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ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL PRESIDENTE GETÚLIO VARGAS

CURSO TÉCNICO EM ELETROTÉCNICA

LUIS CARLOS MACHADO BONESSO

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO

SANTO ÂNGELO/RS
AGOSTO/2019
LUIS CARLOS MACHADO BONESSO

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO

Relatório de estágio curricular


supervisionado apresentado a banca
examinadora Do Curso Técnico em
Eletrotécnica, da Escola Técnica
Estadual Presidente Getúlio Vargas, a
ser utilizado como diretrizes para
obtenção do título de técnico em
Eletrotécnica.
Orientador Docente: Rogério
Justen

SANTO ÂNGELO/RS
AGOSTO/2019
LUIS CARLOS MACHADO BONESSO

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO

Monografia aprovada em _____/_____/______ para obtenção do título de Técnico


em Eletrotécnica do curso Técnico em Eletrotécnica.

O Docente orientador, coordenador e o supervisor de estágio,


Abaixo assinados, aprovam o
Relatório de Estágio Curricular Supervisionado.

________________________________________________________
Orientador e Revisor Docente
Rogério Justen

________________________________________________________
Coordenador Docente
Rubilar Ferreira

________________________________________________________
Supervisor de Estágio
Julio Cesar Abreu da Luz
IDENTIFICAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO

Identificação do Estagiário: Luis Carlos Machado Bonesso


Endereço: BR 472, Km 154 - Bela União – Santa Rosa – RS.
Curso: Técnico em Eletrotécnica
E-mail: lbbonesso@hotmail.com
Fone: (55) 9.9709.0307

Identificação da Empresa: Cooperativa Distribuidora de Energia Fronteira Noroeste


- Cooperluz
Endereço: Avenida Santa Cruz, n° 989, Bairro Centro - RS
Supervisor de Campo: Julio Cesar Abreu da Luz
Area de Atuação: Setor de Engenharia e Projeto
Data de início: 03/06/2019
Data de término: 12/08/2019
Carga Horária Total: 400 horas
DEDICATÓRIA

Ao meu filho, a quem dedico minha vida, a


este que me motiva e me faz buscar cada
vez mais estar se profissionalizando e
buscando o aperfeiçoamento, dedico-lhe
esta conquista como gratidão.
AGRADECIMENTOS

A Deus, pelo discernimento e fortaleza durante toda a jornada.


À minha família, em especial a minha esposa, pelos incentivos e apoio nas tomadas
de decisão e por tornar as conquistas possíveis.
À minha mãe, pelos conselhos e momentos de conforto.
Ao professor Rogério Justen, pelo conhecimento partilhado e por toda orientação
nas horas de dúvidas durante o curso e no estágio.
A Escola Técnica Presidente Getúlio Vargas, representada nas pessoas de todos os
professores do curso técnico, pelos ensinamentos, por proporcionar um ambiente de
aprendizado e amadurecimento.
À empresa Cooperluz, em especial Sr. Júlio Cesar Abreu da Luz e sua equipe, pela
oportunidade de estágio, pelas experiências profissionais proporcionadas
viabilizando oportunidades únicas, pelo crescimento gerado, pela construção diária
de resultados e por serem exemplos de profissionais competentes e comprometidos
com o desempenho de suas atividades desenvolvidas.
RESUMO

O presente relatório descreve as atividades realizadas no Estágio Curricular


Supervisionado relativo ao curso de Técnico em Eletrotécnica que foi realizado junto
ao setor de Engenharia e Projetos de redes de distribuição da Cooperativa
Distribuidora de Energia Fronteira Noroeste (Cooperluz), no período de 03 de junho
a 12 de agosto de 2019, fazendo um total de 400 horas, orientação docente do
Professor Rogério Justen e supervisão profissional do Sr. Júlio Cesar Abreu da Luz,
responsável técnico do setor de projetos. O presente relatório permitiu analisar os
procedimentos utilizados para elaboração de um projeto de rede de distribuição
elétrica, levando-se em consideração a importância de cada etapa do procedimento,
bem como, todos os envolvidos. Através da realização do estágio se obtêm uma
percepção mais ampla sobre as atividades desenvolvidas no campo de trabalho em
questão, possibilitando testar conceitos, buscar soluções e colocar em prática a
teoria.

Palavras chave: Projetos de Redes; Projetos Elétricos; Distribuição.


ABSTRACT

This report describes the activities carried out in the Supervised Curricular Internship
related to the Electrotechnical Technician course that was carried out in the
Engineering and Projects sector of distribution networks of Cooperativa Distribuidora
de Energia Fronteira Noroeste (Cooperluz) in the period from June 3 to August 12,
2019, making a total of 400 hours, teacher orientation of Professor Rogério Justen
and professional supervision of Mr. Julio Cesar Abreu da Luz, technical responsible
for the projects sector. The present report allowed to analyze the procedures used to
elaborate an electrical distribution network project, taking into account the importance
of each stage of the procedure, as well as all those involved. Through the
accomplishment of the stage, a broader perception is obtained about the activities
developed in the field of work in question, enabling to test concepts, seek solutions
and put theory into practice.

Keywords: Network Projects; Electric projects; Distribution.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1: Matriz (UO): Situada na Rua Bela Vista nº 62 Vila Agrícola, em Santa
Rosa/RS .................................................................................................................... 17
Figura 2: Sede Administrativa (UA): Situado na Av. Santa Cruz nº 989 – Centro em
Santa Rosa/RS.......................................................................................................... 17
Figura 3: Mapa das operações. ................................................................................. 18
TABELAS

Tabela 1: Fator de Demanda para Motores .............................................................. 20


Tabela 2: Bitola de cabos CAA secundária convencional ......................................... 23
Tabela 3: Percentuais máximos de queda de tensão................................................ 24
Tabela 4: Fator de potência para projetos: ................................................................ 25
Tabela 5: Transformadores trifásicos em rede urbana .............................................. 26
Tabela 6: Transformadores em rede Rural ............................................................... 27
Tabela 7: Carga nominal mínima para postes com transformador (rede rural) ......... 31
Tabela 8: Comprimento do poste de acordo com o tipo de rede e de estrutura ........ 32
Tabela 9: Carga nominal do poste ............................................................................ 32
Tabela 10: Estruturas de Alinhamento convencional ................................................ 34
Tabela 11: Condutor & Ângulo de Deflexão .............................................................. 34
Tabela 12: Estruturas de Derivação convencional .................................................... 35
Tabela 13: Estruturas de Proteção e Manobra convencional .................................... 35
Tabela 14: Estruturas de Transformador convencional ............................................. 35
Tabela 15: Estrutura de alinhamento compacta ........................................................ 36
Tabela 16: Estruturas de Derivação compacta.......................................................... 36
Tabela 17: Estruturas de Alinhamento em redes rurais ............................................ 36
Tabela 18: Estruturas de Alinhamento com isolador Pilar ......................................... 37
Tabela 19: Estruturas de Derivação Rural ................................................................ 37
Tabela 20: Estruturas de Derivação com Isolador Pilar ............................................ 37
Tabela 21: Estruturas de Transformador ................................................................... 38
Tabela 22: Estruturas de Proteção e manobra .......................................................... 38
Tabela 23: Estruturas Especiais ................................................................................ 38
Tabela 24: Limites dos ângulos ascendente ............................................................. 39
Tabela 25: Limites dos ângulos descendentes.......................................................... 39
Tabela 26: Estruturas de rede isolada....................................................................... 39
Tabela 27: Formato e dimensões das plantas........................................................... 40
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

AT – Alta Tensão
MT – Média Tensão
BT – Baixa Tensão
CEEE/RS - Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica/Rio Grande do
Sul
DNAEE - Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica
RIC de BT - Regulamento de Instalações Consumidoras de Baixa Tensão
FECOERGS - Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e
Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul
SE - Subestação
TR - Transformador
V - Volts
A - Ampere
ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica
AWG - American Wire Gauge
CA - Cabo de Alumínio
CAA - Cabo de Alumínio com Alma de Aço
PCH – Pequena Central Hidrelétrica
CGH – Central Geradora Hidráulica
NBR – Norma Brasileira
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
NR10 – Norma Regulamentadora Nº10
ODT – Orientação Técnica Distribuição
PTD – Padrão Técnico Distribuição
NTD – Norma Técnica Distribuição
daN – Unidade de medida (quilograma força)
FD – Fator de Demanda
ECPV – Estai de cruzeta a poste em V
ECPY – Estai de cruzeta a poste em Y
GPS – Sistema de Posicionamento Global
XLPE – Composto termofixo à base de polietileno reticulado
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 14

2. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA ..................................................................... 15

2.1. Histórico da Empresa ...................................................................................... 15

2.2. Perfil ................................................................................................................ 16

2.3. Princípios da Empresa .................................................................................... 18

3. REFERENCIAL TEÓRICO.................................................................................... 19

3.1. Elaboração de Projetos ................................................................................... 19

3.2. Características do projeto ............................................................................... 21

3.2.1. Localização ............................................................................................... 21

3.2.2. Tensão de operação ................................................................................. 21

3.2.3. Finalidade ................................................................................................. 21

3.2.4. Tipo de Rede ............................................................................................ 22

3.3. Planos e projetos existentes ........................................................................... 25

3.4. Anteprojeto ...................................................................................................... 25

