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Caderno Esquematizado

Direito Tributário

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Direito Tributário

Ementa da aula 01- Bloco 01 – 04.


Atividade financeira do Estado, tributo.

AULA 01
1. ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO
Coletividade (sociedade) ---- direitos  Estado (CF)  bem comum  Atividade legal,
infraestrutura, segurança pública, saúde, educação  fontes (receitas)  ATIVIDADE FINANCEIRA.
Atividade Financeira do Estado - é a busca por receitas para custear despesas.
=>Atividade Financeira do Estado possui quatro vértices:
 Receita pública (obtenção de recursos);
 Crédito público (criação de recursos);
 Orçamento público (gerir recursos);
 Despesas públicas (aplicação dos recursos).
=>Tributo é uma receita orçamentária (derivada) corrente.
=>Tipos de receita orçamentária:
 Originária (obtida pela própria iniciativa do Estado. Ex.: Petrobrás);
 Derivada (são tributos, multas).

2. TRIBUTO
Art. 3º, Código Tributário Nacional, “Tributo é toda prestação pecuniária 1
compulsória 2, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não
constitua sanção de ato ilícito 3, instituída em lei 4 e cobrada mediante
atividade administrativa plenamente vinculada 5”.

O Código Tributário Nacional é de 1966, foi recepcionada pela Constituição Federal com status de
Lei complementar.
1 – Pecúnia é dinheiro.
Em regra só paga o tributo por meio de dinheiro.

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Contudo segundo o CTN pode-se pagar um tributo com estampilho e vale postal.
Exceção ao pagamento do tributo:

Art. 156 Código Tributário Nacional, “Extinguem o crédito tributário:


XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições
estabelecidas em lei. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001)”.

Ementa da aula
Continuação tributo (conceito, linha de tempo do tributo, definições de hipótese de incidência,
fato gerador, obrigação tributária).

AULA 02
3. TRIBUTO

2 – Compulsório: basta que o tributo esteja na lei.


Não é contratual.
O contribuinte não escolhe.
Linha do tempo do tributo:

__HI______FG______OT_____Lançam.______CT_______DA_______CDA______EF_______EE

Hipótese de incidência (HI): representa a própria lei (princípio da legalidade e princípio


complementar reserva legal).
A lei representa a hipótese de incidência.
=>Em regra os tributos são instituído por lei ordinária.
Exceção:
=>Tributos instituídos por Lei complementar:
 Imposto sobre grandes fortunas;

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Art. 153, Constituição Federal, “Compete à União instituir impostos sobre:


VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar”.
 Empréstimos compulsórios;
Art. 148, Constituição Federal, “A União, mediante lei
complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios:
I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de
calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência;
II - no caso de investimento público de caráter urgente e de
relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, "b".
Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de
empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua
instituição”.
 Impostos residuais;
Art. 154, Constituição Federal, “A União poderá instituir:
I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo
anterior, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou
base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição”.
 Contribuições parafiscais residuais.
Art. 154, Constituição Federal, “A União poderá instituir:
I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo
anterior, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou
base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição”.
C/C
Art. 195, Constituição Federal, “A seguridade social será financiada
por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante
recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:

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§ 4º A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a


manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art.
154, I”.
 Onde lei complementar versar, medida provisória não irá legislar.
Art. 62, Constituição Federal, “Em caso de relevância e urgência, o
Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei,
devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
III – reservada a lei complementar; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 32, de 2001)”.
3 – Não constitua sanção de ato ilícito: tributo não pode ser multa.
E multa não é tributo.
Obs.: Espécies tributárias: impostos, taxas, contribuição de melhoria, empréstimos
compulsórios, e contribuição especial.
4 – Instituída por lei: No Direito Tributário, só existe a obrigação de pagar o tributo se
uma norma jurídica com força de Lei, ordinária ou complementar, estabelecer a exigência. Assim,
um decreto (expedido pelo Presidente da República) ou uma portaria (expedida pelo Ministro da
Fazenda, pelo Secretário da Receita Federal do Brasil ou pelo Procurador Geral da Fazenda
Nacional) não podem criar ou instituir tributos. Pontua-se que no universo tributário as expressões
“criar tributo” e “instituir tributo” são tidas como sinônimas
5 – Atividade administrativa plenamente vinculada (só pode fazer o que a lei
autoriza) - é o lançamento.
Art. 142, Código Tributário Nacional, “Compete privativamente à
autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento,
assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a
ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a

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matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito


passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.
Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é
vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional”.
=>Linha do tempo do tributo:

__HI______FG______OT_____Lançam.______CT_______DA_______CDA______EF_______EE

- Hipótese de incidência (HI): representa a própria lei.


- Fato gerador: É a materialização da hipótese de incidência, representando o momento concreto
da realização da hipótese, que se opõe à abstração do paradigma legal que o antecede.
Caracteriza-se pela concretização da hipótese que, na prática, traduz-se no conceito de fato. Dessa
forma, com a realização da hipótese de incidência, temos o fato gerador ou fato jurígeno.
Art. 114, Código Tributário Nacional, “Fato gerador da obrigação
principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua
ocorrência”.
Art. 115, Código Tributário Nacional, “Fato gerador da obrigação
acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a
prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal”.
- Obrigação tributária: Obrigação “ex lege” - o dever nasce independente da vontade do sujeito
passivo. O nascimento da obrigação tributária é automático e infalível, decorrendo do tributo, que
deve ser instituído por Lei.
Obrigação tributária pode ser:
Principal;
Acessória.
Art. 113, Código Tributário Nacional, “A obrigação tributária é
principal ou acessória.

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§ 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato


gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e
extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente.
§ 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e
tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no
interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos.
§ 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua
inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade
pecuniária”.

Ementa da aula
Continuação tributo (linha de tempo do tributo, definições de obrigação tributária, lançamento,
crédito tributário, decadência, prescrição), fontes do direito tributário (teorias, impostos
instituídos pela União, Estado e Municípios).

AULA 03
4. TRIBUTO
=>Não existe vinculação entre a obrigação tributária principal e acessória.
Multa é uma obrigação principal.
=>Sujeito ativo direto: são os credores, os entes tributantes competentes (regras de competência
tributária).
Art. 119, Código Tributário Nacional, “Sujeito ativo da obrigação é a pessoa
jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu
cumprimento”.
=>Sujeito ativo indireto: são entes parafiscais.
=>Sujeito passivo direto: devedores ou contribuinte.
Art. 121, Código Tributário Nacional, “Sujeito passivo da obrigação
principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade
pecuniária.

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Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-


se:
I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a
situação que constitua o respectivo fato gerador;
II - responsável, quando, sem revestir a condição de
contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei”.
=>Sujeito passivo indireto: são os responsáveis tributários.
Art. 124, Código Tributário Nacional, “São solidariamente
obrigadas:
I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que
constitua o fato gerador da obrigação principal;
II - as pessoas expressamente designadas por lei.
Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não
comporta benefício de ordem”
- Lançamento: É o ato documental de cobrança, por meio do qual se declara a obrigação tributária
nascida do fato gerador, sendo este plenamente vinculado e obrigatório e que constitui o crédito
tributário.
Formas de lançamento:
a) Direto ou de ofício (art. 149 CTN): quando o contribuinte não participa de nada; o Estado,
dispondo de dados suficientes para efetuar a cobrança, faz tudo e notifica o cidadão contribuinte.
Ex: IPTU, IPVA.
Art. 149, Código Tributário Nacional, “O lançamento é efetuado e
revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos:
I - quando a lei assim o determine;
II - quando a declaração não seja prestada, por quem de
direito, no prazo e na forma da legislação tributária;
III - quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha
prestado declaração nos termos do inciso anterior, deixe de atender, no prazo
e na forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento formulado

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pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não o preste


satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade;
IV - quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a
qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração
obrigatória;
V - quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da
pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a que se refere o artigo
seguinte;
VI - quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo,
ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade
pecuniária;
VII - quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em
benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação;
VIII - quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não
provado por ocasião do lançamento anterior;
IX - quando se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu
fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou, ou omissão, pela
mesma autoridade, de ato ou formalidade especial.
Parágrafo único. A revisão do lançamento só pode ser iniciada
enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública”.
b) Misto ou por declaração (art. 147 CTN): a partir de informações do contribuinte que é feito o
lançamento. É quando o contribuinte ajuda o Fisco, que não dispõe de informações suficientes. Ex:
II, IE.
Art. 147, Código Tributário Nacional, “O lançamento é efetuado
com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou
outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa
informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação.
§ 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio
declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível

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mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o


lançamento.
§ 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu
exame serão retificados de ofício pela autoridade administrativa a que
competir a revisão daquela”.
c) Por homologação ou auto lançamento (art. 150 CTN): O contribuinte declara e o Fisco
homologa, ou seja, confere sua exatidão. Ex: ICMS, ISS, IR.
Art. 150, Código Tributário Nacional, “O lançamento por
homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao
sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da
autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade,
tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado,
expressamente a homologa.
§ 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste
artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao
lançamento.
§ 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos
anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro,
visando à extinção total ou parcial do crédito.
§ 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão,
porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso,
na imposição de penalidade, ou sua graduação.
§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco
anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a
Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o
lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a
ocorrência de dolo, fraude ou simulação”.
Obs. A despeito de se declarar o Imposto de Renda (IR), seu lançamento se dá por homologação
ou auto lançamento.

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- Crédito Tributário: O Crédito tributário representa o direito de crédito da Fazenda Pública, já


devidamente apurado por processo administrativo denominado lançamento e, portanto, dotado
de certeza, liquidez e exigibilidade, estabelecendo um vínculo jurídico que obriga o contribuinte
ou responsável (sujeito passivo) ao Sujeito Ativo (Estado ou ente parafiscal) ao pagamento do
tributo.
Art. 139, Código Tributário Nacional, “O crédito tributário decorre da
obrigação principal e tem a mesma natureza desta”.

=>Decadência: está entre o lançamento e o crédito tributário.


Perda do direito de lançar o crédito tributário.
Art. 173, Código Tributário Nacional, “O direito de a Fazenda
Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos,
contados:
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o
lançamento poderia ter sido efetuado;
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver
anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.
Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-
se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em
que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao
sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao
lançamento”.
=>Prescrição: Perda do direito da pretensão de exigibilidade.
Art. 174, Código Tributário Nacional, “A ação para a cobrança do
crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua
constituição definitiva.
Parágrafo único. A prescrição se interrompe:
I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução
fiscal; (Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005)

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II - pelo protesto judicial;


III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o
devedor;
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que
importe em reconhecimento do débito pelo devedor.

5. FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO


TEORIA TRIPARTIDA X TEORIA PENTAPARTIDA
(CTN, art. 5º) (CF, STF);
Teoria Tripartida: considera como espécies de tributos os impostos, as taxas, as contribuições de
melhoria.
Art. 5º, Código Tributário Nacional, “Os tributos são impostos, taxas e
contribuições de melhoria”.

