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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

APRESENTAÇÃO

O presente trabalho, iniciado em 1996 à luz do convênio ELETROBRÁS X DNAEE com a


participação dos técnicos das concessionárias de energia elétrica do país, tem como escopo as
diretrizes técnicas para execução do projeto básico de linhas de transmissão e subestações de
alta e extra-alta tensão.

Com o advento do novo cenário institucional para o setor elétrico, fez-se necessário avaliar as
normas e diretrizes até então presentes, e adequá-las à nova realidade brasileira.

Assim, este manual contém as diretrizes que norteiam as exigências para a elaboração de um
projeto básico de transmissão que, além de bem caracterizar a obra irá balizar todas as outras
etapas do processo, até a construção do empreendimento.

Neste trabalho está contida a cultura de execução de projeto básico de transmissão das
concessionárias, trazidas por seus técnicos, e que ao final tornou-se um documento
globalizado, permitindo a um contratado, qualquer que seja sua origem e experiência, projetar
em conformidade com a prática corrente em nosso país.

A perspectiva ambiental adotada neste trabalho contempla uma visão integral do meio
ambiente com relação aos aspectos do meio ambiente humano e do meio natural, em sua
interação com os empreendimentos de transmissão elétrica. Assim, deverá ser enfocado para
cada sistema de transmissão em particular, o planejamento e gestão ambiental a partir do
processo de identificação, avaliação, prevenção, mitigação ou compensação dos impactos
sócio-ambientais. Ressalta-se que a premissa básica deste trabalho é o desenvolvimento
integrado das atividades referentes ao projeto de forma a otimizar o resultado final,
alcançando uma solução técnico-econômica que tenha, por um lado, contemplado a prevenção
dos impactos e, por outro , alcance a solução com o menor grau de impacto possível ao meio
ambiente.

Devemos considerar que as várias recomendações aqui apresentadas baseiam-se na tecnologia


atualmente disponível no mercado e na legislação vigente, e que estas deverão acompanhar o
estado da arte. Portanto, este trabalho está aberto a comentários, sugestões ou contribuições
para enriquecê-lo tecnicamente, fazendo com que possa sempre atender satisfatoriamente ao
processo de expansão dos sistemas elétricos de transmissão no Brasil.

Rio de Janeiro, novembro de 1997.

BENEDITO CARRARO JOSÉ MÁRIO MIRANDA ABDO


Diretor de Planejamento e Engenharia Diretor do Departamento nacional de Águas e Energia
ELETROBRÁS Elétrica - DNAEE

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

ÍNDICE

I INTRODUÇÃO..............................................................................................................2
I.1 DESTINO, UTILIZAÇÃO E ABRANGÊNCIA..............................................................2

I.2 ETAPAS DE ESTUDOS E PROJETOS para IMPLANTAÇÃO DE LT’s E SE’s


DE UM SISTEMA DE TRANSMISSÃO.........................................................................2
I.2.1 Estudos de Planejamento..............................................................................................2
I.2.2 Projeto Básico...............................................................................................................2
I.2.3 Projeto Executivo..........................................................................................................2

I.3 DEFINIÇÕES....................................................................................................................2
I.3.1 Área de Estudo..............................................................................................................2
I.3.2 Corredor........................................................................................................................2
I.3.3 Diretriz..........................................................................................................................2
I.3.4 Traçado.........................................................................................................................2

I.4 ESTUDOS SÓCIO-AMBIENTAIS..................................................................................2


II PREMISSAS BÁSICAS................................................................................................2
II.1 APRESENTAÇÃO DO PROJETO E SUA CARACTERIZAÇÃO.................................2

II.2 DADOS NECESSÁRIOS PARA O PROJETO BÁSICO................................................2


II.2.1 LINHAS DE TRANSMISSÃO....................................................................................2
II.2.2 SUBESTAÇÕES DE TRANSMISSÃO.......................................................................2
II.2.3 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO........................................................2
II.2.4 ALTERNATIVAS DE CORREDOR E DE LOCALIZAÇÃO DAS
SUBESTAÇÕES...........................................................................................................2
III PROJETO BÁSICO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO..........................................2
III.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS.......................................................................................2
III.1.1 DESCRIÇÃO E FINALIDADE...................................................................................2
III.1.2 LOCALIZAÇÃO E DESCRIÇÃO DA REGIÃO ATRAVESSADA PELA
LINHA DE TRANSMISSÃO.......................................................................................2
III.1.3 NORMAS E PADRÕES A SEREM APLICADOS.....................................................2

III.2 ESTUDOS PARA SELEÇÃO DO CORREDOR.............................................................2


III.2.1 CARACTERIZAÇÃO DOS CORREDORES..............................................................2
III.2.2 IDENTIFICAÇÃO DOS IMPACTOS POTENCIAIS E ANÁLISE DA
SENSIBILIDADE AMBIENTAL DOS CORREDORES............................................2

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

III.2.3 COMPARAÇÃO ENTRE OS CORREDORES E SELEÇÃO DO


CORREDOR PREFERENCIAL..................................................................................2
III.2.4 RELA TÓRIO DE ESTUDO DO CORREDOR..........................................................2

III.3 ESTUDOS PARA SELEÇÃO DA DIRETRIZ BÁSICA.................................................2


III.3.1 PROGRAMA DE INTERAÇÃO SOCIAL..................................................................2
III.3.2 DIAGNOSTICO SÓCIO-AMBIENTAL DA ÁREA DO CORREDOR
SELECIONADO...........................................................................................................2
III.3.3 IDENTIFICAÇÃO DAS ALTERNATIVAS DE DIRETRIZ......................................2
III.3.4 COMPARAÇÃO DAS ALTERNATIVAS E SELEÇÃO DA DIRETRIZ
BÁSICA........................................................................................................................2

III.4 DADOS CLIMATOLÓGICOS , GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS............................2


III.4.1 DADOS CLIMATOLÓGICOS....................................................................................2
III.4.2 DADOS GEOLÓGICOS..............................................................................................2
III.4.3 DADOS GEOTÉCNICOS............................................................................................2

III.5 CARACTERÍSTICAS ELETROMECÂNICAS...............................................................2


III.5.1 PARÂMETROS ELÉTRICOS.....................................................................................2
III.5.2 PARÂMETROS MECÂNICOS...................................................................................2
III.5.3 CARACTERÍSTICAS BÁSICAS PRINCIPAIS ADOTADAS E
ESPECIFICADAS PARA MATERIAIS DA LINHA DE TRANSMISSÃO..............2

III.6 ORÇAMENTO..................................................................................................................2
III.6.1 QUANTITATIVOS E CUSTOS UNITÁRIOS DE MATERIAIS E
SERVIÇOS...................................................................................................................2
III.6.2 ESTIMATIVA DE CUSTO..........................................................................................2

III.7 CRONOGRAMA..............................................................................................................2

III.8 RELATÓRIO FINAL DO PROJETO BÁSICO DA LINHA DE TRANSMISSÃO.......2


IV PROJETO BÁSICO DE SUBESTAÇÕES.................................................................2
IV.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DA SUBESTAÇÃO.....................................................2
IV.1.1 DESCRIÇÃO E FINALIDADE...................................................................................2
IV.1.2 DESCRIÇÃO DA REGIÃO PARA IMPLANTAÇÃO DA SUBESTAÇÃO.............2

IV.2 ESTUDO PARA IMPLANTAÇÃO DA SUBESTAÇÃO................................................2


IV.2.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS......................................................................................2
IV.2.2 LOCALIZAÇÃO PREFERENCIAL DAS SUBESTAÇÕES......................................2
IV.2.3 DEFINIÇÃO DAS ALTERNATIVAS DE LOCALIZAÇÃO.....................................2

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

IV.2.4 COMPARAÇÃO DAS ALTERNATIVAS E SELEÇÃO DA ÁREA DA


SUBESTAÇÃO............................................................................................................2
IV.2.5 IMPACTOS SÓCIO-AMBIENTAIS DA ÁREA DA SUBESTAÇÃO.......................2
IV.2.6 RELATÓRIO FINAL PARA ESCOLHA DA ÁREA.................................................2
IV.2.7 MEMORIAL DESCRITIVO DA ÁREA DEFINIDA.................................................2

IV.3 ANTEPROJETO...............................................................................................................2
IV.3.1 DIAGRAMA UNIFILAR BÁSICO.............................................................................2
IV.3.2 ARRANJO GERAL......................................................................................................2
IV.3.3 DEFINIÇÃO PRELIMINAR DO PATAMAR DA SUBESTAÇÃO..........................2
IV.3.4 PLANTA DE LOCALIZAÇÃO...................................................................................2
IV.3.5 SISTEMA DE PROTEÇÃO, CONTROLE E MEDIÇÃO...........................................2

IV.4 CRITÉRIOS DE PROJETO..............................................................................................2


IV.4.1 SISTEMA DE PROTEÇÃO, CONTROLE E SUPERVISÃO.....................................2
IV.4.2 SISTEMA DE MEDIÇÃO OPERACIONAL E DE FATURAMENTO.....................2
IV.4.3 SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO E TELEPROTEÇÃO..........................................2
IV.4.4 SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO...................................................2
IV.4.5 SISTEMA DE ATERRAMENTO E COMPATIBILIDADE
ELETROMAGNÉTICA...............................................................................................2
IV.4.6 ILUMINAÇÃO.............................................................................................................2
IV.4.7 DUTOS E CANALETAS.............................................................................................2
IV.4.8 EDIFICAÇÕES E OBRAS CIVIS...............................................................................2
IV.4.9 CABOS DE ALIMENTAÇÃO E CONTROLE...........................................................2
IV.4.10 SERVIÇOS AUXILIARES EM CORRENTE ALTERNADA (CA) E
CORRENTE CONTÍNUA (CC)...................................................................................2

IV.5 ORÇAMENTO..................................................................................................................2
IV.5.1 QUANTITATIVOS E CUSTOS UNITÁRIOS DE EQUIPAMENTOS,
MATERIAIS E SERVIÇOS.........................................................................................2
IV.5.2 ESTIMATIVAS DE CUSTO.......................................................................................2

IV.6 CRONOGRAMA..............................................................................................................2

IV.7 RELATÓRIO FINAL DO PROJETO BÁSICO DA SUBESTAÇÃO.............................2


V PARTICIPANTES........................................................................................................2
VI ANEXOS........................................................................................................................2

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

I INTRODUÇÃO

I.1 DESTINO, UTILIZAÇÃO E ABRANGÊNCIA

AS DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO destinam-se a


estabelecer uma só linha de desenvolvimento de trabalhos técnicos de subestações e linhas de
transmissão, necessários e suficientes para bem caracterizar uma obra de transmissão,
representada pelo seu projeto básico, o qual deverá possibilitar uma avaliação de custo e prazo
total de execução do empreendimento, conforme a prática atual do setor elétrico brasileiro.

A utilização dessas diretrizes se dará, fundamentalmente, no preparo do projeto básico de uma


subestação ou de uma linha de transmissão, quer por empresa consultora contratada, nacional
ou estrangeira, quer por concessionária do setor elétrico ou mesmo por consultor
independente contratado com esta finalidade.

Tanto as subestações quanto as linhas de transmissão aqui tratadas são as dos tipos
convencionais, sendo as subestações do tipo aberta e as linhas do tipo aérea, conforme o
estágio de desenvolvimento atingido nesta data (1997) pelo setor elétrico brasileiro. Para os
demais tipos de instalação, deverão ser seguidos os anexos específicos que integram ou
integrarão o presente trabalho.

I.2 ETAPAS DE ESTUDOS E PROJETOS PARA IMPLANTAÇÃO DE LT’S E


SE’S DE UM SISTEMA DE TRANSMISSÃO

I.2.1 Estudos de Planejamento

Nesta etapa são contemplados os estudos, com horizonte de até 30 anos, onde se procura
analisar as estratégias de desenvolvimento do sistema elétrico, levando à indicação dos
principais troncos de transmissão, estabelecendo-se, também, um programa de
desenvolvimento tecnológico e industrial e determinando os custos marginais de expansão a
longo prazo.

Os diversos graus de complexidade dos estudos a serem desenvolvidos, requerem nesta etapa,
necessidade de investimentos na concepção de novas ferramentas de simulação, capazes de
refletirem, em seus modelos matemáticos, o comportamento do futuro sistema a ser
construído. Os níveis de profundidade dos estudos irão embasar a definição das características
dos equipamentos, quando serão especificados os parâmetros básicos e elétricos,
configurações, número de circuitos, subestações, áreas de estudo e alternativas de corredores,
para as etapas de projeto básico e de projeto executivo.

Os estudos são efetuados no âmbito do GCPS - Grupo Coordenador do Planejamento dos


Sistemas Elétricos, cujos condicionantes para sua execução são: a evolução do mercado,
definido pelo CTEM -Comitê Técnico de Estudos de Mercado; a disponibilidade de fontes
energéticas primárias para geração, definidos pelo CTEE -Comitê Técnico Energético; as
tendências da evolução e os impactos ambientais dos projetos.
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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

Os estudos são realizados sob o enfoque temporal de dois horizontes: o quindenal e o decenal:

 Horizonte Quindenal

Nesta fase dos estudos, caracterizada como de médio prazo - 15 anos, são estabelecidos os
programas de referência de transmissão, definidas as tecnologias de transmissão, níveis de
tensão e áreas de estudo para os corredores. Estimam-se as necessidades de recursos
financeiros para os investimentos, bem como é feita uma análise de viabilidade ambiental dos
empreendimentos.

 Horizonte Decenal

Nesta fase são contemplados os estudos caracterizados como de médio e curto prazo – 10
anos, onde é consolidado o programa de expansão da transmissão, com a definição dos
empreendimentos e sua alocação temporal. Neste ponto é indicada a viabilidade técnico-
econômica e sócio-ambiental do empreendimento.

I.2.2 Projeto Básico

É a etapa em que o sistema de transmissão (linhas e subestações), definido no programa


decenal e priorizado para implantação, é detalhado de modo a definir, com maior precisão, as
características técnicas do projeto, sua diretriz, bem como os necessários programas sócio-
ambientais.

I.2.3 Projeto Executivo

É a etapa em que se processa o completo detalhamento do empreendimento, é consolidado o


traçado da linha de transmissão e implantação de subestação e são detalhados os programas
sócio-ambientais. Nesta etapa são tomadas todas as medidas necessárias para a construção da
linha de transmissão e subestações associadas.

I.3 DEFINIÇÕES

I.3.1 Área de Estudo

Compreende a região onde será implantado o sistema de transmissão, abrangendo os pontos


obrigatórios de passagem da linha de transmissão.

I.3.2 Corredor

Faixa de terra com extensão igual à distância entre os pontos extremos previstos, incluindo as
áreas das subestações e com largura suficiente que possibilite o estudo de alternativas de
diretrizes para sua implantação.

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

I.3.3 Diretriz

É o caminhamento propriamente dito da linha de transmissão, que passa obrigatoriamente


pelos locais de implantação das subestações, pontos obrigatórios e de mudança de direção.

I.3.4 Traçado

É a demarcação da diretriz da linha de transmissão, assinalando todos os pontos obrigatórios


de passagem, mudança de direção, proximidade e afastamento de obstáculos. Servirá de base
para o levantamento plani-altimétrico do eixo da linha de transmissão.

I.4 ESTUDOS SÓCIO-AMBIENTAIS

A abordagem dos aspectos sócio-ambientais obedece a uma visão integrada no sentido de


internalizar as questões ambientais ao projeto e diminuir as incertezas com relação à sua
implementação. Nesse sentido, o conteúdo deste documento abrange, em geral, as
determinações legais e aquelas consideradas necessárias à comprovação da viabilidade do
empreendimento.

Os estudos ambientais fornecem subsídios para a concepção geral do projeto, para a escolha
da sua melhor localização, e para a avaliação dos impactos ambientais do projeto.

As instruções contidas neste documento deverão subsidiar, também, a elaboração dos


documentos necessários para o licenciamento ambientaL em consonância com a Política
Nacional de Meio Ambiente e com os princípios e diretrizes contidos nos documentos
setoriais a partir de 1986. Além disso, os estudos sócio-ambientais e o licenciamento do
projeto podem se constituir em documento de apoio para a solicitação de financiamento dos
programas sócio-ambientais.

A resolução CONAMA nº 001, de 23.01.86, tomou obrigatório o estudo de impacto ambiental


para linhas de transmissão de tensão superior a 230 kV. Posteriormente, o CONAMA, pela
Resolução nº 006, de 16.09.87, editou regras para licenciamento de empreendimentos nas
áreas de geração e transmissão de energia elétrica.

Para linhas de transmissão de tensão até 230 kV, deverão ser consultados os órgãos
Ambientais dos Estados atravessados pela linhas de transmissão, de forma a atender a
possíveis orientações de tais entidades.

Em geral, o Estudo de Impacto Ambiental é composto das seguintes etapas:

− definição da área de estudo;

− levantamentos de dados e informações;

− diagnóstico ambiental;

− avaliação dos impactos ambientais;

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− proposição de medidas mitigadoras;

− programas de controle e monitoramento dos impactos ambientais.

Neste trabalho o conteúdo necessário à elaboração dos estudos de impacto ambiental está
integrado às demais atividades técnicas, tendo em vista viabilizar o empreendimento em todas
as suas dimensões: econômica, técnica e sócio-ambiental.

As orientações apresentadas no capítulo de linhas de transmissão refletem a concepção


desejada para todo o sistema de transmissão. O capítulo referente a subestações, apresenta os
estudos específicos desta área.

O quadro, a seguir, sintetiza a sistemática para apresentação e licenciamento das instalações


de transmissão (linhas e subestações), no âmbito do setor elétrico e do órgão ambiental.

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

II PREMISSAS BÁSICAS

II.1 APRESENTAÇÃO DO PROJETO E SUA CARACTERIZAÇÃO

A apresentação do projeto básico de uma linha ou de uma subestação de transmissão se dará


conforme a norma DCAE-07 de 01 /09/ 77 , vigente nesta data, e todas as suas revisões.

A utilização de recursos de informática para o desenvolvimento, apresentação e aprovação do


projeto básico de transmissão é admitida, devendo os ganhadores das licitações para execução
de projeto básico estarem cientes da metodologia para recebimento, registro, aprovação e
codificação que será adotada pelo DNAEE, conforme citado no Edital de Licitação para
Contratação do Projeto Básico de Linhas e Subestações de Transmissão.

O projeto básico estará caracterizado plenamente com a disponibilização para consulta pelos
interessados dos documentos gerados, sejam desenhos, listas, anotações de campo,
informações em computador ou qualquer outra modalidade de informação técnica que vier a
ser adotada.

II.2 DADOS NECESSÁRIOS PARA O PROJETO BÁSICO

O início da execução de um projeto básico de linha ou subestação de transmissão é precedido


por uma etapa de estudos, realizado no âmbito do "Grupo Coordenador de Planejamento dos
Sistemas Elétricos - GCPS " , onde são definidos os principais parâmetros que permitem bem
caracterizar o empreendimento, possibilitando, então, o detalhamento do mesmo a nível de
projeto básico. Nesta etapa deverão também ser realizados estudos tendo em vista a
caracterização ambiental preliminar da área de estudo, para a identificação das alternativas de
corredores de passagem.

Assim, tem-se definido antes do início do projeto básico de uma instalação de transmissão, os
tópicos dos estudos de transmissão a seguir relacionados.

II.2.1 LINHAS DE TRANSMISSÃO

Os parâmetros básicos a serem considerados são:

− nome da linha;

− pontos terminais e obrigatórios de passagem da linha - nome de cada subestação;

− classe de tensão adotada;

− cabo condutor - tipo, disposição das fases e geometria dos subcondutores;

− definição do tipo de linha de transmissão - aérea, subterrânea, convencional, compacta;

− definição dos cabos pára-raios e eventuais usos adicionais;


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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− limite térmico da linha;

− características elétricas;

− características mecânicas.

II.2.2 SUBESTAÇÕES DE TRANSMISSÃO

Os parâmetros básicos a serem considerados são:

− definição da macro-região - nome do município;

− diagrama unifilar simplificado - com indicação de todas as saídas de linha e configuração


final das subestações para cada nível de tensão;

− definição das características principais do sistema elétrico aplicáveis à especificação de


cada equipamento da subestação e outros cálculos;

− tensão nominal e máxima;

− nível básico de isolamento;

− carregamento mínimo e máximo;

− correntes de curto-circuito trifásico e monofásico para a terra.

II.2.3 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO

Antes do início do projeto básico deve ser realizada a delimitação da área de estudo e sua
caracterização sócio-ambiental preliminar, de modo a possibilitar a percepção das questões
ambientais mais relevantes e a identificação das áreas mais sensíveis, e propícias à
implantação de sistemas de transmissão, tanto do ponto de vista sócio-ambiental quanto de
engenharia. Esta caracterização deve ser baseada em fontes de dados secundários.

II.2.4 ALTERNATIVAS DE CORREDOR E DE LOCALIZAÇÃO DAS


SUBESTAÇÕES

A partir das análises realizadas para a caracterização da área de estudo,e em conjunto com os
condicionantes técnicos e econômicos possíveis de serem considerados nesta fase, deverão ser
definidas as alternativas para os corredores de passagem das linhas e para a localização das
subestações ,que serão consideradas no projeto básico.

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

III PROJETO BÁSICO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO

O projeto básico de uma linha de transmissão inicia-se com o desenvolvimento de estudos,


que tem por finalidade estabelecer os critérios e procedimentos a serem seguidos, bem como
fixar as normas para a sua apresentação. A definição do projeto básico é um processo que tem
como referência inicial as alternativas de corredor definidas na etapa de estudos (item II.2.4) e
tem seqüência nas atividades abaixo discriminadas:

− seleção do corredor de passagem;

− identificação de alternativas de diretriz no corredor;

− seleção da diretriz básica para o traçado.

Assim, fornecidos os pontos terminais da linha de transmissão a ser projetada e,


eventualmente pontos intermediários de passagem obrigatória, o responsável pela execução
dos serviços deverá elaborar os estudos necessários.

Para minimizar o custo total da linha de transmissão, a diretriz básica deve preferencialmente
buscar o menor comprimento total, em trechos retos com poucas deflexões através de terrenos
pouco acidentados, sobre solos apropriados à execução das fundações das estruturas, em
locais de fácil acesso, e atravessando regiões pouco habitadas e de pequeno valor sócio-
econômico, que facilitem a obtenção da servidão de passagem e minimizem os impactos
ambientais e os custos para sua mitigação.

