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UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI


CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA

CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA

PROJETO PEDAGÓGICO

JUAZEIRO DO NORTE - CE
2013
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Comissão de Elaboração do Projeto

 Prof. Alexsandro Coelho Alencar


 Profª. Dra. Ana Josicleide Maia
 Profa. Esp. Bárbara Paula Bezerra Leite
 Prof. Dr. Carlos Alberto Gomes de Almeida
 Prof. Dr. Carlos Humberto Soares Júnior
 Prof. Dr. Evandro Carlos Ferreira dos Santos
 Prof. Ms. Francisco Régis Vieira Alves
 Prof. Ms. Francisco Valdemiro Braga
 Prof. Dr. Jorge Fernandes
 Prof. Ms. José Alberto Duarte Maia
 Profª. Dra. Liane Mendes Feitosa Soares
 Profª. Esp. Luciana Maria de Sousa Macedo
 Prof. Ms. Luiz Antonio da Silva Medeiros
 Profª. Ms. Maria José Araújo Souza
 Prof. Ms. Mário de Assis Oliveira
 Prof. Ms. Paulo César Cavalcante de Oliveira
 Prof. Ms. Pedro Ferreira de Lima
 Profa. Regilania da Silva Lucena
 Profª. Ms. Rosa Maria de Medeiros Marinho
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"A qualidade da formação de professores para o


ensino fundamental e médio depende de muitos
fatores, entre os quais, o mais importante é a
qualidade dos cursos de Licenciatura"
(João Lucas Marques Barbosa, 1999)
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SUMÁRIO

01 HISTÓRICO E DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO 05


02 INTRODUÇÃO 07
03 JUSTIFICATIVA 08
04 PERFIL DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA 09
4.1 Objetivos do Curso 09
4.2 Perfil do Profissional 09
4.3 Competências e Habilidades Específicas do Licenciado Em Matemática 10
4.4 Proposta Pedagógica 11
05 MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA 14
5.1 Conhecimentos Científico Específicos 14
5.2 Prática Como Componente Curricular 15
5.3 Estágio Supervisionado 16
5.4 Disciplinas de Formação Pedagógica 19
5.5 Atividades Científico-Culturais Complementares 19
06 ESTRUTURA CURRICULAR POR ÁREA DE CONHECIMENTO 21
6.1 Conhecimentos de Formação Específica 21
6.2 Conhecimentos da Área de Prática Como Componente Curricular 21
6.3 Área de Formação Pedagógica 22
6.4 Estágio Supervisionado 22
6.5 Conhecimentos Opcionais 22
6.6 Quadro Demonstrativo do total dos créditos e da Carga Horária de cada Área 23
Curricular e das Atividades Acadêmicas Complementares
6.7 Grade curricular das Disciplinas do curso de Licenciatura em Matemática 24
07 OFERTA DE DISCIPLINAS 25
08 AVALIAÇÃO 28
09 APROVEITAMENTO E EQUIVALÊNCIAS 29
10 INFRA-ESTRUTURA FÍSICA E DE PESSOAL DO CURSO 32
10.1 Corpo Docente do Curso 32
10.2 Condições Infra-Estruturais Para a Implantação do PPP 34
11 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 40
12 BIBLIOGRAFIA 99
13 LEGISLAÇÃO 101
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01. HISTÓRICO E DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO


1. Denominação atual:
Curso de Licenciatura em Matemática

2. Denominação anterior:
Curso de Ciências com Habilitação em Matemática

3. Modalidade Atual:
Licenciatura

4. Titulação do egresso:
Licenciado (a) em Matemática

5. Data de criação do Curso:


05 de agosto de 1986

6. Ato de Reconhecimento:
Portaria 364 de 14 de junho de 1986

7. Início de Funcionamento:
Março de 1985

8. Currículo em Vigor:
Parecer N° 200/99 - CEE

9. Turno de Funcionamento:
Noturno:( segunda à sexta feira) A: 18:30 às 19:20h
B: 19:20 às 20:10h
C: 20:20 às 21:10h
D: 21:10 às 22:00h

Diurno: (Sábado) A: 7:30 às 8:20


B: 8:20 às 9:10
C: 9:20 às 10:10
D: 10:10 às 11:00
E: 11:00 às 11:50

10. Número de vagas por ano:


80 - sendo 40 por semestre

11. Integralização curricular:


- Proposta anterior: 2550 horas e 170 créditos
- Proposta atual: 2.930 horas e 195,3 créditos

12. Tempo do curso:


- Mínimo: 08 semestres letivos
- Máximo: 12 semestres letivos
Obs.: tendo em vista o limite máximo de período o departamento/coordenação pode pedir o
cancelamento de matrícula

13. Número atual de alunos:


6

Aproximadamente 360 alunos

14. Número de professores:


21 (vinte e um)

15. Número de funcionários administrativos efetivos:


01 – Agente Administrativo

16. Modo de Funcionamento:


O Curso continuará adotando o sistema de créditos.

As disciplinas estão divididas em dois blocos:


- Obrigatórias: 186 CR
- Optativas: 08 CR*

* O Aluno é obrigado a cursar um mínimo de oito (8) créditos em disciplinas optativas.

Os blocos de disciplinas estão estruturados contemplando os seguintes âmbitos:


- Conteúdos Curriculares de Natureza Científico-Cultural: 1.590 h - 106 CR
- Área de Formação Pedagógica: 300 h - 20 CR
- Prática de Ensino: 420 h - 28 CR
- Estágio Supervisionado: 420 h - 28 CR
- Atividades Acadêmico-Científico-Culturais Complementares: 210 h (no mínimo)

17. Local de Funcionamento:


Exclusivamente no Campus Universitário do CRAJUBAR - Av. Leão Sampaio Km 2
s/n - Triângulo - Juazeiro do Norte - CE, CEP: 63.040-000 - Telefone: (0**88) 3102.1124.
E-mail: matematica@urca.br
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02. INTRODUÇÃO

O presente Projeto tem como objetivo maior apresentar de forma clara e sucinta, as mudanças propostas
pelo grupo de professores do Departamento de Matemática Pura e Aplicadas para o Curso de Licenciatura em
Matemática da URCA, conforme as Novas Diretrizes para os Cursos de Matemática Bacharelado e
Licenciatura - Parecer nº CNE/CES 1302/2001; Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior – Resolução CNE/CP nº 1,
de 18/02/2002; Resolução CNE/CP nº 2, de 19/02/2002; entre outros.
As propostas aqui apresentadas são frutos de estudos, análises e discussões entre os
alunos e docentes do departamento, os quais buscaram neste novo projeto, atender as
necessidades formativas dos licenciando em matemática da região do Cariri, bem como
implementar as mudanças necessárias propostas pelo MEC.
Desta forma, torna-se indispensável a consideração do contexto do projeto
pedagógico, onde encontramos os determinantes de sua realização. Tais fatores exercem
influência na realização do mesmo. Assumimos que “o projeto deve ser caracterizado por
uma intencionalidade que reflete os objetivos de formação considerados relevantes por um
determinado grupo”1, em nosso caso, os docentes deste departamento. De fato, os principais
elementos para a concretização do projeto são os conteúdos, os espaços pedagógicos, os
sujeitos que os realizam, as condições concretas para a sua realização, os modos de ação e,
principalmente, a intencionalidade.

1
Manoel Oriosvaldo de Moura, II Encontro Interinstitucional de Estágio Curricular, 2003,USP.
8

03. JUSTIFICATIVA

“A realidade revelada pelo Exame Nacional de Cursos (ENC-2000) e


pelo Sistema de Avaliação do Ensino Brasileiro – SAEB apresenta,
uma situação extremamente preocupante no que concerne a formação
matemática do cidadão brasileiro. No ENC-2000, realizado com
graduandos de matemática, 88,2% dos participantes obtiveram, numa
escala de 0 a 10, conceito menor do que 2,24. Além disto, as melhores
médias institucionais não ultrapassaram 6,1 na mesma escala. Isto é
um indicador forte de que a formação oferecida nos 369 cursos de
graduação em matemática está longe de ser o ideal.”(Documento
Premências de Crescer, João Lucas M.B. IMPA)

É conhecida por todos a situação dramática do ensino de matemática no Brasil. Segundo a


Profª Suely Druck, coordenadora da Sociedade Brasileira de Matemática,
"A qualidade do ensino de matemática atingiu, talvez, o seu mais baixo nível na
história educacional do país..." (reportagem de capa do último Sinapse da Folha de S. Paulo
de maio de 2003). Esta é uma declaração que choca a qualquer pessoa preocupada com a
formação dos alunos de nosso país, principalmente os profissionais envolvidos com o ensino,
seja nas universidades, nas secretarias de educação ou nas escolas.
Reverter esta situação é um grande desafio para as instituições de ensino,
principalmente para as universidades, que são as responsáveis pela formação inicial dos
professores.
Por outro lado, a qualidade da formação de professores para o Ensino Fundamental e
Médio depende de muitos fatores, entre os quais, o mais importante é a qualidade dos cursos
de licenciatura. Estes dependem fortemente da qualificação dos seus docentes, os quais, se
espera, sejam no mínimo mestres.
Com o intuito maior de obter mudanças e melhorias em relação aos baixos índices de
aprendizagem em matemática, onde percebemos através dos dados estatísticos na citação
inicial deste capítulo, bem como, propiciar uma formação adequada para o licenciando em
matemática, o Curso de Licenciatura em Matemática da URCA, vem implantar seu novo
projeto político pedagógico, instituindo mudanças em sua estrutura curricular e em suas
propostas de ensino, a partir de documentos oficiais do MEC.
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04. PERFIL DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA

4.1 Objetivos do Curso

• Objetivo Geral
Formar professores para atuarem no ensino de matemática nos níveis de Ensino
Fundamental (6º ao 9º ano) , Ensino Médio e Superior.

• Objetivos específicos

 Discutir o ensino e aprendizagem de conteúdos específicos da matemática dentro das


disciplinas de prática de ensino, estágio supervisionada e estatística.
 Aplicar e discutir a utilização de tecnologias interativas no ensino da matemática;
 Oferecer aos licenciandos, subsídios teóricos e metodológicos para o ensino dos
conteúdos da educação básica e desenvolvimento de pesquisas na área de matemática /
educação matemática;
 Promover eventos que proporcionem o intercâmbio com outras universidades ou
instituições educacionais, para discussão e socialização de experiências na área da
matemática e ciências afins;
 Proporcionar aos licenciandos a participação em atividades de iniciação à pesquisa
científica;
 Desenvolver atividades na área de matemática junto à comunidade na qual está inserido;
 Dotar os licenciando de conhecimentos matemáticos que lhes possibilitem atuar em outras
áreas do mercado de trabalho (além da docência no ensino básico, médio e superior),
como: professor em nível superior, bancos, consultorias, empresas, etc.

4.2 Perfil do Profissional

Os educadores matemáticos consideram que o curso de Licenciatura em Matemática


deve visar a formação do professor como um educador comprometido com o
desenvolvimento humano. Além disso, esse profissional deve ter comprometimento com os
valores inspiradores da sociedade democrática, sendo capaz de contribuir para a formação do
cidadão, através do processo de ensino/aprendizagem da Matemática e da apropriação do
conhecimento matemático.
Eles consideram necessário o estabelecimento de um perfil do profissional professor
de matemática que seja compatível com a identidade que atenda às discussões correntes no
campo da Educação Matemática e da Matemática Pura.
“Tal perfil deve se constituir numa orientação que ofereça às
instituições formadoras o norte para a definição de seus currículos
que devam traduzir as aspirações e características dessas instituições
e da comunidade na qual atua.”(Anais do I Seminário de
Licenciaturas em Matemática, 2003)

Tomando como referência as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de


Licenciatura em Matemática, desejam-se as seguintes características gerais para o
licenciando:

• Visão de seu papel social de educador e capacidade de se inserir em diversas realidades


com sensibilidade para interpretar as ações dos educandos;
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• Visão da contribuição que a aprendizagem da matemática pode oferecer à formação dos


indivíduos para o exercício da sua cidadania;
• Visão de que o conhecimento matemático pode e deve ser acessível a todos, e consciência
de seu papel na superação dos preconceitos, traduzidos pela angústia, inércia ou rejeição,
que muitas vezes ainda estão presentes no ensino-aprendizagem da disciplina.
• Tudo isto ocorrerá através das ações da prática de ensino da matemática e o estágio
supervisionado.

4.3 Competências e Habilidades Específicas do Licenciado em Matemática.

O novo currículo do Curso de Licenciatura em Matemática está sendo elaborado de


maneira que possibilite os alunos desenvolverem as seguintes competências e habilidades
específicas2:

(a) Capacidade de expressar-se escrita e oralmente com clareza e precisão;


(b) Conceber que a validade de uma afirmação está relacionada com a consistência da
argumentação;
(c) Compreender as noções de: conjectura, postulados, prova, demonstração, argumentação,
abdução, lógica, intuição matemática, raciocínio dedutivo e indutivo;
(d) Decidir a razoabilidade de um resultado de cálculo, usando a cálculo mental, exato e
aproximado, as estimativas, os diferentes tipos de algoritmos,
(e) Capacidade de trabalhar em equipes multidisciplinares, intercalando o conhecimento
matemático com outras ciências;
(f) Capacidade de compreender, criticar e utilizar novas ideais e tecnologias para a resolução
de problemas;
(g) Capacidade de aprendizagem continuada, sendo usada na prática profissional também
como fonte de produção de conhecimento;
(h) Habilidade de identificar, formular e resolver problemas na sua área de aplicação,
utilizando rigor lógico-científico na análise da situação-problema;
(i) Estabelecer relações entre a matemática e outras áreas de conhecimento;
(j) Educação abrangente necessária ao entendimento do impacto das soluções encontradas
num contexto global e social (CNE);
(k) Participar de programas de formação continuada (CNE);
(l) Realizar estudos de pós-graduação (CNE);
(m) Trabalhar na interface da matemática com outros campos do saber (CNE).

A relação dos professores com o currículo de matemática está longe de ser uniforme. “Do
currículo prescrito nos documentos oficiais ao realizado na sala de aula vai uma grande
distância” (Gimeno apud Santos et. al.). Esta problemática deve ser levada em consideração
em nossa realidade educacional. Adotamos aqui como referencial para análise comparativa a
experiência portuguesa com respeito a problemática acima citada, visto que, suas pesquisas
são mais representativas e já há mais tempo investigadas. Estes resultados foram objeto de
discussões e, como conseqüência, o amadurecimento de idéias por parte dos docentes deste
departamento.
Segundo Pacheco apud Santos, apoiando-se em diversos autores, aponta três tipos de
legitimação do currículo: (i) normativa, que coloca ênfase nas decisões político-administrativa

2
O documento do CNE, por tratar de Diretrizes Gerais para a formação de professores, não explicita as
competências específicas do professor de Matemática. Mas algumas delas são sugeridas pela Sociedade
Brasileira de Educação Matemática – SBEM.
11

ou no que deve ser ensinado; (ii) processual, que valoriza o currículo como um projeto
exterior mas que depende do seu processo de desenvolvimento e do significado da interação;
e (iii) discursiva, que encara a construção do currículo de acordo com os sujeitos
intervenientes na base da deliberação social.
Adotando estas concepções, o currículo em matemática proposto, pretende, desenvolver as
habilidades próprias do Matemático e do Matemático Educador, procurando proporcionar ao
licenciando as capacidades específicas de:

(a) Elaborar propostas de ensino-aprendizagem de matemática para a educação básica;


(b) Analisar, selecionar e produzir materiais didáticos;
(c) Analisar criticamente propostas curriculares de matemática para a educação básica e
média;
(d) Desenvolver estratégias de ensino que favoreçam a criatividade, a autonomia e a
flexibilidade do pensamento matemático dos educandos, buscando trabalhar com mais
ênfase nos conceitos do que nas técnicas, fórmulas e algoritmos;
(e) Perceber a prática docente de matemática como um processo dinâmico carregado de
incertezas e conflitos, um espaço de criação e reflexão, onde novos conhecimentos são
gerados e modificados continuamente;
(f) Contribuir para a realização de projetos coletivos dentro da escola básica.

O aluno formado pelo Curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Regional do


Cariri será essencialmente professor dos níveis fundamental e médio, apto também para
lecionar em nível superior, através de aperfeiçoamento de sua formação em cursos de pós-
graduação.

4.4 Proposta Pedagógica

Até o ano de 2003, o curso de Licenciatura em Ciências – Habilitação em Matemática


da URCA, como outros cursos de licenciatura, vinha funcionando com um currículo que
visava uma formação do licenciando em matemática, mas ao mesmo tempo, não possuía
articulação entre as disciplinas específicas de matemática e as disciplinas tidas como
“pedagógicas”.
Nesta estrutura tínhamos parcial desarticulação entre os dois aspectos formativos. E
mais, os alunos, futuros professores tratavam das questões relativas ao ensino e aprendizagem
da matemática na escola somente a partir da metade do curso, quando estas deveriam ser
constantes ao longo dos anos de formação profissional.
Somando-se a este currículo pouco adequado quanto a sua estruturação, tínhamos, e
ainda temos o problema da desvalorização social do professor.
Como resultado, os cursos de licenciatura foram sendo cada vez menos procurados
como opção profissional, e mesmo dentre os alunos que faziam esta opção, rapidamente,
estabelecia-se clima de desinteresse. Assim tínhamos: alunos desmotivados e despreparados,
altos índices de reprovação e grande desistência ao longo dos cursos. Partimos, então, para um
projeto de renovação e revitalização do curso de Licenciatura, que fosse adequado a nossa
realidade.
Na definição do novo currículo, muito mais do que a escolha de um elenco de
disciplinas, estava a questão da formação de um novo professor. Partindo do pressuposto de
que esta formação só acontece através da prática, definimos um currículo onde os alunos
tivessem a oportunidade de vivenciar situações diretamente relacionadas com o perfil
profissional desejado.
Para implementação desse novo currículo, uma das preocupações dos gestores do curso
foi a contratação de profissionais da área de Educação Matemática, uma vez que quem
12

ministrava as disciplinas de caráter pedagógico eram apenas os professores do Departamento


de Educação. Somente, com a contratação de profissionais da área de Educação Matemática,
é que se tornou possível colocarmos na nova estrutura disciplinas de caráter
didático/metodológico específico da matemática. Contudo, apresentamos ainda uma carência
de profissionais com a formação supracitada.
A nova proposta pedagógica, que será implementada oficialmente, a partir do primeiro
semestre de 2004, apresenta um currículo proposto de forte caráter interdisciplinar,
desenvolvendo-se de maneira que a formação matemática e pedagógica estejam intimamente
ligadas.
Os alunos terão oportunidades de práticas pedagógicas durante todo o curso tanto no
eixo das disciplinas matemáticas, como no eixo das pedagógicas; o conhecimento pedagógico
dos conteúdos também é tematizado em muitas das disciplinas de formação matemática.
Grande ênfase é dada à construção de competência no uso de tecnologia informática no
ensino e aprendizagem da Matemática.
A formação do professor está presente durante todo o curso, num currículo que busca a
integração, ao longo dos quatro anos de formação, das disciplinas das áreas pedagógica e
matemática, numa distribuição equilibrada dos créditos, articulando teoria e prática.

Eixo I - Disciplinas de formação Matemática


Nestas disciplinas o aluno adquire domínio de conteúdos matemáticos, tanto do ponto
de vista elementar como do ponto de vista avançado. Os conteúdos elementares são aqueles
adequados para o ensino fundamental e médio, são tratados de forma evidente no primeiro
ano e são abordados como conteúdos iniciais nas disciplinas avançadas ao longo de todo o
curso, visando-se à aquisição de sólida base nesta matemática elementar. Estas disciplinas
foram introduzidas devido à formação matemática deficiente do aluno ingressante. Os
conteúdos avançados fornecem uma visão da importância da matemática quer como
ferramenta na resolução de problemas nas diversas áreas do conhecimento, quer como sistema
abstrato de idéias, refletindo generalizações e regularidades. É nas disciplinas avançadas que
o aluno desenvolve a compreensão e a capacidade de estabelecer nexos entre os vários temas
da matemática escolar; aprende a tratar com mais cuidado os processos dedutivos, as
definições, as formalizações, de um modo geral.

