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LEGISLAÇÃO DO

SUS

Planejamento em Saúde

SISTEMA DE ENSINO

Livro Eletrônico
LEGISLAÇÃO DO SUS
Planejamento em Saúde
Natale Souza

Planejamento em Saúde..................................................................................................3
1. Breve Contexto Histórica do Planejamento em Saúde..................................................3
2. Afinal o que é Planejamento?......................................................................................4
3. Níveis de Planejamento............................................................................................... 7
3.1. Planejamento Estratégico Situacional – PES.............................................................9
4. O Planejamento Operacional...................................................................................... 11
5. Informação como Insumo para o Planejamento........................................................ 12
Questões de Concurso................................................................................................... 13
Gabarito.........................................................................................................................17
Gabarito Comentado. ..................................................................................................... 18
Referências...................................................................................................................23

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Planejamento em Saúde
Natale Souza

PLANEJAMENTO EM SAÚDE
1. Breve Contexto Histórica do Planejamento em Saúde
O Movimento da Reforma Sanitária no Brasil reuniu pensadores da área da saúde, tra-
balhadores e movimentos populares em prol da luta por mudanças do modelo assistencial e
das políticas públicas de saúde. Tinha-se o ideal de construir um novo paradigma de saúde
inspirados em modelos e propostas internacionais, dentre elas a carta de Alma Ata de 1978.

Com a promulgação da Constituição Federal podemos concluir que houve um desequi-


líbrio entre a oferta de serviços e a demanda, pois não existiu a etapa de preparação da
administração pública para a assunção de novas responsabilidades.

A VIII Conferência Nacional de Saúde consagrou o direito à saúde como


• Um direito de cidadania universal;
• Garantido pelo estado e expressão das lutas e conquistas sociais;
• Afirmando os princípios do novo projeto e servindo de subsídios na discussão da as-
sembleia nacional constituinte (1987/1988), fórum de negociação e decisão da nova
carta constitucional brasileira.

A criação do SUS, resultante dessa reforma sanitária, que reivindicava que o Estado as-
sumisse maiores compromissos com a saúde, constituiu um avanço para o setor no país, na
medida do reconhecimento de que o acesso aos serviços e ações deveria se dar de forma.

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Em relação ao planejamento e a instrumentos que lhe dão expressão concreta, destacam-


-se, inicialmente, as Leis (Leis Orgânicas da Saúde)

A primeira – Lei n. 8.080/1990 – atribui à direção nacional do SUS a respon-


sabilidade de “elaborar o planejamento estratégico nacional no âmbito do SUS
em cooperação com os estados, municípios e o Distrito Federal” (inciso XVIII
do Art. 16).
Já a Lei n. 8.142/1990, no seu Art. 4º, entre os requisitos para o recebimento
dos recursos provenientes do Fundo Nacional de Saúde, fixa que os municípios,
estados e o Distrito Federal devem contar com plano de saúde e relatório de
gestão.

O que o planejamento deve ser:


• Uma arma poderosa para apoiar o desenvolvimento e sofisticação administrativa das
organizações e dos sistemas;
• Um instrumento de gestão que promove o desenvolvimento institucional;
• Um processo político de busca dos pontos comuns das distintas visões de futuro e de
acordos sobre as estratégias para alcançá-los.

2. Afinal o que é Planejamento?

Planejar é a arte de elaborar o plano de um processo de mudança. Compreende um con-


junto de conhecimentos práticos e teóricos ordenados de modo a possibilitar interagir com
a realidade, programar as estratégias e ações necessárias, e tudo o mais que seja delas de-
corrente, no sentido de tornar possível alcançar os objetivos e metas desejados e nele pre-
estabelecidos. Merhy define planejamento como “o modo de agir sobre algo de modo eficaz”
(TANCREDI, 1998).
No setor da saúde, o planejamento é o instrumento que permite:

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• Melhorar o desempenho;
• Otimizar a produção; e
• Elevar a eficácia e eficiência dos sistemas no desenvolvimento das funções de prote-
ção, promoção, recuperação e reabilitação da saúde.

