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Mechthild Scheffer

A TERAPIA ORIGINAL COM AS


ESSÊNCIAS FLORAIS DE BACH
Um guia para médicos e terapeutas, dentro dos
conceitos originais do dr. Bach

PENSAMENTO
São Paulo
1998
A TERAPIA ORIGINAL COM AS ESSÊNCIAS
FLORAIS DE BACH
Um guia para médicos e terapeutas, dentro dos conceitos
originais do dr. Bach
Mechthild Scheffer
A Terapia Floral de Bach — os 38 remédios originais do dr.
Bach, que vêm sendo usados com sucesso há seis décadas
— tem seu lugar definido, ao lado da homeopatia, na
moderna medicina voltada para o ser humano como um
todo.
Este livro, já em sua quarta edição no original alemão e
traduzido para vários idiomas, é um manual especializado
sobre a Terapia Floral de Bach e apresenta — ao médico,
ao terapeuta e também ao leigo— os elementos mais
importantes dessa modalidade terapêutica, de forma prática
e clara Útil no consultório particular, esta seriíssima obra
de Mechthild Scheffer também mostra como introduzir a
Terapia Floral de Bach na medicina previdencial, nas
enfermarias geriátricas e nos asilos, estendendo aos menos
afortunados o alívio físico e emocional proporcionado pelos
florais de Bach.
Ao médico ou terapeuta, este livro oferece valiosas
indicações de autotratamento. que ajudarão esses
profissionais a melhor trabalhar a sobrecarga emocional a
que estão sujeitos na prática diária, permitindo-lhes um
crescimento contínuo.
O livro contém relatos de casos e a colaboração de mais de
cem pediatras, geriatras. dentistas, psicólogos e psiquiatras,
ginecologistas e parteiras, dermatologistas, terapeutas e
curadores de diversas partes do mundo, inclusive do Brasil
e da Argentina.
***
De Mechthild Scheffer, a Editora Pensamento já publicou
Experiências com a Terapia Floral do dr. Bach e Terapia
Floral do dr. Bach — Teoria e Prática.
Sumário

Prefácio da Autora à Quarta Edição, Ampliada e Revista, em Língua


Alemã ............................................................................................. 8
Como Usar Este Livro ...................................................................10
Agradecimentos .............................................................................13
Apresentação .................................................................................15
PARTE I........................................................................................18
1. Edward Bach e a Descoberta da Terapia Floral ...........................19
1.1. Dados biográficos ...................................................................19
1.2. O postulado filosófico de Bach: uma forma de medicina “mais
digna para o ser humano”...............................................................23
1.2.1. A visão de Bach sobre a doença e a saúde.............................24
1.2.2. As causas da doença .............................................................25
1.3. O conceito terapêutico .............................................................28
1.4. A visão de Edward Bach sobre a missão futura do médico .......29
2. Reflexões Sobre o Efeito da Terapia Floral de Bach ...................31
2.1 É possível provar cientificamente o efeito da Terapia Floral de
Bach? ............................................................................................31
2.2. As plantas de Bach ..................................................................33
2.2.1. Algumas reflexões sobre a relação entre o ser humano e a
planta.............................................................................................34
2.2.2. Critérios para a seleção das plantas .......................................35
2.2.3. Métodos de preparação .........................................................38
2.2.4. O processo de potencialização de Bach .................................39
2.3. Os “38 estados emocionais negativos da natureza humana” .....42
2.4. A Terapia Floral de Bach e a psiconeuroimunologia ................44
2.5. Possibilidades de descrever visualmente a energia das essências
florais de Bach e seu efeito sobre o organismo humano ..................48
2.6. As essências florais — uma orientação ....................................57
3. A Terapia Floral de Bach na prática diária ..................................61
3.1. Considerações básicas .............................................................61
3.1.1. Para que tipo de pacientes é indicada a Terapia Floral de
Bach? ............................................................................................63
3.1.2. No ambiente da medicina previdencial .................................64
3.1.3. Como conquistar o paciente para a Terapia Floral? ...............64
3.2. O diagnóstico ..........................................................................66
3.2.1. O diagnóstico por meio de entrevista ....................................66
O princípio supremo do diagnóstico ..........................................66
3.2.2. A primeira entrevista para diagnóstico ..................................67
3.2.3. O seguimento da terapia .......................................................72
3.2.4. Os recursos para o diagnóstico .............................................74
3.2.5. O diagnóstico por meio de perguntas especiais .....................77
3.2.6. Outros métodos de diagnóstico .............................................82
3.3. A Prática da Terapia Floral de Bach ........................................87
3.3.1. As duas formas clássicas de administração ...........................87
3.3.2. Qual água usar como veículo? ..............................................88
3.3.3. Qual o papel do álcool? ........................................................88
3.3.4. A dosagem correta ...............................................................89
3.3.5. Outras formas de uso ............................................................90
3.3.6. As perguntas mais frequentes ...............................................93
3.4. Rescue (O remédio de emergência ou primeiros socorros) .......94
3.4.1. O creme Rescue ...................................................................95
3.4.2. Rescue — Espectro de indicações.........................................96
3.4.3. Rescue como ajuda na prática médica diária .........................97
3.4.4. Rescue antes e depois de uma cirurgia ..................................98
3.4.5. Uso e dosagem de Rescue ....................................................98
3.4.6. “Fórmula personalizada para emergências” ........................ 100
3.4.7. Rescue no âmbito de uma instituição .................................. 101
3.5. Áreas de aplicação da Terapia Floral de Bach ........................ 102
3.5.1. Crises psíquicas em situações difíceis da vida ..................... 102
3.5.2. Ocorrência de doenças agudas ............................................ 103
3.5.3 Ocorrência de doenças crônicas ........................................... 105
3.5.4. Possibilidades e limites do autotratamento .......................... 108
3.5.5. A Terapia Floral de Bach no tratamento de doentes em estado
grave e agonizantes ...................................................................... 109
3.6. O desenvolvimento da terapia ............................................... 110
3.6.1. Modalidades de desenvolvimento e reações características . 110
3.6.2. Reações no tratamento de estados agudos ........................... 111
3.6.3. Reações no tratamento de estados crônicos ......................... 112
3.6.4. Reações à primeira ingestão de uma fórmula de essências
florais de Bach ............................................................................. 114
3.6.5. Recomendações para lidar com a primeira reação ............... 116
3.6.6. Casos de reações especiais.................................................. 117
3.6.7. Algumas causas de bloqueios na terapia ............................. 118
3.6.8. Observações depois de uma Terapia Floral de Bach realizada
com sucesso................................................................................. 119
3.6.9. A Terapia Floral de Bach em atuação conjunta com outras
formas de terapia ......................................................................... 120
3.7 A Terapia Floral de Bach para a automedicação do curador .... 128
4. Áreas de Aplicação da Terapia Floral de Bach.......................... 133
4.1. A Terapia Floral de Bach na Pediatria ................................... 133
4.2. A Terapia Floral de Bach na ginecologia ............................... 141
4.3. Os florais de Bach no acompanhamento da gravidez e no parto
.................................................................................................... 144
4.4. A Terapia Floral de Bach e a psicoterapia .............................. 148
4.5. A Terapia Floral de Bach na psiquiatria8 ............................... 157
4.6. A Terapia Floral de Bach na geriatria e no cuidado ao idoso .. 171
4.7. A Terapia Floral de Bach na dermatologia ............................. 174
4.8. A Terapia Floral de Bach na odontologia............................... 179
4.9. A Terapia Floral de Bach nas clínicas especializadas e nas
estâncias de cura .......................................................................... 187
PARTE II .................................................................................... 190
5. Visão Geral do Sistema Floral de Bach .................................... 191
5.1. Agrimony (Agrimonia eupatoria/agrimônia) .......................... 193
5.2. Aspen (Populus tremula/choupo)........................................... 195
5.3. Beech (Fagus sylvatica/faia) .................................................. 197
5.4. Centaury (Centaurium umbellatum/centáurea-menor) ............ 198
5.5. Cerato (Ceratostigma willmottiana) ....................................... 200
5.6. Cherry Plum (Prunus cerasifera/cerejeira) ............................. 201
5.7. Chestnut Bud (Aesculus hippocastanum/broto de castanheiro-da-
índia) ........................................................................................... 203
5.8. Chicory (Cichorium intybus/chicória) ................................... 205
5.9. Clematis (Clematis vitalba/vide-branca) ................................ 207
5.10. Crab Apple (Malus pumila/macieira) ................................... 209
5.11. Elm (Ulmus procera/olmo) .................................................. 211
5.12. Gentian (Gentiana amarella/genciana) ................................. 213
5.13. Gorse (Ulex europaeus/tojo) ................................................ 215
5.14. Heather (Calluna vulgaris/urze) ........................................... 217
5.15. Holly (Ilex aquifolium/azevinho)......................................... 219
5.16. Honeysuckle (Lonicera caprifolium/madressilva) ................ 221
5.17. Hornbeam (Carpinus betulus/carpino) ................................. 223
5.18. Impatiens (Impatiens glandulífera/beijo).............................. 225
5.19. Larch (Larix decidua/lariço) ................................................ 227
5.20. Mimulus (Mimulus guttatus/mimulus) ................................. 229
5.21. Mustard (Sinapis arvensis/mostarda) ................................... 231
5.22. Oak (Quercus robur/carvalho) ............................................. 233
5.23. Olive (Olea europaea/oliveira) ............................................. 235
5.24. Pine (Pinus sylvestris/pinheiro-silvestre) ............................. 237
5.25. Red Chestnut (Aesculus carnea/castanheira-vermelha) ........ 239
5.26. Rock Rose (Helianthemum nummularium/cisto).................. 241
5.27. Rock Water (água de fontes naturais curativas).................... 243
5.28. Scleranthus (Scleranthus annuus/craveiro) ........................... 244
5.29. Star of Bethlehem (Ornithogalum umbellatum/estrela-de-
belém) ......................................................................................... 246
5.30. Sweet Chestnut (Castanea sativa/castanheira) ...................... 248
5.31. Vervain (Verbena officinalis/verbena) ................................. 250
5.32. Vine (Vítis vinifera/videira) ................................................ 252
5.33. Walnut (Juglans regia/nogueira) .......................................... 254
5.34. Water Violet (Hottonia palustris) ......................................... 256
5.35. White Chestnut (Aesculus hippocastanum/castanheiro-da-índia)
.................................................................................................... 258
5.36. Wild Oat (Bromus ramosus/bromo) ..................................... 260
5.37. Wild Rose (Rosa canina/rosa-dos-cães) ............................... 262
5.38. Willow (Salix vitellina/salgueiro) ........................................ 264
6. Tabela de Diagnóstico Diferencial............................................ 266
7. Documentação de Casos da Terapia Floral de Bach .................. 273
APÊNDICES ............................................................................... 414
A. Critérios para a documentação de casos da Terapia Floral de Bach
.................................................................................................... 415
B. Modelo da carta informativa sobre a Terapia Floral de Bach, para
distribuição aos clientes ............................................................... 417
C. Modelos de receita .................................................................. 419
D. Informações sobre o modo de usar os florais de Bach, a serem
distribuídas aos clientes ............................................................... 420
E. A Terapia Floral de Bach nos países de língua alemã ............... 422
F. Material terapêutico disponível no Instituto para Pesquisa e Ensino
da Terapia Floral de Bach ............................................................ 423
Série informativa para os pacientes ......................................... 423
G. Indicações bibliográficas para um estudo mais profundo da
Terapia Floral de Bach ................................................................. 425
H. Documentação de casos........................................................... 427
Posfácio ....................................................................................... 430
SINTOMAS NO ESTADO BLOQUEADO ................................. 435
Leia também ................................................................................ 439
Outras obras de interesse:............................................................. 444
Prefácio da Autora à Quarta Edição, Ampliada e
Revista, em Língua Alemã

O fato de este livro ter chegado à quarta edição num período


de quatro anos, sendo traduzido para quatro línguas, é um
indício animador de que a Terapia Floral original de Bach
continua a se desenvolver no contexto dos métodos de cura
voltados para o bem-estar do ser humano como um todo.
O objetivo deste novo trabalho foi elaborar e reorganizar a
parte teórica, e atualizar e ampliar a parte prática, tomando
assim mais claros não só os inúmeros resultados positivos
como também os limites da Terapia Floral de Bach,
Com novas sugestões e colaborações de mais de uma
centena de médicos, terapeutas e curadores da Al emanha,
Áustria, Suíça, Bélgica, Brasil e Argentina, este livro
representa um “corte transversal” nas atuais áreas de
aplicação da Terapia Floral de Bach.
O reexame das contribuições oferecidas para esta edição,
comparadas com as da primeira, veio felizmente revelar
uma compreensão mais profunda do principal objetivo da
Terapia Floral de Edward Bach: vitalizar o processo de
crescimento da alma. A maioria das pessoas que lida com a
cura enfatiza a grande utilidade que a Terapia Floral de
Bach sempre teve, e ainda tem, em seu desenvolvimento
espiritual.
Algumas interessantes contribuições individuais — sobre
testes com as essências florais de Bach controlados por
RAC, por exemplo, ou sobre o uso das essências florais de
Bach em conjunto com a cinesiologia —, que
ultrapassariam os limites deste livro, serão em breve
publicadas pela editora alemã Naturamed sob a forma de
monografias complementares.
Teremos a maior satisfação em acolher, para futuras
edições desta obra, contribuições sobre experiências com o
uso das essências florais em diferentes campos de
especialização.
Agradeço a todos os que colaboraram para esta quarta
edição, ajudando a divulgar e consolidar a benéfica Terapia
Floral de Edward Bach e a torná-la acessível a um número
cada vez maior de pessoas.
Mechthild Scheffer
Hamburgo, novembro de 1994
Como Usar Este Livro

“As pessoas se irritam ao ver como a verdade é simples.


Elas deveriam ter sempre em mente que precisarão se
esforçar para usá-la de forma prática em seu próprio
benefício.”
(J. W. von Goethe)
Muitos dos médicos, terapeutas e curadores que hoje usam
com sucesso a Terapia Floral de Bach em sua prática
profissional não foram estimulados a segui-la por seus
colegas e, sim, por seus pacientes.
Esse fato é extraordinário pois revela, nesta nossa época de
tantas novas formas de terapia, a substância e a força
espiritual da concepção terapêutica de Edward Bach, talvez
porque ele nos mostra um caminho capaz de eliminar o
medo das doenças através de uma análise das causas
profundamente arraigadas que as geram.
Outro fato interessante é que muitos curadores começaram
a usar a Terapia Floral de Bach na própria família e não em
seus pacientes. Ouve-se cada vez mais novos relatos sobre
o efeito positivo dessa terapia sobre o desenvolvimento
individual e o melhor domínio das tarefas profissionais no
dia-a-dia.
Por ser uma “terapia da alma, através da energia das flores”
— e não um tratamento dos sintomas das doenças, no
sentido específico da medicina —, a Terapia Floral de Bach
tem um âmbito de aplicação extraordinariamente amplo e
versátil. O que explicaria por que se desenvolveram formas
bizarras de terapias florais, que nada têm a ver com os
conceitos originais de Edward Bach e, além disso, ameaçam
diluir suas ideias geniais.
Edward Bach era médico e queria, com seu trabalho,
contribuir para “uma forma de medicina mais digna para o
ser humano”. Sua segunda intenção, também importante,
era desenvolver uma terapia que fosse suficientemente
simples a ponto de permitir que qualquer pessoa pudesse
ajudar a si mesma. Dessas intenções resultaram,
permanecendo até os nossos dias, as duas principais áreas
de aplicação da Terapia Floral de Bach:
• O tratamento e acompanhamento das doenças pelo médico
ou curador;
• A automedicação na família, nos casos de problemas
psíquicos comuns.
Em virtude de sua natureza específica, a Terapia Floral de
Bach não é integralmente compreendida nem explicada de
forma satisfatória pela visão científica, e situa-se, com
muito mais propriedade, no domínio psicossomático.
Esta obra, concebida como um manual, transmite aos
curadores, de forma breve e sucinta, todos os aspectos
fundamentais da Terapia Floral de Bach que são necessários
na prática terapêutica cotidiana. Desse modo, é um
complemento ao meu livro anterior, Bach-Blütentherapie,
Theorie und Práxis1, que contém uma descrição ainda mais
detalhada das 38 essências florais de Bach.
O objetivo primeiro deste livro é mostrar ao atarefado
terapeuta como é simples integrar com êxito a Terapia
Horal de Bach — para a qual não há nenhuma alternativa
genuína — também nas nossas superlotadas clínicas de
assistência médica previdencial.
Merece uma atenção especial a nova Tabela de Diagnóstico
Diferencial, bem como a nossa sugestão de formulários e
materiais informativos para serem entregues aos pacientes
na clínica.
O outro objetivo desta obra é oferecer às pessoas que lidam
com a cura um método de autoterapia que as ajudará a
suportar melhor a carga espiritual de seu trabalho e a
crescer com ele.

1
Terapia Floral do Dr. Bach — Teoria e Prática, publicado pela Editora
Pensamento, São Paulo, 1991.
Por esse motivo, também incluí uma visão geral dos
conceitos filosóficos de Edward Bach, retraduzidos.
Por fim, este livro apresenta uma base documental de
experiências com a Terapia Horal de Bach em diversas
áreas de especialização médica.
São múltiplas as experiências relatadas nesta edição, devido
às longas e diferentes vivências dos curadores que
contribuíram para o nosso trabalho. Talvez alguns leitores
achem mais interessantes exatamente os casos e
experiências relatados pelos terapeutas que trabalham há
menos tempo com a terapia floral.
As próximas edições desta obra incluirão novas
contribuições — que já estão sendo pesquisadas — das mais
diversas áreas de especialização médica.
Os relatos de casos, nas diferentes áreas de especialização
médica, são importantes para o desenvolvimento e
consolidação do trabalho do dr. Edward Bach, cujo
significado mais pleno só será devidamente valorizado nas
próximas décadas.
Em breve, será publicado um trabalho, semelhante a este,
sobre o uso da Terapia Horal de Bach na medicina
veterinária.
Este livro tem como base os 18 anos de experiências
pessoais da autora com o uso prático da Terapia Floral de
Bach, acrescidas dos conhecimentos e da inspiração das
mais de quatro mil pessoas que participaram de seus
seminários. Todas as afirmações aqui feitas referem -se
única e exclusivamente ao uso das essências florais
originais de Bach.
Todos os colaboradores e coautores deste livro desejam que
ele venha a ser uma importante contribuição para a
divulgação dessa forma suave de medicina, buscada hoje
por muitos pacientes, principalmente os jovens.
Agradecimentos

Pela contribuição com estudos de casos e experiências


clínicas, agradecemos a:
Maria Luise Altrichter; Marie-Therese Klaus Bauer,
curadores; dra. Ute Bayer, médica; Annelie Beuing,
curadora; dra. Anita Birnberger, médica; Hildegard
Bittmann, curadora; dr. Ulrich Bork, médico; Magdalena
Bork, curadora; Lourdes Bourgos, médica; Elisabeth
Braasch, parteira; Cordula Bruch, curadora; Ingrid von
Bülow; dra. Gisela Buttler, médica; dr. Caribé de Araújo
Pinho, médico; Christel Deutsch, curador; Maria Dick; dra.
Gertrud Dietrich, naturoterapeuta e curadora; dra.
Christiane Doering, médica; Susanne Edelmann, curadora;
Harald Faltz, médico; dra. Gislinde Forer, médica; Alfred
Franke, curador; Irmã Malita Franz, enfermeira geriátrica;
Wolfgang Gerz, médico; Diethild Glaser, curadora; dr.
Emerson de Godói Cordeiro Machado, médico; dra. E va
Gordel, médica; Heidy Hahn-Becker, curadora; dr. Thomas
Hansen, médico; Gerhard Hayn, médico; dr. Ekkehard
Heck, dentista; dr. Hans Hein, médico; dra. Ruth
Herfurtner, dentista; dr. Thomas Hermanns, médico; dr.
Jochen Hillebrand, médico; dra. Christa Hofmann, médica;
Patrick Joss; dr. Hartmut Jungjohann, médico; Thomas
Kahmann, curador; Rainer Klaeschen, curador; dr.
Wolfgang Klee, médico; dra. Renate Kock, médica; Brigitte
Rose Koller-Müller, curadora; dra, Eva Kuczewski-
Anderson, médica; Michel Leclercq, médico; Christine
Leibacher-Mõsli, curadora; dr. Helmut Leiblein, médico;
Giinther Lippler, médico; Elisabeth Malkstadt; dr. Roland
Martin, médico; dr. Ruedi Meyer, dentista; dr. Helgo
Meyer- Hamme, médico; Michael Minsel, psiquiatra; dra.
Doris Normann, médica; dra. Barbara Ohlen, médica; dr.
Hans-Otto Oldenhage, médico; Angela Orendt, curadora;
Gerlinde Pabst, curadora; Hildegard Prömper, curadora;
dra. Anne-Gabriele Rebholz, médica; Eckehard Rechlin,
psiquiatra; dra. Luise Reddemann, médica; Gudnin
Rodewald, curadora; Elisabeth Rõlli-Walter, psiquiatra; dr.
Wolfgang Rosendahl, médico; Inge Ruppel; dr. Kai
Sawatzki, médico; dr. Joachim Schiller, dentista; dr. Hans -
Jürgen Schmid, médico; Alexander Schmoll, curador; Rose
Scholl; dra. Christel Schweizer, médica; dr. L. Rotraut
Spiegel-Weitz, filósofo e curador; Claudia Stein- Brasser,
farmacêutica; Irmã Sylvia Steinemann, enfermeira
geriátrica; dr. Urs Steiner, médico; Claudia Stemmle;
Claudia Stem; dra. Monika Steyns, médica; dr. Johannes
Storto, médico; dra. Beate Strittmatter, médica; Ilse-Marie
Struck, curadora; dr. Burkard von Sydow; Elisabeth Tãu -
bert, curadora; Hanne Tauscher, curadora; dra. Beatrix
Thunn-Hohenstein, médica; dr. H.-H. Voelkel, médico;
Caroline Walk, curadora; dra. Barbara Wemisch, médica;
dr. Peter Wilczko- wiak, médico; Wiltrud Wilken,
curadora; dra. Patricia Winkler-Payer, médica; dr.
Alexander Witasek, médico; e dr. Dirk-Ingo Wolfrum,
médico.
Agradecemos ao engenheiro Diéter Knapp e ao Instituto de
Pesquisas de Radiestesia e Biofísica, Fahrenbacher Str. 22,
6149 Fürth/Odenwald.
Pela leitura e revisão técnica, agradecemos ao dr. Ame
Schäffler, médico de Ulm, e à sua equipe. E à Editora
Jungjohann, de Neckarsulm, somos gratos por toda a sua
cooperação.
Apresentação

A medicina fez conquistas extraordinárias nas últimas


décadas. Pessoas cujas doenças antes representavam uma
condenação à morte, hoje sobrevivem graças apenas aos
antibióticos, aos transplantes, à vacinação e à melhora das
condições de higiene. Vê-se uma forte tendência, em parte
assustadora, à dispendiosa medicina de aparelhos. Esses
avanços médicos só foram possíveis através de uma
especialização crescente. Por meio de pesquisas num campo
estritamente delimitado, foi possível detectar partículas
cada vez menores de matéria e induzir mutações no nível
celular ou mesmo molecular, como por exemplo os
hormônios, os receptores e os neurotransmissores. Com
essa especialização, corre-se o risco de perder de vista o
todo; de esquecer, ao observar a mutação dentro de uma
célula, que essa célula é parte de um grupo de células, que
esse grupo é parte de um órgão, que esse órgão é parte de
um corpo e que esse corpo é parte de um espírito.
As doenças que o médico encontra quando começa a
clinicar são bem diferentes daquelas cujo diagnóstico e
terapia eram enfatizados durante o curso universitário. A
grande maioria dos pacientes sofre de doenças crônicas para
as quais não existe terapia; por exemplo, disfunções das
quais não se conhece a causa orgânica. Enquanto os
pacientes e o médico ficam igualmente frustrados por não
conseguir uma cura definitiva apesar de todos os seus
esforços, busca-se cada vez mais acrescentar um tratamento
psicológico, por exemplo, a psicoterapia. No entanto, às
vezes o médico não consegue valer-se desse recurso
terapêutico, seja por falta de formação profissional, seja por
falta de tempo ou por não estarem disponíveis as propostas
terapêuticas adequadas e, além disso, muitos pacientes se
aterrorizam e recusam-se a aceitar uma possível gênese
psíquica para sua doença.
Uma representativa pesquisa de opinião realizada na
Alemanha mostrou que mais de 80% dos pacientes desejam
a aplicação de métodos naturais como parte integrante dos
cuidados com a saúde. Também esses pacientes aceitariam
a medicina natural se, em consequência de uma reforma da
Saúde Pública, fossem forçados a participar dos custos do
tratamento. Mas não só os pacientes como também os
médicos alemães estão confiando cada vez mais nos
métodos não-convencionais de tratamento. Uma pesquisa
feita entre os médicos de Freiburgo revelou que 41% deles
afirmavam ser médicos acadêmicos; 48%, médicos
acadêmicos com tendência à medicina alternativa; e 8%,
totalmente partidários da medicina alternativa. As formas
mais difundidas de medicina alternativa são a homeopatia,
a acupuntura, os remédios à base de plantas e os métodos
antroposóficos. No entanto, os médicos se queixam da falta
de formação nessa área, na Universidade, e das dificuldades
para incorporar à prática cotidiana todos esses métodos
complementares.
Entre a psicoterapia (que exige tempo intensivo) e os
diversos métodos de cura natural (de difícil aprendizado),
está a Terapia Floral de Bach. Nos últimos anos, tem havido
uma aceitação crescente da ideia de que o estado emocional
e psicossocial de uma pessoa pode ter influência básica na
superação de um estado doentio. Através das mais recentes
pesquisas da psiconeuroimunologia, mostrou-se claramente
que há uma relação fundamental entre a atitude psíquica e
o poder de resistência física. Quando a harmonia entre
espírito, alma e corpo se rompe, pode-se usar, ao lado dos
diversos métodos psicoterapêuticos, a Terapia Floral de
Bach. À primeira vista, parece inacreditável que algumas
flores tenham a propriedade de ajudar na cura de tantas
doenças agudas ou crônicas, bem como de tantos problemas
funcionais. Ao que parece, o sistema floral de Bach age
sobre os psicogramas recorrentes, aquelas peculiaridades
do caráter (Bach as chama de “falhas de caráter”) que levam
ao conflito e assim preparam o terreno para uma doença
física. A Terapia Floral de Bach oferece ao médico a
possibilidade de desenvolver uma parceria intensiva com o
paciente de modo a ajudá-lo a lidar de forma construtiva
com a doença, descobrir suas causas mais profundas e
explorar as chances de desenvolvimento espiritual que ela
lhe proporciona. Depois que a pessoa começa a confiar na
Terapia Floral de Bach, é possível trabalhar com sucesso
dentro do quadro da “pequena psicoterapia”. Com isso,
pode-se fechar uma lacuna no tratamento psicossomático
básico, pois ao paciente é oferecida uma “ajuda para a
autoajuda”. Com a Terapia Floral de Bach, não só se
administra um medicamento como também se aplica uma
verdadeira arte da cura.
Este livro, no qual vários ramos especializados da medicina
tomam a palavra, baseia-se em mais de 60 anos de
experiências realizadas por numerosos médicos com a
Terapia Floral de Bach. E uma obra didática, conscienciosa
e fascinante, que garante experiências bem-sucedidas e
rápidas. Mesmo no caso de faltarem provas científicas da
eficácia da Terapia Floral de Bach, as experiências mostram
que o efeito individual surge sem que a ele se somem
indesejáveis efeitos colaterais, e o tratamento pode ser
combinado com todos os outros métodos terapêuticos, sem
nenhum risco.
Desejamos que o livro desta dedicada terapeuta seja cada
vez mais divulgado na prática médica.
Profa. dra. Ingrid Gerhard, médica
Universitäts-Frauenklinik Heidelberg
PARTE I
1. Edward Bach e a Descoberta da Terapia Floral

1.1. Dados biográficos2

24.9.1886 — Nasce em Moseley, perto de Birmingham,


Inglaterra, primogênito de três filhos. Sua família tem
raízes galesas e seu pai é dono de uma fundição de bronze.
Características marcantes: imenso desejo de saber e
profunda compaixão pelas outras criaturas; constituição
física delicada.
1903-1906 — Aprendiz na fundição do pai. A observação
das doenças físicas e dos conflitos emocionais a elas
associados, entre os operários (que não se podiam dar o
luxo de pagar tratamento médico), bem como o desejo de
ajudá-los e de ajudar a si mesmo, tomam-se o estímulo para
todo o seu trabalho posterior. Depois de prolongada
indecisão entre tomar-se teólogo ou médico, resolve-se pelo
estudo da medicina.
1906-1913 — Estudo de medicina em Birmingham e
Londres. Depois de formado, trabalha como responsável
pelo atendimento de acidentados no University College
Hospital. A seguir, é nomeado assistente do departamento
de bacteriologia e imunologia. Ali percebe a relação entre
certos tipos de bactérias do intestino humano e o
surgimento de doenças crônicas. Usa diversos tipos de
bactérias para preparar vacinas que, de início, aplica
regularmente e, mais tarde, só quando o efeito da primeira
dose enfraqueceu.
1917 — Colapso da saúde. Operação de um tumor maligno
no baço, com prognóstico de três meses de vida. No entanto,
recuperou-se plenamente dessa crise num período de três
meses, graças à vontade absoluta de concluir seus projetos
de pesquisa.

2
Cf. Nora Weeks, The Medical Discoveries of Edward Bach, Physician,
C.W. Daniel Co.
1918-1922 — Cargo no Hospital Homeopático de Londres.
Toma conhecimento do Organon de Samuel Hahnemann e
assume que aquilo que definira como toxemia intestinal é
idêntico ao conceito de psora de Hahnemann. A partir daí,
prepara as vacinas como nosódios homeopáticos que, de
acordo com o efeito de fermentação do açúcar, divide em
sete grupos principais: Proteus, Dysenterie, Morgan,
Faecalis alcaligenes, Coli mutabile, Gaertner e Número 7;
por sua causa, são chamadas de “nosódios de Bach”.
Tratamento bem-sucedido de centenas de pacientes.
Bach classifica os chamados “sintomas emocionais” dos
pacientes e finalmente é capaz de correlacionar cada grupo
de bactérias (nosódios) a uma determinada atitude
emocional da personalidade. Seu novo objetivo é fazer o
diagnóstico através dos sintomas emocionais, em vez de
fazê-lo por meio dos dispendiosos exames bacteriológicos.
1920-1928 — Abertura de um laboratório em Crescent Park
e um consultório na Harley-Street, bem como de um
ambulatório para pessoas pobres em Nottingham Placê.
Publicação de diversos trabalhos com a colaboração dos
médicos homeopatas F. C. Wheeler, Dishington, Patterson
e Clarke, como por exemplo “A relação entre a vacinação e
a homeopatia”, “A toxemia intestinal e sua relação com o
câncer” e “A redescoberta da psora”, bem como a
participação em diversos congressos de homeopatia.
Ao reconhecer que os sete nosódios só poderiam curar
manifestações agrupadas sob o conceito de psora e não
outras doenças crônicas, é despertada sua vontade de
descobrir mais remédios e, sobretudo, remédios “mais
puros”. Bach presume que muitos doentes crônicos sentiam
uma aversão instintiva às drogas preparadas com
substâncias produzidas pela própria doença. Ele procura e
encontra diversas plantas com uma frequência vibracional
semelhante à dos nosódios (por exemplo, Omithogalum e
Morgan), mas de início fracassa na questão da polaridade.
A planta preparada pelo processo homeopático tem uma
polaridade positiva, enquanto os nosódios eficazes,
produzidos a partir de bactérias intestinais, têm uma
polaridade negativa. Bach postula um novo “método de
potencialização” que exclui a polaridade.
A partir de 1928 — Uma observação mais intensa dos
componentes psíquicos do surgimento da doença leva-o ao
conhecimento intuitivo de determinados tipos de
personalidade emocional e modos de reação da natureza
humana. Bach assume que as pessoas, conforme pertençam
a um destes tipos de personalidade emocional, irão sempre
reagir ao aparecimento da doença de modo igual ou
semelhante. Primeiro teste das plantas Impatiens, Mimulus
e Clêmatis, sob a forma homeopática. Publicação do livro
Some New Remedies and Their Uses (Alguns novos
remédios e seu uso). 3
A partir de 1930 — No auge da carreira médica, aos 44 anos
de idade, Edward Bach toma a súbita decisão de vender o
consultório e o laboratório londrinos 4 para dedicar-se
integralmente ao estudo dos diferentes tipos de
personalidade humana e à busca de plantas curadoras
específicas, na intocada paisagem do País de Gales. Bach
queima numa fogueira os arquivos, ensaios e alguns
utensílios ligados às suas atividades anteriores, pois agora
as vê como um mero estágio preliminar para o novo método
de cura que irá descobrir.
Junto com sua assistente Nora Weeks, Bach encontra e
prepara os nove primeiros dos chamados Twelve Healers
(“doze curadores”): Impatiens, Mimulus, Clêmatis,
Agrimony, Chicory, Vervain, Centaury, Cerato e
Scleranthus, nos arredores de Cromer, condado de Norfolk.

3
Em virtude dos serviços do dr. Bach à homeopatia, suas essências florais
foram incorporadas à farmacopeia homeopática norte-americana.
4
Depois que o produto dessa venda se esgotou, Bach viveu até o final da vida
em condições financeiras bastante modestas, sustentado apenas por doações
de amigos e de pacientes gratos pelas curas alcançadas.
Descoberta do novo processo de preparo — o método solar
—, no qual fica resolvido o problema da polaridade (ver
pág. 28). Primeira formulação de seus conhecimentos e de
sua filosofia da saúde, da doença e da cura no livreto Heal
Thyself (Cura-te a ti mesmo), que viria a tornar-se sua
principal obra. Bach usa deliberadamente uma linguagem
simples, também compreensível aos leigos (ver pág. 2 0).
Antigos colegas, como Wheeler e Clarke, testam os novos
remédios florais em seus pacientes e encorajam Bach a
continuar seu trabalho. O próprio Bach costumava tratar
gratuitamente os pacientes, nos meses de inverno, com seus
novos “remédios florais”.
A partir de 1931 — Descoberta dos três últimos remédios
da série Twelve Healers: Water Violet, Gentian e Rock
Rose.
1932 — Publicação do livreto Free Thyself (Liberta-te a ti
mesmo) que ele, depois da primeira edição, não deixou
republicar por considerá-lo apenas um estágio preliminar
para posteriores edições de Heal Thyself.
Troca de correspondência com o Conselho de Medicina,
que chegou a ameaçá-lo com a cassação do diploma médico
se ele continuasse a usar colaboradores leigos e a divulgar
seus conhecimentos aos leigos. Mas Bach consegue manter
sua posição.
1933 — Desenvolvimento crescente de sua sensibilidade.
Descoberta e preparação de mais quatro florais, os
chamados Four Helpers (quatro auxiliares): Gorse, Oak,
Heather e Rock Water.
Bach oferece gratuitamente as essências-mãe a duas
grandes farmácias de Londres, sob a condição de que elas
vendam os remédios ao público pelo preço mais baixo
possível.
1934-1935 — Bach descobre os três últimos remédios de
sua primeira série: Wild Oat, Olive e Vine.
Formula seu “remédio dos primeiros socorros”: Rescue.
Na suposição de que seu sistema de cura esteja completo,
Bach se instala em Sotwell, lugarejo no vale do baixo
Tâmisa, onde também cresce a maioria das plantas por ele
encontradas até então.
Em Sotwell, o desenvolvimento pessoal de Bach alcança
uma nova fase, de extrema sensibilidade. Ele experimenta
em si mesmo outros estados emocionais negativos. Em cada
um desses estados, encontra a planta correspondente —
quase o oposto da medicina homeopática. Depois de
preparar e ingerir a essência dessa flor, os sintomas
emocionais patológicos desaparecem em poucas horas.
E é assim que Bach encontra, em rápida sequência e com o
apoio de sua colaboradora Nora Weeks, mais dezenove
remédios, todos eles preparados (com exceção de White
Chestnut) pelo método de fervura por ele criado.
1936 — Depois de completar esta série, Bach acredita que,
com ela, seu sistema está concluído e encerrada a sua obra.
Resolve divulgar sua terapia e seus conhecimentos, através
de um ciclo de palestras, a um público mais amplo. Na noite
de seu 50º aniversário, faz a primeira palestra pública em
Wallingford.
27-11-1936 — Bach morre durante o sono. A causa da
morte é parada cardíaca.
Seus colaboradores Nora Weeks e Victor Bullen, indicados
por Bach como seus sucessores, dão continuidade ao seu
trabalho até 1978. Eles, por sua vez, determinaram a
administração e custódia de sua obra no Centro Bach, as
quais são seguidas até hoje.

1.2. O postulado filosófico de Bach: uma forma de


medicina “mais digna para o ser humano”

Os trechos a seguir, extraídos da principal obra de Edward


Bach, Heal Thyself (Cura-te a ti mesmo), 5 são fundamentais

5
Texto incluído no livro Os Remédios Florais do Dr. Bach; publicado pela
para uma compreensão mais profunda da Terapia Floral de
Bach.

1.2.1. A visão de Bach sobre a doença e a saúde

A visão de Bach sobre a doença e a saúde ultrapassa os


conceitos usuais da medicina oficial de sua época:
A doença nunca será curada ou erradicada pelos atuais
métodos materialistas, pela simples razão de que a doença,
em sua origem, não é material.
Aquilo que chamamos de doença é o resultado último
produzido no corpo, o produto final de forças profundas e
há muito atuantes; e, mesmo que o tratamento material
seja, por si só, aparentemente bem-sucedido, isso nada
mais é que um alívio temporário a menos que a causa real
tenha sido removida.
A moderna tendência da ciência médica, ao mal interpretar
a verdadeira natureza da doença e se concentrar em termos
materialísticos no corpo físico, tem aumentado
imensamente o poder da doença; primeiro, ao desviar o
pensamento das pessoas da verdadeira origem da doença
e, portanto, do método eficaz de atacá-la; segundo, ao
localizar a doença no corpo, assim obscurecendo a
verdadeira esperança de recuperação e fazendo surgir um
poderoso complexo doentio de medo, que nunca deveria ter
existido.
A doença é, no seu cerne, o resultado do conflito entre o Eu
Superior 6 e a Personalidade, 7 e nunca será erradicada
exceto pelo esforço espiritual e mental.
Esses esforços, se adequadamente feitos com compreensão,
podem curar e evitara doença ao remover os fatores

Editora Pensamento, São Paulo, 1990. (N.E.)


6
Ou Alma, também no sentido que lhe dá C. G. Jung — nosso âmago
essencial divino, a centelha divina, nossa conexão com o cosmos.
7
No sentido de C. G. Jung, é o “Eu” — objeto e meta do processo de
individuação (veja também p. 30).
básicos que são a causa primeira da doença. Nenhum
esforço dirigido apenas para o corpo poderá fazer mais do
que um conserto superficial do dano, e nisso não existe
cura, pois a causa ainda está ativa e pode a qualquer
momento voltar a demonstrar sua presença sob uma outra
forma.
Na verdade, em muitos casos, uma recuperação aparente é
prejudicial, pois ela oculta do paciente a verdadeira causa
de seu problema; e, na satisfação da saúde aparentemente
renovada, o verdadeiro fator da doença, despercebido,
pode ficar se fortalecendo.8
A doença é apenas e tão-somente corretiva. Ela não é
vingativa nem cruel; mas é o meio adotado pela nossa Alma
para nos mostrar os nossos erros, nos impedir de cometer
erros ainda maiores, nos impedir de causar maiores danos
e nos trazer de volta àquele caminho da Verdade e da Luz
do qual nunca deveríamos ter nos afastado. 9
Desta forma, o conceito de doença, saúde e cura de Bach
supera os limites da personalidade individual — alcançando
uma consciência cósmica superior.
Ao mesmo tempo, com essa visão Bach supera os limites de
todos os sistemas médicos ocidentais desde a época de
Paracelso.

1.2.2. As causas da doença

Enquanto houver sintonia entre o Eu Superior e a


Personalidade, vivemos em paz, com alegria, felicidade e
saúde.
A sintonia, ou harmonia, entre essas duas entidades está
subjacente às duas possibilidades de conflito que podem se
transformar na causa da doença:

8
Cura-te a ti mesmo, 1931.
9
Somos a causa do nosso sofrimento, Ye Suffer from Yourselves, 1931.
Primeira possibilidade de conflito
No nível da Personalidade, o homem despreza os “desígnios
do Eu Superior”.
Segunda possibilidade de conflito
No nível da Personalidade, o homem peca contra o
“Princípio da Unidade”.
Assim, qualquer ação contra nós mesmos ou contra os
outros afeta o todo, porque, ao causar imperfeição em uma
parte ela se reflete no todo, cada partícula do qual deve,
em última análise, tornar-se perfeita. 10
Ambos esses conflitos levam a uma desarmonia entre o Eu
Superior e a Personalidade. Eles se manifestam como
“falhas” ou fraquezas de caráter no nível da personalidade,
que Bach descreveu como “as verdadeiras doenças básicas
do ser humano”:11
As verdadeiras doenças básicas do ser humano são defeitos
tais como o orgulho, a crueldade, o ódio, o egoísmo, a
ignorância, a indecisão e a avidez. 12
E cada um desses defeitos, se examinado, mostrará ser
adverso à Unidade.
O Orgulho se deve, primeiramente, à falta de
reconhecimento da pequenez da personalidade e de sua
absoluta dependência em relação à Alma, e que todos os
sucessos que ela pode alcançar não se devem a ela, mas
são bênçãos concedidas pela Divindade interior; em
segundo lugar, à perda do senso de proporção, do diminuto
que somos em meio ao esquema da Criação. Como o
Orgulho invariavelmente se recusa a dobrar-se em
humildade e resignação à Vontade do Grande Criador, ele
comete ações contrárias a essa Vontade.

10
Cura-te a ti mesmo.
11
Os sintomas dessas “doenças básicas” são os 38 estados emocionais
desarmônicos definidos por Bach.
12
Cura-te a ti mesmo.
A Crueldade é a negação da unidade do todo e um fracasso
em compreender que qualquer ação adversa ao outro está
em oposição ao todo, sendo, portanto, uma ação contra a
Unidade.
O Ódio é o oposto do Amor, o reverso da Lei da Criação.
Ele é contrário a todo o esquema Divino e uma negação do
Criador; ele leva apenas a ações e pensamentos que são
adversos à Unidade e opostos aos que seriam ditados pelo
Amor.
O Egoísmo é também uma negação da Unidade e do dever
que temos para com nossos semelhantes, ao colocar os
nossos interesses antes do bem da humanidade e do cuidada
e proteção daqueles que estão à nossa volta.
A Ignorância é o fracasso em aprender, a recusa em ver a
Verdade quando a oportunidade se nos oferece, e leva a
muitos atos errados, como aqueles que só podem existir nas
trevas e não são possíveis quando a luz da Verdade e do
Conhecimento nos envolve.
A Indecisão, a incerteza e a fraqueza de propósito ocorrem
quando a personalidade se recusa a ser dirigida pelo Eu
Superior, e nos leva a trair os outros através de nossas
fraquezas.
A Avidez leva a um desejo pelo poder. Ela é uma negação
da liberdade e da individualidade de cada ser.
Cada uma dessas qualidades negativas, quando nela se
persiste contra a voz do Eu Superior, irá gerar um conflito
que necessariamente se refletirá no corpo físico,
produzindo um tipo específico de doença.
O orgulho, por exemplo, que é arrogância e rigidez mental,
fará surgir aquelas doenças que produzem rigidez e
endurecimento do corpo.
A dor é o resultado da crueldade; através do sofrimento
pessoal, o paciente aprende a não infligir dor, física ou
mental, aos outros.
As penalidades do ódio são a solidão, a índole violenta e
incontrolável, as explosões nervosas e os estados de
histeria.
As doenças introspectivas — neurose, neurastenia e
estados similares — são causadas por um excesso de
egoísmo.
A ignorância e a falta de sabedoria trazem suas próprias
dificuldades à vida cotidiana e se, além delas, houver uma
resistência para ver a verdade quando a oportunidade se
oferece, as consequências naturais serão a miopia e uma
deterioração da visão e da audição.
A instabilidade mental leva à instabilidade física, com os
vários distúrbios que afetam os movimentos e a
coordenação.
O resultado da avidez e do controle sobre os outros são
aquelas doenças que transformam a pessoa em um
“escravo” de seu próprio corpo, com desejos e ambições
restringidos pela doença. 13

1.3. O conceito terapêutico

O princípio de cura de Edward Bach é:


Não lutar contra a doença, mas superá-la!
A virtude, ou traço positivo de caráter, oposto à fraqueza de
caráter, se desenvolve com tanta intensidade que faz a
fraqueza transformar-se em força.
E assim, para uma cura completa, devemos usar não só os
meios materiais, escolhendo sempre os melhores métodos
que sejam conhecidos na arte da cura, como também nos
esforçar ao máximo para eliminar qualquer falha em nossa
natureza.
Isso porque a cura final e completa vem, em última análise,
de dentro de nós, da própria Alma, que, quando o

13
Cura-te a ti mesmo.
permitimos, irradia harmonia por toda a personalidad e. 14
Desse modo, chegamos à compreensão de que não
combatemos mais a doença com a doença; não opomos
mais à enfermidade os produtos da enfermidade; não
tentamos mais eliminar as moléstias com substâncias que
podem causá-las — mas, pelo contrário, trazemos a virtude
oposta, que irá eliminar a falha.
E a farmacopeia do futuro próximo conterá apenas os
remédios que tenham o poder de trazer o bem, eliminando
todos aqueles cuja única qualidade é resistir ao mal. 15

1.4. A visão de Edward Bach sobre a missão futura do


médico

“A cura deixará o domínio dos métodos materiais de tratar


o corpo físico e passará para o domínio da cura espiritual
e mental, o qual, ao harmonizar a Alma e a mente, irá
erradicar a própria causa básica da doença e então
permitir que se usem os meios materiais que possam ser
necessários para a cura completa do corpo.
Parece bastante possível que, a menos que a classe médica
perceba esses fatos e acompanhe o crescimento espiritual
das pessoas, a arte da cura passe às mãos de ordens
religiosas ou daqueles curadores natos que existem em
todas as gerações mas que, no entanto, vivem mais ou
menos na obscuridade, impedidos pelas atitudes ortodoxas
de seguir sua vocação natural.
Assim, o médico do futuro terá duas grandes metas:
A primeira será ajudar o paciente a conhecer a si mesmo
mostrando-lhe os erros básicos, que ele talvez esteja
cometendo, as deficiências em seu caráter, que ele deve
corrigir, e as falhas em sua natureza que precisam ser
erradicadas e substituídas pelas virtudes correspondentes.

14
Cura-te a ti mesmo.
15
Somos a causa do nosso sofrimento.
O segundo dever do médico será o de administrar os
remédios que ajudarão o corpo físico a ganhar força, e
ajudar a mente a se acalmar, ampliando sua perspectiva e
sua luta pela perfeição, assim trazendo paz e harmonia à
personalidade como um todo. 16
“O médico de amanhã perceberá que não tem, por si
mesmo, o poder de curar, mas que, se dedicar sua vida ao
serviço de seus semelhantes; se estudar a natureza humana
a ponto de compreender parcialmente o seu significado; se
desejar Sinceramente aliviar o sofrimento e a tudo
renunciar para ajudar os doentes; então, através dele,
poderá manifestar-se a sabedoria para orientá-los e o
poder de cura para aliviar-lhes a dor.
Ele compreenderá que a saúde, como a vida, provém de
Deus e apenas de Deus. Que ele próprio e os remédios que
usa, são simples instrumentos e agentes no Plano Divino
para ajudar a trazer os que sofrem de volta ao caminho da
Lei Divina.
A formação do médico será um estudo profundo da
natureza humana; uma grande percepção daquilo que é
puro e perfeito; e uma compreensão da natureza Divina do
ser humano.
O tratamento de amanhã trará basicamente quatro
qualidades ao paciente: a paz, a esperança, a alegria e a
fé.”17

16
Cura-te a ti mesmo.
17
Somos a causa de nosso sofrimento.
2. Reflexões Sobre o Efeito da Terapia Floral de Bach

2.1 É possível provar cientificamente o efeito da


Terapia Floral de Bach?

Todos os que se deixam fascinar pelos métodos sutis de


cura e buscam uma explicação científica para esses
fenômenos se vêem confrontados com uma perturbadora
multiplicidade de modelos de interpretação oferecidos pela
biofísica, pelas pesquisas do cérebro, pela biopsicologia e
por muitas outras áreas de pesquisa que superam a si
mesmas num ciclo cada vez mais rápido.
Mas, ao que parece, são exatamente os resultados das mais
recentes pesquisas que vêm comprovar os antigos
conhecimentos da chamada “medicina popular”. Os índios
norte-americanos dizem que o homem, para ser fisicamente
saudável, “precisa sentir-se uma parte essencial da
harmonia que envolve todas as criaturas vivas”; esta ideia
corresponde, por exemplo, à atual definição da “complexa
trama de todos os processos de vida no cosmos”.
Cada vez mais, parece comprovar-se o fato de que estamos
aos poucos aprendendo que, em última análise, princípios
relativamente simples regem todos os fenômenos cósmicos
que conhecemos. Talvez esta sugestão de Bach também
devesse ser assim entendida:
Que a simplicidade deste método não desencoraje o seu
uso, pois quanto mais suas pesquisas avançarem, mais
vocês irão perceber a simplicidade de toda a Criação. 18
É por isso que, deliberadamente, deixamos de apresentar
aqui quaisquer novos modelos de interpretação, que talvez
em poucos meses já estivessem ultrapassados. Por outro
lado, as visões e os conhecimentos de hoje iluminam cada
vez mais a definição pessoal de Edward Bach sobre a ação
de seus remédios florais.

18
Some Fundamental Considerations of Disease & Cure, 1930.
Em 1931, Bach escrevia sobre a ação de suas essências
florais
Devido às suas vibrações elevadas, certas flores, árvores e
arbustos silvestres têm o poder de elevar nossas vibrações
humanas e abrir os canais para ouvirmos as mensagens do
nosso Eu Espiritual, inundar nossa natureza com a virtude
específica de que precisamos e remover de nós a falha que
está causando o sofrimento.
Elas são capazes, tal como uma bela música ou algo
gloriosamente enaltecedor que nos dá inspiração, de elevar
nossa natureza e nos aproximar de nossa Alma; com isso,
nos trazem a paz e aliviam os nossos sofrimentos.
Elas curam, não atacando a doença, mas inundando o
nosso corpo com as belas vibrações do nosso Eu Superior,
em cuja presença a enfermidade se dissolve como neve ao
sol. 19
Em palestra para uma sociedade homeopática, Bach
explicou que as plantas por ele escolhidas “unem os
receptáculos que permitem uma maior unidade entre a
alma e o corpo” ou “abrem os nossos canais para as
mensagens do Eu Espiritual.”
Isso poderia significar, por exemplo, que a Terapia Floral
de Bach realiza uma harmonização bioenergética das
informações cibernéticas -incorretas no sistema límbico ou
diretamente no hipotálamo.
Na arte esotérica da cura (nos ensinamentos de Mazdaznan,
por exemplo), também se faz referência a um contexto
semelhante quanto ao “importante papel modulador da
epífise como agente de ligação com a natureza espiritual do
homem”.
Como quer que imaginemos nos dias de hoje a eficácia das
essências florais de Bach, podemos ter certeza de que há
uma aceleração da frequência vibracional de determinadas

19
Somos a causa do nosso sofrimento.
partes bloqueadas ou “congeladas” do nosso campo
bioenergético e, assim, simultaneamente ocorre a
modificação da informação energética correspondente,
Bach diz que “as belas vibrações do nosso Eu Superior
inundam a nossa natureza com a virtude específica de que
precisamos para, através dela, retirar de nós a falha de
caráter”.
De fato, as chamadas “impressões digitais do sistema
imunológico” — que também poderíamos chamar de
psicotoxinas — são purificadas ou transformadas nos níveis
mais sutis da energia. Não é sem motivo que Bach compara
este efeito com a música ou outras atividades inspiradas.
Portanto, pode-se definir a Terapia Floral de Bach como
uma terapia de purificação ou liberação no nível da alma.
Não é fora de propósito supor que as psicotoxinas ou
venenos da alma congestionam ou bloqueiam uma parte do
nosso campo bioenergético, assim como as toxinas do
metabolismo bloqueiam o intestino humano.
Nesse contexto, é interessante observar que muitas pessoas,
ao tocar espontaneamente o frasco com a essência floral que
lhes é adequada naquele momento, têm como primeira
reação uma forte sensação de frio nas mãos ou em todo o
corpo. Logo depois, ela se transforma em sensação de calor.
Disso se conclui que uma parte da energia bloqueada, com
uma frequência vibracional extremamente baixa no campo
bioenergético, de súbito entra em movimento e começa a
fluir.
Também se pode chegar a essa conclusão pelas típicas
reações oníricas que, em 55% dos pacientes, surgem no
nível do corpo sutil nos três primeiros dias de ingestão do
remédio.

2.2. As plantas de Bach

Muito se escreveu e pesquisou sobre as plantas nos último s


anos, embora tenha havido mais preocupação com a parte
material da planta com a finalidade de cura ou alívio do
estado físico.
Na Terapia Floral de Bach, o interesse não está na parte
física da planta e, sim, na sua energia, no seu potencial
espiritual, na sua “essência”.

2.2.1. Algumas reflexões sobre a relação entre o ser


humano e a planta

Uma criança perguntou a Strindbergh: “Por que as flores,


que são tão bonitas, não cantam como os passarinhos? ” E
ele teria respondido: “Elas cantam, sim, só que não
conseguimos ouvi-las.”
Para Rudolf Steiner, não havia dúvida de que o reino
vegetal tem uma relação especial e direta com o plano da
alma humana. Os antigos herboristas referiam-se às plantas
como “o ser sob os seres”. E por certo ainda conhecemos a
“linguagem das flores”, através da qual as gerações
anteriores a nós costumavam expressar seus sentimentos
mais sutis.
Tribos indígenas que ainda não sofreram a distorção de
sentimentos e pensamentos típica do mundo ocidental
consideram, por exemplo, as árvores como “nossas irmãs”.
Dizem que “as árvores atuam como canais para as energias,
pois sua receptividade não é bloqueada pela atividade
mental”.
Desse ponto de vista, seria interessante e instrutivo refletir
sobre os métodos e dimensões da poluição ambiental e da
destruição da natureza, e daí deduzir como o homem
civilizado do Ocidente lida com o plano de sua alma.
Também é digna de reflexão a seguinte hipótese: Quando
determinadas qualidades coletivas da natureza humana
mais elevada começam a desaparecer no nível da
personalidade em um grande número de pessoas, então a
planta relacionada com essa qualidade também se retira.
Poderia a extinção dos olmos (Elm) estar relacionada com
a decadência do senso de responsabilidade entre as novas
gerações dos países industrializados — fato do qual tantas
pessoas se queixam?
Para C. G. Jung, que em seus estudos alquímicos refere -se
às plantas como “seres de luz”, a flor é o símbolo do Eu
Espiritual. O potencial energético mais elevado e mais rico
da planta está incorporado na flor, especialmente no seu
pleno desabrochar.
Segundo Steiner, os processos de crescimento das plantas
correspondem aos processos do metabolismo humano. O
interessante nesta correlação é que Bach iniciou sua carreira
de pesquisador com o estudo dos processos metabólicos do
homem.

2.2.2. Critérios para a seleção das plantas

Bach, ao usar as plantas, chamava-as “happy fellows of the


plant world” (as felizes companheiras do mundo vegetal)
ou ainda “plants ofa higher order” (plantas de uma ordem
superior); portanto, plantas de grau ou origem superior,
embora isto certamente não deva ser entendido no sentido
usado por Lineu. Pouco se conhece sobre os critérios de
Bach para procurar essas plantas; sabe-se apenas o que
consta em sua biografia, escrita por Nora Weeks.
Bach sabia que as plantas que esperava encontrar teriam
de ser plantas de elevada vibração magnética, contendo
apenas substâncias benéficas. Pois ele estava convencido
de que, em princípio, as plantas e substâncias venenosas
não foram criadas para curar as doenças do corpo humano.
Espécies vegetais primitivas como as algas, por exemplo,
foram excluídas por Bach desde o início, assim como as
plantas venenosas 20 e também as plantas que basicamente
servem para alimentação humana. As verdadeiras plantas

20
Essa afirmação refere-se apenas à não-toxicidade das flores no hábitat
inglês e não aos outros componentes da planta (como os frutos e as raízes).
com poder de cura, e disso Bach estava certo, eram de
outra qualidade e em menor número. Ele tinha consciência
de que muitas plantas têm em si atributos medicinais ativos,
que reduzem ou tornam mais suportáveis os sofrimentos do
corpo humano; mas as “verdadeiras plantas curadoras”
teriam de possuir poderes mais fortes e abrangentes e
vibrações mais elevadas. 21
É possível que Bach tenha extraído intuitivamente do
conhecimento coletivo celta de seus antepassados galeses
as plantas silvestres que eles usavam para fins de cura. E,
da mesma forma que os rosa-cruzes — que utilizavam como
plantas curadoras apenas as ervas “simples” e comuns,
como a verbena (Vervain) —, também Bach estava
convencido de que as plantas que buscava seriam
encontradas entre as “flores e ervas simples dos campos e
riachos”.
Seria impossível fundamentar de forma científica o modo
como Bach conseguiu encontrar, entre os milhares de
plantas da flora inglesa, as espécies que buscava.
O certo é que foi concedida a ele a rara dádiva da intuição
que lhe permitia usar seletivamente sua percepção para
observar as sutis diferenças entre várias espécies vegetais
semelhantes. Este dom se desenvolveu com mais
intensidade principalmente nos últimos anos de sua vida.
Por fim, bastava-lhe colocar na língua uma pétala da flor
para perceber todo o potencial energético da planta, sob a
forma de uma resposta da alma ou do corpo.
Ainda assim, Bach despendeu seis anos de sua vida até o
encontro definitivo de suas 38 plantas.
Quando se observa as plantas escolhidas por Bach sob uma
perspectiva fitoterápica, chama atenção o fato de que se
atribui a muitas delas um efeito purificador. Tanto quanto
se sabe, nunca antes tinham sido usadas para fins de cura

21
Weeks, obra citada.
apenas as flores dessas plantas, com exceção da flor do
castanheiro-da-índia (White Chestnut).
Comparando as indicações das essências florais de Bach
com as sucintas descrições da homeopatia clássica dos
sintomas emocionais de cerca de 18 plantas, vê-se que,
exceto por alguns sintomas de Clematis, não há
praticamente nenhum acordo entre elas.
A questão do local
A orientação de Bach no sentido de que as plantas poderiam
ser colhidas e processadas por qualquer pessoa, é hoje
entendida por muitos como a possibilidade de as colhermos,
nas condições mais favoráveis possíveis, no nosso jardim
ou diante da nossa porta.
Claro está que é ingênuo aceitar esta ideia — como bem o
sabem o botânico e o fabricante de remédios homeopáticos
ou antroposóficos. Provavelmente, é bem mais difícil — e
os próprios especialistas são os primeiros a admitir —,
encontrar locais onde as plantas manifestam as qualidades
vibracionais elevadas e harmoniosas que são adequadas
para a Terapia Floral original de Bach. É interessante notar
que o próprio Bach encontrou muitas das suas essências
florais num só local; Gentian e Rock Rose, por exemplo,
foram encontradas numa mesma campina do condado de
Kent; a maioria das árvores cresce na própria aldeia de
Sotwell e em seus arredores.
A frase de Paracelso, “O remédio surge junto com a
doença”, cuja citação se encaixa neste contexto,
provavelmente se refere às plantas curadoras que Bach
denominou “analgésicas” e que são usadas para tratar os
sintomas das doenças físicas.
No nível teórico, isso pode levar à pergunta: acaso não
existiriam, em outros continentes, outras plantas com as
mesmas qualidades energéticas? Embora esta hipótese não
possa ser excluída, até o momento não se dispomos de
observações suficientes e confiáveis.
E bastante esclarecedora a experiência de que as essências
florais originais de Bach têm, em pessoas de outros
continentes, de outras raças, o mesmo efeito que na
Inglaterra. Alguns casos interessantes foram apresentados à
autora.
O problema da poluição ambiental
Uma pergunta bastante frequente é se, nos dias de hoje, a
poluição ambiental, a chuva ácida ou problemas
semelhantes afetam as flores.
Nossa prática nos permite responder: “não”. Isto se explica
porque, na Terapia Floral de Bach, não se usa o corpo nem
a matéria, mas apenas a informação energética da planta. A
“essência” da planta não é afetada pelas circunstâncias
ambientais do momento.

2.2.3. Métodos de preparação

Os métodos de preparação desenvolvidos intuitivamente


por Bach — o “método solar” e o “método da fervura” —
ainda hoje apresentam o maior problema de aceitação para
os terapeutas que raciocinam em termos das ciências exatas.
Enquanto não pudermos nos basear num modelo aceitável
de interpretação, o que talvez aconteça dentro de alguns
anos, vamos mais uma vez dar a palavra a Nora Weeks. Ela
assim escreve sobre a descoberta do método solar:
Numa manhã de maio, Bach passeava por um campo ainda
úmido de orvalho, quando lhe ocorreu que cada gota de
orvalho deveria conter algumas qualidades da planta sobre
a qual repousava; pois o calor do sol agia através da água
e extraía daquela planta suas energias ativas, até que
aquela gota de orvalho estivesse totalmente carregada com
a energia da planta.
Ele percebeu claramente que, se conseguisse extrair deste
mesmo modo as forças curadoras da planta, obteria a
perfeita e impoluta energia de cura daquela planta. O
preparado assim obtido iria curar de um modo nunca antes
alcançado por nenhum outro remédio. 22
De início, Bach fez experiências com gotas de orvalho
colhidas de diferentes plantas. Depois, com base nessas
experiências, desenvolveu aquilo a que chamou “processo
de potencialização”, que explicamos simplificadamente a
seguir.

2.2.4. O processo de potencialização de Bach

Numa abordagem energética, pode-se dizer que Bach


escolheu plantas de ordem mais elevada, que representam
campos de energia; ou seja, campos organizados com
qualidades positivas específicas e frequências vibracionais
particularmente altas.
Imitando a linguagem da computação, diríamos: Os
programas das plantas correspondem a determinados
programas coletivos da alma, a chamada “natureza mais
elevada do ser humano”, a que Bach se referia como
Virtudes. 23
Esses programas anímicos positivos emanam, sob a forma
de “informação energética”, da flor no estágio de plena
maturação (segundo o Prof. Storl, este é o estágio mais rico
em energia, o instante em que ocorre a mais intensa
animação na vida da planta) e podem ser “colhidos”, no real
sentido da palavra, pelo método apropriado.
Através do método solar, essa informação energética,
atuando junto com os quatro elementos 24 num “processo de
alquimia natural”, passa por uma aceleração, uma
transformação que lhe confere suas qualidades
catalisadoras.
O elemento terra é o solo que sustém e mantém a planta; o

22
Weeks, obra citada.
23
Ainda não foi possível estabelecer uma correlação direta das 38 essências
florais com as Virtudes.
24
Aos especialistas pode interessar a indicação do método de Jacob Lorber
para preparação dos "remédios solares”.
ar a alimenta; o fogo toma-a capaz de transmitir sua força;
e a água, enfim, capta sua benéfica energia curadora e a
armazena. 25
Essa qualidade energética que é armazenada na água poderá
agora, como um catalisador, acelerar ou transformar
possíveis bloqueios na parte correspondente do campo
bioenergético humano.
O método solar (potencialização pela luz do Sol)
As flores são colhidas no estágio do pleno desabrochar da
planta, nos locais naturais escolhidos por Bach, antes das
nove horas da manhã, em dias ensolarados e sem nuvens no
céu.
No próprio local da coleta, as flores são imediatamente
colocadas numa vasilha de vidro (com capacidade para
meio litro), cheia de água natural de fonte — de preferência
água das vizinhanças. A vasilha é deixada ao sol, próxima
à planta, durante três ou quatro horas. Quando as flores
mostram os primeiros sinais de fenecimento, são
cuidadosamente removidas do líquido com um galhinho da
própria planta. O líquido é conservado em igual quantidade
de álcool (39,5°) e mais tarde diluído, numa segunda etapa
de diluição, na proporção de 1:240. Resulta deste processo
o frasco de concentrado (stock bottle), do qual mais tarde,
em outra etapa de diluição, serão preparados os frascos de
dosagem do paciente.
Estas essências florais são preparadas pelo método solar:
Oak, Gorse, White Chestnut, Water Violet, Rock Water,
Mimulus, Agrimony, Rock Rose, Centaury, Scleranthus,
Wild Oat, Impatiens, Chicory, Vervain, Clematis, Heather,
Cerato, Gentian, Olive e Vine.
O método da fervura (potencialização pela fervura)
Num dia ensolarado e sem nuvens no céu, antes das nove
horas da manhã, enche-se um recipiente esmaltado (com

25
Weeks, obra citada.
capacidade para cerca de 3,5 litros) com flores, hastes e
folhinhas da árvore ou arbusto escolhido.
Logo a seguir e ainda nas vizinhanças do próprio local da
coleta, o conteúdo do recipiente é coberto por um litro de
água pura de fonte 26 e levado ao fogo para ferver durante
cerca de meia hora. Depois de esfriar, o líquido é filtrado
várias vezes e processado do mesmo modo que no método
solar.
O método da fervura é usado para árvores e arbustos que
florescem já no início do ano (fim do inverno e início da
primavera europeus), de forma que o sol ainda não os
atingiu com plena força.
Na sequência de sua preparação anual, são estas as
essências obtidas pelo método da fervura: Cherry Plum,
Elm, Aspen, Beech, Chestnut Bud, Hornbeam, Larch,
Walnut, Star of Bethlehem, Holly, Crab Apple, Willow, Red
Chestnut, Pine, Mustard, Honeysuckle, Sweet Chestnut e
Wild Rose.
O preparo das essências florais de Bach pela própria
pessoa
Embora Edward Bach achasse que todas as pessoas
poderiam perfeitamente preparar as essências florais do
sistema de cura que criara — o que ele chamava de
autoterapia — ainda há argumentos contrários. Quando uma
pessoa está tão familiarizada quanto o próprio Bach com a
natureza em estado selvagem e com a prática de laboratório,
ela percebe, pela experiência humana, como é frequente que
as dificuldades sejam tratadas com extrema leviandade
pelos leigos ou principiantes. Os aspectos listados a seguir
são importantíssimos; muitas vezes eles são
desconsiderados e isso, a longo prazo, leva aos fracassos
que já foram constatados na prática.

26
Quase todas as árvores e arbustos utilizados crescem nas proximidades do
Centro Bach da Inglaterra.
• É só através de sólidos conhecimentos de botânica, em
especial na área da morfologia e taxonomia das plantas, que
a pessoa está em condições de definir com exatidão uma
espécie vegetal e diferenciá-la claramente de plantas afins,
muitas vezes de espécies bastante parecidas.
• Embora os dois métodos de potencialização (solar e da
fervura) pareçam simples em princípio, ainda assim
ocorrem problemas inesperados que a pessoa, sem o devido
preparo no assunto, deixa de perceber. A pessoa que está
bem familiarizada com a rotina do laboratório químico
sabe, por experiência própria, que mesmo os trabalhos mais
simples exigem um cuidado que falta às pessoas sem a
devida especialização.
• Somente o buscador de plantas cuja sensibilidade ao
mundo vegetal seja muito treinada saberá encontrar, entre
os diversos exemplares, aqueles que têm o mais alto
potencial energético.
• Na escolha do lugar apropriado, não há dúvida de que o
clima e o potencial energético do solo desempenham o
papel principal. As plantas que nascem nos limites de sua
esfera de propagação ou em habitats marginais são sempre
impróprias.

2.3. Os “38 estados emocionais negativos da natureza


humana”

Segundo a “lei da unidade”, poderíamos afirmar; tanto o Eu


Espiritual, ou Eu Superior (que Bach às vezes também
chamava de Alma), quanto a personalidade (que, segundo
C. G. Jung, também designa o “eu”) são partes de um campo
maior de energia coletiva com frequência vibracional
distintamente mais alta.
No nível da frequência do Eu Superior, localizam -se as
qualidades ou programas anímicos da “natureza humana
superior”, os arquétipos, aos quais Bach também chamava
de Virtudes.
Observação: A uma frequência semelhante à das virtudes
talvez se encontrem também as “belas peças musicais”
citadas por Bach. A musicoterapia, com composições de
Mozart ou de J. S. Bach, tem também como objetivo elevar
a frequência vibracional e harmonizar a personalidade.
Quando Bach mencionou “outras coisas maravilhosamente
inspiradoras”, talvez estivesse se referindo às grandes
criações da poesia, da escultura e da pintura.
Quando as frequências do Eu Superior e da personalidade
estão em ressonância, os impulsos de informação positiva
do Eu Superior são absorvidos pela personalidade e se
desenvolvem em virtudes, as quais irão se manifestar sob a
forma de vivências de sentimentos felizes e o surgimento
de atitudes emocionais positivas, tais como a disposição
para servir, a paciência, etc.
Quando há imperfeições ou fraquezas na personalidade,
essa ressonância mostra-se distorcida ou inexistente.
Muitos dos impulsos de informação positiva do Eu Superior
chegam “falseados” ao nível da personalidade; as virtudes
deixam de ser reconhecidas e vividas como tais. As atitude s
emocionais positivas degeneram e se transformam no p olo
oposto, negativo. Da disposição para servir surge o
egocentrismo, da paciência surge a impaciência, etc.
A personalidade mostra agora um ou vários dos 38 estados
de alma negativos, ou padrões emocionais negativos da
natureza humana.
Os 38 estados emocionais negativos, sistematizados pela
primeira vez por Bach, podem ser visualizados como uma
espécie de repertório arquetípico dos programas emocionais
negativos, os quais estão armazenados nas faixas mais
baixas de frequência da natureza humana. Esses padrões
emocionais são vividos automaticamente pelo ser humano
no nível da personalidade quando, do ponto de vista
energético, ele se encontra na faixa de frequência
correspondente.
Ao mesmo tempo, estes 38 estados emocionais negativos
representam sintomas precisos que indicam claramente uma
circulação energética perturbada entre os diversos níveis do
ser. Nas palavras de Bach: percebemos bloqueios entre o Eu
Superior e a personalidade.
De acordo com C. G. Jung, os arquétipos são programas
anímicos acionados em um determinado nível de frequência
da natureza humana que independem do lugar, da época, da
raça e do ambiente cultural. Eles correspondem às possíveis
experiências fundamentais típicas que o ser humano
vivenciou desde sempre e que são, portanto, encontradas
também nos mitos e lendas de todos os povos. Segundo
Jung, o número desses tipos de comportamento coletivo ou
arquetípico é relativamente pequeno.
No final de sua vida, depois de várias tentativas, Bach
estava convencido de ter definido por completo os
arquétipos dos estados emocionais negativos do ser
humano. Talvez esta afirmação possa levantar
controvérsias — mas o fato é que, nesse campo, até agora
não viemos a conhecer nenhum outro estado emocional
negativo realmente novo ou totalmente diferente. O medo
continua a ser medo, seja o medo da peste na Idade Média
ou da tuberculose no fim do século 19 ou da Aids nos nossos
dias.

2.4. A Terapia Floral de Bach e a


psiconeuroimunologia

Bach disse à sua colaboradora Nora Weeks que as causas


mais profundas das doenças deveriam ser buscadas na
organização deficiente de determinadas funções do cérebro,
a qual seria provocada por disposições negativas tais como
a inquietação, o medo, o choque ou a tensão.
Com isso, Bach formulava o que hoje é pesquisado com
crescente interesse sob o nome de psiconeuroimunologia,
um ramo da psicofisiologia.
Uma importante proposição da psiconeuroimunologia é que
a defesa imunológica não só depende dos antígenos como
também atua através de centros superiores,
independentemente dos antígenos.
Através de inúmeras pesquisas, comprova-se agora que a
tensão e os sentimentos negativos exercem uma influência
direta sobre o sistema imunológico. Do mesmo modo,
cientistas norte-americanos provaram que há uma conexão
direta entre as células nervosas e o sistema imunológico.
Em Viena, os psiquiatras Franz Resch e Harald Aschauer
conseguiram demonstrar que a concentração de “células-
assassinas” no sistema imunológico — cujo número
representa uma medida crucial para a defesa celular do
corpo — é significativamente reduzida pelos sentimentos
de pesar e melancolia.
O prof. dr. G. Uhlenbrunck, da Universidade de Colônia,
provou que o “estado imunológico” das pessoas bem
casadas se mantém melhor que o das pessoas divorciadas.
Nos indivíduos que se sentem infelizes por causa de
dificuldades familiares, a fagocitose dos macrófagos e
leucócitos se reduz em até 90% em comparação com o
valor-padrão.
S. Cohen comprovou, em uma pesquisa, que o estresse
físico aumenta as probabilidades de infecção das vias
respiratórias pelos vírus Rhino, RS ou Corona.
E este é outro resultado das pesquisas médicas: o medo
contínuo e duradouro retido no corpo (por exemplo, o medo
relacionado com uma experiência negativa que está
armazenada no cérebro) influencia a visão óptica devido à
expectativa negativa de situações semelhantes, de forma
que se observa o estreitamento, a distorção e a má
interpretação da capacidade visual.
Os psicólogos e imunologistas Ronald e Janice Glaser
perceberam, em uma pesquisa sobre estudantes de medicina
em época de provas, que “o estresse dos exames deixa uma
espécie de ‘impressão digital’ no sistema imunológico, que
tanto pode ter curta duração como permanecer por cerca de
um mês. Quanto mais solitários se sentiam esses estudantes,
mais intenso era o enfraquecimento de seu sistema
imunológico pela tensão dos exames”. 27
As pesquisas realizadas por Ader e outros cientistas
confirmaram que a perda de uma pessoa amada pode levar
a um enfraquecimento mensurável do sistema imunológico.
Por fim, em relação às descobertas de Edward Bach,
também é digna de nota a tese de Orm Bergold de que um
nível elevado de cortisol, provocado por estresse contínuo,
é a causa — e não a consequência — de certas doenças
crônicas.
A lista de sintomas apresentada por Bergold, comprovados
em pessoas com alto nível de cortisol, concorda quase que
literalmente — como mostra o quadro abaixo — com as
formulações de Bach para os 38 estados emocionais
negativos.
A experiência já mostrou que algumas doenças — que,
segundo Bergold, têm como causa secundária conhecida ou
presumida um alto nível de cortisol — respondem
particularmente bem à Terapia Floral de Bach; por
exemplo, a psoríase, a gagueira, a úlcera do duodeno, a
herpes recorrente e a gengivite peridontal.
Essas poucas referências já deixam perceber o imenso
significado que terão as descobertas de Edward Bach e sua
terapia floral nos anos e décadas que estão por vir.
Sintomas emocionais devido a alto nível de cortisol
Ansiedade, hiperatividade, desassossego (Agrimony)

Medo vago, pressentimentos (Aspen)

Atitude crítica (Beech)

27
Holler, Das neue Gehirn, 1989.
Ideias de suicídio, ideias fixas (Cherry Plum)

Dificuldade de aprendizado, gagueira (Chestnut Bud)

Censuras exageradas, autopiedade (Chicory)

Tendência ao devaneio, falta de concentração (Clematis)

Aversão por si mesmo (Crab Apple)

Desencorajamento (Elm)

Falta de fé, dúvida constante (Gentian)

Sentimento de desesperança (Gorse)

Caráter egocêntrico, tagarelice (Heather)

Ódio constante, desejos de vingança, raiva (Holly)

Irritabilidade, impaciência constante (Impatiens)

Falta de autoconfiança (Larch)

Timidez, lamúrias (Mimulus)

Tristeza constante, melancolia (Mustard)

Caráter rígido (Oak)

Fadiga, exaustão (Olive)

Autocondenação, autocensura (Pine)

Pânico (Rock Rose)

Indecisão, desequilíbrio (Scleranthus)

Estado de choque, hipersensibilidade (Star of Bethlehem)

Angústia (Sweet Chestnut)

Tensão nervosa (Vervain)

Intolerância, atitude violenta (Vine)

Reserva (Water Violet)

Repetição dos mesmos pensamentos (White Chestnut)

Incerteza, insatisfação (Wild Oat)

Indiferença, apatia (Wild Rose)


Amargura (Willow)

2.5. Possibilidades de descrever visualmente a energia


das essências florais de Bach e seu efeito sobre o
organismo humano

A irradiação bioenergética que emana dos organismos vivos


pode ser tomada visível com a fotografia de alta frequência,
formando a base de diversos processos de teste e
diagnóstico atualmente usados pela medicina experimental.
O “método Kirlian”, desenvolvido em 1939 pelo
pesquisador russo S. D. Kirlian, é a versão mais conhecida.
O chamado “processo de chapas coloridas” do pesquisador,
engenheiro e físico Dieter Knapp, atualmente utilizado para
pesquisas básicas em diversas universidades, representa um
aperfeiçoamento decisivo dos processos de fotografia de
alta frequência até então conhecidos.
A grande inovação apresentada por este processo é o uso de
um filme colorido especialmente preparado (as “chapas
coloridas”) que, em ação conjunta com um avançado
equipamento eletrônico, permite que as evidências sejam
reproduzidas de modo mais estável e objetivo.
Com este processo, em 1983 Knapp também conseguiu,
pela primeira vez, tomar visível a irradiação bioenergética
de remédios homeopáticos, fotografando diretamente uma
gota de cada medicamento. 28
Os diversos padrões de informação, ou estruturas
energéticas do remédio, mostram-se como figuras em forma
de mandalas, de cores variadas; desse modo, hoje é possível
tirar algumas conclusões sobre a eficácia do remédio
analisado a partir de suas estruturas cromáticas e formais
(ordem/desordem na tendência da irradiação).

