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NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

/2
ESTRUTURAS DE CONCRETO

20
ARMADO I

20
E
TR
PROF. DR. ANDERSON H. BARBOSA
COLEGIADO ENG. CIVIL / UNIVASF

ES
EM
-S
LA
AU

Avaliações
E

1ª Avaliação:
D

Data: **/**/2021.
S

2ª Avaliação:
Data: **/**/2021.
TA

Avaliação Final:
Data: **/**/2021.
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 1


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Referências Bibliográficas

/2
 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118 – Projeto de

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estruturas de concreto armado: procedimento. Rio de Janeiro, 2014.
 ______. NBR 6120: Cargas para o cálculo de estruturas de edificações. Rio de
Janeiro, 1980.

20
 ______. NBR 8681 – Ações e segurança nas estruturas: procedimento. Rio de
Janeiro, 2003.
 ARAÚJO, J. M. Curso de Concreto Armado, Editora Dunas, 2ª Edição, Vol. 1-4, Rio

E
Grande do Sul, 2003.

TR
 CARVALHO, R. C.; FIGUEIREDO FILHO, J. R. Cálculo e detalhamento de estruturas
usuais de concreto armado: Segundo a NBR 6118:2014, EdUFSCar, 4ª Ed., São
Carlos, 2014.

ES
EM
-S
LA
AU

Referências Bibliográficas
E

 CLÍMACO, J. C. T. S. Estruturas de concreto armado: Fundamentos de projeto,


D

dimensionamento e verificação. Editora UnB, 3ª Edição, Brasília, 2016.


 BOTELHO, M. H. C.; MARCHETTI, O. Concreto armado eu te amo, Editora Edgard
Blücher, 8ª Edição, Vol. 1. São Paulo, 2015.
S

 ISAIA, G. C. Concreto: ensino, pesquisa e realizações, Editora IBRACON, Vol. I e II,


TA

São Paulo, 2005.


 LEONHARDT, F; MONNING, E. Construções de Concreto, Editora Interciência, Rio
de Janeiro, 1985.
O

 PORTO, T. B.; FERNANDES, D. S. G. Curso básico de concreto armado. Oficina de


N

Textos, Vol. 1, São Paulo, 2015.


 SANTOS, J. S. Desconstruindo o projeto estrutural de edifícios – Concreto armado
e protendido. 1ª edição, Oficina de Textos, São Paulo, 2017.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 2


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Conteúdo

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 Introdução.

20
 Propriedades dos materiais.
 Segurança e durabilidade.

20
 Aderência e ancoragem.
 Hipóteses de flexão.

E
 Lajes – ELU, ELS e detalhamento.

TR
 Vigas – ELU, ELS e detalhamento.

ES
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LA
AU
E
D

INTRODUÇÃO
S
TA

Sumário:
O

• Considerações gerais.
• Vantagens e desvantagens.
N

• Normas.
• Tipos de concreto.
• Concepção estrutural.
• Pré-dimensionamento.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 3


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Considerações gerais

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O concreto armado é atualmente o material mais usado na construção de

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estruturas de edificações e obras viárias como pontes, viadutos, passarelas, etc.

Concreto armado – Junção de dois materiais muito utilizados na construção civil.

20
AÇO E CONCRETO

E
TR
ES
EM
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LA
AU

Considerações gerais
E

Características mecânicas principais:


D

 Boa resistência à compressão;


 Má resistência à tração (10% da resistência à compressão).
S

Ideia básica – Junção de um material que tem boa resistência à compressão


TA

(concreto) com um material que resiste bem a tração (aço).


O

CONCRETO ARMADO = CONCRETO + ARMADURA + ADERÊNCIA


N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 4


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Considerações gerais

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Esta união é possível devido a:

20
 Aderência recíproca entre concreto e aço;
 Meio predominantemente alcalino (pH – 12 a 13,5), o que inibe a corrosão da

20
armadura;
 coeficiente de dilatação térmica dos dois materiais aproximadamente igual:
 concreto ~ 1,010-5/ oC.

E
 aço = 1,210-5/ oC.

TR
ES
EM
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LA
AU

Considerações gerais
E

O concreto protege a armadura contra a agressividade do meio ambiente e o aço


D

reduz a fissuração do concreto em regiões há esforço de tração.


S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 5


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Vantagens e desvantagens

/2
As vantagens principais do concreto armado são:

20
 Economia: matéria prima barata, principalmente a areia e a brita; não exige mão
de obra com muita qualificação; equipamentos em geral simples;
 Moldagem fácil;

20
 Resistência: ao fogo; às influência atmosféricas; ao desgaste mecânico; ao
choque e vibrações;
Monolitismo da estrutura;

E

 Durabilidade – com manutenção e conservação;

TR
 Rapidez de construção (pré-moldados);
 Aumento da resistência à compressão com o tempo.

ES
EM
-S
LA
AU

Vantagens e desvantagens
E

Entre as suas desvantagens, destacam-se:


D

 Peso próprio elevado (c = 25 kN/m3);


Menor proteção térmica;
S


 Reformas e demolições são trabalhosas e caras;
TA

 Precisão no posicionamento das armaduras;


 Fissuras inevitáveis na região tracionada;
Construção definitiva.
O


N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 6


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Normas

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Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas:

20
 NBR 6118/2014 - Projeto de estruturas de concreto;
NBR 6120/1980 - Cargas para o cálculo de estruturas de edificações;

20

 NBR 6123/1988 - Forças devidas ao vento em edificações;
 NBR 7480/2007 - Barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto
armado;

E
 NBR 8681/2003 - Ações e segurança nas estruturas;

TR
 NBR 8953/2015 - Concreto – Classificação pela resistência para fins estruturais;
 NBR 12655/2015 - Preparo, controle e recebimento de concreto.

ES
EM
-S
LA
AU

Tipos de concreto
E

 Concreto simples: concreto utilizado sem armadura, ou com armadura menor que
D

a mínima, que resiste basicamente às tensões de compressão e possui um peso


específico da ordem de 24 kN/m3;
S

 Concreto armado: é o material resultante da ação conjunta do concreto e do aço,


TA

que trabalha como armadura passiva, onde o primeiro resiste às tensões de


compressão e o último às de tração;
 Concreto moldado in loco: é o concreto que é confeccionado no local aonde a
O

peça vai permanecer;


N

 Concreto pré-moldado: é o concreto que é produzido fora do local onde vai


trabalhar;

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Tipos de concreto

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 Concreto de alta resistência (CAR): com resistência superior a 40 MPa, proporciona

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melhorias de outras propriedades que elevam a durabilidade das estruturas;
obtido com a incorporação de adições e aditivos químicos;

20
 Concreto com fibras: obtido pela adição de fibras metálicas ou poliméricas,
fazendo com que o concreto esteja ligado por estas fibras. As fibras servem para

E
combater a fissuração. Aplicado a peças com pequenos esforços, como pisos

TR
aplicado sobre o solo;

ES
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-S
LA
AU

Tipos de concreto
E

 Concreto autoadensável: tipo de concreto obtido com a inserção de aditivos


D

superplastificantes e adições minerais que o tornam de aspecto fluido, não


necessitando adensamento para a confecção de elementos estruturais de
concreto;
S
TA

 Concreto protendido: obtido pela associação entre o concreto simples e uma


armadura ativa, onde é aplicada uma força na armadura antes da aplicação do
O

carregamento, de forma com que fiquem eliminadas as tensões de tração, ou


N

estas sejam limitadas.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 8


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Considerações de projeto

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A estrutura é definida como conjunto das partes consideradas resistentes de uma

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edificação.
Concepção estrutural: Também chamada de lançamento da estrutura, consiste em

20
escolher um sistema estrutural que constitua a parte resistente do edifício, capaz de
absorver todos os esforços e transmiti-los à fundação.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Considerações de projeto
E

Os elementos estruturais são definidos com base no critério geométrico:


D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 9


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Considerações de projeto

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Elementos Lineares: Comprimento longitudinal supera em pelo menos três vezes a

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maior dimensão da seção transversal.
 Vigas: Elementos em que a flexão é preponderante;
 Pilares: Elementos lineares de eixo reto, disposto na vertical, submetido a forças

20
normais de compressão;
 Tirantes: Elementos lineares de eixo reto submetidos a esforços normais de tração.

E
Elementos de Superfície: Elementos em que uma dimensão (espessura) é

TR
relativamente pequena em face às demais.
 Placas: Elemento plano sujeita a ações normais a seu plano (lajes).

ES
EM
-S
LA
AU

Considerações de projeto
E

No projeto estrutural, devem ser observados os critérios normativos para ser


D

assegurado o (a):
 Capacidade resistente (segurança);
 Desempenho em serviço (utilização);
S

 Durabilidade (vida útil).


TA

Ser harmônico com os demais projetos.


O

A definição da forma estrutural parte da localização dos pilares, seguindo com o


N

posicionamento das vigas e das lajes, nessa ordem, sempre levando em conta a
compatibilização com o projeto arquitetônico.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 10


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Considerações de projeto

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Como componentes de um projeto de uma edificação são necessários os seguintes

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projetos:
 Projeto arquitetônico.
 Projeto Estrutural.

20
 Projetos de Instalações.

São necessárias informações adicionais:

E
Memória de cálculo;

TR
Legendas, escalas, cotas e dimensões nos desenhos (plantas);
Quadros de armadura;
Especificações: cobrimentos, tipo de aço, resistência à compressão e tipo do

ES
concreto, finalidade da edificação (cargas), relação água/cimento, módulo de
elasticidade do concreto, entre outras.
EM
-S
LA
AU

Considerações de projeto
E

As ações verticais são constituídas por: peso próprio dos elementos estruturais;
D

pesos de revestimentos e de paredes divisórias, além de outras ações permanentes;


ações variáveis decorrentes da utilização, cujos valores vão depender da finalidade
do edifício, e outras ações específicas, como por exemplo, o peso de
S

equipamentos.
TA

As ações horizontais, onde não há ocorrência de abalos sísmicos, constituem-se,


basicamente, da ação do vento e do empuxo em subsolos.
O
N

As ações verticais tem início nas lajes, que suportam, além de seus pesos próprios,
outras ações permanentes e as ações variáveis de uso, incluindo, eventualmente,
peso de paredes que se apoiem diretamente sobre elas.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 11


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Considerações de projeto

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As lajes transmitem essas ações para as vigas, através das reações de apoio. As

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vigas suportam seus pesos próprios, as reações provenientes das lajes, peso de
paredes e, ainda, ações de outros elementos que nelas se apoiem, como, por
exemplo, as reações de apoio de outras vigas.

20
Em geral as vigas trabalham à flexão e ao cisalhamento e transmitem as ações para
os elementos verticais − pilares e paredes estruturais − através das respectivas

E
reações.

TR
Os pilares e as paredes estruturais recebem as reações das vigas que neles se
apóiam, as quais, juntamente com o peso próprio desses elementos verticais, são

ES
transferidas para os andares inferiores e, finalmente, para o solo, através dos
respectivos elementos de fundação.
EM
-S
LA
AU

Considerações de projeto
E

As ações horizontais devem igualmente ser absorvidas pela estrutura e transmitidas


D

para o solo de fundação.

O vento, principal ação horizontal atuante nas edificações usuais, tem início nas
S

paredes externas do edifício e é resistido por elementos verticais de grande rigidez,


TA

tais como pórticos, paredes estruturais e núcleos, que formam a estrutura de


contraventamento.
O

As lajes exercem importante papel na distribuição dos esforços decorrentes do


N

vento entre os elementos de contraventamento, pois possuem rigidez praticamente


infinita no seu plano, promovendo, assim, o travamento do conjunto.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 12


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Considerações de projeto

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Recomenda-se iniciar a localização dos pilares pelos cantos e, a partir daí, pelas

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áreas que geralmente são comuns a todos os pavimentos (área de elevadores e de
escadas) e onde se localizam, na cobertura, a casa de máquinas e o reservatório
superior. Em seguida, posicionam-se os pilares de extremidade e os internos,

20
buscando embuti-los nas paredes ou procurando respeitar as imposições do
projeto de arquitetura.

E
Formar pórticos, alinhando as vigas com os pilares, de forma a contribuir na

TR
estabilidade global.

ES
EM
-S
LA
AU

Considerações de projeto
E

Dispor pilares com distância entre eixos de 4 m a 6 m, devido a duas considerações:


D

pilares próximos geram problemas decorrentes da interferência das fundações;


pilares muito distantes acarretam vigas com maiores dimensões, acarretando um
aumento do esforço decorrente do peso próprio.
S
TA

Verificar a interferência que os pilares do pavimento tipo geram nos demais


pavimentos da edificação.
O

Na impossibilidade de compatibilizar a distribuição dos pilares entre os diversos


N

pavimentos, pode haver a necessidade de um pavimento de transição.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 13


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Considerações de projeto

/2
Devem ser adotadas vigas para dividir painéis de lajes de grandes dimensões ou

20
para suportar o peso de paredes que esteja apoiadas sobre as lajes.

Adotar larguras de vigas em função da largura das alvenarias. As alturas das vigas

20
ficam limitadas pela necessidade de prever espaços livres para aberturas de portas
e de janelas.

E
O ideal é que todas elas tenham a mesma altura, para simplificar o cimbramento.

TR
ES
EM
-S
LA
AU

Considerações de projeto
E

Em edifícios residenciais, é conveniente que as alturas das vigas não ultrapassem 60


D

cm, para não interferir nos vãos de portas e de janelas.

Para lajes maciças, o menor vão deve ser da ordem de 3,5 m a 5,0 m.
S
TA

O posicionamento das lajes fica condicionado ao arranjo das vigas.


