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PRÁTICAS INCLUSIVAS

PARA FORMAÇÃO DE
PROFESSORES 5
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
INCLUSIVAS
APRESEN TAÇÃO
Prezado leitor, chegamos ao nosso último capítulo desta formação!
Neste espaço acompanharemos alguns diálogos sobre as práticas pedagógicas
inclusivas e como elas podem acontecer em sala de aula. Para isso, retomamos
algumas ideias sobre planejamento de aula, objetivos e avaliação, além de
mostrar a importância da observação e do registro periódico do professor,
de acordo com os avanços e obstáculos em suas ações pedagógicas e nas
aprendizagens dos alunos.

Além disso, apresentamos os principais aspectos descritos nos Parâmetros


Curriculares Nacionais – Adaptações curriculares em ação, no que se refere
aos tipos de adaptações que podem ser aplicadas na escola e em sala de aula.

E, para finalizar, acompanharemos o conceito de produção de material


pedagógico adaptado e sua contribuição nas práticas em sala de aula. Nesse
momento, exemplificaremos alguns materiais possíveis de serem produzidos,
de acordo com as necessidades específicas dos alunos. A produção de
material, além de ser produzido com materiais diversificados, também poderá
ser realizada para os alunos cegos ou surdos através da utilização de novas
tecnologias e equipamentos de impressão. Vejamos!

Organização Reitor da Pró-Reitora do EAD Edição Gráfica Autora


UNIASSELVI e Revisão
Ana Clarisse Alencar Prof.ª Francieli Stano Carolina dos
Barbosa Prof. Hermínio Kloch Torres UNIASSELVI Santos Maiola
.05
PRÁTICAS
PEDAGÓGICAS
INCLUSIVAS
1 O QUE SÃO PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS?
Como pudemos acompanhar em nossos estudos, o sistema educacional
brasileiro passou por grandes mudanças nos últimos anos no que se refere
às normativas legais que regem a educação, e mais especificamente também
na educação especial. Observa-se um discurso que retoma a importância
da valorização e o respeito a diversidade, propondo-se a convivência e a
aprendizagem de todos os alunos no contexto do ensino comum.

Diante disso, evidencia-se a necessidade de maior esforço da equipe


pedagógica e dos professores para se adequarem a esse novo paradigma e
o desafio de ensinarem a turma toda. Assim, além de aprenderem a adaptar
o planejamento e os procedimentos de ensino, o professor precisa focar nas
competências dos alunos e não somente enfatizar as suas deficiências e
dificuldades.

As práticas pedagógicas inclusivas sinalizam que o professor deve


intervir nas atividades que o aluno ainda não tem autonomia, ajudando-o a
se sentir capaz de realizá-las. Quando as práticas privilegiam a construção
coletiva em sala de aula, com base nas necessidades dos alunos e levando
em consideração seus diferentes ritmos, estilos e interesses, tem-se um perfil
estratégico de mediação que inclui a todos.

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FIGURA 1 - INCLUSÃO

FONTE: Disponível em: </MLB-755247651-o-professor-e-a-educaco-inclusiva-


formaco-praticas-_JM>. Acesso em: 25 maio 2016.

Da mesma forma, a avaliação da aprendizagem desses alunos deve


ser coerente com os objetivos e atividades selecionadas em sala, sempre
considerando esta avaliação não comparativa à aprendizagem do outro, mas
sim, a partir do percurso de aprendizagens que este sujeito fez, comparando-o
com ele mesmo, do começo até o fim do processo.

FIGURA 2 – PRÁTICAS INCLUSIVAS

FONTE: Disponível em: </MLB-755247651-o-professor-e-a-educaco-inclusiva-


formaco-praticas-_JM>. Acesso em: 25 maio 2016.

Para isso, a observação e o registro dos resultados das intervenções


do professor são essenciais como apoio para a realização dos próximos
planejamentos. Pois em muitos casos, há a necessidade de se flexibilizar na
abordagem do conteúdo, na viabilidade de múltiplas formas de participação
do aluno e nos diversos modos de expressão dele.

Apresentamos a seguir um esquema ilustrativo que mostra o que o


professor deve observar, registrar e suas respectivas etapas. Aproveite esta
ideia e a coloque em prática na sua sala de aula!

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FIGURA 3 - REGISTRO PEDAGÓGICO

FONTE: Disponível em: <www.naescola.eduqa.me>. Acesso em: 25 maio 2016.

