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FACULDADE EVANGÉLICA DO PIAUÍ – FAEPI

SAMARA SILVA SOUSA

MIRELE LOPES CALDAS

A IMPORTÂNCIA DO OLHAR AVALIATIVO DO PROFESSOR DOS ALUNOS


ESPECIAIS.

TERESINA / PI

MAIO 2020
SAMARA SILVA SOUSA

MIRELE LOPES CALDAS

A IMPORTÂNCIA DO OLHAR AVALIATIVO DO PROFESSOR DOS ALUNOS


ESPECIAIS.

Monografia apresentada como requisito


final para obtenção do título de
Graduação em Pedagogia na Faculdade
Evangélica do Piauí – FAEPI.
Orientador: Professor Dr.: Estélio Silva
Barbosa

TERESINA – PI

MAIO 2020
SAMARA SILVA SOUSA

MIRELE LOPES CALDAS

A IMPORTÂNCIA DO OLHAR AVALIATIVO DO PROFESSOR DOS ALUNOS


ESPECIAIS.

Monografia apresentada como requisito


final para obtenção do título de
Graduação em Pedagogia na Faculdade
Evangélica do Piauí – FAEPI.
Orientador: Professor Dr.: Estélio Silva
Barbosa

Aprovada em ___/___/___

_____________________________________________

Prof. Dr.Estélio Silva Barbosa FAEPI

Orientador

_____________________________________________

Prof. Ms.Rozilda Cintra- INECN

Examinador

_____________________________________________

Prof. Esp. Raimunda Nonata – INECN

Examinadora

TERESINA – PI

MAIO 2020
AGRADECIMENTOS

Grata a Deus por ter me dado saúde e força para enfrentar os obstáculos nessa
longa caminhada de estudos.
A minha família que sempre me apoiou e me ajudou em tudo que eu precisei
durante o curso.
Ao orientador prof. Estélio Silva Barbosa que teve papel fundamental na elaboração
deste trabalho.
RESUMO

A realização deste estudo desenvolveu-se com base no tema intitulado “A


importância do olhar avaliativo do professor dos alunos especiais”, um tema muito
importante para compreendermos um pouco mais sobre a avaliação do professor
para com os alunos com necessidades especiais. A pesquisa irá apresentar e
discutir a importância à prática da avaliação do professor para com os alunos com
deficiência na escola regular de ensino, e o papel do mesmo e o seu olhar avaliativo
para com esses alunos especiais, considerando as dificuldades encontradas pelos
professores, refletindo que avaliar deve ser visto pela escola como um suporte, uma
ferramenta para o ensino/aprendizagem dos alunos especiais. O qual foi percebido
através de uma pesquisa bibliográfica por meio de várias leituras que subsidiaram
meios de melhor entender o assunto, por meio de alguns autores que dentre eles
pode-se destacar: OLIVEIRA (2005); ALVES (2006); HOFFMANN (1995); PIAGET
(2007); COSTA (2006); SOLÉ (2004); os mesmos só ampliaram ainda mais os
conhecimentos sobre o tema abordado neste trabalho. Os professores devem ter
clareza, métodos e objetivos bem definidos, pois avaliar o processo de
aprendizagem do aluno, o mesmo pode diagnosticar alguns problemas que precisam
ser melhorados, refazendo suas práticas pedagógicas, com um novo olhar para a
prática avaliação para com os alunos especiais.

Palavras chaves: avaliação. Professor. Alunos especiais. Aprendizagem.

RESUMO REFEITO
RESUME

The realization of this study was developed based on the theme entitled “The
importance of the evaluative eye of the teacher of special students”, a very important
theme for us to understand a little more about the evaluation of the teacher towards
students with special needs. The research will present and discuss the importance of
the practice of teacher evaluation for students with disabilities in the regular school,
and the role of the teacher and his evaluative look towards these special students,
considering the difficulties encountered by teachers, reflecting that assessing should
be seen by the school as a support, a tool for teaching / learning special students.
Which was perceived through a bibliographic search through several readings that
supported ways to better understand the subject, through some authors that among
them can be highlighted: OLIVEIRA (2005); ALVES (2006); HOFFMANN (1995);
PIAGET (2007); COSTA (2006); SOLÉ (2004); they only further expanded the
knowledge on the topic addressed in this work. Teachers must have clarity, methods
and well-defined objectives, because to evaluate the student's learning process, he
can diagnose some problems that need to be improved, redoing his pedagogical
practices, with a new look at the evaluation practice for special students .

Keywords: evaluation. Teacher. Special students. Learning.

RESUMO REFEITO
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO......................................................................................................08
2 A AVALIAÇÃO-CONCEITOS E PRATICAS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA........10
2.1 Praticas pedagógica na educação inclusiva......................................................15
2.2 Aspectos históricos sobre a Inclusão no Brasil..................................................18
2.3 Aspectos históricos sobre a Avaliação...............................................................22
3 METODOLOGIA DA PESQUISA QUANTO AOS OBJETIVOS..........................26
4 ANALISES DOS RESULTADOS DA PESQUISA QUANTO AOS OBJETIVO
................................................................................................................................28
4.1 Problemas que os professores enfrentam em relação a avaliação dos alunos
especiais em sala de aula......................................................................................28
4.2 Métodos avaliativos para aulas práticas inclusivas..........................................30
4.3 O Papel do Professor e da Família: A Avaliação do aluno especial................32
4.4 Papel da Família na avaliação do aluno especial............................................33
4.5 Papel do Professor e o seu olhar avaliativo.....................................................38
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................43
REFERÊNCIAS .....................................................................................................45

SUMÁRIO REFEITO
8

1 INTRODUÇÃO

A constituição federal em 1988, no art. 205 define a educação como um


direito de todos, que garante o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da
cidadania e a qualificação para o trabalho. Estabelece a igualdade de condições de
acesso e permanência na escola como um princípio. Por fim, garante que é dever do
Estado oferecer o atendimento educacional especializado (AEE), preferencialmente
na rede regular de ensino. Toda e qualquer pessoa com qualquer tipo de deficiência
tem direito a ingressar na escola, é dever do estado garantir a inclusão dentro da
escola regular.
Esta pesquisa apresenta a importância da avaliação do professor para com os
alunos especiais dentro da sala de aula. Isso tem sido um grande problema, pois se
percebe que a forma de pensar em avaliação precisa mudar, há uma necessidade
de mudanças no olhar avaliativo do professor. Sendo assim será analisado questões
relacionadas à avaliação pedagógica dos alunos com deficiência, considerando as
dificuldades encontradas pelos professores, leis que defendem esses alunos com
deficiência. Para tanto partimos do contexto histórico, apontando registros que nos
mostram como esse olhar avaliativo do professor com os alunos especiais, teve
início e como se desenvolveu no Brasil dentro da sala de aula.
A avaliação efetiva-se através do estudo de caso, que visa contribuir um perfil
de aluno que possibilite elaborar um plano de intervenção. A avaliação inclusiva
deve estar acompanhada com à atenção diversificada, mediante a adaptação do
currículo às diferenças características e necessidades educativas de cada
educando. A escolha desta temática se deu em razão deste ser um tema crescente
em nossa atualidade e de muita relevância para a nossa sociedade em geral, e para
que estudemos a importância desse olhar avaliativo do professor com os alunos
especiais, com o intuito de que esses alunos com deficiência compreendam mais, os
conteúdos propostos pelo professor. E também destacar a importância da família na
educação do filho, e da sua relação com o professor, para que juntos ajudem o
aluno a se desenvolver melhor nos conteúdos em sala de aula.
O objetivo geral do estudo é apresentar e discutir sobre a utilizar a avaliação
como uma ferramenta para desenvolver as aulas práticas pedagógicas inclusivas.
Dessa forma entende-se que na educação especial os professores precisam utilizar
9

critérios e instrumentos avaliativos que os professores poderão rever sua prática


pedagógica com os alunos especiais. Apresentando os objetivos específicos:
 Conhecer e traçar o histórico da educação inclusiva e da Avaliação no
Brasil;
 Conhecer os problemas que os professores enfrentam com relação a
avaliação do aluno especial na sala de aula;
 Apresentar as leis que ampare os alunos especiais;
 Apresentar métodos avaliativos pedagógicos usados em aulas práticas
inclusivas;
 Apresentar conceitos e as definições da educação inclusiva no Brasil;
 Identificar o papel da escola e da família a esse olhar avaliativo com o
aluno especial.
 Apresentar o papel do professor na avaliação do aluno especial.

O presente trabalho baseou-se de um estudo bibliográfico que aos poucos foi


mostrando dados relevantes ao tema e favoreceu formas de conhecer cada situação
apresentada. A pesquisa bibliográfica teve sua organização, em que inicialmente
buscou compreender o estudo, partindo para leitura e análise mais crítica em
relação ao assunto abordado ao longo do trabalho.
Para a construção do trabalho monográfico nos referenciamos nos seguintes
autores que tratam sobre o tema: Oliveira (2005), Campos (2005), Padilha (2001),
Solé (2004), dentre outros que contribuíram na orientação desse estudo.

