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Termodinâmica – 3 ano ITA - Revisão

1. (IME 2021) Analise as afirmativas abaixo, referentes ao funcionamento de


duas máquinas de Carnot, em que uma é ciclo motor e a outra, ciclo de
refrigeração.

1: Levando em conta as temperaturas dos reservatórios térmicos e supondo


que 80% da potência disponibilizada do ciclo motor seja empregada para o
acionamento do ciclo de refrigeração, a quantidade de calor removida da
fonte fria nesse ciclo será 120 kJ min.
2: Considerando apenas o ciclo motor, se a temperatura da fonte fria for
duplicada e, simultaneamente, a temperatura da fonte quente for
quadruplicada, o motor térmico violará a Segunda Lei da Termodinâmica.
3: Se a temperatura da fonte quente do ciclo motor for modificada para 500 K, a
quantidade máxima de calor removido da fonte fria do ciclo de refrigeração
terá o mesmo valor numérico do apresentado na Afirmativa 1.

Dados:
- temperaturas, respectivamente, da fonte quente e da fonte fria do ciclo motor:
600 K e 300 K;
- temperaturas, respectivamente, da fonte quente e da fonte fria do ciclo de
refrigeração: 300 K e 268 K; e
2400
- calor adicionado máquina térmica do ciclo motor: kJ min.
67

Considerando que a operação do refrigerador térmico é efetuada pela potência


disponibilizada pelo motor térmico, está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
a) 1, apenas.
b) 2, apenas.
c) 3, apenas.
d) 1 e 3, apenas.
e) 1, 2 e 3.

2. (IME 2021)

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Certa máquina térmica, operando em ciclo termodinâmico entre dois
reservatórios térmicos com temperaturas de 600 K e 300 K, fornece a potência
necessária para o acionamento de motores em uma fábrica, conforme
apresentado na figura 1. Devido a aspectos ambientais, ela deverá ser retirada
de atividade, mas o corpo técnico realizou um estudo inicial e concluiu que ela
poderia ser reaproveitada com a introdução de um reservatório térmico
intermediário de 400 K, conforme a figura 2. Dentro dessa proposição, o grupo
propõe que se trabalhe com dois ciclos termodinâmicos em série, sendo que o
ciclo superior deverá produzir uma potência de 40 HP, enquanto que o ciclo
inferior disponibilizará uma potência menor não especificada. O setor financeiro
argumentou que a conversão proposta só seria economicamente viável se a
potência associada ao ciclo inferior for no mínimo 10% do ciclo original e se o
consumo diário do novo combustível, que alimentará o motor térmico do ciclo
superior, estiver limitado a 500 litros.

Dados:
- rendimento da máquina térmica no esquema original: 90% do máximo
teoricamente admissível;
- taxa de transferência de calor do reservatório térmico para a máquina térmica
no esquema original: 540 MJ h;
- rendimentos das máquinas térmicas superior e inferior para a modificação
proposta: 90% e 80% do máximo teoricamente admissível, respectivamente;
- tempo de operação diário das máquinas com a modificação proposta: 8 horas;
- massa específica e poder calorífico do novo combustível: 0,12 kg L e 50 MJ kg;
- taxa de energia empregada para o acionamento da máquina térmica inferior:
60% da taxa rejeitada pela máquina térmica superior; e
- Considere 1HP = 3 4 kW.

Observação:
- a taxa de calor recebida pela máquina térmica superior é proveniente da
queima do novo combustível a ser empregado e o poder calorífico é definido
como a quantidade de energia liberada no processo de combustão por
unidade de massa.

Baseado em uma análise termodinâmica do problema e nos dados acima,


verifique se as condições do setor financeiro são atendidas. Em sua análise,
expresse todas as potências em HP.

3. (Fuvest 2020) Um mol de um gás ideal monoatômico é resfriado


adiabaticamente de uma temperatura inicial T1 até uma temperatura final T1 3.

Com base nessas informações, responda:

a) O gás sofreu expansão ou compressão ao final do processo? Justifique sua


resposta.
b) Encontre o valor do trabalho realizado pelo gás nesse processo em termos
da constante universal dos gases ideais R e de T1.
c) Encontre a razão entre as pressões final e inicial do gás após o processo.

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Note e adote:
Em um processo adiabático, não há troca de calor com o ambiente.
Energia interna por mol de um gás ideal monoatômico: U = 3RT 2.
Para o processo adiabático em questão, vale a relação PV 5 3 = constante.

4. (Efomm 2020) Uma máquina de Carnot é projetada para operar com 200 W
de potência entre fontes de calor de 200 C e 100 C. Com base nas
características descritas, a quantidade de calor absorvida por essa máquina, a
cada segundo, é de aproximadamente:

a) 400 J b) 550 J c) 670 J d) 800 J e) 950 J

5. (ITA/2020) Considere um sistema de três máquinas térmicas M1, M2 e M3


acopladas, tal que o rejeito energético de uma é aproveitado pela seguinte.
Sabe-se que a cada ciclo, M1 recebe 800 kJ de calor de uma fonte quente a
300 K e rejeita 600 kJ, dos quais 150 kJ são aproveitados por M2 para realização
de trabalho. Por fim, M3 aproveita o rejeito de M2 e descarta 360 kJ em uma
fonte fria a 6 K. São feitas as seguintes afirmações:

I. É inferior a 225 K a temperatura da fonte fria de M1.


II. O rendimento do sistema é de 55%.
III. O rendimento do sistema corresponde a 80% do rendimento de uma
máquina de Carnot operando entre as mesmas temperaturas.

Conclui-se então que


a) somente a afirmação I está incorreta.
b) somente a afirmação II está incorreta.
c) somente a afirmação III está incorreta.
d) todas as afirmações estão corretas.
e) as afirmações I e III estão incorretas.

6. (Ime 2020) Um escritório de patentes analisa as afirmativas de um inventor


que deseja obter os direitos sobre três máquinas térmicas reais que trabalham
em um ciclo termodinâmico. Os dados sobre o calor rejeitado para a fonte fria e
o trabalho produzido pela máquina térmica – ambos expressos em Joules –
encontram-se na tabela abaixo.

Máquina Calor Rejeitado Trabalho Produzido


Térmica [J] [J]
A 40 60
B 15 30
C 8 12

As afirmativas do inventor são:

Afirmativa 1: O rendimento das máquinas A e C são os mesmos para


quaisquer temperaturas de fonte quente e de fonte fria.

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Afirmativa 2: As máquinas A, B e C obedecem à Segunda Lei da
Termodinâmica.

Afirmativa 3: Se o calor rejeitado nas três situações acima for dobrado e se for
mantida a mesma produção de trabalho, a máquina B apresentará rendimento
superior aos das máquinas A e C, supondo atendidos os princípios da
termodinâmica.

Tomando sempre as temperaturas dos reservatórios das fontes quente e fria


das máquinas como 900 K e 300 K, está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

a) 1, apenas.
b) 2, apenas.
c) 1, 2 e 3.
d) 1 e 3, apenas.
e) 2 e 3, apenas.

7. (Esc. Naval 2020) Urna máquina térmica realiza a cada ciclo um trabalho de
8  102 J, com uma eficiência de 20%. Considerando que essa máquina opere
segundo um ciclo de Carnot, com a fonte fria a uma temperatura de 300 K, qual
é a temperatura da fonte quente e quanto calor é cedido para a fonte fria,
respectivamente?

a) 375 K e 3200 J
b) 375 K e 4000 J
c) 400 K e 3200 J
d) 400 K e 4000 J
e) 750 K e 4800 J

8. (Ime 2020) Um produtor rural constata que suas despesas mensais de


eletricidade estão altas e decide contratar um pesquisador para que ele
especifique formas alternativas de acionamento simultâneo de duas bombas
empregadas para irrigação de suas lavouras. O pesquisador constata que, na
fazenda, existe uma máquina refrigeradora que opera em um ciclo
termodinâmico, bem como outro dispositivo que atua como um ciclo motor e
propõe a solução descrita a seguir:

“A potência disponibilizada pelo ciclo motor deverá ser integralmente


utilizada para o acionamento da máquina refrigeradora e a energia
rejeitada para o ambiente de ambos os dispositivos – de acordo com os
seus cálculos – é mais do que suficiente para o acionamento simultâneo
das duas bombas.”

De acordo com os dados abaixo, determine se a solução encaminhada pelo


pesquisador é viável, com base em uma análise termodinâmica da proposição.

Dados:

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- temperatura do ambiente: 27 °C;
19
- temperatura no interior da máquina refrigeradora: − C
3
- temperatura da fonte térmica referente ao ciclo motor: 927 C;
- potência de cada bomba empregada na irrigação: 5 HP;
- estimativa da taxa de energia recebida pelo motor térmico: 80 kJ min;
- 1HP = 3 4 kW.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Na(s) questão(ões) a seguir, quando necessário, use:

- densidade da água: d = 1 103 km m3


- aceleração da gravidade: g = 10 m s2
3
- cos 30 = sen 60 =
2
1
- cos 60 = sen 30 =
2
2
- cos 45 = sen 45 =
2

9. (Epcar (Afa) 2020) Considere uma máquina térmica ideal M que funciona
realizando o ciclo de Carnot, como mostra a figura abaixo.

Essa máquina retira uma quantidade de calor Q de um reservatório térmico à


temperatura constante T, realiza um trabalho total τ e rejeita um calor Q2 para
T
a fonte fria à temperatura , também constante.
2

A partir das mesmas fontes quente e fria projeta-se quatro máquinas térmicas
A, B, C e D, respectivamente, de acordo com as figuras 1, 2, 3 e 4 abaixo; para
que realizem, cada uma, o mesmo trabalho τ da máquina M.

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Nessas condições, as máquinas térmicas que poderiam ser construídas, a
partir dos projetos apresentados, seriam:

a) A e B b) B e C c) C e D d) A e D

10. (Unicamp 2019) Nas proximidades do Sol, a Sonda Solar Parker estará
exposta a altas intensidades de radiação e a altas temperaturas. Diversos
dispositivos serão usados para evitar o aquecimento excessivo dos
equipamentos a bordo da sonda, entre eles um sistema de refrigeração. Um
refrigerador opera através da execução de ciclos termodinâmicos.

a) Considere o ciclo termodinâmico representado abaixo para um gás ideal, em


que V2 = 1,5 V1 e T1 = 200 K. Calcule a temperatura T3 .
b) A partir do gráfico, estime o módulo do trabalho realizado sobre o gás em um

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ciclo, em termos apenas de V1, V2, P1 e P4 .

11. (Efomm 2019) Um mol de um gás ideal monoatômico vai do estado a ao


estado c, passando pelo estado b com pressão, como mostrado na figura
abaixo. A quantidade de calor Q que entra no sistema durante esse processo é
de aproximadamente:

a) 4.000 J b) 5.000 J c) 6.000 J d) 7.000 J e) 8.000 J

12. (Esc. Naval 2019) Analise o gráfico abaixo.

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Um mol de certo gás ideal monoatômico, no estado inicial (PA , VA , TA ), deve ter
sua pressão dobrada e seu volume reduzido à metade, atingindo o estado
(PB , VB , TB ). Para isso, dois processos distintos são testados separadamente: o
processo 1 é isotérmico, com o gás cedendo ao meio externo um calor Q1. Já
no processo 2, a curva AB é retilínea, e o calor cedido pelo gás é Q2 = Q1 0,92.
Sendo R a constante dos gases ideais, o produto RTA = Uo e W1 o trabalho
realizado sobre o gás no processo 1, a razão W1 Uo vale:

a) 0,90 b) 0,75 c) 0,69 d) 0,50 e) 0,32

13. (ITA/SP) Em um reservatório são armazenados 1 mol de gás hélio e 1 mol


de gás oxigênio em equilíbrio térmico. Por meio de um orifício de dimensões
muito menores que o comprimento livre médio das espécies gasosas, inicia-se
um vazamento de gás para o exterior. Sobre essa situação são feitas as
seguintes afirmações:

I. No interior do reservatório, os átomos de hélio têm, em média, energia


cinética menor em comparação à das moléculas de oxigênio.
II. No interior do reservatório, os átomos de hélio têm, em média, velocidade de
translação maior em comparação à das moléculas de oxigênio.
III. A porção do gás que vaza e a que permanece no interior do reservatório
têm a mesma fração molar de hélio.

