Você está na página 1de 59

GUIA E SOLUÇÕES

PARA SOLDA MIG/MAG


E-book
SUMÁRIO
Introdução .......................................................................................................................05
1- Posições de Soldagem .................................................................................................06
2- Ponteamento ................................................................................................................08
3- Processo MIG/MAG ..................................................................................................... 10
3.1 Transferência por Curto Circuito ...............................................................13
3.2 Transferência Globular ............................................................................. 14
3.3 Transferência por Spray ............................................................................15
3.4 Arco Pulsado .............................................................................................17
3.5 Montagem do Processo MIG/MAG ............................................................19
3.6 Gases de proteção utilizados no processo Mig/Mag .................................20
3.7 Vantagens do processo Mig/Mag ..............................................................23
3.8 Limitações do processo Mig/Mag .............................................................24
3.9 Consumíveis da tocha Mig/Mag ................................................................25
3.10 Recomendações Técnicas .......................................................................26
4- Técnicas de operação de equipamentos Mig/Mag .......................................................27
4.1 Por que escolher o processo Mig/Mag? ....................................................28
4.2 Funcionamento do processo Mig/Mag ......................................................29 2
SUMÁRIO
4.3 Acessórios que facilitam a solda Mig/Mag ...............................................30
5- Defeitos mais comuns no processo Mig/Mag ..............................................................31
5.1 Porosidade ...............................................................................................32
5.2 Falta de Penetração ..................................................................................33
5.3 Falta de Fusão ..........................................................................................34
5.4 Mordedura ...............................................................................................35
5.5 Trincas .....................................................................................................36
5.6 Arco Instável ............................................................................................37
5.7 Início do cordão deficiente ou quebra do arame ......................................38
5.8 Respingos excessivos ...............................................................................39
5.9 Furo da Raiz .............................................................................................40
5.10 Convexidade do cordão de solda ...........................................................41
6- Problemas mais comuns com Arame de Solda Mig/Mag .............................................42
6.1 Entrelaçamento ........................................................................................43
6.2 Carretel metálico com deformas ..............................................................45
6.3 Variações no acabamento .........................................................................46
6.4 Arame oxidado nas bobinas .....................................................................47 3
SUMÁRIO
6.5 Variação do Cast e Helix ............................................................................48
6.6 Arame vibrado ...........................................................................................59
6.7 Arame com excesso de lubrificante ...........................................................50
6.8 Problemas no alimentador de arame .........................................................51
6.9 Ilhas de Silica .............................................................................................56
7- Sobre a Alusolda ...........................................................................................................57

4
INTRODUÇÃO

Olá soldador!
Seja bem vindo ao nosso e-book: Guia e soluções
para solda Mig/Mag.
Esse livro tem como principal objetivo apresentar
todos os detalhes do processo Mig/Mag para que
você soldador obtenha mais aprendizados.
Aqui apresentaremos algumas técnicas, problemas e
soluções que te auxiliará durante a execução do seu
trabalho.
Esperamos que tenha uma ótima leitura e um
grande aprendizado.

5
1- POSIÇÕES DE SOLDAGEM

O primeiro passo a ser analisado para a


execução do processo são as posições de
soldagem. É necessário conhece-las e
identificar a melhor delas para cada
situação. Isso é importante não só para
soldadores, mas também para um Inspetor
de Soldagem que é o responsável por
aprovar o produto final.

6
1- POSIÇÕES
DE SOLDAGEM

A tabela ao lado,
apresenta os tipos de
posições de
soldagem, como são
classificadas e ilustra
como fazer o
processo.

7
2- PONTEAMENTO
O ponteamento tem como objetivo permitir
uma fácil, correta e econômica fixação das
peças que serão soldadas. Ele consiste em
executar cordões curtos e distribuídos ao longo
da junta, sendo sua função básica manter a
posição relativa entre as peças, garantindo a
manutenção de uma folga adequada. Este
ponteamento pode ser aplicado diretamente na
junta, nos casos em que é prevista a remoção
da raiz.

8
2- PONTEAMENTO
Em caso de equipamentos mig/mag a
técnica é utilizada por meio de um
potenciômetro que regula o tempo do ponto,
ou pode ser executada também
manualmente pelo soldador, no momento em
que ele tira e pressiona o dedo no gatilho.
No procedimento mig/mag não gera
problemas de escória durante esse
procedimento.

