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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DO RI

ODE JANEIRO/RJ.

SHEILA MONTEIRO DOS REIS NOBREGA, brasileira, viúva, do lar, inscrito no CPF sob nº
746.243.857/72, e R.G. nº 06.163.186-7, expedida pelo DETRAN, residente e domiciliado NA
Rua Cachambi, 228, fundos – Rio de Janeiro/RJ, vem à presença de Vossa Excelência, por meio
do seu Advogado, infra-assinado, ajuizar

AÇÃO DE RESTABELECIMENTO DE BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA – LOAS

C/C PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA

Em face do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS), pelos fundamentos fáticos e


jurídicos que passa a expor.

DA TRAMITAÇÃO PRIORITÁRIA PORTADORA DE DEFICIENCIA


Inicialmente cumpre esclarecer que a ação envolve matéria regulada pela Lei 10.048/2000,
razão pela tem direito à prioridade da tramitação da presente demanda.
Inicialmente cumpre esclarecer que a Autora é pessoa portadora de deficiência física, razão
pela qual tem direito à prioridade da tramitação da presente demanda.

BREVE RELATO

A Autora após preencher os requisitos para o Benefício de Assistência Continuada, obteve o


benefício assistencial sob nº 87/538.459.528-7, o qual foi suspenso pelo INSS por alegarem que
a beneficiaria mora com a sua filha, obtendo uma renda R$ 2 mil reais.
Ocorre que trata-se de suspensão arbitrária do benefício pela autarquia, ora ré, e totalmente
descabida, pois o motivo apresentado não verdade, uma vez que a Autora, mora sozinha e sua
filha, mora em outro endereço conforme documentação acostada aos autos.
Desta forma, restando inexitosa toda e qualquer solução extrajudicial do litígio, busca-se na
presente demanda o único meio útil e eficaz para dirimir a lide em voga.
DO DIREITO
O benefício de prestação continuada, previsto na Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) em
seu art. 20, que assim dispõe:

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Art. 20. O benefício de prestação continuada é a garantia de um salário-mínimo mensal à
pessoa com deficiência e ao idoso com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais que comprovem não
possuir meios de prover a própria manutenção nem de tê-la provida por sua família.
§ 1o Para os efeitos do disposto no caput, a família é composta pelo requerente, o cônjuge ou
companheiro, os pais e, na ausência de um deles, a madrasta ou o padrasto, os irmãos solteiros,
os filhos e enteados solteiros e os menores tutelados, desde que vivam sob o mesmo teto.
Assim, após preenchidos todos os requisitos que autorizam a concessão do benefício, outra
não poderia ser a decisão, senão o imediato restabelecimento do benefício, afinal:
• A Autora conta como deficiente, conforme laudo acostado, que a incapacita para a vida
independente e para o trabalho;
• A Autora está impossibilitada de prover seus próprios meios de subsistência ou tê-la
provida pela família, por possuir baixa renda per capta.

A constatação da incapacidade é incontroversa, conforme laudo e atestados em anexo e


confirmado por súmula do TNU:
Súmula 48: "A incapacidade não precisa ser permanente para fins de concessão do benefício
assistencial de prestação continuada."
Afinal, as despesas da Autora são compostas de, de aluguel, alimentação, remédios, luz.
Portanto, evidentemente que a renda da Autora se enquadra no perfil de miserabilidade
exigido pela lei.
DA APLICAÇÃO RELATIVA DO LIMITE LEGAL DA RENDA
Cabe salientar que o limite da renda, previsto no § 3º do art. 20 da Lei n. 8.742/93, não deve
mais ser encarado como um critério objetivo da condição ou não de miserabilidade da Autora,
mas apenas como valor de presunção.
Afinal, deve ser considerado se a renda mantém as condições mínimas de dignidade da pessoa
humana, pois, o salário mínimo não alcança o alto grau de inflação que assola nossa economia.
Isso porque o Supremo Tribunal Federal, ao analisar os recursos extraordinários 567.985 e
580.963, reconheceu a inconstitucionalidade do § 3º do art. 20 da Lei 8.742/1993 bem como o
parágrafo único do art. 34 da Lei 10.741/2003 (Estatuto do Idoso) que previam o critério
econômico objetivo como limitador do benefício.
Portanto, o fato a ser considerado é que a parte Requerente é submetida a viver em estado de
miserabilidade, cabendo outros meios de provas, conforme entendimento dos tribunais:
ASSISTÊNCIA SOCIAL. APELAÇÃO CIVIL. BENEFÍCIO ASSISTENCIAL DE
PRESTAÇÃO CONTINUADA. IDOSA. RENDA SUPERIOR A ¼ DO SALÁRIO
MINIMO. EXISTÊNCIA DE OUTROS ELEMENTOS QUE INDICAM SITUAÇÃO DE
MISERABILIDADE. MISERABILIDADE COMPROVADA. -A Constituição garante
à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprove não possuir meios