O planejamento nesse setor surge na América Latina na década de 60 com o método CEN-
DES-OPS de Programação em Saúde. Nele se propõe uma metodologia de gerenciamento da
escassez de recursos, de modo a desenvolver ações com maior efetividade (TANCREDI, 1998).
O objetivo principal do planejamento em saúde é a saúde e que seu propósito é:
• Contribuir para a melhoria do nível de saúde da população tanto quanto seja possível,
dado o conhecimento e recursos disponíveis;
• Embora isto possa parecer evidente, muitas vezes as estratégias de intervenção pro-
postas estão dirigidas centralmente à gestão operacional dos serviços ou ao controle
da utilização de recursos, especialmente de recursos financeiros, sem que se tenha
claro de que forma estas atividades contribuirão para que a população seja mais ade-
quadamente tratada – e assim a gestão dos meios passa a ser um fim em si mesmo.

No processo de planejamento, o plano é um instrumento flexível, que deve ser avaliado


continuamente, e readaptado de acordo com as dificuldades encontradas na prática. Portan-
to, não só pode como deve ser modificado e atualizado, à medida que se realiza o processo de
avaliação de sua implantação (BRASIL, 2008).
O planejamento está necessariamente relacionado à ação e é na prática que o plano se
justifica. Um “plano” com um diagnóstico muito bem elaborado e com estratégias e propostas
de intervenção muito bem apresentadas, mas que são infactíveis e inviáveis, que esbarram
nos limites da realidade, no “poder da política”, pode ser um bem elaborado exercício, mas não
é um plano.
Assim, o planejamento realizado a nível de um serviço de saúde - um hospital ou centro
de saúde, por exemplo -, dificilmente se poderia propor a modificar as condições de saúde de
uma cidade ou de um estado e se o fizesse, não teria a menor possibilidade de implementar
ações que tivessem esse nível de impacto (BRASIL, 2008).

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O processo de planejamento consiste em:


• Identificar problemas – atuais e futuros;
• Identificar os fatores que contribuem para a situação observada;
• Identificar e definir prioridades de intervenção para implementar soluções;
• Definir estratégias/ cursos de ação que podem ser seguidos para solucionar os proble-
mas;
• Definir os procedimentos de avaliação que permitirão o monitoramento da implemen-
tação da ação de modo a avaliar se o que se propôs realmente está adequado aos ob-
jetivos e se os resultados são os esperados.

Planejar e Gerenciar

Gerenciar:
• Processo de tomar decisões que afetam a estrutura, os  processos de produção e o
produto de um sistema;
• Implica coordenar os esforços das várias partes desse sistema, controlar os processos
e o rendimento das partes e avaliar os produtos finais e resultados. Numa organiza-
ção, o gerente se responsabiliza pelo uso efetivo e eficiente dos insumos, de forma a
traduzi-los em produtos (serviços, por exemplo) que levam a organização a atingir os
resultados que se esperam dela (TANCREDI, 1998).

Planejamento: é um processo que depende fundamentalmente de conhecer intimamente


a situação atual de um sistema e definir aquela a que se pretende chegar. O plano, portanto,
constitui-se no detalhamento do processo de mudança entre a situação atual e a desejada,
sendo o gerente o responsável por executar essa tarefa (TANCREDI, 1998).
O planejamento e o gerenciamento de um sistema de saúde dependem de um conjunto
de informações adequadas que orientem o planejador quanto às necessidades de saúde da
população e a ordem de prioridade dessas necessidades, assim como da oferta de serviços
existentes e sua capacidade de atendimento (TANCREDI, 1998).

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Planejamento Normativo e Planejamento Estratégico-situacional

O Planejamento normativo assume alguns pressupostos em relação à realidade:


• A separação entre o sujeito e o objeto de atuação;
• A existência de uma verdade única expressa pelo diagnóstico realizado pelo sujeito;
• A redução da sociedade a comportamentos previsíveis;
• A negação de outros sujeitos e resistências;
• A ausência de incertezas;
• A exclusão da dimensão política;
• A perspectiva fechada para o projeto a ser executado, com a certeza de que, se segui-
dos os cálculos minuciosamente realizados, o êxito do planejamento estará garantido.

