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UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP

Campus Brasília

ELIANE DE CASTRO DOS REIS T590760


RAIANE APARECIDA SOUSA DE LIMA T56725-4

ANÁLISE COMPARATIVA DA ATUALIZAÇÃO DA NR-18

BRASÍLIA-DF
2017
ELIANE DE CASTRO DOS REIS T590760
RAIANE APARECIDA SOUSA DE LIMA T56725-4

ANÁLISE COMPARATIVA DA ATUALIZAÇÃO DA NR-18

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao Departamento de
Engenharia Civil da Universidade Paulista
- UNIP – Campus Brasília, como parte dos
requisitos para a obtenção do título de
Engenheiro (a) Civil.

Orientador: Edwin F. F. Silva

BRASÍLIA-DF
2017
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.................................................................................................... 7
1.1 OBJETIVOS ........................................................................................................ 8
1.1.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................. 8
1.1.2 OBJETIVO ESPECÍFICOS ................................................................................. 8
1.2 JUSTIFICATIVA .................................................................................................. 9

2 REFERENCIAL TEÓRICO ............................................................................... 10


2.1 HISTORICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO .............................................. 10
2.2 CONCEITOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO ............................................ 11
2.3 NR-18 NA CONSTRUÇÃO CIVIL ..................................................................... 11
2.3.1 CARACTERIZAÇÃO DO CANTEIRO ............................................................... 13
2.3.2 CONCEITO DE ACIDENTE DE TRABALHO ................................................... 14
2.3.3 CONSILIDAÇÃO DAS LEIS .............................................................................. 14
2.4 PRINCIPAIS MUDANÇAS ................................................................................ 15
2.5 PORTARIA N° 20, 17 DE ABRIL DE 1998 ....................................................... 17
2.6 PORTARIA N° 30, 13 DE DEZEMBRO DE 2001 ............................................. 17
2.7 PORTARIA N° 13, 09 DE JULHO DE 2002 ...................................................... 17
2.8 PORTARIA N° 114, 17 DE JANEIRO DE 2005 ................................................ 18
2.9 PORTARIA N° 157, 10 DE ABRIL DE 2006 ..................................................... 18
2.10 PROPOSTA DE ALTERAÇÃO DA LISTA DE VERIFICAÇÃO ......................... 19

3 METODOLOGIA ............................................................................................... 20
3.1 ETAPAS DO TRABALHO.................................................................................... 20

4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................ 21


ELIANE DE CASTRO DOS REIS T590760
RAIANE APARECIDA SOUSA DE LIMA T56725-4

ANÁLISE COMPARATIVA DA ATUALIZAÇÃO DA NR-18

Trabalho de conclusão de curso para obtenção do título de graduação em Engenharia


Civil apresentado à Universidade Paulista – UNIP.

Aprovada em______de________________de______.

Prof. ____________________________________________________________
Orientador –

Prof. ____________________________________________________________
Membro da Banca –

Prof. ____________________________________________________________
Membro da Banca –
7

1 INTRODUÇÃO

A nova versão da norma NR-18, aprovada em 1995 deu novo impulso às


discussões e ações de melhoria relativas à segurança no trabalho. O tema hoje ganha
espaço entre as preocupações de empresários e trabalhadores, os quais vêm
despertando para a importância de melhorar a segurança e as condições de trabalho
nas obras.
A Segurança no Trabalho deve ser abordada como investimento e não como
despesa, para empresa, uma vez que a prevenção de Acidentes de Trabalho (AT)
reduz despesas, pois evitam gastos com acidentes envolvendo funcionários,
patrimônio, máquinas e equipamentos, além de indenizações por acidentes podendo
representar perdas consideráveis (DRAGONI, 2005).
Tem se observado que o crescimento da renda no Brasil e o setor da construção
civil vem experimentando uma evolução na área de qualidade e produtividade com a
implementação de normas e procedimentos destacando-se a Norma
Regulamentadora NR-18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da
Construção e a Norma Brasileira NBR-12284 - Áreas de Vivência em Canteiros de
Obras.
Para ser possível atingir esses níveis ideais de segurança no trabalho, tem-se que
partir dos níveis de exigências mínimos, os quais são definidos, no caso brasileiro,
pela NR-18 (Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção), em
sua versão mais recente, publicada em julho de 1995. Entretanto, essa nova
legislação ainda não foi perfeitamente assimilada pelos profissionais do setor, visto
que é possível identificar a existência de dúvidas quanto à sua interpretação e
questionamentos a respeito da viabilidade técnica e econômica de algumas de suas
exigências.
Realizar uma atualização na NR- 18 proporcionara uma melhoria da segurança,
saúde e meio ambiente de trabalho, além de aumentar a produtividade, diminui o custo
do produto final, pois reduz as interrupções no processo, absenteísmo e acidentes
e/ou doenças ocupacionais. Experiências comprovam que o cumprimento das
disposições da NR-18 resulta em benefícios consideráveis, tanto para o trabalhador
quanto para a própria empresa.
8