Eixo II - Disciplinas de Formação Pedagógica


Para ser um bom professor de matemática é fundamental o total domínio da
matemática. Entretanto, faz-se necessário um aprendizado sobre "o ensinar". Dentro desta
perspectiva temos um núcleo de disciplinas que tratam da especificidade do ensinar
matemática.
À luz da formação matemática em construção, o aluno reflete sobre conteúdos a serem
ensinados no ensino fundamental e médio. É posto em contato com pesquisas na área de
Educação Matemática3 que tratam das dificuldades e obstáculos inerentes ao aprendizado de
certos conteúdos elementares. Analisa e sugere novos conteúdos e novos enfoques para os
programas das escolas. Discute o potencial da tecnologia informática como ferramenta para a
aprendizagem da Matemática, elaborando atividades de ensino nestes ambientes.
Programar e executar novas experiências de ensino quer do ponto de vista matemático,
quer do ponto de vista metodológico, é vivenciar uma prática de professor pesquisador em
sala de aula. Nossos alunos realizarão este trabalho nas escolas e em ambiente de laboratório,
envolvendo-se com alunos do ensino fundamental (6° ao 9° ano) e ensino médio. Nestas
disciplinas terão a oportunidade de serem professores intermediadores na construção do
conhecimento, investigando e entendendo os mecanismos do aprender e do ensinar

3
O que é realizado nas disciplinas de Prática de Ensino I, II, III e IV.
13

matemática, levando em consideração aspectos do desenvolvimento cognitivo das crianças e


adolescentes, bem como as dificuldades inerentes ao aprendizado da matemática.
É neste eixo que o aluno trata mais de perto as questões de ordem didática e as teorias
de ensino e aprendizagem de acordo com o desenvolvimento cognitivo dos alunos. Com
formação matemática mais fundamentada e já tendo discutido sobre questões específicas de
ensino, os licenciandos realizarão, sob orientação, práticas de sala de aula, vivenciando
situações do futuro cotidiano profissional. Os alunos realizarão estágios supervisionados a
partir do 5° semestre do curso, em turmas de ensino fundamental e médio. É aqui que se
informam sobre a estrutura e funcionamento das escolas. Identificam os canais que, como
professores, poderão recorrer para implementação de mudanças nas práticas de ensino
vigentes nas escolas.
Além destes dois eixos de formação, constituídos por disciplinas obrigatórias, os
alunos cursarão algumas disciplinas optativas, escolhidas dentre um elenco que permite
complementação de formação conforme seus interesses (Matemática e Educação
Matemática).
14

05. MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE LICENCIATURA EM


MATEMÁTICA

Nossas discussões e decisões tomadas referentes à construção e elaboração da proposta


de estrutura curricular, basearam-se, dentre outros aspectos, na resolução CNE/CP2 que
prevê: 420 horas para prática de ensino como componente curricular; 420 horas de estágio
supervisionado e 200 horas para outras atividades acadêmico-científico-culturais
complementares.
O novo projeto político-pedagógico do Curso de Licenciatura em Matemática da
URCA, tomando como base as novas DCN´s, abrange em seu currículo os seguintes
conhecimentos:

5.1 Conhecimentos Científico Específicos

As disciplinas de conteúdo matemático devem passar pelo enfoque da


instrumentalização para o ensino, ao mesmo tempo em que se constróem os conceitos
matemáticos. A instrumentalização para o ensino aqui, é entendida como a discussão
permanente de pesquisas da área da Educação Matemática e Matemática, elaboração de
propostas de ensino e aplicação em salas de aula reais do Ensino Fundamental e Médio, além
de trocas de experiências com professores que atuam nestas salas de aula.

• Cálculo Diferencial e Integral: O ensino de Cálculo deve enfatizar o conhecimento


conceitual, as idéias estruturantes do Cálculo e seus significados, bem como a
formalização da linguagem matemática, suas aplicações e relações com as outras
áreas. Também, é importante que o futuro professor possa ver as contribuições para o
Cálculo de conteúdos de Ensino Médio, como trigonometria, geometria analítica. O
Cálculo deve ser visto como ciência básica e não apenas como um conjunto de regras
práticas aplicadas.

• Álgebra Linear: pode ser apresentada sob três pontos de vista equivalentes:
Transformações Lineares, Matrizes ou Formas Quadráticas. A ênfase que se dá a uma
dessas abordagens é muitas vezes uma questão de hábito ou convicção. Em um curso
de Licenciatura tenta-se contemplar pelo menos os dois primeiros aspectos. Álgebra
Linear é o estudo dos Espaços Vetoriais e das Transformações Lineares entre estes
espaços. Quando os espaços têm dimensões finitas, as Transformações possuem
Matrizes. Este é um dos motivos que se faz necessário um estudo prévio e bem
estruturado sobre Geometria Analítica, onde se aborda com mais detalhes conceitos
como: Matrizes, Escalonamento de Matrizes, Posto, Nulidade, Determinante de
Matrizes entre outros.

• Fundamentos da Análise: É o ramo da análise matemática que lida com o conjunto


dos números reais e as funções reais. A análise real surgiu da necessidade de prover
provas rigorosas às idéias intuitivas do cálculo tais como: reta real e sua completeza,
limite, continuidade, derivadas, integrais e seqüências de funções. Entende-se que o
futuro professor de matemática deva ter um domínio mínimo dos fundamentos da
análise real. Tais conhecimentos mínimos são: conjuntos numéricos, enumerabilidade,
finitude, completeza da reta, seqüências e séries de números reais, limites e
continuidade de funções de uma variável real, derivadas.
• Fundamentos da Álgebra: Sua presença no currículo de Matemática é possibilitar
condições de demonstrar as estruturas algébricas, desenvolvendo o raciocínio capaz de
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trabalhar com abstrações. No entanto, tal abordagem não pode estar dissociada dos
aspectos históricos e epistemológicos presentes na Matemática.
• Fundamentos da Geometria: Torna-se necessário romper com a idéia de que a
geometria nos cursos de formação de professores seja predominantemente euclidiana,
como normalmente ocorre: um semestre de geometria plana e um semestre de
geometria espacial, quase sempre desvinculando metodologia e conteúdos.
Faz necessário então, segundo nossas diretrizes, trabalhar a Geometria num universo
mais amplo, envolvendo a Geometria Analítica (que quase sempre dá ênfase na analítica e
deixa a parte geométrica relegada a um segundo plano), o desenho geométrico, a
geometria descritiva, o próprio cálculo, a topologia dos espaços métricos e a geometria
diferencial.
Dessa forma, o curso Licenciatura em Matemática deve propiciar condições para que o
aluno desenvolva os conceitos básicos e fundamentais de geometria para que possa
percebê-la nas suas principais dimensões:
- como visualização, construção e medida de figuras;
- como estudo do mundo físico;
- como veículo para representar outros conceitos matemáticos;
- como um exemplo de um sistema matemático (axiomático-dedutivo).

• Geometria Analítica: é o estudo da Geometria pelo método cartesiano (René


Descartes, 1596 - 1650), que em última análise consiste em associar equações aos
entes geométricos, e através do estudo dessas equações (com o auxílio da Álgebra,
portanto) tirar conclusões a respeito daqueles entes geométricos. A Geometria
Analítica encontra na Álgebra seu aliado mais importante. Não apenas a Álgebra
Elementar, como também a Álgebra Vetorial. Os vetores constituem uma
importante ferramenta para o estudo da Geometria Analítica, da Física, do Cálculo,
etc...

5.2 Prática Como Componente Curricular

"A experiência não é nem formadora nem produtora. É a reflexão


sobre a experiência que pode provocar a produção do saber e a
formação.” (Nóvoa, 1996)

Este bloco de disciplinas tem como objetivo levar os licenciandos a refletirem e


compreenderem os processos de ensino-aprendizagem da matemática, através do estudo de
referencias teóricos e metodológicos bem como, do conhecimento, experimentação e análise
da utilização de recursos didáticos no ensino da matemática.
Nessas aulas, a imersão dos alunos no contexto profissional e a análise dos desafios de
formação dos futuros professores a partir da análise das suas vivências escolares.
Na Prática de Ensino, os estudos e as discussões podem ser desenvolvidos a partir de
atividades tais como:
- Análise e discussão dos relatórios e diagnósticos realizados no estágio supervisionado
e estudo de referências teóricas que possibilitem formular propostas para os problemas
identificados relativamente à profissão de professor de matemática;
- Análise e discussão de situações didáticas selecionadas, usando-se o recurso da vídeo-
formação, em que aspectos cotidianos da escola e da vida do professor podem ser
trazidos à escola de formação;
16

- Discussão da história de vida: a partir de suas lembranças, os alunos procurarão refletir


sobre o que suas experiências significaram na época em que as vivenciaram, que
influências esses momentos tiveram em suas escolhas profissionais;
- Vivenciar reflexivamente, atividades e situações docentes nas escolas: monitorias,
atendimento complementar a alunos, preparação de material didático.
- Refletir/analisar sobre a memória estudantil de cada um, sobretudo aquela relacionada
ao ensino e aprendizagem da Matemática, e que vem contribuindo para a formação do
seu ideário sobre o que é Matemática, como deve ser uma aula de Matemática, como
avaliar o processo de ensino e o processo de aprendizagem na sala de aula;
- Entrevistas com representantes de associações, sociedades científicas e/ou sindicatos
de professores.
• Prática de Ensino I: Didática da Matemática (4 créditos)
Aprofundamento nas principais vertentes em Didática da Matemática, Metodologias de
Ensino específicas e uso de Material Concreto. O aluno realizará também discussões de
situações-didáticas presenciadas no ambiente universitário realizadas por seus
formadores.
• Prática de Ensino II: Psicologia da Aprendizagem em Matemática (4 créditos )
Aprofundamento nas principais vertentes em Psicologia Cognitiva; seus teóricos mais
representativos (por exemplo: Jean Piaget, Lev S. Vygostky, Gérard Vergnaud, David
Tall, Henry Wallon, etc) e aplicação das suas teorias em situações-didáticas de regência
de aula.
• Prática de Ensino III: Filosofia da Matemática e da Educação Matemática (10 créditos –
04 teóricos e 06 práticos)
Aprofundamento nas principais vertentes em Filosofia da Matemática e da Educação
Matemática e a análise e reflexão das influências exercidas por estas idéias filosóficas na
figura do professor e em situações-didáticas de regência de aula.
• Prática de Ensino IV: Formação de Professores de Matemática e Novas Tecnologias no
Ensino (10 créditos – 04 teóricos e 06 práticos)
Aprofundamento nas principais vertentes de investigação a respeito dos hábitos do
professor de matemática, baseados na sua formação e história de vida, diferentes etapas de
profissionalização, uso de softwares educativos (por exemplo: Geo Gebra, Cabri, Maple,
Mathematica, etc.) e aplicação desse referencial teórico e das tecnologias em situações -
didáticas de regência de aula.

5.3 Estágio Supervisionado


As disciplinas do Estágio Supervisionado4 têm como objetivo levar o aluno a refletir
e construir conhecimentos sobre a prática docente do professor de matemática, a partir de
experiências vivenciadas na própria escola, nos níveis de ensino fundamental (6º ao 9º ano) e
ensino médio (do setor público ou privado).
As atividades do estágio serão realizadas através de experiências de observação, co-
participação e docência supervisionada, proporcionando ao aluno situações que o levem a
compreender os fenômenos da sala de aula, o planejar e avaliar em matemática e a
desenvolver habilidades como professor. O aluno poderá também participar de outras
atividades pedagógicas ligadas ao ensino de matemática como mini-cursos, monitorias, etc. O
estágio será acompanhado pelo professor da disciplina de Estágio da universidade, pelo
professor regente da sala de aula e por membros dos núcleos gestores da escola onde o aluno
está desenvolvendo o estágio.
4
As discussões a respeito do conjunto de medidas a serem implementadas com o objetivo de apresentar
uma exeqüibilidade dos estágios que atendam as resoluções do Conselho Nacional de Educação – CNE são
recentes.
17

Com o objetivo do levantamento de informações e diagnóstico das escolas e das


comunidades, os aspectos a seguir são priorizados:
- A escola como espaço de reflexão e formação do professor de matemática: espaços de
formação continuada de professores existentes no sistema de ensino local;
- Caracterização do contexto e das relações de trabalho na escola: levantamento do
ambiente educativo das escolas em que será feito o estágio, mediante a elaboração de
instrumentos de pesquisa e de categorias de análise que permitam ao futuro professor
realizar um primeiro estudo de caracterização do seu contexto de trabalho: escolas,
salas de aula, etc.
- Análise das formas usadas pelo professor no sentido de levantar e utilizar os
conhecimentos prévios dos alunos, especialmente em se tratando de pessoas com
experiências de vida e no mundo do trabalho;
- Análise dos princípios e critérios para a seleção e organização dos conteúdos
matemáticos e de como estão contempladas as diferentes dimensões do conteúdo:
conceitos, procedimentos, atitudes;
- Observação e análise da existência e do uso de estratégias para atender as diferenças
individuais de aprendizagem.
A etapa relativa à regência em salas de aula de Matemática no ensino fundamental
(6º ao 9º ano) e médio, a partir de atitudes, tais como:
- Elaboração de um projeto de trabalho e/ou seqüência didática referente a um dado
conteúdo de Matemática, partindo de uma pesquisa prévia para aprofundamento desse
conteúdo, dos pontos de vista matemático e didático;
- Desenvolvimento em sala de aula do trabalho planejado, pelo aluno em formação, com
especial apoio do professor tutor e tendo colegas de turma como observadores;
- Elaboração de relatório em que será registrada essa vivência, destacando os problemas
enfrentados e resultados positivos como também a avaliação de outros aspectos
considerados relevantes.

• Estágio Supervisionado I: (04 créditos)


No estágio supervisionado deste período a imersão no contexto profissional terá como
ponto de partida um diagnóstico que terá como foco a gestão escolar e a participação dos
professores nesse processo, procurando tematizar:
 Os principais aspectos da gestão escolar, a elaboração da proposta pedagógica, do
regimento escolar, a gestão dos recursos, a escolha dos materiais didáticos, em particular
do livro-texto de matemática, o processo de avaliação e a organização dos ambientes de
ensino;
 Discussões das diferentes situações de trabalho coletivo na escola; conselhos de classe e
série, organizações estudantis, situações de encontro com os pais e comunidades entre
outros;
 Análise de diferentes documentos organizadores do trabalho escolar; proposta pedagógica,
regimento escolar, plano de gestão, planos de curso, plano de ensino.
 Este estágio será gerenciado no curso de licenciatura em matemática da seguinte forma:
30 horas presenciais e 30 horas de regência em sala de aula.

• Estágio Supervisionado II: (06 créditos)


No estágio supervisionado deste período a finalidade é a análise reflexiva da prática, por
meio da observação em salas de aula de Matemática, no ambiente escolar, no ensino
fundamental (6º ao 9º ano), focalizando:
18

 Análise dos princípios e critérios para a seleção e organização dos conteúdos matemáticos
adotados pelos professores do ensino fundamental (6º ao 9º ano);
 Análise das formas usadas pelo professor no sentido de levantar e utilizar os
conhecimentos prévios dos alunos;
 Discussão de como estão contempladas as diferentes dimensões do conteúdo: conceitos,
procedimentos e atitudes;
 Observação e análise da existência e do uso de estratégia para atender as diferenças
individuais de aprendizagem;
 Análise da incorporação de alguns aspectos como a resolução de problemas, da história da
matemática, filosofia da matemática, recursos tecnológicos, etc.
 Este estágio será gerenciado no curso de licenciatura em matemática da seguinte forma:
30 horas presenciais e 60 horas de observação em sala de aula.

• Estágio Supervisionado III: (06 créditos)


No estágio supervisionado deste período, a análise reflexiva da prática, em salas de aula
de Matemática, no ensino fundamental (6º ao 9º ano) focalizará:
 Análise de formas de organização didática que se contraponham às práticas didáticas
fragmentadas e desarticuladas e reflexão sobre a escolha de diferentes tipos de
organização didática tais como: projetos de trabalho, seqüências didáticas, etc.
 Análise dos princípios e critérios para a seleção e organização dos conteúdos matemáticos,
num contexto de interdisciplinaridade;
 Análise das formas usadas pelo professor no sentido de levantar e utilizar os
conhecimentos prévios dos alunos;
 Este estágio será gerenciado no curso de licenciatura em matemática da seguinte forma:
30 horas presenciais e 60 horas de regência em sala de aula.

• Estágio Supervisionado IV: (12 créditos)


O estágio supervisionado deste período terá 04 créditos presenciais e 08 não presenciais.
Nas aulas presenciais, o aluno deverá desenvolver atividades no ambiente acadêmico
priorizando os aspectos:
 Preparação para elaboração de projetos e relatórios e socialização da prática docente
realizada no âmbito não presencial.
 Análise dos princípios e critérios para a seleção e organização dos conteúdos matemáticos
adotados pelos professores do ensino médio;
 Observação e análise da existência e do uso de estratégia para atender as diferenças
individuais no processo de ensino-aprendizagem;
No que se refere aos 08 créditos não presenciais, estes serão divididos em duas etapas,
sendo 04 créditos para a observação e 04 para regência em sala de aula no ensino médio, a
partir de atividades tais como:
 Elaboração de um projeto de trabalho e/ou seqüência didática referente a um dado
conteúdo de Matemática, partindo de uma pesquisa prévia para aprofundamento desse
conteúdo, dos pontos de vista matemático e didático;
 Desenvolvimento em sala de aula do trabalho planejado, pelo aluno em formação, com
especial apoio do professor tutor;
 Elaboração de relatório em que será registrada essa vivência, destacando os problemas
enfrentados e resultados positivos como também a avaliação de outros aspectos
considerados relevantes;
As experiências acima descritas poderão ser narradas e sistematizadas num relatório,
detalhando, quando possível, as atividades em classe e avaliação das aulas ministradas. O
19

trabalho do estágio conclui-se com a realização de um seminário final visando socializar as


reflexões e análises produzidas pelos alunos.
Tendo em vista os objetivos da Prática de Ensino, norteados pelo eixo de iniciação à
prática reflexiva e investigativa, temos concebido e utilizado alguns instrumentos que
estabelecem a mediação entre teoria e prática, entre pensamento e realidade pedagógica. Esses
instrumentos ajudam a estabelecer uma reflexão mais acurada sobre a escola, sobre o ensino,
sobre o processo de formação.
Esses instrumentos que poderão ser usados são: autobiografias, leitura e discussão de
textos, análise de episódios ou casos; diário reflexivo, narrativas escrita ou orais e mapas
conceituais.

5.4 Disciplinas de Formação Pedagógica e Interdisciplinar

As disciplinas de formação pedagógica, advindas do departamento de educação e de


ciências sociais, as quais subsidiarão os fundamentos da educação na formação do licenciado
em matemática serão as seguintes: Psicologia da Educação; Estrutura e Funcionamento da
Educação Básica; Didática Geral; Metodologia do Trabalho Científico.

5.5 Atividades Científico - Culturais Complementares

As atividades acadêmico-científico-culturais complementares5 têm como objetivo


enriquecer a formação do aluno, através da participação em eventos científicos,
desenvolvimento de projetos de pesquisa e monitoria, integração com a comunidade local
através de projetos de extensão, despertando o interesse pela leitura e escrita científica,
contextualizando os conhecimentos vivenciados na sala de aula.

