Você está na página 1de 4

FAINOR – Faculdade Independente do Nordeste

CURSO : Adm./Enfermagem, Eng./Comput./Produção data :18.08.2020


Código : ADM/CTB.ENGs. Empreendedorismo – Turno: Mat./Not.
Professor: Dirlêi A Bonfim Turmas: 2.º8.º 9.º10.º. semestre/2020.2.

EMPREENDEDORISMO
A utilização do termo “empreendedorismo” é atribuído a Richard Cantillon (1755) e a Jean-
Baptiste Say (1800). Ambos definiam os empreendedores como pessoas que correm riscos
porque investem o seu próprio dinheiro em empreendimentos, muitas vezes, sem
garantias. Alguns Conceitos: Empreendedorismo é a capacidade que uma pessoa tem de
identificar problemas e oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos na criação de
algo positivo para a sociedade. Pode ser um negócio, um projeto ou mesmo um movimento que
gere mudanças reais e impacto no cotidiano das pessoas... Ou ainda: Empreendedorismo é o
processo de iniciativa de implementar novos negócios ou mudanças em empresas já existentes.
É um termo muito usado no âmbito empresarial e muitas vezes está relacionado com a criação de
empresas ou produtos novos, normalmente envolvendo inovações e riscos. Assim...
Empreender é também saber identificar oportunidades e transformá-las em um negócio
lucrativo. Quando um empreendedor percebe uma necessidade dos consumidores, ele
consegue criar uma maneira de resolver o problema, oferecendo um produto ou serviço que dê
uma experiência de mais qualidade ao cliente (agrega valor). Essa solução pode ser
transformada em um negócio. O conceito de empreendedorismo foi usado inicialmente pelo
economista austríaco Joseph Alois Schumpeter (1883-1945). Em 1942, ele publicou a
Teoria da Destruição Criativa. Quando em 1938, J. Schumpeter associa o
empreendedorismo à inovação ao afirmar que “a essência do empreendedorismo está na
percepção e aproveitamento das novas oportunidades no âmbito dos negócios, com o
conceito da destruição criativa; tem sempre que ver com a criação de uma nova forma de uso
dos recursos nacionais, em que eles sejam deslocados do seu emprego tradicional e sujeitos a
novas combinações”. Schumpeter descreveu ainda o empreendedor como responsável por
processos de “destruição criativa”, que resultavam na criação de novos métodos de produção,
novos produtos e novos mercados.
Em 1985 com Pinchot foi introduzido o conceito de Intra - empreendedor, uma pessoa
empreendedora dentro da organização a que pertence e, que transformar as formas de produção.
Parece ser hoje em dia consensual que não se nasce empreendedor. Podemos, sim, herdar
algumas características que certamente nos ajudarão nas nossas incursões pelo mundo dos
negócios. É também certo que muitos empreendedores se revelam muito precocemente
(durante a infância e juventude) destacando-se pela sua capacidade de liderança,
competitividade ou “jeito” para os pequenos negócios. Contudo, está ao alcance de qualquer um
tornar-se empreendedor. Exige-se trabalho, força de vontade e um profundo conhecimento de si
próprio, suas potencialidades e suas limitações.

