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5897 PRESENCIAL
Atendimento e venda presencial
Índice
Introdução...........................................................................................................................2
Âmbito do manual.............................................................................................................2
Objetivos..........................................................................................................................2
Conteúdos programáticos...................................................................................................2
Carga horária....................................................................................................................3
1.Atendimento orientado para o cliente..................................................................................4
2.Procedimentos do atendimento e da relação comercial.......................................................14
3.Técnicas de venda............................................................................................................17
4.Diagnóstico da venda.......................................................................................................21
5.Criação de necessidades no cliente....................................................................................24
6.Venda centrada nos benefícios dos produtos e serviços......................................................27
7.Argumentação e persuasão...............................................................................................32
8.Técnicas de influência na decisão de compra.....................................................................35
9.Cross selling....................................................................................................................38
10.Técnicas de fecho...........................................................................................................42
11.Gestão do contacto no pós-venda...................................................................................46
12.Rentabilização do tempo no processo de maximização da venda.......................................50
13.Fidelização através da reclamação...................................................................................55
Bibliografia.........................................................................................................................60
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Atendimento e venda presencial
Introdução
Âmbito do manual
O presente manual foi concebido como instrumento de apoio à unidade de formação de curta
duração nº 5897 – Atendimento e venda presencial, de acordo com o Catálogo Nacional
de Qualificações.
Objetivos
Conteúdos programáticos
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Carga horária
25 horas
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Cada cliente deverá ser considerado como único e especial desde que aborda o estabelecimento
até ao momento posterior à aquisição do produto/serviço desejado – pós-venda.
Embora não sejam diretamente abordados neste manual (pela sua orientação para funções de
chefia e não particularmente para os profissionais do atendimento ao público), ao nível da
Gestão devem estar patentes preocupações com a:
Organização do trabalho;
Definição de métodos e procedimentos;
Planeamento e a programação das ações;
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Importa contudo abordar alguns fatores-chave (10) que contribuem para a Qualidade do Bom
Atendimento ao Público e que devem ser desenvolvidos pelos profissionais que prestam este
tipo de serviços.
De seguida detalham-se alguns elementos relevantes para a boa avaliação dos 10 fatores-chave
acima expostos:
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atendimento em relação ao
atendimento prestado pela sua
concorrência.
Esteja atento à mudança – da
concorrência, dos produtos
substitutos, dos hábitos de consumo
dos consumidores, etc.
Respeite e procure manter um
relacionamento cordial com eles.
Nunca prometa o que não pode
cumprir. Quando prometer algo ao
cliente, cumpra rigorosamente.
Trate com honestidade seus clientes.
Não desaponte.
Ganhar credibilidade
Conheça a política da empresa em
junto do mercado é um
matéria de descontos, prazos de
CREDIBILIDADE dos primeiros passos
entrega, limite de crédito, trocas e
para a fidelização dos
devoluções, condições de entrega,
clientes.
etc. Não preste falsas informações por
desconhecimento.
Seja autónomo na execução da
função de atendimento. A autonomia
na frente de atendimento, garante
maior credibilidade junto do cliente.
GESTÃO DO Para os clientes o tempo Evite deixar um cliente à espera por
TEMPO de espera é normalmente mais de 5 minutos. Se isso for
um “tempo perdido” e inevitável, ofereça-lhe algo que
caso este seja muito despiste esse tempo (café, revistas,
elevado, o Cliente etc.), principalmente em filas ou sala
procurará outras de espera.
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Verifique a oportunidade de
estabelecer parcerias com outras
empresas de forma a oferecer um
serviço/produto mais completo ao seu
cliente, por exemplo na assistência
pós-venda ou serviços de
manutenção.
Desenvolva estratégias de fidelização
de clientes – Cartão cliente,
newsletter periódica, Clube de
Clientes, etc. Mantenha o contacto
com os seus clientes de forma
regular.