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2 ADAPTAÇÃO CURRICULAR
Uma das grandes barreiras encontradas pelo professor em sala de aula
em se tratando da inclusão de pessoas com deficiência no ensino comum,
refere-se à dificuldade que encontra quando verifica uma disparidade entre
os conteúdos que devem ser abordados em uma determinada turma e o nível
de conhecimento que o aluno com deficiência traz consigo. Não raras as
vezes, ainda em processo de aquisição da leitura e escrita, não acompanha
o ritmo e os objetivos estabelecidos nas aulas.

Vimos no tópico anterior que as práticas inclusivas remodelam esse


pensamento e expectativa centrada na manutenção de um currículo único,
predeterminado para todos os alunos e vislumbra outras possibilidades que
se ajustem às necessidades específicas dos alunos, quando necessário. O
Projeto Político Pedagógico da escola deve orientar a operacionalização do
currículo como um recurso para promover a aprendizagem do aluno através
da flexibilização, adaptação e estratégias necessárias.

FIGURA 4 - PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

FONTE: Disponível em: <http://www.institutotratos.com.br/wp/produto/


as-contribuicoes-do-projeto-politico-pedagogico-180-horas/>. Acesso
em: 25 maio 2016.

Mas, no que consiste a Flexibilização e Adaptação Curricular?

A Flexibilização Curricular viabiliza uma maior participação de todos os


alunos sem a necessidade da elaboração de um currículo específico para o
aluno com deficiência. Ele não elimina e nem reduz conteúdos e objetivos
curriculares, mas os torna mais acessíveis, ajustando-se as condições e
capacidades de aprendizagem de cada aluno.

Já a Adaptação Curricular, expressa e garantida desde 1999 através dos


Parâmetros Curriculares Nacionais – Adaptações curriculares em ação, sugere
a viabilidade da adaptação dos conteúdos sem “abrir mão” da qualidade de
ensino, permitindo o alcance de objetivos educacionais significativos.

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FIGURA 5 - PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

FONTE: Disponível em: <http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-


722002117-pcn-adaptacoes-curriculares-necessidades-especiais-_
JM>. Acesso em: 25 maio 2016.

As estratégias da adaptação curricular podem ser divididas em dois


grupos (PCNs, 1997): adaptações de grande porte e adaptações de pequeno
porte.

• As ADAPTAÇÕES DE GRANDE PORTE são as modificações que necessitam


de aprovação técnico-político-administrativa para serem colocadas em
prática. Dessa forma, compreendem ações que são de responsabilidade de
instâncias político-administrativas superiores, já que exigem modificações
que envolvem ações de natureza política, administrativa, financeira,
burocrática, entre outras. Ou seja, estão além da competência do professor.

FIGURA 6 - ACESSIBILIDADE

FONTE: Disponível em: <http://blog.isocial.com.br/a-interface-acessibilidade-


e-educacao-inclusiva/>. Acesso em: 25 maio 2016.

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• Por sua vez, as ADAPTAÇÕES DE PEQUENO PORTE envolvem modificações
a serem realizadas no currículo e, portanto, são de responsabilidade do
professor. Tais adaptações têm o objetivo de garantir que o aluno com
deficiência participe produtivamente do processo de ensino e aprendizagem,
na sala comum da escola regular. Dentre elas, para os PCNs (MEC/SEESP,
1997, p. 49), podemos destacar as:

• Adaptações de acesso ao currículo: Referem-se aos recursos técnicos e


materiais específicos (Tecnologia Assistiva), bem como a remoção de barreiras
arquitetônicas.
• Adaptações não significativas: Conjunto de ajustes nos diferentes
elementos da proposta curricular para possibilitar o processo de ensino-
aprendizagem e interação do aluno com deficiência na dinâmica geral da aula: 
     >formas de agrupamentos de alunos;
 >organização dos recursos materiais;
>procedimentos de avaliação;
>metodologia variada.
• Adaptações individuais: Ocorrem quando todas as alternativas de
adequações de aula foram tentadas e o aluno possua um nível curricular
significativamente abaixo do esperado pela sua idade. Caracterizam-se como
um conjunto de modificações propostas para um determinado aluno, com o
objetivo de responder às suas necessidades educacionais especiais, podendo
ser compartilhadas com os demais alunos.