Sendo inviável atingir-se, simultaneamente, todos esses objetivos, a diretriz proposta deverá
apresentar soluções de compromisso, onde se deverá compor todas as variáveis do ponto de
vista técnico-econômico e ambientaL de modo a minimizar o custo final do empreendimento.

Todos os estudos deverão atender a legislação ambiental existente, bem como as


determinações e recomendações dos órgãos federais, estaduais e municipais.

III.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS

III.1.1 DESCRIÇÃO E FINALIDADE

Deverão ser descritas as características gerais da linha de transmissão tais como:


comprimento, tensão entre fases em kV, número de condutores por fase, número de fases por
circuito, número de circuitos, número de cabos pára-raios etc, e a necessidade dessa linha para
o sistema elétrico ao qual a mesma será interligada, apresentando-se a justificativa técnico-
econômica. Esta descrição deverá conter os benefícios que serão proporcionados nas regiões e
para as populações a serem atendidas.

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

III.1.2 LOCALIZAÇÃO E DESCRIÇÃO DA REGIÃO ATRAVESSADA PELA


LINHA DE TRANSMISSÃO

Deverão ser identificados os municípios / Estados de origem e destino da linha de


transmissão, bem como as características predominantes da região a ser atravessada, tais
como: zona rural, urbana ou industrial; tipo de cultura agrícola ou vegetação primitiva; tipo de
relevo; tipos de solo (arenoso, rochoso, alagadiço, etc).

III.1.3 NORMAS E PADRÕES A SEREM APLICADOS

Deverão ser listadas todas as normas e padrões que serão seguidos nos projetos básico e
executivo da linha de transmissão (ABNT, ASTM, IEC, V DE, etc), dando-se preferência
para as da ABNT, principalmente a NBR-5422.

III.2 ESTUDOS PARA SELEÇÃO DO CORREDOR

III.2.1 CARACTERIZAÇÃO DOS CORREDORES

Esta etapa é constituída pelo levantamento e análise de dados e informações, para obter a
caracterização dos aspectos técnicos e sócio-ambientais dos corredores que permita a
identificação de fatores e áreas que poderão dificultar, restringir ou mesmo impedir a
implantação da linha de transmissão.

A - Base de dados

O levantamento e coleta de dados e informações deverá ser realizado tendo como base fontes
secundárias obtidas junto a órgãos públicos e agências governamentais especializadas,
universidades e instituições de pesquisa. As informações compreendem referências
bibliográficas, documentais, cartográficas e estatísticas, trabalhos de campo serão necessários
de modo a complementar tais informações.

Os dados necessários ao estudo terão, como referência inicial, uma base cartográfica
constituída de:

− cartas, mapas e plantas da região, atualizadas;

− pontos de apoio planialtimétricos da região;

− referências de nível;

− mapas topográficos;

− fotos aéreas;

− imagens de satélite.

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

Além destes recursos, recomenda-se que seja realizado sobrevôo e campanha terrestre, afim
de melhor visualizar os corredores, bem como identificar, de um modo geral, as
características físicas e sócio-ambientais.

B - Levantamentos

Os levantamentos, que incluem as pesquisas de campo, deverão abranger os aspectos


relacionados abaixo:

 Clima e condições meteorológicas

Caracterização do clima e das condições meteorológicas da área de estudo.

O vento, a temperatura, a umidade do ar, o nível ceráunico e o regime de chuvas são fatores
determinantes nos dimensionamentos elétrico e mecânico das linhas de transmissão e das
subestações; os estudos realizados pela equipe de engenharia devem ser embasados por essas
caracterizações.

 Geologia, geomorfologia, topografia e solos

Caracterização geológica, avaliação das condições geotécnicas; caracterização da topografia


(curvas de nível), tipo e forma de relevo e suas características dinâmicas (erosão, propensão à
erosão, áreas inundáveis, propensão a assoreamento); identificação e caracterização de sítios
de relevante interesse ambiental, de patrimônio geomorfológico (qualidade da paisagem) e
dos principais acidentes geográficos que possam se constituir em obstáculo à passagem da
linha.

 Recursos hídricos e usos da água

Identificação de corpos d'água perenes e intermitentes, nascentes e olhos d' água e usos da
água na área de estudo.

 Recursos minerais

Identificação das jazidas minerais e áreas já em exploração.

 Qualidade do ar

Caracterizar o nível de poluição existente na área de estudo, o tipo e a localização das fontes
poluidoras.

 Ecossistemas

Caracterização da área de estudo com relação:

∙ ao estado de conservação dos ecossistemas, identificando sua importância para a


manutenção da diversidade biológica;
∙ a identificação de áreas de interesse ecológico;
∙ a cobertura vegetal, identificando os remanescentes vegetais;

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

∙ a distribuição da fauna, identificando a existência de rotas migratórias, abrigos,criadouros,


locais de reprodução;
∙ a presença de espécies endêmicas, raras, ameaçadas de extinção, de interesse científico ou
econômico, tanto de animais quanto de vegetais;
∙ aos fatores de pressão sobre os ecossistemas: extrativismo, desmatamento, caça.

 Áreas protegidas

Identificação e localização das áreas com vegetação de preservação permanente (matas


ciliares e encostas), unidades de conservação e demais áreas protegidas por lei.

 Uso e ocupação do solo

Caracterização das áreas urbanas e de expansão urbana, das áreas industriais, das áreas para
lazer, recreação, turismo, e das áreas rurais. Identificação dos usos significativos para a
implantação do empreendimento (por exemplo irrigação do tipo pivô central, agricultura
mecanizada, etc.)

 Organização social e territorial

A caracterização da área de estudo deverá ser desenvolvida considerando sua dinâmica


territorial e a integração dos espaços rurais e urbanos em seus aspectos sociais, econômicos,
políticos e culturais.

∙ aspectos demográficos: caracterização da população rural e urbana, dinâmica populacional


e distribuição espacial;
∙ aspectos de organização social, identificando os grupos sociais na área de estudo e
tendências de cooperação e conflito.

 Patrimônio cultural e natural

Caracterização de áreas de valor histórico, cultural, arqueológico, espeleológico, paisagístico,


ecológico e identificação de restrições legais.

 Áreas de interesse estratégico

Identificação e localização dos obstáculos de natureza estratégica situados na região a ser


atravessada pela linha, tais como: áreas de manobras militares aéreas e terrestres, estações de
rastreamento, bases aéreas, navais ou militares, etc.

 Infra- estrutura

Identificação e localização de rodovias, ferrovias, aeroportos, aeródromos, heliportos,


hidrovias, oleodutos, gasodutos, aquedutos, sistema de transmissão existente e planejado,
sistemas de telecomunicação e outras obras situadas ou planejadas na região a ser atravessada
e que possam se constituir em restrições à passagem da linha.

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

 Terras indígenas

Caracterização das terras indígenas na área de estudo, identificando seus limites, os grupos
étnicos, população e situação legal das terras.

C - Análise Integrada

A partir da caracterização dos aspectos técnicos e sócio-ambientais acima citados deve ser
realizada uma análise integrada buscando suas interações e processos sinérgicos, de forma a
obter-se um quadro referencial da área de estudo, que irá subsidiar a seleção do corredor
preferencial.

Neste sentido, as análises deverão levar a identificação das áreas sensíveis à implantação do
empreendimento, que serão mapeadas para possibilitar a seleção do corredor.

III.2.2 IDENTIFICAÇÃO DOS IMPACTOS POTENCIAIS E ANÁLISE DA


SENSIBILIDADE AMBIENTAL DOS CORREDORES

Para cada corredor em estudo deverão ser identificados os principais impactos potenciais, de
modo a se obter uma classificação da área atravessada em função de sua sensibilidade a estes
impactos. Os mapas elaborados anteriormente deverão indicar as áreas de atração e de
restrição ao empreendimento.

III.2.3 COMPARAÇÃO ENTRE OS CORREDORES E SELEÇÃO DO CORREDOR


PREFERENCIAL

Com base na caracterização da área dos corredores deverá ser efetuada uma análise
comparativa (técnica, econômica e sócio-ambiental) visando a definição do corredor de
passagem. Esta faixa de terra, deverá apresentar as condições técnicas, econômicas e sócio-
ambientais mais favoráveis á implantação do empreendimento.

III.2.4 RELA TÓRIO DE ESTUDO DO CORREDOR

O relatório de estudo do corredor deverá consolidar as atividades desta etapa, contendo os


seguintes aspectos:

 Considerações gerais sobre a área a ser atravessada

Descrição do objetivo do estudo, faixa estudada, pesquisas efetuadas, fontes de informação e


outras informações gerais.

 Aspectos sócio-ambientais gerais

Caracterização sócio-ambiental da área de estudo, análise de sensibilidade ambiental e


comparação dos corredores, mapas correspondentes e características do corredor selecionado.

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

 Aspectos técnicos gerais

Caracterização geral quanto ao relevo da região atravessada, quanto aos tipos de solos e
condições geotécnicas predominantes na região atravessada; caracterização da infra-estrutura
regional e descrição dos principais acessos à região (estradas pavimentadas e não
pavimentadas) que poderão servir como apoio para a construção e atividades de manutenção.

 Principais restrições

Descrição e caracterização das principais restrições existentes na região a ser atravessada tais
como: rios, reservatórios, rodovias, ferrovias, aeródromos homologados e clandestinos,
reservas indígenas, áreas de preservação permanente, patrimônios históricos, áreas que
contém reservas minerais, áreas de natureza estratégica, etc..

 Justificativas para seleção do corredor

Apresentação das condições técnicas, econômicas e sócio-ambientais que levaram à definição


do corredor .

 Mapas

As informações deverão ser mapeadas sobre restituições atualizadas na escala 1:50.000 ou nas
escalas disponíveis até 1:100.000, abrangendo as principais características físicas e sócio-
ambientais da região, a saber:

∙ mapas contendo as principais características físicas da região.


∙ mapas contendo as principais características sócio-ambientais da região.
∙ mapa síntese das áreas de atração e restrição à implantação do empreendimento.

III.3 ESTUDOS PARA SELEÇÃO DA DIRETRIZ BÁSICA

III.3.1 PROGRAMA DE INTERAÇÃO SOCIAL

Considerando as informações obtidas nas atividades de estudo para a seleção do corredor,


deverá ser elaborado um programa para divulgação e esclarecimentos junto às populações e
instituições envolvidas no desenvolvimento dos estudos para o projeto básico da linha de
transmissão .

Este programa deverá enfocar os objetivos dos estudos, sua dinâmica, necessidades e
comprometimentos dos trabalhos a serem executados, assim como orientar as equipes de
campo quanto ao relacionamento com órgãos públicos, população local e outras entidades.

Esta atividade deverá objetivar também a identificação dos interesses dos atores sociais
envolvidos, visando as próximas etapas do empreendimento e sua viabilização.

12 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

III.3.2 DIAGNOSTICO SÓCIO-AMBIENTAL DA ÁREA DO CORREDOR


SELECIONADO

Deverá ser elaborado um diagnóstico sócio-ambiental para a área do corredor escolhido.

O conteúdo desta atividade é base para a elaboração do EIA requerido para o licenciamento
ambiental. Sugere-se que seja acordado com o órgão ambiental o escopo do relatório de
planejamento ambiental a ser desenvolvido.

Este diagnóstico deverá revelar os elementos mais significativos da área do corredor do ponto
de vista físico, biótico e sócio-econômico-cultural. Deverá também possibilitar o
entendimento da complexidade da dinâmica ambiental da área de estudo e a identificação das
áreas mais restritivas e das mais atrativas à localização do empreendimento.

Para a elaboração do diagnóstico será necessário definir a área de estudo do empreendimento.


Nesse sentido deverão ser tomados por base o corredor de passagem e sua área de influência,
sendo apresentados os critérios que determinaram tal delimitação, para todos os fatores sócio-
ambientais.

Recomenda-se levar em consideração os seguintes aspectos para a delimitação da Área de


Influência:

− características geográficas da região do empreendimento;

− alternativas de localização das diretrizes;

− características do projeto (largura da faixa de passagem, área para canteiro de obras,


provável localização das subestações);

− legislação ambiental e territorial restritiva;

− interrupção de relações sociais fundamentais, fluxos de troca e rotas migratórias (humanas


ou animais).

As informações obtidas nos itens III.2.1 (Caracterização dos Corredores ), e III.2.4 (Relatório
de Estudo do Corredor) deverão ser incorporadas ao diagnóstico sócio-ambiental e
complementadas, se necessário, para subsidiar as análise requeridas nesta etapa.

Os aspectos sócio-ambientais considerados relevantes no Relatório de Estudo do Corredor


deverão, nesta etapa, ser aprofundados visando subsidiar a formulação de alternativas de
diretriz e a identificação e prevenção dos impactos associados a estas alternativas. Para atingir
os objetivos acima citados, as atividades deverão incluir períodos de campo planejados de
acordo com as especificidade de cada disciplina.

Deverão ser diagnosticados os seguintes elementos, verificando-se a pertinência e abrangência


necessárias a cada caso em particular:

13 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

 Clima

Caracterização climática da área do corredor incluindo os aspectos de vento, umidade do ar,


temperatura, nível cerâunico, índices pluviométricos e qualidade do ar. Poderão ser utilizados
os dados obtidos a partir dos itens III.2.1, III.2.4 e III.4.1.

 Geologia, geomorfologia, solos, recursos hídricos e usos da água

Caracterização destes aspectos na área do corredor. Poderão ser utilizados os dados obtidos a
partir dos itens III.2.1, III.2.4, III.4.2 e III.4.3.

 Recursos Minerais

Caracterização da atividade mineraria formal e informal. Ocorrências minerais e situação dos


processos minerários junto ao DNPM. Incorporar dados dos itens III.2.1 e III.2.4.

 Ambiente Sonoro (Ruído)

Caracterização do nível de ruído existente ao longo da área de estudo (áreas residenciais,


áreas industriais, áreas silvestres, áreas agrícolas, etc.).

 Ecossistemas e Áreas Protegidas

Diagnóstico dos ecossistemas terrestres a partir dos elementos indicados nos itens III.2.1 e
III.2.4, aprofundados nos seguintes aspectos:

∙ inventário florístico e faunístico enfatizando as relações ecológicas;


∙ mapa da cobertura vegetal.

Caracterização e mapas das áreas com vegetação de preservação permanente, unidades de


conservação e demais áreas protegidas.

 Organização econômica, social e cultural

Aspectos populacionais

∙ distribuição da população;
∙ densidade populacional;
∙ grau de urbanização;
∙ fluxos migratórios;
∙ estimativa da população na área do corredor;
∙ localização de povoados, vilas, núcleos urbanos e outras formas de assentamento ao longo
do corredor .

Condições de vida da população

∙ diagnóstico da situação de saúde da região considerando os indicadores tradicionais de


saúde, a situação epidemiológica e a eficiência e eficácia dos serviços de saúde;

14 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

∙ diagnóstico dos serviços públicos e de infra-estrutura na área de estudo: abastecimento de


água, saneamento, sistema de transporte, comunicação, transmissão e distribuição de
energia, segurança pública.

Aspectos Econômicos

∙ caracterização das atividades produtivas por setor econômico (primário, secundário e


terciário);
∙ estrutura ocupacional: população economicamente ativa, distribuição de renda, índices de
desemprego;
∙ análise dos processos e tendências econômicas a nível local e regional;
∙ estrutura fundiária.

Aspectos Sociais, Culturais e Políticos

Este diagnóstico deverá ser aprofundado a partir da caracterização obtida nos itens III.2.1 e
III.2.4, incorporando os seguintes aspectos à análise:

∙ processo histórico de ocupação;


∙ estratificação social;
∙ representação política local e regional;
∙ manifestações culturais e sociais relevantes e equipamentos disponíveis para recreação e
lazer;
∙ padrão de assentamento rural e urbano;
∙ quadro de segurança social e criminalidade.

Dinâmica Territorial e ocupação e uso do solo

Diagnóstico da utilização do espaço com base nos itens III.2.1 e III.2.4 (subitens de uso e
ocupação do solo e organização social e territorial) , incorporando os seguintes aspectos:

∙ caracterização da infra-estrutura regional e análise da articulação entre os diferentes


espaços através de redes de comunicação e de circulação de bens e pessoas;
∙ análise das tendências de expansão urbana, rural, industrial, etc, (planos diretores e
zoneamentos municipais e ecológicos);
∙ hierarquia funcional e polarização regional;
∙ planos, programas e projetos públicos e privados incidentes na área de estudo.

Patrimônio Cultural e Natural

A caracterização deverá ser aprofundada visando a avaliação do potencial de patrimônio a ser


afetado em todas as disciplinas que compõe o patrimônio cultural e natural.

Terras e Populações Indígenas

∙ diagnóstico das condições etno-históricas, etno-ecológicas e populacionais;

15 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

∙ condições materiais de sobrevivência: dinâmica socioeconômica da região interétnica,


relações de integração com o mercado, situação legal e condicionantes ambientais do
território;
∙ dinâmica sócio-política e relações interétnicas;
∙ descrição das principais características culturais: filiação lingüística, valores e crenças,
formas religiosas, sítios sagrados, etc.

No caso de serem identificadas comunidades remanescentes de quilombos, os critérios

de referência para o diagnóstico seguem, em linhas gerais, os acima indicados para as


populações indígenas, resguardadas as características jurídicas e sócio-culturais específicas.

III.3.3 IDENTIFICAÇÃO DAS ALTERNATIVAS DE DIRETRIZ

Deverão ser estudadas e definidas, dentro do corredor de passagem, as alternativas de diretriz.


A definição destas alternativas deve buscar a minimização do custo total da Linha de
Transmissão e dos impactos sócio-ambientais causados por sua implantação. Nesse sentido,
os resultados do diagnóstico serão subsídios básico para esta definição, lado a lado com os
condicionantes e critérios indicados a seguir .

III.3.3.1 CONDICIONANTES BÁSICAS

No estudo e definição das alternativas de diretrizes, deverão ser observadas as seguintes


premissas:

− viabilidade opcional de acompanhar alguma linha existente, a fim de reduzir custos,


devido à manutenção das linhas em conjunto e devido à faixa de segurança mais estreita;

− impedimentos por benfeitorias ou construções onerosas;

− impedimentos por planejamento ou existência de obras de grande vulto, ou obras de


interesse social, tais como: rodovias, ferrovias, oleodutos, gasodutos, adutoras, linhas de
transmissão, loteamentos, barragens, aeroportos, aeródromos, refutarias, igrejas, colégios,
hospitais, cemitérios, tudo mais que possa vir a se constituir como obstáculo à passagem
da linha de transmissão. No caso de paralelismo, da linha de transmissão com outras
instalações, deverão ser apresentadas as justificativas e ou estudos pertinentes.

− impedimentos por obstáculos naturais, tais como: grandes áreas de matas, região serrana
muito acidentada, travessias de grandes rios sujeitos a inundações, grandes extensões de
terrenos com solos de fraca constituição, etc.

III.3.3.2 CONDICIONANTES DE PROJETO

As condicionantes de projeto que deverão ser levadas em consideração na definição das


alternativas de diretriz, determinam os procedimentos que deverão ser atendidos, qualquer que
seja a solução a ser adotada.

16 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

A - CRITÉRIOS BÁSICOS DE PROJETO

 as tangentes devem ser as mais longas possíveis entre locais obrigatórios, evitando-se
grandes ângulos de deflexão;

 as deflexões da linha, que não devem ultrapassar 60° (salvo em casos especiais,
devidamente justificados como por exemplo saídas de subestações), devem estar sempre
localizadas em pontos altos, e em terreno sólido (com boa capacidade de suporte para as
fundações das torres). Tais deflexões devem ser evitadas junto de travessias sobre
rodovias, ferrovias, linhas de transmissão ou vias navegáveis;

 a linha, sempre que possível, deve ser de fácil acesso, próximo a estradas ou caminhos
acessíveis a veículos motorizados;

 deve-se dar especial atenção à vizinhança de aeródromos e ângulos de cruzamento de


estradas de rodagem importantes, ferrovias, rios e linhas de transmissão;

 a direção da linha deve ser afastada das encostas dos terrenos com inclinação transversal
superior a 45°;

 deve-se passar o mais longe possível de pedreiras em exploração ou de possível


exploração futura, depósitos de explosivos, depósitos de combustíveis de qualquer
espécie, oleodutos, adutoras e fomos de cal. Especial atenção deve ser dada ao ângulo de
cruzamento com oleodutos, gasodutos e similares;

 deve-se afastar a linha de indústrias que liberem fumaça ou gases corrosivos, prejudiciais
à galvanização das estruturas e ferragens ou aos cabos condutores, e provoquem a
poluição dos isoladores (indústrias químicas, fábricas de cimento, usinas térmicas, etc.),
sobretudo no caso de ventos dominantes na região favorecem a ação nociva desses
elementos;

 na escolha da diretriz, deve-se evitar ainda a passagem sobre:

− matas virgens, ciliares, em encostas íngremes, protetoras de nascentes e reservas


florestais;

− pomares, cafezais e canaviais que exigem indenizações caras ou que dificultem os


trabalhos de locação das torres e lançamento de cabos;

− áreas inundáveis em face de barragens projetadas ou existentes. Não sendo possível


evitá-las, deve ser escolhido o traçado nos locais de menor largura;

− imediações de qualquer núcleo residencial habitado.

