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Psicodiagnóstico - Resumo para AV2

Psicodiagnostico (Universidade de Fortaleza)

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Baixado por Mari Ardur (mariardur@hotmail.com)
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Psicodiagnóstico - Resumo para AV2


● Seleção da bateria de testes e a sua sequência.
Não existe um modelo único de baterias de testes, assim como não existem dois indivíduos
iguais. Mesmo tendo, em geral, um modelo básico de trabalho, cada paciente obriga-nos a
pensar na estratégia a ser seguida.
● Fatores que devem ser considerados.
- Quem formula a solicitação.
Se a consulta chegar diretamente a nós, podemos agir livremente e selecionar os testes
conforme as hipóteses provisórias surgidas na primeira entrevista e com base na história
clínica do paciente. Se a solicitação for feita por outro profissional é imprescindível pedir-lhe
que seja claro quanto ao motivo da solicitação de psicodiagnóstico, de forma a selecionar a
bateria mais adequada.
- Idade cronológica consultante.
Este é um fator muito importante, já que nem todos os testes são usados em todas as
idades e, além disso, a técnica de administração varia.
- O nível sócio-cultural do paciente e seu grupo étnico.
A seleção de uma bateria de testes deve levar em consideração o seguinte: que a instrução
dada ao sujeito seja perfeitamente entendida. Isso ocorre com uma maioria estatística do
grupo de idêntico nível sócio-cultural e pertencente ao mesmo grupo étnico; que a conduta
através do qual esperamos a resposta à instrução dada seja a habitual para o sujeito
comum pertencente a esse grupo; que o material usado como estímulo eja também o
habitual para a maioria. Somente assim podemos aplicar a bateria de testes e interpretá-la
de maneira correta. Estão sendo estudadas adaptações de testes à realidade atinge e por
isso deve-se ter cuidado ao escolher a versão que será selecionada para cada caso.
- Casos com deficiência sensorial ou comunicativa.
Os casos de pacientes surdos, cegos, incapazes de desenhar ou falar de forma inteligível
são casos difíceis, tanto quanto os testes que podem ser utilizados ou não quanto a correta
interpretação dos mesmos. O diagnóstico pode ser totalmente errôneo devido a uma
escolha inadequada da bateria. A necessidade de ter que diferenciar surdez, autismo e
debilidade mental é uma das situações que oferecem maiores dificuldades. Nesses casos, a
experiência clínica torna-se muito importante e os testes que vierem a ser aplicados são
mais importantes do que nunca no meio complementar. A hora ou as horas de jogo serão
muito importantes não só para observarmos se a criança brinca e como brinca, mas
também os seus movimentos, expressões faciais, o olhar, suas palavras, reações a
barulhos, etc. O Roschach pode ser respondido por escrito, por exemplo. Tratando-se de
um cego pode-se usar o teste de frases incompletas, os Questionários de Personalidade ou
o Questionário Desiderativo.
- O movimento vital.
Outro elemento é o momento evolutivo no qual se encontra o sujeito. O momento ideal é
aquele em que ele pode estabelecer pelo menos um mínimo de “rapport” com o psicólogo,
ou seja, de contato com ele, e que ele consiga também ligar-se na tarefa que a bateria
projetiva lhe propõe. Os testes projetivos exigem um maior esforço que os objetivos quanto
ao trabalho psicológico de introspecção e projeção do inconsciente. Poderíamos afirmar que
é contra-indicado realizar um psicodiagnóstico quanto o sujeito estiver atravessando uma
séria crise evolutiva ou existencial, e que as conclusões que possam ser tiradas, se este for
feito, não poderão ser tomadas como traços estáveis da personalidade do sujeito. Por isso a
importância, na história clínica e no psicodiagnóstico em geral, do conhecimento da
personalidade prévia do paciente sobre a qual se estabelece essa “patologia” atual.

Baixado por Mari Ardur (mariardur@hotmail.com)


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- Contexto espaço-temporal no qual se realiza.


Existem diferenças entre trabalhar em nossos próprios consultórios e em instituições
públicas ou particulares. Há diferença entre dispor do tempo estipulado por nós e precisar
fazer um psicodiagnóstico de emergência, ou então ter que se adaptar ao tempo estipulado
para isso por cada instituição. O fator tempo também precisa ser comentado. É comum que
as instituições peçam ao psicólogo um diagnóstico muito preciso e completo, em condições
precárias, sem poder contar com o material necessário e dentro de um prazo mínimo.
- Elementos de personalidade a investigar.
Geralmente não coloco no início da bateria o teste que considero mais importante, pois o
paciente vem com certa desconfiança lógica em relação à tarefa e à nossa pessoa.
Colocando-o em uma segunda entrevista obtenho resultados mais confiáveis. Também não
deixo para o final, quando o paciente pode estar cansado.

Baixado por Mari Ardur (mariardur@hotmail.com)