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APOSTILA QUÍMICA GERAL III

Sumário
Introdução........................................................................................ 2
Regra do Octeto ............................................................................... 2
Interações Intramoleculares: ......................................................... 3
1. Ligação Iônica ............................................................................ 3
2. Ligação Covalente...................................................................... 4
3. Ligação metálica ........................................................................ 6
Interações intermoleculares ........................................................... 6
Geometria Molecular ...................................................................... 6
Polaridade ........................................................................................ 8
Forças de London ou dipolo induzido ......................................... 11
Força dipolo-dipolo ou dipolo permanente ................................. 11
Ligação de hidrogênio ................................................................... 12
Referências ..................................................................................... 13
Este material servirá de apoio para o curso de química geral básica 3 no qual será estudado
o conteúdo de interações intermoleculares e interações intramoleculares, geometria
molecular e polaridade.

Introdução

Para dar início a este material é preciso entendermos que aqui falaremos
de 2 tipos de interações, as interações intermoleculares e as interações
intramoleculares.
As interações intermoleculares são aquelas que acontecem entre as
moléculas, já as interações intramoleculares são aquelas que ocorrem no interior
das moléculas, ou seja, entre os átomos.
É preciso entender também que átomos ou moléculas se unem para atingir
a estabilidade, ou seja, ou estado em que irá gastar o menor valor energético
possível para se manter em determinado estado, lugar ou forma.

Regra do Octeto

Em química quando falamos em estabilidade atômica, pensamos nos gases


nobres.
Os gases nobres de uma maneira geral são encontrados isolados na
natureza, ou seja, sem estarem ligados a outros elementos químicos.
A partir desta observação surgiu então a teoria do octeto proposta por
Lewis que diz que:
Os átomos tendem a atingir a estabilidade quando alcançam 8 elétrons em
sua camada de Valência, a sua camada mais energética. Com exceção do Hélio
todos os gases nobres possuem 8 elétrons em sua camada de Valência. O avanço
da ciência nos mostrou que os átomos se ligam a outros átomos e tendem a
alcançar a mesma configuração de gás nobre quando ligados uns aos outros.
No entanto, em algumas moléculas, acontece o que chamamos de expansão
ou contração do octeto, isto é, o átomo central estabelece mais ou menos ligações
do que o previsto.
Desta forma podemos dizer que para alcançar a configuração de gás nobre
um átomo pode doar ou receber elétrons ou ainda compartilhar elétrons.
Interações Intramoleculares:

Surge então 3 tipos de interações intramoleculares: ligação de única,


ligação covalente e ligação metálica.

1. Ligação Iônica

Na ligação iônica, também chamada de ligação eletrovalente, existe o que


chamamos de fluxo de elétrons, desta forma há um átomo que doa elétrons e um
átomo que recebe elétrons de forma definitiva.
O átomo que doa elétron fica com carga positiva visto que o elétron possui
carga negativa, após doar um elétron um átomo passa a ser chamado de íon, e o
íon de carga positiva se chama cátion. Por sua vez o átomo que recebe elétron
fica com carga negativa e o íon de carga negativa se chama ânion.
Os íons de carga oposta, por sua vez, se atraem eletromagneticamente
fazendo com que ocorra a denominada ligação iônica.
Ligações iônicas podem ocorrer entre o metal é um ametal ou entre o metal
de hidrogénio.
É importante ressaltar que os metais têm maior tendência a doar elétrons e
os ametais têm maior tendência a receber elétrons.
Os cátions possuem um tamanho menor que o seu átomo de origem e os
ânions possui um tamanho maior que o seu átomo de origem.
Podemos dizer que átomos que possuem 1, 2 ou 3 elétrons em sua camada
de Valência tendem a doá-los de modo que a sua camada anterior seja sua camada
mais estável, E adquirem carga +1, +2 e +3 respectivamente. Já os átomos que
possuem 5, 6 ou 7 elétrons tendem a receber elétrons para completar a sua camada
de Valência tri ficam com carga -3, -2 e -1 respectivamente.

Regra do Tombo

Para facilitar a visualização de formação de um composto iônico é possível


seguir os seguintes passos:

1° analise o local do elemento na tabela periódica (Isso nos diz quantos


elétrons de poço em sua camada de Valência e ainda se é metal ou ametal);
É possível fazer esse procedimento também pela distribuição eletrônica De
Lewis do elemento, como já foi visto nas aulas anteriores.
2° Feita a análise coloque ao lado esquerdo aquele que doa elétrons, ou
seja, tem carga positiva e do lado direito aquele que tem carga negativa, portanto
recebe elétrons.
3° Para descobrir a atomicidade do composto formado basta cruzar as
cargas de cada um dos íons conforme a regra do tombo.

