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edição

Edição 1.ª - Junho de 2019

Título original Marketing Digital de A a Z

Autor © Vasco Marques


Revisão Noémia Guerra Margarido
Design da capa e paginação Ulisses Lopes
Composição gráfica Susana Ferreira
Impressão e acabamento Oficina de S. José - Braga

Depósito legal 458027/19

ISBN 978-989-20-9542-4

Informação legal Toda a reprodução desta obra, por


fotocópia ou qualquer outro proces-
so, sem prévia autorização escrita do
autor, é ilícita e passível
de procedimento judicial contra o
infrator.
VASCO MARQUES

www.guiamktdigital.com
#guiamktdigital
ÍNDICE
ÍNDICE..............................................................................5
ÍNDICE DE FIGURAS..................................................... 10
PRIMEIROS PASSOS..................................................... 13
QUIZ DE MARKETING DIGITAL.................................... 17
COLEÇÃO DE LIVROS DIGITAL 360............................ 18
AGRADECIMENTOS...................................................... 19
PREFÁCIO......................................................................20
ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL.........22
ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL .....................23
DEFINIÇÃO DE UMA ESTRATÉGIA DIGITAL...............24
Modelo........................................................................................ 25
Definir presença online............................................................... 27
Objetivos.................................................................................... 29
Seleção de plataformas e meios................................................ 29
Periodicidade de publicação de conteúdos................................ 30
Prioridade de implementação..................................................... 30
Táticas para conversões e vendas............................................. 31

DIAGNÓSTICO DE PRESENÇA ONLINE......................33


ORÇAMENTO.................................................................33
MÉTRICAS......................................................................36

SITES E VENDAS ONLINE................................43


SITE ...............................................................................44
Planeamento.............................................................................. 44
Estrutura do site......................................................................... 46
Características de um bom site.................................................. 48
WordPress.................................................................................. 48

BLOG..............................................................................50
Planeamento.............................................................................. 50
Conteúdos.................................................................................. 52
8 MARKETING DIGITAL de A a Z

Estrutura do blog ....................................................................... 52


Divulgar...................................................................................... 53
Ganhar dinheiro como blogger................................................... 53
LOJA ONLINE.................................................................54
Estrutura e funcionalidades........................................................ 54
Requisitos legais........................................................................ 55
Segurança.................................................................................. 56
Soluções para criar loja online................................................... 57
Métodos de pagamento.............................................................. 58
Conteúdos.................................................................................. 59
Aumentar credibilidade da loja................................................... 59
Aumentar vendas....................................................................... 60
LANDING PAGE.............................................................61
Características de uma boa página............................................ 62
Como criar uma landing page.................................................... 63
Promover.................................................................................... 64

E-MAIL MARKETING.....................................................65
Como usar o e-mail marketing................................................... 65
Principais funcionalidades.......................................................... 65
Primeiros passos para criar campanha...................................... 66
Conteúdos e layout..................................................................... 67

RGPD..............................................................................69
O que é?..................................................................................... 69
RGPD no Marketing Digital........................................................ 70
Recomendações adicionais....................................................... 71
Erros frequentes relacionados com o RGPD............................. 71

REDES SOCIAIS...............................................77
SOCIAL MEDIA .............................................................78
Estratégia................................................................................... 78
Gestão de redes sociais............................................................. 80

FACEBOOK....................................................................84
Perfil pessoal.............................................................................. 85
Página profissional..................................................................... 87
Conteúdos.................................................................................. 89
Comunidade............................................................................... 91
Grupos........................................................................................ 93
Eventos....................................................................................... 93
Estatísticas................................................................................. 94
ÍNDICE 9

INSTAGRAM...................................................................96
Conta profissional....................................................................... 96
Conteúdo Instagram................................................................... 99
Hashtags...................................................................................100
Stories.......................................................................................101
Instagram TV.............................................................................103

ANÚNCIOS FACEBOOK E INSTAGRAM..................... 105


Promover conteúdo e gestor de anúncios.................................106
Criar campanha.........................................................................107
Públicos semelhantes e personalizados.................................... 111
Píxel do Facebook.....................................................................114

YOUTUBE..................................................................... 114
Configurar e personalizar o canal..............................................115
Publicar conteúdos....................................................................116
Comunidade............................................................................. 120

LINKEDIN...................................................................... 121
Perfil......................................................................................... 121
Página de empresa.................................................................. 123

CONTEÚDOS...................................................129
CONTEÚDOS ............................................................... 130
TEXTO........................................................................... 132
Copywriting............................................................................... 132
Storytelling................................................................................ 134
CRIAÇÃO E EDIÇÃO DE IMAGENS............................ 135
CRIAÇÃO DE VÍDEO.................................................... 137
Formatos, duração, características e plataformas.................... 137
Falar para a câmara, com guião............................................... 140
Criar vídeos com smartphone.................................................. 140
Porquê produzir vídeos verticais?............................................ 144
Ferramentas para criação de vídeo.......................................... 144
Captura de ecrã........................................................................ 145
Legendas.................................................................................. 147
Live........................................................................................... 148
Cinemagraph e plotagraph....................................................... 150
Chroma key.............................................................................. 152
Monte o seu estúdio................................................................. 154
Equipamento............................................................................ 155
10 MARKETING DIGITAL de A a Z

CONTEÚDOS 360 E VR............................................... 156


Fotografia 360.......................................................................... 157
Vídeo 360................................................................................. 158
Tinyplanet................................................................................. 158

ÁUDIO E PODCAST..................................................... 159


IMAGENS, VÍDEOS E MÚSICAS GRÁTIS.................... 161
DIREITOS DE AUTOR.................................................. 161

GOOGLE MARKETING...................................167
SEM – SEARCH ENGINE MARKETING...................... 168
SEO – OTIMIZAÇÃO PARA MOTORES DE PESQUISA.168
Diagnóstico............................................................................... 168
Fatores SEO............................................................................. 169
Keywords.................................................................................. 170
Link Building............................................................................. 173

GOOGLE ADS.............................................................. 175


Quem aparece nos primeiros lugares?.................................... 177
Índice de Qualidade................................................................. 177
Estrutura da conta.................................................................... 178
Campanhas.............................................................................. 179
Palavras-chave......................................................................... 181
Anúncios de texto (Search)...................................................... 182
Anúncios visuais (Display)........................................................ 183
Google Shopping...................................................................... 184
Anúncios em Vídeo.................................................................. 184
GOOGLE ANALYTICS.................................................. 186
Criar conta e associar site........................................................ 187
Página inicial............................................................................ 188
Relatórios................................................................................. 188
Modelos de relatórios............................................................... 189

GOOGLE MY BUSINESS (GMB)................................. 190


FERRAMENTAS GOOGLE........................................... 192
Google Search Console........................................................... 192
Google Tag Manager................................................................ 192
Google Tag Assistant................................................................ 192
Google Data Studio.................................................................. 193
Google Drive............................................................................ 193
Google Photos.......................................................................... 194
ÍNDICE 11

Google Docs............................................................................. 194


Google Forms........................................................................... 194
Gmail........................................................................................ 195
Google Suite............................................................................. 195
Google Chrome........................................................................ 195
Motor de pesquisa Google....................................................... 195
Google Translator..................................................................... 196
Google Alerts............................................................................ 197

Glossário.........................................................203
GLOSSÁRIO MARKETING DIGITAL de A a Z............204
Números................................................................................... 204
A............................................................................................... 204
B............................................................................................... 209
C............................................................................................... 213
D............................................................................................... 220
E............................................................................................... 223
F............................................................................................... 226
G............................................................................................... 229
H............................................................................................... 234
I................................................................................................ 236
J................................................................................................ 239
K............................................................................................... 239
L............................................................................................... 240
M.............................................................................................. 244
N............................................................................................... 248
O............................................................................................... 249
P............................................................................................... 251
Q............................................................................................... 257
R............................................................................................... 257
S............................................................................................... 260
T............................................................................................... 268
U............................................................................................... 272
V............................................................................................... 273
W.............................................................................................. 275
X............................................................................................... 278
Y............................................................................................... 278
Z............................................................................................... 278

TERMOS EM PORTUGUÊS DO BRASIL....................278


TERMOS EM INGLÊS..................................................280
PRINCIPAIS ABREVIATURAS.....................................282
FIM................................................................................284
12 MARKETING DIGITAL de A a Z

ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1 – Funil de conversão....................................................................................... 24
Figura 2 – Modelo de estratégia digital.......................................................................... 26
Figura 3 – Esquema com os principais aspetos de marketing digital a
considerar inicialmente................................................................................. 27
Figura 4 – Principais tipos de objetivos no marketing digital......................................... 29
Figura 5 – Lista de plataformas e meios, para selecionar numa estratégia digital........ 30
Figura 6 – Periodicidade de publicação de conteúdos por plataforma.......................... 30
Figura 7 – Pirâmide das prioridades do marketing digital............................................. 31
Figura 8 – Tática para obter conversões e vendas........................................................ 31
Figura 9 – Lista de ferramentas para diagnóstico de presença online.......................... 33
Figura 10 – Modelo de orçamento para marketing digital.............................................. 34
Figura 11 – Modelo de orçamento para anúncios nos ecossistemas das plataformas
Google e Facebook..................................................................................... 35
Figura 12 – Modelo de cálculo de retorno do investimento (ROI) de uma
campanha CPC.......................................................................................... 35
Figura 13 – Proposta de proporção de orçamento de acordo com a indústria.............. 36
Figura 14 – Principais métricas por plataforma............................................................. 37
Figura 15 – Estrutura de planeamento de site............................................................... 45
Figura 16 – Páginas específicas para site, blog, loja online ou landing page................ 46
Figura 17 – Estrutura de um blog.................................................................................. 51
Figura 18 – Exemplo de loja online em Shopify............................................................. 57
Figura 19 – Vantagens e desvantagens das principais plataformas para loja online..... 58
Figura 20 – Esquema de como deve ser uma landing page.......................................... 63
Figura 21– Landing page criada no Instapage.............................................................. 64
Figura 22 – Exemplo de formulário para newsletter...................................................... 67
Figura 23 – Exemplo de formulário com checkbox, com autorização para recolha
de dados..................................................................................................... 72
Figura 24 – Número de utilizadores mensais únicos (MAUs), por plataforma
social media............................................................................................... 78
Figura 25 – Idade dos principais social media.............................................................. 79
Figura 26 – Estrutura para definir estratégia nas redes sociais..................................... 80
Figura 27 – Modelo de agenda de publicações nos social media................................. 81
Figura 28 – Modelo para planeamento de conteúdos nas redes sociais....................... 81
Figura 29 – Melhores horários para publicar nos social media..................................... 82
Figura 30 – Melhores dias para publicar nos social media............................................ 82
Figura 31 – Informal ou formal: qual é o tom mais adequado?..................................... 83
Figura 32 – Evolução das Stories nas diversas plataformas......................................... 83
Figura 33 – Edgerank – fórmula do algoritmo do Facebook.......................................... 85
Figura 34 – Perfil pessoal vs página profissional no Facebook..................................... 86
Figura 35 – Anatomia de uma página Facebook........................................................... 88
Figura 36 – Interface de estatísticas da página Facebook. Horário com mais fãs
online.......................................................................................................... 95
Figura 37 – Integração do Instagram com o Facebook................................................. 98
Figura 38 – Compras no Instagram, conta profissional e estatísticas........................... 99
Figura 39 – Tática com sequência para divulgar vídeo IGTV...................................... 105
Figura 40 – Tabela comparativa do IGTV com YouTube.............................................. 105
Figura 41 – Plataformas de anúncios do ecossistema Facebook............................... 105
Figura 42 – Promover post vs gestor de anúncios do Facebook................................ 107
Figura 43 – Interface principal de publicidade no ecossistema Facebook,
assinalado com os objetivos mais frequentes.......................................... 107
Figura 44 – Segmentação avançada numa campanha no Facebook......................... 109
Figura 45 – Possibilidades de distribuição de anúncios no ecossistema Facebook.... 109
ÍNDICE DE FIGURAS 13

Figura 46 – Público personalizado com base no tráfego do site..................................113


Figura 47 – Público personalizado (retargeting) no Facebook......................................113
Figura 48 – Instalação do Píxel do Facebook...............................................................114
Figura 49 – Exemplo de canal YouTube configurado e personalizado..........................115
Figura 50 – Exemplo de thumbnail personalizado, criado para ter mais impacto
nas pesquisas...........................................................................................119
Figura 51 – Exemplo de perfil no LinkedIn.................................................................. 122
Figura 52 – Exemplo de página showcase no LinkedIn.............................................. 124
Figura 53 – Propagação dos conteúdos, através de várias plataformas, até
chegar ao utilizador.................................................................................. 130
Figura 54 – Sistematização dos principais tipos de conteúdos................................... 131
Figura 55 – Objetivos a atingir, de acordo com o tipo de conteúdo............................. 131
Figura 56 – Proposta de proporção de tipo de conteúdos: imagem, vídeo texto
e outros.................................................................................................... 132
Figura 57 – Estrutura para planear um artigo.............................................................. 133
Figura 58 – Estrutura para redigir um texto para a web............................................... 133
Figura 59 – Anatomia de um artigo............................................................................. 134
Figura 60 – Canva, ferramenta para criar imagens para diversas plataformas
e redes sociais......................................................................................... 135
Figura 61 – Tabela com as principais Apps de composição e edição de imagem...... 136
Figura 62 – Formatos de conteúdos mais utilizados................................................... 137
Figura 63 – Tabela com os vários formatos de vídeo e respetivas plataformas.......... 138
Figura 64 – Duração máxima de vídeos e live por plataforma.................................... 139
Figura 65 – Estrutura de modelo para criar um guião................................................. 140
Figura 66 – Estabilização de vídeo com selfie stick ou gimbal para smartphone....... 141
Figura 67 – Smartphone video rig, para utilizar acessórios, estabilizar e usar
com tripé................................................................................................... 142
Figura 68 – Tabela com recomendação de Apps mobile para vídeo........................... 143
Figura 69 – Interface do Inshot, com exemplos para adicionar música, efeitos,
texto, emoji e outros................................................................................ 143
Figura 70 – Vídeo legendado e interface de legendagem do Facebook..................... 147
Figura 71 – Legendas incorporadas com Clipomatic e no Camtasia, com barra
de progressão........................................................................................... 147
Figura 72 – Mevo Plus para transmissão em direto multi câmara (com apenas
uma câmara de bolso) ............................................................................. 150
Figura 73 – Tabela com as principais ferramentas para criar cinemagraph............... 151
Figura 74 – Criação de cinemagraph no Photoshop, com máscara de
congelamento visível............................................................................... 152
Figura 75 – Tabela com as principais Apps para criar fotografia animada.................. 152
Figura 76 – Tabela com as principais Apps para criar chroma key com smartphone.. 153
Figura 77 – Exemplo de aplicação de chroma key com cenário virtual....................... 154
Figura 78 – Exemplo de espaço 2m*2m para mini estúdio de vídeo.......................... 154
Figura 79 – Lista de equipamento recomendado para vídeo...................................... 155
Figura 80 – Um dos microfones sem fios mais pequeno e económico....................... 156
Figura 81 – Fotografia 360 com smartphone, no Facebook........................................ 157
Figura 82 – Exemplos de imagens tinyplanet, criadas através de fotografia 360........ 158
Figura 83 – Tabela com as principais soluções para publicar um podcast.................. 159
Figura 84 – Exemplo de estúdio para podcast............................................................ 160
Figura 85 – Equipamento para podcast – Rode Caster Pro........................................ 160
Figura 87 – Diagnóstico SEO no site farfetch.com...................................................... 169
Figura 88 – Utilização de keyword genérica vs keyword específica............................ 171
Figura 89 – Os três fatores mais importantes na definição de keywords.................... 171
Figura 90 – Ubersuggest: ferramenta de análise de keywords.................................... 172
Figura 91 – Modelo para criar lista de keywords para o seu negócio.......................... 173
Figura 92 – SERPs, com resultados pagos (Google Ads) e não pagos (orgânico)..... 175
Figura 93 – Rede Search vs Rede Display.................................................................. 176
Figura 94 – Como funciona o leilão, no Google.......................................................... 177
14 MARKETING DIGITAL de A a Z

Figura 95 – Simulação de leilão com anúncios Google............................................... 178


Figura 96 – Caracterização do índice de qualidade.................................................... 178
Figura 97 – Estrutura de conta Google Ads................................................................. 179
Figura 98 – Criação de uma campanha Google Ads, escolhendo os objetivos
e a rede.................................................................................................... 180
Figura 99 – Tabela comparativa do tipo de campanhas Google Ads e respetivos
objetivos................................................................................................... 180
Figura 100 – Tipos de correspondências utilizados em palavras-chave ..................... 181
Figura 101 – Exemplos de anúncios Google Ads em mobile com diversos tipos
de extensão de anúncios........................................................................ 182
Figura 102 – Exemplo de anúncios Display................................................................. 183
Figura 103 – Exemplo de anúncios Google Shopping................................................. 184
Figura 104 – Exemplo de anúncio de vídeo no YouTube............................................. 185
Figura 105 – Tipos de anúncios em vídeo para YouTube............................................ 185
Figura 106 – Página inicial do Google Analytics.......................................................... 188
Figura 107 – Exemplo de relatório personalizado........................................................ 189
Figura 108 – Ficha da empresa no Google com publicações em destaque................ 190
Figura 109 – Feed de publicações do GMB nas pesquisas Google............................ 191
Figura 110 – Exemplo de dashboard, criado no Google Data Studio.......................... 193
PRIMEIROS PASSOS 15

PRIMEIROS PASSOS
Vai iniciar uma viagem no mundo digital. Para facilitar a aquisição
de conhecimento, este livro foi criado a pensar na melhor experiência
possível para si, caro leitor. A informação está objetiva, sistematizada,
resumida e orientada para que, quem está a começar, aprenda rapida-
mente. Para além disso, está muito visual, ilustrado com imagens, es-
quemas e quadros, para aprender com o menor esforço possível, atra-
vés de uma linguagem simples e motivadora.
Este manual destina-se a todo aquele que está a iniciar-se no mun-
do do marketing digital e pretende adquirir rapidamente competências
estratégicas.
Dirige-se ao empresário, diretor ou gestor que pretende saber os
caminhos mais acertados e estar apto para comunicar com proficiên-
cia com os seus colaboradores. Ao profissional que pretende desbra-
var caminho no mundo digital. Ao estudante que está a iniciar-se. Mas
também a profissionais de marketing digital que não dominam todas as
áreas ou com poucos anos de experiência.
Aquele que tem conhecimentos avançados, irá beneficiar de dicas
práticas nos vários capítulos e, também, no glossário, que abrange o
nível inicial e o mais avançado.
É um guia simples, mas seguro, para descodificar terminologias
e ajudar a conhecer as principais possibilidades do marketing digital,
aplicadas no mundo profissional.

Estrutura do livro

Parte 1 – cinco capítulos

Estratégia de Marketing Digital – defina uma estratégia online


assertiva, com métricas ajustadas, recorrendo a modelos e táticas ali-
nhadas com os objetivos definidos.
Site e Vendas Online – crie presença com site, blog, loja online ou
landing page. Comunique através de e-mail marketing e utilize os dados
em conformidade com o RGPD.
Redes Sociais – comunique através dos principais social media:
Facebook, Instagram, YouTube e LinkedIn. Invista eficientemente em
anúncios no ecossistema Facebook.
Conteúdos – publique conteúdos atrativos, para conquistar a au-
diência e alcançar novos públicos, com: texto, imagem, áudio, vídeo,
live e conteúdos 360.
Google Marketing – destaque o seu negócio no maior motor de
pesquisa do mundo, com técnicas SEO, anúncios Google Ads, Google
Analytics e outras ferramentas.
16 MARKETING DIGITAL de A a Z

Parte 2 – glossário

Glossário Marketing Digital – é constituído por mais de 800 ter-


mos, relacionados com digital, marketing, gestão e tecnologia.
Glossário PT BR EN – é um mini glossário com terminologias em
português do Brasil e em inglês (as mais frequentes).

Glossário

É natural que, ao longo de cada capítulo, encontre terminologias com


as quais não está familiarizado e que não saiba o seu significado. Para isso,
consulte a segunda parte deste livro, com um glossário muito completo de
todos os termos relacionados, de algum modo, com marketing digital.
Este glossário também é útil para usar em reuniões com profissio-
nais ou empresas da área. Permite-lhe familiarizar-se com as principais
terminologias e comunicar mais eficazmente, demonstrando conheci-
mento na área.

Estrutura de cada capítulo


No início de cada capítulo existe uma apresentação dos principais
temas, para se orientar facilmente com os assuntos tratados.
No final de cada capítulo, está organizada informação para o ajudar
a sintetizar ou a focar nos aspetos mais pertinentes.

Formatação
Optou-se por não aplicar itálicos em estrangeirismos, por ser muito
frequente o seu uso nesta área. A sua utilização acabaria por gerar o efei-
to inverso – dificultar a leitura, em vez de a facilitar. Pela mesma razão,
foram usadas abreviaturas, não só nas tabelas, mas também nos textos.
Optou-se, ainda, sempre que se considerou mais apropriado, pelo em-
prego de algarismos, em vez de escrevê-los por extenso. As ideias impor-
tantes foram realçadas, para ser possível uma leitura fácil ou para con-
sulta na diagonal. Também encontrará links destacados com exemplos
ou recursos úteis.
Os temas principais de cada capítulo encontram-se identificados
com um emoji representativo, de acordo com os assuntos apresentados
no início do capítulo. Desta forma, facilita a navegação durante a leitura.

Quiz
Depois de ler cada capítulo, faça o quiz no final.
É um conjunto de dez questões de escolha múltipla, com apenas
uma resposta correta. Tente resolver este teste em dez minutos e valide
a pontuação no final, podendo registar a sua nota. Cada pergunta certa
vale dois pontos. Por isso, some a pontuação dos cinco testes e veja a
pontuação final. Se obtiver menos de 50 pontos, é recomendado que
consulte o livro de novo. Se o resultado for entre 50 pontos e 70 pon-
PRIMEIROS PASSOS 17

tos, é uma boa pontuação. Se obteve mais de 70 pontos, parabéns! Teve


muita facilidade na aquisição do conhecimento.

Pontuação obtida nos cinco capítulos deste livro


ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL
SITE E VENDAS ONLINE
REDES SOCIAIS
CONTEÚDOS
GOOGLE MARKETING
TOTAL

Questões frequentes

São apresentadas as questões mais frequentes que, normalmente,


me colocam nas formações e consultorias. É dada uma resposta curta,
isto é, não significa que seja, necessariamente, a melhor solução para
todos. Mas será a melhor solução para a maioria dos casos.

Links de recursos
Estão disponíveis os principais links referidos ao longo do capítulo,
para que os consiga consultar facilmente, sem ter de os procurar. São, por
norma, links com mais informações ou exemplos. Adicionalmente, exis-
tem mais ligações específicas de ferramentas, que estão no respetivo texto.

Erros frequentes
São os erros que vejo acontecer com mais frequência na minha
experiência enquanto formador e consultor de empresas. Alguns deles
são muito básicos, mas recorrentes em muitos negócios. Por isso, evite
cometê-los, consultando esta secção em cada capítulo.

Checklist
Para facilitar a consolidação de conhecimentos e a implementação
de tarefas, é apresentada uma lista com as principais ideias e ações a
desencadear.

Antes de começar
Qual é o seu grau de conhecimento em marketing digital? Boa per-
gunta! Então, lanço o desafio de fazer um quiz inicial, constituído por
dez questões, com apenas uma resposta certa para cada pergunta. Tente
fazê-lo em dez minutos, no máximo, sem consulta. O objetivo é saber
como está o seu conhecimento nesta área.
Cada questão vale dois pontos. Se obteve menos de dez pontos, o
seu grau de conhecimento nesta área é inicial – não se preocupe, está
18 MARKETING DIGITAL de A a Z

a ler o livro certo! Se obteve entre dez e catorze pontos, o seu nível de
conhecimento é intermédio. Se obteve dezasseis pontos, ou mais, está
de parabéns, porque tem uma boa base de conhecimento – mas, ainda
assim, irá aprender muito ao longo do livro. Avance para a próxima
página para iniciar.

Agora que está a começar a sua aventura, ou durante a leitura, par-


tilhe fotos criativas nas redes sociais, com a hashtag #guiamktdigital
e #vascomarques, e identifique o autor Vasco Marques no Facebook,
Instagram, LinkedIn ou Twitter. Se publicar algum artigo num blog ou
vídeo, informe-nos, para partilharmos.

Encontre mais informações em www.guiamktdigital.com.


COLEÇÃO DE LIVROS DIGITAL 360 19

Quiz Inicial de Marketing Digital


1. Uma boa estratégia de conteúdos deve ter como principais objetivos
a. Acrescentar valor, ser útil e relevante para o público-alvo.
b. Publicar apenas produtos e serviços diariamente.
c. Criar interação com conteúdos divertidos.

2. O site é importante porque


a. Aparece no Google.
b. Permite obter visitas gratuitamente.
c. Tem controlo sobre a plataforma e dados. Integra com toda a estratégia digital.

3. O que é e-mail marketing?


a. É o envio de e-mails pelo Gmail ou MS Outlook.
b. Uma das formas mais recorrentes, é a utilização de plataforma de e-mail
marketing para envio de campanhas, para uma lista de quem deu consenti-
mento prévio para o efeito.
c. É vender por e-mail.

4. O que é SEO?
a. É Search Engine Optimization.
b. É o diretor geral de uma empresa.
c. É uma forma de medir retorno do investimento.

5. O que é o Google Ads?


a. É uma plataforma de anúncios na Rede Search Google, no Google Sho-
pping, Na rede Display, em Apps e no YouTube.
b. É uma plataforma de anúncios no motor de pesquisa Google.
c. É uma plataforma de analítica.

6. Como deve ser criada uma presença profissional no Facebook?


a. Com página profissional.
b. Com perfil pessoal.
c. Com perfil pessoal e página profissional.

7. É possível inserir links clicáveis no Instagram?


a. Não.
b. Sim.
c. Sim, no biografia, Stories com mais de 10k seguidores e em anúncios.

8. O que é um GIF?
a. Uma fotografia.
b. Um vídeo.
c. Uma imagem animada.

9. Qual é o formato de vídeo mais adequado para redes sociais em


dispositivos móveis?
a. Quadrado.
b. Vertical e 360.
c. Horizontal.

10. Como deve ser criada presença no LinkedIn?


a. Com perfil para pessoas e página para empresas.
b. Com página para pessoas e para empresas.
c. Com perfil para pessoas e para empresas.

Pontuação_______
Soluções: 1 a, 2 c, 3 b, 4 a, 5 a, 6 a, 7 c, 8 c, 9 a, 10 a
20 MARKETING DIGITAL de A a Z

COLEÇÃO DE LIVROS DIGITAL 360


O livro Marketing Digital de A a Z é o ponto de partida, e a base,
para quem quer iniciar-se no mundo digital. Se desejar aprofundar co-
nhecimentos, é recomendável continuar a ler outras obras e participar
em formações complementares.
Para os próximos passos, recomendo o livro Marketing Digital 360,
com mais de 500 páginas, apto para satisfazer a avidez de conhecimen-
tos mais avançados.
Se pretende mais especificidade nos social media, o livro Redes So-
ciais 360 é o mais indicado. Tem quase 600 páginas, com ilustrações e
informação, passo a passo, de como gerir redes sociais e criar conteú-
dos.
Se o que procura é especializar-se no vídeo, o livro Vídeo Marke-
ting mergulha nesse tema a fundo, com indicação de ferramentas, equi-
pamentos e Apps para criar todo o tipo de vídeos: do mais simples ao
mais sofisticado.

Adicionalmente, procure formações, presenciais ou online, ade-


quadas às suas necessidades em www.vascomarques.com.
PREFÁCIO 21

AGRADECIMENTOS
Um sentimento de gratidão enorme por todos aqueles que me
permitiram chegar até aqui: amigos, parceiros, colegas de profissão e
clientes. Partilhar conhecimento é muito gratificante e desafiante. É
impossível não aprender todos os dias nesta área com todos os meios e
pessoas que nos rodeiam.
É no contacto direto com os formandos que evoluo mais, pois per-
cebo as suas necessidades, levando-me a procurar novas soluções. Dão-
-me a oportunidade de também aprender com eles.
Mas tenho de agradecer, especificamente, a Ana Gouveia, Carlos
Forte, Noémia Margarido, Susana Ferreira e Ulisses Lopes.
Agradeço também aos parceiros PTisp – Hosting, E-goi, SEMrush,
Swonkie, 360nrs e Jivochat.
Agradeço ao Frederico Carvalho, por prefaciar este livro. É um
amigo e um profissional de referência. O Frederico é consultor e forma-
dor em diversas temáticas, associadas ao marketing digital e à criação
de estratégias de vendas online. É, ainda, fundador e organizador da
Conferência de Marketing e Vendas Online – Clicksummit.
Agradeço também ao João Ferreira Pinto, advogado, com cerca de
vinte anos de experiência, dos quais mais de dez foram dedicados à as-
sessoria jurídica, nas áreas de prática de proteção de dados e de Direito
Digital, pela sua contribuição no tema RGPD deste livro.
Agradeço, de uma forma muito especial, à minha mulher, aos meus
filhos e à minha restante família.
22 MARKETING DIGITAL de A a Z

PREFÁCIO
“O tempo é a substância da qual sou feito. O tempo é um ria-
cho que me arrasta com ele, mas o riacho sou eu; é o tigre que
me destrói, mas o tigre sou eu, é um fogo que me consome,
mas o fogo sou eu.”
(Jorge Luís Borges, 1953).

Vasco Marques é daquelas pessoas que faz acontecer! É um dos


importantes precursores do mercado lusófono na área do marketing e
uma autoridade na área do empreendedorismo e das novas tecnologias.
Trata-se de um profissional que realiza, experimenta, testa e executa. O
Vasco explora os canais, procura enriquecer-se em conferências nacio-
nais e internacionais, e transforma todo esse conhecimento adquirido
numa metodologia com aplicabilidade simples, sempre cooperante na
partilha com os outros - o seu público.
Há vários anos, nos Açores, encontrei, inesperadamente, o Vasco,
na rua. Neste paraíso ambiental, tive oportunidade de conhecer o seu
lado humano e energético na partilha entusiasta de conhecimento. Foi
perto do Parque Terra Nostra, onde fica a Poça da Dona Beija, numa das
cinco piscinas onde se situam as instalações termais, paisagem tropical.
O Vasco, que estava com amigos em banho de águas vulcânicas, decidiu
fazer um direto comigo para as redes sociais, para, em conjunto, falar-
mos sobre marketing digital.
O Vasco é daquelas pessoas que “Age” rapidamente, para fazer
acontecer. Sem receios! A água escaldava!
Recentemente, ao visitar, pela primeira vez, o estúdio sofisticado
do Vasco, em Braga, onde, em entrevista, trocámos ideias sobre as ten-
dências do marketing e, nomeadamente, sobre a experiência conjunta
que vivenciámos na conferência mundial de vídeo digital e criadores de
conteúdo online - a VidCon -, em Londres, pude apreciar a extrema de-
dicação e paixão que tem pela sua atividade, o que faz toda a diferença.
O seu domínio nos sistemas de informação, a atenção ao detalhe
e a aplicabilidade que advêm do valioso contacto que tem com as reais
necessidades das pessoas e das empresas, reflete-se também nesta obra
que nos apresenta, a juntar às outras três de referência, já publicadas:
Marketing Digital 360, Vídeo Marketing e Redes Sociais 360.
Marketing Digital de A a Z é, como já nos habituou Vasco Mar-
ques, uma obra de apoio ao marketing profissional, um imperativo para
aqueles que nele se iniciam, pois, para além da transmissão do conhe-
cimento baseado na sua vasta experiência, possui um incrível glossário,
constituído por mais de 800 termos, relacionados com digital, marke-
ting, gestão e tecnologia, que tornam esta obra universal para qualquer
nível de conhecimento.
Note-se que os custos de acesso à Internet estão cada vez mais re-
duzidos. Portugal ganhou um programa europeu, através do qual 80
municípios vão, nos próximos anos, possuir redes gratuitas de acesso
à Internet, em espaços públicos, permitindo acesso facilitado à rede a
toda a população.
O número de portugueses que compra online continua a crescer
exponencialmente, tendo o Observador Cetelem identificado que 39 %
dos portugueses confirmam realizar compras online, certamente com o
contributo dos 96,8 % de portugueses com telemóvel, em que 75 % de-
les acede à Internet através desse meio. Segundo a ANACOM, os utili-
zadores do serviço móvel de acesso à Internet atingiram os 7,6 milhões
(mais 6,4 % que no ano anterior).
É neste contexto global e complexo que esta obra vem criar prio-
ridades, com uma metodologia prática, descodificando conceitos, con-
tribuindo para alinhar estratégias de negócio, utilizando o marketing
através dos canais digitais, num contexto das necessidades do mundo
profissional.

Frederico Carvalho - consultor de marketing digital e fundador


do Clicksummit.
ESTRATÉGIA DE
MARKETING DIGITAL

ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL


DEFINIÇÃO DE UMA ESTRATÉGIA DIGITAL
Modelo
Definir presença online
Objetivos
Seleção de plataformas e meios
Periodicidade de publicação de conteúdos
Prioridade de implementação
Táticas para conversões e vendas
DIAGNÓSTICO DE PRESENÇA ONLINE
ORÇAMENTO
MÉTRICAS
ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL 25

ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL


É fundamental definir uma estratégia digital para qualquer negó-
cio ou organização. Se não houver uma estratégia definida, todos os ca-
minhos estão certos, porque ninguém sabe para onde quer ir!

Essa estratégia irá orientar a forma de agir de uma empresa para


atingir os seus objetivos. Deve ser criado um mapa, que pode ser ajusta-
do ao longo do tempo, para ajudar a navegar em águas incertas.

Deve ser construído um plano simples, mas eficaz, que seja facil-
mente ajustável em função das variáveis (ambiente externo, alterações
tecnológicas, novo comportamento do cliente, novas funcionalidades
em ferramentas, alterações de algoritmo ou outras).

É fundamental considerar que, atualmente, o cliente consulta in-


formações essencialmente através de dispositivos móveis e em diversas
situações, a maioria delas com pouco tempo disponível. Mas irá com-
plementar a sua necessidade de obter mais conteúdo noutros disposi-
tivos, como, por exemplo, num tablet ou computador. Esta diversidade
de dispositivos, plataformas e comportamentos vai gerar vários pontos
de contacto (touch points) e, por vezes, pode ser desafiante seguir e unir
tudo num mesmo perfil de cliente e estabelecer relações de causa e efei-
to.
O Customer Journey consiste no mapeamento de todos os pontos
de contacto entre o cliente e a marca. Considerando todo o percurso
realizado pelo cliente em diversos canais e em vários dispositivos, a
informação libertada pela sua pegada digital é valiosa, pois permite a
uma empresa ajustar a sua comunicação e melhorar a experiência com
o cliente, através de, por exemplo, informação submetida em formu-
lários, comentários nas redes sociais, visitas a sites ou lojas, compor-
tamentos online e outras informações. Assim, uma empresa poderá
conhecer melhor o que o cliente deseja em cada passo que dá nesta jor-
nada digital. O mapa deve ser construído com base nos dados de que
dispõe, para criar uma visão de 360 graus do comportamento e desejos
do cliente, o que permite, em interações futuras, satisfazer as suas ex-
pectativas de forma eficiente.
Neste âmbito, pode ainda optar pela criação da persona, que dá
a possibilidade de representar, de uma forma mais segmentada, um
cliente e permite facilitar todo o processo de comunicação ao longo da
jornada digital. Esta jornada começa nos Micro Moments (pequenos
momentos de contacto) e termina no Customer Journey, com o Auto-
mation Marketing (automação e integração de ferramentas) para au-
mentar a eficiência dos pontos de contacto.
26 MARKETING DIGITAL de A a Z

Paralelamente, existe um percurso no sentido da conversão,


representado pelo funil:

Figura 1 – Funil de conversão.

Atrair – o primeiro passo, é atrair a atenção do potencial clien-


te. Campanhas de notoriedade ajudam neste processo, mas também a
publicação de conteúdos atrativos do interesse do público-alvo. A im-
plementação de técnicas de SEO, publicações em blog e conteúdos nos
social media, ajudam a atrair mais público.
Interagir – ao interagir nos social media, ou noutras plataformas, está
a criar relações ou a ajudar potenciais clientes em situações específicas. Este
crédito de autoridade trará benefícios nas fases posteriores.
Converter – a obtenção de contacto qualificado é um tipo de con-
versão. Pode ocorrer numa landing page, formulário ou plataformas de
Instant Messaging. O esforço efetuado para atrair e interagir facilitará
o processo de conversão.
Vender – a venda decorre do sucesso da conversão, sendo coad-
juvado pelo e-mail, CRM ou outras ferramentas ou técnicas. Também
podem ocorrer diretamente, na loja online, com campanhas do ecossis-
tema Google e Facebook.
Fidelizar – a última fase é fidelizar e satisfazer os clientes, para
que se possam manter, efetuar compras recorrentes ou recomendar
produtos a terceiros. Pode ser feito, recorrendo ao CRM, grupos priva-
dos, e-mail, conteúdos exclusivos ou outras abordagens.

DEFINIÇÃO DE UMA ESTRATÉGIA DIGITAL


Em alguns negócios, uma estrutura de modelo mais simples permite
definir uma estratégia. Noutros negócios, poderá ser necessário desenvol-
ver um plano mais detalhado.
ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL 27

Proposta de estrutura de um Plano de Marketing Digital:


• Briefing – deve ser efetuado um enquadramento, uma recolha de
informações do projeto, para orientar na criação do plano para as
soluções e objetivos desejados. Devem ser apresentadas informa-
ções sobre o posicionamento e a segmentação;
• Análise interna e externa – neste âmbito, recomenda-se consi-
derar o histórico da empresa: a procura e a oferta, a concorrência
e os fatores do ambiente externo onde o negócio está inserido.
É uma boa prática utilizar ferramentas de análise e diagnóstico:
Google Trends, Ubersuggest, Similarweb, Buzzsumo, Google Test
My Site, Facebook Ads Library e outras (ver, adiante, tabela com-
pleta para diagnóstico);
• Orçamento e recursos – saber qual é o budget previsto, inicial e
mensal (ver modelo adiante), e que outros recursos vão ser neces-
sários;
• Plataformas – decidir em que plataformas e meios estará pre-
sente (ver tabela adiante);
• Objetivos – definir objetivos específicos, mensuráveis, alcançá-
veis, realistas e definidos no tempo (SMART). Podem ser, por
exemplo, a venda de determinados produtos, aumentar o tráfego
no site, aumentar notoriedade da marca, gerar contactos, subscri-
ções ou outros;
• Público-alvo – caracterização sobre o público-alvo, nomeada-
mente informação demográfica, comportamentos e interesse. O
Facebook Audience Insights é uma ferramenta que pode ajudar
a pormenorizar esta descrição. Se for necessária uma informação
mais detalhada, poderá ser definida a persona;
• Analítica – definir as métricas e indicadores de performance
(KPI), para analisar o desempenho das táticas. O Google Analy-
tics será uma das ferramentas essenciais a utilizar. No entanto,
qualquer plataforma que seja escolhida terá um sistema de analí-
tica para recolher as métricas mais importantes;
• Observações – indicar informação adicional que seja importante
colocar no plano, por exemplo, cenários possíveis para situações
incomuns, variáveis que não se controlam ou outras informações.

Modelo

Para elaborar um plano adequado, pode guiar-se pela proposta


de estrutura apresentada anteriormente.
28 MARKETING DIGITAL de A a Z

Escreva diretamente ou adapte este modelo, para começar a ali-


nhar ideias:
Nome do projeto: Tempo: (6 meses ou 12 meses)

Briefing

Análise interna e externa

Orçamento e recursos

Plataformas

Objetivos

Público-alvo

Analítica

Observações

Figura 2 – Modelo de estratégia digital.

Faça download ou edite o modelo de estrutura da estratégia digital


em www.vasco.digital/modelodigital.
ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL 29

No quadro seguinte estão apresentados os principais aspetos a


ter em consideração para uma implementação inicial do marketing
digital.

Figura 3 – Esquema com os principais aspetos de marketing digital a considerar inicial-


mente.

Definir presença online

Para ajudar a pensar em nomes para domínios ou marcas, re-


comendo o seguinte método:
• Troque ideias com outra pessoa e registe o brainstorming;
• Utilize o Google Trends e o Ubersuggest para saber o que é mais
pesquisado e quais são as tendências de comportamento;
• Depois de todas as hipóteses selecionadas, apure as três melhores
e avalie a disponibilidade de: domínio, username nas redes so-
ciais e registo de marca.

Para verificar a disponibilidade de nomes nas redes sociais e


domínios:
1. Faça uma análise preliminar da disponibilidade do nome em vá-
rias terminações e nas redes sociais (é importante para manter
a coerência do nome, se for possível). Para ajudar, utilize www.
namechk.com.
2. Verifique a disponibilidade do domínio:
a. Terminação .com,
b. Outras terminações relevantes: .eu, .net e outras,
c. Terminações de países: .pt, .es, .com.br, .co.uk e outras re-
levantes,
d. Novas terminações: .digital, .video, .jobs, .app e outras rele-
vantes;
30 MARKETING DIGITAL de A a Z

3. Se encontrou, numa destas opções, um domínio que lhe agrada


ou, cumulativamente, nas diversas propostas, registe-o.

Registe domínios em www.vasco.digital/dominio.

Se nenhuma das opções lhe agradou, e se registar uma termina-


ção mais específica não é solução, volte ao processo de brainstorming
de ideias de nomes, para recomeçar a captação de ideias.

Defina também a hashtag do negócio, pesquisando em www.


tagboard.com.

Pondere a possibilidade de registar a marca a nível nacional, eu-


ropeu ou mundial, para proteger a sua escolha.

Registo de marca nacional em www.vasco.digital/registarmarca.

Pesquisar disponibilidade de marca em www.vasco.digital/


pesquisamarca.

Pesquisar marca por imagem em www.vasco.digital/


marcaimagem.

Registo de marca europeia em www.vasco.digital/marcaeuropa.

Registo de marca mundial, efetuado pelo INPI, em www.vasco.


digital/marcamundial.

Mais informações sobre marca internacional em www.vasco.


digital/europamarcas.

Em várias circunstâncias, é importante utilizar links curtos (short


url), para transformar um link demasiado longo no mais curto possí-
vel, e que seja memorizável. Pode ser utilizado para: envio de SMS,
nas redes sociais, conversações em Instant Messaging (Messenger,
WhatsApp e outros), monitorizar cliques de acordo com plataforma
divulgada, e-mail marketing e outros.

Para criar short links personalizados, crie uma conta em bit.ly e


ajuste o link encurtado para algo simples e fácil de memorizar, como,
por exemplo, www.bit.ly/youtubevasco.
ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL 31

Objetivos
Existem quatro grandes tipos de objetivos a definir:

Alinhar táticas para dar a conhecer a


a conhecer

Notoriedade
marca ao público-alvo.
Dar

Criar relação, interagindo com a audiên-


Interação
cia e entregando valor neste processo.

Depois de uma relação criada, os mais in-


Resultados

Tráfego teressados podem ver mais informação no


site, blog, loja online ou landing page.
Vão-se gerar conversões ou vendas, de-
Conversão pois de ter conquistado o cliente através
dos passos anteriores.
Figura 4 – Principais tipos de objetivos no marketing digital.

Cada um destes objetivos ramifica em micro objetivos mais espe-


cíficos, que podem estar encadeados, como, por exemplo:
• Aumentar em 20 % o tráfego da loja online, em três meses;
• Atingir mil inscrições na newsletter, em seis meses;
• Aumentar as vendas de um produto em 20 %, em dois meses.

Seleção de plataformas e meios

Assinale com um X as plataformas ou os meios em que deseja


estar presente:
SITE
BLOG
LOJA ONLINE
LANDING PAGE
E-MAIL MARKETING
SEO
GOOGLE ADS
GOOGLE ANALYTICS
GOOGLE MY BUSINESS
FACEBOOK
INSTAGRAM
ANÚNCIOS FACEBOOK E INSTAGRAM
32 MARKETING DIGITAL de A a Z

YOUTUBE
LINKEDIN
CONTEÚDOS
TEXTO
IMAGEM
VÍDEO
CONTEÚDOS 360 E VR
ÁUDIO E PODCAST
Figura 5 – Lista de plataformas e meios, para selecionar numa estratégia digital.

Faça download da lista de plataformas e dos meios, para assinalar aque-


las nas quais deseja estar presente, em www.vasco.digital/listaplataformas.

Periodicidade de publicação de conteúdos


De acordo com a plataforma, deve ajustar a periodicidade e, em alguns
casos, o próprio conteúdo. De acordo com o tipo de negócio e do público-alvo,
a periodicidade pode variar. Mas fica com uma hipótese de plano, que deverá
ajustar à realidade do projeto em causa.

• Newsletter: duas por mês.


• Blog: uma por semana.
• YouTube: uma por semana.
• LinkedIn: três por semana.
• Facebook: cinco por semana.
• Twitter: uma por dia.
• Instagram: três por dia.

Figura 6 – Periodicidade de publicação de conteúdos por plataforma.

Prioridade de implementação

Quando se implementa uma estratégia digital, convém ter em mente


prioridades de cada camada tática.

Neste gráfico, poderá consultar uma proposta de prioridades,


que assentam umas sobre as outras, com uma sequência de melhoria
contínua.
ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL 33

Figura 7– Pirâmide das prioridades do marketing digital.

• Estratégia Marketing Digital – definição de plano e de presença onli-


ne, diagnóstico, análise da concorrência, alinhamento de objetivos e es-
tabelecimento de métricas.
• Site – criação ou otimização do site. Criação de blog, landing page ou loja
online.
• Conteúdos – criação de conteúdos para as diversas plataformas, espe-
cialmente para blog e restantes social media. Implementação do plano de
conteúdos.
• Social Media – criação ou melhoria da presença nos principais social
media: Facebook, Instagram, YouTube e LinkedIn.
• Google – implementação de técnicas de SEO e investimento em campa-
nhas de Google Ads (Search, Display, Shopping, Vídeo ou outras). Acom-
panhamento das métricas do Google Analytics e ajuste da estratégia, se
necessário, e implementação de novas táticas, num processo de melhoria
contínua.

Táticas para conversões e vendas

De forma a articular as diversas plataformas, devem ser montadas táticas


orientadas para atingir os objetivos. A mais útil e mais frequente é para obter
conversões e vendas.

Figura 8 – Tática para obter conversões e vendas.


34 MARKETING DIGITAL de A a Z

Pressupondo que o site (blog, loja ou landing page) é fundamental para


a conversão, o objetivo será obter fontes de tráfego.

Principais fontes de tráfego

Direto – os utilizadores escrevem o endereço diretamente no browser,


que, fruto de visitas recorrentes, já conhecem o URL. É o resultado da con-
quista de clientes à procura de novos produtos ou serviços. Mas também é
devido a publicações regulares de conteúdos de qualidade.
Orgânico – através de técnicas de SEO, o site tende a aparecer nas
pesquisas no Google.
Google Ads – ao investir em anúncios, aparecerá nas pesquisas em
destaque, com anúncios Google Shopping, no YouTube e na rede de sites
com anúncios Display.
Referências – obterá tráfego de outros sites que recomendam o seu,
através de links diretos para determinadas páginas.
Social media – obterá tráfego do Facebook, Instagram (biografia
ou Stories com mais de 10k seguidores), LinkedIn, YouTube (descrição e
Cards), WhatsApp, Facebook Messenger, Pinterest e outros.
Social ads – é o tráfego proveniente de anúncios (pagos) nos social
media, nomeadamente, no ecossistema Facebook (Facebook, Facebook
Messenger, Instagram e Audience Network), Twitter, LinkedIn e outros.
e-Mail marketing – especialmente através de campanhas de e-mail
(newsletter ou outros), obterá tráfego adicional.

O resultado de tudo isto será: tráfego para o site, novos inscritos numa
lista de e-mails (vulgarmente conhecida por newsletter), obtenção de leads
qualificados ou vendas. Pode atingir só um destes objetivos, uma combina-
ção deles ou todos.
Ocorre que, depois de todo este fluxo, existirão utilizadores que não
executaram a ação desejada, especialmente o preenchimento do formulário
de contacto (lead) ou a compra do produto (venda).
Por isso, é uma boa prática executar campanhas de retargeting que vão
impactar e recuperar utilizadores que não executaram a ação desejada, pas-
sando a ver anúncios em diversas plataformas Google e Facebook, na expec-
tativa de poderem comprar o produto ou vender outros produtos comple-
mentares.
Também é uma boa prática fazer campanhas para todos aqueles que,
mesmo que não tenham visitado o site, estejam a interagir com as redes
sociais da marca, para visualizarem uma campanha específica para os utili-
zadores que já estão na segunda fase do funil. É, ainda, possível lançar cam-
panhas de publicidade, direcionadas para utilizadores de uma determinada
lista de e-mails.
ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL 35

DIAGNÓSTICO DE PRESENÇA ONLINE


Para quem já tem alguma presença online, é importante fazer um diag-
nóstico. Se está a começar tudo no digital, deverá fazê-lo no período de seis
a doze meses. O ideal, é realizá-lo com um profissional de marketing digital
especializado.
Pode usar algumas das seguintes ferramentas, para análise au-
tomática:
Área Ferramentas Resultados
Geral www.dareboost.com
(diagnóstico geral)
Velocidade Google Page Speed Insights
do site (teste de velocidade)
Experiência https://testmysite.withgoogle.com
mobile (perda de tráfego no site)
Tráfego www.similarweb.com
(informação de métricas do site)
SEO www.woorank.com
(diagnóstico SEO)
Facebook Likealizer e Facebook Ads Gallery
(análise da página Facebook e
anúncios)
Instagram http://audit.iconosquare.com
(análise da conta Instagram)
Conteúdos www.buzzsumo.com
(os conteúdos mais partilhados)
Keywords www.ubersuggest.com
(volume de pesquisa de keywords)
Notoriedade https://trends.google.pt
(comparar pesquisas ao longo do
tempo)
Figura 9 – Lista de ferramentas para diagnóstico de presença online.

Além de fazer uma análise ao negócio, pode aplicar esta mesma tabela
para análise da concorrência. Faça isso, pelo menos, uma vez por mês.

ORÇAMENTO
É importante definir o orçamento disponível para o marketing di-
gital. Quem está a começar, não sabe quanto deve investir, nem o valor
justo para cada área. Uma empresa pequena, é natural que, no início,
queira investir o mínimo possível, para depois poder reinvestir propor-
36 MARKETING DIGITAL de A a Z

cionalmente e crescer. Por isso, o ideal é errar com pouco investimento


e ir crescendo gradualmente.
Os três primeiros meses devem ser de muita precaução, utilizando or-
çamento baixo. Aos seis meses, é o momento de saber o que resulta e o que
não resulta. A partir do primeiro ano, a estratégia já poderá ser reajustada
em função dos resultados. Poderá fazer economia de escala e crescer mais
no digital, considerando que haverá um limite, a partir do qual, por mais
que invista não obterá resultados proporcionais.
Para ter uma ideia, pode consultar uma tabela indicativa de investi-
mento inicial e do custo mensal, para um cenário mínimo, médio ou de
maior dimensão. Reforço que é apenas indicativo e que os valores podem
variar muito, em função da especificidade do negócio e das respetivas ne-
cessidades.

Figura 10 – Modelo de orçamento para marketing digital.

O que está assinalado a verde é o aconselhável para o respetivo cenário.


O que está assinalado a branco, é opcional.

Faça download ou edite modelo do orçamento de marketing digital


em www.vasco.digital/digitalbudget.

Para ter uma ideia mais detalhada daquilo que deve investir em pu-
blicidade, apresento uma possibilidade de distribuição, por plataforma e
por tipo de campanha, considerando um investimento mensal de 1000 €
(a partir desta base, pode dividir ou multiplicar pelo fator que considerar
razoável). Quem está a iniciar e não tem histórico, acredito que vai achar
o valor elevado. Nesse caso, poderá dividir por quatro. Deste modo, obterá
um valor mais aceitável.
ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL 37

Valor Valor
Plataforma Tipo Plataforma Tipo
mensal mensal
Search 300 € Tráfego 50 €
Display 100 € Conversão 50 €
Google Shopping 50 € Facebook Mensagens 50 €
Vídeo 50 € Leads 50 €
Mobile -€ Outro -€
Tráfego 50 €
Linkedin 50 € Conversão 50 €
Twitter -€ Mensagens 50 €
Instagram
Outras -€ Leads 50 €
Outro -€
Stories 50 €

Ecossistema 50 % 500 €
Google
Ecossistema 45 % 450 €
Facebook
Outros 5% 50 €
Total mensal 100 % 1000 €
Figura 11 – Modelo de orçamento para anúncios nos ecossistemas das plataformas Goo-
gle e Facebook.

Orçamento CPC Impressões CTR Cliques % Conversões Custo % Aquisições CPA


conversões conversões aquisições

500 € 1,00 € 10 000 5% 500 20 % 100 5€ 20 % 20 25 €

Amarelo: valores que pode alterar.

Figura 12 – Modelo de cálculo de retorno do investimento (ROI) de uma campanha CPC.

Para chegar ao ROI de uma campanha baseada em CPC (no Google,


Facebook ou noutra plataforma), pode ser usado o exemplo apresenta-
do acima, como ponto de partida, neste caso, com valores indicativos de
uma campanha Google Search.
Significa que, para um orçamento de 500 € e um CPC (Custo por
clique) estimado em 1 € (em ambiente concorrencial), pressupondo um
bom CTR (taxa de cliques no anúncio), iria conseguir-se obter cerca de
500 visitas à landing page.
Se 20 % das visitas converterem em contactos qualificados, cada
um deles custará 5 €. Se, desses contactos, 20 % converterem em com-
pra, por exemplo de uma formação ou serviços, o custo de aquisição de
cliente (CPA) será de 25 €. Com base neste modelo, é possível fazer uma
38 MARKETING DIGITAL de A a Z

regressão de cálculo para chegar ao orçamento ideal, ou para ajustar as


variáveis.

Edite ou faça download do modelo de planeamento de orçamen-


to de anúncios em www.vasco.digital/budgetads.

Na proposta de orçamento para anúncios, a divisão é idêntica no


ecossistema Google e no Facebook. Mas, dependendo do tipo de negó-
cio, a distribuição poderá ser diferente. Quando é um negócio em que
um consumidor tende a ter a necessidade identificada e pesquisa no
Google, o orçamento deve ter mais percentagem nesta rede. Se for um
tipo de compra por impulso, ou quando os anúncios visuais influenciam
a compra em função da segmentação, um orçamento maior para ecos-
sistema Facebook poderá ser mais vantajoso.

Possibilidade de distribuição de orçamento em função do tipo


de negócio:
Tipo/Rede Google Facebook
B2B 80 20
Formação 60 40
Turismo 40 60
Moda 10 90
Beleza 20 80
Figura 13 – Proposta de proporção de orçamento de acordo com a indústria.

Estas probabilidades de distribuição são meramente indicativas e


devem ser adaptadas às particularidades do negócio.

MÉTRICAS
Depois de toda a estratégia implementada, é importante acompa-
nhar algumas métricas, para ter uma ideia do sucesso das ações imple-
mentadas.
A rigor, para um correto acompanhamento em todas as platafor-
mas, deveria de acompanhar todas as métricas. Mas seria um trabalho
tão exaustivo, que não teria tempo para o fazer. Para organizações com
estrutura para tal, é o recomendável.
ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL 39

No entanto, apresento uma hipótese de modelo com as princi-


pais métricas por plataforma.
Plataforma Sistema de Métricas
analítica
Site, blog, loja Google Analytics Sessões (visitas), tempo
online ou landing médio da sessão, pági-
page nas por visita e taxa de
rejeição.
e-Mail marketing Plataforma de Tamanho da lista, aber-
e-mail marketing turas e taxa de cliques.
SEO Google Analytics, Tráfego orgânico, núme-
Google Search ro de keywords orgâni-
Console e outras cas, keywords na primei-
ra página, backlinks e
principais páginas.
Google Ads Google Analytics CTR, cliques, impres-
e Google Ads sões, CPC, conversões
e IQ.
Google Google Visualizações da
My Business My Business ficha, visualizações de
fotografias, chamadas,
visitas ao site, obter
direções e pesquisas.
Facebook Facebook Insights Seguidores, alcance,
visualizações de vídeos,
interação, mensagens e
conversões.
Instagram Estatísticas Seguidores, alcance,
Instagram visitas ao perfil, cliques
para o site e interação.
Anúncios ecossis- Gestor de anúncios Alcance, resultados
tema Facebook do Facebook ou ROAS, cliques ou
(FB, IG, Messen- mensagens, interação e
ger a Audience qualidade dos anúncios.
Network)
YouTube Estatísticas Subscritores, vídeos
YouTube publicados, visualiza-
ções e tempo médio de
visualização.
LinkedIn Estatísticas Seguidores, alcance e
LinkedIn interação.
Figura 14 – Principais métricas por plataforma.
40 MARKETING DIGITAL de A a Z

Com base neste modelo, poderá fazer adaptação, numa folha de cálcu-
lo, e organizar, para uma análise semanal. Poderá diminuir ou aumentar o
número de métricas a utilizar.

Conclusão

Não há fórmulas mágicas no marketing digital. Existem bases quase


inquestionáveis e metodologias recomendáveis, no entanto, uma boa parte
das ações depende da visão de quem as planeia. Dentro de uma estraté-
gia lógica, com objetivos bem definidos e utilizando as plataformas e fer-
ramentas certas, terá boas probabilidades de ter resultados positivos. Isto,
pressupondo que tem um bom produto (ou serviço), a um bom preço, com
a distribuição correta e a promoção (ou comunicação) acertada – os desig-
nados 4Ps do Marketing.
No entanto, o mais importante de tudo é ter uma grande capacidade
de adaptação à mudança, experimentar novas técnicas, aprender todos os
dias e não se acomodar com resultados medianos. Vá mais longe, desafie
a sua equipa a ser criativa e a experimentar novos métodos, para alcançar
resultados diferentes.
ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL 41

Quiz Estratégia Digital


1. Onde decorrem, normalmente, as conversões ou vendas?
a. Nas redes sociais.
b. Na página Facebook ou WhatsApp.
c. No site.
2. A interação com o público-alvo decorre, principalmente, onde?
a. Por e-mail.
b. No site.
c. Nas redes sociais.
3. O que é importante registar na definição de uma marca?
a. Usernames de redes sociais, domínios e marca.
b. Hashtags e nomes para redes sociais.
c. Domínios e marca.
4. É melhor investir em anúncios do ecossistema Facebook ou do Google?
a. O ideal é distribuir orçamento de forma igualitária em cada uma delas.
b. Deve-se investir mais em Facebook.
c. Deve-se investir nos dois, ajustando percentagem de distribuição, de acor-
do com especificidades do negócio.
5. Como deve ser a produção de conteúdos?
a. Focada apenas nos produtos e serviços da empresa.
b. Nunca deve ter conteúdos comerciais.
c. Devem ser conteúdos de interesse do público-alvo. Os conteúdos comerciais
devem ser em menor proporção ou associados a campanhas de publicidade.
6. Qual é a utilidade do bit.ly?
a. É uma plataforma de analítica.
b. É um encurtador de links.
c. É um encurtador de links, com a possibilidade de os personalizar, facilitan-
do a sua partilha e memorização e com possibilidade de analítica.
7. Quais são as métricas mais importantes no site?
a. Sessões (visitas), tempo médio da sessão, páginas por visita e taxa de rejeição.
b. Tamanho da lista, aberturas e taxa de cliques.
c. CTR, cliques, impressões, CPC, conversões e IQ.
8. Como devem ser definidos os objetivos?
a. Proporcionais ao orçamento.
b. Específicos, mensuráveis, alcançáveis, realistas e definidos no tempo (SMART).
c. O mais alto possível.
9. Qual é a prioridade de implementação numa boa estratégia digital?
a. Google, redes sociais, conteúdos, site e estratégia.
b. Estratégia, Google, redes sociais, conteúdos e site.
c. Estratégia, site, redes sociais, conteúdos e Google.
10. Qual é o percurso habitual num funil de conversão?
a. Atrair, interagir, converter, vender e fidelizar.
b. Interagir, atrair, converter, vender e fidelizar.
c. Atrair, interagir, vender, converter e fidelizar.

Pontuação_______
Soluções: 1 c, 2 c, 3 a, 4 c, 5 c, 6 c, 7 a, 8 b, 9 c, 10 a
42 MARKETING DIGITAL de A a Z

Questões frequentes
• Em que redes sociais devo estar presente?
Genericamente, no Facebook, Instagram, YouTube e LinkedIn.
Mas deve estar presente naquelas que fazem mais sentido para o
seu negócio e que tenha capacidade para as gerir.

• Qual é o orçamento ideal para uma boa estratégia digital?


Para pequenos negócios, é possível começar com um orçamento
muito baixo. Mas será recomendável um orçamento inicial a qua-
tro dígitos e mensal a três dígitos.

• Qual é o orçamento aconselhado para publicidade?


Para quem está a iniciar, deve investir a três dígitos, por plata-
forma. Por exemplo, 300 € por mês. Depois de obter resultados
consistentes, deverá aumentar, de forma ajustada, ao potencial
de retorno do negócio.

• Por onde se deve começar no digital?


O primeiro passo, é definir estratégia, depois, o site, de seguida,
as redes sociais, apostar em conteúdos de qualidade e, por fim,
otimizar SEO e investir em anúncios Google.

• Como se pode analisar a concorrência?


Existem inúmeras ferramentas para o fazer, mas comece pelo Si-
milarweb para o site, e pelo Likealizer para Facebook.

• Em quanto tempo se obtém resultados?


É provável que alguns dos resultados até surjam em poucos dias
ou semanas. No entanto, é recomendável um horizonte temporal
de seis a doze meses para obter resultados consistentes.

• Em que plataformas devo estar presente?


No site e nas principais redes sociais: Facebook, Instagram, You-
Tube e LinkedIn.

• Quais são as métricas mais importantes?


O ideal é selecionar duas ou três por plataforma, para facilitar o
acompanhamento para pequenos negócios ou início de atividade.
ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL 43

Links de recursos

Fazer download ou editar o modelo de estrutura da estratégia


digital em www.vasco.digital/modelodigital.
Registo de domínios em www.vasco.digital/dominio.
Registo de marca nacional em www.vasco.digital/registarmarca.
Pesquisar disponibilidade de marca em www.vasco.digital/
pesquisamarca.
Pesquisar marca por imagem em www.vasco.digital/marcaimagem.
Registo de marca europeia em www.vasco.digital/marcaeuropa.
Registo de marca mundial, efetuado pela INPI, em www.vasco.
digital/marcamundial.
Mais informações sobre registo de marca europeia ou mundial
em www.vasco.digital/europamarcas.
Fazer download da lista de plataformas e meios para assinalar
aquelas em que se deseja estar presente em www.vasco.digital/
listaplataformas.
Fazer download ou editar modelo do orçamento de marketing
digital em www.vasco.digital/digitalbudget.
Editar ou fazer download do modelo de planeamento de orça-
mento de anúncios em www.vasco.digital/budgetads.
44 MARKETING DIGITAL de A a Z

Erros frequentes

• Não definir uma estratégia.


• Não analisar a concorrência.
• Ficar obcecado com a concorrência.
• Não planear.
• Gastar demasiado tempo a planear, com muitos detalhes, sem
saber se vão acontecer.
• Não fazer um diagnóstico inicial, no caso de já haver presença
digital.
• Não investir em publicidade.
• Não definir métricas e objetivos para acompanhamento.

Checklist

1. Definir uma estratégia digital.


2. Definir presença online.
3. Definir objetivos.
4. Seleção de plataformas.
5. Implementar táticas.
6. Definir periodicidade de publicação de conteúdos.
7. Diagnóstico e comparação com concorrência.
8. Definir orçamento.
9. Acompanhar métricas e ajustar estratégia.
SITES
E VENDAS ONLINE

SITE
Planeamento
Estrutura do site
Características de um bom site
WordPress
BLOG
Planeamento
Conteúdos
Estrutura do blog
Divulgar
Ganhar dinheiro como blogger
LOJA ONLINE
Estrutura e funcionalidades
Requisitos legais
Segurança
Soluções para criar loja online
Métodos de pagamento
Conteúdos
Aumentar credibilidade da loja
Aumentar vendas
LANDING PAGE
Características de uma boa página
Como criar uma landing page
Promover
E-MAIL MARKETING
RGPD
46 MARKETING DIGITAL de A a Z

SITE
Na estratégia digital, de algum modo, tudo deve estar integrado
com o site de uma empresa: um portal informativo, um blog, uma loja
online ou uma landing page.

Ter um site é importante, porque:


• É o cartão de visita, que reflete a credibilidade da organização;
• Tem controlo na plataforma e nos dados;
• Permite indexar resultados nas pesquisas;
• É partilhável em qualquer meio;
• Permite ter mais informação e é procurado quando se pretendem
mais detalhes;
• É indicado para receber tráfego de campanhas de publicidade e
retargeting.

Naturalmente que todas as outras plataformas (Google, redes so-


ciais e outras) são importantes, tendo um papel mais ou menos rele-
vante na concretização dos objetivos, em função do tipo de projeto. O
desafio é integrá-las corretamente para que, durante todo o percurso
com os diversos meios, exista uma boa experiência do utilizador.
Se ainda não tem site, não há dúvida de que essa deve ser a sua
prioridade; se já o tem, deve avaliar se tem, ou não, uma boa presença
online. A questão que deve colocar é: será que o site é realmente bom?
Para ajudar a responder a essa questão, faça um diagnóstico a fatores
fundamentais de qualidade: desempenho, SEO, segurança e otimiza-
ção, em www.dareboost.com.

Planeamento

Como é expectável, é importante pensar no planeamento.

Para isso, reflita nas questões sobre cada aspeto, podendo


avançar com o que já é conhecido.
Planeamento do site
Domínio(s) Que extensões de domínio(s) vai registar?
Alojamento Que tipo de alojamento vai contratar, considerando
a previsão de visitas?
Principais Notoriedade, interação, tráfego, vendas e outros?
objetivos
Tipo de site É institucional, blog, loja, portal informativo, co-
munidade ou outro? Quais são as funcionalidades?
SITES E VENDAS ONLINE 47

Fontes de Google orgânico e pago, redes sociais, e-mail


tráfego marketing, referências de outros sites, publicidade,
outras?
Tipos de con- Artigos, imagens, vídeos, GIFs, podcasts, conteú-
teúdos dos 360?
Integração Quais são os outros meios digitais que vai utilizar e
com outros que integração vai ter com o site?
meios
Figura 15 – Estrutura de planeamento de site.

O orçamento é sempre uma questão importante. Pode oscilar en-


tre um valor baixo e orçamentos preparados para uma presença online
mais robusta.

Previsão de custos no desenvolvimento de site:


Orçamento mínimo – 50 € por ano (para domínio e alojamento), pre-
sumindo que vai criar o seu site, aprendendo a trabalhar com WordPress.
Orçamento base – 200 € por ano + 150 €, valor inicial para aqui-
sição de tema e de alguns plugins importantes, presumindo que cons-
trói o seu site.
Orçamento normal – 200 € por ano + 2000 €, para um profissio-
nal o desenvolver.
Orçamento pro – 600 € por ano + 5000 € (para desenvolvimento)
+ 150 € de mensalidade, para: segurança, SEO e gestão do site.

É recomendável registar várias terminações de domínios, por


uma questão de proteção e utilidade futuras.

Por exemplo, registar TLDs normais: .pt, .com e .net, e, também,


alguns TLDs novos, por exemplo: .digital, .video ou .blog.

Páginas específicas

De acordo com o tipo de site, será necessário ter páginas específi-


cas, relacionadas com questões legais, políticas de utilização, condições
ou reclamações.

Tipos de páginas específicas a criar, de acordo com o tipo de


site:
Site Blog Loja Landing
online page
Política de privacidade
48 MARKETING DIGITAL de A a Z

Livro de reclamações
eletrónico
Condições e devoluções
Resolução de conflitos
(RAL)
Figura 16 – Páginas específicas para site, blog, loja online ou landing page.

O que deve conter cada tipo de página:


• Política de privacidade – informação sobre a forma como os
dados são recolhidos e tratados;
• Livro de reclamações eletrónico – livro de reclamações online.
Valide se o seu negócio está abrangido, em www.livroreclama-
coes.pt/apoio-utilizador;
• Condições e devoluções – informações sobre as condições de
compra, envio, pagamento e devolução;
• Resolução de conflitos (RAL) – a adesão a um Centro de Arbi-
tragem de Resolução Alternativa de Litígios de Consumo não é
obrigatória, mas, se for efetuada, será, obrigatoriamente, a esta
entidade que o consumidor terá que recorrer, em caso de litígio.
Se não aderir, o consumidor poderá selecionar a entidade a que
pretende recorrer.

Mais informações sobre RAL: www.vasco.digital/ral.

Alguns exemplos de páginas:


• Política de privacidade: www.web2business.pt/politica-de-privacidade;
• Termos e condições: www.web2business.pt/termos-e-condicoes;
• Aceitação de cookies: www.web2business.pt/saber-mais-cookies.

