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REGIMENTO INTERNO DO SENADO FEDERAL ESQUEMATIZADO

Módulo I – Professor Gabriel Dezen

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Módulo I – Professor Gabriel Dezen

Sumário
REGIMENTO INTERNO DO SENADO FEDERAL ESQUEMATIZADO

RESOLUÇÃO N. 93, DE 1970 ....................................................................................... 3

TÍTULO I – DO FUNCIONAMENTO ............................................................................. 3


Capítulo I – Da Sede .................................................................................................... 3
Capítulo II – Das Sessões Legislativas .................................................................. 6
Capítulo III – Das Reuniões Preparatórias .......................................................... 12

TÍTULO II – DOS SENADORES ................................................................................... 16


Capítulo I – Da Posse .................................................................................................. 16
Capítulo II – Do Exercício .......................................................................................... 25
Capítulo III – Dos Assentamentos .......................................................................... 30
Capítulo IV – Da Remuneração ................................................................................ 30

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Gabriel Dezen
Gabriel Dezen Junior é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Especialista
em Direito Constitucional, é, atualmente, Consultor Legislativo do Senado Federal, concursado. Foi,
sempre por concurso público, Delegado de Polícia Federal e Analista de Jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal. É professor de Direito Constitucional e, também, conferencista e parecerista nessa
área jurídica. É autor de diversas obras sobre esse ramo do Direito Público, a principal delas sendo a
Constituição Federal Interpretada (Ed. Impetus, 1.520 pág, 1ª edição 2010). Professor do Gran Cursos
Online nas disciplinas: Regimento Interno do Senado Federal; Regimento Comum; Regimento Interno
da Câmara dos Deputados; Processo Legislativo; Técnica Legislativa; e Direito Constitucional.

REGIMENTO INTERNO DO SENADO FEDERAL


ESQUEMATIZADO
(atualizado até 2020)

RESOLUÇÃO N. 93, DE 1970


Dá nova redação ao Regimento Interno do Senado Federal.

TÍTULO I
DO FUNCIONAMENTO

CAPÍTULO I
DA SEDE

Art. 1º O Senado Federal tem sede no Palácio do Congresso Nacional, em Brasília.


Parágrafo único. Em caso de guerra, de comoção intestina, de calamidade pública
ou de ocorrência que impossibilite o seu funcionamento na sede, o Senado poderá
reunir-se, eventualmente, em qualquer outro local, por determinação da Mesa, a reque-
rimento da maioria dos Senadores.

Este art. 1º veicula uma REGRA e uma EXCEÇÃO:

Realização de reuniões de comissões e sessões de plenário


Regra na sede ordinária, que é o Palácio do Congresso Nacional, em
Brasília.

Realização de sessões fora da sede ordinária, em qualquer


Exceção ponto do território nacional.

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É necessário, desde logo, fazer a distinção entre REALIZAÇÃO DE SESSÃO FORA DA


SEDE e TRANSFERÊNCIA TEMPORÁRIA DA SEDE do Senado Federal:

Realização
de sessões É possível, por determinação da Mesa do Senado, sob requeri-
eventuais mento da maioria absoluta dos Senadores.
fora da sede
ordinária

Deslocamento
temporário da Não é possível.
sede do Senado A Constituição Federal apenas admite a transferência temporária
para fora da da sede do Congresso Nacional (CF, art. 49, VI).
sede ordinária

O procedimento tem o seguinte desenvolvimento:

rejeição
Maioria Apresentação do
Mesa
absoluta requerimento de Decisão
do SF
do SF sessão fora da sede

aprovação

Eis os principais elementos desse tópico, de forma esquematizada:

Forma do
requerimento de
realização de sessão Escrita.
fora da sede do
Senado

Pressuposto formal Deve ser fundamentado.

– Guerra;
Fundamentos – Comoção intestina;
admitidos pelo RISF – Calamidade pública;
– Causa que impossibilite o funcionamento regular.

Só pode ocorrer no caso de:


– não alegada causa regimental para realização de sessão
Decisão da Mesa pelo fora da sede;
indeferimento – não comprovada a existência dessa causa.
Nesse caso, a Mesa arquiva o requerimento.

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Ocorre no caso de alegada e comprovada pelos requerentes


causa regimentalmente admitida para realização de sessão
Decisão da Mesa pelo fora da sede, e aceita pela maioria da composição da Mesa.
deferimento Nesse caso, a Mesa decidirá sobre o local e o período de
realização de sessões fora da sede.

Autoria do Maioria absoluta do Senado Federal


Requerimento (pelo menos 41 Senadores).

– Será designado um dos membros da Mesa para relatar o


requerimento (Relator);
Procedimento na – O Relator apresentará seu relatório, acolhendo ou rejeitando
Mesa o requerido;
– A Mesa, por maioria simples, decidirá sobre o requerimento,
aprovando ou rejeitando a realização de sessões fora da sede.

Quanto aos elementos regimentalmente aptos a fundamentar o requerimento de realiza-


ção de sessão fora da sede:

O conceito de “guerra”, para esses fins, não abrange apenas


aquele praticado pelo Direito Internacional, que exige
declaração formal.
Para fins regimentais, contrariamente, será “guerra” qualquer
Guerra situação bélica militar envolvendo o Brasil, quer no polo ativo,
quer no passivo.
Incumbirá à Mesa decidir se os efeitos gerados pela situação
de guerra são bastantes a justificar a realização de sessões do
Senado fora da sede.

Essa expressão designa qualquer situação de conflagração


interna no Brasil, civil, militar ou paramilitar, que não tenha
Comoção envolvimento estrangeiro.
intestina Incluem-se no conceito a desobediência civil, movimentos
insurrecionais, revoltas armadas, greves agressivas e outras
situações conflitivas nacionais.

Calamidade São eventos gerados por elementos naturais, como enchen-


pública tes, secas, epidemias, desabastecimento e assemelhados.

É qualquer ocorrência, natural ou não, que impeça o Senado


Ocorrência de trabalhar normalmente em sua sede regular, como falta
impossibilitante de energia elétrica ou de água, ameaça de epidemia e outros.

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– As sessões fora da sede podem ser realizadas em qualquer


ponto do território nacional, mas NUNCA fora dele;
– As sessões fora da sede devem necessariamente ser eventuais
Elementos e temporárias, devendo retornar à sede ordinária do Senado
importantes Federal tão logo quanto possível;
– Não há previsão regimental para a realização de sessões fora
da sede com caráter festivo ou de comemoração (SESSÕES
ESPECIAIS).

As REUNIÕES das comissões do Senado Federal deverão ser


realizadas na sede ordinária no Senado Federal:
Matéria conexa
Art. 106. As comissões reunir-se-ão nas dependências do
edifício do Senado Federal.

ATENÇÃO
Nada no RISF autoriza a transferência temporária da sede do Senado para fora
do Palácio do Congresso Nacional, o que exigiria decreto legislativo do Congresso
Nacional e deveria ser feito em conjunto com a Câmara dos Deputados (CF, art. 49, VI).