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de prover sua própria manutenção o pagamento de um salário mínimo
mensal. Trata-se de benefício de caráter assistencial, que deve ser provido aos
que cumprirem tais requisitos, independentemente de contribuição à
seguridade social. A autora tem 65 anos, conforme demonstra a cópia de sua
Cédula de Identidade. Cumpre, portanto, o requisito da idade para a
concessão do benefício assistencial, nos termos do art. 20, caput da LOAS -
Quanto à miserabilidade, a LOAS prevê que ela existe quando a renda familiar
mensal per capita é inferior a ¼ de um salário mínimo (art. 20, § 3º), sendo
que se considera como "família" para aferição dessa renda "o cônjuge ou
companheiro, os pais e, na ausência de um deles, a madrasta ou o padrasto,
os irmãos solteiros, os filhos e enteados solteiros e os menores tutelados,
desde que vivam sob o mesmo teto" (art. 20, § 1º) -Embora esse requisito
tenha sido inicialmente declarado constitucional pelo Supremo Tribunal
Federal na Ação Direita de Inconstitucionalidade n º 1.232-1, ele tem sido
flexibilizado pela jurisprudência daquele tribunal. Nesse sentido, com o
fundamento de que a situação de miserabilidade não pode ser aferida através
de mero cálculo aritmético, o STF declarou, em 18.04.2013, ao julgar a
Reclamação 4.374, a inconstitucionalidade parcial, sem pronúncia de
nulidade, e do art. 20, § 3º da LOAS - Seguindo essa tendência foi incluído em
2015 o § 11 ao art. 20 da LOAS com a seguinte redação:§ 11. Para concessão
do benefício de que trata o caput deste artigo, poderão ser utilizados outros
elementos probatórios da condição de miserabilidade do grupo familiar e da
situação de vulnerabilidade, conforme regulamento - No caso dos autos, pelo
estudo social (fls. 101/102) compõem a família da Sra. Nair ela (sem renda) o
seu esposo, Sr. Mário de Arruda, 72 anos, que recebe aposentadoria por
invalidez no valor de R$ 990,00. Portanto a renda per capita familiar mensal
é de R$ 495,00, superior a ¼ de um salário mínimo (equivalente a R$
220,00).Entretanto, a autora reside em casa alugada, no valor de R$ 500,00,
com gastos de água e energia elétrica que totalizam R$ 160,00 por mês.
Embora não tenham sido especificados outros gastos, apenas esses gastos
básicos já consomem 66% da renda do casal, que depende de doações para
prover sua alimentação - Além disso, conforme relato do estudo social, o
imóvel alugado não apresenta boas condições, com problemas de fiação e
infiltração de água. A assistente social relata, ainda, que os utensílios e móveis
da casa são igualmente precários - Tanto a autora quanto seu marido são
idosos, ela com 66 anos e ele com 72 anos. Ambos necessitam de
medicamentos de uso contínuo, que recebem em sua maioria da Farmácia
Popular, mas consta que um deles, para a circulação, não é fornecido
gratuitamente e não pode ser adquirido pela autora em razão de seu custo de
R$150,00 - Neste sentindo, apesar da renda familiar per capita da família da
autora ser superior a ¼ do salário mínimo, está configurada a situação de
miserabilidade, sendo de extrema necessidade o benefício assistencial -

