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ÍNDICE

1.INTRODUÇÃO..............................................................................................................4
1.1.Objectivos do Trabalho............................................................................................5
1.1.1.Objectivo Geral.................................................................................................5
1.1.2.Objectivos específicos.......................................................................................5
1.2.Metodologias...........................................................................................................5
2.Revisão de Literatura......................................................................................................6
2.1.Língua Portuguesa na Historia.................................................................................6
2.1.1.Das origens e formação da Língua Portuguesa.................................................7
2.2.A Evolução da Língua Portuguesa...........................................................................8
2.3.Fases da língua portuguesa......................................................................................8
2.3.1.Português Antigo...............................................................................................8
2.3.2.Português Médio...............................................................................................9
2.3.3.Português Clássico..............................................................................................10
2.3.3.1.O português clássico: a formação do léxico.................................................10
2.3.4.Português Moderno.........................................................................................11
Conclusão........................................................................................................................12
Bibliografias....................................................................................................................13

Autor: Sergio A. Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba


1.INTRODUÇÃO

O presente trabalho de pesquisa, tem como o tema ‘’Origem e Formação da Língua


Portuguesa’’. Na verdade, é sabido que, a língua constitui um sistema vivo de
comunicação que privilegia a mútua compreensão e entendimento de um determinado
povo. Ao adestrar o estudo de uma língua, estudam-se os fatos do contexto histórico e
os acontecimentos que promoveram, directa ou indirectamente, sua origem. No que diz
respeito à história da língua portuguesa, faz-se necessária uma busca histórico-
geográfica desde sua origem até sua implantação no Brasil.

Porém, a origem de nossa língua está ligada ao latim – língua falada pelo povo romano,
que se situava no Lácio, pequeno Estado da Península Itálica. A transformação do latim
em língua portuguesa se deu por consequência de conflitos e transformações políticas –
histórico - geográfico desse povo. Isso aconteceu por volta do século III a.C., quando os
romanos ocuparam a Península Ibérica por meio de conquistas militares e impuseram
aos vencidos seus hábitos, suas instituições, seus padrões de vida e, principalmente, sua
língua, que reflecte a cultura.

O latim clássico caracterizava-se pela erudição da oralidade e das produções textuais de


pessoas ilustres da sociedade e de escritores; era uma linguagem complexa e elitizada.

Decorridos alguns séculos, o latim predominou sobre as línguas e dialectos falados em


várias regiões. Dessa maneira, formaram-se diversas línguas dentro da região de
domínio de Roma, ou seja, do Império Romano; aí se originaram as línguas românicas,
também chamadas de neolatinas (dizem-se românicas todas as línguas que têm sua
origem no latim e que ocupam parte do território conquistado pelos romanos), das quais
nossa língua portuguesa é oriunda.

O português que se fala hoje é resultado de muitas transformações, de acréscimos e/ou


supressões de ordem morfológica, sintáctica e/ou fonológica. Tais transformações
passaram por três fases distintas: desde o galego - português (língua que predominou
dos séculos VIII ao XIII), dissociando-se posteriormente do galego e dando, assim,
surgimento ao português arcaico (séculos XIV ao XVI), que, por conseguinte, tornou-se
português clássico (a língua de Camões), perpassando ainda por outros dialetos até
chegar ao português contemporâneo.

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1.1.Objectivos do Trabalho

1.1.1.Objectivo Geral

 Analisar as origens e formações da língua portuguesa.

1.1.2.Objectivos específicos

 Estudar a origem e formação da língua portuguesa;


 Apresentar as características e semelhanças do português (Antigo, Médio,
Clássico e Moderno);
 Falar da história da língua Portuguesa;
 Descrever a origem da língua portuguesa dando exemplos no contexto actual.

1.2.Metodologias

Para elaboração deste trabalho foi feito uma revisão bibliográfica. Onde foi usado o
método indutivo, que é um método responsável pela generalização, isto é, partimos de
algo particular para uma questão mais ampla, mais geral.

Para Lakatos e Marconi (2007:86), Indução é um processo mental por intermédio do


qual, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade
geral ou universal, não contida nas partes examinadas. Portanto, o objectivo dos
argumentos indutivos é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o
das premissas nas quais nos baseia-mos.