1.1 OBJETIVOS

Objetivo Geral

Este trabalho tem como objetivo geral analisar e comparar as propostas de


atualização da norma NR- 18.

Objetivo Específicos

Este trabalho tem como objetivos específicos:


- Identificar as principais atualizações que estão sendo proposto para a NR-18.
- Fazer uma análise comparativa entre a primeira versão da norma e as alterações
que ela sofreu.
- Analisar se essas alterações na norma são necessárias;
- Analisar a importância dessa norma passar pelo processo de modificação.
9

1.2 JUSTIFICATIVA

Segundo GROHMANN (1997), o setor se destaca como atividade intensiva em


mão-de-obra, demandando muitos empregos de baixa qualificação, que atendem às
camadas menos instruídas e mais carentes da sociedade. Além disso, o setor ocupa
uma posição estratégica na geração de empregos, uma vez que a criação de um posto
de trabalho na construção demanda reduzidos investimentos, quando comparado à
criação de emprego nas indústrias mais intensivas em capital.
De acordo com VIEIRA (2006) mais do que cumprir a legislação existente, é um
dever da alta administração das empresas proporcionar um ambiente de trabalho
seguro e saudável, não só com o pensamento voltado para o bem-estar do
funcionário, que é um fator indiscutível, como também para o bem-estar da própria
empresa.
De acordo com VIEIRA (2006) relata que experiências comprovam que o
cumprimento das disposições da NR-18 resulta em benefícios consideráveis, tanto
para o trabalhador quanto para a própria empresa.
Segundo RAMOS (2003) recomenda que um projeto de canteiro de obras para as
edificações (unidades funcionais) sempre deve estar em conformidade com as normas
(NBR 12284, NR-18), visando estabilidade estrutural, conforto ambiental e segurança.
A melhoria da segurança, saúde e meio ambiente de trabalho, além de aumentar
a produtividade, diminui o custo do produto final, pois reduz as interrupções no
processo, absenteísmo e acidentes e/ou doenças ocupacionais. Experiências
comprovam que o cumprimento das disposições da NR-18 resulta em benefícios
consideráveis, tanto para o trabalhador quanto para a própria empresa.
A construção civil é responsável por obras habitacionais, comerciais, industriais,
obras do tipo social e obras destinadas às atividades culturais, esportivas e de lazer.
Contudo, esse setor é caracterizado pelo uso de processos tradicionais apresentando
uma série de peculiaridades que o torna diferente de outras atividades econômicas
(CRUZ, 1998).
10

2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 HISTORICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO

De acordo com Lima (2007), a preocupação com a segurança do trabalho, começou


a ser registrada em documentos egípcios, o papiro Anastacius V, que mostra a
preocupação em preservar a vida dos trabalhadores cuidando da sua saúde. Esse papiro
retrata as condições de trabalho de um pedreiro como exemplo
As operações de industrialização tornaram-se mais simplificadas logo após a
introdução das máquinas na produção fabril, pois as tarefas que eram executadas pelos
trabalhadores eram repetitivas, o que levou a um aumento no número de acidentes. Além
das tarefas repetitivas, não havia qualquer critério para o recrutamento da mão-de-obra,
onde homens; mulheres; idosos e até mesmo crianças (principalmente mulheres e
crianças, eram as preferidas pela possibilidade de serem pagos salários mais baixos)
eram selecionadas sem qualquer exame inicial quanto à saúde e ao desenvolvimento
físico ou qualquer outro fator humano. (BITENCOURT & QUELHAS, 1998).
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aprovou em 08 de junho de 1978, através
da portaria n° 3.214, a emissão das Normas Regulamentadoras, as quais passaram a ter
por objetivo a regulamentação e a normatização das atividades relacionadas à segurança
e saúde no ambiente de trabalho, de modo a suprir a carência normativa referente ao
prevencionismo.
Dentre as normas existentes a NR-18 caracteriza-se por ser específica ao setor da
construção civil, objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas
preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho
deste setor, conforme defini a própria norma.
Outro avanço com a reformulação da norma foi a inclusão do Programa de Condições
e Meio Ambiente de Trabalho na Construção (PCMAT), o qual contribuiu para a redução
dos acidentes e doenças ocupacionais. Contudo, a norma ainda não foi amplamente
assimilada pelos profissionais do setor nas proporções desejadas, já que os acidentes,
assim como as mortes continuam ocorrendo na construção civil e ainda são constantes
as incertezas quanto a sua interpretação e os questionamentos quanto a sua viabilidade
técnica. Portanto, cabe aos responsáveis pela norma, muito trabalho à frente, para que
11