INTRODUÇÃO REFEITA
10

2. A AVALIAÇÃO – CONCEITOS E PRÁTICAS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A prática tradicional da avaliação em educação tem seguido paradigmas


teóricos derivados de uma tradição psicométrica, reduzindo o processo avaliativo a
técnicas estatísticas estáticas para a verificação do aprendizado escolar e
desempenho dos alunos em determinado conteúdo específico. Os padrões
geralmente são normativos, e estabelecidos pela mídia do grupo, desconsiderando-
se outras variáveis presentes, tanto no processo de ensino aprendizagem, quanto no
processo de avaliação. (OLIVEIRA & CAMPOS, 2005).
A avaliação inclusiva é caracterizada por agir essencialmente como
instrumento regulador dos processos de ensino e de aprendizagem, ampliando e
superando claramente os níveis de rendimentos alcançados pelos alunos, somente
como notas. Quanto ao ensino, a avaliação inclusiva tem o objetivo de facilitar para
o professor, decisões fundamentadas de adaptação de ensino, tanto no
planejamento, quanto no seu desenvolvimento. Em relação a aprendizagem a
avaliação inclusiva, tem como objetivo que os alunos sejam capazes de responder
com autonomia e responsabilidade sobre os seus processos de aprendizagens.
A avaliação é um instrumento capaz de definir condições de aprendizagem do
aluno e a sua relação com o ensino. Sua metodologia deve permitir uma análise do
desempenho pedagógico, oferecendo recursos para o planejamento e a aplicação
de novas estratégias de ensino que permitam alcançar o objetivo determinado pelo
professor em cada conteúdo especifico.
A avaliação educacional envolve um processo sistemático de
acompanhamento e análise de um fenômeno para a tomada de decisões com vistas
ao seu aperfeiçoamento por meio de novas ações. Na educação especial a
avaliação tem contribuído para a identificação e planejamento do ensino. Como
destaca Mendes:
A avaliação para identificação visa a identificar se determinado aluno tem ou
não NEE para definir sua potencial elegibilidade aos serviços de AEE. A
avaliação para o ensino tem como meta o desenvolvimento de um plano
individualmente talhado para responder às necessidades do aluno com NEE
e monitorar seu percurso educacional para que ele seja bem sucedido. No
contexto brasileiro, tanto a avaliação para a identificação quanto para o
ensino tem sido muito negligenciada no caso dos alunos com NEE.
(MENDES, 2010, p.22).
11

De acordo com a citação acima, a avaliação tem em vista a aprendizagem do


aluno, ela é parte do processo de ensino-aprendizagem, ela monitora todo o
processo de ensino do aluno com Necessidades educacionais especiais (NEE) e se
realmente o aluno aprendeu os conteúdos passados pelo professor. A avaliação tem
um objetivo claro: ajudar o professor a fazer o aluno aprender.
É necessário que a prática de avaliar possa servir para perceber o movimento
e apresentar caminhos na prática pedagógica, não classificar, não rotular e não
estigmatizar. Ela deve pautar-se não apenas nas dificuldades, nas limitações
funcionais, deve explorar as possibilidades de aprendizagem dos alunos,
principalmente, no que diz respeito aos alunos especiais.
Conselho Nacional de Educação considera a Educação Especial como uma
modalidade de educação escolar que assegura recursos e serviços educacionais “de
modo a garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das
potencialidades dos educandos que apresentam necessidades educacionais
especiais” (BRASIL, 2001), a avaliação deve assumir características diferentes, uma
vez que a proposta é atender as necessidades específicas de cada aluno, tendo
como objetivo facilitar, garantir e oferecer oportunidades de escolarização para os
alunos que não acompanham, por diversas razões o ensino comum.
A avaliação desempenha-se por meio do estudo de caso, que pretende
construir um perfil de aluno que possibilite elaborar o plano de intervenção. O estudo
de caso deve ser desempenhado pelo professor de AEE em colaboração do
professor do ensino comum e com outros profissionais que trabalham com esse
aluno.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais – adaptações Curriculares
(BRASIL, 1999), a avaliação do aluno com necessidades especiais deve focalizar:

Os aspectos do desenvolvimento (biológico, intelectual, motor, emocional,


social, comunicação e linguagem); o nível de competência curricular
(capacidades do aluno em relação aos conteúdos curriculares anteriores e a
serem desenvolvidos) e o estilo de aprendizagem (motivação, capacidade
de atenção, interesses acadêmicos, estratégias próprias de aprendizagem,
tipos preferenciais de agrupamentos que facilitam a aprendizagem e
condições físicas ambientais mais favoráveis para aprender). (BRASIL,
PCNs, 1999, p.57).

Segundo a proposta apresentada acima demonstram que no cotidiano


escolar, seja ele no ensino infantil ou fundamental, os professores devem procurar
12

avaliar de maneira que o aluno esteja envolvido, respeitando suas capacidades em


relação aos conteúdos curriculares a serem desenvolvidos, procurando sempre
estratégias de aprendizagem para que o aluno aprenda mais rápido.
A avaliação é um elemento de aprendizagem essencial para direcionar a
prática pedagógica, colocando em destaque o desempenho escolar desses alunos e
propostas de adaptações curriculares, então:

O princípio de inclusão deve fundamentar a prática pedagógica, resgatando


a possibilidade de determinados educandos que, independentemente de
suas condições, têm direito às mesmas oportunidades de realização de seu
potencial psicossocial. No entanto, é preciso discutir as condições
institucionais, administrativas e pedagógicas que poderão ou não
concretizar esse princípio no cotidiano das escolas. (OLIVEIRA & CAMPOS,
2005, p.54).

Com a proposta de inclusão, os alunos com deficiência têm os mesmos


direitos que os alunos assim ditos “normais”, basta ter um olhar avaliativo para com
esses alunos e com ajuda de alguns profissionais que acompanham, ou até mesmo
com a ajuda da equipe pedagógica da escola.
No contexto da educação especial, o propósito da avaliação escolar, é
percebido como o acompanhamento sistemático do processo de ensino e
aprendizagem como na educação comum, mas também com o propósito de
diagnosticar dificuldades e diferenças pessoais e a adequação de objetivos
educacionais na busca de recursos para a reflexão da prática do professor, da
aprendizagem do aluno e da adequação do contexto escolar. Desta forma, “o
processo avaliativo é de suma importância em todos os âmbitos do processo
educacional para nortear as decisões pedagógicas e retroalimentá-las, exercendo
um papel essencial nas adaptações curriculares” (BRASIL, 1999).
A avaliação escolar do aluno com deficiência, tem-se identificado como um
processo complexo devido as suas características de suas necessidades e de seu
desenvolvimento, muitas vezes distinto. As características específicas de alguns
alunos com deficiência dificultam a avaliação pedagógica e a implantação das
adequações ou adaptações necessárias para se garantir assistência desse aluno.
Avaliar um aluno com necessidades especiais é importante pois a partir da
análise dos resultados, pode ser definido um plano de ação que possa facilitar seu
desenvolvimento, por isso Zabala afirma:
13

A avaliação é a formação integral da pessoa, deve sempre ser formativa, de


maneira que o processo avaliador permita conhecer a situação de partida,
em função de objetivos gerais (avaliação inicial), um planejamento da
intervenção fundamentado e ao mesmo tempo flexível, entendido como uma
hipótese de intervenção; uma atuação na aula em que as atividades e o
conteúdo se adequarão constantemente (avaliação reguladora) às
necessidades que vão se apresentando para chegar a determinados
resultados (avaliação final ) e a uma compreensão e valorização sobre o
processo seguido que permita estabelecer novas propostas de intervenção
(avaliação integradora). (ZABALA, 1998, p.10-13 ).

De acordo com a citação acima, a avaliação deve ser de forma que o


professor permita conhecer o aluno e quais suas necessidades, fazer um plano de
ação, de como ele deve ser avaliado e quais atividades passar pra o aluno, para que
o mesmo não tenha dificuldade de aprender o conteúdo passado pelo professor.
Para que a inclusão social realmente aconteça o professor da classe regular
deve estar sensibilizado e capacitado (tanto psicológica quanto intelectualmente)
“para mudar sua forma de ensinar e adaptar o que vai ensinar” para atender às
necessidades de todos os alunos, inclusive de alguns que apresentam maior
dificuldade (GLAT, ROSANA. Adaptação curricular, OLIVEIRA ELOIZA DA S.
GOMES 2007).
Para Hoffman é como uma necessária interlocução entre o professor, aluno e
conhecimento. Entanto ele afirma:
Entendo que a avaliação, enquanto relação dialógica vai conceber o
conhecimento como apropriação do saber pelo aluno e pelo professor, como
ação-reflexão-ação que se passa na sala de aula em direção a um saber
aprimorado, enriquecido, carregados de significados, de compreensão.
Dessa forma a avaliação passa a exigir do professor uma relação
epistemológica com o aluno. Uma conexão entendida como reflexão
aprofundada sobre as formas como se dá compreensão sobre o objeto do
conhecimento (HOFFMANN,1995, p.148).

A educação se faz com criatividade e agilidade com conflitos e solução dos


mesmos, para que haja uma boa interação dos alunos com o professor, assim a
avaliação parta da realidade e a escola seja considerada o espaço para a
transformação e conhecimento.
Pôr em prática a educação inclusiva não é uma tarefa fácil, pois o professor
terá que garantir o aprendizado dos alunos com necessidades especiais diversas
dos demais, no conteúdo das atividades rotineiras e do planejamento para a turma
como um todo. A ideia de uma educação inclusiva será compreendida no conceito
14

de currículo, descrevendo experiências e no grande desafio encontrado nas


instituições educativas. Então a avaliação:
A prática da avaliação da aprendizagem no cotidiano escolar, deve apontar
para a busca do melhor para cada educando, por isso deve ser diagnóstica,
e não voltada para a seleção de uns poucos, como ainda se apresenta em
diversos sistemas escolares. Neste sentido uma avaliação inclusiva é
aquela que é um instrumento para o ensino adaptativo, isto é, uma
avaliação que facilita e promove a diversificação e a flexibilização das
formas de ajuda educativa que os distintos alunos recebem ao longo de seu
processo de aprendizagem (COLL E ONRUBIA, 1999, p.20).

Desta forma, há uma concordância internacional que a avaliação que se quer


praticar é um requisito básico para a melhoria da qualidade de ensino, à medida que
serve de estimulo, tanto para professores quanto para alunos; para os professores é
uma oportunidade para refletir sobre o ensino auto avaliando-se; poder dar novos
rumos ao curso e reorientando a aprendizagem.
A avaliação pedagógica na educação especial precisa ser repensada em suas
práticas e seus espaços de atuação, pois as informações deverão ser obtidas na
própria escola onde as avaliações compartilhadas com os que lá trabalham, devem
contemplar todas as relações que se estabelecem em seu interior e os próprios
alunos, observando suas características pessoais e interações com as pessoas.
A avaliação é um processo de coleta de dados que objetiva recolher
informações que permitam identificar as necessidades educacionais dos alunos que
apresentam facilidades ou dificuldades de aprendizagem e no seu desenvolvimento
pessoal, analisando compreensivamente, com ênfase para os fatores que estejam
impedindo a participação do aluno nos conteúdos propostos.
Então é suma importância que o professor desafie, repense o pedagógico,
saia da rotina, realize uma aprendizagem prazerosa, para que os alunos adquiram
mais segurança, percam o medo de errar, com isso o aluno aprende melhor. Por
isso Solé reitera que:
Não se trata de compartimentos estanques, à medida que meninos e
meninas se mostram mais competentes na área cognitiva, suas
possibilidades de inserir-se socialmente aumentam, bem como as relações
interpessoais que podem estabelecer, e tudo isso muda a maneira como
veem a sim mesmos (SOLÉ, 2004, p. 53).