As atividades científico-culturais complementares serão regidas pela resolução


001/2007 CEPE. Tais atividades são:

• Atividades de Iniciação a docência na educação básica, excetuando os estágios


obrigatórios;
• Atividades de iniciação à pesquisa;
• Atividades de extensão;
• Atividades artístico-culturais e esportivas, desde que não praticadas profissionalmente;
• Atividades de participação e/ou organização de eventos acadêmico-científicos;
• Experiências ligadas à formação profissional e/ou correlatas; excetuando o estágio
obrigatório;
• Publicação de trabalhos técnicos e /ou científicos;
• Vivências de gestão relacionadas à área de matemática e /ou educação-matemática;
• Atividades de monitoria, regidas pela resolução 003/2005 CONSUNI;
• Outras atividades.
Além das atividades previstas na resolução 001/2007 CEPE, no curso de Licenciatura
em Matemática serão consideradas atividades complementares, as seguintes:

Tecnologias da Informação e da Comunicação, com o objetivo de oferecer não apenas


os conhecimentos fundamentais para se compreender o processo de programação e saber lidar

5
Serão propostos o desenvolvimento de trabalhos de campo para a realização de diagnósticos de um
recorte espacial (por exemplo, o entorno da escola onde trabalham ou da faculdade) com a finalidade de analisar
as determinações das questões sociais (referentes a ambiente, ética, saúde, etc..)
20

com o computador, mas principalmente, utilizar e desenvolver materiais para o uso do


compartilhado e cooperativo via internet e a utilização de softwares, listas de discussões e
chat realizados pelos próprios estudantes. Nessa mesma perspectiva, conhecimentos no
campo das ciências e das tecnologias são necessários e devem fazer parte da formação
docente. Desse modo, deverão ser incluídas atividades de laboratório: computacionais, de
construção de modelos concretos de resolução/discussão de problemas6, assim como
ambientes para TV, rádio e vídeo, etc.

Tais conteúdos devem ser enfocados sob uma visão mais ampla, estimulando a busca
do porquê, como e quando eles devem ser abordados durante a formação matemática no
ensino Fundamental, Médio e Superior.
Os licenciados deverão saber articular os recursos tecnológicos existentes nas escolas
com as condições das universidades, e essa articulação deverá ser tratada ao longo do curso de
licenciatura, permeando todos as disciplinas, contextualizando os saberes.
A leitura e a produção de textos reflexivos deverão ser tratadas em todas as disciplinas,
para que o licenciando possa saber o que se espera que ele aprenda, para que ele identifique os
tópicos que são fundamentais para a formação do matemático educador e o que deve ser
aprofundado em cada um deles.

6
No dia 7 de maio de 2004, foram aprovados os projetos de dois dos professores participantes deste
departamento. Os projetos apresentaram um suporte financeiro da FUNCAP e, possibilitarão a implantação de
um Laboratório próprio da matemática. Desta forma, ficarão garantidas as atividades acima descritas.
21

06. ESTRUTURA CURRICULAR POR ÁREA DE CONHECIMENTO

6.1. Conhecimentos de Formação Específica

Área de Disciplinas Cód. Créd. C/h.


conhecimento
Álgebra Lógica, conjuntos e funções DM001 04 60
Trigonometria, números complexos e DM002 04 60
polinômios DM010 06 90
Álgebra linear I DM015 04 60
Introdução à teoria dos números DM016 06 90
Estruturas algébricas I
Análise Cálculo diferencial e integral I DM003 06 90
Cálculo diferencial e integral II DM004 06 90
Cálculo diferencial e integral III DM005 06 90
Equações diferenciais ordinárias DM012 06 90
Introdução à análise na reta DM013 06 90
Cálculo numérico DM007 04 60
Variáveis complexas DM019 04 60
Estatística Estatística I DM025 04 60
Estatística II DM026 04 60
Matemática Financeira DM018 04 60
Física Física I DF001 06 90
Física II DF002 06 90
Geometria Geometria analítica DM008 06 90
Geometria plana e espacial DM009 06 90
História História da matemática DM040 04 60
Informática Introdução à ciência dos computadores DM030 04 60

6.2. Conhecimentos da Área de Prática Como Componente Curricular

Área de Disciplinas Cód. Créd. C/h.


Conhecimento
Educação Prát. de ensino I: Didática da matemática DM04 04 60
22

Matemática Prát. de ensino II: Psic. da aprend. em 2 04 60


matemática DM04 10 150
Prát. de ensino III: Fil. da mat. e educ. 3 10 150
matemática DM04
Prát. de ensino IV: Formação de prof. 4
matemática DM04
5

6.3. Área de Formação Pedagógica e Interdisciplinar

Área de Disciplinas Cód. Créd C/h.


Conhecimento
Formação Pedagógica Psicologia da Educação ED053 06 90
e Interdisciplinar Estrutura e Funcionamento da educação ED137 04 60
básica ED014 06 90
Didática Geral DM04 04 60
Metodologia do Trabalho Científico 1

6.4. Estágio Supervisionado

Área de formação: Disciplinas Cód. Créd. C/h.


Educação Matemática Estágio Supervisionado I DM048 04 60
Estágio Supervisionado II DM049 06 90
Estágio Supervisionado III DM050 06 90
Estágio Supervisionado IV DM051 12 180

6.5. Conhecimentos Opcionais

Área de Formação Disciplinas Cód. Créd. C/h.


Álgebra Álgebra Linear II DM011 06 90
Análise Combinatória DM027 04 60
Estruturas algébricas II DM017 04 60
Seminário de álgebra DM031 02 30
Análise Análise no Rn DM014 06 90
Cálculo vetorial DM006 04 60
Matrizes DM021 04 60
Métodos computacionais de DM022 04 60
23

Otimização DM023 04 60
Métodos numéricos DM024 06 90
Programação não linear DM032 02 30
Seminário de análise
Educação Seminário de educação matemática DM033 02 30
matemática
Estatística Introdução à estatística matemática DM028 04 60
Introdução à probabilidade DM029 04 60
Seminário de Estatística DM034 02 30
Geometria Introdução à geometria diferencial DM020 04 60
Seminário de Geometria DM035 02 30
Outras Seminário de topologia DM036 02 30
Tópicos de matemática I DM037 04 60
Tópicos de matemática II DM038 04 60
Tópicos de matemática III DM039 04 60

6.6. Quadro Demonstrativo do total dos créditos e da Carga Horária de


cada Área Curricular e das Atividades Acadêmicas Complementares

Área Cred. C.H.


Total de Créditos e Carga horária das disciplinas da Área de
Formação Específica 106 1590
Área de Formação Pedagógica e Interdisciplinar 20 300
Área de Estágio Supervisionado 28 420
Área de Prática como componente curricular 28 420
Total da Carga horária das Atividades Acadêmicas Complementares 14 210
Total de Créditos 196
Carga horária total 2940

6.7 Grade curriculr das disciplins do curso de licenciatura em Matemática –


URCA

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º
semestre semestre semestre semestre semestre semestre semestre semestre
Introdução Cálculo I Cálculo II Cálculo III Equações Introdução Variáveis Matemátic
a ciências Diferenciai à Análise Complexas a
dos s da Reta Financeira
computado Ordinarias-
24

res (6 créditos) (6 créditos) (6 créditos) EDO (4 créditos) (4 créditos)


(4 créditos) (6 créditos) (6 créditos)
Lógica, Geometria Física I Física II Metodolog Introdução Estruturas OPTATIV
conjuntos e analítica ia do à Teoria Algébricas A1
funções Trabalho dos I
Científico Números (mínimo 4
(4 créditos) (6 créditos) (6 créditos) (6 créditos) (4 créditos) (4 créditos) (6 créditos) créditos)
Trigonome
Geometria História da Álgebra Estatística Estatística OPTATIV
tria,
plana e matemátic Linear I I II A2
números
espacial a
complexos
e
(mínimo 4
polinômio
(6 créditos) (4 créditos) (6 créditos) (4 créditos) (4 créditos) créditos)
(4 créditos)
Prática de
Prática de
Prática de Ensino III:
Prática de Ensino IV:
Estrutura e Didática Ensino II: Filosofia
ensino I: Formação
funcionam Geral Psicologia da Estágio
Didática da de
ento da do matemátic Cálculo Supervisio
Matemátic Professore
educação aprendizad a e da Numérico nado IV
a s de
básica o em Educação (4 créditos) (12
Matemátic
Matemátic Matemátic créditos)
a
(4 créditos) (6 créditos) a a
(4 créditos) (10
(4 créditos) (10
créditos)
créditos)
Psicologia
Estágio Estágio Estágio
da
Supervisio Supervisio Supervisio
educação
nado I nado II nado III
(4 créditos) (6 créditos) (6 créditos)
(6 créditos)
22 24 20 22 28 24 26 24
créditos créditos créditos créditos créditos créditos créditos créditos

Total de créditos obrigatórios = 182


Carga horária obrigatória = 2730 h
Total de créditos optativos = 08
Carga horária optativa = 120 h
Total de créditos atividades complementares = 14
Carga horária atividades complementares = 210 h
Total de créditos = 190
Carga horária obrigatória = 3060 h
25

07. OFERTA DE DISCIPLINAS


Disciplinas Obrigatórias

1º Período Letivo Créditos Pré-Requisitos


DM-001 – Lógica Conjuntos e Funções 04 -
DM-002 – Trigonometria, Números Complexos e 04 -
Polinômios
ED-053 – Psicologia da Educação 06 -
ED-0137 – Estrutura e Funcionamento da Educação 04 -
Básica
DP-030 – Introdução à Ciência dos Computadores 04 -
22
2º Período Letivo Créditos Pré-Requisitos
DM-003 – Cálculo Diferencial e Integral I 06 DM001 e DM002
DM-008 – Geometria Analítica 06 -
DM-009 – Geometria Plana e Espacial 06 -
ED-014 – Didática Geral 06 -
24 -
3º Período Letivo Créditos Pré-Requisitos
DM-004 – Cálculo Diferencial e Integral II 06 DM003
DF-001 – Física I 06 DM003
DM-040 – História da Matemática 04 -
DM-042 – Prática de Ensino I: Didática da 04 ED014
Matemática
20
4º Período Letivo Créditos Pré-Requisitos
DM-005 – Cálculo Diferencial e Integral III 06 DM004
DM-010 – Algebra Linear I 06 DM008
DF-002 – Física II 06 CB009
DM-043 – Prática de Ensino II: Psicologia da 04 DM042
Aprendizagem em Matemática
22
5º Período Letivo Créditos Pré-Requisitos
DM-012 – Equações Diferenciais Ordinárias 06 DM005
CS-034 – Metodologia do Trabalho Científico 04 -
DM-025 – Estatística I 04 DM003
DM-044 – Prática de Ensino III: Filosofia da 10 DM043
26

Matemática e da Educação Matemática


DM-048 – Estágio Supervisionado I 04 DM043
28
6º Período Letivo Créditos Pré-Requisitos
DM-013 – Introdução à Analise na Reta 06 DM004 e DM010
DM-015 – Introdução à Teoria dos Números 04 DM001
DM-026 – Estatística II 04 DM025
DM-007 – Cálculo Numérico 04 DM004, DM010
DM-049 – Estágio Supervisionado II 06 DM048
24
7º Período Letivo Créditos Pré-Requisitos
DM-019 – Variáveis Complexas 04 DM005
DM-016 – Estruturas Algébricas I 06 DM015
DM-045 – Prática de Ensino IV: Formação de 10 DM044
Professores de Matemática
DM-050 – Estágio Supervisionado III 06 DM049
26 -
8º Período Letivo Créditos Requisitos
DM-018 – Matemática Financeira 04 -
DM-051 – Estágio Supervisionado IV 12 DM050
Optativa I 04* -
Optativa II 04* -
(*) Número mínimo de créditos em disciplina optativa.

Disciplinas Optativas
Disciplina Créditos Requisitos
DM-011 – Álgebra Linear II 06 DM010
DM-027 – Análise Combinatória 04 -
DM-014 – Análise no Rn 06 DM013
DM-006 – Cálculo Vetorial 04 DM005
DM-017 – Estruturas Algébricas II 04 DM016
DM-020 – Introdução à Geometria Diferencial 04
DM-028 – Introdução à Estatística Matemática 04 -
DM-029 – Introdução à Probabilidade 04 -
DM-021 – Matrizes 04 DM010
DM-022 – Métodos Computacionais de Otimização 04 DM004 e DM010
DM-023 – Métodos Numéricos 04 DM007
27

DM-024 – Programação não Linear 06


DM-031 – Seminário de Álgebra 02 -
DM-032 – Seminário de Análise 02 -
DM-033 – Seminário de Educação Matemática 02 -
DM-034 – Seminário de Estatística 02 -
DM-035 – Seminário de Geometria 02 -
DM-036 – Seminário de Topologia 02 -
DM-037 – Tópicos de Matemática I 04 -
DM-038 – Tópicos de Matemática II 04 -
DM-039 – Tópicos de Matemática III 04 -
28

08. AVALIAÇÃO

A avaliação7 dos discentes será feita de acordo com o capítulo 5 do Regimento


Geral da Universidade Regional do Cariri.
A avaliação do rendimento escolar será feita por disciplina e envolverá a
verificação da capacidade de operar com o conteúdo teórico e prático ministrado em
cada disciplina.
Ressaltando-se as particularidades das disciplinas referentes às práticas de
ensino e estágio supervisionado, a saber:
- A avaliação nas disciplinas de práticas de ensino ( no total de quatro ) será
norteada por aspectos teóricos e práticos. Os primeiros referentes aos recursos
didáticos e metodológicos. Os últimos relativos as aulas em que devem ser
colocados em prática, durante a regência, as tais teorias estudadas em sala de
aula;
- A avaliação nas disciplinas de estágio supervisionado (no total de quatro) levará
em consideração fatores diversos evidenciados na própria escola onde ocorrerá o
estágio, tais como: atividades de planejamento e avaliação em matemática,
experiências de observação da regência dos alunos em sala por parte do professor
da escola e do professor responsável pela disciplina em questão.
É importante ressaltar que não existe alternativa única para o sistema de
avaliação em um curso de formação de professores, os instrumentos de avaliação
devem ser os mais diversificados possível. A avaliação deve envolver a participação dos
futuros professores nas atividades regulares do curso, o desempenho deles em
atividades especialmente preparadas para a avaliação pelos formadores e os diferentes
tipos de produção dos futuros professores realizados durante o curso, bem como
instrumentos de auto-avaliação.
Considerando que é intrínseco a todo e qualquer projeto pedagógico a
necessidade permanente de aperfeiçoamento, propomos que este projeto seja avaliado a
cada dois anos.

7
Nos cursos de licenciatura, a avaliação deve ter como finalidades a orientação do trabalho dos
formadores, a autonomia dos futuros professores em relação ao seu processo de aprendizagem e a
qualificação de profissionais com condições de iniciar a carreira.
29

09. MUDANÇA DE MODALIDADE E APROVEITAMENTO DE


DISCIPLINAS

A forma de aproveitamento das disciplinas, quando da migração da estrutura


curricular anterior para a atual dar-se-á conforme a tabela abaixo:

ESTRUTURA NOVA ESTRUTURA ANTIGA


1º Período Letivo
DM001 – Lógica Conjuntos e MP007 – Matemática I (1º Período)
Funções
DM002 – Trigonometria, MP008 – Matemática II (2º Período)
números
complexos e
polinômios
ED-053 – Psicologia da MP063 – Psicologia da Educação I (1º Período)
Educação
ED-137 – Estrutura e ED021 – Estrutura e funcionamento do Ensino de 1º
Funcionamento da Grau (4º Período)
Educação Básica
DP-030 – Introdução à Ciência MP031 – Introdução à Informática (3º Período) /
dos Computadores MP032 – Programação de Computadores (6º Período)

2º Período Letivo
DM-003 – Cálculo Diferencial e MP001 – Cálculo Diferencial e Integral I (3º Período)
Integral I
DM-008 – Geometria Analítica MP004 – Geometria Analítica (3º Período)
DM-009 – Geometria Plana e MP003 – Geometria Euclidiana (4º Período)
Espacial
ED-014 – Didática I ED 014 – Didática I (5º Período)

3º Período Letivo
DM-004 – Cálculo Diferencial e MP002 - Cálculo Diferencial e Integral II (4º
Integral II Período)
CB-009 – Física I
DM-040 – História da MP033 - História da Matemática (9º Período)
Matemática
DM-042 – Prática de Ensino I: NÃO HÁ DISCIPLINA EQUIVALENTE
Didática da Matemática

4º Período Letivo
30

DM-005 – Cálculo Diferencial e MP024 - Cálculo Diferencial e Integral III (5º


Integral III Período)
DM-010 – Álgebra Linear I MP014 - Álgebra Linear I (7º Período)
CB-010 – Física II
DM-043 – Prática de Ensino II: NÃO HÁ DISCIPLINA EQUIVALENTE
Psicologia da Aprendizagem em
Matemática

5º Período Letivo
DM-012 – Equações MP028 - Equações Diferenciais e Aplicações (8º
Diferenciais Ordinárias Período)
CS-034 – Metodologia do CS002 – Metodologia do Trabalho Científico (1º
Trabalho Científico Período)
DM-025 – Estatística I MP017 – Estatística aplicada a educação (7º
Período).
DM-044 – Prática de Ensino III: NÃO HÁ DISCIPLINA EQUIVALENTE
Filosofia da Matemática e da
Educação Matemática
DM-048 – Estágio NÃO HÁ DISCIPLINA EQUIVALENTE
Supervisionado I

6º Período Letivo
DM-013 – Introdução à Analise MP027 - Análise da Matemática (9º Período)
na Reta
DM-015 – Introdução à Teoria MP058 - Teoria dos Números (OPTATIVA)
dos Números
DM-026 – Estatística II NÃO HÁ DISCIPLINA EQUIVALENTE
DM-007 – Cálculo Numérico MP030 - Cálculo Numérico (6º Período)
DM-049 – Estágio NÃO HÁ DISCIPLINA EQUIVALENTE
Supervisionado II

7º Período Letivo
DM-019 – Variáveis Complexas MP059 - Variáveis Complexas (OPTATIVA)
DM-016 – Estruturas Algébricas MP022 – Estruturas Algébricas I (7º Período)
I
DM-045 – Prática de Ensino IV: NÃO HÁ DISCIPLINA EQUIVALENTE
Formação de Professores de
Matemática
DM-050 – Estágio NÃO HÁ DISCIPLINA EQUIVALENTE
31

Supervisionado III

8º Período Letivo
DM-018 – Matemática MP056 - Matemática Financeira (OPTATIVA)
Financeira
DM-051 – Estágio MP057 – Prática de Ensino de Matemática II (9º
Supervisionado IV Período)

Disciplinas da Grade Antiga aceitas como optativas

Disciplina Créditos
MP025 – Cálculo Diferencial e Integral IV 04
MP021 – Álgebra Linear II 06
CB012 – Física IV 04

A mudança de modalidade de curso somente será permitida para alunos que


ingressaram no curso a partir do ano de 2002.
Para aproveitamento da parte não presencial das disciplinas relativas ao Estágio
Supervisionado, o aluno deverá exercer ou ter exercido, no mínimo, por um semestre a
função de professor da educação básica. O número de horas para aproveitamento
dependerá do regime de trabalho do solicitante e será julgado por uma comissão
designada pelo Colegiado do departamento.
32

10. INFRA-ESTRUTURA FÍSICA E DE PESSOAL DO CURSO

Atualmente o Curso de Licenciatura em Matemática da URCA está funcionando


no Campus CRAJUBAR, em Juazeiro do Norte – CE. O Curso dispõe:
• 9 (nove) salas para as aulas;
• 1 (uma) sala para a coordenação e chefia;
• 1 (um) laboratório de informática para os professores e alunos bolsistas

