesta época ele era companheiro
de Oxun, que o ajudava no preparo para as advinhações.

Ao partir para o Orun, Orunmila deixou Oxun sozinha.

Oxun foi até Oloodumare(Deus Supremo), e lhe pediu para ficar como a
Deusa das advinhações.

Oloodumare conhecendo a seriedade de Oxun, lhe concedeu o cargo


sem pensar duas vezes.

Exu ficou seriamente aborrecido, pois almejava ganhar o cargo de advinho.


Mas por ser muito brincalhão, beberrão e causar a impressão de ser
irresponsável, não levando nada à sério, fez com que o Olomare concluisse, que
ele jamais poderia ser o advinho.

A decisão de dar o cargo à Oxun, mulher de grande respeito, estava correta.

Para que não houvesse problemas maiores e mais sérios,


Oloodumare deixou Exu como encarregado de levar todas as
mensagens aos Orixás.

Por este motivo, existe uma grande kisila entre Exu e Oxun.
E em muitos casos, essa persseguição se reflete nas filhas(os)
de Oxun aqui na terra.

Exu inconformado, sempre tenta surrupiar os búzios de Oxun.


E, em qualquer oferenda que seja feita, Exu tem que levar
alguma coisa.
Como o Rei Laro recebeu o Título de Ataoja.
O Rei Laro chegou com seu povo, à um determinado local, onde
se estabeleceu e criou uma cidade.

Depois de passar por muitas atribulações, conseguiu estabelecer


a paz para e seu povo, que o adorava por sua bondade, senso de justiça,
e competência.

Sua filha, em certa ocasião, foi banhar-se no rio que corria no


meio da cidade. Ao entrar nas águas rio foi levada pela correnteza,
desaparecendo da vista de todos.

Seu pai ao ser avisado, ficou desesperado, e junto com seu povo
começou a procurar, mas tudo foi em vão.

Quando já não tinha mais esperanças de rever sua filha, o Rei


chorou debruçado nas margens do rio que havia levado sua filha:
A filha que significava tudo para ele.

No dia seguinte, lá estava o Rei à chorar a sua má sorte. Ficou


ali por muito tempo, com os olhos velados. Ninquém conseguiu
tirá-lo dali.

De repente, surge sua filha no meio das águas: ricamente vestida, cheia
de jóias e caminhando para a margem...

O Rei não acreditava no que seus olhos estavam vendo, e correu


ao encontro da filha que lhe sorria.

Todos foram atrás do Rei, que abraçou a filha amada, e ali


choraram juntos. O Rei quis saber o que havia acontecido.

Então, a menina lhe disse: meu pai, dentro desse rio existe uma divindade
que me recebeu muito bem e salvou a minha vida.

Como o Senhor e todos podem ver, cobriu-me com belas roupas e jóias preciosas.
O Rei quis saber o nome da divindade, e a menina disse: __chama-se Oxun, a
Rainha e Mãe das Águas doces.

O Rei Laro muito gratificado, dedicou ao rio muitas oferendas.

Uma grande quantidade de peixes, mensageiros de Oxun,


começou a cuspir água em cima do Rei Laro, que no momento
tinha em suas mãos uma cabaça, com a qual recolheu aquela
água e bebeu, fazendo um pacto de aliança com o rio.

O Rei estendeu as mãos para frente, e fez uma oração à dona


daquelas águas sagradas. O peixe aproveitou e saltou sobre suas
mãos: assim, o Rei Laro recebeu o título de "Ataoja"(ele estende as
mãos e recebe o peixe).

Nas festas anuais de Oxum, o Rei Ataoja vai as margens do rio


Oxun em grande cortejo, onde uma de suas filhas, leva sobre a
cabeça uma cabaça com os objetos sagrados de Oxun.

O nome dessa filha é "Arugba Oxun"( aquela que leva a cabaça sagrada
de Oxum), e representa a filha do rei que desapareceu nas águas do rio.
Por que Oxum tem kizila com pombo.

Mesmo tendo Oxun como sua companheira, Xangô continuou


indo as festas sozinho, para farrear e ter aventuras com outras
mulheres.

Oxun queixava-se de ficar só em casa, brigava e não se adomava com ele.

E por isso, Xangô a trancou na torre mais alta do palácio.

Um dia, Exu veio receber uma oferenda, numa encruzilhada em


frente ao palácio de Xangô, e viu Oxun chorando na varanda.
__Perguntou por que a Rainha Oxun chorava?
__Oxun lhe contou tudo.

E Exu foi correndo contar para seu pai, Orunmila, que por certo,
já sabia de tudo que se passava com sua filha. Mas aborrecido
por não ter concordado com a união de Oxum com Xangô,
deixou que ela passasse por esse sofrimento.

Porém, era sua filha. Orunmila preparou um "Ise"( pó de folhas


mágicas ), e mandou que Exu disesse à ela para deixar a janela
aberta.

Exu à chamou e deu o recado de seu pai.

Oxun abriu todas as janelas. Então, Exu soprou o pó, que


entrando pelas janelas envolveu Oxun, transformando-a numa
pomba branca.

Assim, transformada em pomba, voou para casa de seu pai, onde


foi transformada novamente na bela ninfa dos rios e regatos.

Desde então, Oxun não aceita o pombo em seus rituais.

Como surgiu o Ekodidé

Uma saceerdotisa de nome Omo Oxun, servia à Orixala.


Sendo encarregada de zelar por seus paramentos, e especialmente
por sua coroa.

Alguns dias antes do festival anual, umas seguidoras de Orixala, invejosas da


posição de Omo Oxun, decidiram roubar a coroa e jogá-la nas águas de um
rio que corria próximo ao palácio.

Quando Omo Oxun descobriu o furto, ficou desesperada.

Uma menina que ela criava, aconselhou-a à comprar no dia


seguinte, pela manhã, o primeiro peixe que encontrasse no
mercado.

No dia seguinte, Omo Oxun não encontrou nenhum peixe no


mercado, mas na sua volta encontrou um rapaz, que trazia na
cabeça um grande peixe.
__Perguntou ao rapaz, se ele o vendia?
__Prontamente, ele a atendeu.

Ao chegar em casa, Omo Oxun fez de tudo para abrir o peixe


sem conseguir.

Foi então, que ela apanhou um "kamkubu"(faca feita da espinha dorsal


de um peixe, afiadíssima como uma navalha) e conseguiu abrir a barriga
do peixe, na qual em seu interior luzia a coroa de Oxala.

Chegando o dia da grande cerimônia, as invejosas sabendo que


Omo Oxun havia miraculosamente encontrado a coroa, decidiram recorrer a
trabalhos de feitiçaria, para desprestigiar Omo Oxun diante de Orinxala.

Elas colocaram um preparado na cadeira em que Omo Oxun se sentaria, situada


ao lado do trono de Orinxala.

Todos estavam de pé, esperando pela chegada do grande Oba, que chegou e sentou.

Em seguida, pediu à Omo Oxun que lhe desse seus paramentos.


Ela tentou levantar, mas não conseguiu, tentou várias vêzes, até conseguir.

Enfim, conseguiu levantar, mas o preço do grande esforço foi ter


as partes baixas do seu corpo, desgarradas e presas à cadeira.

Levantou, mas estava sangrando muito, e toda manchada de sangue.

Orinxala, cujo o tabu é o vermelho, levaqntou-se inquieto.


Omo Oxun fugiu envergonhada.

Segue-se uma grande odisséia, onde Omo Oxun foi bater na


porta de todos os Orixas e, nenhum deles se prontificou a
recebê-la.

Enfim, ela foi pedir ajuda à Oxun, que à recebeu afetuosamente,


transformando o corrimento de sangue em penas de Ekodidé, as
quais iam caindo dentro de uma cabaça, colocada ali justamente
para receber as penas.

Diante desse mistério: a transformação do corrimento de sangue,


em penas de Ekodidé, todos regozijaram-se e os tambores começaram tocar...

Foi um correr de todas as partes para assistir ao acontecimento.


A festa se organizou todas as noites. E Oxun abria as portas para
receber os visitantes, que entrando, apanhavam um
Ekodidé e colocavam na cuia ao lado dos kauris(búzios).

Todos os Orixas vieram tomar parte do acontecimento.

Finalmente, aguçado pela curiosidade, o próprio Orixala foi


atraído pela festividade.

Apresentou-se na casa de Oxum, e como todos os outros, saudou-a fazendo dobale,


apanhou um Ekodidé e prendeu em seus cabelos.

Assim, mesmo Orixala, um Orixa funfun(branco), faz dobale


em respeito e submissão ao poder feminino.

Esse itan mostra, que o Ekodidé está ligado ao poder feminino.


Portanto, ligado a Iyami Oshoronga.
4-Caminhos de Oxun - "Fundamentação"
4.1-Oxun Ayanla

Tem propriedade sobre a bolsa lacrimal.


Neste caminho, Oxun está ligada e interada ao culto de
Oxaguian.

Por isso, ela somente veste branco. E é raspada


sentada no pilão de Oxaguian, sendo as regras do labé idênticas
as das outras Oxun.

O detalhe é que come junto com Oxaguian, sendo sua criação


toda branca e os seguimentos todos no azeite doce.

Come cabra, galinhas e konken.

Com o pombo e o igbin são feitos oros e soltos para Oxalufan.


Sua fundamentação é feita com ebô(canjica), com 16 gemas cozidas à seus pés.

É muito difícil encontrar filhas desta Divindade. Mas ainda se


faz seus fundamentos.

4.2-Oxun Opara

Senhora dos objetos cortantes, sendo principalmente a Senhora


da faca. Nesta fase, Oxun está sempre muito quente, pois é ela
quem acompanha Ogum nas batalhas.

Nesta fase, dispensou as vaidades, razão pela qual ela brande espada e a adaga,
armas que fazem parte de seus apetrechos.