9
3- PROCESSO MIG/MAG

O sistema MIG significa Metal Inert Gás e utiliza um gás


inerte como proteção o argônio puro ou outras misturas.
O sistema MAG significa Metal Active Gás e utiliza como
gás de proteção o dióxido de carbono, conhecido por
CO2 ou outras misturas.
Neste processo o calor necessário para soldagem é
obtido através de um arco elétrico estabelecido entre o
metal base e o arame solido ou tubular alimentado por
uma fonte de corrente contínua.
O arame, o arco elétrico e a poça de fusão são protegidos
da contaminação atmosférica por uma proteção gasosa.

10
3- PROCESSO MIG/MAG

Neste processo utiliza-se o mesmo equipamento para


soldagem dos vários metais, e diferentes arames de
deposição. As características do processo MIG/MAG
 são definidas pelos tipos de transferências metálicas
que por sua vez são determinadas por diversos
fatores: amperagem, voltagem, diâmetro do arame,
comprimento do arco, gás de proteção e pelos
equipamentos utilizados.
A atual geração destes equipamentos é programável,
intercalando controle no arco elétrico com a
possibilidade de pulsação e programas sinérgicos
pré-selecionados.

11
3- PROCESSO MIG/MAG

O modo de transferência do metal de adição é influenciado


pelos seguintes fatores:
• Corrente de soldagem
• Diâmetro do arame
• Comprimento do arco (tensão)
• Características da fonte
• Gás de proteção
• Modos de transferência GMAW:
• Curto-circuito (short)
• Globular
• Spray
• Pulsada (pulse arc)

12
3.1- TRANSFERÊNCIA POR CURTO
CIRCUITO
Transferência por Curto Circuito - Devido
ao baixo aporte de calor a transferência por curto
circuito é indicada para a união de chapas finas e
soldagens fora da posição plana, nestes casos a
transferência do metal ocorre quando o arame
entra em contato com a poça de fusão,
provocando um aumento imediato da corrente,
consequentemente o destacamento da gota. Este
tipo de transferência ocorre abaixo de 200
amperes e depende do gás de proteção utilizado e
da tecnologia da fonte.

13
3.2 TRANSFERÊNCIA
GLOBULAR
Transferência globular - o diâmetro das
gotas aumenta sendo igual ou maior que o
diâmetro do arame. Esse tipo de
transferência ocorre na zona de transição
quando os níveis da amperagem e voltagem
encontram-se entre o ponto de curto circuito
e spray, ocasionando um alto nível de
instabilidade não utilizado na maioria das
aplicações. A fase globular aparece nas faixas
de corrente entre 200 e 250 amperes.

14
3.3- TRANSFERÊNCIA
POR SPRAY
Transferência por spray - ocorre em níveis
elevados de amperagem sendo utilizada
normalmente na posição plana e horizontal
para espessuras superiores a 5mm, nesse
modo a transferência do metal através do arco
é feito na forma de micro gotas metálicas. Com
os equipamentos pulsados e inversores
sinérgicos consegue-se anular ou diminuir os
respingos e atingir a fase de spray com níveis
baixos de correntes proporcionando uma
transferência estabilizada na soldagem do
alumino e ligas especiais

15
PROCESSO MIG MAG

16
3.4 ARCO PULSADO

No sistema arco pulsado - a fonte fornece


dois níveis de amperagem. O primeiro sem a
intensidade suficiente para produzir
transferências, mas capaz de manter o arco
estabilizado, e o segundo de nível elevado, que
ocasiona a fusão do arame eletrodo conduzindo
as gotas através do arco.
O pico pulsado ocorre em intervalos de tempos
regulares e normalmente transfere uma gota a
cada pulso, garantido a ótima estabilidade na
formação no cordão de solda.

17
3.4- ARCO PULSADO

Nesse processo o sistema é semiautomático com a


maioria das variáveis pré-determinadas.
Dependem da habilidade do soldador, a
velocidade de soldagem, a distância do bico de
contato até a peça, e o ângulo da tocha em relação
à junta, variáveis que influencia na qualidade e no
acabamento e do cordão de solda. O processo
MIG/MAG foi desenvolvido para  oferecer alta
velocidade de deposição em diversos setores
 industriais.