Assinale a opção correta.


a) Apenas a afirmação I é falsa.
b) Apenas a afirmação II é falsa.
c) Apenas a afirmação III é falsa.
d) Há mais de uma afirmação falsa.
e) Todas as afirmações são verdadeiras.

14. (Esc. Naval 2018) Analise o diagrama PV abaixo.

A figura acima exibe, num diagrama PV, um ciclo reversível a que está
submetido 2 moles de um gás monoatômico ideal. Sabendo que as
temperaturas nos estados A, B e C estão relacionadas por TC = 3TB = 9TA , qual
a eficiência do ciclo?

a) 1 3 b) 1 5 c) 1 6 d) 1 7 e) 1 9

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15. (Fgv 2018) Estamos passando por uma fase de grande evolução
tecnológica. O aperfeiçoamento das máquinas e motores é evidente e, dentro
em breve, o motor térmico será considerado peça de museu. Considere, no
entanto, um motor térmico que realiza um ciclo representado qualitativamente
pelo gráfico da pressão (p) versus volume (V) da figura, em que sua
frequência de giro é f.

Com esses dados, a potência efetiva desse motor será dada por

a) Pote = f  [(V2 − V1) + (V3 − V2 )]  (p2 − p1)


b) Pote = f  [(V2 − V1) + (V3 − V2 )]  (p2 − p1) 2
c) Pote = 2  f  [(V2 − V1) + (V3 − V2 )]  (p2 − p1)
d) Pote = [(V2 − V1) + (V3 − V2 )]  (p2 − p1) f
e) Pote = 2  [(V2 − V1) + (V3 − V2 )]  (p2 − p1) f

16. (IME/RJ) Considere as afirmações abaixo, relativas a uma máquina térmica


que executa um ciclo termodinâmico durante o qual há realização de trabalho.

I. Se as temperaturas das fontes forem 27 C e 427 C, a máquina térmica


poderá apresentar um rendimento de 40%.
II. Se o rendimento da máquina for 40% do rendimento ideal para temperaturas
das fontes iguais a 27 C e 327 C e se o calor rejeitado pela máquina for
0,8 kJ, o trabalho realizado será 1,8 kJ.
III. Se a temperatura de uma das fontes for 727 C e se a razão entre o calor
rejeitado pela máquina e o calor recebido for 0,4, a outra fonte apresentará
uma temperatura de −23 C no caso de o rendimento da máquina ser 80%
do rendimento ideal.

Está(ão) correta(s) a(s) seguinte(s) afirmação(ões):

a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) III, apenas.

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17. (ITA 2018) No livro Teoria do Calor (1871), Maxwell, escreveu referindo-se
a um recipiente cheio de ar:

“... iniciando com uma temperatura uniforme, vamos supor que um recipiente é
dividido em duas partes por uma divisória na qual existe um pequeno orifício, e
que um ser que pode ver as moléculas individualmente abre e fecha esse
orifício de tal modo que permite somente a passagem de moléculas rápidas de
A para B e somente as lentas de B para A. Assim, sem realização de
trabalho, ele aumentará a temperatura de B e diminuirá a temperatura de A
em contradição com...”.

Assinale a opção que melhor completa o texto de Maxwell.


a) a primeira lei da termodinâmica.
b) a segunda lei da termodinâmica.
c) a lei zero da termodinâmica.
d) o teorema da energia cinética.
e) o conceito de temperatura.

18. (Fuvest 2018) O motor Stirling, uma máquina térmica de alto rendimento, é
considerado um motor ecológico, pois pode funcionar com diversas fontes
energéticas. A figura I mostra esquematicamente um motor Stirling com dois
cilindros. O ciclo termodinâmico de Stirling, mostrado na figura II, representa o
processo em que o combustível é queimado externamente para aquecer um
dos dois cilindros do motor, sendo que uma quantidade fixa de gás inerte se
move entre eles, expandindo-se e contraindo-se.

Nessa figura está representado um ciclo de Stirling no diagrama P  V para um


mol de gás ideal monoatômico. No estado A, a pressão é PA = 4 atm, a
temperatura é T1 = 27 C e o volume é VA . A partir do estado A, o gás é
comprimido isotermicamente até um terço do volume inicial, atingindo o estado
B. Na isoterma T1, a quantidade de calor trocada é Q1 = 2.640 J, e, na isoterma
T2 , é Q2 = 7.910 J.

Determine

a) o volume VA , em litros;

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b) a pressão PD , em atm, no estado D;
c) a temperatura T2 .

Considerando apenas as transformações em que o gás recebe calor, determine

d) a quantidade total de calor recebido em um ciclo, QR , em J.

Note e adote:
Calor específico a volume constante: CV = 3 R 2
Constante universal dos gases: R = 8 J (mol K) = 0,08 atm (mol K)
0 C = 273 K
1atm = 105 Pa
1m3 = 1.000

19. (IME/2018) Durante um turno de 8 horas, uma fábrica armazena 200 kg de


um rejeito na fase vapor para que posteriormente seja liquefeito e estocado
para descarte seguro. De modo a promover uma melhor eficiência energética
da empresa, um inventor propõe o seguinte esquema: a energia proveniente
do processo de liquefação pode ser empregada em uma máquina térmica
que opera em um ciclo termodinâmico de tal forma que uma bomba
industrial de potência 6,4 HP seja acionada continuamente 8 horas por
dia.

Por meio de uma análise termodinâmica, determine se a proposta do inventor é


viável, tomando como base os dados abaixo.

Dados:
kJ
- calor latente do rejeito: 2.160 ;
kg
- temperatura do rejeito antes de ser liquefeito: 127 C;
- temperatura do ambiente onde a máquina térmica opera: 27 C;
- rendimento da máquina térmica: 80% do máximo teórico;
- perdas associadas ao processo de acionamento da bomba: 20%; e
- 1HP = 3 4 kW.

20. (Epcar (Afa) 2017) Um sistema termodinâmico constituído de n mols de um


gás perfeito monoatômico desenvolve uma transformação cíclica ABCDA
representada no diagrama a seguir.

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De acordo com o apresentado pode-se afirmar que
a) o trabalho em cada ciclo é de 800 J e é realizado pelo sistema.
b) o sistema termodinâmico não pode representar o ciclo de uma máquina
frigorífica uma vez que o mesmo está orientado no sentido anti-horário.
c) a energia interna do sistema é máxima no ponto D e mínima no ponto B.
d) em cada ciclo o sistema libera 800 J de calor para o meio ambiente.

21. (Enem PPL 2017) Rudolph Diesel patenteou um motor a combustão interna
de elevada eficiência, cujo ciclo está esquematizado no diagrama pressão 
volume. O ciclo Diesel é composto por quatro etapas, duas das quais são
transformações adiabáticas. O motor de Diesel é caracterizado pela
compressão de ar apenas, com a injeção de combustível no final.

No ciclo Diesel, o calor é absorvido em:


a) A → B e C → D, pois em ambos ocorre realização de trabalho.
b) A → B e B → C, pois em ambos ocorre elevação da temperatura.
c) C → D, pois representa uma expansão adiabática e o sistema realiza
trabalho.
d) A → B, pois representa uma compressão adiabática em que ocorre elevação
de temperatura.
e) B → C, pois representa expansão isobárica em que o sistema realiza trabalho
e a temperatura se eleva.

22. (Ita 2017) Deseja-se aquecer uma sala usando uma máquina térmica de
potência P operando conforme o ciclo de Carnot, tendo como fonte de calor o
ambiente externo à temperatura T1. A troca de calor através das paredes se dá

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a uma taxa κ(T2 − T1), em que T2 é a temperatura da sala num dado instante e
κ, uma constante com unidade em J s  K. Pedem-se:

a) A temperatura final de equilíbrio da sala.


b) A nova temperatura de equilíbrio caso se troque a máquina térmica por um
resistor dissipando a mesma potência P.
c) Entre tais equipamentos, indique qual o mais adequado em termos de
consumo de energia. Justifique.

23. (Ita 2017)

Uma transformação cíclica XYZX de um gás ideal indicada no gráfico P  V


opera entre dois extremos de temperatura, em que YZ é um processo de
expansão adiabática reversível. Considere R = 2,0 cal mol  K = 0,082 atm  mol  K,
PY = 20 atm, VZ = 4,0 , VY = 2,0 e a razão entre as capacidades térmicas molar,
a pressão e a volume constante, dada por CP CV = 2,0. Assinale a razão entre o
rendimento deste ciclo e o de uma máquina térmica ideal operando entre os
mesmos extremos de temperatura.

a) 0,38 b) 0,44 c) 0,55 d) 0,75 e) 2,25

24. (Ime 2017) Um gás ideal e monoatômico contido em uma garrafa fechada
com 0,1m3 está inicialmente a 300 K e a 100 kPa. Em seguida, esse gás é
aquecido, atingindo 600 K.

Nessas condições, o calor fornecido ao gás, em kJ, foi:

a) 5 b) 10 c) 15 d) 30 e) 45

25. (Ime 2017) Um pesquisador recebeu a incumbência de projetar um sistema


alternativo para o fornecimento de energia elétrica visando ao acionamento de
compressores de geladeiras a serem empregadas no estoque de vacinas. De
acordo com os dados de projeto, a temperatura ideal de funcionamento da
geladeira deve ser 4 C durante 10 horas de operação contínua, sendo que a
mesma possui as seguintes dimensões: 40 cm de altura, 30 cm de largura e
80 cm de profundidade. Após estudo, o pesquisador recomenda que,
inicialmente, todas as faces da geladeira sejam recobertas por uma camada de
1,36 cm de espessura de um material isolante, de modo a se ter um melhor
funcionamento do dispositivo. Considerando que este projeto visa a atender
comunidades remotas localizadas em regiões com alto índice de radiação

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solar, o pesquisador sugere empregar um painel fotovoltaico que converta a
energia solar em energia elétrica. Estudos de viabilidade técnica apontam que
a eficiência térmica da geladeira deve ser, no mínimo, igual a 50% do máximo
teoricamente admissível.

Baseado em uma análise termodinâmica e levando em conta os dados abaixo,


verifique se a solução proposta pelo pesquisador é adequada.

Dados:
- Condutividade térmica do material isolante: 0,05 W m C;
- Temperatura ambiente da localidade: 34 C;
- Insolação solar média na localidade: 18 MJ m2, em 10 horas de operação
contínua;
- Rendimento do painel fotovoltaico: 10%;
- Área do painel fotovoltaico: 2 m2 .

26. (Efomm 2016) O diagrama PV da figura mostra, para determinado gás


ideal, alguns dos processos termodinâmicos possíveis. Sabendo-se que nos
processos AB e BD são fornecidos ao gás 120 e 500 joules de calor,
respectivamente, a variação da energia interna do gás, em joules, no processo
ACD será igual a

a) 105 b) 250 c) 515 d) 620 e) 725

27. (Esc. Naval 2016) Uma máquina de Carnot, operando inicialmente com
rendimento igual a 40%, produz um trabalho de 10 joules por ciclo. Mantendo-
se constante a temperatura inicial da fonte quente, reduziu-se a temperatura da
fonte fria de modo que o rendimento passou para 60%. Com isso, o módulo da
variação percentual ocorrida no calor transferido à fonte fria, por ciclo, é de:

a) 67% b) 60% c) 40% d) 33% e) 25%

28. (UPE) Um refrigerador foi construído, utilizando-se uma máquina de Carnot


cuja eficiência, na forma de máquina de calor, é igual a 0,1. Se esse
refrigerador realiza um trabalho de 10 J, é CORRETO afirmar que a quantidade

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de calor removida do reservatório de menor temperatura foi, em joules, de:

a) 100 b) 99 c) 90 d) 10 e) 1

29. (Enem 2ª aplicação 2016) Até 1824 acreditava-se que as máquinas


térmicas, cujos exemplos são as máquinas a vapor e os atuais motores a
combustão, poderiam ter um funcionamento ideal. Sadi Carnot demonstrou a
impossibilidade de uma máquina térmica, funcionando em ciclos entre duas
fontes térmicas (uma quente e outra fria), obter 100% de rendimento.