3.5. Transformador (TR) ........................................................................................ 26

3.5.1. Transformador na rede urbana: ................................................................ 26

3.5.2. Transformador na rede rural: .................................................................... 26

3.5.3. Dimensionamento do TR .......................................................................... 27

3.6. Software para elaboração dos Projetos de Redes .......................................... 28

3.7. Tipo de Postes ................................................................................................ 30

3.7.1. Rede Urbana ............................................................................................ 31

3.7.2. Rede Rural................................................................................................ 31

3.7.3. Comprimento do poste.............................................................................. 31

3.7.4. Carga nominal do poste ............................................................................ 32

3.7.5. Cruzeta ..................................................................................................... 33


3.8. Estai ................................................................................................................ 33

3.9. Estruturas ........................................................................................................ 34

3.9.1. Tipos de estruturas ................................................................................... 34

3.10. Apresentação do projeto ............................................................................... 39

3.10.1. Planta...................................................................................................... 40

3.10.2. Elementos do Projeto.............................................................................. 41

4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ......................................................................... 47

4.1. Descrição do estágio ....................................................................................... 47

4.1.1. Estudo das Normas Internas para elaboração de Projetos....................... 47

4.2. Descrição das atividades desenvolvidas......................................................... 49

4.2.1. Anteprojeto ............................................................................................... 50

4.2.2. Projeto ...................................................................................................... 50

CONCLUSÃO ........................................................................................................... 52

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS: ........................................................................ 53

APENDICE A – CÁLCULO DA POTÊNCIA DO TRANSFORMADOR .................... 54

APENDICE B – CÁLCULO QUEDA DE TENSÃO ................................................... 55

APENDICE C – FICHA DE INFORMAÇÕES DO ANTEPROJETO ......................... 56

APENDICE D – PROJETO DE REDE ...................................................................... 57

APENDICE E – PROJETO ATERRAMENTO TEMPORÁRIO ................................. 58


14

1. INTRODUÇÃO
Baseando-se na oportunidade oferecida aos estudantes para que possam vivenciar
o conteúdo teórico adquirido em sala de aula e obter novos conhecimentos, o
estágio supervisionado proporciona uma maior compreensão dos conteúdos
abordados pelo curso, além da reflexão e futura confirmação sobre a área de
atuação do profissional. A principal motivação do estágio supervisionado é o estudo
prático das atividades realizadas no curso técnico em eletrotécnica. A ideia é
propiciar ao aluno um primeiro contato com as atividades desempenhadas por um
eletrotécnico na prática, por meio das atividades desenvolvidas nas empresas que o
aluno está executando o estágio. O programa de estágio do curso técnico em
eletrotécnica tem por objetivo o desenvolvimento e aprimoramento das atividades
desenvolvidas nos dois anos de estudo teórico e prático, onde cada aluno deve
escolher uma das demais atividades e/ou área de trabalho que o curso proporciona
tais como elaboração de projetos, manutenção e programação de sistemas elétricos.
Neste relatório serão descritas as atividades desenvolvidas durante o período de
Estágio Supervisionado Curricular de caráter obrigatório de no mínimo 400 horas,
realizado na Cooperativa Distribuidora de Energia Fronteira Noroeste - Cooperluz,
entre 03 de junho a 12 de agosto de 2019. As atividades do estágio foram realizadas
na sede da cooperativa em Santa Rosa, situada na Avenida Santa Cruz, n° 989,
Bairro Centro – RS. Entre as atividades previstas para o período de estágio,
destacam-se: Auxílio na elaboração de projetos de redes de distribuição, cálculos de
queda de tensão e esforço mecânico, dimensionamento de transformadores,
projetos de recondutoramento, esquemas de aterramento temporário, estudo de
estruturas utilizadas em redes de distribuição.
15

2. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA

2.1. Histórico da Empresa


Nas décadas de 60 e 70, o Governo Federal através de programas de eletrificação
incentivou a criação de cooperativas de eletrificação rural. Dentro deste contexto
com o apoio dos prefeitos, lideranças, comunidade e principalmente dos agricultores
da região noroeste do Rio Grande do Sul, em 05 de dezembro de 1970 era fundada
a Cooperativa de Eletrificação Rural Fronteira Noroeste Ltda., Cooperluz. No início
as dificuldades de manter a cooperativa foram grandes, pela falta de estrutura, pela
escassez de recursos e de pessoal. Para superar estes desafios além dos
programas de eletrificação rural, a Cooperluz contou com o apoio das prefeituras da
região, do governo estadual, de entidades representativas e principalmente dos seus
associados que acreditaram e deram suporte para que os objetivos e a missão da
cooperativa fossem alcançados, de eletrificar e de levar as redes de energia aos
mais distantes rincões.
Com o passar dos anos, junto com a eletrificação rural e a distribuição de energia,
surgiu a oportunidade de fornecer aos associados materiais elétricos, móveis e
eletrodomésticos. O negócio começou pequeno e evoluiu chegando a ter uma rede
de 12 lojas na região, porém, depois de muitos planos econômicos, inflação o setor
de varejo no final dos anos 80 passou por uma crise e grandes redes de lojas
fecharem suas portas.
Em 1990, a Cooperativa foi reestruturada e teve a sua parte comercial de lojas
extinta passando a atuar única e exclusivamente na distribuição de energia elétrica,
razão da sua fundação.
Em 1993 deu início a uma luta pela igualdade e da possibilidade da cooperativa
poder praticar as mesmas tarifas que a então concessionária CEEE/RS praticava
aos seus consumidores, especialmente os rurais, culminando com o reconhecimento
do pleito pelo extinto DNAEE em tarifas diferenciadas de compra que possibilitou
que as cooperativas do RS pudessem praticar tarifas iguais e ou próximas da
concessionária.
16

Em 2003 e 2004 foram inauguradas e colocadas em operação duas usinas de


geração de energia elétrica (PCH Santo Antônio e a CGH Caraguatá/Comandai)
com capacidade instalada de 5,453 MW.
Em maio de 2007, por opção e determinação legal, a Cooperluz foi desmembrada e
as usinas de geração de energia passaram para a recém-fundada Cooperluz –
Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento.
Em maio de 2010, a Cooperluz foi regulamentada como permissionária do serviço
público de distribuição de energia elétrica através do contrato de permissão
032/2010 assinado em 31/05/2010 com órgão regulador Aneel – Agência Nacional
de Energia Elétrica com prazo de permissão de 30(trinta) anos, podendo ser
renovado a critério do poder concedente.

2.2. Perfil
A COOPERLUZ - Cooperativa Distribuidora de Energia Fronteira Noroeste é uma
sociedade de pessoas, de natureza civil, com sede na cidade de Santa Rosa/RS,
fundada em 05/12/1970, regida pela Lei nº 5.764 de 16 de dezembro de 1971, que
regulamenta o sistema cooperativista no país e tem como finalidade a prestação de
serviços aos seus 15.389 associados. A Cooperativa atua no ramo de infraestrutura
e tem como objetivo social principal, adquirir energia elétrica e distribuir aos seus
associados em 15 municípios, conforme definido em seu estatuto social, na
Resolução de enquadramento e no contrato de permissão. A atividade de
distribuição de energia elétrica sob a forma de permissão consiste nas atividades de
aquisição da energia, a distribuição, a comercialização, a manutenção de redes e
equipamentos e a administração. Complementando estas atividades, a cooperativa
possui uma estrutura de apoio operacional composta de oficina de reparo de
transformadores e medidores, oficina mecânica e fábrica de postes, além de
construir as próprias redes de energia elétrica.
17

Figura 1: Matriz (UO): Situada na Rua Bela Vista nº 62 Vila Agrícola, em Santa Rosa/RS

Fonte – (site da empresa Cooperluz.)

Figura 2: Sede Administrativa (UA): Situado na Av. Santa Cruz nº 989 – Centro em Santa Rosa/RS.

Fonte – (site da empresa Cooperluz.)


Todas as áreas atendidas estão localizadas no Rio Grande do Sul mostradas em
amarelo conforme a imagem 3.
As cooperativas de eletrificação no RS desde a fundação tiveram suas áreas
definidas e sendo todas áreas rurais. Com o passar do tempo, muitas destas áreas
18

rurais se transformaram em vilarejos, cidades, áreas urbanas e havia a necessidade


que estas áreas fossem compatibilizadas com as áreas da concessionária.
Com a regulamentação das cooperativas de eletrificação rural, a Cooperluz teve sua
área definida pelas poligonais descritas na Resolução Homologatória nº 309 de
04/04/2006 e com a outorga como permissionária do serviço público de distribuição
de energia elétrica, através da Resolução Autorizativa nº 2403 de 18/05/2010 a área
de permissão está compreendida no município de Santa Rosa, Alecrim, Campina
das Missões, Cândido Godói, Giruá, Guarani das Missões, Porto Lucena, Porto Vera
Cruz, Santo Ângelo, Santo Cristo, Senador Salgado Filho, Sete de Setembro, Três
de Maio, Tuparendi e Ubiretama, todos no Estado do Rio Grande do Sul com área
de atuação aproximada de 2.704 Km2 e com a extensão de 4.110,51 km de redes
de distribuição de energia elétrica atendendo 13.837 unidades consumidoras.