SIMPATIA/ Em média apenas 2% Seja sempre cordial e cortês no
CORTESIA dos funcionários oferece atendimento com o Cliente.
um sorriso ao atender Sorria ao falar algo. Faça com que os
um cliente. seus clientes se sintam únicos,
especiais.
Um atendimento de qualidade começa
sempre com um sorriso.
Lembre-se de que o sorriso é a única
expressão copiada no comportamento
humano. Se você sorrir, as pessoas
também tenderão a sorrir.
Tenha em atenção a sua
apresentação (aparência e higiene)
pois elas refletem a imagem da
empresa/marca que representa.
Nunca discuta com os clientes. Caso
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A venda torna-se, assim, num elemento distintivo fundamental: o cliente irá naturalmente optar
pela solução que lhe foi mais credível, que lhe inspirou mais confiança, que lhe criou mais
empatia e segurança, já que o seu principal receio é o de falhar a escolha perante uma oferta
tão numerosa e, simultaneamente, tão semelhante.
Exatamente por ser pessoal, esta forma de comunicação apresenta muitas vantagens. Entre
elas, o vendedor pode adaptar a mensagem ou a apresentação de vendas de acordo com a
necessidade da situação. Também pode receber imediata realimentação do processo e corrigi-lo
ainda a tempo, se necessário.
Este tipo de venda, que estabelece um relacionamento cliente-vendedor de longo prazo, é mais
complexo que o estabelecido pela venda pessoal. Trata-se do marketing de relacionamento.
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O marketing de relacionamento seria o processo pelo qual uma empresa constrói alianças no
longo prazo com seus clientes em potencial e compradores existentes, em que ambos –
vendedor e comprador – trabalham direcionados a um conjunto comum de objetivos
específicos.
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3.Técnicas de venda
A compra é um ato de risco e medo. No entanto devemos estar conscientes que o medo de
perder é combatido pelo desejo de ganhar, quer pelos vendedores, quer pelos clientes.
O vendedor tem medo de ser rejeitado, de falhar, por seu lado, o cliente tem medo de não
satisfazer as suas necessidades, de comprar em demasia ou de pagar a mais.
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Olhar diretamente para o Cliente. E manter um olhar franco e direto. Mostrar sempre
disponibilidade.
Sorrir agradável e sinceramente. É o primeiro gesto de boas vindas.
Cumprimentar o Cliente amavelmente e apresentar-se, ou seja, ir ao seu encontro, ou
pelo menos levantar-se da cadeira para o cumprimentar. Ter boa educação que se
baseia no respeito e na atenção.
Convidar o cliente para se sentar
Não ter uma ideia preconcebida do Cliente. Não julgar as aparências.
Dar um tratamento cuidado e esmerado. Mostrar interesse para com o que o cliente
deseja.
Agir com cortesia na forma como se dirige ao cliente.
Não esquecer que é a imagem da empresa. Deve-se ter cuidado com a apresentação
pessoal e do posto de trabalho.
Fazer perguntas de forma a receber toda a informação sobre os seus interesses e
investigar as suas necessidades – no fundo, entender o que o Cliente procura. Deixar o
cliente falar até se discriminar o serviço que pretende.
Apresentar o produto. Dar a conhecer ao Cliente as características do produto que mais
se ajuste às suas necessidades.
Esclarecer todas as dúvidas que coloque.
Argumentar sobre o produto de modo seguro e confiante. Descrever as vantagens e
benefícios que lhe aporta, buscando sempre objetividade na nossa descrição. Não se
focar no preço.
Fazer com que se produza a compra. Alertar para os inconvenientes.
Fechar a venda.
Despedir-se amavelmente do Cliente. Convidá-lo a voltar, deixando sempre a porta
aberta, quer este tenha comprado ou não.
É precisamente no início e no final que se torna mais importante haver um esforço da
parte do vendedor, para ganhar a confiança do Cliente. Daí a necessidade de ligar ao
cliente por forma a se certificar do serviço prestado.