Estrutura do site

Considere, também, esta lista mais alargada de uma possível estru-


tura do menu principal. Deverá retirar dela o que para si não se aplica,
ou acrescentar outros itens:
• Home (página principal) – para novidades, destaques ou slider;
• Quem somos (sobre a empresa) – para a apresentação da em-
presa, que pode conter um vídeo e um texto atrativo. Neste menu
também pode apresentar a equipa. Se for necessário, ramifique
noutros itens de menu:
- História,
- Missão,
- Visão,
- Valores;
SITES E VENDAS ONLINE 49

• Serviços (ou produtos) – para os diversos tipos de serviços ou


de produtos que a sua empresa disponibiliza;
• Loja online – para vender produtos (físicos ou digitais) e ser-
viços, com categorias, marcas ou fornecedores, recomendações,
comentários, mais vistos, mais comprados, relacionados e top de
vendas;
• Portefólio – para galerias de imagens ou catálogo folheável;
• Atividades – para agenda de eventos e de informações sobre ati-
vidades;
• Clientes – para destaque de clientes e para testemunhos em texto
ou vídeo;
• Suporte – para serviço de helpdesk, fórum, tickets, formulário
ou similar;
• Onde estamos – inserir Google Maps, coordenadas GPS e indi-
cações;
• Blog – é recomendável que exista um blog para publicar conteú-
dos sobre a sua empresa, setor e interesses do seu público;
• Contactos – para formulário, outros contactos e informações
adicionais.

Normalmente, o menu secundário está localizado no rodapé.

O menu de rodapé permite aceder facilmente a opções com-


plementares:
• Mapa do site – para perceber facilmente a estrutura de conteú-
dos, se for um site mais complexo;
• Recrutamento – para candidaturas ou anúncios de emprego;
• Newsletter – para apresentar formulário de inscrição da newsle-
tter, que pode estar também na parte lateral do site;
• Sugestões – para recolha de ideias para o site ou para a própria
empresa, que o utilizador pode submeter num formulário devida-
mente categorizado;
• FAQs – para apresentar as questões mais frequentes, relaciona-
das com a sua atividade;
• Contactos – é muito procurado quando alguém acede ao seu site.

Claro que não tem que ter todas estas opções (mas ainda pode ter
mais). É uma proposta genérica, mas está mais ou menos alinhada com
a maioria das necessidades; basta escolher os itens de que necessita.
O menu poderá ser horizontal (ou vertical, em sites responsive,
quando está oculto por defeito) e deve ter entre cinco e dez itens, mas
cada um deles pode ser ramificado em mais subitens: de dois ou três ní-
veis. Geralmente, o menu secundário é mais pequeno e apresenta links
menos relevantes para a maioria dos visitantes, mas fica sempre visível
quando se chega ao fim da leitura da página.
50 MARKETING DIGITAL de A a Z

Características de um bom site

Quando está a estruturar e a projetar o site, deve ter em conside-


ração a interface, de modo a proporcionar uma boa experiência ao uti-
lizador.
Durante o desenvolvimento do site – e mesmo depois de estar on-
line – existem procedimentos para melhorar a experiência do utilizador
e, com isso, conseguir servir melhor os interesses do visitante e os da
sua organização.

Desafios para criar um site atrativo:


• Simples – não ter demasiadas opções, menus, blocos informa-
tivos;
• Rápido – a velocidade tem um grande impacto na experiência do
utilizador, no SEO e também em toda a estratégia digital;
• Mobile – é fundamental uma versão mobile ou responsive, para
estar preparado para funcionar corretamente nos smartphones e
nos tablets;
• Atrativo – escolher bem o layout, as cores e o tipo de letra, para
ser mais funcional, facilitar a legibilidade e cumprir critérios de
usabilidade;
• Coerência – criar uma experiência consistente de padrões, de
linguagem, de layout e de design, não só no site, como também
em todos os meios digitais a utilizar na estratégia digital;
• Conteúdo – criar conteúdo original, importante, relevante, con-
textualizado, atualizado e com técnicas de copywriting;
• Social – é importante que permita comentários, que partilhe nas
redes sociais, que destaque os artigos mais vistos e outras funções
interativas;
• Call-to-action – ter sempre uma chamada para a ação: para
quando se desejar que o utilizador se inscreva, compre, peça in-
formações ou preencha um formulário.

WordPress

É muito simples criar e gerir a presença na web através do Wor-


dPress. Tem uma grande diversidade de temas e de plugins para perso-
nalizar o aspeto gráfico e para expandir funcionalidades. Existe muita
informação disponível em toda a Internet, formações e profissionais
qualificados para o ajudar a usar esta plataforma. É o CMS (Content
Management System) mais utilizado em todo o mundo e com uma am-
pla integração com serviços de terceiros.
Além de ser uma excelente ferramenta de base, as suas funcionali-
dades podem ser estendidas através de dezenas de milhares de plugins.
Pode também mudar facilmente o aspeto gráfico, através dos inúmeros
SITES E VENDAS ONLINE 51

themes (temas) disponíveis. Está preparado para otimizar o seu site


para motores de pesquisa, podendo expandir este potencial com plu-
gins específicos.
Existem duas formas para utilizar esta plataforma:
• WordPress.com – para utilizadores iniciados que querem co-
meçar a criar um site ou blog rapidamente, com opção grátis e
sem responsabilidades de manutenção. Posteriormente, permite
evoluir para planos mais avançados;
• WordPress.org – para utilizadores mais avançados ou empresas
que procuram soluções mais flexíveis e precisam de mais controlo
sobre a plataforma.

O WordPress.com é uma boa opção, se quiser começar rapidamen-


te, sem nenhum tipo de custo ou de responsabilidades. Não fica com
domínio próprio (a não ser que pague), não pode instalar plugins para
estender funcionalidades ou mais opções de temas para maior liberda-
de criativa (em alguns planos pagos, já o pode fazer).

Mas não tem que se preocupar com manutenção e segurança. Mais


tarde, se desejar, poderá migrar para a versão WordPress.org. É o me-
lhor caminho para criar uma presença pessoal ou para pequenos negó-
cios sem capacidade técnica e sem recursos.

Como exemplo de WordPress.com, veja o blog do livro Redes So-


ciais 360, que pode consultar em https://redessociais360.wordpress.com.

A solução mais profissional, escalável e completa é o WordPress.


org. Necessita de registar um domínio e de contratar alojamento. Dá-
-lhe liberdade total para moldar a solução às suas necessidades. Terá
responsabilidades mensais de manutenção, de segurança e de custo
com o seu fornecedor de alojamento. É o melhor caminho para empre-
sas, permitindo uma presença mais profissional.

Veja exemplos de sites em WordPress em www.web2business.pt e


www.vascomarques.com.

Contrate um alojamento, já com WordPress instalado em


www.vasco.digital/alojamentowp .

Lançamento

Depois de criar um site, blog, loja online ou landing page, deve:


1. Testar: velocidade, mobile, usabilidade, SEO e todas as funcio-
nalidades;
2. Rever conteúdos;
52 MARKETING DIGITAL de A a Z

3. Submeter no Google Search Console;


4. Colocar códigos de:
a. Google Analytics,
b. Píxel do Facebook,
c. Código de conversão do Google Ads,
d. Outros códigos de conversão ou de acompanhamento neces-
sários,
e. Em alternativa, colocar agregador de códigos Google Tag
Manager.

BLOG
Um blog é um tipo de site orientado para publicações regulares
em torno de determinado tema. Como pressupõe esse caráter regular,
desperta mais interesse no público e, portanto, também ao motor de
pesquisa, que tenta entregar aos utilizadores os resultados que lhes po-
dem ser mais relevantes. Pode ser mais centrado em texto, em imagem
ou em vídeo (vlog).

Objetivos de um blog:
Blog da empresa – publicar conteúdos que sejam do interesse es-
pecial do seu público-alvo, relacionados com o setor do negócio, novi-
dades da empresa e âmbito institucional;
Blog pessoal – partilhar conhecimento sobre áreas de interesse
pessoal;
Blog temático – partilhar informação sobre viagens, hobbies e ou-
tras atividades;
Blogger como atividade – obter rendimentos como atividade
principal ou secundária. Neste caso, devem ser implementadas formas
de rentabilização, como AdSense, afiliados, vender espaço ou posts pa-
trocinados.

Planeamento

Antes de começar, pense no seguinte:


• Quais são os objetivos pretendidos com o blog;
• Qual é o tema ou o nicho;
• Qual é a plataforma (WordPress, Sapo, Blogger, Medium, Linke-
dIn, Wix, Tumblr, Vimeo Showcase, Behance ou outra);
• Qual é o domínio a registar. Também pode ser escolhido um sub-
domínio ou uma pasta no domínio;
• Escolher uma plataforma de e-mail marketing;
• Definir a periodicidade de publicações (semanal, por exemplo);
• Criar uma estrutura modelo para as publicações;
SITES E VENDAS ONLINE 53

• Ver ideias para a criação de conteúdos no Buzzsumo, Google


Trends, Ubersuggest e Keyword.io.

Alguns cuidados a considerar:


• Não copiar conteúdos;
• Se forem recolhidos dados em formulários, certificar-se de que
cumprem a legislação;
• Se forem usados conteúdos de terceiros que deram consentimen-
to (ou a licença o permite), indicar a fonte;
• O seu conteúdo deve ser sempre revisto por terceiros;
• Ter atenção a aspetos de usabilidade e de rapidez do blog.

Aconselho começar pelo WordPress.com, por ser gratuito, livre de


preocupações e por poder avançar rapidamente. Se vier a entusiasmar-
-se mais com a ideia, e se for necessário expandir o projeto, pode esco-
lher um plano mais avançado ou migrar para o WordPress.org, que lhe
dá liberdade total para fazer o que quiser.

🔗Se desejar criar um blog no WordPress.com, poderá aceder a


um curso, que disponibilizo gratuitamente em www.vasco.digital/
wordpress.

Algumas das funcionalidades que pode precisar para o blog:


• Posts mais populares;
• Gestão de comentários e anti-spam;
• Backup regular automático;
• Otimização de imagens;
• Partilha nas redes sociais;
• Formulário para newsletter;
• Pop-up com oferta especial para quem se inscrever na newsletter.

Figura 17 – Estrutura de um blog.


54 MARKETING DIGITAL de A a Z

Conteúdos

É fundamental planear as publicações e a sua periodicidade. Pode


fazê-lo, de uma forma simples, no Google Docs.

Ferramentas importantes para o blog:


• Para otimizar imagens – utilize o www.optimizilla.com, para oti-
mizar múltiplas imagens para a web;
• Para criar imagens atrativas – utilize o Canva.com, o Adobe Spark
ou Adobe Photoshop;
• Para redirecionar o tráfego – permite-lhe redirecionar o tráfego,
de acordo com diversas condições, nomeadamente, com: dispositi-
vo, país, sistema operativo, loja de App e outras variáveis. É útil, por
exemplo, para redirecionar para plataformas de afiliados disponíveis
no respetivo país do visitante, para venda de ebooks ou de música e
para mostrar lojas disponíveis na região do visitante. Utilize o www.
smarturl.it ou o www.geni.us;
• Corretor ortográfico – utilize uma boa ferramenta que o ajude a
escrever melhor. O Flip, da Priberam, é excelente e integra perfeita-
mente com o MS Office. Opcionalmente, utilize o Grammarly, como
extensão do Google Chrome, para o ajudar a escrever melhor inglês;
• Para melhorar o conteúdo – o Atomic AI ajuda a criar conteúdo, a
partilhar e a interagir. Saiba mais em www.atomicreach.com;
• Para criar conteúdo mais facilmente – o www.hemingwayapp.
com é um assistente poderoso para o ajudar a criar conteúdos, des-
tacando de forma colorida as várias partes do artigo, de acordo com
a sua constituição e com os ajustes a fazer. Integra com o WordPress
e com o Medium. Também pode descarregar a ferramenta para o seu
computador.

Depois de descobrir o seu estilo de escrita e o tamanho ideal, poderá


utilizar um modelo para o ajudar a escrever as publicações, de acordo com
o público-alvo e a densidade que o assunto deve ter. O ideal é que as publi-
cações tenham pelo menos 300 palavras, para terem alguma consistência.
Através do Google Analytics, verifique quais são os conteúdos que ge-
ram mais interesse, com o intuito de poder divulgar ainda mais e, talvez,
poder voltar ao tema com outra abordagem.

Estrutura do blog

Normalmente, surgem os posts recentes na página principal. Mas pode


ajustar a estrutura em função do tipo de blog. Por exemplo, pode adicionar
um slider, com destaques para posts, novidades, produtos ou serviços.
Do lado direito, tem, por norma, blocos com informação complemen-
tar: seguir nas redes sociais, posts recentes, posts mais vistos, inscrever na
SITES E VENDAS ONLINE 55

newsletter e, eventualmente, anúncios ou destaque para produtos ou ser-


viços.

O menu de navegação deve ser simples, essencialmente compos-


to por:
• Home – é a página principal com artigos recentes;
• Sobre – com informação sobre o autor, o projeto ou sobre a organi-
zação associada ao blog;
• Categorias – será a secção com as várias categorias de artigos;
• Galeria – pode conter imagens, vídeos, produtos, serviços e portfó-
lio;
• Contactos – com informação para contacto.

O menu de rodapé deve conter os seguintes itens: Home, Newsletter,


Anunciar (ou Parcerias), Media Kit e Contactos.
É importante que todos os posts tenham uma fotografia e a biografia
curta do autor. Se for o mesmo autor em todas as publicações, estes elemen-
tos poderão ficar visíveis num bloco do lado direito.

Divulgar

Depois de criar um blog, terá de o divulgar através de todos os


meios possíveis.

Eis algumas das ferramentas que pode utilizar:


• Partilhe-o no Facebook, Twitter, LinkedIn, Pinterest e na descrição
dos vídeos no YouTube;
• Envie as novas publicações por e-mail, para a lista da newsletter;
• Publique os conteúdos em grupos relevantes no Facebook ou
WhatsApp;
• Submeta o blog no Google Search Console e noutras plataformas
de webmasters dos motores de pesquisa;
• Implemente técnicas de SEO.

Ganhar dinheiro como blogger


Se estiver motivado apenas pela componente financeira, desistirá
rapidamente. Se está motivado para escrever sobre um assunto que do-
mina e de que gosta, avance.

Formas de ganhar dinheiro com o seu blog:


• Google AdSense;
• Anúncios negociados diretamente com empresas;
• Parceria com marcas;
• Conteúdos patrocinados;
56 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Afiliados;
• eBooks;
• Cursos online (WordPress, Udemy ou Teachable);
• Área paga, reservada para membros;
• Consultoria.

Se quiser vender o seu blog, se tiver muitas visitas e se partilhar


imenso conhecimento, esta ferramenta pode ajudá-lo a determinar o
valor total do projeto ou o montante que poderá gerar de receitas: www.
worthofweb.com/calculator. Também pode utilizá-la para avaliar um
blog que tenha interesse em comprar ou em patrocinar. Note que é me-
ramente indicativo e subjetivo. É como comprar uma empresa: há vá-
rias formas de chegar ao valor. Se desejar comprar ou vender domínios,
um dos serviços que pode utilizar é www.namecheap.com.

LOJA ONLINE
Uma loja online é uma excelente oportunidade para expandir um
negócio para além dos limites físicos. Mas, para isso, o negócio tem de
estar preparado, sendo necessário conhecer o caminho certo para o fa-
zer, de modo a trazer resultados.
Alguns dos aspetos diferenciadores de uma loja online podem ser:
produto, preço, rapidez de entrega, atendimento ao cliente, diversidade
de produtos, exclusividade de produtos, design da loja, facilidade de
compra, portes grátis, métodos de pagamento ajustados ao mercado,
informação detalhada do produto, funcionalidades da loja, interação
social e outros fatores.

Estrutura e funcionalidades

Antes de começar, deve alinhar ideias da estrutura da loja on-


line:
• Escolher domínio. Veja se alguns dos TLDs associados à categoria
loja estão disponíveis e se fazem sentido para o projeto: .store,
.shop, .shopping, .cheap, .discount, .coupons, .club, .bargains ou
.deals;
• Contratar alojamento de qualidade. Se previr muito tráfego, deve
utilizar um serviço de CDN (Content Delivery Network), para ace-
lerar a distribuição de conteúdos;
• Definir funcionalidades e público-alvo;
• Definir produtos (físicos ou digitais), categorias e subcategorias,
gestão de stocks e de fornecedores;
• Definir filtros de produtos (marcas, preços e características);
SITES E VENDAS ONLINE 57

• Definir os países para os quais vai vender;


• Definir métodos de pagamento e custos inerentes;
• Definir métodos de envio e os respetivos custos;
• Saber como se vai diferenciar da concorrência;
• Definir como vai promover a loja online.

A combinação de funcionalidades proporcionadas aos visitantes


pode ser um dos fatores diferenciadores da loja.

Algumas das possibilidades de funcionalidades da loja online são:


• Configuração de impostos;
• Configuração de portes (envio gratuito, valores escalonáveis e ou-
tros);
• Métodos de pagamento;
• Integração com diversas plataformas (e-mail, pagamentos, CRMs
e outros);
• e-Mails automáticos personalizados;
• Gestão de stocks com inventário;
• Variações de produtos;
• Produtos virtuais para download ou para acesso por link;
• Partilhar produtos nas redes sociais;
• Wishlist ou lista de favoritos;
• Códigos de desconto e vouchers para oferecer um produto ou ser-
viço;
• Recuperar clientes que não concluíram a compra;
• Comentários e reviews dos produtos, por clientes (nativo, Google
Reviews ou Trustpilot);
• Produtos relacionados;
• Cross-selling no checkout;
• Registo com conta Facebook, Google ou outra;
• Relatórios de estatísticas de vendas, comentários, níveis de stock
e desempenho da loja;
• Outras funcionalidades.

Requisitos legais

Naturalmente que, para iniciar uma atividade comercial, terá


de considerar os aspetos legais que deverá cumprir, que podem
variar em função do país ou da região:
• Abrir atividade nas finanças, com o CAE correto para venda de
produtos;
• Passar fatura (integrá-la com a loja, se for possível);
• Cumprir a legislação dos países para os quais está a vender;
• Alguns produtos têm legislação específica, por exemplo, bebidas
alcoólicas;
58 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Algumas atividades profissionais têm de seguir o código deonto-


lógico;
• Ter páginas com informação de: política de privacidade, aviso de
utilização de cookies e contactos com morada física;
• Seguir o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados;
• Dar informação e mecanismos para exercer prazos do direito de
livre resolução (existem exceções para alguns tipos de produtos e
serviços): 14 dias em Portugal, 7 dias na Europa;
• Adesão ao Livro de Reclamações Eletrónico (validar para a ativi-
dade em causa);
• Adesão a um Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo (op-
cional).
Aconselhe-se com o seu advogado e com o seu contabilista, para
saber se está a cumprir todos os requisitos legais e fiscais, de acordo
com a sua atividade específica e com as regiões para as quais deseja
vender.

Segurança

Este aspeto não pode ser ignorado. Tanto a segurança para que o
utilizador possa introduzir os seus dados tranquilamente, como a segu-
rança para que o gestor da loja possa manter a sua plataforma e os seus
dados seguros.

Procedimentos de segurança, importantes numa loja online:


• Adquirir um certificado SSL (https://);
• Contratar um alojamento seguro e de qualidade;
• Ter um sistema de backups;
• Atualizar regularmente a plataforma, os plugins e os temas;
• Definir uma password forte e limite de falhas de logins;
• Implementar uma ferramenta de monitorização (sucuri.net, wor-
dfence, astra ou outro).

Mais informações para adquirir certificado SSL em www.vasco.


digital/ssl.

A sua loja contém informação sensível e valiosa; por isso, imple-


mente todas as medidas de segurança para minimizar ataques.

É fundamental dar aos utilizadores a garantia de uma navegação


e transação de dados de forma segura. Por isso, deve investir num cer-
tificado SSL (cadeado no browser).
SITES E VENDAS ONLINE 59

Soluções para criar loja online

Existem inúmeras soluções para criar uma loja online, com a op-
ção de ser criada por si ou de contratar um profissional. Em alguns ca-
sos, a loja online é vital para o negócio, visto que permite criar soluções
adequadas às necessidades do cliente. De qualquer modo, é importante
controlar a loja e não depender de terceiros, para a ajustar facilmente
às necessidades do mercado.

As opções mais frequentes para criar uma loja online são:


• Shopify – é uma solução com pagamento mensal (SaaS), mas, em
contrapartida, torna todo o processo simples e profissional, com
uma extensa lista de funcionalidades e integrações disponíveis. O
alojamento, a segurança e a manutenção estão assegurados;
• WordPress – além de ser o CMS mais popular, o plugin Woo-
Commerce permite criar uma loja online. Tem imensas possibili-
dades de personalização, mas também é mais desafiante para um
profissional menos experiente;
• Facestore ou Shopkit – é das opções mais simples e rápidas,
mas também tem menos possibilidades de personalização de fun-
cionalidades. É adequado para pequenos negócios e com menos
capacidade de investimento;
• Magento – é uma plataforma mais complexa e com mais possi-
bilidade de personalização para e-commerce. É uma opção a con-
siderar para projetos mais específicos e com maior capacidade de
investimento;
• Outras – além da possibilidade de criar uma solução à medida
(mais dispendiosa), existem muitas mais soluções disponíveis:
Drupal Commerce, Jigoshop, Joomla + VirtueMart, OpenCart,
OS-Commerce, Prestashop, Ubercart, Zen Cart e outros.

Figura 18 – Exemplo de loja online em Shopify.


60 MARKETING DIGITAL de A a Z

Veja exemplo de loja online, criada no Shopify, em www.


vascomarques.digital.

Comparação das principais plataformas recomendadas para


loja online:
Shopify WordPress Facestore Magento À medida
ou Shopkit
Custo inicial
Custo mensal
Rapidez de

execução
Integração e

plugins
Figura 19 – Vantagens e desvantagens das principais plataformas para loja online.

Adicionalmente, deve criar uma loja online no Facebook e Insta-


gram, com a opção de criar um catálogo de produtos, integrado com a
loja criada com uma das plataformas propostas.

Métodos de pagamento

De acordo com o mercado em que vai atuar, deve informar-se so-


bre os meios de pagamento preferidos. Em Portugal, são: referência
multibanco, MB Way, cartão de crédito, PayPal e transferência ban-
cária.

Eis os principais métodos de pagamento:


• Transferência bancária com IBAN – é uma forma tradicional
em todos os países;
• Débito direto em conta – a empresa que permite esta funciona-
lidade é a Easypay;
• Referência MB ou MB Way (Portugal) – uma das soluções dis-
poníveis é o Ifthen software;
• Cartão de crédito – é um método de pagamento muito utilizado
em quase todo o mundo;
• PayPal – é um dos métodos de pagamento mais utilizado em todo
o mundo. É possível ter um link público para receber pagamen-
tos, do tipo www.paypal.me/web2business;
• Pagseguro – é dos métodos mais utilizados no Brasil (mas, para
poder criar a conta, exige morada física);
• Real Transfer – para países onde não é frequente utilizar cartão
de crédito ou Paypal;
• Hipay Mobile – para micropagamentos via SMS;
• Android Pay, Apple Pay, Google Wallet e Meo Wallet – para
pagamentos com App, no smartphone;
SITES E VENDAS ONLINE 61

• Lusopay – permite fazer pagamentos por referência multibanco,


payshop e Lusopay Wallet;
• Eu pago – é um sistema de pagamento para referências multi-
banco e para payshop;
• Stripe – é um gateway de pagamento muito popular. Aceita car-
tões de crédito e de débito, Apple Pay, Android Pay, Bitcoin, All-
pay e Amex;
• Skrill – é um sistema de pagamento popular em alguns países,
especialmente na Europa;
• Hipay – com, apenas, um processo de integração, oferece-lhe as
soluções locais e internacionais mais relevantes para cada merca-
do. Aceita pagamentos realizados em mais de 100 países. Alguns
dos métodos de pagamento aceites são: referência multibanco,
payshop, débito direto, boleto bancário e HiPay Wallet;
• Sumup – é um terminal multibanco low cost. É simples para lojas físicas.

Como vê, não faltam métodos para se adaptar às necessidades do


mercado em que vai atuar; basta que os conheça, para estar preparado
para receber as transações.

Conteúdos

É fundamental criar bons conteúdos associados aos produtos da loja


online. Eles dão mais credibilidade, esclarecem o potencial cliente e ajudam
a alcançar melhores resultados na indexação dos motores de pesquisa.

Estrutura ideal para associar o conteúdo a um produto numa


loja online:
• Definir título, subtítulo e ter descrição curta;
• Elaborar descrição detalhada, contendo 300 palavras, quando
possível:
- Realçar aspetos diferenciadores,
- Mostrar benefícios para o cliente,
- Explicar por que motivo este produto é melhor do que o da
concorrência,
- A descrição responder às dúvidas do cliente,
- Conter links e vídeos (para saber mais), testemunhos e infor-
mações complementares;
• Adicionar várias imagens por produto, se possível, pelo menos três.

Aumentar credibilidade da loja

Quem está a começar uma loja online, deve ter como prioridade
demonstrar toda a credibilidade do negócio. Se não o fizer, terá muito
poucas probabilidades de ter clientes.
62 MARKETING DIGITAL de A a Z

Existe um conjunto de aspetos com impacto na credibilidade


de uma loja online:
• Ter certificação CONFIO (mais informação em www.confio.pt);
• Obter reviews de clientes;
• Publicar testemunhos de clientes;
• Desenvolver conteúdos de qualidade: texto, imagem e vídeo;
• Implementar um sistema de chat;
• Ter informação de morada, e-mail e telefone;
• Dar garantias de devolução do dinheiro ou do produto;
• Evidenciar referências nos media;
• Ter presença ativa nas redes sociais.

Aumentar vendas

Depois de ter a loja online lançada, obviamente que deseja obter


vendas e aumentá-las ao longo do tempo.

Ideias que podem aumentar vendas na loja online:


• Ter bons produtos, com preço justo;
• Ter site rápido e com bom layout;
• Fazer promoções limitadas no stock ou no tempo;
• Dinamizar passatempos;
• Fazer parcerias com bloggers, youtubers e influenciadores;
• Criar packs de produtos: cross-selling e upselling;
• Fazer campanhas de oferta de portes;
• Ter conteúdos de qualidade (texto, imagem e vídeos) e criar blog;
• Utilizar e-mail marketing: criar uma lista e comunicar regular-
mente;
• Implementar técnicas de Search Engine Optimization;
• Fazer campanhas Google Ads: Search, Display, YouTube, Google
Shopping (criar conta Merchant Center) e cross-selling;
• Fazer campanhas Facebook e Instagram Ads, com publicidade
segmentada;
• Implementar Rich Snipnets no Google, para avaliação de produ-
tos (estrelinhas nos resultados Google), preço e outros elementos;
• Ter sistema de chat, com um assistente comercial para auxiliar
em dúvidas;
• Monitorizar o que se pesquisa na loja online, para perceber o que
os clientes procuram;
• Efetuar testes A/B, para determinar quais são as alterações (co-
res, botão, títulos, texto ou imagens) que têm impacto nas vendas;
• Otimizar o processo de checkout;
• Vender através da Amazon, do eBay, do Paypal (loja online), do
KuantoKusta e do Facebook (loja e marketplace);
• Ter um programa de fidelização de clientes;
SITES E VENDAS ONLINE 63

• Criar um programa de afiliados;


• Recuperar utilizadores que sairam da loja (exit popup);
• Internacionalizar o negócio (ver mais em https://marketfinder.
thinkwithgoogle.com);
• Instalar códigos de conversão e analítica, via Google Tag Manager
(Google Analytics, Google Ads, Facebook Ads e outros), para me-
dir com exatidão o retorno do investimento;
• Depois de ativar Google Analytics, acompanhe as principais mé-
tricas na opção de e-commerce.

Utilize o serviço 360nrs para envio de SMS, promoções ou


integração com loja online. Crie uma conta gratuita em www.vasco.
digital/360nrs.

Faça testes, colocando-se no lugar do utilizador. Navegue pelo site,


sem o login, através de vários dispositivos e browsers (no Chrome, com
o atalho CTRL+SHIFT+N, consegue navegar no modo anónimo) e efe-
tue compras. Verifique imagens, descrições e variações de produtos.
Peça a outras pessoas que façam o mesmo, especialmente àquelas que
não tiverem relação com o projeto, para serem mais isentas. Registe as
melhorias a efetuar e preveja os cenários possíveis.

LANDING PAGE
Uma landing page, ou página de destino (também designada por
página de aterragem), é a página de entrada dum site ou duma página
criada especificamente para um objetivo. Depois de clicar num resulta-
do, no Google, num anúncio, em redes sociais ou noutra origem de link,
abrirá uma página com uma mensagem alinhada com o que foi visto
anteriormente. É, tipicamente, uma página que contém as informações
relacionadas com o produto ou com o serviço, cujo objetivo é vender ou
captar contacto.
Exemplos de páginas que são, naturalmente, landing pages: página
do produto de uma loja online, página sobre serviços da empresa, pági-
na com informações sobre um evento e página com uma formação num
blog. Por vezes, estas páginas não estão preparadas para converter, de-
teriorando os resultados esperados.
Sempre que pretenda criar uma campanha, fazer um lançamento,
vender um produto ou serviço, é fundamental criar uma landing page
específica.
O link da landing page pode ser um domínio ou um subdomínio,
um URL de um site, de um blog ou de uma loja online. Também pode
gerar um link curto, através do serviço bit.ly.
64 MARKETING DIGITAL de A a Z

Veja um exemplo de landing page em https://mrs360.


vascomarques.com.

Características de uma boa página

Existe um conjunto de características que determina uma boa lan-


ding page e que aumenta as probabilidades de ser mais eficiente. Não
caia na tentação de tentar colocar muita informação, com menus de na-
vegação, links desnecessários e informações, que vão fazer dispersar o
utilizador. Faça uso, a seu favor, da psicologia das cores, para fazer des-
pertar emoção e a sensação desejada, associada à mensagem principal.

Características de uma boa landing page:


• Objetivo único – deve focar-se, apenas, no objetivo que pretende
que o utilizador execute;
• Título atrativo – pense num título que vá despertar muito inte-
resse. Se combinar curiosidade, benefício para o cliente e gratifi-
cação imediata, vai manter o interesse de quem visita a página;
• Urgência – deve ter tempo limitado, lugares limitados, stock li-
mitado ou preço especial. Pode adicionar um contador decrescen-
te, para enfatizar a urgência de tomar uma ação;
• CTA (Call-to-action) forte – desenhe um botão que se destaque
através de cor contrastante, com apelo à ação desejada. Por exem-
plo: “Obter oferta”, “Download grátis” ou “Obter voucher”;
• Técnicas de web copywriting – utilize texto curto, simples e
atrativo. Influencie a que seja tomada uma ação;
• Resolva um problema – selecione um problema do cliente e
proponha-se a resolvê-lo;
• Proposta de valor – veja naquilo em que o seu produto ou servi-
ço é realmente diferenciador em relação à concorrência;
• Above the fold – certifique-se de que a mensagem importante e
essencial está acima da linha, antes de fazer scroll na página. A
maioria das pessoas só vê o que aparece no primeiro ecrã;
• SEO – otimize a página para pesquisas, utilizando boas keywords;
• Design atrativo – desenhe um layout simples, com harmonia de
cores, que proporcione prazer a quem a visita;
• Rápido – a página deve abrir rapidamente;
• Mobile – crie versão mobile e teste a experiência do utilizador;
• RGPD – informe o utilizador sobre a política de privacidade, para
que fique mais tranquilo e mais favorável a ceder os dados;
• SSL – adicione um certificado SSL, uma vez que está a recolher
informação dos utilizadores.
Regra geral, a página inicial de um site é a pior página para associar
a uma campanha de publicidade, pois o utilizador fica confuso e não
sabe localizar a informação que procura, ou a ação a tomar.
SITES E VENDAS ONLINE 65

Como criar uma landing page

A página pode ser criada, geralmente, na mesma plataforma do


site. No entanto, pode não ser a forma mais rápida, mais atrativa e mais
eficiente de o fazer.

Funcionalidades disponíveis em plataformas de landing pages:


• Escolher e editar template;
• Adicionar título, texto, imagens e secções de páginas;
• Inserir vídeo com possibilidade de autoplay e player personalizado;
• Adicionar vários tipos de formulários, botões e formas;
• Receber leads, por e-mail, por download ou por outra plataforma;
• Integrar o formulário com plataformas de e-mail marketing ou CRM;
• Associar Google Maps, para localizar um evento ou uma empresa;
• Tornar a página mais social, com a opção de partilha nas redes so-
ciais;
• Inserir um contador decrescente, para assinalar o final de uma pro-
moção;
• Adicionar código HTML personalizado, para expandir funcionalida-
des;
• Adicionar analítica: Google Analytics, Facebook Píxel, Google Ads;
• Criar testes A/B;
• Criar e otimizar a versão mobile;
• Criar página de confirmação, com validação e informações adicio-
nais;
• Configurar definições adicionais, fundo de página, tipos de letra,
SEO, informação de partilha nas redes sociais, definição de objetivos
de conversão, adicionar javascript e histórico de alterações.

Figura 20 – Esquema de como deve ser uma landing page.


66 MARKETING DIGITAL de A a Z

Uma das plataformas mais completas é o Instapage, acessível


em www.vasco.digital/instapage, para criar uma conta de demonstra-
ção gratuita por tempo limitado.

Opcionalmente, o MailerLite e o Sunny Landing Pages são alterna-


tivas com planos gratuitos mais abrangentes, ainda que possam ter me-
nos funcionalidades que o Instapage.

Promover

Agora, precisa de publicar e promover a sua página, para se tornar


conhecida.

Ideias que podem aumentar a exposição da sua landing page:


• Fazer publicidade no Google, Instagram, Facebook, YouTube e
outros;
• Partilhar nas redes sociais;
• Enviar por e-mail e por SMS;
• Divulgar em suporte físico;
• Associar a eventos no Facebook;
• Criar ligações no site e no blog;
• Enviar link através de plataformas de Instant Messaging
(Facebook Messenger, WhatsApp, Skype e outros).

Utilize um domínio próprio, para dar mais ênfase ao produto ou


ao serviço. Se pretende mantê-lo mais associado à marca, utilize um
subdomínio ou uma pasta.

Exemplo de uma landing page com domínio próprio: www.mas-


terdigital360.com.

Figura 21– Landing page criada no Instapage.


SITES E VENDAS ONLINE 67

📧 E-MAIL MARKETING
Hoje, continua a ser fundamental comunicar por e-mail, seja para
entregar conteúdo de qualidade, seja para informar os clientes ou para
automatizar vendas.

Como usar o e-mail marketing

Exemplos de utilização do e-mail marketing:


• Enviar e-mail, com proposta, a um cliente;
• Enviar uma resposta automática, depois de submeter um formu-
lário ou inserir os dados numa landing page;
• Enviar e-mail de confirmação, depois de comprar um produto
numa loja ou de registar-se num site;
• Enviar regularmente newsletter;
• Inserir informações da empresa no rodapé do e-mail;
• Criar automação, de acordo com o comportamento do utilizador.

Teste se os seus e-mails estão a ser entregues. Quando envia uma


proposta comercial, precisa de saber se o cliente a recebeu. Existem va-
riáveis que podem influenciar negativamente a entrega.

Teste a entrega do envio de e-mails individuais em www.mail-


-tester.com, em que deverá ter a pontuação próxima de dez. É válido
para e-mails com domínio próprio.

Principais funcionalidades
O que a maioria das plataformas de e-mail marketing permite fazer:
• Criar vários remetentes;
• Criar listas e respetivos formulários;
• Importar e-mails (de quem deu autorização previamente);
• Enviar e-mails com base num modelo ou com texto simples;
• Inserir texto, imagens, links e outros elementos;
• Fazer envios automáticos, após inscrição na lista, depois de um
certo número de dias e de acordo com variáveis;
• Personalizar, com o nome do destinatário, no assunto ou no corpo
do e-mail. Adaptar conteúdos, de acordo com variáveis da lista;
• Fazer segmentação e Split Test;
• Acompanhar estatísticas detalhadas;
• Gerir remoção automática de e-mails da lista;
• Personalizar a pré-visualização (preheader) do texto, no e-mail;
• Criar versão web da newsletter, através de um link público;
• Integrar com CRM, redes sociais, site, blog e landing pages.
68 MARKETING DIGITAL de A a Z

Descubra se, um determinado e-mail enviado, foi, efetivamente,


aberto, quantas vezes e a que horas, com o Hubspot e-mail tracking,
no Google Chrome: www.hubspot.com/products/sales/email-tracking.

Primeiros passos para criar campanha

Procedimentos necessários para comunicar com e-mail


marketing:
• Escolher uma plataforma para e-mail marketing – Mail-
chimp, E-goi ou outra;
• Criar uma lista de e-mails – de acordo com o tipo de comuni-
cação, criar listas diferentes (landing page, loja, por mercado ou
outros critérios);
• Definir remetente – deve ser um e-mail real (monitorizado por
alguém), específico para o efeito e com domínio próprio;
• Inserir formulário no site (ou noutra plataforma) – os cam-
pos recomendados são: nome, e-mail e, eventualmente, telefone.
Em alguns casos específicos, pode ser solicitada mais informação.
Mas quantos mais campos, menos probabilidades de conversões;
• Call-to-action para captar dados – exemplos de informação, no
formulário, para apelar à inscrição na lista:
- Download ebook grátis,
- Oferta voucher de 20 %,
- Novidades de marketing digital;
• Verificar que a legislação é cumprida (RGPD) – colocar opção
no formulário “li e aceito política de privacidade”, com uma che-
ckbox desselecionada, por defeito, com ligação à página de políti-
ca de privacidade, no site. Esta página deve estar alinhada com o
tipo de dados recolhidos;
• Criar conteúdos relevantes para o público-alvo – deve, prefe-
rencialmente, conter texto e imagem, focados num tema princi-
pal;
• Definir assuntos atrativos – em todos os envios, o assunto deve
ser diferente e focado nos interesses do público-alvo. É a variável
mais importante para influenciar a abertura do e-mail;
• Comunicar regularmente – o ideal é comunicar entre uma vez
por semana a uma vez por mês;
• Personalizar e segmentar – mostrar informação e conteúdos
ajustados ao público alvo;
• Acompanhar estatísticas – as duas métricas mais importantes são:
- Taxa de abertura – deve rondar os 17 %. Existem três variá-
veis que têm impacto neste valor: assunto, preheader e reme-
tente,
- Taxa de cliques – deve rondar os 5 % e revela o grau de impor-
tância dos conteúdos.
SITES E VENDAS ONLINE 69

Figura 22 – Exemplo de formulário para newsletter.

Crie uma conta gratuita, com até 5000 e-mails, em www.vasco.


digital/egoi.

Conteúdos e layout

Se, por um lado, o assunto é determinante para a taxa de abertura, o


conteúdo, por outro, determina a taxa de cliques. A taxa de abertura in-
dica o sucesso do tema da campanha, sendo influenciada por: remetente
(reputação técnica e perante o cliente), preheader (pré-visualização das
primeiras linhas do e-mail) e o assunto (o mais importante). Mas, a rele-
vância do conteúdo selecionado é medida pela taxa de cliques que levam
o utilizador ao site para saber mais, ou à conversão (compra).
Enviar regularmente apenas e-mails comerciais pode não ser o me-
lhor caminho. Portanto, forneça valor aos seus subscritores, de acordo
com os interesses da lista.

Algumas ideias de conteúdos:


• Enviar permalink para um determinado post, no Facebook ou
noutro social media;
• Realçar o artigo mais lido no site ou no blog, no período corrente;
• Fazer ofertas especiais (grátis ou descontos);
• Dar a conhecer um evento importante a realizar ou em que vai
participar;
• Fornecer informação de valor sobre o setor, curiosidades e dados
importantes para os potenciais clientes.

Não se esqueça de ter sempre um call-to-action, do tipo: compre já,


aproveite agora, saiba mais, reserve já, inscreva-se agora, ou outra cha-
mada para ação objetiva e simples.
70 MARKETING DIGITAL de A a Z

Envie periodicamente: uma vez por semana ou, pelo menos, uma
vez por mês. Se enviar diariamente, poderá ser exagerado (dependendo
do negócio); se enviar uma vez por trimestre, é um período muito longo.
Se desejar, informe o leitor por que está a receber o respetivo e-mail, para
minimizar remoções.
Tenha em consideração a utilização de imagens atrativas, layout
ajustado e com texto bem redigido. É fundamental que exista sempre
algum texto no e-mail a enviar, pois permite perceber rapidamente o
conteúdo da newsletter, mesmo que as imagens não sejam ativadas, fa-
cilitando a leitura no smartphone. Se existir um link público da newsle-
tter, poderá também ser indexado pelos motores de pesquisa, e faz com
que seja ainda mais importante conter texto, além das imagens.
Um dos pormenores a considerar, é definir o texto de pré-visuali-
zação (preheader) que aparece por baixo do assunto, visto que resume o
conteúdo e tem impacto na abertura.
O e-mail deve conter texto e imagem. Deve ter links nas imagens e
em algumas palavras ou frases do texto. Se for inserido um URL, pode ser
encurtado com o bit.ly, para ficar menos extenso e mais atrativo.
As imagens animadas, de forma simples e profissional, também ca-
tivam, pois funcionam na maioria de leitores de e-mail, desde que sejam
ativadas as respetivas imagens. Tenha o cuidado de garantir que o pri-
meiro frame do GIF faz sentido como imagem, pois será apresentado, se
o leitor de e-mail não suportar a imagem animada.
Sempre que for relevante, inclua vídeos com uma imagem atrativa
(por exemplo, com ícone de play), ligada a um vídeo, no YouTube, ou ao
site. Insira também o link do YouTube, diretamente no e-mail, para repro-
duzir o vídeo no Gmail. Em alternativa, pode ser inserido um GIF (criar no
Giphy) com animação de parte do vídeo, para chamar mais à atenção.
Se optar por conteúdos mais baseados em texto, coloque uma ou mais
imagens para ilustrar. É uma boa ideia encorajar o utilizador a ativá-las,
pois é uma das maneiras de medir a taxa de abertura do e-mail. Opte pelo
simples, atrativo e considerando uma boa experiência em dispositivos mó-
veis. Devem ser conteúdos curtos e fáceis de ler, numa disposição simples,
em apenas uma coluna. Foque o conteúdo do e-mail num objetivo.
Antes de fazer o envio, submeta-o a um teste, para rever todo o con-
teúdo e validar todos os links e detalhes.

Exemplo de newsletter criada no E-goi: www.vasco.digital/


emailegoi.

Exemplo de newsletter criada no Mailchimp: www.vasco.digital/


newsmailchimp.

Se não estiver a seguir as boas práticas de e-mail marketing, o mais


provável é que esteja numa lista negra e que a entrega dos seus e-mails
SITES E VENDAS ONLINE 71

seja reduzida. Confirme se está numa lista negra em www.mxtoolbox.


com/blacklists.aspx.

RGPD
O que é?

O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD ou, em in-


glês, GDPR) foi plenamente aplicado, e passou a produzir efeitos a partir
de 25 de maio de 2018, com o objetivo de proteger os dados dos cidadãos,
jurídica e tecnologicamente, e também a sua livre circulação na União
Europeia. Veio substituir a Diretiva Europeia de 1995. Como se aplica
aos 28 estados-membro da União Europeia, só é necessário lidar com
uma única entidade de supervisão nacional (CNPD, em Portugal), em
matéria de proteção de dados, sendo igual e única em toda a UE.

Princípios básicos

Um dos princípios fundamentais, é a necessidade de ter um con-


sentimento expresso e inequívoco para recolher e tratar dados para um
determinado objetivo.

Se o consentimento for para dois objetivos distintos, terá de ser so-


licitada autorização, separadamente, para cada um dos fins. Por exem-
plo, para comunicações por SMS e por e-mail, ou para newsletter e in-
formações de parceiros.
O RGPD aplica-se a organizações que tratem dados de cidadãos que se
encontrem na União Europeia. São exemplos de dados pessoais, o e-mail,
nome, IP, cookies ou outras informações que identifiquem o indivíduo. O ci-
dadão tem direito à portabilidade dos seus dados (pode solicitar dados para
mudar para outra entidade), ao esquecimento e à sua remoção. Não é necessá-
rio notificar a entidade supervisora (CNPD) de que está a tratar os dados, mas
tem a responsabilidade por um comportamento proativo em fazê-lo cumprir.

Casos particulares do RGPD

As transferências internacionais de dados dos titulares (por exem-


plo, para fora do Espaço Económico Europeu) só podem ser realizadas
para locais com um nível de proteção igual ou superior à que vigora na
UE, com autorização expressa e explícita do titular. Aplica-se, por exem-
plo, a serviços cloud, plataformas de e-mail ou alojamento web.
Se for um fornecedor de software, alojamento web ou outro tipo de
organização que trate grande volume de dados, deve validar as especifici-
dades do RGPD para esse caso.
72 MARKETING DIGITAL de A a Z

Se for uma criança a fornecer dados, deve ter a validação de um


adulto – o encarregado de educação.
As bases de dados antigas, sem utilidade, devem ser eliminadas (ou
cumprir o tempo de utilização de dados).
É obrigatório notificar a entidade de supervisão, em caso de quebra de
segurança que envolva uma violação de dados pessoais, no prazo de 72 ho-
ras, contadas a partir do momento em que se tomou conhecimento. Em al-
guns casos, é obrigatório notificar os próprios titulares dos dados afetados.
Em determinados casos (administração pública e grandes organi-
zações), é obrigatório designar o Data Protection Officer (Encarregado
da Proteção de Dados) – que pode ser interno ou externo –, que tem a
função de aconselhar e monitorizar o cumprimento do RGPD na organi-
zação. Deve ter formação jurídica e de IT (Tecnologias de Informação)
em dados pessoais, reportadas à direção da organização.
É importante documentar as medidas de segurança, segundo o risco
do respetivo tratamento.

RGPD no Marketing Digital

Apesar de ter uma abrangência em todo o tipo de dados pessoais


no mundo físico e online, eis os cuidados a ter presentes, relacionados,
especificamente, com o digital:
• Criar uma página de política de privacidade em qualquer tipo de site
que recolha dados, que deve conter:
- Os dados que estão a ser recolhidos,
- Qual é a finalidade da recolha e armazenamento,
- Como são utilizados,
- Informação sobre Cookies (Cookies Law),
- Quais os direitos que assistem ao titular dos dados e como pode
exercê-los,
- Contactos da empresa e do responsável pela proteção de dados,
- Contactos do Encarregado da Proteção de Dados, se aplicável,
- A possibilidade de apresentar uma reclamação na Comissão Na-
cional de Proteção de Dados;
• O formulário de recolha de dados, pode ter outras caixas de verifica-
ção para pedir autorização para outros fins;
• Manter um comprovativo da fonte de obtenção dos dados e a autori-
zação (normalmente na plataforma de recolha de dados);
• Utilizar a plataforma de e-mail marketing/SMS corretamente, para fa-
zer cumprir o RGPD: remoção automatizada e sem custos, editar dados,
informação da empresa no footer do e-mail e outros procedimentos;
• Para anúncios com Facebook Leads, indicar link da política de privaci-
dade, alinhada com RGPD;
• Se for utilizado um chatbot, deve ser pedido consentimento para
recolha de dados.
SITES E VENDAS ONLINE 73

Recomendações adicionais

Além das medidas obrigatórias, existem as seguintes ações re-


comendáveis:
• Implementar SSL em sites que recolhem dados;
• Analisar o desempenho do site e fazer teste de segurança;
• Atualizar regularmente a plataforma do site (WordPress ou outro);
• Fazer a certificação CONFIO, especialmente em lojas online;
• Ajustar prazo de recolha de dados do Google Analytics;
• Se a base de dados for antiga e se não houver certeza se tem, ou não,
consentimento para envio de informação, na dúvida, não utilizar
essa base de dados.

Erros frequentes relacionados com o RGPD

Existem alguns pressupostos errados, que ocorrem com fre-


quência:
• Não obter consentimento expresso e inequívoco para determina-
do fim;
• Não criar página de política de privacidade no site;
• Não utilizar plataforma de e-mail marketing;
• Presumir consentimento, sem haver uma ação (consentimento
tácito ou implícito);
• Pedir consentimento para comunicações decorrentes de uma re-
lação contratual ou do cumprimento de uma obrigação legal (en-
viar faturas ou outros procedimentos necessários para a relação
comercial);
• Não zelar pela segurança proativa dos dados;
• Enviar comunicações comerciais a clientes, pressupondo que de-
ram autorização;
• Não pedir consentimento para enviar newsletter a quem compra
numa loja online.

Nota: esta contextualização é simplificada, resumida e orientada


para o digital. No entanto, o RGPD tem impacto em registos físicos, em
papel e noutros sistemas de informação de uma organização. Para mais
detalhes, informe-se com um profissional especializado.

Fontes e mais informações

Sobre a Comissão Nacional de Proteção de Dados: www.vasco.


digital/cnpd.

Sobre o RGPD pela Comissão Europeia: www.vasco.digital/


rgpdeu.
74 MARKETING DIGITAL de A a Z

Sobre a retenção de dados do Google Analytics: www.vasco.


digital/analytics.

Vídeo sobre o RGPD: www.vasco.digital/rgpd.

Figura 23 – Exemplo de formulário com checkbox, com autorização para recolha de da-
dos.
SITES E VENDAS ONLINE 75

Quiz - Sites e Vendas Online


1. O que é o WordPress?
a. Plataforma de ensino à distância.
b. Plataforma de loja online.
c. Plataforma de criação de blogs e sites.

2. O que é um plugin?
a. Permite melhorar efeitos de imagem.
b. É uma aplicação para smartphones.
c. É uma aplicação que estende as funcionalidadesbase do WordPress ou de
outras plataformas.

3. O que é uma landing page?


a. É uma página específica com o objetivo de converter visitantes em leads e vendas.
b. É uma página com informações detalhadas sobre produtos/serviços de
uma empresa.
c. É um site de e-commerce.

4. Quais são as três características-chave de uma landing page?


a. Ter vários objetivos, não possuir vídeos e um call-to-action inequívoco e forte.
b. Ter um único objetivo, um cabeçalho apelativo e um call-to-action inequí-
voco e forte.
c. Ter um único objetivo, um cabeçalho discreto e um call-to-action inequí-
voco e forte.

5. A melhor solução de loja online para WordPress é:


a. Integrar com o Facebook.
b. Inserir os artigos no WordPress.
c. Utilizar o WooCommerce.

6. Um bom site é:
a. Rápido, mobile e proporciona uma boa experiência.
b. O que gera mais vendas.
c. O que tem mais visitas.

7. Quais são as plataformas recomendadas para o envio de campa-


nhas de e-mail marketing?
a. E-goi e Mailchimp.
b. Gmail e Outlook.
c. Instapage e Shopify.

8. Que métricas são mais importantes analisar na plataforma de


e-mail marketing?
a. Aberturas e cliques.
b. Os artigos mais vistos e os mais vendidos.
c. Qual é o fornecedor de e-mail mais utilizado na lista.

9. É uma boa prática, de acordo com o RGPD:


a. Enviar e-mails a quem deu consentimento expresso para esse fim.
b. Enviar e-mails para clientes fidelizados.
c. Enviar SMS e e-mails comerciais a quem comprou na loja online.

10. Qual é a melhor opção para criar um blog?


a. Blogger.
b. WordPress.
c. World Press Photo.

Pontuação_______
Soluções: 1 c, 2 c, 3 a, 4 b, 5 c, 6 a, 7 a, 8 a, 9 a, 10 b
76 MARKETING DIGITAL de A a Z

Questões frequentes
• Em que plataforma devo criar um blog ou um site?
No WordPress.

• Em que plataforma devo criar uma loja online?


No Shopify ou Wordpress+WooCommerce.

• Qual é o melhor browser?


O Google Chrome.

• Por que motivo uma landing page é importante?


Para aumentar conversões e para lançamentos de produtos or
serviços.

• Posso enviar e-mails para uma lista de clientes?


Apenas se tem consentimento expresso para o efeito.

• Necessito de uma plataforma de e-mail marketing?


Sim, se deseja enviar newsletter ou comunicações por e-mail.

• Posso enviar a newsletter pelo Outlook ou pelo Gmail?


Não. Deve utilizar uma plataforma de e-mail marketing.

• Qual é a plataforma de e-mail marketing que devo uti-


lizar?
Não existe uma resposta consensual, porque varia de acordo com
as necessidades de cada utilizador. Se precisa de ajuda para esco-
lher e para avançar, recomendo o E-goi. É uma solução portuguesa,
simples de utilizar e com integração com SMS. Pode começar pela
solução grátis, mas as opções pagas são económicas, se compara-
das com outras plataformas.

• Tenho uma base de dados de e-mails, que não se sabe


se foi dado consentimento para envio de e-mails. Posso
utilizá-la?
Não.

• Posso enviar newsletter apenas com imagem?


É recomendável utilizar texto e imagem.

• Como criar uma lista de e-mails?


Inserir um formulário no site, blog, loja ou landinge page, mas com
checkbox para aceitar política de privacidade.
SITES E VENDAS ONLINE 77

Links de recursos
Como exemplo de WordPress.com, veja o blog do livro
Redes Sociais 360, que pode ser consultado em https://
redessociais360.wordpress.com.
Veja exemplos de sites em WordPress em www.web2business.pt e
em www.vascomarques.com.
Para contratar um alojamento, já com WordPress instalado,
aceda a: www.vasco.digital/alojamentowp.
Se desejar criar um blog no WordPress, poderá aceder a um
curso, que disponibilizo gratuitamente em www.vasco.digital/
wordpress.
Mais informações para adquirir certificado SSL: www.vasco.
digital/ssl.
Ver exemplo de loja online, criada no Shopify, em www.
vascomarques.digital.
Ver um exemplo de landing page em https://mrs360.
vascomarques.com.
Uma das plataformas mais completas é o Instapage, acessível
em www.vasco.digital/instapage, para criar uma conta de
demonstração gratuita, por tempo limitado.
Exemplo de newsletter criada no E-goi: www.vasco.digital/
emailegoi.
Exemplo de newsletter criada no Mailchimp: www.vasco.digital/
newsmailchimp.
Informação sobre a Comissão Nacional de Proteção de Dados:
www.vasco.digital/cnpd.
Informação sobre o RGPD, da Comissão Europeia: www.vasco.
digital/rgpdeu.
Informação sobre a retenção de dados do Google Analytics: www.
vasco.digital/analytics.
Ver vídeo sobre o RGPD em www.vasco.digital/rgpd.
78 MARKETING DIGITAL de A a Z

Erros frequentes

• Não criar site.


• Não ter um site rápido.
• Não ter site mobile.
• Não ter um site otimizado para dispositivos móveis.
• Não ter um site atualizado.
• Não ter imagens e vídeos no site.
• Não atualizar com frequência a plataforma, plugins e tema (no
caso do WordPress ou outro CMS).
• Não implementar medidas de segurança e de manutenção.
• Não criar um blog.
• Não utilizar o e-mail marketing.
• Não cumprir o RGPD.

Checklist

1. Criar site, blog, loja online ou landing page.


2. Implementar plataforma de e-mail marketing.
3. Inserir formulário para recolha de e-mails com consentimento.
4. Cumprir o RGPD.
REDES SOCIAIS
SOCIAL MEDIA
Estratégia
Gestão de redes sociais
FACEBOOK
Perfil pessoal
Página profissional
Conteúdos
Comunidade
Grupos
Eventos
Estatísticas
INSTAGRAM
Conta profissional
Conteúdo Instagram
Hashtags
Stories
Instagram TV
ANÚNCIOS FACEBOOK E INSTAGRAM
Promover conteúdo e gestor de anúncios
Criar campanha
Públicos semelhantes e personalizados
Píxel do Facebook
YOUTUBE
Configurar e personalizar canal
Publicar conteúdos
Comunidade
LINKEDIN
80 MARKETING DIGITAL de A a Z

SOCIAL MEDIA
Os social media, no âmbito do mundo digital, tiveram um crescimen-
to muito rápido. Beneficiaram, igualmente, de uma grande diversificação,
atingindo, assim, necessidades diferentes de públicos diversos. O advento do
mobile e do 4G foi a combinação perfeita para que houvesse um crescimento
exponencial por todo o mundo.

Estratégia

De acordo com as regiões do globo, poderá ter de optar pelos social me-
dia mais proeminentes em cada país.

Na Rússia, o VKontakte é dominante. Na China, a rede social domi-


nante é o WeChat, o Baidu é o motor de pesquisa e o Youku é similar ao
YouTube.

É importante ter uma visão global dos principais social media e o


número de utilizadores de cada um.

Conheça o panorama dos social media no seguinte gráfico:

Figura 24 – Número de utilizadores mensais únicos (MAUs), por plataforma social media.

Significa que a maior rede social do mundo é, sem dúvida, o Face-


book, que continua a crescer. Depois vem o YouTube, como o maior so-
cial media de vídeo. Depois, o WhatsApp e o Messenger, como platafor-
mas de conversação. De seguida, o Instagram com mais de mil milhões.
Por isso, se optar por estar presente em quatro plataformas, idealmente
REDES SOCIAIS 81

a escolha deverá ser: Facebook, Instagram, YouTube e LinkedIn. De


acordo com o tipo de negócio e público-alvo, poderá ter de fazer esco-
lhas diferentes.

Figura 25 – Idade dos principais social media.

É curioso observar a idade de cada uma das plataformas. As mais re-


centes tendem a ter um propósito direcionado para um relacionamento so-
cial mais próximo e informal.
Claro que existem outros social media que pode usar para o seu negó-
cio, dependendo da sua atividade e respetivas especificidades.

Social media específicos:


• Scribd – para publicar documentos em PDF;
• Slideshare – para enviar apresentações;
• Issuu – para criar catálogos ou documentos folheáveis;
• Vimeo – para publicar vídeo com opções adicionais;
• Eventbrite – para criação e gestão de eventos;
• Medium – para criação de artigos;
• TikTok – para criar histórias em vídeos curtos;
• Soundcloud – para publicar áudio.

O digital é uma extensão do mundo físico, não se esqueça disso. A


seu tempo, construindo ligações, que são amplificadas com o poder do
online, os resultados começam a surgir, se apostar na estratégia certa.

Mas, como se faz isso?


1. Defina em que social media faz sentido estar presente, por exem-
plo: Facebook, Instagram, YouTube e LinkedIn.
2. Planeie uma estratégia de conteúdos que se adapte a cada uma
das plataformas e ao respetivo público-alvo. Tecnicamente, cada
rede social tem características diferentes, que devem ser respei-
tadas para ter mais alcance. Construa uma agenda, para progra-
82 MARKETING DIGITAL de A a Z

mar as publicações. Dê espaço para espontaneidade e conteúdos


adicionais.
3. Não tenha medo de uma presença autêntica, doseada com o ADN
da organização. As Stories vieram para ficar e estão em todo o
lado, revestindo, assim, o lado mais real do dia a dia das marcas.
4. Aposte no vídeo, nos principais social media. É dos formatos que
proporciona mais alcance e que mais retém a atenção do utiliza-
dor.
5. Crie campanhas de publicidade eficientes. Investir corretamente
em anúncios, passa por escolher corretamente a segmentação,
especialmente em publicidade com táticas de retargeting, de con-
trolo de conversão ou de captação de leads.
6. Acompanhe as métricas e as reações dos seguidores, para ter uma
perceção do que resulta melhor e reajustar o caminho a seguir.

Para ajudar a esquematizar a estratégia, utilize este modelo como


base:
Objetivo Plataforma Conteúdo Público-alvo Anúncios Métricas
Notoriedade Facebook 40 % imagem Geográfico Campanhas de Visitas
Interação Instagram 30 % vídeo Idade notoriedade, men- Vendas
Tráfego YouTube 20 % texto Interesses sagem, interação, Visualizações
Vendas LinkedIn 10 % outros Comportamentos conversão Alcance
Dados demográ- Mensagens
ficos
Figura 26 – Estrutura para definir estratégia nas redes sociais.

Altere ou acrescente informações com base nos princípios apresenta-


dos. Para além das ideias-chave, deve especificar a informação, tanto quan-
to possível.

Gestão de redes sociais

A gestão de redes sociais é um desafio exigente, requer um profis-


sional com inúmeras competências. Será uma tarefa que consumirá
muito tempo, mas, se for bem desempenhada, trará resultados benéfi-
cos ao negócio.
Se for necessário, utilize uma plataforma para gerir alguns con-
teúdos nas redes sociais, de modo a facilitar todo o processo: calenda-
rização, agendamento, gestão e propagação de conteúdos e análise da
concorrência.
O Swonkie é uma plataforma muito completa e com a possibilidade
de agendar também para Instagram e Stories. Existem outras soluções,
como o Hootsuite, Buffer, Dlvrit, Later e outras.

Experimente a plataforma de gestão de redes sociais: www.vasco.


link/swonkie.
REDES SOCIAIS 83

Depois de escolher as plataformas sociais, defina os dias em que


deseja fazer publicações:
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo

Facebook

Instagram

YouTube

LinkedIn
Figura 27 – Modelo de agenda de publicações nos social media.

É importante alinhar ideias sobre os conteúdos que deseja publicar em


cada rede, quanto ao formato e à mensagem. Anote ideias e planeie os
conteúdos de forma diferenciada, de acordo com o público-alvo e as
expectativas.

Utilize o seguinte quadro como modelo para planear os conteúdos:


Imagem Texto Vídeo Outro
Facebook
Instagram
YouTube
LinkedIn
Outro
Figura 28 – Modelo para planeamento de conteúdos nas redes sociais.

Exemplo para download de modelo de plano de redes sociais: www.


vasco.digital/planors.

Melhores dias e horários para publicar

Quais serão os melhores dias e horários para publicar nas redes so-
ciais? Não há fórmulas absolutas e existem muitas variáveis com impacto:
região, tipo de negócio, B2B ou B2C, características do público e outras. O
que resulta para uns, pode não resultar para outros.

A melhor forma, é publicar conteúdos atrativos e ir testando em di-


versos dias e horários, visto que os algoritmos e os comportamentos mu-
dam.

A par disso, deve ser utilizado um sistema de estatísticas de cada


plataforma, para perceber o comportamento e o impacto de um con-
teúdo num determinado dia e horário. No Google Analytics, é possível
84 MARKETING DIGITAL de A a Z

criar relatórios para determinar quais são os dias e horários que estão a
receber mais tráfego de cada rede social (analisa apenas tráfego, não a
interação na rede social).
Acompanhe também a concorrência, para saber os dias e os horá-
rios que geram mais interação.

Segundo um estudo da Oberlo, os melhores momentos para


publicar nas redes sociais são:
• Facebook – existem três momentos mais propícios: início da ma-
nhã, início da tarde e depois do jantar. Publicar no início da tarde
é uma boa opção;
• Instagram – a utilização é mobile. Tende a ser mais consultado
em horários de pausa de trabalho e no fim do dia. A quarta-feira
pode apresentar maiores taxas de interação;
• YouTube – existe mais probabilidade de ser visualizado durante
o fim de semana ou no final do dia, por isso, publicar à quinta
ou sexta-feira de tarde, ajuda a indexar vídeos e a entregá-los à
audiência;
• LinkedIn – é recomendável publicar durante a semana, em horá-
rio laboral, para alcançar o público profissional.

O seguinte gráfico resume os melhores horários por plataforma:

Figura 29 – Melhores horários para publicar nos social media.

Também existem variações, em função do dia da semana.


Algumas funcionam melhor durante a semana; outras, ao fim de
semana ou em dias específicos.
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo

Facebook ️ ️
Instagram ️
YouTube ️ ️

LinkedIn ️
- recomendado. - maior taxa de interação. - mais visualizações. - não recomendado.
Figura 30 – Melhores dias para publicar nos social media.

O meio da semana tende a ser a melhor opção, em todas as pla-


taformas. Mas não tenha receio de arriscar e testar, mesmo nos dias
REDES SOCIAIS 85

menos favoráveis. Vai impactar outro tipo de audiência e poderá chegar


a conclusões diferentes.
Em Stories (independentemente da plataforma), o ideal é publicar
todos os dias, várias vezes por dia, para dar-lhes mais relevância a mos-
trar aos seguidores.

Formal vs informal

De acordo com a plataforma, terá de adaptar também o tom de comu-


nicação, para se ajustar às características do público-alvo e da expectativa.
Assim, ordenando do mais informal para o mais formal: Stories no
Snapchat, Stories no Instagram, Stories no Facebook, Instagram, Facebook,
Twitter, YouTube e, por fim, LinkedIn.
Consulte, de forma visual, na imagem seguinte:

Figura 31 – Informal ou formal: qual é o tom mais adequado?

Stories: o conteúdo efémero que veio para ficar

As Stories surgiram em 2013, com o Snapchat, mas foi em 2016, com o


Instagram, que ganharam mais popularidade. Depois, foi a vez do WhatsA-
pp de seguida, do Facebook, do YouTube e doutras. Por isso, é um formato
transversal a quase todas as principais plataformas. É constituído por ima-
gens ou vídeos, na vertical, que desaparecem após 24 h. Estão geralmente
disponíveis numa zona complementar ao feed.

Figura 32 – Evolução das Stories nas diversas plataformas.


86 MARKETING DIGITAL de A a Z

Passatempos

Pode optar por dinamizar o passatempo diretamente na conta ou


na página da rede social, ou utilizar a plataforma Gleam.io, tornando o
passatempo mais atrativo e abrangente. Todas as campanhas de pas-
satempos e concursos devem possuir um link com o regulamento de
participação (notas, no site ou noutro link). Deverá mencionar o nome
do vencedor numa atualização de estado, no comentário ou no site.

Se a seleção do vencedor depender do fator sorte (sorteio com uti-


lização do random.org ou outro método), será obrigatório apresentar
o regulamento, pedir autorização ao Ministério da Administração In-
terna e pagamento da taxa legal. Se a seleção do vencedor depender do
fator perícia ou talento (frase criativa, pergunta, etc.), bastará publi-
car o regulamento no Facebook, recorrendo às notas ou, então, no site
(consultar art. 160.º, n.º 1, Decreto-Lei 422/89, de 2 de dezembro).
O que deve conter o regulamento:
• Como se participa no passatempo;
• Critérios de seleção do vencedor;
• Quais são os prémios;
• Qual é a data do início e do fim do passatempo;
• Como será notificado o vencedor;
• Local, data e hora de divulgação do vencedor;
• Requisitos específicos para participar (idade, local de residência e outros).

Mais informações sobre passatempos: www.facebook.com/business/


news/page-promotions-terms. Mais informações sobre páginas: www.
facebook.com/page_guidelines.php.

FACEBOOK
Com mais de 2,38 mil milhões de utilizadores, o Facebook não deixa
margem para dúvidas: é a maior rede social do mundo e tem um grande
potencial de segmentação para anúncios.
Além do perfil, para uso exclusivo pessoal, é fundamental ter uma pá-
gina profissional corretamente configurada e personalizada.
Os conteúdos são o foco de atenção e de interação com os fãs. Para
além disso, utilize os grupos, para dinamizar comunidades, e crie eventos,
quando aplicável, para ampliar ainda mais a sua presença. Invista nos di-
versos tipos de publicidade, de forma eficiente.
Sempre que publica conteúdos na página ou perfil, aparecem no feed,
que é o local central de consulta dos conteúdos. Acontece que, em páginas, o
alcance orgânico (não pago) é, regra geral, baixo. Além disso, o algoritmo do
Facebook tem fatores que podem dar mais ou menos prioridade de alcance.
REDES SOCIAIS 87

Figura 33 – Edgerank – fórmula do algoritmo do Facebook.

Alguns dos aspetos com impacto no algoritmo do Facebook:


• Produzir conteúdos diversificados e interessantes;
• Ter interação autêntica e de qualidade;
• Os perfis e grupos tendem a ter mais alcance;
• Forçar interação ou cliques com temas enganosos, é penalizado;
• Utilizar Facebook Live, para estimular interação;
• Criar conteúdos em vídeo;
• Interagir com a comunidade.

Perfil pessoal

Se tem uma marca pessoal ou se o seu negócio está muito ligado à sua
pessoa, utilize página e partilhe conteúdos para o perfil, para obter mais
alcance.

Consulte no seguinte quadro as principais diferenças entre o per-


fil e a página:
Perfil pessoal Facebook Página profissional Facebook
Até 5000 amigos. Possibilidade Gostos/seguidores ilimitados.
de ativar seguidores ilimitados. Integração em site.
Convidar amigos para se tornar fã Convidar quem reagiu aos posts
de uma página ou para participar para se tornar fã.
em eventos.
Mais alcance e interação. Anúncios pagos e estatísticas.
Capa 360 e imagem de perfil em Capa em vídeo ou slideshow.
vídeo.
Conteúdos privados, por defeito. Conteúdos públicos por defeito.
Mas com opção de público. Agendar publicações.
88 MARKETING DIGITAL de A a Z

Participar em grupos e no Mais tipos de conteúdos.


Marketplace. Tipos de conteúdos
diferentes.
Para ver conteúdos de perfis, é Aparecem publicações nos
necessário fazer login. motores de pesquisa.
Maior controlo de privacidade. Configurações avançadas:
verificação de página,
personalização de separadores,
integração com Instagram,
multilanguage, cargos de gestores,
bots do Messenger e outros.
Figura 34 – Perfil pessoal vs página profissional no Facebook.

