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AGO 1994 NBR 13199

Cilindros de aço sem costura - Método


de ensaio por emissão acústica
ABNT-Associação
Brasileira de
Normas Técnicas

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NORMATÉCNICA

Método de ensaio

Origem: Projeto 04:009.07-018/1993


CB-04 - Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos
CE-04:009.07 - Comissão de Estudo de Cilindros para Gases e Acessórios
NBR 13199 - Seamless steel cylinders - Acoustic emission testing method -
Method of test
Copyright © 1990, Descriptor: Cylinder
ABNT–Associação Brasileira Válida a partir de 30.09.1994
de Normas Técnicas
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Palavra-chave: Cilindro 7 páginas
Todos os direitos reservados

SUMÁRIO mensionamento e caracterização de defeitos que produzam


1 Objetivo atividade de EA. O ensaio, através do método de partículas
2 Documentos complementares magnéticas, é também aplicável (ver ASTM-A-388 e
3 Definições ASTM-A-275).
4 Aparelhagem
5 Execução do ensaio 2 Documentos complementares
6 Resultados
Na aplicação desta Norma é necessário consultar:
ANEXO - Critérios de rejeição
NBR 12274 - Inspeção em cilindros de aço, sem cos-
1 Objetivo tura, para gases - Procedimento

1.1 Esta Norma prescreve o método de ensaio por emis- ASTM-A-275 - Method for magnetic particle examina-
são acústica (EA), aplicável em cilindros de aço sem cos- tion of steel forgings
tura para armazenamento de gases comprimidos.
ASTM-A-388 - Practice for ultrassonic examination of
1.1.1 Este método não é aplicável em cilindros trabalhan- heavy steel forgings
do em condições criogênicas.
ASTM-E-399 - Standard test method for plane-strain
1.2 O método exige pressurização a um nível acima da fracture toughness of metallic material
pressão normal de serviço.
ASTM-E-647 - Standard test method for constant-
1.2.1 O meio para pressurização pode ser líquido ou ga- load - Amplitude fatigue crack growth rates above
soso. 10-8 m-cycle

1.3 O ensaio de EA é usado para detecção e localização ASTM-E-650 - Guide for mounting piezoelectric
de áreas ativas. acoustic emission sensors

1.3.1 Outros ensaios não-destrutivos (END) complemen- ASTM-E-813 - Standard test method for J1C, a
tares devem ser utilizados para caracterização e dimen- measured of fracture toughness
sionamento de defeitos.
Código ASME, seção XI - Rules for in service inspection
Nota: A inspeção ultra-sônica, através de ondas longitudinais e of nuclear power plants components - Artigo 3000 -
feixes sônicos angulares, é normalmente utilizada para di- 1992
2 NBR13199/1994

3 Definições 3.4 Pressão de serviço

Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições Pressão para a qual o cilindro está especificado, normal-
de 3.1 a 3.6. mente estampada na calota do cilindro.

3.1 Defeito crítico 3.5 Pressão de ensaio

Pressão na qual o cilindro deve ser ensaiado com valor


Defeito cuja profundidade resulte propagação instável
20% acima da pressão de serviço.
em condições de serviço.
3.6 Ensaio não-destrutivo complementar
3.2 Defeito aceitável
Ensaio não-destrutivo (END) aplicado na(s) área(s) ati-
Defeito cuja profundidade máxima, quando do período va(s), objetivando a caracterização e dimensionamento
de reensaio, não evolua para defeito crítico. de defeitos.

3.3 Área ativa 4 Aparelhagem

Região do corpo do cilindro portadora de defeito(s), loca- A aparelhagem necessária para a execução do ensaio é
lizada pelo ensaio de emissão acústica. ilustrada na Figura e especificada em 4.1.

Figura - Aparelhagem - Instalação para execução do ensaio de EA


NBR 13199/1994 3

4.1 Especificação da aparelhagem 4.1.5 Cabo de sinal/energia

4.1.1 Sensores O cabo de sinal/energia alimenta o pré-amplificador e


conduz o sinal ao processador principal. Deve ser pro-
tegido contra interferência eletromagnética. A perda do
4.1.1.1 Os sensores de EA devem possuir ressonância na sinal deve ser menor que 1 dB para cada 30 m de com-
faixa de 100 kHz a 300 kHz. primento.

