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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO

PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO


CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM GERONTOLOGIA

Rebeka Marques dos Santos

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC):


CONTRIBUIÇÕES E DIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS
IDOSOS QUANTO AO USO DO SMARTPHONE.

Orientador: Prof.º Esp. Antônio de Lucena Rodrigues Júnior

Recife
2020
REBEKA MARQUES DOS SANTOS

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC):


CONTRIBUIÇÕES E DIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS
IDOSOS QUANTO AO USO DO SMARTPHONE.

Artigo apresentado à coordenação do


Curso de Especialização em
Gerontologia da Universidade
Católica de Pernambuco, elaborado
sob a Orientação da Prof.º Esp.
Antônio de Lucena Rodrigues Júnior,
como requisito parcial para obtenção
do título de Especialista em
Gerontologia.

Recife
2020
APRESENTAÇÃO

O presente estudo foi elaborado em forma de artigo, pois será enviado para uma
Revista Científica/ou/Livro.
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................... 5

2 MÉTODO......................................................................................................................7

3 O IDOSO E AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO


(TIC) ................................................................................................................................7

3.1 Contribuições das TIC e sua relação com o processo de envelhecimento............7

3.2 – O idoso e o uso de Smartphones – Principais dificuldades................................10


4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS..........................................................................13
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................16

REFERÊNCIAS ...........................................................................................................17
5

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC):


CONTRIBUIÇÕES E DIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS
IDOSOS QUANTO AO USO DO SMARTPHONE.

Rebeka Marques dos Santos


Antônio de Lucena Rodrigues Júnior

1 INTRODUÇÃO

O envelhecimento populacional é um acontecimento jamais visto antes.


Consequência de conquistas sociais no âmbito da saúde e aos avanços tecnológicos,
hoje, grande parte das pessoas podem chegar aos sessenta anos de idade ou mais.
Todavia, esse cenário mundial demanda inúmeros desafios nos diversos contextos
(econômico, político, social, e etc), que abrangem tanto os países desenvolvidos quanto
os que estão em desenvolvimento (OMS, 2018).

A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2018), aponta que até 2050 a


população mundial com mais de 60 anos deverá totalizar 2 bilhões de pessoas. Já no
Brasil, estima- se que até 2060, um quarto (25,5%) da população deverá ter mais de 65
anos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2018).

Compreendido como um processo natural, que progressivamente diminui a


reserva funcional dos indivíduos – senescência – o envelhecimento quando acontece em
condições normais, não provoca grandes limitações. Apesar disso, quando há a
ocorrência de acidentes, doenças, estresse emocional, tal processo pode tornar-se
patológico, o que necessita de intervenção – senilidade (MINISTÉRIO DA SAÚDE,
2006). Sendo assim, a heterogeneidade, as características individuais e o estilo de vida,
têm relação com o declínio cognitivo (associação, memória, raciocínio, juízo,
imaginação, pensamento e linguagem) presente no envelhecimento (APOLINÁRIO &
VERNAGLIA, 2016), entretanto, Krug, D’orsi, & Xavier (2019) apontam que “entre as
muitas formas de manutenção, estimulação e reabilitação cognitiva, o uso de
computadores, por meio da internet, é uma das mais eficazes”.

Veloso (2011, p. 116), define as TIC (Tecnologias da informação e


Comunicação) como:
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Um conjunto de dispositivos, serviços e conhecimentos relacionados a


uma determinada infraestrutura, composta por computadores,
softwares, sistemas de redes etc., os quais teriam capacidade de
produzir, processar e distribuir informações para organizações e
sujeitos sociais.

Dentre essas tecnologias, destaca-se o Smartphone, um dispositivo móvel


inteligente e atrativo, visto que possibilita o acesso à internet e seu custo é relativamente
acessível, assim como a sua utilização envolve menos conhecimento quando comparado
a um computador (FERNÁNDEZ, 2019).
Em vista disso, para Kachar (2010) o acesso à informação, as mudanças na
forma como as pessoas se relacionam, se comportam e a agilidade em diversos serviços
são características do universo das TIC, contudo a aquisição do conhecimento para fazer
uso destas ferramentas, muitas vezes, torna-se restrito às gerações mais jovens, das
quais já nasceram em um período repleto desses recursos. Em contrapartida muitos
idosos só conheceram essas tecnologias quando adultos ou mesmo na velhice, fatores
que podem influir na forma como se relacionam com esses dispositivos (SILVA, 2016).
No entanto, também percebe-se o interesse dos mais velhos em adentrar neste
universo, porém os constantes avanços e a rapidez do fluxo informacional de tais
ferramentas, tornam esse processo de aprendizagem complexo (SANTOS & ALMÊDA,
K. A., 2017). Tais dificuldades na obtenção destes conhecimentos, podem resultar na
exclusão digital e social deste grupo (GIL, 2011).