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2.Revisão de Literatura

2.1.Língua Portuguesa na Historia

Curiosamente, o português surgiu da mesma língua que originou a maioria dos idiomas
europeus e asiáticos, (Câmara, 1979).

Para Costa (2015), com as inúmeras migrações entre os continentes, a língua inicial
existente acabou subdividida em cinco ramos: o helénico, de onde veio o idioma grego;
o românico, que originou o português, o italiano, o francês e uma série de outras línguas
denominadas latinas; o germânico, de onde surgiram o inglês e o alemão; e finalmente o
céltico, que deu origem aos idiomas irlandês e gaélico. O ramo eslavo, que é o quinto,
deu origem a outras diversas línguas actualmente faladas na Europa Oriental.

Castro (2001), o latim era a língua oficial do antigo Império Romano e possuía duas
formas: o latim clássico, que era empregado pelas pessoas cultas e pela classe
dominante (poetas, filósofos, senadores, etc.), e o latim vulgar, que era a língua utilizada
pelas pessoas do povo. O português originou-se do latim vulgar, que foi introduzido na
península Ibérica pelos conquistadores romanos. Damos o nome de neolatinas às línguas
modernas que provêm do latim vulgar. No caso da Península Ibérica, podemos citar o
catalão, o castelhano e o galego - português, do qual resultou a língua portuguesa.

O domínio cultural e político dos romanos na península Ibérica impôs sua língua, que,
entretanto, mesclou-se com os substratos linguísticos lá existentes, dando origem a
vários dialectos, genericamente chamados romanços (do latim romanice, que significa
"falar à maneira dos romanos"). Esses dialectos foram, com o tempo, modificando-se,
até constituírem novas línguas. Quando os germânicos, e posteriormente os árabes,
invadiram a Península, a língua sofreu algumas modificações, porém o idioma falado
pelos invasores nunca conseguiu se estabelecer totalmente (Mattos, 1991).

Somente no século XI, quando os cristãos expulsaram os árabes da península, o galego-


português passaram a ser falado e escrito na Lusitânia, onde também surgiram dialectos
originados pelo contacto do árabe com o latim. O galego - português, derivado do
romanço, era um falar geograficamente limitado a toda a faixa ocidental da Península,
correspondendo aos actuais territórios da Galiza e de Portugal. Em meados do século
XIV, evidenciaram-se os falares do sul, notadamente da região de Lisboa, (Barsa
Enciclopedia, 1978).

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Assim, as diferenças entre o galego e o português começaram a se acentuar. A
consolidação de autonomia política, seguida da dilatação do império luso consagrou o
português como língua oficial da nação. Enquanto isso, o galego se estabeleceu como
uma língua variante do espanhol, que ainda é falada na Galícia, situada na região norte
da Espanha, Teyssier (2001).

2.1.1.Das origens e formação da Língua Portuguesa

Para Cuesta (1980), a origem da língua portuguesa está ligada ao latim – língua falada
pelo povo romano, que se situava no pequeno estado da Península Itálica, o Lácio. A
transformação do latim em língua portuguesa se deu por consequência de conflitos e
transformações político – histórico - geográficas desse povo. Isso aconteceu por volta
do século III a.C., quando os romanos ocuparam a Península Ibérica através de
conquistas militares e impuseram aos vencidos seus hábitos, suas instituições, seus
padrões de vida e, principalmente, sua língua, que reflecte a cultura.

Existiam duas modalidades do latim: o latim vulgar e o latim clássico. O vulgar, de


vocabulário reduzido, falado por aqueles que encaravam a vida fazendo uso de uma
linguagem sem preocupações estilísticas na fala e na escrita, dotado de variação
linguística notável, uma vez que era uma modalidade somente falada, sendo, pois,
susceptível a frequentes alterações, (Cuesta, 1980).

Já o latim clássico caracterizava-se pela erudição da oralidade e das produções textuais


de pessoas ilustres da sociedade e de escritores, sendo uma linguagem complexa e
elitizada. Das duas modalidades existentes, a que era imposta aos povos vencidos era a
vulgar, pois essa fora a língua predominante dos povos navegantes que exploravam
novas terras para novas conquistas, (Mattos, 1991).