Esse art. 1º, parágrafo único, do RISF autoriza apenas a realização de sessões fora
da sede, mantida esta sede no seu lugar habitual.

CAPÍTULO II
DAS SESSÕES LEGISLATIVAS

Art. 2º O Senado Federal reunir-se-á:


I – anualmente, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezem-
bro, durante as sessões legislativas ordinárias, observado o disposto no art. 57 da
Constituição;
II – quando convocado extraordinariamente o Congresso Nacional (Const., art. 57,
§§ 6º a 8º).
Parágrafo único. Nos sessenta dias anteriores às eleições gerais, o Senado Federal
funcionará de acordo com o disposto no Regimento Comum.

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Inicialmente, uma distinção indispensável para a compreensão correta desse dispositivo:

Sessão Início: 2 de fevereiro de cada ano.


Legislativa Término: 22 de dezembro de cada ano.
Ordinária – SLO

Depende de convocação, na forma do art. 57 da Constituição


Sessão Federal.
Legislativa Realiza-se nos períodos de recesso parlamentar:
Extraordinária – entre 17 de julho e 1º de agosto;
– SLE – entre 22 de dezembro de um ano e 2 de fevereiro de outro.

ATENÇÃO
1. Por determinação constitucional, a SLO não se interrompe em 17 de julho se não
houver sido aprovada a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO.
2. Não há nenhuma causa constitucional que impeça o término da SLO em 22
de dezembro, o que ocorrerá mesmo não tendo sido aprovada a Lei Orçamentária
Anual – LOA.

Há, também, outros importantes conceitos operacionais incluídos neste tópico:

É o período de quatro anos, que coincide com o mandato dos


Legislatura Deputados Federais.

Período São dois ao longo de cada Sessão Legislativa Ordinária:


Legislativo – O 1º PLO, que vai de 2 de fevereiro a 17 de julho;
Ordinário – PLO – O 2º PLO, que vai de 1º de agosto a 22 de dezembro.

ATENÇÃO
Dessa forma, uma LEGISLATURA é formada por:
– QUATRO Sessões Legislativas Ordinárias: 1ª SLO, 2ª SLO, 3ª SLO e 4ª SLO;
– OITO Períodos Legislativos Ordinários (dois em cada SLO).

É necessário frisar também as diferenças entre início e término da Legislatura e de SLO:

Início Término

Legislatura 1º de fevereiro 31 de janeiro do quinto ano seguinte

Sessão Legislativa
2 de fevereiro 22 de dezembro
Ordinária

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O conceito de SLO produz efeitos em matéria regimental, quais


sejam:
– a suspensão da contagem de prazo das comissões;
Elementos
– o encerramento de funcionamento de comissão temporária
importantes
criada por tarefa;
– a aplicação do princípio da irrepetibilidade relativamente a
proposta de emenda à Constituição e a projeto de lei.

Matéria conexa Conceito de SLO e contagem de prazo das comissões do Sena-


do Federal:
Art. 118, § 3º O prazo da comissão ficará suspenso pelo encer-
ramento da sessão legislativa, continuando a correr na sessão
imediata, salvo quanto aos projetos a que se refere o art. 375, e
renovar-se-á pelo início de nova legislatura ou por designação
de novo relator.
Ao contrário da interrupção produzida pelo fim da legislatura, o
término da SLO produz apenas esse efeito suspensivo, ou seja,
no início da legislatura seguinte, os prazos serão devolvidos às
Comissões pelo saldo.

Matéria conexa Conceito de SLO e encerramento de atividade de comissão


temporária criada por tarefa:
Art. 76. As comissões temporárias se extinguem:
I – pela conclusão da sua tarefa; ou
II – ao término do respectivo prazo; e
III – ao término da sessão legislativa ordinária.
Como você verá adiante, o Senado Federal tem comissões per-
manentes e temporárias. As temporárias podem ser criadas
para funcionar por prazo certo ou ter existência vinculada a de-
terminada tarefa.
Uma Comissão temporária criada por prazo encerra suas ativi-
dades:
a) por ter cumprido seu objetivo;
b) por ter encerrado seu prazo.
Já uma comissão criada por tarefa extingue-se:
a) por ter cumprido essa tarefa;
b) ao término da Sessão Legislativa Ordinária em que foi criada.
Veja o fluxograma abaixo.

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Matéria conexa Conceito de SLO e incidência do princípio da irrepetibilidade:


O princípio da irrepetibilidade, de raiz constitucional, determina
que, como regra, se uma proposição é votada e rejeitada, esta
será arquivada e a matéria que dela constava só poderá voltar
à deliberação, em nova proposição, na SLO seguinte.
Pode ocorrer em relação a projeto de lei:
Art. 240. As matérias constantes de projeto de lei rejeitado so-
mente poderão ser objeto de novo projeto, na mesma sessão
legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos mem-
bros do Senado (Const., art. 67).
Ou de proposta de emenda à Constituição:
Art. 373. A matéria constante de proposta de emenda à Cons-
tituição rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser ob-
jeto de nova proposta na mesma sessão legislativa (Const., art.
60, § 5º).
Veja os fluxogramas abaixo.

Fluxograma sobre a extinção de comissão temporária:

Encerramento por
conclusão dos trabalhos
Comissão
temporária
por prazo
Encerramento por término
do prazo

Encerramento por
conclusão da tarefa
Comissão
temporária
por tarefa
Encerramento por término
da SLO

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Fluxograma sobre a incidência do princípio da irrepetibilidade no caso de rejeição de pro-


jeto de lei:

aprovação
Projeto de lei
sobre uma votação O PL é arquivado
matéria X

rejeição

A matéria X só poderá
voltar à deliberação, em
NOVO projeto:
– em SLE;
– em outra SLO;
– na mesma SLO, a
requerimento.

ATENÇÃO
O princípio da irrepetibilidade para projeto de lei:
– não ocorre se houver aprovação;
– tem caráter relativo, já que a matéria que constava do PL rejeitado poderá voltar à
deliberação se isso for requerido.

Fluxograma sobre a incidência do princípio da irrepetibilidade no caso de proposta de


emenda à Constituição:

PEC será arquivada, é encerrado o


processo reformador, e a matéria X
rejeição só poderá ser objeto de deliberação
no SF, em nova PEC, em outra SLO.
PEC sobre
matéria X
PEC segue para a Câmara dos
Deputados ou para a promulgação e
aprovação publicação, e a matéria X só poderá
ser objeto de nova deliberação no SF,
em nova PEC, em outra SLO.

ATENÇÃO
O princípio da irrepetibilidade para proposta de emenda à Constituição:
– ocorre tanto se houver rejeição quanto aprovação da PEC, nesse último caso por
prejudicialidade;
– É absoluto, por não comportar exceções: votada a PEC, a matéria que nela constava
não poderá, em nenhuma hipótese, voltar à deliberação em nova PEC na mesma SLO.