É importante ratificar que no contexto atual as (TIC) têm uma relevante


participação na assistência aos idosos, tal como mediante o uso dos smartphones, em
que seus diversos recursos/ferramentas propiciam o acesso a variados serviços e tarefas
essenciais (comunicação e interação com familiares/ amigos, aplicativos bancários,
compras pela internet, acesso à informação e etc.). Logo, essas tecnologias cooperam
para que levem uma vida mais independente (VASCONCELOS et al., 2017), assim
como diminuem a sensação de solidão e o isolamento social (RODRIGUES, 2018).
Desse modo, o presente artigo tem como objetivo realizar uma revisão da
literatura especializada, a fim de apresentar as contribuições das Tecnologias da
informação e comunicação (TIC), destacando as dificuldades vivenciadas pela pessoa
idosa quanto ao uso do smartphone. Da mesma forma, busca evidenciar o risco de
exclusão social quando não há a possibilidade de fazer uso destas tecnologias e, assim,
contribuir para maior discussão de perspectivas para a melhoria na usabilidade do
smartphone por esse público.
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2 MÉTODO

Esse estudo foi elaborado a partir de revisão de literatura, dos assuntos


relacionados à Tecnologia da informação e comunicação (TIC) e à usabilidade do
Smartphone pelos idosos. Para a realização desta pesquisa utilizou-se como critério as
palavras chaves: TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação), idosos, smartphone,
usabilidade, dificuldades/ utilidades. As fontes consultadas foram publicações
acadêmicas extraídas nas bases de dados do Scholar Google, Revista Kairós
Gerontologia, Revista Ergodesign HCI, BVS- Biblioteca Virtual em Saúde, SciELO
(Scientific Library Electronic). Bem como, a partir das publicações de autores
contemporâneos e clássicos, em que sua maioria foi retirada via On Line, tais como:
artigos, revistas científicas, dissertações e livros em versão digital.

3 O IDOSO E AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO


(TIC)

3.1 Contribuições das TIC e a sua relação com o processo de envelhecimento

É perceptível que a tecnologia tem proporcionado às pessoas melhor qualidade e


prolongamento dos anos de vida. O progresso na área de saúde, os avanços tecnológicos
e a consciência dos direitos dos idosos tem sido fator determinante para que a
expectativa de vida deste grupo apresente um crescimento exponencial (TAVARES &
SOUZA, 2012). No Brasil, o conceito cronológico de idoso refere-se às pessoas que
possuam idade igual ou superior a 60 anos e nos países desenvolvidos aqueles que
tenham 65 anos ou mais (ESTATUTO DO IDOSO, 2003; NERI, 2008; BVS –
Biblioteca Virtual em saúde/ DeCs-Descritores, 2018).

A partir disso, em coincidência com o crescente aumento da população mundial


em envelhecimento é imprescindível que reconheçamos o momento que se instaura
repleto de transformações tecnológicas, das quais no Brasil se iniciaram na década de
70. Além da rapidez com a qual essas mudanças se estabelecem, por intermédio dos
processos que abrangem a informação, o conhecimento, sua aplicabilidade e
consequentemente a geração de novos conhecimentos (CASTELLS, 2003).

Caracterizado como campo de estudo interdisciplinar, a gerontecnologia teve seu


conceito criado por Graafmans e Browers em 1989. Tendo como fundamento a
8

colaboração da área da gerontologia junto a outras ciências, tem o intuito de contribuir


para a pesquisa e aplicação em benefício do envelhecimento e à população idosa
(FOZARD et al., 2000). Isto é, os estudos visam compreender a relação entre o
envelhecimento, e o avanço e elaboração de tecnologias; explorando suas
possibilidades, a fim de proporcionar qualidade de vida às pessoas com idade avançada.
Essa área de estudo apresenta tem como um dos principais objetivos reduzir às possíveis
perdas resultantes do envelhecimento, através da prevenção (DOLL, ROCHA &
CACHIONI, 2017).