Figura 3: Mapa das operações.

Fonte – (site da empresa Cooperluz.)


2.3. Princípios da Empresa
A cooperativa tem a missão de distribuir energia elétrica com qualidade para os seus
associados, colaboradores e para a comunidade em geral. Possui a visão de ser
referência regional em distribuição de energia e em cooperativismo.
Possui valores éticos com o objetivo de desenvolver a região na qual está inserida,
sempre valorizando seu associado e colaborador de acordo com os princípios
cooperativistas. Também tem compromisso com a sustentabilidade, respeitando o
meio ambiente.
19

3. REFERENCIAL TEÓRICO

3.1. Elaboração de Projetos


A elaboração dos projetos se deve a busca de atender a novos clientes, ou melhorar
a qualidade da energia fornecida para os consumidores já existentes.
Quando uma pessoa solicita a Cooperluz uma nova ligação de energia elétrica, deve
ter em mãos os seguintes documentos:
a) Identidade
b) CPF
c) Certidão do Registro de Imóveis ou contrato
d) Bloco de Produtor Rural (Se residir em área rural)
Se o pedido de ligação vier de uma pessoa jurídica deve-se trazer ainda o contrato
social. Caso a pessoa já seja cadastrada não há necessidade de trazer os mesmos
documentos.
Após a entrega dos documentos para realização de cópias, a pessoa deve informar
aos atendentes quais equipamentos elétricos possui ou irá ter em sua residência ou
empresa. Dentre os equipamentos, devem ser informados desde a quantidade e tipo
de lâmpadas utilizadas, eletrodomésticos, chuveiros, até a utilização de motores ou
máquinas de solda. É importante que o consumidor informe fielmente os
equipamentos que possui para que não ocorram problemas posteriores e se tenha a
necessidade de refazer a rede, trocar equipamentos de distribuição, ou até mesmo
que a própria pessoa tenha que refazer o seu padrão de entrada de energia.
Com as informações dos equipamentos se obtém a carga total instalada em kW.
Para o cálculo de demanda, utiliza-se um Fator de Demanda (FD) aplicado na carga
total instalada. Esse fator varia de acordo com o tipo de atividade do local solicitante.
Como a maioria dos pedidos de ligação nova são de consumidores residenciais
rurais, utiliza-se um fator de demanda igual a 0,5 conforme a equação (1). A
demanda é encontrada em kVAs.
Demanda=Carga Total Instalada x FD (1)
Para o cálculo de demanda dos consumidores já existentes, utiliza-se a equação (2),
onde o valor de kWh adotado é o maior consumo mensal dos últimos 12 meses.
20

Esse método aproxima muito a previsão da realidade, pois mostra o consumo real
que provavelmente não sofrerá grandes mudanças em curto prazo.
kVAs=kWh0,7428 x 0,0606 (2)
Outro tipo de ligação solicitada é para a utilização de pivôs de irrigação, onde são
utilizadas bombas elétricas para retirar a água de rios ou córregos e utilizar na
agricultura. Conforme o RIC de BT da FECOERGS, o Fator de Demanda (FD) de
motores varia de acordo com o número destes que existem na unidade consumidora
conforme a tabela 1.
Tabela 1: Fator de Demanda para Motores

Número Total de Motores 1 2 3 a 5 Mais de 5


Fator de Demanda 100 90 80 70
Fonte: RIC BT – Fecoergs - 2019
Com a demanda da nova unidade consumidora já calculada, é feito um anteprojeto
onde são analisadas as melhores opções técnicas, levando em consideração a
questão econômica. Neste anteprojeto são verificadas pelo software das redes da
cooperativa, as condições da rede próxima a nova unidade consumidora. Analisa-se
o transformador próximo existente, a distância do transformador até o ponto de
entrega para questão de queda de tensão, entre outros aspectos.
Após a realização do anteprojeto, vai para a equipe de levantamento que se
desloca até o local com o objeto de analisar e verificar as condições da rede
existente, como vegetação, necessidade de podas, tipo de solo, relevo, distância
real da rede até o consumidor, e então definem os melhores locais para a instalação
dos postes e equipamentos. Com o GPS marcam os pontos escolhidos relacionados
com o rascunho da rede desenhada.
Vistas as condições reais do local, volta-se para o setor de engenharia e projeto
para que sejam analisadas as escolhas dos profissionais de campo, utilizando
softwares de cálculo e de desenho. Após as devidas mudanças e alterações é feito
um orçamento dos materiais e mão de obra e encaminhado ao setor comercial. Se
caso os valores da obra sejam de responsabilidade do cliente, é passado ao mesmo
o orçamento referente ao projeto. E se a responsabilidade financeira for da
cooperativa o orçamento se mantém interno. Com a aprovação do cliente, a
Cooperluz tem prazo previsto em resolução específica para realização da obra e
atendimento do cliente conforme resolução normativa nº414 da ANEEL.
21

Após vai para setor de execução que realiza a obra e após executada o fiscal de
rede fiscaliza a obra, verifica se foi construída conforme projeto e dentro dos
padrões exigidos. Estando tudo correto é encaminhado ao setor de encerramento de
obras para levantamento dos custos de material utilizado e após vai para atualização
do banco de dados e sistema. Realizado essa atualização é arquivado toda
documentação.

3.2. Características do projeto


3.2.1. Localização
Rede de distribuição aérea urbana: Rede elétrica destinada ao fornecimento de
energia elétrica em tensão de distribuição primária e secundária, cujo traçado se
desenvolve dentro de perímetro urbano (cidades, vilas e áreas urbanizadas ou que
serão loteadas).
Rede de distribuição aérea rural: Rede elétrica destinada ao fornecimento de
energia elétrica em tensão de distribuição primária e secundária, cujo o traçado se
desenvolve fora do perímetro urbano de cidades, vilas e povoados.

3.2.2. Tensão de operação


Rede primária: Parte de uma rede de distribuição que alimenta transformadores de
distribuição e/ou pontos de entrega sobre a mesma tensão primária nominal de 13,8
kV ou 23,1 kV.
Rede secundária: Parte de uma rede de distribuição alimentada pelo secundário
dos transformadores trifásicos nas tensões de 380/220 volts ou bifásicos e
monofásicos nas tensões de 440/220 volts.

3.2.3. Finalidade
Expansão das redes elétricas: Obras para atender o crescimento de mercado
devido à incorporação de novos consumidores e ao aumento de carga dos
consumidores existentes. EX: Aumento de carga, ligação de novos consumidores,
recondutoramento, novos alimentadores.
22

Renovação dos ativos de distribuição: Obras referentes à renovação dos ativos


de distribuição que chegaram ao final de sua vida útil. EX: Substituição de religador
queimado, troca de capacitor queimado, substituição de poste danificado.
Melhoria da qualidade do sistema: Obras relacionadas com aumento da
qualidade e confiabilidade do sistema. EX: Correção dos níveis de tensão,
complemento de fases, instalação de banco regulador de tensão.
Obras do programa luz para todos (LPT): Obras destinadas ao atendimento a
universalização cujo perfil atende as regras definidas pelo Manual de
Operacionalização do Programa Luz para Todos. EX: Extensões de novas redes
para atendimento de novos consumidores do LPT.
Obras com participação financeira de terceiros: Obras para o atendimento às
solicitações de aumento de carga ou conexão de unidade consumidora que não se
enquadrem nas situações previstas nos artigos 40, 41 e 44 da resolução normativa
nº 414 – ANEEL. EX: Aumento de carga superior a 50kW, ligação adicional.
Obras de responsabilidade do interessado: Obras para o atendimento às
solicitações que se enquadrarem nas situações previstas no artigo 44 resolução
normativa nº 414 – ANEEL. EX: Deslocamento de rede, loteamentos particulares.

3.2.4. Tipo de Rede


Rede convencional: Rede de distribuição com condutores nus, suportados através
de isoladores e, instalada em postes.
Rede compacta: Rede de distribuição com condutores cobertos, suportados em
espaçadores sustentados em cabo mensageiro e instalada em postes.
Rede isolada: Rede de distribuição secundária, com condutores isolados
multiplexados.
Nota:
1- O padrão de rede primária urbana para novos loteamentos é a rede primária
compacta, com condutores de alumínio CA protegidos com cobertura em XLPE,
instalados em espaçadores. Para a rede secundária urbana para novos loteamentos
o padrão é a rede secundária isolada, com cabos multiplexados. Dessa forma todos
os projetos de rede urbana para atendimento de novos loteamentos devem ser
projetados com rede compacta e rede isolada.
23

2- A rede compacta deve ser tratada como rede primária nua para todos os aspectos
de segurança que envolvam a construção, operação e manutenção. Portanto, seus
condutores e acessórios não podem ser tocados enquanto a rede não estiver
desligada e devidamente aterrada, exceto nas atividades das equipes de rede aérea
energizada (linha viva), sob pena de colocar em risco a segurança dos envolvidos na
tarefa e terceiros.