4.1.1.2 A sensibilidade deve ser igual ou maior que 4.1.6 Fonte de alimentação
- 77 dBV, referente a 1V/µbar, determinada por pulso ultra-
sônico face a face, com sensor de EA na faixa de freqüên- Uma fonte estabilizada e aterrada que atenda à especi-
cia entre 100 kHz e 300 kHz. ficação de alimentação do processador de sinal deve ser
adequadamente dimensionada, considerando o total de
4.1.1.3 Os sensores devem ser protegidos contra inter- canais empregado no ensaio.
ferência eletromagnética, por meio de projeto específico,
ou serem construídos com elemento diferencial, ou am- 4.1.7 Processador de sinal
bos.
4.1.7.1 Os circuitos eletrônicos envolvidos neste equipa-
mento devem operar na faixa de temperatura entre 4°C e
4.1.1.4 Os sensores devem ser isolados eletronicamente 40°C, com desvios de ± 2 dB.
de superfícies condutoras, por meio de sapatas de ma-
terial isolante. 4.1.7.2 A exatidão no limite de referência deve estar dentro
do desvio de ± 2 dB.
4.1.2 Cabos de sinal
4.1.7.3 Os parâmetros de EA processados pelos circuitos
4.1.2.1 O comprimento do cabo de sinal de conexão entre podem ser: contagens, picos de amplitude, tempos de
sensores e pré-amplificadores não deve exceder 1,80 m. chegada, duração e contagens de energia. A pressão in-
terna no cilindro durante a pressurização deve também
ser arquivada junto aos dados na mesma unidade per-
4.1.2.2 Os cabos de sinal devem ser protegidos contra in- manente de arquivo do ensaio.
terferência eletromagnética, sendo geralmente adequa-
dos os cabos coaxiais convencionais. 4.2 Características gerais da aparelhagem

4.1.3 Acoplante 4.2.1 O acoplamento acústico deve necessariamente ser


utilizado como interface entre a superfície dos sensores
4.1.3.1 O acoplante deve proporcionar eficiente acopla- e a do cilindro.
mento acústico durante todo o ensaio.
4.2.1.1 Os adesivos que possuem propriedades acústicas
ou a combinação de adesivos e acoplantes acústicos
4.1.3.2 O acoplante deve manter suas propriedades com convencionais são igualmente aceitáveis.
relação à faixa de temperatura em que o ensaio está sen-
do executado. 4.2.2 Os sensores podem ser fixados por prendedores
magnéticos, fitas adesivas ou outros meios mecânicos
4.1.3.3 Os adesivos podem ser utilizados como acoplan- que não produzam ruídos.
tes, desde que possuam e mantenham as propriedades
de acoplantes acústicos e estáveis com a temperatura. 4.2.2.1 Os sensores de EA são usados para detectar on-
das de tensão - ondas mecânicas transientes, originárias
4.1.4 Pré-amplificadores de uma falha localizada no material.

4.2.2.2 Os sensores devem estar acusticamente acopla-


4.1.4.1 Os pré-amplificadores devem possuir ruído menor dos ao corpo do cilindro.
que 7 µVrms (curto-circuitado na entrada) dentro da faixa
de freqüência dos filtros instalados. 4.2.3 O pré-amplificador de sinal pode estar integrado ao
sensor ou separado deste, dentro de uma proteção ade-
4.1.4.2 O ganho de pré-amplificação não deve exceder o quada. Neste caso, o comprimento do cabo de interligação
desvio de ± 1 dBV dentro da faixa de freqüência e para a entre sensor e pré-amplificador (cabo de sinal) não deve
faixa de temperatura especificada. exceder 1,80 m.