Pode configurar uma pequena descrição de apresentação e editar


fotografias em destaque, que ficarão sempre visíveis para quem visitar
o seu perfil.

É possível partilhar para as Stories do perfil no Facebook um


conteúdo publicado na página. A melhor parte, é que esse conteúdo fica
clicável diretamente nas Stories.

Através da aplicação Facebook, pode editar a fotografia de perfil,


gravando ou carregando um vídeo, tornando, assim, a imagem animada
quando alguém o visita. Visite o meu perfil, com todas estas funcionali-
dades implementadas: www.facebook.com/vasco.marques1.

Em relação ao perfil pessoal, é importante ter em considera-


ção os seguintes aspetos de segurança:
• Configurar a privacidade em www.facebook.com/settings;
• Remover Apps desconhecidas ou não fidedignas;
• Não participar em jogos ou aplicações desconhecidas;
• Não clicar em links suspeitos, em mensagens ou notificações;
• Fazer backup dos conteúdos do perfil;
• Utilizar uma password segura;
• Ativar autenticação de dois fatores.

Mais informação e indicações sobre segurança em www.facebook.


com/safety.

É necessário ter um perfil para criar uma página e para gerir


anúncios Facebook.

É possível criar uma conta no gestor de negócios sem ter perfil,


mas, por norma, é recomendado fazê-lo com o perfil. Esta ferramenta,
disponível em https://business.facebook.com, permite que terceiros
possam gerir páginas sem ter conta no Facebook, bastando adicionar o
REDES SOCIAIS 89

e-mail profissional, esteja, ou não, associada a um perfil Facebook. Esta


opção interessa particularmente a agências e a grandes organizações.
É recomendável instalar três Apps do Facebook: Facebook, Gestor
de páginas do Facebook e Anúncios Facebook.

Página profissional

As páginas são contas para fins profissionais, através das quais ne-
gócios, marcas, organizações, artistas, figuras públicas e organizações
sem fins lucrativos se podem ligar aos seus fãs ou clientes. O perfil nun-
ca deve ser a forma de criar uma presença profissional – eventualmente
um complemento, quando é partilhado da página para o perfil.

Ao criar uma página com o perfil, fica totalmente independente.


As publicações e reações são diferenciadas e, por defeito, ninguém sabe
quem é o gestor da página.

O primeiro passo, é criar uma página profissional. Se ainda não o


fez, basta aceder ao link www.facebook.com/pages/create.

Se já a tem, deve configurar e personalizar, para que usufrua das


funcionalidades extra.

Configurar e personalizar uma página Facebook:


• Username – definir um nome e endereço do URL. Algo do géne-
ro @vascomarquesnet;
• Imagens – carregar imagem de miniatura com fotografia ou lo-
gótipo. Criar uma imagem, slideshow ou vídeo para a capa;
• Call-to-action – configurar o botão de ação abaixo da capa;
• Verificar página – verificar como página oficial. Deve estar numa
categoria de página elegível, para obter o visto cinzento (negócio
ou similar);
• Download – descarregar os conteúdos da página, para ter uma
cópia de segurança e poder reutilizar publicações noutras redes
sociais;
• Multilanguage – ativar, para poder traduzir as publicações em
vários idiomas;
• Administradores – verificar que existem, pelo menos, dois per-
fis reais com o cargo de administrador;
• Informações – preencher informações da página, selecione ca-
tegoria, inserir descrição, adicionar contactos (site, e-mail, telefo-
ne, etc.) e outros detalhes;
• Separadores – configurar separadores da página: adicionar no-
vos e mudar ordem (serviços, loja, grupos, empregos, vídeos e
outros);
90 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Instagram – integrar Instagram com Facebook, para unificar


gestão de conteúdos e anúncios.

O link direto das definições é www.facebook.com/vascomarques.


net/settings (substitua vascomarques.net pelo username da sua pági-
na).
Existem muito mais opções na página Facebook, mas estes são os
passos essenciais.

Figura 35 – Anatomia de uma página Facebook.

Loja Facebook

Se pretende uma experiência de vendas online totalmente integra-


da com o Facebook, a loja nativa desta rede social é uma excelente so-
lução.
Adicione no separador loja, nas definições da página, a opção “Mo-
delos e separadores”. Configure-a e adicione produtos. Terá a opção de
botão de compra na capa, um separador personalizado de loja, uma aba
da loja sempre fixa no topo e a possibilidade de publicar produtos na
página.

Identifique produtos nas fotografias e noutras publicações,


depois de ativar a loja Facebook.

Para adicionar um produto, basta escolher o nome, adicionar foto-


grafias e vídeos, link, preço ou preço em promoção, se aplicável.
Se alguém clicar num dos produtos, poderá ver mais informações, fa-
zer gosto, comentar e partilhar. Deste modo, terá estatísticas, diretamente
no produto, no Facebook, sobre as visualizações e os cliques, mas também
REDES SOCIAIS 91

é mostrada mais informação detalhada, num novo separador, nas estatís-


ticas da página. O utilizador também pode optar por guardar o produto,
como costuma fazer com outras publicações. O processo de compra tam-
bém é muito simples: link para a loja online ou mensagem para a página.
Se clicar no separador personalizado da loja ou ver todos os pro-
dutos na parte superior, poderá navegar nas categorias e nas coleções
dos produtos.

Esta loja também é usada como catálogo de produtos, para ativar


a loja na conta profissional Instagram.

Exemplo de loja em www.facebook.com/pg/vascomarques.net/shop.

Mensagens

É uma ferramenta muito importante do Facebook, pois permite dar


uma resposta rápida às questões dos clientes. Por isso, não se esqueça
de ativar a opção de contacto por mensagem, nas definições da página.

Responda a 90 % das mensagens em menos de 15 minutos, para


ganhar um distintivo verde (badge), de como é rápido a responder.

Existe um atalho, para poder partilhar por e-mail, site, blog ou


como quiser. Consiste no endereço m.me+link da página. Por exemplo,
o da minha página é www.m.me/vascomarques.net. Ao aceder a este
endereço, permite-lhe iniciar, de imediato, conversação, por mensa-
gens, com uma página.

Conteúdos

A página Facebook oferece inúmeras formas para publicar conteú-


do. É provável que a imagem venha a ser a forma mais utilizada, mas
não se esqueça de diversificar com vídeo, texto e outros formatos.

Principais tipos de conteúdo do Facebook:


• Imagem – publicar uma ou várias imagens, GIF ou fotografia
360;
• Fotografia 3D – está disponível em alguns dispositivos, para
uma fotografia com efeito tridimensional, reproduzível em mobi-
le e desktop (iPhone com duas câmaras);
• Publicação 3D – é um objeto ou modelo tridimensional, com
possibilidade de rodar em todas as direções;
• Vídeo – permite carregar vários formatos, e também em 360.
Deve escolher ou criar miniatura para imagem de capa e, even-
tualmente, legendar. Opcionalmente, pode ativar como estreia;
92 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Álbum – cria uma categoria com várias fotografias de um deter-


minado tema;
• Carrossel – é uma sequência de imagens deslizável, com os res-
petivos links;
• Apresentação (slideshow) – cria um vídeo com até 10 fotogra-
fias, adicionando facilmente transição e música;
• Experiência Instantânea (Canvas) – cria uma página mobile,
com imagens, vídeos, carrossel, botões e outros objetos;
• Nota – publica um conteúdo, com título, texto, imagem e vídeo;
• Direto – é um livestream, com webcam, smartphone e outros
dipositivos. Também é possível fazer live 360;
• Evento – cria um evento, como página, para divulgar uma ini-
ciativa;
• Oferta – publica uma promoção ou oferta;
• Emprego – anuncia uma vaga de emprego. A gestão dos dados é
feita nas definições da página;
• Texto – é uma atualização de estado, com um texto curto;
• Link – partilha um link para site, com título, descrição e imagem.

Sempre que necessário, poderá destacar, no topo, um dos conteú-


dos. Se clicar na data, consegue obter um permalink, para partilhar fa-
cilmente esse conteúdo noutra plataforma (mensagens, e-mail ou outra
rede social).

Se tiver a conta profissional Instagram ligada à página, é possível


partilhar conteúdos do Facebook para o Instagram.

Exemplo de publicação carrossel: www.vasco.digital/carrossel.

Exemplo de publicação 3D: www.vasco.digital/post3d e de foto-


grafia 3D: www.vasco.digital/foto3d.

Com o passar do tempo, terá muitos conteúdos, que, cronologi-


camente, será difícil encontrá-los. No entanto, se aceder ao separador
“Publicações”, surge, do lado direito, uma caixa de pesquisa, para en-
contrar facilmente a informação que deseja.

Saiba como criar um post 3D no vídeo tutorial www.vasco.digi-


tal/tutorialpost3d.

Ferramentas de publicação

Ao lado das definições da página, na parte superior, é possível ace-


der a esta secção.
REDES SOCIAIS 93

Com as ferramentas de publicação da página Facebook, tem


acesso a:
• Publicações – permite ver publicações, agendar, criar rascunhos
(para serem aprovados por terceiros) e publicações a expirar;
• Vídeos – pode ver ou fazer download de vídeos. Também pode
utilizar vídeos disponíveis de publicações cruzadas;
• Ferramentas – acesso ao estúdio de criação e da coleção de áu-
dio (músicas e áudios para download);
• Empregos – pode gerir candidaturas de emprego;
• Conteúdos de marca – para ver publicações identificadas por
terceiros como branded content (parcerias);
• Formulários de anúncios de leads – pode fazer download de
contactos captados em anúncios de leads, através do gestor de
anúncios do Facebook;
• Artigos instantâneos – pode configurar artigos do site com tec-
nologia instant articles do Facebook, para abrir instantaneamente
no feed;
• Comprar – pode editar e gerir produtos da loja Facebook;
• Eventos – pode criar e gerir eventos, mas também digressões;
• Experiência instantânea (Canvas) – para criar e gerir conteú-
dos instantâneos do Facebook.

Link direto de coleções de áudio para download ou utilizar na edi-


ção de vídeos para publicar no Facebook: www.facebook.com/sound/
collection.

Exemplo de Apresentação (Slideshow) criada diretamente no


Facebook www.vasco.digital/slideshowfb.

Comunidade

Dinamize a página, interagindo em comentários e em partilhas,


perguntando e incentivando. Interaja com sentimento, com crítica po-
sitiva, com provocação otimista e, acima de tudo, acrescente valor.
É importante responder sempre, pois deixar alguém sem um escla-
recimento é desagradável. Mesmo que seja só um gosto na resposta do
utilizador, vai também ajudar a que, em próximas publicações, tenha
mais alcance.
Se desejar, pode solicitar aos seus fãs para alterarem a prioridade
de ver os seus conteúdos, ou ativar notificações para determinados con-
teúdos que vá publicar. Já agora, também pode fazer o mesmo em pági-
nas que segue, para tornar os conteúdos que for visualizar no feed mais
relevantes para si. Para ter acesso a estas opções adicionais, basta clicar
no botão “A seguir”, da página, e ajustar notificações ou prioridade.
94 MARKETING DIGITAL de A a Z

Consulte o feed de notícias, mas como página, clicando na opção


lateral da página “Ver feed de páginas” ou acedendo através do link
www.facebook.com/vascomarques.net/pages_feed (substituindo parte
do link pela sua página). Poderá, também, gostar de outras páginas,
como página, através desta interface.

Aumentar fãs

Não há uma fórmula mágica, mas há um conjunto de ações que


podem captar novos fãs.

Ideias para aumentar seguidores da página Facebook:


• Partilhe conteúdo de valor, com grande interesse para o público;
• Seja social e menos comercial;
• Coloque a caixa gosto no site;
• Envie, através da newsletter, o permalink para um conteúdo que
esteja a ter muito sucesso na página;
• Divulgue o link da página nos meios offline. Pense em todo o
material físico que pode utilizar: automóveis, faturas, sacos, ou-
tdoors, cartões de visita, autocolantes, embalagens e material de
merchandise;
• Convide os seguidores de outras redes a tornar-se fãs da página,
e vice-versa;
• Convide amigos, de forma relevante, a tornar-se fãs;
• Convide, como página, todos os utilizadores que reagiram a con-
teúdos, a gostarem da sua página;
• Promova passatempos;
• Invista em publicidade.

Se conseguir implementar algumas destas boas práticas e se fizer


um bom plano de estratégia de conteúdos, terá, certamente, um au-
mento de fãs. Mas, lembre-se que o mais importante não são os fãs: é o
alcance e a interação das publicações.

Obter mais alcance

Mesmo que tenha uma base de fãs grande, o alcance é uma audiência
pequena, a não ser que pague.

Apesar desta realidade, existem técnicas que podem trazer


mais alcance, sem investimento:
• Publique vídeos diretamente no Facebook;
• Faça regularmente transmissões em direto;
• Lance atualizações de estado em texto;
• Conte histórias com imagens e com vídeo;
REDES SOCIAIS 95

• Partilhe imagens fantásticas;


• Publique dicas úteis e únicas para os seus fãs;
• Analise quais são os assuntos com mais alcance nas estatísticas da
página e volte ao mesmo tema, mas com outra abordagem;
• Estimule a interação na publicação;
• Inspire-se em páginas semelhantes, analisando os temas que geram
mais envolvimento dos fãs (ative esta opção nas estatísticas da sua
página). O fenómeno tende a repetir-se na fase inicial;
• Partilhe links com conteúdos valiosos para o site, com imagem
otimizada. Se possível, com tecnologia instant articles.

Apesar de tudo, teste novas ideias e conteúdos, mesmo que ache


que não vai ter muito alcance, pois, por vezes, acontece o oposto.

Grupos

Por não terem, normalmente, uma conotação comercial, resultam bem


para criar comunidades ativas. Se desejar fomentar comunidades e ter pes-
soas a participar, será com os grupos do Facebook que chegará a mais pessoas.
O objetivo principal é a partilha de conhecimento, algo muito va-
lioso para os membros, que acabam por retribuir e por acrescentar tam-
bém valor. E é mesmo esse o espírito: criar relações e dialogar. Desta
forma, está a aumentar a sua notoriedade e a sua reputação na web.

Existem três tipos de grupos:


• Públicos – qualquer pessoa consegue ver os conteúdos, mas ape-
nas os membros têm permissão para publicar;
• Privados – apenas os membros conseguem ver e publicar;
• Secretos – acesso apenas por convite.

Permitem vender produtos, anexar ficheiros, criar álbum de fotografias,


criar documentos, criar eventos, transmissões em direto e outros conteúdos.
Tem várias ferramentas de administração ao seu dispor: possibili-
dade de colocar publicações sob aprovação, definir quem pode publicar
no grupo, adicionar etiquetas para ajudar a ser pesquisável, mentoria,
unidade de aprendizagem, estatísticas, adicionar uma descrição sobre o
grupo e possibilidade de personalizar o link do grupo.

Veja o exemplo de um grupo e adira, se tiver interesse em receber


mais novidades sobre marketing digital, em www.vasco.digital/grupofb.

Eventos

É possível criar um evento com o perfil ou com a página, não sendo


exatamente a mesma coisa. Existe a possibilidade de convidar amigos,
96 MARKETING DIGITAL de A a Z

que é sempre possível fazê-lo com o seu perfil no evento a que aderir,
seja seu ou não.
Existem várias vantagens em criar como página. O primeiro be-
nefício, é ficar o nome e o link da página associado ao evento, abrindo
portas a mais notoriedade e a mais fãs. Por outro lado, fica com um
novo campo no evento, que permite obter bilhetes. Tem possibilidade
de colocar um link para a compra efetiva ou para um formulário de ins-
crição gratuita no evento, que pode ser criado no Google Forms. Além
disso, também consegue ter acesso a estatísticas, criar eventos do tipo
digressão (tour) e promover o evento com anúncios.
Os eventos digressão (tour) são um conjunto de eventos com ca-
racterísticas comuns, mantendo um único link para comprar bilhetes.
É muito importante seguir as medidas da capa, para criar algo sim-
ples com imagem ou vídeo, seja para computadores, seja para dispo-
sitivos móveis. Defina um bom nome, redija uma descrição com toda
a informação relevante e coloque um link para site com mais detalhes.
Deve publicar, no mural do evento, um vídeo promocional, imagens e
informações relacionadas, durante os dias que precedem o evento. É uma
boa oportunidade para interagir com as pessoas que já aderiram, pois elas
são notificadas de que algo foi publicado. Mas pode continuar a publicar, de-
pois de o evento terminar, por exemplo, os slides, os vídeos e as fotografias.
Existem também vários serviços web que rastreiam eventos Face-
book e importam toda a informação para plataformas agregadoras de
eventos. Por isso, deve ter uma informação completa e links, pois irá ser
benéfico para a promoção do evento.

Exemplo de evento no Facebook: www.vasco.digital/eventofb.

Estatísticas

É importante acompanhar as métricas. No Facebook, pode ver


muitos dados importantes que vão ajudar a seguir a direção certa da
página. Consegue saber em que países e cidades tem mais fãs e quais
são os posts mais populares – aposto que vai ter muitas surpresas. Veja
também qual é o horário em que os fãs estão online. E muito mais infor-
mação relevante que poderá exportar para uma folha de cálculo, para
um tratamento mais detalhado.

Nas estatísticas do Facebook, pode analisar quais são os idiomas


dominantes.

Na vista geral, pode ver rapidamente: ações na página, caracteriza-


ção do público, visualizações da página, gostos da página, alcance, taxa
de resposta das mensagens e visualizações de vídeos. Tem também as
publicações mais recentes, com informação de alcance e de interação.
REDES SOCIAIS 97

Consulte as principais secções de estatística:


• Promoções – dá acesso a um resumo com os principais indicado-
res dos anúncios realizados recentemente;
• Seguidores e gostos – mostram a evolução dos fãs e dos segui-
dores ao longo do tempo;
• Alcance – apresenta o alcance orgânico e o pago. Veja os gostos,
comentários e partilhas ao longo do tempo;
• Visualizações da página – consegue saber qual é o separador da
sua página que está a receber mais visualizações;
• Ações na página – permite ver o total de ações na página, em
relação a cliques;
• Publicações – permite ver quando os fãs estão online, tipos de
publicações, publicações das páginas em observação e todas as
publicações;
• Eventos – permite acompanhar as pessoas alcançadas pelos
eventos e, também, as que viram a página do evento;
• Vídeos – veja um gráfico com a evolução das visualizações dos
vídeos, de, pelo menos, três segundos, incluindo o autoplay;
• Stories – veja os comportamentos nas Stories da página Face-
book;
• Grupos – mostra os dados pormenorizados dos membros dos
diversos grupos associados, publicações, comentários e reações;
• Pessoas – consulte informação demográfica, em relação aos fãs,
às pessoas alcançadas e às envolvidas;
• Comprar – é a atividade, na loja Facebook, que permite visuali-
zações e cliques em produtos;
• Mensagens – poderá saber o total de conversas e o seu cresci-
mento, a taxa de resposta e o tempo médio de resposta.

Analise, igualmente, o feedback negativo (não gosto, reportar


como spam, deixar de ser fã, etc.) e tente compreender a origem desta
ação menos boa. Essa reação pode ter sido originada por ter publicado
conteúdos irrelevantes ou com demasiada frequência.

Figura 36 – Interface de estatísticas da página Facebook. Horário com mais fãs online.
98 MARKETING DIGITAL de A a Z

Todos estes dados disponíveis permitem ao gestor da página trans-


formá-los em informação, que, devidamente interpretada, ajuda a alinhar a es-
tratégia da gestão no Facebook, muitas vezes com impacto no próprio negócio.

Lanço o desafio de fazer um diagnóstico e de verificar a pontu-


ação da página em www.likealyzer.com. Se teve mais de 80 pontos, está
de parabéns!

INSTAGRAM
É um social media incontornável para partilha de fotografias e
vídeos, mas também para Stories. Com ele, há a possibilidade de criar e
partilhar vídeos até 60 s, com filtros, hashtags e outras particularidades.
Esta aplicação permite captar e partilhar os momentos do dia a dia
de uma forma simples. As imagens são publicadas diretamente através
do smartphone, utilizando hashtags relevantes e identificando locais ou
outras contas.
As Stories são um sucesso, permitindo partilhar conteúdos no
formato vertical em imagem, vídeo ou transmissão em direto. Ficam
disponíveis durante 24 h e devem transparecer autenticidade, revelan-
do o lado mais informal e espontâneo da sua organização.
A interface possibilita ver o feed com os conteúdos visuais da sua
rede, interagir, explorar posts, locais e perfis. Pode guardar publicações,
criar coleções ou arquivar publicações. Ao navegar noutras contas, é
possível ativar notificações de publicações de terceiros.

Partilhe posts para Stories, através do feed.

A pesquisa dá a possibilidade de encontrar contas, conteúdos, lo-


cais e hashtags.
Sempre que necessário, permite enviar diretamente mensagens para
até quinze pessoas ou grupos, no modo privado. Pode enviar Stories, áu-
dio, imagens, vídeo, links e contacto telefónico.
O SocialBakers tem uma ferramenta gratuita que permite analis-
ar várias dimensões importantes da conta Instagram, em www.social-
bakers.com/free-tools/tracker.

Com a mesma App do Instagram, consegue gerir até cinco contas


profissionais ou pessoais, de forma totalmente independente.

Conta profissional

A criação da conta pode ser feita no computador ou na App. A con-


ta pessoal é direcionada para quem não pretende dar uso profissional e
REDES SOCIAIS 99

procura mais controlo de privacidade dos conteúdos. Por outro lado, a


conta profissional é para quem pretende que os conteúdos sejam sem-
pre públicos e obter funcionalidades para negócios.
A conta profissional não tem qualquer custo. Tem a vantagem de
ter um contacto ou e-mail, indicações de morada, se necessário, estatís-
ticas e de promover posts com publicidade.

Como criar e configurar uma conta profissional:


1. Aceda a www.instagram.com ou instale a App. Crie uma conta e
escolha a opção profissional;
2. Defina um username, do tipo @vascomarquesnet (se possível
consistente com outras redes);
3. Configure informação da biografia: fotografia, descrição e link.

Na biografia deve ter atenção a: fotografia atrativa, definir uma de-


scrição inspiradora (pode conter hashtags e menções a outras contas)
e um link.

O único local, no Instagram, com link clicável, por defeito, é na


biografia.

Como é possível apenas um link, considere as várias soluções:


• Utilizar link do site ou do produto, e mudar sempre que neces-
sário;
• Inserir um shortlink bit.ly a redirecionar para determinado URL;
• Utilizar branded shortlink, para uma promoção ou produto;
• Usar serviço Linktree, para gerar um menu com vários links (pro-
moções, seguir noutras redes, site empresa e outros).

O aspeto final da conta e do URL deverá ser algo do género: www.


instagram.com/vascomarquesnet.

Integração com Facebook

A opção de ligação da conta do Instagram ao Facebook é funda-


mental para fins profissionais. Tem as seguintes vantagens: partilhar
automaticamente conteúdos entre plataformas, gerir publicações do
Instagram no computador, promover conteúdos no Facebook também
para Instagram e criar loja no Instagram (para quem tem produtos físi-
cos e cumpra os requisitos).
Para associar conta Instagram com conta Facebook, aceda às
definições da página Facebook, separador geral, e, na opção Instagram,
estará disponível opção para login (no computador).
100 MARKETING DIGITAL de A a Z

Figura 37 – Integração do Instagram com o Facebook.

Aumentar seguidores

O processo de crescimento de seguidores é, por norma, lento e na-


tural. Existem negócios em que o processo é mais difícil; noutros é mais
fácil.

Dicas para aumentar seguidores:


• Seguir outras contas relevantes;
• Interagir em publicações relacionadas;
• Utilizar boas hashtags;
• Publicar regularmente conteúdo consistente;
• Utilizar Stories e IGTV;
• Fazer parcerias com influenciadores ou entidades;
• Dinamizar passatempos;
• Investir em anúncios.

Para aumentar mais rápidamente o número de seguidores, no


gestor de anúncios, crie uma campanha para Instagram, segmentada
aos fãs da sua página Facebook, mas que ainda não são seguidores no
Instagram.

Compras Instagram

Já pensou em vender diretamente produtos no Instagram? É uma


forma de proporcionar uma montra envolvente aos seguidores e de,
mais facilmente, obter informações ou comprar produtos.
REDES SOCIAIS 101

Pode identificar produtos em posts ou Stories, que, depois de o


utilizador clicar, este será direcionado para uma página com imagem,
descrição, preço e link para comprar.

Para ser elegível deve:


• Vender produtos físicos;
• Cumprir políticas Instagram;
• Ter uma conta profissional;
• Ter conta profissional no Instagram, ligada a uma página profis-
sional Facebook.

Crie um catálogo de produtos em www.vasco.digital/


catalogoinstagram, para os produtos serem aprovados para integrar a loja
no Instagram.

Por fim, aceda às definições da conta Instagram, na opção “Negó-


cio”, e escolha a opção “Compras”, para fazer o pedido.
Se tiver a loja ativa no Instagram, pode identificar produtos nos
conteúdos. Ficará com um separador de “Compras” na sua conta. Os
utilizadores poderão guardar os seus produtos em coleções, para com-
prar mais tarde ou para se inspirarem.

Figura 38 – Compras no Instagram, conta profissional e estatísticas.

Conteúdo Instagram

Tipos de conteúdos do feed:


• Imagem – preferencialmente, em formato quadrado;
• Vídeo – se possível, adaptar para quadrado;
• Coleções – álbuns com até dez imagens ou dez vídeos.
102 MARKETING DIGITAL de A a Z

Também pode publicar conteúdos Boomerang, Hyperlapse e


Layout. Adicionalmente, utilize tinyplanet e cinemagraph como forma-
tos atrativos.

Exemplo de post tinyplanet no Instagram: www.vasco.digital/


postigtinyplanet.

Depois de publicar no Instagram, pode editar o post e partilhar


no Facebook.

Depois de carregar o conteúdo, escolha um filtro e outras edições.


Identifique locais ou pessoas e escolha algumas hashtags relevantes. Se
for um vídeo, não se esqueça de definir uma imagem de capa diferen-
ciadora.

Uma particularidade importante: não é possível adicionar links


clicáveis ao conteúdo a publicar no feed. Nas Stories, apenas é possível
adicionar link para site em contas que têm acima de 10k seguidores.

Hashtags

Quando adiciona uma publicação, deve adicionar algumas hashta-


gs relevantes, para que o conteúdo seja mais facilmente descoberto por
terceiros. Para se inspirar, utilize a opção de pesquisa e analise outras
contas. Adicionalmente, utilize serviços, como o Ritetag. As hashtags
devem ser colocadas no final da descrição ou no primeiro comentário.
Algumas das principais características das hashtags no Insta-
gram:
• Pode usar até 30 hashtags, mas o recomendável é cerca de 6;
• Podem ser associadas a publicações e Stories;
• É possível pesquisar por hashtag;
• É possível seguir hashtags;
• Use uma única palavra, sem espaços;
• Funcionam com acento e cedilha, por exemplo: #promoção;
• Permite incluir números;
• Pode utilizar emojis (#2018 ; #2018 ; #i ny);
• Sinais de pontuação e caracteres especiais (como $ e %) não fun-
cionam.

Também deve usar uma hashtag relacionada com a sua marca, e


estimular os clientes a fazerem o mesmo. Assim, acompanha mais fa-
cilmente os conteúdos relacionados com um negócio, evento ou marca.

Exemplo de conteúdos associados a uma hashtag: www.


instagram.com/explore/tags/vascomarques.
REDES SOCIAIS 103

Stories

As Stories são conteúdos verticais, em imagem ou vídeo, e caracte-


rizam-se pela sua efemeridade, pois desaparecem 24 h depois de serem
publicadas. Se for enviada diretamente por mensagem pessoal, desapa-
rece depois de ser vista.
Para publicar Stories mais rapidamente, pode carregar até dez fotos
ou dez vídeos do smartphone, de uma só vez. Também é possível gravar
ou carregar vídeo de até um minuto, para ser cortado automaticamente
em blocos de quinze segundos.
Verifique quem viu as Stories: veja o número de pessoas, quem são
e as reações perante o conteúdo. Pode responder às Stories com uma
mensagem direta
Se desejar, pode patrocinar Stories facilmente, através da opção
promover, no próprio conteúdo.
Para ajudar a estimular a criatividade, utilize vários métodos e fer-
ramentas para produzir conteúdos na vertical.

Como pode produzir Stories:


• Grave diretamente com o smartphone;
• Reaproveite fotografias vídeos que já tenha (carregue-as da gale-
ria e retire a data);
• Reenquadre vídeos para vertical com InShot;
• Use Videolap (iOS) e Spark Video;
• Use Wave.video;
• Crie em Canva.com;
• Crie anúncios em Storiesads.com;
• Crie vídeos em flyr.video.

Ao abrir as Stories, na parte superior, conheça as várias possibili-


dades de produzir conteúdo.

Modos de criar conteúdos nas Stories do Instagram:


• Texto – escrever texto com uma cor de fundo;
• Música – adicionar uma música;
• Direto – através de um livestream até 60 min, que fica disponível
durante 24 h (guarde no smartphone);
• Normal – gravar vídeo ou captar foto (permite fazer zoom);
• Boomerang – criar animação;
• Superzoom – fazer diversos efeitos de zoom e efeito sonoro;
• Inverso – reproduzir vídeo de forma inversa;
• Mãos livres – gravar vídeo em modo mãos livres (pode ajustar
zoom enquanto grava).
104 MARKETING DIGITAL de A a Z

Depois de captar, tem a opção de: guardar, aplicar Face Filter, inse-
rir link (IGTV), adicionar sticker, usar caneta (vários tipos) ou escrever
texto (alinhamentos e estilos).
No modo texto, é possível identificar(tagar) uma ou mais pessoas
nas Stories, com o símbolo @, e o tag fica clicável, remetendo para o
perfil de quem foi mencionado. É enviada uma notificação com a men-
ção.
No modo de caneta, escolha a cor e a grossura da escrita. Se tocar dois
segundos numa cor, expande a possibilidade de seleção. Se tocar no conta-
-gotas, seleciona uma cor presente na imagem.
Os Face Filters funcionam com os seguintes modos: fotografia, ví-
deo, Boomerang, inverso e mãos livres. Pode ser publicado diretamente
nas Stories ou enviado por mensagem (Instagram Direct). Serve para
adicionar momentos divertidos, com elementos visuais sobrepostos
(máscaras) a pessoas ou locais.
Em qualquer tipo de Stories (com exceção do Direto), pode adicio-
nar stickers, para tornar a experiência mais atrativa.

Stickers nas Stories:


• Emoji – para transmitir mais emoção;
• Localização – para identificar locais, aumentando visibilidade
em pesquisas;
• Menção – para mencionar outras contas (também é possível no
modo texto);
• Hashtag – para definir hashtags relevantes, de modo a ficar visí-
vel nas pesquisas;
• Hora, dia da semana, temperatura – para informação da hora,
dia da semana e temperatura;
• GIF – para inserir imagem animada (é possível criar os seus);
• Sondagem – para fazer uma sondagem com duas opções;
• Emoji slider – para saber reações do público;
• Pergunta – para a sua audiência lhe fazer perguntas;
• Quiz – para lançar uma questão com até quatro opções, notifi-
cando a resposta certa;
• Contagem decrescente – para assinalar algo que vai acontecer;
• Selfie sticker – para adicionar uma fotografia sobreposta;
• Pin (marcar) – para colar um sticker (texto, emoji ou outro) a
imagem em movimento.

Ao tocar em alguns dos stickers, mudam de formato.

Para adicionar stickers de GIFs com o seu branding, crie uma con-
ta de marca no Giphy, em www.giphy.com/join/apply/brand e submeta
um GIF com fundo transparente. Experimente pesquisar por Vasco Mar-
ques, nos stickers de GIFs nas Stories, para ver exemplos.
REDES SOCIAIS 105

Para ter mais sucesso com as Stories, eis algumas dicas:


• Comunicar com criatividade e autenticidade;
• Adicionar elementos gráficos, texto, tinta e stickers;
• Criar destaques e fazer capa redonda personalizada;
• Adicionar Stories mais relevantes aos destaques;
• Partilhar Stories quando é citado por outra conta;
• Associar locais;
• Usar branded shortlinks no modo texto, como no exemplo, www.
vasco.link/tv;
• Criar link para vídeo IGTV;
• Investir em anúncios;
• Acompanhar métricas na conta profissional.

Destaques

Os destaques (highlights) são um tipo de categoria que pode ser


criada na conta Instagram, para guardar Stories e ficarem disponíveis
para sempre. Alguns momentos mais importantes, ou que faça sentido
ficarem sempre disponíveis, devem ser colocados nas respetivas cate-
gorias. Pode fazê-lo no momento em que publica ou, mais tarde, quan-
do consultar o histórico privado das Stories (todas ficam guardadas em
modo privado).

A capa do destaque pode ser editada e ser-lhe associada uma


imagem, criada no Canva ou noutra ferramenta.

Exemplo de uma categoria de Stories nos destaques: www.vasco.


digital/destaquesig.

Instagram TV

É uma plataforma de vídeos verticais que está integrada com o


Instagram. Os vídeos têm uma duração máxima de dez minutos, com
opção de partilhar uma pré-visualização no feed do Instagram e do Fa-
cebook. Mas é autónoma e funciona na sua App.
É recomendável fazer vídeos com cerca de três minutos, para serem
facilmente consumidos. Depois de publicar, ficam disponíveis, com um
destaque, na conta do Instagram. É recomendável fazer Stories, com
link para esse vídeo IGTV.

Exemplo de canal IGTV: www.instagram.com/vascomarques-


net/channel.

Principais características do canal IGTV:


• Tem App independente e integrada com Instagram;
106 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Aceita vídeos verticais e horizontais de 15 s a 10 min;


• Os vídeos ficam disponíveis para sempre;
• A reprodução é automática, como na TV;
• Aceita comentários, partilhas, e é pesquisável;
• Permite adicionar uma capa personalizada;
• Pode ser carregado via mobile ou computador;
• A descrição pode conter links;
• É mobile first, simples e com qualidade.
A lógica vertical das Stories ajuda a criar vídeos verticais para
IGTV. Conheça as possibilidades que melhoram o fluxo de trabalho.

Como produzir vídeos verticais para IGTV:


• Com câmara do smartphone ou câmara profissional;
• Reaproveitando e editando vídeos que já tenha;
• Usar InShot, que é a melhor app para adaptar vídeos verticais em
mobile;
• Utilizar Camtasia, Headliner ou Adobe Rush, para editar vídeos
verticais no computador;
• Podem ser utilizadas as Apps adicionais: Videolap (iOS), Spark
Video e Wave;
• Ter cuidado com: estabilização, som e luz.

Exemplo de vídeo IGTV: www.vasco.digital/videoigtv.

Para ajudar a obter mais visualizações do vídeo IGTV, organize


uma tática para propagar o conteúdo pelo ecossistema Facebook.

Sugestão de sequência de ações para vídeo IGTV, segundo o


guia oficial do Instagram:
1. Três dias antes – publique Stories relacionadas com o vídeo
IGTV;
2. Dois dias antes – publique Stories com sticker contagem de-
crescente para o vídeo que vai publicar;
3. Durante o envio do vídeo – ative a opção de pré-visualização
do vídeo no feed do Instagram (ver o primeiro minuto e clicar
para ver o resto);
4. Até dez minutos depois – partilhar vídeo para Stories (ficará
clicável);
5. Até dez minutos depois – partilhar permalink do vídeo IGTV
no Facebook e outras redes sociais;
6. Um dia depois – fazer live sobre o tema do vídeo IGTV.
REDES SOCIAIS 107

Figura 39 – Tática com sequência para divulgar vídeo IGTV.

De seguida, veja uma tabela comparativa entre IGTV e YouTube.

Embora sejam plataformas diferentes, conheça algumas das


principais diferenças:
IGTV vs YouTube

IGTV YouTube

• Vertical e horizontal • Horizontal e vertical


• Reprodução automática • Permite monetização
• 15 s a 10 min. Extra 60 min • Até 15 min. Extra 12 h
• Exclusivo Mobile • Pesquisa Google e YouTube
• Integração Instagram • Integração plataformas
• Simples • Mobile e desktop
Figura 40 – Tabela comparativa do IGTV com YouTube.

ANÚNCIOS FACEBOOK E INSTAGRAM


Quando se pensa em publicidade no Facebook, pensa-se em anún-
cios em todo o ecossistema: Facebook, Instagram, Messenger e Audi-
ence Network.

Figura 41 – Plataformas de anúncios do ecossistema Facebook.


108 MARKETING DIGITAL de A a Z

O Audience Network é uma rede de sites e Apps que permitem


inserir anúncios do ecossistema Facebook. Se tem algum destes
meios e faz sentido monetizar, faça o pedido em www.facebook.com/
audiencenetwork.
A publicidade no ecossistema Facebook apresenta várias vanta-
gens: segmentação, poder social e efeito comunidade, notoriedade,
envolvimento e CPC potencialmente inferior a outras plataformas de
publicidade.
O seu potencial é gigante, porque a segmentação pode atingir de-
talhes incríveis, apenas possíveis nestas plataformas.

Veja exemplos de anúncios reais no Facebook, organizados por


setor, tipo e objetivo, em www.vasco.digital/exemplosads.

Um bom ponto de partida, é analisar a concorrência. Veja quais são


os anúncios que eles estão a fazer. Basta introduzir o nome da página
em www.facebook.com/ads/library.

É provável que, em algum momento, precise do suporte da equi-


pa Facebook. A maneira mais rápida e eficiente de o fazer é através des-
te link: www.vasco.link/suportefb.

Promover conteúdo e gestor de anúncios

Existem duas formas principais para anunciar no ecossistema


Facebook: promover o conteúdo diretamente na App ou no computa-
dor; utilizar o gestor de anúncios. Os dois métodos são úteis, mas des-
tinam-se a tipos de campanhas diferentes.
Ao promover o conteúdo diretamente, tem opções básicas e, ain-
da, a grande vantagem da rapidez. Tem, também, a opção de, poste-
riormente, poder ajustar alguns parâmetros no gestor de anúncios e
expandir possibilidades de parametrização, embora com algumas lim-
itações.

Exemplo de anúncio promovido na página: www.vasco.digital/


exemplopromoverpost.

Qual é a melhor forma de fazer anúncios?


Promover conteúdo Gestor de anúncios
Mais rápido. O conteúdo já está pu- Mais detalhado. Anúncios não apa-
blicado. recem na cronologia. Em algumas
campanhas, é possível criar anún-
cios com conteúdos publicados.
REDES SOCIAIS 109

Configurações básicas. Alcança os Configurações avançadas (progra-


fãs e amigos dos fãs mais facilmen- mação, catálogo, anúncios dinâmi-
te. cos, públicos e outras).
Facilidade mobile. Mais adequado fazer no computa-
dor.
Promover para os feeds do Face- Mais locais de publicação dos anún-
book ou Instagram. cios (até 15).
Objetivos limitados. Mais tipos de objetivos para as
campanhas. Variações de anúncios.
Não é possível editar. Terá de remo- Permite editar anúncios.
ver a promoção e voltar a promover.
Figura 42 – Promover post vs gestor de anúncios do Facebook.

Criar campanha
Para começar uma campanha, aceda à interface de publici-
dade, disponível na página, através de várias formas, ou direta-
mente em www.facebook.com/ads/manager.

Figura 43 – Interface principal de publicidade no ecossistema Facebook, assinalado com


os objetivos mais frequentes.

A campanha está estruturada em três partes: objetivo da campa-


nha; segmentação e características da campanha; anúncio.

Objetivos de campanhas

De acordo com o objetivo da campanha, os formatos dos anúncios


disponíveis podem diferir, tal como os locais de publicação, mas todas
as restantes configurações e processo de segmentação são idênticos.

Conheça os principais tipos de campanha:


• Divulgação da marca – aumenta a divulgação da marca, ao al-
cançar as pessoas que possam ter mais interesse;
110 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Alcance – mostra o anúncio a um número máximo de pessoas;


• Tráfego – envia mais pessoas para destinos, dentro ou fora do
Facebook, como sites, Apps ou conversas no Messenger;
• Interação – obtém mais interações com a publicação, gostos da
página, respostas a eventos e obtenção de ofertas;
• Instalações da App – faz com que mais pessoas instalem uma
app;
• Visualizações do vídeo – promove vídeos publicados direta-
mente no Facebook, para obter mais visualizações;
• Geração de leads – permite obter, automaticamente, dados do
utilizador, diretamente no Facebook, com preenchimento au-
tomático (com consentimento);
• Mensagens – faz com que mais pessoas enviem mensagens à em-
presa, através do Messenger;
• Conversões – promove objetivos no site ou na App, como: ven-
das, interação, inscrição ou lead. Introduzindo o “píxel de acom-
panhamento” no site, as conversões que foram obtidas, facilitan-
do o cálculo do ROI;
• Vendas do catálogo – mostra, automaticamente, um catálogo de
produtos, com base num público-alvo;
• Tráfego da loja – faz com que pessoas das proximidades visitem
as localizações físicas.

Agora, ao definir a segmentação do público, observe, do lado


direito, um gráfico, que indica se está a ser demasiado específico ou
demasiado genérico. Poderá observar, também, o alcance diário es-
timado no Facebook e no Instagram, de acordo com a segmentação e
o orçamento diário definido. Detalhe, quanto possível, a informação
do segmento que quer atingir.

Segmentação

Localização – por país ou cidade (permite escolher pessoas que


vivem, que estiveram recentemente e a viajar nesta localização), código
postal e morada.
Escolher dados demográficos – idade, sexo e idioma.
Definições detalhadas do público-alvo – permite incluir, ou ex-
cluir, dados demográficos, interesses e comportamentos.
Ligações Facebook – para fãs que estejam, ou não, ligados a pági-
nas, aplicações e outros.

Se a segmentação estiver muito ampla (mais de um milhão de


pessoas, para um orçamento baixo), considere a hipótese de excluir
pessoas com características menos relevantes.
REDES SOCIAIS 111

Grande parte da capacidade de segmentar o anúncio está nas


definições do público-alvo. Experimente adicionar os mais diversos
termos relacionados com o seu negócio. Ficará surpreendido com as
sugestões e o grau de segmentação.
Por exemplo, consegue segmentar para administradores de pági-
nas de Facebook, amantes de comida vegetariana, quem gosta de cães
e de jogar golf, quem tenha um iPhone, quem complete aniversário
na semana seguinte ou dirigir o anúncio aos amigos que completem
aniversário brevemente. Já imaginou o poder desta segmentação?
Numa simulação, na região do Porto, existem 22 000 pessoas
que completam o seu aniversário na próxima semana.

Figura 44 – Segmentação avançada numa campanha no Facebook.

Depois, escolha os locais de publicação dos anúncios, podendo, à


partida, filtrar por dispositivo mobile ou desktop, ou por rede: Face-
book, Instagram, Audience Network e Messenger. Poderá escolher mais
detalhes em cada uma das redes.

Principais locais de publicação:


Facebook Instagram Audience Messenger
Network
• Feeds • Feed • Nativo, banner • Caixa de
• Artigos • Stories e intersticial entrada
instantâneos • Vídeos de • Stories
• Vídeos de transmissão • Sponsored
transmissão interna messages
interna • Vídeos
• Coluna da premiados
direita
• Vídeos
sugeridos
• Marketplace
• Stories
Figura 45 – Possibilidades de distribuição de anúncios no ecossistema Facebook.
112 MARKETING DIGITAL de A a Z

Em “Orçamento e horário”, pode definir um orçamento diário ou


para toda a duração. Escolha se quer começar a campanha de imediato
ou defina a data de início e de fim. Permite ainda configurar a forma
como deseja otimizar o anúncio (para cliques, impressões ou alcance
único diário) e se deseja uma licitação automática ou manual (para uti-
lizadores mais avançados, o manual oferece mais controlo no orçamen-
to). Pode, ainda, escolher se quer ser cobrado por CPC (apenas quando
ocorre um clique) ou por CPM (custo por impressões/visualizações).

Se desejar obter a função avançada de agendar dias e horários


específicos para anúncios, escolha o tipo de campanha para toda a du-
ração.

Anúncio

No passo seguinte, crie o seu anúncio, que pode variar em função


do tipo de campanha escolhida inicialmente. Nesta fase, pode escolher
se o anúncio aparece no Facebook, no Instagram ou em ambos.

Uma regra básica em qualquer campanha de publicidade, é ter,


pelo menos, três variações de anúncios. Pode mudar a imagem, o título
e o texto. Através desta tática, descobrirá qual é, realmente, o anúncio
mais eficiente.

O mais comum, é poder escolher uma imagem, ou várias imagens,


num anúncio (carrossel), gerar um vídeo com imagens ou carregar o
seu próprio vídeo. O Canva.com oferece modelos para anúncios, pron-
tos a utilizar, que poderão ser úteis nesta fase.
Se escolher a opção vídeo, experimente os modelos de vídeo do
Facebook, preparados para criar anúncios curtos e impactantes, ba-
stando, de seguida, personalizar o template, substituindo as imagens
e os títulos.

Existe a opção de poder escolher imagens gratuitas de muita


qualidade, disponíveis na biblioteca. Para alguns casos, é uma boa
opção, nem que seja só para fazer testes de desempenho.

De seguida, insira o URL da página de destino para o anúncio


(landing page), o título, o texto, o apelo à ação, a descrição e pré-visual-
ize o local onde o anúncio vai aparecer e qual é o aspeto.

Qualquer imagem promovida com anúncios no ecossistema


Facebook deve ter menos de 20 % de texto. Teste em www.facebook.
com/ads/tools/text_overlay, incluindo as imagens miniatura dos víde-
os.
REDES SOCIAIS 113

Por fim, conclua a campanha. Se estiver a ser feita pela primeira


vez, será solicitado um dos métodos de pagamento disponíveis no seu
país. O cartão de crédito e PayPal são as opções mais práticas.

Exemplo de um anúncio criado no gestor de anúncios:


www.vasco.digital/exemplogestoranuncio .

Estatísticas do público

No gestor de publicidade, clique em “Gestor de anúncios”, no topo,


e, depois, na secção “Plano”, aceda a “Estatísticas do público” (Audi-
ence Insights). Mas, se preferir, pode aceder diretamente a www.face-
book.com/ads/audience-insights. Esta ferramenta permite investigar
características de públicos, podendo guardá-los para criar anúncios
com este tipo de segmentação. É uma ferramenta muito poderosa, visto
ser a maior arma do Facebook – a segmentação.
Defina o seu público, escolhendo dados demográficos, interesses,
comportamentos, se está ligado a páginas suas e outros aspetos. De-
pois, pode comparar o seu público, a azul, com todos os utilizadores do
Facebook, para descobrir características únicas desta seleção. Permite,
ainda, explorar mais detalhes, clicando nos vários separadores de da-
dos demográficos, gostos da página, local, atividade, agregado familiar
e compra. Se este público que escolheu lhe agradar, pode guardá-lo,
para ficar disponível e poder invocá-lo no início, no campo “Públicos”,
quando estiver a criar a sua campanha segmentada.

Públicos semelhantes e personalizados


No menu superior do gestor de anúncios, em “Ativos”, aceda a “Pú-
blicos”. Aqui, pode gerir todos os públicos guardados, que podem ser
partilhados com outras contas, podendo comparar alguns valores. Para
isso, requer que a conta com quem deseja partilhar esteja associada ao
Business Manager.

Pode criar grupos (de públicos, de públicos semelhantes ou de


públicos personalizados), ficando num novo grupo, pronto a utilizar
quando criar uma nova campanha.

Link direto para criar e gerir públicos: www.facebook.com/ads/


manager/audiences/manage.

Públicos semelhantes

Depois de escolher “Criar público”, a opção “Público semelhante”


(Lookalike Audiences) permite gerar públicos semelhantes àqueles que
114 MARKETING DIGITAL de A a Z

criou, expandindo facilmente uma segmentação previamente criada. É


uma forma de alcançar novas pessoas que poderão ter interesse para o
seu negócio, uma vez que são semelhantes ao público que lhe interessa.

Exemplos de públicos com os quais pode criar públicos semelhantes:


• Fãs da página Facebook;
• Seguidores Instagram;
• Quem interagiu com conta Facebook ou Instagram no seu negócio;
• Quem visitou o seu site;
• Potenciais clientes numa lista de e-mails de clientes;
• Outros comportamentos.

Desta forma, pode criar grupos de pessoas idênticas àquelas que


já têm afinidade com a marca, ou pré-disposição para a compra, para
utilizar em novas campanhas.

Público personalizado (retargeting)

Também é possível aplicar retargeting nos anúncios do Facebook,


uma forma de publicidade muito poderosa. O Facebook chama-lhe “Pú-
blicos Personalizados” e permite direcionar anúncios para pessoas que
já interagiram com o site, com plataformas do ecossistema Facebook ou
com outros meios.
Estes anúncios personalizados e muito segmentados vão lembrar
o utilizador a efetivar a compra ou a ver outro produto, aproveitando a
ligação previamente criada.
Existem dois tipos de público personalizado. Cada um deles ramifi-
ca em vários comportamentos, dando a possibilidade de criar listas de
públicos que tiveram determinado comportamento, para os impactar
com uma campanha específica e personalizada.

Conheça os dois grupos de públicos personalizados

Fontes próprias:
• Ficheiros de clientes – permite carregar ficheiro de clientes (ou
leads de potenciais clientes), para fazer correspondência com
aqueles que têm conta no Facebook e criar um público com o re-
sultado deste cruzamento;
• Tráfego no site – cria uma lista das pessoas que visitaram o site
em determinadas condições, para depois verem anúncios direcio-
nados, de acordo com o seu comportamento (é necessário instalar
Píxel do Facebook no site);
• Atividades em aplicações – cria uma lista das pessoas que exe-
cutaram uma determinada ação numa aplicação ou jogo;
REDES SOCIAIS 115

• Atividades offline – permite analisar conversões e medir o re-


torno do investimento de ações realizadas fora do mundo online.

Figura 46 – Público personalizado com base no tráfego do site.

Fontes do Facebook:
• Vídeo – os que visualizaram um ou vários vídeos no Facebook ou
no Instagram (pode ser definida a percentagem de visualização);
• Conta profissional Instagram – os que visitaram ou interagi-
ram com a conta Instagram, com conteúdos ou anúncios;
• Formulário de leads – os que abriram ou preencheram um for-
mulário de leads no Facebook ou no Instagram;
• Eventos – os que interagiram com eventos no Facebook;
• Experiência instantânea (Canvas) – os que abriram um Canvas
no Facebook ou no Instagram;
• Página Facebook – os que interagiram com a página profissional
do Facebook.

Figura 47 – Público personalizado (retargeting) no Facebook.


116 MARKETING DIGITAL de A a Z

Píxel do Facebook

O Píxel do Facebook é um código que deve ser adicionado ao site,


que permite analisar o comportamento do utilizador. É útil para medir
e otimizar retorno do investimento ou para criar públicos personaliza-
dos, de acordo com as ações realizadas num site. É válido em todas as
plataformas de anúncios do ecossistema Facebook, incluindo o Insta-
gram.

Figura 48 – Instalação do Píxel do Facebook.

Principais vantagens do Píxel do Facebook:


• Medir conversões em vários dispositivos;
• Otimizar anúncios para pessoas com mais probabilidades de efe-
tuar uma ação (compra, mensagem, clique, interação ou outro);
• Criar públicos personalizados: os que visitaram um site, blog, lan-
ding page ou loja online;
• Obter informações mais detalhadas sobre a forma como os utiliza-
dores interagem no site.

É necessário aceder à interface do site, para inserção de código. Se


não está familiarizado com isso, envie o pedido, por e-mail, para o re-
sponsável do site.

YOUTUBE
Uma boa presença no YouTube, além de aumentar a notoriedade
de uma marca, acaba por originar visitas ao site e melhores resultados
numa estratégia digital. Crie um canal, com conteúdos capazes de che-
gar ao potencial cliente, num formato atrativo e cativante.
Para criar um canal, aceda a www.youtube.com e faça login com
uma conta Google. Com esta mesma conta, pode criar e gerir vários
canais para os mais diversos fins.
REDES SOCIAIS 117

Depois de criar o canal, deve validá-lo e configurá-lo, para obter


mais funcionalidades.

Configurar e personalizar o canal


Obtenha mais funcionalidades e personalize o canal, com os
seguintes procedimentos:
1. Valide o canal por SMS, em www.youtube.com/features (para
ser parceiro YouTube), para obter mais funcionalidades;
2. Adicione uma imagem miniatura e uma capa de canal;
3. Adicione links à capa do canal;
4. Ative um esquema personalizado;
5. Adicione um vídeo em destaque para subscritores e outro para
novos visitantes;
6. Configure playlists em destaque na página principal (depois de
ter adicionado vídeos e ter criado playlists);
7. Adicione uma descrição ao canal.

Figura 49 – Exemplo de canal YouTube configurado e personalizado.

Depois de fazer as configurações iniciais, é possível obter mais fun-


cionalidades ou personalizações em www.youtube.com/account e em
www.youtube.com/features.

Mais funcionalidades e personalizações:


• Obter URL único – é um link único, do tipo www.youtube.com/
vascomarquesnet, que estará disponível depois de ter sido efetua-
da alguma atividade no canal;
• Validar site – adiciona links dentro do vídeo para um site previa-
mente validado;
• Imagem corporativa – permite adicionar sobreposição do lo-
gótipo, em todos os vídeos, durante um determinado período de
tempo;
• Adicionar canais em destaque – adiciona canais parceiros su-
geridos, em destaque na página principal;
118 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Predefinir informação – define informação base pré-preenchi-


da ao carregar novos vídeos, para descrição, tags e outras infor-
mações;
• Gestores do canal – adiciona administradores, para poder ser
gerido por terceiros.

Publicar conteúdos

É possível publicar três tipos de conteúdos:


• Carregar vídeos – é a forma mais normal de usar o YouTube,
pois permite enviar vídeos para o canal;
• Transmitir em direto – permite fazer livestreaming para inte-
ragir com a audiência e gravar automaticamente o vídeo, para vi-
sualização posterior;
• Criar publicação – publica conteúdos para a comunidade: qual-
quer vídeo do YouTube, imagens, GIFs, sondagens e texto.

Carregar vídeos

O YouTube aceita quase todos os tipos de vídeos e em muitas re-


soluções. É possível publicar vídeos em baixas resoluções, HD, 4K ou
mesmo em 8K. Também é possível para vídeos 180 ou 360 (com câma-
ras específicas). Além do formato normal, 16:9, também é possível pu-
blicar e reproduzir vídeos quadrados e verticais, pois o player ajusta-se
automaticamente.

Como publicar um vídeo:


1. Aceder a www.youtube.com/upload;
2. Carregar o vídeo ou importar do Google Photos;
3. Definir privacidade:
a. Público – disponível para todos,
b. Não listado – disponível só para quem tem o link,
c. Privado – disponível só para determinadas pessoas,
d. Agendado – disponível numa data posterior;
4. Definir um título – informação curta e atrativa;
5. Adicionar descrição – resumo do conteúdo do vídeo;
6. Adicionar tags – etiquetas com assuntos;
7. Escolher thumbnails – uma das três imagens sugeridas ou fa-
zer upload de imagem personalizada (requer pré-validação do
canal);
8. Se for relevante, ativar a opção “Estreia” (Premiere).

Além das informações básicas, tem ao dispor definições avançadas,


que, normalmente, não é necessário alterar. Em traduções, é possível tra-
duzir o título e a descrição do vídeo (diferente de legendar), para poder
REDES SOCIAIS 119

ter mais alcance noutros países. A rentabilização permite obter receitas


com o vídeo, através da introdução de anúncios (para contas elegíveis),
fazendo sentido para Youtubers.

Ao publicar via App mobile, tem a possibilidade de fazer alguma


edição básica no vídeo: corte, efeitos, música e som.

O que é a opção “Estreia”?

Pode ativar esta opção, quando publica ou agenda um vídeo. Torna


possível conversar por chat, antes e durante a estreia, com a sua au-
diência. Por outro lado, quando agenda a estreia, aparece a informação
no feed do YouTube de que em breve estará disponível um novo vídeo.
O link dessa estreia pode ser partilhado no separador “Comunidade”.
Os subscritores do canal, com as notificações ativas (sino), vão re-
ceber um lembrete 30 minutos antes da estreia, aumentando, desta for-
ma, as possibilidades de ter mais público. Momentos antes de começar,
será, de novo, enviada notificação para os seguidores, que aparecerá no
feed. De seguida, surge uma contagem decrescente até ao momento em
que o vídeo começa e que os utilizadores assistem, em conjunto, à es-
treia. Poderá ter disponível a opção Super Chat (se o canal for elegível).
Depois de terminar a estreia, o vídeo fica automaticamente no ca-
nal YouTube e com o mesmo URL. As mensagens do chat ficarão dis-
poníveis com a reprodução do vídeo, embora possam ser desativadas
posteriormente.

Criar publicação

É possível carregar vídeos no canal e, também, é possível fazer pu-


blicações para a comunidade, idêntico ao que acontece numa rede so-
cial. Deste modo, permite gerir a comunidade de uma forma mais rica,
autêntica e diversificada.

Tipos de conteúdos em publicações:


• Vídeos do seu canal ou de outro canal;
• Sondagens;
• Imagens;
• GIFs;
• Texto.

Opcionalmente, pode mencionar outros canais YouTube, com o


símbolo @, como é habitual nas redes sociais.
Veja exemplos de publicações para comunidade em www.youtube.
com/vascomarquesnet/community.
120 MARKETING DIGITAL de A a Z

Transmitir em direto

O streaming está disponível na opção de publicar e, diretamente, em


www.youtube.com/livestreaming. Permite usar webcam (link direto: www.
youtube.com/livestreaming/webcam), ligar a hardware ou o software de
terceiros, para expandir funcionalidades com mais câmaras e grafismos.
Outra opção, é, no gestor de vídeos, criar um evento em direto,
em www.youtube.com/my_live_events, onde, utilizando o método
rápido, pode adicionar convidados em vídeo. Pode, também, utilizar
o método personalizado, através do qual é possível agendar transmis-
sões, ficando disponíveis muitas mais opções avançadas (multicam,
cartões e outros controlos).
A transmissão em mobile está disponível em canais elegíveis.

Para fazer uma transmissão em direto, com a participação de


vários convidados e ferramentas interativas, utilize o Hangouts, na
transmissão rápida de eventos do YouTube.

Exemplo prático de um hangout com grafismos e com vários


participantes: www.vasco.digital/hangout.

Gestor de vídeos

É uma secção, na qual pode gerir todos os vídeos, criar listas de


reprodução e gerir direitos de autor. Aceda, diretamente, em www.
youtube.com/my_videos.

Ao editar o vídeo, tem a possibilidade de:


• Alterar informações e definições – título, descrição e defini-
ções avançadas;
• Aplicar melhorias – editor de vídeo do YouTube;
• Ajustar áudio – mudar o áudio original do vídeo;
• Adicionar ecrã final – interagir no final para ver mais vídeos;
• Adicionar cartões – interagir com outros vídeos ou links;
• Adicionar legendas – transcrição ou tradução;
• Transferir MP4 – fazer download do vídeo.

Faça download dos seus vídeos no gestor de vídeos do canal.

Editor de vídeos

No gestor de vídeos, tem ao seu dispor um editor básico, direta-


mente no YouTube. Permite fazer o seguinte: cortar, dividir, adicionar
ecrã final e adicionar efeito esbatido (desfocagem de rostos ou persona-
lizado). Serve para ajustes simples, mas é muito útil.
REDES SOCIAIS 121

Existe uma biblioteca de músicas gratuitas, com opção de


download e para poder utilizar nos seus projetos, em www.youtube.
com/audiolibrary.

Otimização para pesquisas

Os vídeos do YouTube são excelentes para SEO. Ajudam a posicio-


nar as páginas do site, com incorporação (embed) de vídeos ou playlist.
Os próprios vídeos aparecem no Google e no YouTube, podendo ser aí
pesquisados.

Existe um conjunto de fatores e cuidados a ter, para aumentar


probabilidades de receber mais visualizações:
• Definir um bom título;
• Ter descrição com link http:// (se não tiver este início no URL,
não fica clicável);
• Ter uma boa imagem de capa do vídeo (thumbnail);
• Criar playlists;
• Adicionar keywords relevantes no título e na descrição;
• Incorporar vídeo e playlist em sites;
• O número de visualizações e o seu crescimento;
• O tempo médio de visualizações do vídeo;
• A interação social: likes, partilhas e comentários;
• Publicar regularmente, fator novidade e consistência de publica-
ções;
• O número de subscritores.

Ter um thumbnail impactante é um dos aspetos mais importan-


tes para despertar mais interesse e para obter mais visualizações.

Figura 50 – Exemplo de thumbnail personalizado, criado para ter mais impacto nas pes-
quisas.

Exemplo de vídeo com muitas visualizações, devido a uma capa


personalizada atrativa: www.vasco.digital/maiorzoom.
122 MARKETING DIGITAL de A a Z

Comunidade

Existe um conjunto de aspetos a considerar para gerir uma co-


munidade no YouTube. Não se deve limitar a publicar vídeos e outros
conteúdos; deve, também, interagir regularmente com o público. Basta
estar atento aos comentários nos vídeos ou geri-los, em www.youtube.
com/comments, para responder ou apagar, no caso de spam.
É possível conhecer quem são os subscritores, bloquear, no caso
de situações extremas, ou eleger moderadores para o canal. Em contas
elegíveis, o Super Chat permite que os membros lancem perguntas, no
direto ou nas estreias, que ficam fixas, se for feito um donativo – quanto
mais elevado for o valor, mais tempo ficará fixo o comentário.
Em canais elegíveis, é possível a adesão de membros, mediante um
pagamento mensal, feito ao canal, tendo acesso a vantagens e a con-
teúdos exclusivos. Existe, também, a hipótese de vender material de
merchandise.
Os vídeos e as playlists podem ser partilhados ou incorporados em
sites, sendo benéfico para as duas partes.
É recomendável instalar a App YouTube Creator Studio, para mais
facilmente gerir a comunidade e os respetivos comentários.

Aumentar subscritores

Quem tem um canal YouTube, deseja ter muitos subscritores, pois


é indicador de uma grande audiência interessada. Deste modo, mais
facilmente se alcança os seguidores com as novas publicações.

O que fazer para aumentar subscritores?


• Inserir cartões no início e no fim do vídeo, com link para subscrição;
• Ter link na descrição do vídeo, para o canal ou subscrição, com
http://;
• Ter botão subscrever no site;
• Partilhar link de subscrição do canal nas redes sociais;
• Incluir link na newsletter para subscrever o canal;
• Na parte final do vídeo, apelar à audiência para subscrever.

Aumente mais rapidamente subscritores no YouTube com um


link especial.

Para aumentar mais facilmente o número de subscritores, divul-


gue, nos diversos meios, o URL do canal, mas adicione, no final, ?sub_
confirmation=1, ficando assim: www.youtube.com/vascomarquesne-
t/?sub_confirmation=1. Opcionalmente, crie um link curto no bit.ly
ou noutro serviço de branded short link. Ficaria, por exemplo, assim:
www.vasco.digital/youtube (teste este link e veja o efeito).
REDES SOCIAIS 123

Analítica

A analítica permite analisar o desempenho do canal, veja em www.


youtube.com/analytics. Apresenta uma vista geral, com informação do
tempo de visualização, visualizações, subscritores, receita (se estiver
ativado), vídeos mais vistos e informação em tempo real. Nos restantes
separadores, é possível aprofundar mais dados sobre a maneira como
os vídeos são descobertos e o comportamento do público.

Publicidade no YouTube

É possível iniciar a campanha através do vídeo, no YouTube, reme-


tendo, depois, para o Google Ads. Pode ser interessante fazer anúncios
de retargeting para pessoas que visitaram o seu site. Quando acederem
ao YouTube, veem uma campanha específica, em vídeo.

Playbook YouTube com mais informações em www.vasco.digi-


tal/playbook.

LINKEDIN
Não há dúvida de que a estratégia de conteúdos nesta rede deve ser
ajustada, pois, quando se acede ao LinkedIn, existe a expectativa de ver
conteúdos profissionais adaptados ao setor ou aos interesses do públi-
co-alvo. Não é como aceder ao Facebook ou ao Instagram.
Nesta rede social profissional existe a possibilidade de partilhar
diversos tipos de conteúdo: texto, link, imagem, vídeo, live, artigos e
ficheiros (PDF e outros documentos). Adicionalmente, pode utilizar
hashtags, para ajudar a encontrar e a filtrar conteúdos.
Publique vídeo nativo no LinkedIn, para diversificar conteúdos. Se
o vídeo tiver mais de dez minutos, existe a opção de partilhar o link do
vídeo do YouTube.

Perfil

Um passo seguro, é comportarmo-nos como no mundo profissio-


nal: pensar a longo prazo, criar boas ligações, entregar valor e estar
atento ao que se vai passando nos perfis, nas páginas e nos grupos.
124 MARKETING DIGITAL de A a Z

Figura 51 – Exemplo de perfil no LinkedIn.

O primeiro passo, é ter um perfil com fotografia profissional, título,


cidade, setor, resumo, experiência profissional, formação e reconheci-
mento de competências associadas a palavras-chave. As recomendações
são muito importantes, por isso, peça-as a colaboradores ou a parceiros
que trabalharam consigo em projetos ou em empresas. Se tiver publi-
cações suas, ou outro tipo de projetos pessoais, também os deve referir.
Anexe apresentações, documentos ou vídeos às várias secções do perfil.

Ao criar o perfil, não se esqueça de:


1. Foto de perfil: simples, profissional e com boa visibilidade do
rosto;
2. Imagem de capa: opcionalmente, use uma imagem no topo;
3. Título: uma curta descrição que resuma a atividade profissional
ou as competências;
4. Setor: indicar a atividade profissional;
5. Resumo;
6. Experiência.

É uma boa prática adicionar, sempre que possível, links de recur-


sos relacionados com a secção em causa, atividade profissional ou for-
mação. Se clicar no ícone do lápis, permite-lhe, a qualquer momento,
editar os respetivos conteúdos. No final, pode mover a ordem da secção,
para dar prioridade aos seus pontos fortes ou àquilo que mais lhe inte-
resse destacar.
Quando criar o perfil no idioma nativo, crie-o, também, pelo me-
nos, num segundo idioma, que deverá ser o inglês, expandindo horizon-
tes a todo o mundo.
REDES SOCIAIS 125

Não se esqueça de adicionar um título curto, atrativo e relevante.


Isso é fundamental, para aparecer nas pesquisas com destaque.

Se tiver necessidade de mais funcionalidades, a conta premium


disponibiliza contas avançadas para utilizadores: Carreira, Negócios,
Vendas e Contratações.

Trabalhe o seu perfil até atingir um perfil campeão.

Para o conseguir, deve ter:


• Uma fotografia;
• Um resumo;
• Um cargo atual;
• A formação académica;
• Cinco competências.

O medidor de força do perfil mede a sua robustez. Esta força au-


menta à medida que é adicionado mais conteúdo.

Teste o seu índice de vendas sociais (SSI) em www.linkedin.com/


sales/ssi.

Página de empresa

As empresas devem criar páginas – devidamente configuradas e


personalizadas – e subpáginas (Showcases), para produtos e para servi-
ços. Estão disponíveis estatísticas que lhe trarão mais informação sobre
os assuntos profissionais que estão a despertar mais interesse.

Requisitos necessários para criar uma página da empresa:


• Possuir um perfil pessoal no LinkedIn, configurado com nome e
com apelido verdadeiros, há pelo menos sete dias;
• A força do perfil deve ser “Intermediário” ou “Especialista”;
• O perfil deve conter várias ligações a outros perfis;
• Ser um colaborador atual da empresa, e a sua função constar na sec-
ção “Experiência” do perfil;
• Possuir um endereço de e-mail empresarial (por exemplo:
marketing@web2business.pt. Gmail e Hotmail não dão),
adicionado e confirmado na conta do LinkedIn e, em exclusivo,
para a página em causa.
Para criar a página, aceda ao menu “Soluções” e, depois, “Crie uma
company page”. De seguida, preencha o nome da empresa e crie o URL.
Se preferir, aceda diretamente a www.linkedin.com/company/setup/
new.
126 MARKETING DIGITAL de A a Z

O próximo passo, é preencher os campos de informação sobre a empre-


sa: nome, descrição, idioma, tipo de empresa, site, sede e outras informações.
Além da pessoa que criou a página, esta deve definir, pelo menos,
mais um administrador, cujo utilizador deverá, obrigatoriamente, fazer
parte das ligações de grau um.
Depois, surgem os campos, nos quais se colocam as imagens, que
servirão como capa e como ícone de identificação.

Figura 52 – Exemplo de página showcase no LinkedIn.

Exemplo de página showcase: www.linkedin.com/showcase/mas-


ter-marketing-digital-360.

