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Volmir Wilhelm UFPR TP052 – Pesquisa Operacional 21

12 – RESUMO DO MÉTODO SIMPLEX


Seja
max Z  c1 x1  ...  c n x n
s.a a11 x1  ...  c1n x n  b1

a m 2 x1  ...  c mn x n  bm
x1 ,..., x n  0
O tableau correspondente a este ppl é

Base x1 x2 x3 ... xn b
Z -c1 -c2 -c3 ... -cn 0
a11 a12 a13 ... a1n b1
... ... ... ... ... ...
am1 am12 am3 ... amn bn

A solução do ppl através de tableaus consiste da seguinte seqüência de passos.

Passo (0) O problema está na forma canônica;

Passo (1) Se c j  0 j=1,...,n, então a solução atual é ótima e pare.


Se continuarmos é porque existe algum c t  0 , t  1,2,...,n

Passo (2) Escolha a coluna do pivot (i.é., a coluna da variável que entrará na base) através de
c s  minc j , c j  0
j
Passo (3) Escolha a linha do pivot (i.é., a linha da variável que sairá da base) através de
bR 
 bj 

 min , a jS  0
a RS j 
 a jS 

Passo (4) Substitua a variável básica da linha R pela variável S e reescreva a forma canônica (i.é.,
execute o pivoteamento no coeficiente a RS

Passo (5) Vá ao Passo (1).


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13 – USO DE SIMPLEX PARA RESOLUÇÃO DE PPLS


O QUE FAZ O MÉTODO SIMPLEX
Para ser iniciado, o método simplex necessita conhecer uma solução básica viável (solução inicial). Se
a solução atual não é ótima, então o simplex muda do ponto extremo atual ao ponto extremo adjacente.
Este processo continua até que a solução seja ótima.

a. Achar uma solução viável básica inicial.


b. Verificar se a solução atual é ótima. Se for, pare.
c. Determinar a variável não-básica que deve entrar na base.
d. Determinar a variável básica que deve sair da base.
e. Achar a nova solução viável básica, e voltar ao passo b.

Resolva o seguinte problema de programação linear (ppl) utilizando tableau.

max 0,12 x1  0,06 x 2


max Z  0,12 x1  0,06 x 2 0
s.a x1  2 x2  240000
x1  2 x2 x3  240000
1,5 x1 x2  180000 
1,5 x1 x2 x4  180000
x1  110000
x1 x5  110000
x1 , x 2  0

Como todo c j  0 j=1,...,5, então a solução encontrada é ótima.

Base x1  x2 x3 x4 x5 b
Z -0,12 -0,06 0 0 0 0
x3 1 2 1 0 0 240000
x4 3/2 1 0 1 0 180000
x5 1 0 0 0 1 110000 

Base x1 x2  x3 x4 x5 b
Z 0 -0,06 0 0 0,12 13200
x3 0 2 1 0 -1 130000
x4 0 1 0 1 -3/2 15000 
x1 1 0 0 0 1 110000

Base x1 x2 x3 x4 x5 b
Z 0 0 0 0,06 0,03 14100
x3 0 0 1 -2 2 100000
x2 0 1 0 1 -3/2 15000
x1 1 0 0 0 1 110000
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14 – OBTENÇÃO DA SOLUÇÃO INICIAL

A utilização do método simplex exige que o programa linear esteja na forma canônica.

1. As m componentes do vetor b devem ser positivas, ou seja, b  0.


2. Transformar as restrições do tipo maior ou igual em igualdades.
3. Transformar as restrições do tipo menor ou igual em igualdades.
4. Se xi é livre então deve-se fazer xi = xi’ + xi’’, onde xi’, xi’’  0.