B - CRITÉRIOS BÁSICOS PARA TRAVESSIAS DE OBSTÁCULOS

 os cruzamentos da linha com ferrovias, rodovias importantes, grandes rios ou outras linhas
de transmissão devem ser evitados tanto quanto possível, uma vez que dificultam os
trabalhos de montagem da linha e exigem, em alguns casos, estruturas ou fundações
especiais;

17 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

 os ângulos mínimos de cruzamento do eixo da linha de transmissão com os eixos dos


vários obstáculos são:

− Estradas do DER e DNER........................................................ 15º


− Ferrovias....................................................................................60º
− Linhas de transmissão (69kV ou mais).....................................15º
− Linhas de telecomunicações importantes..................................60º
− Vias navegáveis.........................................................................15º
− Oleodutos, gasodutos e similares..............................................60º

 nos cruzamentos inevitáveis, os vértices dos ângulos, se houver, devem ser localizados de
modo que fiquem no mínimo 20 m fora do limite da faixa de domínio dos obstáculos ou
das bordas das vias navegáveis. Em casos extremos, a distância do vértice do ângulo ao
cabo, tri1ho, bordas ou extremidades da pista mais próximos deve ser maior que a altura
provável da torre de travessia.

 devem ser evitadas as travessias de rodovias ou ferrovias construídas sobre grandes


aterros, uma vez que isso exige o emprego de estruturas altas e caras;

 nos casos de travessia em linhas de transmissão de tensão superior a 69 kV, deve-se evitar
que as estruturas da linha existente fiquem dentro da faixa de segurança da linha em
estudo. Deve-se também evitar, tanto quanto possível, pontos de travessia que exijam
utilização de estruturas muito altas (linhas de transmissão de tensão inferior à da linha em
estudo) ou estruturas muito baixas (linhas de transmissão de tensão superior à da linha em
estudo).

C - CRITÉRIOS BÁSICOS PARA PROXIMIDADES DE OBSTÁCULOS

 o eixo da diretriz deve situar-se, no mínimo, a 500 m de estações de rádio, a 3 km de


estações de receptoras de rádio e a 1 km de retransmissoras de televisão. Nos casos
específicos em que esta condição não possa ser respeitada, deverão ser feitos os estudos
pertinentes.

 no caso de haver necessidade de cruzar um feixe de microondas entre duas estações


consecutivas, a diretriz deve situar-se de modo a permitir que a linha de transmissão se
mantenha sob o feixe.

D - CRITÉRIOS BÁSICOS PARA O ESTABELECIMENTO DE PARALELISMO


COM OUTRAS OBRAS

 em caso de paralelismo com outras linhas de transmissão, a concessionária proprietária


deverá ser consultada, a respeito da distância entre eixos a ser adotada;

 os paralelismos com linhas de telecomunicações devem ser evitados ou reduzidos ao


mínimo possível. Nos casos inevitáveis, de paralelismos extensos e com distâncias curtas
entre as linhas, deverão ser efetua dos estudos para determinar os efeitos dessa
proximidade, e da distância mínima a ser adotada.

18 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

 também devem ser evitados longos trechos de paralelismo com oleodutos, gasodutos e
similares, mantendo-se, sempre que possível, uma distância minima de 300m. Nos casos
específicos em que esta condição não possa ser respeitada, deverão ser feitos os estudos
pertinentes.

E - CRITÉRIOS LEGAIS

 Em todas as travessias e paralelismo, deve ser obedecida a legislação própria de cada


entidade proprietária relativamente a ferrovias, rodovias, linhas de transmissão ou
telecomunicações, oleodutos, gasodutos e similares.

 no caso de inevitáveis aproximações de aeródromos, deve ser observada a legislação de


segurança da navegação aérea (Decreto nº 83.399 de 03.05.79); e com base na portaria nº
1141 de 00/12/87 serão realizados estudos visando possíveis interferências. Para tanto, tais
aeródromos deverão ter suas posições e altitudes levantadas e amarradas
planialtimetricamente ao eixo da diretriz básica.

O Ministério da Aeronáutica deverá ser consultado para obtenção de informações sobre


aeródromos tais como: classe, plano de vôo, zona de proteção, situação de homologação, etc.

 na ausência de legislação específica, deverão ser atendidas as prescrições da NBR-5422


Projeto de Unhas Aéreas de Transmissão de Energia Elétrica, da ABNT, em sua última
revisão.

Os condicionantes legais referentes aos aspectos sócio-ambientais encontram-se no item VI


-Anexo 2 -"Procedimentos para Licenciamento Ambiental de Sistemas de Transmissão ".

III.3.3.3 CONDICIONANTES SÓCIO-AMBIENTAIS

Com respeito aos aspectos de meio ambiente, deverão ser observadas as recomendações
abaixo relacionadas:

− se compatível, utilizar-se de áreas que já tenham sido caracterizadas como de utilidade


pública, existentes no corredor;

− evitar interferências com a população e com suas atividades produtivas, que resultem em
deslocamentos;

− buscar a integração da diretriz com outros sistemas já existentes, tais como: a malha de
circulação hidro, ferro e rodoviária, a rede de energia elétrica e de telecomunicações;

− evitar que os limites das áreas de segurança venham a criar áreas vazias e sem uso;

− evitar locais de densa floresta, montanhas, proximidade de auto-estrada, cinturões de


abrigo e locais de valor paisagístico;

− assegurar uma distância adequada em relação a quaisquer cursos d' água, lagos, nascentes,
etc., garantindo a proteção destes durante a implantação do projeto e evitando a poluição /
contaminação superficial e subterrânea destes recursos por eventuais resíduos e efluentes
quando da operação e manutenção;

19 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− evitar que o traçado fique a vista de auto-estradas existentes ou planejadas por longos
trechos. Alternativas devem ser consideradas. Quando serras, colinas ou áreas florestais
estiverem próximas a auto-estrada ou outras áreas à vista pública, as diretrizes devem ser
colocadas atrás destas áreas;

− evitar a passagem em pontos altos de estradas para reduzir o impacto visual, atravessando
quando possível entre dois pontos altos e um declive, ou sobre urna curva;

− evitar espaços abertos de água e pântanos, particularmente aqueles usados como espaço de
vôo por aves aquáticas migratórias e como corredores muito usados por outras aves;

− evitar áreas de concentração de vida selvagem, tais como áreas de desova e criação, e
locais com diversidade biológica comprovada evitando alterações na cadeia ecológica
identificada;

− respeitar as áreas legalmente protegidas;

− nas áreas administradas por agências governamentais, agências estaduais ou organizações


privadas, estas agências devem ser consultadas para coordenar a localização da fuma com
seus planos e programas de desenvolvimento setorial e dos governos federal, estadual e
municipal, e com planos diretores que orientam a organização do espaço urbano;

− traçados perpendiculares à estradas e à vista por um espaço grande, dentro de desfiladeiros


ou sobre serras ou montanhas, devem ser evitados. Nestes casos deve-se chegar a estas
áreas em diagonal e cruzá-las levemente em diagonal;

− nas travessias de desfiladeiros, estas devem preferencialmente atravessar nos pontos onde
existirem estradas na extensão do desfiladeiro;

− quando possível, o traçado deve ser localizado no começo de subida de colinas para
fornecer urna visão de último plano da topografia e / ou de cobertura natural;

− sempre que possível evitar o cruzamento com colinas ou pontos altos no topo, objetivando
evitar que as instalações apareçam em frente ao céu;

− nos casos em que seja inevitável o cruzamento com parques, monumentos ou áreas de
recreação históricas ou pitorescas, deverão ser estudados corredores menos visíveis ao
público;

− nos casos em que seja inevitável o cruzamento com longos trechos de florestas, soluções
especiais poderão ser adotadas, como a criação de vértices que minimizarão o impacto
visual;

− utilizar soluções que usem ao máximo as barreiras naturais para esconder da vista a linha
de transmissão.

20 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

III.3.4 COMPARAÇÃO DAS ALTERNATIVAS E SELEÇÃO DA DIRETRIZ


BÁSICA

III.3.4.1 IDENTIFICAÇÃO DAS INTERFERÊNCIAS SÓCIO-AMBIENTAIS

Esta atividade prevê a avaliação das interferências sócio-ambientajs para as alternativas de


diretriz identificadas (item III.3.3.2). Neste momento, inicia-se a "avaliação de impacto
ambiental" que deverá ser concluída após a seleção da diretriz.

Deverão ser elaboradas as previsões das interferências provocadas pelo empreendimento,


considerados os seus aspectos relevantes e de diferenciação, aprofundando ou ampliando as
análises até o nível necessário para subsidiar a seleção da alternativa mais adequada. Este
procedimento inclui a identificação e análise das interferências, a previsão de ações
necessárias para fazer frente a essas alterações e sua estimativa preliminar de custos.

III.3.4.2 CARACTERÍSTICAS BÁSICAS PARA COMPARAÇÃO

As alternativas deverão ser comparadas tendo em vista a minimização do custo total da Linha
de Transmissão e dos impactos ambientais causados pela sua implantação.

Para facilitar a visualização das diferenças marcantes entre as alternativas, deverão ser
tabulados, com base nos mapeamentos efetuados, para posterior comparação, os fatores que
representam características básicas de cada uma delas, conforme lista abaixo. A tabulação
deverá facilitar a comparação entre as alternativas, devendo as características serem
classificadas como vantagens ou desvantagens.

 extensão da linha;

 natureza do sub-solo (custo das fundações);

 topografia do terreno e seu reflexo nos custos de projeto, materiais e construção da Linha
de Transmissão

 grandeza e quantidade de deflexões;

 existência (ou não) de acessos para a construção;

 interferências:

− travessias de reservatórios ou rios de grande porte;

− proximidades de aglomerados urbanos com a faixa de segurança;

− presença de edificações ao longo da faixa de segurança;

− proximidades de atividades minerarias com a faixa de segurança;

− telecomunicações: possibilidade de interceptação dos feixes de microondas;

21 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− aeródromos: proximidades ou possibilidade de interceptação dos cones de


aproximação;

− linhas de transmissão: cruzamento com linhas de transmissão existentes.

 uso e ocupação atual da faixa de segurança; taxas de ocupação das terras atravessadas,

 em: matas, capoeiras, reflorestamento, pasto, agricultura, outros (rios, estradas), área
aproximada e percentual relativo a área total;

 necessidade de desmatamento para a implantação da linha;

 restrições de uso, relativas a eventuais mudanças no tipo de uso e ocupação do solo


ao longo da faixa de segurança;

 aspectos institucionais: necessidade de articulação e/ ou negociação com outras


entidades com vistas à implantação da linha;

 restrições legais: ambientais e outras;

 prováveis interferências sócio-ambientais identificadas para cada alternativa.

III.3.4.3 SELEÇÃO DA DIRETRIZ BÁSICA

Com base nos estudos realizados, quadros comparativos, aspectos técnicos e econômicos,
deverá ser analisado o conjunto de fatores considerados relevantes, estabelecendo as
conclusões que apontam a melhor diretriz básica.

Para cada um dos fatores deverão ser apresentadas as justificativas que levaram a indicação da
diretriz básica.

III.3.4.4 AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS SÓCIO-AMBIENTAIS DA DIRETRIZ


BÁSICA

Esta atividade compreende a identificação e análise dos impactos causados pela linha de
transmissão ao longo da diretriz selecionada e na sua área de influência. Deverão ser
realizadas previsões dos diversos impactos e de sua magnitude tendo em vista as análises e os
resultados do diagnóstico sócio-ambiental (III.3.2.).

A metodologia para avaliação dos impactos deve ser explicitada, e os resultados das
avaliações devem ser acompanhados de justificativa.

Deverão ser identificadas e definidas as ações ou medidas para prevenir, controlar, mitigar ou
compensar os impactos analisados anteriormente. Deverão ser caracterizadas estas ações,
explicitando:

− a sua natureza: preventiva, corretiva, ou compensatória;


− a fase do empreendimento em que deverão ser adotadas;

22 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− o prazo de permanência de sua aplicação;


− a responsabilidade por sua implementação: empreendedor, poder público ou oucros;
− a sua eficiência.

Esta atividade deverá contemplar não somente as medidas para a mitigação e compensação
dos impactos adversos, mas também aquelas destinadas à potencialização e à internalização
de benefícios.

III.3.4.5 ELABORAÇÃO DOS PROGRAMAS AMBIENTAIS PARA A DIRETRIZ


BÁSICA

Com base na avaliação de impactos realizada deverão ser elaborados os programas sócio-
ambientais correspondentes aos impactos a serem compensados ou mitigados. A elaboração
dos programas deverá contemplar os objetivos, descrição das atividades da sua implantação,
as responsabilidades de execução e cronograma, segundo as etapas de desenvolvimento do
empreendimento.

Deverá ser elaborada uma estimativa dos custos envolvidos, de acordo com o "Referencial
para Orçamentação dos Programas Sócio-Ambientais Vol. m -Sistema de Transmissão" (OPE
-ELETROBRÁS), a ser totalizado no item III.6 - Orçamento.

III.3.4.6 RELATÓRIO DE ESTUDO DA DIRETRIZ BÁSICA

O relatório do estudo da diretriz deverá consolidar as atividades desta etapa contendo os


segUintes aspectos:

− Complementação dos mapas

Deverão ser complementados os mapas referentes ao item (Relatório do Estudo do


Corredor) , acrescentando nestes:

∙ delimitação do corredor de passagem;


∙ indicação das alternativas de diretriz estudada.

− Memorial dos Resultados Finais

Deverá ser confeccionada uma planilha contendo a relação dos trechos com a indicação dos
locais dos ângulos, respectivos valores, azimutes, distâncias parciais e progressivas, bem
como dados caracterizando marcos oficiais (IBGE, CNG, etc), para amarração e apoio futuro.

− Memorial descritivo

Deverá ser apresentado memorial descritivo para a diretriz recomendada indicada do mapa do
corredor, descrevendo as zonas atravessadas quanto a grandes elevações, ângulos, natureza e
ocupação do solo, vegetação, obstáculos, acessos, natureza do subsolo, possíveis fontes de
contaminação e tudo o mais que possa interessar ao projeto da linha.

23 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

O memorial descritivo deverá ser acompanhado de fotos e/ou "croquis" dos pontos de maior
importância, tais como: vizinhanças inevitáveis com cidade ou vilas, aeroportos, estações
transmissoras e receptoras de rádio e televisão, sistemas de comunicação por microondas,
indústrias e zonas de desenvolvimento industrial, instalações militares, reservas, portos,
depósitos de combustíveis e de explosivos, acidentes especiais de terrenos, tipo solo, zona de
mineração, locais habitados, zonas de valor turístico, paisagístico, de especulação imobiliária,
etc. Paralelismo e/ou travessias com linhas de transmissão ou distribuição de energia elétrica,
comunicação, rodovias, grandes rios e reservatórios.

− Consolidação dos estudos sócio ambientais

Deverão ser consolidados os estudo efetuados durante a seleção da diretriz (diagnóstico,


identificação de programas sócio-ambientais).

− Planta da diretriz básica recomendada

Deverá ser apresentada a planta contendo a diretriz básica selecionada do ponto de vista
técnico-econômico e sócio-ambiental que será, então, utilizada para definição do traçado
da futura linha de transmissão.

III.4 DADOS CLIMATOLÓGICOS , GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS

III.4.1 DADOS CLIMATOLÓGICOS

O dimensionamento elétrico e mecânico de linhas e subestações é amplamente influenciado


pelos fatores climáticos da região onde estas instalações serão implantadas. A avaliação
precisa dos parâmetros ambientais e a consideração de seus efeitos são fundamentais para a
confiabilidade e economia destes empreendimentos.

Os dados climatológicos devem retratar as variabilidades temporal e espacial do fenômeno em


estudo, sobre toda a região atravessada pela fuma de transmissão. Deve-se consultar todos os
organismos que operam estações meteorológicas na região e, preferencialmente, utilizar dados
de estações com mais de 10 anos de operação. A apresentação dos dada; meteorológicos será
feita em forma de mapeamentos, histogramas de freqüências e tabelas, a saber:

 VENTO

Velocidade básica do vento

Mapeamento da velocidade máxima anual do vento referida a um período de retomo de 50


anos, a 10m de altura do solo, com período de integração de 10 minutos e terreno aberto com
poucos obstáculos.

Velocidade do vento de projeto

Tabela com as velocidades dos ventos de projeto obtidas a partir da velocidade básica do
vento corrigida de modo a levar em conta o grau de rugosidade da região de implantação da
linha, o intervalo de tempo necessário para que o obstáculo responda à ação do vento, a altura
24 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

do obstáculo e o período de retomo adotado. Na tabela deve constar os coeficientes de


correções utilizados.

Velocidade horária do vento

Histograma de freqüências e principais estatísticas da velocidade do vento medida com taxa


de amostragem horária.

 TEMPERATURA DO AR

Temperatura média

Mapeamento da temperatura média do ar

Temperatura máxima média

Mapeamento da média das temperaturas máximas diárias

Temperatura mínima média

Mapeamento da média das temperaturas mÍnimas diárias, valor suposto coincidente com a
ocorrência da velocidade do vento de projeto no cálculo estrutural.

Temperatura mínima

Tabela ou mapeamento do valor mÍnimo com probabilidade do 2% de vir a ocorrer


temperatura menor anualmente, obtido da distribuição de temperaturas mínimas anuais.

Temperatura máxima

Tabela ou mapeamento do valor máximo com probabilidade do 2% de vir a ocorrer


temperatura maior anualmente, obtido da distribuição de temperaturas máximas anuais.

 UMIDADE RELATIVA DO AR

Mapeamento da média da umidade relativa do ar e tabela com a percentagem do tempo em


que a umidade é superior a 80%.

 PRESSÃO ATMOSFÉRICA

Mapeamento da média da pressão atmosférica.

 DENSIDADE RELATIVA DO AR

Mapeamento da média e do desvio padrão da distribuição da densidade relativa do ar com


taxa de amostragem horária, ou histograma de freqüências característico da região.

 FATORES DE CORREÇÃO ATMOSFÉRICO (RIS - Relative Insulation Strength)

Mapeamento da média e do desvio padrão da distribuição dos fatores de correções


atmosféricos para freqüência industrial, impulsos e manobras com taxa de amostragem
horária, ou histogramas de freqüências característicos da região.
25 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

 PRECIPITAÇÃO PLUVIAL

Caracterização para a região da percentagem de tempo com precipitação, do histograma de


freqüências da intensidade de precipitação em mm/h:ra e da sazonalidade do total de
precipitação ao longo do ano.

 DENSIDADE DE DESCARGAS ATMOSFÉRICAS PARA O SOLO

Mapeamento da densidade de descargas atmosféricas para o solo por km 2 por ano, obtida a
partir de contadores de descargas atmosféricas ou do número de dias mm trovoada no ano.

 POLUIÇÃO DO AR

Mapa caracterizando áreas quanto ao tipo e o grau de poluição do ar .

III.4.2 DADOS GEOLÓGICOS

As investigações geológicas visam caracterizar de maneira generalizada os aspectos de


geologia regional e local ao longo das diretrizes alternativas da linha de transmissão. Os
aspectos mais importantes a serem caracterizados são os geomorfológicos, os
litoestratigráficos e os estruturais da região da linha de transmissão.

Os estudos deverão ter início no escritório, através de consultas bibliográficas tais como:
mapas geológicos, mapas geomorfológicos, imagens de satélites, imagens de radar e
fotografias aéreas disponíveis.

Após a análise e interpretação dos dados disponíveis , deverá ser realizada investigação no
campo, aqui caracterizada como parte da prospecção geográfica e geológica, visando a
confirmação e ampliação dos conhecimentos geológicos da região pertinente à diretriz básica
da linha de transmissão.

Os resultados dos estudos geológicos deverão ser consubstanciados em relatório específico,


englobando todos os dados de interesse ao projeto das fundações tais como: tipos litológicos
predominantes, espessuras e gênese das camadas de solos, variação do nível d' água,
possibilidade de ocorrências de solos moles, trechos com afloramentos rochosos, matacões,
blocos, etc. Esse relatório deverá nortear o programa das investigações geológicas.

III.4.3 DADOS GEOTÉCNICOS

A Finalidade básica será de coletar dados que permitam caracterizar geneticamente os tipos
litológicos que ocorrem na região atravessada pela linha de transmissão. Um número reduzido
de locais típicos poderá ser investigado através de sondagens e ensaios, visando caracterizar
os principais tipos de solos ocorrentes ao longo da diretriz básica da linha de transmissão.

Esses dados deverão ser suficientes para a definição dos critérios de projeto básico, tais como:

− série de fundações típicas;


− parâmetros geomecânicos dos solos para o cálculo das fundações típicas;
26 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− concepção básica do sistema de aterramento.

De uma maneira geral, uma campanha de investigações deve ter como objetivo a
determinação de alguns parâmetros dos solos, onde serão construídas as fundações, tais como:

− classificação e descrição do solo;


− peso específico médio natural e compactado;
− umidade natural e umidade ótima;
− ângulo de atrito;
− coesão;
− nível do lençol freático;
− taxa de compressão;
− resistividade elétrica.

Esses parâmetros poderão ser obtidos através de escavação de trincheiras, sondagens a trado
com amostragem (classificações e descrição) e sondagens a percussão (peso específico,
umidades, ângulo de atrito, etc).

Quanto a resistividade elétrica, esta deverá ser medida em dois períodos, sendo uma no
período chuvoso e outra no seco. Na impossibilidade de se executar duas medições, a
resistividade deverá ser obtida em período garantidamente seco.

III.5 CARACTERÍSTICAS ELETROMECÂNICAS

III.5.1 PARÂMETROS ELÉTRICOS

Deverão ser lista dos ou descritos os seguintes elementos:

− Oasse de tensão
− Número, bitola, código, tipo dos cabos condutores e tipos de circuitos
− Capacidade de transporte de energia
− Constantes elétricas da linha
− Número de desligamentos causados por descargas atmosféricas (desligamento / 100
km/aro)
− Nível ceráunico médio da região
− Geometria da cabeça da estrutura
Deverão ser caracterizadas esquematicamente as distâncias elétricas que definem a
geometria das cabeças das estruturas, tais como as distâncias de isolamento fase-fase para
os condutores em repouso e em balanço, já compatibilizadas, inclusive, com os aspectos
de manutenção em linha viva (ao potencial e a distância).

27 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− Distância de segurança
As distâncias de segurança deverão estar rigorosamente de acordo com a norma ABNT
NBR 5422 que determina os limites de segurança , mínimos para o projeto da linha de
transmissão sob condições de operação normal e, caso contrário, sob condições de em
emergência.

− Esquema de transposição a utilizar

− Largura da faixa de segurança


A definição da largura da faixa de passagem da linha de transmissão sob ponto de vista de
parâmetros elétricos visa limitar os efeitos de interferência que a linha de transmissão
provoca ao ambiente. A largura da faixa é definida para que o campo elétrico ao nível do
solo, o gradiente máximo no condutor, o efeito Corona associados à RI, TVI e outros,
sejam limitados a valores que ofereçam segurança ao seres vivos e não provoquem
interferência aos receptores de rádio e TV.