A tecnologia, para Veloso (2011, p. 41), possui diversas definições, porém de


maneira mais abrangente, pode ser entendida como aquilo que não havendo na natureza,
o ser humano cria para aumentar seus poderes, ultrapassar restrições físicas, a fim de
otimizar o seu trabalho e ter mais qualidade de vida.

O advento da internet foi um importante resultado dessas invenções, como


afirma Veloso (2011, p. 106):

Neste mundo atual, marcado por tantas mudanças a internet ocupa


uma posição de destaque, pois, para além de uma questão tecnológica
apenas, ela pode ser entendida como um importante fator de cultura,
que contribui para alterar os modos de se relacionar e viver em
sociedade. Com suas novas formas de comunicação instantânea
(dentre os quais se destacam as redes sociais, os blogs, os aplicativos
como Skype e MSN, e-mails, dentre outros), ela tem alterado
significativamente as formas de comunicação entre as pessoas.

Segundo pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela C
Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em outubro de 2016, o que mais
atrai os idosos na internet é o relacionamento com os familiares (62,9%). Outro
interesse apresentado pelos maiores de 60 anos é a procura por noticiários sobre
política, economia, moda e esporte (47,8%) e informações sobre serviços e produtos. Na
mesma sondagem apontou que a cada dez idosos (19,1%), dois fazem compras on-line.
Assim, nesse percurso, diversas camadas sociais são alcançadas pelo mundo
digital, e os idosos pouco a pouco têm sido atraídos pela comunicação, interação social
e autonomia que estes aparatos tecnológicos propiciam, mediante a implementação de
políticas públicas específicas (MARIZ & GICO, 2009; TAVARES & SOUZA, 2012).
O Art. 21, da Lei 10.741/2003 estabelece que "O Poder Público criará
oportunidades de acesso do idoso à educação, adequando currículos, metodologias e
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material didático aos programas educacionais a ele destinados". Da mesma forma, no


parágrafo 1º do mesmo artigo, complementa que "os cursos especiais para idosos,
incluirão conteúdo relativo às técnicas de comunicação, computação e demais avanços
tecnológicos, para sua integração à vida moderna" (BRASIL, 2003). Na sociedade atual
quem dispõe de informação tem poderio de cidadão. Portanto, como cidadão, é direito
do idoso ter acesso profusamente viabilizado às tecnologias da informação (LIMA,
2007). Tal consciência faz com que esta classe demonstre, de forma gradual, um novo
olhar acerca do próprio estilo de vida e a forma como se comportam frente às atividades
cotidianas - compras, transações bancárias, redes sociais, acesso à informação –
vinculadas às tecnologias (MARIZ & GICO, 2009; TAVARES & SOUZA, 2012).
Chopik (2016) declara que embora a maioria dos idosos se sintam intimidados
sobre a utilização das novas tecnologias, existem aqueles que alegam que as vantagens
propiciadas pelas mesmas, sobrepujam os possíveis desafios e dificuldades decorrentes
do seu uso.
Desse modo, é factual que as tecnologias contribuem positivamente para que os
idosos vivam com mais independência e qualidade de vida, em meio às limitações
resultantes do processo de envelhecimento.
Por outro lado, Neri (2014) destaca que os usuários idosos podem ser distinguidos
quanto ao uso das tecnologias em três perfis:

O primeiro grupo são os otimistas, aqueles usuários que aceitam as


tecnologias e percebem a sua importância, querem aprender e fazer
uso delas para se sentirem incluídos na sociedade, tentam entender e
utilizar as ferramentas. O segundo grupo são os simpatizantes das
tecnologias, mas não usuários. Reconhecem os benefícios e
importância dos instrumentos tecnológicos, mas ainda preferem
manter os hábitos cotidianos, como ir ao banco em vez de acessar a
conta bancária pela internet. Este segundo grupo escolhe utilizar ou
não as tecnologias.
O terceiro grupo são os que rejeitam as tecnologias e se dizem
“velhos” para aderir às mudanças e novidades, preferindo não abdicar
dos seus costumes e hábitos diários. Eles não as entendem e não têm
curiosidade em aprender a utilizá-las. Essa não aderência pode estar
relacionada com a falta de oportunidade, de motivação e de
conhecimento.

Por esse motivo, embora os idosos venham apresentando interesse em fazer parte
do contexto das TIC, é preciso atentar para as suas individualidades, haja vista que ao
longo do processo de envelhecimento, o idoso sofre inúmeras perdas funcionais que
podem acontecer de maneira normal ou patológica, sendo determinada de acordo com
10

as condições biológicas, psicológicas e socioculturais das quais vivenciou no decorrer


da vida (ZIMERMAN, 2007).