Teoria Pentapartida: considera como espécies de tributos os impostos, as taxas, as contribuições


de melhoria, os empréstimos compulsórios e as contribuições especiais, sendo que as duas últimas
espécies possuem elementos próprios que lhes qualificam como quarta e quinta espécies
tributárias, independentes dos três primeiros.
- Impostos:
a) União:
Art. 153, Constituição Federal, “Compete à União instituir impostos
sobre:
I - importação de produtos estrangeiros;
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou
nacionalizados;
III - renda e proventos de qualquer natureza;
IV - produtos industrializados;
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou
valores mobiliários;

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VI - propriedade territorial rural;


VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar.
§ 1º É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os
limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos
incisos I, II, IV e V.
§ 2º O imposto previsto no inciso III:
I - será informado pelos critérios da generalidade, da
universalidade e da progressividade, na forma da lei;
§ 3º O imposto previsto no inciso IV:
I - será seletivo, em função da essencialidade do produto;
II - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em
cada operação com o montante cobrado nas anteriores;
III - não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao
exterior.
IV - terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de capital
pelo contribuinte do imposto, na forma da lei. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
§ 4º O imposto previsto no inciso VI do caput: (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
I - será progressivo e terá suas alíquotas fixadas de forma a
desestimular a manutenção de propriedades improdutivas; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
II - não incidirá sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei,
quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
III - será fiscalizado e cobrado pelos Municípios que assim
optarem, na forma da lei, desde que não implique redução do imposto ou
qualquer outra forma de renúncia fiscal.(Incluído pela Emenda Constitucional
nº 42, de 19.12.2003) (Regulamento)

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§ 5º O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou


instrumento cambial, sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto de
que trata o inciso V do "caput" deste artigo, devido na operação de origem; a
alíquota mínima será de um por cento, assegurada a transferência do
montante da arrecadação nos seguintes termos: (Vide Emenda Constitucional
nº 3, de 1993)
I - trinta por cento para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme a origem;
II - setenta por cento para o Município de origem”.
b) ]Estados:
Art. 155, Constituição Federal, “Compete aos Estados e ao Distrito
Federal instituir impostos sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 3, de 1993)
I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou
direitos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre
prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior;
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
III - propriedade de veículos automotores. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
§ 1º O imposto previsto no inciso I: (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 3, de 1993)
I - relativamente a bens imóveis e respectivos direitos, compete ao
Estado da situação do bem, ou ao Distrito Federal
II - relativamente a bens móveis, títulos e créditos, compete ao
Estado onde se processar o inventário ou arrolamento, ou tiver domicílio o
doador, ou ao Distrito Federal;

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III - terá competência para sua instituição regulada por lei


complementar:
a) se o doador tiver domicilio ou residência no exterior;
b) se o de cujus possuía bens, era residente ou domiciliado ou teve
o seu inventário processado no exterior;
IV - terá suas alíquotas máximas fixadas pelo Senado Federal;
§ 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
I - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada
operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o
montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito
Federal;
II - a isenção ou não-incidência, salvo determinação em contrário
da legislação:
a) não implicará crédito para compensação com o montante
devido nas operações ou prestações seguintes;
b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações
anteriores;
III - poderá ser seletivo, em função da essencialidade das
mercadorias e dos serviços;
IV - resolução do Senado Federal, de iniciativa do Presidente da
República ou de um terço dos Senadores, aprovada pela maioria absoluta de
seus membros, estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações,
interestaduais e de exportação;
V - é facultado ao Senado Federal:
a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas,
mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria
absoluta de seus membros;

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b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver


conflito específico que envolva interesse de Estados, mediante resolução de
iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros;
VI - salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito
Federal, nos termos do disposto no inciso XII, "g", as alíquotas internas, nas
operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços,
não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais;
VII - nas operações e prestações que destinem bens e serviços a
consumidor final, contribuinte ou não do imposto, localizado em outro Estado,
adotar-se-á a alíquota interestadual e caberá ao Estado de localização do
destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna do
Estado destinatário e a alíquota interestadual; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 87, de 2015) (Produção de efeito)
a) (revogada); (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 87,
de 2015)
b) (revogada); (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 87,
de 2015)
VIII - a responsabilidade pelo recolhimento do imposto
correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual de que
trata o inciso VII será atribuída: (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 87, de 2015) (Produção de efeito)
a) ao destinatário, quando este for contribuinte do imposto;
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 87, de 2015)
b) ao remetente, quando o destinatário não for contribuinte do
imposto; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 87, de 2015)
IX - incidirá também:
a)sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior
por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do
imposto, qualquer que seja a sua finalidade, assim como sobre o serviço

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prestado no exterior, cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o


domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria, bem ou
serviço; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)
b) sobre o valor total da operação, quando mercadorias forem
fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos
Municípios;
X - não incidirá:
a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem
sobre serviços prestados a destinatários no exterior, assegurada a
manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas
operações e prestações anteriores; (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 42, de 19.12.2003)
b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo,
inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e
energia elétrica;
c) sobre o ouro, nas hipóteses definidas no art. 153, § 5º;
d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de
radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita; (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
XI - não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do
imposto sobre produtos industrializados, quando a operação, realizada entre
contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à
comercialização, configure fato gerador dos dois impostos;
XII - cabe à lei complementar:
a) definir seus contribuintes;
b) dispor sobre substituição tributária;
c) disciplinar o regime de compensação do imposto;

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d) fixar, para efeito de sua cobrança e definição do


estabelecimento responsável, o local das operações relativas à circulação de
mercadorias e das prestações de serviços;
e) excluir da incidência do imposto, nas exportações para o
exterior, serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X, "a";
f) prever casos de manutenção de crédito, relativamente à
remessa para outro Estado e exportação para o exterior, de serviços e de
mercadorias;
g) regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do
Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e
revogados.
h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto
incidirá uma única vez, qualquer que seja a sua finalidade, hipótese em que
não se aplicará o disposto no inciso X, b; (Incluída pela Emenda Constitucional
nº 33, de 2001) (Vide Emenda Constitucional nº 33, de 2001)
i) fixar a base de cálculo, de modo que o montante do imposto a
integre, também na importação do exterior de bem, mercadoria ou serviço.
(Incluída pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)
§ 3º À exceção dos impostos de que tratam o inciso II do caput
deste artigo e o art. 153, I e II, nenhum outro imposto poderá incidir sobre
operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações,
derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 33, de 2001)
§ 4º Na hipótese do inciso XII, h, observar-se-á o seguinte: (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)
I - nas operações com os lubrificantes e combustíveis derivados de
petróleo, o imposto caberá ao Estado onde ocorrer o consumo; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

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II - nas operações interestaduais, entre contribuintes, com gás


natural e seus derivados, e lubrificantes e combustíveis não incluídos no inciso
I deste parágrafo, o imposto será repartido entre os Estados de origem e de
destino, mantendo-se a mesma proporcionalidade que ocorre nas operações
com as demais mercadorias; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de
2001)
III - nas operações interestaduais com gás natural e seus
derivados, e lubrificantes e combustíveis não incluídos no inciso I deste
parágrafo, destinadas a não contribuinte, o imposto caberá ao Estado de
origem; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)
IV - as alíquotas do imposto serão definidas mediante deliberação
dos Estados e Distrito Federal, nos termos do § 2º, XII, g, observando-se o
seguinte: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)
a) serão uniformes em todo o território nacional, podendo ser
diferenciadas por produto; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de
2001)
b) poderão ser específicas, por unidade de medida adotada, ou ad
valorem, incidindo sobre o valor da operação ou sobre o preço que o produto
ou seu similar alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência;
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)
c) poderão ser reduzidas e restabelecidas, não se lhes aplicando o
disposto no art. 150, III, b.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de
2001)
§ 5º As regras necessárias à aplicação do disposto no § 4º,
inclusive as relativas à apuração e à destinação do imposto, serão
estabelecidas mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, nos
termos do § 2º, XII, g. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)
§ 6º O imposto previsto no inciso III: (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

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I - terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado Federal; (Incluído


pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
II - poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo e
utilização.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)”.

c) Municípios:
Art. 156, Constituição Federal, “Compete aos Municípios instituir
impostos sobre:
I - propriedade predial e territorial urbana;
II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de
bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis,
exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição;
III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155,
II, definidos em lei complementar. (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 3, de 1993)
IV - (Revogado pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
§ 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o
art. 182, § 4º, inciso II, o imposto previsto no inciso I poderá: (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
I – ser progressivo em razão do valor do imóvel; e (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
II – ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do
imóvel. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
§ 2º O imposto previsto no inciso II:
I - não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados
ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a
transmissão de bens ou direitos decorrente de fusão, incorporação, cisão ou
extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante

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do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos, locação de bens


imóveis ou arrendamento mercantil;
II - compete ao Município da situação do bem.
§ 3º Em relação ao imposto previsto no inciso III do caput deste
artigo, cabe à lei complementar: (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 37, de 2002)
I - fixar as suas alíquotas máximas e mínimas; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 37, de 2002)
II - excluir da sua incidência exportações de serviços para o
exterior. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
III – regular a forma e as condições como isenções, incentivos e
benefícios fiscais serão concedidos e revogados. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 3, de 1993)
§ 4º (Revogado pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)”.

Ementa da aula
Continuação tributo fontes do Direito Tributário (lei tributária x legislação tributária, classificação
das fontes do Direito Tributário). Questões.

AULA 04
6. FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
=>LEI TRIBUTÁRIA X LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
Art. 96, Código Tributário, “A expressão "legislação tributária"
compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e
as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e
relações jurídicas a eles pertinentes”.
O art. 96 do CTN apresenta uma distinção técnica entre Lei e legislação tributária. Quando
empregamos a expressão “Lei”, estamos nos referindo à Lei em sentido estrito, ou seja, em
sentido material e formal (aquela norma que passou pelo crivo do Poder Legislativo), a norma que

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respeita o princípio da legalidade estrita insculpido na Constituição Federal (art. 150, I). Já
“legislação” abrange não somente a Lei em sentido estrito, como também, tratados, convenções,
decretos e normas complementares.