Também pode indicar grupos, que serão mostrados na página da


empresa. Só serão adicionados grupos (no máximo três) quando a pes-
soa que está a criar a página já estiver integrada.
Existe também a possibilidade de monitorizar até três hashtags,
para poder acompanhar e partilhar os respetivos conteúdos na página.
Todos os colaboradores da empresa devem seguir a página, embo-
ra seja um processo automático, quando a indicam como experiência
profissional. Mas também é importante que a divulguem na sua rede.
Pouco a pouco, os seguidores da página aumentarão.
É importante publicar conteúdo atrativo e de forma regular. Uma
boa periodicidade é, pelo menos, três vezes por semana. Aposte em
temas que não sejam publicidade direta à empresa, mas informações,
curiosidades e dicas relacionadas com a área do negócio.
No menu de ferramentas administrativas existem mais possibili-
dades importantes para a empresa: adicionar administradores, patroci-
nar atualizações e criar Showcases.
Pode fazer vários tipos de publicidade no LinkedIn: Conteúdo Pa-
trocinado, InMail Patrocinado, Text Ads, Dynamic Ads, Programmatic
Display Ads, Formulário de Geração de Leads, Account Targeting, Re-
targeting do site e Segmentação de Contacto de e-mail.
REDES SOCIAIS 127

Quiz - Redes Sociais


1. Qual é a melhor estratégia nos social media?
a. Investir em anúncios focados em vendas.
b. Definir presença nos social media relevantes, planear conteúdos e investir de for-
ma eficiente em anúncios.
c. Criar conteúdos atrativos no máximo de plataformas possíveis.
2. É possível criar uma loja diretamente no Facebook?
a. Sim.
b. Não.
c. Sim, se investir em anúncios.
3. Qual é a diferença entre um perfil e a página Facebook?
a. Perfil é para empresas e página é para pessoas.
b. Página é para empresas e perfil é para pessoas.
c. Perfil é para pessoas e empresas. Páginas são para empresas.
4. Para que tipo de negócios deve ser utilizado o Instagram?
a. Para negócios nos quais o público-alvo esteja presente no Instagram e nos
quais a componente visual seja importante (imagem e vídeo).
b. Para muito poucos negócios.
c. Para todos os negócios.
5. No Instagram, as hashtags são importantes nas publicações?
a. Não, apenas no Twitter.
b. Sim, se forem bem utilizadas, são fundamentais para alcançar novos públicos.
c. Não, apenas no Facebook.
6. No Instagram, qual é a diferença entre conta pessoal e conta pro-
fissional?
a. A conta profissional permite obter estatísticas, botões e fazer anúncios.
b. A conta profissional permite ter mais alcance.
c. A conta pessoal permite ter mais alcance.
7. Qual é a percentagem máxima de texto para um anúncio Face-
book ou Instagram?
a. É recomendável que tenha menos de 20 %, para ser mais eficiente.
b. Não existe limite.
c. É recomendável que tenha menos de 50 %, para ser mais eficiente.
8. O que é o Píxel do Facebook?
a. Um código para acompanhar comportamentos e conversões no site.
b. Um código para acompanhar comportamentos e conversões no Facebook.
c. Uma imagem muito pequena.
9. O YouTube é importante numa estratégia social media?
a. Apenas se existir orçamento para vídeos.
b. Apenas para youtubers.
c. Sim, porque tem um grande número de utilizadores, expondo os conteúdos às
pesquisas no Google e no YouTube.
10. Como se pode obter o máximo do LinkedIn?
a. Publicar três vezes por dia, excluindo os fins de semana.
b. Potencializar o perfil, crescer ligações e publicar conteúdos relevantes re-
gularmente. Complementarmente, utilizar a página para empresas.
c. Investindo em anúncios através da página LinkedIn.
Soluções: 1 b, 2 a, 3 b, 4 a, 5 b, 6 a, 7 a, 8 a, 9 c, 10 b.
Pontuação_______
128 MARKETING DIGITAL de A a Z

Questões frequentes
• Em que redes sociais devo estar presente?
Genericamente, no Facebook, Instagram, YouTube e LinkedIn.
Mas deve estar presente naquelas que fazem mais sentido para o
seu negócio e que tenha capacidade para as gerir.

• O Instagram é para o meu negócio?


Se o seu público-alvo é mais jovem ou é um negócio em que a
componente visual é importante, sim.

• Estar presente no YouTube é só para quem sabe fazer ví-


deos?
É fundamental para qualquer negócio, uma vez que o vídeo deve
fazer parte da estratégia de conteúdos e deve ser publicado nos
diversos social media.

• Devo criar perfil ou página Facebook?


Para negócios ou para outros projetos, deve criar página, através
do seu perfil pessoal.

• Qual é a diferença entre perfil e página Facebook?


O perfil é apenas para pessoas. A página tem funções profissio-
nais, tais como: mais funcionalidades, anúncios, estatísticas e ou-
tras opções.

• Qual é a periodicidade adequada para publicar nas redes


sociais?
O ideal, é publicar regularmente, pelo menos três vezes por se-
mana.

• Quanto devo investir em anúncios nas redes sociais?


Pode começar por um euro, por dia, durante um período mínimo
aconselhável de uma semana. Para uma estratégia mais consis-
tente, o ideal é começar com três euros a cinco euros por dia.

• Como posso criar vídeos facilmente?


Utilize a App Google Photos e o InShot.

• Como posso analisar a concorrência?


Utilize o Socialblade, para análise nos vários social media, e o
Likealyzer, para analisar a concorrência no Facebook.
REDES SOCIAIS 129

Links de recursos
Experimente a plataforma de gestão de redes sociais: www.
vasco.link/swonkie.
Faça download do modelo de plano de redes sociais: www.vasco.
digital/planors.
Exemplo de publicação carrossel: www.vasco.digital/carrossel.
Exemplo de publicação 3D: www.vasco.digital/post3d.
Exemplo de fotografia 3D: www.vasco.digital/foto3d.
Saiba como criar um post 3D no vídeo tutorial: www.vasco.
digital/tutorialpost3d.
Exemplo de Apresentação (Slideshow) criada diretamente no
Facebook www.vasco.digital/slideshowfb.
Veja o exemplo de um grupo e adira, se tiver interesse em receber
mais novidades sobre marketing digital, em www.vasco.digital/
grupofb.
Exemplo de evento no Facebook: www.vasco.digital/eventofb.
Crie um catálogo de produtos em www.vasco.digital/
catalogoinstagram para que os produtos sejam aprovados para
a loja no Instagram.
Exemplo de post tinyplanet, no Instagram: www.vasco.digital/
postigtinyplanet.
Exemplo de conteúdos associados a uma hashtag: www.
instagram.com/explore/tags/vascomarques.
Exemplo de uma categoria de Stories nos destaques: www.vasco.
digital/destaquesig.
Exemplo de canal IGTV: www.instagram.com/vascomarquesnet/
channel.
Exemplo de vídeo IGTV: www.vasco.digital/videoigtv.
Veja exemplos de anúncios reais no Facebook, organizados por
setor, tipo e objetivo, em www.vasco.digital/exemplosads.
Exemplo de anúncio promovido diretamente na página: www.
vasco.digital/exemplopromoverpost.
Exemplo de um anúncio criado no gestor de anúncios: www.
vasco.digital/exemplogestoranuncio.
Exemplo prático de um hangout com grafismos e com vários
participantes: www.vasco.digital/hangout.
Exemplo de vídeo com muitas visualizações, por ter uma capa
personalizada atrativa: www.vasco.digital/maiorzoom.
Playbook YouTube com mais informações: www.vasco.digital/
playbook.
Exemplo de página showcase: www.linkedin.com/showcase/
master-marketing-digital-360.
130 MARKETING DIGITAL de A a Z

Erros frequentes

• Não definir corretamente uma estratégia nas redes sociais.


• Não planear conteúdos para as redes sociais.
• Não publicar conteúdos no formato vídeo.
• Estar em todas as redes sociais, para tentar estar em todo lado.
• Estar apenas numa rede social, como, por exemplo, no Face-
book.
• Não usar eventos Facebook, com informações e link.
• Criar um perfil no Facebook, em vez de página profissional.
• Não analisar estatísticas, para perceber conteúdos que geram
mais interação.
• Não patrocinar conteúdos que estão a gerar muita interação.
• Não investir em anúncios.
• Não usar Píxel do Facebook e códigos de conversão para retarge-
ting e para medir o retorno do investimento.
• Não responder rapidamente a mensagens e a comentários.

Checklist

1. Definir estratégia social.


2. Escolher os social media em que deve estar presente.
3. Configurar e personalizar uma página profissional no Face-
book.
4. Criar uma conta profissional no Instagram.
5. Validar e personalizar um canal no YouTube.
6. Utilizar perfil e página no LinkedIn.
7. Criar uma agenda de publicações.
8. Investir em anúncios.
9. Acompanhar estatísticas.
CONTEÚDOS
CONTEÚDOS
TEXTO
Copywriting
Storytelling
CRIAÇÃO E EDIÇÃO DE IMAGENS
CRIAÇÃO DE VÍDEO
Formatos, duração, características e plataformas
Falar para a câmara com guião
Criar vídeos com smartphone
Porquê produzir vídeos verticais?
Ferramentas para criação de vídeo
Captura de ecrã
Legendas
Live
Cinemagraph e plotagraph
Chroma key
Monte o seu estúdio
Equipamento
CONTEÚDOS 360 E VR
Fotografia 360
Vídeo 360
Tinyplanet
ÁUDIO E PODCAST
IMAGENS, VÍDEOS E MÚSICAS GRÁTIS
DIREITOS DE AUTOR
132 MARKETING DIGITAL de A a Z

CONTEÚDOS
Criar conteúdos atrativos para o seu público-alvo é fundamental na es-
tratégia de marketing digital, caso contrário, é mais difícil captar-lhes a aten-
ção. A maioria das publicações não deve ser comercial, mas conteúdos que
interessem verdadeiramente à sua audiência.

Se tem falta de ideias, pode utilizar o Google Trends, o Ubersuggest e


o Buzzsumo, para inspiração de temas.

O Content Marketing é uma área fundamental para produzir conteúdo


para os mais diversos fins, desde os conteúdos informativos aos comerciais.
Quanto mais conteúdo de qualidade produzir, maiores serão as probabili-
dades de o potencial cliente o encontrar em pesquisas ou, ainda, de o con-
teúdo ir ao encontro dele, de algum modo. É a melhor forma de criar uma
relação e cativar, sem estar a vender.
Ao diversificar nos vários formatos e plataformas, proporcionará for-
mas diferentes de impactar e ser encontrado pelo utilizador.

Figura 53 – Propagação dos conteúdos, através de várias plataformas, até chegar ao utilizador.
CONTEÚDOS 133

Para o auxiliar na sistematização do tipo de conteúdos, consulte


os diversos formatos:
Texto Imagem Stories Áudio PDF
Artigo Fotografia Imagem Música eBook
Notas Infográfico Vídeo Podcast Whitepaper
Status update 3D Boomerang Audiobook Brochura
Emoji Texto Live Narração Portfólio
Legendas Panorâmica Stickers Guia
Hasthags QR Code Interatividade Apresentação
Filtros e AR Modelos

Vídeo Live 360 Interativo


16:9 HD, 4K e 8K 16:9 (normal) Fotografia Visita virtual
1:1 (quadrado) 1:1 (quadrado) Imagem Emoji animado
4:5 (retângulo) 9:16 (vertical) Vídeo Boomerang
9:16 (vertical) 360 Timelapse 360 GIF
Hyperlapse Áudio 180 Plotagraph
Timelapse Mobile VR Cinemagraph
Slowmotion Multicam Tinyplanet Vídeo interativo
Stopmotion 360 animado Canvas FB
Slideshow 360 e 180 3D Quiz
Figura 54 – Sistematização dos principais tipos de conteúdos.

Escolher o formato, faz sentido depois de definir qual é a


mensagem que deseja comunicar e para que tipo de objetivo: no-
toriedade, interação, tráfego ou conversão.
Conteúdo Notoriedade Interação Tráfego Conversão
Notícias
Dicas
Tutorial
Webinar
Live
Artigo
eBook
Infográfico
Podcast
Produto
Figura 55 – Objetivos a atingir, de acordo com o tipo de conteúdo.
134 MARKETING DIGITAL de A a Z

Crie uma estratégia diversificada de conteúdos, focada nos inter-


esses do seu público. Não se esqueça do formato vídeo!

40 % 30 % 20 % 10 %
IMAGEM VÍDEO TEXTO OUTRO
Figura 56 –Proposta de proporção de tipo de conteúdos: imagem, vídeo texto e outros.

TEXTO
O formato de texto é importante, pois permite descrever melhor um
assunto, de uma forma organizada, e é fundamental para a otimização
para motores de pesquisa.

Se for possível manter um blog ou uma secção de artigos, é ótimo,


para captar novos utilizadores e manter a sua audiência.

Copywriting

O copywriting consiste em utilizar palavras para influenciar e per-


suadir, para desencadear uma ação.
Mas, mesmo online, existem várias formas de escrita: para a web
tradicional (sites, blogs, etc.), para dispositivos móveis, para e-mail
marketing e para redes sociais (que podem variar em função das suas
características).
Se forem artigos curtos, podem conter cerca de 300 palavras, con-
siderando que a leitura leva menos de dois minutos, a um ritmo de 200
palavras por minuto. Os artigos mais longos podem conter 1000 pala-
vras, cuja leitura leva cerca de cinco minutos.

Para o auxiliar nas tarefas de planear e estruturar artigos em texto,


consulte as tabelas que seguem.
Planeamento de um artigo
Planeamento • Use a pirâmide invertida, começando pelo mais
importante para o menos importante.
• Conheça o público, defina o objetivo, utilize as
palavras certas.
• Utilize os quatro Us: Útil, Urgente, Único e Ul-
tra-específico.
• Aplique o método AIDA: Atenção, Interesse,
Desejo e Ação.
CONTEÚDOS 135

Forma • Defina uma introdução, desenvolvimento e con-


clusão.
• Não esqueça a base: Quem, O Quê, Quando e
Porquê.
• No final, deve ter um CTA a indicar a ação:
comentar, inscrever na newsletter, partilhar nas
redes sociais, comprar um produto relacionado ou
outra ação.
• Utilize frase curta + frase longa + frase curta =
parágrafo com mais impacto.
Linguagem • Seja informal, claro e direto.
• Aplique verbos fortes: esclarecer em vez de dizer.
• Escreva de forma intemporal, evitando referên-
cias temporais.
• Quando relevante, conte histórias.
Figura 57 – Estrutura para planear um artigo.

Crie um título atrativo.

Apresente uma introdução, desenvolvimen-


to e conclusão.

Desenvolva com cerca de 300 palavras.


Adicione subtítulos, marcas ou numerações.
Aplique negritos a aspectos importantes.

Adicione imagens e um vídeo do YouTube,


para ser mais atrativo.

Figura 58 – Estrutura para redigir um texto para a web.

Estrutura de um artigo
Título • Resumo do conteúdo. Deve ser atrativo e conter
boas palavras-chave.
• Não deve ultrapassar os 60 caracteres (ou 600 píx-
eis), para poder ser totalmente visível nos motores
de pesquisa.
136 MARKETING DIGITAL de A a Z

Conteúdo • O texto deve conter cerca de 300 palavras para ter


alguma consistência (adaptar ao tipo de conteúdo).
• Adicione subtítulos, considerando que não deve
ultrapassar 300 palavras para cada texto dos sub-
títulos.
• Os parágrafos devem ter menos de 70 palavras (seis
linhas). As frases devem ter menos de 20 palavras
(duas linhas).
• Enumere ou liste assuntos, para permitir leitura
diagonal.
• Utilize negritos, para destacar palavras impor-
tantes.
• Crie links internos e externos relevantes.
• Utilize, pelo menos, uma imagem no artigo, devida-
mente otimizada e com o “Alt text”.
• Se for possível, insira um vídeo ou embed dos social
media.
Formatação • Evite fontes serifadas. Use arial, verdana ou similar.
• A cor preta é, normalmente, a melhor para texto.
• Faça uma formatação cuidada e sem erros (com revi-
sões).
Figura 59 – Anatomia de um artigo.

Storytelling

Não é novidade que as histórias captam a atenção. Desde pequeni-


nos que ouvimos histórias. Tente lembrar-se de um evento ou de uma
conferência em que tenha participado. O mais provável é que esteja a
lembrar-se de uma história que então tenha sido contada ou de algum
acontecimento fora do normal, de tal forma que o levou a contar aos
seus amigos.
Quando alguém nos conta uma história, sentimo-nos a mergulhar
nessa realidade, talvez a identificarmo-nos com alguns aspetos narra-
dos e a embrenharmo-nos neles emocionalmente, enquanto a situação
se vai desenrolando.
Um dos aspetos curiosos da nossa memória é que, quando existe
uma emoção forte associada a uma história ou acontecimento, ela fica
registada de forma mais permanente, conseguindo guardar mais deta-
lhes de toda a situação.
Basta agora tentar transpor para o digital, fazendo passar a sua his-
tória em vários meios, devendo ser adaptada, de acordo com a platafor-
ma que vai utilizar.
CONTEÚDOS 137

CRIAÇÃO E EDIÇÃO DE IMAGENS


A utilização da imagem é importante em toda a comunicação: no e-mail
marketing, no site, nas redes sociais, em anúncios e em outras plataformas.
É um tipo de conteúdo que permite impactar rapidamente o utilizador.

Estão ao seu dispor inúmeras ferramentas para criar imagens facil-


mente. Uma das mais completas e simples é o www.canva.com.

Este compositor de imagens oferece modelos para quase todas as redes


sociais e para outros meios de comunicação. Aqui, basta escolher o objetivo,
selecionar um template e ajustar. É muito fácil. Uma grande parte dos tem-
plates são gratuitos, mas, mesmo os pagos, se retirar a imagem de fundo (ou
outra imagem), passa a poder usar gratuitamente esse modelo.

Figura 60 – Canva, ferramenta para criar imagens para diversas plataformas e redes sociais.

Se sabe trabalhar em MS Power Point, também conseguirá criar ima-


gens fantásticas com esta ferramenta. Por fim, basta exportá-la e utilizar a
imagem.
Outras sugestões de ferramentas de criação de imagem são: Pixlr Edi-
tor, Pixlr Express, Aviary, Placeit, Pixton, Adobe Post e Sprightly.
O Pixlr Editor é um editor muito simples, mas poderoso, para poder
redimensionar imagens, editar fotografia e para outros tipos de criação.
Se desejar remover o fundo a qualquer imagem, faça magia com www.
remove.bg.
Quer ajustar as suas imagens para várias dimensões das diversas re-
des sociais existentes? O Landscape, da Sprout Social, é perfeito para isso:
basta carregar a sua imagem, escolher as redes sociais em que quer publi-
cá-la e para que formatos a deseja adaptar. Depois de ajustada cada peça de
conteúdo, poderá fazer download nos diversos formatos. Experimente em
www.sproutsocial.com/landscape.
Para utilizadores mais avançados, o Adobe Photoshop é uma ferramenta
muito poderosa. Mas se não tiver orçamento para esta ferramenta, pode uti-
138 MARKETING DIGITAL de A a Z

lizar o GIMP como alternativa. Uma alternativa ao Photoshop, em formato


online e grátis, é o www.photopea.com.
O Paint 3D (sucessor do famoso Paint para Windows) é uma opção
válida para uma edição básica. Se deseja expandir a utilização 3D, pode
descarregar modelos 3D gratuitos em www.remix3d.com.
O GIF é um formato útil para várias situações e plataformas. Por
exemplo, num blog, e-mail e algumas redes sociais (Facebook, Twitter,
Tumblr e outras). Apresenta a vantagem de ser mais leve que um vídeo,
entra sempre em reprodução automática e não tem som. É útil para
memes, para mostrar rapidamente funcionalidades ou para pormeno-
res. O Giphy é uma boa plataforma para criar e publicar este tipo de
conteúdo.
Os infográficos são úteis para ilustrar graficamente factos ou da-
dos. Podem ser criados no www.infogram.com.
Se desejar criar composição com várias imagens, o Canva permite
fazê-lo, mas pode usar também a App Layout ou InShot.
Para lhe facilitar a escolha, consulte a tabela com uma seleção de
Apps mobile para composição e edição de imagem.

App Nome Android iOS Grátis Descrição

Cria imagens
Canva para redes
sociais.

Compõe e edita
InShot
fotografia.

Snapseed Edita fotografia.

Adobe Edita fotografia


Photoshop com funções
Mix avançadas.
Figura 61 – Tabela com as principais Apps de composição e edição de imagem.

Exemplo de imagem criada no InShot, publicada no Facebook:


www.vasco.digital/inshotimagem.
CONTEÚDOS 139

CRIAÇÃO DE VÍDEO
O vídeo deve fazer parte da estratégia de conteúdos, para poder im-
pactar o público de uma forma atrativa e cativante. Publique regularmente
vídeos que sejam do interesse do seu público, mas também é fundamental
investir em anúncios em vídeo (publicidade paga), porque permitem testar
reatividade da audiência e fazer campanhas específicas de retargeting, para
quem tem realmente interesse. Por exemplo, pode direcionar campanhas
para quem viu mais de 25 % de um conjunto de vídeos.
O vídeo pode servir para mostrar o que está a acontecer em direto,
apresentar um evento, promover um produto ou serviço, anunciar algo im-
portante ou partilhar conhecimento.
É recomendável que seja publicado nativamente (carregar o ficheiro de
vídeo diretamente em cada plataforma) e no formato certo, de acordo com
cada plataforma, adaptando a mensagem e as características técnicas a cada
uma (comprimento da descrição em texto, utilização de hashtags, duração
do vídeo, possibilidade de adicionar legendas e outros aspetos). É provável
que, em alguns casos, um vídeo possa ser publicado numa plataforma e não
noutra, devido ao tipo de mensagem que contém e à forma como é apre-
sentada. Por exemplo, um vídeo de curta duração, que mostre o que está a
decorrer num evento, poderá ser publicado no Instagram, mas já não fará
sentido publicá-lo no LinkedIn, por ser muito efémero e sem grande pro-
fundidade ou contextualização.

Formatos, duração, características e plataformas

O formato do vídeo mais aconselhado para o feed das redes sociais é o


quadrado. Como pode ver na imagem seguinte, ocupa mais espaço que o tra-
dicional 16:9, impactando mais os respetivos utilizadores. Em algumas redes
sociais, o retângulo também é uma boa opção. O 9:16 é adequado para Stories
ou plataformas no formato vertical. Esta lógica também se aplica a imagens.

Figura 62 – Formatos de conteúdos mais utilizados.


140 MARKETING DIGITAL de A a Z

Formatos de vídeo recomendados por plataforma:


Horizontal 16:9 Quadrado 1:1 Retângulo 4:5 Vertical 9:16

Facebook
Facebook
Stories
YouTube
Instagram
Instagram
Stories
IGTV
LinkedIn
Twitter
Vimeo
Tumblr
WordPress
WhatsApp
- recomendado. - compatível. - não compatível.
Figura 63 – Tabela com os vários formatos de vídeo e respetivas plataformas.

Todas estas plataformas permitem carregar vídeo nativamente, o que


significa que deve publicar o vídeo diretamente em cada uma delas e de
forma adaptada (formato e contexto). No caso do WordPress, é preferível,
por norma, inserir vídeos do YouTube.

Não partilhe vídeos do YouTube no Facebook, salvo raras exceções. Em


vez disso, publique o vídeo diretamente no Facebook ou noutra plataforma.

O Facebook suporta, ainda, outros formatos de vídeo, para os se-


guintes tipos de conteúdo:
• 2:3;
• Quadrado para carrossel;
• 1:1 ou 16:9, para instant articles;
• Capa de página, 20 s a 90 s, 820*312 píxeis;
• Capa de eventos, 1200*628 píxeis (2:1), até 5 min;
• Anúncios in-stream, 5 s a 15 s, quadrado ou horizontal;
• Audience Network 5 s a 120 s.

Existem alguns casos em que o vídeo deve estar, por norma, no for-
mato horizontal, como nos seguintes: num site, blog, landing page, e-mail,
newsletter, YouTube e Vimeo. Vídeos mais longos também estão, normal-
mente, no formato horizontal.
CONTEÚDOS 141

Locais onde se pode, e deve, publicar vídeos do YouTube:


• Link num e-mail ou newsletter;
• Pinterest;
• Blog, site, loja ou landing page;
• LinkedIn, para os vídeos com mais de 10 min;
• Twitter, para os vídeos com mais de 140 s.

Duração máxima dos vídeos Duração máxima do live por plataforma:


por plataforma:

Plataforma Duração máxima Plataforma Duração máxima

YouTube 12 h Twitch 48 h
Facebook 4h Periscope 24 h
WordPress 2h YouTube Live 12 h
LinkedIn 10 min Facebook Live 4h
IGTV 10 min Instagram Stories 1h
Live
Tumblr 5 min LinkedIn 1h
WhatsApp 3 min Vimeo Depende do plano
Twitter 140 s UStream Depende do plano
Instagram 60 s
Facebook Stories 20 s
Instagram Stories 15 s
Figura 64 – Duração máxima de vídeos e live por plataforma.

Duração recomendada para os vídeos, de acordo com o objetivo:


• Anúncios: 5 s a 60 s (idealmente 15 s);
• Live: 15 min a 60 min;
• Tutorial: 1 min a 15 min;
• Convite para evento: até 60 s;
• Apresentação de produto ou serviço: até 60 s.

Eis algumas ferramentas úteis para fazer anúncios em vídeo:


• Slideshow: Facebook ou Google Photos;
• Modelo de vídeo para anúncios no Facebook: gestor de anúncios
FB;
• Clipomatic: para criar vídeos com legendas embebidas;
• TextingStory: para criar vídeos com conversas em mensagens;
• Storyads: anúncios para Stories;
• Wave.video: modelos de vídeos para todos os formatos e objetivos.

Exemplo de vídeo com legendas automáticas, criado no Clipomatic


e publicado no Facebook: www.vasco.digital/clipomaticlegendas.
142 MARKETING DIGITAL de A a Z

Falar para a câmara, com guião


Falar para uma câmara é mais desafiante do que falar em público.
É verdade que há pessoas que têm mais facilidade em fazê-lo. Mas o
normal é ter de praticar e ir evoluindo, sem ficar à espera da perfeição.
Começar a gravar vídeos, é a única forma de melhorar.

Eis algumas dicas que ajudam a comunicar melhor para uma


câmara:
• Seja espontâneo, sorria e crie empatia;
• Fale de forma simples e direta;
• Não dê a entender que está a ler. Entoe as palavas;
• Movimente naturalmente os braços (mãos fora dos bolsos);
• Opte por planos que captem o seu tronco. Nunca corte nas arti-
culações. Que fique pouco espaço acima da cabeça e mais espaço
para a direção que está a olhar;
• Não utilize muitos efeitos. Opte por um fundo branco ou neutro.

É importante que crie um guião, para organizar a mensagem que


pretende transmitir. Para o construir, deve organizar as ideias por partes.

Pode aproveitar este modelo para ajudar a estruturar:


Captar atenção Introdução Desenvolvimento CTA
Até 5 s Até 10 s De 20 s a 40 s 3s
Revele os
Apele para ver
principais Apresente-se Identifique o
link no vídeo,
benefícios e o e introduza o problema e
partilhar e
que espera do tema apresente solução
comentar
vídeo
Figura 65 – Estrutura de modelo para criar um guião.

O resultado deverá ser um guião, mais ou menos detalhado, em fun-


ção das suas necessidades. Leia-o várias vezes, para assimilar a sequência
e ideias-chave, e faça a gravação sem leitura. Se, mesmo assim, não con-
seguir tem duas opções: utilizar um monitor com uma apresentação ou
um documento com os tópicos principais, para não se perder; utilizar um
teleponto (App Bigvu) que mostre todo o texto em scroll, no entanto,
pode notar-se que está a ler, o que torna a comunicação menos natural.

Criar vídeos com smartphone

Em muitos casos, usar um smartphone para filmagens é a melhor


solução, pois permite partilhar o vídeo de imediato nas redes sociais.
Há ainda a possibilidade de usar planos atrativos, com tripés específi-
cos ou estabilizador.
CONTEÚDOS 143

Figura 66 – Estabilização de vídeo com selfie stick ou gimbal para smartphone.

Eis algumas possibilidades de gravar vídeo ou de fazer live


mobile com smartphone:
1. Apenas com o smartphone - utilize apenas o telefone, procu-
rando fazer bons enquadramentos e ter cuidados com luz e som;
2. Smarpthone+selfie stick+mini tripe - utilize-o com um selfie
stick (com rosca na base), acoplado num minitripé;
3. Smartphone+tripé - utilize-o com um tripé normal, com um
adaptador de selfie stick;
4. Smartphone+estabilizador - utilize-o com um gimbal, para
uma imagem perfeita, como, por exemplo, o DJI Osmo Mobile
ou Zhiyun Smooth 4.

Exemplo de vídeo gravado com smartphone num estabilizador:


www.vasco.digital/gimbal.

Em cada um dos casos, pode utilizar, complementarmente, uma


App para editar vídeo. Opte por uma que já tenha ou, então, utilize a
App dos social media, para cortes simples, como o Facebook, do You-
Tube, do Instagram, do Twitter ou do LinkedIn (este com mais opções
de edição).
Em qualquer circunstância, deve ter cuidado com a iluminação,
enquadramentos e som (utilize, um microfone externo, se achar neces-
sário).
144 MARKETING DIGITAL de A a Z

Figura 67 – Smartphone video rig, para utilizar acessórios, estabilizar e usar com tripé.

Uma das melhores aplicações que pode utilizar para editar vídeo
é o InShot.

É compatível com Android e iOS, tem opção grátis com muitas fun-
cionalidades e sem marca de água (antes de exportar, remova a marca
de água, gratuitamente). Permite mudar rapidamente de formato (hori-
zontal, quadrado ou vertical), adicionar títulos, efeitos, emojis, anima-
ções e outras opções.

Exemplo de vídeo editado no InShot e adaptado para formato qua-


drado: www.vasco.digital/inshotvideo.

Requisitos necessários para obter um bom vídeo mobile: facilidade em


captar, publicar rapidamente, portabilidade, estabilidade, iluminação, som,
enquadramento e edição. Cada uma destas variáveis pode estar mais ou
menos trabalhada, em função das especificidades do projeto.

Sugestões de aplicações mobile para criação e edição de vídeo:


App Nome Android iOS Grátis Descrição

Cria slideshow
Google
com fotografias ou
Photos
vídeos.
CONTEÚDOS 145

Edita vídeos e
adapta formato para
InShot
quadrado, retângulo
ou vertical.

Edita vídeos, com


FilmoraGo
efeitos e modelos.

Edita vídeos com


Adobe integração no ecos-
Premiere sistema Adobe. O
Clip Adobe Rush é uma
boa alternativa.

Cria animação com


TextingS-
conversação em
tory
texto.

Legenda vídeos
automaticamente,
Clipomatic em vários idiomas,
incluindo o portu-
guês.
Figura 68 – Tabela com recomendação de Apps mobile para vídeo.

Se tem um iPhone, verifique se já tem instalado o iMovie e Clips, que


são duas Apps gratuitas muito boas para vídeo.

Se pretende uma aplicação para captura de vídeo que expanda para


funções profissionais de controlo da câmara, a opção ideal é FiLMiC Pro.
Tem disponível a opção paga para Android e iOS.

Figura 69 – Interface do Inshot, com exemplos para adicionar música, efeitos, texto, emoji
e outros.
146 MARKETING DIGITAL de A a Z

Porquê produzir vídeos verticais?

O formato vertical é um formato imersivo cada vez mais popular no


smartphone. A grande vantagem é que a atenção do utilizador em relação
ao vídeo é total, porque ocupa todo o ecrã.

Como pode produzir vídeos verticais:


• Com a câmara do Smartphone ou com a câmara de filmar na vertical;
• O Inshot é a App recomendada para adaptar vídeos a qualquer for-
mato (16:9, 1:1, 4:5, 9:16 ou outros);
• Reaproveite vídeos horizontais e edite, transformando-os em verti-
cais, através de corte (crop) ou preenchimento das zonas vazias com
uma cor ou com o próprio vídeo desfocado (com App InShot, Adobe
Rush, Filmora ou Camtasia);
• Crie tinyplanet em vídeo.

Apps recomendadas:
• InShot;
• Videolap (iOS);
• Spark Video;
• Filmr.

Ferramentas web:
• Wave.video;
• Placeit;
• Flyr.video;
• Offeo.com;
• Headliner.

E xemplo de vídeo vertical criado no InShot: www.vasco.digital/


inshotvertical.

Ferramentas para criação de vídeo

Edição online

Existem cada vez mais ferramentas que permitem editar vídeo online,
sem ter conhecimentos prévios do assunto ou sem ter de instalar qualquer
software. São boas soluções, se não tiver muito tempo e pretender criar ví-
deos curtos. Sugiro as seguintes ferramentas para criação de vídeo online
através do browser: Adobe Spark, Flixpress, Animoto, Goanimate, Wideo,
WeVideo, Stupefllix, Magisto, PawToon, Xtranormal, Placeit, Wave.video,
Headliner e Biteable.

🔗 Exemplo de vídeo criado no wave.video: www.vasco.digital/wavevideo.


CONTEÚDOS 147

Software

Se preferir uma ferramenta para instalar no seu computador, para


uma edição mais regular, a mais populares, e gratuita, é o Shotcut. Este
software pode ser instalado em qualquer computador (PC ou Mac) e
permite fazer desde a edição mais básica à mais avançada. É uma ex-
celente solução para um resultado mais completo e flexível. Para uma
opção mais básica, o OpenShot é a escolha certa.
Para Mac, utilize o iMovie, que é gratuito e já vem instalado no seu
computador. Se procura uma solução económica com mais possibili-
dades, o Filmora é uma boa opção. Para soluções mais profissionais, o
Final Cut e Adobe Premiere são bons candidatos.
Para PC, utilize o Fotografias (antigo Windows Movie Maker),
que está disponível gratuitamente, e com o sistema operativo. Pode
consultar este link, com mais informações: www.microsoft.com/pt-pt/
windows/photo-movie-editor.
Se procura soluções mais completas para PC, mas a um custo aces-
sível, o Filmora, PowerDirector e Pinnacle Studio são soluções muito
boas. Para uma opção mais profissional, é o Adobe Premiere.

Exemplo de vídeo editado com Adobe Premiere, com zoom,


multicam virtual (apenas uma câmara) e elementos gráficos: www.
vasco.digital/premieremulticam1.

Slideshow

Outra possibilidade para criar vídeo, é através de um slideshow


com fotografias. Pode ser feito diretamente no Facebook.

Para criar um vídeo com base em várias fotos e vídeos que tem no
seu smartphone, utilize a App Google Photos.

Se prefere um slideshow mais impactante, a solução indicada é o


Muvee Reveal (pago).

Exemplo de slideshow, criado com a App Google Photos: www.


vasco.digital/googlephotos.

Captura de ecrã
Se precisar de capturar o ecrã do seu computador, existem várias
soluções simples ao seu dispor. É útil, quando tiver necessidade de fazer
uma demonstração, apresentar slides, um software ou para e-Learning.
Camtasia - é a melhor ferramenta, mas é um software pago. Tem
efeitos de pan e de zoom, filtros, edição de vídeo e de áudio. Se preten-
148 MARKETING DIGITAL de A a Z

der editar vídeos captados com ferramentas de streaming (Wirecast,


OBS e outros) ou mobile, o Camtasia é também uma boa solução: www.
techsmith.com/camtasia.html.
ActivePresenter - é, provavelmente, a solução gratuita mais
próxima do Camtasia. Permite gravar ecrã, editar, adicionar voz,
legendas, chamadas, notas, gráficos, interação e quiz. Faça download
em: www.atomisystems.com.
Screencast-O-Matic - a opção gratuita permite gravar até 15 min,
mas tem marca de água no canto, o que é aceitável. Se for necessário,
também pode capturar webcam, além do ecrã. Experimente em: www.
screencast-o-matic.com.
ScreenFlow - é uma solução de captura de ecrã paga e exclusiva
para Mac. Prima pela simplicidade, contém inúmeros filtros, ferramen-
tas de edição e possibilidades de chroma key. Saiba mais em: www.te-
lestream.net/screenflow.
Loom - é uma solução gratuita que funciona diretamente no brow-
ser, para captura de ecrã com webcam (em estilo redondo) num forma-
to muito atrativo. Saiba mais em: www.loom.com.

Para captura em smartphones, existem diversas soluções, todas


elas simples.

No iPhone, aceda às “Definições”, “Central de controlo”, “Persona-


lizar controlos” e adicione “Gravação do ecrã”. Agora, a gravação fica
disponível no ecrã de atalhos, junto à lanterna. Ao pressionar longa-
mente, tem opções adicionais.
Se pretende capturar o ecrã do iPhone ou iPad no Mac, ligue-o por
cabo e abra o Quicktime. Em “File”, escolha “New movie” e no menu
pendente perto do botão de gravação mude a câmara para o iPhone.
Apresenta ainda a vantagem de poder espelhar o smartphone, para
mostrar numa projeção durante uma conferência. Outra forma de es-
pelhar, mas sem fios, é via Apple TV, ligada a um projetor ou TV.

Veja como ativar a gravação do ecrã no iPhone: www.vasco.digi-


tal/gravariphone.

Para capturar o ecrã em Android, a App recomendada é Rec (Screen Re-


corder), que, além de gravar ecrã, pode captar também imagem da câmara e
editar. Se pretende captar ou espelhar no computador, utilize o SideSync, em
dispositivos Samsung. Se precisar espelhar sem fios o Android para uma TV
ou projetor, o Chromecast satisfaz perfeitamente, a um custo muito baixo.
Como alternativa, o AirServer permite espelhar sem fios Android e
iOS, para PC ou Mac.
Quando estiver a espelhar ou a gravar, não se esqueça de silenciar
as notificações push, para não aparecerem mensagens de e-mails, das
CONTEÚDOS 149

redes sociais ou outros avisos. Para isso, ative a opção “Não incomo-
dar”, para desativar notificações. Podem ser necessários ajustes adicio-
nais, em função do seu dispositivo.

Legendas

Quando é possível e relevante, o vídeo deve conter legendas, pois a


maioria dos utilizadores irá ver o vídeo em autoplay, com som desligado.
Deste modo, permite passar a mensagem, mesmo que o som nunca seja
ligado, ou chamar à atenção para ativar o som e ver o resto do vídeo. É par-
ticularmente importante em vídeos de anúncios, se aparece alguém a falar.
O YouTube e o Facebook têm ferramentas para legendagem automá-
tica, que pode ser ajustada, se a tecnologia não for eficaz. Esse ficheiro de
legendas pode ser utilizado em anúncios, no Instagram, LinkedIn ou outras
plataformas. Em alternativa, utilize o www.amara.org.

Figura 70 – Vídeo legendado e interface de legendagem do Facebook.

Se quiser incorporar as legendas, para garantir que aparecem em qual-


quer plataforma e da forma desejada, pode usar o VLC, Headliner ou Cam-
tasia. Deste modo, até nas Stories terá legendas, ou noutras plataformas que
não permitam carregar ficheiro de legendagem. Para iPhone, tem a opção do
Clips e do Clipomatic, que legendam em tempo real.

Figura 71 – Legendas incorporadas com Clipomatic e no Camtasia, com barra de progressão.


150 MARKETING DIGITAL de A a Z

Exemplo de vídeo com legendas e barra de progressão incorpora-


dos, em formato quadrado: www.vasco.digital/quadradolegendasbarra.

Live

Não tenha medo de fazer transmissões em direto, pois refletem a


realidade em tempo real, aumentando a interação com a sua audiência,
transferindo autenticidade e humanização na relação.

A transmissão em direto está disponível em várias plataformas, no-


meadamente Facebook, YouTube, Twitter (Periscope), Instagram Sto-
ries, LinedIn, Vimeo, Twitch, Ustream, Livestream e outras.

Se precisa de transmitir em direto para várias plataformas, use o


www.castr.io ou www.restream.io.

Regra geral, no Facebook existe mais interação. Tem ainda a pos-


sibilidade de fazer sondagens incorporadas. Se fizer transmissão pelo
browser através do computador, pode optar por transmitir com uma
webcam ou o ambiente de trabalho do computador.

Adicione mais funcionalidades e interação com o www.belive.tv, para


incorporar comentários, títulos e adicionar convidados, no Facebook Live.

Exemplo de transmissão em direto, com várias câmaras e com


cenário virtual: www.vasco.digital/livemutilcam.

A transmissão através do YouTube tem possibilidades mais pro-


fissionais e robustas. É útil para eventos ou outras situações similares.

A transmissão nas Stories do Instagram é feita na vertical, mas tem


possibilidades interativas, podendo adicionar fotos ou vídeos ao direto.

O Periscope é a plataforma de transmissão em direto mobile do


Twitter, que pode ser feito na horizontal ou na vertical.

É possível realizar de uma forma muito simples ou mais pro-


fissional. Eis algumas ideias para o formato mais prático:
• Utilize webcam Logitech C920, ligada a um computador, para um
live ou webinar, para obter uma boa qualidade de imagem e som;
• Utilize smartphone com selfie stick ou tripé;
• Utilize o estabilizador gimbal para diretos em movimento.
CONTEÚDOS 151

Exemplos de situações em que pode fazer transmissões:


• Eventos: parcial ou integral;
• Webinar;
• Lançamento de um produto;
• Momento de perguntas e respostas;
• Rubrica temática regular ou podcast.

Para um webinar ou reunião com vários convidados, o Zoom.us é


uma opção a considerar.

Algumas das funcionalidades são:


• Reunião com convidados (não tem que ter conta Zoom, opção via
mobile);
• Plano grátis: limite de 40 min, em reuniões de grupo;
• Número ilimitado de reuniões, com opção de gravação;
• Vídeo HD, partilha de ecrã em simultâneo, plano de fundo virtual
(fotografia), partilha de recursos, chat particular ou em grupo;
• Acenar, para colocar questão.

É possível fazer transmissão em direto com vários smartphones,


em vez de câmaras de filmar convencionais. Algumas das soluções são:
Live:Air Action, Switcher Studio ou Manycam.
Se pretende uma transmissão mais profissional, com várias câma-
ras e grafismos, a solução gratuita mais popular é o OBS Studio. Se tem
orçamento, recomendo o Wirecast Pro ou vMix, que, sendo soluções
pagas, trazem ainda mais profissionalismo ao seu evento.

Para ter duas câmaras comutáveis, a solução ideal é o Blackmagic


Web Presenter, que permite ligar o output por USB, simulando o sinal
de uma webcam. Outra opção, é o Roland V-02HD, que controla duas
câmaras facilmente, com acessório opcional de um pedal para os pés
(foot switch).

Se procura um equipamento autónomo para o efeito, eis algu-


mas soluções:
• Teradek VidiU – é um equipamento que transforma qualquer
câmara num sistema de transmissão;
• GoPro – é uma câmara de ação com transmissão em direto;
• JVC HM-250 – é uma câmara de filmar com transmissão em
direto, sem computador ou smartphone;
• Mevo Plus – é uma câmara de bolso com transmissão multicam
(simula até 9 câmaras), com um smartphone ou tablet para comu-
tar planos ou, no modo automático, com AI.
152 MARKETING DIGITAL de A a Z

Figura 72 – Mevo Plus para transmissão em direto multi câmara (com apenas uma câ-
mara de bolso).

Exemplo de transmissão em direto multicam, com Mevo Plus: www.


vasco.digital/mevoplus.

Cinemagraph e plotagraph

O cinemagraph é um tipo de vídeo artístico, ao qual é impossível ficar


indiferente. A técnica consiste em congelar todo o vídeo, deixando apenas
alguns pormenores em movimento, criando um loop perfeito. Normalmen-
te, tem uma duração de 2 s a 5 s, que se torna contínua na maioria das redes
sociais (Facebook, Instagram e outros), com a reprodução automática.
Inspire-se com exemplos de cinemagraphs em www.cinemagraphs.
com e www.cinemagraph.com, e explore as diversas categorias, de acordo
com a sua atividade profissional em www.flixel.com/cinemagraphs.

Exemplo de cinemagraph, criado com smartphone, com a App Fli-


xel: www.vasco.digital/cinemagraph.

Para captar um bom cinemagraph, precisa de:


• Ter uma boa ideia para cinemagraph;
• Ter smartphone, câmara de filmar ou de fotografar;
• Utilizar um tripé, para captar vídeo totalmente estabilizado;
• Escolher uma ferramenta adequada, para congelar uma zona do ví-
deo.

Ferramentas para criar cinemagraph:


App Nome Android iOS Win Mac Download

Google Play e
Loopsie
App Store
CONTEÚDOS 153

Cinemagraph www.flixel.
Pro by Flixel com

www.vasco.
Blink Clipets digital/
blinkclipets

Google Play e
Picoo Camera
App Store

Cinegraph -
App Store
Living Photos

www.
clipgraph.
Clipgraph com ou
www.
cliptogif.com
Figura 73 – Tabela com as principais ferramentas para criar cinemagraph.

Existem mais algumas possibilidades que pode explorar: Cinemagraph


(Android), Loop.er Video.s Photo Animator (iOS), Cinemask (Mac e iOS) e
Graphitii (Cloud).
A melhor ferramenta é, sem dúvida, o Cinemagraph Pro by Flixel. No
entanto, é uma solução dispendiosa, em princípio, fora de questão para um
amador, mas uma boa opção para um fotógrafo ou profissional de vídeo.
No entanto, se exportar cinemagraph para imagem de perfil Facebook, é
gratuito. Experimente!
A opção recomendada para um uso ocasional em mobile é o Loopsie,
com opção grátis. Para PC, o Blink Clipets é gratuito. Se já utiliza Adobe
Photoshop, encontrará facilmente tutoriais que explicam como executar,
numa ferramenta que já possui e domina.

Tutorial como criar um cinemagraph no Photoshop: www.vasco.


digital/cinemagraphpsd.

O mais difícil é ter a capacidade de executar uma boa ideia, para a


qual este formato faça sentido.
154 MARKETING DIGITAL de A a Z

Figura 74 – Criação de cinemagraph no Photoshop, com máscara de congelamento visível.

Em alternativa, se não tiver vídeo preparado para cinemagraph, pode


fazer animação de fotografia, com o formato plotagraph. Não é a mesma
coisa e tem outro tipo de finalidade. Mas é uma alternativa atrativa.

Apps que criam fotografia animada (plotagraph):


App Nome Android iOS Download

Plotagraph www.plotaverseapps.com

Zoetropic www.zoetropic.com.br

Fotodanz Google Play

Lumyer www.lumyer.com

Figura 75 – Tabela com as principais Apps para criar fotografia animada.

A melhor opção é o Plotagraph, mas o preço pode não ser convidativo.


Por isso, pode optar pelo Zoetropic, que tem opção grátis.

Chroma key

Crie vídeos com cenário virtual, para impactar o seu público de uma
forma criativa. Pode captar com uma câmara de filmar ou smartphone.
CONTEÚDOS 155

Utilize o seu smartphone com uma das seguintes Apps:


App Nome Android iOS Download

CyberLink www.vasco.digital/
PowerDirector powerdirector

Veescope www.veescope.com

Kinemaster www.kinemaster.com

Chromavid www.chromavid.com

Figura 76 – Tabela com as principais Apps para criar chroma key com smartphone.

Crie um espaço com um fundo verde, bem iluminado, capte o vídeo e


remova o fundo, com uma App mobile ou software. É menos complicado do
que o que imagina. Para smartphone, a App Chromavid é uma das melhores
soluções, com opção gratuita.

Exemplo de criação de vídeo chroma key com smartphone, na App


Chromavid: www.vasco.digital/chromavid.

No computador, utilize um destes editores de vídeo: Shotcut (grá-


tis), OBS Studio (grátis), Filmora, Camtasia, Pinnacle Studio, Adobe
Premiere ou outros.

O fundo virtual pode ser uma imagem ou vídeo à sua escolha. Desde
que o fundo esteja livre de direitos de autor, pode ser utilizado. Recomendo
as seguintes fontes de conteúdos livres e grátis: Pixabay, Unsplash, Pexels
e Creative Commons search. Tem sempre a opção de comprar (Videohive
ou outros), se nenhuma destas opções for ao encontro da sua ideia.

Se não tiver iluminação profissional, tente posicionar-se no local


onde a luz seja o mais homogénea possível e de modo a evitar sombras.

Quanto ao fundo, tem as seguintes opções de cor verde: papel, teci-


do, pop-out portátil ou roll-up retrátil portátil.
156 MARKETING DIGITAL de A a Z

Figura 77 – Exemplo de aplicação de chroma key com cenário virtual.

Utilize este formato para publicar vídeos impactantes, por exem-


plo: convite para um evento, novidades, apresentação de um produto
ou serviço. Depois, poderá promover o vídeo no Facebook, Instagram
ou YouTube, para chegar a mais público de uma forma segmentada.
Para transmissão em direto, o OBS Studio, o Wirecast e o vMix têm a
funcionalidade de adicionar cenário virtual.

Monte o seu estúdio

Montar o seu estúdio é mais simples e barato do que possa imaginar.


É prático ter um espaço devidamente preparado para captar rapidamente
vídeos. Se tiver uma ideia para gravar um vídeo, mas, ao mesmo tempo,
tiver de se preocupar em preparar o espaço, provavelmente perderá a von-
tade. Além disso, um espaço já preparado estimula a vontade de criar.

Ora veja esta proposta:


• Utilize um espaço de 2m*2m;
• Coloque um fundo. Pode ser branco, cenário com papel de parede
ou fundo verde para chroma key;
• Utilize três pontos de iluminação, para remover sombras;
• Posicione um tripé com um equipamento de captura de vídeo de
qualidade: smartphone, webcam, câmara de fotografar ou de filmar.

Como vê, provavelmente nem precisa de investir, se já tiver alguns


destes elementos. Ao longo do tempo de utilização, irá perceber se virá
a ter outro tipo de necessidades. Mas, para começar, utilize a solução
mais simples possível.

Figura 78 – Exemplo de espaço 2m*2m para mini estúdio de vídeo.


CONTEÚDOS 157

Equipamento

Para lhe facilitar a tarefa, consulte esta lista de equipamentos, já


selecionado para uma boa relação qualidade/preço, de acordo com o
objetivo:
Nome Objetivo Preço
Logitech C920 Webcam com microfone 70 €
Samsung Gear 360 Câmara 360 150 €
GoPro ou DJI Osmo Câmara de ação 420 €
Action
DJI Osmo Mobile 2 ou Estabilizador smartphone 120 €
Zhiyun Tech Smooth 4
Mevo Plus Live multicam 500 €
DJI Spark Drone para iniciantes 450 €
Audio-Technica Microfone com fios low cost para 20 €
ATR3350 Lavalier smartphone ou câmara de filmar
Rode Wireless Go Microfone sem fios 210 €
Manfrotto mini-tripé Tripé portátil para usar com smar- 25 €
PIXI tphone ou com selfie stick
Selfie stick monopod Selfie stick com rosca no fundo para 5€
poder acoplar a um mini
Panasonic HC-V770 Câmara de filmar 490 €
Figura 79 – Lista de equipamento recomendado para vídeo.

Sugestão de checklist de equipamento portátil para viagem


(cabe tudo numa mochila):
• Smartphone Android e iPhone;
• Tablet;
• Computador portátil;
• Cabo HDMI para ligar o computador portátil a uma TV, num ho-
tel, para aumentar produtividade com segundo monitor;
• GoPro ou DJI Osmo Action;
• Câmara 360 (Samsung ou outra);
• Selfie stick com adaptador para smartphone ou GoPro;
• Mini tripé (que dê para usar com selfie stick);
• Microfone Rode Wireless Go ou Sony ECM-AW4;
• Baterias (pilhas) recarregáveis;
• Mevo Plus;
• DJI Osmo Mobile 2 ou Zhiyun Tech Smooth 4;
• Router portátil 4G;
• Auscultadores (se possível, com noise-cancelling para viagem);
158 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Cartões Micro SD;


• PowerBanks, para nunca ficar sem bateria;
• Carregador e cabos: micro USB, USB C e lightning (dependendo
dos equipamentos que leva).

É, normalmente, o que costumo transportar para qualquer tipo de


viagem, a fim de estar preparado para vários tipos de cenários, ainda
que com equipamentos pequenos e muito portáteis. É provável que não
vá precisar de tudo, podendo fazer uma seleção do que fizer mais sen-
tido para si.

Figura 80 – Um dos microfones sem fios mais pequeno e económico.

Veja combinações de setups de equipamentos de vídeo, de acordo


com o tipo de projeto em: www.vasco.digital/setupvideo.

CONTEÚDOS 360 E VR
O formato 360 é um conteúdo imersivo que mostra fotografia e vídeo.
Permite impactar o seu público de uma forma diferenciada. Existem imen-
sos negócios para os quais este formato faz muito sentido, como: imobiliá-
rias, turismo, museus, automóvel, negócios locais, espaços físicos, espetá-
culos e eventos. Deve ser utilizado para qualquer atividade em que haja
interesse em mostrar todo o ambiente num só conteúdo.
A melhor forma de captar, é com câmara 360. No entanto, também
é possível fazê-lo com smartphone, diretamente, embora com resultado
final pobre. Em alternativa, é possível captar fotografia panorâmica,
incluindo apenas uma área mais limitada, criada através de um conjunto
de fotografias.
Os conteúdos 360 podem ser vistos também em dispositivos compatí-
veis no Facebook 360 e Facebook Spaces, com Samsung Gear VR, Oculus
Rift, Oculus Go, Google Daydream, Google Cardboard ou outros óculos de
VR. Estes conteúdos permitem alimentar a Realidade Virtual (VR). Embora
um e outro sejam diferentes, existe uma ponte que os liga.
Recomendo que use um selfie stick com a câmara 360, para melho-
res resultados. Se quiser captar um espaço sem pessoas, utilize também um
mini tripé, que lhe permitirá captar o momento, à distância.
CONTEÚDOS 159

Veja como publicar fotografia 360 no Facebook em www.vasco.


digital/publicarfoto360.

Fotografia 360

Para fotografias mais impactantes, utilize uma câmara 360 e publique


no Facebook, nativamente, neste formato. Algumas das câmaras mais po-
pulares são: Samsung Gear 360, Ricoh Theta V, GoPro Fusion, Insta360
One X, Insta360 Evo e Xiaomi Mi Sphere.
Para criar apenas com recurso a smartphone, pode escolher uma App:
o Panorama 360 ou o próprio Facebook permitem criar fotografia panorâ-
mica 360. Logicamente, os resultados não são comparáveis com uma câ-
mara 360, mas pode servir como um teste.

Figura 81 – Fotografia 360 com smartphone, no Facebook.

Exemplo de fotografia 360: www.vasco.digital/foto360.

Depois de captar uma fotografia 360, pode gerar vários conteúdos


complementares através deste, nomeadamente: tinyplanet, vídeo ani-
mado, lensball e outros, com a App Theta+. Todos estes conteúdos adi-
cionais podem ser publicados no Facebook, Instagram, LinkedIn, site,
e-mail e outros meios.

Exemplo de animação criada com fotografia 360: www.vasco.


digital/foto360animada.

Com a App Google Street View, consegue captar uma fotografia 360 to-
talmente imersiva com o seu smartphone, ou importar fotos neste formato,
160 MARKETING DIGITAL de A a Z

captadas com câmara 360. Se desejar, pode ainda submeter aos respetivos
locais associados (ou associar ao Google My Business, mesmo de terceiros),
em que pode ficar disponível para qualquer pessoa.

Vídeo 360

Pense num momento em que este formato faça sentido e grave. Poderá
publicá-lo no Facebook, YouTube e Vimeo. Pode ser um evento, espetáculo,
visita guiada ou outra situação, na qual o formato de vídeo imersivo permite
captar mais emoções e sensações.
Pode, por outro lado,fazer transmissão em direto, em 360. Seja qual for
a sua escolha, se for em formato de vídeo, terá de ser feito com uma câmara
específica 360.

Exemplo de vídeo 360: www.vasco.digital/video360fb.

Tinyplanet

O formato tinyplanet pode ser aplicado a fotografia ou vídeo. Tem


a vantagem de mostrar o conteúdo 360 de uma perspetiva vista de cima,
abrangendo toda a captação. É um conteúdo muito impactante.
Este formato é criado diretamente na App da câmara 360 (mas
existem outras Apps), que pode ser partilhado em qualquer plataforma,
originando muita interação. O Instagram (incluindo nas Stories) é uma
boa opção para publicar, ou qualquer outra plataforma, pois trata-se de
uma imagem e de um vídeo normal, aceites em qualquer ferramenta.

Exemplos de várias imagens tinyplanet em Stories: www.vasco.


digital/stories360. No Facebook: www.vasco.digital/tinyplanetfb.

Figura 82 – Exemplos de imagens tinyplanet, criadas através de fotografia 360.


CONTEÚDOS 161

ÁUDIO E PODCAST
O formato áudio é importante quando se pretende consumir conteú-
dos em situações de mobilidade ou multitarefa, por exemplo, em viagem ou
em desporto.
O podcast tem vários fins, como o entretenimento, informação ou par-
tilha de conhecimento. Existe em formato áudio ou vídeo, apresentando,
como grande vantagem, o facto de ser facilmente consumível apenas a ouvir.
Mesmo no formato de vídeo, não requer que se esteja a ver para se perceber
o contexto e a explanação dos temas. Caracteriza-se, normalmente, por ter
um registo informal, podendo ter várias pessoas a intervir na conversa.

As principais plataformas de podcast são:


App Nome Link de submissão

iTunes Submeter em https://podcastsconnect.apple.com.

Submeter em https://podcasters.spotify.com ou
ver todos os serviços que permitem submeter, no
Spotify Spotify automaticamente
https://artists.spotify.com/faq/popular#how-do-
i-get-a-podcast-on-spotify.

Submeter em
Stitcher
www.stitcher.com/content-providers.

É automaticamente adicionado. Gerar link com-


Google
patível em https://search.google.com/devtools/
Podcasts
podcast/preview.

Figura 83 – Tabela com as principais soluções para publicar um podcast.

Outras plataformas de podcast: Pocket Casts, PlayerFM, Overcast


Google Play Music Podcasts (link de submissão: http://g.co/podcastpor-
tal) e Soundcloud.
Uma solução prática para submeter para todas as plataformas, é
através do serviço: www.blubrry.com, facilitando todo o processo.

Veja exemplos de podcast no iTunes (www.vasco.link/itunes), Spotify


(www.vasco.link/spotify) e Soundcloud (www.vasco.link/soundcloud).
162 MARKETING DIGITAL de A a Z

Se necessitar de editar áudio, o Audacity é uma solução gratuita e eficaz.

Figura 84 – Exemplo de estúdio para podcast.

Para quem está a iniciar, poderá fazê-lo no seu computador, com


um microfone acessível. Se for necessária uma ferramenta profissional
para gravar uma conversação com alguém à distância, pode ser usado o
serviço www.zencastr.com.

Outra opção, é usar o smartphone para esse efeito. Com o acessó-


rio da Rode, grava-se facilmente o áudio de uma conversa entre duas
pessoas. Utilize o Rode SC6 e um par de Rode SmartLav no seu estúdio
de gravação portátil. Pode fazer uma transmissão em direto para o Fa-
cebook, apenas em formato áudio, com o smartphone (disponível em
alguns dispositivos).

Se procura uma solução integrada e para vários convidados, o Ro-


decaster Pro é perfeito. Controla facilmente até quatro intervenientes,
grava, ajusta parâmetros, adiciona efeitos sonoros e, até, pode ter um
convidado à distância, por telefone ou por WhatsApp, de uma forma
muito simples.

Figura 85 – Equipamento para podcast – Rode Caster Pro.


CONTEÚDOS 163

IMAGENS, VÍDEOS E MÚSICAS GRÁTIS


Se precisar de utilizar fotografias, faça-o apenas quando tiver a certeza
de que está livre de direitos de autor ou se os adquiriu. Utilizar imagens do
Google, não garante que esta situação esteja resolvida, a não ser que ative o
filtro de direitos de utilização, etiquetadas para reutilização.

Deve utilizar conteúdos seus, adquiridos ou livres de direitos de autor.


Apresento algumas soluções livres e gratuitas, mas pode, também, conside-
rar adquirir outras.

Alguns dos sites onde pode obter imagens gratuitas:


• www.pixabay.com;
• www.pexels.com;
• www.unsplash.com.

Para criar os seus vídeos, poderá precisar de música ou de vídeos-mo-


delo, para ilustrar ideias.

Sites com músicas gratuitas:


• www.youtube.com/audiolibrary;
• www.facebook.com/sound/collection;
• www.freemusicarchive.org.

Sites com vídeos grátis:


• https://videos.pexels.com;
• www.pixabay.com/videos;
• www.xstockvideo.com.

Adicionalmente, utilize o motor de pesquisa de conteúdos livres e grátis,


para encontrar fotos, músicas e vídeos https://search.creativecommons.
org.

DIREITOS DE AUTOR
Na produção de conteúdos, na área digital ou na Internet, aplica-se a
mesma lei do mundo físico, com algumas especificidades.

Por isso, não pode utilizar imagens, áudio e vídeo, protegidos por
direitos de autor.

O facto de o conteúdo audiovisual estar publicado na web ou nas redes


sociais, não deixa de ter direitos de autor. Tenha a certeza de que o conteúdo
é livre de direitos de autor ou que comprou os direitos. Na dúvida, não utilize.
164 MARKETING DIGITAL de A a Z

A Licença Creative Commons (CC), muito utilizada em vários


meios, e disponível para aplicar em vídeos seus, no YouTube ou noutros
social media (de que seja detentor dos direitos de autor), é uma forma
importante de definir a forma como deseja que os seus conteúdos sejam
utilizados. Existem diversas variações da licença, podendo escolher a
mais flexível, que permite que qualquer pessoa utilize ou altere os seus
conteúdos para o fim que desejar, desde que dê os devidos créditos e
que mantenha a licença original. Tem, também, a mais restritiva, que
não permite alterações, nem utilização para fins comerciais. Veja mais
informações em: www.creativecommons.org e utilize o motor de pes-
quisa para encontrar conteúdos livres e gratuitos.
CONTEÚDOS 165

Quiz - Conteúdos
1. O Canva é
a. Uma função do Photoshop.
b. Uma ferramenta web e mobile, que permite criar imagens para vários for-
matos de redes sociais.
c. Uma linguagem de programação.
2. Posso utilizar livremente o conteúdo da web?
a. Sim.
b. Não.
c. Apenas os conteúdos livres de direitos de autor ou adquirindo licença.
3. Produzir vídeos é importante
a. Na estratégia de conteúdos. Existem soluções simples e rápidas.
b. Apenas para quem tem um grande orçamento.
c. Para anúncios.
4. Quais são os melhores tipos de conteúdos?
a. Os que são patrocinados com publicidade.
b. Os que são apresentados em vídeo.
c. Os que vão ao encontro dos interesses do público-alvo.
5. O InShot é
a. É um excelente editor de vídeo para smartphone.
b. É um excelente editor de vídeo para smartphone e computadores.
c. É um excelente editor de vídeo para iPhone.
6. Como fazer transmissões em direto?
a. É apenas possível com equipamento profissional.
b. É possível com smartphone, computador, equipamento específico ou solu-
ções profissionais.
c. É apenas possível com smartphone.
7. Que ferramenta gratuita devo utilizar para editar vídeo em qualquer
computador?
a. Adobe Premiere.
b. Windows Movie Maker.
c. Shotcut.
8. Quais são os formatos de vídeo mais populares?
a. 16:9 e 9:16.
b. 16:9 e 4:3.
c. 16:9, 1:1, 4:5 e 9:16.
9. Importância dos conteúdos em texto
a. Com a importância da imagem e do vídeo, o texto não é importante.
b. São importantes na estratégia de conteúdos.
c. São importantes apenas em sites.
10. O cinemagraph é um
a. Grafismo para cinema.
b. Vídeo profissional.
c. Vídeo artístico com partes congeladas e um pormenor em movimento.

Pontuação_____

Soluções: 1 b, 2 c, 3 a, 4 c, 5 a, 6 b, 7 c, 8 c, 9 b, 10 c
166 MARKETING DIGITAL de A a Z

Questões frequentes
• Qual é o melhor tipo de conteúdo?
Aquele que desperta interesse no público-alvo.

• Como criar imagens para redes sociais?


O Canva é das melhores opções.

• Qual é a duração que deve ter um vídeo?


O ideal é que tenha até 60 s.

• O Windows Movie Maker ainda existe?


Existe o seu sucessor: Fotografias Microsoft.

• Onde devo publicar o vídeo, nativamente?


Em todas as plataformas que aceitam vídeo, desde que faça sen-
tido.

• Devo partilhar vídeos do YouTube no Facebook?


Não, porque o algoritmo vai inibir o alcance, proporcionar uma
pior experiência para o utilizador, dar menos informações de
comportamento e métricas, não reproduz automaticamente e
aparece mais pequeno no feed.

• Em que circunstâncias deve ser publicado o vídeo, no


formato horizontal?
No site, e-mail e YouTube.

• Qual é a melhor ferramenta para criar vídeos?


O InShot é das melhores opções para smartphone. O Shotcut é
gratuito para computador PC e Mac.

• Posso criar fotografias 360 com smartphone?


Não é recomendável. A melhor forma é com uma câmara 360.

• Qual é a melhor solução para um webinar?


É o YouTube Live Events (personalizado ou rápido) ou o Zoom.us.
CONTEÚDOS 167

Links de recursos
Exemplo de imagem criada no InShot, publicada no Facebook:
www.vasco.digital/inshotimagem.
Exemplo de vídeo, com legendas automáticas, criado no Clipomatic,
publicado no Facebook: www.vasco.digital/clipomaticlegendas.
Exemplo de vídeo gravado com smartphone num estabilizador:
www.vasco.digital/gimbal.
Exemplo de vídeo editado no InShot e adaptado para formato
quadrado: www.vasco.digital/inshotvideo.
Exemplo de vídeo vertical criado no InShot: www.vasco.digital/
inshotvertical.
Exemplo de vídeo criado no wave.video: www.vasco.digital/wavevideo.
Exemplo de vídeo editado com Adobe Premiere, com zoom,
multicam virtual (apenas uma câmara) e elementos gráficos: www.
vasco.digital/premieremulticam1.
Exemplo de slideshow criado com a App Google Photos: www.
vasco.digital/googlephotos.
Exemplo de como ativar gravação do ecrã no iPhone: www.vasco.
digital/gravariphone.
Exemplo de vídeo com legendas e barra de progressão embebidos,
em formato quadrado: www.vasco.digital/quadradolegendasbarra.
Exemplo de transmissão em direto, com várias câmaras e com
cenário virtual: www.vasco.digital/livemutilcam.
Exemplo de transmissão em direto, multicam, com Mevo Plus:
www.vasco.digital/mevoplus.
Exemplo de cinemagraph, criado com smartphone a partir da App
Flixel: www.vasco.digital/cinemagraph.
Tutorial que mostra como criar um cinemagraph no Photoshop:
www.vasco.digital/cinemagraphpsd.
Exemplo de criação de vídeo chroma key com smartphone, na App
Chromavid: www.vasco.digital/chromavid.
Veja combinações de setups de equipamentos de vídeo, de acordo
com o tipo de projeto em: www.vasco.digital/setupvideo.
Como publicar fotografia 360 no Facebook: www.vasco.digital/
publicarfoto360.
Exemplo de fotografia 360: www.vasco.digital/foto360.
Exemplo de animação, criada com fotografia 360: www.vasco.
digital/foto360animada.
Exemplo de vídeo 360: www.vasco.digital/video360fb.
Exemplos de várias imagens tinyplanet, em Stories: www.vasco.
digital/stories360. No Facebook: www.vasco.digital/tinyplanetfb.
Veja exemplos de podcast no iTunes (www.vasco.link/itunes), Spotify
(www.vasco.link/spotify) e Soundcloud (www.vasco.link/soundcloud).
168 MARKETING DIGITAL de A a Z

Erros frequentes

• Não se focar numa estratégia Inbound Marketing.


• Não fazer planeamento de conteúdos.
• Publicar apenas conteúdos relacionados diretamente com a ven-
da de produtos ou serviços.
• Não diversificar conteúdos nos vários formatos: texto, imagem e
vídeo.
• Não adaptar conteúdos a cada plataforma.
• Não reciclar conteúdos, reutilizando-os, posteriormente, em di-
ferentes plataformas.
• Não criar vídeos em vários formatos: horizontal, quadrado e ver-
tical.
• Não otimizar imagens para a web, quando são publicadas no
site.
• Não escrever de uma forma adaptada para a web.

Checklist

1. Definir estratégia de conteúdos.


2. Criar conteúdos em texto.
3. Produzir imagens atrativas.
4. Criar vídeos cativantes.
5. Fazer transmissões em direto.
6. Utilizar conteúdos extra: podcast, conteúdos 360, GIF e cine-
magraph.
7. Verificar se estão a ser cumpridos os direitos de autor.
GOOGLE
MARKETING
SEM – SEARCH ENGINE MARKETING
SEO – OTIMIZAÇÃO PARA MOTORES DE PESQUISA
Diagnóstico
Fatores SEO
Keywords
Link Building
GOOGLE ADS
Quem aparece nos primeiros lugares?
Índice de qualidade
Estrutura de conta
Campanhas
Palavras-chave
Anúncios de texto (Search)
Anúncios visuais (Display)
Google Shopping
Anúncios em Vídeo
GOOGLE ANALYTICS
Criar conta e associar site
Página inicial
Relatórios
Modelos de relatórios
GOOGLE MY BUSINESS
FERRAMENTAS GOOGLE
170 MARKETING DIGITAL de A a Z

SEM – SEARCH ENGINE MARKETING


O Search Engine Marketing inclui o Search Engine Optimization (otimi-
zação para motores de pesquisa) e o Search Engine Advertising (publicidade
nos motores de pesquisa, como o Google Ads). Os dois são importantes, já
que investir em publicidade sem primeiro otimizar para motores de pesqui-
sas, resultará numa campanha mais fraca e com menos eficiência. Por outro
lado, utilizando apenas SEO não proporciona todos os resultados desejados.

