Você está na página 1de 5

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

INSTITUTO DE FÍSICA ARMANDO DIAS TAVARES


DEPARTAMENTO DE FÍSICA APLICADA E TERMODINÂMICA
FÍSICA TEÓRICA E EXPERIMENTAL II

DILATAÇÃO
LINEAR

Professora: Catarine Canellas

Fábio Neves de Paula e Sousa


Matrícula – 201820334111
Turma 8
Maio/2019
1. Introdução Teórica
Uma das propriedades termométricas da matéria é a dilatação térmica. A dilatação térmica
corresponde a um aumento do espaçamento entre os átomos das moléculas que formam um
material. Assim, num corpo sólido, se dois de seus pontos estão inicialmente à uma distância L0, a
variação ∆ L dessa distância é proporcional a L0 e a variação de temperatura∆ T :
∆ L=α∗L0∗∆ T
onde α é uma constante de proporcionalidade denominada de coeficiente de dilatação linear. O
valor de α depende do material e da faixa de temperatura de interesse; para a maior parte dos
propósitos práticos, pode ser considerada como constante.
O coeficiente de dilatação linear pode ser interpretado como a variação percentual de
comprimento por unidade de variação de temperatura.
∆L

α=
( L )
0

∆T

Coeficiente de dilatação linear


Material α (10−6 ℃−1 )
Alumínio 23
Latão 19
Bronze 18
Cobre 17
Aço 11
Vidro comum 9
Ferro 12

 Objetivo Geral
Determinar experimentalmente o coeficiente de dilatação linear do material que constitui
uma haste

2. Materiais e métodos
 Material utilizado
- Trena
- Termômetro
- Gerador de vapor
- Hastes
- Deflexômetro

 Esquema experimental

Haste

Deflexômetro

Gerador de vapor Trena


Termômetro
 Procedimento experimental
1) Utilizando a trena, foram medidos os comprimentos iniciais das hastes 1 e 2, respectivamente, de
47,1 cm e 44,4 cm
2) Com o termômetro foi medido a temperatura inicial T 0=22,3 ℃
3) Os deflexômetros foram zerados. A seguir, o gerador de vapor foi ligado, produzindo vapor a partir
da água presente nele.
4) Depois de um certo tempo a temperatura chegou à 100 ℃ (ebulição da água). Logo em seguida, os
deflexômetros foram estabilizados mostrando que as hastes 1 e 2 obtiveram as variações de
comprimento, respectivamente, de 0,07 cm e 0,06 cm

3. Resultados e Discussões

 Dados experimentais
T0 22,3℃
Tf 100,0℃
∆T 77,7℃

Haste L0 ∆L
1 47,1 cm 0,07 cm
2 44,4 cm 0,06 cm

 Cálculos
=> Haste 1
- Coeficiente de dilatação linear experimental (α exp )
∆L

α=
( L )0

∆T
0,07
α=
( )
47,1
77,7
α =19,1∗10−6 ℃−1

Comparando com a tabela de materiais, o resultado se aproxima mais do latão, o qual vale
17∗10−6 ℃−1, logo podemos dizer que a haste 1 é feita de latão

- Erro percentual do coeficiente de dilatação linear (E%)


α exp−α teo
E %= | α teo |
∗100

19,1∗1 0−6 )−(19∗10−6)


E %= | (
19∗10−6
∗100 |
E %=0,5 %

 Haste 2
- Coeficiente de dilatação linear experimental (α exp )
∆L

α=
( L )0

∆T
0,06
α=
( 44,4 )
77,7
α =17,3∗10−6 ℃−1

Comparando com a tabela de materiais, o resultado se aproxima mais do cobre, o qual vale
17∗10−6 ℃−1, logo podemos dizer que a haste 2 é feita de cobre

- Erro percentual do coeficiente de dilatação linear (α exp )


α exp−α teo
E %= | α teo | ∗100

17,3∗10−6 ) −(17∗10−6 )
E %= |( 17∗10−6
∗100 |
E %=1,7 %

Haste L0 T0 T ∆L α Material
1 47,1 cm 22,3 ℃ 100 0,07 cm 19,1∗10−6 ℃ −1 Latão

2 44,4 cm 22,3 ℃ 100 0,06 cm 17,3∗10−6 ℃−1 Cobre

4. Conclusão
Neste experimento duas hastes foram submetidas à uma dilatação linear. Com os dados experimentais foi
possível calcular o coeficiente de dilatação linear das hastes 1 e 2, que valem, respectivamente, 19,1∗10−6 ℃ −1 e
17,3∗10−6 ℃−1; identificar seu material (a partir da tabela fornecida), tal como calcular os erros percentuais dos
coeficiente. Os erros percentuais das hastes 1 e 2 foram, respectivamente, de 0,5% e 1,7%. Deve-se notar que, como
as hastes 1 e 2 são de materiais diferentes, tais objetos obtiveram variações no comprimento diferentes.

5. Questões
1) O valor de α depende da unidade de comprimento usada?
∆L
R.: Não. Pois ao analisar a fórmula
α=
( L ),
0 podemos perceber que a unidade de comprimento é anulada
∆T

pela razão ( ∆LL )


0

2) Qual a variação no valor numérico de α quando usamos as temperaturas na escala Kelvin em vez de
Celsius? E se usarmos a escala Fahrenheit?

R.: Ao utilizarmos a escala Kelvin, não teremos variação no valor numérico de α, pois tanto a escala Kelvin
quanto a escala Celsius são escalas centígradas. Porém, a variação na escala Fahrenheit faria com que o valor
numérico de α caísse aproximadamente metade do seu valor

3) Explique por que os desertos e a superfície da Lua possuem paisagens áridas constituídas de areia fina.

R.: Os dois ambientes possuem uma baixa concentração de água e baixa umidade relativa do ar. Como a
areia tem um calor específico baixo e é má condutora de calor, somente uma fina camada de areia consegue
absorver a radiação solar
4) Explique por que os lagos congelam primeiro na superfície.

R.: Ao atingir temperaturas inferiores a 4°C a água passa a dilatar-se, tornando-se mais densa conforme
solidifica-se. À temperatura de 4°C a água tem densidade máxima, com isso, se o esfriamento prosseguir, a
água da superfície fica menos densa que a água do fundo, não mais sendo possível a troca de posição. A
água que fica na superfície trocando diretamente calor com o ambiente, possui o congelamento facilitado. A
camada que forma-se devido o congelamento faz papel de isolante térmico, e sendo o gelo um mau
condutor de calor, isso evita com que o resto da água perca calor para a atmosfera.

 Bibliografia
- R. Resnick, D. Halliday, e J. Merrill, Fundamentos de Física, vol.2 Gravitação, Ondas,
Termodinâmica, 7a e 9a ed., LTC (2006).

Você também pode gostar