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IBRAMAEC

Escola Brasileira de Medicina Alternativa e Estética Corporal


Praça da república, 80 conj. 605 – Centro – São Paulo – Cep 01045-000.
Tel.: (11) 6848 – 3790 Site: www.ibramaec.com.br

APOSTILA DE SUPORTE

MASSAGEM REDUTORA COM


TOALHAS QUENTES
Apostila Módulo I de II

Prof. AFONSO RIBEIRO – Acupunturista – CNT 11.001/SP


Profa. ANGELITA DALILLA – Cosmetóloga – CNT 11.009/SP

© Afonso William Ribeiro - 2003


Docente em Massoterapia e Quiropraxia
Reg. CNT 11.001/SP – CCM 9.746.360-4 / SP
Todos os direitos reservados

Sistema Circulatório

Funcionamento

Em anatomia e fisiologia, o sistema circulatório é percorrido pelo sangue através das


artérias, dos capilares e das veias. Este trajeto começa e termina no coração. O aparelho
circulatório é responsável pelo fornecimento de oxigênio, substâncias nutritivas e
hormônios aos tecidos; além disso, também exerce a função de transportar os produtos
finais do metabolismo (excretas como CO2 e uréia) até os órgãos responsáveis por sua
eliminação.
A circulação inicia-se no princípio da vida fetal. Calcula-se que uma porção determinada
de sangue complete seu trajeto em um período aproximado de um minuto.

Vasos sanguíneos

Os vasos sanguíneos são tubos pelo qual o sangue circula. Há três tipos principais: as
artérias, que levam sangue do coração ao corpo; as veias, que o reconduzem ao coração;
e os capilares, que ligam artérias e veias. Num circulo completo, o sangue passa pelo
coração duas vezes:
Primeiro rumo aos corpo, depois rumo aos pulmões.

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Coração (o centro funcional)

O aparelho circulatório é formado por um sistema fechado de vasos sanguíneos, cujo


centro funcional é o coração. O coração bombeia sangue para todo o corpo através de
uma rede de vasos. O sangue transporta oxigênio e substâncias essenciais para todos os
tecidos e remove produtos residuais desses tecidos.
O coração é formado por quatro cavidades; os átrios direito e esquerdo e os ventrículos
direito e esquerdo. O lado direito do coração bombeia sangue carente de oxigênio,
procedente dos tecidos, para os pulmões, onde este é oxigenado. O lado esquerdo do
coração recebe o sangue oxigenado dos pulmões, impulsionando-os, através das artérias,
para todos os tecidos do organismo.

Circulação pulmonar

O sangue procedente de todo o organismo chega ao átrio direito através de duas veias
principais; a veia cava superior e a veia cava inferior. Quando o átrio direito se contrai,
impulsiona o sangue através de um orifício até o ventrículo direito. A contração deste
ventrículo conduz o sangue para os pulmões, onde é oxigenado. Depois, ele regressa ao
coração no átrio esquerdo. Quando esta cavidade se contrai, o sangue passa para o
ventrículo esquerdo e dali, para a aorta, graças à contração ventricular.

Entendendo a Circulação

“Tum, tum, tum, bate coração..." O coração bate mais forte quando a gente pula corda,
joga futebol, brinca de pega-pega ou corre por aí. Por quê? Quando nos movimentamos
rapidamente, gastamos mais energia. Então o sangue tem que circular depressinha,
porque tem muita coisa para fazer:
-alimentar cada célula
-levar embora os restos celulares (aquilo que ela não aproveita do alimento)
-trazer ar novo para os pulmões
-expulsar o ar usado.
Ufa! O coração bate mais rápido, porque ele é que faz o sangue circular. Assim como os
carros circulam pelas ruas, o sangue circula pelo nosso corpo. As avenidas percorridas
pelo sangue se chamam veias e artérias. Pelas veias, o sangue chega ao coração. As
artérias levam-no embora.
O sangue é constituído por glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
O sistema circulatório é encarregado de transportar, por meio do sangue, substâncias
necessárias para a vida das células.
Abastece as células de nutrientes e oxigênio, leva os hormônios das glândulas endócrinas
até os órgãos onde elas atuam, e retira os resíduos metabólicos (dióxido de carbono etc.)
e outras substâncias que as células eliminam. Atua também no equilíbrio da temperatura.
O sistema circulatório é formado por:
-Uma bomba que impulsiona o sangue através do organismo: o coração.
-Um sistema de vasos que inclui: artérias, arteríola, veias, vênulas e capilares.
-O sangue.
O coração ocupa uma posição central na cavidade torácica, e tem o tamanho equivalente
a uma mão fechada. Ele se divide em duas metades, direita e esquerda, por uma
membrana. Cada lado tem duas cavidades: um átrio (cavidade receptora) e um ventrículo
(cavidade de descarga). Estas duas cavidades se comunicam através de um orifício
atrioventricular, e cada uma é dotada de uma válvula.

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O sangue

Os glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas são como as peças de um carro.


Cada um tem uma função definida. Os glóbulos vermelhos levam oxigênio. Os brancos
combatem infecções, ou seja, vírus e bactérias que atacam o corpo e nos deixam
doentes. E as plaquetas ficam responsáveis por parar os sangramentos, como quando
alguém faz um corte na mão _ ou seja, a plaqueta ajuda na coagulação do sangue. Os
três estão misturados numa substância líquida chamada plasma. Um homem tem em
média 5 milhões de glóbulos vermelhos por milímetro cúbico de sangue. O sangue não
anda só por avenidas. Existem também as ruas, que são as vênulas e as arteríolas _
veias e artérias menores. E ainda há ruazinhas chamadas de vasos capilares. Tudo isso
porque o sangue tem que chegar em cada pequeno quarteirão do nosso corpo, na mais
remota periferia.
Olhe para sua mão: tem um monte de veias e artérias debaixo da pele. É assim no seu
corpo inteiro. Por isso, quando você leva um corte _ não importa onde seja _ sempre sai
sangue. Tudo bem, o sangue está por todo o corpo. Mas quanto sangue, exatamente?
Depende do tamanho da pessoa. Um adulto tem cinco litros, em média.

Anemia

A anemia é uma doença do sangue caracterizada pela diminuição dos glóbulos


vermelhos, ou mais precisamente da quantidade de hemoglobina presente nesses
glóbulos. A hemoglobina é o pigmento que dá a cor aos glóbulos vermelhos (eritrócitos) e
tem a função vital de transportar o oxigênio dos pulmões aos tecidos. Portanto quando há
diminuição dos glóbulos vermelhos ou hemoglobina, os tecidos começam a receber uma
quantidade inadequada de oxigênio e não conseguem trabalhar normalmente.

Coração

No homem, a circulação é feita através de um sistema fechado de vasos sanguíneos, cujo


centro funcional é o coração. O coração é um órgão musculoso oco, com uma parede
dividida em três partes: a intermediário ou miocárdio com fibras estriadas, o pericárdio
revestindo externamente e o endocárdio que está internamente, em contato direto com o
sangue. O coração é do tamanho aproximado de um punho fechado e com peso em
média de 400 g, tem cerca de 12cm de comprimento por 8 a 9 cm de largura. O coração
quase sempre continua a crescer em massa e tamanho até um período avançado da vida;
este aumento pode ser patológico.