Tal limitação ocorre porque essas máquinas


a) realizam trabalho mecânico.
b) produzem aumento da entropia.
c) utilizam transformações adiabáticas.
d) contrariam a lei da conservação de energia.
e) funcionam com temperatura igual à da fonte quente.

30. (Fuvest 2015) Um recipiente hermeticamente fechado e termicamente


isolado, com volume de 750 , contém ar inicialmente à pressão atmosférica de
1 atm e à temperatura de 27C. No interior do recipiente, foi colocada uma
pequena vela acesa, de 2,5 g. Sabendo‐se que a massa da vela é consumida a
uma taxa de 0,1 g min e que a queima da vela produz energia à razão de
3,6  104 J g, determine:

a) a potência W da vela acesa;


b) a quantidade de energia E produzida pela queima completa da vela;
c) o aumento ΔT da temperatura do ar no interior do recipiente, durante a
queima da vela;
d) a pressão P do ar no interior do recipiente, logo após a queima da vela.

Note e adote:
O ar deve ser tratado como gás ideal.
O volume de 1mol de gás ideal à pressão atmosférica de 1 atm e à temperatura
de 27C é 25 .
Calor molar do ar a volume constante: Cv = 30 J (mol K ).
Constante universal dos gases: R = 0,08 atm (mol K ).
0C = 273 K.
Devem ser desconsideradas a capacidade térmica do recipiente e a variação
da massa de gás no seu interior devido à queima da vela.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Se precisar, utilize os valores das constantes aqui relacionadas.

Constante dos gases: R = 8J (mol  K).


Pressão atmosférica ao nível do mar: P0 = 100 kPa.
Massa molecular do CO2 = 44 u.
Calor latente do gelo: 80cal g.

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Calor específico do gelo: 0,5cal (g  K).
1cal = 4  107 erg.
Aceleração da gravidade: g = 10,0m s2 .

31. (Ita 2015) Numa expansão muito lenta, o trabalho efetuado por um gás num
processo adiabático é

P1V1γ
W12 = (V21− γ − V11− γ ),
1− γ

em que P, V, T são, respectivamente, a pressão, o volume e a temperatura do


gás, e γ uma constante, sendo os subscritos 1 e 2 representativos,
respectivamente, do estado inicial e final do sistema. Lembrando que PV γ é
constante no processo adiabático, esta fórmula pode ser reescrita deste modo:

P1  V1 − V2 ( T2 / T1 )
γ /( γ−1) 
 
a)
ln ( T2 / T1 ) / ln ( V1 / V2 )

P2  V1 − V2 ( T2 / T1 )
γ /( γ−1) 
 
b)
ln ( T2 / T1 ) / ln ( V2 / V1 )

P2  V1 − V2 ( T2 / T1 )
γ /( γ−1) 
 
c)
ln ( T2 / T1 ) / ln ( V1 / V2 )

P1  V1 − V2 ( T2 / T1 )
γ /( γ−1) 
 
d)
ln ( T2 / T1 ) / ln ( V2 / V1 )

P2  V1 − V2 ( T2 / T1 )
γ /( γ−1) 
 
e)
ln ( T1 / T2 ) / ln ( V2 / V1 )

32. (Ime 2014)

Página 16 de 59
No interior de um ambiente submetido à pressão atmosférica, encontra-se um
cilindro que contém 10 mL de um determinado gás ideal. Esse gás é mantido no
interior do cilindro por um êmbolo móvel de área igual a 30 cm2 , conforme
apresentado na figura acima. Inicialmente a mola não exerce força sobre o
êmbolo. Em seguida, o gás recebe uma quantidade de calor igual a 50%
daquele rejeitado por uma máquina térmica, operando em um ciclo
termodinâmico, cujas características técnicas se encontram listadas abaixo.
Como consequência do processo de expansão, observa-se que a mola foi
comprimida em 2 cm. O rótulo de identificação do gás está ilegível, mas sabe-
se que existem apenas duas opções – o gás é hélio ou oxigênio. Baseado em
uma análise termodinâmica da situação descrita, identifique o gás.

Dados:
- temperaturas da fonte quente e da fonte fria da máquina térmica: 600 K e
450 K;
- razão entre o rendimento da máquina térmica e o do ciclo de Carnot
associado: 0,8;
- quantidade de calor recebido pela máquina térmica: 105 J;
N
- constante da mola: 3  104 ;
m
kgf
- pressão atmosférica: 1 ;
cm2
- 1 kgf = 10 N;
- peso do êmbolo: desprezível.

33. (Ime 2014)

A figura 1 apresenta a planta de uma usina térmica de ciclo combinado. As


saídas das máquinas térmicas 1 e 2 (MT1 e MT2) alimentam os geradores G1 e
G2, fornecendo-lhes, respectivamente, as potências PG1 e PG2 . As curvas de
Tensão Terminal versus Corrente do Gerador dos dois geradores são
apresentadas na figura 2. Os dois geradores estão conectados em paralelo
20.000
fornecendo uma potência de saída (Psaída ) de kW , com uma tensão de
3
10 kV. Determine:
a) a resistência interna de cada gerador;
b) o percentual da carga total fornecida por cada gerador;

Página 17 de 59
c) a perda na resistência de cada gerador;
d) as potências PG1 e PG2 fornecidas aos geradores;
e) o rendimento do sistema.

Dados:
- a máquina térmica MT1 opera entre as temperaturas de 800 C e 300 C e o
seu rendimento é 35% do rendimento máximo do ciclo de Carnot a ela
associado;
- a máquina térmica MT2 opera entre as temperaturas de 500 C e 50 C e o seu
rendimento é 40% do rendimento máximo do ciclo de Carnot a ela associado.

Observação: considere nos geradores somente as perdas em suas resistências


internas.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:


Quando necessário, use:
g = 10m s2
sen 37 = 0,6
cos 37 = 0,8

34. (Epcar (Afa) 2014) Dispõe-se de duas máquinas térmicas de Carnot. A


máquina 1 trabalha entre as temperaturas de 227 C e 527 C, enquanto a
máquina 2 opera entre 227 K e 527 K.

Analise as afirmativas a seguir e responda ao que se pede.

I. A máquina 2 tem maior rendimento que a máquina 1.


II. Se a máquina 1 realizar um trabalho de 2000 J terá retirado 6000 J de calor da
fonte quente.
III. Se a máquina 2 retirar 4000 J de calor da fonte quente irá liberar
aproximadamente 1720 J de calor para a fonte fria.
IV. Para uma mesma quantidade de calor retirada da fonte quente pelas duas
máquinas, a máquina 2 rejeita mais calor para a fonte fria.

São corretas apenas


a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) III e IV.

35. (Epcar (Afa) 2014) Considere um gás ideal que pode ser submetido a duas
transformações cíclicas reversíveis e não simultâneas, 1 e 2, como mostrado
no diagrama PV abaixo.

Página 18 de 59
Na transformação 1 o gás recebe uma quantidade de calor quantidade de calor
Q1 para a fonte fria à temperatura. T2 . Enquanto que, na transformação 2, as
quantidades de calor recebida, Q '1, e cedida, Q'2, são trocadas
respectivamente com duas fontes às temperaturas T3 e T4 .

Nessas condições, é correto afirmar que


a) a variação da entropia nas transformações BC, DA, FG e HE é não nula.
b) nas transformações AB e EF, a variação da entropia é negativa, enquanto
que, nas transformações CD e GH, é positiva.
5
c) na transformação 1, a variação da entropia é não nula e Q1 = Q2 .
4
d) na transformação 2, a variação da entropia é nula e Q'1 = 3Q'2 .

36. (Ita 2013) Um mol de um gás ideal sofre uma expansão adiabática
reversível de um estado inicial cuja pressão é P i e o volume é Vi para um
estado final em que a pressão é Pf e o volume é Vf. Sabe-se que γ = Cp Cv é o
expoente de Poisson, em que Cp e Cv são os respectivos calores molares a
pressão e a volume constantes. Obtenha a expressão do trabalho realizado
pelo gás em função de Pi, Vi, Pf, Vf e γ.

37. (Ime 2013)

Página 19 de 59
A figura acima representa um sistema, inicialmente em equilíbrio mecânico e
termodinâmico, constituído por um recipiente cilíndrico com um gás ideal, um
êmbolo e uma mola. O êmbolo confina o gás dentro do recipiente. Na condição
inicial, a mola, conectada ao êmbolo e ao ponto fixo A, não exerce força sobre
o êmbolo. Após 3520 J de calor serem fornecidos ao gás, o sistema atinge um
novo estado de equilíbrio mecânico e termodinâmico, ficando o êmbolo a uma
altura de 1,2 m em relação à base do cilindro. Determine a pressão e a
temperatura do gás ideal:
Observação: Considere que não existe atrito entre o cilindro e o êmbolo.
Dados: Massa do gás ideal: 0,01 kg; Calor específico a volume constante do
gás ideal: 1.000 J/kg.K; Altura inicial do êmbolo em relação à base do cilindro:
X1 = 1 m; Área da base do êmbolo: 0,01 m2; Constante elástica da mola: 4.000
N/m; Massa do êmbolo: 20 kg; Aceleração da gravidade: 10 m/s2; Pressão
atmosférica: 100.000 Pa.
a) na condição inicial;
b) no novo estado de equilíbrio.

38. (Esc. Naval 2013) Considere que 0,40 gramas de água vaporize
isobaricamente à pressão atmosférica. Sabendo que, nesse processo, o
volume ocupado pela água varia de 1,0 litro, pode-se afirmar que a variação da
energia interna do sistema, em kJ, vale

Dados: calor latente de vaporização da água = 2,3  106 J / kg;


Conversão: 1 atm = 1,0  105 Pa.

a) −1,0 b) −0,92 c) 0,82 d) 0,92 e) 1,0

39. (Ita 2013) A figura mostra um sistema, livre de qualquer força externa, com
um êmbolo que pode ser deslocado sem atrito em seu interior. Fixando o
êmbolo e preenchendo o recipiente de volume V com um gás ideal a pressão
P, e em seguida liberando o êmbolo, o gás expande-se adiabaticamente.
Considerando as respectivas massas mc, do cilindro, e me, do êmbolo, muito
maiores que a massa mg do gás, e sendo γ o expoente de Poisson, a variação
da energia interna U do gás quando a velocidade do cilindro for vc é dada
aproximadamente por

a) 3PV γ 2.
b) 3PV ( 2 ( γ − 1) ) .
c) −mc (me + mc ) v c2 ( 2me ) .
d) − (mc + me ) v c2 2.

Página 20 de 59
e) − me (me + mc ) v c2 ( 2mc ) .

40. (IME 2013) Um industrial deseja lançar no mercado uma máquina térmica
que opere entre dois reservatórios térmicos cujas temperaturas são 900 K e
300 K, com rendimento térmico de 40% do máximo teoricamente admissível.
Ele adquire os direitos de um engenheiro que depositou uma patente de uma
máquina térmica operando em um ciclo termodinâmico composto por quatro
processos descritos a seguir:

Processo 1 – 2: processo isovolumétrico com aumento de pressão:


( Vi,p i ) → ( Vi,pf ).
Processo 2 – 3: processo isobárico com aumento de volume: ( V i ,pf ) → ( Vf ,pf ).
Processo 3 – 4: processo isovolumétrico com redução de pressão:
( Vf ,pf ) → ( Vf ,p i ).
Processo 4 – 1: processo isobárico com redução de volume: ( Vf ,p i ) → ( Vi ,p i ).

O engenheiro afirma que o rendimento desejado é obtido para qualquer valor


pf V
de  1 desde que a razão entre os volumes f seja igual a 2. Porém, testes
pi Vi
exaustivos do protótipo da máquina indicam que o rendimento é inferior ao
desejado. Ao ser questionado sobre o assunto, o engenheiro argumenta que os
testes não foram conduzidos de forma correta e mantém sua afirmação
original. Supondo que a substância de trabalho que percorre o ciclo 1-2-3-4-1
seja um gás ideal monoatômico e baseado em uma análise termodinâmica do
problema, verifique se o rendimento desejado pode ser atingido.