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ATENÇÃO
Efeitos de fim de legislatura e fim da SLO sobre a contagem do prazo de comissões:
– O fim da Legislatura interrompe os prazos. Na legislatura seguinte, esses prazos serão
restituídos integralmente às Comissões.
Assim, se uma comissão tinha 15 dias para parecer e, quando do final da legislatura, já
consumiu 10 dias, no início da legislatura seguinte receberá de volta os 15 dias.
– O fim da SLO suspende a contagem dos prazos. Na SLO seguinte, esses prazos
voltarão a ser contados pelo saldo.
Assim, se uma comissão tinha 15 dias para parecer e, ao final da SLO, tinha consumido
10 dias, ao início da SLO seguinte, terá apenas mais cinco dias de prazo para concluir o
seu trabalho.

Quanto à Sessão Legislativa Extraordinária, e como dito acima, realiza-se ela nos perío-
dos de recesso do Congresso Nacional, entre 22 de dezembro de um ano e 2 de fevereiro do
seguinte, ou, como regra, entre 17 de julho e 1º de agosto.

Não há possibilidade de realização de SLE


apenas do Senado Federal.
Havendo a convocação nos termos
Elemento importante constitucionais, estarão em sessão legislativa
extraordinária, e necessariamente o Senado
Federal, a Câmara dos Deputados e o
Congresso Nacional.

ATENÇÃO
Em prova, tome cuidado para não confundir Sessão Legislativa Extraordinária com
sessão extraordinária.
Sessão Legislativa Extraordinária é um período de atividade legislativa, e nunca poderá
ser apenas do Senado Federal.
Sessão extraordinária é evento diário do Plenário do Senado, e, nos termos do RISF,
pode ocorrer apenas no Senado, como autoriza o art. 187.

Sua convocação ocorre na forma e nas hipóteses previstas no art. 57 da Constitui-


ção Federal.

– Decretação de intervenção federal;


– Decretação de estado de defesa;
– Pedido de autorização para decreta-
Convocação pelo “Presidente do Senado”,
ção de estado de sítio;
na condição de Presidente da Mesa do
– Compromisso de posse do Presidente
Congresso Nacional.
da República;
– Compromisso de posse do Vice-Presi-
dente da República.

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Convocação:
– pelo Presidente da República, sujeita à
aprovação pelas maiorias absolutas da Câ-
mara e do Senado;
– Deliberação sobre matéria urgente ou
– pelo Presidente da Câmara e pelo Presi-
de interesse público relevante.
dente do Senado, sujeita à aprovação pelas
maiorias absolutas da Câmara e do Senado;
– a requerimento das maiorias absolutas da
Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

CAPÍTULO III
DAS REUNIÕES PREPARATÓRIAS

Inicialmente, cabe aqui um alerta. Embora o Capítulo III do RISF seja denominado
“reuniões preparatórias”, essa expressão é incorreta. A Constituição Federal, com mais
técnica, classifica esses eventos de Plenário do Senado (e da Câmara dos Deputados)
como sessões preparatórias (CF, art. 57, § 4º), e não “reuniões”. Em decorrência disso,
essa expressão está revogada tacitamente pela Constituição Federal, devendo ser utili-
zado o termo “sessões”.
Art. 3º A primeira e a terceira sessões legislativas ordinárias de cada legislatura
serão precedidas de reuniões preparatórias, que obedecerão às seguintes normas:
Nos termos desse art. 3º, uma legislatura terá cinco sessões preparatórias:
– três antecedem a 1ª SLO;
– duas antecedem a 3ª SLO.

Em fluxograma:

1º/fev 1ª SP 2ª SP 3ª SP 2/fev
Início da Posse dos Eleição do Eleição do Início da
legislatura Senadores eleitos Presidente resto da Mesa 1ª SLO

22/12 2/fev 22/12 1ª SP 2ª SP


Fim da Início da Fim da Eleição do Eleição do resto
1ª SLO 2ª SLO 2ª SLO Presidente da Mesa

2/fev 22/12 2/fev 22/12 31/jan


Início da Fim da Início da Fim da Fim da
3ª SLO 3ª SLO 4ª SLO 4ª SLO legislatura

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ATENÇÃO

Todas as sessões preparatórias são realizadas:


– dentro do período da legislatura;
– fora do período de sessão legislativa ordinária.

I – iniciar-se-ão com o quorum mínimo de um sexto da composição do Senado,


em horário fixado pela Presidência, observando-se, nas deliberações, o disposto
no art. 288;

O quórum de abertura de uma sessão preparatória é um sexto da composição


do Senado.
A referência ao art. 288 quer dizer que as deliberações serão tomadas por maioria
simples, presente a maioria absoluta dos membros.

ATENÇÃO

Esse quórum mínimo para a abertura de sessão preparatória não é da com-


posição total do Senado, mas da composição remanescente, considerados
apenas os Senadores ainda detentores de mandato legislativo (um terço,
se a renovação do Senado foi por dois terços; dois terços, se a renovação se deu
por um terço).
Obviamente, Senadores eleitos e ainda não empossados não poderão ser
considerados para fins de quórum, mesmo os reeleitos, cujos mandatos se
encerraram.

II – a direção dos trabalhos caberá à Mesa anterior, dela excluídos, no início de


legislatura, aqueles cujos mandatos com ela houverem terminado, ainda que reeleitos;

A formação da Mesa que vai conduzir as sessões preparatórias demanda atenção.

Essa Mesa somente poderá contar com Senadores os quais ainda são detentores de
mandato (mais quatro anos). Senadores sem mandato, mesmo que reeleitos, não poderão
integrá-la, pois não tomaram posse ainda no novo mandato.

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Disso resulta:

É a Mesa que dirigiu o Senado no segun-


do biênio da legislatura finda, excluídos os
Senadores cujos mandatos se tenham
encerrado.
Não havendo membros suficientes para se-
Mesa que dirige os trabalhos da cretariar a sessão, o Presidente convidará
1ª sessão preparatória prévia à 1ª para essas funções Senadores dos partidos
Sessão Legislativa Ordinária mais numerosos.
Se não houver nenhum remanescente da
Mesa do segundo biênio com mandato de
Senador, presidirá a sessão o Senador mais
idoso entre os que ainda são detentores de
mandato.

Até a eleição do Presidente, será a mesma


Mesa da 1ª sessão preparatória.
Mesa que dirige os trabalhos da Após, passará a presidir o novo Presidente
2ª sessão preparatória prévia à 1ª eleito, que assume imediatamente. Nas fun-
Sessão Legislativa Ordinária ções de Secretários, permanecem os que
atuaram na 1ª sessão preparatória.

Será o novo Presidente do Senado, eleito na


Mesa que dirige os trabalhos da 2ª sessão preparatória com os Secretários
3ª sessão preparatória prévia à 1ª que vinham atuando, até a eleição dos no-
Sessão Legislativa Ordinária vos membros.
Estes serão empossados imediatamente.