 Classificação das fontes do direito tributário:


- Formais: referem-se às normas jurídicas tomadas em seu sentido amplo.
Podem ser primárias ou secundárias.
a) Primárias ou principais:
A1) Constituição Federal: as normas constitucionais encontram-se no topo da
pirâmide jurídica, devendo ser consideradas como fundamento de validade de todas as demais
normas jurídicas, sendo que nela estão estruturados sistematicamente os princípios básicos e as
normas pertinentes aos tributos
A2) Emenda à Constituição Federal: as Emendas à Constituição Federal, uma vez aprovadas,
incorporam-se à mesma, passando a ter a mesma força das normas constitucionais preexistentes.
Interessante se torna verificar acerca do processo de aprovação de tais Emendas no art. 60, CF
(aprovação em 2 turnos, 2 casas, 3/5 dos votos).
A3) Lei Complementar: a LC visa “complementar” uma norma constitucional não auto executável,
ou seja, visa explicitar norma despida de eficácia própria, sujeitando a aprovação por maioria
absoluta (voto favorável de mais da metade das duas casas do Congresso Nacional). Importantes
exemplos (no Direito Tributário): LC 87/96 – ICMS, LC 116/03 – ISS e LC 123/06 – SIMPLES.
A4) Lei ordinária: o mapa é o princípio da legalidade. O simples fato de um tributo estar
estabelecido na Constituição Federal, não significa que ele pode ser cobrado. É necessária uma Lei
para tanto (previsão do art. 97 CTN).

Obs.: sempre que, na esfera tributária, falar-se em Lei, esta será ordinária. Mas note que, apesar
da Lei ordinária ser a competente para instituir um tributo, nada impede a reserva de matérias à
Lei Complementar.
Exemplos: IGF, EC, Impostos Residuais, etc.

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A5) Decretos: o decreto é uma norma jurídica que integra a expressão legislação tributária e que
sua tarefa principal é regulamentar o conteúdo das Leis (art. 84, IV, CF).
A6) Lei delegada: ato normativo do Poder Executivo que se equipara a Lei ordinária, diferindo da
mesma apenas na forma de elaboração.
A7) Medida Provisória: com o advindo da EC 32/01 resta nítido que a Medida Provisória pode
veicular sobre matéria tributária, devendo ser respeitado, contudo, o princípio da anterioridade (a
regra geral determina que não poderá ser cobrado tributo no mesmo exercício financeiro em que
haja sido publicada a Lei que os instituiu ou aumentou ou antes de decorridos noventa dias da
data em que haja sido publicada a Lei).
Obs.: os tributos adstritos à ação normativa inerente à Lei Complementar NÃO
Poderão ser instituídos ou alterados por medida provisória.
Exemplos: EC – art. 148, CF e Impostos Residuais – art. 154, I, CF.

A8) Decretos Legislativos: através deles o Congresso Nacional aprova Tratados e Convenções
Internacionais.

A9) Resoluções: é uma norma jurídica que resulta de deliberação do Congresso ou uma de suas
casas. No Direito Tributário as resoluções mais importantes emanam do Senado. Resoluções
relevantes no Direito Tributário: as que estabelecem alíquotas mínimas e máximas para o ICMS, as
que fixam alíquotas máximas do ITCMD e mínimas para o IPVA.
A10) Tratados e Resoluções internacionais: processo para homologação de um tratado. 1.
Negociação e assinatura; 2. Referendo ou aprovação; 3. Ratificação; 4. Promulgação; 5. Publicação.
- Fontes secundárias:
Art. 100, Código Tributário, “São normas complementares das
leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos:
I - os atos normativos expedidos pelas autoridades
administrativas;
II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição
administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa;

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Direito Tributário

III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades


administrativas;
IV - os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios.
Parágrafo único. A observância das normas referidas neste
artigo exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a
atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo”.

 Questões:
1 - Em relação à competência residual tributária da União Federal, outorgada pela Constituição,
é correto afirmar que:
a) esse direito não está sujeito ao princípio de legalidade e somente pode ser utilizado em caso de
guerra ou comoção interna grave.
b) é o direito de instituir taxas e contribuições de melhoria.
c) é direito de a União instituir impostos não previstos no artigo 154, I da Carta Magna, desde que
eles sejam não cumulativos e não tenham base de cálculo própria dos demais impostos descritos
na Constituição.
d) é o direto de a União instituir impostos e contribuições sociais por lei complementar, desde que
não cumulativos.

2 - Atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, o IPI, o ICMS, as taxas municipais


pelo poder de polícia, as contribuições de melhoria e o Imposto de Exportação podem ter suas
alíquotas aumentadas, respectivamente, por:
a) lei ordinária, decreto, lei ordinária, decreto e lei ordinária.
b) lei complementar, lei ordinária, decreto, decreto e lei complementar.
c) decreto, lei ordinária, lei ordinária, lei ordinária e decreto.
d) lei ordinária, decreto, lei ordinária, lei ordinária e lei complementar.
e) decreto, lei ordinária, decreto, decreto e lei ordinária.

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3 - A competência legislativa em matéria tributária é:


a) fixada por lei complementar federal, que atualmente é o Código Tributário Nacional.
b) administrativa, conferida somente aos entes da Administração Pública Direta Estatal e
Paraestatal.
c) Constitucional exclusiva para instituir impostos, empréstimo compulsório e contribuições de
intervenção no domínio econômico, e comum em relação às taxas e contribuição de melhoria.
d)suplementar em relação à instituição de taxas, contribuições e impostos, e privativa à instituição
de empréstimos compulsórios e impostos residual e extraordinário.
e) é concorrente da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para legislar sobre
normas gerais em matéria tributária, mediante lei complementar.

4 - Julgue os itens a seguir, a respeito de tributos, segundo a Constituição Federal de 1988 (CF) e
o Código Tributário Nacional (CTN).
A União tem competência para instituir impostos com vistas a custear obras públicas de que
decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada.
( ) Certo ( )Errado
Gabarito:
1- C 2- C 3- C 4- E

Ementa da Aula – Bloco 05 a 08


Princípio Legalidade. Lei Complementar. Fato Gerador

AULA 05

CNT é lei complementar – para alterá-lo proceder-se-á mediante formalidade dessa lei (art 146
CF)

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 Art. 3º CTN – definição de tributo – “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em


moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito,
instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.”
Princípio da Legalidade – art 150, I, CF
Princípio da Reserva Legal ou Tipicidade Fechada ou Tipicidade Cerrada – art 97 CTN
Esses princípios não são sinônimos, mas sim complementares
Vida de regra, lei ordinária que institui imposto, todavia alguns tributos devem ser instituídos via
lei complementar. São eles:
 Imposto sobre grandes fortunas – art 153, VII, CF
 Empréstimos Compulsórios – art 148, I e II, CF
 Impostos Residuais – art 154, I, CF
 Contribuições Residuais – art 195, § 4º, CF
Fato Gerador – art 114 e 115 CTN – gera uma obrigação tributária – materialização da hipótese de
incidência, hábil a deflagrar uma obrigação
5 espécies de tributos:
1. Impostos
2. Taxas
3. Contribuições de melhorias
4. Empréstimos compulsórios
5. Contribuições especiais ou parafiscais
Segundo a Teoria Tripartida, que é a adotada pelo CTN em seu artigo 5º, apenas os três primeiros
são tributos. De outro giro, segundo a Teoria Pentapartida, que é o posicionamento pacífico do
STF e da CF, os cinco são tributos.
TRIBUTO GATO GERADOR
Imposto Depende. Ex.: IPVA – fato gerador é o
carro. Não há um específico. Eu ajo, eu
pago
Taxa Prestação de serviço público específico

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e divisível, potencial ou efetivo. Estado


age e contribuinte paga.
Contribuições de Melhoria Obra pública da qual decorra
valorização imobiliária ao imóvel do
contribuinte. Estado age e o
contribuinte paga.

Ementa da Aula:
Obrigação Tributária. Lançamento. Crédito Tributário. Decadência. Prescrição

AULA 06

OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
Principal Acessória

Toda obrigação principal é pecuniária e Decorre da própria lei, a lei elenca


toda pecuniária é principal

Ex.: multa Ex.: escrituração de livro contábil,


emissão de nota fiscal ICMS, declaração
Imposto de Renda

OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
Sujeitos Ativos Sujeitos Passivos
Diretos Indiretos Diretos Indiretos
Próprio ente Entes parafiscais. Contribuinte do Responsáveis
tributante, cada Ex.: contribuição tributo. Art 121 tributários. Art 124

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Direito Tributário

um na sua esfera especial CTN CTN


de competência. cooperativa
Art 119 CTN anuidade OAB. Art
7º CF

1. LANÇAMENTO
Constitui o crédito tributário
Três modalidades de lançamentos:
1. Direto ou de Ofício = art 149 CTN = contribuinte não participa, Fisco atua sozinho. Ex.: IPTU,
IPVA
2. Misto ou por Declaração = art 147 CTN = contribuinte ajuda o Fisco com algumas
informações. Ex.: Imposto de Importação e Exportação
3. Homologação ou Autolançamento = art 150 CTN = contribuinte declara, Fisco confere e
ratifica as informações. Ex.: ICMS, ISS, Imposto de Renda
1.2 CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Art 139 CTN
Representação do direito de crédito da Fazenda Pública representado pela presença da legislação
e um fato gerador e lançamento.
Crédito líquido, certo e exigível
TRIBUTO
PAGO -> NÃO PAGO – Nasce Auto de Infração -
Encerra a relação jurídica-tributária > gera o Processo Administrativo Tributário
(PAT) -> constituirá Certidão de Dívida Ativa
(CDA) -> título executivo extrajudicial

1.3 Decadência
Perda do direito de lançar o tributo
Art 173 CTN

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5 anos a contar do 1º dia do exercício financeiro seguinte aquele em que o lançamento poderia ter
sido efetuado
1.4 PRESCRIÇÃO
Perda do direito de ação (de executar
Lei nº 6.830/80 (Lei de Execução Fiscal)

Ementa da Aula:
Legislação Tributária, Lei Tributaria, Limitações Ao Poder De Tributar, Princípios

AULA 07

LEI TRIBUTÁRIA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA


ARTIGO 96 CTN
Lei em sentido estrito = material e formal = Abrange não somente a lei em sentido estrito,
que passou pelo crivo do Poder Legislativo. mas também leis, tratados e convenções
Lei Complementar ou Ordinária internacionais, decretos, MP, normas
complementares, EC

1. LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR


2. Princípio da Legalidade
3. Princípio da Anterioridade ou Eficácia Diferida
4. Princípio da Noventena
5. Princípio da Irretroatividade
6. Princípio da Igualdade
7. Princípio do “Non Olet”
8. Princípio da Vedação ao Confisco
9. Princípio da Capacidade Tributária
10. Princípio da Limitação ao Tráfego de Pessoas e Bens
11. Princípio da Uniformidade Geográfica

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12. Princípio da Não Diferenciação


1) Princípio da Legalidade
Art 150, I, CF
Criar ou Majorar tributo = somente a lei, ordinária ou complementar
Algumas alíquotas de tributos podem ser majoradas por meio de Decreto ou Portaria do
Ministério da Fazenda. São exceções a legalidade e, somente no que tange a majoração dos
tributos e não a sua criação. São eles:
 Imposto de Importação
 Imposto de Exportação
 IPI
 IOF
 CID Combustível
 ICMS Combustível
2) Princípio da Anterioridade ou Anterioridade Genérica
Art 150, III, “b”, CF
Tributo pode ser exigido somente no exercício financeiro seguinte
Exercício financeiro = ano calendário = ano civil = 01/janeiro/ano
Exceções a Anterioridade:
 Imposto de Importação
 Imposto de Exportação
 IPI
 IOF
 IEG (Imposto Extraordinário de Guerra)
 CID Combustível
 Empréstimos Compulsórios para calamidade pública ou guerra externa – art 148 CF