De acordo com o texto acima o professor precisa estimular o aluno, ajuda-lo,


para que assim o mesmo possa enfrentar as dificuldades enfrentadas na sala de
15

aula, e possa a prender o conteúdo passado pelo professor e também melhorar suas
relações sociais com os outros alunos.
A avaliação é uma questão um pouco polêmica em relação ao aluno
especial no ensino regular, no sentido em que é necessário pensar em adequar a
avaliação de acordo com as características do aluno, ou seja que ela passe a ser
significativa para ele e para o professor, com resultados que tragam direcionamento
à reflexão sobre a prática educativa do professor com o aluno especial.
Na abordagem tradicional, a avaliação passa a ter um papel disciplinador, ou
seja, o professor detém o poder de aplicar a avaliação com ameaças de notas, de
humilhação e reprovação. E essa desconstrução que será necessário acontecer,
pois já na abordagem inovadora a avaliação passa a ser vista como um instrumento
capaz de conduzir a aprendizagem do aluno e a pratica do professor. Portanto a
avaliação é um meio de comunicação social e deve fornecer ao aluno informações
para que ele possa compreender e que lhe sejam úteis.
Avaliar é essencialmente questionar. É observar e promover experiências
educativas que significam provocações intelectuais significativas no sentido do
desenvolvimento do aluno (HOFFMANN, 2006). Ou seja, a prática avaliativa do
professor, acontece com uma forma de auto avaliação que que trará uma reflexão
sobre a ação da prática, em que se estende a metodologias, conteúdos, currículos,
estratégias, objetivos e recursos. Refletir sobre a prática permite ter um olhar mais
detalhado em que se identificará possibilidades e dificuldades encontradas no
processo da aula e, consequentemente da aprendizagem dos alunos.

2.1 Práticas Pedagógicas na Educação Inclusiva

A diferença que existe na sala de aula, dificulta a organizar as práticas


pedagógicas em que o professor consiga avaliar o aluno tido como regular e o aluno
com necessidades especiais estão integrados no processo de aprendizagem, onde
deve existir alternativas onde a avaliação assuma caráter investigativo, participativo
e as informações são ferramentas de auxílio para melhor intervir no processo de
aprendizagem, tendo em vista as limitações e o grau de dificuldade de
aprendizagem que o aluno sofre, nesse conjunto de problemas, o professor deve
16

conhecer os novos planos de atividades para amenizar os grandes obstáculos que a


deficiência traz a crianças e jovens no ambiente escolar.
A realização do planejamento relacionado à educação inclusiva na maioria
das escolas requer uma mudança nos currículos e a formação continuada dos
professores, além da nova postura que as escolas devem adotar para oferecer um
ambiente capaz de promover a aprendizagem e a convivência com os alunos
especiais. Então Alves afirma:

No paradigma da educação inclusiva, resultante do concerto de educação,


os sistemas e instituições sociais são adaptados ás necessidades de todas
as pessoas e não o contrário, quando os indivíduos estão sujeitos a se
adequarem ás existências do sistema. Nesse processo, a formação dos
professores é fundamental para que a aprendizagem esteja centrada no
potencial de cada aluno, de forma que uma incapacidade para andar, ouvir,
enxergar, ou um déficit do desenvolvimento não sejam classificados como
falta de competência para aprender e nem causa para que os alunos
desistam da escolarização (ALVES,2006, p.9).

Segundo o autor as escolas devem estar adaptadas as necessidades de


todos os alunos, não ao contrário. As práticas que a escola desenvolve devem ser
realizadas respeitando as limitações dos alunos, e identificar qual a maior dificuldade
deles e tornando as atividades flexíveis e redescobrindo no cotidiano do aluno na
sala de aula, qual a melhor dinâmica que está desenvolvida com a turma.
Para que as práticas educativas sejam desenvolvidas é necessário que o
professor identifique as necessidades educacionais e depois defina as estratégias
que serão empregadas para a realização das atividades diárias e qual avaliação
será aplicada com os alunos. Nesse sentido, é suma importância que os professores
aprofundem seus conhecimentos e reflitam para o desenvolvimento do trabalho
educativo realizado pelos mesmos.
A formação continuada do professor deve ser um compromisso dos sistemas
de ensino comprometidos com a qualidade do ensino que, nessa perspectiva,
devem assegurar que sejam aptos a elaborar e a implantar novas propostas e
práticas de ensino para responder ás características de seus alunos, incluindo
aquelas evidenciadas pelos alunos com necessidades educacionais especiais.
(PRIETO, 2006).
Neste contexto educacional, o trabalho do professor é muito importante, pois
o mesmo tem a capacidade de mudar as ações, práticas, a organização e a
avaliação da própria instituição em que ele atua, sendo que no momento em que são
17

oferecidas essas mudanças são criadas mais práticas pedagógicas, permitindo aos
alunos novas escolhas no processo de ensino-aprendizagem. Essa pratica de
mudança só é possível quando o professor faz uma reflexão diária sobre suas ações
na sala de aula.
As práticas educativas inclusivas formam um conjunto de mudanças que
visam transformar e inovar a educação. Essas mudanças envolvem todos os
procedimentos que envolvem a escola, os conteúdos á avaliação, priorizando a
participação dos alunos, oferecendo as mesmas oportunidades para estabelecer
opiniões, trocar ideias com os outros alunos, e conciliar os conteúdos abordados na
sala de aula.
No ponto de vista da inclusão, o professor vai produzindo novas realidades
rompendo com os modelos tradicionais e adquirindo uma nova forma de ensinar,
que possibilite que o aluno seja um sujeito ativo neste processo de ensino,
considerando a sua totalidade e transformando as relações no ambiente educativo.
Diante disso, o professor incentiva o aluno para prosseguir trabalhando com os
conteúdos curriculares, mesmo com as dificuldades, busca disponibilizar formas
para o desenvolvimento das capacidades dos alunos incentivando-os para despertar
a sua criatividade individual e coletiva na sala de aula.
O planejamento define os resultados e os meios a serem atingidos; a
execução constrói os resultados; e a avaliação serve de instrumento de verificação
dos resultados planejados que estão sendo obtidos, assim como para fundamentar
decisões que devem ser tomadas para que os resultados sejam construídos
(LUCKESI, 2011).
O professor é o agente mediador de aprendizagens que por meio de
estratégias desenvolve potencial tornando este aluno um ser aprendente. A
introdução de jogos e de brincadeiras nas séries iniciais é a chave para a construção
de uma aprendizagem prazerosa, eficiente, assim como a elevação da autoestima
de um sujeito que está submetido ao fracasso escolar. Nessa concepção Kishimoto
(2011):
O lúdico permitiu a manifestação do imaginário infantil por meio de objetos
simbólicos dispostos intencionalmente, a função pedagógica subsidia o
desenvolvimento integral da criança. Neste sentido, qualquer jogo
empregado na escola, que resgate a natureza do ato lúdico apresenta
caráter educativo e pode receber também a denominação geral de jogo
educativo. (KISHIMOTO, 2011, p.38).
18

Segundo a autora o lúdico é uma pratica pedagógica muito importante na


aprendizagem de qualquer aluno, seja ele especial ou não, de forma lúdica o aluno
especial consegue aprender os conteúdos, e se desenvolver mais rápido, pois o ato
da ludicidade tem caráter educativo na aquisição da aprendizagem do aluno
especial.
Qualquer tipo de atividade lúdica, favorece no processo de inclusão, e ajuda
no processo de avaliação que o professor faz com os alunos, pois durante as
brincadeiras, o professor irá avaliar como o aluno se comporta com o outro, percebe-
se também qual problema o aluno possui no fazer da atividade lúdica, e também
ocorre o processo de integração entre os alunos elas estão aprendendo a ser
cooperativas, aprendendo a compartilhar e respeitando os limites impostos por eles
mesmos que participam da atividade lúdica.
A atividade lúdica como forma de prática pedagógica, é uma importante fonte
ao educador, trazendo informações sobre os interesses de seus alunos, suas
interações, suas habilidades de adaptação ás regras etc. com base nessas
observações, o professor tem a oportunidade de programar atividades pedagógicas
direcionadas a inclusão. (LIMA, 1991). Tendo em vista que o professor deve
conhecer as necessidades e capacidades dos seus alunos, para assim desenvolver
uma pratica em que todos os alunos se sintam incluídos na sala de aula.

2.2 Aspectos históricos sobre a inclusão social no Brasil

A educação especial se regularizou tradicionalmente como atendimento


educacional especializado substitutivo ao ensino comum, evidenciando diferentes
compreensões, terminologias e modalidades que levaram a criação de instituições
especializadas, escolas especiais e classes especiais. Essa organização,
fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, determina formas de
atendimento clínicos terapêuticos fortemente ancorados nos testes psicométricos
que definem por meio de diagnósticos, as práticas escolares para os alunos
especiais. (BRASIL. Lei Nº. 7.853, 1989).
O atendimento às pessoas com deficiência teve início no Brasil em 1600,
existia uma instituição especializada, na área de deficiência física, mantida pela
irmandade da Santa Casa de Misericórdia. Durante o II império, sob influência do
19

modelo europeu, foram criados, no Rio de Janeiro, o Imperial Instituto dos Meninos
Cegos – atual Instituto Benjamin Constant – e, o Instituto dos Surdos-Mudos, hoje
Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES (FERREIRA. 2005).
Na década de 1942 já havia no país 40 escolas públicas regulares que
prestavam algum tipo de atendimento aos deficientes mentais e 14 que atendiam
alunos com outras deficiências, o Instituto Benjamin Constant editou e braile a
Revista Brasileira para cegos, primeiro do gênero no Brasil. Em 1954 surge a
primeira associação de Pais e Amigos de Excepcionais – APAE, onde eles
acabaram predominando no Brasil devido o despreparo da escola pública para
atender as necessidades individuais dos alunos especiais.
O atendimento educacional especializado à pessoa com deficiência passou a
ser fundamentado pelas disposições da Lei de Diretrizes e Bases da educação
Nacional no ano de 1961, ao definir “tratamento especial” para alunos com
deficiências físicas, mentais, superdotados ou que se encontrem em atraso
considerável quanto à idade regular de matrícula, não promove a organização de um
sistema de ensino capaz de atender as necessidades educacionais especiais e
acaba reforçando o encaminhamento dos alunos para as escolas de atendimento
especial.
No ano de 1977 foi desenvolvida a política de Educação Especial, sob a
orientação do MEC que definia a criação de classes especiais e escolas especiais
para as redes de ensino, a partir daí a Educação Especial assumiu o ensino dos
alunos especiais, considerados excepcionais e deficientes.
A constituição de 1988 trouxe importantes mudanças para a educação dos
alunos especiais, a educação especial passou a ser conhecida, sendo de
competência comum da União, Estado, Distrito Federal e Municípios. Assim diz a
Constituição:
II – Cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das
pessoas portadoras de deficiência; Art.24 – Compete a União, aos Estados
e ao Distrito Federal, legislar corretamente sobre: XVI – Proteção e
integração social das pessoas portadoras de deficiência. Art. 208 – O dever
do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: III –
Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,
preferencialmente na rede regular de ensino (CF/88, art. 203).