10.1 Corpo Docente do Curso


Nº NOME TITULAÇÃO ÁREA TIPO DE DATA DE
VÍNCULO INGRESSO
01 ALEXSANDRO Especialista Educação Efetivo Março/2011
COELHO ALENCAR matemática
02 ANA JOSICLEIDE Doutora Estatística Efetivo Agosto/2002
MAIA
03 ANTONIO EDNARDO Mestre Matemática substituto Março/2013
DE OLIVEIRA pura
04 BÁRBARA PAULA Especialista Educação substituta Maio/2010
BEZERRA LEITE matemática
05 FLAVIANA FERREIRA Mestre Estatística Efetivo Março/2011
PEREIRA
06 FLAVIO FRANÇA Pós-doutor Matemática Efetivo Março/2011
CRUZ pura
07 FRANCISCA LEIDMAR Mestre Matemática Efetivo Março/2011
JOSUE VIEIRA pura
08 FRANCISCO Mestre Matemática Efetivo Março/2011
VALDEMIRO BRAGA pura
09 JOCEL FAUSTINO Mestre Matemática Efetivo Março/2011
NORBERTO DE pura
OLIVEIRA
10 JOSE TIAGO Mestre Matemática Efetivo Março/2011
NOGUEIRA CRUZ pura
11 KATIA PIRES DO Mestre Estatística Efetivo Outubro/201
NASCIMENTO 1
12 LUCIANA MARIA DE Especialista Educação Efetivo Março/2011
SOUZA MACEDO matemática
13 MARIA JOSENICE Especialista Estatística Efetivo Agosto/1994
PEREIRA PAIVA DE
ALENCAR
14 MARIO DE ASSIS Mestre Matemática Efetivo Agosto/1994
OLIVEIRA pura
15 PAULO CESAR Mestre Matemática Efetivo Agosto/2002
CAVALCANTE DE pura
OLIVEIRA
16 PEDRO ERNESTO Especialista Matemática Efetivo Agosto/1998
VERAS pura
17 PEDRO FERREIRA DE Mestre Estatística Efetivo Agosto/2002
LIMA
33

18 RICARDO RODRIGUES Mestre Matemática Efetivo Agosto/2002


DE CARVALHO pura
19 ROSA MARIA DE Doutora Matemática Efetivo Agosto/1998
MEDEIROS MARINHO pura
20 TIAGO DA SILVA Mestre Matemática Efetivo Março/2011
ALENCAR pura
21 VALERIA GERONIMO Mestre Matemática Efetivo Março/2011
PEDROSA pura
22 ZELALBER GONDIM Mestre Matemática Efetivo Agosto/1994
GUIMARÃES pura
34

10.2 Condições Infra-Estruturais Para a Implantação do PPP


Para uma correta promoção e implantação do novo curso de Licenciatura em
Matemática, se faz necessário um grande investimento na biblioteca setorial do CCT,
principalmente no que se refere à aquisição de material bibliográfico atualizado.
Atualmente a biblioteca setorial dispõe de poucos títulos e em quantidade insuficiente.
Também há a necessidade da criação de um laboratório de Educação Matemática
onde os alunos possam utilizar-se de materiais concretos e didáticos.
Atualmente o Departamento de Matemática da Universidade Regional do Cariri
fomenta 10 (dez) cursos desta IES demandando um total de 4530 hora aulas distribuídas
da seguinte forma:

Área Carga Horária

Matemática Pura 2520

Educação Matemática 960

Estatística 1050

O quadro acima demonstra a carência de professores nas três áreas de atuação do


Departamento de Matemática. Para um correto funcionamento do Curso de Licenciatura
em Matemática e do próprio Departamento, se faz necessária a contratação de 6 (seis)
professores para matemática pura, 3 (três) para a área de educação matemática e 4
(quatro) para estatística.

Perfil Desejado do Professor do Curso de Licenciatura em Matemática da URCA

Algumas das questões discutidas anteriormente só têm sentido se vinculadas à


discussão do papel do professor formador, ou seja, do docente que atua no curso de
Licenciatura em Matemática.

Estudos em diversos países8, apontam que o profissional da educação básica e


média, reproduzem a prática de seus formadores. O processo de escolarização, do
Ensino Fundamental ao Superior, colabora para que o professor construa seus sistemas
de crenças, concepções e representações sobre o ensino de matemática. Esses sistemas
são reforçados, principalmente na licenciatura, diante de uma prática mais ou menos
cristalizada e defendida por muitos professores que aí atuam, de que não se deve ensinar
conteúdos diferentes do de bacharelado e sim torná-los mais fracos, sem
aprofundamento.

O que se precisa é de uma mudança de foco, pois a questão não é essa. Não se
trata de enfraquecer o conteúdo e sim de ensinar o que realmente é relevante e que tenha
significado e sentido para a formação do professor de Matemática, garantindo assim sua
aprendizagem e que esse saber passe a fazer parte de sua prática.

8
Brocardo, J. Centro de Estudos e Investigação em Educação, Universidade de Lisboa, 2004.
(Tese de Doutorado)
35

Repensar os cursos de licenciatura significa repensar também o perfil do


formador de professores, de forma articulada. É importante que haja coerência entre o
perfil do professor formador, o perfil do curso e o do profissional que se quer formar.
Os professores formadores deverão fazer parte integrante deste projeto pedagógico.

O professor formador ligado ao curso deve ter consciência que está formando
um professor e para tal os diversos conteúdos tratados devem instrumentalizar para o
ensino. As questões relativas à política de educação nacional e, até mesmo de âmbito
mundial, devem ser de seu conhecimento, bem como pesquisas na área de Matemática
Pura, Matemática Aplicada e Educação Matemática pertinentes aos assuntos que irá
ministrar.

Particularmente, os professores formadores dos professores de matemática


precisam ter perfil mais adequado para o entendimento das novas exigências da
legislação em vigor e desse novo projeto de formação de professores almejada por nossa
comunidade.

O professor formador deve estar aberto para discutir questões como avaliação,
metodologias, práticas pedagógicas. É necessário que tenha o compromisso de romper
com a compartimentalização das disciplinas e que se disponha a discutir com os colegas
e buscar formas de conexões entre elas. Necessita também conhecer os problemas
relativos à formação de professores e que, de alguma forma, tenha vivenciado, como
professor ou pesquisador, o ambiente da educação básica e média.

Deve ter postura de diálogo com os alunos, valorizando seus conhecimentos


prévios e o que eles esperam do curso. Deve ouvi-los e priorizar as perguntas ao invés
das respostas. Deve ser um investigador, gostar de formular e resolver problemas e levar
os alunos a aprender a aprender.

A equipe que atua num curso de formação de professores de Matemática deve


ser formada por especialistas da área de Matemática, de Educação Matemática e de
Educação, e as demais que integram o nosso currículo.

Perfil desejado para o professor de Matemática

Quanto à Titulação:

1. Ser Licenciado ou Bacharel em matemática;


2. Ser mestre em matemática;
3. Ser, preferencialmente, doutor em matemática ou com perfil equivalente.

Quanto as Habilidades e Competências do Docente do Curso

Para formar profissionais com o perfil traçado no Projeto Político-Pedagógico do


Curso de Licenciatura em Matemática, o professor do Departamento de Matemática
deve ter as seguintes competências:

 Capacidade de formular e solucionar problemas e explorar situações; fazer relações;


conjecturar; argumentar e avaliar;
36

 Domínio dos raciocínios algébrico, geométrico e combinatório de modo a poder


argumentar com clareza e objetividade dentro destes contextos cognitivos. Ou seja,
os professores devem ser capazes de desenvolver nos alunos a capacidade dedutiva
com sistemas axiomáticos, percepção geométrico-espacial, capacidade de empregar
ensaio e erro como procedimento de busca de soluções e segurança na abordagem
de problemas de contagem;
 Capacidade de contextualizar e inter-relacionar conceitos e propriedades
matemáticas, bem como de utilizá-los em outras áreas do conhecimento e em
aplicações variadas. Em especial poder interpretar matematicamente situações ou
fenômenos que emergem de outras áreas do conhecimento ou de situações reais;
 Capacitar o aluno no necessário distanciamento e visão abrangente de conteúdos
além daqueles que deverão ser ministrados na escola fundamental e média;
 Capacidade de utilização em sala de aula de novas tecnologias como vídeo, áudio,
computador, internet entre outros;
 Capacidade de desenvolver projetos, avaliar livros textos, softwares educacionais e
outros materiais didáticos. Capacidade de organizar cursos, planejar ações de ensino
e aprendizagem de matemática.

Quanto ao Domínio de Conteúdos Curriculares

Os conteúdos curriculares aqui apresentados descrevem áreas que no curso de


Licenciatura em Matemática estão contemplados para possibilitar o desenvolvimento do
perfil, das habilidades e das competências definidos anteriormente.

De acordo com DCN/CNE item 4.2 as grandes áreas de conteúdo que devem,
minimamente, integrar o domínio do professor formador são as seguintes:

Álgebra – Teoria dos conjuntos, teoria elementar dos números (aritmética),


grupos, anéis, corpos e as propriedades dos anéis de polinômios, corpo dos reais e
complexos, álgebra linear.

Geometria - Geometria axiomática plana e espacial, desenho, visão espacial,


raciocínio dedutivo, método axiomático, intuição geométrica, geometria analítica.

Análise Matemática - Cálculo Diferencial e Integral de funções reais de uma e


várias variáveis e de funções vetoriais, variáveis complexa, equações diferenciais
ordinárias e suas aplicações.

É sempre importante ter em mente que esta é uma área que representa um salto
qualitativo muito grande na capacidade de abstração da maioria dos alunos, bem como
apresenta dificuldades de formalização axiomática de ordem superior às anteriormente
citadas, coerentemente com o fato de ter surgido bem depois na história da humanidade.
Mas trata-se de conteúdo muito importante para propiciar uma visão mais abrangente do
desenvolvimento da matemática. É assim fundamental para se dar uma formação básica
ao aluno, inclusive do ponto de vista das inúmeras aplicações que tem.

Perfil desejado para o professor de Estatística

Quanto a Formação
37

1. Ser graduado em estatística ou matemática.


2. Ser mestre em estatística.
3. Ser preferencialmente doutor em estatística ou com perfil equivalente.

Quanto as Habilidades e Competências do Docente do Curso

Para formar profissionais com o perfil traçado no Projeto Político-Pedagógico do


Curso de Licenciatura em Matemática, o professor de estatística do Departamento de
Matemática deve ter as seguintes competências:

 Capacidade de formular e solucionar problemas e explorar situações; fazer relações;


conjecturar; argumentar e avaliar;
 Capacitar o aluno no necessário distanciamento e visão abrangente de conteúdos
além daqueles que deverão ser ministrados na escola fundamental e média;
 Capacidade de apresentar noções de amostragem a necessidade e suas principais
técnicas;
 Analisar dados e organizá-los em tabelas ou gráficos assim como obter as principais
medidas como: média, moda, desvio padrão, assimetria;
 Descrever dados por meio de variáveis aleatórias discretas ou contínuas;
 Ser capaz de fazer inferências, obter e avaliar estimadores, realizar testes de
hipóteses paramétricos e não-paramétricos;
 Capacidade de desenvolver projetos, avaliar livros textos, softwares educacionais e
outros materiais didáticos. Capacidade de organizar cursos, planejar ações de ensino
e aprendizagem de estatística.

Nesta área o objetivo é que o professor desenvolva o raciocínio combinatório e


perceba o quanto estes conteúdos estão presentes em aplicações na vida quotidiana.
Devem ser tratadas de noções básicas de probabilidades e estatística de forma a
possibilitar que o próprio aluno desenvolva um projeto de tratamento de dados
utilizando os métodos estatísticos. Observemos também que estes temas têm presença
necessária atualmente nos currículos do ensino fundamental e médio. É um dos campos
que possui grande potencial de utilização em situações mais próximas ao quotidiano do
cidadão.

Perfil desejado para o professor de Educação Matemática

Perfil desejado para o professor de Educação Matemática

Quanto à Titulação:
1. Ser Licenciado em Matemática ou Bacharel em Matemática com Pós-
Graduação em Educação Matemática;
2. Ser Mestre em Educação Matemática ou em Educação;
3. Ser Doutor em Educação Matemática, em Matemática ou em Educação.

Quanto as Habilidades e Competências do Docente do Curso


38

Para formar profissionais com o perfil traçado no Projeto Político-Pedagógico do


Curso de Licenciatura em Matemática, o professor de Educação Matemática do
Departamento de Matemática deve ter as seguintes competências:

 Capacidade de formular e solucionar problemas e explorar situações; fazer relações;


conjecturar; argumentar e avaliar;
 Capacidade de promover uma estreita relação entre os conteúdos matemáticos e o
seu ensino, articulando saberes pedagógicos e matemáticos;
 Capacidade de resolver problemas e situações envolvendo conteúdos matemáticos
do ensino básico (fundamental e médio);
 Conhecer e aplicar metodologias de ensino de matemática;
 Capacidade de relacionar matemática e filosofia, conhecendo as principais correntes
filosóficas da matemática e da educação matemática, e suas aplicações no processo
de ensino-aprendizagem;
 Capacidade de articular conhecimentos da história da matemática, analisando e
comparando com a matemática atual, promovendo nos alunos, de forma crítica, o
conhecimento do elo entre a matemática e a sua história;
 Conhecer as principais teorias do desenvolvimento humano, principalmente no que
se refere ao desenvolvimento cognitivo e suas conseqüências no raciocínio lógico-
matemático;
 Conhecer a legislação educacional vigente, os parâmetros e diretrizes curriculares,
bem como as tendências de formação de professores de matemática;
 Capacidade de desenvolver projetos, avaliar livros textos, softwares educacionais e
outros materiais didáticos;
 Capacidade de organizar cursos, planejar ações de ensino-aprendizagem e articular
os estágios supervisionados.
 Contribuir para a formação de ambientes em instituições de ensino (Básico e
Superior) que desenvolvam atividades interativas com materiais didáticos, como
instrumentos no processo de ensino/aprendizagem da matemática.

Justificativa:
Atualmente, nos grandes centros de investigação nesta área de pesquisa, é
comum a presença de matemáticos profissionais com preocupações específicas relativas
ao ensino/aprendizagem de matemática. Na França, por exemplo, Michelle Artigue,
Regine Douday, Marck Rogalski, pesquisadores do L´Institut des Recherches et
L´enseignement des Mathématiques - IREM – Bensançon, são doutores em matemática
e trabalham com o ensino/aprendizagem em todo os níveis de ensino.
No Brasil, na UNESP de Rio Claro, esta tendência benéfica da preocupação de
matemáticos profissionais é crescente. Seguinte estas orientações, exige-se do professor
a titulação acima mencionada.
Acrescente-se o fato, em virtude de nossa carência de docentes, o profissional
poderá e deverá lecionar as disciplinas de ambas as formações, a saber: específica e
pedagógica.

Quanto ao Domínio dos Conteúdos Curriculares:

História e Fundamentos da Matemática - Reflexão sobre a inserção cultural


da evolução dos conceitos da Matemática Elementar e Avançada na História da
39

Humanidade, teoria dos Conjuntos, a construção dos números naturais, inteiros, etc,. e
de todas as outras extensões dos campos numéricos, compreensão da lógica formal e
natural da Ciência, domínio do sistema axiomático familiar da Teoria dos Conjuntos.
Compreensão dos aspectos epistemológicos, heurísticos e ontológicos.

Psicologia da Aprendizagem em Matemática: Ser conhecedor das principais


teorias em Psicologia Cognitiva e suas potencialidades de aplicação no
ensino/aprendizagem em Matemática, assim como, suas implicações educacionais
gerais. Os principais teóricos de referência são: Gérard Vergnaud, Jean Piaget, Lev. S.
Vygotsky, Constance Kamii, David Tall.
Didática/Metodologia da Matemática no Ensino Fundamental, Médio e
Superior: Principais tendências de origem didático/metodológica francesa. Teoria das
situações didáticas de Guy Brousseau, Métodos de situações problemas e Olimpíadas de
Matemática.

Filosofia da Matemática e da Educação Matemática: Ser conhecedor dos


principais pensadores que contribuíram nas concepções e gênese de idéias matemáticas.
Tais como: Descartes, Leibnitz, Euclides, Platão, Sócrates, Lakatos. As correntes
filosóficas principais: Intuicionismo, Logicismo e Formalismo, além das principais
tendências em Filosofia da Educação Matemática.

Formação e profissionalização do professor de Matemática: O pesquisador,


de reconhecida importância internacional nesse quadro de investigação, João Pedro da
Ponte, expressa a noção de formação de professores de matemática como um processo
de ensino que tende a se focar em um determinado tema que é desenvolvido por
formadores, mediante um currículo abordado de maneira mais imaginativa ou
"tradicional". De acordo com o mesmo, a formação compreendida desta maneira é, e
será sempre, necessária a profissão - "tanto para o ingresso na carreira (formação
inicial), como para atender a necessidades específicas (formação continuada) ou
proporcionar um aprofundamento de conhecimentos e competências (especialização)."
40

11. EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS


Disciplinas obrigatórias na ordem dos semestres

UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI


PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-001 Lógica, Conjuntos e Funções

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 - I

EMENTA: Noções de lógica. Conjuntos, relações, funções e operações.

OBJETIVO: Familiarizar os alunos com os conceitos de lógica, conjuntos, relações,


funções, operações.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

- Noções de lógica: conjunção, disjunção, negação, condicional, bicondicional, conceitos


primitivos (postulados ou axiomas), proposições (lemas, teoremas, corolários, etc),
demonstração por absurdo.

- Conjuntos: representação, subconjunto, conjunto vazio, conjunto unitário, igualdade de


conjuntos, união, interseção, diferença, complementar, conjunto das partes, produto
cartesiano e operação binária, coleção (família de conjuntos), união e interseção de uma
família.

- Relações, funções e operações: relação de ordem, relação de equivalência, função,


composição de funções, operações, famílias.

- Números Naturais: axiomas de Peano, Princípio da Boa-Ordenação, Indução Finita.


Números Reais: propriedades, desigualdades, intervalos.

- Funções Afins e Quadráticas.

BIBLIOGRAFIA:
1. Lima, Elon Lages, Curso de análise, vol. 1, Projeto Euclides, Instituto de Matemática
Pura e Aplicada – IMPA, Rio de Janeiro, RJ.
2. Azevedo Filho, Manoel Ferreira, Fundamentos da geometria euclidiana plana, Notas de
Aula.
3. Lima, Elon L. & Outros, A matemática do Ensino Médio vol. 1, Instituto de Matemática
Pura e Aplicada – IMPA, Rio de Janeiro, RJ.
41

UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI


PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-002 Trigonometria, Números Complexos e
Polinômios.

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 - I

EMENTA: A trigonometria do triângulo retângulo, extensões das funções trigonométricas,


As leis do seno e do cosseno, equações trigonométricas, números complexos, trigonometria
e números complexos, polinômios e equações algébricas.

OBJETIVO: Desenvolver os conceitos de elementos da trigonometria e de número


complexo, observando a relação entre os mesmos, bem como sua relação com as equações
algébricas, as quais aparecem freqüentemente em problemas práticos.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: A trigonometria do triângulo retângulo: O ângulo, as


funções trigonométricas do ângulo agudo. Extensões das funções trigonométricas: Medidas
de arcos e o radiano, extensão das medidas dos arcos, as funções trigonométricas. As leis do
seno e do co-seno: As fórmulas de adição, a lei dos co-senos, a lei dos senos. Equações
trigonométricas: equações fundamentais, equações envolvendo as funções trigonométricas
inversas. Números complexos: Definição, operações, representações geométricas, fórmulas
de De Moivre, módulos, conjugados e propriedades. Trigonometria e números complexos.
Polinômios e equações algébricas: Definições, operações, raízes, teorema fundamental da
álgebra, raízes múltiplas, fatoração.

BIBLIOGRAFIA:
- Trigonometria e números complexos, Carmo, M.P., SBM.
- Fundamentos de matemática elementar, Iezzi, G., Atual editora.
42

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-053 Psicologia da Educação

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90h - I

EMENTA: Estudos dos aspectos gerais, crescimento e desenvolvimento físico, intelectual


e social da criança e do adolescente, tendo como fundamento as teorias centrais do
desenvolvimento. Dinâmico do comportamento dos processos mentais Histórico. Principais
modelos em psicologia. Métodos. Aprendizagem: conceitos, tipos, variáveis, aprendizagem
por condicionamento, por imitação.