Neste quadro pode consultar as características principais de


cada um:
Search Engine Marketing
Search Engine Optimization Search Engine Advertising
Investimento reduzido Mais fácil
Credível Mede ROI com exatidão
Escalável Banners na Rede Display
Maior ROI a longo prazo Resultados imediatos
Sustentável Menos técnico
Relevante Mais caro a longo prazo
Mais difícil e trabalhoso São anúncios
Figura 86 – Search Engine Optimization vs Search Engine Advertising.

Os SERPs são os Search Engine Results Page. Ou seja, são os resul-


tados que aparecem no motor de pesquisa, em que a publicidade está
em primeiro lugar e, depois, os resultados orgânicos não pagos.
A SEMrush é das ferramentas mais populares e profissionais de
Search Engine Marketing, por ser muito completa e eficiente.

Experimente o SEMrush em www.vasco.digital/semrush.

SEO – OTIMIZAÇÃO PARA MOTORES DE


PESQUISA
O Search Engine Optimization, que significa otimização para moto-
res de pesquisa, está em constante evolução, como um ser vivo, pois os
algoritmos de otimização mudam frequentemente – tal como os hábitos
de pesquisa dos utilizadores. O objetivo é otimizar para captar visitas le-
gítimas, considerando a relevância e a semântica das palavras-chave.

Diagnóstico

Para começar, faça um diagnóstico preliminar em www.woorank.


com e compare a sua pontuação com a da concorrência. Assim, já terá
GOOGLE MARKETING 171

uma perceção inicial do que está a fazer bem e do que precisa de me-
lhorar. Deve considerar que é um teste automático e, portanto, falível,
que não substitui uma análise feita por um profissional especializado.

Veja um exemplo realizado no site farfetch.com:

Figura 87 – Diagnóstico SEO no site farfetch.com.

Fatores SEO
Tenha em consideração que leva tempo a executar uma boa estra-
tégia de SEO, utilizando as keywords certas e criando conteúdo original
de qualidade. Obter referências de links com qualidade não é tarefa fá-
cil. No entanto, os resultados são consistentes e sustentáveis.
Quanto mais notoriedade a sua marca tiver, melhores resultados terá
também em SEO. Uma boa marca, muito conhecida, facilita todo o trabalho
no digital, especialmente em SEO. O cliente irá pesquisar mais pela marca
e sentir-se mais confiante em clicar em resultados relacionados com ela.

Principais aspetos que têm impacto no posicionamento no


Google:
• Conteúdos – criar conteúdos relevantes regularmente no site ou
blog. O formato PDF também é útil. A ferramenta www.buzzsumo.
com ajuda a descobrir ideias para conteúdos. A utilização de técni-
cas de copywriting ajuda a melhorar a qualidade do conteúdo;
172 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Rapidez – o site deve ser rápido e abrir em menos de três segun-


dos. Teste a velocidade em www.thinkwithgoogle.com/feature/
testmysite ou www.webpagetest.org;
• Mobile – proporcionar uma boa experiência em smartphones e
tablets;
• Keywords – fazer um estudo de palavras-chave para as utilizar
nos conteúdos;
• Link Building – criar links internos e externos. Especialmente os
externos são muito valiosos para dar mais autoridade às páginas;
• Imagens – inserir pelo menos uma imagem num artigo e otimizá-
-la: tamanho, nome do ficheiro, texto alternativo e título. É relevante
também para otimizar para o Google Imagens, como fonte de tráfego;
• YouTube – incorporar vídeos relevantes do YouTube (podem ser
do seu canal ou de terceiros), para entregar mais valor de uma
forma atrativa;
• Google Search Console – fornece ferramentas para melhorar a
indexação. Valide o site e submeta sitemap em www.google.com/
webmasters;
• Google My Business – criar ficha para negócios locais, preen-
cher toda a informação e fazer publicações semanais (aparecem
no Google);
• Social Media – ter presença ativa nos diversos social media: Fa-
cebook, Instagram, YouTube, LinkedIn, Twitter, Pinterest, Sli-
deshare e outros;
• WordPress – utilizar configurações e plugins adequados para
SEO, velocidade e otimização (SEF URLs, Yoast, W3Cache, AMP
e outros);
• Otimizar artigos – ajustar keywords no texto, título, subtítulos,
negritos, listas, imagens e vídeos. Fazer embed de social media.
Criar links internos e externos;
• Otimizar snipet – melhorar título (cerca de 60 caracteres), link
(SEF) e descrição nos resultados Google (160 caracteres).

Keywords

As palavras-chave são o principal pilar do SEO, porque tudo fun-


ciona em torno delas: para pesquisar no Google, no YouTube, no Google
Imagens ou na pesquisa por voz (mobile, Alexa, Google Home e outros).
São também um pilar fundamental dos anúncios nos motores de pesqui-
sa Google, para poder fazer uma boa seleção de palavras para as quais
deseja mostrar anúncios.
Uma palavra-chave (keyword ou expressão de pesquisa) pode ser
constituída só por uma palavra, ou por várias. Normalmente, os uti-
lizadores pesquisam com duas ou três palavras. Por exemplo, “Curso
marketing digital” seria uma keyword.
GOOGLE MARKETING 173

Invista algum tempo para construir uma boa lista de palavras-


-chave específicas.

Palavra-chave genérica Palavra-chave específica


Marketing Digital Curso Marketing Digital
Figura 88 – Utilização de keyword genérica vs keyword específica.

As keywords específicas são aquelas que não deixam dúvidas so-


bre aquilo que o utilizador procura.

Nas palavras-chave existem três fatores fundamentais: relevância,


volume e concorrência. A situação perfeita na escolha seria uma pa-
lavra-chave altamente relevante, com muito volume de pesquisa, mas
com pouca concorrência. Tente descobrir aquelas que constituem o me-
lhor cenário possível na combinação destes três fatores.
Relevância Volume Concorrência
Keyword relacionada Bom volume de Pesquisar conteúdos
com anúncio, landing pesquisa. Analisar no ou produtos. Analisar
page e produto. KW Planner, Google a coluna da concor-
Trends e Ubersug- rência nas ferramen-
gest. tas. Utilizar keywords
específicas.
Figura 89 – Os três fatores mais importantes na definição de keywords.

Ferramentas de keywords

Criar uma boa lista de palavras-chave é fundamental. Por isso, uti-


lize algumas das sugestões apresentadas de seguida.

Google Trends - esta ferramenta pode ser utilizada para anún-


cios e para SEO, mas também para muito mais do que isso: para obter
ideias para domínios e para nomes de produtos, para prever sazonali-
dade, para escolher nomes de empresas e outros estudos. Lembre-se,
esta informação reflete o que o mundo inteiro está a pesquisar no Goo-
gle. Consulte também as pesquisas relacionadas e as tendências. Aceda
a www.google.pt/trends.
Planeador de Palavras-Chave do Google - integrada no Google
Ads, esta ferramenta poderosa é também muito útil para SEO, pela in-
formação disponibilizada. Aceda em www.google.com/sktool. Se ainda
não tiver uma conta Google Ads, é possível criá-la, avançando dados de
faturação e método de pagamento, em http://g.co/etoaw.
Ubersuggest - nesta ferramenta, escolha o país e escreva a pala-
vra-chave que pretende, para gerar uma lista de todas as variações pos-
síveis. Conseguirá saber o volume de pesquisa mensal, palavras-chaves
174 MARKETING DIGITAL de A a Z

relacionadas, grau de dificuldade e quem está nas primeiras posições


em cada uma dessas keywords. Aceda em: www.ubersuggest.com.

Figura 90 – Ubersuggest: ferramenta de análise de keywords.

Utilizando o Ubersuggest, responda às seguintes questões:


• Identifique três potenciais parceiros bem posicionados.
• Em quantas keywords orgânicas o seu site está posicionado?
• Qual é o tráfego mensal orgânico? Confronte-o com os valores do
Google Analytics.
• Qual é o domain score?
• Quantos backlinks tem? E de quantos domínios são?
• Qual é o valor do tráfego orgânico?
• Quais são as principais páginas posicionadas e para que keywords?
• Quais são as principais keywords nas quais o seu site está posicio-
nado na primeira página e na segunda?

Alguns aspetos a considerar, ao fazer uma lista de keywords: consi-


dere apenas as que têm mais de 100 pesquisas mensais; pense nas que
são relacionadas com a sua marca, produtos ou serviços; escolha ape-
nas as específicas; considere as que têm menor concorrência, se possí-
vel; escolha as que são potencialmente mais eficientes.
Preencha a tabela seguinte, com as dez keywords principais que
são importantes para que o seu negócio esteja posicionado no Google
(ou noutro motor de pesquisa), com o respetivo volume mensal e o grau
de dificuldade para posicionar. Adicionalmente, preencha o CPC e a
dificuldade paga, pois estes valores vão ser úteis quando investir em
Google Ads. Esta lista deve ser feita por empresa, produto e mercado
(idioma ou país).
GOOGLE MARKETING 175

Keyword Volume Dificuldade CPC - Custo Dificuldade


específica mensal SEO por clique paga
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Figura 91 – Modelo para criar lista de keywords para o seu negócio.

No entanto, é importante adaptar as palavras-chave ao longo do


tempo, porque os interesses vão mudando, os temas centrais e os as-
suntos relacionados também. Por isso, deve testar novas palavras-cha-
ve ao longo do tempo – trimestralmente, pelo menos.

Para pesquisar de forma isenta – no Google Chrome – carregue


em CTRL+Shift+N, para navegar de forma anónima e não haver in-
fluência nos resultados de pesquisa, do histórico, de cookies e do seu
login Google.

Depois de a lista estar criada, fica mais clara a forma de emprego


dessas palavras em todos os conteúdos ou ideias, para os criar nas di-
versas plataformas.

Link Building

Considera-se que um link é igual a um voto, e que o peso deste voto


traduz a credibilidade de quem o está a referir. Convém que seja de um
site com autoridade e, ainda, que tenha relevância com o conteúdo do
local onde está o link.
O anchor text é o texto que contém um link para outra página. É re-
comendável uma palavra-chave relevante, associada ao link. É suposto
que a quantidade de links aumente com o tempo e de forma consistente.
Se aumentar de repente, sem sentido, significa que, em princípio, foram
comprados links ou utilizada outra técnica menos natural, podendo ha-
ver penalização por práticas que forcem o Link Building.
176 MARKETING DIGITAL de A a Z

Existem dois tipos de links:


• Links internos – ao escrever um artigo, é uma boa prática criar
ligações com assuntos que sejam abordados noutras páginas. De-
vem criar-se estas ligações internas, porque ajudam a reter o uti-
lizador e a canalizar autoridade para outras páginas;
• Links externos - obter links de páginas externas ao domínio é
muito importante. A melhor forma de o fazer, é criar conteúdos
que despertem interesse, fazendo com que, de uma forma natu-
ral, outros sites liguem para esse. Adicionalmente, pode proativa-
mente enviar links dos conteúdos para sites que os possam refe-
renciar de forma relevante.

Ideias para oportunidades de obtenção de links:


• Analisar backlinks de outros sites, utilizando a ferramenta www.
opensiteexplorer.org, Ubersuggest ou SEMrush;
• Usufruir do guest blogging – escrever para outros blogs, ligando-
-os ao seu site;
• Obter ligações de organizações sem fins lucrativos, causas e esco-
las. Regra geral, têm boa influência e credibilidade;
• Usar sites de perguntas e respostas;
• Aceder ao Google Alerts para detetar menções à marca, ao produ-
to e ao serviço, podendo intervir nessas referências com links;
• Partilhar conteúdo educativo, formativo e valioso, sendo referido,
naturalmente, por outros sites.

Utilize as seguintes ferramentas, para aumentar potencial de


Link Building:
• SEMrush – permite fazer uma análise muito completa de SEO;
• Similarweb – identifica o tráfego estimado de um site;
• Google Analytics – no tráfego de referência, é possível saber que
sites estão a ligar para o seu, perceber a razão e reforçar a relação;
• Google Search Console – pode aceder-se a tráfego de pesquisa >
links para o site, para conhecer os conteúdos que têm mais links,
a forma como os dados estão ligados e quem está a criar mais
ligações;
• Ubersuggest – permite saber quem está nas primeiras posições e
analisar os principais sites que estão a ligar para as páginas desse site.

O processo de otimização para motores de pesquisa requer um


acompanhamento regular e uma adaptação em função da alteração de
algoritmos e comportamentos. No entanto, se implementar algumas
destas recomendações, sentirá, ao longo do tempo, melhorias no posi-
cionamento dos motores de pesquisa.
Adicionalmente, existe uma guia da Google com indicações de pro-
cessos para melhorar o SEO.
GOOGLE MARKETING 177

Guia SEO da Google: www.vasco.digital/guiaseo.

GOOGLE ADS
O Google Ads permite fazer publicidade no motor de pesquisa Goo-
gle, direcionada para utilizadores que estão ativamente à procura de
alguma informação, produto ou serviço. Permite criar anúncios em tex-
to, em vídeo, shopping, em aplicações e anúncios visuais para a Rede
Display, da qual fazem parte milhões de sites, com publicidade (Google
AdSense). Se for uma campanha realmente bem feita e com relevân-
cia, é possível captar potenciais clientes no motor de pesquisa (que já
identificaram a sua necessidade) e em sites com banners, em que pode
segmentar (despertar a necessidade).

Quando é feita uma pesquisa no Google, aparecem vários resul-


tados (SERPs), em que alguns deles podem ser pagos (até quatro, no
início) e os restantes aparecem organicamente, como resultado da im-
plementação de técnicas de SEO.

Figura 92 – SERPs, com resultados pagos (Google Ads) e não pagos (orgânico).

Antes de começar a fazer publicidade online, convém definir os obje-


tivos (compra, tráfego, notoriedade da marca, contactos, subscrição ou
outros), como pode atingi-los (tipo de publicidade, landing page e site)
e medir (Google Analytics e outros). Defina também o seu público-alvo,
para perceber o seu comportamento, que tipo de informação precisa,
como converter, critérios demográficos e geográficos. De acordo com
estas definições, deve adaptar o texto do anúncio e a linguagem, criar
landing page com layout apelativo e com informação relevante, avaliar
a concorrência, definir o orçamento e escolher o local para fazer publici-
dade: Rede Search, Display e outras plataformas de publicidade.
178 MARKETING DIGITAL de A a Z

É fundamental efetuar um diagnóstico ao seu site, para verificar se


está preparado para anúncios com eficiência, nomeadamente, à veloci-
dade, através da ferramenta Google Page Speed Insights.
Numa primeira fase, se deseja testar e praticar, pode criar uma conta
Google Ads, sem lhe associar dados de faturação e pagamento. Mais tar-
de, quando se sentir mais seguro, poderá fazê-lo.

Vantagens em fazer anúncios no Google Ads:


Rede Search Rede Display
O utilizador sabe o que quer pes- Permite anunciar com banners
quisar. adaptáveis.
Responde a uma intenção. Tem inúmeros formatos.
Permite criar extensões de anún- Alcança públicos-alvo por inte-
cios, para maior visibilidade. resses (histórico) e por segmen-
tação.
O índice de qualidade premeia Permite utilizar técnicas de retar-
quem tem uma melhor estratégia. geting para aumentar as vendas.
A taxa de cliques é potencialmen- Permite escolher os sites ou as
te superior em relação a outras plataformas em que se deseja po-
plataformas. sicionar os anúncios.
Figura 93 – Rede Search vs Rede Display.

Criar conta Google Ads sem dados de pagamento em http://g.


co/etoaw.

Qualquer empresa pode selecionar keywords da sua marca, para


fazer aparecer os respetivos anúncios. Esta é uma das razões por que
deve fazer anúncios, mesmo para pesquisas da sua marca, apesar de
aparecer em primeiro lugar orgânico.
Mas uma coisa que os concorrentes não podem fazer, é inserir o
nome da sua marca nos anúncios deles. Mas, para o impedir, tem de
fazer o pedido de validação à Google. É um processo simples e gratui-
to.

É possível impedir que concorrentes utilizem a sua marca em


anúncios. Saiba mais em www.vasco.digital/marcasgoogle.

Formulário para validação de proprietário de uma marca regis-


tada, para impedir que terceiros a utilizem em anúncios: www.vasco.
digital/pedidomarcagoogle.

Formulário para reclamar por violação de uso indevido de mar-


ca em anúncios Google www.vasco.digital/reclamarmarcagoogle.
GOOGLE MARKETING 179

Quem aparece nos primeiros lugares?

Sempre que alguém faz uma pesquisa e existem anúncios elegí-


veis, é feito um leilão automático para determinar quem vai aparecer e
em que lugar.

O leilão no Google acontece da seguinte forma:


1. Quando alguém faz uma pesquisa no Google, o sistema localiza to-
dos os anúncios, com keywords relacionadas com essa pesquisa;
2. Desses anúncios, o sistema ignora os que não são elegíveis (seg-
mentados para outro país, reprovados ou outros);
3. Só serão apresentados os anúncios que tiverem uma classificação
suficientemente elevada. Nessa classificação, irá impactar o CPC
Máximo, o IQ, a qualidade do anúncio, o contexto da pesquisa, o
impacto das extensões e outros fatores.

Figura 94 – Como funciona o leilão, no Google.

Isto significa que não é quem licita mais que aparece em primeiro
lugar. É o resultado da combinação de uma classificação atribuída com
o valor pago.

Sempre que é efetuada uma pesquisa, é feito um novo leilão, e, ob-


viamente, os resultados podem ser diferentes.

Glossário Google Ads: www.vasco.digital/glossariogoogleads.

Índice de Qualidade

O índice de qualidade (IQ) determina a relevância das palavras-


-chave escolhidas, o desempenho do anúncio e a qualidade da landing
page. Um bom IQ resulta num melhor posicionamento dos anúncios
por um CPC potencialmente mais baixo, que é o que se pretende.

Assim, o posicionamento do anúncio é igual ao valor máximo que


está disposto a pagar por clique, a multiplicar pelo índice de qualidade.

A posição no Google é representada desta forma: AdRank = CP-


C*IQ[1-10].
180 MARKETING DIGITAL de A a Z

Eis alguns cenários possíveis:


CPC IQ AdRank Posição
Empresa A 1,00 € 5 5 1
Empresa B 0,60 € 10 6 2
Empresa C 0,50 € 8 4 3
Empresa D 3,00 € 1 3 4
Empresa E 0,40 € 5 2 -
Figura 95 – Simulação de leilão com anúncios Google.

Neste cenário, a empresa E não iria aparecer num dos primeiros


quatro resultados pagos, pois apresentou uma licitação baixa e tem um
IQ insuficiente.

Por isso, a preocupação principal não deve ser licitar um valor mais
alto, porque não garante que apareça ou que fique em primeiro lugar,
mas trabalhar os diversos fatores que permitem ter uma melhor clas-
sificação.

Como melhorar o IQ?


Índice de Qualidade (IQ)
CTR Keywords Landing page
O anúncio é relevante As palavras-chave es- A página tem conteú-
e é clicado com fre- tão relacionadas com do relevante e é rápi-
quência? o que é pesquisado? da a abrir?
Figura 96 – Caracterização do índice de qualidade.

É importante verificar se a coluna referente ao IQ está ativada nas


palavras-chave. Desta forma, poderá verificar com mais facilidade se o
orçamento está a ser investido em palavras-chave relevantes, tornando
a campanha mais eficiente.

Estrutura da conta

Para ficar mais claro, o Google Ads tem a seguinte estrutura


hierárquica:
Conta > Campanha > Grupo de anúncios > Palavras-chave >
Anúncios.
• Conta - está associada a um endereço de e-mail, a uma palavra-
-passe e à informação de faturação.
• Campanha - tem o seu próprio orçamento e as definições que de-
terminam localização, idioma, agendamento, extensões e outros
parâmetros (até 10 000 campanhas por conta).
GOOGLE MARKETING 181

• Grupo de anúncios - contêm conjuntos de anúncios semelhan-


tes e keywords que os acionam (até 20 000 grupos de anúncios).
No mesmo grupo de anúncios, a landing page tem de ser igual.
• Palavras-chave - quando um utilizador pesquisa por determina-
da palavra-chave, ativa a apresentação de anúncios relevantes.
• Anúncios - é um conteúdo publicitário em formato de texto, ima-
gem ou vídeo, que pode aparecer no motor de pesquisa ou em
sites parceiros.

Demonstração da App Google Ads: www.vasco.digital/


appgoogleads.

Vídeo da interface Google Ads: www.vasco.digital/


interfacegoogleads.

Live com dicas Google Ads: www.vasco.digital/livegoogleads.

A conta está organizada da seguinte forma:


Conta
e-Mail e palavra-passe únicos. Informações de faturação.
Campanha Campanha
Orçamento Orçamento
Definições Definições
Grupo de anúncios Grupo de anúncios Grupo de anúncios Grupo de anúncios
Anúncios Anúncios Anúncios Anúncios
Palavras-chave Palavras-chave Palavras-chave Palavras-chave
Figura 97 – Estrutura de conta Google Ads.

Campanhas

Deve ser criada uma nova campanha para tipos de produtos ou de


serviços totalmente diferentes, marcas diferentes, produtos ou serviços
sazonais, localização geográfica com exigências diferentes (envio, logís-
tica, legislação, custos ou disponibilidade), funcionalidades do produto
muito distintas e público-alvo diferente.

Desta forma, poderá analisar e planear os tipos de campanhas a


criar, de acordo com os objetivos que deseja atingir.

Existem vários tipos de campanhas, a utilizar de forma alinha-


da de acordo com o objetivo:
• Rede Search – alcance clientes interessados no seu produto ou no
seu serviço, com anúncios de texto no motor de pesquisa Google;
182 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Rede Display – apresente diferentes tipos de anúncios visuais


em sites, no YouTube, em mobile e em Apps;
• Shopping – promova os seus produtos com anúncios visuais do
Shopping, no motor de pesquisa Google e outras plataformas. Re-
quer que, crie uma conta no Google Merchant Center;
• Vídeo – alcance e interaja com visitantes no YouTube e em sites
relevantes;
• Aplicação – aumente as instalações de Apps, na rede Google.

Figura 98 – Criação de uma campanha Google Ads, escolhendo os objetivos e a rede.

A tabela seguinte apresenta os cinco tipos de campanhas dis-


poníveis no Google Ads, de acordo com o tipo de objetivo selecio-
nado:
Pesquisa Display Shopping Video App
Aumentar vendas
Potencias clientes
Tráfego do Site
Ponderação da marca
Alcance e notoriedade
Promoção de App
Figura 99 – Tabela comparativa do tipo de campanhas Google Ads e respetivos objetivos.
GOOGLE MARKETING 183

Palavras-chave

Quando cria um anúncio, tem ao seu dispor uma ferramenta para


o ajudar a gerar palavras-chave, e deve escolher as mais relevantes. Uti-
lize também as que recolheu quando fez o estudo para SEO, com as
ferramentas: Google Keyword Tool, Google Trends e Ubersuggest.
Se as palavras-chave são importantíssimas para fazer mostrar o anún-
cio – e até mesmo determinantes para o preço que vai pagar –, justifica-se
que invista algum tempo a trabalhar melhor a lista.

Eis algumas orientações:


• Categorizar as palavras-chave (long tail) no maior número de
grupos de anúncios possível;
• Escolher palavras-chave longas ou compostas, em vez de pa-
lavras-chave mais genéricas. São menos competitivas e, desse
modo, é mais fácil obter um bom posicionamento do anúncio por
um CPC mais baixo;
• Utilizar os métodos de correspondência (“ampla”, “por ex-
pressão”, “exata”), de forma a aumentar o tráfego;
• Utilizar correspondência negativa para filtrar o tráfego inde-
sejado;
• Utilizar palavras-chave com referências geográficas (Porto,
Lisboa e outras), para aumentar relevância.

Tipo de Sinalizadores Pesquisa


correspondência de correspondência efetuada no Google
Ampla Curso marketing digital Cursos web marketing
De expressão “Curso marketing Curso marketing digital
digital” online
Exata [Curso marketing Curso marketing digital
digital]
Figura 100 – Tipos de correspondências utilizados em palavras-chave.

Como se depreende, a correspondência ampla é a mais abrangente


e a recomendada para quem está a iniciar, mas requer acompanhamen-
to para monitorizar palavras-chave indesejadas que poderão ativar os
anúncios. Deve adicionar palavras-chave negativas, sempre que possam
ser escritas junto com a pesquisa e não tenha interesse para si aquela
variação. Por exemplo, em “Curso online marketing digital grátis”, seria
de adicionar a palavra “grátis” como negativa, para não aparecer para
essa pesquisa, mas para todas as outras relacionadas.
A correspondência de expressão permite ter variações próximas da
expressão de pesquisa. A correspondência exata é para ser ativada apenas
quando o termo de pesquisa for exatamente aquele.
184 MARKETING DIGITAL de A a Z

Anúncios de texto (Search)

Os anúncios de texto têm como objetivo aparecer no motor de pes-


quisa Google. Apresentam a vantagem de responder a uma pergunta,
portanto, a uma necessidade previamente identificada.

Além de ter de ser criativo e diferenciador, pode seguir estas


técnicas para alcançar melhores resultados:
• Focar o anúncio nos benefícios e nas funcionalidades dos produ-
tos ou serviços. Idealmente, os benefícios devem constar na pri-
meira linha;
• Utilizar sempre um call-to-action na segunda linha da descri-
ção. Inclua palavras-chave importantes no título e na descrição
do anúncio, pois ajudam a melhorar o índice de qualidade, e as
keywords surgirão a negrito;
• Utilizar um título apelativo;
• Utilizar extensões de anúncio de sitelinks e de chamada (e de ou-
tros tipos), para ocupar mais espaço e mostrar mais possibilidades;
• Criar pelo menos três variações de anúncio, para testar e com-
parar qual deles obtém melhores resultados. Tirar conclusões só
depois de cerca de 50 cliques. Depois, coloque em pausa os anún-
cios que têm piores resultados (CTR ou conversões mais baixas),
e substitua-os por anúncios melhores.

Figura 101 – Exemplos de anúncios Google Ads em mobile com diversos tipos de exten-
são de anúncios.

Deve adicionar sempre extensões ao anúncio, para que o utilizador


possa escolher outras opções ou fazer chamada telefónica diretamente.
Desta forma, torna os anúncios mais eficientes, chamando mais a aten-
ção com o espaço ocupado. Não tem custos adicionais.
GOOGLE MARKETING 185

Anúncios visuais (Display)

A Rede Display compreende todos os sites, nos quais existem ban-


ners de publicidade do Google.
Este formato permite criar um anúncio com texto e imagens, que se
adapta a qualquer dispositivo. A criação é muito simples, feita através
de um assistente.
Para um maior controlo do posicionamento da sua marca, pode-
rá escolher em que tipos de sites ou em que sites deseja que os seus
anúncios apareçam. Se sabe que o público de um determinado site de
notícias ou blog é o cliente ideal, sabe para onde apontar.

Uma das grandes vantagens em fazer campanhas Display é a


possibilidade de dispor de mais segmentação:
• Públicos-alvo – para apresentar anúncios a pessoas, com base
nos respetivos interesses, intenções ou dados demográficos. Adi-
cionalmente, também pode direcionar a listas de retargeting (vi-
sitaram o site, canal YouTube ou outros comportamentos);
• Dados demográficos – para definir a segmentação, com base em
informação demográfica do público-alvo desejado (sexo, idade,
estatuto parental e outros);
• Palavra-chave – para apresentar anúncios em sites relacionados
com as palavras-chave selecionadas;
• Tópicos – para segmentar para várias páginas web, Apps ou ví-
deos no YouTube, com assuntos específicos;
• Posicionamentos – para escolher sites por assuntos, ou para es-
colher os sites em que quer posicionar anúncios. Também pode
selecionar Apps, vídeos ou canais YouTube.

Figura 102– Exemplo de anúncios Display.

Retargeting

Quando os utilizadores abandonam um site sem comprar qualquer


produto (ou sem haver conversão), as campanhas de retargeting aju-
dam-no a chegar novamente a esses utilizadores enquanto navegam por
186 MARKETING DIGITAL de A a Z

outros sites ou plataformas, apresentando-lhes mensagens com ofertas


que visam encorajar o regresso ao site e à conclusão da compra. Estas
campanhas permitem apresentar anúncios relevantes para utilizadores
que visitaram previamente o seu site.
Para que as listas de retargeting do site funcionem, é necessária a
instalação de um código no respetivo site.

Google Shopping

Com o Google Shopping poderá fazer campanhas com os anúncios


visuais que aparecem no topo do motor de pesquisa e na rede de par-
ceiros Google. Quando alguém pesquisa um produto, irão aparecer, em
primeiro lugar, vários anúncios com fotografia, com título, com preço e
com a informação da loja, em formato carrossel, para fazer facilmente
scroll horizontal e ver todas as ofertas. Antes de clicar, o potencial clien-
te já saberá qual é o preço e qual a loja, estando, desta forma, alinhadas
as expectativas com o seu desejo.
Além das campanhas de anúncios de texto, o Google Shopping é
um excelente complemento, reforçando posição no maior motor de pes-
quisa e também nas pesquisas em imagens.

Mais informações sobre Google Merchant Center, para submeter


produtos no Google Shopping, em www.google.com/retail/merchant-
center.

Figura 103 – Exemplo de anúncios Google Shopping.

Anúncios em Vídeo
Os anúncios em vídeo são uma excelente forma de chegar à au-
diência certa. O vídeo pode ser direcionado para a plataforma YouTube,
sites ou Apps que aceitam anúncios em vídeo.
GOOGLE MARKETING 187

Figura 104 – Exemplo de anúncio de vídeo no YouTube.

O processo de segmentação e configuração é idêntico a uma cam-


panha Display, tendo a particularidade de ser um conteúdo em vídeo.
Além da campanha normal de vídeo, é possível fazer anúncios com
sequências de vídeos, que apresenta o vídeo seguinte depois da visua-
lização do anterior, permitindo contar a história de uma forma mais
interativa e personalizada.

Existem três tipos principais de anúncios em vídeo para You-


Tube:
• Bumper ads (anúncio curto) – o anúncio tem até seis segundos
e não pode ser ignorado;
• In-stream – é reproduzido antes, durante ou depois de um vídeo.
Pode ser ignorado após cinco segundos;
• Video discovery – aparecem vídeos nos resultados de pesquisa
no YouTube, nos vídeos sugeridos ou na página principal.

Figura 105 – Tipos de anúncios em vídeo para YouTube.

É fundamental investir eficientemente em Google Ads, para impactar


quem está ativamente à procura de um produto ou serviço. Mas também o
é para alcançar públicos com determinados interesses e comportamentos.

Suporte Google Ads. www.vasco.digital/suportegoogleads.

Ajuda Google Ads: www.vasco.digital/ajudagoogleads.

ComunidadeGoogleAds:www.vasco.digital/comunidadegoogleads.
188 MARKETING DIGITAL de A a Z

Suporte telefónico em Portugal: 800 209 083 e 210 608 016.

GOOGLE ANALYTICS
É a ferramenta mais popular de análise de dados do site, da loja
online, do blog, de aplicações mobile e de outras plataformas.
Permite obter relatórios, analisar o interesse nos conteúdos mais
atrativos, ver interação nas redes sociais, analisar o comportamento
em todos os dispositivos, acompanhar conversões (objetivos e vendas)
e as ações mais realizadas, medir o retorno do investimento (ROI) dos
anúncios Google Ads e outras ações realizadas.
Pode ser utilizado em diversos CMS muito populares, como o WordPress,
o Joomla e o Drupal. Mas também pode ser utilizado noutras soluções.
Quem já utiliza esta ferramenta, em grande parte dos casos, analisa
apenas os dados essenciais. No entanto, é possível ir mais longe.

As métricas-base que deve observar são:


• Sessões – é o somatório das interações do utilizador num dado
período de tempo. Podem ser: páginas vistas, eventos, interações
e transações;
• Utilizadores – é o total de visitantes únicos (um só utilizador
pode gerar várias sessões);
• Visualizações de página – é o total de páginas vistas;
• Páginas por sessão – é o número de páginas que cada utilizador
vê, em média;
• Duração média da sessão – é o tempo médio de visita ao site;
• Taxa de rejeição – é a percentagem de utilizadores que abando-
na o site sem tomar qualquer ação;
• Percentagem de novas sessões – é o total de novas visitas ao site;
• Origem do tráfego – mostra a origem das visitas: links, Google,
redes sociais, direto, e-mail, publicidade e outros;
• Público-alvo – mostra o idioma, localização e outras informa-
ções do público;
• Mobile – apresenta a percentagem de utilização de smartphones
e tablets;
• Social – mostra o comportamento do público de origem das re-
des sociais e os links mais partilhados;
• Páginas mais vistas – para consultar quais são as páginas do site
que têm mais visitas;
• Página de entrada e saída – para ver quais são as principais
páginas de entrada e de abandono no site;
• Velocidade do site – para analisar o desempenho da velocidade
e o tempo de abertura ao longo do tempo. Tem grande impacto na
taxa de rejeição.
GOOGLE MARKETING 189

Esta ferramenta também permite ajudar a saber:


• O valor médio de vendas para lojas online;
• A taxa de conversão para lojas online;
• O aumento da lista de subscritores da lista de e-mail;
• O aumento do alcance da marca e dos objetivos atingidos;
• O comportamento de quem compra mais, em relação ao que na-
vega, mas não compra;
• O canal digital com mais retorno para o negócio ou para o obje-
tivo;
• O custo de cada instalação de uma aplicação móvel por canal di-
gital;
• A criar um modelo de atribuição e perceber qual é o canal com
mais resultados, para reajustar investimento.

Criar conta e associar site

O primeiro passo, é criar uma conta e associá-la ao site, para que os


dados comecem a ser recolhidos a partir desse momento.

Crie uma conta gratuita Google Analytics em https://g.co/


analytics.

Pode seguir o assistente e gerar o código a implementar no site.


Tem o opção de enviar para o responsável do site, para concluir o pro-
cesso.
Se já foi associado o Google Analytics ao site, por terceiros, peça
um acesso ou o envio semanal de um relatório, em PDF, com as princi-
pais métricas.

Utilize a aplicação mobile Google Analytics, para acompanhar,


em tempo real, as principais métricas e comportamentos.

O ideal é que o acesso ao Google Analytics seja feito com uma conta
Google associada ao negócio (e a outros serviços Google), com todas
as permissões de acesso. Pode ter até 100 contas de analítica com o
mesmo login (mas pode criar mais contas Google Analytics com outro
login).

Conta de demonstração Google Analytics: www.vasco.digital/


demoanalytics.

Com a conta de demonstração, poderá explorar o Google Analytics,


para testes.
190 MARKETING DIGITAL de A a Z

Página inicial

No Google Analytics está disponível um painel com as principais


informações.
O primeiro gráfico apresenta a evolução das sessões, dos visitantes
únicos, da taxa de rejeição e a duração da visita (mas pode ser confi-
gurado para mostrar outras informações). De seguida, pode consultar
quais são os dias e os horários em que existe mais atividade, juntamente
com a informação de tráfego em tempo real.
Existe uma opção de personalização que permite guardar
dashboards criados ou modelos importados. Mas também permite con-
sultar relatórios e alertas personalizados.

106 – Página inicial do Google Analytics.


Também é muito importante saber qual é a origem do tráfego:


pesquisas Google, redes sociais, acesso direto, referências e outras.
Veja também quais são os países que estão a gerar mais tráfego no site.
Surge, depois, informação sobre a tendência dos utilizadores ativos ao
longo do tempo, a retenção de utilizadores e a utilização por disposi-
tivos (computador, telemóvel ou tablet). Por fim, veja também quais
são as páginas mais vistas. Fica, assim, com um panorama visual, resu-
mido, sobre o desempenho do seu site.

Relatórios

Além da informação disponível na página inicial, estão dispo-


níveis outras secções:
• Tempo real – mostra o número de pessoas que estão, no momento,
no site, as respetivas localizações geográficas, as origens do tráfego,
os conteúdos, os eventos e as conversões à medida que ocorrem;
GOOGLE MARKETING 191

• Público-alvo – para analisar dados demográficos, interesses,


comportamentos, utilização mobile e outros dados;
• Aquisição – para analisar e comparar as origens do tráfego, que
pode vir da pesquisa, de referências de outros sites, do e-mail
marketing, das redes sociais, de campanhas de publicidade e
doutros meios;
• Comportamento – é essencialmente útil para analisar o conteú-
do mais visto no site, páginas de entrada e de saída, fluxo de com-
portamento, velocidade do site, eventos e outras informações;
• Conversões – serve para acompanhar objetivos definidos, mon-
itorizar métricas de e-commerce, funis e modelos de atribuição.

Modelos de relatórios

Uma particularidade muito útil, é ter a possibilidade de poder im-


portar modelos de relatórios prontos a utilizar, ou criar o seu. Com base
na necessidade da maioria das empresas, apresento, para situações
normais, uma proposta de modelo, criada para facilitar a consulta das
métricas principais.

🔗 Modelo de métricas Google Analytics www.vasco.digital/


modeloanalytics.

Figura 107 – Exemplo de relatório personalizado.

Com este modelo, terá um relatório com:


• Sessões por país;
• Mapa com a representação das sessões;
• Distribuição das sessões ao longo do tempo;
192 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Percentagem de acessos mobile;


• Origem do tráfego;
• Tipo de utilizador (novo ou recorrente);
• Páginas mais vistas;
• Duração média da sessão;
• Sessões e tempo médio de sessão por cidade;
• Taxa de rejeições;
• Sessões por rede social;
• Tempo de carregamento da página ao longo do tempo.

Consulte o guia de integração de Google Analytics com Google Ads:


www.vasco.digital/analyticsads.

Certifique-se de que o site tem um sistema de analítica ativado e fun-


cional, para acompanhar o comportamento através da App ou para receber
relatórios semanais em PDF. Assim, as campanhas que faz online ou offline
terão impacto nas métricas e dar-lhe-ão uma perceção do seu sucesso.

GOOGLE MY BUSINESS (GMB)


É uma ferramenta que permite gerir a presença do negócio no motor
de pesquisa Google e no Google Maps.

Figura 108 – Ficha da empresa no Google com publicações em destaque.

O primeiro passo, é aceder a https://business.google.com e adicionar aí o


negócio. Depois, será necessário validar a morada, que normalmente é através
do envio de um código, por correio, para depois o inserir e completar o registo.
GOOGLE MARKETING 193

Depois disso, adicione a informação essencial sobre o negócio: fotogra-


fias, descrição, horário, serviços, telefone e outras informações relevantes.
Pode responder aos comentários que os clientes fazem à sua empresa
e saber estatísticas sobre cliques no seu site e para chamadas telefónicas.
Para ter sempre o GMB disponível, instale a aplicação mobile, que
permite, também, responder a mensagens por chat.
Ao entrar na conta, tem a possibilidade de adicionar várias contas em-
presariais, por exemplo, para negócios diferentes. Ao entrar na conta em-
presarial, pode adicionar várias localizações, se tiver várias lojas.

Conheça as diversas possibilidades do Google My Business


(GMB):
• Publicações – permite adicionar publicações com texto, imagem,
evento e botão. Estes posts aparecem nos resultados de pesquisa, na fi-
cha da empresa. Consulte o número de visualizações que vai obtendo;
• Informações – para editar as informações essenciais;
• Estatísticas – para consultar métricas sobre como e onde os clien-
tes pesquisam a empresa, quantas ações são realizadas para visitar o
site, solicitar direções e ligar para a empresa;
• Comentários – permite ver comentários de clientes e responder;
• Mensagens – permite enviar e receber mensagens através do chat.
• Fotos – para adicionar mais fotografias, nas categorias: descrição
geral, do proprietário, do cliente, 360, interior, exterior, no trabalho,
equipa e identidade. Consulte as visualizações ou apague o que não
desejar;
• Site – permite criar um minisite com todas as informações e atuali-
zado automaticamente. Veja um exemplo em https://vascomarques.
business.site;
• Utilizadores – para adicionar novos utilizadores com níveis de permissões.

Figura 109 – Feed de publicações do GMB nas pesquisas Google.


194 MARKETING DIGITAL de A a Z

FERRAMENTAS GOOGLE
A Google tem um universo de ferramentas incrível. Consulte algu-
mas das principais ferramentas que deve utilizar para uma boa presen-
ça online.

Google Search Console


O Google Search Console é uma ferramenta gratuita que, apesar de
ter um carácter técnico, é fundamental para o seu site. Permite obter
feedback do Google, em relação a vários aspetos de otimização e de in-
dexação. É também fundamental para diagnóstico e para resolução de
problemas (malware, indexação, rastreagem, rank, velocidade e robots.
txt). São fornecidos ao webmaster os dados que o Google considera re-
levantes. Esta informação deve ser integrada no Google Analytics.

Google Tag Manager

É uma ferramenta para poder agregar vários códigos de contro-


lo e de conversões, analítica e retargeting, tanto de serviços do Google
como de terceiros. Aumenta o desempenho do site pela otimização e
pela validação de carregamento dos códigos. Permite adicionar vários
tags, triggers e variables.
Por exemplo, pode adicionar tags do Google Analytics, do Google
Ads, do Google Optimize, do LinkedIn, do Hotjar, do Facebok Píxel,
do Twitter e de outros. O normal, seria adicionar o código para cada
um dos serviços, resultando num carregamento mais moroso e de mais
difícil validação do normal funcionamento. Com o Google Tag Manager
pode adicionar e gerir tudo num só local, só com um pequeno pedaço de
código a colocar na sua página.
Saiba mais em https://tagmanager.google.com.

Google Tag Assistant

É um plugin gratuito para o Google Chrome que permite diagnos-


ticar se o Google Analytics foi bem instalado no site. Mas, além disso,
permite identificar outras tags associadas e se estão devidamente ati-
vadas. Também permite gravar uma simulação de comportamento, a
decorrer no site, para acompanhar o feedback de todo o processo.
Se for necessária uma ferramenta mais específica e técnica, o Goo-
gle Analytics Debugger permite ajudar no diagnóstico de problemas ou
obter mais informações técnicas do Google Analytics.
GOOGLE MARKETING 195

Google Data Studio

É uma ferramenta incrível para criar dashboards simples e atrati-


vos, recorrendo a informação já disponível. Os dados podem ser obti-
dos, importando de várias fontes: carregar ficheiro, Google Ads, Attri-
bution 360, BigQuery, CloudSQL, DCM, DFP, Google Analytics, folhas
de cálculo Google, MySQL, PostgreSQL, Google Search Console e You-
Tube Analytics. Ou seja, pode importar dados diretamente de qualquer
serviço Google e integrá-los com outras plataformas, ou fazer upload do
ficheiro com dados. Com tudo isto, pode desenhar o dashboard que pre-
tender, para ter um painel de controlo à medida das suas necessidades,
para acompanhar as métricas que fazem mais sentido.
As utilizações são múltiplas, mesmo para criar dashboards de in-
formação fora do ecossistema Google. Eis alguns exemplos de utiliza-
ção: ROI da loja online, desempenho de campanhas de publicidade, re-
torno do investimento de marketing digital, resultados de anúncios do
Facebook comparativamente aos do Google e outras opções. Saiba mais
em https://datastudio.google.com.
Complementarmente, utilize o Usage Trends, em https://ga-
dev-tools.appspot.com/usage-trends. É uma ferramenta muito pouco
conhecida, mas permite identificar tendências de comportamentos ao
longo do tempo, valiosíssimas para perceber o utilizador e para saber
quais são os ajustes a efetuar à sua estratégia.

Figura 110 – Exemplo de dashboard, criado no Google Data Studio.

Google Drive

O Google Drive é uma ferramenta muito útil para backup de fi-


cheiros. Permite partilhar facilmente com outros utilizadores, gerir per-
196 MARKETING DIGITAL de A a Z

missões, integrar com aplicações, com Google Photos e utilizar a ferra-


menta Google Backup and Sync para poder fazer backup e sincronizar
ficheiros do seu computador. Para contas empresariais, será o Drive
File Stream.

Google Photos

Se tem um dispositivo Android, provavelmente já tem esta App


instalada. Se tem iOS, pode instalá-la gratuitamente. A grande van-
tagem é poder fazer backup ilimitado de todas as fotografias e vídeos
que estejam no seu computador, discos externos, cartões de memória,
smartphones e tablets. Sim, leu bem: grátis e ilimitado para fotografias
e vídeos, até Full HD! Só por isso, já é uma ferramenta incrível. Mas faz
ainda muito mais: cria vídeos e animações automáticas, histórias, per-
mite pesquisar por qualquer termo e consegue reconhecer o conteúdo
da fotografia, identifica pessoas e muito mais.
Além disso, em mobile, pode selecionar um conjunto de fotografias
e de vídeos, e criar um vídeo profissional para a seleção que efetuou – os
resultados são muito bons, experimente!

Google Docs

Permite criar documentos de texto, apresentações, folhas de cálculo,


formulários e desenhos. Cada ficheiro que criar no Google Docs pode par-
tilhá-lo, dando permissões a terceiros (público, acesso através do link ou
privado) para vê-lo, editá-lo ou comentá-lo.
É possível ver comentários, em tempo real, dos vários colaboradores a
quem concedeu acesso.
O Google Docs é útil para iniciar um projeto com colaboração de várias
pessoas, como: escrever um livro, definir uma estratégia, trabalhar em equi-
pa ou trabalhar uma ideia.
Partilhe com qualquer pessoa, edite em tempo real, converse e comen-
te no seu documento.
Todas as suas alterações são guardadas automaticamente, à medida
que vai escrevendo. Também pode usar o histórico de revisões para ver ver-
sões anteriores do mesmo documento, ordenadas por data e com o nome de
quem efetuou a alteração.

Google Forms

Permite, em poucos minutos, ter um formulário pronto a utilizar para:


abrir inscrições num evento, pedidos de informações, inquéritos de satis-
fação, estudos, sondagens e qualquer outra utilização em que necessite de
fazer perguntas para obter respostas e estruturar dados, representados por
gráficos.
GOOGLE MARKETING 197

Também pode adicionar imagens e vídeos no próprio formulário. É


útil para um flyer ou para um vídeo de apresentação.

Gmail

Provavelmente, utiliza-o para aceder à sua conta de e-mail da Google,


ou mesmo para aceder a qualquer outra conta de e-mail, mesmo que asso-
ciada à sua empresa. Está acessível com o mesmo login e fica centralizado e
acessível em qualquer lado.
É muito simples, de fácil acesso, e a pesquisa de e-mails é provavel-
mente a melhor, o que não surpreende, vindo da Google.

Google Suite

É uma solução paga, da Google. As ferramentas incluídas são: Gmail,


Calendar, Docs, Drive, Hangouts e ferramentas administrativas (Admin
console, permissões, gerir dispositivos remotamente, relatórios e auditoria
e suporte Google).
Passa a ter possibilidade de criar e gerir e-mails da empresa que che-
gam em tempo real (no Gmail, se configurar e-mail da empresa tem um de-
lay de 30 minutos, que é considerável), segurança adicional, 2TB de espaço
no Google Drive, gestão de dispositivos móveis, apoio técnico, controlos de
administração avançados e uma migração fácil de dados.

Google Chrome
É o explorador de internet (browser) mais utilizado, o mais sim-
ples e o mais rápido. Aconselho a utilização do Google Chrome, por
ser o mais universal e por existirem funcionalidades de diversas pla-
taformas (Facebook, por exemplo) que só funcionam neste browser.
Pode navegar no modo anónimo. Tem interesse, para que a sua
conta Google, os cookies, ou o histórico de navegação não interfiram
nos resultados de pesquisa quando está a analisar a sua posição no Goo-
gle. Para isso, basta pressionar CTRL+Shift+N e aparecerá um ícone de
“detetive” na aba, que lhe indica que conseguiu entrar neste modo com
sucesso.

Motor de pesquisa Google

Além da pesquisa que faz no dia a dia, há muito mais do que isso na
caixa simples, com fundo branco.

Utilize estes comandos para tornar a pesquisa mais eficiente:


define: expressão – para obter definição da expressão;
198 MARKETING DIGITAL de A a Z

cache: site.com – para visualizar uma página em memória do Google;


link: site.com – para ver os sites que estão a ligar para o seu site;
related: site.com – para ver sites relacionados;
site: site.com – para listar todas as páginas do site;
info: site.com – para ver informações do site;
intitle: expressão – para listar todas as páginas com a expressão
no título;
allintext: expressão – para listar páginas com a expressão de pes-
quisa no texto;
inurl: expressão – para listar páginas com a expressão de pesquisa
no endereço (link).

Operadores na pesquisa – OR (um dos termos), + (vários termos),


- (excluir termos), ~ (termos similares), * (criar máscara para
partes da expressão).

Filetype – doc | pdf | xls | ppt – permite obter resultados de fichei-


ros com essa terminação.

Por exemplo, se digitar: “marketing digital filetype:pdf site:marke-


tingdigital360.net”, obterá a lista de PDFs sobre marketing digital, ape-
nas nesse site. Experimente!
Também pode fazer conversões, utilizá-la como calculadora, fa-
zer câmbios, ou outras operações. Por exemplo, se escrever “100 €
in dollars”, obtém logo a conversão à cotação atual. Ou, se escrever
“3^2+5/1”, terá o resultado da operação diretamente no Google. Para
conversões de unidades, por exemplo: “10 km in miles”, obterá o valor
em milhas.

Google Translator

É uma ferramenta extremamente útil para traduzir, instantanea-


mente, textos, páginas web, bem como ficheiros, em mais de 50 idio-
mas. É simples e intuitivo, podendo optar por escrever diretamente o
texto ou colá-lo de um documento que tenha criado, digitar o endere-
ço de um site ou adotar a opção “traduza um documento”, que carrega
diretamente o ficheiro.
O Google Tradutor está disponível em https://translate.google.
com. Para fazer a tradução dos conteúdos basta que defina o seu idio-
ma, cole o texto no espaço disponibilizado, defina o idioma pretendido
e clique em “Traduzir”. Surgirá, do lado direito do monitor, o texto tra-
duzido, que pode ser colado posteriormente no MS Word.
Este serviço gratuito pode ser utilizado como base de tradução para
diversas línguas (que deve ser melhorada manualmente), por exemplo,
GOOGLE MARKETING 199

os artigos do seu blog ou o script do seu vídeo, tornando os seus conteú-


dos acessíveis a mais pessoas.
A aplicação mobile é ainda mais impressionante, dando a possibi-
lidade de utilizar a câmara para ver, em tempo real, traduções de qual-
quer elemento visual. Por exemplo, imagine que está na China e não
percebe nada do que está escrito na sinalética; com esta App consegue
ver a tradução na câmara. Permite-lhe também escrever manualmente
com o dedo ou traduzir uma conversa que esteja a ter com alguém. Pode
ainda descarregar pacotes de idiomas para funcionar em modo offline.

Google Alerts

O Google Alerts é particularmente bom, pois permite monitorizar


a sua presença na web ou até fazer benchmarking, bastando, para isso,
criar alertas e receber automaticamente informação sobre a sua empre-
sa, por exemplo, no e-mail ou através de feed rss (conforme configurar
o seu alerta).
Pode criar e configurar os seus alertas em www.google.pt/alerts.
Por outro lado, pode configurar alertas para receber informação
sobre um determinado tema do seu interesse e, assim, acompanhar
toda a informação publicada na web sobre esse mesmo tema.
200 MARKETING DIGITAL de A a Z

Quiz - GOOGLE MARKETING


1. Como pode fazer rapidamente um diagnóstico SEO?
a. Com o Google Analytics.
b. Com um consultor especializado.
c. Com o Woorank.
2. O que é o Google Trends?
a. Permite analisar o histórico e efetuar comparações de pesquisas no Google.
b. Permite fazer anúncios no Google.
c. Permite ver tendências de notícias.
3. O que é o Search Engine Marketing?
a. Marketing nas redes sociais.
b. Marketing nas pesquisas no YouTube.
c. SEO (Search Engine Optimization) + SEA (Search Engine Advertising).
4. Para que serve o Google Analytics?
a. Para análise de vendas na loja física.
b. Para análise de métricas no site e criação de relatórios.
c. Para análise de pesquisas no Google.
5. Para que serve o Google Search Console?
a. Para criar sites.
b. Para que os sites surjam nos primeiros resultados do motor de pesquisa.
c. Para gerir e submeter o site no Google, diagnóstico e resolução de problemas.
6. De que forma os anúncios da Rede Search do Google Ads ajudam
a vender mais?
a. Mostra anúncios a quem está ativamente a pesquisar um produto ou serviço.
b. O sistema cria banners responsive para distribuir na Rede Display.
c. O Google Ads atrai muito tráfego para o seu site, que é bom para vendas.
7. Quais são os fatores mais importantes nas keywords, no âmbito
do SEO?
a. Relevância, concorrência e volume.
b. Relevância, volume e preço.
c. Relevância, concorrência e preço.
8. O que é o custo por clique máximo (CPC)?
a. É o valor necessário para que supere o AdRrank do concorrente.
b. É o máximo que um anunciante está disposto a pagar por clique num anúncio.
c. É o valor que um anunciante paga por cada clique num anúncio.
9. Para que serve o retargeting, no Google Ads?
a. Para melhorar a estratégia de marketing.
b. Para criar campanhas específicas, de modo a impactar públicos que já interagiram
ou tiveram contacto com o site, YouTube ou outro meio digital.
c. Para fazer outra campanha de marketing.
10. Para que servem as extensões de Sitelinks?
a. Para ligar aos clientes, por telefone.
b. Para mostrar morada (Google maps).
c. Para destacar links adicionais no anúncio.

Pontuação_______

Soluções: 1 c, 2 a, 3 c, 4 b, 5 c, 6 a, 7 a, 8 b, 9 b, 10 c
GOOGLE MARKETING 201

Questões frequentes
• Devo fazer anúncios para keywords da minha marca?
Em cenários concorrenciais, sim. Apesar de aparecer em primeiro
lugar para resultados orgânicos, se não fizer anúncios, fá-los o con-
corrente, e aparecerá em primeiro lugar.

• Devo proteger a minha marca no Google Ads, para que o


concorrente não a use dentro de anúncios?
Sim.

• SEO não é só para programadores?


Não. É da competência do gestor de marketing assegurar que a sua
equipa (ou alguém contratado) implementa estas técnicas, alinha-
das com a estratégia digital.

• SEO apresenta resultados rápidos?


Não. Na maioria dos casos, leva algum tempo. Algumas medidas
podem originar resultados rápidos, mas requerem uma estratégia
consistente para que isso seja possível num período de seis a doze
meses (depende do negócio e do mercado).

• Será que o meu site já tem o Google Analytics? Se sim,


como sei que ficou bem instalado?
Há várias formas para verificar: com o Google Tag Assistant, com o
gachecker.com ou entrando no modo tempo real do Google Analy-
tics, depois de visitar o site.

• Qual é a vantagem em utilizar o Google My Business?


Para destacar o negócio nas pesquisas, fazer publicações no Google
e obter possibilidade de chat com o utilizador.

• Como sei se devo utilizar o Google My Business?


Se tem um negócio local, deve utilizar. Se o seu negócio não está
aberto ao público, não será necessário.

• Quanto devo investir em Google Ads?


Se está a iniciar, deve começar com 150 € a 300 €, por mês. Deve
ser feito por alguém com competências e aumentar o orçamento de
acordo com resultados obtidos.

• O que é necessário fazer para aparecer em primeiro lugar


no Google?
Implementando técnicas de SEO e investindo em Google Ads. Ain-
da assim não é garantido, mas aumenta as probabilidades.
202 MARKETING DIGITAL de A a Z

Links de recursos

Experimente o SEMrush em www.vasco.digital/semrush.


Guia SEO da Google: www.vasco.digital/guiaseo.
Criar conta Google Ads sem dados de pagamento: http://g.co/
etoaw.
É possível impedir que concorrentes utilizem a sua marca em
anúncios. Saiba mais em www.vasco.digital/marcasgoogle.
Validação de proprietário de uma marca registada, para impedir
que terceiros a utilizem em anúncios: www.vasco.digital/
pedidomarcagoogle.
Reclamar por violação de uso indevido de marca em anúncios
Google: www.vasco.digital/reclamarmarcagoogle.
Glossário Google Ads: www.vasco.digital/glossariogoogleads.
Demonstração da App Google Ads: www.vasco.digital/
appgoogleads.
Vídeo da interface Google Ads: www.vasco.digital/interfacegoogleads.
Live com dicas Google Ads: www.vasco.digital/livegoogleads.
Mais informações sobre Google Merchant Center: www.google.com/
retail/merchant-center.
Suporte Google Ads: www.vasco.digital/suportegoogleads.
Ajuda Google Ads: www.vasco.digital/ajudagoogleads.
ComunidadeGoogleAds:www.vasco.digital/comunidadegoogleads.
Criar uma conta gratuita Google Analytics: https://g.co/
analytics.
Conta de demonstração Google Analytics: www.vasco.digital/
demoanalytics.
Modelo de métricas Google Analytics: www.vasco.digital/
modeloanalytics.
Guia de integração de Google Analytics com Google Ads: www.
vasco.digital/analyticsads.
GOOGLE MARKETING 203

Erros frequentes

• Não implementar técnicas de SEO.


• Não instalar o código Google Analytics no site.
• Não submeter o site no Google Search Console.
• Não utilizar todo o potencial do Google My Business.
• Não investir em Google Ads.

Checklist

1. Ativar Google Analytics no site.


2. Implementar técnicas de SEO no site e em toda a presença on-
line.
3. Submeter o site no Google Search Console.
4. Investir em anúncios Google em algumas das redes: Search,
Display, Shopping, Vídeo e App.
5. Para negócios locais, criar presença no Google My Business.
6. Utilizar outras ferramentas Google.
Glossário
Este glossário, com mais de 800 termos, surge pela necessidade de um
enquadramento da utilização de terminologias no âmbito do Marketing,
Tecnologia, Negócios, Gestão e Digital. Qualquer conversa, reunião ou for-
mação acerca de marketing digital, acaba por gravitar em torno de termos
relacionados com áreas vizinhas que estão intimamente ligadas.

Depois de muitos anos de experiência em formações e consultoria, per-


cebi que seria importante haver um guia com os principais termos para ace-
lerar a aprendizagem, homogeneizando conhecimento-base, para a mensa-
gem ser mais facilmente assimilada.

Está ordenado alfabeticamente pelo termo mais comummente uti-


lizado e pelo idioma mais frequente (inglês ou português) para facilitar a
consulta. Regra geral, tem a tradução, quando necessário, ou remete para a
entrada no idioma em que normalmente é referido. Quando é relevante, são
recomendados termos relacionados, no final da definição.

Os livros Marketing Digital 360, Redes Sociais 360 e Vídeo Marketing


foram o ponto de partida. Adicionalmente, foi expandido com inúmeras
fontes credíveis, que foram cruzadas, validadas, descomplicadas, adapta-
das e simplificadas, para uma fácil compreensão do leitor, sempre com a
segurança de interpretação e filtragem de um profissional muito experiente.
206 MARKETING DIGITAL de A a Z

#
A

GLOSSÁRIO MARKETING DIGITAL de A a Z

Algumas das principais fontes: Business Dictionary, Consumer Baro-


meter, Facebook Help Center, Google Support, IAB, Investopedia, Marke-
ting Terms, Priberam, Techopedia, Think With Google, W3Schools, Wiki-
pedia e outros.

Números
• 2FA (Two Factor Authentication) – permite aumentar a seguran-
ça do login em diversos serviços. Quando é detetado o login - através de
um dispositivo ou localização incomuns - é solicitado um passo adicional
de autenticação, normalmente com envio de SMS. Alguns dos serviços que
dispõem desta camada de segurança adicional são: Facebook, conta Google,
Gmail, Dropbox e outros.
• 3G – é uma tecnologia de rede móvel, com taxas de transferência de
cinco a dez megabits por segundo.
• 4G – é uma tecnologia de rede móvel, com taxas de transferência de
cem megabits a um gigabit por segundo.
• 4K – o 4K UHD tem uma resolução de vídeo de 3840 x 2160 píxeis,
apresentando uma densidade quatro vezes superior ao formato Full HD.
(Ver HD).
• 4Ps do Marketing – agrega quatro variáveis: Produto (Product),
Preço (Price), Distribuição (Place) e Promoção (Promotion). Estes quatro
elementos constituem o Marketing Mix, que permite disponibilizar um pro-
duto com características ajustadas ao consumidor. Foi criado por Neil Bor-
den, tendo sido aperfeiçoado posteriormente por Jerome McCarthy. Tem
sido amplamente divulgado por Philip Kotler, especialmente através da sua
bibliografia. (Ver Produto, Preço, Distribuição e Promoção).
• 5G – é uma tecnologia de rede móvel, com taxas de transferência de
até mil gigabits por segundo.
• 8K – o 8K FUHD tem uma resolução de vídeo de 7680 x 4320 píxeis,
apresentando uma densidade quatro vezes superior ao formato 4K UHD.

A
• Aberturas – são as aberturas de um e-mail, numa campanha de
e-mail marketing. Podem ser aberturas totais ou aberturas únicas, em nú-
mero absoluto ou relativo (taxa). É uma das métricas mais importantes no
GLOSSÁRIO 207

e-mail marketing, pois demonstra o interesse que o utilizador tem em de-


terminados temas. A taxa de abertura permite analisar o interesse na cam-
panha, sendo impactada por: remetente, assunto e preheader. (Ver Taxa de
abertura, CTR, Assunto, Preheader e e-Mail marketing).
• Above the fold – é o conteúdo visível acima da linha limite do A
ecrã, sem ter de fazer scroll. É fundamental colocar os conteúdos mais
importantes e desejáveis neste primeiro ecrã, para que exista mais pro-
babilidade de ser tomada uma ação. Numa landing page ou loja online,
deve ser colocado um formulário, botão de ação ou de compra, acima da
linha limite do scroll. (Ver Landing Page).
• AdBlock – é um serviço, normalmente instalado como extensão
do browser, que permite bloquear anúncios de diversas plataformas.
(Ver Facebook Ads e Google Ads).
• Administrador (Administrator) – é o nível máximo de acesso a um
sistema, serviço, gestão de site ou gestão de uma conta numa rede social.
• AdRank – é utilizado para determinar a posição de um anún-
cio, normalmente no motor de pesquisa Google. Pode ser calculado da
seguinte forma: AdRank=CPC Máx.(Custo por clique) x IQ (Índice de
Qualidade). Significa que o valor máximo que um anunciante está dis-
posto a pagar por cada clique no anúncio, a multiplicar pelo índice de
qualidade, origina a sua posição nos resultados pagos. O primeiro lugar
pago no motor de pesquisa Google não é garantido, nem mesmo para
quem pagar mais, embora seja um fator ponderador importante. (Ver
CPC e Índice de Qualidade).
• Afiliados (Affiliate program) – é um sistema de retribuição de
parte da receita para o afiliado, se for concretizada uma ação (venda, lead
ou outra). Normalmente, é implementado gerando um link de afiliado
específico. Habitualmente, esse link é utilizado em blogs de nicho e
ajustado ao contexto de uma publicação de um artigo relacionado com
o tema. Também pode ser publicado numa rede social, enviado para
a lista de e-mails do afiliado ou utilizando outros meios. Exemplo de
link de afiliado www.vascomarques.digital?ref=2 (a parte final ?ref=2
identifica o afiliado). (Ver Google AdSense).
• Agendamento (Scheduling) – possibilita agendar publicação de
conteúdos em redes sociais. Pode ser feito nativamente, na respetiva
plataforma, se for possível, ou através do recurso a plataformas exter-
nas, que o conseguem fazer para vários serviços em simultâneo, via API
(Swonkie, Hootsuite, Dlvrit, Buffer e outras). É útil, quando existem
vários fusos horários ou há necessidade de planear conteúdos futuros
para datas conhecidas. Permite ser propagado para apenas uma rede
social ou para várias, em simultâneo. Não é natural automatizar todas
as publicações, mas só aquelas que fizerem mais sentido, deixando es-
paço para publicações nativas e em tempo real, sendo esta a natureza
deste tipo de plataformas. Permite poupar tempo e deixar planeado o
encadeamento de conteúdos com ações de marketing.
208 MARKETING DIGITAL de A a Z

• AI (Artificial Intelligence) – a inteligência artificial (IA) é a ca-


pacidade que alguns dispositivos têm de manifestar comportamentos
similares à inteligência humana. Por exemplo, automóveis de condução
autónoma, robôs ou outros sistemas. Não se deve confundir com Bots
A ou Machine Learning. (Ver Bot e Machine Learning).
• AIDA – é a sigla que abrevia as etapas: Atenção, Interesse, Desejo
e Ação. É um modelo baseado no comportamento humano, que pode
ocorrer quando o consumidor se interessa por algo. É possível aumen-
tar a taxa de conversão através da análise das respetivas ações. (Ver
Customer Journey).
• AKA – ou a.k.a. é a abreviação para “Also Known As”, que signifi-
ca “também conhecido como”. É, normalmente, utilizado para apresen-
tar o nome mais conhecido de um termo ou pessoa.
• Alcance (Reach) – indica a quantas pessoas chegou um conteú-
do publicado num social media. (Ver Engagement e Impressão).
• Alcance orgânico (Organic reach) – mostra a quantas pessoas
chegou um conteúdo de forma natural, sem ser pago. O alcance tam-
bém pode ser pago, dando origem à análise dos dois tipos de alcance:
orgânico e pago.
• Alexa – (ver Amazon Echo).
• Algoritmo – é uma sequência de instruções. Os passos iterativos
obedecem a uma lógica e a comparações, para se chegar a um resultado.
Por exemplo, o algoritmo do Google pondera inúmeras variáveis, para
determinar quais são os resultados que aparecem na primeira página e
o algoritmo do Facebook, para determinar os conteúdos que vão apare-
cer no feed dos respetivos utilizadores.
• Alojamento (Hosting) – é o sítio (local físico) onde o site está
armazenado, num computador específico, para poder estar acessível na
Internet. Existem vários planos de alojamento, nomeadamente, parti-
lhado, VPS, dedicado e cloud. Para se publicar online um site, blog, loja
ou landing page, é sempre necessário o fornecimento de um alojamen-
to. (Ver Domínio).
• Alt text (Texto alternativo) – é um texto que deve ser adiciona-
do nas imagens publicadas num site, para uma melhor experiência do
utilizador e para otimizar o SEO. É usado para descrever uma imagem
na Internet, para ser lido pelos motores de pesquisa, como o Google,
permitindo uma melhor indexação e potencializar um melhor posicio-
namento nas pesquisas de páginas web e imagens. Também é mostrado
sempre que o browser não carrega a imagem e, ainda, para fins de usa-
bilidade. (Ver SEO).
• Amazon Echo – é um dispositivo inteligente, capaz de interagir
por voz, reproduzir música, efetuar chamadas, fazer listas de tarefas,
definir alarmes, reproduzir podcasts, ler audiobooks, fornecer informa-
ção sobre o tempo, o tráfego e outras operações. Também pode contro-
lar vários dispositivos inteligentes (Smart). Existem outros dispositivos
GLOSSÁRIO 209

similares da mesma empresa: Echo Dot, Echo Plus, Echo Spot e Echo
Show. Responde pelo nome Alexa. (Ver Google Home).
• Amigo – é uma pessoa que estabelece ligação recíproca com ou-
tra pessoa, no Facebook ou noutra rede social. Difere de fã ou seguidor,
porque requer uma aprovação mútua para estabelecer a relação. A
• AMP (Accelerated Mobile Pages Project) – é uma tecnologia
Open Source, da Google, que permite simplificar e acelerar o carrega-
mento das páginas em dispositivos mobile. Assim, ao clicar num re-
sultado no Google, assinalado com o ícone AMP, significa que a página
abrirá quase instantaneamente, proporcionando melhor desempenho
em resultados de pesquisa e em anúncios. Ao implementar esta tecno-
logia, criará uma versão mais simples do site, contendo apenas o es-
sencial. Assim, entrega mais velocidade, em detrimento de artefactos
desnecessários, que não trazem valor acrescentado à experiência do
utilizador no mobile. Saiba mais em: www.ampproject.org. (Ver Instant
articles)
• Análise externa – é a análise de variáveis externas à organiza-
ção, como clientes, mercado, concorrentes, tecnologia, social, político,
económico e outros. Alguns instrumentos que ajudam nesta análise
são: Matriz BCG, análise PEST e as cinco forças de Michael Porter. (Ver
PEST e SWOT).
• Análise interna – é a análise a recursos internos de uma orga-
nização, tais como: recursos humanos, recursos financeiros, recursos
materiais ou outros. (Ver Análise SWOT).
• Analítica (Analytics) – permite analisar dados para identificar
comportamentos e tendências. A informação proveniente da analítica
ajuda a tomar melhores decisões estratégicas e a avaliar o desempenho
de uma determinada ferramenta ou cenário tático. O objetivo da analí-
tica é melhorar resultados de uma organização, obtendo mais conheci-
mento para implementar melhorias e mudanças. (Ver Métricas e KPIs).
• Anchor text – é a palavra-chave que contém a hiperligação para
um artigo ou página relacionados com o tema. Por exemplo, num ar-
tigo, num blog, existem palavras ou expressões que têm ligação para
outra página nesse site ou para fora dele – essa expressão clicável é
designada por Anchor text. É recomendável utilizar uma palavra-chave
relevante com o conteúdo da página de destino. Esta técnica é impor-
tante no âmbito do SEO. (Ver Link Building e SEO).
• Android – é um sistema operativo mobile, baseado em Linux,
desenvolvido e mantido pela Google. (Ver iOS).
• Anunciante – (Advertiser) – é a organização, ou pessoa, dispos-
ta a investir em publicidade para promover marcas, produtos ou servi-
ços. (Ver Merchant).
• Anúncios (Ads) – são conteúdos publicitários pagos, normal-
mente com o objetivo de vender, captar leads, aumentar notorieda-
de, obter interação, instalação de App ou canalizar tráfego para o site.
210 MARKETING DIGITAL de A a Z

Ocorre, normalmente, em motores de pesquisa ou plataformas de so-


cial media.
• API (Application Programming Interface) – é o conjunto de
padrões de programação que permite que um software interaja com
A outro. Por exemplo, uma ferramenta de automação de publicações nas
redes sociais utiliza uma API para poder publicar através dessa plata-
forma.
• App – é uma aplicação desenvolvida normalmente para Android
ou iOS, disponível nas respetivas stores: Google Play Store (Android)
e App Store (iPhone e iPad). No caso da App nativa (o formato mais
recorrente), a aplicação é desenhada para cada sistema operativo, com
integração total com o dispositivo. Também pode referir-se a aplicações
de outros sistemas, por exemplo, de plataformas de e-commerce, CMS,
VR ou outros. (Ver Instant App, Progressive Web App e Web App).
• AR (Augmented Reality) – a realidade aumentada consiste na
adição de elementos virtuais ao mundo real com um dispositivo inter-
mediário. A experiência pode ocorrer através da câmara de um smar-
tphone, tablet, webcam, óculos ou outros equipamentos. O utilizador
tem de estar no respetivo local físico, ao contrário do que acontece na
Realidade Virtual (VR), com a qual é frequentemente confundida. Tam-
bém é confundida com QR Code. (Ver VR).
• Artigos (Posts) – é uma publicação, normalmente feita num
Blog, sobre um determinado tema. Também pode ser feita num site,
LinkedIn, Facebook, Medium ou noutra plataforma. (Ver Página, Blog
e Site).
• Artigos num blog (WordPress) – são conteúdos publicados
regularmente num blog ou site, que surgem, normalmente, na página
principal em destaque. Também é possível agrupá-los, através do menu
ou bloco lateral (widget), com categorias, tipos ou a etiquetas (tags).
Podem conter texto, links, imagens, álbuns, áudios, vídeos, GIFs e con-
teúdos embebidos dos social media. É possível organizá-los por data,
autor, etiquetas, tipo ou categorias. Habitualmente, os comentários es-
tão ativos, para gerarem interação. (Ver Tags).
• ASMR (Autonomous Sensory Meridian Response) – significa
Resposta Sensorial Autónoma do Meridiano. No YouTube, existem ca-
nais dedicados a este tema, onde é possível ouvir sons de baixa frequên-
cia, dos mais variados temas, e com os Youtubers a sussurrar, com uma
inexplicável sensação de bem-estar. (Ver Youtuber).
• ASO (Application Store Optimization) – consiste em técnicas
de otimização de uma App, para pesquisas nas respetivas stores Google
Play (Android) e App Store (iOS).
• Assíncrono – é quando a comunicação não acontece em tempo
real. Por exemplo, um fórum ou um e-mail são ferramentas assíncro-
nas. Esta terminologia é muito utilizada no âmbito do e-Learning. (Ver
Síncrono).
GLOSSÁRIO 211

• Assunto – é um dos principais elementos que identifica o con-


teúdo de um e-mail ou newsletter, sendo um fator determinante para
influenciar a sua abertura. (Ver Aberturas, CTR e Taxa de abertura).
• Attribution (Atribuição) – é um indicador que permite aferir
e creditar conversões numa determinada campanha, de modo a saber A
qual é a ação ou o evento que levou à conversão. Pode ser configurado
em plataformas de publicidade, como o Google Ads. Existem diversos B
modelos, nomeadamente: first click, last click, linear attribution, time
decay e position based. (Ver Conversão).
• Audiência – são as pessoas ligadas a uma marca, plataforma ou
canal. Estão recetivas a receber comunicações, por já existir algum tipo
de afinidade. (Ver Persona e Público-alvo).
• Audiobook – é um livro em áudio, normalmente narrado em es-
túdio. Permite ouvir a obra, sendo a assimilação mais fácil, e efetuar ou-
tras tarefas em simultâneo, como conduzir, praticar desporto ou outro
cenário de mobilidade. A App Audible, da Amazon, é um dos serviços
mais populares, com uma grande variedade de obras neste formato e
que permite sincronizar com ebooks do Kindle.
• Audiovisuais – são formatos de comunicação que utilizam o som
e a imagem. (Ver Multimédia).
• Autoridade – é a importância que uma página, ou domínio, têm
em relação a um tema, quando se efetuam pesquisas. Essa autorida-
de reflete um conjunto de fatores, nomeadamente as referências feitas
(quantidade e qualidade) por outras páginas (links) e o reconhecimento
e consistência em toda a presença online. Também pode referir-se à
autoridade de uma marca pessoal ou presença online. (Ver Backlinks
e SEO).
• Avatar – é uma representação visual de uma identidade digital.
É utilizado em jogos, redes sociais, experiências VR ou outras platafor-
mas. (Ver VR).