28
Citado pela primeira vez em Scheffer, Erfahrungen mit der Bach-
Blütentherapie, Munique, 1984 — Experiências com a Terapia Floral do Dr.
Bach, publicado pela Editora Pensamento, São Paulo, 1991.
No Quadro I, as fotos de A a J mostram as estruturas
energéticas de seis diferentes essências florais de Bach —
bem como as estruturas do álcool e da água de fonte usados
na preparação das essências.
Duas das fotografias (G e J) são falsificações das essências
florais originais de Bach que, segundo informações do
Instituto de Pesquisas de Knapp, contêm
predominantemente água e álcool.
Com a ajuda do processo de chapas coloridas, também é
possível constatar o efeito das essências florais de Bach no
sangue humano.
Ao acrescentar-se uma gota da essência floral indicada no
momento para um paciente, modifica-se significativamente
a qualidade da irradiação do seu sangue. Por outro lado, as
essências florais que não correspondem no momento à
estrutura da personalidade do paciente, e portanto, não são
indicadas para ele, deixam de provocar qualquer
modificação da irradiação.
Com outro processo, o diagnóstico de campo escuro, pode -
se observar graficamente, em outro nível, o efeito das
essências florais de Bach sobre o organismo.
O exame do sangue do paciente por meio do microscópio
de campo escuro foi usado pelo prof. Günter Enderlein
(1872-1968) para estudar a transformação na forma dos
micróbios no organismo humano.
Hoje este método é usado no contexto da terapia isopática,
à maneira do Prof. Enderlein, tanto para diagnóstico quanto
para controle terapêutico.
O Quadro II mostra fotos do sangue de uma paciente,
tiradas no microscópio de campo escuro antes e depois da
ingestão das essências florais de Bach. 29
No contexto deste livro, limitamo-nos à análise do estado

29
Essas fotos foram gentilmente cedidas pelo Sr. Wolfgang Keicher, curador,
de Weinsberg.
dos eritrócitos.
A Foto 1 mostra um estado próximo ao normal; os
eritrócitos são vistos como anéis luminosos próximos uns
dos outros e que se destacam nitidamente contra o fundo.
A Foto 2 mostra o sangue em estado natural da paciente,
uma mulher de 52 anos de idade que sofria há dois anos de
grave bronquite asmática e se tratava, na época da foto, com
altas doses de teofilina e cortisona. Pode-se perceber uma
forte agregação (semelhante a rolos de dinheiro) dos
eritrócitos.
A Foto 3 mostra o sangue dessa paciente 20 minutos depois
de ingerir uma associação de Cherry Plum, Gentian,
Hornbeam, Pine e Water Violet.
Nesse momento já se percebe uma nítida separação dos
eritrócitos, embora ainda sejam visíveis os “rolos de
dinheiro”.
Na Foto 4 vê-se que, 45 minutos depois da ingestão das
essências florais de Bach, os “rolos de dinheiro” haviam se
dissolvido em ampla medida.
A Foto 5 mostra o sangue dessa paciente, cujo estado
emocional se mantivera estável, nove meses depois da
primeira foto.
QUADRO I

A. Bach – álcool sem aditivos

B. Bach — Água de fonte sem aditivos

C. Holly

D. Centaury

E. Scleranthus
F. Cherry plum

G. Cherry plum falsificado

H. Pine

I. Chestnut Bud

J. Chestnut Bud falsificado


QUADRO II

Foto 1: Estado normal aproximado

Foto 2: Sangue da paciente antes de ingerir as essências


florais de Bach

Foto 3: Sangue da paciente 20 minutos depois de ingerir


as essências florais de Bach

Foto 4: Sangue da paciente 45 minutos depois de ingerir


as essências florais de Bach
Foto 5: Sangue da paciente 9 meses mais tarde
QUADRO III

Desenho 1

Desenho 2

Desenho 3

Desenho 4
Desenho 5

Desenho 6

Desenho 7

Desenho 8

Ilustrações do Caso 71
2.6. As essências florais — uma orientação

Assim como sempre ocorre em um determinado estágio de


toda nova descoberta bem-sucedida, o desenvolvimento da
Terapia Floral de Bach chega hoje ao estágio do boom. A
semelhança do que ocorreu logo após a morte de
Hahnemann — quando as pessoas começaram a
potencializar todo e qualquer tipo de substâncias —,
atualmente se preparam, segundo o princípio de Bach,
essências florais dos mais diversos tipos, desde verduras até
orquídeas. Alguns milhares de diferentes essências florais
constituem a oferta mundial nos dias de hoje.
O interessante é que Bach previu esse desenvolvimento e
adotou a seguinte posição, com a qual muitos talvez não
estejam familiarizados:
Uma prova do valor do nosso trabalho é que forças
materiais espezinham o plano e algumas tentam distorcê-lo
ou desfigurá-lo. A distorção é a mais poderosa arma de
destruição. O homem queria a possibilidade do livre-
arbítrio; Deus lha concedeu. É por isso que o homem
sempre precisa fazer sua escolha. Tão logo um mestre
entrega ao mundo sua obra, já surge uma versão distorcida
da mesma. Isso ocorre com as menores coisas, tanto quanto
com as maiores. Essas distorções surgem sempre, para dar
ao homem a possibilidade de separar o joio do trigo.
Esta reflexão não deve, do ponto de vista da lei espiritual,
ser interpretada como uma pretensão à exclusividade. Por
outro lado, não é fácil fazer uma escolha com base em
critérios de julgamento que são parcialmente de difícil
compreensão. As sugestões a seguir poderão oferecer uma
primeira orientação.
As essências florais existentes no mercado dividem-se,
basicamente, em dois grupos:
Genérico (“epígonos”)
Estas essências florais são preparadas, na medida do
possível, com plantas das mesmas espécies utilizadas por
Bach — algumas silvestres e outras cultivadas, mas, mesmo
assim, parte delas cresce em locais com um clima bastante
diferente do clima do centro da Inglaterra. 30
As essências florais originais de Bach continuam a ser
preparadas, em sua maior parte, nos mesmos locais
identificados pelo próprio Bach. As essências-mãe são
preparadas há quase dez anos pelas mesmas pessoas. Isto
garante a qualidade das essências florais originais de Bach,
comprovada há décadas.
As novas séries de essências florais, preparadas a partir
de outras plantas 31
Neste segundo grupo, a situação é bem mais complexa. As
essências florais existentes no mercado podem ser
subdivididas de acordo com quatro critérios: a) propósitos
terapêuticos, b) sintomatologia, c) critérios de escolha de
plantas e d) processos de preparação.
a) Diferença na determinação dos propósitos terapêuticos
O propósito terapêutico de diversas séries de essências
florais não é, como nas de Bach, o processo de crescimento
da alma e a religação com o Eu Superior, mas sim o alcance
de determinados estados espirituais.
Angel-Orchid (Epidendron secundum) — Esta essência nos
abre para a comunicação com os anjos. Ela nos torna leves
e nos alçamos a níveis mais altos de consciência e
intensificamos nossas vibrações corporais. (“Essências de
Orquídeas”)
Com frequência, essas essências não lidam com os temas
básicos da alma humana (como, por exemplo, a resignação
e a esperança), mas sim com temas específicos da nossa

30
Quando se comprova como é diferente o caráter de dois vinhos semelhantes
mas provenientes de diferentes solos e climas, por exemplo, não se pode
esperar que essas essências florais tenham o mesmo efeito que as originais.
31
Os exemplos citados a seguir foram tirados dos prospectos publicados
pelos produtores dessas essências florais.
época — por exemplo, a frustração sexual da mulher:
Lehua (Metrosideros collina) — Esta essência fortalece as
características femininas e traz autoconsciência por meio de
uma intensificação da sensualidade e da alegria da
feminilidade. É uma essência liberadora para as mulheres,
na medida em que fortalece o chakra sexual e assim
restabelece o equilíbrio psíquico. (“Essências Aloha”)
b) Diferença na sintomatologia
Bach definiu os 38 arquetípicos estados emocionais
negativos que mostram com precisão que a personalidade
se distanciou da Unidade e da orientação do Eu Superior, e
em qual área da vida isso ocorreu. Se a pessoa observa esses
estados com o desejo de chegar a uma compreensão de si
mesma, a essência floral de Bach correspondente será “de
ajuda na autoajuda”.
Muitos dos novos sistemas, ao contrário, partem de estados
emocionais positivos; com isso, pode-se correr o risco de
não chegar a um desenvolvimento mas, sim, a um
ocultamento dos processos interiores da alma. Por exemplo:
Fun-Orchid (Vandas tricolor) — Esta essência melhora
nosso humor e nossa alegria de viver. Eia nos ajuda a subir
para esferas mais elevadas, de onde podemos contemplar
nossos problemas de outro ângulo. (“Essências de
Orquídeas”)
Os sintomas descritos em algumas linhas de essências
florais consideram a personalidade — sob a indicação de
que se trata da descoberta de novos estados emocionais —
a um nível bastante superficial e não mais arquetípico. Uma
comparação mais profunda mostra que se trata apenas de
nuanças e combinações emocionais, que sempre acabam
remetendo ao padrão básico definido por Bach. 32 Por
exemplo:

32
Para cada associação de seis essências florais de Bach, há 2.760.681
possibilidades de combinações individuais.
Fringed Mantis Orchid Essence — Esta essência é útil para
todos aqueles que juntam informações sobre as outras
pessoas e sempre vivem “com as antenas ligadas” para
descobrir se não existe alguma coisã que possam usar em
seu próprio benefício. Num estágio mais avançado, essas
pessoas parecem capazes de ler o pensamento dos outros.
Isso lhes dá uma sensação de superioridade. Elas não
compreendem, contudo, que o Criador do Universo também
pode ler o pensamento delas. (“Essências de Orquídeas
Australianas”)
Os sintomas descritos indicam as seguintes essências
florais de Bach: Chicory, Beech e Aspen.
Outros sistemas, derivados da fitoterapia, orientam-se por
sintomas físicos. Por exemplo:
Amaranthus — Esta essência estimula as glândulas timo e
pituitária; fortalece o sistema imunológico nos casos de
infecções por bactérias e vírus. É útil nos casos de
desorientação e estresse provocados por um desequilíbrio
hormonal. A essência Amaranthus pode ajudar nos casos de
autismo e esquizofrenia, de pesadelos ou alucinações. Além
disso, estimula a formação de enzimas e auxilia na
assimilação das proteínas. (“Pegasus”)
c) Critérios de escolha de plantas
Bach usava especialmente as flores de plantas não -
venenosas (as mesmas espécies podem ser venenosas em
outros países) e nenhuma planta que servisse
predominantemente para a alimentação. Muitas novas
linhas de essências florais usam plantas medicinais
tradicionais ou mesmo plantas venenosas e às vezes até
condimentos ou plantas alimentícias (por exemplo,
essências de verduras).
d) Processos de preparação
Os processos de preparação destas essências florais diferem
em parte dos métodos de Bach. Assim, muitas delas também
são potencializadas homeopaticamente.
3. A Terapia Floral de Bach na prática diária

3.1. Considerações básicas

Quando vale a pena fazer uma primeira tentativa com a


Terapia Floral de Bach?
• Quando os problemas do paciente estão claramente
relacionados com uma mudança decisiva em sua situação
de vida; por exemplo, a demissão do emprego, uma crise
conjugal, a reprovação de ano na escola, a morte do
companheiro, o cuidado com um parente gravemente
enfermo, etc.
• Quando os sintomas psíquicos estão em primeiro plano,
mas o paciente não precisa de tratamento psicoterapêutico
ou psiquiátrico; por exemplo, as perturbações emocionais
ligadas à submissão em jovens; a crise da meia-idade com
uma necessidade excessiva de alcançar resultados; os
sintomas de solidão em pessoas idosas; os medos e fobias
alimentados pela mídia (como o medo do câncer ou da
Aids).
• Quando há problemas provocados por múltiplos fatores,
como distúrbios do sono e perturbações dos batimentos
cardíacos; se necessário, o tratamento deverá ser
acompanhado pela terapia medicamentosa apropriada.
• Quando o curador lamenta não poder fazer ainda mais pelo
paciente; por exemplo, proporcionar-lhe mais bem-estar
emocional.
• Quando restam resultados insatisfatórios depois de
esgotadas todas as possibilidades terapêuticas
convencionais; por exemplo, a síndrome de pós-
colecistectomia ou problemas no baixo-ventre depois de
uma histerectomia, distúrbios estomacais resistentes à
terapia, ou quando pequenos sintomas, incômodos e
persistentes (como o resfriado crônico) continuam
resistindo ao tratamento.
• Quando o curador tem a impressão de que precisa receitar
ao paciente uma “artilharia pesada”; por exemplo,
betabloqueadores (aos quais o paciente não responde) ou
psicofármacos (que ele não quer tomar).
• Quando uma terapia leva sempre a repetidos retrocessos;
por exemplo, estados de esgotamento, infecções ou
deslocamento de sintomas.
• Quando o paciente se recusa a tomar medicamentos
químicos e quer ser tratado por métodos alternativos.
• Quando o paciente, por si mesmo, quer fazer mais pela sua
própria saúde; por exemplo, ele faz perguntas sobre
fortificantes e pede informações sobre saúde. Esse tipo de
paciente em geral se mostra agradecido pelas sugestões
sobre os cuidados com a saúde emocional.
• Quando o próprio curador estiver passando por uma crise
psíquica ou física; por exemplo, a síndrome da sobrecarga,
problemas de estresse ou conflitos humanos na equipe de
trabalho, etc.
Experiências decisivas que integraram solidamente a
Terapia Floral de Bach na oferta terapêutica
• A disposição básica dos pacientes modifica-se para
positiva — até o ambiente do consultório se beneficia com
isso.
• Os próprios pacientes afirmam que sentem mais bem -estar
emocional do que com a medicação alopática.
• O paciente é estimulado a cooperar; com isso, ele não só
“perde” um sintoma como “ganha” novas possibilidades de
desenvolvimento.
• O paciente crônico aprende a lidar construtivamente com
sua doença. Assim, ele tem a oportunidade de abandonar o
papel de “vítima” que talvez viesse alimentando há anos.
• O curador tem a possibilidade de aplicar uma
“psicoterapia”, dentro dos limites adequados, movendo-se
no terreno seguro de anos de experiência.
• A Terapia Floral de Bach pode ser usada junto com todas
as outras formas de terapia.
• Com o uso da Terapia Floral de Bach, os remédios
convencionais podem ser reduzidos de 40% a 60%.
Comparável a uma terapia natural de purificação no nível
físico, pode-se definir a Terapia Floral de Bach como uma
terapia que harmoniza e purifica o nível emocional. Desse
modo, ela é também prevenção da saúde — uma medicina
preventiva no mais verdadeiro sentido da palavra.

3.1.1. Para que tipo de pacientes é indicada a Terapia


Floral de Bach?

Em princípio, pessoas de todas as idades respondem


positivamente a uma associação correta e bem escolhida de
essências florais de Bach. O único pré-requisito é uma
atitude neutra, ou melhor, uma confiança total no curador.
Acima de tudo, recomenda-se a Terapia Floral de Bach para
o paciente sensível e emocionalmente refinado, que até
então foi tratado com “artilharia pesada”. Para este tipo de
pessoa, a Terapia Floral de Bach costuma ser a “verdadeira
salvação” (nas palavras de um deles). No entanto, as
pessoas de estrutura mais rude muitas vezes também
respondem muito bem às essências florais de Bach.
A experiência mostra que pacientes do sexo feminino
recorrem à terapia floral mais depressa que pacientes do
sexo masculino.
Os jovens respondem muito bem. Nas crianças, observa -se
uma resposta praticamente imediata. Como benefício
externo, a Terapia Floral de Bach também foi comprovada
no tratamento dos doentes em estados mais graves e em
agonizantes (ver pág. 71).
O fator decisivo parece ser a capacidade de ressonância do
paciente no nível emocional. Essa capacidade não depende
de sua idade ou sexo, mas sim de seu estado de
desenvolvimento.
3.1.2. No ambiente da medicina previdencial 33

Se a pessoa observou em si mesma o efeito das essências


florais de Bach, depois de alguns meses de treinamento ela
também será capaz de perceber nos outros esses estados
emocionais
negativos — em cerca de 20 minutos, no contexto das
consultas pagas da “pequena psicoterapia”. Contudo, pelo
bem dos pacientes, um diálogo mais longo é desejável.
Apresentamos a seguir algumas recomendações, que se
mostraram confiáveis, sobre os métodos de procedimentos
desenvolvidos num consultório previdencial em Berlim.

3.1.3. Como conquistar o paciente para a Terapia


Floral?

Embora até hoje os custos com a Terapia Floral de Bach só


tenham sido reembolsados pela previdência particular, a
experiência mostra que não é muito difícil conquistar o
paciente para este tipo de terapia. Na verdade, muitas vezes
a iniciativa parte dos próprios pacientes.
Em geral, basta conversar com o paciente sobre os possíveis
antecedentes psíquicos de sua doença para que ele volte a
atenção para esse tipo totalmente diferente de terapia.
Muitos curadores desenvolveram, para este fim, pequenos
folhetos de informações que são dados aos pacientes (ver
modelos nos Apêndices B e D).
A experiência mostra que a resposta do paciente ou é de
interesse imediato ou, senão, de completo desinteresse.
Neste último caso, não se deve insistir em convencê-lo —
muitas vezes o momento ainda não é oportuno; mais tarde,
o paciente poderá se interessar espontaneamente pela
terapia.

33
Comparar com o Caso 74: “A Terapia Floral de Bach na medicina
previdencial.”
Caso o paciente se decida pela Terapia Floral de Bach,
convém esclarecer previamente os seguintes pontos:
• O objetivo da terapia é “ajudar a autoajuda no campo
emocional”.
O paciente alcançará uma compreensão mais profunda das
causas emocionais da sua doença. Assim, ele perceberá que
os fatores emocionais — que podem contribuir para uma
doença — sempre trazem em si possibilidades positivas de
desenvolvimento. Isso significa que o paciente não só se
liberta de um “sintoma indesejável” como também tem a
oportunidade de ganhar algo, pois irá aproveitar o potencial
positivo das essências florais para desenvolver sua
consciência e sua personalidade. Por exemplo:
Sintoma: fraqueza geral
Essência floral ingerida: Centaury
O paciente aprenderá: força de vontade e autoafirmação
• O paciente precisa saber que com essa terapia não há, e
nem deve haver, qualquer dependência em relação ao
terapeuta.
No decorrer da terapia, o paciente ficará conhecendo tão
bem a si mesmo e ao seu perfil emocional que será capaz
de, em futuras situações de crise aguda, tratar-se com as
essências florais sem ter de consultar o médico.
• Não despertar falsas expectativas.
Principalmente nos casos crônicos, deve-se instruir o
paciente sobre o fato de que a Terapia Floral de Bach
implica cooperação — na verdade, “trabalho” —, pois os
estados emocionais que se instalaram e desenvolveram ao
longo dos anos precisam de certo tempo para serem
removidos. O atraso no desenvolvimento da personalidade
não pode ser recuperado com um simples “apertar de
botão”.
3.2. O diagnóstico

3.2.1. O diagnóstico por meio de entrevista

Na Terapia Floral de Bach, o diagnóstico é estabelecido


durante uma entrevista, através da empatia com a situação
emocional do paciente e da percepção intuitiva de seus
estados emocionais negativos no momento.
O princípio da simplicidade também se aplica ao
diagnóstico. Este tipo de diálogo não exige, em tese,
nenhuma formação psicológica, uma vez que não se trata de
interpretação mas de observação.
O princípio supremo do diagnóstico
Os estados físicos não são considerados. O importante é:
Como o paciente está reagindo emocionalmente aos seus
problemas? Quais estados emocionais negativos ele dá a
perceber neste momento?
Este princípio simples — apenas observar “o que existe
agora” — talvez pareça estranho a muitos curadores, uma
vez que eles estão acostumados a fazer suas interpretações
com base na meta do tipo “o que eu quero tratar”.
Exemplos:
a) Observação correta: O paciente tem uma natureza
demasiado generosa Eu indico Centaury.
Interpretação incorreta: O paciente quer desenvolver mais
poder de determinação. Eu indico Vine.
b) Observação correta: A paciente não sabe realmente o que
quer. Eu indico Wild Oat.
Interpretação incorreta: A paciente precisa tomar uma
decisão definitiva. Eu indico Walnut.
Dar atenção a essa experiência é a chave para o sucesso da
Terapia Floral de Bach.
Como muitos curadores não aprenderam a conduzir esse
tipo de entrevista, eles agem com maior ou menor tale nto
dependendo de sua própria experiência, a qual, é claro, é
fortemente determinada pela estrutura da sua
personalidade. Tendo em vista o princípio da simplicidade
e o diálogo “de pessoa para pessoa”, este é um ponto
fundamental a ser aceito na Terapia Floral de Bach.
Por outro lado, todo curador sabe como é fácil que certos
padrões negativos de comportamento (como a impaciência,
por exemplo) se insinuem durante a entrevista sem serem
percebidos, comprometendo assim o seu resultado. Desse
ponto de vista, convencionou-se estabelecer as seguintes
regras básicas para o autocontrole periódico da pessoa que
lida com a cura.
Regras básicas para a entrevista com o paciente
• O paciente é meu semelhante. Ele está no centro do
diálogo e deve ser aceito tal como é e tal como está neste
momento.
• Meus padrões de valores devem ficar em segundo plano.
(Apesar da empatia, o curador deve permanecer na posição
de observador. Como a Terapia Floral lida com os
sentimentos, nem sempre é fácil manter a disciplina interior
de modo a não reagir emocionalmente aos relatos do
paciente.)
• Argumentações, interpretações, julgamentos, conselhos e
perguntas que induzam o paciente devem ser totalmente
evitados, pois levariam a entrevista para o nível racional
sem permitir que a verdadeira situação emocional fosse
observada. É possível que o paciente os peça
explicitamente, no final da entrevista. Neste caso, pode -se
encerrar o diálogo transmitindo ao paciente, de modo
sucinto, apenas os nossos valores baseados na prática
individual — o que vem indicar mais uma vez a necessidade
da experiência pessoal na Terapia Floral.

3.2.2. A primeira entrevista para diagnóstico

Recomendações para o transcorrer da entrevista


Passo A: Deixar o paciente falar livremente sobre o
problema e anotar as impressões. Uma experiência que
sempre se confirma na Terapia Floral de Bach é que o
paciente, nas cinco ou seis primeiras frases, fala sobre os
problemas que mais o perturbam no momento e mais
bloqueiam sua energia psíquica. Com isso, o curador
experiente já identifica de imediato de 70% a 80% das
essências florais necessárias.
Passo B: Investigar cuidadosamente alguns sintomas,
delimitando o diagnóstico diferencial (ver tabela no
Capítulo 6); por exemplo, fazendo perguntas sobre os
incidentes que causaram a situação atual.
A erupção de um eczema pode ter sido causada por
diferentes estados emocionais:
• O paciente foi vítima de uma intriga na empresa onde
trabalha — Willow
• O paciente tem medo de um novo chefe — Mimulus
• O paciente tem inveja de seu primo — Holly
Nessa fase, também é frequente surgirem as essências
florais que serão importantes em uma das próximas fases da
terapia.
O princípio básico, contudo, é observar-se primeiramente
os estados emocionais negativos mais evidentes — buscam-
se as causas mais profundas somente na medida em que elas
são mencionadas pelo próprio, paciente. A experiência
mostra que, com esse procedimento, chega-se às reações
positivas descritas na seção 3.6. Abordar prematuramente
as causas mais profundas da doença leva, com frequência,
às respostas negativas descritas nessa seção. Isso ocorre
principalmente quando o primeiro diagnóstico não é feito
durante uma entrevista.
Exemplos:
1) Depois de muitos anos cuidando da mãe idosa, a paciente
está cansada, esgotada (Olive) e resignada (Gorse). Ela se
sente uma vítima dessa situação; tem a sensação de ter
perdido algo na vida (Willow). O curador percebe que a
paciente nunca cortou adequadamente o “cordão umbilical”
que a prendia à mãe (Red Chestnut). Ele faz a primeira
associação; Olive, Gorse e Willow, A essência Red Chestnut
será introduzida somente depois que a paciente for capaz de
reconhecer e aceitar esse problema durante a entrevista.
2) A paciente sofreu um enfarte; ela ainda apresenta certo
pânico (Rock Rosé), no íntimo está profundamente insegura
(Cerato), sente-se derrotada pelo destino (Willow) e
menciona sempre a situação anterior ao enfarte
(Honeysuckle). É possível que o tipo estrutural desta
paciente seja dogmático e severo com as outras pessoas
(Vine), bem como rígida consigo mesma (Rock Water),
impaciente (Impatiens) e excessivamente identificada com
determinadas tarefas (Elm).
As quatro últimas essências florais mencionadas são
acrescentadas à associação, uma a uma, à medida que a
paciente se permitir reconhecer plenamente esses traços.
Contudo, este não é o caso logo depois do enfarte.
Quando se está indeciso entre várias essências florais no
diagnóstico diferencial, faz-se a pergunta; “Por quê?”
Exemplo; A paciente está amedrontada; quatro ou cinco
essências florais seriam adequadas. Por que ela está
amedrontada?
• Porque vai ao dentista no dia seguinte: Mimulus
• Porque seu filho saiu de carro e a neve tomou as ruas
escorregadias: Red Chestnut
• Porque da leu uma notícia horrível no jornal: Aspen
• Porque acabou de escapar por um triz de um acidente d e
trânsito: Rock Rosé
Passo C: Fazer perguntas para verificar se todos os
problemas importantes foram mencionados; muitas vezes,
no último minuto surge um indício para a essência floral
que faltava.
Passo D: Para concluir — conforme o tipo do paciente —,
falar sobre a escolha das essências florais. Em tese, o
paciente deve estar de acordo com a escolha, segundo o
princípio do “cura-te a ti mesmo”.
Os pacientes que alcançaram um desenvolvimento
relativamente pequeno da consciência acham difícil aceitar
os aspectos negativos do perfil de uma essência floral, isto
é, a sua própria sombra.
Nesses casos, em especial, deve-se mostrar nitidamente ao
paciente o aspecto positivo — transformador — do perfil
da essência.
A Terapia Floral de Bach lida, em primeiro lugar, com
aquilo que o paciente, enquanto personalidade, pode
ganhar. O contexto básico de cada entrevista deve ser o
aspecto positivo- construtivo, que encoraja o paciente a
continuar desenvolvendo sua individualidade e lhe
transmite esperança e confiança.
Passo E: Lição de casa para o paciente — manter um
pequeno diário.
O paciente deve, principalmente nos três primeiros
períodos de ingestão das essências florais, manter um
pequeno diário, isto é, anotar todos os dias, peta manhã ou
à noite, em uma ou duas frases, tudo aquilo que lhe chamar
a atenção no seu comportamento, comparado com sua
conduta anterior. Se nesse período aumentar o número de
sonhos (como se observa com frequência), esses sonhos
também devem ser anotados resumidamente.
A manutenção do diário é recomendada porque já se
observou que o paciente, entre uma consulta e outra, acaba
esquecendo muitas de suas reações. O diário irá facilitar o
diálogo para o diagnóstico seguinte. Mas, acima de tudo,
mantendo um diário o paciente aprende a obser var-se
objetivamente e a treinar sua capacidade de percepção.
Importantes transformações da consciência serão
percebidas nos primeiros 16 dias após a introdução de uma
nova associação de essências florais. Da terceira associação
em diante, o processo de conscientização em sua totalidade
já teve início e segue seu curso. Nesta fase, os novos
estímulos à conscientização são menos frequentes e em
menor número. A partir daí, o diário deixa de ser uma
necessidade.
Uma recomendação aos pacientes: ler os livros básicos
sobre o assunto.
Como mencionamos acima, o paciente deve familiarizar -se,
o mais tardar quando do segundo período de ingestão, com
a filosofia de Edward Bach e os 38 estados emocionais
arquetípicos negativos. De modo geral, este conselho não
se aplica aos pacientes demasiado neuróticos, pois eles
poderiam reagir com um medo ainda maior.
Embora o mercado editorial ofereça hoje uma abundância
de livros sobre o assunto, o leigo ainda tem dificuldade de
avaliá-los. Meu livro de bolso, Selbsthilfe durch Bach-
Blütentherapie (Autoajuda através da Terapia Floral de
Bach — ver Apêndice G), foi especialmente concebido para
transmitir as informações básicas aos pacientes e mostrou -
se útil na prática.
O estudo feito pelos pacientes dos diferentes perfis das
essências florais de Bach também pode ser útil para os
diagnósticos subsequentes, quando não se tem certeza sobre
a indicação de uma determinada essência floral. Quando o
curador pede ao paciente para estudar o perfil de uma
essência, toma-se mais fácil, no diálogo seguinte,
esclarecer se a receita é apropriada naquele momento.
A descrição desses perfis em determinados livros induz
alguns pacientes a julgar equivocadamente as essências
florais; por exemplo, Vine e Chicory são vistas como
negativas, Elm e Oak como positivas.
Essa abordagem equivocada deve ser corrigida por ocasião
da entrevista. Caso contrário, o paciente chegaria a uma
percepção distorcida dos princípios verdadeiramente
neutros da Terapia Floral de Bach e o efeito das energias
florais poderia ser bloqueado por alguma resistência
inconsciente.

3.2.3. O seguimento da terapia

As próximas entrevistas para diagnóstico


De acordo com a necessidade do paciente, porém o mais
tardar após a ingestão do primeiro frasco — um frasco de
30 ml é suficiente para cerca de três semanas —, deve ser
marcada a segunda entrevista. 1 Se a primeira associação de
essências florais “fez efeito”, já se percebe no 34 paciente,
por ocasião da segunda visita, uma maior receptividade e
uma irradiação significativamente mais suave e
harmoniosa.
Como o paciente já conseguiu fazer uma primeira ligação
com o Eu Superior e alcançar uma melhor percepção de suas
necessidades emocionais, é muito frequente que ele comece
a falar espontaneamente sobre falhas de caráter que até
então talvez se recusasse a aceitar. Ele se distancia de
esferas da vida já exauridas; outras esferas, até agora pouco
observadas, passam a ser percebidas com mais intensidade
(ver Reações no Capítulo 3.6).
Com base nessa perceptível transformação da situação
emocional do paciente, pode-se, nesta entrevista e nas
subsequentes, fazer um novo diagnóstico — ou seja, indicar
novas associações de essências florais.
Procedimento
Conversar sobre o efeito da associação de essências usada
até o momento, incluindo as anotações do diário mantido
pelo paciente.

34
Esse intervalo de tempo entre uma consulta e outra aplica-se especialmente
no tratamento dos casos crônicos. Os casos agudos são resolvidos com
consultas em intervalos mais curtos, em geral de uns poucos dias.
• Quais estados deixaram de existir?
• Quais essências florais continuam a ser indicadas?
• As essências florais que foram anotadas para uso posterior
na primeira entrevista são ainda necessárias na associação
atual?
• Quais novos estados emocionais negativos surgiram?
De acordo com estas observações, a associação usada até
agora poderá ser modificada. Muitas vezes se constata que
estados negativos observados no primeiro diagnósti co —
cujo tratamento, contudo, foi adiado —já desapareceram
quando da segunda entrevista. A regra geral a ser
observada é que a composição de uma associação de
essências não deve ser alterada depressa demais.
Fundamentalmente, esta é a questão: Se o paciente está
satisfeito com a associação de essências que vem
ingerindo, ela deve continuar a ser administrada, com
pequenas modificações.
Se o paciente mostrar certa “negligência” na ingestão, isso
costuma ser um sinal de que a associação que está sendo
usada não é mais necessária.
Uma observação frequente: depois de ser ingerida a
primeira associação e serem dissolvidos alguns bloqueios
cruciais, irá revelar-se um outro lado emocional do
paciente, totalmente diverso e muitas vezes diametralmente
oposto ao primeiro. Por exemplo, depois que se
harmonizam aqueles traços duros do paciente que estão
visíveis (Rock Water, Vine), poderão vir à tona a carência
emocional e a fraqueza (por exemplo, Star of Bethlehem,
Heather).
Como tratar os estados agudos em paralelo com o
tratamento a longo prazo
Durante o uso mais prolongado da Terapia Floral, podem
surgir novos estados agudos que, em geral, são provocados
por circunstâncias externas. Seria um erro modificar a
associação de essências florais para uso a longo prazo,
adaptando-a a esses novos estados. O mais apropriado é
tratar em paralelo os estados agudos de curta duração; as
essências florais indicadas para eles devem ser ingeridas em
separado, segundo o método do copo de água (ver 3.3.1).

3.2.4. Os recursos para o diagnóstico

Tabela de diagnóstico diferencial


A tabela reproduzida no Capítulo 6 (pág. 158) pode servir
como referência ou lista de consulta durante a entrevista
com o paciente.
A subdivisão segue formalmente os sete grupos de
essências florais estabelecidos por Bach. Essa tabela não
tem a pretensão de ser tão completa quanto um repertório;
seu propósito é evitar que algum estado passe despercebido
durante a entrevista.
• Pergunta básica para o diagnóstico:
Como o paciente responde emocionalmente à sua situação
atual?
Quais os sentimentos que o curador percebe no paciente —
e não o modo como o curador interpreta as palavras do
paciente.
• Cada estado individual se apresenta em diversas nuanças,
de acordo com o nível de desenvolvimento e o grau de
conscientização do paciente.
Beech, por exemplo, surge de forma totalmente
inconsciente, como uma forte intolerância; quando o grau
de conscientização é mais elevado, o paciente talvez venha
a manifestar a vontade de ser menos crítico.
As frases das tabelas deste livro sempre partem de estados
emocionais extremamente negativos, tais como aparecem
nas pessoas relativamente inconscientes.
• Os estados raramente surgem isolados, mas sim numa
constelação individual própria daquele paciente naquele
momento. Segue-se que os estados podem matizar-se
mutuamente.
Por exemplo, um estado Larch manifesta-se associado a um
estado Vine. De início, o estado Larch pode ser menos
evidente que o agressivo e autoritário traço Vine, que
inconscientemente o encobre.
• DD = Indicações para o Diagnóstico Diferencial.
Aqui se trata de valores subjetivos oriundos da prática dos
autores com estados que frequentemente se conf undem;
isso ocorre sobretudo no início, quando o perfil de cada
essência floral ainda é interpretado com a razão, em vez de
ser percebido através de uma ressonância sensível.
Fundamentalmente, todo curador tem suas dificuldades
individuais com a diferenciação, pois também sua
personalidade — como a de todas as pessoas — está
associada a essências florais de Bach específicas.
A experiência mostra que os estados florais que não ganham
forma real na nossa mente são esferas da personalidade que
ainda precisam ser desenvolvidas. Quando duas
determinadas essências florais estão sempre se
confundindo, estes dois estados definem um problema
pessoal característico.
Exemplo: Observa-se com frequência uma confusão entre
Cerato e Centaury. O problema, na maioria dos casos, tem
origem na infância.
Em geral, a personalidade Centaury é sensível desde
criança. A personalidade Cerato sempre teve uma forte
intuição.
A criança que une em si esses dois traços muitas vezes tem
percepções estranhamente pertinentes, que de início ela
verbaliza de modo espontâneo. Se essas percepções não são
confirmadas ou aceitas pelos pais, talvez pessoas com
personalidades mais fortes ou autoritárias, a criança passará
a guardar para si suas próprias opiniões (Centaury). Isso a
levará a não reconhecer sua própria intuição (Cerato). Com
o passar do tempo, essa criança aceita cada vez mais os
impulsos da vontade mais forte dos pais (Centaury), o que
a levará a desconfiar sempre mais das suas próprias ideias
e da sua própria intuição (Cerato). Estágio final: uma
personalidade que se mostra de boa natureza e talvez até
mesmo um pouco ingênua.
Questionário
Embora nenhum questionário possa determinar todas as
associações apropriadas, ele ao menos oferece indicações
seguras para os problemas que o paciente está tentando
conhecer. Os questionários servem como um passo inicial
para o estudo da Terapia Floral de Bach.
• Benefício para o paciente: participar ativamente, dentro
do princípio de Bach “Cura-te a ti mesmo”.
• Benefício para o curador: a possibilidade de conduzir uma
entrevista cuidadosamente dirigida.
Existem hoje duas versões do questionário do Centro Bach:
Uma versão compacta (56 perguntas), que o próprio
paciente pode analisar.
Uma versão completa (152 perguntas), com um quadro de
avaliação final à parte, que permanece no consultório. 35
Nas considerações a seguir, partiu-se da versão completa —
que o paciente não deverá tentar interpretar por si mesmo,
pois poderia sofrer um “bloqueio” antes da entrevista com
o curador. As perguntas deste questionário estão
relacionadas aos temas: “Eu e o meu estado atual”, “Eu e os
meus problemas ou peculiaridades”, “Eu e o meu ambiente”
e “Eu e o meu passado”. Elas são semelhantes às
manifestações dos pacientes apresentadas no Capítulo 5.
O paciente pode ler o questionário em casa, com calma, e
assinalar as descrições que correspondem ao seu estado

35
Podem ser encontrados em Scheffer, Experiências com a Terapia Floral do
Dr. Bach, a versão completa do questionário às págs. 132/155 e o quadro de
avaliação final às págs. 164/165. (N.T.)
emocional no momento. Ao lado de cada pergunta (na
verdade, a descrição de um estado) há um determinado
código que o curador, ou seu assistente, pode avaliar antes
da primeira entrevista com o paciente, usando como
referência o quadro de avaliação final que ficou no
consultório.
Na primeira entrevista, esses perfis são analisados e se
define o diagnóstico diferencial. Alguns curadores
costumam pedir ao paciente para preencher o questionário
no consultório, antes da primeira entrevista. Mas nem todos
os pacientes estão em condições de fazer isso. Muitos estão
em tamanho desequilíbrio emocional que lhes é impossível
se concentrar no questionário — quer dizer, em seus
próprios problemas.
Nestes casos, mostrou-se útil a seguinte receita: nos dois
dias que antecedem a consulta, tomar Rescue pelo método
do copo de água.
Com isso, há geralmente um relaxamento da situação
emocional, permitindo que o questionário seja preenchido
sem problemas.

3.2.5. O diagnóstico por meio de perguntas especiais

Associações “corretas” e “incorretas” de essências florais


Em princípio, na Terapia Floral de Bach não existem
associações “corretas” ou “incorretas” de essências; há
apenas receitas mais acuradas ou menos acuradas.
Na Terapia Floral de Bach, não se trata de buscar um ou
mais “semelhantes” e sim de avaliar com sensibilidade as
“constelações” emocionais do paciente naquele momento.
Os conflitos emocionais permitem uma abordagem a partir
de vários pontos de vista. A experiência mostra que
diversos curadores receitaram para um mesmo paciente, em
uma mesma situação, essências florais semelhantes mas não
necessariamente iguais, e alcançaram o mesmo resultado
positivo. A personalidade do curador — isto é, seu
desenvolvimento espiritual e emocional, e sua motivação
específica — determina fortemente o efeito de uma
associação de essências florais no paciente.
As chamadas ‘‘associações de acesso”
A recomendação de se usar determinadas essências florais
na primeira associação — tais como Rescue, Star of
Bethlehem, Holly e Wild Oat — é totalmente equivocada e
revela uma má compreensão dos princípios da Terapia
Floral de Bach. Como explicamos acima, é a situação
emocional inicial de cada paciente individualmente que se
deve avaliar. Nem todas as pessoas, por exemplo, sofreram
choques na vida que hoje as bloqueiem emocionalmente e
as façam precisar de Star of Bethlehem. Não existem as
chamadas “essências florais de acesso”.
Para completar, vejamos a seguinte experiência: se o
curador percebe que o paciente está em completo
desequilíbrio emocional ou numa situação emocional de
emergência, mostrou-se útil receitar apenas Rescue por um
período de três a cinco dias, ou então incluir Rescue como
um dos ingredientes individuais da primeira associação.
Nesses casos, o campo energético emocional do paciente
está tão bloqueado que ainda não é possível uma análise
mais profunda das causas da doença. Com a ingestão d e
Rescue, alcança-se primeiro uma harmonização genérica.
Esse fato, no entanto, ocorre no máximo em 10% dos casos
tratados.
O número máximo de essências florais em uma associação
A literatura mais antiga sobre o tema limitava a três ou seis
as essências florais em uma associação; hoje, vê-se que às
vezes são necessárias, especialmente na primeira
associação, até doze essências florais, Nos dias atuais, a
vida emocional de muitos pacientes está tão desequilibrada
que é cada vez mais difícil, na primeira entrevista,
distinguir entre as atitudes emocionais negativas básicas e
as atitudes menos fundamentais porém mais fáceis de serem
percebidas numa inspeção superficial.
Na prática, e quando necessário, mostrou-se útil tornar mais
completas as duas primeiras associações, de modo a não se
omitir nenhum perfil fundamental, sem o qual toda a
associação deixaria de surtir o efeito desejado — o que é
importante já no início.
O mais tardar a partir da terceira associação, a vivência
emocional do paciente já se consolidou e, assim, é fácil
perceber os poucos perfis realmente fundamentais e receitar
as poucas essências florais correspondentes.
Em tese, costuma-se aceitar que todas as 38 essências
florais de Bach, em uma única associação, seriam um
“remédio para a cura total”. Contudo, em princípio isto é
desaconselhável. O próprio dr. Bach testou empiricamente
esta possibilidade, e a rejeitou. Em anos mais recentes,
pesquisas semelhantes também mostraram que o que ocorre
na verdade é uma breve intensificação do fluxo de energia
e, durante esse curto período, o paciente dá a impressão de
estar mais vitalizado e animado; porém, não se alcança
nenhuma harmonização nem tem início nenhum processo de
desenvolvimento emocional.
A questão do “remédio estrutural”
A referência a um remédio estrutural ou “típico” provoca
vários mal-entendidos entre os pacientes. Muitos deles
vêem nisso um julgamento ou uma classificação, o que irá
dificultar a aceitação do remédio em questão.
O próprio Bach relacionou sua primeira série de essências
florais — os “doze curadores” (twelve healers) — com doze
“tipos básicos de personalidade”.
Décadas de prática com os perfis das essências florais de
Bach nos mostraram o seguinte: todo ser humano tem de
seis a quinze padrões de reação negativa que lhe são típicos
e que, de tempos em tempos, sempre lhe causam problemas.
Sob esses padrões de reação podem estar representados
todos os 38 perfis das essências florais de Bach.
As essências florais de Bach típicas de um paciente tomam-
se evidentes para o curador no decorrer da terapia. No
entanto, elas só são receitadas quando o estado emocional
negativo correspondente se manifesta sob forma aguda.
Tentativas de ordenar os 38 perfis das essências florais de
Bach
Também aqui se aplica o princípio básico da Terapia Floral
de Bach — a “simplicidade”. Todos os tipos de
agrupamento subjetivo podem representar uma certa ajuda
em um primeiro estudo dos 38 perfis emocionais, porém
logo começam a limitar a possibilidade de experiências
mais livres.
Até mesmo os “sete auxiliares” (seven helpers) agrupados
por Bach — que, segundo afirma o Centro Bach da
Inglaterra, foram historicamente comprovados — não
parecem ser, em conjunto, indicados para todos os casos.
Bach possivelmente os agrupou com base nos sete nosódios
intestinais que, mais tarde, foi aos poucos substituindo
pelas plantas.
Nos estágios iniciais do desenvolvimento de sua Terapia
Floral, Bach também tentou relacionar suas plantas com
determinadas virtudes, com diferentes cores e com os doze
signos do zodíaco; no entanto — como se pode perceber por
seus últimos escritos — distanciou-se completamente disso
tudo no final de sua vida.
Experiências com outras classificações, tais como:
• Quais perfis florais são opostos?
• Quais precisam seguir-se rigorosamente uns aos outros?
• Divisão segundo o princípio do yin/yang
• Correlação com determinados chakras
• Correspondência com determinadas cores (existem hoje
oito “sistemas” diferentes!)
• Correlação com determinadas áreas do corpo
• Correlação com o sistema do tarô ou com o eneagrama são
subjetivas e não se sustentaram nos testes cuidadosos
realizados pela autora com o material disponível.
As associações-padrão
À semelhança dos chamados “remédios complexos” da
homeopatia clássica, as associações-padrão de essências
florais de Bach, para tratamento de determinados conjuntos
de sintomas psíquicos ou mesmo físicos, contrariam o
princípio da individualidade da Terapia Floral de Bach. A
única exceção é o Rescue, que foi concebido por Bach como
uma medida de pronto-socorro e não como um agente
terapêutico de efeito profundo.
Sem dúvida, não existem duas pessoas iguais; da mesma
forma, tampouco existem duas situações idênticas em todos
os seus pormenores — e isso sem falar das causas psíquicas
subjacentes às doenças físicas.
Dez anos de observação da chamada “fórmula de exame”,
por exemplo, mostram que em muitos casos a ingestão
dessa associação fez efeito a curto prazo; em vários outros
casos, ao contrário, não se obteve um resultado satisfatório.
Nestes últimos, parece evidente que essas essências florais
específicas não correspondiam à situação emocional dos
pacientes.
O diagnóstico com base no potencial emocional positivo
Bach definiu com exatidão os estados emocionais negativos
ou padrões de reação — ou seja, as esferas da personalidade
que precisamos trabalhar para restabelecer a conexão com
os potenciais emocionais positivos correspondentes.
O caminho rumo a esse resultado passa invariavelmente
pela rearmonização dos atuais estados emocionais
negativos. Em tese, uma receita “profilática” ou “de apoio”,
feita segundo os potenciais emocionais positivos, pouco
descritos por Bach, contradiz o mecanismo de ação e a
abordagem terapêutica da Terapia Floral de Bach.
3.2.6. Outros métodos de diagnóstico

Edward Bach e seus sucessores sempre afirmaram que o


melhor diagnóstico é feito na entrevista com o paciente,
através da empatia e da percepção intuitiva de seus estados
emocionais negativos naquele momento.
Com base na biografia escrita por Nora Weeks, percebe -se
que Bach estudou, e também testou, todos os métodos
conhecidos em sua época.
Em anos mais recentes, começou-se a discutir numerosas
experiências de diagnóstico através da aplicação de
diferentes testes. Para este livro, procuramos conversar com
especialistas de todas as áreas. 36
Resumo dessas experiências: As abordagens e os resultados
diferem de modo significativo, e isso leva à conclusão de
que o fator subjetivo, mesmo em processos de alta
tecnologia — pretensamente objetivos — desempenha um
papel muito maior do que em geral se imagina.
Sem dúvida, essas experiências podem ser passos
intermediários importantes e instrutivos para aqueles que se
ocupam com as áreas em questão; porém, para aqueles que
desejam aprender a Terapia Floral de Bach com
embasamento e rapidez, a utilização desses métodos é antes
um desvio ou um atraso desnecessário.
O trato direto dos 38 estados emocionais arquetípicos,
através de sua observação na própria vida, certamente leva
ao objetivo com mais rapidez e segurança.
Conhecidos radiestesistas confirmaram que seu cuidado na
escolha das essências se aperfeiçoou com seu conhecimento
sobre a Terapia Floral de Bach e com o desenvolvimento de
sua própria personalidade.

36
Descrições detalhadas sobre a questão do diagnóstico (RAC, cinesiologia,
etc.) estão sendo publicadas na série de monografias da Editora Naturamed,
Alemanha.
Nos processos cinesiológicos — que, como o lamentam os
especialistas em cinesiologia, muitas vezes são usados de
forma irrefletida e sem preparo suficiente — obtiveram-se
resultados que em geral refletiam estados emocionais
superficiais e de curta duração.
Os chamados processos intuitivos, tais como o teste no qual
se colocam os frascos de essências no campo energético do
paciente, parecem ser talentos inteiramente individuais, que
fogem a qualquer generalização ou comentário.
O mesmo se aplica ao método baseado na sensibilidade
física individual — ou seja, as sensações no próprio campo
energético, o formigamento nos dedos, etc. — para escolher
as essências florais adequadas ao paciente.
Uma experiência positiva especial constitui a chamada
“escolha espontânea” feita por crianças (ver pág. 87).
Como ajuda, também mostrou-se útil em muitos casos o
RAC — ou V.A.C. — do dr. Paul Noger.
Na área de controle do tratamento, o processo de impressão
no plasma, de Knapp, mostrou-se objetivo e valioso.
Vários médicos e curadores reuniram experiências
interessantes com testes de sangue mais aprimorad os, tais
como o teste eletromagnético do sangue, de Aschoff, ou o
processo da biorressonância.
Ainda mais difundidos, por certo, são os diversos processos
de avaliação da eletroacupuntura. O atual nível de
experiências e conhecimentos neste campo reflete os
comentários a seguir, que nos foram gentilmente cedidos
por um dentista 37 orientado para a biologia:
O uso dos processos de avaliação bioenergética na Terapia
Floral de Bach
Processos de avaliação bioenergética tais como Vega, Voll,
Bfd, etc., aplicam-se tanto para o diagnóstico quanto para o

37
Dr, Thomas Hermanns.
teste dos remédios.
O método de teste por mim utilizado — Vega — permite
um exame dos remédios encontrados quanto à sua eficácia
e tolerância.
Pesquisas comparativas mostraram que, com frequência
cada vez maior, um evento psicossomático está em primeiro
piano quando se investiga a causa de uma doença. Nesses
casos, a terapia causal, que busca a cura da pessoa como um
todo, só pode ter lugar quando a causa das perturbações
psíquicas é identificada e tratada conjuntamente. Nesse
contexto, justifica-se a inclusão das essências florais de
Bach no teste dos remédios.
Para o teste, pode-se usar tanto os frascos originais do
concentrado como as essências florais diluídas à potência
de ingestão. O processo do teste pode ser acompanhado na
literatura específica sobre os métodos especiais de
avaliação.
Bach descreveu de forma muito precisa o efeito e a
abordagem terapêutica das essências florais que descobrira.
Surgiu, inevitavelmente, uma discussão sobre até que ponto
um processo de avaliação bioenergética apreende o efeito
sutil das essências florais de Bach e os níveis sobre os quais
age uma essência floral assim encontrada.
Segundo Schimmel, com o teste Vega são apreendidos
quatro níveis dimensionais de interpretação dos campos
energéticos humanos: os níveis físico, etérico, astral e
mental. Schimmel assume como mecanismo de ação uma
espécie de “cinesiologia eletrônica”, pela qual o testador
responde a diversos impulsos vibracionais por parte do
paciente.
Substâncias sob a forma de ampolas modificam os impulsos
vibracionais do paciente.
Pré-requisitos para um bom resultado do teste: o testador
deve estar em excelente estado de saúde física, mental e
emocional. Isso significa, por exemplo, que o próprio
testador deve submeter-se à Terapia Floral de Bach antes
de poder testar, de modo confiável, as essências florais de
Bach.
Segundo as experiências disponíveis, pode-se esperar que
diferentes examinadores testem diferentes níveis
dimensionais, os quais talvez se alternem durante o teste.
Edward Bach disse que as essências florais são eficazes em
todas as partes do campo energético humano (físico,
emocional, mental). Levando em conta essa ampla gama de
eficácia das essências florais de Bach, e também os vários
níveis de teste possíveis nos processos bioenergéticos, acho
absolutamente necessário que uma associação de essências
florais de Bach, seja determinada de acordo com a
metodologia que ele próprio indicou.
No teste bioenergético, geralmente uma essência floral se
destaca. Ela costuma mostrar o mais intenso — e
predominante, no nível inconsciente — estado emocional
negativo do paciente no momento do teste. Quando se testa
essa essência floral “às cegas” (isto é, sem dá-la a conhecer
no teste) e se informa ao paciente sobre seu potencial
emocional positivo e negativo subjacente, quase sempre o
paciente, surpreso, irá abandonar bloqueios interiores e
permitirá que o curador tenha acesso aos seus problemas e
conflitos internos. É por isso que denomino esta essência
floral encontrada no teste bioenergético de “rompedora de
bloqueios” e a incluo nas minhas associações de essências
florais que, de resto, são determinadas segundo as regras
transmitidas pelo próprio Bach.
Mas, mesmo quando não se deseja utilizar lege artis a
Terapia Floral de Bach, costuma-se incluir essa “rompedora
de bloqueios” como um remédio individual no perfil
terapêutico. A consequência é sempre uma abertura entre a
alma e a personalidade. A energia assim liberada intensifica
a atuação das energias dos remédios acompanhantes (por
exemplo, homeopáticos) e é, talvez, o fator decisivo para a
cura total que se visa alcançar.
Oponentes e adeptos de um teste de medicamentos
poderiam debater essa experiência no círculo de colegas,
como uma possível abordagem (ou compromisso),
lembrando, porém, que, além de toda teoria, o sucesso de
uma terapia depende, em última análise, da intuição do
curador e do seu envolvimento com os pacientes.
Visão geral dos métodos de diagnóstico utilizados no
contexto da Terapia Floral de Bach
Excelente método para determinação (ver
Entrevista
Capítulo 3.2.1)
Boa possibilidade adicional; as melhores
Escolha espontânea
experiências foram principalmente com
(intuitiva)
crianças (ver Capítulo 4.1)

Como instrumento adicional, pode ser útil,


Processos de
principalmente quando o terapeuta tem pouca
avaliação
experiência com a Terapia Floral de Bach (ver
bioenergética
pág. 55)

De acordo com as experiências disponíveis até


RAC o momento, parece ser um método de teste
confiável

Risco de subjetividade; como único método de


Radiestesia
diagnóstico é insuficiente
Correlação com áreas
Experiências muito contraditórias
da pele
“Fórmulas prontas” Conflita com o princípio da individualidade da
de essências florais de Terapia Floral de Bach; experiências altamente
Bach contraditórias

Não confiáveis, pois as correlações entre as


Cartas coloridas ou
cores e as essências florais não são objetivas
testes cromáticos
(existem hoje oito “sistemas” diferentes)

Inadequadas para fins de diagnóstico, mas


Cartas com fotos das
servem como introdução à meditação para
flores
determinados tipos de pacientes

Já foram feitas diversas correlações; método


Dados astrológicos
ainda questionável
3.3. A Prática da Terapia Floral de Bach

3.3.1. As duas formas clássicas de administração

Nos estados agudos — “o método do copo de água”


Todos os dias pela manhã, de cada frasco de concentrado
(stock bottles) indicado, pingar duas gotas em um copo de
tamanho normal cheio de água. Beber o conteúdo em
pequenos goles no decorrer do dia — cada gole é um
impulso energético!
Nos estados altamente agudos, tomar vários desses copos
de água no espaço de algumas horas, até aliviar o estado
que exigia tratamento.
Nos estados crônicos — “o frasco do preparado”
Em um pequeno frasquinho com conta-gotas ou pingador
(contendo uma mistura na proporção aproximada de 25%
de álcool para 75% de água), pingar uma gota de cada frasco
de concentrado indicado para cada 10 ml da mistura álcool -
água — o número de essências florais utilizadas é
irrelevante.
Observação: Esta regra não precisa ser rigidamente
observada. Também se pode usar 2 gotas do concentrado
em um frasco de 30 ml; Bach mencionou várias vezes a few
drops (algumas gotas).
Administração sob a forma de glóbulos
Esta forma de preparo é indicada apenas para administração
ad hoc — por exemplo, para pessoas alcoólicas. A pedido,
as farmácias homeopáticas preparam glóbulos de lactose
borrifados com a associação de essências florais
indicadas. 38 Os glóbulos assim preparados devem ser
consumidos a curto prazo, pois a experiência mostra que a

38
Muitas farmácias também preparam os glóbulos diretamente com o
concentrado. Segundo indicações de um farmacêutico, a associação de
essências florais de Bach é pingada, junto com éter ou álcool etílico (60°),
sobre os glóbulos (1 g deste líquido para cada 10 glóbulos).
carga energética das essências florais de Bach logo se
perde. Como veículo, portanto, a lactose tem utilidade
prática limitada.

3.3.2. Qual água usar como veículo?

Bach mencionou água de fonte, querendo dizer com isto,


em sentido mais amplo, a água neutra e saudável das fontes
ou poços rurais, hoje comparável à água do nosso próprio
poço ou também a uma água de torneira de ótima qualidade.
O Centro Bach da Inglaterra costuma recomendar a Volvic
ou outra água mineral isenta de gás carbônico.
A água de algumas renomadas fontes curativas — como por
exemplo, a Staatlich Fachinger — não é suficientemente
neutra devido à sua forte vibração natural e, portanto, é
menos indicada. O mesmo se aplica à água esterelizada.
Também não são indicadas a água desmineralizada ou a
destilada.

3.3.3. Qual o papel do álcool?

O álcool serve como conservante. Na medida do possível,


não se deve usar álcool com graduação acima de 45°, pois
isso, em alguns casos, levou à floculação da fórmula floral.
O mais comprovado é conhaque ou brandy, pois o próprio
concentrado o contém.
Para crianças ou pessoas alcoólicas, o frasco do preparado
pode dispensar o álcool e manter a mesma eficácia, mas é
claro que sua vida útil será limitada. As pessoas que se
opõem ao álcool costumam usar vinagre de framboesa como
conservante. 39
No verão, deve-se guardar os frascos do preparado na
geladeira, tanto os que foram feitos sem conservantes como
os feitos com conservantes.

39
No Brasil, as farmácias utilizam vinagre de maçã. (N.T.)
3.3.4. A dosagem correta

Nos estados agudos: Ver o método do copo de água.


No tratamento dos estados crônicos: Segundo Bach, a dose
mínima é de 4 gotas do frasco do preparado, 4 vezes ao dia.
Horários comprovadamente eficazes: De manhã, ao acordar
ou antes de levantar.
Na hora do almoço, entre 12 e 13 horas.
À tarde, entre as 14 e as 18 horas.
À noite, antes de deitar.
Para se obter o máximo efeito, deve-se tomar as essências
florais pelo menos dez minutos antes das refeições,
conservando as gotas na boca por um instante antes de
engoli-las.
Outras experiências complementares com a dosagem
Dosagem mais elevada
No início de uma terapia, muitas vezes o paciente sente
intuitivamente a necessidade de tomar com mais frequência
a fórmula floral (por exemplo, uma mulher com dermatite
de fundo nervoso iniciou o tratamento tomando 4 gotas 14
vezes por dia). É sábio atender essa necessidade intuitiva,
pois ela muitas vezes traz um importante avanço na terapia.
Em geral, depois de um período de sete a catorze dias, o
próprio paciente volta à dosagem padrão.
Dosagem mais baixa
Em cerca de 1% dos casos observados, o paciente sentia
intuitivamente a necessidade de reduzir a ingestão das
gotas.
Nesses casos, o paciente conhecia por experiência própria
as suas reações excessivas, que também ocorriam, por
exemplo, com os remédios homeopáticos. Todas as
variações são possíveis, desde 3 gotas 3 vezes ao dia até
uma única gota por dia.
Overdose
Segundo o princípio de ação da Terapia Floral de Bach e
com base na experiência de muitos anos, a overdose é
impossível.
O aparecimento de reações aos remédios, tal como ocorre
na homeopatia, por exemplo, não foi observado no uso
corretamente prescrito da Terapia de Bach.
A ingestão diretamente do frasco do concentrado
Não é recomendada em princípio. Na verdade, observou -se
que a ingestão do concentrado puro tem efeito temporário.
A consolidação do efeito parece surgir somente através do
veículo, a água.

3.3.5. Outras formas de uso 40

Compressas
Além da terapia por via oral, pode-se usar compressas. Por
exemplo, em casos de erupções da pele, inflamações
localizadas ou de acordo com as necessidades do paciente.
A dosagem é de cerca de seis gotas do frasco do preparado
do paciente em uma vasilha de meio litro, cheia de água.
Banhos
Comprovou-se que os banhos são valiosos para a
tonificação ou limpeza interior.
A dosagem é de cerca de 5 gotas do frasco do concentrado
para o banho de imersão.
As formas de uso a seguir foram testadas por muitos
médicos e terapeutas por mais de dez anos. As experiências
até agora podem ser assim resumidas:
Muitas das formas de uso mencionadas abaixo revelaram -
se eficazes e apropriadas apenas em situações específicas e
com determinados pacientes. A escolha desta ou daquela
forma de uso muitas vezes surgiu intuitivamente durante a

40
As experiências pessoais de outros terapeutas sobre esses aspectos serão
bem recebidas como sugestões para as próximas edições deste livro.
entrevista e foi aceita de modo espontâneo pelo paciente.
Certos métodos de uso, mesmo longamente testados, num
outro momento ou com outros pacientes não mostram um
efeito que se iguale às formas clássicas ou as superem. Ao
contrário, essas propostas alternativas em geral causaram
estranheza ou confusão.
Todo terapeuta passa em seu desenvolvimento por etapas
nas quais faz certas experimentações e com elas adquire
experiência pessoal.
Constatou-se, no entanto, que essas abordagens da Terapia
Floral de Bach causaram muita confusão, na medida em que
os valores das experiências pessoais dos terapeutas eram
elevados à categoria de novos modelos terapêuticos com
pretensões à universalidade, e assim difundidos.
Hahnemann, como se sabe, já dizia: “Copie, mas copie com
exatidão...”
Por experiência própria e lembrando o princípio básico da
Terapia Floral de Bach — a simplicidade —, o Centro Bach
da Inglaterra mostra-se fundamentalmente reticente diante
da ampliação dos métodos e modificações de todo tipo, que
superem o âmbito individual.
Experiências com a aplicação em determinadas partes do
corpo
Por exemplo, friccionar a fórmula floral na região ao redor
dos olhos ou orelhas, ou aplicá-la sobre o plexo solar
funciona bem no início, quando o paciente pede. Mais tarde,
verifica-se um nítido enfraquecimento do efeito.
Experiências com a aplicação das gotas sobre os chakras
Surte efeito principalmente em praticantes de ioga ou em
pacientes que construíram um relacionamento interior com
o sistema de chakras, desde que o terapeuta sinta
intuitivamente o chakra correto.
Estabelecer uma correlação genérica das essências florais
com determinados chakras (por
exemplo, Holly = chakra cardíaco) parece um absurdo, em
vista da individualidade do corpo energético humano e sua
capacidade de transformação.
Carregar a fórmula floral próxima ao campo energético do
corpo
Só se comprovaram efeitos nos casos em que o estado
emocional desarmônico ou o conflito do paciente estava
sendo estimulado de modo contínuo por uma circunstância
de vida claramente identificável.
Por exemplo, uma funcionária dos Correios sentia medo
sempre que precisava entrar na sala onde trabalhavam
determinados colegas. Nas outras salas ou em casa, esse
estado nunca se manifestava. De início, carregar o frasco
com sua fórmula floral no bolso do casaco teve um efeito
positivo, mas esse efeito desapareceu depois de alguns dias.
(Poderíamos imaginar que o contato constante com o frasco
produz um fluxo contínuo de energia, que passa do
preparado para o campo energético do paciente, e por isso
o reservatório de energia da essência floral se exaure em
alguns dias. Por outro lado, o uso do remédio por via oral
promove um novo impulso energético cada vez que é
ingerido.)
Colocar a fórmula floral próxima ao campo energético do
corpo
Este método só parece ter utilidade no decorrer de uma
terapia mais prolongada de um caso crônico e quando é
preciso trabalhar estados emocionais negativos que estão
arraigados num passado distante, mas o paciente não tem
tempo para a meditação por causa de seus compromissos
profissionais. Ao se colocar o frasco ao lado da cama à
noite, por exemplo, surgiram de início fortes reações
oníricas. Depois de alguns dias, o efeito se perdeu (veja o
caso acima). Não se recomenda o uso desse método com
crianças e pessoas muito sensíveis.
3.3.6. As perguntas mais frequentes

Vida útil
Concentrado: os concentrados florais originais de Bach
(stock bottles), como as tinturas-mãe homeopáticas,
altamente potencializadas, têm duração ilimitada. Se
houver algum prazo de validade no rótulo, será apenas por
razões médicas.
Creme: semelhante à de qualquer outra pomada medicinal.
Preparado: conserva-se por tanto tempo quanto for a vida
útil da mistura álcool-água. A impregnação energética
permanece inalterada mesmo que ocorra um turvamento
ocasional. Portanto, em tese, mesmo os preparados turvos
podem ser usados, como por exemplo na água de regar as
plantas (centenas de relatórios comprovam que as plantas
reagem positivamente a qualquer essência floral de Bach!).
Conservação do concentrado original
Guardar em um armário, em temperatura normal e
protegido da luz. Os concentrados florais de Bach são
menos vulneráveis que os remédios homeopáticos.
Limpeza do frasco do preparado
Quando as fórmulas são preparadas no próprio consultório
para uso de um mesmo paciente, pode-se usar o mesmo
frasco diversas vezes. Neste caso não é necessário
esterilizar os frascos; basta enxaguá-los em água quente.
Compatibilidade com medicamentos
Em virtude do peculiar nível de atuação dos concentrados
florais de Bach, comprovado por mais de cinquenta anos de
experiências coletadas e divulgadas, o efeito dos
concentrados florais originais de Bach não é influenciado
pelo uso simultâneo de outros medicamentos, nem exerce
influência negativa sobre o modo de ação deles. Isso vale
tanto para os remédios homeopáticos quanto para os
alopáticos.
O que acontece se a escolha das essências florais for
incorreta?
Como a frequência energética de uma essência floral,
desnecessária para o paciente, não entra em ressonância
com seu campo energético, no caso de uma escolha
incorreta não há nenhum efeito.
As essências florais podem criar hábito?
Os concentrados florais de Bach não criam hábito, pois eles
apenas restabelecem o equilíbrio de uma situação
emocional desequilibrada. Quando o equilíbrio é
restabelecido, geralmente o paciente perde o interesse pelo
preparado. Ao obter a harmonização, ele não deve continuar
ingerindo a fórmula. (O que restou no frasco do preparado
pode ser usado na água do banho ou para regar as plantas.)

3.4. Rescue (O remédio de emergência ou primeiros


socorros)

Rescue é o único concentrado composto e, ao mesmo


tempo, o mais conhecido de todos os concentrados florais
de Bach. E por um bom motivo: um número incontável de
pessoas em todos os países do mundo encontrou ajuda
efetiva e instantânea em situações de estresse e emergência,
o que indiretamente salvou suas vidas. Rescue também é a
única associação de florais que, ao contrário de todas as
outras fórmulas recomendadas (como, por exemplo, a
Fórmula de Exame), age em todos os tipos de pessoas,
quando indicada.
Em suas prescrições, Bach definiu, talvez de forma
intuitiva, mais um outro estado emocional arquetípico: o
estado que surge quando um acontecimento súbito e
desagradável faz com que todo o sistema psicoenergético se
desintegre. Parece que esse estado abrange (consciente ou
inconscientemente) os seguintes cinco componentes
emocionais:
Paralisia e choque — Star of Bethlehem
Sensação de pânico, terror — Rock Rose
Extrema tensão interior, reação de fuga — Impatiens
Medo de perder o autocontrole físico e mental — Cherry
Plum
Tendência a “retirar-se”, estado de inconsciência iminente
— Clematis
Rescue efetua uma reintegração imediata e perceptível do
sistema psicoenergético e cuida para que a temida reação
em cadeia das consequências do choque ao nível celular e
orgânico não tenha início ou não volte a fugir do controle.
O efeito de Rescue, em casos extremos, é observável dentro
de apenas meio minuto. Note-se bem que, em situações
emergenciais agudas, Rescue não foi concebido para
substituir o atendimento médico de emergência, mas sim
como alívio temporário. Ele serve, acima de tudo, para
estabilizar o equilíbrio emocional. Uma vez isto alcançado,
não se irá constatar nenhum outro efeito.

3.4.1. O creme Rescue

Além da tradicional forma líquida, Rescue também é


apresentado sob a forma de creme, sem lanolina, para uso
externo local.
O creme Rescue contém mais um componente, o Crab
Apple, nº 10 do kit de concentrados. Muitos relatos de
terapeutas comprovam que ferimentos corporais, tais como
escoriações, queimaduras, cortes, torceduras, contusões e
erupções cutâneas súbitas — principalmente quando a
aplicação é feita logo após o ferimento — têm com o creme
Rescue uma cura inesperadamente boa e
surpreendentemente rápida.
O creme Rescue também se mostrou eficaz nos resfriados
crônicos, principalmente de bebês e crianças pequenas.
Em sinusites, aplicado na região do nariz e nos pontos de
saliência do trigêmeo, o creme Rescue tem ação analgésica
e fluidificante.
O uso de Rescue sob a forma cremosa também foi aprovado
como auxiliar em massagens (antes da aplicação do óleo) e
como profilático contra irritações da pele durante a prática
de esportes.

3.4.2. Rescue — Espectro de indicações

Traumas físicos (nestes casos se inclui a aplicação local),


como por exemplo:
• Acidentes de automóvel
• Quedas de escada
• Acidentes na prática de esportes
• Contusões
• Torções
• Picadas de insetos
• Ferimentos durante os trabalhos domésticos
• Mãos presas em portas
• Queimaduras
• Casos de asfixia
• Crises alérgicas
• Depois de um ataque cardíaco
• e outros
Situações psíquicas de exceção
A indicação é feita para o momento em que surge a situação
e, de acordo com o tipo do paciente, ela pode variar
bastante. Muitas pessoas já perdem o equilíbrio interior
dois dias antes da data marcada para ir ao dentista; outras,
só dois minutos antes da injeção.
• Antes e depois de uma cirurgia
• Depois de uma briga familiar
• Antes de um confronto pessoal
• Antes de uma audiência judicial
• Antes de uma despedida dolorosa
• Medo da visita ao dentista
• Medo de viajar de avião
• Choro de bebê em avião
• Depois de receber uma carta decepcionante
• Depois de assistir um filme violento na televisão
• Antes de subir ao palco, falar em público, etc.
• Para atenuar o “choque do diagnóstico”
• Para acompanhar o tratamento citostático (terapia do
câncer)

3.4.3. Rescue como ajuda na prática médica diária

Na prática médica comprova-se cada vez mais a vantagem


de ter Rescue sempre à mão. Usado na forma indicada, ele
possibilita tranquilizar o paciente que está agitado ou
amedrontado, ou (principalmente no caso de crianças) com
medo de tomar uma injeção ou tirar amostra de sangue.
Também antes de endoscopia ou de pequenas intervenções
cirúrgicas, Rescue ajuda a atenuar a situação estressante a
elas associada. Está demonstrado que Rescue promove uma
rápida estabilização, um alívio emocional e um relaxamento
psicofísico no paciente, facilitando assim os procedimentos
necessários para o exame e o tratamento.
Rescue também é indicado para o paciente que espera em
casa a visita do médico, pois esta constitui uma situação
especial e a expectativa é estressante.
Nas convulsões devidas à febre em crianças, Rescue tem
mostrado um efeito calmante. Rescue mostrou ter efeito
calmante em algumas situações da prática médica diária:
• Retirada de sangue
• Injeções
• Pequenas intervenções cirúrgicas
• Exames endoscópicos
• Exames ginecológicos
• Antes e depois de manipulações quiropráticas
• Massagens nas zonas de reflexo nos pés
• Problemas de cicatrização (acupuntura).

3.4.4. Rescue antes e depois de uma cirurgia

Relata-se com frequência — mas infelizmente ainda não em


termos oficiais — o maravilhoso efeito de Rescue na terapia
intensiva.
Administrado ao paciente em curtos intervalos, antes e
depois de uma cirurgia, Rescue acelerou e otimizou
dramaticamente os processos de cura. Seria interessante
realizar-se uma
observação mais sistemática neste campo, pois nele as
possibilidades do uso de Rescue estão longe de ser
plenamente esgotadas.
Eis a experiência de uma médica:
“Coloco diariamente gotas de Rescue no campo cirúrgico a
fim de impedir o colapso circulatório. Desde que
começamos a usar Rescue profilaticamente no centro
cirúrgico, nunca mais um paciente sofreu colapso; antes,
precisávamos em alguns casos administrar vasoconstritores
(como o Effortil®, por exemplo).”

3.4.5. Uso e dosagem de Rescue

Em situações agudas
Pingar 4 gotas do frasco do concentrado em um copo com
água ou outra bebida (suco, chá, cerveja) e tomar em
pequenos goles, de dez em dez minutos. Se ainda assim não
surgir o efeito desejado, preparar mais um copo.
Se não houver água disponível, pode-se pingar Rescue, sem
diluição, sobre os lábios, gengivas, têmporas, pulsos, na
dobra dos cotovelos, na região do coração ou da glândula
tireoide.
O frasco do preparado para uso mais constante
Ao contrário dos outros 38 concentrados, coloca-se 2 gotas
de Rescue para cada 10 ml de líquido. Se Rescue for usado
como componente de uma associação, ele conta como
apenas uma essência floral (2 gotas para cada 10 ml de
líquido).
Uso externo
Para compressas, emplastros, ataduras, etc., coloca-se 4
gotas do frasco do concentrado em uma vasilha com cerca
de meio litro de água.
Rescue não é indicado para uso prolongado
Infelizmente, Rescue vem sendo usado como panacéia geral
ou indicado em diagnósticos superficiais. É importante
informar ao paciente que Rescue não foi concebido para uso
rotineiro — isso viria a contradizer sua natureza e seus
mecanismos de ação. Junto com Rescue, pode-se, porém,
usar a fórmula indicada para tratamento a longo prazo.
Com que frequência pode-se usar Rescue?
A frequência da dosagem depende da constituição do
paciente e da sua situação atual.
• Há pacientes que só precisam realmente de Rescue duas
ou três vezes por ano.
• Por outro lado, sabe-se que há o tipo de paciente sensível
que, dependendo das circunstâncias, toma o “inofensivo”
Rescue várias vezes por semana e, assim, consegue
dispensar a ingestão regular de sedativos.
• Em crises mais graves e demoradas, tais como cuidar de
um parente com doença terminal — é justificável e útil
tomar Rescue regularmente durante um número maior de
dias.
Rescue na “farmacinha” caseira
Está claro e provado, pelo espectro de ação deste composto,
que ele não deve ser usado apenas no consultório do médico
ou naturoterapeuta; ele é também um remédio caseiro, no
melhor sentido da palavra, quase imprescindível para todas
as pessoas — inclusive o terapeuta. Ao recomendarmos que
todos os pacientes tenham Rescue na farmacinha caseira,
estamos sem dúvida também seguindo a intenção de
Edward Bach.