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Nunca:
• Continuar a olhar para o seu trabalho sem olhar o Cliente.
• Se dirigir de forma rude e sem o cumprimentar.
• Ignorar o Cliente que está a espera de um colega, sem se oferecer para o ajudar.
• Deixar que o Cliente tenha a sensação de ser mais um.
• Mostrar uma atitude passiva.
• Não escutar o Cliente ou não entender as suas preocupações.
• Desdenhar do cliente pelo seu aspeto ou por não conhecer o produto.
• Contradizer o Cliente.
• Dizer “NÃO” sem outras explicações. Como por exemplo: “Não sei”, “Não o posso
ajudar”, “Não faço ideia”, “Não temos esse programa”, “Não entendo o que está a
dizer”,
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4.Diagnóstico da venda
A fase de prospeção começa com a identificação de um grupo alvo, que poderá ser definido
pelo departamento de Marketing.
Os Clientes Potenciais, ou seja, os indivíduos ou organizações que irão ser alvo de prospeção
podem ser identificadas por várias fontes, como sejam: outros vendedores, fornecedores,
clientes atuais, bases de dados, contactos pessoais, estudos de mercado etc.
De seguida e com base nas fontes já referidas, elabora-se uma lista de Potenciais Clientes.
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Por fim é necessário classifica-los, por forma a certificar que cada um deles tem a necessidade
de adquirir o produto, os recursos financeiros suficientes para o fazer e autoridade para a sua
aquisição. A avaliação deverá ser feita através de métodos de qualificação.
Após a identificação e qualificação dos clientes potenciais, o vendedor passa para a fase de
Preparação, onde define as estratégias para a venda.
Esta fase passa por uma pré-abordagem aos clientes, que não é mais do que um levantamento
de dados ou informação adicional sobre os mesmos para ajudar os vendedores a planearem a
melhor estratégia para a venda.
A procura de necessidades envolve algum estudo, o que leva o vendedor a questionar o cliente.
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A informação que resultar da resposta a essas questões, poderá ser uma boa ajuda para fechar
da venda e para pôr em prática ações que levarão ao estabelecimento de uma relação de
confiança vendedor-cliente. A capacidade do vendedor em detetar e resolver problemas é o
segredo de uma venda bem-sucedida.
Os vendedores devem ser bons ouvintes para escutarem bem e para entenderem todos os
sinais transmitidos. Devem ainda vestir a pele do cliente sempre que necessário para melhor
identificarem e entenderem os seus reais problemas
Depois de entenderem as necessidades e problemas dos clientes devem propor uma solução
concreta. Desta forma podemos afirmar que a apresentação deve ser direcionada para a
resolução dos problemas, resumindo-se em três palavras fundamentais: Mostrar, Explicar e
Questionar.
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Após a primeira fase que é ganhar a confiança, vai-se averiguar as necessidades do Cliente, o
que está à procura, que expectativa tem, que tipo de cliente é, etc.
E indispensável obter a maior informação possível por parte do Cliente. Desta investigação
dependerá algo tão importante como a oferta do produto ou serviço que o Cliente procura.
Pode-se mesmo dizer que, se não se realiza eficazmente esta tarefa de averiguar as
necessidades, tem-se grandes dificuldades em fechar a venda, e, se a fechar, corre-se o risco
que o Cliente anule a compra pois o produto que lhe vendemos não é o que cobre as suas
necessidades e não corresponde às suas expectativas.
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O Cliente pode trazer uma ideia incorreta e inadequada do que realmente deseja, daí a
importância de averiguar o que realmente quer.
A venda traduz-se num acordo de vontades e, por isso, ela é uma relação psicológica que se
estabelece entre comprador e vendedor. O serviço que se vende não é o objetivo fundamental
da venda mas apenas o meio através do qual se satisfazem necessidades.