Características principais:

Os compostos iônicos possuem como principais características:


• são sólidos á em temperatura ambiente;
• possuem alto ponto de fusão e ebulição;
• conduzem corrente elétrica quando fundidos puros ou em estado
aquoso;

2. Ligação Covalente

Nas ligações covalentes, diferentemente das ligações iônicas não há doação


e recepção de elétrons, mas sim o compartilhamento de pares eletrônicos.
Ela acontece entre átomos que tendem a receber elétrons, são eles os
ametais e o hidrogênio.
As ligações covalentes acontecem então: entre ametais e ametais, ametais
e hidrogênio, hidrogênio e hidrogênio.
Podemos dizer que neste tipo de ligação ocorre um empréstimo mútuo de
forma que o elétron passa a pertencer aos dois átomos ligantes.
As ligações covalentes podem ser classificadas como ligações simples,
duplas ou triplas de acordo com a quantidade de pares eletrônicos compartilhados
com o mesmo átomo.
Há três formas de representar as ligações covalentes, são elas:
Fórmula eletrônica ou fórmula de Lewis, fórmula estrutural e fórmula
molecular como demonstradas no quadro abaixo:
Note que na fórmula eletrônica são representados apenas os elétrons da
camada de Valência que podem ser desenhados na forma de bolinhas ou X.
Na fórmula estrutural cada para eletrônico é representado por um traço, e
em cada ponta deste traço há a presença de um elétron, porém esta informação
fica subentendida, de forma que não há uma bolinha no final de cada traço.
A fórmula molecular representa o átomo ou os átomos que estão ligados e
suas quantidades, o número pequeno localizado à direita de cada átomo é
chamado de atomicidade e representa a quantidade de átomos presentes naquela
fórmula molecular.

Características principais:

Os compostos covalentes apresentam como principais características:


• podem ser encontrados nos estados sólidos líquidos ou gasosos;
• possuem diferentes pontos de fusão e ebulição;
• não conduzem corrente elétrica;
3. Ligação metálica

Ligação metálica é o tipo de ligação que ocorre apenas entre os metais.


Esse tipo de ligação ocorre devido ao fato de os metais possuírem baixa
eletronegatividade e possuírem maior tendência a perder ou a doar os seus
elétrons.
Os íons de carga positiva (cátions) formados se unem uns aos outros e
ficam envoltos pelo que podemos chamar de mar de elétrons. É a existência de
um excesso de elétrons livres que permite que esse tipo de ligação exista.

Características principais:

As principais características dos compostos metálicos são:

• possuem brilho próprio;


• conduzem corrente elétrica e térmica (existem muitos elétrons
livres);
• são densos;
• maleabilidade - podem ser “dobrados”;
• ductibilidade - podem ser moldados em fios;
• sectibilidade - podem ser moldados em lâminas;
• elevar os pontos de fusão e ebulição – exceções: mercúrio, gálio...
• resistência a tração

Interações intermoleculares

Antes de falarmos sobre interações intermoleculares é preciso


esclarecermos nossas dúvidas sobre geometria molecular e polaridade:

Geometria Molecular

A geometria molecular diz respeito sobre a forma adotada por uma


molécula no plano espacial, e essa forma se baseia na maneira como os átomos
que compõem uma determinada molécula estão dispostos ao redor de um átomo
central.
A forma como esses átomos se comporta é determinada pela teoria da
repulsão dos pares eletrônicos que diz que as nuvens eletrônicas irão adotar a
forma mais estável para si.
Lembre-se: nuvem eletrônica é o par de elétrons formados por uma ligação
entre dois átomos ou o par de elétrons livres da camada de Valência do átomo
central, ou seja, os pares de elétrons que não estão fazendo parte da ligação
química, mas estão ao redor do átomo central.
Os principais tipos de geometria molecular são:

• Geometria linear: geometria em que há um ou 2 ligantes e


apresentam uma ou 2 nuvens eletrônicas.

• Geometria Angular: apresenta apenas 2 ligantes, porém o átomo


central possui 3 ou 4 nuvens eletrônicas.

• Geometria Trigonal plana: o átomo central apresenta 3 ligantes e 3


nuvens eletrônicas.

• Geometria Piramidal: o átomo central apresenta 3 ligantes e 4


nuvens eletrônicas.

• Geometria Tetraédrica: o átomo central apresenta 4 ligantes e 4


nuvens eletrônicas.

Ressaltamos que existem outras geometrias moleculares, porém iremos dar


ênfase nestas vistas até o momento.
Para melhor visualização das geometrias e abstração dos modelos é
possível montá-los com balões, de forma que as bexigas cheias de ar irão
representar as nuvens eletrônicas e se repelir de forma semelhante. Dessa forma
as bexigas ou os balões fiquem o mais distante uns dos outros.

De acordo com a teoria da repulsão dos pares eletrônicos o que se observa


com as nuvens eletrônicas é o mesmo, elas tendem a ficar o mais distante umas
das outras visto que todas possuem cargas negativas. Como cargas iguais tendem
a se repelir, as nuvens eletrônicas irão tender a ficar no espaço o mais distantes
possível umas das outras.