3.4.6. “Fórmula personalizada para emergências”

Além do uso clássico de Rescue, por via oral, é possível,


em casos de necessidade individual, adicionar às gotas de
Rescue (diluídas) um ou dois outros concentrados
destinados a harmonizar uma disposição específica do
paciente.
Esse procedimento é recomendado quando, por exemplo,
uma “situação de emergência” individual ressurge sempre
sob circunstâncias idênticas ou semelhantes; o terapeuta
percebe então que, ao lado dos “gatilhos” externos (iguais
ou variáveis), um traço específico de caráter (como, por
exemplo, um padrão emocional individual negativo) faz
parte do surgimento dessa situação vivida como um caso de
emergência.
Exemplo
Uma paciente entrava em estado de pânico toda vez que sua
cunhada, professora de uma escola vocacional, vinha visitá-
la. Sentia-se incapaz de pôr a mesa e conversar
descontraidamente com o marido e a cunhada.
Antecedentes: No dia de seu casamento, a cunhada
demonstrou ciúme, totalmente inconsciente, por ter de
entregar o irmão querido a uma “rival”. Talvez por esse
motivo, a cada encontro a cunhada emitia sinais para a
jovem esposa de que suas prendas domésticas eram
insuficientes e que seu irmão merecia melhor tratamento.
Isso criou um sentimento de inferioridade na paciente e a
levou a odiar a cunhada, matizando negativamente as
reuniões familiares. Sua fórmula personalizada de
emergência continha:
• Rescue
• Larch, para maior autoconfiança
• Holly, para maior compreensão da situação psicológica da
cunhada.
Quando a ocasião exigia, a paciente tomava várias doses de
8 gotas desta fórmula — e assim conseguia conciliar em
grande parte a situação.
Por não se tratar de uma verdadeira terapia mas apenas de
uma medida de primeiros socorros, a paciente se submeteu
posteriormente a uma terapia mais prolongada com as
essências florais de Bach. Conseguiu perceber o cont exto
maior do seu problema, vindo então a removê-lo por
completo.

3.4.7. Rescue no âmbito de uma instituição 41

Rescue pode ser utilizado de várias maneiras dentro de


instituições, tais como um lar para deficientes mentais ou
uma clínica psiquiátrica.
Quando se tem êxito, é particularmente gratificante
despertar o interesse dos colegas para esta forma de
tratamento. Pode-se então também transformar o modo de
pensar dos pacientes em relação aos seus sintomas
perturbadores.
Em geral, quando um paciente chama a atenção por suas
atitudes e perturba os médicos ou os outros pacientes,
procura-se tranquilizá-lo por meio de medidas pedagógico-
terapêuticas ou, se elas falharem, com medicamentos. De
qualquer modo, esse paciente é declarado um “criador de
casos”; os outros são vítimas que precisam de proteção.

41
Relato do dr. Alexander von Berghes, médico, Hamburgo.
Quando se consegue mudar este enfoque, o seguinte quadro
pode surgir: todos os envolvidos têm um problema em
comum (a saber, a agitação e o comportamento agressivo)
só que um deles causa o problema e os outros precisam lidar
com isso. É, de certo modo, como se estivéssemos olhando
os dois lados de uma moeda. Todos eles necessitam da
mesma ajuda. Nessas situações recomenda-se que todos os
envolvidos tomem Rescue repetidamente, para assim tornar
manifesto o fato de que eles estão em uma situação difícil
e precisam de ajuda. O resultado é frequentemente
impressionante para todos os envolvidos.
Da mesma forma, pode-se prescrever Rescue para o
paciente que se fecha em si mesmo, evita contatos e se deixa
dominar muitas vezes por uma disposição medrosa do
espírito. A experiência mostra que é fácil o terapeuta perder
de vista esse paciente; torna-se difícil interessar-se por ele.
Nesses casos, é útil administrar Rescue ao paciente em
pequenos intervalos, de uma ou duas horas. Mas o
importante é que, a cada dose, seja aproveitada a
oportunidade para se fazer contato com o paciente e dar -lhe
ânimo. Se o procedimento acima for repetido durante algum
tempo, poderá se desenvolver alguma atividade e abertura
no paciente; naturalmente, esse desenvolvimento será
observado com base no histórico da doença específica.

3.5. Áreas de aplicação da Terapia Floral de Bach

3.5.1. Crises psíquicas em situações difíceis da vida

As situações de crise psíquica geralmente fazem com que


aumentem os sintomas somáticos do paciente e, por causa
disso, são muitas vezes o fator que motiva a consulta ao
médico ou terapeuta.
A grande quantidade de material relativo a experiências
nessa área confirma a suposição acima.
É exatamente nas situações decisivas, tais como a morte do
parceiro ou a perda do emprego, nas quais se costumava
receitar psicofármacos “de emergência”, que a Terapia
Floral de Bach representa uma extraordinária ajuda para
harmonizar o paciente e ajudá-lo a lidar construtivamente
com a situação, num verdadeiro processo de
amadurecimento.
Em muitos desses casos, receitar Rescue é um primeiro
passo que normalmente produz alívio rápido e substancial
da situação crítica Na maioria das vezes, bastam uma ou
duas associações de determinadas essências florais de Bach
para ajudar o paciente a superar a crise. Nos casos mais
agudos, recomenda-se especialmente a ingestão segundo o
método do copo de água (ver pág. 58).
O sucesso mostrado pela Terapia Floral de Bach em
situações de crise psíquica é muitas vezes o impulso inicial
para uma Terapia Floral de Bach a longo prazo, para daí
então lidar com os estados emocionais negativos crônicos e
com o desenvolvimento da personalidade.

3.5.2. Ocorrência de doenças agudas

Também nas ocorrências de doenças agudas a Terapia


Floral de Bach pode representar uma grande ajuda. A
experiência mostra que o processo de cura é drasticamente
acelerado e os medicamentos alopáticos podem ser
reduzidos de modo considerável. Em alguns casos, pode -se
até mesmo dispensá-los por completo.
O importante é, nesses casos em especial, o terapeuta
orientar-se diretamente pelos sintomas emocionais do
paciente: observar e examinar com toda atenção como a
pessoa está reagindo, no momento, ao aparecimento de sua
doença física — ou seja, qual erro na atitude emocional ou
qual acontecimento possivelmente causaram esse ataque da
doença física. Segundo experiências, especialmente os
pacientes mais jovens observam muito bem a si mesmos.
Em muitos casos, Rescue como medida de primeiros
socorros traz alívio rápido e perceptível.
A experiência mostra que o sucesso de um tratamento
conjunto com as essências florais de Bach em estados
agudos surge rapidamente. Se a fórmula for adequada, o
paciente pode constatar sinais significativos dentro de
poucas horas ou dias.
O próprio Bach, que em certos períodos de sua vida fez
muitas consultas a domicílio, em casos de doenças agudas
trocava a essência floral ou a associação de essências várias
vezes em poucos dias, de acordo com os estados emocionais
que iam aflorando durante o processo de cura. O seguinte
exemplo foi extraído do livro de Nora Weeks, Medical
Discoveries of Edward Bach, Physician.
Um homem de 38 anos sofria há cinco semanas de crises
reumáticas extremamente dolorosas. Quando Bach o
examinou pela primeira vez, todas as suas articulações
estavam inchadas e sensíveis ao toque. Ele sofria dores
indizíveis, virava-se de um lado para o outro na cama e não
conseguia um minuto de repouso.
Durante as vinte horas seguintes, o paciente tomou doses de
Agrimony de hora em hora. Surgiu então uma melhora
visível em seu estado. A não ser pelos ombros, todas as
outras articulações estavam livres da dor e do inchaço. Ele
ficou mais tranquilo e menos ansioso. Durante mais seis
horas ele recebeu, também de hora em hora, doses de
Agrimony. Depois desse tratamento, dormiu durante quatro
horas seguidas. Quando acordou, estava totalmente livre
das dores.
Na fase seguinte, o paciente sentiu medo: ele receava que
as dores voltassem e que, caso se movimentasse, tivesse
uma recaída Foi-lhe então receitado Mimulus. No dia
seguinte, ele se levantou, vestiu-se e já conseguiu fazer a
barba sozinho.
No entanto, apesar do desenvolvimento bastante animador
do tratamento, o paciente se sentia deprimido, desanimado
e abatido. Para harmonizar esse mal-estar, ele recebeu
Gentian. E, apenas três dias após tomar o primeiro
preparado floral de Bach, o homem estava totalmente
recuperado. Foi ao cinema e, depois, a um restaurante.

3.5.3 Ocorrência de doenças crônicas

Na medida em que o terapeuta e o paciente concentram a


força necessária, o tratamento das doenças crônicas em
conjunto com a Terapia Floral de Bach é uma área
especialmente gratificante. Justamente quando, como se diz
com tanta frequência, “o paciente está desenganado”, temos
experimentado resultados surpreendentes através do
despertar do seu poder pessoal de autocura.
No tratamento de convalescença de câncer, e também em
várias das chamadas doenças psicossomáticas, tais como
neurodermatite, colite e hipotonia essencial, a Terapia
Floral de Bach provou seu efeito benéfico de cura.
Nas pessoas com tendência a doenças crônicas,
observaram-se com frequência as seguintes atitudes
emocionais negativas inconscientes:
• Sentimentos inconscientes de culpa, que não “permitem”
ao paciente recuperar a saúde;
(Pine)
• O sentimento de, além de não estar à altura das exigências
do destino, ser sua vítima;
(Willow)
• Resignação profundamente arraigada; (Gorse)
Através da ingestão, por longos períodos, de medicamentos
drásticos, muitos pacientes crônicos chegam
frequentemente a um estado de apatia (Wild Rose) ou
perdem a capacidade de concentração (Clematis).
Comumente esses pacientes também expressam desânimo,
por se sentirem um estorvo ou até mesmo desnecessários
para seus familiares. Nesses casos, é aconselhável o uso de
Gentian e Larch.
Os quatro estados acima (Wild Rose, Clêmatis, Gentian e
Larch) servem para exemplificar como o paciente, no
decorrer de uma doença crônica, pode desenvolver outros
estados emocionais negativos, que por sua vez contribuem
para o agravamento da doença.
Essas descrições, contudo, não devem nos levar a pensar
que existem determinadas receitas-padrão para os pacientes
com doenças crônicas. Também aqui é extremamente
necessário captar a situação emocional individual do
paciente. 42
Nesse contexto, cabe uma observação sobre o tema “a
linguagem dos órgãos”, cuja compreensão básica recebeu
um impulso valioso exatamente da Terapia Floral de Bach.
Em uma interpretação superficial e estreita, suas propostas
não se comprovaram na prática da Terapia Floral de Bach.
Nas anotações do próprio Bach (ver Capítulo 1.2), os
sintomas de doenças físicas específicas não têm correlação
direta com determinados perfis florais; por exemplo, os
rins, com Mimulus, ou o coração, com Holly. O psicograma
de um asmático ou de um cardíaco neurótico não existe no
nível definido por Bach.
Uma correlação entre traços típicos de caráter de 285
pacientes com tendência à manifestação de doenças
crônicas específicas (tais como asma, problemas da pele,
males do trato estomacal e intestinal, etc.) e os perfis das
essências florais, não permitiu que se identificasse
nenhuma conexão. Uma única relação inequívoca surgiu
entre Scleranthus e a tendência a problemas da tireoide,
sendo interessante observar que a tireoide, conhecida como
uma glândula mais sutil, é vista como um elo de ligação
entre o plano físico e o plano sutil.
No início de uma terapia com doentes crônicos, pode-se
esperar uma intensificação passageira dos sintomas, por

42
Compare com o caso de recaídas crônicas de infecção das vias urinárias.
causa justamente de sua cronicidade. Com frequência,
também se observou que, devido ao sucesso inicial, a
terapia é interrompida e depois retomada, cerca de quatro
semanas mais tarde, pelo próprio paciente.
No tratamento de casos crônicos observa-se quase sempre
uma clara oscilação no decorrer da terapia. É por isso que,
nesses casos, a orientação espiritual do paciente tem um
significado crucial ao longo do tempo. Pois, assim como
ocorre com as doenças crônicas do corpo, também pode
haver repetidas recaídas de problemas emocionais crônicos.
Essas situações exigem grande sensibilidade e paciência
por parte do curador, para motivar continuamente o
paciente, apoiá-lo na cura e ajudá-lo a entender que, apesar
de todos os altos e baixos, percebe-se uma tendência
ascendente.
É exatamente no tratamento e na terapia conjunta
consequentes de pacientes com diversos problemas
crônicos que se observa com clareza como a Terapia Floral
de Bach produz uma transformação sutil, porém contínua,
da atitude mental e, enfim, da filosofia de vida (ver Caso
3).
Após algumas recaídas, geralmente leves no início,
verifica-se, o mais tardar depois de um ano, uma definida
melhora em comparação com os anos anteriores.
Naturalmente, não é em todos os casos que se chega à cura
de todos os sintomas físicos; mas sempre se verifica uma
estabilização duradoura do paciente. Em casos bem
tratados, desapareceram sintomas que resistiram à terapia
durante anos seguidos, tais como um resfriado crônico, um
eczema crônico ou um problema gástrico persistente.
No caso de pacientes com um longo histórico terapêutico,
antes classificados como hipocondríacos, foi possível
detectar, pelo menos, que a gravidade da doença foi
bastante atenuada. Com a Terapia Floral de Bach, esses
pacientes continuaram aptos para o trabalho e puderam
lidar relativamente bem com os seus males.
Há um consenso quanto às essências florais de Bach em
comparação com outros medicamentos: elas são tomadas
com prazer.
Em quase todos os casos, foi possível reduzir de modo
significativo ou até mesmo eliminar por completo os
medicamentos alopáticos, em especial os psicofármacos, o
que, principalmente para os iniciantes na terapia floral,
pode ser considerado um grande êxito.

3.5.4. Possibilidades e limites do autotratamento

Em situações agudas — não há problemas


Em estados crônicos — não é recomendável
Ao prever que suas “flores curadoras mais tarde estariam
disponíveis em todos os lares”, Bach se referia sobretudo
ao autotratamento em crises agudas de estados emocionais.
Em princípio, um estado agudo de ciúme, de medo
antecipado ou de exaustão pode ser identificado pela
própria pessoa ou por algum membro de sua família,
permitindo assim encontrar as essências florais
apropriadas.
Em situações não delineadas, a ingestão imediata de uma
dose de Rescue pode trazer à tona, de uma forma muito
clara, os sintomas individuais predominantes.
Nos estados agudos, é aconselhável que as gotas sejam
ingeridas pelo método do copo de água e a dosagem
repetida até que se perceba uma harmonização do estado.
Porém, a pessoa com problemas emocionais crônicos
dificilmente poderá tratar de si mesma com sucesso.
Uma vez que os bloqueios emocionais inconscientes
dificilmente podem ser percebidos com objetividade, não é
possível a ela fazer um diagnóstico correto. Além disso, a
pessoa com um problema emocional crônico não é capaz de
avaliar por si mesma, de modo objetivo, as eventuais
reações que ocorrerem. Assim, nesses casos, a consulta com
um curador experiente é o melhor caminho.
Depois que a Terapia Floral de Bach é aplicada lege artis
em pacientes crônicos, o verdadeiro objetivo terapêutico é
alcançado: a “ajuda para a autoajuda”.
O paciente, agora positivamente motivado, poderá
continuar sozinho a buscar ajuda nas essências florais
quando surgirem novas situações agudas, pois ele estará
conhecendo melhor suas próprias estruturas emocionais e
os perfis correspondentes das essências florais de Bach.

3.5.5. A Terapia Floral de Bach no tratamento de


doentes em estado grave e agonizantes

Referimo-nos aqui, por exemplo, às pessoas que sofrem de


câncer progressivo inoperável, esclerose múltipla,
insuficiência renal pré-terminal, reumatismo articular grave
e outras doenças. Quando todas as “possibilidades médicas”
se esgotaram, o que resta aos pacientes e seus familiares é
o sofrimento intenso e o desespero.
Não raro, é exatamente nos quadros clínicos graves acima
mencionados que se manifestam no doente, além do medo,
outros traços de caráter desarmônicos, tais como o ódio, o
ciúme, o ressentimento, a autopiedade e a dominação, com
muito mais força e negatividade do que nos seus dias de
saúde. Os familiares ficam bastante alarmados ao ver como
todo o ser do paciente se modificou.
Essa constatação é, em geral, quase tão chocante quanto o
golpe da morte iminente. Cuidar do paciente, tanto em casa
como no hospital, torna-se então consideravelmente mais
difícil.
Com frequência, os familiares desse tipo de paciente
perguntam se a Terapia Floral de Bach ainda é capaz de
apresentar resultados, A resposta só pode ser: Sim. O
próprio doente, e também os familiares que cuidam dele,
experimentarão ajuda e alívio com as essências florais de
Bach. Se e quais processos de desenvolvimento emocional
realmente seguem seu curso em estágios avançados da
doença, é algo que escapa a uma visão objetiva. No entanto,
a experiência mostra que as essências florais de Bach,
corretamente receitadas, em geral produzem uma mudança,
consciente ou inconsciente, da atitude diante da doença e
do próprio destino. Em muitos casos, observou-se uma
diminuição das dores; porém, em todos os casos, alcançou-
se maior tranquilidade, calma interior e, no todo, uma
irradiação mais positiva.
Para esclarecer a pergunta — se a Terapia Floral de Bach
“ainda traz algum benefício” ao doente — deve-se ministrar
doses de Rescue diversas vezes ao dia (método do copo de
água ou compressas sobre a testa). Na maioria dos casos, a
resposta é positiva, e pacientes incapazes de se mover ou de
falar, bem como doentes na CTI, dão a entender claramente
que desejam continuar a tomar esse remédio flor al.
Também aqui o diagnóstico é feito com base nos traços de
caráter desarmônicos do paciente, conhecidos por seus
familiares. Conforme a situação, pode-se (à parte o Rescue,
que nesses casos sempre é realmente indicado) também
levar em consideração Honeysuckle, Red Chestnut, Pine ou
Walnut.
Vários relatos de familiares de agonizantes contam que
estes recorreram à Terapia Floral de Bach em seus últimos
dias de vida, com o conhecimento do médico que os tratava.
Segundo todos os relatos, os doentes conseguiram viver
seus últimos dias com mais harmonia e dignidade, e a
maioria deles morreu tranquilamente.

3.6. O desenvolvimento da terapia

3.6.1. Modalidades de desenvolvimento e reações


características

Uma vez que não existem dois indivíduos idênticos e


sabendo-se que cada pessoa só pode se desenvolver
conforme as possibilidades de sua própria alma, deve ficar
claro que na Terapia Floral de Bach não se pode traçar
com exatidão nenhum esquema previsível de reações.
Levando em conta, além disso, as circunstâncias decisivas
da vida do paciente e o fator tempo, a experiência mostra
que nem para um mesmo paciente se pode elaborar um
plano terapêutico a longo prazo. Ou seja, uma fórmula
floral que numa determinada época ajudou o paciente
talvez não “funcione” um ano mais tarde em situação
semelhante, pois mudaram as circunstâncias de sua vida e
o fator tempo.
As observações apresentadas a seguir podem servir como
orientação e estímulo para o leitor fazer suas próprias
observações.
Quando a primeira dose foi ingerida já no consultório,
muitas vezes observou-se no paciente:
• Uma modificação positiva da expressão do olhar
(especialmente nas crianças).
• Um profundo suspiro de alívio. Surge uma sensação de
que “de repente uma luz foi acesa”, “a sala subitamente
ficou mais clara” ou “o tamanho da sala aumentou”.
• Sensações de calor, formigamento, agradáveis sensações
de eletricidade no corpo Ou:
• Uma sensação de frio na região do coração, no plexo solar,
nas extremidades do corpo ou no corpo inteiro (com
frequência, no lado esquerdo).

3.6.2. Reações no tratamento de estados agudos

Uma fórmula corretamente escolhida de essências florais


“funciona” em poucas horas, o mais tardar em alguns dias.
Em geral, as chamadas primeiras reações não ocorrem.
Assim que a harmonização é alcançada, o paciente se
esquece de ingerir os florais.
3.6.3. Reações no tratamento de estados crônicos

Duração da terapia: conforme o caso, a idade e a estrutura


do paciente, a terapia pode levar de nove meses a um ano e
meio, com intervalos de quatro semanas entre cada
definição de uma nova fórmula floral.
Uma vez que as experiências emocionais negativas que
acionam as doenças crônicas quase sempre remontam à
infância e vêm se fortalecendo ao longo dos anos, é
surpreendente que também os pacientes mais idosos possam
obter resultados tão bons em tempo relativamente curto.
Formas de desenvolvimento típicas do tratamento de
estados crônicos

1. Início positivo
A reação à primeira fórmula floral é surpreendentemente
positiva. O paciente sente — talvez pela primeira vez em
muitos anos — o que significa voltar a ter um bom
sentimento sobre o seu próprio valor ou poder dormir bem
durante toda a noite.
Depois de algumas semanas, em geral após o término da
primeira fórmula, essa curva cai; tem início, para o
paciente, um período de oscilações em sua saúde emocional
e física, que irão por fim se estabilizar, positiva e
lentamente, sob a forma de ondas cada vez menores.
Nessa fase de estabilização ondulatória, começa o
verdadeiro confronto pessoal com as partes bloqueadas da
personalidade. O paciente deve registrar conscientemente
essas oscilações do seu estado e estimular o
desenvolvimento psíquico, evocando sempre à consciência
o estado positivo almejado, que já vivenciou no início da
terapia.
2. Início negativo
Eis o que ocorre com muita frequência nas doenças crônicas
com fortes manifestações corporais: o paciente sofre, de
imediato, uma forte “intensificação” emocional ou física de
seus sintomas, semelhante à primeira reação homeopática.
Ele tem a sensação de que suas qualidades negativas, suas
fraquezas, ficaram ainda mais fortes. Nesse estágio, o
paciente costuma telefonar e dizer que nunca se sentiu tão
mal como desde que iniciou a Terapia Floral de Bach. Este
é um tipo de estado que pode durar alguns dias, às vezes
uma semana inteira, e então subitamente se transforma no
estado positivo. Desse momento em diante, ainda surgem
pequenas oscilações na saúde emocional e física, até o bem -
estar se estabilizar num nível vibracional mais elevado.
Nessas fases de “intensificação dos sintomas”, a orientação
dada ao paciente é da maior importância. Ele deve perceber
que trazer as memórias psíquicas negativas ao nível
consciente e liberá-las faz parte do seu processo de
purificação emocional, sem o qual a verdadeira cura é
impossível.
Não é aconselhável, nessa situação, atender aos desejos do
paciente de modificar a fórmula floral ou interromper a
terapia à espera de uma pretensa época mais oportuna. A
experiência mostra que muitas vezes, com a introdução de
uma nova associação de florais, todos os sintomas que
existiam no momento da interrupção do tratamento voltam
a se manifestar de imediato.
3.6.4. Reações à primeira ingestão de uma fórmula de
essências florais de Bach

Os dados estatísticos aqui apresentados provêm de um a


pesquisa feita com 700 pacientes do Bach Centre da
Alemanha. As reações descritas surgiram ou depois da
primeira ingestão de uma fórmula floral de Bach ou depois
da ingestão de uma nova fórmula depois de uma longa
pausa no tratamento.
Os sonhos
Os sonhos observados nesses casos mostram certa
semelhança com os que se manifestam nas sessões
psicoterapêuticas junguianas, que abrem ao especialista
uma possibilidade adicional de controlar o
desenvolvimento da terapia. No contexto da Terapia Floral
de Bach, a análise dos sonhos no nível simbólico é
interessante, pois se trata exatamente daquele nível
arquetípico no qual também se situam os perfis das
essências florais de Bach.
Ocorrência de sentimentos positivos
sonhos sugestivos* — 48,9%
necessidade mais intensa de repouso e sono** — 46,1%
“a calma e a serenidade me inundaram”*** — 37,4%
sentiram-se carregados de energia*** — 33,9%
sensação interior de alegria*** — 30,2%
sensação interior de libertação*** — 27,8%
o paciente começa a fazer algo que há muito
vinha adiando*** — 19,7%
Intensificação de sentimentos negativos
desassossego interior — 26,4%
irritabilidade — 25,8%
apatia — 25,7%
medo — 20,9%
Surgimento passageiro dos sintomas físicos de uma doença
anterior — 19,7%
• Trata-se de sonhos com conteúdo simbólico, ocorridos
nas noites após o primeiro e o quarto dias da ingestão. Este
fenômeno talvez seja a evidência mais objetiva do efeito da
Terapia Floral de Bach. (Um estudo com base em centenas
de pacientes está em preparação.)
• * Causa possível: aos níveis interiores, muita energia
psíquica é necessária. Portanto, a entrada de energia é
estrangulada no nível da consciência cotidiana. O
importante é ceder a essa necessidade! Do mesmo modo,
deve ser vista, por exemplo, a sensação temporária de
tontura.
*** Nestes casos, o paciente já fez uma conexão transitória
entre a frequência vibracional agora existente e a mais
elevada, à qual ele aspira.
Os seguintes padrões de sonho se manifestam com
frequência:
1. A representação do conflito no nível simbólico
• A pessoa, por exemplo, luta com um oponente que quer
lhe tirar algo;
• A pessoa precisa tomar o trem, mas se perde a caminho da
estação; ou
• não tem dinheiro suficiente para a viagem.
2. Desdobramento de uma parte bloqueada da personalidade
• A pessoa volta a apertar nos braços, depois de longa
ausência, uma criança transida de frio;
• A pessoa entra em uma série de salas nas quais não pisava
há anos.
3. Desejo interior de purificação
• A pessoa procura um banheiro, por exemplo, mas sempre
encontra a porta fechada;
• A pessoa se banha em um líquido azul cristalino.
4. Simbolização do processo de crescimento interior
• A pessoa cruza um vale pedregoso e escala uma montanha,
em cujo topo ergue-se um templo de cristal cercado por um
prado verde-escuro.
Observação: O curador que não tiver a formação apropriada
deve resistir à tentação de interpretar esses sonhos para o
paciente.
Além disso, deve-se levar em conta que metade dos
pacientes responde através de sonhos. Muitos pacientes que
não sonham vêem a ausência de sonhos como um sinal de
que a terapia não está fazendo efeito; deve-se esclarecer que
essa ideia é equivocada.
Outras reações
À parte as acima mencionadas, é frequente surgirem
reações de purificação (tais como erupções cutâneas,
diarreias ou vômitos passageiros) e também reações de
revitalização (tais como o reaparecimento da menstruação
depois de uma prolongada amenorreia secundária).
Observou-se também que muitos pacientes reagem a cada
ingestão de uma nova fórmula floral tal como reagiram à
primeira, só que de maneira mais suave.

3.6.5. Recomendações para lidar com a primeira reação

• Motivação do paciente e explicação do processo de


liberação emocional.
• Diminuição da dosagem; se necessário, para até uma gota
uma vez por dia. 43
• Ingestão simultânea, de curta duração, de Rescue, segundo
o método do copo de água.

43
Novas experiências mostram que também se pode aumentar a dosagem.
Com uma dosagem maior, a fase da primeira reação poderá talvez fluir de
modo mais intensivo e rápido.
3.6.6. Casos de reações especiais

Histórico de consumo de drogas: Pacientes com consumo


de drogas em sua anamnese geralmente reagem através de
bizarros sonhos ou humores. Trata-se, na maioria das vezes,
de imagens que eles conheceram em suas experiências com
as drogas e que agora estão sendo liberadas.
Bebês e crianças: Na terapia pediátrica, não deve surgir a
primeira reação, uma vez que nela só são tratados os estados
agudos.
Caso surjam primeiras reações, deve-se ver se a criança não
estaria vivenciando os estados emocionais de seus pais.
Primeiras reações intensificadas foram observadas na
hiperestimulação provocada pelo uso simultâneo de várias
terapias que visavam um mesmo nível vibracional; e
também pelo uso de novos métodos eletrônicos, ainda não
adequadamente testados.
Uma percepção intensificada das reações ocorre durante
uma cura por jejum ou outra terapia holística radical; e
também nas pessoas que comem alimentos saudáveis e
isentos de estimulantes.
Reações no ambiente do paciente: Muitas vezes a
harmonização emocional do paciente é observada primeiro
pelos seus familiares e não por ele próprio. Parceiros e
filhos relatam, por exemplo: “Foi a primeira vez que papai
deu um soco na mesa” (Centaury), ou “Nosso filho aceitou
pela primeira vez a opinião de alguém sem logo contradizê -
la” (Vine).
Modificação do clima familiar pela Terapia Floral de Bach
Quando uma pessoa se submete a uma Terapia Floral de
Bach realizada de modo conse-
quente, o campo energético de toda a sua família se
modifica. É por isso que, mais cedo ou mais tarde, os outros
membros da família reagirão à mudança. Essa reação é
particularmente notável nas crianças pequenas.
• O problema de enurese noturna de uma criança de
quatro anos melhorou substancialmente quando a mãe
passou a sofrer menor pressão profissional (Cherry Plum).
• O eczema nas mãos de uma criança de três anos
desapareceu assim que seu pai finalmente terminou o
trabalho da tese (Oak).
O mesmo pode ser observado nas parcerias: Quando a
pessoa consegue, através do uso de uma associação floral
corretamente escolhida, abandonar o padrão de conduta que
ameaçava destruir o relacionamento — como, por exemplo,
o falso sentimento de culpa (Piné), a tendência à
manipulação (Chicory), o falso laço simbiótico (Red
Chestnut), o falso sentimentalismo (Honeysuckle) — seu
parceiro também reagirá, na maioria das vezes
inconscientemente, de modo positivo. A partir daí, ou eles
encontram uma nova e mais construtiva abordagem para a
parceria ou então um dos parceiros encontra a força para o
rompimento.
Nossa experiência sugere que não é recomendável a pessoa
preparar uma fórmula floral de Bach para o próprio
parceiro. Estando envolvida e sendo “parte do problema”,
ela não conseguirá perceber os pontos fundamentais.

3.6.7. Algumas causas de bloqueios na terapia

• Diagnóstico insatisfatório (caso raro)


• As causas dos sintomas a serem tratados não se encontram
basicamente no nível emocional
• O paciente se submete simultaneamente a diversas
terapias diferentes
• Devido a um mal-entendido na consulta, o paciente tem
uma expectativa equivocada.
Nos casos crônicos, é muito frequente esperar -se muitos
resultados em tempo demasiado curto
• No nível inconsciente, o paciente ainda não está realmente
pronto para essa terapia. Isso em geral acontece quando ele
se deixou convencer pelos outros a fazê-la. Recomenda-se
interromper a terapia e deixar por conta do paciente
recomeçá-la mais tarde
• O paciente ainda receia, no nível inconsciente, as
consequências da terapia (como por exemplo a total
reorganização de seu modo de vida). Suportar os sintomas
físicos é para ele, neste momento, o mal menor
• A estrutura neurótica da personalidade do paciente, para
provar que está com a razão, inconscientemente deseja que
também essa terapia venha a fracassar. A recaída acontece,
na maioria das vezes, após cerca de três semanas
• De início, a terapia teve um bom efeito, mas estagnou após
cerca de três meses:
O paciente não dispõe, neste momento, do potencial de
força interior para completar os próximos passos do seu
desenvolvimento. Sugestão: Interromper a terapia e, a
pedido do paciente, retomá-la mais tarde.

3.6.8. Observações depois de uma Terapia Floral de


Bach realizada com sucesso

Estas são as declarações mais frequentes dos pacientes


após um tempo de ingestão de 4 a 8 semanas*
‘Tenho a sensação de ainda estar no meio de um processo
de desenvolvimento” — 56,3%
“Eu me sinto melhor e sou mais eu mesmo” — 45,0%
“Enfrento muitas situações com mais tranquilidade e
segurança” — 44,0%
“Eu me sinto mais seguro” — 40,4%
“Enfrento as dificuldades com mais calma” — 37,9%
“Sinto mais claramente as minhas emoções e, ao mesmo
tempo, mantenho uma melhor perspectiva” — 37,3%
“Alcancei a percepção espiritual” — 34,5%
“Agora, tenho mais clareza a respeito dos meus objetivos e
tarefas na vida” — 30,4%
“Posso lidar melhor com os problemas e tensões que
surgirem” — 28,2%
“Agora eu ajo de modo mais consequente — 28,1%
“Estou no início de uma nova fase de desenvolvimento” —
28,2%
* Da já mencionada pesquisa com 700 pacientes.
Outras observações após uma Terapia Floral de Bach
realizada com sucesso
• A expressão facial do paciente torna-se mais suave e
descontraída. (Isto já pode ser observado após a primeira
sessão.)
• Irradiação emocional mais vitalizada e, frequentemente,
mais jovial.
• Aumento temporário da sensibilidade do paciente; por
exemplo, sensibilidade às mudanças climáticas.
• As oscilações do humor são percebidas mais rápida e
conscientemente pelo paciente; ele está em condições de
lidar com elas.
• Os sintomas físicos retrocedem ou desaparecem
(dependendo do caso).
• Tendência a seguir uma alimentação mais saudável; comer
alimentos isentos de estimulantes; consumir menos álcool.
• Por outro lado, após vinte anos de alimentação
vegetariana, algumas pessoas se permitem comer um
pedacinho de carne (visto que os padrões “extremos”
retomam ao equilíbrio natural).

3.6.9. A Terapia Floral de Bach em atuação conjunta


com outras formas de terapia

A Terapia Floral de Bach e os medicamentos alopáticos


Em princípio, o efeito é positivo, pois se trata de níveis de
atuação diferentes.
No entanto, alguns curadores relatam uma redução do efeito
quando ocorre a ingestão simultânea de betabloqueadores
ou hormônios glandulares.
Uma observação frequente: Os remédios alopáticos
puderam, a pedido do paciente ou do curador, ser
consideravelmente reduzidos ou de todo eliminados com o
passar do tempo.
A Terapia Floral de Bach e a terapia com psicofármacos
Em muitos casos, felizmente, ainda se observa uma atuação,
embora reduzida à metade. No entanto, é exatamente nestes
casos que se deve ter cuidado com as generalizações. Há
pacientes que, devido à Terapia Floral de Bach, podem
abandonar os psicofármacos por vontade própria.
Por outro lado, também se observou que, depois da ingestão
de psicofármacos durante décadas, a Terapia Floral de Bach
não “faz efeito”.
Sugestão de teste para verificar se a Terapia Floral de Bach
ainda é apropriada para uso simultâneo com psicofármacos:
nas situações relevantes, administrar Rescue ao paciente.
Se não se constatar nenhum efeito, pode-se deduzir que esse
nível da personalidade do paciente está, no momento, fora
de alcance.
A Terapia Floral de Bach e as terapias naturais
Em geral o efeito é bom, especialmente quando se trata dos
chamados métodos de longa duração.
A Terapia Floral de Bach e a homeopatia clássica
(homeopatia de alta potencialização)
Embora estas duas formas de terapia não se obstruam
mutuamente em sua atuação, está provado que é mais
apropriado usá-las de modo alternado e não em conjunto.
Muitos homeopatas da escola clássica usam a Terapia
Floral de Bach com sucesso, nas fases de estagnação.
Ou ao inverso: depois de uma terapia floral bem -sucedida,
às vezes permanecem alguns sintomas físicos em absoluta
clareza, que agora podem ser perfeitamente tratados pela
homeopatia.
Isso mostra que, apesar da “sutileza” comum a ambos os
métodos, seus níveis de atuação não parecem ser totalmente
idênticos.
Experiências de um médico homeopata
A terapia com as essências florais de Bach é uma terapia
que corresponde ao conceito da similitude na homeopatia.
Durante um tratamento homeopático clássico com alta
potencialização, há certas situações em que é possível a
prescrição simultânea das essências florais de Bach sem
interromper o processo de cura acionado pelo
“semelhante”.
A Terapia Floral de Bach, isoladamente, também é
preferível em certos casos de um tratamento homeopático.
Uma vez que, no tratamento homeopático clássico, o
melhor é a dose menos frequente de um remédio
potencializado, muitas indisposições da vida cotidiana
precisam permanecer sem tratamento.
Nesses casos, o homeopata consciencioso pode, com as
essências florais — receitadas por um curto período de
tempo —, oferecer aos seus pacientes uma terapia útil e sem
contraindicações.
A esse grupo de indicações pertencem, por exemplo, a leve
exaustão depois de uma monótona série de exames
escolares — quando Hornbeam (esgotamento mental)
muitas vezes dá novas forças; e também o medo
fundamentado do dentista ou dos exames — situações que
podem ser melhor vivenciadas com uma associação de
Mimulus (medo com causas conhecidas) e outros florais
indicados. Quem conhece as 38 essências florais pode
oferecer uma ajuda suave para os muitos pequenos
problemas, sem ter de empreender uma árdua busca pelo
“semelhante”, o qual, para esses problemas, nem sempre
pode ser encontrado.
Mesmo nos raros casos em que não se consegue encontrar
nenhum “semelhante” nos problemas graves e claramente
psíquicos, com sintomas desequilibrados, também é
possível ajudar o paciente com uma boa Terapia Floral de
Bach.
Foi através de uma associação de Holly (agressividade) e
Cherry Plum (impulso súbito) ingerida diariamente durante
três meses — e Rescue (remédio das emergências) com
Holly, sempre que necessário — que um paciente se libertou
de um forte impulso agressivo, que o perseguia há décadas,
contra mulheres vestidas em trajes provocantes.
Uma psicoterapia realizada anteriormente havia descoberto
a causa desse problema e reduzido o medo a ele associado,
mas não eliminara os ataques de agressividade.
As essências florais de Bach durante uma terapia
homeopática constitucional
Sem dúvida, a experiência positiva com o uso das essências
florais durante um tratamento homeopático constitucional
levantará algumas contradições. No geral, deve-se apenas
tentar prescrever as essências florais sempre por pouco
tempo (alguns dias), a fim de conservar uma melhor visão
geral do transcorrer da terapia. A seguir, apresentamos as
indicações possíveis para uma dose de essências florais
simultaneamente com uma terapia homeopática, divididas
em três grupos diferentes e com menções de exemplos de
casos.
1. Diminuição das reações: Depois da dose do remédio
homeopático individual indicado, é comum o paciente
sofrer um agravamento dos sintomas da doença depois de
algumas horas ou dias, ou então voltam a se manifestar
alguns sintomas de doenças sofridas em diferentes épocas
da vida.
Em ambos os casos, embora com mais frequência no caso
de agravamento dos sintomas depois da primeira dose, os
florais de Bach se mostram úteis e podem aliviar os
problemas em 60 a 70% pelo menos, sem interromper o
processo de cura (ver, como exemplo, o Caso 20). Esta é,
sem dúvida, a indicação mais frequente para que um
homeopata leve em consideração também a Terapia Floral
de Bach; esta indicação muitas vezes apontará para Rescue.
Rescue, em forma líquida, é especialmente valioso no
agravamento inicial em casos de asma, dor de estômago,
dor de cabeça, etc.
2. Apoio e aceleração da terapia: Em alguns casos
específicos, a prescrição suplementar ocasional de
essências florais de Bach durante a terapia homeopática
constitucional pode acelerar as transformações psíquicas
que foram iniciadas através dos remédios homeopáticos
(ver, como exemplo, o Caso 20) e talvez também remover
bloqueios psíquicos que, de outro modo, poderiam obstruir
o efeito da alta potencialização.
3. Remoção dos bloqueios à terapia: Se, apesar da escolha
correta do “semelhante”, a terapia não alcança um bom
efeito devido às atitudes emocionais rígidas do paciente,
talvez a ingestão a longo prazo de uma fórmula floral de
Bach o possa preparar para a ação dos remédios
homeopáticos através de um apoio ao seu desenvolvimento
emocional. Nesse casos também é necessária uma ingestão,
em certa medida, por um tempo mais longo.
A Terapia Floral de Bach e a psicanálise/psicoterapia
Naturalmente, ambos os métodos se completam de modo
muito positivo. 44 Muitos problemas crônicos da
personalidade, que afloraram mais intensamente à
consciência através da ingestão de uma correta fórmula
floral de Bach, puderam ser tratados e processados com
mais eficácia e rapidez nas sessões psicoterapêuticas
regulares dos pacientes. Em especial quando a pessoa que

44
Ver Capítulo 4.4.
receita as essências florais de Bach não tem o conhecimento
básico sobre a condução de diálogos psicológicos com o
paciente, deve-se optar, nos casos crônicos, pelo tratamento
conjunto com um psicólogo.
Os psicólogos relatam uma imensa ampliação e
dinamização da terapia com o uso simultâneo e correto da
Terapia Floral de Bach. É comum que pacientes de início
não aptos a receber tratamento psicoterapêutico se tomem
aptos depois de se tratarem com as essências florais de
Bach.
Uma vez que o objetivo da terapia floral é a estabilização
da própria personalidade, não é de admirar a seguinte
experiência:
Pacientes que faziam análise há vários anos decidiram, após
duas fórmulas florais de Bach muito bem escolhidas,
libertar-se da dependência “inconsciente” ao analista para
“ir em frente sozinhos”.
A Terapia Floral de Bach e a terapia da respiração
A experiência mostra que esta é uma combinação muito
eficaz. Os três principais motivos desta afirmativa parecem
ser:
• O paciente típico do terapeuta que trabalha a respiração
geralmente se assemelha (em sua estrutura emocional
diferenciada — isto é, mais sutil) ao paciente típico que
responde especialmente bem à Terapia Floral de Bach.
• As reações liberadas pelo cliente ao ingerir as essências
florais de Bach podem ser percebidas pelo terapeuta da
respiração logo após a ingestão, através de mudanças na
respiração. Assim, é possível controlar muito bem o
decorrer da terapia.
• Através da terapia da respiração, estimula-se uma
eliminação seletiva dos “conflitos emocionais”.
Quando a terapia da respiração encontra seus limites
naturais, pode-se frequentemente dar um impulso adicional
de cura através da Terapia Floral de Bach.
Exemplo: Uma senhora de 75 anos, renomada terapeuta e
diretora de um instituto da respiração, quebrou a perna
direita na altura do tornozelo. Dores terríveis — ninguém
se arriscava a oferecer-lhe ajuda porque ela estava
acostumada a “tratar tudo unicamente com a respiração”.
Um congresso e reorganizações no instituto completaram o
quadro duas semanas mais tarde — um colapso nervoso. Por
acaso, eu estava no instituto e lhe ofereci Rescue. No dia
seguinte, essa senhora me confirmou que, depois de ter
experimentado tudo (respiração), finalmente tomara o
Rescue. Em quinze minutos, tudo se resolveu. A seguir, ela
tomou Rescue e Olive regularmente. Dez dias depois foi
possível tirar o gesso. Apesar da grave osteoporose, o
resultado da cura foi excelente. Nesse mesmo dia, ela
recomeçou a dar aulas (!).
A Terapia Floral de Bach e a acupuntura
Até o momento, não foram apresentadas experiências
unânimes. Observou-se, por exemplo, que a puntura de
pontos centrais (como os do meridiano governador) levou a
reações demasiado intensas às essências florais de Bach.
Mas há evidências em contrário, relatando que, em outros
níveis de tratamento, houve uma boa combinação dessas
duas formas de terapia. 45
Combinações menos recomendadas de terapias
A Terapia Floral de Bach e o método metamórfico ou
terapia pré-natal:
Os defensores dessa linha terapêutica, de comum acordo
com os representantes da Terapia Floral de Bach,
desaconselham o uso simultâneo dessas duas formas de
terapia, pois foram observadas reações psíquicas demasiado
fortes. É possível que essas duas terapias atuem na mesma

45
Solicitamos relatos de experiências sobre o assunto, para as próximas
edições deste livro.
área do campo bioenergético, o qual é, assim,
hiperestimulado.
No caso do uso simultâneo dessas duas terapias, fere -se a
declaração do Bach Centre da Inglaterra: “Não podem se
manifestar mais reações emocionais do que o paciente
consegue trabalhar.”
Considerações semelhantes também são válidas para outras
terapias, já conhecidas ou ainda em desenvolvimento, que
estimulam áreas sutis específicas do campo bioenergético.
Resumo: Os florais de Bach em atuação conjunta com
outros processos terapêuticos
Acupuntura — Experiências promissoras
Medicina Antroposófica — Boa complementação
Terapia da Respiração — Muito recomendável
Terapia da Biorressonânda — Recomendável
Terapias alimentares e jejum — Boa complementação, pois
ocorre purificação em vários níveis
Cura F. X. Mayr — (idem)
Homeopatia — Nenhuma restrição no caso de remédios
homeopáticos usados organotropicamente, combinável com
a homeopatia de alta potencialização
Terapia Humoral — Muito recomendável, pois ocorre
purificação em vários níveis
Terapia de Kneipp — Muito recomendável
Terapias manuais — Muito recomendável
Terapia dos Meridianos (por exemplo, massagem nos
acupontos) — Muito recomendável, especialmente quando
ambas as terapias forem realizadas pelo mesmo curador
Limpeza intestinal microbiológica — Recomendável
Terapia Neural Boa complementação
Terapia Orgônica — Experiências muito interessantes e
animadoras
Terapia Ortomolecular — Boa complementação
Fitoterapia — Boa complementação
Terapia Pré-natal — Combinação não-recomendável:
observaram-se reações psíquicas demasiado intensas
Terapia com psicofármacos — É possível que a atuação da
Terapia Floral de Bach seja diminuída (ver pág. 77)
Psicoterapia — Ótima complementação (ver Capítulo 4.4)
Reflexoterapia — Muito recomendável
Terapia à base de oxigênio e ozônio — Boa
complementação
Pintura terapêutica — Boa complementação: intensifica o
confronto com os perfis emocionais

3.7 A Terapia Floral de Bach para a automedicação do


curador

“O maior serviço que podemos prestar a outra pessoa é ser,


nós mesmos, felizes e esperançosos; pois assim a tiramos
de sua desesperança” — dizia Bach com frequência a seus
colaboradores, explicando que o objetivo mais importante
da terapia é insuflar autoconfiança e esperança no
paciente, estimulando-o a desenvolver a própria
individualidade.
Nos dias de hoje, talvez seja ainda mais difícil do que na
época de Bach alcançar a harmonia interior, e sustentar e
irradiar um sentimento positivo de vida dezesseis horas por
dia. Como é frequente, durante a entrevista com um
paciente gravemente doente, sentimos em nós mesmos o
medo (Mimulus) ou a resignação (Gorse) 1.
E como é frequente um curador sobrecarregado deixar de
perceber que seu interesse emocional está se fixando mais
nos distúrbios do paciente do que nos aspectos positivos
ainda por ativar! Sabendo-se que todos os nossos padrões
emocionais são captados inconscientemente pelos nossos
pacientes, toma-se desnecessário discutir em detalhes os
benefícios da automedicação e do autodesenvolvimento
através da Terapia Floral de Bach.
Um outro motivo para se recomendar a automedicação é
que ela produz uma intensificação da nossa capacidade de
diagnosticar. A purificação dos nossos canais emocionais
leva ao reconhecimento intuitivo mais rápido dos bloqueios
emocionais correspondentes nos pacientes. E, ao incluir a
Terapia Floral de Bach em sua prática, o curador sensível
estimulará simultaneamente o seu próprio
desenvolvimento. Os 38 estados emocionais arquetípicos,
que também tendem a existir no curador, são sempre nele
reativados pelo “relacionamento frequente” — por
exemplo, pelo levantamento da anamnese dos pacientes,
pela prescrição dos florais correspondentes, etc. — e isso
está automaticamente ligado ao tratamento de suas próprias
forças e fraquezas.
O curador pode utilizar melhor o seu próprio potencial
emocional; disso também se beneficia o ambiente à sua
volta, não só os pacientes como também sua equipe de
trabalho e sua família.
Como fazer a automedicação?
Não se deve começar uma autoterapia mais ampla sem a
ajuda inicial de um colega experiente ou de um seminário
onde haja supervisão. E, uma vez tomada sua decisão, é
preciso mantê-la por um período de 12 a 18 meses, pois a
transformação dos padrões emocionais negativos há muito
existentes não é possível em menos tempo.
Muitos dos atuais defensores convictos da Terapia Floral de
Bach escolheram, no entanto, um primeiro passo bastante
pragmático: a ingestão de Rescue nas situações apropriadas.
Outras possibilidades de testar a curto prazo as essências
florais de Bach vão surgindo na prática diária.
As seguintes situações e escolhas de florais seriam
concebíveis, com a ingestão sendo feita segundo o método
do copo de água:
Olive — Quando, em certos dias de trabalho no consultório,
o curador atinge os limites de suas forças emocionais e
físicas. Uma essência floral importante na “síndrome da
exaustão”.
Oak — Quando o curador, apesar de problemas pessoais ou
males físicos, é obrigado a enfrentar o trabalho no
consultório.
Vervain — Quando o curador se envolveu demais com um
determinado paciente ou com uma determinada situação, e
teve com isso um gasto excessivo de energia.
Elm — Quando o curador “quer jogar tudo para o alto” por
uns tempos, porque as responsabilidades estão acima de
suas forças. Embora esteja seguro de seu diagnóstico e de
sua capacidade enquanto terapeuta, ele envia o paciente
para um especialista ou uma clínica porque, no momento,
não se sente capaz de tratá-lo.
Star of Bethlehem ou Rescue — Quando o curador teve um
confronto desagradável.
Crab Apple — Quando o curador, depois de um longo dia
de trabalho, tem a sensação de estar cheio de vestígios ou
“congestionado”. Também é recomendável colocar algumas
gotas do concentrado (stock bottle) na água do banho.
Red Chestnut — Quando o curador sempre se vê
“assumindo” os sintomas dos pacientes; ou seja, por
exemplo, ele fica com a dor de estômago da paciente que
agora está na sala de espera.
Eis algumas das atitudes emocionais características dos
curadores, cuja harmonização pode exigir a ingestão mais
prolongada:
Pine — Um constante “floral do curador”. O curador se
censura por ter negligenciado alguma coisa ou por não tê -
la percebido a tempo; por ter sido injusto com um paciente,
mesmo que
apenas em pensamento (por exemplo, minimizando os
problemas por ele expressados ou não permitindo que ele
falasse).
Gentian — Para o curador fundamentalmente cético, que
tem dúvidas secretas sobre várias terapias, inclusive sobre
o efeito dos florais de Bach em si mesmo e nos outros.
Beech — Quando o curador só tem em mente sua
especialidade e se recusa interiormente a aceitar qualquer
outro ponto de vista.
Vine — Quando o curador não admite qualquer oposição à
sua autoridade e mostra a tendência de pressionar os
pacientes — em geral inseguros — para uma terapia ou
operação, em vez de deixar que eles mesmos tomem suas
decisões (o tema “paciente maior de idade”).
Centaury — Quando o curador, contra sua própria
convicção, se deixa facilmente “levar” e prescreve os
remédios que determinados pacientes querem tomar a
qualquer custo; quando o curador, por pura gentileza, aceita
os prospectos dos representantes farmacêuticos sem ter
muitas vezes necessidade deles; quando o curador sempre
se deixa “vencer” pelos desejos de seus empregados (férias,
por exemplo).
Walnut — Quando o curador sente dificuldade em defender
sua própria opinião contra a dos colegas, ou tem medo,
intimamente, de se deixar influenciar.
Holly — Para o sentimento de irritação que surge, por
exemplo, quando o curador fez um esforço especial para
atender determinado paciente, e agora descobre que este
não dá nenhum valor ao seu esforço.
Impatiens — Quando o curador sempre se irrita porque o
paciente não reage suficientemente rápido ou não aceita o
que lhe foi sugerido.
Water Violet — O curador se sente superior ao paciente,
mas, apesar disso ou exatamente por causa disso, não
consegue lidar emocionalmente com suas necessidades.
Surge uma necessidade interior de distanciamento, que o
curador mal consegue disfarçar (geralmente em
combinação com o estado Elm).
Gorse — Quando o curador deixa de acreditar no sucesso
de seus esforços e intimamente abandona a esperança.
4. Áreas de Aplicação da Terapia Floral de Bach

4.1. A Terapia Floral de Bach na Pediatria

A Terapia Floral de Bach encontra aplicação crescente na


pediatria. Isso não causa surpresa, pois na prática pediátrica
é frequente surgirem quadros clínicos produzidos por
medos e dificuldades de adaptação. O dr. Klaus Gritz, vice -
presidente da Associação Profissional de Pediatras da
Alemanha, por exemplo, constatou que 80% das dores de
estômago e de cabeça em crianças se devem a perturbações
emocionais.
Os pediatras reportam o uso bem-sucedido das essências
florais de Bach nas seguintes perturbações e quadros de
doenças:
• distúrbios do sono (Casos 27 e 28)
• medos (Casos 25 e 26)
• problemas respiratórios distúrbios alimentares e
digestivos
• dores de cabeça e enxaquecas (Caso 28)
• suscetibilidade a infecções generalizadas
• eczemas
• alergias (Caso 30)
• bronquite asmática (Caso 31)
• neurodermatite
• enurese noturna (urinar na cama; Caso 32)
• dentição
• distúrbios neuróticos do comportamento
• agressividade
• problemas de relacionamento
• problemas de dependência
• risco de formação de vícios
• dificuldades na escola
• dislexia (Caso 24)
• gagueira
• síndrome hipercinética (síndrome psicorgânica)
• crise da puberdade
• experiências que causaram choque físico e emocional
(Caso 21)
O prof. dr. Stork, diretor de uma clínica de psiquiatria
infanto-juvenil em Munique, chega a ser da opinião de que
vários dos quadros clínicos citados acima poderiam ser os
pontos iniciais da cristalização de futuras doenças
psíquicas, visto que suas causas frequentemente se devem a
um choque emocional.
Como resultado dessas abordagens, os psicofármacos têm
uso frequente na prática, apesar de se conhecerem seus
desagradáveis efeitos colaterais. É aí que a Terapia Floral
de Bach oferece uma alternativa natural e
surpreendentemente eficaz.
Algumas normas e experiências com o tratamento de
crianças
A criança é emocionalmente muito mais instável que o
adulto; em termos físicos, ela reage às suas dificuldades
interiores de modo bem mais direto que o adulto, ou as
traduz em distúrbios do comportamento. Ao mesmo tempo,
a criança é muito mais aberta aos impulsos sutis e, por isso,
responde especialmente bem às essências florais de Bach.
Os estados emocionais negativos, em sua maioria, ainda
não tiveram oportunidade de se solidificar e, assim, o
comportamento pode ser corrigido com mais facilidade.
O tratamento de crianças, desde a primeira infância até a
pré-adolescência, é particularmente gratificante para o
curador porque o diagnóstico é feito com mais simplicidade
do que no caso dos adultos, e o sucesso costuma se
manifestar com mais rapidez.
O significado da fase pré-natal e, acima de tudo, o
significado do próprio processo de nascimento como
experiências determinantes para o futuro desenvolvimento
emocional da criança são hoje indiscutíveis. Em muitos
casos crônicos, pôde-se observar que um determinado
conflito emocional existente na época do tratamento e stava
diretamente relacionado com estados emocionais existentes
antes e durante o nascimento (compare principalmente com
as essências florais Pine e Wild Rose e veja também o Caso
29).
Quanto mais jovem a criança, mais íntima é a sua simbiose
emocional com a mãe. Daí se conclui que pelo menos a
primeira prescrição deve tratar este “sistema” — mãe e
filho — como um todo.
Segundo nossas experiências, pode-se considerar a criança
como “o elo fraco da corrente”; ela espelha — ou seja,
vivência indiretamente — em alto grau a real situação
emocional e os conflitos de sua família. Pode-se acrescentar
a isto também os conflitos de relacionamento que a criança
tem com cada membro da família, significando um processo
de aprendizado espiritual e emocional.
Com esta observação, deduzimos que também na pediatria
há uma visível diferença entre o tratamento de estados
agudos e o tratamento de estados crônicos.
Os estados agudos
Em casos tais como uma criança sentir medo no primeiro
dia de aula, ter ciúme de um novo irmãozinho ou sentir
pânico por causa de “aparições”, um bom resultado
acontece em poucos dias. Com uma fórmula corretamente
prescrita, deve-se perceber um significativo movimento
inicial de harmonização já nas primeiras 36 horas.
Por isso, é frequente indicar-se para as crianças dosagens
menores (método do copo de água ou frascos de 10 ml).
Os estados crônicos
Se uma melhora não for visível nesse espaço de tempo, isso
indica que o estado emocional
da criança foi provocado, em grande parte, por um conflito
em casa e que esse conflito se mantém vivo. A experiência
mostra que isso acontece em quase todas as doenças
crônicas da infância, tais como asma e eczema, vômitos e
resfriados crônicos, etc. Se tratarmos apenas os estados da
criança, é frequente verificar-se uma melhora inicial, mas
que depois declinará quando o conflito em casa voltar a se
agravar. Portanto, sugerimos:
No caso de doenças crônicas em crianças, deve-se também
tratar pelo menos um dos pais.
O diagnóstico
Em princípio, o diagnóstico para a criança não é diferente
do diagnóstico para o adulto. Também o bebê ou a criança
de três anos deixa perceber claramente estados emocionais
desarmônicos. Deve-se observar, contudo, que na presença
dos pais muitas crianças se orientam inconscientemente
pelas expectativas deles ou por seu julgamento sobre a
situação. E por isso que muitos curadores preferem
primeiro manter um curto diálogo com os pais e depois se
ocupar com a criança, a sós.
Como grande ajuda adicional para se perceber a situação
emocional imediata da criança, temos a chamada escolha
espontânea — isto é, deixá-la pegar espontaneamente
alguns frascos do kit completo dos florais de Bach, o que,
no caso de crianças até 8 ou 9 anos, costuma mostrar uma
alta precisão.
Em especial no caso de crianças que não sabem ou não
querem falar, de crianças excepcionais ou de crianças
estrangeiras, esse método mostrou-se valioso e foi
posteriormente confirmado através da atuação bem -
sucedida das essências florais escolhidas pela criança.
Tentaremos apresentar a seguir um modelo explicativo para
este método, que pode causar estranheza à mente orientada
para as ciências clássicas.
Hipótese sobre a escolha espontânea
As energias das essências florais de Bach constituem
determinadas frequências energéticas específicas, que
encontram correspondência em uma parte específica do
campo energético humano. Como muitas vezes se observou
empiricamente, essas frequências são percebidas pela
sensibilidade natural do ser humano — ou seja, são
registradas em seu campo bioenergético. Essa faculdade
natural de percepção sensível, que existe em especial no
chamado estado alfa, 46 funciona principalmente nas
crianças (as estatísticas mostram que elas permanecem mais
no estado alfa do que os adultos) com quase 100% de
precisão.
O campo energético humano está sujeito, devido a vários
fatores, a uma constante transformação. O campo
vibracional energético relacionado com as emoções poderia
ser comparado a um acorde musical, que é harmônico ou
desarmônico.
Uma vez que, segundo o princípio da ressonância, os
campos energéticos mostram a tendência básica de vibrar
em harmonia com os campos energéticos circundantes, a
sensibilidade natural do ser humano percebe primeiramente
as frequências vibracionais que são apropriadas para
equilibrar as desarmonias momentâneas, ou seja, trazer a
harmonia. Em última análise, o mesmo princípio forma a
base dos testes sanguíneos bioenergéticos e de todos os
métodos comparáveis de mensuração.
As essências florais de Bach mais indicadas
Ao serem perguntados sobre quais as essências florais de
Bach que mais usavam em sua prática, os pediatras

46
Do quinto ao sexto ano de vida, o início da idade escolar, predominam no
EEG em relaxamento as chamadas ondas alfa (ondas cerebrais com
frequência de 8 a 13 Hz). Nas crianças mais jovens, predominam as
frequências mais lentas do campo teta (de 4 a 7 Hz). O estado alfa é, segundo
Wallace, um estado de vigília relaxado, com pensamentos calmos e
tranquilos, e boa interação de corpo e mente. É um estado frequente durante
a meditação.
mencionaram as seguintes essências, na maioria das vezes
relacionadas com determinadas doenças infantis:
• distúrbios do sono, com medos: Mimulus, Aspen
• bronquite asmática: Agrimony, Larch, Chicory, Red
Chestnut
• neurodermatite: Crab Apple, Larch, Agrimony, Holly,
Pine
• enurese noturna: Agrimony, Cherry Plum, Larch, Oak
• gagueira: Larch, Agrimony, Centaury, Cherry Plum
• síndrome hipercinética (síndrome psicorgânica):
Impatiens, Chestnut Bud, White Chestnut, Clematis,
Gentian
• Rescue: basicamente para o início do tratamento; ao longo
do caminho, nas situações de emergência, para a
estabilização emocional
• Creme Rescue: como tratamento local imediato em caso
de lesões agudas, para acelerar a cicatrização de ferimentos
e muitas vezes também para os eczemas
• Agrimony: é avaliada de modos bastante diferentes pelos
curadores no tratamento de crianças — alguns curadores
usam muito esta essência; outros nunca a usam.
Às vezes, junto com os filhos, os pais são tratados com as
essências florais de Bach, sendo estes os “florais dos pais”
mais frequentes: Red Chestnut, Beech, Centaury e Vine.
Atenção: Estas sugestões de essências florais de Bach não
são, de modo algum, regras obrigatórias dentro da terapia.
Segundo a experiência de pediatras e curadores, é comum
os estados emocionais referidos se manifestarem com os
quadros clínicos mencionados acima. A escolha da fórmula
floral de Bach, contudo, sempre deve ser feita
individualmente.
Dosagem e quantidade de essências florais para a criança
Com exceção dos casos especiais, as prescrições para
dosagem ou a quantidade de essências florais usadas numa
fórmula para crianças em nada diferem da terapia para
adultos. Sempre se deve observar a situação individual. Nas
situações agudas, geralmente o conflito é mais evidente na
criança; nesses casos, costuma-se usar apenas duas ou três
essências florais.
As mães sabem julgar, em geral intuitivamente, se seu filho
pequeno precisa da dosagem prescrita de 4 gotas 4 vezes ao
dia, e também se a fórmula deve ou não conter álcool.
Para os preparados florais que serão usados por pouco
tempo, não é necessária a conservação da água em álcool.
Reações específicas na criança
Em geral, as crianças não só reagem rapidamente à energia
das essências florais mas também — dentro do princípio do
Heal Thyself (Cura-te a ti mesmo) — com precisão
sismográfica. O
adulto muitas vezes se surpreende com a resposta da criança
e, assim, o melhor a fazer é tentar aprender a esse respeito
com seu filhó. As experiências relatadas a seguir são
sempre encontradas, com pequenas variações:
• Um garoto de quatro anos está brincando no parquinho e
corre até em casa para lembrar à mãe que está na hora de
ele tomar as essências florais. Dois dias mais tarde, ele se
recusa terminantemente a tomá-las, pois agora registra, no
nível inconsciente, que seu equilíbrio emocional já foi
restabelecido.
• Uma mãe troca, por descuido, os frascos de essências
florais na hora de dá-las aos filhos. O filhinho se recusa
terminantemente a tomar o floral e grita loucamente, até
que a mãe percebe o engano. Ao seu próprio floral ele não
opõe resistência.
• Crianças que no passado já tomaram suas “gotas para a
alma” e reagiram bem a elas, mais tarde se recusam a tomá-
las em uma situação semelhante.
Seria um erro obrigar a criança a tomar o remédio, pois ela
sabe intuitivamente de que modo quer enfrentar uma crise
ou uma doença — ou seja, ela sabe como deve vivenciar seu
desenvolvimento espiritual e emocional.
Donde se conclui: As crianças não devem tomar
seguidamente as essências florais de Bach, mas somente
quando a situação emocional as indicar, o que a própria
criança dá a entender claramente.
Esta informação é especialmente importante para todos os
pais que incorrem no erro de acreditar que podem preparar
melhor os filhos para a vida se acompanharem o
desenvolvimento de seus primeiros anos com a Terapia
Floral de Bach.
A fórmula floral para a família
As experiências com a “escolha espontânea” mostram que
muitas vezes são escolhidas essências florais de Bach cujo
perfil espelha, não só o estado emocional da criança
naquele momento, como também o ponto focal do clima
familiar desarmônico e negativo naquele momento.
Uma vez que a família também pode ser entendida como
um sistema no qual todos sempre reagem uns aos outros,
geralmente é significativo e desejável tratar com as
essências florais de Bach outros membros da família ou
toda a família. Como nem sempre é possível preparar
fórmulas individuais para pais e filhos, a prescrição
conjunta da chamada “fórmula familiar” tem mostrado seu
valor. Nesses casos, na entrevista se estabelecem,
geralmente com apoio da escolha espontânea, os perfis
correspondentes a todos os membros da família. Estes são
usados em uma associação floral, que agora será tomada
pelos membros da família. Fizeram-se experiências
interessantes, na clínica geral e em instituições de terapia
familiar e na própria família, com esta forma — por certo
não clássica — de Terapia Floral de Bach.
Automedicação na família
A prática mostra que um número cada vez maior de mães
expressa o desejo de tratar os filhos, elas mesmas, com as
essências florais de Bach. Do ponto de vista pediátrico,
deve-se prestar atenção ao seguinte:
Em princípio, recomendamos às jovens mães aprender a
tratar os casos emocionais agudos na família. Mas essa
sugestão só vale até a criança entrar na pré-adolescência.
Com o despertar da própria personalidade, em geral os pais
se tomam “parte do problema”, no sentido de que não estão
mais em condições de avaliar objetivamente os estados
emocionais dos filhos. É recomendável levar a criança que
entra na fase da puberdade a um curador neutro, se possível
do mesmo sexo.

4.2. A Terapia Floral de Bach na ginecologia

Na prática ginecológica, são bem conhecidas as relações


entre as ocorrências emocionais e as físicas. Em geral, as
pacientes mostram grande disponibilidade para aceitar o
aspecto psíquico de seus males.
A ginecologia é um domínio da cura natural. As mulhe res
estão muito mais disponíveis para confiar nas experiências,
nos sentimentos e na voz interior do que os homens, que só
relutantemente acreditam no que não pode ser provado
pela matemática. As transformações que a menstruação
causa no seu corpo e no seu ânimo permitem que a mulher
ouça com mais atenção o seu interior, reconheça com mais
facilidade as necessidades de seu corpo e perceba as
transformações ocorridas através dos processos de cura
natural. A grande responsabilidade da mulher enquanto
mãe a torna acessível a todos os métodos que sejam suaves,
não perturbem sua futura gravidez e não façam mal nem a
ela própria nem ao bebê. 47
A Terapia Floral de Bach pode ser usada com bons

47
Profa. Dra. Ingrid Gerhard, médica. Experiência de cura 3/1993.
resultados na prática ginecológica, tal como mostram cada
vez mais as experiências de curadoras e curadores.
Como indicações, mencionam-se entre outras:
• forte tensão psíquica, trazendo como consequência
distúrbios ginecológicos
• distúrbios da menstruação, tais como amenorr eia,
dismenorreia, TPM
• problemas emocionais durante a gravidez (Caso 40)
• complicações na gravidez (Casos 41 e 42)
• período pré-natal, parto e resguardo (Caso 41)
• síndrome da menopausa, depressão do climatério (Casos
38 e 39)
• auxiliar em quadros clínicos ginecológicos crônicos (Caso
36)
Experiências com essências florais específicas
Rescue tornou-se praticamente indispensável como ajuda
na prática diária de muitos ginecologistas, em situações
tais como:
• medo de tirar sangue
• desmaio depois de tirar sangue para exame (remédios para
a circulação, como Effortil®, deixaram de ser necessários)
• medo de um exame considerado desagradável
• medo de tratamentos dolorosos, tais como, por exemplo,
a colocação de um diafragma (neste caso, dar Rescue com
15 minutos de antecedência e repetir a dose imediatamente
antes da introdução).
Em casos de dismenorreia, por exemplo, Rock Water
costuma ser um componente importante da associação
individual de florais de Bach. O pano de fundo emocional
deste quadro clínico pode ser entendido como uma
repressão inconsciente das próprias necessidades básicas
vitais.
Depois de um aborto, muitas vezes são necessários os
seguintes florais:
Star of Bethlehem — para o choque da intervenção
Pine — para os sentimentos de culpa, conscientes ou
inconscientes
Mustard — para o pesar
Olive — para a exaustão física, emocional e espiritual.
Contudo, essas essências florais só devem ser integradas à
fórmula individual indicada para a paciente quando os
estados correspondentes forem realmente identificáveis.
Uma gravidez atrás da outra leva a um estado de
esgotamento até mesmo as mulheres de constituição sadia e
vigorosa. Uma mulher que teve dois filhos no espaço de
dois anos, e engravidou outra vez no ano seguinte, foi
ajudada pela seguinte associação de florais, que
restabeleceu seu equilíbrio emocional e, com isso, também
sua condição física:
Olive — para a exaustão espiritual, emocional e física
Elm — para o sentimento temporário de não estar à altura
de suas tarefas
Honeysuckle — para apagar a lembrança das dores do
último parto.
São interessantes as experiências com a Terapia Floral de
Bach nos casos de propensão ao aborto e de desejo não-
realizado de ter filhos. Quando a causa predominante é a
problemática emocional, a Terapia Floral de Bach mostra
resultados surpreendentemente rápidos. A experiência tem
demonstrado que sua ação se manifesta, o mais tardar, na
segunda ou terceira fórmula floral.
Nos casos de propensão ao aborto, até o momento não se
observou nenhum padrão de atitude emocional que pudesse
ser visto como a causa do problema. Pode-se, contudo,
pensar em:
Scleranthus — quando a mãe está intimamente indecisa se
quer realmente a gravidez ou não
Chicory — quando se trata de uma problemática da própria
mãe
Water Violet — quando a mulher grávida tende
inconscientemente a se distanciar bastante das outras
pessoas.
Nos casos de desejo não-realizado de ter filhos, com
frequência o perfil de Walnut desempenha um papel
importante. A decisão de engravidar é realmente tomada
num nível íntimo, porém considerações convencionais (tais
como restrições sociais ou econômicas) impedem a
concepção.
Em cerca de 80% dos casos tratados com Walnut, ocorreu a
gravidez. No entanto, soube-se por algumas pacientes que
a gravidez não correspondia plenamente ao seu desejo mais
íntimo.
Como um ponto focal para a Terapia Floral de Bach, muitos
curadores enfatizam o seu uso em relação à gravidez, ao
pré-natal, ao parto e ao resguardo; é disso que trata a
próxima seção.

4.3. Os florais de Bach no acompanhamento da


gravidez e no parto

Hoje em dia, é muito frequente a mulher grávida encontrar-


se num estado psíquico crítico e defrontar-se com diversos
problemas. A gravidez e o parto parecem, muitas vezes, não
ser mais uma experiência natural A essa situação
específica da mulher grávida vêm somar-se o crescimento
generalizado de medos coletivos, a instabilidade psíquica e
a falta de autoconfiança, a pouca capacidade de resolver
os problemas cotidianos e as dificuldades de lidar com as
crises emocionais.
Além disso, está provado que todos os sentimentos e
pensamentos da mãe são transferidos para o embrião e por
ele também vivenciados qualitativamente. Assim, são
criadas importantes influências sobre o futuro
desenvolvimento emocional da criança. Por esse motivo,
parece que um estado emocional equilibrado, alegre e
tranquilo na mãe é a base para uma gravidez sadia. Os
medos, preocupações, tensão interior, desassossego e
dúvidas devem ser evitados.
Com as essências florais de Bach, é possível acompanhar
toda a gravidez, de modo a estabilizar o estado psíquico da
mãe, facilitar o parto, promover a recuperação no
resguardo e até mesmo alcançar uma melhor cicatrização
(perineotomia). As experiências que causariam trauma
psíquico na criança talvez também possam ser evitadas ou
ao menos reduzidas. 48
Segundo o relato delas mesmas, as mulheres que tomaram
as essências florais de Bach durante a gravidez se
beneficiaram sem dúvida com essa terapia. Elas ficaram
mais tranquilas e equilibradas, enfrentaram a gravidez com
mais consciência e, em sua maioria, cedo estabeleceram
contato com o filho por nascer. Flutuações emocionais, tais
como o medo, podem ser melhor trabalhadas e equilibradas.
Os conflitos conjugais durante a gravidez são sentidos
como menos estressantes e, assim, as mulheres lidam mais
descontraída e criativamente com eles. Até mesmo uma
separação do parceiro — sobrecarga psíquica imensa para a
mulher grávida — é enfrentada com mais ânimo com a
ajuda dos florais de Bach. O período pré-natal será vivido
de forma mais consciente e os sentimentos correlatos não
serão reprimidos, mas aceitos e transformados. Na maioria
dos casos, a esse acompanhamento suave segue-se um parto
mais fácil e rápido, sem ajuda de medicamentos ou
operações.
O acompanhamento da gravidez
Em princípio, recomenda-se acompanhar a gravidez,

48
Dr. Winkler-Payer, médico e professor, Klagenfurt (Áustria).
conforme a necessidade, com fórmulas individuais das
essências florais de Bach. Eis alguns estados emocionais
típicos que podem se manifestar durante a gravidez:
• incerteza e dúvidas, frequentemente combinadas com
sentimentos de culpa (Scleranthus, Pine)
• irritabilidade, impaciência, tendência a explosões
emocionais (Impatiens, Cherry Plum)
• fortes flutuações do humor, pulando de um extremo para
o outro (Scleranthus)
• hipersensibilidade; por exemplo, sensibilidade
intensificada a odores ou ruídos (Mimulus)
• sentimentos de culpa ou agressividade para com o
parceiro, frequentemente ligados ao medo de ser
abandonada (Pine, Holly, Mimulus)
• recaída em padrões de comportamento infantil (Heather),
forte focalização na própria infância (Honeysuckle).
O diagnóstico para a mulher grávida
Uma vez que mãe e filho, desde a concepção até o
nascimento, formam uma unidade emocional e espiritual e
reagem reciprocamente aos impulsos emocionais, em geral
é muito difícil para o observador externo fazer o
diagnóstico. Os estados emocionais mudam rapidamente;
também os sentimentos do feto, em estado latente, se
refletem na mãe.
Em muitos casos, é aconselhável motivar a mulher grávida
a se inteirar sobre os perfis das essências florais de Bach e
também, em situações isoladas de crise, a tomá-los pelo
método do copo de água depois de fazer a escolha
espontânea (ver pág. 87).
O acompanhamento do parto
No acompanhamento do parto com as essências florais de
Bach, Rescue provou ser excepcional. Seu uso é
significativo em todos os casos nos quais as mulheres veem
o parto como uma sobrecarga emocional, uma situação de
exceção, o que é o mais comum hoje em dia. Rescue ajuda
a reduzir o excesso de agitação excessiva, por exem plo,
quando a situação na maternidade não é a esperada ou
quando há ameaça de complicações durante o parto.
Da mesma forma, conforme a situação emocional aguda da
mulher grávida, recomenda-se acrescentar suas essências
florais individuais e acompanhar o parto com uma eficiente
fórmula personalizada de emergência. Por exemplo:
• Elm, no caso de parto demorado, quando a mulher perde
temporariamente a confiança em si mesma
• Mimulus, para a mulher medrosa e sensível, que teme o
parto
• Vervain, para a mulher tensa, que por excesso de pressa
acaba se bloqueando
• Olive, para os estados de extrema exaustão durante o
parto.
Tanto Rescue como a associação floral individual devem
ser servidos, se possível, em um copo com água. Caso isso
seja difícil, servem-se as essências florais à parturiente,
conforme a situação o exigir, diretamente do frasco do
preparado. Compressas também podem ser usadas adicional
mente. Do mesmo modo, o acompanhante deveria tomar
Rescue como precaução. Imediatamente após o parto, deve-
se pensar, em primeiro lugar, em Star of Bethlehem (choque
do parto) ou Rescue, junto com a prescrição individual —
tanto para a mãe quanto para o bebê (para este, colocar
Rescue na água do banho). Enquanto for amamentado, o
bebê absorve diretamente o efeito das essências florais
através do leite materno.
Experiências de parteiras
A ingestão de Rescue antes e depois de uma cesariana
ajudou muitas pacientes a melhor superar as consequências
da anestesia.
Em caso de paralisação do trabalho de parto e também
quando o batimento cardíaco do bebê diminui durante o
parto, as parteiras de uma clínica da Áustria pingaram
Rescue sobre a barriga da mãe. As atividades de contração
recomeçaram e o batimento cardíaco do bebê ficou mais
forte.
Recém-nascidos que não respiravam após o parto também
foram tratados com Rescue, em gotas ou em creme. As
atividades respiratórias começaram de imediato.
Se ocorrer mais tarde um real problema no desmame, o
perfil de Red Chestnut pode desempenhar um papel
importante — enquanto perdurar a ligação simbiótica entre
mãe e filho.
Bebês que se engasgavam ao mamar relaxaram quando se
aplicou Rescue em sua cabecinha, na região da fontanela.