B
• B2B (Business-to-Business) – são as transações comerciais que
ocorrem entre empresas. Por exemplo, entre uma fábrica e um distribuidor.
• B2C (Business-to-Consumer) – é um produto ou serviço direciona-
do para o consumidor final. Por exemplo, uma loja de vestuário para venda
ao público.
• Back-end – é a interface de gestão de uma plataforma. (Ver Front-
-end).
• Backlinks – são links que apontam para uma determinada página
do site, dando crédito (autoridade) e beneficiando de tráfego adicional. (Ver
Autoridade, Links externos e Links internos).
• Back office – é relativo a departamentos numa empresa que não têm
contacto direto com o cliente e realizam operações administrativas ou simi-
212 MARKETING DIGITAL de A a Z

lares (contabilidade, informática, recursos humanos ou outros). Também


pode referir-se à parte de um software que não é visível aos utilizadores,
mas a um grupo restrito com permissões específicas. Por oposição, existe o
Front office.
• Backup – é uma cópia de segurança. Pode ser efetuada num disposi-
tivo, site ou serviço.
B • Baidu – é um motor de pesquisa chinês. (Ver QQ, WeChat e Youku).
• Banner – é um anúncio visual, normalmente em forma de imagem,
vídeo ou interativo, que, ao ser clicado, a sua hiperligação remete para uma
landing page relacionada com o objetivo do anúncio.
• Base de dados (Database) – é um conjunto de dados, relacionados
entre si, que podem ser acedidos através de sistemas de gestão de bases de
dados. Por exemplo, a base de dados de um site, loja online ou CRM.
• Benchmarking – é um processo de medição e de comparação en-
tre organizações (sistemas, processos ou equipamentos) de referência, para
analisar o potencial de melhoria e obter informação de modo a implemen-
tar medidas para conseguir mais desempenho. (Ver Concorrência).
• Beta – no âmbito do software, significa que ainda não é uma versão
final, sendo a sua precedente. Sucede à versão Alfa (uma versão prelimi-
nar), podendo ser já testada por um conjunto de utilizadores selecionados
para ajustes antes da versão pública. (Ver Software).
• Biblioteca de áudio ou de vídeo – é uma coleção de conteúdos em
áudio ou vídeo, para utilizar numa ferramenta de edição.
• Big Data – é um grande conjunto de dados. O desafio consiste em
organizar, analisar e processar, de modo a extrair conhecimento e previsões
para decisões estratégicas mais acertadas. (Ver Analítica).
• Bing – é um motor de pesquisa da Microsoft. Tem pouca expressão
na maioria dos países, mas deve ser ponderado utilizar o Bing Webmaster
Tools, para submissão e otimização do site para este motor de pesquisa con-
corrente do Google. (Ver Google).
• Bit – é a abreviatura do termo binary digit, sendo a unidade mais
pequena de informação, assumindo o valor 0 ou 1. Um byte (binary term)
contém 8 bits. Decorre que 1024 bytes é 1 Kilobyte (KB), e, portanto, 1024
KB é 1Megabyte, e assim sucessivamente para os seguintes: gigabyte, tera-
byte, petabyte, exabyte, zettabyte e yottabyte. (Ver Bitrate, Byte e Megabit).
• Bitcoin – é uma criptomoeda descentralizada, constituindo um
sistema económico alternativo. Foi lançada em 2009, por alguém com o
pseudónimo Satoshi Nakamoto. Permite transações financeiras sem in-
termediários, mas verificadas por todos os utilizadores da rede, ficando os
movimentos gravados numa base de dados, denominada blockchain. (Ver
Blockchain e Criptomoeda).
• Bitrate – é uma taxa de transferência de bits, processados por uni-
dade de tempo (normalmente por segundo). A codificação (Encoding) pode
ser CBR (Constant Bitrate) ou VBR (Variable Bitrate). Por exemplo, para
fazer uma transmissão de vídeo em 720p, pode ser necessário um bitrate
GLOSSÁRIO 213

de 2Mbps. Assim, pode verificar-se a existência dessa taxa de transferência


de upload no acesso à Internet. Outro exemplo: um ficheiro de áudio, com
qualidade de CD, é, normalmente, reproduzido a 128Kbps. Uma maior ou
menor amostragem de dados terá impacto na qualidade, nos dados consu-
midos, se for uma transmissão, ou no espaço ocupado localmente no dispo-
sitivo. (Ver HD e Live streaming).
• Black hat – este termo está associado a práticas ilegais, desleais e B
antiéticas. É, normalmente, associado a indivíduos que não seguem as me-
lhores práticas (também existe o inverso, designado por White hat). São
práticas incorretas de SEO, para tentar posicionar um site nos motores de
pesquisa. O Google costuma penalizar este tipo de práticas, podendo levar,
no limite, à desindexação dos resultados do site. A origem do termo está
relacionada com os filmes americanos do Western, nos quais os heróis usa-
vam chapéu branco e os vilões usavam chapéu preto. (Ver SEO e White hat).
• Blacklist – é uma lista negra na web, onde constam IPs de sites que
estão a utilizar práticas desajustadas ou eticamente incorretas, nomeada-
mente: SPAM, phishing, propagação de vírus pela web, roubo de dados e
outras práticas negativas. Na maioria das vezes, ocorre por negligência de
quem gere os serviços web, que, devido à falta de segurança e de manu-
tenção, tornam o alojamento web um alvo fácil para quem deseja explo-
rar falhas (hackers). O endereço IP do serviço fica nessa listagem, trazendo
consequências nefastas, e terá impacto em toda a estratégia digital: SEO,
anúncios, credibilidade e perda de visitas ao site. Se o site for atacado, terá
de se proceder à limpeza e à submissão de pedido de delist, para passar a
aparecer de novo nos resultados de pesquisa. Pode ser necessária a ajuda
técnica do fornecedor de alojamento para resolver este tipo de incidentes.
• Blended Marketing – é uma estratégia de marketing que consiste na
combinação das práticas do marketing tradicional com o marketing digital.
(Ver Marketing).
• Blockchain – é uma lista de registos (blocks), ligados por criptogra-
fia. Esta tecnologia é utilizada por criptomoedas (mas também para outros
fins), nomeadamente o Bitcoin, para registar todas as transações, permitin-
do, assim, a inexistência de uma terceira entidade centralizadora. Foi criada
por Satoshi Nakamoto, em 2008 (o mesmo criador do Bitcoin). (Ver Bitcoin
e Criptomoedas).
• Blog (Blogue) – é um site orientado para uma estrutura de artigos
com possibilidade de comentários, de fácil atualização, normalmente com
publicações regulares e por ordem cronológica inversa. É organizado por
categorias, etiquetas, datas, tipo e autores (podendo ter vários autores ou
colaboradores). O menu de navegação permite o acesso a páginas com con-
teúdos informativos (sobre serviços, galeria, vídeos, contactos e outros),
mas também às categorias de artigos publicados. Pode conter conteúdos em
texto, hiperligações, imagem, áudio e vídeo. Existem cada vez mais pessoas
interessadas neste tipo de ferramenta, para conseguirem comunicar facil-
mente ou construir a sua audiência. Existe a possibilidade de ser utilizado
214 MARKETING DIGITAL de A a Z

no âmbito empresarial, como um excelente complemento de comunicação.


Mas também na esfera pessoal, pela vontade de comunicar com o mundo,
de ser blogger ou influencer. Pode assumir uma abordagem temática e di-
rigir-se a um público amplo ou de nicho. Surge da contração do termo web
log (diário na rede), no final dos anos de 1990, ficando popular no início dos
anos de 2000. Também é muito popular o Vlog (formato vídeo). Existem
B atualmente centenas de milhões de blogs. Para os criar, não é necessário
nenhum conhecimento HTML ou programação, por isso, qualquer pessoa o
consegue fazer. Eis algumas das plataformas de serviço de blog: WordPress,
Blogger ou Sapo. (Ver Blogger e WordPress).
• Blogger – é um serviço da Google para criar blogs. Também pode ser
aquele que publica regularmente conteúdos no seu blog. Neste caso, tam-
bém pode ser designado por bloguista. (Ver Influenciador, Instagrammer e
Youtuber)
• Blogosfera – é um conjunto de blogs. (Ver Blog e Blogger).
• Bluetooth – é uma tecnologia de comunicação sem fios de curta dis-
tância. É utilizado, por exemplo, para comunicações sem fios entre dispo-
sitivos, envio de informação (relativamente poucos dados) ou outras ações.
(Ver Wi-Fi).
• Boomerang – é uma aplicação Instagram para criar animações cur-
tas num formato atrativo e criativo. O vídeo é criado através da captação
rápida de dez fotografias, que dão origem a uma animação de um segundo,
ficando em loop, no modo de reprodução normal e inversa. Pode ser publi-
cado no feed do Instagram (ou de qualquer outra rede social que publique
vídeo) e também no Instagram Stories (ou Stories de outra rede social). (Ver
Instagram).
• Bot – é o diminutivo de robot. É concebido para automatizar ações.
Permite ser utilizado para inúmeros objetivos, como tarefas repetitivas,
num jogo, assistente de conversação ou web crawler para indexar páginas
na Internet. Por vezes, é utilizado para fins menos éticos, como Spam, pro-
pagação de comentários automáticos em blogs ou redes sociais, aumentar
visitas do site, aumentar visualizações de vídeos, desencadear cliques frau-
dulentos e outras ações. (Ver Chatbot).
• Bounces – no âmbito do e-mail marketing, são os e-mails devolvi-
dos, depois de se enviar uma campanha através da plataforma de e-mail
marketing. Podem ser hardbounce (erro definitivo, como o e-mail inexis-
tente) ou softbounce (erro temporário, como a caixa de e-mails cheia).
• Bounce rate – (ver Taxa de rejeição).
• Brand – (ver Marca).
• Branded content – é uma forma de criar conteúdo com informação
de uma marca. Normalmente, é criado com parceiros que têm uma audiên-
cia alinhada com o público-alvo que a marca pretende. Desta forma, produz-
-se conteúdo relevante, alinhado com os interesses das partes. No Facebook,
e em algumas redes sociais, é possível publicar como branded content, sen-
do assinalado publicamente e dando acesso a estatísticas à marca parceira.
GLOSSÁRIO 215

• Branded link – é um serviço de encurtamento de links com um do-


mínio para esse efeito, como, por exemplo, www.vasco.link/tv. (Ver Short
link e Vanity URL).
• Branding – é a gestão do conjunto dos elementos que compõem
uma marca e a sua identidade. A sua vertente online é referida como
Digital Branding. (Ver Marca).
• Breadcrumb – é o sistema de navegação estrutural num site, B
num formato horizontal, que identifica a localização atual do utiliza-
dor e os níveis superiores da estrutura de navegação do site. É muito
C
útil numa loja online com muitas categorias ou num portal informativo
com complexidade de temas. Pode apresentar, por exemplo, a seguin-
te estrutura: Loja > Cursos > Social Media > Redes Sociais 360. Neste
caso, o utilizador teria navegado até à categoria Redes Sociais 360, mas
poderia clicar em qualquer parte da estrutura, para mudar rapidamente
de categoria. No âmbito do SEO, é uma prática recomendável, pois me-
lhora a experiência do utilizador.
• Briefing – é o conjunto de informações, ideias, instruções e dados
necessários para que uma tarefa ou projeto sejam executados. Numa
agência de Marketing, são recolhidas informações do cliente para gerar
o briefing, que permitirá criar, de uma forma ajustada, uma proposta
para a solução. O mapeamento do problema deve conter informações
relevantes, mas ser suficientemente curto.
• Browser (Explorador) – pode referir-se ao explorador de In-
ternet, como o Google Chrome, Firefox, Safari, Internet Explorer ou
Edge. Ou, então, ao explorador de ficheiros para aceder a documentos
no computador. O termo Browse significa a possibilidade de navegar na
web ou aceder a ficheiros, dependendo do respetivo contexto.
• Budget (Orçamento) – é o orçamento atribuído ou disponível
para uma ação, campanha, meio, plataforma ou plano.
• Bug – é um erro numa App, site, software ou sistema.
• Bumper ads – são anúncios de vídeo de 6 segundos, no YouTube,
que não permitem ser avançados (Skip). São criados através do Google
Ads. (Ver TrueView).
• Business Intelligence (BI) – é a utilização de tecnologia e estra-
tégias para analisar dados do negócio. Este processo recolhe, organiza,
analisa, compara, processa e monitoriza informações, para extrair co-
nhecimento de modo a tomar melhores decisões na gestão de negócios.
(Ver Google Analytics, Data Mining e Machine Learning).

C
• CAC (Customer Acquisition Cost) – mede o custo de aquisição de um
novo cliente na compra de um produto ou serviço. (Ver LTV, ROAS e ROI).
• Cache – é um sistema intermédio para acelerar o processamento e
carregamento de dados, utilizado em computadores, sistemas, dispositivos
216 MARKETING DIGITAL de A a Z

de armazenamento e outros. No âmbito de alojamento web e browser, per-


mite acelerar o tempo de abertura de um site, carregando uma versão re-
cente dos ficheiros guardados num local intermédio, de acesso mais rápido.
Pode ocorrer cache no servidor e no explorador de Internet. Uma prática
recomendada, é ter o cache ativado e otimizado no servidor, para aumentar
o desempenho e contribuir para melhorar o posicionamento do site nos re-
sultados de pesquisas (SEO).
• Call-to-action (CTA) – são chamadas para ações (botões, texto, link
C ou outro) que despertam a atenção do utilizador para executar determinada
ação. A chamada para a ação pode ser, por exemplo, comprar agora, reser-
var já, saber mais, inscrever, receber oferta ou outras ações.
• Canal – normalmente, está associado a uma conta numa plataforma
de vídeo, como o YouTube, IGTV ou Vimeo.
• Canonical link – é o link preferencial para que a página web seja
considerada e indexada pelo motor de pesquisa (Google, por exemplo). Este
procedimento é importante, no âmbito do SEO, para prevenir páginas du-
plicadas, que pode acontecer quando um site tem vários links para o mesmo
conteúdo, como nas versões para mobile, computador e outros dispositivos
ou fins. (Ver SEO).
• Canva – é um serviço online para criar imagens para a web, redes
sociais e também para o formato impresso. Disponível em www.canva.com
ou aplicação para smartphone. (Ver Photoshop).
• Canvas – é um conteúdo vertical interativo, publicado numa página
Facebook (orgânico ou pago). É criado no computador, para ser visto em
mobile. Permite inserir cabeçalho, texto, imagem, carrossel, vídeo e botões.
Tem a particularidade de ter sensibilidade ao movimento do smartphone
(giroscópio), para interagir com imagem ou vídeo. Não deve ser confundido
com Business Model Canvas, nem com o Canva (ferramenta de composição
de imagens).
• Caping – serve para restringir o limite da frequência com que um
anúncio aparece a determinada pessoa, por dia, semana ou mês. É uma fun-
cionalidade útil para não expor demasiadamente um utilizador ao mesmo
anúncio.
• CAPTCHA – é um mecanismo de segurança, utilizado, normalmen-
te, para filtrar dados submetidos num formulário, comentários ou registo
num site, para evitar receber SPAM de bots ou de comportamentos inde-
sejados. A sigla significa “Completely Automated Public Turing test to tell
Computers and Humans Apart”
• Cards – permite, no YouTube, adicionar cartões interativos dentro
do vídeo, para ligar para outro vídeo, playlists, sondagem, donativo ou site.
• Carrossel – é um tipo de anúncio, normalmente no Facebook ou Ins-
tagram, que permite ter várias imagens ou vídeos em formato quadrado,
para mostrar diversos conteúdos navegáveis numa só peça de conteúdo.
• Cart (Carrinho) – é o carrinho de compras (shopping cart) de uma
loja online. (Ver Checkout).
GLOSSÁRIO 217

• Caso de estudo (Case studie) – é uma análise a um determinado


tema, no qual são recolhidas informações relevantes. Pode incluir aspetos
positivos e negativos, ações realizadas, condições, meio envolvente, variá-
veis consideradas, resultados atingidos e avaliação da eficácia das opera-
ções.
• Categorias – no âmbito do WordPress, é um sistema de categoriza-
ção de artigos. Permite organizar conteúdos, associando-os a assuntos, para
poder ser ligado a menus de navegação ou widgets na parte lateral do blog.
(Ver Artigo e WordPress).
C
• CD (Compact Disc) – é um disco ótico, em formato físico, para ar-
mazenamento de dados, com capacidade até 700MB. Está disponível no
modo de leitura, gravação (CD-R) ou regravação (CD-RW). Permite conter
música, vídeo, software ou outro tipo de dados. Este suporte físico fez sen-
tido quando os discos rígidos e pen drives tinham uma capacidade muito
pequena. No entanto, permaneceu como o suporte físico de distribuição de
música. Foi desenvolvido pela Philips e pela Sony, em 1982.
• CDN (Content Delivery Network) – é um sistema redundante para
acelerar a distribuição de conteúdos de um site (ou de outra plataforma ou
conteúdos) através da distribuição física, em vários pontos do mundo. Tem,
também, a vantagem de proteger contra ataques. É importante para maxi-
mizar o desempenho da presença online. Impacta positivamente na expe-
riência do utilizador e no SEO.
• CEO (Chief Executive Officer) – também designado por diretor
executivo, é a posição executiva mais alta na hierarquia de uma empresa.
Reporta ao chairmain, presidente do conselho de administração. Outros
cargos de importância estratégia: CFO, COO, CMO, CIO, CCO, CHRO e ou-
tros.
• Chat – é o processo ou sistema de conversação em tempo real, nor-
malmente em texto. Alguns exemplos de ferramentas são: Facebook Mes-
senger, Skype ou WhatsApp. É fundamental que um negócio online utilize
algumas destas ferramentas, para que o cliente consiga comunicar facil-
mente em tempo real, como alternativa a outros meios. Outra opção, é usar
um sistema de chat, num site independente de plataformas sociais (não
confundir com chatbot).
• Chatbot – é um sistema de inteligência artificial, que permite esta-
belecer uma conversação em texto ou em voz com uma pessoa. Pode ser
implementado em plataformas online (loja online ou Facebook Messenger)
ou em dispositivos físicos (Amazon Alexa ou Google Assistant).
• Check-in – é o processo de identificar, numa publicação de uma rede
social (Facebook, Instagram e outros), o local físico onde está nesse mo-
mento.
• Checkout – é o processo de conclusão de compra numa loja online.
(Ver e-Commerce).
• Chroma key – é uma técnica que consiste em utilizar um fundo ver-
de (ou de outra cor) para o subtrair e substituir por uma imagem ou vídeo,
218 MARKETING DIGITAL de A a Z

gerando uma composição com cenário virtual. Pode ser aplicado a uma fo-
tografia ou a um vídeo.
• Chromecast – é um dispositivo da Google que permite adicionar
funções smart a uma TV. Tem ainda a particularidade de poder espelhar
conteúdos de smartphones Android para a TV, através da tecnologia Google
Cast.
• Cinemagraphs – é um formato que realça zonas-chave de um vídeo,
deixando em movimento a zona a destacar e congelando o resto, trazendo
C vida para além dos limites do momento congelado no tempo. Pode ser cria-
do através de um vídeo ou de sequência de fotografias, sendo fundamental
que seja captado com tripé totalmente estabilizado. O ficheiro pode ser ex-
portado em MP4, MOV ou GIF. É recomendado o formato MP4, por ser
mais fácil de partilhar em qualquer social media. Pode ser criado no Pho-
toshop, Flixel Cinemagraph, Loopsie, Blink Clipets ou outros. Veja exem-
plos em: www.cinemagraphs.com ou no Google Imagens.
• Click-to-call – é, normalmente, um botão ou link, que, ao ser clicado
ou tocado, permite fazer uma chamada. É particularmente útil em ambien-
te mobile.
• Clickbait – é uma técnica enganosa para levar o utilizador a clicar
para ver o conteúdo. Desperta a curiosidade ou é sensacionalista, para le-
var o utilizador a ver o conteúdo completo no site ou noutra plataforma,
beneficiando o autor do conteúdo, normalmente com receita publicitária
associada. (Ver Fakenews, Like Baiting e Link Baiting).
• Clickthrough – é a ação de clicar num link que aponta para uma
determinada página web. (Ver CPC, CTR PPC).
• Cliques – é o número de vezes que um elemento digital é clicado.
Este termo pode ser utilizado em vários contextos, como anúncios, e-mail
marketing, SEO, landing pages e outros.
• Cloud – refere-se à utilização de recursos na Internet (nuvem), aces-
síveis através de um terminal ou outro dispositivo. Pode ser utilizado para
armazenamento, alojamento web ou aplicações de software, dispensando
instalação local e consumo dos respetivos recursos.
• CMO (Chief Marketing Officer) – é o diretor de marketing de uma
organização.
• CMS – é a sigla para Content Management System, que significa sis-
tema de gestão de conteúdos, como o WordPress, Joomla, Drupal ou ou-
tros. É uma plataforma que permite criar e gerir os conteúdos com facilida-
de – adicionar, editar ou atualizar. (Ver WordPress).
• Código (Code/HTML/Script) – usa-se, normalmente, para se refe-
rir a algum tipo de programação. No âmbito de gestão de conteúdos num
CMS, significa passar para o modo de texto (ou HTML ou código), para per-
mitir adicionar código embed de conteúdos social media ou, mesmo, criar
funcionalidades adicionais, via programação. (Ver HTML).
• Código de conversão – ao adicionar este código no site, landing
page ou loja online, é possível saber quantas conversões ocorreram (por
GLOSSÁRIO 219

exemplo, vendas ou leads) associadas a determinadas campanhas, permi-


tindo chegar mais facilmente ao ROI. A plataforma Google Ads, por exem-
plo, permite gerar esse código. (Ver Google Ads e ROI).
• Colaboração – consiste em trabalhar remotamente com recursos em
comum (ferramentas, ficheiros, projetos ou outros). Eis alguns exemplos
de ferramentas de colaboração: Slack, workplace by Facebook, Yammer e
outras.
• Comentários – é a interação com outros utilizadores, que pode ocor-
rer num site, blog ou nos social media. (Ver Engagement).
C
• Community Manager – é um gestor de comunidades online, abran-
gendo, normalmente, áreas como social media, marketing, suporte e rela-
ções públicas. (Ver Gestor de Redes Sociais).
• Conta – é um acesso a uma rede social, site ou sistema, através de um
registo criado previamente. (Ver Log in).
• Content Marketing (Marketing de Conteúdo) – é uma estratégia
focada em entregar conteúdo valioso, relevante e consistente, para atrair e
reter o público-alvo. (Ver Inbound Marketing).
• Conversão – acontece sempre que o utilizador executa a ação dese-
jada, de acordo com o objetivo definido pelo anunciante – normalmente,
um lead ou uma venda. Em anúncios, é uma métrica fundamental para se
chegar ao ROI. Mas pode haver uma conversão sem existir investimento
em anúncios, nomeadamente, tráfego orgânico de pesquisas, das redes
sociais, e-mail e outros. (Ver ROI).
• Comunicação – é um processo que envolve a troca de informações
entre dois ou mais interlocutores. No âmbito do marketing, é um dos 4Ps, o
da Promoção. Deve ser feito de forma relevante e consistente com o seu pú-
blico-alvo no processo de divulgação da marca, produtos ou serviços. O mix
da comunicação é constituído por: publicidade, força de vendas, marketing
direto, patrocínio e mecenato, relações públicas, promoções e merchandi-
sing. (Ver Marketing Mix e Promoção).
• Concorrência – acontece, quando existem vários intervenientes no
mercado a atuar de forma independente com produtos ou serviços diferen-
ciados, com o objetivo de aumentar a sua quota de mercado e respetivo lucro.
• Consentimento – no âmbito do tratamento de dados, deve ser obtido
o consentimento explícito e inequívoco para proceder à recolha de dados e
utilizá-los para determinado objetivo. (Ver RGPD).
• Conteúdos – são utilizados para comunicar com a audiência, po-
dendo assumir diversos formatos e utilizar canais variados. (Ver Content
Marketing).
• Cookies – são ficheiros gravados no dispositivo do visitante, através
do browser, após aceder a um site. Permite melhorar a experiência do uti-
lizador, guardando dados relacionados com o site, nomeadamente os da-
dos de acesso, carrinho de compras, que sites visitou e outras informações.
Todos os sites que utilizam cookies, e servem os visitantes na Europa, são
obrigados a avisar os respetivos utilizadores (Cookies law).
220 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Copy – refere-se ao conteúdo escrito, sendo o resultado do traba-


lho de copywriting.
• Copyright – (ver Direitos de autor).
• Copywriting – são as técnicas de escrita, utilizadas para comu-
nicar e persuadir a efetuar determinada ação (comprar ou outro obje-
tivo). Podem ser direcionadas para diversos canais, sendo necessária a
respetiva adaptação do texto, como é o caso da escrita para a web. Não
confundir com Copyright.
C • CPA (Cost Per Action) – designado, também, por vezes, de custo
por aquisição, é um modelo de pagamento da publicidade online, em
que existe um custo apenas quando o utilizador efetua uma determina-
da ação (lead, compra ou outra). O CPA é superior ao CPC, porque nem
todos os utilizadores que clicam geram uma ação ou conversão. Permite
otimizar campanhas para a ação desejada. Por exemplo, o Google Ads e
o Facebook Ads têm campanhas otimizadas para este fim. O CPA médio
representa o custo médio por cada ação. (Ver CPM, CPC e CTR).
• CPanel – é uma das interfaces do painel de controlo de gestão de
alojamento web.
• CPC – é a abreviatura de “cost-per-click”, que significa custo por
clique. É o modelo de pagamento de anúncios online mais utilizado.
Cada clique, num anúncio, corresponde a um custo que, normalmen-
te, é variável em função da procura da palavra-chave ou do grau de
segmentação aplicado. É, por norma, a opção por defeito, quando cria
anúncios online nas diversas plataformas, tais como, Google, Facebook,
Instagram, LinkedIn ou YouTube. (Ver CPA, CPL e CPM).
• CPC Máximo – é o limite máximo que um anunciante está dis-
posto a pagar por um clique num anúncio, normalmente utilizado em
anúncios Google e Facebook.
• CPC Médio – é o valor médio cobrado por um clique num anún-
cio.
• CPC Otimizado (ECPC – Enhanced CPC) – é o custo por clique
para maximizar conversões, normalmente utilizado em anúncios Goo-
gle Ads.
• CPL (Cost Per Lead) – significa custo por lead, refletindo o valor
pago por cada contacto qualificado obtido. (Ver CPA).
• CPM – é o custo por cada mil impressões de anúncios (Cost per
thousand. O M é a numeração romana para 1000). É uma das alternati-
vas ao CPC, especialmente quando o objetivo é obter mais notoriedade.
(Ver CPC e Impressão).
• CPV (Cost Per View) – é o custo por cada visualização de ví-
deo numa plataforma de anúncios (YouTube, Instagram, Facebook ou
LinkedIn). O tempo necessário para ser considerado uma visualização,
ou para ser imputado o custo, varia de acordo com a plataforma (quan-
do ocorre clique, tempo mínimo de visualização ou ver vídeo completo).
(Ver CPC e CPM).
GLOSSÁRIO 221

• Crawler – um web crawler ou spider é um serviço automático que


permite rastrear páginas na web, normalmente para indexação. (Ver
Robots.txt).
• Creative Commons – é um tipo de licença, surgida em 2002,
que permite publicar conteúdos com menos restrições de direitos de
autor, podendo ter vários tipos de licença: sem restrições, atribuição,
partilhar sob a mesma licença, não comercial, sem derivações ou uma
combinação de todas. O Google Imagens, o YouTube ou o Flickr têm
filtros para poder obter imagens e vídeos sob esta licença. Bons exemplos
C
de conteúdos neste formato são a Wikipedia e o OpenCourseWare da
MIT. Podem obter-se milhares de imagens, vídeos e áudios gratuitos
sob esta licença em: https://search.creativecommons.org. (Ver Direitos
de autor e Free).
• Criptomoeda – é uma moeda virtual descentralizada que utili-
za a tecnologia blockchain e criptografia para assegurar a validade das
transações e a criação de novas unidades de moeda. O Bitcoin, a primei-
ra criptomoeda descentralizada, surgiu em 2009, com Satoshi Nakamo-
to. (Ver Bitcoin e Blockchain).
• CRM (Customer Relationship Management) – é um sistema
de informação ou ferramenta de gestão da relação com o cliente. Per-
mite manter informações de contacto, interações com a organização,
preferências, perfil de clientes e potenciais clientes, melhorar a satisfa-
ção, acompanhar propostas comerciais, criar campanhas personaliza-
das e implementar processos de fidelização. Desta forma, é mais fácil
compreender as suas necessidades, para fornecer produtos e serviços
adequados, proporcionando um melhor serviço ao cliente. É possível
integrar este sistema com diversas plataformas, por exemplo: loja onli-
ne, plataformas de suporte ou outros.
• CRO (Conversion Rate Optimization) – são técnicas para oti-
mizar a taxa de conversão, normalmente numa landing page ou loja
online. (Ver Conversão e Landing Page).
• Crossmedia – é a utilização das diversas plataformas de comu-
nicação online e offline para distribuir a mensagem. (Ver Storytelling e
Transmedia Storytelling).
• Cross-selling – consiste em vender um produto adicional ou
complementar a um cliente. O objetivo é obter mais receitas do cliente
e proteger a relação com a respetiva fidelização. (Ver Up-selling.)
• Crowdfunding – consiste na obtenção de financiamento, através
de uma iniciativa de angariação de capital junto de inúmeras fontes de
financiamento, especialmente pessoas com interesse no produto ou ser-
viço. São exemplo disso serviços muito populares, como o Kickstarter
e Indiegogo, em que o potencial interessado pode investir previamente
por um valor abaixo do custo do produto para o receber posteriormente.
• Crowdsourcing – é um modelo que permite a colaboração de mul-
tidões para um determinado projeto. Pode ser utilizado para serviços, pro-
222 MARKETING DIGITAL de A a Z

dutos, ideias, conteúdos ou outros. Por exemplo, o YouTube permite ativar


uma opção para que os vídeos sejam traduzidos por terceiros, colaborando
coletivamente.
• CSS (Cascading Style Sheets) – é um ficheiro que contém os estilos
de uma página web, como cores, tipo de letra, espaçamento e outros atribu-
tos. Permite a separação dos estilos de uma página em HTML (ou em outra
linguagem de programação), tornando o processo de edição mais simples e
organizado.
C • CTR (Click-Through Rate) – é a taxa de cliques que se obtém num
D determinado meio digital. Permite analisar o desempenho de um anúncio,
palavra-chave, resultado orgânico no Google, campanha de e-mail marke-
ting ou outra ação que envolva cliques. É muito utilizado para analisar o
desempenho de um anúncio e para o otimizar, se tiver um CTR baixo. Como
é uma taxa, permite comparar anúncios (ou outros) entre várias campa-
nhas, com características diferentes. Pode ser calculado da seguinte forma:
CTR=Cliques/impressões*100. (Ver Cliques, CPC, CPM e Impressão).
• Cupão – no âmbito da loja online, o cupão de desconto permite ofe-
recer condições especiais ao potencial cliente. Também é designado por
código de desconto. O voucher contempla, normalmente, um determinado
valor a usar numa loja física ou online. (Ver Loja online).
• Customer Journey – é o caminho que o cliente percorre até à sua
decisão em efetuar a compra. Habitualmente, um consumidor não compra
de imediato, quando tem contacto pela primeira vez com uma marca ou
produto. Por isso, vai descobrir mais, através de vários meios. Este percurso
é constituído por vários pontos de contacto (touchpoints) com a marca. É
possível desenhar o mapa do Customer Journey, para visualizar o seu per-
curso. (Ver Geração, Público-alvo e Persona).

D
• Dados (Data) – são um conjunto de valores ou ocorrências em esta-
do bruto. Os dados estruturados estão formatados e organizados em tabelas
(linhas e colunas), para serem facilmente processados com um sistema de
gestão de base de dados – como é o caso de dados de estatísticas prove-
nientes de software e aplicações. Os dados não estruturados não têm uma
formatação específica, nem estão organizados em tabelas, sendo mais difícil
de os processar – como acontece com e-mails, mensagens, documentos e
imagens. Ao processar os dados, pode ser obtida informação, que é útil para
melhores decisões. (Ver Business Intelligence, Data Mining, Google Analy-
tics e Informação).
• Dados pessoais – é a informação relativa a uma pessoa viva, identi-
ficada ou identificável. Também constituem dados pessoais, o conjunto de
informações distintas que podem levar à identificação de uma determinada
pessoa. Os dados pessoais que tenham sido descaracterizados, codificados
ou pseudonimizados, mas que possam ser utilizados para reidentificar uma
GLOSSÁRIO 223

pessoa, continuam a sê-lo. Os dados pessoais que tenham sido tornados


anónimos, de modo a que a pessoa não seja ou deixe de ser identificável,
deixam de ser considerados como tal. Para que os dados sejam verdadeira-
mente anonimizados, a anonimização tem de ser irreversível. (Ver RGPD).
• Dark post – é um conteúdo numa rede social que não está publi-
cado na página, mas está a ser entregue ao público-alvo com anúncios pa-
gos. Tem a vantagem de poder fazer testes A/B com segmentações, sem ter
de chegar ao público habitual. Eis algumas das plataformas que permitem
dark posts: Facebook, Twitter, LinkedIn e Pinterest. No Facebook, é possí-
vel aceder a um separador da página e ver todos os posts que são patrocina- D
dos. (Ver Facebook Ads).
• Dark social – são os conteúdos das redes sociais partilhados em ca-
nais privados, como o e-mail e Apps de conversação, sendo mais difíceis de
rastrear do que quando são partilhados publicamente. (Ver Feed).
• Dark web – são conteúdos que, para serem acedidos, requerem
software específico (browser ou similar), configurações ou autorizações de
acesso, apesar de utilizarem a Internet. A dark web faz parte da deep web.
Uma das redes da dark web é o Tor. Não confundir com deep web. (Ver
Deep web e Tor).
• Dashboard – é um painel de controlo, no qual pode ser utilizado um
conjunto de indicadores ou ferramentas de gestão.
• Data Mining – é o processo que permite encontrar padrões em gran-
des quantidades de dados, utilizando algoritmos. O objetivo é transformar
os dados em informação, para ajudar em decisões estratégicas. (Ver Machi-
ne Learning, Business Intelligence e Google Analytics).
• Deadline – é o prazo para entrega ou conclusão de determinada ta-
refa ou projeto.
• Deep web – são conteúdos não indexados pelos motores de pesqui-
sa, por diversas razões. Alguns exemplos: conteúdos pagos, acessíveis por
palavra-chave, homebanking, canais pagos de vídeo, jornais pagos ou ou-
tros conteúdos que foram propositadamente desindexados pelos motores
de pesquisa ou nos quais foi utilizada tecnologia para bloquear a indexação.
• Descrição – é um texto informativo, associado a um conteúdo, nor-
malmente numa imagem, publicado num social media ou site. (Ver Legen-
da e Título).
• Design Thinking – é um método prático e criativo para encontrar
soluções, desenvolver produtos ou inovar. Esta abordagem propõe várias
etapas: definição do problema, pesquisa, construção de ideias, criação de
protótipo e teste.
• Diagnóstico – é uma análise detalhada, feita aos principais aspetos
da presença digital do negócio: estratégia, site, redes sociais, conteúdos e
motores de pesquisa, analisando também o desempenho das métricas e dos
objetivos.
• Diferenciação – é a capacidade que um produto ou serviço tem de
ser percebido como diferente dos seus concorrentes, de acordo com as suas
224 MARKETING DIGITAL de A a Z

vantagens competitivas. Poderá ocorrer através da segmentação do merca-


do, do posicionamento ou do Marketing Mix. (Ver Marketing Mix, Posicio-
namento e Segmentação).
• Direitos de autor – os direitos de autor são uma forma de proprie-
dade intelectual, que recaem sobre obras do domínio literário, científico ou
artístico. São automáticos, isto é, surgem no momento da exteriorização da
obra, da criação intelectual, e não carecem de qualquer registo. É diferente
da Propriedade Industrial, outra forma de Propriedade Intelectual, mas que
está sujeita a registo (em Portugal no INPI, Instituto Nacional de Proprie-
D dade Industrial), como uma marca comercial que protege marcas, slogans,
logótipos e outras identificações. Também é diferente de patentes, que pro-
tegem invenções. (Ver Marca registada).
• Disquete – é um dispositivo de armazenamento magnético em su-
porte físico, com capacidade até 1,44Mb. Surgiu nos anos de 1970, com o
tamanho de 5 ¼’’, e mais tarde de 3 ½’’, caindo em desuso no início dos
anos de 2000.
• Dispositivo – refere-se, normalmente, a um computador, smartpho-
ne, tablet ou outro aparelho.
• Distribuição (Place) – é a forma ou o meio pelo qual um produto ou
serviço é entregue ao consumidor final – físico ou digital. (Ver Marketing
Mix).
• DKIM (DomainKeys Identified Mail) – é um método de autenti-
cação de e-mail, que permite ao serviço do recetor validar a autenticidade
do domínio do remetente. Desta forma, atesta que a mensagem não foi al-
terada, importante em casos de ataques de phishing ou situações similares.
Para minimizar o risco de os envios irem para a pasta de SPAM, deve ser
ativado no servidor de e-mail. (Ver e-mail marketing e SPAM).
• DNS (Domain Name System) – é um sistema de nomes de do-
mínio que permite traduzir um endereço web num IP associado a um de-
terminado servidor. Se escrever o nome do domínio www.vascomarques.
com no browser, irá corresponder ao respetivo endereço IP, por exemplo,
256.256.256.256, para o site poder abrir. Quando se regista um domínio e
se compra um alojamento, é sempre necessário configurar corretamente o
DNS (normalmente pela equipa técnica). (Ver Domínio).
• Domínio – o nome do domínio é o endereço principal do site. Por
exemplo, no URL, www.vascomarques.com/livros, o domínio é vascomar-
ques.com e o seu sufixo é uma extensão TLD .com. Serve para identificar
o IP de uma página web alojada num determinado servidor e abri-la no
explorador da Internet. Pode conter letras, algarismos e hífenes (-). Quanto
às suas características técnicas: pode começar ou terminar com algarismos;
não pode começar ou terminar com hífen, nem ter dois hífenes seguidos; é
possível (mas não é recomendável) ter acentuação e cedilha, como: www.
antónio.com; não pode ter pontuação ou espaços; o nome, sem extensões,
pode conter de 1 até 63 caracteres; o endereço completo não pode exceder
os 255 caracteres. (Ver DNS,IP, Subdomínio e TLD).
GLOSSÁRIO 225

• Doodle – é um serviço utilizado para conciliar a disponibilidade de


várias pessoas para marcar reuniões ou eventos. Também pode referir-se a
ilustrações (Doodles) que o Google publica no seu motor de pesquisa para
assinalar acontecimentos importantes.
• Double opt-in – permite fazer validação de interesse na inscrição
de uma lista de e-mail marketing. Após inserção do e-mail no formulário, o
utilizador tem de clicar num link enviado para o seu e-mail, confirmando,
assim, o interesse genuíno do próprio utilizador, descartando a possibili-
dade de o e-mail não ter sido bem introduzido ou de ter sido adicionado
por terceiros. É uma prática recomendada no e-mail marketing. (Ver e-Mail D
marketing).
• DPI (Dots Per Inch) – mede a densidade de uma imagem no for- E
mato impresso. Também é designada por PPP (pontos por polegada). Para
monitores, o termo mais correto é píxeis por polegada ou resolução. Nor-
malmente, para a web, uma imagem tem 75 dpi; para impressão, pode ter
300 dpi. (Ver Resolução)
• Drag-and-drop – é utilizado em interfaces gráficas em vários dipo-
sitivos, que permite arrastar um objeto virtual para a posição desejada. Por
exemplo, numa ferramenta de criação de landing pages, é habitual propor-
cionar uma interface drag-and-drop, para construir facilmente uma página.
(Ver WYSIWYG)
• Drone – é um veículo não tripulado ou um dispositivo que se mo-
vimenta, normalmente no ar, controlado remotamente. Habitualmente, é
dotado com registo e transmissão de imagens.
• Dropshipping – permite ter uma loja online, mas sem o investimen-
to em stock. É necessária uma boa estratégia de marketing digital para ter
bons resultados com as vendas de produtos de terceiros. Quando é subme-
tida a encomenda e realizado o respetivo pagamento, é feito o pedido para o
fornecedor, que tratará de todo o processo logístico de envio ao cliente. (Ver
e-Commerce e Loja online).
• DVD (Digital Versatile Disc) – é um disco ótico, em formato físico,
criado pela Philips e pela Sony, em 1995, que ficou popular no início dos
anos de 2000. Pode conter qualquer tipo de dados (imagens, vídeos, fichei-
ros ou software), podendo ser só de leitura ou regravável. Pode conter de
4,4GB a 17Gb (double-sided e double-layer). Apesar de ter o mesmo aspeto
físico de um CD, tem muito mais capacidade, porque a tecnologia de grava-
ção a laser ocupa menos espaço (650nm) em espiral. (Ver CD).

E
• e-Business – consiste na criação e gestão de todos os aspetos de um
negócio online. Este modelo utiliza a Internet como meio de comunicação
ou para efetuar transações. Pode incluir o e-commerce, plataformas de co-
municação com fornecedores, CRM e outros sistemas. O termo foi criado
pela IBM, em 1996. Não confundir com e-commerce.
226 MARKETING DIGITAL de A a Z

• e-Commerce – são transações comerciais através de meios eletróni-


cos, especialmente através da Internet. Ocorrem a nível B2B (Business to
Business), B2C (Business to Consumer), C2C (Consumer to Consumer) ou
C2B (Consumer to Business). Podem ser vendidos produtos ou serviços,
através de plataformas específicas, como, por exemplo, de uma loja online
ou de Marketplaces (como a Amazon). As transações de informações e pa-
gamentos são feitas, por norma, de forma segura, com tecnologia SSL. A
primeira venda online ocorreu em 1994, com a venda de um CD na plata-
forma americana NetMarket. (Ver e-Business, Maketplace e SSL).
• E-goi – é uma plataforma portuguesa de e-mail marketing, automa-
ção, SMS e notificações push.
E • e-Learning – corresponde a eletronic learning, que significa apren-
dizagem não presencial, apoiada em Tecnologias de Informação e Comuni-
cação (TIC), normalmente online. Podem existir aulas presenciais intermé-
dias, sendo, nesse caso, b-Learning (Blended Learning).
• e-Mail (Correio eletrónico) – é uma ferramenta que permite com-
por, enviar e receber mensagens eletrónicas, geralmente através da Inter-
net, para qualquer parte do mundo e para diversos dispositivos. O e-mail
é mais antigo que a World Wide Web, tendo começado a ser utilizado no
início dos anos de 1970. Existem cerca de cinco mil milhões de contas de
e-mail. São enviados diariamente mais de 200 mil milhões de e-mails pro-
fissionais. Em média, são enviados e recebidos cerca de 130 e-mails profis-
sionais, por dia, por pessoa.
• e-Mail marketing – é a utilização do e-mail como ferramenta para
ações de marketing. Normalmente, está associado à utilização de newsle-
tters online, mas é mais do que isso. Pode ser utilizado para automação,
landing pages, lojas online, comunicação personalizada ou outras técnicas.
Para envio de campanhas de e-mail marketing, para as respectivas listas, é
necessário consentimento e uma plataforma de envio e gestão. Possibilita
segmentar, personalizar, fazer testes A/B, sequência de e-mails, envio de
campanhas de acordo com a análise do comportamento e das principais
métricas. Os principais indicadores a acompanhar são: taxa de abertura e
taxa de cliques. É utilizado para informar, enviar novidades ou promoções.
(Ver Newsletter e RGPD).
• Earned media – são conteúdos e atividades, relacionados com uma
marca, que não foram diretamente gerados pela empresa, mas por clientes,
potenciais clientes, jornalistas ou outras pessoas. Por exemplo, uma análise (re-
view) a um produto numa rede social, no YouTube ou no blog, a partilha ou a
publicação de comentários nos social media. (Ver Owned Media e Paid media).
• eBook – é um livro digital, em PDF, ePub ou outros tipos. No marke-
ting digital, pode ser usado como material educativo para gerar leads e
construir relacionamento com potenciais clientes.
• Economia Digital – é uma economia baseada em tecnologia digital,
nomeadamente na Internet. Também é designado por economia da Inter-
net, economia web ou nova economia. (Ver e-Business).
GLOSSÁRIO 227

• Economia de escala – é a otimização dos custos fixos, gerando pro-


dutos e serviços a um custo mais baixo. Um bom exemplo disso é a produ-
ção de software ou outros produtos ou serviços desmaterializados.
• Ecrã final – no YouTube, é uma funcionalidade que permite adicio-
nar no final do vídeo opções adicionais de interação: ver outros vídeos, play-
lists ou subscrever canal.
• Edge Rank – é um algoritmo do Facebook que determina as publica-
ções que são mais relevantes para aparecer no feed de notícias do utilizador.
São considerados três fatores principais: formato do conteúdo (imagem,
texto, vídeo), idade da publicação (quanto mais recente, melhor) e afinidade
(se houve interações anteriores com a página Facebook).
• Embed (Embeber ou incorporar) – é a inserção de um código de E
um serviço social media, para apresentar o respetivo conteúdo. Por exem-
plo, pode inserir o código embed de um vídeo do YouTube num site, para
que este seja reproduzido na respetiva página. Regra geral, é utilizado para
incorporar vídeos, imagens, posts das redes sociais, áudio, álbuns ou PDFs.
• Emoji – são ícones visuais que representam emoções e palavras.
Tiveram a sua origem no Japão. São utilizados em redes sociais, nas Sto-
ries (Instagram), e-mails ou outros conteúdos. Foram precedidos pelo
emoticon, mais rudimentar, também conhecido por :) (smiley). O dia
mundial do emoji celebra-se a 17 de julho. É possível registar domínios
com emojis.
• Empreendedorismo (Entrepreneurship) – é a iniciativa de im-
plementar novos negócios ou mudanças em organizações, geralmente com
inovação e, por vezes, com risco.
• Engagement (Interação) – é o envolvimento de utilizadores numa
publicação, com comentários, reações, partilhas ou identificações num
post, dando origem à taxa de interação ou Engagement rate. (Ver Alcance
e Posts).
• Erro 404 – é o erro apresentado no browser quando uma página do
site não existe. Pode ocorrer ao apagar um artigo do blog, um produto da
loja online ou se existir algum problema numa determinada página. Nesses
casos, esse endereço deixará de funcionar para qualquer origem de tráfego:
Google, redes sociais, e-mail ou outra fonte. É uma boa prática personalizar
a página de erro 404, para redirecionar os visitantes para a ação ou conteú-
do mais adequado. (Ver Internal Server Error – Erro 500).
• Estatísticas (Insights) – fornecem indicadores e métricas sobre
uma determinada ferramenta, para se compreender o que está a gerar mais
resultados. Este sistema de estatísticas encontra-se em quase todas as ferra-
mentas de marketing digital, como Facebook, Instagram, YouTube, e-mail
marketing e outros.
• Estratégia – é o conjunto de ações que definem como atingir os ob-
jetivos propostos e com que recursos. É importante definir uma estratégia,
porque existem limitações de recursos, por isso, tem de ser definida a forma
como vão ser utilizados. Devem ser traçados os objetivos (SMART); depois,
228 MARKETING DIGITAL de A a Z

as ações concretas para atingir as metas propostas, a fim de alocar os recur-


sos de forma correta para executar as ações.
• Etiquetas (Tags) – são palavras representativas de assuntos as-
sociados a um artigo. Quando se publica um artigo num blog, devem ser
associadas algumas palavras-chave importantes, para ajudar a organizar
o conteúdo e a melhorar a experiência no site. Também são utilizadas em
vídeos no YouTube e em outros conteúdos nos social media. (Ver Artigos e
WordPress).
• Eventbrite – é uma plataforma de criação e gestão de eventos.
• Eventos Facebook – permite divulgar eventos presenciais ou online
no Facebook, sendo uma boa prática para alcançar mais pessoas, propa-
E gando-se pela rede de quem demonstra interesse ou adere ao evento. É im-
portante colocar uma capa apelativa, descrição completa, link relacionado e
F outras informações relevantes.
• Explorador – (ver Browser).
• Extensão – é a terminação de um ficheiro, por exemplo, marketing-
digital360.pdf (ficheiro PDF). Também pode referir-se à terminação de um
domínio. (Ver TLD).
• Eye tracking – é um processo de análise do movimento dos olhos
em relação a uma interface. Utilizando dispositivos específicos, permite sa-
ber qual é o comportamento de observação em relação a um site, aplicação,
conteúdo ou outro. É importante para melhorar a usabilidade e para ajustar
ao comportamento do utilizador, a fim de conseguir melhor desempenho.

F
• Fã – no Facebook, é a pessoa que clicou no botão Gosto da página,
pressupondo que é fã da respetiva página profissional ou que tem interesse
em ver essas publicações.
• Facebook 360 – é uma rede social do Facebook, especificamente
para fotografias e vídeos 360. (Ver Fotografia 360, Vídeo 360 e VR).
• Facebook (ou FB) – é a maior rede social, com mais de 2,4 mil mi-
lhões de utilizadores e 50 milhões de páginas profissionais. Foi fundada em
2004, por Mark Zuckerberg.
• Facebook Leads – é um tipo de publicidade, criada no gestor de
anúncios do Facebook, para captar os dados do utilizador automaticamen-
te após ter manifestado interesse no anúncio e ter dado consentimento da
recolha da informação.
• Facebook Live – é a transmissão, em direto, através do Facebook.
Poderá ocorrer através do smartphone, do browser do computador, de equi-
pamentos ou de produção profissional com software e hardware adicional.
• Facebook Messenger – é uma plataforma de conversação, em tem-
po real, do Facebook.
• Facebook Spaces – é uma rede social do Facebook, dedicada à Rea-
lidade Virtual.
GLOSSÁRIO 229

• FAQ (Frequented Asked Questions) – refere-se a questões colo-


cadas frequentemente e, por isso, reunidas de modo a corresponderem às
possíveis perguntas que possam surgir. É muito utilizado em sites ou lojas,
para mais facilmente ajudar o visitante.
• Fake news – são notícias falsas, criadas propositadamente para ob-
ter ganhos financeiros, políticos ou de outra natureza. Por vezes, recorre-se
a títulos chamativos para gerar clickbait. (Ver Clickbait, Like Baiting e Link
Baiting).
• Favicon – é um ícone que aparece no separador do browser ou quan-
do se adiciona um site aos favoritos, com impacto em SEO. É uma boa prá-
tica criar e definir um favicon para o site.
• Favorito (Bookmark) – é utilizado para guardar um URL no brow-
ser, que pode ficar associado a uma pasta para uma melhor organização em
consultas futuras. F
• Fee (Tarifa ou mensalidade) – é o pagamento de um valor inicial ou
recorrente, relativo à prestação de um serviço.
• Feed – refere-se, normalmente, ao feed de notícias do Facebook ou
de outra rede social. É o local onde é publicado e visualizado o conjunto de
conteúdos dos vários perfis, páginas ou contas desse social media.
• Feed RSS – a tecnologia RSS (Really Simple Syndication RSS 2.0)
permite agregar conteúdo de blogs ou sites, para poder ser acedido facil-
mente por outros sites ou aplicações. É necessário que seja gerado um fi-
cheiro no formato .XML.
• Filtro – permite estilizar uma fotografia ou vídeo, de acordo com os
modelos disponíveis. É um termo muito utilizado no Instagram.
• Flash – o Adobe Flash foi uma ferramenta muito popular, utilizado
para a criação de animação e de sites. No início dos anos de 2000, os sites
mais caros e melhores eram construídos nesta tecnologia. Com o passar dos
anos, tornou-se obsoleta, com grandes problemas de compatibilidade para
dispositivos e browsers, acrescida de dificuldade de indexação pelos moto-
res de pesquisa e da lentidão. As animações passaram a ser criadas noutras
tecnologias, nomeadamente, em HTML5. Flash também pode significar a
luz de um equipamento de fotografia.
• Flat design – é um design simples e minimalista, utilizado, principal-
mente, em interfaces web. Facilita todo o processo de adaptação aos vários
dispositivos, mantendo uma imagem coerente e atrativa.
• Flickr – é um serviço de partilha de imagens e álbuns. Surgiu em
2004, tendo sido depois adquirido pela Yahoo!. Uma das características
distintivas é a de dar ao utilizador a possibilidade de publicar fotografias
sob a licença Creative Commons, que permite reutilizar a fotografia gratui-
tamente. Na Wikipedia, as imagens também estão sob a licença Creative
Commons, e podem ter como fonte as imagens do Flickr, nesta categoria
CC. Não confundir com Flicker (cintilação na imagem).
• Folha de cálculo (Sheet) – é uma ferramenta que permite realizar
cálculos, operações lógicas e gestão de dados. Apresenta-se num formato de
230 MARKETING DIGITAL de A a Z

linhas e colunas, identificadas, respetivamente, por letras e números, dando


origem a células. O MS Excel é uma das ferramentas mais populares.
• Follow up – é a ação de dar seguimento e acompanhamento a um
e-mail, mensagem, contacto ou procedimento.
• FOMO (Fear Of Missing Out) – é a necessidade compulsiva de con-
sultar frequentemente os social media e mensagens, para manter interação
social ou ter receio de perder uma oportunidade.
• Fonte (Font) – é o tipo de letra utilizado num texto, documento, site,
imagem ou vídeo.
• Footer (Rodapé) – é a zona inferior de um documento, site ou e-mail.
• Formulário (Form) – é um conjunto de campos identificados, para
recolher informação específica para determinado fim. Essa matriz facilita
a recolha de dados, por exemplo, para contacto, recrutamento, pedido de
F orçamento ou outras ações que requerem uma parametrização de dados ou
obrigatoriedade de alguns deles.
• Fórum (Forum) – é uma ferramenta destinada a promover debates
através de mensagens. Existem temas que, por sua vez, se ramificam em tó-
picos, em que cada um deles pode conter várias mensagens, normalmente
organizadas cronologicamente. Em alguns casos, é necessário um registo
para participar, podendo existir discussões públicas e privadas. Com a as-
censão das redes sociais, os fóruns deixaram de ter tanta participação, mas
ainda são utilizados por certas comunidades, em assuntos específicos.
• Fotografia de capa (Cover photo) – normalmente, é uma imagem
grande e horizontal, no topo da conta de um social media (Facebook, Twi-
tter, LinkedIn, YouTube ou outra). Como é sempre uma imagem pública,
é uma boa oportunidade para informar quem é ou a proposta de valor do
negócio.
• Fotografia de perfil – é a imagem associada a um perfil numa rede
social ou serviço web.
• Fotografia 360 – é uma imagem esférica, captada em todas as dire-
ções, com uma câmara específica para o efeito. O Facebook e o Flickr repro-
duzem fotografias 360. Os conteúdos 360 permitem alimentar a Realidade
Virtual – apesar de serem tecnologias diferentes, têm pontos de sobreposi-
ção. Não confundir com imagens panorâmicas. (Ver Vídeo 360 e VR).
• Frame – na área do vídeo, é uma das imagens que constitui uma
sequência, que varia entre 25 imagens e 50 imagens por segundo (FPS).
• Framework – é uma estrutura-base, normalmente utilizada em pro-
gramação, direcionada para resolver um conjunto de problemas ou funcio-
nalidades. Permite ser integrada no desenvolvimento de uma aplicação, site
ou sistema, utilizando as classes e as interfaces de base do framework para
reutilizar no projeto.
• Free (Grátis ou livre) – significa grátis ou livre (por vezes referido
por libre, para desambiguação). Pode referir-se a um modelo de negócio, li-
cença de software ou de conteúdos (imagem, vídeo ou áudio). Referindo-se
a imagens livres de direitos de autor (Royalty free), significa que a imagem
GLOSSÁRIO 231

pode ser utilizada livremente, normalmente após a sua compra. (Ver Crea-
tive Commons, Free Software, Freemium e Open Source).
• Free Software – trata-se de um software livre (não tem a ver com
preço). Este tipo de licença foi criado pela Free Software Foundation (FSF),
nos anos de 1980. Permite que o utilizador possa estudar, alterar e parti-
lhar livremente, melhorar o software e vendê-lo (não exclui o uso comercial).
Está assente em quatro pilares, que dão o direito (mas não obrigam): utilizar
para qualquer uso, sem restrições; estudar e alterar; distribuir de forma gra-
tuita ou paga; melhorar e redistribuir nova versão. O objetivo é a liberdade e
os princípios éticos e sociais. Por oposição ao freeware, o free software per-
mite aceder ao código, sendo, por isso, também Open Source. Algumas das
principais licenças são: MIT, GNU, Apache e BSD. Um bom exemplo de free
software é o Linux. (Ver Creative Commons, Free e Open Source).
• Freemium – é um modelo de negócio em que parte do produto ou F
serviço é gratuito, no entanto, para ter acesso a mais funcionalidades ou
G
recursos existe um custo. (Ver Modelo de negócio).
• Freeware – é um software gratuito. No entanto, normalmente não
é Open Source ou Free Software (livre). Exemplo disso é o Adobe Acrobat
Reader, que é gratuito, mas não fornece acesso a consultar ou alterar o códi-
go. O freeware pode ser distribuído como freemium, shareware ou de outra
forma. (Ver Freemium, Free Software e Open Source).
• Front-end – é a interface de um sistema de acesso ao utilizador. (Ver
Back-end).
• FTP (File Transfer Protocol) – é um protocolo que permite trans-
ferir ficheiros entre computadores. É muito utilizado para enviar ficheiros
para o servidor do site. (Ver CPanel e HTTP).
• Funil de vendas – representa as diferentes fases em que os poten-
ciais clientes estão, desde o processo de obtenção de informações até à deci-
são de compra. O desenho deste procedimento ajuda a visualizar as diversas
fases, para adaptar táticas em função da etapa em que se encontra.
Existem, genericamente, três fases:
- Top of Funnel (ToFu) – aqui, devem ser produzidos conteúdos para
dar visão geral sobre o assunto;
- Middle of Funnel (MoFu) – é adequado para produzir conteúdos
mais aprofundados e orientar na resolução do problema;
- Bottom of Funnel (BoFu) – nesta fase, devem ser produzidos con-
teúdos específicos sobre o assunto e orientados para a solução, pro-
duto ou serviço.

