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A Interdisciplinaridade na Escola

Por Michelle Medeiros


2/09/2009
Educação
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Repensando o fazer pedagógico


Resumo:

Este artigo te como objetivo trazer reflexões sobre a interdisciplinaridade, conceitos sobre o tema e
principalmente traçar paralelos do tema a uma temática muito discutida pelos grandes pensadores da
educação, como o conhecimento está tão fundamentado em especificidades que atualmente nossos
alunos não conseguem mais enxergar o saber como um todo e como os Parâmetros Curriculares
abordam essa temática.

Palavras chaves:

Interdisciplinaridade, currículo, escola, conhecimento, disciplinas.

Formulação de problemas/questões norteadoras:

Como e o porquê utilizar o fazer pedagógico dentro da interdisciplinaridade?

Formulação de Hipótese:

Na atual conjuntura educacional, onde o conhecimento se encontra tão dividido em tantos ramos
poderíamos fazer do processo ensino/aprendizagem uma construção do saber com visão globalizada?

Justificativa/relevância:

Por ter sido a ciência tão dividida em ramos, hoje o conhecimento dentro da escola se encontra da
mesma forma, na qual, o educando já não consegue enxergar numa problemática a interação de um todo,
encarando, então, um ramo do conhecimento, uma faceta apenas do saber como verdade absoluta.

Objetivo Geral:

Entender o que venha ser interdisciplinaridade.

Objetivo específico:

Conceituar a interdisciplinaridade na escola.


Refletir as práticas pedagógicas atuais.
Compreender o saber como um todo.

Metodologia:

Pesquisa bibliográfica de cunho qualitativa, descritiva, tendo como autores conceituais: Pombo (2004),
Carlos (2006), Fazenda (1994), Siqueira; Pereira (2005) e os PCN's que tratam deste tema
interdisciplinaridade, de forma que defenda as disciplinas se dialogando entre elas para que assim o
educando possa ter uma visão do conhecimento como um todo, de forma global e não de partes.

Introdução:

Este trabalho se destina a entender como o processo de ensino e aprendizagem, através da


interdisciplinaridade, poderia trabalhar com a construção do conhecimento baseado na realidade e sem
fragmentação. Para isso discutiremos o conceito de interdisciplinaridade e os direcionamentos que
amparam esta proposta educacional.

I. Conceitos de interdisciplinaridade

São muitos os conceitos de interdisciplinaridade, mas tomamos para nossa discussão algumas que
podem nortear nossa discussão sobre a interdisciplinaridade no âmbito escolar.

Voltada para a formação do indivíduo, a interdisciplinaridade propõe a capacidade de dialogar com as


diversas ciências, fazendo entender o saber como um e não partes, ou fragmentações (FAZENDA, 1994).

Assim podemos dizer que a interdisciplinaridade trata-se de uma proposta onde a forma de ensinar leva
em consideração a construção do conhecimento pelo aluno, que como defende Pombo (2004) "Visa
integrar os saberes disciplinares", e não elimina-los. Não se tratar de unir as disciplinas, mas é fazer do
ensino uma prática em que todas demonstrem que fazem parte da realidade do educando.

Trata-se de uma prática que não dilui as disciplinas no contexto escolar, mas que amplia o trabalho
disciplinar na medida em que promove a aproximação e a articulação das atividades docentes numa ação
coordenada e orientada para objetivos bem definidos. (CARLOS, 2006 p.7)

Com isso o saber continua dividido, mas o aluno compreende que a ramificação do saber é apenas uma
forma facilitada de se estudar a parte de um todo; e que o mesmo vale para as disciplinas, onde cada
conteúdo destas faz parte de uma totalidade.

II. A interdisciplinaridade na escola

Hoje podemos contemplar na realidade escolar uma situação de desânimo dos professores e desestimulo
do aluno, o processo de ensino e aprendizagem se mostra deficiente diante a uma totalidade, que seria o
entendimento de nossa realidade.

O contexto histórico vivido nessa virada de milênio, caracterizado pela divisão do trabalho intelectual,
fragmentação do conhecimento e pela excessiva predominância das especializações, demanda a
retomada do antigo conceito de interdisciplinaridade que no longo percurso desse século foi sufocado
pela racionalidade da revolução industrial. A necessidade de romper com a tendência fragmentadora e
desarticulada do processo do conhecimento, justifica-se pela compreensão da importância da interação e
transformação recíprocas entre as diferentes áreas do saber. Essa compreensão crítica colabora para a
superação da divisão do pensamento e do conhecimento, que vem colocando a pesquisa e o ensino
como processo reprodutor de um saber parcelado que consequentemente muito tem refletido na
profissionalização, nas relações de trabalho, no fortalecimento da predominância reprodutivista e na
desvinculação do conhecimento do projeto global de sociedade. (SIQUEIRA; PEREIRA, 1995, p.1)

