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Universidade Federal Fluminense

Instituto de Educação de Angra dos Reis – IEAR

Curso de bacharelado de Políticas Públicas

Disciplina: Direito Público - 7º período

Professor: Andrés Andrés del Río

Aluna: Miriã Melo da Silva Vilela

Desde a sua criação, a Constituição da República Federativa do Brasil tem sido a


norma jurídica máxima. Em outras palavras, todas as ações realizadas no Estado legalmente
organizado implicam em uma relação jurídica que deve obedecer à constituição. A
supremacia da constituição decorre de um sistema lógico, onde documento constitucional é
um instrumento do Estado para organizar a estrutura do Estado e, uma vez criado,
estabelecerá um sistema normativo judicial subordinado ao primeiro. Sendo a constituição a
regra principal, existe um mecanismo de investigação da compatibilidade vertical dos
comportamentos do Estado e da sociedade com a constituição, centrando-se nos
comportamentos que se exercem de forma descentralizada e centralizada no âmbito judicial,
o que se denomina Controle de Constitucionalidade.

O controle de constitucionalidade consubstancia-se num conjunto de ferramentas que


visam aferir a compatibilidade entre a lei e a Constituição da República, de modo que,
quando houver conflito entre os dispositivos normativos e o texto constitucional, prevaleça
este método, e a aplicação do a abolição dos obcecados com a regra do sistema jurídico.
Portanto, é uma revisão precisa da suficiência entre as normas jurídicas e a constituição sob a
constituição, o que ocorre tanto do ponto de vista da forma ou do procedimento quanto do
ponto de vista do material ou do conteúdo. Em relação ao tipo de comportamento do governo,
nesse sentido, possui dois tipos de inconstitucionalidade, por ação ou por omissões: Ação
inconstitucional refere-se a ações de autoridades públicas que violam ou não estão em
conformidade com a constituição. Já a inconstitucionalidade por omissão se identifica
quando algumas diretrizes necessitam de condutas positivas e o Poder Público deixa de atuar
de acordo com o definido.

O Brasil vive em uma desigualdade social onde está ligada a desigualdade racial e é
de conhecimento geral que o povo negro possui uma história longa de desigualdade, em
vários aspectos da vida no contexto social, como a falta de oportunidade conferida a negros e
pardos que infelizmente é vivida até hoje. E dessa maneira a origem da justiça pela igualdade
procura reparar e igualar aos demais indivíduos da sociedade. Este princípio ganha mais
forma, pois precisamente, perante a lei, todos somos iguais, porém apenas isso não basta, já
que a igualdade é abstrata, tendo a necessidade de maior resistência, pois a igualdade formal
constitui-se no direito de todo cidadão não ser discriminado pela lei senão em acordo com os
critérios asilados, ou não reprimidos pela ordem constitucional. Desse modo, o princípio da
igualdade concreta aciona para que o Estado realize o desenvolvimento de políticas públicas
e leis com o foco de diminuir a desigualdade racial.

Consta nos dados do IBGE que a população brasileira tem cerca de mais de 52% de
negros e cerca de apenas 30% desse grupo ocupam cargos públicos de concursos federais,
sendo a causa de análise e ação através dos mecanismos legais. Portanto, podemos afirmar
que é constitucional a reserva de 20% das vagas em concursos públicos de cargos efetivos e
empregos públicos. Esta ordem do STF se fez indispensável para cessar uma série de
questões sobre a constitucionalidade da lei nº 12.990/14. O STF constatou que essa reserva de
vagas para negros e pardos não viola nenhum princípio da eficiência, na medida em que os
candidatos que optarem por disputar as vagas nos termos da lei de cotas deverão, como os
demais, fazer concurso público. É necessário reafirmar que toda e qualquer lei que tenha
como finalidade a realização da Constituição não pode ser referida de inconstitucional.

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