OBJETIVO:

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Estudos dos aspectos gerais, crescimento e


desenvolvimento físico, intelectual e social da criança e do adolescente, tendo como
fundamento as teorias centrais do desenvolvimento. Dinâmico do comportamento dos
processos mentais Histórico. Principais modelos em psicologia. Métodos. Aprendizagem:
conceitos, tipos, variáveis, aprendizagem por condicionamento, por imitação.

BIBLIOGRAFIA:
- Garrt, Ahery. E. Psicologia. Rio de Janeiro, Ao livro técnico, 1977.
- Ausubel, Novak, Hanesian. Psicologia Educacional, 2º ed. Rio de Janeiro, Interamericana,
1980.
- Backmman, C.W. e outros. Aspectos Psicossociais de Educação.
43

UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI


PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
ED137 Estrutura e Funcionamento da Educação
Básica

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60h - I

EMENTA: A educação e Sociedade Evolução histórica da Educação brasileira. Educação


na constituição, a legislação do brasil no contexto Social brasileiro. Sistema de ensino.

OBJETIVO: Estrutura e funcionamento do ensino fundamental: história, legislação,


sociedade,etc.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: A educação e Sociedade Evolução histórica da


Educação brasileira. Educação na constituição, a legislação do brasil no contexto Social
brasileiro. Sistema de ensino.

BIBLIOGRAFIA:
Boynard, A.P. et all. A reforma de ensino. São Paulo, Irradiantes.
Brejon, Moisés. A Estrutura e funcionamento do ensino de 1º grau. São Paulo, Pioneira.
Lourenço Filho, M.B. Organização e administração escolar. São Paulo, Melhoramentos.
Nagle, Jorge. A reforma do ensino. São Paulo, Edart.
Teixeira, Anísio. A educação no Brasil. São Paulo, Nacional.
44

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA
CÓDIGO DISCIPLINA
DM-030 Introdução à Ciências dos Computadores

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 - I

EMENTA: Noções Básicas de Programação de Computadores, Recursos básicos de


programação

OBJETIVO: Introduzir ao aluno as noções básicas de programação.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
1. Noções Básicas de Programação de Computadores
1.1. O conceito de algoritmo
1.2. Linguagens de Programação x ambientes de programação
1.3. Estrutura de um programa
1.4. Tipos de dados e instruções primitivas
1.4.1.Tipos de dados
1.4.2. Constantes
1.4.3. Variáveis
1.4.4. Expressões aritméticas
1.4.5. Expressões Lógicas
1.4.6. Comandos de atribuições
1.5. Estruturas de Controle
1.5.1.Estruturas de decisão
1.5.2. Estruturas de repetição
2. Recursos básicos de programação
2.1. Procedimentos e Funções

BIBLIOGRAFIA:
FARRER, H., Algoritmos Estruturados. Guanabara Koogan
FORBELLONE, A L.V. E Eberspacher, H.F., Lógica de Programação – A Construção de
Algoritmos e Estruturas de Dados. McGraww-Hill.
GUIMARÃES, A.M. e LAGES, N. C. Algoritmos e Estruturas de Dados. Livros Técnicos e
Científicos.
MANZANO, J..A e OLIVEIRA, J, F., Algoritmos, Érica.
MARTIN, J., Técnicas Estruturadas e Case. Makron Books.
SCHILDT, H., Turbo Pascal Avançado – Guia do Usuário. McGraw-Hill.
TREMBLAY, J.P. e BUNT, R.B., Ciências dos Computadores – Uma Abordagem
Algorítmica. McGraw-Hill.
VERZELLO, R. J., Processamento de Dados. McGraw-Hill.
OLIVEIRA, A B. e BORATTI, I. C., Introdução à Programação – Algorítmos. Ed. Visual
Books.
LOPES, A e GARCIA, G. Introdução à Programação – 500 Algoritmos Resolvidos.
45

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-003 Cálculo Diferencial e Integral I

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90 DM-001 e DM-002 II

EMENTA: Limites e Continuidade de Funções; A Derivada; A Integral.

OBJETIVO: Capacitar o aluno para a resolução de problemas que envolvam o conteúdo


supracitado, bem como desenvolver conhecimentos específicos que serão utilizados em
cursos posteriores de cálculo.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Limites(Definição e Propriedades); Limites Laterais; Limites no Infinito; Funções
Contínuas(Definição e Propriedades); Funções Contínuas e Tipos de Descontinuidade;
Assíntotas Horizontais e Verticais; O Teorema do Valor Intermediário;
- Reta Tangente; Reta Normal e Taxa de Variação; Derivada(Definição e Propriedades);
Incrementos e Diferenciais; A Regra da Cadeia; Diferenciação Implícita; Taxas
Relacionadas; Derivada da Função Inversa; Derivada das Funções Trigonométricas e
Trigonométricas Inversas; Extremos de Funções; O Teorema de Rolle e o Teorema do
Valor Médio; O Teste da Derivada Primeira e Segunda; Concavidade de Pontos de
Inflexão; Aplicações da Derivada(Problemas de Máximo, Mínimo e Esboço de
Gráficos);
- Primitivas e a Integral Indefinida; Área; A Integral Definida(Definição e Propriedades);
O Teorema Fundamental do Cálculo; Técnicas de Integração(Substituição e Integração
por Partes); O Teorema do Valor Médio para Integrais; Cálculo de Áreas de Figuras
Planas Delimitadas por Gráficos de Funções; A Função Logarítmica Natural; A Função
Exponencial Natural; Derivadas das Funções Logarítmicas e Exponenciais Naturais;
Funções Exponenciais e Logarítmicas Gerais; Derivadas das Funções Exponenciais e
Logarítmicas Gerais.

BIBLIOGRAFIA:
1. Munem, Mustafa A. & Foulis, David J., Cálculo, vol. 1, LTC – Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., Rio de Janeiro, RJ.
2. Leithold, Louis, O Cálculo com Geometria Analítica, vol. 1, Ed. Harbra Ltda, São Paulo,
SP.
3.Swokowski, Earl W., Cálculo com Geometria Analítica, vol. 1, Makron Books Ltda, São
Paulo, SP.
4. Gonçalves, M. Buss & Flemming, Diva M., Cálculo A, Makron Books Ltda, São Paulo.
46

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-008 Geometria Analítica

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90 - II

EMENTA: Operações com vetores. Retas e Planos. Cônicas e Quádricas.

OBJETIVO: Familiarizar o aluno com os conceitos geométricos apresentados,


capacitando-o a identificar objetos geométricos a partir de sua equação.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
1. Vetores: sistemas de coordenadas; adição e multiplicação por escalar; módulo e produto
escalar; produto vetorial.
2. Retas e Planos: equação da reta e do plano; distâncias.
3. Cônicas e Quádricas: tipos de cônicas; mudanças de coordenadas no plano euclidiano;
quádricas; mudanças de coordenadas no espaço tridimensional euclidiano.

BIBLIOGRAFIA:
1. Filho, Manoel F. de Azevedo, Geometria Analítica e Álgebra Linear, 1ª edição, Edições
Livro Técnico, 2001.
2. Steinbruch, W. & Winterle, P., Geometria Analítica, McGraw-Hill, 1987.
3. Murdoch, David C., Geometria Analítica, Editora LTC, 2 ª ed., 1977.
47

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-009 Geometria Plana e Espacial

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 - II

EMENTA: Retas e planos, congruência, desigualdades geométricas, a geometria de


Euclides, perpendicularismo, semelhanças, aplicações.

OBJETIVO: Introduzir o aluno nos principais conceitos da geometria plana e espacial.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
I) Retas e planos, definição de retas, axiomas no plano e espaço, ângulos, definição
axiomas. Planos posições de planos.
II) Congruência de triângulos, Congruência, os três primeiros casos de congruência de
triângulos e conseqüências, Definição de polígonos e poliedros, Construção de alguns
poliedros.
III) Desigualdades Geométricas. O teorema do ângulo externo e suas conseqüências, o
quarto caso de congruência de triângulos, Desigualdade Triangular.
IV) O postulado das paralelas e a Geometria Euclidiana. O postulado das paralelas,
Paralelismo de retas, construção de um paralelepípedo, paralelismo de retas e planos,
paralelismo de planos construção de prismas, O teorema fundamental da proporcionalidade
e o teorema de Tales.
V) Perpendicularismo de Retas e Planos. Construção de sistemas ortogonal de coordenadas,
Construções de poliedros retos: prismas, pirâmides, etc. Tetraedro regular.
VI) Semelhança. Semelhança de Triângulos, Teoremas fundamentais sobre semelhança de
triângulo, semelhança de triângulo retângulo, teorema de Pitágoras.
VII Aplicações: projeções, distâncias. Distância entre dois pontos, Plano medidor,
Simetrias, Projeções e Reflexões.

BIBLIOGRAFIA:
- Barbosa, J. L. Geometria Euclidiana Plana. SBM, 1985.
- Lima, E.L. & Carvalho, P. C. & Wagner, E. & Morgado, A. C., Matemática do Ensino
Médio, vol 2, SBM, 1998.
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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
ED014 DIDÁTICA GERAL

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90h - II

EMENTA: O planejamento do processo de ensino em relação aos seus métodos e técnicas,


sua abrangência e tipos de planejamento. O processo de avaliação da aprendizagem em
relação a seus fundamentos básicos, tipos e formas de avaliação e construção de
instrumentais. As teorias da educação e a didática. A práxis pedagógica: caracterização e
problematização dos elementos didáticos: aluno, professor, conteúdo. O planejamento do
ensino numa perspectiva histórica – crítica da educação. O enfoque da didática no curso de
matemática.

OBJETIVO: Apresentar as tendências mais atuais em metodologia e didática de ensino,


seus aspectos em comum e principais implicações.

CONTEUDO PROGRAMÁTICO: O planejamento do processo de ensino em relação aos


seus métodos e técnicas, sua abrangência e tipos de planejamento. O processo de avaliação
da aprendizagem em relação a seus fundamentos básicos, tipos e formas de avaliação e
construção de instrumentais. As teorias da educação e a didática. A práxis pedagógica:
caracterização e problematização dos elementos didáticos: aluno, professor, conteúdo. O
planejamento do ensino numa perspectiva histórica – crítica da educação. O enfoque da
didática no curso de matemática.

BIBLIOGRAFIA:
ROGERS, Carls Liberdade para aprender. Interlivros de MG, 1971.
RIELDO, H. Didática e Prática de Ensino. São Paulo, Pedagogia e editora LTDA, 1981.
CAMPOS, França. Diretrizes de didática e educação. Rio de Janeiro, Agir, 1967.
CUNHA, Maria Auxiliadora Versiane. Didática Fundamentada na teoria de Piaget. Rio de
Janeiro, Forense, 1986.
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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-004 Cálculo Diferencial e Integral II

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90 DM-003 III

EMENTA: Aplicações da Integral Definida; Técnicas de Integração; Coordenadas Polares


e Rotação de Eixos; Formas Indeterminadas; Integrais Impróprias e Fórmulas de Taylor;

OBJETIVO: capacitar o aluno para resolução de problemas que envolvam o conteúdo


supracitado, bem como desenvolver conhecimentos específicos que serão utilizados em
cursos posteriores de cálculo.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Volumes de Sólidos de Revolução; O Método do Invólucro Cilíndrico; Volume pelo
Método de Divisão de Fatias; Comprimento de Arco e Área de Superfície; Integração de
Funções Racionais(Técnicas das Frações Parciais); Integração por Substituição
Trigonométrica; Integração que envolvem produtos de Funções Trigonométricas;
Integração por Substituições Diversas; Coordenadas Polares; Esboço de Gráficos Polares;
Área e Comprimento de Arco em Coordenadas Polares; A Forma Indeterminada 0/0(Regra
de L’Hôspital) ; Outras Formas Indeterminadas; Integrais Impróprias com Limites Infinitos;
Integrais Impróprias com Integrandos Ilimitados; Noções básicas de seqüências e séries,
Fórmulas de Taylor.

BIBLIOGRAFIA:
1. Munem, Mustafa A. & Foulis, David J., Cálculo, vol. 1, LTC – Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., Rio de Janeiro, RJ.
2. Leithold, Louis, O Cálculo com Geometria Analítica, vol. 1, Ed. Harbra Ltda, São Paulo,
SP.
3.Swokowski, Earl W., Cálculo com Geometria Analítica, vol. 1, Makron Books Ltda, São
Paulo, SP.
4. Gonçalves, M. Buss & Flemming, Diva M., Cálculo A, Makron Books Ltda, São Paulo.
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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
CB009 Física I

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90 DM-003, DM-008 III

EMENTA:
Vetores; cinemática da partícula em uma, duas e três dimensões; dinâmica da partícula;
trabalho, energia e conservação da energia; conservação do momento linear; conservação
do momento angular.

OBJETIVO: Introduzir ao aluno os principais conceitos da dinâmica.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
Vetores; cinemática da partícula em uma, duas e três dimensões; dinâmica da partícula;
trabalho, energia e conservação da energia; conservação do momento linear; conservação
do momento angular.

BIBLIOGRAFIA:
FUNDAMENTOS DA FÍSICA – Volume 1. HALLIDAY, RESNICK E WAGNER –
Editora Livros Técnicos e Científicos. CURSO DE FÍSICA BÁSICA Volume 1. H.
MOYSÉS NUSSENZVEIG, Editora Edgard Blücher LTDA. FÍSICA – Volume 1 – PAUL
A. TIPLER, Editora Livros Técnicos e Científicos
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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-040 História da Matemática

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 - III

EMENTA: Conceito de número; Origem da Aritmética, Álgebra e Geometria; Principais


matemáticos e suas influências no desenvolvimento da matemática; História de tópicos da
matemática; O uso da história no ensino da matemática.

OBJETIVO: Levar os alunos a: compreenderem o desenvolvimento da matemática


através do estudo e exploração de fatos históricos relacionados ao surgimento de conceitos;
conhecerem os principais matemáticos e suas influências no desenvolvimento da ciência
matemática e entenderem a evolução histórica da matemática, no intuito de melhor
compreenderem e contextualizarem conceitos da matemática.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Desenvolvimento do conceito de número;
- Estudo histórico do desenvolvimento da Aritmética;
- Estudo histórico do desenvolvimento da Álgebra;
- Estudo histórico do desenvolvimento da Geometria;
- Principais matemáticos e suas contribuições para o desenvolvimento da matemática;
- O desenvolvimento da matemática no Ceará.

BIBLIOGRAFIA:

1. BOYER, C.B. História da Matemática. 2ª ed. Trad. Elza F. Comide. São Paulo:
Editora Edgar Blücher Ltda, 1996.

2. DAVIS, P.J. & HERSH, R. A Experiência Matemática. 3ª ed., Rio de Janeiro:


Francisco Alves, 1985.

3. IFRAH, G. Os números: a história de uma grande invenção. Rio de Janeiro: Globo,


1989.

4. MENDES, I.A. O uso da história no ensino da matemática: reflexões teóricas e


experiências. Belém: EDUEPA, 2001.

5. STRUIK, D.J. História concisa das matemáticas. 2ª ed. Lisboa: Gradiva, 1992.
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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-042 Prática de Ensino I:
Didática da Matemática

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 ED014 III

EMENTA: Discutir a origem e evolução do pensamento e do conhecimento matemático,


buscando refletir sobre o que é a matemática, para que serve e a quem serve; Conhecer o
desenvolvimento da Educação Matemática no Brasil; Estudar propostas teóricas,
metodológicas, filosóficas e didáticas do ensino da matemática.

OBJETIVOS: Levar os alunos a conhecerem os aspectos didáticos que influenciam o


processo de ensino-aprendizagem da matemática.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Evolução do conhecimento matemático.
- Correntes filosóficas de fundamentação da matemática.
- Didática da Matemática Francesa.
- Construção do conhecimento matemático segundo alguns teóricos como: Piaget,
Vygotsky e Vergnoud.
- Avaliação no ensino da matemática.

BIBLIOGRAFIA:

- BORGES NETO, H. et al. A Seqüência de Fedathi como proposta metodológica no


ensino-aprendizagem de matemática e sua aplicação no ensino de retas paralelas. In:
Encontro de Pesquisa Educacional do Nordeste. Educação, desenvolvimento humano e
cidadania. São Luís: UFMA, Anais, 2001.
- BROUSSEAU, G. Os diferentes papéis do professor. In: SAIZ, C.P.I. et alii - Didática
da Matemática – reflexões psicopedagógicas. Porto Alegre: Artes Médicas. 1996, pág.
48-72.
- COSTA, N.C.A. Introdução aos Fundamentos da Matemática. 3ª edição. São Paulo:
Hucitec - Editora da Universidade de São Paulo, 1985.
- DAVIS, P.J. & HERSH, R. Experiência Matemática: a história de uma ciência em
tudo e por tudo fascinante. 3ª edição. Tradução de João Bosco Pitombeira. Rio de
Janeiro: Francisco Alves, 1980.
- FOSSA, J. Teoria intuicionista da educação matemática. Natal: da UFRN, 1998.
- MACHADO, N.J. Matemática e Realidade: análise dos pressupostos filosóficos que
fundamentam o ensino de matemática. 3ª edição. São Paulo: Cortez, 1994.
- MACHADO, S. (Org.). Educação Matemática: uma introdução. São Paulo: EDUC,
1999.
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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-005 Cálculo Diferencial e Integral III

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90 DM-004 IV

EMENTA: Funções de Várias Variáveis; Integração Múltipla

OBJETIVO: Capacitar o aluno para a resolução de problemas que envolvam o conteúdo


supracitado, bem como desenvolver conhecimentos específicos que serão utilizados
posteriormente.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Funções com Valores Vetoriais; Limites e Continuidade;
- Derivadas Parciais; Interpretação Geométrica das Derivadas Parciais; Funções
Diferenciáveis; Plano Tangente e Reta Normal; A Regra da Cadeia; Derivadas de
Funções definidas Implicitamente (Teorema da Função Implícita); Derivadas
Direcionais e Gradientes; Extremos de Funções de Várias Variáveis; Multiplicadores de
Lagrange;
- A Integral Dupla(Definição e Propriedades); Cálculo da Integral Dupla por Iteração
(Teorema de Fubini); Aplicações das Integrais Duplas(Geométricas e Físicas); Integrais
Duplas em Coordenadas Polares; A Integral Tripla(Definição e Propriedades); Cálculo
da Integração Tripla por Iteração (Teorema de Fubini); Integrais Triplas em
Coordenadas Cilíndricas e Esféricas; Aplicações das Integrais Triplas (Geométricas e
Físicas).

BIBLIOGRAFIA:
1. Munem, Mustafa A. & Foulis, David J., Cálculo, vol. 1, LTC – Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., Rio de Janeiro, RJ.
2. Leithold, Louis, O Cálculo com Geometria Analítica, vol. 1, Ed. Harbra Ltda, São Paulo,
SP.
3.Swokowski, Earl W., Cálculo com Geometria Analítica, vol. 1, Makron Books Ltda, São
Paulo, SP.
4. Gonçalves, M. Buss & Flemming, Diva M., Cálculo A, Makron Books Ltda, São Paulo.
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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-010 Álgebra Linear I

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90 DM-008 IV

EMENTA: Matrizes e determinantes. Transformações lineares. Autovalores e Autovetores.


Diagonalização de Operadores. Aplicações.

OBJETIVO: Introduzir as noções básicas de matrizes, espaço vetorial e transformações


lineares, bem como os demais assuntos que compõe o conteúdo programático.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

UNIDADE 1 – (Revisão) Matrizes e determinantes

1.1 Tipos de Matrizes


1.2 Operações com matrizes
1.3 Forma escalonada
1.4 Matriz inversa
1.5 Resolução de sistemas de equações lineares
1.6 Procedimento para inversão de matrizes utilizando o método de escalonamento.
1.7 Determinante
1.61 Desenvolvimento de Laplace
1.62 Matriz adjunta – Matriz inversa
1.63 Regra de Cramer.

UNIDADE 2. Espaço vetorial.

3.1 Espaços e subespaços vetoriais.


3.2 Dependência e independência linear.
3.3 Combinação linear
3.4 Base e mudança de base

UNIDADE 3. Transformações lineares.