O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 14


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Considerações de projeto

/2
A numeração dos elementos (lajes, vigas e pilares) deve ser feita da esquerda para

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a direita e de cima para baixo. Inicia-se com a numeração das lajes – L1, L2, L3 etc.
–, sendo que seus números devem ser colocados próximos do centro delas. Em
seguida são numeradas as vigas – V1, V2, V3 etc. Seus números devem ser

20
colocados no meio do primeiro tramo. Finalmente, são colocados os números dos
pilares – P1, P2, P3 –, posicionados abaixo deles, na forma estrutural.

E
Devem ser colocadas as cotas parciais e totais em cada direção, posicionadas fora

TR
do contorno do desenho, para facilitar a visualização. Ao final obtém-se o
anteprojeto de todos os pavimentos, inclusive cobertura e caixa d’água, e pode-se
prosseguir com o pré-dimensionamento de lajes, vigas e pilares.

ES
EM
-S
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AU

Pré-dimensionamento
E

Pré-dimensionamento de lajes:
D
S
TA
O
N

n = número de bordas engastadas.


Para lajes com bordas livres, este processo não é recomendado.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 15


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Pré-dimensionamento

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Pré-dimensionamento de lajes:

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A norma NBR 6118/2014 prescreve ainda uma espessura mínima para lajes maciças:
5 cm para lajes de cobertura não em balanço;

20

7 cm para lajes de piso ou cobertura em balanço;
10 cm para lajes que suportem veículos com peso ≤ 30 kN;
12 cm para lajes que suportem veículos com peso > 30 kN.

E

TR
ES
EM
-S
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AU

Pré-dimensionamento
E

Pré-Dimensionamento de vigas:
D

Estimativa para altura de vigas pode ser feita pelas condições:


S
TA

 Tramos internos:
O

 Tramos externos e vigas biapoiadas:


N

 Balanços:

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 16


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Pré-dimensionamento

/2
Pré-Dimensionamento de vigas:

20
Para armadura longitudinal em uma única camada.

20
E
TR
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LA
AU
E
D

PROPRIEDADES DOS MATERIAIS


S
TA

Sumário:
O

• Propriedades do concreto.
• Propriedades do aço.
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 17


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Propriedades do concreto

20
Sumário:

E
• Considerações gerais.

TR
• Propriedades no Estado Fresco.
• Propriedades no Estado Endurecido.
• Propriedades Mecânicas.
• Considerações sobre Deformações.
ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

NBR 12655/2015 – Informações que devem constar no projeto estrutural:


D

 Registro da resistência característica à compressão do concreto, fck, obrigatória em


todos os desenhos e memórias que descrevem o projeto tecnicamente;
S
TA

 Especificação de fcj para as etapas construtivas, como retirada de cimbramento,


aplicação de protensão ou manuseio de pré-moldados;
O

 Especificação dos requisitos correspondentes à durabilidade da


N

estrutura e elementos pré-moldados, durante sua vida útil, inclusive da classe de


agressividade adotada em projeto;

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 18


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Considerações gerais

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NBR 12655/2015 – Informações que devem constar no projeto estrutural:

20
Especificação dos requisitos correspondentes às propriedades especiais do
concreto, durante a fase construtiva e vida útil da estrutura, tais como:

20
 Módulo de deformação mínimo na idade de desforma, movimentação de
elementos pré-moldados ou aplicação da protensão;
 Outras propriedades necessárias à estabilidade e à durabilidade da estrutura.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

NBR 12655/2015 – Responsabilidades do executante da obra:


D

 Escolha da modalidade de preparo o concreto;


S

 Escolha do tipo de concreto a ser empregado e sua consistência, dimensão


máxima do agregado e demais propriedades, de acordo com o projeto e com
TA

as condições de aplicação;
 Atendimento a todos os requisitos de projeto, inclusive quanto à escolha
O

dos materiais a serem empregados;


N

 Aceitação do concreto;

 Cuidados no processo construtivo e na retirada do escoramento.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 19


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Propriedades no estado fresco

/2
Consistência: Trata-se da maior ou menor capacidade de se deformar no estado

20
fresco.

Quantidade de água

20
Consistência: Granulometria do agregado
Aditivos químicos

E
Abatimento de acordo com: Altas taxas de armadura

TR
Concreto lançado

Medição da consistência – Slump test.

Critério de aceitação do concreto em obra.


ES
EM
-S
LA
AU

Propriedades no estado fresco


E

Algumas recomendações práticas:


D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 20


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Propriedades no estado fresco

/2
NBR 12655/2015 – Recebimento do concreto:

20
Devem ser realizados ensaios de consistência pelo abatimento do tronco de cone.

20
Para o concreto preparado pelo executante da obra, devem ser realizados ensaios
de consistência sempre que ocorrerem alterações na umidade dos agregados e nas
seguintes situações:

E
 a) na primeira amassada do dia;

TR
 b) ao reiniciar o preparo após uma interrupção da jornada de concretagem
de pelo menos 2 h;
 c) na troca dos operadores;
 d) cada vez que forem moldados corpos de prova.
ES
EM
-S
LA
AU

Propriedades no estado fresco


E

NBR 12655/2015 – Recebimento do concreto:


D

Para o concreto preparado por empresa de serviços de concretagem, devem ser


S

realizados ensaios de consistência a cada betonada.


TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 21


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Propriedades no estado fresco

/2
Adensamento:

20
É feito por meio da aplicação de energia mecânica ao concreto (vibrador de
imersão).

20
Para corpos de prova, além do vibrador de imersão, pode ser utilizado um soquete
metálico padronizado, seguindo as recomendações da NBR 5738/2007.

E
TR
Tem a função de evitar a formação de bolhas de ar, vazios e segregação de
material, e fazer com que o concreto preencha todos os cantos da forma.

ES
EM
-S
LA
AU

Propriedades no estado endurecido


E

Massa específica:
D

Norma NBR 6118/2014 - se aplica a concretos de massa específica normal (massa


específica compreendida entre 2000 kg/m3 e 2800 kg/m3).
S
TA

Para efeito de cálculo, pode-se adotar para o concreto simples o valor 2400 kg/m3
e para o concreto armado 2500 kg/m3.
O

Massa específica do concreto conhecida - pode-se considerar para valor da massa


N

específica do concreto armado aquela do concreto simples acrescida de 100 kg/m3


a 150 kg/m3.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 22


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Propriedades no estado endurecido

/2
Dilatação térmica:

20
Para efeito de análise estrutural, o coeficiente de dilatação térmica pode ser

20
admitido como sendo igual a 10-5/°C.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Propriedades no estado endurecido


E

Durabilidade:
D

Para garantir uma adequada durabilidade a uma estrutura de concreto armado, o


projetista deve considerar:
S

 O nível de agressividade do meio ambiente onde a obra vai ser executada;


TA

 Adotar um cobrimento mínimo de concreto;


 Especificar parâmetros para a dosagem do concreto tais como: relação a/c,
módulo de elasticidade, dimensão máxima do agregado graúdo e tipo de
O

cimento.
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 23


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Propriedades mecânicas

/2
Resistência característica à compressão (fck):

20
Valor mínimo estatístico acima do qual ficam situados 95% dos resultados
experimentais. Este valor é baseado numa curva de distribuição normal.

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Propriedades mecânicas
E

A resistência de dosagem do concreto (fcj) deve atender às condições de


D

variabilidade prevalecente durante a construção.

Esta variabilidade, medida pelo desvio-padrão Sd é levada em conta no cálculo da


S

resistência de dosagem por meio da equação:


TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 24


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Propriedades mecânicas

/2
Ensaio de resistência à compressão (NBR 5739/2003):

20
Realizado em corpos de prova cilíndricos com dimensões de 10 cm de diâmetro da
base por 20 cm de altura e 15 cm de diâmetro da base por 30 cm de altura.

20
Em países da Europa, o corpo de prova padronizado é o cúbico.

E
TR
O valor da resistência à compressão, além de ser influenciado pela forma do corpo
de prova, também é influenciado pela velocidade de aplicação da carga e pelas

ES
condições de topo (capeamento).
EM
-S
LA
AU

Propriedades mecânicas
E

Grupos de resistência de concreto, segundo a NBR 8953/2009:


D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 25


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Propriedades mecânicas

/2
Segundo o item 8.2.1:

20
 A norma NBR 6118/2014 se aplica a concretos compreendidos nas classes de
resistência dos grupos I e II, indicadas na NBR 8953:2009.

20
 A classe C20, ou superior, se aplica a concreto com armadura passiva e a classe
C25, ou superior, a concreto com armadura ativa.

E
 A classe C15 pode ser usada apenas em fundações, conforme NBR 6122/1996, e

TR
em obras provisórias.
O concreto a ser especificado nos projetos, de acordo com NBR 6118/2014, deverá
apresentar uma resistência característica (fck) não inferior a 20 MPa.

ES
EM
-S
LA
AU

Propriedades mecânicas
E

Resistência à tração:
D

O seu valor característico será estimado da mesma maneira que o concreto à


compressão:
S
TA

Os processos experimentais mais utilizados para a determinação da resistência à


tração são:
 Ensaio de tração direta (ou axial):
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 26


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Propriedades mecânicas

/2
Ensaio de tração na flexão (NBR 12142/2010):

20
20
E
TR
ES
A resistência média a tração na flexão é dada por:
EM
-S
LA
AU

Propriedades mecânicas
E

Ensaio de tração indireta ou tração por compressão diametral (NBR 7222/2011):


D
S
TA
O
N

A resistência à tração por compressão diametral é dada por:

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 27


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Propriedades mecânicas

/2
Segundo o item 8.2.5, a resistência à tração direta (fct) pode ser considerada igual a

20
fct = 0,9 fct,sp ou fct = 0,7 fct,f ou, na falta de ensaios para obtenção de fct,sp e fct,f, pode
ser avaliado o seu valor médio ou característico pelas relações:

20
E
Para concretos até C50:

TR
Para concretos de C55 a C90:

ES
EM
-S
LA
AU

Propriedades mecânicas
E

Resistência de Cálculo:
D

A resistência do concreto para fins de cálculo é minorada através de coeficientes


S

de ponderação, os quais têm por finalidade cobrir as incertezas que ainda não
possam ser tratadas pela estatística, tais como:
TA

 incerteza quanto aos valores considerados para a resistência dos materiais


utilizados;
O

 erros cometidos quanto a geometria da estrutura e de suas seções;


 avaliação inexata das ações;
N

 hipóteses de cálculo consideradas que possam acarretar divergências entre


os valores calculados e as reais solicitações;
 avaliação da simultaneidade das ações.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 28


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Propriedades mecânicas

/2
Resistência de Cálculo:

20
Os valores de cálculo da resistência do concreto à compressão e tração são os
respectivos valores característicos adotados para projeto, divididos pelo coeficiente

20
de ponderação no estado limite último (ELU), c, levando em conta:
 possíveis diferenças entre a resistência dos materiais na estrutura e aquelas
obtidas em ensaios padronizados;

E
 dispersão na qualidade dos materiais;

TR
 imprecisões nas correlações de resistência utilizadas nos projetos.

ES
EM
-S
LA
AU

Propriedades mecânicas
E

Resistência de Cálculo:
D

As resistências de cálculo são expressas por (item 12.3.3):


S

 Para idade do concreto  28 dias:


TA
O
N

 Para verificações em idades menores que 28 dias:

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 29


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Propriedades mecânicas

/2
Resistência de Cálculo:

20
Na ausência de dados experimentais, pode-se adotar:

20
s = 0,32 (cimento CP III e CP IV); s = 0,25 (cimento CP I e CP II); s = 0,20 (cimento

E
CP V ARI).

TR
ES
EM
-S
LA
AU

Propriedades mecânicas
E

Resistência de Cálculo:
D

O coeficiente de ponderação c varia de acordo com a qualidade do concreto,


sendo (de acordo com o item 12.4.1):
S

 c = 1,4 (para combinações de ações normais);


TA

 Para execução de elementos estruturais com más condições de transporte,


adensamento manual ou concretagem deficiente pela concentração de
armadura deve ser adotado c multiplicado por 1,1;
O

 Para elementos estruturais pré-moldados e pré-fabricados, deve ser consultada a


N

NBR 9062:2006;
 Admite-se, no caso de testemunhos extraídos da estrutura, dividir c por 1,1.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 30


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Propriedades mecânicas

/2
Diagrama Tensão x Deformação:

20
Tem uma dependência direta com a sua resistência à compressão e com parâmetros
de seus materiais constituintes.

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Propriedades mecânicas
E

Diagrama Tensão x Deformação:


D

O diagrama tensão x deformação à


compressão, a ser usado no cálculo,
S

será suposto como sendo o


TA

simplificado, composto de uma


parábola do 2o grau que passa pela
origem e tem seu vértice no ponto de
O

abcissa 0,2% e ordenada 0,85fcd


N

(resistência de cálculo à compressão


do concreto), representado pela
equação:

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 31


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Propriedades mecânicas

/2
Diagrama Tensão x Deformação:

20
Os valores de c2 (deformação específica de encurtamento do concreto no inicio do
patamar plástico) e cu (deformação específica de encurtamento do concreto na

20
ruptura) são definidos por:

Para concretos até C50:

E
TR
Para concretos de C55 a C90:

ES
EM
-S
LA
AU

Propriedades mecânicas
E

Diagrama Tensão x Deformação:


D

No gráfico padronizado da NBR 6118/2014, multiplica-se o valor de fcd pelo valor


0,85. Esta correção é devida a:
S
TA

 Para levar em conta o tamanho do corpo de prova (15x30) e o elemento


estrutural, aplica-se um coeficiente de correção de 0,95. Para corpos de prova de
tamanhos diferentes (10x20 e 5x10), o coeficiente de correção é diferente.
O
N

 Admite-se um aumento de 20% da resistência à compressão em um ano


(evolução com a idade).

