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Em termos operacionais, a aplicação do Arco de Maguerez deverá perfazer as seguintes etapas:

1. Problematização (Observação da realidade). Nessa etapa, a dupla deve começar


observando com seus “próprios olhos” a realidade concreta, isto é, o local onde a
situação problemática está transcorrendo no contexto real de interesse. A dupla é o
participante ativo desse processo; com o seu olhar verifica o que é insuficiente,
incongruente, inadequado, disfuncional, indigno, insatisfatório, impróprio, carente,
enfim, o que é problemático. Considera-se que a dupla está problematizando a
realidade. A dupla pode questionar diante dos possíveis fatores associados ao problema:
O que gerou o(s) problema(s)? Quais as fontes do(s) problema(s)? Quem pode provocar
o(s) problema(s)? Há mais de um problema envolvido? Por que a situação é
problemática?
2. Pontos-chave. Nesta etapa a dupla deverá encontrar as possíveis causas do(s)
problema(s) identificado(s) na etapa anterior. Deverá refletir e elaborar pontos
essenciais que deverão ser estudados para a busca de (re)solução. Podem ser listados
tópicos a serem estudados e perguntas para serem respondidas. Nesta etapa, a dupla é
solicitada a pensar sobre os temas que orbitam (atuam ou definem) a situação
problemática para aprender não só sobre as funções sociais e organizações, mas
também para aprender a respeito dos aspectos da organicidade e dinamicidade do
próprio sistema de interesse. Parte-se da reflexão sobre quais aspectos são essenciais
para serem estudados e investigados sobre a situação problemática para a busca de
solução; podem-se eleger quantos pontos-chave se queira. Deve-se debruçar sobre as
diferentes dimensões e analisar numa perspectiva econômica, política, social,
administrativa, ética e etc.
3. Teorização. É a investigação propriamente dita em que todos os fatos ocorridos e
observados são registrados pelos próprios alunos. A dupla deve se organizar para buscar
as informações sobre o problema, isto é, podem fazer consultas em diferentes fontes
de pesquisa, observar o problema que está ocorrendo, aplicar questionários qualitativos
ou quantitativos, assistir a palestras ou fazer entrevistas. Inicialmente a dupla entra em
contato com a cultura do meio em que vive, considerando os aspectos funcionais,
processuais, de organicidade, contextuais que envolve a situação. É preciso haver
diálogo e reflexão, para que se escolha, de maneira plena e satisfatória, os elementos e
modelos teóricos que podem ser apropriados para lidar com a situação problemática.
4. Hipóteses de Solução. É a etapa em que a dupla deve se questionar sobre o que é
preciso fazer para solucionar a situação problemática. Diante de todo o estudo feito,
que alternativas de solução podem ser elaboradas para resolver a situação
problemática? Isso permite que a dupla compreenda como o conhecimento deve ser
construído, relacionando os fenômenos observados e as teorias que podem ser
aplicadas na (re) solução da situação problemática ou que podem explicá-la. Para que a
dupla assimile a lógica da problematização, dentro de uma postura crítica, com
capacidade de raciocinar diante da complexidade que se apresenta e de discernir o que
é melhor para a sociedade e para as organizações, sendo solicitado que sejam propostas
hipóteses de solução para os problemas do contexto real observado.

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