Seu Kelê é ouro velho. Usa uma corrente com faca dourada, que depois vai para
cima do Ibá.

Em sua fundamentação, coloca-se em seu pé direito: 9 acarajés


com canjica cozida; e em seu pé esquerdo 7 bolas de inhame em
cima de canjica cozida.

Antigos Babalorixas, dizem que não é bom pronunciar o nome


dessa Santa à esmo, por representar o levantar da faca contra
nós.

Sendo assim, é bom respeitar o que dizem os mais velhos.


Suas cores são o azul claro, dourado com punhos e bracalates
dourados, argolas no pescoço, couraça dourada, coroa e cordões
dourados com enfeite atravessando o peito..

Come bode castrado(veja o oro), galinhas, konken e o pombo é


para soltar.

IMPORTANTE - Ao término do sacrifício, é que se castra o bode, e


seus testículos são presos com palha da costa no Ori da Iyawo na hora
da paramentação da Iyawo ( isso em determinados Axés, e na obrigação de 7
anos ), no oriapere.

Não se castra o bode antes da obrigação, para que o bicho não vá para
obrigação espraguejando quem lhe fez aquilo.) Depois do sacrifício e que
se castra.

O cabrito deve ser novo.

Seu kele é ouro velho. E deve-se acentar Ogum e Oya, além de Exu.

Seu ebó principal é a comida à Ogum na estrada:


1 galo, 1 alguidar, padê de mel, 3 acaçás, 1 inhame do norte assado, 3
folhas de amendoeira, 1 bandeira branca.
Em cima do padê, vai o inhame aberto no meio, pondo mel de um lado e
dendê no outro. Copa-se o galo em cima de tudo e põe inteiro, sobre as
3 folhas de amendoeira, que ficam forradas ao lado do alguidar. Enfia-se
a bandeira branca no padê.

4.3-Oxun Kare

Tem a propriedade de auxiliar qualquer tipo de movimento


ligado a abundância e fertilidade. Possui ainda o poder da
multiplicidade à nivel uterino. Sendo considerada a Mãe dos
gêmeos, trigêmeos, etc.

É a Mãe da bolsa d'água, com o direito de aumentar ou não o


espaço aquático da gestação.

Este caminho de Oxun, faz oposição ao lado negativo de


Igimum.

Tem caminhos com Odé, Iyemanja e Ibeji.

Na feitura é recomendado fazer um ebó de frutas com açúcar cristal,


para tirar a fase negativa do Odu Obara.

Na sua fundamentação, coloca-se em seu pé direito uma bacia


com frutas cortadas. E em seu pé esquerdo, uma bacia com
folhas de macaçá, manjericão, oriri, levante e saião.

OBS: frutas: menos tangerina, abacaxi e melancia. As folhas da bacia são


inteiras, e depois serão maceradas como estão(com ejé), para dar um banho na
Iyawo.

Na raspagem, deixa-se uma mecha de cabelo atrás do Ori, para


ser tirado no terceiro dia do andamento da obrigação. Esta
mecha será dedicada à Odé.

Em suas danças guerreiras, dança algumas Orins(cantigas) de Odé. Só


não vai no chão, como Odé faz em alguns de seus Orins.

Usa dois Kelês, sendo um dourado e outro azul claro de Odé.


Em seu Ibá leva tudo de Oxum dourado, com o detalhe de um
Ofá pequeno.

Veste dourado e azul claro, tendo como


ferramentas de mão: o Ofá que foi lhe dado por Odé, e o Abebe
que é seu de origem. Chapéu de aba com plumas, igual ao de
Odé Kare.

Come: cabra, coelha, etu e galinhas.


Assenta-se Odé.

OBS: em todo Iba de Oxun deve-se colocar duas gemas, que


simbolizam a fertilidade. Entretanto, para esta qualidade não se usa mel.
4.4-Oxun Iponda

Governa a criação infantil. Sendo a Senhora da inocência e


também, Mãe de Loogun Edé.

Gosta de suas vestes azul claro, dourada e branca. Usa Adê


trabalhado ao gosto do Babalorixá.

Seu Kelê é dourado, com firmas de Odé.


Come também com Ogun, pois também é guerreira.

Em sua fundamentação, coloca-se em seu pé direito uma bacia


de ágata com 5 peixinhos dourados. E em seu pé esquerdo, um
ajebó batido com leite.

Tem caminhos com Xangô, Odé, e Loogun.

Existe um Orô que se faz para este caminho de Oxun, que


consiste em colocar uma aliança de ouro na sua mão esquerda. E
esta aliança acompanhará para sempre o seu Ibá. E sempre que a
filha entrar de obrigação esta aliança vai para o seu dedo
novamente. Isto será por toda a vida da Iyawo.

Come cabra nova, konken, galinhas amarelas e pombos para


serem soltos na hora necessária, à critério do Babalorixá.

Seu Ibá é de louça branca e dourada.


Seus apetrechos em metal dourado, conchas de madripérola, cristal, âmbar, etc.

Conta uma lenda, que a parte do rio onde essa Oxun era
cultuada, passava à beira de um cemitério. Daí ser recomendado
em qualquer obrigação desta Santa, ter sempre 1 peixe
assado(na folha de bananeira e temperado com camarão, cebola, e
azeite de dende), arriado nos pés do seu Ibá para evitar
problemas com egum.

4.5-Oxun Ijimun

Responsável por tudo que vive no fundo do rio. Senhora do Otá.


Nesta fase Oxum leva 16 + 1 Otás, sendo que este 1 é
consagrado ao Ori da Iyawo. Esta Oxun também tem a
propriedade de segurar a gravidez conturbada, ou possibilitar a
gravidez impossível.

Tem forte ligação com as Iyami, sendo por alguns Babalorixás


considerada a 3° Iyami Oxorongá. Senhora da bruxaria. Patrona
das bruxas. Senhora das amarraçães sentimentais e protetora dos
portadores de deficiência física ou estética.

Nesta fase ela é ligada à Xangô, visto que é ela quem guarda os
17 Okutás que serão doados por ela, para as outras Oxuns que
virão à ser consagradas no Axé.

Na sua fundamentação deve-se ter um Xangô virado, para que


lhe entregue com o Orô, os 17 Otás, os quais serão guardados pelo
resto de sua vida.
Nas obrigações, o Otá que come é somente o seu, ficando os outros
na hora da fundamentação, em 16 pratos brancos com canjica cozida,
circundando a Iyawo. Sendo depois, guardados dentro de sua talha com
água, de onde vão saindo à medida que vão sendo preparadas outras
Oxuns (de qualquer qualidade) no Axé.

Alguns Babalorixás colocam na hora da fundamentação,


um bebê recém nascido no colo da Iyawo. Esta criança deve ser
protegida do Babalorixá (em todos os sentidos, inclusive
financeiro). A Iyawo deve batizar essa criança. Caso não seja
cumprido tais deveres, esta criança será levada pelas Iyami e
Iroko.

Seu Ibá deve ter 16 bonecas normais, vestidas com roupas


coloridas de cada Orixá (sem paramentos). Isto é para a
prosperidade da filha.

Deve-se avaliar bem se existe mesmo a necessidade de feitura,


pois este caminho, Oxum não aceita modificações desnecessárias
na vida da filha.

90% dos casos não precisam de feitura. Mas caso haja a necessidade de
feitura, a Iyawo já nasce com cargo de 3 anos.

OBS: em caso de falecimento, este Ibá não poderá ser


despachado, pois o mito prevalece e será daquela talha que
continuará saindo os Otás para as outras Oxuns preparadas no
Axé.

Se porventura a Iyawo vier à falecer, e não houver ninguém


para dar continuidade ao mito, niguém para herdar e tomar
conta, cabe neste caso, ao Sacerdote que etiver fazendo as
obrigações do axexê, devolver as águas da cachoeira os Otás que
sobraram, de preferência com um Xangô virado(de qualquer
egbomi) lá na hora, para que ele mesmo, com suas mãos, devolva as
águas os Otás que um dia ele cedeu à Oxun.

Ebó de prosperidade para Igimum:

16 folhas de orelha de Oxum, 1 Omolokun no azeite doce e dendê, 16


ovos de codorna, 1 travessa grande de louça e água de flor de laranjeira.
Arrumar as 15 folhas na travessa. A 16°, vai para a Oxum da Casa. Em
cada folha, por um pouco de Omolokun e 1 ovo. As 15 são despachadas
da seguinte forma: porta de banco, estrada de subida, cachoeira ou rio,
feira, super mercado, casa da moeda, etc. Lugares onde haja grande
movimento de dinheiro.

4.6-Oxun Abalu

Guarda o iniciado no período de Kelê, sendo considerada a dona


do Kelê.

Qualquer prestação de contas neste período, Abalu é a


Oxun que faz a cobrança.

É também a Senhora dos ovos oferecidos no Omolokun.

Tem caminhos com Oxalá, Iyemanjá e Orunmilá.

Em sua fundamentação coloca-se em seu Ibá: 16 folhas de colônia


abertas. No seu pé direito: um Omolokun com 16 ovos cozidos.
E no seu pé esquerdo: uma bacia com água e 16 ovos crus.

Come cabra, konken, galinhas... Seu assentamento é normal.

É meia gerreira, usa espada e abebé. É uma Oxum velha.

Nas suas oferendas, não devem faltar bonecas e bonecos,


vestidos de amarelo e azul, os quais representam a sua
descendência(filhos, netos...).

4.7-Yeye Oke

Governa os animais oriundos dos montes. Senhora dos montes e


colinas. Proprietária de todas as nascentes. Governa, ainda,
todos os pássaros cantores, sendo considerada a Senhora da voz.

Divide com Xangô e Oxossi, o poder sobre as montanhas. Diz


uma lenda, que Oxossi dela se enamorou mas não casou.

Tem ainda a propriedade sobre o Larin Omi Eró (chá de fala), a


água do segredo que nos faz falar. Dona do Orunkó e do Ilá.