3.2.4.1. Condutores utilizados


Em redes de distribuição primária convencional, devem ser utilizados Cabos de
Alumínio com Alma de Aço CAA.
Bitolas de cabos CAA para rede primária convencional: 4 AWG; 2 AWG; 1/0 AWG;
2/0 AWG; 3/0 AWG; 4/0 AWG e 336,4 MCM.
Fica a critério da Engenharia a utilização de cabo de Alumínio (CA) em regiões
urbanas e ou urbanizadas.
Em redes compactas, deve ser utilizado o condutor de alumínio coberto com
cobertura em XLPE nas seguintes seções: 35 mm²; 50 mm²; 70 mm²; 95 mm²; 120
mm²; 150 mm²; 185 mm².
Em rede de distribuição secundária convencional, devem ser utilizados os Cabos de
Alumínio com Alma de Aço – CAA, nas bitolas e combinações abaixo.
Tabela 2: Bitola de cabos CAA secundária convencional

Fase Neutro
2 AWG 2 AWG
1/0 1/0
AWG AWG
2/0 2/0
AWG AWG
Fonte: critérios de elaboração de projetos – Fecoergs – 2014
Nas redes isoladas, deve ser utilizado cabo multiplexado com condutores de
alumínio e neutro nu. A bitola de 1/0 CAA equivale a seção de 50 mm², e a bitola 2
CAA equivale a seção de 35 mm². Os ramais de ligação também devem ser do tipo
multiplexado, porém com bitolas diferentes.
As seções nominais dos condutores devem ser: 35 mm²; 50 mm²; 70 mm²; 120 mm².
Em extensões de rede, os condutores em alinhamento devem ter, no mínimo, a
mesma bitola da rede existente. Em circuitos secundários, cujos condutores
24

estiverem no mesmo alinhamento, deve ser empregada a maior bitola obtida, seja
pelo cálculo elétrico dos circuitos adjacentes, seja pela bitola do circuito adjacente já
existente. Em caso de circuito adjacente que não seja objeto de modificação no
projeto, os condutores permanecem, independentemente de sua bitola. Ficará a
critério da Engenharia a utilização de Cabo de Alumínio (CA) em regiões urbanas
e/ou urbanizadas.

3.2.4.2. Cálculo Queda de Tensão


Para a escolha da rede a ser utilizada também deve ser levado em conta a queda de
tensão que a rede produz dependendo da bitola do condutor a ser utilizado.
A queda de tensão elétrica é uma anomalia causada pelas distâncias percorridas
pela corrente elétrica em um circuito, quanto maior for o comprimento do condutor
maior será a queda de tensão, isso devido ao aumento de resistência elétrica
devido a quantidade maior de material utilizado para fazer maiores condutores.
Porém existem limites máximos e mínimos dos níveis de tensão que devem ser
respeitados.
A queda de tensão máxima da rede primária não pode ser superior a 7%,
entendendo-se como tal, a queda compreendida entre o barramento da subestação
e/ou o ponto de conexão com a distribuidora e o ponto mais desfavorável, onde se
situa o último transformador de distribuição ou o último consumidor primário.
O cálculo elétrico da rede secundária deve ser executado separadamente para as
demandas diurna e noturna, prevalecendo aquela que determinar a maior queda de
tensão. Recomenda-se limitar as extensões de baixa tensão em (300) metros a
partir da unidade transformadora. A queda de tensão máxima não pode ultrapassar
os valores:
Tabela 3: Percentuais máximos de queda de tensão

Característica do
Projeto
Δᴠ%
Rede Nova 3,1
Reforma de Rede 4,3
Extensão de Rede 4,3
Fonte: critérios de elaboração de projetos – Fecoergs - 2014
25

Nos projetos utilizar o fator de potência:


Tabela 4: Fator de potência para projetos:

f.p.
Característica do
Projeto
Rede Nova 1
Reforma e Extensão de
0,8
Rede
Fonte: critérios de elaboração de projetos – Fecoergs - 2014

3.3. Planos e projetos existentes


Verificar a existência de planejamento e projetos anteriores elaborados e ainda não
executados, abrangidos pela área de estudo, que possam servir de subsídios ao
projeto atual. Levar em consideração os planos de outras áreas e/ou órgãos
governamentais para o local, tais como: plano diretor, loteamentos planejados,
abertura de novas vias públicas, construção de pontes, viadutos, etc. A validade do
projeto, após a aprovação técnica, é de um ano, porém a liberação de carga fica
submetida à reavaliação a cada 6 meses.

3.4. Anteprojeto
Na elaboração do anteprojeto deve ser feita uma análise das condições locais,
levantamento de dados característicos do sistema elétrico disponíveis e obtenção de
elementos básicos, tais como:
- Planta de Situação;
- Levantamento de Carga;
- Previsão de Demanda;
- Exploração do Traçado;
- Doação de Ramais e Redes Rurais e possibilidades de interligação do sistema.
a) Planta de Situação: Devem ser utilizadas como básicas, as plantas cadastradas
no sistema georeferenciado.
b) Levantamento de Carga: Consiste no levantamento físico e identificação das
características das cargas dos consumidores, conforme cadastro no sistema, tendo
em vista a determinação da demanda.
26

c) Previsão de Demanda: A demanda será calculada ou estimada em função do tipo


de projeto e da característica da área.
d) Exploração do Traçado: É a fase na qual todas as condições existentes do projeto
e do terreno devem ser avaliadas, inclusive as possíveis condições futuras.
A exploração do traçado é o produto da análise preliminar, no qual o projetista alia a
sua criatividade à experiência para definir os possíveis traçados no campo para
escolha da melhor solução técnica e econômica.
e) Doação de Ramais Rurais Particulares: Este aspecto deve ser considerado,
quando necessário, uma vez que os ramais rurais particulares existentes podem ser
integrados ao projeto com vantagem para a Cooperativa e para o proprietário.

3.5. Transformador (TR)


Os TRs são de grande importância para os sistemas de distribuição, tanto nas
subestações (SE) para suprir as redes de MT, quanto nas redes para suprir a BT. Na
SE normalmente são utilizados em unidades trifásicas, e para suprir as redes de BT
podem ser utilizados transformadores monofásicos, bifásicos ou trifásicos.

3.5.1. Transformador na rede urbana:


Todos os transformadores devem ser protegidos através de chaves fusíveis
adequadas ao nível de curto-circuito local, fornecido pela Cooperativa.

Tabela 5: Transformadores trifásicos em rede urbana

Potência Nominal - kVA

30
45
75
112,5
Fonte: critérios de elaboração de projetos – Fecoergs - 2014

3.5.2. Transformador na rede rural:


Os transformadores devem ser protegidos através de chaves fusíveis tipo C - 300 A.
Estas não necessariamente ficarão no mesmo poste do transformador, desde que,
27

tenha-se condições de acesso e visibilidade, com distância não superior a 100


metros.
Os transformadores podem ter proteção no lado da baixa tensão por Corta-Circuito
Fusível Secundário, instalado conforme a OTD 035.02.04 Rede convencional –
transformadores.

Tabela 6: Transformadores em rede Rural

Potência Nominal - kVA


Monofásico
Trifásico
Fase-Fase MRT
- 10 10
- 15 15
30 25 25
45 - -
75 - -
Fonte: critérios de elaboração de projetos – Fecoergs - 2014

Outras potências poderão ser utilizadas, embora não sejam tecnicamente


recomendadas. Recomenda-se a utilização da tensão secundária de 440/220V a
partir da potência de 10kVA.

3.5.3. Dimensionamento do TR
O transformador é dimensionado de acordo com a demanda dos consumidores que
atende. Quando há novos pedidos de ligação ou aumento de carga dos
consumidores existentes, é feita uma análise para ver se é preciso trocar o
equipamento existente no local, ou até mesmo colocar um novo mais próximo do
consumidor. Essas escolhas são feitas em conjunto com os cálculos de queda de
tensão.
A demanda do novo consumidor ou a nova demanda do consumidor existente é
calculada para ver se é possível utilizar o mesmo transformador existente no local.
Para o cálculo da potência do transformador utiliza-se um programa computacional,
no qual primeiramente o usuário deve escolher se o projeto é de irrigação, ligação
nova ou aumento de carga.
28

Se o projeto for de ligação nova ou aumento de carga, então são solicitados os


seguintes itens:
 Dados do processo (nº de processo, nome, endereço, município);
 Tensão secundária (380/220 V ou 440/220 V);
 Subestação;
 Atividade Econômica;
 Carga declarada em kW;
 Cargas existentes do transformador em kWh;
A subestação a ser marcada é a que atende a rede em questão, que pode ser uma
das 11 subestações existentes que atendem a Cooperluz. Essa escolha interfere na
classe do transformador: 15 kV ou 25 kV.
A atividade econômica a ser escolhida interfere no fator de demanda e
consequentemente no valor da demanda da unidade consumidora em questão.
Na carga declarada será aplicado o fator de demanda, que depende da atividade
econômica.
Para as cargas existentes é realizado um cálculo de demanda, onde a partir dos
valores médios em kWh anteriores dos consumidores atendidos pelo transformador
é encontrada a demanda existente. Se a nova ligação vai ser atendida
exclusivamente por um novo transformador, este campo deve ser deixado em
branco.
Com todas as informações preenchidas, o programa gera um relatório com a melhor
opção de transformador. Além da potência escolhida para atender a demanda, no
relatório é mostrado os elos fusíveis escolhidos de MT e BT de acordo com a
potência do TR. Esse relatório é depois anexado ao projeto da rede.