O planejamento estratégica-situacional assume a realidade em um nível de complexidade


muito maior.
• Sujeito e objeto se confundem;
• O sujeito é parte do todo social, assim como outros interesses que se organizam para
realizar seus próprios projetos;
• Não existe um único diagnóstico da realidade – cada grupo social, conforme seus va-
lores, interesses e posições que ocupam na situação, possui seu próprio diagnóstico;
• O comportamento dos demais sujeitos não pode ser reduzido a respostas previsíveis
a estímulos prévios, mas se caracteriza pela criação de alternativas muitas vezes sur-
preendentes, próprias da ação humana. Com estes pressupostos, esse tipo de gestão
se caracteriza pela incerteza, o campo em que ela transita incorpora a probabilidade do
conflito e, por conta disso, o processo de planejamento só pode ser assumido como um
processo aberto e sem final definido a priori (BRASIL, 2016).

3. Níveis de Planejamento

Podemos entender que o planejamento se dá em três níveis


• segundo o grau de complexidade do processo de tomada de decisões;
• o nível hierárquico no sistema em que esse processo ocorre; e

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• a amplitude das decisões decorrentes.

 planejamento normativo ou de políticas;


 planejamento estratégico;
 planejamento tático/operacional.

O Planejamento de Políticas

É responsabilidade do nível central do sistema.


No caso do setor da saúde, de competência do secretário municipal.
É destinado a promover mudanças sociais deliberadas ou pretendidas projetadas para o
futuro.
Nesse nível de planejamento será necessário lidar com os distintos interesses de dife-
rentes atores sociais e sua postura em relação ao plano, de oposição, indiferença ou adesão.

O Planejamento Estratégico

Indica os meios – estratégias – pelos quais se julga que seja possível atingir as metas
desejadas de médio e longo prazo.
Define a estrutura sistêmica para a ação organizacional e as medidas de efetividade – in-
dicadores – para análise dos resultados.
Fornece a estrutura para o planejamento operacional.
São três as vertentes do planejamento estratégico.
1) A de Mário Testa, com a Formulação do Pensamento Estratégico, o Postulado de Coe-
rência e a Proposta de Diagnóstico.
Caracteriza-se pela exaustiva discussão acerca do poder dos atores sociais em cena,
desde a concepção de poder como relação de dominação, até a discussão do poder como
ideologia transformadora de uma sociedade opacificada;

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Apresenta uma tipologia do poder, classificando-o em técnico, político e administrativo,


cujos recursos e circunstâncias conjunturais, temporais e sociais determinam a lógica e a
estratégia da programação no setor saúde a de Emiro Trujillo Uribe e Juan José Barreneche,
com o plano de ação da Escola de Medellin, elaborado para o alcance das Metas Saúde Para
Todos da OMS, em 2000, a de Carlos Matus, com a proposta do Planejamento Estratégico
Situacional:
• Objetiva estabelecer uma proposta alternativa à planificação normativa;
• focaliza o componente político e o caráter interativo do processo de planificação;
• caracteriza-se pela exaustiva discussão sobre os atores sociais em situação de gover-
no, suas relações, a identificação de problemas e sua tipificação, o estudo do cenário
e os momentos de planejamento, nos quais identificam- -se os momentos explicativo,
o normativo, o estratégico e o tático-operacional; e
• o sujeito do planejamento é partícipe de todo o processo e, como tal, deve compreender
o espaço de produção social no qual está inserido e agindo.

Os pontos elementares comuns a todos eles são:


• Reconhecer a existência de conflitos;
• Admitir o planejador como ator social do sistema planejado;
• Aceitar a existência de mais de uma explicação diagnóstica; e
• Pressupor a existência de sistemas sociais e históricos, complexos, não bem definidos
e incertos (rivera e artman, 1999).

3.1. Planejamento Estratégico Situacional – PES

Segundo, (1998), o  Planejamento Estratégico situacional é um método que trabalha no


processamento de problemas atuais, problemas potenciais (ameaças e oportunidades) e dos
macroproblemas. O PES mostra-se adequado para lidar com os problemas quase-estrutura-
dos dos sistemas de incerteza dura, por respeitar os requisitos básicos necessários ao pla-
nejamento em sistemas complexos. Dessa forma:
• Reconhece a existência de outros atores em situação;

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• Reconhece sua capacidade de planejamento;


• Explica a realidade a partir dessa ótica.

