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universal ou não, do complexo de Édipo* no da hibridização cultural, isto é, de uma não-di-


conjunto das sociedades humanas. Se Mannoni, ferenciação entre a identidade negra e a identi-
antes mesmo de se tornar freudiano, defendia dade branca.
posições universalistas, corrigidas pela feno-
menologia, Fanon, recusando o freudismo*, • Frantz Fanon, Peau noire, masques blancs, Paris,
Seuil, 1952; Les Damnés de la terre, Paris, Maspero,
adotava o princípio de um culturalismo* cimen- 1968 • Aimé Césaire, Discours sur le colonialisme
tado pelo engajamento anticolonial. Era por (1950), Paris, Présence africaine, 1973 • Jock McCul-
isso que descartava a psicanálise*, por causa da logh, Black Soul, White Artifact. Fanon’s Clinical Psy-
sua suposta incapacidade de levar em conta a chology and Social Theory, Cambridge, Cambridge
University Press, 1983 • Guillaume Suréna, “Psycha-
negritude ou a identidade negra: “Nem Freud* nalyse et anticolonialisme. L’Influence de Frantz Fa-
nem Adler*, nem mesmo o cósmico Jung* pen- non”, Revue Internationale d’Histoire de la Psychana-
saram nos negros em suas pesquisas [...]. Quei- lyse, 5, 1992, 431-44 • Homi Bhabha, The Location of
ram ou não, não é hoje nem amanhã que o Culture, N. York, Routledge, 1993 • Françoise Vergès,
“To cure and to free. The fanonian project of ‘decoloni-
complexo de Édipo nascerá entre os negros.” zed psychiatry’”, in Fanon. A Critical Reader, Lewis R.
Entretanto, para construir sua teoria da iden- Gordon, Renée T. White e T. Denean Sharpley-Whiting
tidade negra, baseava-se na noção de estádio do (orgs.), Oxford, Basil Blackwell, 1996; “Creole skin,
espelho* de Jacques Lacan*. Ela lhe permitia black mask. Fanon and disavowal”, in Critical Inquiry,
Chicago University Press, 1996.
criticar a psiquiatria colonial, fundada em uma
classificação “racista”, e distinguir a aborda-
➢ ANTROPOLOGIA; DEVEREUX, GEORGES; DIFE-
gem culturalista da subjetividade da psicologia RENÇA SEXUAL; ETNOPSICANÁLISE; GÊNERO; JU-
dos povos e do diferencialismo. Na mesma DEIDADE.
medida em que Mannoni se ligava a uma psi-
cologia que o conduzia a considerar a situação
colonial como um jogo de papéis ou uma brin-
fantasia
cadeira perversa, Fanon utilizava os conheci-
mentos da psicanálise para rejeitar o freudismo al. Phantasie; esp. fantasía; fr. fantasme; ing. fan-
tasy ou phantasy
em nome de uma política. Nisso, ele antecipava
as posições da antipsiquiatria*. Termo utilizado por Sigmund Freud*, primeiro no
Próximo da Frente de Libertação Nacional sentido corrente que a língua alemã lhe confere
(FLN), da qual se tornaria membro em 1957, (fantasia ou imaginação), depois como um concei-
to, a partir de 1897. Correlato da elaboração da
Fanon demitiu-se de seu posto de médico-chefe
noção de realidade psíquica* e do abandono da
em 1956 para ir para Tunis e empenhar-se ainda
teoria da sedução*, designa a vida imaginária do
mais no combate. Ensinou na faculdade de me-
sujeito* e a maneira como este representa para si
dicina, praticou a psiquiatria no Hospital de mesmo sua história ou a história de suas origens:
Manouba, e depois, com Charles Géronimi, fala-se então de fantasia originária.
abriu um serviço diurno. Em francês, a palavra fantasme foi forjada pe-
Continuou também a escrever. Em 1960, los primeiros tradutores da obra freudiana, num
quando redigiu o seu grande livro, Os condena- sentido conceitual não relacionado com a palavra
dos da terra, o mais belo manifesto da revolta [vernácula] fantaisie. Deriva do grego phantasma
anticolonial, ficou sabendo que estava leucêmi- (aparição, transformada em “fantasma” no latim) e
co. Morreu em dezembro de 1961, em um hos- do adjetivo fantasmatique [fantasmático], outrora
pital de Washington, convencido do caráter ine- próximo, por sua significação, de fantomatique
vitável da independência, pela qual tanto lutara. [fantasmal, fantasmagórico].