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 32


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Propriedades mecânicas

/2
Diagrama Tensão x Deformação:

20
 A resistência do concreto depende da velocidade de carregamento, sendo maior
quanto maior a velocidade de aplicação de carga, porém com queda mais

20
acentuada. Relaciona-se à progressiva fissuração ocorrida no concreto para
cargas mantidas constantes.

E
 Admite-se, a favor da segurança, que a resistência obtida para carregamentos

TR
lentos é 75% da obtida para carregamentos rápidos.

Logo:

ES
EM
-S
LA
AU

Propriedades mecânicas
E

Relação entre as resistências com carregamento rápido e lento:


D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 33


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Propriedades mecânicas

/2
Módulo de Elasticidade:

20
Parâmetro que relaciona as tensões aplicadas sobre um material com as
deformações decorrentes desta carga.

20
Três módulos de elasticidade podem ser descritos::
 Módulo de elasticidade tangente inicial;

E
 Módulo de elasticidade secante;

TR
 Módulo de elasticidade tangente.

ES
EM
-S
LA
AU

Propriedades mecânicas
E

Módulo de Elasticidade:
D

Segundo o item 8.2.8, o módulo de elasticidade deve ser obtido segundo ensaio
descrito na NBR 8522/2008, sendo considerado nesta norma o módulo de
S

deformação tangente inicial cordal a 30% fc, ou outra tensão especificada em


TA

projeto.
Quando não forem feitos ensaios e não existirem dados mais precisos sobre o
concreto usado na idade de 28 dias, pode-se estima-lo pela equação:
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 34


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Propriedades mecânicas

/2
Módulo de Elasticidade:

20
Valores de αE:
1,2 para basalto e diabásio.

20

 1,0 para granito e gnaisse.
 0,9 para calcário.
0,7 para arenito.

E

TR
O módulo de elasticidade numa idade j ≥ 7 dias pode também ser avaliado através
dessa expressão, substituindo-se fck por fckj.

ES
Quando for o caso, é esse o módulo de elasticidade a ser especificado em projeto e
controlado na obra.
EM
-S
LA
AU

Propriedades mecânicas
E

Módulo de Elasticidade:
D

O módulo de elasticidade secante a ser utilizado nas análises elásticas de projeto,


especialmente para determinação de esforços solicitantes e verificação de estados
S

limites de serviço, deve ser calculado pela equação:


TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 35


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Propriedades mecânicas

/2
Módulo de Elasticidade:

20
Pode-se estimar para as classes:

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Propriedades mecânicas
E

Módulo de Elasticidade:
D

Para uma idade menor que 28 dias:


S
TA
O
N

Ec(t) – estimativa do módulo de elasticidade do concreto em uma idade entre 7


dias e 28 dias.
fc(t) – resistência à compressão do concreto na idade em que se pretende
estimar o módulo de elasticidade, em MPa.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 36


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Propriedades mecânicas

/2
Módulo de Elasticidade:

20
Fatores que influenciam o módulo de elasticidade do concreto:
 Diferentes resistências à compressão do concreto;

20
 Diferentes consistências do concreto fresco;
 Diferentes volumes de pasta por m³ de concreto;
 Diferentes estados de umidade dos corpos de prova no ensaio;

E
 Diferentes velocidades de aplicação de carga ou da deformação;

TR
 Diferentes diâmetros nominais do agregado graúdo;
 Diferentes dimensões dos corpos-de-prova;
 Diferentes temperaturas dos ensaios;

ES
 Diferentes naturezas do agregado graúdo;
 Diferentes idades.
EM
-S
LA
AU

Propriedades mecânicas
E

Módulo de Elasticidade:
D

Onde usar o Ecs:


Análises elásticas de projetos em geral;
S


 Determinação de esforços solicitantes;
TA

 Verificação dos ELS;


 Valor único para tração e compressão;
 Verificação simplificada de estabilidade global utilizando o parâmetro .
O
N

Onde usar o Eci:


 Análises globais da estrutura;
 Verificação de estabilidade global pelo parâmetro z;
 Análise não linear geométrica pelo processo P-Delta.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 37


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Propriedades mecânicas

/2
Coeficiente de Poisson:

20
Juntamente com as deformações longitudinais, ocorrem no concreto submetido à
compressão ou tração deformações transversais (efeito de Poisson).

20
E
Para tensões de compressão menores que 0,5 fc e tensões de tração menores que
fct, o coeficiente de Poisson relativo às deformações elásticas no concreto pode ser

TR
considerado igual a 0,20 e o módulo de elasticidade transversal Gc = Ecs/2,4 (item
8.29).

ES
EM
-S
LA
AU

Deformações
E

O concreto pode apresentar deformações não só quando submetido a ações


D

externas, mas também devidas a variações das condições ambientais (denominadas


deformações próprias).
S

Retração:
TA

É a redução de volume do concreto provocada pela perda de água existente em


seu interior através da evaporação. Para reduzir o efeito da retração no concreto
O

dispõe-se de algumas alternativas:


N

 Aumentar o tempo de cura do concreto, para evitar a evaporação prematura da


água necessária à hidratação do cimento;
 Prever junta de movimentação, provisória ou definitiva.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 38


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Deformações

/2
Deformação total de uma peça de concreto:

20
onde:

20
- deformação imediata por ocasião do carregamento;

E
TR
- deformação por fluência no intervalo (t, t0);

- deformação por retração no intervalo (t, t0).


ES
EM
-S
LA
AU

Deformações
E

Deformação imediata:
D
S
TA

- tensão aplicada no ponto em estudo;


O

- módulo de elasticidade inicial para t0 dias;


N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 39


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Deformações

/2
Deformação por fluência:

20
Observada no decorrer do tempo, em concretos submetidos a cargas permanentes.
A água dos poros saturados se desloca e transfere o esforço que ela absorvia
inicialmente para o esqueleto sólido, aumentando a deformação inicial. A água que

20
chega na superfície evapora, aumentando as tensões nos poros capilares,
parcialmente preenchidos com água, e assim aumentado ainda mais as
deformações.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Deformações
E

Deformação por fluência:


D
S
TA

- coeficiente de fluência;
O

- módulo de elasticidade inicial para 28 dias.


N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 40


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Deformações

/2
Deformação por fluência:

20
Coeficientes de fluência e retração
(Tabela 8.2.11 – NBR 6118/2014):

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU
E
D

Propriedades do aço
S
TA

Sumário:
O

 Considerações gerais.
 Propriedades físicas.
N

 Resistência à tração.
 Curva tensão x deformação.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 41


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Considerações gerais

/2
O aço é utilizado em estruturas principalmente para suprir a baixa resistência à

20
tração apresentada pelo concreto.

No entanto, como o aço resiste bem tanto a tração quanto à compressão, poderá

20
absorver esforços também em regiões comprimidas do concreto.

Os aços para concreto armado são fornecidos sob a forma de barras e fios de

E
seção circular, com propriedades e dimensões padronizadas pela norma NBR

TR
7480/2007.

O aço é caracterizado pelo diâmetro nominal (), que corresponde ao valor, em

ES
milímetros, do diâmetro da seção transversal do fio ou da barra.
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

Os aços para concreto armado são classificados de acordo com a sua bitola, sua
D

resistência característica à tração e o processo empregado em sua fabricação.

Os dois tipos de materiais produzidos são:


S

 Barras: os produtos de diâmetro nominal 6.3 ou superior, obtidos exclusivamente


TA

por laminação a quente;


 Fios: aqueles de diâmetro nominal 10,0 ou inferior, obtidos por trefilação ou
laminação a frio.
O
N

De acordo com o valor característico da resistência de escoamento, as barras de


aço são classificadas nas categorias CA-25 e CA-50 e os fios de aço na categoria
CA-60.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 42


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Considerações gerais

/2
Designação:

20
A designação dos aços para concreto armado deve apresentar a sigla CA, seguida
da resistência característica de escoamento.

20
Exemplo: CA-50 – CA: iniciais de concreto armado; 50: resistência característica de
escoamento em kN/cm² (fyk = 500 MPa).

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

Massa, comprimento e tolerância:


D

Nos projetos de estruturas de concreto armado deve ser utilizado aços classificados
pela NBR 7480/2007 com o valor característico da resistência de escoamento nas
S

categorias CA-25, CA-50 e CA-60.


TA

Os diâmetros e seções transversais nominais devem ser os estabelecidos na NBR


7480/2007.
O
N

A massa nominal é obtida multiplicando-se o comprimento da barra ou do fio pela


área da seção nominal e por 7850 kg/m³.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 43


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Considerações gerais

/2
O comprimento normal de fabricação das barras e fios é de 12m e a tolerância de

20
comprimento é de ±1 %.

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

Marcação:
D

Os fios e barras podem ser lisos ou providos de saliências ou mossas.


S

Barras nervuradas: devem apresentar marcas de laminação em relevo, identificando


TA

o produtor, com registro no INPI, a categoria do material e o respectivo diâmetro


nominal.
Fios e barras lisas: deve ser feita por etiqueta ou marcas em relevo.
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 44


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Propriedades físicas

/2
Pode-se adotar para massa específica do aço de armadura passiva o valor de 7850

20
kg/m³.

O valor 10-5/°C pode ser considerado para o coeficiente de dilatação térmica do

20
aço, para intervalos de temperatura entre – 20°C e 150°C (NBR 7480/2007).

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Resistência à tração
E

O valor da resistência característica do aço (fyk) é o valor mínimo estatístico acima


D

do qual ficam situados 95% dos resultados experimentais.

A resistência característica do aço é a mesma para tração e compressão, desde que


S

seja afastado o perigo de flambagem.


TA

A resistência de cálculo do aço é obtida através da aplicação de coeficientes de


minoração pelas mesmas razões já apresentadas para o concreto.
O
N

Destaca-se para a aplicação dos coeficientes de minoração o problema da oxidação


do aço antes do seu uso e precisão geométrica das armaduras.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 45


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Resistência à tração

/2
Para fins de projeto usa-se:

20
20
Em geral o coeficiente de minoração s (ou de ponderação) vale: s = 1,15.

E
Em obras de pequena importância, admite-se o emprego do aço CA 25 sem

TR
realização do controle de qualidade estabelecido na NBR 7480/2007, desde que se
utilize nos cálculo 1,1 s.

ES
EM
-S
LA
AU

Resistência à tração
E

Propriedades exigíveis, de acordo com a NBR 7480/2007:


D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 46


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Resistência à tração

/2
Resumo dos valores característicos e de cálculo:

20
20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Curva Tensão x Deformação


E

Barras de aço.
D

As barras apresentam diagrama tensão x deformação apresentado na figura ,


mostrando o limite de escoamento/proporcionalidade (A), o limite de resistência (B)
S

e o limite de ruptura (C).


TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 47


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Curva Tensão x Deformação

/2
Fios de aço.
Este tipo de aço não apresenta nos ensaios

20
patamar de escoamento bem definido. O
limite de escoamento é estabelecido

20
convencionalmente como sendo a tensão
que produz uma deformação permanente
de 0,2 %.

E
Os fios apresentam diagrama tensão x

TR
deformação conforme figura, onde “A”
representa o limite de proporcionalidade,
“B” o limite escoamento, “C” o limite de
resistência, e “D” o limite de ruptura.
ES
EM
-S
LA
AU

Curva Tensão x Deformação


E

Para cálculo nos estados limites de serviço e último pode-se utilizar o diagrama
D

simplificado para os aços com ou sem patamar de escoamento.

Este diagrama é válido para intervalos de temperatura entre –20oC e 150oC e pode
S

ser aplicado para tração e compressão.


TA

Na falta de ensaios ou valores fornecidos pelo fabricante, o módulo de elasticidade


do aço pode ser admitido igual a 210 GPa (item 8.3.5 – NBR 7480/2007).
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 48


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Curva Tensão x Deformação

/2
Diagrama simplificado:

20
20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU
E

AÇÕES E SEGURANÇA NAS


D

ESTRUTURAS
S
TA

Sumário:
• Considerações gerais.
O

• Estados limites.
N

• Ações e solicitações.
• Combinações de ações.
• Critérios de durabilidade.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 49


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Considerações gerais

/2
A estrutura de uma edificação é considerada segura quando atende,

20
simultaneamente, aos seguintes requisitos:

 Mantém durante a sua vida útil as características originais do projeto;

20
 Em condições normais de utilização, não apresenta aparência que cause
inquietação aos usuários, nem falsos sinais de alarmes que lancem suspeitas sobre

E
sua segurança;

TR
 Sob utilização indevida, deve apresentar sinais visíveis – deslocamentos e fissuras –
de aviso de eventuais estados de perigo.

ES
EM
-S
LA
AU

Estados Limites
E

Estados que caracterizam o uso da estrutura e classificam, por razões de segurança,


D

funcionalidade ou estética, desempenho fora dos padrões especificados para sua


utilização normal ou interrupção de funcionamento em razão da ruína de um ou
mais de seus componentes.
S
TA

Os estados limites podem se referir à estrutura como um todo, elementos


estruturais ou a regiões locais de elementos.
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 50


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Estados Limites

/2
Estado Limite Último (ELU): Relacionado ao colapso, ou a qualquer outra forma de

20
ruína estrutural, que determine a paralisação do uso da estrutura.

A segurança das estruturas de concreto deve sempre ser verificada em relação aos

20
seguintes estados limites últimos (item 10.3):
 Estado limite último da perda do equilíbrio da estrutura, admitida como corpo
rígido;

E
 Estado limite último de esgotamento da capacidade resistente da estrutura, no seu

TR
todo ou em parte, devido às solicitações normais e tangenciais, admitindo-se a
redistribuição de esforços internos.