3.6. Software para elaboração dos Projetos de Redes


Os projetos de rede são desenhados no software E2 MIG, o qual é muito completo,
pois apresenta todas as redes da cooperativa, com a bitola dos condutores
utilizados, alturas e tipo de postes, estruturas utilizadas, transformadores,
equipamentos de proteção, comando e seccionamento e várias outras informações
pertinentes. O software também contém a relação dos nomes dos consumidores e
localização conforme georeferenciamento. Na necessidade de busca, pode-se
29

utilizar o nome do consumidor, número de equipamento próximo, ou coordenadas


geográficas.
Para alterações, os projetistas entram no modo de projeto e conseguem modificar
ou construir redes. Os responsáveis pelos levantamentos vão a campo com o
dispositivo GPS e marcam os pontos referentes aos consumidores, melhor
localização para os postes e pontos importantes. No setor de projetos os pontos do
GPS são transferidos para o software E2 MIG, e com isso é possível saber as
distâncias entre os vãos e os ângulos entre os postes.
Todos os equipamentos, postes e condutores alterados ou novos são mostrados em
cor vermelha pelo próprio programa para que fiquem em evidência. Os símbolos
utilizados são de acordo com os Critérios de Elaboração de Projetos, onde as
escritas dos materiais a serem adicionados são envolvidas por um retângulo, e as
dos materiais a serem retirados são marcados com um “X” em cima da escrita. As
escritas que não tiverem nenhuma das marcações acima são mantidas conforme
existente.
Para as redes de BT são utilizadas linhas contínuas, e para as de MT são usadas
linhas tracejadas. As redes de MT da Cooperluz possuem 2 classes de tensão: 15
kV e 25 kV. Essas classes se devem a utilização de alimentadores com 2 níveis de
tensão diferentes, sendo alguns com tensão de 13,8 kV e outros com 23,1 kV. A
diferença de tensão implica em materiais com diferentes elementos ou isolações,
porém a cooperativa já utiliza como padrão de alguns materiais a classe de tensão
de 25 kV, que serve tanto para os 13,8 kV ou 23,1 kV. Obviamente alguns
equipamentos são específicos para cada classe de tensão.

Abaixo está demonstrada uma linha de MT e como ela é descrita em um projeto de


rede. ----------------------
30

As redes de BT são simbolizadas de forma semelhante, porém a linha é contínua e


ao invés de MT escreve-se BT. As distâncias do vão, número de fases e bitola dos
condutores é descrita conforme cada projeto.

_____________________
Os transformadores são simbolizados conforme a figura 3.5. As informações são as
fases, número do elemento na rede e a potência nominal.

Simbologia e Descrição de um Transformador


Fase da MT
Nº do elemento na rede
Potência em kVA

20595 – B – 7,5

3.7. Tipo de Postes


O tipo de poste pode ser do tipo “Duplo T” ou “Tronco Cônico”, o primeiro é mais
encontrado e utilizado nas redes da Cooperativa pois a mesma os fabrica.
Para suportar a tração exercida pela rede, os postes devem possuir engastamento.
De acordo com a altura do poste deve ser maior a profundidade de seu
engastamento, conforme equação (3).

(3)
31

A altura dos postes deve obedecer aos critérios descritos na tabela 6, podendo em
casos mais específicos como cruzamentos ou travessias, serem utilizados postes de
alturas maiores.
3.7.1. Rede Urbana
Em redes de distribuição urbana, devem ser utilizados postes de concreto armado
de seção circular ou Duplo T tipo B. Em estruturas com transformadores trifásicos,
devem ser utilizados postes de concreto armado com carga nominal mínima 400
daN. O dimensionamento mínimo de postes para rede compacta deve ser de 300
daN para circuito simples e de 400 daN para mais de um circuito. Em casos
especiais, podem ser utilizados postes com novas tecnologias de fabricação e com
cargas nominais diferentes das acima especificadas desde que tecnicamente
aprovadas e justificadas.

3.7.2. Rede Rural


Em estruturas com transformador deve ser utilizado poste de concreto de acordo
com a Tabela 5.
Tabela 7: Carga nominal mínima para postes com transformador (rede rural)

Carga nominal mínima


Transformador Poste de seção Poste de seção
duplo T circular
Monofásico 300 daN 200 daN
Trifásico 400 daN 400 daN
Fonte: critérios de elaboração de projetos – Fecoergs – 2014

3.7.3. Comprimento do poste


A escolha do comprimento mínimo dos postes, em metros, deve obedecer aos
critérios:
32

Tabela 8: Comprimento do poste de acordo com o tipo de rede e de estrutura

Comprimento
Estrutura instalada
(m)
9 Secundário
Rede
11 Secundário + primário
Urbana
12 Secundário + primário + equipamento ou derivação
9 Secundário
Sistema trifásico: secundário + primário
Rede
11 Sistema MRT: secundário + primário + equipamento ou
Rural
derivação
12 Secundário + primário + equipamento ou derivação
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014
Em casos especiais de cruzamentos ou travessias, para assegurar o afastamento
mínimo ou ainda para evitar deflexões verticais, podem ser projetados postes com
comprimentos superiores aos estabelecidos. Em redes secundárias, quando houver
previsão de futura instalação de rede primária, projetar postes com comprimento
mínimo de 11 metros. Deverá ser prevista a instalação de uso mútuo de postes, na
utilização em conjunto de telefone, TV a cabo, fibra óptica e cabo de iluminação
pública.
3.7.4. Carga nominal do poste
A tabela apresenta a tração admissível a 0,10 m do topo do poste (resistência
nominal) calculada para um engastamento perfeito.

Tabela 9: Carga nominal do poste

Carga Nominal daN


Concreto
Comprimento -
Seção duplo T
m Seção Madeira
circular Face A Face B
(Côncava) (Lisa)
150 - - -
200 - - -
- - - 295
9 300 150 300 -
400 200 400 -
600 300 600 -
- 500 1000 -
33

Carga Nominal daN


Concreto
Comprimento - m Seção duplo T
Seção Madeira
circular Face A Face B
(Côncava) (Lisa)
150 - - -
300 150 300 -
10 - - - 255
600 300 600 -
1000 500 1000 -
200 - - -
300 150 300 300
400 200 400 -
11
600 300 600 -
1000 500 1000 -
1500 - - -
- - - 265
300 150 300 -
400 200 400 -
12 600 300 600 -
1000 500 1000 -
2000 1000 2000 -
3000 1500 3000 -
- - - 230
300 150 300 -
13 600 300 600 -
1000 - - -
2000 - - -
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014

3.7.5. Cruzeta
As cruzetas projetadas devem ser de concreto, madeira, metálica e/ou polimérica
com comprimento de 2,00m, 2,10m e 2,40m sendo facultado outros comprimentos
desde que as condições da rede assim o exijam.

3.8. Estai
São utilizados para absorver os esforços realizados pelos condutores nos postes, e
podem ser divididos em 4 tipos:
34

 Estai de âncora;
 Estai de cruzeta a poste em V - ECPV;
 Estai de cruzeta a poste em Y - ECPY;
 Estai de poste a poste.

3.9. Estruturas
São estruturas utilizadas para fazer a sustentação da rede aérea nos postes. As
estruturas são distintas de acordo com o tipo de rede a que estamos nos referindo.
As estruturas utilizadas em redes primárias utilizam materiais diferentes das
estruturas das redes secundárias.
Outra informação importante para escolha do tipo de estrutura é a distância do vão,
bem como o ângulo de deflexão.
3.9.1. Tipos de estruturas
As estruturas em redes primárias urbanas convencionais são apresentadas
conforme tabelas:
Tabela 10: Estruturas de Alinhamento convencional

Estruturas de Alinhamento Meio-Beco Beco Normal


Tangente e deflexão M1 B1 N1
Deflexão e fim de rede M2 B2 N2
Fim de rede M3 B3 N3
Deflexão e seccionamento M4 B4
Mudança de condutor N4
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014
Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida
à nomenclatura.
As estruturas de alinhamento devem ser escolhidas em função do condutor e do
ângulo de deflexão da rede:
Tabela 11: Condutor & Ângulo de Deflexão

Fim de Rede
Condutor Tangente Deflexão
Frontal
25º ≤ α ≤ 45º
> 2AWG
CA α < 25º α
15º ≤ α ≤ 45º
> 2AWG
CAA α < 15º α
α - ângulo de deflexão de rede
35

Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014


Nos projetos de extensão de rede, a interligação com o circuito existente deve ser
feita através de estrutura secundária de seccionamento, sempre que a extensão de
duas ancoragens for maior que 150 metros.
Tabela 12: Estruturas de Derivação convencional

Estruturas de Derivação Meio-Beco Beco Normal


Tangente e deflexão M1 - N3 B1 - N3
Deflexão e fim de rede M2 - N3 B2 - N3
Fim de rede M3 - N3 B3 - N3 N3 - N3
Deflexão e seccionamento M4 - N3 B4 - N3
Mudança de condutor no
N4 - N3
alinhamento
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014
Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida
à nomenclatura.
Tabela 13: Estruturas de Proteção e Manobra convencional
Estruturas de Proteção e
Meio-Beco Beco Normal
Manobra
Chave fusível M4 B4 N4
Seccionador Unipolar M4 B4 N4
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014

Tabela 14: Estruturas de Transformador convencional

Estruturas de Transformador Meio-Beco Beco Normal


Tangente M1 B1 N1
Fim de rede M2 B2 N2
M3 B3 N3
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014
Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida
à nomenclatura.
A escolha de outro tipo de estrutura fica condicionada à prévia aprovação da
Cooperativa.