É a Mesa eleita pelas 2ª e 3ª sessões pre-


paratórias realizadas antes do início da 1ª
Sessão Legislativa, até a eleição do novo
Mesa que dirige os trabalhos da Presidente.
1ª sessão preparatória prévia à 3ª Após, o Presidente recém-eleito assumirá a
Sessão Legislativa Ordinária direção dos trabalhos.
Serão mantidos em suas funções os quatro
Secretários eleitos para compor a Mesa no
primeiro biênio.

É o Presidente eleito na sessão preparató-


Mesa que dirige os trabalhos da 1ª ria anterior, secretariado pelos quatro Se-
sessão preparatória da 3ª Sessão cretários que atuaram no primeiro biênio,
Legislativa Ordinária até a eleição dos novos membros, que se-
rão imediatamente empossados.

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III – na falta dos membros da Mesa anterior, assumirá a Presidência o mais idoso
dentre os presentes, o qual convidará, para os quatro lugares de Secretários, Senado-
res pertencentes às representações partidárias mais numerosas;
Por essa prescrição, se todos os membros da Mesa do segundo biênio da legislatura
encerrada estiverem impedidos por conta do encerramento dos respectivos mandatos como
Senadores, a Presidência da 1ª Sessão Preparatória caberá ao Senador mais idoso entre os
que ainda detiverem quatro anos de mandato.
As quatro posições de Secretários serão ocupadas por Senadores convidados.
IV – a primeira reunião preparatória realizar-se-á:
a) no início de legislatura, a partir do dia 1º de fevereiro;
b) na terceira sessão legislativa ordinária, no dia 1º de fevereiro;
Apesar da locução regimental – superada pela atual previsão constitucional sobre o início
da Sessão Legislativa Ordinária –, as três sessões preparatórias que antecedem o início
da 1ª SLO deverão estar concluídas no dia 2 de fevereiro, quando se iniciam os trabalhos
ordinários.
As duas sessões preparatórias que antecedem a 3ª SLO deverão ser realizadas no dia
1º de fevereiro.
V – no início de legislatura, os Senadores eleitos prestarão o compromisso regi-
mental na primeira reunião preparatória; em reunião seguinte, será realizada a eleição
do Presidente e, na terceira, a dos demais membros da Mesa;
De forma esquematizada, com a finalidade de cada uma:

1ª sessão preparatória anterior à 1ª Posse dos Senadores eleitos no ano


SLO anterior.

2ª sessão preparatória anterior à 1ª Eleição do Presidente do Senado para o


SLO primeiro biênio da legislatura.

3ª sessão preparatória anterior à 1ª Eleição dos demais cargos da Mesa.


SLO

VI – na terceira sessão legislativa ordinária, far-se-á a eleição do Presidente da


Mesa na primeira reunião preparatória e a dos demais membros, na reunião seguinte;
De forma esquematizada, com a finalidade de cada uma:

1ª sessão preparatória anterior à 3ª Eleição do Presidente do Senado para o


SLO segundo e último biênio da legislatura.

2º sessão preparatória anterior à 3ª Eleição dos demais cargos da Mesa.


SLO

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VII – nas reuniões preparatórias, não será lícito o uso da palavra, salvo para decla-
ração pertinente à matéria que nelas deva ser tratada.
Quanto ao uso da palavra, só será lícito para proferir os juramentos de posse e para
tratar da eleição da Mesa.

TÍTULO II
DOS SENADORES

CAPÍTULO I
DA POSSE

Art. 4º A posse, ato público por meio do qual o Senador se investe no mandato,
realizar-se-á perante o Senado, durante reunião preparatória, sessão deliberativa ou
não deliberativa, precedida da apresentação à Mesa do diploma expedido pela Justiça
Eleitoral, o qual será publicado no Diário do Senado Federal.
Iniciamos colocando a matéria de forma esquemática:

Antes do início da Legislatura, na 1ª Sessão Preparatória

Em sessão deliberativa
Durante
Posse de SLO
Senador
Em sessão não deliberativa

Durante o No gabinete da Presidência do


recesso Senado Federal

Uma vez finalizado o processo eleitoral, o resultado será homologado pela Justiça
Eleitoral. A seguir, os eleitos serão diplomados.
São expedidos três diplomas: ao Senador eleito, ao 1º Suplente e ao 2º Suplente.
O Senador diplomado não está em exercício do mandato e não tem nenhuma das prer-
rogativas de Senador, o que só acontecerá com a posse.
Como regra, a posse ocorre na 1ª sessão preparatória que abre a legislatura. Se isso não
ocorrer, poderá, como consta no art, 3º, se dar:
– em sessão deliberativa;
– em sessão não deliberativa;

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– durante o recesso, no Gabinete da Presidência.


§ 1º A apresentação do diploma poderá ser feita pelo diplomado, pessoalmente, por
ofício ao Primeiro-Secretário, por intermédio do seu Partido ou de qualquer Senador.
Pelo candidato eleito e diplomado, pessoalmente
ou por ofício ao Primeiro-Secretário

Apresentação Pelo respectivo partido político, através do Líder, ao


do diploma Primeiro-Secretário

Por qualquer Senador, ao Primeiro-Secretário

O diploma de Senador eleito é expedido pela Justiça Eleitoral, após a homologação


oficial do resultado da eleição.
Esse diploma é documento imprescindível para a posse do Senador.

ATENÇÃO

O diploma a que se refere o dispositivo regimental é o expedido pela Justiça Eleitoral,


atestando a eleição do Senador.

Uma vez recebido o diploma, este deverá ser publicado no Diário do Senado Federal,
para fins de publicidade.
§ 2º Presente o diplomado, o Presidente designará três Senadores para recebê-lo,
introduzi-lo no plenário e conduzi-lo até a Mesa, onde, estando todos de pé, prestará
o seguinte compromisso: “Prometo guardar a Constituição Federal e as leis do País,
desempenhar fiel e lealmente o mandato de Senador que o povo me conferiu e susten-
tar a união, a integridade e a independência do Brasil”.
Quanto ao procedimento:

Presidente do
O diplomado Entrada no Todos Prestação do
SF designa 3
apresenta-se Plenário de pé compromisso
Senadores

§ 3º Quando forem diversos os Senadores a prestar o compromisso a que se refere


o § 2º, somente um o pronunciará e os demais, ao serem chamados, dirão: “Assim
o prometo”.

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Em quadro esquemático:

Posse de um O empossando deverá pronunciar integralmente


Senador o juramento.

O primeiro empossando deve pronunciar


Posse de mais integralmente o juramento.
de um Senador Os demais, quando chamados para tomar posse,
apenas declararão: “Assim o prometo”.

§ 4º Durante o recesso, a posse realizar-se-á perante o Presidente, em solenidade


pública em seu gabinete, observada a exigência da apresentação do diploma e da
prestação do compromisso, devendo o fato ser noticiado no Diário do Senado Federal.
Nessa hipótese:
– o diploma deve ser apresentado ao Primeiro-Secretário;
– o empossando prestará o compromisso perante o Presidente do Senado;
– o Diário do Senado Federal deverá dar publicidade do fato.