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Ementa da Aula:
Princípio da Noventena, Principio da Irretroatividade

AULA 08
1. PRINCÍPIO DA NOVENTENA OU ANTERIORIDADE NONAGESIMAL
Art 150, III, “c”, CF
Tributo somente poderá ser exigido depois de 90 dias da sua criação ou majoração
Exceções ao princípio:
 Imposto de Importação
 Imposto de Exportação
 Imposto de Renda
 IOF
 IEG
 Empréstimos compulsórios para calamidade pública ou guerra externa
 Alteração na base de cálculo do IPTU e IPVA
Sempre que o tributo respeitar a Anterioridade e Noventena, utilizar-se-á o que for mais benéfico
ao contribuinte. Ex.:
01/01/2015 e 30/04/2014 – utiliza-se a primeira data, uma vez que é mais benéfica ao
contribuinte
IPI – deve respeitar a Noventena
IR (Imposto de Renda) – deve respeitar a Anterioridade
Art 62, § 2º, CF – tributos criados por MP (medida provisória) ou majorados por MP, só produzirão
efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertido por lei até o último dia daquele
me que foi editada.
MP – dez/2014 – conversão em lei em jan/2015 – efeitos em 01/01/2016
MP – out/2014 – conversão em lei em dez/2014 – efeitos em 01/01/2015
Salvo as seguintes exceções:
 Imposto de Importação
 Imposto de Exportação

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Direito Tributário

 Produtos Industrializados
 Operações de crédito, câmbio e seguros, ou relativas a títulos ou valores imobiliários
 Iminência ou caso de guerra externa, impostos extraordinários
2. PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE
Art 150, III, “a” CF
Lei tributária só pode cobrar o futuro, fatos geradores posteriores a sua edição
Exceções:
3) Quando a lei for meramente interpretativa
4) Quando a lei foi mais benéfica ao contribuinte, em relação a infrações ou penalidades
(multa). Art 106, II, “c”, CTN. Art 144 CTN – alíquota será sempre a da época do fato
gerador, apenas a multa retroagirá em benefício do contribuinte.
Exemplo quadro:
LEI A (2010) FATO GERADOR – Lei B (2012) Auto de Infração
2011 2012
Alíquota 10% Alíquota 05% Alíquota 10%
Multa 20% Multa 10% Multa 10%

Ementa da Aula: Bloco 09 a 12


Princípio da igualdade ou princípio da isonomia, princípio do “non olet”, princípio da vedação ao
confisco, princípio da capacidade contributiva.

AULA 09
 Art 155 da CF – Competência Estadual de tributar.
 Art 156 da CF – Competência Municipal de tributar.
1. PRINCÍPIO DA IGUALDADE OU PRINCÍPIO DA ISONOMIA
Art 150, inciso II, CF – diante de fatos tributários idênticos, o tratamento dispensado deverá ser o
mesmo.
Todos são iguais

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Ex.: médico ganha R$10.000 – paga 27.5% de imposto de renda


Pedreiro ganhar R$ 10.000 – paga 27.5% de imposto de renda
Caráter progressivo e caráter pessoal
Características do Imposto de Renda: art 153 CF - Generalidade, Universalidade e Progressividade
Vale para o contribuinte e para o ente tributante

2. PRINCÍPIO DO “NON OLET” o dinheiro não tem cheiro.


Art 118 CF + Art 126 CTN
É complementar ao Princípio da Igualdade
“Dinheiro não tem cheiro” = Princípio Objetivo do Fato Gerador = todas aquelas pessoas que
realizam o fato gerador do tributo devem pagá-lo, independentemente de qualquer coisa
Atividade Ilícita = Ex.: renda auferida pelo tráfico de entorpecentes = caberá tributação sobre essa
renda = é legitima a tributação de produtos financeiros resultantes de fatos geradores ilícitos

3 .PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO AO CONFISCO


Art 150, inciso IV, CF
O que é confisco = sempre que a tributação agregada retirar a capacidade de desenvolvimento e
sustento
Espécies tributárias segundo STF Teoria Pentapartida = Impostos, taxas, contribuições de
melhoria, Empréstimos Compulsórios e Contribuições Especiais
Posicionamento do STF e STJ, Princípio da Vedação ao Confisco se estende a título de
aplicabilidade às multas. Segundo a CF não tem aplicabilidade.

4.PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA


Art 145, § 1º, CF “Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados
segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária,
especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos
individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do
contribuinte.”

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Quanto mais se ganha, mais se paga.


Está atrelado à Princípio da Progressividade - Imposto de Renda + IPTU + ITR - nos dois últimos
exemplos temos a questão da função social da propriedade (dar a efetiva função ao seu bem).
Imposto que tem progressividade Implícita IPVA = art 155 CF – competência estadual – (IPVA não
é progressivo mas pode ter suas alíquotas diferenciadas pelo uso e pelo tipo do carro = SE A
PROVA PERGUNTAR, NÃO É PROGRESSIVO!!!
ITBI – Art 156 CF – Súmula 656 STF – Não pode ser progressivo “É inconstitucional a lei que
estabelece alíquotas progressivas para o imposto de transmissão "inter vivos" de bens imóveis - itbi
com base no valor venal do imóvel.”
Art 155 CF – tributos estaduais = IPVA, ICMS, ITCMD –
ITCMD/ITBI – com a CF/88 – bipartição de competência: Criou tributo antagônico
ITCMD ITBI
Competência Estadual art 155 CF Competência Municipal art 156 CF
Evento causa mortis // Doação Inter vivos // Oneroso (venda do imóvel)

Resolução do Senado Federal – Art 155 CF


IPVA ITCMD ICMS
Resolução Senado Federal Resolução Senado Federal Resolução Senado Federal
fará a fixação de alíquotas fará a fixação de alíquotas fará a fixação de alíquotas
mínimas para IPVA – não máximas – Resolução nº mínimas e máximas –
temos essa resolução 9/92 Resolução nº 22/89

Ementa da Aula:

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Princípio da não limitação ao tráfego de pessoas e bens, princípio da uniformidade geográfica,


princípio da não diferenciação tributária, imunidades tributárias.

AULA 10
1.PRINCÍPIO DA NÃO LIMITAÇÃO AO TRÁFEGO DE PESSOAS E BENS
Art 150, inciso V, CF “estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos
interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias
conservadas pelo Poder Público;”
Salvo ICMS.
Salvo a cobrança de pedágio para utilização de vias públicas – natureza jurídica de pedágio quando
explorado pelo próprio ente federativo será taxa de serviço (art 79 CTN) explorado por
concessionária ou permissionária de serviço público será tarifa ou preço público. (tarifa tem
caráter de voluntariedade, logo não é tributo, uma vez que tributo é compulsório nos termos do
art 3º CTN).

2.PRINCÍPIO DA UNIFORMIDADE GEOGRÁFICA


Art 151, inciso I, CF “exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça”
Voltado para a União, que não poderá estipular diferenciação de tributo no território nacional.
Tributos privativos da União = art 153 CF “Compete à União instituir impostos sobre: I - importação
de produtos estrangeiros; II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;
III - renda e proventos de qualquer natureza; IV - produtos industrializados; V - operações de
crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários; VI - propriedade territorial
rural; VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar.”
Exceções à esse princípio: salvo se for para promover ou estimular o equilíbrio sócio econômico.

3. PRINCÍPIO DA NÃO DIFERENCIAÇÃO TRIBUTÁRIA


Art 152 CF “É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença
tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino.”
IPVA:

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 Fato gerador = propriedade de veículo automotor


 Base de cálculo = valor venal do veículo
 IPVA não é alíquota progressiva mas pode ter suas alíquotas diferenciadas de acordo com o
tipo e uso do veículo
 STJ – alíquota de veículo a diesel pode ser menor que a de veículo flex
 Veículo nacional e importado devem ter a mesma alíquota – não diferenciação tributária
IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS
Art 150, inciso VI, alíneas “a” a “e” CF
É clausula pétrea
Limitação ao poder de tributar
Não Incidência Imunidade Isenção
Incompetência Tributária
Fato atípico Não pode ser tributado Vinculada ao crédito tributário
(exclusão do crédito tributário)
Não nasce a obrigação Regra de não incidência Dispensa legalmente
tributária – não materializou a constitucionalmente qualificada = nasce por meio
hipótese de incidência – fato qualificada – vem por previsão de lei = dispensa do
ocorrido está fora do alcance constitucional = nasce pela CF pagamento do tributo por
da regra jurídica meio de lei

A REGRA IMUNIZANTE É REGRA APLICÁVEL TÃO SOMENTE AOS IMPOSTOS.


Imunidade recíproca – entes tributantes não poderão instituir impostos entre eles.
Imunidades principais são as descritas no art 150, IV CF. Todavia, na CF possuem outras imunidades
que são as secundárias, as quais se aplicam a outras espécies tributárias, exemplo art 195, § 7º, CF
(imunidade incidente sobre contribuição social).
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: VI - instituir impostos sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; = Imunidade Recíproca – os entes tributantes

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Caderno Esquematizado
Direito Tributário

(União, Estados e Municípios) não poderão instituir impostos uns aos outros. Tal imunidade se
atrela a imunidade sobre renda, patrimônio e serviços – Segundo o art 150, § 2º, CF, essa
imunidade é extensível a autarquias e fundações públicas, mas não é extensível a sociedades de
economia mista e empresa pública. Segundo o posicionamento dos tribunais, é extensível também
a economia mista e empresa pública.
b) templos de qualquer culto; - Imunidade dos Templos de Qualquer Culto – proteção ao Estado
Laico Brasileiro – art 5º, inciso IV a VII CF – proibição de instituir imposto sobre patrimônio, renda
ou serviços de templos de qualquer culto e seus imóveis extensivos – Ex.: igreja não paga IPTU, e
se estenderá a casa pastoral e bens de propriedade da igreja de qualquer religião – Súmula 724 STF
bem imóvel locado a terceiro permanece a imunidade (súmula vinculante 52 STF)

Ementa da Aula:
Imunidades tributárias, bis in idem, bitributação.