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Recurso de apelação a que se nega provimento. (TRF-3 - Ap:
00240219820174039999 SP, Relator: DESEMBARGADOR FEDERAL LUIZ
STEFANINI, Data de Julgamento: 19/02/2018, OITAVA TURMA, Data de
Publicação: e-DJF3 Judicial 1 DATA:19/03/2018)
VALE RESSALTAR, QUE A ALEGAÇÃO DESCABIDA DE QUE A FILHA DA AUTORA, MORA COM ELA,
É UMA FORMA DE BURLAR O DIREITO DE ALGUÉM QUE NECESSITA DE TAL BENEFÍCIO PARA
SUBISTENCIA E QUE JÁ TEM QUE ENFRENTAR EM SEUS COTIDIANO TANTAS DIFICULDADES
FISICAS, QUE AGORA SE VE OBRIGADA AINDA A LUTAR PELA SUA SUSBSITENCIA EM MANTER
O BÁSICO, TAIS COMO ALIMENTAÇÃO E MORADIA.
Assim, admite-se a possibilidade de outros meios de prova para verificação da hipossuficiência
familiar, cabendo ao julgador, na análise do caso concreto, aferir o estado de miserabilidade da
Autora e de sua família.
Motivos que devem conduzir ao imediato deferimento do pedido.
DA ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA
A Autora pleiteia a concessão imediata do benefício para custear a própria vida, tendo em vista
que não reúne condições de patrocinar seu sustento.
DA PROBABILIDADE DO DIREITO: Como ficou perfeitamente demonstrado, o direto do Autora
é caracterizado pela comprovação inequívoca do cumprimento aos requisitos legais à
concessão do benefício.
DO PERIGO DA DEMORA: Trata-se de benefício devido e única forma de garantir a subsistência
do Autora, especialmente por tratar-se de verba alimentar, ou seja, tal circunstância confere
grave risco pela demora do processo.
Os requisitos exigidos para a concessão do benefício encontram-se perfeitamente
demonstrados para o deferimento a medida antecipatória, motivo pelo qual imperiosa a sua
concessão, conforme precedente jurisprudencial:
PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-RECLUSÃO. TUTELA DE URGÊNCIA. 1. À
semelhança do entendimento firmado pelo STJ, no julgamento do Recurso
Especial 1.112.557/MG, Representativo da Controvérsia, onde se reconheceu
a possibilidade de flexibilização do critério econômico definido legalmente
para a concessão do Benefício Assistencial de Prestação Continuada, previsto
na LOAS, é possível a concessão do auxílio-reclusão quando o caso concreto
revela a necessidade de proteção social, permitindo ao Julgador a
flexibilização do critério econômico para deferimento do benefício, ainda que
o salário de contribuição do segurado supere o valor legalmente fixado como
critério de baixa renda. 2. Presentes os requisitos legais, cabível a concessão
da tutela de urgência para determinar a implantação do benefício. (TRF-4 -
AG: 50640154520174040000 5064015-45.2017.4.04.0000, Relator: JORGE

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ANTONIO MAURIQUE, Data de Julgamento: 01/03/2018, TURMA REGIONAL
SUPLEMENTAR DE SC)
BENEFÍCIO ASSISTENCIAL DE PRESTAÇÃO CONTINUADA. ARTIGO 20, DA LEI
Nº 8.742/93 (LOAS). IDOSO. SITUAÇÃO DE RISCO SOCIAL. REQUISITOS
PREENCHIDOS. TUTELA DE URGÊNCIA. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS DE
MORA. 1. O direito ao benefício assistencial pressupõe o preenchimento dos
seguintes requisitos: condição de deficiente (incapacidade para o trabalho e
para a vida independente, consoante a redação original do art. 20, da LOAS,
ou impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou
sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir a
participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as
demais pessoas, consoante a redação atual do referido dispositivo) ou idoso
(assim considerado aquele com 65 anos ou mais, a partir de 1º de janeiro de
2004, data da entrada em vigor da Lei nº 10.741/2003 - Estatuto do Idoso) e
situação de risco social (ausência de meios para a parte autora, dignamente,
prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família). 2.
Comprovados o requisito etário e a atual situação de risco social, tem direito
a parte autora à concessão do benefício assistencial de prestação continuada
desde a data do requerimento administrativo. 3. Preenchidos os requisitos
exigidos pelo artigo 300, do Código de Processo Civil, probabilidade do direito
e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo, é cabível a tutela
de urgência. 4. O Supremo Tribunal Federal reconheceu repercussão geral à
questão da constitucionalidade do uso da Taxa Referencial (TR) e dos juros da
caderneta de poupança para o cálculo das dívidas da Fazenda Pública, e vem
determinando, por meio de sucessivas reclamações, e até que sobrevenha
decisão específica, a manutenção da aplicação da Lei nº 11.960/2009 para
este fim, ressalvando apenas os débitos já inscritos em precatório, cuja
atualização deverá observar o decidido nas ADIs 4.357 e 4.425 e respectiva
modulação de efeitos. Com o propósito de manter coerência com as recentes
decisões, deverão ser adotados, no presente momento, os critérios de
atualização e de juros estabelecidos no art. 1º-F da Lei nº 9.494/1997, na
redação dada pela Lei nº 11.960/2009, sem prejuízo de que se observe,
quando da liquidação, o que vier a ser decidido, com efeitos expansivos, pelo
Supremo Tribunal Federal. (TRF4 5029916-30.2014.404.9999, Sexta Turma,
Relator p/ Acórdão Osni Cardoso Filho, juntado aos autos em 15/04/2016)
Por se tratar de verba de natureza alimentar o receio de dano irreparável ou de difícil reparação
resta caracterizado, afinal trata-se de assistência indispensável para subsistência do autor e de
sua família com base na sua condição de miserabilidade.
Aliás, não há óbice de concessão de tutela antecipada para a concessão de benefício
assistencial do LOAS, dado o seu caráter alimentar.