41. (Esc. Naval 2013) Uma máquina térmica, funcionando entre as


temperaturas de 300 K e 600 K fornece uma potência útil, Pu, a partir de uma
potência recebida, Pr . O rendimento dessa máquina corresponde a 4 5 do
rendimento máximo previsto pela máquina de Carnot. Sabendo que a potência
recebida é de 1200 W, a potência útil, em watt, é:

a) 300 b) 480 c) 500 d) 600 e) 960

42. (Esc. Naval 2013) Analise as afirmativas abaixo referentes à entropia.

I. Num dia úmido, o vapor de água se condensa sobre uma superfície fria. Na
condensação, a entropia da água diminui.
II. Num processo adiabático reversível, a entropia do sistema se mantém
constante.
III. A entropia de um sistema nunca pode diminuir.
IV. A entropia do universo nunca pode diminuir.

Assinale a opção que contém apenas afirmativas corretas.


a) I e II
b) II e III
c) III e IV

Página 21 de 59
d) I, II e III
e) I, II e IV

43. (ITA 2011) Uma bolha de gás metano com volume de 10 cm 3 é formado a
30 m de profundidade num lago. Suponha que o metano comporta-se como um
gás ideal de calor específico molar C V = 3R e considere a pressão atmosférica
igual a 105 N/m2. Supondo que a bolha não troque calor com a água ao seu
redor, determine seu volume quando ela atinge a superfície.

44. (ITA/2010) Uma parte de um cilindro está preenchida com um mol de um


gás ideal monoatômico a uma pressão P0 e temperatura T0. Um êmbolo de
massa desprezível separa o gás da outra seção do cilindro, na qual há vácuo e
uma mola em seu comprimento natural presa ao êmbolo e à parede oposta do
cilindro, como mostra a figura (a). O sistema está termicamente isolado e o
êmbolo, inicialmente fixo, é então solto, deslocando-se vagarosamente até
passar pela posição de equilíbrio, em que a sua aceleração é nula e o volume
ocupado pelo gás é o dobro do original, conforme mostra a figura (b).
Desprezando os atritos, determine a temperatura do gás na posição de
equilíbrio em função da sua temperatura inicial.

45. (Ita 2010) Uma máquina térmica opera segundo o ciclo JKLMJ mostrado
no diagrama T-S da figura.

Pode-se afirmar que


a) processo JK corresponde a uma compressão isotérmica.
b) o trabalho realizado pela máquina em um ciclo é W = (T2 – T1)(S2 – S1).

Página 22 de 59
T2
c) o rendimento da maquina é dado por η = 1 − .
T1
d) durante o processo LM, uma quantidade de calor QLM = T1(S2 – S1) é
absorvida pelo sistema.
e) outra máquina térmica que opere entre T2 e T1 poderia eventualmente
possuir um rendimento maior que a desta.

46. (IME 2010) Atendendo a um edital do governo, um fabricante deseja


certificar junto aos órgãos competentes uma geladeira de baixos custo e
consumo. Esta geladeira apresenta um coeficiente de desempenho igual a 2 e
rejeita 9/8 kW para o ambiente externo. De acordo com o fabricante, estes
dados foram medidos em uma situação típica de operação, na qual o
compressor da geladeira se manteve funcionando durante 1/8 do tempo a
temperatura ambiente de 27°C. O edital preconiza que, para obter a
certificação, é necessário que o custo mensal de operação da geladeira seja,
no máximo igual a R$ 5,00 e que a temperatura interna do aparelho seja
inferior a 8 °C. O fabricante afirma que os dois critérios são atendidos, pois o
desempenho da geladeira é 1/7 do máximo possível. Verifique, baseado nos
princípios da termodinâmica, se esta assertiva do fabricante está tecnicamente
correta. Considere que a tarifa referente ao consumo de 1 kWh é R$ 0,20.

47. (UFPE 2008) Uma máquina térmica, cuja substância de trabalho é um gás
ideal, opera no ciclo indicado no diagrama pressão versus volume da figura a
seguir.

A transformação de A até B é isotérmica, de B até C é isobárica e de C até A


é isométrica. Sabendo que na transformação isotérmica a máquina absorve
uma quantidade de calor QAB = 65 kJ, determine o trabalho realizado pela
máquina em um ciclo. Expresse sua resposta em kJ.

48. (Enem 2008) A energia geotérmica tem sua origem no núcleo derretido da
Terra, onde as temperaturas atingem 4.000 °C. Essa energia é primeiramente
produzida pela decomposição de materiais radioativos dentro do planeta. Em
fontes geotérmicas, a água, aprisionada em um reservatório subterrâneo, é
aquecida pelas rochas ao redor e fica submetida a altas pressões, podendo
atingir temperaturas de até 370 °C sem entrar em ebulição. Ao ser liberada na

Página 23 de 59
superfície, à pressão ambiente, ela se vaporiza e se resfria, formando fontes ou
gêiseres. O vapor de poços geotérmicos é separado da água e é utilizado no
funcionamento de turbinas para gerar eletricidade. A água quente pode ser
utilizada para aquecimento direto ou em usinas de dessalinização.
Roger A. Hinrichs e Merlin Kleinbach. Energia e meio ambiente. Ed. ABDR
(com adaptações)

Depreende-se das informações do texto que as usinas geotérmicas


a) utilizam a mesma fonte primária de energia que as usinas nucleares, sendo,
portanto, semelhantes os riscos decorrentes de ambas.
b) funcionam com base na conversão de energia potencial gravitacional em
energia térmica.
c) podem aproveitar a energia química transformada em térmica no processo
de dessalinização.
d) assemelham-se às usinas nucleares no que diz respeito à conversão de
energia térmica em cinética e, depois, em elétrica.
e) transformam inicialmente a energia solar em energia cinética e, depois, em
energia térmica.

49. (UFPE) Uma caixa cúbica metálica e hermeticamente fechada, de 4,0 cm


de aresta, contém gás ideal à temperatura de 300 K e à pressão de 1 atm. Qual
a variação da força que atua em uma das paredes da caixa, em N, após o
sistema ser aquecido para 330 K e estar em equilíbrio térmico? Despreze a
dilatação térmica do metal.

50. (UFPE) Um cilindro de 20 cm2 de seção reta contém um gás ideal


comprimido em seu interior por um pistão móvel, de massa desprezível e sem
atrito. O pistão repousa a uma altura h 0 = 1,0 m. A base do cilindro está em
contato com um forno, de forma que a temperatura do gás permanece
constante. Bolinhas de chumbo são lentamente depositadas sobre o pistão até
que o mesmo atinja a altura h = 80 cm. Determine a massa de chumbo, em kg,
que foi depositado sobre o pistão. Considere a pressão atmosférica igual a 1
atm.

51. (UFPE) Um gás ideal evolui de um estado A (pressão 2p0 e volume V0) até
um outro estado C (pressão p0 e volume 2V0). Considere os dois processos

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ABC e ADC, indicados no diagrama a seguir. Sejam W(ABC) e W(ADC) os
trabalhos realizados pelo gás nestes dois processos, respectivamente.
Podemos concluir que:

a) W (ABC) = 3W (ADC)
b) W (ABC) = 2W (ADC)
c) W (ABC) = W (ADC)
d) W (ABC) = 4W (ADC)
e) W (ABC) = W (ADC) = 0

Página 25 de 59
Gabarito:

Resposta da questão 1:
[D]

Analisando as afirmativas:
[1] Verdadeira. Rendimento do motor:
T 300
η = 1− F = 1−  η = 0,5
TQ 600

Eficiência do refrigerador:
TF 268 67
e= = e=
TQ − TF 300 − 268 8

Logo:
τ τ 1200
η=  0,5 = τ= kJ min
QQ 2400 67
67
QF 67 QF
e=  =  QF = 120 kJ min
0,8 τ 8 1200
0,8 
67

[2] Falsa. Nesse caso, o rendimento do motor será:


T ' 600
η' = 1− F = 1 −  η ' = 0,75
TQ ' 2400

Como o rendimento não chega a 100%, a 2ª Lei da Termodinâmica não é


violada.

[3] Verdadeira. Com a alteração, o rendimento do motor será igual a:


300
η '' = 1 −  η '' = 0,4
500

E o seu trabalho será:


τ '' τ '' 960
η '' =  0,4 =  τ '' =
QQ 2400 67
67

Portanto:
QF '' 67 QF ''
e=  =  QF '' = 120 kJ min
τ '' 8 960
67

Resposta da questão 2:
Para o esquema original, temos:
 300 
ηorig = 0,9  1 −   ηorig = 0,45 = 45%
 600 
540 MJ
Porig ( saída ) = ηorigPorig ( entrada ) = 0,45  = 90 HP
3600 s

Página 26 de 59
E para as modificações, temos:
 400 
η1 = 0,9  1 −   η1 = 0,3 = 30%
 600 
 300 
η2 = 0,8  1 −  η2 = 0,2 = 20%
 400 
40 HP
P1 ( saída ) = η1P1 ( entrada )  P1 ( entrada ) = = 133,3 HP
0,3
P1 ( rejeitada ) = (1 − η1 ) P1 ( entrada )  P1 (rejeitada ) = 0,7  133,3 HP = 93,3 HP
P2 ( entrada ) = 60%P1 ( rejeitada ) = 0,6  93,3 HP = 56 HP
P2 ( saída ) = η2P2 ( entrada ) = 0,2  56 HP = 11,2 HP

E o volume de combustível deve ser igual a:


ρVL
P1 ( entrada ) =
Δt
3 0,12  V  50  103
133,3  =
4 8  3600
V = 480 L

Sendo assim, ambas as condições são atendidas.

Resposta da questão 3:
a) De acordo com a 1ª lei da Termodinâmica:
Q = τ + ΔU

Para o problema dado, temos que:


Q = 0 (transformação adiabática)
 3 
ΔT  0  ΔU  0  pois ΔU = nRΔT 
 2 

Logo:
0 = τ + ΔU  τ = −ΔU
τ  0

Portanto, o gás sofreu expansão.

b) Da expressão obtida anteriormente:


3
τ = −ΔU = − nRΔT
2
3 T 
τ = −  1 R  1 − T1 
2  3 
 τ = RT1

c) Como PV5/3 = constante, devemos ter que:


Pf Vf 5/3 = P1V15/3

Da equação de Clayperon com n = 1, vem:

Página 27 de 59
RT
PV = 1 RT  V =
P

Substituindo este resultado na expressão anterior, chegamos a:


5/3 5/3
 RT   RT  T 5/3 T15/3
Pf  f  = P1  1   f = 
 Pf   P1  Pf 2/3 P12/3
2/3 5/3 5/2
P  T /3 P  1 1
 f  = 1   f =  =
 P1   T1  P1  3  35
P 3
 f =
P1 27

Resposta da questão 4:
[E]

Sabendo que o rendimento é dado por:


T P
η = 1− F e η = U
TQ PT

Temos:
PU T 200 373
= 1− F  = 1− 
PT TQ PT 473
200 100
 =  PT = 946 W
PT 473
 PT  950 J s

Resposta da questão 5:
[E]

Pelo enunciado, temos:

Analisando as afirmativas:
[I] Falsa. Rendimento da máquina 1:
QF1 600
η1 = 1 − = 1−  η1 = 0,25
QQ1 800

Logo, devemos ter que:


TF1
η1  ηCarnot  0,25  1 −
300
 TF1  225 K

Página 28 de 59
[II] Verdadeira. Calculando:
τtotal 200 + 150 + 90
ηsistema = = = 0,55
QQ1 800
 ηsistema = 55%

[III] Falsa. Rendimento da máquina de Carnot:


TF3 6
ηCarnot = 1 − = 1− = 0,98
TQ1 300
ηCarnot = 98%

Portanto:
ηsistema 55%
=  0,56
ηCarnot 98%
 ηsistema  56% ηCarnot

Resposta da questão 6:
[D]

Rendimento máximo (máquina de Carnot):


T 300
ηmax = 1 − F = 1 −  ηmax  67%
TQ 900

Rendimentos iniciais:
QF 40
ηA = 1 − = 1−  ηA = 60%
QQ 40 + 60
15
ηB = 1 −  ηB  67%
15 + 30
8
ηC = 1 −  ηC = 60%
8 + 12

Rendimentos finais:
80
η'A = 1 −  η'A  43%
80 + 60
' 30 '
ηB = 1−  ηB = 50%
30 + 30
16
η'C = 1 − '
 ηC  43%
16 + 12

Análise das afirmativas:

Afirmativa 1: Verdadeira. ηA = ηC = 60%.