• Adaptações individuais significativas: Aplicadas para que sejam úteis


ao aluno em curto, médio e em longo prazo. Favorecem o acesso ao
conhecimento, consideram os ambientes, os materiais, o modo de ensinar e
a lógica nas atividades. Normalmente os alunos que necessitam desse tipo
de adaptação curricular, apresentam graves comprometimentos e para eles
são designados professores de apoio. É uma educação para a vida.

Percebe-se maior necessidade de adaptação curricular individual quando


há crescente complexidade das atividades acadêmicas que vão se ampliando de
acordo com o avanço da escolarização. E isso se estenderá consequentemente
para a necessidade de adaptação aos processos de avaliação do indivíduo
também. Contudo, os PCNs, destacam que, fazer adaptações no sistema de
avaliação não pode ser tomado como “brecha” para aprovação indiscriminada
e inconsequente de alunos, nem para “empurrar’ o aluno com deficiência para
as séries mais avançadas, até que ele “saia” do sistema (MEC/SEESP,1997).

3 MATERIAL PEDAGÓGICO ADAPTADO


O material pedagógico adaptado é um recurso que visa viabilizar ações
educacionais, por meio da participação de todos os alunos nas atividades
pedagógicas de forma contínua, contextualizada e capaz de difundir o
conhecimento científico e acadêmico que a escola deve proporcionar.

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Entendendo que a escola deve atender as diferentes necessidades
educacionais dos alunos, é importante que o seu processo de aprendizagem
apresente igualdade de condições, por isso, e em muitos casos, é preciso
que ele seja instrumentalizado através de materiais pedagógicos adaptados
as suas especificidades.

Para sua elaboração, faz-se necessário realizar estudos, pesquisas,


adequações e preparação para que o material seja adequado e de boa
qualidade, podendo ser utilizado com maior funcionalidade e aproveitamento.
Estes materiais adaptados contribuem com a ação docente, na busca de
resultados em relação à aprendizagem de conceitos, abstrações, criatividade,
autonomia e ao desenvolvimento de habilidades.

Diante disso, podemos dizer que a produção de materiais pedagógicos


adaptados tem como objetivos:

• Minimizar as dificuldades apresentadas pelas deficiências.


• Proporcionar situações de aprendizagem condizentes com a capacidade
de cada sujeito.
• Assegurar condições de acesso ao currículo, promovendo a aprendizagem
efetiva do aluno.

Podemos confeccionar e utilizar o material pedagógico adaptado para


todos os tipos de deficiência e em diversos momentos de aprendizagem.
Desde o aluno com deficiência física, que apresenta limitações motoras para
pegar objetos ou realizar atividades de escrita, quanto alunos cegos, que
necessitam de materiais em alto relevo e da escrita no código Braille.

A adaptação em relevo é comumente utilizada na produção de materiais


e consiste num recurso que viabiliza à pessoa cega as informações ilustrativas,
que podem estar presentes em mapas, gráficos e desenhos e que, em muitos
casos, apresentam informações fundamentais para a compreensão dos
conhecimentos que se deseja construir. Materiais com texturas também são
bem aceitos por alunos que apresentam espectro do autismo e deficiência
intelectual.

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FIGURA 7 - ATIVIDADES ADAPTADAS 1

FONTE: Disponível em: <http://universoautista.com.br/oficial/produto/


atividades-01/>. Acesso em: 25 maio 2016.

FIGURA 8 - ATIVIDADES ADAPTADAS 2

FONTE: Disponível em: <http://universoautista.com.br/oficial/produto/


atividades-01/>. Acesso em: 25 maio 2016.

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FIGURA 9 - ATIVIDADES ADAPTADAS 3

FONTE: Disponível em: <http://www.fai.com.br/portal/noticia_impressao.php?cod_


item=1397>. Acesso em: 25 maio 2016.

O Guia Prático para Adaptação em Relevo (SANTA CATARINA, 2001, p.


15-16), considera alguns critérios importantes a serem considerados:

• Eleger materiais que não agridam a sensibilidade tátil, evitando rejeição e


irritação da pele, prejudicando o contato e a percepção.
• Não utilizar materiais perecíveis (arroz, feijão, milho e outros), evitando
assim, a proliferação de fungos e mofos, que podem vir a trazer danos à
saúde do usuário.
• Utilizar texturas diversificadas, sem muitos detalhes, para melhor destacar
as partes específicas que compõem o todo.