4.1 Conceitos e Teoremas


4.2 Transformações do plano no plano
4.3 Aplicações lineares à matrizes

UNIDADE 4. Autovetores e autovalores.

4.1 Autovetores e Autovalores


4.2 Polinômio Característico
4.3 Base de Autovetores
55

4.4 Polinômio característico e minimal

UNIDADE 5 – (Suplementar) Diagonalização de Operadores.

6.1 Diagonalização Simultânea


6.2 Forma de Jordan
6.3 Forma Bilinear Simétrica – Formas Quadráticas
6.3 Diagonalização de uma Forma Quadrática
6.4 Aplicações a quádricas e cônicas

BIBLIOGRAFIA:

1. LIMA, E. Álgebra Linear. IMPA.


2. BOLDRINI, J.L . Álgebra Linear, 1984. Ed. Harbra. São Paulo.
3. LAY, D.C., Álgebra Linear e suas aplicações, 2a edição. 1999. LTC. Rio de Janeiro -
RJ.
4. STEWART, G.W. Introduction to matrix Computations. Academic Press. 1973.
5. LIPSCHITZ, S. Álgebra Linear : Teoria e Problemas. 3a edição. 1994. Makron Books.
São Paulo – SP.
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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
CB010 Física II

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90 CB009 IV

EMENTA: Gravitação, Mecânica dos Fluidos, Oscilações e Ondas; Termofísica.

OBJETIVO: Introduzir ao aluno os principais conceitos da mecânica e termofísica.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

Gravitação, Mecânica dos Fluidos, Oscilações e Ondas; Termofísica: temperatura e


dilatação térmica, gás ideal, calor e leis da termodinâmica.

BIBLIOGRAFIA:

FUNDAMENTOS DA FÍSICA – Volume 2. HALLIDAY, RESNICK E WAGNER – Editora


Livros Técnicos e Científicos. CURSO DE FÍSICA BÁSICA Volume 2. H. MOYSÉS
NUSSENZVEIG, Editora Edgard Blücher LTDA. FÍSICA – Volume 2 – PAUL A. TIPLER,
Editora Livros Técnicos e Científicos.
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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
Pratica de Ensino II: Psicologia da
DM-043 Aprendizagem em Matemática.

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 DM-042 IV

EMENTA: A teoria de Piaget sobre a linguagem e o pensamento das crianças e sua


ligação com a matemática; As raízes genéticas do pensamento e da linguagem; O
desenvolvimento dos conceitos científicos na infância; O instrumento e o símbolo(signo
matemático) no desenvolvimento da criança; O papel do ´Brinquedo´ e a teoria dos ´Jogos
matemáticos´ na psicologia sócio-interacionista; As funções psicológicas superiores.

OBJETIVOS: Apresentar aos alunos as noções iniciais da psicologia genética de Jean


Piaget e a psicologia sócio-interacionista ressaltando Lev S. Vygotsky explicitando-se suas
ligações e implicações de natureza pedagógico/didático com a matemática em nível
elementar.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- A teoria de Piaget sobre a linguagem e o pensamento das crianças e sua ligação com
a matemática;
- A teoria de A teoria de Piaget sobre a linguagem e o pensamento das crianças e sua
ligação com a matemática Vygotsky sobre a linguagem e o pensamento das crianças
e sua ligação com a matemática;
- As raízes genéticas do pensamento, linguagem e da linguagem matemática;
- O instrumento e o símbolo (signo matemático) no desenvolvimento da criança;
- O papel do ´Brinquedo´ e a teoria dos ´Jogos matemáticos´ na psicologia sócio-
interacionista;
- Os ´signos´ e o pensamento, o raciocínio, a imaginação;

BIBLIOGRAFIA:
- A teoria de Piaget sobre a linguagem e o pensamento das crianças e sua ligação com
a matemática;
- A teoria de A teoria de Piaget sobre a linguagem e o pensamento das crianças e sua
ligação com a matemática Vygotsky sobre a linguagem e o pensamento das crianças
e sua ligação com a matemática;
- As raízes genéticas do pensamento, linguagem e da linguagem matemática;
- O instrumento e o símbolo (signo matemático) no desenvolvimento da criança;
- O papel do ´Brinquedo´ e a teoria dos ´Jogos matemáticos´ na psicologia sócio-
interacionista;
- Os ´signos´ e o pensamento, o raciocínio, a imaginação;
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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-012 Equações Diferenciais Ordinárias (EDO)

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90 DM-005 V

EMENTA: Equações Diferenciais Lineares e Não-Lineares de 1ª Ordem; Equações


Diferenciais Lineares e Não-Lineares de 2ª Ordem e Aplicações.

OBJETIVO: capacitar o aluno da determinação de soluções de equações diferenciais


lineares(ou não-lineares) de 1ª e 2ª ordem, através do estudo das técnicas desenvolvidas na
disciplina, bem como desenvolver habilidades na resolução de fenômenos que possam ser
descritos por equações diferenciais ordinárias de 1ª e 2ª ordem.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Equações Diferenciais Lineares de 1ª Ordem do tipo y’ + p(x)y = g(x); Equações
Diferenciais Não-Lineares de 1ª Ordem; Equações Separáveis e Exatas; Fatores
Integrantes;
- Equações Homogêneas; Outras Equações Não-Lineares Importantes (Equação de
Bernoulli, Equações de Riccati); Aplicações das Equações Diferenciais de 1 ª Ordem
(Decaimento Radioativo, Juros Compostos e Misturas);
- O Teorema de Existência e Unicidade de Solução; Equações Diferenciais Lineares de 2 ª
Ordem; Equações Diferenciais Não-Lineares de 2ª Ordem do tipo y” = f(x, y’) ou y” =
f(y, y’); Soluções Fundamentais das Equações Homogêneas Lineares;
- Independência Linear e o Wronskiano; Redução de Ordem; Equações Homogêneas com
Coeficientes Constantes(Equação com Raízes Reais e Distintas, Reais e Iguais,
Complexas);
- Equações Não Homogêneas(O Método dos Coeficientes Indeterminados e o Método da
Variação de Parâmetros); Aplicações das Equações Diferenciais de 2 ª Ordem
(Oscilações Mecânicas).

BIBLIOGRAFIA:
1. Boyce, W. E. & Di Prima, R. C., Equações Diferenciais e Problemas de Valores de
Contorno, Ed. Guanabara Koogan S. A., Rio de Janeiro, RJ, 1994.
2. Leithold, Louis, O Cálculo com geometria analítica, Ed. Harbra ltda. 1994.
59

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
CS-034 Metodologia do Trabalho Científico

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60h - V

EMENTA: Conhecimento e seus níveis. Conhecimento empírico. Conhecimento


Cientifico. Conhecimento Filosófico. Conhecimento Teológico.

OBJETIVO: Apresentar um apanhado histórico da didática das ciências, suas vertentes


filosóficas e conseqüências com respeito à pesquisa e a metodologia científica.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Conhecimento e seus níveis. Conhecimento empírico.


Conhecimento Cientifico. Conhecimento Filosófico. Conhecimento Teológico.

BIBLIOGRAFIA:
BERVIAN, P .A. Metodologia do Trabalho Cientifico, 3ª ed. São Paulo, Mc Graw – Hill do
Brasil Ltda, 1983.
GALLIANO, O método Cientifico – Teoria e Prática. São Paulo, Mosaico Ltda. 1979.
RUIZ, João Álvaro. Metodologia Cientifica – Guia para eficiência nos estudos, 1ª ed. São
Paulo, Atlas, 1982.
60

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-025 Estatística I

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 DM-003 V

EMENTA: Fases do Método Estatístico; Tipos de Variáveis; Séries; Distribuição de


Freqüências; Medidas; Independência; Variáveis Multidimensionais; Experimentos;
Probabilidade; Variáveis Aleatórias; Função Densidade de Probabilidade.

OBJETIVO: introduzir o aluno nos conceitos estatísticos e apresentar-lhes a importância


da estatística.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Fases do método estatístico, Tipos de variáveis;


Séries, Representação Gráfica, Distribuição de Freqüências, Medidas de: posição,
dispersão, assimetria e curtose, Análise combinatória, Experimentos, Espaços Amostrais e
eventos, Definições e Propriedades de Probabilidade, Probabilidade condicional e
independência, Teorema da Probabilidade Total, Teorema de Bayes, Variáveis Aleatórias
Discretas, Função Distribuição de Probabilidade, Função de Distribuição acumulada,
Distribuição: Bernoulli, Binomial, Geométrica, Hipergeométrica, Poisson, Variáveis
Aleatórias contínuas, Função Densidade de Probabilidade, Função de Densidade
Acumulada, Distribuições: uniforme, exponencial e normal, Variáveis Aleatórias
Multidimensionais, distribuições: conjuntas, marginais e condicionais, funções de várias
variáveis aleatórias, covariância entre duas variáveis aleatórias, variáveis contínuas.

BIBLIOGRAFIA:
1. Meyer, Paul L., Probabilidade, LTC – Livros Técnicos e Científicos.
2. Neto, Pedro L. C., Estatística, Editora Edgard Blucher.
3. Bussab, Wilton O. & Morettin, Pedro A., Estatística Básica, Editora Atual
4. Wonnacott, Thomas H. & Wonnacott, Ronald J., Fundamentos de Estatística, LTC –
Livros Técnicos e Científicos.
5. De Castro, Lauro S. V., Pontos de Estatística, Editora Científica.
6. Xavier, Teresinha M. B. S. & Xavier, Airton F. S., Probabilidade, LTC – Livros
Técnicos e Científicos.
7. Crespo, Antônio A., Estatística, Editora Saraiva.
61

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-045 Prática de Ensino III: Filosofia da
Matemática e da Educação Matemática

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


10 150 DM-044 V

EMENTA: As correntes filosóficas da Matemática: O Logicismo, Intuicionismo e


Formalismo; Filosofia da Educação Matemática; A Heurística e a resolução de Problemas;
O Pensadores: Platão, Aristóteles, Leibnitiz, etc.

OBJETIVOS: Apresentar aos alunos as principais tendências na Filosofia da Matemática


e suas repercussões ainda atuais; A corrente moderna da Filosofia da Educação Matemática;

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- O Logicismo de Cantor, Leibnitz, Bertrand Russel;
- O intuicionismo de Kronecker, Brouwer;
- O Formalismo de David Hilbert, O método axiomático;
- A Matemática e a Teoria da Linguagem;
- Os precursores: Kant, Platão, Aristóteles, Leibnitz, Euclides e Descartes;
- A avaliação em Matemática e as influências das correntes filosóficas.

BIBLIOGRAFIA:
1. Bicudo, Maria A. Filosofia da Educação Matemática, Belo Horizonte, Tendências
em Educação Matemática, 2001;
2. Costa, N. Introdução aos Fundamentos da Matemática, São Paulo, HUCITEC,
1992;
3. José, N. Matemática e Realidade, São Paulo, CORTEZ, 1994;
4. Bachelard, G. O novo espírito científico, Tempo brasileiro, Rio de Janeiro,1995;
5. Beckher, O. O pensamento matemático, Herder, São Paulo, 1965;
6. José, N. Epistemologia e Didática, as concepções do conhecimento e inteligência
e prática docente, São Paulo, CORTEZ, 1995;
7. Otte, Michael, O Formal, o Social e o subjetivo – Uma introdução à Filosofia e à
Didática da Matemática, São Paulo, UNESP, 1993;
62

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-048 Estágio Supervisionado I

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 DM-043 V

EMENTA: Desenvolver no licenciando processo de reflexão-ação-reflexão sobre a prática


docente do professor de matemática; Possibilitar ao licenciando a observação de fatores e
condições da sala de aula que influenciam e determinam o processo de ensino e
aprendizagem da matemática; Proporcionar a observação, co-participação e docência
supervisionada na área de matemática, prioritariamente no ensino fundamental I; Levar
o licenciando a analisar e aprimorar seus conhecimentos enquanto professor de matemática;
Desenvolver habilidades profissionais específicas para o ensino da matemática.

OBJETIVOS:
Levar o aluno a:

- Realizar diagnóstico da escola onde irá desenvolver o Estágio.


- Observar, co-participar e analisar aulas de matemática, nos níveis de ensino
fundamental maior ou ensino médio, podendo ser desenvolvido em diferentes
modalidades: ensino regular, educação de jovens e adultos - EJA, telensino ou telecurso.
- Elaborar relatório das atividades desenvolvidas.

BIBLIOGRAFIA:

1. Cadernos de Matemática - Curso de Formação Continuada de Professores da


Rede Pública. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 1999.

2. CARVALHO, D. L. de. Metodologia do Ensino da Matemática. 2ª ed. São Paulo:


Cortez, 1994. (Coleção Magistério 2º grau. Série Formação do Professor).

3. Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Matemática.

4. LIMA, M.S.L. A hora da prática: reflexões sobre o estágio supervisionado e a ação


docente. 2ª ed. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2001.

5. VEIGA NETO, A. et al. Políticas organizativas, educação inclusiva e formação de


professores. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. (Trabalhos apresentados nos simpósios e
mesas redondas do XI ENDIPE, realizado no mês de maio de 2002, em Goiânia-Goiás).
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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-013 Introdução à Análise na Reta

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


6 90 DM-004 e DM-010 VI

EMENTA:
- Noções Elementares de Conjuntos, Funções e Conjuntos Numéricos. Definição de
Corpo, Números Comensuráveis e Incomensuráveis.
- Números racionais, Números Reais.
- Seqüências numéricas, propriedades do limite, exemplos de seqüências, o teorema de
Bolzano-Weierstrass, critério de Cauchy, Séries numéricas.
- Funções reais, limites de uma função, operações com limites das funções, funções
contínuas, funções contínuas em intervalos fechados, funções monótonas, função
inversa.
- A derivada, operações com funções deriváveis, derivadas de algumas funções, derivada
da função inversa, derivação de funções compostas.

OBJETIVO: apresentar ao aluno o formalismo do cálculo com uma variável e introduzi-lo


à topologia na reta.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Noções Elementares de conjuntos, funções e conjuntos numéricos: números naturais,
inteiros racionais e reais. Definição de Corpo, números comensuráveis e
incomensuráveis.
- Números racionais, ínfimo, supremo, números reais e desigualdades.
- Seqüências numéricas, propriedades do limite, exemplos de seqüências, seqüências
monótonas, o teorema de Bolzano-Weierstrass, critério de Cauchy, Séries numéricas e
representação decimal.
- Funções reais, limites laterais de uma função, operações com limites das funções,
funções contínuas, operações com funções contínuas, funções contínuas em intervalos
fechados, funções monótonas, função inversa.
- A derivada, operações com funções deriváveis, derivadas de algumas funções, derivada
da função inversa, derivação de funções compostas.

BIBLIOGRAFIA:
1. Figueiredo, D. G., Análise I, LTC, 2ª Edição, 1996.
2. Lima, E. L., Análise Real I, Coleção Matemática Universitária, 3ª Edição, 1996, IMPA.
3. Bartle, Robert G., Elementos de Análise Matemática, Ed. Campos, Rio de Janeiro,
1983.
4. Rudin, W., Princípios de Análise Matemática, Ed. UnB e LTC, Rio de Janeiro, 1971.
64

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-015 Introdução à Teoria dos Números

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 DM-001 VI

EMENTA: Indução Matemática; O Teorema Binomial; Teoria da Divisibilidade nos


Inteiros; Primos e sua Distribuição; Teoria da Congruência; Teorema de Fermat.

OBJETIVO: apresentar aos alunos os conceitos e teoremas básicos da teoria dos números.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Indução Matemática e Teorema Binomial;
- Teoria da Divisibilidade nos Inteiros: O Algoritmo da Divisão; O Máximo Divisor
Comum; O Algoritmo Euclideano; A Equação Diofantina ax+by=0.
- Primos e sua Distribuição: O Teorema Fundamental da Aritmética; O Crivo de
Eratóstenes.
- Teoria da Congruência: Propriedades Básicas da Congruência; Testes Especiais de
Divisibilidade; Congruências Lineares.
- Teorema de Fermat: Método de Fatoração de Fermat; O Pequeno Teorema de Fermat;
Teorema de Wilson.

BIBLIOGRAFIA:
1. Burton, David M., Elementary Number Theory, Third Edition, Wm. C. Brown
Publishers, 1994.
2. Milies, César P. & Coelho, Sônia P., Números: uma Introdução à Matemática, Ed. Usp,
3ª Edição, 2001.
65

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-026 Estatística II

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 DM-025 VI

EMENTA: Introdução à Inferência; Noções de Amostragem; Distribuições Amostrais;


Estimação Pontual e Intervalar; Testes de Hipótese;

OBJETIVO: aprofundar o aluno nos conceitos estatísticos.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Introdução às Inferências, Noções sobre


Amostragem: Técnicas de Amostragem, Distribuições de Amostras, Estimação Pontual,
Estimação Intervalar; Teste de Hipótese para: média supondo a variância conhecida, para a
proporção, Nível Descritivo, Distribuição t de Student e de Qui-quadrado, Teste para a
média de uma N(  ,  ), com  2 desconhecida, Teste para a variância de uma N(  , 
2 2

), comparação de duas médias de populações normais, comparaçãode duas médias de


populações normais, análise da variância para várias classificações, teste de aderência: Qui-
quadrado e Kilmogorov-Smirnov, teste dos sinais, teste dos sinais por postos, Variáveis
multidimensionais, Independência de variáveis, medidas de dependência entre duas
variáveis, Diagramas de dispersão, coeficiente de correlação, Tipo de regressão, regressão
linear, testes para  e.

BIBLIOGRAFIA:
8. Meyer, Paul L., Probabilidade, LTC – Livros Técnicos e Científicos.
9. Neto, Pedro L. C., Estatística, Editora Edgard Blucher.
10. Bussab, Wilton O. & Morettin, Pedro A., Estatística Básica, Editora Atual
11. Wonnacott, Thomas H. & Wonnacott, Ronald J., Fundamentos de Estatística, LTC –
Livros Técnicos e Científicos.
12. De Castro, Lauro Sodré. V., Pontos de Estatística, Editora Científica.
13. Stevernson, William J., Estatística Aplicada à Administração, Editora Harbra.
66

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-007 Cálculo Numérico

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 DM-004, VI
DM-010, DM-030

EMENTA: Aritmética de ponto flutuante. Erros. Zeros de Funções. Resolução de sistemas


lineares. Interpolação e integração numérica.

OBJETIVO: Capacitar o aluno para encontrar zeros de funções e comparar com os vários
métodos existentes, bem como resolver sistemas lineares e utilizar as técnicas de integração
numérica para aproximação de áreas.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Erros: erros de truncamento e de arredondamento; Propagação de erros.
- Zeros de Funções: Isolamento de Raízes; Refinamento; Critério de Parada; Métodos
Iterativos: Método da Bisseção; Método Iterativo Linear; Método de Newton-Raphson
- Resolução de Sistemas Lineares: Métodos Diretos e Iterativos; Comparação dos
Métodos.
- Interpolação: Interpolação Polinomial; Formas de se obter pn(n); Estudos do Erro da
Interpolação.
- Integração Numérica: Fórmula de Newton-Cotes; Regra do Trapézio; Regra do
Trapézio Repetida; Regra 1/3 de Simpson; Regra 1/3 de Simpson Repetida; Teorema do
Erro.
- Soluções Numéricas de EDO: Problemas de Valor Inicial e de Contorno: Problemas de
Valor Inicial: Métodos de Passo Um; Métodos de Passo Múltiplo; Problemas de Valor
de Contorno – O Método das Diferenças Finitas.

BIBLIOGRAFIA:
1. Ruggiero, S.D. & Lopes, V.L.R., Cálculo Numérico – Aspectos Teóricos e
Computacionais, McGraw-Hill.
2. Barroso, L. at all., Cálculo Numérico(com aplicações), 2ª Edição, 1987, Ed. Harbra,
São Paulo – SP.
3. Cunha, M.C., Métodos Numéricos, 2ª Edição, 2000, Ed. Unicamp, Campinas – SP.
67

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-049 Estágio Supervisionado II

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90 MAT048 VI

EMENTA: Desenvolver no licenciando processo de reflexão-ação-reflexão sobre a prática


docente do professor de matemática; Possibilitar ao licenciando a observação de fatores e
condições da sala de aula que influenciam e determinam o processo de ensino e
aprendizagem da matemática prioritariamente no ensino fundamental II; Proporcionar a
observação, co-participação e docência supervisionada na área de matemática; Levar o
licenciando a analisar e aprimorar seus conhecimentos enquanto professor de matemática;
Desenvolver habilidades profissionais específicas para o ensino da matemática.