ES
EM
-S
LA
AU

Estados Limites
E

 Estado limite último de esgotamento da capacidade resistente da estrutura, no seu


D

todo ou em parte, considerando os efeitos de segunda ordem;


 Estado limite último provocado por solicitações dinâmicas;
 Estado limite último de colapso progressivo;
S

 Outros estados limites últimos que eventualmente possam ocorrer em casos


TA

especiais.

Atingido o ELU, a estrutura esgota sua capacidade resistente, e a utilização posterior


O

da edificação só será possível após a realização de obras de reparo, reforço ou


N

mesmo substituição da estrutura.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 51


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Estados Limites

/2
Estado Limite de Serviço (ELS):

20
Relacionados à durabilidade das estruturas, aparência, conforto do usuário e à boa
utilização funcional das mesmas.

20
Atingindo o ELS, a estrutura apresenta um desempenho fora dos padrões, mais sem
risco iminente de ruína no sistema.

E
TR
Exemplos: Flechas excessivas em lajes ou vigas, fissuração inaceitável, vibração
excessiva, recalques diferenciais elevados, etc.

ES
EM
-S
LA
AU

Estados Limites
E

Métodos de cálculo.
D

Dimensionar uma estrutura de concreto significa definir as dimensões das peças e as


armaduras correspondentes, a fim de garantir uma margem de segurança prefixada
S

aos estados limites últimos e um comportamento adequado aos estados limites de


TA

serviço, tendo em vista os fatores condicionantes de economia e durabilidade.


O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 52


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Estados Limites

/2
Os métodos de dimensionamento são:

20
 Métodos das tensões admissíveis: A segurança é verificada pela comparação das
tensões máximas devido aos carregamentos com as tensões admissíveis dos
materiais empregados;

20
 Método dos estados limites: As solicitações são majoradas e os esforços
resistentes das seções são minorados por coeficientes de segurança.

E
A NBR 6118/2014 adota método dos estados limites em conjunto com o método

TR
probabilístico, no qual as variáveis são tratadas estatisticamente ou fixadas por
norma, sendo chamado de método semi-probabilístico, devido à impossibilidade de
dar tratamento estatístico pleno a todas as grandezas de interesse para a segurança
estrutural.
ES
EM
-S
LA
AU

Estados Limites
E

Verificação de segurança:
D

𝛾 𝑆 = 𝑆 ≤ 𝑅 = 𝑅 /𝛾
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 53


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Ações e solicitações

/2
Algumas definições:

20
20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Ações e solicitações
E

Ações permanentes: são as que ocorrem com valores praticamente constantes


D

durante toda a vida da construção.

Também são consideradas como permanentes as ações que crescem no tempo,


S

tendendo a um valor limite constante.


TA

As ações permanentes devem ser consideradas com seus valores representativos


mais desfavoráveis para a segurança.
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 54


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Ações e solicitações

/2
Ações permanentes diretas:

20
As ações permanentes diretas são constituídas pelo peso próprio da estrutura e
pelos pesos dos elementos construtivos fixos e das instalações permanentes.

20
 Peso próprio.
Nas construções correntes admite-se que o peso próprio da estrutura seja avaliado

E
conforme 8.2.2.

TR
ES
EM
-S
LA
AU

Ações e solicitações
E

Peso dos elementos construtivos e de instalações permanentes.


D

As massas específicas dos materiais de construção correntes podem ser avaliadas


com base nos valores indicados na NBR 6120/1980 (anexo 5).
S
TA

Os pesos das instalações permanentes são considerados com os valores nominais


indicados pelos respectivos fornecedores.
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 55


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Ações e solicitações

/2
Empuxos permanentes.

20
Consideram-se como permanentes os empuxos de terra e outros materiais
granulosos quando forem admitidos não removíveis.

20
Como representativos devem ser considerados os valores característicos fk.sup ou fk.inf
conforme a NBR 8681/2003.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Ações e solicitações
E

Ações permanentes indiretas: são constituídas pelas deformações impostas por


D

retração e fluência do concreto, deslocamentos de apoio, imperfeições geométricas


e protensão.
S

 Retração do concreto.
TA

A deformação específica de retração do concreto pode ser calculada conforme


indica o anexo A (NBR 6118/2014).
O

 Fluência do concreto.
N

As deformações decorrentes da fluência do concreto podem ser calculadas


conforme indicado no anexo A.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 56


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Ações e solicitações

/2
 Deslocamentos de apoio:

20
Os deslocamentos de apoio só devem ser considerados quando gerarem esforços
significativos em relação ao conjunto das outras ações, isto é, quando a estrutura for

20
hiperestática e muito rígida.

O deslocamento de cada apoio deve ser avaliado em função das características

E
físicas do correspondente material de fundação.

TR
ES
EM
-S
LA
AU

Ações e solicitações
E

 Imperfeições geométricas:
D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 57


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Ações e solicitações

/2
 Imperfeições geométricas:

20
20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Ações e solicitações
E

 Ações variáveis:
D

Ações variáveis diretas: são constituídas pelas cargas acidentais previstas para o uso
da construção, pela ação do vento e da chuva, devendo-se respeitar as prescrições
S

feitas por normas Brasileiras específicas.


TA

Cargas acidentais previstas para o uso da construção correspondem normalmente a:


cargas verticais de uso da construção; cargas móveis, considerando o impacto
vertical; impacto lateral; força longitudinal de frenação ou aceleração; força
O

centrífuga.
N

Essas cargas devem ser dispostas nas posições mais desfavoráveis para o elemento
estudado, ressalvadas as simplificações permitidas por Normas Brasileiras
específicas.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 58


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Ações e solicitações

/2
 Ação do vento:

20
Os esforços devidos à ação do vento devem ser considerados e recomenda-se que
sejam determinados de acordo com o prescrito pela NBR 6123/1988, permitindo-se

20
o emprego de regras simplificadas previstas em Normas Brasileiras específicas.

 Ação da água:

E
TR
O nível d'água adotado para cálculo de reservatórios, tanques, decantadores e
outros deve ser igual ao máximo possível compatível com o sistema de extravasão,
considerando apenas o coeficiente γf = γf3 = 1,1 (ver 11.7 e 11.8 – NBR 6118/2014).

ES
EM
-S
LA
AU

Ações e solicitações
E

 Ação do vento:
D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 59


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Ações e solicitações

/2
 Ações variáveis durante a construção.

20
As estruturas em que todas as fases construtivas não tenham sua segurança
garantida pela verificação da obra pronta devem ter, incluídas no projeto, as

20
verificações das fases construtivas mais significativas e sua influência na fase final.

A verificação de cada uma dessas fases deve ser feita considerando a parte da

E
estrutura já executada e as estruturas provisórias auxiliares com os respectivos pesos

TR
próprios. Além disso devem ser consideradas as cargas acidentais de execução.

ES
EM
-S
LA
AU

Ações e solicitações
E

 Ações variáveis indiretas: Variações uniformes de temperatura.


D

A variação da temperatura da estrutura, causada globalmente pela variação da


temperatura da atmosfera e pela insolação direta, é considerada uniforme. Ela
S

depende do local de implantação da construção e das dimensões dos elementos


TA

estruturais que a compõem.

Em edifícios de vários andares devem ser respeitadas as exigências construtivas


O

prescritas por esta Norma para que sejam minimizados os efeitos das variações de
N

temperatura sobre a estrutura da construção.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 60


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Ações e solicitações

/2
 Ações excepcionais:

20
No projeto de estruturas sujeitas a situações excepcionais de carregamento, cujos
efeitos não possam ser controlados por outros meios, devem ser consideradas

20
ações excepcionais com os valores definidos, em cada caso particular, por Normas
Brasileiras específicas.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Combinações de ações
E

A NBR 6118/2014 considera os coeficientes g, q, , respectivamente, para as ações
D

permanentes, variáveis diretas e para os efeitos das deformações impostas.

Para cálculos no estado limite último de estruturas comuns, os esforços de cálculo


S

são obtidos diretamente da multiplicação dos esforços característicos das ações


TA

permanentes e variáveis pelo fator 1,4.

A norma NBR 6118/2014 relata que as cargas devem ser combinadas. As


O

combinações são classificadas em combinações últimas normais, especiais ou de


N

construção e excepcionais.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 61


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Combinações de ações

/2
Combinações últimas (tabela 11.3 – NBR 6118/2014):

20
20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Combinações de ações
E

Combinações de serviço (tabela 11.4 – NBR 6118/2014):


D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 62


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Combinações de ações

/2
Coeficientes de majoração das ações (tabela 11.1 – NBR 6118/2014):

20
20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Combinações de ações
E

Coeficientes redutores de ações variáveis secundárias (tabela 11.2 – NBR 6118/2014):


D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 63


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

/2
20
CRITÉRIOS DE DURABILIDADE

20
E
Sumário:
• Considerações gerais.

TR
• Classe de agressividade.
• Cobrimento.

ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

Exigência de que as estruturas de concreto sejam projetadas e construídas de modo


D

que conservem a segurança, estabilidade e comportamento adequado quando


expostas as condições ambientais e quando utilizadas de forma estabelecida em
projeto.
S
TA

Vida útil de projeto é o período em que a estrutura mantém suas características,


sem intervenções significativas, atendidos os critérios de uso e manutenção
prescritos pelo projetista e pelo construtor.
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 64


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Classe de agressividade

/2
Agressividade do meio ambiente.

20
Principal fator responsável pela perda de qualidade e durabilidade.

20
A agressividade do meio ambiente está relacionada às ações físicas e químicas que
atuam sobre as estruturas de concreto, independentemente das ações mecânicas,
das variações volumétricas de origem térmica, da retração hidráulica e outras

E
previstas no dimensionamento das estruturas de concreto (item 6.4.1).

TR
Segundo o item 6.4.3, o responsável pelo projeto estrutural, de posse de dados
relativos ao ambiente em que será construída a estrutura, pode considerar

ES
classificação mais agressiva que a estabelecida na tabela apresentada pela NBR
6118/2014.
EM
-S
LA
AU

Classe de agressividade
E

Classe de agressividade ambiental (tabela 6.1 – NBR 6118/2014):


D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 65


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Classe de agressividade

/2
Correspondência entre classe de agressividade e qualidade do concreto (tabela 7.1 –

20
NBR 6118/2014):

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Cobrimento
E

Proteção e Cobrimento:
D

Entre os fatores dos quais dependem a durabilidade do concreto armado são


fundamentais a qualidade e a espessura do concreto de cobrimento das armaduras.
S
TA

Para atender aos requisitos estabelecidos da norma NBR 6118:2014, o cobrimento


mínimo da armadura é o menor valor que deve ser respeitado ao longo de todo o
elemento considerado e que se constitui num critério de aceitação (item 7.4.7.1).
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 66


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Cobrimento

/2
Proteção e Cobrimento:

20
Cobrimento mínimo é a menor distância livre entre uma face da peça e a camada
de barras mais próximas desta face (inclusive estribos). Sua finalidade é proteger as

20
barras tanto da corrosão quanto do fogo.

O cobrimento mínimo deve ser garantido utilizando um cobrimento nominal (Cnom)

E
acrescido de uma tolerância de execução (∆C). O valor de ∆C deve ser maior ou

TR
igual a 10 mm (item 7.4.7.3).

ES
EM
-S
LA
AU

Cobrimento
E

Correspondência entre classe


D

de agressividade ambiental e
cobrimento nominal para ΔC
= 10mm (Tabela 7.2 – NBR
S

6118/2014):
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 67


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Cobrimento

/2
Quando houver um adequado controle de qualidade e rígidos limites de tolerância

20
da variabilidade das medidas durante a execução pode ser adotado o valor ΔC = 5
mm, mas a exigência de controle rigoroso deve ser explicitada nos desenhos de
projeto. Permite-se, então, a redução dos cobrimentos nominais prescritos na Tabela

20
7.2 em 5 mm (item 7.4.7.4).

Segundo o item 7.4.7.6, a dimensão máxima característica do agregado graúdo

E
utilizado no concreto não pode superar em 20% a espessura nominal do

TR
cobrimento, ou seja, max ≤ 1,2 Cnom.

ES
EM
-S
LA
AU
E

FLEXÃO SIMPLES EM SEÇÕES


D

RETANGULARES
S
TA

Sumário:
• Introdução.
O

• Hipóteses básicas.
N

• Domínios de deformações.
• Seções retangulares com armadura simples.
• Seções retangulares com armadura dupla.
• Exercícios.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 68


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Introdução

/2
Flexão de um elemento estrutural linear caracteriza-se pela atuação de momentos

20
fletores, que produzem tensões normais na seção transversal e a sua rotação.

 Flexão Pura: Apenas momento fletor solicitando a seção;

20
 Flexão Simples: Atuam o momento fletor e a força cortante;
 Flexão Composta: Atuam o momento fletor e a força normal.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Introdução
E

Ensaio de Stuttgart:
D

Analisa-se a peça em trechos de flexão pura (região entre as cargas simétricas) e


flexão simples (região entre as cargas e os apoios).
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 69


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Introdução

/2
Estádio I: Peça não fissurada.

20
20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Introdução
E

Estádio II: Peça fissurada.


D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 70


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Introdução

/2
Estádio III: Peça na iminência da ruptura por flexão.

20
20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Introdução
E

Formas de ruptura:
D

 Ruptura balanceada: esmagamento do concreto comprimido e escoamento do


aço tracionado. A peça é chamada de subarmada. Quando o aço se encontra no
S

inicio do escoamento e o concreto esmagado, a seção é dita normalmente


TA

armada.
 Ruptura frágil à compressão: acontece pelo esmagamento do concreto.
O

Chamada de seção superarmada.