A Constituição afirma que é direito da União, Estado, Distrito Federal e


Municípios, à proteção e a integração social dos alunos especiais na rede regular de
ensino e a efetivação do atendimento especializado desses alunos especiais.
20

Em Junho de 1994, em decorrência da Conferência Mundial sobre


Necessidades Educacionais Especiais, foi elaborada a Declaração de Salamanca no
sentido de orientar organizações e governos em suas práticas, propondo dentre
outros que as escolas tanto as crianças especiais como os bem dotados. O seu
maior objetivo era definir a política para inspirar a ação do governo, de organizações
internacionais e nacionais de ajuda, de organizações não governamentais, de
princípios, política e práticas educacionais especiais. A declaração proclama que:

Toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a


oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem. Toda
criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de
aprendizagem que são únicas. Os sistemas educacionais deveriam ser
designados e programas educacionais deveriam ser implementados no
sentido de se levar em conta a vasta diversidade de tais características e
necessidades. Aqueles com necessidades educacionais especiais devem
ter acesso à escola regular, que deveria acomodá-los dentro de uma
Pedagogia centrada na criança, capaz de satisfazer as necessidades. As
escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os meios
mais eficazes de combater atitudes discriminatórias criando-se
comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e
alcançando educação para todos, além disso, tais escolas provêem uma
educação efetiva a maioria das crianças e aprimoram a eficiência e, em
última instância, o custo da eficácia de todo o sistema educacional
(DECLARAÇÂO DE SALAMANCA, 1994, art.02).

O principal objetivo da declaração é de que todas as escolas devem acolher


todas as crianças independente der suas condições físicas, intelectuais, sociais,
emocionais, linguísticas ou outras. A declaração assegura que toda pessoa com
deficiência tem direito de manifestar seus desejos quanto a sua educação. Os pais
têm o direito de serem consultados sobre a forma de educação que melhor se ajuste
as necessidades, circunstâncias ou aspirações de seus filhos.
Desde de que a Declaração de Salamanca foi decretado, em todo país, o
direito de educação para todos. A Constituição e a LDB, lei de nº 9394-96 baseia-se
no princípio de que todos devem ter oportunidades iguais para desenvolver e
aprender suas habilidades e potencialidades para assim alcançar independência
social, econômica, bem como se inserir totalmente na sociedade.
No ano de 1994 mesmo ano que foi elaborada a Declaração De Salamanca,
é publicada a Política Nacional de Educação Especial, orientando o processo de
“integração instrucional” que condiciona o acesso às classes comuns de ensino
regular: “Aqueles que possuem condições de acompanhar e desenvolver as
21

atividades curriculares programadas no ensino comum, no mesmo ritmo dos outros


alunos ditos “normais”. A política não provoca uma reformulação das práticas
educacionais de maneira que sejam reconhecidos os diferentes potenciais de
aprendizagem no ensino regular, mantendo a responsabilidade da educação dos
alunos com necessidades especiais.
A Convenção de Guatemala de 1999, decretada no Brasil pelo Decreto nº
3.956/2001, afirma que as pessoas com necessidades especiais têm os mesmos
direitos e liberdades fundamentais que as demais pessoas, definindo como
discriminação com base na deficiência, toda diferenciação ou exclusão que possa
impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades
fundamentais. Esse Decreto tem importante repercussão na educação, exigindo
uma reinterpretação da educação especial, compreendida como contexto da
diferenciação adotada para promover a eliminação das barreiras que impedem a
escolarização.
Em 1999 o Decreto de nº 3.298 que regulamenta a Lei nº 7.853/89, ao
dispor sobre a Política Nacional para a integração da pessoa com necessidades
especiais, define a educação especial como uma modalidade universal a todos os
níveis de ensino, reforçando a atuação complementar da educação especial no
ensino regular.
A Lei de nº 10.436/02 do Ministério da Educação reconhece a LIBRAS
(Língua Brasileira de Sinais), como meio legal de expressão e comunicação,
determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar seu uso e
difusão, bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do
currículo nos cursos de formação aos professores e de fonoaudiologia.
O Ministério Público Federal divulgou em 2004 o documento O Acesso de
Alunos com Deficiência às Escolas e Classes Comuns de Rede Regular, disseminar
os conceitos e diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direitos e
benefícios da escolarização dos alunos especiais ou não nas turmas de ensino
regular.
Em 2007 é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE,
reafirmando pela agenda social de inclusão das pessoas com deficiência, tendo
como base a acessibilidades dos prédios, implantação de salas de recursos a
formação do docente para o atendimento educacional especializado.
22

No plano de desenvolvimento da educação há razões e princípios que


reafirma a visão de que a educação busca superar a oposição entre educação
regulara e especial então o documento diz:

Contrariando a concepção sistêmica da transversalidade da educação


especial nos diferentes níveis, etapas e modalidades de ensino, a educação
não se estruturou na perspectiva da inclusão e do atendimento às
necessidades educacionais especiais, limitando, o cumprimento do princípio
constitucional que prevê a igualdade de condições para o acesso e
permanência na escola e a continuidade nos níveis mais elevados de ensino
(MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 2007, p. 09).

O decreto estabelece o compromisso de todas pela educação, garantir o


acesso, permanência e atendimento dos alunos especiais no ensino regular,
fortalecendo a inclusão social nas escolas públicas.

2.3 Aspectos Históricos sobre a Avaliação

É fundamental compreender a avaliação e suas finalidades que elas devem


cumprir no processo de ensino aprendizagem. Os instrumentos da avaliação não
podem ser considerados como objetivo próprio, mas sim como uma maneira de
refletir sobre as concepções que o processo de ensino está adotando sobre a
avaliação. Portanto, é sempre bom falarmos um pouco sobre a avaliação e de suas
várias perspectivas ao longo do tempo.
Existem algumas histórias lendárias que explicam o surgimento da
avaliação, uma delas é que ela surgiu na Grécia Antiga quando a Esfinge propôs a
Édipo o seguinte enigma: “o que é que pela manhã anda com quatro patas, ao meio-
dia com duas patas e à noite anda com três? a resposta dada por Édipo foi: o ser
humano. Pela manhã, o homem engatinha (é um bebê), ao meio-dia, caminha com
suas pernas (fase adulta), e à noite (época do envelhecimento), necessita de um
apoio para caminhar. Esse enigma provavelmente possa ser considerado como uma
forma iniciadora de teste oral, pelo qual uma pessoa deve pensar nas palavras e
descobrir as relações entre as ideias que elas representam.
As provas teriam sido usadas por Shun, um imperador chinês que já em
2.205 a.C. examinava seus oficiais com o objetivo de promovê-los ou demiti-los. Os
testes surgiram para evitar a constante ameaça de apropriação de cargos,
23

impedirem o clientelismo e a formação de monopólios de notáveis na China imperial.


Algumas medidas foram tomadas: nomeações a curto prazo, exclusão do cargo no
qual o funcionário tivesse parentes, essas medidas agregaram-se pela primeira vez
na história a exigência de exames. O exame nasceu como instrumento de controle
social, função que perdurou durante muito tempo.
Durkheim indica que no século XV, os exames tinham finalidades de fazer
com que as pessoas demonstrassem conhecimentos e grau de maturidade
intelectual, adquiridos durante a escolaridade para serem reconhecidos nos níveis
de Bacharel, Licenciatura e Doutorado.
A prática da avaliação começou no Brasil por meio dos Jesuítas, nos séculos
XVI e XVII, e através de um documento conhecido como Ratio Studiorum, os
Jesuítas aplicavam exames para os alunos, esse procedimento estava proposto
neste documento e no momento da prova os alunos não podiam perguntar nada, e o
tempo para realiza-la deve ser rigorosamente mantido.
O exame não deveria resolver o progresso do aluno, nem sua nota. O
medo era um fator para obtenção dos alunos. O professor, deveria usar esse
método para manter os alunos atentos ás atividades escolares. Essa forma,
aprenderiam com mais facilidade, sem fadiga e com economia de tempo.
Entende-se que a concepção de prova e de exame era tão forte no
surgimento da avaliação, que seu nome era docimologia. De acordo com
DeLandshere, a docimologia era considerada a ciência do estudo sistemático dos
exames, em particular do sistema de atribuição de notas, porque (dokimé) é palavra
grega que significa “nota”.
No século XIX nos Estados Unidos, o conceito de avaliação era muito ligada
à ideia de exame que associações e comitês foram criados para o desenvolvimento
de testes padronizados. Nas primeiras décadas do século XX, a maior parte da
atividade caracterizada como avaliação educacional formal estava relacionada à
aplicação de testes, o que firmava um caráter exclusivamente instrumental ao
processo de avaliação com o aluno.
J. Mackenn Cattell (1860-1944), foi o primeiro a empregar a palavra “tese”
para designar provas de medidas das capacidades mentais. Seus testes baseavam-
se em medidas de discriminação sensorial, de tempo e de reação para fenômenos
diversos. A criação desses testes buscava reduzir a responsabilidade da sociedade
sob o pretexto de que as diferenças escolares e sociais, nada mais são do que
24

problemas das pessoas em suas diferenças biológicas e de aprendizagem. A junção


entre o biológico e o desempenho começou a ser assumido pela escola, separando
quem deveria continuar os estudos e quem deveria ser preparado para o trabalho,
com base nos quocientes de inteligência.
A avaliação antes vista como mera aplicação de um teste, ganhou maior
amplitude por causa dos estudos de Tyler, iniciados na década de 1940. Tyler em
suas pesquisas causou grande impacto na literatura ao sugerir atividades
avaliativas, como escalas de atitude, inventários, questionários, fichas de registro de
observação e outras formas de coletar evidências sobre os desempenhos para evitar
a qualidades dos currículos.
A avaliação não pode ser considerada simplesmente sinônimo de aplicação
de testes escritos. Apesar de achá-los extremamente importantes, pois permitem
determinar a habilidade dos alunos em alguns segundos, existem outras maneiras
de avaliar o alcance dos objetivos, principalmente aqueles que envolvem atitudes,
práticas e interações sociais do aluno. (W.R.TYLER 1974).
Na década de 1960, Scriven traz a ideia de mérito, valor do que está sendo
objeto da avaliação (programas, currículo, materiais, desempenhos dos alunos,
entre outros). São dele os termos “avaliação formativa” e “somativa”. A avaliação
formativa deveria ocorrer ao longo do desenvolvimento de projetos e produtos
educacionais, com o objetivo de disponibilizar informações benéficas destinadas ao
aperfeiçoamento das ações. A avaliação somativa deveria determinar o mérito, o
valor final de um programa, com objetivo de proporcionar decisões sobre sua
continuidade ou não.
Em 1970, surgem Parlett e Hamilton com uma nova concepção: a avaliação
iluminativa, que procura investigar e interpretar as práticas educacionais, as
experiências dos participantes do processo educacional, os procedimentos
institucionais e os problemas gerenciais, com vista a uma visão holística do que está
sendo avaliado. A iluminativa também chamada de naturalista, porque estuda os
fenômenos ao ocorrerem naturalmente, em um contexto real, sem criar condições
artificiais de estudo. Com caráter interpretativo, não limitando o avaliador e
descrever e elaborar um relatório final, mas o estimula a fomentar a discussão sobre
os resultados, a levar as pessoas a refletirem sobre o que é realmente significativo
nas informações dos participantes da avaliação.
25