− Isolamento
Deverá ser definido o tipo de arranjo das cadeias, número de isoladores, nível de impulso
e tipo de material. Deverão ser mencionados os índices de poluição considerados.

− Cabos pára-raios
Deverão ser listados o número de cabos por estrutura, tipo de material, bitola, formação,
ângulo médio de proteção e cabos com fibra óptica.

− Aterramento
A definição do sistema de aterramento deverá ser obtida a partir da resistência média do
pé de torre, proveniente dos estudos elétricos associados com os valores médios das
medições de resistividade do solo. Deverá ainda ser apresentada a metodologia utilizada
para o dimensionamento do sistema de aterramento.

III.5.2 PARÂMETROS MECÂNICOS

III.5.2.1 CRITÉRIOS DE PROJETO

A - SÉRIE DE ESTRUTURAS

Deverá ser definida a série de estruturas a ser adotada, identificando cada tipo (suspensão em
a1inhamento, suspensão em deflexão, ancoragem em deflexão média, ancoragem em deflexão
grande, ancoragem terminal e transposição) com sua silhueta básica (geometria de “cabeça”
de torre, etc) e hipóteses de carregamento. Deverão também ser apresentadas as justificativas
técnicas quanto ao tipo de suportes preconizados (metálicas, concreto e/ou especial), bem
como os dados de mercado utilizados para eventuais julgamento de ordem econômica.

28 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

B - DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA A OBSTÁCULOS

Deverão ser definidas as distâncias de segurança para cruzamentos ou aproximações dos


diversos obstáculos (rodovias estaduais e federais, estradas vicinais, ferrovias eletrificadas ou
não, terras com acesso a máquinas agrícolas, terras com acesso a pedestres, linhas de
transmissão, linhas de distribuição, linhas de telecomunicações, águas navegáveis, etc).

C - FAIXA DE SEGURANÇA

Deverá ser calculada a largura da faixa de segurança para atendimento aos critérios de
desempenho eletromecânico, levando-se em conta o balanço dos cabos e de acordo com a
NBR 5422. A largura da faixa a ser adotada para a linha de transmissão, deverá ser a maior
entre os valores obtidos através dos critérios elétricos e mecânicos.

D - LIMITES DE CARREGAMENTO DOS CABOS CONDUTORES E PÁRA-RAIOS

Deverão ser estudadas e definidas as condições mecânicas de projeto dos cabos condutores e
pára-raios, informando-se pelo menos as seguintes:

− tração média de maior duração (EDS), na temperatura de maior ocorrência, sem vento,
após “creep” de 10 anos;

− tração máxima inicial, na temperatura mínima, sem vento;

− tração máxima, com vento máximo, na temperatura coincidente deste vento, após "creep"
de 10 anos;

− deverão ser verificadas e informadas as condições mecânicas de governo dos cabos


condutores e pára-raios, para cada faixa de vão de vento, partindo-se das condições limites
de projeto, bem como informadas as pressões de vento associadas com os coeficientes de
segurança adotados para cada tipo de material e verificado os efeitos da vibração eólicas
nos vãos e sub-vãos, além da verificação de balanço nos cabos e nas cadeias sob ação do
vento.

III.5.2.2 SISTEMA DE AMORTECIMENTO

Deverão ser informadas as características básicas dos dispositivos previstos para a proteção da
linha de transmissão contra as vibrações eólicas, bem como a metodologia utilizada para
definição destes dispositivos e critérios de instalação.

III.5.2.3 SINALIZAÇÃO

Indicar os pontos mÍnimos para os quais deverão ser executados projetos específicos de
sinalização aérea e de advertência, baseados nas normas da ABNT e nas exigências de cada
órgão envolvido, bem como nas condições locais.

29 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

III.5.2.4 PLOTAÇÃO PRELIMINAR DAS ESTRUTURAS EM PERFIL TÍPICO

Deverá ser estudado e definido um trecho do traçado a ser adotado como o mais
representativo da linha de transmissão, baseando-se em mapas, cartas topográficas, aerofotos
(avião e/ou satélite), curvas de níveis, das quais deverá ser restituído o perfil típico para
elaboração da plotação preliminar (típica), com o objetivo de colher informações sobre
previsões de quantitativos de materiais, vãos básicos, carregamentos percentuais das
estruturas, etc. Deverão ser estimados os percentuais de incidência e respectivas quantidades
de estruturas a serem utilizadas, dentre as integrantes da série adotada.

III.5.2.5 DEFINIÇÃO DOS TIPOS DE FUNDAÇÕES

Deverão ser determinadas e mapeadas as regiões atravessadas pela linha de transmissão, que
possuam as mesmas características geológicas, baseando-se em cartas geológicas, fotos de
satélites, etc, de modo a permitir que sejam estimados os tipos e quantidades de fundação a
serem adotadas para cada região (grelha, sapata, bloco de concreto, tubulão, estaca, tirante em
rocha, etc.) elaborando desenhos ilustrativos e esquemáticos com dimensões aproximadas das
fundações normais (típicas) a serem utilizadas, bem como os parâmetros básicos adotados
referentes ao solo para o respectivo dimensionamento, com indicação das características
principais resultantes e adotadas (dimensões, volumes e armações, etc).

III.5.3 CARACTERÍSTICAS BÁSICAS PRINCIPAIS ADOTADAS E


ESPECIFICADAS PARA MATERIAIS DA LINHA DE TRANSMISSÃO

 SUPORTE - Deverá ser especificado o grau de galvanização das peças das estruturas,
estais e fundações metálicas, a necessidade de proteção anticorrosiva por pintura e a
existência de dispositivo de travamento das arruelas.

 CONDUTOR E PÁRA-RAIOS - Deverá ser especificado o grau de galvanização do cabo


de aço do pára-raios e da alma do cabo CAA, assim como suas resistências mecânicas e
quantidade de fibras do cabo óptico.

 ATERRAMENTO - Deverá ser especificado o tipo, bitola, carga de ruptura e grau de


galvanização dos fios e cordoalhas dos cabos contrapesos de aço zincado, comprimento e
espessura da camada de cobre das hastes de aterramento.

 ISOLADORES - Deverá ser especificado o material do isolador e cupilha, tipo de


isolador, dimensões, tipo de engate, características elétricas, mecânicas e grau de
galvanização das partes metálicas.

 CONJUNTO DE FERRAGENS - Deverá ser especificado o material dos componentes


das ferragens das cadeias, grau de galvanização, carga de ruptura, carga mínima de
escorregamento dos grampos de suspensão, número de articulações, existência ou não de
proteção elétrica e sua configuração, utilização de armaduras e suas características.

 COORDENAÇÃO: MECÂNICA - Os componentes das cadeias de isoladores deverão ser


compatibilizados com a tensão mecânica dos cabos condutores.

30 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

 SISTEMA DE AMORTECIMENTO - Estabelecer o tipo e material do sistema de


amortecimento a ser adotado.

 ESPAÇADORES - Definir a existência de espaçadores amortecedores ou rígidos, sua


dimensão, material e número de articulações.

III.6 ORÇAMENTO

O Orçamento servirá para que o Poder Concedente faça uma avaliação técnico-econômica do
empreendimento, na etapa de Projeto Básico.

III.6.1 QUANTITATIVOS E CUSTOS UNITÁRIOS DE MATERIAIS E SERVIÇOS

Deverão ser elaboradas listas detalhadas das quantidades e custos unitários de materiais e
serviços estimados para a linha de transmissão, com base nas características definidas no
projeto, de forma a servir de subsídios para a elaboração do orçamento.

III.6.2 ESTIMATIVA DE CUSTO

O orçamento deverá seguir a itemização abaixo, e os custos deverão ser referidos a uma data
base e expressos em moeda nacional:

1. Terrenos e Servidões
ST.l Total de Terrenos e Servidões
2 Engenharia
2.1 Projeto
2.2 Topografia e Sondagem
2.3 Meio Ambiente
ST.2 Total de Engenharia
3 Material
3.1 Estruturas
3.2 Cabos Condutores
3.3 Cabos pára-raios
3.4 Ferragens e Acessórios
3.5 Isoladores
3.6 Aterramento
ST.3 Total de Material
4 Construção e Montagem
4.1 Faixa de Servidão e Acessos
31 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

4.2 Fundações
4.3 Montagem de Estruturas
4.4 Instalação de Cabos
4.5 Aterramento
ST.4 Total da Construção e Montagem
ST.5 Administração / Fiscalização
ST.6 Eventuais
T Total Geral
Nota: As despesas de transporte, impostos e seguro deverão ser incluídas nos preços dos materiais.

III.7 CRONOGRAMA

Para a etapa de Projeto Básico não se faz necessário definir o cronograma para a obra, ficando
somente definida as datas de início e de entrada em operação do empreendimento.

O detalhamento do cronograma deverá ser solicitado somente no contrato de concessão, de


acordo com o parágrafo único do artigo 23 da lei 8987. Este cronograma detalhado permitirá
que o Poder Concedente efetue a fiscalização e acompanhamento das etapas da obra.

III.8 RELATÓRIO FINAL DO PROJETO BÁSICO DA LINHA DE


TRANSMISSÃO

Deverá ser apresentado um relatório do projeto básico da linha de transmissão englobando:

− Apresentação

− Introdução

− Relatório de Estudo de Corredor;

− Relatório de Estudo da Diretriz;

− Dados Climatológicos, Geológicos e Geotécnicos;

− Características Eletromecânicas;

− Orçamento;

− Cronograma.

− Anexo.

32 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

IV PROJETO BÁSICO DE SUBESTAÇÕES

IV.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DA SUBESTAÇÃO

IV.1.1 DESCRIÇÃO E FINALIDADE

Deverão ser descritas as características das subestações, tais como:

− classe de tensão em kV;

− número de circuitos por tensão;

− potência;

− equipamentos principais (transformadores, capacitores, reatores, compensadores, etc.);

− tipo de arranjo de barramentos utilizados em cada nível de tensão.

Deverão ser informados os benefícios às regiões a serem atendidas pela subestação.

IV.1.2 DESCRIÇÃO DA REGIÃO PARA IMPLANTAÇÃO DA SUBESTAÇÃO

Deverá ser identificado o estado / município onde será implantada a subestação, bem como as
características predominantes da região.

IV.2 ESTUDO PARA IMPLANTAÇÃO DA SUBESTAÇÃO

IV.2.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS

Os critérios básicos aqui estabelecidos aplicam-se para subestações de alta e extra alta tensão
do tipo convencional aberta, para instalação em regiões interioranas e nos grandes centros
urbanos.

Não se aplicam, portanto, para subestações elevadoras incorporadas às usinas geradoras e nem
para projetos especiais do tipo subestação blindada isolada a SF6.

Os trabalhos devem ser desenvolvidos com base em dados de Estudos de Planejamento,


obtidos de relatório fornecido pelo Poder Concedente. Neste relatório, são fornecidos os
elementos indicados nos itens II.2.2, 11.2.3, 11.2.4

33 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

IV.2.2 LOCALIZAÇÃO PREFERENCIAL DAS SUBESTAÇÕES

Antes de iniciar o processo de localização de terrenos para as subestações deve-se proceder ao


dimensionamento do terreno. As dimensões do terreno devem levar em conta,
fundamentalmente, a necessidade de áreas para:

− pátios de manobra, até a configuração final;

− casa de comando, e outras edificações necessárias;

− vias de acesso para circulação de veículos leves e pesados, com áreas de estacionamento;

− saída das linhas de transmissão e distribuição, compatíveis com o traçado previsto e/ ou


possível;

− afastamento da área energizada dos limites de propriedades, visando a segurança de


pessoas nos terrenos limítrofes.

A localização do terreno deve levar em conta, além dos requisitos elétricos do Sistema de
Transmissão, as condições sócio-ambientais favoráveis e a existência, tanto quanto possível,
de infra-estrutura necessária à construção, operação e manutenção da subestação,
compreendendo basicamente os seguintes itens:

− facilidades de acesso, inclusive para equipamentos pesados;

− disponibilidade de energia elétrica nas proximidades;

− facilidades para obtenção de água potável;

− rede telefônica nas proximidades;

− proximidade de infra-estrutura urbana para os residentes de obra e operadores da


subestação (área residencial, escola, hospital, transporte e outros serviços públicos).

Os estudos para definição da localização da Subestação devem ter como referencial, as etapas
do capítulo de linhas de transmissão, referentes aos estudos de seleção do corredor
preferencial de passagem (III.2.) tendo continuidade com os estudos de seleção de diretriz
básica (III.3).

IV.2.2.1 ESTUDOS PRELIMINARES

Esta etapa compreende basicamente trabalhos de escritório relacionados a coleta de dados,


através de cartas, mapas, aerofotos, fotos de satélites e etc; estudos de alternativas de arranjos
para dimensionamento da área e a seleção prévia de, no mínimo, 3 (três) áreas alternativas
para localização da subestação. Nos casos de estudos integrados de sistema de transmissão, as
alternativas de localização da subestação deverão estar contidas no corredor preferencial de
passagem selecionado. Devem ser considerados os estudos elaborados para a caracterização
dos aspectos técnicos e sócio-ambientais do corredor selecionado (item III.2.).

34 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

IV.2.2.2 PESQUISAS DE CAMPO

Compreende os trabalhos de pesquisa local (inspeção visual) para verificação da viabilidade


das alternativas definidas no escritório (item anterior) e posterior seleção da alternativa a ser
desenvolvida.

Da visita local, poderão ser eliminadas alternativas previamente indicadas no escritório e


surgir outras alternativas que deverão ser analisadas.

Deverão ser consultados os órgãos públicos locais (prefeituras, cartórios, etc.) de forma a
levantar prováveis impedimentos na implantação das alternativas selecionadas.

IV.2.3 DEFINIÇÃO DAS ALTERNATIVAS DE LOCALIZAÇÃO

Na escolha das áreas para implantação da subestação, estas devem permitir expansões futuras,
até a configuração final, assegurando assim, as faixas para entrada de todas as linhas de
transmissão previstas. É importante que a área permita além da subestação, a implantação de
instalações adicionais de interesse futuro, não contemplados na etapa inicial.

No estudo das alternativas de localização da subestação deverão ser observados os requisitos e


condicionantes indicados a seguir.

IV.2.3.1 CONDICIONANTES SÓCIO-AMBIENTAIS

As subestações devem ser localizadas preferencialmente próximo às cidades, porém, distante


das moradias o suficiente para não causar desconforto aos habitantes locais e evitar custos
adicionais fie desapropriação. Nos centros urbanos, devem ser evitadas áreas densamente
povoadas, áreas loteadas e áreas de condomínio.

Deve ser evitada a proximidade com as áreas de lazer da população, como: clubes, parques,
estádios, campings; áreas de interesse histórico, cultural ou paisagístico; edificações
importantes como escolas, templos religiosos, cemitérios etc..

Deve ser evitada a localização da subestação em áreas protegidas pela legislação (reservas
florestais, matas naturais, parques nacionais, estações ecológicas, reservas indígenas e outras).
Devem ser identificadas as limitações e restrições legais específicas junto aos órgãos
competentes.

Deve ser observada a legislação vigente, no que diz respeito a possíveis interferências com
aeródromos, ferrovias, auto-estradas (sobretudo nos locais de pontes e viadutos), mananciais,
adutoras e outras restrições de planejamento urbano ou institucionais.

Deve ser evitada a localização da subestação em áreas de potencial impacto visual.

35 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

IV.2.3.2 CONDICIONANTES DE PROJETO

 SERVIÇOS PÚBLICOS

Deve ser levado em conta na escolha do terreno as facilidades para obtenção da infra-estrutura
necessária às etapas de construção, operação e manutenção da subestação.

O abastecimento d'água e saneamento da subestação deve, de preferência, ser proveniente do


sistema de abastecimento urbano. Na impossibilidade técnica e/ ou econômica desta opção,
deve-se recomendar a perfuração de poço profundo que atenda ao porte do empreendimento,
bem como solução apropriada para o esgoto sanitário.

Deve ser levado em conta a possIbilidade de suprimento de energia em média tensão, para as
necessidades de construção e aproveitamento futuro como fonte alternativa de suprimento
para serviço auxiliar da subestação.

Deve ser considerada a possibilidade de utilização de outros serviços públicos tais como: rede
de telefonia, transporte coletivo, etc..

 VIAS DE ACESSO

As áreas seleciona das devem permitir fácil acesso, de preferência, próximas a estradas
pavimentadas ou a ruas calçadas.

Devem ser evitadas localizações às margens de rodovia federal (BR) ou estadual importantes,
nas situações que possam causar impacto visual significativo, como em regiões elevadas ou
locais de campo aberto de reconhecida beleza paisagística. Nestes casos, é preferível localizar
a subestação à margem de uma estrada secundária com boas condições de tráfego.

Se a alternativa para a localização da subestação for às margens de uma rodovia importante,


os barramentos principais devem ficar perpendiculares ao eixo da rodovia, para facilitar a
distribuição das Linhas de Transmissão e reduzir o número de cruzamentos destas com a
rodovia.

A interseção do acesso com a rodovia, deve atender às normas do DNER/ DER / prefeitura.
Devem ser observadas as faixas de domínio existentes ou projetadas das estradas.

 CONDIÇÕES AMBIENTAIS DA ÁREA

Deve ser evitada a proximidade com as áreas de poluição forte e muito forte, como indústrias
químicas e outras que emanem fumaça, poeira ou gases corrosivos, sobretudo se os ventos
dominantes na região favorecerem a ação nociva dos agentes poluentes.

Deve ser evitada a proximidade com áreas de riscos, tais como pedreiras e/ ou lavras minerais
em exploração ou passíveis de exploração, depósitos de explosivos ou combustíveis,
refinarias, poços de petróleo, gasodutos, oleodutos etc..

Deve ser evitado locais alagadiços ou sujeitos a inundações e terrenos suscetíveis à erosão,
como encostas laterais e cristas de serras, fundos de vales, margens de rios e lagos etc..

36 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

 CONDIÇÕES TOPOGRÁFICAS DA ÁREA

Deve ser evitado, sempre que possível, terrenos muito ondulados. O terreno deve ter
topografia favorável, de modo a requerer o menor movimento de terra possível ou que
permita, pelo menos, compensação entre corte e aterro, objetivando em primeiro lugar o
desenvolvimento do projeto em um só plano, com pequena declividade.

Quando for imperiosa a escolha de um terreno com topografia acidentada, pode ser admitido o
projeto da subestação com subdivisão de pátios em níveis diferentes (de preferência, um só
nível para cada setor de mesma tensão ou módulos de mesma função), para reduzir os custos
com terraplenagem, muros de arrimo, drenagem, estradas de acesso etc..

Deve ser evitado locais que apresentem grandes afloramentos rochosos, bem como o
aproveitamento de alteração de rocha para o corpo do aterro. De preferência, deve-se escolher
terreno de natureza predominantemente argilo-arenosa.

 CONDIÇÕES GEOTÉCNICAS

A natureza do solo influi nos custos de terraplenagem e das fundações. Um bom solo é argila
compactada, que permite fundações direta a pequena profundidade e baixo custo. Um solo
rochoso, embora permitindo fundações rasas é desfavorável para escavações de canaletas e
para instalações de drenagem e aterramento.

Freqüentemente alternam-se abaixo da superfície camadas com características diferentes, não


sendo suficiente basear-se apenas no conhecimento da camada superficial. Por este motivo, e
face ao alto custo de fundações especiais é necessário em qualquer caso, que na escolha do
local para a subestação sejam efetuadas sondagens preliminares para se conhecer bem as
características do solo e considerá-los na definição do tipo de fundação.

Os estudos com as medições de resistividade do solo, podem ser realizadas na fase de escolha
das áreas de implantação (com solo natural). Estas medições têm o objetivo de obter
indicações do comportamento do terreno em função dos valores de resistividade, e devem ser
feitas nos períodos secos. As medições de resistividade do solo devem ser executadas
conforme NBR 7117.

Para as sondagens preliminares poderão ser utilizadas os seguintes recursos para caracterizar
o solo em estudo:

− poço de inspeção;

− sondagem a trado;

− sondagem a percussão (SPT -Standard Penetration T est);

− sondagem sísmica, se detectada a presença de rocha .

Deverão ser executados no mÍnimo 5 (cinco) furos de sondagem orientado segundo as


diagonais do terreno.

Deverão ser realizados ensaios de caracterização de material e compactação, nas amostras


retiradas nos furos de sondagem.

37 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

IV.2.4 COMPARAÇÃO DAS ALTERNATIVAS E SELEÇÃO DA ÁREA DA


SUBESTAÇÃO

Deverá ser elaborado um estudo comparativo das alternativas de localização da subestação,


contendo descrição e características das áreas analisadas, indicando as vantagens e
desvantagens de cada uma, as interferências causadas no meio ambiente, os custos
comparativos diferenciais estimados, assim como as recomendações definidas pela análise das
mesmas.

Deverão ser comparadas as previsões das interferências ambientais provocadas pelo


empreendimento considerados os seus aspectos relevantes e de diferenciação, aprofundando
ou ampliando as análises até o nível necessário para subsidiar a seleção da alternativa mais
adequada. Este procedimento inclui a identificação e análise das interferências, a previsão de
ações necessárias para fazer frente a essas alterações e sua estimativa preliminar de custos.

Para facilitar a comparação das alternativas, destaca-se a seguir os fatores que podem levar à
diferenciação das mesmas:

− interação com o projeto da linha de transmissão;

− natureza do solo;

− topografia da área;

− qualidade do acesso;

− proximidade com cidades, vilas;

− infra-estrutura de apoio;

− restrições legais relativas ao meio ambiente e ao uso e ocupação do solo;

− necessidade de processos complexos de articulação institucional e negociação.

− interferências sócio-ambientais:

∙ patrimônio pré-histórico e histórico significativo / necessidade de salvamento;


∙ relocação de infra-estrutura;
∙ indenização de propriedades e benfeitorias;
∙ necessidade de remanejamento de população;
∙ interferência com cursos d' água relevantes;
∙ áreas naturais conservadas e ocorrência de espécies animais e vegetais relevantes;

Com base nos estudos realizados, quadros comparativos, aspectos técnicos e econômicos,
deverá ser analisado o conjunto de fatores considerados relevantes, estabelecendo as
conclusões que apontam a melhor área para implantação da subestação.