Localização e Funcionamento

Ele se localiza no meio do peito, sob o osso esterno, ligeiramente deslocado para a
esquerda. Ocupa no tórax, a região conhecida como mediastino médio. O coração
funciona como uma bomba, recebendo o sangue das veias e impulsionando-o para as
artérias. 
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Sistema Linfático
O sistema linfático compõe-se de:

 Capilares linfáticos
 Sistema de vasos linfáticos

 Linfonodos ou gânglios linfáticos

 Baço.

O fluído (linfa) dos tecidos que não volta aos vasos sanguíneos é drenado para os
capilares linfáticos existentes entre as células. Estes se ligam para formar vasos maiores
que desembocam em veias que chegam ao coração. 

Capilares Linfáticos: Eles coletam a linfa (um líquido transparente, levemente amarelado
ou incolor - 99% dos glóbulos brancos presentes na linfa são linfócitos) nos vários
órgãos e tecidos. Existem em maior quantidade na derme da pele.

Vasos Linfáticos: Esses vasos conduzem a linfa dos capilares linfáticos para a corrente
sanguínea. Há vasos linfáticos superficiais e vasos linfáticos profundos. Os superficiais
estão colocados imediatamente sob a pele e acompanham as veias superficiais. Os
profundos, em menor número, porém maiores que os superficiais, acompanham os vasos
sanguíneos profundos.
Todos os vasos linfáticos têm válvulas uni direcionadas que impedem o refluxo, como no
sistema venoso da circulação sanguínea.

Baço: O baço está situado na região do hipocôndrio esquerdo, entre o fundo do


estômago e o músculo diafragma. É mole e esponjoso, fragmenta-se facilmente, e sua cor
é vermelho-violácea escura. No adulto, mede cerca de 13 cm de comprimento e 8 a 10
cm de largura. É reconhecido como órgão linfático porque contém nódulos linfáticos
repletos de linfócitos. Do bom funcionamento deste complexo sistema, depende a saúde
dos seres humanos e até a sua vida.
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O sistema linfático flui lentamente numa só direção. O líquido coletado ai passa por canais
cada vez maiores até alcançar a região inferior do pescoço, onde deságua dentro das
veias que se dirigem ao coração.

Seus canais são tão frágeis que se tornam invisíveis, alguns tem espessuras apenas de
uma célula, seu liquido é claro como a água.

A drenagem da maioria desses líquidos é de responsabilidade da rede linfática, sendo


este um trabalho de suma importância. Para nutrir as células os capilares sangüíneos
constantemente vazam minerais, gorduras, vitaminas e açúcares juntamente com líquidos
e proteínas. Seu caminho de retorno compreende um sistema coletor de pequeninos
capilares linfáticos que leva finalmente até alcançar o canal linfático, dirigem-se uns 40 cm
para cima pelo centro do corpo desembocando, finalmente, na corrente circulatória do
sangue.

Quando os músculos se contraem os vasos linfáticos são comprimidos e o liquido


empurrado para adiante. A rede linfática remove impurezas perigosas do organismo por
meio de filtros que são massas de tecidos em forma de feijão que vão desde o tamanho
de uma cabeça de um alfinete até 2,5 cm. de comprimento.
Eles são muito numerosos e se um falhar o outro logo adiante fará o seu serviço. Eles
captam hemácias mortas, substâncias químicas, etc.

O sistema linfático possui dois ductos de grande importância: o ducto torácico e o ducto
linfático direito. O ducto torácico desemboca na veia subclávia - jugular externa. Ele é
responsável pela drenagem de linfa dos membros inferiores. Já a drenagem dos membros
superiores, cabeça, pescoço e tronco é feita pelo ducto linfático direito que desemboca na
veia subclávia / jugular direita.

A drenagem feita por esses ductos retira proteínas e líquido acumulados no interstício. As
doenças linfáticas mais comuns acometem mais vasos coletores, nódulos e gânglios.

As glândulas linfáticas filtram a linfa, formando uma espécie de barreira para as


substâncias nocivas, ativando o sistema imunológico.

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Gânglios Linfáticos

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O sistema linfático é constituído dos vasos linfáticos e dos linfonodos. Eles se originam na
microcirculação, formando uma extensa rede entre os capilares arteriais e venosos. Os
fatores que determinam o fluxo linfático são, a pressão do líquido intersticial, as válvulas
dos vasos linfáticos, a bomba linfática, a contração dos músculos, a contração das
artérias, a movimentação do corpo e a compressão extrínseca ocasionada por roupas,
calçados e ligas.

Os linfáticos do membro inferior acompanham as veias, sendo que os linfáticos


superficiais acompanham as veias safenas e os profundos as veias profundas. Os grupos
de linfonodos são dois:

Linfonodos poplíteos, responsáveis pela drenagem dos vasos que acompanham a veia
safena parva.

Linfonodos inguinais, divididos em superficiais e profundos, os primeiros são mais


numerosos, situados ao longo da veia safena magna e do ligamento inguinal. Drenam a
linfa da coxa, nádegas, porção inferior da parede abdominal anterior, tecidos superficiais
da perna, períneo, extremidade inferior da vagina, superfície do pênis e escroto ou lábios
maiores. Os linfonodos profundos situam-se nas proximidades da porção proximal da v.
femoral. Recebem a linfa dos linfonodos superficiais e de todos os linfáticos profundos da
perna. Acompanham a v. ilíaca externa para alcançar linfonodos abdominais.
Os linfáticos do membro superior estão contidos nos seguintes grupos:

Linfonodos supratrocleares ou cubitais;

Linfonodos deltopeitorais;

Linfonodos axilares, que se dividem nos grupos:

 Lateral, drenam os vasos do membro superior;


 Peitoral; drenam a maior parte da mama e os vasos do tronco situados acima da
cicatriz umbilical;
 Posterior; drenam a parte posterior do ombro;
 Central; recebe a linfa dos grupos lateral, peitoral e posterior;
 Apical; recebe a linfa de todos os outros grupos e diretamente da mama.

Os linfáticos da cabeça e pescoço são divididos em superficiais e profundos. Entre os


superficiais encontram-se:

Linfonodos occipitais, drena parte posterior do couro cabeludo;

Linfonodos retro-auriculares, drena porção posterior da cabeça;

Linfonodos parotídeos superficiais, drena a porção superior da face e região temporal;

Linfonodos submandibulares, drena a região submandibular e porção lateral da língua;

Linfonodos submentuais, drena a gengiva, o lábio inferior e a parte mediana da língua.

Entre os profundos situam-se:

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Linfonodos júgulo-digástrico, drena 1/3 posterior da língua, tonsila palatina e orofaringe;

Linfonodos júgulo-Omo-hióideos, drena a língua;

Linfonodos supraclaviculares, drena linfáticos esparsos ao longo do n. acessório;

Linfonodos pré-laríngicos, pré-traqueais, paratraqueais e retrofaríngico, drenando


estruturas mais profundas da cabeça, como o ouvido médio, a cavidade nasal, os seios
paranasais, a faringe e a glândula tireóide.

Os vasos linfáticos que partem destes linfonodos formam de cada lado o tronco jugular.
No lado esquerdo, desemboca, geralmente, no ducto torácico. No lado esquerdo, termina
na junção da veia jugular interna com a v. subclávia ou, então, une-se aos troncos
subclávio e broncomediastinal para formar o ducto linfático direito.