4.4. A Terapia Floral de Bach e a psicoterapia

O termo psicoterapia engloba atualmente um grande


número de abordagens, modelos e métodos terapêuticos.
Antes de mostrar as possibilidades de aplicação prática das
essências florais de Bach no contexto de um tratamento
psicoterapêutico, expliquemos resumidamente o que se
entende aqui por psicoterapia.
O dicionário Brockhaus define psicoterapia como “o
tratamento terapêutico de doenças psíquicas (neuroses) ou
psicossomáticas através de técnicas psicológicas, ao
contrário da psiquiatria, que trata as doenças e anomalias
psíquicas sobretudo com remédios não-psicológicos
(físicos, medicamentosos)”.
Na nossa compreensão da psicoterapia, os dois aspectos
aqui mencionados formam a sua base: por um lado, o tipo
de distúrbio (ou seja, doenças com uma sintomatologia
predominantemente emocional) e, por outro, o tipo d e
tratamento (isto é, no nível psicológico, com técnicas
psicológicas). Desse modo, na situação terapêutica concreta
há diferentes procedimentos e técnicas de tratamento, que
são, em parte, o resultado dos pontos de partida das diversas
escolas psicoterapêuticas.
Alguns exemplos mostram a gama dos atuais métodos
psicoterapêuticos. Ao lado de terapias que se fundamentam
no domínio físico (por exemplo, a terapia do movimento
concentrado, a psicoterapia orientada para o corpo, o
relaxamento funcional, a bioenergética), há formas de
terapia que trabalham com os padrões de comportamento,
isto é, métodos baseados na teoria do aprendizado, com
intervenções orientadas para a ação (por exemplo, a terapia
do comportamento). No domínio intrapsíquico, atuam os
métodos orientados para a psicodinâmica (por exemplo, a
psicoterapia baseada na psicologia profunda e a
psicanálise). No nível da imaginação, os métodos
psicoterapêuticos usam a simbolização (por exemplo, a
psicoterapia da imaginação catatímica, a focalização). O
conceito de psicologia humanista (Maslow, Rogers) coloca
o relacionamento entre terapeuta e paciente no centro do
tratamento. Linhas terapêuticas mais recentes trabalham,
entre outros, no nível dos estados alterados de consciência
(por exemplo, a psicoterapia transpessoal).
Os florais de Bach na prática psicoterapêutica
Para sabermos qual o papel atualmente desempenhado pela
Terapia Floral de Bach na prática psicoterapêutica, pedimos
a curadores de diferentes linhas terapêuticas que
compartilhassem conosco suas experiências. A análise do
questionário e das opiniões pessoais revelou muitas
concordâncias, apesar das diferentes abordagens.
Indicações
No campo da aplicação psicoterapêutica, uma lista de
quadros clínicos, nos quais se poderia introduzir com
sucesso a Terapia Floral de Bach, fica em segundo plano.
Muito mais importante para a indicação é a orientação no
decorrer da terapia. As essências florais de Bach podem
integrar-se muito bem no processo terapêutico.
Apesar desta advertência, mencionamos resumidamente os
campos de aplicação para a Terapia Horal de Bach, dados
como indicações pelos psicoterapeutas consultados por nós:
• perturbações depressivas
(depressão neurótica, depressão reativa, formas mistas)
• síndrome do medo
(neurose do medo, fobias, medos sociais e relativos ao
corpo, reações agudas de medo)
• distúrbios psicossomáticos
(as chamadas somatizações clássicas, como, por exemplo, a
asma, a neurodermatites, a enxaqueca, o “morbus” Crohn,
bem como os distúrbios psicossomáticos no sentido mais
amplo).
Torna-se evidente que, na prática, as essências florais de
Bach podem ser introduzidas em todos os quadros clínicos
tratados com métodos psicoterapêuticos.
O momento apropriado para a introdução dos florais de
Bach
O verdadeiro objetivo das essências florais de Bach, no
contexto de um tratamento psicoterapêutico, é acompanhar
e ajudar o processo de cura. Curadores de diferentes linhas
terapêuticas concordam em que há determinados
momentos, particularmente sensíveis, no decorrer da
terapia, para o uso dos florais.
• No início da terapia
Quando a autoconfiança do cliente está fortemente
diminuída por causa de distúrbios físicos e emocionais, as
essências florais de Bach podem ajudar a estabilizar a
personalidade e, com isso, desenvolver um bom ponto de
partida para o trabalho terapêutico.
• No decorrer da terapia
Aqui se evidenciam principalmente situações nas quais o
paciente precisa lutar contra novos limiares de medo ou,
então, opõe resistências que impedem uma nova orientação
e fazem a terapia estagnar. As essências florais de Bach
exercem a função de ponte nessas fases árduas do
tratamento, as quais, nos níveis de tratamentos terapêuticos
costumeiros, geralmente só são superadas com dificuldade.
Os processos psíquicos profundos são acompanhados e
apoiados pelas essências florais de Bach.
• No término da terapia
Depois do final do tratamento psicoterapêutico, o próprio
paciente pode continuar a se tratar com as essências florais
de Bach. A autonomia e a responsabilidade pessoal são
desenvolvidas desde o início e, mais tarde, podem
consolidar-se as transformações tratadas na terapia.
O diagnóstico
Na escolha das essências florais de Bach, os psicoterapeutas
agem de diferentes maneiras, mas o primeiro passo é
sempre o diálogo terapêutico. Isto está de acordo com o
método clássico de Bach para a escolha dos florais. Aqui o
paciente fica no centro, com seu atual estado de saúde
individual, o que permite identificar o padrão emocional
arquetípico que está desequilibrado no momento. Além da
entrevista, para a qual também o paciente pode trazer
sugestões de diagnóstico, os curadores por nós consultados
usam, segundo a situação e os pontos cruciais pessoais,
diferentes métodos auxiliares de diagnóstico. 49
Entre os mais populares procedimentos complementares
usados pelos psicoterapeutas para dar segurança à
entrevista-diagnóstico, estão a escolha espontânea (que
ativa o nível intuitivo do paciente) e o questionário para
diagnóstico (com o qual são abordados sobretudo os
domínios
conscientes e intelectuais do paciente). Além destes
procedimentos, os terapeutas recorrem aos Repertórios

49
Para processos de diagnóstico, ver também Capítulo 3.2.
(neste caso, são exigidos os domínios conscientes e
intelectuais do curador) ou utilizam processos nos quais as
essências florais de Bach são testadas com a ajuda da
resposta física do paciente (por exemplo, cinesiologia,
RAC). No nível energético do paciente são utilizados os
sistemas de mensuração bioenergética.
A aceitação das essências florais de Bach pelo paciente
No contexto do tratamento psicoterapêutico, a oferta de
essências florais de Bach é bem aceita pela maioria dos
pacientes, A introvisão da gênese psíquica de suas doenças
e a disponibilidade para o confronto com os próprios
padrões emocionais tomam a abordagem de Bach de fácil
acesso para os pacientes. A estrutura medicinal das
essências florais de Bach é — ao contrário do jargão médico
ou psicológico — imediatamente compreensível e, assim,
facilita a comunicação com o curador. Muitas vezes o
paciente fica surpreso ao encontrar na descrição das
essências florais seus próprios problemas; deste modo, elas
também despertam a curiosidade do paciente por si mesmo
— “o paciente é atraído para si mesmo”. Os florais de Bach
são bem aceitos como medicação suave; não se exige
demais do paciente e ele aprende, passo a passo, a ser
responsável pela sua própria vida e a assumir o seu próprio
processo de cura.
Reações típicas
As reações às essências florais de Bach observadas pelos
psicoterapeutas correspondem, em linhas gerais, aos efeitos
usualmente descritos. 50 No espectro que abrange desde
melhoras rápidas e drásticas até mudanças sutis e
demoradas, as formas de reação são muito individuais.
Ocasionalmente também é relatada uma piora inicial, de
modo que, depois da ingestão dos florais de Bach, podem
se manifestar medo, sofrimento, dor e resistência a eles.

50
Ver Capítulo 3.6.
Essas reações permitem mais um passo no
desenvolvimento. O paciente “abalado” encontra acesso
mais fácil aos sentimentos reprimidos e experimenta uma
nova motivação no processo terapêutico. Na maioria das
vezes, os pacientes se sentem nitidamente apoiados pelas
essências florais de Bach e desenvolvem, em algum grau,
um relacionamento muito pessoal com elas.
As essências florais de Bach de uso preferencial
Quanto à frequência do uso das essências florais de Bach
na prática psicoterapêutica, são diferentes as declarações
dos terapeutas consultados por nós. Não existe uma
prescrição padronizada, pois sempre se tratam
individualmente os padrões emocionais do paciente.
Contudo, as experiências de inúmeros curadores são
idênticas em alguns princípios básicos.
• Como primeiro passo da terapia, bem como para apoio em
fases agudas, independentemente do quadro clínico, é
apropriado o uso de Rescue.
• No decorrer da terapia, os perfis emocionais dos florais de
Bach Honeysuckle e Walnut podem tomar-se
particularmente importantes. Ambos os perfis —
desligamento de antigos padrões e reorientação para futuras
transformações — serão de significado central em toda
terapia.
• Os pacientes depressivos frequentemente precisarão das
essências florais Gentian, Gorse, Hornbeam, Holly, Olive,
Mustard, White Chestnut, Wild Rose e Willow.
• Nos casos de ansiedade, geralmente são indicados os
florais Aspen, Cherry Plum, Mimulus, Red Chestnut e Rock
Rose, bem como Rescue.
Técnicas terapêuticas especiais
Eis algumas sugestões que podem servir de estímulo para
um trabalho pessoal criativo com as essências florais de
Bach.
• Com o seu frasco de preparado floral personalizado, o
paciente recebe uma espécie de conjunto de intenções para
a jornada. Essa orientação positiva é trabalhada em
conjunto pelo terapeuta e pelo cliente, de acordo com o
potencial positivo do floral central da fórmula. Assim, o
paciente tem uma orientação relacionada com a sua situação
aguda, orientação que dará apoio ao efeito das essência s
florais de Bach no nível verbal e, ao mesmo tempo,
estimulará a responsabilidade pessoal.
• O terapeuta também pode incorporar as essências florais
de Bach diretamente no cenário terapêutico. Como
métodos, são particularmente adequadas a imaginação
ativa, na linha de C. G. Jung, e a psicoterapia catatímico -
imaginativa. Estes dois processos trabalham com
experiências imagéticas e se dirigem ao nível arquetípico
sobre o qual também atuam as essências florais de Bach.
• As essências florais de Bach podem ser incluídas no
ambiente também para um tratamento imaginativo
experimental. Em uma situação imaginada, na qual o
paciente sente uma determinada forma de medo, o terapeuta
faz com que ele segure na mão o frasco do concentrado
floral de Bach correspondente. Essa experiência pode vir a
atenuar o medo, liberando bloqueios e ajudando o paciente,
acompanhado pelo terapeuta, a mudar ativa e positivamente
o quadro imaginado.
A importância relativa dos florais de Bach na prática
terapêutica
O conceito terapêutico de Bach pode, em sua teoria, ser
comparado com a psicologia de C. G. Jung. Ambos partem
tanto da premissa de padrões arquetípicos quanto do
princípio da polaridade. Têm também em comum uma fase
importante do processo de cura: a transformação de
aspectos da psique até então vivenciados como negativos.
Mas, como mostraram as experiências de diversos
curadores, em princípio, a Terapia Floral de Bach combina
com todas as linhas e métodos psicoterapêuticos.
Os psicoterapeutas reconhecem o valor das essências florais
de Bach como apoio ao seu trabalho, com base nas
seguintes experiências:
• Com a introdução das essências florais de Bach, os
impulsos de autoagressão do cliente são consideravelmente
diminuídos. Pouco a pouco, desenvolve-se uma percepção
diferenciada do próprio processo psíquico, de modo que se
torna possível uma nova experiência refletida e corretora.
Através do efeito harmonizador dos florais de Bach, eleva -
se cada vez mais o poder individual no trabalho com os
processos inconscientes da psique.
• Por meio das essências florais de Bach, é possível reduzir
ao mínimo a medicação alopática; elas são uma alternativa
natural, e sem efeitos colaterais, aos psicofármacos. Com a
introdução dos florais de Bach, os psicofármacos podem ir
sendo gradualmente reduzidos e, por fim, totalmente
eliminados.
• As essências florais de Bach também podem ser
introduzidas com sucesso no campo das perturbações
psicossomáticas. Uma administração bem visada dos florais
de Bach pode absorver as reações somáticas excessivas e
influenciar positivamente a problemática emocional básica,
evitando assim que um sintoma físico atraia para si uma
série de perturbações.
• Com as essências florais de Bach, a duração de um
tratamento psicoterapêutico pode ser, em certas
circunstâncias, reduzida. O processo terapêutico individual
é intensificado e a autonomia do cliente promovida mais
cedo. Este é um aspecto importante do ponto de vista das
atuais tentativas para reduzir os custos da Saúde Pública.
As perspectivas
É exatamente do ponto de vista das novas correntes da
psicologia que as essências florais de Bach ganham sentido.
Isso se torna particularmente claro no conceito de crise
psicoespiritual, cunhado e descrito pela primeira vez pelo
dr. Stanislav Grof. 51 A abordagem de Grof levou a uma
nova e radical compreensão de estados semelhantes às
psicoses, que são classificados pela psiquiatria clássica
como ameaçadores e, frequentemente, como doentios.
Segundo a estimativa de um médico psiquiatra e
psicoterapeuta que trabalha com o conceito de Grof 52
grande parte das psicoses esquizofrênicas são “crises de
cura psicoespiritual, isto é, estados alterados de consciência
de longa duração, com profundas introvisões e que
correspondem às descobertas da moderna física quântica,
da cibernética, da holografia, das pesquisas sobre a
consciência e aos mitos e lendas milenares”. As pessoas que
passam por esses estados alterados de consciência “sabem
instintivamente que não são doentes mentais, mas é fácil
serem tratadas como tal”. Esses estados, desde que não
sejam encobertos por medicamentos, poderiam ser
reconhecidos e usados como crises de amadurecimento. Sob
orientação terapêutica, a “imersão da consciência alterada
nos conteúdos arquetípicos”, característica desses estados,
pode ser finalmente trabalhada e compreendida “com a
ajuda das essências florais de Bach e a proteção de Rescue,
líquido ou pomada”. Além disso, com esta forma de terapia
preserva-se o sinal de alerta, o que é particularmente
importante para as pessoas em situações de crise. “Em
comparação com a anterior terapia com psicofármacos,
pode-se, pela primeira vez, falar em cura.” Para os
curadores que trabalham no terreno da psicologia humanista
e transpessoal —- um grupo crescente de jovens psiquiatras
e psicoterapeutas —, as essências florais de Bach são um
importante fator terapêutico.
O conceito de Bach tem uma abordagem holística e, assim,

51
Die Stürmische Suche nach dem Selbst e outras publicações. [A
Tempestuosa Busca do Ser, publicado pela Editora Cultrix, São Paulo, 1994.]
52
Günter Lippler, Fürth (Alemanha).
suas essências florais oferecem contribuição para a
mudança que hoje ocorre também na psicologia. No
contexto de uma crescente compreensão holística da
doença, o campo especializado da psicoterapia deve contar,
no futuro, com uma utilização cada vez maior da Terapia
Floral de Bach.

4.5. A Terapia Floral de Bach na psiquiatria 53

No contexto de uma psiquiatria integrada e moderna, todas


as formas humanitárias de tratamento para as pessoas com
distúrbios psíquicos têm seu lugar, na medida em que essas
formas de terapia incluam a possibilidade de um trabalho
mútuo e conjunto.
Um moderno diagnóstico psiquiátrico, como por exemplo o
DSM-III-R, 54 tem como ponto
de partida uma seleção precisa de fenômenos psíquicos
evidentes. Somente com um conjunto de critérios muito
bem definidos é que se pode estabelecer um diagnóstico
psiquiátrico. Ao todo, cinco eixos irão descrever, além das
transformações emocionais agudas, as transformações
emocionais duradouras e as transformações físicas, bem
como o nível de tensão e funcionamento psicossociais.
Uma visão acurada, e que não julgue as pessoas
psiquicamente doentes dentro de suas importantes conexões
psicossociais, é o requisito básico para o tratamento
psiquiátrico responsável.
Para identificar os pontos de partida da Terapia Floral de
Bach no campo psiquiátrico, primeiro é preciso refletir
sobre algumas condições básicas:
Autonomia: Nos distúrbios psíquicos graves, a perda da
autonomia no sentido de uma redução das funções do Eu

53
Texto do Dr. Winfried Tröbinger, médico, Graz (Áustria).
54
Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders-III-R da American
Psychiatric Association.
(tal como perturbações do raciocínio, paixões
descontroladas, emoção destrutiva ou perturbação do senso
de orientação no mundo) pode ter consequências
dramáticas, que tornam necessário um tratamento gradual
sob controle.
Consciência: Uma vez que as perturbações psíquicas
geralmente restringem as faculdades de raciocínio e
discernimento da pessoa (como por exemplo nos casos de
delírio), muitas vezes o paciente não tem consciência de sua
doença ou a tem apenas a intervalos.
Avaliação cultural: Na nossa cultura predomina um nível
assustadoramente baixo de informação acerca dos
distúrbios mentais, muitas vezes associado a uma intensa
desvalorização das pessoas psiquicamente doentes.
Motivação: A motivação pode ser muito fraca nas pessoas
em crise psíquica, em parte pelas razões acima
mencionadas. Contudo, depois de se desenvolver uma
afinidade com o tratamento, o trabalho de motivação
geralmente representa o primeiro passo de um tratamento
psiquiátrico.
Atitude do curador e dos familiares: Para o tratamento dos
distúrbios psíquicos, é importante não só a atitude do
próprio paciente como também o que pensam seus
familiares e o curador sobre as raízes, as possibilidades de
cura e as perspectivas da doença. Segundo o princípio da
selffulfilling prophecy, “a profecia que induz a sua própria
realização”, as atitudes negativas tendem facilmente a se
tomar realidade.
Estratégias e objetivos do tratamento: O princípio do “tanto
quanto seja necessário, mas o mínimo possível” por certo
também se aplica à terapia psiquiátrica. Os métodos
naturais de cura são, na medida do possível, preferíveis às
curas alopáticas. Contudo, nos casos de regressão mais
intensa e duradoura do paciente, são necessários apoio e
proteção. As terapias com psicofármacos químicos podem
muitas vezes restabelecer mais depressa a autonomia de um
paciente.
Em uma psiquiatria social moderna, os objetivos do
tratamento — como a autonomia e a não-violência — vêm
antes da eliminação dôs sintomas ou do controle social.
A Terapia Floral de Bach pode ser introduzida em todos os
campos da psiquiatria. No entanto, em determinadas
indicações, é aconselhável combinar as essências florais
com a terapia psicofarmacológica e as medidas de apoio
social ou psicoterapêutico (ver abaixo).
Na psiquiatria pública, com pacientes em geral
desmotivados e nas mais graves crises, ainda é
relativamente pequeno o número de experiências com os
florais de Bach. Contudo, já surgiram resultados
encorajadores.
No consultório psiquiátrico, com pessoas que buscam
tratamento visando uma cura natural, a Terapia Floral de
Bach ganhou seu espaço.
A Terapia Floral de Bach em distúrbios psíquicos especiais
As psicoses
Psicose é como “sonhar quando se está totalmente
acordado”. Conforme a gravidade dessas experiências de
“sonho” e a intensidade do conflito com o ambiente, a
pessoa em crise psicótica precisa de uma proteção suave e
orientadora. Os neurolépticos quase sempre têm boa
atuação antipsicótica e, assim, ajudam a restaurar
rapidamente a autonomia do paciente.
A experiência com casos mais brandos permite que se
levante uma hipótese: talvez fosse possível tratar a pessoa
que apresenta psicoses ligadas às suas vivências subjetivas
com fórmulas florais em rápida sucessão, combinadas com
um constante acompanhamento psicossocial durante a crise
psicótica.
Depois das psicoses que têm grandes riscos de recaída —
uma psicose pode ressurgir, embora não necessariamente —
, permanece o perigo de que o paciente, com a
hospitalização e/ou complicações, venha a perder suas
habilidades práticas vitais ou, ao menos, parar de
desenvolvê-las (síndrome residual). No contexto da
reabilitação psiquiátrica, as essências florais de Bach
geralmente são muito úteis para desfazer os bloqueios
inibidores do crescimento.
Exemplo de caso de psicose
Uma moça de 18 anos, depois de duas crises psicóticas
graves (com duração de oito e quatro semanas,
respectivamente), por vontade própria procurou tratamento
ambulatorial psiquiátrico- psicoterapêutico. Ela cursava o
segundo ano de uma escola profissionalizante e, devido às
suas crises, agora talvez precisasse repetir o ano. Desde o
início do curso, ela se sentia negativa e resignada. Após um
mês de tratamento, recebeu a primeira associação de florais
de Bach: Rescue, Vine, Gorse, Sweet Chestnut, Mimulus e
Holly. Um mês depois, Mustard, Gentian, Rescue e
Mimulus. Ela já se esforçava intensamente na escola,
querendo encerrar o ano letivo de modo favorável. Mais um
mês e ela recebeu Clematis, Olive, Mimulus e Wild Rose.
Nesse meio-tempo, ela terminou bem o ano escolar — com
uma única nota negativa, que se resolveria com o exame de
recuperação no outono.
Três semanas mais tarde, foi aprovada no exame de
motorista. Passou o verão estudando e, no outono, tomou
Mimulus, Rescue, Oak, Agrimony e Walnut para
acompanhar o exame de recuperação. Foi aprovada. Quatro
meses depois, recebeu Sweet Chestnut, Mimulus, Rescue,
Gentian e Oak. Depois de encerrar o primeiro semestre do
terceiro ano letivo com notas positivas em todas as
matérias, voltaram a se manifestar os sintomas psicóticos.
A jovem ficou com muito medo de estar mentalmente
doente; em alucinações, ouvia a voz de seu pai em toda
parte, dizendo que ela era realmente um caso de psiquiatria.
Mas, nesse meio-tempo, ela trabalhara tanto o poder do Eu
que já estava pronta para um tratamento em nível psíquico
com o neuroléptico “Clozapin” (Leponex), que também
havia tomado durante os processos de tratamento
anteriores, em doses pequenas, à noite, para poder dormir.
Agora, com uma dose um pouco maior de Clozapin, ela
superou a crise psicótica em quatro semanas. Ao mesmo
tempo que ia à clínica quase todos os dias, uma conversa
com sua família serviu para tranquilizar e encorajar seus
pais. Exceto por uma semana em que ficou acamada, ela
continuou a frequentar a escola. Cerca de cinco semanas
mais tarde, durante as aulas, teve a última alucinação com
a voz de seu pai dizendo que ela era um caso de psiquiatria.
Depois disso, passou dois meses hiperativa e afastou -se da
escola (Clematis, Vervain, Impatiens), mas, ao cabo de três
meses, terminou o ano letivo com sucesso. Seguiu-se um
certo esgotamento (Hornbeam, Clematis, Impatiens). No
outono seguinte, começou o último ano do curso, sempre
lutando com os humores depressivos (Gentian, Mustard,
Gorse) e, além disso, Willow tornou-se muito importante
para ela.
Muitas psicoses se manifestam sem processos dramáticos
ou extravagantes, principalmente, sem a perda de
importantes poderes vitais (forma menor).
Exemplo de caso de psicose (forma menor)
Três meses depois de uma tentativa de suicídio, com
pontadas no coração (lesão do pericárdio e da pleura) e um
quadro de crise psicótica inibida, um homem de 31 anos
procura tratamento inicial de reabilitação psiquiátrica de
três meses, sem internação. Ele já concluiu 80% de um
curso técnico. Está tomando um neuroléptico de alta
potência, combinado com um remédio contra o Mal de
Parkinson. Em primeiro plano, está a sua insatisfação com
seu desempenho profissional — ele tem grande necessidade
de sono, está sempre cansado e sua produtividade diminuiu.
O paciente vem, uma vez por semana, para uma entrevista
de apoio terapêutico. Como psicofármaco, recebe um
neuroléptico de média potência e um antidepressivo.
No período de quatro meses, ele consegue apenas
levíssimas mudanças, com altos e baixos do cansaço e das
limitações para o trabalho. A oferta de essências florais de
Bach só foi aceita com relutância por esse paciente de
formação científica. Ele recebe Olive, Hornbeam, Larch,
Gorse, star of Bethlehem e Mimulus. Depois de duas
semanas, seu cansaço diminui um pouco; mais uma semana,
e ele volta à passividade. No entanto, dois dias depois, ele
decide parar de se torturar com os estudos e, em vez disso,
arrumar um emprego de meio período e, com isso, também
libertar-se financeiramente. Ele conta que logo depois, com
sua primeira tentativa de arrumar um emprego, aumentaram
os pensamentos negativos de autodestruição. Mas é capaz,
pela primeira vez, de contar quais foram as autoacusações
e autocondenações que mais o perturbaram e levaram a
tentar o suicídio. A próxima fórmula floral inclui: Gentian,
Mustard, Larch, Star of Bethlehem, Gorse e Hornbeam.
Depois de um intervalo nas férias, o paciente contou,
radiante de alegria, que conseguira completar o curso com
boas notas; ele se sentia significativamente estabilizado e
os pensamentos negativos ficaram raros.
As manias
Numa crise maníaca extrema, o paciente é invadido por suas
forças (basicamente positivas) de harmonia ou conflito,
chegando muitas vezes a sofrer perdas financeiras.
As fases maníacas se extinguem sob a ação de neurolépticos
de força média, em dosagens muito altas. Também nas
manias há risco de recaída e, para uma continuidade do
tratamento, é crucial o ponto até o qual os pacientes
aprendem a se familiarizar com seus “obstáculos”
emocionais, a fim de poder saltá-los em caso de crise.
Muitos o conseguem, e é exatamente nesse processo de
aprendizado que as essências florais de Bach, ao lado da
psicoterapia e da farmacoterapia, são muito úteis.
A depressão
Numa depressão, a pessoa sofre perturbações e uma
limitação de sua vitalidade. A depressão pode afetar não só
o ânimo, mas também o pensamento e a memória.
Nas depressões leves e médias, a psicoterapia e a
naturoterapia são os métodos de tratamento preferenciais.
Em todos os casos de depressão grave, deve-se oferecer ao
paciente psicofármacos antidepressivos.
Exemplo de caso de depressão
Uma mulher de 34 anos procura tratamento ambulatorial
por causa de uma segunda crise depressiva grave. Ela
trabalha numa atividade especializada em uma empresa
industrial, vive um casamento estável, tem um filho de
cinco anos, sente-se totalmente exaurida, não vê nenhuma
solução e acha que não poderá voltar a ocupar seu cargo.
Como no momento está de licença- saúde, ela toma um
antidepressivo quase isento de efeitos colaterais. Depois de
três semanas de tratamento, com entrevistas e
antidepressivos que melhoraram em 50% a sintomatologia
afetiva, da também recebe, a seu pedido, as essências florais
de Bach (Elm, Larch, Rescue, Gorse, Wild Rose, Wild Oat
e Holly).
Um mês mais tarde, a paciente está visivelmente melhor.
No entanto, continua atormentada por dúvidas a respeito de
si mesma e sentimentos de culpa (Elm, Larch, Star of
Bethlehem, Wild Rose, Mimulus, Cerato, Chicory e Pine).
Depois de mais outro mês, ela volta ao trabalho. Agora
toma Cerato, Larch, Crab Apple, Elm, Rock Rose e Star of
Bethlehem.
Duas semanas depois de voltar ao trabalho, ela começa a
mostrar propensão para uma crise de média gravidade, com
pensamentos repetitivos, medos e dúvidas sobre si mesma
(White Chestnut, Mimulus e Larch). Além desses, ela
também toma um neuroléptico leve para aquietar seus
tormentos interiores a fim de que, embora cansada, continue
apta ao trabalho. Depois de duas semanas, ela toma
Gentian, Larch, Crab Apple, Oak, Cerato, Rescue e White
Chestnut, e continua a luta. Passado mais um mês, no qual
se dedica corajosamente ao trabalho, seus medos difusos,
principalmente, tomam-se mais nítidos. A nova fórmula é:
Oak, Aspen, Larch, Gentian, Willow, Star of Bethlehem e
Hornbeam. Depois de outro mês, ela acha que já podia
voltar a se olhar no espelho; somente com a memória ela
ainda tem algum problema. Agora, o neuroléptico pode ser
abandonado. Depois de mais dois meses com essa
associação de florais, ela se sente 90% melhor. Toma agora
Olive, Honeysuckle e Star of Bethlehem. Ao cabo de dois
meses, manifesta-se uma pequena flutuação depressiva, que
a própria paciente estabiliza tanto com remédios químicos
quanto com os florais de Bach. Mais um mês e o
antidepressivo pode ser posto de lado. No campo
profissional, ela agora está totalmente apta. Na vida
particular, faz-se agora uma divisão justa das
responsabilidades entre ela e o marido. Com o filho está
tudo bem, embora ela ainda tenha ocasionalmente algum
sentimento de culpa em relação a ele.
Ansiedade
Costumava ser classificada como neurose. Responde bem
às essências florais de Bach.
Exemplo de caso de ansiedade
Uma mulher de 37 anos, solteira, procura a clínica
ambulatorial. Ela alega que há mais de um mês vem tendo
acessos, nos quais sente ondas de calor subindo-lhe até as
orelhas, combinados com palpitações cardíacas e medo da
morte, não podendo suportar o calor e precisando de ar
fresco. Seu médico particular lhe disse que era uma
depressão e receitou um tranquilizante. Além disso, ela se
submeteu a um exame de saúde completo: fisicamente,
estava saudável. Pouco tempo antes, um casal de amigos
íntimos passara por uma separação dramática, tentando
envolvê-la no caso. Meio ano atrás, rompera-se um
relacionamento intenso depois que ela fez um aborto. Ela
quer um tratamento com as essências florais de Bach, mas
não sabe como deve lidar com seu médico particular. Ela
toma, como primeira associação floral, Rock Rose, Star of
Bethlehem, Impatiens, Wild Oat, Mimulus e Scleranthus;
além disso, o médico da clínica escreve
para o médico particular, enviando-lhe um diagnóstico
psiquiátrico preciso, sugerindo um tratamento com um
antidepressivo eficaz contra o medo e aconselhando o
abandono do remédio que poderia criar dependência.
Depois de quatro semanas, a paciente está relativamente
bem, abandonando aos poucos o tranquilizante e voltando a
se interessar pelos seus passatempos. Ao se iniciar uma
agitação, que poderia levar a estados de pânico, ela a
controla com Rescue ou com algum calmante à base de
ervas (lúpulo e valeriana, entre outras). Nunca chegou a
tomar o antidepressivo recomendado. Três semanas depois,
ela declara que se sente muito bem, que seus pensamentos
voltaram a ser harmoniosos e informa, além disso, qu e
desde o início seu médico particular lhe receitava um
remédio para a pressão sanguínea (betabloqueador). Ela
recupera a alegria de viver.
Distúrbios limítrofes
Nos casos de distúrbios limítrofes (situados entre os
distúrbios neuróticos e os psicóticos), os pacientes perdem
temporariamente a função do Eu. Manifesta-se uma
desproporcional regulação afetiva; por um lado,
hipersensibilidade, reações violentas, lenta pacificação,
intensidade e descontrole diante de todas as emoções
dolorosas. Além disso, frequentemente surgem objetivos
irreais, ódio por si mesmo, vergonha e uma forte tendência
temporária à autodestruição (suicídio, uso de drogas).
Muitas pessoas com essa extrema hipersensibilidade e
dificuldade de autocontrole conseguiram compensá-las tão
bem que a estrutura limítrofe de sua personalidade só vem
a se manifestar nas crises ou na psicoterapia.
Do ponto de vista da Terapia Floral de Bach, nesses casos
deve-se também acompanhar, principalmente durante as
crises, essas forças que se transformam com tanta
intensidade. Uma vez que não existe nenhuma terapia
psicofarmacológica para os pacientes limítrofes, a não ser
em crises agudas, as essências florais de Bach
frequentemente são usadas ao lado da psicoterapia.
Na prática de todo terapeuta que trabalha com os florais de
Bach, as estruturas limítrofes da alma de um paciente
podem tornar-se visíveis — surgindo, em geral, pela
primeira vez no contexto de uma terapia.
As lesões cerebrais
Na pessoa com lesões cerebrais (síndrome psicorgânica,
retardamento mental), o tratamento com as essências florais
de Bach geralmente traz mudanças muito lentas — tão
lentas, na verdade, quanto o próprio desenvolvimento dela.
Exatamente nesses casos é que muitas vezes se torna útil
tratar com a Terapia Floral de Bach também os familiares
da pessoa com lesão cerebral. Nesse paciente, o diagnóstico
geralmente é muito difícil, tanto que o terapeuta depende
em alto grau de sua intuição e empatia para poder perceber
o quadro emocional. A situação fica ainda mais co mplicada
no caso de pacientes que não conseguem falar por causa
dessa deficiência; aqui, tudo o que se pode fazer é tentar
relacionar o gesto interior — que transparece na mímica,
nos fonemas e movimentos estereotípicos — com as
informações sobre as 38 essências florais de Bach. Nestes
casos, é aconselhável fazer o diagnóstico com a ajuda de
outros métodos de avaliação.
Do mesmo modo, pode ser irritante tentar perceber o efeito
do tratamento, pois as transformações acionadas pelas
essências florais de Bach geralmente se produzem em
passos tão pequenos que nos “esquecemos” de registrá-las.
Vício e dependência
O fato de dispormos de tão pouco material sobre o
tratamento do vício através da Terapia Floral de Bach vem
confirmar a experiência geral: uma baixa taxa de sucesso
no tratamento da predisposição ao vício.
O motivo pelo qual é tão difícil ajudar de modo duradouro
as pessoas viciadas, a ponto de isso parecer quase
impossível, certamente é porque se trata muito mais de uma
problemática dos chamados grupos marginalizados.
Segundo a definição de Olaf Koob, médico antroposofista
e especialista em toxicodependência, o vício é um fardo
inevitável da civilização, uma doença cultural que, como
uma grande epidemia social, produz ela própria suas
vítimas e as mantém vivas através do fornecimento da droga
formadora de hábito.
Em palavras mais simples, o vício é a expressão de uma
busca inata — porém mal orientada — do ser humano por
um mundo melhor, por autodesenvolvimento e perfeição.
Mal orientada, porque a pessoa, por fraqueza,
predisposição, frustração e muitos outros motivos,
empreende sua busca no nível falso, ou seja, no nível
material. Por isso, é inevitável ela ficar cada vez mais
frustrada e, como resultado, deixar-se escravizar sempre
mais por esse padrão de comportamento autodestrutivo.
Segundo Bach, a pessoa viciada não está mais em condições
de perceber seu plano de vida através da voz do seu Eu
Superior, muito menos de conhecer e reconhecer sua missão
no Todo maior, segundo o princípio da Unidade. Assim, ela
é cada vez mais atraída para o plano inferior de sua própria
personalidade, e busca ali, compulsivamente e com os
meios inadequados, saciar sua fome de verdadeiras
vivências e percepções espirituais. É inevitável que isso a
deixe cada vez mais perdida e na dependência justamente
dessas drogas que viciam.
Segundo a opinião dos especialistas, mais da metade — ou
talvez um número ainda maior — da população da nossa
civilização ocidental mostra padrões de comportamento do
tipo acima descrito, se, ao lado dos vícios clássicos ou
“reconhecidos” (tais como drogas, álcool, cigarro,
medicamentos, anorexia, bulimia), levarmos em conta
padrões compulsivos, tais como o consumismo, o vício pelo
trabalho, a possessividade, o vício de assistir televisão, o
vício das emoções fortes ou da quebra de recordes
esportivos, o vício de ouvir música bem alto, o vício de
comer tomates, açúcar ou outros alimentos, e até mesmo o
vício da meditação.
Para poder ajudar eficazmente uma pessoa viciada, é
preciso que o curador tenha reconhecido e trabalhado suas
próprias estruturas de vício. Enquanto isso não ocorrer,
enquanto certos medos e tendências ao vício forem
inconscientemente projetados sobre o paciente, não será
possível dar-lhe qualquer orientação espiritual. Pois é
exatamente a pessoa viciada que vai perceber com muita
precisão, no nível consciente ou inconsciente, se o curador
de fato a compreende a partir de seu íntimo e se seus
conselhos espelham valores por ele trabalhados na prática.
Orientação espiritual sempre significa oferecer “ajuda para
a autoajuda”; reconduzir aos princípios eternos e às
verdades da vida, que na filosofia de Bach, “cura-te a ti
mesmo”, foram reproduzidas de um modo mais simples.
Essa orientação espiritual — isto é, o esforço mútuo para
um novo projeto construtivo de vida — deve ser, ao lado da
desintoxicação do corpo, o ponto principal de uma terapia
de viciados em combinação com os florais de Bach.
Muitas pessoas viciadas sentem um forte interesse pelo
conceito da Terapia Floral de Bach e têm conseguido se
libertar gradualmente, por meio das essências florais — e
de muita paciência — de vícios cotidianos, tais como o
comer compulsivo, o consumismo, o vício de assistir
televisão.
Também nesses casos trata-se, em primeiro lugar, de
orientar o paciente para o autoconhecimento e a motivação,
revertendo seu processo de autodestruição. Aqui, é
importante o curador adotar uma atitude neutra,
principalmente diante de viciados que ainda não estão
preparados para alterar o curso da autodestruição. O fato de
o curador aceitar com respeito que alguém ainda não esteja
pronto para mudar sua vida, possibilita ao paciente uma
escolha realmente livre
em favor da vida e contra o vício. Em todas as etapas da
motivação, as essências florais de Bach podem ser muito
úteis. Sua preparação adequada, sem álcool, não deve ser
esquecida. 55
Quais as estruturas emocionais negativas mais
encontradas em viciados?
Há várias hipóteses sobre este ponto. Realizei uma
experiência com 26 pacientes de uma clínica particular para
drogados em Viena, e minhas observações apresentaram
algumas indicações interessantes:
Mais da metade desse grupo de pacientes mostrava um
predomínio dos padrões de comportamento emocional
tratados pela Terapia Floral de Bach.
• Chestnut Bud: recaída automática ou compulsiva em
determinados padrões de comportamento; total
impossibilidade de tirar uma conclusão dessas
experiências; ausência da capacidade de aprender.
• Walnut: como expressão de um atraso no processo de
amadurecimento; ausência de desenvolvimento da
individualidade devido à dependência (de personalidades
mais fortes, por exemplo, mas também de uma busca de
status, pressões sociais, etc.).
• Red Chestnut: “O viciado e o objeto de seu desejo estão
acorrentados um ao outro de modo inexplicável. Quanto
mais o viciado coloca suas forças apenas a serviço de seu

55
Para esses casos, prepara-se a fórmula floral sem álcool, podendo-se ingerir
as gotas em uma bebida gelada. Ou pode-se encomendar na farmácia a
fórmula floral em glóbulos; estes devem ser preparados ad hoc, pois em
poucos meses perdem sua eficácia.
desejo, tanto mais fortes lhe parecem as forças do objeto de
seu desejo.”56
Metade desse grupo de pacientes mostrou, além disso, os
seguintes padrões negativos de comportamento emocional:
• Larch: sentimento de inferioridade; na maioria das vezes,
condicionado pela educação.
• Gorse: resignação; vazio interior, desesperança —
também relacionados com a situação social.
• Gentian: todas as tentativas de obter satisfação acabam
por se mostrar infrutíferas e deixam uma profunda
frustração subliminar.
• Aspen: transbordamento causado por impressões externas
que não puderam ser elaboradas conscientemente. Uma das
causas possíveis: a confrontação demasiado precoce desses
pacientes, em sua maioria de personalidade sensível, com a
televisão, os noticiários catastróficos divulgados pelos
meios de comunicação, bem como histórias de horror e
terror. Isso produz medos vagos, mas também o vício de
mais emoções fortes.
Muitos pacientes também precisavam de:
• Heather: na infância, foram obrigados a lidar por si
mesmos com os aspectos emocionais; daí o comportamento
egocêntrico trazido para o presente. “A criancinha carente.”
• Holly: desconfiança como resultado de um anseio
insatisfeito por amor.
• Cherry Plum: energias emocionais bloqueadas, que o
paciente não se atreve a manifestar na vida cotidiana.
Somente através do vício ele consegue canalizá-las.
• Rock Water. a perturbação do desenvolvimento emocional
na primeira infância só permite reações e julgamentos
racionais; daí o anseio por perfeição. Isso produz muitas
vezes, junto com o perfil Chestnut Bud, o padrão da

56 Citado em Besser leben mit weniger do Dr. Ulrich Beer.


satisfação compulsiva das necessidades.
• Willow: o paciente se sente uma vítima da situação.
• Clematis: o paciente foge da realidade para um mundo
fictício, no qual “não está mais sozinho”.
Essas experiências podem servir de estímulo para o uso das
essências florais de Bach em pacientes com problemas
relacionados com o vício. A experiência mostra que Rescue
oferece uma boa via de acesso na terapia da
toxicodependência, na medida em que, depois dele, a
proposta espiritual da Terapia Floral de Bach poderá ser
entendida ou aceita.

4.6. A Terapia Floral de Bach na geriatria e no cuidado


ao idoso

A Terapia Floral de Bach também pode dar aos idosos um


apoio emocional eficaz. Enfermeiras devotadas estão
tentando divulgar suas experiências bem-sucedidas com
esta terapia em sua área de atividade. Quando há relatos
disponíveis de enfermarias geriátricas e casas para idosos,
as experiências com os florais de Bach têm sido muito
positivas.
Os florais de Bach mostram bons resultados nos seguintes
casos, entre outros:
• Pessoas idosas que sofrem de estados de inquietação e
irritabilidade.
• Confusão nas pessoas mais idosas, geralmente relacionada
com medo e agressões.
• Sintomatologia da rejeição.
• Acompanhamento no tratamento de distúrbios físicos nos
idosos.
• Acompanhamento do agonizante (ver Capítulo 3.5.5).
A experiência mostra que Rescue é a essência floral usada
com mais frequência; suas possibilidades de uso são
múltiplas. Em muitos casos, com o uso de Rescue, também
se pode reduzir consideravelmente a medicação alopática
(por exemplo, os soníferos, sedativos e neurolépticos). Tão
logo se manifesta um estado emocional negativo, é sempre
útil servir as essências florais de Bach indicadas para cada
caso, pelo método do copo de água ou a partir do frasco do
preparado.
As essências florais de Bach não só ajudam a equilibrar as
desarmonias emocionais agudas como também podem, em
certas circunstâncias, contribuir para o desenvolvimento da
personalidade, mesmo na velhice. Até pessoas com uma
estrutura de caráter totalmente enrijecida sentem o efeito
harmonizador dos florais de Bach. Isso é percebido pelo
paciente e pelos seus familiares, geralmente com surpresa e
grande alegria. Foi assim que, por exemplo, se resolveram
antigas brigas de família; uma das partes conseguiu, com
ajuda dos florais de Bach, desenvolver qualidades como o
perdão e a compaixão.
Em vista das boas experiências, seria desejável um uso mais
amplo da Terapia Floral de Bach no campo da geriatria e do
cuidado ao idoso. É justamente na área da enfermagem que
se poderia obter imenso alívio emocional para pacientes e
equipes de atendimento. Relatórios da prática diária
mostram que a “atmosfera” de uma enfermaria ou
instituição médica melhora sensivelmente quando as
essências florais de Bach são usadas como terapia
adicional.
Observações em uma clínica geriátrica57
Durante as visitas, registrávamos as particularidades e
problemas de cada paciente, suas dificuldades com os
outros pacientes ou com a equipe de atendimento, ou aquilo
que mais nos causava problema com ele. Eu anotava os
pontos-chave e depois escolhia as essências florais de Bach
correspondentes.

57
Sylvia Steinemann, Suíça.
Na visita seguinte, a fórmula floral escolhida para cada
paciente era passada à equipe de atendimento e, na medida
do possível, respondíamos as perguntas sobre o efeito dos
florais.
Na clínica, havia sempre à disposição de todos os membros
da equipe um exemplar de um livro sobre as essências
florais de Bach. Deste modo, tínhamos uma boa observação
dos pacientes por parte de uma equipe motivada.
Alcançamos, com frequência, sucesso imediato e visível.
Por exemplo, pacientes eternamente rabugentos tornaram-
se mais afáveis e satisfeitos, e isso, é claro, esgotava menos
a paciência da equipe de atendimento. Toda a atmosfera da
clínica ficava mais agradável e descontraída, tanto para os
pacientes quanto para a equipe.
Particularmente úteis eram os concentrados florais de
Bach no treinamento de autoajuda na reabilitação, quando
os pacientes, fisica e emocionalmente, nunca estão em
condições de cooperar. Por um lado, sua vontade de viver
e ter saúde chegou a um ponto morto, devido a anos de
atitudes emocionais negativas; por outro lado, em geral,
eles não podiam ou não queriam compreender que seria
mais benéfico fazerem por si mesmos, com esforço, àquilo
que “a enfermeira é capaz de fazer por mim, mais
depressa”. Nesses casos, pudemos observar muito bem o
efeito de regeneração emocional das essências florai s de
Bach dentro do princípio do “cura-te a ti mesmo”.
Ouvimos uma paciente muito deprimida, com hemiplegia no
lado esquerdo, dizer esta frase, pela primeira vez, depois
de tomar um preparado de Larch durante uma semana:
“Sim, eu quero tomá-lo.” Frases como esta, e semelhantes,
ela só dizia quando lhe davam regularmente as essências
florais de Bach, Caso contrário, logo voltava a mergulhar
em seu antigo padrão de comportamento depressivo e
apático.
Tivemos a oportunidade de fazer belas experiências com
doentes graves e com agonizantes; como, por exemplo, com
uma paciente que durante seus últimos dias teve uma séria
dispneia.
Nos cuidados pessoais ou na troca da roupa de cama, ela
nos fitava com olhos aterrorizados. Chegamos à conclusão
de que sua respiração difícil, com cianose, se devia
principalmente ao medo. Por isso, preparamos para ela
uma “fórmula para o medo”.
Mimulus, Aspen e Star of Bethlehem. Acrescentamos
Walnut e Honeysuckle, por serem florais de valor
comprovado para pessoas idosas na fase da “despedida”.
A partir daí, antes que qualquer cuidado lhe fosse prestado,
ela recebia uma dose da fórmula. E também a qualquer
momento, se percebíamos que sua respiração ficava mais
difícil. Assim, poupamos àquela mulher, e a outros
pacientes, muitas injeções de Pethidin.
Compreensivelmente, os concentrados florais de Bach
também beneficiaram, de modo indireto, os familiares dos
nossos pacientes. Afinal, é muito mais consolador
testemunhar a morte tranquila de um ente querido do que
acompanhar uma luta contra a morte.
A maioria das enfermeiras do plantão noturno aprendeu a
reconhecer e a dar valor às essências florais de Bach,
sobretudo ao Rescue, como uma verdadeira ajuda. No caso
de pacientes agitados e cheios de medo, as “gotas de
primeiros socorros” sempre ajudaram. Mesmo que, como
no caso de pacientes que estavam sob a ação de fortes
tranquilizantes, demorasse um pouco mais até que o efeito
se manifestasse. E, no caso de alguns pacientes, era
necessário repetir as doses, de duas a três vezes, em curtos
intervalos de tempo.

4.7. A Terapia Floral de Bach na dermatologia

Embora a importância dos fatores psíquicos nas afecções


cutâneas e nas alergias seja hoje amplamente reconhecida,
raras vezes se permite, no decorrer de uma consulta
dermatológica, um exame mais detalhado da histór ia
individual do paciente. Na melhor das hipóteses,
recomenda-se ao paciente, com um quadro clínico crônico
e resistente à terapia, um tratamento psicoterapêutico.
É aqui que a Terapia Floral de Bach oferece ao especialista
uma boa possibilidade de dar apoio ao paciente, orientando
o tratamento dermatológico no nível emocional individual.
Experiências práticas mostram que a Terapia Floral de Bach
foi bem-sucedida como medida auxiliar, especialmente nos
casos de afecções cutâneas crônicas. Os conflitos
emocionais subjacentes à doença podem ser solucionados
gradativamente, o que, na maioria das vezes, é
acompanhado por uma melhora progressiva, ou seja, o
desaparecimento dos sintomas. Em muitos casos, as
essências florais de Bach permitiram que o doente lidasse
construtivamente, pela primeira vez, com as possíveis
causas emocionais de suas doenças.
Na prática, as essências florais de Bach provaram seu valor
como terapia auxiliar no tratamento de:
• diversas formas de acne
• diversas formas de alopecia (Casos 62 e 63)
• alergias crônicas
• neurodermatite (Caso 64)
• psoríase
• diversas formas de herpes
• verrugas (Caso 61).
Também nos problemas dermatológicos agudos as
essências florais de Bach mostraram seu valor. Muitas
vezes, a ingestão dos florais é apoiada pelo uso externo,
seja do creme Rescue ou da própria fórmula floral pessoal,
massageados em certos pontos da pele. Tal como ocorre em
todas as áreas de aplicação da Terapia Floral de Bach, o
diagnóstico dermatológico é sempre individual, ou seja, não
há nenhuma combinação floral padronizada para quadros
clínicos determinados.
O relato a seguir transmite uma primeira impressão da gama
de utilizações da Terapia Floral de Bach no campo
especializado da dermatologia. Com o grau crescente de
conhecimentos sobre as possibilidades terapêuticas nos
círculos médicos especializados, pode-se esperar que essa
terapia venha a ter um uso mais amplo para o bem-estar de
muitos pacientes.
Relato das experiências em uma clínica dermatológica
pública58
Já há cerca de três anos venho trabalhando com os
concentrados florais de Bach na minha clínica
especializada em dermatologia; às vezes como única forma
de terapia, mas geralmente em combinação com remédios
homeopáticos, fitoterápicos ou controladores da simbiose
intestinal, como por exemplo Symbioflor®, Hylak® gotas
ou cápsulas de Omniflora®, e uma terapia local quase que
totalmente isenta de cortisona. A única exceção que se
apresenta, às vezes, é a psoríase no couro cabeludo.
Esta não é uma amostragem “preparada “, e sim casos de
pacientes de todas as idades, do recém-nascido ao idoso,
das mais diversas camadas sociais e de diferentes ní veis
culturais.
Dentre eles, destacam-se dois grupos:
Os pacientes do primeiro grupo só aceitam tratamentos
alternativos, alimentam-se conscientemente, reduzem ao
máximo o consumo em geral e as horas diante da TV, usam
produtos biológicos para higiene e limpeza. Naturalmente,
eles também pedem uma terapia holística e não uma terapia
orientada para os sintomas, e recusam com veemência as
pomadas de cortisona. Esse grupo costuma ir de
especialista em especialista, e já acumulou muita

58
Dra. Ute Bayer, médica.
experiência a respeito de sistemas terapêuticos. No todo, é
um grupo crítico e não muito fácil de lidar.
O segundo grupo, constituído, em sua maioria, de
trabalhadores urbanos e rurais, é relativamente
inexperiente nas questões de alimentação e
Conscientização. São as pessoas que querem, antes de tudo,
livrar-se o mais rápido possível dos sintomas — na
verdade, elas esperam que se receite cortisona. E é só
através da Terapia Floral de Bach que entram em contato
com um conceito terapêutico totalmente novo. Elas
constatam assim, com grande surpresa, que mesmo sem
cortisona pode ocorrer uma melhora de seus males e que,
ao mesmo tempo, é acionado um processo de
conscientização, totalmente novo, em relação à doença e à
cura,
A neurodermatite — que a medicina acadêmica, segundo
mostra a experiência, ainda não está em condições de
ajudar profundamente — reage de modo extraordinário à
Terapia Floral de Bach. No caso de bebês, de crianças
pequenas e de crianças em idade escolar, vejo resultados
surpreendentes quando as causas que acionam um ataque
são, por exemplo:
• ciúme por causa do nascimento de um irmãozinho
• medo de deixar de ser o centro das atenções
• medo de entrar no jardim de infância ou na escola.
Com a ingestão de Holly, Chicory ou Mimulus, por
exemplo, essas crianças não precisam mais sinalizar,
através da própria pele, suas necessidades: “me ame” ou
“preocupe-se um pouco mais comigo”.
Os ataques de eczema, frequentemente acionados nos
pequenos pacientes pelo desmame ou primeiros dentinhos,
encontraram alívio com o uso de Red Chestnut e Walnut.
Em muitos casos, foi somente com o uso dos florais de Bach
que se conseguiu aliviar a insuportável coceira. Pude
observar, muitas vezes, que uma ou duas semanas depois
da primeira ingestão de uma fórmula floral, as alterações
cutâneas empalideciam e a coceira desaparecia. As
crianças, antes agressivas, ficavam mais tranquilas e se
voltavam confiantes para a cura.
Uma vez que a experiência mostra que a cura dos
problemas cutâneos de crianças maiores, de jovens e
adultos é mais demorada, é exatamente nesses casos que a
Terapia Floral de Bach se revela uma ajuda decisiva para
a conscientização gradual dos padrões emocionais
negativos que acionam os ataques.
Com a Terapia Floral de Bach, os casos de acne persistente
retrocedem e se tomam menos violentos, sobretudo os
surtos pustulentos. Com o uso de Larch, muitos pacientes
puderam recuperar a autoconfiança e, assim fortalecidos,
dar prosseguimento à terapia necessária.
Quadros clínicos tais como herpes recidiva simples,
condiloma acuminado, prurido vaginal recidivo, verruga
(Pine, em geral), paroníquia, impetigo contagioso e
furunculose, reagem bem à Terapia Floral de Bach.
No tratamento da urticária aguda ou crônica, na qual
comumente o paciente expressa a sensação de “precisar
arrancar a pele” (Cherry Plum), costumo dar prioridade à
Terapia Floral de Bach em detrimento de outros métodos
terapêuticos.
Pude observar bons resultados no tratamento de todas as
alergias: da rinite alérgica ao eczema de contato, da
alergia a medicamentos à alergia aos raios solares.
Quando se vem a
saber, através da anamnese de uma paciente, que o eczema
em suas mãos se manifestou quando ela, antes
independente e bem-sucedida empresário, se aposentou e
dedicou-se apenas às atividades domésticas que até então
detestara, então é possível tratar com a Terapia Floral de
Bach as verdadeiras causas de sua doença.
Para todas as formas de queda de cabelo — generalizadas
ou localizadas —, receitei as essências florais de Bach; no
caso de pacientes nervosos, cheios de medo ou hipertensos,
a terapia foi animadora.
No caso da alopecia areata, as essências florais de Bach,
através de uso interno e de aplicações externas, ajudaram
especialmente as crianças. Mas também em adultos
observaram- se resultados animadores. Os estados
emocionais de desesperança, falta de autoconfiança e
medo, que em geral acompanham essa doença, foram
significativamente melhorados — isto é, harmonizados.
No tratamento da psoríase infantil, comprovou-se a
eficácia principalmente de Aspen e Rock Rose.
É provável que essas experiências não sejam de imediato
compreensíveis para todos os colegas; no entanto, depois
de um período de treinamento e, sobretudo, depois de um
sólido estudo dos 38 padrões de comportamento emocional,
por certo muitos deles acharão satisfatório e gratificante
tratar a pele, enquanto “espelho da alma”, também através
da alma.

4.8. A Terapia Floral de Bach na odontologia

Na medicina odontológica, há alguns anos, um número


crescente de dentistas percebeu que sua missão era
relacionar esta especialidade com o restante do corpo
humano. Eles viraram as costas ao pensamento mecanicista
das Faculdades de Odontologia, passando à visão da boca
enquanto espaço vital — seu significado, desde a
embriologia até sua ligação com a odontologia psicológica
e geriátrica, sua função, sua estética, e também sua
participação na personalidade humana.
Eles tentaram encontrar explicações, cujo relacionamento
causal com os dentes não foi aceito pela maioria e, o que é
mais, foi ridicularizado e repudiado.
No entanto, diversas doenças, cuja cronicidade ou
sofrimento psíquico tinham sido atestados, com frequência
encontraram uma cura que ainda causa espanto. (...)
Mas, desde então, curas bem-sucedidas através de formas
holísticas de terapia alcançaram dimensões estatísticas
que não podem mais ser descartadas. 59
Nos últimos anos, a moderna medicina holística também
chegou ao campo da odontologia. Uma de suas diversas
formas terapêuticas — que encontra sucesso crescente
como medicina holística complementar na prática
odontológica — é a Terapia Floral de Bach.
Uma vez que, como sempre, a visita ao dentista representa
para muitas pessoas (crianças ou adultos) uma situação
desagradável e problemática, precedida por muita tensão, o
uso das essências florais de Bach toma-se evidente. Rescue
tem aqui um significado fundamental, pois — se tomado,
por exemplo, antes da hora marcada para a consulta
odontológica — ajuda a alcançar uma atitude emocional
mais livre do medo e mais tranquila, a fim de que o
tratamento decorra realmente isento de tensão, tanto para o
paciente como para o dentista. Nunca se deve subestimar a
tensão emocional e energética que o trabalho constante com
pacientes cheios de medo representa para o curador.
Os dentistas não usam as essências florais de Bach em
quadros clínicos puramente odontológicos, tal como uma
cárie, mas nos problemas que têm um fundo psíquico, ou
seja, em pacientes com atitudes que saltam à vista.
Obtiveram-se bons resultados inclusive nos casos de:
• hipernervosismo; pacientes com visível potencial de medo
e estresse — principalmente crianças
• pacientes que já tiveram experiências negativas com
tratamentos odontológicos (Caso 68)
• distúrbios do comportamento relacionados com a visita ao
dentista

59
Ganzheitliche Zahnheilkunde in der Praxis, Werner Becker, org., Balingen:
Spitta, Áustria, 1993.
• doenças migratórias, como por exemplo sinusite maxilar,
herpes labial (no tratamento auxiliar)
• sinusite (o creme Rescue, usado externamente, age como
analgésico e fluidificante)
• tratamentos ortodônticos (no acompanhamento), (Caso
65)
• limpeza dos dentes e maxilares (no acompanhamento)
• rilhar excessivo dos dentes com causa psicossomática (no
acompanhamento); pacientes com forte desgaste nas
superfícies mastigatórias.
Na prática cotidiana, usa-se principalmente o Rescue —
recomendado ao paciente como preparação para a visita ao
dentista ou ingerido imediatamente antes do tratamento.
Além disso, o concentrado Rescue também pode ser
adicionado à água usada nos bochechos. Muitos dentistas
também tiveram experiências positivas com o apoio do
creme Rescue.
É provável que o diagnóstico individual visando as
essências florais de Bach necessárias se mostre difícil na
odontologia, uma vez que há menos espaço para uma
entrevista terapêutica mais detalhada. Além disso, podem
surgir — mais do que nas outras áreas especializadas da
medicina — dificuldades de aceitação por parte dos
pacientes. As possíveis relações entre sua psique e seus
problemas dentários não são, a princípio, claras para muitos
pacientes. O dentista que trabalha no contexto holístico
pode, no diálogo com o paciente, contribuir muito para sua
informação e esclarecimento. A Terapia Floral de Bach
oferece, em termos de conceito terapêutico, uma abordagem
simples, gratificante e prática, facilmente entendida e aceita
pelo paciente.
As fórmulas florais de Bach preparadas individualmente
também atuam, estimulando a cura dos quadros clínicos
odontológicos, uma vez que o estado psíquico geral do
paciente é significativamente harmonizado e, com isso,
aliviado. O paciente, ao sentir esse efeito, passa a mostrar
mais confiança no dentista, até então temido. Muitos
curadores relatam que a atmosfera geral do consultório
ficou muito mais tranquila desde que começaram a
trabalhar mais intensamente com a Terapia Floral de Bach.
Uma vez que o número de dentistas que trabalham no
contexto holístico está aumentando cada vez mais, pode -se
esperar, também nesta área especializada, um uso crescente
da Terapia Horal de Bach. O único fator restritivo é a pouca
disponibilidade de tempo na prática odontológica
previdenciária. O fundo psíquico dos quadros clínicos
odontológicos só agora começa a ser pesquisado. Neste
campo, futuras pesquisas por certo ainda irão revelar
interessantíssimas inter-relações.
Relato de uma clínica odontológica holística60
Numa época em que a medicina se torna cada vez mais
dispendiosa e se abrem mais
possibilidades para, com perfeito esplendor tecnológico,
devolvermos à invisibilidade as consequências da
degeneração tissular — em especial, na odontologia, da
degeneração dentária —, devemos, enquanto médicos,
perceber que a ocultação dos sintomas geralmente pouco
tem a ver com a cura.
Trabalhar com o aspecto metafísico da saúde e da doença
leva inevitavelmente o dentista a ver seu trabalho diário de
um modo mais crítico, ou mesmo a questioná-lo.
Aprendemos a perceber que, por trás dos danos reparados
odontologicamente, ocultam-se também as falhas da
personalidade do paciente, mesmo quando isso à primeira
vista, parece inconcebível.
Por que isso é tão difícil de conceber? Porque, em geral,
as relações que existem não são conhecidas por nós, e nos
restringimos apenas ao que é objetivamente visível e

60
Dr. Jörg Born, dentista.
determinável.
Informação e diálogo não são serviços previdenciais
objetivamente controláveis. Por isso, ainda hoje são por
demais subvalorizados em termos financeiros. Além disso,
considera-se inoportuno “invadir” as áreas dos outros
colegas especializados. Causa espanto, então, que o
médico ou o dentista com uma outra visão das coisas
imponha a si mesmo a maior reserva?
Mas, deixemos de lado essas reflexões formais e tentemos
ver, do ponto de vista odontológico, o ser humano em sua
totalidade.
Investigando, por exemplo, a dor em um molar,
externamente “sadio”, da arcada superior, muitas vezes
descobriremos que o paciente se encontra ou se encontrava
numa situação de estresse e ocorre, em geral, que as
consequências do estresse começam a se manifestar quando
as tensões já passaram.
Era isso o que ocorria, por exemplo, com várias alunas de
enfermagem de um hospital próximo; tms vésperas dos
exames, elas apareciam regularmente no nosso consultório
com dor de dente. Na maioria dos casos, a dor se localizava
na região dos molares da arcada superior.
A razão disto é simples, quando se pede ajuda à cibernética
do sistema da acupuntura. Os molares superiores (sem
levar em conta os sisos) estão, no sistema da acupuntura,
relacionados com o estômago. Segundo H. Selye, o
estômago, por sua vez, é um dos três “órgãos primários de
resposta ao estresse”; e Reinhold Voll, o “pai da
eletroacupuntura”, definiu: “A dor é o grito do tecido por
energia fluente.”
Portanto, o dente que dói é o sinal de alarme da região
estomacal hiperestressada. Os problemas estomacais, por
sua vez, são nesses casos a somatização das “indigestões”
emocionais e mentais, portanto, a situação concreta do
estresse.
A pessoa nessa situação geralmente trabalha mai s do que
lhe convém. Ela se “exaure”. Talvez sinta o medo do
fracasso bafejando-lhe a nuca.
Na prática diária, as dores de dente daí originárias são
absolutamente resistentes à terapia. Nesse caso, por
exemplo, empregamos as essências florais de Bach com
bastante sucesso.
Na situação descrita, receitamos Rescue, se necessário em
alternância com Olive e Oak. No entanto, esses remédios
não substituem a insuficiência de sono e de repouso.
Também o corpo reclama seus direitos e é comum que nos
três primeiros dias depois da ingestão dos florais,
manifeste-se uma forte necessidade de dormir.
Rescue é frequentemente usado por nós no tratamento. Ele
é, em princípio, o nosso primeiro remédio no caso de
colapso circulatório. O resultado surge, na maioria dos
casos, dentro de 60 segundos!
Nos tratamentos mais longos, sobretudo quando uma
intervenção cirúrgica “ameaça” o paciente, damos a ele
algumas gotas de Rescue como profilaxia. É comum que os
pacientes acabem pedindo para lhes prescrevermos esse
remédio, porque percebem de imediato seu efeito relaxante
e liberador.
Também alcançamos bons resultados dando Rescue
(preparado sem álcool) às crianças com medo ou às
crianças que não querem o tratamento. Caso elas se
recusem a ingeri-lo, é útil que o curador ou seu assistente
friccionem as próprias mãos com o creme Rescue e, depois,
acariciem as mãos ou massageiem o dorso das mãos dos
pequenos pacientes.
Em cerca de metade dessas situações, o tratamento tem
sucesso apesar da rejeição inicial. Se isso não ocorrer,
então entregamos aos pais da criança o que chamamos de
“fórmula para o medo”, para um tratamento preliminar
durante algumas semanas. Esta associação contém: Aspen,
Mimulus e Rock Rose. Segundo nossa experiência, o ideal
é mãe e filho tomarem o remédio em conjunto, pois
geralmente o comportamento da criança espelha o
comportamento dos pais.
Nos dias de hoje — principalmente nas grandes cidades —
, um número cada vez maior de pessoas sofre de neuralgia
facial, muitas vezes relacionada com dores de cabeça. Em
muitos casos, há estalos na articulação dos maxilares; ou
a mastigação, e até mesmo o simples ato de abrir a boca,
são dolorosos. Esses sintomas, com dores nas partes
anterior e posterior das orelhas, e às vezes associados com
tensão na nuca, foram classificados pela odontologia
moderna como afecções articulares do maxilar e chamados
de mioartropatias.
As modernas abordagens das escolas de odontologia vão a
ponto de se poder identificar e tratar a relação entre uma
oclusão (dentária) e a eventual ocorrência de dores na
cabeça. Busca-se, através de medidas funcionais analíticas
e terapêuticas, alcançar a harmonização da oclusão e, ao
mesmo tempo, regularizar toda uma série de sequelas
físicas, mesmo que esse fato em geral não seja reconhecido
ou nem sequer admitido.
Por que há dentes malposicionados, que não refletem
nenhum sintoma do corpo como um todo? E dentições que
só estão pouco desalinhadas ou mostram pequenos
distúrbios oclusivos, e, apesar disso, o paciente sofre de
intensos distúrbios físicos?
Por que sempre surgem novos pacientes, cujas afecções
articulares do maxilar foram tratadas tecnicamente e com
sucesso no local, mas ainda assim os sintomas físicos
correlatos continuam a existir?
Neste ponto, eu gostaria de enfatizar: “Não há no corpo
nenhuma doença, nenhum sintoma com uma única causa. ”
A doença e a manifestação dos sintomas são a soma das
mais diversas influências patogênicas, que convergem para
uma determinada “interface” e, ali — complementando-se
mutuamente — agem em conjunto.
Apesar de todos os sucessos (ver Caso 65) e para atenuar
eventuais expectativas demasiado otimistas, enfatizamos
que as essências florais de Bach não podem, por si sós,
resolver todos os problemas emocionais. Há um vasto
campo na área das afecções articulares do maxilar, no qual
nenhuma cura duradoura poderá ser alcançada sem um
específico atendimento psicoterapêutico suplementar.
Porém, é exatamente nestes casos que as essências florais
de Bach podem promover uma considerável aceleração do
processo de tratamento.
O mesmo é verdadeiro para outra área de aplicação, as
periodontopatias, que hoje ocorrem mais intensamente e
para as quais a medicina acadêmica não tem nenhum
explicação.
Higiene bucal, alimentação, metabolismo — tudo isso
contribui para o nosso bem-estar, mas a força controladora
decisiva para o corpo é o nosso sentimento, o nosso
pensamento.
Vejamos um exemplo da natureza: o animal morde quando
precisa se defender. Ou seja, os dentes são a sua arma de
defesa ou também sua ferramenta de agressão. Perdendo
os dentes, o animal perde seu instrumento de ataque e
defesa e, com isso, também a possibilidade de se manter
vivo.
Se partirmos da ideia de que o corpo, com seus sintomas, é
o “para-lama” da alma (sobre o qual ela deixa que seus
distúrbios sejam perceptíveis), então precisamos —
segundo Dethlefsen e Dahlke — aceitar plenamente que,
por trás da perda de um dente aos 30-35 anos de idade,
deve haver uma forte resignação emocional e espiritual. O
“eu-não-corto-mais-ao-meio” e o “eu-não-me-defendo-
mais” que estão por trás da perda desse dente podem
significar, em última análise, nada mais nada menos que a
abdicação da vontade de viver.
Não é só a sexualidade, a digestão e o estômago que
reagem à raiva, aos sentimentos e às sensações. Também a
boca é influenciada, na saúde ou na doença, por esses
fatores emocionais.
O que as pessoas envolvidas nessa problemática precisam
é das essências florais indicadas para a profunda exaustão
física e mental e a desesperança absoluta, tais como Wild
Rose, Gorse, Mustard, Star of Bethlehem e Sweet Chestnut
— seguidas das essências florais que elevam a consciência
de si, que criam espaços livres para a realização do Eu,
tais como Walnut, Centaury, Elm e Larch.
A recuperação de uma pessoa sempre depende, em última
análise, dela mesma. Nós, enquanto curadores, só podemos
contribuir cumprindo a parte que nos cabe em cada caso.
Isso inclui oferecermos, para cada paciente, todas as
nossas capacidades especializadas. Inclui, também,
estender-lhe a mão e mostrar-lhe o caminho de modo que
ele possa lidar melhor com seus problemas. É exatamente
neste ponto que a Terapia Floral de Bach pode ser de
valiosa ajuda para o paciente.
Para o dentista, o estudo da obra do dr. Edward Bach —
na qual se baseiam os exemplos práticos acima delineados
— representa uma ajuda para a compreensão mais
profunda dos processos emocionais e suas implicações
sobre todo o corpo.

4.9. A Terapia Floral de Bach nas clínicas


especializadas e nas estâncias de cura

O tratamento, no contexto de uma internação de várias


semanas numa clínica especializada ou numa estância de
cura, oferece boas condições para a integração de medidas
terapêuticas de apoio, tal como a Terapia Floral de Bach.
Os pacientes se afastam temporariamente da rotina diária e,
livres das situações agudas ou crônicas de conflito, têm a
possibilidade de voltar-se para uma variedade de propostas.
A estada numa clínica especialmente orientada para a
naturopatia, onde é raro uma terapia ser de fato concluída,
deve dar aos pacientes a oportunidade de absorver novos
impulsos para a mudança de seus hábitos e para o
aprendizado de padrões de comportamento mais positivos.
Devido à sua natureza emocionalmente construtivo, a
Terapia Floral de Bach é adequada para este fim. 61
A prática mostra que o uso das essências florais de Bach
não precisa limitar-se ao trabalho com pessoas internadas
em clínicas de orientação predominantemente naturopática.
Também as clínicas psicossomáticas, as clínicas
especializadas em doenças crônicas e as estâncias de cura
comuns relatam boas experiências com os florais de Bach.
Um centro de saúde, que trabalha com a terapia de
desintoxicação do dr. F. X. Mayr, obteve sucessos
extraordinários com a combinação dos dois processos:
O fato de saber que uma pessoa sensível, não-estressada,
capaz de se cuidar, desintoxicada e aberta às vibrações
positivas deste mundo pode responder particularmente bem
às essências florais de Bach estimula o médico da linha
Mayr a recorrer, cada vez mais, a esta ajuda à terapia. 62
Eis algumas indicações para o uso das essências florais de
Bach como acompanhamento à terapia, conforme o ponto
focal de cada clínica:
• quadros clínicos psicossomáticos (por exemplo,
neurodermatite); ou seja, doenças com gênese psíquica
• distúrbios alimentares (por exemplo, excesso de peso)
• males crônicos (por exemplo, quadro clínico reumátic o).
Um aspecto problemático do uso das essências florais de
Bach nesses casos é que a duração da terapia está limitada
ao tempo de internação na clínica. Muitos médicos

61
Dr. Kai Sawatzki, médico (Caso 71).
62
Dr. Alex Witasek, médico (Casos 72 e 73)
enfrentam essa dificuldade e, ao dar alta ao paciente,
receitam-lhe uma nova fórmula floral. Muitas vezes as
experiências positivas durante a estadia na clínica dão ao
paciente o impulso para continuar por si mesmo o trabalho
com as essências florais ou então para procurar, quando
voltar para casa, um curador que possa apoiá-lo em seu
desenvolvimento futuro.
Nos casos de quadros clínicos crônicos, com a Terapia
Floral de Bach também ocorrem ocasionalmente pioras
iniciais (sob a forma de apatia, por exemplo) de até três
semanas. Essas reações são necessárias para o processo de
cura e devem ser muito bem explicadas ao paciente pelo
experiente médico da clínica e curador da linha Bach.
Nesses casos, o tratamento dos estados negativos crônicos,
que foi iniciado em conjunto com as essências florais de
Bach, costuma desenvolver-se de modo bastante
satisfatório e com uma melhora radical dos sintomas.
É cada vez mais enfatizado pelos curadores que trabalham
com as essências florais de Bach que, para o sucesso
duradouro de toda medida terapêutica, é da maior
importância a motivação do paciente para a
autorresponsabilidade. Ao ingerir as essências florais de
Bach como acompanhamento, os pacientes — às vezes após
as crises de cura iniciais — mostram claramente mais senso
de iniciativa, através do qual as outras medidas terapêuticas
também têm seu efeito fortalecido.
Os curadores que utilizam os florais de Bach em pacientes
internados acham que haverá um uso crescente da Terapia
Floral de Bach na área da clínica especializada. Essa
tendência acompanha o desenvolvimento no campo da
medicina geral e ambulatorial. Porém, um uso mais amplo
das essências florais de Bach no dia-a-dia dos casos de
internação ainda depende, em última análise, do número de
curadores que possam dispor do tempo e da paciência
necessários para assimilar essa terapia.
PARTE II
5. Visão Geral do Sistema Floral de Bach

Complementando a ampla descrição das 38 essências


florais de Bach contida no meu livro Terapia Floral do Dr.
Bach — Teoria e Prática 63, as breves pinceladas a seguir
mostram os pontos mais importantes, com base no conjunto
de experiências dos últimos anos, na opinião das pessoas
que receitam as essências florais.
Após um estudo aprofundado das descrições mais extensas,
as páginas a seguir possibilitarão um rápido
reconhecimento e sintonia com o perfil de cada essênc ia
floral de Bach.
“Sintomas devidos ao bloqueio de energia”
Sob este subtítulo, são apresentadas as formulações mais
características dos perfis das essências florais de Bach,
observadas nas últimas décadas na Inglaterra e nos países
de língua alemã. O vocabulário difere, no grau de
intensidade, do estilo original de Bach, que se aproximava
mais da mentalidade anglo-saxã de sua época. É impossível
descrever os sentimentos humanos com palavras que levem
plenamente em consideração o espírito de uma época e as
diferenças de mentalidade de diversas gerações de
diferentes lugares.
No entanto, os sintomas-chave formulados constituem um
apoio confiável. São um valioso primeiro passo para o
curador, pelo menos até que a experiência faça os diversos
estados emocionais se tomarem uma realidade tão viva no
seu ser que ele perceba, por ressonância intuitiva, o estado
do paciente. Para facilitar esse processo, são apresentados
também alguns sintomas característicos sob a forma de
“Declarações típicas dos pacientes”.
“Isto também pode chamar a atenção do curador”
São citadas, sob este subtítulo, algumas experiências

63
Publicado pela Editora Pensamento, São Paulo, 1991.
comumente observadas; porém elas não devem, em nenhum
caso, ser supervalorizadas ou decisivas para o diagnóstico.
Deve-se observar que esses fenômenos podem se
manifestar, mas nem sempre precisam se manifestar.
“Benefícios para o paciente “
Estas formulações irão expressar o verdadeiro e mais
importante objetivo da Terapia Floral. Elas devem
constituir o teor da conclusão da entrevista com cada
paciente. Sem uma motivação desse tipo, que mostra a
possibilidade de um desenvolvimento positivo, uma
Terapia Floral não seria conduzida lege artis.
5.1. Agrimony (Agrimonia eupatoria/agrimônia)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa busca esconder os pensamentos dolorosos e a
inquietação interior por trás de uma fachada de alegria e de
despreocupação.
Declarações típicas dos pacientes
• “Brigas em família me deixam quase doente”
• “Por amor à paz, eu faço muitas concessões”
• “Quando me acontece alguma coisa desagradável, tento
me divertir o máximo possível. Vou, por exemplo, a um
barzinho, ou então faço compras, visito os amigos, passo o
fim de semana fora, assisto televisão, bebo um copo de
vinho. Dedico-me a qualquer tipo de atividade”
• “Já na escola eu era considerado o ‘palhaço da turma’. ”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Na mulher: formas de comportamento social
acentuadamente corteses
• No homem: comportamento brincalhão, humor negro
• Tendência ao álcool, cigarros, consumo excessivo de
pílulas, ânsia secreta por doces.
Benefícios para o paciente
• Mais honestidade para consigo mesmo e para com os
outros
• Maior capacidade de enfrentar os conflitos.
5.2. Aspen (Populus tremula/choupo)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


Temores vagos e inexplicáveis; pressentimentos; medo
secreto de algum mal ameaçador.
Declarações típicas dos pacientes
• “Sou tomado, de repente, por um medo irracional —
durante o dia, na rua, ou de noite, na cama”
• “Muitas vezes não consigo suportar a atmosfera de
ambientes que não me são familiares e fico contente quando
vou embora dali”
• “Quando chego mais tarde no escritório, percebo logo se
houve algum problema”
• “Quando eu era criança, minha mãe sempre tinha de deixar
a porta do meu quarto entreaberta, porque eu tinha medo de
dormir no escuro.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Grande sensibilidade
• Tendência à superstição e ao misticismo
• O paciente exterioriza medos coletivos, tais como o medo
de assaltos, estupros e catástrofes atômicas, ou o medo de
aranhas e cobras.
Benefícios para o paciente
• Avaliar de modo mais realista sua sensível natureza a fim
de lidar melhor com ela.
5.3. Beech (Fagus sylvatica/faia)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


Atitude excessivamente crítica e intolerante; a pessoa
mostra pouca compaixão e capacidade de compreensão. 64
Declarações típicas dos pacientes
• “Quer eu queira ou não, o ponto fraco dos outros chama
imediatamente a minha atenção”
• “Meu marido vive me dizendo que eu sou crítica demais”
• “Eu simplesmente não tenho a menor simpatia pelas
pessoas que vivem falando à toa, sem antes pensar no que
dizem”
• “A gente precisa encarar as coisas como elas são, mesmo
que às vezes isso machuque.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Bom discernimento; modo de expressão professoral:
feições austeras, tenso formalismo
• O paciente se queixa de hipersensibilidade do estômago e
intestino.
Benefícios para o paciente
• Mais compaixão e tolerância.