Decorridos alguns séculos, o latim predominou sobre as línguas e dialectos falados em


várias regiões. Dessa maneira, formaram-se diversas línguas dentro da região de
domínio de Roma, ou seja, do Império Romano, onde se originaram as línguas
românicas, também chamadas de neolatinas, (diz-se românicas todas as línguas que têm
sua origem no latim e que ocupam parte do território conquistado pelos romanos), das
quais nossa língua portuguesa é oriunda, (Teyssier 2001).

2.2.A Evolução da Língua Portuguesa

Para Costa (2015), destacam-se alguns períodos:

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1. Fase Proto-histórica

Compreende o período anterior ao século XII, com textos escritos em latim bárbaro
(modalidade usada apenas em documentos, por esta razão também denominada de latim
tabeliônico).

2. Fase do Português Arcaico

Do século XII ao século XVI, compreendendo dois períodos distintos:

 Do século XII ao XIV, com textos em galego - português;


 Do século XIV ao XVI, com a separação entre o galego e o português.
3. Fase do Português Moderno

Inicia-se a partir do século XVI, quando a língua se uniformiza, adquirindo as


características do português actual. A literatura renascentista portuguesa, notadamente
produzida por Camões, desempenhou papel fundamental nesse processo de
uniformização. Em 1536, o padre Fernão de Oliveira publicou a primeira gramática de
Língua Portuguesa, a "Grammatica de Lingoagem Portuguesa". Seu estilo baseava-se no
conceito clássico de gramática, entendida como "arte de falar e escrever correctamente".

2.3.Fases da língua portuguesa

2.3.1.Português Antigo

Barsa enciclopédia (1978), o português arcaico se originou através da mistura entre os


dialectos árabes e do latim, trazido à península ibérica durante a invasão muçulmana,
dando, primeiro, origem ao galego - português, língua que mais tarde seria oficial em
Portugal. Esta fase foi chamada de trovadoresca, e terminou em meados do século XIII.

Em uma fase seguinte, com os primeiros documentos escritos em língua portuguesa,


temos o português arcaico. Iniciou-se o processo de diferenciação entre o português e o
galego - português, e a separação entre o galego e o português, iniciada com a
independência de Portugal no ano de 1185. Mais tarde esta separação se consolidaria
ainda mais, principalmente com a expulsão dos mouros (1249) e com a derrota dos
castelhanos (1385).

É importante saber que não há, no processo de evolução da língua, uma delimitação
clara entre um período e outro. A divisão em períodos existe mais para fins didácticos,

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mas textos encontrados desta época contém elementos tanto do galego - português
quanto do português propriamente dito e normatizado, pois os escritos são produzidos
pelo povo, e a separação das duas línguas (galego e português) foi um processo que
envolveu factores sociais, políticos, históricos e linguísticos. Aos poucos a língua foi se
transformando, a prosa literária foi se consolidando, e as normas foram surgindo, Castro
(2001).

2.3.2.Português Médio

O latim clássico, consagrado pelas classes cultas e pela literatura, tornou-se, com o
tempo, distante da expressão falada, que aglutinava influências de ordem vária nos
diversos territórios do Império Romano, assim como variedades sócio - culturais, a cujo
conjunto chamou latim vulgar, que deu origem às línguas românicas e nomeadamente
ao português, (Berrardinelli, 1980).

Gradualmente, a comunicação linguística foi-se alterando, e, em vez de se falar de facto


latim, as modificações da expressão impuseram a consciência de que se tinha passado
de facto a falar à "maneira românica", isto é, romanice ou romance (falar vulgar e misto,
também designado romanço). Nos escritos administrativos e notariais impôs-se um
conjunto de fórmulas que identificamos como latim bárbaro. A base latina recolhe
também, na constituição da nossa língua, elementos celtas, gregos e hebreus, aos quais
se juntaram, mais tarde, os germânicos e os árabes, (Berardinelli, 1980).