O sistema linfático do tórax possui drenagem da parede e visceral, sendo os primeiros os


grupos torácicos internos ou paraesternais, os frênicos e os intercostais. Os viscerais
são:

Linfonodos pulmonares, broncopulmonares, traqueobronquiais que se unem no final


para constituir o grupo paratraqueal;

Linfonodos traqueais, drenando traquéia, esôfago e linfonodos traqueobronquiais;

Linfonodos mediastinais, drenam o coração e pericárdio, com os vasos se unindo aos


linfonodos traqueais para formar o tronco broncomediastinal.

O tronco broncomediastinal direito reúne-se aos troncos jugular interno e subclávio para
constituir o curto ducto linfático direito, que termina no ângulo de junção das vv jugular
interna e subclávia.

A drenagem linfática do abdome é através de duas longas cadeias de linfonodos


colocadas de cada lado da aorta abdominal e das ilíacas comuns, externa e interna. No
conjunto eles constituem o grupo lombar de linfonodos.

Os vasos linfáticos eferentes dos linfonodos celíacos e mesentéricos superiores formam o


tronco intestinal que se abre na cisterna do quilo, início do ducto torácico.

A parede abdominal anterior é drenada por vasos que seguem a epigástrica superior
para alcançar os linfonodos torácicos internos. Abaixo do umbigo, seguem a epigástrica
inferior e a circunflexa profunda do ílio para atingir os linfonodos ilíacos externos.

A parede lateral é drenada por vasos que acompanham os AA e vv lombares para


desembocarem em linfonodos para-aórticos ou retro-aórticos.

O ducto torácico é formado pela junção de troncos lombares, intestinais e intercostais


descendentes. Ele termina na junção da v jugular interna com a subclávia drenando a linfa
de toda a metade esquerda do corpo, do membro inferior direito e metade direita da
região infra-umbilical.

Em última análise, a pelve é drenada por quatro grupos de linfonodos, sacral, ilíaco
interno, ilíaco externo e ilíaco comum, sendo que drenam para os linfonodos lombares.

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Exame Clínico

Durante a anamnese é importante pesquisar a ocorrência de infecções da pele e do


tecido subcutâneo, de cirurgia ou traumatismo no trajeto dos principais coletores linfáticos
e nas regiões de agrupamento de linfonodos.

Os principais sinais e sintomas observados nas afecções dos linfáticos são os edemas, a
linfangite e as adenomegalias.

O edema pode ser ocasionado por bloqueio ganglionar ou dos coletores linfáticos como
conseqüência de processo neoplásico, inflamatório ou parasitário. Em geral, ele é duro,
frio e não reduz significativamente com o repouso.

A linfangite é a inflamação de um vaso linfático, caracterizando-se por eritema, dor e


edema no trajeto do mesmo.

A adenomegalia é o aumento significativo do volume de um linfonodo, predominando a


hiperplasia reacional. Pode ser causada por infecções viróticas e bacterianas, neoplasias,
metástases, invasão por fungos e por parasitos. As adenomegalias superficiais são
freqüentemente denominadas "ínguas".

O exame físico compreende a inspeção, feita com o paciente, inicialmente em pé,


procurando identificar assimetrias no corpo e lesões na pele. A palpação onde procura-se
alteração da temperatura, da consistência, da sensibilidade e da elasticidade da pele e do
tecido subcutâneo. a ausculta tem por finalidade detectar a presença de alterações
arteriais como estenose ou fístula arteriovenosa.

Doenças dos Linfáticos

As doenças primárias do sistema linfático geralmente estão relacionadas com


malformações congênitas ou a neoplasias próprias do sistema linfático.

As doenças secundárias podem ser resultantes do comprometimento ganglionar por


células neoplásicas, por bactérias, nematóides, fungos, cirurgias e radioterapia.

A erisipela é uma doença infecciosa produzida pelo streptococo beta-hemolítico do grupo


A e raramente do grupo C. Caracteriza-se clinicamente por febre elevada, cefaléia,
náuseas e vômitos, além de sinais de inflamação. Observa-se comprometimento de vasos
linfáticos e de linfonodos, sendo observada uma faixa avermelhada e dolorosa no trajeto
linfático, adenomegalia inguinal dolorosa, acompanhada quase sempre de febre elevada.
Não deve ser confundido com trombose.

Linfedema

No linfedema há o aumento de volume de todo ou de parte de um membro devido ao


edema ocasionado por lesão da circulação linfática. As causas desta doença são
geralmente sistêmicas (cardíaca, renal, hormonal, ciclo menstrual, drogas, etc.).

A classificação do linfedema o divide em primário (a lesão no sistema linfático ocorre na


formação do sistema), congênito (lesão ocorre ao nascimento), precoce, tardio (lesão
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ocorre após os 35 anos), secundário (lesão é decorrente de doenças como filariose e
erisipela, por exemplo). Como principais diagnósticos diferenciais temos estase venosa
crônica, trombose venosa, erisipela, metástases ganglionares e linfangite.

No exame físico de uma região acometida por linfedema, temos um edema duro que
evolui com o espessamento da pele, hiperpigmentação e verrugas. O diagnóstico deve
ser confirmado por linfografias e o tratamento pode ser clínico (higiene, fisioterapia,
farmacológico) ou cirúrgico (anastomoses e lipectomia).

O linfedema é o edema resultante do comprometimento do sistema linfático. Suas


características dependem da etiologia, do tempo de evolução e das complicações. Em
sua fase inicial, ele é mole, depressível, frio, indolor e regride com o repouso. O de longa
duração costuma ser duro, não depressível, frio, indolor e não regride com o repouso. O
linfedema pode ser classificado em primário, podendo ser congênito (brida amniótica,
doença de Milroy), precoce e tardio. Será secundário por alterações dos vasos linfáticos
pós-surtos de erisipela, pós-estase venosa crônica, pós-traumatismo, filariose, iatrogênico
(pós-cirurgia de varizes, pós-safenectomia, pós-dissecção inguinal), ou por alterações dos
linfonodos a partir de neoplasias, fibrose pós-radioterapia, esvaziamento ganglionar,
tuberculose e medicamentos.

A Importância da Linfa

A linfa além do papel de corrente transportadora, tem a função de proteger o organismo


contra bactérias no sangue. Quando aparecer gânglios aumentados é sinal de infecção.
A íngua é comum por excesso e reações alérgicas fazendo os linfonodos incharem. A
íngua tem o nome científico de adenite.
A pressão do tecido intersticial tem que ser maior no interior dos vasos capilares e só
assim será possível drenar, essa pressão tem que ser média, não muito forte, pois pode
acarretar uma compressão dos capilares.

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História da Drenagem Linfática
Sabe-se que desde a antiguidade os médicos possuíam noções sobre a linfa e os vasos
linfáticos, sendo conhecidos desde as primeiras dissecações feitas por Hipócrates (450
a.C.) posteriormente Vesalius no século XVI.

No século XVII porém, foi que alguns anatomistas descobriram e estudaram a linfa e os
vasos linfáticos destacando-se entre eles o médico italiano Aselius que descreveu os
vasos quilíferos de um cachorro (1622).

Em 1651, Pecquet observou o ducto linfático descrevendo a “Cisterna Chyli”,


comprovando que o quilo não é drenado para o fígado e sim para um local determinado
que mais tarde recebeu o nome de “Cisterna de Pecquet”.