Divide com Oxossi o poder da caça de grandes animais.

Tem como símbolo a águia.

Sua fundamentação é feita com uma bacia de barro com milho


cozido e 21 ovos crus, em seu pé direito. E em seu pé esquerdo,
uma bacia de barro com 21 acaçás, 21 quiabos inteiros, 21
búzios, tudo coberto com canjica cozida.

OBS: é aconselhavel dar comida à Iyami no alto de uma montanha, após


a queda do Kelê.

No balaio dessa qualidade de Oxun vai um Ofá pequeno.

Suas vestes são azul claro, dourado e branco. Usa chapéu de


banda nas obrigações grandes(7 anos). Para a Iyawo usa Adê
somente. Usa Abebé e seu Kelê é somente o de Oxum.

Come cabra, konken, galinhas, coelha e o pombo para soltar.

O seu Labé é normal e seu Ibá leva um Ofá, que sai pela tirrina no
sentido para o alto.

Seus filhos têm um gênio agitado e se empolgam por qualquer coisa.


Quem está observando pode achar que seus impulsos não são normais
para pessoas de Oxun.

4.8-Oxun Ajagura

Senhora dos pássaros de penas coloridas e das aves aquáticas e


terestres. Também é responsável pela parte do ritual, em que
cobrimos a Iyawo e o Ibá com penas.
Sendo também a Senhora do Ekodidé. Tem ainda, a responsabilidade
de apresentar a Iyawo para a sociedade.

Esta Oxum é senhora de todas as aves consagradas aos Orixás.

Além da Adié(galinha) é responsável pela criação do Iyawo,


tendo a responsabilidade de consagrar a Konken.

A Konken é considerada a presença viva desta Oxum, e também simboliza


o próprio Iyawo. Protetora das Iya Efun do Axé, é também senhora da
pintura da Iyawo.

Na sua fundamentação, deve ter em seu pé direito uma bacia


com água de canjica. E, em seu pé esquerdo, uma bacia com
água de waji(azul)

Tem caminhos com Ogun e Aganju.

Foi esta Oxun que Xangô tomou de Ogun. Tem kizila com Oya.

Seu Ibá é feito em uma gamela ou casco de tartaruga.

Come cabra nova, konken, galinhas... adora a tartaruga de água doce.

Deve-se acentar Ogum, Xangô e Osain.

4.9-Yeye Mowo

Esta Oxum está ligada ao culto de Yemanja e Oxala.


Mora no encontro das águas do rio com mar.

Seu Orô é feito com a representação simbólica do rio, lago, e


mar. Para que isso seja feito, leva-se para roça em noite de lua
cheia, águas de rio, lago, cachoeira, mar e da chuva.

Estas águas são colocadas no tempo, numa talha de barro


tampada, e na hora da obrigação elas são colocadas em duas
bacias de louça.

Os Otás, as armas miniaturas, efim, todo Ibá é lavado nessas águas.


E depois arrumados à parte para comer.

Feito isto, colocá-se as águas em uma só bacia, com folhas


de osibatá, baroneza, algas marinhas, 2 gemas. Põe-se o Iba
dentro desta bacia com 1 acaçá e 2 gemas. Tempera-se, e assim
a Santa come.

Quando acabar a obrigação, aquelas águas são jogadas nos atins


da Roça, e barrufada em todo Ronko e no Barracão.

Usa Abebé e Adaga e sua roupa é toda branca, pois seu


fundamento é todo com Oxala e Yemanja.

OBS: seu ebó principal é feito com um Omolokun numa


travessa, onde se põe uma tainha(limpa e crua) por cima.
Na barriga da tainha, colocá-se uma farofa com 5 gemas cozidas
e esfarinhadas. Em volta do peixe: 5 acaçás, 5 maçãs, 1Kg de
uva verde. Na boca do peixe, vai: 1 obi e 1 orobô. Por cima para
enfeitar, fitas nas cores: azul, amarela e branca. Esse ebó é feito
na beira de um rio com 5 velas acesas.

Ebó pelos caminhos de Osá:


1 gamela, 1Kg de arroz cru, 9 moedas, 1 pemba vermelha, 9
velas e 1 metro de morim vermelho.

Faz-se um buraco na areia, acende as velas, passa na pessoa e


põe no buraco.
A pessoa fica de joelho em frente ao mar, com a gamela na sua
frente com o arroz e as moedas. O morim fica nos ombros. A
pessoa vai esfregando a pemba no arroz e nas moedas, até ficar
tudo vermelho, fazendo seus pedidos positivos, que estão sendo
reforçados pelo Babalorixá ou Iyalorixá.
Levanta a gamela ainda fazendo seus pedidos, e vai jogando o
arroz e as moedas no mar.

Feito isso, o Zelador(a) passa o morim na pessoa e faz uma


rodilha, colocando em volta do buraco.
A gamela volta para a Casa de Santo, onde a pessoa tomará um
banho com água de canjica e folhas frescas quinadas. A canjica
vai para Oxalá.

Tudo que se faz para esta Oxun, se faz também para Oxalá e
Iemanjá (até comida seca).

4.10-Yaboto

Neste caminho, Oxun está ligada ao culto de Nanã, e se mostra


mais idosa, com modos mais vagarosos em todo seu Orô.

Suas folhas são o osibatá e a baroneza. E como diz uma lenda:


Oxun para proteger suas folhas da predação, colocou seus
jacarés à beira do rio.

Veste lilaz claro, azul clarinho e branco.

Usa Adê, impulsas, braceletes, combinando com a roupagem suave


que gosta e lhe acalma.

Assenta-se Nanâ e Oxalá. E desde o momento em que


assenta-se Nanã, tem que assentar Obaluaiye.

Os assentamentos de Nanã e Obaluaiye podem ser feitos 3 dias


após o assentamento de Oxun, e devem ficar sobre uma cama de
folhas de Nanã.

A qualidade de Nanã à ser assentada é Lolo, na louça branca.

Come cabra, konken, galinhas e pombo para soltar. Este Orô do


pombo é feito após a matança, solta-se o pombo, que vai embora
quando quizer.

O Ori do bicho de 4 patas e da konken, devem ser envoltos em


algodão, antes de serem levados ao Ibá.

O seu Ibá é em louça, com miniaturas douradas e uma miniatura


especial, com o símbolo do Ybiri.
4.11-Oxun Popolokun

Caminho, em que Oxum está ligada à Iemanjá, Oxalá e


Orunmila.

É responsável pelos Kauris, sendo a dona da intuição,


audição e de todos os jogos divinatórios.

O iniciado deve ter a sua frente um cesto, com: 5 qualidades de


frutas, 16 búzios, 1 fava de ifa, 5 qualidades de folhas, bonecas
vestidas, flores e fitas.

No final do Orô, consagra-se o Ori da Iyawo com este balaio. E


após a saida, entrega-se nas águas.

É aconselhavel que se tenha um omieró de: erva de santa luzia,


colônia, manjericão, oriri e saião. E ao final, coloca-se essa
bacia no colo do Orixá para que todos os iniciados lavem as
vistas.

4.12 – Oxun Ipetu

Divide com Iyasan a propriedade do carrego do Urupin.

Está ligada a finalização de qualquer obrigação.

Ligada a prosperidade. Estando ainda, lidada ao Osé e ao odor.

Tem caminho com todos os Orixás.

4.13-Yeye Oga

Representa a existência total e absoluta da humanidade. Sendo


responsável por todo iniciado após os sessenta anos.

Tem a propriedade de proteger os idosos.

Simboliza o resultado final de uma vida, à nivel de satisfação.


Rege os cabelos brancos.

OBS: este caminho, assim como Igimum, só deve ser feito em


último caso. Pois representa a antiguidade, podendo ainda ser
confundida com Nanã.

Traz para seus filhos: mania de perfeição, rabujice, e torna os


filhos propenços a arteriosclerose e psicose.

Tem caminhos com Oxalufan, Nanã, e Egum.

À frente de seu pé direito, põe-se uma bacia de ágata com: 16


ovos crus, 16 colheres de pau, 16 pedaços de morim de 8 cores
diferentes (menos preto). Representa um presente, e fica na
frente do pé.

No pé direito, um Ebô com 16 acaçás e 16 búzios.

No final do Orô, arruma-se estes presentes num balaio e


entrega-se nas águas da cachoeira.

4.14 – Yeye Odo

Rege as correntezas dos rios. Senhora dos grandes cardumes.

Esta demarcação de Oxum divide com Iemanjá, a maternidade


das Ekedjis.

É a Senhora dos Orikis, Orins, falados ou cantados


dentro do axé.

O Iyawo deve ser coberto com um Alá.


E ter dentro do assentamento: 5 ovas de peixe.

Caminho com Obaluaiye, Iemanjá, e Oxalá.

OBS: ao término do Orô, é aconselhável lavar imediatamente o


Iyawo ainda virado, pois este caminho de Oxum tem uma forte
Kisila com Ejé.

4.15 – Oxun Oloko

Governa a incorpopração dos Orixás. Senhora do Run de salão


(pé de dança) e da partida do Orixá.
Não permitindo que Egum se aposse da pessoa no momento em que
o Orixá desvira, trazendo rapidamente o Iniciado ao seu estado natural.

Tem como simbolo, uma quartinha com água.


E caminha com todos os Orixás.

Sua fundamentação é feita com 16 quartinhas ao redor da Iyawo,


intercaladas(com alça e sem alça). Depois essas quartinhas
ficam ao redor do Ibá.

Deve-se ter 1 Omolokun com 16 ovos, em cada canto do Axé.

4.16 – Oxun Merin

Tem a propriedade de proteger a Iyawo no período de Kelê,


contra pragas, feitiços, etc. Dando-lhe o poder de cobrar
injustiças à ele feitas.