3.1.1. Carlos Matus e o Planejamento Estratégico Situacional (PES)

O Planejamento Estratégico Situacional de Carlos Matus surgiu da reflexão sobre a ne-


cessidade de aumentar a capacidade de governar. Ele concebeu o planejamento como um
processo dinâmico e contínuo que precede e preside a ação, e  que envolve aprendizagem-
-correção-aprendizagem. Sua contribuição consistiu em elaborar um método de planejamen-
to em que ação, situação e ator social formam um todo complexo, centrado em problemas e
em operações que deverão ser efetuadas para saná-los (TANCREDI, 1998).
Matus toma como ponto de partida a noção de situação, entendida como um conjunto
de problemas identificados, descritos e analisados na perspectiva de um determinado ator
social. Problema é definido por esse autor como algo considerado fora dos padrões de nor-
malidade para um ator social. Esses padrões são definidos a partir do conhecimento, do inte-
resse e da capacidade de agir do ator sobre uma dada situação. Por sua vez, ator social é uma
pessoa, um grupamento humano ou uma instituição que, de forma transitória ou permanente,
é capaz de agir, produzindo fatos na situação (TANCREDI, 1998).
Um dos elementos centrais da obra de Matus é o chamado triângulo de governo. Para o
autor, governar exige a articulação constante de três variáveis: projeto de governo, capacida-
de de governo e governabilidade do sistema.
O projeto de governo é o conteúdo das proposições dos projetos de ação; a capacidade
de governo diz respeito à capacidade técnica, ao  manejo de métodos, às  habilidades e às
experiências de um ator e sua equipe de governo para conduzir o processo social até os obje-
tivos estabelecidos; quanto à governabilidade do sistema, está se refere às variáveis que são
controladas pelo ator.

Momentos do Planejamento Estratégico Situacional

MOMENTO EXPLICATIVO - É quando se analisa a realidade presente e o hiato que existe


entre o agora e o futuro desejado.

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Nele se desenvolve a complexa tarefa de identificar e selecionar problemas, explicar com


profundidade as causas de cada um e do conjunto dos mesmos. Trata-se de marcar a situa-
ção inicial do plano.
É um momento importante que deve contar com a participação ampla de todos os atores
envolvidos para análise dos problemas que os afetam.
MOMENTO NORMATIVO - É o momento em que se estabelece o que deve ser.
Nele são definidas as operações que em diferentes cenários levam à mudança da situa-
ção inicial em direção à situação ideal.
Deve, portanto, estar centrado no direcionamento de suas operações para a efetivação
dos objetivos, sendo, para isto, necessário promover a discussão cuidadosa da eficácia de
cada ação em relação à situação objetivo, relacionando os resultados desejados com os re-
cursos necessários e os produtos de cada ação.
MOMENTO ESTRATÉGICO – É o momento em que se analisam as restrições e as facilida-
des que interferem no cumprimento do desenho normativo.
Relaciona-se às questões de viabilidade e, portanto, aos obstáculos a vencer para aproxi-
mar a realidade da situação eleita como objetivo. Neste momento são identificados os atores
envolvidos no processo e o grau de concordância e oposição dos mesmos ao futuro desejado
e às ações previstas.
MOMENTO TÁTICO-OPERACIONAL - É o momento decisivo, quando toda a análise feita
nos momentos anteriores se transforma em ação concreta.
É momento de realizar e de monitorar as ações, com proposições de mudanças ou de
ajustes ao longo do processo.

4. O Planejamento Operacional
Refere-se ao desenvolvimento de ações (planos) que permitam organizar a execução das
estratégias planejadas em outro nível de planejamento.
Indica como “colocar em prática” as ações previstas.
No setor saúde, utiliza-se esse tipo de planejamento na execução dos programas de as-
sistência à saúde – por exemplo, o programa para controle da hipertensão.

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Independentemente do modelo adotado para o planejamento das políticas de saúde ou


das estratégias de intervenção, o planejamento operacional mostra-se coerente e necessário
para organizar a fase de implantação.

5. Informação como Insumo para o Planejamento

Só é possível planejar tendo conhecimento do sistema sob nosso comando e do contexto


em que ele se insere. O sucesso do planejamento, ou seja, a efetividade dos resultados man-
tém relação direta com a qualidade das informações.
Na saúde, as informações necessárias dizem respeito tanto à caracterização dos equipa-
mentos – unidades de atendimento – como das pessoas que os utilizam.
Dispõe-se de uma série de indicadores e técnicas que permitem:
• Estimar a quantidade de consultas, procedimentos, internações e exames demandados
ao sistema de saúde por uma certa clientela e calcular a capacidade instalada neces-
sária dos serviços para garantir aquele atendimento;
• Em relação aos serviços, permitem calcular a capacidade instalada atual. Esses dados
dão suporte à análise da adequação do sistema às necessidades da clientela.