18
3.5- MONTAGEM DE UM PROCESSO MIG/MAG

O conjunto básico utilizado na soldagem 


MIG/MAG é composto por:
• Fonte de energia

• Unidade de alimentação de arame (em


alguns equipamentos vem incorporado na
fonte de energia)
• Tocha
• Gás de proteção
• Regulador de gás

19
3.6- GASES DE PROTEÇÃO UTILIZADOS NO PROCESSO
MIG/MAG

Os gases de proteção são empregados


para proteger o arco elétrico, a
transferência do metal e a poça de fusão
da contaminação atmosférica, os gases
de proteção também influenciam o tipo
de transferência, a incidência de
respingos, a quantidades de fumos, a
queima dos elementos de liga, a
velocidade da soldagem, as
propriedades mecânicas, os custos de
produção e geometria do cordão.

20
3.6- GASES DE PROTEÇÃO UTILIZADOS NO
PROCESSO MIG/MAG

PARA AÇOS CARBONO / AÇOS BAIXA LIGA


• Argônio + 5-15%co2 + 2-6%o2
• Argônio + 25-50% co2
• Argônio + 15-20% co2
• Argônio + 4-8% co2

21
3.6- GASES DE PROTEÇÃO UTILIZADOS NO
PROCESSO MIG/MAG

AÇOS INOXIDÁVEIS
• Argônio + 10-30% + 1-2%co2
• Argônio + 1-2% o2
• Argônio + 2-4% co2
• Argônio + 1-7% h2

22
3.7- VANTAGENS DO PROCESSO MIG/MAG
As principais vantagens do processo MIG/MAG são:
• O alto rendimento proporcionado pela alta velocidade de fusão do arame.
• Operação continua com pequenos intervalos de interrupção.
• Taxa de deposição superior se comparada ao processo convencional de
soldagem com eletrodos revestidos.
• Redução de mão de obra.
• Aproveitamento quase total do arame eletrodo resultando em baixo custo
final.
• Solda em todas as posições e numa ampla faixa de espessuras.
• Permite automatização do processo.

23
3.8- LIMITAÇÕES DO PROCESSO MIG/MAG

• O equipamento de soldagem é mais complexo, mais caro e


menos portátil que o processo SMAW (Eletrodo Revestido).
• O arco elétrico deve estar protegido de correntes de ar
que possam dispersar o gás de proteção.
• O processo MIG-MAG apresenta maior dificuldade de
utilização em locais de difícil acesso porque a pistola de
soldagem deve estar próxima à junta a ser soldada para
assegurar a correta proteção gasosa.

24
3.9- CONSUMÍVEIS DA TOCHA MIG/MAG

• Difusor de gás
• Porta Bico
• Bico
• Bocal
• Guia Espiral
• Arame de solda

25
3.10- RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS
• O local deve ser arejado, evitando a inalação dos gases tóxicos
exalados pela solda.
• O material a ser soldado deve ser limpo, para evitar exalação de
gases tóxicos por sujeira aderida no metal.
• O equipamento, bem como todos os controladores e as peças de
trabalho devem ser aterradas.
• O cabo deve ser dimensionado corretamente para evitar
sobrecarga.
• As conexões elétricas devem estar secas, limpas e apertadas
para evitar aquecimento das mesmas.
• Cabos e conexões devem estar em boas condições para evitar
curtos-circuitos.
• Para regular o equipamento a energia deve estar desligada e o
operador usando luvas de isolamento para evitar choque elétrico.
• O operador deve usar os EPIs recomendados para soldagem.
26
4- TÉCNICAS DE OPERAÇÃO DE
EQUIPAMENTOS MIG/MAG

Para operar um aparelho Mig/Mag com


total proveito e benefício da qualidade da
solda, reduzir custo e perca de tempo com
manuseio errado é necessário observar
fatores como montagem, funcionamento,
parâmetros, consumíveis, acessórios,
segurança e normas de segurança exigido.