esta continue alcançando bons resultados e para que passe a ser encarada como requisito
básico e não o único a ser cumprido.

2.2 CONCEITOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO

Segundo SALIM (2001), a segurança do trabalho é um conjunto de ciências e


tecnologias que buscam promover a proteção do trabalhador no seu local de trabalho,
com o objetivo básico de prevenção de riscos e de acidentes de trabalho, visando à defesa
da integridade da pessoa humana.
De acordo com CHIAVENATO (1999) a segurança do trabalho envolve três áreas
principais de atividade, são elas: a prevenção de acidentes, a prevenção de incêndios e a
prevenção de roubos. Nesse trabalho iremos tratar sobre a prevenção de acidentes.
Ainda de acordo com o autor, a segurança no trabalho está voltada para a prevenção
de doenças e acidentes relacionados com o trabalho além da administração de riscos
ocupacionais. Sua finalidade é profilática no sentido de antecipar-se para que os riscos de
acidentes sejam minimizados, onde nas últimas décadas foram feitos muitos progressos
na redução e prevenção de doenças e acidentes relacionados com o trabalho.

2.3 NR-18 NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Segundo ROCHA (2000), as áreas de vivência, apesar de serem prioridade da


fiscalização, ainda têm um elevado nível de não conformidade, apresentando falta de
cumprimento de exigências bastante simples, tais como a colocação de suportes para
sabonete, cabide para toalha junto aos chuveiros e recipiente com tampa para depósito
de papéis usados junto ao vaso sanitário. As áreas de vivência, apesar de não estarem
diretamente relacionadas às causas de acidentes, influenciam na sua maior ou menor
ocorrência, visto que condições precárias da mesma contribuem para diminuir a motivação
dos trabalhadores e, por consequência, estimular comportamentos inseguros.
Entre as normas publicadas pela Portaria n° 3.214, o setor da Construção Civil foi
contemplado com a norma regulamentadora nº 18, com o título de Obras de Construção
Demolição e Reparos. Esta trata das regras para prevenção de acidentes dentro da
construção civil. Entretanto, essa norma foi reformulada e publicada em 1995, através de
uma nova Portaria que passou ser conhecida por Condições e Meio Ambiente de Trabalho
da Indústria da Construção Civil. O objetivo da norma é estabelecer procedimentos de
12

ordem administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implementação


de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos da Indústria
da Construção (MANUAIS DE LEGISLAÇÃO ATLAS, 2001).
A norma NR- 18 é composta por 39 itens, no qual se pode destacar o Programa de
Condições e Meio Ambiente de Trabalho – PCMAT, que é um conjunto de ações, relativas
à saúde do trabalho, garantindo a saúde e a integridade do trabalhador e a manutenção
do controle de riscos ambientais.
Segundo Francisco Borges Dias, diretor do Sindicato da Indústria dos Trabalhadores
da Construção Civil de São Paulo, as disposições impostas pela NR 18 têm sido adotadas
a “passos de tartaruga”. O principal motivo para isso é o custo incorrido com bandejas,
elevadores e outros dispositivos, que, segundo representantes das empresas
construtoras, podem variar de 1 a 4% do orçamento total da obra.
A indústria da construção civil é um setor onde a saúde e segurança dos trabalhadores
é uma questão que merece atenção constante, pois os mesmos são expostos a diversos
tipos de risco.
O setor é um dos que apresenta as piores condições de segurança, segundo dados
do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicados no Anuário Estatístico de
Acidentes de Trabalho (MTE, 2011) o Brasil apresentou elevados números de acidentes.
Em 2006 foram 32.058 acidentes no setor, em 2007 houve aumento em 22% totalizando
39.076 acidentes e em 2008 o número ultrapassou os 50.000 acidentes que representou
um crescimento de 30% em relação a 2007.
Segundo ROCHA (2000), as áreas de vivência, apesar de serem prioridade da
fiscalização, ainda têm um elevado nível de não conformidade, apresentando falta de
cumprimento de exigências bastante simples, tais como a colocação de suportes para
sabonete, cabide para toalha junto aos chuveiros e recipiente com tampa para depósito
de papéis usados junto ao vaso sanitário.
As áreas de vivência, apesar de não estarem diretamente relacionadas às causas de
acidentes, influenciam na sua maior ou menor ocorrência, visto que condições precárias
da mesma contribuem para diminuir a motivação dos trabalhadores e, por consequência,
estimular comportamentos inseguros.
Conforme ARAÚJO (2000), muitas das exigências da NR-18 não são cumpridas por
falta de planejamento da ação e conscientização da sua importância. Outra constatação
importante, diz respeito à falta de padrões de segurança nas empresas, evidenciando que
13