38 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

IV.2.5 IMPACTOS SÓCIO-AMBIENTAIS DA ÁREA DA SUBESTAÇÃO

IV.2.5.1 IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS

Esta atividade compreende a consolidação dos estudos de impacto ambiental e sustentam o


licenciamento ambiental, caso necessário.

Em primeiro lugar deve ser elaborado o diagnóstico ambiental do local e sua área de
influência, seguindo-se da identificação e análise dos impactos causados pela implantação da
subestação e na sua área de influência. Deverão ser realizadas previsões dos diversos
impactos e de sua magnitude tendo em vista as análises e os resultados do diagnóstico sócio-
ambiental.

A metodologia para avaliação dos impactos deve ser explicitada, e os resultados das
avaliações devem ser acompanhados de justificativa.

IV.2.5.2 ELABORAÇÃO DOS PROGRAMAS SÓCIO-AMBIENTAIS

 Definição das medidas mitigadoras

Deverão ser identificadas e definidas as ações ou medidas para controlar, mitigar ou


compensar os impactos analisados anteriormente. Deverão ser caracterizadas estas ações,
explicitando:

− a sua natureza: preventiva, corretiva, ou compensatória;

− a fase do empreendimento em que deverão ser adotadas;

− o prazo de permanência de sua aplicação;

− a responsabilidade por sua implementação: empreendedor, poder público ou outros;

− a sua eficiência: avaliação da capacidade de prevenção, correção ou compensação dos


impactos.

Esta atividade deverá contemplar não somente as medidas para a mitigação e compensação
dos impactos adversos, mas também aquelas destinadas à potencialização e à internalização
de benefícios.

 Elaboração dos Programas Sócio-Ambientais para a alternativa selecionada

A elaboração dos programas deverá contemplar os objetivos, descrição das atividades da sua
implantação, as responsabilidades de execução e cronograma, segundo as etapas de
desenvolvimento do empreendimento.

Deverá ser elaborada urna estimativa dos custos envolvidos, de acordo com "Referencial para
Orçamentação dos Programas Sócio-Ambientais - Vol.III - Sistema de Transmissão" (OPE
-ELETROBRÁS), a ser totalizado no item IV.5 - Orçamento.

39 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

IV.2.6 RELATÓRIO FINAL PARA ESCOLHA DA ÁREA

Deverá ser emitido um relatório contendo descrição e características das áreas analisadas para
localização da Subestação, indicando as vantagens e desvantagens de cada uma, os custos
comparativos diferenciais estimados, assim como as recomendações e escalas de prioridades
definidas pela análise das mesmas.

O relatório deverá conter a seguinte itemização mínima:

-objetivo;

-características das alternativas estudadas;

-vantagens e desvantagens;

-consolidação dos estudos sócio-ambientais, condicionantes, identificação de impactos e,

programas sócio-ambientais;

-custos comparativos diferenciais;

-recomendações e prioridades;

-anexos.

Como anexo ao relatório da análise, deverão ser necessariamente apresentados os seguintes


itens:

− mapas geográficos com as plotações das alternativas estudadas, incluindo as identificações


dos proprietários dos terrenos, seus limites, áreas e demais identificações relevantes de
registro, principalmente o acesso às áreas com identificação das estradas e distâncias
envolvidas para uma clara localização do terreno por outra equipe;

− desenho do pátio preliminarmente estudado, mostrando as posições relativas das áreas,


pátios de manobra, corredores das Unhas de Transmissão, acessos, etc;

− pareceres e resultados das consultas executas aos órgãos indicados no Item IV 2.2.2;

− relatório fotográfico ou filme das alternativas estudadas;

− levantamento cadastral e demais documentos obtidos nas pesquisas realizadas.

IV.2.7 MEMORIAL DESCRITIVO DA ÁREA DEFINIDA

Após a deliberação do Poder Concedente, procede-se o levantamento topográfico na área


escolhida com escala adequada ao terreno e curvas de nível de melro em metro. De posse
desse levantamento emite-se o Memorial Descritivo da área definida, contendo no mínimo:

− levantamento planialtimétrico demarcando o perímetro da área mínima a ser adquirida


(disponibilizada), inclusive acesso;

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− dados cadastrais dos proprietários atingidos e confrontantes.

IV.3 ANTEPROJETO

IV.3.1 DIAGRAMA UNIFILAR BÁSICO

Deve ser elaborado um desenho contemplando as seguintes informações:

− Todas as etapas da instalação, em posições relativas que correspondam ao físico e com a


indicação de todos os equipamentos principais.

− Simbologia ABNT para identificar todos os equipamentos principais.

− Esquema de manobra bem identificado de todos os setores.

− Legenda indicando as etapas inicial e final.

Caso haja evolução no esquema de manobra da instalação ou de um setor, entre as etapas


inicial e as intermediárias, deve ser informado de maneira clara e objetiva neste desenho.

IV.3.2 ARRANJO GERAL

Deve ser elaborado desenho definindo um arranjo que atenda ao diagrama unifilar básico
proposto, assim como, a critérios visando confiabilidade e facilidade de manutenção, levando
em consideração os seguinte itens:

IV.3.2.1 DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA

O arranjo deverá adotar distâncias mínimas de segurança que atendam níveis de isolamento
exigidos, critérios de segurança pessoal durante manutenções, inspeções, medições e visitas, e
também critérios de segurança operacional, prevendo movimentação de veículos de
manutenção e de carga.

IV.3.2.1.1AFASTAMENTO ENTRE EQUIPAMENTOS

Deverá ser adotado um afastamento horizontal mÍnimo tal que inclua o contorno do veículo
ou máquina acrescido de 20% para permitir inevitáveis imprecisões de manobra. Estas
distâncias porém nunca deverão ser inferiores às mínimas de segurança.

Deverá ser previsto guia rebaixada nos acessos aos patamares dos setores, assim como reforço
de canaletas, dutos ou instalações fixas.

Para o transporte de equipamentos menores (disjuntores, TC's, etc), deve ser previsto um lay-
out com passagem mínima de 2,5 m para veículos leves, não necessariamente pavimentadas,
com superfície de isolamento adequado. Estas passagens devem sempre ser dotadas de

41 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

afastamento adequado com relação a parte viva, devendo ter um gabarito de indicação do
local da passagem.

IV.3.2.1.2CURTO CIRCUITO

O arranjo selecionado e a instalação com seus suportes isolantes e cadeias de ancoragem


deverão suportar satisfatoriamente os efeitos eletromecânicos decorrentes da condição de
curto circuito, atendendo as normas IEC / NBR.

IV.3.2.1.3PARÂMETROS METEOROLÓGICOS

O arranjo selecionado e a instalação compreendendo seus elementos suportes, equipamentos,


barramentos e demais dispositivos deverão operar satisfatoriamente quando submetidos a
condições normais ou de emergência de origem climática, tais como variações térmicas, ação
de vento, índices de poluição.

O projeto básico deverá informar classe de poluição e sua origem, velocidade do vento,
temperatura máxima e mínima, índice pluviométrico.

IV.3.2.1.4BARRAMENTOS

Para o arranjo selecionado os barramentos podem ser executados com condutores rígidos ou
flexíveis de cobre ou alumínio e devem ser dimensionados quanto as suas características
físicas, bitolas, vãos e suportes, de forma a atender os requisitos técnicos da instalação para
todas as condições de operação.

O dimensionamento do barramento deverá levar em consideração o carregamento limite da


Subestação.

IV.3.2.2 VIAS DE ACESSO E URBANIZAÇÃO

As vias de acesso à subestação deverão ser projetadas de modo a evitar grande número de
manobras das carretas para transporte pesado, tais como, transformadores e reatores.

As vias de circulação interna deverão ser projetadas, levando em consideração o tipo de


utilização a que se destina.

Para a movimentação de equipamento pesado (transformadores e reatores), as vias de acesso e


circulação interna deverão ser pavimentadas e terem largura, raio de curvatura e inclinação
compatíveis com o tipo de carreta a ser utilizada no transporte destes equipamentos.

Devem ser previstas, também, vias de circulação para o pessoal de operação, manutenção e
movimentação de equipamentos leves.

Na urbanização deve-se ter o cuidado para que não seja preterida a funcionalidade em favor
da estética.

Devem ser evitada áreas de solo sem cobertura, para que não ocorra formação de poeira,
poluindo o ambiente.

42 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

É indispensável a utilização de uma cerca ou muro limite de propriedade para dificultar a


entrada de pessoas e animais.

Para evitar o acesso de pessoas não autorizadas nas áreas energizadas, deverá ser utilizada
cerca delimitando estas áreas.

IV.3.3 DEFINIÇÃO PRELIMINAR DO PATAMAR DA SUBESTAÇÃO

IV.3.3.1 TERRAPLENAGEM E ACESSO

Deve ser definida a cota do (s) pátio (s) e apresentada planta e seções de terraplenagem, com
indicações de corte e aterro, inclusive os volumes previstos para sua execução e proteção dos
taludes.

Para a circulação interna devem ser definidos o tipo, as áreas a serem revestidas e viabilizadas
as "estradas de serviços" que acessam aos equipamentos.

Quanto ao acesso externo, deve ser verificado seu eNºuadramento dentro das Normas em
vigor a nível federal (DNER) estadual (DER) ou municipal (PREFEITURA).

IV.3.3.2 DRENAGEM

Deve ser indicado o tipo de drenagem, profunda ou superficial, filosofia de coleta das águas
pluviais e de óleo dos transformadores e reatores.

Para evitar que a superfície fique inundada deve ser assegurado escoamento rápido das águas
pluviais, adotando-se um pequeno declive, podendo ser dividida em zonas para evitar
desníveis apreciáveis na área drenada.

Devem ser previstos um ou mais coletores gerais, conforme a configuração do terreno.

Em declives e mudanças de nível devem ser tomadas precauções, tais como: calhas, canaletes
em escada, muro de arrimo drenado, para evitar deslizamentos.

Devem ser previstas nas canaletas de cabos, o escoamento de águas pluviais para o sistema de
drenagem. Deverá ser considerado o nível do lençol freático no período chuvoso.

A drenagem da área de transformadores e reatores será feita através de bacias coletoras


situadas sob os equipamentos. As bacias devem coletar a água da chuva e os eventuais
vazamentos de óleo bem como, conter pedra britada para garantir o escoamento rápido e
contribuir para a extinção do incêndio nos equipamentos. O efluente de todas as bacias será
dirigido à caixa separadora de água e óleo com a finalidade de proteger o meio ambiente de
qualquer contaminação.

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

IV.3.4 PLANTA DE LOCALIZAÇÃO

Este desenho deve conter o arranjo da subestação indicando a etapa inicial e previsão futuras,
áreas para o acesso (vias rodovias, ou estradas vicinais), como chegar a subestação (planta de
situação, situada no canto superior direito do desenho).

Deve indicar, também, algumas características de terraplanagem (bernas, taludes, curvas de


nível), cercas/ alambrados/muros em alvenaria, coordenadas geométricas, locação de
edificações, nortes verdadeiro e magnético.

É um documento emitido a partir do levantamento planialtimétrico (cadastro da áreas já


elaborado, item IV .2.7)

IV.3.5 SISTEMA DE PROTEÇÃO, CONTROLE E MEDIÇÃO

Deve ser apresentado memorial descritivo referente ao sistema de proteção, com os seguintes
itens:

− Verificação da proteção da subestação com as subestação existente com a qual irá se


conectar;

− Descrever filosofia de proteção, controle e medição;

− Diagrama Unifilar de Proteção e Medição.

IV.4 CRITÉRIOS DE PROJETO

Os critérios, a seguir, conterão as informações mínimas que deverão ser observadas quando da
elaboração do projeto executivo, bem como servir de orientação para a elaboração do
orçamento do empreendimento, a nível de projeto básico.

IV.4.1 SISTEMA DE PROTEÇÃO, CONTROLE E SUPERVISÃO

IV.4.1.1 CRITÉRIOS GERAIS

 Os sistemas de Proteção, Controle e Supervisão deverão ser projetados e instalados em


conformidade com as normas da ABNT e na falta dessas, as normas da IEC ou normas
internacionais em uso, devendo em cada caso ser claramente indicada a norma adotada.

 As proteções na subestação do Concessionário serão responsáveis pela eliminação rápida


e segura de defeitos em suas instalações. As proteções da Supridora serão responsáveis
somente pela eliminação de defeitos nas linhas entre os disjuntores da Supridora e os do
Concessionário.

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

 O Sistema de Controle das instalações do Concessionário deverá permitir manobras


seguras (sob os aspectos físicos e elétricos) e com a rapidez necessária exigida pelo
Sistema interligado.

 O Sistema de Supervisão deverá ser suficientemente completo para permitir a imediata


identificação dos dispositivos atuados e a posterior análise de desempenho.

IV.4.1.2 CRITÉRIOS PARA OS SISTEMAS DE PROTEÇÃO

 Cada linha de tensão igual ou superior a 138kV deverá ser dotada de um sistema de
proteção que permita a eliminação dos diversos tipos de defeito (monofásicos, interfásicos
e interfásicos à terra) em tempos compatíveis com os admitidos pelo sistema da Supridora,
em geral de 100ms, possibilitando ainda religamento automático mono e tripolar.

Para tensão igual ou superior a 345 kV deverão ser adotadas proteções, teleproteções,
incluindo TC e TP , com redundâncias e 100%.

Dependendo do caso, poderá ser empregado um dos sistemas de proteção: diferencial,


diferencial a fio piloto, distância, etc..

No caso das proteções diferenciais torna-se necessária a adição de um sistema de proteção


de retaguarda (usualmente proteção de sobrecorrente).

No caso de proteção de distância, esta deverá possuir, pelo menos, três zonas de atuação e
um relê de sobrecorrente direcional de terra como retaguarda. Associado à proteção de
distância deverá haver um sistema de teleproteção por canal piloto, de preferência com
transmissor e receptor de carrier, operando em conjunto com a proteção da Supridora.

Para o esquema de teleproteção requerido, os principais esquemas utilizados pela


Supridora são: trasfer trip, sobrealcance permissivo, etc. As freqüências do Carrier serão
fornecidas pela Supridora. No caso de impossibilidade técnica (por exemplo
congestionamento do Plano de Freqüência), o Concessionário adotará esquemas de
teleproteção com fibras ópticas (cabos OPGW) ou Microondas.

 Deverá ser instalada uma proteção para o barramento de 230k V, ou superior, por exemplo
diferencial, que deverá eliminar defeitos no tempo máximo de 100ms, desligando os
disjuntores conectados à barra.

 Deverá ser instalada proteção contra sobretensão (ligada entre fases) no barramento 230
kV, ou superior contendo dois níveis, um instantâneo e o outro temporizado.

 Associado a cada transformador e reator deverá existir um sistema de proteção diferencial


do tipo rápido para eliminação de defeitos internos no tempo máximo de 100ms.

 Deverá ser instalado um sistema de proteção de falha de disjuntor, com tempo máximo de
operação de 250ms, de modo a coordenar com os tempos de 21ª zona das proteções de
distância (ou equivalentes) da Supridora (saídas para o Concessionário).

 Os disjuntores deverão ser providos de proteção contra discordância permanente de pólos.

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

 Deverá haver proteções de retaguarda para todos os sistemas de proteção.

 A proteção principal e de retaguarda deverão atuar simultaneamente nos dois circuitos de


abertura dos disjuntores.

 Deverá ser instalado um sistema de alívio de carga, com sensores e lógica compatíveis
com os adotados nas Subestações primárias da Supridora, (reles de freqüência ou de taxa
de variação da freqüência, etc.)

 Deverá ser instalado um sistema de Registro de Perturbação e Seqüencial de Eventos para


todos os bays de tensão 230kV ou superior.

 Para cada unidade geradora, no caso de existência de geração própria, devem ser previstas
no mínimo as seguintes proteções:

− Diferencial de gerador;

− Diferencial gerador / transformador;

− Sobrecorrente;

− Sobrecorrente com restrição de tensão;

− Perda de excitação;

− Estator à terra Sobre e subtensão;

− Sobre e subfrequência.

IV.4.1.3 CRITÉRIOS PARA OS SISTEMAS DE CONTROLE

A instalação deverá ser dotada de:

− Esquemas de intertravamento para os dispositivos de manobra (disjuntores e


seccionadores), de modo a impedir manobras indevidas na instalação.

− Deverão existir comandos elétricos local (a nível de equipamento) e remoto para os


dispositivos de manobra.

− Para o Concessionário que possua geração própria deverá existir esquema de


sincronização para a interligação com o Sistema da Supridora.

IV.4.1.4 CRITÉRIOS PARA OS SISTEMAS DE SUPERVISÃO

A instalação do Concessionário deverá ser dotada das seguintes supervisões:

− Sinalização de estado dos dispositivos de manobra (seccionadores e disjuntores) e de


regulação (comutação de taps sob carga de transformadores).

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− Anunciador de defeitos para sinalização de operação dos principais dispositivos de


controle, proteção, teleproteção e regulação.

− Registradores de Perturbações para registro das grandezas analógicas (correntes e


tensões), das atuações das proteções das linhas de interligação com o Sistema da
Supridora e de outros equipamentos importantes da instalação do Concessionário.

IV.4.2 SISTEMA DE MEDIÇÃO OPERACIONAL E DE FATURAMENTO

IV.4.2.1 CRITÉRIOS GERAIS

 Os sistemas de medição deverão ser projetados e instalados em conformidade com as


normas da ABNT e na falta dessas, da IEC ou normas internacionais em vigor, devendo
em cada caso ser claramente indicada a norma adotada.

 A medição operacional na subestação do Concessionário será responsável pela indicação


e/ou registro, com exatidão e confiabilidade, das grandezas elétricas correspondentes aos
equipamentos / instalações.

 A medição de faturamento será localizada no ponto de entrega da energia elétrica,


definido no contrato. A medição será feita a três elementos de corrente e de tensão.

IV.4.2.2 SISTEMA DE MEDIÇÃO OPERACIONAL

 Para cada linha de transmissão de 138kV ou superior da instalação do Concessionário


deverão existir medições de corrente, tensão, potência ativa e potência reativa.

 Para cada unidade geradora, no caso de Concessionário com geração própria, deverão
existir as seguintes medições:

− tensão e corrente de campo;

− registro de tensão, potência ativa e reativa de armadura, além das demais medições
normais necessárias.

 Para cada barramento de 138 kV ou superior deverá existir medição de tensão com
indicação e registro.

 Para cada transformador de potência deverá existir medição, conforme explicitado a


seguir:

− Primário: indicação e registro de corrente;

− Secundário: medição de energia, indicação de corrente, além de indicação e registro


depotência ativa e reativa.

 Para banco capacitor deverá existir medição de corrente e potência reativa.

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

 Para reator deverá existir medição de corrente. Se a tensão for igual ou superior a 345 kV,
deverá também existir medição de potência reativa.

IV.4.2.3 SISTEMA DE MEDIÇÃO DE FATURAMENTO

IV.4.2.3.1COMPETÊNCIA

Deverão ser considerados os seguintes itens, no tocante à competência da Supridora e/ou


Concessionário quanto a aquisição e instalação dos componentes e equipamentos destinados à
medição de faturamento:

− Todos os componentes e equipamentos desatinados à Medição de Faturamento, serão de


propriedade da Supridora, ficando a seu critério a instalação daqueles que julgar
necessários, bem como sua substituição quando considerada conveniente.

− O painel onde serão instalados os instrumentos e acessórios de baixa tensão deverá


obedecer à padronização da Supridora, de acordo com as características particulares de
cada instalação.

O painel será fornecido pela Supridora e instalado pelo Concessionário, podendo ser, no
entanto, por conveniência das instalações, de propriedade do mesmo, ficando neste caso,
sujeito a prévia aprovação da Supridora.

Caberá ao Concessionário prever um local apropriado para instalação abrigada do painel,


garantindo a facilidade de acesso para operação e manutenção.

− Caberá ao Concessionário adquirir e instalar as tubulações, caixas de junção e cabos de


controle, de acordo com especificações e projeto a serem fornecidos pela Supridora.

− O Concessionário deverá fornecer estruturas ou bases apropriadas e exclusivas para


instalação dos equipamentos destinados à medição de faturamento.

− Todos os componentes / dispositivos destinados ao interfaceamento (pulsos de energia,


sincronismo, etc.) com o sistema da Supridora serão de responsabilidade do
Concessionário.

IV.4.2.3.2CRITÉRIOS PARA O SISTEMA DE MEDIÇÃO DE FATURAMENTO

 As medições de energia ativa e reativa, serão efetuadas por meio de medidor estático ou
microprocessador, combinado, para medição nos quatro quadrantes, classe 0,5 - IEC ou
melhor, devendo atender a publicação mais recente da IEC 687. Devem possuir contatos
livres de potencial ou uma saída transistorizada para emissão de pulsos, ou ainda conexão
para comunicação serial de pulsos.

 No caso do Concessionário ser suprido por mais de um circuito, será prevista a utilização
de instrumentos e dispositivos adequados à totalização dos consumos e demandas
individuais.

48 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

 Os transformadores de corrente - TC e transformadores potenciais capacitivos TPC nessa


medição serão instalados de tal modo que a medição fique independente de qualquer
configuração operacional.

 Os TC e TPC utilizados, serão exclusivos ou possuirão enrolamentos exclusivos para


medição de faturamento.

 A cabeação secundária dos TC e TPC até o painel de medidores, deverá obedecer à


padronização da Supridora.

 Na cabeação dos circuitos de corrente e potencial serão utilizados cabos de cobre,


blindados, bitola mÍnima 2,5mm2, quatro condutores, isoladores em PVC ou polietileno. O
dimensionamento real das bitolas deverá atender aos seguintes critérios:

− circuito de potencial - Os condutores e cabos, utilizados para ligação dos TP / TPC aos
medidores não deverão introduzir erro na medição de energia ativa superior a 0,1%.

− circuitos de corrente -Os condutores e cabos utilizados para interligação dos


equipamentos e instrumentos serão especificá-los de tal modo que a carga total
imposta ao TC seja inferior a carga secundária padrão dos mesmos.

− a distância entre os TC e TPC e o painel de medidores não deverá ultrapassar 100


(cem) metros.