§ 5º O Senador deverá tomar posse dentro de noventa dias, contados da instalação


da sessão legislativa, ou, se eleito durante esta, contados da diplomação, podendo o
prazo ser prorrogado, por motivo justificado, a requerimento do interessado, por mais
trinta dias.

ATENÇÃO

A eleição de Senador “durante a legislatura” ocorre quando houver vaga


(por falecimento, renúncia ou perda do mandato) e não houver suplente
para assumir o mandato.
Nessa hipótese – e apenas se faltarem 15 meses ou mais para o final do
mandato de oito anos –, será feita nova eleição no estado ou no Distrito
Federal, e o Senador eleito atuará apenas pelo saldo do mandato em
curso (“mandato-tampão”).

Em regra, o Senador tomará posse na primeira sessão preparatória que abre a legisla-
tura, como demonstrado anteriormente quando estudadas as sessões preparatórias.
Se isso não ocorrer, terá ele prazo de 90 dias, prorrogáveis uma vez por igual período,
para tomar posse, sob pena de perda do mandato por renúncia tácita.

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REGIMENTO INTERNO DO SENADO FEDERAL ESQUEMATIZADO
Módulo I – Professor Gabriel Dezen

ATENÇÃO

Para os Senadores eleitos na eleição ordinária, o prazo de 90 dias para


a posse é contado “da instalação da sessão legislativa”, ou seja, de 2 de
fevereiro.
A contagem não se inicia, portanto, da data da sessão preparatória de posse,
em 1º de fevereiro.
Para os Senadores eleitos em eleição extraordinária, durante a
legislatura, o prazo se inicia na data da diplomação oficial pela Justiça
Eleitoral.

Há elementos importantes a ressaltar sobre essa regência.

Início da contagem de prazo para a posse Dia 2 de fevereiro, data da instalação


de Senador eleito na eleição regular da 1ª SLO.

Início da contagem de prazo para a posse


de Senador eleito ao longo da legislatura Data da diplomação do eleito pela
(por não haver mais Senador ou Suplentes Justiça Eleitoral.
para assumir o mandato e restarem mais
de 15 meses para o final deste)

Ocorre renúncia tácita ao mandato,


Não ocorrência de posse no prazo de 90 e é convocado o 1º Suplente para
dias sem requerimento de prorrogação de assumir o mandato em sucessão,
prazo como titular, para concluir esse
mandato.

Apresentação do requerimento de Deve ocorrer antes do término do


prorrogação prazo de 90 dias.

Como regra, deverá ser votado pelo


Plenário e decidido por maioria sim-
Tratamento do requerimento de ples. Se isso não ocorrer antes do
prorrogação fim do prazo inicial de posse, o re-
querimento será dado como apro-
vado (art. 6º).

Deve ser escrito e fundamentado,


Formalidade do requerimento de devendo ser apresentadas as razões
prorrogação pelas quais se pretende a prorroga-
ção.

O Senador requerente deverá tomar


Requerimento de prorrogação de posse posse antes do fim do prazo inicial
rejeitado pelo Plenário de 90 dias.

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REGIMENTO INTERNO DO SENADO FEDERAL ESQUEMATIZADO
Módulo I – Professor Gabriel Dezen

O Senador terá mais 30 dias, após o


Requerimento de prorrogação de posse término do prazo inicial de 90 dias,
aprovado pelo Plenário para tomar posse.

Ocorre a renúncia tácita ao manda-


Não ocorrência da posse no prazo to, sendo convocado o 1º Suplente
prorrogado para assumir a titularidade do man-
dato e concluí-lo.

§ 6º Findo o prazo de noventa dias, se o Senador não tomar posse nem requerer
sua prorrogação, considerar-se-á como tendo renunciado ao mandato, convocando-se
o 1º Suplente.

A renúncia tácita, além deste art. 4º, também é referida no art. 30,
I, e no art. 31:
Art. 30. Considerar-se-á como tendo renunciado (arts. 4º, § 6º, e
5º, § 1º):
I – o Senador que não prestar o compromisso no prazo estabele-
cido neste Regimento;
Matéria conexa II – o Suplente que, convocado, não se apresentar para entrar em
exercício no prazo estabelecido neste Regimento.
Art. 31. A ocorrência de vacância, em qualquer hipótese, será co-
municada pelo Presidente ao Plenário.
Parágrafo único. Nos casos do art. 30, até o dia útil que se seguir
à publicação da comunicação de vacância, qualquer Senador dela
poderá interpor recurso para o Plenário, que deliberará, ouvida a
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

ATENÇÃO

A declaração de renúncia tácita contra Senador que não tomou posse é recorrível
ao Plenário, por qualquer Senador.
O Plenário decidirá por maioria simples, após manifestação da CCJ.

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Módulo I – Professor Gabriel Dezen

Em fluxograma:
Sem Convocação do
recurso 1º Suplente
Não ocorrência Presidente
de posse no declara a
prazo renúncia tácita
Com À CCJ para Ao Plenário para
recurso parecer decisão

Art. 5º O primeiro Suplente, convocado para a substituição de Senador licenciado,


terá o prazo de trinta dias improrrogáveis para prestar o compromisso, e, nos casos
de vaga ou de afastamento nos termos do art. 39, II, de sessenta dias, que poderá ser
prorrogado, por motivo justificado, a requerimento do interessado, por mais trinta dias.
O 1º Suplente é convocado para tomar posse pelo Presidente do Senado Federal nos
casos de vaga, licença ou afastamento do Senador titular do mandato.
Assumirá como sucessor, como novo titular do mandato, nos casos de vaga, e como
substituto, exercendo temporariamente o mandato, nos casos de afastamento e de licença
por prazo superior a 120 dias.
Os prazos, como se percebe da leitura do art. 5º, são variáveis conforme a hipótese. De
forma esquemática:

Licença do Senador com prazo 1º Suplente deve tomar posse no prazo


superior a 120 dias improrrogável de 30 dias.

1º Suplente deve tomar posse no prazo


de 60 dias, admitida uma prorrogação por
mais 30 dias, a requerimento.
Afastamento do Senador ou vaga no O requerimento de prorrogação desse
mandato prazo de posse deve ser escrito e justificado,
e será, como regra, decidido pelo Plenário
do Senado, por maioria simples.

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1º Suplente assume
Renúncia, falecimento ou perda do
como sucessor e
mandato pelo Senador (vaga)
titular do mandato

Prazo de até 120 Não há convocação do


dias 1º Suplente
Posse do 1º Licença do
Suplente Senador
Prazo superior a 1º Suplente assume
120 dias como substituto

Afastamento 1º Suplente assume como substituto,


do Senador independentemente do prazo

Situações nas quais ocorre convocação de


Suplente de Senador para exercício do mandato:

Art. 45. Dar-se-á a convocação de Suplente


nos casos de vaga, de afastamento do
exercício do mandato para investidura nos
cargos referidos no art. 39, II, ou de licença
Matéria conexa por prazo superior a cento e vinte dias
(Const., art. 56, § 1º).

