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Módulo 4

Tema 4 - Primeiros socorros

Sobre nós:
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Sobre nós:
Socorrista por amor, é um projeto que oferece
conhecimentos de, qualificação e capacitação
profissional na área da saúde.

Utilizamos a simulação aplicada ao ensino em saúde que


é uma técnica destinada a substituir experiências de
pacientes reais por práticas orientadas, reproduzidas
artificialmente em cenários e manequins, evocando
aspectos do mundo real de maneira interativa.

Nos acompanhe no instagram @socorrista_por_amor_

Sobre esta apostila:

Esta apostila foi elaborada para auxiliar o estudo dos


Primeiros Socorros e noções primarias sobre o assunto

Bons estudos e Sucesso!

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URGÊNCIAS TRAUMÁTICAS
Neste material, serão apresentadas as principais emergências na área da cirurgia
do trauma. O profissional de saúde que atua na área terá informações
importantes sobre anatomia, fisiologia, manejo e principais condutas a serem
tomadas no atendimento ao traumatizado.

Objetivos de aprendizagem
• Conhecer o que são primeiros socorros.
• Saber os primeiros passos de um primeiro socorro.
• Saber como pedir ajuda e para quem.
• Saber como reconhecer e agir em situação de parada cardiorrespiratória (PCR).

• Saber como reconhecer e o que fazer em situação de acidente vascular cerebral (AVC).
• Saber o que fazer em situação de desmaio.
• Saber reconhecer e o que fazer em situação de convulsão.
• Saber o que fazer em situação de engasgo com adultos e crianças.
• Saber o que fazer em situação de sangramento nasal.
• Saber o que fazer em situação de queimaduras.
• Saber o que fazer em situação de ferimentos e hemorragias

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Urgências Traumáticas

Primeiros socorros

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1. Introdução

P rimeiros socorros são procedimentos simples que podem ser realizados


por pessoas sem conhecimentos profissionais da área de saúde de forma
a manter a vida do paciente até a chegada do recurso adequado.
Algumas medidas são de fácil realização, inclusive por crianças adequada- mente
treinadas, e podem fazer a diferença no prognóstico favorável da víti- ma
envolvida.
Este tema não tem como objetivo explorar em detalhes as patologias abor-
dadas, e sim como abordá-las em situação de emergência até a chegada de um
socorro capacitado.

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Primeiro passo dos primeiros socorros:
avaliar os três “S”

O primeiro passo do atendimento a qualquer evento que necessite de primeiros


socorros é avaliar os três “S”: segurança, scene (cena) e situação.
Mesmo que boa parte dos casos ocorra em ambiente domiciliar, a se- gurança é
importante para evitar que haja uma nova vítima ao se tentar socorrer em ambiente
urbano, prin- cipalmente em ruas, avenidas e ro- dovias.
Não se deve esquecer o uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) como
medida de segurança pessoal, incluindo máscara, luva e óculos.
Deve-se observar o que aconteceu com o paciente e qual a situação en- volvida.
Esses dados serão importantes para saber o que fazer e para solicitar ajuda
adequada, que encaminhará o socorro mais capacitado.

Como pedir ajuda?


Se considerarmos a cena segura, devemos pedir ajuda, solicitando que alguém entre
em contato com o serviço de emergência da região.
192 – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ou Central Ambulância 193
– Corpo de Bombeiros

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Quando chamar Quando chamar
o SAMU? 192 os Bombeiros? 193

Desabamentos
Dor de apare- Crise convul- Incêndios e
e deslizamen-
cimento súbito siva explosões
tos de terra

Situação de Vazamento
intoxicação ou de produtos Resgate em
Atropelamento
envenenamen- químicos ou altura
to perigosos

Trauma de Salvamentos
Queimadura tórax, abdome, Vazamento de em ambiente
grave crânio e fratu- gás envolvendo
ras água

Trabalho de Eventos de
parto com risco Perda da cons- trânsito com
de morte da ciência vítimas presas
mãe ou do feto nas ferragens

Pessoas perdi-
Sangramento das em mata,
Queda
profuso mar ou monta-
nha

Ao entrar em contato com o serviço de emergência, é importante ter as seguin- tes informações:

• endereço correto do evento com ponto de referência;

• ocorrido;

• informações sobre sinais de gravidade para que o recurso a ser encaminha- do seja o mais
adequado (a equipe de regulação médica definirá se o caso requer suporte básico ou suporte
avançado para atendimento da vítima).

Sinais de gravidade:
Inconsciência Alteração da respiração
Múltiplas vítimas Sangramento ativo
Ausência de respiração

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Parada cardiorrespiratória (PCR)
O sucesso do atendimento a PCR depende de elos que formam a corren- te de sobrevida.