 O aterramento dos secundários dos TC e TPC empregados na medição deverá ser feito no
local onde se encontram instalados.

IV.4.2.3.3ESPECIFICAÇÕES GERAIS PARA MEDIÇÃO DE FATURAMENTO

Os componentes principais a serem utilizados na medição, atenderão as características abaixo


relacionadas:

 Transformador de Potencial Capacitivo

− Tensão nominal do secundário de medição.................................115V

− Classe de exatidão do secundário de medição.............................0,3

− Carga nominal do secundário de medição...................................P12,5 a P200

OBS.: O secundário do TPC será acondicionado em caixa que permita aplicação de selos.

 Transformador de Corrente

− Fator térmico nominal...................................1,3

− Classe de exatidão.........................................0,3 para medidor classe 0,5 ou pior

0,1 para medidor classe 0,2 ou melhor

− Carga nominal do secundário de medição....C 2,5 até C 50

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

As relações nominais de transformação deverão ser estabelecidas de modo a atenderem o


valor previsto para a carga e o seu gradativo aumento, e em ambos os casos a corrente dos
TC deverá estar compreendida no intervalo de 20% a 1000/o da relação utilizada.

OBS.: O secundário do TC será acondicionado em caixa que permita a aplicação de selos.

 Medidor de energia ativa / reativa a 3 elementos de corrente e tensão

− Tensão nominal............................115V

− Corrente nominal..........................5A

− Freqüência nominal......................60Hz

− Classe de exatidão........................0,5 IEC ou melhor para cargas inferiores a 100MW

0,2 IEC ou melhor para cargas superiores a 100MW

 Totalizador de pulsos

Somente aplicado quando houver mais de um ponto a ser medido em um mesmo nível de
tensão e para um mesmo Concessionário, com as seguintes características:

− Utilização embutida em painel

− Tensão nominal 115V, 60Hz

− Possibilidade de homogeneização de pulsos recebidos, quando necessário

 Registrador Digital

Deverá ter características para receber pulsos de medidores e totalizadores e processá-los


de acordo com a legislação tarifária.

IV.4.3 SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO E TELEPROTEÇÃO

O Concessionário deverá dotar sua subestação de facilidades mínimas referentes a rede de


telefonia nas edificações.

Esses requisitos mínimos compreendem basicamente os seguintes aspectos:

− Pontos telefônicos em todas as edificações;

− Qualidade e tipo dos materiais conforme padronização Telebrás;

− Qualidade e métodos de execução da rede conforme padronização Telebrás;

− Interligação com as concessionárias de serviço telefônico.

O concessionário deverá dotar sua subestação de equipamentos para assegurar troca de


informações (dados e voz) com os despachos de carga da Supridora e com as subestações
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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

interligadas, bem como a transmissão de sinais de teleproteção com as subestações com as


quais está interligada.

Os equipamentos acima citados deverão atender aos requisitos téa1icos e planificação de


freqüências especificadas pela Supridora.

O Concessionário deverá adotar preferencialmente equipamentos com a tecnologia de ondas


portadoras para teleproteção, e rádio SHF/UHF para voz/dados. Como alternativa poderá
também ser utilizada transmissão via fibra óptica, nos casos em que esta se mostre técnica e
economicamente mais vantajosa.

Em quaisquer dos casos, o Concessionário deverá fornecer todos os equipamentos e materiais


necessários aos acoplamentos com o sistema elétrico em ambos os terminais dos enlaces, bem
como realizar a montagem dos mesmos dentro de normas compatíveis com as modernas
técnicas de engenharia e construção.

IV.4.4 SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

O sistema de proteção contra incêndio tem por finalidade prevenir, detectar e combater
incêndios, protegendo a vida de operadores, instalações e os equipamentos através de agentes
extintores adequados à natureza do fogo a extinguir .

Deverá ser prevista instalação de parede corta-fogo entre as unidades dos reatores e
transformadores.

A proteção contra incêndio, conforme a aplicação, poderá ser feita através de:

− Pátio e edificações - Extintores;

− Edificações - Hidrantes e detecção de incêndio;

− CO2 para ambiente com equipamentos elétricos;

− Equipamentos isolados a óleo - Sistema de água nebulizada e rede de hidrantes para


rescaldo.

O tipo de proteção deverá ser adequado à área e classe ocupacional do risco, bem como
obedecer às prescrições do Corpo de Bombeiro local, NBR-13231 e recomendações do
GRIDIS.

IV.4.5 SISTEMA DE ATERRAMENTO E COMPATIBILIDADE


ELETROMAGNÉTICA

IV.4.5.1 ATERRAMENTO

O projeto do sistema de aterramento deverá ser desenvolvido visando garantir a segurança


humana e a adequada operação dos equipamentos, considerando as seguintes etapas:

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DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− Medição de resistividade do solo e sua estratificação em camadas;

− Dimensionamento dos condutores da malha para a maior corrente de custo para a terra, na
subestação, atendendo aos limites elétricos e mecânicos, conforme critérios da norma
IEEE-80;

− Cálculo da corrente de malha, considerando divisão de corrente pelo aterramento das


linhas interligadas à malha através dos cabos pára-raios, neutros de circuitos de
distribuição e demais elementos metálicos ligados à malha. Deverá ser considerada a
maior corrente de malha, na avaliação de faltas na subestação e ao longo das linhas de
transmissão;

− Cálculo dos potenciais produzidos, considerando distribuição não uniforme de corrente


nos cabos da malha. Deverão ser avaliados os potenciais de toque, passo e transferidos;

− Cálculo dos potenciais toleráveis, conforme critérios de norma IEEE-80;

− Dimensionamento da malha para garantir potenciais produzidos dentro dos limites


aceitáveis de suportabilidade.

A malha deverá ser dimensionada pelos critérios acima, envolvendo injeções de corrente à
freqüência natural e reavaliada para solicitações de alta freqüência.

As conexões, enterradas, dos cabos da malha deverão ser executadas por solda.

Completando a malha, deverão ser utilizadas hastes nos locais que necessitem melhor
escoamento da corrente para o solo ou menor impedância para surtos de alta freqüência.

IV.4.5.2 COMPATIBILIDADE ELETROMAGNÉTICA

Considerando a presença de interferências eletromagnéticas entre os vários sistemas da


instalação (proteção digital, serviços auxiliares, telecomunicações, etc), deverá ser avaliada a
compatibilidade eletromagnética desses sistemas, identificando as fontes geradoras de
interferências e as medidas corretivas.

O Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), em subestações de energia,


envolve a instalação de urna rede de cabos e hastes de proteção, instalados nas estruturas
suportes dos barramentos e postes adicionais (caso seja necessário), proporcionando proteção
contra a incidência de descarga atmosféricas que afetem sua operação normal. O SPDA
integra o sistema de aterramento da subestação.

Para o dimensionamento do SPDA, sugere-se a aplicação do "modelo eletrogeométrico",


também conhecido como "método da esfera rolante ou fictícia", combinado com uma
abordagem probabilística, que considere os seguintes parâmetros:

− corrente crítica de descarga;

− distância crítica de atração;

− nível cerâunico da região;

52 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− dimensões da instalação.

As edificações existentes na subestação que não estejam dentro da área de proteção do SPDA,
deverão, necessariamente, possui um SPDA próprio. As prescrições da NBR 5419, em sua
última versão, serão utilizadas como referência no projeto.

IV.4.6 ILUMINAÇÃO

IV.4.6.1 PÁTIO E VIAS

Para o sistema de iluminação das subestações deverão ser observados, de acordo com o uso,
os níveis mínimos de iluminamento horizontal, ao nível do solo, conforme a seguir:

Pátio de manobra

 Área dos equipamentos de manobra 15 lux

 Área dos transformadores, reatores e capacitores 20 lux

Vias de acesso

 Internas, eixo das vias 5 lux

 Externas, eixo das vias 10 lux

IV.4.6.2 EDIFICAÇÕES

O sistema de iluminação deve ser adequado ao uso e tipo da área, visando proporcionar
adequado nível de iluminamento e visão confortável e sem ofuscamento, tornando o ambiente
claro e agradável, permitindo a observação de detalhes peculiares nas salas de controle, relés,
baterias, casa de grupo motor-gerador, e demais edificações.

Para a determinação dos valores mínimas de iluminação deverão ser seguidas as


recomendações da NBR 5413- Iluminância de interiores - Especificação.

A iluminação da sala de baterias deverá ser do tipo aparente, com utilização de aparelhos a
prova de explosão, gases e vapores, caso não sejam aplicadas baterias com baixo nível de
emissão de gases.

A sala de comando deverá ser atendida, automaticamente, pelo gerador de emergência, em


caso de falha das fontes principais de serviços auxiliares. Adicionalmente, deverão ser
previstos alguns pontos de luz, com suprimento em corrente contínua, de modo a assegurar
condições satisfatórias de iluminação, no caso de indisponibilidade do gerador de emergência.

53 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

IV.4.6.3 ILUMINAÇÃO ESSENCIAL

A iluminação essencial será feita apenas em corrente alternada, alimentada pelo gerador de
emergência, em caso de falha dos transformadores de serviços auxiliares.

O projeto executivo indicará as luminárias e projetores que deverão permanecer acesas nesta
condição. A escolha deve ser feita para permitir a circulação do operador na área das pátios
das subestações favorecendo, principalmente, a área dos transformadores e disjuntores.

IV.4.6.4 ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

A iluminação de emergência será proveniente dos painéis de corrente contínua e utilizada


somente nos locais essenciais.

IV.4.6.5 TOMADAS DO PÁTIO

Deverão ser previstas no projeto tomadas trifásicas e monofásicas em corrente alternada, de


modo a atender às necessidades da montagem em serviços de ampliação e para a equipe de
manutenção.

IV.4.7 DUTOS E CANALETAS

As canaletas devem ser construídas em alvenaria ou pré moldadas em concreto, drenadas,


utilizando tampa metálica ou em concreto, com reforços nos pontos de circulação de veículos.

Deverão ser previstos suportes nas canaletas para permitir a segregação dos cabos de força,
proteção e controle, caso seja utilizada canaleta única para este fim.

Nas travessias das vias deverão ser previstas redes de dutos ou canaletas reforçadas.

IV.4.8 EDIFICAÇÕES E OBRAS CIVIS

IV.4.8.1 ABASTECIMENTO E DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA

A água para consumo da subestação deverá ser fornecida, preferencialmente, pela companhia
concessionária local. Na falta desta, ou no caso do abastecimento não ser confiável, deve-se
prever a captação por meio de poço tubular profundo ou outro meio aplicável.

Em qualquer caso a potabilidade deverá ser assegurada.

A água será armazenada em um ou mais reservatórios inferiores e daí bombeada para um


reservatório elevado. O reservatório elevado abastecerá por gravidade todas as edificações e
pontos de consumo. A reserva para combate a incêndio deverá ser previsto do reservatório
inferior.

54 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

IV.4.8.2 SISTEMA DE ESGOTO

Deverá ser previsto sistema de esgoto sanitário, para atender exigências técnicas de higiene,
permitindo um rápido escoamento dos despejos, fácil manutenção e evitando a poluição e
contaminação do solo e das águas superficiais e freáticas.

Os efluentes deverão ser direcionados para sumidouros ou valas de infiltração, podendo do


resultado dos ensaios de medição da taxa de absorção do terreno ou ainda, se for o caso,
direcionados para algum córrego receptor próximo, após tratamento por filtros anaeróbios ou
valas de filtração.

Caso exista coletor público nas proximidades, o esgoto deverá ser direcionado in natura para
o mesmo, de preferência por gravidade ou através de bombeamento.

Sempre que possível, deverão ser evitadas estações elevatórias de esgoto.

Todo o sistema de tratamento e disposição dos efluentes deverá ser redundante, de modo que
as paradas para manutenção de qualquer componente não implique na interrupção do
funcionamento do sistema.

Em nenhuma hipótese deverão ser interligados os sistemas de esgotos sanitários e drenagem


pluvial.

Nas instalações prediais de água e esgoto, devem ser obedecidas as normas brasileiras
correspondentes.

IV.4.8.3 CASA DE CONTROLE

A casa de controle deverá estar situada em local de fácil acesso e que minimize a extensão dos
diversos circuitos.

Em subestações extensas, os painéis de proteção poderão ser descentralizados, construindo


para tanto casa de reles nos pátios.

A casa de controle e as casas de reles (caso existam) devem ter o tamanho compatível com os
equipamentos a serem instalados, inclusive prevendo ampliações futuras.

O projeto da casa deve prever as facilidades para entrada e movimentação dos painéis.

IV.4.8.4 FUNDAÇÕES

Os tipos de fundações serão definidos de acordo com o solo, a partir de medições de


sondagem.

IV.4.9 CABOS DE ALIMENTAÇÃO E CONTROLE

Os cabos de alimentação e controle deverão ser projetados e instalados em conformidade com


as normas da ABNT.

55 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

Os cabos deverão ser dimensionados considerando os critérios de:

− curto-circuito;

− queda de tensão;

− condução de corrente em regime.

− interferências eletromagnéticas

Adotando o resultado daquele mais conservativo.

Para os cabos de controle, deverão ser aplicados preferencialmente, aqueles conforme


indicados abaixo:

− circuito de corrente.........................................................6mm2

− circuito de tensão............................................................2,5mm2

OBS: O critério de 0,5% assumido para a queda de tensão máxima, deverá ser observado
quando do dimensionado dos cabos do circuito de tensão.

− circuito de sinalização e alarme......................................0,75 mm2

− circuito de comando, intertravamento e proteção..........2,5 mm2

IV.4.10 SERVIÇOS AUXILIARES EM CORRENTE ALTERNADA (CA) E


CORRENTE CONTÍNUA (CC)

Os serviços auxiliares deverão ser planejados, projetados e construídos de forma a garantir a


segurança da operação da subestação, mesmo em contingência de um dos seus dispositivos.

IV.4.10.1 SERVIÇOS AUXILIARES EM CA

A alimentação em média tensão deverá ser proveniente, preferencialmente nesta ordem, das
seguintes fontes:

− própria da subestação;

− rede de distribuição da concessionária local.

As demandas deverão ser dimensionadas a partir das cargas de serviços da subestação.

A alimentação em baixa tensão será feita a partir de transformador (es) abaixador (es), ambos
com capacidade de alimentar continuamente a carga total prevista.

A distribuição em baixa tensão será feita a partir de barramentos distintos para cargas
essenciais e não essenciais.

56 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

Define-se como carga essencial aquelas indispensáveis ao funcionamento, segurança e


restabelecimento da subestação.

Deverá ser prevista a instalação de Grupo Motor Gerador (GMG), com a finalidade de suprir
o barramento de cargas essenciais, e este deverá entrar em operação automaticamente na falta
de fonte de alimentação principal.

IV.4.10.2 SERVIÇOS AUXILIARES EM CC

Os serviços auxiliares em corrente contínua funcionarão preferencialmente em 125 Vcc para


as cargas de serviço e iluminação de emergência, e 48 Vcc para o sistema de comunicação. A
alimentação desses sistemas, deverá ser proveniente de duas fontes independentes.

Cada uma dessas fontes CA deve alimentar um conversar CA / CC e um conjunto de


acumuladores. Na falta de urna dessas fontes de alimentação, as cargas deverão ser
alimentadas automaticamente pela outra fonte, sem qualquer interrupção na operacionalidade
da subestação.

Os acumuladores deverão ter capacidade para alimentar em emergência as cargas básicas dos
equipamentos, em período de 4 a 5 horas, sem o auxilio dos carregadores.

IV.5 ORÇAMENTO

O orçamento servirá para que o Poder Concedente faça uma avaliação técnico-econômica do
empreendimento, na etapa de Projeto Básico.

IV.5.1 QUANTITATIVOS E CUSTOS UNITÁRIOS DE EQUIPAMENTOS,


MATERIAIS E SERVIÇOS

Deverão ser elaboradas listas de quantitativos de equipamentos, materiais e serviços


estimados para a subestação, com base nas características definidas no projeto, de forma a
servir de subsídios para a elaboração do orçamento.

IV.5.2 ESTIMATIVAS DE CUSTO

O orçamento deverá seguir a itemização abaixo, e os custos deverão ser referidos a uma data
base e expressos em moeda nacional:

ST1- Terreno

2- Engenharia

2.1- Topografia

2.2 - Sondagem

57 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

2.3 - Projeto

2.4 - MeioAmbiente

ST2 - Total Engenharia

3- Equipamento e Material

3.1 - Equipamentos Principais dos Pátios

3.2 - Equipamentos Auxiliares

3.3 - Estruturas Suporte dos Barramentos

3.4 - Barramentos, Isoladores e conexões

ST3- Total Equipamento e Material

4- Construção e Montagem

4.1- Terraplenagem

4.2 - Urbanização / Acabamento / Drenagem

4.3- Fundações/Bases/Canaletas

4.4 - Edificações

4.5 - Montagem das Estruturas

4.6 - Montagem dos Equipamentos

4.7- Montagem dos Painéis

ST 4 - Total - Construção e Montagem

ST5 - Administração / Fiscalização

ST6 - Eventuais

T- Total Geral
Notas:
1) Para o item Equipamentos Principais dos Pátios devem ser considerados: Trafos, Reatores, Reguladores,
Compensadores, Capacitores, Disjuntores, Seccionadores, Pára-raios, Transformadores de Corrente e
Potencial.
2) Para o item Equipamentos Auxiliares deverão ser considerados os demais equipamentos do pátio,
equipamentos de serviço auxiliar, equipamentos de comunicação, equipamentos gerais da subestação, painéis
de medição, controle e proteção, malha de terra, (material e instalação), iluminação (material e instalação),
sistema de fiação (material e instalação).
3) As despesas de transporte e seguro deverão ser incluídas nos preços dos equipamentos e materiais.

58 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

IV.6 CRONOGRAMA

Para a etapa de Projeto Básico não se faz necessário definir o cronograma para a obra, ficando
somente definida as datas de início e de entrada em operação do empreendimento.

O detalhamento do cronograma deverá ser solicitado somente no contrato de concessão, de


acordo com o parágrafo único do artigo 23 da lei 8987. Este cronograma detalhado permitirá
que o Poder Concedente efetue a fiscalização e acompanhamento das etapas da obra.

IV.7 RELATÓRIO FINAL DO PROJETO BÁSICO DA SUBESTAÇÃO

Deverá ser apresentado um relatório do projeto básico da subestação, englobando:

− Apresentação

− Introdução

− Relatório Final para Escolha da Área

− Memorial Descritivo

− Anteprojeto

− Critérios de Projeto

− Orçamento

− Cronograma

− Anexos

59 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

V PARTICIPANTES

Para a elaboração deste trabalho foi constituído, em março de 1996, um grupo de trabalho
composto por técnicos das seguintes empresas: ELETRONORTE, ELETROSUL, LIGHT,
FURNAS, CESP, CHESF, CEMIG, COPEL, DNAEE, com a coordenação da
ELETROBRÁS.

Os trabalhos foram desenvolvidos com a seguinte composição:

pela ELETROBRÁS pela ELETRONORTE


− Américo Baptista Filho − Amaury Saliba
− Antonio Clebens Lisboa − Mauro Soares
− Carlos Frederico S. Meneses − Nélia Rosa A. Santos
− Dirceu Pacheco de Toledo
− Luiz Sebastião Costa pela ELETROSUL
− Míriam Regini Nutti − José Renato Vieira
− Rogério Neves Mundin − Júlio dos Santos

pelo DNAEE por FURNAS


− Flávio Sganzerla Eugênio Ferreira da Silva
− Paulo Jorge Rosa Carneiro − José Dutervil C. de Oliveira
− Paulo José dos Santos − José Roberto Taumaturgo Corrêa
− Maria Luiza Vieira de Castro
pela CEMIG − Murilo Vieira Machado Serra
− Hildebrando Cândido Coe111O
− James G.P. Simpson pela LIGHT
− Paulo Roberto F.C. Costa − Erasmo Rodrigues da Silva
− José Benedito Costa Araújo
pelo CEPEL − Maria Ângela M. Pupo Nogueira
− João Inácio da Silva Filho − Silvio Ferreira da Rocha Filho
− Sílvia Helena Menezes Pires
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO
pela CESP − Maria Ivete Ramos Cardoso (ELETROBRÁS)
− Fernando Duarte de O.Barros − Carmen Valéria da F. Rodrigues (ELETROBRÁS)
− Luiz Álvaro Votta

pela CHESF
− Flávia Gama Soares
− Mauricio Denis B.C. Bouwman
− Ruy Barbosa Pinto Junior

pela COPEL
− Josef Hoffmann Neto
− Nelson Prosdócimo

60 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

VI ANEXOS

1 - DIRETRIZES P ARA PROJETO BÁSICO DE LINHAS SUBTERRÂNEAS

2 - PROCEDIMENTOS PARA LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE SISTEMAS DE


TRANSMISSÃO

61 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

ANEXO l
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE
LINHAS SUBTERRÂNEAS

I-1 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

ANEXO 1 - DIRETRIZES P ARA PROJETO BÁSICO DE LINHAS SUBTERRÂNEAS

1 - INTRODUÇÃO

1.1 - DESCRIÇÃO E FINALIDADE

Consiste na descrição das condições gerais da linha de transmissão tais como, tensão entre
fases em kV, quantidade de circuitos, extensão aproximada entre os pontos a serem
interligados, sua real necessidade para o sistema elétrico onde será implantada, com
justificativas técnico econômica, potências iniciais e finais com respectivo fator de carga e
potência, níveis de curto circuito monofásico e trifásico nos pontos de interligação. Quando
possível deverá ser estimada a área e a população a ser beneficiada na região atendida direta
ou indiretamente pela linhas de transmissão, tanto na fase de construção, como na fase de
operação.

1.2 - DESCRIÇÃO DA REGIÃO ATRAVESSADA PELA LINHA DE TRANSMISSÃO

Consiste na descrição da região atravessada pela linha de transmissão, evidenciando-se suas


principais características tais como: tipo de ocupação, população afetada, vegetação

existente, interferências com os sistemas urbanos de água, luz, telefone, esgoto, gás, TV a
cabo, etc.

1.3 - NORMAS E PADRÕES A SEREM ADOTADOS

Deverão ser listadas todas as normas e padrões a serem obedecidas no projeto básico e
executivo da linha de transmissão (ABNT, ASTM, NESC, IEC, etc.), dando-se preferência
para as normas ABNT .