A competência para a convocação do suplente


para a posse é do Presidente do Senado Federal:

Art. 48. Ao Presidente compete: (...)


XVI – convocar suplente de Senador;

As hipóteses regimentais de vaga estão descritas no art. 28 deste Regimento, e se cons-


tituem em falecimento, renúncia expressa ou tácita e perda do mandato.
Os casos de afastamento ocorrem quando o Senador assumir cargo de Ministro de
Estado, de Governador de Território, de Secretário de Estado, de Secretário do Distrito Fede-
ral, de Secretário de Território Federal, de Secretário de Prefeitura de Capital ou de chefe de
missão diplomática temporária, referidos no art. 39, II.
Além de propiciar a convocação de Suplente, independentemente do prazo, o afasta-
mento, nesses casos, também implica imediata e automática renúncia (tácita) ao cargo que
o Senador ocupava na Mesa do Senado, segundo o art. 47.

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§ 1º Se, dentro dos prazos estabelecidos neste artigo, o Suplente não tomar posse
e nem requerer sua prorrogação, considerar-se-á como tendo renunciado ao mandato,
convocando-se o segundo Suplente, que terá, em qualquer hipótese, trinta dias para
prestar o compromisso.
Se o 1º Suplente não tomar posse no prazo original, ou no prazo prorrogado, quando
essa prorrogação for possível, ocorrerá a sua renúncia tácita à condição de suplência, sendo
convocado para posse o 2º Suplente, pelo Presidente do Senado.
O prazo para a posse do 2º Suplente é de 30 dias, em toda as hipóteses. Assim, quer
ocorra licença, quer vaga, quer afastamento do 1º Suplente, o 2º Suplente da chapa eleita
será convocado pelo Presidente do Senado para tomar posse em 30 dias, improrrogáveis.

Falecimento, renúncia ou
2º Suplente deve tomar
perda de mandato pelo
posse em 30 dias
1º Suplente

Convocação do Licença do 1º Suplente


2º Suplente deve tomar
2º Suplente por prazo superior a 120
posse em 30 dias
dias

Afastamento do 1º 2º Suplente deve tomar


Suplente posse em 30 dias

ATENÇÃO

Se não houver mais Senador ou Suplentes para assumir o mandato e


faltarem 15 meses ou mais para o término deste, será feita nova eleição no
estado para se eleger nova chapa, composta de um Senador e dois Suplentes, a fim
de que se conclua o mandato em curso (mandato-tampão).
Se o tempo restante do mandato for menor do que 15 meses, este fica vago e
o estado ou o Distrito Federal terá um Senador a menos até a próxima eleição
regular.

§ 2º O Suplente, por ocasião da primeira convocação, deverá prestar o compro-


misso na forma do art. 4º e, nas seguintes, o Presidente comunicará à Casa a sua volta
ao exercício do mandato.
Suplente, ao tomar posse, deverá também prestar o compromisso de posse, nos mesmos
termos do compromisso prestado pelo Senador.
Como há possibilidade de o mesmo Suplente vir a assumir o mandato mais de uma vez,
nos casos de licença ou afastamento, a partir da segunda investidura, não mais será neces-
sária a prestação do compromisso, como define este dispositivo.

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Art. 6º Nos casos dos arts. 4º, § 5º, e 5º, § 1º, havendo requerimento e findo o prazo
sem ter sido votado, considerar-se-á como concedida a prorrogação.
Você viu anteriormente que:
– Senador pode requerer prorrogação do prazo de posse por mais 30 dias;
– 1º Suplente não pode requerer prorrogação do prazo de posse nos casos de licença
do Senador por prazo superior a 120 dias, e pode requerer nos casos de vaga ou
de afastamento;
– 2º Suplente não pode requerer prorrogação de prazo de posse em nenhuma hipótese.

A prorrogação do prazo de posse exige que o interessado (Senador ou 1º Suplente)


apresente requerimento escrito e fundamentado antes do fim do prazo inicial de posse,
e que esse requerimento seja aprovado pelo Plenário do Senado, por maioria simples.
Ocorre que pode ser que esse requerimento não seja votado. Entre as causas as quais
podem levar à não deliberação do requerimento, estão a falta de quórum para realização
de sessão ou para deliberação e o pequeno prazo restante à decisão do Plenário, por ter o
requerimento sido apresentado nos últimos dias do prazo inicial de posse.
Nesses casos, como consta nesse art. 6º, o Regimento Interno manda presumir a
concessão da prorrogação.

ATENÇÃO

O art. 6º faz referência a “findo o prazo...”.


Lembre-se de que o requerimento de prorrogação do prazo de posse deve ser
apresentado antes do fim do prazo inicial.
O “prazo” a que se refere o dispositivo é o que resta do prazo inicial para a
posse do Senador ou do Suplente.

Art. 7º Por ocasião da posse, o Senador ou Suplente convocado comunicará à Mesa,


por escrito, o nome parlamentar com que deverá figurar nas publicações e registros
da Casa e a sua filiação partidária, observando o disposto no art. 78, parágrafo único.
§ 1º Do nome parlamentar não constarão mais de duas palavras, não computadas
nesse número as preposições.
§ 2º A alteração do nome parlamentar ou da filiação partidária deverá ser comuni-
cada, por escrito, à Mesa, vigorando a partir da publicação no Diário do Senado Federal.
O nome parlamentar será usado como identificação do Senador em todas as
publicações do Senado e nos registros internos, como atas, pareceres, votos em separado e
declarações de voto.

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O RISF manda que a inscrição seja de próprio punho,


de forma a ficar registrada a letra e a forma de grafia do
Senador ou Senadora, principalmente no que se refere à
grafia do nome e à rubrica. Isso será usado para checar
a veracidade de assinaturas e rubricas em documentos
atribuídos ao Senador.

Art. 10. O Senador ou Suplente, por ocasião da pos-


se, inscreverá, em livro específico, de próprio pu-
Matéria conexa nho, seu nome, o nome parlamentar, a respectiva
rubrica, filiação partidária, idade, estado civil e ou-
tras declarações que julgue conveniente fazer.

O nome parlamentar constará também na carteira de


identidade do Senador:

Art. 11. Com base nos dados referidos no art. 10, o


Primeiro-Secretário expedirá as respectivas cartei-
ras de identidade.

CAPÍTULO II
DO EXERCÍCIO

Art. 8º O Senador deve apresentar-se no edifício do Senado à hora regimental, para


tomar parte nas sessões do Plenário, bem como à hora de reunião da comissão de que
seja membro, cabendo-lhe:

O caput desse art. 8º cuida de duas importantes prerrogativas do Senador:


– tomar parte nas sessões do Plenário;
– participar das reuniões das comissões das quais seja membro.

Sobre esse conteúdo:

– A hora regimental dos trabalhos em Plenário é definida pelo caput do art. 155,
sendo às 14 horas, de segunda a quinta-feira, e às 9 horas às sextas-feiras, conforme
o relógio do Plenário.