Em 1628, Gassend fez uma descrição de veias leitosas que ele observou no cadáver de
um condenado a morte, porém a grande importância em estudos e funções da linfa é
dada ao anatomista dinamarquês Thomas Bartholin, que dedicou sua tese ao Rei
Frederico III da Dinamarca, comparando em seu trabalho a circulação linfática ao fértil
vale do rio Nilo.

Estudos feitos entre 1652 e 1654, denominados Sistema Linfático, por Bartholin, serviram
atualmente para o desenvolvimento e a descoberta da Linfografia, que foi inicialmente
praticada em animais por Funaok e vários estudiosos (1929), utilizando compostos
hidrocarbonados de iodo. Mais tarde, esses métodos foram aperfeiçoados.

O método de Drenagem Linfática Manual, foi desenvolvido na Alemanha pelo casal


dinamarquês Estrid e Emil Vodder, desde 1932. Dr. Vodder, formado em fisioterapia pela
Universidade de Bruxelas, começou nos pacientes que se internavam para recuperar-se
de infecções e resfriados crônicos, devido ao clima de seu país. O casal observou que a
maioria dos pacientes apresentava os gânglios linfáticos do pescoço inchados. Naquela
época, o sistema linfático era um tabu, mas assim mesmo eles resolveram estudar
profundamente a drenagem linfática dos pacientes , e só em 1936 divulgaram esse
trabalho.

O casal Vodder fundou um instituto na França e depois em Kopenhagem, onde estudaram


e ensinaram o método que foi desenvolvido por eles.

No campo médico-estético muitas foram às observações realizadas, o que resultaram


positivamente nas diversas formas de utilização e que somente poderá trazer benefícios
quando empregado de forma adequada.

O médico Dr.Johannes Asdonk no ano de 1963, analisou a drenagem linfática sob o


ponto de vista médico e ficou entusiasmado. Outros médicos e cientistas interessaram-se
pela Drenagem Linfática Manual:

O Prof. Dr. Foeldi que estudou as vias linfáticas da cabeça e da nuca e suas interligações
com o líquor cérebro-espinhal.

O Prof. Dr. Mislin examinou os mecanismos da motricidade dos capilares e dos vasos
linfáticos.

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A primeira oficialização pela medicina científica foi a Associação para Drenagem Linfática
Manual que foi fundada em 1966. 10 anos depois , em 1976, esta passou a se chamar de
Associação Alemã para Linfologia. O professor Collard de Bruxelas comprovou este
método com trabalhos científicos e com filmes coloridos, mostrou a ação acelerada da
drenagem linfática manual, após a aplicação de contraste no tecido intersticial.

Srª. Waldtraud Ritter Winter, esteticista (profissão desconhecida no Brasil há alguns anos
atrás), que foi a precursora da Drenagem Linfática Manual no Brasil. Ela fez o curso
ministrado pelo próprio casal Estrid e Emil Vodder na Alemanha em 1969, na Escola de
Estética Lise Stiébre.

Logo que voltou ao Brasil, Srª. Waldtraud começou a colocar em prática seus novos
conhecimentos numa sala de um prédio comercial no centro de Belo Horizonte, onde
tratava suas clientes de estética, quando incluiu a drenagem em seus tratamentos, pôde
notar que suas clientes relaxavam com mais facilidade, conseguindo também resultados
bem significativos no tratamento de acne e revitalização.

No ano de 1977, a FEBECO trouxe ao Brasil o Prof. Leduc, da Universidade de Bruxelas,


aluno do Dr. Vodder e colaborador do Prof. Dr. Collard de Bruxelas, que conseguiu
demonstrar através de um filme, a ação acelerante da Drenagem Linfática manual
mediante a radioscopia, após a aplicação de contraste numa perna humana destinada a
amputação.

Indicação da Drenagem Linfática Manual

Prevenção da Celulite (Hidrolipodistrofia Ginóide)

Desintoxicação do organismo
Relaxamento muscular corporal
Microvarizes
Equimose (mancha provocada por hematoma)
Acne (Região das costas)
Sensação de cansaço nas pernas, no caso de gravidez (após o 3º mês de gestação com
autorização do médico responsável do pré-natal)
Edema corporal pós-parto normal

Contra - Indicação

Pressão baixa patológica


Cardíacos (sem autorização do cardiologista)

Câncer (suspeita ou em tratamento)

Processos infecciosos

Estado febril

Alteração do funcionamento na Tireóide (suspeita ou em tratamento )


Bronquite (crises freqüentes)
Pós-operatório
Trombose (coagulação do sangue em áreas específicas dentro do aparelho circulatório)

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Massagem Terapêutica Clássica Sueca

A Massagem Sueca foi desenvolvida no século XIX, na Suécia por PER HENRIK LING
(1776 - 1836) o qual, na verdade, combinou vários estilos já conhecidos de massagem
como os praticados pelos egípcios, romanos, chineses e outros, dentro dos princípios
fisiológicos naturais conhecidos. Tem por objetivo promover o relaxamento do Sistema
Nervoso por indução ao Parassimpático, ou a depuração, nutrição e tonificação  muscular
usando o "Retorno Venoso e Linfático". Hoje, após análise dos movimentos,   verificou-se
que a Massagem Neurocirculatória atua basicamente sobre dois sistemas do corpo o
Sistema Nervoso -  Periférico / Central / Autônomo (SNP e SNC) e o Sistema Circulatório
(SC) de Retorno (Venoso e Linfático). Variando-se a velocidade e a pressão exercida nas
manobras obtemos diferentes reações. Compreendemos desta maneira o motivo pelo
qual, instintivamente, quando nos machucamos, passamos a mão para, na verdade, a
região atingida sentir o tato o calor ou mesmo a pressão. Qualquer uma destas sensações
reduz ou elimina a dor. Este é o motivo pelo qual a massagem Lenta e Superficial tem
efeitos analgésicos. Se a massagem for feita de maneira Lenta e Profunda os efeitos
serão de desintoxicação (limpeza) por atuar na circulação de retorno venosa e linfática. O
profissional em massoterapia faria uma combinação dos dois efeitos. Faria a massagem
Lenta e Profunda ao conduzir em direção ao retorno venoso e faria de forma Lenta e
Superficial ao voltar, para preparar e reiniciar o movimento, proporcionando assim os
efeitos de Limpeza, Relaxamento e Analgesia, tudo ao mesmo tempo. Se, por outro lado,
a massagem for feita de maneira Rápida e Profunda seu efeito será tonificante, de
nutrição. Esta forma, pelo seu efeito, é muito utilizada na estética e nos casos de atrofias
musculares. Evidentemente este efeito somente deveria ser produzido após os dois
primeiros. Do contrário seria como "servirmos a mesa em pratos sujos". Por último a
massagem poderá ser feita de maneira Rápida e Superficial produzindo a excitação do
SN. Refletindo um pouco sobre estas propriedades notamos que, no tratamento
terapêutico, os dois primeiros efeitos são os mais indicados. É verdade que há casos
terapêuticos que necessitarão dos outros. Na massagem estética costuma-se usar o
terceiro efeito.

Na massagem desportiva, antes do "esporte", usa-se o terceiro e quarto efeitos e, após o


esporte, o primeiro e segundo.

Procedimentos Premilinares

a) Definir o objetivo da massagem.


b) Verificar se há contra-indicações

c) Pedir que o paciente tome água.

d) Planejar a duração da massagem.