2 - ESTUDOS AMBIENTAIS

Face a peculiaridade desse tipo de empreendimento, sua implantação ocorre sempre em região
urbana, onde se verificam grande nível de ocupação, alta densidade de carga e pouca
disponibilidade de áreas para implantação de linhas aéreas. Dessa forma, esse tipo de linha é
projetada para ser construída em vias públicas, atingindo áreas do passeio e da caixa de
rolamento das ruas, fazendo-se normalmente desnecessário estudos ambientais. Entretanto
deverão ser consultados os órgãos públicos a cerca da necessidade de licenciamento face aos
impactos causados durante a implantação.

3 - ESTUDO DAS ALTERNATIVAS E ESCOLHA DA ROTA

A partir dos pontos terminais, localizados nas subestações, deverão ser elaborados os estudos
necessários para definição da rota da linha de transmissão.

3.1 - FATORES PREFERENCIALMENTE OBSERVADOS

 Menor distância entre os pontos

 Menor grau de interferência no subsolo

I-2 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

 Características geológicas do subsolo

 Menor transtorno a população local

 Observância as disposições legais pertinentes, inclusive no que se refere as normas e a


coordenação de ocupação do subsolo

3.2 - COLETA DE DADOS

 Mapeamento urbano com indicação do relevo da área envolvida, com curvas de nível-

 Cadastro das concessionárias de serviços públicos que utilizam estruturas subterrâneas na


área em estudo para caracterização das principais interferências no subsolo das possíveis
rotas.

 Abertura de cavas para prospecção do subsolo, caracterização do solo, densidade,


umidade, resistividade técnica e elétrica, nível do lençol freático e estruturas existentes.

 Observação da forma de ocupação e utilização das vias urbanas na área de influência da


linha de transmissão, observando o tráfego de veículos e possíveis alternativas pala
desvios, alterações, etc.

 Compatibilização da rota com outros projetos de estruturas subterrâneas

3.3 - CRITÉRIOS BÁSICOS PARA IMPLANTAÇÃO DA ROTA

 Menor custo associado ao menor nível de transtorno a coletividade

 Segurança da linha

− interferências: preferencialmente passar sob todas as instalações existentes


resguardando a linha quanto a possíveis agressões em função de serviços de
manutenção / ampliação nestas instalações.

− Recobrimento: a espessura do reaterro sobre a linha deverá garantir proteção contra


agentes externos que venham executar trabalhos na rota.

− Proteção adicional: a utilização de chapas de aço sobre o reaterro das cavas garante
proteção adicional a linha quando sua profundidade não for suficiente para sua
segurança.

− Banco de dutos armado: se preVista a execução de escavações profundas na rota após


implantação da linha, o banco de dutos armado garantirá, na época oportuna, a sua
integridade.

− Proteção dos cabos em valas: os cabos instalados diretamente enterrados em vala


devem receber uma proteção adicional de lajotas de concreto armado.

 Facilidades para instalação dos cabos

I-3 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− Esforços: a instalação em valas gera menores atritos e é menos trabalhosa, propiciando


a otimização dos lances, reduzindo a quantidade de emendas e conseqüentemente o
custo do empreendimento.

− Banco de dutos: evitar curvas sucessivas na horizontal ou vertical e adotar bitola


adequada para os dutos que compõem o banco são medidas indispensáveis para
minimizar os problemas dos esforços na instalação dos cabos. Em hipótese alguma,
adotar curvas reversas.

− Canaletas em concreto armado: normalmente inseridas nos trechos em curva das


bancos de dutos para suavizar o puxamento dos cabos.

 Otimização do projeto elétrico: as instalações em vala, com leito adequado a boa


dissipação térmica do calor gerado pelo cabo, propicia uma economia significativa, em
termos de bitola e comprimento dos lances.

 Caixas para emendas dos cabos: sua localização deve associar os pontos de emendas
definidos no projeto elétrico com as facilidades locais, quer para efeito de construção,
quer para futuras inspeções e manutenção.

 Locação das cavas: a caixa de rolamento das ruas tem se demonstrado mais segura que as
calçadas para a instalação da linha subterrânea, visto que, em função do trânsito, os
trabalhos que se executam nessa área são bem mais coordenados e em menor freqüência.

3.4 - RELATÓRIO DE ESTUDO DA ROTA

À indicação da rota deverá estar associado um relatório indicando as alternativas possíveis


estudadas, o resultado da coleta de dados efetuada e os fatores que justifiquem, em princípio,
aquela mais adequada para implantação da linha de transmissão.

3.4.1 - SOLUÇÕES ESPECIAIS DE ENGENHARIA

Há de se observar nesse relatório possíveis soluções de engenharia para situações especiais,


previstas ao longo da rota, tais como:

− Mini-túneis ou pontes para transpor obstáculos.

− Compartilhamento de instalações urbanas subterrâneas para cabos com tensão de


transmissão e outras.

− Implantação de bancos de duros em função de condições especiais de uso do logradouro


público.

− Aproveitamento de instalações urbanas existentes ou planejadas para compartilhar com os


cabos de transmissão.

− Soluções para minorar os transtornos que a obra virá acarretar à comunidade local.

I-4 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

3.4.2 - ANÁLISE ECONÔMICA DAS ALTERNATIVAS

Deverá ser apresentada, para cada alternativa de rota potencialmente possível, uma análise
econômica.

3.5 - APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS

Consiste do Relatório de Estudo de Rota e das plantas das rotas, com a locação das cavas para
a instalação dos cabos, em escala 1:250, com os cortes necessários e a indicação das
principais interferências, em escala adequada a um bom entendimento.

A escolha e o detalhamento da rota definitiva será feita posteriormente, associada aos estudos
referentes aos cabos e acessórios da linha. Nessa ocasião serão detalhados e posicionados as
caixas para emendas de cabos, camaras para taNºues, em se tratando de cabo OF e demais
estruturas da linha.

3.6 - LICENCIAMENTO PRELIMINAR

Consiste na apresentação das plantas com detalhes da rota ao órgão da administração pública
responsável pela coordenação da utilização dos logradouros públicos, inclusive subsolo, nas
áreas urbanas, para análise e prévia autorização da implantação da linha. Deverá ser
consultado o órgão de licenciamento ambiental para certificação da necessidade de
licenciamento específico.

4 - ESTUDOS ELÉTRICOS

4.1 - DADOS DO SISTEMA E DA LINHA DE TRANSMISSÃO

Para elaboração do projeto elétrico da linha, deverão ser informados os seguintes dados:

− Tensão nominal da linha

− Freqüência de operação do sistema

− Potência nominal da linha em regime normal e emergência

− Fator de carga e / ou curva de carga característica

− Nível básico de isolamento

− Potência de curto monofásico e trifásico nos pontos de interligação da linha

− Tempo de atuação da proteção da linha

− Condições previstas para operação da linha: em paralelo; normal e reserva; etc.

− Condições desfavoráveis ou agressivas que possam influenciar na boa performance da


linha

− Resistividade térmica e elétrica do solo ao longo da rota estabelecida

− Profundidade prevista para a instalação


I-5 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

4.2 - DIMENSIONAMENTOS E PROJETO DA LINHA

Consiste no cálculo e / ou definição dos parâmetros físicos e elétricos do projeto.

4.2.1 - DADOS DA INSTALAÇÃO

 Tipo de instalação: banco de dutos; valas; canaletas; estruturas especiais; etc.

 Tipo de aterramento das capas metálicas do cabo: cross bonded; single point; middle
point.

 Profundidade do eixo do cabo de referência (o mais quente da linha).

 Diâmetro dos dutos, dimensões e configuração do banco, especificação do material de


enchimento dos dutos.

 Dimensões das valas e canaletas para cabos, especificação do material do backfill.

 Disposição dos cabos nos dutos, vala e canaletas, identificação dos circuitos e respectivas
fases.

 Dimensões e localização das caixas para emendas dos cabos, para taNºues de óleo e para
dispositivos de transposição de capas e aterramento.

 Tabela de distância entre caixas de emendas e entre caixas de emendas e terminais.

4.2.2 - DADOS CONSTRUTIVOS DO CABO

 Material do condutor

 Área nominal da seção transversal do condutor

 Diâmetro do condutor

 Diâmetro da semicondutora interna

 Material da isolação

 Diâmetro externo da isolação

 Diâmetro da semicondutora externa

 Material da blindagem metálica

 Diâmetro e número de fios da blindagem metálica

 Área nominal da seção transversal da blindagem metálica

 Diâmetro externo da blindagem metálica

 Diâmetro externo da cobertura

I-6 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

4.2.3 - CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS

 Resistividade elétrica do material do condutor

 Resistividade elétrica do material da blindagem

 Resistividade relativa da isolação

 Tangente do ângulo de perdas dielétricas da isolação

 Resistividade técnica da isolação

 Resistividade térmica do solo

 Resistividade térmica do envelope de concreto do banco de dutos

 Resistência térmica entre condutor e capa metálica

 Resistência térmica da cobertura

 Resistência térmica do preenchimento de bentonita

 ResistênCia térmica do solo (perdas variáveis)

 Resistência térmica do solo (perdas constantes)

 Resistência do condutor em corrente contínua a 20°C

 Perdas joule no condutor por fase

 Perdas dielétricas por fase

 Relação entre as perdas do condutor e capa metálica

 Perdas joule totais do circuito adjacente por fase

 Perdas dielétricas do circuito adjacente por fase

 Fator de perdas

 Resistência do condutor em corrente alternada

 Temperatura do condutor em regime normal e emergência

 Temperatura da capa metálica em regime normal e emergência

 Temperatura da galeria

4.2.4 - CIRCUITO HIDRÁULICO DOS CABOS TIPO OF

Dimensionamento hidráulico da linha em cabo OF, definido, para cada seção:

I-7 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− Pontos de seccionamento do circuito hidráulico (emendas de retenção)

− Especificação, quantificação e localização dos taNºues de alimentação e manômetros

− Calibração dos manômetros: pressões máximas e mínimas

− Variação estacionária do volume de óleo

− Pressão estática mínima

− Perfil hidráulico da linha

− Sistema de supervisão e alarme de anormalidade hidráulica

4.2.5 - IMPEDÂNCIA DO CABO PARA CADA SITUAÇÃO DE INSTALAÇÃO


PREVISTA NO PROJETO

 Impedância própria do condutor

 Impedância própria da capa metálica

 Impedância de seqüência zero

 Impedância de seqüência positiva e negativa

4.2.6 - TENSÕES INDUZIDAS NAS CAPAS METÁLICAS

 Em regime

 Em curto circuito

 Especificação e locação dos descarregadores

4.2.7 - TRANSPOSIÇÕES E ATERRAMENTOS

 Transposição do condutor

 Transposição das capas metálicas

 Tipo de aterramento

 Especificação e quantificação das caixas para transposição e aterramento das capas

 Diagrama de aterramento

4.2.8 - EMENDAS E TERMINAIS

 Especificação e quantificação por tipo

 Desenhos de montagem

I-8 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

4.2.9 - DIAGRAMAS E DESENHOS COMPLEMENTARES

 Corte dos bancos de dutos, canaletas e valas com locação dos cabos, indicando os
circuitos e respectivas fases.

 Plantas e cortes das caixas de emendas, com lay-out dos cabos e emendas e detalhe do
sistema para sua fixação.

 Plantas e cortes das caixas para taNºues de óleo, em se tratando de cabo do tipo OF, com
os detalhes de fixação.

 Estruturas para suporte dos terminais e fixação dos cabos nas subestações.

 Malha de terra das caixas de emendas, definindo os pontos para interligação do


aterramento dos elementos nela instalados.

 Detalhamento das ferragens de fixação de cabos, emendas e terminais para fabricação com
a respectiva lista de quantidades por item.

 Desenhos e diagramas para instalação e montagem da linha e dos sistemas a ela inerentes,
indicando os seus componentes, com a respectiva listagem das quantidades.

5 - ESTIMATIVA DE CUSTO DA LINHA

Deverá ser composta, basicamente, pelos itens abaixo

5.1 - MATERIAIS

5.1.1 - CABOS E ACESSÓRIOS

Planilha de quantidades e custos unitários e totais por item:

Cabo isolado (Km)

− Emendas para cabo isolado, por tipo (peça)

− Terminais para cabo isolado, por tipo (peça)

− Caixas de desconexão, por tipo (peça)

− Hastes de aterramento (peça)

− Cordoa1ha para aterramento (Km)

− TaNºues de óleo, por tipo, somente para cabos OF (peça)

− Manômetros com contato elétrico, somente para cabos OF (peça)

− Material para enchimento dos dutos (Kg)

− Kit de materiais complementares para lançamento dos cabos, à descriminar (unid.)

I-9 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− Kit de materiais complementares para montagem de acessórios, à descriminar (unid.)

− Kit de materiais complementares para aterramento, à descriminar (unid.)

− Cabo concêntrico para aterramento (Km)

− Cabo isolado para aterramento (Km)

− Ferragens para fixação de cabos e emendas nas caixas (conj - um por caixa)

− Ferragens para fixação de cabos nas subestações (conj - 1 por subestação)

− Ferragens para suporte de terminais de cabos em subestações (conj - 1 por fase)

5.1.2 - DUTOS E TAMPÕES PARA ESTRUTURAS SUBTERRÂNEAS

Planilha de quantidades e custos, unitários e totais por item.

− Dutos para linha de transmissão subterrânea: especificar tipo e /ou marca e diâmetro
interno (Km)

− Luvas para dutos: especificar tipo e / ou marca e diâmetro interno (peça)

− Tampões para caixas de emendas: especificar desenho e / ou modelo (peça)

− Escadas metálicas para caixas de emendas (peça).

5.1.3 - OBRAS CIVIS

Especificação para construção das estruturas projetadas e demais serviços necessários a


implantação da linha de transmissão.

Planilha de quantidades e custos, unitários e totais:

− Tapumes e sinalização (conj)

− Escavações (m3)

− Escoramentos (m2)

− Remoção do material escavado (m3)

− Montagem do banco de dutos (m)

− Formas para concreto armado da caixa de emendas (m2)

− Formas para concreto armado das canaletas e dutos (m)

− Concreto (m3)

− Armadura do concreto (Kg)

I-10 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− Backfill e reaterro (m3)

− Remanejamentos (a especificar)

− Obras especiais de engenharia (a especificar)

− Serviços diversos (a especificar)

− Implantação e remoção do canteiro de obras (unid.)

5.1.4 - INSTALAÇÃO E MONTAGEM

Especificação para instalação dos cabos e montagem das emendas, terminais e acessórios.

Planilha de quantidades e custos, unitários e totais:

− Instalação dos cabos (Km de circ.)

− Montagem de emendas (unid.)

− Montagem de terminais (unid.)

− Montagem do sistema hidráulico; para cabos do tipo OF (unit.)

− Montagem do sistema de aterramento e de transposição das capas (unit)

− Montagem das ferragens para suporte dos cabos e emendas nas caixas (unid.)

− Montagem das ferragens para suporte dos cabos e terminais nas subestações (unit para
cada subestação)

− Teste de aceitação da linha (unit)

I-11 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

ANEXO 2
PROCEDIMENTOS PARA LICENCIAMENTO
AMBIENTAL DE SISTEMAS DE
TRANSMISSÃO

II-1 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

ANEXO 2 - PROCEDIMENTOS PARA LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE


SISTEMAS DE TRANSMISSÃO

A Constituição Federal, promulgada em 1988, determina, em seu artigo 225 que: "Todos têm
o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de
defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. "Prossegue, incumbindo o Poder
Público de exigir, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de
significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, ao que se
dará publicidade.

O licenciamento ambiental é um procedimento administrativo através do qual o Poder


Público, estadual ou federal, exige dos interessados em implantar empreendimentos capazes,
sob qualquer forma de causar degradação ambiental, a elaboração de estudo prévio de
impacto ambiental.

O processo de licenciamento ambiental reflete, como atualmente estabelecido, uma busca de


participação crescente da população nos procedimentos decisórios, quer pelo tipo de
envolvimento do órgão licenciador, quer pela previsão de situações de discussão entre os
interessados.

Assim, a implantação de sistemas de transmissão, bem como de suas diversas atividades


associadas ou complementares, deverá ser objeto de licença ambiental, a partir do início do
Projeto Básico.

1 - LEGISLAÇÃO AMBIENTAL RELACIONADA AO LICENCIAMENTO


AMBIENTAL

Para o tratamento das questões ambientais dispõe-se hoje, no Brasil, de um arcabouço legal e
institucional composto por diversos instrumentos legais. Os principais instrumentos de apoio
aos procedimentos para o licenciamento ambiental de sistemas de transmissão estão
estabelecidos pela legislação ambiental em vigor:

− Constituição Federal de 1988 -apresenta no Título VIII -Da Ordem Social – três capítulos
de importância em relação às questões ambientais: Capítulo III - Da Educação, Da Cultura
e do Desporto, Capítulo VI - Do Meio Ambiente e Capítulo VIII – Dos Índios. Nestes
capítulos são instituídos cuidados e restrições em relação à utilização dos recursos naturais
e ao patrimônio cultural. Em especial, amplia o conceito de responsabilidade e a
possibilidade de sanção civil e penal para os órgãos do Setor Público. Destaca-se, ainda
que, em seu Artigo 5º item L XXIII, determina que qualquer cidadão é parte legítima para
propor ação popular que vise anular ato lesivo ao meio ambiente e ao patrimônio histórico
e cultural.

− Lei Nº 6.938/81- estabelece a Política Nacional de Meio Ambiente, o Sistema Nacional do


Meio Ambiente - SISNAMA e o Cadastro de Defesa Ambiental A Lei estabelece, ainda,
como instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente, o licenciamento pelo órgão
ambiental competente, a revisão de obras ou atividades efetiva ou potencialmente
poluidoras e o Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou
utilizadoras dos recursos ambientais (atualizado pela Lei Nº 7.004 / 89).

II-2 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− Resolução CONAMA Nº 001 / 86 - estabelece que o licenciamento de atividades


modificadoras do meio ambiente dependerá da elaboração de EIA e de respectivo RIMA a
serem submetidos à aprovação dos órgãos ambientais competentes. Dentre as atividades
exemplificadas, constam as "linhas de transmissão de energia elétrica, acima de 230 kV".

− Resolução CONAMA Nº 006 / 86 - estabelece os modelos de publicação de pedidos de


licenciamento, em qualquer de suas modalidades, sua renovação e a respectiva concessão
da licença.

− Resolução CONAMA Nº 006 /87 - edita regras gerais para o licenciamento ambiental de
obras de grande porte, especialmente aquelas nas quais a União teIma interesse relevante
como geração e transmissão de energia elétrica.

− Resolução CONAMA Nº 009 / 87 - dispõe sobre a realização de audiência pública para


expor o empreendimento e seu respectivo RIMA aos interessados, dirimindo dúvidas e
recolhendo dos presentes as críticas e sugestões a respeito.

− Resolução CONAMA Nº 001 / 88 - estabelece critérios e procedimentos básicos para


implementação do Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa
Ambiental, previsto na Lei Nº 6.938 /81.

− Lei Nº 7804 / 89 - estabelece como competências: do Conselho Nacional do Meio


Ambiental - CONAMA, a apreciação do EIA e respectivo RIMA de obras ou atividades
de significativa degradação ambiental nas áreas consideradas Patrimônio Nacional pela
Constituição Federal; do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos

− IBAMA, o licenciamento de obras ou atividades com significativo impacto ambiental de


âmbito nacional ou regional.

− Decreto Nº 99.274 / 90 - regulamenta a Lei Nº 6.938/81, da Política Nacional do Meio


Ambiente e o licenciamento ambiental das atividades que utilizam recursos ambientais,
consideradas efetivas ou potencialmente poluidoras ou capazes de causar degradação
ambiental, exigindo EIA e respectivo RIMA para fins do licenciamento.

− Resolução CONAMA 002 / 96 - estabelece que, para fazer face à reparação dos danos
ambientais causados pela destruição de florestas e outros ecossistemas, o licenciamento de
empreendimentos de relevante impacto ambiental terá como um dos requisitos a serem
atendidos pelo empreendedor a implantação de uma unidade de conservação de domínio
público e uso indireto ou a adoção de medidas alternativas.

Além destes, o Decreto nº 95.733 / 88 estabelece que, identificados efeitos negativos de


natureza ambientaL cultural e social, será incluído no orçamento dos projetos e obras federais
a destinação de no mÍnimo 1 % do orçamento do empreendimento à prevenção ou correção
desses efeitos.

Durante o desenvolvimento do Projeto Básico, devem ser especialmente considerados, além


do mencionado, a legislação específica para licenciamento ambiental nos níveis federal,
estadual e municipal e a relacionada aos diversos temas ambientais tratados no EIA e
respectivo RIMA.

II-3 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

2 - PROCEDIMENTOS RELACIONADOS AO LICENCIAMENTO AMBIENTAL

O processo de licenciamento ambiental tem seus procedimentos gerais estabelecidos na


legislação ambiental federal, podendo sofrer variações em cada Estado, em função das
legislações estaduais e de seus correspondentes procedimentos.

2.1 - LICENCIAMENTO AMBIENTAL

De acordo com o Artigo 17 do Decreto nº 99.274/90, a construção ou ampliação de


empreendimentos capazes de causar degradação ambiental dependerá de licenciamento do
órgão ambiental competente. O Poder Público, no exercício de sua competência de controle,
expedirá a Licença Prévia (LP), na fase preliminar do planejamento da atividade, contendo
rEqUisitos básicos a serem atendidos nas fases de localização, instalação e operação,
observados os planos municipais, estaduais ou federais de uso do solo (Artigo 19).

Especificamente quanto ao licenciamento ambiental de subestações e linhas de transmissão, a


Resolução CONAMA nº 006 /87 estabelece a exigência do licenciamento ambiental e orienta
para a realização de atividades em diferentes momentos do ciclo de planejamento. A LP
deverá ser requerida no início do planejamento do empreendimento, antes de definida sua
localização ou caminhamento definitivo. De acordo com o Artigo 7º, os documentos
necessários para a obtenção da LP são: requerimento da LP, cópia da publicação de pedido da
LP, EIA e RIMA.