4.1.4.3 Os pré-amplificadores devem ser protegidos con- 4.2.4 O comprimento do cabo de sinal/energia que interli-
tra interferência eletromagnética. ga o pré-amplificador (ou sensor, quando integrado) e o
processador de sinal não deve exceder 150 m (ver Ta-
bela).
4.1.4.4 Os pré-amplificadores de construção diferencial
devem possuir modo de rejeição de no mínimo 40 dB. 4.2.5 O processador de sinal deve ser um equipamento
computadorizado com canais independentes, provido de
4.1.4.5 Os pré-amplificadores devem incluir filtros de faixa filtros, processamento de parâmetros, conversor análogo-
com atenuação de 24 dB/oitava, acima e abaixo da faixa digital, unidade de armazenamento permanente de da-
entre 100 kHz e 300 kHz. dos e monitor de apresentação de dados.
4 NBR13199/1994

Tabela - Ajuste na aparelhagem

Sensibilidade do sensor -77 dBV referente a 1 V/µbar, a 150 kHz

Acoplante Graxa de silicone, ou equivalente,


conforme 4.1.3

Ganho total 80 dB (x 10000)

Filtro 100 kHz a 300 kHz passa-faixa

Comprimento 150 m (máximo)


Cabo sinal/energia

Limite de referência 30 dBV

Tempo morto Š 1,0 vez o tempo equivalente ao


percurso sônico entre os sensores das
extremidades

Ruído de fundo ‰ 27 dBV

Verificação de sensibilidade Š 85 dBV

4.2.5.1 O processador de sinal deve possuir suficiente ve- 4.2.10.1 A rotina de avaliação do desempenho do proces-
locidade e capacidade de armazenamento para proces- sador de sinal deve ser passível de execução a qualquer
sar as informações em canais independentes simulta- instante. Um simulador eletrônico de forma de onda po-
neamente. de ser usado para esta avaliação.

4.2.5.2 O processador deve ser capaz de apresentar os da- 4.2.10.2 Cada canal do processador de sinal deve respon-
dos depois de arquivados com disponibilidade de pós- der com uma variação no pico de amplitude dentro do des-
filtragem. vio de ± 2 dBV em relação à saída do simulador de for-
ma de onda.
4.2.6 É necessário que haja uma impressora para elabo-
rar cópias dos dados, a fim de documentar os resultados 4.2.10.3 A verificação do desempenho da aparelhagem
do ensaio. deve ser executada imediatamente antes e depois de ca-
da ensaio, por intermédio de um equipamento que intro-
4.2.6.1 As cópias, em papel, apresentando gráficos, tabe- duza ondas de tensão no corpo do cilindro a uma distân-
las, desenhos, podem ser geradas a partir de impresso- cia específica de cada sensor. As ondas de tensão, indu-
ras, traçadores ou equipamentos equivalentes. zidas desta forma, devem estimular os sensores igual-
mente às emissões provocadas por defeitos.
4.2.7 O monitor deve apresentar os dados do ensaio em
diversos formatos de correlações e diagramas de locali- 4.2.10.4 A verificação do desempenho da aparelhagem
zação, cuja forma de apresentação pode ser seleciona- deve ser realizada em todos os seus equipamentos, in-
da pelo operador. cluindo os acoplamentos de interface entre os sensores
e o corpo do cilindro.
4.2.8 A unidade de armazenamento permanente dos da-
dos, como discos flexíveis ou discos rígidos, pode ser uti-
4.2.10.5 A técnica recomendada para verificar o desem-
lizada para arquivar, analisar e revisar os registros do en-
penho da aparelhagem é a da fratura de um grafite de du-
saio.
reza 2 H, diâmetro 0,3 mm, comprimento aproximado de
2 mm, em contato com o corpo do cilindro, nas posições
4.2.9 A calibração deve ser conforme 4.2.9.1 a 4.2.9.3.
próximas aos sensores (distância menor que 4 cm de ca-
4.2.9.1 Devem ser realizadas anualmente a calibração e da sensor) e a meia distância entre eles.
a verificação do transdutor de pressão, sensores de EA,
pré-amplificadores, quando existentes, processador de 4.2.10.6 Complementarmente a 4.2.10.3 e 4.2.10.5, reco-
sinal e do simulador de forma de onda. menda-se a fratura de outros grafites em pontos es-
pecíficos do corpo do cilindro, a fim de verificar a capacida-
4.2.9.2 Os equipamentos que compõem a aparelhagem de de localização pela aparelhagem.
de EA devem ser calibrados conforme as especificações
do fabricante. 5 Execução do ensaio