O cliente que compra o direito de utilizar uma cama, fá-lo para satisfazer a necessidade de
dormir, de descansar. E também, aquele que compra uma refeição o faz para satisfazer a
necessidade de se alimentar. E o mesmo para o que compre o direito de jogar golfe, que assim
satisfaz a necessidade de se exercitar, de se descontrair. Ou mesmo para aquele que compra
uma entrada para um espetáculo, que o faz para satisfazer a necessidade de se divertir e se
cultivar.
O bom vendedor é justamente aquele que faz sentir ao comprador o desejo de usufruir dos
serviços que tem para vender, por sentir que lhe vão proporcionar uma satisfação de
necessidades.
A compra é primeiro uma decisão e, depois, uma opção (escolha). Tanto uma como outra são
atos volitivos, resultam da vontade. E por isso, vender é fazer o outro (comprador) querer.
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Relativamente ao primeiro aspeto, é fundamental que seja percetível na mente do cliente qual o
tipo de produto de que se trata, ou, por outras palavras, a categoria na qual se pretende que o
produto se enquadre no mercado, a fim de que existam referências na mente do cliente.
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Estratégias de posicionamento:
1. Reforçar a posição atual na mente do Cliente
2. Encontrar uma nova posição (que tenha vindo a ser valorizada recentemente)
3. Reposicionar a concorrência (Ex. Tecnologia portuguesa – é diferente, é ágil, elástica,
versátil)
Táticas de posicionamento:
1. Atributo do Produto – capacidade de inovação, características...
2. Benefícios ao cliente – a satisfação/descanso... que traz ao cliente (muito importante)
3. Ocasião de Uso
4. Tipo de Utilizador – a referência a outros clientes de nome ou tipos de consumidor
5. Atividades – atividades a que a empresa/produto... Se associa
6. Origem – design é italiano; tecnologia é alemã; a origem portuguesa...?
7. Concorrentes – os segundos melhores; os melhores em...
As ferramentas utilizadas pelas empresas para diferenciar o seu produto, face à concorrência,
podem ser variadas, nomeadamente, quanto ao produto, o serviço, os recursos humanos, o
canal de distribuição e a imagem.
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VARIÁVEIS DE DIFERENCIAÇÃO
PRODUTO Forma
Extras
Performance
Conformidade
Durabilidade
Fidelidade
Facilidade de Reparação
Estilo
Desenho
SERVIÇO Facilidade de Encomenda
Entrega
Instalação
Formação do Cliente
Consultoria ao Cliente
Manutenção e reparação
PESSOAS Competência
Cortesia
Credibilidade
Fiabilidade
Capacidade de Resposta
Comunicação
CANAL Cobertura
“Know-how”
Performance
IMAGEM Símbolos
Media
Atmosfera
Eventos
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7.Argumentação e persuasão
Qualidade, valor, serviço e preço são os quatro elementos necessários à venda. Só que são
insuficientes. Por melhor que seja a sua proposta há sempre o risco de o cliente levantar
objeções.
Mas ao contrário do que se pensa, as objeções até podem ser positivas já que demonstram
interesse na compra. O pior cliente é o que assiste silencioso e quieto à apresentação de um
produto.
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Por outro lado, as objeções podem ser úteis pois revelam as áreas em que os clientes são mais
sensíveis. Logo, em vez de reagir emocionalmente a uma eventual objeção procure antecipar
quais são e qual será a sua estratégia de resposta. Eis algumas dicas:
Em suma, trate sempre as objeções como pedidos para mais informações. Ouça com atenção e
procure contrariá-las. Aceite as recusas com gratidão e siga em frente. Não se esqueça de que
muitos problemas, não têm, de facto, solução.
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Deve-se tentar recordar os clientes. O Cliente que se apercebe que se lembra dele, fica
com um sentimento de proximidade. Sente que não é apenas mais um e que se
preocupa com ele tratando-o de forma personalizada.
Aquando de uma resposta negativa, deve-se fazê-lo mas já com alternativas, uma
hipótese, uma outra solução.