A epidemiologia tem sido uma ferramenta bastante utilizada para definir as necessidades
de saúde e auxiliar o planejamento dos serviços. É de vital importância constituir dentro da
Secretaria Municipal da Saúde um serviço de informações em saúde que sistematize dados
demográficos, de morbidade e mortalidade, num grau de desagregação cuja análise alimente
o processo de planejamento e tomada de decisões do gestor local.

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QUESTÕES DE CONCURSO
Questão 1 (NUCEPE/2017/FMS) “O planejamento estratégico em saúde é caracterizado
por uma mudança no entendimento do papel do gestor governamental no processo de elabo-
ração e de implementação das políticas. O enfoque estratégico pressupõe que o planejador
é um ator social, ou seja, é parte de um “jogo” no qual existem outros atores, com interesse e
força distintos”.
Frente à operacionalização e aplicação do método do planejamento estratégico em saúde,
analise as assertivas abaixo e assinale a única CORRETA:
a) O planejamento pode ser definido como o processo pelo qual se determina que caminhos
devem ser tomados para se chegar a um situação indefinida.
b) O processo de planejamento em saúde consiste, basicamente, em: identificar problemas,
identificar fatores que contribuem para a situação observada, identificar prioridades de inter-
venção, definir estratégias e quem vai executá-las, avaliar e monitorar as ações executadas.
c) O planejamento em saúde não pode ser um instrumento flexível, pois embora expresse os
resultados de todo o processo de diagnóstico, de análise e de elaboração técnica e política,
acordos e pactos, sua utilidade é a de servir como bússola para nortear as atividades que
são/serão realizadas.
d) O plano de saúde, nada mais é do que apenas a expressão dos desejos de quem o planeja,
ou seja, simplesmente uma declaração de como o mundo “deveria ser”.
e) A atividade de planejamento é dividida em três momentos: estratégico, tático e operacional.
Este último refere-se à definição da condução do processo de planejamento, à sua determi-
nação no espaço da política e contempla os processos que se relacionam com as mudanças
estruturais ou organizacionais de médio e longo prazo.

Questão 2 (FUNRIO/2017/SESAU-RO) Um desdobramento do planejamento estratégico


em saúde é representado pelo “pensamento estratégico”, cujo autor foca na análise das rela-
ções de Poder e nas práticas de saúde como práticas ideológicas, avançando na direção de
um pensar a ação política em saúde. O proponente dessa corrente é:

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a) Carlos Matus.
b) Emerson Merhy.
c) Habermas.
d) Francisco Javier Uribe Rivera.
e) Mário Testa.

Questão 3 (COMPERVE/2018/SESAP-RN) No Brasil, o planejamento em saúde aparece no


centro da agenda da gestão, para ser desenvolvido nas três esferas de governo, consideran-
do as especificidades do território e as necessidades de saúde da população, entre outras
questões. Nesse contexto, o planejamento estratégico situacional proposto por Carlos Matus
(1996)
a) contempla um conjunto de métodos a serem utilizados nos quatro momentos do processo
de planejamento: o explicativo, o normativo, o estratégico e o tático-operacional.
b) utiliza-se do diagnóstico de verdade única, da teoria econômica determinista positivista, da
visão de um único ator (Estado, empresa etc.) e tenta explicar a realidade.
c) pressupõe a noção de momentos, definidos no processo de planejamento, como etapas
sequenciais que não se interpõem uma com a outra.
d) considera um conjunto de etapas ou momentos claramente definidos e sequenciais cons-
truídos por diversos atores sociais.

Questão 4 (VUNESP/2019/PREFEITURA DE ITAPEVI-SP) O método “Planejamento Estraté-


gico Situacional (PES)” foi escolhido como ferramenta de planejamento em uma unidade de
saúde. Atualmente encontra-se na fase em que são identificados os atores que fazem parte
do problema, os recursos de que eles dispõem para controlar as operações e o peso de cada
ator, atividades essas que fazem parte do momento
a) Tático-operacional.
b) Decisório.
c) Explicativo.
d) Estratégico.
e) Normativo.