G
• Gamification – consiste na aplicação de princípios, elementos e
ações típicas em jogos, mas fora do seu contexto. Ao utilizar estes princí-
pios, obtém-se mais interação dos utilizadores, mais produtividade, mais
aprendizagem, melhor fluxo de informação e outros benefícios. Pode ser
232 MARKETING DIGITAL de A a Z

utilizado em e-Learning, interação numa App, processos de partilha de co-


nhecimento ou outros cenários. Começou a ganhar mais popularidade a
partir de 2010.
• Gateway de pagamento – é um sistema de pagamento, implemen-
tado, normalmente, numa loja online, que permite receber um ou vários
métodos de pagamento para efetuar a transação online.
• Geolocalização (Geolocation) – identifica a localização, geralmente
através de GPS, de um dispositivo, quando o utilizador está a usar uma apli-
cação ou a aceder a um site. Permite efetuar campanhas para pessoas com
dispositivos em determinada região geográfica.
• Geotagging – adiciona metadados de identificação geográfica (nor-
malmente através do GPS de um smartphone) a conteúdos, como fotogra-
fias, vídeo, sites, mensagens ou QR Codes.
• Geotargetting – permite direcionar conteúdos ou campanhas para
um público-alvo, definido geograficamente através da geolocalização. Por
G
exemplo, permite entregar conteúdos num site, de acordo com as caracte-
rísticas geográficas do visitante.
• Geração – com o objetivo de categorizar o comportamento das várias
gerações de acordo com o intervalo de datas de nascimento, eis algumas das
mais conhecidas: Baby Boomers (1946 a 1964), Geração X (1965 a 1979),
Geração Y ou Millenials (1980 a 1995) e Geração Z (1996 e 2010). As datas
podem variar um pouco, no entanto, o mais importante são as caracterís-
ticas comportamentais de cada grupo e a sua apetência para o digital. (Ver
Xennials, Segmentação e Público-alvo).
• Gestor de Redes Sociais (Social Media Manager) – é o responsá-
vel pelo planeamento e pela estratégia nos social media. (Ver Community
Manager).
• GIF (Graphics Interchange Format) – é um formato de imagem
que surgiu em 1987. É muito utilizado na web para animação ou imagem
estática. É mais popular devido à animação e memes, podendo ser utilizado
em quase todas as redes sociais, sites e e-mail. O Giphy é um serviço muito
popular para ver e criar GIFs.
• Gimbal – é um estabilizador de imagem para smartphone ou câmara
de filmar.
• Gmail – é um serviço de e-mail da Google, criado em 2004.
• Googlar – significa pesquisar no Google.
• Google Ads (ou Google AdWords) – é uma ferramenta de criação de
campanhas de publicidade para o motor de pesquisa Google, YouTube, Gmail,
Google Play e sites parceiros (AdSense), com banners.
• Google AdSense – é um serviço de anúncios da Google para ser inse-
rido em sites ou blogs, para gerar receita com base nos cliques ou visualiza-
ções. Um dos métodos que os bloggers ou serviços de informação utilizam,
para monetizar os seus sites, é o de anúncios Google.
• Google Alerts – é um serviço da Google que permite monitorizar
palavras-chave e notificar o utilizador logo que essa informação for encon-
GLOSSÁRIO 233

trada na web. Por exemplo, pode ser monitorizado um nome, uma marca,
um site, ofertas de emprego, notícias ou outros assuntos. Permite definir a
regularidade com que envia as notificações.
• Google Analytics – é uma ferramenta para analisar métricas deta-
lhadas do site (ou outras plataformas). É necessário criar uma conta gratuita
e associá-la ao site através de validação. Permite analisar diversas métricas,
indicadores e comportamento do utilizador. É recomendável configurar um
relatório automático semanal em PDF. Está disponível uma aplicação mo-
bile, para mais facilmente analisar a informação.
• Google Analytics 360 Suite – é uma solução completa de analítica.
Esta suite integra as versões mais avançadas e pagas do Google Analytics,
do Google Tag Manager, do Google Optimize, do Google Surveys e do Goo-
gle Data Studio. Inclui, ainda, o Google Attribution 360 e o Google Audience
Center (DMP), que não existem na versão gratuita.
• Google Calendar – é um serviço para gerir agendas públicas ou pri-
G
vadas. Permite gerir várias agendas e ativar a visualização das que forem
necessárias. Dá a possibilidade de incorporar em site, útil para mostrar lista
de eventos de uma empresa.
• Google Chrome – é o browser da Google, sendo um dos explorado-
res de Internet mais utilizados.
• Google Datastudio – é uma ferramenta para criar dashboards sim-
ples e atrativos, recorrendo a informação disponível em plataformas Google
ou outras. Os dados podem ser obtidos através de várias fontes: carregar fi-
cheiro, Google Ads, Attribution 360, BigQuery, CloudSQL, DCM, DFP, Goo-
gle Analytics, folhas de cálculo Google, MySQL, PostgreSQL, Google Search
Console e YouTube Analytics. Ou seja, permite importar dados diretamen-
te de qualquer serviço Google. Possibilita enviar um ficheiro, com dados
de outras plataformas. Todos estes dados ficam acessíveis para desenhar o
dashboard adequado. Assim, ficará disponível um painel de controlo, à me-
dida das necessidades do negócio, para acompanhar as métricas que fazem
mais sentido.
• Google Docs – permite criar, editar e colaborar com ficheiros online
em vários formatos: documentos, folhas de cálculo, apresentações e formu-
lários.
• Google Drive – é uma tecnologia de armazenamento na nuvem
(cloud), para guardar todo o tipo de ficheiros online. Tem integração com
Google Docs e Forms.
• Google Forms – permite criar facilmente formulários, inquéritos e
questionários. Podem ser adicionados vários tipos de perguntas, imagem,
vídeo e colaborar com outras pessoas para a sua construção. No final, é
possível partilhar o URL ou fazer embed num site. É útil para inscrição em
eventos, sondagens ou recolha de opinião.
• Google Home – é um smart speaker que tem a possibilidade de inte-
ragir por voz com um assistente pessoal. O utilizador pode chamar imensos
serviços, nomeadamente, ouvir música, fazer perguntas, controlar reprodu-
234 MARKETING DIGITAL de A a Z

ção de vídeos e fotografias, ouvir notícias e controlar outros equipamentos


compatíveis. Existem equipamentos similares: Google Home Mini e Google
Home Max. (Ver Amazon Echo).
• Google Keyword Planner (Planeador de Palavras-chave do Goo-
gle) – é uma ferramenta do Google para obter ideias de palavras-chave e
serem utilizadas em campanhas Google Ads ou em técnicas de SEO. Dispo-
nibiliza ideias de termos relacionados, volume de pesquisa, concorrência e
CPC estimado. (Ver Google Ads).
• Google Market Finder – é uma ferramenta de internacionalização,
que permite obter informações detalhadas sobre a forma como os poten-
ciais clientes utilizam a Internet, as suas características e o seu comporta-
mento. Depois de definir o mercado, o utilizador terá acesso a recursos e a
ferramentas que o vão ajudar nos próximos passos do plano.
• Google My Business – permite gerir a presença do negócio no motor
de pesquisa Google. É possível associar ao Google Maps, adicionar fotogra-
G
fias, fotografias 360, informação detalhada do negócio, gerir comentários,
mensagens, criar um minisite e fazer publicações para o Google.
• Google Merchant Center – é uma plataforma para submissão dos
produtos, para lançar campanhas no Google Shopping. Existem critérios de
elegibilidade que têm de ser cumpridos para que os produtos sejam aprova-
dos. (Ver Google Shopping)
• Google Optimize – é uma ferramenta da Google que permite efe-
tuar testes A/B ou variações de testes mais avançados (multivariate test e
redirect test). É possível alterar, por exemplo, uma mensagem no checkout,
a cor do botão de compra, o tamanho do texto num formulário, a home
page ou as imagens numa página. Depois de aplicar os ajustes, a ferramenta
determinará qual foi o teste que gerou mais resultados na experiência do
utilizador. Assim, poderá ser otimizado o site, blog, loja ou landing page,
para aumentar eficiência e obter mais resultados. (Ver Teste A/B).
• Google Page Speed Insights – serve para medir a velocidade do site
em computadores e dispositivos móveis.
• Google Photos – permite fazer backup de fotografias e vídeos de
dispositivos móveis e do computador. Além disso, cria, automaticamente,
animações, álbuns e vídeos. Permite, ainda, selecionar fotografias e vídeos,
para criar um vídeo com os respetivos elementos. A função de pesquisa é
muito sofisticada, permitindo reconhecer e encontrar quase todo o tipo de
elementos nas imagens, mesmo sem nenhuma identificação associada.
• Google Public Data Explorer – é uma ferramenta para análise a
centenas de indicadores de dezenas de países. Consulte informação sobre o
PIB, utilização de automóveis, custo para abrir uma startup e muitas outras
informações úteis. Saiba mais em www.google.com/publicdata.
• Google Search Console (ou Google Webmaster Tools) – permite
gerir aspetos técnicos do site no motor de pesquisa, nomeadamente: sub-
meter sitemap para o site ser indexado, medir velocidade, analisar alguns
termos de pesquisa associados e observar posição das páginas do site para
GLOSSÁRIO 235

determinadas expressões de pesquisa. Possibilita comunicar com a Goo-


gle, quando o site fica comprometido com ataques e vulnerabilidades, re-
gularizando a situação. É fundamental que qualquer tipo de site, blog, loja
ou landing page, estejam submetidos nesta ferramenta do Google. Outros
motores de pesquisa (Bing, Baidu, Yandex e outros) têm uma ferramenta
idêntica.
• Google Shopping – através do Google Merchant Center, é possível
submeter produtos físicos da loja online no Google Shopping. A partir desse
momento, é possível criar campanhas, nas quais serão selecionados produ-
tos automaticamente e mostrados ao utilizador, de acordo com a relevância
das pesquisas no Google. Desta forma, não é necessário criar centenas de
anúncios, visto que são criados automaticamente. Saiba mais em www.goo-
gle.com/merchants. (Ver Google Merchant Center)
• Google Suggest – apresenta sugestões de termos propostos na caixa
de pesquisa do Google. As sugestões são baseadas no volume de pesquisa,
G
popularidade, localização, dispositivo, idioma e histórico.
• Google Suite – é um pacote profissional de ferramentas Google para
melhorar a produtividade de uma empresa. Reúne diversas ferramentas
para comunicar, armazenar, criar e controlar. Tem disponível a versão paga
do Gmail e do Google Drive, com mais espaço, mais controlo de permissões
dos colaboradores e mais segurança. Possibilita criar aplicações empresa-
riais personalizadas com o Google App Maker.
• Google Surveys – é um serviço de inquérito que permite obter res-
postas de pessoas reais com base em algumas questões (até dez), para obter
informação para profissionais ou para empresas. Por exemplo, se for neces-
sário saber se um novo produto teria interesse para um determinado públi-
co-alvo, esta pode ser a ferramenta certa para o aferir. É útil para prospeção
de mercado, para lançamento de novos produtos e para ajustes em serviços.
A empresa que faz o survey terá um custo de lançamento do formulário
para o público com as características que definiu. Quem detém sites ou apli-
cações pode inserir esses formulários. Em contrapartida, o utilizador tem
acesso a conteúdo exclusivo, fornecido pelo proprietário do site. O detentor
do site recebe depois parte do respetivo valor da Google, que intermediou
o processo.
• Google Tag Assistant – é uma extensão para Google Chrome, que
permite, facilmente, validar se os códigos da Google estão devidamente ins-
talados no site, tais como: Google Analytics, Google Tag Manager, Código
de Conversão do Google Ads e outros.
• Google Tag Manager – esta ferramenta permite agregar vários có-
digos de controlo e de conversões, analítica e retargeting, tanto de serviços
do Google como de terceiros. Aumenta o desempenho do site, pela otimi-
zação e pela validação de carregamento dos códigos. Permite adicionar vá-
rios tags, triggers e variables. Por exemplo, pode adicionar tags do Google
Analytics, do Google Ads, do Google Optimize, do LinkedIn, do Hotjar, do
Facebok Píxel, do Twitter e de outros. O que por vezes se faz, é adicionar
236 MARKETING DIGITAL de A a Z

o código para cada um dos serviços, resultando num carregamento mais


moroso e mais difícil de validação do normal funcionamento. Com o Goo-
gle Tag Manager é possível adicionar e gerir tudo num só local, só com um
pequeno pedaço de código, a colocar na página. Saiba mais em https://tag-
manager.google.com.
• Google Translator – é um serviço automático de tradução para com-
putador e mobile. Surgiu em 2007 e já tem mais de 200 milhões de utiliza-
dores. É compatível com mais de 100 idiomas, podendo traduzir 37 através
de imagens, 32 através de voz, em modo de conversação, e 27 através de
vídeo, em tempo real, no modo de realidade aumentada.
• Google Trends – é uma ferramenta essencial para analisar o volume
de pesquisa de determinada expressão e comparar com outras. Permite es-
colher o país ou a região, intervalo temporal desde 2004, categorias e local
de pesquisa (Google, Google Imagens, Google Shopping e YouTube). No
final, é apresentado um gráfico comparativo entre os vários termos intro-
G
duzidos, com valores relativos e pesquisas relacionadas com popularidade
H ou em ascensão. É fundamental para fazer pesquisa de mercado e para um
plano de marketing digital.
• Googlebot – é um processo de indexação do Google, que permite
identificar novas páginas e atualizá-las para surgirem no índice.
• Growth Hacking – é um conjunto de táticas para gerar um cres-
cimento mais rápido do negócio, aproveitando oportunidades e testando
novas estratégias. O termo é associado a Sean Ellis, um dos profissionais
mais reconhecido neste âmbito.
• Grupos – são espaços, onde várias pessoas estão agregadas em torno
de um tema ou objetivo. Os grupos podem ser criados no Facebook, What-
sApp, LinkedIn e outros social media.
• Grupo de anúncios (Ad group) – nas diversas plataformas de anún-
cios, como do Google ou do Facebook, é possível criar grupos de anúncios,
para uma melhor organização em função das suas características.
• Guest post – é um artigo escrito num blog, por um convidado, dife-
rente dos autores habituais, que tenha relação, conhecimento ou autorida-
de no tema. Tem a vantagem de fornecer conhecimento aos leitores e, ao
mesmo tempo, aumentar autoridade ao autor.
• Guião – é um texto de base para a produção de um vídeo. Pode ser
ensaiado antes, para reter as principais ideias, ou pode ser utilizado num
sistema de teleponto.
• Guidelines – é um documento-guia, com regras alinhadas num de-
terminado objetivo. Pode ser utilizado internamente, num departamento ou
organização, e, ainda, para comunicar externamente, no site ou redes sociais.

H
• H.264 – é um padrão de compressão de vídeo, baseado no MP4.
Lançado em 2003, é dos mais utilizados nos diversos meios de distribuição
GLOSSÁRIO 237

e plataformas: suporte físico, streaming de vídeo, plataformas de vídeo e


outros. Apresenta a grande vantagem de fornecer boa qualidade de vídeo,
com uma taxa de bitrate muito baixa (ocupa pouco espaço ou largura de
banda). (Ver MP4).
• Hacker – é alguém que utiliza o seu conhecimento de computação
para avaliar, testar e ultrapassar um problema num sistema informático,
normalmente falhas de segurança. Este profissional pode usar o seu co-
nhecimento para fins preventivos, ou, ainda, para fins não éticos (também
designado cracker, neste caso). Apesar de ter uma conotação negativa, o
resultado final depende da forma como o conhecimento é usado. (Ver Se-
gurança).
• Hangout – é uma ferramenta desenvolvida pela Google que permite
fazer videoconferências com vários utilizadores, em privado ou em direto.
• Hard bounce – é a falha na entrega de e-mails, por um motivo per-
manente, como um endereço de e-mail que não existe. Esses endereços de-
vem ser removidos da lista de e-mails, na plataforma de e-mail marketing.
(Ver Soft bounce). H
• Hardware – é um equipamento físico que, no âmbito digital, se refe-
re, normalmente, a computadores (também referidos como máquinas), aos
seus componentes e periféricos. (Ver Software).
• Hashtag – é uma palavra-chave, precedida pelo cardinal #, como,
por exemplo, #vascomarques. É uma forma de organizar e ligar conteúdos
nos social media, para serem encontrados mais facilmente pelas pessoas
que partilham interesses idênticos. Ao clicar na hashtag de uma publica-
ção, é possível ver todos os conteúdos com ela relacionados, criando, assim,
hiperligações entre conteúdos. Surgiu, inicialmente, no Twitter, mas atual-
mente quase todas as redes sociais a utilizam.
• Header – é o cabeçalho de uma página ou documento. Frequente-
mente, refere-se à zona de uma página web, na qual se deve colocar um
código para analítica ou para controlo de conversões. Num processador
de texto, é a zona que define o texto do cabeçalho para o documento. (Ver
Footer).
• Heatmap – é um método de análise de comportamento mais deta-
lhado dos utilizadores, num site. É usado para obter mapas coloridos, com
os movimentos ou cliques do rato. Com o objetivo de aferir as zonas da pá-
gina que despertam mais interesse. Serviços, como o Crazy Egg ou o Hotjar,
cumprem esta função.
• HD – refere-se, normalmente, ao formato de vídeo High Definition,
com 1080p ou 720p. Mas também pode referir-se ao disco rígido (Hard
Drive).
• Hiperligação (ou hiperlink) – (ver Links).
• Hoax – é uma mensagem, ou conteúdo, que tem como objetivo en-
ganar. Este embuste pode alcançar grandes audiências, através de redes so-
ciais, e-mails ou outros canais. Pode conseguir que o visado instale algum
software malicioso ou forneça informação sensível. (Ver Malware e Trojan).
238 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Home page – é a página principal ou inicial do site.


• HR (Human Resources) – (ver Recursos Humanos).
• Htaccess – é a abreviatura de Hypertext Access. Trata-se de um
ficheiro de configuração, utilizado por servidores baseados em Apache.
Permite configurações relacionadas com proteção, redireccionamentos ou
personalização de páginas de erro. Apresenta-se, por norma, oculto no ser-
vidor, com o aspeto .htaccess.
• HTML – é a abreviatura de HyperText Markup Language, que sig-
nifica Linguagem de Marcação de Hipertexto. É uma linguagem utilizada
para produzir páginas na web, campanhas de e-mail e outros elementos.
• HTTP (Hyper Text Transfer Protocol) – é o protocolo de comuni-
cação que é utilizado para navegar nas páginas web. Existe também o pro-
tocolo HTTP/2, que o torna mais rápido e com uma melhor experiência em
mobile.
• HTTPS – (ver SSL).
• Hyperlapse – este formato foi popularizado pela aplicação Hyper-
H lapse, do Instagram. Esta App utiliza o giroscópio do dispositivo móvel,
para determinar o ajuste que deve ser feito a cada frame e minimizar a tre-
I pidação da imagem, sendo aplicado um corte às margens do vídeo. No final,
é possível acelerar (ou abrandar) o vídeo que foi filmado – normalmente
a caminhar –, ficando com uma boa estabilização. O Microsoft Hyperlap-
se faz uma análise mais complexa às imagens, reconstruindo um modelo
3D de movimento da câmara, para determinar a estabilização da imagem a
aplicar e a supressão de cenas irrelevantes.

I
• ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Num-
bers) – é a entidade responsável por criar e gerir os domínios de topo
(TLD). Foi criada em 1998 e tem sede nos EUA.
• Ícone – é o elemento gráfico da interface de um software ou sistema
operativo. Pode representar uma aplicação ou uma função.
• ICT (Information and Communications Technology) – (ver TIC).
• ID (Identificação) – refere-se a algum tipo de identificação asso-
ciado a uma base de dados, listagem de produtos (numa loja online, por
exemplo), identificação de um campo num formulário ou outros elementos.
• IFTTT – é uma ferramenta de automação de ações, com integração com
inúmeros serviços web.
• Impressão (Impression) – representa o número de vezes que um
anúncio foi apresentado (o mesmo utilizador pode ver várias vezes). É um
termo utilizado no âmbito dos anúncios Google, Facebook e outras platafor-
mas de anúncios. (Ver Alcance e CTR).
• Inbound Marketing – consiste na criação de conteúdo de qualidade,
direcionado para os interesses do público-alvo. Para atingir este fim, é pos-
sível utilizar blogs, podcasts, infografias, vídeo, eBooks, whitepapers, SEO e
GLOSSÁRIO 239

outras formas de atrair tráfego. Pretende-se que o potencial cliente encon-


tre a empresa, e não o contrário. É constituído pelas seguintes fases: atrair
tráfego, converter visitantes em leads, transformar leads em vendas, fideli-
zar clientes e melhoria contínua. (Ver Content Marketing, Funil de Vendas
e Outbound Marketing).
• Index – refere-se ao ficheiro principal de um site, que será dos pri-
meiros a serem lidos quando o site é requisitado. Pode apresentar-se de vá-
rias formas, de acordo com a programação do site: index.php, index.html
ou outro.
• Indexar (Indexing) – genericamente, significa recolher dados, ar-
mazenar e organizar. No âmbito dos motores de pesquisa, significa que vão
ser recolhidas informações das páginas web, para aparecerem nos resulta-
dos dos motores de pesquisa (Google e outros).
• Indicador – (ver KPI).
• Índice de Qualidade – IQ (Quality Score) – indica uma estima-
tiva da eficácia dos anúncios, relevância das palavras-chave e qualidade
da landing page. É possível ativar esta coluna na plataforma Google Ads,
no separador de palavras-chave, onde será apresentado um indicador en-
tre 1 e 10. É calculado da seguinte forma: IQ=CTR+Keywords+Landing I
page. O IQ e o CPC máximo determinam a posição dos anúncios no motor
de pesquisa Google. (Ver AdRank, CPC Máximo e Google Ads).
• Influenciador (Influencer) – é alguém com muita popularida-
de nos social media, conquistada pela publicação regular e consistente
de conteúdos diferenciados que atraem o seu público. Pode dirigir-se a
grandes públicos ou a um nicho. Algumas das categorias mais populares
são: jogos, fitness, culinária, moda e beleza, desporto, tecnologia ou ou-
tros. Devido à relação estabelecida com o seu público, poderá conseguir
influenciá-lo sobre determinado produto ou serviço. Cada vez mais, as
marcas procuram influenciadores alinhados com o seu posicionamento,
para darem opinião e fazerem análises sobre os seus produtos, a fim de
obter mais vendas ou notoriedade. (Ver Blogger, Instagrammer e Youtu-
ber).
• Infografia – é uma representação visual para ajudar a apresentar e a
compreender dados ou informações mais complexas.
• Informação – é o resultado do processamento, manipulação e or-
ganização de dados, para trazer valor acrescentado e conhecimento. Com
os dados, é possível obter informação, para ter mais conhecimento e poder
tomar melhores decisões estratégicas. (Ver Dados).
• Instagram – criado em 2010 e adquirido pelo Facebook em 2012, é
uma das redes sociais mais utilizadas. É muito popular, devido à possibili-
dade de adicionar imagens e vídeos com filtros, mas também pelo conteú-
do em formato Stories. Outras Apps Instagram: Boomerang, Hyperlapse e
Layout.
• Instagrammer – é um criador de conteúdos para a plataforma Ins-
tagram. (Ver Blogger, Influenciador e Youtuber)
240 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Instant App – funciona como uma App nativa, no entanto, é possível


utilizar a aplicação, sem a instalar, para executar a ação desejada. Se for
realmente importante, pode ser instalada no smartphone. (Ver App, Pro-
gressive Web App e Web App).
• Instant articles – é uma tecnologia do Facebook, que faz com que as
páginas web abram dez vezes mais rápido em dispositivos móveis, quando
alguém clica para entrar na página. Aumenta em 20 % a leitura de artigos
no site, dentro do Facebook, e diminui em 70 % a probabilidade de abando-
nar a página. Tem também características imersivas, com a janela a ocupar
toda a área, com o giroscópio a interagir com os conteúdos, com imagens
mais fáceis de ver, com vídeos autoplay e com mais facilidade para ver mais
conteúdos sem sair da mesma aba. Para a implementar, é necessário ade-
rir ao serviço, gratuitamente, e seguir os passos em https://instantarticles.
fb.com. (Ver AMP).
• Instant Messaging (Mensagens Instantâneas) – são ferramentas
para comunicar, em tempo real, no formato texto, imagem ou vídeo. Alguns
exemplos: Facebook Messenger, WhatsApp e Instagram Direct. (Ver Chat).
• Integração – permite a ligação entre vários sistemas ou ferramentas.
I Por exemplo, criar integração do CRM da empresa com a loja online, o que
implica ligar os dois sistemas através de uma API, ou criar adaptações ne-
cessárias para poder comunicar.
• Inteligência Artificial – (ver AI - Artificial Intelligence).
• Interação – (ver Engagement).
• Interface – é um dispositivo físico ou virtual que permite trocar in-
formação entre sistemas e pessoas.
• Internacionalização – é um processo através do qual uma organi-
zação transaciona os seus produtos ou serviços, fora do mercado local, dire-
cionando uma estratégia para o mercado externo.
• Internal Server Error – também designado por erro 500, surge
quando existe um problema não especificado no site. Por regra, está rela-
cionado com problemas técnicos. (Ver Erro 404).
• Internet – é um sistema global de rede de computadores, que teve
como percursor a ARPANET, em finais dos anos de 1960, nos EUA. Nos
anos de 1980 passou a ser conhecida como Internet e a estar acessível ao
público. Engloba atualmente a WWW (World Wide Web, que surgiu alguns
anos depois da Internet), e-mails, peer-to-peer, FTP, VoIP e outras redes e
protocolos. Embora esteja muito associada à consulta de páginas na WWW,
é muito mais que isso. (Ver WWW).
• Interstitial – é uma página web, mostrada antes ou depois de uma
outra página (ou App), à qual o utilizador deseja aceder. Normalmente,
é publicidade, mas também pode ser um aviso (restrições de idade ou de
acesso). Como, recorrentemente, ocupa o espaço todo visível, pode não
proporcionar a melhor experiência ao utilizador. O Google penaliza este
tipo de páginas, quando ocupam todo o espaço e é difícil de avançar ou
fechar.
GLOSSÁRIO 241

• iOS – é um sistema operativo mobile, criado e mantido pela Apple. É


utilizado pelo iPhone, pelo iPad e por outros dispositivos mobile da Apple.
• IoT (Internet of Things) – é uma extensão da Internet, permitindo
que qualquer aparelho esteja ligado à rede e possa haver comunicação entre
os dispositivos. Alguns exemplos: veículos, sensores, aparelhos domésticos
e outros. (Ver Internet e WWW).
• IP Address (Internet Protocol Address) – é um protocolo que
permite associar um número a um dispositivo para o identificar e conse-
guir comunicar através da Internet. Quando o IPv4 chegou ao seu limite
quantitativo de utilização, deu origem ao IPv6, permitindo acesso a mais
dispositivos e adequado aos dias de hoje, em que existem cada vez mais
aparelhos ligados, especialmente com o advento do IoT.
• iPad – é o tablet da Apple, criado em 2010.
• iPhone – é o smartphone da Apple, criado em 2007.
• ISP (Internet Service Provider) – é um fornecedor de serviços de
Internet. É a empresa que fornece a Internet para residências e empresas.
• Issuu – é um social media para publicação de documentos visuais em
formato PDF, para converter num formato folheável atrativo. É útil para re-
vistas, jornais, portfólio ou outras publicações visuais. I
• IT (Information Technology) – consiste em uma infraestrutura da
tecnologia de informação, recorrendo a dispositivos e sistemas para produ- J
zir, armazenar, transmitir, aceder, manter a segurança e permitir o uso de
K
informação. (Ver TIC).

J
• JPG (Joint Photographic Experts Group) – é o formato de ima-
gem mais utilizado, e muito popular na web. Também pode ser designado
por jpeg. A maioria dos dispositivos de captura de imagem grava neste for-
mato. Permite reduzir tamanho de uma fotografia, escolhendo o grau de
compressão e a respetiva conservação da qualidade.

K
• Keyword – é uma expressão que pode ser constituída por uma ou
várias palavras. Também é designada por expressão de pesquisa, termo de
pesquisa ou palavra-chave. Geralmente, é utilizada em Google Ads e SEO.
No âmbito do Google Ads, pode ser de correspondência ampla, de corres-
pondência de expressão, de correspondência exata ou de correspondência
negativa. (Ver Google Ads e SEO).
• Keyword cannibalization – é caracterizada pelo uso excessivo de
uma determinada keyword em várias páginas web de um mesmo site, pre-
judicando a indexação dos motores de pesquisa.
• Keyword density – é a percentagem de utilização de uma keyword na pá-
gina web. Se apresentar um valor elevado, o site pode ser penalizado pelo Google.
242 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Keyword stuffing (ou spamming) – é o uso excessivo de keywords


numa determinada página web.
• Kindle – é um leitor de livros digitais criado pela Amazon. (Ver eBook
e Alexa).
• KISS (Keep It Simple, Stupid) – é um princípio que valoriza a sim-
plicidade, devendo ser retirada toda a complexidade desnecessária.
• KPI (Key Performance Indicators) – são indicadores de desem-
penho, definidos para as diversas áreas, alinhados com os objetivos. Estes
indicadores permitem uma fácil comparação e analisar se as decisões estra-
tégicas estão no caminho certo para atingir as metas propostas. (Ver Google
Analytics e Métrica).

L
• Landing Page – também designada por página de destino (ou página
de aterragem) – é a página de entrada num site ou uma página criada es-
pecificamente para um objetivo. Depois de clicar num resultado no Google,
num anúncio, em redes sociais ou noutra origem de link, abrirá uma página
com uma mensagem alinhada com o que foi visto anteriormente. É, tipica-
mente, uma página que contém as informações relacionadas com o produto
ou com o serviço, cujo objetivo é vender ou captar o contacto.
Exemplos de páginas que são, naturalmente, landing page: página do
K
produto de uma loja online, página sobre serviços da empresa no site, pá-
L gina com informações sobre um evento. Por vezes, estas páginas não estão
preparadas para converter, deteriorando os resultados esperados.
Sempre que for criada uma campanha, efetuado um lançamento, for
necessário vender um produto ou serviço, é fundamental criar uma landing
page específica.
O link da landing page pode ser um domínio ou um subdomínio, um
URL de um site, de um blog ou de uma loja online. Em alternativa, pode ser
gerado um link curto, através do serviço bit.ly ou branded links. Veja um
exemplo de landing page em www.masterdigital360.com.
O link abre através de computadores, mobile, TV, consolas de jogos,
QR Code, realidade aumentada, Realidade Virtual, vídeo ou formato im-
presso. (Ver URL, Branded Link e Conversões).
• Last click – é um dos modelos de atribuição que credita a conversão
ao último clique que o utilizador acionou antes da compra, captação do lead
ou outra ação. Existem outros modelos de atribuição, nomeadamente, first
click, time decay, linear e outros. (Ver Google Ads e Conversão).
• Layout – é a disposição da estrutura do conteúdo ou dos grafismos
numa página, aplicação, site ou de uma peça em formato impresso. (Ver
Usabilidade).
• Lead – é o contacto (que pode conter vários elementos) de alguém
que manifestou interesse em algo, normalmente preenchido num formu-
lário ou numa landing page. Os elementos recolhidos são, normalmente, o
GLOSSÁRIO 243

nome, e-mail e telefone. Podem ser recolhidos mais ou menos elementos,


de acordo com a necessidade. Este contacto, obtido com consentimento,
requer comunicação e tratamento, de modo a atingir os objetivos da cam-
panha. Não confundir com o lead da notícia. (Ver Prospect e Landing Page).
• Lead Nurturing – é o processo de desenvolver relações com poten-
ciais clientes, em todas as fases da sua jornada. Esta comunicação foca-se
em ouvir as necessidades dos prospetos, para fornecer informação alinhada
com a sua expectativa. Na fase seguinte, há possibilidade de se tornarem
clientes, ao comprar um produto ou serviço. (Ver CRM e Customer Jour-
ney).
• Lead Qualificado (MQL-Marketing Qualified Lead) – é o contac-
to de alguém que está mais próximo de se tornar cliente. (Ver SQL, Lead,
Landing Page e CRM).
• Lead Scoring – consiste em atribuir pontuação de relevância, em
função de vários critérios, para priorizar e categorizar potenciais clientes.
(Ver Lead e CRM).
• Legendas (Subtitles) – a legendagem permite criar uma melhor ex-
periência e mais interação, adicionando o texto ao vídeo. É particularmente
útil, porque a maioria dos utilizadores veem os vídeos nos social media, por
defeito, com o som desligado. Pode ser feita nativamente no Facebook ou
YouTube. Em alternativa, pode ser incorporada diretamente no vídeo para
funcionar em qualquer plataforma ou dispositivo.
• Leilão – ocorre em diversas plataformas de anúncios, nomeadamen-
te no Google Ads. Este leilão permite, em tempo real, considerar a licitação L
(CPC Máximo) e o índice de qualidade, para determinar o anúncio que irá
aparecer e em que posição. (Ver Índice de Qualidade e Google Ads).
• Licitação (Bid) – permite definir um CPC Máximo, quando está
ativado o lance manual, no Google Ads. Se for escolhido o lance automá-
tico, o custo por clique será otimizado de modo a ter o máximo de visitas
(ou outra ação) possíveis no site. (Ver Google Ads, Índice de Qualidade
e CPC).
• Like (Gosto) – é o ato de gostar de um determinado conteúdo no
Facebook ou de ser fã de uma página no Facebook.
• Like Baiting – são publicações que incitam ao like (gosto) de uma
forma pouco natural e sem relevância. Também ocorrem para outro tipo de
reações no Facebook. O algoritmo do Facebook penaliza este tipo de com-
portamento. (Ver Clickbait, Fakenews e Link Baiting).
• Link Baiting – é a prática de gerar conteúdos com o objetivo de in-
citar terceiros a criar ligações, para obter benefícios de SEO. (Ver Clickbait,
Fakenews e Like Baiting).
• Link Building – trata-se de um pilar importante do SEO, que,
aliás, foi a fundação para a relevância de resultados nos primórdios do
Google, no final da década de 1990. Portanto, considera-se que um link
seja igual a um voto, sendo que o peso deste voto traduz a credibilidade
de quem o está a referir. A ideia é criar especialmente links externos, com
244 MARKETING DIGITAL de A a Z

relevância e de forma consistente, para aumentar a autoridade e fontes


de tráfego. É suposto que a quantidade de links aumente com o tempo e
de forma consistente. Se aumentar de repente, sem sentido, significa que,
em princípio, foram comprados links ou que foi utilizada outra técnica
menos natural, podendo haver penalização por práticas que forcem Link
Building. (Ver Anchor text, Link externo e Link interno).
• Link farm – é o processo de troca recíproca de links entre sites (sem
critério e sem relevância), de modo a tentar obter melhor posicionamento
nos motores de pesquisa. (Ver Black hat e Private Blogs Network).
• Link Juice – é a autoridade acumulada numa determinada página
através de links diversos. Ocorre quando vários sites referenciam um de-
terminado link, transferindo, assim, reconhecimento, que será considerado
pelos motores de pesquisa. (Ver Backlinks e Link Building).
• LinkedIn – é uma rede social profissional, lançada em 2003 e ad-
quirida pela Microsoft em 2016. Permite criar um perfil pessoal para uma
apresentação profissional em formato CV. Mas também é possível criar
uma página profissional para empresas.
• Links – são ligações para outras páginas, ou elementos, para dentro
ou fora do site. Normalmente, os elementos clicáveis são: texto, imagem,
vídeo e botões. (Ver Link Building).
• Links de qualidade – são links externos provenientes de sites rele-
vantes e com muita autoridade. (Ver Link Building).
• Links externos – consiste em obter links de domínios externos para
L outro domínio de um site. Uma das formas de obter links externos é a cria-
ção de conteúdos que despertem interesse, fazendo com que, de uma forma
natural, outros sites criem ligações de referência. Como complemento, po-
de-se também fazer chegar conteúdos de qualidade a quem puder referen-
ciar: universidades, blogs da especialidade, opinion makers, ou pesquisar
na web para se descobrir quem poderá ter interesse. (Ver Link Building,
Inbound Marketing e SEO).
• Links internos – estão presentes na navegação do site, no menu, nos
blocos laterais, no footer e nos artigos. (Ver Link Building e Anchor text).
• Linux – refere-se a sistemas operativos que utilizam o Kernel Linux,
desenvolvido pelo finlandês Linus Torvalds. Está disponível de forma gra-
tuita, livre e de código aberto sob a licença GPL. Pode ser utilizado em com-
putadores e inúmeros outros dispositivos. É comum que os servidores de
sites sejam baseados em Linux.
• Lista de e-mails (e-Mail list) – é um conjunto de e-mails que foram
recolhidos (com consentimento dos utilizadores) com a finalidade de os
utilizar para informar, comunicar, promover ou vender. Numa plataforma
de e-mail marketing, é sempre necessário utilizar uma lista para enviar a
campanha de e-mail. Normalmente, esta lista é construída pela recolha de
dados num formulário (num site, blog, loja online ou landing page) ou pela
captação direta de dados numa rede social (Facebook Leads, por exemplo).
(Ver e-Mail marketing e RGPD).
GLOSSÁRIO 245

• Live streaming (Transmissão em direto) – consiste na transmissão


de vídeo, em direto, que pode também incluir gravação local redundante.
É possível executá-lo através de computador, smartphone e outros
dispositivos. Pode ser realizado através do YouTube, Facebook, Instagram
Stories, Twitter, Livestream, Vimeo, Ustream e de muitos outros serviços.
Também é possível usar tecnologia própria, para ter controlo em todo o
fluxo e distribuição. Pode ser realizado só com o smartphone ou, de maneira
mais complexa, com software de produção e várias câmaras. É uma forma
de criar interação e fortalecer relações com o público, pela espontaneidade
e possibilidade de usar o chat durante a transmissão. (Ver Facebook live).
• Localização – consiste em identificar um local numa publicação no
Facebook, Instagram ou noutro social media. No Google Analytics, refere-
-se à localização dos visitantes de um site ou outro tipo de página web. No
âmbito da tradução, refere-se à adaptação do texto ao contexto da comuni-
cação local. (Ver Geolocalização, Google Analytics e Internacionalização).
• Log in (Iniciar sessão) – é o processo de inserir um nome de utili-
zador e palavra-passe para entrar num site ou sistema, para aceder a mais
informações. (Ver Sign in).
• Login (Dados de acesso) – são os dados de acesso a um sistema,
normalmente nome de utilizador e palavra-passe. Não confundir com log
in (separado).
• LogMeIn – é um serviço que permite obter assistência remota atra-
vés de acesso ao computador.
• Log on – é a ação de entrar ou visitar um site. Não confundir com L
Login.
• Log out (Terminar sessão) – é a ação de sair de uma sessão, inicia-
da num site ou sistema.
• Loja online – é um site, serviço ou aplicação que permite vender
produtos ou serviços através da Internet. (Ver e-Commerce).
• Longtail (Cauda longa) – é um termo utilizado em estatística que
identifica distribuição de dados, em que o volume é classificado de forma
decrescente. No âmbito do SEM, as Long tail keywords são as palavras-cha-
ve de cauda longa que representam termos de pesquisa mais específicos,
embora com menos volume de pesquisa. Têm, por norma, menos concor-
rência na pesquisa orgânica e nos anúncios. Por exemplo: em vez de se utili-
zar a keyword “Marketing”, que seria genérica, utilizar-se “Curso Marketing
Digital”, que seria específica e de cauda longa. (Ver Keyword, SEM e SEO).
• Low cost – é um produto ou serviço de baixo custo ou barato.
• Lower third – é um elemento visual com informações relacionadas
com as imagens do vídeo a decorrer. Serve, normalmente, para identificar
o nome da pessoa, destaques de notícias ou outras informações relevantes.
Também é designado por oráculo.
• LTV (Lifetime Value) – é o valor médio que um cliente despende
durante o ciclo da sua relação com a empresa. De uma forma simplificada,
pode ser calculado, considerando as receitas obtidas (frequência e valor das
246 MARKETING DIGITAL de A a Z

compras) do cliente durante o período médio de vida da relação. (Ver CAC


e CRO).

M
• Machine Learning – é a capacidade atribuída a dispositivos para
utilizar dados a fim de aprender e poder melhorar o desempenho de deter-
minada tarefa ou ação. Permite processar informação, sem ser especifica-
mente programado para tal, baseado em padrões, algoritmos e previsões
fornecidos pelo sistema. (Ver Inteligência Artificial, Data Mining, Bot e Bu-
siness Intelligence).
• MacOS – é um sistema operativo da Apple, baseado em Unix, uti-
lizando exclusivamente computadores Mac. (Ver Windows, MS-DOS e
Linux).
• Mailchimp – é uma das plataformas de e-mail marketing e automa-
ção mais utilizada em todo o mundo. Com plano gratuito, para começar, e
opções pagas com mais capacidade e funcionalidades. (Ver E-goi e e-Mail
marketing).
• Mainstream – o que é utilizado por massas ou o mais usual.
• Malware – é um código malicioso, destinado a infiltrar-se num sis-
tema de forma ilícita, com o intuito de causar alguns danos, alterações ou
roubo de informações. (Ver Trojans).
• Marca – é um sinal (conjunto de elementos visuais) que identifica
no mercado um produto ou serviço de uma organização (ou pessoa), distin-
guindo-os dos demais. Incorpora aspetos intangíveis como: personalidade,
M comunicação, valores, credibilidade, qualidade, satisfação e emoções. (Ver
Branding e Posicionamento).
• Marca registada (Trademark) – consiste no registo de um nome ou
símbolo, utilizado para identificar uma empresa, marca, produto ou servi-
ço. É um tipo de propriedade industrial, podendo ser registado e protegido
para um país, para regiões ou para todo o mundo. É prudente efetuar o
registo de uma marca, para poder utilizar o nome ou elemento gráfico (ou
uma combinação dos dois) na sua comunicação. (Ver Direitos de autor).
• Market – (ver Mercado).
• Market Growth Rate – é a taxa de crescimento de quota de mercado
que uma empresa apresentou num determinado período de tempo.
• Market Share – é a percentagem do volume de vendas que uma
marca, produto ou empresa detém em relação ao mercado. (Ver Mercado).
• Marketer – é um profissional de marketing. Frequentemente, con-
funde-se, erradamente, com Marketeer.
• Marketing – consiste na gestão de processos para colocar no mer-
cado produtos ou serviços que acrescentam valor ao cliente. É necessário
desenvolver um produto, definir o seu preço, escolher o canal de distribui-
ção e desenvolver a sua promoção para alcançar o público-alvo certo. (Ver
Marketing Mix).
GLOSSÁRIO 247

• Marketing Automation – (ver Automation).


• Marketing de Afiliados – (ver Afiliados).
• Marketing de Guerrilha – é, normalmente, utilizado por empre-
sas mais pequenas, para combater, com menos recursos, concorrentes de
maior dimensão. Utiliza táticas menos convencionais, e com orçamento
mais baixo, para executar as ações de marketing. Foi criado por Jay Conrad
Levinson, na década de 1970.
• Marketing Digital – são ações de marketing aplicadas no mundo
digital, especialmente na Internet. Permitem comunicar, vender e criar re-
lacionamentos com o respetivo público-alvo nos meios online.
• Marketing Digital 360 – é um encadeamento de estratégias, táticas
e técnicas, com uma visão integrada e abrangente, para obter mais resulta-
dos online. A sua implementação tem como objetivos: comunicar, intera-
gir, relacionar e entregar valor ao cliente. Está organizado em seis grandes
áreas, que ramificam em dezoito temas: Site, Social Media, Conteúdos, Ví-
deo Marketing, Search Engine Marketing e Ferramentas Digitais. É uma
metodologia e marca registada, criada por Vasco Marques, que deu origem
ao livro com o mesmo nome.
• Marketing Mix – (ver 4Ps do Marketing).
• Marketing Viral – consiste na propagação, em grande escala, de
uma mensagem, recorrendo, habitualmente, a redes sociais, com a ação
espontânea do utilizador. O Hotmail é um caso clássico, quando, em finais
dos anos de 1990, passou a incluir no rodapé de todas as mensagens um
endossamento para utilizar o serviço.
• Marketplace – é uma plataforma intermediária para realizar
transações entre pessoas, empresas ou outro tipo de organizações, de M
diversos tamanhos. Os produtos ou serviços são fornecidos por várias
entidades, e as transações são geridas pelo operador da plataforma.
Pode ser genérico (o mais comum), incluindo os mais diversos setores
de atividade, ou específico, para uma atividade. Um bom exemplo é o
eBay, através do qual é possível comprar ou vender todo o tipo de pro-
dutos. (Ver e-Commerce).
• Mashups – é a combinação de vários serviços através de uma API,
resultando numa fusão de ambos e uma experiência mais rica e interativa
para o utilizador. Por exemplo, podem ser adicionados elementos visuais
a um mapa, permitindo encontrar facilmente hotéis para efetuar reserva.
• MAUs (Monthly Active Users) – é a unidade de medida do núme-
ro de utilizadores ativos (que acederam ou interagiram) no período de um
mês, numa determinada plataforma (rede social, App, jogo ou outro). Tam-
bém é frequente ser diária esta medição (DAU – Daily Active Users). (Ver
Social Media).
• Meetup – é um serviço utilizado para organizar grupos de interesses
online, para dinamizar eventos físicos. (Ver Eventbrite).
• Megabit – é um termo utilizado para medir a velocidade de transfe-
rência de dados entre redes ou dipositivos. (Ver Bit).
248 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Meios digitais – é a utilização de plataformas e canais online para


comunicar. Podem ser quaisquer meios que utilizam a Internet, tais como:
site, social media, redes sociais, publicidade ou outros. (Ver Redes Sociais e
Social Media).
• Meme – é a repetição de uma ideia propagada através da Internet.
Geralmente, assume o formato de imagem, GIF ou vídeo. Pode crescer e
desaparecer rapidamente, ou manter-se ativo durante muito tempo e com
reedições feitas livremente pelos utilizadores. (Ver GIF e JPG).
• Mensagem pessoal – é uma comunicação enviada de uma forma
privada através de um social media, como o Facebook, Instagram, Linke-
dIn, Twitter, WhatsApp ou outro. (Ver Dark Social).
• Menu – é a interface de navegação de um site, aplicação ou sistema.
• Mercado (Market) – é o local físico ou digital, onde ocorrem transa-
ções de compra e venda de produtos e serviços, existindo procura (consumi-
dores) e oferta (fornecedores). (Ver Marketing).
• Merchandise – são produtos ou brindes com referência a uma mar-
ca. Podem ser oferecidos em eventos, a parceiros, clientes, ou utilizados
complementarmente em ações de merchandising. Não confundir com mer-
chandising ou com materiais de merchandising.
• Merchandising – é a atividade pela qual se obtém melhor exposi-
ção do produto no ponto de venda. Recorre-se, normalmente, a materiais
de merchandising (cartazes, balcões, autocolantes, rollups, divisórias e ou-
tros), para captar a atenção do público-alvo.
• Merchant – é um comerciante. (Ver Google Merchant Center).
• Metadata (Metadados) – é a informação dos dados, associada a
M uma página web, imagem ou a outro elemento, que fornece detalhes aos
motores de pesquisa, como a Meta description, keywords, autor, data de
modificação e outras informações.
• Meta description (Descrição meta) – é uma frase curta o suficiente
(atá 160 caracteres), que resume o conteúdo de uma página. Esta informa-
ção irá aparecer abaixo do título, nos resultados do motor de pesquisa. (Ver
Título e SEO).
• Meta tags – são identificações da página web para o motor de
pesquisa, tais como: Title tag (título de página), Meta description (des-
crição da página), Meta keywords (palavras-chave relevantes) e Meta
robots (indicações para os crawlers da forma como devem proceder na
página). Os Meta tags são Metadata, mas nem todos os Metadata são
Meta tags.
• Métrica – permite medir a eficiência, desempenho e progresso de
ações de marketing. Desta forma, é possível aferir o grau de sucesso dos
objetivos definidos. Alguns exemplos de métricas são: visitantes do site,
leads obtidos ou taxa de rejeição. (Ver KPI, Google Analytics e ROI).
• Microblogging – são publicações, mais curtas e mais frequentes, em
plataformas desenhadas para este formato, como o Twitter ou o Tumblr.
(Ver Blog e Social Media).
GLOSSÁRIO 249

• Micro-moments – são pontos de contacto críticos durante a jornada


do consumidor, manifestando ações relacionadas com a procura para saber
mais, fazer, descobrir, ver ou comprar. (Ver Customer Journey).
• Millennials – (ver Geração).
• Mixed Reality – é uma tecnologia que consiste em fundir o mun-
do físico com o mundo virtual, sobrepondo informação digital ao mundo
físico, mas sem que isso impeça de ver tudo o que se passa à volta. Além
disso, permite interagir com os elementos digitais sobrepostos no mundo
real, como chamadas de vídeo, projetar e compreender objetos 3D, acelerar
processo de aprendizagem, reuniões e entretenimento. Um dos dispositivos
mais associado ao Mixed Reality é o Microsoft HoloLens. (Ver VR, AR e
Conteúdos 360).
• Mobile – refere-se a dispositivos móveis, especialmente ao smar-
tphone ou ao tablet.
• Mobile ads – são anúncios que se destinam a aparecer principalmente
em smartphones ou tablets.
• Mobile first – consiste no desenvolvimento de conteúdos e interface,
a pensar primeiro na utilização mobile, em oposição ao pensamento inver-
so: produzir para computador e depois otimizar para dispositivos móveis.
Esta lógica deve ocorrer no processo de criação de um site, e-mail, imagem
ou vídeo, de modo a criar uma boa experiência em dispositivos móveis.
• Mobile Marketing – são ferramentas, táticas e técnicas otimiza-
das e utilizadas em dispositivos móveis. Apesar de a utilização mobile ser
transversal e estar diluída por todo o marketing digital, existem abordagens
específicas, nomeadamente, adaptar conteúdos e site, App, QR Code, Reali-
dade Aumentada, SMS, Bluetooth, Notificações Push e outros. M
• Mockup – é um desenho ou montagem com um arranjo de elemen-
tos visuais para demonstrar uma ideia. Por exemplo, pode ser utilizado para
apresentar a um cliente uma simulação de imagem corporativa aplicada a
vários elementos reais.
• Modelo de negócio – define a forma como a organização cria e en-
trega valor ao cliente. Deve ser referida a proposta de valor, como será a re-
lação com o consumidor, como é feita a distribuição, demonstração da via-
bilidade financeira e planeamento estratégico da forma como os objetivos
serão atingidos. O Business Model Canvas é uma metodologia que poderá
auxiliar neste processo. (Ver Freemium e Premium).
• Monetizar – consiste em obter receita de um site ou aplicação, atra-
vés de anúncios, afiliados ou outro sistema. (Ver Google AdSense e Afilia-
dos).
• Monitorizar – é a ação de acompanhar métricas, dados, valores,
referências ou outras ocorrências. Por exemplo, podem ser monitorizadas
citações de uma marca na Internet, ou métricas importantes para alcançar
determinados objetivos. (Ver Google Alerts e Google Analytics).
• Motion tracking – é a técnica usada para acompanhar o movimento
de um objeto ou pessoa num vídeo, para poder adicionar efeitos ou ações.
250 MARKETING DIGITAL de A a Z

Por exemplo, pode ser adicionado um título que acompanha o movimento


de uma mão ou desfocar o rosto de uma criança, ou um drone a acompa-
nhar o movimento de um automóvel.
• MOV – é o formato de vídeo associado às soluções Apple, muito uti-
lizado no meio profissional, devido à elevada qualidade (mas ocupa muito
espaço) e também devido à possibilidade de exportar com transparência
(para efeitos, sobreposição de vídeos e outros fins).
• MP3 – é o formato de áudio mais popular, que permite transmitir ou
transferir músicas, podcasts ou efeitos sonoros facilmente. Apresenta um
tamanho dez vezes inferior ao ficheiro original sem compressão, para uma
amostragem de 128 kbits/s, sendo esta a taxa de bits mais frequente. Foi
popularizado nos anos de 1990.
• MP4 – é um formato comprimido, muito utilizado em dispositivos
móveis, sendo o ideal para a web. É dos mais utilizados, e também dá a
garantia de compatibilidade com múltiplas plataformas. Os codecs mais po-
pulares para este formato são o H.264 e o H.265. (Ver H.264).
• MS-DOS – é um sistema operativo, antecessor ao MS Windows, lan-
çado em 1981. Sem interface visual, funcionava através da linha de coman-
dos. (Ver Windows, Linux e MacOS).
• MS Excel – é uma ferramenta de folha de cálculo, criada pela Micro-
soft, em 1987, sendo uma das ferramentas de produtividade mais populares
do MS Office. Permite a inserção de dados em células, utilização de funções,
aplicação de formatação, criação de gráficos e expansão de funcionalidades
através de VBA. É compatível com PC, Mac (com menos possibilidades do
que no PC) e dispositivos móveis.
M • Multilingue – significa que está disponível ou preparado para vários
idiomas. É a terminologia utilizada frequentemente quando se refere a si-
N tes ou aplicações disponíveis em vários países de idiomas diferentes. (Ver
e-Commerce e Internacionalização).
• Multimédia – é a combinação de média estática (texto, fotografia e
gráfico) com média dinâmica (vídeo, áudio ou animação), processada por
computador.

N
• Nadir – no âmbito de conteúdos 360, refere-se à parte inferior da
fotografia ou vídeo, que fica normalmente com a captura do tripé ou com o
logótipo da marca. (Ver Fotografia 360, Vídeo 360 e VR).
• Netflix – é um serviço de streaming de filmes e séries. Surgiu em
1997, nos Estados Unidos, com serviço de entrega de DVD, por correio.
Mais tarde, em 2007, passou a ter serviço de streaming. Conta também com
inúmeras séries originais. Está disponível em mais de 190 países, com mais
de 100 milhões de assinantes.
• Newsletter – é um formato de comunicação, normalmente através
de e-mail, que pode conter notícias, artigos, promoções ou outras informa-
GLOSSÁRIO 251

ções. Não confundir com e-mail marketing (que contempla mais ferramen-
tas e técnicas). (Ver e-Mail marketing).
• NFC (Near-Field Communication) – é uma tecnologia que permite
a troca de informação sem fios a curta distância entre dispositivos compa-
tíveis, como smartphones, smartwatches, tablets, câmaras de filmar ou fo-
tografar, cartões, pulseiras ou bilhetes. Pode ser utilizado para enviar uma
fotografia, efetuar um pagamento, efetuar check-in ou obter mais informa-
ções. (Ver Mobile Marketing).
• Nicho – é designado nicho de mercado, para segmentos de público
com necessidades específicas e em número menor, sendo menos explorado
por outras empresas. (Ver Público-alvo e Persona).
• No reply – é a impossibilidade de responder para determinado
e-mail, pois o destinatário é uma conta no reply, que não aceita respostas,
originando erro na mensagem. Pode ocorrer para e-mails de notificação,
envio de newsletters ou noutras práticas de e-mail marketing. Não é reco-
mendável utilizar conta no reply, pois dificulta relacionamento com o clien-
te. (Ver e-Mail marketing).
• NoFollow – é um atributo associado a links, num site ou blog, para
que estes não sejam seguidos pelos motores de pesquisa, de modo a não
passar autoridade para a página de destino do respetivo link. Para isso, é
inserido no código a tag rel=”nofollow”. Por defeito, esta tag não está asso-
ciada, passando a ser DoFollow, que é o inverso da explicação apresentada.
(Ver Link Building e Anchor text).
• Notificação – é uma mensagem ou atualização sobre uma nova ati-
vidade num social media ou noutras plataformas. Por exemplo, se alguém
gostou de um conteúdo no Facebook ou Instagram, será enviada a respetiva
notificação para a aplicação (push notification) ou via browser.
• Notoriedade (Awareness) – é o grau de reconhecimento de uma N
marca, produto ou organização. É, normalmente, um dos objetivos de qual- O
quer negócio, independentemente da fase em que se encontra, pois tem
grande impacto nos restantes objetivos (interação, conversão e venda). (Ver
CPM).

O
• Objetivos – é a definição de metas importantes, para poder detalhar
um plano para os alcançar e os medir. Estes objetivos devem ser SMART
(específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e definidos no tempo). (Ver
Estratégia).
• Off-Page SEO – são fatores externos ao site, que influenciam positi-
vamente nos resultados de pesquisa. Alguns exemplos: links de outros sites,
notoriedade e confiança na marca, aspetos geográficos e ações nos social
media. (Ver SEO).
• Omnichannel – é a utilização de vários canais de uma forma inte-
grada para permitir uma experiência melhorada ao utilizador. Não significa
252 MARKETING DIGITAL de A a Z

que serão utilizados todos os canais, apenas os necessários e de forma a


criar uma interação mais eficiente do que utilizar vários canais isoladamen-
te. Não confundir com Multichannel (utilização de vários canais, não inte-
grados) ou Crosschannel (complementação entre os canais).
• On-Page SEO – são fatores relacionados diretamente com o site, que
impactam positivamente nas pesquisas, como títulos, URL, atributos das
imagens, rapidez do site, adaptação para mobile, links internos e qualidade
do conteúdo. (Ver SEO).
• One-to-One Marketing (O2O) – é uma abordagem que tem o seu
foco na personalização das interações e mensagens trocadas com o cliente.
Pode ser executada com o auxílio de várias ferramentas, nomeadamente,
plataformas de e-mail marketing, automação ou de CRM.
• Open Source – é uma licença de código aberto, permitindo a sua
consulta, utilização, alteração e distribuição. Surgiu em 1998, depois do
nascimento do Free Software, lançada pela OSI (Open Source Iniciative),
cujo fundador foi Eric Raymond, com o objetivo de criar um modelo cola-
borativo de produção intelectual, sem licença comercial. Focado nas van-
tagens técnicas deste tipo de licença, é diferente de software livre. Assenta
nas seguintes premissas, que têm de ser cumpridas: distribuição livre, dis-
tribuição do código fonte, pode ser modificado e distribuído num formato
diferente do original, não descriminar pessoas ou grupos, não restringir o
uso de outro software. Um exemplo de software Open Source é o sistema
operativo Android. (Ver Free software).
• Opt-in – é a permissão dada pelo utilizador para receber determina-
da informação ou autorização para alguma ação.
• Opt-out – o utilizador deixa de dar permissão para receber informa-
ções ou efetuar ações.
• Orgânico – é, normalmente, o tráfego orgânico de um site, que per-
O mite a obtenção de visitas sem o investimento em anúncios, pois os resulta-
dos surgiram naturalmente na pesquisa. Também pode referir-se à desco-
berta de conteúdos nos social media, de forma natural, sem anúncios. (Ver
Tráfego Pago e SEO).
• Origem de tráfego – indica qual a origem das visitas no site, através
do Google Analytics (ou de outra ferramenta). As principais origens são:
direto (escrever o endereço no browser), orgânico (pesquisa não paga),
anúncios Google (anúncios pagos no Google Ads), redes sociais (Facebook,
Twitter, LinkedIn, YouTube, WhatsApp e outros), anúncios nas redes so-
ciais (anúncios Facebook, Instagram, YouTube, LinkedIn e outros), e-mail
marketing (newsletter e outros) e referências (links de outros sites). (Ver
Google Analytics).
• Otimizado para a web – refere-se, normalmente, a imagens oti-
mizadas para a web. Os principais aspetos a considerar são: DPI, reso-
lução e compressão (que deve ser de 60 %). Também se pode referir ao
vídeo, que deverá ter o formato e a compressão adequados. (Ver Reso-
lução).
GLOSSÁRIO 253

• Otimizar site – consiste em melhorar o desempenho geral, a velo-


cidade e a experiência do utilizador nos diversos dispositivos. (Ver SEO).
• Outbound Marketing – são campanhas que iniciam a ação com o
potencial cliente. Alguns exemplos: anúncios na TV ou na rádio, outdoors,
publicidade impressa, publicidade online, telemarketing e outros. (Ver
Inbound Marketing).
• Outdoors – é um cartaz ou painel publicitário de grandes dimensões,
colocado em locais físicos de muito movimento, gerando mais exposição e
notoriedade. (Ver Notoriedade).
• Owned Media – são os conteúdos que a empresa controla, como, por
exemplo, o site, o blog e os social media. (Ver Paid Media e Earned Media).

P
• Pageviews (Páginas vistas) – é o total de páginas vistas de um site
ou de uma determinada página. Um utilizador pode ver várias páginas, por
isso existem sempre mais páginas vistas do que sessões. Há correlação po-
sitiva entre sessões e páginas vistas. (Ver Sessão).
• Página – uma página web pode ser constituída por código HTML (ou
outra linguagem), texto, links, imagens, botões, vídeo e outros elementos.
A visualização ocorre num browser e a deslocação (scroll) é, normalmente,
vertical. Um conjunto de páginas constitui um site. Também pode referir-se
a uma página profissional no Facebook (ou outro social media).
• Página de saída (Exit page) – é a página de saída mais frequente
num site. (Ver Google Analytics).
• Página no WordPress – é utilizada para conteúdos estáticos que, ge-
ralmente, ficam associados aos itens do menu (quem somos, serviços, pro-
dutos, galeria e contactos). Não significa que não possa ter atualização, mas,
por norma, não são criadas páginas regularmente. É criada inicialmente ou O
posteriormente, quando fizer sentido. (Ver WordPress).
• Paid Media – consiste na promoção de conteúdo, recorrendo a anún- P
cios pagos, para aumentar a exposição do Owned Media. Pode ser feito atra-
vés do Facebook, Instagram, YouTube, LinkedIn, Twitter, Google ou outros.
Também é possível fazê-lo através de campanhas com influenciadores. (Ver
Earned Media e Owned Media).
• Paid Social Media – são os conteúdos pagos através da criação de
anúncios em plataformas social media. (Ver Social Media).
• Parked domain – ocorre quando se regista um domínio, mas não é
configurado ou associado a nenhum alojamento ou site.
• Passatempo (Contest, Giveaway, Sweepstakes) – pode ser reali-
zado nas redes sociais, no site ou por outro canal. Apresenta o benefício
de gerar mais alcance, interação, tornar-se viral, aumentar seguidores e
aumentar lista de e-mails (se aplicável). Deve ser criado um regulamento,
consultar e respeitar as regras da plataforma (de uma rede social, por exem-
plo), consultar a legislação do país em questão e respeitar RGPD. No caso
254 MARKETING DIGITAL de A a Z

de envolver o fator sorte, deve ser registado no Ministério da Administração


Interna (no caso de ser em Portugal). (Ver Dados pessoais e RGPD).
• Pay Per Call – é um serviço em que o anunciante paga em função do
número de chamadas telefónicas que recebe de potenciais clientes.
• Pay Per Click (PPC) – é a especificidade de uma campanha em que
o pagamento é feito em função do número de cliques obtidos no anúncio.
(Ver CPC).
• Pay Per Sale – é um modelo de publicidade em que o pagamento é
feito quando ocorrem vendas. Ocorre, por exemplo, em alguns tipos de afi-
liados, plataformas de anúncios ou serviços prestados por agências.
• Pay Per View – é um modelo de pagamento que ocorre a cada visua-
lização de um vídeo, anúncio ou página. Deve ser usado quando se pretende
notoriedade. Também pode referir-se ao pagamento de um conteúdo para
ser visualizado pelo utilizador.
• PayPal – é um dos métodos de pagamento mais utilizado em todo
o mundo, sendo uma opção incontornável, com inúmeras vantagens, no-
meadamente a sua universalidade de utilização. Tem mais de 200 milhões
de utilizadores, em 200 países, e funciona em 25 moedas. O cliente pode
pagar em qualquer dispositivo (web ou mobile), com saldo PayPal, com car-
tão bancário de débito ou de crédito, e sabe que contará com as melhores
proteções antifraude do mercado. A conta profissional permite expandir
funcionalidades para quem deseje adicioná-lo como método de pagamen-
to na sua loja online, nomeadamente: pagamentos recorrentes, criar botão
personalizado de compra, adicionar express checkout, integração com inú-
meras plataformas, e permite aceitar pagamentos PayPal ou de cartão de
crédito sem que o utilizador tenha de criar conta. (Ver e-Commerce, Loja
online e Gateway de pagamento).
• Paywall – é uma tecnologia para condicionar acesso a um conteúdo,
por pagamento.
• PDF (Portable Document Format) – foi lançado nos anos de 1990.
P É um formato que permite converter um documento, imagem ou outro tipo
de ficheiro visual, num formato universalmente compatível, independente-
mente do sistema operativo ou do dispositivo. Existem inúmeras opções de
configuração adicionais, tais como: qualidade (web, ecrã, impressão), pro-
teção, edição e outras. A grande vantagem e razão de ser deste formato é a
universalidade. É um erro frequente achar que o PDF serve para reduzir o
tamanho do documento, que apesar de ser possível, não fica necessariamen-
te mais pequeno, de acordo com a otimização ou configurações aplicadas.
• Perfil – está, normalmente, conotado com um perfil (conta) numa
rede social. Mas pode referir-se também ao perfil do consumidor. (Ver Pá-
gina e Customer Journey).
• Periscope – foi uma das primeiras plataformas de mobile live stream,
que surgiu em 2015, adquirido pelo Twitter.
• Permalink (Link ou ligação permanente) – é um link único para
aceder a uma publicação específica numa rede social. Geralmente, clicando
GLOSSÁRIO 255

no link do post, acede-se ao permalink (link específico para esse post), faci-
litando a sua divulgação noutros meios.
• Persona – consiste na criação do perfil do cliente ideal. Alguns dos
elementos constituintes são: nome fictício, breve história, profissão, hábitos
de compra, estilo de vida, hobbies, dúvidas, necessidades relacionadas com
o produto e outros. É uma caracterização mais pormenorizada do que o pú-
blico-alvo (Ver Público-alvo).
• Personalização (Customization) – é uma adaptação da comuni-
cação ou do produto ao cliente. Na comunicação, pode conter elementos
ou mensagem adaptados às características do consumidor. No produto ou
serviço, pode refletir necessidades ou desejos do cliente.
• PEST (Política, Económica, Social e Tecnológica) – é um instru-
mento que permite obter um enquadramento macroambiental para a ges-
tão estratégica de uma empresa.
• Phishing – é uma tática fraudulenta de tentar obter informação sen-
sível (nome do utilizador, e-mail, password ou cartão de crédito), ou espa-
lhar vírus através de comunicações idênticas às autênticas, normalmente
através de e-mail e páginas web.
• Photoshop – é a ferramenta mais utilizada pelos profissionais de
edição de imagem. Surgiu em 1990, sendo atualmente uma ferramenta re-
comendada para editar conteúdos para sites, social media e outros meios.
• PHP (Hypertext Preprocessor) – é uma linguagem de programa-
ção, que surgiu em meados da década de 1990, sendo uma das mais popu-
lares para desenvolvimento web.
• Ping – é um comando que pode ser utilizado em quase todos os sis-
temas, para aferir a latência (ou a sua inexistência) de resposta de um outro
sistema ou site.
• Pinterest – é um social media para curadoria ou publicação de con-
teúdo visual. É organizado por Pins e Pinboards. Os Pins podem ser cons-
tituídos por uma imagem, GIF ou vídeo. Ao clicar no Pin, o utilizador é di-
rigido para o link da fonte da imagem, normalmente um artigo no blog, P
gerando uma excelente fonte de tráfego, de forma relevante. Permite gostar
ou partilhar (Repin) os Pins. O Rich Pin possibilita ter mais informação
(App, filme, receita, artigo, produto e local). Existe a opção de criar conta
profissional em http://business.pinterest.com.
• Pitch – é uma breve apresentação, normalmente de 3 a 5 minutos,
que apresenta uma visão completa de um projeto ou de uma startup. Permite
apresentar produtos a clientes ou dar a conhecer ideias de negócio a inves-
tidores. O objetivo é captar o interesse, iniciar uma conversa ou fechar uma
venda. O elevator pitch tem características idênticas, mas deve ser feito num
período de tempo mais curto, preferencialmente menos de 1 minuto (tempo
de permanência num elevador). (Ver Empreendedor).
• Píxel (Pixel) – é a mais pequena unidade de medida digital de
uma imagem, vídeo ou outro elemento gráfico. Os dispositivos com ecrã
também são medidos em píxeis e na sua densidade. Uma imagem com
256 MARKETING DIGITAL de A a Z

1920*1080 píxeis representa uma densidade de cerca de 2 megapíxeis.


(Ver Resolução).
• Píxel do Facebook – é um código, a ser colocado no site, para ob-
ter informação detalhada do comportamento do utilizador, de modo a criar
campanhas de retargeting (Públicos personalizados). Permite, também,
medir conversões ou vendas, facilitando o cálculo do ROI. Não confundir
com píxel. (Ver Facebook Ads).
• Pixelizado – é, geralmente, uma imagem ou vídeo com falta de qua-
lidade, devido a uma baixa resolução ou tamanho desajustado para o meio
de comunicação em causa. (Ver Píxel e Resolução).
• Plano de Marketing Digital – é um documento que alinha as orien-
tações estratégicas específicas da componente digital, mas integrado com
o plano de marketing (Blended Marketing). Contém todo o planeamento,
objetivos, meios, metas e detalhes do percurso a efetuar. (Ver Marketing
Digital).
• Plataforma – refere-se, em geral, a sistema Operativo, ferramenta,
aplicações ou tipo de canal de comunicação.
• Playlist (Lista de reprodução) – permite organizar listas de mú-
sicas ou vídeos, no YouTube, no Spotify ou noutros. É útil para agrupar os
conteúdos por categorias e reproduzir automaticamente essa sequência,
podendo ser incorporado num site ou blog.
• Plotagraph – consiste na animação de uma fotografia, aplicando
movimento ou elementos adicionais. (Ver Cinemagraph e GIF).
• Plugin – permite estender funcionalidades a uma ferramenta-base.
Por exemplo, os plugins do WordPress (ou de outro CMS) permitem obter
mais funcionalidades para esta plataforma, para criar loja online, diretório,
sistemas de pagamento ou outras opções. As ferramentas de edição de ima-
gem e vídeo têm, frequentemente, também a opção de adicionar plugins.
(Ver WordPress).
• PNG (Portable Network Graphics) – é um formato de imagem sem
P perdas, exclusivo para a web, surgido em meados dos anos de 1990. Pode
ter transparência, sendo muito utilizado na conceção de sites, mas também
em vídeo (logótipo, títulos ou outros elementos com transparências). (Ver
GIF e JPG).
• Podcast – surgiu em 2004, pela junção das palavras iPod e broad-
cast. Também é designado por netcast, embora com menos frequência. É
uma série de episódios, geralmente no formato áudio (mas também pode
ser em vídeo), nos quais os utilizadores podem ouvir, subscrever e fazer
download para o computador ou dispositivos móveis. Ficou muito popular
com o iTunes (Apple Podcasts), mas pode ser ouvido em centenas de outras
ferramentas e serviços, nomeadamente: Stitcher, Google Podcasts, Spotify,
Soundcloud e outros.
• Política de privacidade (Privacy policy) – é uma página que contém
informações detalhadas sobre a forma como os dados são recolhidos, trata-
dos, para que fim, a quem contactar para eventuais questões e assegurar que
GLOSSÁRIO 257

cumpre o RGPD. Essas informações deverão ser mais ou menos detalhadas,


em função do tipo de dados que recolhe: um formulário para contacto, uma
aplicação de candidatura ou compra online. É obrigatória em sites, blogs,
lojas online e landing pages. (Ver Privacidade e RGPD).
• POP (Post Office Protocol) ou POP3 – é um protocolo utilizado
para acesso à caixa de e-mail, permitindo transferir sequencialmente todas
as mensagens para um dispositivo local. (Ver SMTP).
• Pop-up – é uma janela que surge ao visitar um site, para mostrar in-
formação adicional ou publicidade (para inscrição na newsletter, uma ofer-
ta ou desconto). Também existe o Pop-under. (Ver Interstitial).
• Portefólio (Portfolio) – é uma mostra de trabalhos (produtos, ser-
viços ou clientes) de um profissional ou empresa. É recomendável ter esta
apresentação no site da organização.
• Posicionamento – é a ação de projetar no mercado uma empresa,
marca ou produto, de uma forma diferenciada, de acordo com o seu públi-
co-alvo. A segmentação e diferenciação resultam no posicionamento. (Ver
Estratégia, Segmentação e Diferenciação).
• Posts – refere-se a uma publicação ou artigo num blog ou social me-
dia. (Ver Artigo e Página).
• Predictive Analytics – compreende um conjunto de técnicas (Data
Mining, Machine Learning e outras) para analisar informação, de modo a
entregar previsões. (Ver Machine Learning e Data Mining).
• Preheader – são algumas linhas iniciais de pré-visualização do
e-mail, que aparece abaixo do assunto. É uma boa prática configurar este
texto, para aumentar a taxa de abertura. (Ver e-Mail marketing e Taxa de
abertura).
• Premium – é um tipo de serviço pago, para aceder a mais funciona-
lidades. Também pode referir-se a uma gama de produtos ou serviços mais
elevada, representando, igualmente, um custo superior. (Ver Freemium).
• Pricing (Preço) – é um atributo importante a ser definido, que refle-
te o valor percebido e o custo implícito de um produto ou serviço. (Ver 4 Ps P
do Marketing).
• Privacidade – é o direito que se tem à reserva de informação pessoal
e, também, o nível de controlo sobre ela. (Ver RGPD).
• Privado – é o estado de uma conta numa rede social, que limita o
acesso do conteúdo a apenas amigos ou seguidores aprovados. O Twitter ou
Instagram permitem ativar o tipo de conta privado. Também pode referir-
-se a conteúdos, sites ou sistemas em modo privado.
• Private Blogs Network (PBN) – caracteriza-se pela criação de uma
rede de sites, com links a apontar para outro site, com o intuito de transferir
credibilidade e manipular o posicionamento das pesquisas. É uma técnica
black hat, portanto penalizada por motores de pesquisa. (Ver Black hat e
SEO).
• Pro – pode referir-se a um plano profissional, a uma linha profissio-
nal ou a alguém com muitas competências.
258 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Produto – são as características técnicas, a qualidade, a marca, a em-


balagem, a inovação e outros atributos inerentes ao produto. (Ver 4Ps do
Marketing).
• Programmatic Advertising – é um sistema que automatiza os pro-
cessos e as transações envolvidos na escolha e na compra de anúncios em
várias plataformas, de forma segmentada.
• Progressive Web App (PWA) – é uma App que funciona no browser
e em qualquer sistema operativo, sem instalação. Tem a vantagem de ser
responsive em qualquer dispositivo, pode funcionar sem internet, parece
uma App nativa, está sempre atualizada, é segura, com notificações push e
pode instalar-se ícone de App. Mas tem as desvantagens: não é amplamente
utilizado, tem limitações de acesso ao hardware e a outras permissões. (Ver
App, Web App e Instant App).
• Promoção – no âmbito do Marketing Mix, refere-se à comunicação
e à divulgação do produto. (Ver 4Ps do Marketing).
• Promover publicação – é o ato de patrocinar uma publicação numa
rede social investindo em anúncios. (Ver Facebook Ads).
• Proposta de valor – é um conjunto de benefícios, tangíveis e intan-
gíveis, que a empresa oferece ao cliente para satisfazer as suas necessidades.
(Ver Modelo de negócio).
• Prospect (Prospeto) – é um possível cliente que, de alguma forma,
já demonstrou interesse em determinado produto ou serviço, estando mais
próximo da compra. (Ver Leads).
• Prosumer – pode referir-se a um equipamento semiprofissional ou a
alguém que produz e consome um produto.
• Proximity Marketing – consiste na distribuição de informação,
conteúdos ou anúncios, de acordo com a proximidade física. São exemplos
disso a utilização de Bluetooth, QR Codes, Augmented Reality, Local Based
Services, NFC, WiFi e outros.
• PSD – é o formato de ficheiro editável do Photoshop.
P • Público-alvo (Target) – é o conjunto de informações sociais, econó-
micas e demográficas de quem se deseja alcançar. Em qualquer campanha,
é sempre necessário definir com quem se deseja comunicar. Alguns dos
atributos podem ser: estado civil, sexo, idade, cidade, formação, profissão,
interesses e outros. (Ver Persona).
• Push Notifications (Notificações Push) – trata-se do envio de
mensagens com notificações relacionadas com aplicações que o utilizador
tem instaladas no dispositivo móvel. O utilizador pode controlar as notifi-
cações que quer receber e de que aplicações, para otimizar a lista de men-
sagens que irá aparecer diretamente no dispositivo. As Web Push Notifica-
tions têm comportamento idêntico, mas ocorre através do consentimento
dado no browser dum determinado site, funcionando, principalmente, em
computadores.
• PWAT – é a sigla para “Pay with a tweet”, que incita o utilizador a par-
tilhar (Tweetar), como forma de pagamento, em troca de algo. (Ver Twitter).
GLOSSÁRIO 259

Q
• QQ – o Tencent QQ é a plataforma de mensagens instantâneas mais
popular na China, com mais de 900 milhões de utilizadores. Também é uti-
lizado para jogos sociais, descobrir música, fazer compras, microblogging,
ver filmes e chamadas de vídeo em grupo. (Ver Baidu, WeChat e Youku).
• QR Code (Quick Response Code) – é um código de barras bidi-
mensional que pode ser facilmente lido através de um smartphone ou ta-
blet. Substitui o tradicional código de barras, que depende de base de dados
para poder retribuir informação completa. O QR Code funciona autonoma-
mente, sem ser necessário informação adicional, e pode conter texto, links,
cartões de visita e outras informações. Assume, regra geral, a forma de um
quadrado com fundo branco e formas pretas, no entanto, pode ter outras
cores ou imagens. Surgiu em 1994, no Japão, na indústria automóvel, mas
ficou popular com a massificação dos smartphones e do 4G. Pode conter até
7089 caracteres numéricos ou até 4296 caracteres alfanuméricos.

