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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS - UFAM

INSTITUTO DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS- IFCHS


Curso: Bacharelado em Serviço Social
FUNDAMENTOS HISTÓRICOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DO SERVIÇO
SOCIAL IV

Atividade Individual
Kalicia Pereira de Oliveira

ESTUDO DIRIGO.

Após leitura do texto responda:

1)Pela leitura efetuada você afirma que G.Luckás era stalinista: Sim ou Não.
Justifique. 2,0

Ao decorrer da leitura feita percebe-se que esse questionamento não é


tão simples. Pelo simples fato que a trajetória de Lukács foi um tanto complexa,
passou por várias discussões e eventos históricos que foram moldando seu
posicionamento político e teórico sobre a realidade.

O primeiro ponto que o autor do artigo vem colocar para a discussão é


que para termos uma compreensão se ele foi ou não um stalinista, deve-se
primeiro pensar como esse termo é concebido, se consideramos ser um stalinista
aquele que aderiu fielmente a Stalin, o autor vem afirmar que Lukács não foi um
stalinista. Porém se entendemos que o stalinismo é um campo amplo que passa
por um serie de questões e transformações durante o século XX pode-se dizer
que o Lukács encontra-se no interior dessa direção como cita o autor.

Lukács foi um pensador que ao decorrer de sua vida buscou entender as


ideologias presentes no mundo, ele era um estudioso que possui uma dupla
crítica, ele não acreditava no fim stalinismo e não aceitava o liberalismo. O jovem
pensador teve sua trajetória intelectual alavancada com a 1º guerra mundial
quando definitivamente aderiu ao marxismo revolucionário. Após a leitura dos
Manuscritos de 1844, Lukács começou a elaborar uma proposta de recuperação
de Marx, que pudesse trazer para sua obra esse caráter revolucionário.

Lukács em sua obra vem trazer alguns tópicos importantes para


entendermos seu pensamento, que são segundo o autor do artigo: ele foi um
pensador que combateu ao irracionalismo, ele combateu algumas das principais
concepções burguesas que afirmam a eternidade da ordem capitalista,
argumentou contra o estruturalismo e ele não sustentou fielmente as linhas de
pensamento stalinista, ele fez duras críticas.

O autor para finalizar essa discussão vem colocar que essa relação de
Lukács com o stalinismo traz consigo uma serie de complexidades, que dizer
que ele é ou não um stalinista é simplório demais. A partir do momento que
entendemos que a trajetória intelectual do pensador foi sendo articulada em um
período de transformações e um período que o mundo estava entre os dois polos
o capitalismo e socialismo, entende-se então que seu pensamento passa por
vários momentos de mudanças.

Ao criticar a ordem burguesa o pensador faz essa relação com os escritos


de Marx que trouxe um amadurecimento teórico para suas obras, e ao falar do
stalinismo entendo que ele pode está no interior dessa direção não
compactuando de forma efetiva a essa direção, mas sim atuando de forma crítica
e fazendo uma aliança a defesa revolucionária contra a ordem capitalista.

2) As investigações acerca da essência humana apontam que nela


encontramos dois grandes momentos. O primeiro, que vai dos gregos até
Hegel, e o segundo, de Marx até nossos dias. Escreva sobre esses
momentos. 1,0

O primeiro momento que corresponde da Grécia a Hegel, o autor vem


colocar que nesse momento a essência humana é concebida como a- histórica,
partindo do principio que é ela que funda e determina história da humanidade,
porém o autor afirma que ela não pode ser determinada e nem alterada. Desta
concepção ontológica o autor vem colocar três consequências que decorrem
dela que são:

• O fundamento da história não pode ser ela mesmo


• Pode ser fundada em uma categoria não-histórica, nessa concepção o
sentido da histórica tem relação com as ordens cosmológicas, mundo das
ideias, Deus etc.
• Início e fim determinados por uma essência a- histórica.
O segundo momento o autor apresenta a concepção de Marx sobre
a essência humana. Marx traz uma reviravolta nesta concepção como
afirma o autor do artigo, a essência para Marx são categorias que
possuem o mesmo estatuto ontológico, ou seja, são igualmente
necessárias ao desdobramento de qualquer processo.

Entende-se pela concepção de Marx que todo processo é uma


passagem de um momento para outro, que essa passagem vai possuir
alguns elementos essenciais que devem ser entendidos como: cada
momento é distinto entre si, ou seja é singular, mas essa singularidade
não significa que não haja de forma alguma uma continuidade de algo do
processo anterior, existem elementos de continuidade e os elementos que
fazem aparecer as diferenças dos momentos e a relação destas
determinações é extremamente importante para consubstanciar as
particularidade de cada processo.

A concepção de Marx sobre essência supera todas as anteriores


segundo o autor do artigo, pois a essência é vista como uma determinação
inerente a história, é uma categoria feita de processos, e ela é a peça
fundamental da história dos homens.

3) Qual denominação dada por Luckács para distinguir o trabalho e o


conjunto muito amplo das práxis sociais que não operam a transformação
material da natureza? 2,0

Lukács foi um pensador que argumenta sobre a gênese do ser social, para
ele o desenvolvimento do ser orgânico (da natureza) é feito através do
desenvolvimento das espécies biológicas, o ser social no entanto é um ser que
atinge um grau de complexidade maior, já que ele se desenvolve a partir das
relações sociais. Ao falar dessa complexidade do ser social podemos abordar
que nesse desenvolvimento social surge o que o autor chama de processo de
objetivação, o trabalho objetiva e subjetiva o homem. A grande diferença da
categoria trabalho do ser social é que o homem ao transformar a natureza ele
transforma a si mesmo.

O ser social tem a singularidade que é a consciência, que os outros seres


não possuem. O homem transforma a natureza com o objetivo de atender suas
necessidades primárias e ao fazer isso ele está transformando todo o meio em
que vive. É nesse sentido que o homem ao decorrer de sua evolução busca
sempre produzir bens materiais necessários para sua reprodução.

Com tudo isso surgem então o desenvolvimento de forças produtivas e o


desenvolvimento das individualidades. E para distinguir o trabalho e o conjunto
muito amplo das práxis sociais que não operam a transformações material da
natureza o autor vem colocar que Lukács denominou o primeiro de posições
teleológica primária e o segundo de posições teleológicas secundárias.

Valor Total 5,0

Entrega: Até dia 07 de Dezembro

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