Nesta fase, Oxum é proprietária dos fios de conta e dona do


Contra-Egum.
Caminha com Iemanjá e Ogum

Sua fundamentação é feita com 16 folhas de mamona branca


abertas no Ibá, 1 trança de palha da costa grossa presa ao
pescoço da Iyawo.

Colocar Omolokun com 16 ovos cozidos e Ebô.

Muitas qualidades de Oxun, já não são mais feitas na maioria dos Axés,
como por exemplo: Abalu, Oman, Olokô, Orirê, Oshogbô, Iyaminibu, Ogá, Popolokun,
Iykolê, Somolokun, Abeomin, Mejeje Logun, Obeié, Iybó ti ypé, Iyabomin, Ajagura,
Iypetu, Merin...

Estas qualidades já não se preparam mais na maioria dos Axés, em face da


renovação dos mesmos, e também pela falta de conhecimentos, que Zeladores que já
se foram, não ensinaram à ninguém. Resultando com esta atitude: A NÃO
CONTRIBUIÇÃO PARA A POSTERIDADE E ENGRANDECIMENTO
DESTA CULTURA! UMA PENA!!! LAMENTÁVEL!!!
Mas eu respeito e entendo essas atitudes.

5 - OFERENDAS À OXUM
OBS: lembramos que qualquer coisa que se faça, deve-se antes agradar Eshu. Eshu
sempre leva alguma coisa!

5.1 - Para o Amor

Passar 5 ovos crus na pessoa, e por numa tijela branca.


Cobrir os ovos com Omolokun feito no azeite doce.
Abrir 1 mamão papaia ao meio, tirar as sementes e colocar os nomes,
fechando com uma laço de fita amarela.
Por o mamão sobre o Omolokun e regar tudo com bastante mel. Entregar na
cachoeira com 2 velas acesas.

5.2 - Presente à ABALU

Um inhame do norte cozido e pilado, temperado com azeite


doce, e enfeitado com 5 ou 8 ovos cozidos.
Ao lado põe-se um prato com frutas tropicais.
Acender a vela e oferecer à Oxun na cachoeira.(usar 5 ovos para situações que
envolvem mudanças, e 8 ovos para situações que devem ir para frente).

5.3 - ABALU para Prosperidade

Limpar um peixe sioba pelas gelrras, e assar no tempero de


camarão, cebola, azeite doce e mel.
Preparar um dibô com canjica, leite de vaca, e açúcar cristal.
Arrumar meio à meio, numa travessa forrada com folhas de prosperidade(levante,
fortuna, dólar...).
Por o peixe no meio, dividido de um lado o Omolokun com 6 ovos, e do outro o
Dibô.
Oferecer na cachoeira, com 2 velas acesas.(cabe ressaltar,
que a vela representa o elemento "fogo". Com 1 vela e um copo
d'água, ou seja: com "fogo e água", pode-se fazer muita coisa.)

5.4 - Farofa para OXUM

Preparar um Omolokun no azeite doce. Fazer uma farofa com


mel e ovos cozidos esfarinhados.
Arrumar de um lado o Omolokun, e do outro a farofa.
Acender uma vela e, oferecer à Oxun.

5.5 - IYABOTO para problemas na Barriga

Omolokun com temperos e 16 ovos cozidos, para passar no


corpo da pessoa.
1 barriga de cera, que também é passada na pessoa.
Tudo em cima de folhas de bananeiras, forradas no chão
e untadas com mel.
Enfeitar com 6 rosas amarelas ao redor e uma branca no meio.
Acender 1 vela e fazer os pedidos à Oxun Aboto.
Esta oferenda, deve ser feita em rio ou cachoeira na lua
minguante.

5.6 - Para Prosperidade

16 bananas ouro, cortadas em 5 rodelas.


Fazer um doce em calda com mel.
Por 1 cravo da índia(sem a cabeça) em cada rodela da banana.
Arrumar numa compoteira, acendendo 5 velas amarelas em semi-círculo.
OBS: a cabeça do cravo pertence à Eshu.

5.7 - Para Acalmar uma Situação

Fazer uma farofa com favos de mel. Por numa travessa de louça
branca, untada com mel.
Acender uma vela e, oferecer à Oxun na cachoeira.

5.8 - YEYE OKÊ Para Unir um Casal

Cozinhar um coração de boi, com: cravo, erva doce, açúcar e


mel de flor de laranjeira.
Por um casal de bonecos, sendo um de frente para o outro, e amarrados
com fita amarela (com os nomes).
Arrumar numa panela de barro e cobrir com mel.
Colocar numa pedra, próximo da cachoeira.
E pedir a YEYE OKÊ, em nome de Logun, que una o casal.
5.9 - Omolokun de Gemas Para IYPONDA

Fazer o Omolokun com os temperos e 5 gemas cozidas.


Por na tigela, com 5 ovos cozidos e descascados.
Acender 1 vela e oferecer à Oxun Iponda.

5.10 - Para KARÊ, pode ser feito:

.peixe assado no azeite doce


.peixe assado no azeite doce e dendê
.acaçás de gemas e acaçás brancos
.acarajés fritos no azeite doce ou no ori
.farofa de ori
.fradinho torrado com azeite doce
.dibô quebrado com dendê
.5 espigas de milho novas e cozidas. Deixa-se secar e
arruma-se(em pé) num alguidar em forma de leke.

5.11 - Para Ter Êxito

Fazer acarajés com temperos, fritos no dendê e azeite doce(em


partes iguais).
Por numa tigela branca, e colocar wado (deburu moído com mel), por
cima dos acarajés. Acender 1 vela e oferecer à Oxun.

5.12 - Para Obter Alegria

Fazer um Omolokun no azeite doce, com 5 ovos e por na tigela.


Passar no corpo, 1 metro de morim amarelo e 1 metro de morim
branco, arrumando no chão (direto na terra) em forma de estrela,
à beira de um rio ou cachoeira.
Colocar a tigela sobre os morins(estrela), por 4 maçãs em cima do Omolokun.
Passar no corpo 1 metro de fita: rosa, amarela, verde, azul e branca.
Arrumar na tigela, com as pontas para fora.
Acender 5 velas, pedindo uma vida colorida e cheia de alegrias.

5.13 - ABOTO para doenças na barriga

Fazer um Omolokun com os temperos.


Cortar 7 tipos de miúdos de boi em pedacinhos e fritar nos temperos.
Misturar os miúdos com o Omolokun, e arrumar numa bacia.
Na beira do rio ou cachoeira, com 2 bacias, e na lua minguante: vai passando
tudo na barriga e jogando na outra bacia.
Atirar a bacia nas águas.
Acender uma vela e pedir à Oxun Abotô, que leve a enfermidade embora.

5.14 - Para OPARA


Preparar um manjar com farinha de acaçá, leite de coco, leite de
vaca e açúcar.
Desenformar na travessa, e por um ovo cozido e descascado no buraco do manjar.
Cobrir com feijão fradinho aferventado, colocando uma pitada de sal.
Passar um ovo cru pelo corpo, fazendo os pedidos, e colocar por cima do feijão.
Acender uma vela e oferecer à Oxun.

5.15 - AMIÓ Para OXUN

Camarão e cebola ralada, fritos na banha de galinha.


Cobrir com Obi ralado.
Acender uma vela e oferecer para Oxun.

OBS: esta oferenda pode ser feita para qualquer Iyaba ( menos Ewa).

5.16 - BALAIO DE OXUM

.1 balaio com alça


.1 boneca vestida de Oxum
.5 qualidades de frutas
.1 omolokun com 16 ovos
.16 bonequinhas miniaturas, vestidas de Oxum
.16 brinquedos em miniaturas
.incenso
.perfumes
.panos amarelos
.rendas
.fitas de 5 cores diferentes
.folhas de hortelã branca
.espelho
.pente
.baton
.pó facial
.pó de sândalo
.8 velas amarelas
.flores e rosas amarelas
.8 Obis
.8 Orobôs

Arrumar tudo bem arrumadinho no balaio, forrando com os


panos e as rendas.
Levar para cachoeira.
Acender as velas.
Rezar Orikis de Oxum.
Em seguida soltar nas águas.

Oriki de Oxum(deve ser rezado, antes e depois de qualquer oferenda)

KARÊ ÓBA OBU


ÓRÓ NLA MÓ WU
OJO RU GBA ADEOJO KO BERE
KÉKÉ KÉWÉ
ÓLÓMÓ IYRETI IGBE
O LU IDÉ GBA ÓMÓ JÉ JÉ
A JÉ WÓN ILA KO DI GBESE
LATI ILU OBINHIN
OBINHIN GBA ÓNA OKUNRIN NSA
O RO WANWAN JO WA
OLU ILE ODO AFI ILU KASI
O JO LUBU ÓLA EREGEDE
O JO IYANGBA NRE ODE
O SHO IGBA SI OMI ODO ABI ÓRUN KAN
O SHO AWO SI OMI ODO ABI ÓSHÉ RÉ ÓNA OLODE
ÓMÓ ORUNTÓ OLUFÉ
ÓMÓ OMILAO OLUFÉ
ÓMÓ OBOSHIJI OLUFÉ
KI O LI EDUN IDE GBÓRÓ GBÓRÓ
ORUNTÓ OLUFÉ LI OBI LOGUN ÉDÉ

5.17 - Para Prosperidade

Forrar uma bacia de ágata, com morim amarelo.


Por um Omolokun com ovos de codorna.
Salpicar essência de rosa silvestre(ou verbena).
Colocar uma boneca vestida de Oxun no meio, arrumando em volta:
5 cocadas brancas, 8 rosas amarelas, põe-se mel em volta da oferenda(menos na
boneca).
Numa fita amarela larga, escreve-se os pedidos à Oxum. Deixar a fita
cair sobre a bacia.
Acender 5 velas amarelas em semi-círculo e, deitar por algumas
horas, junto com a obrigação nos pés de Oxun.
Depois levar para cachoeira.