A avaliação envolve um ato que ultrapassa a obtenção de configuração do


objeto, exigindo decisão do que fazer ante ou com ele, ou seja avaliação por sua
vez, direciona o objeto numa trilha de dinâmica da ação. A avaliação atualmente
dever ser encarada em perspectiva mais ampla, que englobe todos os elementos do
processo de ensino e aprendizagem, em especial ao acompanhamento e
desenvolvimento integral do educando.
26

3. METODOLOGIA DA PESQUISA QUANTO AOS OBJETIVOS

A pesquisa teve início a partir de um estudo feito com base no tema em


discurso, o qual reportou a conhecimentos necessários que favoreceram a uma
pesquisa de natureza aplicada que representa como a aplicação dos conhecimentos
e a utilização e consequências práticas destes.
O presente estudo partiu inicialmente em levantar informações referente ao o
olhar avaliativo dos professores dos alunos especiais, mas propriamente no modo
como o professor vai agir pedagogicamente diante desse aluno especial. Apresentar
o modo como o professor trabalha na sala de aula com o aluno especial. Muitas
informações foram levantadas por meio dos estudos bibliográficos o que colaborou
para estudar o problema em questão e a partir deste, buscou-se dissertar o assunto
quanto a natureza e a pesquisa aplicada. Então de acordo com Thiollente.

A pesquisa aplicada concentra-se em torno dos problemas presentes nas


atividades das instituições, organizações, grupos ou atores sociais. Ela está
empenhada na elaboração de diagnósticos, identificação de problemas e
busca de soluções. Responde a uma demanda formulada por “clientes,
atores sociais ou instituições” (THIOLLENT, 2009, p.36).

Fez-se necessário esta pesquisa, para melhor desenvolvimento deste estudo,


com relação a obtenção de informações e melhor entendimento do assunto, quando
se atribuiu ao problema estudado. O mesmo foi de suma importância para o
desenvolvimento das informações a partir de leituras feitas de forma mais coerente
que refletiram numa pesquisa bibliográfica que foi importante para obter as
informações necessárias no decorrer deste estudo.

A técnica usada para obter informações importantes à pesquisa, foi a


observação “A observação também é considerada uma coleta de dados para
conseguir informações sob determinados aspectos da realidade. Ela ajuda o
pesquisador a “[...] identificar e obter provas a respeito de objetivos sobre os quais
os indivíduos não têm consciência, mas que orientam seu comportamento”
(MARCONI & LAKATOS, 1996, p. 79) ”. Por meio desta obteve-se as informações
necessárias para compreender o tema que está sendo estudado, destacando a
utilização de alguns periódicos que favoreceram a pesquisa bibliográfica.
27

A pesquisa bibliográfica se realiza a partir de registros disponível, decorrente


de pesquisas anteriores. É o ponto de partida para qualquer pesquisa cientifica.
Então Macedo explica:

É a busca de informações bibliográficas, seleção de documentos que se


relacionam com o problemas de pesquisa (livros, verbetes de enciclopédia,
artigos de revistas, trabalhos de congresso, teses etc.) e o respectivo
fichamento das referências para que sejam posteriormente utilizadas (na
identificação do material referenciados ou na bibliografia final). (MACEDO
1996, p.13).

De acordo com a citação acima, a pesquisa bibliográfica é a busca de


informações por meio de documentos, artigos, livros, revistas, conteúdos da internet,
e entre outros meios, e fichar as referências para possam ser utilizadas pelo
pesquisador para que possa aprofundar a sua pesquisa. Todos os periódicos
pesquisados com relação ao tema foram estudados e de forma sucinta, buscando
compreender ainda mais o assunto estudado. Os mesmos deixaram mais clara a
pesquisa e de fácil desenvolvimento, foram relevantes para a coleta de informações.
Uma metodologia foi feita sistematicamente por meio de um planejamento em
que se buscou entender o motivo de os professores não terem esse olhar avaliativo
para com os alunos especiais em sala de aula, objetivando desta maneira, o papel
não só do professor, mas também da família no processo de ensino desse aluno,
que foi estudado ao longo deste estudo.
Analisar os dados em uma pesquisa se faz necessários, são eles que vão
constituindo cada informação necessária para que a pesquisa possa ser constituída
ao longo do estudo. Todas as informações são importantes e necessárias, são elas
que aos poucos se formula o contexto com relação ao assunto estudado.
Todas as informações e dados coletados, neste caso, com as técnicas de
observação, de todo o estudo feito sob forma de uma pesquisa bibliográfica que se
deve ser cautelosamente analisado para então construir as análises da pesquisa
que se desenvolve.
28

4.0 ANALISES DOS RESULTADOS DA PESQUISA QUANTO AOS OBJETIVO

4.1 Problemas que os professores enfrentam em relação a avaliação dos alunos


especiais em sala de aula

A discussão sobre avaliação do desenho escolar evidencia a necessidade de


reflexão sobre formas de avaliar e conhecer os alunos, principalmente quando se
refere ao aluno com deficiência, uma vez que esteja relacionado ao destino escolar
desses sujeitos e até mesmo ao sucesso do aluno no ensino comum e ao alcance
do término de sua escolaridade. É importante ressaltar que a educação especial lida
com diferentes tipos de deficiência (auditiva, física, mental e visual). Essas
diferenças se relacionam a diversos aspectos desde individuais até
socioeconômicos e culturais; por isso estabelecer formas de avaliação comum a
todos os grupos não seria justificável dentro de níveis de desenvolvimento e
aprendizagem tão amplamente diversificados.
Os professores têm um grande desafio e que alguns desses profissionais não
estão preparados para desenvolver estratégias de ensino diversificado, mas o aluno
com necessidades especiais está na escola, então cabe cada um, encarar esse
desafio de forma a contribuir para que no espaço escolar, aconteçam avanços e
transformações, ainda que pequenas, mas que possam propiciar o início de uma
inclusão escolar possível. Neste sentido, direcionamos nossa atenção para as ações
que cabem aos professores realizar na prática pedagógica no intuito de favorecer a
aprendizagem de todos os alunos envolvidos no processo. Então de acordo com o
MEC as adaptações curriculares são:

Respostas educativas que devem ser dadas pelo sistema educacional, de


forma a favorecer a todos os alunos e dentre estes, os que apresentam
necessidades educacionais especiais: a) de acesso ao currículo; b) de
participação integral, efetiva e bem-sucedida em uma programação escolar
tão comum quanto possível; (BRASIL, 2000, p.7).

Segundo as adaptações acima, são chamadas assim justamente por não


exigirem autorização de instâncias superiores e terem sua implementação
totalmente realizada através do trabalho docente. Então para que essas adaptações
aconteçam se prevê algumas modificações para que os problemas que os
29

professores enfrentam em sala de aula com o aluno especial sejam enfrentados


como, arquitetura da escola, ou seja, mudar o espaço físico da escola para que o
aluno se sinta mais à vontade, métodos de ensinar e avaliar, mesmo quando os
alunos com deficiência são aceitos, não necessariamente têm condições de ser
incluídos na escola de ensino regular.
A colaboração dos professores do ensino regular e da educação especial em
trabalhos e reuniões conjuntas, assim como práticas pedagógicas para tomadas de
decisões e estratégias que visam às adaptações necessárias para promover o
desenvolvimento das potencialidades e o aprendizado de alunos com deficiências,
valorizando as características de cada um. Portanto Bueno ressalta:

[...] na medida em que, por um lado, os professores do ensino regular não


possuem preparo mínimo para trabalharem com crianças que apresentam
deficiências evidentes e, por outro lado, grande parte dos professores do
ensino especial tem muito pouco a contribuir com o trabalho pedagógico
desenvolvido no ensino regular, na medida em que tem calcado e
construído sua competência nas dificuldades especificas do alunado que
atende [...] (BUENO, 1999.p.15).

De acordo com Bueno, o grande desafio dos profissionais do ensino regular é


a falta de preparação pedagógica, e não souber trabalhar com o aluno especial, na
sua forma de avaliar com esse aluno de forma correta, já alguns que sabem
trabalhar com o aluno especial são poucos que contribuem para o ensino desse
aluno. Por tanto o professor tem que fazer um plano de ação para se trabalhar com
o aluno especial, trabalhando numa avaliação eficaz, para que não só o aluno
considerado “normal” aprenda, mas também o aluno especial. Os conteúdos devem
ser trabalhados com todos os alunos igualmente, para que o aluno especial se sinta
incluído na sala de aula com os outros alunos.
30

4.2 Métodos avaliativos para aulas práticas inclusivas

A avaliação inclusiva deve estar vinculada à atenção diversificada, mediante a


adaptação do currículo às diferenças características e necessidades educativas de
cada aluno, ou seja, os professores devem ter atenção às especificidades de cada
aluno, ou seja, se a prova do aluno é sobre matemática, o professor deve salientar
em avaliar sua capacidade matemática, se o aluno consegue ou não resolver a
atividade matemática. Porém deve-se haver avaliação nos enunciados das
questões, avaliando a parte da leitura e interpretação dessas questões.
Todo e qualquer aluno deve ser avaliado pelos progressos que alcançaram
nas diferentes áreas do conhecimento e a partir de suas habilidades e construção de
todo tipo de conhecimento escolar. Neste contexto Luckesi explica:

A prática avaliativa deve ser capaz de ir além de avaliar a aprendizagem,


mas entender o valor individual de cada aluno, propiciando o seu
crescimento como individuo e como integrante de uma sociedade. E que
acima de tudo, seja uma avaliação envolvida com uma prática pedagógica
real, inovadora, não excludente e muito amorosa (LUCKESI, 1998, p. 20).