R
• Raiz (Root) – é a pasta inicial do explorador de ficheiros de um com-
putador, de um servidor ou de outro dispositivo.
• RAW – é um formato de fotografia sem compressão, que ocupa mui-
to espaço, mas permite edição com mais controlo e sem perdas de qualida-
de. (Ver JPG).
• Reações – é a manifestação de emoções perante uma publicação com
um gosto ou outro tipo de reação. É um termo muito utilizado nas publica-
ções no Facebook.
• Real-time – consiste em acompanhar informação em tempo real, por
exemplo, no Google Analytics, YouTube Analytics, Shopify, campanha de
e-mail marketing, dashboard com dados personalizados ou outra interface.
• Real-time marketing – é a prática de criar campanhas em tempo
real, para criar uma maior ligação entre a marca e o seu público-alvo. Pode
ocorrer, por exemplo, num evento, num jogo de futebol ou na sequência de
acontecimentos inusitados. Q
• Recomendação – no LinkedIn, é possível submeter ou receber re- R
comendações escritas, ficando associadas ao respetivo perfil. É um fator
positivo para novos desafios profissionais ou recrutamento, por isso, pode
ser solicitado a parceiros ou colegas de trabalho, para se obter testemunhos
autênticos. É necessária uma aprovação para ficar visível. É possível editar
recomendações que foram publicadas noutros perfis. (Ver LinkedIn).
• Recursos Humanos – é um departamento que visa a gestão das re-
lações dos colaboradores com a organização, cuja função é alcançar os obje-
tivos propostos e proporcionar satisfação e realização das partes envolvidas.
(Ver Back office).
• Rede – é um conjunto de objetos ou pessoas interligadas. Permi-
te a circulação de elementos materiais e imateriais entre cada elemento,
260 MARKETING DIGITAL de A a Z

de acordo com regras definidas. Por exemplo, uma rede de computa-


dores ou uma rede de pessoas que colaboram num projeto. (Ver Redes
Sociais).
• Rede Display – é a rede de sites onde os anúncios de campanhas
do Google Ads são mostrados, como blogs, YouTube, portais e outros sites.
(Ver Google Ads).
• Rede Search – é o motor de pesquisa Google e dos seus parceiros
(caixas de pesquisa Google em sites), onde é possível mostrar anúncios
através do Google Ads.
• Redes Sociais – na sua essência, é uma estrutura social composta
por pessoas ou organizações ligadas para partilhar informação. As redes
sociais online permitem estender este conceito para o universo virtual, per-
mitindo interagir entre pessoas e grupos em função dos seus objetivos. São
centrados nas pessoas e com possibilidade de partilhar conteúdos em diver-
sos formatos. (Ver Social Media).
• Redirecionamento (Redirect) – é o processo de direcionar o utili-
zador de um endereço para outro (URL). Pode ser necessário configurar um
redireccionamento nos seguintes cenários: mudança do nome da marca,
fusão de sites, mudança de site, novo conteúdo atualizado noutra página,
novo domínio, split-test de landing pages ou outras razões. Um tipo fre-
quente de redireccionamento é o 301 (redirect 301), para casos em que foi
permanentemente alterado o URL. (Ver URL e Domínio).
• Referrals (Referências) – são links de sites externos que estão a
ligar para outro site. (Ver Fontes de tráfego e Google Analytics).
• Refresh (Atualizar) – é utilizado para atualizar uma página web ou
interface, por exemplo, num explorador de Internet (browser). Algumas
ferramentas traduzem erradamente pelo o termo “refrescar”.
• Regram – é o ato de partilhar um conteúdo do Instagram (com Apps
de terceiros).
• Relações Públicas – RP (PR – Public Relations) – trata do pro-
cesso estratégico de comunicação e gestão da informação, para construir
relações de benefício mútuo, entre organizações e os seus públicos.
• Relações-públicas – é o profissional de relações públicas.
• Remarketing – o remarketing por e-mail consiste em interagir com
R o potencial cliente, através de e-mail, após determinada ação. Por exemplo,
após abandonar carrinho de compras ou depois de efetuar uma ação numa
campanha de e-mail marketing. É um termo muito utilizado, no meio pro-
fissional, para referir campanhas de publicidade de retargeting, que, apesar
de, a rigor, não estar correto, é tido como aceite entre os pares. (Ver Retar-
geting e e-Mail marketing).
• Remoção – refere-se a um utilizador que pediu para sair da lista de
e-mail ou de outro meio. (Ver e-Mail marketing).
• Rendering (Renderizar) – é a ação de produzir uma imagem ou
vídeo, através de software. Por exemplo, na produção de imagens 3D ou na
produção de vídeo final, após edição.
GLOSSÁRIO 261

• Reputação online (ou digital) – é a informação agregada sobre uma


pessoa ou organização, acumulando opiniões positivas ou negativas de di-
versas plataformas (blogs, redes sociais, fóruns ou comentários). Pode ser
monitorizada com ferramentas, para acompanhar a interação, alcance e in-
fluência. (Ver Community Manager e Relações Públicas).
• Resolução – é referente à densidade de píxeis numa imagem, vídeo,
monitor, câmara ou outro dispositivo ou conteúdo. É calculado, multipli-
cando os píxeis de altura pela largura. Por exemplo, um vídeo 4K UHD tem
3840*2160 píxeis, que corresponde a uma resolução de 8,3 megapíxeis.
(Ver Píxel).
• Responsive – permite que uma página seja carregada de forma
adaptada em qualquer dispositivo (mobile, computador, TV ou outros),
com uma boa experiência para o utilizador. (Ver Mobile Marketing).
• Resumo executivo – é um documento resumido, frequentemente
com uma página, contendo os aspetos-chave de um projeto. É aplicável, por
exemplo, à estratégia ou ao plano de marketing digital. Deve ser feito de
modo a que qualquer pessoa perceba facilmente o seu conteúdo.
• Retargeting – permite criar listas de utilizadores com determinados
comportamentos no site ou nos social media, para poder direcionar campa-
nhas específicas. Por exemplo, ao visitar um site de reserva de hotéis e não
aconteceu a conversão (reserva), faz ativar uma campanha, no Facebook ou
na Rede Display Google, com uma oferta específica. Requer que os respe-
tivos códigos do Google e Facebook (ou outras plataformas) estejam devi-
damente instalados no site. Existem muitos outros cenários possíveis, por
exemplo, ao interagir com uma página Facebook ou conta Instagram, fazer
ativar uma campanha com código de desconto para esses utilizadores que já
demonstram algum interesse. Frequentemente, é referido por remarketing.
(Ver Facebook Ads e Google Ads).
• Retargeting dinâmico – é um tipo de retargeting que muda auto-
maticamente os conteúdos do anúncio em função do conteúdo visto pelo
utilizador num site ou aplicação. Por exemplo, o utilizador viu um produto
num site, não o comprou, mas passou a ver anúncios na Rede Display, com
uma gama de produtos relacionada com a que foi visualizada. Normalmen-
te, é referido como Remarketing dinâmico.
• Retina – a retina display é uma tecnologia da Apple, com uma eleva- R
da densidade de píxeis, que faz com que o olho humano não note pixeliza-
ção a uma distância normal. (Ver Apple).
• Retweet – é a partilha de um tweet no Twitter. (Ver PWAT).
• Review (Análise) – é a análise, crítica ou comentário efetuados pelo
utilizador ou cliente. Podem ser feitos em plataformas específicas, num blog
ou numa rede social.
• RGPD (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados) – tam-
bém conhecido como GDPR (General Data Protection Regulation), foi
plena­mente aplicado, e passou a produzir efeitos a partir de 25 de maio de
2018, com o objetivo de pro­teger os dados dos cidadãos, jurídica e tecnolo-
262 MARKETING DIGITAL de A a Z

gicamente, e também a sua livre circulação na União Europeia. O principal


objetivo é fazer com que exista um consentimento consciente e inequívoco
para a utilização e tratamento dos dados. Veio substituir a Diretiva Euro-
peia de 1995, e prevalecendo sobre quaisquer leis nacionais nos 28 estados-
-membro da UE. Aplica-se a organizações que tratem dados de cidadãos
que se encontrem na UE. Em Portugal, a CNPD é a entidade que fiscaliza
este processo. (Ver Privacidade e Dados pessoais).
• ROAS (Return On Advertising Spending) – representa o valor ob-
tido por cada unidade monetária investida em anúncios. Permite perceber
se o investimento efetuado numa determinada plataforma de anúncios é
atrativo. Pode calcular-se, dividindo a receita total, pelo valor investido no
mesmo período de tempo e nesse mesmo canal. (Ver CPC e ROI).
• Robots.txt – é um ficheiro que indica, aos motores de pesquisa, como
devem comportar-se os crawlers ao visitar o respetivo site. (Ver Crawler,
Google Search Console e SEO).
• ROI (Return on Investment) – significa Retorno sobre o Investi-
mento, sendo determinado pela receita menos o custo. Pode ser calcula-
do da seguinte forma: ROI= ((Receita – Custo) / Custo) *100. (Ver KPI e
ROAS).
• ROPO (Research Online, Purchase Offline) – é o comportamento
do consumidor, ao pesquisar um produto online de modo a formar uma
opinião, para depois comprá-lo offline na loja física local. (Ver Showroo-
ming).
• Royalty-free – é um tipo de licença para utilizar conteúdos pro-
tegidos com direitos de autor através de um pagamento único de aquisi-
ção. Apresenta a vantagem de não se pagar direitos para cada utilização,
podendo usá-la perpetuamente para os fins descritos no contrato. Os
direitos de autor permanecem e, normalmente, não podem ser relicen-
ciados para terceiros. É um tipo de licença comum quando se adquirem
imagens, vídeos ou música em marketplaces específicos. Não confundir
com licença Free ou Open Source. (Ver Creative Commons, Direitos de
autor e Free).
• RSS (Really Simple Syndication) – é o padrão web definido pela
W3C para agregação de conteúdo. (Ver Feed RSS).
R
S
S
• SaaS (Software-as-a-Service) – consiste no fornecimento de sof-
tware como um serviço. O fornecedor do software é responsável por toda
a estrutura e segurança, distribuindo, online, o serviço que é acedido por
terminais, como computadores ou smartphones, através do browser ou de
uma aplicação. Por norma, existe um custo mensal associado. (Ver Cloud).
• Sandbox – é o nome que se dá a um software, aplicação ou ferramen-
ta web, quando estão num ambiente controlado de testes, isolando o código
que ainda não foi testado. Não confundir com versão beta.
TERMOS EM PORTUGUÊS DO BRASIL 263

• Sazonalidade – sofre a influência de eventos baseados no calendário


anual e épocas do ano. A análise de palavras-chave para pesquisas no Goo-
gle deve contemplar estas eventuais alterações de comportamento ao longo
do ano. (Ver Google Trends).
• Screenshot – é a captação da imagem do que se está a ver no ecrã
do dispositivo. Pode ser guardada como JPG ou editada num editor de
imagem. No PC, basta carregar na tecla PrtScn ou Alt+PrtScn para captar
a janela atual. No Mac, é a combinação das teclas Command+Shit+3. No
smartphone Android, pressiona-se, simultaneamente, o botão de ligar (ou
botão home) + baixar volume. No iPhone, pressiona-se o botão de ligar +
o botão home. Também é utilizado este termo quando alguém capta uma
imagem nas Stories do Snapchat ou do Instagram. Também é designado
por printscreen ou captura de ecrã.
• Scribd – é um social media para partilha de documentos em formato
PDF. (Ver Slideshare).
• Scroll – significa deslocar ou mover a janela num browser, explora-
dor de ficheiros ou software. (Ver Swipe).
• SEA (Search Engine Advertising) – é a publicidade feita nos mo-
tores de pesquisa, nomeadamente, através do Google Ads (mas pode ser
noutros motores de pesquisa, como, por exemplo, no Bing, Yandex ou Bai-
du). Os anúncios aparecem, normalmente, nos primeiros resultados, com
sinalização de publicidade.
• Search Ads (na App Store) – é a plataforma de publicidade da
Apple, para fazer anúncios de aplicações na App Store, para iPhone e iPad
(antigo iAds).
• SEF (Search Engine Friendly) URLs – são links gerados para que
seja percetível o seu conteúdo pelas palavras-chave que contêm, em vez de
caracteres ininteligíveis. Por exemplo, www.vascomarques.com/livros é um
link SEF, por oposição, www.vascomarques.com/index.php?id=360 não
seria.
• Segmentação – a segmentação de mercado consiste em identificar
um grupo de indivíduos com características idênticas. Em função das seme-
lhanças dos consumidores de um segmento, deve ser definida uma estraté-
gia de marketing ajustada às suas especificidades. Para definir a segmenta-
ção, devem ser escolhidos os critérios (demográficos, geográficos, sociais,
económicos e outros), descrever características do segmento, escolher um S
ou vários segmentos e definir a estratégia de marketing para cada segmen-
to. (Ver Diferenciação e Posicionamento).
• Seguidor (Follower) – é um utilizador que segue uma conta num
social media, como o Twitter ou Instagram. A seguir (Following), são as
contas que estão a ser seguidas. Idealmente, o rácio deve ser superior para
seguidores (Follows). (Ver Redes Sociais).
• Selfie (Autorretrato) – é a fotografia que uma pessoa tira a si mesma.
• SEM (Search Engine Marketing) – inclui o Search Engine Opti-
mization (otimização para motores de pesquisa) e o Search Engine Adver-
264 MARKETING DIGITAL de A a Z

tising (publicidade nos motores de pesquisa, como o Google Ads). Os dois


são importantes. Investir em publicidade, sem primeiro otimizar, resultará
numa campanha mais fraca e com menos eficiência. Focar-se apenas em
SEO, não vai proporcionar todos os resultados esperados numa estratégia
digital. (Ver SEO e SEA).
• SEMRush – é uma ferramenta utilizada por profissionais de gestão
de SEO, Google Ads, redes sociais e conteúdos. Permite fazer análise, moni-
torização e criação de relatórios. (Ver Search Engine Marketing).
• SEO (Search Engine Optimization) – é o conjunto de técnicas uti-
lizadas para otimizar a presença web (conteúdos, social media, sites, blogs,
lojas online e landing pages) para motores de pesquisa, aumentando visitas
e conversões orgânicas. Está em constante evolução, pois os algoritmos de
otimização mudam frequentemente – tal como os hábitos de pesquisa dos
utilizadores. O objetivo é otimizar para captar visitas legítimas, consideran-
do a relevância e a semântica das palavras-chave. (Ver SEM, Off-site SEO e
On-site SEO).
• Separador (Aba ou Tab) – refere-se, geralmente, aos vários sites
abertos nos diversos separadores, no explorador da Internet (browser).
Mas também pode referir-se a separadores de um software ou aplicação
web.
• SERP (Search Engine Result Pages) – é a lista de resultados, orgâ-
nicos e pagos, numa página, num motor de pesquisa. (Ver Orgânico e Goo-
gle Ads).
• Servidor – é um equipamento específico para alojar sites ou softwa-
re, de modo a ficar disponível online, para todo o mundo, ou, internamente,
numa rede fechada. (Ver Alojamento).
• Sessão – é um grupo de interações de um utilizador com um site,
que ocorrem num determinado período de tempo. Uma sessão pode conter
várias visualizações de páginas, eventos, interações sociais e compra. Um
utilizador pode abrir várias sessões, e estas podem ocorrer no mesmo ou em
vários dias. A sessão pode terminar ao expirar o tempo (após 30 minutos de
inatividade ou à meia noite) ou se existir alteração da campanha (se aceder
ao site através duma campanha, abandonar e entrar através doutra). (Ver
Google Analytics e Utilizadores).
• Share – é a partilha de conteúdos num social media ou noutros
S meios.
• Share of Voice – é uma métrica que mede a percentagem de inte-
ração com o público-alvo que a marca detém, em relação aos concorrentes.
Esta conversação pode ocorrer nas redes sociais, no blog ou noutros canais
através dos quais a marca comunica com a sua audiência.
• Short link – é um link encurtado através de um serviço de URL
Shortner (bit.ly ou outro), que permite redirecionar para outro URL maior.
É vantajoso utilizar este formato para várias situações: partilhar nos social
media, enviar por SMS, monitorizar cliques e tornar o link mais amigável. É
possível criar um link curto, com um endereço amigável, em vez de caracte-
TERMOS EM INGLÊS 265

res aleatórios. Pode ser feito com serviços e domínio de terceiros, mas tam-
bém pode ser feito com um domínio específico e mais curto, registado para
o efeito. Por exemplo, quando partilha o link de um vídeo no YouTube, ele
apresenta um link mais curto. Eis um exemplo de short link personalizado
que redireciona para review Google: www.bit.ly/vascogoogle. (Ver Branded
Link e Vanity URL).
• Showrooming – é o processo em que os consumidores procuram
por produtos na loja física, para os testar e conhecer melhor, para depois
pesquisar e comprar online a um melhor preço. (Ver ROPO).
• Sidebar – é a parte lateral de um blog, em WordPress, constituída
por diversos Widgets (blocos). (Ver WordPress).
• Sign in – permite efetuar autenticação num site, cuja interface é igual
à de um utilizador convidado. Acontece, por exemplo, no motor de pesquisa
Google. Difere do log in, que mostra informação diferente entre o convida-
do e o utilizador logado, como acontece no Facebook ou noutra rede social.
(Ver Log in e Login).
• Sign up – permite criar uma conta num serviço, com informação
essencial, por exemplo, numa rede social. Se for um registo, requer mais
informação, como acontece, por exemplo, numa loja online.
• Síncrona – é um acontecimento em tempo real, como uma conver-
sação num chat ou numa videoconferência (por exemplo Skype). É uma
técnica de comunicação muito utilizada em e-Learning. (Ver Assíncrona e
e-Learning).
• Site – é um conjunto de páginas, na Internet, contendo informação
em texto, imagem, áudio, vídeo e hiperligações. É acessível através de um
endereço num browser ligado à Internet. Também é designado sítio ou pá-
gina na internet. (Ver Browser e Domínio).
• Sitelinks – são links adicionais que o Google atribui automaticamen-
te a um site nos resultados de pesquisa, ficando em realce abaixo do site
principal. Também é utilizado em anúncios Google Ads, para proporcionar
links adicionais, em resultados pagos, de uma forma relevante. (Ver Google
Ads e Google Search Console).
• Sitemap – é uma lista de páginas de um site, num formato especí-
fico para poder comunicar com o Google sobre os conteúdos e respetivas
atualizações. Normalmente, assume o nome de sitemap.xml, ficando o URL
no seguinte formato: www.vascomarques.com/sitemap.xml, que deverá ser S
submetido no Google Search Console.
• SKU (Stock Keeping Unit) – é uma terminologia muito utilizada
em lojas online, para se referir ao código do produto. Cada produto, ou va-
riação de produto, terá um SKU diferente. Também pode ser designado por
ID ou código de produto. (Ver e-Commerce e Loja online).
• Slack – é uma ferramenta de colaboração, muito utilizada para equi-
pas remotas ou no mesmo espaço físico. Permite criar canais de acordo com
os projetos ou departamentos e definir níveis de permissões. (Ver Colabo-
ração).
266 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Slider – são elementos gráficos atrativos que se encontram, regra ge-


ral, em destaque na página principal de um site, que permite mostrar várias
informações para captar a atenção do utilizador. Pode ser apresentado num
espaço específico duma interface web. (Ver Sidebar, Widget e WordPress).
• SlideShare – é um social media para publicações de apresentações
ou documentos em PDF. Esta plataforma foi adquirida pelo LinkedIn em
2012.
• Slideshow – é uma animação com diversas fotografias, transições e mú-
sica, normalmente em vídeo.
• Slowmotion – é uma técnica para abrandar o tempo numa filmagem,
disponível na maioria dos editores de vídeo. Para isso, é importante que a
câmara de filmar tenha a capacidade para gravar a mais de 25 imagens por
segundo. É frequente encontrar esta possibilidade, mesmo em smartphones,
câmaras amadoras ou prosumer. A GoPro grava 240 imagens por segundo,
a 1080p, permitindo abrandar o tempo quase dez vezes. (Ver Timelapse).
• SMART – é uma metodologia de definição de objetivos para gestão
de projetos, análise de desempenho ou desenvolvimento pessoal. A sigla
SMART significa: Specifc, Measurable, Assignable, Realistic e Time-related.
(Ver Objetivos).
• SMS (Short Message Service) – é o serviço de envio de mensagens
escritas entre telefones, até 160 caracteres cada uma, que podem conter le-
tras, algarismos, símbolos ou links. É uma ferramenta útil para SMS Marke-
ting. (Ver RGPD).
• SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) – é um protocolo utilizado
para enviar e-mails. Para receber e-mails, é utilizado o protocolo POP3 ou
IMAP.
• Snap – é a empresa detentora do Snapchat.
• Snapchat – é uma rede social mobile em que o principal objetivo é
a efemeridade dos conteúdos, pois, depois do envio de mensagens pessoais
ou conteúdos públicos para Stories, desaparecem após 24 horas. Existe a
possibilidade de consumir conteúdos de marcas, através da opção “Disco-
ver” e desbloqueando troféus, de acordo com a atividade na rede. Um dos
principais aspetos distintivos é a riqueza e novidades nos filtros das Stories.
Surgiu em 2011, conta com cerca de 200 milhões de utilizadores, sendo di-
rigido, essencialmente, a um público mais jovem. (Ver Stories).
S • Snaps – são os conteúdos dos vários momentos das Stories no Snap-
chat. (Ver Stories).
• Snippet – é um fragmento de informação. O snippet preview é a pré-
-visualização da informação do site que irá aparecer nos resultados de pes-
quisa no Google. O rich snippet é um fragmento de informação mais rica,
apresentando informação adicional nas pesquisas, tais como: preço, stock
ou avaliações. (Ver Google Search Console).
• SO (Sistema Operativo) – é o software-base que suporta as funções
vitais de um computador ou dispositivo, como o Windows, Linux, MacOS,
Android ou iOS.
FIM 267

• Social Commerce – é uma área do e-commerce, na qual a venda é


assistida ou ocorre pelos social media. (Ver e-Commerce).
• Social Customer Service – é a prática de fornecer suporte ao cliente
nos social media.
• Social Media – são plataformas, nas quais os utilizadores podem
criar conteúdos, interagir, colaborar ou partilhar informação, como o Face-
book, YouTube, Blogs, fóruns, Wikipedia, Skype e outros. As redes sociais
são um caso particular de social media, em que o foco são as pessoas (Face-
book, LinkedIn e outros). (Ver Redes Sociais).
• Social Media Governance – é um conjunto de políticas, guias, pro-
cessos e recursos educativos para guiar os colaboradores na forma de re-
presentar a empresa e agir nos social media. Não confundir com política de
privacidade ou política de utilização. (Ver Community Manager e Gestor de
Redes Sociais).
• Social Media Listening – é o processo através do qual se encontra e
se acompanha o que está a ser referenciado sobre um tema, marca, empresa
ou pessoa nos social media. (Ver Monitorização).
• Social Media Management – é a tecnologia e processos utilizados
para gerir os social media de uma organização. (Ver Community Manager).
• Social Media Marketing – é a utilização dos social media como fer-
ramenta de marketing, para comunicar, interagir e vender.
• Social proof – no marketing, são referências que reforçam prova
social de determinada marca, produto ou serviço. Passando mais facil-
mente a mensagem que é uma boa escolha, que tem clientes satisfeitos ou
muitos seguidores, transmitindo mais credibilidade e propensão à com-
pra. Por exemplo, numa landing page de um produto pode haver teste-
munhos de pessoas que já compraram e que estão satisfeitas, referência
a uma notícia nos media ou comentários nas redes sociais. (Ver Landing
Page).
• Social Recruiting – consiste em pesquisar ou anunciar, através de
plataformas sociais, para recrutar o candidato com o perfil adequado. Tam-
bém é designado por social hiring ou social media recruitment.
• Social Selling – é o uso dos social media para interagir com os poten-
ciais clientes, gerando valor. Em vez de interromper, entra-se no diálogo,
interagindo de forma relevante, na expectativa de se criar relações de con-
fiança e efetuar a venda. S
• Soft bounce – é uma falha na entrega de e-mails por uma razão tem-
porária, como caixa de e-mails cheia. (Ver Hard bounce e e-Mail marke-
ting).
• Software – é um conjunto de dados, informações ou instruções que
indicam ao computador como desencadear ações. São exemplos, um siste-
ma Operativo ou uma ferramenta de produtividade. (Ver Hardware).
• SoLoMo (Social, Local, Mobile) – está intimamente ligado ao mo-
bile, pela componente das redes sociais, pela geolocalização e pela mobili-
dade. (Ver Geolocalização e Mobile Marketing).
268 MARKETING DIGITAL de A a Z

• Sondagem (Suryey) – permite recolher opiniões de utilizadores,


clientes ou potenciais clientes. Ajuda a perceber as necessidades do mer-
cado, grau de satisfação, recolher feedback de eventos ou ajudar na de-
finição de um novo produto ou serviço. Podem ser usadas ferramentas,
como o Typeform, SurveyMonkey ou Google Forms para o efeito. (Ver
Votação).
• Soundcloud – é um social media para partilha de áudio, como mú-
sica livre de direitos de autor, podcasts, entrevistas em áudio ou outros re-
cursos. (Ver Podcast).
• SPAM – refere-se ao correio eletrónico não solicitado que entra na
caixa de e-mail. (Ver RGPD e E-Mail marketing).
• Split testing – é um método usado para testar alterações de elemen-
tos, com o objetivo de melhorar o desempenho de cliques, leads ou vendas.
São gerados dois ou mais URLs diferentes, com alterações numa imagem,
vídeo, título, texto, botão, cores ou outros aspetos. É possível ser implemen-
tado num site, loja online, aplicação, conteúdos, anúncios ou campanhas
de e-mail marketing. No caso de serem alteradas várias variáveis de uma só
vez, designa-se por multivariate testing (Ver Teste A/B).
• Spotify – é um serviço de streaming de música, podcast e vídeo, lan-
çado em 2008, com sede na Suécia. É a App de música mais popular em
todo o mundo, com mais de 140 milhões de utilizadores, dos quais 60 mi-
lhões têm assinatura paga. (Ver Netflix).
• SQL (Sales Qualified Leads) – são leads que cumpriram critérios
de qualificação para serem abordados pela equipa de vendas. (Ver Leads).
• SQL (Structured Query Language) – é uma linguagem utilizada
em programação e desenhada para gerir base de dados.
• Squeeze page – é um tipo de landing page criada especificamente
para captação de e-mails de uma forma persuasiva. (Ver Landing Page).
• SSL (Secure Sockets Layer) – é uma tecnologia de segurança para
estabelecer comunicação encriptada entre o servidor e o cliente. Deve ser
utilizada sempre que é transacionada informação sensível, como num aces-
so a um banco online ou para inserir dados de pagamento numa loja online.
Mas também é importante em sites que recolhem a morada ou e-mail do
cliente. Pode ser identificada no browser, por um aloquete (por vezes ver-
de), e com o URL iniciado por HTTPS. (Ver Gateway de pagamento e Loja
S online).
• Startup – é uma jovem empresa, normalmente de base tecnológica,
que pretende desenvolver um modelo de negócio escalável para um produto
ou serviço. O termo tornou-se popular no início dos anos 2000, com a bolha
da Internet, com as empresas .com (Dot Com). (Ver Empreendedorismo).
• Stopmotion – consiste em criar um vídeo, registando cada imagem
manualmente, entre cada movimento da história. No processo de edição, as
imagens são importadas, representando, cada uma delas, uma fração de se-
gundo. A ferramenta mais utilizada no meio profissional é o Dragonframe,
que funciona em PC ou em Mac. (Ver Slowmotion).
FIM 269

• Stories (Histórias) – são conteúdos verticais que ficam disponíveis


durante 24 horas. O seu registo é feito, habitualmente, com smartphone,
de uma forma autêntica, de modo a proporcionar aos seguidores uma ex-
periência mais próxima, havendo um carácter de urgência de o visualizar,
devido à sua efemeridade. A captação é, normalmente, no formato de foto-
grafia ou vídeo, em que cada momento da história pode ter uma duração
de 3 a 15 segundos (varia de acordo com a plataforma). Este formato está
presente em vários social media, nomeadamente no Snapchat, Instagram,
Facebook, WhatsApp, YouTube e Medium.
• Storytelling – é a atividade que consiste em contar histórias, permi-
tindo um maior envolvimento e retenção da informação. Deve ser aplicado
através dos meios digitais, de modo a obter mais alcance e interação. (Ver
Transmedia Storytelling).
• Stripe – é um gateway de pagamento muito popular, com taxas com-
petitivas, para ser utilizado numa loja online, aceitando diversos tipos de
pagamento. Alguns dos métodos aceites são: cartão de crédito e de débito,
Apple Pay, Android Pay, Bitcoin, Alipay, Amex e outros. (Ver Gateway de
pagamento e Loja online).
• Subdomínio – é uma secção específica do site, com um endereço
próprio no prefixo. Pode ser utilizada para um blog, loja online, landing
page ou novo idioma. Permite criar livremente e sem custos adicionais,
com vários níveis. Por exemplo, o subdomínio: https://masterdigital360.
vascomarques.com, é um endereço criado para apontar para uma lan-
ding page com um produto específico, mas mantendo ligação hierárquica
ao domínio principal, pela sua relevância. (Ver Domínio e URL).
• Subscritor – no YouTube, é alguém que subscreveu o canal. No
âmbito de e-mail marketing, é alguém que se inscreveu numa lista para
receber e-mails de um determinado assunto. (Ver e-Mail marketing e You-
Tube).
• Super Chat – é uma funcionalidade disponível em canais do You-
Tube elegíveis, que permite interagir, durante uma transmissão em direto,
com a audiência, de uma forma diferenciada. O fã pode pagar, se desejar
que o seu comentário fique destacado, merecendo mais atenção do Youtu-
ber. O valor pago determinará a cor e o tempo que esse comentário ficará
fixo. (Ver Youtuber).
• Swipe – refere-se ao deslizar do dedo, num smartphone, numa deter- S
minada direção, para executar uma função.
• Switcher – é um equipamento utilizado para comutar várias câma-
ras de vídeo, para uma transmissão ou gravação. Também pode referir-se a
um equipamento de distribuição de internet ou rede. (Ver Live streaming).
• Swonkie – é uma plataforma portuguesa para gestão de redes so-
ciais, com possibilidade de efetuar publicação, calendarização, analisar es-
tatísticas de desempenho e monitorização da concorrência. É uma solução
completa para equipas e profissionais de marketing digital. (Ver Gestor de
Redes Sociais).
270 MARKETING DIGITAL de A a Z

• SWOT – é um instrumento de análise ao ambiente interno e externo,


utilizado para os mais diversos fins pessoais e profissionais. Permite anali-
sar as Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Oppor-
tunities) e Ameaças (Threats). (Ver PEST).

T
• Tag – é o ato de identificar outra conta de uma rede social numa
publicação. Normalmente, é feito precedendo o username com @, que fica-
ria, por exemplo, @vascomarquesnet, que irá gerar uma notificação para a
respetiva conta e ficará associado à publicação com link. (Ver Username).
• Tags (Etiquetas) – são termos associados a um conteúdo, para fa-
cilitar a organização ou indexação. É utilizado, por exemplo, em artigos no
WordPress, vídeos no YouTube ou conteúdos noutros social media.
• Target – (ver Público-alvo).
• Taxa de abertura – é a percentagem de pessoas que abre um e-mail
enviado pela plataforma de e-mail marketing. É a métrica mais importante.
(Ver Abertura, CTR e e-Mail marketing).
• Taxa de conversão – é a percentagem de visitantes de uma página
(ou de outro meio) que realiza uma determinada ação. Pode calcular-se as-
sim: conversões/visitas*100. (Ver Conversão).
• Taxa de entrega – é a percentagem de mensagens realmente entre-
gues numa campanha de e-mail marketing através da respetiva plataforma.
Espera-se que ela esteja próxima de 100 %. As mensagens não entregues
originam soft bounces ou hard bounces. (Ver e-Mail marketing e Taxa de
abertura).
• Taxa de rejeição (Bounce rate) – é a percentagem de visitantes que
abandona uma página (num site, blog, loja ou landing page) sem efetuar
qualquer tipo de ação. (Ver Google Analytics, Páginas vistas, Sessão, Tempo
médio de visualização e Utilizadores).
• Teaser – é uma técnica utilizada com um conteúdo inicial de uma
campanha através de uma pequena peça, veiculada em rádios, jornais, re-
vistas, outdoors, televisão, internet ou outros meios. O público-alvo é im-
pactado com uma mensagem enigmática, surpreendente, ou interroga-se
sobre a sua continuidade. (Ver CPM e CPV).
S • Template – é um modelo de um documento, site, interface gráfico ou
de outro tipo de elemento ou ficheiro. (Ver Layout)
T • Tempo médio de resposta – é a medição, em média, do tempo para
se obter resposta a uma mensagem enviada. Esta métrica ganha mais im-
portância numa página do Facebook, pois, mantendo-se um bom valor, es-
timulará mais contactos.
• Tempo médio de sessão – é o tempo médio durante o qual um visi-
tante permanece ativo num determinado site. (Ver Google Analytics).
• Tempo médio de visualização – é o tempo médio de visualização
do vídeo, originando a sua taxa de retenção. É uma das métricas mais im-
FIM 271

portantes neste contexto, representando o interesse que o vídeo desperta na


audiência. (Ver CPV).
• Tendências (Trends) – revelam a previsão de tecnologias e compor-
tamentos, com impacto nos negócios e na sociedade. (Ver Google Trends e
Data Mining).
• Termos e condições (Terms of service - TOS) – é, frequentemente,
uma página no site que apresenta as condições inerentes à aquisição de pro-
dutos ou serviços, tais como: prazos de entrega, condições de pagamento,
condições de devolução e outras informações relevantes. A informação so-
bre a proteção de dados está, por norma, na página política de privacidade.
(Ver Loja online, Política de privacidade e RGPD).
• Teste A/B – são testes para aferir o impacto nas conversões, de acor-
do com a alteração de uma variável numa interface ou conteúdo, por exem-
plo, alterar a cor de um botão de uma landing page, alterar um título, trocar
uma imagem por um vídeo ou apresentar variações de imagens num anún-
cio. É idêntico ao Split Teste, mas difere, essencialmente, porque os testes
ocorrem no mesmo URL. (Ver Split Test).
• Theme (Tema) – é um modelo gráfico para utilizar, habitualmen-
te, num site WordPress. Também é designado por template. (Ver Wor-
dPress).
• Thumbnail – é uma imagem em miniatura, que representa uma ou-
tra maior, um vídeo ou outro elemento. No YouTube, e noutras plataformas
com vídeo nativo, é muito importante definir esta imagem, porque vai re-
presentar o vídeo, sendo determinante para aumentar a sua visibilidade e
obter mais CTR. Também é utilizado no explorador de ficheiros, para ver
galerias de imagens. (Ver YouTube e CTR).
• Thumb-stopping content – é um conteúdo, normalmente em pla-
taformas social media e em dispositivos mobile, que são muito atrativos ou
invulgares, que captam a atenção do utilizador, que o levam a parar o movi-
mento de scroll no feed.
• TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) – são os meios
técnicos que permitem tratar informação e auxiliar na comunicação, in-
cluindo hardware e software. (Ver e-Business).
• TIFF (Tagged Image File Format) – é um tipo de imagem para
impressão, habitualmente gerado por equipamentos de digitalização de
imagens, como os scanners. É um formato da Adobe e pode ser criado ou
editado no Photoshop. É possível gravar com informação de layers (cama-
das), idêntico ao formato PSD. Não é um formato utilizado na web. (Ver T
PSD e Resolução).
• Timelapse – é a captação de imagens espaçadas no tempo, que, após
a sua junção, dão a sensação de uma grande aceleração no tempo. Várias
câmaras de filmar e de fotografar possuem função de intervalómetro para
esta configuração. No final, as imagens são importadas num editor de vídeo
(Adobe Premiere, por exemplo), para que sejam automaticamente conver-
tidas em vídeo. Em alternativa, pode ser gravado um vídeo, acelerar essa
272 MARKETING DIGITAL de A a Z

gravação, e será obtido um resultado final idêntico (mas ocupando inicial-


mente mais espaço). (Ver Hyperlapse e Slowmotion).
• Timelapse 360 – é uma técnica para captar imagens a 360 graus,
com intervalo entre cada captação, para gerar um efeito de vídeo 360 com
aceleração.
• Timestamp – é a hora e data associadas a uma publicação numa rede
social. Ao clicar no timestamp, é gerado um permalink, para se poder fazer
a ligação diretamente a esse conteúdo. Também pode ser usado em logs de
servidores, ficheiros, imagens e vídeos. (Ver Permalink).
• Tinder – é a rede social destinada a encontros amorosos, na qual é
possível demonstrar interesse por outra pessoa que se encontre dentro de
uma região geográfica.
• Tinyplanet – é uma imagem criada a partir de uma fotografia 360,
permitindo a sua partilha, como a duma fotografia normal, em qualquer
rede social. Forma um planeta pequeno, unindo as imagens em todas as
direções. É possível obter melhores resultados, recorrendo a uma câmara
específica para fotografias 360.
• Título – pode referir-se ao título de um artigo num blog (H1) ou de
um vídeo no YouTube ou noutros social media. Os títulos dos conteúdos são
muito importantes nas pesquisas, pois são o primeiro elemento de desta-
que. É fundamental definir um bom título. (Ver Descrição).
• TLD (Top Level Domain) – é uma extensão de um domínio,
como o .com, .pt, .net ou .eu. Existem várias categorias: gTLD (os mais
comuns), New gTLD (cerca de 1000 novas extensões) ccTLD (associa-
do a países) e GccTLD. Por exemplo, no domínio vascomarques.com, o
.com é a extensão TLD, sendo a terminação mais conhecida e mais anti-
ga. As novas terminações de domínio foram pensadas para servir quase
todo o tipo de necessidades, como o .digital, .video, .bike, .taxi, .wine,
.web, .hotel, .sport, .music, .app, .free, .eco e centenas de outras op-
ções. Existem ainda os second level domain, como, por exemplo, o.gov.
uk, .com.pt ou .com.br. Os domínios .com já ultrapassaram os trinta
anos de existência. A ICANN (Internet Corporation for Assigned Names
and Numbers) é a entidade responsável por criar e gerir os domínios de
topo (TLD). (Ver Domínio).
• Tópico (Thread) – permite organizar mensagens em torno de
um assunto. É muito comum em fóruns, sistema de comentários, redes
sociais ou leitores de e-mails. A conversação inicia-se no tópico, que
T obterá respostas associadas à ideia-base, para uma melhor organização.
• Tor – é um explorador de internet que torna a informação do
utilizador anónima, protegendo, assim, a sua privacidade, quando está
ligado à rede Tor. Este sistema é censurado por alguns países, como a
China, o Egipto e a Turquia. (Ver Dark Web).
• Tracking – refere-se, normalmente, a um código associado a
uma página, para fazer rastreio de ações e comportamentos. (Ver Con-
versões e Google Analytics).
FIM 273

• Tráfego – são as visitas ao site, que podem ter várias origens.


(Ver Fontes de tráfego e Orgânico).
• Transacional – é referente aos e-mails e SMS transacionais, que
são geridos através de uma ferramenta (CRM, CMS, loja online ou ou-
tro), recorrendo à integração de um serviço externo especializado no
envio. (Ver e-Mail marketing e SMTP).
• Transcrição – consiste em passar para o formato de texto, um
áudio ou vídeo, para legendagem ou para utilizar num artigo num blog
ou para outros fins.
• Transformação Digital – é a utilização da tecnologia que pos-
sibilita, às pessoas e às organizações, a utilização do digital para per-
mitir novos patamares de inovação e criatividade. Esta transformação
deve ser alinhada em várias camadas, assentes no ADN da organização:
pessoas, processos, plataformas, ecossistemas, cultura, eficiência, expe-
riências e interfaces B2B.
• Transmedia Storytelling – veicula conteúdo em vários media,
de uma forma complementar, no formato de histórias. (Ver Crossme-
dia, Multimédia e Storytelling).
• Tribo – no âmbito digital, ou tecnológico, caracteriza um grupo
de pessoas com comportamentos e preferências idênticas. (Ver Persona
e Público-alvo).
• Triggers – são ações que desencadeiam eventos em ferramentas
de marketing. Exemplos de eventos ativados após ações do utilizador:
e-mail de seguimento de uma encomenda, e-mail de seguimento de car-
rinho de compras abandonado ou campanhas de retargeting.
• Tripwire – consiste em propor comprar um bom produto por um
preço irresistível (por exemplo, 5 €), para que o cliente ganhe confiança
e avance para a conversão. A partir daí, será mais fácil subir na escada
de valor e adquirir outros produtos ou serviços de valor mais elevado.
(Ver Conversão e Customer Journey).
• Trojans – são programas maliciosos ou vírus.
• Troll – é alguém que apresenta um comportamento perturbador
num social media, com o objetivo de desestabilizar o diálogo ou a dis-
cussão.
• TrueView – é um tipo de anúncio em vídeo, da rede Google, em
que o pagamento por parte do anunciante ocorre apenas quando al-
guém vê o vídeo, cumprindo determinados comportamentos de mani-
festação de interesse. T
Existem dois tipos de anúncios TrueView:
1 – O TrueView in-stream é um anúncio que aparece antes ou
durante a visualização de um vídeo do YouTube, que dá a possibili-
dade ao utilizador de avançar, após cinco segundos. O anunciante só
paga a partir de 30 segundos de visualização ou se o vídeo for todo
visto ou, também, se existir um clique em algum call-to-action no ví-
deo;
274 MARKETING DIGITAL de A a Z

2 – O TrueView video discovery permite que o anúncio em vídeo


apareça ao lado ou abaixo de vídeos, em pesquisas no YouTube ou sites
com anúncios da Rede Display Google que correspondam à audiência
selecionada para a campanha. O anunciante apenas paga se o vídeo for
clicado para reproduzir.
• Tumblr – é uma plataforma de microblog, criada em 2007, com pos-
sibilidade de publicar texto, imagem, GIF, vídeo, citações, áudio, diálogos
e transmissões em direto. Caracteriza-se por publicações visuais e curtas,
dirigidas a um público mais jovem. Permite personalizar o aspeto gráfico da
conta, através de temas.
• Tweets – são publicações no Twitter.
• Twitter – é uma rede social, criada em 2006, com cerca de 300 mi-
lhões de utilizadores. Com o limite de 280 caracteres na publicação, é uma
plataforma direcionada para conteúdos mais curtos e instantâneos. Permite
publicar texto, link, sondagem, imagem, GIF, vídeo e live. A utilização de
hashtags e a sua eficiência é a principal característica diferenciadora. Além
disso, permite descobrir diariamente as tendências de assuntos do momen-
to.
• Twitter Ads – é uma plataforma de anúncios do Twitter que permite
criar campanhas para alcançar mais pessoas na rede social, de acordo com
a segmentação definida e o investimento alocado.

U
• Ubersuggest – é uma ferramenta de recolha de ideias para palavras-
-chave para SEM, com a qual poderá saber, por país, qual o volume de pes-
quisa, preço estimado e nível de concorrência. (Ver Google Ads, Keyword,
SEM e SEO).
• Unfriending (Remover amizade) – é o ato deixar de ser amigo de
alguém numa rede social. (Ver Amigo).
• Update – é fazer a atualização a um software, sistema ou aplicação.
Normalmente, são pequenas atualizações, relacionadas com segurança ou
melhorias. (Ver Upgrade).
• Upgrade – é uma nova versão de um software, com diferenças signi-
ficativas, que pode ser paga. (Ver Software).
• Upload – consiste em enviar ficheiros ou informação para outro
computador, servidor ou sistema. (Ver Download).
• Upselling – é uma técnica de vendas para induzir o cliente a adquirir
T um produto mais caro, ou opções adicionais, para tornar a venda mais lu-
U crativa. (Ver Cross-selling).
• URL (Uniform Resource Locator) – é um endereço para aceder
a um site, a um recurso na web, a um e-mail, a um acesso FTP ou a um
recurso na rede de computadores, por exemplo, www.vascomarques.
com/livros. (Ver Domínio e Short link).
• Usabilidade – no âmbito digital, refere-se à simplicidade e à facilida-
de em utilizar uma interface, um software, um site ou uma aplicação. Estão
FIM 275

implícitas diversas premissas: velocidade, aspeto visual, compatibilidade


mobile, adaptação a utilizadores com dificuldades, riqueza de conteúdo, fa-
cilidade de leitura ou de visualização. (Ver Velocidade e SEO).
• User eXperience (UX) – é a experiência que o utilizador tem ao in-
teragir com a interface. Se a considera útil, valiosa, desejável (brand expe-
rience), acessível, credível, se tem boa usabilidade e se é fácil de encontrar o
que deseja. (Ver Usabilidade).
• User-Generated Content (UGC) – é o conteúdo que o utilizador
cria, publicado em plataformas social media. Poderá assumir qualquer
formato, sendo revestido pela autenticidade típica de um cliente satisfei-
to ou de um consumidor desagradado. (Ver Content Marketing e Social
Media).
• User Interface (UI) – são os ecrãs, as páginas, os elementos visuais,
as cores, os botões, os ícones, os formulários, o slider, os menus, a pesquisa,
a paginação, as tags, as categorias, as notificações e tudo aquilo com que
o utilizador interage numa interface. (Ver Usabilidade e User eXperience).
• Username – é o nome de utilizador para entrar num site, sistema,
serviço de administração ou rede social. Pode referir-se ao nome de uma
conta numa rede social, por exemplo, @vascomarquesnet. (Ver Tag).
• Utilizador – é uma pessoa que utiliza uma aplicação, uma interface,
um processo, um equipamento ou um sistema. Também pode referir-se a
alguém que utiliza um produto ou serviço.
• Utilizadores – no âmbito do Google Analytics, são os novos visitan-
tes e os visitantes recorrentes. Por isso, inclui todos os visitantes do site.
(Ver Google Analytics, Sessões, Taxa de rejeição e páginas visitadas).
• UTM (Urchin Tracking Module) – são parâmetros que se podem
adicionar a um URL para acompanhar o desempenho de campanhas de
marketing em diversas fontes de tráfego. Estes parâmetros são interpretados
pelo Google Analytics, para ajudar a criar relatórios detalhados. Podem
ser adicionados até cinco parâmetros: source, medium, campaign, term
e content. Exemplo de um URL com UTM: www.vascomarques.digital/
pages/servicos-marketing-digital?utm_contentbanner=&utm_
medium=cpc&utm_source=blog&utm_campaign=md360..

V
• Vanity URL – é um URL personalizado com o nome da marca, asso-
ciado a um serviço web, como, por exemplo, www.facebook.com/vascomar-
quesnet. (Ver Branded Link e Short link).
• Vantagem competitiva – é um conjunto de características que per- U
mitem que uma empresa se diferencie da concorrência, por apresentar
melhor desempenho económico e por entregar mais valor ao cliente. (Ver V
Diferenciação e Posicionamento).
• Verificada (Verified) – é uma conta social media que é verificada
pelo fornecedor do serviço, demonstrando que é autêntica. É útil para mar-
276 MARKETING DIGITAL de A a Z

cas reconhecidas e figuras públicas. Permite conferir mais credibilidade e


garantir que a conta representa a entidade ou pessoa. Normalmente, é re-
presentado através de um selo com um visto azul (ou cinzento), como no
caso do Facebook, Instagram, Twitter ou YouTube (selo preto).
• Vídeo 360 – é um vídeo captado em todas as direções, formando
uma esfera de imagens, que permite ser visualizado em qualquer direção,
a qualquer momento. Se for visualizado através do smartphone, basta mo-
vimentá-lo para escolher o ângulo desejado. Se for visto no computador,
basta movimentar o rato para a vista pretendida. Com óculos de Realidade
Virtual, é possível ver de uma forma ainda mais realista. O YouTube, o Vi-
meo e o Facebook são algumas das plataformas que permitem a reprodu-
ção nativa de vídeos 360. Com uma câmara preparada para este formato,
é possível captar muito facilmente este vídeo imersivo, tendo um custo re-
lativamente acessível. A Realidade Virtual utiliza vídeos 360 como um dos
recursos. (Ver Fotografia 360 e VR).
• Video hosting – é um alojamento específico para vídeo, como, por
exemplo, o Vimeo ou Wistia.
• Vídeo nativo – é a utilização do vídeo, diretamente em cada platafor-
ma social media, de modo a proporcionar uma melhor experiência, adaptar
à plataforma e obter mais alcance e interações. Depois de criar o vídeo, este
é publicado diretamente no Facebook, no Instagram, no YouTube, no Twi-
tter ou noutros, em vez de ser publicado numa das plataformas (YouTube),
e partilhado o link nas restantes.
• Vimeo – é uma plataforma de vídeo, dirigido a um público profis-
sional, com diversas opções de personalização e configuração avançadas.
Adquiriu os serviços Magisto e Livestream.
• Viral – (ver Marketing Viral).
• Visualizações – é o número de vezes que um vídeo (ou outro re-
curso) foi visto. A forma de medir as visualizações de um vídeo difere para
cada plataforma (por exemplo entre Facebook e YouTube). É a métrica mais
elementar do vídeo. (Ver CPV e Tempo médio de visualização).
• Visualizações de páginas (Page Views – PV) – é o número de vi-
sualizações das páginas de um site. Uma visita pode gerar mais do que uma
visualização de páginas. Ao navegar numa página, com hiperligações para
outras páginas, pode levar o utilizador a clicar para ver mais e contar com
mais uma visualização de página. É uma das métricas mais importantes.
• Vlog – é o registo regular de conteúdos em formato vídeo, de uma
forma encadeada, para ser publicado online, nos social media, num blog ou
num site desenhado especificamente para este formato.
• Vlogger – é o produtor de vídeo para um blog, na Internet. (Ver Vlog
e Youtuber).
V • Votação (Poll) – é uma funcionalidade de votação em hipóteses, pe-
los utilizadores, disponível em várias plataformas social media, por exem-
plo: Instagram Stories, Facebook (grupos, vídeo e live), YouTube, Wor-
dPress e outros.
FIM 277

• VR (Virtual Reality) – a Realidade Virtual é o mergulho total no


mundo digital. Requer equipamento especial, compatível, e conteúdos pre-
parados para esta tecnologia. Por oposição à realidade aumentada (AR),
que mostra camadas de informação digital sobrepostas ao mundo físico,
esta é, normalmente, utilizada com óculos ou smartphones. A VR coloca
o utilizador em qualquer lado; a AR traz até ao utilizador todo o tipo de
informação adicional contextualizada, que parece fazer parte da realidade.
Em VR, é possível visitar um museu, mergulhando totalmente num local
onde não se está fisicamente. Em AR, é possível deslocar-se fisicamente no
museu e ver informação adicional sobre a obra de arte para a qual se está a
olhar. Ambas as realidades fazem parte da computação imersiva. Também
existe VR180. (Ver AR e Vídeo 360).

W
• W3 – é a World Wide Web.
• W3C (World Wide Web Consortium) – é uma organização, funda-
da em 1994, por Tim-Burners-Lee, para desenvolver padrões de tecnologia
web. (Ver WWW).
• Waze – é uma aplicação mobile de navegação por GPS, com informa-
ção de trânsito em tempo real.
• Web 2.0 – é um termo que ficou popular depois de 2004, através da
empresa O’Reilly Media, para designar uma segunda geração na web, ca-
racterizado por fornecer novas possibilidades, tecnologias e comportamen-
tos, como, por exemplo, wikis, redes sociais, blogs e outros. (Ver WWW).
• Web App – é uma App cross-platform, com um custo de desenvol-
vimento mais baixo do que uma App nativa, com mais facilidade de manu-
tenção, com liberdade de Sistemas Operativos e com atualizações automá-
ticas. No entanto, tem menor integração com os Sistemas Operativos e com
equipamentos, com interface mais limitada, e depende sempre da web para
funcionar. (Ver App, Progressive Web App e Instant App).
• Web design – é uma área de conhecimento que ramifica do design
gráfico, incluindo vários tipos de competências para a produção e manuten-
ção de sites e outras interfaces ou conteúdos para a web.
• Webinar – esta terminologia tem origem no termo web-based semi-
nar. Consiste numa conferência online, na qual a comunicação em vídeo
é unilateral – uma pessoa comunica em vídeo e quem assiste interage no
chat. Pode decorrer em formato aberto, livre para qualquer pessoa. Ou, en-
tão, em formato fechado, acessível apenas a quem tiver acesso através de
um registo efetuado previamente. É uma técnica utilizada para aumentar a
ligação e a interação com o público, ou para obter leads, se for um webinar
fechado. Também é designado por webinário. (Ver Live streaming).
V
• Webmaster – é a pessoa responsável por um site, que poderá asses- W
sorar o respetivo proprietário, em relação a webdesign, web development e
a outros aspetos importantes para a presença na web. (Ver Site).
278 MARKETING DIGITAL de A a Z

• WeChat – é o social media dominante na China, com mais de 1000


milhões de utilizadores. É importante para quem desejar entrar neste mer-
cado. É considerada a super App, por agregar inúmeras funcionalidades de
várias Apps numa única. (Ver Social Media, QQ, WeChat e Youku).
• WhatsApp – é um serviço de Instant Messaging e VoIP que permite
enviar mensagens e fazer chamadas de voz e de vídeo. (Ver Instant Messa-
ging).
• White hat SEO – consiste na aplicação de técnicas de SEO, consi-
deradas aceitáveis e de acordo com os termos e condições dos motores de
pesquisa. É o mais utilizado por quem deseja uma estratégia sustentável e
a longo prazo. Também é designado por Ethical SEO. (Ver SEO e Black hat
SEO).
• White label – é um produto ou serviço criado sem referência a qual-
quer marca, para poder ser fornecido a outra empresa, a fim de poder re-
vendê-lo com o seu branding. Também pode ser utilizado em produtos di-
gitais. (Ver Marketing Mix e Produto).
• White paper – no âmbito do marketing, é um documento que con-
tém informação completa sobre um determinado tema, no qual é apresen-
tado um problema e dada a sua solução. Permite educar e informar os po-
tenciais clientes sobre um assunto do seu interesse. (Ver Content Marketing
e Inbound Marketing).
• WHOIS – é um protocolo para consultar informações de contacto e
de DNS de um determinado domínio. (Ver Domínio).
• Widgets – são blocos que podem ser posicionados em diversos locais
de um site WordPress. Podem ser também utilizados como interfaces gráfi-
cos noutros sistemas. (Ver Sidebar e WordPress).
• Wi-Fi – é utilizado para aceder à Internet sem fios. No entanto, pode
ser utilizado noutras circunstâncias, para transferir informação entre dis-
positivos. A tecnologia surgiu em 1998, mas começou a ficar popular no
início dos anos 2000. Não confundir com Hi-Fi. (Ver Bluetooth).
• Wikipedia – é uma plataforma web, assente num modelo aberto e
editável, disponível em 301 idiomas. Foi criado por Jimmy Wales e Larry
Sanger, em janeiro de 2001, e pertence à Wikimedia Foundation, subsis-
tindo com donativos. É a maior enciclopédia do mundo, com mais de 40
milhões de artigos, dos quais cerca de 5,7 milhões são em inglês e 1 milhão
em português. A oportunidade de qualquer pessoa no mundo poder melho-
rar a Wikipedia abre a possibilidade de aumentar detalhe, riqueza, qualida-
de e quantidade de artigos em vários idiomas. Existem mecanismos para
monitorizar e controlar vandalismo ou edições desajustadas, recorrendo a
inúmeros voluntários em todo o mundo.
• Wikis – é um sistema de colaboração com uma coleção de páginas in-
terligadas, que podem ser visitadas e editadas por qualquer pessoa, embora
W possam existir políticas de edição e publicação. (Ver Wikipedia).
• Windows – o Microsoft Windows é o sistema operativo mais popular
em computadores. Surgiu em 1985, como sucessor do MS-DOS, propondo
FIM 279

uma interface gráfica de navegação com janelas. Algumas das versões mais
populares ao longo dos tempos são: Windows 1.0, Windows 3.1, Windows
95, Windows 98, Windows Millennium Edition, Windows XP, Windows
Vista, Windows 7, Windows 8 e Windows 10. (Ver Linux, MacOS, Micro-
soft, MS-DOS).
• Win-Win – é quando o resultado de uma negociação é vantajoso
para todos os intervenientes.
• Wireframe – é um desenho básico, em formato de protótipo, utiliza-
do para design da interface, para um site, para uma aplicação ou para cons-
trução gráfica. É útil para apresentar elementos fundamentais, tais como: a
estrutura de navegação de um site, a disposição de elementos ou funciona-
lidades. É utilizado pela equipa de desenvolvimento, mas também pode ser
entregue ao cliente. (Ver Layout e User Experience).
• WMV – é um formato comprimido (ocupa pouco espaço), associado
ao Microsoft Windows. É muito popular e garante a reprodução do ficheiro
em quase todos os dispositivos. (Ver MP4).
• Word cloud – também conhecido por tag cloud, são representações
visuais com palavras, em diversos tamanhos, posições, tipos e orientações.
A frequência de utilização da palavra determina o seu tamanho. Podem ser
utilizadas para ilustrar um texto, uma publicação nos social media ou aferir
repetições de palavras num artigo.
• Word Of Mouth (WOM) – é o marketing de boca-a-boca, e con-
siste na troca de informações de pessoa para pessoa. Ocorre no mundo
físico e, cada vez mais, no mundo online, nas redes sociais. Para aconte-
cer o WOM, é necessário haver alguma informação suficientemente forte,
nomeadamente, elevados níveis de satisfação do cliente, confiança e cre-
dibilidade. Outra forma, é através de publicação de conteúdos polémicos,
enigmáticos (teaser) ou incomuns. (Ver Redes Sociais e Teaser).
• WordPress – é uma plataforma gratuita e aberta, sob a licença
GPLv2, de criação de sites, criada em 2003, por Matt Mullenweg e Mike
Little, no seguimento do b2/cafelog. É um CMS baseado em PHP e MySQL.
É a plataforma de sites mais populares, sendo utilizada por mais de 60 mi-
lhões de sites, incluindo 30 % dos top 10 milhões de sites. Permite estender
funcionalidades, através de plugins, e personalizar o aspeto gráfico, através
de temas. (Ver Site).
• WWW (World Wide Web) – é a parte mais visível da Internet, atra-
vés da qual é possível navegar em sites. Foi criada pelo inglês Tim Burners-
-Lee, em 1989, no CERN, na Suíça. O Primeiro site foi publicado em agosto
de 1991, e pode ser visitado em http://info.cern.ch. Também é designada
por web. (Ver Internet).
• WYSIWYG (What You See Is What You Get) – é uma interface
que permite manipular documentos ou páginas web, da mesma forma que
será apresentado o resultado final. O Microsoft Word e a interface de adi- W
cionar artigos do WordPress são exemplos disso. (Ver HTML e WordPress).
280 MARKETING DIGITAL de A a Z

X
• Xennials – este neologismo resulta da junção da Geração X com
Millennials, fundindo os dois conceitos. Estão abrangidas as pessoas nas-
cidas entre finais dos anos de 1970 e inícios dos anos de 1980. Tiveram
uma infância sem Internet e a fase adulta online. É a última geração que se
lembra da vida antes da Internet. (Ver Geração).
• XML (Extensible Markup Language) – é uma linguagem que de-
fine um conjunto de regras para incluir documentos num formato de fácil
leitura por humanos e por máquinas. É um standard da W3C para marca-
ção de documentos. (Ver W3C).

Y
• Yahoo – conhecido como portal de notícias e motor de pesquisa, já
teve o seu auge como o maior site de pesquisas e informações. Foi dos pri-
meiros, do género, a surgir, em 1994. (Ver Baidu, Bing, Google e Yandex).
• Yandex – é o motor de pesquisa Russo, que disponibiliza também
plataforma de analítica (idêntico ao Google Analytics). É importante para
quem deseja entrar neste mercado. (Ver Baidu, Bing, Google e Yahoo).
• Youku – é um social media de vídeo, idêntico ao YouTube, muito
popular na China. (Ver Baidu, QQ e WeChat).
• YouTube – é a maior plataforma de vídeo do mundo, com mais de
1900 milhões de utilizadores. São vistas, diariamente, 1000 milhões de ho-
ras, com versões locais em 91 países e em 80 idiomas. Foi fundada em 2005
e adquirida pela Google em 2006.
• Youtuber – é um criador de vídeo para a plataforma YouTube. (Ver
Blogger, Influenciador, e Instagrammer).

Z
• Zapier – é uma ferramenta online que simplifica a automação entre
web Apps.
• ZIP – é um tipo de ficheiro comprimido, que pode conter vários fichei-
ros ou pastas, ocupando menos espaço que os originais, sem perda de infor-
mação. Teve a sua origem no final dos anos de 1980 e começou a ficar popular
no final dos anos de 1990, quando o MS Windows o incorporou por defeito
no seu sistema. O formato RAR é uma alternativa utilizada frequentemente.
• Zipado – é um ficheiro comprimido no formato ZIP.

TERMOS EM PORTUGUÊS DO BRASIL


Esta organização de terminologias é particularmente útil pela grande
ligação entre Portugal e o Brasil na publicação de conteúdos, negócios, es-
X tudantes e mercado de trabalho.
Y
Z
FIM 281

Desta forma, facilita a adaptação de conteúdos, conversações, reuniões


de negócios, adaptação de comunicação e de anúncios.
Português Europeu Português do Brasil Inglês
Ação Gatilho Action
Aceder Acessar Conect/enter
Alojamento Hospedagem Hosting
Âmbito Escopo Scope
Apagado Deletado Deleted
Aplicação Aplicativo App
Base de dados Banco de dados Database
Blogger ou bloguista Blogueiro Blogger
Cardinal Cerquilha Hashtag
Caso de estudo Case Case Study
Contabilista Contador Accountant
Contacto Contato Contact
Conversação Bate-papo Chat
Descarregar Baixar Download
Dica Sacada Tip
Ecrã Tela Display
Embebidas Embutidas Embed
Explorador Navegador Browser
Fecho Fechamento Close
Ficheiro Arquivo File
Folha de cálculo Planilha Sheet
Formação Treinamento Training
Fornecedor Provedor Provider
Fotocópia Xerox Photocopy
Gerir Gerenciar Manage
Gosto Curtida Like
Gravar Salvar Save
Imagem promocional Vinheta Flyer ou teaser
Interação Engajamento Engagement
Títulos enganosos Isca para links Link baiting
Maiúsculas Caixa alta Uppercase
Mau Ruim Bad
282 MARKETING DIGITAL de A a Z

Media Mídia Midia


Media espontânea Mídia espontânea Earned Media
Mostrar Exibir Show
Multimédia Multimidia Multimedia
Oferta Isca Offer
Página de destino Página de aterrizagem Landing Page
Página Facebook Fanpage Facebook Page
Partilhar Compartilhar Share
Percentagem Porcentagem Percentage
Pesquisa Busca Search
Planear Planejar Planning
PME Pequeno para médio SMB
negócio
Procura Demanda Demand
Publicação Postagem Post
Publicar Postar Publish
Redes Sociais Mídias Sociais Social Media
Registar Registrar Register
Retalho Varejo Retail
Sebenta Apostila Textbook
Separador Aba Tab
Série Lote Batch
Sexo ou género Gênero Gender
Telemóvel Celular Smartphone
Utilizador Usuário User
Ver Assistir Watch
Webinar Webinário Webinar

TERMOS EM INGLÊS
Para facilitar a contextualização na linguagem utilizada frequentemente
por profissionais de marketing digital, aconselho a consulta desta listagem
dos termos que são utilizados, regra geral, em inglês.

Inglês Português
Above the fold Acima da linha de scroll
FIM 283

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Alt text Texto alternativo (SEO)
AR Realidade Aumentada
Awareness Notoriedade
Brand awareness Notoriedade da marca
Branded content Conteúdo de parceiros
Budget Orçamento
Call-to-Action Chamada para ação
Clickbait Incitar de forma enganosa ao cli-
que
Click-Through-Rate Taxa de cliques
Conversions Conversões
Core Business Atividade principal do negócio
CPC Custo por clique
CPM Custo por cada mil impressões
Customer Journey Jornada do consumidor
Disclaimer Aviso
Drag and drop Arrastar e largar (Interface)
Earned media Conteúdos gerados por terceiros
Engagement Interação
Fakenews Notícias falsas
Gateway Sistema ou interface (de pagamen-
to)
Giveaway Passatempo com oferta
Hosting Alojamento
HR Recursos Humanos
Keyword Expressão de pesquisa
Landing Page Página de destino
Layout Formato
Lead Contacto qualificado
Like Baiting Incitar ao like
Lookalike Audience Audiências semelhantes
Mainstream Usual
MAUs Utilizadores ativos mensais
Meta Description Descrição meta
284 MARKETING DIGITAL de A a Z

Organic Orgânico
Organic Reach Alcance orgânico
Outsider Fora do normal ou da média
Paid media Média paga
Paid Reach Alcance pago
Paywall Pagar para aceder a conteúdos
Performance Desempenho
Pinned Destacado
Post Publicação
PR Relações públicas
Push Notifications Notificações push mobile ou brow-
ser
Quality Score Índice de qualidade, no Google Ads
Reach Alcance
Remarketing Impactar quem já interagiu
Revenue Receita
ROI Retorno sobre o investimento
Scheduling Agendamento
SEO Otimização para motores de pes-
quisa
SPAM Lixo eletrónico por e-mail
Target Público-alvo
Thumb-stopping content Conteúdo muito atrativo
Touchpoints Pontos de contacto
URL Endereço web
VR Realidade Virtual

PRINCIPAIS ABREVIATURAS
Principais abreviaturas utilizadas em ferramentas de conversação on-
line:
Abreviatura Significado
ASAP As Soon As Possible
BRB Be Right Back
BTW By The Way
BFF Best Friends Forever
FIM 285

CYA See Ya
FYI For Your Information
GR8 Great
IMHO In My Humble Opinion
KISS Keep It Simple Stupid
L8R Later
LMAO Laughing My Ass Off
LOL Laughing Out Loud
NP No Problem
NUB New person to a site or game
OMG Oh My God
POV Point Of View
THX or TX or THKS Thanks
WTF What The F***
286 MARKETING DIGITAL de A a Z

🏁 FIM
A sua viagem não terminou aqui! Continue a aprender através da
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