Apaixonadamente lida e comentada no A escola kleiniana criou o termo phantasy
mundo inteiro, a obra de Fanon foi mitificada (phantasia*), ao lado de fantasy. No Brasil também
se usa “fantasma”.
nos Estados Unidos*, onde o autor, com a au-
réola de herói da negritude, foi transformado Por força de algumas declarações sumárias
nos anos 1990, pela sua referência ao estádio do de Freud a esse respeito, a história oficial deu
espelho, em um “Lacan negro”, mais psicana- crédito, durante muito tempo, à idéia de um
lista do que psiquiatra, e principalmente teórico abandono definitivo da teoria da sedução* em

Dicionário de Psicanálise (PSI)


1ª revisão – 06.05.98
2ª revisão – 28.07.98
3ª revisão – 14.09.98
4ª revisão – 23.09.98 – Letra F
Produção: Textos & Formas
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1897, imposto pela pressão da realidade em prol Para sair dessa aporia de oposições inconci-
de uma teoria da fantasia. liáveis — o psíquico ou o biológico, o real ou o
No entanto, desde os Estudos sobre a histe- imaginário, o interno ou o externo —, cuja
ria*, Freud e Josef Breuer* tratam das manifes- persistência implicava a dissolução silenciosa
tações fantasísticas das histéricas, e Breuer, do registro da fantasia, Freud instituiu o concei-
mais ainda do que Freud, ao expor o caso de to de realidade psíquica, cuja explicitação, so-
Anna O. (Bertha Pappenheim*), privilegia o bretudo em A interpretação dos sonhos*, levou-
registro da imaginação, das fantasias de sua o a fazer uma distinção entre a realidade mate-
paciente, sem dar grande importância aos acon- rial, realidade externa nunca atingível como tal,
tecimentos vivenciados por ela. Diversas cartas a realidade do que ele chamou de “pensamentos
de Freud a Wilhelm Fliess atestam, por outro de transição e de ligação”, registro da psicolo-
lado, a evolução progressiva de Freud nessa gia, e a realidade psíquica propriamente dita,
questão. Assim, em 2 de maio de 1897, ele núcleo irredutível do psiquismo, registro dos
assinala que, se a estrutura da histeria* cons- desejos inconscientes dos quais a fantasia é “a
titui-se pela reprodução de algumas cenas, tal- expressão máxima e mais verdadeira”.
vez seja preciso, para chegar até elas, passar “Retorno a idéias que desenvolvi alhures [na
“pelas fantasias interpostas”. Em 25 de maio parte teórica de A interpretação dos sonhos]”,
seguinte, no manuscrito M, um parágrafo intei- escreveu Freud em 1911, para introduzir esse
ro é dedicado às fantasias, consideradas do pon- conceito de realidade psíquica, o que lhe deu
to de vista de sua formação e seu papel, em ensejo de estender sua concepção da atividade
termos próximos aos que ele empregava para psíquica para além do simples eixo do pra-
falar dos sonhos. Esse ponto encontra confirma-
zer/desprazer, de definir, ao lado do recalca-
ção alguns dias depois, no manuscrito N, onde
mento, a idéia discriminativa de ato de julga-
o processo de formação dos sonhos é evocado
mento, e de distinguir, sob a rubrica da criação
como modelo da formação das fantasias e dos
de fantasias, a parcela da atividade psíquica que
sintomas.
se mantém independente do princípio de reali-
Em 1964, numa perspectiva inspirada na
dade* e submetida unicamente ao princípio de
tradição da história das ciências que foi enobre-
prazer*. A divisão que se organiza entre as
cida por Alexandre Koyré (1892-1964), Gaston
pulsões* sexuais e as pulsões de autoconserva-
Bachelard (1884-1962) e Georges Canguilhem
ção, ao longo da fase de auto-erotismo*, atesta
(1904-1995), Jean Laplanche e Jean-Bertrand
a ligação entre as pulsões sexuais e a fantasia:
Pontalis tomaram a iniciativa de explorar os
fundamentos epistemológicos desse momento “A longa persistência do auto-erotismo permite
chave da descoberta da psicanálise*. Relendo a que a satisfação fantasística ligada ao objeto
teoria da sedução, esses autores mostraram que, sexual, imediata e mais fácil de obter, seja man-
para além do registro empírico do trauma, já se tida por muito tempo, em lugar da satisfação
tratava, para Freud, de explicar a observação real, que exige esforços e adiamentos.”