Afirmativa 2: Falsa. Como ηB = ηmax , a 2ª Lei da Termodinâmica foi violada.
Afirmativa 3: Verdadeira. ηB'  η'A = η'C.

Resposta da questão 7:
[A]

Temperatura da fonte quente:

Página 29 de 59
TF
η = 1−
TQ
300
0,2 = 1 −
TQ
300
= 0,8
TQ
 TQ = 375 K

Calor cedido para a fonte fria:


τ
η=
QQ
8  102
0,2 =
QQ
QQ = 4  103 J
QQ T
= Q
QF TF
4  103 375
=
QF 300
 QF = 3200 J

Resposta da questão 8:
Esquematizando o problema:

Rendimento máximo para o motor:


T 300 3
η = 1− A = 1−  η=
TQ 1200 4

Coeficiente de performance máximo para o refrigerador:


800
TF 3
e= = e=8
TA − TF 800
300 −
3

Temos que:

Página 30 de 59
4
P1 = 80 kJ min = kW
3
3 4
P2 = ηP1 =   P2 = 1kW
4 3
 3 4 1
P4 = (1 − η) P1 =  1 −    P4 = kW
 4  3 3
P5 = (1 + e ) P2 = (1 + 8 )  1  P5 = 9 kW

Logo:
1
Ptotal = P4 + P5 = + 9  Ptotal  9,3 kW
3

Potência necessária para acionar as bombas:


3
Pbombas = 2  5 HP = 2  5  kW  Pbombas = 7,5 kW
4

Como Ptotal  Pbombas , a solução é viável.

Resposta da questão 9:
ANULADA

Questão anulada no gabarito oficial.

Para o ciclo de Carnot da máquina M, devemos ter:


Q T
=  Q = 2Q2
Q2 T 2
τM = Q − Q2 = 2Q2 − Q2  τM = Q2
T2 1
η = 1−  η = = 50%
T 2

Calculando os rendimentos de cada máquina, vem:


2Q2 2Q2
3
ηA = 1 − 3 = 1 − 3  ηA = = 60%
5Q 5  2Q2 5
6 6
3Q2 3Q2
5
ηB = 1 − 2 = 1 − 2  ηB = = 62,5%
2Q 2  2Q2 8
2Q2 2Q2 1
ηC = 1 − = 1−  ηC = = 33,3%
3Q 3  2Q2 3
2 2
Q2 Q2
4
ηD = 1 − 4 = 1 − 4  ηD = = 80%
5Q 5  2Q2 5
8 8

Como as máquinas devem realizar o mesmo trabalho da máquina M, as


adequadas seriam a A, C e D. Porém, há também de se respeitar o limite do
rendimento do Ciclo de Carnot, cujo valor de 50% é superado pelo das

Página 31 de 59
máquinas A, B e D. Ficamos assim, com a única máquina que atende os
requisitos, que é a C, motivo pelo qual a questão foi anulada.

Resposta da questão 10:


a) Aplicando a equação geral dos gases para a transformação 1 → 2, temos:
P1V1 P2 V2 V 1,5V1
=  1 =  T2 = 300 K
T1 T2 200 T2

Como a transformação 2 → 3 é isotérmica, devemos ter que:


T3 = T2 = 300 K

b) O trabalho realizado sobre o gás é numericamente igual à área interna do


ciclo. Sendo assim, podemos estima-lo contabilizando aproximadamente 18
retângulos.
A área ( V2 − V1 )(P4 − P1 ) corresponde a 25 retângulos. Logo, a área de 1
retângulo equivale a ( V2 − V1)(P4 − P1 ) 25.

Portanto, o módulo do trabalho em função dos parâmetros pedidos é


aproximadamente igual a:
18
τ= ( V2 − V1 )(P4 − P1 )
25

Resposta da questão 11:


[D]

Temperatura no ponto a :
Pa Va = nRTa
2  103  1 = 1 R  Ta
2000
Ta =
R

Temperatura no ponto c :
Pc Vc = nRTc
103  4 = 1 R  Tc
4000
Tc =
R

Variação da energia interna de a a c :


3
ΔU = nRΔT
2
3  4000 2000 
ΔU =  1 R   −
2  R R 
ΔU = 3000 J

Trabalho de a a c (equivalente à área sob o gráfico):

Página 32 de 59
τ=
( 2 + 1)  103  2
+ 103  1
2
τ = 4000 J

Portanto, pela 1ª lei da Termodinâmica:


Q = ΔU + τ
Q = 3000 + 4000
 Q = 7000 J

Resposta da questão 12:


[C]

Aplicando a 1ª lei da Termodinâmica para ambos os processos (observando


que a variação da energia interna é nula para processos isotérmicos), temos:
Q1 = W1 + ΔU1  Q1 = W1
Q2 = W2 + ΔU2  Q2 = W2

Área sob a curva do processo 2:


( 2PA + PA )  ( VA 2) 3PA VA
A=  W2 =
2 4

Sendo assim:
4 4 Q W
PA VA = Q2 =  1  PA VA = 1
3 3 0,92 0,69

Pela equação de Clayperon:


PA VA = nRTA  PA VA = U0

Logo:
W1
U0 =
0,69
W1
 = 0,69
U0

Resposta da questão 13:


[C]

[I] Verdadeira. Como o hélio é um gás monoatômico, ele possui energia


3
cinética dada por EHe = kT, onde k é a constante de Boltzmann e T a sua
2
temperatura absoluta. Como o oxigênio é um gás diatômico, sua energia
5
cinética é dada por EO2 = kT, pois possui não apenas energia de translação
2
como o hélio, mas também de rotação, possuindo maior energia cinética
total.

Página 33 de 59
[II] Verdadeira. As energias de translação são iguais para ambas as moléculas,
mas, por possuir menor massa, as moléculas de hélio têm maior velocidade
3RT
de translação já que sua velocidade é dada por v = .
M

[IV] Falsa. Devido à diferença entre as velocidades, o gás hélio terá maior
proporção de escape, ficando com menor fração molar no interior do
reservatório.

Resposta da questão 14:


[E]

A eficiência de um ciclo é dada por:


τ
η = ciclo
Qrec

em que:
η = eficiência ou rendimento;
τciclo = trabalho realizado pelo gás no ciclo;
Qrec = calor total recebido no ciclo.

O trabalho realizado pelo gás no ciclo é determinado facilmente pela área do


gráfico:
2p  2V
τciclo = área =  τciclo = 2pV
2

O calor recebido é devido aos trechos onde a temperatura aumenta, ou seja,


A → B e B → C.

Para calcular o calor em cada um destes trechos, usaremos as seguintes


relações envolvendo calores específicos a volume constante (Cv ) e pressão
constante (Cp ) para gases ideais monoatômicos:
3
Cv = nR
2
5
Cp = nR
2

Trecho A → B : processo isocórico (volume constante) com a variação da


pressão dobrando.
3 Δp V =n R ΔT 3
QAB = nR  ΔTAB ⎯⎯⎯⎯⎯⎯→ QAB =  2p V  QAB = 3p V
2 GI 2

Trecho B → C : processo isobárico (pressão constante) com a variação do


volume dobrando.
5 Δp V =n R ΔT 5
QBC = nR  ΔTBC ⎯⎯⎯⎯⎯⎯→ QBC =  3p 2 V  QBC = 15p V
2 GI 2

Assim, o calor total recebido é de:


Qrec = QAB + QBC  Qrec = 3 pV + 15 pV  Qrec = 18 pV

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Logo, a eficiência será:
τ 2 pV 1
η = ciclo = η =
Qrec 18 pV 9

Resposta da questão 15:


[B]

Dividindo a figura do gráfico nos triângulos da esquerda e direita, podemos


calcular a sua área interna como:
( V2 − V1 )(p2 − p1 ) ( V3 − V2 ) (p2 − p1 )
A= +
2 2

Como o trabalho é numericamente igual à área calculada, temos que:


(p2 − p1 )
τ = ( V2 − V1 ) + ( V3 − V2 ) 
2

E a potência será dada por:


τ
Pot e = = f τ
T
(p2 − p1 )
 Pot e = f  ( V2 − V1 ) + ( V3 − V2 )  
2

Resposta da questão 16:


[D]

[I] Máximo rendimento possível para a máquina:


27 + 273
ηmáx = 1 −  57%
427 + 273

Portanto, o rendimento de 40% é possível.

[II] Rendimento máximo para as temperaturas dadas:


27 + 273
ηmáx = 1 − = 50%
327 + 273
Q 0,8
η = 1 − F  0,4  0,5 = 1 −  QQ = 1kJ
QQ QQ

Pela 1ª Lei da Termodinâmica:


τ = QQ − QF = 1 − 0,8  τ = 0,2 kJ

[III] η = 0,8  ηmáx


QF  T 
1− = 0,8  1 − F 
QQ  T
 Q 
 TF 
1 − 0,4 = 0,8  1 −   TF = 250 K = −23 C
 727 + 273 

Resposta da questão 17:


[B]

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O texto contradiz a 2ª lei da Termodinâmica, pois diz ser possível diminuir a
entropia do sistema sem a realização de trabalho.

Resposta da questão 18:


a) Pela equação de Clayperon, temos:
PA  VA = n  R  TA
4  VA = 1 0,08  300
 VA = 6 L

b) Entre os estados A e B (com VB = VA 3 e TA = TB ), temos:


PA  VA PB  VB
=
TA TB
4  6 = PB  6 3
 PD = PB = 12 atm

c) Entre os estados A e D (com VA = VD ), temos:


PA  VA PD  VD
=
TA TD
4 12
=
300 TD
 TD = 900 K

3
d) Utilizando a 1ª Lei da Termodinâmica e sabendo que ΔU = nRΔT, obtemos
2
para as transformações:
De A para B :
Q1 = − τ AB + ΔUAB ( τ AB  0 e ΔUAB = 0 )
Q1 = − τ AB
Q1 = −2640 J (calor cedido)

De B para C :
QBC = τBC + ΔUBC ( τBC = 0 e ΔUBC  0 )
3
QBC = ΔUBC = nR ( TC − TB )
2
3
QBC =  1 8  ( 900 − 300 )
2
QBC = 7200 J (calor recebido)

De C para D :
Q2 = τCD + ΔUCD ( τCD  0 e ΔUCD = 0 )
Q2 = τCD
Q2 = 7910 J (calor recebido)

De D para A :

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QDA = τDA + ΔUDA ( τDA = 0 e ΔUDA  0 )
3
QDA = ΔUDA = nR ( TA − TD )
2
3
QDA =  1 8  ( 300 − 900 )
2
QDA = −7200 J (calor cedido)

Como o problema pede apenas a quantidade de calor recebido, chegamos a:


Qrecebido = QBC + Q2 = 7200 + 7910
 Qrecebido = 15110 J

Resposta da questão 19:


Energia necessária para o acionamento da bomba em 8h :
 3
E = P  t =  6,4    ( 8  3600 )  E = 138240 kJ
 4

Calor liberado pelo processo de liquefação:


QQ = mL = 200  2160  QQ = 432000 kJ

Rendimento máximo (teórico):


T 300
ηmáx = 1 − F = 1 −  ηmáx = 25%
TQ 400

Como o rendimento da máquina é 80% do rendimento máximo, devemos ter:


η = 0,8ηmáx  η = 20%

Trabalho total:
τt
η=  τ t = 0,2  432000  τ t = 86400 kJ
QQ

Trabalho útil:
τu = 0,8τt  τu = 69120 kJ

Como τu  E, a proposta é inviável.

Resposta da questão 20:


[D]

Deve-se notar que o ciclo é anti-horário e que o volume está expresso em litro
(1L = 10−3 m3 ), tratando-se de um ciclo refrigerador.

O trabalho (W) recebido a cada ciclo é calculado pela área interna do ciclo:
W = − ( 6 − 2 )  10−3  ( 3 − 1)  105  W = −800 J.

Como numa transformação cíclica a variação da energia interna é nula,


aplicando a primeira lei da termodinâmica ao ciclo, vem:

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Q = U + W  Q = 0 + ( − 800 )  Q = − 800 J.

O sinal negativo indica calor liberado para o meio ambiente.

Resposta da questão 21:


[E]

As transformações AB e CD são adiabáticas. Logo, não há troca de calor.