Para além do domínio de todas as técnicas de venda, considera-se que o aspeto determinante
do sucesso nas vendas é a atitude do vendedor perante o cliente, a empresa e ele próprio.
Para exteriorizar esta atitude, o vendedor precisa de se sentir bem consigo próprio, porque o
seu comportamento exterior reflete o seu mundo interior.
Para se sentir bem consigo próprio, é condição necessária conhecer o seu produto/serviço, as
técnicas de venda, mas isso não é suficiente. Precisa de acreditar em si próprio, ter uma atitude
mental positiva, ter objetivos e metas claramente definidos e ser capaz de gerir o tempo de
forma a conseguir alcançá-los. Não ter medo da rejeição, mantendo uma autoestima elevada.
O vendedor deve procurar ser como os melhores e para isso, os passos fundamentais são:
Ver-se a si próprio como empresário, como o seu próprio patrão, assumindo 100% de
responsabilidade pela sua atividade, não se desculpando com a conjuntura, com os
concorrentes ou com a própria empresa.
Assumir uma postura de conselheiro para com o cliente
Agir com alto grau de profissionalismo em tudo o que faça ou diga
Estar orientado para os resultados, definindo por isso os seus próprios objetivos anuais,
mensais e diários e planeando meticulosamente a sua gestão de tempo.
Treinar continuamente, lendo, tirando cursos, acompanhando os melhores vendedores e
refletindo sobre a sua atuação.
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Procurar sempre o lado positivo das coisas, de forma a transformar qualquer derrota de
hoje num conjunto de grandes vitórias amanhã, sentindo-se sempre grato e otimista, o
que irá ser imediatamente percebido pelos outros.
Ser persistente, considerando que os resultados são fruto de “95% de transpiração e
5% de Inspiração”.
Manter uma postura de integridade para com os clientes, será esta que no longo prazo
irá construir uma imagem de credibilidade.
Estar continuamente comprometido com a excelência (dar sempre o seu melhor e
procurar a perfeição).
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9.Cross selling
Uma das estratégias de fidelização dos clientes, pode passar pelo Cross-Selling.
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De uma forma muito resumida, esta ferramenta é usada para oferecer produtos ou serviços
que interessam ao cliente/consumidor, para além do que ele procura. Para que esta ferramenta
seja útil e bem utilizada é necessário que haja um conhecimento profundo do cliente.
Quanto mais serviços lhe proporcionamos, maior o grau de conhecimento sobre ele se obtém e
mais serviços à medida lhe podemos oferecer. Os clientes que recebem de um mesmo
fornecedor vários serviços são claramente mais leais do que aqueles que recebem só um e
podem migrar para a concorrência.
De forma a criar oportunidades para exercer esta prática aqui ficam algumas ideias a
considerar:
Controle-se.
Resista à tentação de fazer cross-sell de um número elevado de produtos. Se sugerir
demasiados artigos ao mesmo tempo irá confundir o cliente e diluir a sua atenção.
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Construa credibilidade.
Para dar força à técnica de cross-selling cite recomendações feitas por outros clientes,
profissionais ou peritos.
Por exemplo, informe o cliente de que determinada garrafa de vinho foi foco de um
artigo numa publicação em que elogiava as suas características.
Dê visibilidade.
A localização dos artigos complementares do produto principal é essencial.
Se estivermos a falar de cyber-negócio, por exemplo, dê a conhecer estes produtos
aquando do momento em que o cliente está a estudar o seu carrinho de compras e
antes de este efetuar o pagamento.
Contudo, estude outros locais até encontrar aquele que melhor se adequa ao seu item.
Agrupe.
Em determinados casos, ao reunir um grupo de produtos num único pacote e com uma
pequena margem de lucro irá atrair mais depressa a atenção do cliente do que ao tentar
vender um único artigo.
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O ponto fundamental desta técnica de venda é centrar os seus esforços em igualar as suas
necessidades às do cliente. Nunca deve ser vista como uma tática de empurrar produtos e
serviços indesejados.