A ideia de velhice, de modo geral, tem sido vista de maneira negativa tanto pela
população como pelos próprios idosos: “as doenças, as debilidades físicas, o desânimo e
a dependência física são os principais sinais de que a velhice chegou, numa clara
tendência em estereotipar o envelhecimento como período somente de perdas”
(PERSEU ABRAMO, 2006). Contudo, Mendes et al. (2005), declara que o
envelhecimento deve ser entendido como um processo natural que corresponde a uma
etapa da vida do ser humano, mediante alterações biopsicossociais que afetam de forma
específica os mais velhos.

Kachar (2010) em oposição ao discurso estereotipado salienta que é primordial


que a velhice não seja encarada apenas como a fase da aposentadoria, das doenças, dos
declínios e das perdas, dado que tudo depende do perfil de cada pessoa e da forma como
se deu o seu processo de envelhecimento.
Já, Santos (2005), destaca que as mudanças provenientes do envelhecimento
abarcam, sobretudo, os valores da pessoa idosa, dos quais exercem influência sobre o
seu aspecto emocional.

Verona at al. (2006) menciona que o idoso traz do processo de envelhecimento


seus traços mais relevantes. Desta maneira, indivíduos mais pessimistas e tristes tendem
a ter maior dificuldade no enfrentamento desta fase da vida, enquanto os que são alegres
e confiantes a vivenciam com mais serenidade.

A questão emocional muitas vezes está entrelaçada com a aversão dos idosos em
relação às tecnologias. Assim como, são poucos os estudos referentes às emoções,
devido à complexidade que envolve a tentativa de defini-las (DOLL, 2020).
Tais especificidades podem influenciar no desempenho do usuário idoso ao
manusear um smartphone, por exemplo.

3.2 – O idoso e o uso de Smartphones – Principais dificuldades

Conforme Doll, Rocha & Cachioni (2017), os smartphones são dispositivos


móveis (aparelhos digitais) que possibilitam mobilidade, portabilidade e conexão com a
internet. Esses aparelhos são utilizados para a realização de diversas atividades no
11

decorrer do dia, e a sua adesão é feita tanto por adultos, jovens e crianças quanto pelos
idosos (ROCHA & PADOVANI, 2016).
Em pesquisa recente, foi constatado que cerca de 92% dos idosos brasileiros
utilizam smartphones para a realização de múltiplas atividades, tais como, ligações,
redes sociais, visualização de fotos, vídeos e outras tarefas (MOBILE TIME, 2019). Já
em dados da pesquisa TIC domicílios (2019), realizada pelo Centro Regional de
Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC.BR), apontam
que do total da população do Brasil, 31% das pessoas com idade entre 60 e 74 anos e
14% das que possuem mais de 75 anos são usuárias de internet no celular. No mesmo
estudo, mostra que 72% dos idosos alegaram que a falta de habilidade com o
computador é o motivo de não utilizarem a internet.
Os idosos têm interesse em utilizar a internet com o intuito de se ocupar, de se
relacionar-se, porém a principio, manifestam baixa autoestima, que geralmente se dá
pela falta de habilidade com as tecnologias. Mais adiante, com treino e prática sentem-
se tão realizados, que chegam a assemelhar a sua performance com a dos filhos e netos
(SANTOS, 2005).
Para Bacha et. al. (2013) apesar da rapidez com a qual os smartphones têm se
disseminado no Brasil e no mundo, pouco se tem estudado sobre o comportamento dos
usuários ao utilizá-los, especialmente quando se trata do usuário idoso, um consumidor
em potencial.
Matos (2014) ratifica que os dispositivos móveis apresentam uma interface que
não colabora para que haja uma compreensão contínua dos processos digitais pela
pessoa idosa, como por exemplo: letras pequenas, tela com visualização desconfortável,
dificuldade no entendimento da organização dos menus, ícones, funções e etc. Borges
(2012), complementa que as interfaces das tecnologias de informação e comunicação
comumente não são compatíveis ou adaptadas para atenderem as necessidades das
pessoas com idade mais avançada.