Podemos considerar três fases na evolução da língua portuguesa: proto-histórica, até ao


séc. XIII (ainda muito ligada, na escrita, ao latim bárbaro), arcaica, até ao séc. XVI
(onde se destaca, nos séculos XIV e XV, o galaico-português, autonomizando-se
posteriormente o português em relação ao galego) e moderna, com a publicação das
primeiras gramáticas, de Fernão de Oliveira, 1536, e João de Barros, 1540, e com a
proliferação das obras literárias que a consagraram, e entre as quais se contam Os
Lusíadas, Costa (1980).

2.3.3.Português Clássico

O período que vai de 1536/1550 até o século XVIII foi classificado pelos estudiosos da
língua portuguesa como período do português moderno ou período do português
clássico. Leite de Vasconcelos, Serafim da Silva Neto e Paul Teyssier caracterizam esse

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período como português moderno, e estendem sua duração até a contemporaneidade. Já
Pilar Vásquez Cuesta (1980) e Lindley Cintra e Ivo Castro caracterizam o período de
português clássico e fazem uma distinção com relação ao período posterior, que engloba
os séculos XIX e XX, denominado por Cuesta e Cintra de português moderno.

Tendo em vista a distinção proposta por Vásquez Cuesta (1980) e Lindley Cintra e Ivo
Castro, focaremos aqui no período que vai do século XVI ao XVIII, em que ocorre o
apogeu e início do declínio do poder económico e cultural de Portugal e seu decorrente
prestígio.

2.3.3.1.O português clássico: a formação do léxico

Os séculos XVI e XVII representam a época áurea da literatura e das artes portuguesas,
e, ao mesmo tempo, o período em que a difusão da sua língua alcança o auge, por razão
da colonização de regiões na África, América e Ásia. A expansão ultramarina fez da
língua portuguesa um idioma comum nas costas africanas e do oriente, e seu contacto
com as línguas locais deu origem a variações diversas em mão dupla: o português
modificou e foi modificado pelas línguas africanas, americanas e asiáticas, Barsa
(1978).

Um exemplo de modificação da língua é a introdução de inúmeros termos estrangeiros


nesse período, muitos dos quais faziam referência a costumes, animais, plantas ou
objectos característicos, e que na falta de termos adequados em língua portuguesa foram
adaptados directamente das línguas locais. Assim, houve a introdução de palavras como
manga (que tem origem no malabar manga, que por sua vez deriva do tamul mankay),
bambu (talvez de origem malaia ou indiana), zebra (de origem etíope segundo alguns e
congolesa segundo outros), pagode (do dravídico pagôdi), inhame (onomatopéico ou
bantu), jangada (do malabar changadam), chá (do mandarim cha), etc.

A partir do português tais palavras também foram introduzidas em outras línguas


europeias, como o espanhol, francês e inglês. O léxico português também recebeu
contribuições dos indígenas americanos, ainda que em menor escala, e muitas dessas
contribuições vieram a partir dos espanhóis e da sua adaptação das línguas indígenas de
suas colónias na América. É o caso das palavras lhama (do quíchua llama), cacau (do
nahuatleca cacauatl), tomate (do nahuatleca tomatl), canoa (do caribe kanaua, através do

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arahuaco), condor (do quíchua cúntur), chocolate (do asteca chocohuatl), e etc. e das
palavras de origem tupi-guarani amendoim, tapioca, mandioca, etc..

Das línguas europeias, o italiano e o espanhol contribuíram em larga escala para o


enriquecimento do léxico português entre os séculos XVI e XVII. A Itália exercia
influência em toda a Europa durante o Renascimento, e seus textos foram responsáveis
por introduzir novos termos na língua portuguesa, como sentinela (de sentinella),
canalha (de canaglia), charlatão (de ciarlatano), capricho (de capriccio), alerta (de
all’erta), soneto (de soneto) e terceto (de terzetto). Esses dois últimos termos
modificaram também em larga escala a literatura portuguesa, em que vários poetas
adoptam o novo formato italiano de poesia.

A influência espanhola deve ser atribuída a dois importantes factores: aos sessenta anos
de união ibérica e à enorme atracão que a literatura e o modo de vida espanhol exerciam
sobre os portugueses durante os séculos XVI e XVII.