clínica do recalque* e de seu efeito privilegiado Deixando de lado as questões ortográficas,
sobre a sexualidade*. O abandono da teoria da só existe para Freud um único conceito de fan-
sedução, longe de descortinar automaticamente tasia. Vista por esse prisma, a oposição kleinia-
uma concepção con su mada do desen- na, sustentada e desenvolvida por Susan
volvimento sexual, deixou Freud, ao contrário, Isaacs*, entre phantasia (phantasy) inconscien-
um tanto desnorteado. Ele não conseguia ligar te e fantasia (fantasy) consciente é totalmente
a sexualidade infantil, o Édipo* e a fantasia. contraditória com o pensamento freudiano.
Havia, pois, nos Três ensaios sobre a teoria da Desde 1905, nos Três ensaios sobre a teoria
sexualidade*, e mais ainda no artigo intitulado da sexualidade, a fantasia foi descrita como
“Meus pontos de vista sobre o papel desempe- dependente das três localizações da atividade
nhado pela sexualidade na etiologia das neu- psíquica, o consciente*, o pré-consciente* e o
roses”, o risco de um retorno à ancoragem bio- inconsciente*, qualquer que fosse a estrutura
lógica da sexualidade. psicopatológica considerada.

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Para tanto, Freud estabelece uma distinção atribuída a Ernst Heinrich Haeckel*. A impor-
entre as fantasias conscientes, os devaneios e os tância dessa hipótese, discutível e discutida,
romances que o sujeito conta a si mesmo, bem atinge seu ponto culminante nesse texto meta-
como certas formas de criação literária, e as psicológico, nessa “fantasia filogenética” de
fantasias inconscientes, devaneios sublimi- Freud, encontrado e editado pela primeira vez
nares, prefiguração dos sintomas histéricos, a por Ilse Grubrich-Simitis, que viu nele a tenta-
despeito de estas serem concebidas como es- tiva teórica de integrar a origem traumática da
treitamente ligadas às fantasias conscientes. patologia no modelo fantasístico e pulsional.
Esses dois registros da atividade fantasística Afora a perspectiva kleiniana, que, privile-
encontram-se no processo do sonho*: a fantasia giando na análise a realidade psíquica, em de-
consciente participa do remanejamento do trimento de qualquer forma de realidade mate-
conteúdo manifesto do sonho, constituída pela rial, faz da phantasia o lugar exclusivo de inter-
elaboração secundária, e a fantasia inconsciente venção do trabalho analítico, o conceito de
inscreve-se na origem da formação do sonho. fantasia foi objeto de um trabalho teórico es-
Em 1915, em seu artigo metapsicológico sencial na obra de Jacques Lacan*.
dedicado ao inconsciente, Freud dá uma defini- De maneira geral, Lacan retoma por sua
ção da fantasia que confirma suas concepções conta o conceito freudiano de fantasia, mas
anteriores: ali, a fantasia é caracterizada por sua sublinha desde muito cedo sua função defensi-
mobilidade, é apresentada como lugar e mo- va. No seminário dos anos de 1956-1957, a
mento de passagem de um registro da atividade fantasia é assimilada ao que ele passa a deno-
psíquica para outro e, desse modo, afigura-se minar de “parada na imagem”, maneira de im-
irredutível a apenas um desses registros, pedir o surgimento de um episódio traumático.
consciente ou inconsciente. Imagem cristalizada, modo de defesa* contra a
Nesse mesmo ano de 1915, por ocasião de castração*, a fantasia é inscrita por Lacan, en-
um artigo dedicado a um caso de paranóia* que tretanto — o que difere fundamentalmente da
parece contradizer a teoria psicanalítica, Freud perspectiva kleiniana —, no âmbito de uma
introduz o conceito de fantasia originária: “A estrutura significante, e, por conseguinte, não
observação do comércio sexual entre os pais é pode ser reduzida ao registro do imaginário*.