N

 Ruptura frágil à tração: ruptura brusca e sem aviso, quando a armadura de


tração não consegue absorver as tensões de tração transferidas do concreto
após a fissuração.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 71


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Hipóteses básicas

/2
O dimensionamento à flexão pura tem como hipóteses básicas:

20
 As seções transversais permanecem planas após as deformações, até a ruptura
da peça.

20
 A deformação das barras passivas aderentes, em tração ou compressão, deve
ser a mesma do concreto do seu entorno.

E
 No ELU, as tensões de tração no concreto, normais a seção transversal, devem

TR
ser desprezadas.
 A tensão nas armaduras de aço deve ser obtida a partir do diagrama de cálculo.

ES
EM
-S
LA
AU

Hipóteses básicas
E

 O alongamento máximo da armadura de tração é de 10‰.


D

 O encurtamento máximo do concreto na compressão simples é de c2, e na


flexão simples é de cu.
S
TA

 A distribuição das tensões de compressão no concreto é feita pelo diagrama


parábola – retângulo, com tensão de pico igual a 0,85fcd. Este diagrama pode ser
substituído pelo retângulo de profundidade y = x, onde o parâmetro  pode
O

ser tomado igual a:


N

  = 0,8 – para fck ≤ 50 MPa ou


  = 0,8-(fck-50)/400 – para fck > 50 MPa.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 72


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Hipóteses básicas

/2
 E onde a tensão constante atuante até a profundidade y pode ser tomada igual

20
a:
 αc.fcd, no caso da largura da seção, medida paralelamente à linha neutra, não
diminuir a partir desta para a borda comprimida;

20
 0,9.αc.fcd, no caso contrário.

E
 Sendo αc definido como:
 Para concretos de classes até C50, αc = 0,85

TR
 Para concretos de classes de C50 até C90, αc = 0,85.[1,0-(fck-50)/200].

As diferenças de resultados obtidos com esses dois diagramas são pequenas e

ES
aceitáveis, sem necessidade de coeficiente de correção adicional.
EM
-S
LA
AU

Hipóteses básicas
E

O dimensionamento à flexão pura tem como hipóteses básicas (concretos até a


D

classe C50):
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 73


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Domínios de deformações

/2
Domínios de deformações: São utilizados para descrever as situações em que uma

20
peça pode ser dimensionada.

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Domínios de deformações
E

Caracterização das rupturas:


D

 Ruptura convencional por deformação plástica excessiva: Domínios 1 e 2.


S

 Ruptura convencional por encurtamento-limite do concreto: Domínios 3, 4 e 5.


TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 74


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Domínios de deformações

/2
Domínio 1: Ruptura da peça por tração não uniforme, sem compressão.

20
Admite-se que a peça rompe quando o aço atinge o alongamento de 10‰, limite
convencional de deformação plástica excessiva (reta a).

20
Nesta região, a resultante de forças está aplicada dentro do núcleo central de
inércia da seção.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Domínios de deformações
E

Domínio 1: Ruptura da peça por tração não uniforme, sem compressão.


D

Admite-se que a peça rompe quando o aço atinge o alongamento de 10‰, limite
convencional de deformação plástica excessiva (reta a).
S
TA

Nesta região, a resultante de forças está aplicada dentro do núcleo central de


inércia da seção.
O

Domínio 2: Ruptura da peça por flexão simples ou composta com o escoamento do


N

aço atingindo o alongamento máximo convencional de 10‰, sem esmagamento


do concreto (c < cu).

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 75


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Domínios de deformações

/2
Domínio 3: Ruptura por flexão simples (subarmadas) ou composta com o

20
escoamento da armadura (s ≥ yd) ocorrendo simultaneamente ao esmagamento
do concreto à compressão.

20
Características de seções subarmadas, apresentando a peça sinais visíveis de risco
de ruptura.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Domínios de deformações
E

Domínio 4: Ruptura por flexão simples (superarmada) ou composta, ocorrendo com


D

o esmagamento do concreto sem o escoamento do aço (s < yd) .

Característica de seções superarmadas, devendo-se evitar este domínio, para


S

prevenir o risco de ruptura sem aviso, visto que o esmagamento do concreto


TA

ocorre de forma brusca.

Domínio 4a: Ruptura por compressão excêntrica, estando em toda a seção e


O

armaduras comprimidas, exceto pequena região tracionada nas fibras abaixo da


N

armadura.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 76


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Domínios de deformações

/2
Domínio 5: Ruptura por compressão não uniforme, sem tração.

20
Resultante aplicada no limite do núcleo central, provocando o encurtamento
máximo de 3.5‰ e tração nula na outra extremidade.

20
Resumo:

E
No dimensionamento de elementos a flexão pura, só tem significado os domínios 2,

TR
3 e o limite 3-4.

ES
EM
-S
LA
AU

Seção retangular – Armadura simples


E

Uma seção é dimensionada com armadura simples quando resulta armadura


D

apenas na região de tração.

Parte-se da ideia que o momento solicitante de cálculo deve ser menor ou igual ao
S

momento resistente. O momento resistente pode ser calculado como mostrado:


TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 77


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Seção retangular – Armadura simples

/2
Obtém-se:

20
20
Para o limite 3-4:

E
TR
Acima deste valor , a seção será superarmada, com pouca dutilidade e risco de
ruptura sem aviso.

ES
EM
-S
LA
AU

Seção retangular – Armadura simples


E

Nas vigas é necessário garantir boas condições de dutilidade respeitando os limites


D

da posição da linha neutra (x/d), sendo adotado se necessário armadura de


compressão.
 kx≤0,45 para concretos com fck≤50 MPa.
S

 kx≤0,35 para concretos com 50 MPa<fck>90 MPa.


TA

A introdução de armadura de compressão para garantir o atendimento de valores


menores da posição da linha neutra (x), que estejam nos domínios 2 ou 3, não
O

conduz a elementos com ruptura frágil. A ruptura frágil está associada a posições
N

da linha neutra no domínio 4, com ou sem armadura de compressão.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 78


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Seção retangular – Armadura simples

/2
Fazendo equilíbrio de esforços na seção:

20
20
E
TR
Coeficiente do momento fletor de cálculo:

ES
EM
-S
LA
AU

Seção retangular – Armadura simples


E

Coeficiente do braço de alavanca:


D
S
TA

Os coeficientes adimensionais são interdependentes e identificam o domínio de


deformações no ELU para o dimensionamento à flexão. A partir do conhecimento
de um destes, pode-se determinar os demais.
O

Fazendo o equilíbrio de momento fletor com relação a resultante de tração no aço,


N

tem-se:

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 79


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Seção retangular – Armadura dupla

/2
Em algumas seções, encontramos kx > kxlim, o que implicaria em dimensionamento

20
no domínio 4 (peça superarmada).

Uma alternativa seria aumentar a altura da viga para situar o cálculo no domínio 2

20
ou 3 (peça subarmada).

Caso esta hipótese não seja possível, pode-se adotar a opção de reforçar a zona

E
comprimida de concreto com a colocação de uma armadura de compressão. Diz-

TR
se desta situação que a peça será dimensionada com armadura dupla.

ES
EM
-S
LA
AU

Seção retangular – Armadura dupla


E

O momento fletor de cálculo é dividido em duas parcelas:


D

Md1: momento máximo resistido pelo concreto à compressão e por parte da


armadura tracionada, As1, segundo a condição:
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 80


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Seção retangular – Armadura dupla

/2
Md2: excesso do momento fletor que deve ser resistido pelo binário da armadura de

20
compressão - armadura de tração adicional As2, dado por:

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Seção retangular – Armadura dupla


E

Armadura correspondente ao momento Md1:


D
S
TA

Armadura correspondente a segunda parcela do momento fletor:


O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 81


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Seção retangular – Armadura dupla

/2
Cálculo da tensão no aço:

20
20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU
E
D

VIGAS DE SEÇÃO EM T
S
TA

Sumário:
O

• Considerações Gerais.
N

• Dimensionamento de seção em T.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 82


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Considerações gerais

/2
Nas estruturas de concreto armado, na maioria dos casos as lajes e as vigas que as

20
suportam trabalham solidariamente.

Quando isto acontece, tem-se um aumento significativo na zona de compressão do

20
concreto, que pode ser aproveitado para o cálculo da armadura.

Apesar de resultar em grande economia de aço e concreto, lança-se mão desta

E
alternativa em vigas de altura muito reduzida, quando a seção retangular se mostra

TR
inviável mesmo com a armadura dupla.

ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

Esquema geral:
D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 83


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Considerações gerais

/2
Largura da laje colaborante: Parte da laje que pode ser considerada no cálculo

20
colaborando com a viga, é definida com a soma da largura da nervura com as
distâncias das extremidades da mesa às faces respectivas das nervuras, dada por:

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

a = distância entre pontos de momento nulo, medida ao longo do eixo da viga


D

(item 14.6.2.2):

 Vigas simplesmente apoiada: a = L


S
TA

 Viga com momento de em uma só extremidade: a = 0,75L;

 Tramo com momento nas duas extremidades: a = 0,60L;


O
N

 Tramo em balanço: a = 2L.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 84


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Considerações gerais

/2
As seguintes situações podem acontecer:

20
 bf = bw + b1esq + b1dir : Seção T com duas vigas adjacentes;

20
 bf = bw + b1 + b3 : Seção T com uma viga adjacente e bordo livre;

 bf = bw + 2b3 : Seção T isolada;

E
TR
 bf = bw + b1 : Viga extrema.

ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

As seguintes situações podem ocorrer:


D

 Se y = hf  Linha neutra fictícia tangente à mesa;


S

 Se y < hf  Linha neutra fictícia dentro da mesa;


TA

 Se y >hf  Linha neutra fictícia dentro da nervura.


O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 85


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Dimensionamento da seção T

/2
As seguintes situações podem ocorrer:

20
1º situação: y < hf :

20
Com a linha neutra fictícia no interior da mesa, ou, no limite, tangente a face inferior

E
da mesa, a zona comprimida da seção é retangular, sendo o cálculo feito em uma

TR
seção retangular de altura h e largura bf :

ES
EM
-S
LA
AU

Dimensionamento da seção T
E

As seguintes situações podem ocorrer:


D

2º situação: y > hf :
S
TA
O
N

Estando a linha neutra fictícia dentro da nervura, a zona comprimida de concreto


tem a forma de T.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 86


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Dimensionamento da seção T

/2
O cálculo é realizado dividindo-se o momento fletor de cálculo em duas parcelas:

20
Mdf : Momento fletor equilibrado na zona de compressão pelas laterais da mesa,
com largura bf – bw, e na zona tracionada por uma parte da armadura de tração

20
Asf :

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Dimensionamento da seção T
E

Mdw =Md – Mdf : Resistido pela seção retangular bwh, constituída pelo concreto da
D

nervura e garantindo o equilíbrio com uma segunda parcela da armadura de tração,


Asw:
S
TA
O

Área total de armadura: As = Asf + Asw


N

Área mínima de aço:

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 87


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

/2
20
ESFORÇO CORTANTE

20
E
Sumário:

TR
• Considerações Gerais.

• Dimensionamento de armadura transversal.

• Prescrições da NBR 6118/2014.


ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

Cisalhamento é a solicitação originada da atuação conjunta de forças cortantes e


D

momentos fletores, para a qual deve ser dimensionada uma armadura específica,
transversal ao eixo do elemento estrutural.
S
TA

Com o concreto ainda não fissurado, as tensões normais e tangenciais em cada


seção são dadas por:
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 88


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Considerações gerais

/2
Trajetórias das tensões principais de uma viga biapoiada submetida a cargas

20
concentradas simétricas:

20
E
TR
Nota-se que onde as tensões normais são máximas, as tensões tangenciais são

ES
mínimas.
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

Peça de concreto no ELU:


D

Com o concreto já fissurado, admite-se que todas as tensões de tração sejam


S

absorvidas pelo aço. Na obtenção da tensão tangencial só se considera o momento


TA

estático da armadura, tomada como uma área de concreto equivalente .


O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 89


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Dimensionamento

/2
O dimensionamento de uma peça à força cortante promove duas etapas:

20
 Verificação das diagonais ou bielas comprimidas quanto ao esmagamento do
concreto pela ação das tensões de compressão;

20
 Dimensionamento da armadura transversal de combate ao cisalhamento na flexão,
para absolver as tensões de tração, que cortam o plano neutro da peça a um
ângulo de aproximadamente 45°. A armadura transversal pode ser constituída por

E
estribos, a 90° ou inclinados, sendo o primeiro caso mais comum na prática.

TR
A ruptura pela ação combinada da força cortante e do momento fletor ocorre com
o esgotamento da resistência do concreto das diagonais comprimidas ou pelo
escoamento do aço da armadura transversal.
ES
EM
-S
LA
AU

Dimensionamento
E

Rupturas típicas que acontecem no cisalhamento:


D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 90


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Dimensionamento

/2
Modelo desenvolvido pelos alemães Ritter e Mörsch para explicar a resistência de

20
uma viga de concreto armado, após a fissuração, no qual a viga tem um
funcionamento análogo a uma treliça.

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Dimensionamento
E

A norma NBR 6118/2014 dispõe dois modelos de cálculo:


D

 Modelo I: Diagonais comprimidas com inclinação de 45°;

 Modelo II: Diagonais comprimidas com inclinação de 30° a 45°.


S
TA

Será adotado o modelo II, pois este é mais geral, onde inclinações menores
reduzem a armadura transversal e aumentam a compressão da biela.
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 91


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Dimensionamento

/2
Verificação das bielas comprimidas de concreto quanto ao esmagamento.

20
Tomando-se uma seção S que corte uma diagonal comprimida, temos (z = 0,9.d):

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Dimensionamento
E

A tensão de compressão de cálculo na biela de concreto depende do ângulo  da


D

armadura transversal com o eixo longitudinal da peça.