4.2.9.3 Os equipamentos utilizados na calibração devem 5.1 Princípio do método


estar aferidos por órgão credenciado.
5.1.1 Os sensores de EA devem ser acoplados ao corpo
4.2.10 O desempenho deve ser conforme 4.2.10.1 a do cilindro. A atividade acústica do cilindro deve ser moni-
4.2.10.6. torada até a pressão de ensaio.
NBR 13199/1994 5

5.1.2 Os sensores de EA devem ser acoplados a cada carregadas pelo gás podem produzir emissões acústi-
extremidade do cilindro e conectados ao processador cas detectáveis. Considerando este aspecto, a aquisição
de sinal. de dados do ensaio de EA deve iniciar a partir de 1/3 da
máxima pressão do ensaio.
5.1.2.1 O processador de sinal deve utilizar o tempo de
chegada da emissão em cada sensor para determinar a 5.1.5.5 Os defeitos significativos produzem emissões
localização da área ativa. Isto deve ocorrer sempre que o acústicas com origem a partir de fontes secundárias. As
sinal de emissão ultrapassar o limite de referência ajus- fontes secundárias são responsáveis pela detecção de
tado na aparelhagem (ver Tabela). emissões acústicas a pressões inferiores à pressão nor-
mal de serviço. A pressão de ensaio é 20% acima da pres-
5.1.2.2 As áreas ativas localizadas no cilindro devem ser são de serviço e permite a detecção de emissões acústi-
inspecionadas por meio de ensaios não-destrutivos com- cas com origem em fontes secundárias, bem como a pro-
plementares. pagação de defeitos.

5.1.3 Quando a profundidade do defeito ultrapassar o ta- 5.1.5.6 Os patamares de pressão constante são eventual-
manho máximo de defeito aceitável (ver A-3 no Anexo), li- mente necessários, apenas por motivos não pertinen-
mite este baseado no material de construção, espessura tes à execução do ensaio por EA.
da parede, e ciclos de operação, o cilindro deve ser reti-
rado definitivamente de operação. 5.1.6 O ruído excessivo pode distorcer a aquisição de da-
dos ou eventualmente bloqueá-la, dependendo da taxa
5.1.4 O ensaio de EA é uma alternativa para substituição de ocorrência num dado período de tempo. Os usuários
do ensaio hidrostático, conforme prescrito na NBR 12274. e executantes do ensaio devem atentar para as fontes
mais comuns de ruído: altas taxas de vazão de gás duran-
5.1.4.1 O ensaio de EA deve ser aplicado 12 meses após te pressurização, contato mecânico do corpo do cilindro
o último ensaio hidrostático. com suportes e estruturas, interferências eletromagné-
ticas e de radiofreqüência, vazamentos em tubulações e
Nota: O efeito Kaiser, fenômeno em que se baseia a técnica de mangueiras conectadas ao cilindro, respingos de chuva,
EA, relata o decréscimo de emissões acústicas, por vezes etc. O ensaio não deve ser executado se intensas fontes
anuladas durante o segundo ciclo de pressurização, rea- de ruído não forem eliminadas.
lizado no mesmo nível de pressão do ciclo anterior. Os en-
saios hidrostáticos usuais são realizados a pressões rela- 5.1.7 De forma análoga a que ocorre em qualquer ensaio
tivamente altas (1,5 a 1,67 vez a pressão de serviço). No de pressão em vasos metálicos, a temperatura ambien-
caso do ensaio de EA ser executado em data muito próxi- te não deve estar abaixo da temperatura de transição dútil-
ma ao último ensaio hidrostático, as emissões acústicas
frágil do material de construção do cilindro.
podem ser insignificantes dado o nível de pressurização
proposto neste procedimento (1,2 vez a pressão de serviço).
5.2 Ensaio
5.1.5 A pressurização deve ser conforme o descrito em
Deve ser conforme o descrito em 5.2.1 a 5.2.13.
5.1.5.1 a 5.1.5.6.
5.2.1 Inspecionar visualmente a superfície acessível in-
5.1.5.1 O procedimento recomendado na operação de car- terna e externa do corpo do cilindro, anotando as irregula-
ga de cilindros é utilizar baixas taxas de enchimento. Es- ridades no relatório do ensaio.
te procedimento garante uma operação segura e reduz
o investimento em equipamentos. O ensaio de EA deve 5.2.2 Isolar o cilindro a ser ensaiado a fim de evitar sinais
ser executado com taxas de pressurização que permi- falsos de emissão acústica por influência de contato com
tam a deformação do cilindro em equilíbrio com a aplica- outros cilindros, estruturas de sustentação, etc. Quando
ção da carga. Os valores de taxas de pressurização nor- não for possível isolá-lo completamente, indicar no rela-
malmente utilizados e recomendados são da ordem de tório do ensaio as prováveis fontes de ruído devido a con-
3,5 MPa/h. tatos mecânicos.