OBJETIVOS:
Levar o aluno a:

- Socializar as experiências vivenciadas no Estágio Supervisionado I.


- Estudos teóricos acerca das problemáticas apresentadas pelos alunos acerca do:
planejamento, didática e avaliação em matemática.
- Realizar diagnóstico da escola onde irá desenvolver o Estágio II.
- Observar, co-participar e realizar docência supervisionada em matemática, no ensino
fundamental maior (5ª a 8ª séries).
- Elaborar relatório das atividades desenvolvidas.

BIBLIOGRAFIA:

1. Cadernos de Matemática - Curso de Formação Continuada de Professores da


Rede Pública. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 1999.
2. CARVALHO, D. L. de. Metodologia do Ensino da Matemática. 2ª ed. São Paulo:
Cortez, 1994. (Coleção Magistério 2º grau. Série Formação do Professor).
3. Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Matemática.
4. LIMA, M.S.L. A hora da prática: reflexões sobre o estágio supervisionado e a ação
docente. 2ª ed. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2001.
5. Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática - Ensino Fundamental - 5ª a 8ª
séries, Brasília, MEC, 1998.
6. VEIGA NETO, A. et al. Políticas organizativas, educação inclusiva e formação de
professores. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. (Trabalhos apresentados nos simpósios e
mesas redondas do XI ENDIPE, realizado no mês de maio de 2002, em Goiânia-Goiás).
68

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-019 Variáveis Complexas

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 DM-005 VII

EMENTA: O Plano Complexo, Funções Analíticas, Teoria da Integral, Séries de


Potências, Singularidades, Resíduos e Cálculo de Integrais.

OBJETIVO: Apresentar ao aluno as idéias básicas do cálculo diferencial e integral de


funções de uma variável complexa, bem como desenvolver no mesmo interesse e
competência para prosseguir em estudos futuros.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Números Complexos: representação polar, raízes n-


ésimas e conjuntos de pontos no plano. Funções de uma variável complexa: limite e
continuidade, propriedades dos limites, funções analíticas, equações de Cauchy-Riemann,
função exponencial, função logarítmica, as funções trigonométricas, Hiperbólicas e
trigonométricas inversas. Teoria integral: curvas no plano complexo, integral de Cauchy,
propriedades da integral, integrais de Cauchy e primitivas, teorema de Cauchy, fórmula
integral de Cauchy, derivadas de ordem superior, teorema de Morera, teorema de Liouville,
funções harmônicas. Séries de potências: séries de potências e funções analíticas, exemplos
de desenvolvimento em séries de potências, série de Laurent, zeros de funções analíticas.
Singularidades isoladas, teorema do resíduo e aplicações ao cálculo de integrais.

BIBLIOGRAFIA:
1. Ávila, G., Variáveis Complexas e Aplicações, L.T.C. Editora.
2. Marsden, J .E., Basic Complex Analysis, W.H. Freeman and Company, New York.
3. Ahlfors, L., Complex Analysis, McGraw-Hill.
69

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-016 Estruturas Algébricas I

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90 DM-015 VII

EMENTA: Os Números Inteiros. Relação de Equivalência. Grupos. Anéis, Ideais e


Homomorfismos. Polinômios em uma variável.

OBJETIVO: Familiarizar o aluno com os conceitos da álgebra abstrata.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Números Inteiros: Ideais e M.D.C.; Números Primos e Ideais Maximais; Fatoração
Única; Os Anéis Z_{n}.
- Grupos: definição e exemplos; subgrupos e classes laterais; Grupos Cíclicos; Classes de
conjugação; grupos quocientes e homomorfismos de grupos;
- Anéis: definição e exemplos; subanéis; ideais e anéis quocientes; homomorfismos de
anéis; o corpo de frações de um domínio;
- Polinômios: definição e exemplos; o algoritmo da divisão; ideais principais e máximo
divisor comum; polinômios irredutíveis e ideais maximais; fatoração única; o critério de
Eisenstein.

BIBLIOGRAFIA:
1. Gonçalves, A., Introdução à Álgebra, Projeto Euclides, IMPA, 1979.
2. Bastos, Gervasio G., Notas de Álgebra, Edições Livro Técnico, 2001.
3. Filho, Edgard de, A., Elementos de Álgebra Abstrata, Ed. Nobel, 4 ª edição, 1985.
70

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-046 Prática de Ensino IV:
Formação de Professores de Matemática

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


10 150 DM-045 VII

EMENTA: - Reconhecer elementos da Didática da Matemática para o planejamento do


ensino; Levar os alunos a refletirem sobre a prática docente do professor de matemática
(tanto da sua universidade como da escola); Avaliar a aprimorar a prática docente dos
licenciandos a partir de observações de regência de aula.
- Buscar uma visão crítica das novas tecnologias no ensino da matemática; Reconhecer
situações didáticas de utilização de novas tecnologias como: calculadora, vídeo e
computador, no ensino da matemática; Explorar softwares aplicados ao ensino da
matemática; Desenvolver atividades matemáticas utilizando recursos tecnológicos; Analisar
e discutir as contribuições do computador no desenvolvimento do espírito científico e na
construção do conhecimento matemático.

OBJETIVOS: Desenvolver atividades de observação e análise de regência de aulas de


tópicos do Ensino Fundamental e Médio;
Levar os alunos a conhecerem as contribuições da informática para o ensino-aprendizagem
da matemática e sua formação.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Comparação entre o início da formação do professor de Matemática;
- Conhecimentos tácitos, lógicos, implícitos e explícitos do professor de matemática;
- Leituras, reflexões e discussões sobre Informática Educativa na formação de professores
de matemática;
- Exploração de softwares voltados para o ensino da matemática como: Cabri-Geómètre,
Modellus, Dr. Geo, Fonctuose, entre outros.
- Exploração da calculadora comum e científica.
- Construção de situações didáticas para o ensino de matemática utilizando as novas
tecnologias – Didática da Informática;
Aulas práticas:
- Observação da regência de aula por parte dos docentes deste departamento e no ambiente
escolar como condição para a integralização dos 04 créditos de aulas práticas.

BIBLIOGRAFIA:
1. JOÃO, Pedro, P. O professor de Matemática: Um balanço de dez anos de investigação,
Departamento de Investigação em Educação da Universidade de Lisboa, Portugal.
Disponível em:<http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/> Acessado em: 2 de janeiro
de 2004;
2. JOÃO, Pedro, P. A Internet como recurso para o ensino de Matemática, Departamento
de Investigação em Educação da Universidade de Lisboa, Portugal.
Disponível em: <http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/> Acessado em: 4 de janeiro
71

de 2004;
3. BORGES NETO et alii. O ensino de matemática assistido por computador nos
Cursos de Pedagogia. XIII Encontro de pesquisa educacional do Nordeste – Coleção
EPEN – Volume 19 – Organizador John A. Fossa. Natal: EDUFRN – Editora da
UFRN. pág. 149, 1998.
4. JOÃO, Pedro, P. A investigação em Educação Matemática em Portugal (1998),
Departamento de Investigação em Educação da Universidade de Lisboa, Portugal.
Disponível em: <http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/> Acessado em: 5 de janeiro
de 2004;
5. JOÃO, Pedro, P. A Educação Matemática em Portugal: Os primeiros passos duma
Comunidade de Investigação, Departamento de Investigação em Educação da
Universidade de Lisboa, Portugal.
Disponível em: <http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/> Acessado em: 4 de
dezembro de 2003;
6. HENRIQUES, A. Dinâmica dos elementos da Geometria Plana em Ambiente
Computacional. Ilhéus: Editus, 2001.
7. JOÃO, Pedro, P. O trabalho colaborativo e o desenvolvimento profissional do professor
de matemática, (2003), Departamento de Investigação em Educação da Universidade de
Lisboa, Portugal.
Disponível em: <http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/> Acessado em: 5 de janeiro
de 2004;
8. LÉVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da
informática. Rio de Janeiro: Editora 4, 1993.
9. JOÃO, Pedro, P. A formação matemática do professor: Uma agenda com questões para
a reflexão e investigação, XII Encontro Nacional de Educação Matemática, SPCE,
2003.
Disponível em: <http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/> Acessado em: 17 de maio
de 2004;
10. JOÃO, Pedro, P. Investigação sobre concepções, saberes e desenvolvimento
profissional, dos professores de matemática, Departamento de Investigação em
Educação da Universidade de Lisboa, Portugal.
Disponível em: <http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/> Acessado em: 7 de
fevereiro de 2004;
11. BROCADO, Joana, As investigações na aula de matemática, Departamento de
Investigação em Educação da Universidade de Lisboa, Portugal, 2001. (Tese de
doutorado)
12. DELGADO, Catarina, R. Reflexão sobre as práticas de futuros professores de
matemática 1º : Três estudos de caso, Departamento de Investigação em Educação da
Universidade de Lisboa, Portugal. 2003 (Tese de doutorado)

13. PAPERT, S. (1994) A máquina das crianças - repensando a escola na era da


informática. Campinas: Papirus, 1994.

14. PERRENOUD, P. Novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas
Sul, 2000.
72

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-050 Estágio Supervisionado III

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90 DM-049 VII

EMENTA:
• Refletir sobre a natureza da matemática e seu papel na sociedade, as finalidades do
ensino da matemática e a identidade e dimensão profissional do professor de
Matemática;

• Conhecer, analisar e aplicar diferentes metodologias para o ensino de Matemática


no Ensino Fundamental II;

• Investigar e estudar diferentes técnicas de ensino, analisando sua viabilidade em sala


de aula;

• Analisar a importância do livro didático como componente da prática pedagógica;

• Discutir questões referentes a avaliação como parte integrante do processo de ensino


e aprendizagem da Matemática;

• Desenvolver capacidade de análise e reflexão a respeito da aprendizagem da


docência: a articulação da teoria e da prática, mobilizando saberes adquiridos e
construindo novos saberes.

OBJETIVOS:
• Realizar estágio supervisionado no Ensino Fundamental II a partir de planejamento
de aulas, tendo como referencial o conteúdo matemático e didática da Matemática;

• Elaborar registros reflexivos das atividades de regência, baseado no estudo teórico.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

• Será promovida a inserção supervisionada na rede de ensino (pública ou particular)


para desenvolvimento de estágio: planejamento e implementação;
• Analisar a documentação escolar que orienta a prática pedagógico dos professores,
bem como os materiais por eles utilizados para desenvolverem suas aulas;
• Reflexões sobre as diferentes concepções de matemática presentes nas salas de aula
e sua relação com a vida cotidiana;
73

• Técnicas de ensino: aula expositiva, trabalho em grupo, trabalho individualizado,


organização de pesquisas, atividades extra curriculares, projetos temáticos, etc;
• Elaboração, implementação e avaliação de planos de aula, em situações reais ou
simuladas.

BIBLIOGRAFIA:

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São


Paulo: Paz e Terra, 1996. (Coleção Leitura)
LIMA, Maria Socorro Lucena. A Hora da prática: reflexões sobre o estágio supervisionado
e ação docente. 2ª ed. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2001.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem na escola: reelaborando conceitos
e recriando a prática. 2ª ed. Salvador: Malabares Comunicação e Eventos, 2005.
OLINDA, Ercília Maria Braga de; FERNANDES, Dorgival Gonçalves. Práticas e
aprendizagens docentes. Fortaleza: Edições UFC, 2007.
PICONEZ, Stela C. Bertholo et al. A prática de ensino e o estágio supervisionado.
Campinas, SP: Papirus, 1991. (Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico).
1. SALES, José Albio Moreira de et al. Docência e formação de professores: novos
olhares sobre temáticas contemporâneas. Fortaleza: EdUECE, 2009.
74

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-018 Matemática Financeira

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 - VIII

EMENTA: Juros: Simples e Composto; Desconto: Simples e Composto; Fluxos de Caixa;


Sistemas de Amortizações; Análise de Investimentos.

OBJETIVO: apresentar ao aluno uma aplicação da matemática, bem como compreender


as transações comerciais e financeiras.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Juros Simples: juros, taxas de juros, diagrama do fluxo de caixa, regras básicas,
critérios de capitalização dos juros, capitalização contínua e descontínua, fórmulas
de juros simples, montante e capital, taxa proporcional e equivalente, juro exato e
comercial, equivalência financeira;
- Juros compostos: fórmulas de juros compostos, taxas equivalentes, taxas nominal e
efetiva, convenção linear e exponencial, capitalização contínua;
- Descontos: - Desconto Simples: racional (ou “por dentro”), bancário (ou “por fora”),
taxa implícita de juros do desconto “por fora”, taxa efetiva de juros; - Desconto
composto: “por fora” e “por dentro”;
- Fluxos de Caixa: modelo-padrão, valor presente e fator de valor presente, valor
futuro e fator de valor futuro, equivalência financeira e fluxos de caixa, fluxos de
caixa não convencionais: período de ocorrência, periodicidade, duração e valores;
- Sistemas de Amortização de empréstimos e financiamentos: definições básicas,
sistema de amortização constante: expressões de cálculo, SAC com carência;
Sistema de Amortização Francês: expressões de cálculo, SAF com carência; tabela
Price;
- Análise de Investimentos: taxa interna de retorno, valor presente líquido, índice de
lucratividade e taxa de rentabilidade.

BIBLIOGRAFIA:
- Neto, A. Assaf, Matemática Financeira e Aplicações, 7a. Edição, Editora Atlas;
75

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-051 Estágio Supervisionado IV

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


08 180 DM-050 VIII

EMENTA:
Fundamentos pedagógicos e sua relevância para reflexão da realidade escolar a partir do
estágio de co-participação e regência. Levar o licenciando a analisar a estrutura da escola e
elaborar planos de ensino de matemática para o ensino fundamental e médio; conteúdos
conceituais em matemática voltados para o ensino fundamental e médio.

OBJETIVOS:
• Conhecer e identificar as metodologias da matemática nos diferentes níveis de
ensino;
• Estar preparado para utilizar atividades nas diversas faixas etárias e desempenhar
com segurança a regência em sala de aula;
• Resolver problemas surgidos durante o período da regência de classe;

Elaborar relatório das atividades realizadas no estágio.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
• Elaborar programa dos conteúdos do ensino de matemática no ensino fundamental e
médio;
• Investigação da realidade educacional: aluno x professor na escola do ensino
fundamental e médio;
• Identificar a melhor forma ou método de ensino à realidade encontrada. Usar a
criatividade com os recursos disponíveis;
• Fundamentos pedagógicos e sua importância para realização e êxito no estágio
supervisionado;
• Elaboração e discussão de planos de ação pedagógica no ensino da matemática;
• Leitura dos relatórios dos discentes do curso de licenciatura em matemática;

Visita às escolas para avaliação do desempenho dos estagiários em matemática.

BIBLIOGRAFIA:

1. Cadernos de Matemática - Curso de Formação Continuada de Professores da


Rede Pública. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 1999.
2. CARVALHO, D. L. de. Metodologia do Ensino da Matemática. 2ª ed. São Paulo:
Cortez, 1994. (Coleção Magistério 2º grau. Série Formação do Professor).
3. Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Matemática.
76

4. LIMA, M.S.L. A hora da prática: reflexões sobre o estágio supervisionado e a ação


docente. 2ª ed. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2001.
5. Parâmetros Curriculares Nacionais da EJA e Educação Especial, Brasília, MEC,
1998.
6. VEIGA NETO, A. et al. Políticas organizativas, educação inclusiva e formação de
professores. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. (Trabalhos apresentados nos simpósios e
mesas redondas do XI ENDIPE, realizado no mês de maio de 2002, em Goiânia-Goiás).
77

Disciplinas optativas em ordem alfabética


78

UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI


PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA
CÓDIGO DISCIPLINA
DM-011 Álgebra Linear II

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90 DM-010 Opcional

EMENTA: Espaços Vetoriais; Funcionais Lineares; Formas Canônicas; Espaços com produto
interno; Adjuntos;

OBJETIVO: Aprofundar o aluno nos conceitos da Álgebra Linear, de forma que ele se familiarize
com os conceitos e resultados apresentados no curso anterior.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
REVISÃO: Transformações Lineares
Introdução e Exemplos
O Espaço Vetorial L(U, V )
Imagem e Núcleo
Isomorfismo e Automorfismo
Matriz de uma Transformação Linear
Propriedades

Autovalores e Autovetores
Definição, Exemplos e Generalidades
Polinômio Característico

Diagonalização
Definição e Caracterização

Forma Canônica de Jordan

Espaços Euclidianos
Produto Interno
Norma
Distância
Ângulo
Ortogonalidade
Processo de Ortonormalização de Gram-Schmidt
Complemento Ortogonal
Isometria
Operador Auto-adjunto

BIBLIOGRAFIA:

1. Lima, Elon Lages, Álgebra Linear, Coleção Matemática Universitária, SBM.


2. Coelho, Flávio Ulhoa & Lourenço, Mary Lilian, Um Curso de Álgebra Linear, Ed. Usp, 2001.
79

UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI


PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-027 Análise Combinatória

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


4 60 - Opcional

EMENTA: Combinações e Permutações; Outros Métodos de Contagem; Números


Binomiais; Recorrências Lineares; Partição de um Inteiro.

OBJETIVO: Apresentar aos alunos os conceitos básicos da combinatória, bem como


despertar nos mesmos o interesse por técnicas mais sofisticadas de resolução de problemas
de contagem.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Combinações e Permutações: Permutação e Combinação Simples; Permutações
Circulares; Permutações de Elementos nem Todos Distintos; Combinações Completas.
- Outros Métodos de Contagem: O Princípio da Inclusão-Exclusão; Permutações
Caóticas; Os Lemas de Kaplansky; O Princípio da Reflexão; O Princípio de Dirichlet.
- Números Binomais: O Triângulo de Pascal; O Binômio de Newton; Polinômio de
Leibniz.
- Recorrências Lineares: Recorrências Lineares de Primeira Ordem; Recorrência Lineares
de Segunda Ordem com coeficientes constantes.
- Partição de um Inteiro:

BIBLIOGRAFIA:
1. Morgado, Augusto C. de Oliveira e Outros, Análise Combinatória e Probabilidade,
Coleção Prof. de Matemática, SBM, 1991.
2. Lima, Elon Lages e Outros, A Matemática do Ensino Médio vol. 2, Coleção Prof. de
Matemática, SBM
80

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-014 Análise no Rn

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90 DM-013 Opcional

EMENTA: Topologia do espaço euclidiano, funções reais de n variáveis.

OBJETIVO: Introduzir os conceitos avançados de análise no espaço Rn.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Topologia do Rn: produto interno e norma, bolas e conjuntos limitados, seqüências,
ponto de acumulação, aplicações contínuas e homeomorfismos, conjuntos abertos, fechados
e compactos, distância entre conjuntos e diâmetro, conexidade, a norma de uma
transformação linear.

- Caminhos no Rn: Caminhos diferenciáveis, integrais de caminhos, teoremas clássicos do


cálculo, comprimento de arco como parâmetro.

- Funções reais de n variáveis: derivadas parciais e direcionais, funções diferenciáveis,


gradiente, regra de Leibniz, o teorema de Schwartz, fórmula de Taylor, função implícita,
multiplicadores de Lagrange.

- Aplicações diferenciáveis: diferenciabilidade, exemplos, regra da cadeia, fórmula de


Taylor, desigualdade do valor médio, teorema da função inversa.

BIBLIOGRAFIA: Lima, Elon Lages. Curso de cálculo, vol. 2. Projeto Euclides. Instituto
de matemática pura e aplicada – IMPA. Rio de Janeiro, RJ.
81

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-006 Cálculo Vetorial

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 DM-005 Opcional

EMENTA: Cálculo Vetorial Diferencial e Integral.