Antes da obrigação, deve tomar banho com folhas de :oriri,


macaça, oripepe, levante e saião.

Para saber de novos lançamentos, cadastre-se no site


AxeOrixa.Com, e ainda, receba
"de graça", por e-mail, Fundamentos de Várias
Qualidades de Orixás no Candomblé! https://www.axeorixa.com

6 - ORIN OXUM
6.1
Yèyé, yèyé, yèyé o
Ìya orò omi wa onì așè tò rì efạn
E ọba kó só ayaba ó
Ìya orò omi wa onì așè tò rì efạn

Pronúncia
Iêiê iêiê iêiê ô
Iá orô omiuá oní axé torí efon
E obá kossô aiaba ô
Iá orô omiuá oní axé torí efon

Tradição
Mamãe, mamãe, mamãe, nossa mãe dos segredos das
águas. Senhora do axé de Efon, Rainha do reino
sagrado. Nossa mãe dos segredos das águas,
Senhora do axé de Efon.

6.2
Kẹẹ-Kẹẹ Ọșùn omi șorò odò,
A yìn mọ a yìn mọ

Pronúncia
Quéqué óxum omixorôdô, Anhimã anhimã

Tradução
Aos poucos Oxum torna as águas dos rios sagradas.
Aos poucos vos conhecemos

6.3
Ìya omi ní ibú odòomi rò Òrișa ó lé lé

Pronúncia
Iá ominibú ôdoômirô oríxá ô lêlê

Tradição
Mãe das águas profundas que correm nos rios
Orixá que paira sobre a nossa casa.

6.4
Yèyé e yèyé șorò odò (2x)
Olóomi ayé mọ șorò ọmọn fẹẹfẹ șorò odò

Pronúncia
Iêiê ê iêiê xorôdô (2x)
Olôomi aiê mãxorômã Féefé xorôdô

Tradução
Mãe que faz o rio ser sagrado
Senhora das águas da Terra que dão vida
aos filhos e torna o rio sagrado.

6.5
Olóomi máà, olóomi máà iyọ
Olóomi máà iyọ ẹnyin ayaba odò. Ó yéyé ó
Aláadé Ọșùn, Ọșùn mi yèyé ó

Pronúncia
Olôomimáa olôomi máaió
Olôomi máaió énhinaba odô Ô iêiê ô.
Aladê Oxum, Oxum mi iêiê ô

Tradução
Senhoras das águas doces (sem sal)
Sois a velha mãe do rio. Ó mamãe!
Oxun dona da coroa, Oxun é minha mãe

6.6
Olówo ọbẹ un Oparạ
Olówo ọbẹ un iyalóòde
Réwé réwé réwé
Olówo ọbẹ un iyalóòde

Pronúcia
Olôbé um Opará
Olôbé um iálôdê
Reuê reuê reuê
Olôbé um iálôdê

Tradução
A Senhora da espada é Opará
Senhora da espada e primeira dama da sociedade
Que conta bravatas, senhora da espada e primeira dama
da sociedade

6.7
A ri bẹ dé ó omi ro, A ará wa omi ro
L’atì ajé șẹ ọmọ l’ọșùn omi ro, A ará wa omi ro

Pronúncia
Aribé deô omirô a aráuá omirô
Lati jéxé omoloxum omiro a aráuá omirô

Tradução
Nós vimos o brilho de sua coroa,
a água sagrada pingou em nossos corpos para nos alimentar e nos
preencher, filhos de Oxum, a água sagrada pingou em nós.

6.8
Omi nìwẹ ọmọ l’ọșùn omi nìwẹ (2x)
șẹkẹ -șẹkẹ náà dò ojú ẹ máà ojú omi nìwẹ olówó

Pronúncia
Ominiuê omoloxun ominiuê (2x)
Xeque-xeque naadojú ê maaoju ominuê olouô

Tradução
Banhem-se nas águas do rio filhos de Oxun,
É preso aquele que vai ao rio olha-la
Nós não espiamos, o banho da rica senhora.

6.9
Igbá ìyàwó igbá si Ọșùn ó rẹwà (2x)
Àwa sìn ẹ ẹwà ìyabà

Pronúncia
Igbá ìyàwó igbá si Ọșùn ó rẹwà
Ibáiáuô ibá si oxum ô reuá
Auá sim é eua iabá

Tradução
Ibáiáuô ibá si oxum ô reuá
A cabaça da noiva é para a bela Oxum
Nós damos para a bela Iabá

6.10
Ará wa omi wa (2x)
Ó yèyé Ọșùn omi olówo
Ará wa omi wa

Pronúncia
Aráuá omiuá(2x)
O iêiê Oxum omi olouô
Aráuá omiuá

Tradução
Nosso corpo nossa água
Mãe Oxum, a venerável senhora das águas

6.11
Ọșùn ẹ lọọlá imọnlẹ lóomi, Ọșùn ẹ lọọlá
Ayaba imọnlẹ lóomi

Pronúncia
Oxum é lolá imanlé lôômí, Oxum é lolá
Aiaba imanlé lôômí.

Tradução
Oxum que é tratada com todas as honras,
Senhora dos espíritos das águas,
Oxum que é tratada com todas as honras.
Rainha dos espíritos das águas

6.12
Yèyé yé olóomi ó, yèyé yé olóomi ó.
Ayaba awá iyá Ọșùn (2x)

Pronúncia
Iêiêiê olômiô iêiêiê olômiô
Aiabá uáiá Oxun (2x)

Tradução
Mãe compreensível, dona das águas
Oxun nossa rainha e mãe

6.13
ALAADE OXUM
Oxum dona da coroa
OXUM MI YEYE O
Oxum é minha mãe
7 - Folhas de OXUN
OBS: Osain é o Orixá que desperta o poder das folhas. Portanto, ao se
preparar um Omieró, sempre se invoca Osain. O bagaço das ervas deve
ser misturado à farinha, fubá, vinho moscatel, azeite doce, azeite de
dendê, mel e fumo de rolo desfiado. Para ser levado, antes de se tomar o
banho, para uma árvore de tronco grosso, onde a mistura é entregue a
Osain diretamente no chão, circundando a ávore(como se estivesse
adubando a árvore).
Pedindo a Osain para encantar aquele Omieró... para
que ele possa ter uma atuação, tanto no campo espiritual, como na vida
material.
Pode-se bater a cabeça na árvore em reverência a Osain.
E só depois do Omieró ter sido encantado por Osain, é que se toma o banho.

.macaçá
.oriri
.osibatá
.oripepê(só se usa as folhas,pois as flores são de Eshu)
.baroneza
.brilhantina
.saião
.sândalo
.malva branca
.patchouli
.erva de santa luzia
.levante
.colônia
.capeba
.jarrinha
.bredo sem espinho
.parreira
.carambola
.mutamba
.erva cidreira
.trevo de quatro folhas
.salsa
.bétis cheiroso
.erva doce
.dinheiro em penca
.dólar
.cravo da india
.assa peixe
.bananeira
.girassol
8 - Comentários Sobre o ODU OSHE
Responde com 5 búzios abertos no jogo. É o principal Odu de
Oxum (destacando que qualquer Orixá pode responder em qualquer
Odu).

As pessoas desse Odu ou influenciadas por ele, têm uma


forte proteção espiritual, mediunidade avançada, muita intuição,
e geralmente possuem cargos de chefia. Se a pessoa for do
Santo, indica cargo dentro da Casa de Santo.

É um Odu caracterizado pelo forte poder de mudanças.


“TRANSFORMAÇÃO” é a palavra que melhor lhe cabe.

Portanto, é um Odu ideal para transformar, o negativo em


positivo.

Na mesa de jogo, este Odu pode indicar feitiçaria, doenças por


causa de feitiços, porém, a pessoa vencerá.
Seus filhos são pessoas influentes.
Gostam muito dos prazeres da vida, são convencidos , ambiciosos e, até mesmo
perigosos, principalmente no amor.
Pensam em grandes lucros, mas são um tanto preciptados na maneira de agir. E
desta forma, perdem grandes oportunidades.

Pela maneira de agir, os filhos do Odu Oshe estão sempre sendo


combatidos por inimigos ocultos. Contudo, as pessoas desse
Odu conseguem vencer a luta, e em pouco tempo se equilibram, obtendo lucros e
realizando seus desejos.

Para dar um exemplo prático do poder de transformação do Odu


Oshe. Vou citar uma segurança da porta, que já tive
oportunidade de ver, em algumas casas de umbanda: um vaso
com espada de são jorge(folha de Ogum, Orixá da guerra), com
cascas de ovos na ponta (sendo o ovo de Iyami, que controla os
feitiços). Muito bom! Mas pode ficar melhor, por exemplo, se
colocarmos um pedaço de ferro naquele vaso(ferro elemento
usado para guerra), e fica ainda melhor se marcar na casca dos 5 ovos, o
simbolo do Odu Oshe Ogbe.

Assim, a "carta" ficaria melhor. Pois, Odu é "comunicação"!


Então a "carta" descrita acima poderia ser entregue, tanto à
Ogum(que é sempre bem vindo quando se trata de guerras e
demandas) ou, à Iyami que é quem controla a feitiçaria.
Para que Ogum ou Iyami, entendessem que as energias negativas que
chegassem àquela porta, deveriam ser transformadas (por Iyami
ou Ogum) pelos caminhos do Odu Oshe, em energias positivas e,
que ainda seriam impulsionadas para frente pelo Odu Ogbe( Que
é um Odu de "Impulsão", de levar à frente.)

Não sei se consegui me expressar bem. Mas o que acabei de


dizer, é que: a pemba foi transformada em axé. Através do poder
de transformação de Oshe, e do poder de impulsão de Ogbe ( Ejonile),
sendo a divindade encarregada, aqui no nosso exemplo:Iyami
Oshoronga.

Este foi o exemplo, que me veio a cabeça, no momento em que


escrevia este livro.