Em jeito de conclusão, o cross-selling pode ser uma técnica de venda importantíssima, como
forma de fidelizar os clientes, bem como de atrair novos clientes. Quando utilizada
corretamente permite, adicionar valor intrínseco à nossa venda, eliminar questões de
concorrência e criar um diferencial de mercado.
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10.Técnicas de fecho
O processo de venda tem como grande objetivo, o fecho da venda. Um vendedor que não
feche a venda é um mero conversador.
Esta fase é portanto bastante importante porque representa o assegurar da venda. E é nela
precisamente, que uma tentativa de fechar muito cedo ou tardiamente resulta muitas vezes na
perda da venda.
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Mesmo que o comprador envie vários sinais positivos e de aceitação do produto, o vendedor
deverá sempre perguntar pela opinião e recetividade à compra do primeiro
A anatomia da Venda
Compreender o que o cliente quer e necessita
Qualificar o cliente completamente (saber quais as necessidades e como pode pagar)
Compreender os motivos do cliente
Reconhecer os indícios de compra (quando o cliente faz mais perguntas, emite sons de
agrado, dá um sorriso, os olhos brilham, quando quer ver novamente a demonstração)
Tomar a decisão
Fechar a venda com confiança
Não mudar o tom, nem o ritmo quando se começa a fechar a venda
Usar pausas planeadas
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No entanto, durante o fecho de venda há algumas atitudes, quer da parte do cliente, quer da
parte do vendedor, que podem levar à perca da Venda. Quais são elas:
O Cliente:
O Cliente pode estar indeciso. Duvida entre comprar ou não
O Cliente pode estar pensativo. Poderá não lhe interessar formalizar a compra neste
momento
O Cliente poderá ter medo de tomar uma decisão, pois pode enganar-se
O Cliente poderá ter dúvidas acerca das vantagens do produto.
O Vendedor:
Pensa que não é o momento de fechar a venda
Tem medo de exercer uma pressão excessiva no Cliente
Teme o fracasso de se enganar
Não está convencido da sua própria oferta
Tem MEDO DE FECHAR A VENDA.
Conselhos úteis:
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Para muitos, o Processo de Venda acaba com o Fecho e esquecem-se que é importante manter
uma relação duradoura e conquistar a fidelidade do cliente. Sem acompanhar a venda, não
assistindo o cliente sempre que necessário, enfraquecemos a nossa relação e não prestamos ao
cliente o apoio necessário para facilitar a recompra do produto.
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Quer recorra a uma empresa externa para a prestação do serviço de assistência pós-venda,
quer este processo seja assegurado internamente, a sua empresa deverá devotar ao pós-venda
o mesmo tipo de atenção que dedicou ao processo de venda do produto/serviço ao cliente.
Nesta fase, é ainda possível obter informações valiosas não só sobre a qualidade e adequação
do produto/serviço adquirido mas também relativamente a eventuais reclamações, intenções de
compra futura e satisfação global face à empresa/marca/estabelecimento.
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O trabalho de pós-venda tem sido cada vez mais valorizado pelas pequenas empresas, pois elas
já percebem que, ao contrário de outras formas de marketing, a pós-venda não exige maiores
investimentos.
Cabe ao vendedor prestar assistência ao cliente de uma forma tão personalizada como foi a
venda. É aqui que o cliente faz o verdadeiro teste à relação de confiança criada, observando
como o vendedor soluciona os problemas que entretanto se levantam.
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Entre as ações mais comuns de pós-venda, utilizadas em 90% dos casos, destaca-se o
telemarketing. Outras alternativas são visitas aos clientes, contactos por email, chats ou pelo
correio.
Telemarketing
Esse tipo de ação, apesar de apresentar resultados rápidos, pode gerar aborrecimento se
utilizado com muita frequência. O telemarketing pode tornar-se algo irritante, o que pode trazer
como consequência uma antipatia do cliente em relação à empresa.