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Manobras de Massagem
    Deslizamento
    Superficial:
Bloqueia a condutibilidade sensitiva. Deve ser aplicada ao iniciar-se a
massagem e sempre após cada manobra sendo leve e suave. Tem efeito
calmante e analgésico. É indicada nos casos de varizes e na eliminação de
líquido em excesso retido no organismo.
Profundo:
Promove um escoamento mais rápido do sangue venoso e da linfa. Deve
ser sempre em direção à circulação de retorno. É mais enérgica que o
deslizamento suave. Se rápido aquecerá o local a ser trabalhado.

Amassamento
Provoca a desintoxicação das fibras musculares, estimulando a drenagem sangüínea a
produzir mais rápida eliminação das toxinas, provoca maior nutrição celular e combate
a flacidez. Pode ser simples em “S”. Também pode ser executada em dois sentidos,
devendo atingir pele e músculos. A musculatura deverá estar completamente relaxada
e os movimentos deverão ser uniformes em cada grupo muscular. Nos músculos
dorsais poderemos imprimir amassamento com o polegar de um lado e as
extremidades dos dedos indicadores, médio do outro lado da porção muscular a ser
trabalhada, percorrendo a região no sentida origem inserção do músculo.
Essa manobra também é conhecida por trituração. Auxilia na dissolução de nódulos de
gorduras e na ativação da musculatura superficial.
      
Pinçamento

É indicado para ativação muscular e combate a flacidez. Deve ser executado com as
extremidades dos dedos polegar, indicador e médio. Pinçando pequenas quantidades
de músculos com uma e outra mão alternadamente.

Percussão

Estimula através da contração das fibras musculares a circulação e a tonicidade


muscular. Pode ser executada das seguintes maneiras:
a)      Com os punhos fechados (músculos profundos).
b)       Em ar comprimido (mãos em concha).
c)      Em cutiladas.
d)      Com o dorso dos dedos.
Não poderá ser uma manobra pesada, imprimindo-se apenas o peso dos punhos
soltos.
Deve ser executada seguindo a orientação das fibras musculares.
Fricção
É uma espécie de deslizamento profundo executado de modo energético e rápido,
visando destruir os nódulos gordurosos, desfazer coágulos e espalhar detritos da
periferia para o centro. Provoca grande aquecimento na região trabalhada, é
recomendado nos casos de obesidade ou gorduras localizadas.

15
Vibração

Atua sobre as terminações nervosas sensitivas superficiais, por ação calmante,


antiespasmódica e analgésica. Pode ter efeito de estimulação da musculatura
profunda, quando aplicada com energia .

Rolamento (variação)

 É executado basicamente nos membros inferiores e superiores. Proporciona uma leve


ativação e relaxamento local. Deve ser aplicado na conclusão da massagem do
membro.
As mãos do massagista colocam-se espalmadas uma de cada lado do membro e
percorrem-no deslizando com certa vibração.
 
Efeitos Fisiológicos da Massagem

Sabemos que no nosso organismo qualquer estímulo desenvolve um reflexo motor


ou visceral: o reflexo motor se traduz por um movimento ou deslocamento do corpo ou
parte do mesmo, enquanto que o visceral se evidencia por uma modificação funcional.
As excitações cutâneas, provocadas pelas manobras da massagem, têm a
propriedade de desencadear alterações sobre os músculos esqueléticos e lisos, sobre
vasos sangüíneos superficiais e profundos, atingindo também a todos os órgãos,
glândulas, etc.
     
Sobre o Sistema Nervoso

         A Massagem Sueca atua sobre o sistema nervoso por sensibilizar os folículos
sensores encontrados na pele (Dor, Tato, Calor, Frio e Pressão) Quando estes
"sensores" são sensibilizados podemos produzir 3 efeitos: Efeitos Calmantes por
indução ao Parassimpático (movimentos lentos e superficiais), excitantes do SNC
(movimentos rápidos e superficiais)  e Analgesia. Quando sensibilizamos qualquer
sentido que represente o PRESENTE como o Tato, Calor, Frio ou a Pressão, a Dor que
representa o passado fica momentaneamente bloqueada. Isto, geralmente, é o que
basta para se conseguir bloquear o Ciclo de DOR / TENSÃO / CONTRAÇÃO / DOR.
Este efeito é evidenciado pela diferença na velocidade de percepção que o SNC tem
com respeito aos estímulos cutâneos ou, conforme nova teoria, por dar prioridade as
sensações presentes em detrimento às do passado. Neste caso a DOR representa o
passado. Sabemos também que a massagem tem a propriedade de incrementar o
Peristaltismo quando feita sobre uma região onde estes movimentos existem. 

Sobre o Sistema Tegumentar:

          Mediante a troca de líquidos (arterial / intersticial / intracelular / linfático ou


venoso) temos a revitalização dos tecidos por desintoxicação e nutrição dos mesmos.

Sobre o Sistema Adiposo:

          O favorecimento da troca de líquidos implicará na melhora da circulação


periférica que dará condições aos adipócitos, em especial os superficiais, de
"manterem" sua carga, impedindo a sedimentação que dá origem a celulite.

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Sobre o Sistema Muscular:

          A massagem desintoxica a musculação pelo retorno venoso e linfático, nutre e,


dependendo das manobras utilizadas, pode tonificá-la. 

Sobre o Sistema Esquelético:

          Está provado, mediante trabalhos científicos, que a "massagem" do músculo no


osso (fáscia no periósteo) previne e combate a Osteoporose.

Sobre o Sistema Digestivo:

          Quando feita sobre o "quadrado intestinal" previne e combate a constipação do


mesmo.

Sobre o Sistema Glandular Endócrino:

          Através da troca de líquidos recupera hormônios "perdidos" possibilitando que


encontrem seus "alvos".

Sobre o Sistema Linfático - Imunológico:

         Colabora com o retorno linfático formando "nova linfa" através da pressão nos
tecidos. Melhora as defesas por ativar a circulação dos linfócitos e direcionar mais
"liquido" para os gânglios.

Sobre o Sistema Respiratório:

          Com manobras adequadas (percussão/tapotamento) Obtém-se melhoras nos


brônquios e bronquíolos.

Sobre o Sistema Urinário:

A troca de líquidos nos tecidos obriga o sistema urinário a depurar o sangue fazendo
urina. Isto colabora com a "limpeza" do próprio sistema.

Sobre o Sistema Circulatório:

Por sua ação mecânica, a massagem Sueca facilita o retorno venoso e linfático. O
trabalho do terapeuta pode fazer com que tecidos com pouca circulação sejam
alcançados Com este incremento circulatório todos os órgãos melhoram seu
funcionamento. Promove um escoamento mais rápido do sangue venoso e da linfa.
Deve ser sempre em direção à circulação de retorno. É mais enérgica que o
deslizamento suave. Se executada de forma rápida aquecerá o local a ser trabalhado. 

17
Considerações
Todo massoterapeuta tem obrigação de conhecer intimamente as cadeias musculares
inerentes à prática da massagem, principais tendões, ligamentos, músculos e suas
funções. Familiarizar-se com a anatomia geral e com a fisiologia afim de compreender as
relações de interdependência dos órgãos.

No trabalho massoterápico, o terapeuta com o passar do tempo compreenderá que


apesar de todo o conhecimento técnico, o toque preciso, com a pressão correta, no
sentido correto da manobra, fará a diferença entre uma simples massagem relaxante e
uma boa e eficiente massagem TERAPÊUTICA, que pode ou não levar a um estado de
relaxamento.