27
4.1 COMPONENTES DO PROCESSO MIG/MAG
• Fonte – existem fontes que vem com alimentador arame acoplado
internamente e outras fontes com alimentador externo.
• Alimentador – sua função principal é puxar o arame e alimentar o arco.
• Tocha – deve ser escolhida de acordo com o trabalho a ser executado e a
intensidade da corrente. Para soldagens automáticas ou situações com
altos índices de produtividade as tochas devem ser refrigeradas a água.
Existem tochas variadas em tamanho e especificidade de acordo com a
necessidade da solda.
• Cilindro de Gás – Cilindros que armazenam o gás de proteção da solda.
• Regulador de Gás – sua função é reduzir a pressão do cilindro e
controlar a vazão do gás de proteção, varia de acordo com a necessidade
da solda.
• Arame - Um dos mais importantes fatores a considerar na soldagem MIG
é a seleção correta do arame de solda. Esse arame, em combinação com
o gás de proteção, produzirá o depósito químico que determina as
propriedades físicas e mecânicas da solda.
28
4.2- FUNCIONAMENTO DO EQUIPAMENTO MIG/
MAG
• Com os equipamentos Mig/Mag podem ser soldados aço carbono,
alumínio, inox, cobre entre outros;
• A regulagem do gás, com ambiente e equipamentos em perfeito
estado é 10 vezes o diâmetro do arame Ex: se o arame é 0,8 a
regulagem será 8.
• A velocidade do arame para metais finos é regulada para a mais
lenta possível, já em soldagem em quinas a velocidade do arame
deve ser aumentada. A velocidade do arame vai pode variar
bastante de uma solda MIG/MAG para outra, principalmente
quando elas possuem muito mais potência.
• A regulagem das roldanas que dão pressão ao arame deve ser de
acordo com o diâmetro e o tipo de arame a ser utilizado. Veja a
tabela abaixo;
• O gás para soldagem MIG tem como principal opção o Gás de
Argônio (Inerte), Na no processo MAG é utilizado o Gás de Mistura
que é composto normalmente por 75% de CO2 e 25% de Argônio. 29
4.3- ACESSÓRIOS QUE FACILITAM A SOLDA
MIG/MAG

• Anti respingo gel – Serve para evitar que o respingo adere às


peças ou aos consumíveis da tocha.
• Anti respingo spray – Também têm a função do Anti respingo
gel.
• Limpador de bicos – evita que a fuligem da solda entupa o
bico e dificulta a passagem do arame
• Limpador de bocal – Permite a retirada de respingos de
solda.
• Capa de raspa para a tocha – evita furos no monocabo e
acidentes que possam furar ou danificar.

30
5- DEFEITOS MAIS COMUNS NO PROCESSO

Para garantir a qualidade da solda no 


processo Mig/Mag, reduzir custos com 
manutenção, atraso na produção e perca de tempo
com mau funcionamento dos equipamentos Mig, é
importante conhecer os principais defeitos, suas
causas e possíveis soluções que o próprio
operador será capaz de detectar e solucionar.
Selecionamos alguns dos defeitos mais
recorrentes na soldagem mig, veja:

31
5.1- POROSIDADE

• Óleo, oxidação grosseira, carepa, etc.


• Problema de proteção: vento, bocal obstruído ou
pequeno, mangueira de gás danificada, vazão de
gás excessiva, etc.
• Falha na remoção da escória vítrea entre os passes
de solda.
• Soldagem sobre a escória de eletrodo revestido.

• Arame - pode ser necessário um arame com


teores mais altos de Mn e Si.

32
5.2- FALTA DE PENETRAÇÃO

• Junta de solda muito


estreita;
• Corrente de
soldagem muito
baixa;
• Poça de fusão
passando à frente
do arco.

33
5.3- FALTA DE FUSÃO

• Tensão e/ou corrente de soldagem muito baixa.


• Polaridade errada; deveria ser CC+.
• Velocidade de soldagem muito baixa.
• Soldagem sobre um cordão convexo.
• Oscilação da tocha muito larga ou muito estreita.
• Oxidação excessiva na chapa.

34
5.4- MORDEDURA

• Velocidade de soldagem muito alta.


• Tensão de soldagem muito alta.
• Corrente de soldagem excessiva.
• Parada insuficiente às margens do cordão
de solda.

35
5.5- TRINCAS

• Composição química
incorreta do 
arame de solda.
• Cordão de solda
muito pequeno.
• Má qualidade do
material de base
sendo soldado.

36
5.6- ARCO INSTÁVEL

• Verifique o 
gás de proteção.
• Verifique o sistema
de alimentação de 
arame.