Exemplo 1

max Z  5 x1  2 x2 max Z  5 x1  2 x2
s.a x1 3 s.a x1  F1 3
x2 4 x2  F2 4
x1  2 x2 9 x1  2 x2 E 9
x1 , x2 0 x1 , x2 , F1 , F2 , E 0

max Z  5 x1  2 x2
s.a x1  F1 3
x2  F2 4
x1  2 x2 E A 9
x1 , x2 , F'1 , F2 , E, A 0

Deveremos excluir inicialmente a variável artificial da base. Isto pode ser feito através do método das
Fase I e Fase II. Na Fase I deve-se excluir as variáveis artificiais da base resolvendo o ppl com uma
nova função objetivo. A função objetivo original Z deverá ser substituída por uma nova função formada
pela soma ds variáveis artificiais. No nosso exemplo a variável artificial foi incluída na terceira
restrição, e portanto a função objetivo artificial a ser minimizada (procurando zerar as variáveis
artificiais) é min W  A

Base x1 x2 F1 F2 E A b Base x1 x2 F1 F2 E A b
W 0 0 0 0 0 1 9 W -1 -2 0 0 1 0 -9
F1 1 0 1 0 0 0 3 F1 1 0 1 0 0 0 3
F2 0 1 0 1 0 0 4 F2 0 1 0 1 0 0 4
A 1 2 0 0 -1 1 9 A 1 2 0 0 -1 1 9
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Base x1 x2 F1 F2 E A b Base x1 x2 F1 F2 E A b
W -1 0 0 2 1 0 -1 W 0 0 0 0 0 0 0
F1 1 0 1 0 0 0 3 F1 0 0 1 2 1 -1 2
x2 0 1 0 1 0 0 4 x2 0 1 0 1 0 0 4
A 1 0 0 -2 -1 1 1 x1 1 0 0 -2 -1 1 1

A solução (ótima) obtida na Fase I é x1 = 1, x2 = 4 e F1 = 2. Como W = 0 então uma solução básica


viável foi determinada para o ppl original. Pode-se, portanto, resolver o problema original a partir desta
base. (OBS. Se W > 0 o problema original seria inviável e o processo de otimização terminaria).

Base x1 x2 F1 F2 E b Base x1 x2 F1 F2 E b
Z -5 -2 0 0 0 0 Z 0 0 0 -8 -5 13
F1 0 0 1 2 1 2 F1 0 0 1 2 1 2
x2 0 1 0 1 0 4 x2 0 1 0 1 0 4
x1 1 0 0 -2 -1 1 x1 1 0 0 -2 -1 1

Base x1 x2 F1 F2 E b Base x1 x2 F1 F2 E b
Z 0 0 0 0 -1 21 Z 0 0 5 2 0 23
F2 0 0 0,5 1 0,5 1 E 0 0 1 2 1 2
x2 0 1 0 0 -0,5 3 x2 0 1 0 1 0 4
x1 1 0 0 0 0 3 x1 1 0 1 0 0 3

Exemplo 2

min Z  3 x1  2 x 2 max Z   3x1  2 x 2 max Z   3x1  2 x 2


s.a. x1  x 2  5 s.a. x1  x 2  5 s.a. x1  x 2  A1  5
2 x1  1x 2  7 2 x1  1x 2  E  7 2 x1  1x 2  E  A2  7
2 x1  x 2  2 2 x1  x 2  F  2 2 x1  x 2  F  2
x1 , x 2  0 x1 , x 2  0 x1 , x 2  0

A FASE I consiste na minimização da função objetivo artificial W  A1  A2 ( min W  A1  A2 ).


min Z  A1  A2 max Z   A1  A2
s.a. x1  x 2  A1  5 s.a. x1  x 2  A1  5
2 x1  1x 2  E  A2  7 2 x1  1x 2  E  A2  7
2 x1  x 2  F  2 2 x1  x 2  F  2
x1 , x 2  0 x1 , x 2  0
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FASE I

Base x1 x2 E F A1 A2 b Base x1 x2 E F A1 A2 b
-W 1 1 -W -1 -1 1 -5
A1 1 1 1 5 A1 1 1 1 5
A2 2 1 -1 1 7 A2 2 1 -1 1 7
F 2 -1 1 2 F 2 -1 1 2