Mas as mensagens principais deste tópico são: O ODU OSHE


SE CARACTERIZA POR UM FORTE PODER DE “TRANSFORMAÇÃO"(Oshe, Odu
que influencia os filhos de Oxum). Sendo a outra mensagem: "ODU É COMUNICAÇÃO"

Para saber de novos lançamentos, cadastre-se no site


AxeOrixa.Com, e ainda receba "de graça", por e-mail,
Fundamentos de Várias Qualidades de Orixás no Candomblé!
http://www.axeorixa.com

www.AxeOrixa.Com
Babalorisa Robson

BÔNUS
1- Obé – A Faca do Ritual.
2- 9 Oferendas para un EdéLog.
3- 6 Oferendas para Prosperidade.
4- Hum Importante Fundamento de Ibeji
5- Consulta Com Babalorisa Robson

1 – Obé – A Faca do Ritual

O Sagrado Sacrifício

“O poder da força de invocação sempre estará no coração daquele que oferta”.


Nenhuma oferta ou pedido estará ao alcance de qualquer sacerdote se não
realizada com a pura intenção da realização e o crescimento daquele Ser.

Engana-se aquele que pensa que bastando ofertar Èsù, Njila ou Elegbara estarão
satisfeitos e realizando a tudo que se pede, NÃO.

O compromisso maior de uma oferenda é o pacto de fidelidade, o pacto da verdade,


o pacto da moral, o pacto da partilha.

Nenhum Òrìsà, Vodun ou Nkisi abrirá mão dessa premissa, pois não arcará ele com
os defeitos amorais que os Seres Humanos carregam.

Sua missão maior está na orientação para o bom caminho, para a felicidade e para
o crescimento.

Èsù, Njila e Elegbara estarão sempre afrente para receber e aprovar ou não
tais oferendas para encaminhamento, assim também se faz em caso de sacrifício a
observação e a licença de Ògún, Nkosi e Gù, estes irão observar se tudo é feito
dentro do respeito, da ordem, do encaminhamento e principalmente da necessidade.

Somente eles têm o poder na decisão do sacrifício e somente eles são os que
poderão dar autorização do Sacro Ofício. O poder da vida a eles pertence.

(KAMBAMI)
OS PROCEDIMENTOS RELACIONADOS COM OS SACRIFICIOS RITUAIS

I. Vestir-se de maneira apropriada.


- Levar roupas rituais, ou roupas destinadas de antemão para estas ocasiões. -
Sempre
cobrirás tua cabeça, e levarás em seu corpo os atributos que dão fé de seu
juramento sagrado.

II. Preparar o local do ritual.


Limparás, ordenarás e retirarás do lugar do sacrifício, todo elemento alheio ao
Sacrifício que se vai oficiar.

Garanta medidas para fechar o círculo do local doritual, de maneira que possa
impedir invasões e interrupções externas.

Demonstrarás dedicação e profissionalismo, garantindo as condições adequadas


para o ritual.

Podemos usar a faca de sacrifício, e depois utilizar facas auxiliares, desde que
previamente consagradas para esta finalidade, tomando a precaução de dispor de
uma faca de sacrifício apropriada, e de algumas facas auxiliares para eleger a
mais adequada, segundo a operação específica que estiver realizando.

III. Podes utilizar faca de sacrifício e usar também como facas auxiliares,
facas de serra, ou outras com laminas apropriadas para cortar estruturas de
corte difícil, desde que estas sejam de antemão consagrados para este mister.

Desta maneira, tomarás aprecaução de dispor de uma faca de sacrifício adequada,


ou várias facas para escolher a mais adequada, sempre que o sacrifício exigir.

Para substituir uma faca, o Asògún deve limpá-la nocouro do animal, passar um
pouco de mel e colocá-la em repouso, recostada no alguidar (Oberó) que apara o
Ejè com o cabo no chão. Dali somente será retirada quando suspender aobrigação.
Outra faca lhe deverá ser entregue enrolada num pano branco apropriado, segura
com as duas mãos e em reverencia. O Asògún a receberá desenrolará e saudará
novamente o dono de todas as facas (Ọbẹ) Ògún e continuará o sacrifício.

IV. Pois não se concebe que no último momento, mandes buscar a faca de
sacrifício que se esqueceu em outro local, ou algum outro elemento necessário ao
ritual.

V. Oferecer água fresca a terra.

VI. Interrogar as divindades que vão receber o Sacrifício Ritual.


Antes do sacrifício, as interrogará sobre o recebimento de seu oferecimento,
mediante o recurso divinatório do Oráculo do Obí.

VII. Sacrificar sempre em nome de Ògún.


Antes de proceder ao sacrifício, renderás homenagem a Ògún, o Espírito da Força,
louvando-o, ou oferecendo-lhe a mais humilde e simples de tuas rezas, mas sempre
agradecendo e pedindo sua presença para observar.

VIII. Utilizar a faca de sacrifício apropriada.


Tomarás a precaução de dispor de uma faca de sacrifício apropriada.
Apropriada, quero dizer “apropriada para você”. Que a sinta cômoda em suas mãos,
que não te cause incômodo, e que se sintas seguro ao empunhá-la.

Apropriada, significa que seja apropriada para o animal destinado ao sacrifício.


Que sua lâmina brilhe devido ao seu poder de corte, bem afiada. Para cortar sem
dor, para secionar as veias com rapidez.

Apropriada, significa ótima, eficiente, que não tenhas a necessidade de


improvisar, auxiliando-se de outra coisa que não seja uma faca de sacrifício,
porque isso seria uma profanação.

IX. Não descuidar dos movimentos de suas mãos.


Quando suas mãos se movem, suas mãos falam, mesmoque não tenhas se proposto
falar com elas...

Quando suas mãos se movem, seus movimentos desenham e escrevem no espaço em


que cruzam, uma linguagem remota e poderosa, segundo o revelado por Ifá no Ódu
ÓgbeBára (Ejíogbe - Obára).

X. Não se moverá a mão que sustenta a faca sem um propósito!


Quando sustentas na mão uma faca, não moverás esta mão se não tens um propósito
que o justifique fazer, porque a importância da linguagem de suas mãos ao mover-
se de potencia,e suas conseqüências se multiplicam, quando a mão que se move no
ar sustenta uma faca desembainhada.

XI. A chegada da faca de sacrifício começa a transformar o astral.


A faca de sacrifício é só isso: faca de sacrifício, porém somente isso, já é o
bastante.
Porque quando uma faca é consagrada para esta finalida de e aparece em cena,
mesmo que esteja descansando imóvel sobre o solo, começa a gerar em torno dela
uma força que não se vê, estas passam a convocar a aproximar-se do lugar,
energias e evoluções relacionadas.

XII. Quando uma faca aparece na mão, só fala a faca.


Não sustentarás em suas mãos, uma faca de sacrifício, se na continuidade não
vais executar o sacrifício ritual. Ao menos, não sustentarás esta faca
desembainhada...
Quando tomar em suas mãos a faca de sacrifício, que seja porque já vais executar
o sacrifício ritual.

XIII. Faca de sacrifício não sabe indicar ou apontar, sem causar dano.
Não apontaras para pessoa alguma com a faca de sacrifício. Ao menos com a faca
de sacrifício desembainhada. Porque uma faca de sacrifício não sabe indicar ou
apontar, sem causar dano.

Não apontaras para o céu, nem para a terra, nem para a representação material da
divindade (Igbà), com a faca de sacrifício sustentada em suas mãos. Ao menos com
a faca de sacrifício desembainhada. Porque isso é profanação.

XIV. Faca de sacrifício não é brinquedo, é instrumento de destruição.


Não tomará em suas mão a faca de sacrifício para brincar com ela, enquanto rezas
a Divindade, ou enquanto falas com outra pessoa, ou enquanto faças alguma outra
coisa.
Principalmente, com a faca de sacrifício desembainhada.

XV. Agradecer aos animais destinados ao sacrifício.


Antes do sacrifício, te aproximarás de cada um dos animais cujas vidas tomarás,
os sustentarás em suas mãos brevemente, os acariciarás se nada o impede, lhes
falará com voz tranqüila, lhes agradecerá pelo sacrifício que vão fazer por sua
pessoa, ou para seus interesses, e lhes abençoará.

Concluirás entregando-lhe a mensagem que quer fazer chegar ao Òrìsà. E depois de


entregar-lhe sua mensagem, agradeça também por isso!

XVI. Lavar bicos (focinhos), patas e anus dos animais que serão oferecidos aos
deuses.
Antes do sacrifício, lavarás as patas dos animaisque oferecerás ao Òrìsà, para
que elas estejam limpas quando retornarem à Montanha Sagrada( e pousem sobre a
terra divina do mundo invisível.

Antes do sacrifício, lavarás o bico das aves, para que esteja limpo e disposto
para falar com o mundo espiritual, e transmitir sua mensagem de agradecimento,
de solicitação, de compromisso, ou de devoção, ao Òrìsà.

XVII. A morte chega com rapidez e sem alarde.


Quando for oficiar o sacrifício ritual, tomarás a faca de sacrifício, somente no
último momento do ritual de sacrifício.

XVIII. Uma morte piedosa honra a quem a provoca.


Tomarás a precaução de que o animal destinado ao sacrifício, não veja a faca de
sacrifício sobre o solo, nem em sua mão.

Tomará sua vida, porém evitará medos e sofrimentos desnecessários, respeitando


sua natureza delicada e temerosa, como sua própria natureza...

Porque tu tomarás sua vida em um ritual que adormecerá suas sensações para
ajudar-lhe a morrer bem, e a visão da faca em sua mão, pode interromper este
adormecimento relativo, e despojar-lhe de toda paz.

XIX. Respeitar o direito de exclusividade de Èsù – Elegbára.


Quando realizar um sacrifício recordarás que o primeiro sacrifício se fará à
representação de Èsù – Elegbára.