AULA 11
Art. 150 da CF/88 - Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à
União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
VI - instituir impostos sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; = Imunidade Recíproca – os entes tributantes
(União, Estados e Municípios) não poderão instituir impostos uns aos outros. Tal imunidade se
atrela a imunidade sobre renda, patrimônio e serviços – Segundo o art 150, § 2º, CF, essa
imunidade é extensível a autarquias e fundações públicas, mas não é extensível a sociedades de
economia mista e empresa pública. Segundo o posicionamento dos tribunais, é extensível também
a economia mista e empresa pública.
b) templos de qualquer culto; - Imunidade dos Templos de Qualquer Culto – proteção ao Estado
Laico Brasileiro – art 5º, inciso IV a VII CF – proibição de instituir imposto sobre patrimônio, renda
ou serviços de templos de qualquer culto e seus imóveis extensivos – Ex.: igreja não paga IPTU, e
se estenderá a casa pastoral e bens de propriedade da igreja de qualquer religião – Súmula 724 STF

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Direito Tributário

bem imóvel locado a terceiro permanece a imunidade (súmula vinculante 52 STF).


c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades
sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos,
atendidos os requisitos da lei; - Imunidade dos Partidos Políticos – 4 imunidades dentro de uma
regra protetiva única: partidos políticos, entidade sindical = entidade do trabalhador = súmula 666
STF (entidade patronal não tem imunidade), órgãos de educação e instituições de assistência social
– Art 146 CF – trata sobre lei complementar (CTN art 14) e que a imunidade dessa alínea “c” não é
autoaplicável.
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão. – tributos de indústria, de
característica real, não vai incidir IPI, mas incidirão os impostos de característica pessoal, ex.
imposto de renda, imposto do livreiro – o conteúdo da publicação é irrelevante para fins de
aplicabilidade da imunidade – a imunidade não é extensível as mídias digitais.
e) fonogramas (CD) e videofonogramas (CD+imagem=DVD) musicais produzidos no Brasil contendo
obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por
artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo
na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser. – Imunidade dos Fonogramas
e Videofonogramas – proteger a indústria e vedar a pirataria – 3 produções: Produção + Replicação
+ Comercialização = a imunidade não cai sobre a replicação, apenas na produção e
comercialização.
BIS IN IDEM = “mais do mesmo” = é quando um ente tributante cobra mais de um tributo sobre o
mesmo fato gerador.
BITRIBUTAÇÃO = é quando mais de um ente tributante cobra um ou mais tributos sobre o mesmo
fato gerador – Vedada pela CF – Nesse caso entra com uma Ação de Cobrança.

Ementa da Aula:

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Direito Tributário

Capacidade civil, capacidade tributária passiva, responsabilidade tributária, questões OAB.

AULA 12
 ICMS + Importação – art 155, § 2º, inciso IX, alínea “a”, CF – “IX - incidirá também: a) sobre
a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica, ainda
que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade, assim
como sobre o serviço prestado no exterior, cabendo o imposto ao Estado onde estiver
situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria, bem ou serviço.
Capacidade Civil – art 1º e 3º CC Capacidade Tributária Passiva (art 126, I,
CTN)
Independe da capacidade tributária Independe da capacidade civil da pessoa –
passiva recém-nascido pode pagar tributo
Art. 126. A capacidade tributária passiva
independe: I - da capacidade civil das
pessoas naturais;
Responsabilidade Pessoal – art 134 CTN –
quem paga o tributo pelo menor (pai que
paga tributo pelo filho menor)

Lembrete: Tutela para Menores (TPM) X Curatela para Incapazes (CPI)

4.RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA
Art 124 CTN
 Responsabilidade Solidária – subdividida em a) De Fato; b) Legal
 Responsabilidade Por Sucessão.
 Responsabilidade Dos Terceiros.
 Responsabilidade Pessoal.
 Responsabilidade Por Infrações.
“Art. 124. São solidariamente obrigadas:

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Direito Tributário

I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato


gerador da obrigação principal; - Solidariedade Solidária de Fato – são as
pessoas que tem direta relação com o fato gerador da obrigação tributária.
Art 123 CTN as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo
pagamento de tributos, não podem ser opostas ao Fisco, cabendo Ação de
Regresso.
II - as pessoas expressamente designadas por lei. – Responsabilidade
Solidária Legal = a lei elegerá o responsável tributário
Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não comporta
benefício de ordem. – Benefício de Ordem = primeiro se executa a PJ para
depois executar o sócio, gerente ou administrador = Não preciso cobrar do
devedor para depois cobrar do outro, podendo escolher de quem quiser,
seja do inadimplente, do não inadimplente, ou dos dois ao mesmo tempo.
Art 125 – Efeitos dessa responsabilidade
“Art. 125. Salvo disposição de lei em contrário, são os seguintes os efeitos
da solidariedade:
I - o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais;
II - a isenção (dispensa legalmente qualificada por meio de lei – exclusão do
crédito tributário) ou remissão (extinção – perdão ao pagamento do
tributo) de crédito exonera todos os obrigados, salvo se outorgada
pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto
aos demais pelo saldo; -
III - a interrupção da prescrição (art 174 CTN), em favor ou contra um dos
obrigados, favorece ou prejudica aos demais. – Prescreve em 05 anos o
direito de ação (prazo prescricional) Contribuinte também tem direito de
ação e sua ação ou omissão pode prejudicá-lo ou beneficiá-lo. Benefício = A
e B pagam o mesmo tributo em 2010. Em 2014 B entra com ação –
Renovam-se os 05 anos prescricionais de A. Prejudicar o contribuinte =
quando consegue citar um dos responsáveis, zera a prescrição em relação

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ao outro contribuinte.
OBS.: Pagamento é modalidade de extinção do crédito tributário
OBS.: “Art. 178 - A isenção, salvo se concedida por prazo certo e em função de determinadas
condições, pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo, observado o disposto no
inciso III do art. 104.”
Ação Anulatória – é uma declaratória, deve ser após a constituição definitiva do crédito tributário
Ação de Repetição de Indébito – quando pagou-se o tributo a maior. 05 anos prazo prescricional.

QUESTÕES
1. A imunidade recíproca impede que:
a) a União cobre Imposto de Renda sobre os juros das aplicações financeiras dos Estados e dos
Municípios.
b) o Município cobre a taxa de licenciamento de obra da União.
c) o Estado cobre contribuição de melhoria em relação a bem do Município valorizado em
decorrência de obra pública.
d) o Estado cobre tarifa de água consumida em imóvel da União.

2. Considere que o Poder Executivo Municipal tenha editado decreto que majore a alíquota do
imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS) incidente sobre a prestação de serviços de
profissionais liberais de nível superior. Nesse caso, a decisão violou o princípio da:
(A) Anualidade.
(B) Anterioridade.
(C) Irretroatividade.
(D) Legalidade.

3. As alternativas a seguir apresentam princípios tributários consagrados no texto


constitucional, â exceção de uma. Assinale-a.
(A) Princípio do não-confisco.
(B) Princípio da liberdade de tráfego.

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(C) Princípio da anualidade.


(D) Princípio da anterioridade.
(E) Princípio da capacidade contributiva.

4. Segundo a Constituição Federal, o DF não tem competência para:


(A) Tributar o transporte intermunicipal de pessoas.
(B) Tributar os serviços de qualquer natureza.
(C) Criar contribuições previdenciárias a serem cobradas dos empregados do setor privado.
(D) Criar contribuição destinada à iluminação pública.

5. Qual é a ação judicial que visa à restituição de tributos pagos indevidamente?


(A) Ação Declaratória de inexistência de relação jurídica tributária
(B) Ação de Repetição de indébito tributário
(C) Mandado de Segurança
(D) Ação Civil Pública
(E) Mandado de Injunção

GABARITO
1- A 2- D 3- C 4- C 5- B

Ementa da Aula: Bloco 13 a 16


Responsabilidade tributária, sucessão causa mortis, sucessão comercial, sucessão por extinção da
pessoa jurídica.
AULA 13
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA
1) Solidária = a)Fato b)Legal
2) Por Sucessão = art 130 CTN
2.a) Sucessão Negócio Mobiliário e Imobiliário.

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Taxa de fiscalização não repassa, sub-roga. Taxa de serviço e contribuição de melhoria sub-rogam.
“Art. 130. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja
a propriedade, o domínio útil ou a posse de bens imóveis, e bem assim os
relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens, ou a
contribuições de melhoria, subrogam-se na pessoa dos respectivos
adquirentes, salvo quando conste do título a prova de sua quitação.
Parágrafo único. No caso de arrematação em hasta pública, a sub-rogação
ocorre sobre o respectivo preço.”
2.b) Sucessão “Causa Mortis” – art 131, inciso II, CTN.
“O sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tributos devidos (ITCMD – tributo estadual
causa mortis (abertura de sucessão legítima)) pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação,
limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão do legado ou da meação”
Posicionamento STF e STJ: Execução fiscal promovida antes do falecimento da pessoa pode ser
redirecionada aos herdeiros e sucessores. Se a execução for promovida após o falecimento não
pode ser implementada.
2.c) Sucessão por Responsabilidade por Negociação Societária ou Responsabilidade Comercial.
Art 132 “A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão,
transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos
tributos (posicionamento dominante dos tribunais superiores já incluem
também as multas e não apenas os tributos) devidos até à data do ato
pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou
incorporadas.”
PJ1 + PJ2 = PJ3 PJ3 será responsável pelos tributos

2.d) Sucessão por Extinção da Pessoa Jurídica


Art 132, parágrafo único “O disposto neste artigo aplica-se aos casos de
extinção de pessoas jurídicas de direito privado, quando a exploração da
respectiva atividade seja continuada por qualquer sócio remanescente, ou
seu espólio, sob a mesma ou outra razão social, ou sob firma individual.”

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Direito Tributário

Se a PF fechar, o sócio será responsável pelo pagamento do tributo, independente se ele continuar
ou não o negócio.
Caracterizará a Desconsideração da Pessoa Jurídica.

Ementa da Aula:
Alienação negocial, sucessão de terceiros enumerados pela lei, sucessão pessoal, sucessão por
infrações, exclusão da responsabilidade, crédito tributário.

AULA 14
2. Alienação Negocial ou Societária ou Alienação Empresarial.
Art. 133. “A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de
outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento
comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração,
sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual,
responde pelos tributos (multas também), relativos ao fundo ou
estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: I - integralmente, se
o alienante (vendedor) cessar a exploração do comércio, indústria ou
atividade; II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na
exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação,
nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou
profissão.”
Sucessão Empresarial, quando compra-se uma empresa.
Se a pessoa que vendeu continuar na atividade, mesmo que com outro CNPJ ou ramo, responderá
de forma conjunta (subsidiariamente). Tenta-se primeiro do vendedor e após, não sendo recebido,
vai para o novo adquirente.
OBS.: Prescrição e Decadência: 05 anos.