Divulgue e recomende sempre ao cliente que faça um contacto para solucionar qualquer tipo de
dúvida, novidades e deixe bem claro que estará sempre pronto a ajudar.
Formação
Dentre as opções gratuitas de serviços pós-venda, a oferta de formação ao cliente, é uma das
bem recebidas. A maioria dos consumidores sente dificuldades, principalmente na primeira
compra, ao instalar um aparelho ou utilizar um software, por exemplo.
Assessoria/Acompanhamento:
Outra ação de pós-venda é a disponibilização dos serviços de acompanhamento técnico, sem
custo adicional.
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Perguntar.
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Às vezes esquece-se de algo tão elementar como o perguntar. Nalgumas ocasiões parte-se do
princípio que as necessidades dos clientes e os seus gostos ou interesses são os mesmos que
os do vendedor. Deve-se acabar com estes hábitos e Perguntar. Esta é a chave de todo o
processo de venda com êxito.
As perguntas permitem:
Evitar perdas de tempo com questões desinteressantes ou já esclarecidas no espírito do
cliente
Concentrar os esforços nas matérias que verdadeiramente interessam ao cliente
Evitar desvalorizar os serviços em áreas que, para o vendedor, serão fracos, mas que,
para o cliente, ou não lhe interessam ou são boas.
Perguntar é importante, mas é necessário saber “colocar” a pergunta no momento certo, e por
forma adequada evitando o ser impertinente.
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Saber perguntar exige treino e experiência. Quem sabe perguntar obtém todas as informações
que pretende, a começar pela descoberta de quais as verdadeiras preocupações, necessidades
e interesses do cliente.
Para um bom treino e saber perguntar, é conveniente ter em atenção que deve:
• Formular as perguntas de forma a facilitar a resposta
• Usar formas simples de perguntar, linguagem clara
• Adequar a pergunta à pessoa de quem pretende a resposta
• Utilizar um tom natural e amistoso
• Usar a fórmula adequada à finalidade da pergunta.
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Fazer perguntas que definam os benefícios ou a satisfação que o cliente poderá obter
Fazer perguntas que conduzam o cliente a reconhecer os factos
As perguntas devem igualmente confirmar que a entrevista está a progredir e que o
vendedor pode passar à fase seguinte da sequência da venda
As perguntas deverão pôr o cliente a raciocinar como se já fosse possuidor do artigo ou
serviço que se lhe propõe
As perguntas deverão ajudar o cliente a racionalizar as decisões que pretende tomar,
apresentando-lhe novas sugestões
Fazer perguntas que permitam passar ao fecho de venda.
Escutar.
Deve-se escutar de forma ativa. Significa que se deve demonstrar interesse pelo que o Cliente
conta.
Uma forma de escuta ativa é apoiar os comentários do Cliente, tomando uma atitude
compreensiva e deixando o cliente falar o mais possível.
E como fazer?
Apoiando apenas ... :
Os comentários favoráveis que o cliente formule do produto que lhe estamos a apresentar e
seus benefícios.
Nunca Apoiando... :
As referências negativas, as necessidades que não podemos satisfazer e os comentários sobre a
concorrência.
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Atendimento e venda presencial
Este tipo de afirmações faz Empatizar com o Cliente. O vendedor coloca-se do seu lado e ele
sente isso.
É obrigatório evitar:
Distração, que fazem com que o Cliente sinta que não se lhe presta atenção suficiente.
Concluir que se sabe o que pretende desde o primeiro momento sem lhe dar a
oportunidade de se explicar.
Oferecer um itinerário de um folheto, buscando exclusivamente a venda, sem oferecer
alternativas ou serviços complementares.
Não seguir uma ordem. Ir argumentando segundo vá expondo os seus problemas. O
Vendedor acaba por se perder e o Cliente também.
Desperdiçar qualquer informação por insignificante que seja.