Assim a interdisciplinaridade vem como aspiração emergente em prol a superação da racionalidade


científica positivista, quebrando paradigmas e propondo a visão de um todo, defendida até nos PCN's
como podemos contemplar na citação a seguir:

A interdisciplinaridade supõe um eixo integrador, que pode ser o objeto de conhecimento, um projeto de
investigação, um plano de intervenção. Nesse sentido, ela deve partir da necessidade sentida pelas
escolas, professores e alunos de explicar, compreender, intervir, mudar, prever, algo que desafia uma
disciplina isolada e atrai a atenção de mais de um olhar, talvez vários. (BRASIL, 2002, p. 88-89)

Todos ganham com a interdisciplinaridade, primeiramente pelo conhecimento recuperar sua totalidade e
complexidade; os professores pela necessidade de melhorarem sua interação com os colegas e repesar
da sua prática docente; os alunos por estarem em contato com o trabalho em grupo, tendo o ensino
voltado para compreensão do mundo que os cerca; por fim a escola, que tem sua proposta pedagógica
refletida a todos instante eganham como grandes parceiros a comunidade, porque o entendimento do
mundo que está inserido os alunos, partem do principio de se ouvir também a comunidade.

A interdisciplinaridade contemplada nos PCN's assume como fundamento de integração a prática docente
comum voltada para o desenvolvimento de competências e habilidades comuns aos alunos. Promovendo
assim, a mobilização da comunidade escolar em torno de objetivos educacionais mais amplos, que estão
acima de quaisquer conteúdos disciplinares. (Carlos, 2006). O que também podemos perceber nos
PCN's:
Um trabalho interdisciplinar, antes de garantir associação temática entre diferentes disciplinas – ação de
competências e habilidades, apoiado na associação ensino–pesquisa e no trabalho com diferentes fontes
expressas em diferentes linguagens, que comportem diferentes interpretações sobre os temas/assuntos
trabalhados em sala de aula. Portanto, esses são os fatores que dão unidade ao trabalho das diferentes
possível, mas não imprescindível –, deve buscar unidade em termos de prática docente, ou seja,
independentemente dos temas/assuntos tratados em cada disciplina isoladamente. Em nossa proposta,
essa prática docente comum está centrada no trabalho permanentemente voltado para o desenvolvimento
disciplinas, e não a associação das mesmas em torno de temas supostamente comuns a todas elas.
(BRASIL, 2002b, p. 21-22).

Portanto, a interdisciplinaridade e na escola vem complementar as disciplinas, criando no conceito de


conhecimento uma visão de totalidade, onde os alunos possam perceber que o mundo onde estão
inseridos é composto de vários fatores, que a soma de todos formam uma complexidade.

Considerações Finais:

Baseado em tudo que foi discutido neste texto, acredita-se ter respondido a questão problema
apresentada, pois como já dito, a necessidade de se ter uma educação onde a visão de totalidade seja
levada em consideração deve passar pelas propostas de interdisciplinaridade, que como já discutidas,
não tem a função de eliminar ou superar as disciplinas, mas incrementar a educação com a visão
globalizada do conhecimento.

Referencias Bibliográficas:

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica.Parâmetros Curriculares


Nacionais: Ensino Médio. Brasília: Ministério da Educação, 2002a.

Carlos, Jairo Gonçalves. Interdisciplinaridade no Ensino Médio: desafios e


potencialidades.Programas de Pós-graduação da CAPES. 2006.

Disponível em:

< www.unb.br/ppgec/dissertacoes/.../proposicao_jairocarlos.pdf>

Acessado no dia: 30 de junho de 2009.

FAZENDA, I. C. A. Interdisciplinaridade: História, teoria e pesquisa. 13° Edição. Campinas: Papirus


Editora. 1994.

POMBO, O. Interdisciplinaridade: Conceitos, problemas e perspectivas. Revista Brasileira de


Educação Médica. 2004.

Dísponivel em: <http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/mathesis/interdisciplinaridade.pdf>

Acessado no dia: 30 de junho de 2009.

SIQUEIRA; H. S. G.; PEREIRA, M. A. A Interdisciplinaridade como superação da fragmentação.


Caderno de Pesquisa n.o 68 - Setembro de 1995 Programa de pós-graduação em Educação da UFSM,
sob o título: "Uma nova perspectiva sob a ótica da interdisciplinaridade".

Disponível: <http://www.angelfire.com/sk/holgonsi/interdiscip3.html >

Acessado no dia: 30 de junho de 2009.

Leia mais em: http://www.webartigos.com/articles/24165/1/A-Interdisciplinaridade-na-


Escola/pagina1.html#ixzz1Uej7dtiD

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