S

Podem acontecer duas situações:


TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 92


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Dimensionamento

/2
A resistência do elemento estrutural quanto à diagonal comprimida é considerada

20
satisfatória numa determinada seção transversal quando se verifica a seguinte
condição (item 17.4.2):

20
 Vsd: força cortante de cálculo;

E
 VRd2: força cortante resistente de cálculo, relativa a ruína por esmagamento das

TR
diagonais comprimidas de concreto, dada por:

ES
EM
-S
LA
AU

Dimensionamento
E

O termo v2 é dado por:


D
S

Para estribos a 90°, caso mais comum na prática, tem-se:


TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 93


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Dimensionamento

/2
Cálculo da treliça de Mörsch.

20
Tem-se para o equilíbrio:

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Dimensionamento
E

Cálculo da treliça de Mörsch.


D

Asw/s : área por unidade de comprimento do eixo longitudinal da peça de todas as


S

barras da armadura transversal que cortam o plano neutro;


TA

swd: tensão de tração de cálculo na armadura transversal no ELU.


O

A área da armadura transversal por unidade de comprimento é dada por:


N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 94


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Dimensionamento

/2
Deve ser atendido que:

20
 Armadura transversal pode ser constituída por estribos ou pela composição de

20
estribos e barras dobradas, onde as barras não devem suportar mais do que 60%
do esforço total resistido pela armadura;

E
TR
 O ângulo de inclinação das armaduras transversais deve estar situado no intervalo
de 45° a 90°.

ES
EM
-S
LA
AU

Dimensionamento
E

A resistência é verificada pela seguinte condição (Modelo II):


D

 VRd3: força cortante de cálculo, relativa a ruína por tração diagonal;


S

 Vc: parcela da força cortante absorvida por mecanismos complementares à treliça;


TA

 Vsw: parcela da força cortante absorvida pela armadura transversal, dada por:
O
N

com fywd = tensão na armadura transversal, limitada ao valor fyd no caso de estribos
e a 70% desse valor no caso de barras dobradas, não se tomando, para ambos os
casos, valores superiores a 435 MPa;

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 95


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Dimensionamento

/2
Cálculo pelo modelo II.

20
Vc = Vc1: na flexão simples e na flexotorção coma linha neutra cortando a seção,

20
com: Vc1 = Vc0 quando Vsd ≤ Vc0; Vc1 = 0 quando Vsd = VRd2 interpolando-se
linearmente para valores intermediários.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Dimensionamento
E

A norma define:
D
S
TA
O

 fctd = resistência de cálculo à tração do concreto;


N

 fctk,inf = resistência característica à tração inferior;

 fct,m = resistência média à tração do concreto.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 96


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Dimensionamento

/2
Cálculo pelo modelo II.

20
A norma define a força Vc0 como:

20
Área da armadura transversal pode ser calculada por:

E
Para  = 90° e fywd = fyd tem-se:

TR
ES
EM
-S
LA
AU

Dimensionamento
E

Observações:
D

 Se a armadura transversal pudesse ser constituída apenas por barras da armadura


S

principal dobradas a 45°, a área de aço seria menor que aquela do uso exclusivo
TA

do uso de estribos a 90°, para a mesma força; por outro lado, essas barras têm
comprimento maior, o que resulta em um volume aproximado do consumo de
aço;
O
N

 O uso de barras dobradas aumenta o custo da mão de obra na execução de


armações.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 97


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Prescrições da NBR 6118/2014

/2
A norma permite que se reduza a força cortante nas regiões próximas aos apoios,

20
pelas seguintes prescrições (item 17.4.1.2.1):
 A força cortante oriunda de carga distribuída pode ser considerada, no trecho

20
entre o apoio e a seção situada a uma distancia d/2 da face do apoio, constante e
igual à desta seção;
 A força cortante devida a uma carga concentrada aplicada a uma distância a ≤ 2d

E
do eixo teórico do apoio pode, nesse trecho de comprimento à, ser reduzida

TR
multiplicando-a por a/2d.

ES
EM
-S
LA
AU

Prescrições da NBR 6118/2014


E

Tipos usuais de estribos.


D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 98


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Prescrições da NBR 6118/2014

/2
Armadura mínima de estribos.

20
A área mínima pode ser determinada por (item 17.4.1.1.1):

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Prescrições da NBR 6118/2014


E

Diâmetro das barras e espaçamento de estribos.


D

 O diâmetro das barras dos estribos deve estar entre os limites:


S
TA

 O espaçamento máximo entre estribos deve atender as condições dadas no item


O

18.3.2.2:
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 99


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

/2
20
ADERÊNCIA E ANCORAGEM

20
E
Sumário:
Considerações gerais.

TR

• Resistência de aderência.
• Comprimento de ancoragem.
• Emendas.
ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

O trabalho conjunto do concreto e das armaduras se faz por transmissão de


D

esforços internos de um material ao outro através de tensões de aderência.


S

Tem-se, com isto, a ancoragem das barras nas extremidades ou nas emendas por
TA

traspasse, e o impedimento do escorregamento das barras nos segmentos entre


fissuras, limitando a sua abertura.
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 100


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Considerações gerais

/2
As causas que mobilizam a aderência são:

20
 Ações sobre a estrutura de concreto armado.
 Retração do concreto.
 Deformação lenta e a variação da temperatura.

20
Podem-se citar três tipos de aderência no concreto armado:

E
 Adesão: é a “colagem” natural entre o concreto e o aço;

TR
 Atrito: é a resistência ao escorregamento após a ruptura da adesão, sendo
provocado pela rugosidade superficial natural das barras;
 Mecânica: é provocada pelas modificações feitas na superfície das barras de aços

ES
de elevada resistência (mossas ou saliências).
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

Regiões de boa e má aderência.


D

A qualidade da aderência depende da posição das barras de aço e da altura em


relação ao fundo da forma ou junta de concretagem mais próxima.
S
TA

Segundo o item 9.3.1, situações de boa aderência acontecem em barras:


 com inclinação maior que 45º sobre a horizontal;
 horizontais ou com inclinação menor que 45º sobre a horizontal, desde que:
O

 Para elementos estruturais com h < 60 cm, localizados no máximo 30 cm acima da


N

face inferior do elemento ou da junta de concretagem mais próxima;


 Para elementos estruturais com h ≥ 60 cm, localizados no mínimo 30 cm abaixo da
face superior do elemento ou da junta de concretagem mais próxima.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 101


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Considerações gerais

/2
Regiões de boa e má aderência.

20
20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Resistência de aderência
E

Para fins de cálculo, adota-se br = fbd (resistência de aderência) cujos valores são
D

especificados pela NBR6118/2014 (item 9.3.2.1):


S
TA

onde:
 fctd = fctk,inf/c ; fctk,inf = 0,7fct,m ; fct,m = 0,3(fck)2/3
O

 fctd = resistência de cálculo à tração do concreto;


 fctk,inf = resistência característica à tração inferior;
N

 fct,m = resistência média à tração do concreto.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 102


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Resistência de aderência

/2
Os coeficientes  tem seus valores dados por:

20
 1 = 1,0 para aço CA-25 (liso); 1 = 1,4 para aço CA-60 (entalhado); 1 = 2,25 para

20
aço CA-50 (nervurado).

E
 2 = 1,0 em situações de boa aderência; 2 = 0,7 em situações de má aderência.

TR
 3 = 1,0 para barras com < 32 mm; 3 = (132-)/100 para barras com 32
mm.

ES
EM
-S
LA
AU

Ancoragem das armaduras


E

É o trecho mínimo necessário de uma barra para transferir sua força ao concreto.
D

Este fato deve ser observado para todas as barras.


S
TA
O
N

Ancoragem de armadura tracionada no concreto é definida pelo comprimento de


ancoragem básico.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 103


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Ancoragem das armaduras

/2
O comprimento de ancoragem necessário pode ser calculado, conforme item

20
9.4.2.5, por:

20
 1 = 1,0 para barras sem gancho e 0,7 com gancho, mas com cobrimento lateral

E
3 ;

TR
 lb = comprimento de ancoragem básico;
 Ascal = área da seção da armadura calculada com o esforço a ancorar;
 Asef = área efetiva (adotada);

ES
 lb,min = maior valor entre 0,3 lb, 10  e 100 mm.
EM
-S
LA
AU

Ancoragem das armaduras


E

Condições a serem consideradas (item 9.4.2.1):


D

 As barras tracionadas devem ser obrigatoriamente ancoradas com gancho para


barras lisas;
S

 Barras ancoradas sem gancho, nas que tenham alternância de solicitação, de


TA

tração e compressão;
 Barras ancoradas com ou sem gancho nos demais casos, não sendo recomendado
o gancho para barras de > 32 mm ou para feixes de barras.
O

As barras comprimidas devem ser ancoradas sem gancho.


N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 104


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Ancoragem das armaduras

/2
No caso de ancoragem de feixes de barras, o feixe é considerado como uma barra

20
única de diâmetro equivalente igual a:

20
E
TR
As barras constituintes do feixe devem ter ancoragem reta, sem ganchos. Quando o
diâmetro equivalente for menor que 25 mm, o feixe pode ser tratado como uma

ES
barra única, de diâmetro feixe, e a ancoragem é calculada como apresentado nesta
seção para barras isoladas. Para feixe > 25 mm, consultar a NBR 6118/2014.
EM
-S
LA
AU

Ancoragem das armaduras


E

Ancoragem fora do apoio.


D

Ancoragem fora do apoio de armadura tracionada é dada por lb = lb,nec (com 1 =


1,0) ou lb,nec (com 1 = 0,7).
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 105


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Ancoragem das armaduras

/2
Ancoragem no apoio.

20
No caso de armadura de tração em apoios extremos, as barras deverão ser
ancoradas a partir da face interna do apoio com comprimentos (lba) iguais ou

20
superiores a (item 18.3.2.4.1):
 lb,nec;
 (r + 5,5 ), sendo r = raio interno de curvatura do gancho;

E
 60 mm.

TR
ES
EM
-S
LA
AU

Ancoragem das armaduras


E

Comprimento de ancoragem por aderência das barras comprimidas.


D

As barras comprimidas deverão ser ancoradas apenas com ancoragem retilínea


(sem gancho) e o comprimento de ancoragem será calculado como no caso de
S

tração.
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 106


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Ancoragem das armaduras

/2
Armadura transversal nas ancoragens.

20
Conforme item 9.4.2.6:

20
 Para barras com < 32 mm:
 Ao longo do trecho de ancoragem, deve ser prevista armadura transversal capaz de

E
resistir a esforço igual a 25% da força longitudinal de uma das barras ancoradas.
 Todas as armaduras transversais existentes ao longo do comprimento de ancoragem

TR
poderão ser consideradas naquela armadura. Para barras com 32 mm, consultar a
NBR 6118/2014.

ES
EM
-S
LA
AU

Ancoragem das armaduras


E

Armadura transversal nas ancoragens.


D

Conforme item 9.4.2.6:


S

 Barras comprimidas:
TA

 Quando se tratar de barras comprimidas, pelo menos uma das barras da armadura
transversal deve estar situada a uma distância igual a 4 ( da barra ancorada) além da
O

extremidade da barra, destinada a proteger o concreto contra os efeitos do esforço


concentrado na ponta.
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 107


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Ancoragem das armaduras

/2
Ganchos das armaduras de tração.

20
Os ganchos das extremidades das barras da armadura de tração podem ser (item
9.4.2.3):

20
 Semi-circulares, com ponta reta de comprimento não inferior a 2 ;
 Em ângulo de 45° (interno), com ponta reta de comprimento não inferior a 4 ;
 Em ângulo reto, com ponta reta de comprimento não inferior a 8 .

E
TR
Nos ganchos dos estribos, os comprimentos mínimos acima serão de 5 t ou 5 cm
para os casos a) e b) e 10 t ou 7cm para o caso c). Para as barras e fios lisos os
ganchos deverão ser semi-circulares ou em ângulo de 45°.

ES
EM
-S
LA
AU

Ancoragem das armaduras


E

Ganchos das armaduras de tração.


D

O diâmetro interno mínimo da curvatura dos ganchos das barras longitudinais é


dado na tabela 10.2:
S
TA

Bitola (mm) CA-25 CA-50 CA-60

 20 4 5 6
O

 20 5 8 -
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 108


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Emendas

/2
Emendas das barras:

20
 Por traspasse;
 Por luvas;
 Por solda.

20
Emendas por traspasse.

E
 Este tipo de emenda não é permitido para barras de bitola maior que 32 mm,
nem para tirantes e pendurais (elementos estruturais lineares de seção

TR
inteiramente tracionada); no caso de feixes, o diâmetro do círculo de mesma área,
para cada feixe, não poderá ser superior a 45mm respeitados os critérios

ES
estabelecidos na NBR 6118/2014 (item 9.5.2).
EM
-S
LA
AU

Emendas
E

O comprimento do trecho de traspasse das barras tracionadas isoladas deve ser


D

igual ao exposto no item 9.5.2.2.1:


S
TA
O
N

0t é o coeficiente função da porcentagem de barras emendadas na mesma seção,


conforme tabela:
Barras emendadas na mesma seção (%)  20 25 33 50 50
Valores de 0t 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 109


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Emendas

/2
Considera-se como na mesma seção transversal as emendas que se superpõem ou

20
cujas extremidades mais próximas estejam afastadas de menos de 20 % do
comprimento do trecho de traspasse, tomando-se o maior dos dois comprimentos
quando diferentes.