3) De Terceiros enumerados pela lei

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Direito Tributário

Art 134 CTN “Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da


obrigação principal (toda obrigação pecuniária é principal) pelo
contribuinte, respondem solidariamente (solidariedade relativa pois
primeiro cobra-se do contribuinte de fato. Todavia, segundo a doutrina e
posicionamento dos tribunais, a responsabilidade é subsidiária pois cobra-
se primeiro do contribuinte direto-de fato para somente após cobrar do
indireto) com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que
forem responsáveis:
I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores; (cobra primeiro
do menor, que é contribuinte de fato, para somente depois cobrar do pai
II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou
curatelados; (Tutela para Menores // Curatela para Incapazes)
III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por
estes; (ressalte-se as pessoas que vão morar no exterior e deixam uma
procuração com um terceiro aqui no Brasil, que ficará responsável pelo
imóvel. A responsabilidade será tão grande que pode alcançar o terceiro,
que responderá solidariamente)
IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio;
V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo
concordatário; (essas figuras passaram para o administrador da
recuperação judicial e falência, a despeito de não ter sido alterado nesse
inciso)
VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos
devidos sobre os atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu
ofício;
VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas. (Extinção da
PJ

4) Pessoal

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Art. 135. “São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a


obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de
poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos:
I - as pessoas referidas no artigo anterior;
II - os mandatários, prepostos e empregados;
III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito
privado.”

5) Por Infrações
Arts 136 (crime de mera conduta ou crime sem resultado) e 137 (crime de conduta pessoal do
agente CTN
Crimes Contra a Ordem Tributária lei 8.137/90 (fraudar, adulterar, omitir,...)
Elisão Fiscal = planejamento tributário = é lícito reduzir carga tributária via elisão fiscal = não
constitui crime contra ordem tributária
Evasão é a sonegação fiscal que é ilícita = não é permitido reduzir carga tributária via evasão
Elusão é começar de forma lícita e termina de forma ilícita = no final será ilícito = é também uma
máscara para disfarçar o ilícito

6. EXCLUSÃO DA RESPONSABILIDADE
Denúncia espontânea – art 138 CTN “A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da
infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do
depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo
dependa de apuração.
Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer
procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.
Contribuinte pode se auto denunciar – fará pois terá algum benefício, em regra, a exclusão da
multa, permanecendo o tributo, juros etc.
Princípio da Irretroatividade da Tributária = lei instituirá cobrança sobres fatos geradores futuros,
exceto quando for meramente interpretativa ou quando a lei for mais benéfica em relação as

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penalidades (multa).

7. CRÉDITO TRIBUTÁRIO – Art 139 CTN


Art. 139. “O crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta”.
 Suspensão = art 151 CTN 6 causas (MODERECOPA)
 Extinção = art 156 CTN 11 causas
 Exclusão do Crédito Tributário = art 175 CTN 2 causas (isenção e anistia)
a) Isenção
b) Anistia
OBS.: art 150, VI, CF imunidade tributária (não incidência constitucionalmente qualificada) Já a
Isenção é uma não incidência legalmente.

Ementa da Aula:
Suspensão do Crédito Tributário, Extinção do Crédito.

AULA 15
Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: (MODERECOPA)
I - moratória; (paralisação; efeito similar ao parcelamento)
II - o depósito do seu montante integral; Súmula vinculante 21 veda a
necessidade de depósito para poder recorrer no PAT; Súmula 112 STJ;
conversão do depósito montante integral será causa de pagamento e
consequentemente extinção do crédito tributário
III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do
processo tributário administrativo;
IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança (
V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras
espécies de ação judicial;
VI – o parcelamento.

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Direito Tributário

Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das


obrigações assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito seja
suspenso, ou dela conseqüentes.

8. EXTINÇÃO DO CRÉDITO
Art. 156. Extinguem o crédito tributário:
I - o pagamento;
II - a compensação; (Art 170 CTN = credor e devedor ao mesmo tempo //
deve ter uma lei autorizando a compensação, considerando o princípio da
legalidade // dentro da mesma esfera de competência// crédito de ser
líquido, certo e exigível de forma recíproca)
III - a transação; (art. 171 CTN // acordo // fisco e contribuinte entram em
acordo, renúncia recíproca, que só pode ser autorizado se houver lei)
IV - remissão; (art 172 CTN // é o perdão parcial ou total ao pagamento do
tributo; já teve o fato gerador; via de regra é a lei que autoriza // anistia =
perdão total ou parcial da multa // isenção é dispensa legalmente
qualificada, via de regra do tributo)
V - a prescrição e a decadência; (Prescrição é a perda do direito da
pretensão de exigibilidade, ou seja, perda do direito de ação – art 174 CTN
// Decadência é a perda do próprio direito art 173 CTN;

Ementa da Aula:
Prescrição e decadência, exclusão do crédito tributário, repartição constitucional de receitas
tributárias. Questões OAB.

Aula 16
9. Notas acerca de decadência e prescrição:
 OBS.: Prazo decadencial não se interrompe nem se suspende, fato que ocorre com a
Prescrição.

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Direito Tributário

 OBS.: A prescrição pode ser conhecida de ofício pelo Juiz, desde que ouvida a Fazenda
Pública (art 40, §4º, LEF – Prescrição Intercorrente), enquanto a decadência pode ser
conhecida sem qualquer condição.
 OBS.: Quem paga crédito tributário prescrito não pode pedir restituição, enquanto
que quem paga crédito atingido pela decadência pode pedir a restituição.
 OBS.: A decadência atinge o direito propriamente dito, enquanto a prescrição atinge o
direito de ação.
 OBS.: Ocorrida a decadência, não há que se falar em prescrição.

VI - a conversão de depósito em renda; (vem, via de regra, ao final da ação)


VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos
do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; (Ressalte-se que Declaração de
Imposto de Renda é por homologação)
VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do
artigo 164;
IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na
órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória;
(Princípio da Inafastabilidade de Jurisdição = se perder na esfera
administrativa e ganhar na judiciária, esta última valerá)
X - a decisão judicial passada em julgado. (Decisão Judicial prevalece sobre
a administrativa – Princípio da Inafastabilidade de Jurisdição)
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições
estabelecidas em lei.

10. EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


Art. 175. Excluem o crédito tributário:
I - a isenção; (Art 176 CTN – Isenção é favor fiscal concedido pela lei, o qual
não deixa a obrigação de pagar o tributo nascer = lei isenta exclui)
II - a anistia. (Art 180 CTN – Anistia é o ato estatal através do qual o Estado

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renuncia à imposição de penalidades = perdão do pagamento de multa,


penalidades, etc)
Parágrafo único. A exclusão do crédito tributário não dispensa o
cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação
principal cujo crédito seja excluído, ou dela conseqüente.

OBS.: Exclui ou dispensa o cumprimento da obrigação principal (pecuniária); permanece a


obrigação assessória (decorrente da própria da lei), salvo se a lei também determinar a sua
exclusão.
OBS.: A isenção diz respeito ao tributo e funciona “para frente”. A anistia diz respeito à multa e
funciona “para trás”.
OBS.: A remissão dispensa/perdoa o pagamento do tributo.

11. REPARTIÇÃO CONSTITUCIONAL DE RECEITAS TRIBUTÁRIAS


Art 157 a 162 CF.
Não existe hierarquia entre os entes tributantes.

QUESTÕES OAB
1. (Prova: FGV - 2010 - OAB - Exame de Ordem Unificado - 3 - Primeira Fase (Fev/2011) / Direito
Tributário / Crédito Tributário - Exclusão, Suspensão e Extinção) Segundo o Código Tributário
Nacional, remissão é:
a) uma modalidade de extinção dos créditos tributários e consiste na liberação da dívida por parte
do credor, respaldada em lei autorizativa.
b) a perda do direito de constituir o crédito tributário pelo decurso do prazo.
c) uma modalidade de exclusão dos créditos tributários com a liberação das penalidades aplicadas
ao sujeito passivo, respaldada em lei autorizativa.
d) uma modalidade de extinção dos créditos tributários em razão da compensação de créditos
entre o sujeito ativo e o sujeito passivo, respaldada em lei autorizativa.
2.(OAB/CESPE – 2007.2) Segundo o que dispõe o CTN, compete privativamente à autoridade

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administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento. A partir dessa informação,


assinale a opção correta no que se refere a lançamento e suas modalidades.
a) A legislação aplicável ao lançamento será a vigente na data em que o mesmo for efetivado.
b) No lançamento por declaração, o sujeito passivo deve verificar a ocorrência do fato gerador,
calcular o montante do tributo devido e efetuar o pagamento, cabendo ao sujeito ativo apenas
conferir a apuração e o pagamento já realizados.
a) O imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) e a taxa de limpeza pública são
tributos normalmente submetidos ao lançamento de ofício.
d) A contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS) constitui tributo sujeito ao
lançamento por declaração.

3.(OAB/CESPE – 2008.1.SP) Assinale a opção correta quanto às modalidades de suspensão e


extinção do crédito tributário.
A O vencimento do crédito tributário, quando a legislação tributária não fixar o tempo do
pagamento, deve ser estipulado em 10 dias após a notificação do lançamento.
B Considere a seguinte situação hipotética. Onofre é profissional autônomo e possui débitos de ISS
relativo a sua atividade profissional e de IPTU, na condição de responsável por sucessão. Ambos os
débitos estão vencidos e são de titularidade do mesmo sujeito ativo. Nessa situação, havendo
pagamento parcial dos tributos, a autoridade competente para receber o pagamento deve
determinar, em primeiro lugar, a imputação do débito de ISS e, depois, a do IPTU.
C A moratória, em caráter geral, pode ser concedida pela União somente quanto aos tributos de
sua competência.
D A concessão de moratória em caráter individual gera direito adquirido.

4. (OAB/CESPE – 2008.1) As hipóteses previstas no CTN para suspensão da exigibilidade do


crédito tributário, não incluem
A a medida liminar em ação judicial.
B o parcelamento.
C o pagamento parcial do tributo.

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Direito Tributário

D o depósito do seu montante integral.

5. (Prova: FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado - 3 - Primeira Fase / Direito Tributário /
Crédito Tributário) Fulano de Araújo, proprietário de um único imóvel em que reside com sua
esposa, no Município do Rio de Janeiro, é réu em ação de execução fiscal promovida pela
Fazenda Pública Municipal por falta de pagamento do IPTU. Tendo em vista as disposições gerais
contidas no Código Tributário Nacional acerca do crédito tributário, assinale a alternativa
correta.
a) O imóvel residencial próprio do casal é impenhorável, não devendo responder por qualquer tipo
de dívida.
b) Os bens e rendas do sujeito passivo respondem pelo pagamento de todo crédito de natureza
tributária, sem comportar exceções.
c) Bens gravados por ônus real ou por cláusulas de inalienabilidade não podem ser alcançados
para saldar dívidas tributárias.
d) A impenhorabilidade do bem de família não é oponível em face da cobrança do Imposto Predial
Territorial Urbano.

Gabarito:
1- A 2- C 3- B 4- C 5- D

Ementa da Aula: Bloco 17 a 20


Fontes do direito tributário. Espécies tributárias: impostos, taxas e contribuições de melhoria.

AULA 17
1. FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
Teoria Tripartida x Teoria Pentapartida
(CTN, art.5º) (CF, STF)
A Teoria Pentapartida adotada pela maioria dos doutrinadores considera como espécies de

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Direito Tributário

tributos os impostos, as taxas, as contribuições de melhoria, os empréstimos compulsórios e as


contribuições, sendo que as duas últimas espécies possuem elementos próprios que lhes
qualificam como quarta e quinta espécies tributárias, independents dos três primeiros.

2. ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
2.1 IMPOSTOS: O imposto é uma das espécies do gênero tributo. Visa atender as despesas
gerais da Administração. Artigo 147 da CF. Fato Gerador: “EU AJO, EU PAGO.” São
impostos previstos na CF:
 Federais: II, IE, IR, IPI, IOF, ITR, IGF (Artigo 153 CF).
 Estaduais: ITCMD, ICMS, IPVA (Artigo 155 CF)
 Municipais: IPTU, ITBI, ISS (Artigo 156, CF).
2.2 TAXAS: Art. 145, II, da CF e 77 do CTN. Conteúdo mais exigido no exame da OAB. Trata-se
de tributo de Competência Comum, pois quem efetua à ação ensejadora da taxa é o
Estado e não particular. A taxa é um gravame bilateral, contraprestacional e
sinalagmático. Fato Gerador: “O ESTADO AGE, EU PAGO A CONTA.”
2.2.1 Taxa de polícia ou de fiscalização: é paga através do próprio poder administrativo do
Estado (Artigo 78 CTN). Ex: taxa de alvará ou de funcionamento.
 Taxa de serviço ou de utilização: prestação de um serviço público (Artigo 79 CTN).
Exemplo: água, luz, telefone e gás.
 SERVIÇO PÚBLICO: realizado pelo Estado para atender as necessidades coletivas. O
serviço público pode ser específico (singular), divisível, potencial e efetivo.
 Serviços públicos universais que NÃO estão sujeitos à cobrança de taxa: segurança
pública, limpeza pública, taxa de iluminação pública. Súmula 551 e 595 STF.
3. CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA (Artigo 145, III, CF e Artigo 81 e 82 do CTN); DL nº 195/67. É
um tributo (especial), não é imposto e não é taxa. Pressupõe uma obra pública e não um
serviço público (taxa), dependendo de uma valorização do bem imóvel.

Ementa da Aula:

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Direito Tributário

Contribuições de melhoria. Empréstimos compulsórios. Contribuições parafiscais ou especiais.


Execução fiscal.

AULA 18
3. CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA (Artigo 145, III, CF e Artigo 81 e 82 do CTN); DL nº 195/67.
Essa lista é exemplificativa. Pressupõe uma obra pública e não um serviço público (taxa),
dependendo de uma valorização do bem imóvel.
3.1 Competência:
a) Sujeito Ativo: União, Estados, DF e Municípios (Competência Comum).
b) Sujeito Passivo: Cuidado, só é sujeito passivo aquele que teve algum imóvel valorizado por
obra pública, com a devida lei (ENTENDA LEI ORDINÁRIA) instituindo a cobrança;
3.2 Fato Gerador: ligação entre a obra pública e a valorização do imóvel, que ocorre uma única
vez. Exemplo: pavimentação, esgoto, etc.
3.3 Base de Cálculo: é o quantum de valorização experimentada pelo imóvel. Requisitos: art.
82, I, CTN.
3.4 Sistemas de cobrança: Existem três sistemas de cobrança da contribuição de melhoria:
a) O sistema de valorização (mais valia).
b) O sistema de custo, em que o tributo é cobrado sobre o custo total da obra, rateado
(dividido) entre os contribuintes beneficiários.
c) O sistema misto (heterogêneo ou mitigado - ADOTADO), equivale ao sistema de
valorização, com a única diferença de que neste sistema o Estado está sujeito a um limite
global, o custo da obra, assim sendo, o somatório das contribuições individuais não poderá
ser superior ao custo da obra.
d) Observação: o ASFALTAMENTO é obra que gera valorização imobiliária, tributável por
contribuição de melhoria (não incide taxa – falta: específico e divisível). O RECAPEAMENTO
ASFÁLTICO, por sua vez, gera apenas o benefício (dever de manutenção das vias públicas),
não ocasionando incidência de contribuição de melhoria. Posicionamento pacífico do STF;
e) Importante o estudo da Súmula 348 do STF.

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Direito Tributário

4. EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS (art. 148, I, CF, art. 15 CTN):


É um tributo federal (União) e deve ser instituído por meio de Lei Complementar. Medida
provisória jamais irá versar. Art. 62, parágrafo 3º da CF.
4.1 Requisitos: Guerra externa ou sua iminência; Calamidade pública; Investimento público de
caráter urgente e de relevante interesse nacional.

4.2 Fato Gerador: depende da Lei instituidora e pode ser qualquer situação abstrata (não é a
calamidade pública e nem o investimento público).

4.3 Base de Cálculo e Alíquotas: depende da Lei instituidora

5. CONTRIBUIÇÕES PARAFISCAIS OU ESPECIAIS (art. 149, CF e art.7º do CTN). São divididas


em cinco espécies: sociais, interventivas e cooperativas. Exemplo do que pode cair na sua
prova: o FGTS não tem natureza tributária e sim trabalhista.
6. LEI Nº 6.830/1980 – artigos 2º,4º e 5º. EXECUÇÃO FISCAL -> Petição inicial -> Citação ->
Penhora Online-> Indisponibilidade dos bens dos devedores. Artigos 7º e 11º da referida
Lei.

Ementa da Aula:
Execução fiscal. Resolução de questões.

AULA 19
LEI Nº 6.830/1980 – EXECUÇÃO FISCAL consiste na cobrança judicial, pelos entes Estatais
(município, Estado, Federação), de créditos provenientes de tributos não pagos, conforme o
seguinte fluxograma.

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Direito Tributário

Fonte: CEBEPEJ, 2007.

3.1 Artigo 11 da LEP: Penhora e arresto obedecerá a seguinte ordem: I - dinheiro; II - título da
dívida pública, bem como título de crédito, que tenham cotação em bolsa; III - pedras e
metais preciosos; IV - imóveis; V - navios e aeronaves; VI - veículos; VII - móveis ou
semoventes; e VIII - direitos e ações.
3.2 Se estiver dentro do prazo do artigo 16 da LEP, oferecer a seguinte defesa: EMBARGO Á
EXECUÇÃO.
3.3 Artigo 34 da LEP – nós não temos índice nenhum: ORTN foi extinta.
3.4 Artigo 38 da LEP – Importante estudo da Súmula 112 do STJ.
3.5 Artigo 39 e 40 da LEP

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Direito Tributário

QUESTÕES OAB:
Direito Tributário - 1ª Fase do XVII Exame da OAB - Caderno Branco.
Questão 25
Após ser intimada da lavratura de um auto de infração visando à cobrança da
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) dos últimos cinco anos, a
pessoa jurídica XYZ Participações Ltda. verificou que o tributo não era devido e ofereceu
impugnação ao auto de infração. Como irá participar de uma licitação, a pessoa jurídica em
questão irá precisar de certidão de regularidade fiscal – no caso, Certidão Positiva de Débito
com Efeito de Negativa (CPD-EN). Na hipótese, considerando que o contribuinte não possui
outros débitos, assinale a afirmativa correta.
A) A impugnação ao auto de infração exclui o crédito tributário, sendo possível a
emissão da CPD-EN.
B) A impugnação ao auto de infração, sem o pagamento do crédito, impede a emissão
da CPD-EN.
C) A pessoa jurídica XYZ Participações Ltda. somente terá direito à CPD-EN caso realize
o depósito do montante integral.
D) A impugnação ao auto de infração suspende a exigibilidade do crédito, sendo
possível a emissão da CPD-EN.

Questão 26
A União ajuizou execução fiscal em face da pessoa jurídica XYZ Ltda., devedora de
tributos federais. No curso da execução fiscal, a falência da pessoa jurídica foi decretada. Após
requerimento da União, deferido pelo Juízo, Francisco, sócio da pessoa jurídica XYZ Ltda., é
incluído no polo passivo da execução fiscal, em razão da decretação de falência. Sobre a
hipótese, é possível afirmar que
A) a decretação de falência autoriza o redirecionamento da execução fiscal para
Francisco, por ser considerada hipótese de infração à lei, que enseja responsabilidade tributária.
B) o fato de Francisco ser sócio da XYZ Ltda. acarreta, por si só, responsabilidade
pessoal pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias da pessoa jurídica.

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Direito Tributário

C) Francisco não poderia ser incluído no polo passivo, ainda que fosse administrador
da XYZ Ltda. e tivesse encerrado ilegalmente as atividades da pessoa jurídica.
D) Francisco não poderia, unicamente em razão da decretação de falência de XYZ
Ltda., ser incluído no polo passivo da execução fiscal.

Questão 27
A pessoa jurídica X foi contemplada com isenção do Imposto sobre a Propriedade
Predial e Territorial Urbana (IPTU) do imóvel utilizado para suas atividades comerciais. A
referida isenção foi concedida pelo prazo de 5 (cinco) anos e sob a condição de que o imóvel seja
utilizado para a produção de artesanato regional. Com base no caso apresentado, sobre a
referida isenção assinale a opção correta.
A) Poderá ser suprimida por lei, a qualquer tempo, ainda que o contribuinte atenda à
condição de utilizar o imóvel para a produção de artesanato regional.
B) Não poderá ser suprimida no prazo de 5 (cinco) anos, caso o contribuinte cumpra a
condição de utilizar o imóvel para a produção de artesanato regional.
C) Não poderá ser suprimida no prazo de 5 (cinco) anos, ainda que o contribuinte
utilize o imóvel para a realização de atividades comerciais diversas da produção de artesanato
regional.
D) Poderá ser suprimida por decreto, a qualquer tempo, ainda que o contribuinte
cumpra a condição de utilizar o imóvel para a produção de artesanato regional.

Questão 28
Em 17/07/2014, o Tribunal de Justiça do Estado X da Federação instituiu, por meio
de Provimento da Corregedoria Geral da Justiça, as custas judiciais e os emolumentos
cartorários vigentes a partir da data da publicação. Sobre a hipótese, assinale a afirmativa
correta.
A) As custas judiciais e os emolumentos cartorários têm natureza jurídica de preço
público e, portanto, não estão sujeitos às limitações constitucionais ao poder de tributar.

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Direito Tributário

B) As custas judiciais e os emolumentos cartorários têm natureza jurídica de taxa de


serviço. Sendo assim, o provimento da Corregedoria Geral viola os princípios da legalidade, da
anterioridade de exercício e nonagesimal.
C) As custas judiciais e os emolumentos cartorários têm natureza jurídica de
contribuição social. Sendo assim, o provimento da Corregedoria Geral viola os princípios da
legalidade, da anterioridade de exercício e nonagesimal.
D) As custas judiciais e os emolumentos cartorários têm natureza jurídica de taxa de
poder de polícia. Sendo assim, o provimento da Corregedoria Geral viola os princípios da
legalidade e da anterioridade de exercício

GABARITO
Questão 25 Letra D. Ver artigo 151, inciso III c/c art. 206 do CTN.
Questão 26 Letra D. Ver art. 135 do CTN e Súmula 430 e 435 do STJ sobre
responsabilidade tributária do sócio administrador.
Questão 27 Letra B. Ver artigo 178 do CTN.
Questão 28 Letra B. Ver artigos 98, 150, I e III, alíneas ‘b’ e ‘c’ da CF/88.