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A previsão está no art. 155:

Art. 155. A sessão terá início de segunda a quinta-feira, às


quatorze horas, e, às sextas-feiras, às nove horas, pelo re-
Matéria conexa lógio do plenário, presentes no recinto pelo menos um
vigésimo da composição do Senado, e terá a duração
máxima de quatro horas e trinta minutos, salvo pror-
rogação, ou no caso do disposto nos arts. 178 e 179.

– O horário de reunião das comissões técnicas permanentes é variável, na forma


do art. 107.

As comissões técnicas permanentes reúnem-se ordinariamente de


terça a quinta-feira, nos seguintes horários:

Art. 107. As reuniões das comissões permanentes realizar-se-ão:


I – se ordinárias, semanalmente, durante a sessão legislativa
ordinária, nos seguintes dias e horários:
a) Comissão de Assuntos Econômicos: às terças-feiras, dez horas;
b) Comissão de Serviços de Infraestrutura: às terças-feiras,
quatorze horas;
c) Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania: às quartas-
-feiras, dez horas;
d) Comissão de Assuntos Sociais: às quintas-feiras, onze horas
e trinta minutos;
e) Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional: às quin-
tas-feiras, dez horas;
Matéria conexa f) Comissão de Educação, Cultura e Esporte: às terças-feiras,
onze horas;
g) Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Con-
trole e Defesa do Consumidor: às terças-feiras, às onze horas e
trinta minutos; (Redação dada pela Resolução n. 3, de 2017)
h) Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa: às
terças-feiras, doze horas;
i) Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo: às quar-
tas-feiras, quatorze horas;
j) Comissão de Agricultura e Reforma Agrária: às quintas-feiras,
doze horas.
k) Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e
Informática: às quartas-feiras, dezoito horas.
l) Comissão de Meio Ambiente: às quartas-feiras, às onze horas
e trinta minutos. (Redação dada pela Resolução n. 3, de 2017)

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I – oferecer proposições, discutir, votar e ser votado;


Em termos regimentais, o oferecimento de proposições por Senador pode ser feito sob
um de três formatos:
– Iniciativa individual;
– Iniciativa coletiva facultativa;
– Iniciativa coletiva obrigatória.

Em termos esquemáticos:

Ocorre quando um único Senador pode oferecer a propo-


Iniciativa individual sição, sendo desta o autor para todos os fins regimentais.

Ocorre quando a proposição admite iniciativa individual,


Iniciativa coletiva mas é apresentada por um grupo de Senadores.
facultativa Nesse caso, e na forma do art. 243, será considerado
autor o primeiro signatário.

Ocorre quando a Constituição Federal ou o RISF deter-


minam um grupo mínimo de Senadores para a apresen-
Iniciativa coletiva tação de proposição, como ocorre no caso de proposta
obrigatória de Emenda à Constituição (um terço do Senado) ou re-
querimento de constituição de Comissão Parlamentar
de Inquérito (um terço do Senado).

Sobre o conceito regimental de “proposição”:

Art. 211. Consistem as proposições em:


I – propostas de emenda à Constituição;
II – projetos;
III – requerimentos;
IV – indicações;
V – pareceres;
VI – emendas.

Matéria conexa O conceito de “projetos”, por seu turno, compreende:

Art. 213. Os projetos compreendem:


I – projeto de lei, referente a matéria da competência
do Congresso Nacional, com sanção do Presidente
da República (Const., art. 48);
II – projeto de decreto legislativo, referente à matéria
da competência exclusiva do Congresso Nacional
(Const., art. 49);
III – projeto de resolução sobre matéria da competên-
cia privativa do Senado (Const., art. 52).

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A prerrogativa de votar e ser votado refere-se à ocupação de cargos eletivos internos do


Senado, como os cargos da Mesa e a presidência e vice-presidência de comissões.
II – solicitar, de acordo com o disposto no art. 216, informações às autoridades
sobre fatos relativos ao serviço público ou úteis à elaboração legislativa;
A rigor técnico, não se trata de “solicitação”, mas de requerimento de informa-
ções, já que a matéria, regida no art. 216 deste Regimento, o qual reproduz em parte o
art. 50, § 2º, da Constituição Federal, é atrelada formalmente a requerimento, inclusive
viabilizando a punição por crime de responsabilidade a não prestação de informações,
a negativa de prestação ou a prestação de informações falsas.

A possibilidade de “solicitar informações” exige


requerimento, na forma do art. 216:

Art. 216. Os requerimentos de informações


Matéria conexa estão sujeitos às seguintes normas:
I – serão admissíveis para esclarecimento
de qualquer assunto submetido à aprecia-
ção do Senado ou atinente a sua compe-
tência fiscalizadora;

III – usar da palavra, observadas as disposições deste Regimento.


O RISF prevê diversas hipóteses de uso da palavra por Senador ao longo de uma sessão
ou de reunião de comissão. A maior parte delas está referida no art. 14 do RISF, que será
estudado detalhadamente à frente.
Por ora, basta frisar que o Senador só poderá usar a palavra se autorizado, e, na
grande maioria dos casos, pelo Presidente da sessão (a única exceção é o caso de aparte,
em que a autorização é pedida ao orador principal).

Art. 9º É facultado ao Senador, uma vez empossado:


I – examinar quaisquer documentos existentes no Arquivo;
II – requisitar da autoridade competente, por intermédio da Mesa ou diretamente,
providências para garantia das suas imunidades e informações para sua defesa;
III – frequentar a Biblioteca e utilizar os seus livros e publicações, podendo requi-
sitá-los para consulta, fora das dependências do Senado, desde que não se trate de
obras raras, assim classificadas pela Comissão Diretora;
IV – frequentar o edifício do Senado e as respectivas dependências, só ou acom-
panhado, vedado ao acompanhante o ingresso no plenário, durante as sessões, e nos
locais privativos dos Senadores;
V – utilizar-se dos diversos serviços do Senado, desde que para fins relacionados
com as suas funções;

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VI – receber em sua residência o Diário do Senado Federal, o do Congresso Nacio-


nal e o Diário Oficial da União.
Parágrafo único. O Senador substituído pelo Suplente continuará com os direitos
previstos neste artigo.

O parágrafo único desse art. 9º garante a


manutenção de todas as prerrogativas
elencadas ao Senador que não esteja no
exercício do mandato, por licença ou
afastamento, e que por isso foi substitu-
Elemento importante ído por Suplente.
Da mesma forma, a redação do caput, que
condiciona essas faculdades ao “Senador
empossado”, torna extensíveis essas prer-
rogativas ao Suplente em exercício.

Algumas dessas faculdades merecem comentário específico:

Esse acesso inclui documentos e informa-


I – examinar quaisquer documentos ções sigilosas e todo o material legislativo
existentes no Arquivo; produzido em sessões secretas ou em reu-
niões secretas de comissão.

A requisição de providências pode ser feita


II – requisitar da autoridade diretamente pelo Senador interessado ou
competente, por intermédio da Mesa através da Mesa do Senado.
ou diretamente, providências para Essa defesa também poderá ser feita por
garantia das suas imunidades e meio da Procuradoria Parlamentar, regula-
informações para sua defesa; da pela Resolução n. 40, de 1995.