o grau de preocupação com as questões de segurança está relacionado com a postura


individual do engenheiro da obra e/ou do mestre de obras e não com uma política de
segurança da empresa.

CARACTERIZAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS E DAS ÁREAS DE VIVENCIA

Para elaboração de projeto de canteiro, FRANCO (1992), considera importante que


se dedique atenção especial para conseguir atingir os resultados desejados de
funcionamento. Para tanto, é essencial que o arranjo do canteiro de obra seja feito através
de um projeto cuidadosamente elaborado que contemple a execução do empreendimento
como um todo, prevendo as diferentes fases da obra e as necessidades e condicionantes
para cada uma delas.
O projeto do canteiro de obras é o serviço integrante do processo de construção,
responsável pela definição do tamanho, forma e localização das áreas de trabalho, fixas
e temporárias, e das vias de circulação, necessárias ao desenvolvimento das operações
de apoio e execução, durante cada fase da obra, de forma integrada e evolutiva, de acordo
com o projeto de produção do empreendimento, oferecendo condições de segurança,
saúde e motivação aos trabalhadores e, execução racionalizada dos serviços
(FERREIRA, 1998).
Segundo FERREIRA E FRANCO (1998) o repensar do sistema de produção das
empresas de construção civil, é uma preocupação que diversos pesquisadores têm
demonstrado, procurando aproximar a forma de produção da edificação, de um sistema
de manufatura com um maior nível de industrialização, existindo trabalhos relacionados à
modulação de projetos, materiais e componentes, industrialização, racionalização, gestão
da qualidade, e a aplicação de uma nova filosofia de produção, entre outros.
Para atender às normas e a um mercado mais competitivo exigindo a melhoria da
qualidade e da produtividade das construções, torna-se necessária a elaboração do
projeto do canteiro de obras, como forma de atender as exigências legais e possibilitar a
otimização das condições de trabalho e segurança nas obras, contribuindo para o
funcionamento mais eficiente do sistema de produção.
Segundo THOMAZ (2001), layouts de canteiro bem determinados, materiais
adequadamente estocados, bancadas de preparação de kits, canteiro de pré-moldados e
alojamentos decentes, são pontos vitais para a atividade de construção. O estudo prévio
dos fluxos de materiais e pessoas, do raio de ação dos equipamentos, da descarga de
14

materiais, da manobra de caminhões, da drenagem e forma de conservação dos


caminhos, são aspectos importantes e fundamentais em termos de qualidade, economia,
produtividade e segurança.

Conceito de acidente do trabalho


00
Na legislação previdenciária, acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do
trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados, provocando
lesão corporal ou perturbação funcional, que resulte em perda ou redução, permanente
ou temporária, da capacidade para o trabalho ou mesmo a morte do segurado (BRASIL,
2012).
Já o conceito legal de acidente de trabalho encontra-se no Art. 2º da Lei nº 6367, de
19.10.76, sob a seguinte definição: “Acidente de Trabalho é aquele que ocorre pelo
exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação
funcional que cause a morte ou perda, ou redução permanente ou temporária, da
capacidade para o trabalho”. É, então, um acontecimento relacionado com o trabalho,
capaz de determinar a morte, perda ou redução da capacidade laborativa.
Para Pedrotti (1998, p 202), acidente de trabalho “é o que ocorre pelo exercício do
trabalho a serviço da empresa, ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais,
provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou a
redução da capacidade para o trabalho permanente ou temporário”.
Analisando os conceitos dados de acidentes de trabalho, pode-se afirmar que são
ocorrências anormais que interrompem a atividade, interferem negativamente nas outras
atividades; agride os trabalhadores causando lesões ou provocando a morte e causam
diversos prejuízos às instituições e à sociedade.