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Emendas
E

Item 9.5.2.4.2: O comprimento por traspasse de barras comprimidas, isoladas, será


D

igual a lb,nec, com o mínimo de 200 mm, 15  ou 0,6 lb. As barras permanentemente
comprimidas podem todas ser emendadas na mesma seção e devem possuir no
trecho das emendas armadura transversal conforme a NBR 6118/2014.
S
TA

Item 9.5.2.5: Podem ser feitas emendas por traspasse em feixes de barras quando,
as barras constituintes do feixe forem emendadas uma de cada vez, sem que em
qualquer seção do feixe emendado resulte em mais de quatro barras.
O
N

As emendas das barras do feixe devem ser separadas entre si 1,3 vez o
comprimento de emenda individual de cada uma.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 110


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

/2
20
DETALHAMENTO DE VIGAS

20
E
Sumário:
Considerações gerais.

TR

• Detalhamento das armaduras.

ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

Parte-se de dois modelos de dimensionamento baseados em formulação diferentes:


D

 Dimensionamento à flexão: modelo de barra fletida;


 Dimensionamento ao cisalhamento: modelo de treliça.
S

A diferença existente entre estes dois modelos torna necessária uma


TA

compatibilização nos cálculos.

Para isto, deve-se adotar uma situação mais desfavorável, tornando-se a envoltória
O

do diagrama das resultantes de tração nas barras da armadura do modelo de


N

treliça.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 111


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Considerações gerais

/2
Isto é feito por meio de uma translação paralela ao eixo da peça no sentido mais

20
desfavorável:

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

O valor de al (decalagem), de acordo com o modelo II da NBR 6118/2014 (item


D

17.4.2.3c) é dado por:


S
TA

Valores limites:
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 112


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Detalhamento das armaduras

/2
Item 18.3.2.3.1: Armaduras de tração na flexão simples, ancoradas por aderência.

20
O trecho da extremidade da barra de tração, considerado como de ancoragem, tem
início na seção teórica onde sua tensão σs começa a diminuir (o esforço da

20
armadura começa a ser transferido para o concreto).

Deve prolongar-se pelo menos 10ϕ além do ponto teórico de tensão σs nula, não

E
podendo em nenhum caso, ser inferior ao comprimento necessário estipulado no

TR
cálculo de lb.

ES
EM
-S
LA
AU

Detalhamento das armaduras


E

A armadura longitudinal de tração dos elementos estruturais solicitados por flexão


D

simples, o trecho de ancoragem da barra deve ter início no ponto A do diagrama


de forças RSd = MSd/z decalado do comprimento al.
S

Esse diagrama equivale ao diagrama de forças corrigido RSd,cor.


TA

Se a barra não for dobrada, o trecho de ancoragem deve prolongar-se além de B,


no mínimo 10 ϕ.
O
N

Se a barra for dobrada, o início do dobramento pode coincidir com o ponto B.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 113


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Detalhamento das armaduras

/2
Cobertura do diagrama de força de tração solicitante pelo diagrama resistente

20
(Figura 18.3 – NBR 6118/2014).

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Detalhamento das armaduras


E

Conhecendo a bitola e o nº de barras, o seu comprimento é determinado com base


D

no diagrama deslocado.

Na extremidade da barra tem inicio a ancoragem, a partir do ponto em que a


S

tensão na barra começa a diminuir e a força de tração deve ser transferida ao


TA

concreto.

Esse trecho deve se prolongar pelo menos 10  além do ponto de tensão nula, não
O

podendo ser inferior a lb,Nec.


N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 114


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Detalhamento das armaduras

/2
Comprimento das barras de uma viga em flexão simples.

20
20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Detalhamento das armaduras


E

Comprimento das barras de uma viga contínua em flexão simples.


D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 115


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Detalhamento das armaduras

/2
As barras podem ainda resistir à força cortante, a partir deste ponto, quando dobradas.

20
No detalhamento:

20
 Deslocar o diagrama de al;

 Dividir as ordenadas pelo número de barras;

E
 Os pontos de intersecção com o diagrama de momento fletor deslocado definem as
seções em que a força é transferida, sendo a partir daí, as barras ancoradas de lb.

TR
ES
EM
-S
LA
AU

Detalhamento das armaduras


E

Item 18.3.2.4: Os esforços de tração junto aos apoios de vigas simples ou contínuas
D

devem ser resistidos por armaduras que satisfaçam a mais severa das condições:

a. No caso de ocorrência de momentos positivos, as armaduras obtidas através do


S

dimensionamento da seção.
TA

b. Em apoios extremos, para garantir ancoragem da diagonal de compressão, deve-se


ancorar armaduras capazes de resistir a uma força de tração dada pela relação
O

abaixo, onde Vd é a força cortante no apoio e Nd é a força de tração que possa


eventualmente existir.
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 116


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Detalhamento das armaduras

/2
Item 18.3.2.4:

20
c. Em apoios extremos e intermediários, por prolongamento de uma parte da
armadura de tração no vão, correspondente ao máximo momento positivo no

20
tramo, de modo que:

E
TR
ES
Em apoios intermediários a armadura deve penetrar no mínimo 10  a partir da face do
apoio.
EM
-S
LA
AU

Detalhamento das armaduras


E

Quando se tratar do caso a), as ancoragens devem atender aos critérios da Figura 18.3.
D

Para os casos b) e c), em apoios extremos, as barras das armaduras devem ser
ancoradas a partir da face do apoio, com comprimentos iguais ou superiores ao maior
S

dos valores:
TA

 lbnec;
 (r+5,5), onde r é o raio de curvatura dos ganchos;
 60 mm.
O

Quando houver cobrimento da barra no trecho do gancho, medido normalmente ao


N

plano do gancho, de pelo menos 70 mm, e as ações acidentais não ocorrerem com
grande frequência com seu valor máximo, o primeiro dos três valores pode ser
desconsiderado, prevalecendo as duas condições restantes.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 117


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Detalhamento das armaduras

/2
Para os casos b) e c), em apoios intermediários, o comprimento de ancoragem pode ser

20
igual a 10, desde que não haja qualquer possibilidade de ocorrência de momentos
positivos na região dos apoios, provocados por situações imprevistas, particularmente
por efeitos de vento e eventuais recalques.

20
Quando esta possibilidade existir, as barras devem ser continuadas ou emendadas sobre
o apoio.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU
E
D

LAJES
S
TA

Sumário:
• Considerações Gerais.
O

• Classificação.
N

• Carregamentos.
• Esforços Solicitantes.
• Dimensionamento.
• Recomendações Normativas.
• Detalhamento das Armaduras.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 118


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Considerações gerais

/2
Lajes: Elementos estruturais laminares, submetidos a cargas predominantemente

20
normais à sua superfície média, que têm a função de resistir às cargas de utilização
atuantes na estrutura.

20
São classificadas em:
 Lajes apoiadas sobre vigas: São sustentadas por vigas nos bordos, usualmente
executadas em um processo único de moldagem;

E
 Lajes nervuradas: Podem ser moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas.

TR
Nestas últimas, uma capa de concreto moldada no local trabalha à compressão e
a resistência à tração é fornecida pelas nervuras. Se algum material inerte for
inserido entre as nervuras (tijolos ou blocos), estas são denominadas lajes mistas;

ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

 Lajes Lisas e Cogumelo: Lajes apoiadas diretamente em pilares. São chamadas


D

de lajes-cogumelo caso haja alargamento, chamado capitel, na transição pilar-


laje.
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 119


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Considerações gerais

/2
Hipóteses simplificadoras:

20
 O peso próprio da laje é tomado como uniformemente distribuído em toda a
sua área;

20
 A mesma consideração é feita em relação à sobre carga de utilização;
 A correta consideração dos vínculos nos bordos da laje é fundamental para o
cálculo;

E
 As vigas de bordo das lajes devem ser consideradas apoios indeslocáveis;

TR
 As cargas transmitidas das lajes para as vigas são admitidas como distribuídas
por unidade de comprimento da viga;

ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

Hipóteses simplificadoras
D

 Em lajes adjacentes, apoiadas de forma contínua sobre uma viga com a qual são
moldadas monoliticamente, são admitidas como um esgastamento perfeito;
S

 O vão teórico da laje pode ser obtido:


TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 120


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Classificação

/2
Para efeito de cálculo, as lajes são classificadas em:

20
Lajes em cruz (ou calculadas nas duas direções):

20
 Relação entre os vão teóricos menor que 2;
 Os momentos fletores são calculados segundo as duas direções para quaisquer
condições de apoio.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Classificação
E

Lajes armadas em uma direção:


D

 Relação entre os vão superior a 2;


 Apenas os bordos maiores são considerados como apoios para fins de cálculo;
S

 Os momentos fletores são calculados apenas na direção paralela ao menor vão,


TA

obtendo-se a armadura principal. Na outra direção, adota-se uma armadura de


distribuição, calculada como uma parcela da principal.
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 121


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Espessuras mínimas

/2
Espessura das lajes:

20
A NBR 6118/2014 (item 13.2.4.1) estabelece os seguintes limites mínimos:
7 cm para lajes de cobertura não em balanço;

20

 8 cm para lajes de piso não em balanço;
 10 cm para lajes em balanço;
10 cm para lajes que suportem veículos com peso ≤ 30 kN;

E

 12 cm para lajes que suportem veículos com peso > 30 kN;

TR
 15 cm para lajes com protensão apoiadas em vigas;
 16 cm para lajes lisas e 14 cm para lajes cogumelo, fora do capitel.

ES
EM
-S
LA
AU

Espessuras mínimas
E

Para lajes em balanço, os esforços solicitantes de cálculo a serem considerados


D

devem ser multiplicados por um coeficiente adicional, conforme tabela:


S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 122


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Carregamentos

/2
Cargas permanentes:

20
 Peso próprio: g = 25.h (kN/m²);
 Peso dos revestimentos inferior e superior: Obter dados através da norma NBR

20
6120/1978. Nos casos usuais, considera-se uma carga permanente adicional de
100 kgf/m²;
 Em lajes rebaixadas, considerar o peso do material de enchimento (entulho) com

E
valor 10 kN/m2;

TR
ES
EM
-S
LA
AU

Carregamentos
E

Paredes apoiadas diretamente sobre a laje tem seus valores calculados em função
D

dos materiais constituintes.

Os pesos específicos dos materiais constituintes de paredes são dados por:


S

 Tijolo cerâmico furado:  = 13 kN/m3;


TA

 Tijolo cerâmico maciço:  = 18 kN/m3;


 Bloco de argamassa:  = 22 kN/m3;
Argamassa de cimento e areia:  = 21 kN/m3;
O


N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 123


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Carregamentos

/2
Os pesos por área de parede acabada, p’ (em kgf/m2), são apresentados por

20
CLÍMACO (2005):

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Carregamentos
E

Lajes armadas em cruz.


D

O peso é tomado como uma carga distribuída uniformemente em toda a área da


laje, dado em função de p’, do pé direito da laje (H) e dos comprimentos a e b:
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 124


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Carregamentos

/2
Lajes armadas em uma só direção.

20
 Parede paralela ao menor vão.
 Parede perpendicular ao menor vão.

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Esforços solicitantes
E

Cálculo no regime elástico.


D

 Método baseado na solução de uma equação diferencial denominada equação


de Lagrange, estabelecida pela teoria de placas:
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 125


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Esforços solicitantes

/2
Neste regime, a determinação dos momentos nas lajes pode ser feito por diferentes

20
métodos:

 Métodos Clássicos: Teoria de grelhas;

20
 Métodos baseados na teoria da Elasticidade: integração das equações de
Lagrange por técnicas numéricas;

E
TR
 Métodos Mistos: de caráter prático, tendem a corrigir os momentos utilizando a
solução dos dois métodos. O mais utilizado é o método de Marcus.

ES
EM
-S
LA
AU

Esforços solicitantes
E

Momentos em lajes em uma só direção.


D

 Os momentos são determinados considerando faixas de largura unitária


paralelas a menor direção, como vigas apoiadas nos bordos maiores.
S

 A armadura principal é calculada apenas para os momentos determinados para


TA

o menor vão, sejam eles positivos ou negativos.


O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 126


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Esforços solicitantes

/2
Momentos em lajes em uma só direção.

20
 Para lajes contínuas, os momentos positivos e negativos podem ser determinados
de acordo com:

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Esforços solicitantes
E

Momentos nas lajes em cruz.


D

 Os momentos fletores nas lajes em cruz são obtidos, por unidade de


comprimento e baseando-se nas condições de apoio dos bordos, através dos
S

coeficientes mx, my, nx e ny (Método de Marcus):


TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 127


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Esforços solicitantes

/2
Momentos nas lajes em cruz.

20
 Momentos positivos :

20
 Momentos negativos:

E
TR
O cálculo das lajes é realizado através da consideração de engastadas as lajes em
que haja continuidade sobre o bordo comum, e simplesmente apoiada quando não
houver continuidade.

ES
EM
-S
LA
AU

Esforços solicitantes
E

Momentos nas lajes em cruz.


D

Quando engastadas, as lajes podem apresentar momentos negativos diferentes


nestes bordos. Mas, em uma estrutura monolítica, este momento deve ter um valor
S

único, exigindo uma uniformização de momentos nesta região.


TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 128


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Esforços solicitantes

/2
Momentos nas lajes em cruz.

20
Uniformização de momentos: Casos especiais.
 1º Situação: comprimento, na borda comum, da maior borda maior ou igual a

20
2/3 da borda menor.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Esforços solicitantes
E

Momentos nas lajes em cruz.


D

Uniformização de momentos: Casos especiais.