uma peça que raramente falta no reservatório de Além da diversidade das fantasias de cada
fantasias inconscientes que podemos descobrir, sujeito, Lacan postula a existência de uma es-
através da análise, em todos os neuróticos e, trutura teórica geral, a fantasia fundamental,
provavelmente, em todas as crianças. A essas cuja “travessia” pelo paciente assinala a eficá-
formações fantasísticas, à da observação do cia da análise, materializada num remaneja-
comércio sexual dos pais, à da sedução, à da mento das defesas e numa modificação de sua
castração e outras, dou o nome de fantasias relação com o gozo*.
originárias (...).” Com isso, Freud retorna a Desde a primeira formulação do grafo laca-
uma concepção bidimensional nunca aban- niano do desejo*, em 1957, Lacan elabora um
donada e já encontrada a propósito dos sonhos matema* daquilo a que denomina lógica da
típicos e da simbólica dos sonhos. Ele procura fantasia. Trata-se de explicar a sujeição originá-
uma origem para a história individual do sujei- ria do sujeito ao Outro*, relação traduzida por
to. Persegue, de uma outra forma, aquilo de que esta pergunta eternamente sem resposta: “Que
se tratara através da teoria da sedução ou teoria queres?” (Che vuoi?). O matema S◊a exprime
do trauma. Simultaneamente, porém, ele se a relação genérica e de forma variável, porém
interroga sobre a solidez de fundamento de uma nunca simétrica, entre o sujeito do inconscien-
origem situada antes do sujeito individual: uma te, sujeito barrado, dividido pelo significante*
origem da história global da espécie humana. que o constitui, e o objeto (pequeno) a*, objeto
Essa fantasia das origens, cuja busca é onipre- inapreensível do desejo, que remete a uma falta,
sente tanto em Totem e tabu*, de 1912, quanto a um vazio do lado do Outro. Foi em seu
em 1939, em Moisés e o monoteísmo*, leva-o seminário dos anos de 1966-1967 que Lacan
a retomar a seu modo a hipótese filogenética desenvolveu essa lógica da fantasia, expressão

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última da lógica do desejo. Foi também nesse 1985), Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1988; Vocabulário
da psicanálise (Paris, 1967), S. Paulo, Martins Fontes,
momento que ele desviou decisivamente seu
1991, 2ª ed. • Gérard Le Gouès e Roger Perron (orgs.),
trabalho para uma formalização lógica e mate- Scènes originaires, monografias da Revue Française
mática do inconsciente. de Psychanalyse, Paris, PUF, 1996.

• Sigmund Freud, La Naissance de la psychanalyse ➢ IDENTIFICAÇÃO.


(Londres, 1950), Paris, PUF, 1956; Briefe an Wilhelm
Fliess, 1887-1904, Frankfurt, Fischer, 1986; A interpre-
tação dos sonhos (1900), ESB, IV-V, 1-660; GW, II-III,
1-642; SE, IV-V, 1-621; Paris, PUF, 1967; Três ensaios fantasma
sobre a teoria da sexualidade (1905), ESB, VII, 129- ➢ FANTASIA.
212; GW, V, 29-145; SE, VII, 123-243; Paris, Gallimard,
1987; “Minhas teses sobre o papel da sexualidade na
etiologia das neuroses” (1905), ESB, VII, 283-96; GW,
V, 149-9; SE, VII, 269-79; in Résultats, idées, pro- Favez-Boutonier, Juliette,
blèmes, I, 1890-1920, Paris, PUF, 1984, 113-22; “Fan- née Boutonier (1903-1994)
tasias histéricas e sua relação com a bissexualidade”
(1908), ESB, IX, 163-74; GW, VII, 191-9; SE, IX, 155-
psicanalista francesa
66; in Névrose, psychose et perversion, Paris, PUF, Originária de uma família de professores
1973, 149-55; “Escritores criativos e devaneio” (1908), primários do sul da França, Juliette Boutonier
ESB, IX, 149-62; GW, VII, 213-33; SE, IX, 141-53; in submeteu-se ao concurso para professora uni-
L’Inquiétante étrangeté et autres essais, Paris, Galli-