A transformação DA é um resfriamento isométrico. Logo, o gás perde calor.
Na transformação BC o gás realiza trabalho e aquece. Isso somente é possível
porque o gás absorve calor.

Resposta da questão 22:


a) Como a máquina opera de acordo com o ciclo de Carnot, devemos ter que:
Q1 T T
= 1  Q1 = 1 Q2
Q2 T2 T2

E pela 1ª Lei da Termodinâmica, temos:


Q1 = Q2 − τ

Logo:
T1 T  T2
Q2 = Q2 − τ  Q2  1 − 1 = − τ  Q2 = τ
T2 T
 2  T2 − T1

Dividindo ambos os lados da equação por Δt, e observando que para o


Q2
equilíbrio devemos ter que = κ ( T2 − T1 ) , vem:
Δt
Q2 T2 τ T2
=   κ ( T2 − T1 ) = P 
Δt T2 − T1 Δt T2 − T1

( )
 κ T22 − 2T2T1 + T12 = T2P  κT22 − ( 2κT1 + P ) T2 + κT12 = 0 

2κT1 + P  4κT1P + P2
 T2 =

2κT1 + P + 4κT1P + P2
 T2 = (pois T2  T1)

b) Trocando a máquina pelo resistor, temos:


κ ( T2 '− T1 ) = P  κT2 ' = P + κT1
P
 T2 ' = + T1
κ

c) Para a máquina térmica, temos:


Q2 Q1 τ Q1
Q2 = Q1 + τ  = +  PMT = +P
Δt Δt Δt Δt

Para o resistor, temos:


PR = P

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Como PMT  PR , a máquina térmica é mais adequada.

Resposta da questão 23:


[B]

A figura ilustra o problema:

Como a expansão YZ é adiabática, conclui-se que:


γ 2
 VY  2
pY VYγ = pZ VZγ  pZ = p Y    pZ = 20   = 5 atm (1)
 VZ  4

Da figura conclui-se que:


p X = pZ = 5 atm
(2)
VX = VY = 2,0

Para gases ideais, sabe-se que:


Cp − CV = R  γCV − CV = R 
 ( γ − 1)CV = R  (2 − 1)CV = R  CV = R (3)

Partindo-se da equação de Clapeyron, é possível obter expressões para as


temperaturas absolutas nos pontos X, Y e Z.
pV
nRT = pV  T = 
nR
p V 5  2 10
 TX = X X = =
nR nR nR
p Y VY 20  2 40
TY = = = (4)
nR nR nR
pZ VZ 5  4 20
TZ = = =
nR nR nR

Do que se conclui que: TX  TZ  TY .

Como o processo XY se dá a volume constante, então:


QXY = nCV (TY − TX ) (5)

Substituindo-se (3) e (4) em (5), tem-se que:

Página 39 de 59
 40 10 
Q XY = nCV (TY − TX ) = nR  −   Q xy = 30 atm  (6)
 nR nR 

O processo ZX acontece a pressão constante, do que se conclui que:


 10 20   10 20 
QZX = nCp (TX − TZ ) = n( γR)  −   QZX = 2nR  −  = −20 atm  (7)
 nR nR   nR nR 

Aplicando-se a 1ª Lei da Termodinâmica para o ciclo completo XYZX, tem-se


que:
ΔUciclo = Qciclo − Wlíquido 
 Wlíq = Qciclo − ΔUciclo = QXY + QZX − 0  Wlíq = 30 − 20 = 10 atm  (8)

O rendimento do ciclo é tal que:


Wlíq 10 atm  1
ηc = = = (9)
QXY 30 atm  3

Por outro lado, o rendimento da máquina térmica ideal é tal que:


 10 
 nR  3
ηK = 1 − X = 1 −  =
T
(10)
TY  40  4
 nR 
 

Dos resultados (9) e (10), conclui-se que:


1
ηc 4
r= = 3 =  0,44
ηK 3 9
4

Resposta da questão 24:


[C]

Dados:

V1 = 0,1m3 V2 = V1 = 0,1m3
T1 = 300 K T2 = 600 K
p1 = 100 kPa p2 = ?

Da 1ª Lei da Termodinâmica, tem-se que:


ΔU = Q − τ (I)

sendo ΔU a variação da energia interna do gás, Q o calor fornecido ao gás e τ


o trabalho realizado pelo gás.

Página 40 de 59
Como não há variação de volume, τ = 0. E então, da equação (I):
ΔU = Q (II)

Considerando a hipótese de gás ideal, monoatômico, é válida a equação de


Clapeyron.
Na situação 1, anterior ao aquecimento:
nRT1 = p1V1 (III)

Na situação 2, posterior ao aquecimento:


nRT2 = p2 V2 (IV)

Subtraindo a equação (III) da equação (IV):


nRΔT = nR(T2 − T1) = p2 V2 − p1V1 (V)

Para gases ideais monoatômicos a variação da energia interna é dada por:


3
ΔU = nRΔT (VI)
2

Substituindo-se a equação (V) na equação (VI), tem-se que:


3
ΔU = (p2 V2 − p1V1) (VII)
2

Das equações (VII) e (II), conclui-se que o calor fornecido é dado por:
3
Q= (p2 V2 − p1V1) (VIII)
2

Das equações (III) e (IV), conclui-se que:


p1V1 p2 V2 T
nR = =  p2 V2 = 2 p1V1 (IX)
T1 T2 T1

Substituindo-se a equação (IX) na equação (VIII), tem-se que:


3  T2  3  T2 
Q=  p1V1 − p1V1  =  − 1 p1V1 (X)
2  T1  2  1
T 

Substituindo-se, por fim, os valores numéricos em (X), tem-se:


3  600 
Q= − 1  100 [kPa]  10−1 [m3 ]
2  300 
Q = 15 kJ

Resposta da questão 25:


Área total da geladeira:
A = 2(0,4  0,3 + 0,4  0,8 + 0,3  0,8)  A = 1,36 m2

Determinação do fluxo de calor na geladeira pela equação de Fourier:


k  A  ΔT 0,05  1,36  (34 − 4)
Φ= =  Φ = 150 W
L 1,36  10−2

Potência disponibilizada pelo painel fotovoltaico:

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ηp  Isolar  Ap 0,1 18  106  2
Pp = =  Pp = 100 W
Δt 10  60  60

Eficiência da geladeira:
Φ 150
e= =  e = 1,5
Pp 100

Eficiência máxima da geladeira (pelo refrigerador de Carnot):


TF 4 + 273
emáx = =  emáx  9,2
TQ − TF (34 + 273) − (4 + 273)

Eficiência mínima permitida:


emín = 0,5  9,2  emín = 4,6

Como e  emín, a solução proposta não é adequada.

Resposta da questão 26:


[C]

A variação da energia interna (ΔU), para os dois caminhos ABD e ACD devem
ser iguais:
ΔUABD = ΔUACD (1)

De acordo com a primeira Lei da Termodinâmica:


Q = ΔU + W  ΔU = Q − W
ΔUABD = QABD − WABD ( 2 )
Q ABD = 120 J + 500 J = 620 J
1 m3
WABD = pΔV  WABD = 70  103 Pa  ( 4000 − 2500 ) cm3   WABD = 105 J
106 cm3

Logo, substituindo os valores na equação (2):


ΔUABD = 620 J − 105 J  ΔUABD = 515 J

E, finalmente, pela igualdade em (1):


ΔUABD = ΔUACD = 515 J

Resposta da questão 27:


[D]

Pelo Teorema de Carnot:


Tf1 Tf1 Qf1
η1 = 1 − = 0,4  = 0,6 =  Qf1 = 0,6Qq
Tq Tq Qq
Tf2 Tf2 Qf2
η2 = 1 − = 0,6  = 0,4 =  Qf2 = 0,4Qq
Tq Tq Qq

A variação v procurada é dada por:

Página 42 de 59
Qf1 − Qf2 0,6Qq − 0,4Qq 1
v= = =
Qf1 0,6Qq 3
 v  33%

Resposta da questão 28:


[C]

A eficiência de um refrigerador é dada pela relação entre a quantidade de calor


retirada do congelador (Qfrio ) que é a fonte fria e o trabalho (W) recebido do
sistema motor-compressor. No caso, como o enunciado refere-se a uma
máquina de calor, deve-se inverter a relação, como uma máquina térmica
motora.
W 10
η=  Qquente =  Qquente = 100J.
Qquente 0,1

Mas, na máquina motora:


Qquente = W + Qfrio  100 = 10 + Qfrio  Qfrio = 100 − 10  Q frio = 90 J.

Resposta da questão 29:


[B]

As transformações ocorridas nas máquinas térmicas a vapor são irreversíveis,


produzindo aumento da entropia.

Resposta da questão 30:


a) Dados: ΔE m = 3,6  10 J/g; m Δt = 0,1 g/min.
4

Usando análise dimensional:


ΔE ΔE m J g J 3.600 J
W= =   P = 3,6  10 4  0,1 = 3.600 = 
Δt m Δt g min min 60 s

W = 60 W.

b) Dado: m = 2,5 g.
Usando os dados e resultados do item anterior e análise dimensional, vem:
3.600 J 2,5 g
E=   E = 9  104 J.
min g
0,1
min

c) Dados:
J atm J
p0 = 1 atm; V0 = 750 ; Cv = 30 ; R = 0,08 =8 ;
mol K mol K mol K
T0 = 27 C = 300 K; 1 mol  25 .

O excesso de dados com valores aproximados e inconsistentes permite duas


resoluções que chegam a diferentes resultados.

Calculando o número de mols:

Página 43 de 59
- Pela equação de Clapeyron:
p0 V 1 750
p0 V = n R T0  n = =  n = 31,25 mol.
RT 0,08  300

- Por proporção direta:


25 → 1 mol 750
 n=  n = 30 mol.
750 → n 25
Nota: por comodidade, será usado nos cálculos a seguir o segundo
resultado: n = 30 mol.

- A energia liberada pela queima da vela é absorvida pelo ar na forma de


calor, aquecendo o ar do recipiente.
Q 9  104
E = Q = n Cv ΔT  ΔT = =  ΔT = 100 K = 100  C.
n Cv 30  30

- A queima da vela ocorre a volume constante, portanto toda a energia


liberada é usada para aumentar a energia interna do gás. Como o ar deve
ser tratado como gás perfeito, usando a expressão da variação da energia
interna para um gás diatômico, vem:
5 2 ΔU 9  104
E = ΔU = n R ΔT  ΔT = =  ΔT = 75 K = 75  C.
2 5 n R 5  30  8
Nota: por comodidade, será usado nos cálculos a seguir o primeiro
resultado: ΔT = 100K.

d) Aplicando a equação geral dos gases ideais:


p0 V pV 1 p 4
=  =  p = atm  p  1,33 atm.
T0 T0 + ΔT 300 300 + 100 3

Resposta da questão 31:


[A]

Para uma transformação adiabática, temos:


PV γ = k. Então:
P1 V1γ = P2 V2γ . (I)

Lembrando que P V = n R T, podemos ainda fazer:


V Vγ k
P Vγ = k  P   Vγ = k  P V = k  n RT V γ −1 = k  T V γ −1 = = k' 
 
V V n R

T1 V1γ −1 = T2 V2γ −1 . (II)

Desenvolvendo essa expressão:


T1 T2
T1 V1γ −1 = T2 V2γ −1  =  T1 V21− γ = T2 V11− γ .
V2γ −1 V1γ −1

Aplicando logaritmo natural (ln) a ambos os membros:

Página 44 de 59
( ) (
ln T1 V21− γ = ln T2 V11− γ )  lnT1 + (1 − γ ) lnV2 = lnT2 + (1 − γ ) lnV1 
T2
ln
V T T1
(1 − γ )(ln V2 − ln V1 ) = lnT2 − lnT1  (1 − γ ) ln 2 = ln 2  (1 − γ ) =
V2

V1 T1
ln
V1
T2
− ln
T
(1 − γ ) = V 1 . (III)
ln 1
V2

Ainda da expressão (II):


1
T2  T2 γ −1  γ −1
T1 V1γ −1 = T2 V2γ −1  V1γ −1 = V2γ −1  V1 =  
 T 2 
V
T1  1 
γ
1  1 
 T2  γ −1 γ  2
T  γ −1 
V1 =   V1 =  
 T  
V2 V2 