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Questão 5 (FCC/2010/TRF-4ª REGIÃO) O Planejamento Estratégico Situacional é composto


a) por sete fases, denominadas: diagnóstico; determinação de objetivos; estabelecimento de
prioridades; seleção dos recursos disponíveis; estabelecimento do plano operacional; desen-
volvimento; e aperfeiçoamento.
b) por quatro momentos que se inter-relacionam e são denominados explicativo, normativo,
estratégico e tático-operacional.
c) pelas metodologias normativa, estratégica e sociotécnica, interligando a empresa ao am-
biente e aos produtos ou serviços.
d) pela eficiência potencial do sistema técnico que define as tarefas, a área física, os equipa-
mentos e os recursos existentes.
e) pela neutralidade científica do planejador e o conhecimento da realidade, ocorrendo por
meio do diagnóstico científico, sendo concebida como única e objetiva.

Questão 6 (IF-MA/2009) Sobre o planejamento estratégico situacional é incorreto afirmar:


a) O plano é uma mediação entre o conhecimento e a ação.
b) Planejamento é imprescindível e necessário para conquistar crescentes graus de liberdade
sobre o nosso futuro.
c) O plano não é necessariamente político.
d) O plano refere-se a problemas e a oportunidades reais.
e) O plano, na vida real, está rodeado de incertezas, imprecisões, surpresas, rejeições e apoios
de outros atores.

Questão 7 (FCC/2013/DPE-RS) Em relação aos métodos de planejamento, é  possível fa-


zer uma distinção entre o planejamento normativo e o planejamento estratégico situacional.
Considera-se planejamento
a) normativo: é também conhecido como planejamento transversal porque configura em sua
estrutura o Triângulo de Governo, representado pelo projeto de governo, a governabilidade e
a capacidade de governo.
b) estratégico situacional: caracteriza-se por eliminar do planejamento a esfera política e so-
cial porque é o planejador quem realiza o diagnóstico de situação e a partir dele elabora um
único plano de ação.

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c) normativo: apesar de atender as diretrizes e princípios do Sistema Único de Saúde (SUS),


é um modelo assistencial e gerencial não prevalente nos serviços de saúde.
d) estratégico situacional: é um método que trabalha no processamento de problemas atuais,
problemas potenciais (ameaças e oportunidades) e dos macroproblemas.
e) estratégico situacional: é também conhecido como planejamento tradicional porque não
leva em consideração a historicidade e a dinamicidade dos fenômenos.

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GABARITO
1. b
2. e
3. a
4. e
5. b
6. c
7. d

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GABARITO COMENTADO
Questão 1 (NUCEPE/2017/FMS) “O planejamento estratégico em saúde é caracterizado
por uma mudança no entendimento do papel do gestor governamental no processo de elabo-
ração e de implementação das políticas. O enfoque estratégico pressupõe que o planejador
é um ator social, ou seja, é parte de um “jogo” no qual existem outros atores, com interesse e
força distintos”.
Frente à operacionalização e aplicação do método do planejamento estratégico em saúde,
analise as assertivas abaixo e assinale a única CORRETA:
a) O planejamento pode ser definido como o processo pelo qual se determina que caminhos
devem ser tomados para se chegar a um situação indefinida.
b) O processo de planejamento em saúde consiste, basicamente, em: identificar problemas,
identificar fatores que contribuem para a situação observada, identificar prioridades de inter-
venção, definir estratégias e quem vai executá-las, avaliar e monitorar as ações executadas.
c) O planejamento em saúde não pode ser um instrumento flexível, pois embora expresse os
resultados de todo o processo de diagnóstico, de análise e de elaboração técnica e política,
acordos e pactos, sua utilidade é a de servir como bússola para nortear as atividades que
são/serão realizadas.
d) O plano de saúde, nada mais é do que apenas a expressão dos desejos de quem o planeja,
ou seja, simplesmente uma declaração de como o mundo “deveria ser”.
e) A atividade de planejamento é dividida em três momentos: estratégico, tático e operacional.
Este último refere-se à definição da condução do processo de planejamento, à sua determi-
nação no espaço da política e contempla os processos que se relacionam com as mudanças
estruturais ou organizacionais de médio e longo prazo.