FIGURA 10 - ATIVIDADES EM ALTO RELEVO 1

FONTE: <http://blogcrer.blogspot.com.br/p/blog-page_14.html>. Acesso em: 25


maio 2016.

Podemos utilizar materiais que fazem parte do nosso uso comum, como:

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a) B otões, canutilhos e miçangas.

FIGURA 11 - ATIVIDADES EM ALTO RELEVO 2

FONTE: <http://blogcrer.blogspot.com.br/p/blog-page_14.html>. Acesso


em: 25 maio 2016.

a) Cortiça e cordões.
b) Tecidos, telas e fitas.

FIGURA 12 - ADAPTAÇÃO COM TEXTURAS 1

FONTE: <http://blogcrer.blogspot.com.br/p/blog-page_14.html>.
Acesso em: 25 mai. 2016.

a) Argolas, colchetes e velcros.


b) Tule, algodão e lixa.

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FIGURA 13 - TITULO: ADAPTAÇÃO COM TEXTURAS 2

FONTE: <http://blogcrer.blogspot.com.br/p/blog-page_14.html>. Acesso em:


25 maio 2016.

a) E.V.A, plástico, esponjas, MDF.

FIGURA 14 - JOGOS ADAPTADOS

FONTE: <http://blogcrer.blogspot.com.br/p/blog-page_14.html>. Acesso em:


25 maio 2016.

3.1 UTILIZAÇÃO DO SISTEMA BRAILLE NO CONTEXTO DA


SALA DE AULA
Os materiais pedagógicos adaptados sugeridos anteriormente são muito
bem aceitos nos planejamentos e práticas em sala quando há aluno com
deficiência visual inserido no contexto. Além desses recursos que aproveitam
texturas diferenciadas e que auxiliam na exploração dos materiais e associam
estes a novos conhecimentos, principalmente na formação inicial da criança
com deficiência, também podem ser acrescidos outros tipos de tecnologias
que serão úteis para o dia a dia em sala de aula, conforme mostramos a seguir.

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3.1.1 Impressão Braille
Atualmente é possível adquirir impressoras computadorizadas de
pequeno porte que imprimem em folhas soltas ou em papel contínuo textos
em braille. Ou seja, o professor poderá elaborar o texto em um programa
específico no computador e ele converte para o código braille no momento
da impressão.

FIGURA 15 - IMPRESSORA BRAILLE

FONTE: Disponível em: <http://www.geocities.ws/acegosjf/depart.html>. Acesso


em: 25 maio 2016.

3.1.2 Tecnologias da Informação e comunicação – TICs


Abrange qualquer equipamento, sistema ou subsistema interconectado.
Incluem produtos de telecomunicação, equipamentos com Word Wide Web,
multimídia, software aplicativos e sistemas operacionais, internet, dentre
outros.

A existência desses recursos possibilita à pessoa cega a utilização do


computador de forma prática e facilitadora. Confirmamos isso através das
palavras de Borges (2009, p. 99):

[...] o computador se tornou o artefato com maior influência nos últimos anos
para os cegos, pois a partir de sua disponibilização, tornou-se possível que
aquilo que escrevessem, fosse lido ´por qualquer um´, e também a leitura
que os ‘outros’ escreveram, sem intermediação de outras pessoas.

Assim, podemos destacar:

• Leitores de tela: programas que capturam qualquer informação apresentada


em forma de texto e a transforma em uma resposta falada, utilizando
sintetizador de voz.
• JAWS: software de acesso as principais funcionalidades do sistema, desde
acesso a pastas e arquivos até navegação na internet.

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• Sistema DOSVOX: programa utilizado pelas pessoas cegas que realiza a
comunicação através de síntese de voz. Neles são encontrados programas
específicos e interfaces adaptativas como: editor, leitor e formatador de
textos; formatador para braille; jogos de caráter didático e lúdico; programas
para acesso à internet, ampliador de ecrãs para pessoas com visão reduzida
e programas de apoio à educação de crianças com deficiência visual.

FIGURA 15 - PROGRAMA DOSVOX

FONTE: Disponível em: <http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/ferramentas.htm>. Acesso


em: 25 maio 2016.

3.1.3 Audiodescrição
A audiodescrição consiste em transformar imagens em palavras para que
informações transmitidas visualmente sejam acessadas pelas pessoas com
deficiência visual, assim, materiais audiovisuais como filmes, novelas, teatro
e cinema podem ser acessíveis.