64
Muitas vezes também evidenciado no caso de falta de capacidade crítica.
5.4. Centaury (Centaurium umbellatum/centáurea-
menor)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


Fraqueza de vontade; a pessoa não consegue dizer “não”;
reação excessiva aos desejos dos outros.
Declarações típicas dos pacientes
• “Meus amigos vivem me dizendo que eu sou bonzinho
demais”
• “Deixo que os outros me convençam facilmente a fazer
uma coisa que, no fundo, eu não quero fazer”
• “Já faz anos que eu cuido da minha mãe doente. Ela é
muito egoísta; tempo para mim mesmo eu não tenho quase
nenhum”
• “Assim que o meu namorado chega lá em casa eu percebo
muito bem o que ele espera de mim — os meus próprios
desejos desaparecem completamente nesse instante. ”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• O paciente parece fraco, frágil, pálido ou cansado
• O paciente mostra pouco interesse pelo rumo de sua
própria vida.
Benefícios para o paciente
• Estabelecer limites. Conhecer melhor suas próprias
necessidades e expressá-las.
5.5. Cerato (Ceratostigma willmottiana)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


Pouquíssima confiança na própria opinião; constantemente
pede conselho aos outros.
Declarações típicas dos pacientes
• “Doutor, o que o senhor faria se estivesse no meu lugar? ”
• “Vivo mudando de opinião — afinal, em todos os pontos
de vista existe algo de verdadeiro”
• “No meu tempo de escola, na hora do ditado eu sempre
riscava a palavra correta e escrevia a errada por cima”
• “Eu acho que a coisa não pode ser tão simples assim — e
sempre consulto um outro especialista para me certificar
interiormente.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Grande necessidade de falar
• Roupas no rigor da moda
• Sempre com as informações mais atualizadas
• Forte crença na autoridade.
Benefícios para o paciente
• Reconhecer a própria intuição e confiar nela
• Formar sua própria opinião e mantê-la.
5.6. Cherry Plum (Prunus cerasifera/cerejeira)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


O desapego interior é difícil; medo de “irracionalidades”
emocionais e de explosões temperamentais descontroladas.
Declarações típicas dos pacientes
• “Nessas situações, eu tenho medo de perder o controle, de
fazer algo terrível, de enlouquecer...”
• “Eu sempre evito ter nas mãos um objeto pontiagudo,
porque aí eu fico obcecada com a ideia de espetá-lo no meu
nenê...”
• “É difícil para mim ficar com os olhos fechados durante a
meditação quando tem outra pessoa na sala”
• “Quando eu estouro, todo mundo fica de boca aberta.
Ninguém espera isso de mim...”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Forte tensão interior e, muitas vezes, olhar fixo
• Aparência inflada e congestionada, ou então
artificialmente tranqüila.
Outros problemas
• Tendência à constipação
• Anamnese psiquiátrica
• Na criança: enurese noturna frequente.
Benefícios para o paciente
• Desapego interior
• Mais serenidade em situações repletas de tensão.
5.7. Chestnut Bud (Aesculus hippocastanum/broto de
castanheiro-da-índia)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa enfrenta sempre as mesmas dificuldades, porque
não elaborou realmente suas experiências e nada aprendeu
com elas.
Declarações típicas dos pacientes
• “Sempre passo as férias no mesmo lugar, mesmo que todo
ano eu jure que aquela foi a última vez!”
• “Vivo cometendo os mesmos erros, provocando os
mesmos acidentes, entrando nas mesmas brigas...”
• “Para mim é muito difícil aprender alguma coisa nova”
• “Não fico muito tempo meditando sobre as minhas
experiências passadas; prefiro sempre experimentar coisas
novas”
• “Meus amigos vivem me censurando por ser desatento.
Mas é porque, em pensamento, eu já estou dois passos à
frente.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• O paciente parece relativamente despreocupado e ingênuo
• Na anamnese: com frequência doenças (tais como úlceras,
acne, ataques) que se manifestam de modo esporádico em
todos os sistemas orgânicos possíveis, embora o paciente
não possa informar sobre suas observações ou experiências
• Na criança: problemas de aprendizado, desenvolvimento
em atraso.
Benefícios para o paciente
• Transformação construtiva das experiências.
5.8. Chicory (Cichorium intybus/chicória)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


Personalidade possessiva (consciente ou inconsciente), que
interfere demais ou manipula as pessoas com frequência.
Declarações típicas dos pacientes
• “Criei sete filhos, e agora eles me deixam sozinha no Dia
das Mães”
• “Quando eu tenho um determinado objetivo em mente, em
geral o alcanço usando estratégia e tática; às vezes,
também, por vias indiretas ou com pequenos truques”
• “Fico meio ofendido quando as pessoas não aceitam de
imediato os meus conselhos; afinal, eu só quero o bem
delas”
• “Falando com franqueza, é raro eu agir de modo
espontâneo. Primeiro eu penso qual a vantagem que vou
levar”
• Uma criança: “Eu só faço a lição de casa se, em troca, me
deixam cabular a aula de educação física no dia seguinte. ”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Em geral, personalidade forte. Na mulher: muitas vezes “a
mãe e dona de casa perfeita”, que segura firmemente as
“rédeas”
• Na anamnese: problemas com a mãe; ou o paciente que na
infância foi obrigado a desempenhar um papel para o qual
não estava à altura em termos de desenvolvimento
• Variados sintomas de doenças, a fim de chamar a atenção
ou conseguir cuidados extras; pequenos acidentes, asma,
sintomas de histeria, etc.
• O paciente está em uma situação (por exemplo, na
profissão) na qual precisa, devido às circunstâncias,
manipular ou usar de estratégias.
Benefícios para o paciente
• Doar-se emocionalmente com mais espontaneidade
• Lidar melhor com as próprias necessidades.
5.9. Clematis (Clematis vitalba/vide-branca)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


Os pensamentos estão em algum outro lugar; a pessoa
mostra pouca atenção pelo que está acontecendo ao seu
redor — devaneio.
Declarações típicas dos pacientes
• “Tenho uma memória péssima, vivo esquecendo as coisas.
E, ainda por cima, como não presto atenção por onde ando,
estou sempre com hematomas por causa dos esbarrões”
• “Isso acontece desde criança — eu quase nunca estava
presente. Ainda gosto de sonhar acordado”
• ‘Tenho muita dificuldade de me concentrar. Preciso fazer
um esforço enorme para acompanhar uma aula até o fim”
• “O que está acontecendo hoje em dia — no mundo, na
política, nos esportes — não me interessa nem um pouco.
Vivo no meu próprio mundo”
• “Consigo imaginar perfeitamente uma situação — e
depois acabo acreditando que aquilo aconteceu do jeito que
eu imaginei.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• O paciente parece sonolento, desatento, ausente, “cabeça-
de-vento”
• Na criança: olhar perdido ao longe, “olhos de conto de
fada”
• Fraco instinto de conservação; o paciente mostra, em caso
de doença, pouca pressa em recuperar rapidamente a saúde
• Eventualmente: talentos artísticos e ideias românticas ou,
também, irreais ou enganosas
• O paciente se queixa de: tendência a desmaios, distúrbios
visuais ou auditivos, tendência a fraca circulação sanguínea
periférica.
Benefícios para o paciente
• Estar mais presente
• Utilizar os dons criativos em coisas práticas.
5.10. Crab Apple (Malus pumila/macieira)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa se sente interior ou exteriormente suja, impura ou
contaminada. Gosto exagerado por limpeza e ordem — a
mente detalhista. A essência floral purificadora.
Declarações típicas dos pacientes
• “Em geral, tenho a sensação de que preciso me purificar
por dentro ou por fora”65
• ‘Tudo ao meu redor tem de estar em ordem. Mas acontece
que muitas vezes eu gasto todas as minhas energias em
ninharias, e acabo perdendo o fio da meada”
• “A aura dos punks me desagrada fisicamente.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Aparência exterior cultivada com esmero, como se tivesse
acabado de “sair da vitrine”
• Forte aversão por si mesmo em casos tais como erupções
cutâneas, cheiro de suor nos pés, espinhas, furúnculos, etc.
• Grande necessidade de limpeza (lavar-se obsessivamente

65
Também se manifesta inconscientemente após ingestão prolongada de
antibióticos ou remédios semelhantes.
— muitas vezes associado com Vine)
• Medo exagerado de bactérias, insetos, lixo, etc.
• Forte atividade excretora do corpo; por exemplo,
resfriados crônicos e outros.
Benefícios para o paciente
• Consciência das conexões mais elevadas
• Melhor compreensão da própria corporalidade.
5.11. Elm (Ulmus procera/olmo)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa tem uma sensação temporária de inadequação para
realizar uma tarefa ou assumir uma responsabilidade. Os
“sais aromáticos psicológicos”.
Declarações típicas dos pacientes
• “Usei toda a minha energia porque não queria deixar meus
colegas na mão num momento crítico”
• “Não estou me sentindo à altura da minha profissão de
médico; eu gostaria mesmo era de largar de vez o
consultório”
• “Embora eu saiba que sempre consegui lidar bem com esse
tipo de situação, agora eu simplesmente não confio mais em
mim mesmo para isso.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Forte senso de responsabilidade; o paciente se identifica
intensamente com sua tarefa ou com sua profissão
• As circunstâncias de vida, no momento, são objetivamente
estressantes (por exemplo, uma crise na família ou na
profissão).
Benefícios para o paciente
• Melhor distinção entre as necessidades pessoais e a
identificação com uma tarefa.
5.12. Gentian (Gentiana amarella/genciana)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa é cética e pessimista; duvida e se desencoraja com
facilidade.
Declarações típicas dos pacientes
• “No fundo, eu sou cético. Afinal, todo cuidado é pouco! ”
• “Meu pai costumava esperar sempre o pior — e, na
maioria das vezes, ele tinha razão!”
• “Essa decepção me deixou tão desencorajado que eu até
prefiro cancelar tudo”
• “Eu gostaria tanto de acreditar em Deus, mas não
consigo.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• O paciente interrompe a entrevista com perguntas e mostra
pouca condescendência
• O paciente sofreu um sério revés do qual ainda não
conseguiu se recuperar, tal como a morte do parceiro, a
perda de um emprego de muitos anos (desolação reativo -
depressiva)
• Uma terapia já iniciada, em especial a psicoterapia, não
está trazendo nenhuma ajuda significativa. O paciente passa
a impressão de que não se importa com isso ou até de que
isso está certo.
Benefícios para o paciente
• Expectativa e filosofia de vida mais positivas.
5.13. Gorse (Ulex europaeus/tojo)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa não tem esperanças, resignou-se. Sentimentos do
tipo “não adianta mesmo”.66
Declarações típicas dos pacientes
• “Eu só vim ao seu consultório porque a minha filha me
obrigou!”
• “Quanto ao meu futuro, já estou bastante resignado. Tentei
de tudo, mas nada adiantou...”
• “Não ouso correr o risco de tentar novamente. Só se
acontecesse um milagre!”
• “Já andei pensando em fazer uma peregrinação a
Lourdes...”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Rosto amarelo-pálido, olheiras escuras
• Doenças crônicas na anamnese; o paciente, por exemplo,
teve pólio quando criança
• Ocorrências crônicas na anamnese familiar; por exemplo,
o pai voltou da guerra com uma perna amputada.

66
Esta essência floral geralmente é de difícil diagnóstico, uma vez que o
estado crônico do paciente costuma ser totalmente inconsciente.
Benefícios para o paciente
• Novas perspectivas cheias de esperança nas situações de
vida difíceis e até nas irreversíveis.
5.14. Heather (Calluna vulgaris/urze)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa está absorta em si mesma, ocupa-se totalmente
consigo mesma, precisa de público; “a criancinha carente”.
Declarações típicas dos pacientes
• “No momento estou tão preocupado comigo mesmo que
não tenho disposição para resolver os problemas dos
outros”
• “Quando posso conversar longamente sobre os meus
problemas, eu logo me sinto melhor”
• “Muita gente me censura, dizendo que os meus
pensamentos sempre giram em tomo de mim mesma e dos
meus minúsculos problemas”
• “Tento entrar em todas as conversas. Tanto faz se entendo
do assunto ou não — tudo o que eu quero é participar.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Necessidade pronunciada de falar com os outros, a ponto
de, numa primeira conversa, ficar sem fôlego
• Ao falar, puxa o interlocutor para mais perto de si e
eventualmente até o segura pela manga. Ou fala
acentuadamente devagar e com clareza
• No tipo extrovertido: o hipocondríaco loquaz
• No estado introvertido: o paciente irradia uma grande
preocupação com seus assuntos pessoais, mesmo quando
não fala muito a respeito deles
• Frequente, na anamnese: quando criança, o paciente foi
deixado por muito tempo entregue a si mesmo (seus pais,
por exemplo, tinham uma loja e o deixavam trancado
sozinho em casa; ou foi emocionalmente negligenciado na
primeira infância; ou foi criado em internato, etc.)
• No estado agudo: o paciente está gravemente doente, isto
é, encontra-se objetivamente na situação da “criancinha
carente”.
Benefícios para o paciente
• Desviar a atenção de sua própria problemática
• Capacidade de compaixão, melhor observação da situação
dos outros.
5.15. Holly (Ilex aquifolium/azevinho)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa é emocionalmente irritada. Ciúme, suspeita,
temperamento violento, sentimentos de ódio e inveja.
Declarações típicas dos pacientes
• “Se os meus sentimentos positivos forem frustrados, eles
logo se transformam em seus opostos”
• “Eu conheço muito bem o ciúme, a vingança e a satisfação
com a desgraça alheia”
• “Quando alguém me trapaceia ou me insulta, posso ficar
muito furioso e até mesmo violento. Eu sinto a minha
agressividade praticamente borbulhando”
• “Meus amigos dizem que eu sou desconfiado demais... ”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Personalidade emocionalmente forte
• Em termos emocionais, o paciente está negativamente
envolvido: ele expressa, por exemplo, ódio pela sogra
• Na criança: freqüentes acessos de raiva e teimosia;
eventuais sentimentos de ciúme quando nasce um
irmãozinho
• Tendência a doenças inflamatórias ou afecções cutâneas
dolorosas
• Na situação aguda; problemas conjugais, por exemplo.
Benefícios para o paciente
• Observar seus sentimentos de uma nova perspectiva
• Generosidade
• Compreensão mais profunda pelas emoções humanas.
5.16. Honeysuckle (Lonicera caprifolium/madressilva)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


Saudade do passado. A pessoa sente pesar pelo passado.
Sentimentos nostálgicos. Ou a pessoa se recusa,
inconscientemente, a “trabalhar” certos incidentes do seu
passado.
Declarações típicas dos pacientes
• “Tenho uma tendência a fixar demais meus pensamentos
no passado, como por exemplo, na época em que o meu
marido ainda era vivo — quando morávamos no campo. É
uma pena que esses tempos não voltem mais! ”
• “Ainda não consegui esquecer o acidente de carro que tive
há dois anos. Estou sempre vendo o acidente em todos os
seus detalhes”
• “Não tenho praticamente nenhuma lembrança da minha
primeira juventude”
• “Hoje eu lamento não ter me tomado um advogado, como
meu tio me aconselhou.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Pessoa tipicamente conservadora, inclusive na aparência
externa
• Interesse por hobbies clássicos ou nostálgicos: colecionar
antiguidades, ser membro de um clube de colecionadores de
carros antigos, etc.
• O paciente tem dificuldade para se desapegar de alguma
coisa: local de moradia, amigos, sentimentos já vividos,
souvenirs sentimentais, etc.
• Os pacientes mais velhos vivem totalmente em suas
recordações, sem nenhum interesse pelo presente
• Na situação aguda: o paciente precisa deixar a casa, mas
não consegue se desfazer de coisa alguma
• Na criança: quando no internato, sente saudades de casa.
Benefícios para o paciente
• Confronto construtivo com o próprio passado.
5.17. Hornbeam (Carpinus betulus/carpino)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


Cansaço mental. A pessoa acredita que está fraca demais
para lidar com as responsabilidades do dia-a-dia, embora
consiga cumpri-las. Sensação de “segunda-feira de manhã”.
Declarações típicas dos pacientes
• “O que me falta é simplesmente disposição menta) para
enfrentar com entusiasmo as responsabilidades diárias”
• “De manhã, saio da cama mais cansado do que quando fui
me deitar e não consigo começar a fazer as coisas. Sem o
meu cafezinho e algumas vitaminas, não consigo engrenar ”
• “Meu trabalho diário está se tomando cada vez mais
rotineiro. Mas, em vez de ficar mais fácil, está ficando c ada
vez mais cansativo”
• “Quando alguém me tira da rotina, mais que depressa fico
todo animado.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• O paciente tem hábitos unilaterais e falta-lhe variedade
em sua vida, por exemplo, excesso de leitura ou televi são
juntamente com o descuido do corpo
• Irradiação de fraca a entediada, frequentemente também
nos jovens
• Ardor ao redor dos olhos. Tendência à fraqueza dos
tecidos conjuntivos.
Benefícios para o paciente
• Vigor emocional. Alerta mental
• Percepção dos ritmos vitais mais importantes (excitação /
relaxamento).
5.18. Impatiens (Impatiens glandulífera/beijo)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa é impaciente, facilmente irritável e mostra reações
excessivas. 67
Declarações típicas dos pacientes
• “Quando vou a um restaurante, fico louco se preciso
esperar até que o garçom se decida a me trazer o cardápio ”
• “Comigo tudo tem de ser rápido e direto, senão já fico
nervoso”
• “Eu me irrito quando os outros não entendem as coisas
depressa. É por isso que eu prefiro trabalhar sozinho”
• “Às vezes eu fico tão impaciente que tiro a palavra da boca
dos meus colegas ou arranco as coisas das mãos deles. ”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Personalidade ativa e enérgica que parece estar sob tensão
• Eventualmente, gestos nervosos, tais como coçar a cabeça,
estalar os dedos, balançar-se na cadeira
• Tendência a tensões repentinas: na nuca, no pescoço, nas
costas, mãos, maxilares
• Eventualmente, erupções cutâneas que se manifestam de

67
Em geral, esta essência agirá somente a curto prazo se os estados
subjacentes não forem simultaneamente incluídos na fórmula floral.
repente
• Eventualmente, distúrbios nervosos do trato estomacal e
intestinal
• Intensos acessos de fome
• Na criança: sintomas hipercinéticos.
Benefícios para o paciente
• Paciência e compreensão pelos outros tipos de pessoas.
5.19. Larch (Larix decidua/lariço)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa tem sentimentos de inferioridade. Expectativa de
fracasso por falta de autoconfiança.
Declarações típicas dos pacientes
• “Tenho pouca confiança em mim mesmo e sempre me
senti inferior aos outros”
• “Como eu sei de antemão que não vou conseguir nada,
deixo de tentar fazer um monte de
coisas”
• “Eu não confio em mim mesmo para fazer as coisas que
admiro nos outros”
• “Eu ainda sinto como uma desvantagem o fato de meu pai
não ter me deixado estudar”
• Um homem: “Eu tenho complexos diante das mulheres.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Personalidade com estrutura emocional frágil
• O paciente pode usar a doença como pretexto para não
precisar fazer alguma coisa
• O paciente teve uma educação muito rígida
• Gagueira temporária; perturbações de potência
• Eventualmente, alcoolismo na anamnese
• Na criança: sente-se um fracasso na escola.
Benefícios para o paciente
• Autoconfiança. Saudável senso do próprio valor.
5.20. Mimulus (Mimulus guttatus/mimulus)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa é tímida, inibida, apreensiva, reservada; tem
muitos pequenos temores.
Declarações típicas dos pacientes
• “Sempre tenho medo de certas coisas, como cachorros
grandes, elevadores ou injeções”
• “Desde pequeno que eu sou muito sensível a coisas como
barulho, frio e pessoas grosseiras”
• “Eu me ruborizo com facilidade e fico pouco à vontade
quando tenho de tratar com estranhos”
• “Seria terrível para mim não ter o meu próprio quarto,
onde posso me recolher”
• “Quando alguma coisa não dá certo logo de início ou
quando encontro alguma resistência, começo a transpirar de
medo”
• “Na verdade, sempre há alguma da qual eu tenho medo. ”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Pessoas muito sensíveis, geralmente de constituição frágil
e delicada
• O paciente adoece facilmente quando tem de enfrentar as
coisas de que tem medo
• Manifestações físicas do medo: todos os tipos de
distúrbios psiconeurovegetativos.
Benefícios para o paciente
• Coragem pessoal
• Melhor trato com a própria sensibilidade
• Superação de determinados medos.
5.21. Mustard (Sinapis arvensis/mostarda)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


Períodos de profunda melancolia surgem e desaparecem
sem uma causa conhecida.
Declarações típicas dos pacientes
• “Eu me sinto totalmente bloqueado e apartado da vida
normal, sem saber por quê”
• “Não consigo superar esta minha depressão com
argumentos racionais — e também não consigo escondê-la
dos outros”
• “... e então eu sinto que a minha ‘alma está de luto’ “
• “E tão de repente como a tristeza me invadiu, ela vai
embora. Será que isso tem a ver com os fenômenos da
natureza?”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• O paciente tem uma irradiação “pesada”, tal como a que
se encontra com frequência entre os nórdicos e eslavos
• Anamnese familiar: estados depressivos endógenos
existentes em um dos pais ou na geração dos avós
• Possíveis sintomas físicos: abulia, dor de cabeça, reações
lentas, distúrbios do sono, perda de apetite, etc.
Benefícios para o paciente
• Serena despreocupação, grandeza de alma.
5.22. Oak (Quercus robur/carvalho)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa sente-se como um guerreiro deprimido e exausto
que, apesar disso, continua a lutar bravamente e jamais
desiste. 68
Declarações típicas dos pacientes
• “Os outros acham que eu empreendo coisas demais”
• “Claro que eu vou suportar os nove meses difíceis que
ainda tenho pela frente”
• “Digo para mim mesmo quase todo dia: ‘O fracasso não
faz progredir’”
• “Na minha família prussiana, era natural aguentar firme e
levar algo até o fim. O mesmo vale para mim. ”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Personalidade responsável e confiável
• O paciente está visivelmente sobrecarregado de trabalho,
mas não se queixa e ainda assume o trabalho dos outros.
Irradiação esgotada, “burro de carga”
• Em caso de doença, o paciente faz todo o possível para se

68
Muitas vezes o paciente é forçado a permanecer nessa situação devido às
circunstâncias, como por exemplo a criança em período escolar que precisa
estudar para passar de ano.
restabelecer rapidamente
• Na anamnese: colapso nervoso
• Na criança: dificuldade em suportar a rotina escolar diária.
Benefícios para o paciente
• Reconhecimento e aceitação dos próprios limites de
desempenho.
5.23. Olive (Olea europaea/oliveira)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa se sente física e emocional mente exausta e
esgotada: “Tudo é excessivo!”
Declarações típicas dos pacientes
• “Estou completamente no fim das minhas forças e me
sinto um verdadeiro trapo”
• “Nem para as coisas que costumavam me dar um grande
prazer eu consigo me motivar”
• “Estou tão cansado que não consigo nem mais abrir uma
carta. O telefone, então, jã guardei dentro do armário ”
• “Não há força no mundo que me tire de casa. Eu só quero
dormir”
• “Na vida, eu estou sempre atravessando fases de completa
exaustão.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• O paciente se exauriu muito em termos energéticos
durame um período prolongado, como, por exemplo:
cuidando de doentes graves, mantendo dois empregos ao
mesmo tempo, cursando duas faculdades ou passando por
um intenso processo pessoal de desenvolvimento interior
• Na anamnese familiar: fraca constituição física e nervosa.
Muitas vezes, o pai ou a mãe eram alcoólicos.
Benefícios para o paciente
• Fortalecimento. Recuperação
• Trato mais cuidadoso com a energia vital.
5.24. Pine (Pinus sylvestris/pinheiro-silvestre)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa se censura, tem sentimentos de culpa. Percepção
sombria da vida.
Declarações típicas dos pacientes
• “Há algo que não consigo me perdoar” (estado agudo)
• “Tenho uma tendência a me sentir co-responsável pelos
erros dos outros”
• “É fácil despertar minha consciência pesada”
• “Quando os outros agem mal, eu sempre penso que foi por
causa de uma atitude minha”
• “Acho muito difícil aceitar presentes”
• “Quando uma terapia não dá certo, eu acho que a culpa é
minha”
• “Tenho uma sensação de que preciso fazer mais do que os
outros, para merecer o direito de viver aqui na Terra”
• “Quando estou doente ou exausto, algo me diz que preciso
me desculpar com os outros por causa disso. ”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Na entrevista, são usadas muitas frases apologéticas
• Em geral, o paciente exerce uma atividade que exige
sacrifícios (enfermeiros, assistentes sociais, médicos,
curadores) ou está ligado a um parceiro gravemente doente
• Os pacientes tendem a adotar conceitos religiosos
equivocados
• Na anamnese: o paciente foi um filho não-desejado; seus
pais pensaram em uma interrupção da gravidez ou ele não
nasceu com o sexo esperado pelos pais. Na maioria das
vezes, ele não sabe disso ou só vem a saber depois de
adulto.
Benefícios para o paciente
• Sentimento realista de responsabilidade
• Poder aceitar a si mesmo tal como é.
5.25. Red Chestnut (Aesculus carnea/castanheira-
vermelha)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa se preocupa mais com o bem-estar dos outros do
que com o seu próprio. Vínculo interior demasiado forte
com uma pessoa íntima no nível físico ou psíquico.
Declarações típicas dos pacientes
• “Quando meu marido demora para chegar em casa à noite,
eu sempre fico pensando que lhe aconteceu alguma coisa
grave”
• “Eu me preocupo mais com a minha filha do que comigo
mesma”
• “Acho que ainda não cortei o cordão umbilical que me liga
à minha mãe”
• A esposa: “Vivo a vida emocional do meu marido de tal
modo que é como se fosse a minha própria”
• O homem de negócios: “Cada vez que eu preciso tomar
uma decisão, penso automaticamente: ‘como o meu pai
agirta neste momento?’”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Na anamnese: vínculo excessivamente forte com o pai ou
com a mãe
• Paciente com irradiação forte e intensa
• Frequentemente, interesse por curas espirituais ou hipnose
• O paciente parece estar sob uma influência que lhe é
desconhecida
• Na criança: mudança totalmente inexplicável de
comportamento de um momento para o outro.
Benefícios para o paciente
• Proteção e delimitação da própria personalidade.
5.26. Rock Rose (Helianthemum nummularium/cisto)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa está internamente em pânico. Sentimentos de
terror. Estado agudo de medo depois de uma experiência
ameaçadora, tal como asfixia, febre alta, acidente de carro,
acidente causado por avalanche, etc. — síndrome de pânico.
Declarações típicas dos pacientes
• “É muito comum eu entrar em estado de pânico. Fico então
com as mãos suadas, sem fôlego, com o coração à toda ou
com diarréia”
• “Meu marido tem ameaçado mandar a casa pelos ares na
calada da noite. Isto me dá tanto medo que eu sinto cada
célula do meu corpo tremendo”
• “Tenho pesadelos à noite e acordo gritando, com o
coração na garganta”
• “Escapamos por um triz daquele furacão — mas até hoje
ainda sinto o medo gelando os meus ossos.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Na anamnese: já na infância, sistema nervoso fraco. O
paciente precisou desde cedo tomar sedativos
• Frequentemente nos casos de: psoríase,
toxicodependência
• Dores ou sensação de bloqueio no plexo solar. Distúrbios
estomacais de fundo nervoso.
Benefícios para o paciente
• Melhor trato com a própria constituição nervosa
• Calma.
5.27. Rock Water (água de fontes naturais curativas)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa é severa demais consigo mesma, tem opiniões
rígidas ou intransigentes, reprime necessidades vitais. 69
Declarações típicas dos pacientes
• “Sou muito rigoroso comigo mesmo e estou
constantemente me negando alguma coisa”
• “Meus amigos riem de mim por causa dos princípios
rígidos que regem a minha vida e da minha mania de
perfeição”
• “Procuro manter o meu apetite voraz sob controle através
de uma disciplina férrea”
• “Prefiro dormir menos do que deixar de fazer a minha
meditação!”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Feições duras ou angulosas
• Tendência a tensão na nuca ou rigidez nas articulações
• Na mulher: distúrbios menstruais espásticos.
Benefícios para o paciente
• Relaxamento interior
• Ser capaz de atender as próprias necessidades vitais
• Liberdade interior.

69
Muitos pacientes escolhem esta essência floral para compensarem
inconscientemente uma atitude emocional interior caótica.
5.28. Scleranthus (Scleranthus annuus/craveiro)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa é indecisa, volúvel, interiormente instável. Suas
opiniões e estados de ânimo mudam de um momento para o
outro. 70
Declarações típicas dos pacientes
• “Meus pensamentos estão oscilando entre duas
possibilidades, mas eu gostaria muito de chegar sozinho a
uma decisão”
• “Reajo intensamente aos estímulos exteriores e, com isso,
muitas vezes perco o meu equilíbrio interior”
• “Saio do estado de equilíbrio com muita facilidade;
alterno rapidamente ‘altos e baixos’.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Frequentemente: biotipo alto e magro demais (astênico)
• Sintomas físicos que assinalam a falta de equilíbrio
energético: variações no peso e na pressão sanguínea,
alternância entre diarreia e constipação
• Perturbações do equilíbrio: tontura, enjoo em viagens,
distúrbios auditivos

70
Esta essência floral costuma ser selecionada inconscientemente quando o
paciente está diante de uma decisão interior na qual escolherá qual passo dar
rumo ao seu crescimento.
• A atividade frente ao computador é difícil de ser tolerada
• O paciente é errático e não se concentra na conversa, com
gestos distraídos ou abruptos
• Enjoos matinais na gravidez
• Sucessão rápida de todos os sintomas.
Benefícios para o paciente
• Equilíbrio interior e determinação. Estabilidade.
5.29. Star of Bethlehem (Ornithogalum
umbellatum/estrela-de-belém)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa passou por um trauma emocional ou físico que
ainda não foi tratado. O “confortador da alma”.
Declarações típicas dos pacientes
• “Passei por uma experiência que me deixou muito
chocado e ainda não consegui lidar com ela”
• “Algumas experiências e sentimentos desagradáveis ainda
ressoam dentro de mim, e acho difícil me libertar
internamente deles”
• “Eu ainda sonho com a mastectomia, embora ela tenha
acontecido há cinco anos”
• “A ousadia de muita gente me faz perder a fala.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• O paciente é incapaz de aceitar consolo; mostra um pesar
silencioso, mas nenhum medo
• Resistência à terapia no caso de doenças crônicas (tais
como artrite, asma de fundo nervoso, distúrbios no ritmo
cardíaco e outros)
• Fisicamente: leve rouquidão ou falha na voz; apatia, andar
vacilante; palidez, pele descolorida
• Distúrbios da tireoide
• Congestão do sistema linfático
• Forte fluxo menstrual ou ausência das regras
• Esse estado também pode ter surgido como resultado de
uma anestesia forte demais.
Benefícios para o paciente
• Melhor processamento das experiências. Força interior.
5.30. Sweet Chestnut (Castanea sativa/castanheira)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


Estado interior de desespero. A pessoa acredita que chegou
ao limite daquilo que um ser humano pode suportar.
Declarações típicas dos pacientes
• “Minha situação é desesperadora. Eu não sei mais como
continuar”
• “Por dentro, eu estou diante de um muro — com certeza,
Deus se esqueceu de mim”
• “Estou completamente desesperado: como farei para
suportar tudo isso?”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Muitas vezes, a vida pessoal do paciente é extremamente
dramática
• No estado agudo: as mais árduas situações de crise, tais
como uma batalha pelo divórcio ou pela independência
profissional, etc.
• No estado crônico: tipo psicológico marginalizado,
emocionalmente vai sempre até os limites. Muitas vezes
não está consciente disso.
Benefícios para o paciente
• Autodescoberta. Percepção da existência de uma
“Vontade Superior”
• Disponibilidade interior para a transformação emocional
dentro dos limites do que é possível a cada momento.
5.31. Vervain (Verbena officinalis/verbena)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


Na ânsia de apoiar uma boa causa, a pessoa gasta todas as
suas energias; excitável e até fanática. 71
Declarações típicas dos pacientes
• “Às vezes estou tão tenso que quebro a ponta do lápis ao
escrever”
• “Eu sei que trabalho demais pela Sociedade de Proteção
ao Meio Ambiente e literalmente atropelo os outros com o
meu dinamismo”
• “Se eu não fizer as coisas ‘cento e cinquenta por cento’,
eu não me sinto bem”
• “Não se pode deixar impune uma injustiça dessas! ”
• “Quando me entusiasmo com uma coisã, quero convencer
os outros a também se entusiasmarem com ela, quer eles
queiram quer não.”
Isto também pode chamar a atenção do curador

71
Este estado também pode se manifestar quando o paciente, devido às
circunstâncias, precisa pôr à prova sua vontade; por exemplo, no caso de
limitações de locomoção depois de um acidente.
• Irradiação positiva, calorosa, aberta e ativamente
participante
• Com frequência participa de atividades/organizações
beneficentes
• Quando criança: hiperativa, principalmente à noite
• Fortes tensões, que o paciente não consegue controlar nem
mesmo através de meditação, treinamento autógeno ou
similares
• O estado também pode se manifestar quando o paciente,
inconscientemente, precisa pôr à prova a sua vontade.
Benefícios para o paciente
• Moderação; senso de relatividade.
5.32. Vine (Vítis vinifera/videira)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa quer impor sua vontade por todos os meios.
Ambiciosa, dominadora. O “pequeno tirano”.
Declarações típicas dos pacientes
• “Tenho problemas quando se trata de acatar ordens e
obedecer; por isso, tenho brigas constantes com o meu
chefe”
• A artista: “Sou muito ambiciosa, mesmo que
exteriormente não dê para perceber”
• “Não sei mais o que essa gente está querendo. Afinal, é
para o bem delas!”
• “Nas situações difíceis, eles deixam que eu decida as
coisas, porque sou o único que mantém a cabeça fria”
• “Quando chega a hora da verdade, eu sempre me
imponho.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Personalidade muito forte
• No homem: aparência segura de si, e até mesmo
autoritária/agressiva
• Na mulher: muito determinada; sua irradiação latente
pode ser fria ou dura
• No estado agudo: há um problema real de autoridade; por
exemplo, conflitos com os operários na construção da casa
• O traço de caráter é encontrado com frequência nos
pacientes com os seguintes quadros clínicos: hipertonia,
arteriosclerose, vasoneuroses, enxaquecas, esclerose
múltipla, neuroses obsessivo-compulsivas (tal como a
mania de lavar as mãos), bem como em muitas doenças que
provocam dores intensas
• Na criança: tendência à crueldade.
Benefícios para o paciente
• Generosidade interior; pensar com o coração em vez de
pensar com a cabeça. Diferenciação entre a ambição
saudável e a doentia.
5.33. Walnut (Juglans regia/nogueira)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa se deixa influenciar; suscetível e inconstante
durante as fases decisivas de novos começos na vida. “A
essência floral que causa a ruptura.”
Declarações típicas dos pacientes
• “Sinto no meu íntimo que algo inteiramente novo se
aproxima de mim; só que eu não sei ainda o que é”
• “Embora eu já esteja divorciada, emocionalmente ainda
me encontro ‘nas garras’ do meu ex-marido”
• “Internamente já tomei a decisão, mas alguma coisa ainda
me impede de transformá-la em ação”
• “Penso de uma maneira mais avançada que a minha
família, mas mesmo assim sempre deixo que me
influenciem, em vez de permanecer fiel a mim mesmo. ”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• O paciente se encontra numa fase de transição biológica;
por exemplo, dentição, puberdade, gravidez, menopausa
• O paciente está perto de uma mudança nas atuais
circunstâncias da sua vida; por exemplo, mudança de
emprego ou de residência, dissolução do casamento, um
novo ramo de atividade profissional, aposentadoria, etc.
• O paciente está em vias de repensar toda a sua cosmovisão
• O paciente sempre tem problemas dentários.
Benefícios para o paciente
• Força de caráter
• Melhor adaptação às transformações biológicas e
psicológicas.
5.34. Water Violet (Hottonia palustris)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa se retrai intimamente; isola-se devido ao seu
sentimento de superioridade.
Declarações típicas dos pacientes
• “Quase sempre tento resolver tudo sozinho, em vez de
pedir a ajuda aos outros”
• A mulher: “Os outros sempre me chamam de arrogante,
mas sou apenas reservada”
• O médico: “Acho difícil me aproximar abertamente dos
meus pacientes”
• “Muitas vezes tenho a sensação de que sou superior aos
outros. Será por isso que acho difícil estabelecer um contato
verdadeiro?”
• “No meu íntimo, me distanciei totalmente das diretrizes
internas da minha empresa. Espero que ninguém perceba
isso.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• O paciente age com superioridade e se esforça para manter
a pose
• A aura dos privilegiados ou elitistas o envolve. Tipo
“dama inglesa” ou “diplomata da velha escola”
• O paciente se encontra numa situação na qual busca
distanciar-se, por exemplo, dos relacionamentos
profissionais ou de um círculo de amigos
• Na anamnese ou no estado agudo: rigidez das articulações,
problemas nos joelhos, eczema nas mãos.
Benefícios para o paciente
• Sentimento de “camaradagem”. Comunicação mais fácil
com seus semelhantes.
5.35. White Chestnut (Aesculus
hippocastanum/castanheiro-da-índia)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


Certos pensamentos andam constantemente em círculos em
sua cabeça e a pessoa não consegue livrar-se deles.
Diálogos e conversas interiores.
Declarações típicas dos pacientes
• “Vêm-me à mente sempre os mesmos pensamentos e as
mesmas imagens, e eu não consigo me livrar deles”
• “Minha mente parece um hamster em sua roda, que não
consegue dar um passo adiante”
• “Depois de uma discussão, penso e repenso em tudo aquilo
que eu poderia e deveria ter dito mas não disse”
• “Meu cérebro é tão hiperativo que à noite eu demoro para
pegar no sono, mas já às três da madrugada estou
acordado.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Irradiação “árida” e “sibilante”
• O paciente se queixa de sentir a cabeça cheia; ranger os
dentes, ter problemas de concentração e distúrbios do sono
• Na anamnese: meningite.
Benefícios para o paciente
• Serenidade espiritual
• Clareza de pensamentos.
5.36. Wild Oat (Bromus ramosus/bromo)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa não concebe com clareza os seus objetivos, e está
intimamente insatisfeita pois não encontrou sua missão na
vida.
Declarações típicas dos pacientes
• “Vejo tantas possibilidades à minha frente que não
consigo me decidir por nenhuma delas e acabo me sentindo
dividido por dentro”
• O homem solteiro: “Eu não quero me comprometer
intimamente; acho que nunca saí de fato da puberdade ”
• O aluno: “Eu gostaria de fazer algo especial, mas não sei
exatamente o quê”
• “Já tive êxito em várias profissões, mas nada me dá uma
satisfação duradoura”
• “Mal acabo de resolver um problema, volta o imenso
tédio.”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Personalidade dotada de muitos talentos, o “jornalista”
típico
• Com frequência, roupa marcadamente não-convencional
ou “especial”
• O paciente se queixa de distúrbios sexuais
• Na anamnese: doenças que nunca chegam a se manifestar
totalmente
• O paciente não vive no nível profissional ou familiar que
lhe corresponde
• Na situação aguda: o aluno precisa se decidir por uma
carreira profissional.
Benefícios para o paciente
• Determinação, clareza no estabelecimento dos objetivos,
coerência interior.
5.37. Wild Rose (Rosa canina/rosa-dos-cães)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa se sente apática, indiferente. Capitulação
interior. 72
Declarações típicas dos pacientes
• “Há pouco tempo alguém me perguntou se eu ainda estou
vivo ou apenas vegetando”
• “Eu me sinto sempre cansado e nada mais me dá alegria”
• “Na verdade, a vida nunca foi divertida para mim”
• “Há anos aceitei o fato de que dançar não era adequado
para mim”
• “Você conhece a expressão: “Zero à esquerda’?”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• Exteriormente: o paciente é totalmente passivo; só fala de
modo hesitante, com voz cansada e monótona
• O paciente parece muito pálido, como se tivesse perdido
toda a energia vital
• O paciente irradia desesperança ou tristeza subliminares.
• Na anamnese: o paciente teve um nascimento

72
Frequentemente um estado crônico; difícil de diagnosticar.
extraordinariamente difícil
• O paciente queixa-se de hipotonia resistente à terapia
• Na situação aguda: sensação após uma “viagem”
provocada por drogas
• Na situação crônica: o paciente vive há anos em um
sanatório de doenças nervosas.
Benefícios para o paciente
• Alegria de viver; nova e positiva motivação na vida.
5.38. Willow (Salix vitellina/salgueiro)

Sintomas devidos ao bloqueio de energia


A pessoa é amarga, ressentida; julga-se vítima do destino. 73
Declarações típicas dos pacientes
• “A vida me negou muita coisã, e eu acho que isso não é
justo”
• “Os culpados pela minha situação deplorável são os
médicos. Eles só querem ganhar dinheiro às minhas custas”
• “O destino me pregou uma peça terrível; isso me deixa
muito amargurado”
• “Por que as coisas vão melhor para os outros? No final das
contas, a vida não me deu nada de presente!”
Isto também pode chamar a atenção do curador
• A atitude básica do paciente é o ressentimento, muitas
vezes mesclado com traços masoquistas
• O paciente se queixa demais, mas na realidade não está
disposto a uma mudança em seus pensamentos
• O paciente se queixa de problemas reumáticos e de outros
estados muito dolorosos
• Na anamnese: muitas cirurgias, muitos acidentes

73
Frequente em pacientes com doenças crônicas.
• O paciente parece virtualmente atrair a infelicidade.
Benefícios para o paciente
• Pensamentos construtivos. Responsabilidade por si
mesmo.
6. Tabela de Diagnóstico Diferencial 74

Como o paciente reage emocionalmente à sua situação?


I. Com medo

26. Rock
Pânico generalizado:
Rose

Medo de certas situações bem definidas, 20.


tais como cães, elevadores, etc.: Mimulus

Está sob imensa tensão: não consegue se 6. Cherry


desapegar; receia um colapso: Plum

Medos vagos; não sabe dizer de quê; capta


2. Aspen
atmosferas:

Vive medos relacionados com outras


pessoas, com as quais está muito ligado ou 25. Red DD 33.
de quem ainda não cortou o cordão Chestnut Walnut
umbilical:

Como o paciente reage emocionalmente à sua situação?

II. Com insegurança

Porque ele não confia em sua própria


DD 19.
opinião; precisa da aprovação dos 5. Cerato
Larch
outros:

74
Ver instruções para o uso da Tabela de Diagnóstico Diferencial no Capítulo
3.2.4: “Os recursos para o diagnóstico." Esta tabela fica sobre a mesa do
curador, como quadro sinótico.
Porque, interiormente, ele está
sempre indeciso entre uma coisa e 28.
outra; em geral, entre duas Scleranthus
possibilidades:

DD 21.
Porque se tomou cético e pessimista Mustard
12. Gentian
devido às decepções sofridas: DD 19.
Larch

Porque não tem objetivos claros para DD 33.


36. Wild Oat
sua vida e, por isso, está descontente: Walnut

DD 37. Wild
Rose
Porque já se resignou intimamente: 13. Gorse DD 33.
Sweet
Chestnut

Porque acredita que lhe falta energia


17.
interior; acha que, sem estímulo, não DD 11. Elm
Hornbeam
consegue lidar com o cotidiano:

Como o paciente reage emocionalmente à sua situação?

III. Sem interesse — pouca consciência do presente

Porque seus pensamentos


estão em outro lugar; 9. Clematis
sonhador:
Porque se volta demais para
o passado; ou
supervalorizando e DD 29. Star of
16. Honeysuckle
idealizando o passado; ou Bethlehem
porque ainda não assimilou
certos acontecimentos:

Porque não exige nada da


37. Wild Rose
vida e se resignou ao
(diagnóstico
destino; muitas vezes, DD 13. Gorse
geralmente
apenas no nível subliminar
difícil)
em certas áreas da vida:

DD 17.
Porque se exauriu e
Hornbeam
sobrecarregou-se física e 23. Olive
mentalmente: DD 22. Oak
DD 11. Elm

Porque pensamentos giram


constantemente em sua 35. White
cabeça, dos quais não Chestnut
consegue se livrar:

Por excesso de ingenuidade


e pouca atenção às conexões
mais profundas da vida;
7. Chestnut Bud
assimilação estagnada das
experiências; problemas de
aprendizado:
Porque é dominado por uma
sombria tristeza que aparece
21. Mustard DD 12. Gentian
e desaparece sem razões
perceptíveis:

Como o paciente reage emocionalmente à sua situação?

IV. Com reserva interior, problemática de solidão,


isolamento

Porque acredita que é melhor enfrentar DD 27.


34. Water
sozinho os problemas; não precisa dos Rock
Violet
outros: Water

Porque tem outro ritmo interior; para ele, 18. DD 31.


nada é suficientemente rápido: Impatiens Vervain
DD 32.
Não suporta a solidão; por isso tem forte Virte
14. DD 31.
necessidade de participar; geralmente,
Heather Vervain
parece egocêntrico;

Como o paciente reage emocionalmente à sua situação?

V. Com hipersensibilidade, problemática de limites

Sensível a tudo que possa perturbar a


harmonia, como preocupações ou 1.
brigas; frequente fuga na distração Agrimony
(álcool, cigarros, etc.):

Vulnerável a personalidades com maior


força de vontade; o paciente parece 4.
afável; não consegue dizer “não”; com Centaury
frequência, personalidade sensível:
Instável nas fases de transição física e DD 20.
psíquica, tais como dentição, Mimulus
33.
climatério, mudança de casa ou
Walnut DD 19.
emprego; o novo ainda não pôde ser
assimilado: Larch

Porque ele é facilmente irritável no


nível emocional; desconfiança, ciúme, 15. Holly
sentimento de ódio:

Como o paciente reage emocionalmente à sua situação?

VI. Com desânimo e até desespero, sentimentos de


deficiências e limitação

Porque lhe falta autoconfiança;


19. Larch DD 5. Cerato
sentimento de inferioridade:

Porque tem um falso sentimento de


culpa, faz demasiadas censuras a si 24. Pine
mesmo e se apega a elas:

Porque no momento ele acredita,


DD 17.
contra seu próprio julgamento, que 11. Elm
Hornbeam
não está à altura de suas tarefas:

Porque ele não vê nenhuma saída e


30. Sweet
acredita que chegou ao limite de suas
Chestnut
forças:

Porque ainda está atordoado por um


acontecimento desagradável ou não 29. Star of DD 16.
conseguiu superar um choque; “o Bethlehem Honeysuckle
confortador da alma”:
Porque está amargurado, ressentido e
se sente tratado de modo injusto pelo 38. Willow
destino:

Porque luta com perseverança contra


todas as dificuldades e sempre surgem 22. Oak DD 11. Elm
novas dificuldades:

Porque acredita ter impurezas interna


ou externamente; porque o princípio DD 24. Pine
10. Crab
da ordem interior está perturbado e DD 27. Rock
Apple
ele quer reconstruí-lo o mais depressa Water
possível; a “essência da purificação”:

Como o paciente reage emocionalmente à sua situação?

VII. Com exagero — a pessoa quer demais

Atitude manipuladora; acredita que


precisa exercer influência e se 8.
decepciona quando esta influência não é Chicory
aceita;

DD 22. Oak
Na ânsia de advogar uma ideia, exaure
31. DD 18.
suas energias; não consegue parar;
Vervain Impatiens
ímpeto de missionário;
DD 27.
Rock Water
Quer impor sua vontade a qualquer DD 18.
32. Vine
preço, pouca consideração pelos outros: Impatiens
DD 10. Crab
Reconhece de imediato os pontos fracos Apple
de uma situação, mas não consegue 3. Beech
aceitá-los, reagindo com críticas: DD 27.
Rock Water