37
5.7- INÍCIO DO CORDÃO DEFICIENTE OU
QUEBRA DO ARAME
• Tensão de soldagem
muito baixa.
• Indutância muito
alta.
• Limpe a escória
vítrea ou a oxidação
do metal de base.

38
5.8- RESPINGOS EXCESSIVOS

• Use misturas Ar-CO2 ou Ar-O2


no lugar de CO2.
• Diminua o percentual de He.
• Tensão do arco muito baixa.
• Aumente a indutância.

39
5.9- FURO DA RAIZ

• Corrente de soldagem muito alta.


• Velocidade de soldagem muito baixa.
• Diminua a abertura da raiz
• Use misturas Ar-CO2 no lugar de CO2.

40
5.10- CONVEXIDADE DO CORDÃO DE SOLDA

• Tensão do arco ou corrente de soldagem


muito baixa.
• Aumente a indutância.
• Polaridade errada; deveria ser CC+.
• Junta de solda muito estreita.

41
6- PROBLEMAS MAIS COMUNS COM ARAME DE SOLDA
MIG/MAG

É de conhecimento a qualidade do processo de 


soldagem MIG/MAG, contudo existem algumas
dificuldades que ainda atrapalham os soldadores na
execução do seu trabalho. Vários defeitos podem
interferir no desempenho da soldagem, entre os mais
comuns estão os problemas com arames.
Vamos conhecer alguns possíveis defeitos no arame  
MIG/MAG que prejudicam a soldagem.

42
6.1- ENTRELAÇAMENTO

Arame que sai do interior do enrolamento.


• Este defeito é comum nos diâmetros finos, 0,80 mm, 0,90
mm e 1,00 mm.
• É mais difícil ocorrer entrelaçamento no bobinado
randon.
 Arame travado na lateral, devido ao enrolamento
frouxo.
• Deve-se ajustar o miolo freiador e/ou observar a
armazenagem, estocagem e o transporte (carretel
deformado).

43
6.1- ENTRELAÇAMENTO
Ajuste no miolo Freador
O miolo freador não roda livremente. Ele tem uma certa
pressão, isso porque ele se movimenta de acordo com o
que o motor da máquina manda puxar. Quando se tira o
dedo do gatilho da tocha, o motor para instantaneamente
porque ele tem um sistema de freio que é o miolo freador.
Este miolo freador deve estar um pouco duro pois quando
soltar o dedo do gatilho o miolo travará o arame
impedindo que saia pedaços de arame na ponta da tocha.
Se o miolo freador estiver bastante solto acontecerá o
entrelaçamento. Se o motor está rodando muito rápido o
carretel, quando se tira o dedo do gatilho o motor vai
parar, porém o carretel continuará rodando gerando
entrelaçamento.

44
6.2- CARRETEL METÁLICO COM DEFORMAS

• Arame travado pela
deformação do
carretel metálico.
• Poderão haver
reclamações por
entrelaçamento, que
se devem a origem
de transporte e
manuseio indevido.

45
6.3- VARIAÇÕES NO ACABAMENTO

Zonas do enrolamento
com menor intensidade
de cobre.
• Normalmente não
apresenta problemas
operacionais.

46
6.4- ARAME OXIDADO NAS BOBINAS

• A oxidação que pode ser


considerada problema de
fabricação é aquela
encontrada no arame ainda
dentro da embalagem
interna, após instalado ou
utilizado em parte deve-se
observar as possíveis
causas.

47
6.5- VARIAÇÃO DO CAST E HELIX
Um importante teste de qualidade do arame é o Cast
e Helix. Por meio dele é possível controlar a
deformação plástica causada pelo bobinamento. Cast
é o diâmetro da circunferência formada por um
pedaço de arame jogado livremente ao chão (O
diâmetro da circunferência não pode ser menor do
que o diâmetro do carretel). Helix é a distância entre
uma das pontas do arame e a superfície de apoio
medida verticalmente (Não deve ser maior do que
25mm).
Recomenda-se medir o Cast e Helix das bobinas,
sempre após o arame passar pela pistola de
soldagem, pois assim nos dará uma clara ideia do
estado do sistema de tracionamento do arame.
48
6.6- ARAME VIBRADO

• É possível que os 


arames nos diâmetros
mais finos, 060mm,
0,80mm, 0,90 mm e
1,00 mm, apresentem
ondulações que
dificultem a
alimentação dos
mesmos.