A essência da massagem é o toque, o terapeuta deve exercitar-se para aumentar


cada vez mais sua sensibilidade tátil e conseguir sentir os nódulos musculares,
aderências fasciais, contraturas, folgas nas articulações, textura e tonicidade dos tecidos,
sempre tendo total empatia com seu cliente.

18
Compreendendo a Massagem terapêutica Sueca
No século XIX, na Suécia, Per Henrik Ling (1776- 1839) combinou vários estilos
conhecidos de massagem, como os praticados pelos egípcios, romanos e outros. Esta
técnica, por ter vindo da Suécia, ficou conhecida no Brasil como “Massagem Sueca“,
sendo também denominada massagem clássica, massagem tradicional, e, mais
recentemente, como massoterapia.

No inicío, Per Henrik Ling tinha por objetivo a desintoxicação muscular, através do retorno
venoso. Após a criação dos movimentos, verificou-se que, variando um dos componentes
(pressão ou velocidade), conseguia-se quatros efeitos distintos:

Efeito 1: Se a massagem for feita de forma lenta e superficial, o resultado será um efeito
calmante e analgésico (relaxante).

Efeito 2: Se a massagem for feita de forma lenta e profunda, o resultado será de


desintoxicação (limpeza).

Efeito 3: Se a massagem for feita de maneira rápida e superficial, seu efeito será a
excitação do sistema nervoso (estimulante).

Efeito 4: Se a massagem for feita de maneira rápida e profunda, seu efeito será
tonificante, de nutrição (estética modeladora).

Independente dos efeitos fisiológicos que por si só são benéficos, ainda existem os
resultados psicossomáticos e psicológicos em clientes que apresentem quadros
depressivos e patologias ligadas a estados emocionais negativos.

Angústia, medo, solidão, rejeição, insônia, ansiedade, depressão, neuroses, obesidade,


tristeza, e outros sentimentos negativos poder ser diminuídos ou eliminados através da
massagem.
A Massagem no Sistema Nervoso:

Por centímetro quadrado, temos 200 sensores para dor, 25 para tato, 12 para calor, 2
para frio e um número ignorado para pressão. Apesar do maior números de terminais
para a dor, estes são os mais lentos em comunicar-se com o cérebro. Se, na dor,
estimularmos simultaneamente qualquer um dos outros terminais, aquele específico para
dor ficará impedido de comunicar-se livremente com o sistema nervoso central. É por isso
que, instintivamente, quando nos machucamos, passamos a mão, para na verdade, a
região atingida sentir o tato, o calor ou mesmo a pressão. Qualquer uma destas
sensações reduz a dor.

A Massagem é Toque.
Se você tocar com seu coração, conhecerá um outro mundo.
Um mundo de verdades infinitas.
E a verdade vos libertará.

Afonso William Ribeiro


19
Massagem redutora com toalhas quentes

Introdução

Esta é uma apostila de SUPORTE, e não deve ser considerada como o conteúdo
completo do curso. A utilização desta apostila deve ser considerada como um APOIO
para que o aluno relembre tópicos inerentes à prática da técnica, que APENAS PODE
SER APRENDIDA COM UM PROFESSOR HABILITADO, de modo que assim tenha
plena segurança e ética para praticar as manobras corretamente e com eficiência.

O que é a Massagem com Toalhas Quentes?

Trata-se de uma técnica antiga CHINESA, adaptada para nosso tempo pelos professores
Afonso William Ribeiro – Acupunturista e Angelita Dalilla – Cosmetóloga, na qual se
promove o desbloqueio do fluxo de energia vital atuando-se nos meridianos descritos pela
MTC – Medicina Tradicional Chinesa, juntamente com o aquecimento local através de
toalhas quentes umedecidas em sais redutores e creme nutritivo celular.
A vasodilatação periférica ocasionada pelas toalhas potencializa a penetração dos
princípios ativos ao mesmo tempo em que aumenta a circulação sanguínea e venosa. A
técnica provoca a quebra dos nódulos de gordura através de movimentos de massagem
bombeante e esgarçante, efetuadas ao longo dos meridianos.
O aquecimento, juntamente com manobras de shiatsu, descongestiona a energia vital
reestabelecendo o fluxo de Ki e ao mesmo tempo dissolvendo o acumulo de gordura e
eliminando as toxinas do organismo, que são eliminadas através das fezes e urina.

Porque o tratamento com toalhas quentes é indicado


para obesidade e gordura localizada?

Em geral, o obeso não tem efeito metabólico suficiente para eliminar a gordura em
excesso no organismo. A Terapia com Toalhas quentes, equilibra o metabolismo ao
mesmo tempo que promove um Relaxamento Neurosedante, inibindo a liberação da
lipase, a enzima que forra a cavidade digestiva e faz com que o organismo absorva toda
gordura ingerida, sem eliminar o excesso. A manipulação dos pontos de shiatsu que
atuam sobre a gordura, combinada às toalhas quentes, facilita a eliminação das toxinas,
células mortas e da gordura em excesso, através das fezes e urina. Enquanto as toalhas
ajudam a dissolver os nódulos de gordura, as mãos “trituram” através da Massagem.

Efeitos da Massagem:

 Relaxamento
 Dissolução da gordura localizada
 Oxigenação dos tecidos cutâneos.
 Modelagem do corpo
 Reabsorção dos capilares venosos e linfáticos.

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Indicação:

 Anti-stress
 Celulite
 Gordura localizada
 Flacidez

Contra-indicação:

 Câncer
 Dermatites
 Hemorragias
 Gravidez
 Menstruação
 Diabéticos

Técnicas usadas:

Manobras de Shiatsu
Massagem de Massagem Clássica Sueca
Manobras de Drenagem Linfática Adaptadas

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Shiatsu
Shiatsu - é uma técnica de massagem japonesa criada em fins da era Meiji (1868), a
partir dos recursos de pressão dos meriadianos com os dedos, que por sua vez tem
origem no Do-in chinês. A palavra japonesa Shiatsu significa pressão ("Atsu") com os
dedos ("Shi").

O Shiatsu é uma das ramificações da MTC (Medicina Tradicional Chinesa) que trabalha
com pressão com os dedos (parecido com uma massagem) em cima dos canais de
energia do corpo (meridianos), assim equilibrando o fluxo da energia vital ("Ki"). Também
atuam neste fluxo energético o Do-in, a Acupuntura, o Anma, entre outras terapias.

O Shiatsu é recomendado contra problemas de coluna, estresse, insônia, problemas de


deficiência funcional de órgãos, como problemas de rim, problemas com evacuação e até
mesmo uma simples queimação de estômago, problemas psicossomáticos como
depressão, baixa auto-estima, e um infinidade de outras coisas.

O Shiatsu não é recomendado para infecções, doenças contagiosas, fraturas, varises ou


como terapêutica única do câncer, podendo, contudo, atuar como coadjuvante no
tratamento deste. Deve ser usado criteriosamente nos primeiros três meses da gestação,
uma vez que há pontos de pressão (tsubôs) contra-indicados para a gestante.