2.3.4.Português Moderno

A língua portuguesa entra em sua fase “moderna” a partir do século XVI, através da
definição da morfologia e da sintaxe, e portanto, do surgimento das primeiras
gramáticas. A rica literatura renascentista teve um papel fundamental para a
normalização do português moderno, principalmente através de Luís Vaz de Camões.
Em 1572, quando Camões escreveu “Os Lusíadas”, a aplicação das regras gramaticais já
se assemelhava muito com o que temos hoje, tanto em termos de sintaxe, quanto na
morfologia, (Mattos, 1991).

Algumas mudanças ainda ocorreriam, mas não com tanto significado, quanto o que
ocorreu nas fases anteriores de evolução da língua. Um fato considerável foi o fato de o
trono espanhol governar Portugal, entre os anos de 1580 e 1640, quando algumas
palavras do vocabulário castelhano foram incorporadas ao português. Outro fato foi a
contínua influência francesa, através das artes, da literatura, e da cultura em geral, já no
século XVIII, o que fez com que o português falado na metrópole se diferenciasse do
português falado nas colónias, (costa, 2015).

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Conclusão

Chegando o fim deste trabalho, conclui-se dizendo que, cada povo (ou cultura) tem
como uma das principais características definidoras de sua formação a língua. As
civilizações da Antiguidade europeia e da Ásia Menor, na medida em que se
estruturavam em torno de cidades-estado, também desenvolviam seu dialecto próprio.
Algumas dessas civilizações, como a helenística (formada com a expansão do império
de Alexandre, o Grande) e a romana, tornaram-se vastos impérios e, por consequência,
levaram a sua matriz linguística a regiões diversas.

Durante a Idade Média, a língua oficial do Império Romano, o latim, passou a ser
absorvida pela Igreja Católica. Todavia, houve outros segmentos linguísticos que
incorporaram a estrutura do latim e formaram línguas novas. Foi o caso das línguas que
se desenvolveram na Península Ibérica, como o português.

Dai que, a origem da Língua Portuguesa está associada, evidentemente, à própria


formação de Portugal. Tantos os reinos espanhóis quanto o Condado Portucalense (que
daria origem a Portugal moderno) formaram-se durante as guerras de reconquista da
Península Ibérica. Essas guerras foram travadas contra os mouros, isto é, os
muçulmanos que haviam expandido seus domínios naquela região desde o século VIII
d.C.

O português possui raízes imbricadas com a língua galega que, assim com o catalão e o
castelhano, na Espanha, teve seu período de confluência e mistura. O início da
separação entre o galego e o português aconteceu com o processo de independência de
Portugal, que começou em 1185. Essa separação foi se consolidando com as já citadas
guerras pela expulsão dos mouros, deflagradas em 1249 e, sobretudo, com a resistência
à anexação castelhana, que fora articulada em 1385.

E um dos principais fomentadores do desenvolvimento da língua portuguesa e de sua


independência com relação ao galego foi o rei D. Dinis (1261-1325). D. Dinis foi
grande mecenas (apoiador cultural) da literatura trovadoresca e aprovou o português
como língua oficial de Portugal.

Autor: Sergio A. Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba


Bibliografias

Barsa Enciclopédia (1978). Línguas Românicas [por Cândido Jucá Filho]. Rio de
Janeiro/São Paulo – Brasil.
Berardinelli, (1980), Cleonice [Serôa da Motta] (org.). Corpus dos sonetos camonianos.
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Câmara Jr., Joaquim Matoso, (1979). História e estrutura da língua portuguesa. 2ed. Rio
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Castro, Ivo, (2001). Curso de história da língua portuguesa. 1ª Ed., 2ª imp. [Colab. Rita
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Costa, Ricardo da; Vecovi, Letícia Fantin, (2015). “Ainda suspira a última flor do
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Cuesta. P. V. Da Luz, M. A. M, (1980). “Períodos na Evolução da Língua Portuguesa”,
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Mattos E Silva, R. V, (1991). O português arcaico – fonologia. São Paulo/ Bahia:
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Teyssier, P (2001). História da língua portuguesa. [Trad. Celso Cunha]. São Paulo –
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