Estabelece altos padrões teóricos para si


27. Rock
e é rígido consigo mesmo; reprime
Water
necessidade vitais:
7. Documentação de Casos da Terapia Floral de Bach

CASO 1: Crise após a perda do cônjuge


Paciente de 48 anos
Queixa
Forte depressão.
Anamnese
A paciente vem à clínica neurológico-psiquiátrica depois da
morte do marido. O marido cometeu suicídio, depois de
sofrer muitos anos de medos e estados depressivos; médicos
e medicamentos se sucederam, sempre em vão. Durante o
casamento, a paciente concentrou no marido todo o seu ser,
esquecendo-se totalmente de si por amor a ele. Pouco antes
do suicídio — já no fim de suas forças emocionais e
estimulada pelo médico que a tratava —, a paciente
começara a se livrar dessa situação e conquistar mais
autonomia. Assim, o suicídio do homem que amava trouxe-
lhe, além da tristeza da perda, um profundo sentimento de
culpa. Ela começou, nessa época, terapias individuais e em
grupo, mas não conseguiu se libertar desses pensamentos e
sentimentos. Embora visse com clareza que não poderia
mais suportar esse estado, o que ela queria mesmo era
“passar uma borracha por cima de tudo”.
Associação floral de Bach em março de 1984
Rescue — situação de crise emocional
Sweet Chestnut — desespero profundo, sente-se
“abandonada por Deus”
Pine — sentimento de culpa com relação à morte do marido
Wild Rose — apatia e resignação
White Chestnut — pensamentos sempre circulando em tomo
do infeliz acontecimento
Olive — esgotamento tanto psíquico como físico
Honeysuckle (acrescentado um pouco mais tarde) — a
paciente, nesse momento, está com a mente totalmente
“absorvida” no passado;
Transcorrer da terapia
Estabilização lenta e gradual do estado.
Em julho, a paciente recebeu uma notificação de que as
janelas do prédio onde morava seriam restauradas em
setembro. Ela planejou aproveitar essa oportunidade para
reformar todo o apartamento, o que realmente fez. Um fato
interessante: a sra. L. disse que, antes da reforma, sempre
tinha a sensação de que o marido estava sentado no seu
canto favorito do sofá e que, quando uma visita se sentava
ali, ela tinha ímpetos de “gritar”, mas agora “não há
ninguém sentado ali”. Ela tinha uma percepção totalmente
nova de sua vida e também já não precisava pensar no
marido tanto quanto antes. A amargura e o sentimento de
culpa desapareceram. Ela até já pensava num novo
relacionamento.
Resultado a longo prazo
Cerca de três anos mais tarde, pude constatar, através de um
telefonema, que a paciente continuava a cuidar ativamente
de sua vida, ganhava seu próprio sustento e até comprara
uma casa. Seu plano é redecorá-la segundo seu gosto e
vender todos os móveis velhos.
Observação
Este caso tem uma importância especial para mim, porque
reflete as minhas experiências de que muitas vezes, quando
algo é liberado no “nível interior”, mudam também as
situações no “nível exterior”.
CASO 2: Problemas estomacais depois de uma demissão
Paciente de 45 anos, comerciário
Situação
A esposa do paciente relata que ele se queixava de fortes
dores estomacais, sentia náuseas constantes, dormia mal e
tinha crises de raiva por qualquer ninharia. Estava sempre
gritando com ela e com os filhos.
Antecedentes
Esse estado existe há três semanas. Um mês antes, o
paciente foi sumariamente demitido, com 25 anos de casa.
A empresa tinha sido vendida. De início, ele declarou que
estava confiante de encontrar outra colocação, mas depois
confessou que estava amargurado e chocado por ter sido
“jogado no olho da rua” depois de tantos anos.
Primeira associação floral de Bach
Star of Bethlehem — profundo dano emocional causado
pela demissão; esse choque acionou todos os sintomas
Elm — a sensação de não estar à altura das mudanças
envolvidas na troca de emprego
White Chestnut — os pensamentos circulam
incessantemente em tomo da situação da demissão.
Transcorrer
Depois de ingerir essa associação floral, ele foi capaz de
falar com a esposa sobre sua frustração e seus temores; com
isso, ficou cada vez mais calmo e os problemas físicos
desapareceram. No entanto, ainda persistia o sentimento de
que era incapaz de se lançar à busca de um novo emprego e
enfrentar os processos de seleção.
Segunda associação floral de Bach
A mesma de antes, mas com acréscimo de:
Walnut — como apoio, a fim de ele se desprender
interiormente da antiga empresa e poder aceitar a nova
situação.
Transcorrer da terapia
Logo depois da ingestão dessa nova associação floral,
manifestou-se uma mudança significativa no paciente. Ele
se tomou mais autoconfiante e começou a candidatar-se
seriamente às vagas anunciadas.
Antes ele falava sem cessar no antigo emprego, mas agora
afirmava que esse capítulo de sua vida estava encerrado.
Achou positivo ter de se orientar novamente e aprender
coisas novas.
Encerramento da terapia
Seis meses mais tarde, o paciente tinha um novo emprego.
Nesse meio-tempo, aproveitou para frequentar um curso de
computação.
Observação
Este caso deixa bem claro que, através da Terapia Floral de
Bach, as energias construtivas são liberadas.
CASO 3: Estabilização e desenvolvimento de uma
paciente na crise da meia-idade
Paciente de 40 anos, assistente de laboratório de
radiologia
Queixas
Crises regularmente fortes de enxaqueca, dores na região
lombar e problemas estomacais — em especial nos fins de
semana; pela manhã, frequentes acessos de mau humor
depressivo.
Anamnese
A paciente trabalha no laboratório em período integral, é
divorciada, tem uma filha. Sente-se sobrecarregada tanto na
vida profissional quanto na particular. Sofre de solidão e de
sentimentos de inferioridade.
Há anos faz ioga e análise e também participa de cursos de
autovivência e terapias de diálogo.
Primeira associação floral de Bach em 13/12/1984
Centaury — incapacidade de dizer “não”
Clematis — distração frequente
Scleranthus — grande flutuação do humor
Walnut — a paciente deseja dar um novo sentido à sua vida.
Transcorrer da terapia
Depois de ingerir essa primeira associação floral,
manifestaram-se estados de grande inquietação, insônia
ocasional e violentas oscilações de humor. Adicionalmente,
receitou-se um calmante à base de ervas.
Segunda associação floral de Bach em 11/3/1985
Clematis — pouca concentração
Walnut — insegurança quanto à situação na vida
White Chestnut — pensamentos dolorosos sobre o
namorado.
Transcorrer da terapia
Depois de ingerir a segunda associação floral, a paciente
“percebe que agora está mais desperta”.
Terceira associação floral de Bach em 18/4/1985
Cerato — falta de autoconfiança
Oak — tendência a trabalhar demais, sensação de cansaço
Red Chestnut — preocupação com o futuro da filha
Wild Oat — falta de clareza quanto à própria situação na
vida.
Transcorrer da terapia
Depois da terceira associação floral, os ataques de
enxaqueca cessaram quase por completo.
Quarta associação floral de Bach em 28/5/1985
Aspen — medos exagerados; falta de limites contra
influências alheias
Clematis — pouca concentração
Gentian — sensação de desencorajamento
Olive — sente-se esgotada e exausta
Red Chestnut — preocupação com o futuro da filha
Sweet Chestnut — desesperança quanto à situação com o
namorado.
Quinta associação floral de Bach em 24/6/1985
Aspen, Clematis, Gentian e Red Chestnut, como antes.
Transcorrer da terapia
Depois da quarta e quinta associações florais, a paciente se
sente gradualmente melhor; quase não se manifestam mais
as dores de cabeça e nas costas. Mais fé e confiança a
respeito da filha; também desapareceram o medo e a
incerteza generalizados.
Sexta associação floral de Bach em 26/7/1985
Clematis — pouca concentração
Elm — sentimento de não estar à altura das exigências
profissionais e pessoais
Gentian — frequente sensação de desânimo
Larch — forte sentimento de inferioridade.
Transcorrer da terapia
Após a sexta associação floral: bem-estar físico
generalizado. O sentimento de inferioridade diminui. As
vezes ainda a sensação de sobrecarga; ainda é difícil dizer
“não”.
Sétima associação floral de Bach em 5/9/1985
Clematis, Elm, Gentian, Centaury e Larch, como antes.
Acrescentou-se:
Pine — forte manifestação de sentimentos de culpa.
Oitava associação floral de Bach em 6/10/1985 e
7/11/1985
Ainda Clematis, Elm, Gentian e Pine. Acrescentou-se:
Walnut — falta de defesas contra influências estranhas;
problemas para manter suas próprias convicções interiores
e também para agir segundo elas.
Transcorrer da terapia
Depois da oitava associação floral: a paciente não tem mais
depressões, sente-se “livre e otimista”, mudou a
alimentação para uma dieta integral e encontrou uma nova
e positiva filosofia de vida.
Nona e última associação floral de Bach em 11/12/1985
Cerato — para independência da opinião dos outros
Holly — ciúme do namorado
Impatiens — impaciência e irritabilidade
Star of Bethlehem — diversas experiências dolorosas do
passado ainda não foram trabalhadas.
Encerramento da terapia
Na consulta de retomo, em fevereiro de 1986, a paciente
afirmou que está se sentindo melhor do que nunca. Sente-
se livre e seu mundo se tornou positivo, pois mudou sua
consciência.
Observação
Este é, em todos os sentidos, o desenvolvimento típico de
um caso crônico. Ele permite que se acompanhe bem o
modo como, apesar dos muitos altos e baixos — que até
certo ponto foram necessários para trabalhar padrões de
comportamento instalados há décadas —, se alcançou uma
harmonização e estabilidade emocional que não tinha sido
alcançada pelos tratamentos feitos nos oito anos
precedentes.
CASO 4: Enxaquecas
Paciente de 32 anos, contadora
Queixas
Enxaquecas, distúrbios do sono.
Anamnese
Quando criança, frequentes dores de cabeça. Constantes
acessos de raiva. Anamnese familiar sem pontos dignos de
nota.
Trabalha como contadora, tem conflitos com os colegas e o
chefe. Há oito meses terminou um namoro de muitos anos,
embora sem cortar relações com o rapaz. Eles se encontram
com frequência na prática de asa-delta.
Terapia até o momento
Homeopatia.
Primeira associação floral de Bach em 8/1/1992
Clematis — em pensamento, costuma estar distante
Crab Apple — amor exagerado pela limpeza
Chicory — chantageia o chefe com ameaças de pedir
demissão
Elm — sente-se sobrecarregada, apesar de sua capacidade
Rock Water — tem princípios e opiniões muito rígidos
Scleranthus — fortes flutuações do humor
Vervain — quer fazer tudo com perfeição, atropela os
outros com suas ideias
Wild Oat — falta de clareza nos objetivos; deixa que os
outros a tomem insegura
White Chestnut — não consegue se desligar de seus
pensamentos, acorda frequentemente durante a noite.
Transcorrer da terapia
Como primeira reação, teve fortes dores de cabeça durante
uma semana. Ela mesma diz que sempre quis fazer tudo com
a cabeça.
Não sofre mais oscilações de ânimo tão fortes. Ficou bem
mais relaxada, embora a situação não tenha se modificado.
Fez um balanço de sua vida: resolveu levar a sério seu
diploma de contadora. Tem mais motivação. Agora
consegue dormir bem.
Problema atual: precisa decidir se quer ou não pedir
demissão.
Segunda associação floral de Bach em 5/2/1992
Crab Apple — ainda se irrita com a desordem
Honeysuckle — seus pensamentos estão muito no passado
Walnut — está diante da decisão de se demitir ou não
Wild Oat — não quer se definir
White Chestnut — de vez em quando ainda tem
pensamentos dolorosos.
Transcorrer da terapia
Apresentou o pedido de demissão. Apesar das tentativas de
persuasão do chefe, ficou firme.
Recebeu oferta de um escritório fiduciário, com um bom
salário (como no emprego anterior).
Resolvido o problema profissional, ela constatou que ainda
não tinha trabalhado o passado (o namoro rompido).
Uma vez que costumava atirar-se ao trabalho, pôde reprimir
tudo o mais. Agora ela chora muito e está triste. Sente que
os laços com o ex-namorado ainda são muito fortes.
Terceira associação floral de Bach em 11/3/1992
Aspen — sentimento vago de medo
Chestnut Bud — repete sempre os mesmos erros (no
emprego)
Chicory — quer manter o relacionamento com o ex-
namorado, tem medo de perdê-lo
Red Chestnut — ainda não se desapegou do ex-namorado.
Transcorrer da terapia
No momento está impaciente, quer que alguma coisa
aconteça. Ainda está ocasionalmente ligada ao ex -
namorado. Tem dificuldade para tomar uma decisão, sente -
se jogada de um lado para o outro. Quer fazer tudo sozinha
para não sobrecarregar ninguém. Sente-se isolada.
Quarta associação floral de Bach em 15/4/1992
Cerato — não confia no próprio discernimento
Chicory — não quer desistir da relação com o ex-namorado
Impatiens — impaciente, para ela tudo é lento demais
Red Chestnut — ainda pensa na troca de emprego
Scleranthus — tem dificuldade para se decidir, sente-se
jogada de um lado para o outro
Water Violet — sente-se isolada, mas não quer ser um fardo
para ninguém.
Transcorrer e encerramento da terapia em 22/611992
Sente-se equilibrada; recuperou o elã. Alegra-se por ter
mudado de emprego. Acredita que sua decisão foi acertada.
Consegue relaxar, não tem mais tensão. Há um mês deixou
de ter dores de cabeça. Acredita ter organizado
corretamente o relacionamento com o ex-namorado. Já
consegue se aproximar espontaneamente dos outros. Vê o
futuro com clareza.
Resultado a longo prazo: 12/4/1994
O estado é o mesmo do fim do tratamento. Quando tem um
ocasional problema no emprego (excesso de trabalho,
conflito com os colegas, etc.), reflete sobre o que está
fazendo errado e o que poderia modificar. Para recuperar o
equilíbrio, toma Rescue.
O relacionamento com o ex-namorado se transformou numa
bela amizade. Os estados de enxaqueca não se manifestaram
mais.
CASO 5: Humor depressivo, medos e problemas
estomacais depois de uma úlcera duodenal
Paciente de 36 anos, pedagoga
Queixas
Dores no estômago depois da cura de uma úlcera duodenal;
depressões acompanhadas de intenso medo, fraqueza física
geral.
Anamnese
Em janeiro de 1988, surgiu repentinamente uma úlcera no
duodeno, que foi curada em julho desse ano (controle
através de gastroscopia); no entanto, continuaram os
distúrbios estomacais.
A paciente está incapacitada para o trabalho desde março
de 1988. Faz psicoterapia desde junho de 1988 (anos antes
fizera tratamento psicoterapêutico, mas o interrompera).
Diagnóstico
Gastrite crônica no estado que surgiu após a úlcera
duodenal; humor depressivo.
Terapia até o momento
Inibidor H2, regularmente Sostril® tabletes e preparado de
bismuto Jatrox® (dois tabletes três vezes ao dia).
O Rescue gotas, que lhe fora receitado antes, ela já usava
com sucesso para aliviar os fortes sentimentos de medo.
Primeira associação floral de Bach em 15/8/1988
Star of Bethlehem — acontecimentos negativos do passado
ainda não foram assimilados
Rock Rose — sentimento interior de pânico
Aspen — sentimento obscuro de medo
Larch — falta de autoconfiança
Olive — forte cansaço generalizado
White Chestnut — pensamentos em círculo
Sweet Chestnut — sentimento de desesperança.
Tratamento suplementar
Nem psicofármacos nem sedativos; Sostril®, um tablete
uma vez, à noite, sem interrupção; Jatrox®, três tabletes
uma vez por dia até meados de setembro de 1988;
psicoterapia. Em caso de necessidade, Rescue gotas.
Transcorrer da terapia
Melhora geral do estado de saúde. A paciente agora está em
condições de relaxar mentalmente e descobrir uma “linha
mais clara”. Por isso, deixam de ser necessários White
Chestnut e Sweet Chestnut.
Segunda associação floral de Bach em 7/9/1988
Aspen, Rock Rose, Larch e Olive, como antes.
Scleranthus — fortes flutuações no estado de saúde,
interiormente “puxada de um lado para o outro”
Pine — autocensura.
Transcorrer da terapia
10/10/1988: o estado de saúde piorou um pouco, os medos
voltaram a se manifestar, distúrbios do sono. No entanto,
tem em vista um novo emprego a partir de 15/11/1988. A
associação floral é mantida. Adicionalmente Rescue, em
caso de necessidade.
3/11/1988: o estado de saúde continua oscilante, mas no
geral está um pouco melhor. A associação floral é mantida
como antes.
20/11/1988: novamente depressiva, tendência a ficar
ruminando, precisou adiar por quatro semanas o início no
novo emprego.
Terceira associação floral de Bach
Larch, Rock Rose e Star of Bethlehem continuam.
Acrescentou-se:
Mustard — súbito aparecimento das depressões
Gentian — pessimista e cética
Gorse — deprimida e interiormente sem forças
Hornbeam (substituindo Olive) — esgotamento mental.
Transcorrer da terapia
13/12/1988: a paciente agora lida melhor consigo mesma;
parece mais revigorada e equilibrada; planeja voltar a
trabalhar em 2/1/1989. Os distúrbios estomacais
diminuíram (com um tablete de Sostril® à noite). Ela
expressa o desejo de procurar uma nova moradia.
Quarta associação floral de Bach
Hornbeam, Mustard, Gentian e Gorse, como antes.
Acrescentou-se:
Walnut — tem dificuldade em manter as decisões tomadas
Mimulus — um pouco de medo do novo começo
Rescue — continua a tomar quando necessário.
Encerramento da terapia em dezembro de 1989
Estado de saúde relativamente estável; a crise foi superada.
A paciente voltou a trabalhar no antigo emprego, mas em
uma nova função. Os distúrbios estomacais cederam quase
por completo. Sostril® tabletes somente quando necessário.
Rescue gotas quando necessário, se o medo se manifestar.
Observação
Sem a Terapia Floral de Bach, a doença certamente teria se
arrastado por mais tempo e seriam necessários mais
medicamentos. Deve-se perguntar, acima de tudo, se o
humor depressivo teria melhorado tanto quanto melhorou.
A paciente continua fazendo psicoterapia. Mas não está
tomando nenhum psicofármaco.
CASO 6: Reação excessiva de medo depois de uma
cirurgia
Paciente de 71 anos, aposentada
Estado
Medo intenso de sair de casa e de andar nas ruas; medo de
sofrer uma queda. Embora a clínica fique bastante perto de
sua casa, vem de táxi; pega o elevador para ir do térreo ao
primeiro andar.
Anamnese
A paciente fez diversas operações nos joelhos; endoprótese
em ambos os joelhos. Mais tarde, fraturou uma rótula em
um acidente; contudo, sem problemas no decorrer do
tratamento: mobilidade total nos joelhos e ausência de dor.
Associação floral de Bach
Chestnut Bud — não consegue superar velhos padrões de
comportamento
Mimulus — medo de novas quedas
Oak — remédio estrutural (selecionado através das
respostas ao questionário)
Crab Apple — a paciente é muito detalhista, dá valor
excessivo às pequenas coisas.
Resultado
Dois dias depois da ingestão das essências florais de Bach,
mudanças perceptíveis na pessoa da paciente. Deixou de vir
de táxi até a clínica.
CASO 7: Superação de medos através da assimilação do
passado
Paciente de 65 anos, nascida na U.R.S.S., aposentada
Queixas
A paciente vem à minha clínica por causa de forte opressão
no peito. Ela conta que nos próximos dias pretende ir de
trem a uma cidade situada a 60 quilômetros de distância,
para visitar o túmulo do marido. Ela sempre tem essa
opressão e medos violentos, que dias antes da viagem a
fazem sentir “um nó na garganta”. Fica nervosa, não
consegue dormir e precisa se esforçar muito para fazer essa
viagem; mas ainda se apega ao marido. Precisa viajar para
visitar seu túmulo uma vez por mês. Também se preocupa
muito com os parentes que ainda vivem na Rússia.
Anamnese
A paciente é, há anos, muito inibida e, no comportamento
geral, muito insegura. Mostra tendência a ocasionais
infecções das vias respiratórias e tem problemas com
alterações degenerativas da coluna e das articulações.
Diagnóstico
Para o conjunto de problemas psicossomáticos existente em
primeiro plano não há, na minha opinião, nenhum
diagnóstico convencional adequado nem nenhuma terapia
ortodoxa apropriada, uma vez que estes consistiríam, no
melhor dos casos, do bloqueio dos sintomas com a ajuda de
psicofármacos, sem contudo harmonizar e resolver o
problema.
Primeira associação floral de Bach (selecionada na
entrevista) em 28/4/1989
Mimulus — medo da viagem de trem; “medo do palco”
Mustard — apatia, melancolia sem causa
Honeysuckle — constantes pensamentos sobre o marido e
os parentes na Rússia; saudades da terra natal
Red Chestnut — escreve toda semana para a mãe, de 91
anos, que vive na Rússia, lhe dá conselhos e se preocupa
com ela
Rock Rose — desassossego interior, opressão no coração.
Tratamento suplementar
O tratamento complementar consiste de Sinupret® e
Perkamillon® líquido para as infecções das vias
respiratórias, e L-Thyroxin® 125 microgramas para o
estado depois de uma tireoidectomia.
Transcorrer da terapia
Em 8/6/1989, a paciente volta a me procurar renovada, e
conta, com uma expressão alegre, que agora se sente
esplendidamente bem. Não está mais com medo e até
decidiu fazer uma viagem para a Rússia para visitar a mãe
e a irmã. Já se informou e deu os passos necessários. Há
anos que seu maior desejo é rever os parentes que lá vivem.
Até então nunca tivera coragem de viajar à sua terra natal.
Segunda associação floral de Bach
White Chestnut — seus pensamentos giram em torno da
viagem, se vai conseguir fazê-la e o que a espera lá
Centaury — ela não consegue dizer “não” aos amigos
Olive — ela se sente exaurida e esgotada
Hornbeam — ela tem a sensação de que não vai conseguir
realizar muitas coisas, mas por fim acaba conseguindo
Holly — raiva e desconfiança dos amigos
Heather — fala de seus projetos com todo mundo.
Terceira associação floral de Bach em 8/8/1989
Mimulus — a data da viagem se aproxima; ressurge o medo
de viajar
Rock Rose — desassossego e inquietação interior; no
momento, não tem coragem de viajar
Wild Oat — a paciente não sabe realmente o que quer fazer
Honeysuckle — saudade e nostalgia da Rússia
Aspen — preocupação para saber se tudo vai dar certo; tem
sonhos alarmantes.
Transcorrer da terapia em 16/10/1989
A paciente voltou da viagem, emocionalmente dominada
pelas muitas impressões sobre sua pátria.
Quarta associação floral de Bach
Willow — está amargurada por não poder viver com os
parentes
Chicory — afasta-se da companhia dos antigos amigos e
sente pena de si mesma
Sweet Chestnut — oscila entre a liberação e a desesperança
interior. Alterna estados de alegria e de tristeza
Mimulus — às vezes ainda se manifestam medos, mas isto
se tornou mais raro
Honeysuckle — está novamente com saudade da Rússia.
Encerramento da terapia em novembro de 1989
A paciente está feliz por ter visto sua família, mas ainda
precisa lutar para lidar com essas impressões. À parte isso,
depois de um curto período de tempo, reencontrou-se em
seu círculo de amigos. Agora fala com orgulho que quer
viajar para a Rússia todos os anos e que está contente por
ter descoberto as essências florais de Bach.
CASO 8: Medo de acidentes de carro (Brasil)
Queixas
A paciente vive sob o pânico de acidentes de carro, embora
nunca tenha se envolvido em nenhum. O sentimento
negativo interfere em suas atividades diárias; por exemplo,
é difícil para da viajar com a família.
Anamnese
Seu medo começou há sete anos, logo depois de um
transplante de córnea. O doador da córnea tinha morrido em
um acidente de carro. O medo mostrara-se até então
resistente à terapia.
Primeira associação floral de Bach
Mimulus — medos específicos
Rock Rose — ataques de pânico.
Transcorrer da terapia
Depois de dois meses, o pânico desapareceu, mas a paciente
ainda tinha uma certa apreensão.
Segunda associação floral de Bach
Mimulus — medos específicos.
Transcorrer da terapia
Um mês mais tarde, ela conta que está totalmente livre do
problema.
Observação
Com a ajuda das essências florais de Bach, a paciente curou
em um trimestre um problema emocional que se arrastava
há sete anos.
CASO 9: Pânico de doenças (Argentina)
Paciente de 28 anos, casada há três anos, sem filhos
Queixas
Depressão, pânico de doenças incuráveis.
Anamnese e estado de saúde
A paciente relata que tem depressão há cerca de três anos.
Ela imagina que vai contrair câncer. Conta também que tem
fixação em doenças que estão muito difundidas; duas tias
tiveram câncer e precisaram ser operadas.
“No ano passado, parecia que eu estava com um
sangramento intestinal e fiquei com medo de estar com
câncer no intestino. Quando a mulher de um amigo do meu
irmão morreu de câncer, pensei que podia estar com câncer
no seio. Depois eu perdi o medo do câncer e então comecei
a temer o tétano. Agora estou com medo da Aids. Eu não
consigo me convencer a ir fazer um teste porque tenho
medo do resultado.”
Um ponto importante em sua biografia é que, aos três anos
de idade, adoeceu e esteve à morte.
A paciente receia ter filhos porque teme as dores e “riscos”
do parto. Ela se identifica com as personagens históricas
que pertencem ao grupo dos “vencidos”, ou seja, os
“perdedores”. Antes, ela se sentia atraída por situações
destrutivas, tais como desastres e catástrofes.
A paciente chora ao contar sua história. Jã consultou um
psiquiatra, mas ele só a tratou com ansiolíticos. A depressão
melhorou com essa medicação, mas os medos fixos
continuaram.
No momento, ela está sob tratamento psicológico, sem
resultados perceptíveis até agora. Na primeira consulta,
veio acompanhada pelo marido. Ela diz que não ousou vir
sozinha. A paciente vive perto da casa dos pais e trabalha
na loja deles.
Primeira associação floral de Bach em 7/1/1992
Mimulus — medo de doenças
Aspen — expectativa de desgraças
Holly — mania de perseguição
Crab Apple — medo de ser picada por um objeto sujo ou
contaminada com sangue HIV positivo; mania de limpar e
desinfetar tudo o que toca
Rescue — equilíbrio perturbado
Star of Bethlehem — mesmo fazendo parte da fórmula de
Rescue, Star of Bethlehem é recomendado, neste caso, para
as situações traumáticas que a paciente viveu quando bebê
e também para a sua situação atual
Red Chestnut — além de ainda não ter se desapegado dos
pais (cortado o cordão umbilical), é muito difícil para a
paciente se imaginar no “papel de mãe”, pois sempre se vê
como “filha”.
Transcorrer da terapia
A paciente vem, como sempre, acompanhada do marido e
conta que fez um aborto em 1985 (sete anos antes). Ela não
se sentia preparada para ter um filho. Desde essa ocasião,
sua vida sexual mudou. Quando fica nervosa (excitada), ela
rói as unhas até tirar sangue ou coça o rosto.
Segunda associação floral de Bach em 19/1/1992
Repeti a primeira associação e acrescentei:
Vine — atitude sadomasoquista (atração por situações
destrutivas); roer as unhas, etc., além disso, exige que todo
mundo mostre consideração por ela.
Transcorrer da terapia
A paciente percebe que está sentindo menos medo. “Estou
satisfeita. Sempre dei tudo para os outros e então me sentia
mal. Eu queria perder todos os medos, para poder sair
sozinha como antes, poder comprar minhas roupas sozinha,
sem ter medo de me contaminar em algum lugar. Meu
relacionamento com o meu marido está péssimo. Em vez de
ficar comigo, ele prefere os amigos. Isso eu não perdoo e já
faz dias que eu não falo com ele.”
Terceira associação floral de Bach em 19/3/1992
Continuo com Crab Apple, Holly e Mimulus, mais:
Walnut — ainda sob forte influência do marido,
hipersensibilidade
Gentian — desencoraja-se facilmente
Chicory — insistência em ser constantemente
acompanhada; ofende-se quando o marido sai com os
amigos.
Transcorrer da terapia
Nas consultas seguintes, percebe-se uma melhora. Ela se
cuida, se maquila, sorri mais e tem menos medos. Está
vindo sozinha ao meu consultório, que fica longe de sua
casa (uma hora de carro, mais ou menos).
Quarta associação floral de Bach em 4/6/1992
Rock Rose — pânico da Aids
Rock Water — falta de flexibilidade mental
Crab Apple — medo de sujeira e contaminação
Centaury — não consegue libertar-se dos medos nem dizer
“não”.
Resultado
A paciente se sente bem, domina mais os seus medos;
quando estes ocasionalmente se manifestam, desaparecem
sem sequelas. Há alguns dias ela foi ao cinema, o que não
fazia há mais de ano e meio por medo da Aids. A vida
sexual mudou, voltou a ser como antes do aborto. Ela se
sente outra pessoa.
CASO 10: Medo de exames escolares
Paciente de 21 anos, estudante de fisioterapia
Queixas
Manifestação súbita de um forte medo dos exames;
sentimento de pânico; não se sente em condições de
assimilar a matéria; com frequência, insônia e fortes suores
noturnos (troca os lençóis duas ou três vezes por noite).
Disso resulta extremo esgotamento e irritabilidade durante
o dia. Raramente usa soníferos, e só em caso de emergência.
Anamnese
A paciente enfrenta agora o exame final do curso de
fisioterapia. Ela conta que, dois anos antes, também sentira
intenso medo e pânico durante os exames vestibulares.
Associação floral de Bach
Larch — falta de autoconfiança, expectativa de fracasso
Elm e Hornbeam — cansaço e esgotamento, sentimento de
não poder assimilar a matéria
Crab Apple — aversão ao próprio suor
Star of Bethlehem — a lembrança traumática do vestibular
ainda não foi trabalhada.
Transcorrer da terapia
Dois ou três dias depois da ingestão dessa associação floral,
ela deixou de ter suores noturnos. O medo de fracassar dá
lugar a um crescente sentimento de força, clareza e
confiança. “Estudar voltou a ser divertido!” Ela está cada
vez mais em condições de enfrentar a carga de trabalho com
calma e serenidade.
Resultado
Depois de ingerir essa associação floral de Bach por duas
semanas, a paciente já consegue ter novamente um sono
profundo e reparador. Espera o “desafio” à sua frente com
alegria; reencontrou agora o seu “verdadeiro eu”!
(Comparar com o Caso 11 — sintomática semelhante, outra
escolha de essências florais.)
CASO 11: Pressão para produzir resultados
Paciente de 18 anos, estudante
Queixas
Nervosismo e falta de concentração; insônia; desequilíbrio
e irritabilidade generalizados. Anamnese
A paciente sempre foi boa aluna; gostaria de ser veterinária;
porém, está preocupada com o alto nível de exigências
impostas no vestibular para essa Faculdade. De repente, seu
desempenho escolar caiu; ela não consegue mais dormir à
noite — levanta-se para estudar mais um pouco. Seu
nervosismo aumenta cada vez mais, fazendo com que se
distraia facilmente e perca a concentração durante as aulas.
Associação floral de Bach
Cherry Plum — grande nervosismo e dificuldade de
concentração no estudo
Elm — medo de não assimilar o currículo, embora saiba que
domina a matéria
Hornbeam — como apoio no aprendizado; para clareza
mental
Mimulus — medo de fracassar nos exames
White Chestnut — seus pensamentos circulam dia e noite
em tomo do exame e da faculdade na qual aspira ingressar.
Transcorrer da terapia
Quatro semanas depois da ingestão da associação floral
acima mencionada, ela diz que na verdade não sente que
algo tenha mudado — porém as outras pessoas a acham
mais alegre e equilibrada.
Outras quatro semanas mais e ela deixa de ter a sensação de
que precisa levantar no meio da noite para estudar.
Consegue dormir um sono ininterrupto.
Resultado a longo prazo
Depois de outras oito semanas, ela observa que se tomou
consideravelmente mais calma e relaxada. O tenso “sufoco”
dá lugar a um modo de estudar concentrado; seu bom
desempenho anterior volta a se manifestar.
Observação
O interessante, aqui, é o progresso relativamente l ento da
terapia em comparação com o caso anterior. Isso indica que
as dificuldades desta paciente eram de natureza crônica.
CASO 12: Angina pectoris
Paciente de 47 anos, gerente de linha de montagem
Queixas
O paciente tem repetidos ataques de angina pectoris; no
último ano teve de ser levado cinco vezes de ambulância ao
hospital.
Anamnese
Os exames hospitalares não mostraram problemas
cardíacos, apenas excesso de peso e atrito dos discos
vertebrais nas regiões cervical e lombar.
O paciente é endomórfico; parece bastante envelhecido,
tem o rosto inchado, pele acinzentada, postura desleixada,
expressão resignada.
Forte tensão na região dos ombros e braços, pronunciada
instabilidade vascular, bem como diátese reumática e
problemas em ambos os rins.
Diagnóstico
Problemas funcionais relacionados com a angina pectoris.
Terapia até o momento
Terapia orientadora, mudança de dieta, incisões
paravertebrais e massagem rítmica pelo método do Dr.
Hauschka trouxeram resultados consideráveis, mas nenhum
“avanço” decisivo no seu estado de saúde. O paciente ainda
se queixa de “problemas no coração”.
Todas as tentativas de conduzir a entrevista para os
problemas emocionais, que estariam por trás dos sintomas
físicos, terminavam com esta sua observação: “O que eu
preciso é me livrar desses males para poder trabalhar como
antes.”
Primeira associação floral de Bach
Rescue — como tratamento agudo.
Transcorrer da terapia
Depois de alguns dias, o paciente relata que estava mais
calmo e “sentindo” menos, e com menos intensidade, o
coração. Contudo, acorda frequentemente no meio da noite
por causa de pesadelos dos quais não consegue se lembrar.
Ele nos telefona depois de três semanas (na segunda-feira
de Pentecostes, pela manhã). Sua voz soa embargada, curta
de fôlego, fala aos trancos e precipitadamente: “Está vindo,
está acontecendo outra vez.”
Segunda associação floral de Bach
Rescue — oito gotas diretamente sobre a língua. (Quando
voltou a telefonar quinze minutos depois, já falava com voz
mais tranquila.)
Segunda consulta
Paciente de novo muito inquieto, pressão 14/9, pulso 86,
irregular, forte.
Terceira associação floral de Bach
Cherry Plum — duas gotas no copo de água (porque o
estado é agudo); por causa da forte pressão interior
subsequente à massagem nas zonas reflexas dos pés e
sedação do plexo solar.
Transcorrer da terapia
Após 20 minutos, o paciente chora sem nenhuma inibição.
Conta que há exatamente um ano testemunhara a morte de
um dos contramestres, de 30 anos, de parada cardíaca. Esse
contramestre era muito competente, mas vivia “matando”
serviço por motivo de doença e sempre se queixava de não
suportar o ritmo e a pressão exigidos pelos tratamentos
médicos. Por outro lado, nosso paciente nunca esmoreceu;
em vinte anos de trabalho, não faltou um só dia. Naquela
ocasião, o contramestre começou a se queixar e tentou fazer
uma pausa, mas “eu o forcei a continuar” e, logo depois, ele
caiu — o médico da fábrica nada mais pôde fazer senão
constatar a morte.
Antes desse episódio, o paciente nunca tivera problemas
cardíacos; mas desde esse dia os ataques se sucederam.
Quarta associação floral de Bach
Star of Bethlehem — choque emocional não-trabalhado
Cherry Plum — pressão interior
Pine — sentimento de culpa.
Tratamento suplementar
Compressas de oxalis sobre o abdômen antes de dormir.
Transcorrer da terapia
Os intervalos de tempo entre os sintomas cardíacos se
tornaram cada vez maiores; os problemas perderam “força”.
Resultado a longo prazo
Há três anos o paciente não está mais em tratamento e
continua livre de problemas. Quando necessário, ele se
ajuda com algumas gotas de Rescue.
Ele toma conta da família do colega de trabalho morto. E
diz: “Para mim, este é o melhor modo de compensá-los.”
CASO 13: Sintomas de paralisia com gênese obscura
Paciente de 63 anos, há três anos em aposentadoria
prematura
Queixas
O paciente vem ao nosso consultório com dores terríveis e
uma paralisia crescente de ambos os braços que já dura
meio ano.
Anamnese
O quadro clínico do paciente, até então obscuro, começou
meio ano antes com dores crescentes e paralisação
progressiva dos dois braços. Além disso, existe um diabete
mellitus. No mais, nada de especial na anamnese.
O paciente submeteu-se a um exame completo em uma
grande clínica alemã, nos setores de neurologi a,
neurocirurgia e medicina interna; diagnóstico: miotropia
nevrálgica bilateral de ombros e braços. Durante a estada
na clínica, detectou-se em seu sangue a presença de
bactérias do gênero Klebsiella. Como o paciente estava
perto do desespero por causa da doença que já durava meio
ano, das dores agudas e da paralisia progressiva dos dois
braços, e pela sensação de desamparo daí decorrente, uma
entrevista mais demorada foi impossível na ocasião.
Terapia até o momento
A clínica insiste em altas doses de cortisona que, no
entanto, não trazem nenhuma melhora significativa.
Primeira associação floral de Bach em 20/6/1989
Impatiens — desespero e impaciência quanto aos braços
paralisados
Gorse — resignação
Beech — atitude excessivamente crítica e intolerante
Gentian — desencorajamento devido às recaídas e aos
fracassos da terapia realizada até então
Walnut — a paralisia e o desamparo o fazem confrontar-se
com uma situação totalmente nova.
Tratamento suplementar
Meio tablete de Pro-Diaban® uma vez por dia, por causa do
diabete mellitus. O tratamento feito até então na clínica
(140 mg de Decortin H®) foi lenta e gradualmente
reduzido, com controle regular do nível de açúcar no
sangue, que se elevara devido à alta dose de cortisona.
Transcorrer da terapia
Depois de pouco tempo, o paciente ficou mais calmo e
“apto para a terapia”. Foi então que pudemos introduzir
adequadamente o diagnóstico e a terapia naturopáticos.
Com base num abrangente diagnóstico das funções
bioenergéticas e reguladoras (feito com ajuda do EEG
computadorizado e do método de teste Vega) elaboramos
uma receita para o paciente; esta consistia de nosódios,
complexos meridianos e uma associação homeopática
cuidadosamente dirigida, e deveria equilibrar cargas
poluidoras específicas, perturbações funcionais e estados
de carência energética.
Depois de uma melhora rápida e de um declínio das dores
até então insuportáveis, pudemos começar a incluir a
fisioterapia. Com a Terapia Floral de Bach, o paciente ficou
mais calmo e esperançoso. Concentrou-se em seus
exercícios fisioterápicos e conseguiu pequenos progressos.
Está visivelmente mais descontraído.
Segunda associação floral de Bach em 7/9/1989
Impatiens — para ele, a recuperação marcha lentamente
demais
Rock Rose — sente pânicos ocasionais por talvez não poder
recuperar a força dos braços
Beech — a constante intolerância dirigida ao seu terapeuta
e também ao ambiente à sua volta
Willow — está amargurado, sente-se uma vítima do destino
Gentian — ainda tem dúvidas ocasionais
Cherry Plum — tensão interior, pois depende da ajuda dos
outros.
Transcorrer da terapia
25/10/1989: melhora visível da mobilidade dos braços; as
tensões e as dores cedem um pouco.
Terceira associação floral de Bach
Gorse — (ver primeira associação)
Rock Rose — (ver segunda associação)
Crab Apple — o paciente tem um excessivo movimento
compensatório
White Chestnut — pensamentos em círculo, principalmente
à noite
Sweet Chestnut — tem às vezes a sensação de haver
alcançado seus limites e de que não consegue aguentar mais
esse estado
Oak — nos exercícios fisioterapêuticos, às vezes ultrapassa
seus limites e exige demais de si mesmo.
Quarta associação floral de Bach
Sweet Chestnut, Oak e Cherry Plum, como antes.
Acrescentou-se:
Water Violet — dificuldade para pedir ajuda aos outros
Hornbeam — pela manhã, custa a “engrenar”.
Resultados intermediários
O tratamento ainda não está concluído, pois o paciente
continua a sentir fraqueza na região dos braços e na
musculatura dos ombros. Como não tem mais dores, pode
fazer adequadamente os exercícios físioterapêuticos.
Apesar de sua situação extremamente difícil, ele se tomou
um paciente mais satisfeito, equilibrado e cortês, que aceita
com mais paciência e responsabilidade todo o tratamento.
Às vezes, ele ainda comenta: “Os resultados bem que
poderiam ser um pouco mais rápidos!” mas deixou de ser
tão impaciente e de exigir sucesso rápido, pois, afinal,
compreendeu que isso não é possível.
Situação em abril de 1993
O paciente ainda continua em tratamento; não tem mais
dores, as mãos e os braços recuperaram a liberdade de
movimento e isso permite que ele volte a cuidar plenamente
de si mesmo sozinho, bem como realizar os trabalhos
normais da casa e do jardim. Ainda há pequenos problemas
com a motricidade sutil e a sensibilidade na extremidade
dos dedos.
No geral, está muito satisfeito com o sucesso obtido. Além
disso, não quer abandonar o tratamento com as essências
florais de Bach (sendo que a principal razão para isto é a
sua nora, que está com câncer e mora na mesma casa).
CASO 14: Infecção crônica e recidiva das vias urinárias
Paciente de 40 anos, terapeuta da respiração
Queixas
Frequentes infecções gripais com problemas na bexiga.
Anamnese
Há anos existe uma tendência a infecções das vias urinárias;
cistite; tendência a inflamações das mucosas paranasais.
Diagnóstico
Infecções recidivas das vias urinárias.
Terapia até o momento
Chás, aplicações de calor, remédios urológicos à base de
plantas; às vezes antibióticos e injeções do próprio sangue.
Faz psicoterapia já há dois anos.
Primeira associação floral de Bach em 28/4/1988
Star of Bethlehem — sonhos chocantes não-elaborados
(acompanhados na psicoterapia)
Walnut — começo de uma nova fase da vida
Scleranthus — interiormente desequilibrada e errática
Centaury — deixa-se sobrecarregar pelos outros
Hornbeam — esgotamento devido à rotina diária
Mimulus — medo de novos resfriados.
Tratamento suplementar
Sedativos à base de plantas (Kytta®); continua a fazer
psicoterapia.
Transcorrer da terapia
20/5/1988: a paciente se sente mais estável e, no todo, mais
revigorada e forte, embora ainda haja muitos obstáculos
(desempenho profissional, difícil situação de vida).
Segunda associação floral de Bach
Walnut, Scleranthus, Mimulus e Star of Bethlehem, como
antes. Acrescentou-se:
Cerato — incerteza quanto às próprias opiniões
Oak — sente-se como uma guerreira exausta, mas não se
entrega.
Transcorrer da terapia
15/7/1988: desde o início do tratamento, não teve nenhuma
infecção.
Terceira associação floral de Bach
Associação floral igual à anterior, acrescentando -se:
Larch — falta de autoconfiança no trabalho e no casamento.
Transcorrer da terapia
24/10/1988: a paciente está indecisa quanto a uma mudança
de trabalho e de residência.
Quarta associação floral de Bach
Larch, Walnut, Oak e Mimulus, como antes. Acrescentou-
se:
Wild Oat — tem problemas para tomar uma decisão
(profissão e residência)
Crab Apple — a “essência floral da purificação”.
Transcorrer da terapia
28/11/1988: a paciente está sob pressão por causa da
mudança de Berlim Ocidental para a República
Democrática Alemã. Voltam a se manifestar
ocasionalmente os problemas da bexiga.
Quinta associação floral de Bach
A mesma associação floral de antes, acrescentando-se:
Gentian — mau humor, ânimo levemente depressivo.
Transcorrer da terapia
6/3/1989: a paciente se separou do parceiro por causa da
mudança e encontrou uma casa nova e melhor. A
psicoterapia foi encerrada. Também houve mudanças
profissionais. A paciente ligou-se a um grupo terapêutico
para curas alternativas. Quase não tem mais problemas de
bexiga. As essências florais continuam a ser ingeridas como
“precaução”.
Encerramento da terapia
18/7/1989: ótimo desenvolvimento geral da situação, tanto
na vida profissional quanto na particular. A paciente
também se sente bem fisicamente — não tem mais
problemas na bexiga. As essências florais de Bach são
agora deixadas de lado.
Resultado a longo prazo
3/11/1989: o bem-estar continua, apesar das muitas
dificuldades. No entanto, a paciente tem um alto grau de
controle dos problemas. No momento não toma essências
florais nem outros medicamentos.
CASO 15: Bronquite asmática alérgica
Paciente de 35 anos
Queixas
Há anos, asma e graves alergias (a ovos, carne de porco,
algumas gorduras).
Anamnese
Nos acessos, ocasionalmente internado em clínicas pelo
médico da empresa. O paciente é muito ambicioso; faz
questão de voltar ao trabalho no dia seguinte. É casado e
sente falta de compreensão e atenção por parte da esposa.
Há algum tempo mantém um relacionamento com outra
mulher; contudo, não consegue se decidir a separar -se da
esposa.
Primeira associação floral de Bach em maio de 1985
Impatiens — impaciência e irritabilidade em geral
Olive — esgotamento devido a anos de asma
Rock Water — inflexibilidade e altos padrões impostos a si
mesmo
Sweet Chestnut — desespero, incapacidade de se libertar de
um casamento estressante.
Segunda associação floral de Bach em julho de 1985
Agrimony — para fortalecer sua capacidade de enfrentar
uma situação desagradável
Centaury — atitude de mártir, o paciente evita os
confrontos
Chestnut Bud — o paciente percebe que tem continuamente
os mesmos pensamentos e reações
Water Violet — o paciente se retrai com seus problemas,
não quer sobrecarregar os outros com eles
Wild Oat — descontentamento geral com sua vida e
incapacidade de encontrar uma solução satisfatória.
Transcorrer da terapia
Durante essas duas primeiras fases de ingestão das
essências florais, o paciente melhorou a qualidade de sua
alimentação. De início, nenhuma modificação nos
problemas físicos; porém o paciente está mais receptivo e
bastante satisfeito com o transcorrer da terapia.
Terceira associação floral de Bach em 9/12/1985
Walnut — necessário para um esclarecimento profundo de
sua situação particular, que se tomou aguda. Devido a certas
considerações (familiares/sociais), o paciente não está em
condições de dar o passo decisivo.
Resultado
Depois da ingestão de Walnut, ele toma a decisão de se
separar da mulher; tem uma conversa esclarecedora com
ela. A partir desse momento, tanto a asma como as alergias
quase desapareceram; só em ocasionais situações de
sobrecarga tem acessos e, ainda assim, fracos.
Resultado a longo prazo
Retorno telefônico em janeiro de 1989: o paciente se sente
muito bem. Planeja casar-se com a namorada. Agora só tem
leves ataques de asma em situações especiais de sobrecarga.
CASO 16: Tinnitus (ruídos nos ouvidos)
Paciente de 29 anos, casada há três anos
Queixas
A paciente sofre de ruídos nos ouvidos.
Anamnese
Queda da audição em novembro de 1990. A paciente é
muito sensível, leva tudo muito a sério. Não consegue
estabelecer limites, nem no casamento nem no trabalho.
Traz impresso em si um forte senso de dever; não consegue
dizer “não” e constantemente tem a sensação de sobrecarga.
A queda da audição manifestou-se em uma situação aguda
de estresse (no trabalho e no casamento).
Primeira associação floral de Bach
Centaury — problemas para estabelecer limites
Oak — forte senso de dever
Mimulus — sensibilidade
Elm — queda da audição devido à tensão da
responsabilidade.
Tratamento suplementar
Acupuntura.
Transcorrer da terapia
Após uma semana, a paciente conta que o tinnitus mudou
de registro e agora só se manifesta em intervalos. Os ruídos
nos ouvidos lhe parecem ameaçadores.
Segunda associação floral de Bach
Aspen — sente-se ameaçada
Mimulus — ver acima.
Transcorrer da terapia
A paciente tomou essa associação floral durante um mês; o
tinnitus tornou-se mais raro. Então surgiu a possibilidade
de um novo emprego. A paciente ficou com medo da
entrevista, pois temia não conseguir articular suas
aspirações.
Terceira associação floral de Bach
Mimulus — medo da entrevista para emprego
Cerato — pouca confiança na própria opinião
Larch — falta de senso de valor pessoal
Centaury — preocupação de aceitar um salário abaixo do
merecido
Transcorrer e término da terapia no verão de 1992
A paciente se referia a essa associação de florais como “os
meus florais”.
Depois de tirar férias e mudar de emprego em abril de 1991,
ela não teve mais ruídos nos ouvidos. Como o antigo medo
da autoridade diminuiu bastante, a paciente consegue
estabelecer melhor seus limites no campo profissional, ver
seu próprio valor e obter satisfação com seu trabalho. Toda
a problemática psíquica se modificou e agora os conflitos
podem ser resolvidos.
CASO 17: Pós-tratamento do câncer
Paciente de 45 anos
Anamnese e estado de saúde
Carcinoma da mama na primavera de 1991, recidivo no
início de 1992.
Perturba-se com os temas: medo, morte, morrer,
desesperança.
Terapia até o momento
Operação e radioterapia, depois pós-terapia biológica.
Primeira associação floral de Bach em fevereiro de 1992
Sweet Chestnut — desesperança
Willow — rebela-se contra o destino, “Por que eu?”
Star of Bethlehem — choque não-trabalhado.
Transcorrer da terapia
A primeira associação floral foi usada durante um mês. A
paciente se estabilizou fisicamente e afirmou: “Eu cometo
sempre os mesmos erros, embora compreenda que o meu
câncer tem algo a ver com a minha vida.”
Segunda associação floral de Bach
Star of Bethlehem — ver acima
Chestnut Bud — não aprende com os próprios erros
Walnut — decisão de viver
Aspen — medos vagos, “Eu acho a minha doença terrível”.
Transcorrer da terapia
Depois de saber que uma amiga acabara de morrer de câncer
da mama metastásico, a paciente sente de modo intenso a
ameaça e o medo da morte, e se vê aprisionada pela doença.
Terceira associação floral de Bach
Mimulus — medo da metástase
Star of Bethlehem — ver acima
Rock Rose — pânico devido à morte da amiga
Sweet Chestnut — desesperança, aprisionada pela doença.
Transcorrer da terapia
Depois de duas semanas, pouco antes das férias de verão, a
paciente não quis mais tomar essa associação floral. Tinha
começado a fazer psicoterapia.
Pelas entrevistas durante a Terapia Floral de Bach ficou
claro para ela que precisava realizar mudanças decisivas em
sua vida, mas, no nível emocional, ainda não conseguia
percebê-las com todas as suas consequências (separar -se do
marido que não amava de verdade).
Quarta associação floral de Bach
Cerato — situação interior não-esclarecida
Red Chestnut — o desapego emocional lhe é difícil
Walnut — ver acima
Mimulus — ver acima.
Resultado a longo prazo, primavera de 1994
No transcorrer de dois anos de Terapia Floral de Bach, a
paciente aprendeu a reconhecer e se afastar de situações e
acontecimentos psiquicamente perturbadores, e também a
não submeter-se às exigências do marido e dos filhos e a
dedicar-se mais a si mesma (meditação, visualização e
psicoterapia).
Não apareceu nenhum novo estado canceroso.
Observação
Como muitos pacientes depois de um câncer, também esta
mulher toma regularmente, até hoje, as essências florais de
Bach, dando assim à sua vida mais força e diversidade.
CASO 18: Globus hystericus
Paciente de 26 anos, arquiteto
Queixas
Sensação de corpo estranho na garganta; dores nas costas
depois de um acidente de moto.
Anamnese
O paciente sofre há cerca de um ano de problemas na
garganta, ou seja: ele tem a sensação de que há um
fragmento ou caco de vidro na garganta. Aos 17 anos,
operação das amígdalas. Há dois anos, um acidente de
moto, a partir do qual tem sempre dores nas costas. Azia
frequente.
O paciente trabalha como arquiteto na firma do pai, com
quem tem um bom relacionamento. É filho único e teve uma
juventude normal. Já quando criança era um sonhador; vive
ainda hoje no mundo da fantasia.
Diagnóstico
Dores nas costas depois do trauma do acidente; sensação de
corpo estranho na garganta (a medicina ortodoxa nada
descobriu).
Primeira associação floral de Bach em 13/11/1990
Clematis — é distraído, está sempre devaneando
Chestnut Bud — encontra continuamente as mesmas
dificuldades (sempre se envolve com falsos amigos)
Holly — suspeita de que há algo negativo por trás de muitas
coisas
Impatiens — forte necessidade de independência
Mustard — ocasionais humores depressivos, sem saber o
porquê
Vervain — não consegue suportar injustiças.
Transcorrer da terapia
Na primeira semana de ingestão das essências florais,
sonhos turbulentos, com conteúdo onírico confuso e
diversificado. Depois de cada ingestão, os problemas da
garganta desaparecem por algumas horas; depois surg e uma
forte comichão na garganta. Os sentimentos negativos se
solucionaram.
Segunda associação floral de Bach em 26/11/1990
Clematis — devaneios
lmpatiens — está um pouco impaciente, a necessidade de
independência ainda persiste
Mustard — humor melancólico
Elm — sente-se sobrecarregado na firma
Beech — a tolice dos outros o irrita
Gorse — más experiências o tornaram resignado.
Por desejo do paciente, repetiu-se a primeira associação a
partir de 10/12/1990.
Transcorrer da terapia
Menos devaneios; tomou-se mais consciente da realidade.
Mais compreensão para com os outros, não somente
pensamentos negativos. Ainda tem, de vez em quando,
humores depressivos. Agora consegue diferenciar as
obrigações profissionais das necessidades pessoais, e não
se sente mais sobrecarregado.
Terceira associação floral de Bach a partir de 3/1/1991
Chestnut Bud — ainda tem a sensação de encontrar sempre
as mesmas dificuldades
lmpatiens — o paciente se sente mais tranquilo, mas ainda
não tranquilo o suficiente.
Essências florais escolhidas espontaneamente pelo
paciente:
Gorse — disposição resignada
Cerato — falta de confiança na própria capacidade
Centaury — o paciente se sente explorado, bonzinho
demais.
Transcorrer da terapia
O paciente está agora em condições de aprender com seus
erros. Afastou-se totalmente do antigo círculo de amizades,
para não ser mais usado por esses “amigos”. Preocupa-se
demais com o pai, que foi hospitalizado para uma operação
séria.
Quarta associação floral de Bach em 21/1/1991
Red Chestnut — preocupação excessiva com o pai.
Agrimony — por ter medo de conflitos, o paciente esconde
pensamentos perturbadores por trás de uma máscara de
excessiva alegria
Gorse — estados de resignação
Cerato — falta de confiança no próprio julgamento
Transcorrer da terapia
A preocupação com o pai se normalizou. O paciente tenta
impor sua vontade aos outros. Ele está mais confiante em si
mesmo, sente que os outros já não levam tanta vantagem
sobre ele como antes. Ele tem certeza de que algumas coisas
têm de ser modificadas, e encara essas mudanças com muito
otimismo.
Quinta associação floral de Bach em 18.03.91
Crab Apple — luta por uma nova ordem
Walnut — para ajudar no novo começo
Hornbeam — contra o “cansaço mental”
Transcorrer da terapia
O paciente se sente muito bem, consegue se defender
melhor, aceita os fatos com mais descontração. Agora
conhece sua posição na vida, está muito satisfeito com seu
“estado de ânimo”. No geral, adotou uma posição positiva
diante da vida. Os problemas da garganta diminuíram, mas
ainda não desapareceram totalmente. Pode-se deduzir que,
à medida que a sua alma recuperar o equilíbrio, os
problemas da garganta desaparecerão paulatinamente.
Encerramento da terapia
Controle em 9/4/1991: o paciente não tem mais problemas
na garganta e se sente muito bem. As dores nas costas
melhoraram só um pouco, mas o paciente já não as
considera tão importantes — não se queixa mais delas.
CASO 19: O uso de Rescue em dez exemplos
Acidente de carro
Uma mulher de 38 anos, sensível, professora, voltava tarde
da noite de uma palestra, pela rodovia que liga Kiel a
Hamburgo. Caíra uma nevasca; ela dirigia devagar e com
muita concentração.
De repente, foi ultrapassada por outro carro, que derrapou
logo à sua frente, bateu duas vezes contra a mureta de
proteção, girou sobre si mesmo e finalmente parou. Por um
instante, a mulher ficou paralisada de medo. Era o primeiro
acidente de carro que presenciava em sua vida. Eia parou
no acostamento, pegou o frasco de Rescue no porta-luvas e
tomou algumas gotas.
Em poucos minutos estava totalmente calma e lúcida, e agiu
com segurança e naturalidade. Colocou o triângulo de
segurança no local do acidente, cuidou do motorista
levemente ferido e pediu a um carro que passava para avisar
a polícia e o serviço de reboque. Depois da chegada da
polícia, ela estava em perfeitas condições de continuar seu
trajeto.
Ela descreveu esta experiência como “um milagre”. Sua
reação típica nunca teria sido tão pronta e eficaz.
Acidente no esporte
Um estudante de 13 anos, ao praticar esportes, sofre um
acidente com contusão nos ombros e concussão. No
hospital, tirando radiografias e mesmo três horas depois,
vomita incessantemente. A mãe lhe dá algumas gotas de
Rescue diretamente do frasco do concentrado, pingando-as
sobre a sua língua. Em pouco tempo os vômitos cessaram.
O jovem conseguiu relaxar e foi levado para o leito na
enfermaria.
Ataque cardíaco no cemitério
Um homem de 86 anos, com muito excesso de peso,
acompanhava um enterro quando teve um ataque cardíaco
com forte dispnéia e cianose. Uma única dose de 10 -15
gotas de Rescue, diretamente sob a língua, normalizou as
atividades cardíacas e circulatórias; sua respiração
melhorou e pôde-se observar uma visível regressão da
cianose.
Espasmo do esôfago
Durante um voo de Lisboa para Frankfurt, uma de minhas
pacientes passou por este contratempo:
Ela viajava com o filho de poucos meses de idade e o
carregava no colo. O avião estava lotado e mal havia espaço
para as pessoas se moverem. Irritada, ela comeu o almoço
de bordo com muita pressa. Um pedacinho de comida ficou-
lhe preso na garganta. Doía muito e cortou-lhe a respiração;
ela entrou em pânico, pensando que ia morrer. É evidente
que se tratava de um espasmo do esôfago. Felizmente, ela
tinha Rescue consigo e tomou algumas gotas diretamente do
frasco do concentrado. O espasmo cessou quase de
imediato.
Queda da escada
Mãos e pés machucados. Minha tíbia doía tanto como se
estivesse quebrada. O pé esquerdo também doía e minhas
mãos sofreram leves contusões.
Assim que consegui me levantar, procurei meu frasco de
Rescue e pinguei algumas gotas sobre os locais
machucados. Alívio imediato. Para minha surpresa, não
houve inchaço nem hematomas. Só ao tocá-los é que eu
podia perceber os locais onde me machuquei.
Picada de marimbondo
Um paciente de 23 anos foi picado por um marimbondo na
escápula esquerda. O ferrão é removido. Ele toma algumas
gotas de Rescue e também o pinga sobre o local da picada.
À parte um pontinho vermelho no lugar da picada, o
paciente não tem nenhum problema.
Picada de abelha
Vindo a pé para o meu consultório, uma paciente foi picada
no pescoço por uma abelha. Ainda levaria uns dez minutos
para chegar, mas como tinha Rescue consigo, passou
algumas gotas sobre o local da picada, na qual ainda estava
o ferrão. Quando chegou ao meu consultório, extrai o ferrão
com facilidade e percebi que o local mal havia inchado e
ela não sentia dor alguma.
Acidente do trabalho
Uma paciente, a quem eu receitara Rescue, escreveu-me o
seguinte (citação condensada):
Uma máquina de escrever, pesando uns vinte quilos, caiu
de quina sobre o meu pé, de modo tão infeliz que pensei ter
esmagado e quebrado todos os meus dedos. A dor foi
insuportável, quase me cortou a respiração. Comecei a
gritar e a chorar. Mas então me ocorreu que Rescue talvez
pudesse ser útil. Tomei as primeiras gotas e precisei cerrar
os dentes ao tirar a meia e o sapato. Meu pé estava muito
inchado e o hematoma já era visível.
Pinguei três ou quatro gotas na raiz dos dedos. Primeiro, a
dor ficou mais intensa; senti um ardume, embora não
houvesse cortes no meu pé.
Depois de alguns minutos, a dor cessou quase totalmente;
quer dizer, eu não sentia nenhuma dor quando colocava o
pé para cima, livrando-o do peso do meu corpo. De vez em
quando, as dores voltavam e então eu pingava Rescue sobre
a região dolorida — sempre com o mesmo resultado:
sensação de ardume seguida pelo alívio da dor.
Não foi preciso usar ataduras, pomadas ou analgésicos.
Quatro dias depois, eu estava quase totalmente recuperada
Depois de uma semana, o inchaço também desapareceu por
completo.
Ajuda à vizinha
Fui visitar a sra. B., minha vizinha de 95 anos de idade que
sofrera uma queda dois dias antes. Ela estava com as mãos
e os braços cobertos por manchas roxas. Além disso, estava
de cama com alarmantes acessos de tosse, dos quais mal
conseguia se recuperar. Seu médico temia o início de uma
pneumonia. A sra. B. parecia muito enfraquecida.
Peguei o meu frasco de Rescue. Pinguei-lhe duas gotas
diretamente do stock bottle sobre a língua e repeti a dose
quinze minutos depois. Também pinguei Rescue nas costas
de suas mãos, massageando levemente. Menos de trinta
minutos depois da ingestão, os acessos de tosse se tornaram
visivelmente mais fracos. E ouça esta: à noite, a sra. B. se
levantou para assistir um filme policial na televisão. A tosse
havia desaparecido.
No dia seguinte, fui examinar suas mãos. As manchas
azuladas mal eram perceptíveis, enquanto os braços ainda
mostravam locais arroxeados — afinal, eu só tinha passado
Rescue nas costas de suas mãos!
Cura de ferimento
No meu trabalho como enfermeira, tive a oportunidade de
cuidar durante alguns dias de um combatente da resistência
afegã. Ele sofrerá graves ferimentos de bala, fora operado
na Suíça e ainda tinha uma ferida infeccionada, que doía e
coçava. Além das ataduras, peguei — como sempre faço —
meu creme Rescue e passei-o nas bordas do ferimento.
Infelizmente, eu não podia conversar com o paciente; o
essencial era traduzido. Quando voltei a trocar as ataduras,
ele me fez sinais de que tinha dormido bem — pela primeira
vez em muitas semanas — e sentia menos dores. O aspecto
do ferimento era surpreendentemente bom. Na última noite
antes de voltar para sua terra, o paciente pegou o pote de
creme Rescue, segurou-o apertado junto ao coração e, com
os olhos brilhantes, fez-me sinais perguntando se podia
ficar com ele.
Nunca esquecerei a expressão feliz do rosto desse homem!
Eczema
Em um garoto de nove anos, que sofria há seis anos de
bronquite recidiva, começaram a se desenvolver eczemas
(do tamanho da mão de uma criança) nos cotovelos.
Durante o período de duas semanas, os maciços eczemas
foram massageados duas vezes por dia com o creme Rescue.
Ao cabo dessas duas semanas, o inchaço se reduzira
visivelmente; quatro semanas depois, estava totalmente
curado.
Outros exemplos do uso de Rescue são encontrados no meu
livro Experiências com a Terapia Floral do Dr. Bach
(Editora Pensamento, São Paulo) e em Bach Flower
Remedies to the Rescue (“Rescue — Florais de Bach para
Alívio Imediato”), de Gregory Vlamis.
CASO 20: Florais de Bach e homeopatia em cinco
exemplos
Belicosidade
Uma paciente de 24 anos procurou tratamento por causa das
brigas constantes com o marido. Ela não suporta ser
contrariada, tem azia depois das refeições e flatulência na
região hipogástrica, e predileção por alimentos doces — o
que sugeria Lycopodium. Uma dose de Lycopodium C
10.000 já fizera efeito antes; em um dia modificara seu
estado de saúde, mas, depois de três dias surgiram dores de
cabeça insuportáveis, iguais às que a paciente tivera alguns
anos antes. Depois de passar o creme Rescue no pescoço e
nas partes doloridas da cabeça, as dores cederam em meia
hora; a paciente adormeceu e no dia seguinte não tinha mais
problemas.
Autoaversão
Uma paciente de 30 anos, com forte ódio e aversão por si
mesma depois de uma frustração amorosa, tomou Natrium
muriaticum C 10.000. No dia seguinte, sentiu-se muito
melhor; no entanto, dois dias mais tarde voltou a cair em
uma nova crise depressiva, com silencioso desespero. Dez
minutos após tomar uma dose de Sweet Chestnut (desespero
silencioso) com Walnut (novo começo), ela se sentiu tão
cansada que encerrou a conversa telefônica com seu
terapeuta e dormiu profundamente até a manhã seguinte.
Depois dessa dose única de florais, o Natrium muriaticum
pôde agir durante três meses sem novas recaídas.
Poliartrite crônica
Uma paciente de 23 anos, com poliartrite crônica, tomou
Phosphor LM 6 como “semelhante”. Depois de uma
melhora inicial, a paciente experimentou — talvez devido à
repetição demasiado prematura desse remédio homeopático
— uma forte mudança para pior, com inchaços e dores
sobretudo nas articulações dos pés. Vinte minutos depois
de passar o creme Rescue, os problemas diminuiram.
Repetiu-se a aplicação mais duas vezes, quatro e seis horas
depois, com plena eficácia.
Esgotamento total acompanhado de crises depressivas
As crises depressivas com esgotamento total de uma
paciente de 21 anos não estavam sendo tratadas
satisfatoriamente com doses de Lycopodium LM 6 a C
10.000. Havia sempre recaídas, pois a paciente insistia em
trabalhar demais e sofria carência de sono, sem no entanto
eliminar a sensação de baixa produtividade. A ingestão de
uma associação de Oak (a compulsão de ir até o fim), Pine
(consciência culpada) e Hornbeam (esgotamento) — em
cada crise, se necessário durante uma semana —, deu-lhe
novas forças e sobretudo o relaxamento interior necessário
para dormir bem e suficiente. Só então o Lycopodium pôde
agir de modo mais profundo e prolongado. Passados mais
dois meses, novos sintomas indicaram Medoirhinum como
“semelhante” de ação profunda; este, em um ano de terapia,
causou uma mudança total, com maior eficiência dentro de
uma atitude mais sadia para com o trabalho e o repouso.
Mesmo na época em que o Medorrhinum C 200 já estava
agindo, a associação de florais de Bach acima mencionada
ainda pôde ajudar como apoio terapêutico de curto prazo.
Tinnitus e eczema
Um paciente de 50 anos sofria há muito tempo de ruídos
nos ouvidos, nariz cronicamente entupido e um eczema
seco. Vinha sendo tratado, há mais de um ano, sem grandes
resultados nem reações, com doses de Lycopodium LM 6 a
C 10.000, “semelhante” determinado através do estudo de
seus sintomas mentais. Devido aos seus princípios rígidos,
sua mania de criticar os outros e seus súbitos e frequentes
acessos de raiva, foi-lhe receitado tomar durante vários
meses uma associação de Vine (atitude ditatorial), Rock
Water (princípios), Beech (mania de criticar) e às vezes
Holly (raiva) ou Wild Rose (resignação). Com essa terapia,
o paciente começou a falar mais sobre os problemas que o
sobrecarregavam e, pela primeira vez na vida, teve reações
mais intensas àquele remédio homeopático. Mas é claro
que, nos casos crônicos, toda afirmação sobre o efeito de
uma terapia é discutível, pois não se pode excluir as
mudanças espontâneas.
CASO 21: Choque emocional depois de um assalto à casa
Paciente de 6 anos
Anamnese
Um assalto noturno à sua casa tornou-se o tema constante
de conversa desta menina; ela tem medo, sérios distúrbios
do sono, pesadelos. Além disso, já existia nela, há algum
tempo, o hábito de defecar na roupa.
Associação de florais de Bach em 20/7/1989
Star of Bethlehem — choque não-elaborado (o assalto)
Mimulus — medo de assaltantes
Pine — sentimento de culpa por defecar na roupa.
Transcorrer da terapia
O hábito de defecar na roupa parou de imediato; houve uma
única recaída depois que ela começou a frequentar a escola.
Desde setembro parece ter superado o “choque do assalto”;
a criança dorme tranquilamente.
Encerramento da terapia no final de setembro
Os sintomas perturbadores e perceptíveis desapareceram.
CASO 22: Distúrbios digestivos e circulatórios com a
chegada do irmãozinho
Paciente de 6 anos
Queixas
Cólicas espásticas gastrintestinais, náuseas com ameaça de
colapso circulatório.
Anamnese
Renate é a segunda filha de uma mãe muito sensível que
dedica bastante tempo aos filhos e está sempre disponível
para a família. Agora a mãe de Renate está grávida outra
vez. De início, a paciente ficou muito feliz com o esperado
irmãozinho, ajudou a mãe nos trabalhos domésticos e se
interessou por ela. No quinto mês de gravidez,
manifestaram-se de súbito os sintomas acima descritos,
com tanta intensidade que foi preciso chamar várias vezes
o médico. Consultas com diversos médicos não constataram
nenhum estado orgânico que pudesse provocá-los.
Associação de florais de Bach
Agrimony — tenta esconder os pensamentos perturbadores
e a inquietação; continua amável com as pessoas, aparenta
ser feliz e equilibrada
Chicory — continua a exigir muita atenção como “o bebê
da mamãe”
Holly — ciúme inconsciente do novo bebê; medo de vir a
ser menos amada
Mimulus — criança sensível, que tem medo da nova
situação
Red Chestnut — laços energéticos demasiado fortes entre
mãe e filha.
Transcorrer da terapia
Quando começou a tomar essa associação floral, Renate
ainda fazia “ameaças” ocasionais à mãe, dizendo que ficaria
doente ou que as dores de barriga iriam voltar. A mãe, no
entanto, não mais se deixou influenciar; continuou amá vel,
porém firme. Depois de uns quatorze dias, os problemas
desapareceram.
CASO 23: Dores de cabeça recorrentes
Paciente de 8 anos, estudante
Queixas
Há cerca de dois meses, fortes dores de cabeça recorrentes,
até então resistentes à terapia. Exame orgânico nada
constatou.
Anamnese
A paciente é a mais jovem das duas filhas de um casal de
professores; tipo tranquilo e ambicioso. A irmã mais velha
é claramente mais ativa e menos responsável. Os pais têm
o cuidado de “repartir igualmente” sua atenção e afeto.
Associação de florais de Bach
Star of Bethlehem — a menina parece não ter suportado os
diversos exames feitos para analisar suas dores de cabeça
Elm — tem a sensação de não estar à altura das tarefas
escolares
Rock Water — ambição exagerada; quer satisfazer as
rigorosas exigências inconscientes do pai
Heather — necessidade de atenção, principalmente do pai.
Transcorrer da terapia
As dores de cabeça cedem no decorrer de cerca de duas
semanas; a menina está mais espontânea, ativa,
autoconsciente. O pai diz: “Ela se recuperou.”
Resultado
As dores de cabeça não voltaram a aparecer nos meses
seguintes.
CASO 24: Dificuldade para ler e escrever
Paciente de 8 anos, estudante
Situação
A paciente tem dificuldade considerável para ler e escrever.
A julgar pelo que diz sua professora, pode haver uma leve
dislexia.
Associação de florais de Bach
Clematis — dificuldade geral de concentração
White Chestnut — os pensamentos giram sempre em torno
dos seus erros
Chestnut Bud — parecem surgir sempre os mesmos padrões
de comportamento.
Transcorrer da terapia
Passados alguns dias, a mãe observou que as lições nos
cadernos da menina estavam escritas com bastante
correção. Uma semana mais tarde, a paciente leu
espontaneamente seu primeiro livro, “A bruxinha”. Para
alegria dos pais, logo a paciente conseguia ler em voz alta
quase sem erros.
Resultado
Depois de tomar os florais de Bach durante três semanas, a
própria paciente disse que não precisava mais deles.
Comentário da professora: “Ela fez grandes progressos na
leitura e na escrita.”
CASO 25: Medo da escola
Paciente de 10 anos
Queixas
Fobia à escola.
Anamnese
A menina é temporã, suas cinco irmãs são bem mais velhas.
Ela é considerada autossuficiente, voluntariosa, ambiciosa
e até então nunca tivera problemas. Durante as férias de
outono nos Estados Unidos, que passou com a mãe e as
irmãs, começou a manifestar medos e se tornou muito
dependente; em casa, mostrava-se fraca, triste e irritadiça.
Muitas vezes a professora a mandava de volta da escola
devido a dores de cabeça, dores de estômago, náuseas e
problemas semelhantes, até que ela passou a recusar -se a ir
à escola, alegando que não suportava o barulho. Uma nova
tentativa, logo depois das férias de fim de ano, fracassou
logo no primeiro dia. Os pais queriam transferi-la para outra
escola, tirando-a daquela classe barulhenta.
Primeira associação de florais de Bach em 27/1/1993
Hornbeam — esgotamento, relativa fraqueza de vontade
Heather — atitudes “de bebê” e vontade de ser o centro das
atenções
Holly — irritação emocional
Gorse — sentimento de resignação
Mimulus — medo intenso da escola
Chicory — atitude manipuladora.
Transcorrer da terapia
Ficou evidente que houve uma mudança desde o nosso
primeiro encontro com a menina: ela agora tem um olhar
vivo e brilhante; mãe e filha parecem relacionar-se de modo
mais descontraído. Nesse ínterim, a menina foi matriculada
em outra escola e está frequentando as aulas sem
problemas; ela volta alegre para casa. Sua capaci dade de
aprendizado não foi afetada.
Segunda associação de florais de Bach em 1/3/1993
Heather — ver acima
Mimulus — ver acima
Hornbeam — ver acima.
Transcorrer e encerramento da terapia em 28/4/1993
A paciente está bem integrada na nova classe e vai para a
escola de boa vontade. Seu estado de espírito é equilibrado
e alegre. Meses depois tive notícias dela: estava no ginásio,
tirava boas notas e a escola continuava proporcionando -lhe
alegria.
CASO 26: Distúrbios causados por medo do professor
Paciente de 11 anos, estudante
Queixas
Violentas dores de estômago, com náuseas e vômitos.
Geralmente esses distúrbios surgem à noite, antes de deitar,
e pela manhã, antes de ir para a escola. Em outros
momentos (como por exemplo à tarde, depois das aulas), os
sintomas estão ausentes; a menina consegue comer de tudo
e se mostra “cheia de vida”.
Descobre-se, durante o diálogo, que neste semestre ela tem
um novo professor de inglês, homem tido como muito
autoritário, e de quem ela tem medo.
Associação de florais de Bach
Rescue — por causa da forte agitação que, na mente da
menina, está associada à escola
Aspen — tendência a assumir como seus os boatos e as
opiniões negativas dos outros
Mimulus — medo concreto do professor.
Ingestão regular de quatro gotas dessa associação quatro
vezes ao dia, e uma dose extra logo antes da temida aula de
inglês.
Transcorrer da terapia
A paciente volta a ir à escola com regularidade. Antes da
primeira prova de inglês, teve algumas aulas particulares
para rever a matéria. Tirou um “B” e não sente mais medo
daquele professor severo.
Resultado a longo prazo
Já se passou um ano e os distúrbios não voltaram a se
manifestar, A menina se sente muito bem.
CASO 27: Pesadelos
Paciente de dois anos e meio
Queixas
Medos noturnos.
Anamnese
Já há algum tempo o garotinho vê “fantasmas horríveis” à
noite. Ele acorda gritando; a mãe precisa pegá-lo no colo e
acalmá-lo. Como isso se repete noite após noite, ao cabo de
algumas semanas a mãe está totalmente exausta por causa
do sono interrompido.
Associação de florais de Bach
Aspen — medos indeterminados.
Transcorrer da terapia
Na primeira semana de ingestão desse floral, o menino só
acordou gritando uma única vez. Depois disso, o fenômeno
nunca mais se repetiu.
CASO 28: Distúrbios do sono com medo de monstros
Paciente de 8 anos
Queixas
Distúrbios do sono.
Anamnese e estado de saúde
O menino não consegue dormir porque tem medo de
monstros e fantasmas em seu quarto. A mãe conta que seu
desenvolvimento, como o do irmão, três anos mais velho,
tem sido um tanto lento.
O paciente é um menino criativo e fantasioso, às vezes um
pouco lento de raciocínio.
Diagnóstico
Distúrbios do sono provocados pelo medo.
Terapia até o momento
Tentou-se, sem sucesso, Calc. phos. D 6.
Primeira associação de florais de Bach em 20/1/1992
Heather — escolha espontânea do menino
Mimulus, Star of Bethlehem e
Chestnut Bud — escolhidos pela mãe.
(Nota: A mãe escolheu, para si mesma, Chestnut Bud.)
Resultado
18/2/1992: o paciente dorme sem nenhuma dificuldade.
Desenhou um monstro e deu o desenho ao médico.
17/3/1992: continua dormindo bem.
Resultado a longo prazo em junho de 1994
Não se manifestou mais nenhum tipo de medo.
Observação
Deve-se notar, neste caso, que o floral indicado para esses
distúrbios (Aspen) não foi utilizado, uma vez que esse tipo
de medo é típico dessa faixa etária. O ponto interessante
aqui é o trabalho dessa criança: ao desenhar o monstro, o
menino deu expressão ao seu medo e livrou-se dele —
dando o desenho ao médico.
CASO 29: Eczema pruriginoso causado por choque pré-
natal
Paciente de 8 meses
Queixas
Eczema pruriginoso no rosto; agitação intensa.
Anamnese
Os tratamentos pela medicina ortodoxa e pela naturoterapia
não deram resultado. Quando perguntada sobre o
transcorrer da gravidez, a mãe admitiu que tivera muitos
problemas e às vezes alimentara ideias suicidas.
Hipótese: no período pré-natal, a criança reagiu aos
sentimentos negativos da mãe e ainda não assimilou esse
trauma emocional.
Associação de florais de Bach
Star of Bethlehem — choque emocional, não-assimilado, na
fase pré-natal
Willow — sentimento de vítima.
Resultado
O eczema desapareceu em uma semana.
Resultado a longo prazo
Dez meses depois, o eczema não voltara a se manifestar.
CASO 30: Alergia a ácaros e a pêlos de gato
Paciente de 11 anos, estudante
Queixas
Há dois meses, rinossinusite (de início purulenta e depois
com uma secreção branca), ardume nos olhos, ouvidos
tampados.
Anamnese
Desde o terceiro ano de vida, infecções das vias
respiratórias, alergia a ácaros e a pêlos de gato; muitos anos
de terapia, sem sucesso, com Intal® (cromolyn sodium, sal
dinátrio 20 mg).
A menina parece muito delicada e sensível, mas minimiza
seus problemas e ri deles. Fica evidente sua grande
preocupação com a mãe.
Diagnóstico
Rinossinusite em um caso de diátese alérgica.
Primeira associação de florais de Bach em 12/10/1992
Mimulus — sensível, medrosa
Agrimony — esconde seus problemas
Crab Apple — desejo de limpeza
Red Chestnut (*) — preocupação com a mãe
Star of Bethlehem (*) — abalo emocional não-trabalhado
Cherry Plum (*) — sentimentos reprimidos, “cabeça
pesada”, “sensação de torniquete”
(*) escolha espontânea.
Tratamento suplementar
Sinupret, vinte gotas três vezes ao dia; Luffa D 6, cinco
glóbulos duas vezes ao dia.
Transcorrer da terapia
Depois de três semanas, os sintomas físicos melhoraram de
modo significativo, mesmo havendo às vezes alguma
secreção nasal pela manhã. Na escola, a paciente gosta de
ser o centro das atenções; quando isso não ocorre, prefere
fugir para um mundo de fantasia — problemas de
concentração.
Segunda associação de florais de Bach
Heather — egocentrismo
Clematis — problemas de concentração
Agrimony — ver acima
Red Chestnut — ver acima
Mimulus — ver acima.
Controle em 4/3/1993
A paciente se sente muito bem, os devaneios diminuíram
assim como a grande preocupação com a mãe. Nos quatro
últimos meses não se manifestaram reações alérgicas.
CASO 31: Bronquite asmática de fundo alérgico
Paciente de 7 anos
Queixas
Resfriados crônicos, frequentes ataques de asma.
Anamnese
Alergia a poeira e a pêlos de animais já há dois anos; teste
feito há um ano. Chamam a atenção suas atitudes agressivas
e hostis; ela se enfurece e não responde quando lhe dirigem
a palavra.
Diagnóstico
Bronquite asmática provocada por alergia.
Primeira associação de florais de Bach em 5/6/1991
(em parte por escolha espontânea)
Holly — sentimento de ódio pela irmãzinha
Star of Bethlehem — presumível choque causado pelo
nascimento da irmãzinha
Larch — espera o fracasso (na escola, por exemplo)
Willow — sente-se uma vítima e se retrai enfurecida.
Transcorrer da terapia
Os acessos de raiva aumentaram nesse ínterim, mas, como
os pais agora aceitam as conexões comuns do problema,
deixaram de dar-lhes tanta atenção; adicionalmente,
ministraram-se gotas de Rescue.
Segunda associação de florais de Bach em 31/7/1991
(escolha espontânea)
Holly — ver acima
Star of Bethlehem — ver acima
Mimulus — medo de perder o amor dos pais
Chicory — exige atenção; caso contrário, se refugia na
doença.
Tratamento suplementar
Aromaterapia.
Transcorrer da terapia
Ela me telefona no começo de setembro de 1991; seus
frascos de florais tinham acabado e ela quer saber se pode
continuar tomando a mesma associação.
Repetiu-se o procedimento.
Transcorrer e resultado da terapia
No começo de outubro de 1991, fiquei sabendo pela mãe
que a família tinha ganho mais um membro: um
cachorrinho.
Dezembro de 1991: os sintomas alérgicos ou asmáticos não
haviam mais se manifestado.
CASO 32: Urinar na cama
Paciente de 12 anos
Queixas
Urina na cama.
Diagnóstico
Enurese noturna. O exame orgânico não encontrou nenhum
estado de doença.
Terapia até o momento
Tofranil®, via oral.
Primeira associação de florais de Bach em 5/7/1985
(A maioria destes florais foi escolhida intuitiva e
espontaneamente pelo paciente.)
Impatiens — extrema impaciência interior
Rock Water — exigências demasiadas por parte de um pai
severo
Cherry Plum — medo reprimido do pai
Clematis — isolamento, problemas de concentração
White Chestnut — ruminações, problemas de concentração
Larch — ausência de autovalia.
Considerou-se a possibilidade de pôr de lado as pílulas de
Tofranil®, mesmo com o risco de “continuar o problema”.
Transcorrer da terapia
20/7/1985: a mãe conta que o menino, apesar de ter posto
de lado o Tofranil®, não está urinando na cama. A
associação de florais continua a ser ministrada.
14/8/1985: nova visita do paciente ao consultório. Ele
continua a não urinar na cama; parece mais animado e
mostra maior receptividade.
Segunda associação de florais de Bach
Agrimony — na escola, esconde o medo com palhaçadas
Water Violet — pouquíssimo contato com os colegas
Chestnut Bud e Mimulus — medo de uma recaída Impatiens
— extrema impaciência.
Resultado a longo prazo
Um telefonema, cerca de dois anos e meio mais tarde,
confirma que não houve recaídas. “Os florais o ajudaram
muito.” Bom estado geral de saúde.
CASO 33: Cistite crônica resistente à terapia
Paciente de 8 anos
Queixas
Cistite crônica.
Anamnese e estado de saúde
Paciente em tratamento desde 27/4/1989 por causa da
cistite, já então crônica, que surgiu pela primeira vez em
1987. Tratada com antibióticos pediátricos (e também com
terapias de efeito a longo prazo).
Principais elementos encontrados na urina: nitritos em
grande escala, leucócitos até 500, bacilos e outras bactérias
três a quatro vezes positivos; medições regulares de abril
de 1989 até janeiro de 1992.
Diagnóstico
Cistite crônica.
Terapia até o momento
De abril de 1989 a março de 1992, com um remédio
homeopático segundo o quadro clínico, nosódios do próprio
sangue e urina, coli vacinas orais e percutâneas,
imunomodulação através de fungos e bactérias tratados
homeopaticamente, tratamento com simbiontes intestinais.
Tratamento fitoterapêutico, bem como diversos nosódios.
Seguiu-se a Terapia Floral de Bach, como “último recurso”,
a partir de março de 1992, uma vez que todas as outras
modalidades terapêuticas haviam fracassado.
Primeira associação de florais de Bach em março de 1992
Heather — tímida diante de pessoas estranhas, exige
atenção da mãe.
Tratamento suplementar
A paciente recebeu a tarefa de desenhar “a família em forma
de bichos”.
Transcorrer da terapia
Primeira reação: a mãe telefona após alguns dias, dizendo
que a paciente estava “tão zangada”, tinha tais acessos de
raiva na escola e se mostrava tão irritada em casa que parara
de lhe ministrar a essência floral há dois dias. E também a
menina perdera o apetite.
Recomendei-lhe esperar passar a primeira reação e, depois
do desaparecimento dos sintomas, voltar a dar Heather.
Exame de urina em 17/4/1992: pH 8, pela primeira vez em
anos sem bactérias, nitritos ou leucócitos. A mãe da
paciente relata que a reação à segunda dosagem não foi tão
extremada como a primeira. Ao mesmo tempo, fez-se a
interpretação do primeiro desenho da “família em forma de
bichos” e atendeu-se o desejo da paciente de “fazer uma
coisa” sozinha com a mãe.
Retorno em 18/5/1992
A mãe conta que a menina está totalmente equilibrada e tem
bom apetite, mas que, depois de terminar o frasco de florais,
apresenta atitudes “insuportáveis”.
O tratamento com Heather e as entrevistas terapêuticas
continuaram. As infecções das vias urinárias não voltaram
a se manifestar.
Resultado a longo prazo em abril de 1994
A paciente teve uma leve infecção das vias urinárias, que
logo cedeu com uma dose de um complexo homeopático
simples — assim, ela continua livre de problemas.
CASO 34: Terapia familiar devido a infecções recidivas
das crianças
Queixas
A mãe vem ao consultório com seus quatro filhos; todos
eles estão resfriados; a mãe se sente sobrecarregada e sofre
de tensão nos músculos do pescoço.
Anamnese de cada membro da família
Mãe: Eczemas com ataques de urticária. Diversas tentativas
de terapia com florais de Bach e homeopatia de alta
potencialização, sem nenhum resultado visível. A
problemática pessoal consiste numa insatisfação
generalizada com o papel de dona de casa e mãe, e uma
raiva reprimida pelo fato de o marido dedicar pouco tempo
à família. Ela não examina os sentimentos a isso associados
e os esconde dos outros. Além dos sintomas cutâneos, ela
mostra certa falta de motivação e certo desinteresse sexual.
Ao sentimento de frustração daí resultante, a sra. G. reage
com comida, cigarros e televisão; não quer tomar
conhecimento de seus problemas. Na entrevista parece
sempre amável e cooperativa, mas diante das per guntas
mais simples logo fica perdida e tensa.
Pai: Mecânico de automóveis que toma conta da firma dos
pais, ele se sente sobrecarregado, principalmente com o
trabalho burocrático necessário. Mostra uma propensão a
fugir dos problemas ou adiar o confronto. Falta de
concentração, com uma tendência a “sair pela tangente”.
Três receitas de florais de Bach, espaçadas de fevereiro a
outubro de 1992, fizeram com que ele se sentisse mais
autoconfiante e equilibrado.
Filho (6 anos de idade): Menino extremamente taciturno,
que não responde a nenhuma pergunta durante a consulta e
se comporta com total indiferença. Ele também age do
mesmo modo diante da professora do jardim de infância e
pessoas desconhecidas; porém, junto dos amiguinhos de sua
idade, ele parece mudado e brinca livremente. Tão logo
percebe que os adultos deixaram de falar a seu respeito,
acompanha os irmãos brincando no consultório.
Com várias receitas de florais de Bach, ele se desenvolveu
a ponto de ficar mais descontraído na escola primária;
contudo, permaneceu inibido no contato com a professora,
o médico e as pessoas estranhas.
Filha (5 anos de idade): Criança quieta e meiga, sem
nenhum problema digno de nota.
Filho (3 anos de idade): Há um ano, leve neurodermatite
generalizada; no mais, menino sem problemas e sem nada
digno de nota.
Com uma terapia homeopática de alta potencialização, ele
alcançou fases de vários meses livres dos sintomas; a
manifestação dos surtos de neurodermatite, sempre mais
brandos, tornou-se cada vez mais espaçada.
Filho (um ano de idade): Desde que nasceu, está sempre
resfriado. A típica criança alegre e brincalhona, sem
inibições, que claramente não se incomoda muito com os
resfriados constantes.
A terapia com remédios homeopáticos constitucionais não
trouxe resultados significativos.
Ao mesmo tempo ou alternadamente, as quatro crianças
estiveram sempre resfriadas desde fins de setembro de
1992, com diarreia recidiva, inflamações do ouvido médio
e bronquite; nenhum tratamento (na linha homeopática, em
geral) produziu resultados dignos de nota.
Nos dois meses seguintes, a mãe trouxe os filhos
seguidamente ao consultório, sem que os problemas
pudessem ser resolvidos; ela já estava à beira de uma crise
de nervos e no limite de suas forças.
Como eu imaginava que a problemática devia ser mais
profunda, tentei perceber com mais exatidão a situação
geral dessa família, O que surgiu foi este quadro:
Por causa de um curso de reciclagem profissional, a partir
de outubro de 1992 o marido teria de passar três meses em
outra cidade, a 600 quilômetros de distância, e só viria para
casa nos fins de semana. A mulher já sofria por antecipação
e se sentia sobrecarregada com a situação que logo teria de
enfrentar; mas ela não confessava isso e, acima de tudo, não
discutia a real necessidade de seu marido fazer aquele
curso. Ela se sentia cada vez mais desanimada e insatisfeita
e fumava demais; raramente perdia a calma, mas, quando
explodia, era com extrema violência. Não tinha mais
nenhum interesse por sexo e estava alimentando
sentimentos de verdadeiro ódio pelo marido e os filhos —
reagindo, depois, com sentimentos de culpa. Surgiam então
os irritantes surtos de erupções cutâneas. Com a Terapia
Floral de Bach, alcançou-se certa melhora no caso da mãe,
mas as crianças continuavam sempre resfriadas.
Admitiu-se que as doenças constantes dos filhos estavam
fortemente associadas ao estado da mãe. Como ela
continuava pouco receptiva a dar continuidade a essa
terapia, receitou-se uma associação de florais para
estabilizar o estado dos filhos.
Associação de florais de Bach para as quatro crianças, em
10/12/1992
Aspen — sentimentos difusos de medo, por causa das
descontroladas explosões emocionais da mãe e do estado
crítico da situação familiar
Gentian — desânimo por causa dos resfriados constantes
Heather — o constante estado de doença é um pedido de
ajuda e de atenção, numa situação subjetivamente
ameaçadora
Hornbeam — sobrecarga emocional das crianças, devido a
essa situação
Red Chestnut — grande preocupação com a mãe
Willow — sentimento de estar à mercê da situação.
Transcorrer da terapia
Depois desta receita, a família deixou de aparecer por
algum tempo. Em fevereiro de 1993, a mãe voltou ao
consultório com o filho mais velho que estava com uma
infecção comum. Ela contou que as quatro crianças fic aram
saudáveis pouco tempo depois de tomar aquela associação
de florais. Desde então não se manifestara nenhum
problema de resfriado como antes.
O que me parece mais surpreendente é que o caçula, Joseph,
desde então ficou imune às infecções — levando em conta
que, antes, uma terapia intensiva com remédios
homeopáticos constitucionais não conseguira alterar sua
suscetibilidade às infecções.
A mãe, nesse meio-tempo, tentou algumas outras terapias
para resolver seus problemas de saúde, mas parece que até
agora não obteve bons resultados.
CASO 35: Comportamento acintoso no lar-escola
Paciente de 8 anos
Anamnese e estado de saúde
Em casa, o menino sempre foi negligenciado e sofreu maus-
tratos por parte dos pais. Depois da separação dos pais,
passou por várias instituições; nenhuma delas o conservou,
por causa de seu comportamento extremamente acintoso.
Assim, foi para um lar-escola com atendimento terapêutico.
O paciente sofre de enurese noturna, falta de concentração,
fuga da realidade e diversos tiques. Além disso, tem
dificuldade para se adaptar ao grupo e à nova escola.
Primeira associação de florais de Bach em 31/10/1987
Star of Bethlehem — experiências traumáticas não-
trabalhadas
Walnut — dificuldade para se adaptar à nova situação.
Tratamento suplementar
A situação atual no lar-escola compreende medidas
terapêuticas (clínica infantil) e ludoterapia (método
Axline).
Transcorrer da terapia
De início, o paciente estava muito cético quanto à ingestão
dos florais. Por ser uma criança de tipo intelectual, foi-lhe
explicada a Terapia Floral de Bach. Ele ficou sendo
responsável pela ingestão pontual dos florais (três vezes ao
dia).
Ao cabo de dois dias ele estava achando os florais muito
importantes e prestava toda atenção para tomá-los
corretamente.
Passada uma semana, conseguiu integrar-se bem ao grupo.
Na escola, ainda lhe falta atenção e vontade de se esforçar.
Segunda associação de florais de Bach em 15/11/1987
Star of Bethlehem — ver acima
Walnut — ver acima
Clematis — desatenção, distração.
Transcorrer da terapia
A professora relata que agora o menino participa das aulas
e copia rapidamente as lições da lousa.
No começo de dezembro, molhava menos a cama; em
meados desse mesmo mês, deixou totalmente de fazê-lo.
Encerramento da terapia em 23/12/1987
O paciente se adaptou e aceitou sua nova situação de vida,
seus coleguinhas, enfermeiros, pedagogos e professores.
Esta situação isenta de medo lhe permite agora sentir -se
seguro e “em casa”. Com isso, a enurese noturna deixou de
ser importante.
Ele agora separa o passado do presente — logo, reconhece
a realidade — e por isso consegue viver no presente e
atender suas solicitações.
Ele também se mostra mais disposto a falar sobre seu
passado; portanto, a trabalhar tudo o que lhe aconteceu.
CASO 36: Infecção crônica e recidiva por Candida
Paciente de 29 anos, casada há cerca de dez anos, dois
filhos pequenos
Queixas/Diagnóstico
Infecção vaginal crônica e recidiva, por fungos do gênero
Candida.
Anamnese
As muitas perguntas feitas à paciente mostraram, por trás
das infecções crônicas, um conflito de natureza sexual:
desde que o conheceu, o marido quer relações sexuais todos
os dias, o que é excessivo para ela. Não consegue discutir
essa situação com o marido; ela sempre se submete, para
evitar brigas. Daí vem um grande esgotamento —
acentuado pelo fardo de duas crianças pequenas.
Associação de florais de Bach
Centaury — fraqueza de vontade, incapaz de dizer “não”
Chicory — sobrecarga enquanto esposa e mãe; a “pobre
mãezinha”
Crab Apple — o “purificador do sangue”; aversão à
constante infecção vaginal
Elm — sensação de não estar à altura de suas tarefas
Oak — o “guerreiro exausto”; ela já suporta essa situação
há dez anos!
Transcorrer da terapia
Seis semanas mais tarde, a paciente conta que pela primeira
vez foi capaz de conversar com o marido sobre seus
sentimentos (sobrecarga sexual, exaustão, aversão) e, para
sua surpresa, ele se mostrou bastante compreensivo. Ela
está se sentindo muito bem; o estado de esgotamento teve
sensível melhora.
O exame do esfregaço vaginal não encontrou nenhum sinal
de doença.
CASO 37: Corrimento vaginal crônico
Paciente de 31 anos, casada, dona de casa
Queixas/Diagnóstico
Há oito anos, corrimento vaginal crônico inespecífico.
Exame com espéculo e toque ginecológico inconclusivos.
Esfregaço vaginal e exame de laboratório: negativos.
Anamnese
Na entrevista, a própria paciente sugere algumas conexões
psicossomáticas. Relacionamento problemático com a mãe;
formação moral rigorosa.
Primeira associação de florais de Bach em 27/4/1989
Crab Apple — ela se sente “suja” pela sexualidade
Larch — falta do sentimento de autovalia
Olive — sente-se física e mentalmente esgotada; a família
mudou de casa oito vezes nos últimos anos, por razões
profissionais
Wild Rose — está resignada; não tem alegria de viver;
submeteu-se cedo demais às várias limitações impostas pela
vida.
Tratamento suplementar
Allium sativum: três aplicações na vagina para consolidar
uma flora vaginal sadia. Trabalhar com Afirmações,
segundo orientação de Mechthild Scheffer em Terapia
Floral do Dr. Bach — Teoria e Prática (Editora
Pensamento, São Paulo).
Transcorrer da terapia
Cerca de um mês mais tarde, a paciente conta que a ingestão
dos florais lhe permitiu confrontar-se emocionalmente pela
primeira vez com sua sexualidade — vale dizer, com sua
visão do sexo.
A mãe, mulher muito severa quanto à educação sexual,
costumava dizer coisas tais como “Sexo é só para os
homens”, “Ai de você se me aparecer nesta casa com um
filho ilegítimo” e “Fazer sexo é mau, masturbação
também.” O “fluxo” ou a sensação subjetiva da
menstruação eram o “incômodo”.
Um ponto interessante: ela tem frequentes pesadelos com
aranhas — um dos símbolos da sexualidade feminina.
Segunda associação de florais de Bach
Crab Apple — ela agora receia ter uma infecção vaginal que
não possa ser detectada pela medicina
Red Chestnut — ainda se sente “emocionalmente
influenciada” pela mãe
Pine — sentimentos de culpa relacionados com sua própria
sexualidade
Star of Bethlehem — experiências emocionais
desagradáveis do passado, não-trabalhadas.
Terceira associação de florais de Bach
Crab Apple — ver acima
Red Chestnut — ver acima
Cherry Plum — medo de acolher sentimentos ligados ao
sexo
Mimulus — medo da gravidez (embora tenha deixado de
tomar a pílula por vontade própria)
Holly — inveja da “liberdade sexual” de sua vizinha.
Depois destas, outras associações de florais com estrutura
semelhante.
Transcorrer da terapia
Com esta paciente, o avanço da terapia sempre se dá com
dois passos para a frente e um passo para trás. Volta e meia
preciso convencê-la, através de controle do esfregaço, de
que ela não tem nenhuma infecção aguda na vagina. Na
entrevista, trabalhamos seus conflitos entre o desejo e a
aversão. Ela reconhece que está indecisa entre a fascinação
e a repulsa pelo sexo. Quando não se atreve a admitir seu
desejo, sua vagina fica seca, com coceiras e ardumes. Ela
também percebe que os problemas de corrimento nos fins
de semana — quando há mais possibilidades de fazer sexo
— são mais fortes ou subjetivamente sentidos como tal.
De modo geral, ela agora se sente mais satisfeita do que há
seis meses e tem a sensação de que, por fim, um processo
de desenvolvimento emocional se pôs em marcha. A
paciente teve muitos sonhos com a mãe. Seu
relacionamento com o marido está bem mais descontraído.
Ela tem certeza de que vai se livrar totalmente do problema
do corrimento.
Resultado a longo prazo (1992)
A paciente foi tratada mais tarde com Lachesis em alta
potencialização. Além disso, começou a fazer psicoterapia.
Sua sensibilidade sexual melhorou e ela não tem mais
corrimento vaginal.
Observação
Quando penso que esse corrimento resistiu à terapia durante
oito anos, tenho de ver essa mudança, no curto período de
seis meses, como um grande sucesso. O tratamento
prosseguiu. Com o andamento da terapia, a paciente
alcançou um espantoso desenvolvimento.
CASO 38: Dificuldades psíquicas no climatério
Paciente de 47 anos, dona de casa (trabalha
ocasionalmente como vendedora), dois filhos crescidos
Queixas
Período da menopausa; psíquica e fisicamente fora de
equilíbrio; estados de medo; não confia mais em si mesma;
sensação de vazio; “não é mais necessária”; tristeza;
inquietação; não consegue dormir; sofre de agorafobia,
chegando a entrar em pânico.
Anamnese
A paciente dedicou a maior parte de sua vida à educação e
desenvolvimento dos filhos. Agora que os filhos cresceram
e “saíram de casa”, ela começa a perceber que não tem nada
em comum com o marido. Em dezembro de 1986, fracassou
sua tentativa de voltar a trabalhar fora. Logo depois
surgiram os primeiros sintomas de agorafobia e os
distúrbios acima mencionados.
Diagnóstico
Humor depressivo e algumas das fobias típicas da
menopausa.
Terapia até o momento
Depois do exame dos sintomas físicos pelo clínico geral,
receita de tranquilizantes que a paciente recusou por medo
de criar dependência.
Primeira associação de florais de Bach em 6/5/1987
Rescue — para a atual situação emocional de emergência
Rock Rose — sensação de pânico
Scleranthus — falta de equilíbrio, tanto no nível emocional
como físico
Mimulus — medos diversos e hipersensibilidade
Larch — falta de autoconfiança
White Chestnut — insônia e inquietação mental
Gentian — dúvidas e expectativas negativas.
Tratamento suplementar
Treinamento autógeno.
Transcorrer da terapia
Quatorze dias depois, a paciente se sente interiormente mais
calma e consegue dormir melhor. Aceita sua sensibilidade
(que até então recusava inconscientemente) como algo
valioso, e reflete sobre o “poder do pensamento”.
No nível físico, porém, persistem as intensas oscilações (da
pressão sanguínea, por exemplo), ainda há uma tristeza
profunda e a sensação de ter lhe faltado amor na vida. Além
disso, há indícios — segundo afirmação deia mesma — de
uma impaciência que lhe é típica.
Segunda associação de florais de Bach em 20/5/1987
A mesma associação de antes, adicionando-se:
Mustard — profunda melancolia
Heather — carência emocional
Impatiens — impaciência.
Transcorrer da terapia
Intensa sensação de calma e equilíbrio (a paciente começa
a praticar ioga); sente muito amor (seu filho, por exemplo,
lhe deu de presente um cachorrinho recém-nascido); a
impaciência diminuiu, o humor em geral está melhor.
Terceira associação de florais de Bach
Holly — ocasionalmente, violentas crises de agressividade
contra o marido
Vine — tendência a assumir o “papel do rei” na família
Rock Water — é severa demais consigo mesma e reprime
as próprias necessidades
Walnut — para dar apoio à nova orientação.
Resultado e encerramento da terapia
15/4/1988: o estado positivo da paciente se estabilizou. Ela
consegue novamente desfrutar a vida e se alegra por ter
“aprendido muito com esta crise e continuado a me
desenvolver”.
Resultado a longo prazo
Na consulta de retorno, cerca de um ano depois, sua nova
visão positiva da vida continuava firme.
CASO 39: Distúrbios do climatério (Brasil)
Paciente de 47 anos
Anamnese e estado de saúde
A paciente chora com frequência, sente ondas de calor, os
intervalos entre as regras tomaram-se mais curtos, o
sangramento menstrual é mais prolongado e mais intenso.
O climatério faz vir à tona vários medos: o medo da
menopausa; o medo de sentir menos prazer e não alcançar
a plenitude sexual; o medo de não conseguir mais atingir o
orgasmo e com isso perder o marido. No diálogo, fica claro
que a paciente não se vê como parceira do marido e sim
como sua dependente. Ela reprime sua personalidade e
sempre se submete ao marido; isso a faz sentir-se infeliz e
insegura. Tenta agradar o marido egoísta e dominador, a fim
de garantir seu amor; é ciumenta e tem medo de perdê -lo,
principalmente agora que está no climatério. Interrompeu
os estudos para casar e agora se arrepende profundamente
disso. Seu senso exagerado da maternidade a leva a proteger
demais os dois filhos (de 27 e 19 anos).
Diagnóstico
Distúrbios funcionais do climatério com nível
relativamente alto de estrogênio, por insuficiência
hormonal (gônada) ou por ausência de ovulação.
Primeira associação de florais de Bach em 29/12/1992
Walnut — nova fase da vida
Mimulus — medo do marido
Larch — falta do sentimento de autovalia
Gentian — desanima rapidamente
Chicory — a “pobre mãezinha”
Centaury — fraqueza de vontade.
Tratamento suplementar
Sepia D 10, quatro gotas seis vezes ao dia.
Transcorrer da terapia
Eu disse à paciente que podia me telefonar sempre que
necessário e ela o fez com frequência. Na consulta seguinte,
percebi que ela estava elegante e se tornara ativa, de tal
modo que o marido começara a sentir ciúme e agora passava
mais tempo a seu lado do que antes.
Ela perdeu o medo da menopausa. Sua menstruação se
normalizou e as ondas de calor desapareceram. Ela agora
procura atividades criativas. Está organizando as refeições
da família e supervisionando seu preparo (algo que antes
ficava totalmente por conta da cozinheira). Essas novas
tarefas lhe dão prazer.
Ela ainda esconde uma certa insegurança e um sentimento
de propriedade em relação ao marido e aos filhos; deseja ter
uma atitude mais amiga para com eles.
Segunda associação de florais de Bach em 31/3/1993
Walnut — ver acima
Larch — ver acima
Chicory — ver acima
Centaury — ver acima.
Transcorrer da terapia
A menstruação atrasou mas isso não lhe causa nenhuma
preocupação, pois já perdeu o medo da menopausa e sabe
que não está grávida (depois do nascimento do segundo
filho, mandou ligar as trompas).
Com autoconfiança crescente, mais determinação e um
humor geral mais harmonioso, melhorou seus
relacionamentos e seu papel na família. Fisicamen te, sente-
se bem.
Terceira associação de Florais de Bach em 5/7/1993
Repetiu-se a associação de florais receitada em 31/3/1993.
Transcorrer da terapia
A paciente se sente muito bem. Viajou sozinha para a
capital a fim de fazer as compras natalinas. Depois das
festas, quer passar o verão na praia. Planeja comprar um
piano em maio e ter aulas, para realizar um antigo sonho.