Em geral, a LP será expedida pelo órgão ambiental estadual, salvo outras determinações
constantes da legislação ambiental. Nos casos de competência federal, o IBAMA deverá
aprovar o RIMA (Resolução CONAMA nº 001/86, Art. 3º) e expedirá a LP (Lei Nº 7804 /89),
após considerar o exame técnico procedido pelos órgãos estaduais e municipais (Decreto Nº
99.274/90, Art.19, § 5º).

A seguir são descritas as principais atividades, estabelecidas pela legislação ambiental, que
deverão ser realizadas durante o Projeto Básico:

− no início do Projeto Básico do empreendimento, requerer a LP ao órgão ambiental


competente (Decreto Nº 99.274/90, Art.17 e 19 e Resolução CONAMA 006/87, Art.1º e
6º);

− quando o Projeto Básico for destinado a constituir documento hábil de definição técnica
do objeto da licitação do sistema de transmissão, a LP deverá ser solicitada em nome do
DNAEE ou de preposto designado para este fim.

− juntamente com o requerimento da LP, apresentar as informações técnicas sobre o


empreendimento (Resolução CONAMA 006187, Art. 1º), os documentos necessários
(Resolução CONAMA 006/87, Art. 7º) e o relatório sobre o planejamento da elaboração
do EIA e do RIMA a ser executado, incluindo cronograma tentativo (Resolução
CONAMA Nº 006187 Art. 8º);

− transmitir ao órgão ambiental competente os dados técnicos do EIA (Resolução


CONAMA 006187, Art.11º);

II-4 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− publicar os pedidos de LP e sua renovação no jornal oficial do Estado e em um periódico


de grande circulação, regional ou local, conforme modelo aprovado pelo CONAMA
(Decreto Nº 99.274/90, Art.17, § 4º);

− requerer ao órgão ambiental a definição do prazo para conclusão da análise dos estudos e
concessão da LP (Decreto Nº 99.274/90, Art.19, § 1º);

− publicar a concessão da LP da forma já mencionada Nº 99.274/90, Art.17, § 4º).

O órgão ambiental competente tem atribuições conferidas pela legislação ambiental E poderá
estabelecer instruções adicionais ou requerer complementações. Assim, cabe ao
empreendedor solicitar, no início do Projeto Básico esclarecimentos sobre a pertinência das
atividades a seguir:

− o estabelecimento das etapas e especificações adequadas às características do


empreendimento (Resolução CONAMA 006187, Art. 3º), as instruções adicionais para o
EIA e o RIMA (Resoluções CONAMA Nº 006/87, Art. 8º e Nº 001/86, Art. 6º, § único) e
a pertinência do encaminhamento de informações complementares ao licenciamento
(Resolução CONAMA Nº 006187, Art. 7º , § único);

− caso o empreendimento necessite ser licenciado por mais de um órgão ambiental, pela
abrangência de sua área de influência, acompanhar os entendimentos entre estes órgãos
visando a uniformização de suas exigências para estabelecimento de procedimento
conjunto (Resolução CONAMA Nº 006/87, Art 2º).

A LP será emitida após a análise do EIA e do RIMA e da eventual realização de audiência


pública, contendo as condições de validade, exigências de monitoramento dos impactos e o
prazo da sua validade. Durante a análise desses documentos o órgão ambiental competente
poderá solicitar informações complementares e realizar vistoria da área de influência do
empreendimento.

O empreendedor poderá, caso necessário, apresentar recurso administrativo às autoridades


competentes, conforme previsto na legislação ambiental (Decreto Nº 99.274/90, Art. 20 e §
único).

As entidades de financiamento nacionais e internacionais tem vinculado a aprovação do EIA e


do RIMA e a emissão da LP à concessão de financiamentos (Decreto Nº 99.274/90, Art. 23).

2.2 - ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL - EIA E RELATÓRIO DE IMPACTO


AMBIENTAL - RIMA

O Decreto Nº 99.274 / 90 estabelece que dependerão de licenciamento do órgão ambiental


competente as atividades capazes de causar degradação ambiental e que será exigido EIA e
respectivo RIMA para fins do licenciamento, contendo: diagnóstico ambiental, descrição da
ação proposta e suas alternativas e identificação, análise e previsão dos impactos
significativos, positivos e negativos.

Segundo a Resolução CONAMA Nº 001 /86, dependerá de elaboração EIA e respectivo


RIMA o licenciamento de linhas de transmissão de energia elétrica, acima de 230 k V. A
critério do órgão ambiental competente, o mesmo procedimento poderá ser exigido para
linhas de transmissão de outras tensões. Nesta Resolução, na Resolução CONAMA
II-5 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

Nº 006 /87 e na legislação específica sobre cada um dos temas tratados são estabelecidos os
critérios para desenvolvimento do EIA e correspondente RIMA.

Na elaboração do EIA e do RIMA, deve-se atender aos princípios, objetivos e diretrizes


expressos na legislação ambiental, em especial a Lei de Política Nacional do Meio Ambiente
(Resolução CONAMA Nº 001/86, Art. 5º). O RIMA deve ser apresentado de forma objetiva e
adequada a sua compreensão. As informações devem ser traduzidas em linguagem acessível,
ilustradas por mapas, cartas, quadros, gráficos e demais técnicas de comunicação visual, de
modo que se possam entender as vantagens e desvantagens projeto, bem como todas as
conseqüências ambientais de sua implementação (Resolução CONAMA Nº 001/86, Art. 9º, §
único). O RIMA deve ser acessível ao público (Decreto Nº 99.274/90, Art.17, § 3º e
Resoluções CONAMA Nº 001/86, Art.11 e Nº 006/87, Art. 10º).

Cabe ao proponente do empreendimento arcar com todas as despesas e custos referentes à


elaboração do EIA (tais como: coleta e aquisição dos dados e informações, trabalhos e
inspeções de campo, análises de laboratório, estudos técnicos e científicos e acompanhamento
e monitoramento dos impactos), elaboração do RIMA e fornecimento das cópias necessárias
(Decreto Nº 99.274/90, Art.17, § 2º e Resolução CONAMA Nº 001/86, Art. 8º).

O EIA e o RIMA devem ser elaborados por técnicos habilitados, que serão responsáveis
tecnicamente pelos resultados apresentados (Decreto Nº 99.274/90, Art. 17, § 2º e Resolução
CONAMA Nº 001/86, Art. 7º). Técnicos ou empresas deverão estar regularmente registrados
no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental,
administrado pelo IBAMA (Resolução CONAMA Nº 001/88, Art. 1 º).

A seguir são descritas as principais atividades que deverão ser realizadas durante o Projeto
Básico:

− solicitar ao órgão ambiental competente esclarecimentos sobre a necessidade de realização


do EIA e do RIMA;

− elaborar e encaminhar ao órgão ambiental competente o relatório de planejamento da


elaboração do EIA e do RIMA a serem executados, incluindo cronograma tentativo
(Resolução CONAMA Nº 006/87 Art. 8º);

− contratar os técnicos habilitados para elaboração do EIA e do RIMA;

− elaborar o EIA e o RIMA conforme estabelecido pela legislação ambiental (Decreto


Nº 99 .274/ 90 e Resoluções CONAMA Nº 001 /86 e Nº 006/87);

− incluir no EIA e no RIMA proposta ou possíveis alternativas para a implantação de uma


unidade de conservação em atendimento à Resolução CONAMA Nº 002 / 96;

− requerer ao órgão ambiental competente o prazo para conclusão da análise do EIA e


RIMA (Resolução CONAMA Nº 001/86, Art. 5º, § único e Art. 10 caput e § único);

− submeter o EIA e o RIMA à aprovação do órgão ambiental competente.

Cabe ao empreendedor solicitar ao órgão ambiental competente, no início do Projeto Básico,


esclarecimentos sobre a existência de diretrizes adicionais (Resolução CONAMA Nº 001/86,
Art. 5º, § único), instruções adicionais (Resolução CONAMA Nº 001/86, Art. 6º, § único e
II-6 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

Resolução CONAMA Nº 006/87, Art. 8º) e informações complementares (Resolução


CONAMA Nº 006/87, Art. 7º, § único) que orientem a elaboração do EIA e RIMA.

2.3 - AUDIÊNCIA PÚBLICA

A realização de audiência pública é vinculada ao processo de análise e aprovação do EIA e do


RIMA e tem por finalidade expor aos interessados o conteúdo destes estudos, dirimindo
dúvidas e recolhendo críticas e sugestões.

Sua realização, regulamentada pelas Resoluções CONAMA Nº 001/86 e Nº 009 /87, depende
de determinação do órgão ambiental competente ou solicitação de entidade civil, do
Ministério Público ou ainda, de 50 ou mais cidadãos. No caso do órgão ambiental competente
não determinar, a princípio, a realização de Audiência Pública, deverá ser respeitado o prazo
mínimo de 45 dias a partir do recebimento do RIMA para eventual solicitação de audiência.

Assim, durante o Projeto Básico cabe ao proponente do empreendimento solicitar ao órgão


ambiental competente esclarecimentos sobre a pertinência da realização de audiência pública
(Resoluções CONAMA Nº 001 /86, Art.11, § 2ºe 009/87, Art. 2º).

2.4 - IMPLANTAÇÃO DE UNIDADE DE CONSERVAÇÃO

Segundo a Resolução CONAMA 002/96, o licenciamento de empreendimentos de relevante


impacto ambiental terá como um dos requisitos a implantação de uma unidade de conservação
de domínio público e uso indireto, preferencialmente uma Estação Ecológica, ou a adoção de
medidas alternativas, para fazer face à reparação dos danos ambientais causados pela
destruição de florestas e outros ecossistemas.

Os efeitos desta Resolução são aplicáveis aos processos de licenciamento ambiental em


trâmite nos órgãos competentes (Art. 8º) , cabendo ao CONAMA a suspensão da execução de
projetos que estiverem em desacordo (Art. Nº).

As áreas beneficiadas deverão ser localizadas na região do empreendimento e visar


basicamente a preservação de amostras representativas dos ecossistemas afetados
(Art. 1º, § 2º).

O montante dos recursos a serem empregados deverá ser proporcional à alteração e ao claro
ambiental a ressarcir e não poderá ser inferior a 0,5 % (meio por cento) dos custos totais
previStos para implantação do empreendimento (Art. 2º). Deste percentual, poderá ser
destinado até 15 % ao órgão ambiental competente para implantação de sistemas de
fiscalização, controle e monitoramento da qualidade ambiental no entorno onde serão
implantadas as unidades de conservação (Art. 3º, § único).

A seguir são descritas as principais atividades que deverão ser realizadas pelo proponente do
empreendimento durante o Projeto Básico:

− para estabelecimento da forma de reparação aos danos ambientais, apresentar no EIA e no


RIMA uma proposta da modalidade de unidade de conservação ou medidas alternativas
(Resolução CONAMA Nº 002/96, Art.1º, § 1º e Art. 4º);

II-7 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

− caso seja necessária a destinação de recursos para o órgão ambiental, estabelecer um


convênio para transferência destes recursos, discriminando a forma e o cronograma de
desembolso (Resolução CONAMA Nº 002/96, Art. 3º, § único) ;

− realizar negociações com a entidade do Poder Público responsável pela administração de


unidades de conservação, visando a transferência da unidade após sua implantação
(Resolução CONAMA Nº 002/96, Art. 5º);

− caso a manutenção da unidade de conservação seja efetuada indiretamente, estabelecer um


convênio com o órgão competente para estabelecimento das condições (Resolução
CONAMA Nº 002/96, Art. 5º);

− caso a manutenção da unidade de conservação seja efetuada diretamente pelo


empreendedor, elaborar um orçamento pluri-anual para a realização de despesas ao longo
dos anos (Resolução CONAMA Nº 002/96, Art. 5º).

Ainda com base nesta Resolução, recomendam-se as seguintes atividades:

− realizar um estudo prévio para avaliar a relevância dos danos ambientais causados pela
destruição de florestas e outros ecossistemas e a necessidade ou não da adoção de medidas
compensatórias, a fim de subsidiar as negociações com o órgão ambiental competente;

− apresentar ao órgão ambiental uma proposta de custo total, com a forma e o cronograma
de desembolso, para a medida a ser adotada, cujo valor deve ser proporcional ao claro
ambiental a ressarcir (Resolução CONAMA Nº 002/96, Art. 2º);

− solicitar ao órgão ambiental a explicitação das condições a serem atendidas pelo


empreendedor, nesta e nas demais fases do processo de licenciamento ambiental
(Resolução CONAMA Nº 002/96, Art. 3º).

3 - OUTROS LICENCIAMENTOS OU AUTORIZAÇÕES

Além do licenciamento ambiental do empreendimento pode ser necessária a obtenção de


outras licenças ou autorizações, para as quais se faz uma rápida consideração, uma vez que
isto pode variar bastante a cada caso.

3.1 - DESMATAMENTO

Caso haja a necessidade de retirada da vegetação, a “Autorização de Desmatamento” deve ser


obtida junto ao IBAMA ou a órgão estadual conveniado, através de solicitação do
empreendedor, acompanhada de laudo técnico contendo destino, tipo e quantidade de
vegetação.

3.2 - PESQUISAS E INTERFERÊNCIA EM ÁREAS INDÍGENAS

As interferências em terras indígenas advindas de aproveitamentos hidrelétricos e minerais


devem atender à Constituição Federal. O artigo 231 ainda não esta regulamentado, podendo
acarretar, quando regulamentado, procedimentos específicos para os sistemas de transmissão.

Independente do equacionamento desta questão, os levantamentos necessários aos estudos


deverão ser autorizados pela FUNAI e pelas comunidades indígenas.

II-8 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

Os principais dispositivos legais sobre o assunto são a Constituição Federal, de 1988, nos seus
artigos 49, 231 e 232, e o Estatuto do Índio - Lei Nº 6.001/73.

3.3 - PESQUISAS ARQUEOLÓGICAS E DE PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Constituem patrimônio cultural, protegido pela Constituição Federal, os bens de natureza


material e imaterial portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes
grupos formadores da sociedade brasileira, entre os quais se incluem os sítios detentores de
reminiscências históricas dos antigos quilombos.

Para realização de escavações para fins arqueológicos é necessária a obtenção prévia de


permissão ou autorização do Instituto Histórico e Artístico Nacional -IPHAN vinculado ao
Ministério da Cultura, regulamentada pela Portaria Nº 07/88. O pedido deve ser acompanhado
de:

− dados do arqueólogo responsável, com prova de idoneidade técnico-científica;

− delimitação da área de abrangência do projeto;

− plano de trabalho contendo a definição dos objetivos, conceituação e metodologia,


seqüência das operações, cronograma de execução, proposta preliminar de utilização do
material produzido e meios de divulgação das informações;

− prova de idoneidade financeira do projeto;

− o IPHAN deverá responder o pedido em 90 (noventa) dias e a permissão ou autorização


deverá ser revalidada a cada dois anos;

− O permissionário está obrigado a informar, trimestralmente o andamento dos trabalhos,


não podendo impedir a inspeção, quando julgada conveniente, por delegado especialmente
designado.

Os principais textos legais sobre o assunto são: Constituição Federal, nos seus artigos 5, 20 e
216; Decreto-Lei Nº 25/37; Lei Nº 3.866/41(ou 44?); Lei Nº 3.924/61; Lei n° 4.845/65;
Portaria do Ministério da Cultura Nº 07/88; Lei Nº 8.029/90; Decreto Nº 335/91; MP Nº
752/94; Decreto Nº 1.361/95.

II-9 DNAEE
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

PROCEDIMENTOS PARA LICENCIAMENTO AMBIENTAL


QUADRO RESUMO DE ATIVIDADES
I. PROCEDIMENTOS INICIAIS
Época de realização: início do Projeto Básico
Ação principal: abertura do processo de licenciamento ambiental para obtenção da Licença Prévia

ATIVIDADE DESCRIÇÃO REF. LEGAIS RESPONSÁVE


L
Solicitação de LP Preencher o requerimento da LP, em nome do proponente do empreendimento, Res. CONAMA nº 06/87 Empreendedor
do DNAEE, ou de preposto designado para este fim contendo: identificação do Decreto nº 99.274/90
empreendedor, descrição da atividade e as principais características do
empreendimento.
Publicar o pedido de LP no jornal oficial do Estado e em periódico de grande Res. CONAMA nº 06/87 Empreendedor
circulação Decreto nº 274/90
Juntamente com o requerimento da LP, apresentar: Res. CONAMA nº 01/86 Empreendedor
Informações técnicas sobre o empreendimento; Res. CONAMA nº 06/87
Relatório de planejamento da elaboração do EIA e do RIMA, atendendo aos Decreto nº 99.274/90
conteúdos mínimos determinados na regulamentação, incluindo cronograma
tentativo para sua realização e, se já determinada, a relação da equipe;
Cópia da publicação do pedido da LP.
Encaminhamento Estabelecimento de procedimento conjunto com os órgãos ambientais estaduais, Res. CONAMA nº 01/86 Órgão ambiental
do processo quando o licenciamento for de competência do IBAMA. Res. CONAMA nº 06/87
Acompanhar, se necessário, os entendimentos entre os órgãos ambientais, Res. CONAMA nº 06/87 Empreendedor
visando a uniformização de suas exigências
Avaliação das informações técnicas sobre o empreendimento fixando instruções Res. CONAMA nº 01/86 Órgão ambiental
adicionas, ouvindo os órgãos ambientais estaduais e municipais competentes
quando for o caso
Determinação dos prazos para conclusão e análise dos estudos Res. CONAMA nº 01/86 Órgão ambiental
Estabelecer acompanhamento da elaboração do EIA /RIMA, através de técnicos Res. CONAMA nº 06/87 Órgão ambiental
designados para este fim

II-10
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

II. ELABORAÇÃO DOS ESTUDOS


Época de realização: durante o desenvolvimento do Projeto Básico
Ação principal: elaboração do Estudo de Impacto Ambiental – EIA e do Relatório de Impacto Ambiental – RIMA

ATIVIDADE DESCRIÇÃO REF. LEGAIS RESPONSÁVE


L
Contratação de equipe Seleção de equipe multidisciplinar habilitada, que será responsável Res. CONAMA nº 01/86 Empreendedor
para elaboração do EIA e tecnicamente pelo EIA / RIMA, não dependente direta ou indiretamente Res. CONAMA nº 01/88
do RIMA do empreendedor e registrada do Cadastro Técnico Federal de Atividades Decreto nº 99.274/90
e Instrumentos de Defesa Ambiental (IBAMA)
Elaboração do EIA Elaborar o EIA/RIMA conforme a resolução, as instruções adicionais, se Res. CONAMA nº 01/86 Equipe
julgadas pertinentes pelo órgão ambiental competente, e a legislação Decreto nº 99.274/90 multidisciplinar
específica, federal, estadual e municipal sobre cada um dos temas
abordados, propondo medidas mitigadoras ou compensatórias para os
impactos detectados
Elaboração do RIMA Elaboração do RIMA, refletindo as conclusões do EIA, atendendo ao Res. CONAMA nº 01/86 Equipe
estabelecido na regulamentação, de modo que se possa entender as Res. CONAMA nº 06/87 multidisciplinar
vantagens e desvantagens do empreendimento, bem como as
conseqüências ambientais de sua implementação
Acompanhamento da Acompanhamento da elaboração do EIA e do RIMA, no detalhamento Res. CONAMA nº 06/87 Órgão ambiental
elaboração do EIA e dos aspectos julgados relevantes, por técnicos designados para este fim
RIMA Fornecer apoio para o acompanhamento da elaboração do EIA e do RIMA Res. CONAMA nº 06/87 Empreendedor
Unidade de conservação Realizar um estudo prévio para avaliar a relevância dos danos ambientais Res. CONAMA nº 02/96 Empreendedor /
causados pela destruição de florestas e outros ecossistemas e a equipe
necessidade ou não da adoção de medidas compensatórias multidisciplinar
Incluir no EIA/RIMA proposta de modalidade de unidade de conservação Res. CONAMA nº 02/96 Equipe
ou alternativas multidisciplinar

II-11
DIRETRIZES PARA PROJETO BÁSICO DE TRANSMISSÃO

III. PROCEDIMENTOS FINAIS


Época de realização: após a conclusão do item III.3.4.6 – Relatório de Estudo da Diretriz Básica
Ação principal: obtenção da Licença Prévia

ATIVIDADE DESCRIÇÃO REF. LEGAIS RESPONSÁVE


L
Apresentação do EIA e Submeter o EIA e o RIMA à aprovação Res. CONAMA nº 01/86 Empreendedor
RIMA ao órgão
ambiental
Análise do EIA e RIA Colocação do EIA e RIMA à disposição dos órgãos públicos e demais Res. CONAMA nº01/86 Órgão ambiental
interessados para comentários, estabelecendo, em edital, prazo para seu Res. CONAMA nº 06/86
recebimento Decreto nº 99.274/90
Análise do EIA e RIMA, podendo solicitar informações complementares Res. CONAMA nº 06/87 Órgão ambiental
e realizar vistoria da Área de Influência Decreto nº 99.274/90
Permitir o acesso para fiscalização do local das obras e das atividades Decreto nº 99.274/90 Empreendedor
relacionadas à implantação da unidade de conservação
Audiência Pública Determinar, se pertinente, a realização de audiência pública. Respeitar o Res. CONAMA nº 01/86 Órgão ambiental
prazo mínimo de 45 (quarenta e cinco) dias, a partir do recebimento do Res. CONAMA nº 09/87
RIMA, para eventual solicitação de audiência pública por parte de
entidade civil, do Ministério Público ou de 50 (cinqüenta) ou mais
cidadãos
Realizar a Audiência Pública, divulgada através de órgãos da imprensa, Res. CONAMA nº 01/86 Órgão ambiental
em local acessível aos interessados, com participação do empreendedor e Res. CONAMA nº 09/87
da equipe multidisciplinar
Emissão da LP Emissão da LP contendo as condições de validade, exigências de Decreto 99.274/90 Órgão ambiental
monitoramento dos impactos e prazo de sua validade Res. CONAMA nº 01/86
Publicação da LP Publicar a concessão da LP no Diário Oficial, em jornal oficial do Estado Res. CONAMA nº 06/86 Empreendedor
em periódico de grande circulação, na forma regulamentada
Comunicar a obtenção da LP às entidades governamentais ou gestoras de empreendedor
incentivos, se necessário

II-12

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