  Princípios

O fluxo da energia não vital se faz por meio de canais no corpo humano, conhecidos
como "meridianos". Em alguns pontos esta energia pode ser interrompida por algum
distúrbio, tendo seu fluxo prejudicado, gerando situações de excesso de energia ki
("Jitsu") antes do tsubô e deficiência de energia ("Kyo") depois do ponto. No Shiatsu os
tsubô são pressionados para normalizar o fluxo da energia ki. Um meridiano que esteja
com excesso de energia ki, ou seja, esteja Jitsu, se apresenta normalmente dolorido e
tenso; já o meridiano com falta de energia ki, ou seja, que esteja Kyo, se apresenta
indolor e é notada uma dor agradável ao tocá-lo, uma vez que assim se estimula o fluxo
energético. Desta forma, o Shiatsu atua equilibrando os meridianos Jitsu e Kyo,
normalizando o fluxo da energia ki.

Ao equilibrar e normalizar o fluxo de ki, propicia-se ao organismo as condições de bom


funcionamento. As doenças seriam causadas pelo desequilíbrio no fluxo de ki. Assim,
busca-se a cura das doenças pela interrupção do estado de desequilíbrio do ki.

Os meridianos

A partir do conhecimento tradicional chinês/anglicano sabe-se que o fluxo de energia no


organismo segue percursos definidos por canais, de forma semelhante ao sangue pelas
veias e artérias.

O canal de energia percorre todo o corpo, da cabeça aos pés, indo e voltando. Este canal
da mancha possui segmentos, os chamados meridianos. Há doze meridianos pares, ou
seja, existentes simetricamente dos dois lados do corpo. Há também dois meridianos
ímpares, ou seja, únicos, que percorrem o eixo do corpo (este dois meridianos são
conhecidos como "artérias").

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Cada meridiano está relacionado a certas características orgânicas, psicológicas ou
emocionais. Apesar de identificado pelo nome do órgão ou função a que se relaciona
mais, não afeta exclusivamente apenas um órgão.

Os doze meridianos pares básicos são:

 Pulmões
 Mestre do Coração/Pericárdio/Circulação-Sexo
 Coração
 Intestino Delgado
 Triplo-Aquecedor
 Intestino Grosso e fino
 Baço-Pâncreas
 Fígado
 Rins
 Bexiga
 Vesícula Biliar
 Estômago

As duas artérias (meridianos impares) são:

 o Vaso-anti-Concepção, na parte anterior do corpo


 e o Vaso-Governador, na parte posterior do corpo.

Medicina tradicional chinesa

A medicina tradicional chinesa (MTC), também conhecida como medicina chinesa (em
chinês 中醫, zhōngyī xué, ou 中藥學, zhōngyaò xué), é a denominação usualmente dada
ao conjunto de práticas de medicina tradicional em uso na China, desenvolvidas ao longo
dos milhares de anos de sua história.

É considerada uma das mais antigas formas de medicina oriental, termo que engloba
também as outras medicinas da Ásia, como os sistemas médicos tradicionais do Japão,
da Coréia, do Tibete e da Mongólia.

A MTC se fundamenta numa estrutura teórica sistemática e abrangente, de natureza


filosófica. Ela inclui entre seus princípios o estudo da relação de Yin/Yang, da teoria dos
cinco elementos e do sistema de circulação da energia pelos Meridianos do corpo
humano.

Tendo como base o reconhecimento das leis fundamentais que governam o


funcionamento do organismo humano e sua interação com o ambiente segundo os ciclos
da natureza, procura aplicar esta compreensão tanto ao tratamento das doenças quanto à
manutenção da saúde através de diversos métodos.

23
Técnicas terapêuticas da MTC

São sete os principais métodos de tratamento da medicina tradicional chinesa:

1. Tui Na ou Tuiná (推拿)


2. Acupuntura (針疚)
3. Moxabustão (艾炙)
4. Ventosaterapia (拔罐)
5. Fitoterapia chinesa (中药)
6. Terapia alimentar chinesa (食療) ou dietoterapia chinesa
7. Práticas físicas: exercícios integrados a prática de meditação relacionadas à
respiração e à circulação da energia, como o Chi Kung (氣功), o Tai Chi Chuan (太極拳) e
outras artes marciais chinesas internas que podem contribuir para o reequilibrio do
organismo. Estas práticas são consideradas simultaneamente métodos profiláticos para a
manutenção da saúde e formas de intervenção para recuperá-la. Práticas como o
Baduanjin e o Lian gong são realizadas atualmente fora do contexto das artes marciais

A medicina tradicional chinesa utiliza a fitoterapia e outros medicamentos como seu último
recurso para combater os problemas de saúde.

Segundo sua crença básica, o corpo humano dispõe de um sistema sofisticado para
localizar as doenças e direcionar energia e recursos para curar os problemas por si
mesmo.

O objetivo dos esforços externos deveria se focar em cuidadosamente auxiliar as funções


de auto cura do corpo humano, sem interferir. Refletindo esta mesma idéia, um ditado
chinês diz que "qualquer remédio tem 30% de ingredientes venenosos".

Atualmente, a medicina tradicional chinesa está progressivamente incorporando técnicas


e teorias da medicina ocidental em sua práxis, em especial os tipos de exames sem
características invasivas.

Outras técnicas associadas a estes métodos


 Gua Sha ou "esfregar moedas" (刮痧), técnica associada ao Tui Na.
 Auriculopuntura (耳燭療法), especialidade da acupuntura.

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O diagnóstico na MTC

Os aspectos básicos a considerar em um diagnóstico pela MTC são:

 observar (望 wàng),
 ouvir e cheirar (聞 wén),
 perguntar sobre o histórico do paciente (問 wèn),
 e fazer a leitura do seu pulso (切 qiè).

A partir das informações reunidas desta forma pelo terapeuta, é elaborado um diagnóstico
usando como referência um sistema para classificar os sintomas apresentados.

Este sistema se fundamenta no conhecimento dos seguintes princípios teóricos:

 A relação de Yin/Yang
 A Teoria dos Cinco Elementos
 Os oito princípios do Ba Gua
 A teoria dos órgãos Zang Fu
 Os Meridianos de energia
 Os Seis níveis
 Os Quatro estágios
 O Triplo aquecedor

Yin Yang
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Yin Yang é na Filosofia Chinesa uma representação do príncipio da dualidade de Yin e
Yang, o conceito tem sua origem no Tao (ou Dao), base da filosofia e metafísica da
cultura daquele país. Em chinês este conhecido símbolo que representa a integração de
Yin e Yang é denominado como "Diagrama do Tai Chi" (Taiji Tu). Mum

Princípios complementares

Segundo este princípio, duas forças complementares compõem tudo que existe, e do
equilíbrio dinâmico entre elas surge todo movimento e mutação. Essas forças são:

 Yin: o princípio passivo, feminino, noturno, escuro, frio


 Yang: o princípio activo, masculino, diurno, luminoso, quente.

Também é identificado como o tigre e o dragão representando os opostos.

Essas qualidades acima atribuídas a cada uma das dualidade são, não definições, mas
analogias que exemplificam a expressão de cada um deles no mundo fenoménico. Os
princípios em si mesmos estão implícitos em toda e qualquer manifestação.

Os exemplos acima não incluem qualquer juízo de valor, e não há qualquer hierarquia
entre os dois princípios. Assim, referir-se a Yin como negativo apenas indica que ele é
negativo quando comparado com Yang, que será positivo. Esta analogia é como a carga
elétrica atribuída a protons e electrons: os opostos complementam-se, positivo não é bom
ou mau, é apenas o oposto complementar de negativo.

O diagrama do Taiji simboliza o equilíbrio das forças da natureza, da mente e do físico.