Letra b.
O processo de planejamento consiste em:
• Identificar problemas – atuais e futuros;
• Identificar os fatores que contribuem para a situação observada;
• Identificar e definir prioridades de intervenção para implementar soluções;

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• Definir estratégias/ cursos de ação que podem ser seguidos para solucionar os proble-
mas;
• Definir os procedimentos de avaliação que permitirão o monitoramento da implemen-
tação da ação de modo a avaliar se o que se propôs realmente está adequado aos ob-
jetivos e se os resultados são os esperados.

Questão 2 (FUNRIO/2017/SESAU-RO) Um desdobramento do planejamento estratégico


em saúde é representado pelo “pensamento estratégico”, cujo autor foca na análise das rela-
ções de Poder e nas práticas de saúde como práticas ideológicas, avançando na direção de
um pensar a ação política em saúde. O proponente dessa corrente é:
a) Carlos Matus.
b) Emerson Merhy.
c) Habermas.
d) Francisco Javier Uribe Rivera.
e) Mário Testa.

Letra e.
Mário Testa discute acerca do poder dos atores sociais em cena, desde a concepção de poder
como relação de dominação, até a discussão do poder como ideologia transformadora de
uma sociedade opacificada; O referido autor apresenta uma tipologia do poder, classificando-
-o em técnico, político e administrativo, cujos recursos e circunstâncias conjunturais, tempo-
rais e sociais determinam a lógica e a estratégia da programação no setor saúde.

Questão 3 (COMPERVE/2018/SESAP-RN) No Brasil, o planejamento em saúde aparece no


centro da agenda da gestão, para ser desenvolvido nas três esferas de governo, consideran-
do as especificidades do território e as necessidades de saúde da população, entre outras
questões. Nesse contexto, o planejamento estratégico situacional proposto por Carlos Matus
(1996)
a) contempla um conjunto de métodos a serem utilizados nos quatro momentos do processo
de planejamento: o explicativo, o normativo, o estratégico e o tático-operacional.

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b) utiliza-se do diagnóstico de verdade única, da teoria econômica determinista positivista, da


visão de um único ator (Estado, empresa etc.) e tenta explicar a realidade.
c) pressupõe a noção de momentos, definidos no processo de planejamento, como etapas
sequenciais que não se interpõem uma com a outra.
d) considera um conjunto de etapas ou momentos claramente definidos e sequenciais cons-
truídos por diversos atores sociais.

Letra a.
São momentos do Planejamento Estratégico Situacional: Momento explicativo, o normativo,
o estratégico e o tático-operacional.

Questão 4 (VUNESP/2019/PREFEITURA DE ITAPEVI-SP) O método “Planejamento Estraté-


gico Situacional (PES)” foi escolhido como ferramenta de planejamento em uma unidade de
saúde. Atualmente encontra-se na fase em que são identificados os atores que fazem parte
do problema, os recursos de que eles dispõem para controlar as operações e o peso de cada
ator, atividades essas que fazem parte do momento
a) Tático-operacional.
b) Decisório.
c) Explicativo.
d) Estratégico.
e) Normativo.

Letra e.
MOMENTO NORMATIVO - É o momento em que se estabelece o que deve ser. Nele são defini-
das as operações que em diferentes cenários levam à mudança da situação inicial em direção
à situação ideal. Deve, portanto, estar centrado no direcionamento de suas operações para a
efetivação dos objetivos, sendo, para isto, necessário promover a discussão cuidadosa da efi-
cácia de cada ação em relação à situação objetivo, relacionando os resultados desejados com
os recursos necessários e os produtos de cada ação.

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Questão 5 (FCC/2010/TRF-4ª REGIÃO) O Planejamento Estratégico Situacional é composto


a) por sete fases, denominadas: diagnóstico; determinação de objetivos; estabelecimento de
prioridades; seleção dos recursos disponíveis; estabelecimento do plano operacional; desen-
volvimento; e aperfeiçoamento.
b) por quatro momentos que se inter-relacionam e são denominados explicativo, normativo,
estratégico e tático-operacional.
c) pelas metodologias normativa, estratégica e sociotécnica, interligando a empresa ao am-
biente e aos produtos ou serviços.
d) pela eficiência potencial do sistema técnico que define as tarefas, a área física, os equipa-
mentos e os recursos existentes.
e) pela neutralidade científica do planejador e o conhecimento da realidade, ocorrendo por
meio do diagnóstico científico, sendo concebida como única e objetiva.