 1   T1  
 
γ
 T2  γ −1 γ
V1γ =
 T  V2 . (IV )
 1 

Desenvolvendo a expressão dada no enunciado:


P1 V1γ
( V21− γ − V11− γ ) (V )
P1 1− γ
W12 =  W12 = γ
V21− γ − V1 V1γ 
1− γ 1− γ 1

(V )
P1
W12 = γ
V21− γ − V1 . (V)
1− γ 1

Substituindo (IV) em (V):


 γ   γ 
P1  T  γ −1 γ 1− γ  P1  T  γ −1 
W12 = 
2
  V2 V2 − V1   W12 = 
2
  V2 − V1  
1 − γ  T1  1 − γ  T1 
   
   
 γ 
− P1   T2  γ −1 
W12 = V1 −   V2  . ( VI)
1− γ   1
T
 
 

Substituindo (III) em (VI):

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 γ 
− P1   T2  γ −1 
W12 =  V1 −   V2  
T  T1 
− ln 2  
T1  
V1
ln
V2
 γ 
  T2  γ −1 
P1  V1 −   V2 
  T1  
 .
 ln T2 
 T1 

 ln V1 
 V2 

Resposta da questão 32:


Rendimento para o ciclo de Carnot:
Tf 450
ηc = 1 − = 1−  ηc = 0,25
Tq 600

Rendimento da máquina térmica:


ηm = 0,8ηc = 0,8  0,25  ηm = 0,2

Calor recebido pelo gás:


Qf Q
ηm = 1 +  0,2 = 1 + f  Qf = −84 J
Qq 105
50 1
Q=  Qf =  84  Q = 42 J
100 2

Aplicando a 1ª lei da Termodinâmica, obtemos a energia interna do gás:


 kx 2 
ΔU = Q − τ = Q −  PΔV + 
 2 

 2
ΔU = 42 − 105  30  10−4  2  10−2 +

3  104
2
(
 2  10−2 ) 
ΔU = 30 J

Pela equação de Clayperon, obtemos:


PV
PV = nRT  T =
nR
PV − P0 V0
T − T0 =
nR

Sendo z o número de graus de liberdade, podemos escrever:


z
ΔU = nR ( T − T0 )
2
z  PV − P0 V0  60
30 = nR  z=
2  nR  PV − P0 V0

Onde:

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P0 = 105 N m2 e V0 = 10−5 m3

P = Patm +
kx 5
= 10 +
( )(
3  104  2  10 −2 )
 P = 3  105 N m2
A 3  10−3
( )( )
V = A ( h0 + Δh ) = V0 + AΔh = 10 −5 + 3  10 −3  2  10 −2  V = 7  10 −5 m3

Logo:
60
z= =3
3  10  7  10−5 − 105  10−5
5

Sendo assim, o gás a ser identificado é o hélio, já que possui 3 graus de


liberdade.

Resposta da questão 33:


a) Utilizando os pontos ( 0 A, 14 kV ) e ( 600 A, 5 kV ) do gráfico na equação do
gerador, obtemos:
14k = ε1 − r1  0
 ε = 14 kV

U = ε1 − r1i    1  r1 = 15 Ω

5k = ε −
1 1r  600 0,6kr1 = 14k − 6k

Utilizando os pontos ( 0 A, 12 kV ) e ( 400 A, 10 kV ) do gráfico na equação do


gerador, obtemos:
12k = ε2 − r2  0
 ε = 12 kV

U = ε2 − r2i    2  r2 = 5 Ω
10k = ε2 − r2  400
 0,4kr2 = 12k − 10k

b) Para uma tensão de 10 kV, as correntes fornecidas pelos geradores serão:


800
10k = 14k − 15i1  i1 = A
3
10k = 12k − 5i2  i2 = 400 A

Como os geradores se encontram em paralelo, a corrente total será de:


800 2000
it = i1 + i2 = + 400  it = A
3 3

Portanto, os percentuais serão:


800
Q1 i1Δt
p1 = = = 3  p1 = 40%
Qt it Δt 2000
3
Q i Δt 400
p2 = 2 = 2 =  p2 = 80%
Qt it Δt 2000
3

c) Potências dissipadas:
2
 800  32
Pd1 = r1  i12 = 15     Pd1 =  105 W
 3  3
Pd2 = r2  i22 = 5  4002  Pd2 = 8  105 W

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d) Potências fornecidas:
800
PG1 = ε1  i1 = 14  103   PG1 = 3,73  106 W
3
PG2 = ε2  i2 = 12  103  400  PG2 = 4,8  106 W

e) Rendimento de MT1:
 573 
ηMT1 = 0,35 ηCarnot = 0,35  1 −   ηMT1 = 0,16
 1073 

Potência de entrada:
PG1 3,73  106
ηMT1 =  0,16 =  Pentrada = 23312,5 kW
Pentrada Pentrada

Logo:
20000
Psaída 3
ηsistema = =  0,29
Pentrada 23312,5
 ηsistema  29%

Resposta da questão 34:


[B]

Analisando as alternativas:

[I] Verdadeira.
( 227 + 273 ) 500
η1 = 1 −  η1 = 1 −  η1 = 0,375
( 527 + 273 ) 800
227
η2 = 1 −  η2 = 0,57
527

[II] Falsa. O trabalho τ é dado pela diferença de calor entre a fonte quente e a
fria, mas também é o produto do rendimento pelo calor da fonte quente.
τ = Q1 − Q2 = η  Q1
τ = η  Q1 = 0,375  6000  τ = 2250 J

[III] Verdadeira. Calculando o trabalho, temos:


τ = Q1 − Q2  τ = 4000 − 1720  τ = 2280 J

Mas, τ = η  Q1  2280 = 0,57  Q1  Q1 = 4000 J

Confirmando o calor da fonte quente.

[IV] Falsa. Para uma mesma quantidade de calor retirada da fonte quente pelas
duas máquinas, a máquina 2 rejeita menos calor para a fonte fria, pois tem um
maior rendimento, transformando em trabalho uma maior quantidade de calor
da fonte quente sobrando menor rejeito para a fonte fria.

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Resposta da questão 35:
[D]

[A] Falsa, pois a variação da entropia nas transformações BC, DA, FG e HE é


nula por serem adiabáticas, isto é, Q = 0 e ΔS = 0 devido à variação da
Q
entropia ser dada por: ΔS = .
T

[B] Falsa, devido às transformações AB e EF receberem calor da fonte quente,


sendo ΔQ  0, e, portanto, ΔS  0. Já em relação às transformações CD e GH
temos a situação inversa, havendo rejeito de calor, ΔQ  0 e ΔS  0.

[C] Falsa, pois no ciclo a variação da entropia é nula. ΔS = 0.

[D] Verdadeira, pois no ciclo a variação da entropia é nula e a relação entre as


temperaturas das fontes quente e fria e seus calores no ciclo de Carnot é
dada por:
Q1 ' T3 300
=  Q1 ' =  Q2 '  Q1 ' = 3Q2 '
Q2 ' T4 100

Resposta da questão 36:


Lembrando-se do primeiro princípio da termodinâmica: Q = τ + ΔU , onde Q=0,
pois a transformação é adiabática.

Q = τ + ΔU → 0 = τ + ΔU → τ = −ΔU (eq.1)

CP
Associando γ = , que foi dado no enunciado, com a relação de Mayer
CV
( CP − CV = R ), teremos:
CP − C V = R
CP
γ=
CV
R
γCV − CV = R → CV = (eq.2)
γ −1

Lembrando-se da equação de Clapeyron:

PV
P.V = n.R.T → T = (eq.3)
nR

Neste caso, podemos escrever a variação da energia interna como:

ΔU = n.CV (Tf − Ti ) (eq.4)

Substituindo "eq.2" e "eq.3" em "eq.4", teremos:

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 nR   Pf Vf PV 
ΔU = n.CV (Tf − Ti ) → ΔU =  . − i i
 γ − 1   nR nR 
1
ΔU = (Pf Vf − PVi i)
γ −1

Substituindo a equação acima em "eq.1":

τ = −ΔU
1
τ= (PV
i i − Pf Vf )
γ −1

Resposta da questão 37:


Analisando o enunciado, podemos montar o seguinte esquema:

Para o equilíbrio na condição inicial e no novo estado, teremos:


Pa + Pe = Pg
.
Pa + Pe + Pm = P'g

F
Como P = , podemos escrever:
A
Peso m  g 20  10
Pe = = → Pe = → Pe = 2  104 Pa
A A 0,01
.
F Kx 4000  (1,2 − 1) 4
Pm = = → Pm = → Pm = 8  10 Pa
A A 0,01

Sendo dado: Pa = 10  104 Pa

Condição inicial
Pg = Pa + Pe → Pg = 10  104 + 2  104 → Pg = 1,2  105 Pa

Novo estado de equilíbrio


P'g = Pa + Pe + Pm → P'g = 10  104 + 2  104 + 8  104 → P'g = 2,0  105 Pa

Observamos uma transformação gasosa entre os dois estados:


Pg  V P'g  V ' Pg  A  h P'g  A  h' Pg  h P'g  h' 1,2  105  1 2,0  105  1,2
= → = → = → = → T' = 2 T
T T' T T' T T' T T'
"eq.1"

Página 50 de 59
Analisando os trabalhos realizados pelas forças que atuam no êmbolo:
τa : trabalho da força do ar (resistente);
τm : trabalho da força da mola (resistente);
τe : trabalho do peso do êmbolo (resistente);
τg : trabalho da força do gás (motriz).

Como não há aumento da energia cinética do êmbolo, podemos escrever:


τ g = τ a + τm + τ e
τa = Fa  d = Pa  A  (h'− h)
k  x 2 k  (h'− h)2
τm = −ΔEp = =
2 2
τe = m  g  d = m  g  (h'− h)
k  (h'− h)2
τg = τa + τm + τe → τg = Pa  A  (h'− h) + + m  g  (h'− h)
2
4000  (0,2)2
τg = 10  104  0,01 0,2 + + 20  10  0,2
2
τg = 320J

Aplicando a primeira lei da termodinâmica:


Q = τg + ΔU → 3520 = 320 + ΔU → ΔU = 3200J
Como: ΔU = m  c v  (T'− T) → 3200 = 0,01 1000  (T'− T) → T'− T = 320 "eq.2"

Analisando a "eq.1" ( T ' = 2.T ) e a "eq.2" ( T '− T = 320 ), teremos: T = 320K e


T ' = 640K .

RESPOSTAS
a) 1,2  105 Pa
320K

b) 2,0  105 Pa
640K

Resposta da questão 38:


[C]

Da 1ª Lei da Termodinâmica: ΔU = Q − W

Devemos achar o trabalho (W) da transformação Isobárica:


1 m3
W = p  ΔV = 1,0  105 Pa  1,0L   W = 100 J
1000L

Para a mudança de estado físico, calculamos o calor latente (Q):


1kg J
Q = m  L v = 0,4 g   2,6  106  Q = 920 J
1000 g kg

Página 51 de 59
E a variação de energia interna ( ΔU ) será:
ΔU = Q − W = 920 J − 100 J  ΔU = 820J = 0,82kJ

Resposta da questão 39:


[C]

Na ausência de forças externas, o sistema é mecanicamente isolado. Assim,


quando abandonado, o êmbolo adquire velocidade de módulo ve para
esquerda, enquanto o cilindro adquire velocidade de módulo vc para direita
como indica o esquema.

Pela conservação da quantidade de movimento (Q), em módulo:

mc vc
Qe = Qc  me v e = mc vc  v e = . (I)
me

O trabalho (W) realizado pela força de pressão do gás é, em parte, transferido


para o êmbolo e, em parte, transferido para o cilindro. Assim, pelo Teorema da
Energia Cinética:

me v e2 mc vc2
e
W = Ecin c
+ Ecin  W= + . (II)
2 2

Substituindo (I) em (II):

m  mc v c 
2
mc v c 2 mc2 v c2
mc v c2
W= e  +  W= + 
2  me  2 2 me 2

mc2 v c2 + me mc v c2 mc v c2 (me + mc )
W=  W= . (III)
2 me 2 me

Se a transformação é adiabática, a quantidade de calor trocada é nula (Q=0).