Consolidação das leis do trabalho

Segundo SUSSEKIND (1996), a legislação social do Brasil começou realmente após


a revolução de trinta. No Governo Provisório é que foi criado o Ministério do Trabalho,
Indústria e Comércio e se iniciou a elaboração das Leis Sociais.
Na constituição de 1937, no entender de SUSSEKIND (1996), se fixou melhor as
normas de procedimentos do trabalho, pois continha nessa constituição o preceito básico
sobre: a assistência médica e higiênica; as férias remuneradas; o repouso semanal; o
salário mínimo; a indenização por cessação das relações de trabalho, sem que o
15

empregado a ela tenha dado causa; jornada de oito horas; proteção à mulher, ao menor
e ao seguro social, entretanto proibia a greve.
A NR-18 contém grandes avanços para a área de saúde e segurança, trazendo de
forma mais explícita quais são as medidas necessárias para garantir segurança dos
trabalhadores na área da construção civil. Se as medidas de segurança, implantadas
visam apenas cumprir a legislação vigente, a segurança está sendo, neste caso,
considerada como um agregado na condição de trabalho, a segurança para ser efetiva
deve fazer parte de toda construção (CRUZ, 1998).
O Decreto Lei nº 5.452/43 foi denominado de Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT) e conforme o conceito de Nascimento (2002, p. 49) é “a sistematização das leis
esparsas existentes na época, acrescidas de novos institutos criados pelos juristas que a
elaboraram”.
No Brasil, as leis que começaram a abordar a questão da segurança no trabalho só
surgiram no início dos anos 40. Segundo LIMA JR. (1995), o qual fez um levantamento
desta evolução, o assunto só foi melhor discutido em 1943 a partir do Capítulo V do Título
II da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). A primeira grande reformulação deste
assunto no país só ocorreu em 1967, quando se destacou a necessidade de organização
das empresas com a criação do SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de
Segurança e em Medicina do Trabalho).

2.4 PRINCIPAIS MUDANÇAS NA NR-18

A reedição da NR-18 (BRASIL, 1995) introduziu inovações conceituais que aparecem


a partir de sua própria formulação, com a inovação da criação dos 26 Comitês Tripartites,
uma vez que é a primeira norma discutida e aprovada através de negociação nos moldes
prescritos pela Organização Internacional do Trabalho - OIT.
Em atendimento a recomendação da OIT, estas propostas foram rediscutidas em
caráter tripartite, onde trabalhadores, empregadores e governo apresentaram o texto final
para publicação, sendo então publicada pela Portaria nº 4 (Brasil, 1995). Pela primeira vez
no Brasil, uma norma foi toda negociada com a participação de 03 bancadas, sendo estas
compostas por representantes dos trabalhadores, empregadores e governo, cujo objetivo
comum é a melhoria das Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da
Construção, contribuindo assim para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
16

A evolução da área de saúde e segurança do trabalho tem demonstrado o quanto é


necessária a manutenção e revisão das normas para orientação dos serviços, tornando-
os mais eficazes. (OLIVEIRA, 2012).
SAURIN (1997) reconhece que a revisão da NR-18 (Brasil, 1995) representa um
avanço importante no sentido de que o problema de segurança seja tratado seriamente
pelas empresas, no qual ele espera que a norma atue como agente difusor de uma nova
consciência sobre o assunto, de tal modo que se dispense à segurança a mesma
importância dispensada aos assuntos da produção.
De acordo com LIMA JR. (1995) lista uma série de novidades no novo texto da NR-
18, entre as quais pode-se destacar as seguintes, em termos de avanços para a melhoria
das condições de segurança e saúde do trabalhador:
 A introdução do PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de
Trabalho na Indústria da Construção), visando formalizar as medidas de
segurança que devem ser implantadas no canteiro de obras;
 A criação dos CPN e dos CPR (Comitês Permanentes Nacional e Regionais,
respectivamente), com o intuito de avaliar e alterar a norma. A composição
destes comitês é feita através de grupos tripartite e paritários;
 Os RTP (Regulamentos Técnicos de Procedimentos), que tem o objetivo de
mostrar meios de como alguns itens da NR-18 podem ser implantados. Estes
procedimentos não são de cumprimento obrigatório, podendo ser encarados
como sugestões;
 Estabelecimento de parâmetros mínimos para as áreas de vivência
(refeitórios, vestiários, alojamentos, instalações sanitárias, cozinhas,
lavanderias e áreas de lazer), a fim de que sejam garantidas condições
mínimas de higiene e segurança nesses locais;
 Exigência de treinamento em segurança, admissional e periódico;
 Desde 07/07/99 é obrigatória a instalação de elevador de passageiros em
obras com doze ou mais pavimentos, ou obras com oito ou mais pavimentos
cujo canteiro possua pelo menos trinta trabalhadores.