Base x1 x2 E F A1 A2 b Base x1 x2 E F A1 A2 b


-W -3 -2 1 -12 -W -7/2 1 3/2 -9
A1 1 1 1 5 A1 3/2 0 -1/2 1 4
A2 2 1 -1 1 7 A2 2 -1 -1 1 5
F 2 -1 1 2 x1 1 -1/2 0 1/2 1

Base x1 x2 E F A1 A2 b Base x1 x2 E F A1 A2 b
-W -3/4 -1/4 7/4 -1/4 -W 1 1
A1 3/4 1/4 1 -3/4 1/4 E 1 1/3 4/3 -1 1/3
x2 1 -1/2 -1/2 1/2 5/2 x2 1 -1/3 2/3 0 8/3
x1 1 -1/4 1/4 1/4 9/4 x1 1 1/3 1/3 0 7/3
Como W  A1  A2  0  0  0 (as variáveis artificiais saíram da base, temos o término da FASE I. A
FASE II consiste em determinar a solução ótima do ppl original através do simplex. Neste caso, usa-se
como solução inicial básica viável a solução obtida na FASE I.

Na FASE II posso desprezar as colunas das variáveis artificiais pois elas não mais serão candidatas a
entrar na base. Neste texto as deixarei.

FASE II
Base x1 x2 E F b Base x1 x2 E F b
-Z 3 2 -Z 2 -1 -7
E 1 1/3 1/3 E 1 1/3 1/3
x2 1 -1/3 8/3 x2 1 -1/3 8/3
x1 1 1/3 7/3 x1 1 1/3 7/3

Base x1 x2 E F b Base x1 x2 E F b
-Z -1/3 -37/3 -Z 1 -12
E 1 1/3 1/3 F 3 1 1
x2 1 -1/3 8/3 x2 1 1 3
x1 1 1/3 7/3 x1 1 -1 2
Solução ótima: x1  2, x2  3, Z  12
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EXERCÍCIO
Resolva o problema de programação linear

max Z   3x1  3x2  2 x3  2 x 4  x5  4 x 6


s.a x1  x2  x3  x 4  4 x5  2 x 6 4
 3x1  3x2  x3  x 4  2 x5 6
 x3  x4  x6 1
x1  x2  x3  x4  x5 0
x1 , x2 , x3 , x4 , x5 , x6 0

max Z   3 x1  3x2  2 x3  2 x 4  x5  4 x 6
s.a x1  x2  x3  x 4  4 x5  2 x 6  E 4
 3 x1  3x2  x3  x 4  2 x5 F 6
 x3  x4  x6 1
x1  x2  x3  x4  x5 0
x1 , x2 , x3 , x4 , x5 , x6 , E , F 0

max Z   3x1  3x2  2 x3  2 x 4  x5  4 x 6


s.a x1  x2  x3  x 4  4 x5  2 x 6  E A1 4
 3x1  3x2  x3  x 4  2 x5 F 6
 x3  x4  x6 A2 1
x1  x2  x3  x4  x5 A3 0
x1 , x2 , x3 , x4 , x5 , x6 , E , F , A1 , A3 , A3 0
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14 – CASOS ESPECIAIS
1. Problema com única solução (quando no quadro ótimo c j > 0, para toda variável xj não básica))
max Z  x1  2 x 2
s.a 2 x1  x 2  40
Solução única x1 , x2   12,16
x1  3 x 2  60
x1 , x2 0
Base x1 x2 x3 x4 b Base x1 x2 x3 x4 b
Z -1 -2 0 Z -1/3 2/3 40
x3 2 1 1 40 x3 5/3 1 -1/3 20
x4 1 3 1/3 60 x2 1/3 1 1/3 20

Base x1 x2 x3 x4 b
Z 1/5 3/5 44
x1 1 3/5 -1/5 12
x2 1 -1/5 2/5 16

2. Problemas de minimização (basta multiplicar a Função Objetivo por -1)


min Z  x1  2 x 2 max  Z   x1  2 x 2
s.a 2 x1  x 2  40 s.a 2 x1  x 2  40
Solução: x1 , x2   0,20
x1  3 x 2  60 x1  3x 2  60
x1 , x2 0 x1 , x2 0
Base x1 x2 x3 x4 b Base x1 x2 x3 x4 b
-Z 1 -2 0 -Z 5/3 2/3 40
x3 2 1 1 40 x3 5/3 1 -1/3 20
x4 1 3 1 60 x2 1/3 1 1/3 20