Não dedicar o tempo necessário ao cliente. É importante recordar que neste trabalho
tempo é dinheiro e tem-se outros clientes para atender. Deve centrar-se no essencial e
não divagar por assuntos supérfluos.
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Atendimento e venda presencial
Fidelização é um vínculo especial que se estabelece entre o Cliente e a Empresa. Por parte da
Empresa, considera-se “fiel” o Cliente que compra com assiduidade. Pela outra parte, o Cliente
considera-se “fiel” à Empresa, à sua marca ou ao estabelecimento que responde às suas
expectativas de compra (produto / serviço, qualidade, pós-venda, garantia).
É um facto que um gesto, a forma de tratamento, uma palavra, o menor detalhe, tem
repercussão imediata na venda e na nossa imagem, e acima de tudo podem ser fatores básicos
para conseguir fechar uma venda e ganhar a fidelidade do Cliente.
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(In) Felizmente, nem sempre o cliente tem razão, mas tem sempre as “suas” razões. E
enquanto profissional do atendimento ao público deverá ter sempre em atenção esta “adenda”
à regra original.
Não é possível evitar o descontentamento por parte dos seus clientes já que muitas das vezes a
origem do descontentamento não reside no atendimento prestado mas em fatores externos,
difíceis de controlar e prever.
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Por último, convém não esquecer que um cliente que reclama é um cliente que deseja
continuar a comprar no seu estabelecimento (caso, obviamente, a sua reclamação seja
devidamente gerida e resolvida).
Um cliente descontente mas que não apresenta uma reclamação (normalmente, porque
considera que a empresa não irá resolver a sua reclamação ou não dará atenção à mesma)
para além de não tencionar voltar a comprar no seu estabelecimento ainda constitui uma
potencial “testemunha” negativa para a imagem do seu estabelecimento (em média, um cliente
descontente “divulga” a cerca de 16 pessoas o seu descontentamento).
Por isso, caso verifique que um cliente se encontra descontente, procure perceber o motivo do
seu descontentamento. Sempre que possível, nunca deixe um cliente descontente abandonar o
seu estabelecimento sem que o seu descontentamento tenha sido solucionado.
Assim, convém também alertar para algumas regras relativas à gestão de críticas:
Apresente sempre disponibilidade para ouvir as críticas (justificadas) do cliente.
Verifique, em conjunto com o cliente, qual o motivo da crítica. Caso seja correto,
agradeça de imediato ao cliente, reforçando o facto de a sua opinião ser importante
para a melhoria do serviço.
No caso de a crítica ser infundada, escute com atenção o cliente e indique que irá
“tomar boa nota da mesma”. Não discuta com o cliente, nem se irrite. Regra geral, o
cliente procura um motivo para extravasar a sua ira e a sua reação negativa só poderá
piorar a situação. Lembre-se que muitas das críticas são formuladas não pelo mau
serviço prestado pela empresa, mas pelo estado de espírito do cliente.
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Não critique o cliente por este formular críticas ao atendimento prestado ou à sua
empresa. É importante que o cliente transmita a sua crítica dentro do estabelecimento e
junto de alguém responsável pelo mesmo. Caso contrário, procurará outros locais para o
fazer.
Caso o cliente esteja calmo e seja possível um diálogo, poderá expor o seu ponto de
vista, mas sempre salvaguardando o facto de “naquela ocasião” o cliente ter razão.
Lamente o ocorrido e procure sempre chegar a um ponto de entendimento com o
cliente.
Poderá optar por uma das seguintes opções: i) aceitar a crítica, lamentar o ocorrido e
analisar, em conjunto com o cliente, medidas de correção/melhoria, ii) tomar boa nota
da crítica lamentando o sucedido ao cliente ou iii) direcionar o cliente para as instâncias
competentes de forma a que possa ser dada a resposta mais adequada à sua situação.
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Atendimento e venda presencial
Bibliografia
Webgrafia
http://www.forcadevendas.pt/
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