A partir do ano de 1995, o MTE publicou as seguintes portarias que contemplam a


atualização da norma (SEGURANÇA, 2008).
17

2.5 Portaria n° 20, 17 de abril 1998

A Portaria nº 20 do dia 17 de abril do ano de 1998, publicada pelo MTE, altera o texto
do item 18.14 e seus subitens da NR-18 referente à MOVIMENTAÇÃO E TRANSPORTE
DE MATERIAIS E PESSOAS. Nesse item a norma regulamenta os trabalhos com
elevadores de carga e elevadores de passageiro, integrando todo o trabalho de
movimentação e transporte de materiais e pessoas dentro da obra, trabalhos com
elevador (torre e plataforma), posto do guincheiro e trabalhos com a grua, que auxilia nos
trabalhos de transporte de materiais.
Para a atualização da lista de verificação no item de movimentação e transporte de
materiais e pessoas (Item I), a RTP 2 (FUNDACENTRO, 2001) também sugere
recomendações técnicas de procedimentos dos trabalhos específicos com elevadores de
carga.

2.6 Portaria nº 30, 13 de dezembro de 2001

Na atualização da NR-18 ocorrida no ano de 1995, foi adicionado o item 18.4.1.3


referente às INSTALAÇÕES MÓVEIS na área de vivência. Com a portaria nº 30 do dia 13
de dezembro de 2000, a partir do texto contido na ata da XVIII Reunião Ordinária do
Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria
da Construção - CPN, realizada nos dias 19 e 20 de setembro de 2000, fica alterado o
texto do item 18.4.1.3.
O item especifico alterado é o item 18.15.30 – Andaimes, que classifica os andaimes
como: andaime suspenso e andaime suspenso motorizado. Já o item 18.15.48, também
desta portaria, é alterado o texto dos trabalhos com elevadores de cremalheira,
regulamentando os dispositivos das plataformas de cremalheira. A principal alteração
proposta elimina a diferenciação dos andaimes leves e pesados, fazendo com que os
trabalhos sejam feitos com andaimes fabricados conforme especificação da norma
vigente, tendo segurança na catraca, guincho, fixação e sustentação na edificação, e
dimensões do mesmo.

2.7 Portaria nº 13, de 09 de julho de 2002

A portaria nº 13 de 09 de julho de 2002, altera parcialmente o texto do item 18.15,


mais específico dos itens 18.15.49 a 18.15.55, que se refere ao trabalho com CADEIRA
18

SUSPENSA. Esses itens fazem referência à estrutura e dispositivos das cadeiras


suspensas que a esta deve dispor para o seu trabalho.
O item 18.16 – CABOS DE AÇO E CABOS DE FIBRA SINTÉTICA é adicionado a
NR-18 com o texto da portaria nº 13, assim todas as atividades exercidas com
equipamentos que utilizam os cabos de aço e cabos de fibra sintética são regulamentadas
e exigidas a sua aplicação.