O Senador tem acesso a toda as dependên-


IV – frequentar o edifício do Senado cias do Senado, inclusive e principalmente
e as respectivas dependências, as de acesso restrito, observando-se que,
só ou acompanhado, vedado ao aos locais de acesso restrito, é vedado o in-
acompanhante o ingresso no gresso de acompanhantes.
plenário, durante as sessões, e nos Há restrições à presença em Plenário du-
locais privativos dos Senadores; rante sessões secretas, como determina o
art. 192.

Entre esses serviços estão o de transporte


V – utilizar-se dos diversos serviços urbano, o de expedição de correspondên-
do Senado, desde que para fins cia, o de transporte aéreo ao Estado de ori-
relacionados com as suas funções; gem e o de impressão.

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CAPÍTULO III
DOS ASSENTAMENTOS

Art. 10. O Senador ou Suplente, por ocasião da posse, inscreverá, em livro espe-
cífico, de próprio punho, seu nome, o nome parlamentar, a respectiva rubrica, filiação
partidária, idade, estado civil e outras declarações que julgue conveniente fazer.
A necessidade de nome e rubrica do próprio punho deve-se à imposição de conferên-
cia das assinaturas e rubricas lançadas em proposições e outros documentos internos do
Senado, indispensável para atestar a veracidade da subscrição e especialmente importantes
no caso de proposições ou recursos sujeitos a número mínimo de subscritores.
Art. 11. Com base nos dados referidos no art. 10, o Primeiro-Secretário expedirá as
respectivas carteiras de identidade.
A carteira de identidade de Senador é documento de identificação do membro do
Senado Federal.

CAPÍTULO IV
DA REMUNERAÇÃO

A remuneração de Senador é denominada tecnicamente como subsídio (conforme a


Constituição Federal, em dispositivos como os arts. 37, XI e XV, e 49, VII).
A fixação do valor, que deve necessariamente ser igual ao dos subsídios dos Deputa-
dos Federais, é feita por decreto legislativo do Congresso Nacional (CF, art. 49, VII), sendo
o valor limitado ao dos subsídios de Ministro do Supremo Tribunal Federal (CF, art. 37,
XI), devendo ser pago em parcela única (CF, art. 39, § 4º).
Não há proibição constitucional de que o valor fixado seja alterado ao longo da legis-
latura, desde que respeitado o teto constitucional e o formalismo necessário à elaboração de
decreto legislativo.
Art. 12. A remuneração do Senador é devida:
I – a partir do início da legislatura, ao diplomado antes da instalação da primeira
sessão legislativa ordinária;
II – a partir da expedição do diploma, ao diplomado posteriormente à instalação;
III – a partir da posse, ao Suplente em exercício.
Parágrafo único. Na hipótese do art. 39, II, o Senador poderá optar pela remunera-
ção do mandato (Const., art. 56, § 3º).

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Em quadro resumo:

“A partir do início da legislatura".


O dispositivo tem um nítido equívoco técnico, ao
dissociar o direito à percepção dos subsídios da efeti-
vação da posse.
Como diplomação e posse são conceitos em tudo dis-
Remuneração ao Senador tintos e com diferentes efeitos jurídicos, o correto
eleito na eleição federal geral seria atrelar o pagamento ao cumprimento da
solenidade de posse, como estatuída no art. 4º.
À toda evidência, não há nenhum sentido jurídico em
remunerar Senador que não tenha tomado posse no
mandato.

“A partir da expedição do diploma”.


Novamente, o RISF despreza, aqui, a necessidade de
Remuneração ao Senador posse para que se produza o direito à percepção dos
eleito ao longo da legislatura subsídios.
O Senador eleito ao longo da legislatura só terá direito
à percepção dos subsídios quando tomar posse.

A partir da posse no mandato, como sucessor ou


substituto.
Remuneração ao Suplente O direito à percepção dos subsídios de Senador se
encerra quando o titular do mandato reassumir o
mandato.

Senador que se afaste do


exercício do mandato para
assumir cargo de Ministro
de Estado, Governador de Tem direito à opção entre os subsídios de Senador
Território, Secretário de Estado, OU os do cargo executivo que assume.
do Distrito Federal, de Território
Federal, de Prefeitura de
Capital ou de chefe de missão
diplomática temporária

Os cargos executivos que o Senador pode exercer


sem perder o mandato, mediante afastamento, estão
no art. 39, II:

Art. 39. O Senador deverá comunicar ao Presiden-


Matéria conexa te sempre que: (...)
II – assumir cargo de Ministro de Estado, de Go-
vernador de Território, de Secretário de Estado,
do Distrito Federal, de Território, de Prefeitura
de Capital ou de chefe de missão diplomática
temporária (Const., art. 56, I).

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Art. 13. Será considerado ausente o Senador cujo nome não conste da lista de com-
parecimento, salvo se em licença, ou em representação a serviço da Casa ou, ainda,
em missão política ou cultural de interesse parlamentar, previamente aprovada pela
Mesa, obedecido o disposto no art. 40.
A ausência injustificada do Senador às sessões produz reflexos no valor dos subsídios,
que poderão ser descontados sob esse argumento.
Este caput do art. 13 regula as situações de ausência que autorizam o desconto.
Em quadro-resumo:

Senador cujo nome conste na Está presente, com direito à percepção


“lista de comparecimento” (painel integral dos subsídios.
eletrônico de registro de presença)

Como regra, está ausente, e terá dedução


no valor dos subsídios.
Senador cujo nome não conste na Por exceção (licença, representação
“lista de comparecimento” externa ou missão política ou cultura) está
ausente, mas sem perda no valor dos
subsídios.

§ 1º O painel do plenário será acionado nas sessões deliberativas.

Painel acionado para registro de


ordinárias
presença e ausência
deliberativas

Painel eletrônico
extraordinárias
acionado

sessões não Sem acionamento do painel e sem


deliberativas registro de presenças e ausências

Sem acionamento do painel e sem


especiais
registro de presenças e ausências

§ 2º Considerar-se-á ainda ausente o Senador que, embora conste da lista de pre-


sença das sessões deliberativas, deixar de comparecer às votações, salvo se em obs-
trução declarada por líder partidário ou de bloco parlamentar.
Esse dispositivo trata da ausência tácita ou presumida, na qual o Senador, apesar de
estar com a presença registrada, não está participando das votações de Plenário.

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Em quadro:

Senador com presença registrada na


“lista de presença” e participando Considerado presente.
das votações de plenário

Como regra, considerado ausente.


Senador com presença registrada Por exceção, será considerado presente,
na “lista de presença” e não no caso de obstrução declarada pelo Líder
participando das votações de do respectivo partido político ou bloco
plenário parlamentar.

Como regra, considerado ausente.


Senador sem presença registrada na Por exceção, será considerado presente,
“lista de presença” se estiver em licença, representação
externa ou missão autorizada.

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