5.1.5.2 No enchimento do cilindro decorre o aquecimen- 5.2.3 Conectar as mangueiras de enchimento e o transdu-
to do gás por efeito termodinâmico. Após a pressurização, tor de pressão, tomando o cuidado de eliminar todo vaza-
a temperatura decresce, na medida em que o cilindro en- mento de líquido ou escapamento de gás junto às co-
tra em equilíbrio com as condições do meio ambiente. nexões, durante a realização do ensaio.

5.1.5.3 As emissões acústicas são causadas pela propa- 5.2.4 Montar, no mínimo, um sensor de EA em cada ex-
gação de defeitos e também por fontes secundárias, co- tremidade do cilindro.
mo, por exemplo, o atrito entre as faces de trincas, produ-
tos de corrosão ou incrustação. 5.2.4.1 A montagem dos sensores deve ser executada de
acordo com as recomendações especificadas na
5.1.5.3.1 As fontes secundárias de EA podem provocar ASTM-E-650.
emissões acústicas durante a pressurização, mesmo a
pressões abaixo da pressão de serviço. 5.2.4.2 Os sensores das extremidades do cilindro devem
estar montados na mesma posição angular, para que a
5.1.5.4 Quando a pressão interna do cilindro for baixa e o aparelhagem interprete uma direção paralela ao eixo
meio de pressurização for gasoso, a velocidade do flu- longitudinal do cilindro, de forma a ser possível, no míni-
xo de gás é relativamente alta. A turbulência provocada mo, reduzir os dados do ensaio na forma de localização
pelo fluxo, assim como o impacto de eventuais partículas linear longitudinal das áreas ativas.
6 NBR13199/1994

5.2.5 Ajustar os parâmetros do processador de sinal, con- 5.2.13 Revisar os dados examinando os pontos de ori-
forme Tabela. gem das áreas ativas em correlações gráficas do tipo
eventos de emissões acústicas versus a direção longitu-
5.2.6 Verificar o desempenho da aparelhagem em cada dinal (comprimento do cilindro).
sensor (ver 4.1).
6 Resultados
5.2.6.1 Verificar se o pico de amplitude é maior que o va-
lor especificado (ver Tabela). 6.1 Preparar um relatório escrito para cada ensaio, con-
tendo no mínimo as informações de 6.1.1 a 6.1.12.
5.2.6.2 Verificar se a aparelhagem apresenta a localização
correta para uma simulação feita pela introdução de on- 6.1.1 Número de série do cilindro, fabricante, placa do veí-
das de tensão no corpo do cilindro em uma posição co- culo em que estiver instalado o cilindro, quando aplicá-
nhecida. vel, e outras características de identificação relevantes.

Nota: A utilização de somente dois sensores deve fornecer a po- 6.1.2 Data e local do ensaio.
sição das áreas ativas em um eixo longitudinal. Se desejá-
vel uma localização mais acurada (planar), é recomenda- 6.1.3 Data e máximo valor de pressão do ensaio imedia-
da a utilização de um número de sensores superior a 2. tamente anterior.