3. Soluções Múltiplas (quando no quadro ótimo algum c j = 0, para xj não básica)


max Z  x1  3 x 2
s.a 2 x1  x 2  40 x1 , x2   0,20
Soluções múltiplas
x1  3 x 2  60 x1 , x2   12,16
x1 , x2 0
Base x1 x2 x3 x4 b Base x1 x2 x3 x4 b
Z -1 -3 0 Z 0 1 60
x3 2 1 1 40 x3 5/3 1 -1/3 20
x2 1 3 1 60 x2 1/3 1 1/3 20

Base x1 x2 x3 x4 b
Z 1 60
x1 1 3/5 -1/5 12
x2 1 -1/5 2/5 16
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4. Solução Infinita – Solução Ilimitada (quando a solução ainda não é ótima porém não há variável
candidata para sair da base)
max Z  x1  2 x2
1
s.a  x1  x 2  40
3 Solução ilimitada
 x1  3x 2  60
x1 , x2 0
Base x1 x2 x3 x4 b Base x1 x2 x3 x4 b
Z -1 -3 0 Z -5/3 2/3 40
x3 -1/3 1 1 40 x3 0 1 -1/3 20
x4 -1 3 1 60 x 2 -1/3 1 1/3 20

5. Empate na Entrada (escolha qualquer variável para entrar na base)


max Z  2 x1  2 x 2
s.a 2 x1  x 2  40
Solução: x1 , x2   12,16
x1  3x 2  60
x1 , x2 0
A) x1 entra na base
Base x1 x2 x3 x4 b Base x1 x2 x3 x4 b
Z -2 -2 0 Z -1 1 0 40
x3 2 1 1 40 x1 1 1/2 1/2 20
x4 1 3 1 60 x4 5/2 -1/2 1 40

Base x1 x2 x3 x4 b
Z 4/5 2/5 56
x1 1 3/5 -1/5 12
x2 1 -1/5 2/5 16

B) x2 entra na base
Base x1 x2 x3 x4 b Base x1 x2 x3 x4 b
Z -2 -2 0 Z -4/3 2/3 40
x3 2 1 1 40 x1 5/3 1 -1/3 20
x4 1 3 1 60 x4 1/3 1 1/3 20

Base x1 x2 x3 x4 b
Z 4/5 2/5 56
x1 1 3/5 -1/5 12
x2 1 -1/5 2/5 16
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6. Empate na Saída – Degeneração (quando uma variável entra na base com valor nulo)
max Z  x1  2 x 2
s.a 2 x1  2 x 2  40
Solução: x1 , x2   0,20
x1  3x 2  60
x1 , x2 0
A) x3 sai da base
Base x1 x2 x3 x4 b Base x1 x2 x3 x4 b
Z -1 -2 0 Z 1 0 1 0 40
x3 2 2 1 40 x2 1 1 1/2 20
x4 1 3 1 60 x4 -2 -3/2 1 0

B) x4 sai da base
Base x1 x2 x3 x4 b Base x1 x2 x3 x4 b
Z -1 -2 0 Z -1/3 0 2/3 40
x3 2 2 1 40 x3 4/3 1 -2/3 0
x4 1 3 1 60 x2 1/3 1 1/3 20

Base x1 x2 x3 x4 b
Z 1/4 1/2 40
x1 1 3/4 -1/2 0
x2 1 -1/4 ½ 20

7. Problema Inviável (quando, no final da FASE I, permanece(m) variável(eis) na base ótima)


max Z  x1  2 x 2 min W  A
s.a 2 x1  2 x 2  100 s.a 2 x1  2 x2  A  100
x1  3x 2  10 x1  3x2  x3  10
x1 , x2 0 x1 , x 2 , A, x3 0
Base x1 x2 A x3 b Base x1 x2 A x3 b
W 1 0 W -2 -2 -100
A 2 2 1 100 A 2 2 1 100
x3 1 3 1 10 x3 1 3 1 10

Base x1 x2 A x3 b Da solução ótima do PPL as variáveis básicas são A


W 4 2 -80 (=80) e x1 (=10). Assim, por termos uma variável
A -1 1 -2 80 artificial na base e W≠0, então o PPL é inviável.
x1 1 3 1 10

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