O Perfil do Empreendedor
Ao observar verdadeiros empreendedores, é possível identificar um conjunto de aspectos que
lhes são muito próprios:
1. Os empreendedores são peritos em identificar, explorar e comercializar
oportunidades.
2. São exímios na arte de criar (novos produtos, serviços ou processos).
3. Conseguem pensar “fora do quadrado”: a maioria das pessoas, por temer o insucesso e
ser avessa ao risco, tem dificuldade em considerar novas formas de abordar problemas e
perspectivar a realidade. Ser empreendedor significa, acima de tudo, ter a capacidade de realizar
coisas novas, pôr em prática ideias próprias e inovadoras.
Empiricamente, empreendedorismo costuma ser definido como o processo pelo qual
indivíduos iniciam e desenvolvem novos negócios. Considerado dessa forma, como sendo
um complexo fenômeno que envolve o empreendedor, a empresa e o ambiente no qual o
processo ocorre.
Segundo a definição de Dolabela (1999), desenvolvida dentro de um amplo contexto
econômico, “empreendedorismo envolve qualquer forma de inovação que tenha uma relação
com a prosperidade da empresa”. Em outras palavras, um empreendedor tanto pode ser uma
pessoa que inicie sua própria empresa, como alguém comprometido com a inovação de
empresas já constituídas. O ponto principal dessa definição é que o empreendedorismo
(nos casos de empresas novas ou das já há algum tempo estabelecidas), torna-se fator
primordial, fazendo com que os negócios sobrevivam e prosperem num ambiente econômico e
de mudanças (culturais, sociais, geográficas). Alguns autores concebem também o
empreendedorismo como sendo um processo contínuo, ou seja, as novas oportunidades
são percebidas pelos indivíduos com visão empreendedora e as exploram assim como
conseguem transformar os problemas em grandes e destacáveis oportunidades. Quem o
consegue fazer beneficia de uma enorme vantagem na detecção de novas oportunidades.
4. Pensam de forma diferente: os empreendedores têm uma perspectiva diferente das
coisas; adivinham problemas que os outros não vêm ou que ainda nem existem; descobrem
soluções antes mesmo de outros sentirem as necessidades.
5. Vêm o que outros não vêm, especialmente oportunidades: o empreendedor vê
oportunidades que escapam aos outros, ou a que os outros não atribuem relevância.
6. Precisam assumir riscos: acreditam nos seus palpites e seguem-nos.
7. Os empreendedores competem consigo próprios e acreditam que o sucesso ou
fracasso dependem de si. Na sua maioria não desistem e nunca param de lutar pelo sucesso.
8. Aceitam o insucesso: embora nenhum empreendedor goste de falhar, sabe que a
possibilidade de fracassar é inerente ao risco que qualquer atividade empreendedora
comporta. O insucesso é encarado como uma possibilidade de aprender e evoluir e previne
futuros fracassos.
No mundo dos negócios está cada vez mais competitivo e sofre mudanças
constantemente. Para enfrentar estas mudanças e manter-se competitivo no mercado as
empresas utilizam-se cada vez mais do empreendedorismo como estratégia de negócios
que visa a exploração de oportunidades e a satisfação das necessidades dos clientes de uma
forma criativa e inovadora, assumindo riscos de forma calculada, ou seja, ter coragem para
enfrentar desafios e escolher novos caminhos de forma consciente.
Para Leite (2000), empreendedorismo é a criação de valor por pessoas e organizações
trabalhando juntas para implementar uma ideia por meio da aplicação da criatividade,
capacidade de transformar e o desejo de tomar aquilo que comumente se chamaria de risco.
Segundo Menezes (2003) o empreendedor é o indivíduo de iniciativa que promove o
empreendimento a partir de um comportamento criativo e inovador, que sabe transformar
contextos, estimular a colaboração, criar relacionamentos pessoais, gerar resultados, fazendo o
que gosta de fazer, com entusiasmo, dedicação, autoconfiança, otimismo e necessidade de
realização.
O empreendedor deve ter visão e percepção para identificar as oportunidades. Suas
atitudes empreendedoras devem focar as pessoas e não somente as empresas, atitudes
estas que são fundamentais para o sucesso ou o fracasso da empresa. “Um estereótipo comum
do empreendedor enfatiza características como uma enorme necessidade de realização, uma
disposição para assumir riscos moderados e uma forte autoconfiança”. (LONGENECKER;
MOORE; PETTY, 2004, p.9). Existem diversas características que são fundamentais em um
empreendedor, dentre elas destaca-se: auto - confiança, foco em oportunidade, 13 conhecer
muitas pessoas, saber calcular e minimizar riscos poder de persuasão e paixão pelo o que faz.
UM POUCO DA HISTÓRIA DO EMPREENDEDORISMO
De origem francesa, a palavra empreendedorismo surgiu durante os séculos XVII e XVIII,
mais precisamente em 1725 pelo economista irlandês Richard Cantillon provinda da palavra
entrepreneur (“aquele que está entre” ou “intermediário”), e o seu significado abrange
aquele que assume riscos e começa algo novo (DORNELAS, 2001).
O empreendedorismo numa empresa envolve prática; visão de mercado; evolução, e tem
como trabalho específico: “fazer os negócios de hoje serem capazes de fazer o futuro,
transformando-se em um negócio diferente [...] Empreendedorismo não é nem ciência, nem arte.
É uma prática” (DRUKER, 1974: p.25).
Nessa breve introdução ao empreendedorismo, por meio de algumas conceituações
observa-se que ele volta-se para a tomada de atitudes visando o futuro, ao buscar o novo, o
desconhecido e para isso o indivíduo deve ser dinâmico, arrojado e criativo. Segundo Filion
(1999, p. 27), empreendedorismo significa:
“Inovar, buscar novas oportunidades de negócio, tendo sempre como alvo a inovação e a
criação de valor. Por isso, os empreendedores são pessoas que precisam continuar a aprender,
não sobre o que está acontecendo no seu ambiente, para detectar as oportunidades de negócios
e tomar as decisões, para que possam agir e ajustar-se de acordo com a situação (FILION, 1999,
p. 27).”
Para Dornelas (2001) é empreendedor “aquele que destrói a ordem econômica existente
pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organizações ou
pela exploração de novos recursos e materiais”. Veiga (2006), numa abordagem mais
contemporânea define que “ser um empreendedor é uma forma estratégica de contribuir para o
crescimento econômico e de se obter sucesso no mercado”.

EMPREENDEDORISMO NO BRASIL

Segundo Dornelas (2005) o empreendedorismo, seu estudo e prática, só ganhou força no


Brasil a partir da década de 1990 com a criação do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro
e Pequenas Empresas) e Softex (Sociedade Brasileira para Exportação de Software) com a
finalidade de incentivar projetos de desenvolvimento do pais, tendo como objetivo a difusão do
empreendedorismo.
Antes da criação dessas entidades quase não se encontrava informações sobre o assunto
e o empreendedor não tinha nenhum tipo de ajuda ou apoio. Passados vários anos, o
empreendedorismo ganha cada vez mais força e atenção no Brasil, sendo visto como fator
importante para o desenvolvimento da economia e crescimento do país.
Algumas leis são criadas para ajudar nesse processo, como a Lei Geral da Micro e
Pequena Empresa e a Lei do Microempreendedor Individual, que entrou em vigor em 2007 e
2008 respectivamente.

**contribuição do Professor DsC. Dirlêi A Bonfim, Doutor em Desenvolvimento Econômico e Ambiental ,


Professor da SEC/BA**Sociologia**Cursos/FAINOR de ADM/CONTÁBEIS/ENGENHARIAS/FAINOR/2020.2**

Você também pode gostar