Segundo Luckesi o professor deve avaliar o aluno especial como um todo, ou


seja, avaliar não só na parte de conteúdos escolares, mas no crescimento pessoal
do mesmo, e compreender o valor individual de cada um, para que o mesmo cresça
e se integre na sociedade como uma pessoa comum, não como deficiente.
O professor tem que se empenhar para conhece-lo bem, partir do seu
repertório e dos seus interesses torna o processo de aprendizagem muito mais
prático, prazeroso e significativo. Sempre é bom perguntar com frequência ao aluno:
o que cada um deles sabe sobre o conteúdo a ser trabalhado? Como seus
interesses podem ser explorados como facilitadores do ensino do conteúdo? O
professor deve aprender a explorar os interesses dos alunos em sala de aula.
O planejamento e a organização das estratégias para aprendizagem podem
variar de acordo com o estilo do professor. No entanto, é preciso que o
planejamento tenha flexibilidade na abordagem do conteúdo, na promoção de várias
formas de participação nas atividades educacionais e na recepção dos diversos
modos de expressão dos alunos em sala.
31

Para que a inclusão escolar não se restrinja a práticas integracionistas, torna-


se fundamental rever as concepções presentes no contexto escolar, com vistas a
reconhecer no aluno suas potencialidades a fim de estabelecer alternativas
educacionais que favorecem a educação de todos, com garantia de qualidade
(BAPTISTA, 2006).
Compreendemos, que dessa maneira a efetivação da educação inclusiva
implica, uma transformação do sistema educacional, considerando a revisão de
concepções e práticas, com o objetivo de possibilitar o acesso a permanência e a
aprendizagem de todos os alunos, bem como o desenvolvimento nos âmbitos
cognitivo, cultural e social. Neste sentido a escola tem que compreender:

[...] um enorme esforço para rever suas velhas crenças, dogmas e práticas,
precisa realizar também mudanças de diferentes ordens, para atender com
competência todo o alunado [...] A escola não é apenas para quem pode
frequentá-la e tirar proveito dessa experiência. Ela é para todos e é
desnecessário dizê-lo. (OMOTE, 2008, p.24-25).

O desenvolvimento de práticas inclusivas supõe uma pedagogia capaz de


atender a todas as crianças, enquanto classe heterogênea, abrindo mão de práticas
de ensino seletivas que visam à classificação e à categorização dos alunos entre os
que têm ou não condições de aprender, considerando a pluralidade como fator de
crescimento e desenvolvimento de todos.
A educação inclusiva propõe aos professores práticas, atividades e
procedimentos individualizados por meio dos quais os alunos dê conta de realizar e
aprender (RODRIGUES; 2012). Assim, a inclusão do aluno com necessidades
especiais em escolas regulares inclui a oferta de métodos e procedimentos de
ensino que proporcionem a participação desses alunos nas atividades pedagógicas.
A educação do aluno especial requer a passagem de uma pedagogia
terapêutica, que se concentra nos déficits dos alunos, para uma pedagogia
criativamente positiva, ou seja, uma pedagogia que visa o desenvolvimento do
aluno, que investe nas suas possibilidades. Em vez de se centrar a atenção no
déficit que limita o desenvolvimento, a atenção é focalizada nas formas como o
ambiente social cultural podem mediar relações significativas para que os alunos
especiais tenham acesso à aprendizagem (COSTA,2006).
32

4.3 O Papel da Família e do Professor na Avaliação do aluno especial

O professor e a família além de contribuir e influenciar a formação do cidadão,


compartilham funções sociais, políticas e educacionais. São responsáveis pela
transmissão e construção de conhecimentos. Emergem como duas ferramentas
fundamentais para desencadear os processos evolutivos dos cidadãos, as quais
atuam como propulsores de crescimento intelectual, físico, social, emocional e
psicológico. Na família, fomenta-se o processo de socialização, proteção e
desenvolvimento no plano afetivo, social e cognitivo. Já o professor, assegura-se no
processo de ensino aprendizagem, cujos os conteúdos curriculares auxiliam na
construção do conhecimento dos alunos especiais.
Uma ligação estreita e continuada entre professores e os pais leva, pois a
muita coisa que a uma informação mútua: este intercâmbio acaba resultando em
ajuda recíproca e, frequentemente, em aperfeiçoamento real dos métodos. Ao
aproximar a escola da vida ou das preocupações profissionais dos pais, e ao
proporcionar, reciprocamente, aos pais um interesse pelas coisas da escola chega-
se até mesmo a uma divisão de responsabilidades (PIAGET, 2007).
Sendo assim essa relação deve ter como ponto de partida a própria escola,
visto que os pais têm pouco ou nenhum conhecimento sobre as características do
desenvolvimento cognitivo, psíquico e tão pouco entendem como se dá a
aprendizagem, por isso a dificuldade em participar da vida escolar dos filhos. Por
tanto, o papel que a escola possui na construção dessa relação é de suma
importância, tendo que considerar a necessidade da família, levando-os a vivenciar
situações que lhes possibilitem se sentirem participantes ativos nessa parceria.

Percebe-se que desta forma a relação entre família/professor é necessária, para que
ambas conheçam suas realidades e suas limitações, e busquem caminhos que
permitam e facilitam o entrosamento entre si, para o sucesso educacional do
filho/aluno com necessidades educacionais especiais.
33

4.4 Papel da Família na avaliação do aluno especial

O professor e a família além de contribuir e influenciar a formação do cidadão,


compartilham funções sociais, políticas e educacionais. São responsáveis pela
transmissão e construção de conhecimentos. Emergem como duas ferramentas
fundam5entais para desencadear os processos evolutivos dos cidadãos, as quais
atuam como propulsores de crescimento intelectual, físico, social, emocional e
psicológico. Na família, fomenta-se o processo de socialização, proteção e
desenvolvimento no plano afetivo, social e cognitivo. Já o professor, assegura-se no
processo de ensino aprendizagem, cujos os conteúdos curriculares auxiliam na
construção do conhecimento dos alunos especiais.
Uma ligação estreita e continuada entre professores e os pais leva, pois a
muita coisa que a uma informação mútua: este intercâmbio acaba resultando em
ajuda recíproca e, frequentemente, em aperfeiçoamento real dos métodos. Ao
aproximar a escola da vida ou das preocupações profissionais dos pais, e ao
proporcionar, reciprocamente, aos pais um interesse pelas coisas da escola chega-
se até mesmo a uma divisão de responsabilidades [...] (PIAGET, 2007).
Sendo assim essa relação deve ter como ponto de partida a própria escola,
visto que os pais têm pouco ou nenhum conhecimento sobre as características do
desenvolvimento cognitivo, psíquico e tão pouco entendem como se dá a
aprendizagem, por isso a dificuldade em participar da vida escolar dos filhos. Por
tanto, o papel que a escola possui na construção dessa relação é de suma
importância, tendo que considerar a necessidade da família, levando-os a vivenciar
situações que lhes possibilitem se sentirem participantes ativos nessa parceria.
Percebe-se que desta forma a relação entre família/professor é necessária,
para que ambas conheçam suas realidades e suas limitações, e busquem caminhos
que permitam e facilitam o entrosamento entre si, para o sucesso educacional do
filho/aluno com necessidades educacionais especiais.
A família é o primeiro ambiente de socialização do indivíduo. Ela é
considerada a primeira instituição social, que busca assegurar o bem estar de seus
membros, incluindo a proteção da criança. É ela quem vai transmitir valores, ideias,
crenças e significados presentes na sociedade. Desta forma, a família tem um
impacto significativo no comportamento de seus membros, em especial das
34

crianças, as quais aprendem formas de ver o mundo, de existir e de construir suas


relações sociais. (DESSEN e POLONIA, 2007).
A inclusão das crianças e jovens com deficiência na escola regular, com o
apoio do atendimento educacional especializado, quando necessário, faz parte da
atual política educacional brasileira. No entanto, todo o trabalho realizado pelo
professor e pela escola terá mais sucesso, se acompanhado pelos membros da
família dos alunos especiais. Esse trabalho de acompanhamento se dá
primeiramente, segurança à criança e permite a ela desenvolver as suas habilidades
de forma mais branda.
É dever dos pais acompanhar o processo de ensino aprendizagem do seu
filho, e a importância de sua presença no contexto escolar. A Política Nacional de
Educação, adota como uma de suas diretrizes gerais: adotar mecanismos que
oportunizem a participação efetiva da família no desenvolvimento global do aluno
especial, entre seus objetivos específicos, temos o envolvimento familiar e da
comunidade no processo de desenvolvimento da personalidade do educando.
No processo de avaliação, os pais ficam com mais direitos e deveres com a
aprovação do sistema de Avaliação Nacional de Estudantes, onde se afirma que os
professores devem informar os apaís em relação a todos os aspectos e tipos de
avaliação dos estudantes (MARQUES, 1997).
Para o aluno especial essa parceria é fundamental, a escola deve reduzir ao
máximo essa relação, oportunizando um convívio maior dos pais dentro da escola
para auxiliar no desenvolvimento. Neste sentido, essa relação assume algumas
funções, destacando: demonstração de amizade, passando confiança e coragem pra
criança; pais que cooperam no processo de ensino aprendizagem; tomada de
conhecimento dos pais sobre o desenvolvimento do aluno especial e obtenção de
informações do ambiente da casa e da rotina do aluno.
Os pais têm o direito de serem consultados sobre a forma de educação que
melhor se ajuste às necessidades de seus filhos. A família juntamente com os
professores deverá partilhar da responsabilidade dos ensinos ministrados a estes
alunos especiais, dando apoio às mesmas, com utilização de recursos disponíveis
tanto na sala de aula como fora dela, os alunos com necessidades especiais
precisam se relacionar com os adultos que possuem as mesmas deficiências e que
tiveram sucesso na vida baseando assim entre escolas, professores e pais são
exatamente necessárias para a tomada de decisões em seus filhos.
35

A relação entre a família e a escola é uma questão muito discorrida por


pesquisadores que fazem parte do sistema e unidades de ensino. A prática
pedagógica dos professores e da escola e da escola em geral e as relações entre
escolas e famílias variam consideravelmente, e está relacionado aos mais diversos
fatores, como ocupação dos pais, número de filhos, escolarização das famílias,
cultura, meio urbano e meio rural, classe social, entre outros fatores. (FILHO, 2000).
A participação familiar e na escola é primordial para resolver as diversas
problemáticas no que se refere ao desenvolvimento do aluno. Portanto, é de suma
importância entender as diferenças das famílias e descobrir uma maneira de auxilia-
las no processo de ensino aprendizagem do aluno.
Deve haver uma parceria de igualdade, entre pais e professores, com isso a
colaboração afetará tanto o aluno e sua família como também a atividade dos
professores. Esta parceria traz diferentes formas de cooperação entre família e
professores podem ser aplicadas, tais como destaca SILVA:

Intercâmbio de informação: ocorrem trocas de informações entre os


familiares e os profissionais, através de diversos meios, tais como
questionários, conversas cotidianas, informações descritas, reuniões com
pais, entrevistas de acompanhamento, entre outros meios; Atividades em
casa: as atividades em casa possibilitam pautas de controle de conduta,
hábitos de autonomia pessoal, sistemas alternativos e estimuladores de
comunicação, entre outros; Participação em atividades: atividades propostas
pelos profissionais, por meio das quais permitem-se transparência e
abertura. Esse envolvimento direto dos pais possibilita a continuidade das
atividades em casa. (SILVA, 2010, p.13).