OBJETIVO: Estudo do Cálculo Vetorial Diferencial e Integral com ênfase em aplicações.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Campos de vetores. Gradiente, divergente e rotacional.
- Integrais de linha, de superfície e de volume. Mudança de variáveis e independência de
parametrização. Campo gradiente e independência do caminho.
- Teoremas de Green, Gauss e Stokes em R2 e R3, fórmulas integrais de Green. -
Aplicações: Equações de balanço e leis de conservação (Equações de Navier-Stokes,
Equações de Maxwell).

BIBLIOGRAFIA:
1. T. M. Apostol, CÁLCULO, Ed. Reverté R. Courant, CÁLCULO DIFERENCIAL E
INTEGRAL, vol II, Globo, Rio de Janeiro, 1951-56
2. H. L. Guidorizzi, UM CURSO DE CÁLCULO, vol IV, Livros Técnicos e
Científicos, 1987
3. Watson Fulks, ADVANCED CALCULUS, J. Wiley, 1963
4. Serge Lang, CALCULUS OF SEVERAL VARIABLES, 3rd ed., Springer
Undergraduate Texts, 1987.
82

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-017 Estruturas Algébricas II

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 DM-016 Opcional

EMENTA: Extensões Algébricas dos Racionais; Teoria de Galois Elementar.

OBJETIVO: apresentar ao aluno as extensões algébricas dos racionais e algumas


aplicações da teoria à geometria plana, e também introduzi-lo na teoria de Galois.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Extensões Algébricas dos Racionais: Adjunção de Raízes; Corpo de Decomposição de
um Polinômio; Grau de uma Extensão; Construção por meio de Régua e Compasso.
- Teoria de Galois Elementar: Extensões Galoisianas e Extensões Normais; A
Correspondência de Galois; Solubilidade por Meio de Radicais.

BIBLIOGRAFIA:
4. Gonçalves, A., Introdução à Álgebra, Projeto Euclides, IMPA, 1979.
5. Bastos, Gervasio G., Notas de Álgebra, Edições Livro Técnico, 2001.
83

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-020 Introdução à Geometria Diferencial

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 DM-006 Opcional

EMENTA: Curvas Planas; Curvas no Espaço; Teoria Local das Superfícies.

OBJETIVO: Apresentar aos alunos os conceitos básicos da Geometria Diferencial.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
- Curvas Planas: Curva Parametrizada Diferenciável; Vetor Tangente; Curva Regular;
Mudança de Parâmetro; Comprimento de Arco; Teoria Local das Curvas Planas;
Fórmulas de Frenet; Teorema Fundamental das Curvas Planas.
- Curvas no Espaço: Curva Parametrizada Diferenciável; Vetor Tangente; Curva Regular;
Mudança de Parâmetro; Teoria Local de Curvas; Fórmulas de Frenet; Aplicações;
Representação Canônica das Curvas; Isometria no Espaço; Teorema Fundamental das
Curvas; Teoria do Contato; Involutas e Evolutas.
- Teoria Local das Superfícies: Superfície Parametrizada Regular; Mudança de
Parâmetros; Plano Tangente; Vetor Normal; Primeira Forma Quadrática; Segunda
Forma Quadrática; Curvatura Normal; Curvaturas Principais; Curvatura de Gauss;
Curva Média; Classificação de Pontos de uma Superfície; Linhas de Curvatura; Linhas
Assintóticas; Geodésicas; Teorema Egregium de Gauss; Equações de Compatibilidade;
Teorema Fundamental das Superfícies.

BIBLIOGRAFIA:
1. Tenenblat, Keti, Introdução à Geometria Diferencial, Ed. UnB, 1988.
2. Ventura, Paulo Araújo, Geometria Diferencial, Coleção Matemática Universitária,
SBM.
84

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COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-028 Introdução à Estatística Matemática

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 - Opcional

EMENTA: Distribuições, estatística e estimação.

OBJETIVO: Aprofundar os conhecimentos de estatística do aluno.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Conceitos fundamentais, distribuição de funções de


variáveis aleatórias, distribuições amostrais. Estimação de parâmetros: propriedades dos
estimadores, método de estimação. Estatística de ordem. Distribuição das estatísticas de
ordem, estatística suficiente, completa e ancilar. Teste de hipótese. Poder de um teste.

BIBLIOGRAFIA:
Hogg, R.V. & Craia, A.T.. Introduction to Mathematical Statistics.

Hoel, P.G.. Estatística Matemática.


85

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COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-029 Introdução à Probabilidade

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 - Opcional

EMENTA: Probabilidade condicional, distribuição, o teorema central do limite.

OBJETIVO: Aprofundar os conhecimentos de probabilidades do aluno.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Método matemático para um experimento,


probabilidade condicional, independência, variáveis aleatórias, esperança matemática,
distribuição e esperança condicional, a lei dos grandes números, funções características e
convergência em distribuição, o teorema central do limite.

BIBLIOGRAFIA:
Barry R. James. Probabilidade: um livro em nível intermediário. Projeto Euclides
(IMPA).

Pedro J. Fernandes. Introdução à teoria das probabilidades. Livros Técnicos e


Científicos S.A. (IMPA).
86

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-021 Matrizes

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 DM-010 Opcional

EMENTA: Systemas Triangulares; Decomposição LU; Decomposição Cholesky,


Decompisição QT (Schur); Decomposição QR, Decomposição SVD.

OBJETIVO: Estudar a solução de um sistema linear por métodos diretos, via decomposição
da matriz dos coeficientes. Aplicações ao Problema de Quadrado-Mínimos.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
1. Sistemas Triangulares
2. Eliminação Gaussiana e a Decomposição LU
3. Eliminação Gaussiana com Pivoteamento (Decoposição PA = LU)
4. Decomposição Cholesky
5. Decomposição de Schur (QT)
6. Matrizes Ortogonais e o Problema de Quadrados Mínimos
6.1 Matrizes Orgonais, Rotatores, Refletores
6.2 A decomposiição QR
6.3 O problema de Quadrados Mínimos discreto
7. Decomposição SVD (Valor singular)
7.1 Propriedades da decompisção SVD
7.2 Aplicação da decomposição SVD a problemas de Quadrados Mínimos.

BIBLIOGRAFIA:

6. LAY, D.C., Álgebra Linear e suas aplicações, 2a edição. 1999. LTC. Rio de Janeiro -
RJ.
7. BOLDRINI, J.L . Álgebra Linear, 1984. Ed. Harbra. São Paulo.
8. STEWART, G.W. Introduction to matrix Computations. Academic Press. 1973.
9. WATKINS, David S. Fundamentals of Matrix Computations. New York, John Wiley &
Sons, 1991.
10. HORN, R. A; JOHNSON, C. R. Matrix Analysis. New York, Cambridge University
Press, 1985.
11. GOLUB, G. H; LOAN, C.F.V. Matrix Computations. Baltimore. The Johns Hopkins
University Press, 1985.
87

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-022 Métodos Computacionais de Otimização

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 DM-004 e DM-010 Opcional

EMENTA: Sistemas de Equações Não Lineares. Busca Linear. Regiões de Confiança.


Métodos de Penalização. Métodos de Barreiras. Gradiente Reduzido Generalizado.
Programação Quadrática Sequencial.

OBJETIVO:
Apresentar as técnicas mais utilizadas para obtenção de resolução de problemas em
otimização.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
1. Sistemas de Equações Lineares
1.1 Método de Newton
1.2 Métodos Quase-Newton
1.3 Métodos de Newton Inexatos
2. Minimização Irrestrita e Busca Linear
1.1 Algoritmos Gerais
1.2 Métodos Quase Newton e Métodos de newton Truncados
3. Regiões de Confiança – Minimização em caixas
4. Método de Penalização
4.1 Método de Barrreiras
4.2 Penalização Externa
4.3 Lagrangiano Aumentado
5. Programação Quadrática Sequencial
5.1 Função de Mérito
5.2 Decréscimo Suficiente
5.3 O Parâmetro de Penalização

BIBLIOGRAFIA:
 FLETCHER, R. Pratical methods of optimization. 2a ed., New York , John Wiley and
Sons, 1986.
 FRIEDLANDER, A.Elementos de programação não linear. Campinas, SP: Editora da
UNICAMP. 1994.
 LUENBERG, D. G. Linear and nonlinear programming. 2a ed., New York, Addison –
Wiley Publishing Company, 1986.
 BERTSEKAS, D. P. Nonlinear Programming. 2 a ed., Massachuset, Athena Scientific,
Belmont, 1999.
 NOCEDAL, J & WRIGHT, S. J. Numerical Optimization. New York, Springer-
Verlag.1999.
88

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-023 Métodos Numéricos

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 DM-007 Opcional

EMENTA: Sistemas não lineares. Soluções numéricas de Equações Diferenciais.

OBJETIVO: : Capacitar o aluno para obter a solução de um sistema não linear via os
métodos indiretos, bem como resolver equações diferenciais via o método das diferenças
finitas, estudando a ordem de convergência de cada método.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

1. Sistemas Não Lineares


1.1 Método de Newton
1.2 Método de Newton Modificado
1.3 Métodos Quase-Newton
2. Soluções Numéricas de Equações Diferenciais Ordinárias
2.1 Problemas de Valor de Contorno – Método das diferenças divididas
2.2 Problemas de Valor Inicial
2.2.1 Método de Euler
2.2.2 Método da Série de Taylor
2.2.3 Métodos de Runge Kutta
3. Equações de oredem superior
4. Equações Diferenciais Parcias
4.1 Equação de Poisson com dados de contorno
4.2 Equação do Calor
4.3 Equação da Onda

BIBLIOGRAFIA:

4. Ruggiero, S.D. & Lopes, V.L.R., Cálculo Numérico – Aspectos Teóricos e


Computacionais, McGraw-Hill.
5. Barroso, L. at all., Cálculo Numérico(com aplicações), 2ª Edição, 1987, Ed. Harbra,
São Paulo – SP.
3. Cunha, M.C., Métodos Numéricos, 2ª Edição, 2000, Ed. Unicamp, Campinas – SP.
89

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-024 Programação Não Linear

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


06 90 DM-022 Opcional

EMENTA: Programação Não-Linear. Minimização irrestrita. Convexidade. Ordem de


convergência. Métodos Clássicos de descida. Minimização com restrições lineares.
Minimização com restrições não lineares.

OBJETIVO:
Apresentar os vários modelos em otimização e aplicá-los em problemas de encontrar um
maximizador ou minimizador local de uma função não linear com vínculos de igualdade e
ou desigualdade.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
6. O problema de Programção Linear
7. Condições de Otimalidade para minimização irrestrita
8. Convexidade
9. Ordem de Convergência
10. Métodos Clássicos de descida
11. Minimização com restrições lineares de igualdade
12. Minimização com restrições lineares de desigualdade
13. Método das restrições ativas
14. Minimização com restrições lineares de igualdade e de desigualdade
15. Minimização com restrições não-lineares de igualdade
16. Minimização com restrições não-lineares de desigualdade
17. Minimização com restrições não-lineares de igualdade e de desigualde.

BIBLIOGRAFIA:
 FLETCHER, R. Pratical methods of optimization. 2a ed., New York , John Wiley and
Sons, 1986.
 FRIEDLANDER, A.Elementos de programação não linear. Campinas, SP: Editora da
UNICAMP. 1994.
 LUENBERG, D. G. Linear and nonlinear programming. 2a ed., New York, Addison –
Wiley Publishing Company, 1986.
 BERTSEKAS, D. P. Nonlinear Programming. 2 a ed., Massachuset, Athena Scientific,
Belmont, 1999.
 NOCEDAL, J & WRIGHT, S. J. Numerical Optimization. New York, Springer-
Verlag.1999.
90

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-031 Seminário de Álgebra

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


02 30 - Opcional

EMENTA: Álgebra.

OBJETIVO: Aprofundar os conhecimentos de álgebra do aluno.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: A ser definido pelo professor ministrante da


disciplina.

BIBLIOGRAFIA: A ser definida pelo professor ministrante da disciplina.


91

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-032 Seminário de Análise

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


02 30 - Opcional

EMENTA: Análise matemática.

OBJETIVO: Aprofundar os conhecimentos de análise matemática do aluno.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: A ser definido pelo professor ministrante da


disciplina.

BIBLIOGRAFIA: A ser definida pelo professor ministrante da disciplina.


92

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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-033 Seminário de Educação Matemática

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


02 30 - Opcional

EMENTA: Educação matemática.

OBJETIVO: Aprofundar os conhecimentos do aluno no que se refere à educação


matemática.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: A ser definido pelo professor ministrante da


disciplina.

BIBLIOGRAFIA: A ser definida pelo professor ministrante da disciplina.


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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-034 Seminário de Estatística

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


02 30 - Opcional

EMENTA: Estatística.

OBJETIVO: Aprofundar os conhecimentos de estatística do aluno.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: A ser definido pelo professor ministrante da


disciplina.

BIBLIOGRAFIA: A ser definida pelo professor ministrante da disciplina.


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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-035 Seminário de Geometria

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


02 30 - Opcional

EMENTA: Geometria.

OBJETIVO: Aprofundar os conhecimentos de geometria do aluno.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: A ser definido pelo professor ministrante da


disciplina.

BIBLIOGRAFIA: A ser definida pelo professor ministrante da disciplina.


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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-036 Seminário de Topologia

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


02 30 - Opcional

EMENTA: Topologia.

OBJETIVO: Aprofundar os conhecimentos do aluno em topologia.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: A ser definido pelo professor ministrante da


disciplina.

BIBLIOGRAFIA: A ser definida pelo professor ministrante da disciplina.


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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-037 Tópicos de Matemática I

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 - Opcional

EMENTA: Tópicos de matemática elementar.

OBJETIVO: Aprofundar os conhecimentos do aluno em matemática elementar

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: A ser definido pelo professor ministrante da disciplina.

BIBLIOGRAFIA: A ser definida pelo professor ministrante da disciplina.


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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-038 Tópicos de Matemática II

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 - Opcional

EMENTA: Tópicos de matemática elementar.

OBJETIVO: Aprofundar os conhecimentos do aluno em matemática elementar

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: A ser definido pelo professor ministrante da disciplina.

BIBLIOGRAFIA: A ser definida pelo professor ministrante da disciplina.


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PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA

PROGRAMA DA DISCIPLINA

CÓDIGO DISCIPLINA
DM-039 Tópicos de Matemática III

CRÉDITOS CARGA HORÁRIA PRÉ-REQUISITO PERÍODO LETIVO


04 60 - Opcional

EMENTA: Tópicos de matemática elementar.

OBJETIVO: Aprofundar os conhecimentos do aluno em matemática elementar

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: A ser definido pelo professor ministrante da disciplina.

BIBLIOGRAFIA: A ser definida pelo professor ministrante da disciplina.


99

12. BIBLIOGRAFIA

- Leis Básicas da Educação, 1ª ed. atualizada: Secretaria da Educação Básica do


Ceará, 1997.

- PARECER N.º CNE/CES 1302/2001 - Diretrizes Curriculares Nacionais para os


Curso de Matemática, Bacharelado e Licenciatura

- PIRES, C.M.C. Novos Desafios para os cursos de Licenciatura em Matemática.


In: "Revista da Sociedade Brasileira de Educação Matemática", Ano 7 - n.º 8 -
Junho de 2000.

- PIRES, C.M.C. Reflexões sobre os cursos de Licenciatura em Matemática,


tomando como referências orientações propostas nas Diretrizes Curriculares
Nacionais para a formação de professores da Educação Básica. In: "Revista da
Sociedade Brasileira de Educação Matemática", Ano 9 - n.º 11A - Edição Especial -
Abril de 2002.

- Projeto Político-Pedagógico do Curso de Licenciatura em Matemática da


URCA, 2001.

- Projeto Político-Pedagógico do Curso de Licenciatura em Matemática da


UFRGS, 1999.

- RESOLUÇÃO CNE/ CP Nº 1, DE 18 DE FEVEREIRO DE 2002 - Institui


Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de professores da Educação
Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena.

- RESOLUÇÃO CNE/ CP Nº 2, DE 19 DE FEVEREIRO DE 2002 - Institui


duração e carga horária dos cursos de licenciatura, de graduação plena, de formação
de professores da Educação Básica, em nível superior.

- Revista do Provão n° 06, Brasília, MEC, 2001.

- ELON, Lages, L. Exame de Textos: O livro de Matemática do Ensino Médio,


IMPA, Rio de Janeiro, 2001;

- Panorama dos Recursos Humanos em Matemática no Brasil: premência em


crescer - IMPA, 2001.

- Carta da SBEM ao Ministério da Educação para reabertura do espaço de discussão


e elaboração de uma Nova Proposta de Diretrizes Curriculares Nacionais os
Curso de Matemática, elaborada no I Fórum Nacional de Licenciatura em
Matemática.

- DELGADO, C. Reflexão sobre as práticas de ensino de Matemática de futuros


professores de 1° ciclo, três estudos de caso, (Tese de Mestrado), Universidade de
Lisboa, 2003.
Disponível em:<http://ia.fc.ul.pt/> Acessado em: 31 de maio de 2004;
100

- BROCARDO, J. As investigações na aula de Matemática: Um projeto


curricular no 8º ano, (Tese de doutorado), Universidade de Lisboa, 2001;
Disponível em:<http://ia.fc.ul.pt/> Acessado em: 31 de maio de 2004

- SARAIVA, M. O conhecimento e o desenvolvimento profissional dos


professores de matemática, (Tese de doutorado), Universidade de Lisboa, 2001,
Disponível em:<http://ia.fc.ul.pt/> Acessado em: 31 de maio de 2004

- JOÃO, Pedro, P. O professor de Matemática: Um balanço de dez anos de


investigação, Departamento de Investigação em Educação da Universidade de
Lisboa, Portugal.
Disponível em:<http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/> Acessado em: 2 de
janeiro de 2004;

- JOÃO, Pedro, P. A Internet como recurso para o ensino de Matemática,


Departamento de Investigação em Educação da Universidade de Lisboa, Portugal.
Disponível em: <http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/> Acessado em: 4 de
janeiro de 2004;

- ANDRÉIA, Maria, P. Formação continuada de professores de matemática e suas


percepções sobre as contribuições de um curso, São Paulo, UNESP, 2003.
(Dissertação de Mestrado);

- JOÃO, Pedro, P. A Educação Matemática em Portugal: Os primeiros passos


duma Comunidade de Investigação, Departamento de Investigação em Educação
da Universidade de Lisboa, Portugal.
Disponível em: <http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/> Acessado em: 4 de
dezembro de 2003;

- JOÃO, Pedro, P. A investigação em Educação Matemática em Portugal (1998),


Departamento de Investigação em Educação da Universidade de Lisboa, Portugal.
Disponível em: <http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/> Acessado em: 5 de
janeiro de 2004;

SANTOS, Leonor et. al.O currículo de matemática. Que problemas? Que


mudanças? Projecto DIF - Didáctica e formação. Portugal: Universidade de Lisboa.
Disponível em: http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/msantos/textos/Conf.ProfMattexto%20def.pdf
Acessado em 18 de abril de 2008.
101

13. LEGISLAÇÃO

O Projeto Político Pedagógico do Curso de Matemática tomou como base a seguinte


legislação:
1. Resolução CNE/CP 1 de 18 de fevereiro de 2002 que institui as Diretrizes
Curriculares Nacionais para Formação de Professores da Educação Básica em nível
superior;
2. A Resolução CNE/CP 2, de 19/02/2002 que institui a duração dos cursos de
Licenciatura de Graduação Plena;
3. Resolução CNE/CES 3, de 18 de fevereiro de 2003 que estabelece as Diretrizes
Curriculares para os Cursos de Matemática;
4. Parecer CNE/CES 1.302/2001;
5. As Normas e Procedimentos para Autorização, Reconhecimento e Renovação de
Cursos de Graduação, exigidos pelo Conselho de Educação do Ceará.

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