5.2.7 Iniciar a pressurização do cilindro a uma taxa sufi- 6.1.4 Pressão de serviço.
cientemente baixa para não produzir ruídos.
6.1.5 Meio de pressurização.
5.2.7.1 Antes de iniciar a pressurização, verificar se o ruí-
do de fundo está abaixo do limite de referência adotado 6.1.6 Pressão no início do ensaio.
(ver Tabela).
6.1.7 Máxima pressão atingida no ensaio.
5.2.8 Monitorar o ensaio através da observação da evolu-
6.1.8 Localização das áreas ativas, cuja referência é a ex-
ção das emissões acústicas com relação à pressão.
tremidade do cilindro no qual está estampado o número
de série.
5.2.8.1 Na presença de incrementos instantâneos, a pres-
surização deve ser interrompida para a determinação de
6.1.9 Assinatura do técnico responsável.
suas causas.
6.1.10 Esquema da instalação de cilindros interligados
5.2.9 Arquivar todos os dados do ensaio na unidade de ar- definindo o posicionamento de cada um, quando o ensaio
mazenamento permanente. for executado em um arranjo de múltiplos cilindros (fei-
xes).
5.2.9.1 Interromper o ensaio quando a pressão atingir
120% da pressão de serviço. A exatidão na leitura da pres- 6.1.11 Resultado do exame visual.
são durante o monitoramento deve estar dentro de um
desvio de ± 2% da pressão de ensaio. 6.1.12 Resultado do ensaio de EA, incluindo, no mínimo,
eventos versus localização por cilindro e eventos acumu-
5.2.10 Reduzir a pressão do cilindro para o nível normal lados versus pressão por cilindro.
de operação, retornando o excesso de gás para o reser-
vatório ou liberando-o para atmosfera, respeitando os cri- 6.2 A exatidão da localização das áreas ativas é influen-
térios de segurança. ciada por fatores que afetam a propagação de ondas no
cilindro, acoplamento dos sensores e pelos ajustes no
5.2.11 Verificar o desempenho do sistema em cada sen- processador de sinal.
sor (ver 4.1), bem como se o pico de amplitude é maior que
o valor especificado (ver Tabela). 6.3 É possível ocorrer detecção de emissões acústicas
que não sejam confirmadas por ensaios não-destrutivas
5.2.12 Filtrar os dados integrais do ensaio para eliminação complementares. São normalmente ocorrências prove-
dos sinais indesejáveis provenientes de fontes não as- nientes de fontes de ruído ou pequenas descontinuida-
sociadas e defeitos estruturais, como, por exemplo, ruí- des, imperceptíveis por outras técnicas. É recomendá-
dos eletrônicos. vel registrá-las para referência em futuras inspeções.

/ANEXO
NBR 13199/1994 7

ANEXO - Critérios de rejeição

A-1 Generalidades A-3.1 Determinação do coeficiente de tenacidade à fratu-


ra (KIc), do exato material - mesma composição química,
Durante o monitoramento do cilindro até a pressão de mesmo tratamento termomecânico e mesma espessu-
ensaio, áreas ativas podem ser detectadas e localizadas ra - do tipo de cilindro em inspeção, é feita de acordo com
para posterior investigação por meio de ensaios não- a ASTM-E-399. Aplicações com gases corrosivos ou hidro-
destrutivos complementares de partículas magnéticas gênio requerem que o valor do coeficiente KI seja obtido
(PM) e ultra-som (UT), com o objetivo de caracterizar e di- em câmara de pressurização com o gás específico na
mensionar o(s) defeito(s) presente(s) (ver A-2). Uma vez pressão de trabalho. Ensaios pelo método ASTM-E-813
caracterizado o defeito, o usuário deve ter duas alternati- (J integral) podem ser aplicados desde que o resultado
vas: retirar o cilindro de operação ou permanecer com ele seja convertido em KIc.
em serviço, desde que seja investigada e comprovada
que as profundidades do(s) defeito(s) não provocam fa- A-3.2 O cálculo do tamanho de defeito crítico é feito pela
lha no cilindro (ver A-3). análise do comportamento de uma trinca, aplicando-se a
equação de intensidade de tensão do código ASME,
A-2 Critérios para execução de ensaio não-
seção XI. Esta análise tem por base uma trinca com su-
destrutivo complementar
perfície elíptica com relação comprimento/profundida-
A-2.1 Os critérios para execução de ensaio não-destruti- de na proporção 4/1. Os componentes de dobramento
vo complementar são estabelecidos, desde que a apare- são desprezíveis. Estas considerações levam a equa-
lhagem de EA esteja ajustada conforme o descrito na Ta- ção apresentada no código ASME, seção XI, artigo
bela. IWA 3000 a ter a seguinte fórmula:

A-2.2 A necessidade de ensaio não-destrutivo comple-


Klc = Mγ πac / Q
mentar é verificada por meio do resultado da localização
linear de áreas ativas, após o término da aquisição de da-
dos. Onde:

A-2.2.1 Corpo do cilindro γ = tensão de membrana aplicada (tensão tangen-


cial)
Caso cinco ou mais eventos de emissões acústicas se-
jam localizados em um comprimento equivalente a 5%
M =fator de correção de intensidade de tensão
da distância dos sensores da extremidade, comprimen-
to este na direção longitudinal, esta região do cilindro de-
ve ser inspecionada por ensaios não-destrutivos comple- ac =tamanho de defeito crítico
mentares. Qualquer defeito detectado deve ser dimensio-
nado. Q =fator de formato de trinca

A-2.2.2 Extremidades do cilindro Numa avaliação extremamente conservadora podem ser


fixados o valor de Q = 1,0, registrando um defeito de
Caso cinco ou mais eventos de EA sejam localizados
aspecto elíptico, e o valor de M = 1,5 (ASME, seção XI,
além da linha entre sensores, e o pico de amplitude no
Figura A 3000 - 3). Conhecendo-se a tensão tangencial na
sensor da primeira chegada do sinal seja superior a
parede do cilindro para a pressão de serviço é possível
45 dBV (ou maior), então a extremidade do cilindro deve
determinar o valor de ac.
ser inspecionada por ensaios não-destrutivos comple-
mentares. Qualquer defeito detectado deve ser dimensio-
nado. A-3.3 O tamanho máximo de defeito aceitável (am) para
efeito de simplificação de cálculos e também diante de
A-3 Método de cálculo do tamanho máximo do uma posição conservadora deve ser estabelecido como
defeito aceitável a metade do valor do tamanho crítico (am = ac/2). A análise
deste valor passa pela aplicação da equação de
A integridade estrutural de cilindros de aço sem costura progressão de defeito sob fadiga (da/dn) obtida conforme
para armazenamento de gases comprimidos é avalia- a ASTM-E-647. A partir destes dados, por regressão,
da por técnicas da mecânica da fratura linear elástica. pode-se conhecer o valor do tamanho de um defeito (a)
Estas técnicas baseiam-se em conhecimento do tama- que atinja o tamanho crítico (ac) dentro de um período de
nho crítico de um possível defeito sob fadiga e coeficien- ciclos (n) estabelecido entre reensaios. O valor de tamanho
tes de segurança. A análise do comportamento do defei- de defeito (a) para aço-carbono, aço-médio manganês ou
to sob fadiga se justifica pelo carregamento cíclico que os aço-baixo cromo, comuns à aplicação em cilindros no
cilindros recebem em vários enchimentos. Devem ser estado temperado e revenido ou normalizado, dentro do
rejeitados, retirados de operação, cilindros cujo defeito período de ciclos (n) posto em operação industrial por
ultrapasse o tamanho do defeito aceitável(am), após o períodos de tempo de 2,5 anos a 10 anos é da ordem de
ensaio não-destrutivo complementar ser feito conforme grandeza de ac. Assume-se que o valor de am estabelecido
A-3.1 a A-3.3. tem fator de segurança 2.

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