De acordo com Silva deve haver troca de informações entre pais e


professores, por meio de conversas, reuniões e entrevistas com os mesmos, além
disso participar das atividades em casa passadas pelo professor, ajudando o aluno a
se desenvolver nas atividades. Participar de atividades e projetos na escola, para
que possa compreender mais sobre as atividades que estão sendo desenvolvidas
pelo aluno na sala de aula.
Além disso Silva ainda ressalta que através da parceria colaborativa que os
familiares podem ser motivados a terem conhecimento para a realização de um
objetivo além de adquirirem habilidades para isso. (SILVA, 2010). As famílias podem
apresentar conhecimentos sobre os serviços, direitos legais, natureza da deficiência
e maneiras de educar seus filhos. Silva ainda ressalta:
36

Existem muitos benefícios ao se estabelecer a parceria ativa entre família e


diversos profissionais. Por meio dela a família permanece mais informada
com relação à deficiência e com relação aos seus direitos e
responsabilidades. Já os profissionais podem ter maior conhecimento sobre
a história de vida e as necessidades da criança e da família. (SILVA, 2010,
p.13).

Conforme a citação acima a família fica bem informada sobre a deficiência do


seu filho e os direitos e suas responsabilidades e saber sobre o que os seus filhos
estão aprendendo em sala de aula. Já os profissionais podem ter conhecimento
sobre a vida de seus alunos e suas necessidades.
De acordo com Lima (2009):

Importante destacar que a participação da família é algo inerente ao


processo ensino-aprendizagem e não o único. Necessitamos aproximarmos
do estudo da família sem prejuízos morais, sem determinismo, com uma
atitude aberta que permita entender em que medida as experiências de
seus membros favorecem o desenvolvimento (LIMA, 2009, p. 7).

Segundo Lima a participação da família na educação do seu filho, é algo


próprio, mas não o único meio de formação da criança, necessita-se que haja mais
aproximação por parte dos pais na escola, e também diálogos com os professores,
para que a família fique sabendo de tudo o que seu filho faz na sala de aula e
também sobre suas necessidades e habilidades para que a família possa ajudar o
professor no processo de ensino aprendizagem do aluno.
Muitas vezes a família não se aproxima da escola, pois pensa ser um
ambiente muito diferente do qual está acostumada, “a timidez diante dos
professores, o medo da reprovação dos filhos e a distância que sentem da “cultura”
da escola os levam a ver a escola não como uma continuidade em suas vidas, mas
como algo separado de suas existências. (PARO, 2007).
A família é a solução para uma formação bem sucedida do aluno, e a escola é
o local onde ele vai desenvolver seus conhecimentos técnicos e práticas,
desenvolvendo também suas habilidades e capacidades conforme seu desempenho
global. Segundo Szymansky:

Ambas as instituições têm em comum (...) o fato de prepararem os membros


jovens para sua inserção futura na sociedade e para o desempenho de
funções que possibilitem a continuidade da vida social. Ambas
desempenham um papel importante na formação do indivíduo e do futuro
cidadão. (SZYMANSKY, 2010, p. 98).
37

A escola e a família têm que andar juntas, pois ambas preparam os seus
membros (alunos e filhos), para sua inserção futura na sociedade e possibilita
funções para uma vida social. As duas instituições têm um papel muito importante
para a educação e formação do indivíduo para que ele se torne um cidadão de bem.
Percebe-se que a grande maioria das dificuldades apresentadas pelos alunos
vem de problemas familiares. Com isso Maldonado enfatiza:

Por falta de um contato mais próximo e afetuoso, surgem as condutas


caóticas e desordenadas, que se reflete em casa e quase sempre, também
na escola em termos de indisciplina e de baixo rendimento escolar.
(MALDONADO, 1997, p. 11).

Desta forma uma criança que tem um lar bem estruturado social e
afetivamente, contribui de forma positiva para o bom desempenho do aluno. Já um
lar mau estruturado, tende a favorecer o mau desempenho do aluno, ou seja, a
família possui um papel decisivo na educação formal e informal dos seus filhos.
No processo de ensino – aprendizagem, é essencial a participação da família,
pois tem em vista, que os pais exercem uma função educativa junto aos
profissionais, discutindo, informando, aconselhando, encaminhando os mais
diversos assuntos, numa tentativa conjunta de promover a educação. Nesse sentido,
essa interação assume algumas funções, destacando: demonstração de amizade,
passando confiança e coragem para o aluno especial; pais que cooperam no
processo de ensino do filho; tomada de conhecimentos dos pais sobre o
desenvolvimento do aluno e obtenção de informações da rotina diária do aluno. A
família tende a ter uma grande importância no processo avaliativo do seu filho, por
conta dos lações afetivos e pelo convívio cotidiano. A família tem o dever de
proporcionar a criança atenção e carinho no ambiente familiar, tornando assim um
ambiente agradável e seguro onde a criança pode desenvolver e se relacionar.
O aluno tem sua formação desenvolvida em dois contextos: educação familiar
e educação escolar. A família tem a responsabilidade de ensinar os filhos os valores
morais, assim como comportamentos que devem ser assumidos diante da
sociedade. Já a escola fica na responsabilidade de ensinar os conhecimentos ditos
científicos. Portanto Tiba destaca:
38

Teoricamente, a família teria a responsabilidade pela formação do indivíduo,


e a escola, por sua informação. A escola nunca deveria tomar o lugar dos
pais na educação, pois os filhos são para sempre filhos e os alunos ficam
apenas algum tempo vinculados às instituições de ensino que freqüentam.
(TIBA, 1996, p. 111).

Segundo o autor acima, é possível observar as funções diferentes da família e


da escola, compreendendo que uma precisa da outra, e que se uma dessas
instituições não cumpre seu papel, a outra fica sobrecarregada e isso acaba por
dificultar o desenvolvimento do aluno.
A participação da família no ambiente escolar, facilita a vida do professor,
uma vez que a participação dos pais na escola influencia no comportamento do
aluno e o apoio da família pode facilitar a resolução de problemas que possam surgir
na escola como, indisciplina ou falta de motivação. Por isso é de grande importância
para a vida escolar dos alunos que os pais estejam sempre atentos ao seu
desempenho escolar verificando se o aluno está evoluindo, realizando as atividades
em sala e executando bem o dever de casa. É também importante que os
professores entrem em contato coma a família se perceber que o aluno esteja
desmotivado em relação aos estudos ou verificar que ele tenha algum problema de
aprendizagem, e assim procurar uma solução e resolver juntos esse possível
problema.

4.5 O papel do professor e o seu olhar avaliativo com o aluno especial

O grande desafio dos professores na atualidade é o processo de inclusão dos


alunos com necessidades especiais, pois são eles que contribuem para novas
propostas de ensino, atuar com um olhar diferente e avaliativo em sala de aula,
sendo o agente facilitador do processo de ensino-aprendizagem. Alguns professores
mostram dificuldades quanto o assunto é o “novo” (mudança), causa certo receio.
Então Minetto destaca:

Quanto mais conhecemos determinado fato ou assunto, mais nos sentimos


seguros diante dele. O novo gera insegurança e instabilidade, exigindo
reorganização, mudança. É comum sermos resistentes ao que nos
desestabiliza. Sem dúvida, as ideias inclusivas causaram muita
desestabilidade e resistência (MINETTO, 2008, p.17).
39

Segundo Minetto os professores sentem algum receio, em relação a


educação inclusiva, eles ficam resistentes e acaba encontrando algumas
dificuldades no ensino do aluno especial. No entanto, cabe aos professores procurar
novas posturas e habilidades que permitam compreender e intervir nas diferentes
situações em que se deparam, além de auxiliarem para uma construção de uma
educação inclusiva.
Diante das necessidades especiais dos alunos, o papel do professor é muito
importante na educação desse aluno especial, visto que o professor é o mediador
entre o aluno e o conhecimento e cabe a ele promover situações pedagógicas em
que os alunos especiais superem o seu modo de pensar sobre a sua “deficiência”, e
avance em seu potencial humano afetivo, social e intelectual, superando dificuldades
que se estabelece sobre o aluno especial. (GAZIM et. Al, 2005).
Um dos objetivos fundamentais para uma proposta inclusiva em sala de aula
é que os professores mudem a sua visão de que os alunos com necessidades
especiais, não são capazes de realizar qualquer atividade, para uma visão voltada
para oportunidade desse aluno aprender, elaborando atividades variadas, dando
destaque ao respeito mútuo as diferenças e as inteligências múltiplas.
Segundo Minetto (2008), para que isso realmente aconteça:

O professor precisa organiza-se com antecedência, planejar com detalhes


as atividades e registrar o que deu certo e depois rever de que modo as
coisas poderiam ter sido melhores. É preciso olhar para o resultado
alcançado e perceber o quanto “todos” os alunos estão se beneficiando das
ações educativas. (MINETTO, 2008, p.101).

De acordo com a citação acima, os professores que buscam uma prática


educativa voltada para os alunos especiais, devem estar concentrados nas
diversidades de seus alunos, procurando exercer seu papel de maneira justa e
solidária, voltado no respeito no mútuo, excluindo todo e qualquer tipo de
discriminação com o objetivo de formar cidadãos conscientes para o convívio com
as diferenças, e aprender viver numa sociedade que não respeita as diferenças.
O papel do professor quando está em sala de aula tem que ter limites de sua
atuação e buscando sempre liberdade, igualdade, fraternidade dentro da sala de
aula, e reverter as limitações impostas, além de valorizar a diversidade como um
elemento enriquecedor do movimento social e pessoal dentro da sala de aula. É
também papel do professor ampliar currículos, fazendo com o que se compreende
40

as diferenças de seus alunos e deixe de lado a visão conservadora, destacando a


inclusão como integração social, que tenha como finalidade ultrapassar as fronteiras
e dar apoio na construção do saber, produzindo uma escola inserida na inclusão.
O professor deve assumir o papel de gestor do conhecimento, deixar de ser
selecionador, sendo necessário três opções fundamentais na sala de aula:
presença, versatilidade e competência, assumindo assim um compromisso com uma
educação mais livre e cidadã. Nesse sentido, Lucksi (1997) destaca a função da
avaliação enquanto conclusão no próprio aluno ao afirmar que:

A avaliação, aqui, apresenta-se como meio constante de fornecer suporte


ao educando no seu processo de assimilação dos conteúdos e no seu
processo de constituição de si mesmo como sujeito existencial e como
cidadão (LUCKESI, 1997, p. 174).