Observação
É surpreendente a rapidez com que essa mulher superou a
crise do climatério com a ajuda dos florais de Bach, além
de abandonar padrões de comportamento arraigados há
tantos anos. Ela aproveita esta fase para encontrar novas
perspectivas de vida.
CASO 40: Espasmos abdominais durante a gravidez
Paciente de 29 anos, assistente técnica de medicina,
grávida de seis meses
Queixas
A paciente se queixa de espasmos abdominais quando fica
tensa.
Anamnese
A gravidez decorre sem complicações, e o bebê é desejado.
A paciente, principalmente no emprego, procura evitar
conflitos, tem dificuldade para estabelecer limites, sente-se
exaurida pelos outros e engole toda a sua raiva. Ela está
muito preocupada consigo mesma e quer atenção. No
trabalho está sempre muito tensa e voltada para o sucesso.
Diagnóstico
Tenesmo devido a tensão psicossocial; gravidez no sexto
mês.
Terapia até o momento
Magnesium phosphoricum D 12 (Schüssler), três doses
duas vezes ao dia; aumentar a dose caso necessário.
Primeira associação de florais de Bach em novembro de
1991
Agrimony — incapacidade de enfrentar conflitos (escolha
espontânea)
Rescue — (escolha espontânea)
Centaury — falta de um “eu” forte
Walnut — está indecisa diante da nova situação de vida
(escolha espontânea)
Vervain — vive sob grande tensão
Heather — dá demasiada importância a seus problemas
(escolha espontânea).
Transcorrer da terapia
A paciente está se sentindo muito bem, os espasmos são
menos frequentes e ela tem a sensação de maior
relaxamento. No momento está muito impaciente, tudo lhe
parece demasiado lento demais.
Segunda associação de florais de Bach, depois de três
semanas
A primeira associação é mantida, eliminando-se Rescue e
acrescentando-se:
Impatiens — grande impaciência.
Transcorrer da terapia
O bom desenvolvimento continua, a paciente não tem mais
espasmos abdominais. É mais raro ela sentir tensão interior
quando há um confronto; no momento, falta-lhe ímpeto e
motivação para fazer algo mais — e sua baixa produtividade
a deixa inquieta e insatisfeita consigo mesma. Manifestam-
se medos concretos do parto.
Terceira associação de florais de Bach
Impatiens — ver acima
Vervain — ver acima
Agrimony — ver acima
Walnut — ver acima
Wild Rose — falta de ímpeto
Mimulus — vários pequenos medos.
Transcorrer da terapia
A tensão interior desapareceu por completo; a paciente
agora vê o parto de modo positivo.
Quarta associação de florais de Bach
Agrimony — ver acima
Walnut — ver acima
Mimulus — ver acima
Vervain — ver acima.
Durante o parto, usa-se Rescue em gotas e creme.
Transcorrer e encerramento da terapia
Um telefonema em novembro de 1993 para informar que
deu à luz um menino saudável no fim de janeiro de 1992. O
parto foi um tanto complicado; houve necessidade de
medicamentos para induzir as contrações. O bebê nasceu
rosado e bem desenvolvido. De lá para cá, ela teve outro
filho, também saudável.
Seu humor está equilibrado e as dificuldades emocionais
não se manifestaram mais. A paciente atribui isso à
mudança na sua situação de vida e à sua felicidade como
dona de casa e mãe.
Daqui a um ano, quando voltar a trabalhar fora, ela diz que
usará os florais de Bach sempre que houver necessidade.
CASO 41: Contrações uterinas prematuras
Paciente de 24 anos, enfermeira, casada, primeira
gravidez (22ª semana)
Situação
A paciente, na vigésima segunda semana da gravidez, quer
trocar de ginecologista.
Anamnese
Julho de 1989: uma vaginite, que foi tratada. Em agosto, a
paciente teve contrações uterinas prematuras e precisou
fazer exames médicos.
Durante os feriados de setembro, precisou ser hospitalizada
e recebeu tratamento tocológico (Partusisten® 6 x 1 e
Magnesium Verla® 3 x 2) por causa das contrações
prematuras.
Como ela não tolerou essa medicação, em 5/9/1989 tentei
reduzir pela metade a dose de Partusisten; não deu
resultado. As contrações uterinas continuaram e começou a
dilatação do colo do útero; risco de parto prematuro.
Primeira associação de florais de Bach
Gentian — tipo cético, com dúvidas
Impatiens — irradiação héctica, talvez intensificada pelo
Partusisten®
Mimulus — medo de malformação do bebê; medo do parto
Pine — sentimentos de culpa em relação ao bebê, por ter
tomado medicamentos “pesados”
Scleranthus e Star of Bethlehem — desequilíbrio da
atividade contrativa.
Transcorrer da terapia
Passo a passo a paciente perde o medo de ter um parto
prematuro. Pode-se reduzir pela metade a dose de
Partusisten®. A partir de meados de novembro, o
Partusisten® pode ser abandonado de todo, pois a fase de
risco de parto prematuro foi superada.
Segunda associação de florais de Bach (preparando para
o parto)
Gentian — ver acima
Mimulus — medo do parto
Walnut e Scleranthus — para ajudar a decisão do bebê
(receitados intuitivamente)
Larch e Elm — típico estado de espírito antes do parto: a
sensação temporária de não estar à altura da missão.
Transcorrer da terapia
A paciente conta que o parto ocorreu em 23/11/1989 sem
nenhum problema, no curto — para uma parturiente “de
primeira viagem” — espaço de tempo de quatro horas e
meia. Não foi necessário fazer perineotomia (também
chamada episeotomia); apenas um pequeno e insignificante
corte na vagina. A paciente acha que os florais de Bach lhe
fizeram muito bem, inclusive na hora do parto.
CASO 42: Toxemia gravídica séria
Paciente de 26 anos, assistente de medicina, grávida
Anamnese e estado de saúde
Um aborto em 1983, no segundo mês.
O desenrolar da atual gravidez é relativamente tranquilo,
embora com pressão sanguínea um tanto elevada (acima de
14/8,5) e bastante aumento de peso.
A paciente não tem consciência do cenário psíquico.
14/3/1990 — pressão 15/8,5;
28/3/1990 — pressão 12,5/8;
9/4/1990 — pressão 14/9,5;
24/4/1990 — pressão 13/9;
2/5/1990 — pressão 13/9,5 (38 a semana de gravidez).
O bebê tem tamanho normal (segundo mostra o ultrassom)
e boas condições de desenvolvimento.
Decidiu-se fazer uma tentativa com os florais de Bach para
que o nascimento não seja ameaçado.
Primeira associação de florais de Bach em 2/5/1990
Cherry Plum — intensa tensão psíquica, resultante da
pressão sanguínea elevada
Gentian, Elm,
Walnut e Wild Oat — para o processo de parto que se
aproxima
Rock Rose — sentimentos de medo e pânico.
Dosagem: quatro gotas, quatro vezes ao dia.
Transcorrer da terapia
3/5/1990 — pressão 12/8; colo do útero com dilatação de 1
a 2 centímetros.
4/5/1990 às 13 horas — nasce um menino, 2.950 gramas,
50 centímetros.
14/6/1990 — nas seis semanas habituais de resguardo, sua
pressão se manteve em 10,5/6 (a paciente continuou a tomar
os florais).
Observação
Para mim foi uma grande surpresa ver como a pressão alta
que existia há semanas pôde ser alterada de forma tão
drástica com os florais de Bach e permanecer estável até
mesmo depois do parto!
Além disso, fiquei impressionada com a rapidez do parto;
isso, na minha opinião, deveu-se ao efeito dos florais de
Bach.
CASO 43: Enjoo matinal na gravidez
Paciente de 29 anos, no início do quinto mês de gravidez
Anamnese e estado de saúde
Náuseas/vômitos (às vezes biliosos) com pressão na cabeça,
desde o quarto mês de gravidez, especialmente pela manhã.
Os acessos de náuseas se manifestaram depois de um
seminário no qual a paciente se confrontou pela primeira
vez com o fato de que precisaria interromper suas atuais
atividades; ela está preocupada com a pessoa que irá
substitui-la no emprego.
Além disso, o seminário trouxe à tona a lembrança de seu
pai.
Primeira associação de florais de Bach em 16/6/1993
Cerato — grande insegurança interior, também com relação
à gravidez
Willow — sente-se à mercê de sua situação física
Pine — sentimentos de culpa, porque não poderá continuar
fazendo o seu trabalho
Walnut — ainda não consegue aceitar incondicionalmente
sua nova situação (gravidez, maternidade)
Red Chestnut — forte ligação interior com o pai
Chicory — preocupação com a chefe
White Chestnut — os pensamentos giram em torno da
gravidez
Vervain* — ocupa-se intensamente com o novo papel de
mãe, ficando assim sob pressão
Agrimony* — tem dificuldade para deixar os outros verem
quando não está bem, e assumir o fato
Oak* — “guerreiro exausto” que precisa continuar lutando.
* também por escolha espontânea.
Tratamento suplementar
Terapia de Schüssler, chá hepático, vitaminas, controle
simbiótico.
Transcorrer da terapia
Continua sofrendo ocasionalmente de náuseas/vômitos
(precisa se deitar um pouco nesses casos) — estômago
muito sensível.
No nível emocional, ela se sente melhor, estabilizou -se;
está sonhando muito, precisa de bastante sono.
Segunda associação de florais de Bach em 21/7/1993
Cerato* — muito insegura e indecisa, está sempre pedindo
a opinião dos outros
Pine — ver acima
Centaury — não consegue deixar de atender os desejos
alheios
Honeysuckle* — ainda se ocupa intensamente com o
passado (pai)
Walnut — tem dificuldade para aceitar o papel de mãe
Rock Water* — obriga-se a fazer exercícios diários de
meditação, o que agora lhe é muito difícil
Hornbeam — sente-se exausta já pela manhã.
Transcorrer da terapia
A paciente acha que o processo de transformação (ligado à
gravidez) se harmonizou, mesmo que ainda tenha
sentimentos de culpa. Não sofre mais de náuseas. Ainda
sente grande necessidade de sono, mas a exaustão matinal
desapareceu.
Ela se conscientizou de que não pode obrigar -se à
meditação — deixou de ser tão rígida consigo mesma e
presta mais atenção ao seu próprio corpo.
Quer continuar tomando os florais de Bach.
Terceira associação de florais de Bach em 25/8/1993
Centaury — ver acima
Cerato — ver acima
Honeysuckle — ver acima
Walnut* — ver acima
Aspen — forte sensibilidade
Crab Apple* — a desordem a deixa nervosa.
Transcorrer da terapia
A paciente reaparece depois do nascimento do bebê.
No início de dezembro, em condições difíceis (e sem usar
os florais de Bach), nasceu-lhe uma filha saudável. A
paciente teve contrações muito fortes durante vários dias e
finalmente foi necessário fazer uma cesariana.
Observação
Um aspecto típico mostrado por este caso é o confronto com
o novo papel de mãe, quando os florais de Bach ajudaram a
paciente a alcançar uma nova compreensão de si mesma. É
interessante notar que, com o encerramento desse processo,
também desapareceram as náuseas (presentes, de modo
atípico, a partir do primeiro trimestre da gravidez).
CASO 44: Medo neurótico
Paciente de 27 anos, professora
Queixas
A paciente é constantemente obrigada a interromper suas
atividades de ensino. Há três meses está incapacitada para
o trabalho.
Anamnese
Os antecedentes não registram nenhum fenômeno
patológico significativo; porém, há uma série de sintomas
físicos recorrentes: catarro, dor de garganta, dores
abdominais, oscilações na pressão sanguínea.
Os pais da paciente eram pessoas de personalidade forte,
que lhe transmitiram rígidas normas de vida. O
cumprimento do dever e uma boa conduta eram o
mandamento supremo; por melhor que ela agisse, nunca era
bom o suficiente.
A paciente se mostra ansiosa ao falar sobre seus medos (o
pano de fundo dos seus problemas físicos). Ela não chega a
perceber que, para começar, o afastamento do trabalho
facilitou sua vida.
Diagnóstico
Medo neurótico.
Terapia até o momento
O tratamento até agora se dirigia predominantemente aos
sintomas; diversos analgésicos, gargarejos, às vezes um
tranquilizante.
Para dormir, meio comprimido de Noctamid® e
Lexotanil®.
A paciente está sob tratamento psiquiátrico, com consultas
semanais, desde dezembro de 1992.
Primeira entrevista em 15/3/1993
Até este momento, a paciente fez pouco progresso na sua
terapia. Tem muita dificuldade para tomar consciência de
suas emoções. Não compreende muitas de suas reações, e
acha que seus problemas ou situações desfavoráveis na vida
são causados pelos outros. Fala muito pouco sobre seus
medos. Fixação no trabalho e no seu desempenho
profissional.
Primeira associação de florais de Bach em 15/3/1993
Rescue* — não reconhece o que é importante para si mesma
Rock Water** — rígida estrutura interior; falta de
flexibilidade na vida cotidiana.
* tomar durante duas semanas.
** tomar durante seis semanas.
Transcorrer da terapia
Em 17 de maio, recebo um telefonema do psiquiatra que
cuidava da paciente; ele está entusiasmado. Ela fez enormes
progressos na terapia e, finalmente, está começando a falar
sobre si mesma, em vez de ficar presa aos rígidos princípios
que lhe foram inculcados. Aos poucos, vai conseguindo
estabelecer contato com seus próprios sentimentos.
Reconhece seu medo de tomar decisões e seu desejo de
fugir dos problemas. O contato entre paciente e psiquiatra
melhorou visivelmente. Os sintomas físicos começaram a
ser tão pouco frequentes que passam para segundo plano.
Segunda associação de florais de Bach em 2/6/1993
Chestnut Bud — as experiências ainda não foram
suficientemente trabalhadas
White Chestnut — pensamentos interminavelmente à roda.
Transcorrer da terapia
A paciente está muito mudada; vem à tona um lado até então
oculto de sua personalidade: a mulher jovem que consegue
falar sobre si mesma e compreende que pode escolher seu
próprio caminho na vida. Ela agora percebe que seus
sofrimentos tinham a ver com seu relacionamento não -
resolvido com os pais.
Resultado a longo prazo
Há três meses ela está livre de distúrbios físicos,
eliminando-se assim o principal motivo para sua
incapacitação profissional. Seu antigo paradigma — “Sei
trabalhar muito bem, mas os meus problemas físicos me
impedem” — perdeu a razão de ser.
Para o próximo ano letivo ela tem novos projetos, e não só
como professora. Seus medos se reduziram de modo
sinificativo, tomando sua vida em geral bem mais fácil.
Observação
As essências florais de Bach produziram nesta paciente uma
mudança tão rápida quanto decisiva. A moça teve acesso a
um nível de consciência que até então estava fechado para
ela.
Passo a passo, ela foi capaz de reconhecer sua dor
emocional e começar a se soltar dos pais. Com isso, também
“permitiu” que os sintomas físicos se dissolvessem; o nível
do seu medo pôde ser reduzido consideravelmente. Pela
primeira vez em muitos anos, seu estado geral de saúde
melhorou, e isso se deve à combinação da psicoterapia com
a Terapia Floral de Bach.
As consultas terapêuticas semanais serão mantidas, para
continuar a apoiar a paciente em seu desenvolvimento. O
tratamento com os florais de Bach será retomado em
intervalos de mais ou menos três meses, para ajudar a
desenvolver os resultados obtidos na psicoterapia.
CASO 45: Enurese noturna
Paciente de 34 anos
Queixas
Urina na cama desde a primeira infância; irregularidades
menstruais, com enxaquecas e humor depressivo.
Anamnese e estado de saúde
Divorciada há quatro anos, um filho.
Quando pequena, a paciente sofria de enurese noturna
frequente, urinando na cama noite sim, noite não; a partir
da puberdade, a enurese noturna só se manifestava durante
o período menstrual. Depois do divórcio, voltou a urinar na
cama praticamente toda noite.
Além disso, a paciente se queixa de irregularidades
menstruais, tais como sangramento extemporâneo
acompanhado de enxaquecas e, às vezes, de humor
altamente depressivo e aumento da enurese noturna. No
todo, mostra uma clara fixação nos distúrbios menstruais.
À noite, é frequente a paciente gritar por causa dos
pesadelos e acordar totalmente exausta. Ela menciona
medos noturnos (com matizes paranoides) envolvendo uma
desconfiança em relação aos homens em geral, intrusos no
seu quarto, ameaças físicas — tudo muito difuso e de difícil
compreensão.
Depois ela declara ter “depressões”, sentimentos de solidão
e até uma sensação de isolamento, atribuindo tudo isso à
enurese noturna — ela não se sente capaz de estabelecer um
novo relacionamento íntimo.
Existe na paciente uma imensa sensibilidade às influências
externas (inclusive as imaginárias) e uma suscetibilidade
acima da média.
Vê-se, no início de sua anamnese, uma tentativa de suicídio
com barbitúricos, causada por sua revolta contra o pai. Sua
biografia dá indícios claros de um relacionamento
incestuoso com o pai — no nível imaginário ou mesmo real
— que até hoje continua a provocar nela fantasias de
estupro e dominação.
No nível orgânico, não se encontrou nenhum estado
patológico nem neurológico.
Diagnóstico
Enurese noturna primária. Síndrome depressiva no contexto
de uma depressão neurótica, perturbação da vivência
sexual, pesadelos. Personalidade com estrutura
predominantemente histérico-depressiva.
Terapia até o momento
Durante a infância, várias tentativas infrutíferas de
tratamento neurológico e pediátrico; vários tratamentos
homeopáticos sem sucesso.
De agosto de 1991 a janeiro de 1992 — entrevistas de apoio
como preparação para psicoterapia.
De janeiro a abril de 1992 — internação para tratamento
psicoterápico. A enurese noturna só se manifesta
esporadicamente e, mesmo assim, somente em contextos
psíquicos significativos; a depressão, os pesadelos e os
sentimentos de medo não tiveram melhora duradoura.
Abril de 1992 — começou a ter sessões individuais de
psicoterapia baseada na psicologia profunda, com sessões
semanais que se estenderam até o início de 1994.
Motivos para a Terapia Floral de Bach
Embora a formação somática dos sintomas tenha sido ampla
e rapidamente eliminada no contexto do tratamento
psicoterápico, por outro lado desenvolveu-se uma crescente
sintomatologia psíquica marcada pela “psiquização” dos
conflitos emocionais básicos.
Já que a paciente parecia muito motivada, sensibilizada e
disposta a permitir um desenvolvimento emocional, seis
meses depois do início da psicoterapia individual começou -
se a usar também os florais de Bach.
Primeira associação de florais de Bach em novembro de
1992 (até março de 1993)
Aspen — medos vagos, do tipo difuso, que funcionam como
“pressentimentos” irracionais
Rock Rose — manifestação dos medos sob a forma de surtos
que às vezes fazem a paciente entrar em pânico,
principalmente à noite; necessidade exagerada de
segurança.
Tratamento suplementar
Sessões semanais individuais de psicoterapia baseada na
psicologia profunda.
Transcorrer da terapia
Depois de um breve fortalecimento inicial dos medos
noturnos de fundo histérico (antes de deitar, por exemplo,
ela revista o quarto para se certificar de que não há vultos
sombrios), ocorre primeiro uma melhora durante o dia (a
partir da quarta semana de tratamento) e depois também à
noite (a partir da quinta semana). Ela se sente “menos
bloqueada” e, assim, com mais energia e não tão depressiva.
Vejo nos sonhos da paciente — encontros (prazerosos) com
homens — uma clara indicação da mudança ocorrida no
conteúdo de seu inconsciente, agora se aproximando dos
temas sexualidade e homens; e também o forte desejo de
relacionamentos íntimos.
O primeiro contato físico real com o pai desde os tempos
do jardim-de-infância (um baile) é vivido “com toda a
tranquilidade” pela paciente.
Estado de saúde no momento: bem melhor, subjetiva e
objetivamente, em relação aos medos.
Segunda associação de florais de Bach em setembro de
1993 (até o final de 1993)
Holly — depois da melhora dos medos, uma clara e
acentuada agressividade principalmente em relação aos
homens. A paciente tem às vezes a sensação de não ser mais
a senhora de suas emoções
Star of Bethlehem — caráter traumático do medo e das
agressões dele resultantes.
Transcorrer da terapia
Pela primeira vez em muitos anos, a paciente voltou a se
apaixonar (no fim de agosto) e manteve relações sexuais
depois de três anos de abstinência. Ela agora se atormenta
por causa da agressividade que revela para com o namorado
— e ele acaba por abandoná-la.
Surgem muitas e valiosas revelações sobre o seu lado
agressivo até então reprimido e projetado sobre os outros:
“Sou realmente sádica e gosto de magoar os outros, quero
ganhar tudo sem dar nada, como reação à minha infância e
ao meu casamento.” Experiência desse relacionamento é
trabalhada de modo produtivo; “A culpa é minha e não dos
homens.” Suas explosões de agressividade depois a deixam
“triste” e ela também lamenta o fato de o namoro ter durado
tão pouco.
Encerramento da terapia em janeiro de 1994
A conquista do autoconhecimento, por vontade da própria
paciente, levou a uma pausa na terapia, pausa essa que eu
vejo como uma expressão do seu desejo de recomeçar a
vida: “Não quero mais olhar para trás, quero agora,
finalmente, dar um jeito de mudar a mim mesma.”
Observação
No decorrer do tratamento houve fases marcadas por
sentimentos de estagnação e desesperança, os quais também
foram experimentados pelo terapeuta através da
“transferência”. Neste caso, em vista da disponibilidade da
paciente para a cooperação e a reflexão, acredito que se
tratava das conhecidas “resistências”, as quais não estariam
sendo suficientemente dissolvidas através do tratamento
verbal.
Em duas dessas fases do tratamento, introduziram -se as
essências florais de Bach. Um aspecto notável é que o
momento da primeira associação de florais foi escolhido
simultânea e independentemente pelo terapeuta e pela
paciente, que então começava a se interessar pela medicina
alternativa.
Neste caso, a ingestão dos florais de Bach durante um
tratamento individual baseado na psicologia profunda pôde
contribuir para um desenvolvimento emocional bastante
criativo e impulsionador.
CASO 46: Psicose esquizoafetiva
Paciente de 35 anos, turco radicado na Alemanha
Anamnese
O paciente foi trazido ao meu consultório pela mulher, em
2/8/1991. Ele não estava em condições de responder às
minhas perguntas e se encontrava visivelmente sob efeito
de fortes psicofármacos. Não havia barreiras idiomáticas
entre nós; sua esposa é alemã (professora) e ele próprio fala
bem o alemão.
A anamnese mostrou que ele sofria, já há alguns anos, de
uma crescente mania de perseguição (alegava estar sendo
perseguido pelos seus compatriotas, com terrorismo
telefônico e ameaças pessoais — mas nunca contra sua
mulher).
Diversas internações em clínicas psiquiátricas, sempre
recebendo altas doses de psicofármacos. Depois da última
internação, em julho de 1990, teve uma séria crise de
depressão com tentativa de suicídio. Desde então,
ininterruptamente em licença de saúde; na época da
primeira consulta, a empresa já pensava em demiti-lo, a
menos que ele se submetesse a uma terapia para recuperar
a aptidão ao trabalho. Recusei-me a fazer essa terapia e
sugeri ao paciente um tratamento temporário apenas com os
florais de Bach. Ele e a mulher concordaram.
Diagnóstico
Psicose esquizoafetiva.
Estado em 2/8/1991
O paciente está nitidamente lento, não mostra quaisquer
reações emocionais.
Terapia no momento
Taxillan® 100-100-150, Akineton® ret. 1-1-1, ingestão
temporária de Haldol® e Truxal®.
Primeira associação de florais de Bach em 2/8/1991
Aspen — extrema sensibilidade
Cherry Plum — sentimentos reprimidos
White Chestnut — pensamentos à roda
Rescue — estado agudo
Mimulus — medos concretos
Mustard — tristeza.
(Escolha intuitiva.)
Transcorrer da terapia
Cerca de uma semana depois da ingestão da primeira dose,
houve uma melhora sensível; o medo desapareceu. A partir
de 30/8, reduziu-se o Taxillan® a 100 mg à noite (depois
de uma conversa com o neurologista) e foram abandonados
todos os outros medicamentos.
Desde 2/9, o paciente está trabalhando quatro horas diárias
no antigo emprego. Mas ainda não consegue dirigir seu
carro.
Estado em 5/9/1991
O paciente está atento e dá respostas espontâneas e seguras;
sua irradiação total é mais ativa. Porém, persistem as
dificuldades para adormecer e os distúrbios durante o sono.
Segunda associação de florais de Bach em 5/9/1991
Chicory, Honeysuckle
e Red Chestnut — forte simbiose no seu relacionamento
emocional com o passado
White Chestnut — ver acima
Rescue — ver acima.
(Escolha intuitiva.)
Transcorrer da terapia e estado em 4/10/1991
O paciente está irreconhecível. Vem sozinho ao consultório
e me cumprimenta com um largo sorriso e um alegre “Olá”
(não estou exagerando!). Ainda toma Taxillan® 100 à noite,
mas só esporadicamente. O sono se normalizou e ele está
trabalhando já há uma semana no terceiro turno da linha de
produção. A empresa optou por não demiti-lo.
Ele voltou a ser um homem plenamente ativo, dirige seu
carro e está planejando passar as férias na Turquia.
Terceira associação de florais de Bach em 4/10/1991
Chicory — ver acima
Honeysuckle — ver acima
Red Chestnut — ver acima
(Escolha feita em conjunto com o paciente.)
Transcorrer da terapia e estado em 25/10/1991
Diante de mim está um homem totalmente equilibrado. Foi
plenamente reintegrado ao trabalho, com plena capacidade
de desempenho.
Não toma mais Taxillan®, seu sono se normalizou.
Hoje ele só veio ao meu consultório para buscar um novo
frasco de florais. O último que
lhe receitei está vazio. Ele próprio escolheu a nova
associação de florais, seguindo sua orientação interior.
Quarta associação de florais de Bach em 25/10/1991
Chicory — ver acima
Larch — falta de sentimento de autovalia
Olive — esgotamento depois de um período de profunda
tensão emocional
Vervain — uso excessivo da força de vontade
Willow — sente-se desamparado, uma vítima.
Resultado
A esposa do paciente disse-me, no começo de dezembro de
1991, que ele me mandava calorosas lembranças, que se
sentia muito bem e estava de novo totalmente apto.
CASO 47: “Fenômeno de reencarnação” (Brasil)
Paciente de 4 anos
Anamnese e estado de saúde
A menina começou de repente a mostrar um comportamento
estranho. Dizia que a mãe não era sua mãe verdadeira, que
aquele não era o seu verdadeiro lar. Fixou-se nesta ideia e
várias vezes tentou fugir de casa para procurar seus pais
“legítimos” e seu “verdadeiro” lar. A criança não sabia
onde procurá-los, mas dizia sempre que uma mulher lhe
aparecia em sonhos e afirmava ser a sua verdadeira mãe. A
menina acreditava nessa figura onírica.
Associação de florais de Bach
Walnut — a criança está sendo influenciada pela “figura
onírica”
Honeysuckle — ligação demasiado forte com o passado
Mimulus — confusão e ansiedade.
Transcorrer da terapia
Três dias depois do início do tratamento com os florais de
Bach, a menina de repente se recusou a tomá-los afirmando
que sua “verdadeira” mãe lhe dissera que, se os tomasse,
nunca mais a veria.
Sugeri à mãe que lhe desse as gotas em segredo, talvez no
leite ou num suco de frutas. Ela assim o fez. Depois de dois
meses as visões desapareceram e a criança voltou a se
estabilizar.
CASO 48: Tratamento de uma crise depressiva no
contexto de uma psicose maníaco-depressivo unipolar
existente há duas décadas (Brasil)
Paciente de 62 anos, funcionária pública
Anamnese e estado de saúde
Desde os 40 anos de idade, a paciente sofre de crises de
depressão. Durante os vinte e dois anos dessa doença, ela jã
passou por incontáveis crises, que aparecem sem nenhuma
razão aparente e com certa regularidade, e geralmente têm
curta duração.
Ela não tem vontade para nada, é totalmente desmotivada,
se sente vazia e não mostra nenhum ímpeto interior. Vê o
mundo descolorido, como se uma imensa nuvem escura o
eclipsasse. Seus pensamentos são amedrontadores. Ela só
pensa na morte — não aguenta mais!
Conversar a deixa tensa; ela sofre muito com essa situação.
A paciente conta que tem uma família saudável e feliz, e
também que está totalmente satisfeita em sua vida
profissional — ela não vê nenhuma razão para esses
sentimentos depressivos.
Diagnóstico
Psicose maníaco-depressiva unipolar.
Terapia até o momento
Terapia alopática (além da terapia Cerletti).
Depois da última crise, foi tratada durante cinco semanas
com doses diárias de 150 mg de Clomipramin®
(antidepressivo tricíclico); durante esse período, sentiu -se
melhor.
Primeira associação de florais de Bach
Mustard — fases de profunda tristeza
Gorse — resignação
White Chestnut — pensamentos recorrentes.
Tratamento suplementar
Clomipramin®, doses diárias de 50 mg.
Transcorrer da terapia
Depois de duas semanas, a paciente se sente um pouco
melhor: conta que está começando a ter esperança.
Passadas cinco semanas, todos os sintomas desapareceram.
A paciente se sente bem e voltou a assumir suas tarefas
profissionais e familiares.
Observação
Este caso ilustra uma experiência bastante frequente; no
caso de pacientes com doenças psíquicas, a combinação da
Terapia Floral de Bach com os neurolépticos usuais
permite-nos alcançar bons resultados, geralmente em
menos tempo e com dosagens menores.
CASO 49: Tratamento de uma deficiente mental
Paciente de 36 anos
Diagnóstico da medicina ortodoxa
Paralisia parcial, causada pela posição invertida do bebê na
hora do parto.
Situação
Ocasionalmente, intensas explosões emocionais, tanto na
casa dos pais quanto na escola especializada onde passa os
dias. A paciente não consegue, no nível psíquico, lidar com
as situações de estresse na escola. À noite, muitas vezes
acorda fortemente agitada — “compulsão de falar”. Há anos
rói as unhas. Não tem nenhum controle sobre a bexiga ou
os intestinos ao dormir.
Terapia até o momento
Sob prescrição do psiquiatra, Taractan® na dosagem de
duas drágeas de 5 mg duas vezes ao dia.
Observações do psicólogo que atendia o caso antes de se
iniciar a Terapia Floral de Bach: “Formas de
comportamento parcialmente rígidas, estereotipadas. O
que mais chama a atenção: a paciente vira a cabeça para
o lado, evitando totalmente o contato visual, embora haja
ao mesmo tempo uma nítida necessidade de contato. Isso se
exterioriza no seu falar intenso
e quase ininterrupto; além do mais, uma grande
necessidade de compreensão e atenção, causada por forte
medo e insegurança interior.
“A mãe: a atitude da mãe ante a filha mentalmente
deficiente é da mais extrema rejeição, o que se manifesta
com clareza na sua postura corporal. Tendência a criticar o
comportamento da filha. Indícios de sobrecarga,
resignação, amargura e esgotamento.
“O pai: ao contrário da mãe, o pai tem uma atitude de forte
preocupação a respeito da filha, atitude essa que se
caracteriza por sentimentos — não expressados — de culpa.
“Pai e mãe já eram de meia-idade quando a filha nasceu. De
forma não-verbal, vem à tona neles um silencioso pedido de
desculpas pelo estado da filha e pela sua deficiência mental.
“Eles se comportam de modo muito correto; fazem todo o
possível pela filha deficiente. O pai participa ativamente do
projeto ‘Construção de escola especializada para
deficientes mentais’.”
Primeira associação de florais de Bach em 4/8/1985
(receitada com base na escolha espontânea)
Vervain, Walnut e Chestnut Bud — esta escolha mostra a
tentativa desesperada (Vervain) de alcançar uma mudança
(Walnut) que, no entanto, sempre fracassa diante de certas
condições (Chestnut Bud)
Rescue — como remédio adicional; uma gota duas vezes ao
dia.
(Esta associação de florais foi ministrada em casa e na
escola.)
Transcorrer da terapia
Já durante os primeiros meses de tratamento, a paciente
reage de modo positivo. De início, surgem as primeiras
reações: um fortalecimento temporário dos sintomas, mas
no limite do suportável. Depois, as explosões emocionais
diminuem. A paciente mostra mais receptividade e alegria
de viver.
Segunda associação de florais de Bach em 22/1/1986
(também com base na escolha espontânea)
Olive, Heather, Chicory e Chestnut Bud — devido ao
relaxamento resultante da primeira associação de florais,
agora a carência emocional (Heather e Chicory) pode se
manifestar no primeiro plano. Ao mesmo tempo, fica
evidente o grande dispêndio de energia por causa da tensão
emocional (Olive no lugar de Vervain); Chestnut Bud,
como antes
Rescue — sempre que necessário.
Transcorrer da terapia
Houve uma melhora tão significativa no estado da paciente
que o Taractan® pôde ser posto de lado. Resultados
positivos: a paciente consegue dormir a noite toda, a bexiga
e os intestinos estão cada vez mais sob controle, o hábito de
roer as unhas diminuiu.
Terceira associação de florais de Bach, de 2/3/1986 a
5/6/1989
(também com base na escolha espontânea)
Willow, Scleranthus, Cerato, Star of Bethlehem e Heather
— É possível que esta associação de florais ajude a paciente
a trabalhar a situação emocional de seu nascimento: a
experiência do trauma (Star of Bethlehem e Willow); a
insegurança dali resultante — enfrentar ou não a luta pela
sobrevivência — (Cerato e Scleranthus); bem como o
sentimento generalizado de carência emocional ( Heather).
Hipótese alternativa: é possível que os pensamentos e
sentimentos da mãe durante o trabalho de parto (que teriam
sido inconscientemente captados pelo bebê) possam
interagir com esta associação de florais.
Transcorrer da terapia
Esta família está acostumada, há anos, a passar as férias
com alguns parentes. No verão de 1988, esses parentes
também notaram uma visível transformação positiva da
paciente.
Durante esse período de tratamento, Rescue só foi
administrado esporadicamente. — A partir de 1989, pôde
ser deixado totalmente de lado.
Resultado
Excetuando-se alguns episódios ocasionais, a paciente
consegue controlar totalmente suas secreções durante a
noite. O contato visual aumentou. A situação entre mãe e
filha tomou-se mais descontraída; a vida desta deficiente
mental não parece mais tão cheia de medo e insegurança.
Tanto os pais como o pessoal da escola observaram na
paciente o surgimento de novos processos mentais e um
desenvolvimento cada vez mais forte da capacidade de
expressão espontânea.
Observação
O tratamento desta moça foi significativamente apoiado
pela decisão de sua mãe de se submeter, ao mesmo tempo
que a filha, a uma terapia com as essências florais de Bach.
CASO 50: Autismo com ataques epilépticos Paciente de 23
anos, gêmeo univitelino, autista Anamnese e estado de
saúde
Gêmeos univitelinos nascidos seis semanas antes do
tempo, pesando 2.650 g; período pré- natal sem
contratempos. Atitude de “identificação” com o irmão.
Aos três meses de idade, vacina contra coqueluche que não
foi tolerada pelo seu organismo. A partir do décimo mês de
vida, percebeu-se um retardamento psicomotor em
comparação com o irmão. Ele não conseguia aprender a
andar nem a falar. Aos dois anos, internado em uma clínica.
Os pais foram obrigados a assinar uma declaração através
da qual se comprometiam a não visitar o filho nos próximos
três meses e autorizavam a realização de “todos os exames
necessários”.
Dois meses depois, a mãe pressiona e consegue autorização
para uma visita: encontra o filho com “barba de homem
feito e cara de lua cheia” (cortisona). Também haviam sido
feitas aplicações de ar em sua cabeça. O menino é devolvido
à guarda dos pais, agora usando um aparelho auditivo —
pois a clínica alegava que ele estava praticamente surdo.
A partir de então começaram a surgir: hipsarritmia (ataques
epilépticos) com perda de consciência em intervalos
regulares; tricotilomania; autismo.
Três meses depois de deixar a clínica, consulta com um
neurologista infantil: o aparelho auditivo é retirado, pois
sua audição é quase perfeita — o menino chega a ter
“ouvido musical”.
O paciente está sendo tratado terapeuticamente há vinte
anos. Vive na casa dos pais e, sozinho, pega o ônibus para
ir às reuniões do grupo “Apoio à Vida”, situado a 12
quilômetros de distância.
Tem poucos ataques, mas toma diariamente onze diferentes
antiepilépticos (três tipos).
Diagnóstico
Perturbações autistas do comportamento, ataques
epilépticos (cicatrizes visíveis no EEG).
Primeira entrevista, em 17/3/1992
O paciente senta no colo da mãe, canta canções, adormece
numa poltrona. Recusa-se a aceitar a minha pessoa.
Primeira associação de florais de Bach
Crab Apple — grande aversão por tudo o que possa sujá-lo;
remenda, a seu modo, qualquer rasgão na roupa; troca de
roupa à vista da menor manchinha
Star of Bethlehem — entra em pânico diante de casas
grandes e casacos brancos (logo antes da primeira
entrevista, teve um ataque epiléptico diante de um açougue
— o açougueiro usava um macacão branco)
Aspen — fica muito inquieto diante de crianças chorando.
Antecipa as flutuações de humor do pai (professor ginasial,
homem colérico) e se enche de medo
Chestnut Bud — foi aprovado no curso de carpintaria do
“Apoio à Vida” e agora está no grupo de tapeçaria, mas não
se esforça; também em casa, padrão de comportamento
estereotipado
Walnut — o fato novo é que, já agora homem feito, escolhe
em meio aos grandes grupos (por exemplo, corais infantis,
danças folclóricas, bailes) uma figura feminina e a acaricia,
a abraça e fixa-se nela, (Este floral foi indicado apenas
como “ajuda para a ruptura e a transformação.)
Transcorrer da terapia
O paciente dorme em estado de relaxamento, tem uma
expressão facial mais suave, está menos agressivo e
irritadiço; chega até a ser muito gentil; come com grande
apetite.
Dois ataques epilépticos puderam ser evitados com o uso de
Rescue.
Segunda associação de florais de Bach em 12/4/1992
Repetiu-se a primeira associação.
Transcorrer da terapia
Em julho, o paciente saiu de férias por três semanas com o
grupo do “Apoio à Vida”, sem nenhum problema. Seus pais,
pela primeira vez, puderam sair de férias sozinhos.
Segunda entrevista, em setembro de 1992
Estado: invariavelmente bom.
O paciente muitas vezes reage com autopunição (por
exemplo, destrói seus objetos mais queridos quando lhe
recusam alguma coisa).
Apenas um ataque epiléptico desde a primeira entrevista!
Seus pais promoveram uma reunião familiar (cerca de
cinquenta pessoas presentes) para mostrar os progressos
alcançados pelo filho!
Terceira associação de florais de Bach em setembro de
1992
Crab Apple — ver acima
Chestnut Bud — ver acima
Walnut — ver acima
Mimulus — muito medo (de casarões, casacos brancos)
Honeysuckle — experiências não superadas
Cherry Plum — propensão a ataques volta a aumentar, mas
agora o processo é mais suave; tendência à autopunição.
Transcorrer da terapia
Desde então, o estado do paciente permaneceu inalterado.
Pequenas mudanças nas associações de florais, segundo o
quadro de cada situação.
Sempre que necessário, o paciente recebe Rescue tanto em
casa como no “Apoio à Vida”.
CASO 51: Alterações na natureza de um paciente
deficiente, depois de um “status epilepticus”
Paciente de 22 anos
Queixas
Atitudes e alterações negativas na natureza do paciente
portador de várias deficiências.
Anamnese
Como resultado de lesões natais, o paciente sofre de
múltiplas deficiências. Há uma combinação de perturbação
motora central e hipertonia; deficiência mental e epilepsia
com generalizados ataques focais secundários. Incapaz de
andar e de falar, mas compreende bem sua situação e se u
idioma. Embora se locomova em uma cadeira de rodas e
esteja na total dependência dos outros, ainda vive na casa
dos pais e não em uma instituição especializada. Está bem
integrado ao ambiente.
No contexto de uma infecção, chegou a um status
epilepticus que se prolongou por várias horas. O
atendimento emergencial, com remédios antiepilépticos,
ocorreu fora de sua casa. Desde então o paciente ficou
muito mais inquieto, héctico, impaciente e assustadiço, com
uma tendência a rir descontroladamente sem nenhum
motivo, o que é embaraçoso para ele próprio e para seus
familiares. Além disso, sente-se esgotado e sonolento com
muita rapidez.
Primeira associação de florais de Bach
Rescue — para restaurar o equilíbrio emocional
Crab Apple — para purificação depois do tratamento
medicamentoso
Star of Bethlehem — ainda não lidou com o choque físico e
emocional decorrente do status epilepticus.
Tratamento suplementar
Mylepsin® e Orfirl® 300 continuam a ser ministrados.
Transcorrer da terapia
Passadas três semanas, a mãe relata que o filho voltou a ser
o mesmo de antes e parece até mais equilibrado. Está mais
forte, animado, comunicativo (no seu caso, isso significa
que ele tenta fazer-se compreender através de algumas
sílabas) e mostra muito mais iniciativa e autossuficiência.
Segunda associação de florais de Bach
Crab Apple — ver acima
Star of Bethlehem — ver acima.
Transcorrer da terapia e resultado a longo prazo
O paciente repetiu esta associação de florais por mais três
ou quatro semanas. O estado satisfatório perdurou e até hoje
não foi necessária nova receita.
CASO 52: Medo após toxicodependência
Paciente de 26 anos, estudante, em processo de
transferência de escola dentro do programa
profissionalizante
Queixas
O paciente sofre de fases depressivas, medo de rejeição
depois de várias decepções, desequilíbrio devido a
esmagadoras imagens interiores.
Anamnese e estado de saúde
Tem dificuldade para encontrar um trabalho adequado onde
possa se realizar. Desconfiado, pois foi traído em seu
último relacionamento afetivo. Depois do divórcio dos pais
há dez anos, começou a consumir drogas — primeiro
maconha e depois álcool — até tornar-se dependente delas.
Interrompeu os estudos no colegial, começou um curso
profissionalizante que logo abandonou. Aos 22 anos,
conseguiu largar as drogas com ajuda de sedativos e
psicoterapia. Permanecem os distúrbios acima
mencionados.
Diagnóstico
Personalidade dominada pelo medo, após
toxicodependência.
Terapia até o momento
Sessões psicoterapêuticas; ansiolíticos.
Primeira associação de florais de Bach em maio de 1991
Chestnut Bud — não consegue realizar suas fantasiosas
ideias profissionais (escolha espontânea)
Willow — joga a culpa nos pais
Cherry Plum — parece interiormente tenso
Wild Rose — diante de problemas, logo cai em estado de
total resignação
Centaury — deixa que os outros determinem o rumo da sua
vida
Holly — sentimentos de ódio
Aspen — imagens de pesadelo no estado de vigília
Star of Bethlehem — choques não-trabalhados
Crab Apple — para limpar os resíduos dos muitos
medicamentos e drogas que ingeriu nos dez últimos anos.
Tratamento suplementar
Fisioterapias orientais.
Transcorrer da terapia
No início de julho, o paciente se sente um pouco mais
relaxado, mas ainda não há nenhuma mudança digna de
nota.
Segunda associação de florais de Bach em julho de 1991
Repetiu-se a primeira associação de florais.
Transcorrer da terapia
Causa boa impressão, asseado, recém-barbeado, com uma
grande melhora das espinhas inflamadas do rosto.
Consultou um orientador vocacional, que confirmou suas
ideias quanto a uma profissão. Além disso, apaixonou -se.
O medo da rejeição e o ciúme desapareceram, pois
abandonou a antiga compulsão de ajudar que oprimia as
pessoas e as afastava dele. Agora, quem sente ciúme é sua
namorada.
Num caso de drogas na família da namorada, ele presenciou
mais uma vez — agora como observador — as cenas que
tão bem conhecia por experiência própria. Reagiu com
choro, o que nunca conseguira fazer quando vivia ele
mesmo essa situação.
Os assustadores pesadelos em estado de vigília se
reduziram bastante. O paciente está mais próximo de sua
vontade própria. Percebe que herdou da mãe o padrão
Centaury, mas deixou de culpá-la por isso.
Um aspecto que chama a atenção é o fanatismo com que ele
agora exterioriza sua vontade. Trabalha diligentemente sua
própria individualidade e inunda tudo com sua energia, até
ser de repente desacelerado pelo cansaço natural.
Terceira associação de florais de Bach em setembro de
1991
Centaury — ver acima
Willow — ver acima
Crab Apple — ver acima
Chestnut Bud — ver acima
Star of Bethlehem — ver acima Vervain — fanatismo
Clematis — tendência a fugir da realidade.
Quarta associação de florais de Bach em outubro de 1991
Repetiu-se a terceira associação de florais.
Encerramento da Terapia Floral de Bach em novembro de
1991
O paciente está muito satisfeito. Conseguiu integrar ao
cotidiano seus múltiplos talentos manuais, sem
sobrecarregar-se em demasia. Adquiriu mais
responsabilidade por si mesmo.
Ao mesmo tempo, abandonou os ansiolíticos. A seu pedido,
recebeu mais uma receita com a mesma associação de
florais de Bach.
CASO 53: Crise hipertônica
Paciente de 72 anos
Queixas
Manifestação ocasional de dores de cabeça, inquietação,
náuseas e vômitos. Pressão alta, sensação de peso na
cabeça, sensação de congestão.
Anamnese
Os problemas acima foram identificados pela medicina
interna ortodoxa. Desde 1982, tratamento com Lanitop®,
sem resultados satisfatórios.
Diagnóstico
Insuficiência cerebral, depressão senil.
Receita
Rescue como ajuda de emergência no início de cada novo
ataque, pelo método do copo de água.
Resultado
Depois de ingerir Rescue, o paciente teve a sensação de que
“um caminho se abria”. E então dormiu por cerca de duas
horas e viu-se totalmente livre de problemas.
Ministrando-se as gotas de Rescue assim que se manifestam
os sintomas, a maioria dos ataques puderam ser evitados.
Resultado a longo prazo
O paciente vem sendo tratado com Rescue, em situações
semelhantes, já há quatro anos. Os resultados têm sido
sempre satisfatórios.
CASO 54: Paciente idosa e problemática em enfermaria
(hospital suíço)
Paciente de 92 anos
Queixas
Fraqueza devido à idade; problemas de irrigação sanguínea
no cérebro, com confusão aguda.
Situação
A paciente demonstra súbitas intenções suicidas; instalada
no terceiro andar do hospital, está sempre procurando
aproximar-se furtivamente de uma janela aberta. Foi-lhe
ministrado um psicofármaco, ao qual ela reagiu de modo
anormal; foi preciso substituí-lo por Tofranil®.
Resultado
A situação ficou ainda mais séria depois disso. Mania de
perseguição, medo de ser envenenada. A paciente achava
que todos eram “ladrões e assassinos”. Recusou todo tipo
de alimento durante dois dias. Claudicava incessantemente
pela enfermaria, aterrorizava-se diante dos “precipícios”,
gritava “Hilfio” e “Fürio” (palavras do dialeto suíço
correspondentes ao alemão “Hilfe” e “Feuer” — “Socorro!”
e “Fogo!”, respectivamente). Um pesado encargo para as
enfermeiras e os outros pacientes. A incontinência tornou -
se total.
Medidas terapêuticas
Rescue, cinco gotas quatro vezes ao dia; doses adicionais
sempre que necessário.
Primeira dose
Quando a paciente abriu a boca para gritar “Hilfio”, a
enfermeira conseguiu fazê-la engolir uma colherada de
mingau de arroz na qual pingara quatro gotas do
concentrado Rescue, embora ela se debatesse em desespero.
Dez minutos depois, a paciente estava tranquilamente
sentada na cama, afagando a mão das enfermeiras que a
rodeavam; tomou uma xícara de chá (ao qual também se
acrescentaram quatro gotas de Rescue) e disse que nunca
bebera algo tão gostoso. De lº a 17 de novembro de 1987, a
paciente foi medicada somente com Rescue. Depois:
Primeira associação de florais de Bach em 17/11/1987
(receitada com base no comportamento da paciente)
Rock Rose — sentimentos de pânico e terror
Star of Bethlehem — abalo emocional não-trabalhado
Cherry Plum — explosões temperamentais descontroladas
White Chestnut — pensamentos repetitivos.
Transcorrer da terapia
A paciente reagiu bem a essa associação de florais. Agora
ela recebe as gotas diretamente sobre a língua — em geral,
ela se mostra dócil quando as enfermeiras lhe pedem para
abrir a boca e estender a língua.
Segunda associação de florais de Bach em 15/3/1988
(receitada com base no comportamento da paciente)
Mimulus — medos indeterminados
Walnut — insegurança na atual fase da vida
Star of Bethlehem — ver acima
Aspen — fobias secretas.
(Acrescentou-se Rescue, em caráter temporário.)
Transcorrer da terapia
A paciente se agarrava à vida, não conseguia o desapego.
Mostrava, com muita frequência, inquietação interior. Até
quatro dias antes de sua morte, queria levantar -se para
trabalhar e procurar seus filhos.
A paciente tomou as essências florais com certa
irregularidade — cada enfermeira as ministrava a seu modo.
Nas crises cada vez mais frequentes e nas súbitas ideias
fixas que a assaltavam, acrescentava-se Rescue à
associação floral.
Resultado
A cada dose dos florais, percebia-se um alívio no estado da
paciente.
Tratamento suplementar nesse período
Antes da aplicação do cateter intestinal, um supositório de
Valium® 10 mg e uma dose de Rescue (na verdade, a
aplicação tranquila do cateter só era possível com a ajuda
de Rescue; duas doses de quatro gotas, duas horas antes).
Encerramento da terapia em 12 de abril de 1988
Nesse dia, a paciente morreu em paz.
CASO 55: Alívio de uma paciente na enfermaria
Paciente de 75 anos
Situação
Estado pós-apoplético; paralisia do braço e da perna
direitos; agitação, nervosismo. A paciente se controla, mas
está totalmente insegura.
Receita
Uma única dose de dez gotas de Rescue.
Resultado
A paciente voltou a confiar em si mesma quanto a ficar de
pé; coopera no atendimento; está um pouco mais calma.
CASO 56: Confusão senil com agressividade
Paciente de 83 anos
Estado
Ocasionalmente, mostra forte confusão, inquietação e
agressividade. Depois volta a ficar sonolenta e
incomunicável. Dá respostas ininteligíveis e não coopera
nas tentativas de mobilização. Estado geral péssimo;
obstipação crônica.
Primeira dose
Rescue — quatro gotas, uma ou duas vezes ao dia.
Transcorrer da terapia
A paciente parece ter “despertado”. Responde com clareza.
Coopera quando a fazem levantar-se. Está tranquila mas
não sonolenta. Esse estado perdura até o meio-dia. Defecou
duas vezes sem necessidade de laxante ou clister.
Segunda dose
Rescue – quatro gotas, quatro vezes ao dia.
Transcorrer da terapia
A paciente toma parte ativa nas conversas, conta episódios
do seu passado, aparenta tranquilidade e equilíbrio. Dorme
bem à noite. A posição deitada apresenta melhora. Durante
o dia, cochila na cadeira de rodas.
Fezes (biliosas, aquosas) abundantes e fétidas, quatro ou
cinco vezes por dia. A paciente manifesta o desejo de comer
frutas secas. O fluxo diarreico cede no sexto dia — fezes
normais.
CASO 57: Experiências de uma enfermeira particular
Paciente de 86 anos
Estado
Rigidez generalizada dos músculos e articulações
(poliartrose); sempre acamado, apático, desamparado;
desorientação espacial e temporal. O paciente mal se
apercebe do ambiente à sua volta. Não coopera na hora dos
cuidados de higiene (banho, troca de lençóis, etc.); sempre
adormece durante o banho. Não engole direito os alimentos,
embora não se tenha constatado apoplexia. Úlcera de
decúbito no calcanhar esquerdo.
Anamnese
Há três anos, prostatectomia. Incontinência urinária.
Obstipação crônica já há vinte anos; uso constante de
laxantes — defeca duas vezes por semana.
Situação
A enfermeira local contratada para servi-lo não sabia mais
o que fazer; nem sequer conseguia trocar a roupa de cama
sem ajuda de terceiros. A cada movimento, o paciente
urinava; era impossível aplicar o cateter porque ele logo o
arrancava.
A enfermeira, percebendo que se tratava de uma situação de
emergência, ministrou ao paciente uma dose de Rescue
antes de prestar-lhe os cuidados de higiene.
Resultado
O paciente deixou de ficar “duro como um pedaço de pau”
sobre a cama. Chegou até a estender a mão e cooperar na
medida do possível. A rigidez corporal se dissolveu.
Transcorrer da terapia
A partir desse dia, doses diárias de Rescue. Ele começou a
dormir melhor à noite. No terceiro dia, esvaziou totalmente
o intestino; massa fecal extremamente malcheirosa e,
durante três dias, diarreia. Ao mesmo tempo, tornou -se
mais comunicativo, cooperava nos cuidados de higiene,
expressava seus desejos e parecia totalmente mudado.
Tinha mais apetite e conseguia engolir melhor os alimentos.
No quarto dia, as fezes ficaram mais sólidas. Agora o
paciente avisa quando quer defecar. A incontinência
urinária também melhorou.
(Final do período de atendimento prestado pela enfermeira.
Quatorze dias depois, o paciente foi internado em um asilo.
Não suportou a mudança. Morreu dois meses depois.)
CASO 58: Agressividade senil
Paciente de 89 anos
Anamnese e estado de saúde
O paciente é agressivo, inquieto, confuso e inacessível. À
noite, urina e defeca por todo o quarto. Precisa ser
conduzido em cadeira de rodas.
Terapia até o momento
Psicofármacos (Atosil®, Haldol® e Eunerpan®).
Primeira associação de florais de Bach
Rescue gotas, durante três dias.
Segunda associação de florais de Bach
Vine — personalidade dominadora; grita para conseguir o
que deseja
Cherry Plum — súbitos acessos de agressividade
Rock Rose e Aspen — medos sutis e profundamente
arraigados, subjacentes à sua agressividade
Holly — mostra agressividade principalmente quando os
outros pacientes da enfermaria recebem atenção
Impatiens — forte agitação interior.
Transcorrer e resultado da terapia
Quatro meses depois, o paciente voltou a andar sozinho, usa
o banheiro, está comunicativo e toma parte na rotina diária.
Os psicofármacos, com exceção de Eunerpan®, puderam
ser postos de lado.
Resultado a longo prazo
Um ano e meio depois, o estado do paciente continua
inalteravelmente bom — para caminhar, no entanto, ele
precisa de ajuda.
CASO 59: Remoção para um asilo
Paciente de 78 anos
Situação
Como a paciente não estava mais em condições de viver
sozinha, precisou deixar sua própria casa e mudar -se para
um asilo de idosos. A mudança lhe foi tão penosa que seu
estado geral de saúde piorou muito. Pensou-se então em
transferi-la para um hospital, o que a deprimiu ainda mais.
Receita
Walnut — mudança para uma nova situação.
Transcorrer da terapia
Em três semanas, a paciente mostrou uma melhora tão
visível e se adaptou tão bem ao asilo que ninguém mais
pensa em transferi-la para um hospital. O contato com as
outras pessoas se desenvolve bem. No todo, a paciente está
mais forte do que antes e até ajuda os outros (por exemplo,
a se dirigirem ao refeitório).
CASO 60: Teimosia senil
Paciente de 80 anos, costureira diplomada
Anamnese e estado de saúde
Refugiada, vive na Alemanha há 25 anos, viúva há muito
tempo. Há três anos não pode mais viver sozinha, pois está
confusa e sente medo.
Não deu certo sua tentativa de viver com a filha casada, pois
as duas são incompatíveis. Passou algum tempo em um lar
para idosos, mas não se adaptou. O filho (que a trouxe ao
meu consultório) vive em outra cidade.
Durante a semana, há uma pessoa em casa para tomar conta
dela, o filho geralmente vem nos fins de semana e às vezes
ela é levada para curtas temporadas na casa da filha.
Há anos, removeram uma parte de sua vesícula devido à
hiperfunção. Está cega de um olho (infecção virótica) desde
1975; má audição; de resto, organicamente saudável.
Medos (não consegue ficar nem meia hora sozinha; procura
as coisas, não acha e pensa que roubaram; medo da
rejeição), agressividade e “teimosia” que tomam muito
difícil cuidar dela. Muito confusa, vive quase só no
passado; tristeza.
Diagnóstico
Forte insegurança interior, vivendo em um ambiente que lhe
parece predominantemente hostil; apego ao sofrimento
vivido no passado; a energia necessária para enfrentar as
situações do presente é dissipada em um mundo interior (o
passado); atitude defensiva.
Terapia até o momento
Preparado à base de cafeína para fortalecer a capacidade de
concentração; esse remédio, contudo, também aumenta seu
nervosismo. Outro medicamento, para melhorar a irrigação
sanguínea do cérebro.
Primeira associação de florais de Bach em 11/6/1993
Star of Bethlehem — traumas não-trabalhados: o exílio, a
morte da mãe, da tia e do marido, o conflito com a filha
Honeysuckle — apego ao passado
Holiy — raiva
Mimulus — muitos medos (por exemplo, medo de sair de
casa, de ser assaltada, etc.)
Centaury — reação excessiva à vontade dos outros
Heather — exige atenção contínua.
Transcorrer da terapia
Rápida melhora do humor, menos medo; mais alegre e
tranquila; vive menos no passado. Porém, preocupa-se com
os filhos, fica inquieta nas fases de lua cheia e continua
irritadiça.
Segunda associação de florais de Bach em 17/7/1993
Red Chestnut — ligação simbiótica com os filhos
Aspen — inquietação nas fases de lua cheia
Star of Bethlehem — ver acima
Honeysuckle — ver acima
Holly — ver acima
Mimulus — ver acima
Heather — ver acima.
Encerramento da terapia em 15/9/1993
Estado de saúde muito bom, equilíbrio emocional, não mais
irritadiça; mais sociável com a pessoa que cuida dela,
menos exigente; agora consegue ficar mais tempo sozinha;
vive mais no presente.
Assim se alcançou o objetivo inicial do tratamento.
Resultado a longo prazo
Entrevista para controle, em 5/4/1994: estado de saúde
bom, condição estável; a paciente está satisf eita.
CASO 61: Verrugas
Paciente de 31 anos, motorista profissional
Anamnese
Até então, nenhuma doença mais grave; problema de
alcoolismo em nível subliminar; há três anos, aparecimento
progressivo de verrugas córneas nos dedos e nas mãos.
Estado de saúde
Verrugas duras, córneas, às vezes do tamanho de uma
ervilha, ocasionalmente conglomeradas nas mãos e também
nos dedos. “Bafo” alcoólico.
Diagnóstico
Proliferação verrucosa nas mãos.
Estado psíquico
O paciente parece pouco sofisticado; diz que gosta de tomar
cerveja e contar piadas, mas que também pode se tomar
bastante agressivo.
Tratamento até o momento
Em 6/5/1991, receitou-se Caustikum LM 6, três gotas ao
dia.
Na consulta de retorno, em 31/5/1991, as verrugas
continuavam inalteradas.
Introduziu-se a Terapia Floral de Bach porque não se
encontrou o “semelhante” homeopático e, ao mesmo tempo,
alguns traços característicos da personalidade estavam bem
nítidos.
Primeira associação de florais de Bach em 4/6/1991
Agrimony — tentativa de esconder os sentimentos,
geralmente através de piadas
Clematis — fuga da realidade (usa o álcool para conseguir
uma disposição agradável)
Crab Apple — para limpar o corpo das verrugas
Gentian — cético em relação à terapia e a mim, seu
terapeuta
Honeysuckle — o paciente ainda não trabalhou as emoções
ligadas à sua fuga da Alemanha Oriental, dois anos antes
Mimulus — certa ansiedade
Red Chestnut — preocupa-se demais com a mulher.
Transcorrer e encerramento da terapia
A princípio, o paciente não quis voltar ao meu consultório.
Em setembro, sua mulher me contou que ele, no início do
tratamento, não queria tomar os florais; ela precisou obrigá -
lo.
Ao cabo de três semanas, as verrugas começaram a
desaparecer e suas mãos, pouco a pouco, ficaram limpas.
Meu último contato com o paciente foi em setembro de
1992: suas mãos estavam totalmente limpas das verrugas.
Observação
A doença já se manifestava há cerca de três anos quando se
tentou o tratamento homeopático — o fracasso da
homeopatia neste caso, porém, deve-se principalmente à
falta de cooperação do paciente; o tratamento precisou
basear-se apenas na condição localizada.
A Terapia Floral de Bach teve sucesso por causa de algumas
frases soltas que, a muito custo, consegui arrancar do
paciente, e também por tudo aquilo que fui capaz de intuir
a seu respeito. Nessas circunstâncias, não se podia esperar
êxito, tanto que o resultado da terapia foi para mim uma
grande surpresa.
CASO 62: Alopecia areata (1)
Paciente de 9 anos
Anamnese e estado de saúde
A menina apresenta queda de cabelo já há onze meses.
Quando pequena, otite média frequente e abscessos
recidivos.
Diagnóstico
Alopecia areata com gênese psicológica (diagnóstico do
dermatologista).
Terapia até o momento
Todas as possibilidades terapêuticas conhecidas da
medicina ortodoxa foram esgotadas.
Primeira associação de florais de Bach em 13/4/1993
Heather — “criancinha carente”, costuma insinuar-se na
cama dos pais à noite
Hornbeam — acredita que “não vai conseguir”
Pine — sente-se culpada nas situações de conflito
Water Violet — retrai-se em si mesma.
Transcorrer da terapia
A paciente se interessou pelos florais e faz questão absoluta
de tomar a associação que lhe foi receitada; leva o frasco
consigo a toda parte.
Segunda associação de florais de Bach em 11/5/1993
Repetiu-se a primeira associação de florais.
Transcorrer da terapia
Novos fios de cabelo já são visíveis no couro cabeludo.
Terceira associação de florais de Bach em 28/6/1993
Repetiu-se mais uma vez a primeira associação de florais,
depois de testar se havia necessidade de mudança.
Transcorrer e encerramento da terapia em 1/7/1993
As áreas calvas se fecham perceptivelmente.
A mesma associação de florais é mantida.
Resultado
Outubro de 1993: cada vez melhor, a menina exibe agora
uma farta cabeleira!
CASO 63: Alopecia areata (2)
Paciente de 38 anos
Queixas
Há meses, queda de cabelo em áreas circulares.
Anamnese e estado de saúde
Tratamento dermatológico sem sucesso (o dermatologista
não sabe mais o que fazer com a paciente).
No último ano, cinco mortes na família (pai, sogro, avó, tia,
sogra). A paciente se relacionava muito bem com essas
pessoas e as perdas lhe foram muito dolorosas. Ainda não
trabalhou o sentimento de pesar.
Seu marido teve uma breve ligação extraconjugal.
Diagnóstico
Alopecia areata.
Primeira associação de florais de Bach em 8/6/1993
Vine — “maneja os cordéis”, problemas conjugais causados
por suas atitudes dominadoras
Crab Apple — perfeccionismo como dona de casa, mãe e
secretária (meio expediente)
Star of Bethlehem — para lidar com os traumas causados
pela morte dos parentes e pela infidelidade do marido.
Transcorrer da terapia
Nascem novos fios de cabelo nas áreas calvas. A paciente
se sente mais tranquila e fica mais sossegada quando está
junto da família.
Segunda associação de florais de Bach em 28/6/1993
Crab Apple — ver acima
Vine — ver acima
Star of Bethlehem — ver acima
Impatiens — para ela, “tudo está lento demais”; tendência a
apressar todos os processos, incluindo os que envolvem seu
relacionamento com o marido e os filhos.
(Por trás de tudo, está um verdadeiro problema conjugal —
a paciente acredita que o marido está se afastando dela,
como já aconteceu antes.)
Transcorrer e encerramento da terapia
Os cabelos continuam crescendo bem, a alopecia
desapareceu.
CASO 64: Neurodermatite
Paciente de 26 anos, bancária
Queixas
Erupções cutâneas, problemas digestivos, flatulência.
Anamnese
Há cinco anos, manifestou-se uma erupção cutânea na parte
posterior da coxa; há dois anos, em toda a perna,
principalmente no póplite; comichão intensa e, ao coçar,
sangramento. Digestão irregular, com flatulência. A
paciente mora e trabalha na área urbana, embora prefira
viver no campo. Vive junto com o namorado há três anos,
mas ainda está muito ligada aos pais e não se desprendeu
da mãe.
Diagnóstico
Eczema de contato.
Terapia até o momento
Diversas pomadas (recusou terapia à base de cortisona).
Primeira associação de florais de Bach em 26/9/1992
Agrimony — forte necessidade de harmonia, foge de
conflitos
Cherry Plum — a coceira na perna a deixa “louca”
Crab Apple — sente-se suja por causa do problema de pele
Honeysuckle — não vive no presente
Red Chestnut — ainda não se desprendeu da mãe;
preocupa-se exageradamente com ela
Rock Water — segue rigidamente seus princípios de vida
Scleranthus — dificuldade para tomar decisões, deixa-se
levar de um lado para o outro.
Tratamento suplementar
Desintoxicação, sais de Schüssler, remédios, para fígado e
vesícula.
Transcorrer da terapia
Digestão um pouco melhor, menos flatulência. A pele não
melhorou, ainda há intensa coceira e ardume.
Está bem mais tranquila. Porém, sente-se agora mais
oprimida pela mãe. Não sabe o que fazer, pede conselhos a
todos.
Segunda associação de florais de Bach em 22/10/1992
Agrimony — ver acima
Centaury — não consegue se defender da mãe
Cerato — insegurança interior
Crab Apple — ver acima
Red Chestnut — ainda não se desprendeu da mãe, mas já
não se preocupa tanto com ela
Rock Water — ver acima
Scleranthus — ver acima
Wild Oat — vive em circunstâncias nas quais não se sente
bem (odeia a vida na cidade).
Transcorrer da terapia
A erupção cutânea apresentou melhora durante cerca de
uma semana, mas depois houve uma recaída. Procurou um
clínico-geral, que fez uma biópsia: nenhum resultado, o
eczema é de tipo desconhecido.
A paciente tem uma chance de se mudar para a zona rural,
mas ainda reluta — muitos “quando” e “mas”.
Seu relacionamento com a mãe melhorou, ela já não se
sente tão dependente.
Terceira associação de florais de Bach em 12/11/1992
Walnut — indecisa quanto a aceitar ou não a mudança para
o campo
Wild Oat — objetivos pouco claros
Scleranthus — sente-se levada de um lado para o outro
Crab Apple — ver acima.
Transcorrer da terapia
Conseguiu finalmente decidir-se a mudar para o campo. Já
durante a mudança, sua pele apresenta sensível melhora.
Pouca coceira, apenas um inchaço e pontinhos
avermelhados. Ela se sente bem, mas queria também
abandonar o emprego na cidade — concentra-se agora na
realização desse objetivo.
Telefonema em 31/3/1993
Conseguiu emprego perto do local onde está morando.
Sente-se bem morando no campo. Não tem mais eczemas.
Os problemas digestivos só aparecem de vez em quando.
Telefonema em 9/4/1994
A paciente vai muito bem, não tem mais nenhum problema,
exceto uma ocasional erupção cutânea quando fica muito
agitada. Mas não vê nisso um problema, e sim um sinal de
alerta.
CASO 65: Os florais de Bach no contexto de um
tratamento ortodôntico do maxilar
Paciente de 19 anos
Queixas
Fortes estalidos na articulação do maxilar, acompanhados
por dores cada vez mais intensas.
Anamnese
A paciente usou um aparelho ortodôntico para o maxilar até
um ano e meio atrás. O posicionamento dos dentes se
normalizou até certo ponto, mas permaneceram diversos
distúrbios funcionais na oclusão. Ao harmonizar -se a
oclusão, houve melhora da capacidade mastigatória e alívio
das dores articulares; os ruídos articulares, porém, não
foram eliminados.
Seus pais se separaram quando eia tinha 16 anos; aos 17,
saiu de casa. A entrevista revelou um forte sentimento de
ódio pelo pai, pois sentia que ele a abandonara. Havia, ao
mesmo tempo, uma total indecisão interior: ela queria ir
estudar na França, mas ainda se sentia presa à mãe. O
resultado era um total retraimento.
Associação de florais de Bach
Star of Bethlehem — choque não-trabalhado, causado pela
perda psicológica do pai
Holly — sentimento reprimido de ódio
Wulnut — não consegue se desprender da mãe
Water Violet — retraimento interior.
Resultado
Encontrei-me rapidamente com ela antes de sua partida para
a França. Os estalidos e as dores no maxilar haviam
desaparecido. Abertura da boca com movimentos normais.
Fizera as pazes com o pai, conseguindo entender o ponto de
vista dele. Já tinha planos para as primeiras férias: viajar
duas semanas com o pai.
CASO 66: Complexos problemas de saúde causados pelos
dentes
Paciente de 30 anos
Queixas
Sangramento das gengivas, crosta sobre a língua, ardume
na língua, inflamação crônica das fossas nasais, coriza
persistente, dores de estômago, hipotonia, tonturas. Há
cinco anos, dor crônica na nuca e, pelo menos duas vezes
por mês, ataques de enxaqueca.
Anamnese
A paciente veio pela primeira vez ao meu consultório em
março de 1994. Queria que eu examinasse suas obturações
de amálgama para ver se seriam a causa de seus distúrbios
crônicos. Os sintomas clínicos, o teste Dimaval e o teste por
eletroacupuntura confirmaram um nítido problema de
amálgama. Mas a paciente, naquele momento, não
conseguiu se decidir pela remoção do amálgama.
Em 12/8/1994, a paciente volta ao meu consultório com
violentas dores de cabeça. Conta que está, há seis semanas,
com uma dor lancinante no lado esquerdo da cabeça. Sua
face esquerda parece amortecida. Outros sintomas: extrema
hipotonia e tontura, dores de estômago e náuseas. A dor de
cabeça se agrava com luz solar, leitura e barulho; melhora
com uma pressão externa e silêncio. As terapias indicadas
pelo neurologista não fizeram efeito. Os analgésicos
receitados agravaram o quadro clínico.
Terapia em 12/8/1994
Com base nos sintomas, receitou-se à paciente o remédio
para casos agudos: Nux vomica C 200.
Transcorrer da terapia
Já no dia seguinte, conta a paciente, houve uma melhora. A
dor se atenuou um pouco, transferindo-se da esquerda para
a direita. Esse estado persistiu até 22/8/1994, quando houve
uma violenta recaída. A paciente conta que teve um colapso
circulatório pela manhã. Parecia que sua cabeça ia
“explodir”.
Primeira associação de florais de Bach em 22/8/1994
Gorse — desespero causado pela duração das dores de
cabeça
Mustard — humor melancólico, típico da paciente
Cherry Plum — dificuldade para alcançar o relaxamento
interior
Water Violet — retraimento; pressão na cabeça
Wild Oat — insatisfação profissional.
Transcorrer da terapia
Depois de dois dias, a pressão na cabeça se reduziu a um
nível tolerável, seu ânimo melhorou e a circulação se
estabilizou. E foi então que ela teve outro colapso
circulatório. Restou uma dor de cabeça surda e persistente
que se agrava com barulho e tensão.
No entanto, sob o efeito dessa associação de florais foi
possível trocar todas as obturações de amálgama e uma
ponte com alto teor de paládio. Essas medidas técnicas
foram concluídas em 10/10/1994.
Segunda associação de florais de Bach em 10/10/1994
Chicory — personalidade possessiva
Impatiens — impaciente com o marido, reações exageradas
Clematis — tontura e propensão ao desmaio
Scleranthus — deixa-se desequilibrar pela opinião dos
outros
Water Violet — ver acima
Wild Oat — ver acima.
Transcorrer da terapia
A paciente vem ao meu consultório às 17 horas do dia
seguinte. Segura o queixo com a mão e diz que sente dores
muito fortes no dente 36 Esse dente está extremamente
sensível ao toque e não reage mais ao spray anestésico. Com
anestesia local, o dente foi cirurgicamente extraído no
mesmo dia.
( (*) primeiro molar inferior esquerdo)
Resultado
No dia seguinte, 12/10/1994, ela vem para o controle pós-
operatório e conta, muito satisfeita, que todas as dores
desapareceram. Continua tomando a segunda associação de
florais de Bach. A paciente está totalmente livre da dor e
começa a fazer um balanço construtivo de sua vida.
Observação
Este caso registra com clareza o efeito bloqueador que um
dente desvitalizado pode exercer sobre uma terapia de
harmonização sutil. A primeira associação de florais de
Bach “aparou” as pontas agudas dos distúrbios crônicos e
deu estabilidade ao organismo, permitindo assim a remoção
do metal.
A segunda associação deveria, em tese, agir sobre os
problemas remanescentes; mas, à moda de um remédio
homeopático constitucional, “atacou” espontaneamente o
principal fator do bloqueio. Depois que o dente causador
dos distúrbios foi extraído, outras associações de florais
puderam atuar plenamente.
CASO 67: Reação à anestesia local
A paciente vai se submeter a uma séria intervenção
dentária. O tratamento está previsto para durar cerca de
duas horas, e algumas injeções serão necessárias.
Ainda em casa, a paciente toma algumas gotas de Rescue,
diretamente do frasco do concentrado (“stock bottle”),
como preparação para o tratamento; além disso, já no
consultório do dentista, logo antes do início do tratamento
toma um pouco de Korodin® para estabilizar a circulação.
Depois da aplicação das injeções, como resultado da
sobrecarga circulatória, seu corpo começa a tremer com
tanta intensidade que o dentista não consegue iniciar o
tratamento. Um instante de perplexidade. E então a paciente
faz um gesto para a assistente, pedindo-lhe que pegasse um
frasquinho em sua bolsa. Ela toma mais algumas gotas de
Rescue, dá um profundo suspiro de alívio e diz: “Agora
podemos começar.”
A intervenção prossegue sem nenhuma outra complicaçã o.
CASO 68: Medo infantil do dentista
Paciente de 5 anos
Anamnese
O menino vem ao consultório dentário para os exames de
rotina. Dois dentes problemáticos, que serão tratados um de
cada vez. Ele é um menino inteligente e vivo; embora o
primeiro tratamento não tenha sido fácil, mostrou muita
cooperação. Fez amizade com a dentista e percebe-se que
tem confiança nela. A segunda consulta é marcada para a
semana seguinte.
Situação
Na segunda consulta, para grande consternação da dentista,
o menino rompe em pranto desesperado quando chega ao
consultório; resiste tenazmente às tentativas da mãe de
fazê-lo entrar na sala de espera. Com firmeza, mas sem
violência, a mãe consegue levá-lo. O pranto está cada vez
mais forte e há sinais de pânico.
Receita
A dentista lhe deu uma caneca com água na qual pingara
algumas gotas de Rescue e lhe perguntou de que tinha
medo. O outro tratamento, disse ele, tinha “doído muito
depois”. Ela mostrou grande compreensão e lhe explicou a
razão da dor que sentira. Sugeriu que ele bebesse um gole
da “água de flor” para acabar com o medo.
Resultado
O menino pensou no assunto e, então, bebeu a água com os
cinco florais de Bach para casos de emergência. Permitiu
que a dentista o instalasse na cadeira. Durante todo o
tratamento, ficou atento, muito calmo, e recuperou sua
jovialidade. Foi possível concluir o tratamento sem nenhum
incidente.
CASO 69: Coccigodinia
Paciente de 50 anos
Queixas
A paciente sofre, já há um ano, de dores inexplicáveis que
têm origem no sacro e se irradiam para a face interna das
coxas e para o osso pubiano, tomando-lhe quase impossível
fazer qualquer movimento com as pernas, principalmente
levantá-las.
Anamnese e estado de saúde
Ela não respondeu à terapia medicamentosa feita até o
momento e as duas semanas de internamento para exames
clínicos foram infrutíferas. Seu principal problema é o
grande desgaste físico causado pela sua profissão e o fato
de que ainda teria de suportar aquele emprego estressante
por mais cinco anos.
Não se solta interiormente, com medo de cometer um ato
irracional. Esconde as situações desagradáveis sob uma
fachada de amabilidade. Acredita que não está à altura de
suas responsabilidades. O resultado de tudo isso é um
grande cansaço, com exaustão física e emocional.
Diagnóstico
Coccigodinia.
Terapia até o momento
Dez sessões de acupuntura; depois da terceira:
Primeira associação de florais de Bach
Olive — absoluta exaustão física e emocional
Oak — precisa suportar a situação
Cherry Plum — medo do relaxamento interior, medo de
cometer uma insensatez
Elm — sente-se sobrecarregada pelas responsabilidades
Hornbeam — cansaço pela manhã.
Transcorrer da terapia
Depois da segunda semana de ingestão dos florais de Bach,
ressurgem subitamente os problemas que já tinham
melhorado; duas semanas mais de terapia e ela está livre de
problemas.
Segunda associação de florais de Bach (se necessário)
Agrimony — para poder lidar melhor com as situações
desagradáveis.
Transcorrer da terapia
A fachada de alegria e despreocupação deu lugar à
verdadeira harmonia interior.
Resultado a longo prazo, dezoito meses mais tarde
A paciente se sente bem em termos de saúde, profissão e
vida pessoal. Foi promovida a um cargo de chefia.
CASO 70: Síndrome de isquialgia
Paciente de 50 anos, dona de casa
Queixas
Isquialgia (ciática) com dores nas costas.
Anamnese
Nenhuma doença grave no histórico, cesariana em 1976,
distúrbios do sono há várias semanas por causa da asma do
marido.
Há um mês, isquialgia no lado esquerdo, com dores nas
costas.
A paciente se queixa do marido: ele não age de modo
responsável em relação à asma, fuma apesar dessa doença,
não procura conselho médico e ainda por cima exige
cuidados especiais, muitas vezes no meio da noite. Ela se
preocupa com o marido como se ele fosse uma criancinha.
Além disso, a paciente já estava exausta por ter cuidado da
mãe doente no ano anterior. Está cansada dessa situação,
mas, por outro lado, sente muita preocupação pelo marido.
Estado de saúde
Sinal de Lasègue, esquerdo, positivo, 20 graus; com leve
perda de sensibilidade na perna esquerda, no ponto L4.
Diagnóstico
Síndrome de isquialgia.
Terapia até o momento
O tratamento pela medicina ortodoxa não apresentou
resultados.
A paciente veio ao meu consultório pela primeira vez em
2/12/1991. Começamos fazendo uma terapia neural, com
injeções intracutâneas no nervo ciático esquerdo.
Embora tenha surgido certa melhora depois de quatro
semanas de tratamento, no geral os resultados ainda eram
insatisfatórios.
Em vista dos problemas familiares da paciente, decidiu-se
introduzir a Terapia Floral de Bach.
Primeira associação de florais de Bach em 3/1/1992
Centaury — não consegue estabelecer limites para as
exigências excessivas do marido
Hornbeam — esgotamento total e sensação de estar exausta
Red Chestnut — preocupação constante com o estado de
saúde do marido
Water Violet — tendência a ruminar esses problemas a sós.
Transcorrer da terapia
A paciente conta que, depois de uma semana, se sentiu
totalmente relaxada e com mais alegria de viver; voltou à
tricotar à noite, por exemplo, o que deixara de fazer há
semanas. Não houve primeiras reações.
6/2/1992: a paciente vai muito bem, sem problemas nas
costas ou nas pernas. Voltou a dormir bem.
30/3/1992: eia conta que, embora esteja tendo mais
problemas com o marido, sente-se agora mais capaz de
manter o distanciamento interior.
Segunda associação de florais de Bach em 30/3/1992
Repetiu-se a primeira associação de florais de Bach.
Transcorrer e encerramento da terapia em 5/5/1992
A paciente afirma sentir-se muito mais equilibrada, sem
nenhuma dor nas costas. A atitude do marido não se alterou,
mas ela agora aprendeu a impor limites e compreende que
o marido é o responsável pela sua saúde.
Como subsistem pequenos problemas de tensão na região
lombar, recomendou-se complementar o tratamento com
fisioterapia. A paciente está cada vez melhor.
Observação
O tratamento isolado com os florais de Bach permitiu que
se eliminasse em poucas semanas uma isquialgia
persistente, sem necessidade de analgésicos ou de anti-
reumáticos — os quais, aliás, já haviam se mostrado
ineficazes em terapias anteriores.
É provável que um fator decisivo para o sucesso do
tratamento tenha sido o relaxamento progressivo da
paciente e sua conquista da capacidade de estabelecer
limites emocionais para as atitudes problemáticas do
marido.
CASO 71: Paciente na clínica de saúde
Paciente de 59 anos, professora de música, descasada
Situação
Internou-se para tratamento na nossa clínica devido ao seu
estado de saúde: acabou de se submeter a uma mastectomia
(lado esquerdo); bronquite asmática, rinite vasomotora
(sintomatologia de rinite alérgica), alta suscetibilidade a
infecções, hipercolesterolemia, depressão em estágio larval
(não consta nos registros, mas está claramente presente).
Anamnese
Sintomas de rinite alérgica e asma (com agravamento nos
meses de julho e agosto) recorrentes desde 1945. Alergia a
poeira.
Menopausa em 1980.
Tendência a exaustão total, pressão alta instável, sede
insaciável, flatulência, dores no pescoço e nas costas
(ligadas principalmente a problemas de hemorroidas).
Terapia até o momento
Na clínica: 25 dias de cura do jejum, pelo método
Buchinger, seguidos por tratamento dietético.
Em paralelo, rearmonização através de sessões de terapia
neural: na região paravertebral, em particular, a fim de
ativar os pulmões; nas fossas nasais, em conexão com os
sintomas de rinite alérgica; e sobre a cicatriz da
mastectomia (seio esquerdo). Através dessa terapia,
conseguiu-se — do ponto de vista puramente físico —
alívio temporário dos distúrbios.
A paciente, nesta fase inicial do tratamento hospitalar,
estava fechada em si mesma, extremamente introvertida,
muito reservada. Não conseguia — e não queria — falar
sobre seus problemas pessoais. Seu estado civil (viúva ou
divorciada) continuava a ser um enigma para nós. Ao que
parece, ela vivia com a mãe, de mais de 80 anos de idade.
Primeira associação de florais de Bach
(Escolha espontânea)
Rescue — estado agudo
Star of Bethlehem — traumas físicos ou emocionais não-
elaborados
Sweet Chestnut — situação de desesperança interior
Chicory — personalidade possessiva
Agrimony — esconde seus pensamentos e sentimentos mais
íntimos
Elm — não se sente à altura das exigências
Crab Apple — desejo de purificação.
Transcorrer da terapia
No decorrer do último ano, a paciente não tivera um único
sonho. Depois de ingerir esta associação de florais de Bach,
começou a ver imagens, sob a forma de visões ou
devaneios, que reproduzia imediatamente no papel. Essas
imagens (reproduzidas no encarte — Quadro III) são
descritas a seguir:
O desenho 1 foi feito logo depois da entrevista. Ela
comentou: “Quando desenhei, senti raiva, estava furiosa. ”
Sensações físicas, do choro à náusea. Bocejos profundos
seguidos de exaustão.
Esse desenho, ao nosso ver, parece combinar com Sweet
Chestnut e Star of Bethlehem. Uma feia cicatriz, um tumor
cancerígeno. A cor vermelha de um ferimento, mas também
a revelação de espinhos negros que se projetam para fora,
como os de um porco-espinho; sua própria atitude: lutando
fisicamente contra os distúrbios da asma, debatendo -se em
busca de ar, muito gentil com as pessoas à sua volta mas
não permitindo que elas vejam o seu íntimo (Agrimony!).
O desenho 2 foi feito cerca de duas horas depois do
primeiro. “A imagem se tomou ainda mais ameaçadora.
Mas, quando relaxei, eu a vi e senti de um modo diferente.”
Tem-se a impressão de que aqui começa um
desenvolvimento pessoal, limitado apenas pela região
escura. Os sofrimentos, as feridas, são entrevistos nas
manchas avermelhadas.
O desenho 3, “ligado ao segundo”. Diz a paciente: “Agora
voltou aquele ‘nó’ na minha garganta. Ainda não consigo
soltar as lágrimas.”
Nos dias que se seguiram, a paciente nos deixou ver mais
alguns desenhos. Ela fala com mais desembaraço, com mais
entusiasmo. Exteriormente, já não parece tão fechada em si
mesma, tão soturna.
As três imagens seguintes surgiram numa fase em que a
paciente tentava mudar sua atitude para com a mãe.
Desenho 4: O novelo cinzento — por certo a mãe todo-
poderosa. Abaixo, um novelinho vermelho, ela própria
(Larch, um floral a ser considerado para mais tarde).
Durante o período em que ficou internada na clínica, a
paciente não se queixou de distúrbios respiratórios, o “nó
na garganta”. Na verdade, ela apenas sorria amavelmente.
Neste desenho, ela própria surge sob a forma de um
apertado novelo de dor. Um fio dessa bolinha de lã já se
separou do “novelo-mãe”. A paciente tenta se libertar.
Desenho 5: A tentativa de libertação já se tornou mais
visível. O novelo vermelho (a paciente) tem uma cauda
elegante. As dimensões ainda estão fora de proporção.
O sexto desenho mostra agora dois novelos de igual
tamanho, ela em vermelho e a mãe em cinza. As duas
personalidades estão agora equilibradas, estáveis; a ligação
entre elas parece mais estruturada. As porções de depressão
e dor são mostradas, em cada uma delas, com pesos
diferentes.
O sétimo desenho foi feito dezesseis dias depois do início
da Terapia Floral de Bach. “À noite, mais uma visão: do
fogo nasce uma delicada flor de lótus.” A paciente está
agora visivelmente mais livre, liberada. Neste desenho já
mais elaborado, tem-se a sugestão de um amanhecer; os
peixes (símbolo da vida e do alimento espiritual) e a flor de
lótus mostram que a personalidade começa a desabrochar.
Desenho 8: A flor de lótus desenvolve estabilidade (cores
terrosas). A paciente é capaz de trabalhar para alcançar sua
plenitude.
Neste ponto, encerra-se a terapia na clínica. A paciente
volta para casa com uma receita de florais de Bach.
(Também para sua mãe preparamos uma associação de
florais de Bach: Chicory, Red Chestnut, Rock Water,
Heather e Holly.)
Transcorrer da terapia
A paciente continuou a tomar regularmente os florais de
Bach. Acrescentou aos medicamentos da mãe a associação
de florais que lhe foi receitada, embora não de forma
regular. A mãe também leu alguns livros sobre os florais de
Bach, alcançou um estado de maior tranquilidade e morreu
em paz, dois meses mais tarde, depois de breve
enfermidade.
Quanto à nossa paciente, está mais resistente, mais
produtiva e conseguiu vencer uma infecção gripal com
muito mais facilidade do que antes. Os sentimentos de culpa
em relação à mãe, que voltaram a se manifestar foram
tratados com o floral de Bach específico.
A paciente aprendeu a se relacionar melhor (Larch, Pine,
Centaury) com o filho de 22 anos, que ainda mora com ela
e parece ser bastante arrogante. Ela quer continuar a tomar
os florais de Bach, tanto quanto seu trabalho lhe permitir.
Resultado
O primeiro passo foi dado. Com a ajuda dos florais de Bach,
uma pessoa totalmente fechada em si mesma, recolhida em
sua concha, aprendeu a se abrir e a tomar parte na vida. A
terapia precisará ter continuidade. Espera-se que a paciente
volte a internar-se na clínica no próximo ano para
prosseguir o tratamento.
CASO 72: Os florais de Bach e a cura F.-X.-Mayr (1)
Paciente de 29 anos, policial, casado, um filho
Queixas
Em princípio, o paciente marca uma consulta por causa de
distúrbios somáticos: flatulência e cansaço, sobretudo após
as refeições; descontrole alimentar quando preocupado;
lombociatalgia recidiva; dor de cabeça frontotemporal
(especialmente quando sob tensão); e pressão pulsátil sob
os olhos.
Deseja se desintoxicar.
Anamnese
O paciente está totalmente sobrecarregado pela sua situação
atual. Tem uma amante já há um ano; contra a vontade dele,
a moça engravidou e teve a criança.
Seus pensamentos, cheios de sentimentos de culpa, giram
em torno dessas duas mulheres. Decidiu ficar com a esposa,
mas, no nível emocional, está em conflito e teme
“fraquejar” se a amante resolver pressioná-lo.
Está interiormente inquieto, insatisfeito com sua situação
(também no nível profissional) e, no todo, sente uma
“frustração existencial”.
Principais aspectos do caso, segundo o método F.-X.-Mayr
Inflamação abdominal com gases e retenção de fezes;
acentuada postura “pé-de-pato” (forte lordose no segmento
lombar); pronunciada curvatura do fígado (fígado a 2 dt sob
o arco das costelas); rigidez intensa em ambos os lados do
umbigo; intestino grosso dolorido e pouco palpável. Na
posição deitada, lordose de 2 dt.
(dt = dedo transversal)
Diagnóstico
Segundo Mayr, síndrome de enteropatia com
lombociatalgia, cefaléia recidiva, tensão psicossocial.
Terapia indicada
De início, para estabilização emocional, duas semanas
unicamente com a Terapia Floral de Bach; depois, a cura
Mayr.
Primeira associação de florais de Bach em 6/11/1992
Elm — sobrecarga
Star of Bethlehem — choque devido à gravidez da amante
Scleranthus — conflito emocional
White Chestnut — fixação mental
Pine — sentimentos de culpa e autocensura
Centaury — medo de ser incapaz de dizer “não”
Wild Oat — insatisfação e incerteza quanto aos seus planos
de vida.
Cura de desintoxicação pelo método F.-X.-Mayr, a partir
de 20/11/1992
Durante duas semanas, rigorosa dieta à base de leite (leite-
pão-coalhada pela manhã, leite- pão-coalhada-sopa ao
meio-dia). A seguir, três semanas de reconstrução alimentar
com a suave dieta purificadora do dr. Rauch.
O paciente enfrenta a cura de desintoxicação com
entusiasmo e disciplina.
Transcorrer da terapia
Duas semanas depois da ingestão dos florais de Bach,
melhora significativa: “O nó emocional se desfez.” O
paciente está mais tranquilo e equilibrado; tomou sua
decisão, mas ainda tem medo de fraquejar; fala demais e
muito depressa, vendo sobretudo seus próprios problemas;
no nível profissional, está agora sobrecarregado porque
quer fazer tudo com perfeição.
Segunda associação de florais de Bach
Star of Bethlehem — ver acima
White Chestnut — ver acima
Centaury — ver acima
Wild Oat — ver acima
Heather — egocentrismo
Vervain — perfeccionismo.
Transcorrer da terapia
Melhora significativa na postura “pé-de-pato”; lordose de 1
dt; nenhuma dor causada por pressão; a curvatura do fígado
se reduziu cerca de 1-1/2 dt; redução de peso: seis quilos; a
convolução do intestino delgado, antes muito distendida,
mostra um tônus melhor (massa do intestino delgado antes
do início do tratamento: 0 nos dois lados; depois do final
do tratamento: 2 no lado direito e 1-1/2 no lado esquerdo).
Um mês e meio depois do tratamento, não se manifestaram
mais dores de cabeça, pressão nos olhos ou dores lombares.
No nível físico, ele se sente esplendidamente bem e mostra
uma melhora decisiva no seu estado emocional.
Para maior segurança, ele pede uma terceira associação de
florais que o ajude a fortalecer a vontade, promover a
estabilidade e lidar melhor com os sentimentos de culpa que
ainda emergem ocasionalmente em situações de estresse.
Terceira associação de florais de Bach
Centaury — ver acima
Scleranthus — ver acima
Pine — ver acima
Elm — ver acima
Honeysuckle — para concluir o passado.
Observação
Neste caso, o desejo de se desintoxicar foi uma expressão
da vontade de “lavar” de si os problemas. Uma cura F.-X.-
Mayr sem o acompanhamento da Terapia Floral de Bach
teria talvez melhorado os problemas físicos e a situação
energética do paciente, mas não levaria a uma “purificação
e reorganização tão abrangentes”.
Por meio da Terapia Floral de Bach, o paciente também
reduziu de modo significativo o hábito de comer
descontroladamente quando preocupado (que era uma
expressão de sua incapacidade de lidar com os conflitos).
CASO 73: Os florais de Bach e a cura F.-X.-Mayr (2)
Paciente de 50 anos, freira, professora em colégio
religioso feminino
Queixas
Fraqueza circulatória; falta de concentração; estados de
esgotamento; enxaquecas com vômitos ao tentar eliminar o
consumo de café (toma três xícaras por dia, pelo menos);
fezes líquidas, em pequena quantidade, que provocam
ardume; flatulência; distúrbios do sono (já há cerca de um
ano, acorda por volta das 3 horas da madrugada e não
consegue mais conciliar o sono).
Anamnese
A paciente se queixa de fortes oscilações do estado de
ânimo (do humor depressivo ao mais elevado êxtase
idealístico). Logo depois de uma atividade qualquer, cai
num “distanciamento meditativo” e se aprofunda na prece
por tanto tempo e com tanta intensidade que lhe é difícil
atender as exigências concretas do cotidiano.
O esgotamento é sobretudo de natureza mental. Seu sistema
nervoso, extremamente sensível, responde com sintomas
vegetativos a todos os estímulos.
De modo geral, a paciente parece modesta, um tanto
insegura, muito espiritualizada.
Principais aspectos do caso, segundo o método F.-X.-
Mayr
Postura “tocador de bombo”; abdômen extremamente
dilatado; rigidez no estômago e no cólon ascendente;
ângulo epigástrico de 75°; fígado a 2 dt sob o arco das
costelas; medidas do abdômen: 4 dt nos dois lados;
vermelhidão perianal.
(dt = dedo transversal)
Diagnóstico
Segundo Mayr, enteropatia, estado de esgotamento
psicovegetativo com distúrbios do sono, hipotonia arterial,
enxaquecas recidivas.
Terapia (a partir de agosto de 1992)
Cura de desintoxicação pelo método F.-X.-Mayr: durante
três semanas, leite-pão-coalhada pela manhã e ao meio-dia;
em seguida, três semanas de reconstrução alimentar com a
suave dieta purificadora do dr. Rauch.
Tratamento adicional: gotas à base de ervas para a
circulação.
Primeira associação de florais de Bach
Scleranthus — oscilações do humor
Clematis — distanciamento mental
Hornbeam — sobrecarga mental
Rock Rose — sensibilidade vegetativo
Transcorrer da terapia
Ao cabo de três semanas, o humor se estabilizou e a
paciente se sente emocionalmente muito bem.
Ela começa a se interessar pelo estudo da Terapia Floral de
Bach; se dá conta de que a vide-branca (Clematis) sempre
foi sua planta predileta. Tem sonhos muito vividos e está
mais “presente” no dia-a-dia.
Continua tomando a primeira associação de florais.
Ao final da cura F.-X.-Mayr, a paciente está fisicamente
livre de problemas (o ardume anal já desaparecera ao cabo
de quatro dias e durante as seis semanas do tratamento só
se manifestou uma única vez, por ocasião de uma evacuação
“forçada” para eliminar todos os resíduos fecais).
Não sente mais necessidade de café e continua a tomar, uma
vez por dia, as gotas à base de ervas para a circulação; as
enxaquecas desapareceram.
Último controle, em março de 1993
A paciente tomou com regularidade a associação de florais
acima mencionada e nos relata as grandes mudanças
ocorridas em sua vida:
Vai deixar o hábito e trabalhar como supervisora em outra
escola. De início, tinha muito medo de assumir esse
encargo, mas agora tem certeza de que se sairá bem.
Para essa nova e significativa fase de sua vida, receitou -se
uma segunda associação de florais, que será ingerida de
acordo com suas necessidades.
Segunda associação de florais de Bach
Walnut — para adaptar-se à nova situação de vida
Elm — para ocasionais sentimentos de medo dos grandes
encargos que tem pela frente
Scleranthus — ver acima
Clematis — ver acima
Mimulus — para ansiedade e sensibilidade.
Estado ao final da cura, segundo o método F.-X.-Mayr
Redução de peso: cerca de onze quilos; postura nitidamente
melhor; sem flatulência; ângulo epigástrico de 30°, fígado
sob o arco das costelas; massa do abdômen: 1 1/2 no lado
direito e 2 1/2 no lado esquerdo; melhora da posição do
diafragma (da terceira costela, no início do tratamento, para
a quinta costela).
Observação
Os florais de Bach ajudaram a paciente a tomar parte ativa
no processo de cura, pois, com sua ingestão, fortaleceram-
se sua atenção e capacidade de concentração; desse modo,
apesar da cura intensiva, não se manifestaram primeiras
reações psíquicas negativas (nervosismo, depressão) e
alcançou-se uma rápida melhora dos componentes mentais
da exaustão.
Esta paciente hipersensível concluiu a rigorosa cura do
“leite e pão” sem nenhuma dificuldade.
CASO 74: Um relato: a Terapia Floral de Bach na
medicina previdencial
Na nossa prática de atendimento médico conveniado e
previdencial, os florais de Bach são usados em grande
escala nos casos de doenças crônicas e geralmente como a
principal medida terapêutica.
Também fazemos uso de outros métodos de tratamento: a
terapia neural e as microondas, nos casos de distúrbios dos
órgãos motores; remédios homeopáticos simples, nos casos
de infecções e, em alguns casos, também complexos
homeopáticos; em casos mais raros, quando parecem
necessários diante de um pronunciado quadro clínico,
também os medicamentos da medicina ortodoxa. Um outro
método de tratamento é a Terapia Hildegard, que usamos
em casos de doenças agudas e crônicas.
O processo concreto do tratamento — ou seja, o
planejamento da terapia — desenvolve-se da seguinte
maneira:
Em meu primeiro contato com o paciente, tal como ocorre
na prática comum, peço a ele para descrever seus
problemas, que vou registrando com exatidão. Faço
perguntas adicionais que ajudam a construir e definir o
quadro clínico do paciente nesse momento. Nessa primeira
entrevista, procuro esclarecer até que ponto o paciente
percebe as conexões existentes entre seus problemas e seu
estado emocional/situação de vida. Além disso, procuro
compilar uma anamnese completa, tanto dele próprio como
de sua família; conforme o quadro clínico, faço um exame
clínico, um exame de sangue e um eletrocardiograma.
Depois disso, converso com o paciente sobre o
planejamento do tratamento e, quando parece apropriado,
ofereço-lhe a Terapia Floral de Bach.
Conforme a complexidade do caso, marcamos uma segunda
consulta, se possível dentro do esquema normal de horários
da clínica. Caso contrário, marcamos uma consulta mais
longa (geralmente 30 ou 40 minutos), pela qual o paciente
concordará em pagar a taxa de DM 100,00. Todo o custo da
terapia subsequente será debitado ao seu seguro-saúde ou à
Previdência Social, dentro das alíquotas usuais (10, 825 e
851).
Junto com os serviços de diagnóstico e a terapia neural,
obtém-se assim um faturamento médio mais ou menos
semelhante ao dos médicos da mesma linha profissional.
Deve-se levar em conta que este tipo de atendimento
implica um dispêndio de tempo por paciente
significativamente maior do que a média da clínica-geral —
ou seja, atendemos somente três ou quatro pacientes por
hora e tentamos encaixar entre um e outro os eventuais
casos agudos sem hora marcada. Este procedimento,
portanto, parece-me realístico para um consultório que
atende de 600 a 700 pacientes por trimestre.
Para isso, no entanto, é essencial que o médico disponha de
bons conhecimentos sobre cada uma das essências florais
de Bach e esteja treinado para conduzir a entrevista com o
paciente de modo a perceber, com rapidez e em sua
totalidade, as principais áreas de conflito que existem no
paciente naquele momento. Pode-se dizer que, na
entrevista, o terapeuta está continuamente “traduzindo”
para os florais de Bach correspondentes os conteúdos
conflituosos apresentados pelo paciente, anotando -os em
sua folha de trabalho, e depois procurando esclarecer os
pontos obscuros através de perguntas adicionais. Nesse
processo, naturalmente também desempenha um papel
importante a percepção dos sinais não-verbais “emitidos”
pelo paciente e as atitudes que ele exterioriza.
Durante a segunda sessão terapêutica, procuro alcançar a
primeira receita de florais de Bach. Todos os meus
pacientes são instruídos a preencher de antemão o
questionário (versão integral) dos florais de Bach,
registrando assim já de início, e sempre que possível, toda
a problemática. Nessa sessão, enfoca-se basicamente o
estado psíquico do paciente naquele momento e sua
situação de vida. Também se leva em conta, na medida em
que são perceptíveis, as características típicas do paciente.
O número de essências florais que serão receitadas não é
preestabelecido; dependerá da necessidade perceptível nos
aspectos mais importantes. Notou-se que, em especial nos
casos complicados, e quando há problemas exercendo
grande pressão no início do tratamento, costuma ser
necessário um número maior de diferentes essências florais
associadas em um frasco.
Depois de uma semana, convida-se o paciente a voltar para
conversar sobre o transcorrer da terapia. De modo geral,
depois desse período de tempo pode-se avaliar se a
associação floral escolhida foi adequada ou se parece
incompleta. Este último caso é claramente perceptível
quando certos estados de humor se exacerbaram — ou seja,
quando o paciente está pior do que antes em certas áreas.
Na maioria dos casos, pode-se trabalhar com relativa
facilidade os estados ainda não alcançados pelas essências
florais; busca-se no kit dos florais de Bach as essências que
ainda faltam à associação.
Outra entrevista se segue, em geral duas ou três semanas
depois, dependendo da gravidade do quadro clínico e do
transcorrer da terapia até aquele momento. Além disso, o
paciente sempre pode pedir uma consulta intermediária, se
houver agravamento dos problemas ou se surgirem dúvidas.
No transcorrer da terapia, os intervalos entre uma consulta
e outra geralmente podem ser mais longos. Também se nota
que, na maioria dos casos, o número de essências florais
associadas em um frasco vai sendo significativamente
reduzido, de modo que, na parte final do tratamento receita-
se apenas as essências florais de Bach correspondentes às
características mais importantes e predominantes naquele
momento.
A maior demanda de tempo é exigida pela escolha da
primeira associação de florais — isto é, o trabalho de
visualizar o paciente como um todo em um curto espaço de
tempo. Para a primeira receita, geralmente marco consultas
de 20 a 40 minutos. Como as receitas seguintes são
relativamente mais fáceis, uma consulta de 10 a 20 minutos
costuma ser suficiente, levando-se em conta o importante
papel desempenhado pela plena cooperação do paciente.
Uma outra abordagem seria a de receitar uma associação de
florais de Bach já na primeira entrevista, com base no
quadro clínico do paciente e em suas respostas. Isso ocorre
sobretudo com aqueles pacientes nos quais estão claras as
conexões primárias entre o estado emocional e/ou psíquico
e o quadro clínico, mas que, devido à sua simplicidade, à
sua idade ou à falta de ressonância para com um método
terapêutico psicossomático, tomam impossível realizar -se o
levantamento do caso. Como exemplo, entre outros: as
pessoas de estrutura simples das áreas rurais, os muito
idosos e os portadores de deficiência mental.
Nesses casos, é claro, uma segunda consulta será necessária
para que se possa perguntar ao eventual acompanhante
sobre peculiaridades no ser, nas atitudes e no humor do
paciente, ou até mesmo conversar com o próprio paciente,
de algum modo que lhe seja apropriado e acessível, sobre
sua rotina diária, suas atividades e quaisquer preocupações
que possam existir. Uma vez que os atuais estados de ânimo
sempre se refletem na vida cotidiana e podem ser
percebidos através de perguntas atentas e sensíveis,
também se pode, desse modo, chegar a uma adequada
associação de florais de Bach e buscar o transcorrer
positivo do tratamento.
Um último exemplo para ilustrar essa abordagem:
Paciente de 81 anos — há meio ano, uma gripe
“negligenciada”, da qual a paciente nunca se recuperou.
Desde então, tontura e dores de cabeça frequentes. Há duas
semanas, dores muito fortes e frequentes na região cardíac a
e batimentos irregulares; está tomando um antiarrítmico e
Nitrolingual®, sem resultados. Há anos, digitalização com
Novodigal® uma vez ao dia.
Esta mulher teve uma vida dura. Sempre sonhou “que tudo
ia melhorar”, mas agora tem um marido gravemente doente
para cuidar, toma conta sozinha da casa e do jardim,
acostumou-se a trabalhar pesado. Não briga com ninguém e
prefere ceder a lutar pelos seus direitos. Resolve sozinha
seus problemas, pois não quer ser um fardo para os outros.
Mas sente-se interiormente irritada e muitas vezes precisa
reprimir a raiva. Neste momento ela também tem medo de
estar com algum problema cardíaco sério.
Estes detalhes foram levantados numa entrevista que durou
cerca de vinte minutos. Com base nessas informações,
receitei sua primeira associação de florais de Bach: Holly,
Mimulus, Oak, Olive, Water Violet, White Chestnut e
Willow.
Para as dores na região cardíaca, receitei pílulas de Galgant
(da Terapia Hildegard), que muito depressa fizeram
desaparecer o problema e agora são necessárias apenas de
vez em quando. Seis dias depois, a paciente contou que se
sentia mais forte e que as dores de cabeça e a tontura haviam
desaparecido. Uma semana mais e os problemas cardíacos
tiveram tal melhora que ela pôs de lado o antiarrítmico;
considerável melhora do estado geral de saúde e do humor.
Acrescentei Larch à sua associação floral devido a uma leve
ansiedade, associada à sua falta de autoconfiança.
O registro na ficha médica para a primeira consulta inclui
um exame físico completo e um eletrocardiograma.
Diagnóstico: distúrbios cardíacos funcionais com gênese
psicossomática; suspeita de doença coronária; estado de
esgotamento.
Alíquotas: 60, 603 e 851, além do custo da coleta e exame
de sangue, contagem de glóbulos e exames de laboratório,
Hans Peter Kjer, médico
Clínica-geral e homeopatia
APÊNDICES
A. Critérios para a documentação de casos da Terapia
Floral de Bach