Ementa da Aula:
Resolução de questões.

AULA 20
QUESTÕES OAB:
Direito Tributário - 1ª Fase do XVI Exame da OAB – Caderno Branco.
Questão 25
A União concedeu isenção, pelo prazo de cinco anos, da Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social (COFINS) para as indústrias de veículos automotores terrestres que
cumprissem determinadas condições. Sobre a isenção tributária, é possível afirmar que

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A) as indústrias de aviação podem requerer a fruição do benefício, pois a norma que concede
isenção deve ser interpretada extensivamente.
B) a União poderá, a qualquer tempo, revogar ou modificar a isenção concedida.
C) a isenção da COFINS pode ser concedida mediante decreto, desde que a norma seja específca.
D) as indústrias de veículos automotores terrestres não estão dispensadas do cumprimento
das obrigações acessórias, pois elas são independentes da existência da obrigação principal.

Questão 26
Determinado contribuinte verificou a existência de débitos vencidos de Imposto sobre a
Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e da taxa de coleta de lixo com o Município M.
Os dois tributos são relativos ao ano-calendário de 2012 e se referem ao imóvel onde reside. O
contribuinte pagou ao Município M montante insuficiente para a quitação de ambos os tributos.
Diante de tais débitos, a autoridade administrativa municipal que recebeu o pagamento
A) determinará, primeiramente, a imputação do pagamento à taxa e, posteriormente, ao imposto.
B) determinará o pagamento na ordem decrescente dos prazos prescricionais.
C) determinará o pagamento na ordem crescente dos montantes.
D) determinará, primeiramente, a imputação do pagamento ao imposto e, posteriormente, à taxa.

Questão 27
Uma obrigação tributária referente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS) teve seu fato gerador ocorrido em 1º de junho de 2012. O débito foi objeto de
lançamento em 21 de janeiro de 2014. A inscrição em dívida ativa ocorreu em 02 de junho de
2014. A execução fiscal foi ajuizada em 21 de outubro de 2014 e, em 02 de março de 2015, o juiz
proferiu despacho citatório nos autos da execução fiscal. Considerando que o contribuinte
devedor alienou todos os seus bens sem reservar montante suficiente para o pagamento do
tributo devido, assinale a opção que indica o marco temporal, segundo o CTN, caracterizador
da fraude à execução fiscal, em termos de data de alienação.
A) 21 de janeiro de 2014
B) 02 de junho de 2014

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Direito Tributário

C) 02 de março de 2015
D) 21 de outubro de 2014

Questão 28
Em 2007, a pessoa jurídica Y recebeu notificação para pagamento de débitos de Imposto sobre a
Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Em 2014, diante da constatação de que
a contribuinte não havia apresentado qualquer impugnação e nem realizado o pagamento, o
Município X ajuizou execução fiscal para a cobrança destes créditos. Considerando os fatos
narrados e as disposições da Lei nº 6.830/80, o juiz, ao analisar a inicial da execução fiscal
proposta pelo Fisco,
A) poderá, de ofício, reconhecer e decretar a prescrição somente depois de ouvida a Fazenda
Pública.
B) poderá, de ofício, reconhecer e decretar a prescrição somente depois de ouvida a Fazenda
Pública e o contribuinte.
C) poderá decretar a prescrição de ofício, independentemente da prévia oitiva da Fazenda Pública.
D) só poderá decretar a prescrição se esta vier a ser suscitada pelo contribuinte.

Direito Tributário - 1ª Fase do XV Exame da OAB – Caderno Branco.


Questão 25
O Fisco do estado “X” lavrou auto de infração contra a pessoa jurídica “Y” para cobrar ICMS
sobre a remessa de mercadorias entre a matriz e a filial dessa empresa, ambas referido estado.
A empresa “Y” impetrou, então, mandado de segurança objetivando ver reconhecido seu direito
líquido e certo ao não recolhimento do ICMS naquela operação. Pleiteou também medida
liminar. Assinale a opção que pode, validamente, ser objeto do pedido de liminar formulado
pela pessoa jurídica Y.
A) Extinção do crédito tributário.
B) Exclusão de crédito tributário.
C) Constituição do crédito tributário.
D) Suspensão da exigibilidade do crédito tributário.

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Questão 26
O Art. 146, III, a, da Constituição Federal estabelece que lei complementar deve trazer a
definição dos fatos geradores, da base de cálculo e dos contribuintes dos impostos previstos na
Constituição. Caso não exista lei complementar prevendo tais definições relativamente aos
impostos estaduais, os estados:
A) não podem instituir e cobrar seus impostos, sob pena de violação do Art. 146 da Constituição.
B) podem instituir e cobrar seus impostos, desde que celebrem convênio para estabelecer normas
gerais.
C) podem instituir e cobrar seus impostos, pois possuem competência legislativa plena até que a
lei complementar venha a ser editada.
D) podem instituir e cobrar seus impostos, desde que seja publicada Medida Provisória
autorizando.

Questão 27
Um empresário consulta um escritório de advocacia sobre a possibilidade de a sociedade da
qual é administrador participar de uma licitação, sendo certo que, para tal, terá que apresentar
uma certidão demonstrando a inexistência de débitos fiscais com o governo federal. Ele informa
que a sociedade foi autuada pelo não recolhimento do Imposto sobre a Renda e Proventos de
Qualquer Natureza (IR), e a defesa administrativa, apresentada no prazo, ainda não foi
apreciada pelo órgão competente. Considerando apenas os dados apresentados, afirmar que a
sociedade:
A) não poderá participar da licitação, pela existência de crédito tributário vencido e não pago.
B) poderá participar da licitação, pois o crédito tributário está com a exigibilidade suspensa.
C) poderá participar da licitação somente após a defesa administrativa ser analisada.
Alternativa C errada. De acordo com o art. 206 do CTN, a certidão positiva terá efeito de negativa.
D) somente poderá participar da licitação se depositar o valor do crédito tributário.

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Questão 28
Em dezembro de 2006, foi publicada a Lei Complementar nº 123, que instituiu o Estatuto
Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, e criou novo regime de tributação
simplificada, abrangendo, além dos impostos e contribuições federais, o Imposto sobre
Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviço Interestadual e
Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), bem como o Imposto sobre Serviços de Qualquer
Natureza (ISS). Sobre a hipótese, assinale a afirmativa correta.
A) A referida lei é inconstitucional, pois é vedada à União instituir benefício fiscal de tributo de
competência dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
B) O regime de tributação simplificada é obrigatório a todos os contribuintes que cumpram os
requisitos previstos na referida lei complementar.
C) A referida lei é inconstitucional, no que se refere ao ICMS, pois institui benefício fiscal do
imposto sem a competente autorização por meio de convênio do Conselho Nacional de Política
Fazendária – CONFAZ.
D) Segundo a Constituição Federal, a fiscalização do cumprimento das obrigações principais e
acessórias do regime único de arrecadação poderá ser compartilhada pelos entes da federação.

Direito Tributário - 1ª Fase do XVI Exame da OAB – Caderno Branco.


Questão 26
Visando a proteger a indústria de tecnologia da informação, o governo federal baixou medida,
mediante decreto, em que majora de 15% para 20% a alíquota do Imposto sobre a Importação
de Produtos Estrangeiros para monitores de vídeo procedentes do exterior, limites esses que
foram previstos em lei.
A respeito da modificação de alíquota do Imposto de Importação, assinale a afirmativa correta.
A) Deve observar a reserva de lei complementar.
B) Deve ser promovida por lei ordinária.
C) Deve observar o princípio da irretroatividade.
D) Deve observar o princípio da anterioridade.

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Questão 25
Empresa X, constituída em 1980, entrou com ação na Justiça Federal impugnando a cobrança da
Contribuição Sobre o Lucro – CSLL, alegando que, apesar de prevista no Art. 195, I, c, da
Constituição Federal, trata-se de um tributo que tem o lucro como fato gerador. Dessa forma,
haveria um bis in idem em relação ao Imposto Sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (Art. 153, III
da CRFB), o que é vedado pelo próprio texto constitucional. A partir do caso narrado e
considerando a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, assinale a afirmativa
correta.
A) A empresa tem razão porque os dois tributos têm o lucro como fato gerador, o que é vedado
pela Constituição Federal.
B) A empresa, por ter sido constituída anteriormente à Constituição Federal de 1988, tem direito
adquirido a não pagar a CSLL.
C) A empresa não tem razão, porque ambos os tributos estão previstos na CRFB.
D) A empresa tem razão, pela clara violação à vedação ao confisco prevista no Art. 150, IV, da
CRFB.

Questão 27
Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas por sujeito passivo em
débito para com a Fazenda Pública
A) por crédito tributário ainda não inscrito em dívida ativa, desde que não tenham sido reservados
pelo devedor bens ou rendas suficientes ao total pagamento da dívida.
B) por crédito tributário regularmente inscrito em dívida ativa, desde que não tenham sido
reservados pelo devedor bens ou rendas suficientes ao total pagamento da dívida inscrita.
C) por crédito tributário regularmente inscrito em dívida ativa, mesmo que tenham sido
reservados pelo devedor bens ou rendas suficientes ao total pagamento da dívida inscrita.
D) por crédito tributário ainda não inscrito em dívida ativa, objeto de impugnação administrativa
oferecida pelo contribuinte.

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Direito Tributário

GABARITO - 1ª Fase do XVI Exame da OAB – Caderno Branco.


Questão 25 Letra D – A isenção é causa de exclusão do crédito tributário conforme artigo 175 do
CTN.
Questão 26 Letra A – A questão exige a literalidade do art. 163 do CTN que trata da ordem a ser
observada pelo Fisco ao realizar a imputação do pagamento.
Questão 27 Letra B –A questão exige a literalidade do art. 185 do CTN.
Questão 28 Letra C – A questão é legalista e jurisprudencial. Não tem que falar em anulação,
mesmo induzindo o candidato a erro.

GABARITO - 1ª Fase do XV Exame da OAB – Caderno Branco.


Questão 25 Letra D, conforme art. 151, inciso IV, do CTN.
Questão 26 Letra C, conforme art. 24, § 3º da Constituição Federal.
Questão 27 Letra B, conforme art. 151, II, do CTN e art. 206 do CTN.
Questão 28 Letra D, conforme o inciso IV, do parágrafo único do art. 146 da Constituição Federal.

GABARITO - 1ª Fase do XIV Exame da OAB – Caderno Branco.


Questão 26 Letra C, conforme art. 150, III, a, da CF/88.
Questão 25 Letra C, conforme art. 150, III e 195, I, c, da CF/88.
Questão 27 Letra B, conforme art. 185 do CTN.

Monitora: Ana Cristina

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