 2º Situação: situação para lajes rebaixadas:
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 129


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Esforços solicitantes

/2
Cargas das lajes nas vigas:

20
Para o cálculo das reações de apoio das lajes maciças retangulares com carga
uniforme podem ser feitas as seguintes aproximações:

20
 As reações em cada apoio são as correspondentes às cargas atuantes nos
triângulos ou trapézios determinados através das charneiras plásticas

E
correspondentes à análise efetivada com os critérios de 14.7.4, sendo que essas
reações podem ser, de maneira aproximada, consideradas uniformemente

TR
distribuídas sobre os elementos estruturais que lhes servem de apoio;

ES
EM
-S
LA
AU

Esforços solicitantes
E

Cargas das lajes nas vigas:


D

 quando a análise plástica não for efetuada, as charneiras podem ser


S

aproximadas por retas inclinadas, a partir dos vértices com os seguintes ângulos:
TA

 45° entre dois apoios do mesmo tipo;


 60° a partir do apoio considerado engastado, se o outro for considerado
simplesmente apoiado;
O

 90° a partir do apoio, quando a borda vizinha for livre.


N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 130


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Esforços solicitantes

/2
Cargas das lajes nas vigas:

20
20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Dimensionamento
E

Para faixas de laje de largura unitária como vigas de bw=1 m, devem ser verificadas
D

as seguintes expressões:

 Momentos fletores negativos nos apoios:


S
TA
O

 Momentos fletores positivos:


N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 131


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Dimensionamento

/2
Cálculo da área de armadura:

20
20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Recomendações normativas
E

É recomendável adotar
espaçamento s ≥ 10 cm,
D

para garantir um bom


lançamento e
adensamento do concreto.
S

Taxa mínima de armadura


TA

(área mínima = 0,9


cm2/m).
O

Área mínima de armadura


dada de acordo com a
N

tabela:

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 132


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Recomendações normativas

/2
Área mínima de armadura dada de acordo com a tabela:

20
20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Recomendações normativas
E

Não deve ser utilizada bitola inferior a 3,4 mm, exceto em caso de telas soldadas,
D

sendo o diâmetro máximo das armaduras especificado por:


S
TA

O espaçamento máximo para a armadura principal deve ser igual a 2h ou 20 cm,


prevalecendo o menor destes valores na região dos maiores momentos fletores;
O

O espaçamento máximo da armadura secundaria não deve ser maior que 33 cm.
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 133


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Detalhamento das armaduras

/2
O desenho das armaduras das lajes é feito diretamente sobre a planta de formas da

20
estrutura do pavimento:

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Detalhamento das armaduras


E

As seguintes regras básicas devem ser observadas:


D

 Desenham-se em cada laje, no máximo duas barras representativas da armadura


em cada direção, positiva ou negativa. Devem ser anotadas as seguintes
informações: número de barras iguais naquela direção, bitola, espaçamento
S

entre barras e comprimento unitário;


TA

 Os desenhos de armaduras positivas e negativas não devem ser superpostos


para não haver confusão. Em estruturas com simetria em planta, podem-se
desenhar as armaduras positivas de um lado e as negativas do outro;
O

 Todas as barras da planta com mesma bitola, comprimento e formato recebem


N

um numero de ordem ou posição;


 Na planta de armaduras de lajes devem constar as informações: resistência
característica do concreto, classes dos aços empregados e os respectivos
quadros de armadura analítico e resumo.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 134


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Detalhamento das armaduras

/2
Arranjo das armaduras.

20
 Em bordos simplesmente apoiados (sem continuidade), em se tratando de lajes
com valores de cargas e vãos elevados (superiores a 6 m), devem-se prever

20
armaduras especificas junto as faces superiores, para prevenir fissuras paralelas às
vigas na região próxima a esses bordos;

E
 Nos cantos sem continuidade, é necessária ainda uma armadura em ambas as

TR
faces, para se combater o momento volvente, originados de uma tendência de
elevação dos cantos da placa, com a inversão das reações nestes cantos, de cima
para baixo, nos extremos da viga de apoio.

ES
EM
-S
LA
AU

Detalhamento das armaduras


E

Arranjo das armaduras.


D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 135


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Detalhamento das armaduras

/2
Arranjo das armaduras.

20
 Nas lajes em balanço, como os momentos fletores
diminuem no sentido do engaste para a borda livre,

20
a armadura negativa não é necessária em toda a sua
extensão.

E
 A prática permite que se possa dispor metade das

TR
barras em toda a extensão do balanço, com igual
comprimento de ancoragem na laje interna, sendo
as demais dispostas em apenas metade do

ES
comprimento do balanço e ancoradas com igual
comprimento na laje interna.
EM
-S
LA
AU

Detalhamento das armaduras


E

Quadro de armaduras.
D

 Em todas as plantas de armadura de estruturas de concreto armado devem


constar dois quadros de armadura: analítico e resumo.
S
TA

 O quadro analítico apresenta a quantidade de barras de mesma posição ou


numero de ordem N, que identifica as barras de mesma bitola, comprimento e
desenho, para as diferentes barras utilizadas, com os respectivos comprimentos
O

unitário e total.
N

 Este quadro é utilizado para o corte e montagem das armaduras.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 136


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Detalhamento das armaduras

/2
Quadro de armaduras.

20
 O quadro resumo tem uso na elaboração de orçamentos e compra de armaduras.

20
 O peso total das barras correspondentes a cada bitola é obtido multiplicando-se o
comprimento total referente a cada bitola (Quadro analítico), pelo peso por metro
linear.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

Detalhamento das armaduras


E

Quadro de armaduras.
D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 137


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

/2
20
ESTADO LIMITE DE SERVIÇO (ELS)

20
E
Sumário:
Considerações gerais.

TR

• Combinações de ações.
• ELS – W (Abertura de fissuras).
• ELS – DEF (Deformação excessiva).
ES
EM
-S
LA
AU

Considerações gerais
E

São aqueles relacionados à durabilidade e a boa utilização da estrutura,


D

funcionalidade e aparência.

São dois limites a serem verificados:


S
TA

 Deformação excessiva( ELS-DEF ).

 Aberturas de fissuras ( ELS-W ).


O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 138


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Combinação de ações

/2
ELS – DEF:

20
Considerar combinações quase permanentes de serviço das ações variáveis:

20
ELS-W:

E
Considerar combinações frequentes de serviço das ações variáveis:

TR
ES
EM
-S
LA
AU

Combinação de ações
E

Os elementos, sob a ação de cargas trabalham no estádio I e II, que são definidos
D

por um momento de fissuração, dado pela relação aproximada:


S
TA

 = parâmetro que relaciona a resistência à tração na flexão e direta ( = 1,2 para


O

seções em T e  = 1,5 para seções retangulares).


N

 yt = a distância do CG à fibra mais tracionada;


 Ic = momento de inércia da seção não fissurada;
 fct = resistência à tração direta do concreto.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 139


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

Combinação de ações

/2
Para seções retangulares, para os dois estados limites, os momentos de fissuração

20
são dados por:

ELS – DEF:

20
E
ELS – W:

TR
ES
EM
-S
LA
AU

ELS-W (Abertura de fissuras)


E

Classe de agressividade e abertura de fissuras: determinam a durabilidade de uma


D

peça de concreto e a respectiva vida útil.

A necessidade de verificação da abertura de fissuras se faz pelos seguintes motivos:


S
TA

 Devido a baixa resistência à tração do concreto, é inevitável a abertura de


fissuras;
 O controle destas aberturas buscam o melhor desempenho do concreto em
O

relação a proteção das armaduras.


N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 140


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

ELS-W (Abertura de fissuras)

/2
Exigências de durabilidade relacionadas à fissuração e à proteção da armadura, em

20
função das classes de agressividade ambiental (Tabela 13.3 – NBR 6118/2014).

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

ELS-W (Abertura de fissuras)


E

Controle de fissuração.
D

A abertura de fissuras é determinada pelo menor dos valores dados na equação


(item 17.3.3.2):
S
TA
O
N

onde  = diâmetro da barra;  = coeficiente de aderência; fctm = resistência a


tração média do concreto; s = tensão na barra em exame.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 141


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

ELS-W (Abertura de fissuras)

/2
A tensão na barra da peça com armadura simples no estádio II, caso mais geral, é

20
dada por:

20
E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

ELS-W (Abertura de fissuras)


E

A taxa de armadura relativa à área crítica, é dada por:


D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 142


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

ELS-W (Abertura de fissuras)

/2
Uma observação importante quanto às fissuras, um menor diâmetro das barras

20
provoca um maior número de fissuras, mas de menor abertura.

Outro ponto importante é relativo ao concreto e a sua moldagem, devendo o

20
mesmo ser o mais impermeável possível e possuir adequada resistência à
compressão, de forma a evitar a condensação das armaduras.

E
TR
ES
EM
-S
LA
AU

ELS-DEF (Deformação excessiva)


E

Deslocamentos limites: valores práticos utilizados para verificação do ELS -DEF. Para
D

os efeitos da NBR 6118/2014 são classificados nos quatro grupos básicos:


 aceitabilidade sensorial: o limite é caracterizado por vibrações indesejáveis ou
S

efeito visual desagradável. A limitação da flecha para prevenir essas vibrações,


TA

em situações especiais de utilização, deve ser realizada como estabelecido na


seção 23 (NBR 6118/2014);
 efeitos específicos: os deslocamentos podem impedir a utilização adequada da
O

construção;
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 143


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

ELS-DEF (Deformação excessiva)

/2
Deslocamentos limites: valores práticos utilizados para verificação do ELS -DEF. Para

20
os efeitos da NBR 6118/2014 são classificados nos quatro grupos básicos:
 efeitos em elementos não estruturais: deslocamentos estruturais podem

20
ocasionar o mau funcionamento de elementos que, apesar que não fazerem
parte da estrutura, estão a ela ligados;
 efeitos em elementos estruturais: os deslocamentos podem afetar o

E
comportamento do elemento estrutural, provocando afastamento em relação às

TR
hipóteses de cálculo adotadas. Se os deslocamentos forem relevantes para o
elemento considerado, seus efeitos sobre as tensões ou sobre a estabilidade da
estrutura devem ser considerados, incorporando-as ao modelo estrutural

ES
adotado.
EM
-S
LA
AU

ELS-DEF (Deformação excessiva)


E

Deslocamentos limites:
D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 144


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

ELS-DEF (Deformação excessiva)

/2
Flecha imediata causada por ações de curta duração – Vigas:

20
A flecha pode ser determinada a partir da curvatura máxima de uma barra fletida,
dada por:

20
E
TR
  = coeficiente que depende do esquema estático da viga.
 Ma = momento característico máximo no vão.
 l = vão teórico.
 (EI)eq= rigidez equivalente da seção transversal.
ES
EM
-S
LA
AU

ELS-DEF (Deformação excessiva)


E

A rigidez equivalente da seção transversal é dada pela fórmula de Branson, que


D

analisa a rigidez nos estádios I e II, dada por:


S
TA

 Ecs = módulo de elasticidade secante do concreto;


Mr = momento de fissuração;
O


 Ic = momento de inércia da seção bruta de concreto;
N

 III = momento de inércia da seção fissurada no estádio II, dada por:

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 145


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

ELS-DEF (Deformação excessiva)

/2
Nos ELS as estruturas trabalham parcialmente no estádio I e II. A separação entre

20
essas duas partes é definida pelo momento de fissuração, dado por:

20
 α é o fator que correlaciona aproximadamente a resistência à tração na flexão com a
resistência à tração direta (1,2 para seções T ou duplo T e 1,5 para seções

E
retangulares);

TR
 yt é a distância do centro de gravidade da seção à fibra mais tracionada;
 Ic é o momento de inércia da seção bruta de concreto;
 fct é a resistência à tração direta do concreto, com o quantil apropriado a cada

ES
verificação particular. Para determinação do momento de fissuração deve ser usado
o fctk,inf no estado limite de formação de fissura e o fct,m no estado limite de
deformação excessiva (item 8.2.5).
EM
-S
LA
AU

ELS-DEF (Deformação excessiva)


E

Lajes de concreto armado.


D

Para a determinação da flecha em lajes, admite-se a consideração do momento de


inércia da seção geométrico do concreto sem fissuras. Isto se deve ao fato da
S

espessura da laje ser constante e definida a partir do momento fletor máximo.


TA

Para lajes armadas em uma só direção, o cálculo deve ser efetuado em faixas de
largura de 1 m e altura igual a espessura da laje.
O
N

Para laje armada em cruz, é essencial a consideração da equação diferencial de


Lagrange. A solução desta equação fornece a flecha máxima que estará ocorrendo
no painel de laje.

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 146


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

ELS-DEF (Deformação excessiva)

/2
A flecha elástica é dada por:

20
20
 p = carga uniformemente distribuída por área na laje;
 l = menor vão da laje;
D = rigidez à flexão da laje;

E

 Ecs = módulo de elasticidade secante do concreto;

TR
 h = espessura da laje;
  = coeficiente de Poisson do concreto.

ES
O valor de é dado pela NBR 6118/2014 como 0.2, mas Kalmanok recomenda para
lajes o valor 0, onde este resulta em flechas 4% maiores.
EM
-S
LA
AU

ELS-DEF (Deformação excessiva)


E

Flecha final causada por ações de longa duração.


D

Segundo o item 17.3.2.1.2, a flecha decorrente de cargas de longa duração é dada


como função da flecha imediata como:
S
TA

onde f é um coeficiente que depende da idade do concreto:


O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 147


NOTAS DE AULA - SEMESTRE 2020/2 17/07/2021

ELS-DEF (Deformação excessiva)

/2
Flecha final causada por ações de longa duração.

20
Taxa de armadura de compressão na seção crítica do vão considerado:

20
Coeficiente de fluência diferida, em função do tempo t:

E
TR
A flecha total é dada por:
ES
EM
-S
LA
AU
E
D
S
TA
O
N

USO APENAS PARA A DISCIPLINA 148

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