Rápida disfibrilação Serviço médico básico e


avançados de emergência

Socorristas leigos Departamentos Laboratório


SME de hemodi- UTI
de emergência nâmica

RCP= reanimação cardiopulmonar

1º elo: reconhecimento rápido da PCR e acionamento imediato


do serviço de emergência, com solicitação do desfibrilador.

• Reconhecimento: chegue perto da vítima e chame-a três vezes tocando no


tórax. Na ausência de resposta, checar o pulso carotídeo por 5 a 10 segun- dos.
• A ausência de resposta indica um provável quadro de PCR. Solicite ajuda!

• Solicite um desfibrilador, que em ambientes de grande fluxo de pessoas,


como shoppings, clubes e cinemas, encontra-se disponível.

2º elo: reanimação cardiopulmonar precoce e de qualidade.


• Posicione a região da palma da mão
entre os mamilos do paciente.
• Comprima o tórax em uma profun-
didade de 5 cm (vítima adulta).
• Permita que o tórax retorne à posi-
ção inicial a cada compressão.
• Mantenha um ritmo de, no mínimo,
100 a 120 compressões por minuto.

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• Se houver disponibilidade de medida de
barreira de segurança, poderão ser ofer-
tadas duas ventilações a cada 30 com-
pressões, ou seja, 30:2.

3º elo: desfibrilação rápida com uso do desfibrilador externo


automático (DEA).

• Com a chegada do DEA, o aparelho deve ser instalado e as instruções de- vem
ser seguidas.
• Não interrompa as compressões, somente quando o DEA indicar.

4º elo: chegada do suporte avançado de vida com continuidade do


atendimento e condução da RCP.

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Acidente vascular cerebral (AVC)
O quadro de AVC, popularmente conhecido como derrame, consiste na obstrução (AVC
isquêmico) ou na ruptura (AVC hemorrágico) de um vaso sanguíneo que leva sangue a alguma
região do cérebro.
A clínica apresentada pelo paciente dependerá da região cerebral em que
houve falta de fluxo.
AVC isquêmico AVC hemorrágico

Vaso sanguíneo obstruído Vaso sanguíneo rompido

Alguns sinais básicos podem ajudar a identificar um AVC:


• Peça para que a pessoa sorria com força e observe a simetria de sua
face.
• Peça que levante os dois braços e mantenha ambos alinhados. Obser-
ve se ocorrerá a queda de algum deles.
• Peça que a pessoa responda a uma pergunta simples. Caso ocorra al-
teração do discurso ou da voz, algo de errado pode estar acontecendo.

Caso um desses fatores esteja vi-


sível, acione o serviço de resga- te
imediatamente. Não espere o
sintoma passar, pois o tratamento
nas primeiras três horas tem re-
sultados melhores.
Identifique o horário de início dos
Notar a queda do lá- sintomas. Será um dado impor-
bio ao tentar sorrir. tante para o tratamento.

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Desmaio
O desmaio, também conhecido como lipotimia, desfalecimento ou sínco- pe,
decorre de queda abrupta da pressão sanguínea ou de alterações do sistema
nervoso central.
Alguns exemplos são a hipotensão postural e a hipoglicemia (baixo nível de açú- car,
condição frequente em portadores de diabetes melito descompensado).

O que fazer?
• Não administrar sal ou açúcar sem ter certeza do ocorrido pela possi-
bilidade de agravar o quadro.
• Afrouxar roupas e retirar óculos.
• Manter o paciente em posição lateral.
• Checar se é um caso de PCR.
• Comunicar ao serviço de emergência se o paciente permanece incons-
ciente ou quanto tempo durou a inconsciência. Informar problemas de
saúde como diabetes melito, cardiopatias (problemas cardíacos) etc.

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Convulsão
Convulsão é quando ocorre contratura de todo o corpo
ou parte dele de forma involuntária, como uma descarga
energética, originada no sistema nervoso central (SNC).
Pode ser decorrente de qualquer lesão no SNC, como a
presença de sangue em AVC ou trauma, tumores,
infecção ou por mal funcionamento do SNC por into-
xicação, como por álcool ou baixa grave na glicemia
(açúcar no sangue).

O que fazer ao presenciar uma convulsão:


• Avaliar a segurança da cena.
• Ligar para o serviço de resgate.
• Proteger a cabeça do paciente para não colidir e apresentar lesões.
• Retirar das proximidades objetos que possam machucar o paciente.
• Não colocar nada na boca do paciente. Proteger externamente se hou-
ver necessidade.
• Manter a cabeça lateralizada.
• Não amarrar nem conter, somente proteger.
• Não impedir os movimentos do paciente.
• Não oferecer líquidos durante ou logo após a crise.