As estruturas em redes primárias urbanas compactas são apresentadas


conforme tabelas:
36

Tabela 15: Estrutura de alinhamento compacta

Estruturas de Alinhamento
Tangente CE1 ou CE1A ou CE2 ou CE2H
Deflexão: até 6º CE1A ou CE2 ou CE2H
até 60º CE2 ou CE2H ou CE4 ou CE4U
CE3-CE3 ou CE3U-CE3U ou CE4 ou
até 90º
CE4U
Fim de rede CE3 ou CE3U
Mudança de condutor CE4 ou CE4U ou CE3-N3
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014

Tabela 16: Estruturas de Derivação compacta

Estruturas de Derivação
CE2-CE3 ou CE2-CE3U
Tangente
CE2H-CE3 ou CE2-CE3U
CE4-CE3 ou CE4-CE3U
Deflexão
CE4U-CE3 ou CE4-CE3U
Entrada do cliente CE2H ES ou CE3U ES ou CE3U-N3 RA
Fim de rede CE3-CE3 ou CE3-N3

Fonte: critérios de elaboração de projetos – Fecoergs – 2014

Nota: Em estruturas para transformador, deve-se utilizar a estrutura CE2H para a


condição tangente e a estrutura CE3U para a condição final de rede.

As estruturas em redes rurais são apresentadas conforme tabelas:


Tabela 17: Estruturas de Alinhamento em redes rurais

Estruturas de Alinhamento Triangular Normal Única


Tangente deflexão T1 N1 U1
Deflexão T2 N2 U2
Fim de rede N3 U3
deflexão, seccionamento e N4 U4
mudança de condutor
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014
37

Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida
à nomenclatura.
As estruturas de alinhamento indicadas, na tabela abaixo, são consideradas
montagens sem a utilização de cruzetas.
Tabela 18: Estruturas de Alinhamento com isolador Pilar

Estruturas de Alinhamento com


Pilar Única
Isolador Pilar
Tangente deflexão P1 / TP1 UP1 / UP1T
Deflexão P2 / TP2 / P3A UP2
Fim de rede P3 UP3
deflexão, seccionamento e P3 - P4 UP4
mudança de condutor
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014

Tabela 19: Estruturas de Derivação Rural

Estruturas de Derivação Triangular Normal Única


Tangente deflexão T1 - N3 U1 - U3
Deflexão T2 - N3 U2 - U3
Fim de rede N3 U3
deflexão, seccionamento e N4 - N3 U4 - U3
mudança de condutor
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014
Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida
à nomenclatura.
As estruturas de derivação indicadas na tabela abaixo, são consideradas montagens
sem a utilização de cruzetas.
Tabela 20: Estruturas de Derivação com Isolador Pilar

Estruturas de Derivação com


Pilar Única
Isolador Pilar
Tangente deflexão P2 - P3 UP2 - UP3
Fim de rede P3 - P3 UP3 - UP3
deflexão, seccionamento e P4 - P3 UP4 - UP3
mudança de condutor
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014
38

Tabela 21: Estruturas de Transformador

Estruturas de Transformador Triangular Normal Única


Tangente T1 N1 U1
Fim de rede N3 U3
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014
Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida
à nomenclatura.
Tabela 22: Estruturas de Proteção e manobra
Estruturas de Proteção e
Meio-Beco Beco Normal
Manobra
Chave fusível M4 B4 N4
Seccionador Unipolar M4 B4 N4
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014
Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida
à nomenclatura.
As estruturas especiais para seccionamento e mudança de condutor são
apresentadas no Padrão de Estruturas.

Tabela 23: Estruturas Especiais

Estruturas de Derivação com


Triangular Tipo H
Isolador Pilar
Seccionamento e mudança de TE HT / HTE
condutor
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014

A escolha de outro tipo de estrutura fica condicionada a prévia aprovação pela área
de engenharia, desde que tecnicamente justificado.
As estruturas de Seccionamento de rede devem ser utilizadas nas seguintes
situações:
 Recomenda-se que o trecho de rede sem estruturas de ancoragem seja no
máximo 2500 metros.
 Entre vãos adjacentes quando a diferença entre os comprimentos for superior
a 1/3 do maior vão;
 Em deflexão vertical ascendente quando ultrapassado o limite dos ângulos:
39

Tabela 24: Limites dos ângulos ascendente

Tipo Deflexão
Amarração simples (N1) 15º
Amarração dupla (N2) 5º
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014

 Em deflexão vertical descendente, quando ultrapassado o limite dos ângulos:

Tabela 25: Limites dos ângulos descendentes

Tensão Deflexão
13,8KV 40º
23,1KV 20º
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014

 Em travessias de obstáculos que demandem medidas especiais de


segurança.
As estruturas de Rede isolada são apresentadas conforme tabelas:
As estruturas da Rede Isolada de Baixa Tensão estão apresentadas na OTD
035.04.01 Rede multiplexada BT – estruturas básicas, do documento Critérios de
Elaboração de Projetos da Fecoergs – versão 3.0.

Tabela 26: Estruturas de rede isolada

Estruturas de Alinhamento
Tangente Sl-1 ou IT
Deflexão Sl-2 ou IA
Fim de rede Sl-3 ou IF
Seccionamento Sl-4 ou IS

Estruturas de Derivação
Tangente ID
Oposta IDO
Transição (nua p/ isolada) ITR
Fonte: critérios de elaboração de projetos - Fecoergs – 2014
3.10. Apresentação do projeto
Os documentos requeridos para a apresentação de projetos dependem do tipo de
projeto, pois eles podem ser de:
40

 Extensões, complementos e reforço Rural;


 Extensões, complementos e reforço Urbano;
 Compartilhamento de infraestrutura;
 Loteamentos;
 Agrupamento de medidores;
 Subestação individual;
Cada tipo de projeto possui uma lista de documentação necessária conforme
constam no Anexo 16 – Documentos necessários para a apresentação de projetos,
do documento Critérios de Elaboração de Projetos da Fecoergs – versão 3.0.

3.10.1. Planta

3.10.1.1. Formato
As plantas devem ter os tamanhos especificados na NBR/ABNT – 10068, em
disposição horizontal, conforme a tabela:

Tabela 27: Formato e dimensões das plantas

Formato Dimensões mm
A1 594 x 841
A2 420 x 594
A3 297 x 420
A4 210 x 297
Fonte: critérios de elaboração de projetos - - Fecoergs – 2014

Os desenhos devem ter suas partes componentes dispostas em zonas, conforme o


indicado no Anexo 17 – Distribuição das partes componentes do desenho, do
documento Critérios de Elaboração de Projetos da Fecoergs – versão 3.0.

3.10.1.2. Selo padrão


Os desenhos devem receber um selo conforme o Anexo 18 – Selo padrão, do
documento Critérios de Elaboração de Projetos da Fecoergs – versão 3.0. A
titulação do selo padrão é composta de 3 grupos principais, diferenciados entre si
pelo tamanho das letras. Sempre que um conjunto de desenhos se referir a um
mesmo assunto, a titulação deve ser mantida inalterada em tudo o que for comum
41

ao mesmo (termos, ordem das palavras, símbolos, siglas, etc.), mudando apenas o
que distingue um desenho do outro. A titulação dos grupos deve ser conforme a
seguir:
1º. Grupo – nome que identifique claramente o todo do projeto executado;
2º. Grupo – designação de parte do todo que constitui o 1° Grupo a qual o desenho
se refere;
3º. Grupo – designação de parte do todo que constitui o 1° Grupo a qual o desenho
se refere, ou pelo tipo de desenho ou por outras informações necessárias à sua
perfeita identificação.

3.10.1.3. Simbologia
Os símbolos e convenções utilizados devem ser aqueles do Anexo 16 – Simbologia
e Nomenclatura, do documento Critérios de Elaboração de Projetos da Fecoergs –
versão 3.0. Outros símbolos e convenções podem ser utilizados desde que
indicados nas respectivas plantas.