Recordar sempre que nenhuma divindade representada, nem mesmo Òsu, o vigilante
da pessoa, receberá oferecimento antes de Èsù – Elegbára. Porque é profanação.

XX. Pagar o tributo da terra por cada sacrifício de vida.


Quando fizer sacrifício de vida animal, recordará que as primeiras gotas de
sangue devem ser derramadas sobre o solo. Porque cada vidaque toma, a podes
tomar, graças à terra que alimentou e sustentou esta vida ate o tempo em que
chegou até tuas mãos para ser tomada. E deves retribuir a terra pelo que tomas
graças ao seu bom trabalho.

Não esquecerás este mandamento, para que a adversidade não te seja enviada, bem
como aos seus pais, seus filhos, ou de seus parentes, para cobrar o que não
retribuíste, ou o que não compartilhaste.

XXI. Com vida ou sem vida, a CABEÇA sempre se respeita.


Toda cabeça é sagrada por conter e proteger o Orí, o Espírito Interno, a forma
de consciência de cada forma de vida, em qualquer nível de evolução.

Por isto, não maltratarás aos animais em vida, e jamais lhes golpearás na
cabeça, se isso não for parte de um ritual de sacrifício.

Também por isto, as cabeças dos animais não devem ser lançadas ao chão,
ou se deixar cair por negligência. Porque fazer isso, é uma manifestação de
desapreço.

E o desapreço à cabeça, é profanação.

Por esta profanação, os profanadores poderiam ser chamados a responder, perante


aquele que garante e aplica a justiça do Odù Babá Ejíogbe.

XXII. Sacrificarás seguindo o caminho desde a terra até o Orun.


Quando oficiar cerimônias de sacrifício de animais quadrúpedes e de aves
imolarás primeiro os quadrúpedes, e imolarás por último as aves.

Porque o sangue dos animais que só se movem na terra não devem cobrir o sangue
dos animais que foram dotados de Asé para deslocar-se entre a terra e o céu.

Porque toda ave é uma forma que representa o Espírito do Pássaro, que é uma
manifestação especial de Ódù, o Segundo Mistério e a Mãe Primordial, e só o
poder o Espírito do Pássaro pode alimentar-se de tudo, inclusive das más obras,
e pode cobrir tudo e redimir tudo.

XXIII. Nenhum sangue cobrirá as penas.


Porque as penas ensangüentadas representam uma ave que não pode voar, que não
pode escapar, que já não tem oportunidade.

Porque as penas ensangüentadas representam uma ave que esta morta, ou uma ave
ferida de morte.

XXIV. As penas cobrirão o sangue.


Porque no corpo da ave que estava viva, antes do sacrifício, sua plumagem lhe
veste por fora e seu sangue circula oculto em seu interior.

E assim sendo, com as penas limpas e secas, cobrindo o sangue, reproduzimos a


disposição das penas e do sangue da mesma forma queno corpo da ave.

Desta maneira, as penas secas e limpas cobrindo o sangue, representa uma


alegoria a vida, simbolizando: - a morte com esperança de vida- o triunfo da
vida sobre a morte.

E este rito tem a virtude de escrever esta promessa no Astral.

XXV. Se entregar a faca, entregas o poder.


Recordarás que o que se faz durante o ritual se escreve no Céu, e quando fizer
uma pausa momentânea no uso da faca de sacrifício, não a entregarás a outra
pessoa com a intenção de que a segure um pouco para ti, para tomá-la de novo
depois.

Porque isso significa que estás transferindo a esta pessoa a responsabilidade de


continuar com o ofício do sacrifício, e esta pessoa terá que continuar
executando o sacrifício, porque a aceitação da faca de sacrifício desde sua mão
significa que prometeu fazê-lo, e desde que o prometeu fazer, é sua missão, não
fazer é profanação.

E se a mão que recebeu a faca não fizer correr o sangue, e se os sacrificadores


divinos reclamam o cumprimento deste compromisso involuntário, algum sangue
correrá da maneira que se decidiu no Céu, por causa de quem descumpriu, para que
o escrito no Orun se leia na Terra.

Por isso, sempre que haja uma pausa, colocarás a faca de sacrifício sobre a
terra firme, e sempre perto de ti. Porque só a terra é sua firmeza, só a terra é
sua confiança.
XXVI. Faca quente esquenta a mão. Faca quente repousa na terra...
Quando terminar de utilizar a faca de sacrifício, momentaneamente, ou
definitivamente, não demorarás em colocá-la sempre sobre o solo firme.

Porque no nível do solo, a terra se encarregará de absorver a energia excedente


que esquenta esta lamina, refrescando-a em parte antes de devolver. Porque só a
terra é sua firmeza, só a terra é sua confiança.

Quando oficiar sacrifícios de muitos animais quadrúpedes repousarás a faca de


sacrifício sobre solo firme, e a substituirá por outra, porém a manterá sempre
no local do sacrifício, para que esta testemunhe ate o final das imolações.

Quando por qualquer razão que seja, não possas substituir a faca de sacrifício
que se esquentou muito com numerosas imolações continuada sem uma mesma
cerimônia, fará pausas entre os sacrifícios, durante as quais a faca laboriosa
se refrescará, sempre repousando sobre solo firme, porque só a terra é sua
firmeza, só a terra é sua confiança.

XXVII. Faca de sacrifício não é pedra para se lançar...


Porque as coisas não se atiram as coisas não se lançam principalmente uma faca,
quanto mais uma faca de sacrifício! Sempre a colocarás, nunca a jogarás. Porque
é profanação.

XXVIII. Faca de sacrifício não se deixa cair.


Porque uma faca na mão significa ataque, ou significa defesa. Representando
também o cair da mão de quem combate, quando quem a leva caiferido de morte,
nunca deixarás cair com negligência de sua mão, uma faca de sacrifício, para que
não chames com seus atos a realidade que teus atos representam.

XXIX. Faca que se moveu e mirou, mirando sentenciou.


Se houver jogado a faca de sacrifício, ou havendo-a deixado cair com
negligência, e a faca girar e apontar para alguém dos presentes, ou a ponta de
sua lamina terminar dirigida até você, deves saber que a faca está mirando a
quem aponta.

E deves saber que a faca de sacrifício mira somente para sentenciar. - Por isso
deves saber que se isto ocorre, um ebó nunca deve demorar a ser feito.

E o ebó que for feito por esta razão, deve conter uma faca. Lembre-se, porque se
lembrar te salvará a vida ou te poupará lamentos, para você ou parentes.

XXX. (...) Concluímos esta transcrição, lembrando que o Asògún quando concluir
sua função deve descarregar a faca ritual limpando-a no couro dos animais
sacrificados, primeiro do lado direito passando o mesmo pé por cima, depois
virando-se os animais e repetindo o ato do lado esquerdo, dizendo-se sempre:
Lopá ki sorò, lo pá...

Mastigando Obi e a atàáre e soprando nos dois lados da faca, por 3 vezes.
Fazendo o mesmo com o otin e a omí.

Como podemos observar há uma enorme quantidade de energias sendo manipuladas


nestes atos, o que nos remete ao fato de que somente um sacerdote qualificado,
no caso o "Asògún" auxiliado por seus Otùn e Osí, é quem deve realizar estas
cerimônias de restituição.

Logo no início deste trabalho afirmamos que os animais eram os "veículos" que
levariam as nossas mensagens aos Òrìsàs, então acho apropriado assinalar que
eles possuem suas representações específicas, o que também vale para os demais
"temperos" utilizados nestes atos:
ADIE (galinha) - prosperidade, filhos e casamento
AKUKO (galo) - boa saúde, tirar desgraças, vencer
KOKÉM (galinha d'angola) - prosperidade
IGBIN (caracol) - placidez
EYELE (pombo) - dinheiro, sorte, saúde, vida longa...
OBÌ ABATA - (vegetal, vermelho e branco) - De uso fundamental no ritual, é
considerado o primeiro alimento do imonlè. Busca o seu poder oracular, além de
fazer uso de sua finalidade principal. "Obì existe para alimentar todo o ser ".
Obì proporciona força e vida longa. –
ÒRÒGBÒ - (vegetal, branco ) - Também utilizado como alimento do imonlè, garante
a saúde e a força do ser . "ÀRÙN KÁRÙN KÌ Í WO INÚ ÒRÒGBÒ " A doença
nunca entra )(mineral, branco )
A água é a representação da fertilidade feminina, veículo de ligação e
comunicação com o imonlè. É o que garante a harmonia ou a calmaria. Não há
oferenda sem água.
OTIN- (gin)(vegetal, branco ) - Sua representação refere-se a força do sêmen
masculino.Transformação da matéria (Egúngun)
EPÒ - (dendê)(vegetal , vermelho ) - È o elemento apaziguador que representa a
fertilidade feminina, o poder de gestação das ÌYÁ-ÁGBÀ. A força dinâmica dos
descendentes. –
ÒYIN-(vegetal, vermelho) - Elemento de riqueza, de beleza e de doçura. Quando
mel, sangue das folhas recolhido pelas abelhas, através de um sistema de união e
rígida hierarquia.
No caso do melado de cana, apesar de ser um elemento de riqueza, e de doçura,
está intrinsecamente relacionado a descendência por se tratar de um processo de
transformação de matéria original.
EKÒ- (acaçá)(vegetal,branco)- Pasta branca preparada à base de farinha de milho
branco, simbolizando a fecundidade e a descendência genérica.
Sendo reunida para nova formação, representa a matéria original transformada.
Como oferenda identifica o SER. –
ÒRI- (vegetal, branco) - Vitex Doniana VERBENACEAE . A m
adeira é marrom bem clara. Há flores cabeludas, amareladas ou brancas com corola
e lóbulos azul-purpúreos.
OSÙN- (vegetal , vermelho)- Pó vermelho, extraído da árvore Dracena Mannii
AGAVACEAE através da ação natural dos cupins ou da serragem que representa a
fecundidade e a descendência genérica. É uma árvore de abundantes ramos. As
flores são cheirosas e de pétalas grandes. Há frutas vermelhas. –
EFÙN - (mineral , branco)- Giz ou pó de giz freqüentemente usado na adoração a
Òrisàálà. Representa a serenidade do amanhecer e a relação do homem com
a terra . –
WÁJI, ÈLÚ OU ARO - (vegetal , negro)- Lonchucarpus Cyanescens, tinta azul em
forma de pó petrificado de origem vegetal o qual busca a representação do sangue
negro, simbolizando a noite e a relação de ancestrais ligados à própria
escuridão. As partes frescas são contundidas a uma polpa, fermentada, seca e
vendida nesta forma, as folhas somente são secadas ao sol e são usadas em um
estado quebradiço. –
ÌYÈRÒSÚN- (vegetal , amarelo/avermelhado )- Pó produzido pelo trabalho de um
tipo de cupim ou da serragem da árvore sagrada BAPHIANÍTIDA, Leguminosae
Papilionoideae . É neste pó que são riscados os símbolos dos Odu, veiculando a
sabedoria de Ifà compreendidapor Olódumàré. –
ATÀÁRE - Pimenta da Costa. Força/Asè de realização determinante daquilo que se
pretende "ATÀÁRE NÍ K'O MÁA TARÍ IBI KÚRÒ diz que omal deve sempre ser afastado
para longe do meu caminho " –
EKÒ- (acaçá)(vegetal,branco)- Pasta branca preparada à base de farinha de milho
branco, simbolizando a fecundidade e a descendência genérica. Sendo reunida para
nova formação, representa a matéria original transformada. Como oferenda
identifica o SER.