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DA JUSTIÇA GRATUITA

Requer a Vossa Excelência que seja deferido o benefício da Justiça Gratuita, com fulcro na Lei nº
1.060/50, bem como com fulcro nos artigos 82 e 98 do CPC, por não ter condições de arcar com as
custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo do próprio sustento e de sua família.

Art. 99. O pedido de gratuidade da justiça pode ser formulado na petição


inicial, na contestação, na petição para ingresso de terceiro no processo ou
em recurso.
§ 1º Se superveniente à primeira manifestação da parte na instância, o pedido
poderá ser formulado por petição simples, nos autos do próprio processo, e
não suspenderá seu curso.
§ 2º O juiz somente poderá indeferir o pedido se houver nos autos elementos
que evidenciem a falta dos pressupostos legais para a concessão de
gratuidade, devendo, antes de indeferir o pedido, determinar à parte a
comprovação do preenchimento dos referidos pressupostos.
§ 3º Presume-se verdadeira a alegação de insuficiência deduzida
exclusivamente por pessoa natural.
Assim, por simples petição, sem outras provas exigíveis por lei, faz jus o Requerente ao
benefício da gratuidade de justiça:
AGRAVO DE INSTRUMENTO - MANDADO DE SEGURANÇA - JUSTIÇA
GRATUITA - Assistência Judiciária indeferida - Inexistência de elementos nos
autos a indicar que o impetrante tem condições de suportar o pagamento das
custas e despesas processuais sem comprometer o sustento próprio e
familiar, presumindo-se como verdadeira a afirmação de hipossuficiência
formulada nos autos principais - Decisão reformada - Recurso provido. (TJSP;
Agravo de Instrumento 2083920-71.2019.8.26.0000; Relator (a): Maria Laura
Tavares; Órgão Julgador: 5ª Câmara de Direito Público; Foro Central - Fazenda
Pública/Acidentes - 6ª Vara de Fazenda Pública; Data do Julgamento:
23/05/2019; Data de Registro: 23/05/2019)
Cabe destacar que o a lei não exige atestada miserabilidade do requerente, sendo suficiente a
"insuficiência de recursos para pagar as custas, despesas processuais e honorários
advocatícios"(Art. 98, CPC/15), conforme destaca a doutrina:
"Não se exige miserabilidade, nem estado de necessidade, nem tampouco se
fala em renda familiar ou faturamento máximos. É possível que uma pessoa
natural, mesmo com bom renda mensal, seja merecedora do benefício, e que
também o seja aquela sujeito que é proprietário de bens imóveis, mas não
dispõe de liquidez. A gratuidade judiciária é um dos mecanismos de
viabilização do acesso à justiça; não se pode exigir que, para ter acesso à

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justiça, o sujeito tenha que comprometer significativamente sua renda, ou
tenha que se desfazer de seus bens, liquidando-os para angariar recursos e
custear o processo." (DIDIER JR. Fredie. OLIVEIRA, Rafael Alexandria de.
Benefício da Justiça Gratuita. 6ª ed. Editora JusPodivm, 2016. p. 60)
Por tais razões, com fulcro no artigo 5º, LXXIV da Constituição Federal e pelo artigo 98 do CPC,
requer seja deferida a gratuidade de justiça ao requerente.

PEDIDOS

Diante de todo o exposto, REQUER a Vossa Excelência:


1. A concessão do benefício da gratuidade de justiça, por ser a Autora pobre na acepção legal
do termo, nos termos do art. 98 do Código de Processo Civil;

2. Que seja deferido a prioridade na tramitação do processo, por se tratar de pessoa com
deficiência;

3. Que seja deferida a antecipação dos efeitos da tutela, para determinar o imediato
restabelecimento do benefício assistencial da LOAS, no prazo máximo de até 30 dias;

4. A citação do Réu, para, querendo, responder a presente ação;

5. A produção de todos os meios de prova;

6. Ao final, seja julgado totalmente procedente o pedido para condenar a ré para que
proceda com o restabelecimento definitivo do benefício assistencial da LOAS e pague os
retroativos devidos desde a data suspensão do benefício, sob pena de multa diária;

7. A condenação do Réu ao pagamento de honorários, nos termos do att. 85 do CPC/15.

Dá-se à causa o valor R$ 1.000,00 (mil reais).

Nestes termos, pede deferimento.


Rio de Janeiro. 25 de agosto de 2021.

DANIELLE ALVES DE PINHO


OAB/RJ 209.330

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