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INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE MANICA

DIVISÃO DE ECONOMIA, GESTÃO E TURISMO (DEGEST)


CURSO DE LICENCIATURA EM CONTABILIDADE E AUDITORIA

Resolução de Exame de Direito Administrativo

Discente:

Maria Mónica Mtambo.

Docente: dr. José Dias. MA

Chimoio, Julho de 2020


1. A) RESPOSTA

As invalidades do procedimento administrativo contidas na hipótese são exatamente três


nomeadamente:

Atraso na resposta – decisão - por parte da administração pública. No que o prazo da decisão
foi desobedecido de forma intensiva no intervalo de dia 20/05/2013 a 16/08/2013, que segundo
a lei n° 14/2011, de 10 de Agosto, no seu artigo 171 – Prazo para Decisão – 1. Sempre que a lei
não fixe prazo diferente, o recurso hierárquico deve decidido no prazo de quinze dias, contado
a partir da apresentação do processo ao órgão competente para dele conhecer, nos termos do
disposto n.º 1 do artigo 168 da presente lei.

Desobediência do princípio da igualdade e da proporcionalidade, contida na mesma lei acima


mencionada no artigo 6. 1. Nas suas relações com os particulares, a Administração Publica não
deve privilegiar, beneficiar, prejudicar, privar de qualquer direito ou isentar de qualquer dever
juridico o administrado por motivo de ascendência, sexo, cor, raça. Origem, étnica, lugar de
nascimento, estado civil, religião, convicções politica ou ideológicas, instrução, situação
económica ou condição social. Invalidando a seguinte decisão: autorizo o Sr. Moisés Tavares,
por este ser meu conterrâneo e amigo nas horas difíceis a construir no distrito de Mogovolas.
“Decisão tomada, decisão cumprida”.

E por fim, a Administração Publica é revestida pelo Privilégio de Execução Prévia que constam
como garantias da administração pública, segundo o decreto n°. 30/2001 De 15 de Outubro,
artigo 16 alínea a). Na qual considero invalido a autorização para pavimentar todas ruas do
distrito, mediante pagamento de 16 biliões de meticais a sua empresa, num momento de
austeridade em que Moçambique vive.

Em forma de definição desta garantia chama-se nesta arena o artigo 1, alínea g) do mesmo
decreto, de que o Privilegio de Execução Previa é o poder ou capacidade legal de executar actos
administrativos definitivos e executórios, antes da decisão jurisdicional sobre o recurso
interposto pelo interessado.

B) RESPOSTA

Pelo Conselho de Ministros, foi aprovado o Decreto nº 5/2016, de 08 de Março, publicado no


Boletim da República, I Série, número 28, de 8 de Março de 2016, o novo Regulamento que
estabelece o Regime Jurídico aplicável à Contratação de Empreitada de Obras Públicas,
Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado, incluindo os de Locação, Consultoria
e Concessões, entrou em vigor, desde 08 de Junho de 2016. Este Regulamento revogado o
anterior, aprovado pelo Decreto nº 15/2010, de 24 de Maio. Com aprovação do novo
Regulamento, através do Decreto nº 5/2016, de 8 de Março, pretende-se:

 Melhorar os processos de contratações públicas realizados pelos órgãos e instituições


do Estado;
 Aumentar a celeridade, transparência, eficácia e eficiência aos processos de contratação
pública;
 Privilegiar a realização de processos competitivos;
 Melhorar a gestão e fiscalização de contratos de empreitadas de obras públicas;
 Reforçar a monitoria e supervisão dos processos de contratação pública; e
 Contribuir para o combate a corrupção.

Cede portanto, afirmar que o diploma que prevalece é o Decreto nº 5/2016, de 8 de Março na
qual é acrescentada a noção de Concorrente Nacional, uma vez que passa a ser considerada
como tal, a pessoa colectiva moçambicana cujo capital social seja maioritariamente detido em
mais de 50% por pessoa singular ou colectiva moçambicana e passa também a ser considerada
Concorrente Nacional a pessoa singular ou colectiva registada em Moçambique há mais de 5
anos com capital social maioritariamente estrangeiro.

2. RESPOSTA

A actividade administrativa não se esgota na tomada de decisões, isto porque antes de cada
decisão há sempre numerosos atos preparatórios, estudos a efetuar, averiguações a fazer, etc. e
depois de tomada a decisão existem novos tramites: registos, controlo, vistos, publicação,
notificação, etc.

Os objetivos e a necessidade de regulamentação do procedimento alerta porem, para a


importância:

1. Disciplinar o desenvolvimento do procedimento de forma a racionalizar meios e


serviços evitando a burocratização e aproximar os serviços públicos das populações (o
que alias tem sido o ultimo esforço da administração, através da criação de uma
administração eletrónica);
2. Esclarecer a vontade da administração pública de forma a serem tomadas as melhores
decisões (princípios da legalidade, justiça, razoabilidade, proporcionalidade, igualdade,
etc.);
3. Assegurar a participação dos cidadãos na formação das decisões que lhes digam respeito
(salvaguardando dessa forma os direitos subjectivos dos cidadãos).

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