2- 9 Oferendas de Logun Edé


OBS: Toda oferenda para Logun pode levar um peixe em
cima( sempre que se limpa o peixe para logun, as escamas e as
tripas irão para Eshu na encruzilhada, oferecidas sobre uma folha
de prosperidade, com uma vela acesa).

Deve-se agradar Oxun, antes de fazer a oferenda à Logun. Os


pedidos a Logun, devem ser feitos em voz baixa, sussurrando.

Omelete de Logun
Bater 8 ovos e ir fritando em colheradas no óleo de girassol. Cortar
vagem bem fininha e refogar no camarão, cebola e dendê.Como se fosse
fazer panqueca, põe um pouco da vagem refogada em cima do omelete e, vai
enrolando e arrumando na travessa. Oferça nos pés de Logun, com flores e
perfume.

Pamonha de Logun
Ralar 7 espigas de milho e acrescentar coco ralado e açucar. Fazer
trouxinhas com a palha do miho, amarrando com o fio da própria
palha. Colocar na água fervente por alguns minutos. Retirare abrir
numa travessa, enfeitada com folhas de Logun. Arrumar sobre as pamonhas,
fatias de coco, e regar com bastante mel. Oferecer no pés do Orixá,
cachoeira ou rio.

Para Prosperidade
Arrumar num prato de barro, bananas ouro amassadas e misturadas com mel.
Enfeitar com um favo de mel.
Arrumar em outro prato de barro, uma farofa de mel.
Colocar umao lado do outro.
Ascender 1 vela e fazer os pedidos.

Para Paz e Tranquilidade


Cozinhar e pilar um inhame do norte, com mel.
Fazer uma farofa de mel.
Arrumar meio a meio na travessa.
Regar com bastante mel.
Ascender 1 vela e fazer os pedidos.

Para equilibrar um filho de Logun


Torrar 2 Kg de feijão fradinho.
Ir para a beira de um rio.
Ascender 1 vela.
E com o pé esquerdo dentro da água, e o direito na terra, vai
jogando o jeijão, sobre a cabeça e deixando cair, tanto na água,
quanto na terra.
Jogando e fazendo os pedidos.

Omolokun para Logum Edé


Preparar um Omolokun, utilizando azeite de dendê para refogar os
temperos.
Por numa travessa de barro, e enfeitar com 5ovos crus.
Ascender 5 velas em semi círculo, e oferecer ao Orixá.
Para Vitória
Milho cozido e socado com mel.
Arrumar numa travessa de louça amarela.
Oferecer com 1 vela acesa.

Para Vitória
Preparar um Omolokun, arrumar na travessa, e enfeitar com 5
gemas cruas.
Regar com bastante mel, e povilhar com acrista de
uma fava de aridan ralada.
Oferecer com 1 vela acesa.

Para abrir os caminhos


Cozinhar um inhame do norte.
Amassar a metade com mel, e outra metade com dendê.
Arrumar na travessa meio a meio.
Ascender 1 vela e oferecer.

OBS: o segundo ebó feito na fundamentação, com 1 tainha e farofa


de gemas, é uma oferenda sempre recomendada, para os filhos de
Logun edé.

3- 6 Oferendas Para Prosperidade


1- Prosperidade
Pegue uma cabaça média, e abra um pequeno buraco nela.
Introduza 100 grãos de milho e feche o buraco, colocandoo pedaço que retirou no
lugar e vedando com uma fita adesiva ou esparadrapo, de modo que fique bem
fechada.
Firme seu pensamento no quer.
Comece a agitar a cabaça, fazendo seus pedidos( use seus sentimentos e
imaginação): prosperidade, dinheiro ,progresso, sorte..........
Guarde a cabaça dentro de sua casa ou do seu comércio. Asé!

2- Prosperidade
Descascar 4 batatas baroa, cozinhar com um pouco de sal.
Forrar uma travessa média de barro, com folhas de mostarda.
Amassar as batatas cozidas, modelando uma cobra, que é colocada dentro da
travessa.
Coloque mais folhas de mostarda em volta.
Ofereça numa mata, ou no assentamento de Osumare, ou em sua própria
casa( nesse caso, entregue no dia seguinte na mata).
Ascenda a vela, concentre-se na energia de Osumare, e vá fazendo os seus
pedidos. Asé!

3- Prosperidade
Essa oferenda e para ser feita na mata.
Cozinhe 1 kg de milho de galinha.
Com o milho cozido, faça um desenho de um Ofa no chão dentro da mata.
Em cada ponto do Ofa, acenda uma vela, e coloque um obi e um orobo.
Firme seu pensamento na energia do caçador e faça seus pedindos...
Asé!
4- Prosperidade (abrir caminho)
Essa oferenda é para ser feita bem cedo, ao nascer do sol.
Procure um lugar de plantação.
Forre o chão com meio metro de morim branco, coloque uma tigela com ebô, e um
copo com água.
Se posicione de frente para o sol.
Ascenda 4 velas em linha reta do lado direito da tigela, e 4 velas em linha reta
do lado esquerdo da tigela.
Concentre-se no que deseja.
Diga : Assim como o sol nasce todos os dias, clareando e fazendo crescer essa
plantação, que assim faça com a minha vida, clareie o meu caminho,me traga
abundância, sorte e prosperidade...Asé!

5- Prosperidade
Prepare uma farofa de dendê e ponha num obero(N°5).
Coloque bastante frutas picadas, 1 ekodide, cubra com bastante búzios.
Pegue um punhado de moedas, ponha mel nas moedas, ainda na sua mão, e coloque as
moedas na oferenda.
Ofereça a Esu numa encruzilhada de 3 caminhos.
Peça...( Faça o Oriki de Esu, antes e
quando terminar a oferenda).
Asé!

Babalorisa Robson de Sangô


https://www.axeorixa.com/

6- Prosperidade
Para esse encantamento, deve-se estar vestido todo de branco e
em um local agradável.
Coloque na boca um pouco de mel e uma pitada de sal. Em seguida coma 1 obi de 4
gomos.
Segure um pombo branco nas mãos e, mastigando pimenta da costa diga:
“O pombo está sempre bem,
Minha cabeça, permita que eu esteja sempre bem,
que meu mundo esteja bom,
que meus caminhos se abram para a sorte,
Foi Ogbo quem pediu a vocês que ouvissem a minha voz,
Foi Ogbo que pediu a vocês para aceitarem as minhas coisas,
me trazendo sorte.
Qualquer coisa vinda de Alagemon
É aceita por todos os Orixás do alto
Eu (diga o nome) peço: Abram meus caminhos para a sorte,
aceitem os meus pedidos, trazendo-me sorte. (Em seguida, solte o
pombo).
Ase!

Para saber sobre novos lançamentos, visite o nosso site, e caso


ainda não seja cadastrado, cadastre-se em nossa lista: https://www.axeorixa.com

4- Hum Importante Fundamento de Ibeji

Os assentamentos de Ibeji são feitos com 2 bonequinhos, enfeites, brinquedinhos,


quartinhas pequeninas,e... idés, pedrinhas, prata, ouro, cristal, bolas de
gude...

Mas o fundamento que vou passar aqui é realmente muito importante.

Então vamos lá:


Tudo que se faz para Ibeji, se faz em número de 3.
E esse terceiro é o que vai para a rua com a função de proteger, de segurar as
demandas.
Sendo em certos casos mais eficiente do que Esu, conseguindo desmanchar feitiços
que nem Esu consegue.
Esse é apenas hum dos muitos fundamentos de Ibeji. Mas é um importantíssimo
fundamento, que quem pratica deve saber.

5- Consulta Com Babalorisa Robson


Esse Bônus é opcional.
Caso decida fazer o Jogo, basta enviar um e-mail ( utilizado o mesmo e-mail que
usou para fazer a compra do eBook), dizendo que quer fazer a consulta.

Após receber o seu e-mail, enviarei as instruções necessárias para a realização


da consulta.

Qualquer dúvida, não exite em nos contatar.

Para receber importantes fundamentos de Orixás em Ketu, cadastratre-se em nosso


site. O cadastro é inteiramente GRÁTIS.
WWW.AxeOrixa.Com
contato@axeorixa.com
Babalorisa Robson de Sango

Você também pode gostar