49
6.7- ARAME COM EXCESSO DE LUBRIFICANTE
• Pode gerar problemas
de alimentação de 
arame e demanda uma
maior manutenção
preventiva e corretiva
do equipamento de
solda.
• Nem sempre se pode
visualizar o excesso de
lubrificante no arame.

50
6.8- PROBLEMAS NO ALIMENTADOR DE ARAME

• Acúmulo de resíduos gerados pela fricção


intermetálica com o guia de entrada.
• Resíduos provenientes do excesso de
lubrificante nas roldanas de tração e pressão.
• Não agregar nenhum elemento para limpar a
superfície do arame.

51
6.8- PROBLEMAS NO ALIMENTADOR DE
ARAME

Alinhamento das roldanas de Tração e


Pressão
• Fricção entre o tubo capilar e o arame. Isto
gera desprendimento do cobre e
deformações no arame.
• Roldanas desalinhadas também geram
desprendimento do cobre e deformações no 
arame.

52
6.8- PROBLEMAS NO ALIMENTADOR DE
ARAME
Guia de Entrada
• Partículas geradas pelo guia de entrada metálico.
• O guia de entrada não deve ser excessivamente rígido,
para que o mesmo possa acompanhar a curvatura do 
arame, não deve ser metálico, nem deve ter bordas
cortantes.
• Fricção entre o guia de entrada e o arame. Isso acaba
gerando o desprendimento do cobre e a deformação do 
arame, que se traduz em instabilidade do arco elétrico,
maior consumo de bicos de contato e maior frequência de 
manutenção corretiva e preventiva do equipamento de
solda.

53
6.8- PROBLEMAS NO ALIMENTADOR DE
ARAME

Excessiva Pressão nas Roldanas


• Deformação do arame;
• Desprendimento do cobre;
• Variação significativa de CAST e HELIX.
• Desprendimento do cobre e desgaste
prematuro das roldanas de tração e pressão.

54
6.8- PROBLEMAS NO ALIMENTADOR DE
ARAME

Ajuste de Pressão das Roldanas


• A pressão nas roldanas deve ser executada
progressivamente de acordo com o desgaste
das mesmas, sempre observando a escala.
• Uma boa forma de regular é iniciar a
soldagem com a regulagem mínima e caso
necessário aumentar aos poucos a pressão até
que a soldagem ocorra normalmente.

55
6.9-ILHAS DE SILICA

• A presença de ilhas de
silica não indicam
qualquer tipo de
problema.
• Após o resfriamento da
solda as mesmas
deveram ser
desprender
naturalmente, caso
necessário basta passar
uma escova de aço.

56
Paulo Cesar – Diretor Comercial
SOBRE A ALUSOLDA
A Alusolda é uma empresa atuante no
segmento de soldas e cortes, prezando pela
qualidade de seus produtos e atendimento
desde 1987.
É especializada em locação de equipamentos
para soldagem e corte, disponibilizando
máquinas de solda mig, solda tig, soldagem
com eletrodos, corte a plasma além de uma
completa linha de acessórios que auxiliam no
processo como tochas, fornos para eletrodos,
estufas, alimentadores, cabos especiais e
outros itens, para uma aplicação completa
dos diversos processos de soldagem ou
corte, sempre oferecendo equipamentos de
alta qualidade, revisados e prontos para
serem utilizados nos mais variados projetos.
Paulo Cesar – Diretor Comercial 57
SOBRE A ALUSOLDA
A Alusolda se divide em três vertentes de atuação:
Alusolda Locadora – Aluguel de Máquinas de Solda e Corte
a Plasma
Alusolda Revenda – Venda de Máquinas novas e usadas,
Consumíveis de Solda e Corte a Plasma
Alusolda Assistência Técnica – Autorizada das melhores
marcas do segmento de Solda e Corte a Plasma
Sua Missão é proporcionar aos Clientes soluções em solda
e corte com Qualidade Ética e Transparência.
Possui a visão de ser referência em solda e corte na região
Centro-Oeste do Brasil.
Os valores da empresa são o trabalho pautado na Ética,
Integridade, Melhoria Contínua, Qualidade e Valorização
Humana.
Site da empresa:
www.alusolda.com.br / www.alusolda.com.br/loja

Paulo Cesar – Diretor Comercial 58


COMPARTILHE

59

Você também pode gostar