Para a documentação de casos tratados com os florais de


Bach nos países de língua alemã, bem como para as futuras
edições deste livro, pedimos aos médicos e terapeutas que
enviem o relato de suas experiências para:
Institut für Bach-Blütentherapie Forschung und Lehre
c/o Mechthild Scheffer Eppendorfer Landstrasse 32
20249 Hamburg

1. Paciente / idade / sexo / profissão


Tratamento com internação / tratamento ambulatorial
2. Principais dados da anamnese
2a. Principais dados patológicos
3. Diagnóstico (registrar o estado psíquico e somático)
4. Terapia realizada até o momento
5. Por que se introduziu a Terapia Floral de Bach?
6. Quando começou o tratamento com os florais de Bach?
7a. Escolha da primeira associação de florais de Bach (com
breve explicação da escolha de cada floral)
8a. Receitaram-se simultaneamente outras terapias ou
tratamentos? Caso afirmativo, quais? 9a. Transcorrer da
terapia:
• Houve primeira reação? Caso afirmativo, qual?
• Resultados de exames de laboratório (quando
solicitados);
• Alterações intermediárias do estado: objetivas: cura /
melhora / pequena melhora subjetivas: desaparecimento da
dor / melhora /
pequena melhora / sem alteração 7b, 8b e 9b. Idem acima.
Segunda associação de florais de Bach 7c, 8c e 9c. Idem
acima. Terceira associação de florais de Bach 10.
Encerramento da terapia / Observações, etc.
B. Modelo da carta informativa sobre a Terapia Floral
de Bach, para distribuição aos clientes

(papel timbrado do consultório)


Terapia Floral de Bach — Informações
Caro(a) cliente,
Você sabe que existem conexões entre o corpo e a alma.
Por trás de uma doença física, muitas vezes há sentimentos
negativos e bloqueios emocionais que você não consegue
identificar, tais como o medo, a amargura, o desânimo, a
insegurança e outros.
Através da Terapia Floral de Bach, esses bloqueios podem
ser dissolvidos no nível emocional, de modo natural e
gradativo. Seu equilíbrio emocional é restabelecido. Ao
reencontrar a harmonia emocional, você será capaz de
desenvolver mais livremente as forças de autocura de seu
corpo e tomá-las eficazes.
Já que o processo de autoconhecimento é estimulado pela
Terapia Floral de Bach, ela também é utilizada para
manter a saúde emocional, prevenindo contra recaídas e
futuras doenças.
A Terapia Floral de Bach foi criada e desenvolvida há
cerca de sessenta anos pelo dr. Edward Bach, médico
homeopata inglês.
As 38 essências florais de Bach são extratos aquosos das
flores de trinta e oito plantas e arbustos silvestres que têm
conexão com certas estruturas emocionais humanas. Essas
flores crescem ainda hoje, em estado natural, nos mesmos
locais da Inglaterra escolhidos pelo dr. Bach.
Procedimentos práticos
Na consulta (favor marcar hora), serão escolhidos os
florais de Bach indicados para a sua situação e você
receberá uma receita individual. As farmácias
especializadas irão aviar o “frasco do preparado” — sua
associação pessoal dos florais indicados.
O tratamento de um estado crônico geralmente leva alguns
meses. Para os estados agudos, é suficiente a ingestão dos
florais durante 4-8 semanas.
C. Modelos de receita

Receita de associação de florais de Bach ( “frasco do


preparado”)

(Papel timbrado do consultório)


Para Sr.(a)
....................................................................................
Uso interno
Manipulação: Essências florais de Bach, originais
. (número de gotas)
.................................
.................................
.................................
.................................

Em conhaque solução %
Água pura de fonte
Dosagem: 4 gotas 4 vezes ao dia, diretamente sobre a
língua (ou em copo com água, etc.)

Receita de concentrados florais de Bach (stock bottle)


(Papel timbrado do consultório)
Para Sr.(a) ............................
Concentrados florais de Bach, originais
número 39 — Rescue
número 2 — Aspen
número ...
número 39 — Creme Rescue
D. Informações sobre o modo de usar os florais de
Bach, a serem distribuídas aos clientes

(papel timbrado do consultório)


Caro(a) cliente,
Você deve levar esta receita contendo sua associação de
florais de Bach à farmácia especializada de sua preferência,
para ser aviada. Tome regularmente esses florais até sua
próxima consulta (geralmente, três ou quatro semanas
depois).
Se você tiver mais sonhos nos três primeiros dias ou caso
voltem a se manifestar sintomas de doenças anteriores,
encare-os de modo positivo. Isso mostra que o processo de
purificação emocional e física se pôs em marcha. E se
surgirem dúvidas, não hesite em me telefonar.
Anote diariamente quaisquer reações interessantes, para
podermos conversar sobre elas na nossa próxima consulta.
Procure ter sempre em mente as qualidades emocionais
positivas que você poderá alcançar eliminando os bloqueios
emocionais negativos.
Modo de usar a associação de florais de Bach
Caso não haja prescrição em contrário, a dosagem padrão
mínima é de quatro gotas quatro vezes ao dia:
• pela manhã, dez minutos depois de escovar os dentes ou
antes do desjejum;
• ao meio-dia, antes de almoçar;
• à tarde, por volta das cinco horas, com o estômago vazio;
• à noite, dez minutos depois de escovar os dentes.
Quando necessário, você pode aumentar tanto o número de
gotas como a frequência das doses, sem nenhum risco.
Mantenha as gotas na boca por um momento, antes de
engoli-las, para obter um efeito total.
Preparo e ingestão de Rescue (número 39) diretamente do
“stock bottle”
(frasco do concentrado)
Pingue quatro gotas diretamente do “stock bottle” em um
copo com água. Beba em pequenos goles, repetidos ao
longo de cerca de quinze minutos — ou o tempo que for
necessário para que Rescue faça efeito. Se houver
necessidade, repita o procedimento acima. Caso não haja
água ou outro líquido disponível, pingue as gotas de Rescue
diretamente sobre a língua, os lábios, têmporas, as
articulações das mãos ou as dobras dos cotovelos.
Segundo indicações dos produtores das essências florais
originais — Bach Centre, Inglaterra —, os florais de Bach
podem ser ingeridos sem nenhum problema por pessoas de
todas as idades. Não há risco de overdose. Em seus sessenta
anos de uso, nunca se observou efeitos colaterais, mesmo
em caso de escolha inadequada dos florais. Com base nas
experiências até hoje conhecidas, o efeito dos florais de
Bach não é afetado pela ingestão simultânea de outros
medicamentos, nem os afetam, sejam eles alopáticos ou
homeopáticos. Isso é válido exclusivamente para o uso da
Terapia Floral de Bach segundo prescrição médica.
E. A Terapia Floral de Bach nos países de língua alemã

Instituto para Pesquisa e Ensino da Terapia Floral de Bach


Mechthild Scheffer
Dr. Edward Bach Centre
German Office
Eppendorfer Landstr. 32 20249 Hamburg
Tel: (040) 46-1041
Dr. Edward Bach Centre
Swiss Office
Mainaustr. 15
CH-8034, Zürich 8
Tel: (01) 382-3311
Dr. Edward Bach Centre
Austrian Office
Seidengasse 32
A-1070 Wien
Tel: (0222) 526-5651
Esses centros respondem a todas as perguntas relacionadas
com Terapia Floral de Bach e promovem palestras e
seminários.
F. Material terapêutico disponível no Instituto para
Pesquisa e Ensino da Terapia Floral de Bach

• Questionário (teor integral)


25 páginas, DIN A5, encadernado, pacotes com cinco
unidades — 152 perguntas para definir a associação
adequada dos florais de Bach.
• Questionário compacto (teor resumido)
8 páginas, encadernado, pacotes com dez unidades — 56
perguntas para definir a associação adequada dos florais de
Bach.
• Pôster “Florais de Bach”
Tamanho 50 x 70 cm, em quatro cores — sumário visual do
sistema dos florais de Bach, com os potenciais emocionais
positivos e negativos.
• Videocassete “Seelentherapie mit Blütenenergie”
Sistema VHS, 45 minutos — documentário sobre a Terapia
Floral de Bach, rodado nas regiões da Inglaterra onde o dr.
Bach encontrou suas flores. Apropriado para harmonização
com o assunto.
• Fita cassete “Bach-Blütentherapie mit Mechthild
Scheffer”
90 minutos. Lado 1: O que é a Terapia Floral de Bach? As
perguntas mais frequentes sobre a Terapia original dos
Florais de Bach. Lado 2: Autoajuda em situações
psicológicas do dia-a-dia.
• Tabela para o Diagnóstico Diferencial Formato DIN A3
— ver Capítulo 6 deste livro.
Série informativa para os pacientes
• “Der Weg zur seelischen Harmonie”
48 páginas, brochura em quatro cores — Manual com as
informações mais importantes sobre a Terapia Floral de
Bach e uma breve descrição dos 38 florais de Bach.
• “Seelische Gesundheitsvorsorge für unsere Haustiere”
64 páginas, brochura em quatro cores — manual prático
para tratamento de animais domésticos, contendo
experiências selecionadas de veterinários e curadores de
animais.
Há novos temas em preparação.
G. Indicações bibliográficas para um estudo mais
profundo da Terapia Floral de Bach

Mechthild Scheffer: Bach-Blütentherapie, Theorie und


Praxis
305 páginas, Munique: Hugendubel, 22ª. edição, 1994
(Terapia Floral do Dr. Bach — Teoria e Prática, publicado
pela Editora Pensamento, São Paulo, 1991).
O livro básico sobre a Terapia Floral de Bach, com a mais
completa descrição dos 38 conceitos florais de Bach até
hoje divulgada, e estímulos adicionais para a terapia. Já
traduzido para o inglês, o francês, o italiano, o holandês,
o dinamarquês, o finlandês, o português, o espanhol, o
polonês e o japonês.
Edward Bach: Blumen, die durch die Seele heilen
170 páginas, Munique: Hugendubel, 14ª. edição, 1993.
Tradução para o alemão dos mais importantes escritos de
Edward Bach, incluindo a exposição filosófica Heal
Thyself (Cura-te a ti mesmo — vide Os Remédios Florais
do Dr. Bach, publicado pela Editora Pensamento, São
Paulo, 1990).
Nora Weeks: The Medical Discoveries of Edward Bach
Physician
C. W. Daniel, 1973 (Edward Bach — Entdecker der
Blütentherapie, sein Leben, seine Erkenntnisse, 148
páginas, Munique: Hugendubel, 3ª. edição, 1993).
Uma biografia do dr. Bach pela sua mais próxima
colaboradora.
Mechthild Scheffer: Erfahrungen mit der Bach-
Blütentherapie
141 páginas, Munique: Hugendubel, 9ª. edição, 1994
(Experiências com a Terapia Floral do Dr. Bach, Editora
Pensamento, São Paulo, 1991).
Com estudos de casos e questionário para se
autodeterminar a associação correta dos florais de Bach,
para pessoas já iniciadas no assunto.
Mechthild Scheffer: Selbsthilfe durch Bach-Blütentherapie
224 páginas, Munique: Heyne, 19ª. edição, 1994.
Livro de bolso para principiantes e interessados na Terapia
Floral de Bach.
Mechthild Scheffer: Die praktische Anwendung der
Original Bach Blütentherapie in Fragen und Antworten
248 páginas, Munique: Goldmann, 4ª. edição, 1994.
Um manual abrangente, com respostas a todas as
perguntas dos pacientes.
Mechthild Scheffer/W.D. Storl: Die Seelenpflanzen des
Edward Bach Neue Einsichten in die Bach-Blütentherapie
220 páginas, Munique: Hugendubel, 2 a . edição, 1992.
Manual ilustrado sobre as bases e conexões profundas da
Terapia Floral de Bach, numa visão etnobotânica e
cultural-antropológica. Fotos coloridas, em tamanho
grande, de todos os florais de Bach.
Edward Bach: Die nachgelassenen Originalschriflen
Judy Howard e John Ramsell, orgs., 232 páginas, Munique:
Hugendubel, 1991.
Coletânea de artigos, cartas, estudos de casos, notas
filosóficas e palestras de Edward Bach, documentando as
várias fases de seu trabalho. Dos arquivos do Bach Centre,
Inglaterra.
Nora Weeks / Victor Bullen: The Bach Flower Remedies,
Illustrations and Preparation
C. W. Daniel, 1964 “38 Bach Original Blütenkonzentrate.
Die speziellen Potenzierungsmethoden”, 100 páginas,
Neckarsulm: Jungjohann, 1991.
Descrição dos métodos de preparação das essências
originais de Bach, com fotos coloridas das 38 flores.
H. Documentação de casos

Caso 1: Crise após a perda do cônjuge


Caso 2: Problemas estomacais depois de uma demissão
Caso 3: Estabilização e desenvolvimento de uma paciente na
crise da meia-idade
Caso 4: Enxaquecas
Caso 5: Humor depressivo, medos e problemas estomacais
depois de uma úlcera duodenal
Caso 6: Reação excessiva de medo depois de uma cirurgia
Caso 7: Superação de medos através da assimilação do passado
Caso 8: Medo de acidentes de carro (Brasil)
Caso 9: Pânico de doenças (Argentina)
Caso 10: Medo de exames escolares
Caso 11: Pressão para produzir resultados
Caso 12: Angina pectoris
Caso 13: Sintomas de paralisia com gênese obscura
Caso 14: Infecção crônica e recidiva das vias urinárias
Caso 15: Bronquite asmática alérgica
Caso 16: Tinnitus (ruídos nos ouvidos)
Caso 17: Pós-tratamento do câncer
Caso 18: Globus hystericus
Caso 19: O uso de Rescue em dez exemplos
Caso 20: Florais de Bach e homeopatia em cinco exemplos
Caso 21: Choque emocional depois de um assalto à casa
Caso 22: Distúrbios digestivos e circulatórios com a chegada do
irmãozinho
Caso 23: Dores de cabeça recorrentes
Caso 24: Dificuldade para ler e escrever
Caso 25: Medo da escola
Caso 26: Distúrbios causados por medo do professor
Caso 27: Pesadelos
Caso 28: Distúrbios do sono com medo de monstros
Caso 29: Eczema pruriginoso causado por choque pré-natal
Caso 30: Alergia a ácaros e a pelos de gato
Caso 31: Bronquite asmática de fundo alérgico
Caso 32: Urinar na cama
Caso 33: Cistite crônica resistente à terapia
Caso 34: Terapia familiar devido a infecções recidivas das
crianças
Caso 35: Comportamento acintoso no lar-escola
Caso 36: Infecção crônica e recidiva por Cândido
Caso 37: Corrimento vaginal crônico
Caso 38: Dificuldades psíquicas no climatério
Caso 39: Distúrbios do climatério (Brasil)
Caso 40: Espasmos abdominais durante a gravidez
Caso 41: Contrações uterinas prematuras
Caso 42: Toxemia gravídica séria
Caso 43: Enjoo matinal na gravidez
Caso 44: Medo neurótico
Caso 45: Enurese noturna
Caso 46: Psicose esquizo-afetiva
Caso 47: “Fenômeno de reencamação” (Brasil)
Caso 48: Tratamento de uma crise depressiva no contexto de
uma psicose maníaco-depressiva unipolar existente há duas
décadas
Caso 49: Tratamento de uma deficiente mental
Caso 50: Autismo com ataques epilépticos
Caso 51: Alterações na natureza de um paciente deficiente,
depois de um status epilepticus
Caso 52: Medo após toxicodependência
Caso 53: Crise hipertônica
Caso 54: Paciente idosa e problemática em enfermaria (hospital
suíço)
Caso 55: Alívio de uma paciente na enfermaria
Caso 56: Confusão senil com agressividade
Caso 57: Experiências de uma enfermeira particular
Caso 58: Agressividade senil
Caso 59: Remoção para um asilo
Caso 60: Teimosia senil
Caso 61: Verrugas
Caso 62: Alopecia areata (1)
Caso 63: Alopecia areata (2)
Caso 64: Neurodermatite
Caso 65: Os florais de Bach no contexto de um tratamento
ortodôntico do maxilar
Caso 66: Complexos problemas de saúde causados pelos dentes
Caso 67: Reação à anestesia local
Caso 68: Medo infantil do dentista
Caso 69: Coccigodinia
Caso 70: Síndrome de isquialgia
Caso 71: Paciente na clínica de saúde
Caso 72: Os florais de Bach e a cura F.-X.-Mayr (1)
Caso 73: Os florais de Bach e a cura F.-X.-Mayr (2)
Caso 74: Um relato: A Terapia Floral de Bach na medicina
previdencial
Posfácio

Prof. Dr. em Filosofia Hermann Josef Schmidt,


Universidade de Dortmund
A Terapia Floral de Bach é um fenômeno, como bem o
comprovam milhares de experiências realizadas ao longo
das cinco ou seis últimas décadas e um número crescente
de publicações, dentre as quais surge agora este livro de
Mechthild Scheffer, compacto porém excitante e de leitura
agradável. Sim, um fenômeno: não só é uma terapia
realmente suave e eficaz, simples e valiosa, que estimula
nosso poder inerente de autocura, sem efeitos colaterais
negativos e sem o uso do bisturi, da agulha hipodérmica ou
da “química pesada”, como também é uma terapia que
alcança muito além dos efeitos dos remédios comuns, uma
terapia que (re)ativa nosso potencial e, portanto, promove
o desenvolvimento da nossa personalidade, no melhor
sentido da palavra; uma bênção, uma ajuda para a
harmonização e desenvolvimento do corpo, da alma e do
espírito.
Com isso, certamente a Terapia Floral de Bach ocupa uma
posição que está muito além do simples método de cura
caseira ou natural; ela combina, de modo talvez único, o
efeito concreto e verificável de seus remédios com efeitos
que até hoje só eram conhecidos enquanto resultados da
meditação, da terapia dos corpos sutis, da psicoterapia ou
do aforismo filosófico. E ela também age como catalisador
no trabalho espiritual, pois reduz os fatores de perturbação
e fortalece os aspectos de desempenho (como a capacidade
de concentração, por exemplo).
Nos dias de hoje, porém, este é um campo ainda pouco
nítido — a pesquisa sistemática e o debate amplo e aberto
dessas conexões são ainda “sonhos para o futuro”. Apesar
de valiosas contribuições e de novas descobertas, como
também o comprova este livro de Mechthild Scheffer,
estamos ainda, com as nossas descobertas, dando os
primeiros passos no amplo e diferenciado espectro de
atuação da Terapia Floral de Bach. Mas, acaso não é essa
limitação uma característica de quase todas as grandes
descobertas?
Volto-me, portanto, para o lado mais concreto: alguns
apelos, infelizmente muito atuais, em favor da Terapia
Floral de Bach.
Em primeiro lugar, e com toda ênfase, apelo ao Poder
Legislativo para que, ao aprovar leis relativas à saúde
pública, evite aquelas que envolvem exploração, e id eias
preconcebidas, impedindo a população de conhecer
exatamente esta forma de terapia, e dela ocultando as
ruinosas consequências das muitas décadas de exploração e
até mesmo de desinformação intencional, quando se poderia
trabalhar no sentido de uma profilaxia da saúde com base
na responsabilidade pessoal e no poder de autocura do ser
humano.
Em segundo lugar, apelo aos parlamentares, às fundações,
aos centros de pesquisas e empresas ligadas à área da saúde
para que passem finalmente a promover uma pesquisa mais
ampla, sem favorecer já de antemão a medicina alopática
devido aos seus métodos de prova; uma pesquisa, enfim,
que não tenha em vista apenas a repetição infindável das
mesmas pesquisas básicas altamente especializadas (como
o desenvolvimento de técnicas operatórias cada vez mais
complexas, por exemplo), mas que se dedique, em última
análise, à prevenção da saúde com o objetivo, perfeitamente
alcançável, de fazer com que o repertório alopático da
medicina ortodoxa só seja usado em casos excepcionais.
Em terceiro lugar, apelo a todos os colegas da área médica
ativamente interessados em tudo o que diz respeito à sua
própria saúde para que investiguem os métodos chamados
“alternativos”, bem como os métodos naturopáticos e,
sobretudo, a Terapia Floral de Bach, segundo todas as
regras científicas sérias e sem preconceitos, e, se possível,
também testando-os em si mesmos.
Em quarto lugar, apelo aos editores das publicações
científicas para que não abram espaço em suas páginas a
resultados de pesquisas comprometidas e a críticas
infundadas dos princípios subjacentes às terapias ditas
“alternativas”...
Em quinto lugar, apelo aos médicos sensíveis, de mente
aberta e em busca de conhecimento, bem como aos
curadores, para que não se deixem desanimar de modo
algum pela ainda persistente inexistência de
reconhecimento oficial, pois nem sempre se pode esperar
de quem jurou pela alopatia a imparcialidade e isenção de
espírito necessárias para examinar, testar, adotar e apoiar
abertamente uma terapia séria, cujos efeitos serão
prejudiciais ao seu próprio ganha-pão, uma vez que os
pacientes se emancipam, recorrem menos ao médico e
percebem que os gastos são geralmente bem menores.
Em último lugar, mas da maior importância, apelo a cada
pessoa para que dê a si mesma o direito de fazer
experiências independentes, interpretá-las e ser responsável
por elas; o direito de se interessar por uma noção de saúde
que integre o físico, o emocional e o espiritual; e também o
direito de opinar sobre o desenvolvimento de sua própria
saúde e personalidade, mesmo não sendo “do ramo” e se
mostrando incapaz de refutar de modo satisfatório as teses
que contradizem suas próprias descobertas.
Por quê? Ora, a história das ciências — e não menos a da
medicina — contém tantos (des)acertos fantásticos,
associados a cada época e a cada cultura, que bem pode ser
responsabilizada pela deformação da capacidade coletiva
da sociedade de lembrar, não só a responsabilidade do
paciente por si mesmo, como também, em última análise, o
discernimento e o interesse de cada um pela sua própria
saúde.
E eis outro ponto em que devemos pensar: nos próximos
anos poderá abater-se sobre nós uma onda esotérica, em
cujo turbilhão se encontrará quase toda a charlatanice
acientífica que o passado e o presente têm a oferecer — uma
imensa comercialização —, mas também uma imensa
quantidade de tudo aquilo que esse esoterismo pode
promover para dar uma forma mais produtiva à ciência
futura e à existência humana... bem, se nos sobrar tempo
para isso.
Aqueles que se aproveitam das atuais tendências suicidas
da nossa sociedade continuarão a se manifestar, com uma
expressão preocupada, através dos meios de comunicação:
entre eles, infelizmente, também os colegas das ciências
exatas, da medicina ortodoxa e da indústria da saúde, da
qual só na Alemanha participam cerca de um milhão e meio
de pessoas.
Quem, por outro lado, tem interesse pessoal em que cada
um de nós possa alcançar todas as suas possibilidades?
Analisemos, portanto, com mais agudez do que fizemos até
agora, os interesses e as motivações particulares de quem
usa esses argumentos...
E além de todos os apelos, eu pergunto: o que pode cada um
de nós fazer de concreto? Em favor de um exame mais
qualificado e de um debate mais amplo e aberto sobre a
Terapia Floral de Bach, eu gostaria ao menos de poder pôr
um fim nesse falso pudor das pessoas que tomam as
essências florais mas têm vergonha de confessá-lo, assim
como escondem o uso de outros úteis remédios naturais —
ah, quantas histórias os farmacêuticos não poderiam
contar?!
Diante dos outros, essas pessoas falam das essências florais
de Bach como se fossem simples “flores”, embora eles os
tenham ajudado a viver sua vida de um modo mais digno de
ser vivida; ou então permitem que os outros imponham
falsos padrões de interpretação para a ação terapêutica dos
florais de Bach, como, por exemplo, associar a qualidade
da argumentação (inferências científicas, legitimação
filosófica, etc.) ao efeito verificável do remédio.
Devemos sublinhar um aspecto importante quando se
estuda a pessoa, a obra e as descobertas de Edward Bach:
uma coisa são as essências florais em si e seus efeitos
observáveis, e outra coisa, muito diferente, são as
interpretações, etc., que podem ser fascinantes, irritantes,
provocantes e, talvez, até mesmo construtivas...
As chances de sobrevivência da nossa espécie talvez
dependam do modo como vamos lidar com as essências
florais de Bach e inúmeras outras terapias, práticas,
métodos e ideias alternativas.
Todos nós sabemos que num futuro não muito distante,
estaremos exterminando a vida neste planeta se não
revertermos várias das atuais tendências de
desenvolvimento e começarmos a dar atenção às ideias que
ainda hoje são descartadas por quase todo o establishment
como ameaças ao poder e ao lucro.
Hoje, quando como nunca antes na história humana as
consequências negativas da ignorância afetam a todos nós,
aumentam nossas oportunidades de discernimento: os anos
restantes deste século devem não só conduzir à eclosão de
novos conceitos alimentares, abordagens médicas mais
alternativas e uma filosofia tanto global quanto individual,
mas também serão anos de imenso desenvolvimento da
saúde e da personalidade através da Terapia Floral de
Edward Bach.
Este livro é um passo importante.
SINTOMAS NO ESTADO BLOQUEADO

1. AGRIMONY
Pensamentos dolorosos e inquietação interior por trás de
uma fachada de alegria e despreocupação.
2. ASPEN
Temores vagos e inexplicáveis; pressentimentos; medos
secretos.
3. BEECH
Atitude excessivamente crítica e intolerante; pouca
compaixão e capacidade de compreensão.
4. CENTAURY
Fraqueza de vontade; incapaz de dizer “não”; reação
excessiva aos desejos dos outros.
5. CERATO
Tem pouca confiança na própria opinião; constantemente
pede conselho aos outros.
6. CHERRY PLUM
Acha difícil o desapego interior; medo de
“irracionalidades” emocionais; explosões temperamentais
descontroladas.
7. CHESTNUT BUD
Tem sempre os mesmos problemas porque não elabora as
experiências e nada aprende com elas.
8. CHICORY
Personalidade possessiva, que interfere demais e pensa que
pode manipular os outros.
9. CLEMATIS
Vive com os pensamentos em outro lugar; pouca atenção
pelo que acontece à sua volta; devaneios.
10. CRAB APPLE
A pessoa se sente suja, impura ou contaminada. Desejo
exagerada de ordem e limpeza; de- talhista.
11. ELM
Sentimento de inadequação para suas tarefas ou
responsabilidades. Os “sais aromáticos” psicológicos.
12. GENTIAN
Pessoa cética e pessimista; tem dúvidas; se desencoraja com
facilidade.
13. GORSE
Não tem esperança, resignou-se. Sentimentos do tipo “não
adianta mesmo”.
14. HEATHER
Pessoa absorta em si mesma, totalmente voltada para si
mesma; precisa de público; a “criancinha carente”.
15. HOLLY
Pessoa emocionalmente irritada. Ciúme, suspeita,
temperamento violento, sentimentos de ódio e inveja.
16. HONEYSUCKLE
Saudade do passado. Sentimentos de pesar. Ou: pessoa que
se recusa inconscientemente a “trabalhar” certos
acontecimentos.
17. HORNBEAM
Cansaço mental. Acredita que está fraca demais para lidar
com as responsabilidades do dia-a-dia, embora consiga
cumpri-las. Sensação da “segunda-feira de manhã”.
18. IMPATIENS
Pessoa impaciente, facilmente irritável, tem reações
exageradas.
19. LARCH
Sentimentos de inferioridade. Expectativa de fracasso por
falta de confiança em si mesma.
20. MIMULUS
Pessoa tímida, inibida, apreensiva, reservada; tem muitos
pequenos temores.
21. MUSTARD
Períodos de profunda melancolia que surgem e
desaparecem sem uma causa conhecida.
22. OAK
A pessoa se sente como um guerreiro exausto e deprimido
que precisa continuar a lutar sem nunca desistir.
23. OLIVE
A pessoa se sente física e emocionalmente exausta e
esgotada. “Tudo é demais!”
24. PINE
Autocensura, sentimentos de culpa. Tem uma percepção
sombria da vida.
25. RED CHESTNUT
Preocupa-se mais com o bem-estar dos outros do que com
o seu próprio. Vínculo demasiado forte com pessoas
íntimas.
26. ROCK ROSE
Sentimentos de terror e pânico. Estados agudos de medo
depois de experiências ameaçadoras (p. ex., caso de
estupro).
27. ROCK WATER
Pessoa severa demais consigo mesma; opiniões rígidas ou
intransigentes; reprime necessidades vitais.
28. SCLERANTHUS
Pessoa indecisa, volúvel, interiormente instável. Opiniões e
estados de ânimo mudam de um momento para o outro.
29. STAR OF BETHLEHEM
Trauma emocional ou físico ainda não-trabalhado. O
“confortador da alma”.
30. SWEET CHESTNUT
Desespero interior. Acha que alcançou o limite daquilo que
uma pessoa pode suportar.
31. VERVAIN
Na ânsia de apoiar uma boa causa, gasta todas as suas
energias; pessoa excitável e até fanática.
32. VINE
Quer impor sua vontade. Pessoa ambiciosa e dominadora; o
“pequeno tirano”.
33. WALNUT
Deixa-se influenciar; suscetível e inconstante nas fases
decisivas de novos começos na vida. O floral “da ruptura”.
34. WATER VIOLET
A pessoa se retrai intimamente; isola-se, devido ao
sentimento de superioridade.
35. WHITE CHESTNUT
Pensamentos girando em círculos na cabeça; a pessoa não
consegue livrar-se deles. Diálogos e conversas interiores.
36. WILD OAT
Falta de clareza ao estabelecer seus objetivos; insatisfação
interior; não encontra sua missão na vida.
37. WILD ROSE
Pessoa apática, indiferente. Capitulação interior.
38. WILLOW
Pessoa amarga, ressentida; considera-se vítima do destino.
Leia também

EXPERIÊNCIAS COM A TERAPIA FLORAL DO DR.


BACH
Com um Questionário para Diagnóstico
Mechthild Scheffer
Este livro contém as experiências dos adeptos da terapia
floral do dr. Bach — médicos, pessoas que se dedicam à
cura e leigos interessados — com os respectivos
comentários. A sequência de casos revela as essências
florais adequadas para cada situação e os resultados que se
pretende obter. Trata-se de um verdadeiro tesouro para
todos os que usam a terapia floral, visto que, através de
experiências práticas, podem ser evitados muitos
descaminhos no seu aprendizado.
Experiências com a Terapia Floral do Dr. Bach documenta
o amplo espectro de utilização desse método de cura: desde
a pronta ajuda psicológica no dia-a-dia, por meio do apoio
sistemático aos processos de amadurecimento espiritual, até
o tratamento de casos de doença aguda, crônica ou tida
como incurável. Para todos os que desejam descobrir a
combinação adequada dos remédios florais de Bach, este
livro contém — pela primeira vez na história da terapia
floral — um exaustivo questionário que possibilita, desde
que respondido com honestidade, o reconhecimento das
essências mais eficazes para cada caso, com grande margem
de acerto.
Mechthild Scheffer — autora de Terapia Floral do Dr.
Bach — Teoria e Prática, também publicado pela Editora
Pensamento — representa na Alemanha, na Áustria e na
Suíça o “Dr. Edward Bach Center” da Inglaterra. Na sua
clínica, ele trabalha quase exclusivamente com a terapia do
Dr. Bach, que divulga em seminários e palestras
internacionais.
EDITORA PENSAMENTO
MANUAL ILUSTRADO DOS REMÉDIOS FLORAIS DO
DR. BACH
Philip M. Chancellor
“A maior contribuição que podemos dar aos outros é
sermos, nós mesmos, felizes e esperançosos; assim
poderemos tirá-los do seu desalento.
“A ação desses remédios é a elevação de nossas vibrações,
a abertura de nossos canais para o Eu Espiritual,
inundando nossa natureza com a virtude particular de que
necessitamos e removendo de nós a imperfeição que nos
está causando danos. Tal como uma bela música ou
qualquer elemento glorioso de enaltecimento que nos
proporciona inspiração, eles têm a propriedade de
dignificar a nossa natureza, levando-nos a uma
proximidade maior com nossas almas, trazendo-nos, assim,
a paz e aliviando nossos sofrimentos. Eles curam, não
combatendo a doença, mas inundando nosso corpo com as
sublimes vibrações de nossa Natureza Superior, em cuja
presença a enfermidade se dissolve como a neve à luz do
sol.
“Não existe cura autêntica, a menos que haja uma mudança
de perspectiva, serenidade mental e felicidade interior. ”
Edward Bach
EDITORA PENSAMENTO
OS REMÉDIOS FLORAIS DO DR. BACH
Dr. EDWARD BACH
Problemas de saúde frequentemente têm suas origens na
mente; sentimentos que foram persistentemente reprimidos
irão emergir, primeiro, como conflitos mentais e, depois,
como doença física.
O Dr. Edward Bach, um médico inglês, depois de atuar
como bacteriologista num hospital de Londres e de obter
êxito profissional com suas vacinas orais, resolveu morar
numa floresta de Gales, na Grã-Bretanha. Desanimado com
a medicina ortodoxa, lá descobriu que tinha uma
sensibilidade tal que lhe permitia sentir as energias
transmitidas pelas flores apenas tocando-as ou colocando
na boca as gotas que o orvalho deixava sobre elas. Ao
mesmo tempo constatou que, enquanto algumas flores eram
capazes de provocar sentimentos negativos, outras tinham
a propriedade de anulá-los. Entre 1930 e 1934, o Dr. Bach
identificou 38 flores silvestres entre essas últimas e
escreveu os fundamentos da sua nova medicina.
De volta à civilização, verificou na prática a eficácia dos
medicamentos florais e compreendeu a grande ajuda que
poderiam dar à humanidade doente. O Dr. Bach dizia que
“o medicamento deve atuar sobre as causas e não sobre os
efeitos, corrigindo o desequilíbrio emocional no campo
energético”. Estes remédios atuam sobre a desarmonia
profunda do paciente è, assim fazendo, formam a base para
a recuperação dos sintomas físicos.
A terapia das flores age no plano mais sutil da pessoa; seu
efeito, reconhecido em 1976 pela Organização Mundial de
Saúde, se constitui de grande ajuda à humanidade nestes
momentos de transição, auxiliando a harmonização dos
corpos (etérico, emocional e mental) e facilitando o livre
fluxo das energias superiores através da personalidade.
Neste livro fascinante, o Dr. Bach nos traz explicaç ões
sobre sua terapia floral e sobre sua aplicação em cada
circunstância, assim como sobre a natureza das
enfermidades e a forma de dominá-las, permitindo que o
organismo humano descubra o seu caminho até a verdadeira
saúde interior.
EDITORA PENSAMENTO
OS REMÉDIOS FLORAIS DO DR. BACH PASSO A
PASSO
Guia Completo para Prescrições
Judy Howard
No início da década de 30, um médico inglês, o Dr. Edward
Bach, descobriu um sistema perfeito de cura preparado com
plantas silvestres, flores e árvores do campo.
Os remédios florais do Dr. Bach passo a passo é um guia
completo sobre o sistema de remédios criado pelo Dr. Bach.
É ideal para principiantes que ainda niô conhecem essa
terapia, mas também oferece grande riqueza de informação
adicional para os que já estão familiarizados com o assunto.
O texto inclui capítulos relativos à preparação e à
administração dos remédios, bem como uma descrição
minuciosa de cada um deles. Como a escolha certa das
essências é uma das condições indispensáveis para o
sucesso da terapia, a arte de prescrevê-las é aqui explicada
em detalhe.
EDITORA PENSAMENTO
TERAPIA FLORAL DO DR. BACH — Teoria e Prática
Mechthild Scheffer

A doença tem sempre origem na mente; sentimentos que


durante muito tempo ficaram reprimidos emergirão
primeiro como conflitos mentais e mais tarde como doenças
físicas.
O dr. Edward Bach, médico inglês que clinicou na medicina
ortodoxa durante muitos anos, descobriu esse fato depois
de anos de estudo e pesquisa que culminaram com a
descoberta dos seus 38 remédios florais, básicos na sua
terapia. Esses remédios atuam sobre a desarmonia profund a
que afeta o paciente e, ao fazê-lo, preparam o caminho para
uma pronta recuperação dos sintomas físicos.
Terapia Floral do Dr. Bach — Teoria e Prática é o
primeiro livro sobre florais de Bach que leva em
consideração os aspectos espirituais e psicológico s na
aplicação das essências. Sua autora, com muita
sensibilidade, e talento, descreve os remédios florais de
uma maneira que leva o leitor a uma compreensão mais
profunda do conceito psicológico subjacente ao remédio,
realçando, portanto, o seu potencial de autocura.
O modo como o livro foi organizado, explicando a função
de cada essência e os casos em que são mais indicadas,
torna a terapia floral do dr. Bach acessível a leigos e
profissionais, atendendo assim à intenção original de seu
criador.
Mechthild Scheffer é a representante do Centro Bach da
Inglaterra na Alemanha, Áustria e Suíça.
EDITORA PENSAMENTO
UM GUIA PARA OS REMÉDIOS FLORAIS DO DR.
BACH
Julian Barnard
Os remédios florais do médico inglês Dr. Edward Bach
constituem um método simples e natural de cura que atua
sobre o estado emocional das pessoas e não sobre a doença
física. Eles harmonizam e equilibram a personalidade,
reagindo contra estados de ânimo negativos, como
irritação, medo, sentimentos de culpa, etc., que o Dr. Bach
considerava serem a causa real das doenças e da
infelicidade.
Este livro é um guia completo e prático acerca desses
remédios e do modo como eles atuam no plano mais sutil
das pessoas, com reflexos benéficos sobre o corpo físico.
Um livro gratificante, de fácil leitura e de extrema
simplicidade, características que fazem dele a melhor
introdução que já se escreveu sobre o assunto.
EDITORA PENSAMENTO

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Etimológica e Arquetípica
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Mechthild Scheffer
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Rua Dr. Mário Vicente. 374 — Fone: 272-1399
04270-000 — São Paulo. SP
A TERAPIA ORIGINAL COM AS ESSÊNCIAS
FLORAIS DE BACH
Um guia para médicos e terapeutas, dentro dos
conceitos originais do dr. Bach
Mechthild Scheffer
A Terapia Floral de Bach — os 38 remédios originais do dr.
Bach, que vêm sendo usados com sucesso há seis décadas
— tem seu lugar definido, ao lado da homeopatia, na
moderna medicina voltada para o ser humano como um todo
Este livro, já em sua quarta edição no original alemão e
traduzido para vários idiomas, é um manual especializado
sobre a Terapia Floral de Bach e apresenta — ao médico,
ao terapeuta e também ao leigo— os elementos mais
importantes dessa modalidade terapêutica, de forma prática
e clara Útil no consultório particular, esta seriíssima obra
de Mechthild Scheffer também mostra como introduzir a
Terapia Floral de Bach na medicina previdencial, nas
enfermarias geriátricas e nos asilos, estendendo aos menos
afortunados o alívio físico e emocional proporcionado pelos
florais de Bach
Ao médico ou terapeuta, este livro oferece valiosas
indicações de autotratamento. que ajudarão esses
profissionais a melhor trabalhar a sobrecarga emocional a
que estão sujeitos na prática diária, permitindo-lhes um
crescimento contínuo.
O livro contém relatos de casos e a colaboração de mais de
cem pediatras, geriatras. dentistas, psicólogos e psiquiatras,
ginecologistas e parteiras, dermatologistas, terapeutas e
curadores de diversas partes do mundo, inclusive do Brasil
e da Argentina.
***
De Mechthild Scheffer, a Editora Pensamento já publicou
Experiências com a Terapia Floral do dr. Bach e Terapia
Floral do dr. Bach – Teoria e Prática.