3.10.2. Elementos do Projeto

3.10.2.1. Memorial Técnico Descritivo


O memorial técnico descritivo deve conter as informações técnicas sobre o projeto
descrevendo os seguintes tópicos:
a) Objetivo da obra: Descrição da finalidade da obra, razões da sua execução,
características dos consumidores, economia básica da região ou zona atendida pelo
projeto, etc;
b) Localização: Descrição da localização geográfica da rede, citando municípios e
distritos atingidos por ela;
c) Normas e regulamentos: Normas e regulamentos utilizados para a elaboração do
projeto.
d) Tomada de energia: Descrição da localização geográfica da tomada de energia,
da tensão nominal de operação, classe de isolação, número de fases, seção e tipo
de condutores do alimentador existente;
e) Número de consumidores: Número de consumidores previstos e prováveis;
42

f) Características da rede: Especificação da classe de isolação, tensão de operação,


bitola/seção e tipo de condutor, número de fases, estruturas predominantes, altura
dos postes e vão médio da rede;
g) Ramal de Ligação: Descrição dos ramais de ligação a serem utilizados;
h) Transformador: Descrição das características técnicas: potência e número de
fases;
i) Proteção e Manobra: Localização e descrição dos critérios de proteção adotados
com a especificação técnica (classe de tensão, tensão e corrente nominal dos
elementos projetados: chave faca, chave fusível, para-raios, etc.);
j) Aterramento: Descrição dos aterramentos a serem executados nos equipamentos
e na rede de distribuição com a descrição do tipo de material utilizado;
k) Iluminação Pública: Informação sobre a carga prevista para a iluminação pública
com informação sobre a potência e tipo de cada luminária e do tipo de comando
adotado;
l) Uso Mútuo de Postes: Indicação do número e discriminação da utilização de uso
mútuo de postes;
m) Roçada, Desmatamento, Abate e Poda de Árvores – Justificativa: Técnica
Justificativa (s) técnica (s) para o uso de critérios diferenciados daqueles previstos
nesse Documento;
n) Considerações gerais: Outras informações de interesse para a perfeita
compreensão do projeto e que não se enquadrem nos itens anteriores;
o) Itens de segurança: Descrição dos itens de segurança exigidos no item 10.3.9. da
Norma Regulamentadora Nº 10 do Ministério do Trabalho e Emprego;
p) Custo Total: Custo total do projeto discriminado em mão-de-obra e materiais.

3.10.2.2. Planta urbanística e iluminação pública


Em projetos de loteamentos, deve ser apresentada a planta urbanística constando:
 Lotes;
 Quadra;
 Ruas, avenidas e praças;
 Pontes, viadutos e túneis;
 Rodovias, ferrovias e rios;
43

 Prédios;
 Marcos quilométricos e geodésicos com suas coordenadas (se existirem);
 Árvores de grande porte;
 Dados relativos à iluminação pública (número, potência e tipo de lâmpada e
de luminária).

3.10.2.3. Planta chave


A planta chave deve ser apresentada sempre que houver mais de duas folhas de
planta construtiva desenhada nas escalas:
 Rede de Distribuição Urbana 1 : 5.000
 Rede de Distribuição Rural 1 : 25.000
A planta chave deve conter os seguintes elementos:
 Situação da rede primária existente com localização do ponto de alimentação
através de identificação pelo nome da rua, número do prédio mais próximo e
identificação do equipamento mais próximo e do seu número de cadastro;
 Traçado da rede primária;
 Número de fases, bitola e tipo dos condutores da rede primária projetada;
 Transformadores identificados pelo número de cadastro;
 Chaves identificadas pelo número de cadastro;
 Acidentes naturais ou artificiais do terreno;
 Outras redes primárias as existentes;
 Linhas de transmissão;
 Indicação dos limites de municípios;
 Indicação do norte geográfico;
 Indicação da parte abrangida por cada folha da planta construtiva.

3.10.2.4. Planta construtiva


A planta construtiva deve ser desenhada nas escalas:
 Rede de Distribuição Urbana 1 : 1.000
 Rede de Distribuição Rural 1 : 5.000
A planta construtiva deve conter os seguintes elementos:
44

 Na inexistência de planta chave: localização do ponto de alimentação através


da identificação pelo nome da rua, número do prédio mais próximo e
identificação do equipamento mais próximo e do seu número de cadastro;
 Indicação, no ponto de alimentação, de pelo menos dois vãos da rede
existente, para cada lado da derivação com características dos postes,
estruturas, número de fases, bitola/seção e tipo dos condutores, tensão
nominal de operação, classe de isolação e ângulo de derivação;
 Comprimento dos vãos;
 Ângulos de deflexão nas redes rurais;
 Número de fases, bitola e tipo dos condutores;
 Postes;
 Estruturas;
 Tipo de estruturas de reforço mecânico projetado: estai, escora ou base
concretada;
 Indicação do ângulo de montagem dos estais quando não forem na bissetriz
do ângulo de deflexão;
 Indicação do cantão ou vão a ser montado com tração mecânica reduzida;
 Ramais de ligação com indicação da ligação ao poste;
 Transformadores;
 Chaves;
 Para-raios;
 Aterramentos;
 Localização dos consumidores novos não residenciais com as respectivas
cargas em kVA;
 Localização dos edifícios de uso coletivo novos com as respectivas cargas em
kVA;
 Localização dos consumidores com cargas especiais em kVA;
 Identificação pelo nome e atividade dos consumidores rurais;
 Ruas e número dos prédios existentes;
 Marcação dos terrenos e lotes vazios;
 Indicação de divisas de propriedades rurais;
45

 Linhas de transmissão identificadas pela tensão de operação e nome do


proprietário;
 Rede de telecomunicação existente ou projetada;
 Outras ocupações dos postes existentes ou projetadas; rodovias federais,
estaduais e municipais e caminhos particulares;
 Ferrovias;
 Aeródromos;
 Outras redes existentes;
 Rios, arroios, lagos, peraus e barrancos;
 Matos e pântanos;
 Parreirais e outras culturas que utilizem estruturas metálicas de sustentação,
paralelas ou sob a rede;
 Cercas e outros obstáculos ao alcance da rede;
 Indicação dos trechos de roçada;
 Indicação do trecho de arborização a ser desmatado;
 Indicação do trecho ou das árvores a serem podadas;
 Indicação das árvores a serem abatidas;
 Detalhes de estruturas não previstas nas padronizações;
 Detalhe de elementos quando a escala utilizada dificultar a sua compreensão;
 Indicação do norte geográfico;
 Diagrama unifilar com as respectivas chaves a serem manobradas quando de
sua execução, após a aprovação do projeto;
 Numerar os postes existentes e a instalar.

3.10.2.5. Planilha de cálculo elétrico


Planilha (s) do cálculo elétrico, conforme Anexo 2 - Planilha de Cálculo de Queda de
Tensão MT-BT, do documento Critérios de Elaboração de Projetos da Fecoergs –
versão 3.0.
46

3.10.2.6. Planilha de cálculo mecânico


Planilha (s) de cálculo mecânico para estruturas diferentes dos padrões conforme
Anexo 9 – Planilha de cálculo mecânico, do documento Critérios de Elaboração de
Projetos da Fecoergs – versão 3.0.

3.10.2.7. Planilha de levantamento e cálculo de demanda rural não residencial


Planilha (s) do Anexo 1 – Planilha para levantamento de carga instalada e cálculo do
tipo de fornecimento, do documento Critérios de Elaboração de Projetos da
Fecoergs – versão 3.0.

3.10.2.8. Termo de autorização de passagem


Termo(s) de Autorização de Passagem por propriedades particulares conforme
Anexo 20 – Termo de autorização de passagem, do documento Critérios de
Elaboração de Projetos da Fecoergs – versão 3.0.

3.10.2.9. Autorização de poda ou abate de árvores


Autorização dos Órgãos Públicos competentes para o desmatamento, poda ou abate
de árvores conforme Orientação Técnica – Distribuição - (OTD) 001-01-09 Limpeza
de Faixa, documento interno da Fecoergs, versão 1.0.

3.10.2.10. Detalhe de ocupação e travessia de faixa de domínio


Quando houver ocupação ou travessia de faixa de domínio de rodovias federais ou
estaduais, ferrovias, vias navegáveis ou linhas de transmissão de energia elétrica,
devem ser apresentados projetos em separado, conforme o Anexo 15 – Travessia e
ocupação da faixa de domínio, do documento Critérios de Elaboração de Projetos da
Fecoergs – versão 3.0.

3.10.2.11. Relação de materiais


Deve ser apresentada a relação dos materiais a serem instalados e dos materiais
retirados da rede de distribuição.
47

4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

4.1. Descrição do estágio


O estágio foi realizado em um período de dois meses e meio na empresa Cooperluz,
situada na Avenida Santa Cruz nº 989 no centro de Santa Rosa – RS, no setor de
Engenharia e Projetos, onde foram realizadas atividades internas e externas na
empresa. As principais atividades desenvolvidas foram relativas a projetos de redes
de distribuição rurais, que são foco principal da cooperativa, tais como levantamento
de campo, elaboração de anteprojetos e projetos. As instruções e auxílios recebidos
foram passados por técnicos que trabalham no setor e possuem anos de experiência
e conhecimento no assunto.
As atividades propostas foram as mesmas enfrentadas pelos funcionários do setor,
com situações reais e cotidianas da empresa.
Os projetos de redes de distribuições realizados foram de:
 Baixa Tensão (BT)
 Média Tensão (MT)
 Mistos (Baixa e Média Tensão)
A necessidade dos projetos de redes de distribuição varia de caso para caso, porém
as mais comuns são:
 Melhoria da rede para questões de qualidade de energia;
 Atendimento de novas unidades consumidoras;
 Aumento de carga dos consumidores.