Letra b.
O Planejamento Estratégico Situacional é composto por quatro momentos denominados de
• Explicativo;
• Normativo;
• Estratégico; e
• Tático-operacional.

Questão 6 (IF-MA/2009) Sobre o planejamento estratégico situacional é incorreto afirmar:


a) O plano é uma mediação entre o conhecimento e a ação.
b) Planejamento é imprescindível e necessário para conquistar crescentes graus de liberdade
sobre o nosso futuro.
c) O plano não é necessariamente político.
d) O plano refere-se a problemas e a oportunidades reais.
e) O plano, na vida real, está rodeado de incertezas, imprecisões, surpresas, rejeições e apoios
de outros atores.

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Letra c.
O planejamento estratégico situacional focaliza o componente político e o caráter interativo do
processo de planificação;

Questão 7 (FCC/2013/DPE-RS) Em relação aos métodos de planejamento, é  possível fa-


zer uma distinção entre o planejamento normativo e o planejamento estratégico situacional.
Considera-se planejamento
a) normativo: é também conhecido como planejamento transversal porque configura em sua
estrutura o Triângulo de Governo, representado pelo projeto de governo, a governabilidade e
a capacidade de governo.
b) estratégico situacional: caracteriza-se por eliminar do planejamento a esfera política e so-
cial porque é o planejador quem realiza o diagnóstico de situação e a partir dele elabora um
único plano de ação.
c) normativo: apesar de atender as diretrizes e princípios do Sistema Único de Saúde (SUS),
é um modelo assistencial e gerencial não prevalente nos serviços de saúde.
d) estratégico situacional: é um método que trabalha no processamento de problemas atuais,
problemas potenciais (ameaças e oportunidades) e dos macroproblemas.
e) estratégico situacional: é também conhecido como planejamento tradicional porque não
leva em consideração a historicidade e a dinamicidade dos fenômenos.

Letra d.
O Planejamento Estratégico situacional é um método que trabalha no processamento de pro-
blemas atuais, problemas potenciais (ameaças e oportunidades) e dos macroproblemas.
O PES mostra-se adequado para lidar com os problemas quase-estruturados dos sistemas de
incerteza dura, por respeitar os requisitos básicos necessários ao planejamento em sistemas
complexos

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REFERÊNCIAS

BRASIL. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde. Especialização


Multiprofissional na Atenção Básica – Modalidade a Distância. Planejamento na atenção bá-
sica [Recurso eletrônico] / Universidade Federal de Santa Catarina. Organizadores: Josimari
Telino de Lacerda; Lúcio José Botelho; Cláudia Flemming Colussi. – Florianópolis, Universi-
dade Federal de Santa Catarina, 2016. https://unasus.ufsc.br/atencaobasica/files/2017/10/
Planejamento-na-Aten%C3%A7%C3%A3º-B%C3%A1sica-ilovepdf-compressed.pdf

Tancredi, Francisco Bernadini Planejamento em Saúde, volume 2 / Francisco Bernadini Tan-


credi, Susana Rosa Lopez Barrios, José Henrique Germann Ferreira. – – São Paulo: Faculdade
de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, 1998. – – (Série Saúde & Cidadanihttp://ead.
saude.riopreto.sp.gov.br/pluginfile.php/303/course/summary/Saude%20%20Cidadania%20
Volume02.pdf

Natale Souza
Enfermeira, graduada pela UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana – em 1999; pós-graduada
em Saúde Coletiva pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz – em 2001, em Direito Sanitário pela
FIOCRUZ em 2004; e mestre em Saúde Coletiva.
Atualmente, é servidora pública da Prefeitura Municipal de Salvador e atua como Educadora/Pesquisadora
pela Fundação Osvaldo Cruz – FIOCRUZ – no Projeto Caminhos do Cuidado. Além disso, é docente
em cursos de pós-graduação e preparatórios para concursos há 16 anos, ministrando as disciplinas:
Legislação do SUS, Políticas de Saúde, Programas de Saúde Pública e específicas de Enfermagem.

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