mard, 1985, 29-46, “Formulações sobre os dois princí- versitária de filosofia aos 22 anos e estudou
pios do funcionamento mental” (1911), ESB, XII, 277- medicina em Dijon, onde conheceu Gaston Ba-
90; GW, VIII, 230-8; SE, XII, 213-26; in Résultats, idées, chelard (1884-1962). Interessada em psicaná-
problèmes, Paris, PUF, 1984, vol.I, 135-43; Totem e lise*, escreveu uma carta a Sigmund Freud* que
tabu (1913), ESB, XIII, 17-192; GW, IX; SE, XIII, 1-161;
Paris, Gallimard, 1993; “Um caso de paranóia que
lhe respondeu em 11 de abril de 1930. Em 1935,
contraria a teoria psicanalítica da doença” (1915), ESB, nomeada para ensinar filosofia em Paris, ficou
XIV, 297-310; GW, X, 234-46; SE, XIV, 261-72; OC, conhecendo Daniel Lagache* e fez uma análise
XIII, 305-17; “O inconsciente” (1915), ESB, XIV, 191- com René Laforgue*. Freqüentou o Hospital
233; GW, X, 263-303; SE, XIV, 159-204; OC, XIII,
Sainte-Anne e o serviço de Georges Heuyer
203-42; “Bate-se numa criança” (1919), ESB, XVII,
225-58; GW, XII, 197-226; SE, XVII, 175-204; in Né- (1884-1977). Depois da Segunda Guerra Mun-
vrose, psychose et perversion, Paris, PUF, 1973, 219- dial, criou, ao lado de Georges Mauco*, o centro
43; Moisés e o monoteísmo (1939), ESB, XXIII, 16-167; psicopedagógico do Liceu Claude-Bernard. Ca-
GW, XVI, 103-246; SE, XXIII, 1-137; Paris, Gallimard, sou-se em 1952 com Georges Favez (1902-
1986 • Didier Anzieu, A auto-análise de Freud e a
descoberta da psicanálise (1959), P. Alegre, Artes Mé-
1981), também psicanalista, e desempenhou
dicas, 1989 • Joël Dor, Introdução à leitura de Lacan, um papel na história das cisões* do movimento
t.2 (Paris, 1992), P. Alegre, Artes Médicas, 1996 • Dylan francês, fundando com Lagache, em 1953, a
Evans, An Introductory Dictionary of Lacanian Psy- Sociedade Francesa de Psicanálise (SFP) e de-
choanalysis, Londres, Routledge, 1996 • Ilse Grubrich-
Simitis, “Metapsicologia e metabiologia”, in Sigmund
pois, também com ele, em 1964, a Associação
Freud, Neuroses de transferência: uma síntese (Frank- Psicanalítica da França (APF). Na universi-
furt, 1985), Rio de Janeiro, Imago, 1987; “Trauma or dade, em especial na cátedra de psicologia ge-
drive — drive and trauma”, in Albert J. Solnit, Peter B. ral, onde sucedeu Lagache em 1955, repre-
Neubauer, Samuel Abrams e A. Scott Dowling (orgs.), sentou muito bem o ideal da psicologia clínica
The Psychoanalytic Study of the Child, New Haven,
Yale University Press, 1988, vol.43, 3-32 • Susan universitária, herdado de Pierre Janet*, que foi
Isaacs, “A natureza e a função da fantasia”, in Melanie uma das correntes do freudismo francês.
Klein (org.), Os progressos da psicanálise (Londres,
1952), Rio de Janeiro, Zahar, 1978 • Jacques Lacan, • Élisabeth Roudinesco, História da psicanálise na
O Seminário, livro 4, A relação de objeto (1956-1957) França, vol.2 (Paris, 1986), Rio de Janeiro, Jorge Za-
(Paris, 1994), Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1995; “Sub- har, 1988 • Claire Doz-Schiff, “In memoriam Juliette
versão do sujeito e dialética do desejo no inconsciente Favez-Boutonier (1903-1994)”, Bulletin du Centre de
freudiano” (1960), in Escritos (Paris, 1966), Rio de Documentation Henri F. Ellenberger, 5, 1º trimestre de
Janeiro, Jorge Zahar, 1998, 807-42; Le Séminaire, livre 1994 • “Séance du 25 janvier 1955 de la Société
14, La Logique du fantasme (1966-1967), inédito • Jean Française de Philosophie”, Métapsychologie et Philo-
Laplanche e Jean-Bertrand Pontalis, Fantasia originá- sophie, IIIe Rencontre Psychanalytique d’Aix-en-Pro-
ria, fantasia das origens, origens da fantasia (Paris, vence, Paris, Les Belles Lettres, 1985, 177-228.

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