4.1.1. Estudo das Normas Internas para elaboração de Projetos


No início foram me repassadas as normas e os materiais de estudo referentes à
parte teórica da elaboração de projetos de redes de distribuição, as quais são de
fundamental importância para o entendimento e auxilio na elaboração dos projetos.
O principal material de apoio utilizado pelo setor é os “Critérios de Elaboração de
Projetos e seus anexos” desenvolvido pela Federação das Cooperativas de Energia,
Telefonia e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (FECOERGS), da qual a
Cooperluz faz parte. Este material foi desenvolvido no ano de 2005 por engenheiros
e técnicos das cooperativas que fazem parte da federação, e regularmente sofre
48

modificações para se atualizar conforme as normas, processos e materiais que vão


se transformando ao longo do tempo.
Os documentos de referência utilizados foram:
ABNT NBR 5410 Instalações elétricas de baixa tensão;
ABNT NBR 14039 Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV;
ABNT NBR 15688 Redes de distribuição aérea de energia elétricas com condutores
nus;
ABNT NBR 15992 Redes de distribuição aérea de energia elétrica com cabos
cobertos fixados em espaçadores para tensões até 36,2 kV;
NR10 – Norma regulamentadora nº10: Segurança em instalações e serviços em
eletricidade;
Padrão de projetos – Manual 12440 (RGE);
NTD-00.001 Elaboração de projetos de redes aéreas de distribuição urbanas
(CEEE);
NTD-00.002 Elaboração de projetos de redes aéreas de distribuição rurais (CEEE);
PTD 035.01.02 Padrão de estruturas (Fecoergs).

Outros documentos também foram estudados tais como:


Regulamento de Instalações consumidoras em Baixa Tensão – (RIC-BT). Também
são utilizados os Regulamentos de Instalações Consumidoras (RIC’s) de baixa e
média tensão da FECOERGS, onde são abordadas principalmente as
características da entrada de energia para os consumidores. Definições dos
elementos construtivos das medições, postes, ramais, distâncias e alturas, bem
como cálculos demanda também são encontrados.
Padrão de estruturas (Fecoergs). Os tipos de estruturas utilizadas nos projetos
variam de acordo com o número de fases, sendo bem mais simples em redes
monofásicas. Postes com transformador possuem arranjo diferenciado, assim como
em redes mistas que possuem rede de Baixa Tensão (BT) e Média Tensão (MT).
OTD 035.02.01 Rede convencional – estruturas básicas
OTD 035.02.02 Rede convencional – chave fusível
OTD 035.02.03 Rede convencional – seccionador unipolar
OTD 035.02.04 Rede convencional – transformadores
49

OTD 035.02.05 Rede convencional – entrada de cliente


OTD 035.02.06 Rede convencional – equipamentos
OTD 035.02.07 Rede convencional – amarrações, aterramento, conexões e
cruzamentos
OTD 035.03.01 Rede compacta – estruturas básicas
OTD 035.03.02 Rede compacta – chave fusível
OTD 035.03.03 Rede compacta – seccionador unipolar
OTD 035.03.04 Rede compacta – transformador
OTD 035.03.05 Rede compacta – entrada cliente
OTD 035.03.06 Rede compacta – para-raios
OTD 035.03.07 Rede compacta – cruzamentos, conexões e emendas
OTD 035.03.08 Rede compacta – amarrações, derivações e aterramento
OTD 035.04.01 Rede multiplexada BT – estruturas básicas
OTD 035.04.02 Rede multiplexada BT – conexões
OTD 035.04.03 Rede multiplexada BT – construção

4.2. Descrição das atividades desenvolvidas


As atividades desenvolvidas no estágio foram referentes a elaboração de projetos
tais como:
 Melhoria da rede para questões de qualidade de energia;
 Atendimento de novas unidades consumidoras;
 Aumento de carga dos consumidores;
 Atendimento de novas unidades de Irrigação;
 Elaboração de um projeto de Loteamento;
 Elaboração de projetos de aterramento temporário.
Dentre as atividades desenvolvidas no decorrer do estágio, estarei demonstrando
abaixo a atividade referente a um pedido de nova unidade consumidora.
Esta e todas as demais atividades foram realizadas com o apoio e orientação dos
colaboradores do setor de Engenharia e Projeto.
50

4.2.1. Anteprojeto
Após receber a solicitação do setor comercial ou solicitação interna, é realizado o
anteprojeto gerando uma documentação para que o setor de levantamento vá a
campo para realizar a análise das condições existentes no local, tipo de solo,
vegetação, e a rede existente, indicando com lápis na planta impressa as estruturas,
alturas, tipos de postes, distâncias. Informações mais detalhadas são encontradas
no item 3.4 Anteprojeto, deste relatório.
Dentre essa documentação está o cálculo de potência do transformador, onde se
utiliza de um programa criado no Excel onde consta toda a base de dados da
empresa, que ao final das informações inseridas no mesmo gera um documento
informando qual o TR necessário para atender a demanda exigida conforme
APENDICE A – CÁLCULO DA POTÊNCIA DO TRANSFORMADOR. Informações
mais detalhadas são encontradas no item 3.5.3 Dimensionamento do TR, deste
relatório.
Se necessário realiza-se o cálculo da queda de tensão para verificar qual o condutor
a ser utilizado na obra. Este cálculo também é realizado em uma planilha do Excel
conforme APENDICE B – CÁLCULO QUEDA DE TENSÃO. Informações mais
detalhadas são encontradas no item 3.2.4.2 Cálculo queda de Tensão, deste
relatório.
Após é preenchida a Ficha de Informações do Anteprojeto, conforme APENDICE C
– FICHA DE INFORMAÇÕES DO ANTEPROJETO. Onde é descrito o que será
realizado no projeto de forma simples e clara.
Após é encaminhado ao setor de levantamento para a analise a campo. Retornando
o mesmo é feito uma análise do levantamento e realizado o projeto.

4.2.2. Projeto
A grande maioria dos projetos realizados no estágio foram criados no programa Auto
Cad. Onde através das coordenadas indicadas na planta pelos colaboradores do
setor de levantamento. Através das coordenadas é possível projetar a rede com
seus ângulos e assim mensurar as estruturas necessárias para a projeção da rede.
A rede projetada no APENDICE D – PROJETO DE REDE é uma realidade
51

apresentada ao setor de engenharia e projeto, onde fiz o acompanhamento desde


seu anteprojeto mensurado acima até a realização do projeto conforme apêndice D.
Outro projeto que também é realizado junto com a elaboração do projeto e o de
aterramento temporário que está demonstrado no APENDICE E – PROJETO
ATERRAMENTO TEMPORÁRIO.
Após as devidas mudanças e alterações é feito um orçamento dos materiais e mão
de obra e encaminhado ao setor comercial. Se caso os valores da obra sejam de
responsabilidade do cliente, é passado ao mesmo o orçamento referente ao projeto.
Após vai para setor de execução que realiza a obra e após executada o fiscal de
rede fiscaliza a obra, verifica se foi construída conforme projeto e dentro dos
padrões exigidos. Estando tudo correto é encaminhado ao setor de encerramento de
obras para levantamento dos custos de material utilizado e após vai para atualização
do banco de dados e sistema. Realizado essa atualização é arquivado toda
documentação. Informações mais detalhadas são encontradas no item 3.1
Elaboração de Projetos, deste relatório.
Alguns projetos foram realizados já no sistema da empresa o E2 MIG, com o auxílio
dos colaboradores foram criados alguns projetos no sistema para melhor
entendimento do mesmo, que é muito completo.
52

CONCLUSÃO

Ao atingir os objetivos propostos para o Estágio Supervisionado, atividade curricular


de caráter obrigatório para o curso Técnico em Eletrotécnica da Escola Técnica
Estadual Presidente Getúlio Vargas, que tem por objetivo proporcionar ao aluno a
oportunidade de aplicação dos conhecimentos adquiridos no curso no campo da
prática profissional, e após completar carga horária de 400 (quatrocentas) horas.
Concluísse que as atividades realizadas durante o exercício do estágio na empresa
Cooperluz, proporcionou uma experiência de estágio única, tanto pelo crescimento
pessoal quanto profissional. Revelando a rotina de trabalho em uma empresa de
referência. O ambiente interdisciplinar me auxiliou no desenvolvimento de
competências não desenvolvidas durante a graduação, como as competências
gerenciais e analíticas, fundamentais ao Eletrotécnico, visto que esse profissional
será responsável, além da realização de suas atividades profissionais os resultados
da operação e sinergia da equipe de trabalho.
53

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:

035.01.01 Critérios de elaboração de projetos – FECOERGS

http://www.fecoergs.com.br/pagina.php?cont=documentacao.php&sel=6#top

RIC - Regulamento de Instalações Consumidoras - Fornecimento em Tensão


Secundária - Versão 2.1 – 2019. FECOERGS
54

APENDICE A – CÁLCULO DA POTÊNCIA DO TRANSFORMADOR


55

APENDICE B – CÁLCULO QUEDA DE TENSÃO


56

APENDICE C – FICHA DE INFORMAÇÕES DO ANTEPROJETO


57

APENDICE D – PROJETO DE REDE


58

APENDICE E – PROJETO ATERRAMENTO TEMPORÁRIO

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