FIGURA 17 - AUDIODESCRIÇÃO NO CINEMA

FONTE: Disponível em: <http://extra.globo.com/noticias/rio/cinema-adaptado-para-


surdos-cegos-tem-audiodescricao-traducao-em-libras-14404149.html>. Acesso em:
25 maio 2016.

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3.1.4 Livro falado
O livro falado consiste no acesso à informação de livros e revistas
através da gravação dos conteúdos lidos em voz alta. Apresenta baixo custo
e facilidade de manuseio. O conteúdo pode ser gravado em voz humana ou
sintetizada. Fundações como Dorina Nowill apresentam um enorme acerto de
audiolivros disponíveis. Para conhecer melhor, você poderá acessar: <www.
livrofalado.pro.br>.

FIGURA 18 – AUDIOLIVRO

FONTE: Disponível em: <http://www.ebc.com.br/educacao/2013/01/usp-


disponibiliza-audiolivros-para-vestibulandos-cegos>. Acesso em: 25 maio 2016.

3.2 UTILIZAÇÃO DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS NO CONTEXTO DE


SALA DE AULA

Conforme acompanhamos no capítulo anterior, o aluno surdo foca sua


atenção para aspectos visuais do seu cotidiano, por isso, conforme Freitas
(2009, p. 123-124), é importante que o professor se atente para algumas
situações:

• Em relação ao espaço:

 Na sala de aula, o aluno deve ser posicionado de modo que possa ver os
movimentos e as expressões faciais e corporais do professor e dos colegas.

 Os espaços da sala, como murais e paredes devem ser aproveitados na


exposição de material visual e outros de apoio, que favoreçam a apreensão
das informações passadas nas aulas expositivas.

 O espaço escolar deve, como um todo, conter informações em sistema


alternativo de comunicação (linguagem icônica, gestual, língua de sinais)
que indiquem espaços de uso coletivo ou de acesso comum (banheiro,
refeitório, auditório, pátio, secretaria, biblioteca, laboratórios etc.).

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• Em relação aos materiais e equipamentos didáticos:

 Computadores e softwares educativos específicos.


 Materiais impressos em língua de sinais.
 Materiais com muitas imagens, similares à vida real (revistas, livros etc.).

Na sala de aula, verificamos que na maioria dos conteúdos a serem


trabalhados, não há material adaptado para o aluno surdo. Por isso, é
importante que o planejamento realmente aconteça para que se possa elaborar
esses materiais que auxiliarão na intervenção pedagógica. Eles devem estar
relacionados aos temas abordados em sala de aula em consonância com a
turma. Veja alguns exemplos:

FIGURA 19 - MATERIAL ADAPTADO LIBRAS 1

FONTE: Disponível em: <http://salamultiespecialdaandrea.blogspot.com.br/2012/09/deficiencia-


auditiva-alguns-modelos.html>. Acesso em: 25 maio 2016.

FIGURA 20 - MATERIAL ADAPTADO LIBRAS 2

FONTE: Disponível em: <http://salamultiespecialdaandrea.blogspot.com.


br/2012/09/deficiencia-auditiva-alguns-modelos.html>. Acesso em: 25 maio 2016.

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FIGURA 21 - MATERIAL ADAPTADO LIBRAS 3

FONTE: <http://liliacamposmartins.blogspot.com.br/2012/02/como-educar-alunos-
com-deficiencia.html>. Acesso em: 25 maio 2016.

FIGURA 22 – MATERIAL ADAPTADO LIBRAS 4

FONTE: Disponível em: <www.librasescola.blogspot.com.br>. Acesso em: 25 maio 2016.

O professor que não tiver conhecimento de Libras, poderá solicitar


orientação e apoio ao intérprete que acompanha o seu aluno, o instrutor de
libras ou à instituição que oferece o atendimento educacional especializado
ao aluno com deficiência auditiva.

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REFERÊNCIAS
BORGES, M. M. F. C. Diretrizes para projetos de parques infantis públicos.
Florianópolis, 2009. Dissertação (Mestrado) - Centro Tecnológico. Programa
de Pós-Graduação em Arquitetura, Universidade Federal de Santa Catarina.

FREITAS, P. S. Introdução à educação física Adaptada para pessoas com


deficiência. Curitiba: UFPR, 2009.

SANTA CATARINA. Catálogo de Materiais Pedagógicos Adaptados da


Fundação Catarinense de Educação Especial. São José, SC: FCEE, 2001.

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