Segundo o que o autor citou a cima, a avaliação é um meio do aluno especial


de obter uma base no processo de compreensão dos conteúdos e como forma do
mesmo se inserir na sociedade como um cidadão, e essa base que não deixa o
aluno desistir diante se suas dificuldades, que os professores tenham essa base que
os alunos necessitam para superar e romper como círculo de fracasso e repetência.
O professor precisa saber se seus alunos estão realmente aprendendo a cada
semana, mês, ver o quanto avançaram nos conteúdos, o que eles aprenderam,
analisar seus objetivos estão sendo alcançados, essa evolução tem que ser clara
para continuação do trabalho que o professor desenvolve com os alunos.
O professor necessita conhecer o histórico de conhecimento que os alunos
possuem, e não somente as dificuldades que o mesmo possui. É fundamental
avaliar as diferenças não as dificuldades, pois as diferenças podem estar repletas de
contribuições para o aprendizado. Essas diferenças podem ser analisadas por meio
de habilidades e conhecimentos adquiridos pelos alunos, analisar o que o aluno
pode realizar sozinho sem ajuda, chamada de Zona de Desenvolvimento Real. É
nesses conhecimentos que começa o ensino-aprendizagem, dão início a
oportunidades para o desenvolvimento do aluno, neste processo o professor assume
o papel de mediador, orientando o aluno para o processo mental em construção.
Esse é um processo em constante transformação, acontece no cotidiano do aluno,
hoje o educando precisa de ajuda de alguém, amanhã conseguirá sozinho, chamada
Zona de Desenvolvimento Proximal. O professor enquanto mediador torna-se
insubstituível para o desenvolvimento dos alunos com deficiência intelectual,
41

constituindo-se como processo de mediação para a apropriação de novas formas de


conhecimento. (BRASIL, 2008).
Neste sentido o professor mediador trabalha a partir dos conhecimentos
apropriados pelos alunos, dão um caráter significativo para as suas ações
pedagógicas. O professor deve procurar recursos e apoios para proporcionar o
sucesso escolar não procurar a origem de um problema do aluno, mas destacar o
processo pedagógico, condições e situações de aprendizagem.
Libaneo afirma sobre a prática didática da avaliação na responsabilidade do
professor, então o autor afirma:

A avaliação é uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho


docente, que deve acompanhar passo a passo o processo de ensino e
aprendizagem. Através dela os resultados que vão sendo obtidos no
decorrer do trabalho conjunto do professor e dos alunos são comparados
com os objetivos propostos a fim de constatar progressos, dificuldades, e
reorientar o trabalho para as correções necessárias (LIBANEO, 1994, p.
195).

Segundo Libaneo a avaliação é uma questão que influencia a ação educativa


que desencadeia a construção do conhecimento fazendo o professor redimensionar
a sua prática pedagógica, fornecendo recursos que permitam observar como ocorre
o processo de ensino-aprendizagem.
A cada trabalho que o professor realiza, ele precisa rever e analisar se está
no caminho certo, é sempre importante usar os resultados para refletir sobre a
prática pedagógica, realizando as mudanças necessárias. Essas mudanças devem
ser marcadas, por meio de avaliações realizadas durante as reuniões de estudo de
caso, onde participam professores e especialistas dentro do ambiente escolar. Neste
sentido Oliveira ressalta:

A avaliação deverá ser realizada, inicialmente, pela escola através do


estudo de caso para verificação das condições e das adequações
necessárias para o atendimento às necessidades educacionais especiais do
aluno com deficiência intelectual, seja no contexto geral da escola ou no
contexto especifico de aprendizagem. Neste primeiro momento, o registro é
descritivo, embora estejam apresentados alguns indicadores para reflexão
escolar (OLIVEIRA 2008, p.51).

Oliveira afirma que a avalição apresenta características de um processo


continuo, os quais acontecem conforme a necessidade do professor tendo como
objetivos: verificação dos avanços cognitivos, motores e sociais, e também
orientações de estratégias pedagógicas no ensino-aprendizagem do aluno. no
42

decorrer das reuniões serão realizados todos os atendimentos necessários como:


médicos, atendimento familiar, com o objetivo de buscar meios para o
desenvolvimento do aluno nos conteúdos curriculares. É necessário lembrar que a
avaliação está a serviço da aprendizagem, a aprendizagem esta sim está aberta a
mudanças quando necessário, sem medo de ariscar. A avaliação com
comprometimento se fortifica enquanto questão qualitativa e se desenvolve durante
todo o processo de ensino do aluno, exigindo um trabalho conjunto na dimensão
escolar para a compreensão do conhecimento, assim Luckesi afirma:

A avaliação da aprendizagem nesse contexto é um ato moroso, na medida


em que incluem o educando no seu curso de aprendizagem, cada vez com
qualidade mais satisfatória, assim como na medida em que o inclui entre os
bem sucedidos, devido ao fato de que esse sucesso foi construído ao longo
do processo de ensino aprendizagem (o sucesso não vem de graça). A
construção, para efetivamente ser construção, necessita incluir, seja do
ponto de vista individual, integrando a aprendizagem e o desenvolvimento
do educando, seja do ponto de vista coletivo, integrando o educando num
grupo de iguais, o todo da sociedade (LUCKESI, 1997, p. 175).

De acordo com a citação acima o professor possibilita ao aluno a


compreensão necessária para a formação humana, ocorrendo assim compromisso
com o educador com a aprendizagem do aluno especial. Sendo incluso, tanto
individualmente como coletivamente, integrando a aprendizagem e desenvolvimento
do aluno especial, dentro da sala de aula.
43

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa discorreu sobre a importância do olhar avaliativo do professor de


Educação Básica na modalidade de Educação Especial, compreende-se que é
necessário ter clareza a respeito para que um desenvolvimento pedagógico
aconteça. É necessária uma educação inovadora que atenda à diversidade de
necessidades geradas em aula, fazendo com que se dê respostas aos interesses e
dificuldades de cada aluno. Para que o trabalho pedagógico seja rico e necessário
identificar exatamente o que se quer com a avaliação do professor com o aluno
especial. É importante ressaltar que o conhecimento é o mesmo para todos os
alunos, o que distingue-se da educação especial é que a escola e a sociedade
devem se adaptar ao aluno especial, promovendo condições de acessibilidade em
todas as áreas, e o professor assume o papel de motivador, pesquisador e mediador
no processo de ensino-aprendizagem do aluno, olhando a avaliação como processo
contínuo e flexível, fazendo da sala de aula um ambiente apropriado para a
aprendizagem, respeitando os diferentes estilos de ensino, lembrando que o nível de
apropriação se diferencia de aluno para aluno.
A avaliação pedagógica na educação especial, embora deva caminhar em
parceria com a educação comum, possui determinadas especificidades próprias das
condições dos alunos pelos quais se responsabiliza, que nos obriga a um olhar mais
apurado para também mas não exclusivamente, identificar as necessidades
especificas dos alunos com necessidades especiais proporcionando-lhes recursos
dos quais necessitam para acessar o currículo escolar.
A educação especial é uma modalidade de ensino que vem trazendo
reflexões em torno dela. Pensar em educação especial é pensar em inclusão, mas
essa inclusão está bem distante de acontecer nas escolas públicas e privadas do
Brasil. Espera-se que este estudo contribua para uma melhor compreensão das
especificidades dos instrumentos avaliativos em salas com alunos especiais.
A inclusão dos alunos com necessidades especiais é desejável e possível,
mas muitos fatores, físicos, pedagógicos, materiais e humanos, ainda faltam para
torna-la concreta, enriquecedora e capaz de tirar a pessoa com deficiência da
exclusão e devolver sua autoestima e o direito de viver, aprender e desenvolver-se
com e como as crianças ditas “normais”.
44

A atual situação dos sistemas educacionais revela dificuldades para atender


as necessidades dos alunos com necessidades especiais na escola de ensino
regular, principalmente dos que apresentam superdotação, deficiências, ou condutas
típicas de síndromes, que podem vir a necessitar de apoio para a sua educação.
Desse modo, entende-se que as adequações curriculares fazem-se ainda
necessárias. Para que o processo de inclusão realmente aconteça é importante que
haja a integração sócio afetiva e que a escola reorganize seu currículo, respeitando
e se adequando às características de cada aluno, dando-lhes oportunidades e
visando um ambiente inclusivo em busca de objetivos comuns, afinal a escola deve
buscar ser uma escola inclusiva.
O atendimento educacional oferecido na educação inclusiva precisa de mais
recursos quanto à formação adequada dos professores a fim de trabalhar com a
pluralidade e que por meio desta preocupação, os alunos especiais sejam incluídos
nos contextos escolares e também nos sociais.
As dificuldades encontradas trazem para nós professores, uma busca de
conhecimentos e de uma formação para realizar praticas pedagógicas que sejam
compartilhadas e aproveitadas pelos alunos. A educação é um desafio constante e
por este motivo devemos sempre buscar alternativas que envolvam os alunos no
cotidiano escolar e também no social.
Valorizar e conhecer as diferentes formas de aprender faz com que o
professor vá se adequando às individualidades, pois a aprendizagem se dá nas
relações, no convívio na experimentação. Por tanto, a avaliação produz indicativos,
a solução decorre de forma pedagógica do professor, a forma que se investe no
aluno, seja ele, com deficiência ou não.
Crianças com necessidades especiais não são sujeitos passivos e incapazes,
podem se tornar autônomos e emancipados permitindo-se emergir na sociedade e
na busca por seus direitos como todo cidadão. E para que isso ocorra, a escola
precisa ser atuante, valorizar e respeitar a diversidade, ou seja uma escola inclusiva.
Para concluir, a importância deste estudo serve para que não só os
professores, mas a sociedade veja a criança especial, como um ser humano que
pode sim aprender e conviver com as outras pessoas e se tornar um cidadão de
bem dentro da sociedade e ver que a avaliação é sim um forte instrumento de
aprendizagem.
45

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