Polaridade

A polaridade está relacionada com a soma das forças de atração eletrônicas


realizadas pelos átomos em uma ligação química. Quanto mais eletronegativo for
um átomo, mais intensamente ele irá atrair os elétrons de uma ligação para si, e
caso não exista uma força em sentido oposto igual ou maior a força exercida por
este átomo ele tenderá a ter os elétrons mais próximos de si de forma a criar um
polo na molécula.
Para falar de polaridade, é preciso então analisar vetorialmente a soma das
forças de atração dos elétrons. Só é possível fazer essa análise após o
entendimento da geometria molecular do composto a ser analisado, visto que este
fator irá influenciar, nas somas dos vetores das forças.

Como referência para escala de eletronegatividade usamos a seguinte


sequência em ordem decrescente de força: F O N Cl Br I S C P H. Desta forma o
flúor é o elemento mais eletronegativo e o hidrogênio o elétron menos
eletronegativo desta escala.
São exemplos de moléculas apolares, ou seja, moléculas em que as forças
de atração dos elétrons se anulam: Moléculas que possuem apenas 2 átomos e
estes átomos são iguais como gás hidrogênio gás oxigênio gás nitrogênio e
moléculas que possuem 3 átomos ou mais mas que as forças resultantes da atração
dos elétrons é igual a zero.

As moléculas polares por sua vez, são aquelas em que a soma vetorial da
força de atração dos elétrons é diferente de zero. desta forma todas as moléculas
que possuem apenas 2 átomos mas estes átomos são diferentes tendem a ser
polares. São exemplos de moléculas polares:

É importante compreendermos a forma como as moléculas interagem umas


com as outras pois este fato influência diretamente no estado físico da matéria,
tem seus pontos de fusão ei ebulição, na capilaridade e em conceitos de tenção
superficial. para fazermos essa relação basta entendermos que quanto mais forte
é a interação entre uma molécula e outra maior é a intensidade de energia
necessária para separá-las.

Forças de London ou dipolo induzido

É o tipo de interação que ocorre entre moléculas apolares.


Nesse tipo de interação, os elétrons estão distribuídos de forma uniforme
na molécula, porém em determinado momento os elétrons tendem a ficar mais
próximos de uma região criando momentaneamente um pequeno polo na
molécula. como a molécula está próxima a milhares de outras moléculas ela por
sua vez induz um pequeno polo nas moléculas vizinhas e assim por diante. a partir
do momento em que há um pequeno polo nas moléculas elas se atraem
mutuamente gerando a interação chamada forças de London ou dipolo reduzido.
Este tipo de interação é muito fraca e pode ser facilmente quebrada de
forma a que as substâncias que fazem este tipo de ligação tendem a ser
encontradas no estado gasoso, mas vale ressaltar que o tipo de interação
intermolecular não é o único fator o que é influencia no estado físico da matéria.

Força dipolo-dipolo ou dipolo permanente

Este tipo de interação ocorre entre moléculas que já são polares por
natureza, como exceção daquelas em que a hidrogênio ligado à flor, oxigênio ou
nitrogênio.
Neste tipo de interação, como já há existência de polos positivos e
negativos ocorre atração eletromagnética entre os polos de carga oposta. Assim
os polos de cargas positivas atraem os polos de cargas negativas e vice-versa de
modo que essa interação é mais estável que o modelo visto anteriormente.
De modo geral as substâncias que fazem este tipo de interação são
encontradas no estado líquido.
Ligação de hidrogênio

Pode-se dizer que este é um tipo de interação dipolo permanente, porém


como há uma grande diferença de eletronegatividade os polos positivos e
negativos são mais intensos. assim a interação que ocorre entre moléculas que
possui hidrogênio ligados à flúor, oxigênio e nitrogênio é chamada de ligação de
hidrogênio.
Este tipo de interação é a mais forte dentre as vistas até o momento.
É o tipo de interação vista nas moléculas de água, e proporciona a ela
características tão singulares como por exemplo ser uma molécula leve e
pequena, mas possuir elevado os pontos de fusão e ebulição, possuir alta tenção
superficial e estar no estado líquido em temperatura ambiente.

Há ainda a interação do tipo íon dipolo na qual um íon com carga positiva
ou negativa é fortemente ligado por atração eletromagnética há uma molécula
polar este por sua vez é o tipo de interação intermolecular mais forte de todos.
Referências

• Araújo, Laysa Bernardes Marques de. "Teoria do


octeto"; Brasil Escola. Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/teoria-
octeto.htm. Acesso em 12 de outubro de 2020.
• DIAS, Diogo Lopes. "Geometria molecular"; Brasil Escola.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/geometria-
molecular.htm. Acesso em 08 de outubro de 2020.
• Http://www.quimica.ufpr.br/edulsa/Quimica-I/Aulas-
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• Https://blog.biologiatotal.com.br/forcas-intermoleculares/
• Https://blog.maxieduca.com.br/ligacoes-quimicas-
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• Https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/quimica/o-que-sao-forcas-
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• Https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/quimica/o-que-sao-forcas-
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• Https://brasilescola.uol.com.br/quimica/ligacao-metalica.htm
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• Https://slideplayer.com.br/slide/354936/
• Https://www.alfaconnection.pro.br/fisica/moleculas/estabilidade-
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