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Engasgo (obstrução das vias aéreas por corpo
estranho, OVACE)
O engasgo decorre de obstrução das
vias aéreas por corpo estra- nho
(OVACE), que impede a en- trada de ar
de forma parcial ou completa.
Cerca de 90% dos casos ocorrem em
crianças até 5 anos, e 65% até os 2
anos.
Na obstrução parcial, há a entrada de
ar e o paciente pode conseguir fa- lar.
Na obstrução completa, o pa- ciente
não consegue falar nem respi- rar,
assumindo uma coloração azulada
(cianótico).
Há manobras simples a serem realiza-
das em adultos e crianças.

Adultos
Há uma manobra que pode auxiliar a desobstrução, com a vítima em pé:
1. o socorrista deve se posicionar em pé atrás do paciente com OVACE;

2. posicionar as pernas afastadas para manter equilíbrio;

3. posicionar as mãos uma por cima da outra na região umbilical;

4. rodar a mão empunhada para a região epigástrica;

5. pressionar com força para desobstruir.

Se o paciente estiver deitado ou inconsciente, deve-se avaliar se há uma situa- ção de


PCR e iniciar as medidas adequadas.
Deve-se checar se, nas manobras de RCP, o corpo estranho se desloca para a boca,
avaliando antes da ventilação para não recorrer na obstrução.

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Crianças menores de 1ano
Em bebês, invariavelmente se trata de obstrução por leite. As
manobras:
1. segurar o bebê de bruços (barriga para baixo) sobre o antebraço;

2. aplicar cinco (5) golpes no dorso, entre as escápulas, utilizando a palma da outra
mão;
3. segurar a cabeça do bebê com a mão que golpeou (envolvendo as mãos como
um sanduíche);
4. virar o bebê em bloco com a barriga para cima;

5. aplicar cinco (5) compressões torácicas com dois (2) dedos sobre o esterno;

6. repetir o processo até a desobstrução ou a chegada do recurso de resgate.

Hemorragia nasal (epistaxe)


A epistaxe é a perda de sangue pelo nariz devido ao rompi- mento de
vasos sanguíneos decorrente de trauma direto ou ressecamento por
alterações no clima, gripes, resfriados e ri- nites.
A maioria dos quadros se resolvem rapidamente.

O que fazer:
• Assoar o nariz para tirar os coágulos.
• Manter a cabeça em posição normal (não colocar para trás pelo risco
de engasgo ou aspiração).
• Apertar a narina por cerca de 10 minutos.
• Colocar gelo sobre a região nasal por cerca de 20 minutos.
• Não introduzir nada pelas narinas.
• Ao persistir o sintoma, buscar o hospital.

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Hemorragias
Hemorragias são sangramentos decorrentes de ferimentos.

O que fazer:
• Limpar exaustivamente com água corrente.
• Fazer oclusão com pano limpo e de forma firme.
• Não passar nenhum creme, folhagem, ervas etc.

Queimaduras
Queimaduras são lesões decorrentes do calor (líquidos quentes, cha- mas, objetos
aquecidos), substâncias químicas, eletricidade e radiação.
Diante do quadro de queimadura, deve-se ter em mente dois passos importan- tes a
serem tomados: um relativo ao processo da queimadura e outro relativo ao
ferimento causado.

O que fazer quanto à cena?


• Não ser uma nova vítima. Atentar para o que está causando a queima-
dura. Se for queimadura elétrica, desligar a energia.
• Remover da cena do trauma.
• Interromper processo lesivo.
• Remover roupas e metais (eles podem manter o processo lesivo).
• Providenciar água abundante para diminuir extensão e profundidade.

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O que fazer quanto aos cuidados com a ferida?
• Não utilizar qualquer substância como café, cremes, pomadas, pasta
de dente, clara de ovo etc.
• Não furar as bolhas.
• Lavar com água limpa em grande quantidade.

A maioria dos casos pode ser prevenido.

• Evitar panelas com cabo para fora.

• Não deixar ferro de passar roupa no chão.

• Não jogar álcool ou outro combustível para acender churrasqueira ou fo- gueira.

• Não segurar a criança no colo enquanto estiver bebendo líquidos quentes ou cozinhando.

• Ter cuidado com o uso de micro-ondas.

• Testar a água do banho com a mão antes de usar na criança.

• Usar protetor nas tomadas elétricas.

• Manter botijão de gás longe do calor direto e na vertical.


• Somente utilizar velas em local longe de produtos inflamáveis e protegido
caso haja queda.

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