O processo de envelhecimento tende a provocar um declínio nos sistemas


sensoriais do idoso, o que compromete a sua capacidade perceptiva. Os lobos frontal e
temporal medial são as regiões mais atingidas do cérebro, afetando assim, os sentidos da
visão, audição e olfato (FILHO, 2019). A partir disso, Macedo (2009) descreve que as
principais mudanças acontecem em três sistemas sensoriais:
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Alterações nos Sistemas Sensoriais com o Processo de Envelhecimento


Sistema sensorial Alterações
Auditivo Redução da distinção de sons e assimilação da fala.
Háptico Redução da sensibilidade da palma das mãos.
Redução da acuidade visual, do campo visual periférico, da
Visual percepção de profundidade, da distinção de cores e habilidade de
adaptação ao claro e escuro.
Fonte: Adaptado de Macedo (2009)

Desta maneira, infere-se que as propriedades do design da interface do


smartphone, podem influenciar em sua utilização, uma vez que dependem propriamente
dos sentidos citados acima (ANJOS et al., 2014).
Para além dessas particularidades físicas, a pessoa idosa se depara com a redução
de aspectos associados à cognição, o que interfere de forma assertiva a maneira como
eles manuseiam e se relacionam com o smartphone (FILHO, 2019).
Bifano (2003) reporta que para promover o agrupamento de características que
possibilitem a compreensão, operação e utilidade de um produto para usuários
heterogêneos, como os idosos, é uma dificuldade eminente, em virtude da progressiva
diversidade dos produtos. E não se trata apenas do aumento da complexidade de tais, o
contato com a sua interface também tem se tornado a cada dia, mais hermético e menos
intuitivo.
Para o entendimento do conceito de interface, Johnson (2001, p. 24) profere que:

Em seu sentido mais simples, a palavra interface se refere a softwares


que dão forma à interação entre usuário e computador. A interface
atua como uma espécie de tradutor, mediando entre as duas partes,
tornando uma sensível para a outra. Em outras palavras, a relação
governada pela interface é uma relação semântica, caracterizada por
significado e expressão, não por força física. (JOHNSON, 2001, p.24)

Em avaliação efetuada na interface de um dispositivo móvel para usuários com


idade avançada Barros, Leitão & Ribeiro (2014), atentaram para interação, navegação e
indicações de design visual. A partir disso, registraram como se deu a idealização e
análise da interface do usuário de um aplicativo de smartphone planejado para usuários
mais velhos, fazendo testes com três modelos de interfaces em grupos de idosos
heterogêneos. Baseados nos resultados e inferências obtidas nesta avaliação, passaram a
difundir sugestões de design de interfaces para pessoa idosa. Essas investigações para
comunidade geral, têm sido de grande relevância no processo de criação de interfaces
para smartphones.
13

A NBR ISSO 9241-11 (2002) define usabilidade como a competência que um


produto, em determinado contexto de uso, tem de possibilitar ao usuário a realização de
atividades e intenções de maneira eficaz, eficiente e satisfatória. A eficácia refere-se à
precisão e integridade que o usuário atinge propósitos pontuais. A eficiência consiste
nos meios gastos para atingir tais objetivos. E a satisfação compreende a inexistência de
incômodos, assim como as respostas positivas para com o uso de um produto.
Alguns especialistas no ramo da tecnologia, como Bergher (2017), recomendam
para os idosos dispositivos móveis com telas maiores, já que favorece o desempenho de
tarefas como digitação e melhor visualização. As interfaces desses dispositivos devem
ser projetadas de forma a serem usáveis e acessíveis aos usuários idosos, de maneira que
atenda as suas limitações, visto que, tais providencias viabilizam o uso das tecnologias
sob perspectivas favoráveis de formação e integração social (MACEDO, 2009). Nesse
contexto, Santos e Almêda (2017) inferem que:

Todas as pessoas, sejam jovens, adultos ou idosos, têm suas


particularidades. Porém, o que diferencia o público da terceira idade
desses outros grupos, além dos aspectos fisiológicos e psicológicos, é,
sobretudo, a sua vida regada de sabedoria e experiência. Portanto, vale
destacar a importância dos idosos estarem integrados com esses novos
recursos informacionais, haja vista que essa inclusão está diretamente
relacionada à integração dos cidadãos na sociedade e ao acesso às
informações no atual contexto informacional.

Sendo assim, faz-se necessário que novas estratégias sejam traçadas para a
melhoria das experiências dos idosos com o smartphone, pois assim a promoção da
segurança e independência na utilização destes dispositivos, estará sendo estabelecida
em prol deste público (SOUZA, 2019).