Sendo ΔU a variação da energia interna, Q a quantidade de calor trocada e W
o trabalho realizado pela força de pressão do gás, da Primeira Lei da
Termodinâmica:

ΔU = Q − W  ΔU = –W. (IV )

Substituindo (III) em (IV) e alterando a ordem dos termos:

Página 52 de 59
mc ( me + mc ) v c2
W=− .
2 me

Resposta da questão 40:


Uma máquina térmica tem rendimento máximo de acordo com o ciclo de
TF
Carnot: η = 1 −
TQ

TF 300 2
Sendo TF = 300 K e TQ = 900 K, teremos: η ' = 1 − → η' = 1 − → η ' = , que é o
TQ 900 3
rendimento teórico máximo desta máquina.

Como o enunciado nos informa que o rendimento é de supostamente 40% do


2 4
máximo, podemos escrever: η = 0,4  η ' → η = 0,4  → η = , que é o rendimento
3 15
desejado de acordo com o engenheiro.

τ τ 4
Sendo η = , o rendimento real da máquina, podemos escrever que =
Q Q 15
(eq.1).

Diagrama p  V do ciclo proposto:

τ = área interna do ciclo → τ = pf (Vf − Vi ) − pi (Vf − Vi )

Vf
O enunciado nos informa que: = 2 → Vf = 2Vi
Vi
τ = pf (Vf − Vi ) − pi (Vf − Vi ) → τ = pf  Vi − pi  Vi → τ = Vi (pf − pi ) (eq.2)

1ª lei da termodinâmica: Q = ΔU + τ
3
Q = ΔU1→3 + τ1→3 = (pf  Vf − pi  Vi ) + pf (Vf − Vi )
2

Vf
Como = 2 → Vf = 2Vi , teremos:
Vi
3 3
Q= (pf  2Vi − pi  Vi ) + pf (2Vi − Vi ) → Q = Vi (2pf − pi ) + pf  Vi (eq.3)
2 2

Substituindo eq.3 e eq.2 em eq.1:

Página 53 de 59
τ 4 Vi (pf − pi ) 4 pf − pi 4 pf − pi 4 p
= → = → = → = → f = −9
Q 15 3 15 3 15 3 15 pi
Vi (2pf − pi ) + pf  Vi (2pf − pi ) + pf 4pf − pi
2 2 2

pf p
Como o enunciado nos informou a relação  1 e encontramos f = −9,
pi pi
concluímos que o rendimento desejado não pode ser atingido.

Resposta da questão 41:


[B]

O rendimento máximo ( η máx ) de uma máquina térmica é dado pela razão da


diferença de temperatura entre as fontes quente e fria e a fonte quente.
T 300K 1
η máx = 1 − 1  η = 1 − =
T2 600K 2

4 4 1 4
η= η máx =  =
5 5 2 10

Como:
4
Pu = η Pr  Pu =  1200 W  Pu = 480 W
10

Resposta da questão 42:


[E]

[I] Verdadeira. Se um sistema perde energia, como no caso da condensação,


passamos de um sistema gasoso para líquido, ou seja, de um sistema mais
energético para um menos energético. Esta mudança de fase deixa o
sistema mais organizado e, portanto sua entropia é negativa.
[II] Verdadeira. Num processo adiabático não há trocas de calor (Q = 0), e com
isso a sua variação de entropia é nula.
[III] Falsa. A entropia de um sistema pode diminuir, bastando partir de um
sistema mais desorganizado para um mais organizado, como por exemplo,
o congelamento de água. A entropia do universo (sistema mais ambiente
externo) é que não pode diminuir nunca. Neste caso, este entropia sempre
aumenta.
[IV] Verdadeira. A entropia do Universo sempre aumenta, sendo a tendência
natural de tudo ocorrer passando de um sistema organizado para o mais
desorganizado.

Resposta da questão 43:


Dados: h = 30 m; V1 = 10 cm3; CV = 3 R; P0 = 105 N/m2; dágua = 1 g/cm3 = 103
kg/m3; g = 10 m/s2.

Calculemos a pressão absoluta no fundo do lago (P1), usando o teorema de


Stevin:

Página 54 de 59
P1 = P0 + dágua g h  P1 = 103 (10) (30)  P1 = 3  105 N/m2.

Durante a subida, o gás não troca calor com a água. Trata-se, então, de uma
transformação adiabática, cuja equação é:

P1 V1 = P0 V0 (I).

O expoente  é a razão entre os calores específicos molares a pressão


constante (CP) e a volume constante (CV), respectivamente. Ou seja:

CP
= (II).
CV

Mas, da relação de Mayer:


CP – CV = R.

Usando os dados do enunciado:


CP – 3 R = R  CP = 4 R (III).

Substituindo (III) em (II):


4 R 4
=  = (IV).
3 R 3

Substituindo (IV) em (I):


4 4
P1 V13 = P0 V03 .

Substituindo os valores dados:


4 4 4 4
4  10 5  10 3 = 10 5 V03  V03 = 4  10 3 .

Elevando os dois membros a 3 4 :


3 3
 34  4  
4 4

 V2  =  4  10 3   V2 = 10 4
43 = 10 4
24  22 = 20 4 22  V0 = 20 2 
   
V0  28 cm3.

Resposta da questão 44:

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Nas figuras acima:
A: área da secção transversal do êmbolo.
FE: módulo da força elástica.
FE = k x.
FG: módulo da força de pressão exercida pelo gás.
FG = P A.
Dados: P0; V0; V = 2 V0 e n = 1 mol.

O enunciado afirma que o sistema está termicamente isolado, ou seja, a


transformação é adiabática (Q = 0).
Da 1ª lei da termodinâmica:
U = Q – W  U = 0 – W  W = – U 
W = − 3 nRT = − 3 (1)R(T − T0 ) 
2 2

W = 3 R ( T0 − T ) . Mas esse trabalho é armazenado na mola na forma de energia


2
potencial elástica. Assim:

k x2 3
= R ( T0 − T ) 
2 2

k x2 = 3R ( T0 − T ) . (equação 1)

Na figura (a) podemos notar que:

V0
V0 = A x  x = (equação 2)
A

Na figura (b), na posição de equilíbrio:

FE = FG  k x = P A. (equação 3)

As equações (2) e (3) sugerem que escrevamos:


 V0 
k x2 = (k x) (x) = (P A)  
 A 
k x2 = P V0. (equação 4)

Mas, novamente na figura (b):


P V = n R T P (2V0) = (1) R T 
RT
P V0 = . (equação 5)
2
De (4) e (5):
RT
k x2 = . Substituindo essa expressão na equação (1), temos:
2
RT
= 3R ( T0 − T )  T = 6(T0 – T)  7T = 6 T0 
2

Página 56 de 59
6
T= T0 .
7

Resposta da questão 45:


[B]

No ciclo temos as seguintes transformações:


JK: expansão isotérmica. Se a entropia aumenta, o sistema recebe calor e
realiza trabalho;
KL: resfriamento adiabático. A temperatura diminui sem variar a entropia, logo
não há troca de calor;
LM: compressão isotérmica. A entropia diminui, o sistema perde calor e recebe
trabalho;
MJ: aquecimento adiabático. A temperatura aumenta sem variar a entropia.
T1
Nota-se, então, que se trata de um ciclo de Carnot, com rendimento:  = 1 −
T2
Calculemos o trabalho realizado no ciclo, lembrando que a variação da entropia
é:
Q
S = , onde Q é o calor trocado na transformação.
T
A transformação JK é isotérmica, portanto a variação da energia interna é nula.
Da 1ª lei da termodinâmica ( U = Q − W ). Então:
0 = QJK – WJK 
WJK = QJK. (equação 1)
QJK
Mas: SJK =  QJK = ( SJ − SK ) T2 
T2
QJK = (S2 – S1)T2 . Substituindo nessa expressão a equação (1), obtemos:
WJK = (S2 – S1)T2.

Seguindo esse mesmo raciocínio para a transformação LM, que também é


isotérmica, mas uma compressão, vem:
WLM = (S1 – S2)T1  WLM = –(S2 – S1)T1.

Nas transformações KL e MJ o sistema não troca calor. Novamente, pela 1ª lei


da termodinâmica:
UKL = – WKL e UMJ = – WMJ.
Como UMJ = – UKL  WMJ = – WKL.
O trabalho no ciclo é o somatório desses trabalhos, ou seja:
Wciclo = WJK + WKL + WLM + WMJ 
Wciclo = (S2 – S1)T2 + WKL – (S2 – S1)T1 – WKL 
Wciclo = (S2 – S1)T2 – (S2 – S1)T1 
Wciclo = (S2 – S1) (T2 – T1).

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Resposta da questão 46:
Dados: Cd = 2; Pq = 9/8 kW; Cd = 1/7(CCarnot)

O refrigerador opera retirando uma quantidade calor (Qf) do interior da


geladeira (fonte fria) à custa de um trabalho (Wm) realizado pelo motor do
compressor, rejeitando uma quantidade de calor (Qq) para o meio ambiente
(fonte quente).
Em módulo:
Qf + Wm = Qq.
Dividindo membro a membro por Δt :
Pf + Pm = Pq  Pf = Pq − Pm. (I)
O coeficiente de desempenho de uma geladeira é dado pela razão entre o
calor retirado da fonte fria e o trabalho recebido do motor.
Qf P Pf
Cd = = f  Cd = (II)
Wm Pm Pm
Substituindo (I) em (II), temos:
Pq − Pm Pq − Pm 1 1 9 
Cd =  2=  3Pm = Pq  Pm = Pq =   
Pm Pm 3 38
3
Pm = kW.
8
A geladeira fica liga 1/8 do tempo. Calculemos o tempo de funcionamento em
1 mês.
(30 dias)  24
1 horas 
t = = 90 h.
8  dia 
O correspondente consumo de energia é:
3
E = Pm t = 90 = 33,75 kWh.
8
Como o custo do kWh e R$ 0,20, o gasto mensal é:
G=33,75(0,20)  G = R$ 6,75.
Portanto, a assertiva é falsa, pois o primeiro critério não é atendido. A geladeira
gasta mensalmente mais que R$ 5,00.
Averiguemos o segundo critério:
Tq = 27 °C = 300 K. Calculemos Tf para que coeficiente de desempenho seja
1/7 do coeficiente máximo, que é o da máquina de Carnot, dado por:
Tf
CCarnot = .
Tq − Tf
Como o coeficiente da geladeira é Cd = 2, temos:
1 Tf Tf 14  300
2=  14 =  Tf = = 280 K 
7 300 − Tf 300 − Tf 15
Tf = 7 C.
O segundo critério é atendido, porém a assertiva continua falsa.

Resposta da questão 47:


A Primeira Lei da Termodinâmica pode ser escrita: ΔU = Q − W
Como a evolução AB é isotérmica: ΔU = 0
0 = 65 − WAB → WAB = 65 kJ
Como a evolução BC é isobárica: W = pΔV
WBC = 1,0  105 (0,1 − 0,4) → WBC = −30 kJ

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Como a evolução CA é isométrica: W = 0 → WCA = 0
O trabalho total no ciclo é igual à soma dos trabalhos de cada evolução.
WTotal =  W = 65 − 30 + 0 = 35 kJ
Resposta da questão 48:

[D]

As usinas nucleares obtém energia térmica a partir da decomposição de


núcleos atômicos instáveis, como urânio. Este calor aquece a água contida nos
reatores, levando a fervura, com consequente obtenção de pressão para mover
uma turbina.

Resposta da questão 49:


Da equação dos gases perfeitos, vem:
P0 V0 PV 1 P
= → = → P = 1,1atm
T0 T 300 330
Supondo 1,0 atm = 105 N/m2.
F = ( P) A = (P − P0 )a2 → F = (1,1− 1,0)  105  (0,04)2 = 16N

Resposta da questão 50:


Da equação dos gases perfeitos vem:

P0 V0 PV
= → P0 V0 = PV → P0 Sh0 = (P0 + P ) Sh → 1 1 = (1 + P)  0,8
T0 T
1 + P = 1,25 → P = 0,25atm = 2,5  104 N / m2

mg m  10
P = → 2,5  10 4 = → m = 5,0kg
S 20  10 −4

Resposta da questão 51:


[B]

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