2.8 Portaria nº 114, de 17 de janeiro de 2005

O texto do item 14.24 referente a grua teve outra alteração a partir da portaria nº 114
do dia 17 de janeiro de 2005, onde a norma propõe novas exigências de segurança para
os trabalhos com o transporte de materiais com o uso de gruas, fazendo assim que seja
mais seguro e aperfeiçoando a norma conforme é aperfeiçoado o equipamento, ou seja,
a grua. O artigo 2º da portaria nº 114, faz inclusão, sob a forma de Anexo III da NR-18, o
Plano de Cargas para Gruas. No artigo 3º desta portaria, insere ao glossário da norma
algumas definições como: altura livre móvel, ancoragem, aterrada/aterramento, coletor
elétrico, gruas, laudo operacional, entre outros. No último artigo nº 4 da portaria nº 114,
fica alterado ou acrescido novos códigos de norma e infrações.
Ainda na portaria nº 114, o item 18.18 da norma também sofre alteração quanto aos
trabalhos em TELHADO E COBERTURAS, exigindo assim itens de segurança que
previne os acidentes, principalmente, com a instalação de cabo guia ou cabo de
segurança para fixação de mecanismo de ligação por talabarte acoplado ao cinto de
segurança tipo pará-quedista.

2.9 Portaria nº 157, de 10 de abril de 2006

A última portaria que alterou o texto da NR-18 é a portaria nº 157 de 10 de abril de


2006. Nesta portaria o Ministério do Trabalho altera a alínea “a” do subitem 18.14.22.4 e
a alínea “b” do subitem 18.14.23.3 que passa a vigorar como: “Sistema de frenagem
automática que atue com efetividade em qualquer situação tendente a ocasionar a queda
livre da cabina”. Essas alíneas são alteradas com o artigo 1º e 2º, respectivamente.
O artigo 3º desta portaria tem o seguinte texto: “Fica proibida a utilização de sistema
de frenagem automática do tipo viga flutuante que tem como parâmetro de sensoriamento
e comando a tensão do cabo de aço de sustentação da cabina dos elevadores de obra”.
19

O texto deixa claro que a utilização do tipo de freio automático em viga flutuante está
proibida. Ainda no artigo 4º fica revogado o item 18.15.43.2 da NR-18.
O artigo 5º inclui na NR-18 o item 18.15.6 que diz a respeito de ANCORAGEM que
faz uma exigência: “As edificações com no mínimo quatro pavimentos ou altura de 12m
(doze metros), a partir do nível do térreo, devem possuir previsão para a instalação de
dispositivos destinados à ancoragem de equipamentos de sustentação de andaimes e de
cabos de segurança para o uso de proteção individual, a serem utilizados nos serviços de
limpeza, manutenção e restauração de fachadas”.
No artigo 6º, a norma também inclui outro item, o 18.13.12, neste caso é referente a
REDES DE SEGURANÇA. As redes de segurança é uma medida alternativa conforme o
item 18.13.12.1: “Como medida alternativa ao uso de plataformas secundárias de
proteção, previstas no item 18.13.7 desta norma regulamentadora, pode ser instalado
Sistema Limitador de Quedas de Altura, com a utilização de redes de segurança”.

2.10 PROPOSTA DE ALTERAÇÃO DA LISTA DE VERIFICAÇÃO

O método de pesquisa foi bem direto, visto que a atualização da lista de verificação
teve subsídio a partir destas portarias citadas acima e a NR-18. Com base na lista de
verificação apresentada por ROCHA (1999) a partir de um projeto de pesquisa
capitaneado pela UFRGS (GUIMARÃES et al., 2001) foram inseridas essas modificações
e outras propostas baseadas na literatura e nas experiências dos autores. Na sequência,
são apresentadas as alterações detalhadas dos itens da lista de verificação proposta
neste trabalho.
Além das alterações dos itens, foi adicionada a observação quanto à existência do
PCMAT e PPRA, conforme exigido na norma, além do treinamento dos trabalhadores das
obras registrado em lugar específico com assinatura dos trabalhadores e do responsável
pelo treinamento. Um requisito de muita importância é a conferência da entrega de EPI’s
e EPC’s, que também deve ser registrado em documento específico com assinatura do
receptor do equipamento.
20

3 METODOLOGIA

A metodologia utilizada para execução deste presente trabalho, contempla assuntos


pertinentes como as etapas do trabalho, analise das normas.

3.1 ETAPAS DO TRABALHO

Para o desenvolvimento deste trabalho será feito revisão bibliográfica baseada em


consulta a livros, manuais, artigos e normas ligadas à área, páginas eletrônicas e revistas.
Inicialmente será feito um estudo sobre as principais mudanças que estão sendo
propostas para a norma NR-18.
Será analisado a importância dessa norma sofrer alterações.
Será feito comparativo entre a norma que foi criada inicialmente e as alterações
sofrida ao longo do tempo.
21

4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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