4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A expectativa de vida das pessoas idosas tem aumentado exponencialmente no


Brasil e no mundo. Dados oficiais indicam que até 2050 a população mundial acima de
60 anos irá dobrar. Em paralelo, vivencia-se o constante avanço tecnológico e a
informatização de inúmeros serviços, o que influencia assertivamente na maneira como
a sociedade de modo geral se comporta.
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Sabemos que essas ferramentas podem oferecer diversos benefícios cotidianos,


onde destacam-se as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Contudo, o
acesso a essas benesses não é algo tão simples para população idosa, que apesar de
demonstrar interesse em utilizá-las, encontram muitas dificuldades na sua usabilidade,
como é o caso dos smartphones.
Posto isto, o presente trabalho buscou entender os principais aspectos do
envelhecimento relacionados ao contexto do idoso na interação com as tecnologias da
informação e comunicação. Ao smartphone foi dado o enfoque principal, com intuito de
depreender as contribuições e dificuldades que essa tecnologia incide no desempenho
do usuário idoso.
A partir disso, inferimos que inúmeras são as barreiras enfrentadas pelo idoso para
que tenha acesso às tecnologias e desfrute de suas utilidades de forma compreensível, a
começar pelos estereótipos, muitas vezes, impostos por si e pela sociedade, fazendo-o
ocupar uma posição de fragilidade e impossibilidade de aprender sobre o mundo
tecnológico (PERSEU ABRAMO, 2006).
Mais adiante, também foi observado que a Lei 10.741/2003, da qual regulamenta
os direitos da pessoa idosa (ESTATUTO DO IDOSO), assegura a garantia do acesso à
informação e a todos os procedimentos que envolvam a sua compreensão. Inclusive, a
viabilização das TIC, consiste em um exercício de cidadania, tendo em vista que ter
acesso à informação nos dias de hoje, é ter poder de cidadão (LIMA, 2007).
Os resultados analisados também expuseram como os idosos vêm se comportando
quanto à adesão do smartphone (MOBILE, 2019), assim como os seus principais
interesses ao utilizar a internet (CNDL, 2016). Resultados estes, que apresentaram um
considerável progresso, em comparação com períodos anteriores.
Por outro lado, Matos (2014) abordou questões relacionadas à interface dos
dispositivos, que atreladas às características do envelhecimento podem influenciar da
performance no idoso.
Os estudos também relataram como aspectos cognitivos e sensoriais podem
influenciar na usabilidade do smartphone pelo idoso, fazendo com que apresente
interferências no processo de aprendizagem destas tecnologias e como a utilização de
estratégias que tornem esses dispositivos usáveis pode propiciar uma experiência
significativa a estes usuários (MACEDO, 2009; FILHO, 2019).
A revisão também encontrou colocações acerca do aspecto emocional do idoso,
que muitas vezes, pode estar interligado ao fato da rejeição ao uso das tecnologias
15

(DOLL, 2020), da mesma forma que as tecnologias podem atuar na elevação da


autoestima, independência, qualidade de vida e redução do sentimento de solidão
(RODRIGUES, 2018; CHOPIK, 2016).
Assim, foi percebido que existe uma grande necessidade de estudos focados no
desenvolvimento de interfaces acessíveis a pessoa idosa, assim como na investigação
dos aspectos emocionais ligados ao aprendizado das TIC.
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante dos resultados da revisão de literatura aqui exposta, infere-se que pesquisas
sobre a temática têm sido realizadas, contudo ainda são poucas, tendo em vista as
necessidades emergentes do público idoso, assim como o crescimento progressivo desta
população.
A partir da análise dos estudos, depreende-se que o Brasil ainda necessita de
avanços no acesso dos mais velhos às tecnologias da informação e comunicação, e
usabilidade do smartphone. Percebe-se a brevidade de que os profissionais responsáveis
pela criação destes dispositivos conheçam as particularidades do processo de
envelhecimento, a fim de que desenvolvam aparelhos que supram as limitações ligadas
à velhice. Além disso, faz-se necessário que a sociedade, de modo geral, se informe
mais sobre o processo de envelhecimento, a fim de não disseminarem ideias
estigmatizadas sobre esse contexto.
Por fim, nota-se que a urgência em realizar pesquisas contínuas em relação à
interação do idoso com contexto das TIC é eminente, em que destaca-se não só o a
utilização do smartphone, mas também outros dispositivos móveis e tudo que abranja
esse universo de constantes inovações.
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REFERÊNCIAS

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