(Preto) e (branco) integrados num movimento contínuo de geração mútua representam a
interação destas forças.

A realidade observada é fluida e em constante mutação, na perspectiva da filosofia


chinesa tradicional. Portanto, tudo que existe contém tanto o princípio Yin quanto o Yang.
O símbolo Taiji expressa esse conceito: o Yin dá origem ao Yang e o Yang dá origem ao
Yin.

Desde os primeiros tempos, os dois pólos arquetípicos da natureza foram representados


não apenas pelo claro e pelo escuro, mas, igualmente pelo masculino e pelo feminino,
pelo inflexível e pelo dócil, pelo acima e pelo abaixo.

Yang, o forte, o masculino, o poder criador era associado ao céu, enquanto o Yin, o
escuro, o receptivo, o feminino, o material, era representado pela terra. O céu está acima
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e esta cheio de movimento. A terra - na antiga concepção geocêntrica - está em baixo e
em repouso. Dessa forma, yang passou a simbolizar o movimento e yin o repouso. No
reino do pensamento, yin é a mente intuitiva, feminina e complexa, ao passo que yang é o
intelecto masculino,racional e claro. Yin é a tranqüilidade contemplativa do sábio, yang a
vigorosa ação criativa do rei.

O Hotu representa a geração do Tai Chi a partir do vazio

Esse diagrama apresenta uma disposição simetrica do yin sombrio e do yang claro. A
simetria, contudo não é estática. É uma simetria rotacional que sugere,de forma
eloqüente, um continuo movimento cíclico. Os dois pontos do diagrama simbolizam a
idéia de que toda vez que cada uma das forças atinge seu ponto extremo, manifesta
dentro de si a semente de seu oposto

Yin / Yang e anatomia

Quanto a descrição e classificação anatômica a cultura chinesa possui ampla


nomenclatura que descreve as diversas partes, pontos, regiões, órgãos e sistemas do
corpo onde os princípios do Yin - Yang são aplicados, diferenciando tanto as formas como
funções, por exemplo:

 Yin : lado direito; parte anterior (ventral); parte palmar; interior do corpo; membros
inferiores; tronco; cheio (sólido); órgãos /meridianos zang: fígado, coração, rim,
pulmão, baço-pancreas, pericárdio.

 Yang: lado esquerdo; parte posterior (dorsal); parte volar; exterior; membros
superiores; cabeça; oco, vazio (luz); órgãos/meridianos fu: intestino delgado, i. grosso,
estômago, bexiga, vesícula - biliar, tríplice aquecedor (san jiao), cérebro, útero.

E assim se estende essa classificação tanto aos órgãos como aos processos fisiológicos
normais e patológicos, abrangendo inclusive uma série de sinais e sintomas que são
utilizados no processo diagnóstico da medicina chinesa como será visto em seguida.
Entretanto, é sempre bom lembrar que cada uma das funções ou órgãos aqui divididos
em grupos Yin e Yang podem ser ainda subdivididos em sucessivas classificações.

Por exemplo alguns órgãos como o coração e o rim possuem características Yang (Shao -
jovem Yin) enquanto que o pulmão e baço-pancreas características Yin (Tai - grande Yin)
apesar de todos em sua constituição ser classificados como Zang (órgãos) de natureza
Yin.Analisando-se o coração pode-se ainda diferenciar o Yin cardíaco (a sístole - a massa
muscular) do Yang cardíaco (a diástole, as cavidades) e assim sucessivamente.

Yin

O Yin (陰 ou 阴 ; pinyin : yīn) é um princípio universal que surgiu do Tao absoluto. É
oposto e complementar ao Yang.

O Yin é feminino e representa escuridão, passividade, água, frio, impalpável, pequeno,


calmo, centrífugo-entrópico; simbolo de materialização, anabolismo, assimilação,
introversão, endotermia; passivo, negativo; lento, fraco, inerte, receptivo, conservativo,
emotivo, melancólico, calmo; flexão; ortosimpaticotónico(conforme o sistema vegetativo,
involuntário, automático, o nervo simpático e para-simpático comportam-se de forma que
um ou outro podem activar ou inibir um determinado órgão, contraindo ou relaxando,
acelerando ou abrandando, comprimindo ou dilatando, constrangindo ou expandindo).

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Também remete a ódio, intolerância, embotamento, sedentarismo, inimizade, inveja,
oposição e dificuldade.

A respeito dos elementos: Yin são: potássio, oxigénio, nitrogénio, fósforo, cálcio, ferro,
enxofre, vitamina C.

A respeito dos principais alimentos: Yin são: água, óleo, muitas variedades de vegetais
ou frutas, cereais brancos, muitos lacticínios, batatas, açúcar vulgar, ovo não fresco;
mole, macio; cor azul violeta, verde.

A respeito do Cosmos, Espaço, Meteorologia: Yin são: inverno, luz, terra, noite, frio,
escuro, opaco, ar, atmosfera, mar, neve, chuva, exterior-superfície, vertical, silêncio,
dilatação, irradiação, expanção, leveza, subida, flutuação, alto e longe(altura),
grande(tamanho), electrão, electricidade negativa, onda-curta, extra-curta.

Pelos princípios do Tao, nenhuma dessas qualidades em si é boa ou má. São opostas e
complementares às qualidades Yang. O bem, nesta concepção, vem do equilíbrio.

No símbolo do Yin e do Yang, o Yin é representado com uma cor mais escura e o Yang
com uma cor mais clara. Juntos representam a união e complementaridade entre os
opostos. No meio da claridade do Yang existe um pequeno círculo de sombra de Yin e no
meio da sombra do Yin existe um pequeno círculo claro de Yang, simbolizando o
movimento contínuo e constante de evolução dos atributos de um para os do outro.

Yang

O Yang (陽 ou 阳 ; yáng) é um princípio universal que surgiu do Tao absoluto. Oposto e
complementar ao Yin. O Yang é masculino e representa: luz, atividade, montanha (pedra),
calor, concreto (palpável), grande e ruidoso.

Também remete à: amor, tolerância, criatividade, iniciativa, amizade, admiração, ajuda e


facilidade.

A respeito dos elementos: Yang são:

A respeito dos principais alimentos: Yang são:

A respeito do cosmos, espaço, meteorologia: Yang são:

Pelo princípio do Tao, nenhuma dessas qualidades é boa ou má. São opostas e
complementares às qualidades Yin. O bem, nesta concepção, vem do equilíbrio.

O que são meridianos

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A energia percorre o corpo através de uma
série de pontos que estão ligados entre si,
estes canais são os meridianos.Cada
meridiano está ligado a um órgão
específico e é responsável por muitas
funções do nosso corpo.

MERIDIANOS PRINCIPAIS Nº PONTOS


SÍMBOLO
Meridiano dos pulmões P 11
Meridiano do intestino grosso IG 20
Meridiano do Estômago E 45
Meridiano do Baço-Pâncreas BP 21
Meridiano do Coração C 9
Meridiano do Intestino Delgado ID 19
Meridiano da Bexiga B 67
Meridiano dos Rins R 27
Meridiano da Circulação-Sexo CS 9
Meridiano do Triplo Aquecedor TA 23
Meridiano da Vesícula Biliar VB 44
Meridiano do Fígado F 14

MERIDIANOS EXTRAS SÍMBOLO   Nº PONTOS  


Meridiano do Vaso da Concepção 24
            VC
Meridiano do Vaso Governador VG 28

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